UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS XIV
CONCEIÇÃO DO COITÉ
PROJETO DO CURSO DE
BACHARELADO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL
COM HABILITAÇÃO EM RADIALISMO (RÁDIO E TV)
PARA FINS DE IMPLANTAÇÃO
SALVADOR/BAHIA
2004
REVISTO EM 2007
1
2
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
PAULO GANEM SOUTO
Governador
ANACI BISPO PAIM
Secretária de Educação
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
LOURISVALDO VALENTIM DA SILVA
Reitor
AMÉLIA TEREZA SANTA ROSA MARAUX
Vice-Reitora
MÔNICA MOREIRA OLIVEIRA TORRES
Pró-Reitora de Ensino de Graduação
MARIA APARECIDA PORTO SILVA DE CARVALHO
Assesssora Técnica da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD)
KÁTHIA MARISE BORGES S. AQUINO
Gerente de Desenvolvimento de Ensino
MARIA HORTÊNCIA ANDRADE REZENDE
Subgerente de Implantação e Reconhecimento
de Cursos de Graduação
3
4
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS XIV
CONCEIÇÃO DO COITÉ - BAHIA
José Plínio de Oliveira
Diretor do Departamento
Nisia Alejandra Rizzo de Azevedo
Coordenadora de Colegiado
Responsável pela Revisão do Projeto
Maria do Amparo Ribeiro da Silva
Secretária do Departamento
Maria Aparecida Viviani Ferraz
Responsável pela Elaboração do Projeto
5
6
APRESENTAÇÃO
Estamos apresentando o pedido de implantação do Curso de
Bacharelado em Comunicação Social, com habilitação em
Radialismo (Rádio e TV) ao Egrégio Conselho Superior
Universitário — CONSU, para sua apreciação e parecer.
Os capítulos aqui ilustrados tratam de uma abordagem descritiva
do Departamento de Educação, sua caracterização didáticopedagógica, ressaltando o seu papel enquanto unidade
formadora. Apresenta-se também a estrutura didádicopedagógica do curso pretendido, bem como sua concepção.
A comissão responsável pela elaboração deste documento
procurou alinhar a prática pedagógica ali exercida ao
instrumento legal da ação, na certeza de alcançar os anseios
da comunidade acadêmica do Departamento de Educação Campus XIV - e dos munícipios da região.
Este projeto é a materialização da missão de todos aqueles —
professores, alunos e funcionários — envolvidos em pesquisas,
que tornaram viável a implantação do curso no município de
Conceição do Coité.
José Plínio de Oliveira
Diretor do Departamento de Educação
7
8
SUMÁRIO
1. DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - Campus XIV
1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
1.5.
1.6.
IDENTIFICAÇÃO.............................................................. 11
INFRA-ESTRUTURA.......................................................... 12
VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA DO PROJETO........... 13
AVALIAÇÃO INTERNA....................................................... 13
CORPO DOCENTE............................................................ 14
PLANEJAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO................................. 17
2. PROJETO DO CURSO DE RADIALISMO
2.1. RELEVÂNCIA SOCIAL DO CURSO DE RADIALISMO.................. 19
2.1.1. Características da Região do Sisal................................ 21
2.1.2. Características dos Veículos Rádio e TV......................... 24
2.2. CONCEPÇÃO, FINALIDADES E OBJETIVOS............................ 31
2.3. PERFIL PROFISSIOGRÁFICO.............................................. 34
2.4. CAMPO DE ATUAÇÃO....................................................... 36
2.5. FUNDAMENTAÇÃO........................................................... 36
2.6. JUSTIFICATIVA CURRICULAR............................................. 36
2.6.1. Campos ou Domínios................................................ 37
2.6.2. Matriz Curricular....................................................... 39
2.7. FLUXOGRAMA................................................................. 41
2.8. EMENTÁRIO................................................................... 43
2.8.1. Domínio das Linguagens............................................ 43
2.8.2. Domínio dos Fundamentos da Comunicação.................. 44
2.8.3. Domínio da Formação Sociocultural e Humanística........... 45
2.8.4. Domínio da Formação Específica................................. 46
2.8.5. Disciplinas Optativas................................................. 47
2.8.6. Atividades Complementares....................................... 48
2.8.7. Planos de Ensino...................................................... 48
2.9. ESTÁGIO........................................................................ 49
2.10. REGIME ESCOLAR ADOTADO............................................ 49
2.11. NÚMERO DE VAGAS........................................................ 49
2.12. TURNO DE FUNCIONAMENTO.......................................... 49
2.13. CORPO DOCENTE........................................................... 50
2.14. ACERVO BIBLIOGRÁFICO................................................ 50
2.15. LABORATÓRIO.............................................................. 50
3. QUALIFICAÇÃO ACADÊMICA DO PROFISSIONAL
RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PROJETO.......
57
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................
65
5. ANEXOS
9
Anexo I: Quadro I - Projetos de Pesquisa e Extensão...................... 69
Anexo II: Declarações de Apoio à Implantação do Curso de
Radialismo.................................................................................. 71
Anexo II:A - Resolução do CONSU 288/2004: cria e autoriza a
implantação do Curso de Graduação em Comunicação Social........... 73
Anexo II:B - Resolução do CONSU 343/2005................................. 75
Anexo II:C - Lei 7.176, de 10 de setembro de 1997........................ 77
Anexo II: D - Resolução de ACC/UNEB.......................................... 79
Anexo II: E - Resolução TCC/
81
UNEB................................................
83
Anexo III: Infra-Estrutura do Departamento de Educação................ 85
Anexo III:A Mapa do Território do Sisal ...................................... 87
Anexo IV: Planta do Campus XIV - Conceição do Coité....................
Anexo IV:A - Solicitação de Aquisição de Equipamentos do
89
Laboratório de Rádio (em caráter emergencial)............................... 91
Anexo IV:B - Dotação Orçamentária para ampliação Campus XIV...... 93
Anexo IV:C - Convênio com Rádio Coité Livre FM .......................... 95
Anexo IV:D - Formulário Prolen Aquisição de Ilha de Edição em TV. 97
Anexo V: Quadro II - Estudo da Capacidade Docente Instalada........ 99
Anexo V:A: Plano de Desenvolvimento Institucional (2002-2006).....
Anexo VI: Quadro III - Nível Educacional da População do Território101
do Sisal, entre 18 e 24 anos (1991-2000)......................................
103
Anexo VII: Quadro IV - Índice de Desenvolvimento Humano
(IDHM-Renda) do Território do Sisal (1991-2000)..........................
105
Anexo VIII: Quadro V - Indicadores do Nível e Composição da
Renda do Território do Sisal (1991-2000)......................................
Anexo IX: Quadro VI - Indicadores de Vulnerabilidade Familiar do 107
Território do Sisal (1991-2000).................................................... 109
Anexo X: Quadro VII - Distribuição da População Sisaleira.............. 111
Anexo XI: Parecer CNE/CES 492/2001.......................................... 113
Anexo XI:A - Parecer CNE/CES 1363/2001.................................... 115
Anexo XI:B - Parecer CNE/CES 67/2003........................................ 117
Anexo XI:C - Parecer CNE/CES 16/2002........................................ 119
Anexo XI:D - Parecer CNE/CES 108/2003......................................
Anexo XII: Resolução nº 088/93 - CONSEPE - Regulamento do
121
Estágio Curricular........................................................................ 123
Anexo XIII: Planos de Ensino: 1º ao 3º Semestres.........................
Anexo XIV: Lista Bibliográfica Complementar............................... 125
10
1. DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - Campus XIV
1.1. IDENTIFICAÇÃO
O Departamento de Educação do Campus XIV, dirigido durante quatro
anos pela professora Amélia Tereza Santa Rosa Maraux e atualmente
pelo Professor Plínio José de Oliveira, comemorou recentemente treze
anos de funcionamento, período em que vem contribuindo para a
formação e o aperfeiçoamento profissional de professores nas áreas de
Educação e Letras.
Centrado essencialmente na melhoria da qualidade do ensino de
línguas, seu papel não se restringe apenas à cidade de Conceição de
Coité, onde se situa o campus da UNEB. Abrange, ainda, as cidades do
semi-árido baiano, ao receber alunos de vários municípios que integram
a Região Sisaleira, interessados nos cursos de graduação em Letras
Vernáculas e Letras com habilitação em Língua Inglesa.
Contando atualmente com 647 alunos matriculados, tornou-se um
referencial da produção intelectual e cultural da Região Sisaleira. Pelo
seu enraizamento na sociedade e influência no desenvolvimento local,
tem favorecido a qualificação de docentes para o ensino médio, através
do PROESP - Programa Especial de Formação de Professores e do curso
de Pedagogia da Rede Uneb, com habilitação em Ensino nas Séries
Iniciais, direcionado ao aperfeiçoamento de professores da rede pública
municipal. Tanto os alunos da graduação em Letras como os da Rede
Uneb são incentivados a investir no seu aperfeiçoamento profissional,
pela oferta de cursos de especialização em Literatura, em Lingüística
Aplicada e Política do Planejamento Pedagógico (Currículo, Didática e
Avaliação).
No âmbito da Pesquisa e da Extensão, são significativas as realizações,
nas áreas de cultura, língua, educação e arte, dirigidas a Coité e região.
O Projeto de Pesquisa em Língua e Cultura da Região Sisaleira
fundamenta-se na compreensão da problemática local, na produção
científica e na busca de soluções para as demandas sociais. Desenvolvido
na comunidade rural de Conceição de Coité, este projeto busca atender
às especificidades lingüísticas do seu público-alvo, a população
afrodescente de baixa renda, intervindo nesta realidade por meio de
oficinas de leitura e outras atividades de cunho formativo e social. As
Oficinas Integradas de Literatura e Artes (OILA) focalizam a construção
de textos baseados nas manifestações culturais locais, preservando sua
memória e tradição. Há ainda pesquisas sobre a literatura de cordel,
estudos de história oral e programas voltados para o desenvolvimento
da leitura e da escrita.
Docentes e alunos do Departamento estão constantemente envolvidos
em jornadas pedagógicas e de leitura, seminários de pesquisa, feiras
11
literárias e mesmo atividades esportivas, como a Corrida Rústica. Outros
cursos, oferecidos nas áreas de Psicologia, Língua Inglesa, Literatura
Brasileira e Infantil (Anexo I), buscam abarcar os mais variados interesses
da comunidade.
Para propiciar condições de atendimento a esse leque de atividades,
o Departamento de Educação abriga três núcleos de pesquisa e extensão,
que focalizam a Cultura Popular Sisaleira, a Literatura e a Leitura (Anexo
I). A Empresa Júnior de Línguas presta serviços educacionais a
comunidades, nas áreas de língua estrangeira, literatura, redação e língua
portuguesa. No âmbito da iniciação científica, há oferta de bolsas para
monitoria, em pesquisa e extensão, por meio do Programa de Iniciação
Científica – PICIN.
Finalmente, entendendo a Região Sisaleira como um pólo de
comunicação, o Campus XIV veicula o programa radiofônico “Ouça
Universidade”, em parceria com a emissora educativa local Rádio Sabiá
FM. Em outra direção, seu envolvimento com as questões do semiárido, especialmente com a ABRAÇO/Sisal (Associação Brasileira de
Rádios Comunitárias da Região Sisaleira) e o MOC (Movimento de
Organização Comunitária), busca capacitar jovens formandos e gestores
para atuação nas rádios comunitárias da região. Este Departamento
conta, assim, com o apoio dessas organizações populares para a
implantação do Curso de Comunicação Social, com habilitação em
Radialismo, iniciativa que deverá contribuir, segundo os atores sociais
envolvidos, para o processo de democratização dos meios de
comunicação e o desenvolvimento sustentável do semi-árido (Anexo
II).
Continuamente atento às questões emanadas da Região Sisaleira, o
Departamento de Educação considera, portanto, que a criação do Curso
de Comunicação Social com habilitação em Radialismo (Rádio e TV)
deverá propiciar condições mais efetivas para que a universidade cumpra
seu papel de pólo catalisador das demandas sociais para uma educação
contextualizada, conforme previsto no artigo 3º da Lei 7.176/97 (Anexo
II:C) e em consonância com as resoluções do Conselho Superior da
Universidade (Anexos II:A e II:B) que autorizam a criação, a implantação
e o funcionamento do Curso de Comunicação Social no Campus XIV.
1.2. INFRA-ESTRUTURA
O Departamento de Educação (Campus XIV) funciona em prédio
cedido pela Prefeitura Municipal de Conceição do Coité, à Av. Luís Eduardo
Magalhães, 988, bairro da Jaqueira. Conta atualmente com um total de
nove salas destinadas a atividades didáticas e laboratoriais, sendo seis
salas de aula, uma sala de áudio, uma sala destinada ao CELI — Centro
de Estudos de Línguas —, e um Laboratório de Informática, com 21
microcomputadores. Possui ainda uma Biblioteca informatizada, mais
14 salas destinadas a atividades administrativas, seis banheiros, uma
quadra poliesportiva e vestiários (Anexos III e IV).
12
Trata-se de uma área útil adequada aos cursos em andamento, mas
que deverá ser ampliada, para abrigar os Laboratórios de Rádio e de
TV, cujos equipamentos deverão ser adquiridos até o segundo semestre
de 2007 (Anexo IV:A).
O Departamento de Educação já conta com verba destinada às obras
de ampliação do pavilhão de aulas e dos setores administrativos, a
serem realizadas nos exercícios de 2006/2007 (Anexo IV:B ).
1.3. VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA DO PROJETO
As necessidades de funcionamento do Curso de Bacharelado em
Comunicação Social, com habilitação em Radialismo (Rádio e TV),
deverão ser compatibilizadas à medida que sejam alocadas as previsões
de dispêndio do POA — Plano Operativo Anual — do Departamento de
Educação do Campus XIV, para os semestres letivos de 2006.1 e
seguintes.
Além disso, já estão definidos, em caráter emergencial: (a) o dispêndio
de R$ 550.000,00 (quinhentos e cinqüenta mil reais) para a reforma
das instalações — pavilhão de aulas e setor administrativo; (b) a aquisição
de equipamentos para o Laboratório de Rádio (Anexos IV:A e IV:B); e
(c) a parceria do Departamento de Educação e a Rádio Coité Livre FM
para a instalação de uma estação de rádio no âmbito do Campus XIV
(Anexo IV:C).
No que respeita ao quadro de recursos humanos, já está prevista a
contratação de cinco novos professores (Anexo V— Estudo da Capacidade
Docente Instalada), conforme descrevemos mais detalhadamente no
item 1.5, a seguir. A alocação de técnicos operadores de equipamentos
também já está equacionada na parceria firmada com a Rádio Coité
Livre FM (Anexo IV:C, cláusula sexta).
1.4. AVALIAÇÃO INTERNA
Nas avaliações do ENADE, até então realizadas, o Curso de Letras do
Departamento de Educação atingiu os seguintes conceitos:
ANOS
2002
2003
CURSO
Conceito
% Resp.
LETRAS
C
100%
Conceito
B
% Resp.
100%
Em sua prática de ensino diária, o Departamento de Educação realiza
sistematicamente a avaliação do andamento dos cursos, especialmente
através das reuniões dos colegiados de cursos (geralmente mensais),
quando são debatidos os principais problemas relativos a questões
13
didáticas. Nestas reuniões, como é praxe, os docentes discutem, a
cada início de semestre letivo, seus planos de ensino, promovendo-se a
troca de experiências didáticas e a democratização das propostas de
ensino. Evita-se deste modo a superposição de conteúdos e busca-se
maior integração disciplinar. Neste mesmo âmbito, são também
discutidas propostas de pesquisa e extensão, posteriormente direcionadas
ao Departamento para aprovação e encaminhamento. Tais propostas
obedecem, como é praxe, a um calendário que prevê a entrega de
relatórios para o acompanhamento e a avaliação dos resultados obtidos.
No âmbito do Curso de Comunicação Social, com habilitação em
Radialismo (Rádio e TV), em consonância com a histórica atuação do
Departamento de Educação, profundamente enraizado nas comunidades
que atinge, estabelecem-se, também, momentos para a interface
universidade-comunidade por meio da realização de projetos de extensão
planejados para ocorrer anualmente, como a Semana de Comunicação.
Nas três edições das disciplinas Seminários Avançados, busca-se
promover o debate ou a atualização de temas, em sintonia com as
demandas internas e locais. Tais momentos são por si mesmos
deflagladores de processos avaliativos mais consistentes, já que, no
face a face com a sociedade, é preciso ouvir e ser ouvido. Dessa maneira,
é possível fortalecer, de modo contínuo, o propósito de uma comunicação
dialógica e, portanto, voltada para a reciprocidade e a construção comum.
1.5. CORPO DOCENTE
Atualmente, o Departamento de Educação conta com 39 docentes,
com formação, principalmente, em Língua Portuguesa, Literatura e
Linguística (55% do total), que deverão ser alocados, nestas mesmas
áreas, no âmbito do Curso de Comunicação Social, com habilitação em
Radialismo (Rádio e TV), já que na matriz curricular do curso há o eixo
de Linguagem, para o qual estes professiores do Departamento estão
habilitados a ministrar disciplinas (ver Fluxograma). Da mesma forma,
os docentes da área de Ciências Humanas e Sociais (13% do total, a
maioria constituída por mestres) poderão prover parte das necessidades
formativas do novo curso.
Como já indicamos, está prevista a seleção e a admissão de novos
professores (Anexo V). Assim, além da alocação das professoras Nísia
Rizzo e Vilbégina Monteiro (ambas da área da Comunicação,
concursadas), propõe-se a abertura de mais cinco novas vagas, conforme
segue:
1. VAGA 1: Técnicas de Rádio
2. VAGA 2: Televisão
3. VAGA 3: Tecnologias da Comunicação
4. VAGA 4: Produção e Programação em Rádio
5. VAGA 5: Comunicação
14
Qualificação Docente - Departamento de Educação/Campus XIV
Graduados
Especialistas
Mestres
Doutores
02 (5%)
14 (37%)
18 (47%)
04 (11%)
Podemos observar, ainda, a seguinte qualificação, por área:
Qualificação Docente por Área de Formação
Departamento de Educação/Campus XIV
Ciências Humanas e Sociais
Educação
Letras
05 (13%)
12 (32%)
21 (55%)
No Curso de Comunicação Social com habilitação em Radialismo
(Rádio e TV), está prevista a seguinte distribuição de professores por
disciplinas, lotados no próprio Departamento de Educação do Campus
XIV ou colaborador/cooperador, aquele lotado em outro Departamento
da própria UNEB:
1º Semestre
Professores
Obdália Ferraz
Zuleide Paiva
Nízia Rizzo
Rogério Silva
Eduardo Borges
Adilson M. da Paz (cooperador)
Disciplinas
Análise e Produção de Textos I
Pesquisa Bibliográfica
Teorias da Comunicação I
História Brasileira
Introdução ao Rádio
Filosofia
2º Semestre
Professores
Obdália Ferraz
Vilbégina Monteiro
Aldo Morais
Eduardo Borges
Ilzimar Oliveira
Disciplinas
Análise e Produção de Textos II
Teorias da Comunicação II
História Regional
Produção e Programação Radiofônica I
Sociologia Geral e da Comunicação
3º Semestre
Professores
Nísia Rizzo
Vilbégina Monteiro
Nilzete Cruz
Eduardo Borges
Nísia Rizzo
Disciplinas
Oficina de Expressão Escrita
Comunicação e Cultura
Psicologia Geral e da Comunicação
Produção e Programação Radiofônica II
Seminários Avançados I
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QUADRO III - DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CAMPUS XIV - CONCEIÇÃO DO COITÉ
Qualificação da Capacidade Docente Instalada
1. Amélia Tereza Santa Rosa Maraux Mestre (Antropologia)
2. Anaíres Feirense Castro Ramos
Mestre (Letras)
3. Antonilma Santos Almeida Castro
Mestre (Educaçãol)
4. Celina Márcia de Souza Abbade
Doutora (Linguística)
5. Cinira Félix Cardoso
Especialista (Filologia)
6. Cristina dos Santos Carvalho
Doutora (Letras)
7. Edite Maria da Silva
Especialista (Educação)
8. Emanuel do Rosário Nonato
Mestre (Educação)
9. Eugênia Matheus de Souza
Mestre (Linguística)
10. Évila de Oliveira Reis Santana
Mestre (Letras e Linguística)
11. Felipe Segismundo Cedraz
Especialista (Métodos de Ensino)
12. Flávia Anninger Barros Rocha
Mestre (Literatura)
13. Genésio Seixas de Souza
Mestre (Letras e Linguística)
14. Hilderlândia Penha M. Santos
Especialista (Ensino Superior)
15. Ilzimar Glória Ferreira Oliveira
Mestre (Sociologia)
16. Irenilza Oliveira e Oliveira
Doutora (Linguística)
17. Itana Nogueira Nunes
Doutora (Letras)
18. Ivana Libertadoira B. Carneiro
Mestre (Educação)
19. Joselita Alves Gabriel da Silva
Especialista (Educação)
20. José Luís Costa Bulcão
Especialista (Filosofia)
21. José Plínio de Oliveira
Especialista (Literatura)
22. Juréia Maria Ferreira da Silva
Especialista (Educação)
23. Letícia Teles
Mestre (Administração)
24. Lúcia Maria de Jesus Parcero
Mestre (Linguística)
25. Luís Roberto Resende dos Santos Especialista (Língua Estrangeira)
26. Luiz Antonio Carvalho Valverde
Mestre (Literatura)
27. Maria de Fátima dos S. Barros
Especialista (Literatura)
28. Maria José Lima Lordelo
Graduada (Letras)
29. Meyre Ivone B. Santana
Mestre (Linguística)
30. Nilzete Cruz e Silva
Mestre (Educação)
31. Nísia Alejandra Rizzo de Azevedo Especialista (Educação)
32. Obdália Santana Silva Ferraz
Mestre (Educação)
33. Paulo de Tarso Velanes Borges
Mestre (Educação)
34. Rita de Cássia Silva Sacramento
Especialista (Linguística)
35. Robson Batista
Especialista (Linguística)
36. Rosana Santos Dórea
Mestre (Letras Vernáculas)
37. Sayonara Amaral de Oliveira
Mestre (Letras)
38. Vilbégina Monteiro dos Santos
Especialista (Estudos Culturais)
39. Zuleide Paiva
Mestre (Administração)
16
Em resumo, podemos observar, no que respeita ao corpo docente,
que, para a constituição do novo curso, procedeu-se a uma avaliação
criteriosa da capacidade docente instalada. Assim, na seqüência desta
avaliação preliminar, os professores de Língua Portuguesa e da área de
Ciências Humanas e Sociais, já à disposição do Departamento, foram
alocados em disciplinas afins do Curso de Comunicação Social, com
habilitação em Radialismo (Rádio e TV). Observando-se, neste aspecto,
suas características formativas e sua experiência didática, como fatores
que pudessem agregar qualidade aos objetivos de cada disciplina.
Quanto às áreas da Comunicação Social e da formação específica
em Radialismo (Rádio e TV), optou-se pela realização de processo
seletivo, tendo em vista atender tanto a necessidades técnico-operacionais
quanto formativas mais gerais. Este processo seletivo estendeu-se, anda,
à capacidade docente instalada nos campi da Universidade do Estado
da Bahia, nos quais buscou-se detectar a possibilidade de contar com
professores convidados. Tais procedimentos somente se tornaram
possíveis devido à participação, o envolvimento e a colaboração ativa,
não apenas do Departamento de Educação (Campus XIV), mas de outros
professores e funcionários de diversos campi da UNEB.
1.6. PLANEJAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO
No Quadro IV (pág.18) apresentamos o processo de qualificação
docente em nível de mestrado (em curso) e em nível de doutorado (a
partir de 2007), pelos docentes do Departamento de Educação (Campus
XIV). Finalizado esse processo, podemos projetar os valores que seguem:
Previsão de Qualificação Docente (2008 - 2010)
Mestres
Doutores
08 (21%)
14 (37%)
De acordo com as previsões de qualificação, o Departamento de
Educação (Campus XIV) deverá contar, portanto, até o final de 2008,
com oito mestres e, até o final de 2010, com 14 doutores,
configurando-se o seguinte quadro geral de qualificação:
Qualificação Docente - Departamento de Educação/Campus XIV
Graduados
Especialistas
Mestres
Doutores
02 (5%)
06 (16%)
12 (32%)
18 (47%)
As previsões acima delineadas integram o Programa Institucional de
Capacitação Docente da UNEB, constituído por um conjunto de políticas
e ações estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI:
2002-2006,). Tal programa sistematiza a oferta de incentivos aos
professores para a qualificação strictu sensu, em instituições reconhecidas
no País (Anexo V:A) Xerox PDI.
17
QUADRO IV - DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CAMPUS XIV - CONCEIÇÃO DO COITÉ
Previsão de Qualificação Docente
Previsão de Pós-Graduação
Mestrado
(em curso)
Docentes
Doutorado
(2007)
Ciências Sociais
1. Amélia Tereza Santa Rosa Maraux
2. Antonilma Santos Almeida Castro
Educação
3. Cristina dos Santos Carvalho
Linguística
4. Edite Maria da Silva
Educação
5. Emanuel do Rosário Nonato
Educação
6. Flávia Anninger Barros Rocha
Literatura
Letras
7. Genésio Seixas de Souza
8. Hilderlândia Penha M. Santos
Letras
9. Ilzimar Glória Ferreira Oliveira
Sociologia
10. Irenilza Oliveira e Oliveira
Linguística
11. Joselita Alves Gabriel da Silva
Educação
12. Juréia Maria Ferreira da Silva
Linguística
13. Letícia Teles
Linguística
14. Lúcia Maria de Jesus Parcero
Linguística
15. Luiz Antonio Carvalho Valverde
Literatura
16. Maria de Fátima dos S. Barros
Literatura
17. Meyre Ivone B. Santana
Linguística
18. Obdália Santana Silva Ferraz
Educação
19. Rita de Cássia Silva Sacramento
Linguística
20. Robson Batista
Linguística
Literatura
21. Sayonara Amaral de Oliveira
18
2. PROJETO DO CURSO DE RADIALISMO (RÁDIO
e TV)
2.1. RELEVÂNCIA SOCIAL DO CURSO
Duas ordens gerais de reflexão levaram o Departamento de
Educação a propor este projeto de curso. A primeira, emanada da
discussão cotidiana, especialmente de docentes e discentes, sobre o
papel do ensino público e do Estado, enquanto instituição que, no caso,
objetiva a distribuição social do conhecimento e sua apropriação pela
sociedade como um todo, tendo em vista promover a alteração dos
índices de desenvolvimento humano da região. Neste sentido, a Região
Sisaleira - como pólo carente de políticas públicas voltadas para a
educação, que apresenta um dos mais baixos níveis educacionais e de
desenvolvimento e renda (Anexos VI, VII e VIII), com elevada taxa de
mortalidade infantil e percentual de pobreza em torno de 80% - ,
torna-se, para a ação pública, um objetivo premente.
Em decorrência desta necessidade, uma segunda reflexão nos
direciona para a importância da formação de profissionais da
comunicação com consciência crítica de sua área de atuação,
principalmente no que respeita às práticas cidadãs, engajados nos
processos de consolidação da democracia e da almejada superação dos
problemas econômicos, sociais e éticos dos quais tanto padece a
população brasileira.
Trata-se não apenas de propiciar o ensino público, gratuito e
democrático, mas de possibilitar a extensão dos benefícios da formação
universitária à sociedade, seja por meio da profissionalização adequada
à integração no mercado de trabalho, seja pela atividade do magistério
de terceiro grau ou mesmo na forma da prestação de serviços à
comunidade, via pesquisa ou extensão.
Munidos de senso ético e de responsabilidade social, os futuros
profissionais, pesquisadores, docentes ou gestores, estarão efetivamente
preparados para o trabalho de construção da cidadania, ampliando os
espaços de intervenção da Universidade na sociedade e favorecendo a
apropriação coletiva dos resultados acadêmicos, em ambientes
cooperativos que cultivem a participação ativa e transformadora dos
segmentos mais carentes da sociedade.
Esta iniciativa também pode ser capaz de nortear as ações da
Universidade em torno das questões populares, assumindo a perspectiva
apontada por Martín-Barbero (1997), quando observa no popular o
lócus a partir do qual é possível repensar os processos comunicacionais
e entender os conflitos que articulam a cultura, demonstrando que as
relações entre comunicação de massa e suas audiências não são apenas
de negação do popular, mas essencialmente de mediação de suas
aspirações e necessidades. Neste sentido, a Universidade passa de fato
19
a ter um papel significativo na coesão social (MARCOVITCH, 1998), à
medida em que estabelece mecanismos de apoio a entidades em busca
da ampliação da solidariedade humana e da defesa dos direitos ao
trabalho e à qualidade de vida, consolidando, especialmente, o papel
das organizações não-governamentais e de outras formas associativas
populares na atualização das demandas sociais.
Como registram inúmeros estudos acadêmicos, o veículo rádio
vem se constituindo no meio popular por excelência, dadas as facilidades
de adoção dessa tecnologia de comunicação pelas camadas populares,
tendo em vista seu baixo custo e a facilidade de sua propagação, além
de sua assimilação pelos movimentos sociais, em toda a América Latina,
como uma forma de articulação da luta democrática e da construção
da cidadania. No caso da TV, são inúmeras hoje as iniciativas de fomento
às produções independentes, haja vista as possibilidades que se insinuam
com a chegada do sistema de TV digital ao Brasil.
No caso da Região Sisaleira, o projeto de Pesquisa “Rádios
Comunitárias da Região Sisaleira da Bahia: memória, conjuntura e
perspectivas” (2005)1, realizado pelo professor Doutor Antônio Dias
Nascimento, que coordenou uma equipe de alunos do Curso de
Comunicação Social da UNEB (Campus I), destaca o papel do veículo
rádio como um meio eficaz de fazer valer os anseios de justiça e por
melhores condições de vida e trabalho para as populações que são
agregadas e organizadas, pelos movimentos sociais locais, em torno
das emissoras comunitárias. Em seu diagnóstico, este projeto apresenta,
como desafios à sobrevivência e ao fortalecimento das emissoras de
rádio comunitárias, o desenvolvimento de estratégias para a sua
sobrevivência, das quais destacamos: (a) a captação de recursos (materiais
e humanos), tendo em vista atender a carências de planejamento
organizacional e estratégico detectadas na pesquisa; bem como (b) a
estrutura de programação, que se vê afetada pelo grau de preparo das
equipes de trabalho, fator preponderante para a manutenção da
audiência, pois, sendo melhor qualificada, torna-se capaz de realizar
uma efetiva programação jornalística e interativa (2005: pp. 62-79).
Em síntese, a pesquisa aponta para problemas que podemos caracterizar
como dificuldades de gestão e de exercício profissional qualificado.
A concepção deste curso fundamenta-se, assim, sobre uma matriz
reflexiva que busca aliar Educação e Comunicação, estando atenta,
portanto, à importância desta nova área que é a Educomunicação, e às
especificidades regionais que apontam para o veículo rádio, a exemplo
do acúmulo de experiências no âmbito das rádio comunitárias existentes
na região, bem como as potencialidades para a produção audiovisual
independente ou vinculada à transmissão via TV UNEB (TV universitária
hoje existente, em fuinciomamento no campus I), além de necessidades
de apoio e suporte técnico para populações extremamente carentes,
1
Disponível em http:// www.moc.org.br.
20
mas com enorme potencial de organização e de luta por melhores
condições de vida.
Busca-se, finalmente, enfrentar os desafios ainda presentes neste
terceiro milênio, com vistas à democratização da comunicação,
estabelecendo um compromisso duradouro com a extensão do processo
de produção e de propagação de informações a serviço dos movimentos
populares, divulgando suas reivindicações, mas, essencialmente,
propiciando-lhes condições para o domínio técnico e instrumental dos
veículos rádio e TV, e contribuindo para a instauração de uma nova
ética fundada em compromisso efetivo com a sociedade como um todo.
Toda práxis comunicativa representa uma conquista expressiva
muito importante para todos aqueles setores carentes. Esta práxis
consiste em um processo político-educativo de uma população que almeja
participar, de forma igualitária, da construção social da realidade.
2.1.1. Características da Região do Sisal
A Região Sisaleira da Bahia, onde se situa o município de
Conceição do Coité, lócus do Campus XIV da Universidade do Estado
da Bahia, é constituída por 33 municípios (ver mapa Anexo III:A),
todos incluídos na área do semi-árido, uma das regiões mais desassistidas
pelo Estado, apesar de concentrar mais de 1 milhão de habitantes, dos
quais, aproximadamente 60% na zona rural e 40% na zona urbana.
A cidade constitui, para a maioria da população, um local de
moradia, para onde acorrem aqueles que se sentem carentes de serviços,
como educação e saúde, para seus familiares, geralmente habitando a
periferia urbana. A Região do Sisal é servida exclusivamente por meios
de transporte rodoviários que a interligam aos grandes centros, como
Feira de Santana e Salvador.
Como principal produtora de sisal do País, a Bahia contribui hoje
com cerca de 85% da produção brasileira, tendo transformado regiões
semi-áridas e sem alternativa econômica em pólos reconhecidos
nacionalmente, por proporcionar meios de sobrevivência para a
população dessas áreas. De seu processo produtivo até seu
beneficiamento, o sisal abre mercado para cerca de 700 mil pessoas em
aproximadamente 40 municípios baianos, minimizando o problema do
êxodo rural, ao buscar fixar o homem no campo.
Entretanto, a ausência de políticas públicas sociais mais efetivas,
agravadas pelas condições climáticas, são fatores decisivos que
continuam expulsando a população do seu meio, que apresenta elevados
índices de migração, motivados de forma preponderante pela busca da
sobrevivência.
O trabalho infantil, a exemplo da situação no resto do País, é
intenso, mas desde 1997, a sociedade civil organizada tem participado
de sua eliminação, através do Programa de Erradicação do Trabalho
21
Infantil (PETI), do Governo Federal, com a parceria de associações de
pequenos agricultores da região. Veja-se a respeito os indicadores de
vulnerabilidade familiar de importantes cidades da região (Anexo IX).
A população da Região Sisaleira é constituída em sua maioria por:
(a) pequenos proprietários rurais que se utilizam basicamente da
mão-de-obra familiar, sobrevivendo da produção e extração da fibra do
sisal, destacando-se, ainda que em pequeno porte, criatórios de ovinos
e caprinos, além da agricultura de subsistência: plantio de milho, feijão
e mandioca;
(b) médios e grandes proprietários rurais, dedicados à criação
extensiva de gado bovino;
(c) trabalhadores rurais sem terra, geralmente diaristas, que
trabalham na extração da fibra do sisal ou nas fazendas de gado, podendo
atuar como pequenos produtores mediante contratos de utilização de
terras de fazendeiros da região, mantendo pequenos criatórios e
praticando a agricultura de subsistência.
Os organismos associativos dos trabalhadores rurais, como a
Associação dos Pequenos Agricultores do Estado da Bahia (APAEB),
têm se pautado por ações voltadas para o desenvolvimento regional
sustentado que objetivam a elevação da renda familiar, trabalho que se
iniciou na década de 80. Em seu primeiro momento, as políticas de
desenvolvimento elaboradas tiveram como meta a interferência no
processo de comercialização da produção dos pequenos produtores
rurais, tendo em vista assegurar maior valorização da produção,
eliminando-se a rede de intermediários no processo. No entanto, logo
observou-se que era necessário gerar uma melhoria na qualidade de
vida da população, o que envolvia o aprimoramento dos agentes
produtores, cuja mentalidade era norteada por conhecimentos
tradicionais e pela ausência de formação técnica mais avançada.
Assim, para viabilizar a economia no semi-árido tornou-se necessária
a prestação de serviços de assistência técnica, mas visando essencialmente
atuar em outras frentes, como na capacitação dos agricultores para a
viabilização da economia familiar, dando autonomia aos envolvidos.
Para dar suporte a essas medidas, desenvolveu-se todo um processo
de reeducação dos agricultores, que lhes permitisse construir uma nova
relação com o seu meio, desenvolvendo posturas de preservação dos
recursos naturais e do ambiente através da substituição de práticas
predadoras por uma capacitação técnico-gerencial que possibilitasse a
administração adequada da unidade de produção, bem como a utilização
dos recursos tecnológicos disponíveis, além da realização de
experimentos com vistas ao manejo dos resíduos do sisal e sua utilização
na alimentação animal. Aliado a isso, o crescente uso da energia solar
para a iluminação de residências é um outro campo de atuação. Assim,
algumas ações levadas a cabo pela APAEB objetivaram a capacitação
22
do agricultor para a convivência com o meio; o estabelecimento de
consórcios entre o cultivo de sisal (e outros) e a ovino-caprinocultura; a
capacitação para o armazenamento da água, a introdução da apicultura
— todas essas ações amparadas por projetos de educação ambiental.
A Educação surge, portanto, como um forte pilar de sustentação
para a revitalização econômica dessa região, visto que se compreende
como essencial investir na formação de uma nova mentalidade na
população, voltada para a convivência com o semi-árido, ou seja, para
a perspectiva do desenvolvimento sustentável fundamentado em
condições locais. Dentre as medidas implementadas nesse âmbito, a
comunicação tem sido central, com a criação de rádios e TV comunitárias
que têm a função primordial de orientar a população para as
possibilidades de uma relação saudável com o semi-árido, pela
divulgação constante das tecnologias apropriadas à região e das
experiências bem-sucedidas de agricultores. Além disso, cursos e
treinamentos dirigidos a pequenos produtores rurais buscam a
transferência de informações e saberes que permitam a adoção de
medidas voltadas para a sustentabilidade econômica da região.
A atuação em escolas, através de palestras e visitas de professores e
alunos às experiências realizadas, busca despertar os jovens da zona
rural para as novas perspectivas que se apresentam na região, com o
uso de tecnologias apropriadas, objetivando aproximar os estudantes
das realidades da região. Neste sentido, a Escola Família Agrícola constitui
uma experiência inovadora no âmbito da educação formal para os filhos
dos pequenos produtores rurais, formação esta que incorpora disciplinas
mais afeitas às características locais, como arte e cultura, noções de
economia e de ecologia, bem como o ensino prático de vários tipos de
cultura: avicultura, caprinocultura, apicultura, agricultura orgânica,
horticultura, suinocultura, cunicultura etc, que funcionam com a
pedagogia da alternância — um semana de internados e outra semana
junto ao convívio familiar —, tornando o aprendiz um multiplicador
capaz de exercer influência na atividade econômica da família.
Todas essas iniciativas buscam desenvolver-se na perspectiva de
auxiliar a população a exercer sua cidadania, cumprindo com suas
obrigações e reivindicando o atendimento de seus direitos, que tem
como aspecto relevante a educação e a comunicação, da qual se destacam
o rádio e a TV, como veículos integradores da região sisaleira como um
todo, divulgador e formador, mecanismo essencial para a informação e
a capacitação da população, parcamente distribuída (Anexo X). Dentre
os resultados mais desejados dessa ampla atuação estão a implementação
de atividades efetivas de preservação ambiental e a formação da
consciência cidadã que permite aos indivíduos enxergar o poder público
não mais como o agente assistencialista ocasional, mas como um
instrumento potencial de desenvolvimento.
23
Junto a tais iniciativas, é importante frisar ainda uma vez mais o
elevado incremento das rádios e TV comunitárias da Região Sisaleira,
que surgem a partir da significativa expressão que os movimentos
populares da região atingiram, especialmente na década de 80. Como
resultado do fortalecimento dos laços de solidariedade existentes nas
comunidades de trabalhadores rurais, tais emissoras constituíram-se
em um passo necessário ao processo de desenvolvimento que vem
sendo implementado, especialmente pelo envolvimento desses mesmos
setores populares em diversas frentes, o que torna a comunicação a
distância não apenas uma necessidade, mas a possibilidade de
ampliação do diálogo e da troca de experiências. Trata-se da
possibilidade de oferecer a essa população, que se organiza e se qualifica
em torno da solução de seus problemas, agentes culturais de
transformação que, via radiodifusão, constituirão uma forma eficaz de
ampliar as ações voltadas para o desenvolvimento sustentado, a
cidadania, a melhoria da qualidade de vida e a consolidação das formas
de expressão de todos aqueles que integram as comunidades da Região
Sisaleira.
2.1.2. Características dos Veículos Rádio e TV
Entre os meios de comunicação de massa, o rádio é, sem dúvida, o
mais popular e o de maior alcance público, especialmente em nosso
País, constituindo-se, muitas vezes, no único responsável por levar a
informação para populações de vastas regiões que não têm acesso a
outros meios, especialmente por motivos econômicos e culturais.
O rádio tem uma importância crucial na Bahia, tendo em vista que
83,05% dos baianos ouvem rádio, sendo que o Estado ocupa o quinto
lugar do País com maior número de estações de rádio: 201. Em todo o
Brasil, 86,79% da população têm acesso ao rádio em sua própria
residência, contra apenas 58,89% de acesso à televisão. Segundo dados
da Abraço-SISAL (Associação de Rádio e TV Comunitárias do Território
Sisaleiro da Bahia) há 12 rádios comunitárias funcionando em 11
municípios da Região Sisaleira, inclusive Conceição do Coité, atingindo
um total aproximado de 250 mil ouvintes. Há também uma emissora
de TV comunitária na região, ainda sem outorga, funcionando em
Valente. Além disso, a Bahia possui 404 pedidos de outorga de rádios
comunitárias, com 345 em processo de legalização.
Essa popularização deve-se ao fato de o rádio ser o veículo que
congrega, primeiro, a facilidade de captação da mensagem falada e
sonora simultaneamente à execução de outra atividade, favorecendo a
recepção sem que a pessoa necessite dedicar-se exclusiva e passivamente
a ela; e, segundo, a portabilidade, após a descoberta do transístor, que
a favoreceu, fazendo com que o rádio possa acompanhar o receptor
em seus deslocamentos.
24
Enfrentando a concorrência da televisão, como um veículo de
proporções nacionais, o rádio redefiniu sua programação e suas
características, transformando-se em um dos veículos de massa mais
adequados à programação de serviços de utilidade pública, prestando
informações inestimáveis à população, especialmente de baixa renda, e
mesmo no âmbito das grandes cidades, onde é certamente o veículo
que mais orienta o cidadão no espaço atualmente caótico do trânsito
nas grandes metrópoles.
No Território do Sisal, por exemplo, a penetração da rádio extrapola
a da TV na medida em que nem todos os canais da TV aberta chegam à
região (a TVE, por exemplo, ainda não tem seu sinal captado na região)
e a única emissora comunitária atua ainda sem outorga, apesar de ter
seu pedido de outorga tramitando no Ministério das Comunicações. Ou
seja, a implantação de um curso de graduação de Rádio e Tv pode
fortalecer o veiculo Tv na região sisaleira.
O rádio é definido como um meio de comunicação de massa, que se
presta à comunicação de idéias ou notícias sobre a realidade em que se
situa sua audiência (contexto, fatos, acontecimentos), informações ou
serviços de utilidade pública; programas de esclarecimento como
entrevistas com especialistas e autoridades; além de difundir a cultura,
seja através da música ou até mesmo da novela. Tem se tornado um
importante veículo de informação religiosa, adotado por inúmeros cultos
e religiões em todo o País, e se prestando, ultimamente, a consagrar a
interatividade, em programas radiofônicos que buscam a participação
do ouvinte, como uma espécie de fiscal das administrações de suas
prefeituras ou da atividade de seus vereadores, favorecendo o exercício
da cidadania e da responsabilidade civil. Em inúmeros casos, como nas
rádios comunitárias, é um meio a serviço da solidariedade e da
organização dos interesses dos menos favorecidos em torno de suas
reivindicações e necessidades imediatas.
Duas de suas características intrínsecas fazem do rádio um dos meios
de comunicação de massa dos mais privilegiados, com destaque para:
(a) a linguagem oral: para receber a mensagem, basta ouvir, o
que o coloca em vantagem em relação a outros veículos, como os
impressos, para os quais é preciso ser não apenas alfabetizado, mas
dominar a leitura, o que faz do rádio um dos veículos mais democráticos,
se levarmos em conta a sua acessibilidade: está disponível para qualquer
um, alfabetizado ou não, com elevado ou baixo nível cultural.
(b) a penetração: o rádio, em termos geográficos, como já
observamos, é o meio mais abrangente de todos, podendo ser
considerado, realmente, de alcance nacional, além de apresentar um
aspecto de extremo interesse que é a possibilidade de refletir o
regionalismo, pois sua menor complexidade tecnológica permite que
esse veículo se “especialize” na comunicação comunitária, podendo
25
selecionar mensagens que estejam mais próximas das experiências e
necessidades de sua audiência. Por isso mesmo é capaz também de
unir o particular ao universal, apresentando mensagens de diferentes
regiões, e até mesmo países, promovendo a integração, o que não é
questão menor em nosso País, rico em diversidade cultural.
Além dessas características mais centrais e definidoras das
possibilidades desse veículo, devemos analisar um de seus aspectos
mais fundamentais que é
(c) a mobilidade, sob dois pontos de vista:
Primeiro, a agilidade, pois o emissor pode estar presente em qualquer
local onde a sua cobertura noticiosa ou cultural assim o exija, transmitindo
informações bem mais rapidamente do que os outros meios, que exigem
uma certa elaboração prévia antes de ganharem a difusão, eliminando
ainda um problema que é crucial a outros meios, como a distribuição.
Segundo, a portabilidade/flexibilidade, pois o receptor não precisa
estar conectado a aparelhos, estando o rádio em todo e qualquer lugar,
eliminando, inclusive, hiatos de audiência, já que facilmente transportável
para qualquer lugar que se desloque o ouvinte, que pode optar por
uma recepção individualizada.
Finalmente, devemos observar o baixo custo, em comparação a outros
veículos eletrônicos ou mesmo os impressos. Não apenas o aparelho
receptor é o mais acessível, estando sua aquisição ao alcance de uma
imensa parcela da população, mas a produção radiofônica é também
muito mais barata, com um enorme valor agregado, pois a relação
entre custos de produção e grande número de pessoas atingidas é
extremamente baixa, elevando a eficiência desse veículo, seja como
elemento difusor de informação e cultura, ou como elemento de
marketing e publicidade.
Outras características fazem do rádio um veículo que pode ser
essencialmente jornalístico, seja pelo
(d) imediatismo, já que qualquer fato pode ser transmitido no
momento em que ocorre, permitindo aproximar o mundo do ouvinte, à
medida em que os acontecimentos vão se desenrolando, o que lhe
confere extrema atualidade; e também um veículo difusor da cultura de
um modo especial, pois
(e) a sensorialidade é outra de suas características fundamentais,
tendo em vista que o rádio envolve o ouvinte, fazendo-o interagir através
de uma espécie de diálogo mental com o emissor, ao mesmo tempo em
que desperta a sua imaginação, sempre estimulada pelos recursos,
aumentados pela sonoplastia. Essa capacidade de envolver
emocionalmente o receptor já foi até fatidicamente demonstrada por
Orson Welles em sua transmissão de “A Guerra dos Mundos”, em 1938,
quando aterrorizou a população norte-americana, que acreditou estar o
planeta sendo invadido por seres alienígenas. No entanto, trata-se,
26
essencialmente, da capacidade de aliar a experiência da audição com a
vivência, integrando a recepção ao contexto do ouvinte, uma das
dimensões mais importantes da idéia de cultura.
Finalmente, o rádio, livre de fios e tomadas, depois da invenção do
transístor, deu autonomia ao ouvinte, que pode desfrutar dele, tanto
em audiências individualizadas quanto coletivas. Essa característica é de
extrema importância, segundo os analistas desse meio, já que favorece
o contato quase pessoal do locutor com o ouvinte, mesmo por que a
mensagem oral se presta muito bem à comunicação intimista, além de
se adaptar bem ao papel de “pano de fundo”, permitindo que o receptor
desenvolva outras atividades enquanto ouve rádio. A webrádio, por sua
vez, amplia ainda mais as possibilidades de difusão de mensagens
radiofônicas, por não depender de transmissores, mas ocorrer pela web,
podendo no entando estar limitada às condições, hoje,de o ouvinte
estar conectado à internet.
Já a televisão combina simultaneamente dois sentidos humanos,
a audição e a visão, impactando muitas vezes o telelespectador pelo
apelo emocional dado às coberturas noticiosas e aos programas
televisicos em geral. Com relação à cobertura noticiosa, a própria
estrutura da Tv confere a superficialidade como característica natural,
dado que as matérias para TV são em geral muito curtas, à exceção de
matérias especiais e documentários, de produção mais aprimorada e
texto mais longo e detalhado. Para Vera Paternostro (1999), os fatores
responsáveis pela superficilidade da TV são os altos custos das
transmissões, os compromissos comerciais e a briga pela audiência
entre as emissoras. A TV, no entanto, amplia a necessidade de se
buiscar mais informações sobre os fatos, não é à toa que é considerada
a “pauteira” dos demais meios de comunicação, além do rádio, dentro
da lógica da “circulação circular da informação” (Bourdieu, 1996).
Ademais, há outras características muito particulares da TV
enquanto veículo de comunicação, a saber:
(a) O fato de fornecer informação visual, transmitindo assim
mensagens por meio de uma linguagem independente do conhecimento
de idiomas ou da escrita por parte do receptor.
(b) O imediatismo, carcetrística que compartilha com o rádio,
pois pode mostrar o fato no momento em que ocorre por meio da
imagem, signo mais acessível á comprensão humana. Alie-se a isso a
agilidade e mobilidade das equipes e dos equipamentos necessários à
captação e transmissão de imagem, possíveis com câmeras cada vez
mais compactas, com conteúdos garvados em discos que podem ser
convertidos em arquivos e transmitodos pela internet, sem falar das
estações móveis e das trasmissões via satélite.
(c) ATV é também um veículo de largo alcance, não distinguindo
classes sociais ou econômicas, a não ser pela segmentação natural de
27
público em algumas faixas de horário de programação e pela
conformação peculiar de canais fechados, voltados para públicos cada
vez mais específicos: paga-se pelo produto, enquanto a emissora de
canal aberto é concessão pública e deve agradar a várias faixas de
público, além de simultaneamente informar, entreter e educar.
(d) A sua instaneidade, porque transmite a mensagem de modo
isntantâneo, sem que seja possível voltar atrás para ver de novo, a não
ser por mecanismos de gravação de audiovisual disponíveis no mercado.
Ainda assim, essa característica a distingue dos meios impressos, por
exemplo, que permitem o exercício de folhear para, depois, ser feita a
leitura na íntegra, por exemplo.
(e) O envolvimento também é uma característica da TV, uma
vez que suas narrativas, mesmo as jornalísticas, incluem personagens
em um cenário e um enredo, com um elemento a mais, além da
informação: a emoção. Nesse caso, a TV personifica a idéia de que o
campo jornalístico prioriza o fazer sentir e o fazer seduzir, em detrimento
do fazer saber (Ferreira, 2002).
(f) Por fim, a TV tem como orientador de sua programação os
índices de audiência, pois esses indíces é que pautam os valores de
seu espaço publicitário, aquele que mantém as emissoras em
funcionamento porque são a sua fonte de receita. Os índices de chegam
a se configurar em “resultados de aceitação por parte do públicotelespectador” (Paternostro: 1999, p. 65).
A TV, no Brasil, encontra-se em fase de digitalização, iniciando
os testes no sistema digital em operação simultânea com o analógico, e
isso tende a significar - para além das pressões dos grupos que detêm
concessões de canais abertos e querem manter sua primacia econômica
e política - possibilidades de emissão de conteúdo audiovisual
independente, para o que a região sisaleira deve estar preparada,
formando para isso profissionais que estejam aptos a atender essas
demandas. A matriz curricular do curso de Radialismo (Rádio e TV)
acolhe, portanto, esse processo, na medida em que contempla entre
suas disciplinas obrigatórias componentes sobre Tecnologias e ainda,
entre as optativas, webdesign, webrádio e webtv, cibercultura,
computação gráfica, entre outros. Tomamos de empréstimo aqui, para
melhor compreensão do que pode signiifcar a digitalização para a área
de comunicação no Brasil, a descrição de Bolaño e Brittos (2007, 71):
“A digitalização é uma inovação técnica que amplia - de forma assimétrica,
segundo os diferentes suportes , a situação histórica de desenvolvimento da
regulação e das infra-estruturas nacionais de transmissão, vantagens de
precedência etc - as possibilidades de convergência e de desenvolvimento da
multimídia , aprofundando tendências já existentes, ao reduzir os custos de
transmissão e permitir oferta maior de canais e serviços e maior fragmentação
do consumo, mas não sem um processo anterior de desregulamentação, ligado
a estratégias econômicas e políticas globais.”
28
Finalmente, há uma enorme importância atribuída aos veículos
de comunicação, especialmente o rádio e a TV, como meios a serviço
da educação. A Educomunicação é uma nova área de estudos pela qual
se busca o reconhecimento de que a inter-relação entre Comunicação
Social e Educação vem ganhando densidade própria e se afigurando,
hoje, como um campo de intervenção social específico, oferecendo
espaço de trabalho diferenciado que vem sendo ocupado pela figura
emergente de um profissional que se denomina educomunicador.
Constata-se, portanto, que um novo campo de intervenção social se
forma, conquistando autonomia e estando no momento em franco
processo de consolidação, além de confirmarem-se cinco áreas possíveis
de sua intervenção:
(a) a área da educação para a comunicação, constituída pelas reflexões
em torno da relação entre os pólos vivos do processo de comunicação
(de um lado, os emissores e, de outro, os receptores), assim como, no
campo pedagógico, pelos programas de formação de receptores
autônomos e críticos frente aos meios (uma leitura crítica da comunicação
e de seus meios);
(b) a área de mediação tecnológica na educação, compreendendo
os procedimentos e as reflexões em torno da presença e dos múltiplos
usos das tecnologias da informação e da educação, as quais ganham
grande exposição devido à rápida expansão dos sistemas de educação
(tanto presencial quanto à distância). Além disso, sabemos o quanto os
recursos tecnológicos clássicos, como o rádio e a TV, tiveram sua
absorção pelo campo da educação dificultado, especialmente pelo seu
caráter lúdico e mercantil, fato que foi o principal responsável pela
resistência dos educadores em dialogar com as tecnologias.
Hoje, uma das metas dos que trabalham no campo das tecnologias
sob a perspectiva da educomunicação é a universalização do direito de
acesso às tecnologias, objeto do trabalho voluntário de diversas ONGs,
em todo o País, e meta de ação de numerosas empresas e do próprio
governo.
(c) a área da expressão comunicativa através das artes, que designa
todo o esforço de produção cultural como um meio de auto-expressão
de pessoas e grupos, pois é sabido que no mundo dos grandes meios
de informação não há comunicação bem-sucedida sem o exercício da
arte (da dramaturgia, da pintura, da música etc), notando-se que a
escola reconhece e até valoriza, em muitos casos, o espaço arte-educação.
Assim, a arte acaba por unir as ações comunicativas e as educativas,
favorecendo os processos de auto-estima pela crescente visibilidade de
pessoas, grupos e espaços culturais.
(d) a área da gestão comunicativa, designando toda ação voltada
para o planejamento, execução e avaliação de programas e projetos de
intervenção social no espaço de inter-relação Comunicação/Cultura/
29
Educação, que se aplica, ainda, ao planejamento de ações voltadas para
a criação de ambientes favoráveis ao desenvolvimento do ensino, seja
para a implantação de projetos de educação frente aos meios de
comunicação ou para a disseminação das tecnologias num plano de
ensino. Neste sentido é que o rádio e a TV podem ser veículos a serviço
da comunicação e da educação, desenvolvendo inúmeras práticas de
produção bem como de gestão dos processos comunicacionais, seja
assessorando entidades ou mesmo integrando-se os seus projetos de
comunicação comunitária.
A demanda pelo profissional é latente, como vimos nas observações
precedentes, porém é importante frisar o papel que uma universidade
pública, como a UNEB, tem desempenhado em prol da interiorização
do conhecimento, que é seu caráter distintivo. No entanto, podemos
verificar, ainda, a partir das informações sobre a necessidade de vagas,
sempre superior à oferta, considerando-se o caso de Conceição de Coité,
para os cursos em vigência, constata-se que há uma relação de 2 x 1,
ou seja, há sempre duas vezes mais demanda do que oferta efetiva de
vagas, no caso do Curso de Letras/Português-Inglês, e de quase duas
vezes e meia, no caso do Curso de Letras/Português.
Com relação ao ensino médio, a variação anual das matrículas na
região, para um período de dez anos (1994-2003) foi de 13,5%, sendo
que se demonstra o crescimento dessa demanda, no período 19912003, de 200 mil para mais de 800 mil, ou seja, um crescimento superior
a quatro vezes. Além disso, os dados relativos ao processo vestibular
no Departamento de Educação, num período de seis anos (2000 - 2005)
nos apresentam o seguinte quadro de demanda (apenas primeira opção):
Cursos
Ano
Candidato/Vaga
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2000
2000
10.20/1
5.25/1
408
210
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2001
2001
9.88/1
7.18/1
395
287
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2002
2002
11.78/1
7.18/1
471
287
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2003
2003
11.79/1
8.46/1
283
203
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2004
2004
10.15/1
5.0/1
203
100
Letras Vernáculas
Letras/Inglês
2005
2005
12.27/1
5.64/1
368
141
30
Total
Analisando os dados do quadro anterior, observamos que a demanda
pelos cursos de Letras mantém-se num patamar relativamente alto,
tendo em vista a relação média de onze (11.01) candidatos/vaga, para
Letras Vernáculas e mais de seis (6.46) candidatos/vaga para Letras/
Inglês, nos assinalando para uma oferta que está aquém das necessidades
locais. Esse dado pode ser confrontado ao impressionante percentual
da população de Coité na faixa dos 18-24 anos com acesso ao ensino
superior, mas que atinge apenas 2% (1,98%), segundo dados de 2000
(Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000 - Pnud, Anexo VI). Além
disso, para a faixa de adolescentes entre 15 a 17 anos, fora da escola,
Conceição do Coité apresenta o índice aproximado de 26% (25.74%),
ou seja, 1/4 da sua população continua privada do ensino.
Esses dados nos dão uma dimensão do âmbito em que a formação
propiciada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) ainda é
reclamada e urge ampliar-se, não obstante o crescente papel que vem
desempenhando já há mais de 20 anos.
2.2. CONCEPÇÃO, FINALIDADES E OBJETIVOS
O presente projeto busca estabelecer as diretrizes para um curso
de graduação em Comunicação Social, com habilitação em Radialismo
(Rádio e TV), a ser implantado no Departamento de Educação, Campus
XIV, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tendo em vista os
seguintes objetivos:
(a) formar profissionais, professores e pesquisadores no âmbito
da Comunicação, orientados, tanto para a pesquisa acadêmica quanto
para o meio profissional, com perfil reflexivo e crítico;
(b) promover a integração entre a universidade e a comunidade,
tendo em vista especialmente a extensão dos processos educativos e
formativos existentes na academia aos segmentos sociais mais
necessitados, em consonância com os princípios diretivos da Universidade
do Estado da Bahia; e, finalmente,
(c) formar indivíduos compromissados com o exercício da
cidadania e da responsabilidade social e capazes, portanto, de difundir
seus conhecimentos em direção à ampla participação dos mais variados
segmentos sociais, especialmente aqueles organizados em torno de
organizações e entidades sociais.
Duas características essenciais, distintivas do século XX, são a
freqüente reorganização do conhecimento e as novas necessidades das
economias de produção flexível, a partir do fenômeno da globalização.
Da primeira resulta necessariamente uma série de dinâmicas que levam
(a) à super-especialização em determinadas áreas ou campos de
investigação;
(b) ao compartilhamento de objetos de estudo, temas e
metodologias de pesquisa que levam à formação de âmbitos de
31
conhecimento, novos e interdisciplinares; e
(c) à implementação de equipes interdisciplinares de pesquisa,
com o objetivo de compreender e solucionar adequadamente problemas
significativos apresentados pela realidade social.
Tais dinâmicas reforçam a ruptura entre fronteiras disciplinares
e, criando modelos de análise muito mais capazes de tratar a diversidade
e a nova complexidade mundial, impõem a intersecção e a unificação
dos saberes. Esta concepção, embora ainda não consensual, compreende
a comunicação como um campo multidisciplinar e tributário das ciências
humanas em geral, o que favorece a adoção de práticas interdisciplinares
de ensino e pesquisa. Tal orientação é especialmente valiosa a uma
instituição com as características da UNEB, multicampi e multidisciplinar,
pois poderá facilmente prover essa formação integrada pela participação
de docentes de seus mais diversos campi. Por outro lado, ao se apostar
na interdisciplinaridade e na integração dos diversos saberes, promovese o desenvolvimento de um novo tipo de indivíduo, aberto, flexível,
solidário, democrático e crítico, mais apto a uma sociedade em constante
e intenso processo de transformação.
A segunda característica aludida decorre do processo acelerado
de intercomunicação e interdependência das economias, em todo o
mundo, que tem alterado substancialmente as regras da competitividade
e priorizado o estabelecimento, no mundo empresarial, de uma série
de procedimentos com vistas ao aumento da produtividade, à diminuição
dos custos trabalhistas e de capital, à melhora da qualidade e à
flexibilização da produção, e, finalmente, à caracterização de novas formas
de gestão e de organização do trabalho.
Nesse novo contexto empresarial e de mercado, introduz-se a
“produção enxuta” e os processos “just-in-time”, evitando-se os
desperdícios pela gestão ecológica e sustentável dos recursos materiais;
incrementam-se os processos de “qualidade total” ou “defeito-zero”,
através do controle estatístico do processo produtivo e dos círculos de
qualidade, estes últimos propiciados pela integração dos saberes e da
experiência dos trabalhadores em benefício da otimização da relação
custos-benefícios. E, finalmente, há o envolvimento dos trabalhadores
no processo de tomada de decisões administrativas, o que obriga as
organizações a prover a formação contínua dos seus quadros, com o
concurso intenso da Universidade na oferta de cursos de especialização
e pós-graduação, bem como a buscar conscientizá-los para a
empregabilidade, marcada agora pela polivalência e plurifuncionalidade
dos assalariados e profissionais.
Um dos carros-chefes desse novo modelo organizacional é o uso
de novas tecnologias de informação e comunicação, que favorecem a
2
Disponível na íntegra no site do MEC: http://www.mec.gov. br.
32
descentralização dos processos e a flexibilidade das plantas
organizacionais. Assim, pois, os meios de comunicação e as redes
informatizadas são um dos principais motores desta nova sociedade
global, indispensáveis para entrelaçar todas as suas dimensões, sua
vida econômica, cultural, produtiva e de lazer, dentre outras.
Daí a importância estratégica que a proposição de um Curso de
Radialismo (Rádio e TV) assume, especialmente no âmbito da UNEB,
estruturada em um Sistema Multicampi de Educação Superior, composto
de 24 campi, sendo 23 no interior do Estado da Bahia, e um localizado
em Salvador. O que aqui propomos é uma formação que se consolide
no âmbito dessa universidade multicampi e em consideração às
mudanças tecno-científicas operadas mundialmente.
Com base na legislação2 pertinente à proposição de cursos de
bacharelado, ou seja, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
— LDB (Lei Ordinária Federal de nº 9.394/96) e a Lei do Plano Nacional
de Educação — PNE (Lei Ordinária Federal de nº 10.172/2001), e em
consonância com essas duas leis, os pareceres e resoluções do Conselho
Nacional de Educação — CNE, aplicáveis ao Curso de Comunicação
Social, em todas as suas habilitações, são o seguintes:
(1) o Parecer CNE/CES 492/2001 (03/04/2001) estabelece um padrão
básico de referência para todos os egressos das habilitações da
Comunicação Social (Anexo XI), definido essencialmente:
(a) um perfil comum a todas as habilitações; e
(b) um perfil específico por habilitação, o que nos remete ao
desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos tanto
gerais quanto específicas por habilitação. O mesmo parecer estabelece,
ainda,
(c) os conteúdos curriculares básicos e específicos que cabe a cada
instituição eleger para organizar seu currículo pleno, tendo como
referência os perfis já definidos, bem como prevê
(d) atividades pedagógicas essenciais, estágios e atividades
complementares que constituem mecanismos de interação com o
mercado de trabalho; e
(e) define a estrutura do curso de Comunicação Social, estabelecendo
a creditação ou não, mas destacando a seqüência equilibrada de
conteúdos curriculares e o acompanhamento planejado da formação,
em articulação com o projeto pedagógico do curso (conforme o Parecer
CNE/CES 1363/2001, Anexo XI: A)
(2) o Parecer CNE/CES 67/2003 (11/03/2003): Diretrizes Curriculares
Nacionais dos cursos de graduação em geral, objetiva garantir a
autonomia universitária, apontando para a flexibilidade e a criatividade
necessárias ao estabelecimento de currículos formativos mais adequados
33
às necessidades regionais, direção para a qual aponta também a
Resolusão CNE/CES 16/2002 (Anexos XI:B e XI: C); e
(3) o Parecer CNE/CES 108/2003 (07/05/2003, Anexo XI:D):
Duração dos cursos presenciais de bacharelado, estipula o ano letivo
em 32 semanas, com uma carga de trabalho escolar que varia entre 25
e 32 horas semanais ou, mais exatamente, entre 800 e 1.024 horas
anuais, às quais se acrescem ainda um máximo de 20% da carga do
curso para atividades complementares, práticas e estágios, respeitandose um mínimo de 200 dias letivos/ano. A partir de tais determinações
os cursos de bacharelado no Brasil têm se pautado por um prazo de até
quatro anos para a integralização de 2.400 ou 2.800 horas.
Com base nas determinações legais, antes examinadas,
estabeleceu-se esta proposta, a partir de três níveis integrados de
concepção:
A - uma matriz inicial que integra as potencialidades formativoeducacionais da interface Comunicação-Educação e a realidade sóciocultural e econômica da Região Sisaleira, que se articula em torno da
ABRAÇO-SISAL – Associação de Rádios e Tvs Comunitárias do Território
Sisaleiro, cujas rádios comunitárias já abrangem onze municípios e
aproximadamente 250 mil pessoas, e o horizonte de integralizar, ainda,
19 municípios e atingir 800 mil ouvintes; e a APAEB – Associação dos
Pequenos Agricultores do Estado da Bahia, que atinge 33 municípios
do Estado e desenvolve um intenso programa voltado para o
desenvolvimento sustentado, via meios de comunicação e educação,
com vistas à formação para a cidadania;
B - o potencial formativo da unidade de Coité (Campus XIV),
propício a ampliar a disponibilidade de seus docentes, nas áreas de
Ciências Humanas e Sociais, Educação e Letras, e capaz de agregar
outras especialidades para a consecução deste projeto;
C – a matriz curricular do Curso de Comunicação, com habilitação
em Radialismo (Rádio e TV).
2.3. PERFIL PROFISSIOGRÁFICO
O futuro profissional terá formação teórico-prática que o habilite
para o trabalho de comunicação nos veículos rádio e TV, além de
produções multimídia na Internet, bem como para o exercício da
pesquisa e da docência, segundo sua livre-escolha. Considera-se, ainda,
como fundamental ao exercício da profissão, a capacidade de gerir os
processos comunicacionais de organizações, preparando-se o profissional
de Radialismo (Rádio e TV) para a prática de serviços de consultoria ou
assessoria de comunicação em empresas ou entidades sociais. Trata-se
de um perfil executivo, que o capacite não apenas para o exercício da
34
profissão de radialista, bem como de assessoria no campo da
comunicação efetivada pelos veículos rádio e TV, e finalmente para o
empreendedorismo, por meio do estímulo à produção de projetos e
produções independentes.
Assim, caracterizam-se, em linhas gerais, as seguintes capacidades
genéricas:
a) de elaboração criativa e crítica, produção e distribuição de
mensagens, considerando-se sua inserção em um ambiente sócioeconômico e cultural;
b) de reflexão crítica sobre as transformações do mundo
contemporâneo e de adequação às novas e crescentes demandas sociais;
c) de compreensão articulada e integrada do campo de trabalho
na área da comunicação, tendo em vista a compreensão da dinâmica
inerente aos processos da comunicação social e da sociedade;
d) de utilização crítica e ética da fundamentação téorico-prática
adquirida que observe o posicionamento político responsável; e
As seguintes habilidades específicas:
a) capacidade de mediação da realidade social através da
mensagem sonora e audiovisual, pela interpretação, recriação e registro
do ambiente sócio-cultural em que atua;
b) capacidade de formulação em diversas linguagens de
programação adequada a diversos gêneros expressivos (informativo,
opinativo e interpretativo), musicais, novelas e entretenimento;
c) domínio técnico e estético das tecnologias de linguagem e
expressão pertinentes aos veículos rádio e TV;
d) domínio das esferas da organização empresarial típicas da
atividade, bem como das funções a ela inerentes;
e) capacidade de exercer a interlocução com as demais áreas
profissionais ou empresariais da Comunicação.
Em suma, torna-se imperativo ao profissional formado em
Radialismo (Rádio e TV), as seguintes habilidades e competências:
a) gerar produtos e programas em suas especialidades criativas
e responder pela direção, realização e transmissão desses produtos e
programas;
b) elaborar planejamento e orçamento de programas, bem como
administrar estruturas de emissoras de rádio e TV;
35
c) expressar-se nas linguagens e gêneros relacionados à criação
nos veículos rádio e TV;
d) conceber projetos de criação e produção em formatos
adequados à sua veiculação nos meios de comunicação de massa;
e) refletir criticamente, com apoio em fundamentação conceitual,
sobre as atividades teórico-práticas da área.
2.4. CAMPO DE ATUAÇÃO
O curso de Radialismo (Rádio e TV) forma profissionais de criação
e produção nos meios rádio e TV, capacitados para atuar nos meios de
comunicação radiofônico e televisivo, exercendo a profissão de radialista.
2.5. FUNDAMENTAÇÃO
Como vimos, este projeto fundamenta-se nas diretrizes
curriculares estabelecidas em pareceres da Câmara de Educação Superior
(CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE) do MEC e normatizadas
através do Parecer CNE/CES 492/2001 (Anexo XI:A), que trata das
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Comunicação Social;
do Parecer CNE/CES 1.363/2001(Anexo XI:B), que complementa o
parecer anterior e estabelece diretrizes para a elaboração de Projeto
Pedagógico; do Parecer CNE/CES 67/2003(Anexo XI:C), que serve de
referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais da graduação em
geral; da Resolução CNE/CES 16/2002(Anexo XI:D), que normatiza as
disposições estabelecidas nos pareceres anteriores e estabelece a
obrigatoriedade de seu cumprimento pelas instituições de ensino
superior; e do Parecer CNE/CES 108/2003(Anexo XI:E), que estabelece
disposições sobre o ano letivo mínimo de 200 dias.
Este projeto pedagógico observa tais diretrizes em todas as suas
orientações, atendo-se, ainda, essencialmente a necessidades de
adequação no âmbito da qualificação docente e técnica no que respeita
à habilitação em Radialismo (Rádio e TV).
2. 6. JUSTIFICATIVA CURRICULAR
Segundo a metodologia da matriz curricular, as disciplinas são
agrupadas em um determinado campo de formação, de acordo com a
sua afinidade. Assim, as disciplinas foram distribuídas e agrupadas de
acordo com o campo de formação, observando-se as suas afinidades:
Domínio das Linguagens; Domínio dos Fundamentos da Comunicação;
Domínio da Formação Sócio-Cultural e Humanística; e Domínio da
Formação Específica. Tais domínios articulam-se à oferta de disciplinas
optativas e atividades complementares, preservando-se a
proporcionalidade relativa à distribuição e à carga horária necessárias à
36
plena formação nos diversos domínios. O curso que se propõe, como
um todo, abrange o total geral de 3.000 horas, incluindo-se aí atividades
complementares e a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
A formatação de uma matriz curricular parte da definição dos objetivos,
conforme se segue:
Objetivos Gerais: pretende-se uma formação que privilegie o espírito
crítico do aluno, capacitando-o para a análise sistemática do contexto em
que atuará profissionalmente, e para a reflexão, de forma aprofundada,
sobre a comunicação, como um campo multidisciplinar de pesquisa e
produção de conhecimento. Não se descuida, portanto, da necessidade
de se qualificar o aluno nas competências necessárias ao exercício da
profissão de radialista, preparando-o, através de interfaces com o ambiente
sócio-cultural, de disciplinas específicas (Seminários), da atividade
laboratorial e da prática de atividades de Extensão.
Objetivos Específicos:
(a) Incentivar a autonomia do aluno na composição de seu currículo,
através da oferta de disciplinas optativas;
(b) Estabelecer a interface teórico-prática através de atividades de
prática laboratorial em rádio e TV;
(c) Fortalecer os laços com a comunidade, através da realização de
disciplinas específicas e de atividades de Extensão, que deverão preparar
o aluno para o diagnóstico dos problemas e demandas da sociedade;
(d) Favorecer o empreendedorismo pela capacitação no
desenvolvimento de estratégias para a geração de negócios no âmbito
da comunicação, bem como para a intervenção sociocultural, de maneira
ética e responsável, com a criação de Empresa Júnior.
2.6.1. Campos ou Domínios
I. Domínio das Linguagens: composto de sete disciplinas, pelas
quais se busca a formação e a prática em Língua Portuguesa e linguagem
escrita e oral, perfazendo um total de 480horas.
II. Domínio dos Fundamentos da Comunicação: composto
de sete disciplinas que visam a formação no campo multidisciplinar da
Comunicação, perfazendo um total de 780 horas, com a inclusão da
disciplina Trtabalho de Conclusão de Curso (270h).
III. Domínio da Formação Sociocultural e Humanística:
congrega seis disciplinas de que a Comunicação, como campo de
37
conhecimento, é tributária, perfazendo um total de 450 horas.
IV. Domínio da Formação Específica: constituído por doze
disciplinas relacionadas à formação específica e operacional, perfazendo
um total de 750 horas. As disciplinas aqui alocadas buscam contribuir
para a construção do perfil do radialista capacitado para a atividade
jornalística e para a elaboração e a edição de programas no âmbito da
radiodifusão.
Para a elaboração do trabalho final, na disciplina Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC), o Curso de Comunicação Social com
habilitação em Radialismo (Rádio e TV) apresenta as seguintes
modalidades:
(a) Monografia (trabalho individual, de caráter reflexivo e
analítico, sobre questões teóricas ou práticas através de escolha de tema
na área da Comunicação);
(b) Projeto Experimental (desenvolvimento de produtos
comunicacionais, de natureza técnico-artística, individual ou em grupo,
com apresentação de memorial e protótipo).
Cumpre destacar que o TCC é objeto de uma resolução interna
da UNEB, a de nº 622/2004, que aprova o Regimento Geral nos cursos
de graduação da UNEB (ver Anexo II:E), cabendo a cada Colegiado de
Curso a elaboração de um Manual específico. No entendimento do
Colegiado do curso de Comunicação Social, porém, não deve haver
pré-requisito para a realização do TCC, podendo o aluno elaborá-lo,
mesmo sem ter cursado todas as disciplinas da matriz curricular, de
acoirdo com deliberação do Colegiado do Curso.
Acrescem-se ainda as Disciplinas Optativas: cinco disciplinas,
totalizando 300 horas, podendo ser oferecidas entre as constantes em
uma lista de 23 disciplinas.
Os Seminários Avançados, disciplinas de ementa aberta, assim
cosntituídas como estratégia de atualização da matriz curricular, a
depender das demandas da construção do campo de atuação do
radialismo, são em número de três, totlizando 120 horas.
Finalmente, temos as Atividades Curriculares
Complementares, denominadas de ACC, para as quais a UNB possui
regulamentação própria (ver Anexo II: D), que totalizam, no curso de
Radialismo (Rádio e TV), 120 horas.
38
Matriz de Quatro Campos/Domínios
III. Domínio
da Formação
Sócio-Cultural
e Humanística
I. Domínio
das
Linguagens
Radialismo
II. Domínio
dos Fundamentos
da Comunicação
IV. Domínio
da Formação
Específica
2.6.2. Matriz Curricular
A matriz curricular compõe-se de um conjunto de disciplinas que
buscam a formação nas áreas da Comunicação (conteúdos gerais) e de
Radialismo (conteúdos específicos), distribuídas pelos semestres e
compondo o eixo horizontal do fluxograma. Com isso busca-se atender
não apenas à caracterização da Comunicação como um campo de
conhecimento multidisciplinar, bem como às possibilidades de
flexibilização e autonomia universitária para a adequação dos conteúdos
disciplinares às realidades locais.
Esta autonomia também se preserva no âmbito da disciplina
Seminários Avançados, que se distribui pelo curso, em três momentos,
também com a finalidade de atender às necessidades de atualização,
sempre presentes no contexto da Comunicação e das Novas Tecnologias
da Informação. Apenas no último semestre reserva-se esta disciplina
para a apresentação de TCCs, quando alunos e professores-orientadores
têm a oportunidade de apresentar os trabalhos de conclusão de curso,
promovendo-se a discussão, o diálogo e a troca de experiências no
âmbito do curso. Os quadros a seguir (página 40) relacionam as
disciplinas por semestre, bem como a respectiva carga horária.
É importante frisar que os componentes curriculares, como são
interdependentes, podem ser facilmente remanejados de um semestre
para outro, nos casos de não haver professor disponível para ministrar
a disciplina no período em que está prevista no fluxograma, sem prejuízo
para a formação do aluno. Além disso, não há entre as disciplinas a
existência de pré-requisitos, à exceção daquelas que possuem edições I
e II - Teorias da Comunicação I e II e Produção e Programação
RAdiofônicas I e II - para as quais, por uma questão de estruturação
lógica de seus programas, é recomendável que o estudante curse a
disciplina II após ter cursado a disciplina I.
39
2º SEMESTRE
1º SEMESTRE
Análise e Produção de Textos I (60h)
Pesquisa Bibliográfica (30h)
Teorias da Comunicação I (90h)
História Brasileira (75h)
Introdução ao Rádio (45h)
Filosofia (75h)
Análise e Produção de Textos II (75h)
Teorias da Comunicação II(75h)
História Regional (75h)
Criação Radiofônica (75h)
Sociologia Geral e da Comunicação (75h)
Carga Horária Total: 375h
Carga Horária Total: 375h
4º SEMESTRE
3º SEMESTRE
Oficina de Expressão Oral (90h)
Psicologia Geral e da Comunicação (75h)
Comunicação e Cultura (90 h)
Produção e Programação Radiofônica I
(75h)
Dicção e interpretação oral (60h)
Oficina de Expressão Escrita (90h)
Gravação,Mixagem e edição de Áudio
(60h)
Antropologia Cultural (75h)
História da TV (45h)
Seminários Avançados I (30h)
Optativa I (60h)
Carga Horária Total: 390h
Carga Horária Total: 360h
6º SEMESTRE
5º SEMESTRE
Tecnologias da Produção Radiofônica
(75h)
Comunicação Comunitária (75h)
Roteiro e Argumento (60h)
Tecnologias da Comunicação (90h)
Optativa II (60h)
Seminários Avançados II (30h)
Fotografia (75h)
Produção e Programação Radiofônica II
(75h)
Produção e Direção de tv (60H)
Gestão de Organizações da Comunicação
(60h)
Optativa III (60h)
Carga Horária Total: 390h
Carga Horária Total: 330h
8º SEMESTRE
7º SEMESTRE
Teoria e Método de Pesquisa em
Comunicação (90h)
Legislação e Ética em Radiodifusão
(60h)
Edição de TV (60h)
Optativa IV (60h)
Optativa V (60h)
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
(270h)
Carga Horária Total: 330h
Carga Horária Total: 330h
Seminários Avançados III (60h)
40
41
2.8 EMENTÁRIO
2.8.1. Domínio das Linguagens
1. Análise e Produção de Textos I: As funções da linguagem na
expressão e na comunicação. Descrever, narrar, dissertar. Coesão e
coerência. Argumentação e contra-argumentação. A comunicação e a
expressão literárias. Exercícios de leitura, produção e interpretação de
textos (60h - 4 créditos teóricos).
2. Pesquisa Bibliográfica: A construção de trabalhos técnicos e
científicos. A seleção de procedimentos de coleta de informações. Fases
da pesquisa bibliográfica. Explicitação de fontes de informação.
Normalização de documentos (30h - 1 crédito prático).
3. Análise e Produção de Textos II: Texto e contextos jornalístico,
científico e coloquial. Texto e textualidade, compreensão e interpretação
de textos. Discurso e texto: componentes articuladores. Expressão,
comunicação e sociedade. Exercícios de produção e interpretação de
textos (75h - 5 créditos teóricos).
4. Oficina de Expressão Escrita: Análise e interpretação de textos
jornalísticos, publicitários e institucionais. A criação de textos segundo a
linguagem dos meios de comunicação de massa. Prática da comunicação
escrita em laboratório (90h - 6 créditos teóricos).
5. Oficina de Expressão Oral: A expressão e a comunicação oral.
Elementos e características da comunicação oral. Tipos de comunicação
oral: com intercâmbio (diálogo, entrevista, reuniões) e sem intercâmbio
(a exposição oral). Técnicas de expressão oral. A expressão verbal e suas
relações com outros meios de expressão: linguagem e música; linguagem
e teatro. Exercícios práticos de comunicação oral (90h - 6 créditos).
6. Criação Radiofônica: A linguagem oral: formas e possibilidades
expressivas. Características do meio rádio. Estrutura da informação
radiofônica: a notícia, a entrevista; a reportagem e o debate. Crônica e
comentário. Prática de redação; improviso e interpretação(75h- 5 créditos
teóricos).
7. Roteiro e argumento: Etapas de roteiro para TV. Técnicas de
adaptação de textos para TV. Preparação de argumento com as indicações
técnicas que servirão de base para sua produção. Produção de argumento
e roteiros para TV. (60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos)
DOMÍNIO DAS LINGUAGENS: 480h - 30 créditos
42
2.8.2. Domínio dos Fundamentos da Comunicação
1.Teorias da Comunicação I: A comunicação humana: etapas de
sua evolução. O surgimento das mídias de massa. Indústria Cultural:
características dos meios de massa. Novas tecnologias da
comunicação(90h - 6 créditos teóricos).
2.Teorias da Comunicação II: A evolução da pesquisa sobre as
comunicações de massa: teoria hipodérmica; abordagem empíricoexperimental; teoria funcionalista; teoria crítica; estudos culturais; teoria
da informação; Semiótica; Novas tendências da pesquisa em comunicação
(75h - 5 créditos teóricos).
3. Comunicação e Cultura: As relações entre cultura, história e
sociedade: formas, instituições e práticas culturais. Comunicação e
cotidiano: formas materiais e simbólicas. Cultura popular e comunicação.
Questões de gênero, comunicação e cultura. Os novos rituais da
comunicação e as novas formas de sociabilidade (90h - 6 créditos teóricos).
4. Comunicação Comunitária: Comunicação e responsabilidade Social.
Organizações da sociedade civil. Métodos e técnicas de comunicação
participativa. Comunicação e Cidadania. Desenvolvimento e
operacionalização pelas comunidades de seus recursos de comunicação.
A rádio comunitária: estudos de casos (75h - 5 créditos teóricos).
5. Tecnologias da Comunicação: Um novo domínio do
conhecimento? Políticas industriais e políticas de comunicação. Tecnologia,
cultura e comunicação na América Latina. Desenvolvimento, perspectivas
e impasses da informatização. A radiodifusão no Brasil.(90h - 6 créditos)
6. Teoria e Método de Pesquisa em Comunicação: O trabalho
científico. Métodos e técnicas de pesquisa. Epistemologia da comunicação
e objeto de estudo. Pesquisa no campo científico e no campo profissional
da Comunicação. Projeto de Pesquisa. Projeto do Trabalho de Conclusão
do Curso. Formulação do problema de pesquisa ou problema prático no
campo da Comunicação.(90h - 1 crédito prático e 4 créditos teóricos).
7. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): Desenvolvimento de
trabalho de conclusão de curso, em duas modalidades: 1) Monografia:
trabalho individual, de caráter reflexivo e analítico, sobre questões teóricas
ou práticas através de escolha de tema na área da Comunicação; 2)
Projeto Experimental: desenvolvimento de produtos comunicacionais, de
natureza técnico-artística, individual ou em grupo, com apresentação de
memorial e protótipo (270h - 2 créditos de trabalho, 4 práticos e 4 teóricos).
43
DOMÍNIO DOS FUNDAMENTOS DA COMUNICAÇÃO: 780h - 43 créditos
2.8.3.Domínio da Formação Sociocultural e Humanística
1. História Brasileira: Formação da sociedade brasileira, em seus
aspectos econômicos, políticos e culturais, com ênfase no período posterior
a 1930. Situação atual e perspectivas: os meios de comunicação e o
cenário político brasileiro contemporâneo (75h - 5 créditos teóricos).
2. História Regional: Formação da sociedade, da economia e do
sistema político regional. Situação atual e perspectivas: os meios de
comunicação e o cenário político local contemporâneo (75h - 5 créditos
teóricos).
3. Psicologia Geral e da Comunicação: Estudo das principais teorias
psicológicas e de suas contribuições para a área da Comunicação. A
construção das representações sociais e a esfera pública (75h - 5 créditos
teóricos).
4. Filosofia: Os grandes sistemas de idéias: da filosofia grega ao
cristianismo. O Iluminismo. As principais correntes do modernismo e da
pós-modernidade (75h - 5 créditos teóricos).
5 Antropologia Cultural: Introdução às teorias antropológicas.
Sistemas de representação e sistemas simbólicos da realidade brasileira.
Contribuições da Antropologia para os estudos na área da Comunicação
(75h - 5 créditos teóricos).
6. Sociologia Geral e da Comunicação: Introdução às teorias
sociológicas. Elementos para a análise científica da sociedade: estrutura
social, classes sociais, instituições e mudança social. Sociedade de massa.
Formas contemporâneas de sociabilidade. Principais contribuições da
Sociologia para a área da Comunicação (75h - 5 créditos teóricos).
DOMÍNIO DA FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E HUMANÍSTICA:
450h - 30créditos
44
2.8.4. Domínio da Formação Específica
1. Introdução ao Rádio: História do rádio. Os segmentos radiofônicos:
educativo, comercial e informativo. A relação rádio-TV. Rádio
contemporâneo: AM e FM e a evolução da linguagem. Rádio comunitário:
inserção social e política. A programação radiofônica: o rádio como reflexo
de regionalidade e de unidade nacional. Legislação da radiodifusão no Brasil
(45h - 3 créditos teóricos).
2. História da TV: História da TV no século XX. Origem e desenvolvimento
da TV. Evolução da técnica. Breve histórico da TV no Brasil. Usos e funções.
Mercado de consumo. Desenvolvimento do campo dos bens simbólicos e a
TV. Indústria cultural e o papel daTV nas organizações sociais.(45h - 3
créditos teóricos).
3. Produção e Programação Radiofônica I: O trabalho do produtor,
planejamento de recursos, a audiência, técnicas de realização de programas,
a grade de programação, equipamentos e sistemas, o gênero documentário
(75h - 5 créditos teóricos).
4. Produção Programação Radiofônica II: Os gêneros radiofônicos:
jornalístico, educativo-cultural, entretenimento, publicitário, serviços, infantil
(75h - 5 créditos teóricos).
5. Dicção e Interpretação Oral:Estrutura da mensagem oral. Dicção e
colocação de voz. Exercícios práticos de entonação e colocação da voz. A
interpretação de textos para suportes audiovisuais. (60h - 4 créditos teóricos)
6. Tecnologias da Produção Radiofônica: Tecnologia de produção em
rádio. Equipamentos e sistemas. A convergência das mídias. Áudio analógico
e áudio digital (75h - 5 créditos teóricos)
7. Fotografia: Fundamentos teóricos e práticos da fotografia. Noções de
iluminação. Estudo da linguagem, dos equipamentos, dos materiais e dos
processos fotográficos básicos. Produção, análise e conceituação da da
imagem fotográfica em uma perspectiva estética. Uso de câmeras fotográficas
digitais. Composição e edição de fotografias digitalizadas. (75h -2 créditos
práticos e 1 crédito teórico)
8. Gravação, Mixagem e edição de de Áudio: O som em suportes
audiovisuais. Técnicas e tecnologias de gravação e mixagem. Operação em
estúdio. Externas. Edição. Pós-produção. Elaboração de produto final.
(60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos)
45
9. Produção e direção de TV: Equipe de produção, preparação e
execução do plano de produção. Produção de programas jornalísticos,
de teledramaturgia e variedades. Enquadramento, movimento de câmera,
ritmo e fluxo da imagem em função do conteúdo a serem transmitidos.
Continuidade.Elementos de direção de atores. (60h - 1 crédito prático e
2 créditos teóricos)
10. Gestão de Organizações da Comunicação: O gestor no campo
da comunicação. O mercado de rádio e TV no Brasil. Modernos processos
de gestão. Planejamento e implementação de plano de ação
administrativa. O ambiente sócio-organizacional: modelos e cenários.
Pesquisa de audiência. Projetos de intervenção e de comunicação.(60h
- 1 crédito prático e 2 créditos teóricos)
11. Edição de TV: Planejamento e seleção de imagem e som para
edição. Edição sobre trilha sonora. Operação de ilha de edição. (60h 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
12. Legislação e Ética em Radiodifusão: A legislação de
radiodifusão no Brasil. O papel das organizações privadas, do Estado e
da sociedade civil. Ética do profissional de radiodifusão. A
regulamentação da profissão de Radialismo. (60h - 4 créditos teóricos).
DOMÍNIO DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA: 750h - 44 créditos
2.8.5. Optativas:
1. Rádios Comunitária e Educativa: O rádio como meio de expressão
das demandas comunitárias. A formação e a gestão de uma emissora de
rádio comunitária. A educação não-presencial. O rádio na Escola. História
da produção radiofônica de programas educativos. Análise e estudos de
casos (60h - 4 créditos teóricos).
2. Publicidade e Marketing para Rádio: Produção de textos
publicitários. Criatividade e adequação técnica da redação publicitária aos
objetivos das campanhas. Elaboração de jingles e outras peças de
publicidade adaptadas ao rádio. Introdução ao Marketing. Elementos do
mix de Marketing. Planejamento de Marketing (60h - 1 crédito prático e 2
créditos teóricos).
3. Análise do discurso midiático: Conceitos de análise do discurso.
Novas tendências em análise do discurso. A análise do discurso midiático
em suportes impressos e audiovisuais. A análise do discurso como
metodologia de pesquisa. (60h - 4 créditos teóricos).
46
4. Técnicas de Reportagem: Conceitos de reportagem. A pauta da reportagem.
Técnicas de entrevista. Modos de construção do texto de reportagem. A composição da
reportagem: relações entre texto e elementos peritextuais. Edição de reportagem. O
livro-reportagem como extensão do jornalismo diário: análise de modelos, elaboração
de projetos e práticas. (60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
5. Assessoria de Comunicação: A concepção de comunicação integrada. O papel da
comunicação na construção da imagem institucional. A assessoria de comunicação e
suas ferramentas de comunicação institucional. Análise de práticas de Assessoria de
Comunicação. Funcionamento de uma assessoria de comunicação. (60h - 1 crédito
prático e 2 créditos teóricos).
6. Fotojornalismo: Análise, produção e edição de fotografias jornalísticas.
Especificidades da produção e edição de fotografias para os diferentes meios de
comunicação impressos e digitais. (60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
7. Tópicos avançados em Fotografia: Luz e ótica. O equipamento fotográfico:
câmeras, lentes e flashes. Composição e interpretação fotográfica. A fotografia analógica
e a fotografia digital. (60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
8. Webrádio e webtv: Planejamento e execução de projetos de programas de rádio
e de TV na internet. (60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
9. Radionovela: O rádio como contador de histórias. A narrativa dramatizada: da
crônica ao folhetim, da radionovela à peça radiofônica. A paisagem sonora e a arte
acústica. Audição e análise de produções nacionais (60h - 1 crédito prático e 2 créditos
teóricos).
10. Dramaturgia em TV: Evolução das formas de representação e da estrutura
cênica do teatro e da TV. Noções fundamentais: personagem, ação dramática, conflito.
Texto e encenação.(60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
11. Produção Audiovisual:Meios audiovisuais, público e mercado. Concepção do
produto audiovisual. Elaboração de orçamento e cronograma de realização. Pré-produção:
contratação de equipe, plano de filmagem, locação de equipamentos, seleção de atores,
produção de locação. Administração do set de filmagens. Finalização do produto e
lançamento.(60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
12. Temas especiais em cinema: Estudo de tema de interesse atual em Cinema.(60h
- 4 créditos teóricos).
13. Teorias da imagem: Retrospectiva histórica das imagens. Elementos básicos da
comunicação imagética. A imagem em seus vários suportes: fotografia, vídeo, cinema,
televisão e multimídia. Tendências atuais e perspectivas futuras do uso e função da
imagem. A interpretação entre a imagem e outros elementos comunicacionais. Da
imagem analógica à imagem digital.(60h - 4 créditos teóricos).
47
14. Políticas culturais e de comunicação: Políticas públicas e privadas. O
papel do Estado e do mercado no campo da cultura e da comunicação. Políticas
de cultura e comunicação: história e situação contemporânea. Análise de
experiências e da legislação em políticas de cultura e comunicação, no Brasil e na
Bahia. Leis de incentivo à cultura no Brasil e na Bahia.(60h - 4 créditos).
15. Temas especiais em Jornalismo: Estudo de temas de interesse atual em
Jornalismo. (60h - 4 créditos).
16. Educomunicação: O campo da educomunicação. A prática educomunicativa
nas diversas áreas de intervenção sócio-educativa. A prática educomunicativa no
ensino formal: educação presencial no ensino fundamental e médio, educação
presencial no ensino superior e na educação a distância. A educomunicação na
educação não-formal. O trabalho educomunicativo das ONGs. Suportes midiáticos
para a educação. (60h - 4 créditos).
17. Rádio e TV educativas: Utilização do rádio e da televisão para fins educativos
e instrucionais. Problemas particulares do uso do rádio e da tv como sistema
escolar. análise das estratégias de uso do radio e da tv em relação aos fins a que
se destinam. Análise de programas educativos. (60h - 4 créditos).
18. Publicidade e Propaganda: Publicidade e propaganda como ferramentas
de marketing. Etapas de uma campanha publicitária. A redação publicitária.(60h
- 1 crédito prático e 2 créditos teóricos).
19. Educação a Distância: Educação a Distância - EAD: Breve histórico e
perspectivas. Formas e características pedagógicas da EaD. limites e possibilidades.
Relações entre comunicação, tecnologia e educação. Ambientes Virtuais de
Aprendizagem: tipologias e ferramentas síncronas e assíncronas.(60h - 1 crédito
prático e 2 créditos teóricos)).
20. Computação gráfica: Computação gráfica: origem e definição. Introdução
ao processamento de imagens. Periféricos. Representação de objetos. Visualização
bidimensional. Visualização tridimensional. Introdução ao realismo
trimensional.(60h - 1 crédito prático e 2 créditos teóricos)).
21. Webdesign: A Internet e seus ambientes virtuais. Tipologia de ambientes e
suas ferramentas. Projeto e Desenvolvimento de homepages e websites interativos,
utilizando ferramentas comuns do mercado. Criação e aplicação de conteúdos
para sites multimídia voltado para o curso de comunicação social.(60h - 1 crédito
prático e 2 créditos teóricos)).
22. Cibercultura: Cibercultura e ciberespaço; redes sociais. Novas tecnologias
da informação e comunicação NTIC e Interatividade a partir das mediações no
ciberespaço. A lógica hipermidiática de comunicação e a fruição da arte cibernética
como acesso de aprendizagem do conhecimento.(60h - 1 crédito prático e 2
créditos teóricos)).
48
23. Economia: Conceitos econômicos fundamentais. Elementos básicos
dos sistemas econômicos. A atividade econômica nacional e local. Globalização
econômica e Comunicação (60h - 4 créditos).
24. Sonoplastia: Teorias do som. Introdução à linguagem musical e sua
utilização em rádio e TV. Música e sonoplastia. Música incidental e integração
da música no espetáculo audiovisual. Análise de produtos. (60h - 3 créditos)
5 OPTATIVAS - 300h - 15 a 22 créditos
2.8.6. Seminários Avançados:
Trata-se de disciplinas que buscam a atualização de temas e
problemas nas áreas de formação geral (Comunicação) e específica
(Rádio e TV) e cujo conteúdo pode ser estabelecido em comum acordo
com demandas da comunidade local, ficando sugeridos, a princípio, os
seguintes temas:
I. Painel sobre a atividade do tadialista na Bahia: empresas privadas,
públicas e comunitárias;
II. O rádio, a TV e a cidade: a vivência do rádio e da TV na cidade;
modos de sociabilidade e de comunicação;
III. Rádio e TV na cultura e na política: episódios locais e nacionais
da cultura e da política vivenciados através do Rádio.
3 SEMINÁRIOS AVANÇADOS: 120h - 4 créditos
2.8.7. Planos de Ensino
Em anexo apresentamos os planos de ensino das disciplinas do 1º
ao 3º semestres do Curso de Comunicação Social, com habilitação em
Radialismo (Anexo XIII).
2.9.ESTÁGIO
Segundo o Parecer CNE/CES 492/2001 (Anexo XI:A), o estágio
orientado com o objetivo de formação refere-se a estudos e práticas
supervisionados em atividades externas à unidade de oferecimento do
curso, mas que, no caso do Curso de Radialismo, conforme proposto,
deverá ser efetivado no âmbito de seus laboratórios de prática, bem
como através de convênios para a prestação de serviços de assessoria
junto às rádios e Tvs da Região Sisaleira, em consonância ao estabelecido
no regulamento da Uneb (Anexo XII).
Está prevista, ainda, a implementação da Empresa Jr que, no âmbito
deste curso, deverá realizar atividades complementares de pesquisa,
49
assessoria e/ou consultoria voltadas para o mercado, sob a supervisão
de professores, promovendo a relação do estudante com a realidade
local, bem como a iniciação à pesquisa.
Além disso, tendo um vista a elaboração de um programa de
divulgação do curso junto à região, está prevista a realização de
seminários sobre o papel do rádio e da TV nos âmbitos da comunicação
de massa e comunitária, que buscam o estabelecimento de relações
com as reais necessidades locais e a sinergia universidade-comunidade.
2.10. REGIME ESCOLAR ADOTADO
Trata-se de formação seriada semestral, estabelecendo-se o prazo
mínimo de 4 anos (oito semestres) para a formação em Radialista,
com ênfase em radialismo (rádio e TV).
2.11.NÚMERO DE VAGAS
Está prevista a oferta de 40 vagas por semestre.
2.12. TURNO DE FUNCIONAMENTO
O curso foi dimensionado para funcionar no turno noturno,
tendo em vista atender às necessidades de realização de atividades
complementares nos períodos matutino e/ou vespertino. Propõe-se
que, no processo de implantação, porém, visando atender a faixas de
público diferenciadas e a ocupar as salas de aula ociosas do campus
no período matutino, seja solicitada a alternância de turno de
funcionamento, ora noturno, ora matutino.
2.13. CORPO DOCENTE
As características e o dimensionamento do corpo docente, bem
como a previsão de qualificação e novas contratações estão delineadas
nos tópicos 1.5 e 1.6, páginas 14 a 17).
2.14. ACERVO BIBLIOGRÁFICO
O Departamento de Educação já conta com um acervo
bibliográfico superior a três mil títulos, perfazendo um total acima de
8.400 exemplares, em diversas áreas do conhecimento(Volume Anexo),
e já tem previsto o desembolso para 2006.2 (Anexo XIV),tendo em
vista a aquisição dos títulos listados a seguir (páginas 51 a 56).
1. ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São
Paulo: Editora da Fundação Perseu Abramo, 2003.
2. ABREU, Alzira Alves de. A modernização da imprensa (1970 - 2000).
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.
3. ALMEIDA, Milton José de. Imagens e sons: a nova cultura oral. São
Paulo: Cortez Editora, 1994.
4. AMARAL, Luiz. Técnica de jornal e periódico. Rio de Janeiro: Tempo
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6. ANDRÉ, Alberto. Ética e códigos da comunicação social. Porto Alegre:
Sagra-DC Luzzato, 2000.
7. AUGRAS, Monique. Opinião pública: teoria e pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes,
1970.
8. AZEVEDO, Murillo Nunes de. O outro lado da comunicação de massas: a
reconstrução humana. São Paulo: Cultrix, 1993.
9. BACCEGA, Maria Aparecida. Gestão de processos comunicacionais. São
Paulo: Atlas, 2002.
10. BAHIA, Juarez. Jornal, história e técnica. São Paulo: Ibrasa, 1972.
11. BARBEIRO, Heródoto.; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de radiojornalismo:
produção, ética e internet. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
12. BARBOSA FILHO, André. Gêneros radiofônicos: os formatos e os
programas em áudio. São Paulo: Paulinas, 2003.
13. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1995.
14. BARRETO, Roberto Menna. Criatividade em propaganda. São Paulo:
Documentário; Summus, 1978.
15. BARROS FILHO, Clóvis de.; SÁ MARTINO, Luís Mauro. O habitus na
comunicação. São Paulo: Paulus, 2003.
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do Eu: ética e solidão. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
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Estados Unidos e os meios de comunicação da América Latina. Rio de
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Hucitec; Pólis, 2000.
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comunicação como processo, tecnologia, sistema e ciência. Petrópolis,
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135. PIGNATARI, Décio. Informação, linguagem, comunicação. São Paulo:
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136. POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições. São Paulo:
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137. PORCHAT, Maria Elisa. Manual de radiojornalismo Jovem Pan. São Paulo:
Ática, 1993.
138. PRADO, Emílio. Estrutura da informação radiofônica. São Paulo:
Summus, 1989.
139. RABAÇA, Carlos Alberto. ; BARBOSA, Gustavo. Dicionário de comunicação.
Rio de Janeiro: Campus, 2001.
140. REBOUL, O. O slogan. São Paulo: Cultrix, 1989.
RODRIGUES, Adriano Duarte. Estratégias da comunicação: questão
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cultural na era da informação. Lisboa: Presença, 1993.
142. _______________________ . As dimensões da pragmática da
comunicação. Rio de Janeiro: Diadorim, 1995.
143. RODRIGUES, Adriano Duarte. O campo dos media. Lisboa: Vega, s/d.
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145. SAMPAIO, Walter. Jornalismo audiovisual: rádio, tv e cinema. Petrópolis,
RJ: Vozes, 1971.
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e doutorado. São Paulo: Hacker Editores, 2001.
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150. SIMÕES, R. Comunicação publicitária. São Paulo: Atlas, 1976.
151. SODRÉ, Muniz. A comunicação do grotesco: um ensaio sobre a cultura
de massa no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes, 1973.
55
152. ____________. Reinventando a cultura: a comunicação e seus
produtos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
153. ____________. ; FERRARI, Maria Helena.Técnica de reportagem: notas
sobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.
154. SPA, Miguel de Moragas. Teorias de la comunicación. Investigaciones
sobre medios en America y Europa. México: Gustavo Gilli, 1981.
155. SPA, Miguel de Moragas. Sociología de la comunicación de masas. I.
Escuelas y autores. II. Estructura, funciones y efectos. III. Propaganda política
y opinión publica. IV. Nuevos problemas y transformación tecnológica. México:
Gustavo Gilli, 1994.
156. STEPHENS, Mitchell. História das comunicações: do tantã ao satélite.
Rio de Janeiro: CB, 1993.
157. SWINGEWOOD, Alan. O mito da cultura de massa. Rio de Janeiro:
Interciência, 1978.
158. THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna. Teoria social e
críticana era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ: Vozes,
1995.
159. ________________ . A mídia e a modernidade. Uma teoria social da
mídia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
160. TORRE, Alberto Efendy Maldonado Gómez de La. Teorias da comunicação
na América Latina: enfoques, encontros e apropriações da obra de
Verón. São Leopoldo, RS: Unisinos, 2001.
OBS.: Aos títulos listados anteriormente, foram acrescidos
outros constantes da lista bibliográfica complementar que se
encontra anexa a esta projeto de implantação revisado (p.126).
2.15. LABORATÓRIOS
Deverá oferecer condições operacionais às disciplinas específicas
da formação em Radialismo (Rádio e TV), com área de 30 m2, na qual
serão alocadas duas seções distintas: cabine de locução e sala de controle,
ambas com tratamento acústico e térmico, contendo os seguinte
equipamentos:
(Cabine de Locução): microfones digitais, com sistema antivibração; fones de retorno e caixas acústicas;
(Sala de controle): equipamentos digitais de última geração,
dispostos em dois racks verticais; mesa de operação de som Yamaha
03d, digital, 18 canais, possibilitando a gravação de rádio e produção
musical, com mais de cem canais para a criação de efeitos sonoros;
aparelho para reprodução e gravação de minidisck; aparelho duplo para
a reprodução de CD; gravadores cassetes; amplificador de 100 watts
para sonorização de estúdio; amplificadores para sonorizar áreas
externas, tais como cantina e áreas de convivência; gravador e reprodutor
dat; gravador de CD; híbrida para gravação por telefone; microfones e
tapedeck para reprodução e gravação de cassetes.
Em síntese o Laboratório de Rádio disponibilizará meios,
assistência e acompanhamento para a produção de programas
56
radiofônicos, trilhas sonoras, gravação de locuções e outros recursos
direcionados ao apoio da Empresa Jr de Radialismo, a ser implementada.
Prevê-se, ainda, o estabelecimento de convênios com entidades
associativas da Região Sisaleira, dando continuidade à parcerias já
desenvolvidas entre o Departamento de Educação - Campus XIV e a
ABRAÇO - Associação de TVs e Rádios Comunitária do Território do
Sisal do Estado da Bahia, e o MOC - Movimento de Organização
Comunitária, para o desenvolvimento de projetos comuns, tendo em
vista o apoio manifesto de tais organizações à implantação do Curso de
Radialismo (Anexo XII).
Para as aulas práticas de TV, será implantada no campus XIV
uma ilha de edição para produção de material audiovisual, com mesa
de som de 16 canais, além de câmeras de vídeo e acessórios, como
microfones, aparelhos de TV, computador e programas de edição de
imagem, como o Adobe Premier.
3. QUALIFICAÇÃO ACADÊMICA DO PROFISSIONAL
RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PROJETO
CURRICULUM VITAE
DADOS PESSOAIS
Nome: Maria Aparecida Viviani Ferraz
Nascimento: 14 de setembro de 1949
Nacionalidade: Brasileira
Estado Civil: Solteira
Matrícula Sindical: Mt/BA 1439
RG: 4.173.962 – SSP/SP
CPF: 857.684.218 – 15
ENDEREÇO
Trav. Arnaldo Lopes da Silva, 99 – apto. 203
Edifício Lagoa Dourada – STIEP
Salvador – Bahia – CEP 41.760 – 280
Telefones: 3342 64 09 e 9609 5560
Celular: 9609 5560
e-mail: [email protected]
FORMAÇÃO
Jornalismo: Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São
Paulo – ECA/USP (1974/78)
Mestrado em Administração: Escola de Administração da UFBA – EAUFBA
Dissertação: “Liderança e mediação da identidade: os casos do Ilê Aiyê
e da Pracatum” (1998-2002)
57
MAGISTÉRIO
Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Curso de Comunicação Social,
com habilitação em Relações Públicas. (Concurso Público, com ingresso
em 1989). Disciplinas: Políticas de Comunicação; Tópicos Especiais de
Relações Públicas; Língua Portuguesa VI (redação jornalística e edição de
jornais); Programação Visual (Produção editorial e gráfica de impressos);
História das Relações Públicas; Políticas de Comunicação e orientação de
Projetos Experimentais (1989/em exercício).
Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Curso de Desenho industrial,
disciplina Teoria da Comunicação (1990-1991).
Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Curso de Especialização em
Relações Públicas (360h). Disciplinas: Ferramentas de Relações Públicas
(2000/01), orientação de trabalhos de conclusão (2000/em exercício).
Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Curso de Comunicação Social,
com habilitação em Relações Públicas. Disciplinas: Teoria das Organizações;
Comunicação Organizacional; Teoria da Opinião Pública; Oficina de Relações
Públicas 3 e 4; Seminários Avançados VI; Orientação de Projetos
Experimentais (TCC) (2002/ em exercício); Curso de Turismo. Disciplina:
Relações Públicas (2005/em exercício).
Universidade do Salvador (UNIFACS), Curso de Comunicação Social, com
habilitação em Relações Públicas. Disciplinas: Técnicas de Relações Públicas
(1996/1998); Língua Portuguesa II (redação jornalística e planejamento
gráfico) (1998/2001) e Projetos Experimentais (1996/2001).
Faculdades Integradas da Bahia (FIB), Curso de Comunicação Social, com
habilitação em Jornalismo. Disciplina: Oficina de Comunicação Escrita
(2001).
Escola de Administração da UFBA (EAUFBA). Professor-substituto.
Disciplinas: Comunicação I e II (comunicação organizacional) e Introdução
à Administração (2001/2).
CARGOS E FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
Vice-coordenadora do Colegiado de Comunicação Social da UNEB (1989/
1990).
Presidente do Conselho Editorial do Ceteba, respondendo pela coordenação
de edição da revista Lócus, publicação sobre ciência, tecnologia e cultura
(1994).
Coordenação Técnica do Curso de Especialização em Produção Editorial
(Fundesp/UCSal), em nível de pós-graduação, com duração de 630
58
horas (1994/1995).
Editor Adjunto da Revista CANADART, publicação do Núcleo de Estudos
Canadenses da UNEB (1994/1998).
Assistente do Departamento de Comunicação Social do Curso de
Relações Públicas da UNIFACS (1996/1998).
Coordenadora do Curso de Comunicação Social/Relações Públicas da
UNIFACS (1999/2001).
Coordenadora do Colegiado de Comunicação Social da UNEB (2001)
Coordenação Editorial do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade
(NUGSEX-Diadorim) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) (2002/
em exercício).
Coordenação Executiva da FTC Editora – Faculdade de Tecenologia e
Ciência (FTC) (julho de 2004/em exercício)
Assessora Especial da Vice-Reitoria (UNEB) (2006, em exercício)
PARTICIPAÇÃO EM ASSOCIAÇÕES
Membro do quadro de sócios da INTERCOM – Sociedade de estudos
Interdisciplinares da Comunicação, a partir de 2002.
Membro do Sindicato de Jornalistas da Bahia – Sinjorba. Inscrição Mt/
BA 1439.
ARTIGOS PUBLICADOS
A racionalidade predominante em projetos de cursos de 3º Grau, em
parceria com Manoel Joaquim Fernandes de Barros. Livro Pós-Graduação
Administração: pesquisas em organizações na Bahia, volume organizado
por Robinson Moreira Tenório. Salvador: UNIFACS, 1997.
Entre a exceção e a regra: a construção do feminino na Polícia Civil
Baiana, em parceria com Maria Cândida dos Anjos Bahia. Mestrado.
Núcleo de Pós-Graduação em Administração da UFBA. Revista O&S:
Organizações & Sociedade, publicação da Escola de Administração da
Universidade Federal da Bahia (EAUFBA), v. 7, nº 18, maio/agosto de
2000.
Liderança e mediação da identidade: a palavra dos líderes e a voz da
mídia, em parceria com a Profª Orientadora Dra. Tânia Fischer. Mestrado.
NPGA/UFBA. Revista O&S: Organizações & Sociedade, publicação da
59
Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (EAUFBA),
v. 8, nº 22, setembro/dezembro de 2001.
PROJETOS DESENVOLVIDOS
Projeto de implantação dos Laboratórios do Setor Audiovisual do Curso
de Comunicação Social/Relações Públicas da UNEB, em conjunto com
as professoras Ana Lúcia Assunção da Silva e Ivone França (1990).
Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social/Relações Públicas
da UNEB, implantação do Jornal Laboratório do Curso de Comunicação
Social, com o desenvolvimento da parte prática da disciplina Língua
Portuguesa VI (1990/em exercício).
Projeto Laboratorial de Editoração, para implantação do Laboratório de
Editoração da UNEB (inaugurado em 1992), em conjunto com as
professoras Ana Lúcia Assunção da Silva e Ivone França (1990/1992).
Jornais Laboratoriais dos Cursos de Comunicação Social, com Habilitação
em Relações Públicas da UNIFACS e UNEB: Com/Unidade (UNEB, 1990/
91); COMUNIX (UNIFACS, 1997); Só Salvador (UNIFACS, 1998);
Imagem (UNIFACS, 2000); MOSAICO (UNEB, 2002); ANTENA (UNEB,
2003); CLIPPING e CEDEX (UNEB, 2004);
Jornal A Voz do Cidadão e Cartilhas Comunitárias. Desenvolvimento
dos projetos editoriais e gráficos, acompanhamento editorial e execução
de jornal e cartilhas de caráter institucional, informativo e educativo
para o Movimento Cidadania em Ação, com o apoio da Pró-reitoria de
Assuntos Comunitários e Estudantis da UNEB, da Assessoria da
Comunicação da UNEB (ASCOM) e da UFBA (1991/1993).
Introdução à Editoração Eletrônica, curso de Extensão, com a duração
de 20 horas semanais, elaborado, planejado e ministrado no Laboratório
de Editoração Eletrônica do CETEBA/UNEB, em conjunto com o professor
Ruy Aguiar Dias (1992/1993).
Curso de Especialização em Produção Editorial (Fundesp/UCSal).
Elaboração do projeto, estrutura curricular e ementário, em conjunto
com os professores Luiz Guilherme Pontes Tavares e Matilde Eugênia
Schnitman (1994), presentado no XVII Intercom 1994 (Piracibaba/SP).
Projeto “A Editoração na Universidade: propostas para a implementação
de um núcleo Editorial na UNEB”. Trabalho apresentado ao Curso de
Pós-Graduação em Produção Editorial da Escola de Serviço Público
FUNDESP/Universidade Católica de Salvador (UCSAL), sob orientação
60
do Prof Ruy Aguiar Dias. (1994)
Coordenação e Assessoria Editorial, em conjunto com a Profª Isa Trigo,
da Revista “Tudo com Farinha”, publicação em HQ da Oficina de Criação
- Projeto de Extensão da Faculdade de Educação do Estado da Bahia
(FAEEBA)-UNEB. (1995)
Manual da disciplina Projetos Experimentais do Curso de Comunicação
Social/Relações Públicas da UNIFACS. Criação e Edição (1996), reedições/
atualizações (1997/2000).
Projeto do INTERCOM 2002. Planejamento e Coordenação do XXV
Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado em setembro
de 2002 em Salvador/BA pela Pró-reitoria de Extensão da UNEB e pela
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação INTERCOM (2001/2002).
PROJETOS EM ANDAMENTO
Edição dos Anais do I Festival da Diversidade Sexual (Salvador: 2003),
realização conjunta da Diversa, do Núcleo de Estudos Interdisciplinares
da Mulher (NEIM/UFBA) e do NUGSEX-Diadorim UNEB (2004-2006).
Projeto do Curso de Comunicação Social, com habilitação em Radialismo
para a Universidade do Estado da Bahia/UNEB (2005), Campus XIV –
Departamento de Educação (Coité/BA), em processo de implantação
(2006).
Reformulação Curricular do Curso de Comunicação Social/Relações
Públicas da UNEB, junto a equipes de trabalho coordenadas pelo
Colegiado de Comunicação Social da UNEB (2004/2006).
Constituição do Núcleo de Estudos de Relações Públicas do Curso de
Comunicação Social/Relações Públicas da UNEB, em conjunto com as
professoras Cláudia Regina Magnavita e Zilda Paim (2004/2006).
Projeto de Revista de Comunicação, em conjunto com o professor Carlos
Ribeiro, sob a coordenação da Diretoria Geral da FTC (2004/2006).
Projeto de Pesquisa na área de Relações Públicas: “Doação voluntária
de Sangue: Fundação Hemoba, Relações Públicas e Cidadania”,
apresentado à Coordenação do Curso de Comunicação Social com
habilitação em Relações Públicas da Faculdade de Tecnologia e Ciências
(FTC) (2004/2006)
61
Professor-orientador de projetos da Empresa Júnior Communus, Curso
de Comunicação Social da UNEB (2005/2006).
Coordenação do Conselho Editorial da RP em revista, publicação online do Portal RP-Bahia, especializada na divulgação de artigos acadêmicos
e atualidade na área de Relações Públicas. www.rpemrevista.com.br. .
PROJETOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
2004: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida.
Comunicação e a linguagem gestual: compartilhando vozes. In: II
Seminário de Pesquisa Interdisciplinaridade e Desenvolvimento Científico
da FTC, Salvador, 2004.
2005: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida.
Comunicação Institucional e Relações Públicas no Terceiro
Setor. In: XVII Intercom - Trabalho vencedor do Prêmio Iniciacom na
categoria Comunicação Institucional e Relações Públicas, Rio de Janeiro,
2005.
2005: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida. O
SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR DAS EMPRESAS
DE TELEFONIA MÓVEL CELULAR EM SALVADOR/BAHIA: Um
olhar estratégico sobre a qualidade das relações com o cliente/
consumidor. In: V ENLEPICC - Encontro Latino de Economia Política da
Informação, Comunicação e Cultura, Salvador, 2005.
2006: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida. A
necessidade de novos paradigmas educacionais para o
consumidor da informação e da comunicação na atualidade –
Aceito para apresentação no IV Colóquio Brasil-Espanha, em MálagaEspanha, entre 24 e 26 de abril.
2006: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida. A
comunicação corporativa e o desafio de uma nova linguagem
para o novo consumidor da informação – Aceito para apresentação
no IX Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial,
Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, em São Paulo/SP,
entre 3 e 5 de maio.
2006: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida. As
relações públicas e os serviços de atendimento ao consumidor
– Aceito para apresentação no III Congresso Mundial de Relações
Públicas, em Brasília/DF, entre 26 e 28 de junho.
62
2006: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida.
Relações Públicas e Cidadania – Aceito para ser apresentado no I
Congresso Internacional sobre Discursos e Práticas, em PortoPortugal, entre 29 de junho e 1 de julho.
2006: CHAMUSCA, Marcello; CARVALHAL, Márcia; FERRAZ, Cida.
Planejamento de relações públicas no governo: um olhar
estratégico sobre a qualidade das relações entre o Estado da
Bahia, suas instituições e os seus cidadãos - Trabalho inscrito no
I Prêmio Bahia Planeja (SEPLAN).
2006: CHAMUSCA , Marcello. Panorama da Comunicação
Empresarial no Brasil – Aceito para ser apresentado na V CUMBRE
IBEROAMERICANA DE COMUNICADORES, Santo Domingo, República
Dominicana , entre 6 a 8 de abril.
Ouvidoria da Polícia Militar da Bahia, projeto de conclusão de
curso, na modalidade monografia com estudo de caso, apresentado
pela aluna July Sá Barreto do Curso de Comunicação Social: Relações
Públicas da UNEB, sob minha orientação (2006, em andamento).
Relações Públicas como prática auxiliar da comunicação
dialógica, projeto de conclusão de curso, na modalidade aplicada
(produto jornalístico) apresentado pelas alunas Paula Peixoto e Priscila
Anunciação do Curso de Comunicação Social: Relações Públicas da UNEB,
sob minha orientação (2006, em andamento).
Ações de comunicação para doadores não-compatíveis, projeto
de conclusão de curso na modalidade Planejamento de Relações Públicas
para a Fundação Hemoba, apresentado pelas alunas Danielle Vasconcelos
e Maria José Bastos Silva, do Curso de Comunicação Social: Relações
Públicas da FTC, sob minha orientação (2006, em andamento).
ATIVIDADES PROFISSIONAIS
Consultoria em Comunicação
Serviços Editoriais para SR&V: Projetos, Consultoria e Comunicação
Visual Ltda,
empresa especializada em programação visual e design, sob a direção
dos arquitetos Antônio Carlos Salles (KK) e Cristina Rescala; e Orlando
Soares Varêda, designer. (1992-1994).
Consultoria em Comunicação para Serviços, junto à Comercial de Bebidas
63
Silveira (CBS), revendedora de bebidas (1994-1995), conforme relatório
anual de atividade.
Conselho Editorial da Revista CANADART, publicação do Núcleo de
Estudos Canadenses da UNEB, sob a direção da Profª Denise Maria
Gurgel Lavalleé (1994 –1998).
Conselho Editorial da Revista Welcome Salvador, publicação mensal
bilíngue sobre cultura baiana (2000).
Programação Visual, Edição, Redação e Revisão
Nova Chama, o jornal da Copene Energética S. A. (Copene).
Reportagem, redação e edição (1989).
Imagem Real, publicação mensal do Hospital Português (1990).
Jornal Camarasal, publicação bimestral da Câmara de Comércio de
Sisal da Bahia (1991)
Jornal O Sisal, publicação mensal da da Câmara de Comércio de Sisal
da Bahia (1991)
Informe Logic, publicação mensal da LOGIC, empresa especializada
em treinamento, assessoria e promoção de eventos (1991)
Jornal A VOZ DO CIDADÃO, uma publicação do Movimento Cidadania
em Ação, realizada em parceria pela Pró-Reitoria de Assuntos
Comunitário-Estudantis - PRACE/UNEB e pela Universidade Federal da
Bahia, projeto coordenado pelo Prof. Elenaldo Teixeira (1991);
Jornal COMUNICAR, publicação mensal da Companhia de
Desenvolvimento e Ação Regional - CAR. (1992).
Cartilhas Série Cidadania: LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO,
publicações do Movimento Cidadania em Ação, realizada em parceria
pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitário-Estudantis - PRACE/UNEB
e pela Universidade Federal da Bahia, projeto coordenado pelo Prof.
Elenaldo Teixeira (1993);
Jornal Ponto de Venda, publicação mensal da Comercial de Bebidas
Silveira (CBS) destinadas a clientes (bares e restaurantes) da revendedora
de bebidas. Reportagem, redação, edição e programação visual (19921995).
Jornal ARCREBES INFORMA, boletim especial da Associação das
revendedoras de Cervejas e Refrigerantes dos Estados da Bahia e Sergipe.
Reportagem, redação, edição e programação visual (1993)
64
Informe SERJUS – Publicação dos Servidores da Justiça Federal
(Salvador/BA). Reportagem, redação, edição e programação visual
(1995), como sócia-diretora da Empresa Oficina Edição e Produção de
Texto Ltda.
Edição da Revista Gestação de Risco: guia do facilitador do Programa
de Apoio à Implantação do Sistema Estadual de Referência Hospitalar
para Atendimento à gestão de Risco – ISC: Instituto de Saúde Coletiva
da UFBA e Secretaria de Saúde do estado da Bahia – SESAB; Edição de
Texto das publicações (1) Riscando pro Alto: Fotonovela; (2)
Riscando pro Alto: Teatro (2002).
Revisão de Textos da Revista REPERTÓRIO, ano 4, nº 6, publicação
do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Teatro
da UFBA (2002).
Salvador, Agosto de 2006
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HOHLFELDT, Antonio; MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga. (orgs.)
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KUNSCH, Cicilia Maria Krohling. Comunicação nos movimentos populares:
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__________________________.; COGO, Denise; KAPLUN, Gabriel. (orgs.)
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__________________________.; ALMEIDA, Fernando Ferreira. Comunicação
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formulação de um modelo metodológico. São Paulo: Loyola, 1990.
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MEDINA, Cremilda de Araújo. Entrevista: o diálogo possível. 2ª ed. São
Paulo: Ática, 1990.
ORTRIWANO. Gisela Swetlana. A informação no rádio: os grupos de
66
poder e a determinação dos conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.
PATERNOSTRO, Vera Íris.O texto na TV - Manual de Telejornalismo. RJ:
Campus, 1999.
PRADO, Emílio. Estrutura da informação radiofônica. São Paulo: Summus,
1989.
WOLF, Mauro. Teorias da comunicação. Lisboa: Presença, 1987.
___________. Teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.
67
ANEXO I
Quadro I - Departamento de Educação - Campus XIV - Conceição do Coité:
Projetos de Pesquisa e Extensão
68
69
ANEXO II
Declarações de Apoio à Implantação do Curso de Radialismo
70
71
ANEXO II:A
Resolução do CONSU 288/2004: cria e autoriza a implantação do Curso
de Graduação em Comunicação Social
72
73
ANEXO II:B
Resolução do CONSU 343/2005: autoriza o funcionamento
do Curso de Comunicação Social
74
75
ANEXO II:C
Lei 7.176, de 10 de setembro de 1997
76
77
ANEXO II:D
Resolução de ACC/UNEB
78
79
ANEXO II:E
Resolução de TCC/UNEB
80
81
ANEXO III
Infra-Estrutura do Departamento de Educação - Campus XIV - Conceição do Coité
82
83
ANEXO III:A
Mapa do Território do Sisal
84
85
ANEXO IV
Planta do Campus XIV - Conceição do Coité
86
87
ANEXO IV:A
Solicitação de Aquisição de Equipamentos do Laboratório de Rádio
(em caráter emergencial)
88
89
ANEXO IV:B
Dotação Orçamentária para Ampliação do Campus XIV
90
91
ANEXO IV:C
Convênio com a Rádio Coité Livre FM
92
93
ANEXO IV:D
Formulário Prolen para aquisição de Ilha de Edição de TV
94
95
ANEXO V
Quadro II - Departamento de Educação - Campus XIV - Conceição do Coité:
Estudo da Capacidade Docente Instalada
96
97
ANEXO V:A
Plano de Desenvolvimento Institucional (2002 - 2006)
98
99
ANEXO VI
Quadro III - Nível Educacional da População do Território do Sisal,
entre 18 e 24 anos (1991-2000)
100
101
ANEXO VII
Quadro IV - Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM-Renda)
do Território do Sisal (1991-2000)
102
103
ANEXO VIII
Quadro V - Indicadores do Nível e Composição da Renda
do Território do Sisal (1991-2000)
104
105
ANEXO IX
Quadro VI - Indicadores de Vulnerabilidade Familiar
do Território do Sisal (1991-2000)
106
107
ANEXO X
Quadro VII - Distribuição da População Sisaleira
108
109
ANEXO XI
Parecer CNE/CES 492/2001
110
111
ANEXO XI:A
Parecer CNE/CES 1363/2001
112
113
ANEXO XI:B
Parecer CNE/CES 67/2003
114
115
ANEXO XI:C
Parecer CNE/CES 16/2002
116
117
ANEXO XI:D
Parecer CNE/CES 108/2003
118
119
ANEXO XII
Resolução nº 088/93 - CONSEPE - Regulamento do Estágio Curricular
120
121
ANEXO XIII
Planos de Ensino do 1º a 3º Semestres
122
123
ANEXO XIV
Orçamento Autorizado para a Aquisição de Livros (Diário Oficial do Estado)
124
125
ANEXO XV
Lista Bibliográfica Complementar - Revisão do Projeto de Implantação - 2007
126
127
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