UNIVERSIDADE
CATÓLICA DE
BRASÍLIA
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Curso de Engenharia
Ambiental
Pressão Antrópica na ARIE JK
Autor: Carlos Augusto de Oliveira Silva
Orientador: Clausio Tavares Viana Teza
BRASÍLIA
2012
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PRESSÃO ANTRÓPICA NA ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO JK
Carlos Augusto de Oliveira Silva
[email protected]
Cláusio Tavares Viana Teza
[email protected]
Curso de Graduação em Engenharia Ambiental – Universidade Católica de Brasília
RESUMO
As áreas de relevante interesse ecológico segundo o Sistema Nacional de Unidades de
conservação (SNUC) estão inseridas no grupo das unidades de uso sustentável, que tem como
objetivo a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. O presente
trabalho foi desenvolvido na ARIE JK, que foi criada pela Lei nº 1.002 de 02 de Janeiro de
1996, encontra-se inserida na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e está
localizada nas regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. É composta
pelos parques Saburo Onoyama, Boca da Mata, Três Meninas, Parque do Cortado e Gatumé,
além de proporcionar atividades de lazer em contato com a natureza, também protege a
biodiversidade da região, as nascentes e o córrego Taguatinga. No decorrer do trabalho foram
feitas pesquisas bibliográficas, pesquisas de campo e foi confeccionado um mapa de situação
através do programa ARCGIS 10, e o Software ENVI foi utilizado para fazer a classificação
da imagem de satélite do Distrito Federal no ano de 2011, na região que envolve a ARIE JK e
sua zona de amortecimento. No transcorrer do trabalho percebeu-se que a ARIE JK tem um
papel importante para o Distrito Federal e especialmente para as cidades que estão
diretamente fazendo fronteira com a região de estudo, mas em alguns pontos sua preservação
está correndo riscos.
Palavras-chave: ARIE JK, Parques, Distrito Federal
Artigo apresentado ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade
Católica de Brasília, como requisito para obtenção ao título de Bacharel em Engenharia
Ambiental. O artigo foi aprovado por: nome completo do orientador – Orientador e nome
completo do examinador – Examinador. Brasília, 03 de março de 2008.
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ABSTRACT
The areas of ecological interest according to the National System of Conservation Units
(SNUC) are included in the group of sustainable use units, which aims at nature conservation
with sustainable use of natural resources. This work was developed in JK ARIE, which was
established by Law No. 1002 (02 January 1996). They are inserted into the Environmental
Protection Area of the Central Plateau and they are located in the administrative regions of
Ceilândia, Samambaia and Taguatinga. It consists of the Saburo Onoyama, Boca da Mata,
Three Girls, Cortado and Gatumé’s Park and they provide recreational activities in contact
with nature, as well also protect the biodiversity of the region, the water springs and the
Taguatinga stream. During the work was done library research, field research and was made a
map of the situation through the program ARCGIS 10, The Software ENVI was used to make
the classification of the satellite image of the Federal District in 2011, the region surrounding
JK’s ARIE and its buffer zone. In the course of the work it was noticed that the ARIE JK has
an important role for the Federal District and especially for the cities that are directly
bordering the study area, but in some points its preservation is at risk.
Keywords: ARIE JK, Parks, Federal District.
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1.
INTRODUÇÄO
Desde meados do século XVIII com o início da Revolução Industrial e com a
produção de máquinas com potencial cada vez mais eficiente, veio o desenvolvimento
econômico e com isso os olhos e os interesses estavam voltados para o lucro e para o
desenvolvimento das grandes metrópoles, e com o desenvolvimento o ser humano passou a
ter um poder de intervenção muito grande sobre o meio ambiente, pois ele era visto somente
como um “acessório” para se alcançar tal desenvolvimento e com isso os problemas
ambientais decorrentes desse processo foram sendo tratados em segundo plano, pois os
impactos ambientais eram vistos, mas eram vistos como um bem necessário. O primeiro país
que viu a necessidade de ser feito alguma coisa sobre as questões ambientais foram os Estados
Unidos na década de 60. O Brasil teve sua política ambiental desenvolvida como resultado de
ações de movimentos locais e da pressão vindas de fora do país. (SOUSA, 2005; CAMPOS,et
all,2006)
Em 31 de Agosto de 1981 foi sancionada a Lei que dispõem sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente e em 1988 foi criada a Constituição do Brasil onde existe um artigo
tratando somente do meio ambiente, que é o artigo 225, onde se ler:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações”. (CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988)
Brasília nasceu em uma época em que o Brasil passava por uma transição de rural para
urbano. O Distrito Federal teve com o passar dos anos um crescimento demográfico
considerável, acarretando num crescimento das atividades industriais, na procura de moradia,
entre outros, fazendo com que haja um conflito de interesses com aqueles que querem uma
expansão urbana com os que querem a defesa da sustentabilidade ambiental. (BRANDÃO,
I.R. 2011; DATO, J. dos Santos, 2006)
O Distrito Federal possui diversos tipos de áreas que são destinadas a preservação,
entre essas áreas tem as de uso indireto como o Parque Nacional, três Reservas Ecológicas,
duas Estações Ecológicas e quatro Áreas de Relevante Interesse Ecológico. (CAVALCANTI
e ROBERTO, 2001)
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A Área de Relevante Interesse Ecológico Parque JK - ARIE JK, além de proporcionar
atividades de lazer em contato com a natureza, também protege a biodiversidade da região, as
nascentes e o córrego Taguatinga, que é um dos afluentes do rio Descoberto, onde se localiza
o principal reservatório de abastecimento de água de Brasília. (DATO, 2006)
Com estudos e pesquisas espera-se poder conhecer o quanto de degradação ou
interferência que o crescimento das cidades de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga estão
causando na preservação da biodiversidade e na preservação das nascentes e córregos que se
encontram na ARIE JK.
O objetivo geral do presente estudo será avaliar a pressão antrópica causada pela
urbanização da zona de amortecimento da ARIE JK.
Os objetivos específicos deste projeto são: a) criação de um mapeamento que mostre a
área urbana e vegetada nas adjacências e nas proximidades da ARIE JK, assim como da sua
zona de amortecimento; b) levantamento fotográfico de campo para validar o mapeamento
realizado no item a.
2. MATERIAL E MÉTODOS
2.1 Materiais
 Câmera fotográfica modelo SONY DSC-W55
 Softwares ARCGIS 10 e ENVI 4.8 (licença provida pelo laboratório de
Geoprocessamento da UCB)
 Imagem Landsat 5, de 09/08/2011, resolução espacial de 30 m, com resolução
espectral de 7 bandas, RGB 342.
 GPS, marca Gamim, modelo: 60 CSX
2.2 Métodos
O trabalho foi desenvolvido na ARIE JK, que está localizada na área mais densamente
populosa do Distrito Federal e, portanto, está sujeita a várias modificações por causa do
crescimento populacional desordenado em algumas de suas áreas e pelo loteamento de
algumas chácaras que se encontram em seu interior.
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Na realização desse trabalho foram feitas:
2.2.1 Pesquisas Bibliográficas
As pesquisas bibliográficas foram feitas na biblioteca da Universidade Católica de
Brasília e por meio de artigos e sites disponíveis na internet. Essa pesquisa teve como objetivo
buscar informações sobre estudos e trabalhos que por acaso já tenham sido realizados sobre a
área de estudo para que fossem conhecidos os problemas ambientais da região.
Foi feito uma pesquisa sobre as legislações vigentes na área ambiental que tivessem
alguma relação com o referido tema, para que pudesse ser utilizado no entendimento da
situação que envolve a ARIE JK.
Foram consultados: o Plano de Manejo da ARIE JK, Lei 9985 (SNUC), Lei de criação da
ARIE JK, PDLs de Ceilândia e Samambaia
2.2.2 Pesquisa de Campo
A pesquisa de campo serviu para verificar in loco os problemas decorrentes da
ocupação urbana em torno da ARIE JK. Esses problemas foram registrados em forma de
fotografias.
2.2.3 Confecção do Mapa
No laboratório de geoprocessamento da Universidade Católica de Brasília foi feito um
mapa de situação através do software ARCGIS 10, onde foi utilizado uma imagem do satélite
Landsat que mostra o Distrito Federal no ano de 2011, nessa imagem foi inserido um shape
da ARIE JK e foi delimitada sua zona de amortecimento através da ferramenta buffer para que
pudesse conhecer a ARIE JK junto com sua zona de amortecimento, que foi de 10
quilômetros, dentro do quadrilátero do DF, esse perímetro utilizado na zona de amortecimento
foi seguindo o Decreto N° 99.274 de 6 de Junho de 1990, onde diz no Artigo 27 diz Nas áreas
circundantes das Unidades de Conservação, num raio de dez quilômetros, qualquer atividade
que possa afetar a biota ficará subordinada às normas editadas pelo CONAMA, e logo após
ter sido feito esse procedimento foi realizado um recorte da imagem para se confeccionar o
mapa.
No software ENVI, foi utilizada uma imagem do satélite Landsat do ano de 2011, mais
especificamente do dia 09-08-2011, para que pudesse ser feito uma classificação dessa
imagem, onde segundo Liotte (2000 apud Crósta, 1992), classificação é a associação de cada
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pixel da imagem a um rótulo, essa classificação foi feita através da identificação das classes
atribuindo uma cor específica para cada classe, e essas classes foram escolhidas como sendo:
 Área urbanizada;
 Água;
 Vegetação 1, que foi considerado como sendo mata ciliar e vegetação arbórea;
 Vegetação 2, que foi considerado como sendo cerrado e vegetação rasteira.
Logo após ter sido feita essa classificação, utilizou-se o software ARCGIS 10 para que
fosse realizadas algumas correção das classes, pois o programa considerou alguns pontos
como sendo pertencente de outras classes, que foram atribuídas automaticamente pelo
software, corrigindo assim baseando-se no levantamento de campo e visualmente na imagem
espectral.
Após ter sido feito essas correções, foi feita uma divisão da área em pontos de
amostragem, onde também foi incluída sua zona de amortecimento.
Foram escolhidos alguns pontos dentro das classes geradas para que fossem feitas visitas
a campo para verificar in loco o estado de conservação, e também verificar como foi feita a
ocupação da área dentro da zona de amortecimento e ao redor da área de estudo e foram
tiradas algumas fotos para que pudesse mostrar a situação em que se encontra a ARIE JK, em
que ponto está mais preservada ou mais antropizada. Os pontos escolhidos foram as cidades
que estão ao redor da ARIE JK e os parques que compõe a área em estudo.
O Plano de Manejo da ARIE JK apresentou propostas para a criação da sua zona de
amortecimento, onde em tese, a melhor delimitação da zona de amortecimento seria a
poligonal que define a bacia hidrográfica que está inserida na unidade de conservação. A
equipe técnica que realizou o Plano de Manejo apresentou duas possibilidades para definir a
zona de amortecimento, a primeira seria propor uma poligonal a partir de critérios físicos e/ou
ambientais e a segunda seria não existir uma zona de amortecimento.
Na hipótese com uma zona de amortecimento, as alternativas analisadas apresentaram
três limites distintos para definir uma zona de amortecimento:
a) Utilizando o critério de microbacia hidrográfica. Por
este critério estariam sob controle de uso e ocupação
metade das cidades de Ceilândia e Samambaia, e quase
toda a cidade de Taguatinga.
b) Adotando o conceito de região administrativa, inserindo
todo o núcleo urbano das três cidades que envolvem a
ARIE “PARQUE JK”.
c) Delimitando a zona a partir das vias de contorno mais
próximas à ARIE “PARQUE JK”; ou seja: que
tangenciam seu perímetro (entorno imediato).
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Nesse trabalho foram considerados apenas alguns indicadores que podem ou não
configurar uma pressão da parte do ser humano sobre as áreas de preservação, em específico
na região da área de estudo. Os pontos considerados foram população da área do entorno da
poligonal da região em estudo, área urbana consolidada dentro da ARIE JK, tráfego de
veículos entre as cidades de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, área com vegetação
antropizada, área ocupada por agriculturas e áreas comerciais com alto poder poluidor no
entrono da ARIE JK.
3. Revisão Bibliográfica
3.1 Histórico da Criação das Áreas Verdes
O Brasil era um país predominantemente agrário e viu-se transformando em um país
virtualmente urbanizado. Na década de 50, havia uma população de aproximadamente 33
milhões de habitantes que residiam no campo, e de 19 milhões nas cidades. Nos dias de hoje a
população residente da zona rural está diminuindo e a população das cidades está
aumentando.
Temos assim uma importante questão para o planejamento urbano, que é saber lidar com
um urbanismo por inchaço, que causou e causa problemas de ocupação desordenada nos
territórios das cidades, mesmo naquelas que já tem um plano diretor. (DEÁK; SCHIFFER,
2010; DUARTE, 2007)
O processo de urbanização, de forma acelerada, fez com que surgissem cidades áridas,
com pouco ou nenhuma vegetação, que foram sendo construídas em terrenos previamente
desmatados, o resultado disso foi que, a exceção de Brasília, as cidades carecem de jardins e
árvores próximas a elas, a pouca vegetação nativa remanescente está em processo de extinção.
(GANEM; LEAL, 2000)
Com a criação e implantação dos parques para amenizar os problemas da aridez,
possibilitando combinar a conservação dos ecossistemas naturais com a disponibilidade
desses parques para a população, que são utilizados pela comunidade para atividades de lazer
em contato com a natureza. (GANEM; LEAL, 2000)
De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC criado através
da Lei 9.985 de 18 de Julho de 2000, para estabelecer critérios e normas para a criação,
implantação e gestão das unidades de conservação, e segundo a referida lei, as Áreas de
Relevante Interesse Ecológico – ARIEs estão inseridas no grupo das unidades de Uso
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Sustentável, que tem como objetivo básico a conservação da natureza com o uso sustentável
dos recursos naturais.
No artigo 4º (quarto) da referida lei, fala que o SNUC tem como objetivos:
 Contribuir para a manutenção da diversidade biológica
e dos recursos genéricos no território nacional e nas
águas jurisdicionais;
 Proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito
regional e nacional;
 Contribuir para a preservação e a restauração da
diversidade de ecossistemas naturais;
 Promover o desenvolvimento sustentável a partir dos
recursos naturais;
 Promover a utilização dos princípios e práticas de
conservação da natureza no processo de desenvolvimento;
 Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de
notável beleza cênica;
 Proteger as características relevantes de natureza
geológica, geomorfológica, espeleológica, arqueológica,
paleontológica e cultural;
 Proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos;
 Recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;
 Proporcionar meios e incentivos para atividades de
pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;
 Valorizar econômica e socialmente a diversidade
biológica;
 Favorecer condições e promover a educação e
interpretação ambiental, a recreação em contato com a
natureza e o turismo ecológico;
 Proteger os recursos naturais necessários à subsistência
de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu
conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e
economicamente.
As ARIEs podem ser constituídas por terras públicas ou privadas e suas áreas tem em
geral pequenas extensões, com características naturais ou que abriga exemplares raros da
biota regional e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância local ou
regional e regular o uso, (Lei Federal 9985), e segundo a Resolução Conama nº 012 de
setembro de 1989, são proibidas qualquer atividade que possa colocar em risco:
 A conservação dos ecossistemas;
 A proteção especial à espécie de biota localmente rara;
 A harmonia da paisagem.
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As áreas verdes que se encontram nas zonas urbanas vem representar uma constante
conscientização por parte do ser humano em relação ao meio ambiente, onde o processo de
desenvolvimento urbano é bastante intenso, essas áreas verdes desempenham um importante
papel de cunho educacional e interpretativo, onde o objetivo principal de quem visita esses
lugares é a observação e o contato com a natureza. (BUENO E RIBEIRO, 2007)
Segundo DATO (2006), a expressão mais evidente da Política Ambiental do Distrito
Federal, que foi criado através da Lei nº 41 de 13 de setembro de 1989, em seu território é o
conjunto de Unidades de Conservação, que se apresenta como um instrumento para controlar
a ocupação urbana.
3.2 Tecnologias de Monitoramento
Diante da falta de tecnologias capazes de apurar com uma maior eficácia as agressões
cometidas ao meio ambiente, as metodologias que poderiam ser empregadas para que fossem
reduzidas as deficiências quanto ao cumprimento das leis ambientais, podem ser viabilizados
através do geoprocessamento, que segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), é um
instrumento tecnológico fundamental para o conhecimento da realidade e definição de ações.
(SAMPAIO, 2007)
Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são ferramentas que manipulam objetos e
seus atributos por meio do seu relacionamento espacial. O uso do SIG é uma importante
ferramenta que pode ser usada no controle e monitoramento ambiental, pois proporciona uma
visão mais detalhada e precisa do local do estudo. (OLIVEIRA, et all.)
Sensoriamento Remoto pode ser definido como sendo a obtenção de informações sem ter
o contato direto com o objeto de estudo, os dados obtidos é radiação eletromagnética emitida
pelo objeto, que são captados por sensores que fazem a leitura espectral dos objetos. O
primeiro instrumento utilizado para obtenções de imagens sem ter o contato com o objeto de
estudo foi a câmara fotográfica. Tem-se que o Sensoriamento Remoto teve como as primeiras
aplicações como sendo para uso militar, que desenvolveram câmeras fotográficas leves que
eram postas nos peitos de pombos correios. Na evolução do uso para fins militares, os
pombos foram substituídos por balões não tripulados e posteriormente por aviões. Nos anos
70 veio a revolução do Sensoriamento Remoto com o lançamento dos satélites.
(FIGUEIREDO, 2005)
11
3.3
Descrição da Área de Estudo
A ARIE JK foi criada através da Lei nº 1.002 de 02 de Janeiro de 1996, encontra-se
inserida na Área de Proteção Ambiental – APA do Planalto Central, e está localizada nas
regiões Administrativas de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, que são as regiões mais
densamente povoadas do DF, portanto com um grande valor imobiliário. A ARIE JK tem uma
área de aproximadamente 2.306 ha e foi criada com a finalidade de preservar o ecossistema da
região e tem como finalidade a recreação e lazer; atividades agropecuárias e a verticalização
da produção e a educação ecológica e ambiental. A Lei ainda comenta no artigo 6º que não
será permitido dentro da ARIE JK nenhuma atividade que represente algum risco ou prejuízo
ambiental. (PLANO DE MANEJO ARIE JK, 2006)
Como a ARIE JK está localizada em uma região com um elevado índice de
urbanização, esse fator faz com que haja uma forte pressão antrópica na área, que já sofreu e
sofre com diversas alterações por ocasião da ocupação desordenada e pela falta de
fiscalização em algumas localidades. As atividades de desmatamento para práticas
agropecuárias, queimadas, supressão da mata ciliar, despejo de lixo nas suas intermediações,
uso indiscriminado dos recursos hídricos, o parcelamento irregular das chácaras em lotes
foram fatores que fortaleceram para com que houvesse um empobrecimento da biodiversidade
que antes habitava na região.
Figura 1: Poligonal da ARIE JK e sua zona de amortecimento.
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A figura 1 mostra a ARIE JK e sua zona de amortecimento dentro dos limites do
Distrito Federal. Segundo a Lei 9.985, zona de amortecimento é definida como “o entorno de
uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições
específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade” e pela lei,
as ARIES devem possuir uma zona de amortecimento e quando convenientes corredores
ecológicos. (LEI 9985)
A área em estudo é composta pelos parques:
 Saburo Onoyama
 Três Meninas
 Parque do Cortado
 Gatumé
 Boca da Mata
3.4
Parque Ecológico Saburo Onoyama
Conhecido também pela população local como “Vai quem Quer” o parque foi criado
através do Decreto 17.722 de primeiro de outubro de mil novecentos e noventa e seis
(01/10/1996) nas proximidades da QSC 25 e próximo a Escola Normal e do Lar dos
Velhinhos em Taguatinga Sul. O parque possui uma área de 33,34 ha destinada para
preservação das nascentes e do córrego Taguatinga e para proporcionar lazer e cultura para os
visitantes e para a comunidade local. (DATO, J. dos Santos 2006; GIUSTINA, C.D, ET all
2008)
O local pertencia a família Onoyama que veio para Brasília a convite do ex-presidente
Juscelino Kubitschek para estimular o desenvolvimento e a produção de hortifrutigranjeiros
no DF. Posteriormente, a família Onoyama doou a área para que fosse implantado o parque,
que recebeu o nome da família em reconhecimento a luta pela preservação do cerrado.
(GUISTINA, C.D, ET all, 2008)
3.5
Parque Ecológico Boca da Mata
Criado pelo decreto nº 133.244 de 07 de Junho de 1991, o parque fica localizado entre
as regiões administrativas de Samambaia e Taguatinga, foi criado para preservar a nascente
do córrego Taguatinga e da sua mata ciliar remanescente e também tem como valor natural o
campo
de
murunduns
que
ocupam
uma
parcela
(http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000354.pdf)
significativa
da
área.
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3.6 Parque Lago do Cortado
Criado pela Lei complementar nº 638 de 14 de Agosto de 2002, localiza-se em
Taguatinga Norte próximo ao SESI. O parque do Cortado existia oficialmente desde 1989
mas como ARIE, ele foi criado com a finalidade de proteger as cabeceiras do córrego do
Cortado, a flora e a fauna do cerrado. Com a frequente visitação da população e com as
transformações estruturais que a área sofreu, passou a ser visto como parque e em 2002 com
a lei complementar foi oficializado a criação do Parque Lago do Cortado, com espaço para o
desenvolvimento de atividades recreativas, culturais, esportivas, educacionais e artísticas, de
uma
forma
adequada
e
respeitosa
com
o
meio
ambiente
local.
(http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000354.pdf)
3.7
Parque Três Meninas
Criado pela Lei 576 de 26 de Outubro de 1993 e regulamentado pelo decreto nº 15.901
de 12 de setembro de 1994, o parque está localizado na ARR (Área Rural Remanescente) de
Taguatinga que está inserido no interior da ARIE JK, na região administrativa de Samambaia,
nas proximidades das quadras 609-611. O parque tem como objetivo proporcionar a
população condições de exercer atividades em companhia de um meio ambiente natural e
saudável. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000363.pdf)
3.8
Parque Gatumé
Foi criado através do Decreto nº 26.437 de 09 de Dezembro de 2005 com o objetivo de
preservar as nascentes do córrego Gatumé, conservar o ecossistema natural, incentivar
pesquisas, estudos e estimular a prática da educação ambiental. O parque está localizado nas
Quadras 427, 625 e 629. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000363.pdf)
3.9
Parque Ecológico Metropolitano
Segundo o PDL de Ceilândia, o parque está inserido dentro da poligonal da ARIE JK.
Criado através do Decreto nº 26.438 de 09 de dezembro de 2005 e revogado através do
Decreto nº 27.979 de 28 de maio de 2007, tem sua localização entre a QNN 26 da Ceilândia
até a QR 602 de Samambaia.
Os objetivos do parque são: proteger e recuperar os recursos hídricos, edáficos e
genéticos; promover a recuperação de áreas degradadas e sua vegetação com espécies nativas;
incentivar atividades de pesquisa, estudos e monitoramento ambiental e estimular a prática da
educação ambiental. (http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00000360.pdf)
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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com o decorrer do trabalho pode-se perceber que a ARIE JK é de fundamental
importância para o Distrito Federal, especialmente para as cidades que estão diretamente
fazendo “fronteira” com a região de estudo, fornecendo espaços dedicados a lazer em contato
com a natureza, no entanto, com a aproximação e crescimento das cidades em torno da ARIE
JK, em alguns pontos sua preservação está de certa forma correndo riscos.
Segundo DATO (2006), vivem distribuídas ao longo da ARIE JK cerca de
aproximadamente 40% da população residente do Distrito Federal, essa população está
distribuída em três regiões administrativas que fazem divisa com a região em estudo.
Alguns impactos provocados pela ação antrópica na região são:
 Grande quantidade de veículos que utilizam as vias no entorno da Unidade de
Conservação, fazendo com que haja um agravamento da poluição atmosférica,
causada pelo aumento dos níveis de gases expelidos pelos escapamentos dos veículos,
e um aumento do escoamento superficial, fazendo com que os resíduos jogados nas
vias sejam carreados aos corpos d’água;
 Área urbana com vias asfaltadas nos arredores da ARIE, fazendo com que ocorra uma
diminuição da infiltração de água no solo;
 Presença de atividades potencialmente poluidoras nas proximidades da ARIE, como o
setor de oficinas;
 Construção da via de ligação entre Samambaia e Ceilândia atravessando a ARIE;
 Presença de condomínios irregulares dentro dos limites do ARIE JK;
 Presença de área urbana consolidada dentro da poligonal da ARIE JK.
Os círculos mostrados na figura 2 mostram as zonas urbanas que estão dentro da poligonal
da ARIE JK.
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Figura 2: Áreas Urbanas dentro da Poligonal da ARIE JK.
Na figura 3 pode-se observar próximo a ARIE JK e também na sua zona de
amortecimento, um forte predomínio de áreas urbanas. A tabela mostra o tamanho total da
área do parque com sua zona de amortecimento, e mostrando também o tamanho de cada
classe em comparação a da área total, sendo que essas medidas estão todas em quilômetros
quadrados. Nota-se que a zona urbana apresenta um tamanho considerável em relação à área
total, isso mostra que a certo predomínio de aglomerados urbanos em volta da área em estudo
e também na sua zona de amortecimento.
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Figura 3: Mapa de uso e ocupação do solo da zona de amortecimento da ARIE JK.
A tabela 1 mostra em números o tamanho total da ARIE JK com sua zona de
amortecimento, delimitado em vermelho na figura 2, e o tamanho de cada classe identificada
no Mapa. O Tamanho das áreas estão em quilômetros quadrados.
Área de Relevante Interesse Ecológico Parque JK – DF
Área Total (km2)
685,8026
Área Cerrado
97,39
Área Vegetação Arbórea
Água
162,7832 7,8996
Tabela 1: Total em quilômetros quadrados de cada classe dentro da ARIE JK.
Zona Urbana
411,0814
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Figura 4: Pontos visitados nos arredores da ARIE JK.
Os pontos que estão representados na figura 4, que é o mapa de pontos amostrados,
estão de acordo com a classificação feita no mapa de Uso e Ocupação do Solo, exceto o ponto
2 (Estrada de ligação Samambaia-Ceilândia), que na figura dois está representada como sendo
uma área de cerrado, mas na verdade é uma área descampada, onde foi retirada a vegetação
para que fosse construída a futura via de ligação entre as duas cidades.
Na visita aos parques Boca da Mata e Saburo Onoyama pode-se verificar a
proximidade das cidades de Taguatinga e Samambaia e observaram-se alguns problemas
decorrentes da proximidade dessas cidades nesses parques, como a grande quantidade de
áreas asfaltadas.
Nos arredores do parque Boca da Mata, na parte próxima a cidade de Taguatinga Sul,
encontrou-se muito resto de materiais diversos como resto de construção de pequenas obras a
vaso sanitário, que podem atrair vetores nocivos à saúde humana. Também foi observado que
havia algumas casas oriundas de invasões localizadas nas proximidades do córrego
Taguatinga e da ponte do metrô, que corta o parque.
O parque também tem em seus arredores o setor de oficinas de Taguatinga Sul, uma
fábrica de refrigerantes, um curral comunitário que serve pra guardar os cavalos dos
carroceiros e a futura escola técnica de Samambaia, que pode trazer algumas perturbações a
flora e fauna local devido ao aumento do tráfego na região. O parque ainda fica próximo a
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DF-460, também conhecida como via Boca da Mata, o tráfego de veículos nessa pista é
intenso o que causa uma perturbação na biodiversidade local e no aumento de resíduos sólidos
que são lançados pelos veículos que acabam sendo carreados pela chuva para o córrego
Taguatinga.(Figura 5)
Figura 5: Mosaico de fotos do Parque Boca da Mata, localizado no ponto 8 da figura 3. De acordo com a figura 2
o parque pertence a classe cerrado.
O parque Saburo Onoyama encontra-se em um bom estado de preservação
principalmente na área que destinada a visitação, algumas nascentes que se encontravam em
seu interior secaram, mas ainda tem algumas que afloram na região. Na área do parque passa
uma via que liga Taguatinga Centro a Samambaia Norte, essa via tem um fluxo
consideravelmente alto de veículos e possui alguns loteamentos que vão ser regularizados e
que estão dentro da ARIE JK. (figura 6)
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Figura 6: Mosaico de fotos do Parque Saburo Onoyama, localizado no ponto 7 da figura 3. De acordo com a
figura 2 o parque pertence a classe de vegetação arbórea.
No dia 28 de abril a visitação foi realizada nos parques do Cortado, Três Meninas e
Gatumé para que se pudesse conhecer o grau de conservação desses parques. No parque do
Cortado, visto na figura 7, fica localizado na região administrativa de Taguatinga, na parte
Norte da cidade, entre os endereços QNJ, QNL e QI (Setor de Indústrias), encontra-se
bastante abandonado, apesar de ter uma guarita na entrada com vigilante o local é frequentado
por usuários de entorpecentes.
No parque foi encontrado restos de uma estrutura do que aparenta ser daquelas usadas
para efetuar troca de óleo, feita de concreto, e no dia em questão foi flagrado algumas pessoas
usando uma pequena bica, que tem sua localização dentro do parque, para lavar roupas. Nos
arredores do parque têm-se alguns carroceiros e bastante sujeira, como resto de entulho e
pneus.
No córrego Cortado, que dá nome ao parque, tem uma saída de águas pluviais, que
contém todos os equipamentos para que haja uma “quebra” da força da água, mas pode-se
notar que há um processo erosivo na margem direita, onde o córrego começa a fazer a curva.
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Figura 7: Mosaico de fotos do Parque do Cortado, localizado no ponto 1 da figura 3. De acordo com a figura 2 o
parque pertence a classe vegetação arbórea.
No parque Três Meninas a situação encontrada não foi muito diferente da do parque do
Cortado, mas um pouco melhor no quesito espaço para práticas de esporte para a população,
pois possui uma quadra poliesportiva, encontra-se um pouco abandonado, mato alto em
algumas localidades e falta de manutenção. (Figura 8)
Figura 8: Mosaico de fotos do Parque Três Meninas, localizado no ponto 3 da figura 3. De acordo com a figura 2
o parque pertence as classes cerrado e vegetação arbórea.
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O parque Gatumé encontrou-se em alguns pontos com sua vegetação natural conservada,
apesar de estar cercado por algumas quadras residenciais, entre ela está as novas quadras 800
e 1000 e por algumas chácaras. No córrego que dá nome ao parque passa um canal de águas
residuárias da CAESB que vai até a estação de tratamento de esgoto de Samambaia. O parque
não tem infraestrutura para receber visitantes. (Figura 9)
Figura 9: Mosaico de imagens do parque Gatumé, localizado no ponto 4 da figura 4. De acordo com a figura 3 o
parque pertence as classes cerrado e vegetação arbórea.
O parque Ecológico Metropolitano foi criado e teve seu Decreto de criação revogado,
esse parque encontra-se abandonado, e suas intermediações são usadas por algumas pessoas
como depósito de entulho. Como outros parques que foram visitados este também não possui
nenhuma infraestrutura para receber visitantes. (Figura 10)
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Figura 10: Mosaico de fotos do Parque Ecológico Metropolitano, localizado no ponto 11 da figura 4. De acordo
com a figura 3 o parque pertence as classes cerrado e área urbana.
Fonte: Figura 10 tirada por Dato, 2006.
Próximo ao Parque Ecológico Metropolitano está sendo construindo a futura via
Ceilândia-Samambaia, mostrado na figura 11 que vai ligar essas duas cidades e desafogar a
via que liga Samambaia a Taguatinga.
Figura 11: Vista da futura via de ligação Ceilândia-Samambaia.
Na figura 12 pode ser observado o condomínio Pôr do Sol, que encontra-se próximo ao
Setor P-Sul em Ceilândia e está dentro da poligonal da ARIE JK . Nela observa-se uma falta
de infraestrutura na região, como a falta de bocas de lobo, que fazem com que a água da
chuva seja escoada pelas ruas e carreando todo o tipo de sedimentos para o Ribeirão
Taguatinga.
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Figura 12: Mosaico de fotos do Condomínio Pôr do Sol, localizado no ponto12 da figura 4. De acordo com a
figura 3 o condomínio pertence a classe área urbana.
Nas figuras 13 e 14 mostram a cidade de Taguatinga, que se encontra dentro da zona de
amortecimento da ARIE JK.
Figura 13: Mosaico de fotos do Pistão Sul, localizado no ponto 9 da figura 13. De acordo com a Figura 2 a via se
pertence a classe área urbana.
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Figura 14: Mosaico de fotos do Centro de Taguatinga, localizado no ponto 10 da figura 4. De acordo com a
Figura 3 pertence a classe área urbana.
5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Com a realização deste trabalho verificou que a ARIE JK vem sofrendo com o
crescimento das cidades que a cercam, a falta de fiscalização fez com que surgissem
loteamentos dentro da sua poligonal, e por se tratar de loteamentos que já estão consolidados,
torna impossível fazer sua retirada. O resultado atingido com a aplicação da metodologia
descrita no objetivo específico foi satisfatório, pois com a realização das visitas de campo e
por análises realizadas por meio de imagem de satélite notou que certas localidades estão
invadindo a poligonal da ARIE JK.
Como a ARIE JK está localizada entre as cidades mais populosas do Distrito Federal e
nela se encontra as nascentes de um importante afluente que deságua no Rio Descoberto é
importante aprofundar o estudo sobre como a pressão antrópica pode influenciar na
preservação dos ecossistemas existentes na região. Como dentro da poligonal do ARIE JK já
se encontra espaços urbanos consolidados torna-se necessário fazer uma mudança na
poligonal para que possa regularizar esses espaços urbanos e não prejudicar a unidade de
conservação. Ter um aumento da fiscalização na região para que não ocorram futuras
invasões, revitalização dos parques que integram a área, e seria interessante a realização de
cursos de educação ambiental que seriam feitos nas dependências desses parques, mostrando
assim como a preservação do meio ambiente pode ser benéfica para a população.
25
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Agradecimentos
Primeiramente quero agradecer a Deus que me deu a vida, meus pais que me deram força e a
oportunidade de poder estar concluindo uma graduação, meu professor do ensino médio,
Fabrício Manuel de Jesus que me inspirou a escolher esse tema, a equipe do primeiro
semestre de 2012 do laboratório de Geoprocessamento que me ajudaram a confeccionar os
mapas e ao meu orientador que me ajudou a elaborar esse trabalho.
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Carlos Augusto de Oliveira Silva