UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA Alexandre Sena FONTES DE INFORMAÇÃO UTILIZADAS PELOS DISCENTES DO MESTRADO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA DA UFPA (IEMCI/UFPA) BELÉM 2011 Alexandre Sena FONTES DE INFORMAÇÃO UTILIZADAS PELOS DISCENTES DO MESTRADO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA DA UFPA (IEMCI/UFPA) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca examinadora da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará para obtenção de Grau de Bibliotecário, orientado pela Profa. MSc. Jane Veiga Cezar da Cruz. BELÉM 2011 Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) – Biblioteca do IEMCI, UFPA Sena, Alexandre. Fontes de informação utilizadas pelos discentes do mestrado do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA / Alexandre Sena, orientadora Profa. MSc. Jane Veiga Cezar da Cruz. – 2011. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Faculdade de Biblioteconomia, Belém, 2011. 1. Fontes de informação. 2. Estudo de usuários. 3. Instituto de Educação Matemática e Científica - UFPA. I. Cruz, Jane Veiga Cezar da, orient. II. Título. CDD – 22. ed. 028.7 Alexandre Sena FONTES DE INFORMAÇÃO UTILIZADAS PELOS DISCENTES DO MESTRADO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA DA UFPA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do Grau de Bibliotecário. Data de aprovação:____/____/______. Conceito: ______________________ Banca Examinadora ___________________________________________ Profa. MSc. Jane Veiga Cezar da Cruz Orientadora ___________________________________________ Profa. Esp. Oderle Milhomem Araújo Avaliador(a) ____________________________________________ Profa. MSc. Maria Raimunda de Sousa Sampaio Avaliador(a) A minha querida mãe Maria de Nazaré Sena, que me ensinou os verdadeiros princípios e caminhos corretos da vida. AGRADECIMENTOS A Deus por ter me dado o maior presente que é a vida e pela certeza de que posso contar com ele sempre. A minha mãe pelo amor incondicional e inesgotável. A minha namorada Luciana Otoni, pelo companheirismo, amor e apoio fundamental na parte final deste trabalho, principalmente no tratamento dos dados, pois sem sua ajuda ficaria muito mais difícil. A minha orientadora, professora Jane Veiga, por sua serenidade, competência, ética, dedicação e paciência. As Bibliotecárias e amigas Heloísa Gomes e Elisangela Silva pela atenção, aprendizado e oportunidade de crescimento. Ao Cley Arthur por sua lealdade e ajuda nas horas difíceis. Ao Wendell Lisbôa pela amizade e inúmeros momentos de descontração. Ao Renato Assunção por sua ajuda na elaboração dos Slides; Ao Ricardo Camacho do IEMCI pela colaboração e atenção dispensados; Aos discentes do mestrado do IEMCI 2010 e 2011, por terem colaborado, possibilitando a realização desta pesquisa. Aos amigos da turma de 2007, com quem tive amizade e momentos de alegria; A Universidade Federal do Pará e a Faculdade de Biblioteconomia pelo rico conhecimento a mim proporcionado. RESUMO Identifica as fontes de informação mais utilizadas pelos discentes do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA, bem como os meios de acesso para obtenção destas fontes. O objetivo geral da pesquisa foi identificar as fontes de informação utilizadas pelos discentes do mestrado do IEMCI/UFPA. Para coleta de dados foi aplicado um questionário composto por 18 perguntas fechadas e abertas, entre os dias 07 e 14 de outubro de 2011. A população estudada constituiuse dos discentes do mestrado do PPGECM dos anos de 2010 e 2011. Os resultados revelaram que não houve prevalência de formatos sobre o outro. Tanto o meio impresso, quanto o eletrônico são utilizados de forma rotineira. Mostra que o livro impresso é a fonte mais consultada (92% dos respondentes), seguida do Google, das dissertações, das teses e do periódico eletrônico. O livro eletrônico, o Portal de Periódicos da CAPES, o periódico impresso, os anais de eventos, as bases de dados online e as fontes informais aparecem entre as fontes consultadas com menor frequência. Palavras-chave: Fontes de Informação. Estudo de Usuários. Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA. . ABSTRACT Identifies the sources of information used by students of the Master of the Program Postgraduate in Education in Science and Mathematics (PPGECM) Institute of Mathematics and Scientific Education of UFPA, and the means of access to obtaining these sources. The objective of the research was to identify he sources of information used by students of the Master IEMCI/UFPA. For data collection was used a questionnaire composed of 18 closed and open questions, applied between days 07 and 14 October 2011.The study population was of students of the Master PPGECM the years 2010 and 2011. The results revealed that there was no prevalence of formats on. Both the printed electronic media are used routinely. Shows that the printed book is the most common source (92% of respondents), followed by Google, the dissertations, theses and electronic journal. The electronic book, the CAPES Periodicals Portal, the printed journal, the conference proceedings, online data bases and informal sources, appear among the sources consulted less frequency. Keywords: Sources of Information. Study Users. Institute of Mathematics and Scientific Education of UFPA. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 1 Fases de evolução dos estudos de usuários.................................. 24 Gráfico 1 Bases de dados acessadas através do Portal da Capes................ 30 Quadro 2 Classificação das fontes de acordo com a visão de Cunha (2001) 32 Quadro 3 Características das fontes formais e informais................................ 33 Quadro 4 Características das fontes eletrônicas............................................ 33 Gráfico 2 Crescimento dos títulos de periódicos no período de 1800 a 1950 38 Figura 1 Evolução do periódico científico do suporte impresso ao eletrônico ........................................................................................ 40 Quadro 5 Trajetória e desenvolvimento das bases de dados......................... 44 Fotografia 1 Imagem do IEMCI............................................................................ 61 Quadro 6 Áreas de concentração e linhas de pesquisa do PPGECM............ 62 Gráfico 3 Gráfico 4 Formação acadêmica dos respondentes........................................ 63 Número de discentes especialistas por área do conhecimento.... 64 Gráfico 5 Gráfico 6 Respondentes de acordo com a linha de pesquisa do PPGECM.. 65 Meios de acesso mais utilizados para obtenção do livro Gráfico 7 impresso.......................................................................................... 67 Meios de acesso mais utilizados para obtenção do periódico Gráfico 8 impresso.......................................................................................... 68 Meios de acesso mais utilizados para obtenção do periódico eletrônico......................................................................................... 68 Quadro 7 Relação dos respondentes que citaram as bases de dados........... 70 Quadro 8 Motivos apresentados na opção “Outros” para a utilização de fontes eletrônicas............................................................................ 72 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição de citações de tipos diferentes de publicação na ciência e nas ciências sociais.......................................................................... 29 Tabela 2 Tamanho da base de dados dos motores de busca........................... 59 Tabela 3 Número de questionários enviados e respondidos............................. 63 Tabela 4 Frequência de utilização das fontes de informação pelos discentes do PPGECM........................................................................................ 66 Tabela 5 Meios de acesso mais utilizados para obtenção de Teses e Dissertações....................................................................................... 67 Tabela 6 Títulos dos periódicos citados pelos discentes................................... 69 Tabela 7 Dificuldades encontradas pelos discentes na utilização de bases de dados................................................................................................... 70 Tabela 8 Bibliotecas da UFPA utilizadas pelos discentes.................................. 71 Tabela 9 Motivos apresentados para a utilização de fontes eletrônicas............ 72 Tabela 10 Dificuldades apresentadas na utilização de fontes eletrônicas........... 73 LISTA DE SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas AMS American Mathematical Society BBD Bibliografia Brasileira de Direito BBO Bibliografia Brasileira de Odontologia BC Biblioteca Central BDTD Biblioteca Digital de Teses e Dissertações BINAGRI Biblioteca Nacional de Agricultura BIREME Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAS Chemical Abstracts Service CI Ciência da Informação CIR Centro de Informação e Referência em Saúde Pública CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CONSUN Conselho Superior Universitário DNPM Departamento Nacional de Produção Mineral DSI Disseminação Seletiva da Informação ERIC Educational Resources Information Center FAPESP Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo FSP Faculdade de Saúde Pública IBBD Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação ICEN Instituto de Ciências Exatas e Naturais IEMCI Instituto de Educação Matemática e Científica IES Instituições de Ensino Superior IFCH Instituto de Filosofia e Ciências Humanas ISI Institute of Scientific Information MCT Ministério da Ciência e Tecnologia MEDLARS Medical Literature Retrieval System NPADC Núcleo Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento Científico PPGECM Programa de Matemáticas Prossiga Programa de Informação para Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação SciELO Scientific Electronic Library Online TCC Trabalho de Conclusão de Curso TIC Tecnologia da Informação e Comunicação UFMG Universidade Federal de Minas Gerais UFPA Universidade Federal do Pará UFPB Universidade Federal da Paraíba UFPR Universidade Federal do Paraná UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul UNESP Universidade Estadual Paulista USP Universidade de São Paulo Pós-Graduação em Educação em Ciências e SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................ 14 1.1 OBJETIVOS............................................................................................ 15 1.1.1 .. Geral....................................................................................................... 15 1.1.2 3 . Específicos............................................................................................. 15 .. METODOLOGIA..................................................................................... 16 ..... REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................... 18 3.1 ESTUDO DE USUÁRIOS....................................................................... 18 3.1.1 Evolução histórica................................................................................. 21 3.1.2 Usuários frente à tecnologia de informação....................................... 25 2 3.1.2.1 O acesso e uso da informação por docentes/pesquisadores.................. 27 11 4 FONTES DE INFORMAÇÃO.................................................................. 31 4.1 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS................................................................. 33 4.1.1 Periódicos científicos eletrônicos....................................................... 39 4.1.2 Periódicos de Indexação e Resumo.................................................... 41 4.2 BASES DE DADOS................................................................................. 44 4.2.1 Definições.............................................................................................. 46 4.2.2 Tipos de bases de dados...................................................................... 47 4.2.3 Importância das bases de dados......................................................... 48 4.2.4 Bases nacionais.................................................................................... 50 4.2.5 Bases internacionais............................................................................. 51 4.3 LIVRO ELETRÔNICO............................................................................. 53 4.4 TESES E DISSERTAÇÕES.................................................................... 55 4.5 OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÃO................................................... 56 4.5.1 Portal de Periódicos da Capes............................................................. 56 4.5.2 SciELO.................................................................................................... 57 4.5.3 Google.................................................................................................... 58 4.5.3.1 Google Acadêmico................................................................................. 59 5 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA (IEMCI)... 61 5.1 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DO IEMCI................................... 61 6 ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS........................... 63 7 CONSIDERAÇÔES FINAIS.................................................................... 74 REFERÊNCIAS....................................................................................... 76 GLOSSÁRIO........................................................................................... 82 APÊNDICE.............................................................................................. 83 14 1 INTRODUÇÃO A informação é essencial para o desenvolvimento de qualquer sociedade, pois desde os primórdios da humanidade, já se observava entre os homens primitivos a necessidade de se obter conhecimento para garantia da própria sobrevivência. Com o passar dos séculos, a informação tornou-se sinônimo de poder entre as nações e matéria-prima para o desenvolvimento de qualquer atividade desenvolvida pelo homem. Na atual sociedade, em que se convencionou chamá-la de sociedade da informação e do conhecimento, talvez pela primeira vez na história o homem tem a possibilidade de estar diante de uma extraordinária quantidade de informações disponíveis, principalmente após o fantástico desenvolvimento das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Nesse contexto, as fontes de informação especializadas, tais como livros, periódicos científicos, bibliografias, bases de dados, Portais, entre outros, atuam como veículos importantíssimos de divulgação da informação científica e tecnológica, contribuindo para o avanço da ciência em todo o planeta. No Brasil, muitas instituições de fomento à pesquisa, como o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), entre outros, têm se preocupado em aprimorar recursos informacionais que ofereçam à sociedade brasileira, informações precípuas ao desenvolvimento da pesquisa. Diante dessa realidade, torna-se vital que o pesquisador, o professor e o aluno, principalmente, o de pós-graduação, conheçam as principais fontes de informação disponibilizadas no Brasil e no exterior, já que a utilização de tais recursos propicia ao usuário uma série de vantagens, tais como: a não duplicação de trabalhos já existentes, a economia de tempo, o acúmulo de conhecimento, o aprimoramento e desenvolvimento de novas ideias, maior qualidade dos trabalhos produzidos e etc. Dessa forma, vê-se a importância de se desenvolver estudos voltados ao usuário, a fim de investigar se, realmente, há um uso efetivo de fontes apropriadas de informação, averiguando questões como: necessidades informacionais do 15 usuário; frequência de acesso a determinadas fontes; motivos que levam ao uso ou não de informações relevantes; grau de assimilação e aceitação de determinados recursos eletrônicos de informação; descrição do perfil do usuário; entre outros. Nesse sentido, os estudos de usuários servem para responder a estas e outras questões levantadas sobre o uso da informação, criando condições favoráveis para que as bibliotecas e as instituições ligadas à pesquisa conheçam as reais necessidades informacionais dos usuários, podendo assim aperfeiçoar os produtos e serviços oferecidos. Sendo assim, o motivo da realização deste estudo foi o fato de muitos estudantes ao iniciarem seu curso de pós-graduação stricto sensu (mestrado), apresentar dificuldades em buscar informações relevantes à produção de seus trabalhos científicos, ou mesmo, falta de conhecimento da existência dos recursos de informação voltados às suas necessidades informacionais. Nesse sentido, tem-se por pretensão contribuir para a discussão sobre o uso e não-uso de fontes de informação disponibilizadas em meio impresso e eletrônico. 1.1 OBJETIVOS: 1.1.1 Geral Identificar as fontes de informação utilizadas pelos discentes do mestrado do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA (IEMCI/UFPA). 1.1.2 Específicos Mapear quais os tipos de fontes mais utilizadas; Verificar se os discentes priorizam o formato impresso ou o eletrônico; Identificar possíveis dificuldades na utilização de fontes eletrônicas; Identificar quais ferramentas são utilizadas pelos discentes na recuperação de informações na Internet. 16 2 METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa do tipo bibliográfica e exploratória, com uma abordagem quanti-qualitativa. É considerada bibliográfica por valer-se de material já elaborado, “constituído principalmente de livros e artigos científicos” (GIL, 2009. p. 44) ou por buscar informações em documentos que se relacionam com o problema da pesquisa (MACEDO, 1994). De acordo com Marconi e Lakatos (2003, p. 183) a pesquisa bibliográfica “abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc.”. É considerada também do tipo exploratória porque tem como objetivo primordial “proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm por objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descobertas de intuições” (GIL, 2009, p. 41). O método de abordagem é o quanti-qualitativo por quantificar e analisar os dados obtidos. A população alvo deste estudo foram os discentes do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) do IEMCI, sendo que, 15 são do ano de 2010 e 17 do ano de 2011, totalizando 32 discentes. A coleta de dados foi realizada no período de 07 a 14 de outubro de 2011, por meio de questionários (Ver apêndice), com perguntas fechadas e abertas, sendo algumas destas perguntas de respostas múltiplas¹. A ideia de usar o modelo de respostas múltiplas foi baseada no trabalho de Oliveira (2006) a qual utilizou o mesmo tipo de perguntas elaboradas em seu questionário. Os questionários foram entregues pessoalmente aos 32 discentes, sendo que apenas 25 devolveram, constituindo-se na população estudada. Para análise e apresentação dos resultados, convencionou-se enumerar os respondentes de 1 a 25. ______________________ ¹ As perguntas de respostas múltiplas dão ao respondente a possibilidade de marcar mais de uma opção. 17 A estrutura do questionário foi composta por duas partes. A parte I inclui os dados acadêmicos dos respondentes: graduação, titulação acadêmica e a linha de pesquisa do PPGECM a qual pertencem. A parte II se refere à utilização de fontes de informação, incluindo 18 perguntas (11 de respostas múltiplas). Para a apresentação e análise dos resultados utilizou-se o programa Excel para a elaboração dos Gráficos, Tabelas e Quadros. A pesquisa foi dividida em 7 capítulos. O capítulo 1 apresenta em âmbito geral o trabalho, incluindo os objetivos gerais e específicos e, os motivos que impulsionaram a realização da pesquisa. O capítulo 2 aborda os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa. O capitulo 3 é apresentado o referencial teórico, onde são utilizados trabalhos sobre estudos de usuários, com abordagens de autores, tais como: Cunha (1982), Figueiredo (1994a), Amaral (1994), Ferreira (1995), Sampaio e Sabadini (1998), Pereira et al (1999), Cuenca (1999), Dias e Pires (2004), Souto (2003), Garcia e Silva (2005), Crespo (2005), Crespo e Caregnato (2006), Oliveira (2006), Baptista e Cunha (2007), Araújo (2010), Gasque e Costa (2010), Costa e Ramalho (2010a, 2010b), Nascimento (2011) e Cendón, Souza e Ribeiro (2011). O capítulo 4 aborda as principais fontes de informação, delineando sua importância para a pesquisa científica e tecnológica. No capítulo 5 é destacado o IEMCI, ambiente no qual se realizou a pesquisa. O capítulo 6 tem como foco a análise e a apresentação dos resultados. E, finalmente no capitulo 7 são apresentadas as considerações finais a respeito dos resultados obtidos. 18 3 REFERENCIAL TEÓRICO Conhecer o usuário e a comunidade a qual se pretende atingir é de fundamental importância para o planejamento de serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas e centros de informação, pois só a partir da leitura da natureza das necessidades de informação e dos padrões de comportamento dos usuários é possível avaliar e preservar a eficiência desses serviços. Dessa forma, o conhecimento do usuário, seja ele real ou potencial, torna-se o ponto chave nos estudos orientados ao usuário. 3.1 ESTUDO DE USUÁRIOS No trabalho de Figueiredo (1994a, p. 7) o estudo de usuários é definido como: [...] investigações que se fazem para saber o que os indivíduos precisam em matéria de informação, ou então para saber se as necessidades de informação por parte dos usuários de uma biblioteca ou de um centro de informação estão sendo satisfeitas de maneira adequada. Para a autora, esses estudos constituem-se em verdadeiros canais de comunicação entre a biblioteca e a comunidade a qual é servida, permitindo a unidade de informação alocar os recursos necessários, no tempo adequado, para atender a demanda de usuários. Dias e Pires (2004, p. 10) definem estudos de usuários da seguinte forma: “[...] é uma investigação que objetiva identificar e caracterizar os interesses, as necessidades e os hábitos de uso de informação de usuários reais e/ou potenciais de um sistema de informação”. Segundo as autoras, esses estudos estão ligados a teoria de sistemas, aos princípios da administração científica e de planejamento, aos estudos comportamentais, entre outros. Quanto ao tipo, os estudos de usuários podem ser divididos em dois grupos: Estudos voltados para o uso de uma biblioteca ou centro de informação; Estudos centrados no usuário com a finalidade de saber como determinado grupo de usuários obtém a informação para o 19 desenvolvimento de suas atividades (CUNHA,1982; FIGUEIREDO, 1994a; DIAS; PIRES, 2004). Os estudos centrados no uso das bibliotecas são definidos em bases sociológicas, “observando-se grupos de usuários (como por exemplo: químicos e físicos; universitários; crianças e adultos; negros e brancos)” (FERREIRA, 1995, p. 5). Geralmente esses estudos cobrem todos os serviços prestados pela biblioteca, como empréstimo; Serviço de Disseminação Seletiva da Informação (DSI), instrumentos e fontes disponíveis para o usuário; uso de catálogos; uso da coleção; uso de bibliografia; análise de citação e outros (FIGUEIREDO, 1994a; DIAS; PIRES, 2004). Já os estudos centrados no usuário ou no individuo partem, segundo Ferreira (1995), de uma visão cognitiva, buscando interpretar as necessidades de informação tanto intelectuais como sociológicas de cada usuário. Tais estudos não se limitam apenas a uma instituição, mas englobam em sua análise o comportamento de toda a comunidade na obtenção de informação (FIGUEIREDO, 1994a). Quanto à classificação os estudos de usuários podem ser classificados em: básicos: quando o objetivo é criar ou obter conhecimentos, visando padrões de comunicação e conhecimento de suas razões fundamentais; aplicados: quando o estudo se dá através de pesquisa de opiniões para tomar decisões ou responder questões para subsidiar programas de publicações, bibliotecas e sistema de recuperação da informação (DIAS; PIRES, 2004). No estudo de Baptista e Cunha (2007) são apresentados os principais métodos utilizados na coleta de dados em estudo de usuários: Questionário: são listas de questões formuladas pelo pesquisador para serem respondidas pelos sujeitos pesquisados. Caso o pesquisador não possa está presente na hora do preenchimento, isso implicará um maior cuidado na hora de formular as perguntas. 20 Entrevista: é o segundo método mais utilizado, depois do questionário. A entrevista pode ser de três tipos: a) não-estruturada; b) semiestruturada e c) estruturada. Observação: consiste em um método pelo qual o pesquisador capta a realidade que se pretende analisar. A observação pode ser: a) espontânea não estruturada; b) observação participante não sistemática e c) observação sistemática. Análise de conteúdo: consiste em coletar dados quantitativamente, com ênfase na tabulação das frequências dos termos contidos nos textos, para em seguida se tornar menos rígida, permitindo a interpretação qualitativa dos dados. É importante ressaltar que no ambiente informacional, diversas categorias de usuários são analisadas quanto ao comportamento na busca de informação. Conforme Dias e Pires (2004) os usuários da informação podem ser agrupados em: estudantes; professores; pesquisadores; pessoal de produção; planejadores; administradores; entre outros; usuário final; usuário intermediário (Bibliotecário); não usuário: incluem usuários que não estão cientes dos serviços, não têm acesso a estes, não sabem como usá-los, não têm confiança neles, ou ainda, aqueles que não sabem que precisam da informação. De maneira geral, muitos usuários antes de utilizar os serviços da biblioteca, fazem uso de outras fontes de informação, principalmente de fontes informais, como “procurar o material no edifício onde se acha; visitar uma pessoa, com notório saber; telefonar a uma pessoa, com notório saber; escrever uma carta, entre outros” (FIGUEIREDO, 1994a, p. 14). Nesse sentido, constatam-se na literatura alguns motivos pelos quais a biblioteca não é utilizada apriori na busca da informação: Uma das razões mais simples porque o cientista e o técnico não usam a biblioteca é que eles não sabem a existência de bibliotecas ou centros voltados aos seus interesses; outros são vagamente sabedores dos serviços, mas não sabem os pontos de acesso ou os benefícios em potencial. Outros, ainda, fazem uso dos serviços, mas não os exploram de maneira aprofundada, por não terem conhecimento da capacidade do 21 sistema. Há uma forte tendência para o usuário pedir não o que ele precisa na verdade, mas sim pedir por aquilo que ele pensa a biblioteca ou sistema serem capazes de fornecer (FIGUEIREDO, 1994a, p. 14) Outra variável muito importante que pode determinar ou não o uso de um serviço de informação é a acessibilidade e a facilidade de uso, já que para o usuário, a fonte mais acessível, embora não a melhor é a escolhida prioritariamente, deixando em segundo plano a qualidade e a confiabilidade dos serviços. Por outro lado, Figueiredo (1994a) destaca que a percepção da acessibilidade da informação, por parte do usuário, é fruto da experiência pessoal do mesmo no uso do canal de informação, ou seja, quanto mais o usuário utiliza a fonte, mais esta se torna acessível para ele. Desse modo, torna-se necessário, por parte das bibliotecas, um maior investimento em pesquisas que visem atender melhor os usuários, incluindo o estudo de mercado; a promoção dos produtos e serviços profissionais; treinamentos dos usuários (visando ampliar o uso dos recursos disponíveis); entre outros. Como destaca Figueiredo (1994a) o treinamento de usuário, ainda, é uma questão bastante negligenciada por parte dos serviços bibliotecários, cabendo a estes profissionais parte da falha em relação ao não uso dos serviços e produtos oferecidos, ou então, a utilização inadequada ou incompleta de todo o potencial que existe nos serviços de informação. 3.1.1 Evolução histórica Os estudos de usuários têm sua origem vinculada a dois marcos. O primeiro deles refere-se aos trabalhos realizados na década de 1930 por bibliotecários associados aos docentes da escola de Biblioteconomia da Universidade de Chicago (FIGUEIREDO, 1994a; ARAÚJO, 2010). Nessa época ainda não se usava a expressão “estudo de usuário”, e sim, “estudo de comunidade” (FIGUEIREDO, 1994a). O termo “estudo de usuário” passa a ser usado no inicio dos anos 1960 (CUNHA, 1982) Os primeiros estudos realizados no âmbito da escola da Universidade de Chicago se caracterizavam pelo hábito de leitura a ao potencial socializador da biblioteca (LEITÃO, 2005 apud ARAÚJO, 2010; FIGUEIREDO, 1994a), pois ao que se sabe, acreditava-se, naquela época, ser a função da biblioteca pública “elevar, educar e recrear as pessoas” (FIGUEIREDO, 1994a, p. 21). Esses estudos 22 buscavam estabelecer um método quantitativo, incluindo indicadores demográficos, sociais e humanos das comunidades atendidas pelas bibliotecas. Neste sentido, o levantamento dos dados funcionava como uma espécie de diagnóstico, com a finalidade de aprimorar ou adequar os serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas. Figueiredo (1994a) descreve os métodos utilizados nesses primeiros estudos: localização física: mapa da região mostrando fronteiras, áreas, condições físicas e industriais; a localização da biblioteca; população: mapa da região mostrando densidade da população, distribuição dos usuários - os que emprestam livros em relação a densidade; desenvolvimento cívico: levantamento das residências, escolas, igrejas, clubes, teatros, cinemas; desenvolvimento econômico: levantamento das organizações comerciais e industriais; desenvolvimento social: caracterização do tipo de vida, necessidades, atividades de lazer. Segundo Figueiredo (1994a) os primeiros estudos de usuários valiam-se de métodos que mostravam o uso das bibliotecas: “quem”, “o que”, “quando”, “onde”, mas poucos estudos exploravam “como” e “por que” as bibliotecas eram utilizadas e quais os efeitos causados pelo o uso da biblioteca na vida dos usuários. Dessa forma, os primeiros estudos de usuários da informação foram considerados à parte do corpo de pesquisa na área de Biblioteconomia e isto se deve ao fato de os pesquisadores terem sido principalmente cientistas sociais; de as pesquisas terem sido dirigidas à identificação da demanda da informação e não à demanda de documentos; de o ambiente da biblioteca ter sido levado em consideração; de se ter dado ênfase aos problemas sociais e de trabalho dos usuários e às tarefas desempenhadas por eles; entre outros (FIGUEIREDO, 1994a). De acordo com Lancaster (2004 apud ARAÚJO, 2010) os estudos de usuários transformaram-se em verdadeiras ferramentas de diagnóstico para a melhoria dos serviços, tornando-se parte das estratégias de avaliação, como a avaliação dos 23 acervos, dos catálogos, dos periódicos, da disposição física nas estantes, dos programas de instrução bibliográfica, entre outros. O segundo marco apontado pela literatura refere-se aos estudos apresentados por Bernal e Urquhart na Conferência da Royal Society de Londres, em 1948. Para muitos autores, esta conferência marca a origem dos estudos de usuários, já que é a partir daí que surge a preocupação em desenvolver trabalhos efetivamente voltados para as necessidades informacionais dos usuários. Tanto Figueiredo (1994a) como Gasque e Costa (2010) entendem que os trabalhos apresentados na Conferência Internacional de Informação Científica em Washington, em 1958, também contribuíram bastante para o desenvolvimento do campo de estudos de usuários. Nas palavras de Figueiredo (1994a, p. 7) é resumido o que realmente mudou nas pesquisas realizadas a partir de 1948: O que houve realmente, pode-se dizer, foi uma mudança de atitude em relação aos usuários: até então, adotava-se uma atitude passiva, aguardava-se que os usuários aparecessem e soubessem como fazer uso da informação disponível. A mudança foi no sentido de a biblioteca tornar-se mais ativa, dinâmica, com a criação de novos serviços, ou com o aperfeiçoamento de outros já prestados. Exemplos práticos desta atitude frutificaram: com base em estudos de usuários, serviços de bibliografias, índices e resumos foram reformulados de acordo com as necessidades expressas pelos usuários. Da mesma maneira, serviços novos, como o da disseminação seletiva da informação, e os serviços de alerta, na forma de fichas, boletins, conteúdos de periódicos etc., foram criados com bases em perfis de usuários, isto é, a maneira mais direta e objetiva de atender às necessidades individuais de cada usuário. A partir dos dois marcos fundadores mencionados anteriormente, seguem-se diversas pesquisas sobre estudo de usuários, que para Baptista e Cunha (2007) passaram por duas fases: a quantitativa e a qualitativa. Durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, preponderou a fase quantitativa e a partir da década de 1990 crescem os estudos com enfoque qualitativo. Na década 1960 [...] os estudos de usuários de bibliotecas se preocuparam em identificar notadamente a freqüência de uso de determinado material e outros comportamentos de forma puramente quantitativa e não detalhavam os diversos tipos de comportamentos informacionais (BAPTISTA; CUNHA 2007, p. 171). 24 Na década de 1970, por sua vez, destacam-se os estudos que tiveram a preocupação em identificar como a informação era obtida e usada, levando em consideração a transferência e acesso à informação; a questão da utilidade da informação e tempo de resposta (BAPTISTA; CUNHA, 2007), o que confirma a ideia de Araújo (2010, p. 9) quando diz que “os estudos de usuários acabam por consolidar uma tradição de pesquisas essencialmente marcada pela ideia de uma produtividade, de uma aplicação útil”. A década de 1980 é marcada pela preocupação com a automação, pois segundo Pinheiro (1982 apud BAPTISTA; CUNHA, 2007) os estudos de usuários teriam como objetivo o planejamento de serviços de informação que atendesse eficazmente as necessidades informacionais, porém, estes estudos surtiram pouco efeito, devido à complexidade de se determinar o comportamento e as necessidades de informação dos usuários por meio de um método quantitativo. A partir dos anos 1990 a fase qualitativa dos estudos de usuários passa a se desenvolver de modo crescente, pois estudiosos do comportamento da busca da informação perceberam que os métodos quantitativos não contribuíam de modo satisfatório para a identificação das necessidades individuais e para a criação de sistemas de informação adequados a essas necessidades (BAPTISTA; CUNHA, 2007). Costa e Ramalho (2010a, p. 100) ilustram no Quadro 1 a evolução dos estudos de usuários desde o final dos anos 1940 até a primeira década do século XXI: Quadro 1 – Fases de evolução dos estudos de usuários. Década Final da década de 1940 1950 1960 1970 1980 Fases de evolução dos estudos de usuários Os Estudos de Usuários tinham como finalidade agilizar e aperfeiçoar serviços e produtos prestados pelas bibliotecas. Tais estudos eram restritos à área de Ciências Exatas. Intensificam-se os estudos acerca do uso da informação entre grupos específicos de usuários, agora abrangendo as Ciências Aplicadas. Os Estudos de Usuários enfatizam agora o comportamento dos usuários; surgem estudos de fluxo da informação, canais formais e informais. Os tecnólogos e educadores começam a ser pesquisados. Os Estudos de Usuários passam a preocupar-se com mais propriedade com o usuário e a satisfação de suas necessidades de informação, atendendo outras áreas do conhecimento como: humanidades, ciências sociais e administrativas. Os estudos estão voltados à avaliação de satisfação e desempenho 25 1990 Os estudos estão voltados ao comportamento informacional, que define como as pessoas necessitam /buscam/fornecem/usam a informação em diferentes contextos, incluindo espaço de trabalho e vida diária. Os estudos estão voltados tanto para o comportamento informacional, quanto para a avaliação de satisfação e desempenho, enfatizando a relação entre usuários e sistemas de informação interativos, no contexto social das TIC’s. Fonte: Costa e Ramalho (2010a, p. 100) adaptado de Ferreira (2002). 1ª Década do Século XXI No Brasil os estudos de usuários ganham força a partir dos anos de 1970 com a introdução da disciplina sobre usuário no mestrado do IBICT e posteriormente com o mestrado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos mestrados de Brasília, da Paraíba e o surgimento de novas revistas cientificas. Essa década é considerada o marco inicial das publicações sobre usuários no Brasil, porque foi a partir dela que as produções passaram a aumentar, diversificando os veículos de divulgação, como dissertações, trabalhos apresentados em eventos e artigos de periódicos (NASCIMENTO, 2011). 3.1.2 Usuários frente à tecnologia de informação Embora o estudo de usuário seja um assunto discutido desde o início do século XX, com uma abordagem direcionada ao uso de bibliotecas (FIGUEIREDO, 1994a), pouco se tem visto na literatura nacional, sobre temas atinentes ao comportamento do usuário frente à tecnologia de informação (GARCIA; SILVA, 2005). Entretanto, alguns autores do ramo da Ciência da Informação têm se preocupado em desenvolver estudos relacionados à busca de informações em fontes eletrônicas. No estudo de Cuenca (1997) é abordada a avaliação da capacitação no acesso às bases de dados em contexto acadêmico. Para isso foi feito um estudo com alunos egressos do curso avançado de acesso às bases de dados Medline e Lilacs, por meio de CD-ROM, oferecido pelo Centro de Informação e Referência em Saúde Pública (CIR), da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Neste trabalho, objetivou-se avaliar os resultados obtidos após a capacitação dos alunos participantes do curso, verificando se os mesmos tornaramse usuários das bases e qual o nível de autonomia e familiaridade alcançada no uso das bases bibliográficas. 26 Após os resultados, concluiu-se que a maioria dos alunos (80,4%) realizou busca em bases de dados. Destes, 65,2% de maneira autônoma, e apenas 15,2% o fizeram com a intermediação do Bibliotecário, reforçando a ideia de Oliveira (2006, p.113) quando afirma que: a maior dificuldade não é a tecnologia em si, mas o conhecimento dos recursos e de como utilizá-los no momento necessário, o que abre uma gama de possibilidades de atuação para a biblioteca, tanto na divulgação quanto na orientação a seus usuários. No estudo de Garcia e Silva (2005) é analisado o comportamento do usuário final frente ao sistema de informação. A pesquisa foi desenvolvida com alunos de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista de Marília (UNESP/Marília), com o objetivo de identificar o conhecimento e as dificuldades dos mesmos na utilização das bases de dados bibliográficos, bem como verificar as necessidades de otimização dos processos referentes as estratégia de busca. Diferentemente da pesquisa de Cuenca (1997) o estudo de Garcia e Silva (2005) revelou que diversos problemas impedem os usuários de utilizar toda a potencialidade oferecida pelas bases de dados na recuperação da informação, mencionando, ainda, que os sujeitos da pesquisa possuem pouco preparo ou mesmo uma falta de interesse em utilizar recursos informacionais especializados disponíveis no meio eletrônico. Conforme explicam os autores, o principal complicador apontado pela pesquisa foi a interação do usuário com as bases de dados, incluindo a seleção dos termos; a elaboração e aplicação das estratégias de busca; a utilização dos operadores lógicos; uso de tesauros e etc. A falta de interação do usuário com o bibliotecário e o desconhecimento dos benefícios oferecidos pelas bases especializadas, também foram apontados pela pesquisa como entraves. O último item confirma a pesquisa de Amaral (1994) e Hernández Salazar (2003 apud GARCIA; SILVA, 2005) os quais afirmam que os benefícios advindos da informação eletrônica não são percebidos pelos usuários. É importante ressaltar que além da necessidade de instruir/educar o usuário a conhecer e a utilizar as fontes eletrônicas, de um modo eficiente e eficaz, é necessário também haver por parte dos serviços de informação, acessibilidade e 27 facilidade de uso, fatores estes, considerados determinantes para a utilização ou não de um serviço de informação (FIGUEIREDO, 1994a). Outro fator que se deve levar em consideração na relação do usuário com as tecnologias de informação é a qualidade nas estruturas de armazenamento, recuperação e conteúdo das fontes de informação (PEREIRA et al, 1999), pois “muitos profissionais sentem existir um volume excessivo de informação, isto é, existe na realidade mais informação do que a desejada. Nesse caso, o que é solicitado então é que haja seletividade por parte do sistema de informação”. (FIGUEIREDO, 1994a, p. 26). Souto (2003, p. 75) em seu estudo sobre o uso de tesauros em bases de dados observa que Uma das maiores dificuldades enfrentadas, atualmente, em relação à obtenção de informações relevantes é quanto à filtragem de informações. Nesse sentido, é bom destacar que o profissional da informação pode ser considerado como o primeiro filtro do sistema. Neste trabalho, o autor defende a necessidade de um profissional capaz de gerenciar um sistema de recuperação da informação, tendo em vista um instrumento facilitador no processo de busca, nesse caso o tesauro. Para o autor, o uso do tesauro contribui de modo substancial para o sucesso do sistema, uma vez que por meio deste recurso, o Bibliotecário será capaz de indexar as informações, assumindo a responsabilidade de manuseio da ferramenta. Como se observa, os serviços de informação, com a nova tecnologia, transformaram a biblioteca em um ambiente mais dinâmico e participativo, uma vez que o serviço oferecido firmou-se como um instrumento imprescindível no desenvolvimento da atividade científica (SAMPAIO; SABADINI, 1998). 3.1.2.1 O acesso e uso da informação por docentes/pesquisadores As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), em especial a Internet, surgida em 1969 e popularizada nos anos de 1990, ampliaram as possibilidades de busca da informação em todas as áreas do conhecimento, modificando o modo de pensar e agir do usuário diante do novo cenário tecnológico. Com o progressivo avanço, diversas fontes de informação que antes só existiam no 28 formato impresso, evoluíram para o formato eletrônico, possibilitando o usuário localizar e obter o documento numa agilidade bem maior. Crespo (2005, p. 10) descreve a importância do periódico científico eletrônico, referindo-se ao comportamento do usuário na busca da informação: Os periódicos científicos eletrônicos ampliaram as necessidades de estudos, pois têm potencial para gerar outras formas de busca e utilização de informações pelos indivíduos. Esses novos tipos de comportamentos podem ser verificados em estudos de busca e usos de informação, que procuram conhecer a estrutura bem como as características que envolvem a interação do sujeito com os recursos, serviços e fontes de informação. A partir da introdução das TIC, vários estudos passaram a ser desenvolvidos no intuito de verificar o padrão de comportamento do usuário, em especial o dos docentes pesquisadores, no processo de busca, acesso e uso da informação científica. Para isso, foi analisado no estudo de Crespo (2005) o padrão comportamental de busca e uso da informação por docentes pesquisadores de biologia molecular e biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com base no modelo universal criado por Davi Ellis. O trabalho teve como objetivo verificar como a informação científica em meio eletrônico altera o comportamento dos pesquisadores no momento da busca. Os resultados da pesquisa mostraram um perfil não-linear dos pesquisadores na hora de buscar e obter a informação, o que pode ser justificado pela própria característica do meio eletrônico ao permitir a navegação do usuário a diversas fontes de informação, em um curto espaço de tempo. Constatou-se, também, que o periódico científico eletrônico é a fonte de informação mais consultada pelos pesquisadores, com um nível de utilização e aceitação bastante alta entre eles. Vale destacar que na área de biologia existe “uma quantidade significativa de fontes de informação em meio eletrônico [...] como bases de dados e periódicos eletrônicos, o que mostra a importância que esse tipo de fonte possui para o campo de estudo.” (CRESPO, 2005, p. 12). Na pesquisa desenvolvida por Oliveira (2006) é analisada a questão da utilização e aceitação dos periódicos científicos eletrônicos por docentes e pósgraduandos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa teve como finalidade identificar o uso e a percepção dos docentes e discentes da pós-graduação, destacando os pontos positivos e negativos dos 29 periódicos eletrônicos, bem como identificar as possibilidades de atuação da biblioteca como agente intermediadora e facilitadora no processo de comunicação. Os resultados da pesquisa indicaram que os sujeitos pesquisados utilizam de forma rotineira os periódicos eletrônicos em suas atividades de ensino e pesquisa, embora a cultura do impresso continue muito forte, destacando a preferência pelo papel o motivo principal. Vale lembrar que a questão da preferência pelo o impresso ou pelo o eletrônico, fator este identificado nas pesquisas de Crespo (2005) e Oliveira (2006), difere de uma área do conhecimento para outra. Tal situação é reforçada por Crespo e Caregnato (2006) ao afirmarem que o uso intensivo de periódicos científicos eletrônicos é característico das áreas científicas chamadas duras ou naturais, ao passo que as ciências humanas e sociais têm o livro como principal fonte de informação. Essa realidade também é observada por Meadows (1999) ao explicar que 82% das citações dos trabalhos dos cientistas da área de ciências naturais são provenientes dos periódicos, enquanto que para as ciências sociais o percentual é de apenas 29%. Com relação aos livros, acontece o oposto, nas ciências sociais essa fonte é utilizada em 46% das referências e, nas ciências naturais, apenas 12%. Tabela 1- Distribuição de citações de tipos diferentes de publicação na ciência e nas ciências sociais Tipo de publicação Ciências naturais (%) Ciências sociais (%) Periódicos Livros Outros (principalmente relatório) Fonte: Meadows (1999). 82 12 6 29 46 25 Cendón, Souza e Ribeiro (2011) ao avaliarem a satisfação dos usuários do Portal de Periódicos da Capes, com enfoque na obtenção de sucesso na busca de um periódico específico dentro do Portal, descobriram que 70% dos 930 docentes pesquisados em 17 universidades do Brasil, das áreas de Ciências Biológicas, Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes, obtêm um alto grau de sucesso no uso do Portal, ficando as Ciências Biológicas com o maior índice de sucesso, seguido das Ciências Humanas e das áreas de Linguística, Letras e Artes. A pesquisa corrobora os dados de Crespo (2005) ao posicionar as Ciências Naturais como uma das áreas que mais busca informações em meio eletrônico. No trabalho desenvolvido por Costa e Ramalho (2010b) é medido o índice de satisfação dos pesquisadores em saúde da Universidade Federal da Paraíba 30 (UFPB) no uso do Portal de Periódicos da Capes. A pesquisa verificou através de uma abordagem quanti-qualitativa um alto grau de satisfação por parte dos investigados, que consideram o Portal uma poderosa ferramenta de apoio didático e de atualização da informação científica e tecnológica. Segundo os dados da pesquisa, 92% dos docentes responderam utilizar o Portal para elaboração de artigos científicos, 83% para orientações de teses e dissertações, 73% como suporte às disciplinas e à iniciação científica, 58% como suporte laboratorial e 10% para a obtenção de artigos, orientação de Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCC) e atualização bibliográfica para projetos de pesquisa em andamento. Quanto às bases de dados acessadas através do Portal, a pesquisa mostrou 100% de acesso à Medline, conforme o Gráfico 1. Gráfico 1- Bases de dados acessadas através do Portal da Capes Fonte: Costa e Ramalho (2010b). Nota-se através das pesquisas que já existe, mesmo que de forma diferenciada, uma aceitação das fontes eletrônicas por parte dos docentes em suas atividades de ensino e pesquisa, destacando o Portal de Periódicos da CAPES como uma fonte bastante utilizada entre os pesquisadores brasileiros, reafirmando sua importância para a construção do conhecimento científico e tecnológico no Brasil. Dessa forma, a importância de se desenvolver trabalhos no sentido de explorar o campo do estudo de usuários torna-se vital para melhorar os serviços e produtos oferecidos pelas instituições responsáveis pela disponibilização da informação científica e tecnológica, perpetuando, assim, o ciclo de desenvolvimento da ciência nos diversos ramos do conhecimento. 31 4 FONTES DE INFORMAÇÃO As fontes de informação, segundo Beckman e Silva (1967 apud PASSOS; BARROS, 2009, p. 121) “constituem o lugar de origem, donde a informação adequada é retirada e transmitida ao usuário [...]”. Quanto à classificação, as fontes dividem-se em primárias, secundárias e terciárias. De acordo com Passos e Barros (2009, p. 121) as fontes primárias “são aquelas que contêm a informação como apresentada em sua forma original, inteira, isto é, não condensada nem resumida, não selecionada nem abreviada. Para Grogan (1970 apud CUNHA 2001) as fontes primárias contêm novas informações ou novas interpretações de ideias e/ou fatos acontecidos. São exemplos: artigos de periódicos, teses, dissertações, relatórios técnicos, patentes, entre outros. As fontes secundárias têm a finalidade de guiar o usuário para as fontes primárias, “são na verdade os organizadores dos documentos primários e guiam o leitor para eles” (GROGAN 1970 apud CUNHA, 2001). São exemplos de fontes secundárias: as enciclopédias, os dicionários, os periódicos de indexação e resumo entre outros, (CUNHA, 2001). As fontes terciárias, por sua vez, são documentos que têm como principal finalidade guiar o leitor para as fontes primárias e secundárias, não trazem nenhum conhecimento ou assunto como um todo, são apenas sinalizadores de localização (GROGAN, 1970 apud CUNHA, 2001). As fontes terciárias são poucas, dentre as quais, destacam-se as bibliografias de bibliografias, os diretórios, as bibliotecas e centros de informação (CUNHA, 2001). No Quadro 2 é apresentada a classificação das fontes de acordo com a visão de Cunha (2001). 32 Quadro 2–Classificação das fontes de acordo com a visão de Cunha (2001) Fontes primárias Fontes secundárias Congressos e Conferências Bases de dados Legislação Nomes e Marcas comerciais Bibliografias e índices Biografias Normas técnicas Catálogos de bibliotecas Centros de pesquisa laboratórios Dicionários e enciclopédias Fontes Terciárias Bibliografias de bibliografias Bibliotecas e Centros de Informação Diretórios Financiamento e Fomento à Pesquisa e Patentes Guias Bibliográficos Periódicos Revisões de Literatura Projetos e Pesquisas em andamento Relatórios Técnicos Teses e Dissertações Fonte: Cunha (2001). Nota: Quadro elaborado pelo autor da pesquisa a partir de dados obtidos na obra de Murilo Bastos da Cunha (2001). Outra classificação apresentada na literatura divide as fontes de informação em três categorias: formais, semi-formais e informais. Convém ressaltar que esta classificação refere-se aos meios pelos quais a informação é veiculada e difundida, envolvendo “todos os meios existentes impressos ou não, formais ou informais” (DALLA ZEN, 1989, p 36). De acordo com a autora, esses meios são denominados de canais ou fontes, que de certa forma são as origens de onde provém a informação. Para Targino (2000) as fontes formais são representadas pelos livros, periódicos, teses e dissertações, obras de referência em geral, revisões de literatura, bibliografias de bibliografia e etc. As fontes semi-formais são os relatórios técnicos, os preprints e os prepapers², a comunicação em congressos, entre outros. As fontes informais, por sua vez, são a carta, a comunicação interpessoal, o colégio invisível, o fax, os telefonemas, as reuniões cientificas, o e-mail (TARGINO 2000). Tanto as fontes formais quanto as informais apresentam características próprias, com suas vantagens e desvantagens, conforme é conferido no Quadro 3. _____________________ ² De acordo com Targino (2000), as expressões preprints e prepapers significam, respectivamente, pré-edições e versões provisórias. 33 Quadro 3 - Características das fontes formais e informais Fontes formais Público potencialmente grande Informação armazenada e recuperável Fontes informais Público restrito Informação não armazenada e não recuperável Informação relativamente antiga Informação recente Direção do fluxo selecionada pelo usuário Direção do fluxo selecionada pelo produtor Redundância moderada Redundância, às vezes, significativa Avaliação prévia Sem avaliação prévia Feedback irrisório para o autor Feedback significativo para o autor Fonte: Targino (2000). Targino (2000) destaca a existência de outra categoria que se convencionou chamar de canais ou fontes eletrônicas. Segundo a autora, tais categorias apresentam características da comunicação formal e informal. Em âmbito formal, estão os periódicos científicos eletrônicos, as obras de referência eletrônicas, entre outros. No aspecto informal aparecem os e-mails, as salas de bate-papos, os grupos de discussão, entre outros. No Quadro 4 estão descritas as principais características das fontes eletrônicas. Quadro 4– Características das fontes eletrônicas Público potencialmente grande Armazenamento e recuperação complexos Informação recente Direção do fluxo selecionada pelo usuário Redundância, às vezes, significativa Sem avaliação prévia, em geral Feedback significativo para o autor Fonte: Targino (2000). 4.1 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS Antes de falar o que são periódicos científicos, faz-se necessário esclarecer o que significa a palavra “periódico”. No dicionário eletrônico Houaiss (2009) essa palavra é definida como um adjetivo relativo a período, que reaparece em intervalos regulares e apresenta certas manifestações ou sintomas em horas ou dias certos. Já como adjetivo e substantivo masculino, a palavra é definida como uma publicação (jornal ou revista etc.) que aparece em intervalos fixos ou regulares. Segundo 34 Meadows (1999, p. 8) o termo periodical (periódico) “entrou em uso comum na segunda metade do século XVIII e se refere a qualquer publicação que apareça a intervalos determinados e contenha diversos artigos de diferentes autores”. Na opinião de Souza (1992, p. 19) os periódicos são [...] publicações editadas em fascículos, com encadeamento numérico e cronológico, aparecendo a intervalos regulares ou irregulares, por um tempo indeterminado, trazendo a colaboração de vários autores, sob a direção de uma ou mais pessoas, mas geralmente de uma entidade responsável, tratando de assuntos diversos, porém dentro dos limites de um esquema mais ou menos definido. Segundo a autora, as publicações periódicas compreendem periódicos em geral, como revistas, jornais, boletins informativos científicos ou de divulgação, atas, anuários, entre outros. Quanto à periodicidade, podem ser classificados em: diários, semanais, mensais, bimestrais, etc. No que concerne ao conteúdo, os periódicos podem ser de informações científicas e técnicas (periódicos científicos) e de vulgarização (periódicos não-científicos) (SOUZA, 1992). De acordo com a natureza do conteúdo, os periódicos podem ser: fonte primária: quando publicam artigos ou matérias originais; fonte secundária: quando publicam resumos ou sinopses de matérias originais; fonte terciária: quando publicam revisões, resumindo os conhecimentos sobre determinado assunto (SOUZA, 1992). No tocante aos periódicos científicos, Fachin et al. (2006 apud RODRIGUES; FACHIN, 2010, p, 35) apresentam uma das definições mais completas a respeito desse importante canal de informação, ao afirmarem que [...] são todos ou quaisquer tipos de publicação editada em números ou fascículos independentes – não importando a sua forma de edição, ou seja, seu suporte físico (papel, CD-ROM, bits, on-line, digital), mas que tenham um encadeamento seqüencial e cronológico – e seja editada, preferencialmente, em intervalos regulares, por tempo indeterminado, atendendo às normalizações básicas de controle bibliográfico universalmente reconhecido, trazendo a contribuição de vários autores, sob a direção de uma pessoa ou mais (editor), de preferência uma entidade responsável (maior credibilidade). Poderá igualmente, tratar de assuntos diversos (âmbito geral) ou de ordem mais específica, cobrindo uma determinada área do conhecimento, mas que deverá apresentar a maioria 35 (+ de 50%) de seu conteúdo em artigos científicos, ou seja, artigos assinados oriundos de pesquisa, identificando métodos, resultados, análises, discussões e conclusões, bem como, disponibilizar citações e referencias, comprovando os avanços científicos. Na definição de Meadows (1999) os periódicos científicos correspondem a uma coletânea de artigos científicos escritos por diversos autores, cujo conjunto desses artigos são reunidos a intervalos, impressos, encadernados e distribuídos sob um único título. Maia (2005) comenta que na língua inglesa o periódico científico corresponde ao Journal, e as revistas não especializadas correspondem aos magazines. A esse respeito Meadows (1999, p.7- 8) relata que: O desenvolvimento da revista [journal] também levou a mudanças no significado desta palavra. Originalmente, o vocábulo inglês journal significava algo parecido com um jornal [newspaper, em inglês], mas conforme vimos, passou a ser aplicado, na segunda metade do século XVII, à publicação periódica que contivesse uma série de artigos. Mais ou menos na mesma época, a palavra magazine [magazine, em português] também passou a ser usada para descrever uma publicação que continha diversos artigos. No curso dos dois séculos seguintes, journal passou a significar cada vez mais uma publicação séria, que continha ideias originais, enquanto que magazine atualmente suscita a imagem de uma publicação de cunho popular do tipo vendido em bancas de jornais. No Brasil, em algumas áreas do conhecimento, o termo “revista científica” é comumente utilizado para denominar periódico científico e sobre esse aspecto Stumpf (1998 apud CRUZ et al. 2003) ressalta que os Bibliotecários preferem o uso do termo “periódico científico” por o considerarem mais técnico. Já os pesquisadores, professores e estudantes de outras áreas preferem a denominação “revista científica”. De acordo com Mueller (2000) a Royal Society considera quatro funções primordiais desempenhadas pelo periódico científico dentro da comunidade científica: comunicação formal dos resultados da pesquisa original para a comunidade científica e demais interessados; preservação do conhecimento registrado, isto é, servem como arquivos das ideias e reflexões dos cientistas, dos resultados de suas pesquisas e observações sobre os fenômenos da natureza, entre outros. 36 estabelecimento da propriedade intelectual, ou seja, permitem o registro formal da autoria de um artigo publicado, dando ao autor o direito de requerer para si a prioridade da descoberta cientifica; manutenção do padrão da qualidade da ciência, isto é, confere a um artigo autoridade e confiabilidade, uma vez que antes de ser publicado o artigo passa por um corpo de avaliadores respeitados ou referees que representam a própria comunidade científica; sem a aprovação desses avaliadores ou especializadas, um pesquisador não consegue publicar seu artigo em um periódico de impacto, perdendo o reconhecimento pelo seu trabalho. No entendimento de Freitas (2006) ao se publicar um texto em um periódico científico, registra-se o conhecimento (oficial e público), legitima-se disciplinas e campos de estudos, veicula-se a comunicação entre os cientistas, propiciando aos mesmos o reconhecimento público pela prioridade da descoberta científica. Os primeiros periódicos científicos registrados na história foram o Journal des Sçavans, criado em 1665 por Denis de Sallo na França e o Philosophical Transactions criado três meses depois por um grupo de filósofos ingleses ligados à Royal Society (MUELLER, 2000). Nessa época os cientistas perceberam que o meio de comunicação pelo qual os resultados das pesquisas eram divulgados (troca de correspondências,), já não atendia adequadamente os interesses dos cientistas em disseminar as novas descobertas científicas, sentindo-se a necessidade de criar um novo modo de relatar a ciência (HAYASHI et al., 2006). Segundo Mueller (2000) a partir do século XVII, há uma grande mudança no mundo científico, pois a argumentação e a dedução deixam de ser aceitos como métodos principais de pesquisa pela comunidade científica, sendo substituídos pela observação e a experiência empírica. Esses acontecimentos que caracterizaram o início da ciência moderna exigiram, também, mudanças na forma de comunicação da ciência: Até então os filósofos-cientistas se comunicavam pessoalmente ou por meio de cartas. A divulgação formal e mais ampla de suas pesquisas era feita em livros e longos tratados, que discorriam sobre uma experiência ou observação especifica, que permitisse a troca também rápida de idéias e a crítica entre todos os cientistas interessados no assunto e questão. Isso provocou a necessidade de um novo meio de comunicação, de alcance 37 mais amplo que a comunicação oral e a correspondência pessoal, bem mais rápido que os livros e tratados: o periódico científico (MUELLER, 2000, p. 73). Nos séculos XVIII e XIX, surgem outros periódicos científicos importantes tanto na Europa, quanto na América do Norte, como por exemplo, o Medical Essays and Observations by a Society in Edinburg editado pela primeira vez em 1713 pelo Alexander Monro na Inglaterra e o The American Journal of Medical Sciences lançado em 1820 nos Estados Unidos (MAIA, 2005). No Brasil, os primeiros periódicos científicos importantes registrados na história são a Gazeta Médica do Rio de Janeiro criado em 1862 e a Gazeta Médica da Bahia em 1866. Porém, o primeiro periódico que alcançou uma grande reputação nacional e internacional foi a Memórias do Instituto Oswaldo Cruz criado em 1909. (MAIA, 2005). Observa-se que a utilização do periódico científico como veículo de divulgação da informação científica é fruto de uma relação construída ao longo de séculos entre a comunicação e a pesquisa científica. Com isso, possibilitou-se que as produções científicas pudessem ser disseminadas de uma maneira mais eficaz, acelerando o processo de comunicação entre os cientistas e consequentemente contribuindo para a produção de novos conhecimentos. Na opinião de Freitas (2006) os periódicos científicos são desde seus primórdios, importantes canais de comunicação científica, os quais no século XIX expandiram-se e especializaram-se, vindo a realizar importantes funções no mundo da ciência. Segundo dados obtidos no estudo de Figueiredo (1994b) no início do século XIX, existiam cerca 100 periódicos científicos; por volta de 1830 o número aumentou para 500 e em 1850 registravam-se 1.000 títulos. Em 1900 o número atinge a marca de 10.000 e em 1950 o número chega a espantosos 100.000 títulos publicados no mundo inteiro, refletindo a chamada explosão bibliográfica (Gráfico 2). 38 Gráfico 2 - Crescimento dos títulos de periódicos no período de 1800 a 1950 Nº de títulos de periódicos 100000 10000 Crescimento dos Títulos de Periódicos 1000 500; 1830 100 1800 1850 1900 1950 Anos Fonte: Figueiredo (1994b) Nota: Gráfico elaborado pelo autor da pesquisa a partir de informações extraídas do livro de Figueiredo (1994b). Para Cunha (2001) o aumento exponencial dos periódicos se deve basicamente a 6 fatores: o acúmulo de novos conhecimentos, especialmente após a segunda Guerra Mundial; a diversidade de área de conhecimento; as mitoses nos ramos da ciência, provocando o surgimento de novas disciplinas científicas; o aumento de número de usuários e a diversidade de seus interesses; os fenômenos de repetição e duplicidade de pesquisas; interesses extracientíficos, tais como a necessidade profissional de publicar (a famosa síndrome de Publish or perish (publique ou desapareça). O crescimento dos periódicos científicos ao longo desses anos reflete a importância que este canal representou e representa para comunidade científica, a qual precisa divulgar suas descobertas por meio de um canal que ofereça agilidade 39 em transferir a informação. Sobre isso, Mueller (2006, apud RODRIGUES; FACHIN, 2010, p. 34) afirma que: [...] o periódico científico é o veículo disseminador da produção científica em determinada área do conhecimento e são essas áreas que se organizam e se estruturam para criar, manter, disseminar e preservar suas informações. É no periódico cientifico que o conhecimento pode ser disseminado de forma mais atualizada e confiável em função da periodicidade e dos rigorosos processos de revisão pelos pares. Sob essa mesma ótica, Souza (1992, p.20) assevera que [...] o periódico científico é o meio mais atual para a manutenção atualizada da informação cientifica e tecnológica pela palavra impressa registrando o progresso e relato de experiências diversas em todos os campos do conhecimento, fornecendo também, informações selecionadas e atualizadas de assuntos representativos e de interesse para o melhoramento das pesquisas, ou seja, através dos seus valiosos artigos, inclui dados minuciosos sobre aspectos restritos de determinados assuntos que não aparecem em livros, relatórios originais de pesquisas, críticas literárias, instantâneos pessoais. Em outras palavras, o periódico científico configura-se como o principal canal formal dentro do processo de comunicação da ciência, possibilitando o avanço das pesquisas científicas em diversas áreas do conhecimento. Nas bibliotecas universitárias e especializadas a presença dos periódicos científicos é fundamental, visto que os livros não podem acompanhar o progressivo avanço da ciência, fazendo com que as bibliotecas modernas enriqueçam suas coleções, adquirindo títulos de periódicos concernentes à especialidade do usuário. 4.1.1 Periódicos científicos eletrônicos Os periódicos científicos eletrônicos podem ser definidos como uma publicação a qual “se tem acesso mediante o uso de equipamentos eletrônicos” (MUELLER, 2000, p. 82). Para Cruz et al. (2003) é uma publicação que possui artigos com texto integral, disponibilizados via rede, com acesso online, podendo apresentar ou não a versão impressa ou qualquer outro tipo de suporte. Na opinião de Dias (2003) é um material informativo científico, que foi transformado ou criado para padrões passíveis de publicação na World Wibe Web. De acordo com Oliveira (2006, p. 71) o periódico eletrônico é visto como“ aquela publicação que pretende 40 ser continuada indefinidamente, que apresente procedimentos de controle de qualidade dos trabalhos publicados aceitos internacionalmente e que disponibilize o texto completo dos artigos através do acesso online”. Cunha (2001) define periódico eletrônico como uma publicação editada em intervalos regulares e distribuída de forma eletrônica ou digital. A primeira ideia de criar um periódico eletrônico ocorreu no início da década 1970 por Sondak e Schwartz, os quais propunham um meio que fornecesse arquivos que pudessem ser lidos por computadores (LANCASTER, 1995 apud DIAS, 2003). Em 1976, realiza-se então, o primeiro projeto de um periódico eletrônico desenvolvido nos Estados Unidos pelo New Jersey Institute of Technology, o qual incluía um newsletter informal, conferência eletrônica e um boletim editado por especialistas (GOMES 1999 apud OLIVEIRA, 2006). Ao final dos anos 80, vários suportes apareceram como meio de distribuição dos periódicos, como o Cd-Rom e a Internet. Todavia, foi apenas com a popularização da Internet e sua interface gráfica, a Web, nos anos de 1990, que ocorreu uma verdadeira explosão dos periódicos científicos eletrônicos (OLIVEIRA, 2006). Outro fator, também, bastante apontado na literatura como elemento impulsionador do aparecimento dos periódicos eletrônicos foi a chamada “crise dos periódicos” instaurada nos anos de 1980, a qual foi provocada pelo alto custo das coleções, o que levou ao “cancelamento de assinaturas, até mesmo em bibliotecas tradicionais americanas e européias, onde tal iniciativa jamais havia sido considerada” (MUELLER, 2000, p. 79). No Brasil, o problema crônico do custo dos periódicos se agravou no início da década de 1990 e perdurou por toda a década devido a decisões políticas e econômicas do país (MUELLER, 2000). Na Figura 1 é traçada a evolução do periódico científico, do suporte impresso ao eletrônico. 41 Figura 1 – Evolução do periódico científico, do suporte impresso ao eletrônico 1665 1830 1968 1970 1980 1990 1998 2000 2006 1º periódico SciELO Periódico em microfichas CD-ROM Portal de Periódicos da Capes 1º periódico de referência 1ª concepção P.E por Sondak e Schwartz do P.E Popularização Ulrich’sonline 33.054 periódicos científicos 30.313 periódicos eletrônicos Fonte: adaptado de Oliveira (2006). Nota-se na figura acima que a quantidade de periódicos eletrônicos é bastante acentuada nos anos 2000, levando em consideração o tempo de existência deste recurso. Isso se deve ao avanço das TIC, principalmente da Internet, aliada ao crescimento exponencial da informação científica em todo o planeta. Desse contexto de produção frenética da informação, emerge um cenário de proliferação de formatos de comunicação, em que coexistem periódicos eletrônicos, periódicos impressos, arquivos eletrônicos (open acess), entre outros. 4.1.2 Periódicos de Indexação e Resumo De acordo com Cendón (2000) os periódicos de indexação e resumo costumam ser chamados abreviadamente de Índices quando listam, apenas, as referências bibliográficas, e de Abstracts, quando incluem, também, os resumos das publicações, sendo denominados de Índices e Abstracts. No Brasil, segundo a autora, esses periódicos são denominados de bibliografias especializadas, quando sua publicação não apresenta a mesma regularidade de um periódico. Podem ainda ser produzidos em forma de bases de dados bibliográficos, apresentando as mesmas informações que suas versões impressas, porém oferecendo maior facilidade de acesso. 42 Nas considerações de Cendón (2000, p. 217) A função principal dos periódicos de indexação e resumo é a identificação do conteúdo de publicações, ou seja, ao invés de listar referencias bibliográficas de obras inteiras como livros, anais de congressos ou periódicos, um periódico de indexação e resumo procura representar mais detalhadamente o seu conteúdo, indexando e resumindo partes especificas desses materiais, a saber, capítulos, trabalhos de congressos e artigos. Dessa forma, os periódicos de indexação e resumo distinguem-se das demais obras de referência, como os guias de periódicos e os catálogos coletivos, aos quais é atribuída, respectivamente, a função de identificar o periódico no todo e de localizar nos acervos das bibliotecas, os títulos dos periódicos existentes. Souza (1992) descreve as seguintes funções desempenhadas pelos guias de periódicos, periódicos de indexação e resumo e pelos catálogos coletivos: Guias de periódicos: identificar o que é o periódico, estabelecer os títulos corretos, data inicial da publicação, fornecer dados para a história da publicação, periodicidade, preços para assinatura, endereços para assinatura, assuntos genéricos, seções que o constituem, existência de anúncios, serviços de resumos, mostrarem que bibliografia os periódicos estão indexados, avaliação critica, etc. Periódicos de indexação e resumo: proporcionar ao máximo a utilização de informações contidas na literatura periódica para o usuário que dela necessita, no momento oportuno. Catálogos coletivos: auxiliar a encontrar e a colocar à disposição do usuário, as publicações concretas de que se tem conhecimento, através de índices que contem a informação necessitada. O aparecimento dos periódicos de indexação e resumo ocorreu em função do crescimento do número de publicações periódicas em todo o mundo, causado pelo intensivo aumento das produções científicas e tecnológicas, especialmente a partir de 1810. Com isso, tornou-se humanamente impossível ter acesso as informações disponíveis nos periódicos e em outras fontes de informação, levando as entidades responsáveis em organizar o conhecimento, a sistematizar o controle da literatura através de mecanismos preestabelecidos. De acordo com Cendón (2000) essas 43 organizações que se encarregavam em resumir a literatura especializada no final do século XIX e início do século XX originaram os grandes serviços de indexação e resumo da atualidade. Sabe-se que As primeiras áreas cobertas pelos periódicos de indexação e resumo foram as ciências básicas e aplicadas, tais como química, engenharia, zoologia e medicina. Alguns exemplos desses primeiros índices são o Pharmaceutisches Central- Blatt (1830), que depois se transformaria no Chemisches Zentrallblatt, publicado pela Akademie Verlag (de Berlim); o Engineering Index (1884), editado pela Associationof Engineering Societies, e o Review of American Chemical Research, iniciado em 1895 e substituído, em 1907 pelo Chemical Abstracts da American Chemical Society (CENDÓN, 2000, p. 219). Nos anos posteriores outras áreas passaram a ser cobertas pelos periódicos de indexação e resumo, como as áreas de ciência da computação, poluição ambiental, meio ambiente, energia, engenharia espacial, entre outros. Nos anos 1970 áreas como ciências sociais, artes e ciências humanas também passaram a ser cobertas pelos periódicos de indexação e resumo. No Brasil, as primeiras bibliografias especializadas datam da primeira metade do século XX, dentre as quais destacam-se: a Bibliografia e Índice da Geologia do Brasil (1938) produzida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); o Índice Catálogo Médico Brasileiro (1939), de Jorge de Andrade Maia; a Bibliografia Cartográfica Brasileira (1951), de Isa Adonias e o Índice Tecnológico (1953). Todavia, foi a partir dos esforços do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) em 1954, mais tarde reestruturado como Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), que ocorreu um processo de institucionalização das produções das bibliografias brasileiras (CENDÓN, 2000). O primeiro periódico de indexação e resumo produzido por computador foi o Chemical Titles, do Chemical Abstracts Service (CAS) em 1961, a partir dessa inovação tecnológica, muitos Índices e Abstracts passaram a ser produzidos em forma de bases de dados (CENDÓN, 2000). Na área de matemática, cita-se em âmbito internacional o periódico de indexação e resumo denominado Mathematical Reviews. O Mathematical Reviews cobre a literatura na área de ciências matemáticas desde 1940, fornecendo informações relevantes para pesquisadores e estudiosos. No Brasil, cita-se a Bibliografia Brasileira de Matemática, que entre os anos de 1950 e 1960 foi 44 publicada como Bibliografia Brasileira de Matemática e Física. Esta incluía trabalhos de brasileiros publicados em fontes nacionais e estrangeiras e encerou suas atividades em 1979 (CUNHA, 2001). 4.2 BASES DE DADOS As bases de dados como são conhecidas atualmente, originaram-se de fontes impressas, como índices, abstracts, bibliografias, diretórios, entre outros, os quais tiveram seu início, ainda, no século XIX, com a finalidade de sistematizar o acesso à informação científica. Na década de 1960, as instituições que processavam o conhecimento, tais como os serviços de indexação e resumo, também conhecidas como produtoras de bases de dados, perceberam a necessidade de incorporar o recurso da informática para agilizar o acesso à informação (VALENTIM, 2001). Inicialmente, essas instituições usavam os computadores somente para produzir fitas magnéticas com os dados e imprimir seus índices (CENDÓN, 2000). No decorrer dos anos, especificamente, a partir da década de 1970, surgem as primeiras bases de dados eletrônicas. Na década seguinte, passam a ser oferecidas em CD-ROM e, finalmente, nos anos de 1990, reformulam-se para serem disponibilizadas via Internet (VALENTIM, 2001). No Quadro 5 é mostrada a trajetória de desenvolvimento das bases de dados. Quadro 5 – Trajetória e desenvolvimento das bases de dados Anos 50 Tempo Produtos Cadastros Abstracts Índex Diretórios Anuários Bibliografias Balanços Pesquisas Etc. Tecnologia Os produtos são desenvolvidos e impressos em papel. Problemas Falta de normalização e padrões; Pouca cooperação entre instituições; Difícil distribuição e disseminação da informação; Demora no acesso a informação; Qualidade na pesquisa questionável. Anos 90 Anos 80 Anos 70 Anos 60 45 Os produtos são desenvolvidos e impressos em papel; A cooperação acontece através da troca de fitas magnéticas. Inicio de normatização e definição de padrões; Iniciode cooperação entre instituições; Melhoria na distribuição e disseminação da informação; Alto custo de impressão e distribuição; Maior velocidade no acesso à informação; Qualidade na pesquisa aceitável. Bases de dados eletrônicas do tipo: Bibliográficas Referencias Cadastrais Numéricas As bases de dados tradicionais mantêm o formato em papel, mesmo oferecendo o produto em formato eletrônico; Uma parcela das novas bases de dados são oferecidas apenas em formato eletrônico, não tendo versão em papel; A cooperação acontece através da troca de informações on-line, ou seja, utilização da microinformática e das telecomunicações. Normatização e padrões internacionalmente aceitos; Cooperação entre instituições totalmente estabelecida; Distribuição e disseminação da informação mais eficiente; Alto custo de impressão e acesso às informações (telecomunicação); Baixo custo de acesso às bases de dados em formato óptico; Acesso em tempo real à informação; Qualidade na pesquisa aceitável. Bases de dados eletrônicas do tipo: Bibliográficas Referencias Cadastrais Numéricas Normatização e padrões internacionalmente aceitos; Cooperação entre instituições totalmente estabelecida; Distribuição e disseminação da informação mais eficiente; Alto custo de impressão e acesso às informações (telecomunicação); Baixo custo de acesso às bases de dados em formato óptico; Acesso em tempo real à informação; Qualidade na pesquisa aceitável. Bases de dados eletrônicas do tipo: Bibliográficas Referencias Fontes (texto completo) - Numéricas - Textuais - Textuais e -Numéricas As bases de dados tradicionais mantêm o formato em papel, mesmo oferecendo o produto via Internet ou com tecnologia óptica; Uma parcela das novas bases de dados são oferecidas em formato eletrônico via Internet e/ou em formato óptico não tendo versão em papel; A cooperação acontece através da troca de informações online, ou seja, utilização da microinformática, tecnologia óptica e das telecomunicações, principalmente através do uso da rede Internet; Modelos de metadados. Cadastros Abstracts Índex Diretórios Anuários Bibliografias Balanços Pesquisas Etc. As bases de dados tradicionais mantêm o formato em papel, mesmo oferecendo o produto em formato eletrônico e/ou óptico; Uma parcela das novas bases de dados são oferecidas e, formato eletrônico e/ ou formato óptico não tendo versão em papel; A cooperação acontece através da troca de informações on-line, ou seja, utilização da microinformática, tecnologia óptica e das telecomunicações. Fonte: Valentim (2001, p. 68-69). Normatização e padrões internacionalmente aceitos; Cooperação entre instituições totalmente estabelecida; Distribuição e disseminação da informação muito mais eficiente; Alto custo de impressão; Acesso às informações via Internet com custo subsidiado; Baixo custo de acesso às bases de dados em formato óptico; Acesso em tempo real à informação; Qualidade na pesquisa aceitável; Vários padrões de organização da informação no meio eletrônico/digital. 46 Deve-se frisar que, inicialmente, as bases de dados surgiram, apenas, como versões eletrônicas dos índices impressos, mantendo o mesmo conteúdo de informações contidas nas fontes tradicionais. Somente a partir dos anos de 1970 é que aparecem as primeiras bases de dados eletrônicas, sem o equivalente impresso. 4.2.1 Definições Várias são as definições a respeito das bases de dados encontradas na literatura as quais podem ser confrontadas. Para Rowley (1994, p. 66) base de dados corresponde a ”uma coleção de registros similares entre si e que contém determinadas relações entre esses registros”. De acordo com Lopes (1991, p. 217) “uma base de dados constitui uma coleção de dados estruturados, que permite acesso a todos os outros dados da coleção, sempre que tiver sido definida uma relação lógica ou natural entre estes mesmos dados”. Na definição de Teixeira e Schiel (1997, p. 66) as bases de dados são “fontes de informação automatizada que podem ser pesquisadas de diversos modos. Elas podem ser armazenadas em meio magnético ou óptico e acessadas local ou remotamente”. Complementando Teixeira e Schiel (1997), Targino (2000, p 104) explica que base de dados é “[...] uma coleção de registros armazenados em suporte magnético, acessível via de computadores”. Lancaster (1993, p. 305) define bases de dados de uma forma mais abrangente: Uma coleção de itens sobre os quais podem ser realizadas buscas com a finalidade de revelar aquelas que tratam de um determinado assunto. A base de dados consiste em artefatos, como livros (o acervo de uma biblioteca é uma base de dados com certeza), ou registros que representam os artefatos, como, por exemplo, registros bibliográficos constantes de páginas impressas, de fichas ou de meios eletrônicos. É importante ressaltar que embora esteja clara na literatura a definição de base de dados, é comum se confundir base de dados com banco de dados e sistema de informação, tratados, às vezes, como sinônimos. De acordo com Cianconi (1987) isso ocorre porque há problemas terminológicos no meio acadêmico 47 no que se refere às fontes eletrônicas. Nas considerações do autor, fica bem clara a diferença de base de dados para banco de dados: [...] base de dados corresponde a um conjunto de dados interrelacionados, organizados de forma a permitir recuperação de informações. Banco de dados, embora freqüentemente encontrado como sinônimo de bases de dados pode ser visto com um conjunto de bases de dados (CIANCONI, 1987, p. 54). Já um sistema de informação tem a função de gerenciar as bases de dados de um mesmo ou diferentes assuntos (VALENTIM, 1994), como exemplo, tem-se o Medical Literature Retrieval System (MEDLARS) produzido pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Este sistema integra a base Medline e mais de quarenta bases de dados na área de saúde (COIMBRA JUNIOR, 1999). Com relação aos bancos de dados, cita-se o ORBIT e o DIALOG. Este último considerado o maior banco de dados do mundo, possuindo atualmente mais 900 bases de dados de diversas áreas do conhecimento. 4.2.2 Tipos de bases de dados Autores como Cunha (1989), Lopes (1991) e Rowley (1994) classificaram as bases de dados em duas grandes categorias: bases de referências e de fontes. As primeiras são aquelas que encaminham o usuário para outra fonte, que pode ser um documento, uma instituição ou um indivíduo (ROWLEY, 1994). Para Cunha (1989) e Lopes (1991) essas bases contêm referências ou informações secundárias, as quais remetem o usuário para as fontes primárias de informação. A segunda são aquelas que contêm os dados originais, ou seja, as informações completas de um documento, não precisando o usuário buscar em outra fonte as informações de que necessita (ROWLEY, 1994). As bases de dados de referências podem ser divididas em: Base de dados bibliográficos: inclui citações ou referências e, às vezes, resumos de trabalhos publicados (ROWLEY, 1994). A maioria dessas bases é composta por várias tipologias documentais, como artigos de periódicos, prepers, trabalhos científicos apresentados em 48 congressos, patentes, normas técnicas, relatórios técnicos, entre outros (VALENTIM, 2001). Base de dados diretórios: contém informações ou dados de pessoas, organizações, projetos de pesquisa, contratos, entre outros. Nelas, podem aparecer referências, com ou sem resumo (CUNHA, 1989). Rowley (1994) ainda considera como base de referência outra categoria denominada de Base de dados catalográficos, que tem por função mostrar o acervo de uma biblioteca ou de uma rede de bibliotecas. Nessas bases, não há informações detalhadas sobre o conteúdo dos documentos, apenas sobre o que a biblioteca possui em seu acervo. Com relação às bases de dados de fontes, podem ser agrupadas em: Bases de dados numéricas: incluem dados numéricos de diversos tipos, como dados estatísticos, resultados de pesquisa, entre outros (ROWLEY, 1994). São consideradas bases de fontes por oferecerem “desde informações referenciais até textos completos (full-text) sobre pesquisa de opinião, de consumo, estatísticas sobre população etc.” (VALENTIM, 2001, p. 73). Bases de dados de texto integral: incluem o texto completo de um documento, tais como legislações, jurisprudências, artigos de periódicos ou de jornais, normas técnicas, patentes, programas de computador, entre outros (CUNHA, 1989; ROWLEY, 1994; VALENTIM, 2001). Bases de dados textuais e numéricos: incluem a mistura de dados textuais e numéricos, como, por exemplo, relatórios anuais de empresas e manuais de dados (ROWLEY, 1994). 4.2.3 Importância das bases de dados As bases de dados especializadas constituem-se em modelo estruturado de informação, pelas quais se tem acesso ao conhecimento organizado, produzido pelos principais centros detentores do conhecimento científico e tecnológico, localizados tanto em países desenvolvidos, como em países periféricos. Através das 49 bases especializadas é possível ter acesso ao conhecimento que está sendo produzido em determinada área do saber, seja na forma de referência bibliográfica, na forma de resumo, imagem, som, vídeo, texto completo, entre outros. Dessa forma, as bases de dados, além de disponibilizarem informações confiáveis, agregam valor à ciência, contribuindo, assim, para o avanço científico e tecnológico. Para os editores, a indexação de um periódico nas principais bases de dados internacionais representa muito mais do que um veiculo de disseminação da informação científica. A inclusão de revistas em determinadas bases consideradas como de maior prestígio tem sido percebida por número crescente de profissionais (tanto pesquisadores como aqueles ligados a atividade de fomento) como parâmetro indicativo da qualidade de um periódico e, por extensão, dos artigos neste publicados, gerando acirrada competição entre os editores, autores e instituições financeiras de pesquisas. (COIMBRA JÚNIOR, 1999, p. 884). A inclusão de um trabalho científico em uma base especializada, principalmente, em uma base internacional, a qual detém maior abrangência e prestígio, propicia ao pesquisador maior visibilidade e reconhecimento dentro da comunidade científica, tendo em vista que a própria base servirá como parâmetro de qualidade para o trabalho nela divulgado. Coimbra Júnior (1999) destaca a importância das bases de dados sob a ótica dos usuários diretos das revistas científicas. Do ponto de vista dos usuários imediatos das revistas, isto é, autores e leitores, as bases de indexação são os meios mais eficientes de disseminação de resultados de pesquisas e de realização de levantamentos bibliográficos. Ao consultar uma dessas bases, além de acesso ao título e ao resumo de um determinado artigo, na maioria dos casos o leitor interessado também poderá obter o endereço dos autores, mesmosem acesso à revista na qual o trabalho foi publicado. Portanto, pesquisadores de diferentes países interessados em um determinado tema, por mais que não tenham contato, têm a oportunidade de se comunicar, solicitar separatas e trocar informações.(COIMBRA JÚNIOR, 1999, p. 884). De maneira geral, as bases de dados especializadas, além de servirem como repositórios do conhecimento científico atuam, também, como canais de comunicação, possibilitando o intercâmbio de informações entre pesquisadores. 50 4.2.4 Bases nacionais No Brasil nem todos os ramos do conhecimento tem a literatura coberta por bases de dados especializadas. No entanto, em algumas áreas figuram bases importantes, que convém descrevê-las: AGROBASE – Base de dados agrícola produzida pela Biblioteca Nacional de convencionais, Agricultura tais como (BINAGRI). Indexa relatórios técnicos, documentos documentos não de congressos, teses, publicações seriadas. Cobre a área de Ciências Agrárias e afins, incluindo temáticas relacionadas a produção animal e vegetal; defesa animal e vegetal; engenharia agrícola; nutrição animal; nutrição vegetal; poluição; economia agrícola; estatística agrícola, entre outros. Endereço eletrônico: http://www.agricultura.gov.br/portal. BRAPCI – Base de dados referencial e de resumos na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação (CI) produzida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Disponibiliza referências e resumos de 6.919 artigos publicados em 35 períodos nacionais da área de CI. Endereço eletrônico: http:// www.brapci.ufpr.br Índice de Arquitetura Brasileira – Base de dados referencial produzida pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Cobre as áreas de arquitetura planejamento urbano, arquitetura paisagística, desenho industrial, comunicação visual. Endereço eletrônico: http://www.fau.usp.br/baseindice/ Bibliografia Brasileira de Direito (BBD) – Base de dados referencial produzida pelo Senado Federal. Reúne referências bibliográficas de livros, artigos de periódicos relacionados e outros textos afins. O equivalente impresso é a Bibliografia Brasileira de Direito Produzida pelo IBICT. Endereço eletrônico: http://www.senado.gov.br Vet. Index – Base de dados referencial produzida pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Endereço eletrônico: http://www.bvs-vet.org.br. 51 PERI – Base de dados referencial e de resumos, criada em 1987. Abrange a área de Ciência da Informação, incluindo artigos de periódicos, trabalhos publicados em eventos. É mantida pela Escola de Ciência da Informação da UFMG. Endereço eletrônico: http://www.bases.eci.ufmg.br/peri.html. Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO) – Base referencial, de resumo e texto completo, produzia pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Abrange a literatura na área de saúde oral desde 1986. Indexa livros, teses, folhetos, separatas, artigos de periódicos. Endereço eletrônico: http://www.bases.bireme.br. Vale lembrar que não foram encontradas bases nacionais na área de matemática, foco deste estudo, apenas uma biblioteca virtual por meio do Programa de Informação para Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação (Prossiga). Este foi criado pelo IBICT em 1995, com o intuito de promover a criação e o uso de serviços de informação na Internet, voltados para as áreas prioritárias do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). 4.2.5 Bases internacionais Diferentemente da realidade brasileira, os países industrializados apresentam uma infinidade de bases de dados especializadas, que somadas abrangem todas as áreas do conhecimento. Porém, o objetivo deste estudo é apresentar somente algumas bases relacionadas com a linha de pesquisa dos discentes do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM), foco deste estudo. Web of Science – base referencial, de resumos e texto completo, produzida pelo Institute of Scientific Information (ISI). Trata-se da maior base de citação do mundo, com cobertura multidisciplinar de mais 9.000 periódicos de alto impacto em todas as áreas do conhecimento. De atualização mensal, a Web of Science cobre a literatura desde 1945 e possui como equivalente impresso o Science Citation Índex Expanded, o Science Citation Índex e o Arts e Humanites Citation 52 Index. Em suma a Web of Science constitui-se em uma poderosa ferramenta tecnológica a disposição de pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados em buscar informações relevantes para a produção de (PORTAL..., 2011). MathSci – base referencial com resumos, mantida pela American Mathematical Society (AMS). Fornece informações em âmbito internacional na área de matemática desde 1940. Além disso, possui ampla cobertura nas áreas de Estatística, Ciência da Computação, Física, Engenharia, Pesquisa Operacional e Econometria. Indexa artigos de mais de 2.600 periódicos, além de livros, teses, trabalhos de congressos e relatórios de pesquisa (PORTAL..., 2011). Educational Resources Information Center (ERIC) – base referencial, de resumos e texto completo. Patrocinada pelo ministério da Educação dos Estados Unidos, oferece informações na área de educação, envolvendo temas relacionados, tais como: ensino fundamental e educação infantil; ensino superior; formação de professores; testes de avaliação; escolas urbanas e escolas rurais ensino das ciências e da matemática; educação ambiental. As tipologias documentais indexadas nesta base são: artigos de periódicos, anais de congressos, documentos governamentais, teses, dissertações, relatórios, audiovisuais, bibliografias, livros e monografias (PORTAL..., 2011). Chemical Abstracts – base referencial, de resumo e texto completo, cobrindo a literatura desde 1907. Considera a maior base na área de Química e Engenharia Química, indexa artigos de periódicos, anais de eventos, teses, relatórios técnicos, livros e patentes, cobrindo áreas específicas, tais como: química orgânica, inorgânica e analítica. Apresenta ainda assuntos sobre processamento de petróleo, tintas, revestimentos, tratamentos de resíduos, farmacologia, engenharia sanitária, poluição do ar e da água, ciências ambientais, medicina experimental, biologia celular e molecular, alimentos, engenharia de materiais e física. (CUNHA, 2001). Biological Abstracts - base referencial, de resumos e texto completo, com mais de 5 milhões de resumos de artigos publicados em 5.500 53 periódicos. Inclui também anais de eventos, livros e obras de referência. É a mais importante e completa fonte de informação na área de ciências biotecnologia, biológicas, botânica, cobrindo ecologia e agricultura, meio ambiente, bioquímica, genética, microbiologia, neurologia, farmacologia, saúde pública e toxicologia, patologia e medicina veterinária (PORTAL..., 2011). INSPEC- base referencial e de resumos, com mais de 8 milhões de registros indexados. Cobre a literatura nas áreas de Física, Ciência e Engenharia de Materiais, Engenharia Elétrica e Eletrônica, Telecomunicações, Robótica e controle, Ciência da Computação, Tecnologia da Informação e Engenharia de Produção. Indexa de forma detalhada substâncias químicas, grandezas numéricas físicas e químicas e de objetos astronômicos (PORTAL..., 2011). 4.3 LIVRO ELETRÔNICO O livro eletrônico (e-book) é mais uma iniciativa no sentido de ampliar o acesso livre à informação, no intuito de oferecer alternativas que possibilite a informação ser veiculada de uma maneira mais rápida do que a versão impressa. Sobre esse aspecto Dziekaniak (2010) discorre que: o e-book é um instrumento de disseminação do conhecimento, permitindo o acesso de comunidades que terão a oportunidade de aprender, pesquisar e interagir com o que é atual e moderno ou com o que, de alguma forma, já fez parte da história. De acordo com a autora o termo e-book tem sido utilizado para designar tanto a máquina de leitura como os documentos em formato de livro disponibilizados na Internet, constatando-se, assim, conflitos terminológicos, que segundo a autora, carecem de tratamento por parte dos estudiosos das áreas envolvidas, como bibliotecários e desenvolvedores do e-book, evitando, assim, ambiguidades na literatura. Dziekaniak (2010) descreve as principais vantagens e desvantagens do livro eletrônico. Entre as vantagens, destacam-se: 54 o hipertexto – recurso possível ao texto eletrônico que, no momento da escrita, enfoca e estende o sentido e significado da visão do escritor, permitindo que o leitor, se quiser, siga os passos para uma (talvez nova) interpretação, em novas leituras; a busca por palavra-chave – recurso que auxilia e facilita a recuperação de um assunto desejado, através de um tratamento de indexação eletrônica, economizando tempo do leitor, permitindo que ele analise de maneira rápida e precisa, se o documento o satisfaz ou não, sendo desnecessária a leitura de vários capítulos da obra; visualização de obras e documentos raros – a tecnologia empregada no e-book permite o acesso à obras raras em qualquer parte do mundo por meio de download; custos reduzidos – os valores da publicação em formato eletrônico desbancam os valores da publicação impressa. Um editor tradicional, para lançar três mil exemplares, gasta aproximadamente 10 mil reais. No sistema eletrônico a obra é digitalizada uma única vez, ao custo de cerca de 100 reais. Se vender 10 livros ou 10 mil, os custos serão os mesmos (DZIEKANIAK, 2010). Quanto às desvantagens, têm-se: o desconforto acarretado pela leitura na tela – esse fator tem sido o principal responsável pela baixa aceitação do livro eletrônico; a propriedade intelectual – o ambiente de liberdade da Internet gera sensação de impunidade no usuário, o que lava ao temor de muitos autores e disponibilizar suas obras online; a preservação digital – obsolescência tecnológica e a degradação física – disquetes, CD-ROM e HD são vulneráveis a campos magnéticos, à oxidação, à umidade. A deterioração temporal é um obstáculo a ser superado para que já a garantia da preservação digital (DZIEKANIAK, 2010). 55 De acordo com a autora a produção de objetos digitais tem sido ampliada em grande escala, pois o ambiente digital oferece acesso remoto, somado à economia de espaço físico e de recursos, oferta que o papel tradicional não supre. 4.4 TESES E DISSERTAÇÕES Campello (2000) define teses e dissertações como documentos originados das atividades dos cursos de pós – graduação stricto sensu. Para Cunha (2001) são tipos de documentos que apresentam uma pesquisa original sobre determinado tema, sendo considerados, portanto, fontes primárias. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a tese é definida como: documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa a obtenção do título de doutor, ou similar (ABNT, 2011). Já a dissertação é descrita como: documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando a obtenção do título de mestre (ABNT, 2011). Vale destacar que os termos tese e dissertação são adotados de maneira diversa entre os Países. Conforme Campello (2000) no Brasil a dissertação está associada ao grau de mestre e a tese ao grau de doutor. “Na Grã-Bretanha, [o termo] tese (thesis) é normalmente utilizado para descrever todo gênero, independentemente do grau acadêmico a que se refere, enquanto que nos EUA e na Europa continental o termo mais utilizado é a dissertação (dissertation)” (CAMPELLO, 2000, p. 121). A esse respeito Cunha (2001) também enfatiza ao afirmar que nos EUA utiliza-se o termo dissertação para o trabalho de conclusão de doutorado e tese para a conclusão de mestrado. 56 As teses e dissertações possuem um conteúdo extremamente especializado, voltado para um público restrito. Na maioria dos casos não conta com um sistema de distribuição e comercialização, sendo consideradas de difícil acesso. Por estes e outros motivos recebem a denominação de literatura cinzenta ou não convencional (CAMPELLO, 2000). Embora de circulação restrita, as teses e dissertações podem ser acessadas graças aos esforços de instituições ligadas a pesquisa, como universidades, ministérios da educação, ciência e tecnologia, órgãos de fomento à pesquisa, entre outros (CAMPELLO, 2000). No Brasil destacam-se o IBICT, a CAPES e as Universidades, como instituições responsáveis pela melhoria da qualidade das bases de teses e dissertações. 4.5 OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÃO Além das referidas fontes já mencionadas, existem no cenário brasileiro e mundial algumas fontes de informação de extrema importância para o campo da pesquisa científica tecnológica. 4.5.1 Portal de Periódicos da CAPES Criado em novembro de 2000, o Portal de Periódicos da CAPES é o maior portal de informação científica do Brasil e um dos maiores do mundo, permitindo à comunidade acadêmica brasileira o acesso online e gratuito à produção cientifica nacional e internacional (MARTINEZ; FERREIRA; GALINDO, 2011). Atualmente, o portal oferece acesso a 26.449 publicações periódicas internacionais e nacionais, além de renomadas bases de dados referenciais e de resumos em todas as áreas do conhecimento (CENDÓN; SOUZA; RIBEIRO, 2011). De acordo com a CAPES, professores, pesquisadores, alunos e funcionários de 311 instituições de ensino superior e de pesquisa em todo o País, podem por meio de terminais conectados à Internet e localizados nessas instituições ter acesso imediato a produção científica mundial (MARTINEZ; FERREIRA; GALINDO, 2011). O Portal de periódicos é um investimento altíssimo financiado pela CAPES. Em 2008, ele custava em torno US$ 43 milhões, em 2009, US$ 54,6 milhões e em 2010 o investimento da CAPES chegou a US$ 61milhões (ALMEIDA; GUIMARÃES; 57 ALVES, 2010). Quanto aos participantes e ao número de acesso, em 2008 o portal envolvia 194 instituições com mais 155 mil acesso diários. Em 2009 e 2010 já eram 311 instituições usuárias e aproximadamente 40 milhões de acesso por dia (ALMEIDA; GUIMARÃES; ALVES, 2010). De acordo com Almeida, Guimarães e Alves (2010), o uso do Portal de Periódicos é crescente desde sua criação, especialmente em relação às consultas às bases referenciais e de textos completos. Em 2001, o número de acesso a essas bases era 3 de milhões, passando para 65 milhões em 2009, com um aumento de mais de 20 vezes. O conteúdo da coleção do Portal está organizado em: Periódicos em texto completo; bases de dados; livros eletrônicos; enciclopédias; dicionários; relatórios e dados estatísticos; e banco de teses e dissertações da CAPES. O impacto do Portal de Periódicos da CAPES dentro da comunidade científica brasileira é notório, ao passo que viabiliza as bibliotecas brasileiras pertencentes às Instituições de Ensino Superior (IES) terem acesso, não só ao que há de melhor na produção científica nacional, mas às melhores produções em âmbito internacional. 4.5.2 SciELO A Scientific Electronic Library Online (SciELO) é uma biblioteca eletrônica que reúne uma coleção selecionada de, aproximadamente, 900 títulos de periódicos científicos de acesso gratuito, cobrindo as áreas de Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Letras e Artes. A SciELO é resultado de um projeto de pesquisa FAPESP em parceira com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), contando com o apoio do CNPq a partir de 2002 (BIBLIOTECA..., 2011). Além de se atualizar constantemente, tanto em seu formato como em seu conteúdo, a SciELO proporciona um amplo acesso à coleções de periódicos como um todo, aos fascículos de cada título de periódico, assim como aos textos completos dos artigos. O acesso pode ser feito através de índice e de formulários de busca (BIBLIOTECA..., 2011). A SciELO desde quando foi criada em 1996, apóia-se a em dois objetivos: permitir que resultados da produção científica brasileira se tornem mais visíveis 58 internacionalmente e prover indicadores que permitam avaliar a produção nacional de conhecimento (BIBLIOTECA..., 2011). Em suma, a biblioteca SciELO representa, assim como as bases de dados especializadas e o Portal de Periódicos da CAPES, uma poderosa ferramenta pela qual os pesquisadores tem a possibilidade de não só acessar a literatura científica, mas de divulgar seus trabalhos, adquirindo, assim, maior visibilidade. 4.5.3 Google Indiscutivelmente a Internet é a maior rede mundial de informação e comunicação do mundo, e vem crescendo tão rapidamente que a maior parte das pessoas em algum momento já esteve em contato com essa tecnologia e consequentemente com as ferramentas de busca. Dentre as mais conhecidas, está o Google, que é classificado como um motor de busca por capturar informações por meio do uso de robôs, podendo alcançar automaticamente centenas de milhões de páginas disponíveis na Web, permitindo o usuário localizar itens de seu interesse mediante buscas por palavras-chave e em linguagem natural. (CENDÓN, 2001; PINTO; PONTES JÚNIOR, 2008). Vale ressaltar, que embora mais utilizados, os motores de busca são menos seletivos do que as ferramentas de busca do tipo diretório³ (Yahoo, Snap, Cadê, entre outros), por se preocuparem mais com a abrangência de suas bases de dados do que com a qualidade das informações recuperadas. Estas ferramentas procuram incluir o maior número possível de páginas indexadas na Internet, por mais obscuras que as informações possam ser (CENDÓN, 2001). Em levantamento feito em 2001 no site Search Engine Watch, Cendón (2001) descobriu que o Google continha em sua base de dados 56% das páginas indexadas na Internet e na época estimavam-se existir cerca de um bilhão de páginas em Html (Tabela 2). _____________________ ³ As ferramentas de busca do tipo diretório foram a primeira solução proposta par organizar e localizar os recursos da Web, tendo precedido os motores de busca por palavra-chave. São ferramentas genéricas destinadas a um público variado, incluem assuntos de interesse amplo, como itens relacionado com educação, esporte, entretenimento, viagens, compras ou informática. Os sites coletados são selecionados, na maioria das vezes, por seres humanos, possuindo bases de dados menores que a dos motores de busca, porém com informações mais relevantes (CENDÓN, 2001). 59 Tabela 2 - Tamanho da base de dados dos motores de busca Motor de busca Nº de páginas (milhões) % da Web Google Web Top.com Altavista Fast Northern Light Exice HotBot/ Inktomi Go/Infoseek Lycos 560 500 350 340 265 250 110 50 50 Nº de páginas na Web = 1 bilhão Fonte: Search Engine Watch (apud CENDÓN, 2001). 56 50 35 34 27 25 11 5 5 Atualmente o Google continua a ser a mais poderosa ferramenta de busca do mundo, cobrindo aproximadamente 1 bilhão de páginas na Internet, com cerca de 100 milhões de consultas por dia. (HISTÓRIA..., 2011). 4.5.3.1 Google acadêmico O Google acadêmico é uma ferramenta de busca especializada, criada para disponibilizar ao mundo acadêmico informações relevantes. De acordo com Pinto e Pontes Júnior (2008, p. 2) esta ferramenta representa: um buscador especializado no mundo acadêmico focado por um lado em publicações de documentos realizados na web, citações recebidas e tipologias documentais. Sua função é hierarquizar os resultados usando um algoritmo similar ao que utiliza o Google para as buscas gerais, utilizando também ferramentas específicas que refinam a pesquisa deixando-as com qualidade, permitindo encontrar as informações solicitadas com maior precisão e atualização. Pode ser também um excelente recurso estatístico para averiguação e comparação científica de um país, instituição e autoridade. O Google acadêmico tem apresentado boa aceitação por parte dos pesquisadores, o que pode ser conferido na explicação de Mugnaini e Strehl (2008, p. 98): Muitos pesquisadores têm usado o GA [Google acadêmico] para recuperação de publicações científicas, tendo em vista a vantagem dessa ferramenta específica sobre o próprio Google, principalmente no que diz respeito ao nível de abrangência das pesquisas. Isso ocorre porque, na tentativa de contemplar exclusivamente informações científicas, o GA se aproxima do modelo adotado pelas tradicionais bases de dados especializadas, buscando, a partir da redução do universo de documentos 60 indexados, possibilitar a obtenção de resultados com um nível menor de revocação. Entretanto, as duas principais características do Google acadêmico destacadas pelos os autores, são as suas funcionalidades como meta-buscador e índice de citações. “Como meta-buscador, o GA reúne as informações disponíveis nas bases de dados de texto completo em uma única interface” (MUGNAINI; STREHL, 2008, p. 99). Os autores, ainda, completam que essa facilidade só é possível devido as grandes editoras, bases de dados, arquivos de preprints, universidades e outras organizações ao autorizarem o acesso aos conteúdos que publicam, tendo em contrapartida o aumento da visibilidade dos trabalhos. Como índice de citação, o Google acadêmico indexa as referências bibliográficas dos trabalhos, interligando os diversos documentos a partir de suas referências, permitindo o documento ser recuperado juntamente com os trabalhos que o citaram (MUGNAINI; STREHL, 2008). 61 5 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA (IEMCI) O Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) foi criado no dia 18 de junho de 2009 pelo Conselho Superior Universitário (CONSUN). Com essa iniciativa a UFPA passou a ter treze Institutos de ensino, pesquisa e extensão voltados para áreas específicas e estratégicas do conhecimento (HISTÓRICO..., 2011). A finalidade dos conselheiros que votaram para transformar o Núcleo Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento Científico (NPADC) em Instituto, foi no sentido de atender a legislação da UFPA. Pois no dia 2 de abril de 2009, o CONSUN criou o curso de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens atrelado ao Núcleo e, de acordo com o Estatuto e regimento da UFPA, apenas institutos podem manter cursos de graduação, os núcleos mantém apenas cursos de pós-graduação (HISTÓRICO..., 2011). O IEMCI ainda é composto por um Programa de Pós-Graduação, com cursos de mestrado e doutorado e por uma estrutura administrativa com duas coordenadorias e uma biblioteca especializada (HISTÓRICO..., 2011). Na fotografia 1 é mostrada a imagem do IEMCI. Fotografia 1- Imagem do IEMCI Fonte: elaborado pelo o autor. 5.1 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DO IEMCI O Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) tem por finalidade oferecer aos pós-graduandos e formadores de 62 professores das áreas de Ciências (Física, Química e Biologia), Matemática, Educação Ambiental e áreas afins, oportunidade de estudos e pesquisas sobre os fundamentos atuais do ensino e pesquisa na área de Ensino de Ciências e Matemáticas (HISTÓRICO..., 2011). O PPGECM iniciou suas atividades em maio de 2002, com o curso de mestrado acadêmico em Educação em Ciências e Matemáticas. Atualmente, conta com cursos de mestrado e doutorado em Educação em Ciências e Matemáticas e está organizado em 2 áreas de concentração e 4 linhas de pesquisas, além de ter recebido nota 4 da CAPES no triênio 2007, 2008, 2009 (HISTÓRICO..., 2011). As áreas de concentração e linhas de pesquisa estão apresentadas no Quadro 6. Quadro 6 - Áreas de concentração e linhas de pesquisa do PPGECM Área de concentração Educação em Ciências Linhas de pesquisa Conhecimento Científico e Espaços de Diversidade da Educação das Ciências Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências Área de concentração Educação Matemática Linhas de pesquisa Percepção Matemática, Raciocínios, Saberes e Valores Etnomatemática, Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática Fonte: Histórico..., (2011). Nota: quadro elaborado pelo autor a partir de informações extraídas do site do IEMCI. As linhas de pesquisa são diversificadas, no entanto, apresentam convergências para abordagem de temas e problemas atinentes à formação inicial e continuada de profissionais do Ensino/Educação em Ciências e Matemáticas, em quaisquer dos níveis e sistemas. Incluem-se temáticas e relações de maior ou menor amplitude que envolvam tanto a formação de docentes reflexivos-pesquisadores quanto questões pedagógicas e científicas de situações/relações do ensino e da aprendizagem (HISTÓRICO..., 2011). 63 6 ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS Dos 32 questionários aplicados, foram devolvidos 25, o que corresponde a taxa de retorno de 78%. Tabela 3 – Número de questionários enviados e respondidos Questionários Respondidos Enviados 32 Taxa de retorno (%) 25 78 Fonte: dados da pesquisa De acordo com as respostas dos questionários, foram identificadas 5 diferentes áreas do conhecimento, que correspondem à formação acadêmica dos respondentes. Dentre essas, observou-se a predominância da Matemática com 15 respondentes (60%), seguida da Biologia com 5 respondentes (20%) e da Física com 3 respondentes (12%), o que caracteriza o PPGECM como multidisciplinar (Gráfico 3). Gráfico 3 – Formação acadêmica dos respondentes 60 60 50 20 40 12 30 20 10 0 4 5 Biologia 1 3 Enfermagem Física 15 4 1 Matemática Pedagogia Nº de respondentes por área do conhecimento Nº de respondentes por área do conhecimento (%) Fonte: dados da pesquisa Quanto à titulação acadêmica, constatou-se que 14 discentes possuem curso de especialização, dos quais 71% são especialistas em Educação matemática. As 64 outras especialidades, como Educação em saúde, Modelagem do ensino de matemática, Psicopedagogia e Cálculo e álgebra possuem 7% dos respondentes, cada (Gráfico 4). Gráfico 4 – Número de discentes especialistas por área do conhecimento 7 Cálculo e Álgebra 1 7 Psicopedagogia 1 7 Modelagem do ensino de matemática 1 7 Educação em saúde 1 71 Educação matemática 10 0 2 4 6 8 10 12 14 Nº de respondentes por área do conhecimento (%) Nº de respondentes por área do conhecimento Fonte: dados da pesquisa. No Gráfico 5 os respondentes são representados de acordo com a linha de pesquisa do PPGECM a qual estão vinculados. A linha de pesquisa com maior número de integrantes foi a Etnomatemática, Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática com 36% dos respondentes, seguida da Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências e da Percepção Matemática, Raciocínios, Saberes e Valores, ambas com 24% dos respondentes. 65 Gráfico 5 – Respondentes de acordo com a linha de pesquisa do PPGECM Etnomatemática, Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática 36 9 Percepção Matemática, Raciocínios, Saberes e Valores 24 6 Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências 24 6 Conhecimento Científico e Espaços de Diversidade da Educação das Ciências 16 4 0 Nº de respondentes (%) 5 10 15 20 25 Nº de respondentes Fonte: dados da pesquisa. Na tabela 4 é mostrada a frequência com que as fontes de informação são utilizadas pelos discentes do PPGECM. Verificou-se que o livro impresso é o mais consultado (92%), seguido da dissertação (88%), do Google (88%), das teses (56%), dos periódicos eletrônicos (56%) e do Google acadêmico (52%). Entre as fontes menos utilizadas, segue a ordem decrescente: livros eletrônicos (40%), fontes informais (36%), bases de dados online (36%), anais de eventos (28%), periódicos impressos (24%), Portal de Periódicos da CAPES (20%) e as bibliotecas de outras instituições (8%). Com relação às Bibliotecas da UFPA, 44% utilizam-nas com muita frequência e 52% em menor escala, notando-se, portanto, certo equilíbrio entre os itens “Muita” e “Pouca frequência” para esta fonte. Quanto às bases de dados online, verificou-se o seguinte: 36% utilizam-nas com “Muita frequência”, 32% com “Pouca frequência” e 32% com “Nenhuma frequência”, indicando uma margem de utilização relativamente baixa se comparada a outras fontes de informação, principalmente ao livro impresso. Na opção “Outros”, 1 respondente afirmou utilizar com “Pouca frequência” sites internacionais, porém não os especificou. 66 Tabela 4 – Frequência de utilização das fontes de informação pelos discentes do PPGECM Total de respondentes = 25 Muita Freq. Muita Freq. (%) Pouca Freq. Pouca Freq. (%) Nenhuma Freq. Nenhuma Freq. (%) Livro impresso 23 92 2 8 0 0 Google 22 88 3 12 0 0 Dissertações 22 88 3 12 0 0 Teses 14 56 10 40 1 4 Periódico eletrônico 14 56 10 40 1 4 Google acadêmico 13 52 9 36 3 12 Bibliotecas da UFPA 11 44 13 52 1 4 Livro eletrônico 10 40 12 48 3 12 Fontes informais (Ex. conversas com colegas, e-mail, redes sociais) 9 36 12 48 4 16 Bases de dados online 9 36 8 32 8 32 Anais de eventos 7 28 17 68 1 4 Periódico impresso 6 24 15 60 4 16 Portal de Periódicos da CAPES 5 20 13 52 7 28 Bibliotecas de outras instituições 2 8 8 32 15 60 Outros 0 0 1 4 Fontes de informação Fonte: dados da pesquisa. Quanto aos meios de acesso para obtenção do livro impresso (Gráfico 6), observou-se que a compra é a forma mais utilizada (22 discentes), seguida do empréstimo na biblioteca (20 discentes). 67 Gráfico 6 – Meios de acesso mais utilizados para obtenção do livro impresso Empréstimo de colegas 11 Empréstimo na biblioteca 20 Compra 22 0 5 10 15 20 25 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. Para o acesso a teses e dissertações o meio mais utilizado é a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), com 88% e 80% dos respondentes, respectivamente. Já em relação à consulta na biblioteca, a posição inverte. As dissertações são consultadas por 60% dos respondentes, enquanto que as teses por 58%. Tabela 5 - Meios de acesso mais utilizados para obtenção de Teses e Dissertações Respondentes =24 Meios de acesso Teses Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) Consulta na biblioteca Respondentes = 25 Meios de acesso Dissertações Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) Consulta na biblioteca Nº % 21 88 14 58 Nº % 20 80 15 60 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. Dos 24 discentes que afirmaram utilizar anais de eventos, 21 (88%) indicaram acessar por meio eletrônico, 12 (50%) participam do evento e 5 (21%) emprestam na biblioteca. No tocante ao periódico impresso (Gráfico 7), 11 discentes afirmaram emprestar na biblioteca, 10 emprestam de colegas e 5 obtêm por meio de assinatura. 68 Gráfico 7– Meios de acesso mais utilizados para obtenção do periódico impresso Assinatura 5 Empréstimo de colegas 10 Empréstimo na biblioteca 11 0 3 6 9 12 15 18 21 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. Para o acesso aos periódicos eletrônicos, os discentes utilizam em sua maioria o Google (20 respondentes), seguido do Google acadêmico (15) do Portal de Periódicos da CAPES (13) e da SciELO (12). Gráfico 8 – Meios de acesso mais utilizados para obtenção do periódico eletrônico 15 Google acadêmico 20 Google Através do endereço eletrônico do próprio periódico 11 12 SciELO 13 Portal de Periódicos da CAPES 0 6 12 18 24 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. Quando indagados sobre quais tipos de periódicos costumam utilizar, os discentes em sua maioria (16) afirmaram acessar títulos nacionais e, apenas, 9 periódicos nacionais e internacionais. Quanto aos títulos citados, podem ser conferidos na Tabela 6. 69 Tabela 6 – Títulos dos periódicos citados pelos discentes Respondentes = 12 Periódicos nacionais 1234567891011- Boletimde Educação Matemática- BOLEMA ZETETIKÉ Educação Matemática em Revista- SBEM Revista Brasileira de Ensino de Física Ciência e Educação Ciência e Cognição Ensaio Revista de Educação Investigações em Ensino de Ciências Revista Nova Escola Alexandria- Revista de Educação em Ciência e Tecnologia Periódicos internacionais 12345- Revista Iberoamericana de Educación Child Development Journal Science Education Ensenea de las ciências Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática Educativa- RELIME 6- The International Journal on Matematics - ZDM 7- Digital Information 8- Bulletin of the American Society for Information Science and Technology Nº Citações 6 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 % 50 17 17 8 8 8 8 8 8 8 8 Nº Citações 2 1 1 1 % 17 8 8 8 1 8 1 1 8 8 1 8 Fonte: dados da pesquisa. Nota: a maioria dos discentes citou mais de um periódico. Dos 22 discentes que responderam utilizar o livro eletrônico, 12 citaram os sites pelos quais acessam este recurso, destacando-se o 4shared.com (4 respondentes), seguido do googlebooks.com (3 respondentes), do Google (3 respondentes), da livrariadafísica.com.br (1 respondente) e coleçõesnerd.com.br (1 respondente). Na pergunta que solicitava aos respondentes que citassem quais bases costumam utilizar, a maioria não especificou o nome das mesmas (Quadro 7), exceto um discente que mencionou a base Medline, nas demais respostas foram citadas outras fontes tecnológicas, como a biblioteca eletrônica SciELO, Portais, site da CAPES, ferramenta de busca Google e bibliotecas digitais, constatando-se problemas terminológicos entre os discentes. Esses dados ratificam a afirmação de Cianconi (1987) sobre os problemas terminológicos encontrados no meio acadêmico no que concerne às fontes eletrônicas. 70 Quadro 7– Relação dos respondentes que citaram as bases de dados Total de respondentes= 11 Respondentes Respostas Respondente 1 SciELO e Google Respondente 2 Portal MEC Respondente 4 CAPES e Domínio Público Medline Respondente 5 Respondente 6 CAPES Respondente 7 SciELO e Google Respondente 9 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) Respondente 17 CAPES Respondente 18 CAPES e SciELO Respondente 19 CAPES e Biblioteca Digital Respondente 24 CAPES, Google e Google Acadêmico Fonte: dados da pesquisa. Sobre as dificuldades encontradas na utilização de bases de dados (Tabela 7), a seleção das palavras-chave foi a mais indicada, coincidindo com os dados apresentados por Garcia e Silva (2005), que detectaram a seleção de termos como um dos entraves na busca em bases de dados. O idioma foi o segundo item mais indicado pelos discentes, seguido da utilização dos operadores lógicos ou booleanos (Ex. AND, OR, NOT), fatores estes também evidenciados no estudo de Garcia e Silva (2005). Tabela 7– Dificuldades encontradas pelos discentes na utilização de bases de dados Respondentes =12 Dificuldades Nº % Seleção das palavras-chave 7 58 Idioma 5 42 Utilização dos operadores lógicos ou booleanos (Ex. AND, OR, NOT) 4 33 Demora na recuperação da informação 1 8 Outros Fonte: dados da pesquisa. Nota: as perguntas foram de respostas múltiplas. 1 8 Na opção “Outros” somente o respondente 18 apresentou a seguinte dificuldade: “Encontrar por autor e título, mas creio que se deve principalmente, por não disponibilizarem alguns”. Na pergunta sobre quais bibliotecas da UFPA costumam utilizar (Tabela 8), 22 (86%) afirmaram frequentar a do IEMCI e 19 (82%) a Biblioteca Central (BC). Apenas 3 discentes não deram resposta a essa questão. Além disso, foram 71 mencionadas, ainda, a biblioteca do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN), a do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e a do Campus de Castanhal. Em relação às Bibliotecas de outras instituições que costumam utilizar, apenas 3 discentes responderam a questão, indicando a biblioteca da UEPA (2 respondentes) e a da UNAMA (1 respondente). Tabela 8 – Bibliotecas da UFPA utilizadas pelos discentes Respondentes= 22 Nº 19 18 Bibliotecas Nº (%) Biblioteca do IEMCI 86 Biblioteca Central 82 Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) 2 9 Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) 1 4,5 Biblioteca do campus de Castanhal 1 4,5 Fonte: dados da pesquisa. Nota: a pergunta possibilitava o respondente indicar mais de uma biblioteca. Sobre as fontes de informação eletrônica, foi constatado que 88% dos discentes acessam do computador pessoal e 24% por meio dos computadores localizados na instituição. Quanto à forma preferida para leitura da informação, 68% lêem na tela do computador e 32% preferem imprimir. Na Tabela 9 estão os motivos apresentados pelos discentes para a utilização de fontes eletrônicas. Entre as razões mais citadas, está a acessibilidade a documentos não disponíveis no acervo da biblioteca, assinalado por 72% dos respondentes. O item, baixo ou nenhum custo financeiro, também foi indicado por 72%. Além disso, 48% afirmaram ser mais rápido utilizar as fontes eletrônicas em comparação à versão impressa. A questão da acessibilidade a documentos não disponíveis no acervo da biblioteca, aliada a rapidez de obtenção da informação, também foi identificada na pesquisa de Oliveira (2006) como um dos principais motivos que levam ao uso da informação em meio eletrônico. Segundo a autora, 55% dos respondentes afirmaram que a maior vantagem do periódico eletrônico é a possibilidade de acessá-lo em tempo real, a segunda maior vantagem, justificada por 47,3% dos respondentes, é o fato de o periódico eletrônico disponibilizar a informação antes da versão impressa. 72 Tabela 9 - Motivos apresentados para a utilização de fontes eletrônicas Respondentes = 25 Motivos Nº % Não preciso ir à biblioteca 8 32 É mais rápido do que utilizar a versão impressa 12 48 Posso acessar documentos não disponíveis no acervo da biblioteca de minha instituição 18 72 Preferência pela versão eletrônica, mesmo utilizando a versão impressa 3 12 Baixo ou nenhum custo financeiro 18 72 Outros 7 28 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. A opção “Outros” foi assinalada por 7 discentes (Quadro 8), os quais apresentaram quase as mesmas justificativas dadas pelos respondentes da pesquisa de Oliveira (2006) que informaram utilizar o periódico eletrônico pelo fato de o mesmo exigir menor tempo necessário para acessar o documento desejado; está disponível 24 horas; dar acesso a informação não disponível no meio impresso; oferecer maior acessibilidade sem a necessidade de ir fisicamente a biblioteca. Quadro 8 – Motivos apresentados na opção “Outros” para a utilização de fontes eletrônicas Respondentes Respostas Respondente 1 A versão eletrônica te dá a possibilidade de ter acesso a informação que não está no meio impresso Respondente 5 Acesso a informação que não se encontra impresso Respondente 7 Praticidade Respondente 13 Praticidade e rapidez na pesquisa Respondente 16 Desperdício de papel Respondente 17 Utilizo mas prefiro ler impresso, ler no PC é ruim Respondente 20 Está disponível 24 horas Fonte: dados da pesquisa. A Tabela 10 apresenta as dificuldades enfrentadas pelos discentes na utilização de fontes eletrônicas. A falta de confiabilidade das informações recuperadas foi a mais indicada (55%), seguida da falta de padronização das fontes (35%) e do idioma (30%). 73 Tabela 10 – Dificuldades apresentadas na utilização de fontes eletrônicas Respondentes = 25 Dificuldades Nº % Falta de padronização das fontes 7 35 Nem todas as informações recuperadas são confiáveis 11 55 Excesso de informações disponíveis 4 20 Demora na recuperação da informação 0 0 Idioma 6 30 Falta de treinamento na utilização dos recursos oferecidos 4 20 Outros 0 0 Fonte: dados da pesquisa. Nota: respostas múltiplas. Na questão 18 em que se perguntava sobre quem não costuma utilizar fontes eletrônicas, ninguém opinou, indicando que de uma forma ou de outra, todos os discentes pesquisados fazem uso deste recurso. Diante dos resultados, percebeu-se que não houve prevalência de formato sobre o outro. Tanto o meio impresso, quanto o eletrônico são utilizados de forma rotineira pelos discentes do PPGECM. 74 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estudo de usuários é uma ferramenta importante para o conhecimento das necessidades e busca da informação, tendo em vista que ajuda a compreender o comportamento informacional, permitindo adequar serviços e produtos no sentido de oferecer condições essenciais para o usuário. Dessa forma, teve-se como foco verificar as fontes de informação utilizadas pelos discentes do mestrado do IEMCI. Os resultados revelaram que não houve prevalência de formatos sobre o outro. Tanto o meio impresso, quanto o eletrônico são usados de forma rotineira. O livro impresso foi identificado como a fonte mais consultada (92%), seguido do Google, das dissertações, das teses e do periódico eletrônico. Já o livro eletrônico, o Portal de Periódicos da CAPES, o periódico impresso, os anais de eventos, as bases de dados online e as fontes informais, aparecem entre ferramentas utilizadas em menor frequência. A pesquisa, também, revelou que a compra é o meio mais utilizado para obtenção do livro impresso, assim como as BDTD para aquisição das teses e das dissertações e o meio eletrônico para obtenção dos anais de eventos. Somente o periódico impresso é obtido nas bibliotecas pela maioria dos discentes pesquisados. Em relação às bibliotecas da UFPA, 86% utilizam a do IEMCI e 82% a BC, refletindo a importância que as bibliotecas universitárias possuem para a comunidade acadêmica, posto que além de funcionarem como meio de acesso a determinadas fontes especializadas, atuam, também, como importantes locais de estudo e pesquisa. Quanto aos motivos apresentados pelos discentes no que diz respeito à utilização de fontes eletrônicas, detectou-se que 72% recorrem às ferramentas tecnológicas por não encontrarem disponíveis no acervo da biblioteca o documento que precisam e, 72% pelo baixo ou nenhum custo financeiro. A questão da praticidade, também, foi enfatizada como uma das vantagens em buscar informações em meio eletrônico. Sobre as dificuldades encontradas no acesso às fontes eletrônicas, 55% demonstraram falta de confiança nas informações recuperadas e 35% enfatizaram a questão da despadronização. O trabalho, ainda, constatou que a maioria dos discentes não especificou o nome das bases de dados, exceto um respondente que informou acessar a Medline, 75 identificando, assim, problemas terminológicos no que concerne à determinadas fontes eletrônicas, fato já identificado na literatura. Diante do exposto, acredita-se que esta pesquisa contribuirá para a melhoria dos serviços bibliotecários, principalmente, dos desenvolvidos na biblioteca do IEMCI, uma vez que foram investigados usuários diretos desta unidade, detectando pontos relevantes quanto ao uso de informações. Finalmente, apesar dos limites deste estudo, espera-se que a partir dos resultados obtidos, outros trabalhos surjam com a finalidade de investigar questões relacionadas às necessidades informacionais do usuário, bem como aos fatores que inibem o acesso e uso de determinadas fontes de informação especializadas, benéficas ao progresso científico do País. 76 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Elenara Chaves Edler de; GUIMARÃES, Jorge Almeida; ALVES, Isabel Teresa Gama. Dez anos do Portal de Periódicos da CAPES: histórico, evolução e utilização. RBPG- Revista Brasileira de Pós-Graduação, Brasília, DF, v. 7, n. 13, nov. 2010. AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing da informação eletrônica. 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São Paulo: APB, 1994. 82 GLOSSÁRIO DE TERMOS UTILIZADOS NO MEIO ELETRÔNICO Banco de dados = conjunto de bases de dados. Bases de dados = coleção de dados inter- relacionados, homogêneos, ordenados, de terminada forma, armazenados, em suporte magnético ou óptico e acessível por computador. Biblioteca digital = biblioteca que armazena documentos e informações em forma digital em sistemas automatizados, podendo ser acessada localmente ou por meio de redes de comunicação. Biblioteca eletrônica = vista como uma biblioteca fisicamente identificável, mas que não possui material impresso e que faz parte de uma biblioteca digital. Mecanismo ou ferramenta de busca = programa que busca documentos que contenham determinados palavras-chave e retorna com a lista de documentos onde tais palavras foram encontradas. Internet = rede de computadores de alcance mundial que utiliza Protocolo Comum de Comunicações (TCP/IP). Portal = porta de entrada para produtos e serviços de informação de determinada área de interesse e também de interesse geral. Sistema de gerenciamento de bases de dados = sistema integrado de suportes lógicos (programas) com recursos para definir a estrutura lógica e física dos dados numa base de dados ou num banco de dados. Site = palavra em inglês que significa local, lugar. Na Internet, designa um conjunto de páginas que representa uma pessoa, instituições ou empresa na rede. Tecnologia da informação e Comunicação = combinação das tecnologias da informação e das telecomunicações. _____________________ Fonte: Arruda e Chagas (2002). Nota: Glossário elaborado pelo o autor da pesquisa a partir de informações retiradas do livro de Susana Margaret de Arruda e Joseane Chagas, intitulado: Glossário de Biblioteconomia e ciências afins. 83 APÊNDICE 84 APÊNDICE – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS DISCENTES UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA Prezado (a) discente do mestrado, Este questionário visa coletar dados para subsidiar meu Trabalho de Conclusão da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará, intitulado: FONTES DE INFORMAÇÃO UTILIZADAS PELOS DISCENTES DO MESTRADO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA DA UFPA (IEMCI/UFPA). Sua contribuição é imprescindível para o desenvolvimento desta pesquisa, pois preciso identificar quais fontes de informação são utilizadas pelos discentes do mestrado do IEMCI. Os respondentes não serão identificados. Agradeço antecipadamente sua colaboração! Alexandre Sena. e-mail: [email protected] 85 PARTE I – DADOS ACADÊMICOS GRADUAÇÃO: ____________________________________________________________________ TITULAÇÃO: Especialista Sim ( ) Não ( ) Em que área?______________________________ Em qual linha de pesquisa do programa de pós-graduação está vinculado? ( ) Conhecimento Científico e Espaços de Diversidade da Educação das Ciências ( ) Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências ( ) Percepção Matemática, Raciocínios, Saberes e Valores ( ) Etnomatemática, Linguagem, Cultura e Modelagem Matemática PARTE II - UTILIZAÇÃO DE FONTES DE INFORMAÇÃO 1) Conforme as convenções abaixo, indique a frequência com que as fontes de informação são utilizadas. MUITA [2] POUCA [ 1] NENHUMA [ 0] [ ] Livro impresso [ ] Livro eletrônico [ ] Periódico impresso [ ] Periódico eletrônico [ ] Bases de dados online [ ] Portal de Periódicos da CAPES [ ] Google [ ] Google acadêmico [ ] Teses [ ] Dissertações [ ] Anais de eventos [ ] Bibliotecas da UFPA [ ] Bibliotecas de outras instituições [ ] Fontes informais (Ex. conversas com colegas, e-mail, redes sociais) [ ] Outros. Especifique: 2) Se informou Livro impresso, indique o(s) meio (s) de acesso: ( ) compra ( ) empréstimo na biblioteca ( ) empréstimo de colegas 3) Se informou Livro eletrônico, indique o(s) site(s): ______________________________________ _________________________________________________________________________________ 4) Se informou Periódico impresso, indique o(s) meio(s) de acesso: ( ) empréstimo na biblioteca ( ) empréstimo de colegas ( )assinatura 5) Se informou Periódico eletrônico, indique o(s) meio(s) de acesso: ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) Portal de Periódicos da CAPES SciELO Através do endereço eletrônico do próprio periódico Google Google acadêmico Outros. Especifique: 86 6) Quais Periódicos costuma utilizar: ( ) Nacionais ( ) Internacionais ( ) Ambos. Cite os títulos:_________________________________ _________________________________________________________________________________ 7) Se informou Bases de dados online, cite quais:___________________________________ _________________________________________________________________________________ 8) Indique, se houver, a(s) dificuldade(s) encontradas na utilização de bases de dados: ( ) Seleção das palavras-chave ( ) Utilização dos operadores lógicos ou booleanos (Ex. AND, OR, NOT) ( ) Idioma ( ) Demora na recuperação da informação ( ) Outros. Especifique: _________________________________________________________________________________ 9) Se informou Teses, indique o(s) meio(s) de acesso: ( ) Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) ( ) Consulta na biblioteca 10) Se informou Dissertações, indique o(s) meio(s) de acesso: ( ) Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) ( ) Consulta na biblioteca 11) Se informou Anais de eventos, indique o(s) meio(s) de acesso: ( ) Empréstimo na biblioteca ( ) Meio eletrônico ( ) Participou do evento 12) Se informou Bibliotecas da UFPA, cite quais:_________________________________________ 13) Se informou Bibliotecas de outras instituições, cite quais:______________________________ 14) Normalmente costuma utilizar fontes de informação eletrônica: ( ) do computador pessoal ( ) do computador do laboratório de informática da instituição ( ) Outros. Especifique: _____________________________________________________________________________ 15) Costuma ler a informação na tela do computador ou imprime para leitura? ( ) Leio na tela ( ) Imprimo para leitura 87 16) Indique o(s) motivo(s) de acessar as fontes de informação eletrônica: ( ) Não preciso ir á biblioteca ( ) É mais rápido do que utilizar a versão impressa ( ) Posso acessar documentos não disponíveis no acervo da biblioteca de minha instituição ( ) Baixo ou nenhum custo financeiro ( ) Preferência pela versão eletrônica, mesmo utilizando a versão impressa ( ) Outros. Especifique. __________________________________________________________________________ 17) Informe, se houver, a(s) dificuldade(s) encontrada(s) na utilização das fontes eletrônicas: ( ) Falta de padronização das fontes ( ) Nem todas as informações recuperadas são confiáveis ( ) Excesso de informações disponíveis ( ) Falta de treinamento na utilização dos recursos oferecidos ( ) Idioma ( ) Demora na recuperação da informação ( ) Outros. Especifique: ____________________________________________________________________________ 18) Se não costuma utilizar as fontes eletrônicas, indique o(s) motivo(s): ( ) Desconheço as fontes eletrônicas em minha área ( ) Conheço, mas não sei utilizar ( ) Não gosto de utilizar as fontes eletrônicas, pois prefiro o formato impresso ( ) Não tenho computador ( ) Prefiro ir à biblioteca ( ) Outros. Especifique: _________________________________________________________________________