CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA FATOS - ESTRATÉGIAS Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil BNDES 19 FINAME BNDESPAR Área de Projetos de Infra-Estrutura Urbana Julho / 2001 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Índice Índice § Objetivo 2 § Áreas de Atuação 3 § Composição Acionária 5 § Consolidação de dados 9 § Conclusões 22 § Bibliografia 27 CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 1 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Objetivo Objetivo ú ú ú Este trabalho tem por objetivo analisar o segmento de telefonia móvel celular no Brasil, tendo como base os balanços do ano 2000 das operadoras do setor. São apresentados os dados consolidados das empresas - onde o agrupamento de alguns dados e indicadores mostram sua dimensão relativa ao tamanho de suas plantas, receitas, custos e patrimônio, bem como seu desempenho financeiro e operacional. Foi elaborado a partir de informações públicas contidas nos sites das operadoras e em outras fontes. Por esse motivo, em alguns casos, não estão disponíveis dados de algumas operadoras, o que, no entanto, não prejudica a análise do segmento como um todo. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 2 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Áreas de Atuação Áreas de Atuação CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 3 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Operadoras de telefonia móvel no Brasil Áreas de Atuação Área 10 TIM Nordeste* BSE TNL PCS Unicel (Telecom Italia) Área 8 Amazônia Celular Norte Brasil Telecom TNL PCS Unicel (Telecom Italia) Área 9 Área 7 Telefonica Celular Maxitel * TNL PCS Unicel (Telecom Italia) TCO CTBC Celular Americel Blucel (Telecom Italia) Área 4 Área 3 Telemig Celular CTBC Celular Maxitel * TNL PCS Unicel (Telecom Italia) Telefonica Celular ATL TNL PCS Unicel (Telecom Italia) Área 1 Área 2 Telesp Celular BCP Starcel (Telecom Italia) Telesp Celular CTBC Celular Tess Starcel (Telecom Italia) Banda A Banda B Banda D Banda E Notas: * ** *** Área 5 Área 6 CRT Celular CTMR Celular *** Telet Blucel (Telecom Italia) TIM Sul * Sercomtel Celular ** Global Telecom Blucel (Telecom Italia) Nessas áreas, a Telecom Itália deverá optar por apenas uma operadora. Esta empresa opera na cidade de Londrina – PR Esta empresa opera nas cidades de Pelotas, Capão de Leão, Morro Redondo e Turuçu - RS CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 4 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Composição Acionária Composição Acionária CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 5 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Composição Acionária Área 1 2 3 4 Banda A Banda B Telesp Celular¹,² BCP², ³ 44,78 % Portugal Telecom 40,22% Portelcom (74,2% Portugal Telecom; 25,8% Ptelcom ) 15% Outros 44,5% Grupo Safra 44,5% Bell South 6% OESP 2,2% Splice 2,2% Grupo Arbi Telesp Celular Tess², ³ CTBC Celular³ 64,91% Tel Investimentos 15,19% Eriline 19,9% Telecom Américas 69,19% Algar Telecom 30,81% Outros Telefônica Celular¹ ,² ATL¹, ² 47,15% Sudestecel 31,8% Telefónica S.A. 5,03% Tagilo Participações 16,02% Outros 51% Algar Telecom 30% SBCI 19% Telecom Américas Telemig Celular¹ , ² 51,79% Telpart (48,9% TIW e 51,07% Newtel (52,95% Sistel; 5,52% Petros; 3,36% Outros)) 5,39% Previ 42,82% Outros Maxitel², ³ Opportunity Mem S.A.; 28,16% Previ; 9,74% 90% Telecom Italia Mobile 5% UGB 5% Vicunha CTBC Celular CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 6 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Composição Acionária Área 5 Banda A Tim Sul¹ , ² 50,64% Bitel Participações (100% Stet Mobile) 5,29% Previ 44,07% Outros Banda B Global Telecom² , ³ 100% Portugal Telecom Sercomtel Celular³ 55% Prefeitura de Londrina 45% Copel 6 CRT Celular¹ , ² Telet² 60% TBS ( 59,2% Telefónica Móviles; 23% Portelcom Fixa; 7% Bilbao Argentina; 7% Iberdrola) 20,3% Telefónica Móviles 5,81% Inbrug 5,64% Brasil Telecom 8,32% Outros 81% Telecom Américas 19% BNDESPar CTMR Celular¹ , ² 7 100% Tim Sul TCO¹, ² Americel² 100% TCO Participações (53,8% BID S.A.; 11,76% Brazil Celular Holding; 7,82% Banque Paribas; 81% Telecom Américas 5,32% Previ; 21,3% Outros) 19% BNDESPar CTBC Celular CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 7 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Composição Acionária Área Banda A Banda B 8 Amazônia Celular¹ , ² NBT², ³ 9 Telefônica Celular² , ³ Maxitel 51,82% Telpart 5,4% Previ 42,78% Outros 100% TCO Participações 53,81% Iberoleste Partic. S.A. ( 62% Iberdrola Invest.; 38% Telefônica Intl.) 46,19% Outros 10 Tim Nordeste¹,² 51,79% Bitel 5,41% Previ 7,35% Tanlay 5,17% Latinvest 30,28% Outros CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA BSE², ³ 47% Grupo Safra 47% Bell South 4% OESP 2% Splice 8 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Consolidação de Dados CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 9 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Divisão do mercado brasileiro Evolução do nº de clientes (mil) 2.000 Tess (2-B) 7% Telefonica Cel (3-A) 3% 4.000 2.503 7% 7% 2% 4% TIM Sul (5-A) Global Telecom (5-B) CRT Cel (6-A) Telet (6-B) 6% TCO (7-A e 8-B) 11% 2% 171 203 Americel (7-B) 6% 4% 7% 5% Amazônia Cel (8-A) Telefonica Cel (9-A) CTBC Telecom 47% 10 CTBC Telecom BCP NE (10-B) Telet (6-B) TCO (7-A e 8-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) ATL (3-B) Telemig Cel (4-A) Tess (2-B) 0% Simbologia utilizada nos gráficos: nome da operadora (Área de atuação – banda A ou B) CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 19% 27% TIM NE (10-A) 120% 26% Telefonica Cel (9-A) 101% 50% 89% 75% 60% 37% 50% 35% 100% 49% 150% 89% 186% 172% 200% 192% Nº de clientes (2000/1999) 250% Telefonica Cel (3-A) Observa -se que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo (Áreas 1, 2 e 3) respondem por quase 50% dos clientes de telefonia móvel no Brasil. CTBC Telecom 19% De um modo geral, as operadoras de Banda B apresentaram crescimento percentual maior, associado, de modo geral, à expansão dos terminais prépagos. BCP NE (10-B) BCP (1-B) Observa -se vigoroso crescimento do nº de clientes em todas as operadoras de telefonia celular, registrando -se cerca de 23 milhões de clientes em dezembro/2000, o que corresponde a 37% dos usuários desse serviço em toda a América Latina (EMC World Cellular Database – Jornal O Valo r). TIM NE (10-A) Telesp Cel (1 e 2-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) - Americel (7-B) 528 777 536 674 344 756 1.188 1.511 1.712 210 396 180 525 162 463 851 1.452 968 1.034 1.416 1.630 1.241 953 504 776 939 345 1.000 Maxitel (4 e 9-B) 2% 930 1.851 1.363 1.622 2.000 ATL (3-B) Telemig Cel (4-A) 19% 3% 2.893 3.000 BCP (1-B) 3% Amazônia Cel (8-A) 4.302 5.000 Telesp Cel (1 e 2-A) 1% 1.999 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Evolução da Receita Operacional Líquida (ROL) (R$MM) Receita mundial de telefonia móvel (US$bi) 850 800 756 726 668 577 537 504 456 1991 2002 Fonte: ITU Telecommunication Indicators - 2000 93% 25% 3% 52% 5% 15% 56% 64% 6% 58% 3% 7% 25% 50% * Cotação do dólar em 31/12/2000 – U$ 1/R$ 1,956 11 BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) 0% BCP (1-B) Cabe observar que o percentual de aumento da Receita Operacional Líquida, de um modo geral, foi inferior ao crescimento do nº de assinantes, o que pode ser explicado pela expansão da base de clientes com utilização expressiva do sistema pré-pago. Nesse sentido, vale observar que a Global Telecom, que adotou com menor intensidade o sistema pré-pago, apresentou crescimento de ROL superior ao de base de clientes. 100% Telesp Cel (1 e 2-A) Todas as operadoras registraram crescimento no faturamento, que totalizou cerca de U$ 8,4 bilhões* em 2000 (Receita Operacional Bruta), representando 0,93% do faturamento mundial estimado para o setor pela ITU para esse ano. 35% 107% 200% 184% 198% Receita Operacional Líquida (2000/1999) 250% 150% CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 0 Tess (2-B) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) 429 196 380 323 333 180 189 307 467 675 846 903 63 180 579 657 759 690 732 247 500 83 183 377 410 648 1.000 500 268 440 1.500 518 700 1.241 1.330 1.491 1.529 2.000 1.000 1990 2.000 900 1.999 2.767 2.212 2.500 985 estimado 3.000 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Digitalização da Planta 89% Amazônia Cel (8-A) 2000 60% 74% 91% 1999 TCO (7-A e 8B) 89% 85% 80% Telefonica Cel (3-A) 600 84% 700 100% Telesp Cel (1 e 2-A) 731 90% 120% 100% Investimentos em 2000 (R$MM) 800 500 60% 430 400 40% 290 300 220 216 229 203 200 203 221 242 202 189 151 20% 140 91 100 TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) CRT Cel (6-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) 0 TIM Sul (5-A) nd Telemig Cel (4-A) 0% nd nd – não divulgado O investimento total no setor em 2000 foi da ordem de R$ 4,0 bilhões. Os investimentos focaram, em sua maioria, a expansão da área de cobertura, o aumento de capacidade e a digitaliz ação da planta (Banda A), bem como a oferta de serviços de maior valor agregado (SMS - mensagens curtas, WAP, etc.). Houve, ainda, investimento em tecnologia de informação e sistemas de operação. No ano 2001 deverão ocorrer investimentos na migração das atuais tecnologias de 2ª geração (2G - TDMA e CDMA) para as tecnologias mais avançadas 2,5G e 3G, o que permitirá às atuais operadoras concorrer com as novas empresas de Bandas C, D e E, que começarão a operar na tecnologia GSM. Essa migração permitirá a oferta de novos serviços, baseados em maior velocidade de acesso à Internet e incorporará a comutação por pacotes, o que permitirá a reorganização do tráfego de voz, reduzindo seu custo. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 12 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Participação no mercado No ano 2000, registrou-se expressivo aumento nas fatias de mercado de todas as operadoras de Banda B, exceto nas Áreas 1 e 7. Banda A Banda B (nov/1999 x dez/2000) 100% 89% 90% 81% 96% 86% 81% 79% 79% 80% 70% 70% 63% 64% 60% 54% 50% 40% 30% 76% 73% 46% 36% 67% 61% 62% 39% 38% Nas áreas 1,2 e 3, onde estão quase 50% dos clientes de telefonia móvel no país, as operadoras de Banda B respondem por mais de 35% do mercado. 33% 37% 27% 19% 26% 24% 30% 20% 71% 75% 66% 74% 21% 29% 11% 14% Banda A Banda B Municípios na Área Municípios Atendidos Base Outubro/2000 21% 19% 10% 25% 34% 4% 1100 0% Área 2 Área 3 Área 4 Área 5 Área 6 Área 7 Área 8 Área 9 1000 Área 10 Fonte: Anatel Cabe ressaltar que o de atuação das operadoras de te lefonia móvel são as grandes cidades. Essa estratégia se intensifica nas operadoras de Banda B, verificando-se que, de um modo geral, o nº de municípios atendidos por essas empresas é bem inferior ao nº dos que são atendidos pela Banda A. 900 800 Nº de municípios Área 1 700 600 500 400 300 200 100 0 1e2 3 4 5 6 7 8 9 Fontes: Atlas Brasileiro de Telecomunicações – Teletime 2001 Site do IBGE CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 13 10 CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 15% Produtividade - ROL por cliente por mês 1.999 2.000 14 Produtividade = ROL : (clientes dez/2000 + clientes ez/1999) 12 2 BCP NE (10-B) 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) 0% TIM Sul (5-A) 2.000 Maxitel (4 e 9-B) 1.999 ATL (3-B) Provisão para créditos de Liquidação Duvidosa / ROL Telemig Cel (4-A) 0% Telefonica Cel (3-A) 20% Tess (2-B) nd 41% 52% 80% 86% 83% 73% 65% 61% 66% 54% 45% 48% 48% 39% 28% 23% 43% 34% 24% 47% 45% 42% 62% 90% 2000 BCP (1-B) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) 0% 27% 28% 45% 72% 1999 Telesp Cel (1 e 2-A) nd 3,4% 3,3% 2,9% 5,4% 8,9% 7,7% 11,2% CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) 55% Participação de pré-pagos na base de clientes nd – não divulgado BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) 2,0% 1,3% 3,1% 1,7% 3,9% 4,6% 2,9% 1,4% 0,9% nd nd 10% Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) 2,8% 1,5% 1,0% 0,7% 2,9% 2,2% Tess (2-B) 63% 100% Telefonica Cel (3-A) nd 28% 30% 60% Tess (2-B) 5% BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) 40% 2,7% 1,3% 0,6% 0,2% 80% BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Consoante com a tendência mundial, a expansão das bases de clientes de telefonia móvel vem se configurando por meio dos planos pré -pagos. Verifica-se que essa estratégia vem sendo adotada com maior intensidade pelas operadoras de Banda B. Em função dessa estratégia, verifica-se, por um lado, a redução da receita média por cliente e, por outro, o menor aprovisionamento para créditos de liquidação duvidosa. Objetivando reverter a queda de faturamento médio por cliente, as operadoras vêm investindo na oferta de serviços de maior valor agregado, bem como, na retenção dos clientes mais rentáveis. Assim, registra-se, a partir de 2000, grande impulso no lançamento de serviços ligados à Internet. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA BCP NE (10-B) Evolução dos empregos TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) 1.999 2.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - 15 BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) 775 676 760 1.884 1.267 1.478 1.290 1.299 1.254 1.888 1.799 1.430 1.116 926 928 446 693 210 396 785 605 260 509 257 830 574 749 429 500 Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) 923 1.500 Telefonica Cel (3-A) 1.000 490 Produtividade - ROL por empregado (dez/00) Tess (2-B) 2.000 2.327 2.500 1.501 2.000 710 836 764 729 882 940 1.999 BCP (1-B) 526 519 398 428 1.152 1.153 836 974 534 681 251 371 180 189 91 207 133 271 228 358 383 423 366 443 260 371 1.496 2.000 Telesp Cel (1 e 2-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) 400 Tess (2-B) 1.148 (R$mil) Telefonica Cel (3-A) 800 646 686 1.200 BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) 1.600 BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados 3.000 Produtividade - Acessos por empregado 1.999 2.000 - De um modo geral, os empregos nas operadoras do setor aumentaram, registrando-se cerca de 21.310 empregados diretos em dezembro de 2000, contra 17.917 em dezembro de 1999. Esse aumento não impactou negativamente a produtividade, seja ela medida em receita por empregado ou em número de acessos por empregado. Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Indicadores Econômico-financeiros Margem EBITDA 31% 46% 49% 5% 32% 31% 29% 26% 23% 22% 35% 35% 24% -6% Observa -se que as empresas de Banda B apresentam margem EBITDA inferior a de suas concorrentes da Banda A. ROL = Receita Operacional Líquida . CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 839 889 TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) ATL (3-B) (300) nd – não divulgado 16 18 BCP NE (10-B) (96) 96 181 268 (17) (49) (63) (35) (34) (11) nd 94 103 212 267 177 222 15 nd 100 (100) 245 318 509 300 108 171 243 263 500 Telemig Cel (4-A) EBITDA = Resultado Operacional antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização. 2000 700 Telefonica Cel (3-A) Capitalização = Patrimônio Líquido Ativo Total 1999 BCP (1-B) Margem EBITDA = EBITDA ROL 900 EBITDA Tess (2-B) Nota: 1.100 339 464 nd – não divulgado (R$MM) Telesp Cel (1 e 2-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) -19% CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) -30% Telesp Cel (1 e 2-A) 47% 48% 56% -14% -10% nd 4% -6% 10% nd 3% 17% 30% 30% 37% 33% 35% 32% 50% 35% 46% 70% 60% 62% Capitalização Consoante com o comportamento usualmente verificado em empresas entrantes, o EBITDA das empresas de Banda B é fortemente impactado pelo seu esforço de conquistar mercado, o que inclui subsídios aos clientes, que vão desde descontos no preço do terminal celular a promoções de diversas formas. Mesmo assim, verificou-se, de modo geral, crescimento desse indicador no ano 2000. Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Indicadores Econômico-financeiros Cobertura da Dívida O comportamento dos indicadores acima é coerente com o alto valor relativo das despesas financeiras, em relação ao faturamento das empresas de Banda B. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 202% 222% 122% 20% 11% 14% 11% Telefonica Cel (9-A) TIM NE (10-A) 1% 4% 58% 70% 53% 5% 3% 30% 7% 7% 6% 74% 94% 81% 43% 3% 8% 12% 7% 17 BCP NE (10-B) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) 0% Telefonica Cel (3-A) PC = Passivo Circulante 59% AC = Ativo Circulante Tess (2-B) Liquidez Corrente = AC PC 50% Telesp Cel (1 e 2-A) Cobertura da dívida = EBITDA PC 100% 10% 10% 200% 98% 86% 158% 250% 150% Nota: 1.999 2.000 Despesas Financeiras / ROL 110% 2% 10% BCP NE (10-B) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) -2% Da mesma forma, verificam-se valores satisfatórios na liquidez corrente das operadoras de Banda A, em geral e valores bem baixos nos operadores de Banda B. 52% 112% 42% 62% 17% 37% TCO (7-A e 8-B) CRT Cel (6-A) A cobertura da dívida, que combina os resultados operacionais (EBITDA) e a gestão do passivo, apresenta valores considerados insuficientes, na maioria das operadoras; observase, nesse indicador, melhor posicionamento das operadoras de Banda A, o que é coerente com sua maior capacidade de financiamento. BCP (1-B) nd – não divulgado Telet (6-B) -4% 11% 35% Global Telecom (5-B) nd TIM Sul (5-A) 111% 78% 87% 95% 69% 56% Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) -30% Maxitel (4 e 9-B) 1% 9% 16% 23% nd 20% 106% 63% 95% 56% 56% 70% 67% 120% 107% 170% TIM NE (10-A) 220% 128% 155% 198% 208% Liquidez Corrente CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA Observa -se a maior participação do Ativo Permanente no Ativo Total das empresas de Banda B, o que pode ser atribuído ao valor pago pelas licenças de operação. -30% TIM Sul (5-A) 18 TIM NE (10-A) 27% BCP NE (10-B) 31% Telefonica Cel (9-A) 23% Amazônia Cel (8-A) 70% Americel (7-B) Ativo Realizável a Longo Prazo TCO (7-A e 8-B) 37% Telet (6-B) 19% 16% CRT Cel (6-A) 12% Global Telecom (5-B) 6% Maxitel (4 e 9-B) 30% 14% 18% 9% 10% Telemig Cel (4-A) De um modo geral, as operadoras apresentam crescimento no Ativo Total. 50% ATL (3-B) Ativo Circulante Telefonica Cel (3-A) - BCP (1-B) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) 4.000 Tess (2-B) 5.000 2.000 Telefonica Cel (3-A) 1.999 BCP (1-B) 8.000 Telesp Cel (1 e 2-A) 1.042 1.042 962 1.239 664 914 662 838 (R$ MM) Tess (2-B) 1.264 1.915 906 1.184 1.087 1.338 1.661 1.934 Evolução do Ativo Total Telesp Cel (1 e 2-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) 2.109 2.372 1.300 1.553 799 903 1.000 Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) 2.000 1.582 1.405 2.378 2.510 1.972 2.696 (R$MM) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) 3.000 2.582 3.038 4.000 Tess (2-B) 5.000 4.122 4.512 6.000 5.454 6.204 7.000 BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados 7.000 Composição do Ativo 6.000 3.000 2.000 1.000 - Ativo Permanente Ativo Total (2000/1999) 52% 38% 13% 29% 0% -10% -11% Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados (R$ MM) 6.000 5.000 4.000 3.000 Fornecedores -9 9 27 -82 25 11 -301 -156 -126 -610 BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) Passivo Exigível a Longo Prazo TIM NE (10-A) BCP NE (10-B) Telefonica Cel (9-A) Amazônia Cel (8-A) Americel (7-B) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) Global Telecom (5-B) TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) BCP NE (10-B) TIM NE (10-A) Telefonica Cel (9-A) Americel (7-B) Amazônia Cel (8-A) TCO (7-A e 8-B) Telet (6-B) CRT Cel (6-A) 111 129 60 -527 TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) Telemig Cel (4-A) ATL (3-B) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) -1000 CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA Passivo Circulante Patrimônio Líquido Observa-se, de um modo geral, a estratégia das empresas de financiar seus investimentos por meio de dívida, concentrada, em alguns casos (principalmente Banda B) no curto prazo. 2000 -128 -162 -274 -62 -96 -299 -385 -335 -361 -314 -356 Outras contas 1999 6 5 15 39 43 122 113 152 -881 -600 Lucros acumulados Lucro Líquido 0 -400 Global Telecom (5-B) Capital Social -200 -800 TIM Sul (5-A) Maxitel (4 e 9-B) ATL (3-B) Telemig Cel (4-A) Telefonica Cel (3-A) Tess (2-B) BCP (1-B) Telesp Cel (1 e 2-A) (1.000) Telemig Cel (4-A) 2.000 1.000 (R$ MM) 200 Composição do Passivo 7.000 Empr./Financ. 400 (R$ MM) Composição do Passivo 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 (1.000) (2.000) No final do ano 2000, a participação dos fornecedores no financiamento das operadoras não era significativa, o que reflete, de certo modo, a participação do BNDES no financiamento ao setor. A parcela referente a prejuízos acumulados, bastante significativa nas operadoras de Banda B, reflete o resultado negativo que essas empresas vêm apresentando. 19 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados 2000 1999 2000 1999 2000 1999 2000 1999 2000 1999 2000 1999 2000 100% 1999 Receita Operacional Bruta 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Telesp Cel (1 e 2A) Telefonica (3-A) ATL (3-B) Maxitel (4-B e 9-B) Tim Sul (5-A ) TCO Telefonica (7-A e 8-B) (9-A) Assinatura Habilitação Serviços Tarifa de uso de meios Outros serviços Aparelhos/acessórios CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA Não se verifica uma uniformidade na composição das receitas das empresas, seja de Banda A ou B. Essa composição va ria em função do perfil da carteira de clientes (da maior ou menor participação de pré -pagos), das condições locais de competição e da agressividade na oferta de subsídios. Pode -se observar a importância da tarifa de uso de meios, principalmente nas o peradoras de Banda B, maior adepta do pré -pago, sistema que utiliza intensamente ligações a cobrar, fato que gera maior utilização de suas redes por outras operadoras; por outro lado, nota-se a maior participação de receita com assinaturas no faturamento das empresas de Banda A, reflexo do menor incentivo por essas de sistema pré-pago. 20 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Consolidação de Dados Custo de terminais/Custo de serviços e mercadorias 70% 59% 1.999 2.000 28% 39% 40% 39% 40% 36% 50% 47% 45% 53% 60% 16% 30% 20% 10% 0% Telesp Cel (1 e 2-A) Telefonica Cel (3-A) ATL (3-B) TIM Sul (5-A) TCO (7-A e 8-B) Os terminais celulares fazem parte da estratégia de mercado das operadoras, que segundo sua maior ou menor agressividade, podem oferecer maiores ou menores subsídios na sua venda ao cliente. Assim, o item “venda de terminais e acessórios” tem participação significativa no total dos custos de serviços e mercadorias. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 21 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Conclusões CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 22 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Conclusões Do que foi apresentado, pode -se realçar os seguintes pontos: • A telefonia móvel vem passando por expressivo crescimento no Brasil, tendo -se registrado, ao fim do ano 2000, 23,2 milhões de terminais, sendo 67,5% na Banda A e 32,5% na Banda B. Cerca de 50% dos usuários de telefonia celular encontra-se nas áreas 1,2 e 3, correspondentes aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. • A teledensidade média registrada no Brasil não reflete a realidade de cada área. Observa-se, no gráfico ao lado, que a área de maior teledensidade corresponde aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Área 3); atribui-se esse alto valor ao grande crescimento de telefonia móvel no Rio de Janeiro. • Teledensidade 2000 25,00% Situação Atual Paste Versão 2000 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% Cabe notar que a 18,56% 23,67% 9,72% 12,61% 19,42% 6,09% 6,63% 7,62% 8,41% 13,49% Situação Atual teledensidade no estado de 12,88% Paste Versão 2000 18,70% 20,05% 10,60% 12,70% 15,20% 11,64% 5,23% 8,12% 8,71% São Paulo (Áreas 1 e 2) é ligeiramente inferior à Fonte: Atlas Brasileiro de Telecomunicações – 2000 - Teletime prevista no Paste; na realidade, esse valor incorporou a alta densidade verificada na cidade de São Paulo (superior a 40%) e, também, a baixa densidade verificada no interior do estado (da ordem de 10%). CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 1e2 3 4 5 6 7 8 9 10 Brasil 23 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Conclusões • Deve -se observar, ainda, a alta densidade verificada no Estado do Rio Grande do Sul (Área 6), que supera a previsão da Anatel e a baixa densidade da região Centro -Oeste (Área 7), a despeito de alta penetração no Distrito Federal (da ordem de 40%). • Deve -se destacar que a penetração no Brasil da telefonia celular ainda é baixa, comparada com a de outros países, conforme mostra o gráfico ao lado. • O faturamento bruto do setor no ano 2000 atingiu R$ 16,4 bilhões, com crescimento de 24,6% em relação a 1999. Esse faturamento representa 43,5% do faturamento total das concessionárias de telefonia fixa em 2000 (R$ 37,7 bilhões). • Foram investidos, no ano passado, cerca de R$ 4,0 bilhões, 38,0% dos R$ 10,6 bilhões investidos pelas concessionárias de telefonia fixa. • A competição no setor intensificou-se, havendo as Fonte: ITU – International Telecommunications Union operadoras de Banda B conquistado fatias de mercado de quase 30%; nas regiões de maior mercado (Áreas 1, 2 e 3), a participação da Banda B superou 35%. Cabe registrar a crescente competição nas cidades mais populosas, estando a Banda B presente em 872 municípios, ao passo que a Banda A atua em 2.169 municípios. Considerando-se que no Brasil há cerca de 5.507 municípios, essa estratégia de atuação explicita a importância da telefonia fixa na universalização dos serviços de telecomunicações. • A expansão da base de clientes vem ocorrendo, em grande parte, no atendimento às classes de menor poder aquisitivo da população, por meio dos planos pré-pagos, o que , por um lado, reduz a receita média por assinante das operadoras e por outro, diminui a inadimplência. Para estimular o aumento de consumo, as operadoras vêm oferecendo planos de tarifas diferenciadas, em função do consumo mensal, nos planos prépagos. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 14% Brasil 7% México 24 China 16% 14% Argentina 28% 22% Chile Canadá 45% 36% EUA Austrália 49% 53% Japão França 61% 59% Espanha Alemanha 67% 61% Portugal Dinamarca 67% 67% Holanda Inglaterra 70% 68% Israel Suécia Cingapura 73% 71% Finlândia 80% 74% Taiwan-China Itália Teledensidade em 2000 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Conclusões • Objetivando a retenção de clientes e, ainda, aumentar a receita média por assinante, as operadoras vêm investindo em sistemas que permitam a oferta de serviços de maior valor agregado, notadamente os relacionados com a Internet. Para fazer frente à competição cos as novas operadoras das Bandas C, D e E, já estão investindo na migração de suas redes para tecnologias mais avançadas (gerações 2,5G e 3G), que permitem a oferta de serviços mais avançados de dados e a comutação por pacotes. • Os empregos nesse segmento atingiram cerca de 21,3 mil em dezembro/00, com crescimento de 19,0% em relação a dezembro/99. Representaram 40,0% dos 53 mil empregos registrados em dezembro/00 pelas concessionárias de telefonia fixa. A licitação das licenças de telefonia móvel – Bandas C, D e E, bem como operações societárias entre empresas de telefonia móvel vêm dando início à consolidação do setor. Já se pode vislumbrar, atualmente, a formação de grandes operadoras, como as mostradas no quadro abaixo. Telecom Italia Telemar Americas Telecom (SBC, BCI e Telmex) Telefonica / Portugal Telecom telefonia celular – banda A telefonia celular – banda B Bell South CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA SMP – Banda D SMP – Banda E 25 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Conclusões Os gráficos abaixo apresentam uma consolidação das empresas de cada operadora/grupo de operadoras. Pode-se observar as empresas resultantes desse estágio de consolidação respondem por expressiva fatia do mercado brasileiro. Observa -se que , segundo a atual confo rmação dos ativos, apenas a empresa resultante da união da Telefonica com a Portugal Telecom tem porte compatível com as grandes operadoras mundiais. Divisão do mercado de telefonia celular brasileiro Nº de clientes (mil) Outras 17% consolidado em dez/00 12.000 Telefonica + Portugal Telecom 41% Bell South 10% 10.000 9.394 8.000 6.000 3.880 4.000 Americas Telecom 15% 2.399 2.000 - Telecom Italia 17% Telefonica + Portugal Telecom Maiores operadoras mundiais em 1999 (R$MM) (nº de clientes) 45.000 3.490 Nº de clientes (MM) 40.000 35.000 30.000 Bell South consolidada em dez/00 7.000 6.000 25.000 Americas Telecom Receita Operacional Líquida 8.000 Faturamento (US$ MM) Telecom Italia 5.633 5.000 20.000 15.000 4.000 10.000 3.000 5.000 2.000 Turkcell Sprint PCS GTE (USA) 6 BT Cellnet SFR (France) Vodafone Bell Atlantic Deutsche Telefónica Mannesmann AT&T DDI Group France SK Telecom Omnitel AirTouch TIM SBC China NTT DoCoMo - Fonte ITU Nota: Este gráfico não representa a atual situação das operadoras de telefonia celular, tendo em vista o grande movimento de fusões e aquisições que ocorreu no ano passado. CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 2.017 1.394 1.710 1.000 Telefonica + Portugal Telecom Telecom Italia Americas Telecom Bell South 26 Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil Bibliografia ú ú ú ú ú ú ú ú Sites das operadoras de telefonia celular Site do Infoinvest( www.infoinvest.com.br) Site da Anatel (www.anatel.gov.br) Site do IBGE (www.ibge.gov.br) Atlas Brasileiro de Telecomunicações – Teletime 2001 BNDES – Caderno de infra-estrutura nº 18 – Concessionárias de Telefonia Fixa ITU – International Telecommunications Union – Telecommunication Indicators – 2001 Revista Exame – Edição Melhores e Maio res – julho/2001 CADERNOS DE INFRA -E STRUTURA 27 ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA URBANA Octavio Lopes Castello Branco Neto - Diretor Terezinha Moreira - Superintendente GERÊNCIA DE ESTUDOS SETORIAIS 1 EQUIPE RESPONSÁVEL: Adely Maria Branquinho das Dores - Gerente José Carlos de Castro – Economista Ana Raquel Paiva Martins – Estagiária de Engenharia Jeanne Antunes Simas - Assistente Técnico Administrativo Sergio Fontes - Secretário EDITORAÇÃO: AI/GESIS RIO DE JANEIRO AGOSTO / 2001 Este CADERNO DE INFRA-ESTRUTURA é de exclusiva responsabilidade da Área de Projetos de Infra-Estrutura Urbana, não refletindo, necessariamente, as opiniões do BNDES. É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte. CADERNOS DE INFRA -ESTRUTURA 28