EDUCAÇÃO E CINEMA – UMA EXPERIÊNCIA DE EMANCIPAÇÃO COM
A PRÁTICA DO STOP MOTION NAS AULAS DE CIÊNCIAS.
Priscila Ernst – [email protected]
Rosemari Monteiro Castilho Foggiatto Silveira - [email protected]
Siumara Aparecida de Lima – [email protected]
Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Av. Monteiro Lobato, s/n – Km 04
Ponta Grossa – PR
Resumo: Educação e cinema é um assunto contemporâneo, que tem despertado interesses e
potencialidades dentro das salas de aula. Partindo desta conjuntura, se percebeu a
necessidade de análises e discussões sobre o assunto, entendendo que o audiovisual pode se
tornar cada vez mais, uma ferramenta auxiliadora para os docentes e motivacional para os
alunos. O objetivo deste trabalho é contribuir com análises sobre o tema Educação e Cinema,
demonstrando um caminho de emancipação aos educandos a partir da expressividade contida no
mundo do audiovisual. Para a fundamentação foram utilizados autores, como Rodrigues (1986),
Kawamura (1990), Saviani (1994), Duarte (2002), Santana (2007), Feldmann (2009) e Fresquet
(2013), que contribuíram com a reflexão e linha de raciocínio empregada. A ferramenta prática a
ser utilizada para o estudo será a produção de animações Stop Motion em aulas de Ciências.
Deste modo, os alunos enquanto detentores deste conhecimento tecnológico poderão desenvolver
sua afirmação crítica enquanto sujeitos conscientes e pertencentes à sociedade em que vivem.
Para este trabalho foi escolhida a prática de animação Stop Motion (processo onde é feita a
captação de fotograma a fotograma, usando como recurso uma máquina de filmar, uma
máquina fotográfica ou um computador) como estratégia didática para o ensino de Ciências.
Tal técnica possibilita que estudantes possam dominá-la e se fazer valer dela para um
processo emancipatório e de expressão dentro da área do audiovisual e da tecnologia.
Palavras-chave: Educação e cinema; emancipação tecnológica; Stop Motion; ensino de
Ciências.
1. INTRODUÇÃO
Despertar o interesse dos alunos nos mais diversos conteúdos, de forma que os mesmos se
sintam envolvidos e parte daquele universo de aprendizagem, nunca foi uma tarefa fácil.
Assim, faz-se necessário que os professores se tornem pesquisadores contínuos em busca de
diferentes formas de ensinar os estudantes contemporâneos. Dentro destas novas formas de
ensinar os conteúdos, discute-se neste trabalho a utilização de experiências com o audiovisual
no ambiente escolar. Nele destacamos o uso de animações Stop Motion neste processo.
Esse tipo de trabalho viabiliza que alunos e professores possam ter contato com o cinema
e a animação, visto que a democratização ao mundo do audiovisual hoje, ainda está longe de
ser a ideal em nosso país, principalmente nas pequenas cidades. Iniciativas que visam este
contato da população com o cinema, seja na produção ou exibição de filmes, ainda são
poucas, e por isso se tornam sempre necessárias. Deste modo, a intenção deste projeto é tornar
esta escada um pouco menor, entre o incrível mundo do cinema e os professores e estudantes
de escolas públicas. A inserção de novas práticas em sala de aula vem como um auxiliador ao
trabalho do docente, que cada vez mais tem deixado de ser um mero transmissor de um
conhecimento, para se tornar um pesquisador junto de seus alunos. Para Rodrigues (1986), o
bom professor é aquele que consegue levar seu aluno a compreender a realidade cultural,
social e política, a fim de que torne este aprendiz capaz de participar do processo de
construção da sociedade.
O processo de emancipação tecnológica faz parte do reconhecimento do sujeito como parte
integrante da sociedade. A partir do momento em que o professor mostra aos alunos que eles
podem ser detentores de um conhecimento tecnológico e que este poderá se tornar um
instrumento de expressão, tanto professores quanto alunos iniciarão o processo de
emancipação do sujeito em sua sociedade. Nessa perspectiva, Feldmann (2009, p. 79), afirma
que:
Na escola há o existir, a existência humana. Não nascemos humanos, mas nos
tornamos humanos na prática social da qual a escola faz parte, humanizando-nos uns
aos outros. Esse processo histórico e social chama-se educação, corporificada na
relação entre teoria e prática. Nessa perspectiva, a formação continuada de
professores, articulada, aos fazeres da escola, além de uma formação compartilhada,
é também uma autoformação, uma vez que os professores reelaboram os seus
saberes em experiências cotidianas vivenciadas.
A reelaboração das práticas docentes pode levar em conta o saber de seus alunos, que
muito trazem para ensinar. Esta troca de conhecimentos é a mais rica e pura essência da
educação. Cabe ao professor, neste processo, mostrar ao aluno o quanto ele é capaz e
pertencente ao espaço social em que vive. Nesta função, o cinema em seus mais variados
papéis, também tem uma função social, a qual pode possibilitar o entendimento, criação e
expressão. Este trabalho social possibilita demonstrar aos vários sujeitos de uma sociedade,
que eles têm a capacidade de apreciar, produzir e mostrar a sua identidade através da imagem.
Por isso, foi percebido que um espaço social contemporâneo que possui muito potencial para
ser beneficiado com esta prática é a escola. Nela, mesmo com tantas contradições e lacunas,
ainda é possível encontrar um público preocupado e disposto a novas experiências.
Viabilizar o contato de alunos e professores com o fantástico mundo do audiovisual é uma
experiência que pode gerar bons frutos, como: avanços na criatividade, demonstração de
interesse, busca pelo conhecimento, renovação da forma de ensinar e aprender, detenção do
saber tecnológico. E a junção destes frutos fará à diferença na construção de sujeitos
emancipados e receptivos às tecnologias atuais.
2. EDUCAÇÃO E CINEMA
A educação em seus inúmeros papéis, de hoje e sempre, possui um, que é o responsável
pelas mudanças em nosso meio: o desenvolvimento do senso crítico. É a partir dele que o
indivíduo anuncia seus desejos, opiniões, reivindica direitos e expressa reflexões de mundo.
Porém, a tarefa de preparar o sujeito para exercer o papel de ser crítico e pensante é um
objetivo muitas vezes frustrante dentro do campo educacional. Isso se dá em virtude da
realidade que norteia a educação atual, que ainda não está em primeiro plano na lista de
políticas públicas do país.
O grande pensador Paulo Freire, em suas cartas pedagógicas já deixava clara sua
preocupação com a emancipação do ser humano a partir da educação libertadora. Uma
educação que preparasse o indivíduo para que pudesse interagir e agir em sua sociedade.
O cinema, tal como a educação, também é um poderoso instrumento de reflexão e
persuasão. Juntando elementos da literatura, arte, música e arquitetura, consegue causar
momentos de inquietação ou estranhamento, e a partir daí fazer refletir quem o aprecia. Muito
se sabe que, no período da ditadura militar, vários filmes foram proibidos, por gerar
momentos de reflexão na grande massa. Entretanto, se na década de 60, o cinema era
apresentado com cautela à população, atualmente ele esta disponível com toda sua
potencialidade e função: fazer com que as pessoas se percebam enquanto sujeitos pensantes
de uma sociedade. Segundo Thiel & Thiel (2009, p. 8),
Visto como experiência de vida, o cinema amplia horizontes do conhecimento
humano. Se o sujeito dessa experiência analisa os temas, as imagens, os diálogos, e
as técnicas utilizadas para criá-lo, sua percepção da sociedade e da vida ganha
perspectivas por um olhar diferenciado.
Visto isso, percebemos o quanto a Educação e o Cinema podem ser utilizados em conjunto e
contribuir com a formação crítica do sujeito. Porém, o subsídio do cinema como parceiro do
processo educacional teve que passar por várias etapas até ser reconhecido como um
auxiliador. Quando falamos de cinema, mergulhamos em uma história que mistura expressões
e culturas. O seu surgimento, apesar de ter sido uma invenção do século XIX, era considerado
apenas mais uma das várias invenções da época.
Com o tempo, tudo foi sendo aprimorado e a imagem em movimento despertava cada vez
mais curiosidade. Dessa forma passou por diversas superações, como a descoberta de novos
planos e enquadramentos, o enriquecimento das narrativas, a escolha dos estilos e a
preparação dos atores. Com um domínio maior dessa arte, os filmes começam a ganhar
espaço e passaram a ser exibidos em teatros, cafés e os chamados Vaudeviles1, neles apenas a
classe média e rica poderia entrar e usufruir da nova arte. E entre as populações de classe
baixa surgia a curiosidade de um dia poder fazer parte de uma dessas exibições. O fato de
poder ver a imagem (antes vista só em fotografias) criar movimento em uma grande tela fazia
com que este fosse o assunto da época.
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1
Vaudeviles - foi um gênero de entretenimento de variedades predominante nos Estados Unidos e Canadá do
início dos anos 1880 ao início dos anos 1930. Desenvolvendo-se a partir de muitas fontes, incluindo salas de
concerto, apresentações de cantores populares, "circos de horror", o vaudeville tornou-se um dos mais populares
tipos de empreendimento dos Estados Unidos.
O reconhecimento do cinema como instrumento pedagógico no Brasil teve seus primeiros
passos de forma discreta na década de 20. Em 1927, foi criada a “Comissão de Cinema
Educativo”, organizada por Fernando de Azevedo. E, em 1929, ele - então diretor do
Departamento de Educação do Distrito Federal - determinou o emprego do cinema em todas
as escolas primárias, assim como a instalação de aparelhos de projeção. Neste mesmo ano,
ainda no Distrito Federal, realizou-se a 1ª exposição de cinematografia educativa.
Em 1933, ocorre a criação da Biblioteca Central de Educação, com uma divisão de Cinema
Educativo para fornecer filmes às escolas públicas do Rio de Janeiro. Logo, em 1937, é
realizada a implantação do INCE – Instituto Nacional de Cinema Educativo, que em 1943 já
possuía um acervo de 587 filmes em 16 e 35 mm à disposição das 232 escolas registradas na
iniciativa.
Entretanto, foi a partir dos séculos XX e XXI que o tema “Cinema e Educação” começa a
ganhar mais espaço. Surgem diversos tipos de livros e publicações sobre o assunto e o cinema
se torna objeto de olhares dentro da educação contemporânea.
No livro “Movie Takes – a magia do cinema na sala de aula”, as autoras fazem estes
apontamentos reconhecendo a importância do cinema dentro da educação, contudo, também
apontam observações sobre o pouco conhecimento da população sobre o tema,
Entre os diversos gêneros textuais a serem explorados em sala de aula, merece
atenção o filme (e sua linguagem característica), visto que, embora esteja
incorporado à vida cotidiana e às referencias culturais da atualidade, é ainda uma
terra incógnita para grande parte dos espectadores, pelo fato de que seus
mecanismos e as estratégias apropriadas a sua leitura ainda são pouco conhecidos
por parte da maioria dos espectadores. Nesse sentido, o professor pode explorar tais
mecanismos e estratégias, para que os filmes não sejam somente apreciados como
entretenimento, mas também como objeto de leitura no contexto educacional.
(THIEL & THIEL, 2009, p. 12)
E ainda,
Para tanto é preciso que o professor não reduza a atividade a somente “passar um
filme” para seus alunos, e que os alunos não somente indiquem se dele gostaram ou
não. Isso porque, o simples ato de “passar um filme”, sem que se torne significativo
para os alunos, equivale, por exemplo, a manusear um livro, sem que este seja lido,
ou seja, o aluno vê, mas não lê. Então, se o professor simplesmente “passar o filme”,
o filme vai passar! (THIEL & THIEL, 2009, p. 13)
Assim, podemos notar o quanto os temas “Cinema e Educação” podem ser significativos
dentro do contexto atual, ensinando, conscientizando e emancipando o sujeito diante de seu
mundo. E é a partir deste processo emancipatório que a sociedade irá construir novas
perspectivas para o futuro que os espera.
3. UMA EXPERIÊNCIA DE EMANCIPAÇÃO COM A PRÁTICA DO STOP MOTION
NAS AULAS DE CIÊNCIAS
O processo de emancipação do indivíduo é construído por meio de diversos fatores. Sua
percepção de vida e comunidade em que está inserido fazem parte desta construção. O
conceito de emancipação humana, "palavra que significa o ato de tornar alguém livre ou
independente" (TODO LIVRO, 1998), foi muito abordado pelos filósofos Immanuel Kant,
Karl Marx, Theodor Adorno e Paulo Freire. Estes percebiam a necessidade de fazer com que
as pessoas pudessem compreender o mundo em que estavam inseridas, para que assim,
participassem dele de forma crítica. Em Filosofia, emancipação simboliza a luta das minorias
pelos seus direitos de igualdade ou pelos seus direitos políticos enquanto cidadãos. Para a
autora Adriana Fresquet (2013) o tema emancipação, ainda é intangível dentro da educação,
porém, no campo do cinema ela é inegável,
Emancipar é um verbo que aparece no cenário da educação, de fato, mais como um
horizonte do que como um objetivo. É algo intangível, inacessível completamente,
como à liberdade ou a justiça; porém, não menos válido como norte no processo
educativo. O tipo de conhecimento que se produz a partir da prática de fazer cinema
na escola é um conhecimento ignorante do mundo, que nos surpreende através da
câmera. [...] Produz-se um estranhamento, uma vivência quase virginal do olhar. Até
o velho mundo parece novo, bem mais novo. Essa experiência nos traz um saber,
mas não um saber a ser ensinado, e sim a ser construído no gesto de enquadrar e
registrar o olhar. (AUTÊNTICA, 2013, p.103)
Partindo desta perspectiva, pode se destacar ainda, a contribuição do cinema de animação
para com o processo de emancipação, principalmente na área tecnológica. Viabilizar o acesso
a uma ferramenta tecnológica para os professores e alunos, a fim de que possam fazer uso
desta para expressar seus anseios, é a contribuição que a técnica de animação pode permitir.
Para tal proposta, a técnica de Stop Motion responde aos objetivos, pois é fácil de ser
aprendida e necessita de apenas uma câmera fotográfica digital, um tripé e uma fonte de luz.
No Stop Motion o animador trabalha fotografando quadro a quadro. Entre um quadro e outro,
o animador muda um pouco a posição dos objetos. Quando o filme é projetado a 24
fotogramas por segundo, é possível se ter a ilusão de que os objetos estão se movimentando.
No referido trabalho, sugere-se que a técnica seja desenvolvida nas disciplinas de Ciências
de maneira interdisciplinar, necessitando apenas de adaptações conforme o conteúdo a ser
abordado.
A disciplina de Ciências foi escolhida por abranger alguns temas que são norteadores da
sociedade e que, atualmente, passam por problemas. Podemos citar a conservação da água, a
poluição do ar, o uso de agrotóxicos no solo, o desmatamento, entre tantos outros assuntos
que podem ser abordados.
Para a criação dos vídeos, os alunos podem usar recortes de revistas, desenhos, objetos, ou
fazer os próprios personagens com o auxilio de massa de modelar. Na imagem a seguir,
vemos um personagem de um vídeo Stop Motion feito com massa de modelar. Ele faz parte
da animação “Equilibrium” do site espanhol http://www.ecoportal.net/Videos/Equilibrium__Stop_motion. O vídeo foi desenvolvido para uma campanha de conscientização do papel da
sociedade para com o equilíbrio ecológico do planeta.
Figura 1 – Exemplo de um personagem para animação Stop Motion
Fonte: http://www.ecoportal.net/Videos/Equilibrium_-_Stop_motion
As animações Stop Motion poderão auxiliar na memorização e entendimento de diversos
conteúdos da disciplina de Ciências. Isto se dará através de todo o processo em que a oficina
de animação será montada, que vai deste a elaboração do roteiro, criação dos personagens até
o momento da edição dos vídeos. Após os temas serem escolhidos, será necessário que os
alunos escrevam um roteiro sobre ele. Podemos pegar o assunto clonagem, por exemplo. Com
este tema, os alunos poderão inventar inúmeras histórias explicando como se dá o processo de
criação de uma cópia genética. Assim, será possível que os alunos passem a ser detentores de
um conhecimento tecnológico, com a prática Stop Motion, e dos conhecimentos específicos
da disciplina sugerida para este trabalho, Ciências.
E embora o cinema ainda seja visto com olhos de estranheza por alguns educadores, as
parcerias entre cinema e educação se multiplicam constantemente. Isso acontece tanto na
produção de filmes alternativos de baixo custo, como no ato de analisá-los em sala de aula.
Neste contexto, o cinema surge como uma forma de levar mais frescor e encantamento à
realidade pedagógica.
Podemos perceber durante o ato de ensino/aprendizagem que tudo que é realizado com prazer
resulta em indivíduos mais motivados. A partir dos estudos na neurociência, Relvas e Medina
(2013), explicam que o cérebro é ativado por um circuito de recompensa, que fica localizado
no sistema límbico, área responsável pelo prazer, medos e afetos. Assim, a aula bemhumorada é aquela que promove a liberação de serotonina, neurotransmissor que estabelece
uma relação de vínculo mais prazeroso, menos tenso. É aquela em que professores e alunos
estão felizes nas trocas de experiências, onde é permitido pensar e refletir sobre as ações
pedagógicas desenvolvidas com a participação de todos.
Nestes quesitos, prazer e motivação, o cinema de animação pode ser uma ferramenta de
resultados satisfatórios. Os alunos terão que criar suas histórias e personagens, colocando
nelas sua personalidade e percepção de mundo. Este trabalho de criação renova as práticas
didáticas, preenchendo com arte as fendas que existem há tempos dentro do círculo
educacional.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tal trabalho de criação com cinema faz com que a educação se inspire, se sacuda, e
provoque as práticas pedagógicas esquecidas dentro da magia que é aprender (FRESQUET,
2013). As novas tecnologias vêm exigindo esta “sacudida” por parte dos docentes e alunos.
Toda a sociedade, nos mais diversos seguimentos, está passando por mudanças, que exige
com que as pessoas revejam suas maneiras de pensar e agir de agora em diante. A escola
também está passando por estas transformações, e por mais que tente conservar práticas do
passado, a necessidade de inovar, adequar e enxergar métodos contemporâneos torna-se
indispensável.
A escola sempre foi considerada um local de regras, disciplina e ordem, onde o professor
era o detentor do saber absoluto. Isso se deu por longos anos da história, e até hoje, muitas
pessoas esperam isso deste lugar. Entretanto, os jovens que chegam as escolas de hoje, não
são mais os mesmos de antigamente. Os jovens atuais já entram nas salas de aula com uma
bagagem de informação e assim esperam mais do ambiente escolar. Isso se dá pela facilidade
que eles têm de manipular objetos tecnológicos e usa-lós como forma de expressão. Segundo
Fresquet (2013), a leveza e a simplicidade de operação de equipamentos e programas de
edição, cada vez mais acessíveis e de baixo custo, facilitam que o cinema penetre o espaço
escolar com pequenas filmagens de celulares ou câmeras digitais fotográficas.
Neste momento se torna possível aproveitar o potencial da parceria entre Cinema e
Educação. Levando o aluno a aprender e a desaprender sobre o mundo, criando nele o senso
crítico e o levando a posição se sujeito emancipado perante o local e as circunstâncias em que
vive.
5. REFERÊNCIAS
COUTINHO, Mario Alves, MAYOR, Ana Lucia Soutto (Orgs). Godard e a educação. Belo
Horizonte: Autêntica, 2013.
DUARTE, Rosalia. Cinema e Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
FELDMANN, Marina Graziela (org.). Formação de Professores e Escola na
Contemporaneidade. 1a ed. São Paulo: Editora Senac, 2009.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação. Cartas pedagógicas e outros escritos. São
Paulo: Editora Unesp, 2000.
FRESQUET, Adriana. Cinema e educação. Reflexões e experiências com professores e
estudantes de educação básica, dentro e “fora” da escola. Belo Horizonte: Autêntica,
2013.
RODRIGUES, Neidson. Por uma nova escola. 5a ed. São Paulo: Cortez Editora, 1986.
SANTANA, Gelson (Org). Cinema, comunicação e audiovisual. São Paulo: Alameda,
2007.
SCOTTINI, Alfredo. Minidicionário da Língua Portuguesa. Blumenau: TodoLivro Ltda,
1998.
THIEL, Grace Cristiane, THIEL, Janice Cristine. Movie takes: a magia do cinema na sala
de aula. 1a ed. Curitiba: Aymará, 2009.
Sites consultados:
INDITEX. Equilibrium - Stop motion.
Disponível em:< http://www.ecoportal.net/Videos/Equilibrium_-_Stop_motion
Acesso em: 20/ jul. 2014
MORALES, Daiana Aprecida, SANTOS, Eleonora Ferreira dos. Cine Pedagogia.
Disponível em:< http://roda-pedagogica.blogspot.com.br/2013/06/cine-pedagogiaapresentacao-durante-as.html - Acesso em: 18 jul. 2014
RELVAS, Marta, MEDINA, Angelo. Neurociência&Aprendizagem: abordagem
neurobiológica e multidisciplinar sobre a complexidade cerebral na sala de aula.
Disponível em:<www2.uol.com.br/vyaestelar/concentracao_prazer_bom_humor_aprendizado
Acesso em: 20 jul. 2014
INSTRUCTIONS FOR THE PREPARATION AND SUBMISSION OF
PAPERS TO BE PUBLISHED IN THE III NATIONAL CONFERENCE
ON SCIENCE AND TECHNOLOGY EDUCATION – 2012
Abstract: Education and cinema is a contemporary issue that has aroused interest and
potential in the classroom. From this juncture, it realized the need for analysis and
discussions on the subject, understanding that the audiovisual can become increasingly a
helper tool for teachers and motivational for alunos.O objective of this work is to contribute
analysis on the topic education and Cinema, showing a path of empowerment to students from
the expression contained in the audiovisual world. For the reasons authors were used as
Rodrigues (1986), Kawamura (1990), Saviani (1994), Feldmann (2009), Duarte (2002) and
Santana (2007), who contributed to the discussion and rationale employed. A practical tool to
be used for the study will be the production of Stop Motion animation in science classes.
Thus, students as holders of this technological knowledge can develop their critical and
conscious subjects as belonging to the society they live statement. Chosen for this work was
the practice of Stop Motion animation (where the process of capturing frame by frame is
made using feature as a camcorder, a camera or a computer) as a teaching strategy for
teaching science. This technique allows students to master it and enforce it to a process of
emancipation and expression in the area of audiovisual and technology.
Keywords: Education and cinema; technological emancipation; Stop Motion; Science
education.
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EDUCAÇÃO E CINEMA - SINECT - Simpósio Nacional de Ensino