590 AÇÕES DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA NA VACINAÇÃO CONTRA O ROTAVÍRUS SHARES OF NURSING IN BASIC ATTENTION IN VACCINATION AGAINST ROTAVIRUS Karla Martins Pereira Graduada em enfermagem pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – UnilesteMG. [email protected] Rafaela Pessoa Pinheiro Graduada em enfermagem pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – UnilesteMG. [email protected] Jussara Bôtto Neves Enfermeira. Mestre em Meio Ambiente e Sustentabilidade. Especialista em administração pública com aprofundamento em gestão pública e em formação pedagógica em educação na área de saúde. Graduada em Enfermagem pela Universidade Católica do Salvador. Docente do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste-MG. [email protected] RESUMO O rotavírus é um vírus que causa diarreia grave, sendo considerado um dos agentes causadores de maior gravidade, em relação à gastroenterite. O mesmo é transmitido através da via fecal-oral, podendo ser encontrado em superfícies de ambientes como escolas, principalmente em brinquedos, sendo uma das ações de prevenção a vacina contra o rotavírus. Este estudo teve como objetivo identificar as ações desenvolvidas pelos enfermeiros da Atenção Básica para o cumprimento das metas de vacinação contra o rotavírus, uma vez que rotavírus tem sido a principal causa de morte por gastroenterite em crianças menores de cinco anos. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa. A amostra constituiu-se de 22 profissionais da área da saúde, que integram a equipe de Enfermagem (enfermeiros e técnicos de enfermagem). Desenvolveu-se um questionário semi-estruturado contendo 15 questões, que foi aplicado nos meses de junho e agosto de 2009. Após análise dos dados percebeu-se que sete (32%) dos profissionais pesquisados realizaram algum tipo de treinamento ou reciclagem em específico sobre a vacina rotavírus, e que sete (36,84%) realizam visita domiciliar e orientam os responsáveis pela criança sobre a importância da vacinação. Concluiu-se, que o profissional da equipe de enfermagem tem buscado estratégias para atingir 100% da cobertura vacinal e orientar a população quanto à importância da vacinação. PALAVRAS-CHAVE: Vacinação. Rotavírus. Equipe de Enfermagem. ABSTRACT Rotavirus is a virus that causes severe diarrhea and is considered one of the causative agents in greater severity of the same, as pertaining to gastroenteritis. The same is transmitted through the fecal-oral route and can be found in surface environments such as schools, especially in toys, however, all of this can be prevented by the rotavirus vaccine. The goal of the research was to identify the actions performed by nurses of primary care, to the goals of the vaccination against the rotavirus, since the rotavirus has been the leading cause of death, in children under five, due to gastroenteritis. This is a descriptive study with a qualitative approach. Twenty two Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 591 occupational health professionals, comprising the nursing staff (nurses and nursing technicians), were used as test subjects. We developed a semi-structured questionnaire containing 15 questions, which were applied in June and in August of 2009. After the data was analyzed, it was pointed out that 7 (32%) of the professionals surveyed had some kind of training or retraining in the specifics about the rotavirus vaccine, and 7 (36.84%) had home visits and direct contact with those responsible for the children; teaching them about the importance of vaccination. It was concluded that the professional nursing team has sought strategies to achieve a 100% vaccination coverage and educating the public about the importance of vaccination. KEY WORDS: Vaccination. Rotavirus. Nursing Staff. INTRODUÇÃO Desde que a saúde no país foi instituída como direito de todos e dever do Estado, sendo dirigida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os gestores deste sistema têm buscado atribuir cada vez mais a necessidade de mudança no modelo de atenção à saúde, priorizando assim a atenção básica, que através de um conjunto de ações individuais ou coletivas, visa prover a saúde, além de melhorar a qualidade de vida da população prevenindo agravos (BRASIL, 1999; MARQUES; MENDES, 2002). É de responsabilidade da atenção básica desenvolver ações educativas que visam uma melhoria na saúde da população, ampliando a qualidade de vida da mesma, divulgando formas de se prevenir doenças, conscientizando e mobilizando a todos sobre o importante papel de cada um nas ações de melhoria da saúde (BRASIL, 1999). O rotavírus é um vírus que causa diarreia grave, sendo considerado um dos agentes causadores de maior gravidade, em relação à gastroenterite. As crianças podem se infectar nos primeiros anos de vida, mas é na faixa etária de até os dois anos de idade que se registram os casos mais graves (SÃO PAULO, 2006). O rotavírus tem sido a principal causa de morte por gastroenterite em crianças menores de cinco anos e está associado a uma estatística de 25 milhões de visitas clínicas, dois milhões de hospitalizações e mais de 600 mil mortes no mundo, entre crianças nessa idade. Na América Latina atualmente o rotavírus vem sendo responsável por uma taxa de 13 a 71% dos casos de diarreias dispensando cuidados e assistência médica (BRASIL, 2008). De acordo com Linhares e Bresee (2000 apud ARAUJO et al., 2007), as taxas de incidência de gastroenterites causadas por rotavírus nos países desenvolvidos e em desenvolvimento sustentam a hipótese de que uma vacina seja muito mais eficaz no controle da doença, do que melhorias na higiene e no saneamento. Para atender a necessidade de redução dos casos de diarreias causadas pelo rotavírus, o Programa Nacional de Imunização (PNI) implantou em 2006 em todo o território brasileiro a vacina oral contra o rotavírus humano (VORH). A vacina em uso é produzida pela GlaxoSmithKline (GSK), Rotarix, com uma única cepa de rotavírus humano e tem capacidade de fornecer proteção contra várias outras cepas. Contém em sua composição vírus humano, que potencialmente causa a doença e ao ser enfraquecido por meio de um método Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 592 convencional de cultura celular fica capaz de impedir que este vírus cause sintomas, permitindo que ele se replique o suficiente para provocar uma resposta imunológica (BRASIL, 2008). A diarréia tem sido uma das doenças mais comuns que acometem crianças em todo o mundo, mas dados estatísticos demonstram uma notável queda da mortalidade nessa ultima década, porém, em algumas áreas subdesenvolvidas a diarréia ainda permanece como uma das principais causas de mortalidade infantil (SÃO PAULO, 2004). De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (2006) o rotavírus é transmitido através da via fecal-oral onde as fezes das crianças já infectadas apresentam altas concentrações deste que são excretados desde dois dias antes até 21 dias depois do início dos sinais e sintomas. O rotavírus pode ser encontrado em superfícies de ambientes como escolas, principalmente em brinquedos, sendo muito comum o aparecimento de infecções nestes locais. Entre os fatores que contribuem para propagação do rotavírus estão a falta de conhecimento dos responsáveis pelas crianças sobre a doença, pois na maioria das vezes estes consideram que o rotavírus deve ser prevenido apenas mantendo-se boas condições higiênicas e de saneamento básico, desconhecendo que a vacina pode ser mais eficaz no controle da gastroenterite por rotavírus. As manifestações clínicas associadas à infecção causada pelo rotavírus são diarréia e vômito seguido de febre, náusea, anorexia, cãibras e mal-estar, que podem ser leves ou de curta duração, levando a uma desidratação grave. A fase grave da doença ocorre principalmente em crianças com idade entre seis e vinte e quatro meses (BERNSTEIN, 2007). Uma das causas mais comuns de obstrução intestinal em crianças é a intussuscepção (invaginação de um segmento de alça intestinal para dentro de outro segmento adjacente). Geralmente ocorre mais em crianças entre quatro e nove meses de idade, tornando-se a causa mais comum de emergência abdominal na faixa etária em menores de dois anos de idade (BRASIL, 2006). De acordo com Barcellos et al. (2008), a vacina é administrada por via oral, onde a primeira dose é feita entre 6 e 14 semanas e a segunda entre 14 e 24 semanas de vida, tendo um intervalo mínimo de quatro semanas entre as doses. A vacina contra o rotavírus tem como objetivo proteger as crianças menores de um ano de idade contra diarréia grave e moderada, prevenindo a desidratação, e, por conseguinte a hospitalização e óbitos (BRASIL, 2008). A vacina tem se mostrado de grande eficácia e sem efeitos colaterais relevantes. É de extrema importância que a vacina seja administrada na idade preconizada, buscando diminuir o risco de a criança adquirir a doença. A enfermagem tem como ações a manutenção da sala de vacina, no que diz respeito ao uso das vacinas e armazenamento. É responsabilidade da equipe de enfermagem acolher as crianças que chegam a sala, vacinando-as conforme as técnicas e normas do PNI e orientando os responsáveis pelas crianças sobre a importância da vacinação, as contra indicações e reações adversas. O enfermeiro deve realizar a capacitação de toda a equipe que trabalha na sala de vacina e despertar nos profissionais o interesse de Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 593 realizarem ações diversas e dinâmicas nesta área (PEREIRA; BARBOSA, 2007). O estudo permitirá à equipe de enfermagem um conhecimento maior quanto à importância das ações desenvolvidas por cada um deles para que se atinja a cobertura vacinal, a fim de trazer benefícios para a população do município estudado, contribuindo indiretamente para a diminuição do índice de internações, de mortes e de casos de gastroenterites intestinais causadas pelo rotavírus. Teve como objetivo conhecer a situação vacinal infantil contra o rotavírus no município de Coronel Fabriciano – MG, identificando o perfil epidemiológico da diarreia provocada pelo rotavírus antes e após o inicio da vacinação, assim como as ações desenvolvidas pelos enfermeiros da Atenção Básica para o cumprimento das metas de vacinação contra o rotavírus. METODOLOGIA Para a realização da pesquisa, foi empregado o método descritivo de abordagem qualitativa. Para a realização da pesquisa foi escolhido o município de Coronel Fabriciano-MG, que enquadra na condição de cidade de prestação de serviços nas áreas do comércio, lazer, educação e cultura, localizado na mesoregião do Vale do Aço1, no Leste do Estado de Minas Gerais distante a 198 Km de Belo Horizonte, possuindo uma área territorial de 222,08 km2, e uma população estimada de 102.588 habitantes (TEIXEIRA, 2005 apud NEVES, 2009). A pesquisa foi realizada com equipes de enfermagem, atuantes na Unidades de Atenção Básica do Município. Para a realização da coleta dos dados foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde um ofício solicitando autorização da mesma, para que a pesquisa pudesse ser desenvolvida. Após a liberação, as pesquisadoras mantiveram contato telefônico com os enfermeiros responsáveis, e após uma breve explicação da pesquisa e de seus objetivos foi agendado um horário de comparecimento na Unidade de Saúde. Foi utilizado um questionário semi-estruturado contendo 15 questões, sendo 12 fechadas e três abertas, aplicado nos meses de junho e agosto de 2009. A população selecionada da amostra pesquisada foi constituída pelos funcionários que integram a equipe de Enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem), que trabalham na Atenção Básica do município de Coronel Fabriciano e que lidam com a vacinação. A população do estudo foi composta por 39 indivíduos, sendo 21 enfermeiros e 18 técnicos de enfermagem, e a amostra de 22 profissionais sendo 15 enfermeiros e sete técnicos. Sendo que os técnicos e auxiliares de enfermagem serão todos designados Técnicos de Enfermagem para evitar que sejam identificados, mantendo sua identidade preservada. Foi garantido anonimato pelo uso de uma sigla para a identificação do entrevistado e para melhor compreensão A Região Metropolitana do Vale do Aço é um aglomerado urbano formado por quatro cidades: Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 1 594 serão denominados Enfermeiros (ENFERMEIROS) e os Técnicos de Enfermagem (TÉCNICOS). Durante a aplicação do questionário foi realizada uma breve explicação do estudo e seus objetivos e solicitada sua participação. Foi apresentado em seguida o Termo de consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) que estando de acordo em participar da pesquisa, foi assinado em duas vias de igual teor, de modo que uma cópia ficasse em sua posse e outra entregue a pesquisadora. Durante todo o estudo foi respeitada a Resolução 196/96, que trata de pesquisas envolvendo seres humanos (BRASIL, 1996). A não participação dos demais funcionários se deu pelos seguintes motivos: não estavam presentes no horário marcado; se recusaram a participar; estavam de férias ou de licença maternidade. Os questionários foram analisados e os dados obtidos foram expressos usando técnicas de estatística descritiva como tabelas, que foram elaboradas no programa de computador Microsoft Office Excel 2003. RESULTADOS E DISCUSSÃO A seguir serão analisados e discutidos os resultados encontrados através do questionário aplicado aos trabalhadores da área da saúde, profissionais da enfermagem da cidade de Coronel Fabriciano-MG, divididos em três momentos: primeiramente serão apresentados as características da amostra; no segundo momento existência e realização de capacitação sobre a vacina; e por último as estratégias e ações realizadas pela equipe para atingir a cobertura vacinal, e como a população é orientada sobre a vacinação. Participaram do estudo 22 profissionais integrantes da equipe de enfermagem, na faixa etária entre 24 a 57 anos, sendo que destes 95% são do sexo feminino. Este resultado comprova a feminização da profissão, relacionada com fatos históricos. Para explicar tal fato, pode-se dizer que a enfermagem surgiu como um serviço organizado pela instituição das ordens sacras, sendo executado até o final da idade média por religiosas, viúvas, virgens e nobres, tendo como objetivo central a caridade, associado ao cuidado doméstico às crianças, aos doentes e aos velhos, mas sempre tendendo para a figura da mulher-mãe, que desde sempre foi curandeira e detentora de um saber informal de práticas de saúde, transmitido de mulher para mulher. Com isso a feminização de funções vinculadas ao cuidar, principalmente na área da enfermagem ainda vem sendo muito evidente, em média 95% dos trabalhadores da área são mulheres (HADDAD, 2000; LOPES; LEAL, 2005; PASTORE; ROSA; HOMEM, 2008). Para compreensão do perfil dos trabalhadores que compõem a amostra 15 são enfermeiros e sete técnicos de enfermagem. A TAB. 1, 2 e 3 apresentam os dados referentes ao tempo de formação, tempo de serviço e maior titulação dos pesquisados. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 595 TABELA 1 Tempo de formação dos participantes, Coronel Fabriciano, 2009. Profissão Tempo de Formado Frequência(N°) Enfermeiro 35 anos 1 11 anos 1 9 anos 1 5 anos 1 4 anos 3 3 anos 1 2 anos 5 1 ano 2 Total 15 Téc. de Enfermagem Total 15 anos 9 anos 8 anos 7 anos 6 anos 5 anos 2 anos 1 1 1 1 1 1 1 7 Percentual (%) 6,7 6,7 6,7 6,7 20,1 6,7 33,5 13,4 100 14,3 14,3 14,3 14,3 14,3 14,3 14,3 100 TABELA 2 Tempo de Serviço dos Enfermeiros e Téc. de Enfermagem, Coronel Fabriciano, 2009. Profissão Tempo de Serviço Frequência (N°) Percentual (%) Enfermeiro 13 anos 1 6,7 1 6,7 8 anos 2 13,5 4 anos 3 anos 1 6,7 2 13,5 2 anos 1 6,7 1 ano 9 meses 7 46,9 15 100 Téc. de Enfermagem Total 29 anos 22 anos 19 anos 13 anos 5 anos 4 anos 1 1 1 1 1 2 7 14,3 14,3 14,3 14,3 14,3 28,6 100 TABELA 3 Maior Titulação dos Enfermeiros e Téc. de Enfermagem, Coronel Fabriciano, 2009. Profissão Maior Titulação Frequência (N°) Percentual (%) Enfermeiro Graduação 6 40 Pós – Graduação 9 60 Total 15 100 Téc. de Enfermagem Total Nível Médio 7 100 7 100 Quando questionados se após a admissão no serviço foi realizado alguma capacitação específica sobre a vacina rotavírus na TAB. 4, observou-se que sete (32%) informou ter realizado algum tipo de capacitação. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 596 TABELA 3 Treinamento ou reciclagem acerca da vacina Rotavírus, Coronel Fabriciano, 2009. Treinamento ou Reciclagem Enfermeiros Frequencia Porcentagem (N°) (%) Téc de Enfermagem Frequencia Porcentagem (N°) (%) Sim 4 26,8 3 42,9 Não 8 53,1 3 42,9 Não responderam à questão 3 20,1 1 14,3 15 100 7 100 Total Segundo Pereira e Barbosa (2007), o enfermeiro deve realizar capacitação de toda equipe que trabalha na sala de vacina procurando despertar nos profissionais o interesse de realizarem ações diversas e dinâmicas nesta área. É de responsabilidade do enfermeiro, através do seu conhecimento científico, capacitar para a vacinação os demais profissionais que integram a equipe de enfermagem, e destacar que todos os responsáveis pela sala de vacina são profissionais conscientes e cuidadores e não aplicadores de vacinas. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (1999), a expansão do Programa de Imunização torna-se uma estratégica fundamental que deve ser de forma sistemática e continua, uma vez que, através da capacitação gera-se uma consolidação das normas de procedimentos. Ao serem questionados sobre o conhecimento em relação à vacina rotavírus no que diz respeito à composição, volume da dose/local de aplicação e conservação (prateleira na geladeira e temperatura), 100% respondeu ser “vírus vivo atenuado”. Pode-se confirmar através dos estudos de Brasil, (2006), São Paulo (2006), que a vacina é composta por vírus de humanos atenuados, monovalente, e possui somente um sorotipo em sua composição que é o G1[P8] da cepa RIX4414. Portanto percebe-se um conhecimento da composição da vacina fragmentado, deixando sem informação o tipo de cepa que é colocada para proteção. Em relação ao volume da dose/local de aplicação e conservação (prateleira na geladeira e temperatura) apenas cinco (23%) da amostra respondeu que a mesma deve ser conservada na 2ª prateleira do refrigerador a uma temperatura de +2ºC a +8ºC. Já em relação ao volume da dose/ local de aplicação o estudo mostrou que a resposta de maior prevalência foi: “1 ml/ Via oral”, pode-se ver através da TAB. 4. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 597 TABELA 4 Respostas dadas acerca da aplicação da vacina contra o rotavírus quanto ao volume da dose/ local de aplicação pela equipe de enfermagem, Coronel Fabriciano, 2009. Volume da dose/ Local ENFERMEIRO TÉC. DE ENF de aplicação Freqüência Porcentagem Freqüência Porcentagem (N°) (%) (N°) (%) 5 ml/ Via oral 3 20,1 2 ml/ Via oral 2 13,4 1 14,3 1ml/ Via oral 4 26,8 3 42,9 1,5 ml/ Via oral 1 6,7 2 28,6 0,5 ml/ Sub Cutânea 1 6,7 Via oral 3 20,1 1 14,3 Não respondeu 1 6,7 Total 15 100 7 100 O volume da dose da vacina rotavírus é de 1ml sendo a apresentação em monodose, com liófilo, diluente e o adaptador (FIG. 1). O conteúdo do frasco (pó liofilizado) deve ser diluído com o conteúdo da seringa (diluente) para administração, sendo exclusivamente pela via oral, devendo ser conservada a uma temperatura de +2ºC a +8ºC ficando na 2ª prateleira do refrigerador não podendo ser congelada (BRASIL, 2006; SÃO PAULO, 2006). A + B + C FIGURA 1 A: Frasco com liófilo; B: Adaptador; C: Seringa com diluente. FONTE: BRASIL, 2006. Esta vacina foi a utilizada para a implantação em 2006 tendo permanecido até fevereiro de 2009, quando então manteve as características de composição, mas modificou a apresentação sendo o volume a ser administrado de 1,5 ml, como pode ser visto na FIG. 2, passando a ser fabricada já diluída (GLAXOSMITHKLINE, 2009). Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 598 FIGURA 2 Forma atual da vacina contra o rotavírus. Quando perguntados se tinham algum conhecimento sobre a incidência dos casos de gastroenterites causadas pelo rotavírus antes que a vacina fosse implantada quatro (18%) afirmaram ter recebido esta informação através da prática, mas sem ser nada oficial, conforme pode ser observado nos relatos abaixo: Existia, mas noção de casos não sei exato, mas variava de um a dois casos em torno de quinze dias isto era normal, principalmente no verão. TÉCNICA 2 Era bem alto o índice sim, mas com a implantação dela diminuiu até mesmo os números de internações. TÉCNICA 3 Estudos mostram que o rotavírus é um agente etiológico considerado como o principal causador de gastroenterites. A cada ano ele contamina em torno de 111 milhöes de crianças menores de cinco anos de idade, sendo que as crianças infectadas apresentam um quadro clínico de diarreia, porém estas são tratadas em casa. Além destas 25 milhöes de crianças vão em busca de tratamento médico e 2 milhöes com esta mesma idade são internadas. Pode-se observar entre os casos mais graves, 440 mil mortes, ou seja, 1.205 em todo o mundo por dia. O rotavírus é responsável por 82% das mortes em crianças menores de cinco anos de idade em países pobres (MUNFORD; RÁCZ, 2008; SÃO PAULO, 2006). Já em relação à diminuição e ao conhecimento dos casos de gastrenterite após a introdução da vacina no Calendário Básico 12 (54,5%) dos participantes relataram ter diminuído e ter conhecimento, enquanto 10 (45,5%) relataram não ter diminuído e não ter conhecimento, conforme os relatos: Diminuiu, mas continuam sim alguns casos. Dois ou três às vezes têm semana que nem tem. TÉCNICA1 Sim, e temos conhecimento que diminuiu e para ser sincera diminuiu em torno de uns cinquenta por cento. TÉCNICA 2 Sim. Pela prática, mas não tenho dados publicados, com isso não tenho conhecimento dos números exatos. ENFERMEIRAS 8, 9, 11,15. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 599 Mas todas afirmaram ter recebido esta informação através da prática, nada oficial. Segundo Barcellos (2008) pode ser observado que após a aplicação da segunda dose da vacina contra o rotavírus a eficácia provocada em relação à diminuição dos episódios de gastroenterites graves, variando em torno de 68,5% a 90% diminuindo também os casos de internação variando entre 65,4 a 93%. De acordo com dados do DATASUS no município onde foi realizado a pesquisa a cobertura vacinal contra o rotavírus no ano de introdução da vacina (2006) atingiu uma cobertura vacinal de 38,36%, já no ano seguinte (2007) a mesma atingiu a cobertura de 88,79%, tendo uma pequena queda no ano de 2008 atingindo 86,64%, não alcançando as expectativas propostas pelo PNI. Segundo França (2009), a estratégia do PNI é vacinar 100% das crianças menores de um ano com todas as vacinas empregadas no calendário básico, uma vez que considera a possibilidade de nem todas estarem vacinadas. Ainda de acordo com dados do DATASUS, até o dia 07 de outubro de 2009 a cobertura vacinal contra o rotavírus atingiu 93,03% da população alvo do município de estudo. Quando abordados sobre os números de crianças que atualmente buscam a Unidade de Saúde queixando-se diarreia, tanto os enfermeiros quantos os técnicos de enfermagem não souberam relatar a quantidade em número exato de crianças que procuram os serviços de saúde, isto pode ser observado pelos relatos: Olha um número preciso eu não tenho, mas a quantidade é bastante. ENFERMEIRA 1 Aproximadamente por semana 2 crianças. ENFERMEIRAS 5, 8, 10, 11, 13, 14 Em relação ao número de crianças que procuram a unidade com queixa de diarréia, foi procurado informações no município, mas segundo informação pessoal da responsável pelo serviço de informática da Vigilância Epidemiológica de Coronel Fabriciano não existem dados registrados e tabulados em relação ao número de crianças que atualmente buscam as unidades de Saúde queixando-se de diarreia por rotavírus. Em relação às ações realizadas pela equipe de enfermagem quando não se atinge a cobertura vacinal da vacina contra o rotavírus 11 (50%) fazem busca aos faltosos, sete (31,5%) disseram fazer busca dos faltosos e utilizar de parcerias (escolas, igrejas, centro comunitários), um (4,5%) disse utilizar somente de parcerias (escolas, igrejas, centro comunitários), um (4,5%) não respondeu, dois (9%) marcaram a opção outros, conforme os relatos: Na data das consultas de 2 e 4 meses a criança é encaminhada à sala de vacina”. ENFERMEIRA 3 Orientação demanda espontânea da unidade. TÉCNICA 5 De acordo com Kemp e Ferreira (2008), para que seja alcançada a cobertura vacinal e por seguinte manter o controle as doenças Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 600 imunopreviníveis deve-se realizar a busca de faltosos, verificar o cartão de vacina da criança toda vez que esta comparecer a unidade de saúde ou quando forem realizadas visitas domiciliares, acompanhar as taxas de cobertura vacinal e é de extrema relevância que a população tenha um fácil acesso às atividades do programa de imunização de preferência à sala de vacina para que se garanta o calendário, ou seja o cartão de vacina em dia. É importante que sejam estabelecidas estratégias para que seja alcançada a meta vacinal, lembrando que para vacinação não se exige uma estratégica fixa, sendo a mais eficaz, aquela que garanta a obtenção da cobertura vacinal. Essas podem ser implantadas de forma isolada ou em conjunto, destacando-se as seguintes: a vacinação na rotina dos serviços de saúde e as campanhas de vacinação. Mas antes de realizar qualquer uma das estratégias acima, é preciso que realize capacitação com os profissionais responsáveis pela vacinação (BRASIL, 2001a). Quanto à estratégia utilizada para que se possa fazer uma busca das crianças que deixam de comparecer a unidade para que se possa fazer o uso da vacina foram verificadas algumas alternativas como pode ser observado na TAB. 5. TABELA 5 Formas utilizadas para busca das crianças faltosas citadas pelos participantes, Coronel Fabriciano, 2009 Formas utilizadas para busca Enfermeiros Téc de Enfermagem das crianças faltosas Frequencia Percentual Frequencia Percentual Visita domiciliar 6 40,2 1 14,3 Envio de carta 2 13,4 2 28,6 Contato por telefone 2 13,4 0 0 Envio de carta e contato por telefone 1 6,7 0 0 Visita domiciliar, envio de carta 2 13,4 1 14,3 Visita domiciliar, envio de carta e contato por telefone 2 13,4 2 28,6 Não responderam à questão 0 0 1 14,3 Total 15 100 7 100 Segundo a Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (1998) e Brasil (2001b) existem estratégias que podem ser utilizadas pelos profissionais responsáveis pela vacinação para que se realize a busca daquelas crianças que não compareceram no período certo para serem vacinadas, uma vez que, existe o cartão espelho pelo qual obtém o controle do esquema vacinal de cada pessoa, este deve ser verificado diariamente e ao Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 601 final da jornada de trabalho para que sejam separados os cartões dos faltosos daquele dia. Ainda de acordo com Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (1998) e Brasil (2001b) pode-se também mandar uma carta às mães das crianças faltosas solicitando o comparecimento de ambas na unidade e se mesmo assim não comparecerem deve-se realizar a visita com o objetivo de verificar o motivo do não comparecimento e também esclarecer a importância do controle periódico da criança. Deve-se ainda alertar a população sobre o atraso do cartão de vacina através da divulgação através de sistemas de som instalados em automóveis, que podem percorrer as ruas da comunidade ou locais de aglomeração como feiras, igrejas e outros. Pode-se ainda utilizar a mídia escrita, falada ou televisada como forma de levar a informação até a comunidade. A equipe de saúde pode também criar outros meios para que possam estar fazendo a busca dos faltosos. Ao perguntar aos participantes se a população recebe algum tipo de orientação em relação à vacina rotavírus todos os entrevistados disseram que sim e que esta orientação é realizada dentro da sala de vacina pelo técnico responsável pela sala, um (4,5%) respondeu que é realizada a orientação através de materiais informativos, quatro (18%) através de materiais informativos, visita domiciliar feita pelos ACS e na consulta de enfermagem, sete (31,5%) além da sala de vacina, orientam também durante a consulta de enfermagem e um (4,5%) afirmou a opção outros, conforme o relato: Na consulta de pré-natal. ENFERMEIRA 2 De acordo com Figueiredo e Mello (2002), a equipe de enfermagem deve estimular as mães a fazerem questionamentos, pois a mãe que pergunta e recebe um retorno será uma cliente mais satisfeita e segura pelo atendimento dispensado e ao próprio profissional. CONCLUSÃO A análise dos dados demonstrou que a situação vacinal infantil em relação à vacina rotavírus no município de Coronel Fabriciano – MG, não atingiu ao proposto pelo PNI, que seria vacinar 100% da população infantil. Buscou-se também identificar o perfil epidemiológico da doença diarréica provocada pelo rotavírus antes e após o inicio da vacinação no município de estudo, porém não foi possível analisar o impacto provocado pela introdução da vacina, por não ser possível o acesso aos dados oficiais, relacionados à doença. No que se refere às ações desenvolvidas pelos enfermeiros da Atenção Básica para o cumprimento das metas de vacinação contra o rotavírus, podese perceber que os mesmos realizam atividades buscando cumprir a meta, mas mesmo assim percebe-se que parte da população infantil na faixa etária de dois a seis meses, não é coberta pela vacinação. A vacinação é uma estratégia que visa melhorar a qualidade de vida para as crianças. Portanto é necessário que os profissionais da equipe de Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG - V.3 - N.2 - Nov./Dez. 2010. 602 enfermagem continuem a orientar aos pais e responsáveis sobre a real importância e necessidade de vacinar a criança. Sugere-se que a Secretaria de Saúde a possibilidade de informar aos profissionais de saúde das unidades que compõem a Atenção Básica, os dados relativos às doenças e à vacinação, assim como periodicamente realizar capacitações para manter os profissionais informados e atualizados. REFERÊNCIAS ARAUJO, E. C. et al. Segurança, imunogenicidade e eficácia protetora de duas doses da vacina RIX4414 contendo Rotavírus atenuado de origem humana. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, Porto Alegre, v. 83, n. 3, p. 217-224, maio/jun. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S002175572007000400006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 07 ago. 2009. BARCELLOS, R. C. et al. 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