ANO 1 Publicação dos Despachos da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro | PÁGINAS 4 e 5 | www.jgn.com.br Câmbio (R$) Dólar / BC Compra Venda Paralelo 1,68 1,79 Comercial 1,606 1,608 Turismo 1,62 1,723 Euro / BC 2,284 2,287 Ouro (R$) Grama Variação 78,500 + 0,26% Blue Chips BMF Bovespa Bradesco Gerdau Itaú Unibanco Petrobras Sid Nacional Vale ON PN PN PN PN PN PNA 2ª Fase Ano II Edição nº 324 1ª Fase 1875 a 1942 % + 1,72 + 0,80 - 0,65 - 0,21 - 0,94 Estável + 0,12 Economia O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que a instituição deverá reduzir a concessão de financiamentos neste ano em cerca de R$ 30 bilhões. | PÁGINA 3 | Mundo O presidente com mandato vencido da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, permanecia ontem entrincheirado dentro da residência presidencial. Apesar de insistir que ganhou a eleição, ele sinalizou que poderá deixar o poder. | PÁGINA 9 | Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 R$ 1,00 )DWXUDPHQWRGDVHPSUHVDV IRLUHFRUGHQRDQRSDVVDGR Estudo mostra que expansão de 11,3% superou a de 2007 (8,4%). Rentabilidade subiu 10,3% Pesquisa divulgada ontem pela Serasa Experian mostra que a evolução do faturamento geral das empresas foi recorde no ano passado, com 11,3% de crescimento, superando o ano de 2007, quando houve alta de 8,4% . A rentabilidade atingiu 10,3%, o melhor resultado desde 2007 (9,7%). Segundo técnicos da companhia de análise de crédito, as empresas foram beneficiadasem 2010 pelo cenário favorável de emprego e renda da população, além da expansão do crédito, que proporcionaram a elevação do consumo interno. A maior margem de lucros no ano passada foi verificada no setor de serviços (14,1%), seguido por indústria (12,7%) e comércio (4,3%). O levantamento verificou o desempenho de 1.155 empresas desses três setores da economia de portes grande, médio e pequeno, tanto de capital aberto como de capital fechado. Outra pesquisa da Serasa Experian mostrou que o número de falências requeridas por empresas no Brasil chegou a 172 em março, um aumento de 28,4% em comparação com fevereiro. O resultado representa a 5RJHU$JQHOOL VRIUHXPDGXSOD GHUURWDQD9DOH terceira alta mensal consecutiva. Segundo o levantamento, as recuperações judiciais requeridas pelas empresas também cresceram: foram 48 pedidos em março, alta de 50% ante o mês anterior. Já o número de falências decretadas caiu de 64 em fevereiro para 53 em março. Outro estudo, realizado pela consultoria Economatica, aponta que o lucro das empresas brasileiras de capital aberto cresceu 39,8% em 2010, para R$ 190 bilhões, ante R$ 135,9 bilhões no ano anterior. O estudo reuniu dados de 305 companhias. | PÁGINA 3 | Arquivo / ABr Além de ser obrigado a se render na campanha para permanecer no comando da Vale, Roger Agnelli não conseguiu fazer de um de seus aliados o sucessor, sofrendo, assim, uma dupla derrota no processo que culminou com sua substituição na presidência da mineradora. Já Murilo Ferreira, que assume oficialmente a presidência a partir de 22 de maio, iniciou a gestão Agnelli como um de seus homens de confiança e deixou a Vale como mais um desafeto, depois de um período de desgaste com o executivo, de quem discordou radicalmente da decisão de insistir na aquisição da Xstrata. A compra da anglo-suíça acabou não ocorrendo. | PÁGINA 6 | Daniel Raizman &RQWUROHGH Questão FDSLWDLVMip de Justiça DFHLWRSHOR)0, A resistência das Forças Armadas à criação da Comissão da Verdade coloca em evidência a falta de maturidade das instituições. Transcorridos mais de 20 anos da volta da democracia, ainda não aceitam falar do passado. | PÁGINA 8 | Em frente ao Congresso, índios protestam em fevereiro contra a construção de Belo Monte *RYHUQRUHDJHDSHGLGRV GD2($VREUH%HOR0RQWH O FMI legitimou a adoção de controle de ingresso de capital. O texto de um documento divulgado ontem recomenda, nas entrelinhas, a adoção da medida com cautela e como último recurso. Ainda assim, foram toleradas como “ferramentas” nos casos de economias emergentes sujeitas à sobrevalorização de suas moedas, desde que os controles não discriminem o investimento nacional do estrangeiro. O Brasil atende ao primeiro quesito, mas não respeita o segundo. O documento mostrou-se parcial, ao se concentrar nos países receptores de capitais e poupar as economias responsáveis pela geração dessa massa de recursos, como os EUA, de uma avaliação mais profunda. | PÁGINA 3 | O Ministério das Relações Exteriores respondeu ontem à solicitação da Organização dos Estados Americanos (OEA) que pede a suspensão do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O governo disse ter recebido com “perplexidade” a recomendação e considera as orientações “precipitadas e injustificáveis”. “O governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”, diz a nota do Itamaraty. “O governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) soli- $XPHQWDRPHGR GRGHVHPSUHJR DSRQWDSHVTXLVD 3URFRQLQWLPD 2UoDPHQWRSRGH FDXVDUSDUDOLVDomR /LJKWSRUFDXVD GRJRYHUQR2EDPD GHH[SORV}HV | PÁGINA 2 | | PÁGINA 5 | cita que sejam adotadas”, acrescenta. Em cinco parágrafos, o Itamaraty conta o histórico de Belo Monte, lembrando que o processo de licitação foi autorizado pelo Congresso Nacional, em 2005, com base em estudos técnicos de ordem econômica e ambiental. Também ressalta que houve consulta a órgãos, como a Funai e o Ibama. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, também considerou descabido o pleito da entidade. “Não sei o que a OEA tem a ver com o processo de licenciamento de Belo Monte”, afirmou. | PÁGINA 2 | | PÁGINA 8 | 2 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 ECONOMIA 5($d2 &1, *RYHUQRUHSXGLDSHGLGRV $XPHQWD GD2($VREUH%HOR0RQWH RPHGRGR GHVHPSUHJR Organização quer a suspensão imediata do processo de licenciamento da usina hidrelétrica Elza Fiúza / ABr Lisandra Paraguassu e Karla Mendes. Da Agência Estado O governo brasileiro recebeu com “estarrecimento”, “perplexidade” e considerou “injustificáveis” as solicitações da Organização dos Estados Americanos (OEA) no sentido para suspensão imediata do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estado do Pará, sob a alcunha de “garantir a vida e a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas” supostamente ameaçados pela construção da usina. A OEA, em nome da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), requer também que seja impedida a execução de qualquer obra até que sejam cumpridos vários requisitos. Entre os requisitos consta a obrigação de realização processos de consulta, de acordo com a Convenção Americana de Direitos Humanos e a jurisprudência do sistema americano, com o objetivo de se chegar a um acordo em relação aos pleitos das comunidades indígenas que vivem na região onde será erguido o empreendimento. Outro pleito é a disponibilização dos estudos de impacto ambiental aos índios, e a adoção de medidas “vigorosas e abrangentes” para proteger a vida e a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas e para prevenir a disseminação de epidemias e doenças. A entidade também solicitou que o governo apresente as informações sobre o cumprimento das medidas adotadas no prazo de 15 dias. O documento, datado de 1º de abril, é assinado pelo secretá- Hubner: “Processos foram cumpridos com rigor” rio executivo Santiago A. Canton. Nota dura - Em uma nota dura, que foge ao seu tom, o Itamaraty criticou a OEA no que foi considerada uma interferência indevida em assuntos nacionais. “O governo brasileiro, sem minimizar a relevância do papel que desempenham os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, recorda que o caráter de tais sistemas é subsidiário ou complementar, razão pela qual sua atuação somente se legitima na hipótese de falha dos recursos de jurisdição interna”, diz o texto. A nota lembra que Belo Monte teve sua construção autorizada pelo Congresso e passou por inspeções e estudos de impac- to ambiental tanto pelo Ibama quanto pela Funai e o governo tem atuado para responder às “demandas existentes” por parte das populações indígenas. “O Governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”. No Itamaraty, o pedido da OEA foi considerado “totalmente descabido” e essa interpretação deu o tom do texto. Não havia como, explicam os diplomatas, simplesmente dar a resposta padrão de que o pedido havia sido recebido e seria analisado. “Estamos acompanhando com muito rigor a situação das populações indígenas, sabemos da sua importância. Não precisamos da OEA para nos dizer o que fazer. Foram feitas várias ações internas e ainda são feitas consultas”, disse o porta-voz do Itamaraty, ministro Tovar Nunes. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, também considerou descabido o pleito da entidade. “Não sei o que a OEA tem a ver com o processo de licenciamento de Belo Monte”, afirmou. Hubner argumentou que foram feitas as devidas audiências públicas com as comunidades indígenas. “Todos os processos foram cumpridos com rigor. A OEA conhece muito pouco do processo brasileiro”, ressaltou. Ele lembrou que nas ações interpostas contra Belo Monte, o governo conseguiu derrubar todas as liminares. Desapropriação - Ontem, a Aneel A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação, em favor da empresa Norte Energia, das áreas de terra necessárias à implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Em dezembro de 2010, a Norte Energia havia encaminhado o pedido de declaração de utilidade pública de áreas de que perfazem uma superfície total de 3.536 hectares, necessárias à implantação do reservatório, área de preservação permanente, canteiro de obras e estruturas permanentes da hidrelétrica. Segundo a Aneel, a declaração pleiteada compreende uma área de 2.107 hectares no sítio Belo Monte e uma área de 1.429 hectares no sítio Pimental, abrangendo propriedades particulares localizadas no município de Vitória do Xingu. ,QtFLRGDJHUDomRHP-LUDXDWUDVDUiPHVHV Wellington Bahnemann Da Agência Estado Os atos de vandalismo que destruíram, no mês passado, parte dos alojamentos e da infraestrutura do canteiro de obras da hidrelétrica Jirau, do Rio Madeira (RO), irão atrasar em, pelo menos, seis meses a entrada em operação da usina. Essa é a previsão da Energia Sustentável do Brasil, concessionária responsável pela construção e operação do empreendimento. Segundo a empresa, o início da geração passará de março de 2012 para setembro do mesmo ano, na hipótese de que o cronograma não seja alterado por novas paralisações daqui para frente. A informação consta em uma apresentação produzida pela companhia sobre os atos de van- dalismos ocorridos no canteiro de obras, disponível no site da empresa. Caso esse novo cronograma seja cumprido, a Energia Sustentável do Brasil colocará a usina em operação antes do previsto no contrato de concessão, que é janeiro de 2013. Porém, a concessionária irá perder seis meses em sua estratégia de antecipar a geração de energia da hidrelétrica para negociá-la no mercado livre, o que ampliaria a rentabilidade do projeto - essa estratégia já estava parcialmente comprometida diante do atraso na construção da linha de transmissão que escoará a energia do projeto. Retorno - Segundo informações da Camargo Corrêa, empresa responsável pelas obras civis da usina, os seus funcionários ainda não retomaram as atividades no canteiro. A expectativa é de que isso ocorra a partir do próximo dia 11, na próxima segunda-feira. A data foi acertada entre a construtora e o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho, após vistoria ao local no último dia primeiro. Até então, as únicas atividades no local eram realizadas pelos funcionários da Enesa, que trabalhavam na construção do vertedouro - etapa necessária executar o desvio do rio. Na apresentação, a concessionária informa que o cronograma das obras antes dos tumultos previa que a geração de energia na casa de força 1 começasse no dia 29 de março de 2012, enquanto que na casa de força 2 tivesse início em 10 de julho de 2012 - os dois prazos, porém, não serão mais cumpridos com a estimativa de iniciar a geração de energia em setembro de 2012. Pelo cronograma antigo, a última unidade geradora da hidrelétrica entraria em operação em janeiro de 2014. A companhia traçou dois cenários para os impactos dos atos de vandalismo ao sistema elétrico brasileiro: na hipótese realista, o atraso no cronograma da usina deixaria de acrescentar, de maneira antecipada, 2,126 mil MW de capacidade instalada em 2012 e 957 MW em 2013; no cenário otimista, esses números seriam de 1,627 mil MW em 2012 e 141 MW em 2013. Para a Energia Sustentável do Brasil, essa perda teria que ser compensada por um uso maior da geração termelétrica, o que irá onerar o consumidor por ser uma energia mais cara e também pressionará a inflação. $QHHOVXVSHQGHYRWDomRGHUHFXUVRGR%HUWLQ Karla Mendes e Renato Andrade Da Agência Estado Dividida, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu ontem o julgamento do recurso do Grupo Bertin requerendo isenção de multas de cerca de R$ 1,2 milhão, aplicadas pela agência em função do atraso na entrada em operação de seis usinas termelétricas que deveriam ter dado início ao suprimento de energia elétrica em janeiro de 2011. São elas: UTE MC2 Feira de Santana, UTE MC2 Senhor do Bonfim, UTE MC2 Catu, UTE MC2 Camaçari I, UTE MC2 Dias D’Ávila 1 e UTE MC2 Dias D’Ávila 2. www.jgn.com.br A interrupção ocorreu depois do pedido de vistas do diretor Romeu Donizete Rufino. O relator do processo, Julião Silveira Coelho, votou favoravelmente ao pleito da empresa, por considerar a existência de um período de 101 dias de atraso excludentes de responsabilidade, devido à demora na liberação da outorga pelo Ministério de Minas e Energia e pela Aneel. Como a autuação ocorreu dentro desse período, Coelho considerou que o Bertin não deveria ser punido. Fator excludente - O diretor André Pepitone, porém, entendeu que não está caracterizado fator excludente de responsabilidade, ou seja, o cronograma está atrasado, e votou contra o recurso. “Nego provimento e mantenho incólume os autos de infração”, ressaltou. Rufino concordou com Pepitone em relação à inexistência de fato excludente de responsabilidade, mas ficou em dúvida em relação à metodologia de aplicação da sanção. Por essa razão, pediu vistas do processo. Há uma semana, a Aneel negou o pedido de adiamento do início de operação dessas mesmas usinas. Na ocasião, a Aneel alertou que se a empresa não pagar o que deve - cerca de R$ 71,5 milhões - o processo de cassação das concessões poderá ser aberto. Por enquanto, o Bertin tem de pagar, de imediato, cerca de R$ 33,5 milhões pela energia que não foi entregue em janeiro e fevereiro. Além disso, o grupo terá de quitar um débito de R$ 38 milhões, referente a garantias e multas pelo descumprimento de suas obrigações no primeiro trimestre. A empresa tem até meados de abril para comprar de outros geradores a energia que deveria ser entregue às distribuidoras em março. Se as multas de R$ 1,2 milhão forem consideradas procedentes, o montante aumentará para R$ 72,7 milhões. A insegurança dos brasileiros em relação a seus postos de trabalho aumentou no primeiro trimestre do ano. O Índice de Medo do Desemprego medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aumentou 3,1% em março na comparação com dezembro do ano passado, chegando a 81,7 pontos. O resultado revela o retorno de um receio maior de ficar desempregado, após o indicador ter chegado em dezembro ao menor nível da série histórica, iniciada em 1996. Ainda assim, o índice ficou 0,3% menor do que o veri- )*9 &RQ¿DQoDGRVHWRU HVHUYLoRVFDL Sabrina Valle Da Agência Estado Uma piora na avaliação da demanda atual por empresários contribuiu para que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caísse 1,9% entre fevereiro e março de 2011. O resultado só não foi pior graças às expectativas futuras de que a demanda do setor melhore nos próximos meses. Em uma escala de 0 a 200 pontos, onde resultados abaixo de 100 pontos são considerados negativos e desempenhos próximos a 200 pontos são classificados como positivos, o ICS recuou de 133,9 para 131,3 pontos entre fevereiro e março. A queda do Índice de Confiança em março ocorre após forte elevação observada em fevereiro (4,5%). Segundo a FGV, o resultado confirma a tendência de maior volatilidade do indicador neste início de ano. A média do ICS no primeiro trimestre de 2011 ficou em 131,1 pontos, abaixo da média registrada no primeiro trimestre de 2010, de 132,5 pontos. Apesar da queda no mês, o ICS encontra-se ainda acima da média histórica iniciada em junho de 2008 (124 pontos). Subindicadores - Assim como o Índice de Confiança da Indústria 'LOPDLQLFLDUiQD VH[WDYLDJHPj&KLQD A presidente Dilma Rousseff iniciará na sexta-feira, dia 8, viagem de 10 dias à China, para incentivar a exportação de produtos brasileiros para o mercado do país asiático. Em entrevista ontem, o porta-voz do Planalto, Rodrigo Baena, disse que a prioridade da pauta de exportações brasileira é a venda de carne de porco, frutas e tabaco. “Queremos reciprocidade e aumento da exportação de produtos brasileiros para o mercado chinês”, disse. Dilma deverá chegar a Pequim na manhã do dia 11 de abril, depois de uma escala em um país que ainda não foi definido pelo Planalto. No dia 12, ela participará de um encontro de ciência, tecnologia e inovação e à tarde terá encontro com o presidente da China, Hu Jintao. À noite, Jintao oferece um jantar à presidente brasileira. No dia 13, Dilma terá encontros com o presidente da Assembleia Chinesa, Wu Bangguo, e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. No dia seguinte, em Sâmia, ela participará de reuniões de chefes de Estado dos BRICs (grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia e China). No dia 14, ela estará num fórum econômico em Boau. A presidente termina sua viagem à China em Xian, cidade famosa pelos soldados de terracota. Lá, Dilma visitará centro tecnológico de pesquisa e desenvolvimento. O retorno a Brasília deve ocorrer no dia 17 ou 18. Não foi divulgado se a presidente fará visitas turísticas no país. Preços de Assinatura Trimestral ..................R$ 60,00 Semestral ................R$ 110,00 Anual ........................R$ 210,00 Comercial: PABX (21) 3553-5353 [email protected] Impressão: Gráfica Monitor Mercantil Rua Marcílio Dias, 26 - Centro - RJ Diagramação: Felipe Ribeiro [email protected] Departamento Comercial e Administração Rua Debret, 23 Sobreloja 116 e 117 Centro - Rio de Janeiro CEP 20030-080 Conselho Editorial: Des. José Geraldo da Fonseca Des. José Lisboa da Gama Malcher Mônica de Cavalcanti Gusmão Editor- chefe: Jorge Chaves [email protected] Rodrigo Gurski [email protected] Redação: (21) 2233-5823 [email protected] Subeditora: Rafaela Pereira [email protected] Projeto Gráfico:dtiriba design gráfico (ICI) e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também produzidos pela FGV, o ICS é dividido em dois subindicadores: o Índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE). Segundo a FGV, a volatilidade do início do ano decorre, principalmente, dos movimentos observados no Índice da Situação Atual, que oscilaram entre -12,2% em janeiro, 6,3% em fevereiro e -4% em março. O quesito nível de demanda atual foi o que mais impactou negativamente o ISA, ao registrar recuo de 4,8% contra fevereiro, perdendo parte do aumento do mês anterior (10%). Das 2.241 empresas consultadas, 23,8% avaliam a demanda atual como forte, e 15,5%, como fraca. Em fevereiro, estas parcelas haviam sido de 25,9% e 12,1%, respectivamente. Já o Índice de Expectativas (IE) apresentou uma ligeira redução, de 0,3%. A demanda prevista para os três meses seguintes foi o indicador que contrabalançou para que não houvesse uma queda ainda maior do IE, ao saltar de 145,8 para 147,5 pontos, o maior nível desde agosto de 2010 (147,5 pontos). A proporção de empresas que projetam aumento da demanda pelos seus serviços passou de 50,3% para 52,4%, enquanto aquelas que sinalizam redução, de 4,5% para 4,9%. 9,6,7$ Publicação da empresa JGN Editora Ltda. Diretora Geral Elizabeth Campos [email protected] ficado em março do ano passado. “Com a queda na atividade industrial registrada desde dezembro do ano passado cresceu o receio em relação à estabilidade nos empregos”, afirmou em nota o analista de Políticas e Indústria da CNI, Marcelo Azevedo. De acordo com a pesquisa, mesmo assim 54% dos entrevistados em março afirmaram não ter medo de perder o emprego, enquanto apenas 15,7% disseram ter muito medo de ficarem desempregados. Os outros 30,3% responderam ter pouco medo de ficar sem trabalho. Artigos & Colunas: [email protected] Filiado à [email protected] Serviço Noticioso Agências Brasil e Estado As matérias e artigos são de responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião deste jornal ECONOMIA Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 3 6(5$6$ (PSUHVDVIDWXUDPHQWRUHFRUGH Crescimento de 11,3% em 2010 superou o de 2007 (8,4%). Rentabilidade de 10,3% também foi a mais elevada no período Circe Bonatelli Da Agência Estado A rentabilidade das empresas brasileiras atingiu 10,3% em 2010, o melhor resultado desde 2007, quando o índice foi de 9,7%. O dado faz parte de pesquisa divulgada ontem pela Serasa Experian. A evolução do faturamento geral das empresas também foi recorde no ano passado, com 11,3% de crescimento, superando o ano de 2007, quando houve alta de 8,4%. Na avaliação da Serasa Experian, o bom desempenho das empresas é explicado pela “excelente dinâmica da economia brasileira” em 2010. Segundo a entidade, as empresas foram beneficiadas pelo cenário favorável de emprego e renda da população, além da expansão do crédito, que proporcionaram a elevação do consumo interno. O levantamento verificou o desempenho de 1.155 empresas dos três setores da economia (indústria, comércio e serviços) de portes grande, médio e pequeno, tanto de capital aberto como de capital fechado. As informações da pesquisa se baseiam nos primeiros balanços encerrados em 31 de dezembro de 2010, registrados na base de dados da Serasa Experian entre janeiro e março de 2011. Setores - A maior margem de lucros em 2010 foi verificada no setor de serviços (14,1%), seguido por indústria (12,7%) e comércio (4,3%). A pesquisa afirma que, além das boas condições econômicas do País, o desempenho do setor de serviços /XFURGDVFRPSDQKLDVDEHUWDV FUHVFHXGL](FRQRPDWLFD Dimalice Nunes Da Agência Estado Estudo realizado pela consultoria Economatica aponta que o lucro das empresas brasileiras de capital aberto cresceu 39,8% em 2010 na comparação com 2009. No ano passado, o lucro acumulado por essas companhias atingiu R$ 190 bilhões, ante R$ 135,9 bilhões no ano anterior. O estudo reúne dados de 305 empresas. O setor com o maior lucro acumulado em 2010 foi o de bancos, que lucrou R$ 45,462 bilhões no foi impulsionado pela apreciação do real frente ao dólar. Essa valorização causou um efeito positivo no custo financeiro das empresas com dívidas em moeda estrangeira. Já no quesito faturamento, a melhor marca foi obtida pela indústria (16,8%), seguida por comércio (9%) e serviços (5,2%). A Serasa Experian afirma que a atividade da indústria foi impulsionada em 2010 pelo aumento da renda real, do emprego e do crédito, além das isenções tributárias pontuais para a produção de veículos leves, bens de capital (máquinas e equipamentos), material de construção, móveis e eletrodomésticos da linha branca. ano passado ante R$ 32,648 bilhões em 2009, crescimento de 39,3%. O setor bancário também concentrou o maior volume de lucro das empresas de capital aberto brasileiras, 23,9% do total. Destaque também para outras empresas do setor financeiro, além dos bancos. No segmento outras atividades relacionadas a investimentos financeiros, composto por duas empresas, o lucro foi de R$ 251,3 milhões, mas a alta foi de R$ 204,2%. Considerando a variação positiva do lucro entre os dois anos, chama a atenção o setor de telecomunicações, que lucrou R$ 11,084 bilhões com oito empresas em 2010, alta de 298,8% ante 2009. Outro destaque foi o setor de mineração, com lucro de R$ 30,188 bilhões registrado por quatro empresas, alta de 201,8%. O setor químico, composto por 11 empresas, registrou crescimento de 151,8% no lucro em 2010, somando R$ 2,863 bilhões. Os setores de energia elétrica, transportes & serviços e agro & pesca são os três únicos que apresentaram queda na lucratividade no ano passado. Em A pesquisa também mostra que, com uma forte geração de lucro para a indústria no Brasil em 2010, foi possível o setor ampliar os investimentos em ativos, que passaram a representar 10,4% do faturamento. Os investimentos, segundo a pesquisa, são direcionados para elevar a capacidade instalada, além da modernização do parque fabril e aquisições de empresas. No setor do comércio, a Serasa Experian avalia que, além do mercado interno aquecido, o segmento se beneficiou pela expansão do crédito concedido aos clientes, que apresentou crescimento de 63,7% no período de 2007 a 2010. A pesquisa também aponta um aumento dos estoques do comércio superior aos créditos obtidos e concedidos. Para a entidade, isso indica que as importações - estimuladas pela valorização do real - foram utilizadas por algumas empresas como estratégia para conter os custos com mercadorias e melhorar a margem líquida, que passou de 2,5% em 2009 para 4,3% em 2010. Falências - Outra pesquisa divulgada ontem pela Serasa Experian mostra que o número de falências requeridas por empresas no Brasil chegou a 172 em março, um aumento de 28,4% em comparação com fevereiro. O resultado representa a terceira alta mensal conse- &5e',72 )LQDQFLDPHQWRVGR%1'(6YmR VHUUHGX]LGRVHP5ELOK}HV Ricardo Leopoldo Da Agência Estado O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que a instituição deverá reduzir a concessão de financiamentos neste ano em cerca de R$ 30 bilhões ante os volumes liberados em 2010. Durante evento na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo, Coutinho destacou ainda que a liberação de recursos neste ano deve ficar próxima ao registrado no ano passado, que foi de cerca de R$ 144 bilhões. Em conversas nos bastidores após a palestra, Coutinho destacou que a redução de R$ 30 bilhões nos financiamentos está ligada à exclusão dos recursos repassados pelo banco oficial à Petrobras no ano passado, no processo que culminou na capitalização da estatal. “Contudo, não podemos reduzir financiamentos de forma radical”, comentou. Petrobras - Em palestras recentes, Coutinho afirmou que a redução abrupta da concessão de recursos para projetos de longo prazo penalizaria as empresas, pois os custos financeiros para captação de empréstimos de outras fontes subiriam expressivamente. O presidente do BNDES disse ainda que o objetivo do banco oficial a partir de agora “é dar espaço ao setor privado” nas operações de financiamento de projetos de longo prazo. “O sucesso do BNDES neste ano será medido pela ampliação do processo de ‘crowding in’ na economia”, disse. Na literatura econômica, “crowding in” é a capacidade do Estado de estimular e reter as empresas privadas para produzir e gerar investimentos na economia. Em manifestações recentes, Coutinho disse que o BNDES deseja diminuir sua participação relativa na concessão de empréstimos para empreendimentos de longa maturação no Brasil. Ele ressaltou que neste ano os desembolsos no primeiro trimestre ficaram ligeiramente inferiores aos realizados no mesmo período do ano passado. Inflação - Coutinho afirmou também que o desafio do governo é “enfrentar choque de preços vindo de fora”, em um mercado interno que já está aquecido, “sem gerar recessão”. Segundo o executivo, “a política econômica visa a calibrar moderação da demanda agregada” a fim de evitar pressões para a inflação. “O governo está comprometido com a estabilidade de preços no médio e longo prazo. É importante conter a inflação, mas também viabilizar o crescimento dos investimentos.” O presidente do BNDES disse ainda que os investimentos no Brasil manterão uma velocidade de expansão bem maior que a do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011. Segundo ele, “os investimentos devem crescer entre 8% e 10% neste ano, enquanto o PIB deve subir perto de 4%”. De acordo com Coutinho, um dos instrumentos importantes para a ampliação dos investimentos no País é o fortalecimento do mercado de capitais. Segundo ele, o banco oficial está disposto a dar suporte de até 20% na emissão de debêntures de longo prazo, cujas normas foram criadas recentemente pelo governo. Novo diretor - BNDES divulgou ontem que o economista Luiz Eduardo Melin será nomeado para ocupar a cadeira vaga deixada pelo diretor de infraestrutura Wagner Bittencourt de Oliveira, convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil. '2&80(172 )0,DGPLWHFRQWUROHGHFDSLWDLV Denise Chrispim Marin Da Agência Estado Em uma significante mudança de diretriz, o Fundo Monetário Internacional (FMI) legitimou pela primeira vez a adoção de controle de ingresso de capital em um documento divulgado ontem, a apenas dez dias do início de sua reunião anual de primavera. Nas entrelinhas, o texto recomenda a adoção dessas medidas com cautela e como último recurso. Ainda assim, foram toleradas como “ferramentas” nos casos de economias emergentes sujeitas à sobrevalorização de suas moedas, desde que os controles não discriminem o investimento nacional do estrangeiro. Conforme esse novo parâmetro do Fundo, o Brasil atende ao primeiro quesito. Porém, não respeita o segundo. Lançamento discreto - O estudo “Recentes Experiências na Administração de Fluxos de Capitais” teve um lançamento discreto, durante uma entrevista à imprensa por telefone de dois técnicos do Fundo. Mas mostrouse parcial, ao se concentrar nos países receptores de capitais e poupar as economias responsáveis pela geração dessa massa de recursos, como os Estados Unidos, de uma avaliação mais profunda. Dentre os países receptores de capitais analisados - Brasil, Indonésia, Coreia do Sul, Peru, África do sul, Tailândia e Turquia - o caso da China foi omitido sem explicações. A doutrina totalmente oposta a controles de capitais, ditada pelo Fundo em seus quase 70 anos de história, foi abandonada por uma visão um pouco mais flexível e consolidada em cinco regras básicas para o mundo emergente lidar com o ingresso de fluxos de investimentos. Embora sejam apresentadas apenas como “sugestões” aos seus membros, como destacou ontem Jonathan Ostry, diretoradjunto do Departamento de Pesquisa do FMI, as normas têm como alvo os capitais de maior risco de futura saída brusca, como os investidos em curto prazo no mercado financeiro. Primeira regra: os controles e medidas prudenciais devem sem temporários e de curto prazo. Segunda: sua adoção deve ocorrer quando não há mais opções de políticas monetárias e fiscais adequadas para lidar com os impactos dos ingressos de capitais. Terceira: devem ser adotados apenas pelas economias cuja taxa de câmbio se vê desvalorizada, causando perda de competitividade de seus produtos, aumento de preços de ativos e possíveis bolhas no mercado financeiro. Quarta, mesmo nesses casos, não é recomendável a aplicação de controles mais significativos aos capitais não residentes, em comparação com os investimentos nacionais. Por fim, países com o câmbio desvalorizado, como a China, não devem lançar mão dessas iniciativas. energia elétrica, com 33 empresas, o lucro caiu 20,2%, para R$ 15,121 bilhões. Em transportes & serviços, queda de 7,9%, para R$ 3,509 bilhões. Por fim, em agro & pesca, o lucro foi de R$ 11,7 milhões, recuo de 39,4% ante 2009. A Economatica pondera, no entanto, que as mudanças contábeis introduzidas em 2010 podem prejudicar a comparação com os dados de 2009. Na pesquisa não foram eliminadas estas eventuais distorções. Além disso, os valores são nominais, ou seja, não foram atualizados pela inflação. cutiva. Segundo o levantamento, as recuperações judiciais requeridas também cresceram: foram 48 pedidos em março, alta de 50% ante o mês anterior. Já o número de falências decretadas caiu de 64 em fevereiro para 53 em março. As micro e pequenas empresas lideraram os pedidos de falência, com 108 requisições, seguidas por empresas de médio porte (33) e grande porte (31). As micro e pequenas empresas também estiveram à frente dos pedidos de recuperação judicial, com 29 solicitações, seguidas pelas de médio porte (13) e grande porte (6). Na comparação entre o primeiro trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2011, o número de falências requeridas caiu de 484 para 437. No mesmo período, as falências decretas recuaram de 186 para 158. As recuperações judiciais solicitadas permaneceram praticamente estáveis, com variação de 105 para 103. Aperto monetário - Os economistas da Serasa Experian avaliam que as medidas para aperto monetário tomadas neste começo de ano pelo governo federal, como a elevação dos juros e a restrição do crédito, aprofundaram os impactos nas empresas em março. Para a entidade, “o encarecimento do crédito nos principais financiamentos para os negócios (capital de giro, desconto de duplicatas, conta garantida e vendor) tem afetado o custo financeiro das empresas, em um momento de receitas menores.” Para a Serasa Experian, essas medidas criam um descompasso entre receitas e pagamento de dívidas assumidas com fornecedores, investimentos e estoques, o que leva ao aumento das falências requeridas. Os economistas acrescentam que, como as falências decretadas mensalmente não seguem as requeridas, as recuperações judiciais requeridas estão evitando a quebra de empresas. A pesquisa é construída a partir do levantamento mensal das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente na base de dados da Serasa Experian, provenientes de fóruns, varas de falências e Diários Oficiais e da Justiça dos estados. ',((6( &HVWDEiVLFDDXPHQWD HPGHFDSLWDLV Flavio Leonel Da Agência Estado O valor médio da cesta básica apresentou elevação em março, na comparação com fevereiro, em 14 das 17 capitais do País pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As altas mais expressivas no preço do conjunto de produtos alimentícios essenciais foram observadas em Natal (6,19%), Salvador (4,9%), Vitória (4,88%) e Rio de Janeiro (4,33%). No mês passado, houve queda apenas em Recife (0,77), Manaus (0,54%) e Brasília (0,05%). Em São Paulo e Belo Horizonte, a cesta apresentou aumentos de 2,45% e de 0,87%, respectivamente. Trimestre - No primeiro trimestre de 2011, o conjunto de produtos acumulou variação positiva em 16 das 17 capitais que participaram do levantamento. As cestas das capitais que registraram as maiores variações foram as de Salvador (9,44%), Aracaju (9,36%) e Brasília (7,14%). C U Apenas Manaus teve variação negativa (0,27%), enquanto as cestas de São Paulo e do Rio de Janeiro tiveram altas acumuladas de 0,92% e de 7,06%, respectivamente. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, todas as 17 capitais pesquisadas apresentaram variações acumuladas positivas. Mínimo - Levantamento do Dieese mostrou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.247,94 em março para suprir suas necessidades básicas e da família. Com base no maior valor apurado para a cesta em março, de R$ 267,58, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,12 vezes superior ao piso em vigor no período, de R$ 545. R T A IBGE: preços ao produtor subiram 0,6% em fevereiro O Índice de Preços ao Produtor (IPP), novo indicador do IBGE, divulgado ontem, ficou em 0,6% em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, quanto a taxa foi de 0,4%. Em 2011, o IPP acumula alta de 1%. No acumulado em 12 meses, variação do indicador é de 6,21%. O IBGE também divulgou a variação acumulada do índice em 2010: 8,04%. A variação de preços para a indústria de transformação traz informações que podem ser analisadas na comparação com índices de preços ao consumidor. No entanto, os técnicos do IBGE alertam que IPP não pode servir para previsões de índices de inflação, como o IPCA. RIO AVANTI VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS S/A CNPJ/MF nº 06.069.634/0001-87 EDITAL DE CONVOCAÇÃO. ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. A Rio Avanti Veículos, Peças e Serviços S/A, faz publicar o presente Edital para convocar todos os acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária em primeira convocação, a realizar-se no dia 11 de abril de 2011 às 10:00hs na sede da sociedade, situada nesta cidade do Rio de Janeiro, na Av. Brigadeiro Lima e Silva nº 711/Parte - Duque de Caxias, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: I. Apresentação de proposta pelo acionista Alexandre de Vasconcelos Pereira para solucionar as questões oriundas de sua participação em outras Sociedades, questões essas que vem fazendo reflexos na Sociedade. II. Deliberação a respeito da proposta que vem a ser apresentada pelo acionista Alexandre de Vasconcelos Pereira. III. Deliberação a respeito da sua permanência ou não, na Sociedade. Rio de Janeiro, 4 de abril de 2011. Diretor Presidente. 4 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 COMERCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -8&(5-$ JUNTA P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S Despachos de 5 de Abril de 2011 Documentos Deferidos PROC. 111225787 111194059 111070058 111141613 107219689 111232554 111191963 111140854 111140889 111186439 111186145 111136121 111088917 111151910 111182735 111228506 110790391 111182255 111011809 111011787 111228395 111228409 111225035 111227569 111224616 111224624 111182409 111186609 111192161 111227399 111138132 111138175 110796713 110796829 111194172 111125260 110722027 111190258 111190266 111083966 111231302 111017068 111193192 111193273 111224870 111147425 111147441 111124557 111145490 111231930 111229200 110959400 110959418 111231973 111190568 111135354 111135397 111230500 111184665 110825667 110803159 111085047 111226422 111194075 111193389 111189926 111184100 111009979 111084334 111116473 111080266 111231906 111181968 111189853 110933532 111229561 111130344 111130379 111072638 111224365 111089492 111089549 111089557 111227445 110476069 111151805 110892089 110962796 110962818 111186641 111227658 111225230 101241577 111143004 111189993 111225590 111149886 111150272 111152860 111152909 111227933 111227941 111227798 111229324 110456483 111226317 111193346 111193508 111183570 111224659 111121779 111128161 110826469 110826515 111186935 111186943 111071623 111229120 111123127 111123151 111070511 111226244 111182484 111226627 111226651 111186471 111186498 111193133 111081475 110961790 111147042 111147077 111227550 111229510 111189969 111190037 110706820 110889363 111125359 111125553 111183707 111182298 110670698 110670744 111084415 111138922 111193303 111151163 111138779 111231280 EMPRESA 336 DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA ME 8M PARTICIPACOES LTDA 9 MM FILMES PRODUCOES ARTISTICAS LTDA A B C COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA A D B O PROCESSAMENTO DE DADOS A DA R FERREIRA COM E CONSERTO DE MATERIAL ELETRICO E HIDRAULICO E BAZAR ME A DOS S NOGUEIRA SUPLEMENTO ALIMENTAR ME A F DA SILVA HORTIFRUTIGRANJEIROS A F DA SILVA HORTIFRUTIGRANJEIROS A G L INOVACAO E SERVICOS LTDA A S G DE CASTILHO BAR E MERCEARIA ME A3D COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME ACADEMIA DE GINASTICA STYLE FITNESS LTDA ADAMIL IMOVEIS EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES S/A ADAUTO DE FREITAS ADMINISTRADORA DE CARTAO DE TODOS MAGE RJ LTDA ME ADRENALINA TRANSPORTES LTDA ME ADRIANA CRISPIM DE OLIVEIRA ADVICE EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA ADVICE EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA ME AGAPE COMERCIO DE PRODUTOS NATURAIS LTDA AGAPE COMERCIO DE PRODUTOS NATURAIS LTDA AGORA CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S/A AGRICOLA CAFE DA FRONTEIRA S/A AGROPET DE MACAE LTDA AGROPET DE MACAE LTDA AILTON DE ARAUJO BARBOSA ALESSANDRA BARROS DA SILVA ALEXANDRE V CARDOZO REFORMAS E CONSTRUCOES ME ALIANSCE SHOPPING CENTERS S A ALLPARK EMPREENDIMENTOS PARTICIPACOES E SERVICOS S/A ALLPARK EMPREENDIMENTOS PARTICIPACOES E SERVICOS S/A ALMIR FIGUEIREDO RIBEIRO TRANSPORTES E COMERCIO - ME ALMIR FIGUEIREDO RIBEIRO TRANSPORTES E COMERCIO - ME ANA PAULA DAITCHMANN RODRIGUES ANA PAULA ROMUALDA DA FONSECA ABREU ANA PAULA TRANSPORTES DE BARRA LTDA EPP ANAFER COMERCIO E ESTRUTURAS METALICAS LTDA ANAFER COMERCIO E ESTRUTURAS METALICAS LTDA ANALYTICAL INSTRUMENTS SISTEMAS DE ANALISE DE GASES LTDA ME ANCAR COMERCIO E SERVICOS DE FERRO LTDA ANCAR IVANHOE CAMPINAS S.A. ANDALUZ COMERCIO DE ROUPAS LTDA ANDALUZ COMERCIO DE ROUPAS LTDA ANDRE LUIS RIBEIRO DE OLIVEIRA ANGELUZ DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE ESCRITORIO E ESCOLAR LTDA ANGELUZ DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE ESCRITORIO E ESCOLAR LTDA ANSVOV AGAPE REPRESENTACOES LTDA AP 18 BIJUTERIA LTDA AQUINO SENA COMERCIO DE PECAS LTDA EPP ARAUCARIA PROJETOS E SERVICOS DE CONSTRUCAO LTDA ARC TERCEIRIZACAO DE SERVICOS LTDA ARC TERCEIRIZACAO DE SERVICOS LTDA ARDISSON JUNIOR COMERCIO DE PECAS LTDA EPP ARMAZEM INDEPENDENCIA LIMITADA ME ASTEC COMERCIO MULTIPECAS LTDA ASTEC COMERCIO MULTIPECAS LTDA ATACADAO DOS BAZARES ROUPAS BIJOUTERIAS E RELOGIOS LTDA EPP ATAKAN COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA ATIVA ELECTRICAL SOLUTIONS LTDA AUTO CENTER TAMOIOS COMERCIO DE AUTO PECAS E SERVICOS DE AUTO MECANICA LTDA ME AUTO MECANICA SAVEIRO LTDA ME AUTO SERVICO MANGUEIRINHA LTDA B2W RENTAL LTDA BAGGIO ROSSI CONSULTORES LTDA BALU RAMOS ALIMENTOS E LOCACAO DE VEICULOS LTDA BAR E LANCHONETE SABOR DIVINO DE SAO CRISTOVAO LTDA ME BAR E MERCEARIA NOSSA FATIMA LTDA BAR E MERCEARIA PONTOCOM LTDA BAR FAFA E LANCHONETE DO RIACHUELO LTDA ME BARENBOIM S A BASICA EMPREENDIMENTOS LTDA ME BAZAR DIMENSAO DE BANGU LTDA ME BAZAR J F LTDA ME BEATRIZ DA CONCEICAO BELGOROD ADMINISTRADORA DE BENS LTDA BELLA’S JOIAS DO FARRULA LTDA BELLA’S JOIAS LTDA BHG IMOBILIARIA HOTELARIA E TURISMO S/A BIG MARCAS RJ LTDA ME BN 46 PARTICIPACOES LTDA BN 46 PARTICIPACOES LTDA BN 46 PARTICIPACOES LTDA BOART LONGYEAR LTDA BRAMEX FRANCHISING LTDA BRASIL BAHIA MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME BRASIL TROPICAL LANCHES LTDA BRASIL WEB TECNOLOGIA E EAD LTDA BRASIL WEB TECNOLOGIA E EAD LTDA BRAVA FURBA COMERCIO E INDUSTRIA DE ROUPAS LTDA BROWNIE AMERICA COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA BRUNO N EINSFIELD SERVICOS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS BUNKER INDUSTRIA COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA CABANA DO ESPORTE MATERIAL ESPORTIVO LTDA CACIA MARIA SOUZA DA SILVA ARMARINHO ME CAFE E BAR GONFRADIO LTDA ME CAFEREDES CONSTRUCOES INSTALACOES E SERVICOS LTDA CAFEREDES CONSTRUCOES INSTALACOES E SERVICOS LTDA CALDEIRAO DO COWBOY BAR E LANCHONETE DE VASSOURAS LTDA CALDEIRAO DO COWBOY BAR E LANCHONETE DE VASSOURAS LTDA CANTINA ESTRELA DA BARRA LTDA CANTINA ESTRELA DA BARRA LTDA CARDOSO XAVIER REPRESENTACOES LTDA CARL ZEISS VISION BRASIL INDUSTRIA OPTICA LTDA CAROLCAR 04 COMERCIO DE PECAS E ACESSORIOS LTDA ME CASA DE EVENTOS ARTISTICOS VOVO GAROTA LTDA CASA SHOW S/A CASABLANCA HAIR STYLE BOUTIQUE E SERVICOS DE ESTETICA LTDA ME CB EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA CDN SERVICOS DE AGUA E ESGOTO S A CEFARMA DE BOM JARDIM FARMACIA LTDA ME CELULA ADMINISTRACAO PARTICIPACAO E EMPREENDIMENTOS LTDA CENTENNIAL ASSET PARTICIPACOES MINAS RIO S/A CENTENNIAL ASSET PARTICIPACOES MINAS RIO S/A CENTERPROTESE SERVICOS PROTETICOS LTDA CENTERPROTESE SERVICOS PROTETICOS LTDA CENTRO AUDITIVO MENTHEL LTDA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DO POTENCIAL HUMANO LTDA CENTRO DE EMERGENCIAS ODONTOLOGICAS CAREODONTO LTDA CENTRO DE EMERGENCIAS ODONTOLOGICAS CAREODONTO LTDA CENTRO MEDICO RIOPAE LTDA CERVEJARIA PETROPOLIS S/A CESAR CORREA DA SILVA CIA FALACIA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA CIA FALACIA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA CICLE TEM MAIS COMERCIO DE BICICLETAS LTDA CICLE TEM MAIS COMERCIO DE BICICLETAS LTDA CIMAR CONSTRUTORA IRMAOS ARAUJO LTDA CIMENTO TUPI S/A CINTIA GUEDES DOS SANTOS BISPO CIS CONSTRUCAO INSTALACOES E SERVICOS LTDA CIS CONSTRUCAO INSTALACOES E SERVICOS LTDA CLAUDIA PEQUENO DA SILVA ENTREGAS RAPIDAS CLAUDIO A E MERCEARIA E LANCHONETE LTDA ME CLINICA FISIO PILATES LTDA CLINICA FISIO PILATES LTDA CLINICA SAO FRANCISCO S/A CLINICA VETERINARIA MADUREIRA LTDA ME CM ASSIS COMERCIO DE PERFUMES E EVENTOS CM ASSIS COMERCIO DE PERFUMES E EVENTOS COM TS DIVISORIAS ESPECIAIS LTDA ME COMERCIAL FILADELFIA E SERVICOS LTDA ME COMERCIAL MAPA DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA ME COMERCIAL MAPA DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA ME COMERCIO VAREJISTA SAO JORGE LTDA ME COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DE TRES RIOS CODETRI COMPANHIA DE MARCAS COMPANHIA DE TRANSPORTES SOBRE TRILHOS DO ESTADO DO RIO JANEIRO RIOTRILHOS COMPERJ PETROQUIMICOS BASICOS S A CONEXAO PRODUCOES EVENTOS E EMPREENDIMENTOS LTDA 111231310 CONEXAO PRODUCOES EVENTOS E EMPREENDIMENTOS LTDA 111131707 CONFRARIA DA PAIXAO PRODUTORA CINEMATOGRAFICA E TEATRAL LTDA 111185718 CONSORCIO ESTREITO ENERGIA CESTE 111139406 CONSREFOR SERVICOS MANUTENCAO E CONSTRUCOES LTDA 111129729 CONSTRUTORA AKITA LTDA 110808835 CONTACTO NOVA ITA MATERIAL DE CONSTRUCAO LTDA ME 111182182 CONTAX PARTICIPACOES S/A 110668456 COQUEPAR COMPANHIA DE COQUE CALCINADO DE PETROLEO S A 111087660 CORMIN MINERACAO DO BRASIL LTDA 110805496 COTEGIPE PARTICIPACOES S/A 111007569 COUTI COMERCIO DE BIJOUTERIAS LTDA 111007585 COUTI COMERCIO DE BIJOUTERIAS LTDA 111081491 CP CIMENTO E PARTICIPACOES S/A 111188180 CRISTIANE DIAS BARROS GOMES 111227178 CRISTIANE FERREIRA CLEMENTE 111084490 CRISTO S SERVICOS AUTOMOTIVOS LTDA 111084512 CRISTOS SERVICOS AUTOMOTIVOS LTDA 111229073 CYMIMASA CONSULTORIA E PROJETOS DE CONSTRUCAO LTDA 111226333 D O DA MOTTA ARMARINHO E BAZAR ME 110357132 DA GEMA ARTES E DESIGN LTDA 111230292 DABI ATLANTE SA INDUSTRIAS MEDICO ODONTOLOGICA 111182344 DANTAS COMERCIO DE PECAS E OFICINA DE VEICULOS LTDA 111189705 DELLA SPIGA LINGERE LTDA EPP 111186706 DEPOSITO DE BEBIDAS 3 IRMAOS LTDA 111186714 DEPOSITO DE BEBIDAS 3 IRMAOS LTDA 111186773 DEPOSITO DE BEBIDAS PIT STOP DE INHOAIBA LTDA ME 110842049 DEUCEIR FERNANDES ALVES 111225817 DEUZUMAR OLIVEIRA DE ARAUJO MATERIAIS DE CONSTRUCAO EM GERAL ME 111127653 DEVON ENERGY DO BRASIL LTDA 111143667 DIFERENT CAFE E BAR LTDA ME 107747294 DINAP S/A DISTRIBUIDORA NACIONAL DE PUBLICACOES 111226430 DISTRIBUIDORA DE AGUA MINERAL ABREU LTDA 111190207 DIVALDO GOMES MARINS 111183251 DIVINA PROPORCAO CAFE LTDA ME 111194806 DOM RIO PARTICIPACOES LTDA 110716469 DORIJAN COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA ME 111070945 DROGA LIFE LTDA ME 111070732 DROGARIA BAMBINA LTDA EPP 111014786 DROGARIA E PERFUMARIA PRECO BOM DE CAMPINHO LTDA ME 111014808 DROGARIA E PERFUMARIA PRECO BOM DE CAMPINHO LTDA ME 111070635 DROGARIA FUX LTDA ME 111186560 DROGARIA OCEAN CENTER LTDA 111186595 DROGARIA OCEAN CENTER LTDA 111070791 DROGARIA SUL LTDA ME 111228905 E G DA SILVA COMERCIO DE ARTIGOS DO VESTUARIO ME 111126053 E GOOL GESTAO ESPORTIVA LTDA 111079314 E P FRANCO REPRESENTACOES COMERCIAIS 111079403 E P FRANCO REPRESENTACOES COMERCIAIS 111137705 E P JARDIM ME 111182328 EASE 507 COMERCIO DE MATERIAIS ODONTOLOGICOS E HOSPITALARES LTDA 111069777 ED INFO PRINT INFORMATICA LTDA ME 111141664 EDGARD PINHEIRO DIAS FILHO 110882890 EDITORA DE LIVROS COBOGO LTDA 110874021 ELETRONICA E OFICINA BRASILIA LTDA ME 111231027 ELMANS CABELEIREIROS LTDA 111231051 ELMANS CABELEIREIROS LTDA 111193176 EMPREENDIMENTOS DWV LTDA 111193214 EMPREENDIMENTOS DWV LTDA 110830180 ENG ROCHA SERVICOS LTDA 110830199 ENG ROCHA SERVICOS LTDA 111186846 EQUIPAMENTOS ELETRONICOS RIO CRAFT COMERCIO LTDA 111233267 ESCENCIAL INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME 111188520 ESHO EMPRESA DE SERVICOS HOSPITALARES S A 110670051 ESPACO CULTURAL ARTE E VIDA LTDA 110670124 ESPACO CULTURAL ARTE E VIDA LTDA 111190428 ESPACO DIGITAL COMERCIO DE INFORMATICA LTDA 111190487 ESPACO DIGITAL COMERCIO DE INFORMATICA LTDA 111194792 ESPELHO PARTICIPACOES LTDA 111183529 ESTACIONAMENTO ROTATIVO SAO JOSE LTDA ME 111146747 ETICKETA ROTULOS E SOLUCOES GRAFICAS LTDA 111129788 EVERTON F TAVARES 111129796 EVERTON F TAVARES 110837150 EXECTOR COMERCIO & SERVICOS DE INSTALACOES LTDA 110455754 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE REFRIGERACAO LTDA 110822340 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE REFRIGERACAO LTDA 111194849 EXPANDER DO BRASIL MANUTENCAO DE APARELHOS DE REFRIGERACAO LTDA 110467892 F FONTOURA MERCEARIA 110467965 F FONTOURA MERCEARIA 111229634 F I T TIMBER PARTICIPACOES S A 111227151 F MAXX VEICULOS MULTIMARCAS LTDA ME 111071810 F VASCONCELOS ESTEVES & CIA LTDA ME 110322363 FABIOS SERVICOS GRAFICOS EDITORIAIS DE ENCADERNACOES LTDA ME 111190282 FABRICIA BARBOSA DOS SANTOS 111070678 FARMACIA ADELMA LTDA ME 111186358 FARMACIA DOS MILAGRES LTDA 111186382 FARMACIA DOS MILAGRES LTDA 111230454 FARMACIA E PERFUMARIA FARMA SUL LTDA ME 111066395 FARMACIA MORIN LTDA ME 111186676 FARMACIA PODER E UNCAO LTDA ME 111070864 FARMACIA RUY BARBOSA LTDA EPP 110707338 FASHION NEW MODA FEMININA LTDA ME 111153204 FENIX TRANSPORTADORA E COMERCIO LTDA ME 111181976 FERNANDA OLIVEIRA DE ANDRADE 111181984 FERNANDA OLIVEIRA DE ANDRADE 111225329 FERNANDO VIVEIROS DE CASTRO DUARTE 111190681 FERROM DIESEL AUTOPECAS E TRANSPORTES LTDA ME 110726316 FIGUEIRA E SERRA COMERCIAL DE DOCES LTDA ME 111124166 FILADELPHIA EMPRESTIMOS CONSIGNADOS LTDA ME 111124301 FILADELPHIA EMPRESTIMOS CONSIGNADOS LTDA ME 110377818 FILOBEL FIDUCIARIA LOCADORA DE BENS LTDA 111232449 FL INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS DESCARTAVEIS LTDA ME 110794834 FLAVIO DA SILVA RAPOSO 111193419 FLEXLIFE DO BRASIL SERVICOS PETROLIFEROS LTDA 111231361 FLEXPAPER COMERCIO E INDUSTRIA DE PAPEIS LTDA ME 111188768 FLORA BEIJA FLOR DE HELIOPOLIS LTDA 111188792 FLORA BEIJA FLOR DE HELIOPOLIS LTDA 110345045 FLORESTAL MADEIRAS LTDA 111233704 FLTF COMERCIO ELETRONICO LTDA 111194016 FORTVAL INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA EPP 111226465 FR CONSULTORIA E SERVICOS LTDA 111226481 FR CONSULTORIA E SERVICOS LTDA 110869133 FRANCISCO ALBUQUERQUE MARANHAO 110869230 FRANCISCO ALBUQUERQUE MARANHAO 111142598 FREE ICE COMERCIAL LTDA ME 111064058 FUTURE SERVICOS DE PROMOCAO DE EVENTOS LTDA 111084440 G A DE SOUZA VEICULOS ME 111049229 G C RAMOS COMERCIO DE CARNES LTDA 111049245 G C RAMOS COMERCIO DE CARNES LTDA 111189446 G MOVEIS PLANEJADOS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA 111189543 G MOVEIS PLANEJADOS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA 111224527 GAFELUNA IDIOMAS LTDA ME 111120667 GALEON ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA 111120713 GALEON ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA 111194652 GALILEO ADMINISTRACAO DE RECURSOS EDUCACIONAIS S A 111194695 GALILEO ADMINISTRACAO DE RECURSOS EDUCACIONAIS S A 111194687 GALILEO GESTORA DE RECEBIVEIS SPE S A 111194644 GALILEO GESTORA DE RECEBIVEIS SPE S A 111064210 GAM LIVRARIA E ARTIGOS EVANGELICOS LTDA ME 111016290 GB AUTO PECAS LTDA 111015553 GEORG MICHAEL BECKMANN 111010772 GERALDINO E BARROSO PINTURA E CONSTRUCOES LTDA 111010799 GERALDINO E BARROSO PINTURA E CONSTRUCOES LTDA 111061547 GITEVBRITO CONSTRUCAO E REFORMA LTDA 111061598 GITEVBRITO CONSTRUCAO E REFORMA LTDA 111187664 GLAUMAR MARMORARIA LTDA ME 111192773 GLOBEX UTILIDADES S/A 111231531 GLOBO COMUNICACAO E PARTICIPACOES S/A 111007917 GOMES E GIANCRISTOFORO COMUNICACAO LTDA 111014719 GOMES TEIXEIRA TRANSPORTADORA LTDA 111063760 GPS OFFICE COMERCIO E SERVICOS ELETRONICOS LTDA 111063809 GPS OFFICE COMERCIO E SERVICOS ELETRONICOS LTDA 111227810 GRAN DELLI COMERCIO DE BEBIDAS E GENEROS ALIMENTICIOS LTDA 111227828 GRAN DELLI COMERCIO DE BEBIDAS E GENEROS ALIMENTICIOS LTDA 111188261 GRANPLAST INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA EPP 111187966 GREENSERV ENGENHARIA MEIO AMBIENTE ASSESSORIA E SERVICOS LTDA 111187982 GREENSERV ENGENHARIA MEIO AMBIENTE ASSESSORIA E SERVICOS LTDA 111152798 GRM ASSESSORIA E CONSTRUCOES LTDA 111152828 GRM ASSESSORIA E CONSTRUCOES LTDA 110399676 GTIS SB EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA 111228530 GVTOP SERVICOS TOPOGRAFICOS LTDA ME 110714040 GX COELHO GUIMARAES COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA ME 111226112 HANTHERCAR COMERCIO DE VEICULOS LTDA 111069815 HELP CARE TECNOLOGIA E MANUTENCAO LTDA 111069866 HELP CARE TECNOLOGIA E MANUTENCAO LTDA 111231094 HHR JW RIO DE JANEIRO INVESTIMENTOS HOTELEIROS LTDA 111194210 111080819 111080843 111229065 111229111 110826191 111191009 111233003 111233089 111231680 111147735 111149924 110801598 111080665 111225213 111072239 111183120 111230047 111087864 111087880 111193982 111069009 111184509 111226090 111182778 111190886 111191050 111189241 111189322 111226198 111138361 111138426 111086175 111086256 111087317 111087422 111087899 110891910 111087465 111087490 111143730 111226830 110824180 111189802 111190010 111190045 111140617 111140641 111089352 111151775 111227593 111148839 111143756 111230802 111230829 111121450 111121477 111051592 111136180 111147964 111071879 110940440 111143705 111233690 111187770 111187788 110910036 111194563 111150914 111150965 111231175 111231183 111131472 111131510 110965698 110965710 111185564 111185580 111016703 111224438 110981375 111228387 111151090 111151139 111225140 111225108 111063523 111063833 111146658 111188881 111188938 111228220 111193664 110958942 111227240 111227259 111193443 111194253 110977700 110977807 110704738 111224039 111227879 111227887 111227860 111183740 111184576 111230489 111147816 111183189 110804635 110804660 111047528 111193990 111183561 110973615 111193397 111133530 111224306 111224373 110493141 110494156 111060915 111228280 110859944 111182212 111227143 111227372 110802667 111052734 111150299 111191211 111191246 111071682 110885228 111132045 110864484 111124646 111190916 111191041 111184835 111129761 111229979 111137349 111145791 111145830 111224926 111224950 111184649 111128242 111227895 111045100 110728807 110977840 110977858 111047854 111190835 HILLS RJ PARTICIPACOES LTDA HL REBOQUES LTDA HL REBOQUES LTDA HORTIFRUTI DA ALBANO LTDA HORTIFRUTI DA ALBANO LTDA HOTEL SANTO ANTONIO DE RAPOSO LTDA ME HSPAMBIENT RECICLAGEM DE METAIS E PLASTICOS LTDA HYLEG PARTICIPACOES LTDA HYLEG PARTICIPACOES LTDA I M A DIONISIO BASTOS I P DA SILVA COMERCIO DE MOVEIS IGIP BRASIL PARTICIPACOES SOCIETARIAS E EMPREENDIMENTOS LTDA ILHA CENTRAL CAR LTDA ILHAS TROPICAIS LANCHONETE LTDA ME ILUMMINA COMERCIO DE MATERIAIS ELETRICOS LTDA IMOBILIARIA COMERCIAL LOTEAMENTOS E CONSTRUCOES LTDA EPP IMPERADOR PRODUTOS FARMACEUTICOS LTDA ME INFINIT MODAS LTDA ME INFO SHOW COMPUTADORES 110 LTDA INFO SHOW COMPUTADORES 110 LTDA INGRESSO COM LTDA INTERNATIONAL BUSINESS GROUP COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA INVICTO RIO METALURGICA COMERCIAL LTDA ME IPROJETE GERENCIAMENTO PROJETOS E CAPACITACAO PROFISSONAL LTDA ME IZAURA DA SILVA ROCHA J B COMERCIAL E MANUTENCAO LTDA J B COMERCIAL E MANUTENCAO LTDA J F O DA SILVA SERVICOS DE CONFECCAO, ESTAMPARIA E SERVICOS GRAFICOS J F O DA SILVA SERVICOS DE CONFECCAO, ESTAMPARIA E SERVICOS GRAFICOS J F REPARACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA ME J L METALURGICA E MONTAGENS LTDA J L METALURGICA E MONTAGENS LTDA J M M DE CARVALHO INDUSTRIA E COMERCIO DE VASSOURAS ME J M M DE CARVALHO INDUSTRIA E COMERCIO DE VASSOURAS ME J MARQUES DE SOUZA J MARQUES DE SOUZA J S D CRED CONSULTORIA E INTERMEDIACAO FINANCEIRA LTDA JACRYL REPRESENTACOES E COMERCIO LTDA ME JAIR DOS SANTOS DUTRA JAIR DOS SANTOS DUTRA JARDIM DE INFANCIA MEU SONHO LTDA JARDIM ESCOLA FABIO FABIANO LTDA JARDIM ESCOLA FABIO FABIANO LTDA JDS ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA JEFFERSON VIANA GRINALDAS LTDA JEFFERSON VIANA GRINALDAS LTDA JF IMPORTACAO E EXPORTACAO DE UTILIDADES DO LAR LTDA JF IMPORTACAO E EXPORTACAO DE UTILIDADES DO LAR LTDA JFE 37 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA JOAO HERICKSON BARREIRA JOELTON CUNHA RIBEIRO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS JOSE PAULO DE OLIVEIRA JOWALLACE RESTAURANTE LTDA ME JUANIL DA SILVA AFONSO LANCHONETE JUANIL DA SILVA AFONSO LANCHONETE JULIANA DE JESUS SANTOS JULIANA DE JESUS SANTOS JUNAVINI COMERCIO DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA ME JUNIOR CESAR FERREIRA RODRIGUES CALCADOS ME K DA SILVA CASTRO BEBIDAS KADON INDUSTRIA E COMERCIO DE MALHAS LTDA ME KANNANDA TRANSPORTADORA LTDA ME KARUP MODA SPORT CONFECCOES LTDA KAZZON COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA ME KING OF IMPORTACAO E DISTRIBUICAO DE LENTES LTDA KING OF IMPORTACAO E DISTRIBUICAO DE LENTES LTDA KS TAXI AEREO LIMITADA KSA ADMINISTRADORA DE BENS LTDA L A TRIGO MARAVILHA LTDA L A TRIGO MARAVILHA LTDA L F G SOARES LANCHONETE L F G SOARES LANCHONETE L P SAMPAIO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS L P SAMPAIO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS L W PROMOTORA DE CREDITO LTDA L W PROMOTORA DE CREDITO LTDA L X PEREIRA MONTAGEM E INSTALACAO INDUSTRIAL L X PEREIRA MONTAGEM E INSTALACAO INDUSTRIAL LABORATORIO BRAVET LTDA LAFNE COMERCIO E BAZAR LTDA EPP LARGO DO PACO DROGARIA LTDA ME LATINO AMERICANA SERVICOS ADMINISTRATIVOS LTDA ME LAVAJATO NOVO BRILHO LTDA LAVAJATO NOVO BRILHO LTDA LAZARIONI MIDIA EXTERIOR LTDA LAZARONI MIDIA EXTERIOR LTDA LEAL PORTO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA ME LEAL PORTO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA ME LEVAN MECANICA DE VANS LTDA ME LIBERTADORES DA SERRA COMERCIO DE ROUPAS LTDA LIBERTADORES DA SERRA COMERCIO DE ROUPAS LTDA LIGHTGER S/A LIMPCONTROL INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS DE LIMPEZA E DESCARTAVEIS LTDA LLUCLINS BAZAR E SERVICOS LTDA ME LOAPLASTIC EMBALAGENS LTDA EPP LOAPLASTIC EMBALAGENS LTDA EPP LOBECK COMERCIO E SERVICOS TECNOLOGICOS LTDA ME LORRAINE RJ PARTICIPACOES LTDA LUCIELEN PIZZARIA LTDA LUCIELEN PIZZARIA LTDA LUCIO OLIVEIRA MAGALHAES ME LUIZ ANTONIO DELFINO GOMES LULUX CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME LUYLLA CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME LUZIOX CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME M & F DE FRIBURGO PRESENTES LTDA ME M C NORONHA TOPOGRAFIA LTDA ME M DO SOCORRO P DE SOUZA CONFECCAO ME M LIMA DE SOUZA BAZAR M M ASSESSORIA E INTERMEDIACAO DE NEGOCIOS DE FINANCIAMENTOS LTDA ME M MULLER COMERCIAL LTDA EPP M MULLER COMERCIAL LTDA EPP MADISKA MATADOURO E DISTRIBUIDORA DE CARNES LTDA MADZAL PARTICIPACOES E EMPREENDIMENTOS LTDA MAGALHAES MORAES CONGELADOS LTDA ME MAMI LUCIE RESTAURANTE E PIZZARIA LTDA MANABI HOLDING S A MANU BABY PRESENTES E CONFECCOES LTDA ME MARAVALHAS PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA MARAVALHAS PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA MARCHON SIMOES COMERCIAL LTDA MARCHON SIMOES COMERCIAL LTDA MARCIA NAVI DE SOUZA MARIA DA PENHA CRESPO TORRES MARIA JULIA DOS SANTOS MARIAN INDUSTRIA E COMERCIO DO VESTUARIO LTDA ME MARJO COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA MARLUCIA DA SILVA SOUZA FILHA MARTINS E TOMAZ COMERCIAL PLASTICOS LTDA ME MASTER CLIN LIMPEZA E SERVICOS LTDA MAVEL 2007 COMERCIO E LOCACAO DE VEICULOS LTDA ME MAXCRED DADOS CADASTRAIS LTDA MAXCRED DADOS CADASTRAIS LTDA MAZAL ESTACIONAMENTO LTDA ME MB 13 IMUNIZADORA CONSERVADORA DE LIMPEZA LTDA ME MDRJ 28 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA MEDBRAZ REPRESENTACAO E DISTRIBUICAO DE MEDICAMENTOS E EQUIPAMENTOS LTDA EPP MEDEIROS E LACERDA BOUTIQUE LTDA ME MEDSERRA MEDICOS ASSOCIADOS LTDA MEDSERRA MEDICOS ASSOCIADOS LTDA MEIER COMERCIO DE MATERIAIS DIDATICOS LTDA ME MELROSE AVE ARTIGOS DO VESTUARIO LTDA ME MEMORAVEL 2010 REFORMAS LTDA ME MENTA CONFECCOES LTDA ME MERCEARIA AMIGAS LTDA MERCEARIA AMIGAS LTDA MERCO RIO 2011 MERCEARIA LTDA MERCO RIO 2011 MERCEARIA LTDA META COMERCIO DE ROUPAS LTDA MICHELANGELO MARMORARIA LTDA MILLS ESTRUTURAS E SERVICOS DE ENGENHARIA S A MK5 AGENCIAMENTO E INTERMEDIACAO DE COMERCIO ELETRONICO LTDA ME MLG2 AGENTE AUTONOMO DE INVESTIMENTOS LTDA MM QUENTINHAS LTDA MM QUENTINHAS LTDA MONOBLOCO CONSTRUCAO MANUTENCAO E LOCACAO DE EQUIPAMENTOS LTDA MONTREBLANT CONSTRUTORA LTDA COMERCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -8&(5-$ JUNTA 5 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S 111082439 MP MARQUES PEIXOTO PARTICIPACOES E EMPREENDIMENTOS LTDA 111186544 MR GRAFICA E DESIGN COMERCIO DE PAPEIS LTDA ME 111190983 MR SOLUCOES DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA 111191017 MR SOLUCOES DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA 111190746 MUNDO DA ALEGRIA EQUITATIVA FESTAS INFANTIL LTDA 111190797 MUNDO DA ALEGRIA EQUITATIVA FESTAS INFANTIL LTDA 110728793 MX ALEF RENT A CAR SERVICE LTDA 110728815 MX ALEF RENT A CAR SERVICE LTDA 110982053 MYKONOS EVENTOS E SERVICOS LTDA 111006716 MYKONOS EVENTOS E SERVICOS LTDA 111148189 MYRIAM FIGUEIREDO DA FONSECA SALAO DE BELEZA ME 111148219 MYRIAM FIGUEIREDO DA FONSECA SALAO DE BELEZA ME 111063922 N B DE LORENA MAIA MOVEIS ME 111189098 N M DE ARAUJO VIDRACARIA 111189128 N M DE ARAUJO VIDRACARIA 111054486 N O JACOMINO ENGENHARIA LTDA 110933443 NASCIMENTO MONTEIRO & IRMAO LTDA 111122619 NEJONAR 9 TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA ME 111070155 NESTOR JOSE DO NASCIMENTO 110960025 NEW TECHNOLOGIES SERVICOS DE INFORMATICA LTDA 111183081 NHF AUTOMOVEIS LTDA 111189497 NITCLEAN COMERCIO DE PRODUTOS DE LIMPEZA LTDA 111189535 NITCLEAN COMERCIO DE PRODUTOS DE LIMPEZA LTDA 111150140 NO AR ESTUDIOS DE RADIO E TELEVISAO LTDA ME 111225132 NOVA IMAGEM 2000 INSTALACOES LTDA EPP 111190398 NOVO MILENIUM RIO TELECOMUNICACOES E SEGURANCA ELETRONICA LTDA ME 111225981 NOVOS DESAFIOS TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA EPP 111192633 NSG CAPITAL SECURITIZADORA S/A 111071402 OFICINA MECANICA BETINHO DO GAS LTDA ME 111068835 OTICAS VENCEDORAS LTDA ME 111184932 P & P PORTELLA COMERCIO E REPRESENTACAO LTDA 111226147 P H COMERCIO E DISTRIBUICAO DE BEBIDAS LTDA 111226155 P H COMERCIO E DISTRIBUICAO DE BEBIDAS LTDA 111191262 P M PENTEADO PROTESE ME 110390822 P R SILVA DE OLIVEIRA ESTAMPARIA DE ARTIGOS DO VESTUARIO 110880773 P S I SUPLEMENTOS INDUSTRIAIS LTDA ME 111231191 PALHETA PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA 111231159 PALHETA S/A PRODUTOS ALIMENTICIOS 111227127 PANIFICACAO NOVA MONTANHA LTDA ME 110865570 PANIFICACAO RETIRENSE LTDA 110865618 PANIFICACAO RETIRENSE LTDA 110713524 PANIFICACAO SANTA CECILIA LTDA 111143594 PANIFICADORA DORO LTDA ME 111143829 PAPELARIA 325 DA SAARA LTDA EPP 110793994 PAPELONATO COMUNICACAO LTDA ME 111142210 PARAFERNALIA MODAS DE VOLTA REDONDA LTDA ME 110317831 PARKIMOB ADMINISTRACAO DE IMOVEIS LTDA 111012171 PARKIMOB ADMINISTRACAO DE IMOVEIS LTDA 111190932 PATRICIA FONTOURA ALVES 111194091 PATYSERV ENCOMENDAS E SERVICOS DE ENTREGA LTDA 111231078 PAULO CUNHA ARQUITETURA E ENGENHARIA LTDA 111228417 PDG REALTY S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES 111228450 PDG REALTY S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES 111187508 PEDRO ARCANJO BATERIAS LTDA 111187460 PEDRO ARCANJO BATERIAS LTDA ME 111231019 PEDRO MACEDO DE BITTENCOURT 111230144 PEST CONTROL DESINSETIZACAO E HIGIENIZACAO LTDA 111230241 PEST CONTROL DESINSETIZACAO E HIGIENIZACAO LTDA 110217985 PET PUPPY COMERCIO DE RACOES LTDA ME 110977394 PET SHOP L V DISTRIBUIDORA DE RACOES LTDA ME 111053323 PINETEC TECNOLOGIA DE MADEIRA LTDA 110957288 PITADA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA 111070996 PLANIL EMPREENDIMENTOS E INVESTIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA 110821165 POCLER DUARTE 111153433 POINT GOURMET PIZZARIA E CREPERIA LTDA 111128102 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL 111128153 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL 111128188 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL 111128200 PONTO FRIO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL 110484967 PORT SERV COMERCIO CONSTRUCAO E PRESTACAO DE SERVICOS LTDA 110484991 PORT SERV COMERCIO CONSTRUCAO E PRESTACAO DE SERVICOS LTDA 110943520 PORTAL AZUL RESTAURANTE E LANCHONETE LTDA EPP 111186803 POSTO AUTO SERVICO EL SOMBRERO LTDA 111231957 POUSADA DO MAR GUARATIBA LTDA ME 111141761 PRAIA COL COMERCIO DE COLCHOES LTDA EPP 110823311 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA 110823338 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA 110823354 PRENABRAS PARTICIPACOES LTDA 111188946 PRINCESINHA DA CANCELA BAR E LANCHONETE LTDA ME 111088968 PRODUTORA TOLEDO & VIEIRA LTDA ME 110911962 PROPRIUM MILITARE CURSOS PREPARATORIOS PARA CONCURSOS LTDA 110978722 PW 235 PARTICIPACOES S/A 111143500 QUINTELLACAR AUTO ELETRICA PECAS E SERVICOS LTDA ME 111231671 R A SOUSA CONFECCOES ME 110250613 R H TRES RIOS COMERCIO DE AUTO PECAS VEICULOS E PNEUS LTDA 111067227 R M COMERCIO DE REFRESCOS LTDA ME 111189730 R P R COMERCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUCAO ARTEFATOS DE CIMENTO E LOCACAO DE EQUIPAMENTOS LTDA ME 111230365 RADIO IMPRENSA S/A 111081904 RAFAELA OLIVEIRA PEREIRA COMERCIO VAREJISTA DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS 111081947 RAFAELA OLIVEIRA PEREIRA COMERCIO VAREJISTA DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS 110841166 RAPIDINI RECAUCHUTAGEM E REMOLDAGEM DE PNEUS LTDA ME 111193826 RAZUZ512 SERVICOS DE INFORMATICA LTDA ME 111184215 RCCT DE BOLSAS E CALCADOS LTDA 111184240 RCCT DE BOLSAS E CALCADOS LTDA 111061172 REI TRANSPORTE EXECUTIVO LTDA 111061270 REI TRANSPORTE EXECUTIVO LTDA 111227682 RENAN S SILVA REPRESENTACOES LTDA 111227704 RENAN S SILVA REPRESENTACOES LTDA 111187109 RENATA TAVARES VINHOSA DA CUNHA 111194598 REPSOL SINOPEC BRASIL S A 111194601 REPSOL SINOPEC BRASIL S A 110934962 RESERVA MURY BUFFET E EVENTOS LTDA 110934989 111018625 111189330 111189950 111189411 111189527 111189560 111187990 111188032 111188059 111188075 110939255 110234294 111008018 111009324 111009499 111191076 111191149 111186781 111147581 110285166 111191904 111191939 111013607 111013615 111186951 111182565 110368932 111150230 111233208 111145155 111145198 110395832 111013070 111013143 111190541 111225892 111225957 110789873 111194776 110890531 111230519 111230594 111013089 111140781 111188083 111188091 111143047 110895762 110909410 111147794 111140749 111189454 111189462 111230128 111190673 111151422 111182190 110223799 111226449 111066794 111189624 111189667 111191238 111233100 111088526 111193338 111068118 111068215 111225078 111143535 111227194 111227160 111135281 111149959 111230110 110890710 111224594 111151813 111148057 111191106 111129770 111181917 111181925 110934849 111225744 107747340 111044960 110962443 110962478 111049849 111185211 111153468 111053838 111053919 111148073 111138124 111143080 111229472 111193079 111193222 111193257 111017246 111017270 111187168 111190088 RESERVA MURY BUFFET E EVENTOS LTDA RESTAURANTE TEMPERATTO 80 LTDA ME REUAS JOIAS E RELOGIOS LTDA RIBEIRO E AURELIO APOIO E MANUTENCAO LTDA RIO DESIGN BARRA SHOPPING CENTER LTDA RIO DESIGN LEBLON SHOPPING CENTER LTDA RIO DESIGN LEBLON SHOPPING CENTER LTDA RIO OFFICE PARK 2 S.A RIO OFFICE PARK 3 S.A RIO OFFICE PARK 4 S A RIO OFFICE PARK H S.A RIOBARRA COMERCIO DE SUPRIMENTOS DE INFORMATICA LTDA ME RIVALDO JOSE DO NASCIMENTO ROBSON DE ALMEIDA SANTOS ROBSON L DA SILVA COMERCIO DE ROUPAS ROBSON L DA SILVA COMERCIO DE ROUPAS ROBSON O SIQUEIRA MOVEIS ROBSON O SIQUEIRA MOVEIS ROCAL PRODUTOS DE PETROLEO LTDA RODOVIARIA GUANABARA DE JORNAIS E REVISTAS LTDA ROGERIO RANGEL DE FREITAS ROPETECH SERVICOS TECNICOS ESPECIALIZADOS LTDA ROPETECH SERVICOS TECNICOS ESPECIALIZADOS LTDA ROSA DE SARON CONSULTORIA COMERCIAL LTDA ROSA DE SARON CONSULTORIA COMERCIAL LTDA ROSANGELA APARECIDA FERNANDES LADEIRA ROSANGELA MARIA MESQUITA LASMAR ROSIANE SILVA DA CONCEICAO DE AGUIAR RR GARCEZ COMERCIO DE DECORACOES LTDA ME RRS COMERCIO E REPRESENTACAO LTDA ME RS FASHION COMERCIO E CONFECCOES LTDA RS FASHION COMERCIO E CONFECCOES LTDA RUBENS BISPO DOS SANTOS JUNIOR RUFINO METALURGIA LTDA RUFINO METALURGIA LTDA S & R BAZAR E UTILIDADE DO LAR LTDA ME S DA SILVA RIBEIRO NETO REFRIGERACAO S DA SILVA RIBEIRO NETO REFRIGERACAO S O S 2001 CONTROL & PREVIEW LTDA ME S SOUZA ALMEIDA SOM E ILUMINACAO LTDA ME SANTA RITA COMERCIO DE PAPEIS LTDA ME SAO JOAO ENSINO DE IDIOMAS LTDA SAO JOAO ENSINO DE IDIOMAS LTDA SAUDE VIDA E VITAMINAS REPRESENTACOES LTDA SAVAGE AUTOMOTIVE LTDA SCG ALVES SERVICO DE BUFFET E EVENTOS SCG ALVES SERVICOS DE BUFFET E EVENTOS SCHOOL SERVICE COMERCIAL LTDA ME SDD COMERCIAL DE ROUPAS LTDA SDD COMERCIAL DE ROUPAS LTDA SEGUIR SEGURO CORRETORA E CONSULTORIA DE SEGUROS LTDA SERVEMP SERVICOS E EMPREENDIMENTOS LTDA SERVENCO PARTICIPACOES LTDA SERVENCO PARTICIPACOES LTDA SETE LAGOAS TRANSMISSORA DE ENERGIA LTDA SETE MULTIMIDIA LTDA SHANGRI LA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA SILVERIO GONCALVES SJD COMERCIO DE INFORMATICA E ELETRONICOS LTDA SM&S LIMPEZA PROFISSIONAL 2010 LTDA EPP SMDN ENGENHARIA LTDA SOCIEDADE DE INCORPORACOES E PARTICIPACOES SINCORPA LTDA SOCIEDADE DE INCORPORACOES E PARTICIPACOES SINCORPA LTDA SPACE CORRETORA DE SEGUROS LTDA ME STARLIN ALTA CONSULTORIA E COMERCIO LTDA STELLA MARIS 35 PROJETOS E CONSTRUCOES LTDA STILUZ COMERCIO DE CALCADOS LTDA EPP STIR SERVICOS TECNICOS DE IMAGEM EM RADIOLOGIA LTDA STIR SERVICOS TECNICOS DE IMAGEM EM RADIOLOGIA LTDA STOP BROWSER INFORMATICA LTDA ME STUDIO DA CASA MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME SUED TRANSPORTE E EQUIPAMENTOS LTDA SUED TRANSPORTE E EQUIPAMENTOS LTDA SUPER KAR CANOS E SILENCIOSOS LTDA ME TAE AGENCIA DE TURISMO LTDA ME TALISMA CASA LOTERICA LTDA ME TEC BRAZ AF MAQUINAS E MARTELOS LTDA ME TECHMEDIKA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA EPP TECNIPAR COMERCIO DE VEICULOS PECAS E SERVICOS LTDA TEIXEIRA ELETRO LTDA ME TELEMAR PARTICIPACOES S/A TEMPO COMUNICACAO LTDA TMG CONSTRUCOES E MATERIAIS LTDA TMG CONSTRUCOES E MATERIAIS LTDA TOLEDO E FARIA MAQUINAS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS LTDA EPP TRAMAJEANS INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA TREELOG S A LOGISTICA E DISTRIBUIDORA TRIAL INCORPORACAO E EMPREENDIMENTOS LTDA TRIESTE COMERCIO E SERVICOS LTDA TRIESTE COMERCIO E SERVICOS LTDA TRO KAR CANOS E SILENCIOSOS LTDA ME TROIS COMERCIO E SERVICOS EM JOIAS LTDA TUDO OK CEREAIS LTDA TUFAO COMERCIO E TRANSPORTE LTDA TUFAO COMERCIO E TRANSPORTE LTDA UNIAO REFRIGERACAO E COMERCIO DE PECAS E AR CONDICIONADO LTDA ME UNIMED RIO PARTICIPACOES E INVESTIMENTOS S A URBANIZADORA NOVA IGUACU LTDA V J INSTALACOES E CONSTRUCOES LTDA ME V J ROCHA COMERCIO DE ALIMENTOS ME V M COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA V M COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA V VARGAS VELLASCO RESTAURANTE, PADARIA E LANCHONETE V VARGAS VELLASCO RESTAURANTE, PADARIA E LANCHONETE VALDECIR DA S RIBEIRO SERVICOS DE CONSTRUCAO REFORMAS E ACABAMENTOS EPP VALDEMAR BOMBAS JACONE LTDA 111190118 111187362 111186919 110801750 111044855 111227623 111231370 111231388 111186838 111083788 111083842 111083150 110977688 110977742 111228123 111231710 110905547 111225906 111225914 111194130 110964748 111193362 111231477 111087953 111229367 111229383 111052807 VALDEMAR BOMBAS JACONE LTDA VARMAG TRANSPORTES E SERVICOS LTDA ME VERSATIL SERVICOS DE CONSTRUCOES E REFORMAS LTDA ME VIANA E CARVALHO MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME VIVER PADARIA E CONFEITARIA LTDA ME VPR CONSERVACAO E SERVICOS LTDA ME W B SANTOS INSTALACOES W B SANTOS INSTALACOES W D C CONSTRUTORA LTDA ME W-CONEX COMERCIO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA EPP W-CONEX COMERCIO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA EPP WERNER WEISS MULLER GALLO WEST HIDRAULICAS COMERCIO E SERVICOS LTDA WEST HIDRAULICAS COMERCIO E SERVICOS LTDA WHZ RIO COSTRUCOES LTDA ME WIJECAD INDUSTRIA E COMERCIO DE MOVEIS LTDA ME WIKISHOWS PUBLICIDADE MARKETING E GERECIAMENTO DE PROJETOS DE COMUNICACAO CULTURAIS E ESPORTIVOS LTDA YAKITEM EQUIPAMENTOS MEDICOS HOSPITALARES LTDA YAKITEM EQUIPAMENTOS MEDICOS HOSPITALARES LTDA ZAAF ADORNOS LTDA ZARIM BAR PENSAO LTDA ZARIM BAR PENSAO LTDA ZENIT REALTY S/A ZHOU GUOHONG LANCHONETE LTDA ME ZMF EDITORA E COMUNICACAO LTDA ZMF EDITORA E COMUNICACAO LTDA Documentos Indeferidos PROC. EMPRESA 102536783 CHATTAR & QUEIROZ PRESTACAO DE SERVICOS E COMERCIO LTDA 107549298 NOVA CALEDONIA ADMINISTRACAO E VENDAS LTDA 110307330 OPMS PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA DOCUMENTOS EM EXIGÊNCIA 111150647 111150710 111134900 107779897 107779790 111185122 111184010 111187117 111187133 110906055 111189039 111189063 111227429 111227453 111224985 111224993 110279468 111227968 111193044 111047722 110549368 110842154 111013186 110549228 111190592 111231124 111193885 111226716 111082986 111230020 111047137 110804155 111184762 111184797 111147093 111132908 111132932 107713128 111181941 111181950 111194318 110850823 111189748 110799682 110934237 111227542 111225051 111190371 110677994 110875486 111192960 110964586 110964616 111225582 111225639 111193710 110796772 111152941 111047838 111117887 111117976 111186579 110874366 110482280 111224543 111225116 111233372 111189047 111187443 107754479 111186110 110904796 111148146 111148111 111229391 111152747 111193460 111193591 111193648 111183731 110388500 110388470 111087430 111191467 111189942 111194768 111227070 111147484 110971426 111183782 111049652 111189764 111125731 111183340 111223938 111227313 111227321 110317149 111190576 111138841 111151279 110889118 110962141 107782049 111150337 110894057 110498984 111190150 111190193 111121809 111121850 111188571 111188580 111184533 111193060 111193168 111184401 111194148 111187150 111184584 111141710 111141699 111153247 111153140 111226856 111190800 110131126 111069750 111134773 111231418 111141257 111226066 111227410 111190240 110981863 111147247 111187478 110484312 111226236 111014697 110904338 110721870 111082501 111186862 111182557 111017432 110963911 111190185 111190223 110774507 107328119 111182654 111227046 111227925 111230381 111232198 111232341 111230560 111124727 111234387 110393880 111193940 111193966 111054885 111193800 111224160 111230640 111224489 111226120 111226139 111228158 110889193 111128099 111230578 111232090 111232163 111226074 111061857 110704657 111229529 111230225 111231779 111014816 111227054 111194504 110333926 111189896 111229090 111193788 110908937 111183456 111187214 110473264 111138981 111190339 110179510 110680669 111147450 111230403 110939948 111153000 111225205 111187192 111227631 111227640 111226228 111224799 111230160 111230390 111230349 111230268 111230284 111224705 111123720 111123755 111184851 111229766 111224896 111007763 111224640 111224691 111224497 111187702 111187710 110965256 111190584 111147840 111147891 111085632 111142385 111142440 111225655 111225671 111150841 111228603 111228620 110716965 111151414 111190665 111228077 111228093 111152755 111011663 111011779 110004000 110004027 111224551 111224578 111187044 111227763 111185815 111230870 111227062 111224241 111187915 111187931 111228808 110937112 111148880 111184819 110885856 111143691 111143616 111226040 111225175 111225183 111226538 111226546 111228018 111228034 110862341 110862376 111066980 110482310 110358040 110726006 111152178 111152232 111224500 111182093 111182123 111182115 111231000 111231060 110895711 111225272 111225280 111225310 110820657 111188750 111230861 111230900 110669339 110669363 110669304 111049636 111049644 110414101 111193451 111182840 110276124 110805780 111188458 111182506 111134536 111133777 111233437 111230470 111013526 111233470 111233453 111050014 111149185 111228042 111231116 107713160 107713098 111150930 111134552 111191092 111224004 110959663 110550030 111228816 111228824 111225060 111150051 111192170 111142970 110288475 110973569 110973666 110863801 110863836 111132010 111153301 111153379 111126940 111126983 111127114 111189314 111226872 111226899 111138060 111188210 110850777 111063191 111127777 111127840 111224250 111229294 111229359 111183170 111185327 111016959 111016894 111016967 111184738 111126959 111190363 110354540 111120829 111088810 111142610 111230756 111049989 111060966 111227690 111226279 111152836 111231612 111185190 110767195 111183146 110794630 111125804 111085551 110838564 111232139 111232201 111193621 110910834 110961285 110961250 111119812 110792670 111188105 111233488 111233518 111150019 111225825 111193109 111230438 110885210 110911903 111186285 111147867 111147549 110004566 111188172 110963466 111147034 111188806 111226368 111226597 111226058 111226104 111231230 111231248 111045282 111142601 111187265 111187222 110453328 110453344 111188350 111188369 111231825 111231841 111183227 111228115 111182387 111188652 111147999 111148014 111227283 111227003 111227011 110253639 111144060 111151040 111146607 111152810 110979834 110775414 110723457 ECONOMIA *RYHUQRGRV(8$SRGHSDUDU (8$ Presidente Barack Obama passa a tratar pessoalmente do impasse nas negociações do Orçamento com o Congresso Líderes políticos americanos mantiveram ontem uma conversa de surdos sobre os gastos federais, com poucos sinais de que poderão, em breve, chegar a um acordo para evitar a paralisação do governo americano na semana que vem. O presidente Barack Obama passou a tratar pessoalmente do impasse sobre as negociações do Orçamento, dizendo que se opõe à proposta republicana de outra resolução temporária, a menos que ela dê ao Congresso mais alguns dias para aprovar um acordo permanente. “Estamos agora num ponto no que não há desculpa para estender isso mais ainda”, disse Obama. “Eu não deveria ter de supervisionar um processo no qual o Congresso trata do Orçamento do ano passado, quando temos apenas seis meses até seu final.” Ele acrescentou que funcionários da Casa Branca “estão preparados para trabalhar o quanto for necessário para que isso seja resolvido”. O presidente do Congresso John Boehner (republicano por Ohio) reuniu-se com Obama na Casa Branca na manhã de ontem, mas disse que não houve um acordo. Novas negociações entre líderes do Congresso devem acontecer no Capitólio. Republicanos e democratas ainda têm de entrar num acordo sobre como financiar o governo até o final do ano fiscal de 2011, que está na metade e termina em 30 de setembro. “Embora tenha sido uma boa discussão, nenhum acordo foi feito”, disse o escritório de Boehner em documento sobre a reunião que ele teve com Obama, o vice-presidente Joe Biden e outros líderes do Congresso. O governo será paralisado na sexta-feira, à meia-noite, a menos que o Congresso aprove uma extensão do Orçamento. A Casa Branca ordenou altos funcionários de várias agências federais que tenham planos de contingência prontos para uma paralisação parcial. Mas os líderes no Capitólio não estavam otimistas sobre o fechamento de um acordo sobre o Orçamento. Acordo - O líder da maioria na Câmara Leader Eric Cantor (republicano pela Virgínia) disse que “não há possibilidade” de os legisladores chegarem a um acordo para o restante do ano fiscal de 2011. Republicanos da Casa prepararam uma extensão de uma semana, mas Whip Steny Hoyer (democrata por Maryland), declarou que vai convocar seus integrantes para votar contra. “O presidente do Congresso disse ao presidente que a Câmara não vai ser colocada numa caixa e forçada a escolher entre duas opções que são ruins: aceitar um acordo ruim que não resulta em verdadeiros cortes nos gastos, ou aceitar a paralisação do governo em razão da falta de ação do Senado”, disse Boehner, segundo o resumo divulgado por seu gabinete. Os democratas controlam o Senado. Boehner disse que os republicanos “apoiam” a proposta de extensão do Orçamento por uma semana, que asseguraria recursos para tropas militares até setembro. A Casa Branca e os democratas também disseram que sua disposição em aceitar os cortes de US$ 33 bilhões no Orçamento deste ano mostra que estão prontos para se comprometer e a encontrar um meio termo com os republicanos. Mas Boehner afirmou que, após a reunião de ontem, a proposta de corte de US$ 33 bilhões é insuficiente. Obama ficou visivelmente irritado com o impasse nas negociações. “Identificamos áreas nas quais fizemos cortes significativos”, disse, acrescentando que passou a aceitar a proposta original dos republicanos “para o quanto eles quiserem cortar”. Dentre outros participantes da reunião estavam o líder da maioria no Senado Leader Harry Reid (democrata, Nevada), o presidente do Comitê de Apropriações da Câmara Hal Rogers (republicano por Kentucky) e o presidente do Comitê de Apropriações do Senado, Daniel Inouye (democrata pelo Havaí). Jeff Zients, vice-diretor de Orçamento da Casa Branca, enviou um e-mail aos vice-secretários e chefes de equipe na segunda-feira pedindo a eles que mantenham um bom nível de comunicação. O e-mail diz que a Casa Branca e os líderes do Congresso estavam trabalhando para evitar a paralisação, mas que “tendo em vista a realidade do calendário, a boa administração exige que continuemos nosso plano de contingência para uma paralisação ordenada”. O secretário do Tesouro Timothy Geithner citou a correspondência de Zients numa resposta a uma pergunta sobre o que o Tesouro estava fazendo para se preparar para a paralisação. Ele disse que o fechamento do governo teria um impacto “muito forte” no funcionamento o Departamento do Tesouro, prejudicando a economia do país. 6 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 ECONOMIA 9$/( 5RJHU$JQHOOLWHPGXSODGHUURWD Além de se render na campanha para ficar no comando, executivo não consegue fazer de um de seus aliados o sucessor Irany Tereza e Mônica Ciarelli Da Agência Estado Roger Agnelli sofreu uma dupla derrota no processo que culminou com sua substituição na presidência da Vale: foi obrigado a se render na campanha para permanecer no comando da mineradora e não conseguiu fazer de um de seus aliados o sucessor. Ao contrário, Murilo Ferreira, que assume oficialmente a presidência a partir de 22 de maio, iniciou a gestão Agnelli como um de seus homens de confiança e deixou a Vale como mais um desafeto, depois de um período de desgaste com o executivo, de quem discordou radicalmente da decisão de insistir na aquisição da Xstrata. A compra da mineradora anglo-suíça - que passou a ser tratada por Agnelli quase como uma questão pessoal - acabou não ocorrendo. A Vale se livrou do que seria um péssimo negócio às vésperas da crise global que estourou em agosto de 2008, mas o vínculo entre os dois executivos já havia se desfeito. Aliança - Depois de um enfarte, Ferreira decidiu seguir carreira profissional fora da mineradora e aliou-se a Gabriel Stoliar - outro executivo que deixou a Vale com a relação estremecida com Agnelli - na criação da gestora de recursos Studio Investimentos, de onde saiu recentemente. A indicação de Ferreira, formalizada pela Vale na noite de segunda-feira, foi tratada com sigilo rigoroso mesmo no principal fórum de decisão da empresa. Apenas quatro dos 11 membros do Conselho de Administração participavam da negociação para trazer o executivo de volta. O grupo era formado por um representante de cada acionista: Luciano Coutinho, pelo BNDES; Oscar Camargo, pela Mitsui; Mário da Silveira Teixeira Junior, pela Bradespar; e Ricardo Flores, pela Previ. Ferreira, acreditam, é um nome que atende aos interesses do governo sem assustar o mercado. Aos 58 anos e com mais de 30 de experiência em mineração, Ferreira exerceu a diretoria executiva de Participações e Novos Negócios na Vale, cargo que acumulou com a presidência da Inco, que ocupava quando se afastou da empresa. Aquisições - Foi no cargo de diretor executivo que coordenou diversos processos de aquisição, inclusive o da própria Inco, o mais vultoso da história da Vale, negociado em 2006 e que representou investimento de US$ 18,243 bilhões. Foi uma época de compras agressivas da companhia. De 2001, primeiro ano da gestão Agnelli, até agora, a Vale incorporou 28 empresas, nacionais e estrangeiras. A lista completa, na verdade, inclui 31 companhias, com um saldo de US$ 34,7 bilhões desembolsados pela Vale, mas começa um ano antes da presidência executiva de Agnelli, com a compra de três grupos: Socoimex, Samitri/Samarco e GIIC, todas de minério de ferro e pelotas. A partir de 2001, a mineradora diversificou, com a compra de empresas de níquel, carvão, cobre, bauxita, potássio e outros minerais. Agnelli e Ferreira, afinados na estratégia, promoveram também desinvestimentos substanciais, em áreas não consideradas como foco. Entre 25 ativos vendidos, estão sete participações siderúrgicas. Governo - Agora, de volta à Vale, desta vez em posição de comando, Murilo Ferreira deverá se alinhar à posição do governo, que exige da mineradora uma estratégia mais agressiva de investimentos no País, especialmente no beneficiamento do minério de ferro, por meio da indústria siderúrgica. O nome do executivo, segundo fontes que acompanham o processo, tem a aprovação da presidente Dilma Rousseff, que se mantém distante dos holofotes, mas acompanhou de perto as negociações. Analistas de mercado também aprovaram a indicação, mas aguardam com certa ansiedade pelo início da gestão. Uma das principais preocupações é com respeito a uma eventual mudança mais ampla na diretoria. A provável saída de Carla Grasso, diretora de RH da Vale, muito ligada a Agnelli, já é tida como certa e assimilada. Outras alterações, porém, provocam apreensão sobre uma mudança de rumo mais radical da empresa. Compensação - Agnelli deixa a Vale com um contrato ainda válido. Apesar de seu mandato expirar em 22 de maio, um termo assinado no ano passado pelos acionistas prorrogou sua permanência até dezembro de 2012. Do pacote de indenização também constará uma boa compensação financeira pelo compromisso do executivo de se manter afastado de cargos similares na concorrência por um período que, segundo fontes, pode chegar a um ano. &$(VHQDGRUHVFULWLFDPPXGDQoDQRFRPDQGRGDPLQHUDGRUD Andrea Jubé Vianna e Rosa Costa Da Agência Estado A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado debateu amplamente, ontem, a mudança no comando da Vale. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) criticou a escolha do executivo Murilo Ferreira para suceder Roger Agnelli, que em julho completaria dez anos na presidência da companhia. “O nome do escolhido nem constava da lista dos que estavam sendo cogitados, foi um nome indicado pelos fundos de pensão. Nunca vi um ministro de Estado demitir um presidente de uma empresa, estatizaram a Vale”, protestou o tucano. O petista Lindbergh Farias (RJ) saiu em defesa do governo, ressaltando que a escolha de Ferreira foi uma “decisão de acionistas”. Ele acusou a oposição de politizar excessivamente o episódio, lançando a campanha “fica Agnelli”. Lindbergh defendeu que a Vale assuma uma “visão nacionalista mais forte”, já que a mineradora exporta minério bruto, quando poderia agregar valor ao produto, gerando mais empregos no País. “Há uma torcida nacional para que a empresa assuma uma nova postura”, sustentou. Dornelles - O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) expressou sua “discordância completa” na intromissão do governo na mineradora. O parlamentar fluminense criticou, em especial, a pressão do governo para que a Vale investisse em siderurgia, de modo a concorrer com os próprios clientes. “As siderúrgicas estão com capacidade ociosa, é uma falta de bom senso. A Vale é responsável pelos grandes re- sultados da política comercial do Brasil no exterior. O governo não pode fazer dela uma empresa pública”, protestou. Por fim, o senador Armando Monteiro Neto(PTB-PE), expresidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ponderou que esse debate suscita uma discussão mais ampla sobre a necessidade de um novo marco regulatório para o setor de mineração. “Os royalties estão alinhados ao que se pratica no mercado internacional, os Estados que são províncias minerais estão sendo devidamente 0(5&$'2 compensados pela exaustão dos recursos?”, questionou. Mantega - Por unanimidade, a CAE do Senado aprovou requerimento convidando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para participar de uma audiência pública destinada a tratar da substituição de Roger Agnelli. Autor do pedido, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) aponta como motivo do convite a Mantega “a noticiada interferência política do governo federal na empresa Vale”. A audiência ainda não tem data marcada. O requerimento complemen- ta pedido feito anteriormente pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que também solicitava presença do ministro da Fazenda para “prestar informações acerca da economia brasileira e do cenário para 2011 esperado pelo governo”. No pedido, o senador alega a necessidade da equipe econômica do governo “enfrentar e solucionar algumas questões que podem comprometer o crescimento em ritmo acelerado do País, “tanto em relação ao passado como em comparação às maiores economias desenvolvidas”. 12920(5&$'2 $o}HVGD9DOHDYDQoDPHDMXGDP 8OWUDSDUSUHYr %RYHVSDDVXELUQR¿QDO DFHOHUDUH[SDQVmR André Magnabosco Claudia Violante, Silvana Rocha e Marcio Rodrigues Da Agência Estado O fim da novela sobre a escolha do sucessor de Roger Agnelli na presidência da Vale agradou aos investidores e os papéis da mineradora ajudaram o Ibovespa a fechar em alta, na sexta sessão seguida no azul. Mas o entusiasmo foi fraco e as bolsas externas não ajudaram, impedindo o índice de terminar nos 70 mil pontos depois do flerte no pregão. A Bovespa terminou a terça-feira em alta de 0,19%, aos 69.837,52 pontos. Na mínima, registrou 69.465 pontos (-0,34%) e, na máxima, os 70.047 pontos (+0,49%). No mês, os ganhos atingem 1,82% e, no ano, 0,77%. Em seis sessões no azul, avançou 3,93%. O giro financeiro totalizou R$ 7,030 bilhões. Escolha - Novo presidente da Vale - falta aprovação do Conselho de Administração - Murilo Ferreira hoje atua no mercado financeiro, mas já foi do corpo diretor da mineradora. A escolha saiu de uma lista tríplice e foi uma surpresa, já que o mer- cado dava como certo o nome de Tito Martins, diretor-executivo e atual presidente da Vale Inco, no Canadá. A lista se fechava com o diretor executivo de Estratégia, Vendas e Marketing da Vale, José Carlos Martins. Mesmo inesperada, a nomeação agradou o mercado, que agora se preocupa com a ingerência política na mineradora. Os papéis, segundo os analistas, até devem tirar um pouco do atraso que tiveram por causa da sucessão, mas terão um prêmio de risco justamente devido às demais pendências, entre elas a discussão sobre uma dívida bilionária de royalties. Ontem, os investidores compraram a decisão sobre o novo presidente e as ações ON subiram 0,46%, enquanto a PNA avançou 0,12%. Esta última ação disparou na liderança do giro individual, com R$ 1,325 bilhão. Petrobras PN foi o segundo maior giro, mas bastante aquém da Vale PNA, com R$ 559,777 milhões, seguida por OGX ON (R$ 301,791 milhões). Petrobras ON caiu 1,43% e ON, 0,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio recuou 0,12%, para US$ 108,34 o barril. OGX ON subiu 1,65%. Exterior - Se Vale ajudou, o sinal vindo do exterior ontem foi pouco estimulante. As bolsas européias fecharam ao redor da estabilidade, com ligeiras quedas, influenciadas negativamente pelo rebaixamento do rating de Portugal pela Moody’s. Nos EUA, as bolsas perderam força no meio da tarde, após a divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve. O Dow Jones fechou em baixa de 0,05%, para 12.393,90 pontos, o S&P recuou 0,02%, aos 1.332,63 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,07%, aos 2.791,19 pontos. A ata indicou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) estão divididos em relação ao momento adequado para começar a desfazer o afrouxamento monetário adotado até agora. Câmbio - No fechamento, o dólar à vista recuou 0,06%, a R$ 1,6080 no balcão - menor valor desde 7 de agosto de 2008, quando encerrou a R$ 1,5910. Na BM&F, o dólar pronto encerrou em queda de 0,09%, a R$ 1,6077. O giro financeiro total à vista re- gistrado na Clearing de Câmbio até 16h08 somava cerca de US$ 2,956 bilhões, sendo US$ 2,080 bilhões em D+2. No mercado futuro às 16h44, o dólar maio de 2011 subia 0,12%, a R$ 1,6160, com um volume de negócios de 12,119 bilhões. Em Nova York, no mesmo horário, o euro estava em US$ 1,4223, de US$ 1,4220 no fim da tarde de anteontem. O dólar subia a 84,83 ienes, de 84,06 ienes ontem, e avançava a 0,9233 franco suíço, de 0,9256 franco suíço anteontem. Juros - Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2011 (296.675 contratos) subiu de 11,94% para 11,97% e o DI janeiro de 2012 (428.930 contratos) avançou de 12,16% para 12,22%. O DI janeiro de 2013 (245.775 contratos) estava em 12,7%, de 12,64% anteontem. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (19 935 contratos) passou de 12,67% para 12,71% e o DI janeiro de 2021 (3.475 contratos) avançou de 12,54% para 12,6%. No segmento de títulos públicos, a NTN-B 15/8/2012, uma das mais negociadas, projetava 6,2%, de 5,89% anteontem. $7$ 7D[DGHLQÀDomRSUHRFXSDR)HG Na reunião de política monetária de 15 de março, os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) julgaram que a economia dos Estados Unidos estava ganhando impulso, mas destacaram o potencial de impacto negativo associado à elevação rápida dos preços das commodities nas expectativas de inflação, nos gastos dos consumidores e nos investimentos das empresas. “Uma elevação significativa nas expectativas de inflação para o prazo mais longo poderá contribuir para uma inflação excessiva de preços e salários, que seria custoso erradicar”, diz a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), divulgada ontem. Durante a reunião, os participantes indicaram que a elevação dos preços de energia e de commodities haviam alimentado a recente aceleração dos índices de inflação, mas disseram esperar que essas altas fossem temporárias. “De acordo com isso, os participantes consideraram importante prestar atenção à evolução não só dos índices principais e do núcleo dos índices, como também das expectativas de inflação”, diz a ata. Os dirigentes do Fed também discutiram as novas fontes de incerteza para a economia e notaram que “os eventos que estão se desenrolando no Oriente Médio e no Norte da África, ao lado do terremoto, da tsunami e dos acontecimentos que se seguiram no Japão fizeram crescer ainda mais a incerteza quanto à perspectiva da economia”. Apesar dos riscos, os participantes da reunião disseram que a economia está em bases mais sólidas, com o desemprego se reduzindo, ao mesmo tempo que os gastos dos consumidores e os investimentos das empresas mostravam sinais de melhora. Na reunião de março, o Fomc manteve inalterada a meta para a taxa dos Fed Funds. Sobre o programa de afrouxamento quantitativo da política monetária, o plano de comprar US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA até junho, a ata diz que “alguns participantes indicaram que as condições econômicas justificariam uma política monetária menos acomodatícia neste ano; outros notaram que a acomodação excepcional da política poderia ser apropriada para além de 2011”. Da Agência Estado A decisão da Ultrapar de ingressar no Novo Mercado, operação que obrigará a companhia a migrar as atuais ações preferenciais para ordinárias, poderá tornar a controladora de empresas como Ipiranga e Oxiteno mais agressiva. Essa foi a sinalização dada ontem pela direção da holding, também conhecida como Grupo Ultra. “Se surgirem oportunidades futuras de aquisições maiores (do que a capacidade da companhia), teremos uma nova moeda de troca que pode ser utilizada no futuro”, afirmou em encontro com analistas e investidores o presidente da Ultrapar, Pedro Wongtschowski. Apesar de ressaltar que não há qualquer operação com esse perfil em análise no momento, a direção da Ultrapar sinalizou que, a partir da decisão de ingressar no Novo Mercado, a companhia poderá ser mais arrojada. Dessa forma, estaria mais preparada para aproveitar as oportunidades em todos os segmentos nos quais atua, segundo constatação do executivo. Endividamento - Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Ultrapar, André Covre, o atual perfil de endividamento da companhia permitiria à Ultrapar adquirir o equivalente a “duas Texaco”. A comparação foi feita após Covre lembrar que o maior patamar de endividamento da companhia, de 2,3 vezes a relação entre endividamento líquido e Ebitda, foi reportada após a aquisição da rede de postos de combustíveis. Hoje a relação está levemente C U acima de 1 vez. Com base nesses números, a Ultrapar só precisaria recorrer a uma operação grande, de aumento de capital, caso uma eventual aquisição fosse de grande relevância. “Sinalizamos assim que o crescimento da companhia passa a ser o interesse principal dos acionistas”, disse Wongtschowski. O plano de investimentos da Ultrapar para 2011 supera R$ 1 bilhão, montante que não considera eventuais aquisições. Questionado se a migração para o Novo Mercado teria qualquer relação com a possibilidade de a Ultrapar separar os ativos (possibilidade cogitada no passado), o executivo descartou a teoria. “Não vemos probabilidade de esse evento acontecer no curto prazo”, afirmou. “Mas claro que revisitamos o tema de tempos em tempos”, ponderou. Oferta - Os executivos também informaram que a decisão da empresa de determinar a realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) quando um acionista adquirir 20% das ações da Ultrapar é uma medida de proteção aos acionistas. “Esse é um modelo testado na Europa, que permite ao acionista definir se quer permanecer na empresa diante da possibilidade de mudança de controle”, disse Covre. Segundo o executivo, na prática, “quem está disposto a comprar 20%, está disposto a comprar tudo.” Conforme determinado pela Ultrapar, a oferta a ser realizada por eventuais acionistas que detenham 20% da empresa deve ser realizada com base no maior valor por ação pago pelo adquirente nos 6 meses anteriores. R T A Diretor diz que Petrobras terá que captar até US$ 18 bi por ano O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a necessidade de captação da estatal nos próximos anos vai variar de US$ 12 bilhões a US$ 18 bilhões por ano. O montante inclui operações para levantar capital novo e também de amortização da dívida, explicou o executivo. PAÍS PROTESTO Mais de 70 mil assinam petição contra Bolsonaro Felipe Werneck Da Agência Estado Quase 72 mil pessoas haviam assinado até ontem à noite a petição intitulada “Proteja o Brasil do Bolsonaro”. Espalhado via redes sociais, o documento informa que 250 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2010 por serem gays e classifica de “racistas e homofóbicas” recentes declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O objetivo é mobilizar a sociedade para pedir a aprovação da lei anti-homofobia (PLC 122/2006). A petição será entregue a parlamentares durante manifestação em Brasília. “Face ao crescimento dramático dos ataques e assassinatos de cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, precisamos de seu apoio imediato para aprovar a lei anti-homofobia (PLC 122/2006), assegurando a todos e todas as brasileiras e brasileiros a proteção igualitária perante a lei”, prossegue o texto do documento, que cita a presidente Dilma Rousseff. Para os autores da petição, as ideias do deputado “não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas”. “Enquanto já existem leis para proteger outras formas de discriminação, pessoas LGBT não têm nenhuma proteção legal. Vamos erguer nossas vozes mais alto que o Bolsonaro e mostrar que os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia. Assine a petição agora.” O texto está disponível no site http:// www.avaaz.org/po/homofobia_nao/. Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a mobilização popular pelo Ficha Limpa é um exemplo do que pode ocorrer agora com o projeto anti-homofobia, parado na Casa, principalmente por ação da bancada evangélica. “Nesse sentido, o deputado, com sua postura de ódio, retrógrada, presta um serviço. Pela estupidez, trouxe luz. A celeuma pode estimular a votação.” Ontem à noite, houve manifestação contra Bolsonaro na Cinelândia. Cerca de 100 pessoas haviam chegado até as 18h30. O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio, Claudio Nascimento, defendeu a cassação do mandato do deputado, classificado por ele de “Bolsonazi”. “Há uma confusão na sociedade de direito à opinião com incitação à violência. Sou negro e gay com muito orgulho. O Bolsonaro é o grande lixo humano, o que ele representa como projeto político precisa ser repudiado”, discursou. Na noite de segunda, o programa CQC, da TV Bandeirantes, exibiu nova entrevista com o deputado. Uma semana antes, a cantora Preta Gil perguntara a Bolsonaro: “Se o seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Na ocasião, ele respondeu: “Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados E não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu.” Justificativa - Ontem, Bolsonaro primeiro disse que sua resposta não se encaixava na pergunta. “Ou eu errei e não entendi a pergunta ou vocês editaram.” Depois, ele comentou que não gosta de Preta Gil “É um direito meu não gostar dela.” Em seguida, o deputado mostrou a fotografia de um jovem negro. “É meu cunhado, como sou racista? Aceitaria meu filho namorar com qualquer pessoa, desde que seja alguém que não tenha o comportamento da Preta Gil, realizando surubas e sexo com quem quer que seja.” Em seguida, já no fim do programa, o apresentador do CQC, Marcelo Tas, mostrou uma foto com a filha e comentou: “O deputado mostrou uma foto de uma pessoa para justificar que ele não é racista. Eu gostaria de mostrar pro senhor, deputado Bolsonaro, uma foto, e que o senhor soubesse o seguinte: essa pessoa que está aqui comigo se chama Luiza, é minha filha, ela estuda Direito. Essa foto foi feita em Washington, onde ela vive hoje, ela ganhou uma bolsa da American University, é estagiária da OEA, da Organização dos Estados Americanos, ela é gay e eu tenho muito orgulho de ser pai da Luiza. Tá certo deputado?” O deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do parlamentar, afirmou que o pai tem opinião “polêmica que vai contra o politicamente correto”, mas “não é racista”. Segundo Flávio, houve um “mal entendido” ou “equívoco” na resposta à pergunta de Preta Gil. “Ser contra a apologia ao homossexualismo é ser homofóbico? É claro que não. O que ele cansa de expressar é que não teria orgulho de ter um filho gay”, disse o filho de Bolsonaro. REFORMA POLÍTICA Financiamento público é aprovado Andrea Jubé Vianna Da Agência Estado A comissão da reforma política do Senado aprovou na tarde de ontem o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais, conforme tese defendida pelo PT e pelo PCdoB. A manutenção do sistema atual que conjuga financiamento público e privado foi derrotada por 12 votos a cinco. Foi a segunda vitória consecutiva dos petistas na comissão. “Vocês nunca viram um presidente de comissão sair tão derrotado das votações”, brincou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), no final da reunião. Dornelles, os tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP), além de Roberto Requião (PMDB-PR) e Fernando Collor (PTB-AL) votaram pela manutenção do sistema atual, que conjuga financiamento público e privado. PT e PCdoB articulam a aprovação do sistema de voto em lista partidária fechada, combinado com o financiamento público das campanhas. Na semana passada, o colegiado aprovou, por nove votos contra sete, a adoção do voto proporcional com lista fechada nas próximas eleições. A bancada tucana prometeu apresentar emenda para defender o voto distrital misto, com lista aberta e fechada, quando a reforma chegar ao plenário do Senado. Diante da nova derrota, Aécio Neves recomendou prudência ante o “ritmo vigoroso” dos trabalhos da comissão, que conclui as votações no próximo dia 8. “Não podemos gerar expectativa”, disse o tucano, já que o relatório final da comissão ainda será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado. Segundo o mineiro, a vantagem da comissão é construir um mínimo de consenso sobre os temas da reforma. O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), uma das principais vozes favoráveis ao financiamento público, afirmou que é preciso combater o “senso comum” de que esse modelo “vai tirar dinheiro da educação e da saúde para custear a campanha eleitoral”. Ele lembrou que, atualmente, as campanhas são parcialmente financiadas com recursos públicos, que chegam às legendas pelo fundo partidário. Em 2011, o fundo deve receber R$ 150 milhões dos cofres públicos. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão, custeada com isenções fiscais, também é financiada com recursos públicos, acrescentou. Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 7 PROJETO Mudanças do Código Florestal geram polêmica Pressão dos ruralistas para que lei fosse votada logo não surtiu efeito Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr Eugênia Lopes e Eduardo Bresciani Da Agência Estado Contrária a parte do projeto do Código Florestal em tramitação na Câmara, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, admitiu ontem a prorrogação de um decreto que determina o início das autuações para multar fazendeiros que não estiverem em conformidade com a lei. O decreto deve entrar em vigor em 11 de junho, mas o governo estuda adiar o início de sua vigência para ganhar tempo e negociar mudanças no texto do projeto de Código. Ao mesmo tempo em que a ministra admitia a prorrogação do decreto, cerca de 24 mil produtores rurais, segundo estimativa da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), lotaram ontem a Esplanada dos Ministérios para pressionar os deputados a votarem o novo Código. Relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que foi ovacionado pela multidão de agricultores, o Código enfrenta resistências na Câmara de parte da bancada do PT e do PV, além dos três deputados Psol. O governo está dividido sobre o projeto: enquanto o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, é favorável à proposta, a ministra do Meio Ambiente é contra. “O PT na Câmara não vota o Código Florestal sem ter uma posição de governo sobre o tema”, anunciou Produtores rurais foram à Esplanada para pressionar em seu twitter o líder petista, deputado Paulo Teixeira (SP), depois de se reunir com a bancada do partido. “A sociedade brasileira não pode ser pautada por apenas um dos setores envolvidos no Código Florestal, o agronegócio. Há também ambientalistas, pequenos produtores e a população urbana que vive em encostas de morro”, explicou o líder. Pressão - Aparentemente, a pressão dos ruralistas para votar o Código Florestal a toque de caixa não surtiu efeito. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), não definiu data para a votação do projeto. “Todo mundo ficou frustrado porque ele não marcou uma data. A Frente Parlamentar Ruralista votou em peso nele para a presidência da Câmara depois dele se comprometer a pôr o projeto em votação”, disse o deputado Moreira Mendes (PPS-RO), presidente da Frente Parlamentar de Pecuária, depois de se reunir com Maia junto com a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Com a provável prorrogação do decreto 6.514, de 2008, a ministra Izabella espera chegar a um texto consensual entre ruralistas e ambientalistas sobre o Código. “Deixei claro que não temos nenhuma posição contrária a qualquer produção agrícola, estamos trabalhando para beneficiar o meio ambiente e também os produtores. Tenho certeza que vamos avançar numa proposta de consenso”, disse Izabella, depois de reunir-se com Marco Maia. Segundo ela, a proposta de estender a validade do decreto foi ideia do presidente da Câmara. A ex-ministra e ex-presidenciável Marina Silva (PV) reclamou da proposta de Código relatada por Aldo Rebelo. “O governo federal tem de propor um projeto de Código Florestal que seja de todos, e não de alguns grupos retrógrados e do deputado Aldo Rebelo”, escreveu Marina, no twitter. “Essa intransigência dela (Marina) é a grande responsável por uma parte dessa legislação que está aí e que levou para a ilegalidade praticamente 100% dos agricultores do País”, rebateu Aldo. Apoio -A manifestação dos produtores rurais teve o apoio financeiro da CNA, que teria gasto cerca de R$ 2 milhões para levar 24 mil agricultores para Brasília. Foi montado um palco no meio do gramado, em frente ao Congresso Nacional, onde parlamentares da bancada ruralista se revezaram com discursos favoráveis ao texto de Aldo Rebelo. Para os ambientalistas, a proposta do relator é conivente com o desmatamento, ao sugerir, por exemplo, que áreas desmatadas até 2008 sejam isentas de multa. Já os ruralistas pressionam pela mudança imediata do Código, sob a alegação de que a lei atual criminaliza o setor produtivo e atrapalha a produção de alimentos. Corrida contra o desmatamento A expectativa pela votação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) propondo mudanças no Código Florestal tem provocado uma corrida ao desmatamento na Amazônia, de acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano Evaristo. “Há na região a impressão de que o novo Código Florestal vai regularizar as propriedades ilegais. E essa expectativa vem estimulando a abertura de novas frentes. Ouvimos produto- res flagrados por desmatamento dizerem abertamente que estavam desmatando porque o Código Florestal será votado esta semana e vai anistiar todo mundo”, disse ontem Evaristo. Motivados pela falsa expectativa de anistia para quem desmatou ilegalmente, proprietários têm avançado sobre a floresta mesmo na época de chuvas, quando tradicionalmente as taxas de desmate na Amazônia são menores. “Nem esperaram a estiagem, que se inicia em maio. Começaram a desmatar desde novembro, debaixo de chuva, de qualquer jeito.” Aprovado em julho do ano passado por uma comissão es- AVIAÇÃO CIVIL FRENTE Luana Lourenço Da Agência Brasil Bittencourt vai dirigir Secretaria A presidente Dilma Rousseff decidiu nomear Wagner Bittencourt de Oliveira para dirigir a Secretaria de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República. Bittencourt ocupa desde 2006 o cargo de diretor de Infraestrutura, Insumos Básicos e Estruturação de Projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Engenheiro, o novo ministro está no BNDES desde 1975, onde ocupou diversos cargos. O governo criou a Secretaria de Aviação Civil para tentar solucionar os problemas do setor, que deixará de ser responsabilidade do Ministério da Defesa. A secretaria foi criada por meio de medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União no último dia 18. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vão integrar o novo órgão. Ele terá atribuições como a elaboração de estudos e projeções relativos aos assuntos de aviação civil, de infraestrutura aeroportuária e aeronáutica civil. A secretaria também será responsável pela elaboração e aprovação dos planos de concessão para a iniciativa privada explorar os aeroportos. pecial da Câmara, o relatório de Rebelo prevê uma série de flexibilizações na lei florestal, inclusive a redução de áreas de preservação permanente e a possibilidade de isenção da reserva legal. No entanto, o deputado deve modificar alguns pontos do relatório e apresentar nova versão nos próximos dias. Crítica - Mesmo na versão original do relatório de Rebelo, criticada por ambientalistas e por parte do governo, não há previsão de anistia para desmatamentos recentes. No texto, o deputado prevê anistia a produtores que desmataram ilegalmente até julho de 2008. Por pressão do governo, a questão deve ser um dos pontos a ser retirado do relatório pelo parlamentar. A expectativa dos produtores é que a aprovação de novas regras antes de 11 de junho, quando vence o prazo para regularização ambiental previsto em decreto, tire os infratores da ilegalidade e não permita punição ou multas para quem desmatou sem autorização. “Temos que deixar claro que ninguém será anistiado e que o Terra Legal (programa de regularização fundiária) não vai regularizar quem desmatou. Pelo contrário, estamos fiscalizando, o Ibama vai multar e embargar as propriedades”, disse Evaristo. Dilma Rousseff se reúne com prefeitos Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr João Domingos Da Agência Estado O presidente reeleito da Frente Nacional dos Prefeitos, (CNP), João Coser (PT), prefeito de Vitória, disse que o tempo deles é diferente do tempo da presidente Dilma Rousseff. “Nosso tempo termina agora em 2011. No ano que vem temos de cuidar de nossa reeleição ou daquele que vamos apoiar”, disse ele. “A presidente pode fazer suas obras até 2014. O governo federal cuida das grandes obras e nós daquelas que são diretamente ligadas às comunidades. Por isso, a ameaça de corte assusta tanto os prefeitos”, afirmou Coser, reeleito ontem por aclamação, num grande acordo suprapartidário para a composição da nova diretoria da CNP. Para a vice-presidência foi eleito o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do PSD (exDEM); segundo vice-presidente, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro; secretáriogeral, Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju. Kassab disse que no caso específico de São Paulo os cortes dos convênios não afetam a sua administração. Mas sabe que atingirá fortemente as dos demais prefeitos. “Por isso, acho que tem Dilma em reunião com os prefeitos da Frente Nacional de haver a prorrogação na data limite para os cortes”, disse ele. Coser, como Kassab, acha que a solução para os prefeitos é o diálogo com o governo. “Nós não estamos aqui para fazer oposição Queremos o diálogo, adiar do dia 30 deste mês para o fim de dezembro o prazo dos cortes”, disse João Coser. “Hoje os prefeitos vivem em estado de insegurança e falta de informação. “O que queremos é ter mais claras essas informações de cortes, saber o que será atingido, o que não será. O governo deu prazo até 30 de abril, mas não sabemos o que será impactado. A primeira medi- da nossa é pedir para o prazo ser esticado até 30 de dezembro por consideramos que as obras executadas precisam ser pagas. E não podemos permitir que as obras iniciadas sejam paralisadas”. Coser disse que os parlamentares estão passando por um aperto parecido com o dos prefeitos, porque eles também anunciaram as obras como sendo de iniciativa deles. Por isso, prefeitos e Congresso estão aliados na luta para impedir os cortes, disse ele. “Não há como dizer para a população que estamos parando uma obra já iniciada porque o governo deixou de repassar o dinheiro dos convênios. 8 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 JUSTIÇA BUEIROS Daniel Raizmam Procon intima Light a explicar explosões Objeto é preessionar distribuidora a tomar medidas para evitar outros acidentes Vladimir Platonow Da Agência Brasil O Procon do Rio de Janeiro (Procon-RJ) intimou ontem a distribuidora de energia Light a apresentar explicações, em dez dias, sobre os problemas na rede subterrânea, que têm resultado em explosões. O coordenador estadual do ProconRJ, Carlos Alberto Cacau de Brito, afirmou que, se as respostas da empresa forem evasivas, poderá ser multada em até 3 milhões de Ufirs, que correspondem a R$ 6,4 milhões. “A Light não tem dado a devida atenção a esse assunto. Hoje, segundo a própria empresa, há mais de 130 bueiros que poderão estourar a qualquer momento, trazendo consequências gravíssimas não só na área econômica, mas de saúde das pessoas”, alertou o coordenador estadual do Procon. Cacau de Brito explicou que o objetivo do Procon é fazer a Light tomar as medidas cabíveis para evitar que outros episódios semelhantes aconteçam. “Nós achávamos que a Light iria, já no primeiro caso, tomar as medidas cabíveis, mas percebemos que isso não aconteceu. Devido a esse descaso, o Procon resolveu notificar para que ela possa dizer o que está fazendo em garantir a segurança da população.” O último acidente envolvendo explosão em galerias subterrâneas de energia aconteceu na sextafeira, quando uma tampa pesando uma tonelada foi arremessada para o alto e atingiu um táxi, deixando cinco feridos em Copacabana. A Light informou que recebeu a notificação do Procon e que prestará esclarecimentos ao órgão. 3OD\FHQWHUpQRWL¿FDGRDSyVDFLGHQWH Marília Lopes Da Agência Estado A Fundação Procon de São Paulo notificou o Playcenter, parque de diversões na zona oeste da capital paulista, pelo acidente ocorrido no domingo. Segundo a assessoria do órgão, o Playcenter deverá esclarecer a causa do acidente, o horário exato em que aconteceu, o número de pessoas atingidas, as providências adotadas para atender as vítimas e as informações sobre a manuten- ção dos brinquedos, mediante apresentação de laudos. O acidente no brinquedo Double Shock deixou oito feridos no fim da tarde de domingo. Por volta das 17h30, uma das travas de segurança da atração se abriu em plena operação e parte dos ocu- pantes foi arremessada de uma altura de cerca de sete metros. Esse foi o segundo acidente no local em pouco mais de seis meses. Em setembro do ano passado, o choque entre dois carros da montanha-russa no Playcenter deixou 16 pessoas feridas. CORRUPÇÃO Supremo torna público inquérito sobre Michel Temer O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público um inquérito enviado ao Supremo, que tramitava em sigilo e investiga suspeitas de envolvimento do vicepresidente da República, Michel Temer, num esquema de corrupção no porto de Santos. “A tônica na administração pública é a publicidade”, afirmou Marco Aurélio. “Os dados devem ser explícitos”, disse. Aberto em 2006, o inquérito teve como origem notícias envolvendo uma ação de reconhecimento de dissolução de união estável movida por uma ex-companheira de Marcelo de Azeredo, ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Na ação, conforme divulgado na época, foi imputado a Azeredo, Temer e uma terceira pessoa identificada apenas como Lima o cometimento de fraudes em licitações, ocorridas em troca do recebimento de propinas previamente ajustadas com os vencedores das concorrências. Por entender que havia indícios de participação de Temer em crimes, a Justiça Federal em Santos encaminhou o inquérito ao STF. Hoje, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o processo fora deslocado recentemente da justiça comum para o Supremo. Autoridades como o vice-presidente da República têm o privilé- gio de ser investigadas e processadas perante o Supremo. Inquéritos e ações contra cidadãos comuns tramitam na Justiça de 1ª grau. Ao dar entrada no STF, o inquérito recebeu o número 3105 e, seguindo procedimento adotado recentemente pela Corte, Temer foi identificado apenas com as iniciais de seus nomes. Mas Marco Aurélio discordou: “Nada justifica, em face do procedimento revelado nestes autos, a adoção de iniciais.” “A prática acaba por gerar especulações de toda ordem, imaginando-se quadro de extravagância ímpar, potencializando-se o que está em apuração”, afirmou o ministro. STF Operação Castelo de Areia é esvaziada Felipe Recondo Da Agência Estado O Superior Tribunal de Justiça (STJ) praticamente esvaziou ontem a Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009 pela Polícia Federal durante a investigação de um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses ilícitos de recursos para políticos que envolveria três executivos da Construtora Camargo Corrêa. Os ministros da 6ª Turma do STJ julgaram ilegais e, portanto, nulas as provas obtidas pelo Ministério Público e pela PF a partir de uma denúncia anônima do doleiro M.A.C. à Justiça Federal de São Paulo em 2007. Dentre as provas e indícios que devem ser anulados com a decisão do STJ estão conversas telefônicas entre os investigados gravadas com autorização judicial, dados obtidos com a quebra de sigilos bancário e telefônico e as análises feitas no material apreendido nos mandados de busca e apreensão. De acordo com os advogados de defesa, a Operação Castelo de Areia fica esvaziada com a decisão do STJ. “A decisão fala por si só. É uma vitória acachapante”, comemorou o advogado dos executivos da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, ao final do julgamento. “A Operação Castelo de Areia é uma sucessão de ilegalidades, e o STJ não vai permitir que os fins justifiquem os meios”, acrescentou. Os ministros do tribunal julgaram que as provas, inclusive por intermédio da quebra de sigilo bancário e telefônico, foram obtidas única e exclusivamente a partir de uma denúncia anônima. Pela jurisprudência do STJ, não é possível autorizar a quebra de sigilo telefônico, por exemplo, somente com base em informações obtidas por meio de denúncia anônima. No entendimento dos ministros, antes de pedir a quebra de sigilo dos investigados, o Ministé- C U R rio Público deveria ter apurado as acusações feitas na denúncia anônima. Se houvesse indícios de que essas acusações eram razoáveis, aí sim o MP poderia pedir a quebra de sigilo telefônico e, posteriormente, a gravação das conversas entre os investigados. Apenas um dos quatro ministros da 6ª Turma entendeu que as provas foram obtidas de forma legal e com base em apurações feitas pelo MP depois de ouvida a denúncia anônima. No seu entendimento, o ministro Og Fernandes julgou que a ação penal aberta em razão da Operação Castelo de Areia poderia seguir normalmente. Og Fernandes concordou com os argumentos do Ministério Público de que a denúncia anônima motivou a quebra de dados cadastrais dos investigados nas empresas de telefonia e não a quebra de sigilo telefônico. Essa quebra teria ocorrido depois de investigações preliminares feitas pela PF. T A Pelo despacho de Marco Aurélio, apenas os dados decorrentes de quebras de sigilo permanecerão inacessíveis. “Restrinjo o sigilo aos apensos, que, assim, precisam ficar envelopados e lacrados para acesso restrito”, afirmou. Na última sexta-feira o ministro encaminhou o inquérito ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que ele se manifeste sobre as investigações. Procurado por meio de sua assessoria, Gurgel não se manifestou ontem sobre a apuração. Caberá ao procurador-geral, como chefe do Ministério Público, decidir se a investigação deve continuar ou se deve ser arquivada. MP-RJ Servidores são denunciados por fraude O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu na segunda-feira mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia. A medida foi determinada pela Justiça após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) receber denúncia contra cinco servidores supostamente envolvidos em fraude na execução de obras de construção, reforma e modificação dos dez gabinetes de vereadores. Jeronimo Farias de Melo, Rafael Carvalho da Silva, Daniel Augusto Monteiro de Almeida, Maurício José Alves e Maurício José Alves Júnior vão responder pela ação penal pelo crime de fraude em licitação por supostamente terem criado empresas fantasmas para burlar a concorrência da obra, orçada em R$ 331.120,42. Para desviar recursos, a comissão de licitação - presidida por Farias - teria montado um processo administrativo com empresas de fachada. S Supermercado Guanabara é condenado a indenizar consumidora Juiz recebe denúncia contra Luciene Reis, acusada de matar criança O Supermercado Guanabara terá que pagar R$ 5 mil de indenização por dano moral a uma consumidora que foi acusada indevidamente de furto de uma chupeta. A decisão é da desembargadora Mônica Toledo de Oliveira, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Kelly dos Santos conta que, após pagar por suas compras, um funcionário do estabelecimento revistou seu carrinho, na frente de outros clientes, sob a acusação de que escondera uma chupeta. Segundo ela, o fato lhe causou constrangimento e ela ainda teve que apresentar a nota fiscal comprovando o pagamento da chupeta. O juiz Paulo Rodolfo Maximiliano de Gomes Tostes, da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, recebeu a denúncia contra Luciene Reis Santana, 24 anos, acusada do homicídio qualificado da menina Lavínia Azevedo de Oliveira, de 6 anos. A criança, filha do seu amante Rony dos Santos de Oliveira, foi encontrada morta no quarto de um hotel, no Centro de Caxias, no dia 2 de março. Ela estava desaparecida desde o dia 28 de fevereiro. Na mesma decisão, o juiz decretou a prisão preventiva de Luciene. Ela confessou o crime e estava em prisão temporária desde o dia 2 de março. Questão de Justiça [email protected] Forças Armadas x Direitos Humanos presidente Dilma Rousseff, na terça feira passada, participou da solenidade de promoção de oficiais generais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e depois, em solenidade reservada, recebeu a insígnia de Grã-Mestra da Ordem do Mérito da Defesa; também, a Ordem do Mérito Militar, concedida pelo Exército Brasileiro; a Ordem do Mérito Naval, da Marinha; e a Ordem do Mérito Aeronáutico, da Força Aérea Brasileira. Na ocasião a presidente afirmou que as Forças Armadas brasileiras contribuem para consolidar o País como um estado de direito. Em tal sentido, expressou que “é com orgulho que constato a evolução democrática da sociedade brasileira. O Brasil, que conta com Forças Armadas caracterizadas pelo estrito apego às suas obrigações constitucionais, é um país que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou um elevado nível de maturidade institucional. Nossas Forças Armadas compartilham dos valores da justiça, da paz e da igualdade de oportunidades”. Cabe observar que até a presente data as Forças Armadas não fizeram uma autocrítica sobre suas ações durante a ditadura, seja com relação à quebra da ordem constitucional ou a respeito das graves violações de direitos humanos que caracterizaram o regime de governo sob o seu mando. A falta de reconhecimento dos fatos realizados naquele período, bem como ausência de qualquer critério de responsabilidade decorrente dos mesmos, compromete qualquer ideal de justiça, pois, importa compactuar ainda com esses fatos, que retornam, portanto, às instituições que negligenciaram o castigo, parafraseando Kant, considerando-as cúmplices dessa violação pública de justiça. Em tal sentido, cabe observar que as forças armadas de outros países que, também, praticaram um plano sistemático de grosseiras violações de direitos humanos, têm reconhecido tais fatos e pedido desculpas. Com efeito, A resistência das na República Argentina, em abril/maio de 1995, Forças Armadas à o general Martin Balza, então, chefe do exército criação da Comissão argentino, desculpou-se da Verdade coloca à nação pelos crimes cometidos pelos militares em evidência a durante a guerra suja. No Brasil, a resistência falta de maturidade das Forças Armadas à criação da Comissão da Verdadas instituições. de coloca em evidência a falta de maturidade das Transcorridos mais instituições, uma vez que apesar e ter transcorrido de 20 anos da volta mais de 20 anos da volta da democracia, ainda da democracia ainda não aceitam falar do passado, não aceitam falar do negando a luz sobre fatos que tem implicado a desapassado parição forçada de pessoas. Ao mesmo também a i i ê i no descumprimento d i d insistência das obrigações estabelecidas pelo direito internacional dos direitos humanos. Cabe lembrar novamente que mesmo que se reconheçam limitações emergentes do direito interno, a CIDH tem manifestado que “o dever de investigar fatos deste gênero subsiste enquanto se mantenha a incerteza sobre a sorte final da pessoa desaparecida, ainda que circunstâncias da ordem jurídica interna não permitissem aplicar as sanções correspondentes aos indivíduos responsáveis pelos delitos dessa natureza”, pois, o direito dos familiares da vítima de conhecer qual foi o destino desta e, no seu caso, onde se encontram os seus restos, representa uma justa expectativa que o Estado deve satisfazer com os meios ao seu alcance (Caso Godínez Cruz, 20/01/89; também, no mesmo sentido, Gomes Lund e outros, 24/11/2010). Por outra parte, cabe observar que embora entre as instituições deva haver um jogo harmônico, porém, na conjuntura atual, onde as forças armadas têm manifestado abertamente resistência aos planos do Poder Executivo de instaurar uma Comissão da Verdade, seria desejável uma posição deste, mais enérgica contra os autores das graves violações de direitos humanos. Em tal sentido, cabe observar que no âmbito da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) versus Brasil, o Estado reconheceu que a Lei No. 9.140/95 “firmou a responsabilidade do Estado pelas mortes, garantiu reparação indenizatória e, principalmente, oficializou o reconhecimento histórico de que estes brasileiros [...] morreram lutando como opositores políticos de um regime que havia nascido violando a constitucionalidade democrática erguida em 1946”. Assim, não se justifica o duplo discurso, quando a matéria é a mesma. Para terminar, a modo de exemplo, cabe lembrar as declarações do então Presidente da República Argentina Nestor Kirchner quando, em março de 2004, na ocasião da abertura de um antigo centro de tortura que foi transformado em museu, disse: “Las cosas hay que llamarlas por su nombre (...) Vengo a pedir perdón de parte del Estado nacional por la vergüenza de haber callado durante 20 años de democracia tantas atrocidades. Hablemos claro: no es rencor ni odio lo que nos guía. Me guía la justicia y la lucha contra la impunidad. Los que hicieron este hecho tenebroso y macabro como fue la ESMA tienen un solo nombre: son asesinos.” A Daniel Raizman é mestre em Ciências Penais (UCAM), especialista em Direito Penal Econômico Europeu(IDPEE-Coimbra), doutor em Direito Internacional e da Integração Econômica(UERJ).Professor de Direito Penal(UFF). Parecerista do escritório de advocacia criminal Freixinho Advogados. RIO REDE MUNICIPAL Cremerj alerta para falta de médicos na cidade Em meio ao aumento dos casos de dengue no município do Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) alerta para a falta de médicos na rede municipal de saúde. Segundo o coordenador da Comissão de Saúde Pública do Cremerj, Pablo Vazquez, o número insuficiente de médicos nos hospitais públicos pode comprometer o atendimento aos doentes. Segundo Vazquez, em um hospital geral como o Souza Aguiar, o maior do Rio de Janeiro, por exemplo, as equipes médicas, que deveriam ter seis clínicos gerais, só têm dois ou três. “Algumas só têm um médico”, afirma. O coordenador afirma que a situação pode ficar ainda pior se não for prorrogado o convênio da prefeitura com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que se encerra neste mês. Vazquez informou que o assunto será discutido na terça-feira com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann. Segundo o coordenador, na pauta da reunião está a prorrogação do contrato por mais um ano. De acordo com Vazquez, o Cremerj também está atento aos supostos casos de negligência médica que teriam levado à morte de pacientes, como a estudante Fernanda de Freitas. OPORTUNIDADE Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 9 NOVA FRIBURGO Polo de moda íntima negocia com a Leader Confecções vão mostrar seu trabalho, em iniciativa do Programa Compra Rio O Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo e região, responsável pela lingerie que veste uma em cada quatro brasileiras, vai negociar com uma das maiores redes de comércio varejista do Rio de Janeiro. A União de Lojas Leader será a âncora da Rodada de Negócios que será promovida hoje com empresas do setor. A iniciativa é uma realização do Programa Compra Rio, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, em parceria com Fecomércio-RJ, Sebrae/RJ, Firjan, ACRJ e Asserj. Cerca de 30 confecções e grifes da região foram convidadas a participar do evento. Segundo a subsecretária estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio, a rodada faz parte de uma série de ações promovida pela Secretaria para alavancar a recuperação das atividades produtivas na Região Serrana, atingidas pelas chuvas de janeiro. “Nosso maior objetivo é aproximar a rede de lojas Leader do Polo de Moda Íntima, que tem produto, design e preços competitivos para oferecer. Ter a Leader como âncora nesta rodada representa um grande avanço nessa fase de recuperação da indústria de moda local é um sinal de que as empresas estão preparadas para atender grandes compradores com a mesma qualidade de sempre”, analisa Dulce Ângela. As rodadas promovidas pelo Compra Rio são voltadas para promover e alavancar a economia do Estado, por meio da realização de negócios, colocando em contato direto empresas fornecedoras com os departamentos de compras de grandes corporações, com interesses afins ou complementares. As inscrições para empresas que integram o polo são gratuitas e podem ser feitas pelo portal da Secretaria – www.desenvolvimento.rj.gov.br. Mais sobre o Polo - Nova Friburgo é conhecida como a capital nacional da moda íntima. Associado ao Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região (Sindvest), o Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo conta com 900 empresas – na maior parte de micro e pequeno portes – e engloba, além das empresas friburguenses, também as de Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras e Macuco. Nos últimos anos, a indústria da moda se transformou na maior indústria empregadora da região. O setor gera mais de 20 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, e contabiliza um faturamento anual que gira em torno de R$ 600 milhões. A produção é voltada para as linhas lingerie noite, dia e sensual, moda praia e fitness. Em alguns segmentos, o pólo chega a responder por 25% da produção nacional. A estimativa é que seja produzido um total de 114 milhões de peças por ano, destas a lingerie representa 91,5% da produção das empresas da região. As exportações estão na pauta de ações do Pólo: 14% das empresas trabalham com o mercado externo. As peças produzidas na região podem ser encontradas em vários países, principalmente Portugal, EUA, Uruguai e Argentina. Os resultados do Pólo revelam o sucesso do Arranjo Produtivo Local (APL) – que tem apoio do Governo do Estado por meio da Superintendência de APLs, coordenada pela Sedeis – e a força do desenvolvimento industrial da pequena e média empresa no país. Durante um mês, 25 jovens, técnicos em Agropecuária formados pelo Ibelga (Instituto Bélgica-Nova Friburgo) e pela Escola Estadual Agrícola José Francisco Lippi, em Teresópolis, vão acompanhar equipes da Secretaria estadual de Agricultura, Emater-Rio e Programa Rio Rural que estão desenvolvendo ações de apoio direto aos agricultores familiares atingidos pela tragédia na Região Serrana. O grupo, que recebeu treinamento na segunda-feira, em Nova Friburgo, na sede do Ibelga, vai levar informações sobre as medidas emergenciais e de reestruturação disponibilizadas para a zona rural, além de esclarecimentos sobre questões previdenciárias, trabalhistas, fundiárias e de crédito rural. A ação faz parte do projeto Reconstruir Região Serrana Rural, desenvolvido pela Faerj (Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro) e Sebrae. A coordenação regional está a cargo do presidente do Sindicato Rural de Bom Jardim, Roberto Monerat. Entre outros itens, os técnicos, filhos de produtores da região, irão orientar os agricultores familiares sobre como obter cópias de documentos perdidos, tanto pessoais quanto ligados ao imóvel rural, questões sucessórias, pendências trabalhistas decorrentes de falecimentos de empregados e empregadores e de crédito rural. Uma cartilha com respostas para diversas perguntas envolvendo estas questões também será entregue. Na avaliação do diretor técnico da Emater-Rio, Ricardo Mansur, este reforço vai potencializar o trabalho que já vem sendo realizado pelos extensionistas rurais da empresa no levantamento das perdas dentro das propriedades, visando o recebimento de recur- sos do Banco Mundial para apoio direto ao produtor. O presidente da Emater-Rio, Justino Antônio da Silva, ressaltou a importância do trabalho destes jovens, moças e rapazes na faixa etária de 18 anos, muitos dos quais vivenciaram perdas com a tragédia na unidade de produção familiar. “É uma oportunidade para entenderem melhor o trabalho da extensão rural, especialmente num momento em que a atenção e mobilização em torno do setor poderão trazer um novo cenário para a atividade na região, envolvendo questões ambientais e de produtividade”, explicou. MEC fecha parceria entre IBC e Ines Técnicos em agropecuária reforçam equipes Após longa reunião, ontem, em Brasília, com as diretoras do Instituto Benjamin Constant (IBC) e do Instituto Nacional de Educação para Surdos (Ines), o ministro da Educação, Fernando Haddad, adiantou que as duas instituições federais, que oferecem educação para crianças e jovens com deficiência visual e auditiva, estabelecerão uma parceria para que os alunos das duas unidades possam também frequentar a rede regular de ensino. O plano do MEC, acordado com as duas instituições, é que seja oferecido ao aluno a possibilidade de frequentar, no turno contrário, o ensino regular com matrícula no Colégio Pedro Segundo, que também é federal. Essa parceria deverá começar em 2012 porque a escola precisa se preparar para atender o aluno com necessidades especiais, caso esse seja o desejo da família. “O que queremos é oferecer oportunidades educacionais adicionais”, disse Haddad. O Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permite a dupla matrícula de estudantes com deficiência. As duas instituições de ensino, seja a regular ou a de atendimento exclusivo, receberão os recursos do ministério. MUNDO JAPÃO Radiação em peixes a 80km de usina Fukushima Autoridades japonesas informaram ontem que descobriram níveis inusualmente altos de materiais radioativos em peixes encontrados a 80 quilômetros da usina nuclear Daiichi, em Fukushima. A descoberta gera temores de que a água radioativa da usina ameace a vida marinha e também uma importante fonte de alimentação no país. Isso ocorreu um pouco mais tarde após o governo e a empresa que administra a usina, a Tokyo Electric Power Co. (Tepco) informarem que a radioatividade estava milhões de vezes superior ao nível legal em áreas marinhas próximas à usina. Segundo a Tepco, foi detectado nes- sa outra amostra um nível de iodo radioativo cinco milhões de vezes superior ao limite legal, enquanto o césio-137 apresentava índice 1,1 milhão de vezes maior. As amostras de peixes radioativos, bem como da água próxima à usina, foram colhidas antes da Tepco iniciar a operação de bombear 11,5 mil toneladas de água com baixa radioatividade no Oceano Pacífico, o que a empresa começou a fazer na noite da segunda-feira. Uma amostra recolhida na manhã da segunda-feira em uma área marinha próxima ao reator 2 de Fukushima revelou uma concentração de iodo-131 de 200 mil becquerels por centímetro cúbico. LÍBIA Tropas perdem 30% da capacidade Os ataques das potências ocidentais destruíram 30% da capacidade militar do governo líbio de Muamar Kadafi, desde que uma campanha de ataques aéreos começou em 19 de março, informou ontem um general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). ontem, a Otan reconheceu que um bombardeio desfechado por um dos seus aviões matou 13 insurgentes líbios na sexta-feira passada, perto da cidade de Brega. Quatro dos 13 mortos eram civis. A Otan disse que o bombardeio foi um “episódio infeliz”. “Nós neutralizamos 30% da capacidade militar das forças pró-Kadafi”, disse o general Mark van Uhm, citando um relatório do comandante das operações na Líbia, general Charles Bouchard. Os ataques internacionais são amparados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que permite ataques aéreos no país do norte da África para proteção dos civis. COSTA DO MARFIM Cercado, Gbagbo negocia saída do poder Contudo, uma possível fuga do país africano poderá ser negociada O presidente com mandato vencido da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, permanecia ontem entrincheirado em um bunker dentro da residência presidencial. Após manter afirmação de que foi o vencedor das eleições do ano passado, Gbagbo sinalizou para o emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) que poderá deixar o poder. Tropas que apoiam Alassane Ouattara, reconhecido pela ONU, Estados Unidos, França e União Africana como vencedor das eleições, começavam a cercar a residência presidencial em Abidjã, maior cidade do país. O emissário da ONU para a Costa do Marfim, contudo, disse na noite de ontem que Gbagbo já negocia os termos da sua fuga, o que sugere que poderá deixar o país africano após mais de uma década no poder. A informação partiu de Choi Young-jin, enviado da ONU à Costa do Marfim. Questionado pela televisão da Associated Press se Gbagbo estava pronto para deixar o país, Choi respondeu: “Acredito que sim. Pelo que sei, o que eles negociam agora é para onde Gbagbo poderá ir”. De acordo com um diplomata que falou sob anonimato, na noite de ontem Ouattara manteve conversas diretas com Gbagbo, para que o segundo deixe o cargo de presidente. Gbagbo permanecia desafiador, dizendo que Ouattara “não venceu as eleições”, mesmo que tenha sido declarado vencedor não só pela ONU. “Eu venci as eleições e não negociarei minha partida”, disse Gbagbo mais cedo, por telefone, a um canal da televisão francesa. Na segunda-feira, tropas francesas e da ONU abriram fogo contra arsenais de armas de Gbagbo, após quatro meses de impasse político no país da África Ocidental. Colunas de soldados leais a Ouattara finalmente cercaram Abidjã. Mais cedo, o primeiro-ministro da França, François Fillon, disse que dois generais próximos a Gbagbo estavam negociando sua rendição. Com isso, poderia ser encerrado um impasse político de meses na Costa do Marfim que gerou um conflito militar, informa o Wall Street Journal. Os generais “estão negociando as condições de sua rendição enquanto nós conversamos”, disse Fillon na Assembleia Nacional em Paris. Funcionários do governo francês disseram que dois oficiais próximos de Gbagbo estavam dialogando com representantes das Nações Unidas. Um dos assessores que ainda estão com Gbagbo, o porta-voz Don Ahou Mello, disse que a residência presidencial foi atingida pelo menos 50 vezes por um helicóptero das Nações Unidas. Mello também confirmou que um grande campo militar foi destruído durante um ataque na segunda-feira. BERLUSCONI Jurisdição é questionada O Parlamento italiano aprovou ontem um questionamento sobre a competência de um tribunal de Milão para julgar o caso sexual envolvendo o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, medida que pode interromper ou desacelerar o curso legal do caso. No aguardado julgamento, que será aberto hoje, o premier italiano enfrenta acusações de pagar para fazer sexo com uma menor de idade e de ter usado seus poderes para tentar encobrir seu suposto relacionamento. Berlusconi nega as duas acusações. A câmara baixa italiana, controlada pela maioria de centro-direita de Berlusconi, aprovou ontem uma moção dizendo que o tribunal de Milão não é a instância apropriada para o caso, que afetou a popularidade do primeiro-ministro e é um dos quatro processos criminais em andamento contra ele. Segundo a coalizão que apoia Berlusconi, o julgamento deveria ser realizado perante um tribunal ministerial especial, já que o abuso de poder se relaciona à função de Berlusconi como primeiro-ministro. A câmara baixa aprovou um pedido ao Tribunal Constitucional para que seja definido que instância judicial deve julgar Berlusconi. No chamado “Rubygate”, os promotores acusam o primeiroministro de pagar Karima El Mahroug, uma dançarina marroquina conhecida pelo apelido de “Rubi Rouba Corações” por favores sexuais quando ela tinha 17 anos. Berlusconi também é acusado de abuso de poder por ter feito ligações telefônicas para a polícia em maio de 2010 para supostamente pressionar a libertação de El Mahroug, que estava detida. Equipes de televisão de todo o mundo estarão presentes para a sessão de abertura. 10 Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 ARTES MÚSICA Documentário aborda obra de maestro alemão “Kurt Masur: uma aventura musical” retrata a intensidade do artista aos 85 anos Divulgação João Luiz Sampaio Da Agência Estado “Você já sofreu?” A pergunta mal pode ser ouvida enquanto a orquestra interrompe a execução da primeira sinfonia de Mahler. Feito o silêncio, da plateia vazia do auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, o maestro Kurt Masur repete a pergunta, endereçada ao jovem regente que comanda o ensaio da Orquestra Acadêmica. “Você já sofreu? Você já passou fome?” Masur se aproxima. “Não desejo isso a você. Mas a imaginação do sofrimento é fundamental. Nessa passagem, você os faz soar agressivos. Mas não é disso que estamos falando. Mahler quer transmitir outra coisa. Desespero.” Uma pausa. “Desespero.” A cena, captada pelas câmeras da documentarista Amit Breuer em julho de 2005, abre o documentário “Kurt Masur: Uma Aventura Musical” (Biscoito Filmes). Ao longo de pouco mais de um ano, ela acompanhou o maestro alemão em aulas no Brasil, na Polônia e nos EUA. Masur é tido como o último representante daquela que se costumou chamar de “grande linhagem germânica”, que desde o início do século 20 deu ao mundo maestros como Bruno Walter, Otto Klemperer, Erich Kleiber ou Herbert von Karajan. Aos 85 anos, ainda percorre algumas das principais capitais do mundo interpretando a música de Brahms, Beethoven, Mahler, Mendelssohn É a personificação da tradição. Para maestro, a imaginação do sofrimento é fundamental “Tenho percebido nos últimos tempos que não há mais relacionamentos entre grandes orquestras e grandes regentes”, diz. Tudo é rápido, efêmero. “Por isso, comecei a trabalhar com novos regentes, tentando recuperar a tradição ao fazê-los olhar para o futuro.” Não deve provocar estranhamento que tradição e futuro convivam harmoniosamente na mesma frase. Para Masur, a identidade se constrói na relação pessoal do homem com o meio. Isso ESPORTES vale também para o intérprete que, por sua vez, deve trazer à equação o estudo daquilo que ele chama da “imaginação do som” de cada compositor, aquilo que o guiava na hora de compor. “A um jovem regente, o primeiro ensinamento é a necessidade de conhecer os próprios pontos fortes e fracos. Ao olhar a música, precisa entender quem é e, ao mesmo tempo, investigar as respostas que as partituras oferecem a questões como vida e morte.” A relação intrínseca entre obra e intérprete, que declarações como essas sugerem, é o principal eixo do documentário. Durante as filmagens em Campos do Jordão, Amit Breuer explicou à reportagem a origem do projeto. “Quando comecei a fazer o filme e estive em Campos do Jordão, pensei em um documentário que contemplasse três gerações de maestros, ali reunidas: Masur, Roberto Minczuk, diretor do Festival de Inverno e seu ex-aluno, e os jovens estudantes de regência”, contou. “No entanto, o filme foi me levando em outra direção. Há algo de profundamente pessoal na maneira como esse homem sente e vive a música. De alguma forma, música e vida são para ele uma só coisa. E o documentário acabou mostrando isso, a capacidade de Kurt Masur de falar da própria vida pessoal por meio das partituras que interpreta”, disse. Há diversas passagens em que o diálogo entre vida e música ganha cores reais. Uma das mais tocantes é aquela em que Masur, conversando com os alunos em Campos do Jordão, fala do acidente de carro em que perdeu a segunda mulher e provocou a morte de mais duas pessoas. Ele está tentando explicar uma passagem do Adagio, de Samuel Barber. As cordas seguem em direção a um clímax de enorme tensão, seguido por uma pausa; na retomada, a tendência dos regentes é assumir uma interpretação mais pacífica, como uma resolução. Não para Masur. Agora é certo. Muricy Ramalho está no Santos. Treinador assinou contrato por um ano Internazionale de Milão passa vergonha em casa Real Madrid goleia ingleses e praticamente assegura lugar entre os 4 melhores Por alguns momentos, a torcida italiana achou que a vitória seria fácil. Afinal, com menos de um minuto o placar já era favorável à Internazionale - Stankovic acertou um belo chute de longe e encobriu o goleiro Neuer, que se adiantara para afastar a bola. Apesar do gol inicial, o Schalke 04 não se intimidou e Matip aproveitou bate-rebate na área para empatar. Ainda no primeiro tempo, Milito fez 2 a 1 para a Internazionale e o brasileiro Edu, exGuarani, igualou novamente. Conhecida por sua forte zaga, a equipe italiana falhou justamente no seu ponto forte e o atacante Raul virou o jogo aos 8 do segundo tempo. O quarto gol veio com uma ajudinha: Ranocchia tentou tirar e jogou contra. Para piorar a situação, o zagueiro Chivu levou cartão vermelho - ele já havia sido expulso no sábado. Aos 30 minutos, Edu anotou mais um. E o Schalke 04 só não aumentou a goleada porque falhou em alguns arremates. “Temos de seguir concentrados para manter o bom ritmo e sair vitorioso”, disse o brasileiro à ESPN Brasil. O técnico Leonardo, que estava com moral com os torcedores, agora se vê em apuros após as últimas derrotas. Se não conseguir um milagre para reverter o placar, dificilmente recuperará a confiança no time. Favoritismo - O time da casa era o favorito e tem em seu currículo o título de maior vencedor da Liga dos Campeões (nove conquistas). O adversário, em sua 2.ª participação na competição após quase meia década, só queria surpreender. Mas, no estádio Santiago Bernabéu, valeu a força do Real Madrid, que goleou o Tottenham por 4 a 0 e pode perder por até três gols de diferença, no próximo dia 13, na Inglaterra, para avançar à semifinal. Ficou fácil. O sonho do Tottenham em fazer história na Espanha ruiu logo aos 4 minutos do primeiro tempo, quando Adebayor subiu mais do que a zaga e cabeceou no canto do goleiro brasileiro Gomes. E, após o atacante Peter Crouch ser expulso aos 15 minutos, a situação se complicou de vez para os ingleses. O Tottenham ainda se segurou até o intervalo, mas não conseguiram parar o Real Madrid no segundo tempo. Com a goleada, o Real Madrid praticamente assegurou um lugar entre os quatro melhores da competição. PREPARATIVOS Dilma debaterá Copa do Mundo Rafael Moraes Moura Da Agência Estado Após a viagem à China, a presidente Dilma Rousseff se reunirá com os 12 governadores e 11 prefeitos das cidades sede da Copa do Mundo para falar sobre os preparativos do Mundial. A realização da reunião foi informada ontem pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, durante audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, em Brasília. Os atrasos no cronograma das obras fizeram o presidente da Fifa, Joseph Blatter, dar um puxão de orelha nas autoridades brasileiras. “A Copa é amanhã, mas os brasileiros pensam que é só depois de amanhã”, criticou Blatter, na semana passada. Para o dirigente, os preparativos da África do Sul, sede do Mundial em 2010, estavam mais avançados que os brasileiros, quando se compara o mesmo período antes do evento. Segundo Orlando Silva, a situação dos estádios será analisada durante a reunião, assim como os projetos para a reforma e construção de aeroportos. “Procuramos responder a uma necessidade do Brasil para hoje, não apenas para a Copa do Mundo”, disse o ministro. Projeto tem temporada 2011 com 37 shows Da redação, com agências Trinta e sete espetáculos, de um total de 266 propostas apresentadas, foram selecionados por meio de edital para a temporada 2011 do Projeto Quintas no BNDES que começou no último dia 31. Amanhã, é a vez do carioca Moacyr Luz, que vai apresentar o show “Parceiros”, ao lado dos músicos do “Samba do Trabalhador”. Ele vai mostrar sucessos dos 30 anos de carreira e suas parcerias com personalidades da música brasileira. Criado em 1985, o Quintas no BNDES já se firmou no calendário cultural carioca, como iniciativa que oferece espetáculos de música popular, instrumental e erudita semanalmente. Nesses 26 anos, cerca de 900 apresentações atraíram um público de mais de 300 mil pessoas. Para a temporada 2011, os shows foram divididos C Também deve ser feito alerta para estimular governadores e prefeitos a prestar atenção nos calendários. Na avaliação do ministro, evoluiu-se “muito bem” na questão de estádios, com a expectativa voltada para as obras de aeroportos e mobilidade urbana. As obras estão em curso em dez das 12 cidades, com problemas “aqui ou acolá”, avaliou Orlando Silva. U em três categorias: Renome, Destaque e Novos Talentos. A remuneração dos artistas é de R$ 35 mil, R$ 20 mil e R$ 12 mil, respectivamente, de acordo com a categoria. De acordo com o BNDES, o projeto é um dos principais instrumentos de interação com a comunidade, além de ser uma contribuição efetiva para a democratização da cultura e para o fomento da cadeia produtiva da música brasileira. No dia 14, Adriana Moreira se apresenta no show “Em Nome da Arte” e no dia 28 de abril é a vez de Ana Costa, com o show “Novos Alvos”. Os espetáculos são gratuitos e apresentados, sempre às quintas-feiras, às 19h, no auditório da sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio. Para mais informações, basta acessar o site www.bndes.gov.br. R T A Festival Cine PE fez homenagem ao Rei Pelé em documentário A direção do festival de cinema Cine PE - que termina hoje marcou um gol de placa e teve como grande homenageado deste ano ninguém menos que o Rei do futebol Pelé. Pelé já participou de inúmeros filmes, entre os quais “Fuga para a Vitória”, de John Huston. O diretor do programa, Evaldo Mocarzel, conta que na longa entrevista a ele concedida, Pelé canta e toca violão, além de comentar cada um dos filmes dos quais participou, incluindo documentários como “Isto É Pelé”, de Luiz Carlos Barreto, e “Pelé Eterno”, de Anibal Massaini. Vôlei Futuro reclama de homofobia em jogo. O meio de rede, Michael diz: ‘‘Sou gay e todo mundo aqui sabe’’ LIGA DOS CAMPEÕES A atual campeã europeia passou vergonha ontem em Milão. E pela segunda vez na semana. Após levar de 3 a 0 do maior rival, o Milan, no último sábado, pelo Campeonato Italiano, a Internazionale voltou a patinar, desta vez na Liga dos Campeões. E com uma derrota humilhante: 5 a 2 para o Schalke 04, no estádio Giuseppe Meazza. Envergonhados e enfurecidos com mais uma péssima atuação da equipe, muitos torcedores deixaram o estádio antes do apito final. Alguns não conseguiam acreditar no que viam e Leonardo se mostrava espantado tamanha facilidade com que o adversário marcou os últimos gols. Agora, para avançar às semifinais, a Internazionale vai ter de vencer por quatro gols de diferença na próxima quarta, na Alemanha. QUINTAS NO BNDES Corpo de Sondermann foi enterrado ontem. Após acidente em Interlagos, piloto teve morte cerebral TROCA-TROCA Espanha pode substituir Japão na Copa América A Espanha está considerando seriamente um convite para substituir o Japão na Copa América de 2011, que será disputada em julho na Argentina. Atual campeão mundial, o país foi convidado depois que os japoneses oficializaram, na segunda-feira, que desistiram de participar da competição por causa dos efeitos drásticos provocados pelo forte terremoto, seguido por um tsunami, que atingiu o Japão no mês passado. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, declarou ontem que havia recebido um convite por parte do presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona. O dirigente espanhol afirmou que a junta diretiva da RFEF deverá analisar o convite antes de a entidade tomar uma decisão sobre o assunto. O certo, porém, é que Villar apoia a ideia de a Espanha disputar a Copa América. “Nos propuseram muitas vezes e é algo que o futebol espanhol deve à América do Sul, pelos grandes jogadores que têm vindo jogar aqui”, afirmou o dirigente, para depois reforçar: “Hoje sou a favor de a Espanha participar do torneio. É algo que deve ser analisado com carinho. Eu considero uma grande honra (jogar a Copa América) e vou levar a proposta à junta diretiva”. Uma participação da Espanha na Copa América, porém, certamente irritaria a Barcelona e Real Madrid, que contam com a maioria dos jogadores da se- leção espanhola e esperam que os mesmos pudessem descansar após o final da temporada europeia, que se encerra em maio, já que os atletas vêm disputando torneios durante as férias de verão na Europa desde quando ganharam a Eurocopa de 2008. A Eurocopa de 2012, por sinal, é a principal prioridade de momento da Espanha, que lidera com folga o Grupo 1 das Eliminatórias da competição, com cinco vitórias em cinco jogos. No próximo ano, os espanhóis tentarão se tornar o primeiro país a ganhar por duas vezes seguidas o torneio continental depois de terem conquistado uma Copa do Mundo no intervalo entre duas edições de uma Eurocopa. A Copa América será realizada entre o dia 1.º e 24 de julho e, caso a Espanha dispute o torneio, os principais jogadores do país deverão ficar sem férias até 2015, pois, no mesmo período dos anos seguintes, participarão da Eurocopa de 2012, na Polônia e na Ucrânia, a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, estas duas últimas no Brasil. Por causa da desistência do Japão da Copa América, o torneio ficou com 11 seleções. Em seguida, Costa Rica e Canadá manifestaram interesse em substituir o país asiático na competição. O Japão, que participou como convidado da Copa América de 1999, realizada no Paraguai, integraria o Grupo 1 com Argentina, Bolívia e Colômbia. Já o Grupo B contará com Brasil, Paraguai, Equador e Venezuela.