1 AS CARACTERÍSTICAS DA ÁREA FINANCEIRA NAS EMPRESAS LOCALIZADAS NA REGIÃO DA AMREC Rafaela Possamai Padoin – UNESC – [email protected] Andréia Cittadin – UNESC – [email protected] Cleyton de Oliveira Ritta – UNESC – [email protected] RESUMO A área financeira tem destaque nas organizações devido à preocupação em administrar os investimentos realizados e captar as melhores fontes de recursos para suporte das atividades. Por isso, as empresas precisam ter nesta área profissionais competentes e engajados para alcançar as metas estipuladas pelos proprietários e usar ferramentas de gestão para otimizar o desempenho empresarial. Diante disso, o objetivo deste estudo consiste em identificar as características da área financeira nas empresas localizadas na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC). Para alcançar tal objetivo, realizou-se uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa e quantitativa, do tipo levantamento, por meio de questionário aplicado em 326 empresas. Os resultados apontaram que a maioria das empresas: a) atua no segmento industrial e comercial e opta pela natureza jurídica Limitada (Ltda.); b) tem como responsáveis pelo comando da área financeira pessoas do gênero masculino que possuem formação escolar de nível superior e que são proprietários da organização; c) possui setor financeiro específico no organograma organizacional com as funções de Gerente Financeiro, Tesoureiro e Auxiliar Financeiro; e d) contempla elementos de gestão de contas a receber, de contas a pagar e de tesouraria adequados para uma boa gestão financeira. Conclui-se que há um nível satisfatório de gestão financeira nas empresas investigadas, uma vez que tem sob comando profissionais com formação na área de gestão, existência de setor específico para segregação e execução das atividades financeiras e preocupação com o futuro organizacional com o estabelecimento de instrumentos como o planejamento financeiro de curto e longo prazo, que engloba decisões sobre investimentos e fontes para financiamentos de recursos. Palavras-chave: Área Financeira, Administração Financeira, Associação dos Municípios da Região Carbonífera. Área Temática: Economia regional e urbana 1 INTRODUÇÃO As organizações precisam adaptar-se as mudanças do ambiente empresarial, como por exemplo: globalização de mercados, aumento da concorrência, avanço tecnológico e maior exigências de qualidade nos produtos e serviços oferecidos. Tais mudanças exigem dos gestores uma postura cautelosa em relação ao alcance das metas gerenciais, com o objetivo de melhorar o desempenho empresarial. Por isso, as empresas procuram implementar instrumentos que auxiliem no gerenciamento dos negócios e no controle das atividades operacionais para subsidiar a tomada de decisão e promover o crescimento sustentável dos empreendimentos. 2 Dentre as áreas de gestão, destaca-se a área financeira que é responsável em controlar as entradas e saídas de recursos financeiros das organizações. Ela é essencial para que as empresas tenham mais credibilidade perante os clientes, fornecedores, funcionários, investidores, instituições financeiras e governo. A área financeira está vinculada aos processos decisórios de continuidade dos negócios, pois os relatórios financeiros demonstram a real situação da empresa e dão suporte para análise da tendência empresarial. Com base neles, verificam-se as sobras ou falta de caixa, contas em atraso, necessidades de aplicação ou captação de recursos. A gestão financeira encontra-se estruturada, sobretudo, nas grandes entidades que demandam por maiores volumes de entradas e saídas de caixa. Por outro lado, as pequenas empresas são as que mais apresentam debilidades na gestão financeira, uma vez que na maioria das vezes, há dificuldades de captação de recursos, falta de pessoal qualificado e de instrumentos de controles adequados (MOURA; OLIVEIRA, 2007). Diante dessa realidade, tem-se a seguinte pergunta de pesquisa: Quais são as características da área financeira nas empresas localizadas na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC)? Para responder esta pergunta de pesquisa, o objetivo geral consiste em identificar as características da área financeira das empresas da AMREC. Para atender tal objetivo foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: a) verificar as características administrativas dos empreendimentos; b) conhecer o perfil do responsável pelo comando da área financeira; e c) descrever aspectos da gestão financeira. A justificativa para este estudo está no fato de que muitas empresas fecham as portas nos seus primeiros anos de existência. Um dos principais motivos apontados para esse fato é a falta de falta informações financeiras para o gerenciamento dos negócios (SEBRAE-SP, 2008). Logo, conhecer as características das empresas na área financeira possibilita identificar pontos fortes e fracos na gestão e, assim, propor ações que visem melhorar o desempenho dos empreendimentos com vistas a garantir a perpetuidade no ambiente empresarial. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Administração Financeira A administração financeira surgiu por volta do ano de 1970 com o objetivo de melhorar administração do capital de giro. Ela é considerada a ciência da gestão do dinheiro com foco na geração de riqueza das organizações (GITMAN, 2010; GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010). 3 A área financeira existe para auxiliar os investidores em relação à maximização das riquezas, pois buscam retorno por meio de resultados financeiros positivos; além da minimização dos riscos envolvidos nas operações (SAITO; SAVOIA; FAMÁ, 2006). “A administração financeira tem como meta principal gerenciar os recursos financeiros da organização, necessários para a realização de suas atividades em busca de seus objetivos e de sua missão” (REIS; VITTORATO NETO, 2000, p. 93). Segundo Lemes Junior; Rigo; Cherobim (2010), a administração financeira também está ligada ao porte da organização. Nas grandes empresas, geralmente, há um setor específico para esta área. Nas pequenas empresas é raro existir tal setor, pois muitos proprietários acumulam as funções financeiras com as demais funções gerenciais. Logo, as entidades devem adaptar a função financeira de acordo com suas necessidades administrativas, que envolvem as tomadas de decisões sobre as políticas de investimento, financiamento e distribuição de lucros. As decisões de investimento referem-se à aplicação de recursos nas atividades operacionais ou no mercado financeiro. Assim, é importante, no momento da tomada de decisão, avaliar as opções de mercado para que seja feita a melhor escolha com baixo risco e incerteza de retorno. Groppelli e Nikbakht (2010) observam que todas as empresas, quando poupam é porque desejam investir futuramente em algo que lhe traga retorno, de preferência o maior possível. Tal ação é a essência do investimento para gerar o retorno de acordo com o capital investido. As decisões de financiamentos referem-se à fonte de recursos para a realização dos investimentos almejados e visam montar uma estrutura financeira segura e de baixo custo no curto ou longo prazo para dar suporte aos investimentos necessários. Para Braga (1995), a empresa pode obter financiamento recorrendo aos fundos da própria empresa, que seria o capital próprio (patrimônio líquido), ou apelando ao capital de terceiros que engloba os recursos concedidos pelas instituições financeiras, entre outros. As decisões de distribuição de lucros referem-se ao pagamento de dividendos aos proprietários da organização. Os dividendos são parte dos lucros gerados ao longo do exercício social e representam uma forma de remuneração dos proprietários pelos recursos investidos. Para Gitman (2010, p. 523), “a política de dividendos de uma empresa deve ser formulada com dois objetivos básicos: fornecer financiamento suficiente e maximizar a riqueza dos proprietários da empresa.” A política de distribuição de dividendos deve ter critérios bem definidos para garantir a solidez dos empreendimentos. 4 A administração financeira é uma importante área de gestão das organizações. Ela tem o papel de maximizar os lucros, indicar o melhor caminho para a aplicação de recursos, buscar as melhores fontes de recursos e minimizar os riscos das transações, visando o crescimento e a continuidade das atividades operacionais. 2.2 Funções do Administrador Financeiro O administrador financeiro desempenha funções importantes no dia a dia das empresas. Ele é responsável por criar meios para maximizar os resultados e orientar os outros colaboradores quanto à melhor forma de conduzir as atividades administrativas (HOJI, 2001). Hoji (2001) e Lemes Júnior; Rigo; Cherobim (2010) esclarecem que dependendo do porte da empresa, este profissional pode ser denominado de vice-presidente de finanças, diretor financeiro, executivo financeiro, superintendente financeiro, supervisor financeiro, gerente financeiro, tesoureiro ou controller. Para Braga (1995), o administrador financeiro deve criar estratégias para que se obtenham os recursos necessários para uma utilização adequada, com o objetivo de trazer resultados positivos para o empreendimento. Portanto, deve estar atento as mudanças que ocorrem no mercado financeiro e no ambiente econômico. Groppelli e Nikbakht (2010, p. 5) enfatizam que para ter êxito, os administradores financeiros precisam se envolver com as mudanças que ocorrem constantemente no campo das finanças. Eles devem adotar métodos mais sofisticados para poder planejar melhor num ambiente de crescente competitividade. Precisam lidar de forma eficiente com as mudanças que ocorrem dentro e fora da empresa. A função do administrador financeiro torna-se mais importante e essencial à medida que a empresa cresce. Logo, as decisões que envolvem recursos financeiros são tomadas com base no conhecimento deste profissional que deve saber o momento certo de investir ou captar recursos para elevar o valor da organização. 2.3 Controles Financeiros O controle das operações financeiras é uma tarefa complexa. Por isso, é importante que se estabeleçam formas adequadas de gerenciar o fluxo de entradas e saídas de recursos, independentemente do porte da organização (SANTOS; FERREIRA; FARIA, 2009). Como 5 principais controles financeiros destacam-se: contas a receber, contas a pagar, caixa/tesouraria e planejamento financeiro. Tais controles são descritos a seguir. 2.3.1 Gestão de contas a receber A gestão de contas a receber requer habilidade para negociar com os clientes. Ela é responsável pela conversão dos títulos a receber em dinheiro para as empresas. A concessão do crédito e a venda a prazo geram duplicatas a receber que podem ficar em situação de carteira, caucionada, descontada e em cobrança bancária simples. Assim, é indispensável uma eficiente política de crédito e de cobrança para o funcionamento adequado das atividades operacionais. Segundo Lemes Junior; Rigo; Cherobim (2010), contas a receber originam-se a partir do crédito, no momento em que ocorre a troca de bens por promessa de pagamento. Nesta transação o vendedor abdica temporariamente de parte de seu patrimônio na certeza de que, posteriormente, irá recebê-lo por meio de pagamento. Com o crescimento do volume de vendas a prazo, proporcionalmente aumentam o contas a receber e, também, o risco de inadimplência. Groppelli e Nikbakht (2010, p.337) observam que o volume de contas a receber é, basicamente, determinado pelos padrões de crédito da companhia. Se esses padrões forem rigorosos, muito poucos clientes estarão qualificados ao crédito, as vendas irão declinar e, como resultado, as contas a receber diminuirão. Por outro lado, se os padrões de crédito forem mais flexíveis, a empresa atrairá mais clientes, as vendas crescerão, e haverá mais contas a receber. Quando as políticas para aprovação do crédito são muito rígidas, consequentemente haverá um menor volume de vendas, portanto diminuirá os valores das contas a receber. Porém, quanto mais liberal a análise do crédito, maior será o volume de vendas e, assim, aumentará o contas a receber. 2.3.2 Gestão de contas a pagar O contas a pagar representa as obrigações assumidas com terceiros referente às aquisições de bens feitas a prazo. Segundo Silva (2001), as contas a pagar são, principalmente, as compras realizadas a prazo que abrangem as mercadorias para revenda, matérias primas, materiais de expediente, materiais de uso e consumo, entre outros. 6 Groppelli e Nikbakht (2010) observam que o benefício das contas a pagar é justamente em economizar nos juros, pois se não existisse este prazo que o fornecedor concede ao comprador, este último deveria recorrer a empréstimos em instituições financeiras ou usar capital próprio para quitar a obrigação. A gestão de contas a pagar tem a função de controlar pagamentos, adiantamento de fornecedores, empréstimos bancários, abatimentos e devoluções de mercadorias. Portanto, seu objetivo é conseguir um maior prazo para o pagamento das obrigações aliado ao menor custo, sempre respeitando a data de vencimentos (REIS; VITTORATO NETO, 2000). A gestão adequada de contas a pagar assegura a continuidade dos negócios, pois garante que os compromissos serão liquidados nos prazos contratados. Por isso, é preciso ter colaboradores capacitados e atentos para evitar despesas com juros, multas financeiras e problemas com fornecedores. 2.3.3 Gestão de caixa/tesouraria A gestão de caixa é um dos papéis mais importantes da administração financeira. O caixa são os recursos com disponibilidade imediata, como exemplo: dinheiro em espécie, cheques recebidos para depósito imediato e aplicações financeiras com possibilidade de saque a qualquer momento. “O controle de caixa demonstra, num determinado período e de forma dinâmica, toda a movimentação (entrada e saída) do numerário da empresa, bem como sua aplicação” (REIS; VITTORATO NETO, 2000, p. 98). Segundo Lemes Junior; Rigo; Cherobim (2010, p. 375), a gestão de caixa [...] é a atividade de tesouraria da empresa, que acompanha os reflexos das políticas de investimentos, de vendas, de crédito, de compras e de estoques. O gestor do caixa participa das definições dessas políticas orientando-as para que não ofereçam problemas de liquidez para a empresa. Para Santos (2001) é essencial que o administrador financeiro acompanhe a situação do caixa diariamente. Nesta ação verifica-se o comportamento do saldo de caixa, se está positivo ou negativo, para que se tomem as providências necessárias para honrar os compromissos assumidos. O controle do caixa é uma atividade importante para a gestão dos negócios porque evidencia os impactos das transações do capital de giro. Uma dificuldade de caixa pode ser ocasionada pelo descompasso entre o recebimento das vendas e o pagamento dos 7 compromissos. Por isso, os gestores devem controlar diariamente a movimentação de recursos para equilibrar as entradas e saídas de recursos. 2.3.4 Planejamento Financeiro No planejamento financeiro são traçadas as metas, tanto a curto quanto a longo prazo que nortearão as atividades financeiras. Com base no planejamento as ações financeiras são executadas para o alcance dos resultados esperados. No planejamento financeiro de curto prazo elaboram-se ações financeiras para um período de 1 a 2 anos. Este planejamento deve conter, impreterivelmente, a previsão de vendas, custos, despesas operacionais, investimentos e opções de financiamento. No planejamento financeiro de longo a prazo as ações financeiras são planejadas para um período de 2 a 10 anos (GITMAN, 2010). O Quadro 1 mostra as principais premissas para elaboração do planejamento financeiro. Quadro 1 - Principais premissas para elaboração do planejamento financeiro Premissas Previsão de vendas Demonstrações projetadas Necessidade de ativos Necessidade de financiamento Premissas econômicas Características prever as vendas exatas é impossível, pois isso varia conforme o mercado, porém é importante fazer uma estimativa da projeção. ter a demonstração do resultado como ferramenta para a elaboração estratégias gerenciais. o planejamento projetará o uso de recursos financeiros para aplicações. nesta parte o plano tratará de formas de financiamento e de captação de recursos. descreve o mercado econômico onde a empresa atuará durante o prazo do plano. Fonte: Adaptado de Ross; Westerfield; Jaffe (2002) Segundo Brigham e Houston (1999, p. 533), qualquer previsão de necessidades financeiras envolve: (1) determinar quanto de fundos a empresa irá precisar em um dado período, (2) determinar quanto de fundos a empresa gerará internamente no mesmo período e (3) subtrair os fundos gerados dos fundos exigidos para determinar as necessidades financeiras. Lemes Júnior; Rigo; Cherobim (2010) observam que o planejamento financeiro auxilia a gestão como ferramenta de controle, pois com base nos dados que são apresentados é possível conhecer o andamento do uso dos recursos financeiros, verificar se as metas orçadas estão sendo alcançadas e se as devidas providências estão sendo tomadas. O planejamento financeiro é uma ferramenta essencial para as empresas tomarem decisões financeiras. Ele traz uma previsão de curto e longo prazo das necessidades de caixa e de investimentos, além de demonstrar as possíveis fontes de recursos para a manutenção das atividades. 8 3 METODOLOGIA DA PESQUISA Nesta seção discorre-se sobre o enquadramento metodológico da pesquisa e os procedimentos de coleta dos dados 3.1 Enquadramento Metodológico Este estudo consiste em um trabalho científico observando os enquadramentos metodológicos necessários para atingir os objetivos da pesquisa, que são de caráter: descritivo, qualitativo, quantitativo e levantamento, com uso de questionário. Quanto aos objetivos da pesquisa, o trabalho é descritivo, pois se analisam as características da área financeira das empresas investigadas. Segundo Cervo; Bervian; Silva (2007), a pesquisa descritiva consiste em observar, registrar, analisar e correlacionar os fatos estudados. Procura-se descobrir com certo grau de certeza a frequência com que determinado fenômeno ocorre. Busca-se apreciar características e comportamentos de determinados grupos. Em relação à abordagem do problema de pesquisa, o trabalho é qualitativo e quantitativo, uma vez que os dados são categorizados, quantificados e analisados para verificar as características das empresas. Para Richardson (1999), a pesquisa qualitativa busca compreender e descrever os problemas enfrentados pelo grupo social entrevistado para que se conheça a complexidade do assunto. A pesquisa quantitativa caracteriza-se pela quantificação no processo de coleta e de análise dos dados por meio de uso de instrumental estatístico, desde o mais simples até o mais complexo para o entendimento do fenômeno pesquisado. No que concerne à natureza da pesquisa, o trabalho configura-se como de levantamento ou survey, pois foram investigadas as empresas pertencentes à região da AMREC. Para Gil (1996), este tipo de pesquisa caracteriza-se pela interrogação direta a um grupo de pessoas que se deseja investigar determinado comportamento. No que tange aos procedimentos de coleta dos dados, o trabalho empregou questionário do tipo fechado para investigar as características das empresas pesquisadas. Segundo Martins e Theóphilo (2009), o questionário trata-se de um conjunto de perguntas que dizem respeito aos assuntos que se deseja analisar. Com a utilização de tais procedimentos metodológicos, realiza-se a análise das características da área financeira nas empresas pesquisadas com o intuito de identificar pontos fortes e fracos na gestão dos negócios. 9 3.2 Procedimentos de coleta dos dados A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) foi fundada em 25 de abril de 1983 por 7 municípios do sul do estado de Santa Catarina, que são: Criciúma (sede), Içara, Lauro Muller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis e Urussanga. Posteriormente, integraram-se os municípios de Forquilhinha, Cocal do Sul, Treviso e Orleans. Atualmente a associação conta com 11 municípios (AMREC, 2012). A região da AMREC é o maior pólo carbonífero do país e abastece o maior complexo termoelétrico da America Latina, denominada de usina Termoelétrica Jorge Lacerda. O auge da extração de carvão mineral foi no final da década de 80, representando 78,8% da produção nacional. A AMREC destaca-se também nos seguintes seguimentos econômicos: a) cerâmico, como o maior pólo concentrado de grandes indústrias cerâmicas do país; b) metal-mecânico, com indústrias que fornecem peças e equipamentos para indústrias da região e automotiva nacional; c) químico, com indústrias de plástico descartáveis e de embalagens, de tintas, vernizes e solventes para uso industrial e predial; e d) vestuário, com a produção, facção e comercialização de roupas de moda adulto e infantil (GOULARTI FILHO, 2004). A coleta de dados ocorreu ao longo do ano de 2012. Os questionários foram entregues pelos colaboradores da pesquisa aos responsáveis pelo comando da área financeira nas organizações. A pesquisa teve caráter intencional, sendo que as empresas foram selecionadas pelo critério de acessibilidade aos gestores e a disponibilidade dos dados solicitados. O questionário era composto por perguntas fechadas que abrangem as características da empresa, perfil do administrador financeiro, estrutura da área financeira, controles financeiros e políticas de planejamento financeiro. Ao final da coleta de dados, totalizou-se 326 empresas investigadas nos mais diversos segmentos econômicos. 4 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Nesta seção apresentam-se os resultados da pesquisa realizada conforme os objetivos específicos estipulados. 4.1 Características administrativas dos empreendimentos 10 A Tabela 1 mostra a natureza jurídica das empresas. Quadro 1 – Natureza jurídica Natureza Jurídica Quantidade % S.A. 17 5,21 Ltda. 279 85,58 Sociedade Simples 11 3,37 Empresária Individual 19 5,83 Total 347 100,00 A maioria das empresas pesquisadas (85,48%) é Sociedade Ltda. seguido da modalidade Empresária Individual (5,83%). O resultado mostra que os empreendedores procuram mais segurança no momento de montar um negócio, pois preferem compartilhar a gestão da empresa com sócios, proteger o patrimônio pessoal e utilizar as vantagens da legislação para as empresas de sociedade Ltda. A Tabela 2 apresenta os segmentos econômicos de atuação das empresas. Tabela 2 – Segmentos Atuação Segmentos Quantidade % Indústria 126 38,65 Comércio 104 31,90 Serviços 96 29,45 Total 326 100,00 Da população investigada, 126 empresas (38,65%) atuam na Indústria, 104 empresas (31,90%) no comércio e 96 (29,45%) empresas são prestadoras de serviços. Percebe-se uma distribuição homogênea entre os segmentos econômicos da região. Isso mostra que a região permite a diversificação de empreendimentos para atender a demanda dos vários tipos de consumidores. A Tabela 3 evidencia o porte das empresas. Tabela 3 – Porte Porte Grande Médio Pequeno Micro Total Quantidade 32 112 105 77 326 % 9,82 34,36 32,21 23,62 100,00 Grande parte das empresas é de porte pequeno (32,21%) e micro (23,62%). Logo, muitos negócios têm faturamento de até R$ 3.600.000,00, conforme a Lei Complementar n. 139 de 14 de dezembro de 2011. 11 A Tabela 4 exibe a localização das empresas nas cidades pertencentes à AMREC. Tabela 4 - Cidades Cidades Criciúma Içara Forquilhinha Nova Veneza Morro da Fumaça Siderópolis Cocal do Sul Treviso Urussanga Orleans Lauro Müller Total Quantidade 194 29 27 31 15 8 6 3 11 1 1 326 % 59,51 8,90 8,28 9,51 4,60 2,45 1,84 0,92 3,37 0,31 0,31 100,00 As empresas pesquisadas estão localizadas, principalmente, nas cidades de: Criciúma (59,51%), Nova Veneza (9,51%), Içara (8,90%) e Forquilhinha (8,28%). 4.2 Perfil do responsável pelo comando da área financeira A Tabela 5 apresenta a característica do responsável pelo comando da área financeira. Tabela 5 – Característica do responsável Característica Proprietário/Sócio Parente Profissional Independente Total Quantidade 188 45 93 326 % 57,67 13,80 28,53 100,00 Na maioria das empresas é o proprietário ou sócio (57,67%) que administra a área financeira. Isso se deve ao fato de que como as organizações são em grande parte micro, pequena e de médio porte, os proprietários assumem a gestão da área financeira em conjunto com as demais funções gerenciais. Percebe-se, também, uma participação significativa de profissionais independentes (28,53%), sem grau de parentesco, no comando da gestão financeira com destaque nas empresas de grande porte. As principais denominações que os responsáveis pelo comando da área financeira as utilizam nas empresas são a de diretor financeiro ou gerente financeiro. A Tabela 6 revela o gênero do responsável pela área financeira. Tabela 6 - Gênero Gênero Quantidade % Feminino 122 37,42 Masculino 204 62,58 Total 326 100,00 12 Verifica-se que entre os responsáveis pela área financeira, 204 pessoas (62,58%) são do gênero masculino, enquanto 122 pessoas (37,42%) são do gênero feminino. Nota-se, que na região, os homens estão no comando da área financeira. Infere-se que isso ocorre devido à grande parte da área financeira ser administrada pelos proprietários ou sócios, os quais são os empreendedores dos negócios. A Tabela 7 indica a escolaridade do responsável pela área financeira. Tabela 7 – Escolaridade Escolaridade Ensino fundamental incompleto Ensino fundamental completo Ensino médio completo Ensino superior completo Total Quantidade % 5 1,53 14 4,29 105 32,21 202 61,96 326 100,00 A maioria dos responsáveis tem ensino superior completo (61,96%). Isso aponta que para o comando a área financeira é preciso buscar qualificação profissional no ensino superior para se ter melhor embasamento teórico e técnico na tomada de decisões financeiras. Os principais cursos de ensino superior cursados pelos gestores foram: Ciências Contábeis, Administração e Economia. 4.3 Aspectos da gestão financeira A Tabela 8 indica a existência do setor financeiro específico no organograma organizacional das empresas. Tabela 8 – Setor Financeiro específico Porte Grande Média Pequena Micro Total Sim 32 103 56 32 223 Setor Financeiro % Não % 100,00 0 0,00 91,96 9 8,04 53,33 49 46,67 41,56 45 58,44 68,40 103 31,60 Total 32 112 105 77 326 Das empresas pesquisadas, 223 (68,40%) responderam que possuem um setor financeiro específico na organização. Por outro lado, 103 empresas (31,60%) não possuem tal setor. Este resultado mostra também que nas grandes e médias empresas há necessidade de um setor específico para gerir as atividades financeiras devido ao maior volume de transações. Nas pequenas e micro empresas, em muitos casos, as atividades financeiras são exercidas pelos proprietários/sócios sem um setor específico independente. 13 A Tabela 9 exibe as funções financeiras estabelecidas nas empresas. Tabela 9 – Funções Financeiras Funções Financeiras Porte Grande Média Pequena Micro Total Diretor Gerente Coordenador Assistente Auxiliar Tesoureiro Outros 16 31 17 15 79 23 72 37 10 142 17 17 8 2 44 13 19 2 6 40 19 48 18 5 90 18 54 22 9 103 4 13 49 46 112 As principais denominações utilizadas pelas empresas são: Gerente Financeiro (43,56%), Tesoureiro (31,60%), Auxiliar Financeiro (27,61%) e Diretor Financeiro (24,23%). A categoria “Outros” se refere, principalmente, às empresas que possuem o proprietário como responsável pela gestão financeira ou que não usam tais denominações. A Tabela 10 expõe elementos de Gestão de Contas a Receber nas empresas. Tabela 10 – Elementos de Gestão de Contas a Receber Gestão de Contas a Receber O crédito concedido aos clientes necessita de autorização? Existe autorização para concessão de descontos e/ou dispensa de juros? Há políticas de controles de duplicatas a receber vencidas e não recebidas? Os recebimentos do contas a receber são efetuados diretamente na conta caixa/bancos? Há procedimentos de segurança no caso de recebimentos por meio de cheques? Porte Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Sim Qtde. 30 100 77 52 259 29 97 78 54 258 32 108 86 65 291 30 103 86 54 273 31 87 82 55 255 % Qtde. 93,75 2 89,29 12 73,33 28 67,53 25 79,45 67 90,63 3 86,61 15 74,29 27 70,13 23 79,14 68 100,00 0 96,43 4 81,90 19 84,42 12 89,26 35 93,75 2 91,96 9 81,90 19 70,13 23 83,74 53 96,88 1 77,68 25 78,10 23 71,43 22 78,22 71 Não Total % Qtde. % 6,25 32 100,00 10,71 112 100,00 26,67 105 100,00 32,47 77 100,00 20,55 326 100,00 9,38 32 100,00 13,39 112 100,00 25,71 105 100,00 29,87 77 100,00 20,86 326 100,00 0,00 32 100,00 3,57 112 100,00 18,10 105 100,00 15,58 77 100,00 10,74 326 100,00 6,25 32 100,00 8,04 112 100,00 18,10 105 100,00 29,87 77 100,00 16,26 326 100,00 3,13 32 100,00 22,32 112 100,00 21,90 105 100,00 28,57 77 100,00 21,78 326 100,00 O crédito concedido aos clientes necessita de autorização em 259 empresas (79,45%). Em 258 empresas (79,14%) existem autorizações para concessão de descontos e/ou dispensa 14 de juros. Há políticas de controles de duplicatas a receber vencidas e não recebidas em 291 empresas (89,26%). Os recebimentos de contas a receber são efetuados diretamente na conta caixa/bancos em 273 empresas (83,74%). Há procedimentos de segurança no caso de recebimentos por meio de cheques em 255 empresas (78,22%). Os resultados mostram que a maioria das entidades possui elementos de gestão de contas a receber adequados para garantir a entrada de recursos e se proteger de possíveis desvios financeiros ou falhas administrativas. Percebe-se um percentual mais elevado de melhores práticas administrativas nas empresas de médio e grande porte. Acredita-se que isso é devido ao maior volume de transações, a existência de mais profissionais no setor e de controles operacionais mais seguros para suporte das atividades. A Tabela 11 mostra elementos de Gestão de Contas a Pagar nas empresas. Tabela 11 – Elementos de Gestão de Contas a Pagar Gestão de Contas a Pagar Há revisão e autorização dos pagamentos? Há controle de pagamentos para evitar atrasos? Há políticas para as duplicatas a pagar vencidas e não pagas? Existem duas assinaturas escritas ou eletrônicas para efetuar os pagamentos? Existe a possibilidade de um pagamento ser feito em duplicidade? Porte Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Sim Qtde. 31 107 97 59 294 32 112 102 75 321 29 85 72 51 237 23 62 36 22 143 1 21 26 16 64 % Qtde. 96,88 1 95,54 5 92,38 8 76,62 18 90,18 32 100,00 0 100,00 0 97,14 3 97,40 2 98,47 5 90,63 3 75,89 27 68,57 33 66,23 26 72,70 89 71,88 9 55,36 50 34,29 69 28,57 55 43,87 183 3,13 31 18,75 91 24,76 79 20,78 61 19,63 262 Não Total % Qtde. % 3,13 32 100,00 4,46 112 100,00 7,62 105 100,00 23,38 77 100,00 9,82 326 100,00 0,00 32 100,00 0,00 112 100,00 2,86 105 100,00 2,60 77 100,00 1,53 326 100,00 9,38 32 100,00 24,11 112 100,00 31,43 105 100,00 33,77 77 100,00 27,30 326 100,00 28,13 32 100,00 44,64 112 100,00 65,71 105 100,00 71,43 77 100,00 56,13 326 100,00 96,88 32 100,00 81,25 112 100,00 75,24 105 100,00 79,22 77 100,00 80,37 326 100,00 Verifica-se que 294 empresas (90,18%) realizam revisão e autorização dos pagamentos. O controle de pagamentos para evitar atrasos é efetuado em 321 empresas (98,47%). Há políticas para duplicatas a pagar vencidas e não pagas em 237 empresas (72,70%). Em 143 empresas (43,87%) utilizam duas assinaturas escritas ou eletrônicas para efetuar os 15 pagamentos. Em 262 empresas (80,37%) não existe a possibilidade realizar pagamentos em duplicidade. As empresas demostram preocupação com a revisão, autorização e controle dos pagamentos para evitar atrasos, perda de crédito com fornecedores, desvios de recursos e desembolso de juros e multas. Constata-se também que grande parte das empresas (56,13%) não utiliza duas assinaturas para os pagamentos dos compromissos. Isso ocorre, principalmente, nas micro e pequenas empresas nas quais os proprietários/sócios estão no comando da área financeira. Logo, esses gestores sentem segurança administrativa com tal prática. A Tabela 12 apresenta elementos de Gestão de Tesouraria nas empresas. Tabela 10 – Elementos de Gestão de Tesouraria Gestão de Tesouraria Há controle de fluxo de caixa? Existem projeções de entradas e saídas de curto prazo? Existem projeções de entradas e saídas de longo prazo? Há controle entre o fluxo de caixa orçado e realizado? Há planejamento financeiro com políticas de investimentos e de financiamento? Porte Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Grande Média Pequena Micro Total Sim Qtde. 32 103 92 60 287 31 97 86 48 262 27 81 63 42 213 27 80 70 43 220 29 88 69 50 236 % Qtde. 100,00 0 91,96 9 87,62 13 77,92 17 88,04 39 96,88 1 86,61 15 81,90 19 62,34 29 80,37 64 84,38 5 72,32 31 60,00 42 54,55 35 65,34 113 84,38 5 71,43 32 66,67 35 55,84 34 67,48 106 90,63 3 78,57 24 65,71 36 64,94 27 72,39 90 Não Total % Qtde. % 0,00 32 100,00 8,04 112 100,00 12,38 105 100,00 22,08 77 100,00 11,96 326 100,00 3,13 32 100,00 13,39 112 100,00 18,10 105 100,00 37,66 77 100,00 19,63 326 100,00 15,63 32 100,00 27,68 112 100,00 40,00 105 100,00 45,45 77 100,00 34,66 326 100,00 15,63 32 100,00 28,57 112 100,00 33,33 105 100,00 44,16 77 100,00 32,52 326 100,00 9,38 32 100,00 21,43 112 100,00 34,29 105 100,00 35,06 77 100,00 27,61 326 100,00 Em relação à gestão de tesouraria, 287 empresas (88,04%) realizam o controle de fluxo de caixa. 262 empresas (80,37%) fazem projeções de entradas e saídas de curto prazo. 213 empresas (65,34%) efetuam projeções de entradas e saídas de longo prazo. Em 220 empresas 16 (67,48%) há controle entre o fluxo de caixa orçado e realizado. O planejamento financeiro com políticas de investimento e de financiamento é elaborado em 236 empresas (72,39%). Os resultados evidenciam que a maioria das empresas gerencia as entradas e saídas de caixa. Tal situação é primordial na gestão dos negócios para se identificar sobras ou falta de recursos e decidir sobre investimentos a serem realizados ou fontes disponíveis para a capitação de recursos. Nota-se que numa parcela de micro e pequenas empresas não há um preocupação gerencial significativa com projeções de entradas e saídas de caixa, comparação entre os fluxos orçados e realizados e com o estabelecimento de políticas de investimentos e financiamentos. Tal situação compromete o crescimento sustentável, pois a gestão dessas empresas não tem um plano de futuro estabelecido e está mais fragilizada perante o mercado. 5 CONCLUSÃO O ambiente empresarial está cada vez mais concorrido. Diariamente, novas empresas estão se inserindo no mercado em busca da valorização do seu negócio e almejando sucesso e reconhecimento empresarial. Porém, manter o negócio em pleno funcionamento não é tarefa fácil, ainda mais quando as organizações não possuem controles administrativos que proporcionem uma gestão eficiente que garanta continuidade dos negócios. A administração financeira nas organizações tem o papel de gerenciar o fluxo de entradas e saídas de recursos a fim de maximizar os resultados e aumentar o valor das empresas. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa foi identificar as características da área financeira empresas da região da AMREC. Os resultados apontaram que a maioria das empresas: a) é de natureza jurídica Ltda. (85,58%) com atuação nos segmentos Industrial (38,65%) e Comercial (31,90%) com características de médio porte (34,36%) e pequeno porte (32,21%); b) tem no comando da área financeira, principalmente, o proprietário ou sócio (57,67%), seguido de profissional independente (28,53%), ambos com formação escolar de nível superior (61,96%) nas áreas de Administração, Ciências Contábeis e Economia; c) possui setor financeiro específico no organograma organizacional (68,40%) com as funções de Gerente Financeiro (43,56%), Tesoureiro (31,60%) e Auxiliar Financeiro (27,61%); e d) contempla elementos de gestão de contas a receber, de contas a pagar e de tesouraria adequados para uma boa gestão financeira. Os resultados mostraram que na medida em que as empresas crescem é necessário um setor específico para a gestão financeira sob o comando de profissionais independentes ou 17 proprietários com formação escolar de nível superior. Isso porque, com o aumento das transações é preciso segregar as atividades financeiras das demais atividades administrativas, pois as decisões financeiras influenciam diretamente o futuro das organizações, conforme preconizam (GITMAN, 2010; GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010; LEMES JUNIOR; RIGO; CHEROBIM, 2010). Constata-se, também, que nas micro e pequenas empresas o proprietário/sócio exerce o papel de comando das atividades financeiras e, por isso os elementos de gestão financeira são mais flexíveis em relação às médias e grandes empresas. Isso demonstra que essas entidades acreditam que com a presença do proprietário/sócio a ocorrência de desvios, fraudes ou falhas administrativas são minimizadas. Conclui-se que há um nível satisfatório de gestão financeira nas empresas investigadas, uma vez que tem sob comando profissionais com formação na área de gestão, existência de setor específico para segregação e execução das atividades financeiras e preocupação com o futuro organizacional com o estabelecimento de instrumentos como o planejamento financeiro de curto e longo prazo, que engloba decisões sobre investimentos e fontes para financiamentos de recursos. Por fim, sugere-se como pesquisas futuras para continuidade dos estudos: a) realizar estudos comparativos com outras regiões do estado de Santa Catarina ou fora do estado; b) entrevistar os responsáveis financeiros para a compreensão da importância da área financeira nas empresas; e c) investigar quais são tipos de investimentos e financiamentos utilizados pelas organizações. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO CARBONÍFERA - AMREC. Criciúma, 2012. Disponível em: <http://www.amrec.com.br > Acesso em: 05 fev. 2013. 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