Teoria Microeconômica I
05/04/2010
TEORIA MICROECONÔMICA I
Demanda Individual e
Demanda de Mercado
Prof. Giácomo Balbinotto Neto
UFRGS
Demanda Individual:
Modificações na Renda Nominal
Demanda individual
Modificações na Renda
Á medida que a renda se desloca, desloca-se
também o ponto de equilíbrio do consumidor.
A linha que une os sucessivos pontos de
equilíbrio do consumidor é chamada de curva de
renda-consumo.
Esta curva mostra as combinações de equilíbrio
de bens (V e A) comprados a vários níveis de
renda monetária, mantidos os preços nominais
sempre constantes.
Slide 3
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1
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda individual
Definição: A curva de renda-consumo é o
lugar geométrico dos pontos de equilíbrio
dos orçamentos resultantes de vários
níveis de renda monetária a preços
monetários constantes.
Slide 4
Demanda individual
A curva de renda-consumo é o locus de
consumo ótimos que ocorrem quando a
renda varia e os preços relativos (Pv / PA)
e nominais permanecem constantes.
Slide 5
Demanda individual
A curva de renda-consumo mostra
todas as combinações de equilíbrio do
consumidor de V e A compradas a
vários níveis de renda monetária
monetária,
mantido constantes os preços nominais
das duas mercadorias (PA e PV).
Slide 6
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2
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda individual
A curva de renda-consumo descreve as
escolhas maximizadoras de utilidade a
diferentes níveis de renda mantendo-se
os preços constantes.
Ela é construída conectando-se todos os
pontos de tangência entre restrições
orçamentárias do consumidor e as
correspondentes curvas de indiferença
mantendo-se os preços constantes.
Slide 7
Demanda individual
V
(unidades por
mês)
Suponha: Pa = $1
Pv = $2
I = $10, $20, $30
Curva de renda-consumo
7
D
5
U2
B
3
U3
Um aumento na renda,
mantidos os preços fixos,
faz com que os
consumidores alterem sua
escolha de cesta de mercado.
U1
A
4
10
16
A
(unidades
por mês)
Slide 8
Demanda individual
Modificações na renda
A curva renda-consumo especifica as
combinações de alimento e vestuário
maximizadoras da utilidade, associadas a
cada um dos possíveis níveis de renda.
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3
Teoria Microeconômica I
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Demanda individual
Modificações na renda
z
Um aumento da renda desloca a linha de
orçamento para a direita
direita, aumentando o
consumo ao longo da curva renda-consumo.
z
Simultaneamente, o aumento da renda
desloca a curva de demanda para a direita.
Slide 10
Demanda individual
Bife
15
(unidades por
mês)
Curva
renda-consumo
Um bem inferior
Tanto o hambúrguer quanto
o bife se comportam
como um bem normal,
entre A e B...
C
10
U3
…mas o hambúrguer
se torna um bem
inferior quando a curva
renda-consumo
se inclina negativamente
entre B e C.
B
5
U2
A
U1
5
10
20
Hambúrguer
30 (unidades por mês)
Slide 11
A Curva de Engel
A curva de Engel é uma função que relaciona
as quantidades de equilíbrio adquiridas de uma
mercadoria para um dado nível de renda
monetária.
As curva de Engel relacionam o consumo de
uma determinada da mercadoria com o nível de
renda do consumidor.
Slide 12
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A Curva de Engel
As curvas de Engel mostram como as despesas
dos consumidores variam entre grupos de
renda.
As curva de Engel para um determinado bem
descreve as escolhas maximixadoras de um
consumidor do bem a diferentes níveis de
renda, mantendo-se os preços constantes e
fazendo-se variar a renda nominal.
Slide 13
A Curva de Engel
„
Curvas de Engel
A curva de Engel é construida plotandose as quantidades do bem da curva de
renda consumo sobre um gráfico que
compara a renda monetária e a
quantidade ótima consumida de um
deterinado bem.
Slide 14
A Curva de Engel
Renda
(reais por
mês) 30
Curva de Engel
A inclinação da
curva de Engel
é ascendente para
um bem normal.
20
10
0
4
8
12
16
Alimento
(unidades
por mês)
Slide 15
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A Curva de Engel
Renda
(reais por
mês) 30
Curva de Engel para um bem
inferior.
20
10
0
4
8
12
16
Hamburger
(unidades
por mês)
Slide 16
A Curva de Engel
Podemos classificar as mercadorias nos termos
da mudança das compras dos consumidores
quando as rendas se alteram.
Os bens podem ser classificados como:
(i) bem normal;
(ii) bem inferior.
Slide 17
A Curva de Engel
(i) bem normal: é um bem que o indivíduo
compra mais conforme sua renda aumenta e
compra menos conforme sua renda diminui.
(ii) um bem inferior: é definido com um bem
que o consumidor compra menos quando sua
renda aumenta e compra mais quando sua
renda diminui.
Slide 18
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Bens Normais e Inferiores
x é um bem inferior e y superior
y
x e y são bens superiores ou normais
A
B
y2
I
0
Y é inferior e x superior
x1
x
Slide 19
Bens Normais e Inferiores
Sempre que a quantidade ótima
comprada de x aumentar conforme
aumenta a renda (M), x é denominado
um bem normal ou superior.
Quando a quantidade ótima comprada
de x diminuir conforme aumenta a
renda, x passa a ser um bem inferior.
Slide 20
A Curva de Engel
„
Curvas de Engel
z
As curvas de Engel relacionam a quantidade
consumida de uma mercadoria ao nível de
renda.
z
Se o bem for um bem normal, a inclinação
da curva de Engel é ascendente.
z
Se o bem for um bem inferior, a inclinação
da curva de Engel é descendente.
Slide 21
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A Curva de Engel
Renda
(dólares por
mês) 30
Inferior
A curva de Engel é
negativamente inclinada
para bens inferiores.
20
Normal
10
0
4
8
12
16
Alimento
(unidades
por mês)
Slide 22
A Curva de Engel
Bens inferiores versus bens normais
„
Modificações na renda
z
Quando a curva de renda-consumo
apresenta uma inclinação positiva:
‹ A quantidade demandada aumenta com
a renda.
‹ A elasticidade de renda da demanda é
positiva.
‹ O bem é um bem normal.
Slide 23
A Curva de Engel
Bens inferiores versus bens normais
„
Modificações na renda
z
Quando a curva de renda-consumo apresenta
uma inclinação negativa:
‹
‹
‹
A quantidade demandada diminui com a
renda.
A elasticidade de renda da demanda é
negativa.
O bem é um bem inferior.
Slide 24
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Demanda Individual:
p
Bens Substitutos e Complementares
Demanda individual
1. Dois bens são considerados substitutos
se um aumento (ou redução) no preço de
um deles ocasiona um aumento (ou
redução) na quantidade demandada do
outro.
t
‹
Exemplo: ingressos para o cinema e
aluguel de fitas de vídeo
Slide 26
Demanda individual
2. Dois bens são considerados complementos (ou
complementares) se um aumento (ou redução)
no preço de um deles ocasiona uma redução (ou
aumento) na quantidade demandada do outro.
‹
Exemplo: gasolina e óleos lubrificantes para
motores
Slide 27
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda individual
Os bens complementares se caracterizam por
serem consumidos juntos, em proporções fixas,
não necessariamente de 1 para 1.
Quando o preço de um bem complementar
sobre, as pessoas diminuem o consumo de
ambos
b os b
bens, ocorrendo
d um d
deslocamento
l
t ao
longo da curva enão da posição da curva.
[cf. Varian (2000, p.281] e Pindyck 91994, p,
123-124)]
Slide 28
Demanda individual
3. Duas mercadorias são chamadas
independentes quando a variação no
preço de uma delas não tem efeito algum
sobre a quantidade demandada da outra
outra.
Slide 29
Demanda individual
Substitutos e complementos
Se a curva preço-consumo tem inclinação
descendente, os dois bens são considerados
substitutos
substitutos.
Se a curva preço-consumo tem inclinação
ascendente, os dois bens são considerados
complementos.
Slide 30
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Demanda Individual:
Modificações no Preço
Demanda individual
„
z
Modificações no preço
Utilizando os mesmos números do capítulo
anterior, o impacto de uma mudança nos
preços dos alimentos pode ser ilustrado por
meio de curvas de indiferença.
Slide 32
Demanda individual
Aqui iremos supor que a renda monetária
nominal e o preço nominal de V permaneçam
constantes, enquanto o preço nominal de A
cai.
Deste modo , nos capacitamos a analisar o
efeito dos preços sobre as quantidades
compradas sem considerar o efeito dos preços
sobre as quantidades compradas sem
considerar simultaneamente o efeito das
variações na renda monetária nominal.
Slide 33
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Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
Vestuário
(unidades por
mês)
Suponha:
•I = $20
•PV = $2
•PA = $2; $1; $0,50
10
A
6
U1
5
D
B
U3
4
Três curvas de
indiferença distintas
são tangentes a cada
linha de orçamento.
U2
4
12
Alimento
(unidades
por mês)
20
Slide 34
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
A curva de preço-consumo
Vestuário
(unidades por
mês)
é formada pelas
cestas de mercado que
maximizam a utilidade para os
vários preços do alimento.
A
6
Curva de preço-consumo
U1
5
D
B
U3
4
U2
0
4
12
20
Alimento
(unidades
por mês)
Slide 35
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
A curva de preço-consumo é o lugar
geométrico dos orçamentos de
equilíbrio resultantes de variação na
relação entre os preços em que a renda
monetária nominal permanece
constante.
Slide 36
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
A curva de preço-consumo é representada
num mapa de indiferença, por exemplo, no
plano (x, y) (numa economia com dois bens).
A curva preço-consumo é formada por todas
as combinações ótimas no consumo dos
bens para variados preços relativos dos dois
bens.
Slide 37
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
A curva de demanda de um
consumidor individual por uma
mercadoria pode ser derivada da
curva de
d preço-consumo.
Slide 38
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
A curva de demanda por uma mercadoria
especifica relaciona as quantidades de
equilíbrio de uma mercadoria comprada ao
preço de mercado, mantendo-se constantes a
renda monetária nominal e os preços das
demais mercadorias.
A quantidade demandada varia inversamente
com o preço permanecendo constantes a renda
monetária nominal e os preços das demais
mercadorias
Slide 39
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
Preço
do alimento
A curva de demanda individual
mostra a quantidade de uma
mercadoria que um consumidor irá
adquirir em função do seu preço.
E
$2,00
G
$1,00
Curva da demanda
$0,50
0
H
4
12
20
Alimento
(unidades
por mês)
Slide 40
Demanda Individual:
O Efeito das Variações nos Preços
Definição: A curva de demanda por uma
mercadoria relaciona as quantidades de
equilíbrio de uma mercadoria, comprada ao
preço de mercado, mantendo-se constantes
a renda monetária nominal e os preços
nominais das demais mercadoria.
mercadoria
Princípio: A quantidade demandada varia
inversamente com o preço, permanecendo
constantes a renda monetária nominal e os
preços das demais mercadorias.
Slide 41
Demanda individual
„
A curva da demanda individual
„
As curvas da demanda possuem
duas propriedades importantes:
1. O nível de utilidade que pode ser
obtido varia à medida que nos
movemos ao longo da curva.
Slide 42
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda individual
1. O nível de utilidade que pode ser obtido varia
à medida que nos movemos ao longo da curva.
Quanto mais bixo o preço do produto, maior o
nível de utilidade. Isto ocorre porque, à medida
em que o preço da
d mercadoria
d i cair,
i atinge-se
ti
uma curva de indiferença mais elevada.
Isso reflete simplesmente o fato de que, quando
o preço de uma mercadoria cai, o poder
aquisitivo do consumidor aumenta.
Slide 43
Demanda individual
„
As curvas de demanda possuem duas
propriedades importantes:
2. Em cada ponto da curva de demanda, o
cons midor estará maximizando
consumidor
ma imi ando a utilidade
tilidade
ao satisfazer a condição de que a TMS do
vestuário por alimento seja igual à razão
entre os preços desses bens.
Slide 44
Demanda individual
2. Em cada ponto da curva de demanda, o consumidor
estará maximizando a utilidade ao satisfazer a condição
de que a TMS do vestuário por alimento seja igual à
razão entre os preços desses bens.
Em virtude do consumidor estar maximizando a
utilidade, a TMgSyx vai diminuíndo à medida em que nos
movemos para baixo ao longo da curva de demanda.
Isso faz sentido, pois nos diz que o valor relativo do
alimento vai caindo à medida em que o consumidor
aquire mais desse bem.
Slide 45
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p1
p1’’’
x2
p1’’
p1’
x1*
x1*(p1’)
x1*(p1’’’)
x1*(p1’’)
x1*(p1’’’)
x1
x1*(p1’)
x1*(p1’’)
Slide 46
Demanda individual
A medida em que o preço de x cai...
y
px
…a quantidade
demandada de x
aumenta
px’
px’’
px’’’
U1
x1
I = px’x + pyy
x2
x3
U2
U3
x
I = px’’x +
pyy
x
x’
x’’
x’’’
I = px’’’ + pyY
quantidade x
Slide 47
Demanda individual
0
0
Slide 48
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Demanda individual
Efeito de variações no preço
Preço
do alimento
Quando o preço cai: Pa/Pv e TMS
também caem
E
$2,00
•E: Pa/Pv = 2/2 = 1 = TMS
•G: Pa/Pv = 1/2 = 0,5 = TMS
•H:Pa/Pv = 0,5/2 = 0,25 = TMS
G
$1,00
Curva da demanda
$0,50
0
H
4
12
20
Alimento
(unidades
por mês)
Slide 49
Efeito-Renda e
e to Subst tu ção
Efeito-Substituição
Os efeitos da variação nos preços
Quando o preço de um bem varia – os preços
dos outros bens e a renda monetária
permanecendo constantes – o consumidor
move-se de um ponto de equilíbrio para
outro.
Em circunstâncias normais, se o preço do
bem diminui, mais unidades do bem são
compradas, se o seu preço aumenta, menos
unidades são adquiridas.
Slide 51
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Teoria Microeconômica I
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Os efeitos da variação nos preços
A variação total na quantidade demandada
de uma posição de equilíbrio para outra,
entre curvas de indiferença, é referida como
sendo o efeito total.
O efeito total de uma variação no preço é a
variação total na quantidade demandada à
media em que o consumidor se move de um
ponto de equilíbrio para outro.
Slide 52
Os efeitos da variação nos preços
y
A – C = efeito-substituição
C – B = efeito-renda
A – C = efeito total
A
C
B
0
XA
XB
I
XC
x
Slide 53
Efeito-renda e efeito-substituição
„
Uma redução no preço de uma
mercadoria tem dois efeitos:
substituição e renda.
z
Efeito
e to substituição
subst tu ção
‹ Os consumidores tenderão a comprar
mais de uma mercadoria que tenha
ficado relativamente mais barata e
menos de uma mercadoria que tenha
se tornado mais cara.
Slide 54
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Teoria Microeconômica I
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Efeito-renda e efeito-substituição
„
Uma redução no preço de uma
mercadoria tem dois efeitos:
substituição e renda.
z
Efeito renda
Os consumidores sofrem um aumento
no seu poder aquisitivo real quando o
preço de uma mercadoria cai.
‹
Slide 55
Efeito-Substituição
O efeito substituição é definido como
sendo a variação na quantidade
consumida, mantido o nível de satisfação
(utilidade constante – ou seja sempre,
sempre
sempre… pernamencemos na mesma
curva de indiferença !!)
Slide 56
Efeito-Substituição
O efeito substituição mostra que o
aumento no consumo do bem que ficou
mais barato é devido tão somente à
queda relativa em relação ao preço do
produto que ficou constante.
Slide 57
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Efeito-Substituição
O efeito substituição sempre levará
aum aumento de consumo daquele
produto que se tornou mais barato.
Tal fato é uma consequência da
convexidade das curvas de
indiferença.
.
Slide 58
Efeito-Substituição
O efeito-substituição capta a modificação
no consumo do bem que ocorre em
consequência da variação no preço que o
tornou mais barato
barato.
Esta substituição é caracterizada por um
movimento ao longo da curva de
indiferença
Slide 59
Efeito-Substituição
O efeito-substituição é a variação na
quantidade demandada resultante de uma
variação no preço, quando a variação se
restringe a um movimento ao longo da
curva de indiferença inicial.
Slide 60
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Efeito-Substituição
O efeito-substituição é sempre negativo –
um aumento no preço de um bem x, com
renda real constante, conduz a uma
substituição de Y por X.
Dito de outro modo, a quantidade
demandada sempre varia inversamente
ao preço para movimentos ao longo de
uma curva de indiferença.
Slide 61
Efeito-Substituição
O efeito-substituição corresponde à variação
decorrente de uma variação de preços corrigido
para a variação ocorrida no poder de compra do
consumidor.
Expurgado
E
d ou retirado
ti d a variação
i ã ocorrida
id no
poder de compra, sempre que o preço de um
bem aumenta, a quantidade demandada por este
bem diminui ou permanece constante, ou seja, o
efeito substituição é sempre não positivo.
Slide 62
Efeito-Renda
zO
efeito renda é a variação no consumo
de um item ocasionada pelo aumento
do poder aquisitivo, mantido constante o
preço do item.
z Quando
a renda de uma pessoa
aumenta,a quantidade demandada de
um produto pode aumentar ou diminuir.
Slide 63
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21
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Efeito-Renda
O efeito-renda é a variação na quantidade
demandada resultante exclusivamente de
uma variação na renda real, em que todos
os outros preços permanecem constantes.
O efeito-renda é aquele devido somente
ao aumento do poder aquisitivo do
consumidor.
Slide 64
Efeito-Renda
O efeito-renda ocorre quando há uma queda no
preço de um dos produtos e o consumidor é
benefíciado, pois seu poder aquisitivo em
relação áquele produto (que agora ficou
relativamente mais barato)) aumenta.
O efeito renda refrete, assim, o movimento feito
pelo consumidor de uma curva de indiferença
para outra. Ele mede o efeito da variação no seu
poder aquisitivo.
Slide 65
Efeito-Renda e Efeito-Substituição
Efeito-renda
Efeito-renda
Efeito Substituição
Diminuição Aumenta o
no preço
poder
aquisitivo
do
consumidor
, o que ...
... Se for um
bem normal,
faz a
quantidade
demandada
aumentar.
Se for um bem
inferior, faz a
quantidade
demandada
diminuir.
Diminui o custo de
oportunidade de
consumir o bem, o que
faz a quantidade
demandada do bem
aumentar.
Aumento
Se for um bem
normal, faz a
quantidade
demandada
diminuir.
Se for um bem
inferior, faz a
quantidade
demandada
aumentar.
Eleva o custo de
oportunidade de
consumir o bem, o que
faz a quantidade
demandada do bem
diminuir.
no preço
Diminui o
poder
aquisitivo
do
consumidor
, o que ...
Slide 66
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22
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Bens Normais
Um bem normal ou superior é aquele cujo
efeito-renda é positivo.
O efeito-renda positivo reforça o efeito
substítuição negativo.
negativo Portanto,
Portanto para um
bem normal ou superior, a quantidade
demandada sempre varia inversamente
com o preço. A lei da demanda aplica-se
a todos os bens normais ou superiores.
Slide 67
Bens Normais
O efeito total de uma variação no preço pode ser
decomposto num efeito-substituição e num efeito-renda. O
efeito substituição é a variação na quantidade demandada
atribuída exclusivamente a uma variação no preço
relativo. O efeito-substituição é sempre negativo. O efeitorenda é a variação na quantidade demandada atribuída
exclusivamente
l i
t a uma variação
i ã na renda
d real.l P
Para os
bens normais ou superiores, o efeito renda é positivo.
Um efeito-renda positivo reforça o efeito substituição
negativo. Portanto, para bens normais ou superiores a
curva de demanda tem sempre uma inclinação
descendente para a direita.
Slide 68
Efeito-Renda e Efeito-Substituição
Bem normal
Vestuário
(unidades por
mês) R
Quando o preço do alimento cai,
o consumo aumenta em A1A2 à
medida que o consumidor se
move de A para B.
O efeito substituição, A1E,
(do ponto A ao D), muda os
A
preços relativos, mas mantém a renda
real (satisfação) constante.
V1
D
B
V2
U2
Efeito
substituição
O
A1
Efeito total
O efeito renda, EA2, (de D a B)
mantém constantes os
preços relativos, mas
aumenta o poder aquisitivo.
U1
E
S
A2
T
Efeito renda
Alimento (unidades
por mês)
Slide 69
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23
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Bens Inferiores
Um acrescimo na renda real pode causar
um decréscimo no consumo de uma
mercadoria. Essas mercadorias são
chamadas de bens inferiores.
Um bem inferior é aquele cujo o efeitorenda é negativo.
Slide 70
Efeito-Renda e Efeito-Substituição
Vestuário
(unidades por
mês) R
Bem inferior
Sendo o alimento um
bem inferior,
o efeito renda é negativo.
Entretanto, o efeito substituição
é maior do que o efeito renda.
A
B
U2
D
Efeito
substituição
O
A1
Efeito total
U1
A2 E
S
T
Alimento (unidades
por mês)
Efeito renda
Slide 71
O Paradoxo
a ado o de G
Giffen
e
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24
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
O Paradoxo de Giffen
O paradoxo de Giffen refere-se ao caso em
que o efeito-renda é tão forte que não é
anulado pelo efeito-substituição. Assim, uma
redução no preço provoca uma redução na
quantidade demandada e uma alta no preço
induz a uma alta na quantidade demanda.
O paradoxo de Giffen refere-se a um bem
cuja quantidade demandada varia
diretamente com o preço do bem.
Slide 73
O Paradoxo de Giffen
Visto que o efeito-substituição de um aumento
no preço sempre dá origem à redução na
quantidade demandada, o bem de Giffen terá
que ser aquele cujo efeito-renda não só ocorre
p
como mais q
que compensa
p
o
em sentido oposto
efeito substituição correspondente.
Em outras palavras, o bem de Giffen constitui-se
num tipo especial de bem inferior – tão
fortemente inferior que o respectivo efeito-renda
é, na prática, maior do que o efeito-substituição.
Slide 74
O Paradoxo de Giffen
y
A – C = efeito-substituição
C – B = efeito-renda
B
A – B = efeito total
A
y2
C
0
XB XA
I
XC
x
Slide 75
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
25
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
O Paradoxo de Giffen
O que ocorre com os bens de Giffen é que o
efeito-renda sobrepuja o efeito-substituição.
Os bens de Giffen são bens inferiores que
possuem um efeito-renda muito pronunciado,
que é capaz
q
p de se sobrepor
p ao efeito
substituição.
Deve-se notar que o efeito-substituição num
bem de Giffen não se altera. O que diferencia
um bem de Giffen é o comportamento do efeitorenda.
Slide 76
O Paradoxo de Giffen
„
Um caso especial: os bens de Giffen
z
Teoricamente, o efeito renda pode ser
suficientemente grande para fazer com
que a curva de demanda de um bem
passe a ter inclinação ascendente.
z
Esse caso raramente ocorre e é de
pouco interesse prático.
Slide 77
O Paradoxo de Giffen
Um caso especial: os bens de Giffen
Em economia, um Bem de Giffen é um produto
para o qual um aumento do preço faz aumentar a
sua demanda. Este comportamento é diferente da
maioria dos produtos, que são mais procurados à
medida em que seu preço cai.
Slide 78
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26
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Curva de Demanda para
um Bem de Giffen
Preço
Bem de Giffen – um bem cuja curva
de demanda é positivamente
inclinada.
0
Quantidade
Slide 79
O Paradoxo de Giffen
Um caso especial: os bens de Giffen
Trata-se de bens com duas características: (a) pesam
muito no orçamento do consumidor, de tal forma que, se
seu preço cair,
i o consumidor
id terá
t á um aumento
t sensível
í l
no dinheiro disponível para gastar em outros bens (como
se a renda do consumidor tivesse aumentado); e (b) são
bens inferiores, ou seja, seu consumo diminui quando a
renda do consumidor aumenta. Compreende-se, assim,
que uma queda de preço possa provocar uma redução
na quantidade demandada do bem.
Slide 80
O Paradoxo de Giffen
Um caso especial: os bens de Giffen
O paradoxo de Giffen refere-se a um bem cuja
quantidade demandada varia diretamente com o
preço.
Um bem para pertencer a esta categoria, deve ser
um bem inferior; mas nem todos os bens inferiores
são adaptam às condições do Paradoxo de Giffen. A
classe dos bens para os quais o Paradoxo de Giffen
é válido, constitui a única exceção á lei da demanda.
Slide 81
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27
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Alfred Marshall e os Bens de Giffen
http://www.econlib.org/library/Marshall/marP14.html#Bk.III,Ch.VI
There are however some exceptions. For instance, as Sir
R. Giffen has pointed out, a rise in the price of bread
makes so large a drain on the resources of the poorer
labouring families and raises so much the marginal utility
of money to them, that they are forced to curtail their
consumption of meat and the more expensive farinaceous
foods: and, bread being still the cheapest food which they
can get and will take, they consume more, and not less of
it. But such cases are rare; when they are met with, each
must be treated on its own merits.
Slide 82
O Paradoxo de Giffen
Exemplos:
# Caso da Irlanda no Sec
Sec. XIX
# Arroz na Ásia
Slide 83
Demanda
e a da de Mercado
e cado
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
28
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A curva de demanda
A função demanda d eum indivíduo por uma
mercadoria específica é obtida pelo processo de
maximização de satisfação de um dado nível de
renda monetária.
A curva de demanda por uma mercadoria
esecifica relaciona as quantidades ótims de uma
mercadoria, comprada aos preços de mercado,
mantendo-se constantes a renda nominal e os
preços das demais mercadorias.
Slide 85
A curva de demanda
A curva de demanda mostra que a
quantidade demanda varia inversamente
com o preço, permancendo constantes a
renda nominal e o preço das demais
mercadorias
mercadorias.
A função demanda de um indivíduo por
uma mercadoria específica é obida pelo
processo de maximização de satisfação a
um daod nível de renda monetária.
Slide 86
A curva de demanda
Tudo o que a curva de demanda mostra é
o impacto que diferentes níveis de preço
terão sobre a quantidade comprada
quando todos os demais fatores que
influenciam a demanda permancerem
constantes e o consumidor estiver
maximizando seu nível de satisfação.
Slide 87
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
29
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A curva de demanda
A lei da demanda pressupõe a relação
negativa entre preço e quantidade, isto é,
quando o preço de um bem aumenta, a
quantidade demandada desse bem deve
diminuir.
Contudo, para que essa lei seja válida, ela
dependerá da magnitude dos efeitos renda
e substituição [cf. equação de Slutski].
Slide 88
A curva de demanda
A lei da demanda: se a demanda de um bem
aumenta quando sua renda aumenta, a
demanda desse bem tem diminuir quando seu
preço subir.
Isso decorre diretamente da equação de Slutski:
de a demanda aumenta quando a renda subir,
teremos um bem normal; e se temos um bem
normal, o efeito substituição e o efeito renda
reforçam-se mutuamente, e um aumento do
preço certamente reduzirá a demanda.
Slide 89
A curva de demanda e os efeitos
das mudanças nos preços
e a Equação de Slutsky
Eugene Slutsky, 1880-1948
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
30
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A curva de demanda e os efeitos das
mudanças nos preços e a Equação de Slutsky
A função da demanda informa-nos de que modo as
escolhas maximizadoras de utilidade feitas por um
consumidor responderão a variações da renda e dos
preços das mercadorias.
É importante, entretanto, que se distinga a parte da
variação do preço que envolve um movimento ao longo
da curva de indiferença (efeito-substituição) da parte que
envolve uma mudança para uma nova curva de
indiferença (ou seja, uma modificação no poder aquisitivo
– o efeito-renda).
Slide 91
A curva de demanda e os efeitos das mudanças
nos preços e a Equação de Slutsky
dX/dPx = ∂X/∂Px|u=u* - X(∂X/∂I)
Efeito-total
Efeito-substituição
Efeito-renda
Equação de Slutsky (1905) é uma formula usada para decompor
os efeitos de uma variação do preço em efeito-renda e efeitosubstituição.
Slide 92
A curva de demanda e os efeitos
das mudanças nos preços
„
Slutsky (1905) descobriu que mudanças
na demanda devidas a mudanças nos
preços sempre são a soma de um efeito
substituição puro e de um efeito renda.
Eugene Slutsky, 1880-1948
Slide 93
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31
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Mudanças na Renda Real
„
Slutsky afirmou que, no novo preço:
z Menos
renda é necessária p
para comprar
p a
cesta original, de modo que a “renda real”
é, assim, aumentada;
z Mais
renda é necessária para comprar a
cesta original, então a renda real diminui.
Slide 94
Os Efeitos de Slutsky para Bens Normais
x2
Bem 1é um bem normal porque a renda
mais elevada aumenta da demanda, de
modo que os efeitos renda e substituição
reforçam-se um ao outro.
x2’
((x1’’’,x2’’’))
x2’’
0
x1’
x1’’
x1
Slide 95
Os Efeitos de Slutsky para Bens Inferiores
x2
As mudanças gerais são as somas
dos efeitos renda e substituição.
(x1’’’,x2’’’)
x2’
x2’’
0
x1’
x1’’
x1
Slide 96
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32
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Os Efeitos de Slutsky para Bens de Giffen
x2
x2’’’
x2’
x2’’
x1’’’ x1’
0
x1’’
x1
Efeito Substituição
Efeito renda
Slide 97
Eugene Slutsky, 1880-1948
Para uma prova rigorosa da obtenção da
equação de Slutsky confira Hoy et al. (2001,
p.654-658) e Silberberg (1990, p. 323-333).
http://cepa.newschool.edu/het/profiles/slutsky.htm
Slide 98
A curva de demanda
Preço
(dólares por
unidade)
0
A curva da demanda tem
inclinação negativa, demonstrando que
os consumidores estão dispostos a
comprar mais a um preço mais baixo,
à medida que o produto se torna
relativamente mais barato e
a renda real do consumidor aumenta.
D
Quantidade
Slide 99
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33
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
A curva de demanda
Variações na Quantidade Procurada – são
movimentos ao longo da Curva da demanda (sem tirar o
lápis da curva)
Variações da Procura –deslocamentos da Curva de
demanda.Deslocamentos da demanda (Demand shifters):
Publicidade, Rendimento, Preços de Bens
Relacionados...
Slide 100
A curva de demanda
Deslocamento da demanda
„
Aumento da renda
z
Ao preço P1, compra-se Q2
z
Ao preço P2, compra-se Q1
z
A curva de
d d
demanda
d
desloca-se para a direita
z
P
D
D’
P2
P1
Para qualquer preço, a
quantidade comprada em D’
é maior do que em D
0
Q0
Q1
Q2
Q
Slide 101
Determinantes da demanda
#1 – Preço da Mercadoria
De acordo com a lei da demanda, a
quantidade demandada varia inversamente
com o preço.
As variações nos preços de uma mercadoria
provocam variações na quantidade
demanda, com a curva de demanda
permanecendo invariável.
Slide 102
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34
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Determinantes da demanda
# 2 - Renda Monetária
Para quase todos os bens e para quase
todas as mercadorias, quanto maior for
a renda monetária, maior é demanda
(significando que a curva de demanda
tende a se deslocar para fora e para a
direita)
Slide 103
Determinantes da demanda
# 3 – Gostos
Os gostos ou padrões de preferência da maioria
dos indivíduos varia rapidamente.
Um aumento na intensidade do desejo para uma
mercadoria, naturalmente, provoca um
acréscimo em sua demanda (deslocamento da
curva de demanda para fora).
Slide 104
Determinantes da demanda
# 4- Preços das outras mercadorias
O efeito sobre a demanda do preço das
outras mercadorias irá depender de se
os bens são substitutos ou
complementares.
Slide 105
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35
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Determinantes da demanda
# 5 - os atributos dos bens:
Os consumidores estão tipicamente interessados nos
atributos dos bens, especialmente em comparações
com as demais marcas concorrentes e demais
substitutos Os atributos chaves normalmente são:
substitutos.
- qualidade;
- desempenho;
- garantias;
- design;
Slide 106
Determinantes da demanda
# 6 - expectativas dos consumidores
As expectativas dos consumidores sobre
os níveis de preços futuros e rendimentos
tende a influenciar o comportamento
corrente dos compradores.
Slide 107
Determinantes da demanda
# 7 - Grau de saturação do mercado
O grau de saturação do mercado de um
produt pode ser um fato preponderante
na determinação do volume e do
potencial de vendas de um produto,
especialmente de bens duráveis.
Slide 108
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36
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Propriedades das funções demanda
Ausência de ilusão monetária – as funções
de demanda são homogêneas de grau zero
nos preços e na renda.
Assim, as decisões de consumo do indivíduo
não
ã iirão
ã mudar
d em resposta
t a um aumento
t
proporcional de todos os preços e renda,
porque neste caso, o custo de oportunidade de
um produto em relação ao outro e nem o poder
de compra mudaram.
Slide 109
Propriedades das funções demanda
Ausência de ilusão monetária
O requisito de que as funções de demanda
sejam homogêneas de grua zero implica em
dizer que “somente as oportunidades reais é
que importam”.
i
t ”
Em termos matemáticos temos então que uma
demanda é homogênea da grau zero quando:
x(αp, αw) ≡ x(p,w)
Slide 110
Propriedades das funções demanda
Ausência de ilusão monetária
Isto implica que se o consumidor escolhe a cesta
x(p,w) quando os preços são p e a renda é w, e você
multiplicar todos os preços e a renda por um fator α >
0, o consumidor irá escolher a mesma cesta depois da
multiplicação
lti li
ã como antes,
t
ou seja,
j x(αp,
(
αw)) = x(p,w).
(
)
A razão disto é direta. Se você multiplicar todos os
preços e a renda pelo mesmo fator, a restrição
orçamentária permanecerá inalterada., e visto que o
conjunto de cestas que o consumidor poderia escolher
não muda, o consumidor deve escolher a mesma
cesta.
Slide 111
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37
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Propriedades das funções demanda
Ausência de ilusão monetária
#1 A hipótese de ausência de ilusão monetária
por parte do consumidor resumida nos diz que
mudanças no comportamento do consumidor
devem ter origem em mudanças no conjunto
de alternativas disponíveis
disponíveis. Visto que alterando
os preços e a renda na mesma proporção não
deveria afetar a escolha do consumidor;
# 2 - o segundo ponto é que os preços nominais são
sem significado na teoria do consumidor.
Slide 112
Demanda
e a da de Mercado
e cado
Demanda de Mercado
A demanda do mercado para uma dada
mercadoria, nada mais é do que a soma
horizontal das demandas individuais de cada
consumidor.
Em outras palavras, a quantidade demandada
do mercado para cada preço é a soma de
todas as quantidades demandadas
individualmente àquele preço.
Slide 114
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38
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda de Mercado
„
Da demanda individual à demanda
de mercado
„
Curva da demanda de mercado
z Uma
curva que relaciona o preço de
uma mercadoria e a quantidade total
comprada pelos consumidores de um
mercado.
Slide 115
Demanda de Mercado
Determinando a curva da demanda de mercado
Preço Consumidor A Consumidor B Consumidor C Mercado
($)
(unidades)
(unidades)
(unidades)
(unidades)
1
6
10
16
32
2
4
8
13
25
3
2
6
10
18
4
0
4
7
11
5
0
2
4
6
Slide 116
Demanda de mercado
Obtendo a curva da demanda de mercado
5
Preço
(dólares por
unidade)
A curva de demanda de mercado
é obtida por meio da soma
das curvas de demanda
dos consumidores
4
3
Demanda de mercado
2
1
0
DA
5
DB
10
DC
15
20
25
30
Quantidade
Slide 117
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39
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Demanda de mercado
„
Dois pontos importantes:
1. A demanda de mercado se deslocará
para a direita à medida que aumenta o
número
ú
d
de consumidores
id
no mercado.
d
2. Fatores que influenciam as demandas
de muitos consumidores também
afetarão a demanda de mercado.
Slide 118
Demanda de mercado
A demanda agregada do trigo
Preço
(dólares por 20
bushel)
18
16
A demanda total por trigo é dada
pela soma horizontal das demandas
interna (AB) e de exportação (CD).
A
14
12
10
C
8
E
Demanda total
6
4
Demanda
de exportação
2
0
Demanda
interna
D
1000
F
B
2000
3000
Trigo
(milhões de
bushels por ano)
4000
Slide 119
Elasticidades
ast c dades da Demanda
e a da
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidades da Demanda
„
Em geral, a elasticidade é uma
medida da sensibilidade de uma
variável em relação a outra.
„
Ela nos informa a variação
percentual em uma variável em
decorrência da variação de 1% em
outra variável.
Slide 121
Elasticidade-preço da Demanda
A elasticidade de preço da demanda é dada por:
E P = (% Δ Q)/(% Δ P)
Definição: a elasticidade-preço da demanda é a
resposta relativa da quantidade demandada às
variações no preço de uma mercadoria: em
outras palavras, a elasticidade-preço é a
variação proporcional na quantidade demandada
dividida pela variação proporcional no preço.
Slide 122
Elasticidade-preço da Demanda
„
Logo, a elasticidade de preço da
demanda também é dada por:
EP =
Δ Q/Q
P ΔQ
=
Δ P/P
Q ΔP
Slide 123
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41
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-preço da Demanda
Curva de Demanda Linear [Qx=a-bPx]
⎛P⎞
⎟
⎝Q⎠
ε Q , P = −2 ⎜
x
Preço
⎛8⎞
A : ε Qx , Px = −2 ⎜ ⎟ = −4 → D elástica
⎝4⎠
⎛ 5⎞
B : ε Qx , Px = −2 ⎜ ⎟ = −1 → D elástica unitária
⎝ 10 ⎠
3
⎛ 3⎞
C : ε Qx , Px = −2 ⎜ ⎟ = − → D inelástica
7
⎝ 14 ⎠
10
A
8
B
5
C
3
0
4
10
14
x
D
À medida que P → 10, ε Qx Px → −∞
20 Quantidade
À medida que P → 0, ε Qx Px → 0
Slide 124
Elasticidade-preço da Demanda
Elasticidade Arco
„
z
εQ
Às vezes não há uma expressão da Curva da
demanda , mas há informação sobre o que os
consumidores compram, e a que preço. Elasticidade
Arco é calculada usando apenas dois pontos:
x , Px
=
ε QArco
,P =
x
x
ΔQx P
Δ % Quantidade Procurada do bem x
⇒ ε Qx , Px =
×
Δ % Preço do bem x
Δ Px Q x
Δ Q x Média P
Δ Q x ( P1 + P2 ) / 2
×
⇒ ε QArco
=
×
x , Px
Qx
Média Q
Q x ( Q1 + Q2 ) / 2
ε QArco
,P =
x
x
( Q1 − Q2 ) × ( P1 + P2 ) / 2
( P1 − P2 ) ( Q1 + Q2 ) / 2
Slide 125
Elasticidade-preço da Demanda
„
Elasticidade Arco - exemplo
z
Suponha que a quantidade procurada diminui de 60 para
40 quando o preço sobe de €3 para €5. A elasticidade
arco da Procura é dada por:
60 − 40
( 60 + 40 )
ε QArco
,P =
x
x
2 =
3−5
( 3 + 5)
60 − 40
2
50 = 5 = − 4
3−5
−2
5
4
4
2
[Neste intervalo, a Procura é inelástica (|elasticidade| < 1)]
Slide 126
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
42
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-preço da Demanda
„
Elasticidade Arco - exemplo
z
Suponha que a quantidade procurada diminui de 60 para
40 quando o preço sobe de €3 para €5. A elasticidade
arco da Procura é dada por:
60 − 40
( 60 + 40 )
ε QArco
,P =
x
x
2 =
3−5
( 3 + 5)
60 − 40
2
50 = 5 = − 4
3−5
−2
5
4
4
2
[Neste intervalo, a Procura é inelástica (|elasticidade| < 1)]
Slide 127
Elasticidade-Preço da Demanda
Elasticidade Arco
„
z
ε Q ,P =
x
x
ε QArco
,P =
x
x
Às vezes não há uma expressão da Curva da
Procura, mas há informação sobre o que os
consumidores compram, e a que preço.
El ti id d Arco
Elasticidade
A
é calculada
l l d usando
d apenas
pontos: Procurada do bem x
ΔQ
% Quantidade
Δdois
P
Δ% Preço do bem x
⇒ ε Qx , Px =
x
ΔPx
×
Qx
ΔQx Média P
ΔQx ( P1 + P2 ) / 2
×
⇒ ε QArco
=
×
x , Px
Qx Média Q
Qx ( Q1 + Q2 ) / 2
ε QArco
,P =
x
x
( Q1 − Q2 ) × ( P1 + P2 ) / 2
2 128
( P1 − P2 ) ( Q1 + Q2 ) /Slide
Elasticidades-Preço da Demanda
Slide 129
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43
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidades-Preço da Demanda
Slide 130
Elasticidades-Preço da Demanda
Slide 131
Elasticidades-Preço da Demanda
http://www.ipea.gov.br/pub/td/td_558.pdf
Slide 132
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44
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-preço da Demanda
Preço
EP = - ∞
O segmento inferior de uma
curva de demanda negativamente
inclinada é menos elástico que o
segmento superior.
4
Q = 8 - 2P
Ep = -1
2
Curva de demanda linear
Q = a - bP
Q = 8 - 2P
Ep = 0
0
8
4
Q
Slide 133
Elasticidade-preço da Demanda
Demanda infinitamente elástica
Preço
D
P*
EP = - ∞
0
Quantidade
Slide 134
Elasticidades-preço da Demanda
Demanda completamente inelástica
Preço
EP = 0
0
Q*
Quantidade
Slide 135
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
45
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 1 – a existência de substitutos
A afirmação mais forte que podemos fazer a respeito do
que determina a elasticidade-preço da demanda é que
quanto mais substitutos houver, maior ela será, e mais
sensível será então a demanda
demanda.
Quanto mais e melhores são os substitutos para um
dado bem, tanto maior será a sua elasticidade-preço.
Assim, bens com muitos substitutos terão elasticidades
elevadas. Bens com poucos ou fracos substitutos
tenderão a ter elasticidades baixas (inelásticas)
Slide 136
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 1 – a existência de substitutos
A disponibilidade de substitutos próximos é o mais
importante determinante da elasticidade-preço da
demanda, pois a maneira como os consumidores reagem
à variação no preço de um produto depende das
alternativas disponíveis que eles possuem.
De uma maneira geral, se um produto tiver mais
substitutos disponíveis, terá uma demanda mais elástica.
Se um produto tiver menos substitutos disponíveis, terá
uma demanda menos elástica.
Slide 137
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 1 – a existência de substitutos e a
definição do mercado
Em um mercado estritamente definido, os
consumidores têm mais substitutos
disponíveis.
Assim, quanto mais estritamente definido
for um mercado, mais elástica será a
demanda.
Slide 138
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
46
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 2 a importância do bem no
orçamento do consumidor
A “importância” aqui é entendida como sendo
a percentagem de despesas totais que o
indivíduo aloca para determinado bem em seu
orçamento.
Hipótese é que quanto menos importante for o
bem, mais elástica será a curva de demanda.
Slide 139
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 2 a importância do bem no
orçamento do consumidor
Bens que comprometem uma pequena fração de um
orçamento de um consumidor tendem a ter uma
demanda menos elástica do que bens que comprometem
uma g
grande fração.
Assim, “artigos de alto custo”, como casas, carros,
móveis, que ocupam uma grande parcela do orçamento
médio do consumidor, tenderam a ter uma significativa
redução na quantidade demanda, devido a um aumento
de preço.
Em termos gerais, a demanda por um bem será mais
elástica quanto maior for a participação do bem no
orçamento médio do consumidor.
Slide 140
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 3 - tempo para ajustamento na
taxa de compra
A elasticidade-preço da demanda é maior no longo do
que no curto prazo. Isso ocorre por que, devido as
defasagens de resposta dos consumidores às variações
nos preços e ao aumento
t da
d probabilidade
b bilid d d
de que
surjam novos bens substitutos à medida em que o tempo
passa.
Outra razão é que os consumidores estariam mais aptos
a rever seus padrões de consumo quanto mais tempo
tiverem para fazê-lo.
Slide 141
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
47
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
Quanto mais o tempo passa, mais elástica se
torna a demanda por um produto.
Algumas Elasticidades-Preço da Procura - Curto e Longo Prazo
C
Curto-Prazo
P
L
Longo-Prazo
P
Transportes
-0.6
-1.9
Comida
Álcool e Tabaco
Actividades Recreativas
Vestuário
-0.7
-0.3
-1.1
-0.9
-2.3
-0.9
-3.5
-2.9
Fonte: Baye (2006)
Slide 142
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 4 – usos alternativos do bem
Quanto maior o número de possibilidades
de usos de uma mercadoria, tanto maior
será sua elasticidade.
Slide 143
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 5 – a durabilidade do produto:
A elasticidade-preço pode, em parte, ser uma função da
durabilidade do produto porque existe a possibilidade de
se adiar as compras necessárias para a sua reposição.
O adiamento da compra de novos bens duráveis através
da realização de reparos ou reformas nos bens
existentes pode ser um substituto eficiente, ainda que
temporário, daqueles bens cujos preços estão
aumentando, fazendo com que, desta forma, a demanda
seja mais elástica no curto prazo do que seria de outro
modo.
Slide 144
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
48
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 6 – o grau de saturação do mercado pelo
produto:
O grau de saturação do mercado de um produto
têm relevância na determinação da elasticidadepreço, no sentido
tid d
de que, se praticamente
ti
t ttodas
d
as famílias possuírem o bem, é pouco provável
que os produtores consigam estimular a
demanda de mercado reduzindo os preços de
venda desses bens.
Slide 145
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 7 - o comprometimento prévio do consumidor (captura
do consumidor):
Outro fato que afeta a elasticidade-preço é o
comprometimento prédio do comprador. Um indivíduo
que tenha comprado um automóvel torna-se um
consumidor capturado de suas partes disponíveis ou
peças.
Assim, não é por acaso que as firmas fixam preços
relativamente altas para as suas peças do que para os
carros novos. O mesmo se aplica a impressoras e toner,
etc.
Slide 146
Fatores que afetam a
elasticidade-preço da demanda
# 8 - Necessidade vs. Bens de luxo:
Bens que são artigos de luxo normalmente
apresentam curvas de demanda mais elásticas
do que bens que são necessidades.
A curva de demanda de artigos de luxo é muito
mais elástica do que a curva de demanda de
uma necessidade.
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49
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade,
mudanças nos
preços e renda
total.
Slide 148
Receita total e Elaticidade-preço
Slide 149
Elasticidades-preço da demanda
Elasticidade-Preço da Procura
Elasticidade
0
(0, 1)
Descrição
Perfeitamente
inelástica (D
Inelástica
1
>1
Elástica Unitária
Elástica
∝
Perfeitamente elástica
(D vertical)
Efeito na
Quantidade
Procurada de um
aumento no preço
de 1%
Efeito na Receita
Total de um
aumento de 1%
no Preço
Exemplos
Zero
Aumenta em 1%
Bilhetes do Futebol
Reduzida em menos
do que 1%
Reduzida em 1%
Reduzida em mais
do que 1%
Aumenta menos do
que 1%
Não se altera
Reduzida; quanto
maior a
elasticidade, mais a
Receita Total é
reduzida
Reduzida a zero
Gasolina
Reduzida a zero
Marcas de PC's
Marcas de chips de
memória
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-Preço
Cruzada da Demanda
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
Definição: A elasticidade-preço cruzada da
demanda mede a reação relativa da quantidade
demandada de uma dada mercadoria
provocada pela variação no preço de uma outra
mercadoria
mercadoria.
Em outras palavras, é a variação proporcional
na quantidade demandada do bem A dividia
pela variação proporcional no preço do bem B.
Slide 152
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
A elasticidade-preço cruzada da demanda é
importante para as empresas porque permite
mensurar se os outros produtos vendidos por
outras empresas são ou não substitutos
próximos para seus produtos
produtos.
[cf. Hubbard & O’Brien (2010, p.243)] e o caso
da Amazon e Barnesandnobles.
http://www.nber.org/papers/w9085.pdf
Slide 153
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
„
A elasticidade preço cruzada da
demanda é dada por:
EQaPb =
„
ΔQa/Qa Pb ΔQa
=
ΔPb/Pb Qa ΔPb
A elasticidade cruzada é positiva no caso de
bens substitutos e negativa no caso de bens
complementares.
Slide 154
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
Se os produtos
forem
Então a elasticidadepreço cruzada será ...
Exemplo
Substitutos
+
Duas marcas de
tocadores digitais de
música
Complementares
-
Tocadores de música
digitais e canções
baixadas de lojas de
música on line.
Não relacionados
0
Tocadores de musica
digitais e pasta de
amendoim.
Slide 155
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
Slide 157
Elasticidade-Renda da
Demanda
Elasticidade-renda da demanda
O nível de compras de certas mercadorias
é muito sensível a variações de renda
monetária real e nominal.
Assim, a função demanda pode ser escrita
como:
Q = f (P, I)
Slide 159
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidades-renda da demanda
„
A elasticidade-renda da demanda é
dada por:
EI =
Δ Q/Q
I ΔQ
=
Δ I/I
Q ΔI
Slide 160
Elasticidade-renda da demanda
A elasticidade-renda da demanda é a
reação da quantidade demanda a uma
variação relativa na renda.
Em outras palavras, é a variação
proporcional na quantidade demandada,
dividida pela variação proporcional na
renda.
Slide 161
Elasticidade-renda da demanda
Se a elasticidade- Então o bem será
renda da demanda ...
for...
Normal e uma
Positiva, mas
menor do que 1
necessidade
Positiva e maior do
que 1
Negativa
Exemplo
Leite
Normal e um bem
de luxo
Caviar
Inferior
Carne de segunda
com alto teor de
gordura
Slide 162
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade-renda da demanda
Slide 163
http://www.scielo.br/pdf/ee/v37n2/04.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ee/v37n2/04.pdf
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Slide 165
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Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade da demanda
Elasticidade da demanda
„
Problemas no uso da elasticidade no
ponto
z
Podemos estar interessados em
calcular a elasticidade em determinado
trecho da curva de demanda, em vez
de um único ponto.
z
A elasticidade de preço da demanda
muda de acordo com o preço e
quantidade usados como base.
Slide 167
Elasticidade da demanda
Elasticidade da demanda no ponto (exemplo)
„
Suponha que:
zO
preço aumenta de $8 para $10 e a
quantidade demandada cai de 6 para 4
z Variação
percentual no preço:
$2/$8 = 25% ou $2/$10 = 20% ?
z Variação percentual na quantidade:
-2/6 = -33.33% ou -2/4 = -50% ?
Slide 168
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56
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Elasticidade da demanda
Elasticidade da demanda no ponto (exemplo)
„
A elasticidade é igual a:
-33,33/25 = -1,33 ou -50/20 = -2,5
„
Qual dessas estimativas é a correta?
Slide 169
Elasticidade da demanda
„
Elasticidade da demanda no arco
z
A elasticidade no arco calcula a
elasticidade para um intervalo de
preços.
p
ç
z
Sua fórmula é:
EP = ( ΔQ/ ΔP)( P / Q )
P = preço médio
Q = quantidade média
Slide 170
Elasticidade da demanda
„
Elasticidade da demanda no arco
(exemplo)
EP = ( ΔQ/ ΔP)( P / Q )
P1 = 8
P 2 = 10
Q1 = 6
Q2 = 4
10 + 8
=9
2
6+4
Q=
=5
2
P=
Ep = ( −2 / $2)($ 9 / 5) = −1,8
Slide 171
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57
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
Excedente do Consumidor
Excedente do consumidor
É a diferença entre o preço que um
consumidor estaria disposto a pagar por uma
mercadoria e o preço efetivamente pago pela
mercadoria.
Slide 173
Excedente do Consumidor
Excedente do consumidor
Excedente do consumidor A diferença entre
o preço mais alto que um consumidor está disposto a
pagar e o preço que o consumidor efetivamente
paga.
Benefício marginal O benefício adicional de
um consumidor, decorrente de ele consumir uma
unidade a mais de um bem ou serviço.
Slide 174
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58
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
O que o excedente do consumidor e o
excedente do produtor medem
O excedente do consumidor mede o benefício
líquido
q
aos consumidores decorrente de sua
participação de um mercado em vez de o benefício
total.
Em um mercado, o excedente do consumidor é
igual ao benefício total recebido pelos
consumidores menos o valor total que eles têm que
pagar para comprar o bem.
Slide 175
O ritual da troca de presentes no
Natal é um desperdício de dinheiro?
Dar presentes pode
levar à perda de peso
morto.
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200912131000_RED_78609836
Slide 176
O ritual da troca de presentes no
Natal é um desperdício de dinheiro?
O ritual da troca de presentes no Natal é um desperdício de
dinheiro. Esse é o centro da teoria do economista americano
Joel Waldfogel
Waldfogel, professor da Universidade de Princeton
Princeton.
Autor do livro "Scroogenomics - Why You Shouldn't Buy
Presents for the Holidays" (Scroogenomics - Por que você
não deve comprar presentes no Natal, em tradução livre),
Waldfogel afirma que as pessoas avaliam o preço dos
presentes que receberam, em média, 20% abaixo do que
aquilo que foi realmente pago por quem está dando o
presente. Esses 20%, portanto, seriam dinheiro jogado fora.
Slide 177
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59
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
Preço
(dólares por
ingresso)
O excedente do consumidor
associado ao consumo de 6
ingressos é dado pela soma
do excedente obtido do consumo
de cada ingresso.
20
19
18
17
16
15
Excedente do consumidor
6 + 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 21
14
Preço de mercado
13
Ingressos para um
show de rock
0
1
2
3
4
5
6
Slide 178
Excedente do Consumidor
A curva de demanda em forma de escada
pode ser transformada em uma curva de
demanda linear, definindo unidades cada
vez menores da mercadoria
mercadoria.
Slide 179
Excedente do Consumidor
Preço
(dólares por
ingresso)
Excedente do consumidor
para a demanda de mercado
20
19
18
17
16
15
Excedente do
consumidor
1/2x(20 − 14)x6.500 = $19.500
Preço de mercado
14
13
Curva da demanda
Gasto
efetivo
Ingressos para um
show de rock
0
1
2
3
4
5
6
Slide 180
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
60
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=272679
O excedente do
consumidor da televisão
por satélite
O excedente do consumidor nos permite medir o benefício
extra que os consumidores recebem pelo preço pago por um
produto.
Slide 181
Excedente do Consumidor
p
P = 40 – 2q
40
→ q = 15
P = 10
A
10
EC = b
bxh/2
h/2 =
= 15 x30/2 = 225
0
15
20
q
Slide 182
Excedente do Consumidor
A função de utilidade do consumidor é quaselinear em x2.
U( x1 , x 2 ) = v( x1 ) + x 2
Assuma que p2 = 1. Então o problema de escolha do
consumidor é maximizar
U( x1 , x 2 ) = v( x1 ) + x 2
Sujeito a
p1x1 + x 2 = m.
Slide 183
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
61
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
Isto é, escolher x1 para maximizar
v( x 1 ) + m − p1x 1 .
A condição de primeira ordem é:
v'( x 1 ) − p1 = 0
Isto é,
p 1 = v' ( x 1 ).
Esta é a equaçãoda demanda do consumidor pela
mercadoria 1
Slide 184
Excedente do Consumidor
Curva de demanda,
p1
p 1 = v' ( x 1 )
x'
∫ 1 v'( x
' '
1 ) dx 1 − p1x 1
= v ( x '1 ) − v ( 0 ) − p1' x 1'
CS = 0
É exatamente o ganho de
utilidade do consumidor de
consumir x1’
unidade da mercadoria 1.
CS
p'1
0
x'1
x*1
Slide 185
Excedente do Consumidor
O excedente do consumidor é uma
medida em reais exata da utilidade ganha
de consumir a mercadoria1 quando a
função utilidade do consumidor é
quaselinear na mercadoria 2.
Caso contrário o excedente do
consumidor é uma aproximação
Slide 186
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62
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
A mudanção na utulidade total para um
consumidor devido a uma mudnaça em p1
é aproximadamente a sua mudança no
excednete do consumidor.
consumidor
Slide 187
Excedente do Consumidor
p1
p1(x1), é a curva de demanda
inversa para a mercadoria 1
p'1
x'1
0
x*1
Slide 188
Excedente do Consumidor
p1
p1(x1)
EC antes
p'1
0
x'1
x*1
Slide 189
Prof. Giácomo Balbinotto Neto [UFRGS]
63
Teoria Microeconômica I
05/04/2010
Excedente do Consumidor
p1
p1(x1)
EC depois
p
p"1
p'1
0
x"1
x'1
x*1
Slide 190
TEORIA MICROECONÔMICA I
Demanda Individual e
Demanda de Mercado
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UFRGS
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Demanda Individual e Demanda de Mercado Demanda Individual e