0
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
FACULDADE DE TECNOLOGIA DE LINS PROF. ANTONIO SEABRA
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA
ANA PAULA PEREIRA FLORES
A TECNOLOGIA DE IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA
APLICADA AO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO: PANORAMA ATUAL DE
CASOS E APLICAÇÕES
LINS/SP
2º SEMESTRE/2014
1
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
FACULDADE DE TECNOLOGIA DE LINS PROF. ANTONIO SEABRA
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA
ANA PAULA PEREIRA FLORES
A TECNOLOGIA DE IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA
APLICADA AO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO: PANORAMA ATUAL DE
CASOS E APLICAÇÕES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Faculdade de Tecnologia de Lins Prof. Antonio Seabra,
para obtenção do Título de Tecnólogo(a) em Logística.
Orientador: Prof. Me Euclides Reame Junior
LINS/SP
1º SEMESTRE/2014
2
ANA PAULA PEREIRA FLORES
A TECNOLOGIA DE IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA
APLICADA AO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO: PANORAMA ATUAL DE
CASOS E APLICAÇÕES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Faculdade de Tecnologia de Lins Prof. Antonio Seabra,
como parte dos requisitos necessários para a obtenção do
título de Tecnólogo(a) em Logística sob orientação do Prof.
Euclides Reame Junior.
Data de aprovação: ___/___/___
____________________________
Euclides Reame Junior
______________________________
Silvio Ribeiro
______________________________
Sandro da Silva Pinto
3
A TECNOLOGIA DE IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA
APLICADA AO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO: PANORAMA ATUAL DE
CASOS E APLICAÇÕES
Ana Paula Pereira Flores 1
Euclides Reame Junior 2
1,2
Acadêmicos do Curso de Tecnologia Logística da Faculdade de Tecnologia de Lins
Prof. Antônio Seabra - Fatec, Lins-SP, Brasil
3 Docente do Curso de Tecnologia Logística da Faculdade de Tecnologia de Lins Prof.
Antônio Seabra - Fatec, Lins-SP, Brasil.
RESUMO
A Identificação por Radiofrequência é uma tecnologia utilizada para identificar, rastrear e
gerenciar desde produtos e documentos até animais ou mesmo indivíduos, sem contato e
necessidade de um campo visual. Ela pode ser aplicada em uma série de situações:
segurança e controle de acessos, controle de tráfego de veículos, identificação pessoal,
rastreamento animal, identificação de objetos. Nas operações logísticas pode ser utilizada
na manufatura e distribuição, proporcionando mais visibilidade, rastreamento e
sincronização da cadeia de suprimentos, com total confiabilidade. Diante deste cenário,
apresenta-se este trabalho. Ele foi desenvolvido por intermédio de uma expressiva revisão
bibliográfica apresentando dados concretos familiarizando sobre esse assunto ainda pouco
explorado. O objetivo é expor um panorama atual desta tecnologia dentro do âmbito da
gestão logística, apresentando ao leitor situações reais de organizações que fazem uso
dela. O resultado apresentado expõe que tal tecnologia agiliza todos os processos internos
e externos da área logística. Sua justificativa deve-se a possibilidade de potenciais ganhos
de eficiência, trazendo hoje em dia percepções anteriormente mencionadas apenas no
imaginário de grandes empresários.
Palavras chaves: Logística. Tecnologia de Informação. Identificação por Radiofrequência.
ABSTRACT
The Radio-frequency identification is a technology used to identify, track and manage from
products and documents to animals or even individuals without contact and necessity of a
visual field. It can be applied in several situations like: security and access control, vehicle
traffic control, personal identification, animal tracking, object identification. In logistics
operations Radio-frequency identification can be used in the manufacture and distribution
providing more visibility, tracking and the synchronization of the supply chain with complete
reliability. Faced with this scenario we present this paper. It was developed through an
expressive bibliographic review presenting concrete data acquainting on this subject shortly
explored. The purpose of this study is to expose a current panorama of this technology within
the scope of logistics management, introducing to the reader real situations of organizations
who use it. The result presented exposes that this technology streamlines all internal and
external processes of logistics area. Its justification is due to the possibility of potential
efficiency gains, bringing nowadays perceptions previously mentioned only in the
imagination of great entrepreneurs.
Keywords: Logistics. Information Technology. Radiofrequency Identification.
4
INTRODUÇÃO
A logística constitui o serviço onde recursos são orientados para a consecução de
determinada organização do fluxo de produtos entre clientes e fornecedores (FIGUEREDO,
FLEURY e WANKE (2003, p.35). De acordo com o Concil of Logistic Management (apud
BALLOU, 2006, p.27) é o processo de planejar, implantar e controlar de maneira eficiente
o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associados,
cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos
requisitos do consumidor. O mesmo autor ainda descreve que logística é um processo que
envolve todas as atividades necessárias para disponibilizar bens e serviços aos
consumidores quando e onde estes quiserem adquiri-los. Já Ballou (2006) descreve que o
valor da logística é diretamente ligado ao tempo e o lugar, sendo que o produto ou serviço
não tem valia se não estiver disponível ao consumidor quando ele quiser e onde ele quiser
consumir. Em um outro entendimento, os autores Figueredo, Fleury e Wanke (2009)
afirmam que a logística é uma ferramenta gerencial, capaz de agregar valor por meio dos
serviços prestados. Os mesmos autores descrevem que as mudanças econômicas e
tecnológicas estão transformando a visão empresarial sobre logística, uma vez que esta
deixou de ser vista como um centro de custos, mas sim como uma atividade estratégica,
uma ferramenta gerencial, fonte potencial de vantagem competitiva. Ainda os autores
anteriores destacam que conforme as novas tendências econômicas tornam a Logística
mais complexa. Potencialmente mais cresce a importância da utilização das tecnologias de
informação. Entres as várias tecnologias utilizadas, uma delas, a identificação por
radiofrequência transforma-se cada vez mais em uma expressiva ferramenta de apoio e
suporte para a operacionalização das atividades logísticas de forma geral. A identificação
por radiofrequência é um método de identificação que armazena e transmite dados através
de sinais de rádio, permitindo que possa criar um histórico do produto e ou bem. Com a
necessidade de agilizar e automatizar processos e tarefas as empresas possibilitam a
implantação da identificação por radiofrequência. Assim, dentro deste cenário, o artigo tem
como objetivo descrever essa tecnologia, suas vantagens e desvantagens além de
aplicações práticas em empresas, demonstrando como a etiqueta inteligente já está
revolucionando o mercado expondo o mesmo por meio de uma referência bibliográfica, com
uma pesquisa aplicada, qualitativa e exploratória, analisando os dados para gerar
conhecimento para soluções práticas a problemas específicos apresentando ao final dois
casos práticos que vivenciam a aplicação dessa nova tecnologia.
1.
ENTENDENDO SOBRE LOGÍSTICA
O deslocamento de mercadorias das mais diversas naturezas sempre foi um desafio
para o homem desde a antiguidade. Nesta época já estavam presentes conceitos que mais
tarde viriam a incorporar a definição da ciência logística. Hara (2005), apresenta a logística
como sendo oriunda do radical grego logos, que significa razão e implica na arte de calcular
e manipular os detalhes de uma operação.
A logística tem sua origem no sistema militar à medida que as guerras eram longas
e fazia-se necessário grandes e constantes deslocamentos de recursos bélicos assim como
materiais para abastecer, transportar e alojar as tropas.
Pozo (2004), destaca que a partir do momento em que os militares começaram a
perceber o poder estratégico que o sistema logístico possuía, deu-se mais atenção ao
serviço de apoio que as equipes prestavam no sentido de deslocamento de distribuição de
equipamentos, armazenagem, suprimentos e socorro médio nas batalhas.
5
“Logística é o processo de gerenciamento estratégico da compra, do transporte e
da armazenagem de matérias-primas, partes e produtos acabados (além dos fluxos
de informação relacionados) por parte da organização e de seus canais de
marketing, de tal modo que a lucratividade atual e futura sejam maximizadas
mediante a entrega de encomendas com o menor custo associado.
(CHRISTOPHER, 2007, p.3).”
“A logística refere-se à responsabilidade de projetar e administrar sistemas para
controlar o transporte e a localização geográfica dos estoques de materiais, produtos
inacabados e produtos acabados pelo menor custo total.” (BOWESOX; CLOSS; COOPER,
2007, p 24)
Segundo Dornier etal (2000), logística gere os fluxos entre as funções de um negócio,
e essa competência não é mais somente a entrada de matérias-primas ou os fluxos de
saída de bens acabados, atualmente esse conceito engloba todas as movimentações de
produtos e informações.
De acordo com Martins e Laugeni (2006), a logística tem foco na movimentação de
materiais, informações, finanças que ocorrem entre os fornecedores da cadeia de
suprimentos e busca a melhora do fluxo através de técnicas, modelos matemáticos,
softwares, T.I., objetivando assim a satisfação do consumidor.
“A logística é vital para os consumidores, para as organizações e para a economia
em geral, por uma multiplicidade de razões, nomeadamente por haver uma grande
dispersão geográfica de fornecedores e clientes, com a consequente necessidade
de compatibilização da oferta com a procura, proporcionando aos clientes os bens
e serviços que precisam assegurando às empresas o escoamento da sua produção,
para além, como é obvio, do abastecimento de matérias-primas e outros inputs
utilizados nas operações de produção. (Moura, 2006, p.16).”
Em conformidade com os conceitos expostos, entende-se que logística é uma
competência multidisciplinar, pois envolvem-se vários agentes, responsáveis desde a
captação da matéria-prima, até a entrega ao consumidor final, e pode ir além se considerar
o fluxo inverso de material e informação, sendo que todos os esforços visam o atendimento
ao cliente, da forma mais satisfatória e eficiente. Para ser bem operacionalizada, a logística
está dividida em dois grupos de atividades. São eles: primárias e de apoio.
1.2
GRUPOS DE ATIVIDADES LOGÍSTICAS
1.2.1 Primárias
As atividades primárias são consideradas as atividades-chaves para todo o processo
logístico à medida que são as que contribuem com a maior parcela do custo logístico total
e são essenciais para a coordenação e o cumprimento do processo.
De acordo com Ballou (2006) essas atividades são consideradas primárias porque
contribuem com a maior parcela do custo e nível de serviço ou elas são essenciais para
coordenação e o cumprimento da tarefa logística.
As atividades de transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos
são as atividades logísticas primárias, sendo que as mesmas são essenciais para que o
produto ou serviço cheguem aos clientes no local, no momento e da forma pretendida.
O transporte, em grande parte das empresas, é a atividade da logística mais
importante pelo fato de ser responsável pela maior fatia dos custos logísticos. Conforme
Kotler e Armstrong (2003), ao escolher o meio de transporte para um produto, às empresas
devem levar em conta muitos aspectos: velocidade, confiabilidade, disponibilidade e custo,
entre outros.
6
A manutenção do estoque está ligada ao gerenciamento dos níveis de estoque
conforme a necessidade da empresa. Para com Kotler e Armstrong (2003), os níveis de
estoque também afetam o grau de satisfação do cliente. O principal problema é manter um
equilíbrio cuidadoso entre um estoque grande demais e pequeno demais. O estoque grande
demais resulta em custos mais altos que o necessário, e possível obsolescência dos
produtos. O estoque pequeno demais resulta em produtos esgotados, expedições ou
produções de emergência onerosas, e insatisfação dos clientes.
O processamento de pedidos é a atividade primária logística que tem função de
determinar o tempo necessário para a entrega, ou seja, após a aprovação do pedido deve
haver um processamento com rapidez e precisão. De acordo com Ballou (1993), em
comparação com os custos de transporte e de manutenção de estoques o custo da
atividade de processamento de pedidos é consideravelmente baixo. Estas atividades para
serem realizadas a contento precisam receber o suporte de atividades adicionais que são
as chamadas atividades de apoio.
1.2.2. Apoio
Como o nome sugere, estas são as atividades que dão o suporte indispensável às
atividades primárias, para que seja atendido, na plenitude, o objetivo da redução de
distâncias entre a demanda e a produção, para atingir a satisfação dos clientes.
Ballou (2006) destaca que apesar de transportes, manutenção de estoques e
processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a
disponibilidade e a condição física de bens e serviços, há uma série de atividades adicionais
que apoia estas atividades primárias.
São consideradas atividades da logística de apoio a armazenagem, manuseio de
materiais, embalagem de proteção, obtenção, programação e manutenção da informação.
A armazenagem tem como função proporcionar a disponibilidade de produtos para
atender a demanda do mercado, dando apoio ao transporte.
“O armazenamento de materiais é uma atividade especializada e consiste em
armazenar adequadamente os materiais para que seja possível sua rápida
recuperação e a manutenção dos níveis de qualidade para que a entrega seja
facilitada. (MARTINS; LAUGENI, 2006, p. 262-265).”
O manuseio de materiais é a movimentação dos produtos no local de armazenagem.
Segundo Rosenbloon (2002), o manuseio de materiais envolve todas as atividades e
equipamentos ligados à acomodação e movimentação de produtos em área de
armazenamento.
A embalagem de proteção é escolhida conforme a necessidade de
acondicionamento do produto e pelo modo de transporte que for utilizado. A embalagem,
segundo Arnold (1999), deve identificar o produto, conter e proteger o produto e contribuir
para a eficiência da distribuição física.
Para Dornier etal (2000), a obtenção é a atividade da logística responsável por
disponibilizar o produto para o processo logístico e Ballou (1993), destaca que enquanto a
obtenção trata do fluxo de entrada, a programação de produtos se responsabiliza pelo fluxo
de saída, objetivando primariamente a quantidade a ser produzida de maneira a garantir o
atendimento de uma demanda.
Ching (1999), cita que a manutenção de informação é a base de dados para o
planejamento e controle de todo o processo logístico.
Bowersox e Closs (2001) destacam que o desafio na logística atual está em integrar
o transporte, o estoque, o desenvolvimento de novos produtos, a produção flexível e o
serviço ao cliente para alcançar uma total integração organizacional, combinando uma
7
variedade de capacidades em novas unidades organizacionais. Para as empresas
atingirem os objetivos empresariais logísticos, faz-se necessário o suporte da tecnologia da
informação.
2.0
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
De acordo com Turban e Volonino (2013, p. 8): “O conjunto de sistemas
computacionais utilizados por uma organização recebe o nome de tecnologia da informação
(TI). A TI, em uma definição mais básica, refere-se ao lado tecnológico de um sistema de
informação”.
Segundo Rezende e Abreu (2001), T. I. são recursos tecnológicos e computacionais
para geração e uso da informação.
Para Cruz (2000), T.I. é todo e qualquer dispositivo que tenha capacidade para tratar
dados e ou informações tanto de forma sistêmica como esporádica, que esteja aplicado no
produto que esteja aplicado no processo.
A T.I. tem se tornado essencial nos dias de hoje, faz com que as empresas invistam
cada vez mais em tecnologias e sistemas de informação. Segundo Laudon e Laudon (2010),
as organizações buscam seis objetivos quando investem em T.I.: excelência operacional;
novos produtos; serviços e modelos de negócios; relacionamento com clientes e
fornecedores; suporte para tomada de decisões; geração de vantagem competitiva; e
sobrevivência.
“À medida que as novas tendências econômicas tornam a Logística mais complexa
e potencialmente mais cara, cresce a importância da utilização das T.I.” (FLEURY; WANKE;
FIGUEREDO, 2009, p.31).
Para Caxito (2011) a aplicação dessas tecnologias tem permitido que as empresas
redefinem seus mercados, produtos e serviços, além de oferecer o diferencial competitivo
necessário as organizações em seu ambiente de competitivo, mostrando qual foco a
empresa deve ter ao definir seu caminho.
“A transferência e o gerenciamento eletrônico de informações proporcionam uma
oportunidade de reduzir os custos logísticos mediante sua melhor coordenação.
Além disso, permite o aperfeiçoamento do serviço baseando-se principalmente na
melhoria da oferta de informações aos clientes. (FLEURY; WANKE; FIGUEREDO,
2009, p.286).”
A T.I. inovou a logística, aprimorando verticalmente a qualidade das operações,
também colabora para a redução de custos e ainda viabiliza o relacionamento com o cliente,
possibilitando a fidelização deste gerando vantagem competitiva perante a concorrência,
que devido a globalização, dá ao consumidor mais opções, e acirra de forma feroz essa
disputa.
Segundo Foina (2006), o objetivo principal da TI está em garantir a qualidade do
fluxo e agilizar a tomada de decisão de informações, mas para isso deve atentar a alguns
pontos:
a) estabelecer o conjunto de informação estratégica;
b) atribuir responsabilidades pelas informações;
c) identificar, otimizar e manter o fluxo de informações corporativas;
d) mecanizar os processos manuais;
e) organizar os fluxos de informação para apoio às decisões gerenciais.
“A tecnologia da informação pode ajudar todos os tipos de empresas a melhorarem
a eficiência e eficácia de seus processos de negócios, tomada de decisões
gerenciais e colaboração de grupos de trabalho e com isso pode fortalecer suas
8
posições competitivas em um mercado em rápida transformação. (O’BRIEN, 2004,
p.3).”
As empresas estão sempre a procura de ter uma eficiência maior em suas operações
buscando a lucratividade, a partir disso os administradores podem contar com a tecnologia
da informação para chegar a um nível elevado de eficiência e produtividade nas operações.
O modelo de negócio da empresa mostra como a empresa produz, entrega e vende um
produto ou serviço a fim de criar valor.
Existem administradores que não tem a disponibilidade da informação certa na hora
para tomar sua decisão. Também existem aqueles que se apoiam em fatores não palpáveis.
O resultado dessa falta de percepção e informação é a produção insuficiente ou a produção
excessiva, a má colocação de recursos e tempos de resposta, isso tudo eleva o custo e
pode gerar a perda de clientes. Atualmente, com as novas tecnologias os administradores
podem ter acesso às informações e dados em tempo real, proveniente do próprio mercado.
De acordo com Bertaglia (2003), hoje a T.I. é parte integrante da empresa e quem
não enxergar isso terá seu futuro extremamente comprometido, e grande parte das
organizações não percebem a importância de usá-la como elemento importante de suporte
na luta pela competitividade.
A T.I. aplicada na logística permite a evolução do processo com qualidade, sendo que uma
T.I. eficiente promove soluções mais rápidas à medida que as informações fluem com maior
rapidez.
Gasnier e Banzato (2008), definem T.I., a partir de um ponto de vista aplicado à
logística, como sendo um instrumento facilitador no processo de tomada de decisão,
possibilitando a integração e a troca de informações entre as atividades que compõem a
cadeia de valor uma empresa, ou seja, as chamadas atividades primárias – que tratam
desde a entrada do pedido até a entrega ao cliente – e as atividades secundárias – que
provêm à infraestrutura e a tecnologia para viabilizar o atendimento ao cliente.
Também através da T.I. a logística utiliza-se da identificação por radiofrequência RFID que auxilia a empresa na redução dos custos em uma maior agilidade nos processos
e consequentemente em uma maior satisfação dos clientes.
3. IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA
3.1 CONCEITOS
A identificação por radiofrequência ou RFID é um método de identificação automática
através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de
dispositivos denominados etiquetas RFID.
No entendimento de Glover e Bhatt (2007), RFID é a abreviação de identificação por
radiofrequência – identificação por radiofrequência. Tecnologia de identificação que utiliza
frequência de rádio ou variações de campo magnético para comunicação entre
componentes.
“Identificação por radiofrequência (radio frequency identification – RFID): a RFID é
uma tecnologia que utiliza etiquetas eletrônicas (chips) em vez de código de barras
para identificar objetos ou itens. As etiquetas RFID podem ser anexadas ou
incluídas em embalagens, objetos físicos, animais ou seres humanos. Os leitores
de RFID leem e identificam as informações de entrada a partir das etiquetas via
onda de rádio. (TURBAN, VOLONINO, 2013, p. 44).”
Santana (2005), conceitua RFID como sendo um sistema de identificação por
radiofrequência, mas que diferentemente do sistema de código de barras, cujos códigos
gráficos são lidos por um feixe de luz, a tecnologia RFID utiliza ondas de rádio para a
9
transmissão das informações, e ainda, o que motivou o investimento em tecnologia que
utiliza ondas de rádio foi a necessidade de capturar informações de produtos que
estivessem em movimento e juntou-se a isso a necessidade de identificação em ambientes
insalubres.
Para Mota (2006), RFID é uma tecnologia que utiliza ondas de radiofrequência para
transmitir dados.
A RFID é um tipo de tecnologia de identificação automática, uma vez que objetos
podem ser etiquetados e identificados de forma estruturada.
Santini (2008), destaca que a tecnologia RFID é oriunda dos sistemas de radares utilizados
pelos britânicos na Segunda Guerra Mundial para identificação de aviões amigos e inimigos,
porém as etiquetas de radiofrequência começaram a ser desenvolvidas por alguns centros
de pesquisas, capitaneados pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), na década
de 1980, onde surgiu o Código Eletrônico de Produtos – EPC (Electronic Product Code),
que definiu a arquitetura que utiliza os recursos proporcionados pelos sinais de
radiofrequência.
Ainda de acordo com Santini (2008), nas décadas de 50 e 60 cientistas dos Estados
Unidos, Europa e Japão divulgaram pesquisas a respeito de como a energia de
radiofrequência poderia ser utilizada para identificar objetos em diversas situações, sendo
que a primeira utilização comercial do sistema RFID foi através de sistemas antifurto, o que
ocasionou o surgimento das tags, que são etiquetas eletrônicas que fazem parte do sistema
RFID até hoje.
Oliveira, Nogueira e Brito (2008) destacam que os sistemas RFID atuam quando uma
tag entra no campo de atuação antena do leitor que a energiza. Ao término da energização
da tag forma-se o sinal de radiofrequência que permite o envio de dados para a antena do
leitor que capta o sinal.
Segundo Hessel e Azambuja (2009), basicamente o funcionamento da tecnologia de
RFID consiste em três componentes: etiqueta, leitor e antenas. O leitor normalmente estará
ligado a um computador central, ou outro dispositivo, que possua inteligência para
processar os dados coletados pela etiqueta.
A etiqueta ou tag é um pequeno objeto que pode ser colocado em uma pessoa,
animal, produto ou documento. Contém microchips e um sistema de antena que lhe permite
responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora.
“As tags são tipicamente compostas externamente por um microchip, para
armazenamento e computação, e uma antena para comunicação. A memória da tag
pode ser de leitura apenas, de uma escrita e várias leituras, ou totalmente
regravável (MOTA, 2006, p.6)”
O leitor ou reader é considerado o cérebro do sistema RFID por ser o responsável
pela ligação das tags com os sistemas externos de processamento de dados.
De acordo com Santini (2008), todo e qualquer reader tem como dispositivo de
entrada uma antena. A antena ativa o tag através de um sinal de rádio, para o envio ou
troca de informações.
“O sistema possui o seguinte funcionamento: um aparelho com função de leitura
envia, por meio de uma antena, sinais de radiofrequência em busca de objetos a
serem identificados. No momento em que um objeto é atingido pela radiação, ocorre
o acoplamento entre ele e a antena, o que possibilita que os dados armazenados
no objeto sejam recebidos pelo leitor. Este trata a informação recebida e envia ao
computador. O acoplamento na maioria dos sistemas de RFID é eletromagnético
(backscatter) ou indutivo (HESSEL, AZAMBUJA, 2009, pg. 14)”
Para Glover e Bhatt (2007), o sistema de identificação por frequência por de rádio
utiliza basicamente os seguintes componentes: tag, que no caso é anexado ao item a ser
10
rastreado; leitor, que reconhece os identificadores e lê as informações armazenadas;
antena e sistema de comunicação, o qual se comunica com o leitor através de um software
chamado middleware.
De acordo com Teixeira e Oliveira (2008), o middleware é um equipamento parecido
com um computador que processa, filtra e trata os dados obtidos pelos leitores RFID.
Possuem interfaces de comunicação com a rede, para que os dados possam ser utilizados
nas aplicações, suportando comunicação com diversos leitores. .
Segundo Sikander (2013), a utilização de sistemas RFID requer:
1. Hardware RFID – selecionar as tags, leitores e antenas; colocar as tags nos
produtos; instalar e configurar os leitores e antenas nos armazéns e depósitos;
2. Infra-estrutura de software – coletar e gerenciar dados dos leitores RFID e integrar
os dados em sistemas de suporte às decisões.
Para Hessel e Azambuja (2009) o alto grau e dinamismo no processo de aquisição
de informações, “sem impor grandes barreiras à entrada de dados”, dá ao RFID uma grande
oportunidade de mercado, especialmente em aplicações voltadas ao atendimento de
necessidades específicas dos processos de manufaturas industriais.
3.2 OBJETIVOS
Os sistemas RFID são essenciais para qualquer cadeia de suprimentos. Possuem
como objetivos o controle do fluxo de produtos por toda a cadeia de suprimentos de uma
empresa, permitindo o seu rastreamento desde a sua fabricação até o ponto final da
distribuição. Para Glover e Bhatt (2007), o objetivo dessa tecnologia é melhorar a eficiência
no rastreamento e localização dos produtos, além de oferecer benefícios para quem tenha
necessidade de registrar bens físicos.
A informação do RFID está disponível em tempo real, por exemplo, em um ambiente
industrial pode-se localizar com precisão diversos elementos do processo produtivo, como
insumos, equipamentos e pessoas através deste sistema de rastreamento e localização.
Pode-se obter dados de levantamentos de atividades e realizar um acompanhamento
preciso podendo reajustar metas ou decisões a qualquer momento.
De acordo com Glover e Bhatt (2007), a identificação por radiofrequência pode ser
utilizada nos mais diversos tipos de negócios e com diversos objetivos, significando uma
automação mais rápida com estoques contínuos e precisos, empresas podem compartilhar
informações com parceiros, alem de ter informações sobre a localização e as condições
dos itens do início ao fim da cadeia de produção.
Atualmente o código de barras ainda é o meio mais utilizado pelas empresas para
realizar o controle das entradas e saídas dos produtos. Se comparado ao código de barras
o RFID apresenta-se mais eficiente à medida que pode ler as informações das tags sem
uma linha de visão ou de um posicionamento específico.
De acordo com Nishida (2008), o código de barras é uma boa solução para coleta
de informações em processos bem estruturados e projetados, onde se tem acesso direto
ao produto. Já as tags RFID são mais eficientes na coleta de informações de recursos
móveis (sem visão direta) e de processos de negócios não estruturados, oferecendo para
estes ambientes um controle sistemático e eficiente.
O RFID completa as funções do código de barras através de suas etiquetas
inteligentes oferecendo a vantagem de fornecer informações em tempo real auxiliando na
tomada de decisões.
“A utilização do RFID é bastante ampla, especialmente na área de logística e
retaguarda, em carretas ou mesmo em caixas de despacho de produtos e, em breve,
também na interface com o consumidor, especialmente na área de vendas. Esta
tecnologia deverá conviver por muito tempo com o código de barras. (SANTANA,
2005, p.11).”
11
A tecnologia RFID não tem como objetivo substituir por completo o código de barras,
porém se apresenta como um método de identificação que pode ser utilizado onde o código
de barras não consegue ser usado atendendo estas necessidades ainda não satisfeitas por
outras tecnologias de identificação, ou seja, a RFID não é a substituta do código de barras,
mas sim uma tecnologia que vem para ocupar espaços ainda vagos no mercado,
simplificando a logística, ajudando a reduzir desperdícios, limitar roubos, gerir inventários e
como consequência aumentar a produtividade, a satisfação dos clientes e os resultados
positivos.
Fica evidente que a tecnologia RFID é muito versátil e oferece, sem dúvida, inúmeras
possibilidades de aplicação, tais como segurança, identificação pessoal, sistema antirroubo,
controle de acesso, controle de pessoas, controle de tráfego de veículos, identificação de
objetos, controle de produtos farmacêuticos, indústria de automóveis e rastreamento animal,
sendo que sua utilização na logística proporciona não somente uma rastreamento mas
também uma sincronização na cadeia de suprimentos e, com isso, uma maior confiabilidade
nos processos.
3.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO RFID
Segundo Santana (2005), a principal vantagem do uso do RFID é realizar a leitura
sem o contato e sem a necessidade de uma visualização direta do leitor com a Tag. É
possível, por exemplo, colocar a Tag dentro de um produto e realizar a leitura sem ter que
desempacotá-lo, ou ainda, aplicar a Tag em uma superfície que posteriormente será
coberta por tinta. O tempo de resposta é muito baixo, menos que 100 ms, e o custo dos
equipamentos apresentaram uma significativa queda nos últimos anos.
A RFID deve ser vista como um método adicional de identificação, utilizado em
aplicações onde o código de barras e outras tecnologias não atendam a todas as
necessidades, podendo ser utilizada sozinha ou em conjunto com outro método de
identificação.
A tecnologia RFID oferece, sem dúvidas, inúmeras possibilidades de aplicação,
apresentando assim pontos positivos como sistemas de rastreamento e identificação de
produtos, animais e pessoas.
Santana (2005) elenca algumas das principais vantagens da utilização do RFID:
A) Capacidade de armazenamento, leitura e envio de dados para etiquetas ativas;
b) Detecção sem necessidade da proximidade da leitora para o reconhecimento dos
dados;
c) Durabilidade das etiquetas com possibilidade de reutilização;
d) Contagens instantâneas de estoque, facilitando os sistemas empresariais de
inventário;
Glover e Bhatt (2007), destacam que uma vantagem única é a possibilidade de
alguns identificadores serem regravados inúmeras vezes, utilizado muito em contêiner, por
exemplo.
Para Martins (2005), a grande vantagem do RFID é a sua capacidade de obter maior
número de informações, identificando vários itens ao mesmo tempo, não exigindo leitura
em linha, o que representa no caso de uma aplicação num supermercado, uma redução de
custos operacionais na hora do check-out das compras.
Segundo Nogueira Filho (2005), alguns dos maiores benefícios da utilização de
identificadores RFID são:
a) rapidez e confiança na transmissão dos dados aumentam as vendas e reduzem
as faltas;
b) elevado grau de controle e fiscalização aumenta a segurança e evita furtos;
12
c) possibilidade de leitura de muitas etiquetas de RFID de forma simultânea e
captação de ondas à distância evita perdas com manuseio do produto;
d) identificação sem contato nem visão direta do produto, possibilita a leitura desta
identificação em ambientes hostis;
Todas estas vantagens acimas descritas giram em torno das três principais
características da tecnologia RFID: durabilidade das tags, precisão na transmissão de
dados e realização da leitura sem a necessidade de contato.
Apesar de apresentar muitas vantagens o sistema RFID também apresenta
obstáculos. Santana (2005) cita alguns:
a) O custo elevado da tecnologia RFID em relação aos sistemas de código de barras;
b) O preço final dos produtos, pois a tecnologia não se limita apenas ao microchip
anexado ao produto;
c) O uso de materiais metálicos e condutivos pode afetar o alcance de transmissão
das antenas;
A padronização das frequências utilizadas para que os produtos possam ser lidos
por toda a indústria, de maneira uniforme.
De acordo com Santana (2005) outra desvantagem é a invasão da privacidade por
causa da monitoração das etiquetas coladas nos produtos. Para esses casos existem
técnicas, de custo ainda elevado, que bloqueiam a funcionalidade do RFID
automaticamente quando o consumidor sai da loja.
Para Nogueira Filho (2005), as principais desvantagens da utilização da tecnologia
RFID são:
a) monitoramento indevido de pessoas (quebra de privacidade ou assaltos).Uma
alternativa é a criação de um mecanismo que desligue a etiqueta de RFID após a compra,
ou que seja facilmente removível;
b) dependência da orientação para efetivar leitura. Uma alternativa é o
desenvolvimento de sistemas de leitores múltiplos que cubram todas as orientações;
c) bloqueio de sinal por substâncias metálicas, líquidas ou corpo humano. Uma
pessoa ou algum metal pode interromper o sinal de radiofreqüência impedindo um leitor de
buscar informações em um identificador;
d) alto investimento, porém, com a adesão das grandes corporações, a tendência é
ter os preços dos componentes do sistema em queda;
padronização falta ainda um padrão mundial para o EPC a ser aceito e adotado em todas
as regiões.
O sistema RFID pode ser aplicado em diversos segmentos. “Etiquetas de
radiofrequência podem ser utilizadas em diversas áreas e operações por apresentar
flexibilidade, confiabilidade, ser um meio eletrônico rápido para identificar, rastrear e até
gerenciar uma série de itens”. (GLOVER E BHATT, 2007).
Dentre as mais variadas aplicações, destacam-se as seguintes:
a) gestão de inventário e gestão da cadeia de abastecimento;
b) transporte e distribuição;
c) industrial e produção;
d) segurança e controle de acesso;
e) hospitalares, farmacêuticas, biométricas, financeiras.
Em relação às aplicações da RFID, de acordo com Glover e Bhatt (2007), os
varejistas utilizam para controlar roubos, aumentar a eficiência nas cadeias de fornecimento
e para melhorar o planejamento da demanda. Fabricantes de remédios fazem uso para
combater a falsificação e reduzir os erros no preenchimento de receitas.
Entre os segmentos com maior crescimento na utilização do sistema RFID pode-se
citar o uso em bovinos. Conforme Agrosoft (2009), o sistema de identidade bovina vem
crescendo no Brasil e no exterior, para melhor controle do gado e rastreamento da carne.
13
4. METODOLOGIA
O método que foi utilizado no desenvolvimento deste trabalho é a revisão
bibliográfica. Segundo Santos e Candeloro (2006), a revisão bibliográfica pode ser
chamada de referencial teórico e de revisão de literatura. Ela consiste na opinião de vários
autores sobre um determinado assunto. É importante que nesta fase seja feita a junção
entre uma ideia e outra, contrapondo ou concordando quando for preciso. Também é
necessário que sejam feitas citações diretas e indiretas. A natureza do trabalho foi uma
pesquisa aplicada, segundo Vilaça (2010), os objetivos da pesquisa aplicada são
influenciados por diferentes fatores que incluem: visões de ciência e conhecimento,
natureza do objeto pesquisado, compreensões de hipóteses ou variáveis, necessidades
reais, características do contexto de estudo.
Foi feito uma abordagem por pesquisa qualitativa e exploratória, com o objetivo de
levantar dados e familiarizar-se com um assunto ainda pouco explorado, analisando dados
indutivamente, com levantamento bibliográfico a partir de material já publicado, como livros,
artigos, internet, entre outros, expondo dois casos como exemplo.
5.0 CASOS E APLICAÇÕES
5.1 SISTEMAS DE INFRAESTRUTURA E MONITORAMENTO DE CARGAS DO ESTADO
DE SANTA CATARINA
Segundo Nassar e Vieira (2013) um dos maiores gargalhos de uma cadeia logística
é o transporte, sendo apontados três categorias de problemas comumente encontradas em
relação ao monitoramento e controle de cargas. São eles:
a) dificuldade de monitoramento do trajeto;
b) a demora no repasse das informações à empresa por parte do motorista;
c) atrasos e troca de lotes.
Todos os problemas apresentados podem ser solucionados por um sistema
identificador de radiofrequência. Assim, diante deste cenário, criou-se o Sistema de
Infraestrutura e Monitoramento de Cargas do Estado de Santa Catarina - SIMCESC, ainda
em fase de testes tendo como objetivo de reconhecer veículos a certa distância, parados
ou em movimento, se baseando em quatro módulos de operação, sendo eles: Cadastro de
cargas, Monitoramento da carga, Postos de controle, e Gerenciamento da carga.
Houve sucesso em sua implementação do sistema, fazendo um cadastro concreto
de dados do motorista ao veículo, monitorando os dados com os portais de leitores de RFID,
possibilitando um monitoramento exato em cada ponto onde a carga passou, sem
distúrbios. Controle de pesagem do caminhão com cruzamento de dados anteriormente
cadastradas nas etiquetas.
A utilização do RFID no sistema de infraestrutura e monitoramento de cargas do
estado de Santa Catarina, trouxe vantagens relacionadas a rapidez de informações, ao
registro mais eficaz de informações e uma otimização para a logística.
5.2 ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE RFID NO ARMAZÉM DO
DEPÓSITO DE SUBSISTÊNCIA DA MARINHA NO RIO DE JANEIRO
O DepSubMRJ abrange os processos de recebimento, movimentação,
armazenagem, separação e expedição, trabalhando com os materiais desde o recebimento
do item, sua movimentação e armazenagem até a separação e a expedição do pedido. A
partir disso, foi feito um estudo de viabilidade levantando todos os itens do deposito, com o
14
objetivo de saber se a carga tem como característica absorver, transmitir ou refletir os sinais
emitidos pelo leitor. O deposito apresentou um ambiente favorável para a implantação do
RFID.
Segundo Barbosa etal (2011), a implantação das etiquetas inteligentes trouxe
potenciais benefícios nas atividades relacionadas, otimizando tempo e futuros erros,
trazendo segurança para seus processos. No recebimento de materiais, constatou-se que
com a etiqueta ganha-se tempo eliminando a conferencia, e na contagem de caixas. Na
movimentação, permite uma leitura rápida e segura, podendo abranger várias caixas ao
mesmo tempo. Na armazenagem irá facilitar sua identificação, localização, promovendo um
melhor monitoramento e gerenciamento. Na separação, com o auxílio de empilhadeiras
“inteligentes”, a tecnologia RFID garantirá o controle da operação eliminando erros na
coleta. A expedição conseguirá ser automática e simultânea, eliminando a necessidade de
conferencia, todos os setores apresentados podem ser executados por apenas um
funcionário/turno, reduzindo custos de mão-de-obra.
Apesar do elevado custo para a implementação do RFID, foram apresentados dados
que comprovam que ele se pago ao passar dos anos, levando em consideração uma
significante redução de mão-de-obra.
O trabalho verificou que a tecnologia oferece funcionalidades únicas a DepSubMRJ,
portando entendeu-se viável, fornecendo funcionalidades não disponíveis em outros
dispositivos, dentre muitas oportunidades ele proporcionara ganhos financeiros
satisfatórios.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo geral desse trabalho foi apresentar de uma forma concreta e exploratória,
dados para familiarizar sobre essa nova tecnologia que vem para agilizar, automatizar e
otimizar tempo na cadeia logística. Ao longo do trabalho pode-se verificar que apesar do
caminho que ainda se tem pela frente, ela pode trazer imensos benefícios dentre eles: a
maior lucratividade, menor perda de tempo e mais geração de renda.
O sistema RFID é composto por três partes básicas: middleware, identificador e um
leitor, porém outros componentes podem agregar o sistema, como: banco de dados,
sistemas de manipulação de dados e sistemas gerenciais.
Seu campo tecnológico é muito amplo, permitindo o uso para identificação humana
até sistemas de pagamento automático, seu desenvolvimento permite uma redução de
custos significante, apesar de sua implementação apresentar um custo alto, a partir de sua
operacionalização os benefícios diluem os custos.
Concluindo a RFID é uma tecnologia que está em constante mudança, estudo e
desenvolvimento para se adequar cada vez mais aos consumidores, ela tem muito a
acrescentar e espera-se que ela evolua cada vez mais, e seja aplicável aos diversos
segmentos existentes.
15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGROSOFT. Sistema de identidade bovina ganha mercado no Brasil e no exterior. Disponível em:
<http://www.agrosoft.org.br/agropag/209351.htm>. Acesso em: 19 nov. 2013.
ARNOLD, J. R. T. Administração de materiais. São Paulo: Atlas, 1999.
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/Logística Empresarial. São Paulo:
Artmed Editora S.A., 2006.
BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São
Paulo: Atlas, 1993
BARBOSA, M. J. P.; CARMO, S. R. R. F. L.; LOPES, S. A. L. Estudo de viabilidade de implantação de
RFID no armazém do deposito de subsistência da marinha no rio de janeiro. Belo Horizonte, MG, 2011.
Disponível
em:
<
http://www.labnexo.com/wp-content/uploads/2013/08/pdf-n%C2%BA70-Estudo-deViabilidade-de-Implanta%C3%A7%C3%A3o-de-RFID-no-Armaz%C3%A9m-do-Dep%C3%B3sito-deSubsist%C3%AAncia-da-Marinha-no-Rio-de-Janeiro.-2011.pdf > Acesso em: 02 out.2014
BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento de cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003.
BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. B. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2007.
BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial: processo de integração da cadeia de
suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.
CAXITO, F. Logística: Um enfoque prático. São Paulo: Saraiva, 2011
CHING, H. Y. Gestão de estoques na cadeia logística integrada: supply chain. São Paulo: Atlas, 1999.
CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. 2 ed. São Paulo: Thompson
Learning, 2007.
CRUZ, T.– Sistemas de Informações Gerencias: tecnologia da informação e a empresa do século XXI. São
Paulo: Atlas, 2000.
DORNIER, P., ERNST, R. FENDER, M. e KOUVELIS, Panos Logística e Operações Globais: texto e casos.
São Paulo: Editora Atlas, 2000.
FOINA, P. R. Tecnologia de informação: planejamento e gestão. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2006.
FLEURY, P. F. WANKE, P. FIGUEIREDO, K. F. Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo:
Editora Atlas S.A., 2009.
FIGUEREDO, Kleber Fossati et al. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Planejamento
do Fluxo de Produtos e dos Recursos. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2009.
GLOVER, B.; BHATT, H. Fundamentos de RFID: teoria em prática. Rio de Janeiro: Alta Books, 2007.
GASNIER, D.; BANZATO, E. Tecnologia da Informação aplicada à Logística. Disponível em:
<http://www.revistafluxo.com.br/arquivo/agosto_2002/index_expertise2.php>. Acesso em: 22 nov. 2013.
HARA, C. M. Logística, armazenagem, distribuição, trade marketing. Campinas: Alínea, 2005.
HESSEL, F. ; AZAMBUJA, M. Implementando RFID na cadeia de negócios: tecnologia a serviço da
excelência. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009.
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. 9 ed. São Paulo: Prentice Hall, 2003.
LAUDON, K.; ; LAUDON, J. Sistemas de Informações Gerenciais: estudo e ensino. São Paulo: Pearson
Pretice, 2010.
MARTINS, G. D. A. Estudo de caso - Uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006.
MARTINS, V. A. RFID (Identificação de radiofrequência). In teleco: 2005. Disponível em:
<http://www.teleco.com.br/tutorealrfid/default.asp>. Acesso em: 23 nov. 2013.
MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da Produção. São Paulo: Saraiva, 2006.
MOTA, R.P.B. Extensões ao protocolo de comunicação EPCGlobal para tags Classe 1 utilizando
autenticação com criptografia de baixo custo para segurança em identificação por radiofrequência.
2006. 78 f. Dissertação (Mestrado em ciência da computação) – Universidade Federal de São Carlos,
Programa de pós-graduação em ciência da computação, São Carlos, 2006. Disponível em: <
http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado/tde_arquivos/3/TDE-2006-07-05T12:31:43Z1106/Publico/DissRPBM.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2014
MOURA, B. Logística: Conceitos e Tendências. Lisboa: Centro Atlântico, 2006.
NOGUEIRA FILHO, C.C.C. Tecnologia RFID aplicada à logística. 2005. 103 f. Dissertação (Mestrado em
logística) – Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro, Programa de pós-graduação em Engenharia
Industrial da PUC-Rio, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.maxwell.vrac.pucrio.br/7642/7642_1.PDF>. Acesso em: 20 jan. 2014
NISHIDA, J. K. Identificação por radiofrequência (RFID). Dissertação (Bacharelado). Engenharia Elétrica
Telemática. Universidade do Sul de Santa Catarina, Florianópolis – SC, Junho, 2008.
NASSAR, E.; VIEIRA, H. L. M. A aplicação de RFID na logística: um estudo de caso do Sistema de
Infraestrutura e Monitoramento de Cargas do Estado de Santa Catarina. Florianópolis, SC, 2013.
16
Disponível
em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-530X2014000300006&script=sci_arttext>
Acesso em: 02 out.2014.
O’BRIEN, J. Sistema de informação: as decisões na era da informática. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
OLIVEIRA, E. C. L.; NOGUEIRA, V. P.; BRITO S. R.; Controle de Fluxo de Automóveis com RFID.
Engenharia da Computação em Revista, Amazônia, 2008. Disponível em:
<http://www3.iesam-pa.edu.br/ojs/index.php/computacao/article/view/168/158> Acesso em 20 nov.2013.
POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem logística. 3 ed. São Paulo:
Atlas, 2004.
REZENDE, D. A., ABREU, A. F. Tecnologia da Informação: aplicada a sistemas de informação empresarias.
São Paulo: Atlas 2001
ROSENBLOON, B. Canais de marketing: uma visão gerencial. São Paulo: Atlas, 2002.
SANTANA, S. R. M. Rfid- Identificação por frequência. Monografia apresentada à Faculdade de Tecnologia
da
Baixada
Santista,
2005.
Disponível
em:
<http://www.wirelessbrasil.org.wirellesbr/colaboradores/sandra_santana/rfid_01.html> Acesso em: 20
nov.2013.
SANTINI, A. G. RFID: conceitos, aplicabilidades e impactos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2008.
SANTOS, V.; CANDELORO, R. J. Trabalhos acadêmicos: uma orientação para a pesquisa e normas
técnicas. Porto Alegre: AGE, 2006.
SIKANDER, J. Cadeia de suprimentos no varejo com recursos RFID. Disponível em:
<http://msdn.microsoft.com/>. Acesso em 22 nov. 2013
TEIXEIRA, E. D. OLIVEIRA, S. M. Identificação por radiofrequência: tecnologia passiva por identificação
de veículos. São Paulo: Faculdade de Tecnologia IBTA, 2008.
TURBAN, E.; VOLONINO, L.. Tecnologia da Informação para Gestão: em busca do melhor desempenho
estratégico e operacional. Porto Alegre: Bookman, 2013.
VILAÇA, M. L. C. Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista Escrita. Volume 1. Número 2. MaioAgosto de 2010. Disponível em: <http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/RE/article/viewFile/26/pdf_23>
Acesso em: 29 nov. 2014.
Download

centro estadual de educação tecnológica paula souza