Contexto da Agropecuária Brasileira
e as Oportunidades e Necessidades
de Pesquisas em Matéria Orgânica e
Substâncias Húmicas
Ladislau Martin Neto
Diretor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento
Embrapa- Brasília-DF
XI Encontro Brasileiro de Substâncias Húmicas- EBSH
São Carlos, 19 de Outubro de 2015
Conteúdo
• Contexto Mundial – Desafios para Humanidade
• Trajetória recente e Oportunidades para o Desenvolvimento
Agropecuário Sustentável no Brasil
• Rede de Inovação para Agropecuária no Brasil
• Rede de Pesquisas em Mudanças Climáticas da Embrapa e
Instituições Parceiras
• Plano Agricultura de Baixo Carbono e Oportunidades de
Pesquisas em MO e SHs
• Considerações Finais
10 Maiores Desafios para
humanidade nos próximos 50 anos
2003: 6,3 bilhões de pessoas (hoje + 7 bilhões)
2050: 10 (9) bilhões pessoas
Energia
Educação
Água
Democracia
Alimento
População
Meio Ambiente
Doenças
Pobreza
Terrorismo & Guerras
(Prêmio Nobel, Alan MacDiarmid
Embrapa Instrumentação- São
Carlos. SP. - Abril 2005)
SCIENCE VOL 327 12 FEBRUARY 2010
Special Issue: Food Security
This week's Science features a series of articles on food security,
Including an Editorial, Review articles, a series of Perspectives, a Policy
Forum, and a special news package.
Careers in Food Security Span Several
Disciplines
By Cath Janes
February 12, 2010
"A food security career is a combination of
cutting-edge science and social
opportunities to work in other countries -and all for the good of humanity, too." -Denis Murphy, University of Glamorgan,
Pontypridd
4 March 2010
Growth industry
The global food supply, climate
change and other worries have
produced a
new worldwide demand for
agricultural researchers.
Crescimento populacional esperado por região
2010 - 2050
Entre agora e 2050, a
população deverá crescer
mais de 30 por cento
resultando em mais 2,3
bilhões de pessoas para
alimentar
Source: UN data from Global Harvest Initiative GAP Report (2011).
Crescimento populacional esperado por região
2010 - 2050
A maior parte do crescimento
populacional é esperado na
África Sub saariana e na Ásia áreas de baixa renda com níveis
relativamente baixos de
produtividade agrícola.
Source: UN data from Global Harvest Initiative GAP Report (2011).
Superávit e deficit alimentar, 1965 to 2010
Como as importações e exportações mudaram desde 1965
As grandes mudanças
food
naproduction
capacidadeduring
de
produção
the period
de came
alimentos
in
South
durante
America
o período
(Brazil,
mainly)
foram verificadas
and in Eastern
na
América
Europe.
do Sul e na
Europa Oriental
Available at: http://www.economist.com/blogs/feastandfamine/2012/05/food
Superávit ou deficit alimentar, 1965 – 2010
Como as importações e exportações mudaram desde 1965
Do lado do consumo parece
provável que a Ásia o Oriente
Médio e a África continuarão a
exigir importações para
satisfazer populações e renda
crescentes
Available at:
http://www.economist.com/blogs/feastandfamine/2012/05/food
“Drivers” da demanda global
PIB (crescimento anual%)
Crescimento da População
(Bilhões)
6,12
9,15
8,01
World
Mundo Série1
6,91
4,06
1975
DC
PD
6,6
2000
2010
2025
6,0
5,0
4,0
3,0
Rural
Urbano
1,9
6,6
4,5
4,3
3,7
7,0
Série3
6,4
2050
Urbanização (bilhões)
UC
PED
Série2
2,2
2,6
2,0
1,0
Média 00-10
1950
1955
1960
1965
1970
1975
1980
1985
1990
1995
2000
2005
2010
2015
2020
2025
2030
2035
2040
2045
2050
0,0
2011
2012
Source: UN (dez/2010) e IMF (jun/2011). Elaboration: Fiesp-Deagro
Áreas Aráveis no Globo e População - 2009
No futuro uma fração
crescentes da produção
agrícola terá que ser
mobilizada via comércio
uma vez que a distribuição
da população no mundo
por região não segue a
distribuição de terra
agriculturável.
Trajetória recente e Oportunidades
para o Desenvolvimento
Agropecuário Sustentável
Savannah’s Agriculture
The Example of Brazilian Tropical Soybean Development
1960
1975
2005
TV: Field of Dreams/Business Nation - http://www.cnbc.com/id/15840232?video=740233500
YEAR DOUBLE CROPPING
35 harvest machines
17 sowing machines
No-Tillage Planting System
Soil correction
Cultivars’ adaptation
N Biological fixation
No- till
Biological control
A agricultura brasileira é baseada em mais de 300
espécies de cultivos e envia para o mundo
350 tipos de produtos que chegam a 180 mercados do
planeta (20% do total é exportado)
202
40 MILHÕES DE
(2014/15)
(2013)
MILHÕES DE TONELADAS
Produção
O Brasil é grande GRÃOS
produtor de grãos,
carne e
frutas, e o setor
agropecuário contribui
com
22,5% do PIB e 37% da
força de trabalho.
Fonte: IBGE, Cepla,
Conab.
MILHÕES DE TONELADAS
Fonte referência:
(2014)
Embrapa/SGI
26
Fonte: IBGE, CEPLA, Conab.
Referência: Embrapa / SGI
CARNES
TONELADAS
FRUTAS
37 BILHÕES
DE LITROS
(2014)
LEITE
Aumento da Produtividade Agrícola
produção de grãos / área (milhões de toneladas/ha)
Produção Total de Grãos (em milhões de toneladas)
Área de Grãos sem Culturas de 2º Safra, 3º Safra e de Inverno (em milhões de hectares)
Área de 2º Safra, 3º Safra e de Inverno (em milhões de hectares)
Fonte: Conab.
Nota: Estimativa em janeiro/2015.
Avanços da Agricultura Brasileira – Energia Renovável
O Brasil tem uma Matriz Energética Limpa
Outras fontes
renováveis
Urânio
Carvão 3,8% 1,4%
Gás Natural 4,8%
8,8%
Madeira e outras
fontes de
biomassa
10,1%
Petróleo e
Derivados
37,9%
Cana-de-açúcar
Hidroeletricidade
15,2%
18,1%
Source: BEN (2010). Elaboration: UNICA
Agronegócio segura a balança comercial
Jornal Estado de São Paulo, 06
de Outubro 2013
Uso do Solo no Brasil
Área Total
850 M ha

Amazônia, Pantanal e outros
470 M ha

Potencial para Agricultura
380 M ha
Hoje

Grãos e Culturas Perenes
(cana- 8 M ha; reflorestamento- 6 M ha)

Pastos
(conversão lavoura, cana e outros)
200 M ha

Áreas disponíveis (?)
100 M ha
80 M ha
Emissão de gases de
efeitos
estufa
Emissões
brasileiras de gases
de efeito estufa
Período 1990 – 2010
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Secretaria de Políticas e Programas de Pesauisa e Desenvolvimento
Coordenação Geral de Mudanças Globais de Clima
3000
Período 1990 - 2010
em CO2 equivalente
Em CO2 equivalente
2500
2000
Tg Co2eq
Uso da Terra e Florestas
Agropecuária
Processos Industriais
Tratamento de Resíduos
Energia
1500
1000
500
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
0
Tg = milhões de toneladas GWP CH 4: 21; GWP N 2O:310
Tg = million tons GWP CH4: 21; GWP N2O: 310
Prof. Pinguelli Rosa
FBMC
Palácio do Planalto
05/06/2013
57,00%
Brazilian GHG Emissions
16,00%
2005 (CO2e)
2,00%
4,00%
2005
2.03 Gton
20,00%
22,00%
2010
1.24 Gton
Brazilian GHG Emissions
2010 (CO2e)
32,00%
-38.7%
35,00%
Energy
Waste
Industrial process
Agriculture
LULUCF
4,00%
7,00%
Energy
Waste
Industrial process
Agriculture
LULUCF
O desafio de produzir com sustentabilidade
Brasil - um país de mega biodiversidade
É estimado que o Brasil contenha biodiversidade maior do que
qualquer outro país
2/3 DA BIODIVERSIDADE CONCENTRADA NOS
TRÓPICOS
37% IN TROPICAL AMERICA
Barthlott, W., Biedinger, N., Braun, G., Feig, F., Kier, G. & J. Mutke (1999): Terminological and methodological aspects of the mapping and analysis of global biodiversity. In: Acta Botanica Fennica 162: 103-110.
Código
Florestal
Áreas de Preservação Permanente (APPs)
Estas são áreas em propriedade privada rural ou urbano vulnerável a
deslizamentos, erosões ou enchentes.É o caso dos bancos de rios e
reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em
leitos de rios e nascentes
Topos de morros
Eles são considerados APPs
todos com altura superior a
100 metros e com maior
inclinação média de 25 graus
Encostas
as encostas com
declividade superior a 45
graus são consideradas
APPs
mangues
Eles são considerados APPs
Exceções:
Apicuns - área de cultivo de camarão
SALGADOS - área de extracção de sal
AMAZÔNIA
80%
CERRADO
35%
OUTROS
20%
EXCEPÇÕES
50% se o estado tem 65%
de área protegida e terras
indígenas
50% se o estado tem 50%
de área protegida e terras
indígenas
Pousio
Ele é fornecido para a terra arável resto
interrompendo as culturas para tornar o
solo mais fértil
LIMITE PARA DESCANSO DO TERRENO:
25% da área de produção dentro de 5
anos
PAPEL SÓCIO-ECONOMICO E GEOPLOLÍTICO
Melhoria qualidade de vida
INTERIORIZAÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO
IDH Municipal
Todos os municípios do
Brasil (2000)
REDUÇÃO DO CUSTO DA
CESTA DE ALIMENTOS
Fonte:
Campos, V.M.C. 2003
CT&I e Inovação
Cadernos BDMG No.09
Desenv. Humano: Baixo < 0,5 e Alto > 0,8
Preço da cesta básica no Município de São
Paulo (Reais de jan./2015*)
Jan./1975 a jan./2015
Fonte: Dieese.
Referência: Embrapa / SGI
* Valores corrigidos pelo IGP-DI da FGV
Campeões do desenvolvimento
2ª
Os três primeiros
municípios que
entre 1991 e
2010 tiveram
evolução de
MAIOR ÁREA DE SOJA E
ALGODÃO - SAPEZAL (MT)
IDH
1991 - 0,341
2010 - 0,732
115% no IDH
IDH
1991 - 0,432
2010 - 0,758
3ª
8ª
Fonte: Consultoria Kleffmann
MAIOR ÁREA DE SOJA E
MAIOR ÁREA DE ALGODÃO
NOVA MUTUM (MT)
9ª
MAIOR ÁREA DE
SOJA – SÃO
DESIDÉRIO(BA)
IDH
1991 - 0,272
2010 - 0,579
NOVA FRONTEIRA AGRÍCOLA
MATOPIBA
4
337
Estados
Municípios
85 %
das
propriedades
rurais tem mais
de 100 hectares
RENDA
73,1
Milhões
de
hectares
5,9
Milhões
de
habitantes
7,54
Milhões
de
hectares
cultivados
0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00%120,00%
0,40% 5,6%
94,00%
ricas classe média
pobres ou muito pobres
AGRICULTURA- CONVENCIONAL E NOVAS
FUNÇÕES
Biomassa, Biomateriais, Química Verde
Alimento, Nutrição, Saúde
MULTI-FUNÇÕES
DA
AGRICULTURA
Serviços Ambientais,Economia do Carbono
Sistemas Integrados, Agrofloresta, Aquicultura
Agro turismo, Mercados Regional e Ético
Adaptado de: Lopes&Contini, 2012
Agregação de valor – Bioeconomia
Biomassa
Biorefinaria
Bioprodutos
+Difícil
Óleos vegetais
Química Fina
Açúcares
Bioplásticos
Glucose
Químicos (base)
Amido
Solventes
Hemicelulose
Biocombustíveis
Celulose
Biogás
Lignina
Fonte: B. Vanlerberghe (2014).
+Fácil
Calor
Valor
Custo
Matérias primas- fontes vegetais, resíduos animais, urbanos e rurais
Agregação de valor – Outros exemplos
MOLÉCULES
BIOATIVAS
ALIMENTOS FUNCIONAIS
CORANTES
NATURAIS
FITOMEDICINA E
REMÉDIOS
FITOTERÁPICOS
AROMAS
QUÍMICA DE
BIODIVERSIDADE PRODUTOS
NATURAIS
PLANTAS MEDICINAIS
BIOPESTICIDAS
FRAGÂNCIAS/COSMÉTICOS
Cenários exploratórios para o desenvolvimento
tecnológico da agricultura brasileira (2034)
Perdeu o voo
Na crista da onda
Casa de ferreiro,
espeto de pau
Celeiro do mundo
Refém da commoditização
Agropensa & SAE-PR (2015).
PD&I majoritariamente gerado
nacionalmente
PD&I dependente de geração
internacional
Era da bioeconomia
Aspectos Econômico e Social Agro Brasil
Eliseu Alves- Censo Agrop. IBGE 2006
•
•
•
4,4 milhões propriedades declararam renda
(total+5mi)
500 mil propriedades – 87 % valor da produção
3,9 mi propriedades- 13% (2,9 mi- 4% , com renda
bruta de meio salário mínimo por estabelecimentoExtrema pobreza
- Modernização da agricultura - resgatar população da pobreza
-
Parte dela tem que se beneficiar de políticas de transferência de
renda.
-
Problema de difusão de tecnologia é da agricultura familiar e
exige muitos investimentos e competência dos governos
- Criação da ANATER- Governo Federal
Participação da população residente
segundo localização do domicílio Brasil
90
81
80
67
84
75
70
56
60
50
Urbano
40
Rural
30
20
10
0
1970
1980
1990
2000
2010
Fonte: IBGE – Censo Demográfico 1970, 1980, 1990, 2000 e 2010.
Agricultura de Precisão
Robô para coleta de dados em
cam: automação do mapeamento
da
variabilidade
espacial
de
características do solo e das plantas
Uso de DRONES para
Monitoração de
Lavouras
LEGENDA
Palha
Cultura
Solo
Planta invasora
O desafio de produzir com sustentabilidade
Passivo: Impactos Ambientais e Sociais
Degradação
 Êxodo Rural
 Desigualdades Regionais
Trabalho
Indigno
 Riscos para a biodiversidade
 Exaustiva utilização dos recursos naturais
(solo, água e florestas)
 Uso intensivo de insumos derivados do petróleo
Degradação
Desmatamento
 Poluição e contaminação dos recursos naturais
(maior consumo de pesticidas do Mundo)
 Dificuldades para agriculturores familiares em:
Incorporação de novas tecnologias
Adequado modelo de gestão
Queimadas
Impacto Antrópico
REDE DE INOVAÇÃO PARA
AGROPECUÁRIA NO BRASIL
A tecnologia é o fator mais importante
explicando o crescimento da agropecuária
brasileira
Contribuição dos fatores de produção terra, trabalho e
tecnologia para o aumento da produção
1995/96
2006
%
%
Trabalho
31,3
22,3
Terra
18,1
9,6
Tecnologia
50,6
68,1
Total
100,0
100,0
Variável
Dados IBGE, elaboração Alves et al. (2012).
REDE DE INOVAÇÃO PARA
AGROPECUÁRIA NO BRASIL
Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária- Embrapa
-
Aquicultura e Pesca -2015
Cocais - 2015
Agrossilvipastoril -2012
Agroenergia - 2010
Gestão Territorial Estratégica-2012
Fundada em 1973
Ligado ao MAPA
Funcionários (total): 9812
Pesquisadores (total): 2432
Pesquisadores (PhDs): 2030
Orçamento 2014- R $ 2,6 bi
46 Centros de Pesquisa e de Serviços
National -10 Temático
Produtos-14 nacionais
Ecorregional / Agroflorestal -17
Serviços - 5
14 Centros de Negócio
Sede - 16 unidades centrais
Projetos da Embrapa no Exterior
Laboratórios Virtuais- Labex*
Projetos da Embrapa no Exterior
Laboratórios Virtuais da Embrapa
(*início Estados Unidos- USDA/ARS- 1998)
A Rede Embrapa - Competências
Formação Profissional
PROFISSÕES*
PESQUISADOR
ANALISTA
TOTAL
%
AGRÔNOMO ( AGRONOMIA)
1345
201
1546
32
BIÓLOGO
224
78
302
6
VETERINÁRIO
147
-
147
3
ENGENHEIRO FLORESTAL
95
-
95
2
ZOOTECNISTA
88
-
88
2
QUÍMICO (QUÍMICA)
36
78
114
2
ECONOMISTA
28
74
102
2
ADVOGADO
-
105
105
2
JORNALISTA, RELAÇÕES PÚBLICAS E PUBLICITÁRIOS (COMUNICAÇÃO SOCIAL)
-
193
193
4
ADMINISTRADOR
-
272
272
6
CONTADOR
-
166
166
3
OUTROS (Físico, Eng. Eletronico, Mecanica, Materais, Alimentos,...)
468
1284
1752
36
TOTAL
2431
2451
4882
*CORRESPONDE À FORMAÇÃO ACADÊMICA - NÃO NECESSARIAMENTE REPRESENTA A ÁREA DE ATUAÇÃO DA EMBRAPA.
Contribuições da Embrapa
Adaptação e
Melhoramento de
culturas e animais
Transformação dos solos
pobres e ácidos em
solos cultiváveis
Manejo Conservacionista
Plantio Direto, FBN, ILPF
Visão 2014-2034: o futuro do desenvolvimento
tecnológico na agricultura brasileira
I - Forças motrizes para os sistemas
agroalimentar e agroindustrial
II – Desdobramentos tecnológicos
III – Visão 2014-2034
(eixos de grande impacto)
• REDES DE PESQUISAS RELEVANTES
PARA PROJETOS EM MUDANÇAS
CLIMÁTICAS DESENVOLVIDAS COM
A COORDENAÇÃO OU
PARTICIPAÇÃO DA EMBRAPA
43
Emission of Greenhouse Gases and Carbon
Balance in Grain Production Systems in Brazil
Leader: Beata Madari- Embrapa Rice and Beans
Greenhouse Gases (GHG) dynamics in
Brazilian Livestock Production Systems
(Pecus)
Patricia Anchão
Embrapa Livestock
Southeast
SALTUS Project:
Estimate greenhouse gases (GHG) soil emission and
carbon stocks in natural and planted forests; to improve the
understanding of processes of emission / absorption in the
soil-plant atmosphere interface
Eucalyptus
Pine
consolidated areas
ABRAF, 2012.
expansion areas
Leader- Rosana Higa
Embrapa Forest
Global Climate Changes- Scenarios
Soybean Cultivation- Normal Temperature
Leader- Eduardo Assad- Embrapa Informatics
CNPDIA, 2006
Global Climate Changes Scenarios Soybean Cultivation- + 5.8 C
Leader- Eduardo Assad- Embrapa Informatics
CNPDIA, 2006
Brazilian Research Network
on Global Climate Change
Thematic areas
• Currently, Rede CLIMA is organized in fifteen thematic areas
which primarily cover the scientific areas of impacts,
adaptation and vulnerability:
Agriculture
Oceans
Biodiversity and Ecosystems
Water Resources
Cities and Urbanization
Health
Natural Disasters
Ecosystems Services
Regional Development
Coastal Zones
Economy
Land Use
Renewable Energies
Communication
Climate Modeling
Multi-institutional Lab for Low Carbon
Agriculture (ABC) Plan Monitoring
Location: Embrapa Environment- Jaguariúna-SP
Ministry of
Environment
Ministry of Agrarian
Development
Ministry of Science &
Tecnhology
Ministry of Agriculture,
Livestock and Food Supply
Portfólio:
Mudanças Climáticas
Embrapa
679
Pessoal
Envolvido nos
Projetos
Total
927
Parceiros
248
Comitê Gestor do Portfólio : Presidente: Giampaolo Queiroz Pellegrino (CNPTIA); Secretário
Executivo: Renato de Aragão R. Rodrigues(CPAMT). Beata Emoke Madari (CNPAF), Bruno José
Rodrigues Alves (CNPAB), Dario Grattapaglia (CENARGEN), Lineu Neiva Rodrigues (CPAC), Patrícia
Perondi Anchão Oliveira (CPPSE)
Raquel Ghini (CNPMA) e Rosana Clara Victoria Higa (CNPF).
MINISTÉRIO DA
BCA Nº 21, 21.05.2012 – 2 anos em Junho de 2014.
AGRICULTURA
Número de Projetos em Execução: 38
Instituição
CNPAF
CNPGL
Projetos
que Lidera
9
1
CNPMF
CNPMS
Instituição
CNPUV
CPPSUL
Projetos
que Lidera
1
1
Instituição
CPAP
CNPAB
Projetos
que Lidera
1
3
Instituição
2
CNPAT
2
CPAMN
1
UFV
1
3
CENARGEN
1
CPPSE
3
IAPAR
1
CNPSO
2
CPAC
3
CNPDIA
1
UNICAMP
1
CNPMA
5
CPATSA
6
CNPTIA
4
CNPAE
1
CNPF
6
CPATU
1
CNPS
4
CPAMT
2
CECAT
SGI
Projetos
que Lidera
1
2
Instituição
CNPASA
Projetos
que Lidera
1
Inclui projetos concluídos e em execução
Nº de
projetos a
concluir
2015
2016
2017
2018
1
10
9
18
STATUS DO RESULTADO
QUANTITATIVO DE RESULTADOS POR
ANO DE PREVISÃO DE ALCANCE
TOTAL
2014 2015
39 37
2016
43
1
1
Alcançado Parcialmente
Alcançado Totalmente
2
Não Alcançado
2
Previsto
35
2017
34
TIPO DE RESULTADO Nº
Arranjo institucional
Avanço do conhecimento
2018
23
Capacitação interna em áreas estratégicas
Cultivar / linhagem
Estudo de avaliação de impactos
2
36
Estudo prospectivo
40
34
23
Formação de agentes multiplicadores
* Ano não informado
Orçamento Ano 2014, Milhões de R$
Imagem corporativa
Previsão Orçamentária em 1.000 R$
Total
Custeio
SEG
5,7
5,3
Outras fontes
0,1
0,1
Contrapartida
1,4
0,8
Investimento
0,4
0
0,6
6.000,0
4.847,1
4.000,0
2.282,4
Orçamento Total dos Projetos em Execução em Milhões de R$
Custeio
SEG
20,1
Outras fontes
1,2
Contrapartida
2,4
Investimento
1,1
2,0
0,7
TOTAL
20,2
3,2
3,1
2.000,0
905,8
130,8 64,8
63,5 5,0
0,0
0,0
2015
Contrapartida
2016
0,0
2017
Outras Fontes
557,2
0,0 0,0
SEG
2018
Insumo agropecuário
Metodologia Técnico Científica em P&D,
TT ou Comunicação
Negócio Tecnológico
Novo processo técnico,
organizacional ou gerencial
Produto Pré-Tecnológico
Protótipo de máquinas,
equipamentos e implementos
Prática/processo agroindustrial
Prática/processo agropecuário
Sistema de informação
Software Corporativo ou Específico
2
234
3
49
37
7
2
46
30
32
34
7
7
4
3
14
183
5
Aliança para Inovação Agropecuária
Uma nova visão de futuro para pesquisa e a inovação
Articulação, alinhamento e sinergia entre Embrapa, OEPAS, Universidades, Setor Privado, e
outros atores envolvidos no processo de pesquisa e inovação para a agropecuária brasileira
Uma Aliança dinâmica e eficiente, capaz de atrair fontes adicionais de financiamento público e
privado, em âmbito nacional e internacional, para inovação agropecuária
Ampliar a diversidade e a disponibilidade de produtos, práticas, processos,
conhecimentos e formas de organização para o sistema produtivo agropecuário
53
Umip- Automação p/
Sustentabilidade Agropecuária
Sede da Embrapa Instrumentação- São Carlos/SP- 100m da USP
Inauguração 20/9/13
Presidente da Embrapa assinou
Protocolo de Intenções
da UMIP Automação com
USP e UFSCar-
Laboratório Nacional de Agricultura de Precisão (construído em área de 5 ha da
Embrapa Pecuária Sudeste)- 2 km da UFSCar, 6 Km da USP
Plano Setorial de Mitigação e Adaptação
às Mudanças Climáticas para a
Consolidação da Economia de Baixo
Carbono na AgriculturaPlano ABC (2010-2020)
www.agricultura.gov.br
OPORTUNIDADES/NECESSIDADES DE
PESQUISAS EM MO E SHS
Strategies to develop a
Low Carbon Agriculture in Brazil
The ABC Plan is a set of actions that reduce or
avoid emissions of GHG and contributes to the
adaptation to climate change.
The Plan includes capacity building, funding for
research and monitoring activities.
The ABC program is a set of actions and funding
rules, which follow the guidelines and subprograms
of the ABC Plan - which, for operational reasons,
was merged with several other programs that
existed in the Ministry of Agriculture.
Main objective:
Guarantee continuous improvement of sustainable agricultural systems and practices
promoting low GHG emissions and increasing C fixation in soils.
Some specific objectives:
Assist in the accomplishment of Brazil’s NAMAs (COP 15);
Assist in decreasing deforestation rates;
Promote production arrangements that contribute to reduce GHG emissions and increase
farmers’ income.
56
Processo Tecnológico, compromisso nacional relativo (aumento
da área de adoção ou uso) e potencial de mitigação por redução
de emissão de GEE (milhões de Mg CO2 eq).
Processo Tecnológico
Recuperação de Pastagens
Degradadas1
Integração Lavoura-PecuáriaFloresta2
Sistema Plantio Direto3
Fixação Biológica de Nitrogênio4
Florestas Plantadas5
Tratamento de Dejetos Animais6
Total
Compromisso
(aumento de
área/uso)
Potencial de
Mitigação
(milhões Mg CO2 eq)
15,0 milhões ha
83 a 104
4,0 milhões ha
18 a 22
8,0 milhões ha
5,5 milhões ha
3,0 milhões ha 4,4 milhões m3
-
16 a 20
10
6,9
133,9 a 162,9
Notas:
1 Por meio do manejo adequado e adubação. Base de cálculo foi de 3,79 Mg de CO2 eq.ha-1.
ano-1.
2 Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs). Base de cálculo foi de 3,79 Mg de CO2 eq.ha-1ano-1.
3 Base de cálculo foi de 1,83 Mg de CO2 eq.ha-1.ano-1.
4 Base de cálculo foi de 1,83 Mg de CO2 eq.ha-1.ano-1.
5 Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e, não foi
contabilizado o potencial de mitigação de emissão de GEE.
6 Base de cálculo foi de 1,56 Mg de CO2 eq.m-3.
GLOBAL CARBON POOLS
 SOIL C- 3th higher pool
Ocean
38000 Pg
Fossil
5000 Pg
Soil
2500 Pg
4000 Pg coal
500 Pg oil
500 Pg gas
1550 Pg C organic
950 Pg C inorganic
Atmosphere
760 Pg
Biota
560 Pg
(Source: Adapted from Lal, 2004)
1 Pg = 1015g
LAL, R. Soil carbon sequestration to mitigate climate change. Geoderma, v. 123, p. 1-22, 2004.
Cerri, C.C. Conference Soil and Climate Change, Brussels, June, 12, 2008
Conventional Tillage (CT)
No-Tillage (NT)
MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO NO BRASIL
• Regiões tropical e subtropical- matéria orgânica do
solo (MOS)- principal fator para qualidade do solorápida decomposição comparada com áreas
temperadas (solos com baixo teor de carbon); caulinita
(argila 1:1, baixa capacidade de troca de cátions- CTC)
• Manejo convencional- erosão, redução da estrutura
e fertilidade do solo, decréscimo da MOS(emissão de
CO2)
• Plantio direto- evita erosão, maior retenção de
água, mantém ou aumenta MOS (sequestro de
carbon)
Lal, R. 2008 Conference Soil and Climate Change, Brussels, June, 12, 2008
Latossolo vermelho-escuro, SLC,Costa
Rica/MS 5 anos - PD camada 0-20 cm
COT 3,02 t/hectare- CO2 11 t/hectare
Bayer, Martin-Neto et al., 2006 Soil & Tillage Research, 86, p. 237
Média de Dados sobre Seqüestro Carbono em
Áreas de Grãos sob Plantio Direto
• Dados do trabalho nos dois solo de área SLC e de vários outros dados
da literatura levantados e analisados em Bayer, Martin-Neto et al.,
2006 Soil & Tillage Research, 86, p. 237
• Cerrado- 0.35 Mg C/ha ano (variação= -0.03-0.60 MgC/ha ano)
camada 0-20 cm, solos sob PD, culturas soja e milho,
principalmente (remoção 1,26 Mg CO2/ha ano- Estimativa – 100
mi ha – 126 Tg CO2/ano- ~10% desmatamento mundial- 1.7 Pg
CO2/ano)
• Região Sub-tropical BR= 0.48 MgC /ha ano (variação= 0.19-081 Mg
C/ ha ano), camada 0-20 cm, solos sob PD, culturas soja, milho,
trigo, e leguminosas cobertura
Compromissos da Agricultura 2010 - 2020
(Area em milhões de hectares, volumes em milhões de m3, redução dos GEE em milhões de ton CO2 equivalente)
Metas
2011/2015
Sub-programas
Recuperação de pastagens degradadas (área)
Sistemas de Integração Lavoura Pecuária Floresta (área)
Metas
2016/2020
Redução estimada
de GEE (em 2020)
1
2
Sistema de plantio direto (área)
Fixação Biológica de Nitrogênio (área)
Florestas Plantadas (área)
3
Tratamento de Dejetos Animais (volume)
Total
1
Por meio do manejo adequado e adubação.
Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs).
3 Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e, não foi contabilizado o potencial
de mitigação de emissão de GEE.
67
2
133,9 a 162,9
Recuperação de 15 milhões de hectares de
pastagens degradadas.
Fonte: MAPA
Sistemas de Produção: recuperação de pastagens /
iLP
Quebra no ciclo de
pragas e doenças
Ex.: Mitigação de
carbono em
pastagens
produtivas;
Redução da
perda/maior
armazenamento
de água;
Sousa et al., 1997
Sistema Plantio Direto (SPD)
O Programa prevê a ampliação em 8 milhões de hectares da área sob SPD,
passando de 25 para 33 milhões de hectares.
Ações de reflorestamento de 6 milhões para 9
milhões de hectares
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - ILPF
“Intensificação sustentável da agropecuária brasileira –
Produção de alimentos e energia com serviços do
ecossistema”
Nova Canaã do
Norte - MT
1º ano: arroz + árvore
2º ano: arroz + árvore
3º ano: Eucalyptus
spp. x Soja
2º ano: Ochroma
pyramidale x arroz
3º ano: soja + árvore
4º ano: pasto + árvore
3º ano: Tectona grandis x Soja
ILPF proporciona bem-estar
animal = conforto térmico
Foto: Porfírio-da-Silva
(EMBRAPA Florestas)
CO2
Biomassa Florestal
CO2
Pastagem Recuperada
CH4
Fermentação Entérica
12-17 Julho 2015- Brasília-DF
Arranjos e Parcerias Público-Privadas Inovadoras
O Exemplo da Rede de Fomento à iLPF
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta
Esta rede tem o potencial de integrar até 50 empresas e arrecadar cerca
de R$ 25 milhões/ano para promoção de sistemas integrados
77
Embrapa Agrossilvipastoril Sinop, MT
Unidade “Hub”- Inauguração Junho-2012
Mitigação
Eucalyptus: 25-50 m3/ha.year
floresta nativa: 2-8 m3/ha.year
Fixação biológica de nitrogênio (FBN):
Inoculação da soja
Brasil- 30 mi ha soja- 90 mi ton- sem
adubação nitrogenada (derivado petróleo)
com inoculação
sem inoculação
Economia anual de US $ 7,0> bilhões
Aproveitamento de Resíduos
Orgânicos na agricultura
Sistema radicular de eucaliptos com 0 e 30 % de
composto
(Programa ABC- enfase dejetos animais)
Graviola
Adubação tradicional
(fertilizante químico)
Adubação orgânica
(biodigestor)
CONSIDERAÇÕES FINAIS- I
• Mudanças Climáticas- Seqüestro de carbono no solo- estudos de
estabilidade e meia-vida• Pesquisas diferentes sistemas de cultivo e manejo (Plano ABC)plantio direto, integração lavoura-pecuária, agrosilvopastoris,
florestas, pastagens- efeitos de resíduos orgânicos distintos na
composição da MO e SHs
• Pesquisas em diferentes biomas- Pantanal, Amazônia, Semi-Árido,
mangues, incluindo uso de experimentos de longa duração –
comparações sistemáticas e aspectos qualitativos também
• Reciclagem e transformação de resíduos agrícolas,
agroindustriais e urbanos- palha, vinhaça, dejetos suínos, bovinos
e aves, lixo, lodo de esgoto, efluentes de estação de tratamento de
água e lodo, efeitos da qualidade na composição e
disponibilização de macro e micronutrientes
CONSIDERAÇÕES FINAIS- - II
• Agricultura Orgânica- Base científica- aspectos hormonais e de
fertilidade
• Alternativas adubação química convencional (derivados do
petróleo) - compostagem, vermicompostagem, xisto, humifert,
substâncias húmicas – produtos líquidos
• Remediação de solos e águas com uso de substâncias
húmicas
• Sorção e Decomposição de Pesticidas em Solos e Águas- Papel
das SHs e M.O. (Brasil – grande usuário pesticidas)
• Trihalometanos- estudos sistemáticos em águas de
reservatórios de água com baixos níveis de reserva
(mobilização de sedimentos orgânicos)
• Pirólise- Queima controlada de resíduos (mimetizar “Terra
Preta do Índio” da Amazônia)
CONSIDERAÇÕES FINAIS- - III
• Aspectos estruturais SHs- cromatografia exclusão de tamanho,
espectrometria de massa,microscopia de força atômica
(nanotecnologia)- estrutura MO/SHs e propriedades
(humificação)
• Liberação controlada de insumos químicos- nanoquímica
(conhecimento detalhado estrutura e grupos funcionais e
também impacto ambiente)
• Gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O) e presença de SHs em
aerossóis- Impacto ambiental e para saúde
• Avanços instrumentais e de análise- novos equipamentos
laboratório e em campo- FIL (C e estabilidade química MO),
LIBS (multielementos, inclusive C), NIR (C), métodos
estatísticos e quimiométricos
•Muito obrigado pelo convite para
participação, Prof. Eny Vieira-USP-IQSC
•Grato pela atenção!
•[email protected]
•www.embrapa.br
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Ladislau Martin Neto - XI Encontro Brasileiro de Substâncias Húmicas