Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis Aluna: Letícia Calado Carneiro1 Orientador: João Rogerio Sanson2 Tutora: Maria Luciana Biondo Silva3 Resumo Abstract O objetivo deste estudo foi classificar e caracterizar as solicitações de encaminhamentos para Fisioterapia. Os dados foram pesquisados no SISREG III e nos encaminhamentos do Centro de Saúde do Rio Tavares, realizados de junho de 2009 a agosto de 2012. O total de encaminhamentos coletados foi 265. A maioria dos pacientes é do sexo feminino (174), contra 90 do sexo masculino. Foi observado que a maior parte dos casos é crônica (246) e 14 são agudos. Pode-se verificar que as doenças da coluna são as mais incidentes, ocupando aproximadamente a metade dos casos, seguidas das de ombro, cotovelo, punho e mão. A atuação do fisioterapeuta na Equipe de Saúde da Família e a elaboração de um Planejamento Estratégico interdisciplinar facilitarão o acesso à Fisioterapia, liberando a porta de entrada da média complexidade para os casos mais urgentes. This study aims to classify and characterize the requests’ for Physiotherapy referrals. Data were surveyed in SISREGIII and referrals “CS Rio Tavares”, from June 2009 till August 2012. A total of 265 referrals were collected. Most patients were female (174) against (90) male. According to the degree of priority has been observed that most cases are chronic (246) and being only (14) acute. It can be verified that spine’s diseases are the most incidents, occupying about half of the cases, followed by shoulder, elbow, wrist and hand. The role of the physiotherapist in the Family Health Team and the elaboration of a strategic planning interdisciplinary will facilitate access to Physiotherapy releasing the gateway from the Medium Complexity to the most urgent cases. Palavras-chave: Fisioterapia. Atenção Primária. Planejamento Estratégico. Equipe de Saúde da Família. 1 Key words: Physical therapy. Primary attention. Strategic Planning. Family Health Team. Mestrado em Ciências do Movimento Humano (2009) e Graduação em Fisioterapia (2006), ambos pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. E-mail: leticiacarneiro@ yahoo.com.br. 2 Doutor em Economia (1979) e mestrado em Desenvolvimento Econômico (1973), ambos pela Vanderbilt University, EUA. E-mail: [email protected]. 3 Graduada em Administração pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI (2000). Especialização (Lato Sensu) em Gestão de Pessoas nas Organizações pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2011). E-mail: [email protected]. Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis 1 Introdução Para Rezende et al. (2009), muito mais do que tratar e reabilitar os indivíduos, o fisioterapeuta tem o encargo de agir na direção do desenvolvimento de suas potencialidades, para que exerçam suas atividades laborativas e da vida diária, favorecendo a sua qualidade de vida. Partindo dessas premissas, o fisioterapeuta tem papel importante na Atenção Primária (AP), pois pode atuar juntamente com outros profissionais nos diversos níveis da assistência à saúde, na administração de serviços, na área educacional e no desenvolvimento de pesquisas. (CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, 1987) O fisioterapeuta geralmente tem atuação na AP através do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que é composto por profissionais de diferentes áreas de conhecimento que atuam em conjunto com os profissionais da Equipe de Saúde da Família (ESF), compartilhando e apoiando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade dessas equipes. No entanto, a forma de atuação dos profissionais no NASF tem sido bastante criticada, pois uma equipe NASF é responsável por aproximadamente oito a 15 Equipes de Saúde da Família (que abrangem uma população entre 24 a 45 mil habitantes), o que limita a contribuição que o fisioterapeuta e outros profissionais que compõem o NASF podem oferecer ao cuidado no nível da AP na Saúde da Família (BRASIL, 2011; REZENDE et al., 2009). Em Florianópolis, a Fisioterapia ingressou no NASF através da publicação, no diário oficial do município, da Portaria n. 11/12 (FLORIANÓPOLIS, 2012). Porém, com uma carga horária menor e diferente dos outros profissionais do NASF, dificultando a sua integração com esses profissionais e com os da ESF. (BAENA; SOARES, 2012) Sabe-se que o trabalho em equipe é a base para ações integrais na saúde, para atender com qualidade as necessidades do usuário, proporcionando a construção coletiva do saber. Assim, a utilização da ferramenta Planejamento Estratégico somaria pontos para se atingir a atuação integral na saúde. (ARTMANN; RIVERA, 1999) Para melhor embasar e pontuar a atuação do fisioterapeuta na AP, este estudo tem o objetivo de planejar as ações fisioterapêuticas neste nível de atenção, classificando e caracterizando os encaminhamentos para consulta em Fisioterapia no Centro de Saúde (CS) do bairro Rio Tavares, Florianópolis/SC. 114 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva 2 Aspectos da Fisioterapia na Atenção Primária Os tópicos a seguir abordam informações referentes às ações que podem ser desenvolvidas pelos fisioterapeutas, definem o NASF, as formas de inserção da Fisioterapia na Atenção Primária e a utilização do Planejamento Estratégico como forma de aumentar a integralidade e a resolubilidade de maneira interdisciplinar. 2.1 Ações de Fisioterapia No ano de 1978, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) aprovou as normas para habilitação ao exercício da profissão de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional: “[...] planejar, programar, ordenar, coordenar, executar e supervisionar métodos e técnicas fisioterápicos que visem à saúde nos níveis de prevenção primária, secundária e terciária.” (CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, 1978, p. 6.323). Após o Movimento de Reforma Sanitária, que ocorreu no país em 1986, o COFFITO reformulou o objetivo de estudo e trabalho do Fisioterapeuta, ampliando o enfoque da Fisioterapia não somente na terapia e nas características biológicas do indivíduo, mas também na sua dimensão e no seu relacionamento com a sociedade: [...] a fisioterapia é uma ciência aplicada, cujo objeto de estudos é o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com objetivos de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de órgão, sistema ou função. (CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, 1987, p. 7.609) Analisando esses conceitos, pode-se verificar uma evolução conceitual do objeto de trabalho e estudo do fisioterapeuta, ou seja, segundo Rezende et al. (2009), muito mais do que tratar e reabilitar os indivíduos, o fisioterapeuta tem o encargo de agir na direção do desenvolvimento das suas potencialidades, para que exerçam suas atividades laborativas e da vida diária, favorecendo a sua qualidade de vida. Partindo dessas premissas, o fisioterapeuta tem papel importante na AP à saúde, podendo atuar juntamente com outros profissionais nos diversos níveis da assistência à saúde, na administração de serviços, na Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 115 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis área educacional e no desenvolvimento de pesquisas. (CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, 1987) 2.2 Definição do NASF Com o objetivo de ampliar a integralidade e a resolutividade da atenção à saúde, garantindo à população acesso aos serviços em todos os níveis de complexidade do sistema, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que hoje é regulamentado pela Portaria n. 2.488, de 21 de outubro de 2011 (BRASIL, 2011). O fisioterapeuta compõe a equipe NASF, que é formada por profissionais de diferentes áreas de conhecimento que atuam em conjunto com os profissionais da Equipe de Saúde da Família (ESF), compartilhando e apoiando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade de tal equipe. A organização dos processos de trabalho do NASF tem como foco o território sob sua responsabilidade e deve ser estruturada priorizando o atendimento compartilhado e interdisciplinar, a troca de saberes, a capacitação e as responsabilidades mútuas, o que gera troca de experiência para todos os profissionais envolvidos, utilizando variadas metodologias, como estudo e discussão de casos e situações, projetos terapêuticos, orientações e atendimento conjunto etc. (BRASIL, 2009) Os NASF devem buscar contribuir para a integralidade do cuidado aos usuários do SUS principalmente por intermédio da ampliação da clínica, auxiliando no aumento da capacidade de análise e de intervenção sobre problemas e necessidades de saúde, tanto em termos clínicos quanto sanitários. São exemplos de ações de apoio desenvolvidas pelos profissionais dos NASF: discussão de casos, atendimento conjunto ou não, interconsulta, construção conjunta de projetos terapêuticos, educação permanente, intervenções no território e na saúde de grupos populacionais e da coletividade, ações intersetoriais, ações de prevenção e promoção da saúde, discussão do processo de trabalho das equipes e etc. (BRASIL, 2011) Porém, uma equipe NASF tem que dar suporte para oito a 15 equipes de saúde da família, o que limita a sua contribuição à população por ela assistida. (BRASIL, 2011; REZENDE et al., 2009) 116 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva 2.3 Inserção da Fisioterapia na Atenção Primária A fisioterapia na AP acontece através do NASF, como profissão que apoia as ações da ESF. Segundo Freitas (2006), a inserção do cuidado do fisioterapeuta na AP decorre do alto nível de doenças crônico-degenerativas que atingem uma população que passa por uma transformação demográfica em que as pessoas param de adoecer por doenças infectocontagiosas e começam a apresentar doenças crônico-degenerativas — as quais têm longa duração —, diminuindo a mortalidade e aumentando a morbidade. Segundo Rodrigues (2008, p. 107): [...] as ações privativas da fisioterapia podem colaborar para a redução do consumo de medicamentos, estimulando a grupalidade e a formação de redes de suporte social, possibilitando a participação ativa dos usuários do SUS na construção de projetos terapêuticos individuais e na identificação das práticas a serem desenvolvidas em determinada área. Alguns autores descreveram a experiência da atuação do fisioterapeuta na AP. Em Governador Valadares/MG, o fisioterapeuta compõe o Núcleo de Apoio à Saúde da Família juntamente com o assistente social, farmacêutico, nutricionista, preparador físico e psicólogo. Essas categorias foram escolhidas por causa da demanda reprimida de pacientes para essas áreas e pelos diversos agravos crônicos à saúde, que muitas vezes são incapacitantes. (BARBOSA et al., 2010). No município de Maracanaú/CE existe um total 51 ESF compostas por 51 médicos, 51 enfermeiros, 35 odontólogos e apenas três fisioterapeutas (COSTA et al., 2009). Em um estudo realizado no ano de 2005, no município de Sobral/CE, apenas quatro fisioterapeutas compunham a equipe do (PSF), desenvolvendo ações de atenção individual e coletiva. (BRASIL et al., 2005) Em Florianópolis, a Fisioterapia ingressou no NASF através da publicação, no diário oficial do município, da Portaria n. 11/12 (FLORIANÓPOLIS, 2012). Antes dessa data, a atuação dos fisioterapeutas acontecia apenas nas policlínicas municipais focadas na média complexidade. A partir do desenvolvimento de projetos-pilotos de atuação da Fisioterapia na AP e com a reformulação do fluxo de encaminhamento, implementou-se a Fisioterapia na AP através do NASF. As ações desenvolvidas pelos fisioterapeutas contemplam o gerenciamento da fila de espera, os atendimentos em grupo, as visitas domiciliares e o matriciamento, que é uma forma de gestão em saúde Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 117 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis que pode ser realizada por diferentes estratégias; porém, a porta de entrada à discussão e ao seguimento deverá ser sempre a Estratégia de Saúde da Família. O apoio matricial baseia-se na transdisciplinaridade, que aumenta a capacidade de ver o indivíduo como um todo, contribuindo para uma maior efetividade do tratamento. Conforme a Figura 1, no fluxo de acesso à Fisioterapia, os pacientes podem entregar encaminhamentos para atendimento em Fisioterapia no centro de saúde ou serem identificados por matriciamento pela ESF. Os casos de ortopedia e reumatologia, se apresentarem possibilidade de atendimento em grupo, são atendidos na AP; caso contrário, são inseridos no SISREG, para atendimento nas policlínicas. Após os encontros propostos nos grupos, se o paciente ainda precisar de mais atendimentos, ele será reencaminhado para atendimentos nas policlínicas e inserido no SISREG. As outras especialidades recebem orientações e são acompanhadas na AP e/ou encaminhadas para centros de reabilitação de referência, conforme o fluxo de encaminhamento construído pelos fisioterapeutas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em conjunto com as diretorias de Atenção Primária e de média complexidade, o qual é apresentado na Figura 1. 118 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva FLUXO DE ACESSO A FISIOTERAPIA Entregue encaminhamento para Fisioterapia no CS Ortopedia/ Reumatologia Classificação e/ou orientação pelo fisioterapeuta Possibilidade de atendimento nos grupos da atenção primária? sim não Grupos na atenção primária Identificação dos pacientes no matriciamento com a ESF Visita domiciliar Outras especialidades Orientações e acompanhamento na atenção primária ATENÇÃO PRIMÁRIA Encaminhamento para unidades de referência (UDESC / CCR) Ainda necessita de atendimento individual? não Orientações e alta sim Entrada no SISREG, já classificado em “prioridades” 1ª consulta na policlínica Contra referência para atenção primária MÉDIA COMPLEXIDADE Orientações e alta Figura 1: Fluxo de encaminhamentos da Fisioterapia da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis Fonte: Elaborada pela equipe de fisioterapia da Prefeitura Municipal de Florianópolis 2.4 Planejamento Estratégico O trabalho em equipe é a base para ações integrais na saúde para atender, com qualidade e de acordo com cada situação e experiência já adquirida, as necessidades dos usuários, proporcionando a construção coletiva do saber. No entanto, a resolutividade da AP acontecerá à medida que outras profissões da saúde possam atuar de forma interdisciplinar a favor da integralidade. A abordagem do paciente em todas as áreas de atuação dos profissionais as quais envolvam a sua saúde física e mental e sua capacidade de se socializar é facilitada, pois o cliente é atendido por todos os membros da equipe que se envolvem na resolução do seu problema. (BAENA; SOARES, 2012) Para tal, a utilização da ferramenta Planejamento Estratégico somaria pontos para se atingir a atuação integral na saúde. O Planejamento Estratégico Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 119 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis trouxe à tona o diálogo e a possibilidade de uma problematização coletiva, capaz de articular os profissionais para o raciocínio da governabilidade de situações em comum. (ARTMANN; RIVERA, 1999) Segundo Artmann e Rivera (1999), o ato de planejar pode ser reconhecido como uma relação interativa, facilitando a integração entre os indivíduos envolvidos no processo. Acredita-se que o planejamento em saúde com a participação de todas as categorias profissionais que têm responsabilidade sobre a saúde facilitaria o enfrentamento de problemas pelo Centro de Saúde, determinando o diagnóstico situacional de cada local de trabalho. Assim, se mais categorias profissionais, além da Equipe Mínima de Saúde da Família, participassem do processo de planejamento dos centros de saúde, seria mais fácil elaborar, através do somatório dos saberes pela atuação interdisciplinar e integral, propostas e ações em saúde para determinada população. 3 Metodologia Este estudo foi realizado no Centro de Saúde do Rio Tavares. A amostra foi composta pelos encaminhamentos para consulta em Fisioterapia, efetuados no período de junho de 2009 a agosto de 2012. Os dados foram consultados no sistema SISREG III. Primeiramente foram selecionados os encaminhamentos para consulta em Fisioterapia, e as informações referentes a nome, idade, sexo e diagnóstico que constam neles foram tabuladas no Excel. Após essa etapa, os diagnósticos verificados nos encaminhamentos foram classificados em seis grandes grupos, conforme as regiões do corpo (Quadro 1), e contabilizados utilizando-se o Excel. 120 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva Grupos Coluna Ombro Cotovelo, punho e mão Quadril Joelho e perna Tornozelo e pé Diagnósticos colhidos nos encaminhamentos Lombalgia, escoliose, osteofitose, hérnia discal, cervicalgia, redução de espaços articulares, desvios posturais, dorsalgias, fraturas da coluna, contratura de paravertebrais. Dor em ombro, lesão em ombro, dor em cintura escapular, dor e dificuldade de mobilização do MSE, ruptura do tendão supraespinhoso, bursite, lesão manguito, tendinopatia, capsulite obstrutiva, prótese em ombro, tendinite calcária, paralisia do ombro, síndrome do impacto, pós-operatório do ombro. Dedos em gatilho, tendinite de flexores e extensores, bursite do olécrano, síndrome do túnel do carpo, fratura do rádio, artrose de mãos, epicondilite, dor, parestesia em mãos, luxação do cotovelo e amputação dos dedos. Fratura do fêmur, dor coxofemoral, lesão labral, trocanterite, coxalgia, dor em quadril e pelve. Dor em joelhos, gonartrose, artrose, trauma, contusão, tendinopatia patelar, lesão meniscal e condral, bursite da pata de ganso, luxação patelar, instabilidade femoropatelar, reconstrução do tendão patelar, lesão do ligamento colateral medial (LCM), osteofitose dos joelhos, rigidez e restrição de joelhos, síndrome patelo-femoral, fratura da tíbia. Dor em calcanhar, tendinite de Aquiles, tenossinovite dos fibulares, trauma de pé, bursite retrocalcânea, osteossíntese do tornozelo, esporão de Aquiles, fratura do tornozelo. Quadro 1: Classificação dos motivos de encaminhamento conforme a região do corpo Fonte: Elaborado pela autora deste artigo As variáveis analisadas foram: número de encaminhamentos de homens e mulheres, incidência de patologias e quantidade de casos agudos ou crônicos. Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 121 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis 4 Análise e Resultados Este tópico analisa os resultados desta pesquisa, mostrando o perfil dos pacientes que precisaram de tratamento de Fisioterapia no Centro de Saúde do Rio Tavares e aponta propostas de atuação do fisioterapeuta na Atenção Primária. 4.1 Diagnóstico de Saúde para tratamento de Fisioterapia do CS Rio Tavares O número total de encaminhamentos para Fisioterapia no Centro de Saúde do Rio Tavares foi 265. Desses, 174 eram de mulheres e 90, de homens, conforme Gráfico 1. O número de mulheres que procurou por tratamento em Fisioterapia no CS do Rio Tavares foi aproximadamente o dobro do número de homens. Em um estudo realizado para verificar porque os homens procuram menos os serviços de saúde do que as mulheres, verificou-se que o homem pode culturalmente se aprisionar a rótulos que dificultam a adoção de práticas de autocuidado e de saúde. O homem tem a perspectiva de ser visto como viril, invulnerável e forte; assim, ao procurar o serviço de saúde para prevenção, poderia ser gerada associação à fraqueza, medo e insegurança, o que implicaria possivelmente desconfianças acerca dessa masculinidade que a sociedade prega. (ARAÚJO; GOMES; NASCIMENTO, 2007) 180 160 140 120 100 174 80 60 90 40 20 0 Mulheres Homens Gráfico 1: Número de homens e mulheres encaminhados para Fisioterapia no CS Rio Tavares Fonte: Elaborado pela autora deste artigo 122 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva A média de idade de homens foi de 43,9 e a de mulheres, 47,9 anos. A maior procura para tratamento na Fisioterapia é por adultos de meia idade. Possivelmente essa média de idade está relacionada a pessoas ativas que estão trabalhando ou já trabalharam durante a vida, provavelmente em profissões que exigem bastante esforço físico, como faxineira, pedreiro, serviços gerais, costureiras, entre outras. Assim, conforme o Quadro 1, as prováveis doenças que afligem essa população são crônico-degenerativas. Segundo Freitas (2006), a inserção do cuidado do fisioterapeuta na AP decorre do alto nível de doenças crônico-degenerativas que atingem uma população que passa por uma transformação demográfica em que as pessoas param de se adoecer por doenças infectocontagiosas e começam a apresentar doenças crônico-degenerativas — as quais têm longa duração —, diminuindo a mortalidade e aumentando a morbidade. No Centro de Saúde do Rio Tavares, identificou-se a presença de doenças crônico-degenerativas, como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico (TCE), paralisia cerebral, Parkinson, entre outras. No Gráfico 2, pode-se observar que as maiores causas de indicação para Fisioterapia estão associadas aos problemas de coluna. Em segundo, os problemas na região do ombro e, em terceiro, joelho e perna. Através da caracterização da incidência de encaminhamentos para Fisioterapia, fica mais fácil planejar ações para a população. A realização de grupos de postura e de ombro, por exemplo, seria uma estratégia bastante útil na tentativa de atender à demanda reprimida dos pacientes que possuem esse problema de saúde. Tais medidas poderiam ter a intervenção interdisciplinar dos profissionais de saúde, enriquecendo a troca de saberes e a prática. Para o desenvolvimento de ações de saúde baseadas na integralidade, é importante uma aproximação integral entre os profissionais que prestam o cuidado. Araújo e Rocha (2007, p. 463) relatam que “[...] estabelecer uma prática comunicativa como estratégia para o enfrentamento dos conflitos significa romper com velhas estruturas hierarquizadas, tão presentes no modelo de saúde hegemônico”, ou seja, o aumento do diálogo entre os profissionais de um centro de saúde fortalece a equipe, refletindo na melhora da sua prática. A utilização da ferramenta Planejamento Estratégico somaria pontos para se atingir a atuação integral na saúde. O Planejamento Estratégico trouxe à tona o diálogo, a possibilidade de uma problematização coletiva, capaz de articular os profissionais para o raciocínio da governabilidade de situações em comum. (ARTMANN; RIVERA, 1999) Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 123 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis Segundo Artmann e Rivera (1999), o ato de planejar pode ser reconhecido como uma relação interativa, facilitando a integração entre os indivíduos envolvidos no processo. Acredita-se que o planejamento em saúde com a participação de todas as categorias profissionais que têm responsabilidade sobre a saúde facilitaria o enfrentamento de problemas pelo centro de saúde, determinando o diagnóstico situacional de cada local de trabalho. Assim, se mais categorias profissionais, além da Equipe Mínima de Saúde da Família, participassem do processo de planejamento dos centros de saúde, seria mais fácil elaborar, através do somatório dos saberes pela atuação interdisciplinar e integral, propostas e ações em saúde para determinada população. Coluna Ombro Cotovelo, punho, mão Quadril e coxa Joelho e perna Pé Gráfico 2: Incidência de encaminhamentos para Fisioterapia conforme a localização dos sintomas Fonte: Elaborado pela autora deste artigo No Gráfico 3, pode-se observar que a maioria dos casos é crônica (95%) e 5% são agudos. Conforme informado anteriormente, na fila de espera do Centro de Saúde do Rio Tavares, existe encaminhamento para Fisioterapia desde 2009; no entanto, a inserção da Fisioterapia na AP aconteceu apenas em 2012, fato esse que explica o acúmulo de casos crônicos na fila de espera. Sabe-se que o atendimento realizado nas policlínicas, serviço esse oferecido desde 2007, deve atender prioritariamente casos que necessitem de atendimentos de urgência, nos quais a atuação da Fisioterapia através de atendimento individual é primordial nos primeiros dias após a lesão, para que não fiquem crônicos e muito mais difíceis de apresentarem evolução. Diante desse fato, ficam os questionamentos: qual é a melhor forma de reduzir esses 124 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva casos crônicos da fila de espera do centro de saúde? Qual é a melhor estratégia que poderá ser utilizada para atuação do fisioterapeuta na Atenção Primária? 300 246 250 200 Agudos 150 Crônicos 100 50 14 0 Agudos Crônicos Gráfico 3: Quantidade de casos agudos e crônicos de Fisioterapia verificados no CS Rio Tavares Fonte: Elaborado pela autora deste artigo 4.2 Propostas de Atuação do Fisioterapeuta na Atenção Primária Através de experiências bem-sucedidas na região continental e Norte da Ilha, a Fisioterapia no município de Florianópolis começou a atuar na AP por meio do NASF desde fevereiro de 2012. No Centro de Saúde do Rio Tavares (Sul da Ilha), a Fisioterapia iniciou sua intervenção quinzenalmente, e os trabalhos foram voltados para o gerenciamento da fila de espera. Primeiramente foram verificados muitos encaminhamentos duplicados e feita uma análise de quantos pacientes ainda necessitam de atendimento em Fisioterapia. Essa ação vem sendo desenvolvida no Centro de Saúde do Rio Tavares, trazendo resultados positivos. Seguindo o fluxo de acesso à Fisioterapia (Figura 1), os encaminhamentos novos que chegam para Fisioterapia em ortopedia e reumatologia são separados por grau de prioridade (Prioridade 1 e Prioridade 2); as outras especialidades, como neurologia, pediatria, pneumologia e ginecologia, são separadas para visita domiciliar e orientações e são acompanhadas na Atenção Primária e/ou encaminhadas para centros de reabilitação de referência. Por meio dessa análise, pode-se verificar que a estratégia de atuação do fisioterapeuta nessa unidade de saúde deve-se basear na formação de Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 125 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis grupos que trabalhem os problemas de saúde, além de visitas domiciliares e matriciamento individual ou em grupo. Vários autores, como Abreu, Apa e Val (2007), Rodrigues (2008) e Barbosa et al. (2010), incentivam a formação de grupos para atendimento dos paciente. Assim, o fisioterapeuta deve atingir um número maior de indivíduos de uma população explorando o tratamento em grupo, já que o maior número de pacientes é crônico. Deve-se conhecer e verificar as capacidades de seu paciente em relação às atividades funcionais e, a partir disso, organizar a formação de grupos, selecionando-os por patologia e grau de funcionalidade e estabelecendo o número de integrantes, para que todos os participantes recebam as orientações com qualidade. Acredita-se que atividades em grupo favorecem a adesão dos pacientes ao tratamento, já que eles podem fazer uso desse espaço dos grupos para conversar, trocar informações e até mesmo expor suas dificuldades. A visita domiciliar também é frequentemente utilizada e foi uma das primeiras formas de atuação da Fisioterapia na AP (FREITAS, 2006). O atendimento em domicílio garante acesso à Fisioterapia para a população que apresenta patologias crônico-degenerativas, como AVC, artroses avançadas, pacientes acamados, entre outras, que tornam o transporte difícil (COSTA et al., 2009). Outra forma de atuação do Fisioterapeuta na AP é o matriciamento individual ou em grupo de pacientes, para que sejam dadas orientações em tempo hábil para as doenças não ficarem crônicas e para as deformidades não serem instaladas. No entanto, por ser quinzenal a ida do fisioterapeuta ao Centro de Saúde do Rio Tavares, a intervenção para se fazer um acompanhamento completo do paciente através do NASF é dificultada. Na Portaria n. 2.488/11, que aprova a Política Nacional de Atenção Primária, nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas dedicadas ao NASF, o que não acontece com a categoria profissional dos fisioterapeutas (BRASIL, 2011). O fisioterapeuta do município de Florianópolis tem uma carga horária de trabalho de 30 horas semanais, e, entre os 15 fisioterapeutas, apenas quatro fazem carga horária exclusiva na Atenção Primária e o restante divide-se entre média complexidade (24 horas) e Atenção Primária (seis horas). O fisioterapeuta tem que distribuir seu tempo entre visita domiciliar, gerenciamento da fila de espera, organização e execução dos grupos, entre outras funções, o que dificulta muito o trabalho integral desse profissional. Segundo Barbosa et al. (2010), existem algumas dificuldades da inserção do Fisioterapeuta na AP, como a visão reabilitadora da Fisioterapia, que torna o paciente dependente do profissional; a grande demanda reprimida para Fisioterapia; a carga 126 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva horária diferenciada dos outros profissionais; a formação assistencialista; e a formação clínica, que dificulta o trabalho em grupo. Devido à forma precária de inclusão do fisioterapeuta na AP, muitos autores, como Rezende et al. (2009), Abreu, Apa e Val (2007), Castro, Cipriano Junior e Martinho (2006), Ros e Silva (2007, Baena e Soares (2012), defendem a atuação do fisioterapeuta através da Equipe de Saúde da Família e não somente como profissão de apoio. O fisioterapeuta, fazendo parte integrante da equipe, ficará mais tempo na unidade de saúde, ampliando suas ações, atingindo uma maior parcela da população. Segundo Rodrigues (2008, p. 107), [...] as ações privativas da fisioterapia podem colaborar para a redução do consumo de medicamentos, estimulando a grupalidade e a formação de redes de suporte social, possibilitando a participação ativa dos usuários do SUS na construção de projetos terapêuticos individuais e na identificação das práticas a serem desenvolvidas em determinada área. O trabalho em equipe é a base para ações integrais na saúde para atender com qualidade às necessidades dos usuários de acordo com cada situação e experiência já adquirida, proporcionando a construção coletiva do saber. No entanto, a resolutividade da AP acontecerá à medida que outras profissões da saúde possam atuar a favor da integralidade interdisciplinar. A abordagem do paciente em todas as áreas de atuação dos profissionais, as quais envolvam a sua saúde física e mental e sua capacidade de socializar-se, é facilitada, pois o cliente é atendido por todos os membros da equipe que se envolvem na resolução do seu problema. (BAENA; SOARES, 2012) Dessa forma, discute-se a reformulação da ESF em relação às demandas da população. Atualmente, em diferentes regiões do país, outros profissionais da saúde, como nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e fisioterapeutas, integram as equipes mínimas, o que mostra a percepção que acontece nesses municípios de acordo com as necessidades locais da população. Acredita-se que essas inserções feitas nesses municípios se devem à percepção da própria equipe que está em contato com a comunidade (BAENA; SOARES, 2012). Araújo e Rocha (2007) relatam que a incorporação na ESF de outros profissionais, além do médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes de saúde, dependerá da vontade política dos gestores municipais. Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 127 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis Através da análise realizada neste estudo, percebe-se que a atuação de um fisioterapeuta de maneira mais constante e de forma integral na saúde dos usuários do CS do Rio Tavares ampliaria a gama de ações que poderiam ser planejadas para seus habitantes. 5 Considerações Finais Através dos dados apresentados, nota-se que a atuação do fisioterapeuta na saúde coletiva precisa criar uma base mais sólida na AP, pois a demanda para esse tipo de intervenção é muito grande e tende a crescer. A maioria dos 265 encaminhamentos para Fisioterapia é caso crônico e simples, que poderia ser resolvido com tecnologias leves existentes na AP, o que reduziria as filas de espera, selecionando apenas os casos mais complexos para atendimento nas policlínicas, otimizando o fluxo de encaminhamentos e o processo de trabalho do fisioterapeuta. Dessa forma, acredita-se que a inserção do fisioterapeuta na ESF seria uma prática que facilitaria o acesso mais rápido dos pacientes a esse profissional, diminuindo possibilidades de sequelas. Para que realmente os princípios da integralidade e resolutividade possam ser alcançados na AP, é necessário que as profissões que compõem o NASF participem de forma mais presente na AP, possibilitando maior interação entre as partes envolvidas na saúde, fugindo do modelo médico centrado. Para isso, seria importante a implementação de um Planejamento Estratégico no centro de saúde com a participação de todos os profissionais da saúde que compõem a Estratégia de Saúde da Família. Fica como sugestão para uma próxima pesquisa a experiência de implantação de um Planejamento Estratégico nos centros de saúde do município de Florianópolis com a participação da Equipe Mínima de Saúde da Família e dos profissionais que compõem o NASF. Referências ABREU, A. R. B. R. de; APA, M. F. de M.; VAL, L. F. do. Fisioterapia: a importância na estratégia saúde da família. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ, 4, 2007, Guarujá. Anais... Guarujá, 2007. p. 1-9. Disponível em: <http://www.unaerp. br/sici/pt/edicoes-anteriores/doc_details/33-fisioterapia-a-importancia-naestrategia>. Acesso em: 12 jun. 2013. 128 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva ARAÚJO, F. C. de.; GOMES, R.; NASCIMENTO, E. F. do. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 3, p. 565-574, mar. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n3/15.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. ARAÚJO, M. B. de S.; ROCHA, P. de M. Trabalho em equipe: um desafio para a consolidação da estratégia de saúde da família. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, p. 455-464, mar.-abr. 2007. Disponível em: <http:// www.scielo.br/pdf/csc/v12n2/a22v12n2.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2013. ARTMANN, E.; RIVERA, F. J. U. Planejamento e gestão em saúde: flexibilidade metodológica e agir comunicativo. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p. 355-365, 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ csc/v4n2/7118.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. BAENA, C. P.; SOARES, M. C. F. Subsídios reunidos junto à equipe de saúde para a inserção da fisioterapia na estratégia saúde da família. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 25, n. 2, p. 419-431, abr.-jun. 2012. Disponível em: <http://www2.pucpr.br/reol/index.php/RFM?dd1=6021&dd99=view>. Acesso em: 12 jun. 2013. BARBOSA, E. G. et al. Experiência da fisioterapia no núcleo de apoio à saúde da família em Governador Valadares, MG. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 23, n. 2, p. 323-30, abr.-jun. 2010. Disponível em: <http://www2. pucpr.br/reol/index.php/RFM?dd1=3603&dd99=view>. Acesso em: 12 jun. 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.488, de 21 de outubro de 2011. 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/ gm/2011/prt2488_21_10_2011.html>. Acesso em: 13 jun. 2013. Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 129 Inclusão da Fisioterapia na Atenção Primária: experiência na Unidade Básica de Saúde Rio Tavares, Florianópolis ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diretrizes do NASF: núcleo de apoio à saúde da família. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2009. 160 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos de Atenção Básica, n. 27). Disponível em: <http://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica_diretrizes_nasf.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. BRASIL, A. C. de O. et al. O papel do fisioterapeuta do programa de saúde da família do município de Sobral, Ceará. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 18, n. 1, p. 3-6, 2005. Disponível em: <http://hp.unifor.br/ pdfs_notitia/427.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2013. CASTRO, S. S.; CIPRIANO JUNIOR, G.; MARTINHO, A. Fisioterapia no programa de saúde da família: uma revisão e discussões sobre a inclusão. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 19, n. 4, p. 55-62, out.-dez. 2006. Disponível em: <http://www2.pucpr.br/reol/index.php/ RFM?dd1=1816&dd99=view>. Acesso em: 12 jun. 2013. CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. Resolução COFFITO-8, de 20 de fevereiro de 1978. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, Seção I, n. 216, parte II, p. 6.323, 13 nov. 1978. ______. Resolução COFFITO-80, de 9 de maio de 1987. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, Seção I, n. 93, parte II, p. 7.609, 21 maio 1987. COSTA J. L. da et al. A fisioterapia no programa de saúde da família: percepções dos usuários. Revista Ciência e Saúde, Porto Alegre, v. 2, n. 1, p. 2-7, jan.-jun. 2009. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/ index.php/faenfi/article/viewFile/4875/4810>. Acesso em: 13 jun. 2013. 130 Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 Letícia Calado Carneiro # João Rogerio Sanson # Maria Luciana Biondo Silva FLORIANÓPOLIS. Secretaria Municipal da Saúde. Portaria n. 11/2012. Resolve acrescentar à categoria profissional intitulada fisioterapeuta ao art. 1º, da Portaria n. 84/2005. Diário Oficial [do] Município de Florianópolis, Florianópolis, SC, n. 672, p. 3, 29 fev. 2012. FREITAS, M. S. Atenção primária como campo de atuação da fisioterapia no Brasil: as diretrizes curriculares ressignificando a prática profissional. 2006. 138 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva)-Curso de PósGraduação em Saúde Coletiva, Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. Disponível em: <http://www. crefito10.org/cmslite/userfiles/file/teses/Tese_Marcos_Freitas.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. REZENDE, M. de et al. A equipe multiprofissional da ‘saúde da família’: uma reflexão sobre o papel do fisioterapeuta. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 14, supl. 1, p. 1.403-1.410, set.-out. 2009. Disponível em: <http:// www.scielo.br/pdf/csc/v14s1/a13v14s1.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. RODRIGUES, R. M. A fisioterapia no contexto da política de saúde no Brasil: aproximações e desafios. Perspectivas Online, Campos dos Goytacazes, v. 2, n. 8, p. 104-109, 2008. Disponível em: <http://www.perspectivasonline.com. br/revista/2008vol2n8/volume%202(8)%20artigo10.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. ROS, M. A. da; SILVA, D. J. da. Inserção de profissionais de fisioterapia na equipe de saúde da família e sistema único de saúde: desafios na formação. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 12, n. 6, p. 1.673-1.681, nov.-dez. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n6/v12n6a26. pdf>. Acesso em: 13 jun. 2013. Coleção Gestão da Saúde Pública – Volume 10 131