PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DO CURSO DE FISIOTERAPIA
Brasil / Salvador / Bahia
2
Prof.ª Maria Luisa Carvalho Soliani
Diretora da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Prof. Ênio Ribeiro Maynard Barreto
Vice-Diretor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Prof. Gaspare Saraceno
Coordenador de Graduação
Emanoel Olimpio Alves de Souza
Coordenador de Administração e Finanças
Prof.ª Kátia Nunes Sá
Coordenadora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão
Prof.ª Luiza de Oliveira Kruschewsky Ribeiro
Coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas
Prof.ª Luciana Bilitário Macedo
Coordenadora do curso de Fisioterapia
Vera Lúcia Martins do Rosário
Secretária Geral
Maria Angélica Godinho Mendes de Abreu
Coordenadora do Núcleo de Atenção
Psicopedagógica - NAPP
3
SUMÁRIO
1.0 Histórico e Desenvolvimento da Instituição de Ensino
1.1 Missão
1.2 Visão
1.3 Valores
1.4 Objetivos
2.0 Apresentação do Curso
2.1 Percurso Histórico do Curso
2.2 Concepção do Curso
2.2.1 Considerações Introdutórias
2.2.2 Organização Curricular
2.2.3 Princípios Norteadores da Ação Educativa
na Formação do Fisioterapeuta
2.3 Objetivos do Curso
2.3.1 Objetivo Geral
2.3.2 Objetivos Específicos
2.4 Perfil do Egresso
2.4.1 Habilidades e Competências Gerais
2.4.2 Habilidades e Competências Específicas
2.5 Matriz Curricular
2.5.1 Eixos Norteadores e Componentes Curriculares
2.5.2 Ementário
2.6 Estágios Curriculares Obrigatórios do Curso de Fisioterapia
2.6.1 Regulamento Estágio Curricular Obrigatório
2.6.2 Estágio Curricular Não Obrigatório
2.7 Produção do Conhecimento Científico e Trabalho
de Conclusão de Curso (TCC)
2.7.1 Revista Pesquisa em Fisioterapia
2.8 Atividades Complementares
2.8.1 Regulamento das Atividades Complementares
3.0 Diretrizes Metodológicas
3.1 Inovações Consideradas Significativas
4.0 Interdisciplinariedade
5.0 Sistemática de Avaliação
6.0 Coordenação do Curso/ Núcleo Docente Estruturante (NDE) /
Conselho de Integralização Curricular (CIC)
6.1 Coordenação do Curso
6.2 NDE
6.3 CIC
6.4 Corpo docente
7.0 Forma de Acesso ao Curso
8.0 Programa de Monitoria
6
7
7
7
7
9
9
9
9
10
11
11
11
11
12
12
13
14
14
15
20
25
30
32
34
34
35
38
38
39
40
41
41
42
43
44
46
48
4
9.0 Extensão
9.1 Responsabilidade Social
10.0 Apoio Pedagógico
10.1 Clínica Escola Avançada de Fisioterapia (CAFIS)
11.0 Infraestrutura e Instalações Acadêmicas
11.1 Sistema de Bibliotecas
11.2 Secretaria
11.3 Laboratórios de Informática
11.4 Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
11.5 Laboratório de Análise Experimental
12.0 Organização Administrativa da Instituição
13.0 Procedimentos de Autoavaliação Institucional
14.0 Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais
15.0 Outros
16.0 Referências
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55
56
56
57
57
62
64
64
66
66
72
73
75
76
5
1.0 HISTÓRICO E DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
A Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e sua mantenedora Fundação Bahiana
para Desenvolvimento das Ciências foram criadas dentro da Santa Casa de Misericórdia
da Bahia, no ano de 1952, por um grupo de médicos com experiência em ensino médico
que atuavam no Hospital Santa Izabel, pertencente àquela entidade.
Seus princípios norteadores baseiam-se na compreensão da saúde como um fenômeno
complexo e multidimensional que envolve aspectos biopsicossociais ao longo do curso
da vida e que necessita de uma atenção interdisciplinar e intersetorial. Inserida no
contexto real baiano, atua como uma instituição produtora de conhecimentos através de
ações concretas e indissociáveis entre ensino, pesquisa e extensão.
Oferece sete cursos de graduação: Medicina, Terapia Ocupacional, Fisioterapia,
Odontologia, Psicologia, Biomedicina e Enfermagem, além de: Mestrado em
Tecnologias em Saúde; Mestrado e Doutorado em Medicina e Saúde Humana e
Mestrado Profissional em Odontologia. São oferecidas três residências e cursos de
especialização, aperfeiçoamento e qualificação, visando a uma formação continuada dos
profissionais e melhor preparação para o mercado de trabalho. Apoiados por diferentes
modalidades de bolsas (iniciação científica, monitoria, mestrado, doutorado, programas
de educação tutorial, Pró-PET Saúde e de projetos isolados) e apoio à participação em
eventos, cursos de capacitação e na infraestrutura disponível; alunos, professores e
funcionários recebem oportunidades concretas para seu franco desenvolvimento.
O principal suporte para o ensino e a pesquisa são as atividades de extensão ligadas às
práticas assistenciais e educativas, nas quais se realizam mais de mil atendimentos e
procedimentos diários e são desenvolvidos projetos investigativos e programas de
formação dos profissionais. Através de uma rede de serviços composta por seus
Ambulatórios Docentes-Assistenciais e na unidade Complexo Comunitário Vida Plena,
presta mais de 80 mil atendimentos pela beneficência por ano. Mantém centros de
referência de assistência e pesquisa em HTLV, Reumatologia, Distúrbios Miccionais,
Cardiologia, entre outros.
Dispõe de 29 grupos com 140 linhas de pesquisa e oito revistas científicas online de
acesso livre para divulgação do conhecimento produzido intra e extra-muros. Única
instituição particular participante dos laboratórios compartilhados do Parque
Tecnológico da Bahia, integra-se com os centros de excelência em pesquisa e
desenvolvimento regionais, ampliando sua articulação com o setor produtivo no âmbito
da inovação através de seu Núcleo de Inovação Tecnológica.
A comunidade acadêmica desfruta do acesso a importantes fontes e redes cooperativas
de pesquisa como a Comunidade Acadêmica Federada da Rede Nacional de Pesquisa.
Integra ainda a Rede Brasileira de Bibliotecas da Área e a Rede de Apoio à Educação
Médica, além de ter acesso ao Portal de Periódicos da CAPES (local e remoto) e de
tecnologias de informação a distância como a RUTE e a Telemedicina em seu centro de
desenvolvimento de tecnologias educacionais.
6
Assume sua responsabilidade social transferindo constantemente à sociedade os
conhecimentos gerados por seus professores e alunos através de projetos, programas e
ações comunitárias, bem como mantém as informações do canal de saúde na internet – o
iSaúde –, que funciona no portal iBahia, promovendo educação em saúde e qualidade de
vida.
A Bahiana diferencia-se por ter como principal forma de ingresso na graduação, desde
2009, o Processo Seletivo Formativo (PROSEF), constituído por uma Fase Vivencial e
uma Fase Avaliativa – o que dá ao candidato a oportunidade de aprofundar a reflexão
sobre a sua escolha profissional. Esse processo seletivo, único no país, reflete a missão e
os valores da Bahiana e agrega valor ao processo de formação do sujeito, mesmo antes
do seu ingresso no ensino superior.
1.1 Missão
Ser uma instituição de ensino vocacionada para a área da saúde, formando profissionais
qualificados com base em princípios e valores éticos e humanísticos, em uma
perspectiva individualizada e transdisciplinar. Cumprir sua responsabilidade social,
contribuindo para o desenvolvimento sociocultural e ambiental, buscando atender às
demandas da sociedade, a partir de ações diferenciadas de ensino, pesquisa e extensão.
1.2 Visão
Ser uma universidade vocacionada para a saúde, referência nacional e internacional,
com excelência no ensino, pesquisa, extensão e consultoria.
1.3 Valores




Servir
Empreender
Aprender e Ensinar
Comunicar
1.4 Objetivos
 Desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão articuladas e específicas para
o campo da saúde;
 Contribuir com o desenvolvimento científico e tecnológico na área básica e
aplicada para a saúde;
 Valorizar a qualidade da formação do profissional em consonância com as
exigências socioculturais;
 Estimular o desenvolvimento da criticidade, do pensamento reflexivo e do
comprometimento com os problemas contemporâneos, com ênfase nas questões
locais, regionais, nacionais e internacionais;
 Oportunizar ao egresso a formação ético-profissional para inserção nos diversos
cenários da sociedade;
7
 Divulgar os resultados de criação cultural, científica e tecnológica, gerados,
através de publicações e programas de extensão com a participação da
comunidade;
 Promover parcerias, assistências e serviços de saúde em vários níveis de atenção
à comunidade;
 Promover ensino de qualidade, em busca da excelência nos cursos oferecidos;
 Incentivar as ações do Programa Institucional de Desenvolvimento Docente,
integrando os docentes de vários cursos.
REGIÃO DE ABRANGÊNCIA DA ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E
SAÚDE PÚBLICA
Distribuição geográfica das unidades acadêmicas da Bahiana1
1
Fonte: http://www.bahiana.edu.br/, agosto de 2011.
8
2. APRESENTAÇÃO DO CURSO
2.1. Percurso Histórico do Curso
O curso de Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública recebeu
sua autorização para funcionamento em 1971, oferecendo 50 vagas. Seu
reconhecimento se deu em 1º de setembro de 1975, passando a oferecer 70 vagas em
1979. Pioneiro no Estado da Bahia e o segundo na região Nordeste do Brasil, durante
mais de duas décadas continuou a ser o único curso dedicado à formação de
fisioterapeutas na Bahia.
Faz parte da política institucional o investimento na formação pedagógica do
professor, garantindo-lhes o espaço para reuniões pedagógicas, oficinas e cursos de
formação pedagógica para todos.
Desde a sua implantação, vem atualizando constantemente o seu currículo para
atender com eficiência à demanda social. A partir da aprovação das Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCNs), em 2001, propõe uma ação educativa centrada na
integralidade, voltada para a promoção da saúde e prevenção de riscos e agravos, além
da atenção já consolidada no tratamento e na recuperação das disfunções sistêmicas, de
forma humanizada, competente e contextualizada.
A metodologia aplicada no curso tem como referencial a concepção
sociointeracionista da aprendizagem, que entende o aluno como um ser ativo e capaz de
construir seus saberes. Assim, valoriza o processo dialógico e ações pedagógicas que
garantam ao estudante a possibilidade de desenvolver competência e habilidades
conceituais, procedimentais e atitudinais pertinentes ao perfil do fisioterapeuta que deve
atuar como um profissional de saúde, possuidor de um olhar para a integralidade da
assistência ao indivíduo e à coletividade em qualquer nível de atenção À SAÚDE.
2.2. Concepção do Curso
2.2.1 Considerações Introdutórias
O curso de graduação em Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública, através do seu Projeto Político-Pedagógico, expressa seu compromisso com a
formação de novos profissionais fisioterapeutas e com a proposta de promoção da
9
saúde, fundamentada em valores da solidariedade e nos princípios da integralidade e da
equidade.
Propõe formar um fisioterapeuta apto a atender às demandas do mundo de
trabalho e às demandas de cuidado à saúde da população, nos campos ambulatorial,
hospitalar, domiciliar e na gestão.
2.2.2 Organização Curricular
O curso possui regime seriado semestral e atualmente oferece 50 vagas por semestre. O
currículo é composto por componentes curriculares distribuídos em nove semestres,
compondo o total de 4.356 horas.
Núcleo Comum
A Bahiana acredita que a educação interprofissional é fundamental para a formação de
seus egressos. Em 2010 foram introduzidas modificações na estrutura de seus cursos de
saúde, incluindo período inicial comum, denominado Núcleo Comum, realizando
alinhamento de diversos componentes curriculares entre os cursos, o que permitiu o
compartilhamento de recursos pedagógicos, assim como a integração dos professores
dos cursos.
Dessa forma, o primeiro e o segundo semestres compartilham a mesma matriz curricular
com os cursos de Medicina, Enfermagem, Biomedicina e Odontologia.
A referida matriz é composta por componentes curriculares denominados Núcleo
Comum, que inclui Biomorfofuncional I e II, Saúde Coletiva I, Metodologia
Instrumental, Ética e Bioética, Psicologia e Saúde, Primeiros Socorros e por outros
componentes curriculares específicos da Fisioterapia. No terceiro e no quarto semestres,
especificamente, ainda são ofertados os componentes curriculares Saúde Coletiva II e
III que também compõem o Núcleo Comum, além dos componentes específicos da
Fisioterapia.
Organização Curricular do Curso de Fisioterapia
A partir do quinto semestre são ofertados apenas componentes específicos da
Fisioterapia.
Os estágios supervisionados acontecem do sexto ao nono semestre em vários cenários e
níveis de complexidade crescente.
As disciplinas optativas de Saúde do Atleta e Libras completam a matriz curricular do
curso.
Dessa forma, a integralização curricular em quatro anos e meio justifica-se pela
organização dos componentes oferecidos nos turnos matutino e vespertino, com a
distribuição da carga horária semestral, em média de 450 horas, resultando em cerca de
20 horas semanais, por semestre.
10
2.2.3. Princípios Norteadores da Ação Educativa na Formação do Fisioterapeuta
A formação do fisioterapeuta na EBMSP é norteada pelos princípios biopsicossociais,
bioéticos e humanísticos, buscando respeitar e atender às necessidades da população,
considerando sua territorialidade. Nessa perspectiva, o curso de Fisioterapia propõe uma
formação que valoriza a inter-relação das três dimensões da realização humana: a
pessoal, a profissional e a social.
Para tanto, trabalha coletivamente, destacando o envolvimento e a participação de seus
segmentos, cujos valores são considerados imprescindíveis à formação de um perfil
humano mais responsável, onde a ética profissional é o centro de sua formação.
Assim, o dinamismo da formação na EBMSP investe cotidianamente, em seus espaços
teórico-práticos e vivenciais, nos comportamentos éticos/bioéticos, humanísticos e
democráticos, contemplados em ações de respeito ao outro, solidariedade, justiça,
equanimidade, responsabilidade, empatia, sensibilidade, compreensão, participação
ativa como cidadão, parceria solidária, capacidade de integrar-se e complementar-se.
2.3 Objetivos do Curso
2.3.1 Objetivo Geral
O curso de Fisioterapia da EBMSP tem como objetivo formar profissionais
fisioterapeutas generalistas, com base humanista e capacidade crítica e reflexiva,
capazes de atuar na gestão profissional e em todos os níveis de atenção à saúde, em
conformidade com as DCNs de Graduação em Fisioterapia (Resolução CNE/CES 4, de
19 de fevereiro de 2002).
2.3.2. Objetivos Específicos
O curso de Fisioterapia da EBMSP compromete-se com os seguintes objetivos:
 Formar profissionais cuja prática seja centrada em valores, habilidades e
competências éticas, humanísticas e democráticas, em relação ao paciente, à
família, à comunidade e aos colegas;
11
 Desenvolver o entendimento da saúde como direito do cidadão, atuando de
forma a garantir a integralidade na assistência;
 Promover ações de autocuidado, na busca de zelar pela saúde física, mental e
qualidade de vida dos estudantes;
 Assegurar a utilização de procedimentos e instrumentos que garantam adequação
e qualidade da assistência fisioterapêutica;
 Promover programas de pesquisa e extensão que favoreçam a produção /
reprodução do conhecimento e amplie a prática profissional;
 Desenvolver competências de atuação em gestão e empreendedorismo no campo
da saúde;
 Desenvolver as habilidades de comunicação verbal e não verbal, assim como a
comunicação escrita;
 Desenvolver as capacidades de liderança e tomada de decisões através de
situações práticas da vida acadêmica;
 Conhecer o Sistema Único de Saúde e sua Política Nacional de Humanização;
 Desenvolver ações de assistência integral na atenção à saúde da criança e do
adolescente, da mulher, do adulto, do idoso e do doente crítico de forma
contextualizada;
 Desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe multiprofissional em saúde,
respeitando as diferentes opiniões e sabendo colocar-se com segurança e
assertividade.
2.4. Perfil do Egresso
O curso de Fisioterapia da Bahiana, que tem como referência as DCNs do curso de
graduação em Fisioterapia do MEC (2001), o Plano de Desenvolvimento Institucional
(PDI) da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e os seus objetivos geral e
específicos. Para tanto, o egresso em fisioterapia, deverá ter uma formação generalista,
com base humanista, crítica e reflexiva, que lhe garanta a capacidade de intervir em
diferentes níveis de atenção à saúde, sempre referenciado no rigor da ciência e dos
princípios da Política de Humanização do SUS.
O egresso constrói seu perfil profissional durante o percurso de sua formação acadêmica
a partir do estudo, das vivências, das pesquisas e desafios pertinentes a um espaço de
constante elaboração de conhecimentos e práticas comprometidas com a qualidade de
vida da sociedade. Dessa forma, o curso de Fisioterapia propõe a formação de
fisioterapeutas com base nas habilidades e competências gerais referentes a todos os
profissionais da área de saúde e as específicas da formação do fisioterapeuta.
2.4.1 Habilidades e Competências Gerais
 Desenvolver ações de atenção à saúde que abranjam prevenção,
promoção e reabilitação à saúde do indivíduo e da coletividade, de forma
integrada e comprometida com os altos padrões de qualidade e com os
princípios da ética/bioética;
12
 Tomar decisões apropriadas, fundamentadas em evidências científicas,
visando o uso apropriado e competente da força de trabalho, de
equipamentos e procedimentos;
 Comunicar-se com usuários e outros profissionais da saúde, valendo-se
das formas verbal e não verbal, além do uso da escrita e da leitura e de
tecnologias da comunicação e informação; respeitar o sigilo profissional
acerca das informações que lhes são confiadas;
 Exercer liderança no trabalho com base no compromisso com a
coletividade envolvida, sabendo tomar decisões de forma assertiva;
 Gerenciar e administrar recursos físicos, materiais e de informação, assim
como saber atuar de forma empreendedora;
 Estar disponível para aprender continuamente, comprometendo-se com a
formação dos novos profissionais.
2.4.2 Habilidade e Competências Específicas
 Seguir os princípios éticos próprios ao exercício profissional;
 Identificar os diferentes níveis de atenção à saúde, de forma atenta às
necessidades do ser humano;
 Reconhecer os campos multiprofissionais, interdisciplinares e transdisciplinares,
visando a produtividade da promoção à saúde, com base nos princípios ético,
científico e da cidadania;
 Trabalhar em equipe, partilhando saberes e exercendo a solidariedade;
 Defender a saúde como um direito da cidadania, buscando garantir a
integralidade da assistência, compreendida como um conjunto complexo que
envolve ações e serviços de prevenção, proteção e intervenção individual e
coletiva;
 Refletir sobre a manutenção da saúde da população, considerando os contextos
éticos, políticos, culturais, econômicos e biopsicossociais;
 Investigar, continuamente, o movimento humano na totalidade de sua expressão
e potencialidades, considerando seu estado de saúde e doença;
 Realizar consulta fisioterapêutica;
 Traçar diagnóstico cinético funcional e estabelecer um plano de tratamento
fisioterapêutico adequado ao usuário do Sistema de Saúde vigente;
 Comprometer-se com a restauração e a integridade do corpo humano, desde a
elaboração do diagnóstico cinético-funcional ao plano de intervenção
fisioterapêutico específico de cada situação;
 Realizar investigação científica com a finalidade de aperfeiçoar e a ação clínica
terapêutica;
 Elaborar projetos de pesquisa que atendam às demanda de saúde da população;
 Identificar e investigar novas tecnologias em prol da atuação do fisioterapeuta;
 Ter capacidade empreendedora;
13

Compreender a relação existente entre funcionalidade corporal e psiquismo
humano, buscando enxergar o indivíduo e a coletividade em suas singularidades
(BRASIL, 2001, p.4,5).
2.5. Matriz Curricular
2.5.1 Eixos Norteadores e Componentes Curriculares
O curso de Fisioterapia da Bahiana apresenta em sua Matriz Curricular quatro
eixos norteadores, compostos por componentes curriculares que objetivam garantir um
fluxo contínuo, integrado e de complexidade crescente.
Os eixos norteadores são quatro:
Eixo I – Fundamentos Biológicos e Saúde:
Composto por uma carga horária de 648 horas (15% da carga horária total do
curso), o eixo I objetiva apresentar ao aluno a fundamentação biológica e os
conhecimentos básicos da embriologia, histologia, anatomia, fisiologia, biomecânica,
cinesiologia, fisiologia do exercício e patologia humana, de forma integrada e interrelacionando os conteúdos constituintes do corpo humano e com complexidade
crescente permeando os três primeiros semestres do curso.
Eixo II – Saúde e Sociedade
Composto por uma carga horária de 378 horas (9% da carga horária total do
curso), o eixo II está inserido no primeiro ao quarto semestre do curso e visa abordar a
14
ética profissional e os dilemas morais e éticos que permeiam a ação do profissional de
saúde, bem como a discussão sobre o sistema único de saúde (SUS), desde a legislação,
permeando a análise epidemiológica das situações de saúde e contemplando o estudo do
processo saúde-doença e suas implicações sociais.
Neste eixo está contido o Programa Interdisciplinar e Intercurso Candeal (Saúde
Coletiva III) que é constituído por grupos educativos instalados respectivamente no
Distrito Sanitário de Brotas e no do Cabula, distritos onde estão situadas as unidades
acadêmicas da Bahiana, com um trabalho em Educação em Saúde voltado para a
comunidade.
De acordo com as demandas do curso e a necessidade crescente de estabelecer
momentos de discussões multiprofissionais, foram introduzidos nesse eixo os
componentes de Práticas Interdisciplinares em saúde nos sexto e sétimo semestres,
integralizando o Eixo de Saúde e Sociedade.
Eixo III – Fisioterapia Bases e Práticas
Composto por uma carga horária de 2.876 horas (71% da carga horária total do
curso), o eixo III é composto pelos componentes curriculares que norteiam a ação do
fisioterapeuta, desde a legislação vigente da profissão, perpassando pela avaliação
funcional, pelos recursos fisioterapêuticos, até a atuação do profissional na saúde da
criança, do adolescente, do adulto e do idoso, a especificidade do doente crítico e, por
fim, contemplando a capacitação e treinamento do estudante para a atuação profissional,
em complexidade crescente.
Eixo IV – Produção do Conhecimento Científico em Saúde
O eixo IV propõe componentes que, de forma crescente no curso,
instrumentalizem o aluno para a pesquisa científica de forma orientada, até o trabalho
final de conclusão de curso.
2.5.2 Ementário
O ementário do curso está evidenciado nos quadros abaixo, de acordo com os
eixos a que pertence cada componente curricular.
15
EIXO I: FUNDAMENTOS BIOLÓGICOS E SAÚDE
COMPONENTE
CH
CH
CH
CURRICULAR
Teórica
Prática
Total
BIOMORFOFUNCIONAL
72
108
180
I
EMENTA
Estudo dos conhecimentos básicos de forma integrada dos sistemas
tegumentar,
esquelético,
muscular,
articular,
nervoso
e
cardiovascular, conectando conteúdos referentes aos constituinte do
corpo humano, suas bases celulares e mecanismos de ação
molecular, com as interações morfológicas e funcionais, além do
desenvolvimento do embrião e do feto humano.
BIOMORFOFUNCIONAL
72
108
180
II
Aborda
conhecimentos
básicos
de
histologia,
anatomia,
embriologia e fisiologia de forma integrada inter-relacionando
conteúdos referentes aos constituintes do corpo humano.
ESTUDO
DO
36
54
90
MOVIMENTO I
ESTUDO
Abordagem de conceitos e princípios da fisiologia do exercício
aplicada ao movimento humano.
DO
36
54
90
MOVIMENTO II
PRÁTICA
Abordagem de conceitos e princípios da biomecânica, da marcha e
postura humana.
72
36
108
FISIOTERAPEUTICA III
Estudo da fisiopatologia e suas manifestações relacionadas ao estilo
de vida humana na contemporaneidade.
EIXO II: SAÚDE E SOCIEDADE
COMPONENTE
CH
CH
CH
CURRICULAR
Teórica
Prática
Total
PSICOLOGIA APLICADA
36
-
36
A SAÚDE
EMENTA
Estuda o processo de saúde e doença na abordagem psico social,
com foco nas dimensões da comunicação – intra e interpessoal – da
humanização na atenção e gestão para o cuidado integral em saúde.
ÉTICA E BIOÉTICA
54
-
54
Debates, discussões e reflexões sobre os dilemas morais que
permeiam o exercício das profissões de saúde no contexto plural
brasileiro. Introdução de fundamentos teóricos e epistemológicos
da Ética e Bioética na busca de reflexões e análises aplicadas aos
possíveis conflitos morais nas relações profissionais de saúde –
paciente, frente aos avanços tecnológicos, assim como nas questões
de saúde e no campo da pesquisa com seres humanos e materiais
PRIMEIROS SOCORROS
29
25
54
Estudo dos aspectos referentes ao atendimento inicial ao
politraumatizado e emergências em geral. Suporte Básico de Vida.
SAÚDE COLETIVA I
54
-
54
Estuda os conceitos e a evolução do processo saúde doença,
enfatizando seus modelos explicativos e determinantes sociais.
Aborda os movimentos de Reforma Médica, promoção da saúde e
os níveis de atenção, com ênfase na atenção primária a saúde.
Discute, ainda os diversos Sistema de Saúde no Mundo.
SAÚDE COLETIVA II
54
-
54
Estudo campo da Saúde Coletiva, com ênfase
na
conjuntura
politica social da saúde, na Reforma Sanitária e na
Evolução Histórica do Sistema Saúde Brasileiro. Análise
dos modelos de atenção vigentes e das propostas de
reorganização da assistência a saúde no âmbito do SUS
com destaque para o modelo da Vigilância a Saúde e a
16
Estratégia da Saúde da Família. Os indicadores básicos e as
principais medidas em Saúde Coletiva: morbidade e
mortalidade. Análise do quadro das doenças infecciosas e
transmissíveis e doenças crônicas não transmissíveis. Perfil
atual da saúde da população brasileira e as principais fontes
de informações para as ações de vigilância a saúde, de
planejamento e gestão. Linhas de cuidado em saúde.
SAÚDE COLETIVA III
18
36
54
Constituir uma comunidade de aprendizagem, na qual estudantes
de graduação dos diversos cursos da EBMSP vivenciem todas as
etapas de um projeto de Educação em Saúde centrado na
comunidade, e efetuem trabalho interdisciplinar em equipes,
integrados, e coordenadas por um Professor-Tutor
PRÁTICAS
36
-
36
INTERDISCIPLINARES
Estudo e análise de políticas públicas e intervenção interdisciplinar
do fisioterapeuta na atenção primária.
EM SAÚDE I
PRÁTICAS
36
-
36
INTERDISCIPLINARES
Estudo e análise de políticas públicas e intervenção interdisciplinar
do fisioterapeuta na atenção secundária e terciária.
EM SAÚDE II
Eixo III: FISIOTERAPIA BASES E PRÁTICAS
COMPONENTE
CH
CH
CH
CURRICULAR
Teórica
Prática
Total
PRÁTICA
54
-
54
FISIOTERAPEUTICA I
EMENTA
Abordagem conceitual e histórica da fisioterapia, destacando a ação
do fisioterapeuta e o conhecimento sobre o conceito ampliado de
saúde numa abordagem biopsicossocial.
PRÁTICA
54
-
54
FISIOTERAPEUTICA II
Abordagem do processo de formação do fisioterapeuta para o
mundo do trabalho, considerando os aspectos normativos da
biossegurança.
AVALIAÇÃO
E
36
36
72
Abordagem de conceitos e princípios da avaliação e diagnóstico
DIAGNÓSTICO
cinético-funcional, considerando a Classificação Internacional de
CINÉTICO FUNCIONAL
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para a fisioterapia no
contexto biopsicossocial.
PRÁTICA
90
90
180
Estudo dos processos biológicos funcionais e disfunções da criança
FISIOTERAPEUTICA NA
e do adolescente considerando o contexto psicossocial com foco
SAÚDE DA CRIANÇA E
nos níveis de atenção primária, secundária e terciária da saúde no
DO ADOLESCENTE
campo da fisioterapia.
PRÁTICA
90
90
180
Estudo dos processos biológicos funcionais e disfunções do
FISIOTERAPEUTICA NA
homem, considerando o contexto psicossocial, com foco nos níveis
SAÚDE DO ADULTO I
primário, secundário e terciário de atenção à saúde no campo da
fisioterapia.
PRÁTICA
90
90
180
Estudo dos processos biológicos funcionais e disfunções da mulher,
17
FISIOTERAPEUTICA NA
considerando o contexto psicossocial, com foco nos níveis
SAÚDE DO ADULTO II
primário, secundário e terciário de atenção à saúde no campo da
fisioterapia.
PRÁTICA
90
90
180
Estudo do processo fisiológico do envelhecimento e disfunções do
FISIOTERAPEUTICA NA
idoso, considerando o contexto psicossocial, com foco nos níveis
SAÚDE DO IDOSO
primário, secundário e terciário de atenção à saúde no campo da
fisioterapia.
PRÁTICA
36
36
72
FISIOTERAPEUTICA NA
Estudo da atuação do fisioterapeuta em pacientes críticos assistidos
em ambiente hospitalar e domiciliar
ATENÇÃO A SAÚDE DO
DOENTE CRÍTICO
LABORATÓRIO
DE
-
36
36
MOVIMENTO I
LABORATORIO
Prática vivencial de conhecimento e percepção corporal do
movimento humano
DE
-
54
54
MOVIMENTO II
Prática vivencial que propõe experiências de conhecimento e
percepção do corpo enfatizando o autocuidado.
LABORATORIO
DE
-
54
54
MOVIMENTO III
Estudo teórico e prático de métodos terapêuticos utilizados na
Fisioterapia. Estudo de patologias e suas aplicações terapêuticas.
Estudo do desenvolvimento infantil e o brincar na prática clínica
RECURSOS
36
54
90
36
54
90
FISIOTERAPEUTICOS I
RECURSOS
Estudo e prática dos recursos eletroterapêuticos, termoterapêuticos
e fototerapêuticos aplicados ao organismo humano.
FISIOTERAPEUTICOS II
Estudo dos tipos, princípios e efeitos da terapia pelo movimento no
solo e na água, suas teorias e práticas, aplicadas ao organismo
humano. Desenvolvimento do raciocínio clínico e da prática
assistida, na elaboração de um programa de tratamento nas
disfunções dos movimentos artrocinemáticos e osteocinemáticos.
RECURSOS
36
36
72
FISIOTERAPEUTICOS III
Estudo dos tipos, princípios e efeitos da terapia pelo movimento no
solo e na água, suas teorias e práticas, aplicadas ao organismo
humano. Desenvolvimento do raciocínio clínico da prática
assistida, na elaboração de um programa de tratamento nas
disfunções dos movimentos artrocinemáticos e osteocinemáticos.
LABORATORIO
DE
-
54
54
Estudo teórico prática de especialidades do Fisioterapeuta.
DE
-
54
54
Laboratórios teórico-prático de avaliação, diagnóstico cinético-
HABILIDADES I
LABORATORIO
HABILIDADES II
BIOIMAGEM E EXAMES
funcional e planos de tratamento.
27
27
54
Estudo da bioimagem e exames complementares.
54
-
54
Estudo do processo de Gestão em Saúde, em organizações privadas
COMPLEMENTARES
GESTÃO PROFISSIONAL
E
e no SUS. Estudo do empreendedorismo em saúde.
EMPREENDEDORISMO
18
TÓPICOS
DE
ATUALIZAÇÃO
NA
36
36
72
Estudo de práticas emergentes no campo da fisioterapia.
-
54
54
Vivência prática em atividades de gestão e empreendedorismo.
-
72
72
Observação e estudo da prática fisioterapêutica nos contextos
INTERVENÇÃO
TÓPICOS
DE
ATUALIZAÇÃO
NA
GESTÃO
PRÁTICA
DE
INTERAÇÃO
hospitalar e ambulatorial
ESTÁGIO
-
200
200
SUPERVISIONADO
Habilitação para o atendimento ambulatorial e domiciliar, com foco
generalista, com ênfase na prática integrada.
AMBULATORIAL I
ESTÁGIO
-
200
200
SUPERVISIONADO
Habilitação
para
o
atendimento
hospitalar
na
prática
fisioterapêutica integrada.
HOSPITALAR I
ESTÁGIO
-
320
320
SUPERVISIONADO
FISIOTERAPIA
Habilitação para o cuidado e assistência ao usuário na atenção
primária e ambulatorial, com ênfase na prática integrada.
NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA E
AMBULATORIAL II
ESTÁGIO
-
320
320
SUPERVISIONADO
Habilitação para o cuidado e atendimento fisioterapêutico de
pacientes da média e alta complexidade.
HOSPITALAR II
EIXO IV: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO EM SAÚDE
COMPONENTE
CH
CH
CH
CURRICULAR
Teórica
Prática
Total
METODOLOGIA
18
36
54
INSTRUMENTAL
EMENTA
Instrumentaliza o discente para as técnicas e métodos científicos.
Aborda os principais tipos de trabalho científicos e suas normas
para construção. Formas de apresentação oral, teórica e de
divulgação.
METODOLOGIA
DA
18
36
54
PESQUISA
TRABALHO
Levantamento bibliográfico em saúde baseada em fundamentos
teóricos e práticos
DE
36
-
36
CONCLUSÃO DE CURSO
Elaboração de projeto de pesquisa (trabalho de conclusão de curso
– TCC)
I
TRABALHO
DE
36
-
36
CONCLUSÃO DE CURSO
Execução do projeto de pesquisa (trabalho de conclusão de curso –
TCC)
II
TRABALHO
DE
36
-
36
CONCLUSÃO DE CURSO
Conclusão do artigo científico (trabalho de conclusão de curso –
TCC)
III
COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS
LIBRAS
40
-
40
Estudo da comunicação através da LIBRAS. Conhecimento
sobre a inclusão da pessoa com deficiência auditiva
19
SAÚDE DO ATLETA
27
27
Estuda aspectos gerais da fisiopatologia do atleta no
contexto biopsicossocial.
DIV ISÃ O C ARGA HORÁ RIA CURSO DE FISIOTERAPIA
Teórica
Prática
38%
62%
2.6 Estágios Curriculares Obrigatórios do Curso de Fisioterapia
O estágio supervisionado funciona como formação em serviço com o objetivo de
oferecer ao estudante um cenário adequado ao desenvolvimento de suas habilidades
práticas, de reflexão sobre sua prática e discussão teórica.
O estágio supervisionado da EBMSP compreende uma carga horária de 1.040 horas,
sendo desenvolvido nos quatro últimos semestres, nos três grandes cenários de atuação
profissional da saúde: atenção primária, secundária e terciária.
O curso oferece, em seu currículo, de forma inovadora estágios em áreas especificas
como planejamento e gestão sob a responsabilidade do componente curricular Tópicos
de Atualização na Gestão através da preceptoria em instituições parceiras.
No nono semestre, ao aluno conta com a possibilidade de realizar estágio opcional por
60 dias, em outros estados ou países com aproveitamento da carga horária. Este estágio
deverá obedecer aos critérios estabelecidos no regimento do curso. A solicitação do
20
aluno deverá ser feita com antecedência mínima de 90 dias e caberá ao Conselho de
Integralização Curricular (CIC) deferir sobre o pedido.
Os estágios são considerados como o momento de grande relevância acadêmica,
pois, garantem ao estudante atuar em diferentes espaços de saúde, aprimorando o
desenvolvimento das competências cognitivas, procedimentais e atitudinais, construídas
no percurso acadêmico. Frente à sua importância, precisam ser bem planejados,
executados, acompanhados e avaliados em conformidade com o currículo, o programa e
o calendário acadêmico.
Objetivos do Estágio Supervisionado
Formar profissionais cidadãos, envolvidos com as necessidades das comunidades,
voltados para uma assistência integral nos vários níveis de atenção à saúde e embasado
nas tendências acadêmico-científicas exigidas na contemporaneidade.
Específico
a) Oferecer um espaço de fortalecimento do respeito aos princípios éticos inerentes ao
exercício profissional;
b) Favorecer a compreensão acerca da importância e do valor do trabalho em grupo;
c) Desenvolver capacidade de trabalho com autonomia, reflexão, análise, gestão do
tempo e autodisciplina;
d) Discutir e desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da
saúde, tanto em nível individual quanto coletivo;
e) Desenvolver habilidades em todos os níveis de atenção à saúde, desde a elaboração
do diagnóstico cinético-funcional à intervenção fisioterapêutica, considerando o
amplo espectro de questões clínicas, científicas, éticas;
f) Promover
a
atuação
multiprofissionalmente,
interdisciplinarmente
e
transdisciplinarmente, objetivando a promoção de saúde baseado na convicção
científica, de cidadania, da ética e da bioética;
g) Aprofundar o conhecimento teórico-científico através da pesquisa e da
aprendizagem contínua;
h) Favorecer o reconhecimento da saúde como direito do indivíduo e da coletividade;
i) Atuar com foco na integralidade da assistência.
Campos de Atuação
O estágio está dividido em quatro módulos de acordo com o seu nível crescente de
complexidade na prática de intervenção supervisionada e, em mais um módulo em que o
acadêmico estará tendo aproximação com áreas mais especificas da prática
fisioterapêutica através de preceptoria no Ambulatório Docente-Assistencial da EBMSP
- ADAB e em instituições parceiras:
 Estágio Supervisionado Ambulatorial I – Carga horária: 200 horas
 Estágio Supervisionado Hospitalar I – Carga horária: 200 horas
21
 Estágio Supervisionado Fisioterapia na Atenção Primária e Ambulatorial II –
Carga horária: 320 horas
 Estágio Supervisionado Hospitalar II – Carga horária: 320 horas
 Tópicos de Atualização na Gestão – Carga horária: 54 horas aula
Estágio Supervisionado Ambulatorial I
O Estágio Ambulatorial I ocorre no 6º semestre no ADAB - Clínica Avançada de
Fisioterapia (CAFIS) com uma carga horária de 200 horas. Neste momento o aluno será
supervisionado de forma direta pelo seu professor-supervisor onde será exigido o
desenvolvimento das seguintes competências:
• Realizar consulta fisoterapêutica;
• Analisar seus exames complementares;
• Traçar o prognóstico funcional baseado na clínica;
• Traçar plano terapêutico;
• Realizar intervenção fisioterapêutica;
• Registrar evolução do paciente de forma clara, minuciosa e em ordem
cronológica dos fatos;
• Reavaliar o plano terapêutico;
• Elaborar relatórios fisioterapêuticos;
• Auxiliar no gerenciamento do espaço físico da instituição;
• Manter sigilo profissional;
• Respeitar as diferenças de gênero, sexuais, étnicas e religiosas.
Estágio Supervisionado Hospitalar I
O Estágio Hospitalar I ocorre no 7º semestre, tem carga horária de 200 horas/aula,
dando ênfase à formação e desenvolvimento de competências no âmbito hospitalar.
Nesse semestre, o aluno estará em regime de semi-internato em instituição parceira da
EBMSP onde será estimulado de forma direta pelo supervisor tutor a:
 Sistematizar a avaliação do paciente hospitalar;
 Realizar análise dos exames complementares;
 Elaborar o prognóstico funcional e o plano terapêutico;
 Executar o tratamento indicado com utilização de técnicas específicas;
 Interagir com o paciente e familiares
 Trabalhar em equipe;
 Ter escuta qualificada;
 Observar a Ética.
Estágio Supervisionado Fisioterapia na Atenção Primária e Ambulatorial II
O estágio Supervisionado Fisioterapia na Atenção Primária e Ambulatorial II contempla
uma carga horária de 320 horas divididas entre a comunidade e a ADAB – CAFIS.
22
As competências a serem desenvolvidas nesse componente são:
• Realizar consulta fisioterapêutica;
• Traçar diagnóstico e prognóstico funcional;
• Traçar plano fisioterapêutico;
• Realizar intervenção fisioterapêutica;
• Registrar a evolução do paciente em ordem cronológica dos fatos;
• Reavaliar o plano terapêutico. Elaborar relatórios fisioterapêuticos;
• Gerenciar o espaço físico da clínica;
• Tomar decisões em situações emergenciais;
• Desenvolver as relações interpessoais: terapeuta-paciente-família/ discentedocente; discente-discente.
• Atuar na comunidade através da Estratégia de Saúde da Família e/ou outros
programas propostos pelo Sistema Único de Saúde com ação direta na atenção
básica.
Descrição do Estágio Supervisionado Fisioterapia na Atenção Primária
O Núcleo de Apoio à Família (NAF) é uma atividade multidisciplinar através da qual é
possível promover o acompanhamento e gerenciamento do cuidado às famílias da área
adstrita do Complexo Comunitário Vida Plena (CCVP), utilizando como ferramentas
visitas e atendimentos domiciliares, seguindo a lógica da promoção à atenção básica em
saúde.
As ações no estágio são discutidas, planejadas e executas em equipe multiprofissional
(docentes, residentes multiprofissionais em Saúde da Família, Agentes Comunitários de
Saúde, Mobilizadoras da Paz, internos de medicina e graduandos de outras áreas da
saúde). Entre as executadas pelos graduandos de fisioterapia estão: discussão de temas
relacionados à saúde em sua concepção ampliada; discussão de temas mais específicos à
categoria no intuito de favorecer a educação permanente da equipe com foco na
abordagem integral ao sujeito/usuário; planejamento e execução de visitas domiciliárias;
discussão de casos e tomada de decisões em equipe multiprofissional.
Além disso, no CCVP os graduandos realizam atividades de atendimentos ambulatoriais
e domiciliares específicos à categoria. Os atendimentos ambulatoriais acontecem nas
próprias dependências da unidade básica de saúde. Para os atendimentos domiciliares os
estudantes são acompanhados até as residências dos usuários por mulheres da
comunidade, as Mobilizadoras da Paz. Através deles, é possível conhecer a dinâmica
familiar, o ambiente domiciliar e de acesso ao domicílio, suas barreiras e facilitadores,
propiciando reflexão de como todos esses fatores interferem na saúde do indivíduo e de
que forma é possível utilizá-los como potencializadores do tratamento e evolução do
usuário.
A Gerência Acolhedora tem como objetivos centrais “reorganizar o fluxo dos
usuários na unidade, ampliar o acesso, acolher e estabelecer equipes de referência,
intervindo nas intercessões das relações que se estabelecem no trabalho em saúde.”
(PEIXINHO, 2009)
23
A atividade é desenvolvida a partir da atuação de equipe multiprofissional
(enfermeira, fisioterapeuta, nutricionista, técnicas de enfermagem, residentes
multiprofissionais, docentes e internos de medicina, Mobilizadoras da Paz) com
responsabilidades partilhadas sobre os diversos setores da unidade: Linha de Cuidado
aos usuários portadores de hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus, às
gestantes e pessoas idosas; vigilância epidemiológica; dispensação de medicamentos;
atendimento às demandas emergentes; reaproveitamento de vagas, entre outras.
A diretriz do acolhimento perpassa por todas as ações, buscando a
construção/fortalecimento do vínculo entre o usuário e o profissional/unidade,
envolvendo todos os recursos humanos disponíveis no atendimento às necessidades
de saúde dos usuários e nos processos decisórios.
Estágio Supervisionado Hospitalar II
No 9º semestre ocorre o estágio Hospitalar II com carga horária de 200 horas e visa
oportunizar ao aluno estagiário a prática da atuação fisioterapêutica nas diversas
unidades hospitalares (neonatologia, pediátrica, clínica médica, cirúrgica e UTI) com
fins à execução de atribuições próprias do fisioterapeuta em âmbito hospitalar. Os
alunos serão subdivididos em grupos para atuar nos diferentes setores e, desta forma,
será possível:
 Estabelecer correlações entre a teoria e a prática através de estudos de casos à
beira do leito;
 Realizar intervenções fisioterapêuticas como: avaliação, planejamento, execução
do plano assistencial, reavaliação e alta, dentro do princípio da integralidade.
Mecanismos de
Supervisionados
Acompanhamento
e
de
Cumprimento
dos
Estágios
Para contemplar com sucesso os itens acima, os componentes curriculares contarão com
o auxílio de professor-supervisor, que estará direta e continuamente com os estagiários
nos campos discriminados.
Os alunos serão divididos em grupos de até seis alunos por professor-supervisor de
estágio, de acordo com legislação do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia
Ocupacional. O supervisor de estágio elaborará os cronogramas de atividades diárias
que serão utilizados em todos os campos práticos.
Ao longo do estágio, o aluno apresentará estudos de casos, seminários, discussões de
casos individuais e em grupo, visitas domiciliares e relatórios parciais das atividades
desenvolvidas em cada componente curricular.
O aluno será avaliado pelo professor-supervisor através de critérios específicos,
previamente discutidos com todos os estagiários. Além disso, o aluno terá feedback
constante para que, assim, possa desenvolver e melhorar as competências exigidas para
a conclusão do curso de forma efetiva.
A legislação estabelece obrigatoriedade de um instrumento jurídico entre a escola e a
organização-alvo do estágio. Observa-se também na legislação o cuidado em não
24
caracterizar o estágio como relação de vínculo empregatício, exigindo para tanto a
celebração de um termo de compromisso entre o estudante e a organização, com a
interveniência da instituição de ensino. Outra exigência é providenciar seguro de
acidentes pessoais em favor do estudante.
2.6.1 Regulamento de Estágio Curricular Obrigatório
Capítulo 1
Da Caracterização
Art.1º- O estágio supervisionado, prática obrigatória para graduação do curso de
Fisioterapia, consta de atividades práticas, exercidas no 6º, 7º, 8º e 9º semestres do
curso, em situações reais de trabalho, sob a orientação de um supervisor geral dos
estágios e de supervisores, indicados pelo curso de Fisioterapia.
Art.2º- O estágio do 6º semestre compõe um componente curricular denominado
Estágio Supervisionado Ambulatorial I e acontecerá na Clínica Escola, sendo composto
de práticas supervisionadas de níveis de complexidade I, totalizando carga horária de
200 horas.
Art.3º- O estágio do 7º semestre compõe um componente curricular denominado
Estágio Supervisionado Hospitalar I e acontecerá em unidades de internamento
escolhidas e conveniadas pela coordenação do curso, sendo composto de práticas
supervisionadas de nível de complexidade II e III, totalizando carga horária de 200
horas.
Art.4º- O estágio do 8º semestre compõe um componente curricular denominado
Estágio Supervisionado Fisioterapia na Atenção Primária e Ambulatorial II e acontecerá
na Clínica Escola de Fisioterapia (CAFIS) e no complexo comunitário Vida Plena
(CCVP), sendo composto de práticas supervisionadas de níveis de complexidade I e II,
totalizando carga horária de 320 horas.
Art.5º- O estágio do 9º semestre compõe a disciplina Estágio Supervisionado Hospitalar
II acontecerá em unidades de internamento conveniadas, e constará de práticas
supervisionadas de níveis de complexidades II e III, totalizando uma carga horária de
320 horas.
Capítulo II
Dos Objetivos
Art.4º– O estágio supervisionado tem como finalidade oferecer, ao aluno, espaços para
a iniciação profissional, enfatizando o caráter técnico, científico, social, cultural e
comportamental da profissão, preferencialmente através da sua inserção direta no
mundo do trabalho, relacionando suas atividades profissionais nas áreas de atuação do
fisioterapeuta e, em específico, para:
I – Desenvolver as capacidades crítica, reflexiva e humanística necessárias à formação
profissional;
II – Aplicar conceitos, métodos e técnicas fisioterapêuticas, in locu, que favoreçam a
promoção da saúde do indivíduo e da coletividade;
25
III – Aprimorar competências e habilidades gerais para promoção, prevenção e
reabilitação da saúde do usuário;
IV – Propiciar um espaço de investigação e produção científica.
Capítulo III
Das Condições de Admissão nos Estágios
Art.5º- Será admitido no estágio o aluno aprovado nos componente(s) curriculares que
possua(m) pré-requisito(s) para a área do estágio supervisionado do 6º, 7º, 8º e 9º
semestres.
Capítulo IV
Das Condições e Desenvolvimento dos Estágios
Art. 6º- O estágio supervisionado é obrigatório ao aluno do curso de Fisioterapia e sua
carga total é de 1.040 (um mil e quarenta) horas, subdivididas em 200 (duzentas) horas
para o estágio ambulatorial I do 6º semestre, 200 (duzentas) horas para o estágio
hospitalar I do 7º semestre, 320 (trezentos e vinte) para o estágio supervisionado do 8º
semestre e 320 (trezentas e vinte) para o estágio supervisionado do 9º semestre.
Art.7º- O estágio será desenvolvido nos períodos matutinos: das 7h às 12h e no
vespertino das 13h30 às 18h30, sendo que nas unidades de terapia intensiva – 07h a 12h
e 13h00 a 19h.
§1º- Os estágios serão realizados nos seguintes campos de atuação:
 Atenção Básica à Saúde / comunidade;
 Ambulatorial;
 Hospitalar
Capítulo V
Da Organização Didática e Administrativa
Art.8º- O estágio ocorrerá sob supervisão acadêmica direta e presencial dos supervisores
fisioterapeutas da instituição de ensino superior. A escolha dos campos de estágio será
de responsabilidade da coordenação do curso.
Art.9º- Os estágios abrangerão as diversas áreas de atuação da fisioterapia,
comprometendo-se com a formação generalista do egresso.
Parágrafo Único - Cada campo de estágio terá um professor/supervisor responsável pelo
acompanhamento dos alunos, adequado às normas da instituição conveniada e à
regulamentação em vigor.
Art.10º- O professor/supervisor de estágio será assessorado pelo supervisor geral dos
estágios, que remeterá suas decisões ao coordenador do curso de Fisioterapia.
Capítulo VI
Da operacionalização dos Estágios
Art.11º- Os estagiários deverão observar as seguintes determinações:
26
I- Assinar a frequência do estágio, devendo ser absolutamente assíduo e pontual,
respeitando os dias e horários, conforme o cronograma das atividades a serem
desenvolvidas;
II- Será tolerado um atraso de 15 minutos no início das atividades, devendo ser
justificado ao supervisor, quando da chegada ao local de estágio. O aluno que atrasar
mais que duas vezes, será advertido pelo professor. Após essa tolerância, será
consignada falta, implicando na pontuação em sua avaliação. Neste caso, o aluno não
poderá permanecer no campo de estágio.
III- Estar devidamente uniformizado: calça comprida, jaleco com logomarca da
EBMSP, sapato fechado, cabelos presos quando compridos, unhas cortadas com
esmaltes claros. Caso alguma unidade ambulatorial ou hospitalar exija uniformização
específica, o aluno deverá adaptar-se a ela. Fazer uso dos crachás e obedecer aos
critérios da normas regulatórias em vigor.
IV- Estar em dia com as recomendações da Comissão de Biossegurança da instituição,
inclusive com relação às vacinas, além de participar de todos os cursos/orientações/
imersões exigidos pelos hospitais conveniados;
V- Portar o material para avaliação de pacientes, condizentes com as necessidades de
cada área de estágio;
VI- Receber o paciente indicado pelo supervisor e com ele discutir a avaliação
fisioterapêutica;
VII- Preencher a ficha de avaliação, a caneta;
VIII- Fazer a avaliação fisioterapêutica e dar alta fisioterapêutica, somente com
autorização do supervisor;
IX- Controlar e incentivar a pontualidade no que diz respeito aos dias e horários de
retorno do paciente;
X- Manter rigorosamente atualizadas e assinadas as anotações na ficha de avaliação
fisioterapêutica a ser arquivada, que permanece à disposição do supervisor;
XI- Manter atualizado, no local do estágio, os prontuários dos pacientes, para estudo,
pesquisas, análise, avaliação e controle do supervisor;
XII- Solicitar previamente nos locais de estágios, o uso de equipamentos, ginásioterapêutico, ambulatório, box, piscina e outros;
XIII- Deixar em perfeita ordem, limpo e higienizado, o ambiente de estágio e
equipamentos utilizados, ao término de cada atendimento;
XIV- Solicitar instrumental esterilizado ao supervisor responsável pelo setor, quando
necessário. Restituí-lo após o uso, nos moldes das recomendações da Comissão de
Biossegurança da instituição onde o estágio é realizado;
XV- Depositar o material infectado em local pré-estabelecido pela Comissão de
Biossegurança;
XVI- Requisitar ao supervisor, quando necessitar material de consumo;
XVII- Solicitar imediatamente a presença do supervisor, ao detectar quaisquer
irregularidades no local de estágio e/ou nos equipamentos;
XVIII- Comunicar ao supervisor a falta do paciente, colocando à sua disposição;
XIX- Será permitida a participação do aluno em uma atividade científica (congresso,
curso ou outros), não proporcionada pela instituição, desde que apresente com
27
antecedência de 30 dias a solicitação para a supervisão geral de estágios para avaliação
e, após sua realização entregar o comprovante do evento;
XX- Responsabilizar-se pelo uso adequado e conservação dos materiais e equipamentos
sob seus cuidados e uso;
XXI- Zelar pela boa conservação das instalações, imóvel, livros e demais objetos
colocados à sua disposição e/ou existentes nos locais de estágio;
XXII- Cumprir rigorosamente o horário do estágio. As faltas poderão ser repostas
quando ocorridas nas situações previstas no Regimento Geral da instituição. A
reposição ocorrerá havendo compatibilidade de horários e disponibilidade de vagas;
a) A gestante, nos termos da Lei n.°6202/75 ou da lei que estiver em vigor no país:
deverá apresentar requerimento, por si ou por procurador, dentro de 48 horas a partir do
impedimento, através de laudo médico ao órgão competente;
XXIII- Respeitar os colegas estagiários, supervisor geral dos estágios, professores,
funcionários, usuários e familiares/acompanhantes;
XXIV- Cumprir as normas do regimento geral da Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública, do regimento do curso, do estágio, do hospital conveniado e das demais
entidades onde se realizam estágios supervisionados;
XXV- Manter a prática dentro dos preceitos éticos profissionais;
XXVI – Durante o processo de estágio o aluno poderá solicitar uma devolução do seu
desempenho, independentemente dos momentos preestabelecidos para tal.
Capítulo VII
Da Avaliação
Art.12º- Será aprovado no estágio curricular obrigatório o aluno que obtiver média final
igual ou superior a 7,0 (sete).
Art. 13 º – É obrigatório o cumprimento de 100% da carga horária, implicando em
reprovação do aluno que não a cumprir.
Art. 14º – O componente curricular Estágio Supervisionado Hospitalar II, embora
realizada em ciclos e diferentes áreas de atuação, compõem um único componente
curricular e a média final será feita a partir das notas do aluno em cada área.
Art. 15 º – O aluno que for reprovado em um componente curricular de um estágio
supervisionado não poderá cursar o subsequente;
Art. 16º- Os critérios de avaliação serão definidos pelo colegiado do curso de
Fisioterapia:
Parágrafo Primeiro: durante a realização do estágio serão dadas quantas devolutivas
sejam necessárias (mínimo de duas) aos alunos, levando em conta conteúdos atitudinais,
conceituais e procedimentais. Após o término do estágio, os alunos receberão de cada
professor uma devolução final sobre seu desempenho (apto/não apto).
Parágrafo Segundo: concluídos os ciclos de estágios, os supervisores de um mesmo
grupo deverão se reunir para definir as notas dos alunos, que será única para cada
disciplina (Estágio Supervisionado Ambulatorial I e Estágio Supervisionado
Fisioterapia na atenção Primária e Ambulatorial II), bem como divulgá-las no portal
acadêmico e disponibilizá-las aos alunos.
28
Parágrafo Terceiro: cada falta ao estágio representará uma perda de 0,8 (zero vírgula
oito) décimos na nota final.
Parágrafo Único: realização de prova final não é permitida nos componentes de estágio
supervisionado.
Capítulo VIII
Das Vedações ao Estagiário
Art.17º-É vedado ao estagiário:
I- Frequentar ou realizar trabalhos nos locais de estágio, fora de horário, sem a
autorização do supervisor ou coordenador dos estágios;
II- Cobrar, aceitar ou receber honorários por serviços prestados ao paciente, mesmo na
forma gorjetas, gratificações, ou formas assemelhadas e que tenham a finalidade de
contraprestação ou de manifestação de agradecimento por parte do paciente ou
responsável;
III- Ausentar-se do local de estágio, sem a autorização do supervisor do estágio;
IV- Fumar e/ou ingerir bebidas alcoólicas nas dependências dos estágios;
V- Fotografar os pacientes, sem seu consentimento ou do seu responsável, por escrito,
nos moldes de um termo de autorização de uso das imagens, próprio da Escola Bahiana
de Medicina de Saúde Pública e /ou instituição em que o estágio é realizado;
VI- Utilizar celular durante o período do estágio; em casos especiais, o aluno deverá
comunicar ao supervisor sobre sua necessidade;
VII- Realizar empréstimos de qualquer tipo de material e/ou equipamento da instituição
ou da Clínica de Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (CAFIS),
sem prévia autorização do gestor da clínica-escola;
VIII- Encaminhar o paciente para outros serviços ou profissionais, sem autorização do
supervisor;
IX- Entregar ao paciente, laudo, endereço, sugestões por escrito, ficha de avaliação ou
qualquer documento relacionado com o atendimento fisioterapêutico, sem autorização
do supervisor;
X- Solicitar exames complementares, sem autorização do supervisor.
Capítulo IX
Atribuições, Normas e Funções do Supervisor dos Estágios
Art.20º- Compete ao supervisor do estágio:
I- Manter a ordem e a disciplina do estágio;
II- Avaliar o estagiário durante o período do estágio conforme estabelecido por este
regulamento;
III - Dirigir as reuniões clínicas da área;
IV- Participar das reuniões dos supervisores de estágios, quando solicitado, e/ou
supervisor geral de estágios;
V- Participar de reunião docente do curso de Fisioterapia;
VI- Supervisionar o estagiário durante o trabalho prático;
VII- Solicitar o material de consumo, equipamentos, acessórios e manutenção, quando
necessário;
29
VIII- Informar aos estagiários as peculiaridades deste regulamento;
IX- Registrar no livro de ocorrências do estágio situações emblemáticas;
X- Cumprir e fazer cumprir o regulamento de estágio e o Código de Ética Profissional;
XI- Entregar relatório após cada ciclo de estágios à coordenação de curso.
XII – Garantir que a carga horária de sua responsabilidade seja cumprida, realizando
reposições no caso de não cumprimento total;
Parágrafo Primeiro – As reposições devem ocorrer no próprio campo de estágio.
Art.21º- É vetado ao supervisor do estágio:
I- Usar da autoridade para beneficiar estagiários, usuários e outros;
II- Realizar empréstimos para usuários de qualquer tipo de material e/ou equipamento
da instituição ou da Clínica de Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública, sem autorização escrita do responsável técnico da Clínica Escola de
Fisioterapia.
Capítulo X
Do Regime Disciplinar
Art. 23°- Todos os membros da comunidade acadêmica estão sujeitos ao regimento da
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e o não cumprimento das normas será
avaliado de acordo com esse regimento.
Parágrafo Único: Os casos omissos deverão ser levados à coordenação do curso e ao
colegiado/Conselho de Integração Curricular (CIC). Os estágios curriculares
obrigatórios deverão estar em conformidade com a legislação vigente e a Resolução 431
de 27 de setembro de 2013 no COFFITO.
2.6.2 Estágio Curricular não Obrigatório
O estágio curricular não obrigatório poderá ser realizado pelo aluno em instituições
parceiras e poderá ser aceito como Atividade Complementar (AC) para integralização
da carga horária, desde que esteja em acordo com a Resolução 432 de 27 de setembro
de 2013 do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para estágios
curriculares não obrigatórios.
A carga horária máxima aceita para AC de estágio curricular não obrigatório será de
100 horas e deverá ser avaliada e validada pela Comissão de Validação de Atividades
Complementares do curso.
RESOLUÇÃO n° 432 de 27 de setembro de 2013
CAPÍTULO I
Art. 1º - O estágio curricular não obrigatório apenas poderá ser desenvolvido pelo
acadêmico, que esteja regularmente matriculado em IES, cursando o estágio obrigatório
do curso, no mínimo o penúltimo ano do curso, tendo concluído todos os conteúdos
teóricos inerentes à área de estágio e respeitando a jornada de até 30 horas semanais.
Art. 2º - O estágio curricular não obrigatório deverá ter supervisão direta pelo
fisioterapeuta da unidade concedente e acompanhado por fisioterapeuta docente da IES
30
e ambos serão corresponsáveis pelo estágio junto ao CREFITO, conforme legislação
específica de estágio.
Art. 3º - Os serviços de Fisioterapia que oferecerem estágio curricular não obrigatório
deverão, apresentar ao CREFITO de sua circunscrição:
I – Cópia do Termo de Compromisso entre a unidade concedente/acadêmico/IES;
II – Cópia da Declaração de Regularidade de Funcionamento (DRF);
III – O número de vagas nas respectivas áreas de atuação, oferecidas para estágio;
IV – Relação nominal dos fisioterapeutas das unidades concedentes e suas respectivas
escalas de trabalho.
Art. 4º - O fisioterapeuta que receber alunos estagiários estrangeiros para realização de
estágio, deverá fazê-lo cumprir as Leis, Portarias e Resoluções vigentes no Brasil.
Art. 5º - A unidade concedente deverá indicar fisioterapeuta de seu quadro de pessoal,
com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida para
acompanhar o estagiário.
Parágrafo Único: O atendimento do previsto no caput deste artigo pressupõe a
apresentação de documentos comprobatórios.
Art. 6º - O fisioterapeuta da unidade concedente, preceptor de estágio, poderá orientar e
supervisionar até 03(três) estagiários.
Art. 7º - O número máximo de estagiários em relação ao número de fisioterapeutas das
entidades concedentes deverá atender às seguintes proporções:
I – de 01 (um) a 05 (cinco) fisioterapeutas: 01 (um) estagiário;
II – de 06 (seis) a 10 (dez) fisioterapeutas: até 02 (dois) estagiários;
III – de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) fisioterapeutas: até 05 (cinco) estagiários;
IV – acima de 25 (vinte e cinco) fisioterapeutas: até 20% (vinte por cento) de
estagiários.
§ 1º - Para efeito desta Resolução, considera-se quadro de pessoal o conjunto de
fisioterapeutas, prestadores de serviços existentes no estabelecimento do estágio.
§ 2º - Na hipótese da parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos, os
quantitativos previstos nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles.
§ 3º - Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo
resultar em fração poderá ser arredondado para o número inteiro imediatamente
inferior.
CAPÍTULO II
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Art. 8º - Os serviços de Fisioterapia que oferecem estágios deverão ofertar instalações,
materiais e equipamentos que tenham condições de proporcionar ao acadêmico,
atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, garantindo a qualidade da
assistência fisioterapêutica.
31
Art. 9º - Os serviços de Fisioterapia que oferecem estágios deverão manter a disposição
da fiscalização, documentos que comprovem a relação de estágio.
Art. 10 - Os estágios curriculares deverão cumprir a Resolução COFFITO n° 424 de 08
de Julho de 2013.
Art. 11 - A presença de estagiários nos serviços de Fisioterapia em qualquer nível de
atenção à saúde, seja no modelo obrigatório ou não obrigatório, não modifica os
parâmetros assistenciais dos profissionais lotados no referido serviço.
Art. 12 – O estagiário, nos serviços de Fisioterapia, independente do nível de atenção à
saúde, deverá se cadastrar no CREFITO de sua circunscrição, sendo isto de
responsabilidade dos profissionais da concedente e da IES que acompanham o estágio.
§ 1º - O CREFITO fará o cadastro do acadêmico e fornecerá crachá de identificação de
porte obrigatório.
§ 2º - O estagiário deverá estar devidamente identificado por meio de crachá durante
seus atendimentos.
§ 3º - O crachá que trata a presente Resolução e que consta no anexo I, a disposição no
site www.coffito.org.br, terá a dimensão de 8,5 X 5,5 cm, fundo branco e trará as
seguintes informações:
Frente
a) Denominação - ESTAGIÁRIO DE FISIOTERAPIA - em caixa alta, cor vermelha e
fonte ARIAL tamanho 12(doze);
b) Foto 2x2 recente;
c) Nome completo do acadêmico, cor preta, fonte ARIAL, tamanho 10(dez);
d) Logomarca de Identificação da Instituição de Ensino Superior – IES, e o CREFITO
de sua circunscrição;
e) Telefone do CREFITO, em caixa alta e fonte número 20.
Verso:
a) Tipo sanguíneo e fator RH do acadêmico.
Art. 13 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do COFFITO.
Art. 14 - Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.
2.7 Produção do Conhecimento Científico e Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC)
A instrumentalização científica é iniciada no primeiro semestre com o componente do
Núcleo Comum Metodologia Instrumental, que objetiva instrumentalizar o aluno para a
busca da informação científica. No terceiro semestre, o aluno participa do componente
Metodologia da Pesquisa que visa apresentar ao aluno a elaboração de pesquisa em
saúde, cujo trabalho desenvolvido neste componente é um projeto de pesquisa; neste
componente o aluno é apresentado às linhas de pesquisa do curso e convidado a
conhecê-las e participar dos seus encontros. Na Metodologia da Pesquisa, faz parte do
processo avaliativo estar inscrito em uma linha de pesquisa e participar da Mostra
32
Científica e Cultural da Bahiana, participando como ouvinte em, pelo menos, três
apresentações científicas e registrando através de um relatório o observado nas
exposições.
No curso de Fisioterapia da Bahiana, um professor é escolhido pela coordenação do
curso para ser responsável pela supervisão geral do TCC, incluindo todo o eixo da
instrumentalização científica, e possui carga horária específica para estas atividades.
Este professor deverá ter titulação mínima de Mestre e carga horária de 40 horas na
instituição.
No trabalho de conclusão de curso (TCC) o aluno é assistido, portanto, desde o terceiro
semestre e acompanhado até a sua apresentação, no oitavo semestre. Os componentes
TCC I, II e III, estão vinculados às linhas de pesquisa do curso e os professores
orientadores também.
A Bahiana estimula a participação do aluno e professores em grupos de pesquisa com
estímulo através de bolsas de iniciação científica, tais como, FAPESB e PIBIC.
Vale ressaltar que os professores também são estimulados a participar de programas de
pós-graduação strictu sensu, com o objetivo de instrumentalizá-los para a pesquisa.
Neste formato, bolsas parciais são concedidas aos professores que ingressam nestes
programas.
O curso de Fisioterapia conta com três grupos principais de professores envolvidos em
grupos de pesquisa, a saber: Grupo de Pesquisa da Dinâmica do Sistema
Musculoesquelético, Grupo de Pesquisa em Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória
(GEPFIR), Grupo de Pesquisa das Disfunções Miccionais. Os professores líderes destes
grupos compõem o corpo docente da graduação e da pós-graduação em níveis latu e
strictu sensu nos programas de especialização, mestrado e doutorado.
Os resultados das atividades desenvolvidas nos grupos de pesquisa são publicados em
diversos periódicos de reconhecimento nacional e internacional e são divulgados
amplamente no site institucional, bem como nos eventos internos, tais como a Jornada
de Pesquisa em Fisioterapia e a Mostra Científica e Cultural da Bahiana.
Os encontros dos grupos de pesquisa são semanais ou quinzenais e sistemáticos. Nessas
reuniões, o estudante desenvolve uma série de atividades vinculadas à pesquisa
científica que vão, desde a elaboração de uma pergunta de investigação, até a
elaboração de um banco de dados, apresentação de um artigo científico e apresentação
oral do seu TCC.
A coordenação do curso e os docentes estimulam desde o início a participação em linhas
de pesquisa para o aprimoramento dos discentes nesta área. Assim, a matriz curricular
foi desenvolvida para inserir o aluno em pesquisa desde o Núcleo Comum com o
componente Metodologia Instrumental, perfazendo durante o curso a Metodologia da
Pesquisa e os componentes TCC.
Estrutura e Formato do TCC
O trabalho final de conclusão do curso (TCC) terá a estruturação de acordo com
as recomendações da Revista Científica Revista Pesquisa em Fisioterapia da Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública, conforme normatização abaixo.
33
O manuscrito deverá ter um total de até 15.000 palavras, no tamanho Carta
(21.5x28cm), em apenas 1 coluna. Caso o manuscrito tenha de ser remanejado para
outra revista do Portal de formato diferente, ela será composta internamente. Por
tradição e uniformização com o resto das revistas do mundo, na área de ciências da vida
e da saúde, o manuscrito deverá ter a seguinte divisão: Introdução, Metodologia,
Resultados, Discussão, Conclusão, Anexos e Referências. As seções não devem ser
numeradas. Recomenda-se também que não se divida o texto em um excessivo número
de parágrafos.
O manuscrito deve estar escrito em português. Cada manuscrito precisa ter um resumo
estruturado, contendo no máximo 250 palavras: Objetivo, Metodologia, Resultados,
Conclusão. Deverá também conter de 3 a 5 palavras-chaves, obtidas do DECs
disponível em http://decs.bvs.br/.
O texto do manuscrito deve estar apresentado na fonte Times Roman, em corpo 11; as
citações em corpo 10, e as notas de rodapé, em corpo 9.
Os títulos e subtítulos dos ensaios devem aparecer em negrito (sem itálico), em caixa
alta e baixa. Eles devem ser claros, objetivos, precisos e concisos, algo entre 5 e 13
palavras é de muito bom tamanho. Os títulos e os subtítulos não devem conter qualquer
numeração.
As tabelas devem ser inseridas no corpo do manuscrito precedidas do texto que as
citam. Figuras, Tabelas ou Quadros devem numeradas sequencialmente e ser
formatados dentro das margens e da mancha gráfica mencionada (tamanho Carta). As
figuras ou fotografias devem ser de muito boa qualidade (preferivelmente acima de 300
dpi) e cada uma que for utilizada deve ter o mesmo tamanho de 8x8cm, e ser numeradas
sequencialmente e já incluídas nos lugares desejados. Todas as ilustrações devem ter
legendas centralizadas em corpo 9, caixa alta e baixa.
As
referências
devem
ser
citadas
segundo
o
sistema
Vancouver
(en.wikipedia.org/wiki/Vancouver_system), ter corpo 10, sem numeração e ter os
últimos nomes dos autores em CAIXA ALTA. Todas as referências de periódicos
devem ser completas: todos os autores, nomes (do livro ou da revista), volumes, tomo,
números, páginas, estação, data, mês e ano (a depender do caso). Em cada citação de
websites informar a data de visita.
Nenhum documento ou arquivo adicional será acrescentado para compor o arquivo PDF
que se tornará único (capa, sumário, abstracts, editorial, artigo e regras de publicação).
2.7.1 Revista Pesquisa em Fisioterapia
A Revista Pesquisa em Fisioterapia (RPF) com ISSN 2238-2704 é uma publicação online da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, semestral, de manuscritos
resultantes de pesquisas científicas nas áreas clínica, básica ou aplicada, envolvendo
promoção de saúde, tratamento e reabilitação das disfunções do movimento. O conselho
editorial admite publicações em áreas afins. Essa revista oferece acesso livre e imediato
ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o
34
conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do
conhecimento.
2.8 Atividades Complementares
De acordo com as diretrizes institucionais da BAHIANA, as Atividades
Complementares são consideradas de natureza acadêmica e formal da graduação, de
caráter obrigatório, constituindo-se em um espaço curricular para que os alunos
desenvolvam projetos ou programas relacionados com a consolidação de conhecimentos
e domínios téorico-práticos necessários à sua formação e ao desempenho profissional,
concomitantes à realização do curso.
Entende-se por atividades de natureza teórico-prática aquelas que integram o saber
acadêmico à prática profissional, possibilitando o aprimoramento de habilidades e
competências necessárias ao futuro desempenho das atividades profissionais. Assim, as
Atividades Complementares têm natureza formativa e estabelecem uma relação de
suporte à estrutura curricular do curso. Nesta perspectiva, tais atividades necessitam ser
reconhecidas por um corpo técnico docente da Bahiana para sua validade. Assim, as
Atividades Complementares são norteadas pelas seguintes diretrizes:
I.
Ampliar e atualizar os conhecimentos em áreas específicas ou afins;
II.
Constituir-se em mecanismo de integração teoria e prática visando à
qualidade do desempenho profissional do aluno;
III.
Valorizar as experiências interdisciplinares e intercursos e que integrem
ensino, pesquisa e extensão;
IV.
Atender ao que preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, no que se refere aos aspectos pertinentes à valorização das
experiências extensas à universidade; e
V.
Permitir ao aluno autonomia com relação à escolha das atividades
complementares a serem cumpridas.
Totalizando 7% (sete por cento) da carga horária total do curso, as Atividades
Complementares devem manter afinidade com os conteúdos próprios da formação do
profissional de saúde e exigem comprovação de frequência e da aprovação do aluno nas
atividades realizadas. É possível cursá-las entre as opções oferecidas pelo curso e há
também a possibilidade de realizar aproveitamento de estudos para atividades outras
realizadas pelo estudante fora do âmbito da instituição. Cada aluno deverá cursar pelo
menos três das possibilidades, apresentadas como definido no regimento.
2.8.1 Regulamentação das Atividades Complementares
Conforme Resolução CIC fica instituído o regulamento elaborado pela Comissão de
Validação das Atividades Complementares (COVAC).
35
1. A COVAC é uma comissão constituída por docentes do curso de Fisioterapia da
EBMSP, indicados pelos núcleos e designada pelo Conselho de Integração
Curricular.
2. As Atividades Complementares – AC são assim definidas:
2.1. Monitoria Acadêmica – seja oficial, sob concessão de bolsa pelo Programa
Institucional de Bolsa de Monitoria da EBMSP, seja voluntária de acordo com
as normas respectivas;
2.2. Iniciação Científica – contemplado, ou não, com bolsa do PIBIC seja da
EBMSP ou FAPESB;
2.3. Participação em cursos e atividades de extensão promovidas pela IES ou por
outra instituição de reconhecida competência;
Parágrafo único – é relevante a participação nos eventos institucionais da
EBMSP/FBDC: Mostra Científica e Cultural (MCC) e eventos promovidos pelo
curso na condição de participante ou apresentador;
2.4. Atividades práticas, ampliadas, propostas pelo curso de Fisioterapia
2.5. Outros estudos, sob referendo do CIC;
2.6. Estágios curriculares não obrigatórios em instituição conveniada à
EBMSP e com professor responsável da instituição, ou ainda, oferecidos
pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB): Vivências SUS e
Cotidiano SUS.
3. Do mandato dos membros da COVAC e sua renovação
Fica estipulado que a análise das Atividades Complementares (ACs) será
realizada por docentes da instituição referida, respeitando a autonomia e inserção
no curso.
Art. 1º - A análise das Atividades Complementares será realizada por
docentes do curso de Fisioterapia membros do COVAC e participantes CIC.
Art. 2º - O tempo de representação dos membros da COVAC será de 18
meses, podendo ser renovado por mais 18 meses.
Art. 3º - A renovação dos membros da COVAC será definida em
reuniões do Núcleo, mas apreciada pelo Conselho de Integração Curricular.
Art. 5º - Poderá eventualmente, na impossibilidade de um dos membros
da COVAC, nomear (ad temporariu) um docente para análise de Atividades
Complementares, solicitadas pelos discentes.
Parágrafo único: Será determinado um coordenador da COVAC.
Art. 6º - As reuniões dos grupos da COVAC serão bimestrais, podendo
haver reuniões extraordinárias para qualquer demanda extra designada à
COVAC.
4. Da Validação das Atividades Complementares
Art. 7º - As horas das Atividades Complementares desenvolvidas pelos
discentes, serão agregadas à carga horária do curso somente após serem
analisadas e, para tanto será necessário:
I - A tramitação deverá ser rigorosamente seguida. Deve o aluno, regularmente
matriculado, dar entrada, inicialmente, pela secretaria do curso, a qual entregará
ao aluno um protocolo de recebimento.
36
II - O período de validação das Atividades Complementares, pelos
representantes da COVAC, será a cada 60 dias, após o início do semestre.
III - Os documentos, quando entregues na secretaria do curso, deverão estar
fotocopiados, porém os originais serão vistos, por representantes da secretaria e
um carimbo de “confere com o original” será prensado em cada folha ou
documento visto.
IV - Terá o aluno um período de até 30 dias após sua matrícula semestral para
solicitar o encaminhamento para análise e validação das Atividades
Complementares, realizadas nos semestres anteriores.
Parágrafo único: Poderá o aluno, regularmente matriculado, solicitar a qualquer
momento a validação das Atividades Curriculares Complementares.
V - Fica responsável o aluno pela veracidade dos documentos entregues para
serem analisados e, para qualquer ato fraudulento, ficará o aluno sob penalização
do CIC/COVAC.
Art. 8º Fica determinado que a computação da carga horária (até no máximo 100
horas) por atividade será estabelecida da seguinte maneira:
Disciplinas Optativas: Consideradas em sua totalidade de carga horária, quando
promovida pela própria IES ou instituição de reconhecida competência;
Monitoria Acadêmica: Podem ser contadas na monitoria acadêmica
as horas equivalentes à carga horária da disciplina que o aluno(a) vier
a monitorar, limitada esta atividade a um total de 50% das horas exigidas
e
mediante comprovação;
Participação do(a) aluno(a) em projetos de ensino, pesquisa e extensão: As horas
de participação em pesquisa, em projetos aprovados e registrados pela
coordenação do Programa de Iniciação Científica - PIBIC/FBDC, contemplados
ou não com bolsas, devem observar o seguinte:
 Participação limitada a um projeto por ano letivo;
 Carga horária máxima de 50% do total de horas cumpridas;
 Apresentação de relatório final de conclusão, de acordo com as
diretrizes do PIBIC/EBMSP.
Atividades de Extensão: São atividades complementares à formação técnica e
humanística do graduando, compreendendo cursos e atividades de extensão
promovidas pela IES ou por outra instituição de reconhecida competência.
Cursos ou atividades de extensão promovidos pela EBMSP devem ser
cadastrados na EBMSP e seguir normalização estabelecida; serão considerados
até 50% do total de horas de AC para essas atividades.
Estágios e Cursos no exterior: Serão considerados pelo Conselho de Integração
Curricular, mediante comprovação e considerados em até 30% do total de horas
de AC para essas atividades.
Eventos Científicos: A participação do(a) aluno(a) em eventos deve atender aos
seguintes requisitos:
 O evento deve estar relacionado aos assuntos ou atividades da
área de estudo ou que venham a contribuir para o seu
conhecimento, cultura ou informação;
37

Apresentar certificado original em que conste o nome da entidade
ofertante, o tema ou título do evento, a data e local de realização e
frequência do interessado;
 Serão considerados até 50% do total de horas de AC para essas
atividades;
 De acordo com o tipo de participação no evento, o número de
horas será avaliado pela COVAC com base na seguinte
orientação: participação como ouvinte, 10 horas; organização de
evento científico, 30% da carga horária; apresentação de pôster,
20 horas; apresentação oral de tema livre, 36 horas.
Parágrafo Único - Para completar o total de horas de AC exigidas no projeto pedagógico
do curso, o aluno deverá cumprir, no mínimo, três das modalidades de atividades acima
relacionadas no curso. Nenhuma das atividades poderá representar sozinha mais que
70% da carga horária total a ser cumprida.
3.0 DIRETRIZES METODOLÓGICAS
3.1 Inovações Consideradas Significativas
A aprendizagem significativa, baseada na problematização e contextualização das
práticas de formação, constituem o elemento central das graduações oferecidas pela
IES. Neste sentido, oportuniza aos coordenadores de curso e ao respectivo corpo
docente e discente, investigação, experiências e socialização, das atividades
pedagógicas por competências e habilidades gerais e específicas, na ressignificação de
metodologias e procedimentos inovadores na formação em saúde em uma estreita
relação teoria/prática.
A principal inovação que envolve a flexibilização dos componentes curriculares é a
tendência de formação na área de saúde com a implantação da Aprendizagem Baseada
em Problemas (ABP). A formação foi desenvolvida de maneira a desafiar os sujeitos a
partir dos conhecimentos a serem construídos para ampliar e compreender o
funcionamento da memória e ação humana. Esta tem quatro propósitos básicos: o
primeiro refere-se à motivação para o aprendizado; o segundo para o desenvolvimento
do raciocínio; o terceiro para a estruturação do conhecimento em contexto e, por fim, o
desenvolvimento de habilidades de autoaprendizagem.
Esse processo tem o envolvimento de grupos tutoriais, formados de 7 a 15 alunos. Os
problemas são analisados e estruturados a partir do currículo e de situações da vida
prática profissional futura, os quais visam possibilitar a discussão dos tópicos de
investigação para favorecer a construção, significação e ressignificação de
conhecimentos (prévios e a aquisição de novos). Assim, o currículo tem como eixo
norteador a aprendizagem com uma construção continua sobre a base dos já existentes,
na integração dos elementos a partir de uma situação contextualizada. Portanto, pratica
habilidades de resolução de problemas e evoca nos conceitos aprendidos, aspectos
centrais no trabalho colaborativo. Neste sentido, verifica-se que mais do que adquirir
38
conhecimentos é saber trocar conhecimentos de maneira desafiadora e eficaz, aprender a
aprender.
Assim, as atividades docentes, por meio das ações interdisciplinares, eixos temáticos
com formação de redes de conhecimento, utilizam-se de situações-problema, estudo de
casos, avaliações interdisciplinares, observando os aspectos inovadores dos
componentes e sua flexibilização curricular.
O uso de metodologias ativas tem um destaque na proposta metodológica do curso de
Fisioterapia com o objetivo de facilitar ao estudante aprender a aprender e motivá-lo a
buscar as informações relevantes e necessárias às resoluções de importantes problemas
que desafiam o seu conhecimento; a metodologia ativa também estimula habilidades e
atitudes de liderança, trabalho em grupo e a importância do estudo individual.
No curso de Fisioterapia da BAHIANA, o ABP é inserido no componente curricular
Biomorfofuncional I do primeiro semestre e continua semestralmente até o 7º semestre,
nos seguintes componentes: Biomorfofuncional II, Práticas Fisioterapêuticas III,
Práticas Fisioterapêuticas na Saúde da Criança e do Adolescente, Práticas
Fisioterapêuticas na Saúde do Adulto I e II, Práticas Fisioterapêuticas na Saúde do
Idoso. Nos dois últimos semestres, entende-se que o aluno já está inserido nos estágios
em níveis de complexidade maiores e lidar diretamente com os “casos-problemas”, não
tendo neles componentes ABP.
Prática de Interação
O componente curricular “Prática de Interação” tem o objetivo de oferecer ao
aluno de forma precoce uma integração teórica prática através de um estágio curricular
obrigatório observacional em instituição parceira juntamente com um professor
supervisor.
A Prática de Interação apresenta uma carga horária de 72 horas, dividida nos
campos Clínico-Ambulatorial e Hospitalar. Os discentes estarão na prática observando
os atendimentos dos professores, fazendo relatórios e apresentações sobre a anamnese,
tratamento e evolução dos tratamentos acompanhados.
Tópicos de Atualização na Intervenção
Este componente possibilita a flexibilização da matriz curricular, sendo ofertado
da seguinte forma: estudo dos recursos e técnicas fisioterapêuticas inovadoras que a
profissão oferece na atualidade.
Tópicos de Atualização na Gestão
De acordo com o Cap 4º- & 2º das DCNs para o curso de graduação em Fisioterapia,
os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e
administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de
informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores,
empregadores ou lideranças na equipe de saúde. Assim, está previsto neste projeto
pedagógico a inserção do estudante em espaços que propiciem a aproximação da visão
de empreendedorismo e gestão profissional de forma prática e interativa, através da
vivência prática em instituições parceiras sob supervisão indireta em atividades meio.
39
4.0 INTERDISCIPLINARIDADE
A interdisciplinaridade envolve o curso em todo seu percurso, desde a integração
entre conteúdos de diferentes componentes no mesmo semestre e em semestres
consecutivos. Ações interdisciplinares estão presentes nos planos de ensino de
componentes no mesmo semestre e semestres diferentes.
Nos sexto, oitavo e nono semestre está em desenvolvimento a Prova
Interdisciplinar (PID), que é uma avaliação feita em conjunto com todos os
componentes do semestre em que os conteúdos são abordados em diferentes contextos
clínicos e sociais, instigando o aluno a resolvê-los. A avaliação tem também objetivos
formativos, sendo uma data específica reservada para a sua resolução, contando com a
participação dos alunos e professores para solucionar as questões em um propósito
formativo.
O componente curricular de Práticas Interdisciplinares em Saúde nos sexto e
sétimo semestres, momentos em que o aluno é inserido nos estágios curriculares
obrigatórios, objetiva retomar conceitos das políticas públicas de saúde, sociais e
psicológicos, neste momento em que o estudante está em campos de estágio e lidando
diretamente com os usuários do SUS e com as diversidades sociais e de saúde. As
discussões interdisciplinares buscam compreensão da integralidade do sujeito e das
necessidades que o cercam nessa etapa.
5.0 SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO
O sistema de avaliação está pautado nos mesmos princípios norteadores da prática
educativo-pedagógica do curso e, portanto, privilegia uma prática avaliativa reflexiva e
investigativa, contemplando compreensão, entendimento e variados instrumentos de
avaliação como critérios norteadores do processo. São trabalhados os domínios
cognitivo, procedimental e atitudinal que se configuram nas dimensões do saber, saber
fazer e saber ser.
A avaliação do desempenho e rendimento escolar observa os dispositivos legais
nacionais e as determinações regimentais. A média de curso em cada componente
curricular considera a média aritmética ou ponderada das notas atribuídas pelos diversos
instrumentos e atividades. A nota é expressa em grau numérico de 0,00 a 10,00 (zero a
dez). Para ser aprovado, o aluno deve obter média de curso igual ou superior a 7,00,
caso em que a média final será igual à média de curso. O aluno que obtenha média de
curso inferior a 7,00 e superior a 1,67 será submetido a um exame final sendo que a
média final deve ser igual ou superior a 5, obtida entre a média de curso, com peso 6 e a
nota atribuída ao exame final, com peso 4.
40
Independentemente dos demais resultados obtidos, é considerado reprovado no
componente curricular o aluno que não obtenha frequência de, no mínimo, 75% das
aulas e demais atividades programadas. Nos estágios, a frequência exigida é de 100% e,
nas monitorias e atividades de iniciação científica e extensão, 80%.
São considerados os aspectos teóricos, comportamentais e as atividades práticas
laboratoriais e/ou clínico-profissionais, utilizando-se de variados instrumentos tais
como:
provas
escrita
e
estudo/encaminhamento/resolução
prática,
de
casos
avaliação
e
clínica,
situações-problema,
relatórios,
pesquisas
bibliográficas e de campo, elaboração e apresentação de Trabalho de Conclusão do
Curso, apresentação de seminários, observação do professor em sala de espelho e outras
atividades definidas previamente no plano de ensino.
O curso estimula avaliações intercomponentes curriculares, feita em conjunto, por
grupos de professores e, em algumas situações, pelos alunos e professores como outro
momento de aprendizagem. Em especial, nas avaliações das clínicas setoriais e
integradas, a devolução é parte essencial do processo. A avaliação do desempenho
escolar incide sobre a frequência e o aproveitamento.
Nos estágios supervisionados são realizadas provas diagnósticas (aplicadas no início e
no término do estágio), além de simulações de atendimento, provas situacionais e
provas em estações.
6.0 COORDENAÇÃO DO CURSO / NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
(NDE) / CONSELHO DE INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR (CIC)
6.1. Coordenação do Curso
O modelo de gestão desenvolvido no curso efetiva-se por uma ação que relaciona a
dimensão política e técnica, baseada na liderança acadêmica, que afirma os princípios
da gestão horizontal que confere voz e escuta aos membros da comunidade acadêmica.
Os espaços colegiados correspondem aos campos centrais para efetividade de uma
gestão participativa que distribui poder, criando um ambiente propício à
corresponsabilidade. Nesta direção, toda a comunidade acadêmica relacionada ao curso
atua como partícipe do seu processo de contínua construção.
A coordenação do curso é, portanto, um órgão executivo responsável pelo
gerenciamento técnico-pedagógico do curso perante os órgãos superiores, exercida por
um coordenador, cabendo-lhe as atribuições a seguir:
a. Participar de reuniões dos órgãos colegiados;
b. Representar o curso sob sua responsabilidade nos órgãos de que participe;
c. Acompanhar e avaliar diretamente a execução do projeto político-pedagógico do
curso sob sua responsabilidade;
d. Acompanhar diretamente a pontualidade e assiduidade dos professores sob sua
coordenação, emitindo relatório mensal/anual à administração;
41
e. Elaborar, articuladamente com os demais coordenadores de cursos, a oferta de
componentes curriculares para cada semestre letivo, definindo o número de
turmas em cada turno de funcionamento do curso, submetendo a oferta à decisão
final da instância superior;
f. Participar pessoalmente da execução da matrícula, no âmbito do curso que
coordena em direta articulação com a secretaria de cursos;
g. Informar a necessidade e solicitar à instância superior a contratação e a dispensa
de professores que ministrem disciplinas no curso sob sua responsabilidade;
h. Indicar, à instância superior, a necessidade de realização de programas de
aperfeiçoamento, de complementação curricular, de extensão, visando à
qualificação do curso e à capacitação permanente do corpo docente sob sua
coordenação;
i. Promover o atendimento direto ao alunado, favorecendo a sua informação,
especialmente com os representantes de turma;
j. Zelar pela ordem e disciplina no âmbito do curso sob sua responsabilidade,
devendo representar, por escrito, a instância superior, sempre que as normas
disciplinares previstas nos regimentos forem descumpridas;
k. Cumprir e fazer cumprir o disposto na legislação de ensino vigente, no estatuto
da FBDC e no regimento da IES e dos cursos;
l. Exercer as demais atribuições previstas nos regimentos e que lhe forem
atribuídas pelos órgãos superiores da instituição.
6.2. Núcleo Docente-Estruturante (NDE)
O Núcleo Docente-Estruturante (NDE) do curso de Fisioterapia é um órgão consultivo
responsável pela elaboração, consolidação e constante atualização do projeto políticopedagógico, incumbindo-lhe o acompanhamento acadêmico dos cursos de graduação
conforme a Resolução CONAES nº1/2010.
São atribuições do Núcleo Docente Estruturante (NDE):
I.
Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;
II. Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de
graduação em Fisioterapia;
III. Participar da elaboração do projeto político-pedagógico do curso ou propor
mudanças ou atualizações, quando necessário;
IV. Acompanhar os trabalhos de reestruturação curricular;
V. Supervisionar as formas de avaliação e acompanhamento do curso;
VI. Zelar pela qualidade dos planos de ensino dos respectivos componentes
curriculares;
VII. Zelar pela integração interdisciplinar horizontal e vertical do curso, respeitando os
eixos estabelecidos no projeto político-pedagógico;
VIII. Incentivar o desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão, de acordo com as
necessidades do curso, em consonância com as políticas públicas para a área e as
demandas da comunidade.
O Núcleo Docente Estruturante está constituído da seguinte forma:
I.
Coordenador do curso, como seu presidente e
42
II.
Cinco professores, no mínimo, pertencentes ao corpo docente do curso, escolhidos
entre aqueles que exercem lideranças no desenvolvimento do processo de
ensino/aprendizagem.
A indicação dos representantes docentes é feita pelo respectivo coordenador do
curso ou pelo Conselho de Integração Curricular, para um período de dois anos, sendo
permitida a recondução.
O NDE deverá tem, pelo menos, 60% (sessenta) dos seus membros com titulação
acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu. Todos os membros do
NDE estão em regime de trabalho parcial ou integral, sendo pelo menos 20% (vinte) em
tempo integral.
O NDE do curso de Fisioterapia reúne-se sistematicamente pelo menos uma vez
por mês de acordo com calendário de reuniões do curso ou por convocação do seu
presidente, ou ainda extraordinariamente, sempre que necessário. As decisões do NDE
são tomadas levando em conta a maioria simples de seus membros, desde que apresente
a maioria absoluta.
6.3 Conselho de Integração Curricular (CIC)
Compete ao Conselho de Integração Curricular:
 Supervisionar a execução dos planos e das atividades desenvolvidas
pelos respectivos Núcleos Curriculares, objetivando promover sua
necessária integração;
 Acompanhar, periodicamente, a execução do calendário escolar;
 Propor normas complementares das atividades acadêmicas;
 Deliberar sobre os recursos interpostos contra as decisões proferidas
pelos respectivos núcleos, em matéria didático-científica;
 Propor alterações no projeto político-pedagógico do curso, em
consonância com o PDI e o PPPI;
 Deliberar sobre a criação, fusão ou extinção de matérias ou disciplinas no
âmbito do curso;
 Aprovar a matriz curricular do curso, decidindo sobre questões relativas à
sua aplicabilidade, observadas as Diretrizes Curriculares, fixadas pelo
Ministério da Educação e pelo Conselho Nacional de Educação.
O Núcleo Curricular é a menor unidade da estrutura do curso para todos os efeitos de
organização administrativa, didático-científica e de administração de pessoal docente.
Os Núcleos Curriculares são constituídos por conjuntos de Componentes Curriculares
associados por critérios de campos de saber, proximidade espacial e temporal na matriz
curricular ou áreas de interesse, definidos no âmbito de cada curso e compostos pelos
docentes dos Componentes Curriculares que o integram e um representante do corpo
43
discente. Possuem um chefe e um vice-chefe, escolhidos entre os docentes que
compõem, para um mandato de dois anos.
O representante discente deve ser aluno que esteja participando diretamente das
atividades curriculares do respectivo núcleo e escolhido pelos representantes discentes
dos Conselhos de Série com mandato de seis meses ou de um ano. Os Núcleos
Curriculares reúnem-se, ordinariamente, no mínimo, a cada semestre e,
extraordinariamente, quando convocados. Compete aos Núcleos Curriculares: analisar
as ementas, os programas e os planos de ensino de seus componentes
curriculares/disciplinas, fazendo sugestões e propondo alterações, quando pertinentes;
 Acompanhar o desenvolvimento das atividades referentes ao núcleo;
 Manifestar-se a respeito dos requerimentos encaminhados por alunos e/
ou professores, em matéria didático-científica;
 Propor e executar projetos de pesquisa e extensão.
No curso de Fisioterapia os Núcleos Curriculares são divididos de acordo com áreas de
interesse para o desenvolvimento do curso e é composto por docentes de acordo com
afinidade com a área e o semestre em que leciona. Conselhos de Série
Os Conselhos de Série, no âmbito de cada curso, têm por objetivo dar suporte à
implantação das ações acadêmicas e são compostos por três representantes do corpo
docente da série, um supervisor pedagógico e dois discentes da série. Os representantes
discentes são escolhidos pelos seus pares da série, sendo um deles designado como
membro efetivo e o outro como suplente para participação nos Núcleos Curriculares.
6.4 Corpo Docente
Critérios de Seleção e Contratação dos Professores
A Bahiana adota como metodologia de gestão de pessoas a gestão por competências,
atrelada à sua Missão, Visão e Valores e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração
(PCCR), para atender às necessidades imediatas e futuras da IES.
A seleção e preenchimento das vagas do corpo docente é responsabilidade dos
coordenadores dos cursos. Cada fase do processo seletivo ocorre em função da
necessidade de cada curso e quantitativo do quadro docente da IES. Cabe ao setor de
Recursos Humanos executar a solicitação, recebimento e conferência da documentação,
bem como os exames médicos admissionais.
A Bahiana tem como princípio priorizar a contratação de mestres e doutores, com vasta
experiência de trabalho e no magistério na área de saúde. No entanto, em casos
específicos, onde existe dificuldade em encontrar professores com a referida titulação,
são admitidos especialistas na área de atuação do curso para assumirem determinados
componentes curriculares.
44
Políticas de Qualificação e Plano de Carreira do Corpo Docente
O Programa Institucional de Desenvolvimento Docente (PROIDD), criado no ano de
2000 e reestruturado em 2007, é um programa de formação continuada e educação
permanente da IES amparado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de
número 9394/96 e nos documentos norteadores da educação superior. Tem como
objetivos promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes e
proporcionar condições para uma reflexão teórico-metodológica sobre o processo de
ensino e aprendizagem, visando melhorar a qualidade da formação pedagógica e a
qualidade do ensino oferecido pela IES.
O Fórum Pedagógico da Bahiana, evento anual do PROIDD, promove a atualização
técnico-pedagógica dos docentes através de oficinas, palestras e vivências
diversificadas. São coordenadas pela direção, equipe do NUSP, NAPP, professores e
convidados. Desde 2001, aborda temas como avaliação, planejamento, metodologias
ativas, pesquisa e tecnologias em educação.
Diferentes modalidades de ações e atividades de formação continuada e educação
permanente são ofertadas de forma gratuita, sejam fóruns, formações, cursos de
extensão. Constitui-se em espaço de socialização de experiências pedagógicas
inovadoras desenvolvidas pelo corpo docente da IES e de apresentação de pesquisas de
cunho pedagógico.
Também são subsidiadas participações em congressos, seminários e eventos de
interesse. Há bolsas disponíveis, totais ou parciais, para todos os cursos promovidos
pela instituição. Os cursos stricto e lato sensu oferecem bolsas de 40% sobre seu valor a
todos os professores que desejam cursá-los.
Espera-se como resultado das ações do PROIDD o aprimoramento e desenvolvimento,
por parte dos docentes, de competências didático-pedagógicas com transposição
satisfatória para suas áreas específicas, ampliando assim as potencialidades pessoais e a
eficiência profissional.
Com relação ao desenvolvimento de carreira docente, o PCCR prevê progressão em
sete grupos ocupacionais de promoção, em decorrência da evolução da titulação. Os
grupos 6 e 7 referem-se a cargos de gestão (coordenadores e vice-coordenadores). A
progressão é o ato de acesso do colaborador a um cargo ou nível de provimento efetivo,
imediatamente superior, dentro da mesma carreira do seu grupo ocupacional, que pode
ser horizontal (mérito) ou vertical (promoção).
O encarreiramento possibilita não só a oportunidade de crescimento, como o
desenvolvimento e reconhecimento/valorização profissional mediante uma gestão justa,
clara e individualizada do desempenho.
A constituição dos cargos do corpo docente está disposta da seguinte forma:
Curva de Maturidade Docente: Grupo 1: Professor Auxiliar; Grupo 2: Professor
Assistente; Grupo 3: Professor Adjunto e Grupo 4: Professor Titular.
Curva de Maturidade Docente/Gestão: Grupo 5: Professor Coordenador de Curso;
Grupo 6:Vice-Coordenador de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão e Grupo 7:
Coordenador de Graduação/Coordenador de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão.
Os critérios de acesso para a progressão horizontal por mérito do corpo docente são:
atualização do currículo lattes; preenchimento do questionário de avaliação institucional
45
semestral; resultado da avaliação de desempenho por competência tendo obtido o
mínimo de 80% de convergência com o cargo/função atual; periódico atualizado no
Serviço de Medicina e Segurança do Trabalho (SESMT); não apresentar promoções de
cargo e/ou salariais em período igual ou inferior a 12 meses, a partir da admissão ou
última ascensão salarial; ausência de restrições disciplinares nos últimos 12 meses;
preenchimento dos requisitos de titulação exigidos para a função.
Os critérios para a progressão vertical por mérito do corpo docente são: comprovação de
titulação necessária para o grupo ocupacional posterior por meio de certificação;
atualização do currículo lattes; preenchimento do questionário de avaliação institucional
semestral; resultado da avaliação de desempenho por competência mínimo de 80% de
convergência com o cargo atual; periódico atualizado no SESMT; preenchimento, pelo
profissional, dos requisitos de acesso essenciais definidos para o cargo de acordo com a
curva de maturidade; ausência de restrições disciplinares nos últimos 12 meses.
Para a função de PROFESSOR TITULAR pressupõem-se a existência de vaga e
processo seletivo interno, além dos critérios acima descritos.
7.0 FORMA DE ACESSO AO CURSO
O ingresso aos cursos de graduação ministrados pela EBMSP dá-se por meio da
aprovação obtida no Processo Seletivo Formativo (PROSEF), em substituição ao exame
vestibular, para preenchimento das vagas, existentes, por candidatos que tenham
concluído o ensino médio ou equivalente, assim como alunos regulares de outras
instituições que venham a requerer transferência para os cursos afins.
Ao invés de valorizar a memorização de conceitos e fórmulas, a EBMSP privilegia a
vocação, a criatividade e o raciocínio lógico do estudante. E com a missão de preparar
profissionais humanistas e socialmente responsáveis para atuar na saúde pública, a
instituição substituiu em 2008.2 o antigo vestibular pela inovação.
Exclusividade da IES, o Processo Seletivo Formativo incorpora à etapa de provas
eliminatórias a oportunidade de vivenciar o dia a dia da profissão escolhida. Por
exemplo, o candidato à vaga do curso de odontologia vai conhecer de perto como
funciona o procedimento clínico para fazer uma obturação ou mesmo a aplicação de
flúor, tudo isso trajado e utilizando instrumentos odontológicos. Além disso, neste
46
momento são desenvolvidas dinâmicas em grupo, atividades e discussões sobre temas
contemporâneos sob a ótica do profissional de saúde, sempre com a mediação de
professores da instituição.
Isso favorece o autoconhecimento profissional, garantindo ao futuro estudante a
preciosa chance de compreender com segurança sua vocação e expectativas acadêmicas.
A EBMSP tem dois processos seletivos:
1. Processo Seletivo Informativo Inicial
Esse processo visa o preenchimento de vagas iniciais de cada curso de
graduação oferecido, denominado Processo Seletivo Formativo Inicial, desde 2008.2,
para os cursos de Psicologia, Odontologia, Fisioterapia, Biomedicina, Enfermagem e
Terapia Ocupacional, com exceção de Medicina, só implantado em 2009.1, em razão
das suas especificidades. Esse processo encontra-se explicitado no item 3.3, do referido
documento.
A classificação dos candidatos no processo seletivo faz-se pela ordem decrescente dos
resultados obtidos, observando-se o limite de vagas fixado para cada curso, excluídos os
candidatos que não obtiverem os níveis mínimos de aproveitamento estabelecidos. A
classificação obtida nos processos seletivos, inicial e complementar, é válida para a
matrícula no período letivo no qual se realizaram, tornando-se nulos seus efeitos caso o
candidato classificado deixe de requerê-la ou, em o fazendo, não apresente a
documentação completa definida no Edital e/ou apresente-a fora dos prazos fixados.
Esse processo seletivo insere o estudante numa experiência de aprendizagem que
estimula a reflexão sobre a futura profissão e valores éticos e humanos, considerados
necessários à constituição identitária do profissional de saúde e se organiza da seguinte
forma:
1ª Fase: Avaliação de Conhecimentos Gerais Contemporâneos (eliminatória)
2ª Fase: Dividido em dois momentos
1º Momento - Vivencial com 60 minutos cada.

Dinâmica de Grupo

Vivência Profissional

Exibição de Filme
2ª Momento - Provas

Redação (Proposta de construção de um texto discursivo)
Avaliação com questões discursivas de ciências naturais, linguagem e ciências humanas
2. Processo Seletivo Complementar
O Processo Seletivo Complementar contempla as vagas remanescentes nos referidos
cursos, resultante do processo de transferência interna.
O processo de transferência externa visa o preenchimento de vagas remanescentes e
consta de quatro etapas:
47
 Pré-inscrição, com análise de documentação e divulgação dos candidatos
aprovados na primeira etapa;
 Inscrição, prova escrita, resultado da prova escrita (essa prova foi substituída por
um processo seletivo formativo, com exceção do curso de Medicina);
 Análise de currículo, quando são verificadas as equivalências de componentes
disciplinares/curriculares e consequente aproveitamento de estudos;
 Divulgação de resultados.
Esse processo é regido legalmente por edital.
8.0 PROGRAMA DE MONITORIA
Capítulo I
Do Programa de Monitoria da EBMSP
Art. 1º. O Programa de Monitoria da EBMSP é um programa que oferece monitorias
acadêmicas nos diversos cursos da instituição, coordenado pelo vice-diretor da Escola,
segundo o art.13 do Regimento Geral da EBMSP, pelo Comitê Assessor de Monitoria e
pelos Comitês Gestores de Monitoria de cada curso a ele subordinados.
Capítulo II
Do Comitê Assessor de Monitoria e do Comitê Gestor de Monitoria
Art. 2º. O Comitê Assessor de Monitoria será constituído por um professor de qualquer
um dos cursos de graduação existentes e por um supervisor-pedagógico, indicados pelo
vice-diretor da Escola, com o objetivo de auxiliá-lo no acompanhamento das
monitorias.
Art. 3º. Cada curso de graduação constituirá um Comitê Gestor de Monitoria (CGM)
composto por um professor e/ou um supervisor acadêmico-pedagógico e pelo
coordenador do curso, para acompanhamento e avaliação de todas as monitorias do
curso, conforme as diretrizes descritas. O CGM responde ao vice-diretor da Escola, a
quem solicita número de vagas remuneradas para aprovação e inclusão no orçamento
anual, validação dos alunos selecionados para confecção e assinatura dos termos de
outorga e termos de adesão, exclusão de alunos por desligamento, com suspensão das
bolsas respectivas, transferência de bolsas, nos casos em que se aplica, e a quem
encaminha relatório semestral sobre as atividades de todas as monitorias sob sua gestão.
Capítulo III
Das Diretrizes Gerais da Monitoria
48
Art. 4º. Os projetos de monitoria dos diversos cursos da Escola deverão estar em
consonância com os princípios do projeto político-pedagógico do curso aos quais se
vinculam, contendo os objetivos, número de monitores e categorias, critérios de seleção,
as atribuições dos monitores e professores orientadores, a programação com a
distribuição da carga horária, além do sistema de avaliação e acompanhamento.
Art. 5º. Os objetivos da monitoria são os seguintes:
I. Desenvolver competências cognitivas, procedimentais e atitudinais relativas ao
exercício da docência, por meio de trabalho desenvolvido em parceria com o
professor de um determinado componente curricular, colaborando para a
formação de futuros quadros para o ensino universitário;
II. Contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, fortalecendo a articulação
teórico-prática e a integração curricular em seus diferentes aspectos;
III. Aprofundar os conhecimentos adquiridos em um determinado componente
curricular;
Art. 6º. Para cada ano, de acordo com o curso, o componente curricular e a
disponibilidade financeira da instituição, será estabelecido o número de vagas de
bolsistas e não bolsistas para cada curso.
Art. 7º. Os professores coordenadores de monitoria encaminharão, até 15 de setembro
de cada ano, ao CGM do respectivo curso, os planos de atividades das monitorias
relativos ao ano letivo que se inicia no ano seguinte (1º e 2º semestres), com o número
desejado de vagas de bolsistas e não bolsistas. O CGM encaminhará ao vice-diretor os
projetos pré-aprovados, até 15 de outubro, para análise e aprovação das vagas para o
período letivo seguinte.
Art. 8º. Haverá seleção para o programa de monitoria por meio de edital. A publicação
do edital e a abertura e fechamento das inscrições para uma determinada monitoria
deverão ocorrer até o último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, para as
monitorias do 2º e do 1º semestres, respectivamente.
Art. 9º. A seleção deverá ser realizada em, no máximo, 15 dias úteis após o fechamento
das inscrições e não poderá coincidir com outras atividades acadêmicas obrigatórias dos
candidatos.
Art. 10. Os resultados deverão ser publicados em, no máximo, até cinco dias úteis após
a seleção.
Art. 11. O candidato selecionado deverá confirmar o interesse na secretaria acadêmica
do respectivo curso, até 48 horas após a divulgação. Após este período, as vagas não
confirmadas serão ocupadas por outros candidatos classificados, respeitando a ordem de
classificação.
Art. 12. O abandono ou o desligamento de um monitor, bolsista ou não bolsista, durante
a vigência da monitoria, até quatro semanas após o início do período letivo, implicará
no aproveitamento de alunos classificados, na seleção do mesmo período letivo, por
ordem de classificação. Caso a monitoria preveja alunos não bolsistas e seja aberta uma
vaga de aluno bolsista, o primeiro dos não bolsistas ascenderá à categoria de bolsista e
49
um novo aluno classificado será convocado para a categoria não bolsista, respeitando a
ordem de classificação.
Art. 13. A transferência de bolsas dos alunos desistentes ou desligados deverá ocorrer
no prazo máximo de quatro semanas, após o início do semestre letivo, por meio de
solicitação, por escrito, do coordenador da monitoria ao CGM do curso, que a analisará
e, caso aprove, a encaminhará ao vice-diretor, para as devidas providências.
Art. 14. O aluno não poderá acumular bolsas de qualquer natureza, sejam ou não da
instituição.
Art. 15. A inscrição do discente para participar do processo de seleção para uma
monitoria implicará em conhecimento e aceitação das normas instituídas, às quais o
aluno não poderá alegar desconhecimento. Dessa forma, encontra-se apto para participar
do processo de seleção o aluno que preencher as condições a seguir:
I. Ser estudante regularmente matriculado em um curso de graduação da Escola;
II. Ter sido aprovado no componente curricular da monitoria;
III. Ter disponibilidade de tempo para cumprir as atividades programadas no projeto
da monitoria, sem conflito entre os horários das atividades da monitoria e os
horários das atividades dos componentes curriculares aos quais estará vinculado
no semestre em que exercerá a monitoria.
IV. Não participar de outra monitoria ou atividade de iniciação científica, de
qualquer natureza, institucional ou não, no semestre em que exercerá a
monitoria.
Art. 16. As inscrições serão realizadas exclusivamente no período determinado no
edital, na secretaria acadêmica da unidade na qual o estudante está vinculado e no
horário do expediente. O documento será protocolado e não serão aceitas fichas
entregues fora do local e período. Na ficha de inscrição, o candidato deverá informar o
componente curricular para o qual pleiteia vaga, sendo-lhe permitida a inscrição para
seleção em, no máximo, dois componentes curriculares por semestre. No caso de ser
selecionado para os dois, deverá optar por uma única monitoria.
Art. 17. As atividades da monitoria devem seguir as seguintes normas:
I. Toda atividade a ser exercida pelo monitor deve estar prevista no projeto
enviado pelo componente curricular ao CGM;
II. As atividades de monitoria não devem ser exercidas em horário que prejudique
as atividades discentes do monitor;
III. O aluno só poderá exercer atividades em uma única monitoria, a cada semestre,
não podendo acumular duas ou mais monitorias simultaneamente, mesmo na
categoria de não bolsista;
IV. O aluno não poderá exercer atividades em uma monitoria e em um projeto de
iniciação científica, ao mesmo tempo, independentemente de ser bolsista ou não
bolsista em qualquer uma das atividades;
V. As atividades do monitor não podem ser confundidas com o trabalho do
professor, a quem compete, exclusivamente, a atribuição de notas de
aproveitamento, avaliação de desempenho e controle de frequência dos alunos;
VI. A carga horária semanal máxima será de 12 horas. Sua distribuição ficará a
cargo de cada componente curricular. No entanto, a carga horária máxima no
50
período matutino ou vespertino não deverá nunca exceder ao limite de quatro
horas diárias. Está incluído nas 12 horas semanais o tempo utilizado pelo
monitor para atividades práticas, seminários, revisão de literatura, atividades de
pesquisa e outras pertinentes ao exercício da monitoria, realizadas em locais
diversos, inclusive fora da Escola.
Art. 18. O Comitê Gestor de Monitorias de cada curso orientará o processo seletivo, em
consonância com as normas próprias expedidas pela Escola.
Art. 19. Os critérios de seleção deverão estar previstos no projeto e no edital da
monitoria, ficando esta definição a cargo da coordenação da monitoria do componente
curricular. A seleção poderá ser feita individualmente e/ou em grupo, devendo enfocar
os aspectos cognitivos, as habilidades e atitudes dos candidatos. O processo seletivo
poderá ser realizado por meio de provas (escrita, oral e/ou prática), entrevistas e
dinâmicas em grupos, a critério de cada componente curricular. Deverá ser feita uma
justificativa plausível para distribuição dos pesos, nas diversas formas de avaliação.
Art. 20. Será indicada, pelo coordenador da monitoria do componente curricular, uma
banca para seleção dos candidatos.
Art. 21. Deverá ser atribuída classificação aos candidatos, de forma a permitir a
substituição, em caso de impedimento ou desligamento do selecionado. Em caso de
empate, terá preferência o aluno que possuir a maior nota no componente curricular
pleiteado. Caso persista o empate, terá preferência o que tiver a maior média geral no
semestre anterior à entrada na monitoria.
Art. 22. A relação dos candidatos selecionados, por ordem de classificação, deverá ser
encaminhada à secretaria acadêmica pelo Comitê Gestor do curso, para publicação.
Após o prazo de confirmação, a secretaria acadêmica encaminha ao CGM a relação dos
candidatos confirmados e caso, necessário, nova convocação será realizada para o
preenchimento das vagas disponibilizadas.
Art. 23. O CGM validará o resultado final e o enviará para nova publicação, da qual
deverão constar os prazos para a entrega de documentos e assinatura dos Termos de
Outorga e de Adesão. O CGM encaminhará ao vice-diretor a lista dos alunos
selecionados para a confecção dos termos de outorga, para monitores bolsistas, e de
adesão, para os monitores não bolsistas.
Art. 24. Os monitores bolsistas deverão assinar o Termo de Outorga e os não
bolsistas, o Termo de Adesão, acordando o não recebimento de qualquer incentivo
financeiro pelo exercício da monitoria
Art. 25. Os prazos para entrega de documentos e assinatura dos termos são definidos
pelo vice-diretor. O não cumprimento dos prazos implicará a desclassificação do
candidato.
Art. 26. São as seguintes as categorias de monitoria:
I. Titular: aluno classificado de acordo com o número de vagas disponibilizadas
para titulares de uma monitoria (com direito ou não à bolsa, no valor estipulado
pelo curso, durante a vigência da monitoria);
II. Aspirante: aluno classificado para um período de treinamento inicial de 06
meses, sem remuneração, nos componentes curriculares com necessidades
51
específicas. A seleção é feita por meio de edital próprio, no qual devem constar
carga horária, número de vagas, período e ausência de remuneração. No período
subsequente, esse aspirante poderá ascender à categoria de titular, nas condições
prescritas para a categoria titular da respectiva monitoria.
III. Supervisor Discente: aluno que já participou da monitoria por um ano e, por
isso, detém experiência para multiplicar os conhecimentos adquiridos no
decorrer do processo. O período de vigência é de um ano, após o qual terá
direito a certificado. A indicação deverá ser feita, por escrito, pelo professor
coordenador da monitoria e aprovada pelo CGM. Essa categoria não
contemplará bolsa.
§ Único. Caso haja necessidade de inserção de novas categorias para atender às
necessidades de componentes curriculares específicos, estas só poderão ser
implementadas após a aprovação pelo CGM do curso e pelo vice-diretor da Escola.
Art. 27. As categorias de monitoria, quanto à remuneração são as seguintes:
I. Bolsista: candidato que foi selecionado para uma monitoria com bolsa no valor
estipulado pela escola, durante a sua vigência;
II. Não bolsista: candidato que foi selecionado para uma monitoria sem bolsa.
Art. 28. O monitor auxiliará o professor de acordo com o projeto de monitoria do
componente, sendo-lhe atribuídas atividades, conforme as especificidades do projeto:
I. Participar das atividades do componente curricular, desde o planejamento até a
avaliação;
II. Participar das atividades de pesquisa oferecidas pelo componente curricular;
III. Auxiliar o professor e os alunos em atividades práticas do componente
curricular;
IV. Exercer atividades de apoio nas aulas práticas, sob a supervisão docente;
V. Acompanhar alunos a campo, auxiliando no desenvolvimento de diferentes
atividades, tais como levantamento de prontuários, elaboração do diário de
campo, relatórios de pesquisa, relatos de prática, sob supervisão docente;
VI. Preparar as atividades práticas inerentes à monitoria, mediante autorização
prévia do professor coordenador da monitoria, o qual será o responsável pelo
laboratório, bem como pelo material requerido para a prática, durante o período
de sua realização. A solicitação de uso deverá ser encaminhada ao gestor dos
laboratórios com antecedência mínima de 15 dias úteis, para cada dia e horário
de atividade, por meio de formulário específico, para a sua autorização de
utilização e agendamento, sujeita à disponibilidade do laboratório. A prioridade
de ocupação do laboratório será sempre para as aulas regulares e os horários
serão os existentes no período regular de sua abertura e fechamento. O material a
ser utilizado deverá ser solicitado pelo coordenador da monitoria no início de
cada semestre;
VII. Acompanhar alunos em laboratório de habilidades para treinamento individual
em práticas específicas, não computadas como carga horária do componente
curricular, seguindo roteiros previamente elaborados pelo professor coordenador
da monitoria do componente curricular, o qual será o responsável pelo
laboratório, bem como o material requerido para a prática durante o período,
52
com a anuência expressa, por escrito, do coordenador do curso. A solicitação de
uso deverá ser encaminhada ao gestor dos laboratórios com antecedência
mínima de 15 dias úteis, para cada dia e horário de atividade, por meio de
formulário específico, para a sua autorização de utilização e agendamento,
sujeita à disponibilidade do laboratório, sendo que a prioridade de ocupação será
sempre para as aulas regulares e os horários serão os existentes no período
regular de abertura e fechamento. O material a ser utilizado deverá ser solicitado
pelo coordenador da monitoria no início de cada semestre;
VIII. Entregar relatórios final e semestral (quando cabível) ao professor coordenador
da monitoria.
Art. 29. É vedado ao monitor:
I. Substituir docentes em aulas teóricas e práticas, independentemente da sua
presença;
II. Corrigir trabalhos, provas e controle de frequência dos alunos;
III. Exercer a monitoria fora do horário combinado com o professor coordenador.
Art. 30. Será desligado o monitor que:
I. Apresentar frequência inferior a 80 %, dentro da programação estabelecida pelo
projeto de monitoria;
II. Não cumprir fielmente as suas atribuições, inclusive encaminhamento dos
relatórios periódicos;
III. Incorrer em falta disciplinar prevista no regimento da Escola e demais normas
por ela editadas;
IV. Demonstrar desempenho insatisfatório no exercício da monitoria.
V. Faltar aos compromissos assumidos com a monitoria, sem justificativa plausível;
VI. Não apresentar o relatório final ou semestral (quando cabível) em prazo hábil;
VII. Solicitar trancamento e/ou cancelamento de matrícula;
VIII. Deixar de cumprir um dos itens previstos neste regulamento.
§ Único. O aluno destituído de sua função de monitor perde automaticamente o direito à
bolsa, se for o caso, e a qualquer tipo de certificação do período em que esteve atuante.
Art. 31. O acompanhamento e avaliação das monitorias serão realizados pelo Comitê
Gestor de Monitorias de cada curso, o qual encaminhará um relatório final ao vicediretor da Escola e aos órgãos colegiados cabíveis de cada curso, para a devida
apreciação.
Art. 32 São atribuições do professor coordenador de monitoria:
I. Tomar e dar conhecimento das diretrizes gerais institucionais para monitoria aos
docentes e discentes ligados aos componentes curriculares pelos quais é
responsável;
II. Elaborar e encaminhar, até 15 de setembro de cada ano, ao CGM do respectivo
curso, os planos de atividades das monitorias relativos ao ano letivo que se inicia
no ano seguinte (1º e 2º semestres), do qual deverão constar, entre outros,
objetivos, atividades a serem desenvolvidas, horários, número desejado de vagas
de bolsistas e não bolsistas, formas de avaliação e acompanhamento para análise
e aprovação. O CGM encaminhará ao vice-diretor os projetos pré-aprovados, até
15 de outubro, para análise e aprovação final;
53
III.
Solicitar, no início de cada semestre, em formulário específico, o material
necessário às aulas práticas do componente curricular, inclusive aquele para
treinamento de monitores e acompanhamento pelos mesmos de alunos em
laboratório de habilidades para treinamento individual em práticas específicas;
IV. Elaborar edital para seleção de alunos para a monitoria, segundo modelo
específico;
V. Apresentar proposta ao CGM de bancas de seleção dos candidatos da monitoria
do componente curricular pelo qual é responsável;
VI. Solicitar, por escrito, ao CGM o desligamento de monitores, assim como a
transferência de bolsa, se for o caso;
VII. Orientar efetivamente o monitor no desempenho das atividades de ensino,
pesquisa ou extensão previstas no projeto;
VIII. Capacitar o monitor no uso de metodologia de trabalho adequada à sua atuação,
auxiliando-o a lidar com os alunos e aprofundar seus conhecimentos;
IX. Promover reuniões e/ou seminários com os monitores para socialização dos
trabalhos desenvolvidos e troca de experiências relativas ao próprio curso ou
intercursos;
X. Avaliar continuamente o desempenho do aluno monitor a partir dos objetivos do
projeto de monitoria e dos critérios de avaliação propostos;
XI. Socializar, periodicamente, com o curso a que pertence os resultados acadêmicos
do projeto da monitoria;
XII. Estimular os monitores a socializar os conhecimentos obtidos com os seus
colegas que não tiveram a mesma oportunidade;
XIII. Encaminhar às instâncias competentes os expedientes administrativos
necessários à operacionalização do projeto (frequência dos alunos, avaliação,
lista final dos concluintes para emissão de certificados etc.);
XIV. Elaborar, dentro dos prazos estabelecidos, os relatórios parciais e finais da
monitoria para acompanhamento pelo CGM.
O comitê Gestor do curso de Fisioterapia é composto pela coordenadora do curso e
por um professor com carga horária específica para este fim. No curso são oferecidas
todas as categorias de monitoria em diferentes semestres, em virtude da demanda do
curso.
9. EXTENSÃO
54
As atividades de extensão no curso de Fisioterapia são divididas em atividades
programadas no calendário anual do curso e sob a responsabilidade dos Núcleos
Curriculares e a atividades de demanda, a saber:
1. Atividades sob a liderança dos Núcleos Curriculares
• Feira de Saúde – participação de alunos, egressos e professores do
curso em atividades promotoras de saúde, organizados pela
paróquia da comunidade, em parceria com o curso.
• Jornada de Pesquisa em Fisioterapia – evento anual que visa
promover a atualização dos alunos internos, professores e
profissionais sobre conhecimento científico na Fisioterapia.
• Dia do Fisioterapeuta – evento anual em comemoração à
profissão, promovido pelo curso com objetivo de aprimorar o
saber dos alunos e professores através de atividades integrativas e
vivenciais.
2. Atividades institucional interdisciplinar
• Programa Candeal – desenvolve atividades de educação à saúde e
cidadania nas comunidades, integrado por docentes e discentes.
3. Atividades de demanda externa
Participação em eventos e programas realizados por outras
organizações ou instituições (Exemplo: participação na Corrida Duque
de Caxias em agosto de 2013, Projeto ParaPraia janeiro e fevereiro de
2014).
4. Cursos de aprimoramento e extensão internos e abertos a egressos e
profissionais: estes cursos são oferecidos de acordo com a demanda dos
alunos e disponibilidade docente. Cursos com professores externos
convidados também são oferecidos.
9.1 Responsabilidade Social
Baseado na missão da EBMSP, o curso de Fisioterapia assume sua responsabilidade
social como uma atitude responsável frente ao ambiente e à sociedade contribuindo para
o bem-estar da sociedade e apoiando as instituições públicas na melhoria da qualidade
de vida da população.
Dessa forma, participa de diversos programas que contemplam esse objetivo. Projetos
como o Todos Parapraia em que professores e alunos realizam o treinamento e execução
de transferência e banho de mar assistido de pessoas com necessidades especiais na
praia, exemplificam esse compromisso do curso com a profissão e com a sociedade.
55
10 APOIO PEDAGÓGICO
10.1 Clínica Escola Avançada de Fisioterapia (CAFIS)
A Clínica Avançada em Fisioterapia (CAFIS), inaugurada em 1998, parte do
Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana (ADAB), vinculada ao curso de
Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), mantida pela
Fundação Bahiana para Desenvolvimento das Ciências (FBDC), dedica-se às atividades
de ensino, pesquisa e extensão na assistência fisioterapêutica e afins voltadas à
comunidade.
A clínica ocupa uma área total de 345,86 m², na Unidade Acadêmica Brotas. Todos os
ambientes são acessíveis, climatizados e contêm pia, saboneteira e papeleira. Os
consultórios e a sala de atendimentos são mobiliados com maca, mesa, cadeiras, armário
e mesa de apoio. Na CAFIS encontra-se: uma sala de espera (09,41m²), uma recepção
(17,42m²), consultório 1 (10,00m²), consultório 2 (09,06m²), eletroterapia – dividida em
oito boxes (68,16m²), sala de atendimento (20,36m²), pediatria (35,50m²), ginásio
(115,27m²), sanitário masculino (08,99m²), sanitário feminino (08,99m²), sanitário –
funcionário (07,86m²), expurgo (01,90m²), área de circulação recepção (26,87m²), área
de circulação ginásio (26,87m²), piscina terapêutica (50,00m²), consultório 3 – área da
piscina (07,36m²), sanitário adaptado para pessoas com deficiência (04,97m²), vestiário
feminino (10,39m²), vestiário masculino (07,06m²), fraldário (03,49m²), chuveiros
externos (04,53m²) e sala de utilidades (05,14m²). Outras dependências encontram-se
disponíveis na Unidade Acadêmica Brotas como: depósito de material de limpeza,
almoxarifado, copa para os funcionários e sanitários para funcionários.
No início, a CAFIS era sede de aulas práticas das disciplinas: prática curricular,
fisioterapia aplicada à angiologia e fisioterapia aplicada à pediatria. Em 1999,
iniciaram-se os estágios curriculares nas áreas de clínica geral, fisioterapia aquática e
neuropediatria, concomitantemente às aulas práticas, acrescidas de fisioterapia aplicada
56
à obstetrícia e da prática do curso de pós graduação lato sensu no tratamento da postura
e da dor.
A partir de 2001, além de seu papel docente-assistencial, a clínica passou a oferecer
serviços a pacientes particulares e de convênios e, em seguida, setembro de 2002,
iniciou o atendimento ao Sistema Único de Saúde – SUS.
A proposta dessa clínica é prestar assistência fisioterapêutica de forma integrada nas
diversas áreas, visando o tratamento das disfunções musculoesqueléticas e
neurofuncionais buscando a recuperação da saúde, objetivando a habilitação e
reabilitação funcional do indivíduo. Atua no contexto da extensão, atendendo à
comunidade ao tempo em que prepara o futuro profissional para o exercício da profissão
de forma responsável, atuando em diferentes cenários na área de saúde, nos setores
públicos e privados, consciente de suas responsabilidades e compromisso social.
A sua clientela é constituída de, aproximadamente, 40% de atendimentos realizados
pelo SUS, em média e 60% de atendimentos a convênios e particulares.
Os atendimentos são individuais e em grupos, nas áreas de fisioterapia em ortopedia,
traumatologia, reumatologia, neurologia adulto, pediatria, respiratória, vascular e
dermatofuncional, utilizando também, a piscina terapêutica como recurso. Sendo
portanto, referência no atendimento fisioterapêutico pela qualidade da assistência
prestada com resultados satisfatórios e consistentes na atenção à saúde. Tanto nos
serviços prestados pelos profissionais da CAFIS, como os docentes- assistenciais são
realizados com competência e atenção à pessoa, o que resulta em um atendimento
humano e eficiente
A CAFIS participa do sistema de multidisciplinaridade, atuando em conjunto com os
demais serviços docentes-assistenciais da Bahiana. Nela são efetuadas aulas práticas,
assim como as práticas de interação do curso de Fisioterapia; o estágio de semiologia
mental do curso de Medicina e o Estágio Específico II do curso de Psicologia,
contribuindo assim para o exercício da interdisciplinaridade.
11. INFRAESTRUTURA E INSTALAÇÕES ACADÊMICAS
11.1 Sistema de Bibliotecas
57
A Bahiana mantém um sistema integrado de bibliotecas nas unidades acadêmicas
Nazaré, Brotas e Cabula. A finalidade do sistema de bibliotecas é proporcionar serviços
de informação científica, tecnológica e especializada, dando suporte informacional às
bibliografias curriculares com o objetivo de subsidiar os processos de ensino, pesquisa e
extensão. Visa também, estimular a interação e a socialização da comunidade externa,
uma vez que proporciona consulta aos acervos e disponibiliza espaço para visitantes
realizarem estudo e leitura.
O sistema de bibliotecas possui uma política de aquisição, expansão e atualização do
acervo, que estabelece critérios quantitativos e qualitativos.
A biblioteca disponibiliza os serviços de atendimento ao usuário; consulta local,
estação multimídia de autoatendimento, serviços via web, empréstimo, bônus,
devolução, renovação, reserva, empréstimo entre bibliotecas, catalogação na fonte,
normalização de documentos, comutação bibliográfica, videoteca, reprografia, portal de
periódicos CAPES, portal Periódico EBSCO (Periódicos Eletrônicos), BIREME,
cooperação em redes de informação, Rede de Apoio à Educação Médica (RAEM),
acesso à biblioteca da Fiocruz/ CPqGM (Convênio).
A Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, além de manter um sistema de
bibliotecas nas suas três unidades acadêmicas, utiliza a biblioteca da Fiocruz, por meio
de convênio firmado com a instituição.
A finalidade do sistema de bibliotecas é proporcionar serviços de informação científica,
tecnológica
e
especializada,
dando
suporte
às
bibliografias
curriculares,
disponibilizando materiais tecnicamente preparados, segundo os padrões internacionais
de catalogação, visando subsidiar os processos de ensino, pesquisa e extensão e,
58
também, estimulando a interação e a socialização da comunidade externa, uma vez que
proporciona consulta aos acervos e disponibiliza espaço para visitantes realizarem
estudo e leitura.
Da mesma forma, o acervo também é composto por materiais especiais (fitas de vídeo,
CDs, DVDs), obras de referência (dicionários, enciclopédias, entre outros), os quais são
atualizados semestralmente.
Nessa perspectiva, a biblioteca, na graduação em fisioterapia cumpre um suporte
fundamental na iniciação à pesquisa. Mais do que prateleiras e livros, o serviço da
biblioteca estabelece uma estreita relação com o projeto político-pedagógico do curso,
em especial, com o princípio que estabelece a pesquisa como elemento essencial da
formação do fisioterapeuta. Os alunos contam com uma equipe de atendimento na
biblioteca liderada por uma profissional da área, graduada em biblioteconomia, que
orienta as construções dos trabalhos acadêmicos, no que diz respeito à seleção
bibliográfica e à organização do texto nos parâmetros das normas acadêmicas definidas
pela ABNT e Estilo Vancouver. A biblioteca, nessa direção, constitui-se em um fórum
de incentivo à produção e à circulação do conhecimento.
Horário de Funcionamento

Biblioteca Unidade Acadêmica Nazaré: segunda a sexta-feira, de 8h a 20h
(ininterruptamente) e sábado, de 8h a 12h.

Biblioteca Unidade Acadêmica Brotas: segunda a sexta-feira, de 8h a 21h
(ininterruptamente) e sábado, de 8h a 13h.

Biblioteca Unidade Acadêmica Cabula: segunda a sexta-feira, de 8h a 20h
(ininterruptamente) e sábado, de 8h a 12 h.

Biblioteca FIOCRUZ: segunda a sexta-feira, de 8h a 20h (ininterruptamente) e
sábado, de 8h a 12h. Rua Waldemar Falcão, 121 - Brotas, CEP: 40296-710 - Tel.
3176-2231 ou 3176-2234, Ramal: 231.
Serviços e Produtos
Atendimento ao Usuário - Orientação aos usuários quanto à recuperação das
informações do acervo, regulamento do sistema de bibliotecas e a utilização dos
serviços oferecidos.
Consulta Local - O uso do material fica restrito ao âmbito da biblioteca. Em caso de
infração, o fato será comunicado pelo sistema de bibliotecas à coordenação de curso ou
59
à direção da EBMSP, objetivando adoção das providências administrativas e
disciplinares cabíveis. Para fazer uso desse serviço, o usuário deve guardar,
obrigatoriamente, seus pertences individuais nos locais apropriados (armários)
disponibilizados nas bibliotecas, portando consigo exclusivamente papel, lápis, borracha
ou lapiseira. É vedado o uso de canetas de qualquer tipo.
Acesso remoto pela intranet - Disponível a todos os usuários que estejam utilizando os
terminais de computadores conectados à rede interna do sistema de bibliotecas.
Acesso remoto pela internet - Para obter acesso ao portal do sistema de bibliotecas, o
aluno deve fazer sua senha pessoal, no balcão de atendimento da secretaria acadêmica.
A consulta pode ser efetuada a partir de qualquer computador conectado à internet. O
acesso ao portal é feito através do site: www.bahiana.edu.br. Caso o usuário esteja
enfrentando problemas com a senha de acesso, deverá dirigir-se ao balcão de
atendimento da secretaria acadêmica para solicitar a substituição. Os alunos têm direito
a consultar o acervo bibliográfico do sistema de bibliotecas, incluir o nome na lista de
reserva e renovar os livros até três vezes para cada título. É responsabilidade do aluno
comparecer à biblioteca para efetuar a devolução e/ou realizar um novo empréstimo.
Empréstimo de material bibliográfico – O empréstimo destina-se a todos os alunos
matriculados, servidores técnico-administrativos e docentes. O usuário utilizará o cartão
de identificação como documento indispensável nas rotinas de empréstimo, devolução e
reserva. Durante as férias escolares, constantes do calendário, o período de empréstimo
é de, no máximo, 15 dias. Os alunos com qualquer tipo de pendência no sistema de
biblioteca deverá resolvê-las, necessariamente, antes da matrícula em novo período
escolar. No caso de extravio ou dano de qualquer material, o usuário fica obrigado a
devolver ao sistema de biblioteca, mediante comprovante que ficará em seu poder, o
material de idêntica natureza.
Prazo e volume para empréstimo - Alunos de graduação, pós-graduação e
funcionários dois livros, com prazo de oito dias. Professores e Monitores - três livros,
com prazo de oito dias.
Devolução - O material retirado por empréstimo deverá ser devolvido única e
exclusivamente no respectivo balcão, portanto, não serão considerados como devolvidos
os materiais deixados nas mesas, balcões e estantes da biblioteca. O aluno que não
efetuar a devolução na data prevista arcará com multa por dia e por quantidade de
livros. O usuário que estiver em atraso na devolução de qualquer material ou tiver
60
débitos referentes a multas, ao material extraviado ou danificado não poderá fazer um
novo empréstimo ou reserva.
Comprovante de devolução - A guarda do comprovante de devolução do material
emprestado é obrigatória e se constitui mecanismo de proteção que beneficiará o aluno,
em caso de dúvida. Caso o aluno não comprove, perante o sistema de biblioteca, a
efetiva devolução do material a ele emprestado, persistirá sua responsabilidade e
ensejará incorrer nas infrações administrativas e/ou disciplinares.
Bônus - O usuário que entregar o(s) livro(s) antes da data estabelecida de empréstimo
acumulará bônus, de acordo com a quantidade de dia(s) restantes para a devolução. A
cada 30 bônus será permitida a retirada adicional de um livro. No ato da devolução, o
aluno receberá um comprovante onde poderá conferir a quantidade de bônus. Se
preferir, poderá solicitar maiores informações, no balcão de atendimento da biblioteca.
Reserva - As reservas serão registradas e atendidas, rigorosamente, na ordem
cronológica em que foram efetuadas. Ao retornar do empréstimo, o material reservado
ficará à disposição do usuário por 48 (quarenta e oito) horas (sábados, domingos e
feriados não são considerados dias úteis). Caso o livro não seja retirado nesse prazo,
passará ao usuário seguinte ou retornará à estante. Não é permitida a reserva de título
que já se encontre em poder do usuário.
Renovação - A renovação do empréstimo será permitida desde que não haja reserva
para o título e deverá ser feita com a apresentação do material pelo próprio usuário,
sendo que não poderá estar em débito com a biblioteca. Através do Portal, o aluno pode
renovar os livros até três vezes para cada título. Não é permitida a renovação por
telefone.
Empréstimo entre bibliotecas - Poderão cadastrar-se instituições públicas e privadas,
pertencentes à região Metropolitana de Salvador, com profissional bibliotecário,
registrado no CRB. O empréstimo entre bibliotecas estará restrito aos livros, excluindo
obras de coleção especial, consulta interna e referência.
Catalogação na Fonte - Proporciona que a produção técnico-científica da Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública receba tratamento descritivo e temático de acordo
com as exigências da ABNT.
Normalização de documentos (dissertações, teses e artigos científicos) - Objetiva a
orientação na elaboração de trabalhos acadêmicos, conforme as normas da ABNT e
Estilo Vancouver vigentes.
61
Acesso ao Portal Capes - Através do convênio com a Rede de Bibliotecas da Fundação
Oswaldo Cruz FIOCRUZ/ BIEPS/ CPqGM e o sistema de bibliotecas da Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública, todos os alunos e professores têm acesso ao
Portal de periódicos CAPES http://www.periodicos.capes.gov.br que disponibiliza
textos completos de artigos de mais de 8.540 revistas internacionais e nacionais, mais de
90 bases de dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento e
oferece, também, acesso ao banco de dados de teses e dissertações brasileiras, além de
71 das principais revistas na área médica e biomédica.
Acesso a
bases de dados -
BIREME, PERIODICALS e
EBSCO
Host
http://ejournals.ebsco.com
Comutação Bibliográfica - Localização e busca de material bibliográfico não
disponível no acervo dos sistemas de bibliotecas, feito através do SCAD-BIREME.
Reprografia - O material da biblioteca só poderá ser fotocopiado em parte, de acordo
com a lei sobre direitos autorais (Lei 9.610, de 19/02/1998).
Guarda-volumes - É facultado ao usuário, durante a sua permanência na biblioteca, a
guarda de seus pertences particulares, em escaninho fechado para sua maior segurança e
comodidade. Para usá-lo, deverá dirigir-se ao balcão de atendimento, apresentar o cartão
de identificação e solicitar a chave. O documento ficará sob a guarda da biblioteca e só
será entregue após a devolução da chave. No caso do uso da Consulta Local, a guarda é
obrigatória. O tempo de utilização do escaninho limita-se ao tempo em que o usuário
permanece na biblioteca.
11.2 Secretaria
A secretaria acadêmica tem a função de realizar o registro dos dados relevantes
relacionados à vida acadêmica de professores e alunos, assim como viabilizar a
infraestrutura pedagógica que dá suporte às atividades didáticas cotidianas.
O espaço da secretaria é aberto no período administrativo a todo corpo discente e
docente da instituição para atendimento e solução das demandas relacionadas à
operacionalidade do curso. Trata-se de um espaço resolutivo e de transparência
relacionado aos diversos registros acadêmicos. Além do atendimento personalizado, a
secretaria disponibiliza os registros em murais, ambiente virtual, e internet. Essas
informações podem ser consultadas preservando o seu sigilo. Desde o ingresso na
instituição, docentes e discentes são cadastrados na secretaria e recebem dela uma
62
carteira, conta de email, senha pessoal e intransferível de forma a garantir uma
comunicação fácil e ágil com a secretaria acadêmica.
Procedimentos Acadêmicos:
Matrícula
É o procedimento acadêmico-financeiro que mantém o aluno vinculado à instituição e
ao seu curso, de acordo com o ano/semestre de entrada. O aluno que está em situação
regular ou que solicitou reabertura do curso e foi autorizado realizará a matrícula no
período estipulado em edital. A matrícula poderá ser feita pelo próprio aluno ou por
procurador regularmente habilitado, acompanhado de um avalista. A matrícula do aluno
menor de idade deverá ser realizada pelo pai, mãe ou responsável legal, este último por
meio de procuração. A matrícula é realizada em duas fases: a matrícula financeira e a
matrícula acadêmica.
Aproveitamento de estudos
A solicitação de aproveitamento de estudos deverá ocorrer durante o período de
matrícula, na secretaria do curso de referência, e deverão estar anexados: histórico
escolar e programas das disciplinas cursadas em outra instituição de ensino superior.
Embora o processo seja encaminhado à secretaria acadêmica que o administra, trata-se
de um procedimento acadêmico, sob a responsabilidade de um corpo técnico, o parecer
final.
Trancamento do curso
É a suspensão temporária da continuidade do aluno no curso, por solicitação própria, de
acordo com o regime de cada curso, anual ou semestral, abrangendo todas as disciplinas
em que o aluno estiver matriculado no momento. Só é permitido o trancamento após um
ano de curso cumprido, tanto para os cursos anuais quanto para os semestrais. A
solicitação deverá ser feita nas secretarias de referência dos cursos, com o
preenchimento do requerimento anexado de uma cópia do boleto de pagamento da 1ª
mensalidade e de certificado de matrícula.
Abandono de curso
Abandono de curso é a interrupção do vínculo do aluno com a instituição e o curso, em
face da não renovação da sua matrícula. O não comparecimento do aluno para realizar a
matrícula configura, automaticamente, abandono de curso.
Segunda chamada
Para as provas e os trabalhos nos quais o aluno não puder comparecer, poderá ser
requerida segunda chamada, desde que observadas as seguintes exigências cumulativas:
63
 requerimento à IES firmado pelo aluno ou por quem o represente dentro de 48
(quarenta e oito) horas seguintes à realização do trabalho respectivo;
 motivo justo comprovado pelo aluno, cuja decisão ficará a cargo da administração
acadêmica;

respeito ao calendário escolar e à data estabelecida para a avaliação;

recolhimento da guia correspondente.
Para viabilizar a proposta pedagógica, o curso conta com uma infraestrutura (física e
pedagógica) moderna compatível com as demandas pedagógicas contemporâneas, bem
como e com as exigências de acessibilidade necessárias ao acesso dos sujeitos com
quaisquer deficiências que exijam uma arquitetura inclusiva. Assim, os laboratórios,
listados abaixo, sintetizam: dimensão técnica, acessibilidade e recurso humano
profissional qualificado.
11.3 Laboratórios de Informática
Dotados de modernos softwares na área da saúde estão estruturados para oferecer ao
aluno a possibilidade de utilizar a informática como instrumento de ampliação do
conhecimento, realização de pesquisas e trato com padrões metodológicos adequados ao
exercício da profissão.
64
Os laboratórios são geridos por profissionais habilitados ao trabalho com as novas
tecnologias da informação. A gestão pressupõe um atendimento formativo que o
atualize e o informe sobre a potencialização que o conhecimento, via web, confere à
formação do fisioterapeuta.
Nesse sentido, os laboratórios contam com máquinas funcionais que garantem acesso
rápido para o trabalho on line. O número de máquinas é suficiente para o corpo
discente.
11.4 Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA
Com um visual amigável e interativo, o Ambiente Virtual de Aprendizagem da Bahiana
(AVA) apresenta um pacote de inovações, firmando cada vez mais a Bahiana como uma
instituição educacional com ensino de vanguarda. O Centro de Desenvolvimento de
Tecnologias Educacionais (CEDETE) é responsável pela administração do AVA.
Nesse ambiente, a “Comunidade Bahiana”, uma rede de relacionamento institucional
virtual, num espaço composto por funcionários administrativos, professores e alunos de
todos os cursos da BAHIANA, possibilitando uma maior integração entre as unidades
acadêmicas da instituição, permitindo ao usuário criar um perfil, colocar fotos, adicionar
amigos, enviar mensagens, criar grupos de turmas específicas, interagir com quem está
on line - assim como ocorre com as grandes redes sociais de relacionamentos, a
exemplo do Facebook.
Além disso, através desse espaço, é proporcionado o acesso às atividades dos módulos
dos cursos dentro da plataforma Moodle,
a visualização
da agenda das
videoconferências da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), na qual a Bahiana
desponta como a primeira instituição particular, sem fins lucrativos, a participar dessa
conceituada rede, através das videoconferências dos SIGS (Grupo de Interesses
65
Especiais), entre eles: Dermatologia, Oftalmologia, Telepsiquiatria, Saúde da Infância e
Adolescência, Pesquisa Desenvolvimento e Inovação, Padrões para Telemedicina e
Informática em Saúde.
No fórum do AVA, também é possível criar discussões transversais, ampliando para
toda a comunidade assuntos discutidos em sala de aula e de interesse comum aos
diversos cursos e semestres, integrando uma grande rede colaborativa de construção de
conhecimento.
O AVA, além de disponibilizar textos, links, imagens e áudios, também conta com uma
videoteca, na qual o usuário tem acesso a videoconferências, palestras, vivências, aulas
e vídeos de eventos realizados na Bahiana ou em outras universidades. Alguns vídeos
específicos de determinados módulos, somente serão acessados se o aluno estiver
devidamente matriculado, com o seu nome de usuário e senha.
11.5 Laboratório de Análise Experimental
O laboratório de Análise Experimental é composto por sala de Experimentação e
Biotério para manutenção de pequenos animais (ratos albinos). Foi planejado e
organizado de acordo com padrões técnicos adequados de alta qualidade à atividade
para o qual se propõe.
Dispõe de equipamentos modernos que contemplam mesas, estantes e caixas de
Skinner, e o Biotério é dotado de alojamentos e ambientes próprios para manutenção
confortável e eficiente dos animais para experimentação
12. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA INSTITUIÇÃO
Estrutura Organizacional
A Fundação Bahiana para Desenvolvimento das Ciências é a mantenedora da Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública, pela qual é responsável perante as autoridades
públicas e o público em geral, diante do estabelecido no Regimento Geral da IES,
garantindo a liberdade acadêmica dos docentes e discentes e a autoridade própria dos
órgãos deliberativos executivos.
A EBMSP voltada para a área de saúde, rege-se:

Pela legislação do ensino superior

Por seu regimento geral

Pelo estatuto da sua mantenedora

Através dos atos supervenientes e normas regulamentares por ela
expedidas
66
A estrutura organizacional é composta por órgãos colegiados, executivos e de
representação:

Conselho Superior – CONSUP

Diretoria

Coordenação de Graduação

Coordenação de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão

Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas

Conselho de Integração Curricular

Núcleos Curriculares

Conselhos de Série

Coordenação de Curso

Comissão Própria de Avaliação – CPA
Órgãos Colegiados
São submetidos às designações estabelecidas no Regimento Geral da IES. São
realizadas reuniões mensais registradas em atas, assinadas por todos os presentes. São
eles:
Conselho de Série
Definidos no âmbito de cada curso de graduação, têm por objetivo dar suporte à
implantação das ações acadêmicas. Cada conselho de série é composto pelo
coordenador do curso, três representantes do corpo docente da série, pela supervisão
pedagógica e dois representantes discentes da série.
Núcleos Curriculares
Órgãos representativos de um conjunto de componentes curriculares de um curso,
associados por campo de saber. A cada dois anos são nomeados pelo coordenador do
curso um chefe e um subchefe escolhidos entre os docentes que compõem o núcleo,
sendo permitida a recondução. O representante do corpo discente, com mandato de um
ano, é membro do Conselho de Série.
Conselho de Integração Curricular – CIC
Cada curso possui um CIC, órgão consultivo e deliberativo que articula as atividades
desenvolvidas pelos respectivos Núcleos Curriculares que o integram. É composto pelo
coordenador do curso, pelos chefes dos Núcleos Curriculares e representante do corpo
discente, escolhido por seus pares entre os representantes dos Conselhos de Série, com
mandato de um ano.
Conselho Superior – CONSUP
67
Órgão colegiado máximo de natureza normativa e deliberativa, instância final para
todos os assuntos acadêmicos, presidido pelo diretor da IES e constituído pelos
seguintes membros: diretor da IES; vice-diretor; coordenador de graduação;
coordenador de pós-graduação, pesquisa e extensão; vice-coordenador de pósgraduação, pesquisa e extensão; coordenador de desenvolvimento de pessoas;
coordenadores dos cursos de graduação; três representantes dos CICs dos cursos de
graduação; dois representantes dos órgãos suplementares; um representante das
coordenações dos cursos de pós-graduação stricto sensu; um representante da
mantenedora; um representante do corpo discente.
Organograma
Órgãos Colegiados
Conselho Superior – CONSUP
Conselhos de Integração Curricular
Núcleos Curriculares
Conselhos de Série
Órgãos executivos
Diretor da IES
Vice-Diretor
Comissão Própria de Avaliação
Núcleo de Pesquisa e Acompanhamento Institucional
Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos
Comitê de Ética para Uso de Animais
Comitê Gestor de Políticas e Diretrizes para Documentos Institucionais
Comitê da Qualidade
Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da Bahiana
Órgãos vinculados à diretoria
Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas
Núcleo de Atenção Psicopedagógica
Núcleo de Supervisão Acadêmico-Pedagógica
Programa Institucional de Desenvolvimento Docente
Recursos Humanos
Serviço Social
Coordenação de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão
Vice-Coordenação Pós-Graduação Pesquisa e Extensão
Comitê Assessor de Pesquisa
Colegiado stricto sensu
Colegiado lato sensu
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Núcleo de Inovação e Tecnologia
Núcleo de Pesquisa em Saúde
Ambulatórios Docente-Assistenciais da Bahiana - ADAB
Coordenação de graduação
Coordenações de cursos
Núcleo de Pesquisa em Saúde
Procedimentos e atendimento dos alunos
Apoio ao discente
Nos diversos setores da IES, 189 colaboradores atuam no atendimento direto ao
discente, que conta também com subsídios destinados a auxiliar nas participações em
eventos científicos e culturais (traslados, hospedagem, inscrição e material de
apresentação).
Núcleo de Relacionamento Institucional
Promove o diálogo com alunos e egressos cuidando da qualidade dessa interação,
ampliando e fortalecendo o relacionamento entre este público e a IES por meio de ações
presenciais, call center, material impresso, site, redes sociais e ferramentas digitais.
Programa de Admissões de Novos Alunos
Ações direcionadas a alunos e educadores do ensino médio através de intercâmbios que
promovem o seu contato com o ambiente acadêmico e os cursos da IES, informações
sobre o mercado de trabalho e acompanhamento do candidato desde a inscrição ao
Processo Seletivo Formativo até a matrícula e recepção de calouros.
CRM Educacional
Permite acompanhamento dos alunos nos cursos de graduação, da captação à retenção,
com aplicação de “régua de contatos” em momentos da vida acadêmica, incluindo
frequência, inadimplência e rendimento, através de parceria com: secretarias geral e
acadêmica, NUSP, Serviço Social e Setor Financeiro.
Programa de Relacionamento com Ex-Alunos
Busca conhecer a qualidade da inserção dos ex-alunos no mercado de trabalho, obter
indicadores para a melhoria da qualidade do ensino de graduação, identificando
demandas para oferta de cursos de pós-graduação.
Ouvidoria
Meio para que discentes, docentes, colaboradores, usuários e a comunidade em geral
manifestem opinião sobre os serviços educacionais e assistenciais ofertados, o que
contribui para a solução de problemas e melhoria dos serviços prestados. No website, é
possível enviar mensagens por meio de formulário específico. Outros canais de escuta
incluem o Fale Conosco e as Caixas de Sugestões.
69
Núcleo de Comunicação
Planeja, cria e produz material de divulgação de informações voltadas para o aluno e
para a comunidade acadêmica. Conta com uma equipe de especialistas para atender à
demanda de material impresso, eletrônico e digital.
Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Educação
Desenvolve ferramentas educacionais em apoio ao processo didático-pedagógico de
forma interativa, possibilitando a divulgação de material complementar relevante e o
contato em tempo real de pessoas a distância. Inclui: AVA com plataforma Moodle,
atendendo a todos os cursos, o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da Bahiana –
NUTESB, videoconferências (incluindo a RUTE – Rede Universitária de Telemedicina)
e participação em projetos multi-institucionais nacionais e internacionais.
No curso de Fisioterapia o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é utilizado pelos
professores como mais uma ferramenta de comunicação e facilitadora do processo
ensino-aprendizagem.
Os componentes curriculares do curso de fisioterapia Estudo do Movimento II, Saúde
Coletiva II, Recursos Fisioterapêuticos II e III, Prática Fisioterapêutica na Saúde do
Adulto utilizam o AVA para realização de fóruns de discussão e grupos de discussões
(GD), bem como de troca de artigos entre professores e alunos e avaliações do processo
ensino-aprendizagem (questionários e mini-testes), além de videoconferências
realizadas entre professores e convidados. As postagens e discussões são previamente
planejadas e os registros são sistematicamente acompanhados pelos professores, bem
como os debates mediados por eles.
A ferramenta também permite a criação de grupos de professores para discussão sobre
temas específicos ao curso como o funcionamento das tutorias e o método ABP.
Outra ferramenta utilizada são as aulas transmitidas diretamente de um hospital parceiro
para a BAHIANA através do Optiportal com transmissão de imagens radiográficas
(imagens em alta resolução-4k e videoconferência), ministrada sobre Avaliação
Fisioterapêutica enfocando a Bioimagem de Tórax. A aula é previamente agendada e
presenciada pelos alunos do sexto semestre do curso de Fisioterapia no componente
curricular de Práticas Fisioterapêuticas na Saúde do Adulto II para alunos do curso de
Fisioterapia e professores convidados, presentes na sala de videoconferência do - Centro
de Desenvolvimento de Tecnologias Educacionais da Bahiana (CEDETE) e no
Auditório do hospital. A programação envolve também os alunos do nono semestre que
estão no estágio supervisionado Hospitalar II no referido hospital.
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Núcleo de Atenção Psicopedagógica
Equipe multiprofissional (psicólogos, pedagogos, psicopedagogos e psiquiatra) que dá
suporte às questões subjetivas da formação profissional e pessoal através de
atendimentos a professores e alunos. Estrutura-se nos eixos clínico, psicopedagógico e
institucional.
Núcleo de Supervisão Acadêmico-Pedagógica
Equipe de pedagogos que dá suporte às ações acadêmicas, acompanhando o processo
ensino-aprendizagem através de atendimentos a alunos e professores e assessoramento
os coordenadores de curso. É responsável pelos conselhos de séries, que visam à
inovação e a organização didático-pedagógica institucional.
Secretaria Digital
Disponibiliza documentos institucionais em meio eletrônico, com certificação digital,
agilizando o atendimento aos alunos e ex-alunos que recebem os documentos
solicitados em seus e-mails institucionais.
Serviço Social
Atende ao aluno orientando quanto ao FIES e ao Programa Saúde e Educação
(PROSAE), financiamento próprio que beneficia alunos que ingressaram na IES através
do ENEM, oriundos de escola pública e que tenham cursado os três anos do ensino
médio, além de portadores de diploma em Pedagogia.
Portal do Aluno
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Suporte web de consulta para acompanhamento da vida acadêmica (planejamento de
aulas, material didático de apoio, notas e frequência).
13. PROCEDIMENTO DE AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
O desenvolvimento do Projeto de Autoavaliação Institucional visa, a partir do
conhecimento da nossa realidade atual, poder transformar informações em um processo
de aprimoramento contínuo para todas as ações administrativas e pedagógicas que
constituem a missão educacional e de atenção à saúde da instituição.
Além de atender a uma determinação legal (SINAES – Lei 10.861/2004), entende que a
avaliação é necessária para prestar contas à sociedade da eficiência e eficácia de suas
atividades e apontar em que grau está cumprindo seu papel social e sua missão. No
âmbito interno, é relevante para subsidiar decisões com um menor grau de subjetividade
e para definir estratégias que objetivem atender às políticas e diretrizes institucionais.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA), cuja composição encontra-se definida no
Capítulo II – Art. 3º do seu Regimento Interno, conta com sete membros representantes
do corpo técnico-administrativo, quatro do corpo docente, três do corpo discente e um
representante da sociedade civil.
A CPA criada pelo Conselho Deliberativo da FBDC – mantenedora da Bahiana,
mediante Resolução nº 001/04, de 8 de junho de 2004, faz uso da Avaliação Global e
Agregada, via web, englobando a avaliação dos cursos no ensino de graduação e
envolvendo docentes e discentes. São acrescentados dados da avaliação de usuários das
unidades de serviços de saúde da IES, de concluintes dos cursos e de questionários
aplicados sob forma presencial. Semestralmente, são aplicadas as autoavaliações
docentes e discentes – avaliação das classes pelo docente e, dos docentes, pelo discente,
além da avaliação do concluinte; ao final do ano, são avaliados a infraestrutura e os
serviços de apoio acadêmico e, ao longo do ano, a satisfação do usuário dos serviços.
Os dados levantados são tratados estatisticamente, representados por gráficos e
analisados, abordando-se cada item nas suas diversas características. Esses itens são
condensados numa avaliação global, representando as potencialidades e fragilidades
de cada curso, unidade acadêmica e, por fim, ilustrando as condições gerais do ensino e
da infraestrutura.
Os resultados são apreciados em reunião da CPA, apresentados aos órgãos diretivos da
instituição, divulgados amplamente no site institucional, discutidos em reuniões
pedagógicas com o corpo docente e discente, Conselhos de Série e com os vários
setores de apoio acadêmico.
Os diagnósticos são utilizados como indicadores gerenciais institucionais para a
implantação de estratégias e ações que garantam o desenvolvimento contínuo da
qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, fator preponderante na missão da
Bahiana.
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O comparativo desses dados, inseridos nos relatórios de 2005 a 2012, indicam
claramente que as ações adotadas visando superar as fragilidades apontadas levaram a
um incremento positivo de satisfação, aumentando os conceitos de potencialidade em
praticamente todas as dimensões avaliadas.
Nesse contexto, o processo de modernização administrativa que vem sendo implantado
na instituição, com o desenvolvimento de diversos projetos de planejamento e
gerenciais – Balanced Score-Card (BSC), Liderança Empreendedora (gestão de pessoas
para o resultado), Qualidade Total, entre outros – tem resultado em ganhos
significativos, aperfeiçoando a qualidade dos serviços e aumentando o nível de
satisfação das comunidades interna e externa.
A CPA da IES utiliza outros canais de comunicação, instrumentos e fóruns específicos
com a comunidade acadêmica, que subsidiam as ações preventivas e corretivas da
gestão: atendimentos individuais aos alunos, professores e coordenadores pelo NUSP e
NAPP; Conselhos de Série; avaliação de desempenho docente com feedback; reuniões
mensais da direção com coordenadores (atendimento individual e grupal); CIC; NDE;
AVA; redes sociais; avaliação de desempenho de gestores com feedback; reuniões
mensais entre a direção e gestores; avaliação do planejamento estratégico, auditorias e
elaboração de relatórios anuais.
14. ATENDIMENTO A PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
Em atendimento ao Decreto nº 5.626/2005, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) está
inserida na matriz curricular dos cursos como Componente Curricular optativa, sendo
facultada aos alunos dos cursos de graduação a escolha do referido componente
curricular.
Amparada pelo Decreto 5.773/06, a IES mantém compromisso de assegurar condições
de acessibilidade aos funcionários, estudantes e pacientes às áreas das suas edificações
que são dotadas de sanitários especiais, circulações amplas e elevadores ou rampas para
garantir a circulação vertical. Nas áreas externas, existem boas condições de
acessibilidades com passeios amplos, rampas, faixas de travessia de pedestres com piso
em relevo, além de estacionamentos com vagas reservadas para pessoas especiais.
Apresenta as condições de acessibilidade com livre circulação para os estudantes,
funcionários, e pacientes nos espaços de uso coletivo (eliminação de barreiras
arquitetônicas); vagas reservadas em estacionamento; rampas com corrimãos,
facilitando a circulação de cadeira de rodas; portas e banheiros adaptados com espaço
suficiente para permitir o acesso de cadeirante; barras de apoio nas paredes dos
banheiros; lavabos e bebedouros acessíveis aos usuários de cadeira de rodas.
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O Núcleo de Atenção Psicopedagógica, desde 2000, desenvolve ações de inclusão de
estudantes, com necessidades especiais que vão desde TDAH ao sofrimento psíquico
que interferem na aprendizagem.
Em parceria com o NUSP, professores e
coordenadores de cursos, orientam o aluno em relação à escolha das áreas de atuação na
sua profissão, relacionamento interpessoal, organização dos estudos etc. Orienta os
professores na adaptação pedagógica (metodologias, processos avaliativos, etc.) e
dialoga com profissionais que os atendem externamente.
O NAPP, em 2010, iniciou uma pesquisa sobre "Necessidades educativas especiais de
ensino e na aprendizagem da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP):
crenças, pressupostos e embasamentos pedagógicos dos coordenadores, supervisores
pedagógicos e professores dos cursos, sobre essa realidade”.
A Bahiana desenvolve seu projeto de inclusão e acompanhamento de pessoas com
deficiência na instituição, reafirmando seus princípios éticos e de responsabilidade
social, desde 2004. Em respeito à lei nº 8.213/91, desde 2007, a FBDC apresenta em seu
quadro de funcionários 5% de pessoas com deficiência ocupando cargos/áreas diversas,
o que possibilitou, em 2006 e 2009, o recebimento de certificado de Empresa Cidadã
emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O setor de Recursos Humanos oferece ferramentas que visam diminuir impactos e
facilitar a adaptação, manutenção e desenvolvimento desses profissionais dentro da
instituição, realizando acompanhamentos sistemáticos aos empregados com deficiência
existentes no quadro funcional. Os funcionários da instituição são acompanhados
periodicamente pelo RH no sentido de visualizar a sua evolução nos seus cargos,
realizando observação de desempenho, qualidade no cumprimento de tarefas,
relacionamento com a equipe, entre outros.
Vários projetos já foram implementados visando garantir a inserção e aprimoramentos
desses profissionais em suas atividades, incluindo a realização de coaching. Metas são
identificadas a partir desses estudos e alguns resultados ao longo destes anos foram
conquistados: adequação dos horários de trabalho dos colaboradores que necessitam
seguir na formação de ensino fundamental e ensino médio para que possam conciliar
trabalho com estudo; acompanhamento e promoção de atendimentos médicos àqueles
que precisam de tratamentos pontuais e/ou sistemáticos, o que resultou na diminuição
de faltas e atrasos; capacitação em informática; cursos de redação; estímulo à retirada da
carteira de habilitação para carreira; capacitação em jardinagem; participação em coral;
orientação em economia doméstica; constituição da Comissão Interna de Prevenção a
Acidentes (CIPA) e formação de brigadistas, entre outros.
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15. OUTROS
A IES dispõe de uma coordenadoria, uma Unidade Administrativa (UAD) e três
Acadêmicas (UAs) nos bairros de Nazaré (N), Cabula(C) e Brotas(B) com fácil acesso
ao transporte público. São dotados de wi-fi, salas de descanso, vestiários, sanitários e
estacionamento com vagas especiais, controle de portarias, área verde. As UAs abrigam:
cursos, coordenações e secretarias de graduação e pós-graduação, pesquisa e extensão;
NAPP; NUSP; centro de convivência; restaurante; lanchonete; gabinete docente; box de
atendimento individual a alunos; salas de professores, grupos, estudos e de
videoconferência; setor administrativo; NAPP; NUSP; laboratórios de ensino, de
informática, pesquisa e de habilidades; totens de autoatendimento acadêmico; DAs;
bibliotecas; auditórios; suporte audiovisual.
Destaques:
Coordenadoria (B) – Coordenações: Geral, Graduação, Adm-Financeira,
Desenvolvimento de Pessoas, Comunicação e Marketing, Assessoria de Planejamento,
Núcleo de Qualidade, CEDETE; Dptº Jurídico e de Infraestrutura.
UAD(B) - Gerência Financeira, Administrativa, Contabilidade, Controladoria,
Tesouraria; setores de Cobrança, Compras, Manutenção, Transporte.
UAN- Núcleo de Pesquisa Experimental Celso Figuerôa, Núcleo de Biotecnologia e
Bioprospecção, Núcleo de Estudos e Pesquisas, Laboratório de Pesquisa Básica,
Laboratório de Pesquisa em Autismo, DA de Medicina, Arquivo Geral.
UAB- Cursos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Medicina, Psicologia, Secretaria
Geral; CPA; RELACI; Ouvidoria; Serviço Social; Laboratório Multidisciplinar e de
Atividades Corporais; NUPAI; NTI; reprografia; RH; Eventos; ADAB
Multiprofissional (56 consultórios), Laboratório de Patologia Clínica, Clínica Avançada
de Fisioterapia, Serviços de Terapia Ocupacional e de Psicologia, Centro Integrado e
Multidisciplinar de HTLV e Hepatites Virais, Serviço de Reumatologia, Centro de
Distúrbios Miccionais na Infância.
UAC- Cursos de Biomedicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Medicina,
Centro de Convenções da Bahiana (três auditórios); ADAB - Unidade de Saúde
Odontológica (120 consultórios), Escovódromo, Serviço de Radiologia, Centro
Cirúrgico, Unidade de Triagem e Urgência, Consultório de Pesquisa Clínica;
Laboratórios de Ciências Básicas, de Infectologia, de Microscopia, de Biomorfologia,
Pré-Clínico, Clínicas, Anatomia, Biologia Molecular e de Habilidades de Enfermagem;
Memorial da Saúde.
Metodologias diferenciadas
Psicologia (7º e 8º sem.) - Internato nas áreas organizacional e ambulatorial praticado
no ADAB e no Hospital Humberto de Castro Lima, com foco no desenvolvimento de
competências; Odontologia (10º sem.) - Internato Hospitalar em Cirurgia e
Traumatologia Bucomaxilofacial no Hospital Roberto Santos (público); Fisioterapia (6º
sem.) - utilização do Optiportal para transmissão direta de aulas do Hospital Santa
Izabel sobre Bioimagem de Tórax.
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Processo Seletivo Formativo, único no país, seleção diferenciada de avaliação para
ingresso de novos alunos.
Parcerias Nacionais e Internacionais
Programas de estágio e intercâmbio para docentes e discentes.
Convênio com Programa Ciência sem Fronteiras e com Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado da Bahia.
Convênios com instituições de ensino e hospitais dos Estados Unidos, Canadá, Holanda,
França e Irlanda.
Harvard Medical School
University of Toronto
Weill Cornell Medical College
University of Maryland
Erasmus Universiteit Rotterdam
St. James’s Hospital – Dublin - Ireland
Groupe Hospitalier Henri Mondor – Les Urgences
Jackson Memorial Hospital – Jackson Health System
Universidad Autónoma de Colombia
Allegheny General Hospital
Acompanhamento integral das diretrizes internacionais de ensino.
Participa da comunidade internacional Eduroam (education roaming) que reúne
instituições de 60 países. Possibilita aos alunos e pesquisadores acesso às redes wi-fi
quando em trânsito nos ambientes das instituições participantes.
Reconhecida a melhor escola de saúde do Norte e Nordeste entre as IES públicas e
privadas, pelo Ranking da Folha de São Paulo 2013.
16. REFERENCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia,
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Despacho do Ministro, publicado no Diário
Oficial
da
União
de
12/09/2001
[online].
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pces1210_01.pdf. Acesso em:??????
BISPO JUNIOR, José Patrício. Formação em fisioterapia no Brasil: reflexões sobre a
expansão do ensino e os modelos de formação. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio
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Janeiro,
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REBELATO, José Rubens e BOTOME, Sílvio Paulo. A fisioterapia no Brasil. 2. ed.
Manole, SP, 1999
PINHEIRO, Gisele. Introdução à fisioterapia Rio de Janeiro. Guanabara-Koogan,
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Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia, Diário
Oficial da União, Brasília, 04 de março de 2002. Seção 1, p.11.
RESOLUÇÃO COFFITO-10 de 03 de julho de 1978. Código de ética profissional de
fisioterapia e terapia ocupacional
PEIXINHO, E. (Coord.). Gerência Acolhedora. Complexo Comunitário Vida Plena.
Salvador, 2009.
BRASIL. A. M. R. et al. Manual de gestão do núcleo de apoio à família. Complexo
Comunitário Vida Plena. Salvador, 2012.
77
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