XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 É assim que a banda toca: modelagem da cadeia de valor da atividade de uma banda de música independente Danilo Pereira Menezes (UFF) [email protected] Vitor de Souza Lima (UFF) [email protected] José Augusto Nogueira Kamel (UFRJ) [email protected] Osvaldo Luíz Gonçalves Quelhas (ABEPRO/UFF) [email protected] Resumo O mercado de música independente no Brasil, elo da chamada indústria do entretenimento, encontra-se hoje, ao contrário da indústria fonográfica em geral, em franca expansão. A banda independente, considerada unidade fundamental de toda cadeia produtiva nesse mercado, é estudada por ser de sua responsabilidade a geração intelectual ou conceitual do “produto“ a ser processado em todas as outras etapas dessa cadeia: a música. A partir de revisão da literatura e de entrevistas com artistas e outros profissionais envolvidos, procurou-se mapear a cadeia de valor de uma banda independente, desde a criação do conceito musical até a comercialização do produto e o encantamento por parte do público. Finalmente, analisando todo o estudo desenvolvido, pôde-se perceber que é possível modelar por processos o trabalho aparentemente intangível de uma banda independente e que toda essa cadeia de valor mapeada traz vantagem competitiva. Ficou também claro que o Engenheiro de Produção encontra, nesse mercado em particular e na indústria do entretenimento em geral, um grande espaço de inserção e atuação. Palavras-chave: Engenharia de produção do Entretenimento. 2. Cadeia de valor. 3. Banda de Rock. 1. Introdução O século XX, segundo Secco e Pimenta (2005), experimentou a revolução da indústria automobilística. O carro criou a linha de montagem, mudaram os hábitos e os costumes, a geografia e a forma de fazer negócios. Segundo especialistas, há vários sinais de que se está testemunhando o nascimento de uma indústria capaz de rivalizar com a automobilística em importância e poderio econômico, a Indústria do Entretenimento. Um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers em seu estudo intitulado Global Media Outlook: 2005-2009 (COSTA, 2005), afirma que só na América Latina essa indústria faturou em 2004 US$ 32 bilhões e projeta-se que em 2009 o volume de negócios atinja a ordem de US$ 47 bilhões. A expectativa, segundo o estudo, é de que o setor cresça a uma taxa média anual de 8,2%. Nesse patamar, já é maior que a indústria bélica e equivale à indústria automobilística e à de telecomunicações. Entre os grandes ramos industriais, perde apenas para o de saúde e o de petróleo. Nos Estados Unidos, por exemplo, país onde a indústria do entretenimento é pensada estrategicamente e como vetor de identificação do povo com a sua nação, os gastos com entretenimento consomem 5,4% do orçamento doméstico, à frente dos itens vestuário (5,2%) e saúde (5,25%). Desta forma, não podemos deixar de considerar a indústria do entretenimento sob a visão econômica (VOGEL, 2001). Nesse contexto, ao se abordar a questão do entretenimento como atividade econômica, percebe-se que esta indústria encontra-se em franca expansão. Este crescimento, segundo ENEGEP 2006 ABEPRO 1 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 Kamel (2003) “uma tendência mundial”, também pode ser identificado no Brasil. O fluxo econômico da cultura brasileira gera, segundo Prestes Filho (2004) valores equivalentes a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, um centésimo de toda a riqueza produzida no país no período de um ano deve-se à realização de atividades culturais, serviços de entretenimento e lazer, eventos artístico-culturais, eruditos e populares, representativos de expressões sociais, históricas ou atuais. No Brasil, a música encontra-se como um dos expoentes dessa indústria. Segundo Barros (2004) produção musical brasileira possui um valor incontestável, seja no estabelecimento de um estilo próprio, seja na diversidade dos ritmos, seja na pujança da quantidade produzida. Assim, é importante reconhecer esta competência de criar produtos musicais de qualidade, ter dimensão da importância desta competência no novo contexto mundial de competição e buscar a manutenção de esforços para que este significativo ativo intangível de valor econômico, simbólico, cultural e político não se perca. Diante desse cenário, um ponto merecedor de atenção por parte deste estudo é aquele que abrange os profissionais do setor musical que se enquadram no rótulo de independentes: artistas, produtores, empresários e todo profissional ligado às atividades que compõem a cadeia produtiva da música que se lançam ao mercado de maneira autônoma, sem o apoio de grandes empresas do setor – as ditas majors. Esse mercado de música independente encontra-se, ao contrário da indústria fonográfica em geral, em constante crescimento, correspondendo hoje, segundo Jerome Vonk, diretor executivo da Associação Brasileira de Música Independente – ABMI, a 20% do mercado major. Para o músico Sérgio Rossoni, “é um mercado grande, que ainda não sofre com a pirataria, pois destaca artistas que estão despontando” (MELLO, 2006). No entanto, esse mercado independente apresenta graves deficiências. Analisando de forma preliminar, pode-se citar como principais pontos fracos a falta de profissionalismo, a falta de apoio de alguns setores da sociedade, as barreiras impostas pelas majors e o baixo nível de contato entre as partes componentes deste mercado. Tais deficiências, nesse cenário, podem ser consideradas endêmicas, estando presentes em todos os níveis da cadeia produtiva da música independente. Em um diagnóstico mais abrangente, essa falta de profissionalismo pode ser vista na desarticulação e ausência de visão de longo prazo das pessoas, organizações e demais atores que se apresentam como os elos da cadeia produtiva da música independente. Este trabalho centra seu foco em um elemento especial desse mercado: as bandas independentes. Em uma perspectiva reducionista, pode-se considerar a banda independente como a unidade fundamental de toda a cadeia, pelo fato de ser sua a responsabilidade da geração intelectual ou conceitual do “produto” a ser processado em todas as outras etapas do processo: a música. Também são altamente representativas do todo no que diz respeito à manifestação das deficiências presentes no ambiente supracitado – sumariamente, falta a elas uma autopercepção como unidades de negócios, que transformam recursos para gerar produtos (a música) para um público-alvo específico. A atividade de uma banda de música é algo pouco explorado em termos de estudos sobre o seu modo de operação. Trata-se de uma atividade que, no fim de seu processo produtivo, tem produtos finais que vão desde o pouco palpável (música, imagem, conceitos) até produtos e serviços bastante concretos (CD, vídeo, show, entrevista). Logo, a definição de uma “fórmula geral“ para o funcionamento de uma banda parece, em um primeiro momento, algo de difícil consecução. Entretanto, uma leve mudança do foco da abordagem ao problema da operação em si para Unidade de Negócio executora destas operações, com a finalidade de atender as ENEGEP 2006 ABEPRO 2 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 necessidades de seus clientes, permite o mapeamento de questões que devem permear todos os processos internos de uma banda independente, tais como organização do trabalho, foco em resultados e orientação para o cliente. Sendo assim, o objetivo da pesquisa se resumiu à compreensão do processo produtivo de uma banda independente, sob uma ótica racional e cartesiana, fazendo uso das ferramentas de Engenharia de Produção para uma posterior modelagem do modus operandi da banda como unidade de negócio. O escopo desta pesquisa é, desta maneira, a construção da cadeia de valor de uma banda independente. 2. Música como produto – uma visão de processos A compreensão da atividade de produção (“geração“ ou “criação“ talvez sejam termos mais corretos) musical é algo muito difícil de ser obtido através de uma abordagem racional ou cartesiana. Quando falamos em arte, falamos em inspiração, no subjetivo, no impulsivo, no intangível e imensurável, no predomínio da emoção e sufocamento da razão. Psicodelia, caos e uma criatividade desordenada são conceitos muito presentes nesta atividade, e característicos do imaginário dos artistas. A teoria revisada, no entanto, nos fornece subsídios para a construção de um ensaio sobre a atuação de uma banda sob os moldes da Engenharia de Produção – a assunção de uma Banda como Unidade de Negócio (UN). Antes, entretanto de uma análise mais apurada do modelo supracitado, é necessária uma discussão mais macroscópica sobre a atuação de uma banda independente. 2.1 Banda independente: definição do Negócio Segundo a consultoria Macroplan (2005), o Negócio explicita os produtos e serviços oferecidos pela organização para atender às necessidades e expectativa de cada um de seus públicos-alvo. Logo, este busca definir e especificar como a organização interage com o ambiente, no cumprimento de sua ‘razão de ser’. Assim, a definição do negócio de uma banda independente torna-se o primeiro passo para a compreensão de seu processo produtivo. Respeitando-se as características de abrangência (mas com seletividade) e foco no usuário final dos produtos e/ou serviços da organização, chegou-se à definição da Música como o negócio de uma banda – a música é o elemento central e fundamental de toda a cadeia de uma banda, é o grande recurso/resultado a perpassar todas as etapas do processo produtivo de uma banda independente, tendo agregação de valor à medida que percorre este processo produtivo. Mesmo com a dificuldade em se enquadrar a música em um único rótulo, seja ele produto ou serviço, tangível ou intangível, e assim por diante, é possível se estabelecer uma abordagem qualitativa mas também racional da questão. Assim, chega-se à seguinte descrição para o negócio da banda: Unidade Organizacional: Banda independente Negócio Descrição Forma de arte de interface bisensorial (auditiva e visual), cuja unidade Música fundamental é a canção. Sua finalidade é transmitir uma informação e alterar o estado psicológico de quem a ouve Fonte: MENEZES (2006) Tabela 1 – Definição do Negócio de uma banda independente Como linhas de produtos e serviços, foram definidas três vertentes fundamentais para a ENEGEP 2006 ABEPRO 3 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 discretização do trabalho de uma banda. Estas vertentes são os grandes canais de materialização da música, os meios pelos quais a música da banda alcança o consumidor ou usuário final. São estas vertentes, aqui também chamadas de linhas de produtos e serviços, as gravações, exibições e eventos/imagem. Unidade Organizacional: Banda independente Descrição Negócio Gravações Exibições Música Eventos/Imagem • Fãs da banda • Consumidores de música independente • Consumidores de música em geral • Freqüentadores das casas de espetáculo (meio underground) • Mídia independente (zínes e sites da Internet) • Imprensa em geral • Apoio (selo, equipe técnica, agente, etc.) Fonte: MENEZES (2006) Tabela 2 – Detalhamento do Negócio de uma banda independente 2.2 Modelo de Transformação De acordo com o modelo preconizado por Slack et al. em seu livro Administração da Produção (2002) – Modelo de Transformação – qualquer operação produz bens, serviços, ou um misto dos dois e faz isso por um processo de transformação. Analisando a teoria revisada, vê-se que o caráter generalista deste modelo input-transformação-output acima ilustrado torna possível a sua aplicação à atividade de uma banda, e a partir daí a discretização e organização do trabalho da mesma de forma racional e seqüencial. Nesta seção é realizada uma descrição sobre o encadeamento de etapas que compõem o fluxo produtivo que por sua vez tem como resultado os produtos e serviços definidos na seção anterior. Agrupadas, estas etapas são, portanto, a linha de produção de uma unidade de negócios (banda independente), cujo negócio é a música. Neste fluxo, os inputs para a produção podem ser convenientemente classificados em recursos transformadores (pessoas e equipamentos) e transformados (usuários e informações). Dos recursos transformados elencados acima, os de maior importância são os ditos usuários da música da banda (ouvintes, espectadores; fãs da banda ou não; consumidores ou não) nos mais variados canais de acesso e mídias onde esta música é disponibilizada. O processo de transformação realizado pela banda é justamente o processamento destes recursos de entrada, ou seja, a transformação do estado psicológico dos usuários: é o despertar de emoções no ouvinte, é provocar o resgate de uma memória ou simplesmente a visualização de uma situação diferente, o transporte do ouvinte/espectador para um “outro local”. As saídas ou outputs do processo de transformação citado acima se confundem com a definição de negócio de uma banda independente realizada anteriormente; logo, a música é o grande resultado da atividade de uma banda. Para tornar menos difusas estas saídas, mais uma vez valemo-nos das definições feitas anteriormente: as linhas de produtos e serviços, gravações, exibições e eventos/imagem são as três grandes dimensões em que se divide o resultado da atividade de uma banda. ENEGEP 2006 ABEPRO 4 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 ENEGEP 2006 ABEPRO 5 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 Figura 1 – Representação esquemática detalhada do modelo de transformação de uma banda independente 3. Estudo de caso: modelagem da cadeia de valor de uma banda independente Segundo Porter (1985), a cadeia de valor desagrega uma empresa nas suas atividades de relevância estratégica, ganhando vantagem competitiva na medida em que executa essas atividades estratégicas importantes de uma forma mais barata ou melhor do que a concorrência. Toda empresa é uma reunião de atividades que são executadas para projetar, produzir, comercializar, entregar e sustentar o produto – essas atividades de valor podem ser divididas em “primárias” e “de apoio”. Este modelo possui caráter abrangente, propondo-se a ser utilizado para qualquer organização; entretanto, dependendo do segmento abordado, adaptações são necessárias (PORTER, 1985). O objeto de estudo tido como Unidade de Negócio no presente trabalho possui características peculiares, todas oriundas da natureza pouco tangível do trabalho. Dentro disso, a proposta deste estudo – a definição da cadeia de valor de uma banda independente – é feita segundo as seguintes adaptações, objetivando uma representação fiel do negócio abordado: Modelo Genérico (Porter) Modelo banda independente (proposto) Logística Interna Criação Operações Materialização Logística Externa Distribuição Marketing e Vendas Marketing e Vendas Serviços Encantamento Características Organização dos insumos Transformação dos insumos em produtos Distribuição de produtos para os compradores Meios pelos quais os compradores possam comprar o produto e induzi-los a fazer isto Fornecimento de serviços para intensificar ou manter o valor do produto Fonte: MENEZES (2006) Tabela 3 – Adaptação do modelo de Porter Ainda considerando as especificidades da unidade de negócio estudada, neste trabalho serão abordadas apenas as atividades primárias, visto que as atividades de apoio assumem nesse tipo de Unidade de Negócio um caráter mais difuso e transversal às atividades primárias. Estas atividades apresentadas se inter-relacionam e se sucedem, configurando assim um fluxo da produção de uma banda independente. Abaixo, uma descrição detalhada destas atividades. a) Criação: é possível discriminar dois tipos bem distintos de organização de insumos; um de natureza puramente intelectual, aqui chamado de composição/idealização (recebimento de insumos intangíveis – insights, informações, geração de idéias e conceitos – para serem utilizados nas etapas posteriores), e outro de caráter mais físico, nomeado pré-produção (recebimento, armazenagem e distribuição de insumos físicos; planejamento da inserção da banda nestas atividades de maneira eficiente, com menos custos, objetivando a qualidade e a satisfação dos públicos-alvo) b) Materialização: transformação dos insumos em produtos, se utilizando para isso do trabalho com máquinas, embalagens, montagem, manutenção de equipamentos, testes e demais operações de produção. Essa materialização se dá por meio das três linhas de produtos e serviços já citadas: gravações, exibições e imagem. ENEGEP 2006 ABEPRO 6 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 c) Distribuição: coleta, armazenamento e distribuição física dos produtos gerados na etapa de produção para os seus usuários finais através dos canais de tangibilização físicos e virtuais. d) Marketing e Vendas: utilização de canais e ferramentas de comunicação para dar publicidade ao trabalho da banda (divulgação/promoção) e disponibilização por intermédio dos canais de venda da música que foi gerada, materializada e distribuída através das etapas anteriores para comercialização junto a segmentos do público-alvo, que agora assumem uma função de consumidores. e) Encantamento: alcance da satisfação do usuário, conquista de fãs, a formação de um público cativo da banda. Isto é intangível e muito pouco mensurável. Um facilitador deste processo é o fato de que a música é algo que naturalmente encanta, entretém, assim como todas as formas de arte. É ao mesmo tempo um produto – e este estudo busca justamente provar esta abordagem – mas é também algo que mexe com o subjetivo, com os brios das pessoas, influindo fortemente na vida dos seus usuários. Isto é o que diferencia a música e as artes de outras atividades produtivas. Finalmente, o modelo definido para a cadeia de valor de uma banda independente pode ser ilustrado pelo seguinte esquema: Criação Materialização Distribuição Composição/ idealização Linhas de Produtos e Serviços Física Comercialização Selo Lojas Canções Marketing e Vendas Encantamento Gravações Shows Logística/ transportes Conceitos e Imagem Bancas de Jornal Exibições Internet Conquista do Usuário/ Fanatismo Virtual Eventos/ imagem Pré-produção Sites Divulgação/ Promoção Compartilhamento de arquivos Rádio TV Mídia impressa Internet Figura 2 – Cadeia de Valor de uma banda independente 4. Conclusões Os autores, a partir das observações no Estudo de Caso e da Revisão da Literatura podem apresentar as seguintes conclusões: − Existe um grande potencial de crescimento, para a Indústria do Entretenimento no Brasil e, ENEGEP 2006 ABEPRO 7 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 especialmente, no Rio de Janeiro; − Uma banda independente pode obter vantagem competitiva: dado o caráter intangível de seu produto (música), a natureza de seu processo principal, e os impactos deste produto sobre os seus usuários, pode-se afirmar que o negócio de uma posiciona-se no extremo da diferenciação no continuum apresentado por banda independente Porter (1985). Aprofundando esta abordagem, vê-se que a diferenciação é alcançada pela banda através do encantamento dos usuários; − Existe espaço de atuação para o Engenheiro de Produção neste segmento de mercado: O cenário atual, de uso intensivo de tecnologias de informação e comunicação, tem imposto às diversas organizações uma postura muito mais flexível, que as capacite a responder rapidamente às mudanças. Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO), esta nova realidade tem promovido o surgimento de uma nova indústria, que está sendo chamada de indústria de info-comunicação. Essa nova indústria é o resultado da convergência de 3 grandes indústrias – informática, telecomunicações e mídia (entretenimento, indústria cultural, propaganda e marketing) – e vem crescendo pelo menos duas vezes mais rapidamente que setores mais tradicionais da economia. Referências ABEPRO. Disponível em <http://www.abepro.org.br/>. Acesso em 21 jan. 2006. BARROS, Carlos Frederico. 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