CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA CURSO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO ANA PAULA ROZENO ANNA BEATRIZ DE OLIVEIRA SAMPAIO HENRIQUE FARDELONE DOS SANTOS LUCAS SOUZA CORRÊA THAUAN MICHEL PEREIRA BARBOZA AS DIFICULDADES DO USO DA ADUBAÇÃO ORGÂNICA PELO AGRICULTOR: Vantagens e Desvantagens de sua Utilização PALMITAL 2011 ANA PAULA ROZENO ANNA BEATRIZ DE OLIVEIRA SAMPAIO HENRIQUE FARDELONE DOS SANTOS LUCAS DE SOUZA CORRÊA THAUAN MICHEL PEREIRA BARBOZA AS DIFICULDADES DO USO DA ADUBAÇÃO ORGÂNICA PELO AGRICULTOR: Vantagens e Desvantagens de sua Utilização Trabalho de conclusão de curso apresentado à ETEC Prof. Mário Antônio Verza, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Técnico em Agronegócio. Orientador: Prof. MSc José Gilmar Franco PALMITAL 2011 ANA PAULA ROZENO ANNA BEATRIZ DE OLIVEIRA SAMPAIO HENRIQUE FARDELONE DOS SANTOS LUCAS DE SOUZA CORRÊA THAUAN MICHEL PEREIRA BARBOZA AS DIFICULDADES DO USO DA ADUBAÇÃO ORGÂNICA PELO AGRICULTOR: Vantagens e desvantagens de sua utilização APROVADO EM____/____/____ BANCA EXAMINADORA ______________________________________________________________ José Gilmar Franco – Orientador ______________________________________________________________ Fausto C. Ribas – Examinador ______________________________________________________________ Roberto G. Ronqui – Examinador Dedicamos este trabalho aos nossos familiares que nos apoiaram neste período de estudo e nossos colegas de sala que passaram pelas mesmas experiências deste trabalho. AGRADECIMENTOS Ao professor e orientador José Gilmar Franco por sua dedicação e colaboração no decorrer deste trabalho e apresentação de observações importantes em seus comentários. A professora Valdiza Nascimento Fadel pelo auxílio do desenvolvimento inicial do trabalho. Ao professor Pedro Ângelo por sua contribuição em nos ceder material didático. Aos professores Fausto Chagas Ribas e Bruno Orlandi pela sua disposição ao nos ajudar no desenvolvimento do trabalho. RESUMO O objetivo do trabalho é mostrar aos agricultores que o uso da adubação orgânica não apresenta rápido resultado, mas sim resultados satisfatórios, sendo usado conjuntamente com a adubação convencional. Através de pesquisas junto a alguns agricultores conseguimos observar que os mesmos não fazem o uso pela demora de resultados, custo alto e falta de conhecimento, mas com o uso, o resultado será mais satisfatório e o valor agregado ao produto final será compensador. Com todas as pesquisas de campo e conversas com agricultores chegamos a conclusão de que o maior obstáculo que o agricultor encontra na não utilização da adubação orgânica é a falta de informação. LISTA DE TABELAS TABELA 1 – Composição química típica de vários materiais orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial 22 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS N - Nitrogênio P- Fósforo K- Potássio MAP- Monoamônico DAP- Diamônico Ca- Cálcio Mg - Magnésio S-Enxofre Co-Cobalto H-Hidrogênio AL - Alumínio Mn - Manganês CTC- Capacidade de Troca de Cátions SUMÁRIO INTRODUÇÃO .........................................................................................................9 1 OBJETIVO..............................................................................................................10 1.1 Objetivo Geral........................................................................................................10 1.2 Objetivo Específicos...............................................................................................10 1.3 Procedimentos Metodológicos ..............................................................................10 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................12 2.1 Fertilizantes Organominerais Macronutrientes e Micronutrientes..........................12 2.2 Micronutrientes.......................................................................................................14 2.3 Preparo do Organomineral .....................................................................................14 2.4 Beneficíos do Manejo da Matéria Orgânica na Fertilidade do Solo.......................17 2.5 Controles de Pragas e Doenças em Sistemas de Cultivo Orgânico........................18 2.6 Cultura Orgânica e o Comércio Justo.....................................................................19 3. RESULTADOS .......................................................................................................20 3.1 Composições da Adubação Orgânico.....................................................................22 3.2 Esterco de Origem Animal......................................................................................23 3.3 Compostos ..............................................................................................................23 3.4 Lodo de Esgoto e Lixo Urbano...............................................................................24 3.5 Vinhaça....................................................................................................................26 3.6 Torta de Filtro..........................................................................................................26 3.7 Outras Figuras..........................................................................................................28 3.8 Gráficos com Resultados da Pesquisa......................................................................30 4.CONCLUSÃO..........................................................................................................36 REFERÊNCIAS .........................................................................................................38 APÊNDICES - Questionário........................................................................................39 ANEXOS A- Lei 426/99 ..............................................................................................42 8 INTRODUÇÃO O aproveitamento integral e racional de todos os recursos disponíveis dentro da propriedade rural aumenta a estabilidade dos sistemas de produção existentes, bem como aumenta a eficiência dos mesmos, reduzindo custo e melhorando a produtividade. Os sistemas agropecuários dão origem a vários tipos de resíduos orgânicos, o qual, corretamente manejado e utilizado, reverte-se em fornecedores de nutrientes para a produção de alimentos de melhoramentos das condições físicas, químicas e biológicas do solo. Quando o manuseio e o tratamento são feitos de forma incorreta podem ser fontes de contaminação e agridem o meio ambiente, especialmente quando direcionados para os mananciais hídricos. As culturas, especialmente as produtoras de grãos, após sua colheita, deixam uma grande quantidade de resíduos contendo nutrientes retirados do solo. As produções animais recebem seus alimentos através dos concentrados e das plantas cultivadas e nativas, somente uma parte desses elementos contidos nos alimentos ingeridos pelos animais resulta em ganho de peso e crescimento, sendo a maior parte eliminada através do esterco e da urina. As transformações dos resíduos em insumos agrícolas de baixo risco ambiental exigem a adoção de adequados processos de manejo, tratamento, armazenamento e utilização. 9 1 OBJETIVOS 1.1 Objetivo geral Analisar uma grande situação para que os agricultores possam adquirir este processo da adubação orgânica para sua propriedade, obtendo maiores benefícios do manejo da matéria orgânica na fertilidade do solo, sem ter nenhum processo de erosão. 1.2 Objetivos específicos A adição de matéria orgânica melhora, consideravelmente, as características físicas e biológicas do solo. Procuramos Demonstrar que os maiores benefícios constatados são: a) Redução do processo erosivo; b) Maior disponibilidade de nutrientes às plantas; c) Maior retenção de água; d) Menor diferença de temperatura do solo durante o dia e a noite; e) Estimulação da atividade biológica; f) Aumento da taxa de infiltração; g) Maior agregação de partículas do solo. A adubação orgânica tem, ainda, outros aspectos bastante favoráveis: Ela utiliza resíduos cujo descarte causaria impactos ambientais. Outro ponto forte desse tipo de adubação é o seu tempo de duração. O processo de absorção dos nutrientes orgânicos envolve decomposição e mineralização. Assim, a adubação orgânica é uma fonte de nutrientes lenta e duradoura. 1.3- Procedimentos Metodológicos O assunto em questão deste estudo não é recente, com alguma dificuldade na captação de publicação a respeito. Toda via, elaborou o estudo plausível, fundamentando a problemática descrita no titulo. 10 Assim sendo, foram utilizadas para o desenvolvimento teórico desta pesquisa sites de artigos científicos colhidos na internet, livros de outras instituições de ensino, além de pesquisas de campo 11 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1-Fertilizantes Organominerais: Macronutrientes e Micronutrientes. Em relação ao problema a ser estudado Malavolta (1993), afirma: Macronutrientes - a pretensão humana de reformular a natureza tem receita simples: N+P+K Nitrogênio, fósforo e potássio - em combinações diferentes de acordo com o que se presumiam ser a necessidade de cada cultura. O resultado dessas pretensão também foi bem simples: um desastre,se continuarmos a aplicar apenas nitrogênio, fósforo e potássio em nossos solos vamos sofrer um prejuízo incalculável. Malavolta tem razões para fazer uma advertência tão grave. Ele e sua equipe estudaram os resultados de 40.000 amostras de solo feitas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná e concluíram que os solos brasileiros precisam de muito mais enxofre, calcário, magnésio e cobre, por exemplo, do que tem recebido, porque estão muito desequilibrados e a própria ciência agronômica apenas intui as correlações entre os mais de oitenta minerais existentes no solo. Realmente, os produtores de fertilizantes e os agricultores não têm dado a devida importância que o nutriente cálcio, magnésio e enxofre desempenham na nutrição vegetal e, conseqüentemente, na produção agrícola. Desses três micronutrientes, o caso mais grave é o do enxofre. O Brasil não possui jazidas desse elemento químico, dai milhões de dólares serem gastos na importação de enxofre. Com esse "enxofre-dólar" importado fabrica-se o acido sulfúrico(H2SO4) e com ele se ataca a apatita, rocha fosfatada que contém fosfato tri cálcico, solúvel somente em ácidos concentrados: como resultado dessa reação obtémse o superfosfato simples(18% de P2O5), fertilizante composto de fosfato monocíclico, solúvel em água, e sulfato de cálcio (gesso). Tratando a mesma quantidade de apatita com cerca do dobro da quantidade de ácido sulfúrico empregado para fabricar o superfosfato simples, obtém-se o ácido hortofosfórico (H3PO4), líquido xaposo, mais gesso, que é separado por processamento especial e fica inutilmente estocado no pátio das fábricas; para cada tonelada de P 2O5 produzida na forma de acido fosfórico, 4,5 toneladas de "gesso-dólar" são geradas, sendo seu acúmulo um verdadeiro transtorno para as indústrias. Com o acido fosfórico (sem "gesso-dólar"), ataca-se nova porção de apatita e obtém-se o superfosfato triplo (42% de P2O5). 12 Fazendo-se o ácido fosfórico reagir com a amônia (NH3), obtém-se o fosfato monoamônico (MAP) ou o fosfato diamônico (DAP), fertilizantes concentrados, para cuja produção emprega-se o ácido sulfúrico contendo o "enxofre-dólar", mas que não apresentam enxofre em suas composições. O Brasil tem déficit de dólares e está gastando essa moeda na importação de enxofre para produzir superfosfato triplo, MAP e DAP, fertilizantes que não levam esse valioso nutriente. Enquanto no superfosfato simples o enxofre na forma "gesso-dólar" está obrigatoriamente integrado, nos demais inexiste. Com a desculpa de reduzir o frete do fertilizante e a mão-de-obra da aplicação, a indústria continua produzindo esses insumos concentrados. Acontece que o agricultor, adquirindo superfosfato triplo, MAP, DAP ou fórmulas que os contenham, está pagando o preço gasto na compra do "enxofre-dólar“ sem recebê-lo; está pagando por uma tecnologia sofisticada para serem produzidos fertilizantes mais concentrados que não contem nenhuma forma diferente do fosfato assimilável pelas raízes das plantas; explicando melhor, o superfosfato simples, o triplo, o MAP e o DAP, fornecem à planta os mesmos radicais H2PO4; a única diferença é o supertriplo, não contem gesso, daí ser mais concentrado, e o MAP e DAP terem, além do fósforo, 9% e 16%, respectivamente, de nitrogênio; essas quantidades são menores que as da uréia, que contem 45% de nitrogênio. Segundo artigo da revista Globo Rural: "É claro que o NPK concentrado representa uma enorme economia durante o transporte" reconhece o professor Eurípedes Malavolta. O problema é que só agora se reconhecem, também, os prejuízos que essa "economia" poderá causar no futuro, e os que já foram causados, tornando os solos exaustos, desestruturados e incapazes de reagir como antes ao próprio adubo concentrado. Na qualidade biológica dos vegetais produzidos por esses solos desequilibrados, então nem se fala. E não é por falta de aviso; as experiências do francês Chaboussou comparando a qualidade dos aminoácidos (proteínas) dos vegetais produzidos apenas com NPK com os de plantas tratadas com manejo orgânico constataram diferenças gritantes em favor do segundo grupo. A explicação para isso é a capacidade dos solos ricos em húmus e matéria orgânica de manter uma dosagem harmoniosa dos minerais contidos em sua solução. Em conclusão: os fertilizantes concentrados, como regra geral, não contêm nutrientes secundários; as fórmulas comerciais concentradas, conseqüentemente, também não os têm. A legislação permite que o fabricante indique na etiqueta da 13 sacaria, além dos teores de macro nutrientes primários, NPK, os conteúdos de macronutrientes secundários Ca, Mg e S, dos quais nossos solos são muito carentes. A legislação brasileira tem uma exigência mínima para as quantidades de macro nutrientes secundários associados aos macro nutrientes primários que é a seguinte: garantias mínimas expressas em porcentagem ou partes por milhão. 2.2 Micronutrientes Os micronutrientes zinco, boro, cobre e molibdênio são geralmente aplicados no solo junto ao organomineral, na forma de sais solúveis. Notando-se deficiência desses nutrientes na planta, pode-se recorrer com sucesso à adubação foliar; os micronutrientes ferro e manganês na forma de sais solúveis não devem ser aplicados diretamente no solo ou em mistura com fertilizantes minerais por serem facilmente insolubilizados. Esse problema, no entanto, pode ser controlado misturando-se os sais solúveis de ferro e manganês previamente com o fertilizante orgânico umidificado usado no preparo do organomineral; é que o fertilizante orgânico umidificado contém quelatos que impedem a insolubilização. O quelato metálico, por exemplo, o quelato de ferro ou de manganês, são solúveis em água, mas o elemento químico seqüestrado não se ioniza nem se liberta para formar outros compostos quando em presença de agentes precipitantes, como os fosfatos e os hidróxidos. O aprisionamento ou que latão do cátion se dá sem ocorrer reação entre metal e o quelato. Os quelatos são excelentes fontes de micronutrientes metálicos para suprimento às cultura. Quanto aos micronutrientes, a legislação brasileira tem a seguinte exigência: nos produtos com micronutrientes, estes serão indicados na sua forma elementar, com as garantias mínimas expressas em porcentagens ou partes por milhão. 2.3 Preparo do organomineral O preparo do fertilizante organomineral tem sido feito quase que exclusivamente pelas indústrias. Todavia, a mistura dos fertilizantes orgânicos com os minerais pode ser feita pelo agricultor na sua propriedade agrícola de dois modos: manualmente, da mesma maneira como os pedreiros batem a mistura de cal e areia para 14 preparar argamassa; mecanicamente, se a propriedade dispuser de uma betoneira ou outro tipo de misturador. É importante que o fertilizante orgânico esteja finalmente moído, o que constitui uma dificuldade para o agricultor quão não dispuser de moinho; é importante também que a mistura seja bem feita, pois, do contrário, ao se fazer a adubação no campo, a distribuição será imperfeita. Para se ter uma idéia da importância de se misturar bem os fertilizantes empregados, cito o caso de uma pequena indústria de fertilizante organomineral; testando sua instalação usando pequeno misturador, verificou-se que o produto obtido não apresentava boa homogeneidade; as proporções juntadas eram corretas, no entanto, as proporções de N-P-K, determinando por análise de laboratório, não correspondiam a fórmula desejada; assim, por análise de laboratório, não correspondem a fórmula desejada; e tinham ora, excesso de potássio e falta de nitrogênio, ou vice e versa; isso acontecia devido ao pequeno tempo de residência dos fertilizantes no misturador. Com a substituição desse equipamento por outro mais longo, proporcionando maior tempo de resistência, o defeito foi sanado. Acúmulo de resíduos vegetais na superfície do solo com plantio direto. A importância da matéria orgânica nos sistemas agrícolas: A matéria orgânica é uma das substâncias mais complexas existentes na natureza, formada por resíduos vegetais, animais e organismo vivo e mortos. No ciclo biológico, todos os resíduos vegetais e animais retornam ao solo, onde são convertidos, por ação de microrganismos, em formas estáveis denominadas de húmus. Do ponto de vista prático, a matéria orgânica não pode depender exclusivamente da sua constante adição através dos processos tradicionais de aplicação de resíduos animais, composto orgânico, etc. A matéria orgânica do solo é muito dinâmica podendo ser mineralizada e/ou acumulada, dependendo das práticas de manejo do solo e das plantas, tais como preparo convencional, uso de enxada rotativa, baixa densidade de plantas por unidades de área, solo descoberto, etc., estimula a atividade microbiológica e aceleram a mineralização da matéria orgânica, sendo, portanto indesejáveis. Por outro lado, as práticas de plantio, rotação de culturas, adubação verde, compostagem, roçada das ervas invasoras, alta densidade de plantas; melhoram a reciclagem dos resíduos vegetais, protegem o solo contra erosão e amenizam a degradação da matéria orgânica. Os resultados de pesquisas obtidos no Paraná indicam que desacelera degradação da matéria orgânica, inclui 15 reduzir o revolvimento do solo, melhorar a reciclagem dos resíduos, aumentar a quantidade de CO, fixando e incorporando-o no solo; manter os nutrientes no ciclo biológico; diminuir as perdas de solo, água e nutrientes do sistema; introduzir plantas no programa de rotação com maiores produções de resíduos, mantendo-os como cobertura na superfície do solo, etc. O manejo racional da matéria orgânica é um dos primeiros passos para a sustentabilidade agrícola nos solos ácidos. O conceito de agricultura sustentável, embora definido de vários modos, apresenta um objetivo fundamental: "produzir sem degradar os recursos naturais dos quais dependerão as futuras gerações". Este objetivo pode ser interpretado em duas demandas paralelas: AUMENTAR a produtividade, simultaneamente com a REDUÇÃO da contaminação e degradação dos recursos naturais. Neste contexto, o manejo da matéria orgânica tem e continuará tendo um papel importante em ambos os processos. Alguns setores agrícolas utilizam apenas parâmetros definidos de análise econômica, como meta para medir o impacto da adubação orgânica na agricultura de "hoje", ignorando as conseqüências ambientais em longo prazo, as quais são difíceis de quantificar em termos econômicos, pois envolvem valores sociais. A matéria orgânica aumenta a capacidade produtiva do solo através da melhoria nas propriedades, físico-químicas e biológicas. Pode se atribuir à matéria orgânica o segredo dos sistemas conservacionistas do solo. A perda dos nutrientes do ciclo biológico é sem dúvida a maior contribuição à acidificação dos solos agrícolas e conseqüentemente, a aceleração da degradação da sua fertilidade. Assim, devem-se concentrar todos os esforços técnicos para maximizar a permanência dos nutrientes no ciclo biológico, ou seja, mantê-los no sistema solo-planta-solo. As perdas dos nutrientes para a atmosfera através da volatilização; na água através da erosão; lixiviação e fixação em formas não disponíveis, têm que ser minimizadas se o aumento da produção agrícola é a meta desejada. Neste aspecto, a matéria orgânica é a primeira fonte a ser reciclada e mantida no ciclo biológico. Embora o homem conheça há séculos o valor da matéria orgânica, é sempre bom lembrar a importância de sua manutenção e conservação, por meio da melhoria das práticas de manejo. Atualmente com o melhor conhecimento dos solos, aumenta a preocupação de preservar a sua vida, através da eficiência do manejo da matéria orgânica. 16 Fonte: Frire.com (2001) 2.4 Benefícios do manejo da matéria orgânica na fertilidade do solo. Acidez: é referida em unidade de pH, o qual determina a concentração do íon hidrogênio (H+) livre na solução do solo, ou seja, refere-se a acidez ativa do solo. O excesso de H+ na solução do solo diminui a disponibilidade de muitos nutrientes, e aumentam a de Manganês e de alguns elementos tóxicos como Alumínio e vários metais pesados. A matéria orgânica do solo tem um papel vital na manutenção, aumento da produtividade e na estabilidade e sustentabilidade do ecossistema natural e agrícola. No ecossistema natural, o fluxo de energia e matéria é cíclico e sustentável. A matéria orgânica do solo tem uma importante participação no processo de suprimento e armazenamento de água e nutrientes. No ecossistema agrícola o fluxo de energia e matéria não é cíclico nem auto-sustentável, caracterizando-se por entradas externas (fertilizantes, corretivos, pesticidas, sementes, etc.) e saídas ou perdas através da colheita, erosão, lixiviação, volatilização, fixação, imobilização, etc. No ecossistema agrícola, incluem-se também perdas por biodiversidade, tais como espécies de plantas, insetos e outros organismos benéficos. O manejo adequado da matéria orgânica reduz a intensidade dos fatores "entrada e saída" através da reciclagem dos resíduos vegetais e de outros materiais orgânicos, manutenção dos nutrientes no ciclo biológico, proteção da superfície do solo 17 contra perdas por erosão e evaporização, síntese de N2, efeito tampão (CTC, pH, etc.), redução dos processos de acidificação, aumento na disponibilidade dos nutrientes e favorecimento físico, químico e biológico para maior exploração do solo pelo sistema radicular, melhorando a eficiência no uso dos nutrientes e água. Fonte: Contr.rc( 2003) 2.5 Controles de pragas e doenças em sistemas de cultivo orgânico Com a introdução da monocultura mecanizada no Brasil, inumerável pragas e doenças passaram a prejudicar as lavouras inclusive as do estado de São Paulo e conseqüentemente um uso indiscriminado de agrotóxicos passaram a fazer parte deste novo panorama. Na cultura de soja como exemplo, eram feitas no passado, de duas a três pulverizações para o controle de pragas e doenças, atualmente realizam de 6 a 9 aplicações por safra. A real necessidade desse uso intensivo de agrotóxicos é questionável, sendo importante mencionar que há propriedades no Paraná que produzem soja sem o uso de produtos químicos, usando técnicas agroecológicas. Um exemplo típico é o vírus da leprose dos citros transmitido pelo ácaro que em um passado não muito distante, era considerada virose de pomares abandonados e atualmente ocorre em todo estado, incluindo as propriedades consideradas padrão, sendo gastos mais de US$ 40 milhões com acaricidas para o controle do vetor. As plantas estão doentes pelo excesso de pesticidas. 18 O Brasil é o terceiro maior consumidor de agrotóxicos no mundo e coincidentemente é também o terceiro em mortalidade por câncer. A utilização de agroquímicos na agricultura trouxe como conseqüências, a contaminação de alimentos, do solo, dos mananciais de água, dos animais e do próprio homem. Os agrotóxicos também oferecem riscos de vida ao aplicador e ao consumidor dos produtos contaminados, além de poluírem o meio ambiente e resultarem em evasão de divisas do país, com a compra de matéria prima para o seu preparo. Sendo o Brasil considerado o país mais rico em espécies vegetais do mundo, devemos procurar em nossas reservas naturais substâncias que atuem sobre pragas e doenças da nossa agricultura. Atualmente, muitos agricultores fazem uso dos defensivos alternativos em suas plantações, sejam químicos, biológicos, orgânicos ou naturais, mais que apresentam como características: serem praticamente não tóxicos com baixa a nenhuma agressividade ao homem e a natureza, eficientes no controle as pragas e doença, sem favorecer a ocorrência de formas de resistência, com custo reduzido para aquisição e emprego em suas lavouras, obtendo sucesso na produção. 2.6 Agricultura Orgânica e o Comércio Justo O comércio justo vem se desenvolvendo nas duas últimas décadas buscando inicialmente a segurança e a conservação dos produtos e, mais recentemente, a preocupação com o ambiente. A denominação de agricultura orgânica compreende um conjunto variado de tecnologias e práticas agroecológicas, voltadas a enaltecer as condições particulares de cada ecossistema, na produção agropecuária. 19 3 RESULTADOS Conforme os resultados apresentados abaixo, podemos crer que os agricultores, não fazem o uso da adubação orgânica, sendo a maior dificuldade, por não obter resposta imediata, custo alto e falta de informações. Assim podemos notar as principais dificuldades que um agricultor tem para,comprar o adubo orgânico. Você faz o uso da adubação orgânica? Sim Não 10% 90% Fonte: Resultado da pergunta filtro sobre a grande rejeição do uso da adubação orgânica, 90% dos produtores não fazem o uso. 20 Não faz o uso da adubção orgânica porque? Custo Alto Não ter resultado imediato Falta de informação 20% 25% 55% Fonte: Os produtores dizem não ter resultado imediato, por isso não fazem o uso 21 3.1 Composições da Adubação Orgânica. Segundo Raij(1996): “Contudo, a composição nutricional da adubação orgânica, em alguns casos, pode não ser balanceada, devido à origem da matéria-prima empregada nesse tipo de adubação tornando-se necessária a complementação com fertilizantes minerais.” Tabela 1. Composição química típica de vários materiais orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial. Fonte: Raij et al. (1996) O maior empecilho do emprego da adubação orgânica em grandes áreas é a falta de equipamentos adequados para a aplicação no campo, pois, geralmente, é material com alto teor de umidade, o que torna a atividade pouco eficiente e demorada em relação à adubação mineral. 22 3.2 Estercos de Origem Animal Dos adubos orgânicos, o esterco animal é considerado o mais importante, sendo que seu principal nutriente é o nitrogênio. Sua composição química possui outros elementos, como o fósforo e o potássio. Apesar de ser bastante rico em nutrientes, pelo fato de a concentração dos elementos químicos presentes no adubo ser desbalanceada, o esterco animal deve ser aplicado e complementado por doses adicionais de fertilizantes minerais. A mistura de esterco com adubos fosfatados tem mostrado excelentes resultados, pois além de ajudar a reter o fósforo no solo, reduz as perdas de nitrogênio. Fonte: Composto.TR(2003) 3.3 Compostos O composto é resultado da decomposição de restos vegetais. A decomposição pode ser feita com o auxílio de camadas superficiais de terra ou esterco animal que, pela presença de grande quantidade de microrganismos, aceleram a decomposição do material vegetal. A decomposição dos restos vegetais também é possível por meio da adição de corretivos, como o calcário e a uréia na mistura. Os compostos podem possuir 23 diferentes quantidades de carbono, nitrogênio e outros nutrientes. A relação entre as quantidades de carbono e nitrogênio e carbono e fósforo dá uma idéia do tempo de liberação dos nutrientes no solo. Assim, é possível prever quando será necessária uma nova aplicação. Fonte: alim_BR. (1996) 3.4 Lodos de Esgoto e Lixo Urbano Os lodos de esgoto, embora muito carentes em potássio, possuem elevados teores de fósforo. Por sua vez, o lixo urbano é rico em nutrientes importantes para as plantas. Porém, a aplicação deles exige alguns cuidados, pois há possibilidade da presença de patógenos e metais pesados em ambos. O lodo de esgoto ou biossólido e o lixo urbano são recomendados como fonte de nutrientes, principalmente para a manutenção de parques e jardins, culturas de interesse madeireiro ou para produção de alimentos, desde que o produto da colheita, durante seu desenvolvimento, não tenha tido contato direto com o lodo, como exemplo, as espécies frutíferas. 24 Fonte: UEL_lodo_02 Fonte:lixo.br_2005 25 3.5 Vinhaça Além de ser uma excelente fonte de potássio, a vinhaça é também fonte de muitos outros nutrientes, como nitrogênio, cálcio, magnésio, zinco e cobre. A vinhaça é recomendada conforme a fertilidade do solo e o tipo de mosto responsável por sua obtenção. Sua aplicação nas propriedades agrícolas tem sido responsável por aumentos de pH e notável elevação da atividade biológica do solo. A quantidade de vinhaça a ser aplicada na propriedade varia de 60 a 250 metros cúbicos por hectare, conforme a concentração de potássio existente no solo. A aplicação da vinhaça é uma boa opção para os produtores de cana-de-açúcar, pois, como é gerado pela indústria canavieira, sua obtenção é relativamente fácil. Fonte: vinhaça.2005 3.6 Torta de filtro Assim como a vinhaça, a torta de filtro também é um resíduo gerado nas etapas de produção da agroindústria canavieira. Isso facilita a sua obtenção para o produtor de cana-de-açúcar. 26 Além de possuir alto teor nutricional já no primeiro ano de aplicação, a torta de filtro é capaz de liberar grande quantidade dos seus nutrientes no solo. Outra boa característica é sua capacidade de reter água e de manter a umidade do solo. O resíduo umedecido pode ser aplicado na cultura da cana-de-açúcar em área total, com uma concentração de 80 a 100 toneladas por hectare. No sulco do plantio pode ser aplicada com uma concentração de 15 a 30 toneladas por hectare e, nas entrelinhas, com uma concentração de 40 a 50 toneladas por hectare . Fonte:torta de filtro.033 27 3.7 Outras Figuras Figura 1- Terra Vegetal com Adubação Orgânica. Fonte: mine.BR-(2005) Figura 2 - Adubando o solo para o plantio Fonte: adub.Br.(1999) Figura 3 - Adubando Hortaliças 28 Fonte: organ.fert( 2004) 29 3.8 Gráficos com Resultados da Pesquisas Os gráficos a seguir foram elaborados a partir de dados coletados de trinta agricultores que não fazem o uso da adubação orgânica. Podemos analisar as porcentagens, e as dificuldades do seu manejo. Gráfico 1- O uso da adubação orgânica Você faz o uso da adubação orgânica? Sim Não 10% 90% Resultado da pergunta filtro sobre a grande rejeição do uso da adubação orgânica, 90% dos produtores não fazem o uso. Gráfico 2 Sua propriedade é? Própria Arrendada Meeiro 0% 25% 15% 60% O resultado em porcentagens: 60% de propriedade própria ao produtor. 30 Gráfico 3- Dimensão da Propriedade Qual a dimensão de sua propriedade? Pequena ( 1 a 33 Alqueires ) Média ( 33 a 130 Alqueires ) Grande ( acima de 130 Alqueires ) 10% 30% 60% Podemos analisar que 60% dos produtores têm propriedades Médias. Gráfico 4- Porque não fazem o uso da adubação orgânica. Não faz o uso da adubção orgânica porque? Custo Alto Não ter resultado imediato Falta de informação 20% 25% 55% Os produtores dizem não ter resultado imediato, por isso não fazem o uso. 31 Gráfico 5- Animais existentes nas propriedades Quais são as espécies de animais que existem em sua propriedade? Aves Suinos Bovinos Equinos 10% 50% 30% 10% Com a coleta de dados alguns proprietários disseram ter todas as espécies Gráfico 6 - O uso de seus dejetos Se tem alguma espécie, por que não faz o uso de seus dejetos? Por não saber manusear Por não ter local adequado para o armazenamento Falta de equipamentos Por não saber os benefícios 15% 20% 20% 45% Relativamente os agricultores não possuem equipamentos para o manuseio da adubação orgânica. 32 Gráfico 7- O que fazem com os dejetos para adubação orgânica Se não usa os dejetos para adubação orgânica, o que faz com eles? Vende Descarta Doa 10% 20% 70% A maioria (70%) descarta os dejetos orgânicos. Gráfico 8- Resultados das análises de solo Faz o uso constante de analise de solo na sua aréa de trabalho? Sim De 2 em 2 anos De 3 em 3 anos 5% Não utilza 20% 35% 40% As análises de solos são constantes aos proprietários com 40%, em 2 em 2 anos, para ter um plantio com sucesso. Gráfico 9- Análise de solo. 33 Possui histórico das 5 últimas análises de solos? Sim Não 40% 60% Indica que 60% possui as 5 últimas análises de solos, para constatar a melhoria de seu solo, sem ter nenhum prejuízo na hora do plantio. Gráfico 10 – Grande consciência do empobrecimento do solo. Tem consciência do empobrecimento da matéria orgânica do solo relativo as últimas análises? Sim 5% 20% 40% 60% Não 15% 45% 15% 20% Os proprietários têm consciência do empobrecimento do solo. Gráfico 11 – Resultados das Análises. 34 O que foi feito para reverter os resultados das análises? Corrigiu com Adubo Mineral Tentou corrigir com Adubação Verde Não fez o uso de nenhum recursos 20% 45% 35% A maioria dos entrevistados diz usar o adubo mineral para melhorar o solo, porque para eles o resultado é mais rápido. 35 4 CONCLUSÃO Conclui-se que a adubação orgânica é de suma importância, mais deve ser utilizada tão somente como complemento da adubação convencional tornando junta uma combinação ideal, para um aumento significativo na produtividade e recuperação dos nutrientes do solo. Deve ser mostrado ao agricultor que de inicio o investimento pode ser alto e que o resultado não será imediato, mas terá um retorno gradativo ao decorrer dos tempos em suas aplicações. È preciso que agricultores tenham mais equipamentos, e mais acesso a informação, para que assim possa obter mais resultados a sua utilização e podendo benefíciar o meio ambiente com sua escolha certa. A sustentabilidade na agricultura vem definindo um grande objetivo, de ter um aumento na produtividade, contrariando uma grande redução das contaminações e diminuindo os recursos naturais, assim analisamos que com a adubação orgânica poderemos obter mais sustentabilidade do produto chegando a mesa com qualidade e também uma boa saúde ao consumidor. Enfim, podemos afirmar os seguintes efeitos dos adubos orgânicos sobre o solo: Efeitos físicos – os principais benefícios da adubação orgânica sobre o solo são de natureza física. O efeito floculante e cimentante da matéria orgânica melhora a estrutura e diminui a densidade aparente do mesmo. Os efeitos nutricionais decorrem da maior penetração radicular e melhor aeração e movimentação d’água e de nutrientes como N, P e S, como também da melhoria nas condições de drenagem. Os adubos orgânicos favorecem a formação de agregados e no escurescimento do solo, fator este importante no balanço térmico do mesmo. A matéria orgânica na superfície do solo reduz o impacto das gotas de chuva, permite a infiltração suave da água no perfil do solo e reduz o escorrimento superficial e a erosão. Efeitos químicos - a matéria orgânica desempenha um papel de fundamental importância quantos aos aspectos químicos do solo pois a fração orgânica intervêm na capacidade de troca catiônica e aniônica do solo. Além disto, elementos como o S e B formam parte da matéria orgânica sendo praticamente seus derivados. A matéria orgânica aumenta o intercâmbio de nutrientes do solo para as plantas, armazena-os (principalmente o N, P e S) e os libera lentamente, por meio da formação de complexos 36 que retém os macro e micronutrientes evitando assim suas perdas. Os complexos coloidais de carga negativa, presentes na matéria orgânica, formam complexos estáveis que diminuem a toxicidade de ferro e de alumínio, através da fixação, e liberam o fósforo. Efeitos biológicos – a matéria orgânica proporciona laimento para diversos organismos como minhocas, por exemplo, que perfuram o solo e constroem canais que servem para aumentar a aeração e drenagem do solo, permitindo às plantas uma maior obtenção de oxigênio e liberação de gás carbônico. Também serve de substrato alimentício para diversos microorganismos e para a mesofauna do solo, resultando na formação de polímeros orgânicos que afetam o desenvolvimento da estrutura do solo. Por sua vez, os derivados dos microorganismos e a síntese microbiana produzem uma maior agregação de partículas e maior estabilidade na estrutura dos solos. 1. Muitos materiais podem ser usados como adubos orgânicos para as culturas, porém o mais comum é a utilização de estercos de gado e de aves (geralmente a cama de aviário). O armazenamento dos estercos ou cama de aviário deve ser feito com baixo teor de umidade e protegendo-se das chuvas, pois caso contrário poderão ocorrer grandes perdas de nitrogênio, por volatilização, e de potássio, por lavagem. 37 REFERÊNCIAS KIEL,Edmar. J. Fertilizantes Organominerais. São Paulo: 1993. Eng. Agrônomo, p. 18 - 20. ISLIMURA. Issão. Manual de Agricultura Orgânica. São Paulo: 2004, p 193. TIBAU. Arthur O. Matéria Orgânica e Fertilidade do Solo. São Paulo, 1978, p. 77 86. DIAS SANTIAGO. Antonio, ROSSETTO, Raffaella, Adubação orgânica, Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-deacucar/arvore/CONTAG01_37_711200516717.html> acesso em: 27 jun.2011 SCHROEDER, Heliomar,Lei do adubo orgânico,Picada Café,em 09 de dezembro de 2009 as 09:35 minutos,disponível em: http://smagricultura.orgfree.com/index.php?option=com_content&view=article&id=52:lei-doadubo-organico&catid=36:leis&Itemid=2> acesso em: 28 jun.2011 38 APÊNDICE A – Questionário. Pergunta filtro: Você faz o uso da adubação orgânica? ( )Sim ( )Não Em caso positivo continue respondendo este questionário. Porém, em caso negativo, agradecemos sua atenção. 1-Sua propriedade é: ( ) Própria ( ) Arrendada ( ) Meio 2-Qual a dimensão de sua propriedade? ( ) Pequena (1 a 13 hectares) ( ) Média (33 a 130 hectares) ( ) Grande (acima de 130 hectares) 3- Não faz o uso da adubação orgânica porque ? ( ) Custo Alto ( ) Não ter resultado imediato ( ) Falta de informação 4-Quais são as espécies de animais que existem em sua propriedade? ( ) Aves 39 ( ) Suínos ( ) Bovinos ( ) Eqüinos 5-Se tem alguma espécie, por que não faz o uso de seus dejetos? ( ) Por não saber manusear ( ) Por não ter local adequado para o armazenamento ( ) Falta de equipamentos adequados ( ) Por não saber os benefícios 6-Se não usa os dejetosanimais para adubação organica o que faz com eles? ( ) vende ( ) descarta ( ) doa 7-Faz uso constante da analise de solo na sua área de trabalho? ( )Sim ( )de 2 em 2 anos ( ) de 3 em 3 anos ( ) não utiliza 8-Possui histórico das 5 ultimas analises de solo? ( )sim ( )não 9-Tem consciência do empobrecimento da matéria orgânica do solo relativo as ultimas analises? ( ) Sim 40 ( )20% ( )40% ( )60% ( )Não 10-O que foi feito para reverter os resultados das analises? ( ) Corrigiu com o adubo mineral ( ) Tentou Corrigir com a adubação verde ( ) Não fez o uso de nenhum recurso 41 ANEXO A - LEI 426/99. Itaipulândia, Estado do Paraná, aos 29 de abril de 2003. AUTORIZA O PODER EXECUTIVO MUNICIPAL A SUBSIDIAR ADUBAÇÃO QUÍMICA, ADUBAÇÃO ORGÂNICA, SEMENTES DE PASTAGEM E ADUBAÇÃO VERDE AOS PRODUTORES DE LEITE E DE PRODUTOS ORGÂNICOS DO MUNICÍPIO E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito Municipal de Itaipulândia, Estado do Paraná, no uso das suas atribuições conferidas pela Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga o seguinte, Lei: Art. 1º Objetivando dar continuidade ao fomento à produção agropecuária do Município, fica o poder Executivo Municipal, autorizado a subsidiar aos produtores de leite e de produtos orgânicos, a aquisição de adubação química (hiperfosfato), adubação orgânica (cama de aviário), sementes de pastagem e adubação verde nas seguintes proporções. I - Para adubação química (hiperfosfato) a) Para proprietários com área de até 10 (dez) hectares, subsidio de 02 (duas) sacas de adubo por hectare de pastagem. b) Para proprietários com área de 10 (dez) a 20 (vinte) hectares, subsidio de 1,5 (uma e meia) sacas de adubo por hectare de pastagem. c) Para proprietários com área acima de 20 (vinte) hectares, subsidio de 01 (uma) saca de adubo por hectare de pastagem, limitando-se ao Maximo de 60 sacas por propriedade. II - Para adubação orgânica (cama de aviário): a) Para proprietários com área de até 30 (trinta) hectares, subsidio de 80% (oitenta por cento), com limite máximo de 20 (vinte) toneladas ao ano. b) Para proprietários com área acima de 30 (trinta) hectares, subsidio de 50% (cinqüenta por cento), com limite máximo de 30 (trinta) toneladas ao ano. III - Para sementes de pastagem e adubação verde: a) Subsidio de 50% (cinqüenta por cento), fixando-se o limite máximo 100 Kg para Brizantã e Milheto, 750 Kg para aveia e 550 para Nabo Forrageiro. 42 Art. 2º Os subsídios para os produtores que se enquadrarem nas disposições desta Lei, dar-se-ão na forma de reembolso, mediante apresentação das respectivas notas fiscais de compra dos produtos, os quais se responsabilizarão integralmente pelo pagamento destes as empresas e/ou produtores vendedoras (es). Parágrafo Único - Somente serão aceitas, para fins de reembolso, notas fiscais emitidas a partir de 01 de janeiro de 2003, as quais após conferencia pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, serão remetidas a Secretaria Municipal de Finanças para o devido reembolso aos produtores, na forma desta Lei, de acordo com o cronograma financeiro a ser estipulado. Art. 3º Para definição do valor do adubo, das sementes de pastagem e da adubação verde a serem subsidiados, será efetuado processo de cotação de preços nas empresas e produtores rurais do Município, cujos menores preços servirão de base para o reembolso previsto nesta Lei. § 1º A cotação de preços será efetuada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. § 2º Após a cotação de preços, sempre que se fizer necessário, será baixado pelo Poder Executivo Municipal um Decreto fixando os preços máximos de reembolso. Art. 4º O produtor que adquirir os produtos de que trata o Art. 1º, desta Lei fora do Município de Itaipulândia, terá o beneficio de que trata a presente Lei reduzido pela metade. § 1º Salvo quando não encontrar o produto no Município, especificamente no caso do adubo orgânico (cama de aviário). § 2º A aplicação do adubo orgânico na lavoura será acompanhada por um responsável técnico da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, para fins de fiscalização. Art. 5º Os produtores que se enquadrarem nesta Lei e manifestarem interesse em usufruir os benefícios nela previstos, deverão protolar na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, pedido escrito contendo os dados pessoais e da propriedade, e ainda comprovar as seguintes condições: I - Existência de conservação de solo adequada na propriedade seja o interessado proprietário ou arrendatário; II - a feitura de tríplice lavagem das embalagens de agrotóxicos e a existência de armário ou local fechado na propriedade, destinado à guarda de embalagens; III - possuir o interessado Bloco de Produtor Rural no Município de Itaipulândia; IV - estar adimplente com os tributos municipais; V - estar em dia com o cadastro de produtor junto a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. 43 VI - conhecer, desenvolver e praticar a legislação ambiental vigente. Art. 6º Apurada qualquer irregularidade na aplicação dos benefícios concedidos com base nesta Lei, o que será constatado através de vistoria técnica com a emissão do respectivo laudo, o produtor que a praticou perderá o direito de qualquer incentivo e beneficio futuro da Municipalidade pelo período se cinco anos. Art. 7º As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta de dotações constante do Orçamento Geral do Município em vigor. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 9º Ficam revogadas as disposições em contrario, especificamente a LEI 426/99. Gabinete do Prefeito Municipal de Itaipulândia, Estado do Paraná, aos 29 de abril de 2003. Miguel Bayerle Prefeito Municipal 44