Testamentos e Codicilo Adailton Gomes de Freitas Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução Todo ser humano pode manifestar suas declarações de última vontade; em termos de bens, desejos e posses o Testamento e o Codicilo são os instrumentos legais para isso. O objetivo deste trabalho é sintetizar o conhecimento jurídico a respeito destes documentos, enriquecendo o acervo literário da academia e ampliando a participação da sociedade no uso desses instrumentos. Para isso, descreve os apontamentos básicos de testamentos e codicilos, apresenta os tipos de testamento, bem como os procedimentos que envolvem o registro e os deveres do testamenteiro. Metodologia Este trabalho se configura numa pesquisa descritiva (por escrever as características de um objeto de estudo) e explicativa (pois pretende identificar os fatores que contribuem para a ocorrência e o desenvolvimento de um determinado fenômeno). Tem uma construção de cunho qualitativo, e foi alimentado através de um levantamento bibliográfico em material selecionado por acessibilidade com numa análise que não escondeu a parceria da literatura com a experiência vicária. Resultados Compreendido como a justa manifestação da vontade de um indivíduo sobre aquilo que ele quer que se faça depois da sua morte, o testamento é um documento regido pelo Código Civil Brasileiro. Pode se apresentar de diversos tipos (público, cerrado, particular, marítimo, aeronáutico, militar e/ou nuncupativo) e requer deveres tanto por parte de seu autor, quando belos beneficiários diretos bem como por todos aqueles envolvidos para sua efetivação. O codicilo é um documento que, apesar da semelhança com o testamento, é praticamente desconhecido pela sociedade e até mesmo por juristas. Seu conteúdo também expressa uma última vontade de alguém, no entanto, é destinado a itens de pequeno valor ou recomendações para serem atendidas e cumpridas, t bé após também, ó a morte t do d seu autor. t Conclusões A prática do testamento é muito antiga e, apesar de sua popular utilização/entendimento no meio informal, os trabalhos acadêmicos apresentam uma conceituação macro, à luz do direito. Assim, com o propósito de dissertar à ciência e à sociedade em geral este conhecimento formal, conclui-se este trabalho, despertando o desejo na prática da disposição testamentária. Referências Bibliográficas BRASIL. Código civil. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2002. FIUZA, César. Direito civil: curso completo. 1ª ed. revista, atualizada e ampliada. Belo Horizonte: Del Rey, 2007. GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro. 2ª ed. d Revista, R i t ampliada li d e atualizada. t li d São Sã Paulo: P l Saraiva, S i 2008. MAXIMILIANO, Carlos. Direito das sucessões. 4ª ed., volume 1. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1958. Área d Á de P Preservação ã P Permanente t de Reservatórios Artificiais no Estado de Minas Gerais Adriano Henrique da Silva Oi t d Orientadora: Prof. P f Dra. D Valéria V lé i Cristina C i ti Farias Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Ambiental Introdução O cenário brasileiro é representado por grandes alagamentos artificiais em virtude das usinas hidrelétricas. Neste cenário, o estado de Minas Gerais figura como um dos que detêm a maior superfície alagada artificialmente. Devido à existência de duas normas distintas em vigor, que fazem menção às Áreas de Preservação Permanente (APP) em reservatórios artificiais, com adoção de também distintas medidas métricas, faz-se necessário estudar qual ordenamento jurídico a adotar para tão contraditória questão. Resolução CONAMA 302/2002 dita 100 metros e APP para lagos artificiais. Lei Estadual 14.309/2002 dita 30 metros. Qual destas normas a se seguir no Estado de Minas e por quê? ê? Metodologia O tema do trabalho é de grande relevância porque debate as divergências de normas que influenciam diretamente a população e os proprietários de áreas às margens dos reservatórios artificiais, estes possuem grande extensão no estado de Minas Gerais. Foi utilizado o método hipotético-dedutivo para estudar as várias bibliografias pesquisadas e as normas jurídicas envolvidas ao escopo do assunto. O objetivo deste trabalho foi o de estudar com imparcialidade as normatizações acerca da quantificação das Áreas de Preservação Permanente ao redor de lagos e reservatórios artificiais, sua importância e os conflitos sócio-economico-ambientais advindos de sua necessidade. Resultados O poder regulamentar é a faculdade de explicar a lei para a sua correta execução. É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo MEIRELLES (2011). CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE (CONAMA) órgão consultivo e deliberativo (Lei 6.938/81). Tem por finalidade “assessorar”, “estudar” e “propor” di t i diretrizes de d políticas líti governamentais t i para o meio i ambiente e os recursos naturais ao Conselho de Governo (MEDAUAR, 2010). Resolução 302/2002 do CONAMA: ineficaz. Competência supletiva e complementar dos estados, Art. 24, § 3º, CF. C Competência tê i d da União U iã para llegislar i l sobre b normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados (FERREIRA, 2002). Lei Estadual 14.309/02 - estabelece de forma legal 30 metros de APP. Conclusões Concluiu-se com a realização desse trabalho que a adoção de trinta metros de faixa marginal ao redor de lagos e reservatórios artificiais, mais especificamente os de usinas hidrelétricas, está perfeitamente respaldados nos moldes da Constituição da república Federativa do Brasil e da Lei Estadual 14.309/02. E ainda, que o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, está descreditado constitucionalmente de regulamentar ou suprir o Código Florestal Brasileiro, visto que a Política Nacional de Meio Ambiente – Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981, que é a lei de sua instituição, não previu como de sua competência o poder de regulamentar e nem de legislar plenamente. E nem pudera, pois tais competências são, respectivamente do Chefe do Poder Executivo e do Legislativo. Referências Bibliográficas MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 37ª ed., São Paulo: Atlas S.A., 2011. FERREIRA, Pinto. Curso de Direito Constitucional. 12ª ed., São Paulo: Saraiva, 2002. MEDAUAR, Odete (Org.). Coletânea de Direito Ambiental. 9ª ed., São Paulo: Revista Dos Tribunais, 2010. 2010 União Homossexual Alexandro Alves Veiga Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Civil Introdução A presente monografia aborda o conceito de homossexualidade, sua origem histórica, bem como a evolução e as formas de família, a união homossexual no direito e principalmente sobre a jurisprudência adotada por nossos tribunais. Neste trabalho, o objetivo é investigar o tratamento jurídico dado as uniões homossexuais no contexto do Estado Democrático de Direito, matéria que trata de um dos princípios fundamentais, ou seja, a dignidade da pessoa humana. Todos os indivíduos de uma sociedade têm o direito de desfrutar da proteção jurídica do Estado, sendo que o direito positivo brasileiro não dispõe de nenhuma norma que regulamenta as parcerias homossexuais, da mesma forma que também não existe norma proibitiva ibiti quanto t ao reconhecimento h i t dessas d uniões iõ homoafetivas, pois na verdade o que existe são posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais favoráveis e não favoráveis. Metodologia A metodologia utilizada para desenvolver o presente trabalho, teve como base as pesquisas bibliográficas onde foram buscados conceitos, referências, instrumentos legais relacionados sobre a homossexualidade, a família e a união homossexual, sendo também utilizadas informações pesquisadas na rede mundial de computadores, em sítios da Internet. Resultados Como a evolução humana tem se mostrado mais célere que a evolução do direito e que para manter o bem estar social, necessita do respaldo jurídico, há que se ressaltar que a jurisprudência pátria evoluiu de tal forma, que criou precedente para o conhecimento de pedidos formulados como no caso da união homossexual. Depois de reiteradas decisões dos Tribunais, reconhecendo as uniões homoafetivas como instituição familiar, aplicando a analogia com o instituto da união estável, mudo-se o posicionamento dos juízes, que antes julgavam tais casos como extintos sem resolução do mérito, alegando razão de impossibilidade jurídica do pedido ou em alguns casos que reconhecia de forma tímida, o liame através do direito obrigacional ou t b lhi t trabalhista. Conclusões Os juízes, enquanto não existe lei específica que regulamente a união homoafetiva, devem julgar as pretensões relacionadas à homoafetividade, valendo-se dos costumes, da analogia e princípios gerais de direito. Com o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal, da união estável para casais do mesmo sexo, iniciou-se um novo rumo nos direitos conquistados pelos casais homossexuais, com isso, alguns casais, já garantiram judicialmente o direito de efetuar a conversão da união estável em casamento. Conclui-se, portanto, que a união homossexual é uma realidade incontestável, que necessita ser regulamentada e amparada pelo Direito Positivo, cabendo então aos nossos legisladores normatizarem tais relações. Referências Bibliográficas BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ministro Ricardo Lewandowski inclui união homoafetiva no conceito de família. In: Notícias. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiasDetalhe.asp ?idConteudo=178876&caixaBusca=N> Acesso em: 26 de jul. 2011 DIAS, Maria Berenice. União homossexual: o preconceito e a justiça. Porto Alegre Livraria Advogado, 2006. TAVARES, Fernando Horta; Souza, I. A.; Ferreira, I. E. V.; Bontempo, T. V. Apontamentos para o Reconhecimento das Uniões Homossexuais face ao Paradigma do Estado Democrático de Direito. Virtuajus (PUCMG) v (PUCMG), v. 8 8, 2009 2009. Gestão de Florestas Públicas Álvaro Augusto dos Santos Orientadora: Profa. Dra. Valéria Cristina Farias Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Ambiental Introdução Florestas Fl t Públicas, Públi segundo d o art. t 3°, 3° inciso i i I, I da d Lei L i 11.284/2006, significa “florestas, naturais ou plantadas, localizadas nos diversos biomas brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal ou das entidades da Administração indireta”. No que concerne ao tema especificamente, tem-se a dizer que a gestão de florestas públicas é um tema novo, inserido no ordenamento jurídico pátrio através da citada legislação supra, que foi publicada em 02 de março de 2006, alterando a legislação sobre a matéria, criando, desta feita uma forma de gestão sustentável de florestas, evitando a exploração desenfreada que pudesse afetar o bioma. O que nos interessa na análise do tema consolidado na lei nº 11.284/2006 são as unidades de uso sustentável. A análise que se quer fazer com o presente trabalho é entender os mecanismos de gestão e o alcance dos impactos ambientais que decorrerão da permissão de exploração das florestas públicas. Metodologia Como a atividade C ti id d econômica, ô i em geral, l gera inevitável i itá l poluição, surge o dilema, preservar os recursos naturais para se garantir qualidade de vida para as presentes e futuras gerações humanas, bem como garantir a integridade dos demais seres vivos (fauna e flora) ou se permitir o desenvolvimento das atividades econômicas, de uma maneira sustentável, conservando-se os recursos naturais para que possam servir às atuais e às futuras gerações. Na primeira hipótese, estar-se-á agindo com uma visão biocêntrica do Direito Ambiental, enquanto estar-se-á desenvolvimento uma política econômica e social com uma visão antropocêntrica do Direito Ambiental, onde o Meio Ambiente é visto como um bem a serviço do homem, o qual tem a obrigação de dele cuidar para garantir a sua própria sobrevivência e bem-estar. bem-estar Nosso estudo é de grande importância para que possamos submeter a uma análise rápida, mas necessária para que se possa dimensionar as verdadeiras necessidades de se criar uma sociedade economicamente desenvolvida, porém viável sob o ponto de vista da vida em comum. Resultados O objetivo principal do estudo deste tema é entender que a permissão legal ensejará um problema maior, qual seja, o agravamento da exploração das florestas, agora sob a nomenclatura de gestão de florestas. O permissivo legal mascara a continuação da degradação ambiental, por que o próprio governo federal não reúne mecanismos eficazes de fiscalização para evitar danos ambientais. Aonde essa questão vai nos levar? O tempo dirá se o temor se tornará realidade. Creio que sim, mas nos leva sempre a ter certeza de que o principio que mais ordena a politica nacional brasileira é o de ‘levar vantagem a todo custo’, herança maldita deixada pelos colonizadores. Conclusões A lei está longe de ser um consenso e uma solução, ainda mais após anos e anos de exploração desordenada. O que se busca é aplica-la de forma correta, desconsiderando críticas que não levam a uma aplicabilidade prática, como alguns alardeiam alegando que a lei veio dar guarida à “privatização do território amazônico”, fato que realmente não se pode aceitar, pois a lei concede o direito de exploração sustentável e cria mecanismos de fiscalização, fato que não ocorria antes, daí a crítica dos exploradores irresponsáveis. Mas também não se pode esquecer que se trata de uma atitude ímpar, no sentido de buscar uma proteção ao meio ambiente de forma cadenciada, lenta, mas eficiente, não que o maior bem é a deixando de lado a necessidade de q vida humana e esta só será garantida com a preservação do meio em que vivemos, visando a proteção da fauna e flora em todos os níveis. Referências Bibliográficas Derani, Cristiane. “Direito Ambiental Econômico”, 3ª edição, Editora Saraiva, 2007, São Paulo. Fiorillo, Celso A. P. “Curso de Direito Ambiental Brasileiro”, 10ª edição, Editora Saraiva, 2009, São Paulo. Milaré, Édis, “Direito do Ambiente – A Gestão Ambiental em foco, Doutrina. Jurisprudência. Glossário, 5ª edição, Edit Editora R Revista i t d dos T Tribunais, ib i 2007 2007, São Sã Paulo. P l Motta-Roth, Déssiré e Hands, Graciela R., “Produção Textual na Universidade”, Editora Parábola, 2010, São Paulo. Sirvinskas, Luiz P.,” Manual de Direito Ambiental”, 8ª edição, editora Saraiva, 2010, São Paulo. T Tarrega, Maria M i Cristina C i ti V. V B., B “Direito “Di it Ambiental. A bi t l Desenvolvimento Sustentável”, editora RCS, 2007, São Paulo. O Crime André Boitchenco Catarino Orientador: Prof. Dr. Alexandre Sanches Cunha Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Penal Introdução Nesta obra o autor faz uma análise das origens do crime, das formas de prevenção e de combate ao mesmo, passando pelo estudo da maneira como o homem tratou este grave problema social no decorrer dos tempos, apontando a solução possível para o problema. O autor inclui nesta análise, um enfoque Bíblico sobre o crime. Metodologia A presente obra foi realizada com base na vivência do autor como advogado criminalista há mais de dez anos, em especial nas áreas do Tribunal do Júri, da Infância Criminal e na Justiça Criminal ordinária, em pesquisa bibliográfica com autores renomados de obras de Direito Penal, Processual Penal e Criminologia, e na Bíblia. Resultados A maneira correta de acabar com o crime é: 1. Seguir os mandamentos da Bíblia; 2. Amar ao próximo como a si mesmo; 3. Manter a família unida e sólida; 4. Promover a saúde por meio da boa nutrição e de exercícios físicos; 5. Educar seus filhos no lar, com amor, mas também com rigor; 6. Incluir nas escolas as seguintes disciplinas: caráter, honra, moral, ética, disciplina e religião; 7. Promover a igualdade social e o respeito ao próximo; 8. Promover um piso social mínimo de dignidade, custeado pelo Governo Governo, para aqueles que temporariamente não conseguirem se sustentar de maneira digna; 9. Promover o desenvolvimento da economia e da tecnologia, pois estas servem para sustentar o crescimento populacional; 10. Ter fé em Deus. Conclusões O crime deve ser tratado na origem e não remediado. “Ama ao próximo como a si mesmo” é a cura e também a extinção para o crime. Um sistema Penal amplo com muitos Juízes, Promotores, Advogados, Tribunais, Presídios e Delegacias, só se faz necessário quando o homem não segue os mandamentos de Deus de amar ao seu semelhante como a si mesmo. Estas instituições são apenas remédios paliativos, a cura do problema está no amor ao próximo, e o crime reside na falta dele. O ser humano em sua ignorância, faz guerras, institui nações, fronteiras, quando na verdade todos somos irmãos, e deveríamos promover o bem comum. Vai chegar um dia em que o homem vai se ver obrigado a enxergar esta t realidade, lid d seja j por meio i d da di diminuição i i ã do d espaço global, ou seja por meio do estrago ao meio ambiente. O egoísmo lega ao crime. Ou todos se unem, ou, será a extinção da espécie “Humana”. Referências Bibliográficas DEUS. Bíblia Sagrada. 59ª Edição. São Paulo. Editora Ave Maria. 1988. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. 2ª Edição. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira. 1986. HUGO, Victor. Os Miseráveis. 1ª Edição. São Paulo. Editora FTD. 2002. MIRABETE MIRABETE, Júlio Júli Fabbrini. F bb i i Manual M l de d Direito Di it Penal. P l 4ª Edição. São Paulo. Editora Atlas. 1989. MOLINA, Antonio García-Pablos; GOMES, Luiz Flávio. Criminologia. 7ª Edição. São Paulo. Editora RT. 2011. NORONHA, Edgard Magalhães. Direito Penal. 23ª Edição. São Paulo. Editora Saraiva. 1985. SÃO PAULO, PAULO Instituto Contra a Violência. Violência Disponível em: http://www.carceraria.org.br/fotos/admin/Sistema%20Pe nal/Segurança_Publica/Segurança_Cidadania_Conceito s.pdf. Acessado em 12/07/2011. WIKIPÉDIA. Enciclopédia Eletrônica Livre. Disponível em: www.pt.wikipedia.org/. Acessado em 13/07/2011. O Contrato de Compra e Venda de Imóveis Daniel Giatti Assis Orientador: Prof. Dr. Sergio g Carvalho de Aguiar Vallim Filho Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução Nos últimos anos diversos fatores fizeram com que a construção civil experimentasse significativa relevância na sociedade brasileira, proporcionando um grande avanço do setor imobiliário aumentando o número de negócios firmados através das diversas modalidades de contratos imobiliários de compra e venda. Raras são os estudos direcionados às tratativas preliminares a elaboração do contrato, que vão muito além do consenso entre coisa e preço. Esse fato nos levou a pesquisar o assunto e tentar demonstrar ao leitor quais os cuidados e precauções devem ser analisados e adotados antes da celebração de um contrato de compra e venda, demonstrando suas características e particularidades com ênfase na legislação contratual imobiliária brasileira, apresentando questões teóricas e práticas, bem como seus requisitos, formalidades e modelos básicos. Metodologia A metodologia aplicada se baseou na análise de Contratos de Compra e Venda de Imóveis, buscando encontrar em pesquisas de normas ligadas do direito imobiliário, em especial a Constituição Federal; o Código Civil; o Código do Consumidor; doutrinas e jurisprudências; artigos publicados em revistas especializadas e sites disponíveis na internet, material suficiente para identificar as generalidades e particularidades dos Contratos de Compra e Venda, de modo a propiciar uma dimensão multidisciplinar dos problemas jurídicos decorrentes do conteúdo do acordo estipulado entre as partes. Resultados O Trabalho de Conclusão de Curso nos permitiu demonstrar que os requisitos básicos para a celebração de um Contrato de Compra e Venda de Imóveis encontram-se amparados pelos princípios gerais e classificações atinentes aos Contratos. Foi apresentado um breve relato sobre os conceitos, efeitos, modelos e elementos incidentes sobre eles, conforme dispõe a legislação vigente e comparada, com ênfase na Constituição Federal Código Civil e Código do Consumidor. Demonstrou-se que tanto comprador quanto vendedor devem ter a prudência de adotar algumas cautelas antes de firmar um contrato de compra e venda, buscando o auxílio de advogados para verificar não só a legislação pertinente, mas principalmente as documentações do proprietário ou vendedor, e do imóvel, analisando a aptidão para a transação. Conclusões O Contrato de Compra e Venda traz direitos e muitas obrigações para ambas as partes e por isso deve seguir uma série de formalidades definidas tanto pela legislação quanto pelo costume, visando a preservação de interesses particulares até a proteção da função social da propriedade. Os elementos constitutivos dos contratos, representados pelo consentimento, coisa e preço, só garantem validade ao negócio jurídico desde que conjugados com as demais condições estipuladas pela legislação, isto é, agente capaz; o objeto lícito e a forma do contrato prescrita em lei. Referências Bibliográficas AZEVEDO, Álvaro Villhaça. Teoria Geral dos Contratos Típicos e Atípicos – 3ª Edição. São Paulo: Atlas. 2009. GAGLIANO, Pablo Stolze; FILHO, Rodolfo Pamplona. Novo Curso de Direito Civil: (Abrangendo o código de 1916 e o novo código civil). 5ª edição, São Paulo: Saraiva. Vol. 4 – Contratos, Tomo 1: Teoria Geral, 2009. NEGRÃO NEGRÃO, Theotonio; Th t i BONDIOLI, BONDIOLI Luis L i Guilherme G ilh Aidar; Aid GOUVÊA, José Roberto F. Código Civil e Legislação Civil em Vigor. 30ª edição. São Paulo. Saraiva, 2011. OLIVEIRA, James Eduardo. Código Civil Anotado e Comentado. Doutrina e Jurisprudência. 2ª edição. Rio de Janeiro. Forense, 2009. VENOSA VENOSA, Sílvio de Salvo. Salvo Direito civil: Contratos em Espécie. 10ª edição. São Paulo: Atlas – Coleção direito civil – Vol. 3, 2010. Direito Previdenciário Brasileiro e a Seguridade Social Denise Constante da Silva Freitas Orientador: Prof Prof. Dr Dr. Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução A presente monografia tem como objetivo tratar do tema relativo da Previdência no Brasil e a Seguridade Social. O objetivo institucional é a obtenção de título de pós graduado no curso de Pós-Graduação stricto sensu em Direito Previdenciário, enquanto o objetivo geral é apresentar aos operadores jurídicos uma abordagem sobre a conexão entre a teoria no século passado e o Direito Previdenciário Brasileiro nos dias de hoje. Metodologia Na presente monografia será analisado como o usuário adquire a participação na contribuição previdenciária, quem são os beneficiários, dependentes, os regimes previdenciários, na seguridade social, segundo dados da legislação, doutrina, periódicos e artigos de internet. Resultados O objetivo proposto na presente monografia foi esclarecer os tipos e as diferenças de beneficiários, benefícios e de aposentadorias na Previdência Social no Brasil. Conclusões O presente trabalho monográfico teve como objetivo geral discorrer sobre a Previdência Social no Brasil, abordando os beneficiários, os dependentes, os princípios da Seguridade Social. Ainda foi abordado a respeito dos tipos de Aposentadorias asseguradas pelo Regime Gerald de Previdência Social – RGPS, sendo algumas programáveis ou voluntárias e outras como a Aposentadoria por Invalidez não é programável, uma vez que gera invalidez, indesejável nas pessoas, e essa é imprevisível. E devido aos dependentes do segurado, a Pensão por Morte, às pessoas, como o cônjuge, a companheira, o companheiro, o filho, os pais e irmãos. O segurado que falecer aposentado ou não, os dependentes tem direito à Pensão por Morte. O Regime Geral de Previdência Social – RGPS assegura os Auxílios que ampara os segurados e sua família, como auxílio acidente, doença e reclusão. Referências Bibliográficas COSTA, Eliane Romeiro. Previdência Privada e fundos de pensão (Brasil, Chile e França). Goiânia: Lúmen Júris,1996. BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1988. SANTOS, Valmir Nascimento Milomem. Segurança J ídi da Jurídica d Previdência P idê i Complementar. C l t Disponível Di í l em: www.direitonet.com.br/textos/x/49/77/497/DN_Seguranc a_Juridica_da_Previdencia_complementar.>. Acesso em: 05 out 2011. BALERA, Wagner. Sistema de seguridade social. São Paulo: LTr, 2000. Disponível em: http://previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=26> . Acesso em: 10 out 2011. A Quebra do Sigilo Bancário pelo Fisco e o Direito à Intimidade: Reflexões sobre a Constitucionalidade do Artigo 6º da Lei Complementar 105/2001 Edvaldo Borges dos Santos Orientador: Prof. Dr. Marco Antonio Ruzene Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução O presente trabalho monográfico aborda aspectos gerais sobre a constitucionalidade do artigo 6º da Lei Complementar n°105/2001. No capítulo inicial do trabalho, se aborda a caracterização do Estado como sujeito tributante, considerando que apenas a Administração Pública como poder instituído, representando a sociedade, possui autonomia para realizar quaisquer tipos de ações envolvendo direitos de natureza pública, tais como aqueles afetos à Administração de tributos. O capítulo segundo trata mais especificamente da proteção normativa conferida ao sigilo bancário, atribuindo a este uma série de instrumentos de proteção para garantir a inviolabilidade do direto à privacidade como verdadeira construção principiologica constitucional. Faz-se no últi último capítulo ít l uma abordagem b d sistemática i t áti quanto t aos aspectos que permeiam a constitucionalidade do citado artigo 6º da Lei Complementar 105/2001, através da busca pelos seus objetivos pretendidos (realizando uma interpretação teleológica geral sobre a Lei), enfocando os motivos que levaram ao legislador a se inclinar sobre os problemas envolvendo a sonegação de tributos. Metodologia Utilizou-se como bases metodológicas para a construção do presente trabalho pesquisas jurisprudenciais e abordagem doutrinária, considerando como método escolhido o de revisão crítica de literatura. Resultados Os elementos de regulação do Estado por parte da Administração Fazendária se constituem inegavelmente como necessários à consecução dos seus objetivos finalísticos, tendo em conta que o fiel cumprimento das leis em sua grande maioria se encontra atrelado notadamente à fiscalização e à sanção quanto às atividades e procedimentos tributários. Verifica-se de forma clara que o legislador infraconstitucional concebeu sua produção legislativa com o intuito de otimizar e potencializar os meios necessários à consecução dos objetivos finais do Estado em favor da coletividade. Todavia, a mesma não deve ser admitida no ordenamento jurídico pátrio, vez que a referida Lei afronta mortalmente os princípios basilares que a constituição tit i ã d de 1988 julgou j l por bem b classificar l ifi como fundamentais, em especial os princípios da dignidade da pessoa humana e do direito à privacidade. Conclusões A legislação sob comento, ao autorizar em seu artigo 6º o Poder Executivo através dos seus órgãos fazendários a devassar informações de natureza estritamente privada dos contribuintes, incorre em prática eivada de inconstitucionalidade, haja vista que a Carta Magna não confere, em absoluto, esta prerrogativa ao Estado, somente admitida em situações de absoluta excepcionalidade, e ainda assim, mediante prévia manifestação do Poder Judiciário. Dúvidas não restam de que o artigo 6º da Lei Complementar 105/2001 é inconstitucional, porquanto afronta os mandamentos maiores da Constituição brasileira, razão pela qual não se vê alternativa senão concluir pela sua absoluta inaplicabilidade, sob pena de atentar t t contra t a segurança jurídica, j ídi pilar il em que se sustentam as relações entre os contribuintes e o Estado. Referências Bibliográficas AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. São Paulo: Saraiva 16ª ed. 2010. ARAÚJO, Luiz Alberto David; VIDAL, Serrano Nunes Júnior. Curso de Direito Constitucional – 7ª Ed. rev. atual. – São Paulo: Saraiva, 2003. BANDEIRA DE MELO, Celso Antônio. Curso de Direito Ad i i t ti Administrativo, São Sã Paulo: P l Malheiros, M lh i 2009. 2009 BOBBIO, Norberto. Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant. São Paulo, Mandarim, 2ª Ed.; Tradução: Alfredo Fait, 2000. BRASIL. Pet-QO 577 / DF - Distrito Federal Questão De Ordem Na Petição Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO. CANOTILHO CANOTILHO, J José éJ Joaquim i G Gomes. Direito Di it Constitucional e Teoria da Constituição. 6ª. Ed. Lisboa: Almedina, 2002. Garantias Constitucionais e o Direito Penal Elisete Vitale Modelli Orientador: Prof. Dr. Alexandre Sanches Cunha Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Penal Introdução Uma Constituição é a mais alta expressão do Direito e da Política numa sociedade. Assim sendo, o presente trabalho passa a analisar, mesmo que de forma breve, os seus diversos conceitos, aspectos e classificações doutrinárias, assim como os princípios constitucionais fundamentais, que formam o arcabouço da ordem constitucional. Procurou-se fazer breve apresentação do direito penal, sua evolução, suas escolas, além de breve retrospectiva do direito penal aplicado Brasil. Dessa forma, objetivou-se demonstrar os reflexos do Direito Constitucional frente ao Direito Penal, enfatizandose os principais princípios constitucionais penais limitadores do poder Estatal nas diversas Constituições Brasileiras e na atual Carta Constitucional. Metodologia O presente estudo adotou um modelo metodológico que funde monografia de compilação e monografia científica. Em vários momentos esses modelos tenderão a se combinar durante a realização concreta do trabalho monográfico: no estabelecimento das premissas de trabalho, nas pesquisas, no momento da elaboração técnica, no estabelecimento de conclusões, etc. Resultados As principais garantias constitucionais de caráter penal estão consubstanciadas, precipuamente, segundo a doutrina tradicional, nas garantias da inexistência de crime sem lei anterior que o defina - princípio da anterioridade da lei penal , bem como na inexistência de pena sem prévia cominação legal - princípio da legalidade ou tipicidade penal - previstas no art. 5º, inciso XXXIX, da Carta Magna vigente. Tais postulados constituem pressuposto necessário à segurança jurídica que deve permear as relações jurídicas de cunho penal. Tais garantias são também asseguradas pelo próprio Código Penal. Dessa forma, sempre que o Estado, através de suas instituições, se mostrar arbitrário, deve-se invocar as garantias constitucionais penais. Conclusões O estabelecimento de regras e princípios constitucionais implícitos ou explícitos dos Direitos e Garantias fundamentais contemplados pela atual Constituição Federal de 1988, compatíveis com a atual conjuntura política e social, representam importante limitação do poder Estatal onde não mais se admite um Estado arbitrário, causador de inúmeros abusos de poder. O Direito Penal como parte integrante da ordem jurídica, se vincula com a ciência do direito constitucional, formando um elo indissolúvel e influencia toda a legislação penal infraconstitucional, como forma de evitar a pratica de ilegalidade fixando-lhe parâmetros onde possa o Direito Penal ser aplicado conforme suas j em primeiríssimo p lugar g albergar g o diretrizes objetivando Princípio da dignidade da pessoa humana, constante logo no art. 1 Inciso III da atual Constituição Federal, o qual é dotado de natureza sagrada e de direitos inalienáveis e irrenunciáveis, representando toda a essência da humanidade. Referências Bibliográficas BASTOS, S OS Celso C Ribeiro. Curso C de direito constitucional. 21. ed. São Paulo: Saraiva, 2000. BATISTA, Nilo. Introdução crítica ao Direito Penal Brasileiro. Rio de Janeiro: Revan, 2007. BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 11. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2001. CANOTILHO CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Gomes Direito constitucional e teoria constitucional. 6. ed. Coimbra: Almedina, 1998. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 31. ed. São Paulo: Saraiva 2005. MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal. 17. ed., São Paulo: Atlas, 2001. MORAES, O S, Alexandre e a d e de. de Constituição Co st tu ção do Brasil as interpretada e legislação constitucional. 5. ed. São Paulo: Atlas 2005. REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva, 1980. ZAFFARONI, Eugênio Raúl. Tratado de derecho penal: parte general. Buenos Aires: Ediar, 1988. A Natureza Jurídica do Artigo 28 da Lei 11.343/06 Érika Dellaretti Guimarães Orientador: Prof. Dr. Alexandre Sanches Cunha Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação em Direito Penal Introdução Este trabalho aborda como tema principal o estudo sobre a natureza jurídica do artigo 28 da Lei 11.343/2006 com as divergências existentes na doutrina e posicionamento jurisprudencial. As inovações trazidas pela Nova Lei de Drogas trazem um novo conceito de drogas, a política criminal adotada ao usuário/ dependente, a diferenciação de usuário e traficante e a nova postura adotada em relação ao usuário de drogas. Foi trazida à tona, então, a discussão, após a criação da Lei 11.343/06, acerca da descriminalização / despenalização quanto à conduta do usuário de drogas, traçando-se um comparativo entre a legislação anterior e a atual atual. Metodologia Foram realizadas diversas pesquisas a respeito do uso de drogas ao longo da história , incluindo tipos , nomes, formas e contextos no uso das drogas, interelação com as civilizações e como as sociedades em variadas épocas conviviam com as drogas, e como eram toleradas. O enfoque sobre as drogas tornou-se mais amplo e discutido a partir do final do século XIX, havendo uma mudança no paradigma quando, dentre outros aspectos, foi atribuída às drogas a dependência. Além disso, passou-se a considerar o contexto sócio-cultural como grande influenciador dos usuários. Após a virada do século é que foi dada ênfase à tentativa de controle e repressão das drogas , iniciando-se uma evolução legislativa e regulamentação do uso indevido de drogas , como foi pesquisado neste trabalho , até chegarse nas normas legislativas e jurisprudenciais atuais. Resultados No final do século XIX XIX, o Brasil passou a se preocupar mais com condutas ilícitas relacionadas às drogas, que , na época, eram chamadas substâncias entorpecentes,vigorando um Código Penal que previa como ilícita a conduta do tráfico. A partir daí, vários decretos foram instituídos , a citar-se o Decreto 4.294/1921 que foi a primeira legislação específica sobre b uso de d drogas d com cominação i ã de d pena. O DecretoD t Lei 891/38 fez considerações de crime o consumo de substâncias entorpecentes e de conduta de traficar , trazer consigo ou possuir. O Código Penal de 1940 tipificou o tráfico de drogas, porém entrou em divergência com o Decreto-Lei 891/1938 por não cuidar do porte de drogas para consumo pessoal, então tã em 1968 1968, com o Decreto D t 385, 385 voltou-se lt a prever a criminalização de porte para uso próprio com pena igual ao crime de tráfico. A Lei 6.368/1976 diferenciou traficante, usuário e dependente, porém todos eram considerados criminosos, sem distinção de penas, ou sem se preocupar , se o dependente era doente, inimputável. Conclusões A Lei 11.343/2006 revogou as anteriores que disciplinavam a matéria sobre drogas, com uma distinção objetiva entre usuário/dependente e traficante, abordando a política adotada em relação a cada um deles. A primeira e grande diferença foi sobre as penas aplicadas a cada um deles. Ao usuário as penas seriam de advertência, prestação de serviços à comunidade, medida educativa, não prevendo mais a pena privativa de liberdade, conforme consta no artigo 28.No entanto , ao traficante, o legislador dispensou pena mais severa com privação de liberdade, de acordo com o artigo 33. Após a criação da Nova Lei de Drogas, duas correntes se formaram: descriminalização x despenalização. Através dos estudos das leis, leis doutrinas e jurisprudências pudemos perceber que não houve descriminalização pois não ocorreu legalização no uso de drogas, continuando a ser crime o seu uso. Referências Bibliográficas ANDREUCCI, Ricardo Antonio. Legislação Penal Especial. 6. ed. – São Paulo: Saraiva, 2009. CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal – Legislação Penal Especial – vol. 4 – 4. ed. – São Paulo: Saraiva, 2009. GERSON, Fernando. O novo sistema nacional de políticas públicas sobre drogas e a flexibilização do modelo criminal i i l repressivo. i I In: CALLEGARI, CALLEGARI A André d éL Luís; í WEDY WEDY, Miguel Tedesco (orgs.); CALLEGARI, Luis et al. Lei de Drogas: aspectos polêmicos à luz da dogmática penal e da política criminal. Porto Alegre; Livraria do Advogado Editora. 2008 GOMES, Luiz Flávio. Dos Crimes e das Penas. In: GOMES, Luiz Flávio; BIANCHINI, Alice; CUNHA, Rogério Sanches; OLIVEIRA, William Terra de. Nova Lei de Drogas Comentada (artigo por artigo). São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006. GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Nova lei antidrogas comentada: crimes e regime processual penal. 3. ed. Curitiba: Juruá, 2009 Benefícios Por Incapacidade: Aspectos da Perícia Médica Flávio Pinheiro Junior Orientador: Prof Prof. Dr Dr. Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução O presente estudo tem como tema central a perícia médica, avaliando a sua importância para a obtenção de benefício por incapacidade, seja na esfera administrativa ou judicial. Os benefícios por incapacidade visão socorrer o segurado em momentos não programados e de maior fragilidade, assim fica claro a grande importância destes benefícios no contexto social, fator este determinante na escolha do tema, além é claro do envolvimento diário do autor com o direito previdenciário. Para a correta abordagem do tema foi necessário apresentar a evolução histórica da seguridade social no mundo e mais especificamente no Brasil. Os benefícios por incapacidades também foram esmiuçados esmiuçados, bem como a conceituação de incapacidade, perícia médica, perito médico e do exame médico pericial. Tal estudo culminou na analise dos efeitos sociais e jurisdicionais das perícias médicas. Metodologia A metodologia aplicada neste trabalho, quanto aos meios, foi à pesquisa bibliográfica, documental, telematizada, conforme descrito abaixo: Bibliográfica para fundamentação teórica do trabalho, realizada investigação na literatura especializada, tais como: livros, artigos e demais publicações científicas pertinentes ao tema, tendo como objetivo obter o conhecimento teórico, e ainda ilustrar com o posicionamento de vários autores a respeito deste estudo, obtendo-se uma maior compreensão a respeito do tema. Documental, foi utilizado como fonte documentos, relatórios e pesquisas internas, estatísticas, manuais e instruções normativas emitidos pelo INSS, com o intuito de conhecer e compreender melhor os procedimentos administrativos dos benefícios por incapacidade. Telematizada: A internet também foi utilizada como ferramenta e fonte de pesquisa por ser esta uma fonte volumosa de informações, e por garantir de forma rápida o acesso a dados atuais que foram agregados a este trabalho. Resultados O principal resultado do presente trabalho foi constatar a importância da perícia médica para a concessão ou não do benefício requerido pelo segurado. Tal importância é verificada tanto na esfera administrativo aonde a perícia médica é promovida por um médico perito funcionário do INSS, quanto na esfera judiciária onde a perícia médica é promovida por um médico perito a escolha do julgador. Conclusões A perícia média administrativa tem a autoridade máxima para definição da incapacidade e seus reflexos na profissiografia do requerente de benefício por incapacidade. A conclusão pericial no primeiro momento nega ou concede o benefício por incapacidade e em um segundo momento pode prorrogar ou alterar ou cancelar o tipo de benefício. Também tem a função de avaliar a possibilidade do segurado participar de projetos de reabilitação ou habilitação. Já no contexto jurisdicional a principal função da perícia médica não é a de decidir como na esfera administrativa mas sim de proporcionar ao magistrado um documento técnico com conclusões objetivas sobre a incapacidade ç ou do autor,, informando as características das doenças lesão, seus reflexos no perfil profissiográfico do segurado e ainda de determinar as datas de inicio da doença e da incapacidade e as possibilidades técnicas para a reabilitação para outra função. Referências Bibliográficas CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de direito previdenciário. Florianópolis: Conceito Editorial, 2008. CORREA, Marcus Orione Gonçalves; CORREA, Érica Paula Barcha. Curso de Direito da seguridade social. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. DELGADO DELGADO, M Maurício í i Godinho. G di h Curso C de d direito di it do d trabalho. 6. ed. São Paulo: LTr, 2007. IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de direito previdenciário. 14. ed. Niterói-RJ: Impetus, 2009. MARTINEZ, Wladimir Novaes. Previdência social. São Paulo: LTr: 1998. T. II. MARTINS MARTINS, Sergio S i Pinto. Pi t Direito Di it d da seguridade id d social. i l 10. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2009. V. 14. SETTE, André Luiz Menezes Azevedo. Direito previdenciário avançado. 2. ed. Belo Horizonte: Mandamentos, 2005. A Tributação pelo ISSQN da Atividade Notarial e de Registros e o Fisco Municipal Geisa Cristina de Souza Siqueira Machado Orientador: Prof. Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução Uma grande controvérsia relacionada ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza municipal é a tributação dos serviços notariais e de registros. Tornou-se tema recorrente nos cursos e palestras destinados aos servidores das administrações tributárias municipais, da qual o pesquisador faz parte. Até pouco tempo atrás os serviços cartorários não sofriam incidência do ISSQN, beneficiados por privilégios inconcebíveis em nosso tempo. A Constituição Federal de 1.988 reconheceu que os serviços notariais e de registros são prestados em caráter privado por delegação do Poder Público ao particular titular da serventia. Seguiu-se a expressa previsão da incidência do ISSQN dos serviços notariais, cartorários e de registro pela Lei Complementar Federal nº 116/2.003. Desde então as Fazendas Públicas Municipais lutam para constituir os créditos tributários de ISSQN a que teriam direito. Metodologia Como metodologia de trabalho foi realizada pesquisa bibliográfica e documental da doutrina, legislação e jurisprudência (principalmente dos tribunais superiores), efetuando-se uma interpretação sistemática, de modo a estabelecer o alcance e sentido das normas jurídicas pertinentes à matéria. Aliás, é a interpretação o método de investigação científica próprio do direito. Resultados O trabalho sustentou a legitimidade da exação do ISSQN sobre os serviços notariais e de registro, identificou o regime de tributação por alíquotas “ad valorem” como o adequado à atividade e indicou os procedimentos a serem adotados pelas administrações tributárias municipais para constituição dos créditos a que tem direito. Incide ISSQN Q sobre a prestação p ç de serviços ç notariais e de registros públicos e o titular da serventia extrajudicial é o sujeito passivo da obrigação tributária. Cumpre aos Municípios, de forma a atender o caráter arrecadatório do ISSQN e corrigir distorções tributárias, tributar os Notários e Registradores por alíquota ad valorem. As auditorias fiscais e os jurídicos municipais devem estar preparados para possíveis enfrentamentos. enfrentamentos Conclusões Confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIN 3.089 a constitucionalidade da Lei Complementar 116/2003 que incluiu os serviços notariais e de registro na lista dos serviços tributáveis pelo ISSQN. Em relação à base de cálculo do imposto prevalece nos tribunais superiores o entendimento que não se configura como serviço prestado em caráter pessoal tributável por alíquotas fixas. O atendimento ao princípio constitucional da capacidade contributiva está implícito no reconhecimento da incidência do ISSQN com base na remuneração recebida pelo titular da serventia pelos serviços efetivamente prestados. Os Municípios devem incluir a atividade na Lista de Serviços Municipal e as Fazendas Públicas tem o poder e o dever de apurar e constituir o crédito tributário devido mediante a aplicação da alíquota ad valorem sobre a base de cálculo do imposto. Referências Bibliográficas MANGIERI, Francisco R.; MELO, Omar Leite. ISS sobre Cartórios. 1ª. edição. Bauru: EDIPRO, 2.008. NUNES, Alexandre Gomes. Cartórios: ISS calculado sobre o preço do serviço. Jus Navegandi, Teresina, ano 14, n. 2155, 26 maio 2009. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/1279. Acesso em 06/06/2011. SILVA, Ricardo Almeida Ribeiro da. A incidência do ISSQN sobre os serviços de registro público, cartório e notariais. Itens 21 e 21.1 da lista anexa à Lei complementar nº 116/03. Jus Navegandi, Teresina, ano 9, n.303, 6 maio 2004. Disponível em http://jus.uol.com.br/revista/texto/5135/a-incidência-doissqn sobre servicos de registro publico cartorio e issqn-sobre-servicos-de-registro-publico-cartorio-enotariais. Acesso em 09/06/2011. Direito do Consumidor e as Relações de Consumo Gilson Dias Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Consumidor Introdução Em decorrência da intensificação dos arrolamentos consumeristas, múltiplos são os encargos instituídos aos fornecedores de artigos e misteres, no que profere deferência ao episódio e ao vício do produto, diante o consumista termo. A carga pelas relações de consumo se reparte em Responsabilidade pelo caso do produto e serviços e Responsabilidade pelo vício do produto e serviços, constituindo o esboço proporcionado, somente enfocado no produto vicioso, arts 12 e 18 do Código de Defesa do Consumidor. 12 do Código de Defesa do Consumidor, assim como solidariamente, através do embasamento do artigo 18 do próprio Código. Pelo evento objetivo, objetivo proporcionado neste trabalho, trabalho constituirá complementado que o comerciante não poderá ser culpado pelo vício de predicado do produto, tão pouco subsidiariamente, nem bem aquém solidariamente, revolvendo-se inadmissível a aplicação da repreensão pelo Órgão Fiscalizador - IPEM/SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo). Metodologia A análise proporcionada é de evidencio teórico, com baldrame na legislação, doutrina e jurisprudência pátria, empregando do uso da ABNT para a confecção e redação do próprio trabalho, constituído pela parte introdutória, o desenvolvimento, as considerações finais e as referencias bibliográficas empregadas na confecção do mesmo. Resultados RESPONSABILIDADE CIVIL, A LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. O evento causador da responsabilidade civil, sob a luz do Código Civil é o ATO ILÍCITO, aquisição do Direito moderno, examinada e conquistada pelos alemães do período XIX. 186 do Código Civil. Anteriormente do aparecimento do Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade civil pelos fornecedores constituía conseguida com o aproveitamento do art. 18 a 20, os dois, do Código de Defesa do Consumidor. Responsabilidade pelo fato do produto. No preceito brasileiro, a responsabilidade do produtor, independe de culpabilidade, como espalha o art.12 do Código de Defesa do Consumidor. O Código de Defesa do Consumidor antecipa a responsabilidade civil do fornecedor pelo vício d artigo, do ti ao mesmo período í d em que disciplina di i li as concernentes medidas repressivas, a serem cominadas por empreendimento do consumidor a ser indenizado. Na responsabilidade por vício do artigo, lembra-se a experiência da responsabilidade solidária, a qual não é deparada na responsabilidade pelo acontecimento do produto. Conclusões No término da elaboração desse tema acerca do Direito do Consumidor e as Relações de Consumo, pode ser abordado à rigor e conforme a doutrina e o código de defesa do consumidor, os preâmbulos que originaram as relações de consumo foram de maneira gradativa evoluindo a se terem um âmbito mais plausível para as garantias dos consumidores e ao mesmo dos a segurança de que os produtos comercializáveis não possuíssem vícios de consumo, instituindo portanto uma melhor qualidade de produto entregue ao mercado. O fator mais interessante, aludido no referente tema, estudado ao longo do delineamento e desenvolvimento do mesmo, foram as qualidades e os predicados e valores que aos poucos q p foram se impetrando p ao consumidor,, como real detentor de direitos aos seus produtos e serviços adquiridos e dessa forma, cabíveis de restituição, reparo e correções nos devidos tramites da lei, dentro dos escopos da jurisdição cabível e prova para que o mesmo fosse advindo. Referências Bibliográficas BRASIL. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto/ Ada Pellegrine Grinover (et. all.), 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005. CAVALIERI FILHO. Programa de responsabilidade civil. São Paulo: Malheiros, 2006. LISBOA LISBOA, Roberto R b t Senise. S i R l ã d Relação de consumo e proteção jurídica do consumidor no direito brasileiro. São Paulo: Juarez de Oliveira, 1999. VENOSA. Silvio de Sávio. Direito civil: responsabilidade civil. São Paulo: Atlas, 2004. A Efetivação da Cidadania do Portador de Necessidades Especiais e sua Inserção no Mercado de Trabalho Jacirene Mariano Bellon Righetto Orientadora: Profa. Dra. Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução A inclusão do portador de necessidades especiais no mercado de trabalho é algo desafiador nos dias atuais em decorrência da discriminação e preconceitos de nossa sociedade elitista; obstaculizando a aplicação das normas, que por si só não garantem a efetivação da igualdade com os demais cidadãos. Esses cidadãos são relegados à exclusão, pela população, e também pelo estigma que a maioria das empresas impõe em decorrência da restrição quanto ao manejo físico e do aspecto psicológico e mental, não se estruturando para contratar funcionários com essas limitações. Essa condição de “não sujeito” da sua vontade começa a ser superada a menos de três décadas, por meio de mecanismos assecuratórios amparados na CF/88 e legislações pertinentes, sendo que a fiscalização cabe ao Ministério Público e Ministério Público do Trabalho. Referidos institutos velam pelos interesses do Portador de Necessidades Especiais, visando garantir a cidadania destes, com inclusão social digna, garantindo-lhes a inclusão e permanência no mercado de trabalho. Metodologia Este trabalho foi elaborado através de uma pesquisa teórica bibliográfica, de cunho acadêmico, consistente numa descrição prévia da temática discutida, incluindo o método de abordagem indutivo, feita através de conteúdos divulgados por diversos autores, delineada por estudo em material bibliográfico, pela análise de leis, doutrinas, repertórios jurisprudenciais, artigos jurídicos, disponíveis em “sites” dos Tribunais, na “internet”. Elucidação dos pontos de conexão e conflito entre a legislação, doutrina e jurisprudência no tocante à inserção do portador de necessidades especiais no mercado de trabalho. Ênfase na conscientização das empresas em valorizar o trabalho do portador de necessidades especiais especiais, garantindo sua inserção e permanência no mercado de trabalho, em consonância às normas vigentes, por tratarse de questão relevante à sociedade. Resultados Da análise histórica do tema constatamos que houve um avanço da condição dos Portadores de Necessidades Especiais, antes tida como relegados, confinados ou mesmo exterminados da sociedade que aos poucos e recentemente conquistou a condição de status legal de proteção. Com o estabelecimento de normas protetivas, o Estado estabeleceu a integração à vida social e laboral dos Portadores de Necessidades Especiais, garantindo o direito à cidadania e plena realização de referidos cidadãos, garantindo-lhes benefício da assistência social, ou aposentadoria por invalidez. No entanto as regras impostas para inserção dos Portadores de Necessidades Especiais no mercado de trabalho não são suficientes para o preenchimento das cotas de vagas, principalmente aquelas que exigem nível superior e de melhores salários, como se observa na RAIS fornecidas obrigatoriamente pelas empresas ao Ministro do Trabalho, há necessidade de eficácia social. Conclusões A inserção dos Portadores de Necessidades Especiais no mercado do trabalho trata de medida antidiscriminatória, por entender que, com a emancipação econômica vem a emancipação política e social. Embora a sociedade pós-moderna pugne pela aplicação dos princípios da dignidade humana e redução da desigualdade g social em detrimento ao retrocesso social,, verifica-se grande discrepância entre a lei e a práxis, face ao numeroso contingente de excluídos. O Surgimento de movimentos pró-inclusão liderados pelos grupos excluídos, contribuiu para a ascensão social dos Portadores de Necessidades Especiais. Ainda há necessidade de adequação das empresas, de forma à integrar efetivamente essa categoria no meio fabril, preenchendo o maior número de vagas reservadas para este fim, inclusive com expansão do Teletrabalho, Essa inserção é o que se almeja, em atendimento ao clamor desta parcela da sociedade, que embora provados, demonstram que é inerente ao ser humano a capacidade de superação. Referências Bibliográficas ARANHA, Maria Salete Fabio. Paradigmas da relação da sociedade brasileira e as pessoas com deficiência. Revista do Ministério Público do Trabalho, São Paulo, v. 21, ano XXI, p. 160 –173, mar. 2001. BONETI, Lindomar Wessler (Coord.) Políticas Públicas, Educação e Exclusão Social: educação, exclusão e cidadania. Ijuí, SC: Unijuí, 1997. CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis de Trabalho. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. SARACENO, B. Libertando identidades: da reabilitação psicossocial à cidadania possível. Belo Horizonte: Te Cora; 1999. SINTRORESP SINTRORESP, Um Foco na Inclusão: 3º 3 Programa de sensibilização social e empresarial para colocação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Espaço da Cidadania, São Paulo, 2010. Análise do Direito a Aposentadoria por Idade a Partir da Lei 10.666 de 08/05/2003 até o Parecer Conjur/MPS no. 616 de 17/12/2010 João Batista de Oliveira Filho Orientador: Prof. Dr. Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução A pesquisa teve como objetivo o estudo da análise da aposentadoria por idade a partir da Lei 10.666/03. A monografia está divida em 3 capítulos, sendo que o primeiro abordou a Previdência desde seu conceito, estrutura até a cobertura dos eventos geradores de benefícios. O segundo d capítulo ít l destaca d t as prestações t õ previdenciárias, com informações acerca dos benefícios oferecidos pela Previdência Social. O terceiro destina-se especificamente a análise do direito a Aposentadoria por Idade a partir da Lei 10.666/2003 até o PARECER CONJUR no. 616 de 17/12/2010. O presente trabalho se encerra com as considerações finais, nas quais são apresentados pontos conclusivos. Metodologia A presente monografia foi orientada pelo método dedutivo e desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica. O tema é relevante pois nos últimos anos houve mudanças importantes na análise do direito a aposentadoria por idade, e através desse trabalho foi possível verificar se tais dispositivos legais facilitaram o acesso ao benefício. Outro fator de relevância é o fato da população brasileira ter uma expectativa de vida cada vez maior, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) com a conseqüente tendência a procura do benefício que atende ao evento de idade avançada. Resultados Com a Lei 10.666/03 a perda da qualidade de segurado deixou de ser considerada na análise da aposentadorias por idade, devendo apenas completar idade e carência simultaneamente. Ex: segurado com 65 anos em 2004 e carência de 138, última contribuição em 01/98. Faz jus ao benefício pois alcança idade e carência. No sistema anterior o benefício não seria devido tendo em vista a perda da qualidade de segurado. Após Parecer Conjur MPS/616/10 a carência para o segurado inscrito até 24/07/91 levará em conta o requisito etário.Ex: Segurado com 65 anos em 2006 e 142 contribuições sendo necessário 150 conforme tabela de carência. Em 2008 contava com 150 contribuições recolhidas, passando a ter direito a aposentadoria por idade, uma vez que completou os meses de d contribuição t ib i ã exigidos i id como carência ê i no ano em que completou o requisito etário. No entendimento anterior o segurado faria jus ao benefício somente quando completasse 180 contribuições para efeito de carência, pois com os recolhimentos efetivados com limite em 2006 não completou as 150 contribuições. Conclusões A partir dos exemplos analisados constata-se que a interpretação atual do direito a aposentadoria por idade aumentou de forma contundente a possibilidade do acesso ao benefício aumentando a cobertura previdenciária. O fato de congelar a idade na tabela de carência, não importando mais o ano a que se referem os recolhimentos facilita a análise e o acesso ao benefício em questão. Pena que somente a partir 17/12/2010 tal entendimento foi oficializado, mas a partir das situações resta demonstrado uma Previdência Social cumprindo cada vez mais sua missão de garantir proteção ao trabalhador e sua família, por meio de sistema público de política previdenciária j de solidária,, inclusiva e sustentável,, com o objetivo promover o bem-estar social. Referências Bibliográficas LAKATOS, C. M.; & MARCONI, M. Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1986. VIANA E FURTADO. Manual para Elaboração de Monografias e Projetos de Pesquisa. Montes Claros: Unimontes, 2002. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social. 10 Ed. 10. Ed V. V 14. 14 São Sã Paulo:Atlas, P l Atl 2009 2009. Ministério da Previdência Social www.mpas.gov.br Lei nº 8.212 de 24 de Julho de 1991 Decreto 30.048 de 6 de Maio de 1999(DOU nº 86 de 07/05/99) Parecer a ece CO CONJUR/MPS JU / S no. o 6 616 6 de 17/12/2010 / / 0 0 Instrução Normativa no. 45, de 06 de Agosto de 2.010. O ITR como uma Ferramenta para Transformar a Vida Agrária Menos Desigual Jo ge Kaneo Jorge a eo S Shimada ada Orientador: Prof. Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução Este trabalho tem por finalidade apresentar inicialmente a Reforma Agrária como um meio a propiciar o acesso dos pequenos agricultores à sonhada terra que estão ociosas nas mãos de latifundiários e a grande importância do ITR [Imposto territorial Rural] através de sua função extrafiscal como uma ferramenta para solucionar o problema da desigualdade social que se arrasta em vários governos. O ITR, é um imposto bastante típico; pois, apresentam diferentes intuitos como a reforma agrária, meio ambiente, controle estatal e principalmente extrafiscal; assunto este, que terá uma abordagem maior devido a sua grande importância no contexto agrário. Serão analisados neste trabalho, os problemas existentes no setor agrário, a aplicação da extrafiscalidade do ITR e suas deficiências existentes i t t e a solução l ã para um resultado lt d eficiente, fi i t tornando assim, um mundo agrário menos desigual. Metodologia Para a elaboração do Trabalho de Conclusão do Curso foram efetuadas pesquisas bibliográficas em obras de autores conhecidos na área estudada, sites relacionadas ao tema, jurisprudências, Artigos constantes na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. E, através dessas pesquisas foram analisadas os temas mais relevantes que serviram como fundamentação teórica para o desenvolvimento deste trabalho. Resultados Somente a criação do artigo 153,§4º da Constituição Federal através do ITR para desestimular a manutenção de propriedades improdutivas não foi suficiente; pois, a arrecadação e a aplicação da função social do ITR ,ainda era ínfimo diante do propósito; isto , devido a um elevado grau de evasão fiscal e inadimplência dos grandes proprietários rurais; e, ainda por ser o ITR , um imposto declaratório; pois, o Contribuinte sempre de alguma forma declarava com os dados que fossem convenientes para eles. Estes problemas eram decorrentes devido ao pouco interesse das autoridades governamentais e de poucos recursos humanos para a sua fiscalização. A proposta foi , aumentar o número de servidores e qualificá-los, incentivar uma maior interação com o INCRA , responsáveis á i pelo l senso rurall e o IBAMA. IBAMA O resultado lt d desta proposta foi o aumento na arrecadação proporcionando melhor distribuição de terras, e direcionando os grandes proprietários a venderem as suas terras ou a utilizarem no sistema produtivo. Conclusões Podemos concluir com esse trabalho que a reforma agrária é um processo de modificações que propende a distribuir os direitos sobre a posse e o uso da terra e o controle da sua produção, garantindo a participação da população rural nos benefícios do desenvolvimento. Observou-se que o dispositivo do artigo 153,§4º da Constituição Federal a qual determina que o ITR será progressivo e suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, só serão positivas, se houver interesse na aplicação e fiscalização por parte das autoridades governamentais. Assim, a aplicação do ITR , unicamente será instrumento de funcionalização social, a partir do momento em que for efetivamente fiscalizado, combatendo igualmente os grandes d latifundiários. l tif diá i Referências Bibliográficas BALEEIRO, Aliomar. Direito Tributário Brasileiro. 11. ed. Atualizada por Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense,2000. CARRAZZA, Roque Antônio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 22. ed. São Paulo: Malheiros, 2006. GRAZIANO NETO NETO, F Francisco. i Q Questão tã agrária ái e ecologia. Crítica da moderna agricultura. São Paulo: Brasiliense, 1982. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. São Paulo: Malheiros. 1997. p.129. O Contrato de Locação de Imóveis no Ordenamento Jurídico Brasileiro e a Importância do Código do Consumidor José Tavares de Lucena Orientador: Prof. Dr. Sergio Carvalho de Aguiar Vallim Filho Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução Mudanças foram incorporadas ao Direito Civil, em função da necessidade de constitucional de normatização, o que resultou no repensar do Direito Contratual. Hoje, os contratos não mais seguem o paradigma que vigorava no Estado Liberal, observado a autonomia da vontade. A partir do nascimento do Estado Social, o contrato assume uma nova linhagem, centrado que está nos interesses sociais: não mais se apresenta como mero instrumento de realização individual dos contratantes, privilegia, agora, a defesa dos valores existenciais em relação aos interesses meramente patrimoniais, o que tem ocorrido também com o contrato de locação de imóveis, tema central do estudo que segue, com ênfase para a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) nas relações jurídicas i imobiliárias. biliá i Metodologia Para a fundamentação do estudo optou-se pela pesquisa bibliográfica. Evidentemente, à consulta e à análise de toda a bibliografia selecionada, associaram-se, também, muitas investigações no campo da legislação geral e específica, necessárias à compreensão do tema abordado. A pesquisa no âmbito da Internet foi incluída Para efeitos de organização, o estudo foi dividido em três capítulos. O primeiro trata da historicidade do conceito de contrato e, especificamente, do contrato de locação na lei inquilinária. No segundo, as relações contratuais são analisadas, enfatizado o direito das obrigações e a efetiva conceituação do locatário como consumidor e, por fim, no terceiro, o tema central do estudo – a aplicabilidade do CDC às relações imobiliárias - é enfocado. Resultados As mudanças trazidas pela norma 12.112/2009 podem ser agrupadas sob três óticas distintas. A primeira, concernente na adequação da Lei do Inquilinato às leis posteriores que a sucederam, como o Código Civil. A segunda que incorpora ao texto normativo entendimentos jurisprudenciais correntes nos Tribunais; e a terceira, que se relaciona às alterações fundamentais, ligadas ao direito material e processual da relação entre locadores e locatários. O setor imobiliário acredita que as incorporações adotadas trarão maiores garantias, redução de prazos e outras facilidades aos locadores. Isso resultará na queda da inadimplência por parte dos locatários, o que dará maior segurança aos proprietários de imóveis que terão como objetivo fomentar novos negócios, ó i podendo d d contar t com a proteção t ã do d CDC. CDC Conclusões Quando existe desrespeito às normas e princípios imperativos do direito consumeirista, o fornecedor violador tem o dever jurídico de reparar o dano – material ou moral – causado ao consumidor, mesmo que não tenha agido com culpa, em razão da aplicação da Teoria da Responsabilidade Objetiva, e isto, sobretudo porque abusos não mais poderão subsistir à luz dos preceitos do CDC, que impõe um controle efetivo das relações jurídicas. A pesquisa permitiu a conclusão de que o CDC pode proteger os contratantes em suas atividades imobiliárias, se aplicado nas relações do inquilinato, regidas pela Lei nº. 12.112/2009. Referências Bibliográficas ANDRADE, Thamires Martinez. A importância da lei n. 12.112/2009 para os novos contratos de aluguel. Disponível em: <http://docs.google.com/viewer>. Acesso em 12 mar. 2011. BRASIL. Lei nº. 12.112/2009. Altera a lei n. 8.245, de 18 de outubro de 1991, para aperfeiçoar as regras e procedimentos sobre locação de imóvel urbano. Brasília-DF, DOU, 10 dez. 2009. GOMES, Orlando. Contratos. 24. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001. MARQUES, Cláudia Lima. Contratos no código de defesa do consumidor: o novo regime das relações contratuais. 4. ed. São Paulo: RT, 2002. VENOSA, Silvio Salvo. Teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004. Instrumento Particular de Cessão de Direitos Possessórios Aplicado nos Loteamentos Irregulares do DF – Eficácia Contratual Julcyneck Martins Carvalho Orientador: Prof. Dr. Rodolpho Vannucci Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução A falta de política habitacional, bem como falhas no planejamento do ordenamento territorial, agravado pela omissão da fiscalização propiciou o crescimento desordenado do Distrito Federal, acentuando a propriedade informal na forma de loteamentos/condomínios irregulares e invasões clandestinas. As dificuldades impostas pela legislação e a burocracia do Governo do Distrito Federal levaram muitos proprietários de áreas urbanas ou próximas destas a parcelarem, lotearem e venderem seus terrenos por conta própria. Impossibilitados de escriturarem e registrarem seus lotes legalmente nos Cartórios, a forma encontrada para documentar estas transações imobiliárias foi a utilização de um contrato denominado: INSTRUMENTO PARTICULAR DE CESSÃO DE DIREITOS. Este estudo pretende analisar a validade e a segurança jurídica oferecida pelos Contratos de Cessão de Direitos nos Condomínios Irregulares. Metodologia Para elaboração do estudo, foram empregados os métodos abaixo: A análise da legislação em vigor Pesquisas na Internet Pesquisas de jurisprudências do TJDF Documentos arquivados no Condomínio Mirante das Paineiras (um dos mais antigos do DF) A experiência do autor no ramo imobiliário do Distrito Federal, acentuadamente no Bairro Jardim Botânico, que é formado predominantemente por condomínios irregulares. Resultados Uma corrente de juristas se opõe ao reconhecimento das obrigações contratuais contidas nas Cessões de Direitos afirmando que se o imóvel não é regularizado, o objeto do contrato é ilícito e o negócio é nulo. Contudo, é bem mais volumosa a corrente de juristas que reconhecem os Instrumentos Particulares de Cessão de Direitos como contratos válidos argumentando que, apesar de os imóveis negociados estarem localizados em loteamentos irregulares, os objetos dos contratos não são os imóveis em si, mas a Expectativa de Regularização e o Direito Precário de Posse que os Cedentes detém e transferem para os Cessionários. Ou seja, não há comercialização de propriedade, apenas da expectativa do propriedade, p , gerada g pela p transferência da posse. p direito de p Assim, consideram o objeto do contrato lícito e entendem que o negócio jurídico firmado deve ser protegido. A transação imobiliária em análise não recai sobre a propriedade, mas sobre os direitos possessórios, os quais são dotados de valor econômico e integram o patrimônio do Cedende. Conclusões Respeitando as opiniões contrárias, o estudo conclui que o Contrato de Cessão de Direitos tem eficácia entre as partes contratantes, que o firmaram de boa-fé e com vontade livre e consciente, independentemente dos óbvios riscos livremente assumidos de o imóvel não vir a ser regularizado. Diferentemente do Contrato de Compra e Venda, não transfere direito real de propriedade, mas a detenção de uma área, a sua ocupação, posse precária, e a expectativa da sua regularização. O ordenamento jurídico não prevê a nulidade do ato nem proíbe a prática da transferência de direitos de posse (precária ou não) por intermédio de Cessão de Direitos, desta feita, trata-se de negócio jurídico possível, existente e válido. O objeto do contrato é lícito, sendo evidente que o direito possessório sobre imóvel em loteamento irregular possui valor econômico e é passível de negociação, portanto, exigível o cumprimento da obrigação pessoal assumida entre os contratantes. Referências Bibliográficas SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, Consulta de jurisprudências na página da Internet, visitada em 28 de junho de 2011. BRASIL, Lei Federal nº 6.766 de 1979, Extraída do Portal da Legislação da página da Presidência da República na internet em 23 de junho de 2011. CONDOMÍNIO MIRANTE DAS PAINEIRAS-DF,, Consulta a documentos históricos arquivados em julho de 2011. TERRACAP – GDF, Página da Internet visitada em julho de 2001. BRASIL, Código Civil de 2002, atualizado. Extraído do Portal da Legislação da página da Presidência da República na internet em 23 de junho de 2011. MARIA HELENA DINIZ DINIZ, (in Código Civil Anotado Anotado, São Paulo: Saraiva, p. 112) VENOSA, SÍLVIO DE SALVO. Direito Civil – Parte Geral. 3ª ed. São Paulo: Atlas. p. 410/412 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF, Consulta de jurisprudências na página da Internet, visitada em 25, 26 e 27 de junho de 2011. Ação Civil Pública e a Tutela do Meio Ambiente do Trabalho Julio Bandeira de Melo Arce Orientadora: Profa. Profa Dra. Dra Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução Nos termos da própria Constituição Federal (art. 7º, XXII e XXVIII), os trabalhadores têm direito à redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, e a seguro contra acidentes de trabalho, e, conseqüentemente, contra as doenças e este equiparadas, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. Pretende-se demonstrar, que, enquanto os instrumentos de tutela individual de direitos se prestam a reparar eventuais danos sofridos pelos trabalhadores no ambiente do trabalho, danos que, mesmo quando considerados em sua dimensão econômica, por vezes são irreparáveis, os para a tutela coletiva de direitos instrumentos voltados p propiciam prevenir os eventos e situações potencialmente lesivos, evitando, assim, que os obreiros tenham sua saúde e capacidade laboral comprometidas, além de permitir, no seio de uma única demanda, a proteção a um número maior de empregados. Metodologia No tocante à metodologia utilizada, adotou-se principalmente a pesquisa bibliográfica, por meio de livros, revista, artigos, e publicações na Internet sobre o tema desenvolvido, além da pesquisa documental, inclusive acerca da legislação pátria, incluindo jurisprudência e estudo de caso. Resultados A proteção t ã ao meio i ambiente, bi t incluindo i l i d o meio i ambiente bi t do trabalho, pode ser considerada à luz de diferentes perspectivas: Se a proteção que se deseja garantir diz respeito ao meio ambiente em geral,, estaremos diante de um interesse difuso, cujos titulares são indeterminados; Caso haja degradação do meio ambiente do trabalho, implicando riscos ou danos diretos aos empregados do local, o interesse em questão será coletivo próprio, ou em sentido estrito. Neste sentido, poderá ser manejada ação civil pública, com vistas a impedir ou reparar os danos causados e à imposição de multa, revertida a fundo próprio, ou optar-se entre ação civil pública ou mandado de segurança coletivo, com o objetivo de proteger os interesses daquela coletividade específica de trabalhadores, conforme se trate de interesse difuso ou coletivo, respectivamente. É cabível, ainda, o manejo da ação civil pública para proteger individuais homogêneos, ameaçados ou violados pela degradação do ambiente de trabalho. Conclusões Como resultado da elaboração do trabalho, conclui-se que os instrumentos de tutela coletiva, particularmente a ação civil pública, mostram-se capazes de propiciar uma tutela mais eficaz e abrangente, pelas razões a seguir destacadas: Prestam-se à prevenção, e não apenas a reparação ou indenização dos danos, depois de consolidados. Coletivizam a demanda, despersonalizando, assim, a figura do empregado, evitando retaliações por parte do empregador; Permitem a imposição de prestações, positivas ou negativas, com vistas a fazer cessar condutas danosas, antes da efetivação ou intensificação das agressões ao meio ambiente. Contribuem para a materialização do amplo acesso à Justiça. Coadunam-se com os princípios da economia e celeridade processuais, bem como da razoável duração do processo, além lé de d reduzir d i o tão tã propalado l d excesso de d demandas nos tribunais, ao tutelar, de âmbito de apenas uma lide, interesses de diversos ou mesmo inúmeros interessados. Prestam-se, enfim, a consolidar o respeito à dignidade da pessoa humana à harmonia entre os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, fundamentos constitucionais da República Federativa do Brasil. Referências Bibliográficas ALEXY ALEXY, R Robert. b t Theorie Th i der d Grundrechte, G d ht Baden-Baden, B d B d 1985. ALMEIDA, Cleber Lúcio de. Direito Processual do Trabalho. 3 ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2009. ANDRADE, Laura Martins Maia de. Meio Ambiente do Trabalho e Ação Civil Pública Trabalhista. São Paulo: Ed. Juarez de Oliveira, 2003. ÁVILA, Humberto. Teoria dos princípios: da definição à aplicação dos princípios jurídicos. 2 ed. São Paulo: Malheiros, 2003. BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 13 ed. São Paulo: Malheiros, 2003. BRITO FILHO, José Cláudio Monteiro de. Trabalho decente: análise jurídica da exploração exploração, trabalho forçado e outras formas de trabalho indigno. São Paulo: LTr, 2004. BONAVIDES, Paulo. Do Estado Liberal ao Estado Social. 6 ed. São Paulo: Malheiros, 1996. CAMINHA, Marco Aurélio Lustosa. O Estado, as relações de trabalho e o papel do Ministério Público do Trabalho. Curitiba: Gênesis, 2003. A Importância Social dos Benefícios Acidentários Kátia Cristina de Moura Orientador: Prof Prof. Dr. Dr Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução O presente trabalho objetiva analisar os problemas sociais gerados por acidentes laborais através da história e a tentativa da Seguridade Social do Brasil, através das suas Leis pertinentes, em devolver a dignidade daqueles que possuíam sua força de trabalho como único bem, e as práticas atuais de prevenção dos ditos acidentes de trabalho como meio de “cura” desta doença social. A primeira Lei de que se tem conhecimento da proteção social data de 1601, na Inglaterra, conhecida como “Poor Relief Act” (Ato de Alívio/Auxílio aos Pobres). Já a noção de Seguridade Social voltada à proteção social de todos os cidadãos só foi conhecida em 1789, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, e apenas em 1919, 1919 surgiu no Brasil a primeira norma desta origem. É bom esclarecer, que embora as normas acidentárias sejam muito jovens em nosso país, os problemas são velhos, sendo certo ainda, que os acidentes e doenças laborais crescem dia-a-dia, incapacitando, mutilando e matando uma parcela bastante expressiva de nosso povo. Metodologia O presente trabalho monográfico foi realizado através de pesquisa bibliográfica de obras de autores conceituados na área pesquisada, sendo eles: Martinez (2005, 2006, 2009), Viana (2007), Vianna (2005), Bocchi Junior (2006), Huberman (1936), Castro e Lazzari (2005) e Oliveira (2006), bem como foram utilizados também meios tecnológicos, como a internet, através da qual foram pesquisadas palavras chaves em sites especializados na matéria estudada, as quais o pesquisador tomou os devidos cuidados quanto à confiabilidade das mesmas, e ao final, foi relatada, além das informações dos conteúdos dos autores, a síntese pessoal dos mesmos realizada pelo pesquisador. p q E no sentido de fundamentar o resultado da pesquisa realizada através da dita revisão bibliográfica, foram juntados dados estatísticos aos quais demonstram de forma clara o alegado no presente trabalho, sendo que as fontes são de órgãos oficiais, colhidos em meio eletrônico “internet”. Resultados Na presente monografia foram estudados, através da história, a origem do problema estudado e os levantes populares que levaram ao surgimento das primeiras normas protetivas no mundo ocidental, bem como a evolução das ditas normas no Brasil, a abrangência e o impacto social e econômico da mesma na sociedade. Como resultado do estudo, chega-se chega se a conclusão de que a única solução para a contenção do crescimento contínuo dos acidentes de trabalho que tanto impactuam a sociedade é a prevenção dos mesmos, prova esta relatada no corpo do trabalho, cuja fonte se baseia em dados oficiais que demonstram queda significativa dos acidentes, onde medidas preventivas foram aplicadas. Conclusões A presente monografia demonstra a necessidade premente de se estabelecer medidas preventivas de doenças ocupacionais e acidentes do trabalho, pois apenas através destas conseguiremos reduzi-las, ressaltando, que o número de acidentes do trabalho que geram o dito benefício reduziria expressivamente, fato este provado através de estatísticas. Por todo o exposto, fica comprovada que a importância social dos benefícios acidentários veio a trazer um alívio às “feridas” daqueles que mutilados tiveram sua força de trabalho diminuída ou aniquilada, bem como, sua dignidade. Assim, confirmada está, que fôra comprovada a importância à sociedade dos ditos benefícios. O objetivo do dito estudo é o de mostrar a necessidade da sociedade, recuperar a dignidade daqueles trabalhadores que perderam sua força de trabalho no todo, ou em parte, e alertar quanto à necessidade premente em se investir em métodos preventivos e eficazes de acidentes do trabalho e doenças advindas destes. Referências Bibliográficas BOCCHI OCC JUNIOR, O Hilário. á A Igualdade ((Uniformidade f e Equivalência) dos Trabalhadores Urbanos e Rurais no Acesso aos Benefícios Previdenciários. São Paulo: LTr, 2006. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Curso Elementar de Direito Previdenciário: Conforme a Legislação g ç em vigor g até Abril de 2005. São Paulo, LTr, 2005. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6a ed. São Paulo, LTr, 2005. HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. 21. ed., revista. Rio de Janeiro: Editora Guanabara S.A., 1936. MARTINEZ, Wladimir Novaes. Auxílio-Acidente. São Paulo, LTr, 2006. MARTINEZ, Wladimir Novaes. Dano moral no Direito Previdenciário. São Paulo: LTr, 2005. VIANA, Lael. Direito Previdenciário Sintetizado. São Paulo: Método, 2007. Comentários à Nova Lei do Inquilinato e a Jurisprudência Loredana Mansano Peres Orientador: O e tado Prof. o Dr. Sergio Se g o Ca Carvalho a o de Aguiar Vallim Filho Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução A lei ordinária nº12.112/09 alterou dispositivos da Lei 8.245/91 que dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a ele pertencentes. A Lei do Inquilinato sofreu alterações que visam aumentar a oferta de imóveis; facilitar a locação e dar maior segurança jurídica aos locadores. O estudo t d da d nova Lei L i do d Inquilinato I ili t vaii ajudar j d a responder d muitas perguntas, dentre as quais: Que prazo o inquilino passa a ter para deixar o imóvel alugado, segundo a nova Lei? O dono do imóvel pode pedir o imóvel de volta quando bem entender? O inquilino pagará multa se quiser se mudar antes do término do contrato? Quais as novidades em relação ao fiador? Quem deve pagar o IPTU? O que a nova lei proporcionará ao mercado de imóveis? As mudanças são bastante equilibradas e estimulam o bom inquilino e o bom proprietário. Metodologia Os procedimentos metodológicos adotados para abordagem do presente tema tem como base as Leis 8.245/91 e 12.112/09, bem como, o Código Civil. Desenvolveu-se o estudo ainda, utilizando conteúdo bibliográfico-doutrinário e jurisprudencial. Resultados O estudo empreendido revela a enorme importância da alteração da Lei do Inquilinato, pois a Lei nº 8.245/91 que vigorou até 25 de Janeiro de 2010 não mais contemplava as questões atuais que envolvem o tema. Além disso, tal Lei tornavam morosos assuntos simples, que hoje, com a Lei 12.112/09, são solucionados de forma mais célere e ágil. Conclusões A Lei nº 12.112/09, sem dúvida nenhuma diminuiu os riscos do proprietário, beneficiando o inquilino bom pagador, caso este for desobrigado de apresentar um fiador e caso o preço dos aluguéis diminua. A lei veio solidificar o que os nossos tribunais já vinham aplicando. Outra garantia para o proprietário repousa no direito de exigir um novo fiador ou garantia, caso o atual entre em processo de recuperação judicial. Outra alteração, diz respeito aos cônjuges: a pessoa casada não precisa de autorização do cônjuge para locar o imóvel que lhe pertence, salvo se for um contrato de locação por prazo superior a 10 anos. O novo texto ajusta a Lei do Inquilinato ao Código Civil, estabelecendo a proporcionalidade da multa rescisória quando o imóvel alugado l d for f devolvido d l id antecipadamente. t i d t Tais T i alterações lt õ simplificaram os contratos de aluguéis tanto para os locadores, quanto para os inquilinos. Diante das considerações, conclui-se que a Nova Lei do Inquilinato é prática e viável, vindo a consolidar o que a jurisprudência já vinha decidindo nos casos levados ao Judiciário. Referências Bibliográficas ANDRADE, Fernando Cavallini. Revista do Advogado: Breves Reflexões sobre as infrações à Lei do Inquilinato. Maio de 2010, nº 108. BARROS, Francisco Carlos Rocha de. Comentários cit., pág.332. CARNEIRO, Waldir de Arruda Miranda. Ação Revisional de Aluguel. São Paulo: Saraiva, 1196. FARIAS. Thélio Queiroz. Nova Lei do Inquilinato. Leme: Edijur, 2010. HANADA, Fábio. A Lei do Inquilinato sob a ótica da doutrina e da jurisprudência. São Paulo: Leud, 2010. NETO, Octávio Galvão. Revista do Advogado: Perícia Judicial em ações renovatórias e revisionais de contratos d locação de l ã de d imóveis. i ó i P.95. P 95 Maio M i de d 2010, 2010 nºº 108. 108 SOUZA, Sylvio Capanema de. A Nova Lei cit., p.288. VENOSA, Silvio de Salvo. Revista do Advogado: Garantias Locatícias. P.99. Maio de 2010, nº 108. http://www.planalto.gov.br. Acessado em: 05.05.2011 http://www.stj.jus.br. Acessado em: 05.05.2011 O Papel P l do d Advogado Ad d de d Familia F ili Na Identificação e Mediação dos Casos de Alienação Parental Luciana de Sousa Martins Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Civil Introdução Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de pós-graduação em Direito Civil UNIP/Interativa, enfocando a atuação do advogado de família na identificação e mediação dos casos de alienação parental como medida protetiva à criança e ao adolescente – sujeitos tantas vezes “esquecidos” nas ações de família. O trabalho é composto pela apresentação conceitual do tema sob o foco legal e doutrinário; pela relação sucinta dos instrumentos processuais adequados à inibição do comportamento alienante nos termos da Lei 12.3182010 e, por fim, pela análise da atuação do advogado de família no que respeita à prevenção, elucidação das partes e consideração da criança e do adolescente como sujeitos p de direitos específicos. Metodologia Partiu-se de levantamento bibliográfico, bem como da experiência obtida pela pesquisadora no exercício da advocacia de família (desde 2003), além da atuação como representante titular da 55ª Subseção da OAB/MG no Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, no biênio 2008/2010, nos termos do Decreto 6.058 de 19/03/2008 do Executivo Municipal de Três Pontas/MG. Resultados Em que pese o avanço representado pela edição da Lei 12.318/2010 no que tange à alienação parental, certo é que a referida lei elenca instrumentos processuais para inibição da prática alienante, considerando pois, o comportamento do alienador já em curso e/ou as conseqüências daí advindas. Resulta, portanto, que ao advogado de família caberá a atuação preventiva, associando às disposições legais os fundamentos protetivos contidos na Carta Constitucional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na lei civil/direito de família. “A não discriminação e o interesse superior das crianças e adolescentes devem ser considerados fundamentais em todas as atividades dirigidas à infância , levando em consideração a opinião dos próprios interessados.” (Art.21 Declaração de Viena - Conferência sobre os direitos do homem, 1993). Conclusões Conclui-se que cabe ao advogado de família advertir as partes quanto aos seus direitos e deveres, prevenindo – uma vez identificados os indícios da alienação parental – quanto às conseqüências cíveis e penais, bem como quanto ao impacto negativo na formação da criança e/ou adolescente. O aprimoramento da atuação conciliadora e preventiva do advogado de família, em casos de evidência da prática de alienação parental, é de crucial importância para o enfrentamento da síndrome que se converte em óbice ao desenvolvimento psíquico, afetivo, humano, social e até mesmo cognitivo da criança ou adolescente. Recomenda-se, a partir da ótica da advocacia de família, a inclusão do profissional advogado em equipes multidisciplinares que atuam ou venham atuar nos C Conselhos lh Tutelares, T t l núcleos ú l municipais i i i de d assistência i tê i social ou nas chamadas “casa da família”, para bem informar, prestar assistência jurídica e promover acessos, nos termos do art. 133 da Constituição de 1988. Referências Bibliográficas ALBUQUERQUE, Fabíola Santos. As perspectivas e o exercício da guarda compartilhada consensual e litigiosa. Revista Brasileira de Direito de Família. IBDFAM/Síntese, nº 31, ago-set/2005. BRASIL. Lei 12.318/2010. Disponível em <http://www.direitodefamilia.com.br>. Acesso em dez/2010. CONFERENCIA SOBRE OS DIREITOS DO HOMEM. Declaração de Viena (1993). Disponível em http://www.dhnet.org.br/direitosanthest/viena/viena.html Acesso: jul/2011. DUARTE, Marcos. Alienação parental: comentários iniciais à lei 12.318/2010. Disponível em <http://www.ibdfam.org.br/artigo=697> Acesso jul/2011. GROENINGA, Giselle Câmara. Do interesse da criança ao melhor interesse da criança – contribuições da mediação interdisciplinar. Revista do Advogado, AASP, São Paulo: nº 62, mar/2001, p. 72-83. Nota Fiscal Eletrônica: Quebrando Paradigmas Manuelle dos Santos Isidro Oi t d Orientador: P f Dr. Prof. D Vassilios V ili Tritsis T it i Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução Em plena era digital surgiu a Nota Fiscal Eletrônica (NF- e) que permite ao Fisco homologar em tempo real as operações comerciais das empresas. A NF- e representa um avanço e um desafio para todos os envolvidos. E neste trabalho monográfico iremos promover o entendimento do conceito geral da NF- e, o modelo operacional, e como o seu surgimento influenciou a realidade vigente. Por fim, detalharemos como a NF- e impactou positivamente seja para os contribuintes, contadores, administrações tributárias e sociedade como um todo. Metodologia A pesquisa considerou a metodologia de natureza qualitativa mais adequada para compreender melhor o estudo da NF- e , do seu modelo operacional e suas conseqüências benéficas para o contribuinte e as Administrações Tributárias. Quanto ao método de abordagem foi utilizado o enfoque dedutivo, através de uma coleta de conceitos e estudos genéricos e abrangentes para chegarmos a objetivos mais específicos. O procedimento técnico adotado foi a pesquisa bibliográfica e documentada , em livros, artigos, revistas , com destaque para portais e páginas da Internet , que tratam deste assunto. Resultados Inúmeros benefícios são registrados com o uso da NF- e: Livrar o contribuinte do excesso de burocracia , filas, registros manuais e simplificar os procedimentos de recepção, digitação e arquivamento; Redução do consumo de papel, com impacto positivo em termos ecológicos; Diminuição da sonegação e aumento da arrecadação; Aumento da transparência fiscal; Melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os Fiscos; Reduz erros de escrituração; digitação e simplifica o cumprimento cu p e to de ob obrigações gações acessó acessórias; as; Fomenta a concorrência leal; A justificativa da implantação da NF- e é a busca pela integração, cooperação e modernização da Administração Tributária. Conclusões A documentação em papel das empresas fornecidas para Administrações Tributárias vem cedendo cada vez mais lugar às informações eletrônicas. A NF - e surgiu para implantar um padrão nacional de documentação fiscal eletrônico que substituirá, definitivamente, a forma de emissão de documento fiscal em papel mas a NF- e foi muito além desse papel. Diante da pesquisa realizada,concluiu-se que a criação da NF- e veio para facilitar a vida do contribuinte e das atividades de fiscalização sobre operações e prestações tributadas. A NF- e representa avanço mas também um desafio para todos os envolvidos , principalmente, para Estado que deu um passo importante para apagar o perfil histórico de moroso, ineficiente e burocrático . Referências Bibliográficas PORTAL NACIONAL DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA. Disponível em: http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal> Acesso em 21/08/2011. RIBEIRO NETO, José. Direito Tributário & Legislação Tributária do Estado do Ceará: Comentários, Doutrina e Jurisprudência. Fortaleza – CE, Editora Fortes, 2009 http://www.sepro.gov.br>acessado htt // b> d em 03/09/2011 http://www.icpbrasil.gov.br>acesso em 12/09/2011 http//www1.receita.fazenda.gov.br/sped/>acesso em 12/09/2011 O Conflito de Competência entre os Municípios para a Tributação do ISSQN e a “Guerra Fiscal” entre os Mesmos Maria Jussara Andrioli Orientador: Prof. Dr. Marco Antonio Ruzene Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução Devido ao grande número de municípios, cerca de cinco mil que o Brasil possui, sendo todos habilitados à instituição do imposto sobre serviços, é natural que haja divergência na interpretação da competência atribuída aos municípios, possibilitando que alguns deles, no afã do aumento da arrecadação, desobedecendo ao disposto na Constituição Federal, instituam o ISSQN conflitando com a competência de outro município, como também na concessão de benefícios e incentivos fiscais, criando desta forma uma verdadeira “Guerra Fiscal” entre os mesmos. Metodologia Como método de procedimento foi utilizado o monográfico, uma vez que para a produção do presente trabalho procurou-se realizar minucioso estudo a respeito do tema, através de pesquisas bibliográfica, tendo em vista a utilização de doutrina, legislação e jurisprudência atinentes ao tema. Foram demonstrados alguns conceitos de Direito Tributário, voltados à elucidação e análise do trabalho proposto. Também foram examinados acórdãos provenientes dos tribunais Superiores relacionados à matéria. Resultados Após ampla pesquisa da jurisprudência, verificamos que atualmente nos fato ocorridos na égide da LC 116/2003, há uniformidade de pensamentos, ou seja, a jurisprudência reconheceu que como está definido em lei, o município competente para a tributação do ISSQN é onde está localizado o estabelecimento prestador. Já no que tange a “Guerra Guerra Fiscal entre os Municípios Municípios”,, com a prática de benefícios fiscais, aguardamos julgamento do STF, esperando que, da mesma forma em que houve decisão daquele Tribunal, rechaçando a prática da Guerra Fiscal entre os estados Membros, entenda que as estratégias empregadas por certos municípios constituem práticas de renúncia fiscal, uma que acabam praticando p alíquota q mínima inferior ao vez q estipulado pela EC 37. Conclusões A atual estrutura tributária brasileira, privilegia a União em detrimento aos Estados membros e aos municípios, dificultando desta forma uma federação brasileira sadia e justa, provocando centralização considerável e autonomia precária dos demais entes. A solução para tal problema estaria em voltar novamente à baila, a Reforma Tributária, unificando os impostos e buscando simplificar o Sistema tributário, melhorando desta forma as condições de concorrência entre os contribuintes, aumentando a eficiência econômica e por conseqüência aumentando a arrecadação para que desta forma possa haver a diminuição das desigualdades sociais. Referências Bibliográficas BARRETO Aires Fernandino , ISS Conflito de Competência. Tributação de Serviços e as decisões do STJ.RDDT 60.São Paulo: Dialética, 2000. Supremo Tribunal Federal ADPF nº 190. Partes Governo do Distrito federal e Prefeitura estância Hidromineral de Poá, Relator: Min. Joaquim Barbosa. Disponível em < http://www.STF.Jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoIni cial.asp?base=APPF=190. Acesso em 22/07/2011. MARTINS, Ives Granda da Silva, RODRIGUES. Marilene Talarico Martins. O ISS e o Local da Prestação. Curitiba; Ed. Juruá, 2004. Competência da Justiça do Trabalho nas Ações Envolvendo Honorários Advocatícios Maria Rosália Barros Nicolette Orientadora: Profa. Dra. Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução A polêmica gerada com a ampliação da Competência da Justiça Trabalhista diante da Emenda Constitucional nº 45/2004, especificamente quanto às ações que envolvam contrato de cobrança de honorários advocatícios é o tema do presente estudo. A visão distorcida e equivocada de que o alargamento da competência, que passou a abranger também as relações de trabalho, levou alguns estudiosos e doutrinadores a acreditarem que também abarcaria os contratos de prestação de serviços advocatícios. Este estudo analisa a relação entre o advogado e seu cliente por sua natureza eminentemente civil, exaltando assim, o entendimento pacificado pelo Colendo TST da não inclusão deste tipo de relação relação, como sendo de ordem trabalhista, mas tipicamente relação de consumo. O embasamento consiste em saber diferenciar as relações jurídicas mantidas nos contratos de trabalho e na prestação de serviços onde o cerne não é o trabalho, mas um bem de consumo que se traduziu nele. Metodologia Pesquisa doutrinária e jurisprudencial. Resultados A pesquisa demonstrou que diante de posicionamentos divergentes, seja na doutrina ou na jurisprudência sobre o tema, não podemos desvirtuar da finalidade precípua e primaz da Justiça Laboral que é a tutela dos direitos dos hipossuficientes, para não perdermos a essência do princípio que a caracteriza. A qualificação de uma relação de trabalho para que esteja sob o julgo e proteção do ramo justrabalhista não poderá consubstanciar-se em rompimento com a noção de sistema, afetando o princípio da proteção e abalando seu caráter teleológico a ponto de transformá-la em uma Justiça Comum. Sendo a relação estabelecida entre o advogado e seu cliente uma autêntica prestação de serviço resultante de um contrato pessoal e direto, estabelece-se a relação de consumo e a competência jurisdicional para apreciação de eventual ação que envolva esta matéria deverá ser apreciada pela Justiça Comum. Conclusões A competência para julgar causas que versem acerca do ajuizamento de ações para a cobrança de honorários por profissionais liberais contra seus clientes é da Justiça Estadual e não da Justiça Especializada do Trabalho. Logo após a Emenda Constitucional nº 45 e o alargamento da competência da Justiça Laboral, houve um primeiro momento tendencioso a acolher a competência para apreciação das lides que envolvessem honorários advocatícios, mas esta tendência modificou-se, passando a rejeitar a competência trabalhista para estas lides. Prova disso, foi o cancelamento da OJ nº 138 da SDI-2 pelo TST em maio de 2006. O fundamento para tal rejeição consiste em estabelecer que nas prestações de serviços entre as partes reveste-se de características de uma relação p ç de consumo, tendo o tomador de serviços qualidade de destinatário final da prestação e tal relação, não seria da competência da Justiça do Trabalho. A Súmula 363 do STJ pacificou a questão. Referências Bibliográficas BEBBER, Júlio César. A competência da Justiça do Trabalho e a nova ordem constitucional. São Paulo: LTr, 2005. FILHO,Manoel Antônio Teixeira. Curso de Direito Processual do Trabalho. São Paulo: LTr, 2009 FIOREZE, Ricardo. Nova Competência da Justiça do T b lh Femargs Trabalho. F 11/02/2005 Di 11/02/2005. Disponível í l em http://www.femargs.com.br NASCIMENTO, Amauri Mascaro. A competência da Justiça do trabalho para a relação de trabalho, São Paulo: LTr, 2005. SADY, João José. Pela Culatra: ampliar competência da Justiça do trabalho é arriscado. arriscado Consultor Jurídico. Jurídico Disponível em : <http://64.2007.161.190/novo/static/texto/34058,1> A Aplicabilidade do Artigo 475-J do CPC na Justiça do Trabalho Marinês Braga da Silveira Orientadora: Profa. Profa Dra. Dra Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução O presente trabalho destina-se a demonstrar a possibilidade da aplicação subsidiária do artigo 475-J do Código de Processo Civil – agregado à legislação processualista através Lei 11.232/05 - ao Processo do Trabalho com a intenção de se atingir a efetividade processual que o referido dispositivo já proporciona ao processo comum. Primeiramente foi apresentada as discussões teóricas acerca do princípios aplicáveis no processo trabalhista, prosseguindo com o estudo das normas aplicáveis ao processo do trabalho de forma direta ou subsidiária e, finalmente, a análise da aplicabilidade no processo do trabalho do artigo 475-J do Código de Processo Civil p da celeridade,, economia e baseado na reflexão a respeito efetividade processual. Metodologia O tema foi realizado sob uma metodologia embasada principalmente em pesquisa bibliográfica, utilizando-se das mais recentes citações sobre o assunto. Foram consultados doutrinas, legislações e jurisprudências. A internet, como fonte atual, rica e acessível, também foi i t instrumento t utilizado tili d como meio i de d pesquisa. i A pesquisa dá enfoque ao pensamento jurisprudencial no âmbito dos Tribunais Regionais do Trabalho, indicando o entendimento majoritário atual. Resultados Temos que a proposta da presente pesquisa alcançou seu resultado quando expôs acerca da aplicabilidade do art. 475-J do Código de Processo Civil no âmbito da Justiça do Trabalho, de forma subsidiária em razão da solução mais célere à lide e maior efetividade da prestação jurisdicional. Vimos também, através da análise de alguns princípios constitucionais que tal instituto é perfeitamente cabível ao processo trabalhista. Para os que defendem a inaplicabilidade do art. 475-J do Código de Processo Civil no âmbito da Justiça do Trabalho, o correto para a modificação do modelo da execução trabalhista existente não é outro senão o da alteração legislativa específica, previsão de métodos próprios p p que q guardem g sintonia com p com a Constituição da República e sejam eficazes para efetivar o crédito trabalhista. Devemos lembrar que o crédito do trabalhador detém natureza alimentícia e por isso assegurar a satisfação do seu crédito privilegiado de forma rápida é um direito que deve ser respeitado. Conclusões Embora não exista um Código de Processo de Trabalho especializado, entende-se ser perfeitamente possível a aplicação subsidiária do Código do Processo Civil, tomando por base o artigo 769 da CLT, reforçada pela Emenda Constitucional 45 que acrescentou o inciso LXXVIII ao artigo 5º da Constituição da República. São mais de 68 anos de vigência da CLT e poucas alterações foram feitas para atender os anseios atuais. A Lei 11.232/05 promoveu ótimas alterações na seara processualista, e suas inovações são de grande valia, principalmente ao Processo do Trabalho, que precisa se tornar mais célere e efetivo na prestação Jurisdicional. Nesse sentindo, o art. 475-J do Código de Processo Civil, contempla a multa de dez por cento caso a sentença condenatória não seja cumprida voluntariamente, caracteriza a celeridade na prestação jurisdicional em face do princípio da razoável duração do processo, previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII, da CF e deve ser aplicado no âmbito trabalhista. Referências Bibliográficas CHAVES, Luciano Athayde. A Recente Reforma no Processo Comum e seus Reflexos no Direito Judiciário do Trabalho. 3. ed. São Paulo: LTr, 2007. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 32 ed. São Paulo: Saraiva, 2006. GIGLIO, Wagner D. Direito Processual do Trabalho. 14 ed. d São Sã Paulo: P l Saraiva, S i 2005. 2005 LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho. – 4. ed. – São Paulo: LTr, 2006 SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho. – 2. ed. – São Paulo: Ltr, 2009. Internet htt // http://www.ufrnet.br/~tl/otherauthorsworks/schiavi_prin f t b / tl/ th th k / hi i i cipios_dpt.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2010. A Possibilidade de Reconhecimento da Arbitragem no PT Relativamente a Direitos Individuais Indisponíveis Milvania Maria de Oliveira Dantas Orientadora: Profa. Dra. Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução A JT é reconhecida h id atualmente t l t como célere. él A busca b pela l perfeição permite-nos observar cada mudança que vise incrementar na atividade fim do judiciário meios eficientes tanto para o Estado quanto para a sociedade. Neste sentido decidimos abordar a figura da arbitragem pelo fato de considerarmos como uma solução que beneficia o direito e os cidadãos. Nosso trabalho foi dividido em: Introdução - são as noções preliminares. Primeiro capítulo - distinção dos estatutos da mediação e arbitragem. Segundo capítulo - analise sistemática da juridicidade dos aspectos técnicos da Lei de Arbitragem, à Luz da CF e das normas intraconstitucionais. intraconstitucionais Terceiro capítulo - onde tentaremos elucidar a possibilidade de inserção da arbitragem, na JT, acerca de direitos individuais indisponíveis. Conclusões - voltadas ao acolhimento da arbitragem no processo do trabalho como forma de solucionar conflitos individuais indisponíveis. Metodologia Este trabalho foi calçado em pesquisas bibliográficas de diversos autores, bem como em experiências pessoais, objetivando mostrar a possibilidade do reconhecimento da arbitragem no Processo do Trabalho relativamente a Direitos individuais indisponíveis. Para desenvolvermos o mesmo lançamos mão de estudos teóricos existentes na doutrina jurídica, bem como, da análise da jurisprudência, pesquisando súmulas, artigos, textos, livros, orientações jurisprudenciais que tratam direta ou indiretamente de tal temática e dos assuntos afins que respaldam o aporte teórico que nos orienta. Resultados Nosso trabalho tem como problemática o estudo da inserção da arbitragem no processo do trabalho, de modo a reduzir a crescente demanda de reclamações dirigidas a esta justiça especializada e consequentemente tornar o procedimento mais célere. A doutrina e a jurisprudência tem imposto obstáculos ao acolhimento dessa modalidade principalmente pelo fato de que não há respaldo na Lei de arbitragem (Lei nº. 9.307, de 23 de setembro de 1996) e na CLT para que as partes discutam o litígio em juízo arbitral. Embora não haja comandos na Lei para que efetivamente essa técnica seja expandida, por tudo o que expusemos, inclusive pelos benefícios de sua inserção, há o que discutir sobre a possibilidade de acolhimento da arbitragem em matérias indisponíveis, mas sua possibilidade é notável, uma vez que a instituição de arbitragem acerca de direitos indisponíveis sem sombra de dúvida é bom para o Estado, a sociedade e o direito, Conclusões Acerca de tudo o que expusemos, podemos defender a inclusão da técnica de arbitragem na JT, como forma de solução de conflitos individuais, pois, já que temos uma instituição legalmente autorizada à utilização dessa técnica em matérias referentes a direitos disponíveis e que esta Instituição (o MP) não está impedida de realizar a arbitragem em direitos indisponíveis, embora haja a exigência da homologação das decisões. Através de estudos constatamos a viabilidade do uso desse método, uma vez que os direitos trabalhistas, embora de ordem pública, são passiveis de transação entre as partes no Judiciário, através de acordo individual de trabalho e na prática os magistrados não adentram o questão,, limitando-se ao valor da indenização ç e mérito da q os pedidos feitos na exordial. Ora, se o Juiz Trabalhista deixa de apreciar esse mérito e o arbitro está necessariamente autorizado a emitir sobre ele uma decisão, não vislumbramos o porquê de a Lei de arbitragem não prevê essa possibilidade. Referências Bibliográficas CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 32ª ed, São Paulo: Saraiva, 2007; COELHO, Fábio Alexandre. Teoria Geral do Processo. 2ª ed. 2007. DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 2ª ed. fevereiro de 2010. HAMEL, Gary; PRAHALAD, C.K. Competindo pelo futuro. 10ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2005. JUNIOR, Tércio Sampaio Ferraz. Introdução ao estudo de direito. 4º. ed. 2003. MACHADO, Antônio Cláudio da Costa. Código de Processo Civil Interpretado. 6ª ed. 2007. MARTINS, Sergio Pinto. Comentários à CLT. 25ª ed. 2009. Seguridade Social e o Poder Judiciário Patricia Roberta Leite Oliveira Oi t d Orientador: P f Dr. Prof. D Lael L l Rodrigues R di Viana Vi Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução Seguridade Social: conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Princípios da Seguridade Social: Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações l õ urbanas b e rurais; i Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; Irredutibilidade do valor dos benefícios; Equidade na forma de participação no custeio; Diversidade e s dade da base de financiamento; a c a e to; Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, empregadores, aposentados e do governo nos órgãos colegiados; Solidariedade Social. Metodologia Investigação dedutiva; Relatório em base lógica, constitucional e legal; Observação das normas constitucionais e as infraconstitucionais, bem como, as jurisprudências e as doutrinas envolvendo o tema desta monografia; Aplicabilidade p ao fato concreto. Resultados A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem o dever de tutelar os direitos e garantias individuais e coletivos, intervindo sempre que houver lesão ou ameaça a direitos; A Seguridade Social visa garantir a Dignidade da Pessoa Humana e quando percebe-se que a ineficácia no âmbito administrativo trará consequências irreparáveis e danosas será acionado o Poder Judiciário. Conclusões Compõe o sistema da Seguridade Social: 1) Saúde: direito de todos e dever do Estado; 2) Previdência Social: contribuição compulsória para ter direito a benefícios e serviços; 3) Assistência Social: amparo às pessoas hipossuficientes – ação ç p primordial p para alcançar ç a erradicação ç da pobreza e da marginalização. O Poder Judiciário atua dentro do contexto da Seguridade Social visando garantir direitos individuais e coletivos. Essa busca ocorre na maioria das vezes em razão da lentidão do Poder Legislativo, ou seja, quando da promulgação da lei esta vem apenas no sentido de regulamentar o que já está sendo aplicado pelo Poder Executivo em cumprimento às determinações judiciais. Os principais meios utilizados pelos supostos beneficiários da Seguridade Social são a ação de mandado de segurança e o permissivo da antecipação de tutela. Referências Bibliográficas MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social, 19ª Edição, São Paulo, Atlas, 2003; Lei nº 8.212, de 24 de Julho de 1991. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil03/leis/l8212cons.htm; Lei nº 8.213, de 24 de Julho de 1991. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil03/leis/l8213cons.htm; Direito Previdenciário do Companheiro Homossexual no Brasil. http://pt.wikipedia.org/wiki/direitos previdenci%c3%a1riosdocompanheirohomossexual no brasil> Acesso em: 22.07.2011; Jurisprudência do STF disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarConsolid ada asp>; ada.asp>; Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Disponível em: <http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp. O Princípio da Função Social e os Contratos de Plano de Saúde Priscila Bueno de Souza Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Civil Introdução O direito à saúde é um Princípio fundamental previsto na Constituição Federal, no art. 6º, e desta forma incluso no rol dos direitos sociais. Entretanto, diante do serviço de saúde oferecido pelo Estado, que não corresponde às necessidades do cidadão, popularizou-se a busca pelo serviço privado, oferecido pelas empresas prestadoras de saúde, conhecidas como Planos de Saúde. Eis que surge o o contrato privado de prestação de serviços de saúde, na maioria das vezes, estabelecido através de contrato de adesão. Na utilização dos serviços contratados ocorrem problemas diversos que envolvem a falta de cobertura, limitação de procedimentos procedimentos, negativa de acesso a profissionais médicos, clínicas e laboratórios, culminando na busca do Judiciário para solução dos conflitos. Metodologia O trabalho ora apresentado foi desenvolvido através do estudo doutrinário, através dos mais respeitados doutrinadores brasileiros e suas análises sobre as questões abordadas. A interpretação da doutrina aplicada em nossos tribunais merece destaque, visto que o direito, como matéria viva, oferece a possibilidade de apreciação e reinterpretação constante, para atender aos anseios e necessidades da sociedade. Resultados A necessidade da apreciação contratual pelo poder Judiciário faz com que a matéria em estudo esteja constantemente atualizada, de forma que é possível a interpretação das cláusulas firmadas em sede privada, observando-se os preceitos da Carta Magna, o Código Civil Brasileiro e o Código de Defesa do Consumidor. E desta forma, ainda que o contrato de saúde privado seja estabelecido na esfera particular, não podem as partes extrapolarem as cláusulas de modo a ferir ou ignorar os Princípios fundamentais estabelecidos pela Legislação pátria. Conclusões A apreciação do contrato particular deve observar os preceitos constitucionais, bem como a legislação pátria, dentre os quais está inserido o Princípio da Função Social do Contrato conforme art. 421, do Código Civil de 2002. Analisadas as diretrizes legais que regem o contrato, conjuntamente com a interpretação que vem recebendo em nossos Egrégios Tribunais, sob a égide do Princípio da Função Social do Contrato, conclui-se pela necessidade de uma nova visão sobre o contrato, que estabeleça o equilíbrio na relação contratual. Amparada pela doutrina e legislação para que venha finalmente atender à necessidade daqueles que recorrem aos serviços de saúde privados, na tentativa de suprir o direito que lhe é negado ou fornecido precariamente precariamente, que é do direito á Vida e à Saúde. Referências Bibliográficas DINIZ, M.H. Curso de Direito Civil Brasileiro. Teoria das Obrigações Contratuais e Extracontratuais. 23ª edição. São Paulo: Saraiva, 2007. PEREIRA. C.M.S. Instituições de Direito Civil. Volume III. 15ª edição. São Paulo: Forense, 2011. SIQUEIRA, D.P. Tutela Coletiva do Direito à Saúde. L Leme-SP: SP Lemos L e Cruz, C 2011. 2011 Fator Previdenciário Queli Fuza Ferreira Martins Orientador: Prof. Dr. Lael Rodrigues g Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução A Previdência Social, ramo da Seguridade Social, tem como finalidade a concessão de benefícios àqueles que lhe verteram contribuições durante um certo período (carência). Entre os benefícios, há aqueles sobre os quais incide o fator previdenciário, instituído pela Lei n° 9.876/99, criado sobre o argumento de que a sua aplicação resultaria na diminuição das despesas com aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Diante de tantos questionamentos e descontentamentos – inclusive já foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 2.110 e 2.111 – atualmente tramita no Congresso, o Projeto de Lei n°3.299/08, que visa alterar as atuais regras para concessão das aposentadorias e substituir o fator previdenciário. Metodologia Este trabalho abordou o fator previdenciário e suas implicações. Através de estudo bibliográfico foi apresentado o fator previdenciário desde a sua criação até as consequências de sua aplicação. Demonstrando seus efeitos e implicações sobre o benefício sobre o qual é aplicado, através dos diversos pontos favoráveis e desfavoráveis a ele. Resultados O fator previdenciário foi criado para prolongar a permanência do trabalhador no mercado de trabalho, porém não cumpriu essa expectativa, pois caso posterguem o início de sua aposentadoria, a redução do tempo de sua duração, neutralizaria a majoração do seu valor. Também foi uma forma possível, mas não ideal de desestimular e amenizar os efeitos de uma aposentadoria precoce, uma vez que o segurado não sabe qual será a sua renda mensal se decidir adiá-la por conta das progressivas atualizações nas tábuas completas de mortalidade elaborada pelo IBGE. A aplicação do fator previdenciário desiguala situações exatamente iguais, iguais no caso aqueles que somam o mesmo tempo de contribuição deveriam ter o mesmo direito, porém causa desvantagem para aqueles que ingressam muito jovens no mercado de trabalho, sendo assim, tratase de uma afronta ao princípio da isonomia. Conclusões É difícil prever o futuro do fator previdenciário, mas diante de tantas inconformidades e insatisfações é provável que seja extinto ou substituído quando encontrado uma forma mais equilibrada e justa para atender ao art. 201, § 1° da Constituição Federal que diz que “A Previdência será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial...”, o que representará um avanço para a previdência e para o país. Embora o fator previdenciário tenha sido uma forma de corrigir a ausência de idade mínima, e assim não causar um grande impacto nos cofres públicos, sua aplicação p prejudica p j a maioria da população, p p ç , que q não é jjusta,, pois trabalhou a vida inteira e concluiu todos os requisitos pré estabelecidos para receber uma aposentadoria que gere conforto e segurança para si e para sua família no momento de inatividade. Referências Bibliográficas IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário – 15° edição. Rio de Janeiro: Editora Impetus, 2010. MARTINEZ, Wladimir Novaes. Comentários à Lei Básica da Previdência Social: Tomo II – Plano de Benefícios – 5° edição. São Paulo: Editora LTR. 2001. MARTINEZ, Wladimir MARTINEZ Wl di i Novaes. N Fator F t previdenciário id iá i em 420 perguntas e respostas – 2° edição. São Paulo: Editora LTR. 2001. MARTINEZ, Wladimir Novaes. DESAPOSENTAÇÃO - 2º edição. São Paulo: Editora LTR. 2009. Educação Fiscal – Uma Possibilidade para o Retorno da Valorização e Melhor Utilização do Tributo Rafael Parente Nogueira Orientador: Prof. Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução O trabalho se propõe a analisar e discutir a idéia de Educação Fiscal que tem sido, recentemente, uma das prioridades nos temas discutidos pelas administrações federais mundiais. Esse conceito mostra-se como uma verdadeira possibilidade para o retorno da valorização e melhor aproveitamento dos recursos arrecadados através da tributação. No decorrer do estudo são abordados alguns pontos que se relacionam com o tema Educação Fiscal como: o surgimento dos tributos, o conceito e a classificação da democracia, a sonegação fiscal, a corrupção, entre outros. Metodologia Como metodologia adotada no trabalho as técnicas utilizadas foram: a revisão e o reflexo da literatura existente sobre o tema; a elaboração de um texto básico, compreendendo os conceitos e as idéias defendidas por estudiosos sobre o assunto, t com sugestões tõ para a maior i propagação ã e divulgação da idéia. Resultados A partir do estudo realizado, concretiza-se a profunda importância que o tema Educação Fiscal tem para o desenvolvimento da sociedade moderna. Uma recente preocupação que ganha mais e mais defensores e que aponta para um caminho no qual o exercício da cidadania como um todo irá evoluir a população de uma maneira geral. Nesse estudo foram abordados temas e conceitos que se relacionam com a idéia de cidadania fiscal e que a partir da apresentação desses parâmetros pôde-se compreender melhor a abrangência que o objeto de estudo possui para a sociedade futura. Conclusões O trabalho é concluído defendendo – após serem apontados diversos fatores benéficos – que a política de Educação Fiscal deve ser paulatinamente mais difundida e propagada pela sociedade pois com isso a mesma terá um ganho imensurável em qualidade no retorno dos recursos despendidos através da tributação. Referências Bibliográficas ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário Esquematizado. 4. ed. São Paulo: Método, 2010. ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Administrativo Descomplicado. 19. ed. São Paulo: Método, 2011. BOBBIO , Norberto. Estado, governo, sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 1987. BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 14. ed. São Paulo: Malheiros, 2004. CASALTA NABAIS, José. Política Fiscal, desenvolvimento sustentável e luta contra pobreza . Coimbra: Coimbra Editora, 2001. HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia : entre f ti id d e validade. factividade lid d Rio Ri de d Janeiro: J i Tempo T Brasileiro, B il i 1997. A Progressividade do IPTU Renata Miura Kahn da Silveira Orientador: Prof. Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução A progressividade do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) constitui-se, atualmente, como um importante instrumento de planejamento urbano. Presentemente, em decorrência de alterações legislativas, a progressividade do IPTU possui duas formas que podem ser plenamente utilizadas pelo Poder Público. O presente t estudo t d demonstrará d t á quais i são ã estas t duas d hipóteses de progressividade e as problemáticas encontradas antes e após à vigência das normas atuais. Assim, analisaremos a cobrança do IPTU não apenas sob o enfoque arrecadatório, mas também como eficaz ferramenta de planejamento urbano, procurando inibir a especulação imobiliária e voltado à promoção do bem comum e redução das desigualdades sociais. Metodologia A metodologia adotada amparou-se em pesquisas doutrinárias, normativas e jurisprudenciais. A pesquisa doutrinária visou buscar suporte em estudos dos institutos jurídicos relacionados com os tributos em geral e especificamente com o IPTU. Da mesma forma, a pesquisa normativa teve o l levantamento t t das d normas revogadas d e atuais t i que se relacionam com o objeto deste estudo. A pesquisa jurisprudencial foi direcionada às principais questões e soluções adotadas para as formas de progressividade do IPTU existentes, servindo de base jurídica para a parte final do trabalho. Resultados As pesquisas permitiram observar que a jurisprudência relativa à progressividade extrafiscal do IPTU entendeu que esta foi devidamente delimitada pela Constituição Federal de 1988, dependendo apenas de regulação por lei ordinária federal para sua implementação, o que ocorreu por meio da Lei n. 10.257/01 (Estatuto das Cidades). Por outro lado, a jurisprudência que tratava da progressividade fiscal do IPTU fixou o entendimento de que a redação original da Constituição Federal de 1988 não permitia a sua incidência, em que pese parte da doutrina favorável a sua aplicabilidade. A mudança desse entendimento jurisprudencial ocorreu apenas com a vigência da Emenda Constitucional n. 29/00, que permite expressamente a incidência da progressividade fiscal do IPTU. Conclusões Atualmente, tanto a progressividade fiscal do IPTU quanto a extrafiscal podem ser utilizadas pelo Poder Público para uma melhor organização dos centros urbanos. O caráter extra fiscal da progressividade do IPTU permite o desincentivo da propriedade de terrenos não utilizados ou subutilizados nas áreas urbanas, pois eles tem servido como instrumento de especulação imobiliária atendendo interesses exclusivamente particulares. Além disso, a progressividade fiscal, utilizada de acordo com a localização do imóvel, foi devidamente implementada pela Emenda Constitucional n. 29/00, de sorte que o Poder Público pode fazer uso deste instrumento para que se atenda o zoneamento urbano estabelecido desonerando os imóveis mais afastados do estabelecido, centro da cidade e que tenham menos serviços públicos a sua disposição. Referências Bibliográficas ATALIBA, Geraldo. Hipótese de Incidência Tributária. 6ª ed. São Paulo: Malheiros, 2000. CARRAZZA, Elizabeth Nazar. IPTU e progressividade. Curitiba: Juruá, 1992. CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário, 12ª ed. São Paulo, Saraiva, 1999. FURLAN, Valéria. Análise jurídica da progressividade do IPTU. Revista de Direito Tributário, São Paulo, n. 86, 2002. REALE, Miguel. O IPTU: progressivo e a inconstitucionalidade da EC 29/2000 (Parecer). Revista Dialética de Direito Tributário, São Paulo, n. 81, 2002. Planejamento Tributário: Estudo de Caso em um Escritório de Contabilidade Renato Kraus Orientador: Prof. Dr. Vssilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução Com um mercado cada vez mais competitivo e com menos recursos disponíveis, é muito importante que as empresas façam um bom planejamento tributário, a fim de diminuir o impacto em suas finanças e aumentar os seus lucros. Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivos desenvolver um estudo sobre o Simples Nacional e o Lucro Presumido, com a legislação vigente até 30/06/2011, e verificar de que forma se enquadra um escritório de contabilidade, localizado no município de São José – SC, nestes sistemas de tributação, a fim de comparar os resultados obtidos e determinar qual a forma mais vantajosa de tributação. Metodologia O estudo de caso proposto consiste na analise e comparação fiscal entre o Simples Nacional e o Lucro Presumido. Para esta analise será utilizada uma empresa prestadora de serviços de contabilidade, da qual foram levantados dados contábeis, tais como: faturamento, tributação imposta, gastos com folha de pagamento, dentre outros. Dessa forma, este trabalho consiste em uma pesquisa descritiva, de natureza quantitativa, desenvolvido por meio de estudo de caso. Resultados No Simples Nacional observou-se que os escritórios de contabilidade podem ser enquadrados no anexo III, sendo que deve ser subtraído o ISSQN, que deverá ser recolhido de acordo com a legislação municipal. No município de São José/SC os escritórios de contabilidade optantes pelo simples nacional recolhem o ISSQN, anualmente, de acordo com o numero de profissionais que atuam na atividade fim. Quanto ao lucro presumido observou-se que os escritórios de contabilidade, por serem prestadoras de serviços tem a presunção de lucro em 32,00% (trinta e dois por cento), para IRPJ e CSLL, com a alíquota de 15,00% (quinze por cento) e 9,00% (nove por cento) p Para os tributos incidentes sobre o respectivamente. faturamento, PIS, COFINS e ISSQN, são tributados a alíquotas de 0,65% (sessenta e cinco décimos por cento), 3,00% (três por cento) e 2,50% (dois inteiros e cinco décimos por cento) respectivamente. Conclusões Com base nos objetivos propostos à esta pesquisa, realizou-se um estudo sobre a forma de tributação no simples nacional e no lucro presumido, identificando as alíquotas e base de cálculo. Com estas informações podese apurar qual seria a forma mais vantajosa de tributação. O estudo foi realizado com sucesso, pois permitiu verificar que no simples nacional a empresa teria uma carga tributária reduzida em relação ao lucro presumido. Com o simples nacional em 2010 a empresa obteve economia tributária de R$ 40.451,84 (quarenta mil, quatrocentos e cinqüenta e um reais e oitenta e quatro centavos), em relação ao lucro presumido. Em percentual essa diferença foi de 16,76%. Em 2011, 2011 com a continuidade no simples nacional nacional, a previsão é da empresa ter economia tributária de R$ 40.171,06 (quarenta mil, cento e setenta e um reais e seis centavos), em relação ao lucro presumido. Sendo em percentual de 15,70%. Referências Bibliográficas ANGHER, Anne Joyce (Org.). Vade Mecum Acadêmico de Direito. 2 ed. São Paulo: Riddel, 2005. BECKER, Alfredo Augusto. Teoria geral do direito tributário. 4 Ed. São Paulo: Noeses, 2007 BRASIL. Lei Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o estatuto nacional da microempresa e d empresa de da d pequeno porte. t Diário Diá i Oficial Ofi i l da d União, U iã 15 dez. 2006. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/leiscompl ementares/2006/leicp123.ht> Acesso em: 02 jul. 2011. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de direito tributário. 30 ed. Brasil: Malheiros Editores, 2009. A Prova do Assédio Moral no Direito Processual do Trabalho Rita de Cássia Zakaib Ferreira da Silva Orientadora: Profa. Profa Dra. Dra Patrícia Haddad Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito do Trabalho Introdução O presente estudo objetiva a análise da prova e do ônus da prova do assédio moral no âmbito do processo laboral, através da conceituação da matéria que apenas recentemente foi trazida a apreciação judicial. Analisa, também, o confronto com os princípios, a inversão e a distribuição do ônus da prova e a aplicação da Teoria Dinâmica da Distribuição do Ônus da Prova. Releva destacar que a questão tem importante aspecto social, pois é a principal responsável pela formação do convencimento do julgador, nada adiantando elaboradas testes jurídicas não corroboradas pela comprovação fática, de modo que a presente discussão mostra-se relevante não apenas doutrinariamente, mas também para prática cotidiana das reclamações ç trabalhista. ap Destarte, a prova do assédio moral, diante da ausência de previsão em lei, além de essencial, possui inafastável valor ético, pois está diretamente relacionada a busca da verdade real, que é princípio basilar do processo do trabalho. Metodologia O presente trabalho científico obedece às normas para Monografia de Compilação, sujeita ao procedimento racional teórico, sendo desenvolvido através de procedimentos de pesquisa bibliográficas e documental em materiais de leitura e pesquisa. O método é dedutivo, partindo do geral para o particular e os procedimentos utilizados são o histórico, monográfico, narrativo – interpretativo, bem como legislação e jurisprudência atual relacionada ao tema. Como fontes técnicas para elaboração do trabalho foram utilizadas tanto documentais, a saber: livros, legislação, jurisprudência, quanto instrumentos técnicos, tais como: computador, textos e materiais de internet. O estudo foi realizado através de relação bibliográfica, de forma analítica às obras de juristas, com a interpretação da pesquisadora relativamente aos ensinamentos expressos pelos autores, em especial do ramo do Direito Processual do Trabalho. Resultados Resulta R lt o trabalho t b lh realizado li d no entendimentos t di t de d que a prova do assédio moral, especialmente do dano dele decorrente, é divergente, na medida em que existem três correntes, de acordo com os quais o dano exclusivamente moral dispensaria a prova, ou, em sentido contrário a atividade probatória seria a mesma necessária para a comprovação do dano material e, de forma intermediária, uma terceira corrente admite uma presunção relativa, relativa dispensando apenas a prova do dano presumível ao homem médio. Resultou também evidente que o ônus da prova do assédio moral é predominantemente do autor, tornando impraticável, salvo raras oportunidades, a inversão do ônus da prova e fazendo com que a atividade probatória seja muito mais árdua, haja vista, inclusive, a prevalência da prova oral, sabiamente mais complexa, devendo ser apreciada de acordo com os princípios da persuasão racional e da aptidão da prova, este último corolário da Teoria Dinâmica da Distribuição do Ônus da Prova, ainda não plenamente inserida no meio jurídico nacional.. Conclusões Pelo exposto, a conclusão que se infere é a dificuldade de comprovação do assédio moral na Justiça Laboral, o que se deve especialmente à ausência de norma legal e a contemporaneidade da matéria, devendo ser considerado ainda o árduo ônus probatório atribuído ao autor. Quanto ao dano, propriamente, embora não seja o entendimento atual, conclui-se conclui se ser o mais acertado aquele que dispensa a prova da dor psíquica facilmente reconhecida no homem comum, considerando, ainda, a natureza da lesão e admitindo, sempre, a prova contrário, uma vez que a presunção, nesse caso, não é absoluta. Conclui-se, ademais, que a prova do ato de assédio moral além de imprescindível é ônus do autor, sendo dificilmente objeto de inversão inversão, pois a parte contrária está, está na maioria das vezes, autorizada a não produzir qualquer prova, caso o autor não se desincumba da comprovação da alegação, restando em favor deste apenas a aplicação dos princípios da prova e das teorias a serem utilizadas por analogia. Referências Bibliográficas BITTAR BITTAR, Carlos C l Alberto. Alb t Reparação R ã Civil Ci il por Danos D Morais – São Paulo: Revista dos Tribunais, 1993. Cairo Junior. Jose. Curso de Direito do Trabalho – Salvador: Jus PODIVM, 2008. CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho – 32ª ed. atual. por Eduardo Carrion – São Paulo: Saraiva, Saraiva 2007 2007. CAVALCANTE, Jouberto de Quadros Pessoa; JORGE NETO, Francisco Ferreira. O Direito do Trabalho e o assédio moral. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 638, 7 abr. 2005. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/ texto/6457. Acesso em: 22.03.2011. q Bezerra. Curso de Direito LEITE,, Carlos Henrique Processual do Trabalho – 2ª ed. São Paulo: LTr, 2004. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito Processual do Trabalho, 30ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito Processual do Trabalho – 21ª ed. atual. – São Paulo: Saraiva, 2002. Contrato Imobiliário Vinculado ao Sistema Financeiro de Habitação: Mútuo Riva Aparecida Ribeiro Sant'Anna Sant Anna Orientador: Prof. Dr. Rodolpho Vannucci Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Imobiliário Introdução A presente monografia tem o escopo de ressaltar a importante função de uma operação imobiliária bastante difundida, de recorrente uso por um grande percentual da população: o financiamento habitacional, sujeito às diretrizes da lei n. 4.380/64, não apenas sobre ele discorrendo, mas também colocando-o sob a perspectiva de um contrato civil específico, qual seja, o contrato de mútuo. Para que se compreenda a conexão do contrato de mútuo com o financiamento habitacional, estudar-se-á o instituto do SFH, à luz da legislação pátria a ele relacionada, desde sua criação às suas principais regras. Com intuito contributivo de aperfeiçoamento, serão apontadas eventuais lacunas do sistema, sistema com apresentação de sugestões básicas que pareçam aptas a melhorar o atual índice de conflitos judiciais entre mutuários e bancos. Metodologia No que tange à metodologia utilizada neste estudo, optamos pelos seguintes métodos: Pesquisa teórica com o objetivo de conhecer e aprofundar a discussão acerca do tema principal. Pesquisa bibliográfica pelo estudo e análise de obras doutrinárias, embora muito escassas, para que se possa reunir i elementos l t sobre b o plano l teórico t ó i do d assunto. t Pesquisa de campo, através da observação de fatos, leitura de artigos de diferentes mídias sobre as consequências dos conflitos existentes entre partes contratantes, extraindo dados que possibilitem a elaboração de sugestões. Resultados O tema abordado neste trabalho é, quanto possível, inédito, tendo em vista a escassez de estudos e obras doutrinárias acerca do mesmo, qual seja, a importância do contrato de mútuo no Sistema Financeiro de Habitação. Além do aspecto supracitado, o foco do estudo foi direcionado para as consequências práticas em função do sistema como é hoje, que deságua em inúmeras contendas judiciais desnecessárias. Uma vez seja esta uma questão de natureza prática, improvável haver a adoção de uma ou outra corrente doutrinária, já que não há registros de abordagem do tema pelo mesmo ponto de vista que esta monografia abordou. Filiamo-nos, portanto, a uma posição independente, de acordo com o objetivo estabelecido: estimular a adoção de medidas que tornem a população ciente dos requisitos para um financiamento habitacional, bem como dos seus direitos e deveres, evitando processos judiciais equivocados. Conclusões Pudemos identificar os diversos conflitos que frequentemente ocorrem neste tipo de operação, conflitos esses que só fazem desperdiçar tempo e colocar em risco tanto os direitos do mutuante quanto os do mutuário, além de congestionar o Poder Judiciário com processos desnecessários. Fica evidente, portanto, o fator que dá origem a tantos litígios em vão, identificado como lacunas na legislação pátria, agravado principalmente pelo desleixo do brasileiro em relação à busca de informação para resguardo do próprio direito na fase da contratação do financiamento. Vemos, então, a forte necessidade da implementação de políticas bem elaboradas de conscientização e de entrega das informações essenciais ao financiamento, financiamento que devem ser conhecidas pelos mutuários em geral, com o objetivo de garantir os direitos tanto do tomador do empréstimo quanto das instituições financeiras, evitando, assim, celeumas absolutamente dispensáveis. Referências Bibliográficas GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3. 7 ed. São Paulo: Saraiva, 2010. CARTILHA do Financiamento Habitacional “Casa Própria” 3 ed. ABMH – Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação, Brasília, jul. 2002. Disponível em: http://www.abmh.com.br/x/attachments/142 Cartilha Mu http://www.abmh.com.br/x/attachments/142_Cartilha_Mu tuario_ed3.pdf. Acesso em: 02 jul. 2011, às 14:21. HABITAÇÃO Caixa – Lista de Documentos Internet. Caixa Econômica Federal. Disponível em: http://www1.caixa.gov.br/habitacao/documentoshabitac aocaixa/documentos.asp?tipo=tela. Acesso em: 23 jul. 2011, às 14:47 BRASIL . Lei nº 8.962, de 28 de julho de 1993. O Instituto do Livramento Condicional no Direito Penal Brasileiro e sua Atuação como Viabilizador de Garantias Constitucionais Robson Fernandes de Farias Orientador: Prof. Dr. Alexandre Cunha Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Penal Introdução No Presente trabalho defende-se a proposição (tese) de que o Instituto do livramento condicional desempenha, no Código Penal (CP) brasileiro, não apenas a função de tornar mais justo o cumprimento da pena aplicada, propiciando ao apenado a progressão de regime, em função de seus antecedentes, de seu comportamento carcerário, etc., mas atua, em verdade, como elemento que viabiliza e consolida as garantias constitucionais estabelecidas no inciso XLVI, a, e no o inciso XLVIII, Art. 5º, da Constituição Federal (CF). Assim, propõe-se que o Instituto do livramento condicional, o qual é alvo de críticas por grande parte da sociedade, não poderia ser, por exemplo, suprimido do CP (caso tal proposição fosse posta pelo legislador) visto constituir-se em forma de viabilizar i bili garantias ti constitucionais. tit i i Metodologia A análise e interpretação crítica da Carta Magna, bem como dos Códigos Penal (CP) e de Processo Penal (CPP), constituíram-se na abordagem para a elaboração do presente trabalho, que teve por objetivo defender a proposição (tese) de que o Instituto do livramento condicional desempenha, no Código Penal (CP) brasileiro, não apenas a função de tornar mais justo o cumprimento da pena aplicada, propiciando ao apenado a progressão de regime, em função de seus antecedentes, de seu comportamento carcerário, etc., mas atua, em verdade, como elemento que viabiliza e consolida as garantias constitucionais estabelecidas no inciso XLVI, a, e no o inciso XLVIII, Art. 5º, da Constituição Federal (CF). Resultados A indignação popular com o instituto do livramento condicional torna-se maior ao saber-se que o mesmo é cabível até mesmo para os chamados crimes hediondos, conforme estabelece a Lei 8.072/90, a qual acrescentou, ao Art. 83 do CP, o inciso V, o qual permite ao praticante de crime hediondo beneficiar-se do instituto, uma vez cumpridos dois terços da pena aplicada. Muito embora o livramento condicional possa ser entendido como elemento humanizador, e que termina por compensar àquele que cumpriu sua pena de forma “ordeira”, é inegável que o bom comportamento carcerário do apenado, bem como outros elementos que possam somar-se para conferir ao preso o direito ao livramento condicional,, não relacionam-se,, diretamente,, ao delito praticado nem à pena, em função deste, aplicada. Conclusões O Instituto do livramento condicional desempenha, no Código Penal (CP) brasileiro, não apenas a função de tornar mais justo o cumprimento da pena aplicada, propiciando ao apenado a progressão de regime, em função de seus antecedentes, de seu comportamento carcerário, etc., mas atua, em verdade, como elemento que viabiliza e consolida as garantias constitucionais estabelecidas no inciso XLVI, a, e no o inciso XLVIII, Art. 5º, da Constituição Federal (CF). Logo, propõe-se que o Instituto do livramento condicional, o qual é alvo de críticas por grande parte da sociedade, não poderia ser, por exemplo, suprimido do CP (caso tal proposição fosse posta pelo legislador) visto constituir-se em forma de viabilizar garantias constitucionais. Referências Bibliográficas ALMEIDA, R.M. de. Teoria Geral do Processo. São Paulo: Método, 2009. BITENCOURT, C.R. Código Penal Comentado. São Paulo: Saraiva, 2007. CAPEZ, F. Curso de Direito Penal – Vol.1 – parte geral, 13ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2009. CINTRA, A.C. de A., GRINOVER, A.P., DINAMARCO, C.R. Teoria Geral do Processo, 25ª Edição. São Paulo: Malheiros Editores, 2009. Código Penal, Biblioteca Jurídica. São Paulo: On-Line Editora, 2009. COSTA Jr., P.J. Código Penal Comentado, 8ª Edição. Sã Paulo: São P l DPJ Editora, Edit 2005 2005. MORAES, A. de, Direito Constitucional. 23ª Edição, São Paulo: Editora Atlas, 2008. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Rodrigo Octavio Leonidas Kahn da Silveira Orientador: Prof Prof. Dr Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução As Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) são um instituto ainda com pouca aplicação no Brasil. Por tal motivo, o presente estudo visa demonstrar o contexto histórico do referido instituto, relacionando-o com os textos das antigas Constituições. Busca-se também B t bé situá-lo it á l dentro d t das d espécies é i de d tributo, t ib t mediante a análise de sua natureza jurídica, de seus princípios constitucionais e das normas específicas para sua instituição. Por fim, verificamos quais as principais questões relativas às CIDE em espécie, demonstrando as soluções legais para cada hipótese. Metodologia A metodologia adotada se deu por meio de pesquisas doutrinárias, normativas e jurisprudenciais. A pesquisa doutrinária visou buscar suporte em estudos dos institutos jurídicos relacionados com os tributos em geral e especificamente com as CIDE, incluindo-se o seu contexto econômico e histórico. Da mesma forma, D f a pesquisa i normativa ti teve t o levantamento das normas revogadas e atuais que se relacionam com o objeto deste estudo. A pesquisa jurisprudencial foi direcionada às principais questões e soluções adotadas para as contribuições em espécie, servindo de suporte para a parte final do trabalho. Resultados Um dos resultados das pesquisas demonstrou que havia discussão doutrinária acerca da existência ou não de uma espécie tributária exclusiva para as CIDE, bem como se a sua criação depende de lei ordinária ou lei complementar. Além disso, constatou-se que outro problema relativo às CIDE era a afirmação de que sua instituição não poderia ser implementada quando fosse utilizado fato gerador de impostos estaduais ou municipais. A pesquisa também trouxe à tona a questão referente à destinação da arrecadação das CIDE, principalmente se é possível o custeio de serviços públicos. E, finalmente, verificou-se que outro ponto controvertido diz respeito à necessidade de relação direta do sujeito passivo da CIDE com o benefício decorrente da atuação estatal. Conclusões Podemos concluir que as CIDE são uma espécie de tributo, ao lado dos impostos, taxas e contribuições de melhoria e podem ser instituídas por meio de lei ordinária. Desta forma, é possível que a União utilize os mesmos fatos geradores dos impostos de competência dos Estados e Municípios, pois os artigos 150, 153 e 156 da Constituição Federal não se aplicam às contribuições. Entretanto, deve-se observar que as CIDE não podem servir para custeio de serviços públicos, pois assumiriam, desse modo, as funções típicas dos impostos. Por fim, não há necessidade de que o contribuinte seja diretamente beneficiado pela arrecadação das contribuições em comento, haja vista que o seu objetivo é a intervenção indireta no domínio econômico como instrumento de política econômica da União. Referências Bibliográficas ATALIBA, Geraldo. Hipótese de Incidência Tributária. 6ª ed. São Paulo: Malheiros, 2005. BARRETO, Paulo Ayres. Contribuições: regime jurídico, destinação e controle. São Paulo: Noeses, 2006. CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 18ª ed. São Paulo: Saraiva, 2007. GAMA, Tácio Lacerda. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. São Paulo: Quartier Latin, 2003. PIMENTA, Paulo Roberto Lyrio. Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico. São Paulo: Dialética, 2002. VENANCIO FILHO, Alberto. A Intervenção do Estado no D í i Econômico. Domínio E ô i O direito di it público úbli econômico ô i no Brasil. Rio de Janeiro: Renovar, 1998. A Substituição Tributária no ISSQN com Enfoque no Município de Bauru Silvia Regina Barbosa Orientador: Prof. Dr. Vassilios Tritsis Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução O presente trabalho visa a abordar a questão da substituição tributária no ISSQN com enfoque em Bauru em sua legislação, demonstrando a sua importância para o aumento da arrecadação, otimizando a fiscalização, pois fica mais fácil fiscalizar e controlar o número de tomadores do que o de prestadores que são em número muito maior. Os tomadores que em sua maioria são grandes empresas acabam atuando como agentes fiscalizadores que auxiliam os entes públicos, pois por suas estruturas organizacionais eficientes, conseguem com que o tributo devido pelo prestador seja recolhido. Irá ser tratado aqui os conceitos de substituição tributária, seus aspectos históricos, legislação, aplicação no ISSQN, a retenção das empresas enquadradas no Simples N i Nacional, l a dos d entes t políticos líti e no município i í i de d Bauru, B os sujeitos da obrigação tributária, a responsabilidade pelo tributo, o ISSQN, a questão polêmica do local onde é devido o imposto que é de fundamental importância para o estudo do tema: retenção. Metodologia A metodologia adotada é a pesquisa em livros e sites jurídicos e o levantamento de dados estatísticos junto ao setor financeiro da Prefeitura Municipal de Bauru. Resultados O presente trabalho visa comprovar que com a implantação da substituição tributária no ISSQN, sua arrecadação aumentou, e para exemplificar tal fato foi utilizado o município de Bauru que através de dados estatísticos coletados junto à Secretaria de Finanças da Prefeitura Municipal de Bauru, vem a confirmar tal fato. Conclusões Conclui-se que a substituição tributária aumenta a arrecadação do ISSQN e Bauru é um exemplo de tal fato. A questão de onde é devido o imposto e portanto de onde deve ser retido, tem gerado polêmicas e levado a bitributação, pois o prestador recolhe o ISSQN onde presta o serviço e onde fica o seu estabelecimento. As jurisprudências determinavam que o ISSQN era devido no local da prestação do serviço, contrariando assim a Lei Complementar nº 116/03 que estabelecia duas situações para a cobrança do imposto: local do estabelecimento prestador com exceção de vinte atividades específicas onde é devido no local onde se presta o serviço. Baseado nesta jurisprudência, alguns municípios exigiam a retenção do imposto de todo serviço prestado dentro dos li it de limites d sua territoriedade t it i d d e a consequência ê i era a dupla d l tributação. As jurisprudências recentes determinam que o ISSQN é devido no local do estabelecimento do prestador e o campo da polêmica passa a ser a definição do que é estabelecimento prestador. Referências Bibliográficas BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, Edição: 1997. ______.CTN – Código Tributário Nacional, Lei Federal nº. 5172/66. ______.Lei Complementar nº. 116 de 31 de julho de 2.003. FAIDIGA, Maria Teresa Bijos; FAIDIGA, Daniel Bijos. Código Tributário do Município de Bauru e Legislação Complementar – Com Notas e Remissões à Legislação Vigente, Revogada e Substituída, 1º Edição, Rudyard B – Editores Associados, Bauru, 1.999. MEIRA JÚNIOR, José Julberto. Substituição tributária no ISS (retenção): considerações gerais para a sua compreensão. Revista Tributária e de Finanças Públicas, n. 56, p. 177-189, maio/jun. 2004. Imunidade Tributária no Brasil Silvia Regina Couto Silva Bertolini Oi t d Orientador: P f Dr. Prof. D M Marco A Antônio tô i Ruzene R Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução A presente monografia apresenta a temática das imunidades tributárias no Brasil. A análise parte, principalmente, do estudo do artigo 150 inciso VI, da Constituição Federal, discorrendo sobre o que diz a doutrina acerca de cada inciso e a posição do Supremo Tribunal Federal. O presente t estudo t d visa i chegar h a conclusão l ã sobre b o peso deste instituto, tendo em vista tratar-se de limitação negativa da competência tributária. Metodologia A base da pesquisa para a elaboração da monografia foi o estudo de diversas doutrinas e acórdãos proferidos pelas cortes superiores. Portanto tal estudo classifica-se, quanto aos procedimentos técnicos, como pesquisa bibliográfica. A Constituição Federal de 1988 forneceu os alicerces principais do trabalho, indicando os pontos mais importantes a serem estudados. Resultados Há divergências doutrinárias na definição do que seja imunidade tributária, porém, parte expressiva compreende a natureza jurídica como sendo uma vedação constitucional à instituição de tributos que recaiam sobre determinadas situações definidas pela Constituição Federal. Pode se verificar que as imunidades tributárias não Pode-se constituem instituto jurídico voltado apenas para a espécie de impostos, tendo o legislador constituinte de 1988 fixado algumas hipóteses para as contribuições sociais e para as taxas, vedando sua cobrança para alguns serviços. Observa-se que a desoneração abrange tanto os impostos diretos quanto os indiretos. indiretos Conclusões A imunidade para os entes públicos se dá devido a sua ausência de capacidade contributiva e por serem prestadores de serviços públicos; já nas entidades sem fins lucrativos e templos de qualquer culto a imunidade está presente devido à sua finalidade de cunho social; no caso dos partidos políticos e dos sindicatos de trabalhadores por terem como objetivo social sindicalizar trabalhadores. Assim, conclui-se que é o desejo preconizado na Constituição, através da norma imunizante preservar a capacidade econômica dos entes imunes cujo objetivo é a satisfação do interesse público, assim estes entes não podem ser atingidos em seu patrimônio, renda ou serviços pelos impostos p p diretos e nem pelo p fenômeno da repercussão econômica decorrente dos impostos indiretos, observados os requisitos preceituados no texto constitucional e no Código Tributário Nacional. Referências Bibliográficas ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário Esquematizado. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010. COSTA, Regina Helena. Imunidades Tributárias: Teoria e Análise da jurisprudência do STF. 2ª Ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2006. CARAZZA, Antônio Roque. Curso de Direito C Constitucional tit i lT Tributário. ib tá i 20ª Ed Ed. Sã São Paulo: P l Malheiros M lh i Editores, 2004. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 29ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2008. SABBAG, Eduardo de Moraes. Manual de Direito Tributário. 1ª Ed. Saraiva, 2009. Prescrição na Execução Fiscal Dívidas de IPTU Simone de Oliveira Leal Oi t d Orientador: P f Dr. Prof. D Vassilios V ili Tritsis T it i Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Tributário Introdução A presente monografia visa mais especificamente abordar o estudo do processo de execução fiscal nas dívidas advindas de IPTU (imposto territorial urbano) e o instituto da prescrição tributária que antes interrompia-se pela citação valida e pessoal feita ao devedor. Este era o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça que estabeleceu o entendimento de que o artigo 40 da Lei nº 6.830/80 não podia se sobrepor ao CTN, haja vista ser lei ordinária, e sua aplicação sofria os limites impostos pelo artigo 174 do referido Código, que foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como lei complementar. Com o advento da LC nº 118/2005, o CTN sofreu alteração em seu art. 174, parágrafo único, I, para estabelecer que a prescrição interrompe-se com o despacho do juiz que ordenar d a citação it ã em execução ã fiscal, fi l repetindo ti d o que prescrevia o artigo 40 da Lei n° 6.830/80, colocando assim uma pá de cal e contornando a discussão sobre o tema da hierarquia legislativa que há entre o CTN e a Lei de Execuções Fiscais em matéria de prescrição tributária, já que agora o mandamento está em sede de Lei Complementar. Metodologia Sua confecção corresponde a uma adaptação do Estilo Normalizador de Acordo com as Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Foram consideradas as seguintes normas: NBR 6023, NBR 6024, NBR 6027, NBR 6028, NBR 10520 e NBR 14724. FORMATO Os textos foram apresentados em papel branco, formato A4 (21,0 cm x 29,7 cm), digitados na cor preta no anverso da folha, utilizando-se da fonte Verdana tamanho 11, justificados e com a indicação de parágrafos; Pesquisa Quantitativa. Resultados Foi um estudo não aprofundado sobre o instituto da prescrição e seu marco inicial em relação as dívidas oriundas do IPTU, introduzidas pelas recentes mudanças introduzidas ao CTN com o advento da LC nº 118/2005, com a alteração em seu art. 174, parágrafo único, I, para estabelecer que a prescrição interrompe-se com o despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal, repetindo o que prescrevia o artigo 40 da Lei n° 6.830/80. Conclusões O presente trabalho teve como objetivo fazer uma análise do instituto da prescrição acerca dos débitos de IPTU. O interesse pelo temo ocorreu devido as mudanças introduzidas no CTN com as alterações trazidas pela Lei Complementar 118 de 09 de fevereiro de 2005. Para seu desenvolvimento lógico o trabalho abordou alguns l conceitos it antes t de d chegar h ao tema t em si, i por questões didáticas. Outro fator analisado foi a demora na citação que o marco para cobrança ocorrida por culpa exclusiva do judiciário. Portanto, hoje quando se inicia uma defesa em face da fazenda municipal deve-se analisar vários aspectos visando ter procedência ao final da demanda demanda. Nossa jurisprudência é passiva sobre o tema em análise, trazendo mais segurança para aqueles que buscam uma solução favorável tanto para o Executado quanto para a Exequente. Referências Bibliográficas DOWER, Nelson Godoy Bassil Direito Processual Civil, Curso Básico. São Paulo: Editora Nelpa Edições, Segunda Edição, 1995. LEAL, Rodolpho Direito Tributário, Doutrina, Legislação e Prática, São Paulo: Editora de Direito, Primeira Edição, 1996. CAMILOTTI CAMILOTTI, José J éR Renato t Di Direto t ao P Ponto t – Coleção C l ã Exames da OAB. Rio de Janeiro: Editora Litera, Primeira Edição, 2010. MONTEIRO, Washington de Barros Curso de Direito Civil – Parte Geral. São Paulo: Editora Afiliada, Trigésima Segunda Edição, 1994. SITE: WWW.JUSBRASIL.COM.BR WWW JUSBRASIL COM BR A Decisão não Concessiva de Benefício Assistencial ao Idoso, Cônjuge de Segurado Aposentado por Idade Solange Marques Caldeira Orientador: Prof. Dr. Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução Da análise das leis que versam sobre assistência social percebe-se pouco avanço em relação aos direitos daqueles considerados miseráveis. O trabalho aborda a evolução dos benefícios sociais e das melhorias ocorridas com a aplicação da legislação assistencial. Não obstante Nã b t t o ttema central t l deste d t trabalho t b lh verse sobre b a possibilidade real e fundamentada de coexistência do recebimento do Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social pelo cônjuge de um aposentado por idade no valor de um salário mínimo, apresentaremos o entendimento e a jurisprudência dos tribunais do País sobre esta possibilidade, com base no permissivo constante na Lei 10 10.741 741 de 01 de outubro de 2003, para conceder a dois idosos de uma mesma família os benefícios assistenciais. Metodologia A modalidade de pesquisa foi a descritiva utilizando padrões textuais, como doutrina, legislação e jurisprudência. Foi baseado em um estudo sobre a não cumulatividade de benefício assistencial ao idoso, cônjuge de segurado aposentado por idade. Resultados O resultado lt d obtido btid nas pesquisas i realizadas li d através t é de d legislação, doutrinas e internet foi que faz-se necessária a alteração, com a urgência que o caso requer, dos critérios utilizados pelas leis assistenciais,a fim de que os benefícios destinados aos hipossuficientes saiam da letra morta da lei e sejam efetivamente entregues aos seus destinatários. Hoje temos no Brasil leis assistenciais surgidas e aprovadas, ainda que tardiamente. São leis, contudo, simplistas, confusas e contraditórias, não atendendo satisfatoriamente aos anseios da classe hipossuficiente da sociedade. São simplistas porque ainda consideram miseráveis e necessitados os cidadãos, com base em critérios puramente econômicos, de inconcebíveis percentagens: inferior a 25%, como é o caso da principal lei assistencial; confusas e contraditórias, vez que uma considera hipossuficiente o cidadão que receba menos de ¼ do salário mínimo (LOAS), e outra, metade do salário mínimo nacional, como é o caso do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA. Conclusões No presente trabalho foram abordadas contradições advindas da própria norma, considerando a estrutura da Previdência Social no âmbito nacional e os direitos constitucionais garantidos, face à incongruência das leis inseridas num mesmo subsistema. As principais leis de assistência social utilizam critérios diferenciados e valores distintos para determinar quem é miserável. É inconcebível que a LOAS não permita que a esposa de um aposentado por idade no valor de um salário mínimo receba o benefício assistencial. É contraditória a LOAS, quando permite que duas pessoas de uma mesma família recebam benefícios assistenciais. Agora, o critério utilizado não é mais o econômico e , sim, a origem da renda. Foi visto, no decorrer deste trabalho, que não há f d fundamentos t legais l i nem sociais i i que justifiquem j tifi a distinção promovida pela LOAS. Conclusão sensata e plausível é que o artigo 20, § 3º, da Lei 8742/93 foi revogado pela legislação posterior, em especial pelas Leis 9533/97 e 10689/03, mas o que se observa, na prática, é uma lei que foi revogada e continua a surtir efeitos. Referências Bibliográficas CASTRO, Carlos Alberto de; LAZZARI, João Batista. Curso Elementar de Direito Previdenciário. 1. ed. São Paulo: LTr Editora, 2005. CORREIA, Marcus Orione Gonçalves. Legislação Previdenciária Comentada. São Paulo: Editora DPJ, 2008. IBRAHIM, Fábio IBRAHIM Fábi Zambitte. Z bitt Curso C d de Direito Di it de d Previdenciário, 15 ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2010. MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. 26. ed. São Paulo: Atlas, 2010. RIBEIRO, Julio Cesar Garcia. A Previdência Social no Regime Geral na Constituição Federal Brasileira. 1. ed. São Paulo: LTr Editora, Editora 2001 2001. Da Consideração dos Fatores SócioSócio Econômicos para a Concessão do Benefício de Aposentadoria por Invalidez Urbana e Rural Vanessa Franco Salema Tavella Orientador: Prof. Dr. Lael Rodrigues Viana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Previdenciário Introdução Os benefícios por incapacidade somam uma grande parcela dos benefícios da previdência social. Cada vez mais segurados passam anos recebendo o benefício de auxílio doença, sem que haja melhora de seu quadro clínico ou reabilitação profissional, e, pela simples análise da atual legislação previdenciária, não podem ter concedida sua aposentadoria por invalidez. O objetivo deste estudo é analisar os fatores sócio econômicos dos segurados da previdência social, tais como grau de instrução, região onde residem, mercado de trabalho, e discutir como eles podem ser aplicados em seu favor para a concessão do benefício de aposentadoria por invalidez. Metodologia O estudo desenvolveu-se através da pesquisa bibliográfica, pesquisa de acórdãos e demais artigos relativos ao tema. Resultados O presente estudo teve o objetivo de mostrar que a análise dos fatores sócio econômicos para a concessão do benefício de aposentadoria por invalidez somente traz vantagens aos segurados que se encontram incapacitados de forma parcial e definitiva e não possuem condições de reabilitarem profissionalmente devido aos fatores sócio econômicos que os cercam. Conclusões A análise dos fatores socioeconômicos ajudará aos segurados da previdência social que se encontram incapacitados para o exercício de sua atividade habitual de forma parcial e permanente a conseguirem converter seu benefício de auxílio doença, que receberiam por anos em uma aposentaria por invalidez. A vantagem ao segurado na conversão dos benefícios seria não terem que passar em perícias médicas constantes e, ainda, o salário mais vantajoso além da maior segurança que uma aposentadoria traz. Referências Bibliográficas BARROS JÚNIOR, Edmilson de Almeida. Direito Previdenciário Médico: Benefícios por incapacidade laborativa e aposentadoria especial. São Paulo: Atlas, 2010. CARVALHO, Isabella Rodrigues Rocha de. A súmula vinculante em face ao princípio do livre convencimento do juiz. Disponível em http://www.lfg.com.br.07 setembro. 2008. CUTAIT NETO, Michel. Auxílio Doença. 2ª edição. Leme: J. H. Mizuno, 2009. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social: Custeio da seguridade social, benefícios, acidente de trabalho, assistência social, saúde. 29ª Edição. São Paulo: Atlas, 2010. Direito Sucessório no Relacionamento Extra Conjugal Perante o Ordenamento Jurídico Brasileiro Wagner Wilson Alves de Almeida Orientador: Prof. Dr. Maurício Dellova de Campos Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Civil Introdução A presente monografia tem como título “Direito Sucessório no Relacionamento Extra conjugal Perante o Ordenamento Jurídico Brasileiro"; ao enfatizar a natureza do trabalho, busca-se compreender as características fundamentais e inerentes ao Direito de herança no relacionamento informal. Neste aspecto, pretende-se descrever as atividades visíveis de comportamento, destacando-se o direito de herança nessa relação afetiva. O recorte da pesquisa contemplou as relações conjugais formal e informal, assim, o objetivo geral da pesquisa é verificar a adequação do tema a um quadro teórico compreensivo, de acordo com a sua realidade. Metodologia Foi realizada uma pesquisa bibliográfica onde se buscou os resultados considerados em cada publicação. Da mesma forma procurou-se levantar as principais atuação na área da pesquisada como: O estabelecimento nas relações patrimoniais entre os cônjuges e/ou companheiros; E Esclarecer l exceções, õ modificações difi õ e contradições t di õ relacionados com a pesquisa realizada; Nessa aplicação teórica não se buscou os aspectos quantitativos e qualitativos, bem como os seus fatores de limitação; Procurou-se elaborar, quando possível, uma teoria para explicar certas observações; Fica como sugestão, novas pesquisas, tendo em vista a experiência adquirida no desenvolvimento do trabalho e visando sua complementação. Resultados Não se defende, aqui, a soberania da união informal sobre a formal, e sim o inverso – até porque, se assim não fosse, seriam insustentáveis algumas ideias ora esboçadas na presente pesquisa. Ocorre, contudo, que os direitos sucessórios conferidos aos companheiros caminham na contramão da sociedade quanto família. É patente a necessidade de uma nova reforma no que concerne à sucessão dos que convivem em união informal. Conclusões Verdadeiramente, não se está de acordo com a igualdade de direitos sucessórios entre os cônjuge e os conviventes, aliás, ao se admitir a equiparação, o legislador colocou em risco a instituição legal da união formal (o casamento), desta forma o desaparecimento por completo dessa instituição se torna a cada dia mais evidente. Mas esta discordância, fica apenas no campo empírico, visto que, se no âmbito do Direito de Família a legislação dispõe de algumas vantagens ao relacionamento informal, não há por que, na seara do Direito Sucessório, a legislação ser tão complacente quanto ao direito que a sociedade já aceita pacificamente. Por fim o que se percebeu, no mínimo, que houve a falta de bom-senso, por parte do legislador. Referências Bibliográficas BRASIL, Constituição da República Federativa do. 1988; CATEB, Salomão de Araújo. Direito das Sucessões, 4º ed, Editora Atlas S.A. São Paulo – 2007; CIVIL, Código, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002; DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. Direito das sucessões. 16 ed. São Paulo. Saraiva,, 2006;; FERRAZ, Caroline Valença; LEITE, George Salomão. O novo divórcio no Brasil, de acordo com a EC n° 66/2010, Ed. JusPODIVM- 2011; MAMEDE, Eduarda Cotta. Separação, divórcio e fraude na partilha de bens : simulações empresariais e societárias. Ed. Atlas, 2010; NICOLAU, Gustavo Rene. Série Leituras Jurídicas, Direitos Civil Sucessões, Volume 9, 2ª Ed. Editora Atlas S.A., São Paulo 2006; PARIZATTO, João Roberto. Inventário, partilha, separação e divórcio consensual de forma extrajudicial e judicial, São Paulo: Edipa, 2007.