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PROJETO DE INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE: A ENFERMAGEM
NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EDUCANDO PARA O
MANEJO ADEQUADO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Oliveira, Soreny Martins1
Lacerda, Juliana Nunes2
Araújo, Paula Roberta Silva3
Batista, Nancy Nay Leite de Araújo Loiola4
Canuto, Mary Ângela de Oliveira5
Lima, Sandra Cecília de Souza6
INTRODUÇÃO: A Enfermagem é uma das profissões da área da saúde cuja
essência e especificidade é o cuidado ao ser humano individualmente, na família
ou na comunidade, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção de
doenças, recuperação e reabilitação da saúde, atuando em equipes, há muito
tempo se preocupa com a questão do meio ambiente, isto pode ser observado
desde os tempos de Florence Nightingale, que enfatiza a importância de um
ambiente limpo para a não proliferação de doenças e uma melhor qualidade de
vida
(2)
.Com base nisso a enfermagem no Programa Saúde da Família (PSF)
executa ações de orientação das comunidades quanto à questão da degradação
ambiental, no qual o agente causador é sempre o homem. A idéia central da
prática de enfermagem orientada para a comunidade é que a intervenção de
enfermagem possa promover o bem-estar, reduzir a disseminação de doenças e
melhorar o estado de saúde da comunidade. A educação ambiental é um
processo de intervenção nas condições sociais, que tem função transformadora.
Nesse sentido, não pode se pautar apenas na transmissão dos recentes
conhecimentos da ecologia, e sim colocar-se como uma estratégia de reflexão
mais ampla, como exemplo ”não jogar lixo na rua, cuidar das plantas, não
desperdiçar água, reciclar o lixo e preservar os recursos naturais”(3). Essa
problemática envolve a participação dos cidadãos priorizando as relações
Graduanda do 5º período de Enfermagem da FACE. Email: [email protected].
Graduanda do 5º período de Enfermagem da FACE
3
Graduanda do 5º período de Enfermagem da FACE
4
Mestre em Enfermagem. Professora da FACE e FSA.
5
Graduanda do 9º período de Enfermagem da UFPI.
6
Especialista em Enfermagem. Professora da FACE.
1
2
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políticas, econômicas, sociais e culturais que influenciam decisivamente a relação
entre a humanidade e a natureza, vale ressaltar então que esse processo é uma
transformação em longo prazo. A criação das cidades e a crescente ampliação
das áreas urbanas têm contribuído para o crescimento de impactos ambientais
negativos. No ambiente urbano, determinados aspectos culturais como o
consumo de produtos industrializados e a necessidade da água como recurso
natural vital à vida, influenciam como se apresenta o ambiente. Os costumes e
hábitos na produção de resíduos pelo exacerbado consumo de bens materiais
são responsáveis por parte das alterações e impactos ambientais. Atualmente, a
maior parte das pessoas habita ambientes urbanos. Dados apresentados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2004) indicam que, no
Brasil, mais de 80% das pessoas são moradores urbanos. A acelerada
urbanização e crescimento das cidades, especialmente a partir de meados do
século XX promoveram mudanças fisionômicas no Planeta, mais do que qualquer
outra atividade humana. A população do Brasil apresenta a mesma tendência
mundial de ocupação ambiental, ou seja, opta pelo ecossistema urbano como lar.
A transformação do Brasil de país rural para urbano ocorreu segundo um
processo predatório em essência, com acentuada exclusão social de classes da
população menos privilegiada que, por não terem condições de aquisição de
terrenos em áreas urbanas estruturadas, ocupam, em sua maioria, terrenos que
deveriam ser protegidos para preservação das águas, encostas, fundos de vale
entre outros". A cultura de um povo ou comunidade caracteriza a forma de uso do
ambiente, no ambiente urbano, os costumes e hábitos implicam na produção
exacerbada de lixo e a forma com que esses resíduos são tratados ou dispostos
no ambiente, gera intensas agressões aos fragmentos do contexto urbano, além
de afetar regiões não urbanas. O consumo cotidiano de produtos industrializados
é responsável pela contínua produção de lixo. A produção de lixo nas cidades é
de tal intensidade que não é possível conceber uma cidade sem considerar a
problemática gerada pelos resíduos sólidos, desde a etapa da geração até a
disposição final. Nas cidades brasileiras, geralmente esses resíduos são
destinados a céu aberto. Lixo é uma palavra latina (lix) que significa cinza,
vinculada às cinzas dos fogões, é "aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua
e se joga fora; entulho. Tudo o que não presta e se joga fora. Sujidade, sujeira,
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imundície. “Coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor”.(4) É inevitável a geração de
lixo nas cidades devido à cultura do consumo. A problemática ambiental gerada
pelo lixo é de difícil solução e a maior parte das cidades brasileiras apresenta um
serviço de coleta que não prevê a segregação dos resíduos na fonte. É comum
observar-se hábitos de disposição final inadequados de lixo. Materiais sem
utilidade se amontoam indiscriminada e desordenadamente, muitas vezes em
locais indevidos como lotes baldios, margens de estradas, fundos de vale e
margens de lagos e rios. As atividades cotidianas condicionam o morador urbano
a observar determinados fragmentos do ambiente e não perceber situações com
graves impactos ambientais condenáveis. Casos de agressões ambientais como
poluição visual e disposição inadequada de lixo refletem hábitos cotidianos em
que o observador é compelido a conceber tais situações como "normais". Andar
pela cidade e contemplar os fragmentos habituais – regiões do ambiente urbano
que compõem esse ecossistema – permite observar paisagem que retrata hábitos
edificados temporal e culturalmente. Muitos são visíveis e se apresentam no
mosaico de possibilidades da cena urbana. No entanto, nem sempre tais
circunstâncias são percebidas e o morador local, pela vivência cotidiana habitual,
não reflete sobre o contexto onde vive. OBJETIVO: Intervir na comunidade
educando para o manejo adequado de resíduos sólidos; estimular a comunidade
para coleta e destino adequado do lixo. METODOLOGIA: O presente trabalho
refere-se a uma experiência de estágio nas comunidades do Poti Velho e
Mafrense II - Teresina/PI realizadas pelos docentes e discentes da disciplina
Saúde ambiental do curso de enfermagem. Foram realizadas visitas domiciliares
com o intuito de averiguar a disposição dos resíduos sólidos das famílias e
orientar quanto ao manejo adequado do lixo. A atividade foi realizada no período
de fevereiro a março de 2009. RESULTADO: As famílias forma orientadas quanto
ao manejo e destino adequado do lixo, havendo a coleta de uma grande
quantidade de resíduos, que foi recolhida pelo serviço de saneamento da
prefeitura, melhorando o aspecto das referidas comunidades. CONCLUSÕES: É
de suma importância o trabalho educativo da enfermeira do PSF em relação ao
manejo adequado do lixo pelas comunidades por ele assistida para que haja uma
percepção pela população, pois muitas agressões ambientais no espaço urbano
são perceptíveis, enquanto outras não são tão evidentes, mesmo que intensas. A
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percepção, atitudes e valores são fundamentais quando se busca soluções de
determinadas agressões ambientais.
Descritores: Resíduos Sólidos; Programa de Saúde da Família; Enfermagem;
Educação Ambiental.
Referências:
1. Del Rio V. Cidade da mente, cidade real: percepção ambiental e evitalização na
área portuária do Rio de Janeiro. In: Percepção Ambiental: a experiência
brasileira. São Carlos: Studio Nobel: Universidade Federal de São Carlos, 1999,
p. 3-22.
2. Lynch K. A imagem da cidade. Tradução de Jefferson Luiz Camargo.
São Paulo: Martins Fontes, 1999.
3. Nightingale F. Notas sobre a enfermagem: o que é e o que não é. Trad. de
Amália Correa de Carvalho. São Paulo: Cortez; 1989.
4. Costela MS. Educação no instrumento de mudança social. In: Vargas HR.
Novos instrumentos de gestão ambiental urbana. 2003.
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61o. Congresso Nacional de Enfermagem