UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Curso de Engenharia Ambiental Pressão Antrópica na ARIE JK Autor: Carlos Augusto de Oliveira Silva Orientador: Clausio Tavares Viana Teza BRASÍLIA 2012 2 PRESSÃO ANTRÓPICA NA ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO JK Carlos Augusto de Oliveira Silva [email protected] Cláusio Tavares Viana Teza [email protected] Curso de Graduação em Engenharia Ambiental – Universidade Católica de Brasília RESUMO As áreas de relevante interesse ecológico segundo o Sistema Nacional de Unidades de conservação (SNUC) estão inseridas no grupo das unidades de uso sustentável, que tem como objetivo a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. O presente trabalho foi desenvolvido na ARIE JK, que foi criada pela Lei nº 1.002 de 02 de Janeiro de 1996, encontra-se inserida na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e está localizada nas regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. É composta pelos parques Saburo Onoyama, Boca da Mata, Três Meninas, Parque do Cortado e Gatumé, além de proporcionar atividades de lazer em contato com a natureza, também protege a biodiversidade da região, as nascentes e o córrego Taguatinga. No decorrer do trabalho foram feitas pesquisas bibliográficas, pesquisas de campo e foi confeccionado um mapa de situação através do programa ARCGIS 10, e o Software ENVI foi utilizado para fazer a classificação da imagem de satélite do Distrito Federal no ano de 2011, na região que envolve a ARIE JK e sua zona de amortecimento. No transcorrer do trabalho percebeu-se que a ARIE JK tem um papel importante para o Distrito Federal e especialmente para as cidades que estão diretamente fazendo fronteira com a região de estudo, mas em alguns pontos sua preservação está correndo riscos. Palavras-chave: ARIE JK, Parques, Distrito Federal Artigo apresentado ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Católica de Brasília, como requisito para obtenção ao título de Bacharel em Engenharia Ambiental. O artigo foi aprovado por: nome completo do orientador – Orientador e nome completo do examinador – Examinador. Brasília, 03 de março de 2008. 3 ABSTRACT The areas of ecological interest according to the National System of Conservation Units (SNUC) are included in the group of sustainable use units, which aims at nature conservation with sustainable use of natural resources. This work was developed in JK ARIE, which was established by Law No. 1002 (02 January 1996). They are inserted into the Environmental Protection Area of the Central Plateau and they are located in the administrative regions of Ceilândia, Samambaia and Taguatinga. It consists of the Saburo Onoyama, Boca da Mata, Three Girls, Cortado and Gatumé’s Park and they provide recreational activities in contact with nature, as well also protect the biodiversity of the region, the water springs and the Taguatinga stream. During the work was done library research, field research and was made a map of the situation through the program ARCGIS 10, The Software ENVI was used to make the classification of the satellite image of the Federal District in 2011, the region surrounding JK’s ARIE and its buffer zone. In the course of the work it was noticed that the ARIE JK has an important role for the Federal District and especially for the cities that are directly bordering the study area, but in some points its preservation is at risk. Keywords: ARIE JK, Parks, Federal District. 4 1. INTRODUÇÄO Desde meados do século XVIII com o início da Revolução Industrial e com a produção de máquinas com potencial cada vez mais eficiente, veio o desenvolvimento econômico e com isso os olhos e os interesses estavam voltados para o lucro e para o desenvolvimento das grandes metrópoles, e com o desenvolvimento o ser humano passou a ter um poder de intervenção muito grande sobre o meio ambiente, pois ele era visto somente como um “acessório” para se alcançar tal desenvolvimento e com isso os problemas ambientais decorrentes desse processo foram sendo tratados em segundo plano, pois os impactos ambientais eram vistos, mas eram vistos como um bem necessário. O primeiro país que viu a necessidade de ser feito alguma coisa sobre as questões ambientais foram os Estados Unidos na década de 60. O Brasil teve sua política ambiental desenvolvida como resultado de ações de movimentos locais e da pressão vindas de fora do país. (SOUSA, 2005; CAMPOS,et all,2006) Em 31 de Agosto de 1981 foi sancionada a Lei que dispõem sobre a Política Nacional do Meio Ambiente e em 1988 foi criada a Constituição do Brasil onde existe um artigo tratando somente do meio ambiente, que é o artigo 225, onde se ler: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988) Brasília nasceu em uma época em que o Brasil passava por uma transição de rural para urbano. O Distrito Federal teve com o passar dos anos um crescimento demográfico considerável, acarretando num crescimento das atividades industriais, na procura de moradia, entre outros, fazendo com que haja um conflito de interesses com aqueles que querem uma expansão urbana com os que querem a defesa da sustentabilidade ambiental. (BRANDÃO, I.R. 2011; DATO, J. dos Santos, 2006) O Distrito Federal possui diversos tipos de áreas que são destinadas a preservação, entre essas áreas tem as de uso indireto como o Parque Nacional, três Reservas Ecológicas, duas Estações Ecológicas e quatro Áreas de Relevante Interesse Ecológico. (CAVALCANTI e ROBERTO, 2001) 5 A Área de Relevante Interesse Ecológico Parque JK - ARIE JK, além de proporcionar atividades de lazer em contato com a natureza, também protege a biodiversidade da região, as nascentes e o córrego Taguatinga, que é um dos afluentes do rio Descoberto, onde se localiza o principal reservatório de abastecimento de água de Brasília. (DATO, 2006) Com estudos e pesquisas espera-se poder conhecer o quanto de degradação ou interferência que o crescimento das cidades de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga estão causando na preservação da biodiversidade e na preservação das nascentes e córregos que se encontram na ARIE JK. O objetivo geral do presente estudo será avaliar a pressão antrópica causada pela urbanização da zona de amortecimento da ARIE JK. Os objetivos específicos deste projeto são: a) criação de um mapeamento que mostre a área urbana e vegetada nas adjacências e nas proximidades da ARIE JK, assim como da sua zona de amortecimento; b) levantamento fotográfico de campo para validar o mapeamento realizado no item a. 2. MATERIAL E MÉTODOS 2.1 Materiais Câmera fotográfica modelo SONY DSC-W55 Softwares ARCGIS 10 e ENVI 4.8 (licença provida pelo laboratório de Geoprocessamento da UCB) Imagem Landsat 5, de 09/08/2011, resolução espacial de 30 m, com resolução espectral de 7 bandas, RGB 342. GPS, marca Gamim, modelo: 60 CSX 2.2 Métodos O trabalho foi desenvolvido na ARIE JK, que está localizada na área mais densamente populosa do Distrito Federal e, portanto, está sujeita a várias modificações por causa do crescimento populacional desordenado em algumas de suas áreas e pelo loteamento de algumas chácaras que se encontram em seu interior. 6 Na realização desse trabalho foram feitas: 2.2.1 Pesquisas Bibliográficas As pesquisas bibliográficas foram feitas na biblioteca da Universidade Católica de Brasília e por meio de artigos e sites disponíveis na internet. Essa pesquisa teve como objetivo buscar informações sobre estudos e trabalhos que por acaso já tenham sido realizados sobre a área de estudo para que fossem conhecidos os problemas ambientais da região. Foi feito uma pesquisa sobre as legislações vigentes na área ambiental que tivessem alguma relação com o referido tema, para que pudesse ser utilizado no entendimento da situação que envolve a ARIE JK. Foram consultados: o Plano de Manejo da ARIE JK, Lei 9985 (SNUC), Lei de criação da ARIE JK, PDLs de Ceilândia e Samambaia 2.2.2 Pesquisa de Campo A pesquisa de campo serviu para verificar in loco os problemas decorrentes da ocupação urbana em torno da ARIE JK. Esses problemas foram registrados em forma de fotografias. 2.2.3 Confecção do Mapa No laboratório de geoprocessamento da Universidade Católica de Brasília foi feito um mapa de situação através do software ARCGIS 10, onde foi utilizado uma imagem do satélite Landsat que mostra o Distrito Federal no ano de 2011, nessa imagem foi inserido um shape da ARIE JK e foi delimitada sua zona de amortecimento através da ferramenta buffer para que pudesse conhecer a ARIE JK junto com sua zona de amortecimento, que foi de 10 quilômetros, dentro do quadrilátero do DF, esse perímetro utilizado na zona de amortecimento foi seguindo o Decreto N° 99.274 de 6 de Junho de 1990, onde diz no Artigo 27 diz Nas áreas circundantes das Unidades de Conservação, num raio de dez quilômetros, qualquer atividade que possa afetar a biota ficará subordinada às normas editadas pelo CONAMA, e logo após ter sido feito esse procedimento foi realizado um recorte da imagem para se confeccionar o mapa. No software ENVI, foi utilizada uma imagem do satélite Landsat do ano de 2011, mais especificamente do dia 09-08-2011, para que pudesse ser feito uma classificação dessa imagem, onde segundo Liotte (2000 apud Crósta, 1992), classificação é a associação de cada 7 pixel da imagem a um rótulo, essa classificação foi feita através da identificação das classes atribuindo uma cor específica para cada classe, e essas classes foram escolhidas como sendo: Área urbanizada; Água; Vegetação 1, que foi considerado como sendo mata ciliar e vegetação arbórea; Vegetação 2, que foi considerado como sendo cerrado e vegetação rasteira. Logo após ter sido feita essa classificação, utilizou-se o software ARCGIS 10 para que fosse realizadas algumas correção das classes, pois o programa considerou alguns pontos como sendo pertencente de outras classes, que foram atribuídas automaticamente pelo software, corrigindo assim baseando-se no levantamento de campo e visualmente na imagem espectral. Após ter sido feito essas correções, foi feita uma divisão da área em pontos de amostragem, onde também foi incluída sua zona de amortecimento. Foram escolhidos alguns pontos dentro das classes geradas para que fossem feitas visitas a campo para verificar in loco o estado de conservação, e também verificar como foi feita a ocupação da área dentro da zona de amortecimento e ao redor da área de estudo e foram tiradas algumas fotos para que pudesse mostrar a situação em que se encontra a ARIE JK, em que ponto está mais preservada ou mais antropizada. Os pontos escolhidos foram as cidades que estão ao redor da ARIE JK e os parques que compõe a área em estudo. O Plano de Manejo da ARIE JK apresentou propostas para a criação da sua zona de amortecimento, onde em tese, a melhor delimitação da zona de amortecimento seria a poligonal que define a bacia hidrográfica que está inserida na unidade de conservação. A equipe técnica que realizou o Plano de Manejo apresentou duas possibilidades para definir a zona de amortecimento, a primeira seria propor uma poligonal a partir de critérios físicos e/ou ambientais e a segunda seria não existir uma zona de amortecimento. Na hipótese com uma zona de amortecimento, as alternativas analisadas apresentaram três limites distintos para definir uma zona de amortecimento: a) Utilizando o critério de microbacia hidrográfica. Por este critério estariam sob controle de uso e ocupação metade das cidades de Ceilândia e Samambaia, e quase toda a cidade de Taguatinga. b) Adotando o conceito de região administrativa, inserindo todo o núcleo urbano das três cidades que envolvem a ARIE “PARQUE JK”. c) Delimitando a zona a partir das vias de contorno mais próximas à ARIE “PARQUE JK”; ou seja: que tangenciam seu perímetro (entorno imediato). 8 Nesse trabalho foram considerados apenas alguns indicadores que podem ou não configurar uma pressão da parte do ser humano sobre as áreas de preservação, em específico na região da área de estudo. Os pontos considerados foram população da área do entorno da poligonal da região em estudo, área urbana consolidada dentro da ARIE JK, tráfego de veículos entre as cidades de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, área com vegetação antropizada, área ocupada por agriculturas e áreas comerciais com alto poder poluidor no entrono da ARIE JK. 3. Revisão Bibliográfica 3.1 Histórico da Criação das Áreas Verdes O Brasil era um país predominantemente agrário e viu-se transformando em um país virtualmente urbanizado. Na década de 50, havia uma população de aproximadamente 33 milhões de habitantes que residiam no campo, e de 19 milhões nas cidades. Nos dias de hoje a população residente da zona rural está diminuindo e a população das cidades está aumentando. Temos assim uma importante questão para o planejamento urbano, que é saber lidar com um urbanismo por inchaço, que causou e causa problemas de ocupação desordenada nos territórios das cidades, mesmo naquelas que já tem um plano diretor. (DEÁK; SCHIFFER, 2010; DUARTE, 2007) O processo de urbanização, de forma acelerada, fez com que surgissem cidades áridas, com pouco ou nenhuma vegetação, que foram sendo construídas em terrenos previamente desmatados, o resultado disso foi que, a exceção de Brasília, as cidades carecem de jardins e árvores próximas a elas, a pouca vegetação nativa remanescente está em processo de extinção. (GANEM; LEAL, 2000) Com a criação e implantação dos parques para amenizar os problemas da aridez, possibilitando combinar a conservação dos ecossistemas naturais com a disponibilidade desses parques para a população, que são utilizados pela comunidade para atividades de lazer em contato com a natureza. (GANEM; LEAL, 2000) De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC criado através da Lei 9.985 de 18 de Julho de 2000, para estabelecer critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação, e segundo a referida lei, as Áreas de Relevante Interesse Ecológico – ARIEs estão inseridas no grupo das unidades de Uso 9 Sustentável, que tem como objetivo básico a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. No artigo 4º (quarto) da referida lei, fala que o SNUC tem como objetivos: Contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéricos no território nacional e nas águas jurisdicionais; Proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional; Contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais; Promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais; Promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento; Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica; Proteger as características relevantes de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, arqueológica, paleontológica e cultural; Proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos; Recuperar ou restaurar ecossistemas degradados; Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental; Valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica; Favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico; Proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente. As ARIEs podem ser constituídas por terras públicas ou privadas e suas áreas tem em geral pequenas extensões, com características naturais ou que abriga exemplares raros da biota regional e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância local ou regional e regular o uso, (Lei Federal 9985), e segundo a Resolução Conama nº 012 de setembro de 1989, são proibidas qualquer atividade que possa colocar em risco: A conservação dos ecossistemas; A proteção especial à espécie de biota localmente rara; A harmonia da paisagem. 10 As áreas verdes que se encontram nas zonas urbanas vem representar uma constante conscientização por parte do ser humano em relação ao meio ambiente, onde o processo de desenvolvimento urbano é bastante intenso, essas áreas verdes desempenham um importante papel de cunho educacional e interpretativo, onde o objetivo principal de quem visita esses lugares é a observação e o contato com a natureza. (BUENO E RIBEIRO, 2007) Segundo DATO (2006), a expressão mais evidente da Política Ambiental do Distrito Federal, que foi criado através da Lei nº 41 de 13 de setembro de 1989, em seu território é o conjunto de Unidades de Conservação, que se apresenta como um instrumento para controlar a ocupação urbana. 3.2 Tecnologias de Monitoramento Diante da falta de tecnologias capazes de apurar com uma maior eficácia as agressões cometidas ao meio ambiente, as metodologias que poderiam ser empregadas para que fossem reduzidas as deficiências quanto ao cumprimento das leis ambientais, podem ser viabilizados através do geoprocessamento, que segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), é um instrumento tecnológico fundamental para o conhecimento da realidade e definição de ações. (SAMPAIO, 2007) Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são ferramentas que manipulam objetos e seus atributos por meio do seu relacionamento espacial. O uso do SIG é uma importante ferramenta que pode ser usada no controle e monitoramento ambiental, pois proporciona uma visão mais detalhada e precisa do local do estudo. (OLIVEIRA, et all.) Sensoriamento Remoto pode ser definido como sendo a obtenção de informações sem ter o contato direto com o objeto de estudo, os dados obtidos é radiação eletromagnética emitida pelo objeto, que são captados por sensores que fazem a leitura espectral dos objetos. O primeiro instrumento utilizado para obtenções de imagens sem ter o contato com o objeto de estudo foi a câmara fotográfica. Tem-se que o Sensoriamento Remoto teve como as primeiras aplicações como sendo para uso militar, que desenvolveram câmeras fotográficas leves que eram postas nos peitos de pombos correios. Na evolução do uso para fins militares, os pombos foram substituídos por balões não tripulados e posteriormente por aviões. Nos anos 70 veio a revolução do Sensoriamento Remoto com o lançamento dos satélites. (FIGUEIREDO, 2005) 11 3.3 Descrição da Área de Estudo A ARIE JK foi criada através da Lei nº 1.002 de 02 de Janeiro de 1996, encontra-se inserida na Área de Proteção Ambiental – APA do Planalto Central, e está localizada nas regiões Administrativas de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, que são as regiões mais densamente povoadas do DF, portanto com um grande valor imobiliário. A ARIE JK tem uma área de aproximadamente 2.306 ha e foi criada com a finalidade de preservar o ecossistema da região e tem como finalidade a recreação e lazer; atividades agropecuárias e a verticalização da produção e a educação ecológica e ambiental. A Lei ainda comenta no artigo 6º que não será permitido dentro da ARIE JK nenhuma atividade que represente algum risco ou prejuízo ambiental. (PLANO DE MANEJO ARIE JK, 2006) Como a ARIE JK está localizada em uma região com um elevado índice de urbanização, esse fator faz com que haja uma forte pressão antrópica na área, que já sofreu e sofre com diversas alterações por ocasião da ocupação desordenada e pela falta de fiscalização em algumas localidades. As atividades de desmatamento para práticas agropecuárias, queimadas, supressão da mata ciliar, despejo de lixo nas suas intermediações, uso indiscriminado dos recursos hídricos, o parcelamento irregular das chácaras em lotes foram fatores que fortaleceram para com que houvesse um empobrecimento da biodiversidade que antes habitava na região. Figura 1: Poligonal da ARIE JK e sua zona de amortecimento. 12 A figura 1 mostra a ARIE JK e sua zona de amortecimento dentro dos limites do Distrito Federal. Segundo a Lei 9.985, zona de amortecimento é definida como “o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade” e pela lei, as ARIES devem possuir uma zona de amortecimento e quando convenientes corredores ecológicos. (LEI 9985) A área em estudo é composta pelos parques: Saburo Onoyama Três Meninas Parque do Cortado Gatumé Boca da Mata 3.4 Parque Ecológico Saburo Onoyama Conhecido também pela população local como “Vai quem Quer” o parque foi criado através do Decreto 17.722 de primeiro de outubro de mil novecentos e noventa e seis (01/10/1996) nas proximidades da QSC 25 e próximo a Escola Normal e do Lar dos Velhinhos em Taguatinga Sul. O parque possui uma área de 33,34 ha destinada para preservação das nascentes e do córrego Taguatinga e para proporcionar lazer e cultura para os visitantes e para a comunidade local. (DATO, J. dos Santos 2006; GIUSTINA, C.D, ET all 2008) O local pertencia a família Onoyama que veio para Brasília a convite do ex-presidente Juscelino Kubitschek para estimular o desenvolvimento e a produção de hortifrutigranjeiros no DF. Posteriormente, a família Onoyama doou a área para que fosse implantado o parque, que recebeu o nome da família em reconhecimento a luta pela preservação do cerrado. (GUISTINA, C.D, ET all, 2008) 3.5 Parque Ecológico Boca da Mata Criado pelo decreto nº 133.244 de 07 de Junho de 1991, o parque fica localizado entre as regiões administrativas de Samambaia e Taguatinga, foi criado para preservar a nascente do córrego Taguatinga e da sua mata ciliar remanescente e também tem como valor natural o campo de murunduns que ocupam uma parcela (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000354.pdf) significativa da área. 13 3.6 Parque Lago do Cortado Criado pela Lei complementar nº 638 de 14 de Agosto de 2002, localiza-se em Taguatinga Norte próximo ao SESI. O parque do Cortado existia oficialmente desde 1989 mas como ARIE, ele foi criado com a finalidade de proteger as cabeceiras do córrego do Cortado, a flora e a fauna do cerrado. Com a frequente visitação da população e com as transformações estruturais que a área sofreu, passou a ser visto como parque e em 2002 com a lei complementar foi oficializado a criação do Parque Lago do Cortado, com espaço para o desenvolvimento de atividades recreativas, culturais, esportivas, educacionais e artísticas, de uma forma adequada e respeitosa com o meio ambiente local. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000354.pdf) 3.7 Parque Três Meninas Criado pela Lei 576 de 26 de Outubro de 1993 e regulamentado pelo decreto nº 15.901 de 12 de setembro de 1994, o parque está localizado na ARR (Área Rural Remanescente) de Taguatinga que está inserido no interior da ARIE JK, na região administrativa de Samambaia, nas proximidades das quadras 609-611. O parque tem como objetivo proporcionar a população condições de exercer atividades em companhia de um meio ambiente natural e saudável. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000363.pdf) 3.8 Parque Gatumé Foi criado através do Decreto nº 26.437 de 09 de Dezembro de 2005 com o objetivo de preservar as nascentes do córrego Gatumé, conservar o ecossistema natural, incentivar pesquisas, estudos e estimular a prática da educação ambiental. O parque está localizado nas Quadras 427, 625 e 629. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000363.pdf) 3.9 Parque Ecológico Metropolitano Segundo o PDL de Ceilândia, o parque está inserido dentro da poligonal da ARIE JK. Criado através do Decreto nº 26.438 de 09 de dezembro de 2005 e revogado através do Decreto nº 27.979 de 28 de maio de 2007, tem sua localização entre a QNN 26 da Ceilândia até a QR 602 de Samambaia. Os objetivos do parque são: proteger e recuperar os recursos hídricos, edáficos e genéticos; promover a recuperação de áreas degradadas e sua vegetação com espécies nativas; incentivar atividades de pesquisa, estudos e monitoramento ambiental e estimular a prática da educação ambiental. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000360.pdf) 14 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com o decorrer do trabalho pode-se perceber que a ARIE JK é de fundamental importância para o Distrito Federal, especialmente para as cidades que estão diretamente fazendo “fronteira” com a região de estudo, fornecendo espaços dedicados a lazer em contato com a natureza, no entanto, com a aproximação e crescimento das cidades em torno da ARIE JK, em alguns pontos sua preservação está de certa forma correndo riscos. Segundo DATO (2006), vivem distribuídas ao longo da ARIE JK cerca de aproximadamente 40% da população residente do Distrito Federal, essa população está distribuída em três regiões administrativas que fazem divisa com a região em estudo. Alguns impactos provocados pela ação antrópica na região são: Grande quantidade de veículos que utilizam as vias no entorno da Unidade de Conservação, fazendo com que haja um agravamento da poluição atmosférica, causada pelo aumento dos níveis de gases expelidos pelos escapamentos dos veículos, e um aumento do escoamento superficial, fazendo com que os resíduos jogados nas vias sejam carreados aos corpos d’água; Área urbana com vias asfaltadas nos arredores da ARIE, fazendo com que ocorra uma diminuição da infiltração de água no solo; Presença de atividades potencialmente poluidoras nas proximidades da ARIE, como o setor de oficinas; Construção da via de ligação entre Samambaia e Ceilândia atravessando a ARIE; Presença de condomínios irregulares dentro dos limites do ARIE JK; Presença de área urbana consolidada dentro da poligonal da ARIE JK. Os círculos mostrados na figura 2 mostram as zonas urbanas que estão dentro da poligonal da ARIE JK. 15 Figura 2: Áreas Urbanas dentro da Poligonal da ARIE JK. Na figura 3 pode-se observar próximo a ARIE JK e também na sua zona de amortecimento, um forte predomínio de áreas urbanas. A tabela mostra o tamanho total da área do parque com sua zona de amortecimento, e mostrando também o tamanho de cada classe em comparação a da área total, sendo que essas medidas estão todas em quilômetros quadrados. Nota-se que a zona urbana apresenta um tamanho considerável em relação à área total, isso mostra que a certo predomínio de aglomerados urbanos em volta da área em estudo e também na sua zona de amortecimento. 16 Figura 3: Mapa de uso e ocupação do solo da zona de amortecimento da ARIE JK. A tabela 1 mostra em números o tamanho total da ARIE JK com sua zona de amortecimento, delimitado em vermelho na figura 2, e o tamanho de cada classe identificada no Mapa. O Tamanho das áreas estão em quilômetros quadrados. Área de Relevante Interesse Ecológico Parque JK – DF Área Total (km2) 685,8026 Área Cerrado 97,39 Área Vegetação Arbórea Água 162,7832 7,8996 Tabela 1: Total em quilômetros quadrados de cada classe dentro da ARIE JK. Zona Urbana 411,0814 17 Figura 4: Pontos visitados nos arredores da ARIE JK. Os pontos que estão representados na figura 4, que é o mapa de pontos amostrados, estão de acordo com a classificação feita no mapa de Uso e Ocupação do Solo, exceto o ponto 2 (Estrada de ligação Samambaia-Ceilândia), que na figura dois está representada como sendo uma área de cerrado, mas na verdade é uma área descampada, onde foi retirada a vegetação para que fosse construída a futura via de ligação entre as duas cidades. Na visita aos parques Boca da Mata e Saburo Onoyama pode-se verificar a proximidade das cidades de Taguatinga e Samambaia e observaram-se alguns problemas decorrentes da proximidade dessas cidades nesses parques, como a grande quantidade de áreas asfaltadas. Nos arredores do parque Boca da Mata, na parte próxima a cidade de Taguatinga Sul, encontrou-se muito resto de materiais diversos como resto de construção de pequenas obras a vaso sanitário, que podem atrair vetores nocivos à saúde humana. Também foi observado que havia algumas casas oriundas de invasões localizadas nas proximidades do córrego Taguatinga e da ponte do metrô, que corta o parque. O parque também tem em seus arredores o setor de oficinas de Taguatinga Sul, uma fábrica de refrigerantes, um curral comunitário que serve pra guardar os cavalos dos carroceiros e a futura escola técnica de Samambaia, que pode trazer algumas perturbações a flora e fauna local devido ao aumento do tráfego na região. O parque ainda fica próximo a 18 DF-460, também conhecida como via Boca da Mata, o tráfego de veículos nessa pista é intenso o que causa uma perturbação na biodiversidade local e no aumento de resíduos sólidos que são lançados pelos veículos que acabam sendo carreados pela chuva para o córrego Taguatinga.(Figura 5) Figura 5: Mosaico de fotos do Parque Boca da Mata, localizado no ponto 8 da figura 3. De acordo com a figura 2 o parque pertence a classe cerrado. O parque Saburo Onoyama encontra-se em um bom estado de preservação principalmente na área que destinada a visitação, algumas nascentes que se encontravam em seu interior secaram, mas ainda tem algumas que afloram na região. Na área do parque passa uma via que liga Taguatinga Centro a Samambaia Norte, essa via tem um fluxo consideravelmente alto de veículos e possui alguns loteamentos que vão ser regularizados e que estão dentro da ARIE JK. (figura 6) 19 Figura 6: Mosaico de fotos do Parque Saburo Onoyama, localizado no ponto 7 da figura 3. De acordo com a figura 2 o parque pertence a classe de vegetação arbórea. No dia 28 de abril a visitação foi realizada nos parques do Cortado, Três Meninas e Gatumé para que se pudesse conhecer o grau de conservação desses parques. No parque do Cortado, visto na figura 7, fica localizado na região administrativa de Taguatinga, na parte Norte da cidade, entre os endereços QNJ, QNL e QI (Setor de Indústrias), encontra-se bastante abandonado, apesar de ter uma guarita na entrada com vigilante o local é frequentado por usuários de entorpecentes. No parque foi encontrado restos de uma estrutura do que aparenta ser daquelas usadas para efetuar troca de óleo, feita de concreto, e no dia em questão foi flagrado algumas pessoas usando uma pequena bica, que tem sua localização dentro do parque, para lavar roupas. Nos arredores do parque têm-se alguns carroceiros e bastante sujeira, como resto de entulho e pneus. No córrego Cortado, que dá nome ao parque, tem uma saída de águas pluviais, que contém todos os equipamentos para que haja uma “quebra” da força da água, mas pode-se notar que há um processo erosivo na margem direita, onde o córrego começa a fazer a curva. 20 Figura 7: Mosaico de fotos do Parque do Cortado, localizado no ponto 1 da figura 3. De acordo com a figura 2 o parque pertence a classe vegetação arbórea. No parque Três Meninas a situação encontrada não foi muito diferente da do parque do Cortado, mas um pouco melhor no quesito espaço para práticas de esporte para a população, pois possui uma quadra poliesportiva, encontra-se um pouco abandonado, mato alto em algumas localidades e falta de manutenção. (Figura 8) Figura 8: Mosaico de fotos do Parque Três Meninas, localizado no ponto 3 da figura 3. De acordo com a figura 2 o parque pertence as classes cerrado e vegetação arbórea. 21 O parque Gatumé encontrou-se em alguns pontos com sua vegetação natural conservada, apesar de estar cercado por algumas quadras residenciais, entre ela está as novas quadras 800 e 1000 e por algumas chácaras. No córrego que dá nome ao parque passa um canal de águas residuárias da CAESB que vai até a estação de tratamento de esgoto de Samambaia. O parque não tem infraestrutura para receber visitantes. (Figura 9) Figura 9: Mosaico de imagens do parque Gatumé, localizado no ponto 4 da figura 4. De acordo com a figura 3 o parque pertence as classes cerrado e vegetação arbórea. O parque Ecológico Metropolitano foi criado e teve seu Decreto de criação revogado, esse parque encontra-se abandonado, e suas intermediações são usadas por algumas pessoas como depósito de entulho. Como outros parques que foram visitados este também não possui nenhuma infraestrutura para receber visitantes. (Figura 10) 22 Figura 10: Mosaico de fotos do Parque Ecológico Metropolitano, localizado no ponto 11 da figura 4. De acordo com a figura 3 o parque pertence as classes cerrado e área urbana. Fonte: Figura 10 tirada por Dato, 2006. Próximo ao Parque Ecológico Metropolitano está sendo construindo a futura via Ceilândia-Samambaia, mostrado na figura 11 que vai ligar essas duas cidades e desafogar a via que liga Samambaia a Taguatinga. Figura 11: Vista da futura via de ligação Ceilândia-Samambaia. Na figura 12 pode ser observado o condomínio Pôr do Sol, que encontra-se próximo ao Setor P-Sul em Ceilândia e está dentro da poligonal da ARIE JK . Nela observa-se uma falta de infraestrutura na região, como a falta de bocas de lobo, que fazem com que a água da chuva seja escoada pelas ruas e carreando todo o tipo de sedimentos para o Ribeirão Taguatinga. 23 Figura 12: Mosaico de fotos do Condomínio Pôr do Sol, localizado no ponto12 da figura 4. De acordo com a figura 3 o condomínio pertence a classe área urbana. Nas figuras 13 e 14 mostram a cidade de Taguatinga, que se encontra dentro da zona de amortecimento da ARIE JK. Figura 13: Mosaico de fotos do Pistão Sul, localizado no ponto 9 da figura 13. De acordo com a Figura 2 a via se pertence a classe área urbana. 24 Figura 14: Mosaico de fotos do Centro de Taguatinga, localizado no ponto 10 da figura 4. De acordo com a Figura 3 pertence a classe área urbana. 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Com a realização deste trabalho verificou que a ARIE JK vem sofrendo com o crescimento das cidades que a cercam, a falta de fiscalização fez com que surgissem loteamentos dentro da sua poligonal, e por se tratar de loteamentos que já estão consolidados, torna impossível fazer sua retirada. O resultado atingido com a aplicação da metodologia descrita no objetivo específico foi satisfatório, pois com a realização das visitas de campo e por análises realizadas por meio de imagem de satélite notou que certas localidades estão invadindo a poligonal da ARIE JK. Como a ARIE JK está localizada entre as cidades mais populosas do Distrito Federal e nela se encontra as nascentes de um importante afluente que deságua no Rio Descoberto é importante aprofundar o estudo sobre como a pressão antrópica pode influenciar na preservação dos ecossistemas existentes na região. Como dentro da poligonal do ARIE JK já se encontra espaços urbanos consolidados torna-se necessário fazer uma mudança na poligonal para que possa regularizar esses espaços urbanos e não prejudicar a unidade de conservação. Ter um aumento da fiscalização na região para que não ocorram futuras invasões, revitalização dos parques que integram a área, e seria interessante a realização de cursos de educação ambiental que seriam feitos nas dependências desses parques, mostrando assim como a preservação do meio ambiente pode ser benéfica para a população. 25 REFERÊNCIAS ADMINISTRAÇÃO DE CEILÂNDIA. PDL. <Disponível em: http://www.ceilandia.df.gov.br/003/00304005.asp?ttCD_CHAVE=3837>. Acesso em: 11 Junho 2012. ADMINISTRAÇÃO DO LAGO SUL. Política Ambiental do distrito Federal, Lei nº 41. Disponível em: <http://www.lagosul.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=9741>. Acesso em: 25 abril 2012. BRANDÃO, I,R; Associações civis e democracia local: O Conflito Expansão Urbana Versus Preservação Ambiental no DF. BRAZ, V. S; CAVALCANTI, R. B. A Representatividade de Áreas Protegidas do Distrito Federal na Conservação da Avifauna do Cerrado. 2000. BUENO, N, P, E; RIBEIRO, K,C,C. 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Agradecimentos Primeiramente quero agradecer a Deus que me deu a vida, meus pais que me deram força e a oportunidade de poder estar concluindo uma graduação, meu professor do ensino médio, Fabrício Manuel de Jesus que me inspirou a escolher esse tema, a equipe do primeiro semestre de 2012 do laboratório de Geoprocessamento que me ajudaram a confeccionar os mapas e ao meu orientador que me ajudou a elaborar esse trabalho.