MUTEKI AIKIDO
HISTORIA E CONCEITOS BASICOS
SHIKO ALVARENGA
VITORIA – 2011
1ª Edição
2
SUMÁRIO:
APRESENTAÇÃO
03
1. O QUE É AIKIDO?
1.1. BREVE HISTÓRICO
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07
2. O AIKIDÔ NO BRASIL
2.1 O AIKIDO NO ESPIRITO SANTO
2.2 MUTEKI AIKIDO
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3. O DOJÔ
3.1 REGRAS DO DOJÔ
3.2 REGRAS DE TREINAMENTO
3.3 ETIQUETA DO DOJÔ
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4. ASPECTOS TÉCNICOS
4.1 GIRI (Honra)
4.1.1 Pagamento
4.2 COMO TREINAR
4.3 GRADUAÇÕES
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4.4 POSTURAS BÁSICAS
4.4.1 UKEMI (ROLAMENTOS)
41
4.4.2 Ataques (Pegadas e Golpes)
4.4.2.1 KATAS BÁSICOS
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32
33
34
5. REFERENCIAS
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39
44
45
2
3
UMA PEQUENA HISTÓRIA
Quando em um dojô (local de
treino) de um famoso mestre de
artes marciais do Japão os seus
discípulos exaustos de treinar
arduamente e não poderem
competir entre eles ou com
outros perguntaram ao mestre:
- Para que treinar tanto se não
temos competições e não vamos
lutar para ver quem é o melhor?
No que o mestre respondeu: "Eu
criei uma arte onde se possa
resolver conflitos, não começálos".
Essa fábula é atribuída ao Grão
Mestre Morihei Ueshiba, o
criador do AIKIDÔ e traduz toda
sua filosofia e também sua vida.
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4
APRESENTAÇÂO
Quero iniciar esta apresentação fazendo um
esclarecimento sobre este documento. Esta
apostila foi adaptada e atualizada tendo como base
a Apostila Auxiliar Para a Prática, escrita por
sensei Fabio Colatto – ASCAI, 2003.
Sensei Colatto escreveu o seu manual com o
intuito de auxiliar seus alunos na ASCAI e com sua
permissão me apropriei deste material para utilizar
de base para confeccionar a apostila MUTEKI
AIKIDO.
Confesso que há informações neste material
que já não consigo identificar se foi ele ou eu quem
escreveu, mas a premissa é a mesma, poder dar
base teórica para o seu inicio na pratica do AIKIDO.
Com passar do tempo senti a necessidade
de poder colocar no papel o que vivenciei e
vivencio no dia a dia do AIKIDO. Por este motivo
escrevo a você um pouco do meu aprendizado por
estes anos dedicados ao AIKIDO.
AIKIDÔ
significa
'O
Caminho
da
Harmonização da Energia'. Essa energia sutil, o KI,
percorre cada átomo do corpo físico e integra o ser
humano material e biológico ao ser humano mental
e espiritual. O Fundador da arte do AIKIDÔ, Morihei
Ueshiba, conhecido como Ô Sensei, em suas
mensagens aos alunos deixava claro que o AIKIDÔ
dever trazer ao homem um caminho para ele
evoluir, para deixar de ser confrontador, belicoso e
destemperado e passar a ser harmônico,
pacificador e senhor de seus instintos.
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5
A Arte do AIKIDÔ ensina que não há sentido
na contenda, no confronto, em haver vencedor e
perdedor; o ser humano é, em sua essência,
MUTEKI - sem adversários. Ser MUTEKI e buscar a
superação das próprias imperfeições, eis um lema
do praticante do AIKIDÔ, eis uma importante
mensagem que Ô Sensei enviou de sua época,
diretamente para nós nos dias de hoje!
Caro aluno ao entrar em um Dojo MUTEKI
AIKIDO você passara a fazer parte de uma família
harmoniosa que o receberá com total satisfação
para lhe proporcionar uma estada agradável e
longa.
Seja bem-vindo ao Grupo MUTEKI AIKIDO.
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1. O QUE É AIKIDÔ?
AIKIDÔ é uma arte marcial japonesa criada
pelo Grão Mestre Morihei Ueshiba na primeira
metade do século. Em um nível puramente físico, o
AIKIDÔ pode ser definido como uma arte que
envolve arremessos e chaves derivados do Ju-Jitsu
e outras técnicas derivadas do Kenjutsu.
Baseada nas técnicas da antiga escola de
Aikijujutsu Daito Ryu e na escola de esgrima
Shinkage Ryu, além de escolas de técnicas de
bastão, o AIKIDÔ visa a harmonização do
praticante com o adversário na realização das
técnicas.
O AIKIDÔ utiliza a própria energia do
adversário (uke) para controlá-lo ou arremessá-lo.
Trata-se de uma arte com grande ênfase nas
dinâmicas do movimento. Seus movimentos são
circulares aproveitando a energia do adversário
contra ele mesmo, podendo desde simplesmente
desviar seu ataque a até causar um grande
traumatismo articular, dependendo da energia
empregada por ambos.
Além das técnicas de Taijtsu (técnicas
corporais), estuda também espada (Aikiken) e
bastão (Aikijo) como formas de aprimorar o
movimento corporal e o controle do adversário.
1.1
BREVE HISTÓRICO
O fundador do AIKIDÔ, Morihei Ueshiba,
nasceu em 14 de dezembro de 1883, em Tanabe,
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7
província de Wakayma, Japão, filho de um próspero
proprietário de terras e negociante respeitado e
participante na comunidade. Quando jovem, tinha
problemas de saúde e o pai, para fortalecê-lo,
incentivava a prática de artes marciais. Em 1903,
alistou-se no 37º Regimento da Quarta Divisão de
Osaka, sendo apelidado de “Rei dos Soldados” por
sua habilidade com baioneta, por seu árduo
trabalho e grande honestidade.
No ano seguinte lutou na Guerra RussoJaponesa (1904-1905) e foi promovido ao posto de
sargento. Ainda no exército aprendeu esgrima
Yagyu-ryu-ju-jutsu na escola Gotô e virou instrutor.
Fundador, Morihei Ueshiba
Depois de um período colonizando as terras
inóspitas do norte (ilha de Hokkaido) conheceu
Onisaburo Deguchi, mestre religioso da seita
Omoto- kyu derivada do Shinto que se tornou seu
orientador espiritual. Onisaburo era famoso por
suas técnicas de meditação chinkon kishin (acalmar
o espírito e retornar ao divino).
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Começa uma vida inteiramente dedicada ao
BUDÔ (caminho das Artes Marciais) tendo
aprendido a arte da espada da escola Shinkage,
Jujutsu nas escolas Kito e Daito e outras, tendo
inclusive recebido o mais alto certificado da escola
Daito das mãos do mestre Sokaku Takeda
considerado um dos últimos samurais.
A denominação de oficial de AIKIDÔ data de
fevereiro de 1942. Antes dessa data, a arte era
conhecida pôr vários nomes, embora a substância
permanecesse sempre a mesma. Quando o
Fundador do AIKIDÔ chegou a Hokkaido (ilha ao
extremo norte do Japão), em 1910, após haver
participado da Guerra Japão - Rússia e já ser
graduado em Jujutsu e esgrima encontrou o Mestre
Sokaku Takeda do Daito-ryu Aikijujutsu, homem de
baixa estatura e grande força, bastante rude e
severo, de difícil convivência.
A escola Daito data da era Kamakura (11871333) e acredita-se que foi desenvolvida por
Minamoto Yoshimitsu que transmitiu à sua família e
foi passando de geração a geração até que com o
correr dos tempos chegou ao clã Takeda.
O aprendizado de O-Sensei (grande mestre,
como é chamado M. Ueshiba) com Takeda foi
árduo, as aulas eram dadas a mercê da vontade de
Takeda que ainda submetia O-Sensei a trabalhos
caseiros como cortar lenha, preparar suas
refeições e banhos.
Assim com a idade de 33 anos, Mestre Ueshiba
recebeu o título de mestre em Daito-ryu, que foi à
base da criação do AIKIDÔ, substituindo o termo
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“jutsu” (arte para guerra) pelo de “do” (caminho
espiritual).
Como a influência religiosa sobre o Mestre
Ueshiba era grande, principalmente a religião
Omoto e seu líder, Onisaburo Degushi, ele
começou a trilhar um caminho não só preocupado
em aperfeiçoar sua técnica, mas também seu
espírito.
Um fato interessante na vida de O-Sensei
dentre vários que ilustram sua vida foi o que
aconteceu um dia em 1925 quando um oficial da
Marinha perito em espada veio visitá-lo. A conversa
termina em discussão e eles decidem acertar a
diferença em um duelo com espadas de madeira. O
oficial ataca seguidamente, mas Ueshiba evita,
esquivando-se de cada golpe do adversário (mais
tarde Ueshiba falou que captava sinais luminosos
que indicavam para onde a espada do seu
oponente iria bater!), e o homem acabou desistindo.
Mestre Ueshiba foi para o jardim de sua cabana, e
ao olhar para o céu, subitamente tem uma estranha
vibração, o que ele mesmo disse é que:
“Tive a sensação de que o Universo inteiro
entrava em vibração e uma energia de cor dourada
se elevava da terra e se desenrolava como um
novelo no meu corpo, transformando-o em dourado.
Nesse instante meu corpo e meu espírito tiveram a
clara consciência do pensamento de Deus, o
criador do Universo”.
Assim O-Sensei experimentava o Sumi-Kiri,
a claridade do corpo e da mente. Depois de
lecionar em várias cidades e para pessoas da elite
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do governo e das artes marciais, o Fundador decide
a se fixar em Tóquio e monta o Hombu-Dojo
(academia central) sede da AIKIKAI, a fundação
que cuida do AIKIDÔ no Japão e no mundo.
A partir daí o AIKIDÔ começa a se expandir
pelo mundo, principalmente por causa da ocupação
aliada pós Segunda grande Guerra que tornou o
AIKIDÔ acessível aos ocidentais.
Vários alunos graduados (shidoin) são
enviados aos continentes para divulgar a arte.
Ao longo dos anos foi divulgando a arte pelo Japão
inclusive tendo o reconhecimento de vários mestres
de outras artes entre eles Jigoro Kano fundador do
Judô que aclamou a arte do AIKIDÔ como BUDÔ
ideal e até enviou-lhe alguns de seus melhores
alunos.
Recebendo
o
título
de
TESOURO
NACIONAL VIVO no Japão, mestre UESHIBA, “O’
SENSEI”
(Grande
Professor),
como
ficou
conhecido, divulgou o AIKIDÔ em seu país e no
mundo até seu falecimento, em 26 de abril de 1969,
dizendo ser sua arte uma forma de unir todos os
povos do mundo em uma só nação.
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2. O AIKIDÔ NO BRASIL
Assim que chega ao Brasil, em 1960, o
Shihan Reishin Kawai (8° Dan) começa a ministrar
aulas na colônia japonesa de São Paulo e para
algumas tradicionais famílias paulistas. Kawai
nasceu em Shimane, Yassugi-shi, Japão, em 28 de
fevereiro de 1931. Em virtude da fragilidade de sua
saúde, iniciou muito cedo a prática de Budo,
destacando-se entre eles o Sumo e Kenjutsu.
Um de seus primeiros alunos foi o Shihan
Keizen Ono (7° Dan), um dos maiores divulgadores
do AIKIDÔ no Brasil, líder da Associação Pesquisa
de AIKIDÔ (APA) com sede em São Paulo e
supervisor técnico do AIKIDÔ no Espírito Santo
vindo constantemente a esse estado para ministrar
seminários e exames de grau. Após o falecimento
do Shihan Kawai em fevereiro de 2010, Ono shihan
assume a presidência da União Sulamenricana de
AIKIDO.
Keizen Ono Sensei nasceu em 1º de outubro
de 1927 em Tóquio/Japão e chegou ao Brasil em
27 de julho de 1934, desembarcando no porto de
Santos. Interessado desde cedo pelas artes
marciais, começou a treinar Judô em 1958 com
Hiraki Kurashi Sensei, que o orientou até obter o
grau de Shodan.
Encerrou a prática de judô em 1963 e se
matriculou no Aikido, uma nova arte marcial trazida
do Japão, tendo como sensei Mestre Kawai Sensei.
Começou a ministrar aulas de Aikido no ano de
11
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1966 e hoje é o mais antigo aluno de Kawai Sensei
em atividade.
Fundou, em 11 de julho de 1982, a
Associação Pesquisa de Aikido no Bairro da
Liberdade, São Paulo. Em 1995, a APA transferiuse para sua nova sede, na Rua Paula Ney, 652,
Aclimação, onde se encontra até hoje.
Shihan Keizen Ono
Shihan Reishin Kawai
2.1 O AIKIDO NO ESPIRITO SANTO
A ligação do Shihan (um dos maiores títulos
em arte marcial) Ono com Vitória foi através do
Sensei Francisco Takuji Sano (3° Dan) um senhor
de 80 anos falecido em 1995 que foi o pioneiro no
Estado.
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Sensei Francisco Takuji Sano
Os que o conheceram sempre terão
saudades de sua presença e lamentam por não
terem podido desfrutar de mais tempo em sua
companhia, já que ele ainda tinha muito a ensinar.
Sempre exigente nos treinos (no começo os alunos
iniciantes só faziam as técnicas básicas durante
meses sem ao menos ver outras técnicas) Sano
Sensei superava sua idade realizando técnicas que
até os jovens tinham dificuldades, sem nunca
reclamar exigia de si mesmo mais que seus alunos
e sempre; sempre terminava o treino com uma
história divertida e rindo com seus alunos.
Hoje todos os professores de AIKIDÔ no
Estado do Espírito Santo devem gratidão a Sano
Sensei e sua família que apesar de todas as
dificuldades conseguiram solidificar as bases do
AIKIDÔ no Espírito Santo e a bondade e seriedade
do Shihan Keizen Ono que nunca nos faltou e
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14
sempre esteve aberto a nos receber e ensinar as
técnicas e tradições do AIKIDÔ.
A AIKIDO-ES (Associação Takuji Sano de
AIKIDO-ES) iniciou seus trabalhos a partir de uma
necessidade de organizar o AIKIDO no ES.
Até 1995 o AIKIDO Capixaba era conduzido
por sensei Sano e com seu falecimento e a
promoção de novos faixas pretas (primeiro
Alexandre Stange, Fabio Colatto, Jose Maria
Santos e Toshihiro Kabasawa, em 1995, Marcos do
Val logo depois em junho de 1996), o AIKIDO-ES
passou a ter 5 gerentes.
Houve um acordo entre estes 5, um pouco
antes de Sano sensei falecer, em que eles iriam
cuidar do AIKIDO no ES e teriam cada um sua
academia, de certa forma, onde cada um ficaria
sediado em uma localidade. Stange ficou em Vila
Velha, Colatto ficou no Centro de Vitória e UFES,
Santos em Jardim Camburi, Do Val na Praia do Suá
e Kabasawa em Jardim da Penha.
Tivemos vários outros locais e faixas pretas
ministrando aulas ao passar dos anos, porém a
partir de janeiro 2004, tivemos a duplicação no
numero de faixas pretas em atividade, isto se deveu
a promoção de faixa de nove novos preta, exame
ocorrido no Dojô da APA/SP.
Os promovidos foram:
- Shodan
Rafael Pariz
Guilherme Malavasi
Éder
Shiko Alvarenga
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15
Rodrigo Brandão
Daniel Galdino
Roney Fernandes
George Luis Silva
Afonso Portugal
- Nidan
Luiz Gustavo Picorelli
Marcus Vinicius Santos de Andrade
Estes novos yudanshas se juntaram aos que
já estavam Toshihiro Kabasawa, Fabio Colatto,
Alexandre Stange, Tarcisio Foeger. Alexandre
Stange sensei ficou um curto período afastado por
estar treinando Buggei. Marcos do Val e Jose Maria
Santos nesta época já se encontravam afastados
do AIKIDO, assim como André Luiz (DJ).
Voltando a organização com a chegada de
sangue novo o AIKIDO passou a ser gerido em
forma de associação, ainda informalmente. Uma
conta bancaria foi criada em nome de Kabasawa e
Gustavo.
Em 2006 a AESAI (primeiro nome usado para a
associação) passou a ganhar corpo com a escolha
de diretoria e a legalização junto aos órgãos de
direito, mas somente em 2008 conseguimos
efetivar nossa associação legalmente, por questões
de registro tivemos que alterar o nome da
“Associação Espírito-santense de AIKIDO” para
“Associação Takuji Sano de AIKIDO-ES” e assim foi
feito. Aproveitou-se a ocasião para prestar uma
justa homenagem a sensei Sano. Em tempo, a
primeira intenção de organização formal para o
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16
AIKIDO-ES, foi a criação da ASCAI (Associação
Capixaba de AIKIDO), que com o passar dos anos
ficou sob a responsabilidade de Fabio Colatto,
vindo a denominar o grupo gerido por ele e seu
tatame localizado na UFES (Universidade Federal
do Espírito Santo).
Ao longo desses 20 anos o AIKIDO-ES teve
vários alunos e formou muitos faixas pretas sendo
que tudo foi iniciado por Sano sensei. Segue uma
lista com os nomes de todos os faixas pretas por
graduação. Na medida do possível coloquei o ano
da ultima promoção registrado no AIKIKAI (antes,
em algumas ocasiões, sensei Ono permitia que se
fizesse o exame e pagasse depois, porém alguns
pagavam com bastante tempo de atraso).
Yondan
Toshihiro Kabasawa (2008)
Sandan
Colatto (2007)
Roney (2010)
Shiko (2010)
George (2010)
Rafael (2010)
Daniel (2010)
Nidan
Santos (1998)
Alexandre (1998)
Marcos (1998)
Gustavo P. (2004)
16
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Vinicius (2007)
Eric (2009)
Jefferson (2010)
Jose Carlos (2010)
Shodan
André L. (1998)
Fabio P. (2001)
Tarcisio (2001)
Afonso (2004)
Éder (2004)
Guilherme (2004)
Rodrigo (2004)
Anderson (2005)
Gustavo B. (2005)
João Carlos (2005)
Miguel (2005)
Renata (2005)
Edmar (2006)
Frederico (2008)
Isaac (2008)
Marcio (2008)
Renato (2008)
André H. (2010)
Dermeval (2010)
Fabrício (2010)
Filipe (2010)
Hélcio (2010)
Élio (2011)
Thomaz (2011)
17
18
Atualmente a Associação Takuji Sano de
AIKIDO-ES conta com Dojos espalhados pela
Grande Vitoria Colatina e Campos/RJ
2.2 MUTEKI AIKIDO
Para falarmos sobre o MUTEKI AIKIDO,
preciso contar um pouco da minha historia no
AIKIDO.
Em maio de 1996 eu acabara de completar
18 anos e após passar, entre muitas idas e vindas,
os últimos 7 a 8 anos treinando Karatê eu decidi
que não mais queria saber de artes marcias. Do
Karatê eu estava enfadado, o jiu-jítsu que na época
todos os meus amigos praticavam não me apetecia
tanto e nunca tive muita afeição pela prática pelo
judô. Não sobravam muitas opções, então resolvi
que não mais praticaria alguma luta.
Meu cunhado (Vinicius de Andrade) que
havia sido meu parceiro de treino no Karate, certo
dia bateu em minha porta empolgadíssimo dizendo
que havia feito uma aula com um amigo da época
do quartel que agora se tornara professor de Aikido.
Ele ficou um bom tempo tentando me convencer a
acompanhá-lo, após muita insistência dele acabei
concordando de no dia seguinte experimentar uma
aula, mas eu ainda estava relutante, não queria
mais saber de usar kimono. No dia seguinte não fui
a aula, Vinicius quando retornou da aula passou em
minha casa novamente e mais uma vez fez
propaganda da aula que assistira, ele me perturbou
tanto que acabei combinando, novamente, de no
18
19
dia seguinte acompanhá-lo para fazer uma aula
experimental.
Meu primeiro dia no Aikido foi um tanto
estranho, eu não entendia o que se passava,
estava acostumado a ver socos e chutes dinâmicos
no Karate e no Aikido tudo era mais pausado e ao
mesmo tempo muito dolorido, as torções sempre
causavam desconforto.
Aquela aula me deixou intrigado e resolvi
voltar para a segunda aula, depois a terceira e
assim fui indo, quando percebi já estava fazendo
aulas todos os dias e horários disponíveis na
academia.
Um detalhe que me cativou de imediato no
Aikido era o fato de não haver competição, que
maravilha isso, pois eu não precisava me preocupar
mais em estar em plena forma para me impor.
Descobri com o tempo que o objetivo não era
vencer a este ou aquele, a idéia do Aikido era
proporcionar aos praticantes condições de superar
seus limites, seus medos e frustrações, e assim fui
treinando a até dezembro de 1999, quando graduei
1º Kyu ( faixa marrom).
Em janeiro de 2000, por necessidade e
incentivo do meu professor Marcos
do Val,
comecei a ministrar aulas na academia BUDOKAI
(Marcos do Val), minhas aulas eram no período
vespertino, na mesma época abri uma turma no
antigo Dojô do judô Meneghetti administrado pelo
Sensei Atila (atualmente sensei Atila esta a frente
da Associação Hikari de Judô) no centro de Vitória
e em Campo Grande/Cariacica, eu dava aulas no
19
20
Colégio São Geraldo em parceria com o sensei de
Judô Fransciney e na Academia Alternativa.
Até o inicio de 2001 eu me dediquei as estas
turmas, porém as coisas não estavam indo bem
financeiramente eu tive que deixar as turmas para
trabalhar em outra função, mas mantive um horário
de treino aos sábados pela manha no CECAJ
(Centro Capixaba de Judô – Praia do Suá), até
agosto de 2001. Eu só tinha um aluno, Maurílio,
que era muito dedicado e me mantinha motivado
para os aulas.
A partir do segundo semestre de 2001 eu
comecei a trabalhar com CATI (Centro Avançado
em Técnicas de Imobilizações), empresa do sensei
Marcos do Val especializada em treinamento
policial, assim sendo não era mais possível
conciliar nem o horário dos sábados devido as
obrigações que a função de instrutor do CATI me
exigiam, porém mantive meus treinos , na medida
do possível, com sensei Vinicius em Laranjeiras,
pude aprender bastante neste período sob a tutela
do meu amigo. Fiquei no CATI até maio de 2004,
nesta época eu esta querendo e precisando
estudar, então me inscrevi no vestibular para
Educação Física e fui aprovado. Assim que recebi o
resultado do vestibular procurei imediatamente um
local para voltar a ministrar aulas de AIKIDO. Em
tempo, eu havia sido promovido a shodan em
janeiro deste mesmo ano.
No inicio do mês de maio de 2004 eu iniciei,
de forma muito modesta, uma turma na SALUTE
ACADEMIA no Bairro Jardim Camburi – Vitória
20
21
(turma até a presente data) e em agosto uma turma
no clube ítalo-brasileiro, no Bairro Ilha do Boi –
Vitória (turma encerrada em dezembro 2004).
Durante a faculdade iniciei uma turma que durou de
2005 até 2006 (Faculdade Salesiana de Vitória).
Sensei Fabio Colatto, responsável pela Ascai
já não estava mais conseguindo tomar conta
sozinho do Dojô da Ascai que havia na UFES e fez
um convite/apelo a quem poderia auxiliá-lo nas
aulas, lembro que durante o primeiro semestre de
2007 Eric Mazzei fez o possível para auxiliar a
Ascai, mas esta ajuda durou até julho, no inicio do
segundo semestre, devido aos estudos Eric não
pode mais continuar na Ascai e sensei Colatto
novamente pede auxilio, eu me prontifiquei a
ministrar aula uma vez por semana e assim eu fui
até o fim do semestre daquele ano. Em fevereiro de
2008 ao retomarmos nossas atividades na UFES,
fomos informados que era necessário renovar o
projeto que a Ascai possuía junto à federal. Busquei
por três tentativas e em todas houve sempre algum
ponto modificado pela UFES. Diante deste quadro,
suspendemos as aulas até que o problema fosse
sanado. Em agosto reiniciamos nossas aulas, mas
agora não mais na UFES e sim no CECAJ (turma
até a presente data).
Já no fim de 2007 passei a supervisionar
outro projeto da Ascai, que era a turma em
Colatina, a cada mês eu visitava (ainda visito) o
Dojô em Colatina (Academia Oxigênio – Centro de
Colatina – turma até a presente data).
21
22
Atualmente há também uma turma no
CENTRO de LUTAS Bruno de Paula, turma inicia
em outubro de 2009.
Sempre quis participar de algo que tivesse a
minha cara, meu toque, assim sendo em fevereiro
de 2010, em conjunto com meus alunos, criamos o
MUTEKI AIKIDO.
Este grupo congrega todas as turmas que
estão sob a minha responsabilidade (Salute 2004,
CECAJ 2008, CLBP 2009, ALTERNATIVA 2011 e
Oxigênio 2007), com a proposta de podermos
praticar e evoluir interagindo entre nós e com os
demais colegas de outros grupos, na busca pela
mente livre que se liberta harmonizando com o
“todo”.
22
23
3. O DOJÔ
É normal sentir-se constrangido ao entrar em
um dojô de artes marciais tradicionais devido às
reverências e às demais formas de etiqueta. As
mesmas podem parecer exageradas, superficiais e
desnecessárias. No entanto, cada ponto de etiqueta
tem sua origem na preocupação pela segurança
pessoal e o bem estar de todos.
A vida cotidiana exige comportamentos
sociais e costumes que permitem que as pessoas
se comuniquem sem haver mal entendidos. Isso se
revela ainda mais importante numa sociedade de
guerreiros, onde a violência só é temperada por um
rigoroso código de honra e uma severa estrutura
social. A etiqueta é o elemento controlador, e, nas
sociedades feudais, constituía freqüentemente a
estreita linha entre a vida e a morte.
Quando se entra em um dojô, entra-se em
um mundo diferente, num mundo de guerreiros.
Pode ser um lugar de respeito e amistosa
camaradagem ou um covil de paranóia e
desconfiança. No tatame do AIKIDÔ, atacamos e
somos atacados, aprimorando a nossa capacidade
de responder instintivamente. É a corrente
subjacente de etiqueta e comportamentos sociais
que nos permite praticar em segurança, disciplinar
e redirecionar as reações agressivas e desenvolver
compaixão e respeito.
AIKIDÔ não é um esporte. AIKIDÔ é uma
disciplina, um processo educacional para o
adestramento da mente, do corpo e do espírito. A
23
24
técnica física não constitui o verdadeiro objetivo,
mas apenas uma ferramenta para o aprimoramento
pessoal e a evolução do espírito.
Um dojô de AIKIDÔ não é um ginásio ou
uma academia. É o lugar onde as lições do
Fundador são estudadas. Ali não se exibe o ego,
mas se exalta e limpa o corpo, a mente e o espírito.
A correta atitude de respeito, sinceridade e
modéstia, bem como a atmosfera adequada, são
essenciais para o processo de aprendizado; e,
como o AIKIDÔ é uma arte marcial, constituem
ingrediente imprescindível para a segurança de
cada indivíduo.
3.1 REGRAS DO DOJÔ
1.
Nosso dojô segue rigorosamente as regras
tradicionais da boa conduta.
2.
Incube a cada estudante cooperar para criar
uma atmosfera positiva de harmonia e respeito
3.
A limpeza é prece de ação de graças. Todos
deverão participar da limpeza do dojô, mantendo
igualmente limpos os próprios corações e mente.
4.
O dojô não será utilizado para nenhum
propósito, que não as aulas regularmente
marcadas, sem a direta permissão do Sensei.
5.
É prerrogativa do Sensei decidir se irá ou
não tomar você como aluno. A técnica não se
compra. A taxa mensal de contribuição garante o
local do treinamento e dá a você a oportunidade de
mostrar um pouco de gratidão pelas lições
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25
recebidas. O estudante deve pagar a contribuição
na data marcada.
6.
Respeite o Fundador e seus ensinamentos
tais quais transmitidos pelo Sensei. Respeite o
dojô, respeite o seu material de treinamento,
respeite os colegas.
3.2 REGRAS DE TREINAMENTO
1.
É necessário respeitar os ensinamentos e a
filosofia do Fundador, bem como a maneira como
ele os veiculou.
2.
O estudante tem a responsabilidade moral
de NUNCA se valer de técnica do AIKIDÔ para ferir
outra pessoa ou exibir-se. Não se trata de uma
técnica de destruição, mas de criação. Constitui um
meio de edificar uma sociedade melhor graças ao
aperfeiçoamento do caráter do indivíduo.
3.
No tatame, não haverá conflitos egoísticos.
O AIKIDÔ não é briga de rua. Você está no tatame
a fim de transcender e purificar as suas reações
agressivas, e encarnar o espírito do samurai pela
descoberta da responsabilidade social.
4.
Não haverá competição no tatame. O
objetivo do AIKIDÔ não consiste em lutar e derrotar
um inimigo, mas em lutar e derrotar os próprios
instintos agressivos. O poder do AIKIDÔ não está
na força física e sim na flexibilidade, comunicação,
sincronia, controle e modéstia.
5.
Não se tolerará a insolência. Todos temos de
conhecer as nossas limitações.
25
26
6.
Cada pessoa tem diferentes habilidades
físicas e diferentes razões para o estudo. Isso deve
ser respeitado. O verdadeiro Aiki é a aplicação
adequada e flexível às mudanças de situação. Você
fica responsável por não provocar ferimentos. Deve
proteger a si mesmo e ao parceiro.
7.
Acate as instruções do Sensei e aplique as
suas sugestões a fim de treinar sinceramente e tirar
o melhor de sua capacidade. Não há lugar para
discussões.
8.
Todos os alunos estudam os mesmos
princípios. Evitar-se-ão os conflitos entre grupos e a
escolha de lados. Os membros do dojô perfazem
uma família: na harmonia reside o segredo que faz
o AIKIDÔ.
Se você não concordar com essas regras, não
estará habilitado a estudar o AIKIDÔ neste dojô.
3.3 ETIQUETA DO DOJÔ
1.
Ao entrar na área de treinamento do dojô ou
sair, faça uma reverência de pé.
2.
Ao pisar no tatame ou sair dele, faça uma
reverência em direção ao shomen e ao retrato do
Fundador.
3.
Respeite o seu material de treinamento. O gi
(quimono) deve estar sempre limpo e em ordem. As
armas devem estar em boa condição e no lugar
certo quando fora de uso.
4.
Nunca use o gi ou as armas de outra pessoa.
5.
Poucos minutos antes do início da prática,
esteja aquecido, sentado formalmente segundo a
26
27
hierarquia e em meditação silenciosa. Esses
minutos são para você esvaziar a mente dos
problemas do dia e preparar-se para o estudo.
6.
A aula começa e termina com uma cerimônia
formal. É importante que você não se atrase e
participe dessa cerimônia. Mas, se houver motivo
de força maior, deverá esperar, sentado
formalmente ao lado do tatame, até que o Sensei
lhe dê permissão para juntar-se à turma. Faça uma
reverência prostrado ao chegar ao tatame. Evite
com isso perturbar a aula.
7.
O modo correto de sentar-se no tatame é em
seiza (posição formal sentada). Se tiver alguma
lesão no joelho, poderá sentar-se de pernas
cruzadas, mas nunca estiradas, nem com as costas
apoiadas na parede.
8.
Não abandone o tatame durante a prática,
exceto em caso de ferimento ou doença.
9.
Durante a aula, quando o Sensei demonstrar
uma técnica a ser exercitada, fique sentado em
seiza, silencioso e atento. Após a demonstração,
27
28
curve-se diante do Sensei e de um parceiro, e inicie
a prática.
10.
Quando o fim de uma técnica for
determinado, pare imediatamente. Faça uma
reverência ao parceiro e junte-se depressa aos
outros estudantes.
11.
Não perambule pelo tatame. Deve-se estar
praticando ou, se necessário, sentado formalmente
à espera da sua vez.
12.
Se, por alguma razão, for absolutamente
preciso fazer uma pergunta ao Sensei, vá até ele
(nunca o chame), curve-se respeitosamente e
espere o seu assentimento. (A reverência de pé é
apropriada.)
13.
Quando estiver recebendo instruções
pessoais durante a aula, sente-se em seiza e
observe atentamente. Faça uma reverência ao
Sensei quando ele terminar. Se o Sensei estiver
instruindo outro aluno, você pode suspender a
prática a fim de observar. Sente-se formalmente e
faça uma reverência quando ele terminar.
14.
Respeite os mais experientes. Nunca discuta
a respeito da técnica.
15.
Você está aqui para praticar. Não impinja
suas idéias aos outros.
16.
Se você conhecer o movimento que está
sendo estudado e o seu parceiro não, conduza-o,
mas nunca tente corrigi-lo ou instruí-lo se não for
sênior do nível yudansha.
17.
No tatame, fale o mínimo possível. O AIKIDÔ
é experiência.
28
29
18.
Não ande pelo tatame antes ou depois da
aula. O espaço é para estudantes que querem
treinar. Há outras áreas no dojô para o convívio
social.
19.
O tatame deve ser varrido todos os dias,
antes e depois da prática. É responsabilidade de
todos manterem o dojô sempre limpo.
20.
Nada de comida, bebida, cigarro ou goma de
mascar no tatame ou fora dele, durante a prática; e
nunca no tatame.
21.
Não se usa nenhuma jóia durante a prática.
22.
Jamais beba bebidas alcoólicas enquanto
estiver usando o gi.
23.
Não usar boné ou chapéu no Dojo ou em
qualquer local que tenha um Kamiza.
Aos visitantes do dojô:
Você é bem-vindo para sentar-se e assistir à aula a
qualquer tempo, mas as regras de etiqueta que se
seguem devem ser observadas.
1.
Sente-se respeitosamente, sem apoiar os
pés nos móveis ou em posição reclinada.
2.
Nunca fale com uma pessoa que estiver no
tatame.
3.
Não coma, não beba e não fume durante a
aula.
4.
Não fale nem fique andando enquanto o
instrutor estiver demonstrando ou fazendo palestra.
5.
Na abertura e encerramento da aula, sentese formalmente em seiza ao lado do tatame e
participe da cerimônia com a classe. Fique sentado
29
30
até o Sensei determinar o início da prática ou deixar
o tatame no final.
3.4 PARTES DO DOJÔ
Kamiza
Shimoseki
Joseki
Shimoza
- Kamiza: local onde fica o Kamiza (Santuário)
- Joseki: região esquerda de quem olha do Kamiza
- Shimoseki: região direita de quem olha do Kamiza
- Shimoza: parte oposta ao Kamiza
3.4.1
POSICIONAMENTO
DENTRO DO DOJÔ
DOS
ADEPTOS
Sensei: representado pelo círculo sozinho,
se situa de costas para o kamiza e de frente para
os alunos.
Alunos: dispostos mais próximos do
shimoza, de frente para o kamiza e em ordem
decrescente de graduação (ver Graduações).
OBS: É importante ressaltar que, na
disposição dos alunos, a ordem de graduação vem
com a mudança de fila, ou seja, os mais graduados
à frente e os menos graduados atrás.
Se você estiver inseguro quanto ao que fazer
em determinada situação, consulte um aluno
30
31
avançado ou simplesmente siga os passos de seu
sênior.
Embora pareça haver muitas formas de
etiqueta a lembrar, elas lhe ocorrerão naturalmente
à medida que você for treinando. Por favor, não se
aborreça se tiver a atenção chamada para um
ponto de etiqueta, pois cada um deles é importante
para sua segurança e a sua experiência de
aprendizado.
O AIKIDÔ não é uma religião, mas a
educação e o refinamento do espírito. Ninguém lhe
pedirá para aderir a este ou àquele credo, bastando
que permaneça espiritualmente aberto. A
reverência não é um gesto litúrgico e sim a mostra
de respeito pelo mesmo espírito de Inteligência
Criativa Universal que existe dentro de nós.
A cerimônia que abre e fecha cada prática do
AIKIDÔ representa uma reverência formal ao
shomen, seguida de um bater de palmas repetidos
três vezes; depois, faz-se outra reverência ao
shomen e uma última entre o instrutor e os alunos.
As reverências ao shomen simbolizam a unidade,
MUSUBI.
31
32
4. ASPECTOS TÉCNICOS
4.1 GIRI (Honra)
Um dos aspectos do treinamento em artes
marciais tradicionais é a honra, o compromisso.
Quando uma pessoa entra em um dojo tradicional
ela deve pensar muito antes de fazê-lo. Isso porque
ela estará assumindo um compromisso que vai
durar a vida inteira. O Sensei (professor) ira ensinar
ao dechi (aluno) não somente técnicas, mas um
compromisso com seus colegas, com sua escola,
com seu professor e com os superiores a ele.
No Japão antigo essas técnicas eram
guardadas a sete chaves e só eram dadas àqueles
que mereciam total confiança, já que a vida de
pessoas e a continuação de uma linhagem
dependiam disso. Hoje em dia, apesar de não
vivermos em guerra, esse respeito com o
compromisso deve ser incentivado. Não pense
vocês que um dojo de AIKIDÔ é uma academia
onde você paga a mensalidade e faz o que quiser,
pulando de uma em outra a seu bel-prazer. No
AIKIDÔ, como em outras artes tradicionais,
pessoas que ficam vulgarmente trocando de dojôs
não são bem vistas e são indignos de confiança, e
Senseis de outros dojôs que forem sérios não
aceitam
indiscriminadamente
alunos
que
freqüentam outros dojôs, a não ser com carta de
apresentação do seu antigo Sensei.
O Sensei de Aikido é responsável pela saúde
de seus dechi em cima do tatame, deve respeitá-los
32
33
e zelar por eles, sempre confiando e dando
preferência àqueles que demonstram maior
fidelidade e tem mais tempo de casa (sempai). Em
troca os dechi devem ter respeito pelo Sensei, não
se dirigindo a ele de forma vulgar dentro ou fora do
tatame, e sempre comunicando quando algo não
vai bem nas práticas. Os estudantes devem ler isso
atentamente e refletir profundamente sobre as
conseqüências desses atos.
4.1.1 Pagamento
A mensalidade apesar de ser uma contribuição
ela também é importante para manter o Dojo, para
isto é necessário que todo praticante de Aikido
tenha a responsabilidade de estar sempre em dia
com a mensalidade. A contribuição mensal que
você faz é importante para mantermos o nosso
Dojô organizado e sempre aberto para recebê-lo, é
com esta contribuição que damos segurança para
nosso professor poder estar todos os dias no
tatame para nos orientar nos caminhos do AIKIDO.
Segue abaixo algumas pontos referente a
mensalidade:
1. Todo praticante de aikido tem o dever de
manter a mensalidade em dia, caso aconteça
algum imprevisto este deverá comunicar ao
Sensei que saberá orientar como proceder;
2. Caso você fique fora dos treinos por um
período superior a 30 dias (um mês), isto não te
exime da obrigação da mensalidade, pois
33
34
existem responsabilidades do Dojo que caso
não sejam compridos podem acarretar na perda
do espaço;
3. Caso você fique fora dos treinos por um
período entre 90 dias (três meses) e 120 dias
(quatro meses) poderá decidir entre acertar as
mensalidades atrasadas e voltar na mesma
faixa ou fazer apenas uma rematrícula e ficar
um período na faixa branca e só voltar a usar
sua faixa colorida quando o Sensei assim
decidir.
A decisão do Sensei se dará através dos
seguintes critérios:
- Freqüência;
- Participação;
- Técnica;
4. Para casos superiores há 120 dias (Quatro
meses) será necessário uma conversa com o
Sensei que ira tomar a decisão da melhor
forma.
4.2 COMO TREINAR
“QUEM NÃO CUIDA DE SI NÃO PODE CUIDAR
DOS OUTROS”. (LEI DO TATAME)
A importância de uma sólida compreensão
das técnicas básicas não pode deixar de ser
enfatizada. Muitas escolas de AIKIDÔ ensinam
principalmente KI NO NAGARE (técnicas com
fluidez de Ki). Neste tipo de treinamento, as
técnicas são executadas dispensando totalmente,
34
35
desde o início a prática básica, onde você permite
ser agarrado firmemente. Este tipo de prática préarranjada é bem sucedido somente quando ambos
os parceiros cooperam completamente. Problemas
ocorrem, contudo, quando estudantes acostumados
somente a este tipo de treinamento são
confrontados com um oponente forte e não
cooperativo. Treinando somente KI NO NAGARE,
fica-se totalmente despreparado para a energia e
ferocidade de um ataque real. Os ataques fracos e
não diretos deste tipo de treinamento, são comuns
no moderno AIKIDÔ, no entanto este modo de
treinamento é totalmente contrário aos princípios
marciais ensinados pelo Fundador.
Aqueles que praticam as técnicas básicas,
opostamente
a
aqueles
que
enfocam
exclusivamente as técnicas em KI NO NAGARE,
aprendem como lidar com ataques fortes
progressivamente. A fim de fazer isso, você deve
estar certo de que quando agarrando seu parceiro
de treinamento, esteja fazendo-o firmemente e com
real intenção. Se seu parceiro é incapaz de moverlhe, então diminua a força de seu ataque até que
ele seja capaz de executar uma técnica apropriada.
Sempre regule a intensidade de seu ataque para o
nível de seu parceiro.
No treinamento básico, todas as técnicas
começam a partir de um HANMI (postura
preparatória). Hanmi no AIKIDÔ é uma postura
triangular, com o pé da frontal voltado para frente, e
o pé de trás perpendicular ao da frente, voltado
para o lado. A capacidade de mudar de posição
35
36
rapidamente mantendo-se estável e girando os
quadris completamente, depende de um apropriado
hanmi. As duas posições mais comuns são
GUIAKU HANMI (posição reversa) e AI HANMI
(posição igual). Em guiaku hanmi você e seu
parceiro têm os pés opostos à frente, enquanto que
em ai hanmi, vocês têm o mesmo pé à frente. Esta
distinção é muito importante, e na maioria dos
casos seu sucesso na execução das técnicas do
AIKIDÔ dependera de iniciá-las no hanmi
apropriado.
Uma deficiência comum no treinamento de
hoje, é a falta da prática de ATEMI (golpes em
pontos vitais). Os atemis são usados para
enfraquecer ou neutralizar um ataque do oponente,
criando uma situação favorável na qual se pode
executar uma técnica. Em muitas situações é
virtualmente impossível desequilibrar um oponente
forte, suficientemente para aplicar-se uma técnica
sem recorrer ao atemi. Aqueles que afirmam que o
uso de tais distintos golpes é demasiado violento ou
“assim não é AIKIDÔ”, ignoram os conceitos do
AIKIDÔ do Fundador, que colocou grande ênfase
sobre a necessidade de semelhantes movimentos
no treinamento. Os atemis são uma parte essencial
das técnicas básicas e avançadas e não devem ser
omitidos de sua prática.
No treinamento do AIKIDÔ nós abrimos
nossos dedos para estender o Ki através dos
braços. Abrir os dedos é um método de treinamento
que permitirá a você executar as técnicas sem usar
qualquer força. Abrindo os dedos quando seu pulso
36
37
é subitamente agarrado torna seu pulso grosso, e
oferece uma vantagem.
Outra parte essencial do treinamento dos
fundamentos é o domínio da entrada e movimentos
girando. Se você decide avançar, deve avançar
totalmente. Se decidir girar para trás, deve fazê-lo
completamente. É difícil avançar depois de aparar
um golpe, a menos que você uma vantagem em
força. Assim, gire sempre que necessário, como por
exemplo, uma situação onde você é incapaz de
bloquear. Quando o agressor vir de trás, você deve
girar. A prática das técnicas girando, também é
necessária para aprender como se mover
livremente.
Vocês devem pensar: se alguém vier a vocês
com intenção de agredir é sua obrigação defenderse porque essa agressão poderá atingi-los
gravemente e isso vai aumentar o karma do
agressor. Agora, você se defendendo, essa
intenção não se realizará e, conseqüentemente, vai
atenuar o peso desse ato negativo. Defender-se é
um ato de benevolência para com nosso agressor.
Além disso, quantas pessoas fazem uso de armas
de fogo para resolver situações porque
simplesmente não sabem como lidar com essas
situações sem recorrer a medidas extremas.
4.3 GRADUAÇÕES
As graduações em AIKIDÔ demonstram a
evolução do aluno na prática da arte. Essa
evolução não se refere somente à técnica, mas sim
a seriedade, dedicação, participação e contribuição
37
38
do praticante em prol da arte, respeitando a
limitação de cada um imposta pela idade, condição
física etc. Todos podem praticar AIKIDÔ, desde
crianças até idosos.
Algumas escolas adotam sistemas diferentes
de promover seus alunos, tendo aquelas que como
a nossa adotam faixas diferentes de graduação
como descrito abaixo:
A graduação por faixa/kyu em AIKIDÔ:
INICIANTE
5° KYU
4° KYU
3° KYU
2° KYU
1° KYU
1° DAN
BRANCA
AMARELA
ROXA
VERDE
AZUL
MARROM
PRETA
A quantidade mínima de aulas que cada
aluno deverá ter para prestar exame de faixa é:
ASSOCIAÇÃO TAKUJI SANO DE AIKIDO-ES
FAIXA
Tempo mínimo
Qtd aulas
P/ AMARELA
3 MESES
30
P/ ROXA
6 MESES
50
P/ VERDE
6 MESES
60
P/ AZUL
12 MESES
100
P/ MARROM
18 MESES
200
P/ PRETA (SHODAN)
30 MESES
300
A partir de faixa preta (1° Dan) o yudansha
(faixa graduado acima de preta) deverá usar o
HAKAMA, espécie de calça larga usada em Budô
38
39
tradicional. As mulheres acima de 6° kyu também
podem usar o hakama com o objetivo de preservar
sua modéstia evitando a exposição demasiada de
seus corpos. Outras escolas adotam o hakama
para todos sem distinção desde o início, e outros
ainda só adotam a faixa branca e a preta, sem
intermediárias.
Com o intuito de acrescentar conteúdo e
facilitar o aprendizado é que foi incluída nessa
apostila a contagem em estilo japonês de um a dez:
1 – Itchi ou Iti.
2 – Ní
3 – San
4 – Shí ou Yon
5 – Gô
6 – Rôku
7 – Shítchi
8 - Hátchi
9 – Kyú
10 – Jú
4.4 POSTURAS BÁSICAS
A postura básica de AIKIDÔ é a postura
HAMMI (o pé anterior voltado para frente e o de
trás voltado para o lado formando um angulo de 90°
com o da frente), que em relação ao adversário
pode ser de duas formas:
39
40
Seqüência 1 –
AI-HAMMI, o uke e o
nague estão ambos
com a mesma perna
na frente (direita ou
esquerda).
Seqüência 2 –
GYAKU-HAMMI, o uke e
o nague estão ambos
com as pernas da frente
invertidas (o uke com a
direita à frente e o nague
com a esquerda).
TACHI WAZA é quando estamos treinando
em pé e quando treinamos de joelho dizemos estar
treinando SUWARI WAZA.
As entradas quando praticamos AIKIDÔ
podem ser do tipo:
OMOTE – quando o nague entra ou executa
o golpe pela frente do adversário (uke).
URA – quando o nague entra ou executa o
golpe pelas costas do uke.
4.4.1 UKEMI (ROLAMENTOS)
40
41
Os rolamentos no AIKIDÔ podem ser para
frente (MAE) ou para trás (USHIRO) e são de
extrema importância na prática do AIKIDÔ, e por
isso devem ser treinados diariamente.
Rolamento completo para frente MAE KAITEN
UKEMI (まえ かいてん うけみ)
Rolamento completo para trás - USHIRO KAITEN
UKEMI (うしろ かいてん うけみ)
41
42
Ainda sobre os tipos de rolamento, o do tipo
USHIRO HANTEN UKEMI (うしろ はんてん
うけみ), é executado da mesma maneira que o
USHIRO KAITEM UKEMI só que apenas metade
do movimento indo para trás e voltando sem dar o
giro completo.
4.4.2 Ataques (Pegadas e Golpes)
Os ataques em AIKIDÔ são vários, podendo
ser feitos tanto através de socos e pancadas ou
segurando uma parte do corpo ou da roupa. É
conveniente dizer que o aikidoísta (aquele que
pratica AIKIDÔ) nunca agride ninguém. Esses
ataques são feitos pelo uke para proporcionar ao
praticante uma situação onde ele poderá utilizar as
técnicas aprendidas durante seu estudo.
42
43
Os mais utilizados e cobrados na prática
diária são:
Yokomem uchi (uti)
-pancada circular na cabeça,
soco em gancho, etc.
Shomen uchi (uti)
-pancada no alto da
cabeça, soco ou paulada.
Tsuki
- estocada, soco direto,
facada.
43
44
Gyakuhammi katate tori.
- segurar uma mão.
- lado contrário.
Aihammi katate tori.
- segurar uma mão.
- mesmo lado.
Ryote tori.
- segurar as duas mãos
usando também suas
duas mãos.
Kata dori.
- segurar com uma
mão no ombro.
Ushiro ryo tekubi/te tori.
- segurar as mãos por
trás.
Ushiro hiji tori.
- segurar cotovelos
por trás.
Ushiro kubi shime
- estrangulamento por
trás.
Ushiro tori
- segurar por trás,
braços mais alto.
.
Morote tori.
- segurar com duas
mãos, uma única mão.
Ryokata tori
- segurar com duas
mãos nos ombros.
Ushiro ryo kata tori
- segurar ombros por
trás.
Ushiro Kakae dori
- segurar por trás,
braços mais baixo
4.4.2 KATA (FORMA)
Quando praticamos AIKIDÔ usamos a
técnica do kata para desenvolvermos nossa
habilidade. O uke entrará com um ataque e o nague
44
45
prontamente utilizará uma técnica que poderá ser
pré-determinada ou não, constituindo assim a
execução de um kata.
Cada kata terá seu nome escrito e pedido
pôr completo em listas e exames e normalmente
seguirá a seguinte fórmula:
AI HANMI KATA TE TORI DAI ITI KYO OMOTE.
posição
forma de ataque
técnica
direção
4.4.2.1 KATAS BÁSICOS
Cada faixa tem seu grupo de katas básicos
necessários a serem aprendidos e cobrados em
exames de mudança de faixa. É claro que o
praticante vai utilizar e aprender vários katas. Um
treino normal não se restringe somente aos katas
de uma faixa. Os katas básicos para a prática do
AIKIDÔ e cobrados no exame de faixa branca para
amarela incluindo os três rolamentos são:
45
46
- DAÍ ITI KYO (1° grande princípio).
SHOMEN UTI DAÍ ITIKYO OMOTE e URA
しょ う めん う ち だい いちきょ う おもて e う ら
46
47
- SHIHO NAGUE (conduzir o braço do parceiro pelas
quatro direções)
AIHANMI KATATE TORI SHIHO NAGUE OMOTE
あいはんみ かたて と り しほう なげ おもて
47
48
AIHANMI KATATE TORI SHIHO NAGUE URA
あいはんみ かたて と り しほう なげ う ら
48
49
- IRIMI NAGUE (técnica entrando no parceiro)
SHOMEN UTI IRIMI NAGUE OMOTE e URA
しょ う めん う ち いり み なげ おもて e う ら
O movimento em URA neste kata é iniciado do
mesmo modo que o OMOTE, apenas no momento
em que o nague encosta-se ao uke preparando
para derrubá-lo, ele deverá executar um giro de
180° em torno de si (tenkan) mesmo conduzindo o
49
50
uke nesse movimento para desequilibrá-lo e assim
entrar para derrubar o parceiro.
- KOKYUHO (técnica da respiração).
SUWARI WAZA KOKYU HO
すわり わざ こきゅう ほう
Este kata não é propriamente um “golpe”, mas sim um
exercício de respiração, postura, relaxamento e
desenvolvimento de energia vital (KI).
50
51
4º Kyu – FAIXA ROXA
01 – MAE KAITEN UKEMI
まえ かいてん う けみ
02 – USHIRO KAITEN UKEMI
う しろ かいてん う けみ
03 – USHIRO HANTEN UKEMI
う しろ はんてん う けみ
04 – AIHANMI KATATE TORI DAÍ ITIKYO OMOTE
あいはんみ かたて と り だい いちきょ おもて
05 – AIHANMI KATATE TORI DAÍ ITIKYO URA
あいはんみ かたて と り だい いちきょ う ら
06 – KATASODE TORI DAÍ NIKYO OMOTE
かたそで と り だい にきょ おもて
07 – KATASODE TORI DAÍ NIKYO URA
かたそで と り だい にきょ う ら
08 – SHOMEN UTI DAÍ SANKYO OMOTE
しょ めん う ち だい さんきょ おもて
09 – SHOMEN UTI DAÍ SANKYO URA
しょ めん う ち だい さんきょ う ら
10 – GYAKU HANMI KATATE TORI DAÍ YONKYO OMOTE
ぎゃく はんみ かたて と り だい よんきょ おもて
11 – GYAKU HANMI KATATE TORI DAÍ YONKYO URA
ぎゃく はんみ かたて と り だい よう んきょ う ら
12 – GYAKU HANMI KATATE TORI SHIHO NAGUE OMOTE
ぎゃく はんみ かたて と り しほ なげ おもて
13 – GYAKU HANMI KATATE TORI SHIHO NAGUE URA
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52
ぎゃく
はんみ かたて と り しほ なげ う ら
14 – AI HANMI KATATE TORI IRIMI NAGUE OMOTE
あい はんみ かたて と り いり み なげ おもて
15 – AI HANMI KATATE TORI IRIMI NAGUE URA
あい はんみ かたて と り いり み なげ う ら
16 – SUWARI WAZA KOKYU HO
すわり わざ こきゅ ほ
3º Kyu – FAIXA VERDE
01 – SUWARI WAZA SHOMEN UTI DAÍ ITIKYO OMOTE
すわり わざ しょ めん う ち だい いちきょ おもて
02 – SUWARI WAZA SHOMEN UTI DAI ITIKYO URA
すわり わざ しょ めん う ち だい いちきょ う ら
03 – SUWARI WAZA KATA TORI DAÍ NIKYO OMOTE
すわり わざ かた と り だい にきょ おもて
04 – SUWARI WAZA KATA TORI DAÍ NIKYO URA
すわり わざ かた と り だい にきょ う ら
05 – SUWARI WAZA SHOMEN UTI DAÍ SANKYO OMOTE
すわり わざ しょ めん う ち だい さんきょ おもて
06 – SUWARI WAZA SHOMEN UTI DAÍ SANKYO URA
すわり わざ しょ めん う ち だい さんきょ う ら
07 – SUWARI WAZA GYAKU HANMI KATATE TORI DAÍ
YONKYO OMOTE
すわり わざ ぎゃく はんみ かたて と り だい よんきょ おもて
08 – SUWARI WAZA GYAKU HANMI KATATE TORI DAÍ
YONKYO URA
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53
すわり わざ ぎゃく
はんみ かたて と り だい よんきょ う ら
09 – YOKOMEN UTI KIRIOROSHI SHIHO NAGUE OMOTE
よこめん う ち きり おろし しほ なげ おもて
10 – YOKOMEN UTI KIRIKAESHI SHIHO NAGUE URA
よこめん う ち きり かえし しほ なげ う ら
11 – YOKOMEN UTI KIRIOROSHI IRIMI NAGUE OMOTE
よこめん う ち きり おろし いり み なげ う ら
12 – YOKOMEN UTI KIRIKAESHI IRIMI NAGUE URA
よこめん う ち きり かえし いり みな なげ う ら
13 – SHOMEN TSUKI KOTEGAESHI NAGUE
しょ めん つき こてがえし なげ
14 – RYOTE TORI SHIHO NAGUE OMOTE
り ょ て と り しほ なげ おもて
15 – RYOTE TORI SHIHO NAGUE URA
り ょ て と り しほ なげ う ら
16 – SUWARI WAZA KOKYU HO
すわり わざ こきゅ ほ
2º Kyu – FAIXA AZUL
01 – SHOMEN TSUKI DAÍ ITIKYO OMOTE
しょ めん つき だい いちきょ おもて
02 – SHOMEN TSUKI DAI ITIKYO URA
しょ めん つき だい いちきょ う ら
03 – MUNA TORI DAÍ NIKYO OMOTE
むな と り だい にきょ おもて
53
54
04 – MUNA TORI UDEHIJIGUI
むな と り う でひじぎ
05 – USHIRO RYOKATA TORI DAI SANKYO OMOTE
う しろ り ょ かた と り だい さんきょ おもて
06 – USHIRO RYOKATA TORI DAI SANKYO URA
う しろ り ょ かた と り だい さんきょ う ら
07 – USHIRO RYOTEKUBI TORI DAÍ YONKYO OMOTE
う しろ り ょ てく び と り だい よんきょ おもて
08 – USHIRO RYOTEKUBI TORI DAÍ YONKYO URA
う しろ り ょ てく び と り だい よんきょ う ら
09 – HANMI HANDACHI GYAKU HANMI KATATE TORI
SHIHO NAGUE OMOTE
はんみ はんだち ぎゃく はんみ かたて と り しほ なげ おもて
10 – HANMI HANDACHI GYAKU HANMI KATATE TORI
SHIHO NAGUE URA
はんみ はんだち ぎゃく はんみ かたて と り しほ なげ う ら
11 – SHOMEN TSUKI IRIMI NAGUE OMOTE
しょ めん つき いり み なげ おもて
12 – USHIRO KATATE MOCHI KUBISHIME IRIMI NAGUE
URA
う しろ かたて もち く びしめ いり みな なげ う ら
13 – KATATE TORI SUMI OTOSHI
かたて と り すみ おと し
14 – USHIRO RYOTE KUBI TORI KOTEGAESHI OMOTE
う しろ り ょ て く び と り こてがえし おもて
15 – USHIRO RYOTE KUBI TORI KOTEGAESHI URA
う しろ り ょ て く び と り こてがえし う ら
54
55
16 – GYAKU HANMI KATATE TORI KAITEN NAGUE
OMOTE
ぎゃく はんみ かたて と り かいてん なげ おもて
17 – GYAKUHANMI KATATE TORI KAITEN NAGUE URA
ぎゃく はんみ かたて と り だいてん なげ う ら
18 – TATI WAZA MOROTE TORI KOKYU HO OMOTE
たち わざ もろて と り こきゅ ほ おもて
19 – TATI WAZA MOROTE TORI KOKYU HO URA
たち わざ もろて と り こきゅ ほ う ら
20 – AI HANMI KATATE TORI JYUWAZA (10 GOLPES)
あい はんみ かたて と り じゅ わざ
1º Kyu – FAIXA MARROM
01 – 12 WAZA (5º AO 2º KYU) ESCOLHIDOS PELO
JUIZ
02 – RYOTE MOCHI KOKYU NAGUE
り ょ て もち こきゅ なげ
03 – MOROTE TORI KOSHI NAGUE
もろて と り こし なげ
04 – RYOTE MOCHI KOSHI NAGE
り ょ て もち こし なげ
05 – USHIRO RYO TEKUBI TORI SHIHO NAGE OMOTE
う しろ り ょ てく び と り しほ なげ おもて
06 – USHIRO ERI TORI KOTEGAESHI
う しろ えり と り こてがえし
07 – USHIRO RYOKATA DORI KOTEGAESHI
55
56
う しろ り ょ かた どり こてがえし
08 – USHIRO KAKAE DORI KOTEGAESHI
う しろ かかえ どり こてがえし
09 – MOROTE TORI JIYU WAZA
もろて と り じゅ わざ
1º Kyu – FAIXA MARROM (PARTE B)
01 – 12 WAZA (5º AO 2º KYU) ESCOLHIDOS PELO JUIZ
02 – USHIRO RYOTEKUBI TORI (3)
う しろ り ょ てく び と り
A)
JIUN KOSHI NAGUE
じゅん こし なげ
B)
GUIKU KOSHI NAGUE
ぎゃく こし なげ
C)
JIUN SUKASHI KOSHI NAGUE
じゅん すかし こし なげ
03 – USHIRO KATATE MOTI KUBISHIME (4)
う しろ かたて もち く びしめ
A)
JIUN KOSHI NAGUE
じゅん こし なげ
B)
JIUN TE TORI KOSHI NAGUE
じゅん て と り こし なげ
C)
NAKA SODE TORI GYAKU KOSHI NAGUE
なか そで と り ぎゃく こし なげ
D) NAKA SODE TORI JIUN KOSHI NAGUE
う しろ かかえ どり こてがえし
56
57
04 – YOKOMEN UTI KIRIKAESHI DAI ITIKYO URA
もろて と り じゅ わざ
05 – KATA SODE TORI DAÍ ITIKYO OMOTE
かた そでと り だい いちきょ おもて
06 – USHIRO RYOTE TORI DAÍ ITIKYO OMOTE/ URA
う しろ り ょ て と り だい いちきょ おもて / う ら
07 - RYOTE TORI SHIHO NAGUE OMOTE
り ょ て と り しほ なげ おもて
08 – RYOTE TORI SHIHO NAGUE URA
り ょ て と り しほ なげ う ら
09 – KATATE TORI DAÍ NIKYO URA
かたて と り だい にきょ う ら
10 – KATATE TORI DAÍ SANKYO OMOTE
かたて と り だい さんきょ おもて
11 – KATATE TORI DAÍ YONKYO
かたて と り だい よんきょ
12 – KATATE RYOTE MOTI JIYU WAZA (15 GOLPES)
かたて り ょ て もち じゅ わざ
SHODAN
1. 20 Wazas (5 ao 1 Kyu) escolhidos pelo juiz
2. Ushiro Ryotekubi Tori Koshi Nage (1 a 3)
1) Jun Koshi Nage
2) Gyaku Koshi Nage
3) Jun Sukashi Koshi Nage
57
58
3. Ushiro Katate Mochi Kubishime Koshi Nage (1 a 4)
4) Jun Koshi Nage
5) Jun Te Tori Koshi Nage
6) Naka Sode Tori Gyaku Koshi Nage
7) Naka Sode Tori Jun Koshi Nage
4. Tanto Dori (1 a 10) escolhido pelo juiz
Tanto Dori Choku Zuki Daí San Kyo Omote
Tanto Dori Choku Zuki Irimi Nage Omote
Tanto Dori Choku Zuki Irimi Nage Ura
Tanto Dori Yokomen Uchi Kirikaeshi Dai Go Kyo Omote
Tanto Dori Yokomen Uchi Kirikaeshi Dai Go Kyo Ura
Tanto Dori Yokomen Uchi Kirioroshi Kotegaeshi Nage Omote
Tanto Dori Shomen Tsuki Kotegaeshi Nage Omote
Tanto Dori Shomen Tsuki Kotegaeshi Nage Ura
Tanto Dori Yokomen Uchi Shiho Nage Omote
Tanto Dori Yokomen Uchi Shiho Nage Ura
Tanto Dori Shomen Tsuki Ude Hijiki
5. Tachi Dori (1 a 9) escolhidos pelo juiz
Obs: Gyaku Hanmi (SOTO)
Gyaku Hanmi Ushiro Kokyu Nage
Gyaku Hanmi Irimi Nage
Gyaku Hanmi Kidori
Gyaku Hanmi Kotegaeshi
Gyaku Hanmi Hiji Ate Mae Kokyu Nage
Gyaku Hanmi Shiraha Dori
Gyaku Hanmi Dai San Kyo
Gyaku Hanmi Kaiten Kokyu Nage
Gyaku Hanmi Ude Hijiki
Gyaku Hanmi Dai Yon Kyo
Obs: Ai Hanmi (Uti)
Ai Hanmi Mae Kokyu Nage
Ai Hanmi Kotegaeshi
Ai Hanmi Dai San Kyo
Ai Hanmi Dai Yon Kyo
Ai Hanmi Tembin Kokyu Nage
Ai Hanmi Ago Ate Ushiro Kokyu Nage
58
59
Ai Hanmi Shiho Nage
6. Ryote Tori Jiyu Waza (20 técnicas)
NIDAN
1. Técnicas de listas anteriores solicitadas pela banca
2. Ken no Suburi
Ippon me (Migui Ashi Mae Shomen Uchi)
Nihon me (Migui Ashi Hampo Ushiro Shomen Uchikomi)
Sambon me (Migui Ashi Ookiku Ushiro Ato Shomen Uchikomi)
Shihon me (Migui Ashi Ushiro Ato Renzoku Uchikomi)
Gohon me (Uke Men Uchi Renzoku Uchikomi)
Roppon me (Migui Ashi Ushiro Men Uchi Choku Tsuki Uke
Renzoku)
Shichihon me (Migui Ashi Ushiro Men Uchi Hidari Choku Tsuki
Uke Migui Shomen Uchi Hidari Choku Tsuki)
3. JO NO SUBURI (1 a 20)
.
Tsuki no Gohon:
(1) Choku Tsuki
(2) Gaeshi Tsuki
(3) Ushiro Tsuki
(4) Tsuki Gedan Gaeshi
(5) Tsuki Jodan Gaeshi
.
Men Uti no Gohon:
(6) Shomen Utikomi
(7) Renzoku Utikomi
(8) Men Uti Gedan Gaeshi
(9) Men Uti Ushiro Tsuki
(10) Guiaku Yokomen Ushiro Tsuki
.
Katate no Sanbon:
(11) Katate Gedan Gaeshi
59
60
(12) Katate Tooma Uti
(13) Katate Hachi No Ji Gaeshi
.
Hasso Gaeshi no Gohon:
(14) Hasso Gaeshi Uti
(15) Hasso Gaeshi Tsuki
(16) Hasso Gaeshi Ushiro Tsuki
(17) Hasso Gaeshi Ushiro Uti
(18) Hasso Gaeshi Ushiro Barai
.
Nagare Gaeshi no Nihon:
(19) Men Uti Hidari Nagare Gaeshi Uti
(20) Gyaku Yokomen Migui Nagare Gaeshi Tsuki
4. Futarigake Kokyu Nage
Futarigake Ryote Mochi Kaiten Kokyu Nage
Futarigake Ryote Mochi Mae Kokyu Nage
Futarigake Ryote Mochi Ushiro Kokyu Nage
Futarigake Ryote Tori Shiho Nague
SANDAN
1. Técnicas de listas anteriores (V Kyu a Nidan) solicitadas
pela banca
2. Sanjuichi no Kata
3. Jo Tori
Ai Hanmi Choku Tsuki Hidari Shitagawa ni Kaeshi Kokyu
Nage
Ai Hanmi Choku Tsuki Shiho Nage Omote
Ai Hanmi Choku Tsuki Shiho Nage Ura
Gyaku Hanmi Choku Tsuki Tembin Kokyu Nage
Ai Hanmi Choku Tsuki Tembin Kokyu Nage
Ai Hanmi Choku Tsuki Waki Shita kara Ushiro ni Kokyu Nage
Ai Hanmi Choku Tsuki Ude Hijiki
Ai Hanmi Choku Tsuki Ago Ate Kokyu Nage
60
61
Ai Hanmi Choku Tsuki Hidari Ue Mawashi Kokyu Nage
Gyaku Hanmi Choku Tsuki Kokyu Nage Omote
Gyaku Hanmi Choku Tsuki Koshi Hineri Kokyu Nage
Gyaku Hanmi Choku Tsuki Hidari Osae
4. FUTARI GAKE KOKYU NAGUE (1 A 3)
1) Futari Gake Ryo Te Mochi Kaiten Kokyu Nague
2) Futari Gake Ryo Te Mochi Mae Kokyu Nague
3) Futari Gake Ryo Te Mochi Ushiro Kokyu Nague
61
62
5. REFERENCIAS
Colatto, Fabio. AIKIDO – Apostila Auxiliar Para a
Prática. ASCAI. 2003.
Bull, Wagner. Aikido, o caminho da sabedoria:
Dobun, história e cultura. 10 ed. São Paulo:
Pensamento, 2003. 496 p. ISBN 85-315-1322-7.
Bull, Wagner. Aikido, o caminho da sabedoria: a
teoria. 10 ed. São Paulo: Pensamento, 2003. 488 p.
ISBN 85-315-1320-0.
Bull, Wagner. Aikido, o caminho da sabedoria: a
técnica. 10 ed. São Paulo: Pensamento, 2003. 496
p. ISBN 85-315-1321-9.
Cohn, Ernesto. Aikido: técnica e filosofia. São
Paulo: Escrituras, 2001. 131p. ISBN: 8586303976
Ueshiba,
Morihei.
Budô:
ensinamentos
do
fundador do Aikido. 21 ed. São Paulo: Cultrix, 2001.
135p. ISBN: 8531606748
Ueshiba, Kisshomaru. O espírito do Aikido. 2. ed.
São
Paulo
:
Cultrix,
2001.
158p.
ISBN:
8531604648
62
63
Ueshiba, Morihei. A arte da paz : ensinamento do
fundador do Aikido. Rio de Janeiro : Rocco, 2002.
125p. ISBN: 8532512399
Stevens, John. A filosofia do Aikido São Paulo :
Cultrix, 2004. 160p. ISBN: 8531608228
Stevens, John. Os segredos do Aikido : os
ensinamentos secretos do Akido segundo seu
fundador
Morihei
Ueshiba.
São
Paulo
:
Pensamento, 1998. 192p. ISBN: 8531510236.
63
64
64
65
“Você e tudo o que possui, deve ser dedicado às causas
majestosas; como guerreiros no caminho marcial, é
nosso dever seguir a vontade de Deus, tanto externa
como internamente, ajudando as pessoas”.
MORIHEI UESHIBA
65
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Apostila #2