RELATÓRIO
I CURSO DE NIVELAMENTO EM MANEJO DE SEMENTES DE
ESPÉCIES FLORESTAIS
Coordenação
Manuel Lima Junior – UFAM
Selma Toyoko Ohashi - UFRA
Manaus
Novembro de 2010
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A Rede de Sementes da Amazônia realizou em Manaus nos dia 16 e 17
de novembro de 2010, o Curso De Nivelamento Em Manejo De Sementes De
Espécies Nativas com o propósito de ampliar a participação social, fortalecer e
organizar o setor de sementes arbóreas na região.
O Setor de Sementes nativas na Amazônia cresce de forma a atender os
diversos setores que hoje utilizam este produto natural para as mais diversas
finalidades, gerando emprego e renda às comunidades amazônicas. O mais
nobre uso das sementes é dar suporte aos projetos de plantio para
recuperação de áreas degradadas, apoio a implantação de Sistemas
Agroflorestais a reposição florestal e os plantios florestais de interesse
econômico. Também podemos citar hoje o interesse de sementes como fonte
de renda para o uso no setor de artesanato, movelaria, produção de óleos e
alimentos.
O Curso visou reunir os diversos segmentos e atores da cadeia
produtiva das sementes nativas para que o uso da semente seja efetuado
dentro de padrões técnico, para a troca de experiência e informações entre os
segmentos visando agregar e avançar no conhecimento das espécies nativas.
Além destes fatos, o curso procurou sensibilizar para o uso de produtos da
floresta de maneira consciente e da semente como um produto não madeireiro.
A produção e manejo de sementes nativas vêm garantir a sustentabilidade de
projetos ecológicos, sociais e econômicos na região e atendendo a
regulamentação da Lei de Sementes e Mudas florestais do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.
A capacitação para as atividades de produção, coleta e manejo de
sementes é imprescindível para dar base à recuperação das áreas e
ecossistemas degradados na Amazônia. Desta maneira a Rede de Sementes
da Amazônia e o Projeto Corredores Ecológicos- MMA em parceria realizaram
o Curso de Nivelamento em Manejo de Sementes de Espécies Nativas com o
Corpo Docente constituído de profissionais de a grande atuação no setor como
a Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Universidade Federal do
Amazonas – UFAM, Universidade do Estado do Amazonas – UEA,
Superintendência Federal da Agricultura do Amazonas – SFA Amazonas e
Instituto de Pesquisa da Amazônia –INPA, Alunos de Pós-graduação, Equipe
de coletores de sementes e Associação de Produtores de Sementes do Pontal
–MT.
A realização do curso atendeu plenamente a expectativa com o número
de participantes acima do esperado e o grau de participação e envolvimento
das pessoas inscritas chamou a atenção dos coordenadores e professores do
curso. A qualidade e abrangência dos temas abordados geraram ampla
satisfação entre os alunos.
2. OBJETIVOS DO CURSO
2.1. Geral
Promover a capacitação de agentes públicos e privados na produção,
coleta, manejo e comercialização de sementes de espécies florestais da
Amazônia visando aumentar a oferta de sementes atendendo a nova legislação
de sementes e mudas florestais do MAPA.
,
2.2. Específicos
Capacitar através do nivelamento de técnicos da extensão rural públicos e
privados, potencias parceiros da Rede de Sementes da Amazônia no assunto
produção, tecnologia e legislação acerca de sementes florestais nativas;
Sensibilizar o público alvo quanto a importância da semente e o uso de espécie
nativas na recuperação ambiental e sua importância na cadeia produtiva;
Dar conhecimento básico para a implantação de áreas produtoras de sementes
e a produção de mudas de espécies florestais nativas;
Difundir a Lei Brasileira de Sementes e Mudas em especial o capítulo XII que
trata da produção e comercialização de sementes e mudas de espécies
florestais;
Dar continuidade ao trabalho de capacitação que a Rede de Sementes da
Amazônia vem efetuando nos seus nove anos de existência;
Apoiar as ações do Projeto Corredores Ecológicos na recuperação de áreas
degradadas na sua região de abrangência
3. DATA E LOCAL
O curso foi realizado nos dias 16 e 17 de novembro de 2010, no
Auditório da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do
Amazonas, Manaus – Amazonas. O Auditório com capacidade para 120
pessoas onde foram disponibilizados os equipamentos audiovisual e infraestrutura de ar-condicionado, quadro branco, banheiros, bebedouros e etc.
4. VAGAS E CARGA HORÁRIA
O curso contou com a participação de 100 pessoas de diferentes
formações técnicas em ciências agrárias, biólogos, professores,
pesquisadores, viveiristas, produtores rurais, alunos de graduação e pósgraduação. O conteúdo do curso foi ministrado em dois dias consecutivos
totalizando 16 horas/aulas, entre teoria e demonstração prática de escalada
para coleta segura de sementes de espécies nativas na Amazônia.
5. DIVULGAÇÃO
Para o alcance dos objetivos e diversidade de público, a coordenação do
curso
elaborou
uma
homepage
(http://www.conhecendoamadeira.com/extras/sementes/programacao_encontro.php) e
adotou o critério de distribuição de convites às principais instituições
governamentais e não-governamentais da região, bem como, isoladamente, a
pessoas de conhecida atuação na área ambiental.
O objetivo foi o de formar uma turma eclética, com a participação não
apenas de técnicos, mas de pessoas da comunidade, ambientalistas e
estudantes das áreas afins. A divulgação foi iniciada em setembro de 2010
principalmente via e-mails. Os e-mails constavam da programação e
informações sobre inscrição e endereço da homepage anexadas a todas as
mensagens enviadas.
Foram trocadas mais de cento e vinte mensagens até a consolidação da
lista final de participantes. A demanda superou o número de vagas (100) e
algumas pessoas não puderam ter suas solicitações atendidas ou não
confirmaram sua pré-inscrição.
A coordenação dirigiu convite as principais as instituições
governamentais da região (Ibama de diferentes locais da região, Sedam,
Sema´s, Embrapa, Ceplac, DFA-AM-PA e RO, Emater, etc), prefeituras do
Estado do Amazonas, que dispõem de endereço eletrônico, a ONG´s , às
universidades UFOPA, UEA, UFAM UFRA, por meio das coordenações dos
cursos de engenharia florestal e biologia, e à entidades rurais comunitárias,
como associações rurais e comunidades indígenas e telefonemas foram feitos
diretamente às chefias dos principais órgãos do Estado, a exemplo da IbamaAmazonas, Embrapa Amazônia Ocidental, IDESAM, etc
6 INSCRITOS
Participaram do curso 84 pessoas, conforme lista consolidada (anexo 1),
na qual constam nomes completos e e-mail de todos os participantes.
7. PROGRAMA
Programação Dia 16 de novembro de 2010
Assunto
Horário
A Rede de Sementes da
Amazônia
08-08:30
Dr. Manuel Lima Jr.– Projeto
Corredores Ecológicos/ UFAM
Importância e Uso de
sementes/frutos tropicais
9:00 10:00
Dr. Daniel Gentil/UFAM
Lanche
10:00-10:15
Morfologia de sementes e
frutos de espécies nativas
10:15-11:15
Métodos de Colheita de
sementes nativas
14-15:45
Lanche
15:45-16:00
Experiência de Colheita de
sementes nativas
Beneficiamento de Sementes
Dr. Selma Ohashi/UFRA
8:30 9:00
Áreas Produtoras de Sementes
11:15-12:30
Nativas
Responsável
MSc Sheylla Fonte Pinto/ UEA
Dr. Selma Ohashi/UFRA
Eudisvam Araujo Oliveira Instrutor
de Arborismo – Coordenador da
Equipe de Instrutores do CSNAM
Silvaney Martins Sardinha - –
Biólogo da Rede de Sementes do
Portal – MT e Fausto Andrelevicius e
16:00- 17:00
Angelito Costa – Agricultores
familiares e Coletores de sementes
florestais
17-18
Dr. Manuel Lima Junior/UFAM
Programação Dia 17 de novembro de 2010
Assunto
Horário
Responsável
Germinação e dormência de
sementes Florestais
08-09
M.Sc. Geângelo Petene Calvi /INPA
Análise de Sementes de
Espécies Florestais
09-10
Dra. Márcia Figliolia/IFSP
Lanche
10-10:15
Armazenamento de sementes
10:15-12
Dr. Isolde Ferraz/INPA
Produção de mudas
14-16
Dr. Narrubia de Oliveira/UFAM
Lanche
M.Sc. Maria Aldenir/ MAPA
Lei de sementes
16-17
Dr. Selma Ohashi/UFRA
17-18
Entrega de Certificados
- Capacitados em 3 cursos na área
de Manejo e Coleta de Sementes
pela UFAM 2009.
- Capacitados Nivelamento em
Manejo de Sementes florestais/2010.
- Apresentação da cooperativa
FAS/
de Coletores de Sementes
SEBRAE/
JUMA -2010
UFAM
8. CONTEÚDO DAS PALESTRAS Manhã
8:00 - 8:30 h – Abertura
Palestra: “Rede de Sementes da Amazônia”
(Palestra proferida por Selma Toyoko Ohashi- UFRA – Coordenadora da Rede
de Sementes da Amazônia)
Resumo
A coordenadora da Rede de Sementes da Amazônia- RSA deu as boas vindas
aos presentes e saldou a presença dos Chefes das Instituições presentes
podendo citar Dr. Marcelo Bruni, representante da EMBRAPA Manaus, , Dra.
Liane Marise Representante EMBRAPA Roraima, Marta Representante da
Universidade Federal de Rondônia, Isolde Ferraz Representando o INPA,
Gloria Mello representando a Universidade Estadual do Amazonas . Em
seguida apresentou um resumo sobre a RSA e as atividades desenvolvidas
desde sua organização inicial aos dias atuais. Os objetivos e metas
alcançadas, bem como mencionadas as dificuldades encontradas e a
importância da mobilização e participação de novos parceiros sejam
institucionais e/ou pessoais. Após a exposição, foi aberto espaço para
perguntas. Houve vários questionamentos, particularmente, sobre como novas
pessoas e instituições poderiam fazer parte da Rede.
8:30 às 9:00h
Palestra : Projeto Corredores Ecológicos – MMA
(Palestra proferida por Manuel Lima Junior – UFAM – Coordenador do Projeto
Corredores ecológicos – UFAM/MMA)
Resumo
Consolidar o setor com finalidade de trazer maior capacitação e integração dos
parceiros da Rede de Sementes da Amazônia, parceiros e inscrição de áreas
de coleta de sementes e formação de coletores de sementes só viriam a
fortalecer o setor de sementes na Amazônia. Fortalecer a política de
recuperação da área do corredor da BR 174 e AM 240, e que hoje passa por
um período de franca ocupação, seria de grande valia para conservar o
corredor. Iranduba e Manacapuru, ambos no estado do Amazonas, com o corte
da floresta para produzir lenha com o objetivo de abastecer as olarias e
fábricas, foi abordado pelo MMA (2006), no planejamento estratégico plurianual
do projeto corredores ecológico, Fase II, quando diz que como conseqüência
do centro urbanos, da produção de tijolos e telhas no município de Iranduba
ajuda a aumentar a fragmentação da paisagem. Respondendo por mais de
90% de toda demanda de produtos de olaria em Manaus, particularmente
tijolos, a região compreendida pelos municípios de Manacapuru e Iranduba, ao
longo da rodovia estadual AM-070, vêm sofrendo acelerada redução de sua
cobertura florestal primária, e freqüente re-ocorrências de derrubadas em áreas
de capoeira, nos últimos 35 anos, para atender as necessidades energéticas
dos fornos das olarias e fábricas de tijolos e telhas ali instaladas. O projeto vem
fortalecer o setor no Estado e promover a recuperação na Área do Corredor
Ecológico da Amazônia Central
9:00 às 10:00h
Palestra: Importância e Uso de sementes/frutos tropicais
(Palestra proferida por Daniel Gentil - UFAM)
Resumo
Os dicionários apresentam como significado de “importância”, a qualidade de
uma coisa considerável, seja por si mesma, seja pelas consequências que
pode ter. E de “uso”, o ato ou efeito de usar; aplicação ou emprego. Logo, as
duas palavras, embora semanticamente independentes, são complementares,
pois aquilo que é usado, é apropriado pelo humano para seu usufruto e, por
isso, para ele é importante, apesar de muitas vezes não ter consciência disso.
Por outro lado, a “importância” ultrapassa as barreiras do egocentrismo
humano e diz respeito a tudo que existe no universo (ou que pelo menos
conhecemos até o momento). Tudo que existe deve ter importância, caso
contrário não existiria! Apenas nossa capacidade de entender tudo isso que
ainda é limitada... Talvez, sejam os problemas enfrentados pela humanidade
que levem a não pensar sobre a importância das coisas e do uso adequado de
cada uma delas... Em relação às sementes e frutos, é de se esperar que,
mesmo um leigo na Área de Sementes, comente ou cite pelo menos uma
importância ou uso dessas estruturas vegetais; mas, mesmos nós técnicos na
Área, procuramos desvincular a importância e o uso das questões puramente
econômicas? Diante disso, a palestra visou suscitar reflexões sobre a
importância real e o uso real e potencial de sementes e frutos tropicais. Para
isso, foi realizada uma breve retrospectiva da história das sementes/frutos na
história da humanidade, abrangendo o Australopithecus afarensis, o Homo
habilis, o H. erectus, o H. sapiens, o H. sapiens sapiens, o Neolítico, a Idade
Antiga, a Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Na
atualidade, nos trópicos e na Amazônia, a importância e o uso foram traduzidos
por brincadeiras de criança, festas, lendas, artesanato, cosméticos,
medicamentos, óleos, biocombustíveis, materiais de construção, corantes,
bebidas, sorvetes, comidas, ração animal, adubos orgânicos, propagação de
plantas, reprodução de plantas e cadeia alimentar. Por fim, a importância e uso
das sementes e frutos, como das demais coisas existente no nosso universo,
deve levar em consideração o bem estar das gerações atuais e futuras.
10:00 -10:30– Intervalo
10:30 às 11:30h
Palestra: Morfologia de sementes e frutos de espécies nativas.
(Palestra proferida por Sheylla Fonte Pinto - UEA)
Resumo
A morfologia vem oferecendo base para a identificação e para a classificação
dos vegetais, por abranger caracteres de pronta e fácil interpretação. A
morfologia de frutos e sementes, muitas vezes, fornece informações sobre o
estágio de maturação das sementes, possibilitando a definição da época da
coleta, pois a maturidade fisiológica geralmente é acompanhada por
modificações visíveis no aspecto externo dos frutos e sementes, tais como a
coloração, a textura, a forma, o tamanho e o peso, entre outros. A diversidade
morfológica de frutos e sementes constitui adaptações para dispersão destas
estruturas, por diferentes meios, e é útil como ferramenta para a caracterização
das síndromes de dispersão das espécies. O método de secagem e extração
de sementes de espécies florestais depende das características morfológicas
dos frutos, bem como de sua consistência e deiscência. Através do
conhecimento da estrutura morfológica da semente podem-se obter indicações
sobre germinação, armazenamento, viabilidade e métodos de semeadura. Bem
como a identificação de dormência, como a ocasionada pelo tegumento
impermeável, ou mesmo a causada por imaturidade do embrião.
11:30 às 12:30h
Palestra: Áreas Produtoras de Sementes Nativas.
(Palestra proferida por Selma Toyoko Ohashi- UFRA)
Resumo
A obtenção de sementes para comercialização deve seguir as normas do
Ministério da Agricultura existentes no DECRETO Nº 5.153, DE 23 DE JULHO
DE 2004. Para tanto no curso foram abordadas as seguintes categorais de
sementes: identificadas, selecionadas, qualificadas e testadas. A categoria de
sementes identificadas pode ser obtida através das seguintes unidades de
produção de sementes: Área de Coleta de Sementes - ACS: população de
espécie vegetal, nativa ou exótica, natural ou plantada, caracterizada em
termos geográficos e ambientais, onde são coletadas sementes ou outro
material de propagação, e que se constitui de Área Natural de Coleta de
Sementes - ACS-NS, Área Natural de Coleta de Sementes com Matrizes
Marcadas - ACS-NM, Área Alterada de Coleta de Sementes - ACS-AS, Área
Alterada de Coleta de Sementes com Matrizes Marcadas - ACS-AM. Na
categoria selecionada as sementes podem ser obtidas de Área de Coleta de
Sementes com Matrizes Selecionadas - ACS-MS que se constitui de população
de espécie vegetal, nativa ou exótica, natural ou plantada, caracterizada em
termos geográficos e ambientais, onde são selecionadas matrizes destinadas a
coleta de sementes ou outro material de propagação. Para a categoria
qualificada, as sementes podem ser obtidas de populações e matrizes
selecionadas e isoladas contra pólen externo e manejadas para produção de
sementes, para esta categoria são utilizadas as seguintes unidades produtoras:
Área de Produção de Sementes – APS, Pomar Clonal de Sementes Clonal –
PSC; Pomar de Sementes por Mudas – PSM. Para a categoria testada o
material de propagação deve ser coletado de matrizes selecionadas
geneticamente, com base em testes de progênie ou testes aprovados pela
entidade certificadora ou pelo certificador para a região bioclimática
especificada, em área isolada contra pólen externo.
Tarde
14:00 às 15:45h
Palestra: Métodos de Colheita de sementes nativas.
(Palestra proferida por Eudisvam Araujo Oliveira Instrutor de Arborismo –
Coordenador da Equipe de Instrutores do Centro de Sementes de Espécies
Nativas do Amazonas -CSNAM)
Resumo
Houve a participação da Rede Sementes do Portal com apresentação dos
trabalhos realizados no norte do estado de mato grosso com coleta de
sementes florestais. A Amazônia hoje devastada, deve ser restaurada e para
isso há um elemento essencial: Sementes nativas florestais, sem elas essa
meta não será atingida. Dentro deste contexto a rede sementes do portal atua
em sete municípios: Apiacas; Alta Floresta; Carlinda; Nova Canãa do Norte;
Nova Guarita, Terra Nova do Norte e Matupá. Território da Cidadania Portal da
Amazônia, Amazônia meridional com o trabalho de coleta de sementes
florestais. O elo mais importante da rede são os coletores e são compostos por
agricultores familiares, índios da etnia Terena e trabalhadores acampados sem
terra, incluindo jovens, adultos, idosos, homens e mulheres capacitados para o
planejamento, coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de forma
coletiva. A rede semente do Portal aposta nas sementes como instrumento de
organização, geração de conhecimento e renda. Coletar sementes florestais
um termo apropriado para os povos do campo e da floresta. Após coletadas e
beneficiadas as sementes são guardadas nas casas de sementes: espaço
comunitário de armazenamento. Na casa de semente se faz a triagem e
estocagem das sementes, com controle da qualidade coletivo. Tendo em vista
que o setor de sementes florestais na Amazônia deve crescer de forma a
atender diversos setores que necessitam de sementes para as mais diversas
finalidades, houve a necessidade da difusão de técnicas de coleta que
promovam a produção destas sementes com qualidade em conjunto com a
segurança dos coletores de sementes envolvidos no processo. A Equipe de
Instrutores do Centro de Sementes de Espécies Nativas do Amazonas –
CSNAM vem realizando cursos de capacitações em Coleta de Semente para
que os futuros coletores possam desenvolver as atividades com segurança e
conhecimentos técnicos para se produzir um bom lote de semente. O Curso é
dividido em duas etapas: Técnicas de Manejo de Sementes e a Coleta de
Semente com Técnicas de Escalada e Rapel. Com isso a equipe de instrutores,
cumpri com o seu principal objetivo que é o fortalecimento e a capacitação de
coletores que futuramente vem contribuir no abastecimento do CSNAM.
Palestra: Colheita de sementes nativas efetuada por Agricultores
Familiares - MT
(Palestra proferida por Silvaney Martins Sardinha – Biólogo e Consultor da
Rede de Sementes do Portal – MT e participação especial dos agricultores
familiares - Fausto Andrelevicius e Angelito Costa - Coletores de sementes
florestais da Rede de Sementes do Portal)
Resumo
Houve a participação da Rede Sementes do Portal com apresentação dos
trabalhos realizados no norte do estado de Mato Grosso com coleta de
sementes florestais. A Amazônia hoje devastada deve ser restaurada e para
isso há um elemento essencial: Sementes nativas florestais, sem elas essa
meta não será atingida. Dentro deste contexto a rede sementes do portal atua
em sete municípios: Apiacas; Alta Floresta; Carlinda; Nova Canãa do Norte;
Nova Guarita, Terra Nova do Norte e Matupá. Território da Cidadania Portal da
Amazônia, Amazônia meridional com o trabalho de coleta de sementes
florestais. O elo mais importante da rede são os coletores e são compostos por
agricultores familiares, índios da etnia Terena e trabalhadores acampados sem
terra, incluindo jovens, adultos, idosos, homens e mulheres capacitados para o
planejamento, coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de forma
coletiva. A rede semente do Portal aposta nas sementes como instrumento de
organização, geração de conhecimento e renda. Coletar sementes florestais
um termo apropriado para os povos do campo e da floresta. Após coletadas e
beneficiadas as sementes são guardadas nas casas de sementes: espaço
comunitário de armazenamento. Na casa de semente se faz a triagem e
estocagem das sementes, com controle da qualidade coletivo.
15:45 às 16:00h - Intervalo
16:00 às 18:00h
Palestra: Beneficiamento de Sementes Nativas.
(Palestra proferida por Manuel Lima Junior - UFAM)
Resumo
Beneficiamento de sementes é a operação efetuada mediante meios
físicos, químicos ou mecânicos com o objetivo de aprimorar a qualidade de um
lote de sementes, compreendendo, respeitadas as particularidades das
espécies, as etapas de: recepção, pré-limpeza, secagem, armazenamento,
limpeza, transporte, classificação, tratamento, embalagem, amostragem,
pesagem e identificação. O beneficiamento é o estágio essencial da tecnologia
de sementes relativa à produção de alta qualidade. Beneficiamento é, portanto,
um conjunto de operações que têm a finalidade de melhorar a pureza e o
padrão de sementes, além de ajudar a preservar seu poder germinativo,
resguardando-a contra o ataque de pragas e doenças. O objetivo do
beneficiamento de frutos e de sementes é promover a limpeza, apresentando
sementes puras de alta qualidade fisiológica (poder germinativo), de fácil
manejo e armazenamento durante os processos que sucedem, tais como: prétratamento, transporte e semeadura. O presente nivelamento prevê abordar
todos os aspectos que visam eliminar as impurezas com finalidade de garantir
técnicas e procedimentos para manter a viabilidade dos lotes de sementes de
espécies florestais.
2º dia
Manhã
8::00 às 10:00h
Palestra: Germinação e dormência de sementes Florestais
(Palestra proferida por Geângelo Petene Calvi /Doutorando do INPA)
Resumo
. A germinação das sementes é a retomada do crescimento do embrião,
que se inicia com a embebição e termina com a protrusão de qualquer parte do
embrião (geralmente a radícula; critério fisiológico) ou com a formação da
plântula (critério tecnológico). Vários fatores podem influenciar o processo de
germinação, podendo ser estes, inerentes ao ambiente ou às sementes.
Referente ao ambiente os fatores mais determinantes à germinação são a
temperatura e luz, porém, a germinação também não ocorrerá, ou será
retardada, sob condições inadequadas de água e oxigênio. Com relação às
necessidades térmicas, há uma grande variação entre as espécies. Algumas
sementes germinam melhor em temperatura constante (por exemplo,
Jacaranda copaia - caroba). Porém, no ambiente natural as flutuações de
temperatura, relativas aos períodos diurnos e noturnos, podem ser
significativas; assim, algumas espécies exigem temperaturas alternadas
(termoperíodo) para a germinação das sementes. A luz, embora não seja
considerada limitante à germinação, já que as sementes possuem todas as
reservas necessárias para a germinação e desenvolvimentos da plântula
existem algumas sementes que germinam somente na presença de luz,
chamadas de sementes fotoblásticas positivas e outras que somente germinam
no escuro, chamadas fotoblásticas negativas. Estas exigências são
classificadas como dormência e, neste caso, a presença ou ausência de luz
são vistas como fatores que superam a dormência. Entretanto, a maioria das
espécies produz sementes que são fotoblásticas neutras e germinam na
presença ou na ausência de luz. Existem também fatores inerentes às
sementes que impedem ou retardam a germinação, quase sempre
responsáveis por algum tipo de dormência nas sementes. Considera-se uma
semente dormente, quando ela não germina, apesar das condições adequadas
de água, oxigênio e temperatura para a germinação. Em linhas gerais, o tipo de
dormência pode ser definido por três aspectos: pela sua causa (fisiológica,
morfológica, física, química ou mecânica), pela definição do local (endógeno no
embrião ou exógeno em estruturas fora do embrião, como endosperma,
perisperma, tegumento ou pericarpo), e pela definição do momento em que a
dormência se manifesta na dispersão (primária) ou após a dispersão
(secundária). As sementes podem apresentar um ou mais tipos de dormência.
O entendimento da causa dos diferentes tipos de dormência é primordial para
sua correta superação, como por exemplo: Dormência fisiológica relacionado aos processos fisiológicos que bloqueiam o crescimento do
embrião. Apesar de fisicamente estruturado e completo, a semente não
germina por razões diversas localizadas no próprio embrião. Dormência física
- causada pela impermeabilidade do tegumento à água. Estas sementes não
embebem em contato com água e continuam duras. Para que a germinação
seja alcançada, é necessário permitir a embebição da semente, que pode ser
feita com a retirada de parcial ou total do tegumento. Dormência mecânica causada por estruturas externas do embrião que impedem mecanicamente a
sua expansão e, consequentemente, a protrusão da radícula. Desta forma,
para a superação deste tipo de dormência, é necessário o rompimento ou
enfraquecimento dessa barreira, de modo que o embrião consiga se expandir.
Dormência morfológica- ocorre quando as sementes são dispersas com o
embrião morfologicamente imaturo. Esse tipo de dormência é também
conhecido como imaturidade do embrião ou embrião rudimentar. Para que a
semente germine, é necessário um determinado período de tempo até que o
embrião alcance maturidade. Dormência química - é causada por compostos,
geralmente solúveis em água, que inibem a germinação. Desta forma, a
lavagem das sementes em água corrente, pode ser um método eficiente para a
superação da dormência.
10:00 às 10:15h – Intervalo
10:15 às 11:15h
Palestra : Análise de Sementes de Espécies Florestais
(Palestra proferida por Márcia Figliolia - IFSP)
Resumo
A análise de sementes deve ser efetuada de acordo com métodos e padrões
estabelecidos e que atenda as necessidades ecológicas para germinação de
uma espécie. Desta maneira no curso foram abordados os fatores que podem
influenciar na análise de sementes como temperatura, substrato, luz entre
outros aspectos e que estes devem assegurar resultados seguros, precisos,
uniformes e confiáveis. Para tanto é necessário desenvolver para a as
espécies nativas padrões para análise de sementes e métodos mais rápidos e
eficientes. A nossa grande biodiversidade, as características ecológicas de
cada uma, aliado ao processo demorado de germinação, que ocorre em grande
parte das sementes das espécies nativas devido a dormência, torna a definição
dos padrões de análise um grande desafio para a pesquisa em sementes
nativas.
10:00 -10:15– Intervalo
10:15 às 12:00h
Palestra: Armazenamento de sementes.
(Palestra proferida por Isolde D. K. Ferraz –INPA)
Resumo
O armazenamento visa assegurar sementes de boa qualidade para o momento
oportuno de plantar, além disso, pode otimizar as coletas e reduzir custos. O
armazenamento sob condições específicas pode visar também a conservação
do material genético. Existem, em princípio, dois grupos de sementes com
exigências distintas para fins de armazenamento. Sementes tolerância ao
dessecamento e congelamento podem ser armazenadas por longos períodos,
ao contrário das sensíveis ao dessecamento, que são de difícil armazenamento
e podem ser guardadas somente por poucos dias, semanas ou meses. Estimase que mais do que 50% das árvores tropicais possuem sementes de difícil
armazenamento. O manuseio diferenciado para aumentar a longevidade de
cada grupo de sementes foi abordado. Em caso de falta de conhecimento
prévio foram explicados métodos para classificar as sementes
experimentalmente, por testes diretos e indiretos, e como podem ser evitados
erros metodológicos nesta classificação. Quando uma classificação
experimental não é possível, uma previsão das exigências das sementes pode
ser feita baseada em algumas características morfológicas, taxonômicas e
ecológicas. A palestra finalizou indicando endereços eletrônicos onde podem
ser encontradas informações de espécies nativas do Brasil na Internet.
Tarde
14:00 às 15:00h
Palestra: Produção de mudas.
(Palestra proferida por Narrúbia de Oliveira - UFAM)
Resumo
Entende-se como viveiro florestal, aquela área onde são concentradas todas as
atividades de produção de mudas, devendo a mesma ser de qualidade para
não comprometer o plantio.A escolha do local deve constituir-se no primeiro
cuidado para a instalação de um viveiro. Os principais aspectos que devem ser
considerados na escolha do local para instalar um viveiro são: facilidade de
acesso, suprimento de água, distância do mercado consumidor, facilidade de
obtenção de mão de obra, topografia da área, tipo de solo, histórico de uso da
área, condições ambientais e possibilidade de expansão. No dimensionamento
dos canteiros deve-se observar principalmente a largura dos mesmos, sendo
que esta deve situar-se entre 0,80m – 1,20m. A profundidade da semeadura e
a posição da semente no local onde a mesma é semeada, seja na sementeira
ou diretamente nos recipientes, são aspectos a serem considerando visando
produzir mudas com qualidade. A qualidade da muda também está relacionada
a qualidade da semente. Mudas oriundas de APS provavelmente tenha uma
melhor qualidade do que as oriundas de ACS. Durante o manejo das mudas no
viveiro, são realizadas atividades culturais tais como capina manual, dança.
Deve-se observar o sombreamento adequado para cada espécie. A rustificação
da muda, antecedendo a expedição da mesma, é um procedimento importante
que deve ser adotado pelo viveirista, no sentido de preparar as mudas para
enfrentar as condições adversas de campo, sendo que a rustificação envolve a
exposição paulatina das mudas a incidência solar direta, quando estas são
produzidas em ambientes sombreados e a leve stress hídrico.
15:45 às 16:00h - Intervalo
16:00 às 17:00h
Palestra: Lei Brasileira de Sementes e Mudas
(Palestra proferida por Maria Aldenir - MAPA e Selma Toyoko Ohashi- UFRA)
Resumo
A Lei brasileira de sementes e mudas (Lei nº 10.711/2003) instituiu Sistema
Nacional de Sementes e Mudas (SNSM), que visa garantir a identidade e a
qualidade de todo material propagativo comercializado e utilizado no território
nacional. O SNSM compreende as atividades relacionadas ao registro nacional
de sementes e mudas, o registro nacional de cultivares, a produção,
certificação, análise e comercialização de sementes e mudas, além da
fiscalização da produção, do beneficiamento, da amostragem, da análise,
certificação, do armazenamento, do transporte e da comercialização das
sementes e mudas. Segundo a lei, as pessoas físicas e jurídicas que exerçam
as atividades de produção, beneficiamento, embalagem, armazenamento,
análise, comércio, importação e exportação de sementes e mudas serão
obrigadas a se inscreverem no Renasem. O Ministério da Agricultura Pecuária
e Abastecimento – MAPA é o órgão responsável por estabelecer os
mecanismos de coordenação e execução das atividades previstas na
legislação, como também o credenciamento de pessoas físicas e jurídicas que
operam nesse setor. No Curso foi abordado, de maneira prática, como as
pessoas interessadas em produzir ou comercializar sementes e mudas devem
proceder para se integrar e se legalizar perante o SNSM.
17:00 às 18:00h
Encerramento : Entrega de Certificados, Apresentação da cooperativa de
Coletores de Sementes JUMA -2010
8. EQUIPE DE APOIO
Centro acadêmico de Engenharia Florestal – UFAM
Centro de Sementes de Nativas do Amazonas- CSNAM
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A coordenação avalia que os objetivos do curso foram plenamente
alcançados, superando as expectativas, no que diz respeito à participação e
mobilização social. As pessoas declararam satisfação e muito interesse em
multiplicar os conhecimentos e práticas adquiridas. Houve uma forte interação
do grupo, cujo principal traço foi o seu caráter eclético e o grau de empatia. No
encerramento do curso, houve espaço para que todos se pronunciassem,
alunos, instrutores e equipe de coordenação. Várias foram às manifestações
com elogios ao conteúdo e modelo de curso oferecido. O curso, com apoio e
participação ativa do Centro Acadêmico através de registros fotográficos,
manuseio dos equipamentos, elaboração e manutenção da página,
recebimento e organização dos inscritos entre outras atividades. A participação
do Centro acadêmico foi fundamental para o sucesso do evento.
10. Realização
RH Turismo
Anexo 1
INSCRIÇÕES CONSOLIDADAS
I CURSO DE NIVELAMENTO EM MANEJO DE SEMENTES DE ESPÉCIES
NATIVAS – MANAUS – AMAZONAS – NOVEMBRO DE 2011.
Número
1
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6
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8
9
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18
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27
28
29
30
31
32
33
34
35
Participante
Alcilene de Araujo Paula
Aldilane Mendonca da Silva
Alex-sandra Farias de Almeida
Aline Cristina C. Silva
Ana Carolina de Souza dos Santos
Ana Maria Freitas Matos
Andressa de Oliveira Lopes
Angela Maria da Silva Mendes
Angelito Pereira da Costa
Antonieta de Souza Braga
Ariane Mendes Oliveira
Breno Pinto Rayol
Carlos Sergio Pessoas Nogueira
Caroline Yoshida Kawkami
Clayton Rodrigo
Cristina Santos da Silva
Daniel Felipe de Oliveira Gentil
Daniel Ferreira Campos
Danielly Ferreira de Araujo
Derick de Lima Farias
Dilma Carolina Albuquerque Lima
Diogo Siqueira Bruce
Edilingles P. Vieira
Edmilson Rodrigues
Etelvino Rocha Araujo
Eudisvam Araujo Oliveira
Evelly Sevalho Bentes
Fabiola Viana de Almeida
Fausto Andrelevicius
Fernando Matias
Filipe Eduardo Danielli
Francisco Itamar G. Melgueiro
Frank Correa Ferreira
Gabriel C. Carreiro
Geangelo Petene Calvi
E-mail
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
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76
77
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79
80
81
Gesiney da Silva Pinto
Geycyane Silva de Souza
Giliard Vieira da Silva
Gustavo Naressi de Azeredo
Ivine Nara Lobato Santos
Izabel Barbosa Lima
Jackeline Nascimeto de Lira
Jaqueline Dranka
Jose Aragao Cardoso Neto
Jose Augusto Figueira da Silva
Jose Hamilton de O. Braga
José Ribamar da Silva Pinto
Juliane Dias de Almeida
Kelthon Jhon dos Passos Ferreira
Leonardo Ribeiro da Silva
Luis Gonzaga Lopes do N. Junior
Manoel Paulino da Costa Filho
Manoela Meyersieck Jardim
Marcel dos Santos Leao
Marcely Cristine Andrade da Silva
Marcia Carla Ribeiro de Oliveira
Marcilio Paschoalino
Marcos Hervé Pinheiro Junior
Marcos Roberto Carreira Rocha
Maria Astrid Rocha Liberato
Maria de Fatima Figueireido Melo
Maria do Socorro S. da Mota
Maria Elizabeth de Assis Elias
Marilane Nascimento Irmão
Marta Silvana Volpato Sccoti
Michele Maria Lopes Moreira
Moacir Muniz de Souza
Narrúbia de Oliveira Almeida
Nonato Junior Ribeiro dos Santos
Pedro Henrique Luniére Porto
Rafael Bentolila
Rafael Goncalves de Oliveira
Railma Pereira Moraes
Raimundo Almeida Moreira Filho
Raimundo Cajueiro Leandro
Raylton dos Santos Pereira
Renata Reis de Carvalho
Robson Disarz
Roniscley Pereira dos Santos
Sheylla Fontes Pinto
Silvaney Martins Sardinha
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82
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84
Wanda Lemos Paixão Nogueira
Selma Ohashi
Maria Aldenir Mota de Brito
[email protected]
[email protected]
[email protected]
ANEXO 2
RELATÓRIO FOTOGRÁFICO
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I CURSO DE NIVELAMENTO EM MANEJO DE