PROVA ESCRITA DO CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DO CARGO DE PROFESSOR
EFETIVO DE ENSINO BÁSICO, TÉCNICO E TECNOLÓGICO DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,
CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA
Edital Nº 334/2013, de 05 de novembro de 2013
CADERNO DE QUESTÕES
» CÓDIGO 39 «
FILOSOFIA
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Este caderno tem um total de 50 (cinquenta) questões, distribuídas da seguinte forma:
Questões de 01 a 20: Língua Portuguesa;
Questões de 21 a 50: Conhecimentos Específicos.

Verifique se este caderno está completo.

Para cada questão são apresentadas cinco alternativas de resposta (a, b, c, d, e), sendo que o
candidato deverá escolher apenas uma e, utilizando caneta esferográfica azul ou preta,
preencher o círculo (bolha) correspondente no cartão-resposta.

As respostas das questões deverão, obrigatoriamente, ser transcritas para o cartãoresposta, que será o único documento válido utilizado na correção eletrônica.

Verifique se os dados constantes no cartão-resposta estão corretos e, se contiver algum
erro, comunique o fato imediatamente ao aplicador/fiscal.

O candidato terá o tempo máximo de 04 (quatro) horas para responder a todas as
questões deste caderno e preencher o cartão-resposta.

NÃO HAVERÁ SUBSTITUIÇÃO, sob qualquer hipótese, deste caderno, nem do cartãoresposta.

Não serão dadas explicações durante a aplicação da prova.
BOA PROVA!
COORDENAÇÃO PERMANENTE DE CONCURSOS PÚBLICOS
IFPB » Concurso Público | Professor Efetivo de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico » Edital Nº 334/2013
LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o Texto I e responda às questões de 01 a 15.
TEXTO I
Sobre técnicas de torrar café e outras técnicas
Ronaldo Correia de Brito
Já não existe a profissão de torradeira de café. Ninguém mais escuta falar nessas mulheres que
trabalhavam nas casas de família, em dias agendados com bastante antecedência. As profissionais famosas
pela qualidade do serviço nunca tinham hora livre. Cobravam caro e só atendiam freguesas antigas. Não era
qualquer uma que sabia dar o ponto certo da torrefação, reconhecer o instante exato em que os grãos
precisavam ser retirados do fogo. Um minuto a mais e o café ficava queimado e amargo. Um minuto a
menos e ficava cru, com sabor travoso. “Pra tudo na vida existe um ponto certo”, diziam orgulhosas do
ofício, mexendo as sementes no caco de barro escuro, a colher de pau dançando na mão bem treinada, o
fogo aceso na temperatura exata.
Muitos profissionais se especializavam na ciência de pôr um fim: os que mexiam a cocada no tacho
de cobre, os que fabricavam o sabão caseiro de gorduras e vísceras animais, os que escaldavam a coalhada
para o queijo prensado, os que assavam as castanhas. Nos terreiros de candomblé, onde se tocam para os
orixás e caboclos, os iniciados sentem o instante em que a toada e o batuque alcançam o ponto de atuação,
o transe que faz o santo descer e encarnar no seu cavalo.
Nenhum movimento é mais complexo que o de finalizar. Nele, estão contidos o desapego e a
separação, o sentimento de perda e morte. Sherazade contou suas histórias durante mil e uma noites,
barganhando com o esposo e algoz Sheriar o direito de continuar vivendo e narrando. Mil noites é um
número finito. O acréscimo de uma unidade ao numeral “mil” tornou-o infinito. Mil e uma noites se
estendem pela eternidade. Sobrepondo narrativas, entremeando-as com novos contos, abrindo veredas de
histórias que se bifurcam noutras, mantendo os enredos num contínuo com pausas diurnas, porém sem o
ponto final, Sherazade adiou o término e a morte. De maneira análoga, Penélope tecia um manto sem
nunca acabá-lo, acrescentando pontos durante o dia e desfazendo-os à noite. Também postergava o
momento. [...]
Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica
representando uma mulher com muletas, uma criança no peito, o feixe de lenha na cabeça. Conta a história
que representou naquela peça simples, sente pena de separar-se de sua criatura. O xilogravador Gilvan
Samico me apresenta os mais de cem estudos e as provas de autor até chegar à gravura definitiva. Olha
para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões. Confessa os dias de
horror vividos até chegar ao instante em que se decide pela prova definitiva, quando o trabalho é
considerado concluído e o criador experimenta a estranheza diante do que não mais lhe pertence.
Que valor possui o esposo de Sherazade, comparado à narrativa que a liberta da morte? Talvez
apenas o de ser o pretexto para o mar de histórias que a jovem narra ao longo de mil e uma noites. E o que
se segue a esse imaginário fim? O que ocupa a milésima segunda noite, supostamente sem narrativas? Eis a
pergunta que todos os criadores se fazem. O que se seguirá ao grande vazio? Deus descansou no sétimo dia
após sua criação. O artista descansa, ou apenas se angustia pensando se a criatura que pôs no mundo está
verdadeiramente pronta, no ponto exato de um grão de café torrado por uma mestra exímia?
Afirmam que a flecha disparada pelo arqueiro zen busca sozinha o alvo. Num estado de absoluta
concentração, arqueiro, arco, flecha e alvo se desprendem da energia do movimento e partem em busca do
ponto exato. Anos de exercício levam ao disparo perfeito. O escritor trabalha com personagens que o
obsedam, alguns chegando a cavalgá-lo como os santos do candomblé. Sonha os sonhos do outro, numa
entrega do próprio inconsciente à criação. Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manterse na superfície e salvar-se; com a mão esquerda anota frases sobre ruínas. Nunca possui a técnica exata de
um arqueiro zen, nem a perícia de uma torradeira de café. Dialoga com a morte como Sherazade, mantém
a respiração suspensa, negocia adiamentos e escreve.
Num dia qualquer, sem que nada espere e sem compreender o que acontece à sua volta, um editor
arranca papéis inacabados de sua mão.
Disponível em:
http://www.opovo.com.br/app/colunas/ronaldocorreiadebrito/2012/03/03/noticiasronaldocorreiadebrito,2794944
/sobre-tecnicas-de-torrar-cafe-e-outras-tecnicas.shtml Acesso em 12 jun. 2013. (Texto adaptado).
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1. No TEXTO I, o autor
a) apresenta a atual situação dos artesãos no Brasil.
b) contesta a desigual valoração para as obras de arte.
c) argumenta em prol da necessidade de se fomentar o fazer artístico.
d) faz analogia entre o trabalho do artesão e o processo criativo do escritor.
e) defende o processo de construção literária como o único capaz de ser concluído.
2. Ao afirmar que “Sobrepondo narrativas, entremeando-as com novos contos, abrindo veredas de
histórias que se bifurcam noutras, mantendo os enredos num contínuo com pausas diurnas, porém
sem o ponto final, Sherazade adiou o término e a morte.” (parágrafo 3), o autor do texto retrata
a) o poder de sedução dos contos de fada.
b) a capacidade de inventividade narrativa como possibilidade de salvação.
c) a impossibilidade de se concluir uma produção literária em tempos modernos.
d) a indispensável interrelação entre ficção e realidade na concepção da obra literária.
e) a necessidade de se conhecer os clássicos da literatura, a exemplo de Mil e uma noites e a
Odisseia.
3. Todas as passagens a seguir se reportam à dificuldade do artista em separar-se de sua obra,
EXCETO:
a) “Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica
representando uma mulher com muletas, uma criança no peito, o feixe de lenha na cabeça.”
(parágrafo 4)
b) “Olha para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões.”
(parágrafo 4)
c) “Confessa os dias de horror vividos até chegar ao instante em que se decide pela prova
definitiva, quando o trabalho é considerado concluído e o criador experimenta a estranheza
diante do que não mais lhe pertence.” (parágrafo 4)
d) “Conta a história que representou naquela peça simples, sente pena de separar-se de sua criatura."
(parágrafo 4)
e) “O escritor trabalha com personagens que o obsedam, alguns chegando a cavalgá-lo como os
santos do candomblé.” (parágrafo 6)
4. A referência à técnica desenvolvida pelas torradeiras de café, apresentada no início do texto,
a) denota a predileção do autor por técnicas artesanais, em detrimento das industriais.
b) é uma forma de registrar o reconhecimento, por parte das novas gerações, à cultura popular.
c) surge como uma homenagem do autor aos trabalhadores que conseguiram manter viva uma
tradição popular.
d) representa um exemplo da capacidade de certas técnicas rudimentares se perpetuarem ao
longo das gerações.
e) constitui-se ponto de partida para a discussão acerca da difícil arte de finalizar uma tarefa, tema
retratado no decorrer do texto.
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5. A finalização do processo de produção artística é retratada no texto como algo
a) impessoal, em função das demandas comerciais.
b) definitivo, já que registra o momento tão desejado pelo artista.
c) angustiante e doloroso, por se tratar de uma separação entre criador e criatura.
d) complexo, pelo fato de ser toda obra de arte o resultado de um trabalho coletivo.
e) libertador, pois a conclusão de uma obra de arte instiga o artista a produzir sempre mais.
6. Considerando o texto, aponte, dentre as alternativas a seguir, aquela em que as expressões
apresentam relação sinonímica.
a) "fabricavam" – "escaldavam"
(parágrafo 2)
b) "adiou" – "postergava"
(parágrafo 3)
c) "estendem" – "bifurcam"
(parágrafo 3)
d) "impressões" – "estranheza"
(parágrafo 4)
e) "descansa" – "angustia"
(parágrafo 5)
7. No final do texto, ao comparar o arqueiro zen ao escritor, o autor observa que
a) o arqueiro zen, diferentemente do escritor, dificilmente atinge seu objetivo.
b) o arqueiro zen, diferentemente do escritor, consegue, com exatidão, finalizar seu trabalho.
c) as ações do escritor e do arqueiro zen atingem, simultaneamente, o ponto exato de finalização.
d) o escritor, ao contrário do arqueiro zen, dedica-se com esmero ao processo de produção, antes
de finalizar seu trabalho.
e) o escritor e o arqueiro zen não conseguem finalizar seus trabalhos com êxito, por mais que se
esforcem.
8. A coesão de um texto se dá através da conexão entre vários enunciados e da relação de sentido
existente entre eles. Em relação à coesão presente no texto, o termo destacado encontra-se
devidamente justificado em:
a) “Ninguém mais escuta falar nessas mulheres que trabalhavam nas casas de família, [...]”
(parágrafo 1). O termo em destaque indica uma referência à expressão “freguesas antigas”
(parágrafo 1).
b) “Nele, estão contidos o desapego e a separação *...+” (parágrafo 3). O termo em destaque faz
referência a “nenhum movimento” (parágrafo 3).
c) “*...+ quando o trabalho é concluído e o criador experimenta a estranheza diante do que não
mais lhe pertence.” (parágrafo 4). O conectivo “e” indica uma progressão semântica que
acrescenta um dado novo.
d) “*...+ a jovem narra ao longo de mil e uma noites.” (parágrafo 5). O vocábulo em destaque
caracteriza uma referência mais específica em relação ao termo a que se refere: “Sherazade”.
e) “*...+ alguns chegando a cavalgá-lo *...+” (parágrafo 6). O termo destacado substitui a expressão
“santos do candomblé”.
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9. Em “Nos terreiros de candomblé, onde se tocam para os orixás e caboclos, os iniciados sentem o
instante em que a toada e o batuque alcançam o ponto *...+” (parágrafo 2), as vírgulas utilizadas
a) evidenciam a expressão vocativa.
b) indicam uma oração de valor comparativo.
c) demarcam uma explicação acerca do espaço.
d) determinam a introdução de expressão da fala do autor.
e) marcam a opinião do autor em relação à informação anterior.
10. Analise as proposições a seguir:
I.
As palavras “desapego” e “separação” pertencem ao mesmo campo semântico.
II. O prefixo na palavra “infinito” exprime sentido de negação.
III. O termo sublinhado em “O escritor trabalha com personagens que o obsedam” tem como
referente a expressão “escritor”.
É CORRETO o que se afirma apenas em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
11. O termo destacado em “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na
superfície e salvar-se [...]” (parágrafo 6), pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:
a) Porque
b) Para que
c) Porquanto
d) Contanto que
e) Ao mesmo tempo que
12. Os conectivos ou partículas linguísticas de ligação, além de exercer funções coesivas, manifestam
ainda diferentes relações de sentido entre os enunciados. Aponte, dentre as alternativas a seguir,
aquela em que a relação estabelecida pelo conectivo em destaque está CORRETAMENTE indicada
entre parênteses.
a) “Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica”. –
(Proporção).
b) “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na superfície e salvar-se;” –
(Consequência).
c) “Dialoga com a morte como Sherazade, [...]” – (Comparação).
d) “Olha para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões.” –
(Finalidade).
e) “Num dia qualquer, sem que nada espere e sem compreender o que acontece à sua volta [...]” –
(Adversidade).
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13. Por vezes, a omissão de palavras ou expressões não acarreta alteração no sentido de orações ou
períodos, já que tal omissão pode ser depreendida do contexto. Há, dentre as alternativas a seguir,
uma ocorrência assim caracterizada. Aponte-a.
a) "Mil e uma noites se estendem pela eternidade". (parágrafo 3)
b) "O que se seguirá ao grande vazio?" (parágrafo 5)
c) "Deus descansou no sétimo dia após sua criação". (parágrafo 5)
d) "Nunca possui a técnica exata de um arqueiro zen, [...]” (parágrafo 6)
e) "[...] a flecha disparada pelo arqueiro zen busca sozinha o alvo". (parágrafo 6)
14. Analise as proposições a seguir, acerca da pontuação, e assinale (V), para o que for verdadeiro, e (F),
para o que for falso.
( ) No trecho “De maneira análoga, Penélope tecia um manto [...]", a vírgula é utilizada para
separar uma expressão adverbial disposta no início do período.
( ) Em “Dialoga com a morte como Sherazade, mantém a respiração suspensa, negocia adiamentos
e escreve.”, as vírgulas são utilizadas para separar orações coordenadas.
( ) Em “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na superfície e salvarse; [...]”, não há razão linguístico-gramatical que justifique a presença da vírgula na sentença.
Assim, seu uso é facultativo.
A sequência que completa CORRETAMENTE os parênteses é
a) V V F
b) V F F
c) F V F
d) V V V
e) F F V
15. A regência verbal em destaque na frase “mulheres que trabalhavam nas casas de família” é a
mesma do verbo destacado em
a) “Anos de exercício levam ao disparo perfeito.”
b) “Deus descansou no sétimo dia após sua criação.”
c) “Muitos profissionais se especializavam na ciência de pôr um fim: [...]”
d) “O xilogravador Gilvan Samico me apresenta os mais de cem estudos: [...].”
e) “*...+ o criador experimenta a estranheza diante do que não mais lhe pertence.”
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As questões de 16 a 18 referem-se ao TEXTO II, a seguir:
TEXTO II
Capítulo I
− Muito trabalho, mestre Zé?
− Está vasqueiro. Tenho umas encomendas de Gurinhém. Um tangerino passou por aqui e
me encomendou esta sela e uns arreios. Estou perdendo o gosto pelo ofício. Já se foi o tempo em
que dava gosto trabalhar numa sela. Hoje estão comprando tudo feito. E que porcarias se vendem
por aí! Não é para me gabar. Não troco uma peça minha por muita preciosidade que vejo. Basta
lhe dizer que seu Augusto do Oiteiro adquiriu na cidade uma sela inglesa, coisa cheia de
arrebiques. Pois bem, aqui esteve ela para conserto. Eu fiquei me rindo quando o portador do
Oiteiro me chegou com a sela. E disse, lá isto disse: “por que seu Augusto não manda consertar
esta bicha na cidade?” E deu pela sela um preção. Se eu fosse pedir o que pagam na cidade, me
chamavam de ladrão. É, mestre José Amaro sabe trabalhar, não rouba a ninguém, nã o faz coisa de
carregação. Eles não querem mais os trabalhos dele. Que se danem. Aqui nesta tenda só faço o
que quero.
REGO, José Lins do. Fogo Morto. Record: Rio de Janeiro, 2003.
16. Pelo disposto acima, é CORRETO afirmar sobre o Mestre José Amaro:
a) Mostra-se insatisfeito com os resultados de seus últimos trabalhos.
b) Prefere trabalhar para clientes de fora, pois estes valorizam seu trabalho.
c) Orgulha-se do esmero com que desenvolve seu trabalho e da qualidade que lhe imprime.
d) Embora se envaideça de seu ofício, preocupa-se com o fato de não poder mais executá-lo da
melhor forma.
e) Questiona a qualidade do trabalho de outros seleiros, mas reconhece o valor dos novos
materiais industrializados.
17. “É, mestre José Amaro sabe trabalhar, não rouba a ninguém, não faz coisa de carregação. Eles não
querem mais os trabalhos dele. Que se danem. Aqui nesta tenda só faço o que quero”. A fala final
de Mestre José Amaro revela
a) certa resignação diante das novas demandas do mercado.
b) revolta por desenvolver seu ofício numa região de parcas condições.
c) a decisão de não mais confeccionar produtos para o senhor Augusto do Oiteiro.
d) a sua disposição em manter-se fiel ao trabalho de qualidade que sempre desenvolveu.
e) a determinação por continuar tentando convencer os vaqueiros da qualidade de suas selas.
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18. Atente para a seguinte passagem: “Eles não querem mais os trabalhos dele.”
Agora, considere as seguintes afirmações acerca da expressão em destaque:
I.
Retoma um termo expresso anteriormente.
II. Refere-se diretamente aos moradores e comerciantes da cidade.
III. Embora não se refira a nenhum elemento textual anterior, o contexto possibilita a recuperação
do termo referente.
Está(ão) CORRETA(S):
a) III apenas
b) I e II apenas.
c) I e III apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.
19. Leia a seguir:
I.
“Declaração fundamentada em ponto de vista a respeito de um fato ou negócio.”
II. “É o instrumento pelo qual Ministros ou outras autoridades expedem instruções sobre a
organização e funcionamento de serviço e praticam outros atos de sua competência.”
III. “Modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma
forma de comunicação eminentemente interna.”
As descrições dizem respeito, respectivamente, a
a) Parecer – Portaria – Memorando .
b) Ofício – Relatório – Parecer.
c) Parecer – Ofício – Portaria.
d) Memorando – Ofício – Declaração.
e) Portaria – Requerimento – Relatório.
20. Pela própria natureza, a redação oficial deve apresentar uma linguagem que obedeça a critérios
específicos. Todas as características a seguir devem compor a redação oficial, EXCETO:
a) Impessoalidade e clareza.
b) Uso da linguagem padrão.
c) Tratamento linguístico formal.
d) Concisão e transparência de sentido.
e) Presença de conotação e da criatividade do emissor.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
» FILOSOFIA | CÓDIGO 39 «
21. Na Grécia do século VI a.C., inicia-se a reflexão filosófica de nossa cultura ocidental. Inicia-se
também aquela a que ainda hoje chamamos ‘história da filosofia’. De outra parte, uma velha tese de
alguns historiadores da filosofia era a da gradual passagem do mythos ao logos. Dessa forma é
CORRETO afirmar que:
a) Está historicamente demonstrado que os povos orientais, com os quais os gregos tiveram
contato, possuíam de fato uma forma de sabedoria feita de tradições religiosas, míticas,
teológicas e cosmogônicas, mas não uma ciência filosófica baseada no logos;
b) Historicamente as pesquisas que evidenciam uma nascente oriental da filosofia somente
revelam aspectos religiosos e míticos que não podem ser interpretados como filosofia e não
estão baseados no logos;
c) Existem documentos que demonstram uma determinada utilização, por parte dos gregos, de
textos religiosos de antigas tradições orientais muito semelhantes aos textos filosóficos gregos;
d) Mesmo que se encontrem vestígios de tal influência, o que representa saber entre os orientais
não é de fato um saber que demonstre conhecimento, mas apenas religião;
e) O que há no mundo oriental é a estrutura de um saber aleatório baseado em tradições míticas e
religiosas que desempenham um conhecimento sistemático a partir de livros sagrados e
experiências espirituais que somente depois de Alexandre chegou à Grécia.
22. Dentre os elementos que representam as condições ambientais daquele fenômeno histórico que foi
o ‘nascimento’ da filosofia e da ciência gregas, assinale a alternativa CORRETA:
a) Leis não escritas, vida econômica e política dinâmica, não separação entre natureza e cultura;
b) Leis escritas, vida econômica e política estática, separação entre natureza e cultura;
c) Mentalidade em harmonia com a tradição, leis escritas, separação entre natureza e cultura;
d) Vida econômica e política dinâmica, leis escritas, mentalidade crítica em relação à tradição;
e) Identificação entre natureza e cultura, leis escritas, debate e crítica à tradição.
23. Em relação aos pré-socráticos, é CORRETO afirmar que:
a) Existe uma nítida separação entre mito e razão, com base na qual os mitos seriam
completamente irracionais, servindo apenas como ponto de apoio para a crítica filosófica;
b) Considera-se importante a interpretação da filosofia de alguns pré-socráticos (como, por
exemplo, Anaximandro e Empédocles) como expressão de uma forma cultural que conserva
ainda em seu interior algo do pensamento mítico;
c) É suficiente estabelecer uma conexão entre todos os pensadores que se agrupam sob o epíteto
de pré-socráticos considerando-se primordialmente a questão cronológica;
d) Podem-se classificar como ‘naturalista’ os pré-socráticos por se debruçarem majoritariamente
sobre estudos pertinentes à natureza, sem maiores interesses pelas questões humanas;
e) A distinção das fontes para se trabalhar com os pré-socráticos é fundamental. Nesse sentido,
considera-se ‘fragmento’ o relato que se tem sobre sua suposta doutrina.
8 | Conhecimentos Específicos » Filosofia » Código 39
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24. A respeito das reflexões de Empédocles, assinale a alternativa CORRETA:
a) Desenvolveu sua reflexão tomando por base três elementos, identificando matéria e força na
explicação dos fenômenos cosmogônicos.
b) Trabalhou com quatro raízes, eternas e imutáveis, e com os conceitos de limitado e ilimitado.
c) Considerou a matéria constituída do que chamou de quatro raízes, em contínua transformação
pelas forças da amizade e da discórdia.
d) Explicou a origem das espécies a partir de um único elemento e de uma única força.
e) Sua reflexão não utilizava a forma poética e não considerava aspectos cosmogônicos.
25. Considerando as ponderações de Aristóteles pertinentes à ética e à política, é CORRETO afirmar que
sua concepção de justiça:
a) Identificou a justiça distributiva com a justiça corretiva a partir da noção de eudaimonia.
b)
Instituiu a isonomia como adequação do comando genérico da lei à contingência dos casos
particulares.
c) Vinculou o justo político ao justo doméstico, apresentando-os como variações do justo natural.
d) Apresentou a justiça total como o respeito às leis não escritas, expressão máxima da prudência.
e) Utilizou a noção de equidade para a justiça do caso individual, completando o justo legal.
26. Levando-se em conta as possíveis relações entre ética e linguagem, por dentro do pensamento
aristotélico, é CORRETO afirmar que:
a) O problema da verdade não é enfrentado por Aristóteles, limitando-se a classificar os gêneros
discursivos.
b) O problema da verdade científica é encarado como ajuste de significados, bastando que se
fundamente sobre um silogismo científico.
c) O silogismo dialético serve para fundar a retórica, utilizando dois instrumentos: o entimema e o
exemplo.
d) A retórica, enquanto arte dos meios e modos de convencimento, considera o ethos e o logos,
desconsiderando o pathos.
e) O entimema é um silogismo que parte de princípios primeiros e não de premissas prováveis.
27. Na República, mais precisamente entre os livros VI e VII, Platão reflexiona a respeito da educação
filosófica. Nessa perspectiva, assinale a opção CORRETA:
a) A importância pedagógica da matemática, apresentada como indispensável à formação
filosófica, deve-se ao fato de remeter à delicada questão da unidade da virtude.
b) O papel da memória, na aquisição do conhecimento e no currículo formativo do filósofo, indica
o respeito à tradição e aos saberes antigos.
c) A imagem apresentada na conhecida Alegoria da Caverna, enquanto exemplificação da prática
educativa, demonstra a acolhida do saber filosófico na cidade.
d) O conflito entre as práticas didáticas dos sofistas e de Sócrates é superado com a aceitação da
opinião enquanto etapa necessária na construção do conhecimento filosófico.
e) A psicagogia é considerada como uma combinação entre maiêutica e ironia na figura dos
prisioneiros dentro da caverna.
Conhecimentos Específicos » Filosofia » Código 39 | 9
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28. A questão da justiça, fortemente discutida nos livros I e II da República, ganha contornos
significativos com a resposta de Trasímaco de que a justiça seria o interesse do mais forte. A partir
disso, assinale a alternativa CORRETA:
a) O interesse do mais forte evidencia que a justiça política sobrepõe-se à questão da virtude,
fazendo equivalência entre o ser justo e o parecer justo.
b) O interesse do mais forte sinaliza o mais vantajoso para a cidade, sendo uma consequência da
cooperação entre as virtudes.
c) O mais forte nunca se equivoca, razão pela qual sempre parece justo e tem o respeito de todos.
d) O mais forte nunca se engana, razão pela qual sempre é justo e tem o respeito de todos.
e) Enquanto mais forte, o governante nunca pratica atos injustos e a justiça dos demais é obedecerlhe.
29. A respeito do pensamento de Santo Agostinho, é CORRETO afirmar que:
a) Como representante da escolástica, considera que a razão precede a fé no processo de
conhecimento.
b) Como representante da patrística, considera que a fé precede a razão no processo de
conhecimento.
c) Na obra De Magistro, considera o mestre exterior mais importante que o mestre interior.
d) Na sua reflexão sobre a formação humana, não leva em conta o processo da revelação.
e) Sua filosofia se resume a uma releitura das obras de Aristóteles, desprezando o pensamento de
Platão.
30. Considerando as reflexões de Santo Agostinho sobre o livre-arbítrio, assinale a alternativa CORRETA:
a) Ser livre é deliberar com autonomia, respeitando as leis humanas que são a expressão fiel das
leis divinas.
b) Ser livre é um ato de fé, a razão não desempenha papel fundamental no exercício do livrearbítrio.
c) A vontade não governa o homem e a fé é suficiente para assegurar o livre-arbítrio.
d) O livre-arbítrio deve orientar-se segundo a razão divina, ou seja, de acordo com os preceitos da
lei eterna, o que não se faz sem que o homem mergulhe em si mesmo para se conhecer.
e) Ser livre independe da iluminação divina e o intelecto humano é suficiente para se
autodeterminar.
31. Tomando por base o pensamento de Tomás de Aquino, é CORRETO afirmar que:
a) Como representante da patrística, considerou a razão subordinada à fé.
b) Como representante da escolástica, considerou a fé subordinada à razão.
c) Sua doutrina atribui papel fundamental à razão no exercício da fé.
d) O conhecimento é ato exclusivo da razão.
e) O conhecimento é ato exclusivo da fé.
10 | Conhecimentos Específicos » Filosofia » Código 39
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32. A partir da filosofia de Tomás de Aquino, assinale a opção CORRETA:
a) O ato moral de escolha do bem e de repúdio do mal consiste num exercício de fé, pois a razão
não seria capaz de tal discernimento.
b) A lei natural é irracional, fruto da atividade contemplativa, insuficiente para regular a conduta
humana.
c) A liberdade é conquista da fé, podendo ser negligenciada pela razão nas diversas situações
éticas.
d) O governo de si para o homem será guiar-se por princípios puramente reflexivos, sem
considerar a experiência prática.
e) A atividade ética consiste em, por meio da razão prática, discernir o mal do bem e executar o
escolhido mediante a vontade.
33. O estudo da filosofia política e da democracia moderna não pode prescindir de uma acurada leitura
da obra de Rousseau. Nessa direção, considerando suas reflexões pertinentes ao contrato social, é
CORRETO considerar que:
a) O contrato social representa a formação de um corpo coletivo, diferente dos membros
particulares que compõem sua estrutura, e isto em função do ato de união que se chama pacto
social.
b) O contrato social aparece como forma de cerceamento da liberdade, privilegiando-se a vontade
do soberano.
c) A vontade geral que funda o pacto social é fruto da soma da vontade de todos, lastreada na
unanimidade.
d) A noção de bem comum é diluída na multiplicidade dos interesses individuais, plenamente
assegurados pelo contrato social.
e) As leis surgem como resultado da desigualdade entre os homens, escravizando-os ainda mais.
34. A crítica de John Locke à afirmação de que em nossa mente certos princípios, tanto especulativos
como práticos, são inatos, baseia-se em que observação na obra Ensaio sobre o entendimento
humano.
a) Pelo fato de a verdade ser compreendida e considerada ideia que absorve a condição por ela
pensada.
b) Havendo uma verdade que pensa ser considerada como verdade, teremos uma extensão pelo
homem como ideia inata.
c) Não havendo a verdade, a lacuna é preenchida pela ideia de realização do entendimento.
d) Ainda que haja verdades sobre as quais todos os homens estivessem de acordo, isto não
demonstraria de fato que tais verdades são inatas.
e) Na observação da ideia e da verdade, poderemos considerar que demonstram o que a mente
evidencia como correto para o pensar.
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35. Hobbes, na obra Leviathan, desenvolve a tese de que o homem goza de liberdade total, tendo todos
os direitos e nenhum dever. De que forma se distinguem?
a) Dois estados de natureza: o natural e político-social.
b) Dois estados de natureza: o político-social e a liberdade.
c) Dois estados de liberdade: física e moral.
d) Dois estados de liberdade: natural e político-social.
e) Dois estados de liberdade e de natureza: política e física.
36. O que é CORRETO afirmar sobre o ceticismo filosófico?
a) Opõe-se às filosofias dogmáticas que comungam da pretensão de terem alcançado a verdade.
b) Duvida das coisas e dos estados das coisas.
c) Contesta o ser humano e sua visão de mundo.
d) Abandona o pensar e tem a dúvida acima de todas as coisas.
e) Compreende o estado das coisas e o porquê de suas circunstâncias.
37. A ideia principal do racionalismo cartesiano, desenvolvida no Discurso do Método, é “não aceitar
jamais nenhuma coisa como verdadeira se não a conhecer evidentemente como tal (...) e não incluir
nos meus juízos nada além daquilo que se apresentar tão claro e distintamente que não tenha
ocasião de pô-lo em dúvida”. Assim seria CORRETO afirmar que:
a) Enquanto persistir a dúvida, não se pode ter a certeza de sua verdade.
b) Havendo dúvida, haverá também a implicação da verdade única.
c) Em tudo que há dúvida significa que não pode ser verdadeiro.
d) A constituição do método cartesiano é, em si mesmo, duvidar nas coisas que estão claramente
distintas.
e) Enquanto dúvidas existirem, mais forte se elabora a possibilidade de estarem erradas.
38. “Todo efeito é um acontecimento distinto de sua causa. Ele não poderia, por isso mesmo, ser
descoberto na causa, e sua primeira invenção ou concepção a priori deve ser inteiramente arbitrária e
mesmo após ter sido sugerido, sua conjunção com a causa deve parecer igualmente arbitrária, pois há
sempre muitos outros efeitos que, para a razão, surgem como tão perfeitamente consistentes e
naturais quanto o primeiro. Em vão, portanto, pretenderíamos determinar qualquer ocorrência
individual, ou inferir qualquer causa ou efeito, sem a assistência da observação e experiência”.
Nesse trecho das Investigações sobre o entendimento humano, David Hume nos fornece os elementos
que possibilitam a leitura dos objetos a partir da experiência. A esse respeito, é CORRETO afirmar que:
a) As causas e efeitos são produtos de uma outra natureza.
b) Causas e efeitos só poderão ser diagnosticados pela razão, por meio da experiência.
c) Causas e efeitos, como produtos da natureza, somente poderão ser verificados por outra
natureza.
d) Causas e efeitos descobertos pela experiência passam, em sua natureza, pela razão.
e) Causas e efeitos são descobertos não pela razão, mas pela experiência .
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39. Na introdução da Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant estabelece: “O verdadeiro problema da
razão pura está, pois, contido na questão: como são possíveis juízos sintéticos a priori?” (B 19). A
partir deste elemento fundamental na crise da metafísica clássica, Kant entende que os racionalistas
e empiristas falharam quando seguiram o método dogmático para defender, arbitrariamente, suas
ideias, sem conhecer as estruturas da razão e examinar criticamente sua natureza. Dessa forma
seria CORRETO afirmar que:
a) A leitura dogmática racionalista enveredou nos erros formais e clássicos da filosofia.
b) A atitude crítica do método transcendental possibilitou a abertura do questionamento da coisa em
si.
c) A crítica teria sido despertada do sono dogmático racionalista.
d) A crítica da razão seria a crítica efetiva.
e) A crítica da razão efetivaria o entendimento da coisa em si.
40. Será em Kant, na Critica da Razão Pura, que todos os elementos do idealismo alemão se apoiaram,
como a coisa em si e a própria doutrina transcendental dos elementos. Da mesma forma que Hegel
aceita a definição de sistema de Kant e inicia sua filosofia sistemática, o mesmo texto kantiano
fornece fomento para pensadores anti-sistemáticos que contestarão a constituição de sistema em
suas filosofias. A partir de quais elementos Kant proporcionou isso?
a) A estrutura do pensamento crítico não é unicamente sistemática;
b) A doutrina transcendental dos elementos, em sua estética transcendental, é o cerne da crítica
aos sistemas;
c) A definição de coisa em si só poderá ser conhecida através do sistema;
d) A coisa em si, sendo indefinível, equiparou o sistema de Hegel e Kant;
e) Hegel consegue fundar sua ciência da lógica na continuidade de Kant.
41. Sobre a epistemologia kantiana, é CORRETO afirmar:
a) Desenvolve características próprias a partir das ideias que envolvem a lógica e a teoria do direito.
b) Conhecida como filosofia crítica, tem por base a metafísica dos costumes como doutrina central
na compreensão das ideias.
c) É conhecida como criticismo pela particularidade do método e do conteúdo de sua teoria do
conhecimento, exposta como filosofia transcendental.
d) Desenvolve uma teoria da ciência a partir da doutrina transcendental e do método do conhecer as
coisas em si mesmas.
e) Conhecida como filosofia transcendental que tem por base o direito, a moral e a religião.
42. A verdadeira relação ética para Levinas não é a da união, mas sim da relação face a face. “Na relação
interpessoal, não se trata de pensar conjuntamente o Eu e o Outro, mas de estar diante. A
verdadeira união ou junção não é uma função de síntese, mas uma junção de frente a frente”
(Levinas, 2000, p. 69). A partir do fragmento transcrito, é CORRETO afirmar:
a) O aspecto fenomenológico distingue a relação entre os homens.
b) Não há ética fora dos limites de um eu.
c) A alteridade é o único aspecto da proporção ética.
d) A alteridade é uma fenomenologia ética baseada em deduções.
e) A alteridade é o aspecto principal para a compreensão do eu e do outro.
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43. Pode-se considerar que tipos de abordagens dentro da chamada ética da responsabilidade?
a) Ética ambiental, direito dos animais e ética das virtudes.
b) Filosofia moral, ambientalismo e vegetarianismo.
c) Deontologia, moralidade, sustentabilidade.
d) Direito dos animais, ética religiosa e ética ambiental.
e) Ética ambiental, ética religiosa e responsabilidade social.
44. “Eu pretendo arguir que uma mudança de paradigmas para o da teoria da comunicação tornará
possível um retorno à tarefa que foi interrompida com a crítica da razão instrumental; e isto nos
permitirá retornar as tarefas, desde então negligenciadas, de uma teoria crítica da sociedade”
(HABERMAS, 1984, p. 386)
A que tipo de ética Habermas se refere em sua Teoria da ação comunicativa?
a) Uma ética da responsabilidade social na Alemanha pós-nazismo.
b) Uma ética das virtudes com base na responsabilidade com o planeta.
c) Uma ética do discurso em que a comunicação é seu principal aspecto.
d) Uma ética pública, sem qualquer ligação com a responsabilidade social.
e) Uma ética do discurso que envolve alteridade.
45. Observe os textos seguintes:
"Se fosse possível ter uma prova absoluta da existência de Deus, então seria possível sermos
irresistivelmente atraídos a fazer o bem. Se fosse possível para nós sermos irresistivelmente
atraídos a fazer o bem, então nós não teríamos livre-arbítrio. Nós temos livre-arbítrio: Logo, não é
possível ter uma prova absoluta da existência de Deus.” (SILVESTRE, Um Curso de Lógica, 2011,
106)
“O mal existe. Se o mal existe, então Deus não deseja impedir o mal ou ele não pode impedir o
mal. Se Deus não deseja impedir o mal, então ele não é onibenevolente.
Se Deus não pode impedir o mal, então ele não é onipotente. Se Deus existe, então ele é
onipotente e onibenevolente. Logo, Deus não existe” (SILVESTRE, Um Curso de Lógica, 2011, 107).
Os textos acima podem ser considerados exemplos de:
a) Descrição analítica.
b) Inferência e cálculo proposicional.
c) Lógica de predicados.
d) Intuicionista e paraconsistente.
e) Implicação, conjunção e disjunção.
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46. Do ponto de vista analítico, um argumento é, antes de tudo, composto:
a) de um lado, por um conjunto de enunciados aos quais damos os nomes de premissas, e do outro,
por um enunciado chamado por nós de conclusão.
b) de enunciados iguais que permitem a dedução.
c) de um lado, por uma premissa verdadeira, e, do outro lado, por uma premissa falsa.
d) por um enunciado que chamamos de premissa e por outro enunciado que chamamos dedução
derivada.
e) por enunciados que envolvem as premissas, as deduções derivas, os compostos e as conclusões.
47. Dentro da leitura de uma epistemologia contemporânea em diálogo com a tradição crítica, como
poderemos entender este fragmento de Max Horkheimer?
“Existe hoje um acordo quase geral em torno da ideia de que a sociedade nada perdeu com o
declínio do pensamento filosófico, pois um instrumento mais poderoso de conhecimento tomou
seu lugar, a saber, o moderno pensamento científico.”
a) A forma crítica de pensar ultrapassou a realidade filosófica em direção à ciência.
b) A sociedade perdeu sua estrutura de pensar a realidade e o próprio conhecer.
c) Existem interesses para a compreensão de que não é mais necessário pensar criticamente.
d) A sociedade desenvolveu uma estrutura de pensar fora de qualquer realidade científica.
e) Tanto a crítica quanto a sociedade estiveram à mercê da filosofia.
48. M. Schlick, igualmente a R. Carnap, toma a proposição 4.112 do Tractatus Logicus-philosophicus, de
Wittgenstein, como um dos princípios do Círculo de Viena para se opor à metafísica:
“O propósito da filosofia é o esclarecimento lógico dos pensamentos. A filosofia não é uma teoria,
mas uma atividade. Uma obra filosófica se compõe essencialmente de esclarecimentos. O
resultado da filosofia não é a produção de proposições filosóficas, mas de tornar claras essas
proposições”. No que concerne à epistemologia do Círculo de Viena, é CORRETO afirmar:
a) O Círculo de Viena, a partir de Schlick, propõe uma filosofia científica de positivismo lógico.
b) O Círculo de Viena propõe, através de Schlick, um reconhecimento antimetafísico lógico em suas
proposições.
c) Que o Círculo de Viena não é neopositivista porque estabelece como prioridade a crítica à
metafísica por meio da lógica.
d) Que o Círculo de Viena eleva as proposições de Wittgenstein de uma lógica para uma lógica
filosófica.
e) Que o Círculo de Viena, a partir de Schlick, evidencia a verdade lógica por meio de seu
positivismo lógico.
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49. As mais importantes críticas ao positivismo lógico foram idealizadas essencialmente por Popper,
Quine, Kuhn e Putnam. Suas críticas estão baseadas nos fundamentos do positivismo lógico que
pode-se considerar efetivamente como:
a) Na antimetafísica, no princípio da verificabilidade e no racionalismo.
b) No empirismo, na relação entre analítico sintético e, principalmente, no falseacionismo do
conhecimento científico.
c) Na crítica da ciência e no racionalismo que permita entidades não empíricas como princípio de
verificação.
d) A antimetafísica como objetivação da verdade e no postulado da ciência por meio do
falseacionismo.
e) A distinção entre o analítico e o sintético, e, sobretudo, o princípio de verificação, o empirismo e
a antimetafísica.
50. Personagem central nas principais discussões epistemológicas, Karl Popper empreendeu pesquisas
na área da filosofia da ciência que tornaram sua proposta reconhecida como racionalismo crítico.
Nessa direção, é CORRETO afirmar que:
a) Não trabalhou o problema da indução, pois se interessou, sobretudo, pelo chamado método
dedutivo.
b) Sua reflexão não teve ressonâncias nas ciências humanas e sociais; limitou-se mais ao campo da
física e da lógica.
c) Na sua concepção, o critério de demarcação entre ciência e metafísica era a refutabilidade das
teorias científicas.
d) Considerou que as teorias científicas podiam ser demonstradas como verdadeiras.
e) Explicou a relação mente/cérebro a partir da teoria dos dois mundos.
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