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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
COORDENAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
SERVIÇO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ADMINISTRAÇÃO
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ÁREA: MARKETING E RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
João Pessoa - PB
Abril de 2008
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
2
LUCILA BRUNA RODRIGUES LIMA
O MARKETING ECOLÓGICO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A GESTÃO DO
PARQUE ZÔO BOTÂNICO ARRUDA CÂMARA
Trabalho de Conclusão de Curso Apresentado à
Coordenação
do
Serviço
de
Estágio
Supervisionado em Administração, do Curso de
Graduação em Administração, do Centro de
Ciências Sociais Aplicadas da Universidade
federal da Paraíba, em cumprimento às
Exigências para a Obtenção do Grau de
Bacharela em Administração.
Orientadora: Profª. Nadja Valéria Pinheiro
João Pessoa – PB
Abril de 2008
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
3
À Prof. ª. Orientadora Nadja Valéria Pinheiro
Solicitamos examinar e emitir parecer no Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Lucila
Bruna Rodrigues Lima
João Pessoa, _____ de Abril de 2008.
___________________________________________
Prof. Dr. Rosivaldo de Lima Lucena
Coordenador do SESA
Parecer do Professor Orientador:
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O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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LUCILA BRUNA RODRIGUES LIMA
O MARKETING ECOLÓGICO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A GESTÃO DO
PARQUE ZÔO BOTÂNICO ARRUDA CÂMARA
Trabalho de Conclusão de Curso Aprovado em: ______ de abril de 2008.
Banca Examinadora
_______________________________________________
Profª. Nadja Valéria Pinheiro
Orientadora
___________________________________________________
Prof.
_________________________________________________
Prof.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
5
Tenho pensamentos que, pudesse eu trazê-los à luz e
dar-lhes vida, emprestariam nova leveza às estrelas,
nova beleza ao mundo, e maior amor ao coração dos
homens
(Fernando Pessoa)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, com muita gratidão agradeço a meu Senhor, Jesus Cristo, por ter me
concedido consolo nos momentos de desespero, esperança nos momentos de incerteza, luz nas
horas de escuridão, certeza nos momentos de decisão e força para vencer os obstáculos.
Com amor e admiração, aos meus pais, Everardo Lucilo de Sousa Lima e Mª de Fátima
Rodrigues Lima, por todos os momentos de ajuda, pelo imenso amor e tudo que eles vêm me
ensinando, pelo verdadeiro exemplo de Pai e Mãe.
Com carinho, aos meus irmãos, Selinio Bruno e Erik Breno pelos momentos de compreensão
e companheirismo na minha vida.
Com gratidão, a minha tia de coração, Zuleide Paz, pela ajuda e carinho que vem dedicando a
mim e minha mãe nos momentos de alegria e dificuldades da nossa vida.
Com carinho e reconhecimento, ao meu noivo, Ricardo Vilar, por todo o apoio, paciência e
carinho que recebi nessa jornada.
Com admiração, a minha professora e orientadora Nadja Valéria, pela colaboração e por todos
os ensinamentos.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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RESUMO
O Parque Zôo Botânico Arruda Câmara é uma área de 17 hectares, popularmente conhecido
como “Bica”, que preserva uma porção da Mata Atlântica ainda existente no centro da capital
paraibana. O IBAMA concedeu o certificado de Jardim Zoológico ao parque em 1999. Além
da exposição dos animais, no parque existe um “jardim botânico” e tem uma ampla área de
lazer cuja infra-estrutura está precária. O método escolhido foi o exploratório descritivo por
tratar de um tema raramente ventilado na literatura específica. Foram utilizados
procedimentos metodológicos qualitativos e quantitativos. Para a coleta e análise dos dados
utilizou-se o método de comunicação, através de entrevista com o diretor e funcionários da
Bica, e aplicações de questionários com 200 visitantes. Como os resultados foi possível
delinear o perfil do visitante e as problemáticas do parque. Nela se encontra a má conservação
dos equipamentos de lazer, dos recintos dos animais e da infra-estrutura básica (passarelas,
banheiros, bebedouros, limpeza, segurança). A fim de tornar a Bica um referencial de
entretenimento, lazer e tranqüilidade na cidade de João Pessoa. O potencial do parque é
inquestionável, porém seu reconhecimento pelos visitantes potenciais é praticamente nulo. O
que mais motiva os visitantes a freqüentarem o parque é o contato com a natureza e a área de
lazer. O Parque pode se tornar um forte atrativo através de ajudas tanto por parte do governo,
da sociedade como também das empresas que visam à responsabilidade sócio-ambiental, no
sentido de que estas podem contribuir para reestruturação do parque e ao mesmo tempo
incentivar programas educativos aos visitantes, em especial aos pequenos jovens, assim irá
promover aos visitantes uma interação do homem com a natureza algo indiscutivelmente
importante para qualquer ser humano.
Palavras-chaves: Parque. Educação. Responsabilidade Sócio-Ambiental. Marketing.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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ABSTRACT
The Arruda Camara Zoo Park is an area of 17 hectares, popularly know as “Bica” that keeps a
portion of Mata Atlantic that still exists in Paraiba’s capital downtown. The IBAMA granted
the zoo certificate to the park in 1999. Beyond the exposition of the animals, there’s a
Botanical and a large area for leisure whose infrastructure is still precarious. The chosen
method was descriptive – exploitive because it is a theme rarely discussed in the specific
literature. Qualitative and quantitative methodologic procedures had been used. For data
collection and analysis was used the communication method through interviews and
questionnaire applying together with 200 visitants. With results was possible to delineate the
profile of the visitor and the problematic ones of the park. In it if it finds the bad conservation
form, the enclosures of the animals and the basic infrastructure of the park (paths, bathrooms,
drinking fountains, wipe and security). In order to become the Bica a referential of
entertainment, leisure and tranquility in the city of João Pessoa. The potential of the park is
unquestioned, however its recognition for the potential visitors is practically nothing. What
more motivates the visitors to frequent the park is the contact with nature and the area of
leisure. The park can become one strong attraction through of aid as much on the part of the
government, of the society as well as of the companies that they aim at partner-ambient
responsibility, in the direction of that these can contribute for reorganization of the park and at
the same time to stimulate educative programs to the visitors, in special to the small young,
thus it will go to promote the visitors an interaction of the man with the nature something
unquestionably important any human being.
Key-words: Park. Education. Partner- Ambient Responsibility. Marketing.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1 – Organograma para a análise da relação entre o marketing ecológico com os
demais temas da pesquisa........................................................................................................ 27
QUADRO 1: Quadro das etapas da pesquisa........................................................................ 30
FOTO 1: Fonte Tambiá localizada dentro do Parque............................................................ 31
FOTO 2: Lago das Cinco Fontes........................................................................................... 32
FOTO 3: Orquidário do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara............................................. 33
FOTO 4: Pedalinhos - Equipamentos de lazer do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara..... 33
FOTO 5: Peça do Museu – Serelepe, animal empalhado...................................................... 33
FOTO 6: Escola do Meio Ambiente localizada dentro do Parque........................................ 34
FOTO 7: Trilha ecológica da Bica........................................................................................ 34
FOTO 8: Restaurante desativado dentro do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara............. 34
FOTO 9: Pracinha do Parque em má conservação................................................................. 35
FOTO 10: Recintos pequenos das aves do Parque ................................................................ 35
FOTO 11: O Parque cercado por construções irregulares...................................................... 36
FOTO 12: Passagem da água da fonte pelo Parque............................................................... 36
FOTO 13: Placas de sinalização revitalizadas....................................................................... 37
GRÁFICO 1: Cidade de origem dos visitantes do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara.... 43
GRÁFICO 2: A faixa etária dos visitantes do Parque........................................................... 44
GRÁFICO 3: Freqüência dos visitantes no Parque................................................................ 45
GRÁFICO 4: Pretensão dos visitantes em retornar ao Parque............................................... 47
GRÁFICO 5: Atrativos que mais chama a atenção dos visitantes do Parque........................ 47
GRÁFICO 6: Aspectos que desagradam os visitantes no Parque.......................................... 48
FOTO 14: Recinto reformado recentemente........................................................................... 49
GRÁFICO 7: Estruturas do Parque que necessitam de reformas.......................................... 50
GRÁFICO 8: Opinião dos visitantes sobre a infra-estrutura do parque................................ 52
GRÁFICO 9: Opinião dos visitantes quanto ao aproveitamento do Parque.......................... 53
GRÁFICO 10: Opinião dos visitantes em considerar a Bica como atrativo para as
comunidades locais e turistas................................................................................................... 53
GRÁFICO 11: Opinião dos visitantes em relação ao desenvolvimento de um programa de
Marketing Ecológico no Parque Zôo Botânico Arruda Câmara..................................................... 54
GRÁFICO 12: Possibilidade do sucesso na criação de uma colônia de férias na Bica para
crianças e jovens, visando à conscientização ambiental através da ajuda de empresas....................... 55
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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LISTA DE TABELAS
TABELA 1: Cidades de origem ...................................................................................... 44
TABELA 2: Faixa etária dos visitantes............................................................................ 45
TABELA 3: Freqüência de visitação............................................................................... 46
TABELA 4: Atrativos do Parque..................................................................................... 48
TABELA 5: Aspectos negativos do Parque..................................................................... 50
TABELA 6: Estruturas do Parque.................................................................................... 51
TABELA 7: Satisfação quanto à infra – estrutura............................................................ 52
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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SUMÁRIO
RESUMO ........................................................................................................................... VII
ABSTRACT........................................................................................................................ VIII
LISTA DE ILUSTRAÇÕES..............................................................................................
IX
LISTA DE TABELAS........................................................................................................
X
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................
01
1.1. DELIMITAÇÃO DO TEMA E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA...................
02
2. OBJETIVOS..................................................................................................................
05
3. JUSTIFICATIVA.........................................................................................................
06
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................
10
4.1. PARQUES PÚBLICOS................................................................................................
10
4.2. EDUCAÇÃO AMBIENTAL........................................................................................
14
4.3. A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DAS EMPRESAS.................................................
17
4.4. MARKETING................................................................................................................
20
4.4.1. Marketing de atrações para visitantes...................................................................... 21
4.4.2. Marketing ecológico.................................................................................................... 24
5. MÉTODO........................................................................................................................ 29
5.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA........................................................................ 29
5.2. CAMPO DE ESTUDO................................................................................................... 30
5.3. ETAPA EXPLORATÓRIA ........................................................................................... 38
5.3.1. Sujeitos da pesquisa..................................................................................................... 38
5.3.2. Instrumentos da pesquisa........................................................................................... 38
5.3.3. Análise dos dados......................................................................................................... 39
5.4. ETAPA DESCRITIVA................................................................................................... 39
5.4.1. População e Amostra................................................................................................... 40
5.4.2. Instrumentos da pesquisa........................................................................................... 41
5.4.3. Análise dos dados......................................................................................................... 41
6. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS.......................................... 43
6.1. PESQUISA COM VISITANTES..................................................................................... 43
6.2. ENTREVISTA COM O DIRETOR DO PARQUE......................................................... 56
6.3. ENTREVISTA COM A BIOLOGA DO PARQUE........................................................ 58
6.4. ENTREVISTA COM O CHEFE DE DIVISÃO DO ZOOLÓGICO DO PARQUE..... 59
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
12
7. CONCLUSÃO............................................................................................................... 61
7.1. RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES.................................................................. 63
REFERÊNCIAS.................................................................................................................... 66
APÊNDICES
A - Projeto de marketing ecológico: Colônia de férias para os pequenos jovens no Parque
Zôo Botânico Arruda Câmara............................................................................................... 70
B - Questionário de pesquisa aplicado para visitantes no Parque Arruda Câmara............... 77
ANEXOS
A - Planta da cidade de João Pessoa..................................................................................... 79
B - Planta do entorno da Bica .............................................................................................. 80
C - Fotos da Bica.................................................................................................................. 81
D – relação dos animais existentes na Bica.......................................................................... 84
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
13
1. INTRODUÇÃO
O presente documento consiste no Trabalho de Conclusão do Curso – TCC de
Bacharelado em Administração da Universidade Federal da Paraíba – UFPB/Campus I, em
cumprimento à disciplina Estágio Supervisionado II e atendendo a resolução 307/66 MEC,
como requisito obrigatório para obtenção do grau de Bacharel em Administração, ao Serviço
de Estágio Supervisionado em Administração – SESA do Centro de Ciências Sociais
Aplicadas da UFPB.
A pesquisa aqui apresentada decorre acerca da área de marketing com ênfase
ambiental. Possui natureza eminentemente bibliográfica, explorando os Parques Públicos, a
Educação Ambiental, o Marketing, a atuação das empresas com consciência ambiental, e as
estratégias de marketing utilizadas por estas, em especial o marketing ecológico.
O objetivo deste trabalho é realizar um estudo para verificar a viabilidade da
utilização do marketing ecológico como ferramenta promocional para o Parque Zôo Botânico
Arruda Câmara; através da analise do perfil do visitante local, da infra-estrutura e do potencial
natural e cultural do Parque; procurando aprofundar o conhecimento sobre o marketing e
sendo mais direcionado ao Parque, o marketing ecológico e o marketing de atrativos
turísticos; verificando, a contribuição das empresas ambientalmente responsáveis perante a
sociedade; quais as ferramentas de marketing utilizadas atualmente no Parque para poder,
então, sugerir estratégias de marketing adequadas e viáveis de serem utilizadas pela
administração do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara.
Esta pesquisa está estruturada da seguinte forma: a primeira parte da introdução
compreende a delimitação do tema e formulação do problema, em seguida acontece a
justificativa e logo após os objetivos geral e específicos; A quarta parte do trabalho consiste
na fundamentação teórica com referência aos teóricos pertinentes à pesquisa nas áreas de
Parques Públicos, Educação Ambiental, Responsabilidade Ambiental e o Marketing; a quinta
parte constitui-se dos aspectos do método que foi delineada pela caracterização da natureza
da pesquisa, do campo de estudo e das etapas exploratória e descritiva; a sexta parte refere-se
a análise e interpretação dos resultados das pesquisas feitas com os visitantes e das entrevistas
feitas com os funcionários e o Diretor do Parque; e, por fim, a conclusão que é composta pelas
considerações finais e, recomendações e sugestões.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
14
1.1. DELIMITAÇÃO DO TEMA E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
A cidade João Pessoa possui uma história de quatrocentos e dezessete anos, bem
guardada nos seus monumentos e preservada no verde, que é uma de suas características mais
fortes e que lhe rendeu o título de segunda cidade mais verde do mundo. Pode ser observado
em todas as paisagens que a comunidade local está cuidando da vegetação, se preocupando
com um futuro melhor, mais sustentável. E além das nossas ruas e bairros serem arborizadas,
ainda possuí, dentro da cidade, duas reservas de Mata Atlântica. Uma delas é o Parque Zôo
Botânico Arruda Câmara, o foco da pesquisa, também conhecido como “Bica”, devido à
existência de uma fonte antiga de água mineral. Composto de um jardim zoológico, uma
reserva florestal, e áreas de lazer, são considerados como um dos melhores passeios
oferecidos aos seus visitantes, unindo ecologia, educação e cultura.
A outra reserva está situada no Jardim Botânico Benjamin Maranhão, criado pelo
Governo do Estado em 2000, é uma das maiores reservas da Mata Atlântica do Brasil,
composta por 515 hectares. Porém “a cidade de João Pessoa também recebe influência da
Mata do Amém que, apesar de estar no município de Cabedelo, irradia seus benefícios e está
intimamente ligada ao município” (ARRUDA, 2004, p.115).
Milhares de pessoas, inclusive os jovens, procuram ambientes naturais para sair do
ambiente rotineiro do dia a dia, como o encontrado no Parque. Com isso, proporcionar a esses
jovens, oportunidades de vivenciar dias prazerosos e construtivos, através da sua integração
com a rica natureza de nossa cidade que está exibida no Parque Arruda Câmara irá aumentar o
nível de conscientização sobre o patrimônio natural ou cultural, atribuir-lhe um maior nível de
respeito, facilitando sua conservação e, além de minimizar impactos negativos que são
significativos aos recursos e sistemas ecológicos necessários para o seu equilíbrio.
A cada dia crescem o marketing e o discurso sobre a importância do equilíbrio
ambiental. Acompanha esse crescimento a exigência das empresas agirem com
responsabilidade sócio-ambiental. Nesse contexto, o marketing ecológico tem despontado e
pode ser considerada uma modalidade que visa enfocar as necessidades dos consumidores
ecologicamente conscientes e contribuir para a criação de uma sociedade sustentável.
“O pessoense aprendeu a preservar a natureza e a plantar árvores” (ARRUDA, 2004,
p.115), mas não têm a preocupação ecológica suficiente para valorizar os seus recursos
naturais e históricos, pois áreas verdes como o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara e a Mata
do Buraquinho não recebem a quantidade de visitas desejadas e nem contribuição suficiente
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
15
da comunidade, no entanto, estão atentos para as empresas que comprometem com a
realização dessas ações ecológicas.
É nesse aspecto que se pretende abordar tal pesquisa monográfica, a fim de analisar o
marketing desenvolvido pela gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara para buscar uma
forma de promovê-lo no mercado e transformá-lo como um forte potencial natural e cultural
do Estado. O Parque encontra-se esquecido pelo poder público e pela sociedade, é um
patrimônio natural e cultural abandonado.
Originário da antiga mata Roger, o local onde hoje está localizado o Parque Zôo
Botânico Arruda Câmara foi desapropriado pelo prefeito Walfredo Guedes Pereira e
inaugurado em 24 de dezembro de 1922. Em 14 de agosto de 1980 o Parque foi tombado pelo
Instituto do patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP, e em setembro
de 1994 o Parque recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) o registro
oficial de zoológico, o único da Paraíba.
O secretário do Meio Ambiente (Semam) divulgou que na atual gestão foram
autorizados os serviços de revitalização, bem como a melhoria na segurança e a ampliação do
Museu do Parque, que passaria a ser também um memorial em homenagem ao botânico
paraibano Arruda Câmara, que dá nome ao lugar. Porém, em parte, é visível a falta de
comprometimento na realização de tais serviços, pois o Parque atualmente ainda apresenta
alguns problemas como: podas inadequadas, assoreamento dos riachos, áreas degradadas, lixo
nas imediações, excesso de trilhas clandestinas (que pioram com a erosão das chuvas), trilhas
inadequadas e degradadas, parasitoses nas espécies vegetais, erosão dos solos e barreiras,
arquitetura degradada ou não apropriada para o ambiente. Entretanto, é oportuno relatar que
foram feitas as modificações exigidas quanto à segurança e sinalização do Parque. No entanto,
algumas das soluções ainda cabíveis seriam: manutenções dos equipamentos públicos,
redefinição do parque, eficiência no monitoramento ambiental, além de investimentos na
arquitetura e no tratamento das plantas e animais.
Complementando, atuar em projetos ecológicos é preciso, independe da área de
atuação, ter seus esforços para necessidade de incluir atividades que utiliza, de forma
sustentável, o patrimônio natural e cultural, que incentivam sua conservação e busca a
formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente,
promovendo o bem-estar das populações envolvidas.
A área verde de João pessoa é uma realidade, e está pronto para ser aproveitado de
forma sustentável, só deve unir esforços e acreditar. Diante do que foi exposto acerca da
gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara, de seu aproveitamento mercadológico e o uso
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
16
estratégico do marketing ecológico, suscitou o seguinte questionamento: Como contribuir
para a gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara através da utilização do
Marketing Ecológico?
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
17
2. OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Analisar a viabilidade de utilização do marketing ecológico como ferramenta
promocional para o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Conhecer o perfil do visitante local.
 Fazer um levantamento da infra-estrutura e potencial natural e cultural do Parque.
 Aprofundar o conhecimento sobre o marketing ecológico e marketing de atrativos
turísticos.
 Verificar a contribuição das empresas ambientalmente responsáveis perante a
sociedade.
 Identificar as ferramentas de marketing utilizadas atualmente pela gestão do Parque.
 Sugerir estratégias de marketing adequadas e viáveis para serem utilizadas pela
administração do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
18
3. JUSTIFICATIVA
A importância da conservação da natureza se torna essencial para assegurar a
sobrevivência do homem e para a manutenção dos equilíbrios ecológicos como a regulação do
clima e a proteção do solo contra a erosão. O solo, as águas, as florestas, a fauna, a flora e as
paisagens são recursos naturais insubstituíveis e vitais, que interessa preservar e transmitir às
gerações futuras, não só pelo seu valor de consumo e produtivo, como também pelos seus
valores culturais, educacionais, estéticos e turísticos: a beleza estética da natureza poderá criar
momentos de inspiração artística e de convívio , através da observação de animais, pesca
desportiva, passeios ecológicos ,com postos de emprego e ser fonte de receita, direta ou
indiretamente.
No entanto, os recursos naturais têm sido explorados desenfreadamente, resultado
das necessidades crescentes da população e também da falta de conhecimento das melhores
práticas a realizar. A exploração dos recursos naturais, tem provocado a sua degradação e
poluição assim como destruições significativas ao nível da paisagem, fauna e flora,
contribuindo para o ritmo elevado de extinções de espécies que se tem verificado na nossa
escala temporal.
É importante a existência de parques públicos principalmente ao meio urbano como é
o caso da Bica, na tentativa de tentar restabelecer a conexão entre a sociedade e o meio
ambiente. O Parque pela enorme quantidade de área verde presente em toda sua extensão
serve para saciar a necessidade da população por espaços livres e de lazer, como tentativa de
sair do ambiente rotineiro do dia a dia do ambiente urbano para ter conhecimento de práticas
ecologicas. È nesse aspecto que a prática da educação ambiental está inserida, pois serve
como instrumento para integrar o homem e a natureza, pois ensina ao homem o seu papel
perante a natureza através de ações susutentáveis. Sobre a importância da educação ambiental,
Philippi Jr e Pelicione (2000,p. 3) argumentam:
a educação ambiental, mais do que uma disciplina é uma ideologia bastante clara,
que se apóia num ideário, num conjunto de idéias, que conduz a melhoria da
qualidade de vida e ao equilíbrio do ecossistema para todos os seres vivos. Assim,
além de ser efetivo instrumento de gestão, ela deve torna-se uma flosofia de vida.
A prática da Educação Ambiental, tornado-se uma filosofia de vida, trará resultados
positivos através de uma natureza sustentavelmente segura, contruindo, assim, um mundo
melhor e, consequentemente, uma qualidade de vida melhor.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
19
Dessa forma, o tema proposto é considerado de tamanha importância para toda a
sociedade, pois estudar através do marketing ferramentas de como manter, preservar e
“transformar” um patrimônio histórico, cultural e natural da cidade é garantir a total satisfação
da população. De acordo com Kotler e Keller (2006, p. 28), o marketing do ponto de vista
gerencial é:
o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço, a promoção
e a distribuição de idéias, bens e serviços para trocar idéias que satisfaçam metas
individuais e organizacionais. A administração de marketing é a arte de escolher
mercados-alvos e obter, manter e multiplicar clientes por meio da criação, da entrega
e da comunicação de um valor superior para o cliente.
Os mesmos autores ainda ressaltam que os profissionais de marketing são hábeis em
gerenciar a demanda: procuram influenciar seu nível, oportunidade e composição. Esses
profissionais envolvem-se em bens, serviços, eventos, experiências, pessoas, lugares,
propriedades, organizações, informações e idéias. Eles também operam em quatro mercados
diferentes:
consumidor, organizacional, global e sem fins lucrativos.
Porém, a
responsabilidade social também requer que muitos profissionais de marketing analisem
cuidadosamente o papel que desempenham e poderiam desempenhar em termos de bem-estar
social.
Assim, é importante destacar um “novo termo que amplie a orientação do marketing,
que sustenta a idéia que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os
interesses a logo prazo dos mercados-alvo e satisfazê-los de maneira mais eficiente e eficaz
que os concorrentes” (KOTLER; KELLER, 2006, p. 20). É preciso incorporar a compreensão
de preocupações mais abrangentes, assim como os contextos éticos, ambiental, legal e social,
pois “algumas situações exigem um novo termo que amplie a orientação do marketing, entre
os termos estão o marketing humanista e o marketing ecológico”. (KOTLER; KELLER,
2006, p. 20).
Nessa perspectiva, Peattie apud (DIAS, 2006) afirma que, o marketing ecológico é
um processo de gestão integral, responsável pela identificação, antecipação e satisfação das
demandas dos clientes e da sociedade, de uma forma rentável e sustentável. Investir no
marketing ecológico é, portanto, satisfatório e lucrável.
As empresas ambientalmente responsáveis realizam uma gestão com missões
corporativas na busca da sustentabilidade ambiental. De acordo com Schenini (2005), a
dinamicidade do mercado e a concorrência acirrada colocam em risco as empresas que não
revisaram constantemente seus paradigmas gerenciais, fabris e de prestação de serviços.
Inserido em um cenário mutante, o respeito à sustentabilidade pode ser considerado um dos
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
20
mais recentes requisitos da qualidade. Nesse sentido, as mudanças culturais dos consumidores
e do mercado tem levado os produtos e empresas ecologicamente corretas a serem
reconhecidas e respeitadas. Assim, se faz necessário que as empresas e seus executivos se
tornem mais criativos e competentes, por meio de uso de ferramentas como produzir
ecologicamente ou apoiar projetos ambientais, que resolvam o problema e propiciem uma
adequação ao mercado.
É viável que empresas contribuam com projetos ambientais através de serviços de
revitalização, ou até mesmo com programas de educação ambiental e lazer, e em troca terá
sua marca reconhecida e respeitada pela sociedade. É nessa visão que o marketing ecológico
terá suma importância para tal realização.
Trata-se ainda de um tema bastante relevante, pois se procura através da
sensibilização, alertar a comunidade local, do poder público e privado, para o grande valor
natural, cultural e histórico do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara, no sentido de tentar
melhorar a integração das pessoas de forma sustentada com o meio ambiente, aproximá-las do
ambiente natural, que são momentos exclusivos, prazerosos e de grande importância para o
ser humano, e ainda, é importante também estudar formas de fortalecer o mercado, trazendo
progresso econômico para a localidade.
A Bica além de estar incluída como um forte cartão-postal da cidade se encontra num
estado de degradação de nível bastante, necessitando de uma urgente recuperação, até mesmo,
por que, seu entorno é envolvido por áreas periféricas e de pouco destaque para a cidade, assim
torna-se difícil para despertar a atenção das empresas. Aliás, as áreas periféricas, devido à
maior concentração de miséria, geralmente são as mais ambientalmente degradadas. Neste
caso, o problema ambiental torna-se difícil de ser resolvido, porque o poder público, que na
verdade é responsável por gerir o meio ambiente, promove ações paliativas e sem
continuidade.
Diante desse fato a imagem da localidade não será fortalecida, em detrimento que a
sociedade está passando a ter cada vez mais uma consciência ecológica e procura freqüentar
atrações que estejam comprometidas com ações de aspecto social e ambientalmente aceitas. De
acordo com essa questão Teixeira (2000) enfatiza que a imagem da localidade será fortalecida
perante um mercado que já tem consciência das questões ecológicas.
Assim, podemos confirmar que “a imagem mercadológica de uma destinação é um
conjunto de idéias corrente sobre a localidade” (VAZ, 2002, p.95).
Essa pesquisa monográfica se justifica ainda como uma contribuição para o debate
acadêmico, com a finalidade de preencher lacunas sobre o tema, tendo em vista a pouca
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
21
quantidade de documentos, estudos e publicações sobre o assunto. Esta pesquisa servirá tanto
como instrumento de estudo para estudantes de administração como, também, de outras áreas
que se interessam pelo tema.
A realização deste trabalho atende ainda como requisito básico de uma pesquisa
científica para a conclusão deste curso, e será de grande relevância para mim, como autora
deste trabalho, pois me irá complementar e aperfeiçoar-me neste assunto que me interessa.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
22
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A fundamentação teórica limita-se à apresentação dos principais conceitos teóricos
necessários ao desenvolvimento deste trabalho. Inicia-se com um breve estudo sobre os
parques públicos, em um segundo tópico, foi feita uma análise da importância da educação
ambiental como instrumento de integrar o homem e a natureza, e em seguida foi relevante
estudar a preocupação das empresas com a questão ambiental. O capítulo se encerra com a
apresentação dos conceitos de marketing, ficando evidente o valor de se aplicar como
estratégia para o desenvolvimento mercadológico da Bica, os conceitos do marketing
ecológico, como também, do marketing direcionado para as atrações turísticas, através de
ferramentas de como manter, preservar e “transformar” um patrimônio histórico da cidade,
que na realidade, é garantir a total satisfação da população e do cliente, neste caso, o visitante.
4.1. PARQUES PÚBLICOS
Segundo Medonça (2003), os parques significam porções do território nacional que,
devido aos seus elevados atributos naturais ou culturais, estão postas sob jurisdição do
Governo garantindo, assim, seu caráter perene para o bem estar da comunidade.
Kliass (apud SILVA, 2005) define os parques urbanos como: “espaços públicos com
dimensões significativas e predominância de elementos naturais, principalmente cobertura
vegetal, destinados à recreação”.
Em se tratando da origem dos parques, Silva (2005) afirma que:
Os parques verdes foram uma parte importante da vida na Grécia Antiga - os espaços
verdes eram o mundo paradisíaco, jardins dos deuses. Entretanto, os parques surgem
como fato urbano de relevância, apenas no final do século XVII, na Inglaterra,
atingindo seu pleno desenvolvimento quase cem anos depois, principalmente
relacionado à qualidade de vida urbana. È nos anos de 1850 e 1860, que os parques
ganham corpo na Europa, inicialmente nos planos urbanísticos da França, idealizados
pelo Barão Georges – Eugine. A fonte de inspiração do parque urbano foi modelo
paisagístico dos jardins ingleses do Séc. XVIII, que tiveram origem nas idéias
românticas de volta a natureza, sendo que dois fatos marcaram a criação dos
primeiros parques um foi à abertura do jardim do palácio dos ingleses ao público;
outro se deve aos empreendimentos imobiliários promovida pela iniciativa pública e
privada, esses agentes viram na criação dos parques bons empreendimentos.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
23
Embora sabendo que os parques verdes são de origem antiga, infelizmente,
atualmente muitos moradores sentem-se desligados do ambiente, pois as auto-estiadas reduzem
o acesso aos rios e lagos e os parques às vezes são de difícil acesso. Ao mesmo tempo,
diversos estudos ainda demonstram que os parques urbanos e espaços abertos desempenham
papel significativo na melhoria das condições de vida das comunidades, reduzindo a
criminalidade juvenil e aumentando o nível educacional.
Uma solução é restabelecer a conexão entre moradores e o seu meio ambiente, através do
aumento dos instrumentos nos ambientes mais próximos a eles, os parques urbanos e espaços
abertos. Os parques urbanos melhoram a qualidade do ar, criam habitat para a vida selvagem,
reduzem o volume de água remanescente das tempestades e temperaturas das ilhas quentes
das cidades.
Mas, o mais importante é o que os parques urbanos fornecem locais para as crianças e
seus pais brincarem e áreas onde as pessoas podem conhecer-se como vizinhas em instalações
seguras. De forma simples, os parques são muitas vezes os pilares de comunidades urbanas
vitais e saudáveis.
Há uma crescente necessidade de espaços livres, pois há um aumento da longevidade, da
mobilidade e o tempo de lazer da população do Séc. XX.
Nesse aspecto, Pellegrin apud (CÔRREA, 2005) comenta que:
a aceleração ao processo de urbanização ocasionou uma série de transformações na
cidade e na vida de seus habitantes. A distribuição espacial em meio a um enorme
contingente da população provocou uma máxima utilização das potencialidades dos
espaços com a construção de prédios e edifícios como forma de agrupar uma
quantidade maior de indivíduos em um mínimo espaço possível. À medida que os
espaços “cheios” dominam a cidade e obrigam o ser humano a disputá-lo, diante da
inexistência de espaços “vazios”, cresce a especulação imobiliária que, ao mesmo
tempo em que contribui, é conseqüência dos desequilíbrios espaciais.
Assim, verifica-se que diante a aceleração do processo de urbanização, os parques
têm assumido diferentes configurações e significados. Durante todo o século XX,
especialmente a partir das décadas de 60 e 70, a velocidade das transformações econômicas,
sociais e culturais acelera-se, imprimindo novos significados aos parques.
Novos papéis, portanto, têm sido atribuídos aos parques pelos diversos agentes
envolvidos nos processos urbanos. Nesse último caso, pode-se identificar duas vertentes de
ações produzindo alterações no modo de se tratar a questão do parque público nas cidades
brasileiras. Na primeira vertente, tem-se o seu uso nas estratégias de conservação de recursos
naturais, principalmente a partir dos anos 80, quando a questão ambiental é institucionalizada
no aparelho estatal brasileiro. Essa linha de ação é a mais evidente e consolidada, inclusive por
já ter feito surgir um grande número de usos de lazer da população com os objetivos de
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
24
conservação dos recursos naturais. Nos últimos anos, isso vem se manifestando de modo mais
consistente nas cidades brasileiras, e fazem do uso dos parques como elementos de
dinamização da economia urbana, especialmente das atividades ligadas ao lazer e ao turismo.
As atividades ligadas ao lazer são essenciais para o ser humano. Diante disso, Jucosky
apud (CÔRREA, 2005) declara que:
as profundas alterações que ocorrem a cada dia em uma cidade acabam por alterar o
próprio comportamento do homem, que tem que adaptar-se a todo o momento a estas
modificações. Crianças e adultos não conseguem encontrar tempo nem condições
suficientes para realizar atividades que atendam seus próprios interesses. Caminhar,
correr, encontrar com amigos, jogar e se divertir, consideradas atividades essenciais
estão sendo esquecidas e isso se deve muito mais à falta de condições oferecidas do
que por interesse desses indivíduos.
Comentando, ainda, sobre a necessidade que o homem tem dos espaços livres e do
lazer, Jukosky (apud CORRÊA, 2005) afirma:
o processo de urbanização é um desafio que precisa ser enfrentado para a melhoria da
qualidade de vida da humanidade. Enquanto isso não acontece, sem muitas alternativas,
o homem começa a reunir forças e demonstrar alguns sinais de mudança, isso pode ser
observada pelo número crescente de protestos ecológicos que ocorrem em todo o
mundo, visando à preservação e, diretamente relacionados a ela, a melhoria de
qualidade de vida. Pode-se também verificar que, mesmo sendo ainda pequeno. Existe
um número crescente de pessoas que estão à procura dos melhores ambientes naturais
(áreas verdes e livres) para realizar suas atividades naturais.
A busca por mudanças faz com que o ser humano valorize os ambientes naturais, e
um numero crescente de pessoas estão à procura da pratica de atividades naturais, tendo como
alternativa os parques nacionais. Em termos gerais, o IBAMA (2004) destaca que os objetivos
dos Parques Nacionais são preservar e conservar, para fins científicos, educativos, estéticos e
recreativos, os patrimônios culturais e naturais da nação.
Os Parques são vistos por muitos como verdadeiros laboratórios vivos para pesquisas
que não podem ser efetuados em outros locais visando esta somatória de benefícios. O governo
brasileiro já criou parques nacionais e continua a estudar outras áreas ímpares no Brasil, que
merecem ser preservadas como Parques Nacionais.
Em relação às áreas protegidas, Milano (apud DREHER, 2005) relata:
da tradicional denominação “áreas silvestres”, passou-se a adotar no Brasil, segundo
tendências internacionais, termos como áreas protegidas ou unidades de conservação,
sendo que este último em decorrência da abordagem sistêmica que se adotou
cientificamente.
Foi instituída no Brasil, a Lei Federal 9.985, de 18 de Julho de 2000, a lei do Sistema
Nacional de Unidade de Conservação – SNUC, para estabelecer critérios e normas para
criação e gestão das unidades de conservação e propor a valorização dessas unidades.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
25
De acordo com as informações obtidas pelo SNUC (2000), os principais objetivos das
Unidades de Conservação são:
preservar a biodiversidades; proteger espécies raras, endêmicas, vulneráveis ou em
perigo de extinção; preservar e restaurar a biodiversidade de ecossistemas naturais;
incentivar o uso sustentável dos recursos; manejar os recursos de fauna e flora;
proteger paisagens naturais ou pouco alteradas, de beleza cênica notável; proteger
recursos hídricos; incentivar atividades de pesquisa científica, estudos e
monitoramento de natureza ambiental; favorecer condições para educação ambiental
e recreação em contato com a natureza.
As Unidades de Conservação foram divididas em dois grupos específicos: Unidades
de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. As Unidades de Proteção Integral
objetivam preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos
naturais com exceção às atividades administrativas (fiscalização, manutenção) e às atividades
de uso indireto dos recursos (pesquisas científicas, recreação, educação ambiental). Estão
classificadas nas seguintes categorias: estações ecológicas, reservas biológicas, monumentos
naturais, refugio da vida silvestre, parque nacional, estadual e natural municipal. Já as
Unidades de Uso Sustentável objetivam compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável de parcela de seus recursos naturais. Compreendem as seguintes categorias: áreas
de proteção ambiental (APA), área de relevante interesse histórico, florestas nacionais,
estaduais e municipais, reservas extrativistas, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento
sustentável, reserva particular do patrimônio natural.
Na Lei Federal 9.958, no artigo 11, o SNUC (2000) declara com relação ao Parque
Nacional:
o Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais
de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de
pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação
ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Considerando as diferentes categorias de Unidade de Conservação, constata-se o
enquadramento do objeto deste estudo no contexto do sistema, se definindo como Unidade de
Proteção Integral, categoria de Parque Nacional e quando criados pelo estado ou município,
são denominadas, respectivamente Parque Estadual ou Parque Natural Municipal. A Unidade
de Conservação categorizada como Parque Nacional permite o desenvolvimento do turismo
ecológico e de atividades recreativas. A visitação pública desta categoria está sujeita as normas
e restrições estabelecidas no Plano de Manejo da Unidade.
O Plano de Manejo da Unidade, segundo Dreher (2005):
é o documento técnico mediante o qual, com fundamentos nos objetivos gerais de
uma unidade, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso
da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas
físicas necessárias à gestão da unidade.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
26
É fundamental que os administradores das unidades de conservação, com o auxílio da
sociedade civil, busquem estratégias que conciliem conservação e lazer, uma vez que este
último também é um elemento presente na conceituação de parques nacionais e de outras
categorias de manejo, além de ser um direito da população o acesso às riquezas naturais de seu
país.
4.2. EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Nos últimos anos a questão ambiental vem se configurando no âmbito das grandes
questões contemporâneas. A crise ambiental tem colocado para o mundo o enfrentamento dos
riscos produzidos tanto pelo acelerado desenvolvimento das forças produtivas, como pela
degradação da biosfera (empobrecimento do patrimônio natural do planeta e da capacidade de
recuperação dos ecossistemas). Entretanto, “a humanidade se vê diante da necessidade de
mudanças radicais para garantir sobrevivência digna das futuras gerações” (VIEZZER;
OVALLES, 1994, p. 21).
A resposta a este desafio será enfatizar a conscientização para o campo ambiental.
Viezzer e Ovalles (1994, p. 21) afirmam que:
existem tantas iniciativas para conservação, controle e recuperação do meio ambiente
[...] Nosso pequeno planeta parece estar em assembléia permanente. Todos os dias,
em muitos cantos do mundo, há gente reunida discutindo questões ambientais
relacionadas com a sobrevivência da espécie humana.
Assim, é visível que diversos países reunidos buscam alternativas que possam
minimizar os impactos ambientais e sociais e evitar que o meio ambiente continue a ser alvo
de destruição e da falta de responsabilidade dos seres humanos.
Diante desta visão a educação ambiental surge, de acordo com Freitas (2005), como
um dos instrumentos para prevenir os impactos ambientais, educar e redirecionar órgãos
públicos, empresas privadas e a sociedade para que estes possam integrar crescimento
econômico com preservação ambiental. No entanto, não se trata apenas de garantir a
preservação de algumas espécies de plantas, animais e recursos naturais, mas a conscientização
da sociedade a respeito de suas relações com a natureza.
De acordo com Gonçalves (apud ADAMS, 2002, p. 2) a Educação Ambiental (EA) é:
o processo que faz com que os indivíduos reconheçam valores e conceitos, criando
habilidades e atitudes necessárias que sirvam para que eles compreendam sua relação
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
27
mútua com o meio ambiente. Ela também inclui a prática de tomar decisões e autoformularem um comportamento que garantam a qualidade ambiental.
Na Educação Ambiental, não se deve priorizar a transmissão de conceitos específicos,
e sim o entendimento da importância e das conseqüências que sua prática causa ao meio
ambiente.
entende-se por educação ambiental os processos por meio dos qual o indivíduo e a
coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para conservação do meio ambiente, bem de uso comum do
povo, essencial a sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. (BRASIL apud
BERNARD; FAVORETO, 2001, p. 230).
A Educação Ambiental não está ligada apenas às questões ambientais. É visível que
ela deve estar associada também às questões sociais como as desigualdades sociais, deve
colaborar com o resgate dos padrões éticos de comportamento, com a justiça social e com o
respeito entre os seres humanos e destes com o meio ambiente. Deve ainda contribuir com a
sustentabilidade mundial e ser desenvolvida com base na participação de todos e com a
contribuição das várias áreas do conhecimento, até mesmo com a sabedoria popular.
É importante que a Educação Ambiental também faça parte dos processos educativos
de forma contínua, dinâmica e interativa. A respeito disto Pereira apud (SILVA, 2000, p. 58)
coloca a educação ambiental como sendo um conjunto de técnicas pedagógicas:
a educação ambiental vem modernamente sendo abordado mais como um conjunto
de técnicas pedagógicas do que como conteúdos. O primeiro passo para abordagem
ambientalista é a colocação do aluno em contato direto com o ambiente a ser
estudado. O educando passa a vivenciar situações de experiências que possibilitem a
solução dos problemas que lhe são apresentados no dia-a-dia de sua vida.
O enfoque pedagógico dado à educação ambiental é indispensável se pretende-se
conscientizar as pessoas para um desenvolvimento sustentável. A educação ambiental precisa
ser vinculada no dia-a-dia, portanto deve acompanhar a formação intelectual dos indivíduos, e
por isto consideramos que a escola é um precioso instrumento.
A EA é subdividida em formal e não-formal. A formal é um processo que ocorre nas
unidades de ensino, como escolas, cursos de treinamento. A não-formal responde pelas “ações
e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à
sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente” Brasil apud
(BERNARDO; FAVORETO, 2001, p.223). Ela é realizada fora da escola e seu público alvo
possui características muito variáveis.
Medina (2000, p.10) ressalta sobre as propostas da educação ambiental, que:
pretendem aproximar a realidade ambiental das pessoas, conseguirem que elas
passem a perceber o ambiente como algo próximo e importante nas suas vidas, é
verificar, ainda, que cada um tem um importante papel a cumprir na preservação e
transformação do ambiente em que vivem. Levá-las a compreender que o futuro,
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
28
como construção coletiva, depende das decisões políticas e econômicas que sejam
definidas hoje, e que irão interferir nas possibilidades de definição de novos módulos
de desenvolvimento, capazes de conciliar a justiça social e o equilíbrio ecológico, que
permita manter a base do rico substrato natural e cultural dos países, melhorando
efetivamente a qualidade de vida da população. Pretendem, ainda, destacar a
importância da temática ambiental para a construção de um futuro sustentável,
possibilitar que as pessoas, em geral, percebam o ambiente como um potencial
positivo para o desenvolvimento e a solução para os problemas, que afetam sua vida
cotidiana.
Toda a população tem um papel importante para cumprir com o meio ambiente. A EA
vem para fazer as pessoas se conscientizarem dessa importância e engajá-las em seu processo.
Mas não é apenas papel da sociedade, e sim dos órgãos públicos, privados, políticas públicas,
ONGs, pois se houver esta participação mutua este processo não se efetivará.
A Educação Ambiental vai além do universo escolar. Elas vêm se desenvolvendo em
vários âmbitos sociais, pelas mais diversas entidades e organizações atuantes de temas
associados a essa questão.
Segundo os parâmetros em ação do Ministério da Educação a principal função do
trabalho com o tema meio ambiente é para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir
e atuar na realidade sócio ambiental de modo comprometido com a vida, com o bem estar de
cada um da sociedade, local e global. Para isso, é necessário que, mais do que informações e
conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com
ensino, e aprendizagem de habilidades e procedimentos (BRASIL, 2001).
Não é só fazer uma simples aplicação da EA nas disciplinas, mas incluí-la no mundo
acadêmico para, contribuir com idéias, e fazendo com que os indivíduos despertem para essa
educação. E é a partir dessa questão ambiental que são feitas reflexões sobre como deve ser
nosso futuro, discutindo a cidadania e o comportamento em relação à sociedade.
Medina (2000, p.14) afirma que:
não se trata somente de ensinar a natureza, e sim de educar “para” e “com” a
natureza, para compreender e agir corretamente diante dos grandes problemas das
relações humanas com o ambiente. De educar sobre o papel do ser humano na
Biosfera, para a compreensão das complexas relações entre a sociedade e a natureza,
e os processos históricos que condicionam os modelos de desenvolvimento adotados
pelos diferentes grupos sociais.
Nesse aspecto, verifica-se que muito se fala hoje sobre educação ambiental e sobre
seus projetos, mas, na maioria das vezes são apenas atividades “sobre” o meio ambiente. Só
podemos falar de educação ambiental quando existe a componente “para”, ou seja, quando
entre as finalidades do programa se encontram a melhoria e a conservação do ambiente, com
mudanças de comportamento.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
29
Portanto, apesar das dificuldades de análise das repercussões de um projeto ou de
atividades de Educação Ambiental, o estudo do meio não pode ter como objetivo só à
aquisição de conhecimentos, mas envolver todo um conjunto de novos comportamentos que
levem a compreender e proteger o meio. “A EA deve gerar, com urgência, mudanças na
qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como a harmonia entre os
seres humanos e destes com outras formas de vida” (VIEZZER; OVALLES, 1994, p. 21).
Assim, a EA impõe ao homem um componente reflexivo, fazendo-o conscientizar-se de suas
ações em relação à natureza. Esta reflexão acaba tornando-se tão importante quanto à prática
da participação, pois a participação sem consciência acaba não transformando nada.
4.3. A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DAS EMPRESAS
De acordo com Donaire (1995), nas últimas décadas tem ocorrido uma mudança
muito grande no ambiente em que as empresas operam: as empresas que eram vistas apenas
como instituições econômicas com responsabilidade referentes a resolver os problemas
econômicos fundamentais (o que produzir, como produzir e para quem produzir) têm
presenciado o surgimento de novos papéis que devem ser desempenhados.
Pode-se perceber que apesar do grande sucesso obtido por algumas empresas no
sistema capitalista, diante a combinação entre ciência e tecnologia, resultou na deterioração
social. O mesmo autor Donaire (1995, p.13) relata sobre o sistema capitalista:
quando confrontamos seus resultados econômicos e monetários com outros
resultados sociais, tais como redução da pobreza, degradação de áreas urbanas,
controleda poluição, diminuição das iniqüidades sociais, entre outros, verifica-se que
ainda há muito a ser conseguido e que o crescimento do PNB – Produto Nacional
Bruto não é e nunca será uma medida adequada para avaliar a performance social.
Assim complementando, Buchholz (apud DONAIRE, 1995) coloca que houve uma
quantidade crescente de atenção por parte das organizações, que tem se direcionado para
problemas que vão além das considerações meramente econômicas, para um sentido mais
amplo e de caráter social, tais como: proteção ao consumidor, controle da poluição, segurança
e qualidade de produtos, assistência médica e social, defesa de grupos minoritários etc.
Nesse contexto,
Júnior e Demajorovic (2006, p.174) observam
que o
desenvolvimento de uma legislação ambiental cada vez mais rigorosa, a expansão dos
chamados consumidores verdes e o aumento dos custos pela utilização dos recursos naturais
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
30
propiciaram uma reformulação da visão empresarial em relação à questão ambiental,
aumentando o interesse em torno de estratégias de ecoeficiência.
Com relação à ecoeficiêcia, vale destacar que, “desde a década de 1970, algumas
empresas já defendiam a possibilidade de conciliar crescimento econômico com melhoria do
desempenho ambiental”. (JÚNIOR E DEMAJOROVIC, 2006, p.174).
Diante esse cenário de mudanças, Schenini (2005, p.12) comenta:
em função da crescente consciência cultural da sociedade que pressiona por medidas
ecológicas, ou por motivos comerciais que garantam a sobrevivência no mercado, ou
ainda mesmo, pelo interesse pessoal e autêntico de algum gerente ou empresário, a
realidade tem evidenciado uma crescente demanda pelas premissas e ações
sustentáveis.
O mesmo autor complementa que, inserido nesse cenário mutante, o respeito à
sustentabilidade pode ser considerado um dos mais recentes requisitos de qualidade. Nesse
sentido, as mudanças culturais dos consumidores e do mercado tem levado os produtos e
empresas a serem reconhecidas, respeitadas e qualificadas.
Assim sendo, “uma postura pró-ativa com relação às questões ambientais, faz parte
dos novos paradigmas da qualidade total, da competitividade e responsabilidade social”
(SCHENINI, 2005, p. 14). Dessa forma, é observado que o desempenho sustentável das
empresas cada vez mais atrai a atenção de todos, pois pode influenciar significativamente a
forma pela qual uma empresa é vista pelos clientes, comunidade e autoridades do governo.
Para Júnior e Demajorovic (2006, p.174), a responsabilidade sócio-ambiental das
empresas tem-se tornado um dos temas de gestão empresarial mais debatidos e propagados,
constituindo uma variável importante na estratégia competitiva das empresas e na avaliação
do seu desempenho. As empresas estão tendo de competir num ambiente de negócios cada
vez mais complexo, no qual não é mais suficiente obedecer às leis e pagar impostos.
No entanto, de acordo com Donaire (1995) cada vez mais a questão ambiental está-se
tornando matéria obrigatória das agendas dos executivos da empresa. A globalização dos
negócios, a internacionalização dos padrões de qualidade ambiental esperadas na ISO 14000,
a conscientização crescente dos atuais consumidores e a disseminação da educação ambiental
nas escolas permitem observar que a exigência dos consumidores em relação à preservação do
meio ambiente e à qualidade de vida.
Com relação à certificação, a ABNT (2007) diz que certificar um Sistema de Gestão
Ambiental significa comprovar junto ao mercado e a sociedade que a organização adota um
conjunto de práticas destinadas a minimizar impactos que imponham riscos à preservação da
biodiversidade. Com isso, além de contribuir com o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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da população, as organizações obtêm um considerável diferencial competitivo, fortalecendo
sua imagem e participação no mercado. A norma NBR-ISO 14.001, de acordo com a ABNT,
destaca cinco pontos básicos, além dos objetivos oriundos da norma ISO:
gerir as tarefas da empresa no que diz respeito a políticas, diretrizes e programas
relacionados ao meio ambiente e externo da companhia; manter, em geral, em
conjunto com a área de segurança do trabalho, a saúde dos trabalhadores; produzir,
com a colaboração de toda a cúpula dirigente e os trabalhadores, produtos ou
serviços ambientalmente compatíveis; colaborar com setores econômicos, a
comunidade e com os órgãos ambientais para que sejam desenvolvidos e adotados
processos produtivos que evitem ou minimizem agressões ao meio ambiente.
Nesse aspecto, a NBR-ISO 14001 pode ser um sistema desenvolvido para ajudar as
empresas a protegerem o meio ambiente, reduzirem seus custos na produção, eliminar as
multas com os riscos de violação da extensa legislação ambiental e, ainda, adquirirem
vantagens no mercado.
Complementando, Elkington e Burke (apud DONAIRE, 1995, p. 50) definem que os
dez passos necessários para a excelência ambiental são os seguintes:
desenvolva e aplique uma política ambiental; estabeleça metas e continue a avaliar
os ganhos; defina claramente as responsabilidades ambientais de cada uma das áreas
e do pessoal administrativo; divulgue interna e externamente a política, os objetivos
e metas e as responsabilidades; obtenha recursos adequados; eduque e treine seu
pessoal e informe os consumidores e a comunidade; acompanhe a situação
ambiental da empresa e faça auditorias e relatórios; acompanhe a evolução da
discussão sobre a questão ambiental; contribua para os programas ambientais da
comunidade e invista em pesquisa e desenvolvimento aplicado à área ambiental;
ajude a conciliar diferentes interesses existentes entre todos os envolvidos: empresa,
consumidores, comunidade, acionistas.
Sendo assim, Júnior e Demajorovic (2006, p.380) relatam que existem centenas de
casos no Brasil de empresas que vêem vantagens no mercado associando a preocupação
ambiental com a boa imagem. Porém, de maneira errônea, vem ocorrendo casos críticos em
que empresas cujos negócios tenham provocado determinado impacto em um rio, um
manancial ou uma área verde e que, por essa razão como forma de compensar os prejuízos de
imagem pública, passaram a investir em programas de educação ambiental em escolas, em
patrocínio da conservação de espaços públicos, recuperação e manutenção de praças e
financiamento de projetos ambientais.
Nesse ponto, Júnior e Demajorovic (2006, p.370) ressalva que no novo paradigma,
parece não bastar ao consumidor saber o benefício concreto que um produto ou serviço
entrega, nem que tipo de imagem associada transmite. Importa, sobretudo, identificar a alma
da marca e o seu sistema de crenças.
Diante a essa ressalva, observa-se que a empresa ao assumir uma cultura responsável
referente à contribuição para os programas ambientais da comunidade é um dos passos
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
32
necessários para a se atingir a excelência ambiental. Desse modo, Donaire (1995) afirma que
algumas empresas têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e proteger o meio
ambiente mesmo não sendo uma organização que atua no chamado mercado verde, desde que
a empresa possua certa dose de criatividade.
4.4. MARKETING
Antes de se iniciar a abordagem sobre marketing ecológico, que é o objetivo principal
deste trabalho, se faz relevante a realização de uma breve revisão na definição de marketing. O
marketing é uma ferramenta essencial para as organizações atuarem nos mercados em que
estão inseridas.
Segundo a American Marketing Association (apud KOTLER E KELLER, 2006, p. 4)
o marketing é definido como:
uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a
comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do
relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público
interessado.
Outra abordagem do marketing é feita por Ruschmann (apud IGNARRA, 2003, p.
127) como:
a função gerencial que organiza e direciona todas as atividades mercadológicas
envolvidas, para avaliar e converter a capacidade de compra dos consumidores numa
demanda efetiva para um produto ou serviço específico, para levá-los ao consumidor
final ou usuário, visando, com isto, um lucro adequado ou outros objetivos propostos
pela empresa.
Nesse aspecto, Peter Drucker (apud KOTLER E KELLER, 2006) observa que o
objetivo do marketing é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço
se adapte a ele e se venda por si só. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para
comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou o serviço disponível.
Com relação à administração do marketing, Waechter (2005) afirma que está ligada à
análise, planejamento, implantação e controle de programas destinados a conseguir as trocas
desejadas com públicos visados e tendo por objetivo o ganho pessoal ou mútuo.
No entanto, para Keegan (2005), uma empresa que seja incapaz de adotar uma postura
globalizada de mercado corre o risco de perder seus negócios domésticos para concorrentes.
Assim, com uma visão mais abrangente o mesmo autor diz que é viável um novo conceito
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
33
estratégico, em que o foco do marketing deixa de estar no cliente ou no produto e passa para o
cliente em um ambiente externo mais amplo. Saber tudo sobre o cliente já não basta. Para ter
sucesso as empresas devem conhecer o cliente num contexto que inclui concorrência, políticas
e regulamentações governamentais e forças econômicas, sociais e políticas abrangentes que
formam a evolução dos mercados.
Keegan (2005) ainda afirma que as atividades de marketing são chamadas de 4Ps
(produto, preço, ponto-de-venda, promoção) e lembra que o processo de administração de
marketing é a tarefa de focalizar os recursos e os objetivos da organização nas oportunidades
do ambiente.
Para Kotler e Keller (2006), as atividades do marketing podem assumir várias formas,
e uma maneira tradicional de descrevê-las é em termos do mix (ou composto) do marketing,
que vem sendo definido como o conjunto de ferramentas que a empresa usa para perseguir
seus objetivos de marketing.
Na visão de Ignarra (2003), o marketing baseia-se em alguns conceitos básicos:
necessidades, desejos e demandas; produtos; valor; custo e satisfação; trocas; transações,
relacionamento e praticantes do marketing. Assim, para utilizar de maneira ampla o marketing,
é oportuno identificar, entender e valorizar cada um desses componentes.
Assim, se pode perceber que fazer marketing é ter atenção e buscar a excelência. De
acordo com Kotler e Keller (2006, p. 28) entre as tarefas necessárias para a administração de
marketing bem-sucedida, estão:
o desenvolvimento de estratégia e planos de marketing, a conexão com os clientes, a
construção com marcas fortes, o desenvolvimento das ofertas ao mercado, a entrega e
a comunicação de valor, a captura de oportunidades de marketing e do desempenho e,
por fim, a obtenção de um crescimento de longo prazo bem-sucedido.
É necessário, portanto, na administração de marketing bem-sucedida os planos de
marketing. Churchill e Peter (2005) relatam que, plano de marketing são documentos criados
por organizações para registrar os resultados e conclusões da análise ambiental e detalhar a
estratégia de marketing planejada e os resultados pretendidos por ela. A parte estratégica de
marketing dos planos inclui formulações de objetivos de marketing, análises de clientes e
mercados e compostos de marketing sugeridos para atingir os objetivos.
4.4.1. Marketing de Atrações para Visitantes
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
34
A sociedade brasileira tem interesse contínuo na função das artes, patrimônio, cultura,
hospitalidade e entretenimento, isso faz com que essa função seja reconhecida no ponto de
vista comercial e está sendo os altos investimentos e novas instalações baseadas no varejo, as
quais são comercializadas como atrações para visitantes de um dia.
“As atrações são elementos no ambiente do destino que determinam as opções dos
consumidores e influenciam a motivação dos compradores potenciais” (MIDDLETON, 2003,
p.135).
A motivação dos visitantes está relacionada aos atrativos. Segundo Ignarra (2003, p.
53):
os atrativos estão relacionados com as motivações de viagens dos turistas e a
avaliação que os mesmos fazem desses elementos. [...] O atrativo turístico possui, via
de regra, maior valor quanto mais acentuado for o seu caráter diferencial. O visitante
procura sempre conhecer aquilo que é diferente do seu dia-a-dia. Assim, aquele
atrativo que é único, sem outros semelhantes, possui maior valor para o turista.
Assim, as atrações exercem uma função importante na representação e apresentação
do sentido particular do lugar, sendo base para a concorrência entre os destinos, muitas delas,
são criadas para conservar e celebrar as características exclusivas dos locais e dos recursos e
características locais que faz com que a visita valha a pena.
Com relação a esse diferencial, Lanza (apud VAZ, 2002, p. 66) ressalta:
toda cidade, por menor que seja, tem algo diferente e importante a ser mostrado. É
uma cachoeira, é uma montanha, um rio piscoso, pássaros em abundância, ou
simplesmente ali nasceu um grande personagem da nossa história.
Além do diferencial, os atrativos dependem de fatores para serem valorizados. “Para
uma análise mais eficaz dos atrativos é preciso levar em conta, fatores como: localização, meio
de acesso ao atrativo, tempo necessário para conhecer o atrativo, equipamentos e serviços
disponíveis no local” (IGNARRA, 2003, p. 59).
Deste modo, Vaz (2002, p. 67) igualmente observa que os fatores de atratividade
podem apresentar consistência física, como equipamentos turísticos e construções
arquitetônicas, mas ao mesmo tempo podem ter natureza abstrata. Uma característica da
localidade, como tipicidade, um conceito de renome, um fato histórico. Pode ter ainda natureza
temporal, com um evento de grande repercussão.
É importante observar que o fator de atratividade exerce uma influência na decisão de
viagem, existindo uma diferença entre este fator e o fator de entretenimento, que este é
basicamente constituído por elementos que contribuem para reter o turista na localidade. O
fator de apoio representa a estrutura de serviços turísticos que a localidade oferece ao visitante.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
35
No entanto, fazer uma análise do fator de atratividade é sempre essencial, mas é oportuno
analisar os fatores de entretenimento e de apoio, considerada a sua função complementar.
É notável, também, o crescimento de todas as formas de atrações, a luta pela
concorrência pelo tempo e dinheiro dos visitantes e a redução dos subsídios anuais dados pelo
setor público. Essas mudanças precisam de técnicas de gerenciamento para ser usadas tanto
para proteger o recurso como para aperfeiçoar a experiência dos visitantes, promovendo o
local e gerando receita em um mercado competitivo. Assim, as atrações gerenciadas são
controladas para sua própria valorização e para a satisfação do publico visitante.
Nesse sentido, “As atrações gerenciadas podem ser definidas como: recursos
designados permanentes que são controlados e gerenciados para seu próprio bem e para o
divertimento, entretenimento e educação do público visitante.” (MIDDLETON, 2002, p.384).
A atratividade de um local precisa ser bem gerenciada, e necessita, também, da
qualidade intrínseca de seus recursos e coleções, que embora esse recurso seja importante, não
se torna o produto, é a experiência que o recurso fornece aos visitantes. Os parques públicos,
por exemplo, desenvolve toda sua oferta de produtos com base na experiência fornecida. Em
todos os locais gerenciados, a experiência fornecida é uma questão de preocupação contínua
com design e a formulação do produto, podendo ser influenciado e controlado pela gerência. A
experiência dos visitantes pode ser estimulada pela promoção efetiva, especialmente através de
materiais impressos e informações eletrônicas, e por recomendações pessoais.
A esse respeito, Middleton (2002, p. 399) coloca:
a definição de produtos como “experiências” e o uso de pesquisas para avaliar os
componentes da experiência para a formulação do produto são importantes para o
sucesso do marketing. A formulação do produto deve ser baseada em segmentos
identificados, e isso engloba pesquisas de mercado entre os visitantes.
Assim, a segmentação é a base para se obter uma boa formulação do produto e
valorização para aperfeiçoar a satisfação do cliente, o estabelecimento de preços, o
desenvolvimento de campanhas efetivas, a avaliação de temporadas e implicações sustentáveis
de diferentes grupos, e até mesmo, uma análise das opções para o desenvolvimento de novos
gerentes.
Além da segmentação e diante das estratégias de marketing, Middleton (2002)
verifica que é essencial para a atração turística uma análise dos fatos no ambiente externo, são
elas: ações dos concorrentes, sofisticação de clientes, desenvolvimento da tecnologia de
informação e comunicação e as abordagens mais sustentáveis para o gerenciamento de
recursos.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
36
Middleton (2002, p.399) relata ainda, que a estratégia de marketing deve ser
centralizada na segmentação, na formulação e no posicionamento do produto, e a necessidade
de garantir que os benefícios oferecidos pela atração sejam claramente compreendidos pelos
visitantes potenciais.
Atrações de pequeno e médio porte devem ter, também, um gerenciamento com
habilidades necessárias para sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo, é benéfico
que se utilize de uma revisão sistemática dos usos corporativos e públicos de suas instalações,
desenvolvendo “amizades” e grupos similares para dar suporte a seus objetivos, com base na
formação de sinergia nos negócios e na colaboração com parceiros.
Estratégias de marketing conseguem, de fato, contribuir para obter o público e a
receita, oferecendo, conseqüentemente, sistemas de suporte de gerenciamento mútuo. Assim,
pensando no futuro, o desenvolvimento da sinergia entre diferentes grupos de públicos e
usuários corporativos será uma exigência fundamental para a sobrevivência e prosperidade de
atrações de menor porte. Deste modo, “As oportunidades para uma colaboração mútua mais
efetiva estão mudando a agenda de muitas atrações no novo milênio” (MIDDLETON, 2002, p.
399).
4.4.2. Marketing Ecológico
O processo de industrialização percorrido pelos estados do Brasil ao longo dos
últimos anos trouxe, de um lado, diversos benefícios econômicos e, de outro, sérias
conseqüências ambientais.
Diante a esse contexto, Dias (2007, p.2) expõe que as sociedades atuais estão
baseadas em um crescimento contínuo de consumo. Esse modelo de desenvolvimento requer
meios gigantescos, que são meios de produção, meios logísticos, meios de gestão dos resíduos
gerados pelos consumos. Esses meios, que repousam sobre a exploração dos recursos fósseis e
minerais, ultrapassam muito as capacidades finitas do planeta. Além do mais, esse modelo foi
adotado há algum tempo pelos países ricos, que perfazem aproximadamente 20% da população
mundial e que são os maiores responsáveis pelo atual quadro ambiental do mundo.
É preciso repensar a atividade produtiva e mercadológica, a fim de que se possam
encontrar soluções viáveis para o conflito capital e natureza e também conciliar os interesses
de governos, empresas e sociedade neste processo, no sentido de que “a preocupação com as
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
37
questões ambientais vem ocupando um lugar privilegiado em todas as esferas da atividade
humana”. (DIAS, 2007, p.72)
Em função disso, o mesmo autor, coloca que as empresas têm procurado manter um
posicionamento favorável junto aos consumidores, em relação aos seus concorrentes,
utilizando estratégias de marketing voltadas para o aspecto ecológico como variável
competitiva. É diante a esse contexto que surge uma vertente de marketing que trata da relação
consumo – meio ambiente e está envolvida com as necessidades recentes do cliente cidadão,
consciente da importância da preservação da natureza, à qual foram atribuídas varias
atribuições: marketing ecológico, ecomarketing, marketing verde, marketing ambiental e
marketing sustentável.
É nesse aspecto que Valério (2005) confirma que o marketing ambiental, também
conhecido como marketing ecológico ou verde, pode ser considerado uma modalidade que visa
enfocar as necessidades de consumidores ecologicamente conscientes e contribuir para a
criação de uma sociedade sustentável.
Para Teixeira (2000) o marketing ecológico consiste a prática de todas aquelas
atividades inerentes ao marketing, porém, incorporando a preocupação ambiental e
contribuindo para a conscientização ambiental por parte do mercado consumidor.
Logo, o marketing ecológico pode ser representado pelos esforços das organizações
em satisfazer as expectativas dos consumidores de produtos, ou serviços, que determinem
menores impactos ambientais, diante de uma visão necessária, como também lucrativa. A esse
respeito Churchill e Peter (2000, p. 44) colocam que:
os profissionais de marketing descobriram que a consciência ambiental é muitas
vezes não só necessária como lucrativa. É importante utilizar-se de atividades de
marketing destinadas a atender ao desejo dos clientes de proteger e conservar o meio
ambiente.
Teixeira (2000) contribui observando que no marketing moderno procura se criar e
ofertar produtos ou serviços capazes de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores.
Desse modo, no marketing ecológico, os consumidores desejam encontrar a qualidade
ambiental nos produtos e serviços que adquirem.
Assim, diante esses conceitos, o desenvolvimento de estratégias de marketing
ecológico ver-se possível tanto para o setor produtivo como para atividades do terceiro setor
que atuam na área ambiental e que necessitam no desenvolvimento de suas atividades, do
apoio e união da sociedade. Ao adotar o marketing ecológico, a organização deve informar a
seus consumidores acerca das vantagens de se utilizar os produtos e serviços ambientalmente
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
38
responsáveis, de forma a estimular (onde já existe) e despertar (onde ainda não existe) o desejo
do mercado por esta categoria de serviços.
No entanto, desenvolver esse marketing não é tão simples como parece, deve-se ser
encarado com seriedade e não como uma simples declaração de “amor à natureza”, o
marketing ecológico representa uma reação das organizações mais socialmente responsáveis às
expectativas da sociedade, por produtos e serviços que determinam menos impactos
ambientais.
É importante destacar, portanto, as funções de caráter geral marketing ecológico, são
elas:
a)informativa: fornecer informações ao consumidor sobre temas ambientais e os
processos ecológicos envolvidos no processo produtivo;b)educativa: através do
processo informativo, as pessoas adquirem maior conhecimento do processos
ecológicos, que poderão utilizar no cotidiano e posicionar-se melhor como cidadão
envolvido na proteção ambiental. c) estímulo a ações benéficas para o meio ambiente:
por exemplo, adotar a destinação seletiva de lixo, separando o material reciclável. d)
modificar comportamentos prejudiciais ao meio ambiente, como desperdício de água
e energia; e) modificar valores da sociedade para aqueles que contemplem maior
respeito ao meio natural. Por exemplo, campanhas de proteção de determinadas
espécies ou de preservação das matas urbanas. (DIAS, 2007, p. 90)
Ainda sim, Teixeira (2000) enfatiza o fato de sermos uma sociedade que ainda está
aprendendo a valorizar o meio ambiente, torna-se difícil transplantar certos conceitos como o
do marketing verde para nossa cultura, sendo de extrema importância esclarecer que o maior
lucro do marketing ambiental vem em longo prazo, com a adoção da referida comunicação de
atitude.
Complementando, Valério (2005) observa que o marketing ecológico através de
aliança entre os setores pode render criativas campanhas. No entanto, é visto como uma
estratégia de oportunidade para atender demandas atuais e gerações futuras, a partir da
consciência e da prática de ações ecologicamente aceita. A preservação das espécies e seus
habitats naturais são considerados uma das formas de contribuição desse marketing.
Muitas espécies estão em processo de extinção e, portanto, precisam ser poupadas.
Nesse aspecto, Dias (2007, p. 89) relata que:
o marketing ecológico pode adotar estratégias de diferenciação para produção e o
produto com a empresa, atuando como agente de marketing social para influenciar na
adoção, por parte dos consumidores, de um produto social ecológico (idéias,
comportamentos, atitudes, valores, princípios etc.) e obter desse modo uma avaliação
positiva de seus produtos. Isto pode ser obtido manifestando a sua preocupação pelo
bem-estar coletivo, apoiando uma causa ecológica que não seja relacionada
diretamente com sua atividade comercial como, por exemplo, patrocinando
campanhas pela proteção de espécies ameaçadas de extinção, ou contribuindo para a
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
39
preservação de ecossistemas ameaçados. Neste caso, a avaliação positiva da empresa
poderá influenciar numa avaliação mais positiva para seus produtos.
Logo, de acordo com Valério (2005) a preservação de espécies animais e vegetais
quando o marketing ecológico é adotado por uma organização, pode ocorrer de duas formas. A
primeira é quando durante a realização do serviço não seja causado danos a essas espécies ou
pelo menos procurou minimizá-los. A segunda forma é quando a organização realiza ou
patrocina um projeto com o objetivo de salvaguardar determinada espécie animal em extinção
ou recuperar determinada área ambientalmente degradada.
Assim, muitas empresas que apóiam projetos ecológicos dão preferência a áreas que
possuem forte imagem e destaque na cidade, como os chamados cartões-postais, quando nem
sempre estas áreas são as necessitadas. Não é raro constatar a existência de outras áreas, cujo
estado de degradação se encontra em nível muito mais avançado e, portanto, carecendo
urgentemente de serem recuperadas.
Assim, a ligação do marketing ecológico com os demais temas apresentados (parques
públicos, educação ambiental, a consciência ambiental nas empresas, marketing de atrações
para visitantes) pode ser mais bem observada na figura 1 abaixo:
FIGURA 1 – Organograma para a análise da relação entre o marketing ecológico
com os demais temas da pesquisa.
Empresas com
responsabilidade
ambiental
MARKETING
ECOLÓGICO
Marketing de atrações
para visitantes
PARQUE ZÔOBOTÂNICO
ARRUDA CÂMARA
Parques
Públicos
Educação
Ambiental
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
40
A figura 1, portanto, mostra que o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara é um Parque
Público com uma estrutura adequada para a prática da educação ambiental, entretanto, como
um meio para gerenciar esse local é viável a utilização da estratégia do marketing de atrações
para visitantes, pois iria garantir através de uma análise do ambiente externo e interno que os
benefícios oferecidos pela atração sejam claramente compreendidos pelos visitantes
potenciais. No entanto, para o parque ser reconhecido como uma atração se torna necessário
inicialmente a reforma e revitalização de sua estrutura. Logo, é através do marketing
ecológico que se pode aumentar a receita, investir na infra-estrutura e atrair os visitantes
(clientes) para o Parque. Tais mudanças e o desenvolvimento do marketing ecológico na Bica
poderiam ser concretizados com o apoio do poder público e com parcerias com as empresas
privadas. No sentido de que essas empresas passassem a contribuir com projetos ambientais
que serve como uns dos requisitos para obter certificações e ainda pudessem anunciar seus
nomes nas áreas revitalizadas pelas mesmas, como praças, piscina, placas, recintos, viveiros e
teriam suas marcas reconhecidas diante o mercado como empresas preocupadas com o meio
ambiente. Essa preocupação agrega um valor indescritível, sendo um diferencial competitivo.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
41
5. MÉTODO
Em concordância com o objetivo do presente trabalho, verifica-se a necessidade da
utilização do método como um ponto de partida para analisar o desenvolvimento e as
possibilidades das contribuições dos temas específicos como: marketing ecológico, educação
ambiental e parques públicos diante a realidade do mercado pessoense.
Dessa forma, “o método nos leva a identificar a forma pela qual alcançamos
determinado fim ou objetivo [...] o método é, portanto, uma forma de pensar para se chegar à
natureza de determinado problema, quer seja para estudá-lo, quer seja para explicá-lo”
(Oliveira, 1997, p. 57).
Além disso, “se não houver utilização do método cientifico, a monografia ou o artigo
não será considerado cientifico. A seção do método utilizada na investigação é, portanto, a
parte mais importante do trabalho, pois é por meio dessas informações que outro cientista
poderá ou não reproduzi-lo ou contestá-lo.” (Acevedo, 2006, p.45).
5.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
Para caracterização deste trabalho de pesquisa será utilizada uma pesquisa de caráter
multidisciplinar, envolvendo diferentes conceitos de administração, educação, marketing para
buscar, em seguida, através de entrevistas, visualizar o contexto de vida social e cultural dos
funcionários, dos clientes e da comunidade local, a fim de analisar a forma de utilização do
Parque e a relevância do mesmo para o mercado paraibano.
A respeito da pesquisa, Lakatos e Marconi (2001, p. 43) afirmam que:
a pesquisa pode ser considerada um procedimento formal com método de
pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho
para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais. Significa muito
mais do que apenas procurar a verdade: é encontrar respostas para questões
propostas, utilizando métodos científicos.
De acordo com Dencker (1998, p.97), a pesquisa é definida como:
a busca, indagação e investigação da realidade. No ambiente da ciência a pesquisa
permite a elaboração do conhecimento ou de um conjunto de conhecimentos que nos
ajude na compreensão da realidade e oriente nossa ação.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
42
A pesquisa utilizou uma abordagem tanto exploratória e qualitativa como também
descritiva e quantitativa, e foi dividida nas etapas dispostos no Quadro 1 disposto a seguir:
Quadro 1: Quadro das etapas da pesquisa.
 Primeira etapa:

Segunda etapa:

Terceira etapa:

Quarta etapa:
Pesquisa exploratória. Nesse contexto, foram consultados livros, monografias,
dissertações, artigos publicados, sites da internet sobre a Bica e outros assuntos
relacionados ao tema.
Pesquisa de campo. Foram realizadas visitas no Parque no início do semestre de
2008 (Janeiro, Fevereiro), nas quais foram feitas as aplicações dos questionários
para os visitantes, e os registros dos depoimentos, conseguindo informações que
eles têm com relação ao Parque. Durante o mês de Março de 2008, foram
realizadas as entrevistas com a bióloga do Parque, com o Chefe da Divisão de
Zoológico e com o Diretor do Parque, Edilson Batista de Lima, ao mesmo
tempo em que foram tiradas as fotos para o registro da situação atual da Bica.
Foi feita uma análise dos dados obtidos com as entrevistas e questionários,
relacionados com a pesquisa exploratória que, em seguida, obteve os resultados.
Foi realizada a conclusão do trabalho, com as sugestões para a promoção do
local.
5.2. CAMPO DE ESTUDO
O trabalho de pesquisa foi realizado no Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. O
Parque está situado numa área de, atualmente, 17 hectares fazendo parte de uma reserva de
Mata Atlântica, entre os bairros do Roger e Tambiá, a dois minutos do centro da cidade de
João Pessoa. A área inicial do parque era de 36 hectares, que foi perdido pela ocupação
desordenada do centro da capital paraibana. Foi inaugurado no dia 24 de Dezembro de 1922,
tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1941 e em
Agosto de 1980 foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da
Paraíba (IPHAEP).
Na realidade, a origem do parque data de 02 de Abril de 1831, quando a Fazenda
Pública adquiriu junto ao vigário José Gonçalves de Medeiros pela quantia de 540$000
(Quinhentos e quarenta mil reis), 90 braças de um terreno onde existia uma fonte primitiva de
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
43
madeira construída em 1782 à custa de donativos do povo, que abastecia de água a metade da
população da cidade. Em 1889, na administração de Gama e Rosa a fonte foi reconstruída em
pedra-sabão.
Em 1922 foi restaurada na administração do prefeito Walfredo Guedes Pereira que
ampliou e urbanizou o parque, através da aquisição da Fazenda Paul que ficava nas
vizinhanças do parque e pertencia a viúva Balbina Varandas de Almeida, pela quantia de
1000$000 (um conto de reis) A partir daí, dotou-o com fauna e flora nativas, fundando o
Parque Arruda Câmara.
O parque popularmente conhecido como “Bica” em virtude de uma lenda que envolve
a história de uma virgem indígena potiguar, chamada Aipré, que se apaixonou por um
guerreiro Cariri, chamado tambiá, inimigo tribal. Tambiá foi ferido em uma batalha e, por sua
valentia, recebeu as honras dos vencedores, que lhe concederam Aipré como esposa da morte.
Após o casamento, Tambiá foi morto pelos parentes da índia que chorou durante 50 sóis e 50
luas. Do seu pranto teria nascido à fonte Tambiá.
Foto 1:Fonte Tambiá localizada dentro do Parque
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Parque presta homenagem à personagem importante da história paraibana. Manoel
Arruda Câmara é natural de Pombal, na Paraíba, quando a mesma se encontrava agregada a
Capitania de Pernambuco, e por isso também lhe disputava a naturalidade. Frade Carmelita,
filósofo, médico formado pela Universidade de Montpellier, na França, que percorreu boa
parte do nordeste, para, como botânico, pesquisar a flora brasileira firmando sobre ela
admirável obra.
Arruda Câmara publicou várias obras e ocupou a cadeira Nº. 02 da Academia
Paraibana de Letras e a cadeira Nº. 09 do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP).
Fundou em 1796 o famoso Areópago de Itambé, nas fronteiras da Paraíba com Pernambuco,
associação secreta Centro-Maçônica, a primeira do norte do Brasil, a fim de propagar as idéias
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
44
de liberdade. Não se tem data precisa, entretanto morreu provavelmente em 1810, como
professor no Convento Carmelita com nome de Frei Manuel do Coração de Jesus.
Com o passar do tempo, o parque foi se consolidando em estruturas físicas, tornando
forma de zoológico. Em 1995, houve uma intensa reforma na área de lazer, com construções
no lago das Cinco Fontes, onde hoje existem: pedalinhos, passeios de pôneis e charretes,
qradriciclos, trenzinho e lanchonete.
Foto 2: Lago das Cinco Fontes
Fonte: Ricardo Amaral, coleção 1000 imagens da Paraíba, 2000.
No dia 21 de Setembro de 1999, o parque recebeu o Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente (IBAMA) o registro oficial de zoológico, categoria “A”, tornando-se uma das
melhores opções de lazer da cidade de João Pessoa.
A área de recursos humanos do parque é composta por um quadro de 62 funcionários,
incluindo cinco técnicos, sendo dois biólogos, um veterinário, um zootécnista e um agrônomo.
No setor do zoológico, são doze tratadores. No setor de apoio são quatro secretarias. No setor
de educação ambiental são cinco funcionários, sendo um efetivo e quatro estagiários.
A estrutura física do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara conta com:
- Jardim Zoológico: com 73 espécies de animais, classificados como aves, mamíferos e
répteis, com um total de 455 indivíduos, segundo estatística realizada no mês de Dezembro de
2007 (ANEXO D). Esses animais são colocados em recintos fechados “estilo gaiola”, tanques
e jaulas, de acordo com o porte animal. Existem cinco espécies de animais que estão na lista de
animais em extinção, são eles: arara-azul-grande, jaguatirica, onça-pintada, urso de óculos,
suçuarana.
- Jardim Botânico: composto por Horto Municipal e Orquidário, administrado e
mantido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDURB), onde são reproduzidas
espécies de nossa fauna e distribuídas em forma de mudas.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
45
Foto 3: Orquidário do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
- Área de Lazer: com lanchonetes na entrada do parque e no Lago das Cinco Fontes,
playground, local para piquenique, pedalinhos, passeios de pôneis, charrete, quadriciclos e
trenzinho.
Foto 4: Pedalinhos - Equipamentos de Lazer do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
- Museu de História Nacional: funciona há seis anos com mais de 250 peças entre
animais empalhados, ossos e conservados em líquidos. O trabalho de taxidermia (empalhador
de animais) é realizado pelos próprios técnicos do parque. Porém, é fechado durante os
sábados e domingos.
Foto 5: Peça do Museu – Serelepe, animal empalhado
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
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- Escola do Meio Ambiente: Aberto a visitação e os responsáveis vão até as
comunidades, levando instruções sobre conservação e preservação do meio ambiente.
Foto 6: Escola do Meio Ambiente localizada dentro do Parque
Fonte: Pesquisa de campo, 2008.
- Três trilhas ecológicas auto-guiadas: “Trilha do Horto Municipal” com 600 metros,
“Trilha do Coreto da Natureza” com 900 metros e “Trilha da Ilha dos Macacos” com 100
metros.
Foto 7:Trilha ecológica da Bica
Fonte: Ricardo Amaral, coleção 1000 imagens da Paraíba, 2000.
Existem também espaços que foram desativados há mais de três anos, como a piscina,
creche e serviços terceirizados como o restaurante e a zooloja.
Foto 8: Restaurante desativado dentro do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
47
Apesar de possuir uma grande diversidade de estrutura, a Bica enfrenta sérios
problemas. Os principais problemas são de ordem política a partir da instabilidade, falta de
uma promoção eficaz e diferenciada e a consciência da importância do meio ambiente.
A infra-estrutura do parque precisa ser revitalizada. Durante a pesquisa verificou-se
que os banheiros estão quebrados, o restaurante e a zooloja não está funcionando, os
brinquedos do playground além de sujos, também estão quebrados e sem segurança. Além
disto, a piscina não é mais utilizada, deixando os visitantes a desejar mais entretenimento e
sendo uma área perigosa à saúde. O mesmo acontece com o Coreto e com a pracinha, na qual
alguns bancos e mesas estão danificados.
Foto 9: Pracinha do Parque em má conservação
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O descaso vem tomando conta também das trilhas que estão esburacadas sendo,
portanto, um empecilho para aqueles que buscam no parque fazerem caminhadas e observar a
natureza.
Os recintos para os animais de grande porte foram recentemente reformados, porém
os demais ainda estão degradados e falta espaço adequado para os bichos, especialmente para
as aves.
Foto 10: Recintos pequenos das aves do Parque
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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O Lago das Cinco Fontes vem sofrendo impactos decorrentes dos esgotos
clandestinos circunvizinhas ao Parque. Essa poluição aumenta ainda mais com o lixo que é
jogado por toda a parte, mesmo tendo lixeiras espalhadas em todo o parque. Não bastando essa
degradação, moradores do bairro do Roger estão utilizando parte do terreno do Parque Arruda
Câmara como deposito de lixo. É presente na Ilha dos Macacos também a falta de vistoria e da
consciência ambiental dos visitantes, pois alimentam os animais com alimentos impróprios e
jogam lixo dentro da ilha.
Foto 11:O Parque cercado por construções irregulares
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Outro exemplo de descaso do poder público no Parque que chama muita atenção é o
completo abandono da Fonte de Tambiá. Verdadeiro referencial histórico e cultural de João
Pessoa, a Fonte de Tambiá, que inspirou muitos poetas, não desperta mais atenção, e sua água
que durante muitos anos foi utilizada para a população já não tem mais aspecto de água limpa
devido à sujeira e ao lodo que se acumula no piso da fonte.
Foto 12: Passagem da água da fonte pelo Parque
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
49
No entanto, na atual gestão do parque, algumas medidas já foram providenciadas,
como a manutenção das placas de sinalização e a melhoria da segurança do Parque que era tido
como grande problema e muito delicado de ser resolvido, pois todo o Parque é cercado por
construções irregulares e por favelas e o portão que limita a Bica era constantemente
arrombado, então diante a esse aspecto de preocupação tanto dos funcionários como dos
visitantes foram realizadas as soluções cabíveis: contratação de novos seguranças e construção
de guaritas em locais estratégicos.
Foto 13: Placas de sinalização revitalizadas
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Com relação aos serviços de educação, a Secretária do Meio-Ambiente (SEMAN)
vem trabalhando com Unidades de Educação Ambiental com o intuito de conscientizar a
população através de ensinos pedagógicos, sobre a importância de se preservar a fauna e a
flora. Os serviços de educação oferecidos pela escola sobre o meio ambiente são destinados a
comunidade local, mas também são oferecidos para as escolas estaduais e particulares, quando
solicitam uma visita com seus alunos ao Parque.
Existem vários projetos de revitalização do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. No
entanto, os entraves políticos são muitos. Quando existem projetos que dependem da liberação
do governo, por exemplo, os mesmos são vetados, uma vez que o Governador do Estado da
Paraíba, e o Prefeito da cidade de João Pessoa são de partidos políticos antagônicos. As
descontinuidades dos projetos marcam a historia do Parque. Característica comum à política
brasileira, muitas vezes os projetos voltados para a Bica são interrompidos com a mudança da
gestão. Apesar desses entraves, o atual prefeito realizou um projeto que visava à recuperação
de Praças, Parques, Canteiros e Avenidas em diversos bairros de João Pessoa. Esse projeto
detinha de um valor global de R$3.473.789,09, e teve inicio em 16 de Agosto de 2006 e
finalizou em 15 de Agosto de 2007, sendo visível a revitalização de algumas estruturas do
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
50
Parque como a sinalização e alguns viveiros e o investimento na segurança. E, recentemente
foi realizado o Concurso Público Nacional de Idéias para subsidiar um plano de reordenamento
arquitetônico, urbanístico e paisagístico do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. A execução
do plano será realizada em etapas com o apoio do Governo Federal.
5.3. ETAPA EXPLORATÓRIA
Para Selltiz apud (GIL, 1997, p. 114), as pesquisas exploratórias têm como objetivo:
proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a formá-lo mais
explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como
objetivo principal o aprimoramento de idéias ou de intuições. Seu planejamento é,
portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados
aspectos relativos ao fato estudado. Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem:
(a) levantamento bibliográfico; (b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; e, (c) análise de exemplos que estimule a
compreensão.
Nesse sentido, em consenso com a definição, a exploratória foi baseada nos
levantamentos feitos em estudos bibliográficos e entrevistas com pessoas experientes no
assunto. A partir da pesquisa qualitativa, com uma análise mais focada no conteúdo se
conseguiu alcançar um conhecimento mais profundo dos casos específicos, sendo aproveitada
para compreender e diagnosticar o patrimônio do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. “A
pesquisa qualitativa tem como objetivo situações complexas o estritamente particulares. A
abordagem qualitativa envolve, entretanto, a uma série de leituras sobre o assunto da
pesquisa”. (OLIVEIRA, 1997, p. 117)
5.3.1. Sujeitos da Pesquisa
A entrevista foi realizada no início do ano de 2008 com o Diretor do Parque, Edilson
Batista de Lima, com a bióloga do Parque, Helze Lins, e com o Chefe da Divisão do
Zoológico, Thomaz Pires dos Santos Neto.
5.3.2. Instrumentos da Pesquisa
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
51
Foram realizadas entrevistas padronizadas nos quais se utilizaram técnicas de
observação direta intensiva e extensiva, com perguntas diretas, pessoais e abertas.
“Entrevista significa uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas, com um
grau de estruturação previamente definido, cuja finalidade é a obtenção de informações de
pesquisa”. (DENCKER, 1998, p. 137).
Nesse sentido, o objetivo das entrevistas foi obter as devidas informações sobre a
Bica (histórico, infra-estrutura, projetos realizados, e ações pretendidas), como também
conseguir dados relativos à “experiência íntima” dos profissionais envolvidos com o Parque.
5.3.3. Análise dos dados
Para o tratamento dos dados foi utilizada a técnica de análise do discurso que
segundo Gil (2006) consiste num conjunto de procedimentos de tabulação e organização de
dados discursivos, sobretudo (mas não exclusivamente) daqueles provenientes de
depoimentos orais. Esses procedimentos envolvem, basicamente, operações que obteve uma
seleção das idéias centrais dos entrevistados que foram viáveis, portanto, para dar ênfase ao
objetivo da pesquisa, a utilização do marketing ecológico para a gestão do Parque Zôo
Botânico Arruda Câmara.
5.4. ETAPA DESCRITIVA
A pesquisa descritiva foi realizada através de técnicas padronizadas de coletas de
dados como o questionário e a observação sistemática, e com o levantamento conseguiu obter
uma descrição da situação do momento em que foi realizada a pesquisa, e por meio da análise
quantitativa se obteve uma análise estatística dos dados e do assunto abordado.
Para Oliveira (1997, p. 114) o trabalho descritivo procura:
abranger aspectos gerais e amplos de um contexto social, como: salário e consumo,
opiniões comunitárias [...] são processos de estudos que procuram abranger a
correlação entre variáveis, fundamentais para as diversas ciências: direito,
comunicação social, marketing, propaganda e outras, porque permitem controlar de
forma simultânea, um grande número de variáveis e, por meio de técnicas estatísticas
de correlação, especificar o grau pelo qual diferentes variáveis encontram-se
relacionadas, dando ao pesquisador uma visão abrangente do modo como as variáveis
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
52
estão ocorrendo [...] o processo ou os procedimentos para obtenção dos dados
praticamente podem ser os mesmos da pesquisa quantitativa.
Outro conceito é oferecido por Salomon (2001, p. 160):
pesquisa descritiva: delineia o que é. Compreende: descrição, registro, analise e
interpretação da natureza atual ou processo dos fenômenos. O enfoque se faz sobre
condições dominantes ou sobre como uma pessoa, grupo, ou coisa se conduz ou
funciona no presente [...].
“A abordagem quantitativa, conforme o próprio termo indica, significa quantificar
opiniões, dados, nas formas de coleta de informações, assim como também o emprego de
recursos e técnicas estatísticas desde as mais simples até as de uso mais complexo”
(OLIVEIRA, 2001, p.115).
5.4.1. População e Amostra
Para Lakatos e Marconi (2001), a descrição da população é o conjunto de seres
animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum e a
utilização da amostra só ocorre quanto à pesquisa não é censitária, ou seja, não abrange a
totalidade dos componentes do universo, surgindo à necessidade de investigar apenas uma
parte dessa população.
Assim, de acordo com a com visitação semanal e de sábados que variam,
respectivamente, entre 60 a 180 e de 400 a 800 visitantes dependendo dos períodos em alta,
foi feita uma amostragem não-probabilística por conveniência de acessibilidade com 200
visitantes que foram analisados através de um questionário no decorrer dos primeiros dois
meses de 2008, sendo divididos igualmente para os meses de Janeiro e Fevereiro, lembrando
que Janeiro é incluído como um mês em alta e Fevereiro em baixa, já que este corresponde ao
início das aulas escolares. As 100 entrevistas feitas em Janeiro foram divididas 30 para a
sexta-feira e 70 para o sábado, e igualmente feito no mês de Fevereiro. Logo, foi utilizada
uma amostra de 16,7% na sexta-feira e 8,75% no sábado do mês de Janeiro e 50% na sextafeira e 17,5% do mês de Fevereiro.
“Entende-se por amostragem não-probabilística a possibilidade de se extrair um
elemento do universo de forma totalmente aleatória e não especificada” (OLIVEIRA, 1997,
p.161). Dessa forma, para Malhotra (2001), a amostra por conveniência é a técnica de
amostragem não-probabilística deixada a cargo do pesquisador para selecionar os membros da
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
53
população mais fáceis e disponíveis, de quem obterá as informações, obtendo resposta rápida
e a baixo custo, tendo em vista as limitações existentes tanto de tempo quanto financeiras.
5.4.2. Instrumentos da Pesquisa
De acordo com Lakatos e Marconi (2001), as técnicas correspondem à parte prática
de coleta de dados. Apresentam duas grandes divisões: documentação indireta e documentação
direta. Esta última subdivide-se em: observação direta intensiva, com as técnicas da
observação e entrevista, e a observação direta extensiva, com as técnicas de questionário,
testes, história de vida, pesquisa de mercado, entre outros.
Foram utilizados questionários estruturados com os visitantes (clientes), em que foi
utilizada a técnica de observação direta extensiva, com perguntas diretas, pessoais e fechadas.
“O questionário é constituído por uma série de perguntas que devem ser respondidas por
escrito e sem a presença do pesquisador [...] História de vida tenta obter dados relativos à
“experiência íntima” de alguém que tenha significado importante para o conhecimento do
objeto em estudo” (LAKATOS; MARCONI, 2001, p.107).
Nesse sentido, o objetivo dos questionários aplicados foi de identificar se o Parque é
considerado um potencial mercadológico, qual o tipo de sua demanda, e a opinião dos
visitantes quanto a uma possível aplicação do marketing ecológico na Bica.
5.4.3. Análise dos dados
A análise dos questionários foi baseada no tratamento estatístico. Com relação ao
tratamento estatístico, Lakatos e Marconi (2001) afirma que:
os dados colhidos pela pesquisa apresentar-se-ão “em bruto”, necessitando da
utilização da estatística para seu arranjo, análise e compreensão. A estatística não é
um fim em si mesmo, mas um instrumento poderoso para a análise e interpretação
de um grande número de dados, cuja visão global, pela complexidade, torna-se
difícil. Nesta etapa do projeto de pesquisa deve-se explicitar que medidas estatísticas
utilizará. As principais medidas descritivas são: medidas de posição; medidas de
dispersão; comparação de freqüência: razão, proporção, percentagem, taxaz, etc.; e,
apresentação dos dados: série estatística, tabelas ou quadros, gráficos etc.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
54
Assim, através dessa análise foram utilizadas medidas da estatística descritiva com as
comparações de freqüências e a apresentação dos dados com gráficos. Dessa forma, houve a
possibilidade de se chegar a um desfecho com relação à pesquisa realizada.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
55
6. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
Uma vez estruturada a parte teórica, procura-se neste capítulo analisar os dados
obtidos, através da pesquisa de campo com os visitantes, diretor e funcionários do Parque Zôo
Botânico Arruda.
A finalidade básica a que se propõe analisar o estudo consiste em conhecer o perfil
do visitante do local, fazer um levantamento da infra-estrutura e potencial natural e cultural do
Parque, como também identificar as ferramentas de marketing utilizadas atualmente pela sua
gestão, sendo estes alguns dos objetivos específicos do deste trabalho.
Os dados pesquisados no Parque foram obtidos através da aplicação de um
questionário estruturado com questões fechadas e abertas, respondidos por duzentos visitantes
e através de entrevistas de modo informal com o diretor e dois funcionários, que estavam
habilitados a fornecerem as informações necessárias para a elaboração dos resultados que
estão aqui apresentados.
6.1.
PESQUISAS COM VISITANTES
Na pesquisa realizada foi importante identificar e, ainda, comparar entre os visitantes
a quantidade de turistas e de pessoas pertencentes à comunidade local que o Parque Zôo
Botânico Arruda Câmara recebe. De acordo com essa análise, iniciamos a entrevista
perguntando a cidade de origem de cada visitante.
GRÁFICO 1: Cidade de origem dos visitantes do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
56
Com o resultado deste questionamento podemos verificar grande maioria (84,5%) das
pessoas que visitam o Parque são da própria cidade de João Pessoa.
Verificou-se também que o Parque é visitado por pessoas de cidades vizinhas como é
o caso de Cabedelo (9,5%) e Santa Rita (5%) e por pessoas de Estados próximos como Sergipe
(1%).
A Tabela 1 a seguir apresenta a distribuição do número de visitantes por cidade de
origem.
Tabela 1: Cidades de origem
Cidade
João Pessoa
Campina Grande
n
169
0
%
84,5
0
Cabedelo
19
9,5
Santa Rita
10
5
2
1
200
100
Sergipe
Total
Fonte: Pesquisa de campo (2008).
GRÁFICO 2: Faixa etária dos visitantes do Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
Também durante a pesquisa foi importante analisar a faixa etária dos visitantes e de
acordo com o resultado exposto no gráfico 2 acima, percebemos que o Parque é um local que
recebe uma diversidade de faixa etária, um local que agrada a todos. Foram feitas pesquisas
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
57
com pessoas 10 a 20 anos (22%), 20 a 30 anos (31%), 30 a 40 anos (34,5%) e acima de 40
anos (12,5%).
Vale ressaltar que foram entrevistadas pessoas entre 30 a 40 (34,5%) ou acima
(12,5%) que estavam na companhia de seus filhos ou familiares mais jovens com faixa etária
de ate 10 anos.
Tabela 2: Faixa etária dos visitantes
Faixa etária
n
Até 10 anos
0
%
0
11 a 20 anos
44
22
21 a 30 anos
62
31
31 a 40 anos
69
34,5
Acima de 41 anos
25
12,5
Total
200
100
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
A Tabela 2 exposta apresenta a distribuição das faixas etária dos visitantes do Parque
e observa-se que a faixa etária de até 10 anos não apresenta nenhum número, isso se deu pelo
fato de que de essas pessoas não quiseram se submeter aos questionários.
GRÁFICO 3: Freqüência dos visitantes no Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
58
Durante a pesquisa foi constatado que uma quantidade moderada de pessoas costuma
visitar o Parque mensalmente (19%). Poucas as pessoas que afirmaram visitar o local
anualmente (9,5%) e um número ainda mais reduzido de visitantes relataram estar pela
primeira vez (9%), sendo, essa percentagem, uma visível conseqüência da falta de divulgação
do Parque e de uma promoção eficaz para atrair novos visitantes.
Entretanto, pessoas que visitam o Parque semanalmente (12,5%) têm motivos
declarados de amor à natureza ou que moram muito próximo ao local e costumam procurar um
lugar tranqüilo para descansar ou está em fuga da vida agitada do centro da capital.
O Parque recebe muitas pessoas que costumam ir apenas eventualmente (50%),
constatando no gráfico 3 a metade de sua visitação total. Assim, podemos constatar que os
principais visitantes são crianças acompanhadas de seus pais ou em excursão escolar. O tempo
de permanência é apenas de um turno, pois de acordo com um relato de um visitante “a Bica
não tem opções de lazer de longa permanência, procuramos olhar os poucos animais, levar as
crianças para fazerem passeios de pônei e padalinhos e termina o passeio, restaurante e piscina
estão abandonados não contribui para permanência!”.
A Tabela 3 apresenta os dados relativos à freqüência de visitação no Parque.
Tabela 3: Freqüência de visitação
Freqüência
n
1ª vez
18
%
9
Semanalmente
25
12,5
Mensalmente
38
19
Anualmente
19
9,5
Eventualmente
100
50
Total
200
100
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
59
GRÁFICO 4: Pretensão dos visitantes em retornar ao Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
De acordo com o gráfico 4, após a pesquisa realizada obtive o resultado de que os
visitantes pretendem voltar a visitar o Parque (97%), apenas uma pequena parcela não
retornaria (3%), alegando como motivos a má conservação do parque, e caso o local venha a
melhorar, sendo um atrativo de boa qualidade haveria um retorno sim.
GRÁFICO 5: Atrativos que mais chama a atenção dos visitantes do Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
Em conformidade com os dados obtidos durante a pesquisa e expressos no gráfico 5
acima, constatamos que a natureza é o atrativo do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara que
mais chama a atenção dos seus visitantes. “É uma maravilha ter contato com essa natureza
linda no meio de um centro agitado da cidade. Temos esse privilégio!” (Depoimento em
entrevista).
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
60
Os animais são também fortes atrativos (32%), chamam a atenção tanto das crianças
quanto dos adultos, os quais se divertem observando as particularidades de cada animal. A
tranqüilidade foi colocada para os visitantes como um atrativo importante (25%).
Em relação à área de lazer, verificamos que apesar de este representar um atrativo
significativo, sofre da falta de manutenção e em conseqüência disso, uma pequena parcela de
visitantes (6%) o indica como forte atrativo. E, vale ressaltar que dentre os visitantes que
indicaram a natureza como o atrativo que mais chama a atenção enfatiza que o mais importante
do parque é o conjunto formado pela natureza, patrimônio histórico, o bem-estar do ar puro,
observar os animais com prazer e o espaço do lazer.
Na tabela 4 os números de visitantes são expressos com detalhe diante ao
questionamento observado no gráfico 5, e revela que nenhuma pessoa optou por outro atrativo
além dos mencionados.
Tabela 4: Atrativos do Parque
Atrativos
Natureza
n
74
%
37
Animais
64
32
Área de lazer
12
6
Tranqüilidade
50
25
0
0
200
100
Outros
Total
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
GRÁFICO 6: Aspectos que desagradam os visitantes no Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
61
A pesquisa foi realizada em um período de pós - manutenção dos de alguns viveiros e
recintos dos animais de grande porte. A foto 14 revela essa nova situação.
Foto 14: Recinto reformado recentemente
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Mesmo diante desse fato e de acordo com o gráfico 6, uma grande quantidade do
visitantes (31%) coloca o tratamento dos animais como o mais que desagrada na visita, relatam
que os poucos animais que existem no Parque não recebem um bom tratamento, vivem em
recintos inadequados, e outros colocam que o parque não possui uma grande variedade de
animais. “É lamentável o tratamento dos animais neste zoológico, deveria existir uma melhor
fiscalização, pois os animais vivem em recintos escondidos e inadequados, alem disso estão se
alimentando inadequadamente, faz tempo que os próprios funcionários levam para casa o
alimento que o parque recebe como frutas e carnes. Isso é uma vergonha!” (Depoimento de um
entrevistado).
A falta de limpeza e higiene é descrito como o aspecto que mais desagrada os
visitantes (37,5%), pois a sujeira é visível em toda a extensão do parque, com lixos jogados no
meio da natureza, ou perto dos animais e esgotos abertos com o aroma desagradável que traz a
sujeira da comunidade circunvizinha.
Verificou-se que outro aspecto que desagrada é a estrutura da área de lazer que a Bica
oferece (9,5%), sendo percebível que a bica precisa de mais investimento para melhorar e
manter suas estruturas já existentes.
A segurança do parque vem sendo melhorada nos últimos tempos, por esse motivo
poucos visitantes relatam como sendo um aspecto que desagrada durante o passeio (3%). “O
visitante antes não costumava visitar o Parque sozinho, precisavam ir acompanhadas para
sentirem mais protegidas. Hoje considero este lugar uma área de lazer, com tranqüilidade e o
único lugar da cidade com a natureza exposta e que podemos se sentir mais segura, sem
violência!” (Depoimento de um entrevistado)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
62
Muitas pessoas declararam que outros motivos desagradam os visitantes (19%),
dentre eles, alguns declararam que nenhum aspecto desagradou (12,5%), outros mencionaram
a falta de divulgação (2,5%) que costuma ser de grande importância para qualquer atrativo, e a
falta de manutenção (4%).
Tabela 5: Aspectos negativos do Parque
Aspectos
n
Segurança
6
%
3
Limpeza e higiene
75
37,5
Tratamento dos animais
62
31
Lazer e recreação
19
Outros
38
19
200
100
Total
9,5
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Na tabela 5 foram detalhados os números de visitantes correspondentes aos aspectos que mais
lhe desagradaram durante a visita ao Parque.
GRÁFICO 7: Estruturas do Parque que necessitam de reformas
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
Em consonância com o Gráfico 7 é possível notar que existe uma diversidade de
estruturas destacadas pelos visitantes do parque como necessárias de reforma. No entanto, é
relevante informar que foram revitalizadas recentemente as sinalizações, por esse motivo não
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
63
foram relatadas nenhuma crítica quanto à necessidade de reforma a essa estrutura, como
também não foram mencionadas a Escola do Meio Ambiente, que vem funcionando
normalmente, e o Orquidário.
As estruturas mais destacadas pelos visitantes que necessitam de uma reforma em
curto prazo foram os viveiros (32%), em seguida, as áreas de lazer com o playground, praças,
piscinas e as trilhas (21%) e, logo em seqüência, os quiosques (11%). Em relato, a
entrevistada diz que ficou indignada ao deparar com os viveiros, observando que são muito
pequenos, afetando a vida dos animais, destacando principalmente as aves não tem liberdade
suficiente para voar.
Algumas pessoas citaram o Museu (4%), pois é uma estrutura que pode ser mais
aproveitada principalmente para fins educativos e outras propuseram outras opções (8%), pois
analisaram durante o passeio que todas as estruturas estavam precisando de uma reforma. Em
contrapartida, algumas visitantes destacaram que o Parque não precisava de nenhuma reforma
(3%), relatando que o local atendia bem as expectativas.
Logo, na tabela 6 é possível verificar com mais detalhe o número de visitantes
correspondente a cada estrutura que foi optada durante a pesquisa.
Tabela 6: Estruturas do Parque
Estruturas
Sinalização
n
0
%
0
Trilhas
42
21
Viveiros
64
32
Quiosques
22
11
Áreas de lazer (playground, praças,
Piscina)
Orquidário
42
21
0
0
Escola do Meio Ambiente
0
0
Museu
8
4
Nenhum
6
3
16
8
200
100
Outros
Total
Fonte: Pesquisa de campo (2008).
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
64
GRÁFICO 8: Opinião dos visitantes sobre a infra-estrutura do Parque (banheiros, bares,
restaurantes, equipamentos de lazer)
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
De acordo com os dados obtidos durante a pesquisa e expressos no gráfico 8 acima,
podemos concluir que a maioria (47%) dos visitantes da Bica considera regular a infraestrutura de apoio e lazer do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. A outra parcela declarou
como boa (12,5%), ruim (28%) e péssima (12,5%).
Os aspectos mais criticados foram: ausência da manutenção dos banheiros,
brinquedos, o estado precário dos bancos e mesas presentes na área de lazer e o abandono do
restaurante que serviria de apoio para os visitantes.
Podemos observar que nenhum entrevistado classificou a infra-estrutura do parque
como ótima. “Opinião sobre a infra-estrutura do parque? Ótima ou péssima? Aqui existe
alguma infra-estrutura?” (Questionamento feito pelo entrevistado).
Tabela 7: Satisfação quanto à infra - estrutura
Opinião
n
Ótima
0
%
0
Boa
25
12,5
Regular
94
47
Ruim
56
28
Péssima
25
12,5
Total
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
200
100
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
65
Na tabela 7 delineada acima, obteve o número correspondente ao de visitantes que
opinaram sobre a situação atual infra-estrutura do Parque.
GRÁFICO 9: Opinião dos visitantes quanto ao aproveitamento do Parque
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
Na pesquisa realizada, observamos o descontentamento das pessoas quanto ao não
aproveitamento do local. Todos os visitantes entrevistados (100%) declararam que o parque é
uma ótima opção de lazer, com natureza exposta, um lugar bonito e cheio de estrutura de lazer
que falta serem reativados e posteriormente divulgado para ser considerado um grande atrativo
de João Pessoa.
Logo, um número exuberante considera a bica um atrativo potencial, mas sofre de
abandono e a falta de investimento em divulgação não atrai novos visitantes isso faz com que o
Parque Zôo Botânico Arruda Câmara fique estagnada, recebendo um numero insuficiente de
visitantes.
GRÁFICO 10: Opinião dos visitantes em considerar a Bica como atrativo para as
comunidades locais e turistas
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
66
A maioria dos entrevistados (94%) considera o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
um atrativo para a comunidade local e turistas. A natureza é apontada como o maior potencial
do parque, permitindo que os visitantes sintam a tranqüilidade e consigam por algum tempo
fugir da agitação e do estresse da cidade.
Esta busca por um local bonito, agradável e tranqüilo tem impulsionado muitas
pessoas a visitarem a Bica. “Este Parque é um local belo, de natureza exposta e com a Mata
Atlântica acessível, isso é ser um ótimo atrativo” (Depoimento de um entrevistado).
Observamos nos relatos dos entrevistados que pelo fato da Bica ser considerada um local com
potencialidade ocorre devido à presença de atrativos naturais, culturais, históricos e de
entretenimento e pela sua natureza tranqüila, essa diversidade traz um diferencial. “João
Pessoa falta opção de lazer, e a Bica oferece algo a mais”, (Relata um entrevistado).
Entretanto 6% dos entrevistados não consideram o Parque um atrativo turístico. “Aqui
não oferece tudo aquilo que os visitantes precisam, principalmente os turistas!”(Depoimento
em entrevista). O fator é indicado pela ausência de uma infra-estrutura adequada no Parque,
esse aspecto é colocado como o que mais incomoda os visitantes. É importante explicar que
esses entrevistados ao falarem da infra-estrutura referiam-se tanto a criação de novos
equipamentos para o lazer, como também a reativação ou melhoria e limpeza dos
equipamentos já existentes como os banheiros, restaurantes, playground. “Não considero esse
Parque um atrativo para comunidade e nem para o turismo, mas ele tem grande potencial,
poderia ser um atrativo após a organização de toda sua estrutura” (Relata um dos
entrevistados).
GRÁFICO 11: Opinião dos visitantes em relação ao desenvolvimento de um programa de Marketing
Ecológico no Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
67
Ao questionar a respeito de um possível desenvolvimento de um programa de
marketing ecológico na Bica, através das ações de empresas preocupadas com o meio
ambiente e com o aspecto social, no sentido de que essas ajudassem na revitalização do Parque
em troca de divulgação, a maioria dos visitantes (87,4%) achou que seria um programa muito
viável. Esse programa traria segundo os mesmos, muita ajuda para a Bica.
Esse grande percentual de visitantes que apoiaram a idéia afirmou que o Parque
precisa desenvolver projetos que tragam retorno financeiro, ajudando na manutenção e
desenvolvimento de novos equipamentos de lazer para atrair e manter os visitantes, deixando
de ser uma atração estagnada. “Com certeza, o desenvolvimento do programa é oportuno, pois
na cidade em que resido, Aracajú, programas parecidos como revitalização de praças pelas
empresas em troca de divulgação e isenção de impostos já tem sucesso”. (Depoimento de uma
turista no Parque). “Qualquer projeto é viável para este local, cito exemplos como, um pesque
e pague ou a reutilização do restaurante, isso traz mais renda e investimento para o parque,
outra idéia seria a utilização de universitários como guias turísticos”. (Relato de um
entrevistado).
Entretanto, alguns entrevistados (12,5%) não consideraram adequada a utilização do
programa do marketing ecológico, no sentido de que a divulgação das empresas nas estruturas
do Parque poderia causar uma poluição visual, e outras pessoas ainda relataram que as
empresas privadas não são confiáveis de parcerias pelo fato de visarem muito o lucro e não
procurar cumprir de maneira digna seus acordos.
GRÁFICO 12: Possibilidade do sucesso na criação de uma colônia de férias na Bica para crianças e
jovens, visando à conscientização ambiental através da ajuda de empresas
Fonte: Pesquisa de Campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
68
Na pesquisa realizada e em concordância o gráfico 12 descrito acima, a maioria dos
entrevistados (91%) avalia como satisfatório a possibilidade do sucesso na criação de uma
colônia de férias na Bica, através da ajuda de empresas. Na opinião de alguns visitantes esse
projeto de colônia seria uma forma das crianças e pequenos jovens interagirem mais com a
natureza, aprendendo a ter mais consciência e preservar melhor o ambiente em que vive ao
mesmo tempo em que sai da rotina praticando a diversão ecologicamente aceita. Além de dar
oportunidades de divertimento diferenciado para aqueles que não detêm de condições
financeiras suficientes para pagar programas semelhantes. “Seria uma novidade para as
crianças e sairia da rotina, conservando o meio ambiente e aproveitando o desenvolvimento
sustentável.” (Depoimento de um entrevistado).
Diante disso, verificamos que uma colônia de férias seria viável para aguçar nos
jovens adquirir uma cultura ecológica, o prazer de conhecer e valorizar o ambiente natural,
cultural e histórico no qual eles estão inseridos. “Essa colônia seria uma renda a mais, traria
mais investimento, limpeza e organização”. (Depoimento em entrevista).
Apenas uma pequena parcela dos visitantes (9%) não achou adequado o
desenvolvimento de uma colônia de férias no parque, defendendo a idéia de que o parque além
de não ter estrutura suficiente, só serve para visitas, contemplação da natureza e lazer das
crianças, não servindo para programas que a colônia tem a oferecer.
6.2.
ENTREVISTA COM O DIRETOR DO PARQUE
Durante a pesquisa de campo para a concretização desse trabalho, foi realizada uma
entrevista informal com o Diretor do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara, Edilson Batista de
Lima que ocupa o cargo desde Janeiro de 2006. Durante a conversa, também foram prestadas
diversas informações importantes e enriquecedoras que será descritas a seguir.
Inicialmente, o Diretor fez um breve comentário sobre como é feito a manutenção e
proteção do Patrimônio Histórico da Bica, na qual constatou que a área não recebe a proteção
que realmente necessita, ressaltando vem mantendo contato com o IPHAN (Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas que no momento não houve nenhum retorno.
No entanto, Edilson faz uma ressalva que está à espera de uma reforma, que toda a
reestruturação do Parque, inclusive do patrimônio histórico da Bica, está inserida no Projeto
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
69
do I Plano de ordenamento arquitetônico, urbanístico e paisagístico do Parque Zôo Botânico
Arruda Câmara. O projeto em andamento foi o escolhido através do Concurso Público
Nacional de Idéias, e teve como vencedor o arquiteto pessoense Marcos Aurélio Pereira
Santana. Porém, lembra que a obra será realizada em etapas, mas que a prefeitura já recebeu
as verbas necessárias do Governo Federal.
Em seguida, o Diretor comentou sobre o Museu da História Nacional e afirmou que
não considera a área um Museu, afirmando que é uma apenas uma sala com poucas peças
destinada a para fins educativos. Com relação à Escola do Meio Ambiente, Edilson Batista,
menciona que é um museu-escola e pertence à Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), que
atualmente é aberta para visitação e desenvolve atividades educativas junto à comunidade,
durante as segundas-feiras com aulas teóricas, tendo como objetivo ensinar conceitos sobre a
educação ambiental e durante as quartas-feiras com atividades práticas ligadas ao mesmo
tema.
O Diretor explana que possui liberdade para atuar no Parque, porém tem que adir de
acordo com a ética, buscando sempre o melhor e ir de encontro com as diretrizes do Meio
Ambiente, lembrando que está estudando um meio de inserir a área do Parque como uma
Unidade de Conservação para com isso, buscar melhorar e proteger ainda mais o local.
Segundo Edilson Batista, o maior problema enfrentado pelo Parque é o aspecto
visual, com diversas áreas desativadas e recintos que não recebem a limpeza necessária.
Quanto à segurança, o Diretor está bastante satisfeito, pois por meio de um trabalho intensivo
preventivo através de construções de guaritas, trabalho de conscientização com a comunidade
circunvizinha e algumas mudanças dos quadros dos seguranças vêm conseguindo diminuir o
número de ocorrências, relatando que antes de ocupar o cargo já foram feitas em média 90
ocorrências com 61 detidos, nível bastante alto, e no ano de 2006 foram feitas 08 ocorrências,
em 2007 apenas 02 e no decorrer deste ano de 2008, não foram relatadas nenhuma ocorrência.
O Diretor deu a informação de que a média de visitação anual é de 110 a 120 mil
pagantes, a média de visitação mensal é de 7.500 chegando até 10 mil pagantes em meses de
alta, e durante a semana a visitação varia entre 60 a 180, nos sábados entre 400 a 800 e aos
domingos o Parque recebe uma visitação entre 800 a 1500 pagantes, e vale considerar que
crianças até sete anos, policiais, idosos e funcionários públicos não pagam.
Finalizando, o diretor comentou sobre os programas realizados no Parque,
mencionando sobre o Projeto Verde para o Mundo, com a plantação de 350 mudas em toda
extensão do local, e o programa de alfabetização dos funcionários através de um trabalho
voluntário. Ainda afirmou que considera oportuno inserir um projeto de Marketing Ecológico
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
70
no Parque, que receber ajuda de empresas seria bastante vantajoso para ambos. Edilson
Batista ainda comenta sobre a importância que seu cargo ocupa na sua vida pessoal, expondo
ter uma forte preocupação com o Parque, procurando sempre realizar um trabalho eficaz, de
acordo com a ética e, conseqüentemente, tentar inserir programas que irá ajudar a reativar o
local que considera de beleza exuberante.
6.3.
ENTREVISTA COM A BIÓLOGA DO PARQUE
Na pesquisa de campo, foi feita uma entrevista informal com a bióloga Helze Lins,
funcionária a 20 anos do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara. Foram apresentadas diversas
informações importantes com relação a sua visão da situação atual do Parque.
Inicialmente, a bióloga falou sobre a história e a lenda que envolve o Parque. Ao
citar a lenda, ela comentou que existem cinco fontes subterrâneas e apenas uma delas é
construída para a parte externa com o monumento na área do Parque. Essas fontes são
utilizadas para abastecer toda a Bica através de uma bomba de gravidade e deságuam no
Lago, por isso o nome “Lago das Cinco Fontes”.
Em seguida, a bióloga comentou sobre o Museu da História Natural, que tem como
objetivo servir de subsídio ao aprendizado dos visitantes, em especial para os alunos que
vêem com suas escolas, porém não é utilizado como museu científico. Além disso, lá existem
os animais empalhados que servem para os deficientes visuais, criando oportunidades de
conhecer os animais através de toques.
Segundo a bióloga, a escola do Meio Ambiente apenas vem trabalhando com a
comunidade adjacente, com o intuito de tentar sensibiliza-los sobre a importância de preservar
o ambiente, que estava sendo tratado como “fundo da casa”. Os programas que a escola do
Meio Ambiente oferecia, com palestras, vídeos, e passeios com os alunos das escolas
municipais foram cancelados com a nova gestão, por motivos de priorizar os investimentos
em pontos críticos do Parque.
A cada gestão de novos prefeitos são criados mais recintos de animais, fazendo com
que o Parque crescesse desordenadamente, sem um controle adequado do local onde seriam
instalados e do tamanho adequado para cada recinto, dependendo apenas do porte do animal.
A bióloga espera que o novo Plano que se pretende realizar seja concretizado, pois
nele foram descritos todas as carências e os pontos fracos do Parque. No momento, foram
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
71
reestruturados alguns pontos críticos do Parque, setor dos felinos e reformas de alguns
viveiros.
Quanto à flora, podemos encontrar várias espécies de plantas e contemplar a grande
concentração de Palmeiras Imperial. No Plano, pretende-se diminuir o acesso ao meio natural,
a fim de preservar mais o ambiente.
A bióloga comenta que a segurança era tida como o maior problema enfrentado na
Bica, pelo fato da área ser grande com 17 hectares a quantidade de guardas era insuficiente,
mas hoje a realidade é diferente. A falta de investimento em mão-de-obra é o problema que
mais lhe chama atenção, principalmente para a manutenção e limpeza, e chama a atenção que
nos recintos trabalham doze tratadores, enquanto que na extensão do Parque são apenas oito
tratadores e com idade avançada.
Com relação a programas já desenvolvidos no Parque, que visa ajudar a receita, a
bióloga comenta sobre o Projeto “Adote um Animal”, que buscavam o patrocínio de empresas
para a manutenção dos recintos, e não precisa da contribuição com alimentos, já que são bem
abastecidos, e em troca divulgavam a empresa por meio de propagandas. Entretanto, esse
programa foi esquecido na gestão atual.
6.4.
ENTREVISTA COM O CHEFE DA DIVISÃO DO ZOOLÓGICO DO PARQUE
No decorrer da pesquisa de campo, foi imprescindível colher informações com o
chefe da divisão do zoológico do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara, Thomaz Pires, pois
traria informações necessárias sobre como é feito o tratamento dos animais na Bica.
Primeiramente, Thomaz informou que atua no Parque há dois anos e meio e trabalha
com uma equipe composta de doze tratadores de animais, dentre eles possui três para
trabalhar na cozinha com a alimentação dos animais. Trabalha em equipe com mais quatro
técnicos: uma veterinária, um zootécnista e dois biólogos, sendo um deles a entrevistada
Helze Lins. Com relação ao trabalho feito com os animais, o chefe relata que todos os dias os
tratadores estão nos recintos cuidando da limpeza e alimentação.
Quanto à alimentação, Thomaz Pires expõe que é feito a base de frutas, carnes,
rações, presas vivas e a quantidade disposta ao Parque é satisfatória, pelo fato de ser adquirida
anualmente através de licitação. Em seguida aborda sobre a manutenção dos recintos,
destacando que foram feitas recentemente reformas nos recintos dos animais de grande porte,
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
72
e planejava outras reformas, mas no momento considera melhor esperar para a realização do
Plano de ordenamento para não continuar com o crescimento desordenado tão aparente no
Parque.
O chefe ainda informa que o Parque Zoológico conta com 72 espécies e entre eles
estão 455 indivíduos, como mostra a relação de animais do Parque (ANEXO B), cedido pelo
mesmo durante a entrevista.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
73
7. CONCLUSÃO
O levantamento dos dados realizados com os visitantes, diretor e funcionários do
Parque Zôo Botânico Arruda Câmara, permitiu-nos o conhecimento sobre a contribuição do
marketing ecológico para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara.
As pesquisas foram realizadas nos primeiros meses do ano de 2008. Os questionários
foram aplicados aos visitantes do Parque nos meses de janeiro e fevereiro e as entrevistas com
o diretor e os funcionários no mês de março. O objetivo do estudo foi analisar a viabilidade de
utilização do marketing ecológico como ferramenta promocional para o Parque Zôo Botânico
Arruda Câmara.
Após a análise e interpretação dos resultados pôde-se formular algumas conclusões
que poderão ser úteis para a utilização da ferramenta promocional do marketing ecológico no
Parque.
Com relação às cidades de origem dos visitantes nos permitiu concluir que o Parque
Zôo Botânico Arruda Câmara apesar de todo seu potencial natural, histórico e cultural ainda
não recebe uma boa quantidade de turistas, uma vez que 84,5% dos seus visitantes são
moradores locais.
Em seguida, foram feitas pesquisas correspondente à faixa etária dos visitantes e,
percebemos que o Parque é um local que recebe uma diversidade de pessoas com idades
diferentes, um local que agrada a todos, concluímos, portanto, que o Parque atrai uma
diversidade de publico, um lugar que oferece múltiplas qualidades como tranqüilidade,
alegria, etc. No entanto, podemos constatar que os principais visitantes são crianças, pois
durante a pesquisa foi observado que a maioria estava acompanhada de seus pais ou em
excursão escolar. No entanto, com base em relatos feitos pelos visitantes, o tempo de
permanência é apenas de um turno, e a ainda, constatou-se que a metade deles vão ao parque
apenas eventualmente (50%), existindo poucas visitas pela primeira vez (9%), o que
demonstra a falta de divulgação da atratividade.
A grande maioria dos visitantes (97%) declarou que pretendem retornar ao local. No
entanto, torna-se importante que o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara tenha uma infraestrutura que atenda às necessidades dos seus visitantes, já que tendo suas expectativas
atendidas o público provavelmente voltará a visitar a Bica.
Em conformidade com os dados obtidos durante a pesquisa constatamos que a
natureza (37%) foi o atrativo do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara que mais chamou a
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
74
atenção dos seus visitantes. Outro forte atrativo foram os animais (32%) pelo fato de chamar
tanto a atenção das crianças quanto dos adultos
A falta de limpeza e higiene foi descrito como o aspecto que mais desagradou os
visitantes (37,5%), pois a sujeira era visível em toda a extensão do parque, com lixos jogados
no meio da natureza, ou perto dos animais e esgotos abertos com o aroma desagradável que
trazia a sujeira da comunidade circunvizinha.
Durante a pesquisa foi possível notar a existência de uma diversidade de estruturas
destacadas pelos visitantes do Parque que precisam reforma. A estrutura mais menciona pelos
visitantes que necessitam de uma reforma em um período de curto prazo foram os viveiros
(32%), considerados pequenos e inadequados para os animais.
Quanto à infra-estrutura de apoio e lazer do Parque a maioria (47%) dos visitantes da
Bica considerou a situação atual regular, destacando que nenhum indivíduo considerou a
situação ótima. Além disso, foi relatado descontentamento das pessoas quanto ao não
aproveitamento do local. Todos os visitantes entrevistados (100%) declararam que o parque é
uma ótima opção de lazer, com natureza exposta, um lugar bonito, porém descaso e a falta de
responsabilidade vêm tomando conta do local.
Ainda assim, se contatou que a maioria dos entrevistados (94%) considera o Parque
Zôo Botânico Arruda Câmara um forte atrativo para a comunidade local e turistas. A maioria
dos visitantes (87,4%) também descreveu que considera viável o possível desenvolvimento de
um programa de marketing ecológico na Bica, através das ações de empresas preocupadas
com o meio ambiente e com o aspecto social, no sentido de que essas pudessem ajudar na
revitalização ou em outros aspectos em troca de divulgação.
Na pesquisa realizada a maioria dos entrevistados (91%) avaliou como satisfatório a
possibilidade de sucesso nas criações de programas para o Parque, através da ajuda de
empresas, como um projeto de colônia de férias na Bica.
Na entrevista realizada com o diretor do Parque, pôde-se perceber a forma de como o
este vem administrando o Parque, se preocupando com os pontos crítico da área, no entanto,
faltando à eficácia e motivação para por em prática estratégias promocionais diferenciadas de
marketing como do marketing ecológico e do marketing direcionado para atrações turísticas
Durante a entrevista com a bióloga do Parque se possibilitou ter uma visão detalhada de como
os funcionários vêem a situação atual da Bica. As informações obtidas através da entrevista
com o chefe da divisão do zoológico permitiu o conhecimento de como é feito o trabalho com
os animais
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
75
Assim exposto, as análises dos dados coletados revelam que, a Bica é dotada de as
qualidades e potencialidades, porém recheadas de falhas. Ficando evidente a desorganização
de investimento por parte do Governo tanto Estadual bem como Municipal e da iniciativa
privada, principalmente por parte das empresas, existindo também a falta de uma consciência
ecológica da própria comunidade que ainda não a cultura de preservar e conservar de maneira
satisfatória o ambiente natural.
Então, no decorre da pesquisa verifica-se que os objetivos específicos foram
alcançados:

Durante a pesquisa de campo foi conhecido o perfil do visitante local.

Foi realizado um levantamento da infra-estrutura e potencial natural e cultural do
Parque através da análise do campo de estudo e da pesquisa de campo.

Na fundamentação teórica foi aprofundado o conhecimento sobre o marketing
ecológico e marketing de atrativos turísticos.

Verificou-se como é feita através de um estudo teórico a contribuição das empresas
ambientalmente responsáveis perante a sociedade.

Foram identificadas as ferramentas de marketing utilizadas atualmente pela gestão do
Parque durante as entrevistas.

Serão sugeridas no tópico seguinte (recomendações e sugestões) as estratégias de
marketing adequadas e viáveis para serem utilizadas pela administração do Parque
Zôo Botânico Arruda Câmara.
Com o término do tópico seguinte (recomendações e sugestões), e a partir dos
objetivos específicos bem definidos, trabalhados e realizados, concluímos que o objetivo geral
do trabalho de analisar a viabilidade de utilização do marketing ecológico como ferramenta
promocional para o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara seja bem compreendido para que
este trabalho sirva como elemento norteador para que futuros pesquisadores possam
incentivar mais a investigação de outros casos relacionados com o marketing ecológico, para
consolidar o estudo dessa temática na Administração.
7.1. RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
76
Durante a pesquisa e através da análise da atual situação do Parque Arruda Câmara,
constatou-se a necessidade de modificar os conceitos daqueles que encaram os atrativos
naturais e históricos como simples fonte geradora de renda. Verifica-se a necessidade de
assumir uma nova postura perante os sítios históricos e naturais, que são na verdade, marcos
onde o visitante e a população local podem adquirir informações e conhecimentos sobre a
história da cidade e do local. É importante preservar tais locais para que as futuras gerações
também possam não só ter conhecimento do passado e sim fazer parte de sua história.
Embora João Pessoa possua um inigualável potencial com seus atrativos naturais,
culturais, históricos e de entretenimento e na sua “natureza” considerada tranqüila e pacata, é
visível a necessidade do desenvolvimento de duas atratividades, e o que se nota é o não
aproveitamento devido sua potencialidade. Como por exemplo, tem-se o Parque Zôo Botânico
Arruda Câmara.
É importante se pensar na revitalização da Bica, para que além de ponto de encontro
dos visitantes, ocupe o seu lugar na história da cidade de João Pessoa. Além de toda
experiência e beleza do lugar, pode-se e deve-se aliar tal característica a uma proposta de
investimento, através do marketing, visando em seguida conseguir uma proposta social com o
intuito de educar e ensinar a todos os pequenos jovens que tenham consciência da importância
ecológica para um futuro melhor.
Ao longo deste trabalho foram citados os pontos fortes da Bica, bem como
destacados os pontos fracos. É evidente a instabilidade política entre o Governo Estadual e
Municipal e a falta de comprometimento por parte das empresas, que poderia se fazer mais
presente e contribuir para a promoção da Bica como um dos principais cartões-postais da
cidade.
Assim, entendemos que uma atratividade contribui para o aumento da renda da
cidade, por isso seria uma ótima opção para que o poder público e os interessados na área
atuassem ativamente na revitalização e manutenção do Parque.
Percebemos, ainda o quanto é importante para os indivíduos visitar espaços como a
Bica. Assim, devem-se haver diversos estudos e elaboração de programas e projetos para
manter sempre vivo esse valioso cartão postal da cidade.
Portanto, o que poderia ser feito para a promoção do Parque Zôo Botânico Arruda
Câmara em forte produto mercadológico é a preparação do local, o que envolve: a restauração
do seu espaço físico, um pouco esquecido e abandonado, através de um investimento maciço
em marketing ecológico. Com a utilização de ferramenta pode-se aumentar a receita, investir
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
77
na infra-estrutura e atrair visitantes que valorizarão o Parque Zôo Botânico Arruda Câmara,
como atrativo turístico.
Tais mudanças e o desenvolvimento do marketing ecológico na Bica poderiam ser
concretizados com o apoio do poder público e com parcerias com as empresas privadas e a
comunidade em geral. No sentido de que essas empresas pudessem anunciar seus nomes nas
áreas revitalizadas pelas mesmas, como praças, piscina, placas, recintos, viveiros e teriam
suas marcas reconhecidas diante o mercado como empresas preocupadas com o meio
ambiente. Essa preocupação agrega um valor indescritível, sendo um diferencial competitivo.
Escolas públicas e privadas, gráficas também poderiam contribuir apoiando, por exemplo, a
criação de uma colônia de férias para os pequenos jovens (APÊNDICE A). Nas escolas
privadas os alunos poderiam pagar alguma taxa para a participação, que seria um retorno de
viabilidade para a Bica, e nas públicas o governo ou a prefeitura pagariam e em troca essas
escolas e empresas seriam reconhecidas como colaboradoras da campanha. O Parque, nesse
sentido, teria uma preocupação com o tipo de anúncio, e atividades, estudando meios de não
causar poluição no ambiente. Seria viável, também, reativar o restaurante e permitir
instalações de lojinhas de artesanato, souvenires, aumentar a quantidade de quiosques para
lanches e esses pequenos empreendedores pagariam taxas e participariam da campanha.
Essa campanha promocional poderia receber o nome “Amigos da Bica”, pois as
empresas, a comunidade e os órgãos públicos participantes seriam reconhecidos como
interessados em ajudar a Bica. Após o Parque receber os investimentos, poderia também
aumentar o valor de seu ingresso cobrado aos turistas nas visitas, pois será uma estrutura
reconhecida por todos, elevando sua receita.
O marketing ecológico pode ser uma opção viável para o Parque Zôo Botânico
Arruda Câmara desde que seja bem estudado, implantado e sempre respeitando a fragilidade
dos ecossistemas e a capacidade de carga do Parque.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
78
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O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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APÊNDICES
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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APÊNDICE - A
PROJETO DE MARKETING ECOLÓGICO: COLÔNIA DE FÉRIAS PARA OS
PEQUENOS JOVENS NO PARQUE ZÔO BOTÂNICO ARRUDA CÂMARA
Este projeto que utiliza como ferramenta promocional o marketing ecológico busca
atrair visitantes jovens, entre 7 a 14 anos, para uma área com forte atrativo natural e cultural,
os fazendo utilizar serviços ambientalmente responsáveis, de forma a estimular e despertar o
desejo do mercado por esta categoria de serviços.
Engenharia e Layout do Projeto
Planejamento Mercadológico
O projeto de implantação da Colônia de férias “Jovens em educação”, em seu aspecto
social e cultural, visa promover a interação de crianças e jovens com a rica natureza do Parque
Zôo Arruda Câmara de forma prazerosa, assim como educativa a fim de despertar a
conscientização da juventude para prática de atividades mais sustentáveis e da importância da
sua preservação. A ecologia do parque e suas interfaces com o município de João pessoa serão
exploradas através de diversas atividades, incluindo trilhas, oficinas, brincadeiras, jogos e
outros.
Atrair uma demanda de jovens tende a aperfeiçoar a área para ações futuras voltada
para o turismo ecológico envolvendo diferentes segmentações da sociedade. Convém ressaltar
que reserva florestal faz parte da Mata Atlântica, um resquício que deve ser preservado e
conservado.
A colônia se constituirá num espaço de vivências atraente e construtiva, adotando
uma metodologia participativa, onde todos os integrantes são os principais focos da atividade,
ampliando os conhecimentos sobre o produto ecoturista, além de encontrarem um real e
democrático espaço para o desenvolvimento cultural.
A sua estrutura será planejada de maneira que ofereça aos jovens participantes,
atividades orientadas por profissionais capacitados, bem como favorecer que algumas
atividades possam ser modificadas pelos próprios integrantes, tais como: Festas, jogos, teatro,
poesias, brincadeiras que envolvem musicas, etc. Contará com a participação de um
profissional de reaproveitamento e reciclagem de materiais, de um biólogo, um educador
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
83
ambiental, um guia de ecoturismo, um engenheiro florestal, de um turismólogo e dois
animadores turísticos.
A colônia será promovida com o intuito de sensibilizar além da Câmara Municipal, as
partes interessadas nesse aspecto social e cultural (empresas privadas, comunidade de João
Pessoa), a fim de receber apoio para o seu funcionamento através de recursos financeiros ou
doações.
Ao final de cada semana, os trabalhos produzidos pelos participantes serão expostos
ao público, permitindo às famílias e visitantes do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara se
sentirem mais próximos com as atividades da colônia, e com as idéias produzidas pelo grupo,
disseminando assim os objetivos e propostas apresentados pelo projeto.
PROGRAMAÇÃO:

Horários
De forma a atender a uma maior variedade de jovens, a colônia será oferecida nos
seguintes horários: na primeira semana, de Janeiro, pela manhã, de 8h às 12h30min na segunda
semana, de Janeiro, à tarde, das 13hs às 17.30h.
É fundamentais que estes horários sejam respeitados pelos profissionais e
participantes, para que não haja qualquer tipo de desencontro.

Faixa etária
Dirigida as crianças e jovens de 7 a 14 anos, a estrutura da colônia promoverá tanto
momentos de integração entre as diferentes faixas etárias, como momentos em que os
diferentes grupos poderão atuar em atividades e níveis diversos.

Alimentação
A alimentação dos jovens participantes será fornecida p-ela colônia. A cada dia
teremos um lanche no meio do período (por volta de 10h30min, na primeira semana, e
15h30min na segunda semana). O lanche constará basicamente de sucos e refrescos, frutas,
sanduíches e cereais.

Transporte
Será feito em ônibus especializados em transporte escolar e passeios turísticos, com o
valor incluído no preço da colônia.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
84

Local de encontro
Os participantes deverão ser entregues diretamente aos responsáveis pela colônia,
sempre no ponto de encontro oficial, no caso seria viável, nas tendas em frente ao prédio da
administração do Parque Zôo Arruda Câmara. Este será também o local de encontro na saída
dos jovens para serem encaminhados ao ônibus. Caso haja alguma necessidade urgente de
contato com algum integrante por parte de seus responsáveis durante o horário da colônia, este
deve ser feito através de um responsável que ficará nas tendas, com um telefone próprio e bem
divulgado a todos, no qual entrará em contato com o participante procurado pra que este em
caso necessário retorne a ligação.

Segurança
Onde serão realizadas as principais atividades da colônia, é o local onde se encontram
as equipes de segurança e resgate do estabelecimento. Todas as atividades ocorrerão em torno
do prédio da administração e das tendas de apoio.
Os profissionais envolvidos são qualificados e as atividades foram elaboradas de
forma a não criar situações de risco para os jovens participantes.

O que vestir e o que levar
Vestir:
 Roupas leves e confortáveis;
 Tênis e meia;
 Boné;
Levar:
 Uma muda de roupa a cada dia, caso ocorra algum imprevisto como chuva;
 Repelente de insetos (leve o seu próprio antialérgico, com as instruções de uso
assinadas pelo responsável);
 Protetor solar;
 Garrafinha para água;
 Mochila;
 Cangas ou panos para que possam ser estendidos no chão;
Opcionais:
 Lente de aumento;
 Máquina fotográfica;
 Lanterna;
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85

Distribuição das atividades
Já nos primeiros dias de programação da colônia, desenvolveremos caminhadas ao ar
livre. Ao longo das trilhas, iremos explorar características biológicas, históricas, ecológicas e
muitas curiosidades que irão surgindo pelo caminho, sempre de forma leve e divertida,
aproveitando para aguçar os sentidos para os sons, as cores, os cheiros da mata, reforçando
laços com o meio natural.
De volta das trilhas, vamos realizar lanches e explanar um pouco sobre assuntos
importantes, de forma a despertar o interesse sobre assuntos como o impacto do homem sobre
ambientes naturais, e o que podemos e devemos fazer individualmente para diminuir essas
agressões. Vamos olhar principalmente para o lixo que produzimos em escala cada vez maior,
por ser uma de nossas mais freqüentes e maiores agressões à natureza, tanto pelo espaço que
ocupa, poluindo ambientes, quanto pelo imenso desperdício de matéria prima que ele
representa. Distribuiremos sacolas de lixo e livrinhos auto - explicativos sobre manutenção e
reciclagem do lixo para que os jovens (crianças e adolescentes) já comecem a desenvolver na
prática as idéias.
Através das várias oficinas, como a de reaproveitamento de materiais, os jovens
participantes terão a oportunidade de colaborar de forma extremamente criativa e lúdica para a
preservação da natureza, utilizando sucatas para a construção de brinquedos, esculturas e
outras utilidades.
A prática de jogos e brincadeiras durante a programação será para recreação dos
integrantes. Estas práticas serão realizadas nas áreas adequadas, indicadas pelos responsáveis
do Parque Zôo Arruda Câmara.
Os dias serão assim, divididos entre trilhas, a aventura de conhecer o meio natural do
parque e um ecossistema que influencia na nossa qualidade de vida. Fazer amigos, lanches e
oficinas, de forma que, ao longo da semana, os jovens possam ir desenvolvendo uma
“intimidade” com a natureza, que se sintam verdadeiramente “em casa” quando retornarem ao
parque, e que ao mesmo tempo saibam como e porque ajudar na preservação de ambientes
como este escolhido pelo projeto.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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Quadro explicativo da distribuição das atividades
1º DIA:
8:00/8:30 ou
13:00/13:30
8:30/10:00 ou
13:30/15:00
10:00/10:30 ou
15:00/15:30
10:30/12:00 ou
15:30/17:00
12:00/12:30 ou
17:00/17:30
•Recepção/ apresentação
•Caminhada ecológica
•lanche
•oficina: reciclagem
•brincadeiras com danças folclórica e despedida do
grupo.
2º DIA:
8:00/8:30 ou
13:00/13:30
8:30/10:00 ou
13:30/15:00
10:00/10:30 ou
15:00/15:30
10:30/12:00 ou
15:30/17:00
12:00/12:30 ou
•Recepção
•Caminhada ecológica
•lanche
• Oficina para fabricação de remédios medicinais
• brincadeira de adivinhação, envolvendo personagens
folclórica e despedida.
17:00/17:30
3º DIA:
8:00/8:30 ou
13:00/13:30
8:30/10:00 ou
13:30/15:00
10:00/10:30 ou
15:00/15:30
10:30/12:00 ou
15:30/17:00
12:00/12:30 ou
17:00/17:30
•Recepção
•Caminhada ecológica
•lanche
•oficina: reflorestamento
•brincadeiras folclórica e despedida do grupo
4º DIA:
8:00/8:30 ou
13:00/13:30
8:30/10:00 ou
13:30/15:00
10:00/10:30 ou
15:00/15:30
10:30/11:30 ou
15:30/16:30
11:30/12:30 ou
16:30/17:30
•Recepção
•Palestras com convidados
•lanche
• Apresentação de grupos folclóricos
• Pequena festa folclórica, apresentação dos trabalhos
realizada nas oficinas e despedida.
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87
Planejamento Físico do Projeto
O aspecto físico do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara permanecerá com a mesma
estrutura, apenas será viável sua revitalização.
Aspectos da Sustentabilidade Econômico – Financeira
Levantamento de custos para a implantação do projeto
DISCRIMINAÇÃO
01. Material de Distribuição para os Participantes
UNID.
QUANT.
P.UNIT. (R$)
P.TOTAL (R$)
Camisetas
Livrinhos auto-explicativos
Sacos de lixo
Água
02.Ingredientes e Utensílios Utilizados para o Lanche
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
40*
40
160
80
6,00
4,00
0,25
0,50
240,00
160,00
40,00
40,00
Copos descartáveis
Pratos descartáveis
Talheres descartáveis
Papel alumínio
Pão integral
Frango
Queijo mussarela fatiado
Tomate
Alface
Laranja
Maça
Abacaxi
Chá
Suco (plástico) industrializado
Bolo caseiro
Goiabada
Bombons nego-bom
03.Material Utilizado para Oficinas
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Kg
Kg.
Kg
kg
Unid.
Unid.
Kg
Unid.
Unid.
L
kg
Unid.
Kg
100
40
100
1
8
8
8
2
8
120
24
24
2
60
16
16
4
0,27
0,09
0,10
3,30
5,50
3,00
11,00
1,30
0,60
0,13
2,70
0,50
2,70
4,00
3,50
3,00
7,00
2,70
3,60
10,00
3,30
44,00
24,00
88,00
2,60
4,80
15,60
64,80
12,00
5,40
240,00
56,00
48,00
28,00
Lápis grafite
Borracha
Papel A4
Pranchetas
Bacia (plástico) pequena
03.Mobiliário
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
48
48
1
41
41
0,20
0,30
3,50
2,50
1,00
9,60
14,40
3,50
102,50
41,00
Tendas de porte médio
Mesa quadrada (plástico)
Cadeira bistrô (plástico)
04.Transporte
Unid.
Unid.
Unid.
2
6
22
220,00
48,00
22,00
440,00
288,00
484,00
Aluguel da Van
05.Material utilizado para Brincadeiras
Dia
8
60,00
480,00
Aluguel de som (médio porte)
06.Material preventivo**
Dia
8
60,00
480,00
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
88
Kit primeiros socorros (completo)
Unid.
10
36,00
TOTAL DA IMPLANTAÇÃO
360,00
R$ 3.835,80
* O projeto visa atrair uma demanda de 20 participantes por semana.
** No material preventivo será incluso somente o kit de primeiros socorros, os demais
medicamentos serão por conta dos participantes.
Levantamento de custos com a operação do projeto
DISCRIMINAÇÃO
Quant. Pgto.Unit.(R$) Pgto. Total(R$)
Profissional de Reaproveitamento e Reciclagem de Materiais
1
R$ 500,00
R$ 500,00
Biólogo
1
R$ 900,00
R$ 900,00
Educador Ambiental
1
R$ 550,00
R$ 550,00
Guia de Ecoturismo
1
R$ 750,00
R$ 750,00
Engenheiro Florestal
1
R$ 900,00
R$ 900,00
Turismólogo (organizador de eventos)
1
R$ 900,00
R$ 900,00
Animador Turístico
2
R$ 750,00
R$ 1500,00
TOTAL
R$7000,00
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
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APÊNDICE – B
Universidade Federal da Paraíba
Centro de Ciências Sociais Aplicadas
Curso de Administração
Questionário de pesquisa aplicado para visitantes no Parque Arruda Câmara
1- Onde você reside?
( ) João Pessoa ( ) Campina Grande ( ) Cabedelo ( ) Outros: ____________________
2- Qual sua faixa etária?
( ) até 10 anos ( ) 11 à 20 anos ( ) 21 à 30 anos ( ) 31 à 40 anos ( ) acima
3- Com que freqüência você visita o parque?
( ) 1ª Vez
( ) mensalmente
( ) eventualmente
( ) semanalmente
( ) anualmente
4- Pretende voltar a visitar o Parque?
( ) Sim ( ) Não
5- O que mais lhe chama/chamou atenção do parque?
( ) Natureza ( ) Animais ( ) Área de lazer ( ) Tranqüilidade ( ) Outros.
6- Qual o aspecto do parque que mais lhe desagradou durante a visita ao parque?
( ) Segurança ( ) Limpeza e Higiene ( ) Trat. Dos Animais ( ) Lazer e recreação
( ) Outros
7- Qual a estrutura do parque que você considera necessária uma reforma?
( ) Sinalização ( ) Trilhas ( ) Viveiros ( ) Áreas de lazer(playgroud, praças, piscina)
( ) Quiosques ( ) Orquidário ( ) escola do meio Ambiente ( ) Museu ( )Nenhum ( ) outros
8- Qual a sua opinião sobre a infra-estrutura do parque (banheiros, bares, restaurantes, equipamentos
de lazer)?
( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssima
9- Você acha que o parque precisa ser mais bem aproveitado?
( ) Sim ( ) Não
10- Em sua opinião a bica pode ser considerada um atrativo para as comunidades locais ou turistas?
( ) Sim. Por que?____________________________________________________________
( ) Não. Por que?____________________________________________________________
11- Você concorda com o desenvolvimento de um programa de marketing ecológico,através das
ações das empresas preocupadas com o meio ambiente e com o aspecto social, no sentido de que essas
ajudassem na revitalização do parque em troca de sua divulgação?
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
12- caso existisse um programa de colônia de férias para pequenos jovens, visando à conscientização
ambiental, através da ajuda de empresas, em sua opinião você acha que teria sucesso? Por quê?
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
90
ANEXOS
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
91
Anexo A
Planta da Cidade de João Pessoa, onde podemos visualizar a área do Parque Arruda Câmara
Fonte: www.joaopessoa.gov.pb.br, 2008.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
92
ANEXO B
Planta do entorno da Bica, onde podemos visualizar o Parque Arruda Câmara e o Jardim
Botânico Benjamin Maranhão.
Fonte: www.mapas.bol.com.br, 2008
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
93
ANEXO C
Fotos da Bica
Foto 15: Palmeiras Imperial, localizadas dentro da Bica
Fonte: Ricardo Amaral, coleção 1000 imagens da Paraíba, 2000.
Foto 16: Portal de entrada do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Foto 17: Trilha da entrada principal do Parque
Fonte: Ricardo Amaral, coleção 1000 imagens da Paraíba, 2000.
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
94
Foto 18: A Ilha dos Macacos do Parque
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Foto 19: Piscina desativada localizada dentro da Bica
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Foto 20: Playground – Área de lazer do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Fonte: Pesquisa de campo (2008).
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
95
Foto 21: Esgoto aberto na área dentro do Parque
Fonte: Pesquisa de campo (2008).
Foto 22: Material reciclável feito por antigos alunos da Escola do Meio Ambiente
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
Foto 23: Recinto dos felinos após reforma
Fonte: Pesquisa de campo (2008)
O Marketing Ecológico e sua Contribuição para a Gestão do Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
96
ANEXO D
Relação dos Animais Existentes na Bica
Fonte: Administração da Bica, 2008.
RELAÇÃO DE ANIMAIS
(DEZEMBRO 2007)
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97
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Lucila Bruna Rodrigues Lima - CCSA