XIII JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2013 – UFRPE: Recife, 09 a 13 de dezembro.
A IMPORTÂNCIA DA HORTA ESCOLAR PARA O ENSINO/
APRENDIZAGEM DE UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Alisson Gomes da Silva Rocha1, Aline Luíza Peixoto de Santana Amorim2, Angélica Tenório dos Santos3, Elânia
Mendes dos santos4, Glória Maria Duarte Cavalcanti5

Introdução
Com base no programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), todas as escolas devem de ter um cardápio
nutritivo, para que todas as crianças tenham hábitos alimentares saudáveis, em todas as faixas etárias. É assim que
começa uma politica de hábitos alimentares saudáveis, onde desde pequenos, os educandos irão conhecer o valor
nutritivo dos alimentos. Para o Ministério da Educação, Brasil (2005) uma alimentação saudável é aquela que atende
todas as exigências do corpo, ou seja, não está abaixo nem acima das necessidades do organismo, além de ser a fonte de
nutrientes que envolvam diferentes aspectos, como valores culturais, sensoriais, entre outros. Sabe-se que a alimentação
atua diretamente no metabolismo do corpo humano, ajudando no crescimento físico, no desenvolvimento mental e na
capacidade de concentração, facilitando o processo de aprendizagem dos alunos. Dessa forma, o professor tem a
responsabilidade de orientar seus alunos, para que os mesmos fiquem cientes das consequências que uma má
alimentação pode provocar no seu desenvolvimento físico e intelectual, e ao mesmo tempo conscientizá-los dos
benefícios de uma alimentação saudável para a sua saúde.
A alimentação saudável no espaço escolar implica a integração de atuações voltadas para questões
fundamentais, como, o estimulo á adoção de hábitos alimentares saudáveis, por meio de atividades educativas que
informem e motivem escolhas individuais, por meio de medidas que evitem o acesso dos alunos a praticas alimentares
inadequadas. Como a alimentação das crianças vem sendo bastante inadequada, com o consumo exagerado de frituras,
pizzas, hambúrgueres e guloseimas. E como esse é um problema se agrava cada vez mais. Torna-se interessante a
realização de dinâmicas em espaço alternativo, como a horta escolar, assim, estimular a curiosidade do educando
(AlBIEIRO & ALVES 2007, p.17).
Tendo o professor, a possibilidade de criar maneiras, que possam prender e incentivar uma alimentação com mais
valor nutricional: “A horta, além de contribuir para merenda escolar, proporciona a aquisição de bons hábitos
alimentares, estimulo ao consumo de hortaliças [...]” (BAHIA, 2008).
Com a implantação da horta escolar, torna-se possível desenvolver, acompanhar, dinamizar e avaliar ações destinadas
á educação, através da oferta de subsídios para conteúdos pedagógicos que resultam no desenvolvimento de atitudes dos
alunos em relação aos hábitos alimentares saudáveis. Dessa maneira, podendo contribuir com o ensino/aprendizagem
para uma alimentação saudável, auxiliando com a reeducação alimentar dos educandos e apontando melhorias para sua
qualidade de vida.
Sendo assim, é importante que propostas pedagógicas diferenciadas, como por exemplo, a construção de horta
escolar, se tornem vigentes no ensino fundamental para minimizar a barreira existente entre teoria e prática, bem como
para desenvolver o ensino-aprendizagem sobre alimentação saudável:
A horta inserida no ambiente escolar pode ser um laboratório vivo que possibilita o
desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas em educação [...] alimentar unindo
teoria a prática de forma contextualizada, auxiliando no processo de ensino-aprendizagem
(MORGADO, 2006, p. 9).
A escola tem a função de estimular hábitos alimentares saudáveis e mais atraentes para as crianças, e a construção de
horta favorece um espaço vivo de experimentação e investigação, ajudando inclusive, a comer melhor e se alimentar
bem:
1
É Discente no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Unidade Acadêmica de Garanhuns, Universidade Federal
Bom Pastor, S/N, Boa Vista, Garanhuns –PE. CEP. 55.296-901. E-mail. [email protected]
2
É Discente no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Unidade Acadêmica de Garanhuns, Universidade Federal
Bom Pastor, S/N, Boa Vista, Garanhuns –PE. CEP. 55.296-901.
3
É Discente no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Unidade Acadêmica de Garanhuns, Universidade Federal
Bom Pastor, S/N, Boa Vista, Garanhuns –PE. CEP. 55.296-901.
4
É Discente no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Unidade Acadêmica de Garanhuns, Universidade Federal
Bom Pastor, S/N, Boa Vista, Garanhuns –PE. CEP. 55.296-901
5
É Docente no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Unidade Acadêmica de Garanhuns, Universidade Federal
Bom Pastor, S/N, Boa Vista, Garanhuns –PE. CEP. 55.296-901
Rural de Pernambuco. Av.
Rural de Pernambuco. Av.
Rural de Pernambuco. Av.
Rural de Pernambuco. Av.
Rural de Pernambuco. Av.
XIII JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2013 – UFRPE: Recife, 09 a 13 de dezembro.
A horta escolar passa a ser um espaço alternativo para aquisição de aprendizado sobre
alimentação e nutrição, podendo ser um laboratório vivo onde as crianças experimentam
diversas experiências, tornando o contato com os alimentos mais atraente e prazeroso,
motivando assim o uso de uma alimentação mais nutritiva e saudável (REIS & SANTOS,
2005).
A educação alimentar de acordo com o PCN, se insere nos temas transversais de saúde e apresenta um vasto espaço
de ações educativas para o ensino fundamental (BRASIL, 1998), sendo alvo do ensino/aprendizagem para uma
alimentação saudável, contribuir para qualidade de vida do educando, na conscientização em aderir hábitos alimentares
saudáveis, evitando assim, problemas de saúde. A necessidade a mudança dos hábitos alimentares das crianças é
apresentada por Levy et al. (2009, p. 11) quando afirma que: “se os alunos não modificarem os seus hábitos alimentares
inadequados na infância e na adolescência poderá ter possivelmente fatores de risco para doenças crônicas na fase
adulta”.
Hábitos alimentares incorretos também podem causar a desnutrição, que se caracteriza pela falta de nutrientes
necessários ao corpo. Segundo Quintão, Ivano e Capeto (2005, p. 12), a desnutrição é uma doença que decorre da
alimentação insuficiente em energia e nutriente além de ser também uma frequência do inadequado aproveitamento
biológico dos alimentos ingeridos no corpo do ser humano. Outro problema é a obesidade que caracteriza- se pela
ingestão de alimentos rica em gorduras e açúcares. Segundo Peres et al. (2008, p. 08) “a obesidade é um desequilíbrio
entre a entrada da energia e saída no corpo da criança”. Por isso, se faz importante que a escola como um ambiente
construtor do conhecimento, conscientize os seus alunos ao consumo de alimentos saudáveis, consequentes a sua saúde,
qualidade de vida e bem estar físico e mental.
Material e métodos
Esta é uma pesquisa aplicada, segundo (XAVIER, 2010), motivada ao interesse de solução de um problema social, do
tipo pesquisa ação, onde será feito intervenções diretas na realidade social, onde há uma intensa interação com os
sujeitos pesquisados. Desse modo, a construção da horta está sendo desenvolvida com o aproveitamento de pequenos
espaços e de materiais de baixo custo como garrafas tipo PET, reaproveitada na contenção de terra, nos canteiros e
também no cultivo de legumes e verduras, em potes presos em muros e paredes. O processo metodológico utilizado
foram atividades pedagógicas durante as aulas de ciências no 5º ano do ensino fundamental de uma escola de
Garanhuns- PE. Dentre as atividades práticas realizadas, podemos citar: corte das garrafas, montagem do minhocário,
produção do adubo orgânico, plantação de algumas hortaliças. As atividades teóricas foram as seguintes: paródias,
propagandas, receitas, leitura e interpretação de textos, construção de cartazes, estudos sobre o valor nutricional dos
alimentos entre outras.
Resultados e Discussão
Por se tratar de um projeto do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), o mesmo ainda se encontra em
fase de execução, mas com as atividades já realizadas, percebermos, que a horta como atividade dinâmica, em espaço
alternativo, vem sendo, interessante em estimular a curiosidade do educando, despertando o seu interesse em aprender.
Os próprios alunos mostram-se gradualmente conhecedores de que práticas alimentares inadequadas como o consumo
exagerado de frituras, pizzas e hambúrgueres, podem causar prejuízos a sua saúde, por isso, devem aderir a hábitos
alimentares saudáveis, compreendendo o valor de se ter uma horta na escola; entendendo a importância do uso das
garrafas PET, em reaproveitar algo que poderia poluir o meio ambiente. Assim, juntamente acompanhados do
conhecimento teórico já trabalhado na sala de aula, propicia um aprendizado mais rico, mais consistente, pois a prática
torna o aprender mais agradável e de fácil entendimento. Com esse trabalho pretende-se que o nível de conhecimento
dos escolares com relação à alimentação e nutrição torne-se mais sólido, influenciando assim nas suas escolhas
nutricionais e consequentemente colaborando na formação de cidadãos conscientes e cuidadosos com sua saúde.
Agradecimentos
Agradecemos a Deus e ao Programa de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID).
Referências
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BAHIA
(Estado).
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XAVIER, Antônio Carlos. Como fazer e apresentar trabalhos científicos em eventos acadêmico: (ciências
humanas e sociais aplicadas: artigo, resumo, resenha, monografia, tese, dissertação, tcc, projeto, slide). Recife:
Editora Rêspel, 2010.
FIGURA 1
FIGURA 2
FIGURA 3
FIGURA 4
Figura 1. Representa o lixo orgânico que foi utilizado para fazer a compostagem; Figura 2.Trata-se do enchimento dos potes para
plantio das hortaliças; Figura.3 Bolsistas do Programa de Iniciação a Docência (PIBID) montando a horta alternativa em formato de
estante ; Figura 4. Refere-se ao tipo de horta alternativa elaborado na instituição onde realiza-se o trabalho em questão.
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