ANO
1
Publicação dos Despachos
da Junta Comercial
do Estado do Rio de Janeiro
| PÁGINAS 4 e 5 |
www.jgn.com.br
Câmbio (R$)
Dólar / BC Compra
Venda
Paralelo
1,68
1,79
Comercial
1,606
1,608
Turismo
1,62
1,723
Euro / BC
2,284
2,287
Ouro (R$)
Grama
Variação
78,500
+ 0,26%
Blue Chips
BMF Bovespa
Bradesco
Gerdau
Itaú Unibanco
Petrobras
Sid Nacional
Vale
ON
PN
PN
PN
PN
PN
PNA
2ª Fase
Ano II
Edição nº 324
1ª Fase
1875 a 1942
%
+ 1,72
+ 0,80
- 0,65
- 0,21
- 0,94
Estável
+ 0,12
Economia
O presidente do
Banco Nacional de
Desenvolvimento
Econômico e Social
(BNDES), Luciano
Coutinho, disse ontem
que a instituição deverá
reduzir a concessão de
financiamentos neste
ano em cerca de R$ 30
bilhões. | PÁGINA 3 |
Mundo
O presidente com
mandato vencido da
Costa do Marfim, Laurent
Gbagbo, permanecia
ontem entrincheirado
dentro da residência
presidencial. Apesar de
insistir que ganhou a
eleição, ele sinalizou
que poderá deixar o
poder. | PÁGINA 9 |
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
R$ 1,00
)DWXUDPHQWRGDVHPSUHVDV
IRLUHFRUGHQRDQRSDVVDGR
Estudo mostra que expansão de 11,3% superou a de 2007 (8,4%). Rentabilidade subiu 10,3%
Pesquisa divulgada ontem pela Serasa
Experian mostra que a evolução do faturamento geral das empresas foi recorde no ano
passado, com 11,3% de crescimento, superando o ano de 2007, quando houve alta de
8,4% . A rentabilidade atingiu 10,3%, o melhor resultado desde 2007 (9,7%).
Segundo técnicos da companhia de análise de crédito, as empresas foram beneficiadasem 2010 pelo cenário favorável de
emprego e renda da população, além da
expansão do crédito, que proporcionaram a
elevação do consumo interno.
A maior margem de lucros no ano passada foi verificada no setor de serviços
(14,1%), seguido por indústria (12,7%) e comércio (4,3%). O levantamento verificou o
desempenho de 1.155 empresas desses três
setores da economia de portes grande, médio e pequeno, tanto de capital aberto como
de capital fechado.
Outra pesquisa da Serasa Experian mostrou que o número de falências requeridas
por empresas no Brasil chegou a 172 em
março, um aumento de 28,4% em comparação com fevereiro. O resultado representa a
5RJHU$JQHOOL
VRIUHXPDGXSOD
GHUURWDQD9DOH
terceira alta mensal consecutiva.
Segundo o levantamento, as recuperações
judiciais requeridas pelas empresas também
cresceram: foram 48 pedidos em março, alta
de 50% ante o mês anterior. Já o número de
falências decretadas caiu de 64 em fevereiro
para 53 em março.
Outro estudo, realizado pela consultoria
Economatica, aponta que o lucro das empresas brasileiras de capital aberto cresceu
39,8% em 2010, para R$ 190 bilhões, ante R$
135,9 bilhões no ano anterior. O estudo reuniu dados de 305 companhias. | PÁGINA 3 |
Arquivo / ABr
Além de ser obrigado a se render na
campanha para permanecer no comando da
Vale, Roger Agnelli não conseguiu fazer de
um de seus aliados o sucessor, sofrendo, assim, uma dupla derrota no processo que culminou com sua substituição na presidência
da mineradora.
Já Murilo Ferreira, que assume oficialmente a presidência a partir de 22 de maio,
iniciou a gestão Agnelli como um de seus homens de confiança e deixou a Vale como mais
um desafeto, depois de um período de desgaste com o executivo, de quem discordou
radicalmente da decisão de insistir na aquisição da Xstrata. A compra da anglo-suíça
acabou não ocorrendo. | PÁGINA 6 |
Daniel Raizman
&RQWUROHGH
Questão
FDSLWDLVMip
de Justiça DFHLWRSHOR)0,
A resistência das Forças
Armadas à criação da
Comissão da Verdade
coloca em evidência
a falta de maturidade
das instituições.
Transcorridos mais
de 20 anos da volta
da democracia, ainda
não aceitam falar do
passado. | PÁGINA 8 |
Em frente ao Congresso, índios protestam em fevereiro contra a construção de Belo Monte
*RYHUQRUHDJHDSHGLGRV
GD2($VREUH%HOR0RQWH
O FMI legitimou a adoção de controle
de ingresso de capital. O texto de um documento divulgado ontem recomenda, nas entrelinhas, a adoção da medida com cautela
e como último recurso. Ainda assim, foram
toleradas como “ferramentas” nos casos de
economias emergentes sujeitas à sobrevalorização de suas moedas, desde que os controles não discriminem o investimento nacional
do estrangeiro. O Brasil atende ao primeiro
quesito, mas não respeita o segundo.
O documento mostrou-se parcial, ao se
concentrar nos países receptores de capitais
e poupar as economias responsáveis pela geração dessa massa de recursos, como os EUA,
de uma avaliação mais profunda. | PÁGINA 3 |
O Ministério das Relações Exteriores respondeu ontem à solicitação da Organização
dos Estados Americanos (OEA) que pede a
suspensão do processo de licenciamento da
Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu
(PA). O governo disse ter recebido com “perplexidade” a recomendação e considera as
orientações “precipitadas e injustificáveis”.
“O governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”, diz a nota do Itamaraty. “O governo
brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) soli-
$XPHQWDRPHGR
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3URFRQLQWLPD
2UoDPHQWRSRGH
FDXVDUSDUDOLVDomR /LJKWSRUFDXVD
GRJRYHUQR2EDPD GHH[SORV}HV
| PÁGINA 2 |
| PÁGINA 5 |
cita que sejam adotadas”, acrescenta.
Em cinco parágrafos, o Itamaraty conta
o histórico de Belo Monte, lembrando que
o processo de licitação foi autorizado pelo
Congresso Nacional, em 2005, com base em
estudos técnicos de ordem econômica e ambiental. Também ressalta que houve consulta
a órgãos, como a Funai e o Ibama.
O diretor-geral da Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner,
também considerou descabido o pleito da entidade. “Não sei o que a OEA tem a ver com
o processo de licenciamento de Belo Monte”,
afirmou. | PÁGINA 2 |
| PÁGINA 8 |
2
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
ECONOMIA
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Organização quer a suspensão imediata do processo de licenciamento da usina hidrelétrica
Elza Fiúza / ABr
Lisandra Paraguassu e
Karla Mendes.
Da Agência Estado
O governo brasileiro recebeu
com “estarrecimento”, “perplexidade” e considerou “injustificáveis” as solicitações da Organização dos Estados Americanos (OEA)
no sentido para suspensão imediata do processo de licenciamento da
Usina Hidrelétrica de Belo Monte,
no Rio Xingu, no Estado do Pará,
sob a alcunha de “garantir a vida e
a integridade pessoal dos membros
dos povos indígenas” supostamente ameaçados pela construção da
usina. A OEA, em nome da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), requer também que
seja impedida a execução de qualquer obra até que sejam cumpridos
vários requisitos.
Entre os requisitos consta a
obrigação de realização processos
de consulta, de acordo com a Convenção Americana de Direitos Humanos e a jurisprudência do sistema americano, com o objetivo de
se chegar a um acordo em relação
aos pleitos das comunidades indígenas que vivem na região onde
será erguido o empreendimento.
Outro pleito é a disponibilização dos estudos de impacto
ambiental aos índios, e a adoção
de medidas “vigorosas e abrangentes” para proteger a vida e
a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas e para
prevenir a disseminação de epidemias e doenças.
A entidade também solicitou
que o governo apresente as informações sobre o cumprimento das
medidas adotadas no prazo de 15
dias. O documento, datado de 1º
de abril, é assinado pelo secretá-
Hubner: “Processos foram cumpridos com rigor”
rio executivo Santiago A. Canton.
Nota dura - Em uma nota
dura, que foge ao seu tom, o Itamaraty criticou a OEA no que foi
considerada uma interferência
indevida em assuntos nacionais.
“O governo brasileiro, sem minimizar a relevância do papel que
desempenham os sistemas internacionais de proteção dos direitos
humanos, recorda que o caráter
de tais sistemas é subsidiário ou
complementar, razão pela qual
sua atuação somente se legitima
na hipótese de falha dos recursos
de jurisdição interna”, diz o texto.
A nota lembra que Belo Monte teve sua construção autorizada pelo Congresso e passou por
inspeções e estudos de impac-
to ambiental tanto pelo Ibama
quanto pela Funai e o governo
tem atuado para responder às
“demandas existentes” por parte das populações indígenas. “O
Governo brasileiro considera as
solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”.
No Itamaraty, o pedido da OEA
foi considerado “totalmente descabido” e essa interpretação deu
o tom do texto. Não havia como,
explicam os diplomatas, simplesmente dar a resposta padrão de
que o pedido havia sido recebido
e seria analisado. “Estamos acompanhando com muito rigor a situação das populações indígenas,
sabemos da sua importância. Não
precisamos da OEA para nos dizer
o que fazer. Foram feitas várias
ações internas e ainda são feitas
consultas”, disse o porta-voz do
Itamaraty, ministro Tovar Nunes.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),
Nelson Hubner, também considerou descabido o pleito da entidade. “Não sei o que a OEA tem a ver
com o processo de licenciamento
de Belo Monte”, afirmou.
Hubner argumentou que foram feitas as devidas audiências
públicas com as comunidades indígenas. “Todos os processos foram cumpridos com rigor. A OEA
conhece muito pouco do processo
brasileiro”, ressaltou. Ele lembrou
que nas ações interpostas contra
Belo Monte, o governo conseguiu
derrubar todas as liminares.
Desapropriação - Ontem, a
Aneel A Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) aprovou
a declaração de utilidade pública,
para fins de desapropriação, em
favor da empresa Norte Energia,
das áreas de terra necessárias à
implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Em dezembro de 2010, a Norte Energia havia encaminhado
o pedido de declaração de utilidade pública de áreas de que
perfazem uma superfície total
de 3.536 hectares, necessárias
à implantação do reservatório,
área de preservação permanente, canteiro de obras e estruturas
permanentes da hidrelétrica.
Segundo a Aneel, a declaração pleiteada compreende
uma área de 2.107 hectares no
sítio Belo Monte e uma área de
1.429 hectares no sítio Pimental,
abrangendo propriedades particulares localizadas no município
de Vitória do Xingu.
,QtFLRGDJHUDomRHP-LUDXDWUDVDUiPHVHV
Wellington Bahnemann
Da Agência Estado
Os atos de vandalismo que
destruíram, no mês passado, parte dos alojamentos e da infraestrutura do canteiro de obras da
hidrelétrica Jirau, do Rio Madeira (RO), irão atrasar em, pelo
menos, seis meses a entrada em
operação da usina. Essa é a previsão da Energia Sustentável do
Brasil, concessionária responsável pela construção e operação
do empreendimento. Segundo
a empresa, o início da geração
passará de março de 2012 para
setembro do mesmo ano, na hipótese de que o cronograma não
seja alterado por novas paralisações daqui para frente.
A informação consta em uma
apresentação produzida pela
companhia sobre os atos de van-
dalismos ocorridos no canteiro de
obras, disponível no site da empresa. Caso esse novo cronograma
seja cumprido, a Energia Sustentável do Brasil colocará a usina
em operação antes do previsto
no contrato de concessão, que é
janeiro de 2013. Porém, a concessionária irá perder seis meses em
sua estratégia de antecipar a geração de energia da hidrelétrica
para negociá-la no mercado livre,
o que ampliaria a rentabilidade
do projeto - essa estratégia já estava parcialmente comprometida
diante do atraso na construção da
linha de transmissão que escoará
a energia do projeto.
Retorno - Segundo informações da Camargo Corrêa, empresa responsável pelas obras civis
da usina, os seus funcionários
ainda não retomaram as atividades no canteiro. A expectativa
é de que isso ocorra a partir do
próximo dia 11, na próxima segunda-feira. A data foi acertada
entre a construtora e o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho, após vistoria
ao local no último dia primeiro.
Até então, as únicas atividades
no local eram realizadas pelos
funcionários da Enesa, que trabalhavam na construção do vertedouro - etapa necessária executar o desvio do rio.
Na apresentação, a concessionária informa que o cronograma
das obras antes dos tumultos
previa que a geração de energia na casa de força 1 começasse no dia 29 de março de 2012,
enquanto que na casa de força 2
tivesse início em 10 de julho de
2012 - os dois prazos, porém, não
serão mais cumpridos com a estimativa de iniciar a geração de
energia em setembro de 2012.
Pelo cronograma antigo, a última unidade geradora da hidrelétrica entraria em operação em
janeiro de 2014.
A companhia traçou dois
cenários para os impactos dos
atos de vandalismo ao sistema
elétrico brasileiro: na hipótese
realista, o atraso no cronograma
da usina deixaria de acrescentar,
de maneira antecipada, 2,126
mil MW de capacidade instalada
em 2012 e 957 MW em 2013; no
cenário otimista, esses números
seriam de 1,627 mil MW em 2012
e 141 MW em 2013.
Para a Energia Sustentável
do Brasil, essa perda teria que
ser compensada por um uso
maior da geração termelétrica, o
que irá onerar o consumidor por
ser uma energia mais cara e também pressionará a inflação.
$QHHOVXVSHQGHYRWDomRGHUHFXUVRGR%HUWLQ
Karla Mendes e Renato Andrade
Da Agência Estado
Dividida, a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) suspendeu
ontem o julgamento do recurso do
Grupo Bertin requerendo isenção
de multas de cerca de R$ 1,2 milhão,
aplicadas pela agência em função
do atraso na entrada em operação
de seis usinas termelétricas que deveriam ter dado início ao suprimento de energia elétrica em janeiro
de 2011. São elas: UTE MC2 Feira
de Santana, UTE MC2 Senhor do
Bonfim, UTE MC2 Catu, UTE MC2
Camaçari I, UTE MC2 Dias D’Ávila
1 e UTE MC2 Dias D’Ávila 2.
www.jgn.com.br
A interrupção ocorreu depois
do pedido de vistas do diretor Romeu Donizete Rufino. O relator do
processo, Julião Silveira Coelho,
votou favoravelmente ao pleito da
empresa, por considerar a existência de um período de 101 dias de
atraso excludentes de responsabilidade, devido à demora na liberação
da outorga pelo Ministério de Minas e Energia e pela Aneel. Como
a autuação ocorreu dentro desse
período, Coelho considerou que o
Bertin não deveria ser punido.
Fator excludente - O diretor
André Pepitone, porém, entendeu
que não está caracterizado fator
excludente de responsabilidade,
ou seja, o cronograma está atrasado, e votou contra o recurso.
“Nego provimento e mantenho
incólume os autos de infração”,
ressaltou. Rufino concordou com
Pepitone em relação à inexistência de fato excludente de responsabilidade, mas ficou em dúvida
em relação à metodologia de aplicação da sanção. Por essa razão,
pediu vistas do processo.
Há uma semana, a Aneel negou o pedido de adiamento do
início de operação dessas mesmas
usinas. Na ocasião, a Aneel alertou que se a empresa não pagar
o que deve - cerca de R$ 71,5 milhões - o processo de cassação das
concessões poderá ser aberto.
Por enquanto, o Bertin tem de
pagar, de imediato, cerca de R$
33,5 milhões pela energia que
não foi entregue em janeiro e fevereiro. Além disso, o grupo terá
de quitar um débito de R$ 38 milhões, referente a garantias e multas pelo descumprimento de suas
obrigações no primeiro trimestre.
A empresa tem até meados
de abril para comprar de outros
geradores a energia que deveria
ser entregue às distribuidoras
em março. Se as multas de R$
1,2 milhão forem consideradas
procedentes, o montante aumentará para R$ 72,7 milhões.
A insegurança dos brasileiros em relação a seus postos de
trabalho aumentou no primeiro
trimestre do ano. O Índice de
Medo do Desemprego medido
pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI) aumentou 3,1%
em março na comparação com
dezembro do ano passado, chegando a 81,7 pontos.
O resultado revela o retorno
de um receio maior de ficar desempregado, após o indicador ter
chegado em dezembro ao menor
nível da série histórica, iniciada
em 1996. Ainda assim, o índice
ficou 0,3% menor do que o veri-
)*9
&RQ¿DQoDGRVHWRU
HVHUYLoRVFDL
Sabrina Valle
Da Agência Estado
Uma piora na avaliação da
demanda atual por empresários
contribuiu para que o Índice de
Confiança de Serviços (ICS) da
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
caísse 1,9% entre fevereiro e março de 2011. O resultado só não foi
pior graças às expectativas futuras de que a demanda do setor
melhore nos próximos meses.
Em uma escala de 0 a 200
pontos, onde resultados abaixo
de 100 pontos são considerados
negativos e desempenhos próximos a 200 pontos são classificados como positivos, o ICS recuou
de 133,9 para 131,3 pontos entre
fevereiro e março.
A queda do Índice de Confiança em março ocorre após forte elevação observada em fevereiro (4,5%). Segundo a FGV, o
resultado confirma a tendência
de maior volatilidade do indicador neste início de ano.
A média do ICS no primeiro
trimestre de 2011 ficou em 131,1
pontos, abaixo da média registrada no primeiro trimestre de 2010,
de 132,5 pontos. Apesar da queda
no mês, o ICS encontra-se ainda
acima da média histórica iniciada
em junho de 2008 (124 pontos).
Subindicadores - Assim como
o Índice de Confiança da Indústria
'LOPDLQLFLDUiQD
VH[WDYLDJHPj&KLQD
A presidente Dilma Rousseff
iniciará na sexta-feira, dia 8, viagem
de 10 dias à China, para incentivar
a exportação de produtos brasileiros para o mercado do país asiático.
Em entrevista ontem, o porta-voz do
Planalto, Rodrigo Baena, disse que a
prioridade da pauta de exportações
brasileira é a venda de carne de
porco, frutas e tabaco. “Queremos
reciprocidade e aumento da exportação de produtos brasileiros para o
mercado chinês”, disse.
Dilma deverá chegar a Pequim
na manhã do dia 11 de abril, depois de uma escala em um país
que ainda não foi definido pelo
Planalto. No dia 12, ela participará
de um encontro de ciência, tecnologia e inovação e à tarde terá encontro com o presidente da China,
Hu Jintao. À noite, Jintao oferece
um jantar à presidente brasileira.
No dia 13, Dilma terá encontros
com o presidente da Assembleia
Chinesa, Wu Bangguo, e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. No
dia seguinte, em Sâmia, ela participará de reuniões de chefes de
Estado dos BRICs (grupo de países
que reúne Brasil, Rússia, Índia e
China). No dia 14, ela estará num
fórum econômico em Boau.
A presidente termina sua viagem à China em Xian, cidade famosa pelos soldados de terracota.
Lá, Dilma visitará centro tecnológico de pesquisa e desenvolvimento. O retorno a Brasília deve
ocorrer no dia 17 ou 18. Não foi
divulgado se a presidente fará visitas turísticas no país.
Preços de Assinatura
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(21) 2233-5823
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Subeditora:
Rafaela Pereira
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Projeto Gráfico:dtiriba design gráfico
(ICI) e o Índice de Confiança do
Consumidor (ICC), também produzidos pela FGV, o ICS é dividido
em dois subindicadores: o Índice
da Situação Atual (ISA) e o Índice
de Expectativas (IE).
Segundo a FGV, a volatilidade do início do ano decorre,
principalmente, dos movimentos
observados no Índice da Situação Atual, que oscilaram entre
-12,2% em janeiro, 6,3% em fevereiro e -4% em março.
O quesito nível de demanda
atual foi o que mais impactou negativamente o ISA, ao registrar
recuo de 4,8% contra fevereiro,
perdendo parte do aumento do
mês anterior (10%). Das 2.241
empresas consultadas, 23,8% avaliam a demanda atual como forte,
e 15,5%, como fraca. Em fevereiro, estas parcelas haviam sido de
25,9% e 12,1%, respectivamente.
Já o Índice de Expectativas (IE)
apresentou uma ligeira redução, de
0,3%. A demanda prevista para os
três meses seguintes foi o indicador
que contrabalançou para que não
houvesse uma queda ainda maior
do IE, ao saltar de 145,8 para 147,5
pontos, o maior nível desde agosto
de 2010 (147,5 pontos). A proporção de empresas que projetam aumento da demanda pelos seus serviços passou de 50,3% para 52,4%,
enquanto aquelas que sinalizam
redução, de 4,5% para 4,9%.
9,6,7$
Publicação da empresa
JGN Editora Ltda.
Diretora Geral
Elizabeth Campos
[email protected]
ficado em março do ano passado.
“Com a queda na atividade
industrial registrada desde dezembro do ano passado cresceu o
receio em relação à estabilidade
nos empregos”, afirmou em nota
o analista de Políticas e Indústria da CNI, Marcelo Azevedo.
De acordo com a pesquisa,
mesmo assim 54% dos entrevistados em março afirmaram não
ter medo de perder o emprego,
enquanto apenas 15,7% disseram ter muito medo de ficarem
desempregados. Os outros 30,3%
responderam ter pouco medo de
ficar sem trabalho.
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Serviço Noticioso
Agências Brasil e Estado
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representam, necessariamente,
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ECONOMIA
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
3
6(5$6$
(PSUHVDVIDWXUDPHQWRUHFRUGH
Crescimento de 11,3% em 2010 superou o de 2007 (8,4%). Rentabilidade de 10,3% também foi a mais elevada no período
Circe Bonatelli
Da Agência Estado
A rentabilidade das empresas brasileiras atingiu 10,3%
em 2010, o melhor resultado
desde 2007, quando o índice foi
de 9,7%. O dado faz parte de
pesquisa divulgada ontem pela
Serasa Experian. A evolução do
faturamento geral das empresas
também foi recorde no ano passado, com 11,3% de crescimento,
superando o ano de 2007, quando houve alta de 8,4%.
Na avaliação da Serasa Experian, o bom desempenho das
empresas é explicado pela “excelente dinâmica da economia
brasileira” em 2010. Segundo
a entidade, as empresas foram
beneficiadas pelo cenário favorável de emprego e renda da
população, além da expansão do
crédito, que proporcionaram a
elevação do consumo interno.
O levantamento verificou o desempenho de 1.155 empresas dos
três setores da economia (indústria, comércio e serviços) de portes
grande, médio e pequeno, tanto de
capital aberto como de capital fechado. As informações da pesquisa
se baseiam nos primeiros balanços
encerrados em 31 de dezembro de
2010, registrados na base de dados
da Serasa Experian entre janeiro
e março de 2011.
Setores - A maior margem
de lucros em 2010 foi verificada no setor de serviços (14,1%),
seguido por indústria (12,7%)
e comércio (4,3%). A pesquisa
afirma que, além das boas condições econômicas do País, o desempenho do setor de serviços
/XFURGDVFRPSDQKLDVDEHUWDV
FUHVFHXGL](FRQRPDWLFD
Dimalice Nunes
Da Agência Estado
Estudo realizado pela consultoria Economatica aponta
que o lucro das empresas brasileiras de capital aberto cresceu
39,8% em 2010 na comparação
com 2009. No ano passado,
o lucro acumulado por essas
companhias atingiu R$ 190 bilhões, ante R$ 135,9 bilhões no
ano anterior. O estudo reúne
dados de 305 empresas.
O setor com o maior lucro acumulado em 2010 foi o de bancos,
que lucrou R$ 45,462 bilhões no
foi impulsionado pela apreciação do real frente ao dólar. Essa
valorização causou um efeito
positivo no custo financeiro das
empresas com dívidas em moeda estrangeira.
Já no quesito faturamento, a
melhor marca foi obtida pela indústria (16,8%), seguida por comércio
(9%) e serviços (5,2%). A Serasa
Experian afirma que a atividade
da indústria foi impulsionada em
2010 pelo aumento da renda real,
do emprego e do crédito, além das
isenções tributárias pontuais para a
produção de veículos leves, bens de
capital (máquinas e equipamentos),
material de construção, móveis e
eletrodomésticos da linha branca.
ano passado ante R$ 32,648 bilhões em 2009, crescimento de
39,3%. O setor bancário também
concentrou o maior volume de lucro das empresas de capital aberto brasileiras, 23,9% do total.
Destaque também para outras empresas do setor financeiro, além dos bancos. No segmento outras atividades relacionadas
a investimentos financeiros, composto por duas empresas, o lucro
foi de R$ 251,3 milhões, mas a
alta foi de R$ 204,2%.
Considerando a variação
positiva do lucro entre os dois
anos, chama a atenção o setor
de telecomunicações, que lucrou R$ 11,084 bilhões com
oito empresas em 2010, alta
de 298,8% ante 2009. Outro
destaque foi o setor de mineração, com lucro de R$ 30,188
bilhões registrado por quatro
empresas, alta de 201,8%. O
setor químico, composto por 11
empresas, registrou crescimento de 151,8% no lucro em 2010,
somando R$ 2,863 bilhões.
Os setores de energia elétrica, transportes & serviços e
agro & pesca são os três únicos
que apresentaram queda na lucratividade no ano passado. Em
A pesquisa também mostra
que, com uma forte geração de lucro para a indústria no Brasil em
2010, foi possível o setor ampliar
os investimentos em ativos, que
passaram a representar 10,4% do
faturamento. Os investimentos, segundo a pesquisa, são direcionados
para elevar a capacidade instalada,
além da modernização do parque
fabril e aquisições de empresas.
No setor do comércio, a Serasa
Experian avalia que, além do mercado interno aquecido, o segmento se beneficiou pela expansão do
crédito concedido aos clientes,
que apresentou crescimento de
63,7% no período de 2007 a 2010.
A pesquisa também aponta um
aumento dos estoques do comércio superior aos créditos obtidos e
concedidos. Para a entidade, isso
indica que as importações - estimuladas pela valorização do real
- foram utilizadas por algumas
empresas como estratégia para
conter os custos com mercadorias
e melhorar a margem líquida, que
passou de 2,5% em 2009 para
4,3% em 2010.
Falências - Outra pesquisa
divulgada ontem pela Serasa Experian mostra que o número de falências requeridas por empresas no
Brasil chegou a 172 em março, um
aumento de 28,4% em comparação
com fevereiro. O resultado representa a terceira alta mensal conse-
&5e',72
)LQDQFLDPHQWRVGR%1'(6YmR
VHUUHGX]LGRVHP5ELOK}HV
Ricardo Leopoldo
Da Agência Estado
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano
Coutinho, disse ontem que a instituição deverá reduzir a concessão de financiamentos neste ano
em cerca de R$ 30 bilhões ante
os volumes liberados em 2010.
Durante evento na Associação
Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo,
Coutinho destacou ainda que a
liberação de recursos neste ano
deve ficar próxima ao registrado
no ano passado, que foi de cerca
de R$ 144 bilhões.
Em conversas nos bastidores após a palestra, Coutinho
destacou que a redução de R$
30 bilhões nos financiamentos
está ligada à exclusão dos recursos repassados pelo banco
oficial à Petrobras no ano passado, no processo que culminou
na capitalização da estatal.
“Contudo, não podemos reduzir financiamentos de forma radical”, comentou.
Petrobras - Em palestras recentes, Coutinho afirmou que a
redução abrupta da concessão
de recursos para projetos de
longo prazo penalizaria as empresas, pois os custos financeiros
para captação de empréstimos
de outras fontes subiriam expressivamente.
O presidente do BNDES disse
ainda que o objetivo do banco
oficial a partir de agora “é dar
espaço ao setor privado” nas
operações de financiamento
de projetos de longo prazo. “O
sucesso do BNDES neste ano
será medido pela ampliação
do processo de ‘crowding in’ na
economia”, disse. Na literatura
econômica, “crowding in” é a capacidade do Estado de estimular e reter as empresas privadas
para produzir e gerar investimentos na economia.
Em manifestações recentes,
Coutinho disse que o BNDES deseja diminuir sua participação
relativa na concessão de empréstimos para empreendimentos de
longa maturação no Brasil. Ele
ressaltou que neste ano os desembolsos no primeiro trimestre
ficaram ligeiramente inferiores
aos realizados no mesmo período do ano passado.
Inflação - Coutinho afirmou
também que o desafio do governo é “enfrentar choque de
preços vindo de fora”, em um
mercado interno que já está
aquecido, “sem gerar recessão”.
Segundo o executivo, “a política
econômica visa a calibrar moderação da demanda agregada” a
fim de evitar pressões para a inflação. “O governo está comprometido com a estabilidade de
preços no médio e longo prazo.
É importante conter a inflação,
mas também viabilizar o crescimento dos investimentos.”
O presidente do BNDES disse
ainda que os investimentos no
Brasil manterão uma velocidade
de expansão bem maior que a do
Produto Interno Bruto (PIB) em
2011. Segundo ele, “os investimentos devem crescer entre 8%
e 10% neste ano, enquanto o PIB
deve subir perto de 4%”.
De acordo com Coutinho, um
dos instrumentos importantes
para a ampliação dos investimentos no País é o fortalecimento do
mercado de capitais. Segundo
ele, o banco oficial está disposto a dar suporte de até 20% na
emissão de debêntures de longo
prazo, cujas normas foram criadas recentemente pelo governo.
Novo diretor - BNDES divulgou ontem que o economista
Luiz Eduardo Melin será nomeado para ocupar a cadeira vaga
deixada pelo diretor de infraestrutura Wagner Bittencourt de
Oliveira, convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser
o ministro-chefe da Secretaria
de Aviação Civil.
'2&80(172
)0,DGPLWHFRQWUROHGHFDSLWDLV
Denise Chrispim Marin
Da Agência Estado
Em uma significante mudança
de diretriz, o Fundo Monetário Internacional (FMI) legitimou pela
primeira vez a adoção de controle de ingresso de capital em um
documento divulgado ontem, a
apenas dez dias do início de sua
reunião anual de primavera.
Nas entrelinhas, o texto recomenda a adoção dessas medidas
com cautela e como último recurso. Ainda assim, foram toleradas
como “ferramentas” nos casos de
economias emergentes sujeitas à
sobrevalorização de suas moedas,
desde que os controles não discriminem o investimento nacional
do estrangeiro. Conforme esse
novo parâmetro do Fundo, o Brasil
atende ao primeiro quesito. Porém, não respeita o segundo.
Lançamento discreto - O
estudo “Recentes Experiências
na Administração de Fluxos de
Capitais” teve um lançamento
discreto, durante uma entrevista
à imprensa por telefone de dois
técnicos do Fundo. Mas mostrouse parcial, ao se concentrar nos
países receptores de capitais e
poupar as economias responsáveis pela geração dessa massa de
recursos, como os Estados Unidos,
de uma avaliação mais profunda.
Dentre os países receptores de
capitais analisados - Brasil, Indonésia, Coreia do Sul, Peru, África do
sul, Tailândia e Turquia - o caso da
China foi omitido sem explicações.
A doutrina totalmente oposta
a controles de capitais, ditada
pelo Fundo em seus quase 70
anos de história, foi abandonada por uma visão um pouco mais
flexível e consolidada em cinco regras básicas para o mundo
emergente lidar com o ingresso
de fluxos de investimentos.
Embora sejam apresentadas
apenas como “sugestões” aos
seus membros, como destacou
ontem Jonathan Ostry, diretoradjunto do Departamento de
Pesquisa do FMI, as normas têm
como alvo os capitais de maior
risco de futura saída brusca,
como os investidos em curto prazo no mercado financeiro.
Primeira regra: os controles e
medidas prudenciais devem sem
temporários e de curto prazo. Segunda: sua adoção deve ocorrer
quando não há mais opções de
políticas monetárias e fiscais adequadas para lidar com os impactos dos ingressos de capitais. Terceira: devem ser adotados apenas
pelas economias cuja taxa de câmbio se vê desvalorizada, causando
perda de competitividade de seus
produtos, aumento de preços de
ativos e possíveis bolhas no mercado financeiro. Quarta, mesmo
nesses casos, não é recomendável a aplicação de controles mais
significativos aos capitais não residentes, em comparação com os
investimentos nacionais. Por fim,
países com o câmbio desvalorizado, como a China, não devem lançar mão dessas iniciativas.
energia elétrica, com 33 empresas, o lucro caiu 20,2%, para R$
15,121 bilhões. Em transportes &
serviços, queda de 7,9%, para R$
3,509 bilhões. Por fim, em agro &
pesca, o lucro foi de R$ 11,7 milhões, recuo de 39,4% ante 2009.
A Economatica pondera, no
entanto, que as mudanças contábeis introduzidas em 2010
podem prejudicar a comparação com os dados de 2009. Na
pesquisa não foram eliminadas estas eventuais distorções.
Além disso, os valores são nominais, ou seja, não foram atualizados pela inflação.
cutiva. Segundo o levantamento, as
recuperações judiciais requeridas
também cresceram: foram 48 pedidos em março, alta de 50% ante
o mês anterior. Já o número de falências decretadas caiu de 64 em
fevereiro para 53 em março.
As micro e pequenas empresas
lideraram os pedidos de falência,
com 108 requisições, seguidas por
empresas de médio porte (33)
e grande porte (31). As micro e
pequenas empresas também estiveram à frente dos pedidos de
recuperação judicial, com 29 solicitações, seguidas pelas de médio
porte (13) e grande porte (6).
Na comparação entre o primeiro trimestre de 2010 e o primeiro
trimestre de 2011, o número de
falências requeridas caiu de 484
para 437. No mesmo período, as
falências decretas recuaram de
186 para 158. As recuperações judiciais solicitadas permaneceram
praticamente estáveis, com variação de 105 para 103.
Aperto monetário - Os economistas da Serasa Experian
avaliam que as medidas para
aperto monetário tomadas neste
começo de ano pelo governo federal, como a elevação dos juros
e a restrição do crédito, aprofundaram os impactos nas empresas
em março. Para a entidade, “o encarecimento do crédito nos principais financiamentos para os negócios (capital de giro, desconto
de duplicatas, conta garantida
e vendor) tem afetado o custo
financeiro das empresas, em um
momento de receitas menores.”
Para a Serasa Experian, essas
medidas criam um descompasso
entre receitas e pagamento de
dívidas assumidas com fornecedores, investimentos e estoques,
o que leva ao aumento das falências requeridas. Os economistas
acrescentam que, como as falências decretadas mensalmente não
seguem as requeridas, as recuperações judiciais requeridas estão
evitando a quebra de empresas.
A pesquisa é construída a
partir do levantamento mensal
das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente
na base de dados da Serasa Experian, provenientes de fóruns,
varas de falências e Diários Oficiais e da Justiça dos estados.
',((6(
&HVWDEiVLFDDXPHQWD
HPGHFDSLWDLV
Flavio Leonel
Da Agência Estado
O valor médio da cesta básica
apresentou elevação em março, na
comparação com fevereiro, em 14
das 17 capitais do País pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As altas mais
expressivas no preço do conjunto
de produtos alimentícios essenciais foram observadas em Natal
(6,19%), Salvador (4,9%), Vitória
(4,88%) e Rio de Janeiro (4,33%).
No mês passado, houve queda
apenas em Recife (0,77), Manaus
(0,54%) e Brasília (0,05%). Em
São Paulo e Belo Horizonte, a cesta
apresentou aumentos de 2,45% e
de 0,87%, respectivamente.
Trimestre - No primeiro trimestre de 2011, o conjunto de
produtos acumulou variação positiva em 16 das 17 capitais que
participaram do levantamento.
As cestas das capitais que registraram as maiores variações foram as de Salvador (9,44%), Aracaju (9,36%) e Brasília (7,14%).
C
U
Apenas Manaus teve variação
negativa (0,27%), enquanto as
cestas de São Paulo e do Rio
de Janeiro tiveram altas acumuladas de 0,92% e de 7,06%,
respectivamente. No acumulado
dos últimos 12 meses encerrados
em março, todas as 17 capitais
pesquisadas apresentaram variações acumuladas positivas.
Mínimo - Levantamento do
Dieese mostrou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro
deveria ser de R$ 2.247,94 em
março para suprir suas necessidades básicas e da família. Com
base no maior valor apurado
para a cesta em março, de R$
267,58, em São Paulo, e levando
em consideração o preceito constitucional que estabelece que o
salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas
familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e
previdência, o Dieese calculou
que o mínimo deveria ser 4,12
vezes superior ao piso em vigor
no período, de R$ 545.
R
T
A
IBGE: preços ao produtor
subiram 0,6% em fevereiro
O Índice de Preços ao Produtor (IPP), novo indicador do IBGE,
divulgado ontem, ficou em 0,6% em fevereiro deste ano, na comparação
com janeiro, quanto a taxa foi de 0,4%. Em 2011, o IPP acumula alta
de 1%. No acumulado em 12 meses, variação do indicador é de 6,21%.
O IBGE também divulgou a variação acumulada do índice em 2010:
8,04%. A variação de preços para a indústria de transformação traz
informações que podem ser analisadas na comparação com índices de
preços ao consumidor. No entanto, os técnicos do IBGE alertam que IPP
não pode servir para previsões de índices de inflação, como o IPCA.
RIO AVANTI VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS S/A
CNPJ/MF nº 06.069.634/0001-87
EDITAL DE CONVOCAÇÃO. ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. A
Rio Avanti Veículos, Peças e Serviços S/A, faz publicar o presente Edital para
convocar todos os acionistas para se reunirem em Assembleia Geral
Extraordinária em primeira convocação, a realizar-se no dia 11 de abril de
2011 às 10:00hs na sede da sociedade, situada nesta cidade do Rio de
Janeiro, na Av. Brigadeiro Lima e Silva nº 711/Parte - Duque de Caxias, para
discutirem e deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: I. Apresentação de
proposta pelo acionista Alexandre de Vasconcelos Pereira para solucionar as
questões oriundas de sua participação em outras Sociedades, questões essas que vem fazendo reflexos na Sociedade. II. Deliberação a respeito da proposta que vem a ser apresentada pelo acionista Alexandre de Vasconcelos
Pereira. III. Deliberação a respeito da sua permanência ou não, na Sociedade.
Rio de Janeiro, 4 de abril de 2011. Diretor Presidente.
4
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
COMERCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
-8&(5-$ JUNTA
P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S
Despachos de 5 de Abril de 2011
Documentos Deferidos
PROC.
111225787
111194059
111070058
111141613
107219689
111232554
111191963
111140854
111140889
111186439
111186145
111136121
111088917
111151910
111182735
111228506
110790391
111182255
111011809
111011787
111228395
111228409
111225035
111227569
111224616
111224624
111182409
111186609
111192161
111227399
111138132
111138175
110796713
110796829
111194172
111125260
110722027
111190258
111190266
111083966
111231302
111017068
111193192
111193273
111224870
111147425
111147441
111124557
111145490
111231930
111229200
110959400
110959418
111231973
111190568
111135354
111135397
111230500
111184665
110825667
110803159
111085047
111226422
111194075
111193389
111189926
111184100
111009979
111084334
111116473
111080266
111231906
111181968
111189853
110933532
111229561
111130344
111130379
111072638
111224365
111089492
111089549
111089557
111227445
110476069
111151805
110892089
110962796
110962818
111186641
111227658
111225230
101241577
111143004
111189993
111225590
111149886
111150272
111152860
111152909
111227933
111227941
111227798
111229324
110456483
111226317
111193346
111193508
111183570
111224659
111121779
111128161
110826469
110826515
111186935
111186943
111071623
111229120
111123127
111123151
111070511
111226244
111182484
111226627
111226651
111186471
111186498
111193133
111081475
110961790
111147042
111147077
111227550
111229510
111189969
111190037
110706820
110889363
111125359
111125553
111183707
111182298
110670698
110670744
111084415
111138922
111193303
111151163
111138779
111231280
EMPRESA
336 DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA ME
8M PARTICIPACOES LTDA
9 MM FILMES PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
A B C COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
A D B O PROCESSAMENTO DE DADOS
A DA R FERREIRA COM E CONSERTO DE MATERIAL ELETRICO
E HIDRAULICO E BAZAR ME
A DOS S NOGUEIRA SUPLEMENTO ALIMENTAR ME
A F DA SILVA HORTIFRUTIGRANJEIROS
A F DA SILVA HORTIFRUTIGRANJEIROS
A G L INOVACAO E SERVICOS LTDA
A S G DE CASTILHO BAR E MERCEARIA ME
A3D COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME
ACADEMIA DE GINASTICA STYLE FITNESS LTDA
ADAMIL IMOVEIS EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES S/A
ADAUTO DE FREITAS
ADMINISTRADORA DE CARTAO DE TODOS MAGE RJ LTDA ME
ADRENALINA TRANSPORTES LTDA ME
ADRIANA CRISPIM DE OLIVEIRA
ADVICE EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA
ADVICE EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA ME
AGAPE COMERCIO DE PRODUTOS NATURAIS LTDA
AGAPE COMERCIO DE PRODUTOS NATURAIS LTDA
AGORA CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S/A
AGRICOLA CAFE DA FRONTEIRA S/A
AGROPET DE MACAE LTDA
AGROPET DE MACAE LTDA
AILTON DE ARAUJO BARBOSA
ALESSANDRA BARROS DA SILVA
ALEXANDRE V CARDOZO REFORMAS E CONSTRUCOES ME
ALIANSCE SHOPPING CENTERS S A
ALLPARK EMPREENDIMENTOS PARTICIPACOES E SERVICOS S/A
ALLPARK EMPREENDIMENTOS PARTICIPACOES E SERVICOS S/A
ALMIR FIGUEIREDO RIBEIRO TRANSPORTES E COMERCIO - ME
ALMIR FIGUEIREDO RIBEIRO TRANSPORTES E COMERCIO - ME
ANA PAULA DAITCHMANN RODRIGUES
ANA PAULA ROMUALDA DA FONSECA ABREU
ANA PAULA TRANSPORTES DE BARRA LTDA EPP
ANAFER COMERCIO E ESTRUTURAS METALICAS LTDA
ANAFER COMERCIO E ESTRUTURAS METALICAS LTDA
ANALYTICAL INSTRUMENTS SISTEMAS DE ANALISE DE GASES
LTDA ME
ANCAR COMERCIO E SERVICOS DE FERRO LTDA
ANCAR IVANHOE CAMPINAS S.A.
ANDALUZ COMERCIO DE ROUPAS LTDA
ANDALUZ COMERCIO DE ROUPAS LTDA
ANDRE LUIS RIBEIRO DE OLIVEIRA
ANGELUZ DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE ESCRITORIO E
ESCOLAR LTDA
ANGELUZ DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE ESCRITORIO E
ESCOLAR LTDA
ANSVOV AGAPE REPRESENTACOES LTDA
AP 18 BIJUTERIA LTDA
AQUINO SENA COMERCIO DE PECAS LTDA EPP
ARAUCARIA PROJETOS E SERVICOS DE CONSTRUCAO LTDA
ARC TERCEIRIZACAO DE SERVICOS LTDA
ARC TERCEIRIZACAO DE SERVICOS LTDA
ARDISSON JUNIOR COMERCIO DE PECAS LTDA EPP
ARMAZEM INDEPENDENCIA LIMITADA ME
ASTEC COMERCIO MULTIPECAS LTDA
ASTEC COMERCIO MULTIPECAS LTDA
ATACADAO DOS BAZARES ROUPAS BIJOUTERIAS E RELOGIOS
LTDA EPP
ATAKAN COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA
ATIVA ELECTRICAL SOLUTIONS LTDA
AUTO CENTER TAMOIOS COMERCIO DE AUTO PECAS E
SERVICOS DE AUTO MECANICA LTDA ME
AUTO MECANICA SAVEIRO LTDA ME
AUTO SERVICO MANGUEIRINHA LTDA
B2W RENTAL LTDA
BAGGIO ROSSI CONSULTORES LTDA
BALU RAMOS ALIMENTOS E LOCACAO DE VEICULOS LTDA
BAR E LANCHONETE SABOR DIVINO DE SAO CRISTOVAO
LTDA ME
BAR E MERCEARIA NOSSA FATIMA LTDA
BAR E MERCEARIA PONTOCOM LTDA
BAR FAFA E LANCHONETE DO RIACHUELO LTDA ME
BARENBOIM S A
BASICA EMPREENDIMENTOS LTDA ME
BAZAR DIMENSAO DE BANGU LTDA ME
BAZAR J F LTDA ME
BEATRIZ DA CONCEICAO
BELGOROD ADMINISTRADORA DE BENS LTDA
BELLA’S JOIAS DO FARRULA LTDA
BELLA’S JOIAS LTDA
BHG IMOBILIARIA HOTELARIA E TURISMO S/A
BIG MARCAS RJ LTDA ME
BN 46 PARTICIPACOES LTDA
BN 46 PARTICIPACOES LTDA
BN 46 PARTICIPACOES LTDA
BOART LONGYEAR LTDA
BRAMEX FRANCHISING LTDA
BRASIL BAHIA MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME
BRASIL TROPICAL LANCHES LTDA
BRASIL WEB TECNOLOGIA E EAD LTDA
BRASIL WEB TECNOLOGIA E EAD LTDA
BRAVA FURBA COMERCIO E INDUSTRIA DE ROUPAS LTDA
BROWNIE AMERICA COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA
BRUNO N EINSFIELD SERVICOS DE GERENCIAMENTO
DE PROJETOS
BUNKER INDUSTRIA COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
CABANA DO ESPORTE MATERIAL ESPORTIVO LTDA
CACIA MARIA SOUZA DA SILVA ARMARINHO ME
CAFE E BAR GONFRADIO LTDA ME
CAFEREDES CONSTRUCOES INSTALACOES E SERVICOS LTDA
CAFEREDES CONSTRUCOES INSTALACOES E SERVICOS LTDA
CALDEIRAO DO COWBOY BAR E LANCHONETE DE
VASSOURAS LTDA
CALDEIRAO DO COWBOY BAR E LANCHONETE DE
VASSOURAS LTDA
CANTINA ESTRELA DA BARRA LTDA
CANTINA ESTRELA DA BARRA LTDA
CARDOSO XAVIER REPRESENTACOES LTDA
CARL ZEISS VISION BRASIL INDUSTRIA OPTICA LTDA
CAROLCAR 04 COMERCIO DE PECAS E ACESSORIOS
LTDA ME
CASA DE EVENTOS ARTISTICOS VOVO GAROTA LTDA
CASA SHOW S/A
CASABLANCA HAIR STYLE BOUTIQUE E SERVICOS DE
ESTETICA LTDA ME
CB EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA
CDN SERVICOS DE AGUA E ESGOTO S A
CEFARMA DE BOM JARDIM FARMACIA LTDA ME
CELULA ADMINISTRACAO PARTICIPACAO E EMPREENDIMENTOS
LTDA
CENTENNIAL ASSET PARTICIPACOES MINAS RIO S/A
CENTENNIAL ASSET PARTICIPACOES MINAS RIO S/A
CENTERPROTESE SERVICOS PROTETICOS LTDA
CENTERPROTESE SERVICOS PROTETICOS LTDA
CENTRO AUDITIVO MENTHEL LTDA
CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DO POTENCIAL HUMANO
LTDA
CENTRO DE EMERGENCIAS ODONTOLOGICAS CAREODONTO
LTDA
CENTRO DE EMERGENCIAS ODONTOLOGICAS CAREODONTO
LTDA
CENTRO MEDICO RIOPAE LTDA
CERVEJARIA PETROPOLIS S/A
CESAR CORREA DA SILVA
CIA FALACIA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
CIA FALACIA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
CICLE TEM MAIS COMERCIO DE BICICLETAS LTDA
CICLE TEM MAIS COMERCIO DE BICICLETAS LTDA
CIMAR CONSTRUTORA IRMAOS ARAUJO LTDA
CIMENTO TUPI S/A
CINTIA GUEDES DOS SANTOS BISPO
CIS CONSTRUCAO INSTALACOES E SERVICOS LTDA
CIS CONSTRUCAO INSTALACOES E SERVICOS LTDA
CLAUDIA PEQUENO DA SILVA ENTREGAS RAPIDAS
CLAUDIO A E MERCEARIA E LANCHONETE LTDA ME
CLINICA FISIO PILATES LTDA
CLINICA FISIO PILATES LTDA
CLINICA SAO FRANCISCO S/A
CLINICA VETERINARIA MADUREIRA LTDA ME
CM ASSIS COMERCIO DE PERFUMES E EVENTOS
CM ASSIS COMERCIO DE PERFUMES E EVENTOS
COM TS DIVISORIAS ESPECIAIS LTDA ME
COMERCIAL FILADELFIA E SERVICOS LTDA ME
COMERCIAL MAPA DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA ME
COMERCIAL MAPA DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA ME
COMERCIO VAREJISTA SAO JORGE LTDA ME
COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DE TRES RIOS CODETRI
COMPANHIA DE MARCAS
COMPANHIA DE TRANSPORTES SOBRE TRILHOS DO ESTADO
DO RIO JANEIRO RIOTRILHOS
COMPERJ PETROQUIMICOS BASICOS S A
CONEXAO PRODUCOES EVENTOS E EMPREENDIMENTOS LTDA
111231310 CONEXAO PRODUCOES EVENTOS E EMPREENDIMENTOS LTDA
111131707 CONFRARIA DA PAIXAO PRODUTORA CINEMATOGRAFICA E
TEATRAL LTDA
111185718 CONSORCIO ESTREITO ENERGIA CESTE
111139406 CONSREFOR SERVICOS MANUTENCAO E CONSTRUCOES LTDA
111129729 CONSTRUTORA AKITA LTDA
110808835 CONTACTO NOVA ITA MATERIAL DE CONSTRUCAO LTDA ME
111182182 CONTAX PARTICIPACOES S/A
110668456 COQUEPAR COMPANHIA DE COQUE CALCINADO DE PETROLEO S A
111087660 CORMIN MINERACAO DO BRASIL LTDA
110805496 COTEGIPE PARTICIPACOES S/A
111007569 COUTI COMERCIO DE BIJOUTERIAS LTDA
111007585 COUTI COMERCIO DE BIJOUTERIAS LTDA
111081491 CP CIMENTO E PARTICIPACOES S/A
111188180 CRISTIANE DIAS BARROS GOMES
111227178 CRISTIANE FERREIRA CLEMENTE
111084490 CRISTO S SERVICOS AUTOMOTIVOS LTDA
111084512 CRISTOS SERVICOS AUTOMOTIVOS LTDA
111229073 CYMIMASA CONSULTORIA E PROJETOS DE CONSTRUCAO LTDA
111226333 D O DA MOTTA ARMARINHO E BAZAR ME
110357132 DA GEMA ARTES E DESIGN LTDA
111230292 DABI ATLANTE SA INDUSTRIAS MEDICO ODONTOLOGICA
111182344 DANTAS COMERCIO DE PECAS E OFICINA DE VEICULOS LTDA
111189705 DELLA SPIGA LINGERE LTDA EPP
111186706 DEPOSITO DE BEBIDAS 3 IRMAOS LTDA
111186714 DEPOSITO DE BEBIDAS 3 IRMAOS LTDA
111186773 DEPOSITO DE BEBIDAS PIT STOP DE INHOAIBA LTDA ME
110842049 DEUCEIR FERNANDES ALVES
111225817 DEUZUMAR OLIVEIRA DE ARAUJO MATERIAIS DE CONSTRUCAO
EM GERAL ME
111127653 DEVON ENERGY DO BRASIL LTDA
111143667 DIFERENT CAFE E BAR LTDA ME
107747294 DINAP S/A DISTRIBUIDORA NACIONAL DE PUBLICACOES
111226430 DISTRIBUIDORA DE AGUA MINERAL ABREU LTDA
111190207 DIVALDO GOMES MARINS
111183251 DIVINA PROPORCAO CAFE LTDA ME
111194806 DOM RIO PARTICIPACOES LTDA
110716469 DORIJAN COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA ME
111070945 DROGA LIFE LTDA ME
111070732 DROGARIA BAMBINA LTDA EPP
111014786 DROGARIA E PERFUMARIA PRECO BOM DE CAMPINHO
LTDA ME
111014808 DROGARIA E PERFUMARIA PRECO BOM DE CAMPINHO
LTDA ME
111070635 DROGARIA FUX LTDA ME
111186560 DROGARIA OCEAN CENTER LTDA
111186595 DROGARIA OCEAN CENTER LTDA
111070791 DROGARIA SUL LTDA ME
111228905 E G DA SILVA COMERCIO DE ARTIGOS DO VESTUARIO ME
111126053 E GOOL GESTAO ESPORTIVA LTDA
111079314 E P FRANCO REPRESENTACOES COMERCIAIS
111079403 E P FRANCO REPRESENTACOES COMERCIAIS
111137705 E P JARDIM ME
111182328 EASE 507 COMERCIO DE MATERIAIS ODONTOLOGICOS
E HOSPITALARES LTDA
111069777 ED INFO PRINT INFORMATICA LTDA ME
111141664 EDGARD PINHEIRO DIAS FILHO
110882890 EDITORA DE LIVROS COBOGO LTDA
110874021 ELETRONICA E OFICINA BRASILIA LTDA ME
111231027 ELMANS CABELEIREIROS LTDA
111231051 ELMANS CABELEIREIROS LTDA
111193176 EMPREENDIMENTOS DWV LTDA
111193214 EMPREENDIMENTOS DWV LTDA
110830180 ENG ROCHA SERVICOS LTDA
110830199 ENG ROCHA SERVICOS LTDA
111186846 EQUIPAMENTOS ELETRONICOS RIO CRAFT COMERCIO LTDA
111233267 ESCENCIAL INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME
111188520 ESHO EMPRESA DE SERVICOS HOSPITALARES S A
110670051 ESPACO CULTURAL ARTE E VIDA LTDA
110670124 ESPACO CULTURAL ARTE E VIDA LTDA
111190428 ESPACO DIGITAL COMERCIO DE INFORMATICA LTDA
111190487 ESPACO DIGITAL COMERCIO DE INFORMATICA LTDA
111194792 ESPELHO PARTICIPACOES LTDA
111183529 ESTACIONAMENTO ROTATIVO SAO JOSE LTDA ME
111146747 ETICKETA ROTULOS E SOLUCOES GRAFICAS LTDA
111129788 EVERTON F TAVARES
111129796 EVERTON F TAVARES
110837150 EXECTOR COMERCIO & SERVICOS DE INSTALACOES LTDA
110455754 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE
REFRIGERACAO LTDA
110822340 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE
REFRIGERACAO LTDA
111194849 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE
REFRIGERACAO LTDA
110467892 F FONTOURA MERCEARIA
110467965 F FONTOURA MERCEARIA
111229634 F I T TIMBER PARTICIPACOES S A
111227151 F MAXX VEICULOS MULTIMARCAS LTDA ME
111071810 F VASCONCELOS ESTEVES & CIA LTDA ME
110322363 FABIOS SERVICOS GRAFICOS EDITORIAIS DE ENCADERNACOES
LTDA ME
111190282 FABRICIA BARBOSA DOS SANTOS
111070678 FARMACIA ADELMA LTDA ME
111186358 FARMACIA DOS MILAGRES LTDA
111186382 FARMACIA DOS MILAGRES LTDA
111230454 FARMACIA E PERFUMARIA FARMA SUL LTDA ME
111066395 FARMACIA MORIN LTDA ME
111186676 FARMACIA PODER E UNCAO LTDA ME
111070864 FARMACIA RUY BARBOSA LTDA EPP
110707338 FASHION NEW MODA FEMININA LTDA ME
111153204 FENIX TRANSPORTADORA E COMERCIO LTDA ME
111181976 FERNANDA OLIVEIRA DE ANDRADE
111181984 FERNANDA OLIVEIRA DE ANDRADE
111225329 FERNANDO VIVEIROS DE CASTRO DUARTE
111190681 FERROM DIESEL AUTOPECAS E TRANSPORTES LTDA ME
110726316 FIGUEIRA E SERRA COMERCIAL DE DOCES LTDA ME
111124166 FILADELPHIA EMPRESTIMOS CONSIGNADOS LTDA ME
111124301 FILADELPHIA EMPRESTIMOS CONSIGNADOS LTDA ME
110377818 FILOBEL FIDUCIARIA LOCADORA DE BENS LTDA
111232449 FL INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS DESCARTAVEIS
LTDA ME
110794834 FLAVIO DA SILVA RAPOSO
111193419 FLEXLIFE DO BRASIL SERVICOS PETROLIFEROS LTDA
111231361 FLEXPAPER COMERCIO E INDUSTRIA DE PAPEIS LTDA ME
111188768 FLORA BEIJA FLOR DE HELIOPOLIS LTDA
111188792 FLORA BEIJA FLOR DE HELIOPOLIS LTDA
110345045 FLORESTAL MADEIRAS LTDA
111233704 FLTF COMERCIO ELETRONICO LTDA
111194016 FORTVAL INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA EPP
111226465 FR CONSULTORIA E SERVICOS LTDA
111226481 FR CONSULTORIA E SERVICOS LTDA
110869133 FRANCISCO ALBUQUERQUE MARANHAO
110869230 FRANCISCO ALBUQUERQUE MARANHAO
111142598 FREE ICE COMERCIAL LTDA ME
111064058 FUTURE SERVICOS DE PROMOCAO DE EVENTOS LTDA
111084440 G A DE SOUZA VEICULOS ME
111049229 G C RAMOS COMERCIO DE CARNES LTDA
111049245 G C RAMOS COMERCIO DE CARNES LTDA
111189446 G MOVEIS PLANEJADOS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA
111189543 G MOVEIS PLANEJADOS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA
111224527 GAFELUNA IDIOMAS LTDA ME
111120667 GALEON ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA
111120713 GALEON ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA
111194652 GALILEO ADMINISTRACAO DE RECURSOS EDUCACIONAIS S A
111194695 GALILEO ADMINISTRACAO DE RECURSOS EDUCACIONAIS S A
111194687 GALILEO GESTORA DE RECEBIVEIS SPE S A
111194644 GALILEO GESTORA DE RECEBIVEIS SPE S A
111064210 GAM LIVRARIA E ARTIGOS EVANGELICOS LTDA ME
111016290 GB AUTO PECAS LTDA
111015553 GEORG MICHAEL BECKMANN
111010772 GERALDINO E BARROSO PINTURA E CONSTRUCOES LTDA
111010799 GERALDINO E BARROSO PINTURA E CONSTRUCOES LTDA
111061547 GITEVBRITO CONSTRUCAO E REFORMA LTDA
111061598 GITEVBRITO CONSTRUCAO E REFORMA LTDA
111187664 GLAUMAR MARMORARIA LTDA ME
111192773 GLOBEX UTILIDADES S/A
111231531 GLOBO COMUNICACAO E PARTICIPACOES S/A
111007917 GOMES E GIANCRISTOFORO COMUNICACAO LTDA
111014719 GOMES TEIXEIRA TRANSPORTADORA LTDA
111063760 GPS OFFICE COMERCIO E SERVICOS ELETRONICOS LTDA
111063809 GPS OFFICE COMERCIO E SERVICOS ELETRONICOS LTDA
111227810 GRAN DELLI COMERCIO DE BEBIDAS E GENEROS
ALIMENTICIOS LTDA
111227828 GRAN DELLI COMERCIO DE BEBIDAS E GENEROS
ALIMENTICIOS LTDA
111188261 GRANPLAST INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS
LTDA EPP
111187966 GREENSERV ENGENHARIA MEIO AMBIENTE ASSESSORIA
E SERVICOS LTDA
111187982 GREENSERV ENGENHARIA MEIO AMBIENTE ASSESSORIA
E SERVICOS LTDA
111152798 GRM ASSESSORIA E CONSTRUCOES LTDA
111152828 GRM ASSESSORIA E CONSTRUCOES LTDA
110399676 GTIS SB EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
111228530 GVTOP SERVICOS TOPOGRAFICOS LTDA ME
110714040 GX COELHO GUIMARAES COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA ME
111226112 HANTHERCAR COMERCIO DE VEICULOS LTDA
111069815 HELP CARE TECNOLOGIA E MANUTENCAO LTDA
111069866 HELP CARE TECNOLOGIA E MANUTENCAO LTDA
111231094 HHR JW RIO DE JANEIRO INVESTIMENTOS HOTELEIROS LTDA
111194210
111080819
111080843
111229065
111229111
110826191
111191009
111233003
111233089
111231680
111147735
111149924
110801598
111080665
111225213
111072239
111183120
111230047
111087864
111087880
111193982
111069009
111184509
111226090
111182778
111190886
111191050
111189241
111189322
111226198
111138361
111138426
111086175
111086256
111087317
111087422
111087899
110891910
111087465
111087490
111143730
111226830
110824180
111189802
111190010
111190045
111140617
111140641
111089352
111151775
111227593
111148839
111143756
111230802
111230829
111121450
111121477
111051592
111136180
111147964
111071879
110940440
111143705
111233690
111187770
111187788
110910036
111194563
111150914
111150965
111231175
111231183
111131472
111131510
110965698
110965710
111185564
111185580
111016703
111224438
110981375
111228387
111151090
111151139
111225140
111225108
111063523
111063833
111146658
111188881
111188938
111228220
111193664
110958942
111227240
111227259
111193443
111194253
110977700
110977807
110704738
111224039
111227879
111227887
111227860
111183740
111184576
111230489
111147816
111183189
110804635
110804660
111047528
111193990
111183561
110973615
111193397
111133530
111224306
111224373
110493141
110494156
111060915
111228280
110859944
111182212
111227143
111227372
110802667
111052734
111150299
111191211
111191246
111071682
110885228
111132045
110864484
111124646
111190916
111191041
111184835
111129761
111229979
111137349
111145791
111145830
111224926
111224950
111184649
111128242
111227895
111045100
110728807
110977840
110977858
111047854
111190835
HILLS RJ PARTICIPACOES LTDA
HL REBOQUES LTDA
HL REBOQUES LTDA
HORTIFRUTI DA ALBANO LTDA
HORTIFRUTI DA ALBANO LTDA
HOTEL SANTO ANTONIO DE RAPOSO LTDA ME
HSPAMBIENT RECICLAGEM DE METAIS E PLASTICOS LTDA
HYLEG PARTICIPACOES LTDA
HYLEG PARTICIPACOES LTDA
I M A DIONISIO BASTOS
I P DA SILVA COMERCIO DE MOVEIS
IGIP BRASIL PARTICIPACOES SOCIETARIAS E EMPREENDIMENTOS
LTDA
ILHA CENTRAL CAR LTDA
ILHAS TROPICAIS LANCHONETE LTDA ME
ILUMMINA COMERCIO DE MATERIAIS ELETRICOS LTDA
IMOBILIARIA COMERCIAL LOTEAMENTOS E CONSTRUCOES
LTDA EPP
IMPERADOR PRODUTOS FARMACEUTICOS LTDA ME
INFINIT MODAS LTDA ME
INFO SHOW COMPUTADORES 110 LTDA
INFO SHOW COMPUTADORES 110 LTDA
INGRESSO COM LTDA
INTERNATIONAL BUSINESS GROUP COMERCIO IMPORTACAO
E EXPORTACAO LTDA
INVICTO RIO METALURGICA COMERCIAL LTDA ME
IPROJETE GERENCIAMENTO PROJETOS E CAPACITACAO
PROFISSONAL LTDA ME
IZAURA DA SILVA ROCHA
J B COMERCIAL E MANUTENCAO LTDA
J B COMERCIAL E MANUTENCAO LTDA
J F O DA SILVA SERVICOS DE CONFECCAO, ESTAMPARIA E
SERVICOS GRAFICOS
J F O DA SILVA SERVICOS DE CONFECCAO, ESTAMPARIA E
SERVICOS GRAFICOS
J F REPARACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
LTDA ME
J L METALURGICA E MONTAGENS LTDA
J L METALURGICA E MONTAGENS LTDA
J M M DE CARVALHO INDUSTRIA E COMERCIO DE VASSOURAS ME
J M M DE CARVALHO INDUSTRIA E COMERCIO DE VASSOURAS ME
J MARQUES DE SOUZA
J MARQUES DE SOUZA
J S D CRED CONSULTORIA E INTERMEDIACAO FINANCEIRA LTDA
JACRYL REPRESENTACOES E COMERCIO LTDA ME
JAIR DOS SANTOS DUTRA
JAIR DOS SANTOS DUTRA
JARDIM DE INFANCIA MEU SONHO LTDA
JARDIM ESCOLA FABIO FABIANO LTDA
JARDIM ESCOLA FABIO FABIANO LTDA
JDS ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA
JEFFERSON VIANA GRINALDAS LTDA
JEFFERSON VIANA GRINALDAS LTDA
JF IMPORTACAO E EXPORTACAO DE UTILIDADES DO LAR LTDA
JF IMPORTACAO E EXPORTACAO DE UTILIDADES DO LAR LTDA
JFE 37 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
JOAO HERICKSON BARREIRA
JOELTON CUNHA RIBEIRO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS
JOSE PAULO DE OLIVEIRA
JOWALLACE RESTAURANTE LTDA ME
JUANIL DA SILVA AFONSO LANCHONETE
JUANIL DA SILVA AFONSO LANCHONETE
JULIANA DE JESUS SANTOS
JULIANA DE JESUS SANTOS
JUNAVINI COMERCIO DE PRODUTOS HOSPITALARES
LTDA ME
JUNIOR CESAR FERREIRA RODRIGUES CALCADOS ME
K DA SILVA CASTRO BEBIDAS
KADON INDUSTRIA E COMERCIO DE MALHAS LTDA ME
KANNANDA TRANSPORTADORA LTDA ME
KARUP MODA SPORT CONFECCOES LTDA
KAZZON COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA ME
KING OF IMPORTACAO E DISTRIBUICAO DE LENTES LTDA
KING OF IMPORTACAO E DISTRIBUICAO DE LENTES LTDA
KS TAXI AEREO LIMITADA
KSA ADMINISTRADORA DE BENS LTDA
L A TRIGO MARAVILHA LTDA
L A TRIGO MARAVILHA LTDA
L F G SOARES LANCHONETE
L F G SOARES LANCHONETE
L P SAMPAIO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS
L P SAMPAIO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS
L W PROMOTORA DE CREDITO LTDA
L W PROMOTORA DE CREDITO LTDA
L X PEREIRA MONTAGEM E INSTALACAO INDUSTRIAL
L X PEREIRA MONTAGEM E INSTALACAO INDUSTRIAL
LABORATORIO BRAVET LTDA
LAFNE COMERCIO E BAZAR LTDA EPP
LARGO DO PACO DROGARIA LTDA ME
LATINO AMERICANA SERVICOS ADMINISTRATIVOS LTDA ME
LAVAJATO NOVO BRILHO LTDA
LAVAJATO NOVO BRILHO LTDA
LAZARIONI MIDIA EXTERIOR LTDA
LAZARONI MIDIA EXTERIOR LTDA
LEAL PORTO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA ME
LEAL PORTO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA ME
LEVAN MECANICA DE VANS LTDA ME
LIBERTADORES DA SERRA COMERCIO DE ROUPAS LTDA
LIBERTADORES DA SERRA COMERCIO DE ROUPAS LTDA
LIGHTGER S/A
LIMPCONTROL INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS DE
LIMPEZA E DESCARTAVEIS LTDA
LLUCLINS BAZAR E SERVICOS LTDA ME
LOAPLASTIC EMBALAGENS LTDA EPP
LOAPLASTIC EMBALAGENS LTDA EPP
LOBECK COMERCIO E SERVICOS TECNOLOGICOS LTDA ME
LORRAINE RJ PARTICIPACOES LTDA
LUCIELEN PIZZARIA LTDA
LUCIELEN PIZZARIA LTDA
LUCIO OLIVEIRA MAGALHAES ME
LUIZ ANTONIO DELFINO GOMES
LULUX CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME
LUYLLA CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME
LUZIOX CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME
M & F DE FRIBURGO PRESENTES LTDA ME
M C NORONHA TOPOGRAFIA LTDA ME
M DO SOCORRO P DE SOUZA CONFECCAO ME
M LIMA DE SOUZA BAZAR
M M ASSESSORIA E INTERMEDIACAO DE NEGOCIOS DE
FINANCIAMENTOS LTDA ME
M MULLER COMERCIAL LTDA EPP
M MULLER COMERCIAL LTDA EPP
MADISKA MATADOURO E DISTRIBUIDORA DE CARNES LTDA
MADZAL PARTICIPACOES E EMPREENDIMENTOS LTDA
MAGALHAES MORAES CONGELADOS LTDA ME
MAMI LUCIE RESTAURANTE E PIZZARIA LTDA
MANABI HOLDING S A
MANU BABY PRESENTES E CONFECCOES LTDA ME
MARAVALHAS PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA
MARAVALHAS PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA
MARCHON SIMOES COMERCIAL LTDA
MARCHON SIMOES COMERCIAL LTDA
MARCIA NAVI DE SOUZA
MARIA DA PENHA CRESPO TORRES
MARIA JULIA DOS SANTOS
MARIAN INDUSTRIA E COMERCIO DO VESTUARIO LTDA ME
MARJO COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
MARLUCIA DA SILVA SOUZA FILHA
MARTINS E TOMAZ COMERCIAL PLASTICOS LTDA ME
MASTER CLIN LIMPEZA E SERVICOS LTDA
MAVEL 2007 COMERCIO E LOCACAO DE VEICULOS LTDA ME
MAXCRED DADOS CADASTRAIS LTDA
MAXCRED DADOS CADASTRAIS LTDA
MAZAL ESTACIONAMENTO LTDA ME
MB 13 IMUNIZADORA CONSERVADORA DE LIMPEZA LTDA ME
MDRJ 28 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA
MEDBRAZ REPRESENTACAO E DISTRIBUICAO DE
MEDICAMENTOS E EQUIPAMENTOS LTDA EPP
MEDEIROS E LACERDA BOUTIQUE LTDA ME
MEDSERRA MEDICOS ASSOCIADOS LTDA
MEDSERRA MEDICOS ASSOCIADOS LTDA
MEIER COMERCIO DE MATERIAIS DIDATICOS LTDA ME
MELROSE AVE ARTIGOS DO VESTUARIO LTDA ME
MEMORAVEL 2010 REFORMAS LTDA ME
MENTA CONFECCOES LTDA ME
MERCEARIA AMIGAS LTDA
MERCEARIA AMIGAS LTDA
MERCO RIO 2011 MERCEARIA LTDA
MERCO RIO 2011 MERCEARIA LTDA
META COMERCIO DE ROUPAS LTDA
MICHELANGELO MARMORARIA LTDA
MILLS ESTRUTURAS E SERVICOS DE ENGENHARIA S A
MK5 AGENCIAMENTO E INTERMEDIACAO DE COMERCIO
ELETRONICO LTDA ME
MLG2 AGENTE AUTONOMO DE INVESTIMENTOS LTDA
MM QUENTINHAS LTDA
MM QUENTINHAS LTDA
MONOBLOCO CONSTRUCAO MANUTENCAO E LOCACAO
DE EQUIPAMENTOS LTDA
MONTREBLANT CONSTRUTORA LTDA
COMERCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
-8&(5-$ JUNTA
5
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S
111082439 MP MARQUES PEIXOTO PARTICIPACOES E EMPREENDIMENTOS
LTDA
111186544 MR GRAFICA E DESIGN COMERCIO DE PAPEIS LTDA ME
111190983 MR SOLUCOES DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA
111191017 MR SOLUCOES DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA
111190746 MUNDO DA ALEGRIA EQUITATIVA FESTAS INFANTIL LTDA
111190797 MUNDO DA ALEGRIA EQUITATIVA FESTAS INFANTIL LTDA
110728793 MX ALEF RENT A CAR SERVICE LTDA
110728815 MX ALEF RENT A CAR SERVICE LTDA
110982053 MYKONOS EVENTOS E SERVICOS LTDA
111006716 MYKONOS EVENTOS E SERVICOS LTDA
111148189 MYRIAM FIGUEIREDO DA FONSECA SALAO DE BELEZA ME
111148219 MYRIAM FIGUEIREDO DA FONSECA SALAO DE BELEZA ME
111063922 N B DE LORENA MAIA MOVEIS ME
111189098 N M DE ARAUJO VIDRACARIA
111189128 N M DE ARAUJO VIDRACARIA
111054486 N O JACOMINO ENGENHARIA LTDA
110933443 NASCIMENTO MONTEIRO & IRMAO LTDA
111122619 NEJONAR 9 TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA ME
111070155 NESTOR JOSE DO NASCIMENTO
110960025 NEW TECHNOLOGIES SERVICOS DE INFORMATICA LTDA
111183081 NHF AUTOMOVEIS LTDA
111189497 NITCLEAN COMERCIO DE PRODUTOS DE LIMPEZA LTDA
111189535 NITCLEAN COMERCIO DE PRODUTOS DE LIMPEZA LTDA
111150140 NO AR ESTUDIOS DE RADIO E TELEVISAO LTDA ME
111225132 NOVA IMAGEM 2000 INSTALACOES LTDA EPP
111190398 NOVO MILENIUM RIO TELECOMUNICACOES E SEGURANCA
ELETRONICA LTDA ME
111225981 NOVOS DESAFIOS TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA EPP
111192633 NSG CAPITAL SECURITIZADORA S/A
111071402 OFICINA MECANICA BETINHO DO GAS LTDA ME
111068835 OTICAS VENCEDORAS LTDA ME
111184932 P & P PORTELLA COMERCIO E REPRESENTACAO LTDA
111226147 P H COMERCIO E DISTRIBUICAO DE BEBIDAS LTDA
111226155 P H COMERCIO E DISTRIBUICAO DE BEBIDAS LTDA
111191262 P M PENTEADO PROTESE ME
110390822 P R SILVA DE OLIVEIRA ESTAMPARIA DE ARTIGOS DO VESTUARIO
110880773 P S I SUPLEMENTOS INDUSTRIAIS LTDA ME
111231191 PALHETA PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA
111231159 PALHETA S/A PRODUTOS ALIMENTICIOS
111227127 PANIFICACAO NOVA MONTANHA LTDA ME
110865570 PANIFICACAO RETIRENSE LTDA
110865618 PANIFICACAO RETIRENSE LTDA
110713524 PANIFICACAO SANTA CECILIA LTDA
111143594 PANIFICADORA DORO LTDA ME
111143829 PAPELARIA 325 DA SAARA LTDA EPP
110793994 PAPELONATO COMUNICACAO LTDA ME
111142210 PARAFERNALIA MODAS DE VOLTA REDONDA LTDA ME
110317831 PARKIMOB ADMINISTRACAO DE IMOVEIS LTDA
111012171 PARKIMOB ADMINISTRACAO DE IMOVEIS LTDA
111190932 PATRICIA FONTOURA ALVES
111194091 PATYSERV ENCOMENDAS E SERVICOS DE ENTREGA LTDA
111231078 PAULO CUNHA ARQUITETURA E ENGENHARIA LTDA
111228417 PDG REALTY S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES
111228450 PDG REALTY S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES
111187508 PEDRO ARCANJO BATERIAS LTDA
111187460 PEDRO ARCANJO BATERIAS LTDA ME
111231019 PEDRO MACEDO DE BITTENCOURT
111230144 PEST CONTROL DESINSETIZACAO E HIGIENIZACAO LTDA
111230241 PEST CONTROL DESINSETIZACAO E HIGIENIZACAO LTDA
110217985 PET PUPPY COMERCIO DE RACOES LTDA ME
110977394 PET SHOP L V DISTRIBUIDORA DE RACOES LTDA ME
111053323 PINETEC TECNOLOGIA DE MADEIRA LTDA
110957288 PITADA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
111070996 PLANIL EMPREENDIMENTOS E INVESTIMENTOS IMOBILIARIOS
LTDA
110821165 POCLER DUARTE
111153433 POINT GOURMET PIZZARIA E CREPERIA LTDA
111128102 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL
111128153 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL
111128188 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL
111128200 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL
110484967 PORT SERV COMERCIO CONSTRUCAO E PRESTACAO DE
SERVICOS LTDA
110484991 PORT SERV COMERCIO CONSTRUCAO E PRESTACAO DE
SERVICOS LTDA
110943520 PORTAL AZUL RESTAURANTE E LANCHONETE LTDA EPP
111186803 POSTO AUTO SERVICO EL SOMBRERO LTDA
111231957 POUSADA DO MAR GUARATIBA LTDA ME
111141761 PRAIA COL COMERCIO DE COLCHOES LTDA EPP
110823311 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA
110823338 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA
110823354 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA
111188946 PRINCESINHA DA CANCELA BAR E LANCHONETE LTDA ME
111088968 PRODUTORA TOLEDO & VIEIRA LTDA ME
110911962 PROPRIUM MILITARE CURSOS PREPARATORIOS PARA
CONCURSOS LTDA
110978722 PW 235 PARTICIPACOES S/A
111143500 QUINTELLACAR AUTO ELETRICA PECAS E SERVICOS LTDA ME
111231671 R A SOUSA CONFECCOES ME
110250613 R H TRES RIOS COMERCIO DE AUTO PECAS VEICULOS E
PNEUS LTDA
111067227 R M COMERCIO DE REFRESCOS LTDA ME
111189730 R P R COMERCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUCAO ARTEFATOS
DE CIMENTO E LOCACAO DE EQUIPAMENTOS LTDA ME
111230365 RADIO IMPRENSA S/A
111081904 RAFAELA OLIVEIRA PEREIRA COMERCIO VAREJISTA DE ARTIGOS
DO VESTUARIO E ACESSORIOS
111081947 RAFAELA OLIVEIRA PEREIRA COMERCIO VAREJISTA DE ARTIGOS
DO VESTUARIO E ACESSORIOS
110841166 RAPIDINI RECAUCHUTAGEM E REMOLDAGEM DE PNEUS
LTDA ME
111193826 RAZUZ512 SERVICOS DE INFORMATICA LTDA ME
111184215 RCCT DE BOLSAS E CALCADOS LTDA
111184240 RCCT DE BOLSAS E CALCADOS LTDA
111061172 REI TRANSPORTE EXECUTIVO LTDA
111061270 REI TRANSPORTE EXECUTIVO LTDA
111227682 RENAN S SILVA REPRESENTACOES LTDA
111227704 RENAN S SILVA REPRESENTACOES LTDA
111187109 RENATA TAVARES VINHOSA DA CUNHA
111194598 REPSOL SINOPEC BRASIL S A
111194601 REPSOL SINOPEC BRASIL S A
110934962 RESERVA MURY BUFFET E EVENTOS LTDA
110934989
111018625
111189330
111189950
111189411
111189527
111189560
111187990
111188032
111188059
111188075
110939255
110234294
111008018
111009324
111009499
111191076
111191149
111186781
111147581
110285166
111191904
111191939
111013607
111013615
111186951
111182565
110368932
111150230
111233208
111145155
111145198
110395832
111013070
111013143
111190541
111225892
111225957
110789873
111194776
110890531
111230519
111230594
111013089
111140781
111188083
111188091
111143047
110895762
110909410
111147794
111140749
111189454
111189462
111230128
111190673
111151422
111182190
110223799
111226449
111066794
111189624
111189667
111191238
111233100
111088526
111193338
111068118
111068215
111225078
111143535
111227194
111227160
111135281
111149959
111230110
110890710
111224594
111151813
111148057
111191106
111129770
111181917
111181925
110934849
111225744
107747340
111044960
110962443
110962478
111049849
111185211
111153468
111053838
111053919
111148073
111138124
111143080
111229472
111193079
111193222
111193257
111017246
111017270
111187168
111190088
RESERVA MURY BUFFET E EVENTOS LTDA
RESTAURANTE TEMPERATTO 80 LTDA ME
REUAS JOIAS E RELOGIOS LTDA
RIBEIRO E AURELIO APOIO E MANUTENCAO LTDA
RIO DESIGN BARRA SHOPPING CENTER LTDA
RIO DESIGN LEBLON SHOPPING CENTER LTDA
RIO DESIGN LEBLON SHOPPING CENTER LTDA
RIO OFFICE PARK 2 S.A
RIO OFFICE PARK 3 S.A
RIO OFFICE PARK 4 S A
RIO OFFICE PARK H S.A
RIOBARRA COMERCIO DE SUPRIMENTOS DE INFORMATICA
LTDA ME
RIVALDO JOSE DO NASCIMENTO
ROBSON DE ALMEIDA SANTOS
ROBSON L DA SILVA COMERCIO DE ROUPAS
ROBSON L DA SILVA COMERCIO DE ROUPAS
ROBSON O SIQUEIRA MOVEIS
ROBSON O SIQUEIRA MOVEIS
ROCAL PRODUTOS DE PETROLEO LTDA
RODOVIARIA GUANABARA DE JORNAIS E REVISTAS LTDA
ROGERIO RANGEL DE FREITAS
ROPETECH SERVICOS TECNICOS ESPECIALIZADOS LTDA
ROPETECH SERVICOS TECNICOS ESPECIALIZADOS LTDA
ROSA DE SARON CONSULTORIA COMERCIAL LTDA
ROSA DE SARON CONSULTORIA COMERCIAL LTDA
ROSANGELA APARECIDA FERNANDES LADEIRA
ROSANGELA MARIA MESQUITA LASMAR
ROSIANE SILVA DA CONCEICAO DE AGUIAR
RR GARCEZ COMERCIO DE DECORACOES LTDA ME
RRS COMERCIO E REPRESENTACAO LTDA ME
RS FASHION COMERCIO E CONFECCOES LTDA
RS FASHION COMERCIO E CONFECCOES LTDA
RUBENS BISPO DOS SANTOS JUNIOR
RUFINO METALURGIA LTDA
RUFINO METALURGIA LTDA
S & R BAZAR E UTILIDADE DO LAR LTDA ME
S DA SILVA RIBEIRO NETO REFRIGERACAO
S DA SILVA RIBEIRO NETO REFRIGERACAO
S O S 2001 CONTROL & PREVIEW LTDA ME
S SOUZA ALMEIDA SOM E ILUMINACAO LTDA ME
SANTA RITA COMERCIO DE PAPEIS LTDA ME
SAO JOAO ENSINO DE IDIOMAS LTDA
SAO JOAO ENSINO DE IDIOMAS LTDA
SAUDE VIDA E VITAMINAS REPRESENTACOES LTDA
SAVAGE AUTOMOTIVE LTDA
SCG ALVES SERVICO DE BUFFET E EVENTOS
SCG ALVES SERVICOS DE BUFFET E EVENTOS
SCHOOL SERVICE COMERCIAL LTDA ME
SDD COMERCIAL DE ROUPAS LTDA
SDD COMERCIAL DE ROUPAS LTDA
SEGUIR SEGURO CORRETORA E CONSULTORIA DE
SEGUROS LTDA
SERVEMP SERVICOS E EMPREENDIMENTOS LTDA
SERVENCO PARTICIPACOES LTDA
SERVENCO PARTICIPACOES LTDA
SETE LAGOAS TRANSMISSORA DE ENERGIA LTDA
SETE MULTIMIDIA LTDA
SHANGRI LA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
SILVERIO GONCALVES
SJD COMERCIO DE INFORMATICA E ELETRONICOS LTDA
SM&S LIMPEZA PROFISSIONAL 2010 LTDA EPP
SMDN ENGENHARIA LTDA
SOCIEDADE DE INCORPORACOES E PARTICIPACOES
SINCORPA LTDA
SOCIEDADE DE INCORPORACOES E PARTICIPACOES
SINCORPA LTDA
SPACE CORRETORA DE SEGUROS LTDA ME
STARLIN ALTA CONSULTORIA E COMERCIO LTDA
STELLA MARIS 35 PROJETOS E CONSTRUCOES LTDA
STILUZ COMERCIO DE CALCADOS LTDA EPP
STIR SERVICOS TECNICOS DE IMAGEM EM RADIOLOGIA LTDA
STIR SERVICOS TECNICOS DE IMAGEM EM RADIOLOGIA LTDA
STOP BROWSER INFORMATICA LTDA ME
STUDIO DA CASA MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME
SUED TRANSPORTE E EQUIPAMENTOS LTDA
SUED TRANSPORTE E EQUIPAMENTOS LTDA
SUPER KAR CANOS E SILENCIOSOS LTDA ME
TAE AGENCIA DE TURISMO LTDA ME
TALISMA CASA LOTERICA LTDA ME
TEC BRAZ AF MAQUINAS E MARTELOS LTDA ME
TECHMEDIKA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA EPP
TECNIPAR COMERCIO DE VEICULOS PECAS E SERVICOS LTDA
TEIXEIRA ELETRO LTDA ME
TELEMAR PARTICIPACOES S/A
TEMPO COMUNICACAO LTDA
TMG CONSTRUCOES E MATERIAIS LTDA
TMG CONSTRUCOES E MATERIAIS LTDA
TOLEDO E FARIA MAQUINAS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS
LTDA EPP
TRAMAJEANS INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA
TREELOG S A LOGISTICA E DISTRIBUIDORA
TRIAL INCORPORACAO E EMPREENDIMENTOS LTDA
TRIESTE COMERCIO E SERVICOS LTDA
TRIESTE COMERCIO E SERVICOS LTDA
TRO KAR CANOS E SILENCIOSOS LTDA ME
TROIS COMERCIO E SERVICOS EM JOIAS LTDA
TUDO OK CEREAIS LTDA
TUFAO COMERCIO E TRANSPORTE LTDA
TUFAO COMERCIO E TRANSPORTE LTDA
UNIAO REFRIGERACAO E COMERCIO DE PECAS E AR
CONDICIONADO LTDA ME
UNIMED RIO PARTICIPACOES E INVESTIMENTOS S A
URBANIZADORA NOVA IGUACU LTDA
V J INSTALACOES E CONSTRUCOES LTDA ME
V J ROCHA COMERCIO DE ALIMENTOS ME
V M COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA
V M COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA
V VARGAS VELLASCO RESTAURANTE, PADARIA E LANCHONETE
V VARGAS VELLASCO RESTAURANTE, PADARIA E LANCHONETE
VALDECIR DA S RIBEIRO SERVICOS DE CONSTRUCAO
REFORMAS E ACABAMENTOS EPP
VALDEMAR BOMBAS JACONE LTDA
111190118
111187362
111186919
110801750
111044855
111227623
111231370
111231388
111186838
111083788
111083842
111083150
110977688
110977742
111228123
111231710
110905547
111225906
111225914
111194130
110964748
111193362
111231477
111087953
111229367
111229383
111052807
VALDEMAR BOMBAS JACONE LTDA
VARMAG TRANSPORTES E SERVICOS LTDA ME
VERSATIL SERVICOS DE CONSTRUCOES E REFORMAS LTDA ME
VIANA E CARVALHO MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME
VIVER PADARIA E CONFEITARIA LTDA ME
VPR CONSERVACAO E SERVICOS LTDA ME
W B SANTOS INSTALACOES
W B SANTOS INSTALACOES
W D C CONSTRUTORA LTDA ME
W-CONEX COMERCIO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
LTDA EPP
W-CONEX COMERCIO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
LTDA EPP
WERNER WEISS MULLER GALLO
WEST HIDRAULICAS COMERCIO E SERVICOS LTDA
WEST HIDRAULICAS COMERCIO E SERVICOS LTDA
WHZ RIO COSTRUCOES LTDA ME
WIJECAD INDUSTRIA E COMERCIO DE MOVEIS LTDA ME
WIKISHOWS PUBLICIDADE MARKETING E GERECIAMENTO
DE PROJETOS DE COMUNICACAO CULTURAIS E
ESPORTIVOS LTDA
YAKITEM EQUIPAMENTOS MEDICOS HOSPITALARES LTDA
YAKITEM EQUIPAMENTOS MEDICOS HOSPITALARES LTDA
ZAAF ADORNOS LTDA
ZARIM BAR PENSAO LTDA
ZARIM BAR PENSAO LTDA
ZENIT REALTY S/A
ZHOU GUOHONG LANCHONETE LTDA ME
ZMF EDITORA E COMUNICACAO LTDA
ZMF EDITORA E COMUNICACAO LTDA
Documentos Indeferidos
PROC.
EMPRESA
102536783 CHATTAR & QUEIROZ PRESTACAO DE SERVICOS E
COMERCIO LTDA
107549298 NOVA CALEDONIA ADMINISTRACAO E VENDAS LTDA
110307330 OPMS PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA
DOCUMENTOS EM EXIGÊNCIA
111150647
111150710
111134900
107779897
107779790
111185122
111184010
111187117
111187133
110906055
111189039
111189063
111227429
111227453
111224985
111224993
110279468
111227968
111193044
111047722
110549368
110842154
111013186
110549228
111190592
111231124
111193885
111226716
111082986
111230020
111047137
110804155
111184762
111184797
111147093
111132908
111132932
107713128
111181941
111181950
111194318
110850823
111189748
110799682
110934237
111227542
111225051
111190371
110677994
110875486
111192960
110964586
110964616
111225582
111225639
111193710
110796772
111152941
111047838
111117887
111117976
111186579
110874366
110482280
111224543
111225116
111233372
111189047
111187443
107754479
111186110
110904796
111148146
111148111
111229391
111152747
111193460
111193591
111193648
111183731
110388500
110388470
111087430
111191467
111189942
111194768
111227070
111147484
110971426
111183782
111049652
111189764
111125731
111183340
111223938
111227313
111227321
110317149
111190576
111138841
111151279
110889118
110962141
107782049
111150337
110894057
110498984
111190150
111190193
111121809
111121850
111188571
111188580
111184533
111193060
111193168
111184401
111194148
111187150
111184584
111141710
111141699
111153247
111153140
111226856
111190800
110131126
111069750
111134773
111231418
111141257
111226066
111227410
111190240
110981863
111147247
111187478
110484312
111226236
111014697
110904338
110721870
111082501
111186862
111182557
111017432
110963911
111190185
111190223
110774507
107328119
111182654
111227046
111227925
111230381
111232198
111232341
111230560
111124727
111234387
110393880
111193940
111193966
111054885
111193800
111224160
111230640
111224489
111226120
111226139
111228158
110889193
111128099
111230578
111232090
111232163
111226074
111061857
110704657
111229529
111230225
111231779
111014816
111227054
111194504
110333926
111189896
111229090
111193788
110908937
111183456
111187214
110473264
111138981
111190339
110179510
110680669
111147450
111230403
110939948
111153000
111225205
111187192
111227631
111227640
111226228
111224799
111230160
111230390
111230349
111230268
111230284
111224705
111123720
111123755
111184851
111229766
111224896
111007763
111224640
111224691
111224497
111187702
111187710
110965256
111190584
111147840
111147891
111085632
111142385
111142440
111225655
111225671
111150841
111228603
111228620
110716965
111151414
111190665
111228077
111228093
111152755
111011663
111011779
110004000
110004027
111224551
111224578
111187044
111227763
111185815
111230870
111227062
111224241
111187915
111187931
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110937112
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110862376
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111182093
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110895711
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111188750
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110669363
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111224250
111229294
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111142610
111230756
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110961250
111119812
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ECONOMIA
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Presidente Barack Obama passa a tratar pessoalmente do impasse nas negociações do Orçamento com o Congresso
Líderes políticos americanos
mantiveram ontem uma conversa
de surdos sobre os gastos federais,
com poucos sinais de que poderão, em breve, chegar a um acordo
para evitar a paralisação do governo americano na semana que vem.
O presidente Barack Obama
passou a tratar pessoalmente do
impasse sobre as negociações do Orçamento, dizendo que se opõe à proposta republicana de outra resolução temporária, a menos que ela dê
ao Congresso mais alguns dias para
aprovar um acordo permanente.
“Estamos agora num ponto
no que não há desculpa para estender isso mais ainda”, disse
Obama. “Eu não deveria ter de supervisionar um processo no qual
o Congresso trata do Orçamento
do ano passado, quando temos
apenas seis meses até seu final.”
Ele acrescentou que funcionários
da Casa Branca “estão preparados
para trabalhar o quanto for necessário para que isso seja resolvido”.
O presidente do Congresso
John Boehner (republicano por
Ohio) reuniu-se com Obama na
Casa Branca na manhã de ontem,
mas disse que não houve um acordo. Novas negociações entre líderes do Congresso devem acontecer no Capitólio. Republicanos e
democratas ainda têm de entrar
num acordo sobre como financiar
o governo até o final do ano fiscal
de 2011, que está na metade e termina em 30 de setembro.
“Embora tenha sido uma
boa discussão, nenhum acordo
foi feito”, disse o escritório de
Boehner em documento sobre a
reunião que ele teve com Obama, o vice-presidente Joe Biden
e outros líderes do Congresso.
O governo será paralisado na
sexta-feira, à meia-noite, a menos
que o Congresso aprove uma extensão do Orçamento. A Casa Branca
ordenou altos funcionários de várias agências federais que tenham
planos de contingência prontos
para uma paralisação parcial. Mas
os líderes no Capitólio não estavam
otimistas sobre o fechamento de
um acordo sobre o Orçamento.
Acordo - O líder da maioria
na Câmara Leader Eric Cantor
(republicano pela Virgínia) disse que “não há possibilidade”
de os legisladores chegarem a
um acordo para o restante do
ano fiscal de 2011. Republicanos da Casa prepararam uma
extensão de uma semana, mas
Whip Steny Hoyer (democrata
por Maryland), declarou que
vai convocar seus integrantes
para votar contra.
“O presidente do Congresso
disse ao presidente que a Câmara não vai ser colocada numa
caixa e forçada a escolher entre
duas opções que são ruins: aceitar um acordo ruim que não resulta em verdadeiros cortes nos
gastos, ou aceitar a paralisação
do governo em razão da falta de
ação do Senado”, disse Boehner,
segundo o resumo divulgado por
seu gabinete. Os democratas controlam o Senado.
Boehner disse que os republicanos “apoiam” a proposta de extensão do Orçamento por uma semana, que asseguraria recursos para
tropas militares até setembro.
A Casa Branca e os democratas também disseram que sua
disposição em aceitar os cortes
de US$ 33 bilhões no Orçamento deste ano mostra que estão
prontos para se comprometer e
a encontrar um meio termo com
os republicanos. Mas Boehner
afirmou que, após a reunião de
ontem, a proposta de corte de
US$ 33 bilhões é insuficiente.
Obama ficou visivelmente
irritado com o impasse nas negociações. “Identificamos áreas
nas quais fizemos cortes significativos”, disse, acrescentando
que passou a aceitar a proposta
original dos republicanos “para
o quanto eles quiserem cortar”.
Dentre outros participantes
da reunião estavam o líder da
maioria no Senado Leader Harry Reid (democrata, Nevada), o
presidente do Comitê de Apropriações da Câmara Hal Rogers
(republicano por Kentucky) e o
presidente do Comitê de Apropriações do Senado, Daniel
Inouye (democrata pelo Havaí).
Jeff Zients, vice-diretor de
Orçamento da Casa Branca,
enviou um e-mail aos vice-secretários e chefes de equipe na
segunda-feira pedindo a eles
que mantenham um bom nível
de comunicação. O e-mail diz que
a Casa Branca e os líderes do Congresso estavam trabalhando para
evitar a paralisação, mas que “tendo em vista a realidade do calendário, a boa administração exige
que continuemos nosso plano de
contingência para uma paralisação ordenada”.
O secretário do Tesouro Timothy Geithner citou a correspondência de Zients numa resposta
a uma pergunta sobre o que o
Tesouro estava fazendo para se
preparar para a paralisação. Ele
disse que o fechamento do governo teria um impacto “muito
forte” no funcionamento o Departamento do Tesouro, prejudicando a economia do país.
6
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
ECONOMIA
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Além de se render na campanha para ficar no comando, executivo não consegue fazer de um de seus aliados o sucessor
Irany Tereza e Mônica Ciarelli
Da Agência Estado
Roger Agnelli sofreu uma dupla derrota no processo que culminou com sua substituição na
presidência da Vale: foi obrigado
a se render na campanha para
permanecer no comando da mineradora e não conseguiu fazer
de um de seus aliados o sucessor.
Ao contrário, Murilo Ferreira, que assume oficialmente a
presidência a partir de 22 de
maio, iniciou a gestão Agnelli
como um de seus homens de
confiança e deixou a Vale como
mais um desafeto, depois de um
período de desgaste com o executivo, de quem discordou radicalmente da decisão de insistir
na aquisição da Xstrata.
A compra da mineradora
anglo-suíça - que passou a ser
tratada por Agnelli quase como
uma questão pessoal - acabou
não ocorrendo. A Vale se livrou
do que seria um péssimo negócio às vésperas da crise global
que estourou em agosto de 2008,
mas o vínculo entre os dois executivos já havia se desfeito.
Aliança - Depois de um enfarte, Ferreira decidiu seguir carreira profissional fora da mineradora e aliou-se a Gabriel Stoliar
- outro executivo que deixou a
Vale com a relação estremecida
com Agnelli - na criação da gestora de recursos Studio Investimentos, de onde saiu recentemente.
A indicação de Ferreira, formalizada pela Vale na noite de
segunda-feira, foi tratada com sigilo rigoroso mesmo no principal
fórum de decisão da empresa.
Apenas quatro dos 11 membros
do Conselho de Administração
participavam da negociação
para trazer o executivo de volta.
O grupo era formado por um
representante de cada acionista:
Luciano Coutinho, pelo BNDES;
Oscar Camargo, pela Mitsui; Mário da Silveira Teixeira Junior, pela
Bradespar; e Ricardo Flores, pela
Previ. Ferreira, acreditam, é um
nome que atende aos interesses do
governo sem assustar o mercado.
Aos 58 anos e com mais de
30 de experiência em mineração, Ferreira exerceu a diretoria
executiva de Participações e Novos Negócios na Vale, cargo que
acumulou com a presidência da
Inco, que ocupava quando se
afastou da empresa.
Aquisições - Foi no cargo
de diretor executivo que coordenou diversos processos de
aquisição, inclusive o da própria
Inco, o mais vultoso da história
da Vale, negociado em 2006 e
que representou investimento
de US$ 18,243 bilhões. Foi uma
época de compras agressivas da
companhia. De 2001, primeiro
ano da gestão Agnelli, até agora,
a Vale incorporou 28 empresas,
nacionais e estrangeiras.
A lista completa, na verdade,
inclui 31 companhias, com um
saldo de US$ 34,7 bilhões desembolsados pela Vale, mas começa
um ano antes da presidência executiva de Agnelli, com a compra
de três grupos: Socoimex, Samitri/Samarco e GIIC, todas de minério de ferro e pelotas.
A partir de 2001, a mineradora diversificou, com a compra
de empresas de níquel, carvão,
cobre, bauxita, potássio e outros
minerais. Agnelli e Ferreira, afinados na estratégia, promoveram também desinvestimentos
substanciais, em áreas não consideradas como foco. Entre 25
ativos vendidos, estão sete participações siderúrgicas.
Governo - Agora, de volta à
Vale, desta vez em posição de
comando, Murilo Ferreira deverá se alinhar à posição do governo, que exige da mineradora
uma estratégia mais agressiva
de investimentos no País, especialmente no beneficiamento do
minério de ferro, por meio da indústria siderúrgica.
O nome do executivo, segundo
fontes que acompanham o processo, tem a aprovação da presidente Dilma Rousseff, que se
mantém distante dos holofotes,
mas acompanhou de perto as negociações. Analistas de mercado
também aprovaram a indicação,
mas aguardam com certa ansiedade pelo início da gestão.
Uma das principais preocupações é com respeito a uma
eventual mudança mais ampla
na diretoria. A provável saída de
Carla Grasso, diretora de RH da
Vale, muito ligada a Agnelli, já é
tida como certa e assimilada. Outras alterações, porém, provocam
apreensão sobre uma mudança de
rumo mais radical da empresa.
Compensação - Agnelli deixa a Vale com um contrato ainda
válido. Apesar de seu mandato
expirar em 22 de maio, um termo
assinado no ano passado pelos
acionistas prorrogou sua permanência até dezembro de 2012. Do
pacote de indenização também
constará uma boa compensação
financeira pelo compromisso do
executivo de se manter afastado
de cargos similares na concorrência por um período que, segundo
fontes, pode chegar a um ano.
&$(VHQDGRUHVFULWLFDPPXGDQoDQRFRPDQGRGDPLQHUDGRUD
Andrea Jubé Vianna e
Rosa Costa
Da Agência Estado
A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado
debateu amplamente, ontem, a
mudança no comando da Vale.
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) criticou a escolha do
executivo Murilo Ferreira para
suceder Roger Agnelli, que em
julho completaria dez anos na
presidência da companhia. “O
nome do escolhido nem constava
da lista dos que estavam sendo
cogitados, foi um nome indicado
pelos fundos de pensão. Nunca
vi um ministro de Estado demitir um presidente de uma empresa, estatizaram a Vale”, protestou o tucano.
O petista Lindbergh Farias
(RJ) saiu em defesa do governo,
ressaltando que a escolha de Ferreira foi uma “decisão de acionistas”. Ele acusou a oposição de
politizar excessivamente o episódio, lançando a campanha “fica
Agnelli”. Lindbergh defendeu
que a Vale assuma uma “visão nacionalista mais forte”, já que a mineradora exporta minério bruto,
quando poderia agregar valor ao
produto, gerando mais empregos
no País. “Há uma torcida nacional
para que a empresa assuma uma
nova postura”, sustentou.
Dornelles - O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) expressou sua “discordância completa”
na intromissão do governo na
mineradora. O parlamentar fluminense criticou, em especial,
a pressão do governo para que
a Vale investisse em siderurgia,
de modo a concorrer com os próprios clientes. “As siderúrgicas
estão com capacidade ociosa, é
uma falta de bom senso. A Vale
é responsável pelos grandes re-
sultados da política comercial
do Brasil no exterior. O governo
não pode fazer dela uma empresa pública”, protestou.
Por fim, o senador Armando
Monteiro Neto(PTB-PE), expresidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI),
ponderou que esse debate suscita uma discussão mais ampla
sobre a necessidade de um novo
marco regulatório para o setor
de mineração. “Os royalties estão alinhados ao que se pratica
no mercado internacional, os
Estados que são províncias minerais estão sendo devidamente
0(5&$'2
compensados pela exaustão dos
recursos?”, questionou.
Mantega - Por unanimidade,
a CAE do Senado aprovou requerimento convidando o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
para participar de uma audiência pública destinada a tratar da
substituição de Roger Agnelli.
Autor do pedido, o senador Cyro
Miranda (PSDB-GO) aponta
como motivo do convite a Mantega “a noticiada interferência
política do governo federal na
empresa Vale”. A audiência ainda não tem data marcada.
O requerimento complemen-
ta pedido feito anteriormente
pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que também solicitava presença do ministro da Fazenda para “prestar informações
acerca da economia brasileira e
do cenário para 2011 esperado
pelo governo”.
No pedido, o senador alega a
necessidade da equipe econômica do governo “enfrentar e solucionar algumas questões que podem comprometer o crescimento
em ritmo acelerado do País, “tanto em relação ao passado como
em comparação às maiores economias desenvolvidas”.
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André Magnabosco
Claudia Violante, Silvana Rocha
e Marcio Rodrigues
Da Agência Estado
O fim da novela sobre a escolha do sucessor de Roger Agnelli
na presidência da Vale agradou
aos investidores e os papéis da
mineradora ajudaram o Ibovespa
a fechar em alta, na sexta sessão
seguida no azul. Mas o entusiasmo foi fraco e as bolsas externas
não ajudaram, impedindo o índice de terminar nos 70 mil pontos
depois do flerte no pregão.
A Bovespa terminou a terça-feira em alta de 0,19%, aos
69.837,52 pontos. Na mínima,
registrou 69.465 pontos (-0,34%)
e, na máxima, os 70.047 pontos
(+0,49%). No mês, os ganhos
atingem 1,82% e, no ano, 0,77%.
Em seis sessões no azul, avançou
3,93%. O giro financeiro totalizou R$ 7,030 bilhões.
Escolha - Novo presidente da
Vale - falta aprovação do Conselho de Administração - Murilo
Ferreira hoje atua no mercado
financeiro, mas já foi do corpo
diretor da mineradora. A escolha saiu de uma lista tríplice e
foi uma surpresa, já que o mer-
cado dava como certo o nome de
Tito Martins, diretor-executivo e
atual presidente da Vale Inco, no
Canadá. A lista se fechava com
o diretor executivo de Estratégia, Vendas e Marketing da Vale,
José Carlos Martins.
Mesmo inesperada, a nomeação agradou o mercado, que agora se preocupa com a ingerência
política na mineradora. Os papéis,
segundo os analistas, até devem
tirar um pouco do atraso que tiveram por causa da sucessão, mas terão um prêmio de risco justamente devido às demais pendências,
entre elas a discussão sobre uma
dívida bilionária de royalties.
Ontem, os investidores compraram a decisão sobre o novo
presidente e as ações ON subiram 0,46%, enquanto a PNA
avançou 0,12%. Esta última ação
disparou na liderança do giro individual, com R$ 1,325 bilhão.
Petrobras PN foi o segundo
maior giro, mas bastante aquém
da Vale PNA, com R$ 559,777 milhões, seguida por OGX ON (R$
301,791 milhões). Petrobras ON
caiu 1,43% e ON, 0,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para
maio recuou 0,12%, para US$
108,34 o barril. OGX ON subiu
1,65%.
Exterior - Se Vale ajudou, o
sinal vindo do exterior ontem foi
pouco estimulante. As bolsas européias fecharam ao redor da estabilidade, com ligeiras quedas,
influenciadas
negativamente
pelo rebaixamento do rating de
Portugal pela Moody’s.
Nos EUA, as bolsas perderam
força no meio da tarde, após a divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve. O Dow Jones fechou em baixa
de 0,05%, para 12.393,90 pontos,
o S&P recuou 0,02%, aos 1.332,63
pontos, e o Nasdaq ganhou 0,07%,
aos 2.791,19 pontos. A ata indicou
que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc)
estão divididos em relação ao momento adequado para começar a
desfazer o afrouxamento monetário adotado até agora.
Câmbio - No fechamento, o
dólar à vista recuou 0,06%, a R$
1,6080 no balcão - menor valor
desde 7 de agosto de 2008, quando encerrou a R$ 1,5910. Na
BM&F, o dólar pronto encerrou
em queda de 0,09%, a R$ 1,6077.
O giro financeiro total à vista re-
gistrado na Clearing de Câmbio
até 16h08 somava cerca de US$
2,956 bilhões, sendo US$ 2,080
bilhões em D+2.
No mercado futuro às 16h44, o
dólar maio de 2011 subia 0,12%, a
R$ 1,6160, com um volume de negócios de 12,119 bilhões. Em Nova
York, no mesmo horário, o euro
estava em US$ 1,4223, de US$
1,4220 no fim da tarde de anteontem. O dólar subia a 84,83 ienes,
de 84,06 ienes ontem, e avançava
a 0,9233 franco suíço, de 0,9256
franco suíço anteontem.
Juros - Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2011 (296.675 contratos)
subiu de 11,94% para 11,97%
e o DI janeiro de 2012 (428.930
contratos) avançou de 12,16%
para 12,22%. O DI janeiro de
2013 (245.775 contratos) estava
em 12,7%, de 12,64% anteontem. Nos longos, o DI janeiro de
2017 (19 935 contratos) passou
de 12,67% para 12,71% e o DI
janeiro de 2021 (3.475 contratos)
avançou de 12,54% para 12,6%.
No segmento de títulos públicos,
a NTN-B 15/8/2012, uma das mais
negociadas, projetava 6,2%, de
5,89% anteontem.
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7D[DGHLQÀDomRSUHRFXSDR)HG
Na reunião de política monetária de 15 de março, os dirigentes
do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano) julgaram que
a economia dos Estados Unidos
estava ganhando impulso, mas
destacaram o potencial de impacto negativo associado à elevação
rápida dos preços das commodities nas expectativas de inflação,
nos gastos dos consumidores e nos
investimentos das empresas.
“Uma elevação significativa nas expectativas de inflação
para o prazo mais longo poderá
contribuir para uma inflação excessiva de preços e salários, que
seria custoso erradicar”, diz a
ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed
(Fomc), divulgada ontem.
Durante a reunião, os participantes indicaram que a elevação dos
preços de energia e de commodities
haviam alimentado a recente aceleração dos índices de inflação, mas
disseram esperar que essas altas fossem temporárias. “De acordo com
isso, os participantes consideraram importante prestar atenção
à evolução não só dos índices
principais e do núcleo dos índices, como também das expectativas de inflação”, diz a ata.
Os dirigentes do Fed também
discutiram as novas fontes de incerteza para a economia e notaram que
“os eventos que estão se desenrolando no Oriente Médio e no Norte
da África, ao lado do terremoto, da
tsunami e dos acontecimentos que
se seguiram no Japão fizeram crescer ainda mais a incerteza quanto à
perspectiva da economia”.
Apesar dos riscos, os participantes da reunião disseram
que a economia está em bases
mais sólidas, com o desemprego
se reduzindo, ao mesmo tempo
que os gastos dos consumidores
e os investimentos das empresas
mostravam sinais de melhora.
Na reunião de março, o Fomc
manteve inalterada a meta para
a taxa dos Fed Funds.
Sobre o programa de afrouxamento quantitativo da política
monetária, o plano de comprar
US$ 600 bilhões em títulos do
Tesouro dos EUA até junho, a
ata diz que “alguns participantes indicaram que as condições
econômicas justificariam uma
política monetária menos acomodatícia neste ano; outros notaram que a acomodação excepcional da política poderia ser
apropriada para além de 2011”.
Da Agência Estado
A decisão da Ultrapar de ingressar no Novo Mercado, operação
que obrigará a companhia a migrar as atuais ações preferenciais
para ordinárias, poderá tornar a
controladora de empresas como
Ipiranga e Oxiteno mais agressiva.
Essa foi a sinalização dada ontem
pela direção da holding, também
conhecida como Grupo Ultra. “Se
surgirem oportunidades futuras
de aquisições maiores (do que a
capacidade da companhia), teremos uma nova moeda de troca que
pode ser utilizada no futuro”, afirmou em encontro com analistas e
investidores o presidente da Ultrapar, Pedro Wongtschowski.
Apesar de ressaltar que não
há qualquer operação com esse
perfil em análise no momento,
a direção da Ultrapar sinalizou que, a partir da decisão de
ingressar no Novo Mercado, a
companhia poderá ser mais arrojada. Dessa forma, estaria mais
preparada para aproveitar as
oportunidades em todos os segmentos nos quais atua, segundo
constatação do executivo.
Endividamento - Segundo o
diretor Financeiro e de Relações
com Investidores da Ultrapar,
André Covre, o atual perfil de
endividamento da companhia
permitiria à Ultrapar adquirir o
equivalente a “duas Texaco”. A
comparação foi feita após Covre
lembrar que o maior patamar de
endividamento da companhia,
de 2,3 vezes a relação entre endividamento líquido e Ebitda, foi
reportada após a aquisição da
rede de postos de combustíveis.
Hoje a relação está levemente
C
U
acima de 1 vez.
Com base nesses números, a
Ultrapar só precisaria recorrer
a uma operação grande, de aumento de capital, caso uma eventual aquisição fosse de grande
relevância. “Sinalizamos assim
que o crescimento da companhia
passa a ser o interesse principal
dos acionistas”, disse Wongtschowski. O plano de investimentos da Ultrapar para 2011 supera
R$ 1 bilhão, montante que não
considera eventuais aquisições.
Questionado se a migração
para o Novo Mercado teria qualquer relação com a possibilidade de a Ultrapar separar os ativos (possibilidade cogitada no
passado), o executivo descartou
a teoria. “Não vemos probabilidade de esse evento acontecer
no curto prazo”, afirmou. “Mas
claro que revisitamos o tema de
tempos em tempos”, ponderou.
Oferta - Os executivos também informaram que a decisão
da empresa de determinar a realização de uma oferta pública de
aquisição de ações (OPA) quando
um acionista adquirir 20% das
ações da Ultrapar é uma medida
de proteção aos acionistas. “Esse
é um modelo testado na Europa,
que permite ao acionista definir se
quer permanecer na empresa diante da possibilidade de mudança de
controle”, disse Covre. Segundo o
executivo, na prática, “quem está
disposto a comprar 20%, está disposto a comprar tudo.”
Conforme determinado pela
Ultrapar, a oferta a ser realizada por eventuais acionistas que
detenham 20% da empresa deve
ser realizada com base no maior
valor por ação pago pelo adquirente nos 6 meses anteriores.
R
T
A
Diretor diz que Petrobras terá
que captar até US$ 18 bi por ano
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras,
Almir Barbassa, afirmou que a necessidade de captação da estatal
nos próximos anos vai variar de US$ 12 bilhões a US$ 18 bilhões
por ano. O montante inclui operações para levantar capital novo e
também de amortização da dívida, explicou o executivo.
PAÍS
PROTESTO
Mais de 70 mil
assinam petição
contra Bolsonaro
Felipe Werneck
Da Agência Estado
Quase 72 mil pessoas haviam
assinado até ontem à noite a petição intitulada “Proteja o Brasil do
Bolsonaro”. Espalhado via redes
sociais, o documento informa que
250 pessoas foram assassinadas
no Brasil em 2010 por serem gays
e classifica de “racistas e homofóbicas” recentes declarações do
deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
O objetivo é mobilizar a sociedade para pedir a aprovação da lei
anti-homofobia (PLC 122/2006).
A petição será entregue a parlamentares durante manifestação
em Brasília. “Face ao crescimento
dramático dos ataques e assassinatos de cidadãs e cidadãos LGBT
brasileiros, precisamos de seu
apoio imediato para aprovar a lei
anti-homofobia (PLC 122/2006),
assegurando a todos e todas as
brasileiras e brasileiros a proteção
igualitária perante a lei”, prossegue o texto do documento, que
cita a presidente Dilma Rousseff.
Para os autores da petição, as
ideias do deputado “não são uma
questão de opinião pessoal, elas são
perigosas”. “Enquanto já existem
leis para proteger outras formas
de discriminação, pessoas LGBT
não têm nenhuma proteção legal.
Vamos erguer nossas vozes mais
alto que o Bolsonaro e mostrar que
os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia. Assine a petição agora.” O
texto está disponível no site http://
www.avaaz.org/po/homofobia_nao/.
Para o deputado Chico Alencar
(PSOL-RJ), a mobilização popular
pelo Ficha Limpa é um exemplo
do que pode ocorrer agora com o
projeto anti-homofobia, parado na
Casa, principalmente por ação da
bancada evangélica. “Nesse sentido, o deputado, com sua postura de
ódio, retrógrada, presta um serviço. Pela estupidez, trouxe luz. A celeuma pode estimular a votação.”
Ontem à noite, houve manifestação contra Bolsonaro na Cinelândia. Cerca de 100 pessoas haviam
chegado até as 18h30. O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio,
Claudio Nascimento, defendeu a
cassação do mandato do deputado,
classificado por ele de “Bolsonazi”. “Há uma confusão na sociedade de direito à opinião com incitação à violência. Sou negro e gay
com muito orgulho. O Bolsonaro é
o grande lixo humano, o que ele
representa como projeto político
precisa ser repudiado”, discursou.
Na noite de segunda, o programa CQC, da TV Bandeirantes, exibiu nova entrevista com o deputado. Uma semana antes, a cantora
Preta Gil perguntara a Bolsonaro:
“Se o seu filho se apaixonasse por
uma negra, o que você faria?” Na
ocasião, ele respondeu: “Ô Preta,
eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não
corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados E
não viveram em ambientes como
lamentavelmente é o teu.”
Justificativa - Ontem, Bolsonaro primeiro disse que sua
resposta não se encaixava na pergunta. “Ou eu errei e não entendi
a pergunta ou vocês editaram.”
Depois, ele comentou que não gosta de Preta Gil “É um direito meu
não gostar dela.” Em seguida, o
deputado mostrou a fotografia de
um jovem negro. “É meu cunhado, como sou racista? Aceitaria
meu filho namorar com qualquer
pessoa, desde que seja alguém
que não tenha o comportamento
da Preta Gil, realizando surubas
e sexo com quem quer que seja.”
Em seguida, já no fim do programa, o apresentador do CQC, Marcelo Tas, mostrou uma foto com
a filha e comentou: “O deputado
mostrou uma foto de uma pessoa
para justificar que ele não é racista. Eu gostaria de mostrar pro
senhor, deputado Bolsonaro, uma
foto, e que o senhor soubesse o seguinte: essa pessoa que está aqui
comigo se chama Luiza, é minha
filha, ela estuda Direito. Essa foto
foi feita em Washington, onde ela
vive hoje, ela ganhou uma bolsa
da American University, é estagiária da OEA, da Organização dos
Estados Americanos, ela é gay e eu
tenho muito orgulho de ser pai da
Luiza. Tá certo deputado?”
O deputado estadual Flávio
Bolsonaro, filho do parlamentar,
afirmou que o pai tem opinião
“polêmica que vai contra o politicamente correto”, mas “não é
racista”. Segundo Flávio, houve
um “mal entendido” ou “equívoco” na resposta à pergunta
de Preta Gil. “Ser contra a apologia ao homossexualismo é ser
homofóbico? É claro que não. O
que ele cansa de expressar é que
não teria orgulho de ter um filho
gay”, disse o filho de Bolsonaro.
REFORMA POLÍTICA
Financiamento
público é aprovado
Andrea Jubé Vianna
Da Agência Estado
A comissão da reforma política do Senado aprovou na tarde
de ontem o financiamento público exclusivo para as campanhas
eleitorais, conforme tese defendida pelo PT e pelo PCdoB. A manutenção do sistema atual que
conjuga financiamento público e
privado foi derrotada por 12 votos
a cinco. Foi a segunda vitória consecutiva dos petistas na comissão.
“Vocês nunca viram um presidente de comissão sair tão derrotado das votações”, brincou
o senador Francisco Dornelles
(PP-RJ), no final da reunião. Dornelles, os tucanos Aécio Neves
(MG) e Aloysio Nunes (SP), além
de Roberto Requião (PMDB-PR)
e Fernando Collor (PTB-AL) votaram pela manutenção do sistema atual, que conjuga financiamento público e privado.
PT e PCdoB articulam a aprovação do sistema de voto em lista partidária fechada, combinado com o financiamento público
das campanhas. Na semana passada, o colegiado aprovou, por
nove votos contra sete, a adoção
do voto proporcional com lista
fechada nas próximas eleições.
A bancada tucana prometeu
apresentar emenda para defender
o voto distrital misto, com lista
aberta e fechada, quando a reforma chegar ao plenário do Senado.
Diante da nova derrota,
Aécio Neves recomendou prudência ante o “ritmo vigoroso”
dos trabalhos da comissão, que
conclui as votações no próximo
dia 8. “Não podemos gerar expectativa”, disse o tucano, já
que o relatório final da comissão ainda será avaliado pela
Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) e pelo plenário
do Senado. Segundo o mineiro,
a vantagem da comissão é construir um mínimo de consenso
sobre os temas da reforma.
O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), uma das principais
vozes favoráveis ao financiamento público, afirmou que é preciso
combater o “senso comum” de
que esse modelo “vai tirar dinheiro da educação e da saúde para
custear a campanha eleitoral”.
Ele lembrou que, atualmente,
as campanhas são parcialmente
financiadas com recursos públicos, que chegam às legendas
pelo fundo partidário. Em 2011,
o fundo deve receber R$ 150 milhões dos cofres públicos. A propaganda eleitoral no rádio e na
televisão, custeada com isenções
fiscais, também é financiada com
recursos públicos, acrescentou.
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
7
PROJETO
Mudanças do Código
Florestal geram polêmica
Pressão dos ruralistas para que lei fosse votada logo não surtiu efeito
Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr
Eugênia Lopes e
Eduardo Bresciani
Da Agência Estado
Contrária a parte do projeto
do Código Florestal em tramitação na Câmara, a ministra do
Meio Ambiente, Izabella Teixeira, admitiu ontem a prorrogação
de um decreto que determina o
início das autuações para multar
fazendeiros que não estiverem em
conformidade com a lei. O decreto deve entrar em vigor em 11 de
junho, mas o governo estuda adiar
o início de sua vigência para ganhar tempo e negociar mudanças
no texto do projeto de Código.
Ao mesmo tempo em que a
ministra admitia a prorrogação
do decreto, cerca de 24 mil produtores rurais, segundo estimativa da Confederação Nacional da
Agricultura (CNA), lotaram ontem a Esplanada dos Ministérios
para pressionar os deputados a
votarem o novo Código. Relatado
pelo deputado Aldo Rebelo (PC
do B-SP), que foi ovacionado pela
multidão de agricultores, o Código enfrenta resistências na Câmara de parte da bancada do PT e do
PV, além dos três deputados Psol.
O governo está dividido sobre
o projeto: enquanto o ministro
da Agricultura, Wagner Rossi, é
favorável à proposta, a ministra
do Meio Ambiente é contra. “O
PT na Câmara não vota o Código
Florestal sem ter uma posição de
governo sobre o tema”, anunciou
Produtores rurais foram à Esplanada para pressionar
em seu twitter o líder petista,
deputado Paulo Teixeira (SP), depois de se reunir com a bancada
do partido. “A sociedade brasileira não pode ser pautada por apenas um dos setores envolvidos no
Código Florestal, o agronegócio.
Há também ambientalistas, pequenos produtores e a população
urbana que vive em encostas de
morro”, explicou o líder.
Pressão - Aparentemente,
a pressão dos ruralistas para
votar o Código Florestal a toque de caixa não surtiu efeito.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), não
definiu data para a votação do
projeto. “Todo mundo ficou frustrado porque ele não marcou
uma data. A Frente Parlamentar
Ruralista votou em peso nele
para a presidência da Câmara
depois dele se comprometer a
pôr o projeto em votação”, disse o deputado Moreira Mendes
(PPS-RO), presidente da Frente
Parlamentar de Pecuária, depois
de se reunir com Maia junto com
a presidente da CNA, senadora
Kátia Abreu (DEM-TO).
Com a provável prorrogação
do decreto 6.514, de 2008, a ministra Izabella espera chegar a
um texto consensual entre ruralistas e ambientalistas sobre
o Código. “Deixei claro que não
temos nenhuma posição contrária a qualquer produção agrícola,
estamos trabalhando para beneficiar o meio ambiente e também
os produtores. Tenho certeza que
vamos avançar numa proposta de
consenso”, disse Izabella, depois
de reunir-se com Marco Maia.
Segundo ela, a proposta de estender a validade do decreto foi
ideia do presidente da Câmara.
A ex-ministra e ex-presidenciável Marina Silva (PV) reclamou da proposta de Código
relatada por Aldo Rebelo. “O
governo federal tem de propor
um projeto de Código Florestal que seja de todos, e não de
alguns grupos retrógrados e do
deputado Aldo Rebelo”, escreveu Marina, no twitter. “Essa
intransigência dela (Marina) é
a grande responsável por uma
parte dessa legislação que está
aí e que levou para a ilegalidade praticamente 100% dos agricultores do País”, rebateu Aldo.
Apoio -A manifestação dos
produtores rurais teve o apoio financeiro da CNA, que teria gasto
cerca de R$ 2 milhões para levar
24 mil agricultores para Brasília.
Foi montado um palco no meio do
gramado, em frente ao Congresso
Nacional, onde parlamentares da
bancada ruralista se revezaram
com discursos favoráveis ao texto
de Aldo Rebelo. Para os ambientalistas, a proposta do relator é
conivente com o desmatamento,
ao sugerir, por exemplo, que áreas desmatadas até 2008 sejam
isentas de multa. Já os ruralistas
pressionam pela mudança imediata do Código, sob a alegação
de que a lei atual criminaliza o
setor produtivo e atrapalha a
produção de alimentos.
Corrida contra o desmatamento
A expectativa pela votação do
relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) propondo mudanças
no Código Florestal tem provocado
uma corrida ao desmatamento na
Amazônia, de acordo com o diretor
de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama), Luciano Evaristo.
“Há na região a impressão
de que o novo Código Florestal
vai regularizar as propriedades
ilegais. E essa expectativa vem
estimulando a abertura de novas frentes. Ouvimos produto-
res flagrados por desmatamento dizerem abertamente que
estavam desmatando porque o
Código Florestal será votado
esta semana e vai anistiar todo
mundo”, disse ontem Evaristo.
Motivados pela falsa expectativa de anistia para quem desmatou
ilegalmente, proprietários têm
avançado sobre a floresta mesmo
na época de chuvas, quando tradicionalmente as taxas de desmate
na Amazônia são menores. “Nem
esperaram a estiagem, que se inicia em maio. Começaram a desmatar desde novembro, debaixo
de chuva, de qualquer jeito.”
Aprovado em julho do ano
passado por uma comissão es-
AVIAÇÃO CIVIL
FRENTE
Luana Lourenço
Da Agência Brasil
Bittencourt
vai dirigir
Secretaria
A presidente Dilma Rousseff
decidiu nomear Wagner Bittencourt de Oliveira para dirigir a
Secretaria de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República. Bittencourt ocupa desde
2006 o cargo de diretor de Infraestrutura, Insumos Básicos e Estruturação de Projetos do Banco
Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
Engenheiro, o novo ministro está no BNDES desde 1975,
onde ocupou diversos cargos.
O governo criou a Secretaria
de Aviação Civil para tentar solucionar os problemas do setor,
que deixará de ser responsabilidade do Ministério da Defesa.
A secretaria foi criada por meio
de medida provisória publicada
em edição extra do Diário Oficial da União no último dia 18.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa
Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vão integrar
o novo órgão. Ele terá atribuições
como a elaboração de estudos e
projeções relativos aos assuntos
de aviação civil, de infraestrutura
aeroportuária e aeronáutica civil.
A secretaria também será
responsável pela elaboração e
aprovação dos planos de concessão para a iniciativa privada explorar os aeroportos.
pecial da Câmara, o relatório
de Rebelo prevê uma série de
flexibilizações na lei florestal,
inclusive a redução de áreas
de preservação permanente e
a possibilidade de isenção da
reserva legal. No entanto, o deputado deve modificar alguns
pontos do relatório e apresentar
nova versão nos próximos dias.
Crítica - Mesmo na versão original do relatório de Rebelo, criticada por ambientalistas e por
parte do governo, não há previsão de anistia para desmatamentos recentes. No texto, o deputado prevê anistia a produtores
que desmataram ilegalmente
até julho de 2008. Por pressão do
governo, a questão deve ser um
dos pontos a ser retirado do relatório pelo parlamentar.
A expectativa dos produtores
é que a aprovação de novas regras
antes de 11 de junho, quando vence o prazo para regularização ambiental previsto em decreto, tire
os infratores da ilegalidade e não
permita punição ou multas para
quem desmatou sem autorização.
“Temos que deixar claro que
ninguém será anistiado e que o
Terra Legal (programa de regularização fundiária) não vai regularizar quem desmatou. Pelo
contrário, estamos fiscalizando,
o Ibama vai multar e embargar
as propriedades”, disse Evaristo.
Dilma Rousseff se
reúne com prefeitos
Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr
João Domingos
Da Agência Estado
O presidente reeleito da
Frente Nacional dos Prefeitos,
(CNP), João Coser (PT), prefeito
de Vitória, disse que o tempo deles é diferente do tempo da presidente Dilma Rousseff. “Nosso
tempo termina agora em 2011.
No ano que vem temos de cuidar
de nossa reeleição ou daquele
que vamos apoiar”, disse ele.
“A presidente pode fazer suas
obras até 2014. O governo federal cuida das grandes obras e nós
daquelas que são diretamente ligadas às comunidades. Por isso, a
ameaça de corte assusta tanto os
prefeitos”, afirmou Coser, reeleito
ontem por aclamação, num grande
acordo suprapartidário para a composição da nova diretoria da CNP.
Para a vice-presidência foi
eleito o prefeito de São Paulo,
Gilberto Kassab, do PSD (exDEM); segundo vice-presidente,
Eduardo Paes (PMDB), prefeito
do Rio de Janeiro; secretáriogeral, Edvaldo Nogueira, prefeito
de Aracaju. Kassab disse que no
caso específico de São Paulo os
cortes dos convênios não afetam a
sua administração. Mas sabe que
atingirá fortemente as dos demais
prefeitos. “Por isso, acho que tem
Dilma em reunião com os prefeitos da Frente Nacional
de haver a prorrogação na data limite para os cortes”, disse ele.
Coser, como Kassab, acha que
a solução para os prefeitos é o
diálogo com o governo. “Nós não
estamos aqui para fazer oposição Queremos o diálogo, adiar
do dia 30 deste mês para o fim
de dezembro o prazo dos cortes”, disse João Coser. “Hoje os
prefeitos vivem em estado de insegurança e falta de informação.
“O que queremos é ter mais
claras essas informações de cortes,
saber o que será atingido, o que
não será. O governo deu prazo até
30 de abril, mas não sabemos o que
será impactado. A primeira medi-
da nossa é pedir para o prazo ser
esticado até 30 de dezembro por
consideramos que as obras executadas precisam ser pagas. E não
podemos permitir que as obras iniciadas sejam paralisadas”.
Coser disse que os parlamentares estão passando por um aperto
parecido com o dos prefeitos, porque eles também anunciaram as
obras como sendo de iniciativa deles. Por isso, prefeitos e Congresso
estão aliados na luta para impedir
os cortes, disse ele. “Não há como
dizer para a população que estamos parando uma obra já iniciada
porque o governo deixou de repassar o dinheiro dos convênios.
8
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
JUSTIÇA
BUEIROS
Daniel Raizmam
Procon intima Light
a explicar explosões
Objeto é preessionar distribuidora a tomar medidas para evitar outros acidentes
Vladimir Platonow
Da Agência Brasil
O Procon do Rio de Janeiro
(Procon-RJ) intimou ontem a distribuidora de energia Light a apresentar explicações, em dez dias, sobre
os problemas na rede subterrânea,
que têm resultado em explosões. O
coordenador estadual do ProconRJ, Carlos Alberto Cacau de Brito, afirmou que, se as respostas da
empresa forem evasivas, poderá ser
multada em até 3 milhões de Ufirs,
que correspondem a R$ 6,4 milhões.
“A Light não tem dado a devida atenção a esse assunto. Hoje,
segundo a própria empresa, há
mais de 130 bueiros que poderão
estourar a qualquer momento, trazendo consequências gravíssimas
não só na área econômica, mas
de saúde das pessoas”, alertou o
coordenador estadual do Procon.
Cacau de Brito explicou que
o objetivo do Procon é fazer a
Light tomar as medidas cabíveis
para evitar que outros episódios
semelhantes aconteçam.
“Nós achávamos que a Light iria, já no primeiro caso,
tomar as medidas cabíveis,
mas percebemos que isso não
aconteceu. Devido a esse descaso, o Procon resolveu notificar para que ela possa dizer o
que está fazendo em garantir a
segurança da população.”
O último acidente envolvendo
explosão em galerias subterrâneas de energia aconteceu na sextafeira, quando uma tampa pesando
uma tonelada foi arremessada
para o alto e atingiu um táxi, deixando cinco feridos em Copacabana. A Light informou que recebeu
a notificação do Procon e que prestará esclarecimentos ao órgão.
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Marília Lopes
Da Agência Estado
A Fundação Procon de São
Paulo notificou o Playcenter,
parque de diversões na zona
oeste da capital paulista, pelo
acidente ocorrido no domingo.
Segundo a assessoria do órgão,
o Playcenter deverá esclarecer a causa do acidente, o horário exato em que aconteceu,
o número de pessoas atingidas, as providências adotadas
para atender as vítimas e as
informações sobre a manuten-
ção dos brinquedos, mediante
apresentação de laudos.
O acidente no brinquedo Double Shock deixou oito feridos no
fim da tarde de domingo. Por volta das 17h30, uma das travas de
segurança da atração se abriu em
plena operação e parte dos ocu-
pantes foi arremessada de uma
altura de cerca de sete metros.
Esse foi o segundo acidente no
local em pouco mais de seis meses. Em setembro do ano passado, o choque entre dois carros da
montanha-russa no Playcenter
deixou 16 pessoas feridas.
CORRUPÇÃO
Supremo torna público
inquérito sobre Michel Temer
O ministro Marco Aurélio
Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público um
inquérito enviado ao Supremo,
que tramitava em sigilo e investiga
suspeitas de envolvimento do vicepresidente da República, Michel
Temer, num esquema de corrupção
no porto de Santos. “A tônica na
administração pública é a publicidade”, afirmou Marco Aurélio. “Os
dados devem ser explícitos”, disse.
Aberto em 2006, o inquérito
teve como origem notícias envolvendo uma ação de reconhecimento de dissolução de união estável
movida por uma ex-companheira
de Marcelo de Azeredo, ex-presidente da Companhia Docas do
Estado de São Paulo (Codesp). Na
ação, conforme divulgado na época, foi imputado a Azeredo, Temer
e uma terceira pessoa identificada
apenas como Lima o cometimento
de fraudes em licitações, ocorridas
em troca do recebimento de propinas previamente ajustadas com os
vencedores das concorrências.
Por entender que havia indícios de participação de Temer
em crimes, a Justiça Federal em
Santos encaminhou o inquérito
ao STF. Hoje, o jornal Folha de
S.Paulo revelou que o processo
fora deslocado recentemente da
justiça comum para o Supremo.
Autoridades como o vice-presidente da República têm o privilé-
gio de ser investigadas e processadas perante o Supremo. Inquéritos
e ações contra cidadãos comuns
tramitam na Justiça de 1ª grau.
Ao dar entrada no STF, o inquérito recebeu o número 3105
e, seguindo procedimento adotado recentemente pela Corte, Temer foi identificado apenas com
as iniciais de seus nomes. Mas
Marco Aurélio discordou: “Nada
justifica, em face do procedimento revelado nestes autos, a
adoção de iniciais.” “A prática
acaba por gerar especulações de
toda ordem, imaginando-se quadro de extravagância ímpar, potencializando-se o que está em
apuração”, afirmou o ministro.
STF
Operação Castelo
de Areia é esvaziada
Felipe Recondo
Da Agência Estado
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) praticamente esvaziou
ontem a Operação Castelo de
Areia, deflagrada em 2009 pela
Polícia Federal durante a investigação de um esquema de evasão
de divisas, lavagem de dinheiro,
crimes financeiros e repasses ilícitos de recursos para políticos
que envolveria três executivos
da Construtora Camargo Corrêa.
Os ministros da 6ª Turma do STJ
julgaram ilegais e, portanto, nulas as provas obtidas pelo Ministério Público e pela PF a partir
de uma denúncia anônima do
doleiro M.A.C. à Justiça Federal
de São Paulo em 2007.
Dentre as provas e indícios que
devem ser anulados com a decisão
do STJ estão conversas telefônicas entre os investigados gravadas
com autorização judicial, dados
obtidos com a quebra de sigilos
bancário e telefônico e as análises
feitas no material apreendido nos
mandados de busca e apreensão.
De acordo com os advogados
de defesa, a Operação Castelo de
Areia fica esvaziada com a decisão do STJ. “A decisão fala por si
só. É uma vitória acachapante”,
comemorou o advogado dos executivos da Camargo Corrêa, Celso
Vilardi, ao final do julgamento. “A
Operação Castelo de Areia é uma
sucessão de ilegalidades, e o STJ
não vai permitir que os fins justifiquem os meios”, acrescentou.
Os ministros do tribunal julgaram que as provas, inclusive por intermédio da quebra de sigilo bancário e telefônico, foram obtidas
única e exclusivamente a partir de
uma denúncia anônima. Pela jurisprudência do STJ, não é possível
autorizar a quebra de sigilo telefônico, por exemplo, somente com
base em informações obtidas por
meio de denúncia anônima.
No entendimento dos ministros, antes de pedir a quebra de
sigilo dos investigados, o Ministé-
C
U
R
rio Público deveria ter apurado
as acusações feitas na denúncia
anônima. Se houvesse indícios de
que essas acusações eram razoáveis, aí sim o MP poderia pedir
a quebra de sigilo telefônico e,
posteriormente, a gravação das
conversas entre os investigados.
Apenas um dos quatro ministros da 6ª Turma entendeu
que as provas foram obtidas de
forma legal e com base em apurações feitas pelo MP depois
de ouvida a denúncia anônima.
No seu entendimento, o ministro Og Fernandes julgou que a
ação penal aberta em razão da
Operação Castelo de Areia poderia seguir normalmente.
Og Fernandes concordou com
os argumentos do Ministério Público de que a denúncia anônima
motivou a quebra de dados cadastrais dos investigados nas empresas de telefonia e não a quebra
de sigilo telefônico. Essa quebra
teria ocorrido depois de investigações preliminares feitas pela PF.
T
A
Pelo despacho de Marco Aurélio, apenas os dados decorrentes
de quebras de sigilo permanecerão inacessíveis. “Restrinjo o sigilo aos apensos, que, assim, precisam ficar envelopados e lacrados
para acesso restrito”, afirmou.
Na última sexta-feira o ministro encaminhou o inquérito ao
procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, para que ele se
manifeste sobre as investigações.
Procurado por meio de sua assessoria, Gurgel não se manifestou
ontem sobre a apuração. Caberá
ao procurador-geral, como chefe
do Ministério Público, decidir se
a investigação deve continuar ou
se deve ser arquivada.
MP-RJ
Servidores são
denunciados
por fraude
O Grupo de Atuação Especial
de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) cumpriu na segunda-feira mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de São
Pedro da Aldeia. A medida foi
determinada pela Justiça após o
Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) receber denúncia
contra cinco servidores supostamente envolvidos em fraude na
execução de obras de construção,
reforma e modificação dos dez
gabinetes de vereadores.
Jeronimo Farias de Melo, Rafael Carvalho da Silva, Daniel Augusto Monteiro de Almeida, Maurício José Alves e Maurício José
Alves Júnior vão responder pela
ação penal pelo crime de fraude
em licitação por supostamente
terem criado empresas fantasmas
para burlar a concorrência da
obra, orçada em R$ 331.120,42.
Para desviar recursos, a comissão de licitação - presidida
por Farias - teria montado um
processo administrativo com
empresas de fachada.
S
Supermercado Guanabara é
condenado a indenizar consumidora
Juiz recebe denúncia contra Luciene
Reis, acusada de matar criança
O Supermercado Guanabara terá que pagar R$ 5 mil de indenização
por dano moral a uma consumidora que foi acusada indevidamente
de furto de uma chupeta. A decisão é da desembargadora Mônica
Toledo de Oliveira, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Rio. Kelly dos Santos conta que, após pagar por suas compras, um
funcionário do estabelecimento revistou seu carrinho, na frente
de outros clientes, sob a acusação de que escondera uma chupeta.
Segundo ela, o fato lhe causou constrangimento e ela ainda teve que
apresentar a nota fiscal comprovando o pagamento da chupeta.
O juiz Paulo Rodolfo Maximiliano de Gomes Tostes, da 4ª Vara
Criminal de Duque de Caxias, recebeu a denúncia contra Luciene
Reis Santana, 24 anos, acusada do homicídio qualificado da menina
Lavínia Azevedo de Oliveira, de 6 anos. A criança, filha do seu
amante Rony dos Santos de Oliveira, foi encontrada morta no
quarto de um hotel, no Centro de Caxias, no dia 2 de março. Ela
estava desaparecida desde o dia 28 de fevereiro. Na mesma decisão,
o juiz decretou a prisão preventiva de Luciene. Ela confessou o
crime e estava em prisão temporária desde o dia 2 de março.
Questão
de Justiça
[email protected]
Forças Armadas x
Direitos Humanos
presidente Dilma Rousseff, na terça feira passada, participou da solenidade de promoção de
oficiais generais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e depois, em solenidade reservada, recebeu a
insígnia de Grã-Mestra da Ordem do Mérito da Defesa;
também, a Ordem do Mérito Militar, concedida pelo Exército Brasileiro; a Ordem do Mérito Naval, da Marinha; e a
Ordem do Mérito Aeronáutico, da Força Aérea Brasileira.
Na ocasião a presidente afirmou que as Forças Armadas brasileiras contribuem para consolidar o País como um
estado de direito. Em tal sentido, expressou que “é com
orgulho que constato a evolução democrática da sociedade brasileira. O Brasil, que conta com Forças Armadas
caracterizadas pelo estrito apego às suas obrigações constitucionais, é um país que corrigiu seus próprios caminhos
e alcançou um elevado nível de maturidade institucional.
Nossas Forças Armadas compartilham dos valores da justiça, da paz e da igualdade de oportunidades”.
Cabe observar que até a presente data as Forças Armadas não fizeram uma autocrítica sobre suas ações durante a
ditadura, seja com relação à quebra da ordem constitucional ou a respeito das graves violações de direitos humanos
que caracterizaram o regime de governo sob o seu mando.
A falta de reconhecimento dos fatos realizados naquele período, bem como ausência de qualquer critério de
responsabilidade decorrente dos mesmos, compromete
qualquer ideal de justiça, pois, importa compactuar ainda com esses fatos, que retornam, portanto, às instituições
que negligenciaram o castigo, parafraseando Kant, considerando-as cúmplices dessa violação pública de justiça.
Em tal sentido, cabe observar que as forças armadas de
outros países que, também, praticaram um plano sistemático de grosseiras violações de direitos humanos, têm reconhecido tais fatos e pedido desculpas. Com efeito,
A resistência das
na República Argentina,
em abril/maio de 1995,
Forças Armadas à
o general Martin Balza,
então, chefe do exército
criação da Comissão
argentino, desculpou-se
da Verdade coloca
à nação pelos crimes cometidos pelos militares
em evidência a
durante a guerra suja.
No Brasil, a resistência
falta de maturidade
das Forças Armadas à criação
da Comissão da Verdadas instituições.
de coloca em evidência a
falta de maturidade das
Transcorridos mais
instituições, uma vez que
apesar e ter transcorrido
de 20 anos da volta
mais de 20 anos da volta
da democracia, ainda
da democracia ainda não
aceitam falar do passado,
não aceitam falar do
negando a luz sobre fatos
que tem implicado a desapassado
parição forçada de pessoas. Ao mesmo também a
i i ê i no descumprimento
d
i
d
insistência
das obrigações estabelecidas
pelo direito internacional dos direitos humanos.
Cabe lembrar novamente que mesmo que se reconheçam limitações emergentes do direito interno, a CIDH tem
manifestado que “o dever de investigar fatos deste gênero
subsiste enquanto se mantenha a incerteza sobre a sorte
final da pessoa desaparecida, ainda que circunstâncias da
ordem jurídica interna não permitissem aplicar as sanções correspondentes aos indivíduos responsáveis pelos
delitos dessa natureza”, pois, o direito dos familiares da
vítima de conhecer qual foi o destino desta e, no seu caso,
onde se encontram os seus restos, representa uma justa
expectativa que o Estado deve satisfazer com os meios
ao seu alcance (Caso Godínez Cruz, 20/01/89; também, no
mesmo sentido, Gomes Lund e outros, 24/11/2010).
Por outra parte, cabe observar que embora entre as
instituições deva haver um jogo harmônico, porém, na
conjuntura atual, onde as forças armadas têm manifestado abertamente resistência aos planos do Poder Executivo de instaurar uma Comissão da Verdade, seria desejável uma posição deste, mais enérgica contra os autores
das graves violações de direitos humanos.
Em tal sentido, cabe observar que no âmbito da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no caso Gomes
Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) versus Brasil,
o Estado reconheceu que a Lei No. 9.140/95 “firmou a
responsabilidade do Estado pelas mortes, garantiu reparação indenizatória e, principalmente, oficializou o
reconhecimento histórico de que estes brasileiros [...]
morreram lutando como opositores políticos de um regime que havia nascido violando a constitucionalidade
democrática erguida em 1946”. Assim, não se justifica o
duplo discurso, quando a matéria é a mesma.
Para terminar, a modo de exemplo, cabe lembrar as declarações do então Presidente da República Argentina Nestor Kirchner quando, em março de 2004, na ocasião da abertura de um antigo centro de tortura que foi transformado em
museu, disse: “Las cosas hay que llamarlas por su nombre
(...) Vengo a pedir perdón de parte del Estado nacional por la
vergüenza de haber callado durante 20 años de democracia
tantas atrocidades. Hablemos claro: no es rencor ni odio lo
que nos guía. Me guía la justicia y la lucha contra la impunidad. Los que hicieron este hecho tenebroso y macabro como
fue la ESMA tienen un solo nombre: son asesinos.”
A
Daniel Raizman é mestre em Ciências Penais (UCAM), especialista em Direito Penal Econômico Europeu(IDPEE-Coimbra), doutor em Direito Internacional e da Integração Econômica(UERJ).Professor de Direito Penal(UFF).
Parecerista do escritório de advocacia criminal Freixinho Advogados.
RIO
REDE MUNICIPAL
Cremerj alerta
para falta de
médicos na cidade
Em meio ao aumento dos casos de dengue no município do
Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj)
alerta para a falta de médicos
na rede municipal de saúde.
Segundo o coordenador da Comissão de Saúde Pública do Cremerj, Pablo Vazquez, o número
insuficiente de médicos nos hospitais públicos pode comprometer o atendimento aos doentes.
Segundo Vazquez, em um
hospital geral como o Souza
Aguiar, o maior do Rio de Janeiro, por exemplo, as equipes
médicas, que deveriam ter seis
clínicos gerais, só têm dois ou
três. “Algumas só têm um médico”, afirma. O coordenador
afirma que a situação pode ficar
ainda pior se não for prorrogado
o convênio da prefeitura com a
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que se encerra neste mês.
Vazquez informou que o
assunto será discutido na terça-feira com o presidente da
Fiocruz, Paulo Gadelha, e o secretário municipal de Saúde,
Hans Dohmann. Segundo o coordenador, na pauta da reunião
está a prorrogação do contrato
por mais um ano.
De acordo com Vazquez, o
Cremerj também está atento
aos supostos casos de negligência médica que teriam levado à
morte de pacientes, como a estudante Fernanda de Freitas.
OPORTUNIDADE
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
9
NOVA FRIBURGO
Polo de moda íntima
negocia com a Leader
Confecções vão mostrar seu trabalho, em iniciativa do Programa Compra Rio
O Polo de Moda Íntima de
Nova Friburgo e região, responsável pela lingerie que veste uma
em cada quatro brasileiras, vai
negociar com uma das maiores
redes de comércio varejista do
Rio de Janeiro. A União de Lojas
Leader será a âncora da Rodada
de Negócios que será promovida hoje com empresas do setor.
A iniciativa é uma realização do
Programa Compra Rio, desenvolvido pela Secretaria de Estado
de Desenvolvimento Econômico,
Energia, Indústria e Serviços, em
parceria com Fecomércio-RJ, Sebrae/RJ, Firjan, ACRJ e Asserj.
Cerca de 30 confecções e grifes da região foram convidadas
a participar do evento. Segundo
a subsecretária estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela
Procópio, a rodada faz parte de
uma série de ações promovida
pela Secretaria para alavancar a
recuperação das atividades produtivas na Região Serrana, atingidas pelas chuvas de janeiro.
“Nosso maior objetivo é aproximar a rede de lojas Leader do
Polo de Moda Íntima, que tem
produto, design e preços competitivos para oferecer. Ter a Leader
como âncora nesta rodada representa um grande avanço nessa
fase de recuperação da indústria
de moda local é um sinal de que
as empresas estão preparadas
para atender grandes compradores com a mesma qualidade de
sempre”, analisa Dulce Ângela.
As rodadas promovidas pelo
Compra Rio são voltadas para promover e alavancar a economia do
Estado, por meio da realização de
negócios, colocando em contato
direto empresas fornecedoras com
os departamentos de compras de
grandes corporações, com interesses afins ou complementares. As
inscrições para empresas que integram o polo são gratuitas e podem
ser feitas pelo portal da Secretaria
– www.desenvolvimento.rj.gov.br.
Mais sobre o Polo - Nova Friburgo é conhecida como a capital
nacional da moda íntima. Associado ao Sindicato das Indústrias
do Vestuário de Nova Friburgo
e Região (Sindvest), o Polo de
Moda Íntima de Nova Friburgo
conta com 900 empresas – na
maior parte de micro e pequeno
portes – e engloba, além das empresas friburguenses, também as
de Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras e Macuco.
Nos últimos anos, a indústria da moda se transformou na
maior indústria empregadora da
região. O setor gera mais de 20
mil postos de trabalho, diretos e
indiretos, e contabiliza um faturamento anual que gira em torno
de R$ 600 milhões. A produção
é voltada para as linhas lingerie
noite, dia e sensual, moda praia
e fitness. Em alguns segmentos,
o pólo chega a responder por
25% da produção nacional. A
estimativa é que seja produzido um total de 114 milhões de
peças por ano, destas a lingerie
representa 91,5% da produção
das empresas da região.
As exportações estão na pauta
de ações do Pólo: 14% das empresas trabalham com o mercado
externo. As peças produzidas na
região podem ser encontradas em
vários países, principalmente Portugal, EUA, Uruguai e Argentina.
Os resultados do Pólo revelam
o sucesso do Arranjo Produtivo
Local (APL) – que tem apoio do
Governo do Estado por meio da
Superintendência de APLs, coordenada pela Sedeis – e a força
do desenvolvimento industrial da
pequena e média empresa no país.
Durante um mês, 25 jovens,
técnicos em Agropecuária formados pelo Ibelga (Instituto
Bélgica-Nova Friburgo) e pela
Escola Estadual Agrícola José
Francisco Lippi, em Teresópolis,
vão acompanhar equipes da Secretaria estadual de Agricultura, Emater-Rio e Programa Rio
Rural que estão desenvolvendo
ações de apoio direto aos agricultores familiares atingidos
pela tragédia na Região Serrana.
O grupo, que recebeu treinamento na segunda-feira, em
Nova Friburgo, na sede do Ibelga, vai levar informações sobre
as medidas emergenciais e de
reestruturação disponibilizadas para a zona rural, além de
esclarecimentos sobre questões previdenciárias, trabalhistas, fundiárias e de crédito rural. A ação faz parte do projeto
Reconstruir Região Serrana
Rural, desenvolvido pela Faerj (Federação de Agricultura
do Estado do Rio de Janeiro)
e Sebrae. A coordenação regional está a cargo do presidente
do Sindicato Rural de Bom Jardim, Roberto Monerat.
Entre outros itens, os técnicos, filhos de produtores da região, irão orientar os agricultores familiares sobre como obter
cópias de documentos perdidos,
tanto pessoais quanto ligados
ao imóvel rural, questões sucessórias, pendências trabalhistas
decorrentes de falecimentos de
empregados e empregadores e
de crédito rural. Uma cartilha
com respostas para diversas perguntas envolvendo estas questões também será entregue.
Na avaliação do diretor técnico da Emater-Rio, Ricardo Mansur, este reforço vai potencializar
o trabalho que já vem sendo realizado pelos extensionistas rurais
da empresa no levantamento das
perdas dentro das propriedades,
visando o recebimento de recur-
sos do Banco Mundial para apoio
direto ao produtor.
O presidente da Emater-Rio,
Justino Antônio da Silva, ressaltou
a importância do trabalho destes
jovens, moças e rapazes na faixa
etária de 18 anos, muitos dos quais
vivenciaram perdas com a tragédia
na unidade de produção familiar.
“É uma oportunidade para
entenderem melhor o trabalho
da extensão rural, especialmente num momento em que a atenção e mobilização em torno do
setor poderão trazer um novo cenário para a atividade na região,
envolvendo questões ambientais
e de produtividade”, explicou.
MEC fecha parceria
entre IBC e Ines
Técnicos em agropecuária reforçam equipes
Após longa reunião, ontem,
em Brasília, com as diretoras
do Instituto Benjamin Constant
(IBC) e do Instituto Nacional de
Educação para Surdos (Ines), o
ministro da Educação, Fernando
Haddad, adiantou que as duas
instituições federais, que oferecem educação para crianças e
jovens com deficiência visual e
auditiva, estabelecerão uma parceria para que os alunos das duas
unidades possam também frequentar a rede regular de ensino.
O plano do MEC, acordado
com as duas instituições, é que
seja oferecido ao aluno a possibilidade de frequentar, no turno
contrário, o ensino regular com
matrícula no Colégio Pedro Segundo, que também é federal.
Essa parceria deverá começar
em 2012 porque a escola precisa
se preparar para atender o aluno
com necessidades especiais, caso
esse seja o desejo da família.
“O que queremos é oferecer
oportunidades educacionais adicionais”, disse Haddad. O Fundo
de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permite a
dupla matrícula de estudantes
com deficiência. As duas instituições de ensino, seja a regular ou
a de atendimento exclusivo, receberão os recursos do ministério.
MUNDO
JAPÃO
Radiação em
peixes a 80km de
usina Fukushima
Autoridades japonesas informaram ontem que descobriram
níveis inusualmente altos de
materiais radioativos em peixes
encontrados a 80 quilômetros
da usina nuclear Daiichi, em
Fukushima. A descoberta gera
temores de que a água radioativa
da usina ameace a vida marinha e
também uma importante fonte de
alimentação no país. Isso ocorreu
um pouco mais tarde após o governo e a empresa que administra a
usina, a Tokyo Electric Power Co.
(Tepco) informarem que a radioatividade estava milhões de vezes
superior ao nível legal em áreas
marinhas próximas à usina. Segundo a Tepco, foi detectado nes-
sa outra amostra um nível de iodo
radioativo cinco milhões de vezes
superior ao limite legal, enquanto
o césio-137 apresentava índice 1,1
milhão de vezes maior. As amostras de peixes radioativos, bem
como da água próxima à usina,
foram colhidas antes da Tepco iniciar a operação de bombear 11,5
mil toneladas de água com baixa
radioatividade no Oceano Pacífico, o que a empresa começou a
fazer na noite da segunda-feira.
Uma amostra recolhida na
manhã da segunda-feira em uma
área marinha próxima ao reator
2 de Fukushima revelou uma concentração de iodo-131 de 200 mil
becquerels por centímetro cúbico.
LÍBIA
Tropas perdem
30% da capacidade
Os ataques das potências ocidentais destruíram 30% da capacidade militar do governo líbio de
Muamar Kadafi, desde que uma
campanha de ataques aéreos começou em 19 de março, informou
ontem um general da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(Otan). ontem, a Otan reconheceu
que um bombardeio desfechado
por um dos seus aviões matou 13
insurgentes líbios na sexta-feira
passada, perto da cidade de Brega. Quatro dos 13 mortos eram
civis. A Otan disse que o bombardeio foi um “episódio infeliz”.
“Nós neutralizamos 30% da
capacidade militar das forças
pró-Kadafi”, disse o general
Mark van Uhm, citando um relatório do comandante das operações na Líbia, general Charles
Bouchard. Os ataques internacionais são amparados por uma
resolução do Conselho de Segurança da ONU, que permite ataques aéreos no país do norte da
África para proteção dos civis.
COSTA DO MARFIM
Cercado, Gbagbo
negocia saída do poder
Contudo, uma possível fuga do país africano poderá ser negociada
O presidente com mandato
vencido da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, permanecia ontem
entrincheirado em um bunker
dentro da residência presidencial.
Após manter afirmação de que foi
o vencedor das eleições do ano
passado, Gbagbo sinalizou para o
emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) que poderá
deixar o poder. Tropas que apoiam
Alassane Ouattara, reconhecido
pela ONU, Estados Unidos, França
e União Africana como vencedor
das eleições, começavam a cercar a
residência presidencial em Abidjã,
maior cidade do país. O emissário
da ONU para a Costa do Marfim,
contudo, disse na noite de ontem
que Gbagbo já negocia os termos
da sua fuga, o que sugere que poderá deixar o país africano após
mais de uma década no poder.
A informação partiu de Choi
Young-jin, enviado da ONU à
Costa do Marfim. Questionado
pela televisão da Associated
Press se Gbagbo estava pronto
para deixar o país, Choi respondeu: “Acredito que sim. Pelo que
sei, o que eles negociam agora é
para onde Gbagbo poderá ir”.
De acordo com um diplomata
que falou sob anonimato, na noite de ontem Ouattara manteve
conversas diretas com Gbagbo,
para que o segundo deixe o cargo
de presidente. Gbagbo permanecia desafiador, dizendo que Ouattara “não venceu as eleições”,
mesmo que tenha sido declarado
vencedor não só pela ONU. “Eu
venci as eleições e não negociarei minha partida”, disse Gbagbo mais cedo, por telefone, a um
canal da televisão francesa. Na
segunda-feira, tropas francesas e
da ONU abriram fogo contra arsenais de armas de Gbagbo, após
quatro meses de impasse político
no país da África Ocidental. Colunas de soldados leais a Ouattara finalmente cercaram Abidjã.
Mais cedo, o primeiro-ministro da França, François Fillon,
disse que dois generais próximos
a Gbagbo estavam negociando
sua rendição. Com isso, poderia
ser encerrado um impasse político de meses na Costa do Marfim
que gerou um conflito militar, informa o Wall Street Journal.
Os generais “estão negociando as condições de sua rendição
enquanto nós conversamos”,
disse Fillon na Assembleia Nacional em Paris. Funcionários
do governo francês disseram que
dois oficiais próximos de Gbagbo
estavam dialogando com representantes das Nações Unidas.
Um dos assessores que ainda
estão com Gbagbo, o porta-voz
Don Ahou Mello, disse que a residência presidencial foi atingida
pelo menos 50 vezes por um helicóptero das Nações Unidas. Mello
também confirmou que um grande campo militar foi destruído durante um ataque na segunda-feira.
BERLUSCONI
Jurisdição é questionada
O Parlamento italiano aprovou ontem um questionamento
sobre a competência de um tribunal de Milão para julgar o caso
sexual envolvendo o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, medida
que pode interromper ou desacelerar o curso legal do caso.
No aguardado julgamento,
que será aberto hoje, o premier
italiano enfrenta acusações de
pagar para fazer sexo com uma
menor de idade e de ter usado
seus poderes para tentar encobrir
seu suposto relacionamento. Berlusconi nega as duas acusações.
A câmara baixa italiana,
controlada pela maioria de centro-direita de Berlusconi, aprovou ontem uma moção dizendo
que o tribunal de Milão não é
a instância apropriada para o
caso, que afetou a popularidade do primeiro-ministro e é um
dos quatro processos criminais
em andamento contra ele.
Segundo a coalizão que apoia
Berlusconi, o julgamento deveria
ser realizado perante um tribunal
ministerial especial, já que o abuso de poder se relaciona à função
de Berlusconi como primeiro-ministro. A câmara baixa aprovou um
pedido ao Tribunal Constitucional
para que seja definido que instância judicial deve julgar Berlusconi.
No chamado “Rubygate”, os
promotores acusam o primeiroministro de pagar Karima El
Mahroug, uma dançarina marroquina conhecida pelo apelido de
“Rubi Rouba Corações” por favores sexuais quando ela tinha 17
anos. Berlusconi também é acusado de abuso de poder por ter feito
ligações telefônicas para a polícia
em maio de 2010 para supostamente pressionar a libertação de
El Mahroug, que estava detida.
Equipes de televisão de
todo o mundo estarão presentes para a sessão de abertura.
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
ARTES
MÚSICA
Documentário aborda
obra de maestro alemão
“Kurt Masur: uma aventura musical” retrata a intensidade do artista aos 85 anos
Divulgação
João Luiz Sampaio
Da Agência Estado
“Você já sofreu?” A pergunta
mal pode ser ouvida enquanto a
orquestra interrompe a execução
da primeira sinfonia de Mahler.
Feito o silêncio, da plateia vazia
do auditório Claudio Santoro,
em Campos do Jordão, o maestro
Kurt Masur repete a pergunta,
endereçada ao jovem regente que
comanda o ensaio da Orquestra
Acadêmica. “Você já sofreu? Você
já passou fome?” Masur se aproxima. “Não desejo isso a você. Mas
a imaginação do sofrimento é fundamental. Nessa passagem, você
os faz soar agressivos. Mas não é
disso que estamos falando. Mahler
quer transmitir outra coisa. Desespero.” Uma pausa. “Desespero.”
A cena, captada pelas câmeras
da documentarista Amit Breuer
em julho de 2005, abre o documentário “Kurt Masur: Uma Aventura
Musical” (Biscoito Filmes). Ao longo de pouco mais de um ano, ela
acompanhou o maestro alemão
em aulas no Brasil, na Polônia e
nos EUA. Masur é tido como o último representante daquela que
se costumou chamar de “grande
linhagem germânica”, que desde
o início do século 20 deu ao mundo maestros como Bruno Walter,
Otto Klemperer, Erich Kleiber
ou Herbert von Karajan. Aos 85
anos, ainda percorre algumas das
principais capitais do mundo interpretando a música de Brahms,
Beethoven, Mahler, Mendelssohn
É a personificação da tradição.
Para maestro, a imaginação do sofrimento é fundamental
“Tenho percebido nos últimos
tempos que não há mais relacionamentos entre grandes orquestras e
grandes regentes”, diz. Tudo é rápido, efêmero. “Por isso, comecei
a trabalhar com novos regentes,
tentando recuperar a tradição ao
fazê-los olhar para o futuro.”
Não deve provocar estranhamento que tradição e futuro
convivam harmoniosamente na
mesma frase. Para Masur, a identidade se constrói na relação pessoal do homem com o meio. Isso
ESPORTES
vale também para o intérprete
que, por sua vez, deve trazer à
equação o estudo daquilo que ele
chama da “imaginação do som”
de cada compositor, aquilo que o
guiava na hora de compor. “A um
jovem regente, o primeiro ensinamento é a necessidade de conhecer os próprios pontos fortes
e fracos. Ao olhar a música, precisa entender quem é e, ao mesmo tempo, investigar as respostas que as partituras oferecem a
questões como vida e morte.”
A relação intrínseca entre
obra e intérprete, que declarações como essas sugerem, é o
principal eixo do documentário.
Durante as filmagens em Campos
do Jordão, Amit Breuer explicou
à reportagem a origem do projeto. “Quando comecei a fazer o
filme e estive em Campos do Jordão, pensei em um documentário
que contemplasse três gerações
de maestros, ali reunidas: Masur,
Roberto Minczuk, diretor do Festival de Inverno e seu ex-aluno,
e os jovens estudantes de regência”, contou. “No entanto, o filme
foi me levando em outra direção.
Há algo de profundamente pessoal na maneira como esse homem
sente e vive a música. De alguma
forma, música e vida são para ele
uma só coisa. E o documentário
acabou mostrando isso, a capacidade de Kurt Masur de falar da
própria vida pessoal por meio das
partituras que interpreta”, disse.
Há diversas passagens em que o
diálogo entre vida e música ganha
cores reais. Uma das mais tocantes
é aquela em que Masur, conversando com os alunos em Campos do
Jordão, fala do acidente de carro
em que perdeu a segunda mulher
e provocou a morte de mais duas
pessoas. Ele está tentando explicar uma passagem do Adagio, de
Samuel Barber. As cordas seguem
em direção a um clímax de enorme tensão, seguido por uma pausa; na retomada, a tendência dos
regentes é assumir uma interpretação mais pacífica, como uma resolução. Não para Masur.
Agora é certo. Muricy
Ramalho está no Santos.
Treinador assinou
contrato por um ano
Internazionale de Milão
passa vergonha em casa
Real Madrid goleia ingleses e praticamente assegura lugar entre os 4 melhores
Por alguns momentos, a torcida italiana achou que a vitória
seria fácil. Afinal, com menos de
um minuto o placar já era favorável à Internazionale - Stankovic
acertou um belo chute de longe
e encobriu o goleiro Neuer, que
se adiantara para afastar a bola.
Apesar do gol inicial, o Schalke
04 não se intimidou e Matip aproveitou bate-rebate na área para
empatar. Ainda no primeiro tempo, Milito fez 2 a 1 para a Internazionale e o brasileiro Edu, exGuarani, igualou novamente.
Conhecida por sua forte zaga,
a equipe italiana falhou justamente no seu ponto forte e o
atacante Raul virou o jogo aos 8
do segundo tempo. O quarto gol
veio com uma ajudinha: Ranocchia tentou tirar e jogou contra.
Para piorar a situação, o zagueiro
Chivu levou cartão vermelho - ele
já havia sido expulso no sábado.
Aos 30 minutos, Edu anotou
mais um. E o Schalke 04 só não aumentou a goleada porque falhou
em alguns arremates. “Temos de
seguir concentrados para manter o
bom ritmo e sair vitorioso”, disse o
brasileiro à ESPN Brasil.
O técnico Leonardo, que estava com moral com os torcedores, agora se vê em apuros
após as últimas derrotas. Se
não conseguir um milagre para
reverter o placar, dificilmente
recuperará a confiança no time.
Favoritismo - O time da casa
era o favorito e tem em seu currículo o título de maior vencedor
da Liga dos Campeões (nove conquistas). O adversário, em sua 2.ª
participação na competição após
quase meia década, só queria
surpreender. Mas, no estádio Santiago Bernabéu, valeu a força do
Real Madrid, que goleou o Tottenham por 4 a 0 e pode perder por
até três gols de diferença, no próximo dia 13, na Inglaterra, para
avançar à semifinal. Ficou fácil.
O sonho do Tottenham em fazer história na Espanha ruiu logo
aos 4 minutos do primeiro tempo,
quando Adebayor subiu mais do
que a zaga e cabeceou no canto do
goleiro brasileiro Gomes. E, após o
atacante Peter Crouch ser expulso
aos 15 minutos, a situação se complicou de vez para os ingleses.
O Tottenham ainda se segurou
até o intervalo, mas não conseguiram parar o Real Madrid no
segundo tempo. Com a goleada,
o Real Madrid praticamente assegurou um lugar entre os quatro
melhores da competição.
PREPARATIVOS
Dilma debaterá Copa do Mundo
Rafael Moraes Moura
Da Agência Estado
Após a viagem à China, a
presidente Dilma Rousseff se
reunirá com os 12 governadores
e 11 prefeitos das cidades sede
da Copa do Mundo para falar sobre os preparativos do Mundial.
A realização da reunião foi informada ontem pelo ministro do
Esporte, Orlando Silva, durante
audiência pública da Comissão
de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Os atrasos no cronograma das
obras fizeram o presidente da
Fifa, Joseph Blatter, dar um puxão
de orelha nas autoridades brasileiras. “A Copa é amanhã, mas os
brasileiros pensam que é só depois de amanhã”, criticou Blatter,
na semana passada. Para o dirigente, os preparativos da África
do Sul, sede do Mundial em 2010,
estavam mais avançados que os
brasileiros, quando se compara o
mesmo período antes do evento.
Segundo Orlando Silva, a situação dos estádios será analisada
durante a reunião, assim como os
projetos para a reforma e construção de aeroportos. “Procuramos
responder a uma necessidade do
Brasil para hoje, não apenas para a
Copa do Mundo”, disse o ministro.
Projeto tem
temporada 2011
com 37 shows
Da redação, com agências
Trinta e sete espetáculos,
de um total de 266 propostas
apresentadas, foram selecionados por meio de edital para
a temporada 2011 do Projeto
Quintas no BNDES que começou no último dia 31.
Amanhã, é a vez do carioca
Moacyr Luz, que vai apresentar o show “Parceiros”, ao lado
dos músicos do “Samba do Trabalhador”. Ele vai mostrar sucessos dos 30 anos de carreira
e suas parcerias com personalidades da música brasileira.
Criado em 1985, o Quintas no
BNDES já se firmou no calendário cultural carioca, como iniciativa que oferece espetáculos de
música popular, instrumental e
erudita semanalmente. Nesses
26 anos, cerca de 900 apresentações atraíram um público de
mais de 300 mil pessoas.
Para a temporada 2011,
os shows foram divididos
C
Também deve ser feito alerta
para estimular governadores e
prefeitos a prestar atenção nos
calendários. Na avaliação do ministro, evoluiu-se “muito bem” na
questão de estádios, com a expectativa voltada para as obras de
aeroportos e mobilidade urbana.
As obras estão em curso em
dez das 12 cidades, com problemas “aqui ou acolá”, avaliou Orlando Silva.
U
em três categorias: Renome,
Destaque e Novos Talentos.
A remuneração dos artistas é
de R$ 35 mil, R$ 20 mil e R$
12 mil, respectivamente, de
acordo com a categoria.
De acordo com o BNDES,
o projeto é um dos principais
instrumentos de interação com
a comunidade, além de ser
uma contribuição efetiva para
a democratização da cultura e
para o fomento da cadeia produtiva da música brasileira.
No dia 14, Adriana Moreira se apresenta no show “Em
Nome da Arte” e no dia 28
de abril é a vez de Ana Costa,
com o show “Novos Alvos”.
Os espetáculos são gratuitos e apresentados, sempre às
quintas-feiras, às 19h, no auditório da sede do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES),
no centro do Rio.
Para mais informações, basta
acessar o site www.bndes.gov.br.
R
T
A
Festival Cine PE fez homenagem
ao Rei Pelé em documentário
A direção do festival de cinema Cine PE - que termina hoje marcou um gol de placa e teve como grande homenageado deste
ano ninguém menos que o Rei do futebol Pelé. Pelé já participou
de inúmeros filmes, entre os quais “Fuga para a Vitória”, de John
Huston. O diretor do programa, Evaldo Mocarzel, conta que na
longa entrevista a ele concedida, Pelé canta e toca violão, além
de comentar cada um dos filmes dos quais participou, incluindo
documentários como “Isto É Pelé”, de Luiz Carlos Barreto, e “Pelé
Eterno”, de Anibal Massaini.
Vôlei Futuro reclama de
homofobia em jogo. O meio
de rede, Michael diz: ‘‘Sou
gay e todo mundo aqui sabe’’
LIGA DOS CAMPEÕES
A atual campeã europeia passou vergonha ontem em Milão. E
pela segunda vez na semana. Após
levar de 3 a 0 do maior rival, o Milan, no último sábado, pelo Campeonato Italiano, a Internazionale
voltou a patinar, desta vez na Liga
dos Campeões. E com uma derrota
humilhante: 5 a 2 para o Schalke
04, no estádio Giuseppe Meazza.
Envergonhados e enfurecidos
com mais uma péssima atuação
da equipe, muitos torcedores deixaram o estádio antes do apito final. Alguns não conseguiam acreditar no que viam e Leonardo
se mostrava espantado tamanha
facilidade com que o adversário
marcou os últimos gols. Agora,
para avançar às semifinais, a Internazionale vai ter de vencer
por quatro gols de diferença na
próxima quarta, na Alemanha.
QUINTAS NO BNDES
Corpo de Sondermann foi
enterrado ontem. Após
acidente em Interlagos,
piloto teve morte cerebral
TROCA-TROCA
Espanha pode
substituir Japão
na Copa América
A Espanha está considerando seriamente um convite
para substituir o Japão na Copa
América de 2011, que será disputada em julho na Argentina. Atual campeão mundial, o
país foi convidado depois que
os japoneses oficializaram, na
segunda-feira, que desistiram
de participar da competição
por causa dos efeitos drásticos
provocados pelo forte terremoto, seguido por um tsunami, que
atingiu o Japão no mês passado.
O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol
(RFEF), Ángel María Villar,
declarou ontem que havia recebido um convite por parte
do presidente da Associação de
Futebol Argentino (AFA), Julio
Grondona. O dirigente espanhol
afirmou que a junta diretiva da
RFEF deverá analisar o convite
antes de a entidade tomar uma
decisão sobre o assunto.
O certo, porém, é que Villar
apoia a ideia de a Espanha disputar a Copa América. “Nos propuseram muitas vezes e é algo
que o futebol espanhol deve à
América do Sul, pelos grandes
jogadores que têm vindo jogar
aqui”, afirmou o dirigente, para
depois reforçar: “Hoje sou a
favor de a Espanha participar
do torneio. É algo que deve ser
analisado com carinho. Eu considero uma grande honra (jogar
a Copa América) e vou levar a
proposta à junta diretiva”.
Uma participação da Espanha na Copa América, porém,
certamente irritaria a Barcelona
e Real Madrid, que contam com
a maioria dos jogadores da se-
leção espanhola e esperam que
os mesmos pudessem descansar
após o final da temporada europeia, que se encerra em maio, já
que os atletas vêm disputando
torneios durante as férias de
verão na Europa desde quando
ganharam a Eurocopa de 2008.
A Eurocopa de 2012, por sinal, é a principal prioridade de
momento da Espanha, que lidera com folga o Grupo 1 das Eliminatórias da competição, com
cinco vitórias em cinco jogos. No
próximo ano, os espanhóis tentarão se tornar o primeiro país a
ganhar por duas vezes seguidas
o torneio continental depois de
terem conquistado uma Copa do
Mundo no intervalo entre duas
edições de uma Eurocopa.
A Copa América será realizada entre o dia 1.º e 24 de julho e, caso a Espanha dispute o
torneio, os principais jogadores
do país deverão ficar sem férias
até 2015, pois, no mesmo período dos anos seguintes, participarão da Eurocopa de 2012, na
Polônia e na Ucrânia, a Copa
das Confederações de 2013 e a
Copa do Mundo de 2014, estas
duas últimas no Brasil.
Por causa da desistência do
Japão da Copa América, o torneio ficou com 11 seleções. Em
seguida, Costa Rica e Canadá manifestaram interesse em substituir o país asiático na competição.
O Japão, que participou
como convidado da Copa América de 1999, realizada no Paraguai, integraria o Grupo 1 com
Argentina, Bolívia e Colômbia.
Já o Grupo B contará com Brasil,
Paraguai, Equador e Venezuela.
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