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A AUDITORIA EXTERNA DENTRO DO CONTEXTO CONTÁBIL
1. INTRODUÇÃO
O grande crescimento das organizações, tanto no tamanho e
complexidade passou a exigir uma gestão mais eficaz e eficiente de seus recursos
humanos e materiais. Neste contexto, destaca-se o profissional da auditoria, cuja
importância para as empresas no atendimento de suas metas, proporciona uma
política sólida e estrutural de maior aproveitamento das potencialidades, recebendo
reconhecimento diário.
Tal fato é reconhecido por Silva (2002), que afirma que a
contratação desse profissional tem se tornado, nos dias de hoje, uma prática comum
na moderna administração empresarial devido as modificações das formas de
gestão, tais como reengenharias, desenvolvimento de equipes, projetos, qualidade
total e tantos outros formatos administrativos.
Em qualquer organização, mesmo pequena ou muito rudimentar, a
contabilidade sempre esteve presente, pois todas possuem, mesmo que de maneira
muito simples, um sistema de registro e controle de suas atividades.
No desenrolar de sua evolução a contabilidade percorreu por várias
correntes de pensamento dentro do contexto econômico e social em que foram se
desenvolvendo os estudos e ampliando-se o número de estudiosos da ciência
contábil e, segundo Franco ; Marra (2001, p.25), destina-se a,
estudar e controlar o patrimônio das entidades, do ponto de vista
econômico e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e
qualitativo e as variações por ele sofridas, com o objetivo de fornecer
informações sobre o estado patrimonial e suas variações em
determinado período.
Já Iudícibus (2000, p.23), de maneira clara e objetiva diz que o
objetivo da contabilidade, pode “ser resumido no fornecimento de informações para
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vários usuários, de forma que propiciem decisões racionais, envolvendo aspectos de
produtividade e os aspectos sociais.”
Entende-se assim que as informações geradas pela contabilidade e
apresentadas através de relatórios financeiros são as ferramentas imprescindíveis
para a visualização da situação passada, atual e, principalmente, futura, garantindo
dessa forma, aos usuários e gestores, informações e decisões tomadas com um
grau maior de confiabilidade.
A contabilidade para atingir sua finalidade utiliza-se de varias
técnicas, dentre elas, a auditoria externa, geralmente exercida segundo dois focos:
auditoria operacional (presente/passado) e auditoria de gestão (presente/futuro),
esta última talvez a que agregue maior valor aos acionistas seja a auditoria de
gestão. (CORDEIRO, 2001).
Inicialmente com enfoque operacional seguido para o administrativo,
gestão e, atualmente integral a auditoria de gestão é o enfoque do presente estudo
visando identificar quais os tipos de empresas que mais a utilizam.
Por auditoria de gestão, entende-se a "revisão, avaliação, emissão
de opinião de processos e resultados exercidos em linhas de negócios, produtos,
serviços no horizonte temporal presente/futuro". (GIL, 2000, p. 21)
Assim verifica-se que este desmembramento da auditoria está
voltado para os fatos que estão ocorrendo, ou que ainda não ocorreram, em linha
com pensamento mais moderno dos administradores, cujos resultados efetivamente
contribuem para a correção de rumos tempestivamente.
1.1 Objetivos
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Como objetivo propõe-se avaliar os diversos autores que tratam das
questões que envolvem práticas de gestão e sua utilização pelos profissionais da
área contábil.
1.1.1 Objetivo geral
Analisar a importância da auditoria de gestão no contexto da
auditoria externa para as organizações visando identificar em que tipo de empresa
vem sendo utilizada.
1.1.2 Objetivos específicos
-
identificar as atividades desenvolvidas pela auditoria externa;
-
caracterizar os principais aspectos normativos;
-
apresentar as formas de execução da auditoria de gestão nas organizações;
1.2 Metodologia
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O presente estudo caracteriza-se como revisão da literatura os
quais, segundo Campello et al (1988), consiste em analisar a literatura de uma
determinada área, sintetizar fatores úteis e abandonar o material que não contribui
para o desenvolvimento do assunto. Sua finalidade é colocar o pesquisador em
contato direto com tudo aquilo que foi escrito nesse âmbito.
Também para Trujillos (1974), a revisão da literatura permite ao
pesquisador o reforço paralelo na sua análise de suas pesquisas ou na manipulação
de suas informações.
Dessa forma, dividimos a presente pesquisa em três momentos. No
primeiro, procuramos apresentar o que é auditoria no contexto da contabilidade. No
segundo momento, visou-se identificar os diversos tipos de auditoria e, no terceiro
momento, aborda-se sobre a auditoria de gestão.
2 O APARECIMENTO DOS PROCESSOS DE AUDITORIA E O
CONTEXTO DA CONTABILIDADE
A origem da contabilidade remonta a origem do Homo sapiens pois
segundo Iudìcibus (2000, p.30):
o homem primitivo, ao inventariar o número de instrumentos de caças e
pescas disponíveis, ao contar seus rebanhos, ao contar suas ânforas de
bebidas, já estava praticando uma forma rudimentar de Contabilidade.
Portanto, desde os tempos antigos o homem já se preocupava em
controlar sua riqueza, “(...) afinal a medida que o homem desenvolvia um patrimônio,
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era necessário que ele procurasse desenvolver procedimentos para determinar as
suas posses e avaliar as mesmas” (SILVA, 2002).
Assim, pode-se dizer que a contabilidade existe desde o início da
civilização humana, pois, afirma Marion (2002, p.1):
se a Contabilidade mensura riqueza e o homem (a razão da existência
dessa ciência) é ambicioso por natureza, ainda que de modo muito precário,
ela acompanha esse homem ambicioso desde o princípio. Veja casos na
Bíblia, como os de Jó, Jacó e outros, que tiveram a sua riqueza avaliada,
bem como a variação dessa riqueza.
Concordando com Marion (2002), Sá (1997, p.19) afirma que:
há mais de 6.000 anos o comércio já era intenso, o controle religioso sobre
o estado já era grande e poderoso, daí derivando grande quantidade de
fatos a registrar, ensejando, também o desenvolvimento da escrita contábil.
No início, esses registros eram realizados através de pequenas peças de
argila. O eminente mestre também registra que no Egito há milhares de
anos, “o papiro deu origem aos livros contábeis e já se faziam registros
sofisticados, inclusive utilizando-se o sistema das matrizes (como na lógica
matemática).
Assim considerada, observa-se que em qualquer tipo e formato da
organização a contabilidade sempre esteve presente, pois todas possuem, mesmo
que de maneira muito simples, um sistema de registro e controle de suas atividades.
Conforme relata Marques (2002), até o século XVI, a contabilidade
estava totalmente embasada no empirismo, foi somente a partir do final deste é que
começou a romper com essa característica fundamental, passando desde então,
preocupar-se com o entendimento das mutações da substância patrimonial. Desde
então essa preocupação cresceu de maneira vertiginosa, erguendo a Contabilidade
à status de ciência possuindo todos os aspectos de uma.
No desenrolar de sua evolução a contabilidade percorreu por várias
correntes de pensamento dentro do contexto econômico e social em que foram se
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desenvolvendo os estudos e ampliando-se o número de estudiosos da ciência
contábil, entre as quais destacam-se o Contismo, o Personalismo,o Neocontismo, o
Controlismo, o Aziendalismo, o Patrimonialismo e o Neopatrimonialismo oriundos da
Escola Italiana (Européia) de Contabilidade, como também a corrente proveniente
da Escola Anglo-Saxônica de origem Norte-Americana. (SILVA, 2002).
De acordo com Silva (2002), a contabilidade tem evoluído ao longo
dos anos em função de diversos estudos que possibilitam o surgimento de novas e
melhores formas de controlar o patrimônio através de um sistema de informações
que possibilitam a tomada de decisões mais racionais no intuito de garantir a
continuidade e o sucesso das organizações.
No Brasil, a evolução da contabilidade esteve sob a influência da
escola Italiana. No entanto, destaca Iudícibus (2000, p.37) “ não sem aparecerem
traços de uma escola verdadeiramente brasileira”.
De acordo com Attie (1998), de 1840 até 1920 a escola Italiana
iniciou o processo de desenvolvimento da teoria da contabilidade. A partir de 1920
passou a predominar a escola anglo-americana de contabilidade, desenvolvendo a
contabilidade de custos, gerencial, análise de balanços, auditoria e outras
ramificações técnicas. Além dessas escolas, Schmidt (2000) cita outras, como a
Escola Alemã no final do século XIX e início do século XX, tendo como principal
contribuição o desenvolvimento doutrinário da contabilidade, e a Escola Francesa ou
Neocontista, também no final do século XIX, estabeleceu procedimentos para a
elaboração dos balanços das empresas, e, em 1880, foi realizado na França um
congresso de contadores, no qual houve um consenso sobre a padronização dos
balanços patrimoniais (ALBERTON, 2002).
A contabilidade, segundo Franco ; Marra (2001, p.25), destina-se a,
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estudar e controlar o patrimônio das entidades, do ponto de vista econômico
e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e qualitativo e as
variações por ele sofridas, com o objetivo de fornecer informações sobre o
estado patrimonial e suas variações em determinado período.
Já Iudícibus (2000, p.23) de forma simples e objetiva diz que “o
objetivo da contabilidade, pode ser resumido no fornecimento de informações para
vários usuários, de forma que propiciem decisões racionais, envolvendo aspectos de
produtividade e os aspectos sociais.”
Entende-se assim que, as informações, geradas pela contabilidade e
apresentadas através de relatórios financeiros, são as ferramentas imprescindíveis
para a visualização da situação passada, atual e, principalmente futura, garantindo
dessa forma, aos usuários e gestores, informações e decisões tomadas com um
grau maior de confiabilidade.
os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser aderentes, de alguma forma
explícita ou implícita, àquilo que o usuário considera como elementos
importantes para o seu processo decisório. Não tem sentido ou razão de ser
a Contabilidade como uma disciplina neutra, que se contenta em perseguir
esterilmente sua verdade ou beleza. A verdade da Contabilidade reside em
ser instrumento útil para a tomada de decisões pelo usuário, tendo em vista
a entidade (MARION, 2002, p.7-8).
Assim, a contabilidade tem por objetivo fornecer informações
fidedignas sobre o patrimônio e, portanto fornece condições para que a
administração possa tomar decisões mais racionais para preservação, ampliação do
patrimônio e conseqüente continuidade da entidade.
A contabilidade, para atingir sua finalidade utiliza-se de varias
técnicas, dentre elas, destacam Franco ; Marra (2001, p.25):
1. Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais);
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2. Demonstrações (balanços e outras demonstrações);
3. Auditoria;
4. Análise de balanços.
2.1 Origem da Auditoria
Segundo Sá (1998), apud Alberton (2002, p.28), o termo auditoria
possui origem latina audire, que significa o ouvinte, aquele que ouve, e foi rotulada
pelos ingleses por auditing, no sentido de revisão e tem como finalidade examinar,
corrigir, ajustar, certificar) ser oriunda da cultura inglesa.
Segundo se tem notícias, a atividade de auditoria é originária da
Inglaterra que, como dominadora dos mares e do comércio em épocas passadas,
“teria iniciado a disseminação de investimentos em diversos locais e países e, por
conseqüência,
o
exame
dos
investimentos
mantidos
naqueles
locais”.
(MARCONDES, 2003, p.3-4).
Para Santi (1988, p.17) apud Aguirre (2002) a origem é imprecisa e
provavelmente surgiu “dentre os guarda-livros prestadores de serviços aos
comerciantes italianos, para assessorar os demais especialistas na atividade de
escrituração das transações”.
As primeiras auditorias eram denominadas auditorias corretivas, que
visavam
detectar
desfalques
e
fraudes,
e
verificar
a
honestidade
dos
administradores. O objetivo era assegurar aos proprietários que os empregados
contratados controlavam corretamente as contas, que não faltava nenhum bem e
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que as cifras eram exatas. Estas auditorias atingiam todas as operações e registros
contábeis.
Foi a partir da criação do SEC, em 1934, nos Estados Unidos, que a
profissão de auditor assume importância e cria um novo estímulo, uma vez que as
empresas que transacionavam ações na Bolsa de Valores foram obrigadas a
utilizarem os serviços de auditoria para dar maior credibilidade às suas
demonstrações financeiras. (MARCONDES, 2003, p.9)
No Brasil, segundo Motta (1998, p.14), apud Aguirre (2002), o
processo
de expansão
das auditorias ocorreu quando da
chegada das
multinacionais por volta da década de 40, embora existam relatos de trabalhos
desenvolvidos anteriormente.
Observa-se assim que o conceito de auditoria contábil foi se
modificando ao longo dos anos. O conceito mais antigo enfocava a auditoria de
registros
contábeis.
Posteriormente,
passou
a
enfocar
a
auditoria
das
demonstrações contábeis.
A auditoria destaca-se como uma das técnicas para avaliar as
informações contábeis, assim em conseqüência, a evolução da auditoria, que é
decorrente
da
evolução
da
contabilidade,
aconteceu
como
resultado
do
desenvolvimento econômico dos países, resultado do crescimento das empresas e
da expansão das atividades que acabou gerando uma grande complexidade na
administração dos negócios e de práticas financeiras.
A veracidade das informações, o correto cumprimento das metas, a
aplicação do capital investido de forma lícita e o retorno do investimento foram
algumas das preocupações que exigiram a opinião de alguém não ligado aos
negócios e que confirmasse, de forma independente, a qualidade e precisão das
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informações prestadas, dando, dessa forma, o ensejo ao aparecimento do auditor.
(MARCONDES, 2003, p.8)
A história da auditoria, tal como a da contabilidade, remonta á uma
época antiga.
era antes de Cristo, na antiga Suméria, e nas províncias Romanas, no
primeiro século depois de Cristo. Na idade média, no Continente Europeu,
surgiram as associações de profissionais que realizavam auditorias. A
história do surgimento da auditoria na idade média teve como fato marcante
a necessidade do Clero em dirigir os empreendimentos da Igreja Católica.
Segundo Magalhães et al. (2001), mediante a colocação de títulos
mobiliários no mercado, o Vaticano foi a organização que contraiu a primeira
dívida pública. (ALBERTON, 2002, p.27)
Paula (1999, p.18), apud Alberton (2002) afirma que :
A Auditoria Interna é responsável pela avaliação da eficiência e da eficácia
da entidade e, portanto, corresponsável pelo seu resultado. Fornecer
informações que subsidiem os gestores da companhia no cumprimento
cada vez melhor de sua missão é a tarefa mais importante da Auditoria
Interna.
No atual contexto, afirma Gil (2000, p.117) "auditoria" é função
administrativa em realce e de domínio obrigatório por executivos e profissionais de
vanguarda na sociedade de negócios - caracterizada pelo predomínio da pessoa
jurídica expandida - do início do próximo século”.
Especificamente no Brasil, a auditoria foi impulsionada pelo
crescimento das empresas e pelo interesse da economia popular nas grandes
organizações. Para Franco ; Marra (2001, p.44), os principais fatos que marcaram a
evolução da auditoria contábil foram:
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a) o crescimento de empresas cuja complexidade e ramificações tornaram
impossíveis
aos
administradores
controlar
todos
os
atos
de
seus
subordinados;
b) o aparecimento, cada vez em número maior, das sociedades abertas;
c) a utilização, sempre crescente, de capitais de terceiros por parte das
empresas, principalmente de financiamentos de entidades particulares e
empréstimos junto ao público;
d) o crescimento da importância do imposto de renda – baseada no resultado
do exercício – na receita pública de muitos países;
d) o controle – cada vez maior do poder público sobre as empresas
particulares e entidades que exercem atividades relacionadas com o interesse
público;
e) a exportação de capitais, ou seja, a instalação de subsidiárias de empresas
multinacionais, exigindo a fiscalização e o controle das atividades dessas
subsidiárias. Igualmente, a associação de multinacionais com empresas
locais, gerando o interesse das alienígenas em controlar seu investimento.
Além da obrigação legal, de acordo com Almeida (1996, p.29) outras
razões levam as empresas a utilizarem-se de serviços de auditoria e a contratar um
auditor contábil independente, quais sejam:
a) para controle interno de acionistas, proprietários ou administradores da
empresa;
b) concessão de empréstimo por uma instituição financeira;
c) por imposição de um fornecedor para financiar a compra de matéria-prima;
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d) para atender às exigências do estatuto ou contrato social da companhia ou
empresa;
e) para efeito de incorporação, fusão e cisão de empresa.
De acordo com Marcondes (2003, p.4), o objetivo da auditoria é a
emissão do parecer sobre a adequação com que as demonstrações financeiras
representam a posição financeira, “(...) o resultado das operações e as modificações
na posição financeira, de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos”.
Um segundo objetivo da auditoria, destacado por Marcondes (2003,
p.4) é auxiliar a alta administração no processo de implementação das estratégias
gerenciais, dos quais podemos destacar:
-
Assistência nos processos de planejamento, execução e controle das
operações empresariais;
-
Assessorar nas implementações de tecnologias gerenciais, tecnologias
de materiais, tecnologias de indústrias e dos processos;
-
Detectar fraudes, desfalques e promover a investigação a ponto de
quantificar os efeitos nos resultados dos negócios;
-
Prevenir fraudes e erros relevantes em tempo.
O objeto da auditoria de acordo com Franco ; Marra (2001, p.31) é o
conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio administrado, os quais
compreendem registros contábeis, papéis, documentos, fichas, arquivos e anotações
que comprovem a veracidade dos registros e a legitimidade dos atos da
administração, bem como sua sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais.
Além desses, afirmam os autores que a auditoria pode ter por objeto,
ainda, fatos não registrados documentalmente, mas relatados por aqueles que
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exercem atividades relacionadas com o patrimônio administrado, cuja informação
mereça confiança, desde que tais informações possam ser admitidas como seguras
pela evidência ou por indícios convincentes. (FRANCO ; MARRA, 2001, p.31)
O termo, contabilidade segundo a definição de Marion (2002, p. 30):
Reflete um dos aspectos dos anseios mais arraigados no homem
hedonístico, isto é, põe ordem nos lugares em que reinava o caos, toma
pulso do empreendimento e compara uma situação inicial com outra mais
avançada no tempo. De certa forma, o "homem contador" põe ordem,
classifica, agrega e inventaria o que o "homem produtor" em seu anseio de
produzir, vai às vezes desordenadamente, amealhando, dando condições a
este último para aprimorar cada vez mais a quantidade e a qualidade dos
bens produzidos, por meio da obtenção de maiores informações sobre o
que conseguiu até o momento. As organizações passam por um período em
que "aplicar recursos escassos disponíveis com a máxima eficiência" tornase devido as dificuldades econômicas (concorrência, etc.) uma tarefa difícil.
De acordo com Silva (2002), quanto ao vínculo com a empresa a
auditoria pode ser externa e interna. Quanto aos objetivos do exame pode ser
operacional, de sistemas, contábil e financeira e de gestão, dentre outras, e quanto
ao campo de atuação, pode ser de natureza governamental e privadas
2.2 Regulamentação da auditoria no Brasil e os principais órgãos relacionados
Segundo Franco ; Marra (2001, p.36) a lei no. 4.728 de 14 de julho
de 1965, a primeira lei do mercado de capitais, é o texto legal histórico pioneiro a
tratar e tornar obrigatória esta prática.
A partir desta lei, surgiram inúmeras disposições legais que
estabeleceram a obrigatoriedade da Auditoria para segmentos específicos da
economia e instituições a estes ligadas.
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Para Franco ; Marra (2001, p.40) a lei no. 6.385/76 que criou a
Comissão de Valores Mobiliários e a lei no. 6.404/76, representaram importante
marco na história da Contabilidade e da Auditoria. No que diz respeito à Auditoria,
referidas leis ampliaram consideravelmente a atuação da mesma, considerando que
até então estava restrito às atividades que envolviam a economia popular, tais como
instituições financeiras e assemelhadas.
As normas têm a finalidade de estabelecer os padrões técnicos e de
comportamento, visando alcançar uma situação coletiva e individualmente desejável.
Na auditoria, estas normas objetivam, segundo Attie (1998, p.55), qualificação na
condução dos trabalhos e garantia de atuação suficiente e tecnicamente consistente
do auditor e do parecer diante dos usuários da mesma.
Ao longo desses anos, diversos pronunciamentos sobre normas vêm
sendo editados, evidenciando um claro processo de evolução e preocupação com a
melhoria constante.
No Brasil, as normas de auditoria são adaptações às normas do
International Federation of Accountants (IFAC) e estão contidas nas resoluções
emanadas do CFC. Considerando que as atribuições do auditor resultam da
convergência de aspectos técnicos para execução dos trabalhos, de aspectos
comportamentais do profissional e de aspectos atitudinais e culturais do auditado,
foram divididas em normas referentes à atividade de Auditoria e normas referentes à
pessoa do Auditor.
Segundo Silva (2002), as atividades da auditoria interna são
regulamentadas pelas Resoluções 780/95 e 781/95, do Conselho Federal de
Contabilidade. Esta resolução, segundo Nascimento et al. (2003) apresenta os
principais conceitos utilizados, definindo o que é a própria técnica de auditoria, os
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tipos de procedimento com os quais trabalha, bem como o entendimento da classe
quanto aos papéis de trabalho e a postura do auditor frente à fraude ou erro.
As atividades da auditoria externa tem sua regulamentação através
das normas emitidas pelos órgãos de relacionamento do auditor: a CVM, o CRC,
IBRACON. (SILVA, 2002).
CVM - Comissão de valores mobiliários
A Lei n. 6.385, de 07 de dezembro de 1976, que disciplina o
mercado de valores mobiliários, criou a Comissão de Valores Mobiliários,
determinando no art. 26 que somente empresas de auditoria contábil ou auditores
contábeis independentes registrados na Comissão de Valores Mobiliários poderão
auditar as demonstrações contábeis de companhias abertas e de instituições,
sociedades ou empresas que integram o sistema de distribuição e intermediação de
valores mobiliários.
Exercendo a competência que lhe foi conferida na lei, a Comissão
de Valores Mobiliários expediu, inicialmente, em 24 de outubro de 1978, a Instrução
CVM n. 04, instituindo as primeiras normas para o registro de auditores
independentes e definindo as condições em que poderiam ensejar a recusa, a
suspensão ou o cancelamento. (COSTA ; SLVA , 1999).
Os fundamentos que nortearam o posicionamento da CVM são,
segundo Costa ; Silva (1999):
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-
a importância de um sistema de auditoria independente como suporte
indispensável ao órgão regulador;
-
a figura do auditor independente como elemento imprescindível para a
credibilidade do mercado e como instrumento de inestimável valor na
proteção dos investidores, na medida que a sua função é zelar pela
fidedignidade e confiabilidade das demonstrações contábeis da
entidade auditada;
-
a exatidão e a clareza das demonstrações contábeis, inclusive a
divulgação em notas explicativas de informações indispensáveis à
visualização da situação patrimonial e financeira e dos resultados da
entidade auditada, dependem de um sistema de auditoria eficaz e,
fundamentalmente, da tomada de consciência do auditor quanto ao seu
verdadeiro papel dentro deste contexto; e
-
a necessidade de que o mercado disponha de auditores independentes
altamente capacitados e que, ao mesmo tempo, desfrutem de um
elevado grau de independência no exercício da sua atividade.
Assim, a CVM tem por objetivo dotar este mercado de auditores que
possuam elevada qualificação técnica e, ao mesmo tempo, os atributos de
competência, ética e independência que são requeridos desses profissionais.
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IBRACON - Instituto Brasileiro de Auditores Independentes
O IBRACON é uma pessoa jurídica de direito privado sem fins
lucrativos, cujo os principais objetivos são:
-
Fixar princípios de contabilidade
-
Elaborar normas e procedimentos relacionados com auditoria e
perícias contábeis.
De acordo com Nascimento et al. (2003) o Instituto Brasileiro de
Auditores independentes (IBRACON) e o Instituto dos Auditores Internos do Brasil
(AUDIBRA) adotam os mesmos postulados básicos da ética profissional. Para
ambos os Institutos o padrão de exigência é alto em termos de honestidade,
objetividade, diligência e lealdade. São os seguintes:
-
Independência profissional;
-
Independência de atitudes e de decisões;
-
Intransferibilidade de funções;
-
Eficiência técnica;
-
Integridade;
-
Sigilo e discrição;
-
Imparcialidade;
-
Lealdade de classe.
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CFC e CRC
O conselho federal de contabilidade e os conselhos regionais de
contabilidade foram criados em 1946. Esses conselhos representam entidades de
classe dos contadores. A principal finalidade desses órgãos e o registro e
fiscalização da profissão contábil
OIO - Instituto dos Auditores Internos do Brasil
Criado em 1960, tem por objetivo promover o desenvolvimento da
auditoria interna, mediante intercâmbio de informações.
Em outros países, também, há órgãos especiais que emitem
pronunciamentos sobre os princípios contábeis, como o FASB (Financial Accounting
Standard Board) e o SEC (Security Exchange Commission) nos Estados Unidos, O
ICAEW (Institute of Chaltered of cartered Accountants in England and Wales) na
Grã-Bretanha e o CICA (Canadiam Institute of Cartered accountants) no Canadá
entre outros. Desde 1972, o IASC (International Accounting standard Board),
organismo internacional que congrega vários países membros, inclusive o Brasil,
também, vem emitindo pronunciamentos sobre princípios contábeis, que são
recomendados para serem seguidos por todos os membros.
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Na ausência de pronunciamentos de órgãos fixadores de princípios,
em seu país, o auditor poderá considerar outra fontes de princípios contábeis
estabelecidos, tais como: as interpretações contábeis de outros países, ou do ISAC,
ou ainda, os critérios contábeis seguidos pela entidade específica, o auditor também
poderá adotar os pronunciamentos de outras associações profissionais e agências
reguladoras, tais como: a CVM, o BACEN, a SUSEP, a legislação tributária e as
publicações contábeis em livros e artigos de autores consagrados.
Se, todavia, houver conflitos geradores de discrepâncias ou
divergências entre as normas contábeis determinadas por órgãos reguladores ou
pela legislação tributária em relação aos princípios fundamentais de contabilidade, o
auditor independente deve considerar tais divergências como desvios aos princípios
contábeis aceitáveis e expressar parecer com a ressalva necessária, já que sua
opinião tem como base e padrão os princípios fundamentais de contabilidade.
2.3 Auditor Interno x Auditor Externo
O controle interno é o campo de ação da auditoria (Januzzi, 2000;
Nasi, 2002). O Sistema de Controle Interno é definido, segundo o autor, como:
a série de políticas e procedimentos adotados pela administração para
ajudar no cumprimento do objetivo administrativo de assegurar, na medida
do possível, a execução ordenada e eficiente das atividades, incluindo a
sujeição às políticas administrativas, a salvaguarda dos ativos, a prevenção
e detenção de fraudes e erros, a exatidão e a integridade dos registros
contábeis e a preparação oportuna de informação financeira confiável.
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Ainda, segundo Nasi (2002), o sistema de controle interno vai além
dos aspectos diretamente relacionados com as funções do sistema contábil e
compreende:
-
ambiente de controle:
-
função da administração;
-
filosofia da administração e modalidade de operação;
-
estrutura organizacional da entidade e seus métodos para definir
autoridade e responsabilidade;
-
sistema de controle administrativo, incluindo a função de auditoria
interna, políticas de pessoal e segregação de funções.
Para
assegurar
os
procedimentos
de
controle
interno,
as
organizações implementam auditorias internas, cujo objeto é, segundo Almeida
(1996, p. 57):
-
Verificar se as normas internas estão sendo seguidas
-
Avaliar a necessidade de novas normas internas ou de modificação
das já existentes.
Sendo através da auditoria que se confere maior confiabilidade às
informações divulgadas pela empresa, o auditor necessita colher e obter
informações e elementos suficientes que lhe façam ter a convicção suficiente para
que possa formar sua opinião e, assim, emitir seu relatório de opinião e
recomendações.
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20
A auditoria interna, segundo Paula (1999) apud Alberton (2002)
ainda é uma atividade pouco difundida no Brasil, sua existência é pouco percebida e
muitas vezes o é por força de exigências legais. Quando analisamos o papel da
auditoria no sentido de buscar os objetivos definidos na organização, é preciso
lembrar que cuidados devem ser tomados na sua análise, já que, muitas vezes, na
sua definição existem conflitos resultantes de diversos intervenientes e interesses.
Embora a auditoria não se destine especificamente à descoberta de
fraudes, erros ou irregularidades praticados por administradores ou funcionários, ela
freqüentemente apura tais fatos, através dos procedimentos que lhes são próprios.
(FRANCO ; MARRA, 2001, p.31)
Conforme Almeida (1996, p.57) não adianta a empresa implantar um
excelente sistema de controle interno sem que alguém verifique periodicamente se
os funcionários estão cumprindo o que foi determinado no sistema, ou se o sistema
não deveria ser adaptado. Assim, segundo o autor, os objetivos da auditoria interna
são:
-
verificar se as normas estão sendo seguidas
-
avaliar a necessidade de novas normas internas ou de modificação das
já existentes
A auditoria é realizada via de regra, pelo Auditor Interno, que é um
empregado da empresa, mas não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho
examina. Além disso, conforme Almeida (1996, p.25) “não deve desenvolver
atividades que possa vir um dia a examinar (como por exemplo, elaborar
lançamentos contábeis)” e conclui ser este cargo uma ramificação da profissão de
auditor externo e, conseqüentemente, do contador. .
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21
Ensina também Almeida (1996, p.127) que o auditor externo “deve
planejar o seu trabalho de modo que as áreas de controle interno e revisão analítica
sejam executadas em primeiro lugar....” . Assim, se a entidade possuir controles
internos suficientes para prevenir erros e corrigir desvios e que tenha componentes
para garantir a obediência dos princípios constitucionais, serão escolhidos
procedimentos mínimos numa extensão reduzida (ou seja, poderá ser adotada uma
amostragem, ao invés de uma auditoria completa).
Por outro lado, se inexistir controles internos ou se esses se
apresentarem insatisfatórios ou deficientes, o trabalho do auditor interno e externo,
deverá ser o mais amplo possível, com ênfase em todo o processo da execução
orçamentária, contábil e operacional, de forma a analisar os procedimentos como um
todo, ou seja, todos os estágios do recolhimento dos numerários por parte dos
agentes arrecadadores, os procedimentos de licitação, todos os estágios da
despesa (empenho, liquidação pagamento) bem como os atos de pessoal e demais
procedimentos contábeis e administrativos. como melhor explicam FRANCO ;
MARRA (2001, p.26)
Segundo Araujo (2002, p.44), o trabalho da auditoria independente
se materializa com a emissão do parecer. “A finalidade principal do parecer consiste
em divulgar a opinião do auditor sobre a fidedignidade das demonstrações contábeis
auditadas”.
A auditoria independente tem o objetivo de expressar uma opinião
sobre as demonstrações contábeis das entidades por meio do parecer, que é um
relatório resumido ou chamado também de relatório sintético. A NBC T 11, item
11.3.1.1, define que o Parecer dos Auditores Independentes ou Parecer do Auditor
Independente é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião, de
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forma clara e objetiva, sobre as demonstrações contábeis nele indicadas”
(ALBERTON, 2002, p.23)
Por meio do parecer, o auditor assegura a validade das informações
contábeis postas à disposição dos usuários dessas informações. Dentre os usuários
destacam-se especialmente os investidores. Estes, baseados nas demonstrações
contábeis, tomam importantes decisões financeiras envolvendo a empresa.
Entretanto, completam Franco ; Marra (2001, p.28), as informações
contábeis destinam-se não somente a auxiliar os órgãos administrativos do
patrimônio,
como também a resguardar os interesses de terceiros a ele vinculados investidores (titulares do patrimônio); financiadores e fornecedores
(credores do patrimônio); o fisco (que participa nas operações e nos
resultados da atividade patrimonial; e trabalhadores (que participam da
atividade produtiva e se beneficiam das contribuições da entidade aos
fundos de assistência, de previdência social e de garantia do tempo de
serviço dos empregados).
Cabe ao auditor identificar os pontos que devem ser observados,
para que possa obter as informações desejadas para constatar a conformidade ou
não com relação ao esperado. Deve, ainda, determinar as técnicas a serem
aplicadas e estabelecer os procedimentos a serem utilizados. Ao final, o auditor,
antes da implementação do plano adotado, deve realizar revisão para evitar,
conforme Kroetz (2000, p.101) “possíveis desvios e/ou lacunas não identificadas até
aquele momento”.
Segundo Filho ; Ponte (2003), o auditor interno possui formação
acadêmica e a experiência profissional está voltada para a prevenção de
irregularidades, pela melhoria nos controles internos e no exame periódico e
permanente dos principais processos da organização.
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23
O planejamento de ambas se equivalem. No entanto, destaca com
Nasi (2002), o auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil
e de controle internos de uma entidade, tanto privada quanto pública.
As Normas Internacionais de Auditoria, emitidas pela Federação
Internacional de Contadores(sigla em Inglês IFAC), fixam como necessário
para um auditor externo exercer suas tarefas, uma avaliação preliminar do
Sistema de Contabilidade e Sistema de Controle Interno, visando identificar
os riscos de auditoria existentes e então definir o planejamento de seu
trabalho. (NASI, 2002, p.3)
O auditor interno, segundo Januzzi (2000) quer seja exercida por
integrantes da entidade sem vínculo de subordinação com a área auditada ou
terceirizada, é um instrumento de assessoria ao administrador. Já o auditor externo,
tem seus trabalhos direcionados à emissão de pareceres e opiniões econômicofinanceiras em favor dos acionistas e do conselho de administração.
Para melhor entendimento, Silva (2002) resume num quadro
demonstrativo as informações que diferenciam as auditorias Internas e Externas e,
conseqüentemente o papel do auditor interno e externo.
Quadro 1 – Auditoria Externa e Auditoria Interna
Itens
Auditoria Externa
Auditoria Interna
Objetivo
Opinar sobe as demonstraçõesAssessorar a administração da
financeiras
empresa no efetivo desempenho
de sua função.
Profissional
Independente
comHá relação de dependência com
responsabilidade
civil
eresponsabilidade trabalhista entre
contratação por período pré-as partes
determinado
Existência
Obrigatoriedade
emFacultativa
determinadas empresas
Obrigatória para empresas públicas
A quem interessa Empresa,
órgãoEmpresa e Acionista
governamentais, credores e
investidores em geral
Produto Final
Parecer Sobre DemonstraçõesRelatório de recomendações
financeiras
sugestões à administração.
Fonte: Gil, A .L. ( 2000, p. 52 )
e
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3 TIPOS DE AUDITORIA
Pode-se encontrar na literatura que aborda sobre o assunto diversas
classificações quanto aos tipos de auditoria existente cujo auditor deverá escolher,
baseado em critérios pessoais de julgamento, os procedimentos de auditoria a
serem aplicados no exame de uma empresa em particular. (COOK ; WINKLE, 1983,
p.26).
Cook ; Winkle (1983, p.249-250), destacam dentre os diversos tipos
de auditoria existente:
-
Auditoria Interna: exames feitos por auditores da própria empresa,
abordada em duas divisões principais, a auditoria financeira interna e a
auditoria operacional interna. Esta última tem ênfase na medida em
que
se
relaciona
à
consecução dos
objetivos
e
metas
da
administração.
-
Auditoria Administrativa: é o termo usado para designar exames de
amplo escopo, feitos por auditores independentes, e que tem por
objetivo avaliar o desempenho da administração.
-
Auditoria Contínua: ainda em desenvolvimento, é também chamada
por alguns autores, de auditoria imediata, porque o auditor pode emitir
parecer sobre demonstrações financeiras elaboradas em diversas
épocas, sem fazer um exame das mesmas, quando de sua emissão.
Já Oliveira ; Diniz Filho (2001, p.19), classificam em nove os tipos de
auditorias de acordo com os objetivos, conforme mostra a tabela abaixo.
Quadro 2 - Tipos e objetivos da auditoria.
TIPOS DE AUDITORIA
OBJETIVOS
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25
Emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis da
empresa ou entidade em determinada data.
Auditoria
internaRevisão sistemática das transações operacionais e do
sistema de controles internos.
Auditoria de cumprimento normativo ouAuditoria para verificação do cumprimento de normas e
compliance audit
procedimentos implantados pela empresa.
Trabalhos dirigidos à análise dos planos e diretrizes da
empresa, objetivando mensurar a eficiência da gestão das
Auditoria de gestão
operações e sua consistência com os planos e metas
aprovados.
Exames e avaliações da qualidade do sistema de
Auditoria de sistemas
computação de dados e dos controles existentes no
ambiente de tecnologia de informações.
Análise da eficiência e eficácia dos procedimentos adotados
para a apuração, controle e pagamentos dos tributos que
Auditoria fiscal e tributária
incidem nas atividades comerciais e operacionais da
empresa.
Auditoria das demonstrações contábeis
Fonte: Oliveira ; Diniz Filho (2001, p.19 )
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26
Gil (2000, p.21), considera que em termos práticos, a auditoria
administrativa/técnica/operacional subdividida e correspondente a:
-
auditoria
operacional:
processos
e
revisão/avaliação/emissão
resultados
exercidos
de
em
opinião
linhas
de
de
negócios/produtos/serviços no horizonte temporal passado/presente;
-
auditoria
de
processos
gestão:
e
revisão/avaliação/emissão
resultados
exercidos
de
em
opinião
linhas
de
de
negócios/produtos/serviços no horizonte temporal presente/futuro.
Desta forma, segundo Gil (2000) existe como momentos de
auditoria:
a) em nível auditoria operacional:
-
processos e resultados de vendas realizadas;
-
seqüência de tarefas e produtos produzidos e serviços prestados;
-
atividades realizadas em nível administrativo/contábil/financeiro;
b) em nível auditoria de gestão:
-
planejamentos realizados;
-
desenvolvimento de novos produtos/sistemas/tecnologias;
-
pesquisas em realização;
-
programas de qualidade em execução;
-
informação e contra-informação empresarial.
Prosseguindo em sua definição, o autor estabelece diferenciações
entre os pontos de controle de um e de outro: enquanto os da auditoria operacional
esgotam-se
no
presente,
atacando,
em suas
recomendações,
causas
e
conseqüências de uma situação/ambiente estático/predefinido e que não foi
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alcançado ou cumprido, os da auditoria de gestão, enfocando um momento dinâmico
de
mudanças
e
transformações,
discute
novas
tecnologias/maneiras
de
operacionalização para serem praticados no futuro.
3.1 Auditoria de gestão
A especialização se faz necessária para avaliar os novos controles,
novas regras de negócio, nova atuação dos participantes, novos conceitos de
trabalho, novas formas de relacionamento com clientes, subordinados, chefias,
governos e órgãos reguladores. Tal aspecto é analisado por Grateron (1999, p. 26)
da seguinte maneira:
Pode-se afirmar que o processo de mudanças como uma conseqüência
imediata da necessidade de adaptação às exigências do desenvolvimento
tecnológico, é profundo e generalizado, atingindo especialmente, o mundo
dos negócios e seu cenário, onde aparece o contador público e auditor.
Sistemas de informações, Sistemas de Controle e Modelos de Gestão são
apenas alguns dos aspectos que mais rapidamente devem adaptar-se às
mudanças do cenário de forma que possa garantir o atingimento eficaz e
eficiente das metas e objetivos da organização, permitindo a sua
sobrevivência no tempo ou a perenidade. A medição permanente da
coerência entre as metas e objetivos e os resultados obtidos da
administração dos recursos, no que diz respeito ao benefício social, através
da utilização de parâmetros ou indicadores de gestão apropriados, é uma
preocupação comum aos gestores públicos contemporâneos.
Segundo Nasi (2002) ao adotar-se um conceito de auditoria de
gestão, fixou-se cada vez mais a amplitude do trabalho do auditor externo ou seja, o
de emitir um conceito sobre a gestão, dentro dos conceitos de economicidade,
eficácia e eficiência, e não apenas sobre o balanço e a prestação de contas da
entidade.
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28
Por auditoria de gestão, entende-se a "revisão, avaliação, emissão
de opinião de processos e resultados exercidos em linhas de negócios, produtos,
serviços no horizonte temporal presente/futuro". (GIL, 2000, p. 21)
Segundo Pacheco (2002), na auditoria de gestão os trabalhos
devem ser dirigidos à análise dos planos e diretrizes das empresas, objetivando
mensurar a eficiência da gestão das operações e sua consistência com os planos e
metas aprovados.
Nesta mesma perspectiva, segundo Cordeiro (2001), a auditoria de
gestão deve estar muito mais vinculada à "função auditoria", dentro de uma visão
sistêmica, na qual todas as pessoas envolvidas, na tomada de decisões, deveriam
ter a preocupação de análise de riscos e conhecimento amplo das linhas de
negócios da empresa/cliente. Neste sentido, afirma:
A auditoria de gestão deve estar centrada em situações empresariais de
maior risco para a continuidade dos negócios, proporcionando às
organizações recomendações factíveis que auxiliem na tomada de
decisões, corrigindo rumos e buscando sempre a máxima eficácia
administrativa dos dirigentes das corporações.
Pela definição, percebe-se que tal encontra-se voltado para os fatos
que estão ocorrendo, ou que ainda não ocorreram visando contribuir com resultados
efetivamente voltados para a correção de rumos tempestivamente.
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3.2 Objetivos da Auditoria de Gestão e sua caracterização
Dentro da filosofia da auditoria de gestão são considerados objetivos
principais:
a) Participação da auditoria interna em todos os momentos empresariais, em
que o responsável pela auditoria interna poderia estar participando de comitês
de negócios, grupos de planejamento estratégico, reuniões da qualidade,
visando a total integração e conhecimento detalhado das atividades da
empresa, principalmente daquelas vinculadas às tomadas de decisões.
b) Foco da "atividade de auditoria" com participação inovadora. Deveria haver
ciclos de estudos internos nas empresas sobre a "atividade de auditoria",
onde a busca do conhecimento seria disseminada para todos os executivos,
gestores da empresa, antecipando e prospectando cenários no ambiente de
cada organização.
c) Avaliação de indicadores não-monetários A auditoria de gestão deve estar
voltada para o estabelecimento de padrões de excelência empresarial,
através de avaliação de novas métricas, que não necessariamente estejam
voltadas para itens monetários.
Sob o enfoque da qualidade organizacional, a auditoria de gestão
deve fazer parte do ciclo de planejamento, execução, controle, como uma nova
função administrativa, voltada para a mensuração dos resultados da administração.
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A gestão da qualidade, através da avaliação feita com o auxílio da
auditoria, propiciará à administração uma retroalimentação no sistema de validação
das técnicas utilizadas pelos gestores da empresa.
A preocupação da auditoria de gestão, enquanto acompanhamento
do sistema de apoio ao processo de tomada de decisões, deverá sempre estar
focada para obtenção de informações que possam ser utilizadas como um
diferencial competitivo da empresa frente aos seus competidores.
Sob o enfoque da qualidade organizacional, de acordo com Gil
(2000), a auditoria de gestão deve fazer parte do ciclo de planejamento, execução,
controle, como uma nova função administrativa, voltada para a mensuração dos
resultados da administração.
Segundo Dusi (2000), os objetivos da auditoria de gestão estão
calcados em:
-
Apreciação e avaliação do sistema de planejamento estratégico;
-
Apreciação e avaliação da organização global da empresa;
-
Apreciação e avaliação do sistema orçamentário e sua conexão com o
planejamento estratégico;
-
Apreciação e avaliação da estrutura jurídica e societária, face aos
objetivos estratégicos;
-
Apreciação dos sistemas de comunicação estratégica e operacional.
O autor, considera ainda dentre o exemplo de alguns processos a
serem auditados pelos auditores de gestão:
-
O plano sistêmico e de comunicação;
-
Programas de qualidade total;
-
Programações estratégicas de novas atividades ou tecnológicas;
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31
-
Programação de recursos humanos;
-
Estrutura acionária e jurídica da empresa.
A auditoria de gestão segundo a caracterização do tempo conforme
afirma Gil (2000, p.39) pode ser estruturada em:
a) antecipatória:
-
identificação de pontos de controle e acompanhamento de projetos de
concepção, viabilização e detalhamento de novos produtos e serviços
empresariais;
-
é uma visão em termos de engenharia do produto (criação de novos
produtos e serviços) e de especificação de processos (adequação dos
produtos
e
serviços
às
linhas
de
produção/canais
de
distribuição/comercialização e mercados específicos);
-
o conceito de qualidade do produto e do serviço deve ser atendido na
fase de projeto;
b) corrente:
-
estabelecimentos de pontos de controle que induzam/permitam
transferência e inovação tecnológica;
-
validação e avaliação da qualidade da operacionalização de produtos
e serviços (engenharia de processo), via mudança dos padrões
operacionais vigentes, particularmente, com projetos de qualidade
bottom- up, sacados pelas bases empresariais;
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32
c) futura:
-caracterização de pontos de controle segundo a ótica de montagem
de cenários e realização de simulações quanto ao cumprimento da
missão da empresa ou de seus segmentos organizacionais.
A auditoria de gestão vem se constituindo um aporte importante na
modernização da administração pública e do estado representando uma exigência
técnica derivada da própria globalização para ajudar aos gestores públicos a atingir
os objetivos de modo econômico, eficiente, eficaz e transparente. Sob este aspecto,
afirma Nasi (2002):
A auditoria externa independente exerce função importante no setor público
de muitos países. Os sistemas contábeis e de controle interno existente são
a base para o trabalho do auditor. O enfoque dos trabalhos produzidos pela
auditoria externa independente foi, inicialmente, operacional. Evoluiu para
um enfoque administrativo, depois para uma auditoria de gestão e,
atualmente, para uma auditoria integral. Esta última trabalha com um
cenário mais amplo e busca inserir a situação examinada dentro do contexto
social e econômico local e até mesmo mais abrangente.
Destaca-se, ainda a sua utilização na gestão do sistema de saúde
de cada esfera de governo (estadual e municipal). Essa Auditoria examina o Plano
de Controle, Avaliação e a Auditoria e a aplicação dos recursos financeiros
recebidos. E, de acordo com Remor (2002):
Neste tipo de Auditoria são examinados todos elementos que compõe um
sistema de saúde, desde a estrutura física e administrativa, instrumentos
legais, capacidade instalada, oferta e demanda de serviços de saúde. A
Auditoria de gestão fundamenta-se no cumprimento da legislação relativa às
responsabilidades da esfera de governo que se está auditando.
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33
No
âmbito
ambiental,
não
se
encontra
nenhuma
literatura
enfocando, de forma prática, como é possível a obtenção das variáveis que
caracterizam a auditoria de gestão ou operacional.
Já, existem alguns poucos materiais que indicam o uso desta
auditoria em cooperativas. De acordo com Gil (2000) uma restrição à abordagem da
auditoria de gestão ´w p grande desconhecimento da mecânica, objetivos, formas de
atuação com que esta nova tecnologia é aplicada.
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34
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo permitiu verificar que as complexidades das
organizações passaram a exigir uma gestão mais eficaz, destacando-se a auditoria
externa e, em seu contexto, a auditoria de gestão, objeto do nosso estudo.
Ao abordar o histórico da contabilidade verificou-se que de maneira
geral, ela sempre existiu em todas as fases da história, fornecendo informações
sobre os
aspectos de produtividade e os sociais fornecendo importantes
ferramentas para a visualização da situação passada, atual e, principalmente, futura,
garantindo dessa forma, aos usuários e gestores, informações e decisões tomadas
com um grau maior de confiabilidade.
A contabilidade para atingir sua finalidade utiliza-se de varias
técnicas, dentre elas, a auditoria externa, geralmente exercida segundo dois focos:
auditoria operacional (presente/passado) e auditoria de gestão (presente/futuro),
esta última talvez a que agregue maior valor aos acionistas seja a auditoria de
gestão. (CORDEIRO, 2001).
A auditoria de gestão revisa, avalia e emite opinião de processos e
resultados exercidos em linhas de negócios, produtos e serviços sejam no presente
ou futuro procurando destacar os fatos que estão ocorrendo a fim de implementar o
plano adotado, evidenciando as lacunas.
Dentre os diferentes tipos de auditoria existente destacam-se nessa
pesquisa:
-
Auditoria Interna: exames feitos por auditores da própria
empresa, abordada em duas divisões principais, a auditoria financeira interna e a
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auditoria operacional interna. Esta última tem ênfase na medida em que se relaciona
à consecução dos objetivos e metas da administração.
-
Auditoria Administrativa: é o termo usado para designar exames
de amplo escopo, feitos por auditores independentes, e que tem por objetivo avaliar
o desempenho da administração.
-
Auditoria Contínua: ainda em desenvolvimento, é também
chamada por alguns autores, de auditoria imediata, porque o auditor pode emitir
parecer sobre demonstrações financeiras elaboradas em diversas épocas, sem fazer
um exame das mesmas, quando de sua emissão.
A globalização produziu novos conceitos de trabalho, novas formas
de relacionamento com clientes, subordinados, chefias, governos e órgãos
reguladores, atingindo especialmente, o mundo dos negócios e seu cenário, onde
aparece o contador público e auditor. Assim, a adoção do conceito de auditoria de
gestão, ampliou o trabalho do auditor externo.
A auditoria de gestão analisa os planos empresariais objetivando
mensurar a eficiência da gestão das operações e sua consistência com os planos e
metas aprovados.
Assim a auditoria de gestão deve fazer parte do ciclo de
planejamento, execução, controle, como uma nova função administrativa, voltada
para a mensuração dos resultados da administração através do auxílio da auditoria,
propiciando à administração uma retroalimentação no sistema de validação das
técnicas utilizadas pelos gestores da empresa.
Com este enfoque observou-se que os objetivos da auditoria de
gestão são:
-
Apreciação e avaliação do sistema de planejamento estratégico;
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-
Apreciação e avaliação da organização global da empresa;
-
Apreciação e avaliação do sistema orçamentário e sua conexão
com o planejamento estratégico;
-
Apreciação e avaliação da estrutura jurídica e societária, face
aos objetivos estratégicos;
-
Apreciação dos sistemas de comunicação estratégicas e
operacionais.
A auditoria externa independente exerce função importante no setor
público sendo os sistemas contábil e de controle interno existentes a base para o
trabalho do auditor. O enfoque dos trabalhos produzidos pela auditoria externa
independente foi, inicialmente, operacional. Evoluiu para um enfoque administrativo,
depois para uma auditoria de gestão e, atualmente, para uma auditoria integral. Esta
última trabalha com um cenário mais amplo e busca inserir a situação examinada
dentro do contexto social e econômico local e até mesmo mais abrangente.
Destaca-se, sua utilização na gestão do sistema de saúde na esfera
de governo estadual e municipal com o intuito de analisar o Plano de Controle,
Avaliação e a Auditoria e a aplicação dos recursos financeiros recebidos.
No
âmbito
ambiental,
não
se
encontra
nenhuma
literatura
enfocando, de forma prática, como é possível a obtenção das variáveis que
caracterizam a auditoria de gestão ou operacional.
Já, ainda que com poucos materiais, indica-se o uso desta auditoria
em cooperativas. De acordo com Gil (2000) uma das restrição à abordagem da
auditoria de gestão pelas empresas refere-se ao grande desconhecimento da
mecânica, objetivos, formas de atuação com que esta nova tecnologia é aplicada.
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37
Assim, o presente estudo teve sua finalidade alcançada, pois,
apresentou a importância de se rever práticas de gestão da Auditoria como
ferramenta otimizadora das práticas contábeis.
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38
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A AUDITORIA EXTERNA DENTRO DO CONTEXTO CONTÁBIL 1