PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE "Projeto de Enfermagem /SMS Campinas: momento de resgate histórico das práticas de Enfermagem” Rosana Aparecida Garcia Coordenação Enfermagem/SMS Campinas Enfa Sanitarista – Mestre em Saúde Coletiva (DSC/ Unicamp Doutoranda em Saúde Coletiva (DSC/Unicamp) Câmara Técnica de Enfermagem em Campinas Distrito Sul Enfa Fabíola Damas Enfa Sônia Lima Adorno Enfa Simone Vanzetto Distrito Norte Enfa Vera Verdu Enfa Juliana Bassul Distrito Noroeste Enfa Cássia Simionatto Distrito Sudoeste Enfa Luciana Gonçalves Enfa Lidia Alves de Araújo Distrito Leste Enfa Cíntia Soubhia Enfo Paulo Palma Mastrocola CÂMARA TÉCNICA DE ENFERMAGEM DE CAMPINAS: “A ENCOMENDA” ( 20/05/13) Projeto de (2013/2014) Enfermagem: Ações prioritárias 1. Resgate do papel do Auxiliar de Enfermagem e do Enfermeiro 2.Integração com núcleos em nível central (linha do cuidado) 3.Re-eleição da Comissão de ética de Enfermagem 4.Fortalecimento da Câmara Técnica de Enfermagem 5.Retomada dos GTs (ex: marcas e produtos/ esterelização/curativo) 6.Revisão dos Protocolos de Enfermagem 7.Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em Campinas Diálogos estabelecidos com o Coren a) Apresentado o Projeto Preliminar de Enfermagem em Campinas b) Comissão de Ética em Enfermagem c) Protocolo de Enfermagem d) RT enfermagem e) Pareceres Técnicos do Coren f) SAE: discussões g) Fiscalizações em Campinas: possibilidades Re-eleição da Comissão de Ética de Enfermagem • Retomar a experiência anterior da Comissão de Ética de Enfermagem: avanços e desafios conquistados • Construir novas estratégias para a Comissão de Ética de Enfermagem, chamando o Coren para um diálogo • Orientação do Coren 5 Revisão dos Protocolos de Enfermagem • Guia de Tratamento de Feridas • Manual de Normas e Rotinas de Procedimentos para a Enfermagem • Manual de Normas e Rotinas para a Sala de Enfermagem • Documento norteador da atuação da enfermagem no SUS Campinas Setembro 2007 • Protocolo de Ação para a Assistência de Enfermagem no Projeto Paidéia de Saúde da Família • Protocolo de Ação para a Assistência de Enfermagem • Protocolo Dengue/Manejo de Enfermagem Grupo de Revisão de Protocolos de Enfermagem • Celso Luis de Moraes (CS Capivari – Distrito Sudoeste) • Chaúla Vizelli (CS Paranapanema - Distrito Sul) • Cristiane da Rocha Ferreira Dias (PA Campo Grande – Distrito Noroeste) • Danilo Jardim Pancotte (CS Floresta – Distrito Noroeste) • Débora Tresoldi (CS Satélite Iris – Distrito Noroeste) • Deise Duarte Santos Souza (Samu Campinas) • Dóris Gouveia (CS União de Bairros – Distrito Sudoeste) • Edméia Nunes Duft(Samu Campinas) • Eliane Camargo (CS Lisa – Distrito Noroeste) • Elton Pallone de Oliveira (PA Anchieta – Distrito Norte) • Heloisa Lelis Castro (CTA Ouro Verde – Distrito Sudoeste) • Isabella Gomes Alvares (PA Centro – Distrito Leste) Grupo de Revisão de Protocolos de Enfermagem • Ivanei Felix Pereira (CRDST/Aids) • Jamile Nepomuceno Guimarães (CS Barão Geraldo – Distrito Norte) • Leonora Adissi Cordeiro (CS Lisa – Distrito Noroeste) • Marina Akemi S. Fuzita (Distrito Sudoeste) • Marisa Machado (CS Santa Bárbara – Distrito Norte) • Tienne de Almeida Antonio Rampazzo (CS Anchieta Distrito Norte) • Paulo Recco (CS São Quirino – Distrito Leste) • Rute Maria da Silva (PA São José – Distrito Sul) • Silvânia Wertonge Reis (CS Campina Grande – Distrito Noroeste) Trabalho articulado e integrado com núcleos em nivel central (linha do cuidado) • Vigilância em Saúde • Área temáticas: Adulto, Mulher, Criança, Idoso, Urgência/ Emergência, etc. 9 Retomada dos Grupos Técnicos (GTs) • Grupo de Avaliação de materiais de Enfermagem: marcas e produtos • Grupo de Esterelização • Grupo de Curativo 10 Grupo de Avaliação de Materiais de Enfermagem: marcas/produtos •Bota de Unna X: REPROVADA - A distribuição da pasta não é homogênea em toda extensão da bandagem( concentra maior quantidade na parte inicial da bandagem) - Tela com irregularidades na trama por vezes no interior da mesma - Observa-se maior tensão da bandagem em uma das laterais, impossibilitando o enfaixamento adequado ao contorno da perna e comprometendo a contenção do edema de maneira uniforme - Após a retirada da bandagem observa-se grande quantidade de resíduos na pele adjacente, principalmente no terço inferior da perna e pé, e bordas da lesão, aumentando o tempo do procedimento de remoção e limpeza da pele. - Em um dos pacientes testados o mesmo referiu prurido e intenso desconforto. Grupo de Avaliação de Materiais de Enfermagem: marcas/produtos • • • • • • • • • Aline Fernandes C. Gouvêa – PA Anchieta (Distrito Norte) Analu Lima Alaíde – CS Campina Grande (Distrito Noroeste) Bruno Real – PA Campo Grande (Distrito Noroeste) Graziela Camisão Ribeiro – CS Ipaussurama (Distrito Noroeste) Magali M. Simões - CS Santa Lúcia (Distrito Sudoeste) Marcio Vieira Carvalho – CS Vila União (Distrito Sudoeste) Marita F. Albuquerque Coelho – PA São José (Distrito Sul) Milene Martins Andrade - Amb. CEASA (Distrito Norte) Paula Cristina Pereira da Costa – CS Aurélia (Distrito Norte) Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) • EP de Qualificação da Assistência de Enfermagem (Distrito Sul, Leste e Norte) • Linha do Cuidado e construção da SAE: Distrito Sudoeste • Reuniões Técnicas de Enfermagem: Distrito Noroeste • Experiências dos PAs Anchieta/Centro/ Campo Grande/Samú Resgate do papel do Auxiliar de Enfermagem e do Enfermeiro • Valorização profissional • Significado do “Fazer” da enfermagem: pertencimentos • Busca pela diversidade / especificidade de saberes (constituição dos GTs) • Oficinas com Auxiliares/Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros (EP) • Diagnóstico do “fazer” da enfermagem • Evento Municipal 14 Diagnóstico de Enfermagem em Campinas: roteiro para visita técnica Áreas observadas/ Referido pelos funcionários/ Percepção dos representantes Nivel Central e Distrital 1. Avaliação do registro enfermagem no Prontuário - Acolhimento - Consulta de enfermagem - Intercorrências - Realiza SAE? de 2. RT de Enfermagem - há RT de Enfermagem na Unidade (quem é?) - O RT tem conhecimento de quais são suas atribuições? - O Certificado está afixado em local visivel? 3. Protocolos de enfermagem e POPs - há protocolos de facil acesso para os profissionais (onde ficam)? -há POPs nas salas ? 4. Reunião de Enfermagem - periodicidade - ata -Temas 5. Escala de Enfermagem - afixada em local visível? - como se trabalha com as faltas/férias/ LP Diagnóstico de Enfermagem: roteiro para visita técnica 6. Agenda do Enfermeiro - há horário designado para Consultas Programadas ? - como sistematiza as áreas (mulher, adulto, criança, idoso, etc) - há horário para supervisão das áreas? Em caso negativo, como é feita esta supervisão? - há horário especifico para ações educativas? (grupos e outros?) - há horário especifico para Visitas Domiciliares? (como se registra e acompanha os pacientes acamados e ou de risco/vulnerabilidade domiciliares?) 7. Acolhimento: -Fluxo -Registros -quem participa 8. Curativo - há sistematização de curativos crônicos - quem evolui os curativos - avaliar rótulos de almotolias (data de validade) - produtos utilizados nos curativos e respectiva avaliação dos mesmos - sala de curativo é utilizada para outros procedimentos (qual)? Diagnóstico de Enfermagem: roteiro para visita técnica 9. Injeção / Inalação - são salas unicas? Em caso positivo, como não expor o paciente - avaliação técnica das seringas e agulhas utilizadas: há instrumento para esta avaliação? Quem preenche? Como registra? A quem encaminha? Qual o retorno? - a sala é utilizada para outros procedimentos (qual) - como chega um produto novo (ex: seringa com dispositivo). Há capacitação para os produtos novos? 10. Vigilância e Vacina - sala exclusiva? - funcionário da sala faz outros procedimentos? - quem é (são) o (s) profissional (ais) que fazem pedidos mensais de vacina, sistematizam Crie, capacitam para novas vacinas, acompanham o BEC, avalia reações adversas e/ou erro de procedimento (obs: esta avaliação tem como foco a prática da enfermagem e não a Vigilância em si). - há capacitação para imunobiológicos novos que chegam para serem realizados no serviço de saúde? Quem faz? Oficinas Distritais de Enfermagem em Campinas: objetivos • Realizar o resgate da história da Enfermagem na Rede de Saúde de Campinas (De onde viemos) • • Contextualizar o momento atual da Enfermagem na Rede de Saúde de Campinas (Onde estamos) • • Trazer elementos para pactuações de novas metas para a Enfermagem na Rede de Saúde de Campinas (Para onde queremos ir) Oficinas Distritais de Enfermagem em Campinas DISTRITOS Distrito Sul (12.09.13) Participantes Serviços 27 profissionais CS Faria Lima, Poli III, Poli II, CS Vila Rica, CS Paranapanema, CS Nova América, CS Santa Odila, CS Carvalho de Moura, CS Nova América, CS Campo Belo, PA São José Distrito Leste (29.08.13) 25 participantes CS Carlos Gomes, CS Souzas, CS São Quirino, CS Conceição, Distrito Sudoeste (16.09.13) 26 profissionais Distrito Norte (10.09.13) 25 profissionais + 3 acadêmicos Enfermagem + 1 residente 24 CS Campina Grande, CS Floresta; CS Itajaí, CS Lisa, profissionais CS Valença, CS Santa Rosa, Caps AD CS Rossim CS Distrito Noroeste (22.08.13) CS Taquaral,CS Centro, CS 31 de março, CS Costa e Silva, CS Joaquim Egidio, CR-DST/Aids, CRI, CAPS Esperança, PA Centro CS Dic III, CS Dic I, CS Santo Antonio, CS Capivari, CS União de Bairros, CS Santa Lúcia, CTA, Visa Sudoeste, Caps Novo Tempo CS Anchieta, CS Santa Mônica, CS Rosália, CS São Marcos, CS Cássio Raposo, CS Santa Bárbara, CS Aurélia, CS Eulina, Centro de Lactação, SAD, Ceasa Florence, CS Satélite Iris, CS Ipaussurama CS Perseu, CS Balão, CS Integração, Caps Integração. Oficinas Distritais de Enfermagem em Campinas Total de participantes: 127 profissionais Total de serviços: aproximadamente 62 Inserção dos profissionais: 2010 e principalmente 2011 Profissional mais antigo: 1979 • • • • • • • • Oficinas Distritais de Enfermagem em Campinas: Expectativas Diagnostico da Enfermagem no SUS Campinas Conhecer a história de Enfermagem em Campinas Compartilhamento de experiências: “conhecer colegas” Qualificação da enfermagem para o cuidado em saúde: a essência da enfermagem baseada em conhecimentos técnicos, científicos, humano e social Resgatar do sentido do trabalho da enfermagem e de sua história Falar sobre problemas como: falta de RH, sobrecarga dos profissionais, 30 hs já, dentre outras. Definir um Projeto para enfermagem em Campinas: para onde queremos ir Discutir questões relacionadas ao exercicio profissional de enfermagem “De onde viemos” Não me lembro mais onde foi o começo, foi por assim dizer escrito todo ao mesmo tempo. Clarice Lispector “...viemos de uma Enfermagem que, apesar de ser pequena em numero, ajudou a construir a história do Sistema Único de Saúde de Campinas...”. Profissional de Enfermagem de Campinas “De onde viemos” • Não conheço a história de Enfermagem de Campinas • “Ouvi dizer” que antigamente ... • A história da Enfermagem em Campinas se mistura a história de um modelo multidisciplinar, mais responsável, mais humano: compromisso com a saúde • Momento da descentralização: estadual para municipal • SAR Norte – DRO – Distrito • Pioneirismo e reconhecimento de alguns profisionais (enfermeiros, médicos, auxiliares de saúde pública) • enfermagem em Campinas nasce de forma empírica e hoje exige crescente atualizações e aprendizado • Auxiliar de saúde pública e poucas enfermeiras • Memórias recentes relatadas: Paidéia, PSF, Cândido Ferreira • 44 horas semanais Ouvi a Enfa Sônia Adorno contar que … seringas de vidro agulhas de aço: afiar e passar no algodão BCG feita local escuro LP (linha privada) para marcar especialidade panela para fazer a bota de unna Varal de luvas: lavar e pôr pra secar (virando dos 2 lados) em “De onde viemos” Acesso: Porta de Entrada: “dia da marcação de consulta” “queixa do dia” esperava o “encaixe” (falta de algum paciente) Atividades por áreas programáticas: Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Saúde do Adulto, etc. “Onde estamos” • Crise na Saúde que impacta na Enfermagem • Enfermagem trabalhando em rede multiprofissional com visão holistica • Momento de reflexão, organizaçao e provocação, quebra de paradigma: implantação da SAE • Em progresso: revisão de protocolos, luta pelas 30 horas, investimentos na EP da Enfermagem, qualificação das práticas, grandes conquistas, algumas derrotas • Momento de pouco investimento e desmotivação dos profissionais: a falta de recursos humanos, sobrecarga profissional, adoecimento de alguns trabalhadores. • Luta pela inserção de outras categorias profissionais e pelo espaço específico da Enfermagem • Fiscalizações do Coren “Para onde queremos ir?” • • • • • • • • • • • • Profissão inserida no contexto da Saúde Pública Pedido da valorização e reconhecimento do papel Busca pela excelência do cuidado e da assistência qualificada (“padrão ouro”): melhores condições, novos saberes, explorar novas áreas, superar desafios e medos Diminuição da jornada de trabalho : 30 hs, valorização financeira Resgate do “humano” no cuidado em enfermagem Uso da teconologia para proteção da vida Investimento no Processo Educação Permanente Trabalhar com informação para melhor planejar as ações Metas e valores estabelecidos com avaliação de indicadores em toda a assistencia Fortalecimento da categoria: núcleo enfermagem Não sei Deixar de “apagar fogo”: sistematizar a assistência Avaliação das Oficinas de Enfermagem • Valorização do resgate da história da Enfermagem de Campinas no contexto multiprofissional • Aproximação da “Enfermagem do cotidiano” com a “Enfermagem da gestão” • Espaço potente para construção: novas perspectivas para enfermagem • Metodologia “leve” e humanizada: poder falar e ser escutado • Importante e interessante a junção do antes e do agora – visões e experiências diferentes que juntos deverão construir o amanhã com uma Enfermagem forte, esclarecida e posicionada. • Um espaço bom para iniciar a reflexão sobre o trabalho da enfermagem no SUS Campinas • O Encontro me situou e me leva a pensar que há muito para aprender. Avaliação das Oficinas Enfermagem • Muito importante para dialogar sobre leis, resoluções, esclarecimentos diversos. Com intuito de estimular a participação da Enfermagem no contexto atual • Acho que a reflexão é o melhor método para sabermos o quanto progredimos e quanot ainda temos para caminhar. • Acho que uma “sementinha” de reflexão de nossa prática foi plantada, e se faz necessário dar continuidade. • Achei o espaço interessante para propiciar o encontro com outros colegas: uma boa oportunidade de conhecer os colegas Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Escrevendo nossa história hoje Nossa história construída hoje: aprendendo com outros expertises “Ostra feliz não faz pérola” “A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: “preciso envolver esta areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…” Ostras felizes não fazem pérolas … O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso ser uma dor doída… Por vezes aquela coceira que tem o nome de curiosidade…” Rubem Alves (2008) MUITO OBRIGADA! [email protected] Rosana Aparecida Garcia 41