ANALISES FISICO QUIMICA DO LAGO JABOTI
GONÇALVES, E.A1; TROMBINE, R.B2; SARTORI, D.C3; TOZZO, R.A4
1 4
Graduando em Ciências Biológicas e Pós Graduando em Ecologia e Manejo de Espécies
2
Silvestres, FAP- Faculdade de Apucarana PR; Bióloga, Docente do curso de Ciências Biológicas,
FAP – Faculdade de Apucarana PR;
3
Graduanda em Ciências Biológicas, FAP- Faculdade de
Apucarana PR.
Resumo:
O município de Apucarana, localizado na região norte do Estado Paraná, contém
vários lagos artificiais, sendo primeiro o Lago Jaboti. O objetivo da pesquisa é
investigar possíveis fontes de contaminação do lago e determinar a qualidade da
água. Foram realizadas sete coletas, em cinco pontos distintos, em um espaço de
cinco meses, com a presente pesquisa pode se constatar uma leve alteração nos
níveis de oxigênio dissolvido, e algumas alterações nos níveis de nitrato, segundo
a resolução do CONAMA.
Palavras chaves: Lagos artificiais, Água, Esgoto domestico.
Abstract:
The municipality of Apucarana, located in the northern region of Paraná State,
contains several artificial lakes, the first being Lake Jaboti. The objective of the
research was to investigate possible sources of contamination of the lake and to
determine water quality. Were taken seven samples at five different points in a
space of the five months, with this study we can evidence discrete changes in
levels of dissolved oxygen, and some changes in nitrate levels, according to
CONAMA resolution.
Keywords: artificial lake, Water, Sewer domestic.
INTRODUÇÃO
Segundo Manosso (2005) o município de Apucarana está localizado na
região norte do Estado Paraná e situado no Terceiro Planalto Paranaense.
Possuindo vários lagos artificiais, sendo um deles o lago Jaboti, que possui uma
área de 230,8 mil m², a área do lago é de 150 mil m². O volume de água é
aproximadamente 757 mil m³, as nascentes dos riachos Ribeirão Barra Nova,
Córrego Jaboti e Córrego Água da Lagoa são tributários do lago Jaboti. A
barragem para formação do lago foi construída junto ao vale do Ribeirão Barra
Nova, com altura de 23 metros, comprimento da crista de 16 metros e largura da
base de 155 metros. O local de vazão da barragem está situado na porção sul do
lago. O lago Jaboti foi inaugurado no dia 30 de janeiro de 1983 (APUCARANA,
2013).
O objetivo do trabalho foi investigar possíveis fontes de contaminação,
principalmente de resíduos urbanos ou industriais e determinar a qualidade da
água, através de amostras do lago Jaboti.
Metodologia
Foram escolhidos cinco pontos aleatórios para realização das coletas,
sendo efetuada nos seguintes meses, uma no mês março, duas no mês abril,
uma no mês maio, uma no mês junho e duas no mês julho de 2013 todas com
intervalo de no mínimo quinze dias de uma coleta para a outra, com 72 horas de
ausência de chuva. Utilizaram-se cinco garrafas pets de 2 litros como recipiente
de coleta, enxaguada três vezes com a água do próprio lago para efetuar a coleta,
em seguida as amostras foram levadas até o laboratório de Química e Bioquímica
do Bloco de Saúde da FAP – Faculdade de Apucarana para análises físicoquímicas. Os parâmetros analisados foram: Oxigênio Dissolvido, pH, Nitrato,
sendo todos os pontos analisados no mesmo dia da coleta.
Figura 1. Localização do Lago Jaboti.
Fonte: Google mapas 2013
CONCLUSÃO
O pH pode variar, de acordo com a local que esse corpo recebe a água
da chuva ou esgoto.
Schneider et al (2009), encontraram em sua pesquisa
valores do pH entre 7,0 e 8,5 todos dentro dos limites estabelecidos pelo
CONAMA. A pesquisa apresentou valores do pH que variaram de 6,0 a 8,0 e
estão todos de acordo com os limites estabelecidos pelo CONAMA (tabela 1).
Pode se observar que nas coletas do mês de março, abril e julho, os
valores de O.D ficaram abaixo do limite estabelecido pela resolução do CONAMA
357/05 para águas de classe 2, com exceção do ponto 1 da 6° coleta e também a
todos os pontos da 3°, 4° e 5° coleta (tabela 2). Brites e Gastaldini (2007) e
Silveira et al, (2007) constataram acumulação de O.D abaixo do exigido pela
resolução CONAMA 357/05 em micro bacias hidrográficas urbanizadas em Porto
Alegre.
Os valores encontrados nas análises de nitrato, apresentaram variação de
1,920 a 21,216 ppm, estão dentro das especificações do CONAMA, exceto o
ponto 2 do mês de abril e o ponto 5 do mês de julho (15/07/2013) (tabela 3). De
acordo com Derísio (1992), as altas concentrações de nitrato contribuem para a
proliferação de organismos aquáticos e conseqüentemente leva a eutrofização.
Tabela 1. Valores de pH, dos pontos de amostragem do Lago Jaboti.
Ponto
de
coleta
1°
coleta
19/03/13
2°
coleta
10/04/13
3°
coleta
30/04/13
4°
coleta
15/05/13
5°
coleta
14/06/13
6°
coleta
15/07/13
7°
coleta
31/07/13
1
6,98
7
7,68
6,61
8,03
7,4
7,55
2
7,02
7
6,04
6,08
6,61
6,2
6,73
3
7,07
7,5
6,38
6,41
6,88
7,4
6,8
4
6,96
7,5
7,08
7,05
7,27
7,7
7,23
5
6,98
8
6,96
6,93
7,52
7,8
7,43
Fonte: autor do trabalho, 2013.
Limites
CONAMA
6 a 9.
Tabela 2. Valores de oxigênio dissolvido do Lago Jaboti.
Ponto
de
coleta
1°
coleta
19/03/13
2°
coleta
10/04/13
3°
coleta
29/04/13
4°
coleta
15/05/13
5°
coleta
14/06/13
6°
coleta
15/07/13
7°
coleta
31/07/13
1
2,9
3,1
6,4
6,3
5,1
5,1
3,3
2
3,2
3,2
5,7
5,8
5,3
4,6
4,2
3
3,1
3,1
5,8
5,7
5,3
4,9
4,3
4
2,9
2,8
6
6,3
5,8
4,9
4,1
5
2,8
2,7
6,1
6,3
5,3
4,6
4,1
Limite
CONAMA
Min.5 ppm
Fonte: autor do trabalho, 2013.
Tabela 3. Valores de nitrato do Lago Jaboti.
Ponto
de
coleta
Limite
1°
coleta
19/03/13
2°
coleta
10/04/13
3°
coleta
29/04/13
4°
coleta
15/05/13
5°
coleta
14/06/13
6°
coleta
15/07/13
7°
coleta
31/07/13
1
1,920
6,784
2,88
3,248
3,251
2,784
3,265
2
1,984
21,216
5,344
6,256
6,249
5,312
6,198
3
2,240
7,392
2,336
3,488
3,489
3,68
3,465
Máx. 10
4
2,496
5,888
3,776
3,138
3,135
4,368
3,141
ppm
5
2.304
5,184
3,136
3,65
3,621
10,912
3,676
CONAMA
Fonte: autor do trabalho, 2013.
Com os resultado encontrados foi possível demonstrar que o lago jaboti
apresenta algumas características físico químicas fora dos limites estabelecidos
pela resolução do CONAMA 357/05. A taxa de O.D baixa pode estar relacionada
à invasão de roedores como capivaras, que são considerados animais exóticos
pela fauna nativa, além de acumulo de matéria orgânica causado pela barragem,
que retêm nutrientes e causa o consumo de O.D para a degradação da matéria.
REFERÊNCIAS
APUCARANA. Disponível em <http://apucarana.pr.gov.br/servicos/pontosturisticos> acessado 05/10/2013.
BRITES, A.P.Z. & GASTALDINI, M.C.C. Avaliação da carga poluente no sistema
de drenagem de duas bacias hidrográficas urbanas. Revista Brasileira de
Recursos Hídricos, v. 12, n. 4, p. 211-221, 2007.
DERISIO, J.C. Introdução ao controle de poluição ambiental. São Paulo:
Cetesb, 1992.
GOOGLE EARTH, atualizado em dezembro de 2013.
MANOSSO, F. C. Estudo da Paisagem no município de Apucarana, PR: as
relações entre a estrutura geoecológica e a organização do espaço. (Dissertação
de Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Geografia. Universidade
Estadual de Maringá-PR, Maringá, 2005.
SCHNEIDER, M.R; et al. Estudo de dois córregos de Maringá com diferentes
usos e ocupação de solo. Simpósio de Pós Graduação em Engenharia Urbana.
Maringá-PR, 2009.
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ANALISES FISICO QUIMICA DO LAGO JABOTI