1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA OPERACIONAL PERANTE A AUDITORIA EXTERNA ALINE ANDRADE FONTES Rio de Janeiro, 16 Abril de 2010 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA OPERACIONAL PERANTE A AUDITORIA EXTERNA Aline Andrade fontes Monografia apresentada como requisito parcial para titulação de Pós-Graduação em Auditoria e Controladoria, sob orientação do Professor Luciano Gerard 3 Controle Interno como ferramenta operacional perante a auditoria externa Aline Andrade fontes Esta monografia foi apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Pós-Graduação em Auditoria e Controladoria na Universidade Candido Mendes/Instituto a Vez do Mestre, obtendo a nota média de .........., atribuída pela banca examinadora integrada pelos professores abaixo nominados. Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2010 _____________________________________________________ 4 Luciano Gerard DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a minha mãe, Marli Carvalho Santos pelo exemplo de vida e fé depositado. Junto com meu marido José Cláudio Rocha Fontes, que me deram forças e incentivo nesta caminhada. 5 AGRADECIMENTOS A Deus, criador do Universo e meu protetor, por ter me proporcionado forças, persistência, e pela inspiração e companhia nos dias e noites de estudo. A minha mãe Marli Carvalho Santos, que me deu a vida e me ensinou a vivê-la com dignidade, não basta um simples obrigado, mas toda a gratidão e atenção do mundo. Em especial o meu lindo marido José Cláudio Rocha Fontes. A família, aos amigos, e a todas as pessoas que acreditaram no meu ideal e compartilharam comigo as angústias e 6 alegrias e a certeza de chegar ao fim desta jornada. 7 RESUMO Na atual situação econômica a necessidade de gerir os recursos com economia, eficiência e eficácia por parte das organizações é fundamental para a sobrevivência, sendo assim principalmente a velocidade com que a economia muda e também com as constantes mudanças na legislação fiscal brasileira, exigindo cada vez mais dos profissionais responsáveis pelo controle das atividades operacionais. Surgindo então os sistemas de controle interno das empresas, que devido ao avanço da tecnologia da informação permite que os controles eficientes possam ser implantados nas organizações, os chamados controles de Gestão cujos objetivos são assegurar que os planejamentos traçados pelos gestores sejam efetuados conforme planejado e sugerir alterações ao longo do processo, quando fizer necessário, oferecem conseqüentemente, uma maior confiança aos profissionais dos diversos ramos da Auditoria e Controladoria na execução de seu trabalho. Manter autos padrões de integridade e valores éticos por intermédio da disseminação de cultura que enfatize e demonstre a todos os colaboradores da organização a importância dos controles internos, assegurando a conformidade com leis e regulamentos emanados por órgão supervisores nacionais e internacionais e aderência às políticas e procedimentos internos estabelecidos. A auditoria externa, desde o começo, possui o papel de assegurar que os resultados, de certificar-se da fidedignidade dos números apresentados pelo sistema contábil, a luz das normas brasileiras de contabilidade, que quando se propõe a ter um controle interno voltado para as boas práticas da gestão oferecem uma margem de segurança aceitável no que diz respeito à emissão do seu certificado ou parecer, diminuindo o risco na auditoria. Considerando a importância do controle interno como suporte ao trabalho de auditoria, neste trabalho objetiva-se fundamentalmente em destacar o papel do controle interno. O referido trabalho está organizado de que o controle interno se destaque como ferramenta principal para auxiliar a auditoria externa. 8 METODOLOGIA Quanto aos fins, à pesquisa será descritiva e explicativa, visto sua analise sobre a importância dos controles internos perante a auditoria externa. A pesquisa será de caráter bibliográfico, sendo elaborado através de edições literárias nacionais. Levantando considerações sobre controle interno; evidenciando o papel do controle, estabelecendo um ambiente para desempenho ético profissional. Quanto à coleta de dados a pesquisa terá como base, artigos, publicações, internet, sites e abordagens sobre o assunto. 9 SUMÁRIO RESUMO .............................................................................................................. 06 METOLOGIA ........................................................................................................ 07 CONTROLE INTERNO E AUDITORIA EXTERNA .............................................. 09 Auditoria externa e o Controle Interno Evolução da Auditoria Externa no Brasil Auditoria e sua Classificação TRABALHO DO AUDITOR EXTERNO ............................................................... 16 Objetivo do Auditor Externo OBJETIVO DA AUDITORIA INTERNA ............................................................... 18 CONTROLE ........................................................................................................ 20 Principal Objetivo e Importância do Controle Objetivos do Controle Interno O Controle Interno e sua Importância Etapas do Controle Principais Áreas de Controle Funções, Objetivos, Características e Classificação do Controle Interno Como Podemos Avaliar os Controles Internos SISTEMA CONTÁBIL E CONTROLES INTERNOS .......................................... 27 Avaliação dos Controles Internos e do Sistema Contábil Controle Interno e seu Ambiente CONCLUSÃO ..................................................................................................... 30 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 32 10 CONTROLE INTERNO E AUDITORIA EXTERNA A AUDITORIA EXTERNA E O CONTROLE INTERNO Para entendermos o trabalho da Auditoria Externa e do Controle Interno é preciso fazer um breve estudo a respeito da suas características intrínsecas e extrínsecas. No entanto, é importante saber que tanto o processo de globalização como a evolução do sistema capitalista possuem um papel importante para a solidificação dessas ferramentas administrativas gerenciais, principalmente no Brasil. Conforme Jund (2002a, p.5), o berço da Auditoria Moderna foi à Inglaterra, que a exportou para outros paises, inclusive para o Brasil, juntamente com seus investimentos, principalmente para a construção de estradas–de-ferro e outros serviços de utilidade pública. Segundo o autor não existe divulgações de pesquisas sobre o início da auditoria no Brasil, sendo certo que sua origem foi na Inglaterra, pois já existia o termo dos “auditores da coroa”. Formalmente organizada em 26 de março de 1957, quando formado o Instituto de Contadores Públicos no Brasil, em São Paulo, a Auditoria foi reconhecida formalmente em 1968, por ato do Banco Central do Brasil. Ocorrendo seu fortalecimento na atividade em 1972, por regulamentação do Banco Central do Brasil, Conselho Federal de Contabilidade e pela formação de um Órgão Nacional para congregação e auto-disciplinação dos profissionais, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. EVOLUÇÃO DA AUDITORIA EXTERNA NO BRASIL No início as empresas eram fechadas, pertencendo a grupos familiares, sendo controladas por seus donos. Com a evolução do Sistema Capitalista, houve a necessidade das empresas ampliarem suas instalações fabris e Administrativas, investindo no 11 desenvolvimento tecnológico e aprimorando os controles e procedimentos internos em geral, principalmente vislumbrando à redução das despesas, como conseqüência, as demonstrações contábeis passaram a ter uma relevância maior, para futuros investidores e, como medida de segurança, contra a possibilidade de manipulações de informações, os futuros investidores passam a exigir que essas demonstrações fossem analisadas por um profissional independente e de reconhecida capacidade técnica para emitir seu parecer sobre estas. A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informações e confirmações internas e externas, relacionadas com o controle do patrimônio,objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes (FRANCO; MARRA, 2001a, p. 26). A técnica contábil que através de procedimentos específicos, que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções, e na obtenção de informações e confirmações, relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade, objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais e normas de contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação economica-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e demais situações nelas demonstradas (FRANCO; MARRA, 2001b, p. 26). Com maior exigência diária do mercado, hoje a auditoria já conta com as suas subdivisões agravada pela complexidade que surge em cada área específica, que resulta na necessidade dos profissionais também se especializarem/aprimorarem, e assim atender a expectativa das organizações de acordo com suas necessidades. A auditoria contábil, é um segmento da auditoria que tem como finalidade, examinar e emitir um pareceres sobre a necessidade de adequação das demonstrações contábeis sempre em conformidade com os princípios 12 fundamentais da contabilidade, suas normas e a legislação vigente. De acordo com Jund (2002b) a auditoria pode ser: A auditoria das demonstrações financeiras destina-se ao exame e avaliação dos componentes dessa demonstrações, no que concerne á adequação dos registros e procedimentos contábeis, sistemática dos controles internos, observância de normas, regulamentadas e padrões aplicáveis, bem como a aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade (JUND, 2002c, p. 108). A Auditoria Tributaria é de relevante importância, já que em nosso país a carga tributaria é alta, assim como quantidade de tributos. A auditoria tributaria objetiva o exame e a avaliação de planejamento tributário e a eficiência e eficácia dos procedimentos e controles adotados para a operação pagamento e recuperação de impostos, taxas e quaisquer outros ônus de natureza fisco-tributaria que incidam nas operações, bens e documentos da empresa (JUND, 2002d, p.108). Enfatizando mais a Auditora Operacional, verifica-se a administração gerencial dos recursos de uma organização, no que diz respeito à eficiência, eficácia e econômica. A auditoria operacional, também denominada de auditoria dos 3 E’s(economia,eficiência e eficácia), é considerada, essencialmente, um enfoque, ou seja, um mesmo assunto pode ser visto por olhos de um contador e resultar num exame financeiro tradicional ou de um ponto de vista gerencial, como se fosse o proprietário do negócio, e resultar numa Auditoria Operacional (JUND, 2002e, p. 109). A auditoria de gestão é responsável pela avaliação das políticas implantadas e principalmente no processo decisório. A auditoria de gestão cumpre o exame e a avaliação sobre sistemas políticos, critérios e procedimentos utilizados pela empresa na sua 13 área de planejamento estratégico, tático e principalmente, no processo decisório (JUND, 2002f, p. 110). A Auditoria de sistemas é hoje um dos instrumentos de trabalho que devido a sua importância é necessária para que todas as informações sejam fidedignas aos dados apurados e lançados no sistema. A auditoria de Sistemas informatizados compreende o exame e avaliação dos processos de planejamento, desenvolvimento, teste e sistemas aplicativos. Visa, também, ao exame e avaliação das estruturas lógica, física, ambiental, organizacional, de controle, segurança e proteção de determinados ativos, sistemas aplicativos, software e, notadamente, as informações, visando à qualidade de controle internos sistêmicos e de sua observância em todos os níveis gerenciais (JUND, 2002g, p. 111). AUDITORIA E SUA CLASSIFICAÇÃO • Externa A Auditoria Externa, também é chamada de “Independente”, se apresentando de formas diferentes, para vários autores no que diz respeito a sua definição: A Auditoria feita por profissional liberal não empregado da empresa ou entidade que verifica. As auditorias externas são quase sempre promovidas por empresas de profissionais ou por entidades especiais, visando sempre a penetrar nas empresas com a independência necessária para pesquisar. (SÁ, 1994a, p. 40). De acordo com a NBC.T.11, A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os princípios fundamentais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e, no que for pertinente, a legislação especifica. É a técnica que visa obter elementos de convicção que permita julgar se as demonstrações contábeis de uma entidade, bem como os 14 registros contábeis: Foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade;e Refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período examinado e as demais situações e informações nelas demonstrados e constantes das notas explicativas. (OLIVEIRA ; DINIZ FILHO, 2000a p.15). A auditoria externa é aquela realizada por profissional liberal, auditor independente, sem vinculo de emprego com a entidade auditada e que poderá ser contratado para auditoria permanente ou eventual.(FRANCO ; MARRA, 2001c, p. 218). Constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivos a emissão de parecer sobre a adequação com que estes representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio liquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada consoante as normas brasileiras de contabilidade. (CREPALDI, 2000a, p. 48). Os conceitos acima compreendem a auditoria externa (independente), constituindo um conjunto de procedimentos técnicos objetivando a emissão de pareceres sobre a adequação das demonstrações contábeis, consolidando os princípios fundamentais de contabilidade e as normas brasileira de contabilidade, no que é pertinente, a legislação especifica, bem como objetiva aos elementos de sua convicção permitindo se julgar as situações econômico-financeira do patrimônio, suas origens,suas mutações, aplicações de recursos e demais informações da organização auditada, refletindo a adequação conforme demonstrado nas notas explicativas. Realizada por um profissional liberal qualificado e sem vinculo empregatício com a entidade ou empresa auditada que deverá ser contratado de forma eventual ou permanente. As empresas de auditoria externa, além da qualificação, visam introduzir-se nas empresas com independência necessária para pesquisar e obter resultados positivos no que diz respeito à perspectiva do seu trabalho. Para Jund (2002h), 15 Planejamento do trabalho de Auditoria É uma das fases mais importante para o trabalho da auditoria, pois quando o auditor efetua um bom planejamento ganha tempo e executa os seus exames com maior segurança. Em qualquer outra atividade o planejamento é um elemento imprescindível e necessário, pois, dele depende todo o andamento, ou seja, toda execução do processo de auditoria, já que o fator tempo é determinante, assim como um adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e pratica operacional na entidade,o nível de competência de sua administração, para que possa objetivar e alcançar o resultado esperado pelo trabalho. Planejando seu trabalho o auditor deve ser fidedigno as Normas Brasileiras de Contabilidade, respeitando e observando os prazos e assumidos contratualmente, assumidos com a entidade. O planejamento deve ser documentado, pois serão preparados os programas de trabalho, de forma escrita e detalhado o que for necessário à compreensão dos procedimentos a serem adotados, em termos de oportunidade, natureza e extensão. Também é importante a revisão e atualização tanto do planejamento como dos programas de trabalho na ocorrência dos novos fatos relevantes ao processo de auditoria. Segundo Jund (2002i) Objetivos do Planejamento O conhecimento é necessário para a execução do trabalho de auditoria, para as condições gerais de toda a organização. O auditor deve desenvolver programas mais apropriados expressando com maior segurança sua opinião sobre as adequações as demonstrações financeiras. Com relação ao volume de informações obtidas é necessário um planejamento considerável e a prioridade para que as áreas de controle interno e revisão analítica sejam processadas em primeiro lugar, a fim de determinar extensão, natureza e as datas dos testes 16 detalhados, para as diversas contas do balanço patrimonial e da demonstração contábil do resultado que estão condizentes ao planejado. Alguns pontos devem ser observados e havendo diferença, entre o alçado na empresa atuante em mercados instáveis, daquelas de mercado estável, de indústrias em crescimento, indústrias em declínio, operações de alto risco econômico, e de operações de baixo risco econômico. No planejamento, todos os fatores devem ser considerados relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, Jund (2002j) cita como fatores relevantes o seguinte: • Detalhado de todas as praticas contábeis adotadas pela entidade, e se as mesmas são adequada as suas atividades, as alterações procedidas em relação ao exercício anterior; • O conhecimento específico do sistema contábil e de controles internos da entidade e o nível de confiabilidade; • A identificação das áreas importantes da entidade e os riscos de auditoria, quer seja pelo volume de transações ou pela complexidade de suas atividades; • A oportunidade, a natureza e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados; • A existência de filiais, entidades associadas e partes relacionadas; • O aproveitamento de outros trabalhos de auditores independentes, especialistas e auditores internos; • O conteúdo, a natureza e a oportunidade dos pareceres, relatórios e outros informes, a ser entregue a entidade; • É necessário atender a prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informação aos demais usuários externos. É essencial lembrar-se da relação à responsabilidade pelo planejamento, uma vez que o mesmo é um instrumento muito importante ao trabalho de auditoria. 17 Segundo Jund (2002l), o planejamento é elaborado pelo gestor do trabalho, com a participação do Sócio encarregado. Nas grandes empresas de auditoria a importância ao planejamento é essencial. O programa de Auditoria tem um importante papel, já que é através destas instruções especificas de auditoria que são direcionados para todos os testes de auditoria envolvendo elementos significativos das demonstrações financeiras e áreas operacionais com objetivo de avaliar a eficácia, a eficiência e a economia para utilização dos recursos: A programação sempre será feita tendo como base um plano anual de auditoria levando-se em conta, segundo Jund (2002m): 1. Atividades a serem auditadas; 2. Época em que será auditada; 3. O tempo previsto para a conclusão satisfatória levando-se em conta a natureza, o âmbito, os recursos disponíveis para a execução do trabalho e a extensão do trabalho. De acordo com Jund (2002p), os elementos considerados ou condições essenciais à programação são: 1. Profissionais qualificados a execução do trabalho; 2. Definição dos trabalhos e riscos envolvidos; 3. Conhecimento da atividade (organogramas, atribuições, fluxogramas, manuais de procedimentos, normas e legislação pertinente); 4. Plano anual de auditoria (auxiliar na comunicação do objetivo, escopo e limitação); 5. Trabalhos análogos já realizados e subsídios diversos. TRABALHO DO AUTIDOR EXTERNO (Independente) O Conselho Federal de Contabilidade (2000b) informa que o trabalho de auditoria envolve facetas que quando determinado ordenamento torna-se mais seguro e eficaz: 18 Ø Natureza, O trabalho deve ser planejado adequadamente; quando executado por contabilistas-assistentes, devem ser convenientemente supervisionados pelo responsável (Auditor); Ø O responsável deve estudar e avaliar o sistema contábil e controle interno da empresa, tendo como base para determinar a confiança que neles pode depositar, assim como fixar a extensão, a natureza e a profundidade dos procedimentos da auditoria a serem aplicados. OBJETIVO DO AUDITOR EXTERNO Seu objetivo é emitir opinião sobre a adequação das demonstrações financeiras ou contábeis, princípio fundamental da contabilidade e normas brasileiras de contabilidade, com intuito de obter segurança na aplicação das normas, compondo as demonstrações examinadas, as seguintes peças: • balanço patrimonial; • demonstrações do resultado do exercício; • demonstrações de lucros ou prejuízos acumulados ou demonstrações; • das mutações do patrimônio liquido; • demonstrações das origens e aplicações de recursos; • notas explicativas. Todo esse trabalho do auditor externo tem uma finalidade que é a emissão do parecer, que deve por sua vez atender as normas emanadas pelo conselho federal, este é o meio pelo qual ele relata a sua opinião a quem possa interessar. O relatório é o coroamento do trabalho de auditoria, pois é por meio dele que o auditor informa, ás pessoas a quem se dirige, o seguinte: O trabalho que realizou O alcance abrangido pelo trabalho 19 A forma como o realizou Os fatos relevantes observados, que ele julga devam ser divulgados As conclusões a que chegou, as quais culminarão com sua opinião ou parecer, sobre as demonstrações contábeis, ou outras peças examinadas. (FRANCO ; MARRA, 2001d, p. 527 ). Atendendo assim as normas emanadas pelo Cons. Federal de Contabilidade CFC. São normas a serem obedecidas na elaboração do parecer. OBJETIVO DA AUDITORIA INTERNA Devido a sua relevância não poderíamos deixar de citar nesta pesquisa, essa ferramenta administrativo gerencial, que é a auditoria interna. A auditoria interna através da sua atuação, em uma organização, verifica continuamente se as políticas implantadas estão realmente sendo seguidas, e se o controle interno funciona de forma adequada, e ainda serve como auxilio a auditoria externa, para melhor entendermos foi pesquisado alguns conceitos para a solução dos mesmos, chegarmos até ao seu real objetivo. De Acordo Com A NBC.T.12, A Auditoria Interna Constitui o conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade. A auditoria interna é aquela exercida por funcionário da própria empresa, em caráter permanente. Apesar de seu vinculo com a empresa, o auditor interno deve exercer sua função com absoluta independência profissional, preenchendo todas as condições necessárias ao auditor externo, mas também exigindo da empresa o cumprimento daquelas que lhe cabem , ele deve exercer sua função com total obediência profissional, pois sua subordinação a administração da empresa deve se apenas sob o aspecto funcional.(FRANCO ; MARRA, 2001f, p. 219). 20 É o instrumento de controle administrativo e de verificação sistemática da eficácia e eficiência das atividades operacionais. Enfoca a avaliação dos controles internos das atividades e processos administrativos e operacionais, analisando as deficiências e os riscos envolvidos, visando: Á proteção dos bens e direitos da empresa contra fraudes, desvios, desfalques; Á constatação de possíveis irregularidades e usos indevidos dos bens e direitos da empresa, que comprometam seu desempenho. Ao aprimoramento continuo da eficiência e eficácia operacional, contribuindo com soluções que possibilitem e facilitem o atingimento das metas e dos planos estabelecidos.(OLIVEIRA ; DINIZ FILHO, 2001b, p. 16). A auditoria interna é uma atividade de avaliação independente dentro da empresa, que se destina a fiscalizar as operações, como um serviço prestado á administração . Significa um controle gerencial que funciona por método de analise e avaliação da eficiência de outros controles. É ministrado por um profissional ligado á empresa, sempre em linha de dependência da direção empresarial. O auditor interno é pessoa de confiança dos dirigentes; está vinculado á empresa por contrato trabalhista. (CREPALDI, 2000a, p.41). È uma atividade de avaliação independente, que atuando em parceria com administradores e especialistas deverá avaliar a eficiência e eficácia dos sistemas de controle de toda a entidade, agindo proativamente, zelando pela observância ás políticas traçadas e provocando melhorias, fornecendo subsídios aos proprietários e administradores para a tomada de decisão, visando ao cumprimento da missão da entidade. (PAULA, 1999, p.23). O objetivo da auditoria interna é auxiliar todos os membros da administração no desempenho efetivo de suas funções e 21 responsabilidades ,fornecendo-lhes analises, apreciações, recomendações e comentários pertinentes as atividades examinadas. (CREPALDI, 2000b, p.41) CONTROLE Controle verifica as práticas de gestão em outras palavras, o controle consiste em analisar se as atividades estão sendo executadas de acordo com as normas determinadas pela organização, alguns conceitos decorrentes da pesquisa feita nos ajuda, no sentido de fornecer a comprovação de sua relevância em todos os procedimentos administrativos por representar a base de toda uma estrutura organizacional, conforme será demonstrado. Controle é a função administrativa que consiste em medir e avaliar o desempenho dos subordinados para assegurar que os objetivos da empresa sejam atingidos. A tarefa do controle é verificar se tudo está sendo realizado em conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas, para identificar os possíveis erros ou desvios,a fim de corrigi-los e evitar a sua repetição (CHIAVENATO, 2000b, p. 54). O controle é a conclusão lógica do ciclo administrativo. Ele segue a execução do programa, verificando a manutenção dos padrões prefixados e procurando assinalar e remover, tempestivamente, qualquer obstáculo ou anomalia prejudicial ao regular funcionamento de todo o sistema (RONCHI, 1978, p. 55). Controle é o processo administrativo que consiste em verificar se tudo está sendo feito de acordo com o que foi planejado e as ordens dadas, bem como assinalar as faltas e os erros, a fim de repará-los e evitar sua repetição (SILVA, 1980a, p. 80). 22 PRINCÍPIOS, OBJETIVOS E IMPORTÂNCIA DO CONTROLE • Princípios do Controle - Representa um instrumento administrativo que fornece toda estrutura organizacional, visando permitir um melhor entendimento de seu funcionamento, como também, uma avaliação da sua execução, estes princípios devem ser observados com cuidado segundo, Chiavenato, 2000c), esses princípios são: • Principio do Objetivo – O controle deve contribuir para o almejo dos objetivos da empresa por meio da mensuração dos erros ou falhas em tempo hábil para permitir a correção oportuna. Porem, o controle deve proporcionar as devidas correções para que não ocorram desvios em relação aos objetivos fixados; • Principio da Definição dos Padrões – O controle deve possuir padrões bem definidos. Geralmente, são definidos no planejamento, ou seja antes da execução dos trabalhos e devem servir de critério para o futuro desempenho; • Principio da Exceção – Este principio foi formulado por Taylor, que achava que a atenção do controlador não deve fixar-se demais sobre as coisas que andam bem. O controlador precisa estar atento para as coisas que andam mal,ou seja, para as exceções. O controle deve concentrar-se sobre as situações excepcionais, isto é,sobre os desvios ou variações mais graves e não sobre as situações normais que ocorrem dentro dos padrões estabelecidos; • Principio da Ação – O controle somente é justificado quando proporciona ação 23 Preventiva adequada sobre as falhas ou desvios apontados. O controle deve apontar alguma coisa, todavia que ocorra variação em relação ao padrão estabelecido. È exatamente para isto que existe o controle, provocar ação corretiva para restabelecer a execução dentro do padrão fixado, sempre que necessário. (Chiavenato, 2000d, p.58). O processo administrativo, possui ferramentas como o planejamento, organização, direção e controle, que funcionam como um sistema de engrenagens, uma dependendo da execução perfeita da outra para almejar, dessa forma, o objetivo desejado, e assim encerrar o ciclo de trabalho . OBJETIVOS DO CONTROLE INTERNO a. Tomar conhecimento das políticas, leis, normas e regulamentos externos e internos aplicáveis à instituição, empreendendo as ações necessárias para resguardar o seu cumprimento; b. Resguardar, quando aplicável, a execução de monitoramento regular, de forma a assegurar o cumprimento das políticas; c. Garantir que as normas, procedimentos e instruções, necessários a consecução das atividades da instituição, estejam disponíveis e acessíveis aos colaboradores; d. Participar de reuniões, cuja a pauta envolva assuntos relacionados a riscos e/ou controles internos e compliance; e. Emitir parecer, sob a ótica de riscos e controles, nos documentos denominados como Plano de Negócio e de conformidade e especificação funcional; f. Identificar, classificar e avaliar riscos e controles intrínsecos as atividades desempenhadas na sua instituição com base no desempenho dos fluxos elaborados pela área gestora do processo, cujo serviço, produto ou atividade esteja vinculado; 24 g. Revisar periodicamente os Inventários de Riscos de Controle validando os com os gestores responsáveis; h. Participar da elaboração e revisão de planos de ação, representados pela implantação de medidas corretivas ou de melhorias nos controles, monitorando o cumprimento dos prazos; i. Reportar e assegurar que sejam sempre de forma tempestiva e acurada as perdas decorrentes de eventos de Risco Operacional, providenciando ações no sentido de reluzi-las; j. Monitorar quando aplicável as perdas referente a risco residual; k. Resguardar o cumprimento dos prazos estabelecidos para fornecimento de informações requisitadas; l. Elaborar relatórios periódicos de conformidade dos controles internos da instituição. O controle tem como objetivo segundo Chiavenato (2000e), a correção de erros, falhas, seja no planejamento, na direção ou na organização , em tempo hábil para que ocorra uma melhora em todo o processo operacional. O CONTROLE INTERNO E SUA IMPORTÂNCIA A importância do controle se define conforme Chiavenato (2000f), a partir do momento que as principais funções, planejamento,organização, direção alcançaram seus objetivos. Entretanto os resultados virão sem tantos problemas existentes num processo planejamento Organização Direção Controle administrativo e acompanhado de um crescimento estruturado. 25 ETAPAS DO CONTROLE a) Características do Controle O controle tem a necessidade como características fatores que possibilitem em momentos precisos medidas a acarretar a realização do que foi planejado, organizado e dirigido, para o alcance dos objetivos almejados pela organização, nesse sentido Silva (1980b) cita como características: • Maleabilidade – Possibilitar a introdução de mudanças decorrentes de alterações nos planos e nas ordens; • Instantaneidade - Acusar o mais depressa possível as faltas e os erros verificados; • Correção - Permitir a reparação das faltas e dos erros, evitando-se a sua repetição (Silva, l980c, p.80). • Controle quanto ao processo Estabelecimento de padrões (critérios ou normas de serviços). Avaliação e Comparação de desempenho (comparar, medir ou verificar os resultados com o padrão). Correção dos desvios (corrigir os planos, modificar objetivos e mudar pessoal). O controle quanto ao processo é uma parte que muito interessa a auditoria externa, pois a partir da avaliação, através do planejamento o auditor verificar o grau de risco de auditoria como também todos os procedimentos referentes à extensão do trabalho, uma vez que a mesma está relacionada com a implantação dos padrões como também as políticas administrativas. 26 PRINCIPAIS ÁREAS DE CONTROLE Alguns setores nas empresas, por suas atividades representarem a base de sustentação a concretização de um negocio, merecem uma maior cuidado com relação ao controle e segundo Chiavenato, (2000m) são as seguintes: • Área Institucional – Referente ao controle da empresa como um todo, ou seja, o desempenho global da empresa por meio de relatórios e balanços contábeis, o controle de lucros e perdas, o controle do retorno sobre o investimento etc.; • Área de Finanças – Referente a administração dos recursos financeiros da empresa,como o controle orçamentário, a contabilidade de custos, o controle dos investimentos etc.; • Área de Produção - Referente a administração dos recursos materiais da empresa,como o planejamento e controle de produção, o controle de materiais,o controle de estoques, o controle de qualidade etc.; • Área Mercadológica – Refere-se á administração dos recursos mercadológicos ou comerciais da empresa, como o controle das vendas, o controle de estoques de produtos acabados, o controle das entregas a clientes, o controle de promoção e propaganda etc; • Área de Pessoal – Refere-se á administração dos recursos humanos da empresa, como o controle de freqüência, o controle das férias de pessoal, o controle de entradas e saídas de pessoal etc. 27 FUNÇÕES, OBJETIVOS, CARACTERISTICAS E CLASSIFICAÇÃO DO CONTROLE INTERNO a) Funções do Controle Interno Por controles internos entendemos todos os instrumentos da organização destinados à igilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitam prever,observar,dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzam reflexos em seu patrimônio (FRANCO ; MARRA, 2001g, p. 267). A função do controle interno, está diretamente relacionado com todas as estruturas da empresa, que vai desde as relações de autoridades e responsabilidade entre os vários níveis estabelecidos e exigidos para o alcance dos objetivos, como também a proteção do seu patrimônio, a integridade de seus dados contábeis, eficiência operacional no que diz respeito à existência de mão de obra bem treinado e qualificado para o desenvolvimento adequado de suas atividades e por fim o sistema de regras imposto pelas políticas administrativas relativas a direção dos negócios e a pratica dos princípios , normas e funções para a obtenção de determinados resultados. b) Objetivos do Controle Interno devem estar diretamente ligado aos interesses de organização para que realmente as políticas implantadas e objetivos almejados se realizem. O controle interno tem quatro objetivos básicos: • Preservar os interesses da empresa; • Precisão e a confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais; • O estimulo á eficiência operacional; • Aderência ás políticas existentes para com seus acionistas . 28 COMO PODEMOS AVALIAR CONTROLES INTERNOS Diante de tudo o que foi pesquisado neste trabalho, podemos constatar que o trabalho do auditor externo se concentra, sobre o sistema contábil e controle interno, por serem essas ferramentas peças chaves constituindo importantes processos que alicerçam uma estrutura organizacional, se forem aplicados corretamente, entretanto se faz necessário conhecermos através de pesquisadores no assunto algumas metodologias adotadas na avaliação dos mesmos. O auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil e do controle interno de uma entidade, tanto privada quanto pública. As normas internacionais de auditoria, emitidas pela Federação Internacional de Contadores/ Sigla em Inglês-IFAC, fixam como indispensável para um auditor externo exercer suas tarefas,uma avaliação preliminar do sistema de contabilidade e do sistema de controle interno visando a identificar os riscos de auditoria existentes e então definir o planejamento de seu trabalho. (NASI, 1999, p.11). SISTEMA CONTÁBIL E CONTROLES INTERNOS O principal objetivo de avaliação do sistema contábil e de controle interno é construir uma base para determinar a natureza, oportunidade, extensão e procedimentos a serem adotados para o trabalho de auditoria de modo que alguns pontos devem ser observados: • O tamanho e complexidade das atividades da entidade; • Os sistemas contábeis quanto à informação, para efeitos tanto internos quanto externos; • As áreas de risco de auditoria; • Documentação - natureza, em face dos sistemas de informatização adotados 29 pela entidade; • O grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade; • Nível de envolvimento da auditoria interna, se existente. AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS E DO SISTEMA CONTÁBIL Representam as principais fontes de informações relacionadas ao trabalho de auditoria a fim determinando a natureza, a oportunidade e extensão dos procedimentos a serem adotados, tendo a contabilidade como o principal meio de controle, de que dispõe a administração do ponto de vista financeiro, esta tem a responsabilidade do registro dos fatos após sua ocorrência, existindo o é utilizado durante a ocorrência dos fatos que prevê a ocorrência dos fatos. Por se tratar de duas ferramentas tão importantes existem alguns mecanismos de avaliação que são de grande relevância, para ajudar a validação dos controles internos, identificando os pontos fortes e fracos, um desses mecanismos é o questionário de avaliação de controle interno, o outro também de grande importância que é o conceito de planilhas que conjugam varia formas: a. Encadeamento de funções, processos ou transações, num fluxo do tipo passo a passo, amarrado a um processo/produto/serviço; b. Permite que sejam descritos todos os riscos relacionados com o fluxo, em exame independente de controles; c. Permite que sejam identificados todos os controles que porventura sejam necessários para minimizar ou eliminar os riscos elencados; d. Permite que sejam registrados quais os riscos daqueles elencados que não possuem controles e que, conseqüentemente, se constituem nas exposições do processo; e. Permite elencar as ações que precisam ser aderidas para fortalecer o controle interno do processo. 30 CONTROLE INTERNO E SEU AMBIENTE Para iniciar o processo de avaliação dos controles internos é preciso fazer um detalhamento do ambiente de controle, mapeando toda a organização, desde suas definições hierárquicas, até as especificações de transações. São levantados: I. Os organogramas; II. As definição de responsabilidade e atribuições por níveis e cargos; III. Parâmetros para desenvolvimento de produtos/serviços; IV. Os procedimento formais e normas; V. A política de pessoal, tais como: Contratação, Carreira, Treinamento, demissões; VI. Políticas de cargos, salários, promoções e etc. A ferramenta e/ou mecanismo mais freqüentemente usado nesta fase do processo é o questionário de levantamento do ambiente de controle, onde as questões ali levantadas dizem respeito, á solicitação de documentos da organização, onde se encontram substanciados a maioria dos assuntos listados para a etapa de levantamento do controle. Se alguns dos assuntos não existirem na organização, o processo de solicitação é direcionado para o levantamento de subsídios que permitam que sejam formalizados e quais são adotados na prática. O objetivo final desta etapa é estabelecer como a empresa foi e está organizada, como foram elaboradas suas políticas de recursos humanos, quais são suas diretrizes estratégicas, quais são seus procedimentos adotados e com que grau de responsabilidades. 31 CONCLUSÃO Depois de termos detalhado o processo de controles internos, auditoria externa e a auditoria, passamos a colocar em destaque os principais aspectos encontrados com esse trabalho. A auditoria Externa é um conjunto de procedimentos que um profissional independente da empresa, e com qualificação para emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis, baseando a adequação dos princípios fundamentais da contabilidade e às normas brasileiras de contabilidade. Já as normas internacionais de auditoria, fixam como indispensável, para um auditor externo, exercer suas tarefas com uma avaliação preliminar do sistema de contabilidade e do sistema de controle interno, tentando a mensurar os riscos de auditoria e controle interno existente e então definir o planejamento de seu trabalho. Sabendo que auditoria Externa é regulamentada e fiscalizada por órgãos reguladores da profissão, com o objetivo de reduzir ou eliminar a ocorrência de erros pelos profissionais responsáveis pelo controle. Quanto ao controle interno definimos como uma série de políticas, normas e procedimentos adotados pela instituição para ajudar no cumprimento do objetivo administrativo que é de assegurar a execução eficiente e ordenada dos processos, incluindo, a sujeição às políticas administrativas e de controle interno, salvaguardando os ativos, a prevenção de fraudes ou falhas, a exatidão, a integridade dos registros contábeis, conforme normas vigentes, e a elaboração de informações financeiras transparente e confiável. Portanto se conclui que o controle interno é um instrumento de importante para a execução do trabalho de auditoria externa, tendo em vista que o auditor mensura os riscos da auditoria comparando os com as conformidades e qualidade/profundidade de seus controles internos, sendo parte integrante de todas as atividades da empresa, e estas são de relevante importância para a auditoria externa, por constituir uma base de conteúdo das demonstrações contábeis, principal instrumento de trabalho da auditoria externa. 32 Com tudo o que foi pesquisado, na bibliografia que serviu de consulta para realização do presente trabalho, se observa que os órgãos/normas reguladoras da auditoria externa, bem como os diversos conhecedores das áreas de contabilidade e auditoria, reverenciam o controle interno como elemento essencial para a execução do trabalho da auditoria externa, por entender a responsabilidade pelo sucesso da organização e devido a sua aplicabilidade faz-se necessária um rigoroso trabalho de controle interno. 33 BIBLIOGRAFIA ABBI-FEBRABAN / Função de Compliance ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São Paulo: Atlas, l996. CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação á administração geral. São Paulo: Makron Books,2000. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referencias: elaboração. Rio de Janeiro, 2002. SÁ, A Lopes. Dicionário de Contabilidade. São Paulo: Atlas, 1994. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução. Princípios fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. ______. Resolução CFC N.º 820 de 17 de Dezembro de 2008. Princípios fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. . CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria Contábil: teoria e prática. São Paulo: Atlas,2001. FRANCO, Hilário; MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas, 2000. . JUND, Sérgio. Auditoria Conceitos, Normas Técnicas e Procedimentos: teoria e 600 Questões-Estilo ESAF,UNB e OUTROS. Rio de Janeiro: Impetus, 2002. 34 NASI, Antonio Carlos.O controle interno no contexto da modernização do estado: as experiências das empresas de Auditoria Externa. Revista Brasileira de Contabilidade. RONCHI, Luciano. Organização, Métodos e Mecanização. São Paulo: Atlas, 1978. RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa cientifica. Petrópolis: Vozes, 1986. TREVISAN, Auditores e Consultores. Auditoria: suas áreas de atuação. São Paulo: Atlas, l996.