uistas r nas conq ra avança nidade pa Gestão U Edição 69 9912296779/2015-DR-MA SINPROESEMMA Órgão de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão. São Luís-MA. MAIO de 2015 GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS Conquista da educação, com grande luta dos educadores Página 3 VEJA TAMBÉM: DESRESPEITO À EDUCAÇÃO: Veja lista de municípios que desrespeitam a Lei do Piso e não pagam reajustes dos salários dos professores. Página 4 Página 4. NÃO À DANOSA TERCEIRIZAÇÃO Sinproesemma se posiciona contra medida que ameça direitos dos trabalhadores Página 2 Professora com seus alunos é como mãe com seus filhos: cuida, orienta, ouve, chama à atenção, aconselha, perdoa, ama, educa, encaminha... Homenagem especial às mães professoras neste mês de maio. 4 2 MAIO/2015 ATO PÚBLICO EDITORIAL Terceirizar, por quê? Terceirizar é passar algo para terceiros. Eximir-se de uma responsabilidade, passando-a para outros. Deixar de ter obrigações com algo e deixar que outros assumam. Na terceirização, uma empresa ou pessoa é contratada para prestar serviços e pode subcontratar outra, ou outras pessoas, para o cumprimento das funções. É a instituição de um intermediário entre o contratante e o trabalhador. E quando há o intermediário, sabemos que, nessa prática, o trabalhador sempre fica com bem menos do que deveria receber. É a precarização do trabalho. Além disso, outro dano da terceirização é insegurança e a rotatividade. O trabalhador nunca sabe até quando vai trabalhar. O contrato encerra e os recontratados ficam sem utilidade, à espera de um novo chamado, se houver um novo contrato. É nessa corda bamba que os representantes do povo, eleitos pelo povo, pelos trabalhadores do Brasil, estão querendo submeter a classe trabalhadora. Uma verdadeira ameaça aos direitos trabalhistas e à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), além de danos à saúde do trabalhador, que passa a viver em uma vulnerabilidade que afeta sua saúde mental. Com a aprovação do Projeto de Lei 4330, políticos brasileiros, que foram eleitos pelos trabalhadores para ocuparem espaços na Câmara dos Deputados, deixam milhares de trabalhadores entregues à própria sorte, servindo de massa de manobra e joguete de empresas e governos que não têm compromisso com a melhoria de vida das pessoas. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) se posiciona contra a terceirização e vem participando de todas as manifestações de repúdio ao PL 4330, que institui a terceirização no país. Professores, funcionários e diretores de escolas unem-se às centrais sindicais, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e à Central Única dos Trabalhadores de Brasil (CUT) para dizer não à terceirização. Mas, terceirizar! Por quê? Porque é lógica do capitalismo, do lucro, da redução de custos e obrigações e aumento dos ganhos de capital. A terceirização joga no lixo todos os anos de luta da classe trabalhadora por reconhecimento, direitos e valorização. O projeto vem de correntes políticas e econômicas que querem que o mercado dite as regras das relações de trabalho, ameaçando acabar com o serviço público e com os empregos estáveis. É o enfraquecimento da classe trabalhadora, que esfacelada, em um regime dominante de terceirização, não terá meios de organização, de luta, e estará sempre submissa às regras da terceirização, do mercado. Por isso, estaremos sempre na luta para evitar esse dano sem precedentes para os trabalhadores do Brasil. Trabalhadores unem-se para protestar contra o PL da terceirização Diretores do Sinproesemma, professores e diretores de escola uniramse à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a vários sindicatos de trabalhadores, universitários e representantes de partidos políticos para mostrar à sociedade as consequências danosas, para a classe trabalhadora, do PL 4330, que regulamenta as terceirizações no Brasil. “Repudiamos o PL 4330 porque, se aprovado, trará prejuízo aos trabalhadores. Repudiamos também os deputados federais, pois, depois de eleitos pelos trabalhadores, votam contra os direitos históricos da categoria. É o desmonte da CLT”, disse a vice-presidente do Sinproesemma, Benedita Costa. A secretária geral do Sinproesemma, Janice Nery, conclamou todos os trabalhadores para fortalecer a luta contra mais esse golpe em prejuízo ao trabalhador. “Temos que nos unir contra essas mudanças que a direita está tentando impor à classe trabalhadora. Vamos reagir contra a direita, defender a presidenta Dilma e lutar contra esse projeto, que representa a desvalorização de todas as categorias”, disse. A secretária da Mulher Trabalhadora do sindicato, Hildinete Rocha, disse que o PL precariza ainda mais as relações de trabalho para as mulheres, que já enfrentam salários mais baixos e outras discriminações. Para o presidente do Sinproesemma, Julio Pinheiro, a terceirização não garante direitos básicos conquistados pelos trabalhadores ao longo de décadas. Só interessa às empresas, ao capital e aos governos que não tem compromisso com a classe trabalhadora. Educadores debatem unificação de matrículas e jornada Dezenas de educadores de São Luís reuniram-se com a direção estadual do Sinprosemma para conhecer os detalhes das propostas de unificação e ampliação da jornada. Os dois temas foram debatidos nas últimas reuniões entre diretores do Sindicato e o Governo do Estado. A recente proposta é a substituição da unificação das duas matrículas pela ampliação da mais antiga e exoneração da mais nova. No início dos debates, o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, esclareceu que a volta da discussão sobre a unificação de matrículas é importante, pois demonstra que o governo está interessado em ajudar resolver os problemas enfrentados pelos educadores da rede estadual, principalmente a inconstitucionalidade do servidor público ter mais de duas matrículas. Pinheiro lembrou que o debate sobre os dois assuntos surgiu após o cruzamento de matrículas, em 2013, mas havia sido encerrado no final de 2014, quando o governo não apontou mais caminhos. Com a retomada das discussões, surgiu uma nova sinalização para concretizar a vontade dos professores em trabalhar na legalidade, acrescentando os benefícios à aposentadoria. Novo caminho – A atual proposta sugere que a matrícula mais antiga seja ampliada e a mais nova, exonerada. Assim, o educador com duas matrículas na rede estadual e uma na rede municipal, por exemplo, não teria prejuízos, porque, após completar cinco anos, levaria, integralmente, os direitos e a remuneração dobrada para a aposentadoria.“Assim o professor não terá perdas na aposentadoria”, avalia Pinheiro. Na proposta anterior, as duas matrículas se tornariam uma, mas haveria perda com a média ponderada, que é o cálculo do tempo de serviço entre uma matrícula e outra. Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica nas Redes Municipais e Estadual do Maranhão – SINPROESEMMA. R.Henrique Leal, 128, Centro, São Luís/MA (98)3221-4648/3221-4694/[email protected] Antônio Júlio Gomes Pinheiro – Presidente; Antônia Benedita Pereira Costa - 1º Vice-Presidente; Carlos Hermes Ferreira da Cruz-2º Vice-Presidente; Janice da Silva Nery -Secretária-Geral; Márcio Teixeira Rêgo-1º Secretário-Geral; Mary Braga Monteiro-2º Secretária-Geral; José dos Santos Brussio-Sec. Finanças; Maria Zuila De Sousa Silva-1º Sec. Finanças Edna Teixeira Martins - 2º Sec. Finanças Odair José Neves Santos - Sec. Assuntos Educacionais (licenciado) Giselle Araujo Leal - 1º Sec. Adj. Ass, Educacionais Leonízia Neta Rodrigues - 2º Sec. A. Ass. Educacionais Júlio César Rêgo Guterres - Sec. Imprensa e Divulgação (licenciado) Leodenes Dahmer Baggio - 1º Sec. A. Imp./Divulgação (licenciada) Ilza Maria Moraes Almeida-2º Sec.A.Im./Divulgação Aceilton Gonzaga Soares - Secret. Políticas Sociais Benigno L.Nascimento - 1º Sec.Adj.Políticas Sociais Isabel Cristina Alves Lins - 2º Sec. Ad. Políticas Sociais Williandckson Azevedo Garcia - Sec.Formação Sindical (licenciado) João Vieira De Sá - 1º Sec. Ad. Formação Sindical Jean Pierry Lopes Siqueira-2º Sec. A.Formação Sindical Marilene S. G.Nascimento - Sec. Relações Institucionais (licenciada) Rita de Cassia N. Pereira - 1º Sec. A. Rel. Institucionais Gonçalo de Morais - 2º Sec. Ad.Relações Institucionais Francarlos Diniz Ribeiro- Secretário Assuntos Jurídicos Henrique G. de Oliveira - 1º Sec. A. Assuntos Jurídicos José Roberto Santos Sousa - 2º Sec. Ad. Ass. Jurídicos Euges Silva De Lima - Secretário de Cultura Jori Mary S. dos Santos - 1º Sec. Adjunto De Cultura Rose Maria C. Pereira - 2º Sec. Adjunto de Cultura André S. Santos - Sec. Saúde, Segur. e M. A. Trabalho Francisca França-1º Sec. A. Saúde, S. e M. A. Trabalho Eliene R.Oliveira - 2º Sec.A. Saúde, S. e M. A.Trabalho Hildinete P.Rocha-Secretaria da Mulher Trabalhadora Rosyjane P. F. Pinto - 1º Sec.A. da Mulher Trabalhadora (licenciada) Maria das Graças G. M.Santana-2º Sec. A. Mulher Alexandre M. O. Muniz - Secretário de Esporte e Lazer (licenciado) Manoel J. F. Gois -1º Sec. Adj. de Esporte e Lazer Hailton C. Alves - 2º Sec. Adj. de Esporte e Lazer Maria Eunice C. Brussio -Secretária Aposentadas(os) Francisca Edina L. Castro - 1º Sec. A. Aposentados(as) Francisca Conceição L. Castro-2ºSec.A. Aposentados(as) Arlete Sousa Sales - Secretária Especialistas Públicos (licenciada) Amélia de Sousa Leitão - 1º Sec. A. Especialistas Públicos Raimundo Pereira Neto - 2º Sec. A. Especialistas Públicos José Carlos Mafra Santos - Secretário Servidores Téc. Apoio Maria Militana Martins 1º Sec. A.Servidores Téc.Apoio José Raimundo N. Sousa - 2º Sec. A. Servidores Téc. Apoio Raimundo N. C. Oliveira - Secretário Administ./Patrimônio Reinaldo Santos Cruz - 1º Sec. A. Admin./Patrimônio Valdielcio A. de Moura - 2º Sec. Adj.Administ./Patrimônio Suplentes - Iraide Da Silva Martins,Claudiane de Jesus Mendes Santos, Elias Menezes Da Silva, Laestro Pereira Gonzaga, Cloves Rodrigues Uchôa, José Luis Ribeiro, Leonilde Santos Chaves, Eleonilson Nascimento Gomes, Adeude de Melo da Silva , Dalvanira dos Santos O. Nunes, Francisco Josiel Pereira da Silva, Jurandir da Conceição Pedrosa, Maria de Jesus A. de Sousa, Sérgio de Assis Lopes e Jomafre Araujo Braga - Rodrigues Uchôa, José Luis Ribeiro, Leonilde Santos Chaves, Eleonilson Nascimento Gomes, Adeude de Melo da Silva , Dalvanira dos Santos O. Nunes, Francisco Josiel Pereira da Silva, Jurandir da Conceição Pedrosa, Maria de Jesus A. de Sousa, Sérgio de Assis Lopes e Jomafre Araujo Braga Conselho Fiscal - Clécio Coelho Nunes, Carlos Cezar Sousa de Lima , Luzinete Gomes da Silva, Geralda Alves da Costa e Gildenê Sousa de Carvalho. Suplentes do Conselho Fiscal : Jair Da Silva Brito e Daniel Deivys P. do Nascimento Assessoria de Comunicação-Sinproesemma: Mardem Ramalho, Edson Igor, Vânia Rego Edição e diagramação/D’Classe - Cláudia Leal-(Assessora de Comunicação da Presidência do Sinproesemma) Impressão: Grafiset-Timon/MA 4 3 MAIO/2015 Gestão democrática: Uma conquista da educação Começa processo para eleições diretas nas escolas Dia 21 de agosto deste ano é uma data especial para a educação da rede pública estadual. Uma conquista, que veio com o Estatuto do Educador, se torna realidade: é a eleição para a direção das escolas, que será decidida pelo voto da comunidade escolar: professores, funcionários, alunos e pais de alunos. A bandeira de luta é antiga, mas a vitória é recente. Com a aprovação do novo Estatuto, os diretores não poderão mais ser cargos de escolha política, mas sim pelo voto democrático, estabelecendo uma nova era na educação pública do Maranhão. “Com as eleições nas escolas, o governo abre mão de um poder e coloca-o nas mãos da comunidade”, ressaltou o governador Flávio Dino, ao anunciar a abertura do processo eleitoral. “É a democracia no ambiente da escola, envolvendo todos os atores da comunidade escolar. Agora, precisamos levar o debate das eleições para dentro da escola pública, para que aja grande participação no processo eleitoral. Inclusive defendemos que o debate também chegue às redes municipais”, ressalta o presidente do Sinproesemma, Julio Pinheiro. Inscrições – as inscrições das chapas para as eleições encerraram no dia 12 de maio, cujas regras foram definidas em edital lançado pelo governo do Estado, previamente discutidas com o Sinproesemma, que participa da comissão eleitoral com dois representantes no âmbito estadual e um no regional. Etapas - A eleição vai acontecer em todas as escolas, com exceção das indígenas, quilombolas e de áreas de assentamento. O processo começa com a apresentação da carta de intenção dos candidatos, seguido de curso de formação, com prova. Após o exame, os candidatos serão submetidos à consulta popular no processo de votação. Os escolhidos assinarão o contrato de gestão, que inclui o monitoramento do desempenho do cargo de gestor. “É mais que justo que o aluno possa escolher o diretor da sua escola. Um diretor precisa saber administrar, ter transparência e ouvir a todos igualmente”. Ramon Lino, estudante. Por muitos anos, o Sinproesemma organizou a luta dos trabalhadores pelas eleições para diretor de escolas Critérios - Para concorrer às funções de diretor geral e de adjunto, os candidatos devem ter licenciatura plena ou graduação em Pedagogia; ser efetivo na rede pública estadual; ter no mínimo três anos de exercício do magistério e pelo menos seis meses na escola à qual concorre, o que deverá ser comprovado por declaração do chefe imediato, além de comprovar que não está em processo de aposentadoria. A reunião com a Seduc, para discutir o cronograma, realizada dia 28 de abril, também debateu a unificação de matrículas, as gratificações do Estatuto do Educador e o concurso público. Cronograma foi adiado para ampliar participação Atendendo solicitação do Sinproesemma, o governo do Estado alterou o cronograma das eleições diretas para diretor de escola. Para o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, a intenção foi garantir a participação do maior número de educadores possível. “Os requisitos do edital exigem tempo maior para que o “Bastante louvável, sobretudo porque estaremos praticando a cidadania e tornando o ambiente escolar mais democrático e participativo.” Maria da Graça Serrão, funcionária da educação. processo transcorra com tranquilidade. Não podemos realizar as eleições no afogadilho”, ressaltou Pinheiro. A data inicial era 19 de junho e inscrições em apenas 15 dias do mês de abril. Com a mudança, a inscrição se “Temos o direito de escolher quem vai dirigir a escola onde estudamos. Para mim, o diretor tem que saber ouvir os alunos, pulso forte na hora certa e ser democrático” Gleysa Silva, representante de estudantes. estendeu até o dia 12 deste mês e o pleito ocorre no dia 21 de agosto. Os demais prazos também foram alterados e constam em novo edital da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Confira também no portal do Sinproesemma. “A eleição atende uma reivindicação antiga da categoria. É a possibilidade de a comunidade escolar referendar alguém disposto a trabalhar. É melhor a comunidade escolar escolher porque lida com o gestor diariamente para avaliar.” Deurivan Sampaio, diretor de escola. “A eleição é válida para acabar com a politicagem na educação, que geralmente acaba atrapalhando. A comunidade escolar vai ter a oportunidade de participar da escolha.” Cleimair da Gama Rocha, professor de Matemática NÚCLEOS E REGIONAIS 4 MAIO/2015 Prefeituras desrespeitam a Lei do Piso PESQUISA FEITA EM 29 MUNICÍPIOS DO MARANHÃO MOSTRA QUE A MAIORIA NÃO PAGA OS REAJUSTES DO PISO Mesmo depois de quase sete anos da aprovação da Lei nº 11.738/2008, tempo de sobra para que os gestores públicos se adequem à Lei Nacional do Piso do Magistério, como é conhecida, prefeitos do Maranhão fazem de conta que desconhecem a legislação federal, que garante direitos importantes aos trabalhadores em educação pública. Em pesquisa feita, pela Secretaria Geral do Sinproesemma, em 29 municípios maranhenses, apenas 12, menos de 50%, concederam o reajuste do piso de 13,01%, em 2015, aos professores. Oito municípios concederam reajuste abaixo do percentual definido pelo MEC e o restante desrespeitou a categoria e, consequentemente, a educação pública. Fruto de uma luta árdua e antiga, a Lei do Piso corrige uma defasagem histórica nas remunerações dos professores, aplicando o reajuste anual aos salários, valorizando a carreira do educador. Fazer com que os gestores cumpram a lei tem sido um desafio enorme para os trabalhadores e exige grande esforço do Sinproesemma para cobrar a concessão dos reajustes. Na maioria dos casos, a única saída contra a intransigência dos prefeitos é a greve, como ocorre em vários municípios desde que a lei foi aprovada. O levantamento realizado pelo sindicato é uma pequena amostra do cenário de descaso das prefeituras com a educação pública. Mesmo com a garantia do repasse do Governo Federal nos casos de insuficiência financeira para pagar o piso, as prefeituras insistem em não reajustar os salários dos trabalhadores. O sindicato quer saber onde os gestores estão aplicando os Em muitos casos, a única saída é optar pela greve e lutar pelo direito, como aconteceu já este ano nos municípios de Pio XII (ao lado) e Lago dos Rodrigues (abaixo). recursos da educação. Se há complementação por que não pagam o que devem aos professores? Para o presidente do Sinproesemma, Julio Pinheiro, que acompanha as mobilizações dos professores do interior do estado, na cobrança por direitos, o descompromisso dos gestores com a educação é o principal entrave do desenvolvimento da sociedade. “Os trabalhadores precisam ocupar as ruas e também recorrer aos tribunais para garantir a efetividade Municípios que não cumprem a Lei do Piso Municípios que cumprem a Lei do Piso ·Alto Parnaíba ·Axixá ·Barra do Corda ·Buriti Bravo ·Esperantinópolis ·Gov. Nunes Freire ·Peritoró ·Presidente Médici ·Rosário ·Santa Inês ·São Felix de Balsas .Zé Doca das conquistas da Lei do Piso. Somente com mobilização e luta é possível reverter esse cenário e melhorar a educação pública das gerações futuras”, orienta o dirigente. Jornada - Na próxima edição, o D'Classe trará mais informações sobre outras prefeituras que desrespeitam a lei, também com relação à jornada. A Lei do Piso garante 1\3 da jornada para atividade extraclasse, mas a maioria descumpre a determinação legal. Açailandia ·Boa Vista do Gurupi ·Godofredo Viana ·Itaipava do Grajaú ·Lago Verde ·Morros Nova Olinda do MA ·Primeira Cruz ·São Bento ·S.Pedro dos Crentes ·São Roberto ·Cajapio Bacabal ·Balsas ·Humberto de Campos ·Icatu ·S. Raimundo das Mangabeiras ·Lago do Junco Na próxima edição, traremos mais uma lista de municípios, com seus respectivos gestores, que desrespeitam a lei e não pagam o piso aos professores. Imposto O Sinproesemma esclarece que foi realizado, em abril, o desconto do Imposto Sindical nos contracheques dos servidores públicos. Diferente da mensalidade sindical, que é paga mensalmente pelos filiados, o valor descontado é a contribuição obrigatória anual correspondente a um dia de trabalho no ano. O Imposto está regulamentado na CLT, que determina que 60% da receita arrecadada devem ser repassados aos sindicatos que representam os profissionais e 40% são divididos entre federações, confederações, centrais sindicais e também com Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho. A parte repassada ao Sinproesemma, por exemplo, é utilizada no custeio da sedes, tanto da capital como das regionais, Notas no interior. Os recursos também são usados para financiar movimentos da categoria na luta por direitos, assim como em serviços de comunicação com os trabalhadores. Curso CTB Cerca de 40 lideranças sindicais participaram do Curso Básico de Formação (1ª etapa), promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA) e o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), nos dias 18 e 19 de abril. O objetivo do curso, realizado na sede da Fetaema, é atualizar e aprofundar os conhecimentos dos dirigentes de entidades afiliadas à CTB-MA. Entre outros temas, foi abordada a conjuntura atual, o cenário do movimento sindical e as transformações no mundo do trabalho. “Queremos preparar nossas lideranças com consciência de classe para conduzir melhor as entidades sindicais”, comentou a secretária de Formação da CTB-MA, Benedita Costa. Ministraram o curso os professores Elton Arruda e Celina Arêas, do CES. CES O CES completou, dia 21 de abril passado, três décadas atuando na formação sindical e política de dirigentes, militantes, trabalhadoras e trabalhadores do Brasil. Fundada no Sindicato dos Têxteis de São Paulo, a entidade é reconhecida como a escola sindical mais antiga em funcionamento no Brasil. Núcleos e delegacias com novas coordenações O Sinproesemmma, nos municípios de Bacabal, Nova Iorque e Chapadinha, têm novas coordenações para dar continuidade à luta pelos direitos dos trabalhadores da educação. Nova Iorque - A chapa “Unidos Venceremos”, encabeçada pelo professor Reinaldo Ferreira, saiu vitoriosa do pleito realizado no município. O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, prestigiou a eleição dos novos dirigentes e disse que “a eleição é um dos marcos da democracia da entidade, pois a categoria pode escolher quem deseja representar os interesses da educação”. Bacabal-O professor Raimundo Sousa assumiu a coordenação da Delegacia de Bacabal em substituição à secretária de Relações Institucionais, Marilene Gaioso, que tomou posse na Unidade Regional de Educação (URE). A transição do cargo aconteceu com a presença da secretáriageral do sindicato, Janice Nery, e do secretário de Administração e Patrimônio, Raimundo Oliveira, ambos representando a direção executiva da entidade. Chapadinha - O professor Paulo Leles assumiu a coordenação da Regional, substituindo Leodenes Baggio, licenciada do cargo para assumir a Unidade Regional de Educação (URE) de Chapadinha. A posse contou com a presença da vice-presidente sindicato Benedita Costa, da secretária da Mulher, Hildinete Rocha, do coordenador do núcleo de Santa Quitéria, Augusto Ribeiro, e do secretárioadjunto de Estado do Trabalho, Júlio Guterres.