lisboa, gerês,
londres...
Quadro de honra
Os melhores alunos de
2008.2009. P 2
Jantar 40 anos
O Colégio fez a festa no
dia em que celebrou o 40º
aniversário. P 4
Conhece as visitas que os
nossos alunos realizaram e o
que com elas aprenderam. P
8, 9, 12 e 13
Campanha para a
associação de
estudantes
clubes e
ateliers
Confere algumas das
actividades e propostas que
o Colégio tem para oferecer.
P7
Mais um ano com uma campanha muito
disputada. Houve muita animação junto
do Bloco IV e este ano, pela primeira vez,
um debate. Damos a conhecer, nesta
edição, alguns dos melhores registos
fotográficos deste ano. P 16
JORNAL DO COLÉGIO LICEAL DE SANTA MARIA DE LAMAS . TRIMESTRAL . ANO XIV . SETEMBRO | OUTUBRO | NOVEMBRO | DEZEMBRO 2009 . €0,75
Novo ano lectivo...
novos espaços para usufruir
Salas de convívio do bloco V abrem portas, valorizando
comunidade escolar
2
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
5º
Bárbara Castro Barbosa (5.º D)
Carolina Frade Moreira (5.º F)
Daniela Silva Paiva (5.º E)
Diana Silva C. P. Leitão (5.º B)
Diogo Almeida P. Oliveira (5.º A)
Hugo Bernando S. Lebre (5.º J)
Joana Sofia F. Alves (5.º A)
Maria Costa e Castro (5.º J)
6º
Renato Cardoso da Rocha (5.º C)
Ricardo Cardoso (5.º L)
António Dória (5.ºJ)
Ana dos Santos Oliveira (6.º C)
Carolina Carvalho Costa (6.ºM)
Fabiana Sousa Relvas (6.ºF)
Gonçalo Pinto Soares (6.º B)
Íris Vieira Patelli (6.ºM)
João Fernandes Ramos (6.ºD)
Joel Eduardo B. Peixoto (6.ºE)
Luís Miguel P. Azevedo (6.ºB)
Natália Ramos da Costa (6.ºF)
Pedro Marques Nunes (6.ºG)
Raquel Oliveira Marques (6.ºL)
Raquel Ribeiro Santos (6.ºF)
Sara Gonçalves Aguiar (6.ºE)
Ana Raquel Oliveira Leça (7.ºG)
Artur João Costa Santos (7.ºL)
Daniela da Silva Couto (7.ºI)
Joana Alves Moreira Félix (7.ºH)
João Almeida Santos (7.ºD)
Rita Maria Silva Reis (7.ºG)
Vanessa Pais Oliveira (7.ºE)
Ana Gonçalves Machado (8.ºL)
Bárbara Frade Moreira (8.ºE)
Francisco Oliveira Brito (8.ºL)
Inês Perestrelo Lima (8.ºF)
João Pereira Soares (8.ºG)
João Paulo Ribeiro Cruz (8.ºB)
Márcia Mendes Rocha (8.ºA)
Catarina Vilar Marques (9.ºF)
Gonçalo Figueiredo Rocha (9.ºJ)
Jorge Nogueira de Sousa (9.ºF)
Luís Amaral de Oliveira (9.ºF)
Mariana Ramos Costa (9.ºB)
Diana dos Santos Pereira (10.ºD)
Filipe Barros Alves (10.ºA4)
Mafalda Martins (10.ºA4)
Ricardo Sá Reis Veloso (10.º A2)
Anita Oliveira Marques (11.ºA1)
Daniel Oliveira Santos (11.ºA2)
Joana de Fontes (11.ºA1)
Joana da Silva Lamas (11.ºA2)
Catarina Martins Cosme (12.ºA)
Frederico Rodrigues (12.ºA1)
7º
Sara Sousa Rocha (6.ºJ)
8º
Ana da Silva Ribeiro (8.ºH)
9º
Renato Costa Amorim (8ºI)
Flávio Ferreira Couto (8.ºG)
Ana Silva Monteiro (9.ºI)
10º
Mariana Oliveira Sá (9.ºF)
Natasha Oliveira Rosário (9.ºG)
Paulo Cardoso Reis (9.ºL)
Isa Pereira Afonso (10.ºB)
11º
quadro de honra 2008.2009
Sandra Batista Cardoso (10.ºA3)
Tânia Monteiro Ferreira (10.ºA)
Telma Santos Alves (10.º BD)
Ana Lúcia Santos e Silva (11.ºA3)
12º
Joana da Cruz Monteiro (11.ºA)
Joana Oliveira Reis (11.ºA4)
Isabel Vilar Marques (12.ºA4)
Vânia Gomes Pereira (12.º A2)
Leonardo Santos (12.ºC)
Karim Barros (11.ºA5)
Miguel Relvas da Silva (11.ºA2)
Rúben Pereira de Sousa (11.ºA6)
entrega de prémios O melhor aluno dos Cursos Científico-Humanísticos e o
melhor aluno dos cursos Profissionais do Colégio receberam o Prémio de Mérito do
Ministério da Educação. A cerimónia decorreu no Pequeno Auditório, no dia 11 de
Setembro, e os prémios foram entregues pela Directora Pedagógica à Catarina Martins
Cosme, do 12º A, Ciências e Tecnologias, e ao Pedro Miguel Oliveira Ferreira, do 12º
ano de Electrónica. Parabéns a ambos e que continuem no caminha da excelência!
Ana Rita Silva Relvas (12.º A4)
3
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
Sempre Natal!
entrega de prémios o sarau de fim-de-ano 2008/09 foi o momento escolhido para premiar os Melhores Alunos,
tendo sido chamados ao palco para a entrega de Diplomas. Igualmente se distinguiu um dos Notáveis do nosso Colégio,
o Dr. Américo Azevedo, ilustre professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
RESULTADOS DOS EXAMES NACIONAIS 2008/2009
Das 162 candidaturas, 133 colocações: prémio pelo empenho de Alunos e Professores Colocados por curso
ao longo do ano lectivo 2008/2009.
Enfermagem
Colocados
133 ( 82 % )
Universidades
82
Institutos
47
Escolas Superiores 4
Não colocados
29 ( 18 % )
2
História
2
Matemática
2
Arquitectura
3
Design
3
Gestão
3
Psicologia
4
Economia
5
Línguas
5
Medicina
7
Biologia
8
Ciências (de, da…)
12
Engenharias (outras)
16
Outros cursos
61
Exames 2010
Nos meses de Junho e Julho decorrerão, como habitualmente, os exames nacionais e de equivalência à frequência para os alunos do ensino básico e secundário. Nesta
coluna procuraremos, como tem sido norma, divulgar informação que consideramos útil e necessária a todos os
intervenientes no processo de exames. No corrente ano
lectivo, serão realizadas, ainda, as provas de aferição a aplicar a todos os alunos matriculados no sexto ano de escolaridade. Atempadamente serão comunicadas as instruções
e respectivos calendários das provas, de acordo com as
directrizes do Ministério da Educação.
Admissão aos Exames Nacionais de Língua Portuguesa
e de Matemática do 9.º ano
São admitidos aos exames nacionais do 9.º ano de escolaridade todos os alunos, excepto os que, após a avaliação
sumativa interna, no final do 3.º período, tenham obtido:
a) Classificação de frequência de nível 1 simultaneamente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática;
b) Classificação de frequência inferior a 3 em três disciplinas, excepto se alguma delas for Língua Portuguesa e/
ou Matemática e nestas tiver obtido nível 2.
A não realização de uma das provas de exame nacional
implica, automaticamente, a não aprovação do aluno no 9º
ano de escolaridade.
No 3.º ciclo do ensino básico regular o aluno progride e
obtém a menção de Aprovado desde que não se encontre
numa das seguintes situações:
a) Tenha obtido classificação inferior a 3 simultaneamente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática;
b) Tenha obtido classificação inferior a 3 em três disciplinas, ou em duas disciplinas e a menção de Não Satisfaz
na área de projecto.
Exames do Ensino Secundário
Os exames dos cursos científico-humanísticos instituídos pelo Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de Março, com as
alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 24/2006, de 6
de Fevereiro, revestem duas modalidades:
a) Exames finais de âmbito nacional na disciplina de
Português da componente de formação geral, na disciplina trienal e nas duas disciplinas bienais da componente de
formação específica, a realizar obrigatoriamente no ano
terminal das mesmas;
b) Provas de equivalência à frequência nas restantes
disciplinas e área não disciplinar não sujeitas ao regime de
exame final nacional, a realizar obrigatoriamente no ano
terminal das mesmas.
As provas do 12º ano das disciplinas trienais dos cursos
científico humanísticos incidem sobre o programa do 12°
ano. As provas das disciplinas bienais dos cursos científicohumanísticos incidem sobre as aprendizagens correspondentes à totalidade dos anos de escolaridade em que a
disciplina é leccionada.
A terminar recomendamos a consulta imprescindível e
a leitura atenta de duas páginas disponíveis na Internet.
No GAVE (www.gave.min-edu.pt) encontram importantes informações sobre provas de exame. Aí são, disponibilizados, à medida que se vão realizando, os enunciados
das provas e respectivos critérios de classificação dos exames do ensino básico e secundário.
Na página da Direcção-Geral do Ensino Superior (www.
dges.mctes.pt) é fornecida toda a informação necessária
para preparar o acesso universitário, assim como a oferta
formativa e os cursos do Ensino Público e Privado. O Secretariado de Exames
A realidade do Natal ou Nascimento do Filho de Deus não nos mostra
apenas o Jesus que veio, mas, muito mais do que isso, mostra-nos o Jesus que
está connosco. O mistério foi afirmado por Ele mesmo: “Eu estarei convosco
todos os dias até ao fim dos tempos”.
Jesus, de condição divina – Segunda Pessoa da Santíssima Trindade –, assumiu, pela Encarnação no seio de Nossa Senhora, outra natureza, a humana, com todas as suas consequências, excepto o pecado. Assim, Ele, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, cresceu como nós crescemos, tornou-Se adulto
como nós nos tornamos.
E foi na Sua idade adulta que pregou, ensinou, fez milagres e afirmações
que mais ninguém tinha feito ou pôde fazer. E uma delas foi precisamente
aquela que nos foi transmitida através do Evangelho segundo S. Mateus: “Eu
estarei convosco todos os dias, até ao fim dos tempos”.
A nossa natureza humana é demasiado pobre para compreender todo o
mistério que envolve a vida de Jesus. Por mais que queiramos, não somos
capazes de compreender, mas fazemos os possíveis para viver com Ele e merecer que Ele viva connosco. É que não nos podemos limitar a uma presença
qualquer. Devemos procurar uma presença viva e actuante, de modo a ser
testemunhas da Sua presença.
Se nos contentamos com uma simples presença, corremos o risco de, ao
fim de um certo tempo, já não darmos a razão dessa presença, que nunca foi
consciencializada, personalizada, ficando para sempre adultos no corpo, mas infantis na Fé. Ora, para
termos Jesus connosco precisamos da força de uma fé
adulta, amadurecida, que passe todos os dias por um
contacto com Ele.
Por exemplo, quantos são os cristãos que já leram
um bom livro sobre Jesus? Quantos foram os que leAntónio Vieira
ram aquele livro que o Papa escreveu e nos deu com
o título “Jesus de Nazaré”? Uns queixaram-se da sua
densidade e não chegaram ao fim; outros nem o adquiriram; outros talvez fizessem dele um livro de estante, mas ainda não saiu de lá.
[...]a palavra da
Mas há mais e talvez não conseguíssemos lê-los toSagrada Escritura, dos. Porém, um cristão que se preza de o ser não pode
deixar de ter lido ou ler ainda um bom livro sobre
Jesus, partindo da leitura dos Evangelhos, continuana nossa Oração,
do pelo livro dos Actos dos Apóstolos, das Cartas de S.
os Sacramentos
Paulo e dos outros Apóstolos. Depois, podemos continuar com outros livros.
e a Comunidade
É muito conhecida a afirmação de João Paulo II
sobre os quatro pilares da vida cristã: a palavra da
onde temos de
Sagrada Escritura, a nossa Oração, os Sacramentos e
a Comunidade onde temos de viver a nossa fé. Se tiviver a nossa fé.
véssemos consciência disso, Jesus não era apenas do
Natal, da Páscoa e da festa da terra. Era o Jesus que
Se tivéssemos
está connosco todos os dias, sabendo que Ele nos garante essa presença, mais ainda, que Ele nunca nos
consciência disso,
abandona. Nós é que podemos abandoná-lo a Ele.
Jesus não era
Esquecê-Lo é uma das grandes faltas do cristão.
Cristão é o que quer viver a sua vida religiosa a parapenas do Natal,
tir de Jesus Cristo, distintivo e lema que nos envolve
e compromete numa vida diferente da dos que não
da Páscoa e da
querem viver a partir d’Ele. Outra falta é a daqueles
festa da terra. Era que, tendo-O conhecido, d’Ele se afastaram, passaram
a discuti-Lo, embora o afirmem. Pior quando passam
a negá-Lo para abafar o grito da sua consciência e se
o Jesus que está
desculparem de não viverem a partir d’Ele.
Há uma expressão muito simples, mas muito forconnosco [...]
te, repetida por Jesus Cristo e comunicada por S. João:
Eu Sou. Bento XVI refere-se a ela no fim do seu livro e cita-nos o texto e o
contexto em que essa expressão foi dita. Afirmação solene, em momentos
solenes, da qual nunca volta atrás, uma característica muito importante da
vida e da personalidade de Jesus. O Papa chega a dizer que “a raiz-espiritual
dessa expressão não deve ser procurada num lugar qualquer, mas no mundo
familiar a Jesus – no Antigo Testamento e no Judaísmo em que Ele vivia”.
Relacionando tal expressão (Eu sou) com a palavra do Antigo Testamento, com que se designava o nome de Deus (IAVE), diz o Papa: “É suficiente
recordar que este Deus se define simplesmente: “Eu Sou”. Ele simplesmente
É. Naturalmente isto significa que Ele está sempre presente com os homens,
ontem, hoje, amanhã tornando-se o “Eu sou” mais enérgico e também mais
claro, embora o mistério permaneça”.
Se o povo do Antigo Testamento aprendeu essa fórmula, então “aprendeu
também a compreender plenamente a diferença e a novidade do seu Deus”,
essencialmente infinito, eterno, omnisciente, omnipotente, única razão absoluta de tudo quanto existe.
Quando Jesus diz “Eu Sou, assume toda essa história e aplica-a a Si mesmo”, no mistério da Cruz, no mistério da Palavra, no mistério dos Sacramentos, no mistério da Comunidade. Podemos aprendê-lo ao longo do Ano Litúrgico e de todos os anos litúrgicos que possamos viver;
Também nós podemos compreender a diferença e a novidade do nosso
Jesus, o que é e está sempre connosco.
Celebremos, pois, condignamente, o Nascimento do Filho de Deus, o Verbo Encarnado, que, destruindo o pecado pelo sacrifício de Si mesmo, redimiu
a Humanidade e recria uma nova, marcada pelo Sacramento do Baptismo,
que, vivido e testemunhado conscientemente, nos torna seus discípulos e irmãos e filhos de Deus, como Ele.
Um Santo e Feliz Natal.
4
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
10 de Julho de 2009
Jantar comemorativo dos 40 anos do Colégio
O ano lectivo de 2008-2009 será lembrado pela comemoração dos 40 anos de existência do Colégio. Muitas foram as
iniciativas de parabéns levadas a cabo pela comunidade escolar, tendo-se fechado com “chave de ouro” esse ciclo de comemorações com a realização do “Jantar de Gala dos 40 Anos”.
Este jantar festivo teve lugar nas instalações do novo refeitório do Colégio e reuniu um alargado número de pessoas,
desde professores a antigos alunos e encarregados de educação.
Foi um momento de grande emoção para todos quantos estiveram presentes, tendo, mais uma vez, sido reforçado o
sentimento de pertença a esta comunidade tão especial.
jantar comemorativo dos 40 amos do Colégio
EXTERIOR a Orquestra foi responsável pela animação que acolheu os convidados.
CANTINA a boa disposição foi prese
nça constante no jantar.
5
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
Antigos alunos do Colégio
distinguem-se na vida activa
Os notáveis IX
Amaro Sousa e Carlos Azevedo estudaram vários
anos no Colégio de Lamas e, posto isto, empreenderam carreiras de reputado mérito nas áreas da
Engenharia e Direito, respectivamente. Pelas razões
Percurso no
Habilitações Literárias
Colégio
Amaro Fernandes de
Sousa
Professor Auxiliar da
Universidade de Aveiro
e Membro Investigador
do Instituto de
Telecomunicações
enunciadas, passam a integrar o rol de destacados
antigos alunos deste estabelecimento de ensino.
Professor Gautier de Oliveira
Percurso Profissional
5º ao 12º ano • Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações
pela Universidade de Aveiro
• Mestrado em Engenharia de Telecomunicações pela University College of
North Wales, Reino Unido
• Doutoramento em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Aveiro
5º ao 11º ano • Licenciatura em Direito, no Ramo de
Ciências Jurídico-Económicas, pela
Faculdade de Direito da
Universidade Católica Portuguesa
Juiz de Direito no Círculo
(Porto)
Judicial de Santa
Maria da Feira
Carlos Alberto Casas
Azevedo
•Foi monitor no Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro
•Foi bolseiro de investigação científica na University College of NorthWales, Reino
Unido e na Universidade de Aveiro
•Foi assistente no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática
da Universidade de Aveiro
•É professor no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da
Universidade de Aveiro
•É membro investigador do Instituto de Telecomunicações, pólo de Aveiro,
desde a sua fundação, em 1993
•Foi secretário da APIFER- Associação Portuguesa dos Industriais de Ferragens
•Realizou o Estágio Profissional da Magistratura Judicial no Tribunal Judicial de Ovar
• Exerceu as funções de juiz nos Tribunais de Ovar, Murça e Sabrosa, Cíveis de Lisboa,
Família e Menores de Vila Franca de Xira, Círculo Judicial da Guarda, Arouca, Estarreja
e S. J. da Madeira
•Foi, por inerência, presidente dos Tribunais de Murça, Sabrosa, Arouca, Estarreja e S.
J. da Madeira.
Educar para a paz na escola
Paz é o desejo do ser humano em estar bem
consigo mesmo, é a aspiração de uma sociedade
reconciliada, é a ausência de guerra. Podemos
dividir a paz em dois tipos: a paz exterior e a paz
interior.
A paz exterior costuma ser entendida como
ausência de conflitos, mas deve ser vista também
como a criação de espaços de concórdia.
A paz espiritual – paz interior – significa calma,
sossego, tranquilidade. A calma não pode ser aqui
entendida no sentido negativo da indolência ou
da apatia, mas no sentido da aceitação serena de
diferentes acontecimentos, mesmo aqueles que
têm uma carga elevada de adversidade. É uma atitude mansa e doce que caminha unida com grande elevação e firmeza de espírito, que nos leva a
ver sempre o lado bom das coisas e a confiar na
bondade do próximo. Um ser humano manso é
confiante, mas não necessariamente ingénuo; é
bondoso, mas não fraco.
Só podemos educar para a paz quando estiver-
mos pacificados interiormente, quando dialogarmos com sinceridade, quando rejeitarmos toda e
qualquer injustiça, quando lutarmos pela verdade e
pela justiça, quando vivermos a verdade e a justiça;
porque a paz não é uma coisa pronta, é um contínuo fazer, é obra da justiça e do amor.
O processo educativo para a paz pode começar
por pequenos passos: aceitar a si mesmo, uma reconciliação, um perdão, uma confissão, uma aproximação carinhosa, uma palavra, um diálogo, uma denúncia construtiva, uma luta corajosa. Mais vale um
gesto pacífico, do que muitos discursos sobre a paz.
Vale a pena recordar aqui o seguinte pensamento
de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o
grito dos maus, é o silêncio dos bons”.
Educar para a paz significa incutir nos alunos
a necessidade de se envolverem na construção
de uma sociedade justa, tolerante, livre e solidária. Não basta esclarecer ideias e propor valores, é
urgente e necessária uma intervenção construtiva
e responsável, é necessário retirar os alunos da
passividade. Desejar a paz não pode ficar apenas
pelo lamento de acontecimentos violentos que
ocorrem à nossa volta. Tem de haver uma atitude
pró-activa da parte de quem deseja a paz.
A educação para a paz precisa de ser concebida a todo instante como um processo de desenvolvimento da personalidade, contínuo e permanente, inspirado numa forma positiva de aprender
a viver consigo mesmo e com os demais, em ambientes de não-violência e de criação de espaços
de respeito e harmonia. É, consequentemente,
uma educação para a construção de uma ética
pessoal e social de convivência baseada na cultura da tolerância e do respeito mútuo.
A educação para a paz implica questionar e
rejeitar conscientemente aqueles valores que a
agridem, como é o caso, por exemplo, da falta de
solidariedade, da discriminação, do conformismo,
do individualismo e da injustiça.
Em todos os programas de educação para a
paz devem ser estabelecidos dois tópicos básicos
de reflexão e acção: em primeiro lugar, a educação na não violência e na criação de estruturas e
situações de justiça, tanto no plano das vivências
pessoais como no das relações sociais de projecção universal; em segundo lugar, a educação na
resolução positiva, dialogada e harmoniosa dos
conflitos, buscando formas criativas para resolvêlos e soluções que considerem o respeito do ser
humano e, muito especialmente, a dignidade e os
direitos dos mais desfavorecidos.
A educação para a convivência, para a tolerância e o respeito, para a compreensão dos colegas
e para os direitos humanos são temáticas intimamente relacionadas com os dois tópicos de reflexão acima propostos e que devem ser abordadas
de forma concreta, exigindo dos alunos acções
concretas.
Na escola, a educação para o valor da paz implica, necessariamente, uma profunda mudança nas
relações que se estabelecem no dia-a-dia, dentro e
fora da sala de aula, pois essas relações muitas vezes têm carácter negativo em função da dinâmica
escolar que propicia a competitividade, o individualismo e a discriminação. José Maria Samuco
Concurso de postal de natal 2009
JORNAL DO COLÉGIO LICEAL DE SANTA MARIA DE LAMAS
TRIMESTRAL . ANO XIV
SETEMBRO | OUTUBRO | NOVEMBRO | DEZEMBRO 2009
www.colegiodelamas.com
Rua do Colégio - Apartado 107
[email protected]
4536-904 Sta Maria de Lamas
Director: Joana Vieira
Editor: Luis Filipe Aguiar
Design e Paginação: Daniel Pedrosa
NOTA: os artigos assinados são da responsabilidade dos autores.
2.º lugar Joana Bernardo, 12.º B
3.º lugar Ana Ramalho, 12.º B
Colaboram nesta Edição:
Textos de: Rita Beleza - 11ºB, Clube da Saúde, Ana Oliveira - 7ºJ, António Pedrosa -7ºJ, Ana Ferreira - 10º D, Liliana Assunção
- 10º D, Fabiana Oliveira - 12ºCD, Juliana Pinto - 12º B, Joana Reis da Silva - 10ºA5, Inês Lopo - 10ºA5, Fabiana Teixeira - 10ºA5,
Tiago Oliveira - 10º A5, Fabiana Teixeira - 10ºA5, João Pedro Guedes - 7º, Raquel Santos - 7º, Maria André - 7º, Fabiana Relvas - 7º, Sara Belinha - 7º, Tiago Teixeira 7º, Estephany Adelaide - 7º, João Barros Baptista 7º e Gustavo Monteiro - 10º A5.
Professores António Joaquim Vieira, Joana Vieira, Daniel Pedrosa, Margarida Coelho, Hernâni Mendes, Gautier de Oliveira,
Secretariado de Exames, José Maria Samuco, Fernando Vicente e Alexandra Salomé, José Eduardo Pascoal, Susana Ferreira
(Conservadora do Museu de Santa Maria de Lamas), Mário César Correia, João Sousa, Fátima Janeiro e Mª João Rodrigues,
Paulo Costa, Pedro Almeida, Jorge Santiago Alves, Fernando Correia, Manuel Jasmim, Orlando Sá Couto e Luís Filipe Ferreira.
Fotografias de: Rafael Santos, Leandro Barroso, professores Luis Filipe Aguiar, Nuno Vieira, Margarida Coelho, Daniel Pedrosa, Fernando Vicente.
ficha técnica
Entrega do prémio e do certificado ao José Nogueira do 12.º B, pelo
Professor Arq. Adalberto. O Postal de Natal tem uma edição limitada
1.º PRÉMIO José Nogueira, 12.º B
e pode ser adquirido na papelaria do Colégio.
6
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
Salas de Convívio
O novo edifício escolar que é conhecido por bloco V está já em pleno funcionamento desde o início do
ano lectivo e contempla refeitório, cozinha, salas de aulas e gabinetes, balneários e salões de convívio. Estes
últimos chamam especialmente a atenção da comunidade escolar porque no Colégio não existia, ainda,
um espaço com estas características. Trata-se de um amplo espaço de lazer distribuído por dois pisos, em
que é possível a alunos passarem algum do seu tempo livre de uma forma mais agradável e em convívio.
Sala de convívio a nova sala, integrada no novo bloco V, tem vindo a ser muito utilizada pelos alunos...
ENCONTRO MUSICAL E SOLIDÁRIO DE GERAÇÕES
“Age apartir de ti”
Durante a primeira semana de Novembro, os alunos do Secundário do nosso Colégio usufruíram, de uma forma diferente, da presença
especial de algumas pessoas, presbíteros e leigos, cuja vida colocam,
de uma forma simples e radical, ao serviço do outro, principalmente
daquele que mais necessita. Na verdade, esta forma de vida esteve
bem patente dos diversos momentos da actividade proposta.
Assim, esta actividade constou de três momentos distintos:
num primeiro, os alunos foram
convidados a observar e a trabalhar, sobre imagens de alguns
painéis, segundo questões previamente preparadas, após o que se
seguia um momento de partilha;
o segundo momento consistiu na
visualização de um filme onde se
salientavam experiências concretas: com sem-abrigo, em África,
e em momentos de emergência,
sobretudo em catástrofes naturais.
De facto, as doze imagens retratadas não são pinturas imaginadas
por alguém; elas são a consequência imediata de realidades existentes neste nosso mundo: pobreza,
desespero, guerra, degradação,…
Contudo, sem nos determos somente na imagem, pudemos ver,
nestas mesmas imagens, outras
realidades também existentes:
a partilha, a simplicidade de um
sorriso, a luz do conhecimento,…
Numa perspectiva geral, e pelas
partilhas transmitidas, é oportuno
afirmar que os nossos alunos estão abertos a novas descobertas
e sensíveis a realidades existentes
à sua volta, mas que, fruto de uma
sociedade convenientemente materialista, não se vão dando conta
dos inúmeros problemas, quer ao
nível material ou espiritual.
“Os missionários da Boa
Nova são um grupo que ajuda
aqueles que mais precisam. Neste momento, estão a desenvolver um novo projecto chamado
«AGE(NDA) – age apartir de ti»
que abrange duas vertentes essenciais: «AGE», cujo objectivo
consiste em nos incentivar a ajudar os outros e «NDA», onde procuram demonstrar que cada um
deve construir o seu percurso e
agir por si próprio (ADN).
Num primeiro momento, a
pobreza no Mundo foi o aspecto
mais discutido, sendo a observação de imagens e a sua interpretação a base para o trabalho de
grupo que desenvolvemos. Num
segundo momento, «Quem somos? Para onde caminhamos?
Onde mora a felicidade?» assim
como a importância da diferença que cada voluntário pode
fazer na vida dos outros foram
questões que geraram um debate bastante enriquecedor. A presença destas pessoas trouxe-nos
uma nova forma de encararmos
o voluntariado, agindo a partir
de nós, tal como está escrito na
pulseira que nos foi oferecida.
Rita Beleza, 11ºB e Professor Jorge Santiago Alves
SEMANA DE 9 A 13 DE NOVEMBRO
Visita dos missionários passionistas
No passado dia treze de Novembro, na aula
de Educação Moral e Religiosa Católica, vivemos
a experiência de conhecer dois Missionários Passionistas. Esta actividade contou com a presença
de todas as turmas de sétimo ano, bem como as
turmas do segundo ciclo.
Fomos acompanhados pela nossa Professora,
Dra. Daniela Rodrigues. A nós, juntou-se, também,
uma turma do quinto ano, orientada pelo professor Cândido Ribas.
Quando chegámos ao pequeno auditório,
conhecemos a Irmã Luísa e o Padre Nuno, ambos
missionários.
Depois de se apresentarem, o Pe. Nuno desafiou-nos com uma canção que acompanhou com
a guitarra… Ah, não podemos esquecer os gestos
que acompanharam o ritmo da alegre melodia…
De seguida, a irmã Luísa falou-nos um pouco
da sua vida: a razão pela qual decidiu dedicar a
sua vida a Deus e os projectos que tem para o futuro, nomeadamente com as crianças que ajuda a
crescer…
O Pe. Nuno tomou a palavra e falou da sua
missão em Angola. Apresentou-nos um pequeno
filme, com imagens retiradas com a sua própria
máquina fotográfica.
É sempre diferente observar a vida em Angola
através de testemunhos reais e saber que o que
nos mostram é a realidade: as Igrejas com tecto
de palha; as escolas ao ar livre, sem cadeiras nem
cobertos, condicionadas ao estado do tempo; a
água imprópria para consumo; a roupa em más
condições; os brinquedos…
Tudo isto fez-nos reflectir: a vida que temos
parece-nos insuficiente, mas do outro lado do
mundo, existem vidas que rezam e acreditam e
que vivem com um sorriso na face…
Gostámos muito desta visita, que nos cativou
e nos tocou profundamente… e no nosso caso,
alterou a nossa maneira de pensar… Ana Oliveira
e António Pedrosa, 7ºJ
Professor Daniel Pedrosa
O valor do voluntariado:
Todos os anos, a 1 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Música e o Dia Internacional do Idoso. Para celebrar, de uma forma diferente, estas datas tão significativas, a
turma do 10ºD, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, decidiu visitar, nesse dia, a Associação de Bem-Estar de Santa Maria de Lamas.
A nossa visita foi bem preparada, pois
quisemos que o nosso encontro fosse especial. Preparámos um cesto com fruta, por ser
um tipo de alimento saudável e por simbolizar, também, a vida juvenil que cresce em
nós. Cada um de nós escolheu um tipo de
fruto para que o cesto fosse bem variado.
Escolhemos, também, algumas canções e
ensaiámo-las antes de ir para o lar de idosos.
A expectativa era grande e sentíamos, até,
um nervoso miudinho. Chegámos e eles
estavam sentados à volta da sua sala de estar. Cumprimentámo-los e, imediatamente,
se criou empatia e amizade. A alegria deles
sentiu-se logo. O ambiente estava cheio de
felicidade e os seus rostos soltaram sorrisos e
até algumas lágrimas.
Sentámo-nos no chão, por entre os
idosos e oferecemos-lhes o cesto de fruta e
um ramo de flores, que simbolicamente foi
entregue à senhora mais idosa do lar, a D.
Auxilia, com 94 anos de idade.
Esta senhora era o verdadeiro exemplo
de quem luta, e via-se no seu olhar a vontade de viver, pois não vale a pena desistir
apesar das dificuldades e problemas da vida
e vale a pena por saber que ainda há pessoas que gostam dela e que com ela querem
conviver.
De seguida, cantámos algumas canções
ao som da guitarra do professor Paulo Costa.
Eram músicas populares e, também, algumas melodias actuais que nós gostamos de
ouvir e cantar. Os nossos amigos, com uma
abertura e jovialidade fora de série, acom-
panharam-nos em algumas das canções.
A Joana Maia preparou e interpretou, em
flauta transversal, algumas músicas clássicas
e outras mais populares. Os idosos ficaram
encantados com a doçura e o talento da
nossa colega.
Depois, foi a vez das estrelas da casa brilharem. Duas senhoras e um senhor ofereceram-se para cantar algumas músicas da
sua época. Entre as duas senhoras notavase uma engraçada rivalidade, pois ambas
queriam impressionar tão ilustre público
jovem, mostrando o seu inegável talento
vocal e interpretativo. Depois destas actuações efusivamente aplaudidas por todos, e
porque o tempo disponível estava a esgotarse, nós e os nossos amigos da casa pusemonos de pé, demos as mãos e fizemos uma
roda bem curiosa. A juventude entrelaçada
com a velhice. A intimidade saudável de várias gerações. O encontro de múltiplas formas
de viver e pensar. O professor dinamizou um
jogo musical, com gestos e sons esquisitos e
engraçados. As gargalhadas e a boa disposição transbordaram. Infelizmente, nem todos
os nossos amigos puderam participar devido
a problemas físicos. Chegara, finalmente, a
hora da despedida! Na verdade, ninguém
queria que nos despedíssemos. Com agradecimentos, beijinhos, abraços e muitas
palavras queridas, disseram-nos um “até
breve” e nós afirmámos que gostaríamos
de regressar, um dia.
A sensação com que todos saímos dali
foi a de que nós é que tínhamos que lhes
agradecer, pois foi uma manhã em que
muito aprendemos e vivemos com eles.
Demos-lhes algumas coisas, mas, sobretudo, demo-nos a nós mesmos e não há
maior felicidade do que isso.
Muito obrigado a eles por termos vivido uma experiência fantástica de alegria e
solidariedade, de braço dado com a música. Ana Ferreira e Liliana Assunção, 10º D
7
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
Club de Français
Recriação da Civilização Francesa no Colégio
O Club de Français, pelo terceiro ano consecutivo sob a nossa supervisão, tem em vista desenvolver um conjunto de actividades,
ao longo do ano lectivo, a que dá o nome de “Mergulho Virtual na Cultura e Civilização Francesa”.
Este “mergulho virtual” tem proporcionado, desde Outubro,
aos dois grupos de alunos que frequentam o Clube, às terças e
sextas-feiras, mediante um trabalho consciente, um conjunto
de actividades lúdicas que lhes tem permitido, em simultâneo,
melhorar as suas competências específicas da disciplina de
Francês (sobretudo a oralidade) e obter um maior conhecimento sobre aspectos da civilização e cultura francesas.
Assim, neste primeiro período, a identidade francesa foi
interiorizada, através do estudo do Hino Nacional da França
– La Marseillaise -, que os alunos aprenderam, com entusiasmo, a entoar, e cuja letra compararam com a de “A Portuguesa
(Hino Nacional do nosso país), sobretudo tendo em conta a
semelhança que existe entre alguns versos das duas composições: “Aux armes, citoyens” (no Hino Francês), “Às armas, às
armas” (no Hino Nacional), e também “Marchons, marchons”
(La Marseillaise), “Marchar, marchar” (A Portuguesa).
Já na parte final do período, os alunos aprenderam – e
cantaram – algumas canções de Natal (dada a proximidade
da quadra) em que se apela à generosidade das pessoas, nomeadamente no que à realidade dos Sans Domicile Fixe (os
Sem-Abrigo) diz respeito.
Para terminar, o Club de Français formula votos de um
Santo e Feliz Natal a todos os leitores do Entrelinhas. Professores Fernando Correia e Manuel Jasmim
Clube da Saúde
O Clube da Saúde pretende, ao longo deste ano lectivo, contribuir para a assimilação de um conjunto de hábitos e comportamentos pessoais, junto da comunidade educativa, dirigidos
ao desenvolvimento de competências de relacionamento harmonioso do corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e
interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida.
O Clube da Saúde é constituído por alunos do Segundo
Ciclo e do Secundário, que trabalham em áreas de intervenção
diferentes. Os alunos do quinto ano estão a desenvolver actividades associadas ao tema “Saúde e Higiene Pessoal”, que poderão passar por elaboração de panfletos informativos, cartazes,
pequenos vídeos e rastreios, enquanto os mais velhos começaram por planificar as actividades que gostariam de ver desenvolvidas durante este ano. Assim, surgiram propostas como um
concurso para o logótipo do clube, um curso de socorrismo, a
elaboração de cartões de sócio, a realização de rastreios, a orga-
nização de campanhas alusivas a dias nacionais de prevenção
da saúde, entre outras actividades.
Até agora, o grupo desenvolveu e dinamizou uma campanha como forma de chamar à atenção para o dia nacional da
prevenção do cancro da mama, que ocorreu a 30 de Outubro,
com a entrega de laços cor de rosa aos elementos da comunidade escolar. Esta primeira actividade foi muito bem acolhida,
pois a procura de laços foi superior às expectativas.
Esperamos que todos continuem a apreciar e a colaborar
com o nosso trabalho. O Clube da Saúde - 2009/2010
geoclube
Novos candidatos a geógrafos integram o Geoclube
O GEOCLUBE – Clube de Geografia do Colégio, que já vai no terceiro ano de funcionamento, recrutou novos membros em 2009/2010. Os candidatos a Geógrafos integram três grupos
orientados, respectivamente, pelos seguintes professores:
Grupo II – Professor: Carlos Filipe Almeida / Alunos: 7º H – Américo, Nelson, Rúben, Tiago, Vasco; 7º B –Bárbara, Beatriz, Daniela, Diana Ferreira,
Joel, Mariana Duarte, Micael, Nelson, Tiago.
Grupo III – Professora: Margarida Castro /
Alunos: 6º B – Ana Filipa, Nuno Miguel, João
Paulo, Catarina, Luís Miguel, Bruna Filipa, Filipa, Inês Lopes ; 6º J - Rui
atelier de fotografia
No passado mês de Março, o atelier de fotografia do Colégio de Lamas participou em
mais uma edição do Concurso de Inovação
e Criatividade. Promovido pela Câmara Municipal, este concurso procura incentivar
diferentes talentos e promover o espírito
competitivo dos jovens em diversas áreas
de estudo, designadamente: artes visuais,
ciência e tecnologia.
Pela segunda vez consecutiva o atelier de
fotografia do Colégio venceu o primeiro prémio para o ensino secundário. As imagens aqui
apresentadas são o trabalho dos alunos do ate-
Ao longo do primeiro período lectivo, o GEOCLUBE propôs-se realizar algumas actividades
relacionadas com a Geografia, tais como:
- a comemoração do “Dia Internacional da
Erradicação da Pobreza” - 17 de Outubro. No
âmbito do valor do Colégio – Responsabilidade Social - foram realizados inquéritos aos
professores que, posteriormente, foram tratados estatisticamente com vista à elaboração
de gráficos. Esta informação foi exposta num
Painel Temático colocado no Átrio de acesso
à Reprografia/Bar principal.
- a construção de Globos e Rosas-dos-Ventos
em papel e cartolinas.
lier levado a concurso. A abordagem e técnicas
foram deixadas à consideração dos alunos. Em
http://atelierdefotografia.wordpress.com, site
do atelier encontram todas as imagens e a do
Diogo Pinto, vencedor do prémio. Professor
Daniel Pedrosa
- a comemoração do “Dia Internacional das
Montanhas - 11 de Dezembro, com a elaboração de um trabalho de investigação sobre
as Cadeias Montanhosas mundiais, apresentado à Comunidade Escolar em formato Power-Point e Painel Temático.
Encontram-se actualmente em curso outros trabalhos lúdico-didácticos, que envolvem o desenvolvimento de conhecimentos e
competências geográficas.
Saudações Geográficas e nunca percam o
“Norte”! Professor José Eduardo Pascoal
Uma imagem, mil palavras
Anthony Suau
Galeria do Bar acolheu a exposição.
Foto vencedora do World Press Photo 2009
A fotografia que mostra a grave crise económica que atingiu os EUA e
o mundo, na fotografia vencedora
pode-se ver um polícia a revistar
uma casa, que terá sido abandonada por uma família que por não ter
pago a hipoteca. A “força desta fotografia está nas suas contradições.
Tem um duplo sentido. Parece uma
fotografia clássica de um conflito,
mas é apenas o despejo de pessoas
de uma casa. Actualmente, a guerra
no seu sentido clássico está a chegar
à casa das pessoas porque elas não
conseguem.” grupo creARTE
clubes
Grupo I – Professor: José Eduardo Pascoal /
Alunos: 8º F - Ana Queirós, Irina Silva, Diogo
Rocha, Patrícia Alves; 9º I - Hugo Rodrigues,
Fernando Ferreira; 9º J - Ricardo Santos.
8
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
Responsabilidade Social
“Queres ser pirilampo?”
“Pior do que querer fazer e não poder, é poder fazer e não querer!”
Hoje vivi mais! Fui pirilampo com outros pirilampos!
Fui capaz de chamar a tua atenção, não para mim, mas para
os outros, que clamam, com vozes enrouquecidas, por auxílio.
Hoje cresci mais enquanto pessoa, pois sofri com quem sofre
e ri com quem fiz feliz!
Hoje tu és feliz? Se não és, sê tu também pirilampo! 12º CD
No âmbito do valor em reflexão este ano lectivo, “Responsabilidade Social”, os alunos de Psicologia B, do décimo
segundo ano, turma CD, leccionada pelo Dr. Américo Couto,
tendo ingressado na vertente do voluntariado, decidiram fazer uma exposição com centenas de pirilampos mágicos, de
várias cores, a fim de sensibilizar a comunidade escolar para o
valor da solidariedade e do voluntariado.
Com a colaboração de todos os alunos, conseguimos colar
todos os pirilampos, previamente recortados, durante os noventa minutos da aula do dia 29 de Outubro, pelo que o placard
ficou imediatamente exposto à entrada da secretaria. Neste dia,
sentíamo-nos quase como os pirilampos que estávamos a expor, na medida em que não parávamos em lado algum, estando sempre em grande agitação e euforia, desejosos que o nosso objectivo fosse bem sucedido. São inúmeros os pirilampos
patentes neste placard, contudo, cada um é importante, cada
um é diferente e cada um representa o nosso esforço.
Decidimos retratar o Pirilampo Mágico visto ser um dos
maiores, senão o maior símbolo de solidariedade social em
Portugal, e por ser conhecido de toda a gente.
Esperamos, deste modo, fazer com que a mensagem passe
por todos e sensibilize para a ideia de que o trabalho voluntário, mais do que um direito, deveria ser um dever de qualquer
cidadão! Fabiana Oliveira, 12ºCD
em visita de estudo À Gulbenkian e Arte Lisboa
tribuna de história
projectos na área
No passado dia 20 de Novembro, os alunos da turma B do 12º ano do nosso Colégio foram visitar a 9º edição da Arte Lisboa que se realizou na FIL, entre os dias 18 e
23 de Novembro. Esta feira de arte contemporânea, com vista para o Tejo, dedica-se a
mostrar ao público interessado artistas emergentes e consolidados quer a nível nacional, quer internacional. Esta feira contou com a colaboração de quase 70 galerias provenientes de Portugal, Espanha, Hungria, Coreia e Cuba e ainda com obras de grandes
artistas como Picasso, Nadir Afonso, Almada Negreiros...
Os alunos puderam ainda visitar o
Centro de Arte Moderna da Fundação
Calouste Gulbenkian, o primeiro espaço
de exposição permanente de arte moderna e contemporânea existente em
Portugal. No CAM tivemos a oportunidade de observar os magnificos jardins
existentes e ainda duas grandes exposi-
ções temporárias: Jesper Just e Anos 70
- Atravessar Fronteiras.
Esta visita de estudo foi organizada
no âmbito da disciplina de Área Projecto
pelo grupo Arte Para Todos, do Projecto
VIV’ARTE, com a colaboração da Professora Margarida Coelho e da Professora Olinda Coelho. Juliana Pinto, grupo vivarte
No primeiro sábado de cada mês, a
arte vive no Porto, mais precisamente na
Rua Miguel Bombarda. Dia 7 de Novembro não foi excepção e alguns dos alunos
do 12º ano de Artes, no âmbito do Projecto VIV’ARTE desenvolvido na disciplina de
Área Projecto, participaram activamente
neste evento: BOMBARTE 06. Enquanto se
preparava a rua e as gentes, nós explorá-
vamos a galeria Arthobler: conhecíamos
todos os intervenientes deste processo
(desde a directora da galeria ao artista em
questão) e participávamos na montagem.
Marcámos a nossa presença na inauguração e tivemos ainda a oportunidade de visitar as outras galerias, que enchem uma rua
de originalidade e excentricidade. Não percam a próxima! Juliana Pinto, grupo viv’arte
A Responsabilidade Social, valor primo
do presente ano lectivo, deve manifestar-se
em toda a amplitude da acção humana, num
movimento de si para si, pelo que é de fundamental importância preservarmos, através
de espaços para tal, a nossa memória colectiva, cristalizada nas mais diversas formas de
expressão e nos mais variados tipos de materialização da vontade e da acção humanas.
E porquê? Porquê esta responsabilidade
de nós, Humanidade, preservarmos o nosso
passado? Talvez porque os caminhos que já
conhecemos nos permitam tomar a opção
certa na próxima encruzilhada com que nos
depararmos… “de si para si”!
Por isso, os museus, bastiões da nossa
identidade, comportam, para além do simples usufruto estético ou do relato histórico,
os mapas que nos devem guiar no longo devir dos tempos. O lembrar para cuidar é, portanto, um desafio ao bem-estar da humanidade. E todos somos responsáveis!
Se assim o pensou, Solomon Robert Gu-
ggenheim, melhor o fez! Deparando-se com
o desafio de, num único espaço, expor a evolução da produção artística desde os alvores
da modernidade, através de um espólio de
duzentos anos recolhido por si e pela sua sobrinha, Peggy Guggenheim, encontrou um
arquitecto, também ele arrojado, que fez evoluir a concepção do “espaço-museu”, acompanhando a evolução do paradigma “arte”.
Da acção conjunta de Solomon Guggenheim e Frank Lloyd Right nasceria o Museu
Guggenheim, em Manhattan, Nova Iorque,
propriedade da Fundação Solomon Robert
Guggenheim. Este edifício, cuja construção se
processou entre 1956 e 1959, enquadra-se na
arquitectura funcional orgânica, já que os seus
volumes, reduzidos a formas geométricas puras, são dispostos imitando o crescimento dos
organismos vivos através da metáfora evidenciada pelo efeito plástico da sobreposição de
planos, em que os pisos flutuam sobre si.
Recentemente, numa política de expansão da Fundação e de protecção à cultura,
foram criados o Museu Guggenheim de Bilbao, o Guggenheim Hermitage Museum,
em Las Vegas, o Deutsche Guggenheim, em
Berlim, e a Colecção Peggy Guggenheim, em
Veneza, estando já concluída a construção de
um novo pólo em Abu Dhabi, que é o maior
museu da fundação americana, projectado
pelo arquitecto Frank Gehry (que apresentara
também para o Parque Mayer, em Lisboa, um
projecto.).
Nas próximas edições do Entrelinhas, continuaremos a divulgar os frutos da responsabilidade sócio-cultural de homens como Solomon. (Exposições: www.guggenheim.org/
new-york/calendar-and-events)
9
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
100 alunos do Colégio em Inglaterra
No dia um do passado mês de Julho, o aeroporto “Francisco Sá Carneiro” foi invadido por uma “gigantesca nuvem verde-alface” carregada de muito
entusiasmo e feliz ansiedade. Um recorde de 100 alunos do 3º ciclo e secundário exibiam orgulhosamente as suas T-shirts verde-alface onde se lia “Colégio
de Lamas” e sobressaia o inconfundível logotipo “Semper Ascendens”.
Nova Iorque –
por que não?
New York – why not?
sepultados “Catarina de Aragão” e “Mary, Quenn
of Scots” e fizeram ainda um “tour” pela cidade
de Peterborough, conhecendo as suas ruas mais
movimentadas e centrais, os seus jardins e locais
históricos.
Ao final do dia, os alunos recolhiam às suas famílias de acolhimento, onde tinham oportunidade de contactar directamente com as tradições e
hábitos britânicos, assim como de praticar o Inglês
no seio da família, conversando durante o jantar e,
depois, sobre o que tinham feito ao longo do dia,
entre outros assuntos.
Um dos pontos altos da visita foi sem dúvida a deslocação à cidade universitária de Cambridge, onde os alunos puderam conhecer a famosa
Universidade, os mercados locais e as ruas movimentadas e características desta linda cidade.
A cereja em cima deste bolo delicioso culminou com a visita à cidade de Londres.
Em Londres, os alunos conheceram a plataforma onde foi gravado o filme de Harry Potter,
na estação de Kings Cross; visitaram Piccadilly; o
Palácio de Buckingham; a Abadia de Westminster;
o Big Bem; a House of Guards; a Trafalgar Square e
a Leicester Square. Desceram a White Hall, passaram por Dawning Street e vaguearam por Oxford
Circus e Covent Garden.
Finalmente, “estacionaram” na Madame Tussaud’s,
o famoso museu de cera, onde se deleitaram a fotografar os seus ídolos.
E, por onde passava, a nossa “nuvem verde”
suscitava curiosidade, admiração e elogios, pois
não é comum encontrar-se um grupo enorme de
100 jovens tão disciplinados e que respondiam
com orgulho e alegria às dezenas que perguntavam: “We are from Colégio de Lamas, in Portugal”.
Enfim, mais um dia intenso, repleto de surpresas, cultura e diversão!
Mas, como tudo o que é bom acaba depressa, chegámos ao nosso último dia desta profícua
estadia. Os alunos receberam os seus diplomas
entre aplausos e elogios.As despedidas das famílias fizeram-se entre sorrisos, abraços e algumas
lágrimas. Correu tudo tão bem que ficou a natural saudade de tudo aquilo que traz boas recordações e nos faz sorrir!
Deste modo, está em curso a organização, para o presente ano lectivo, de uma visita/curso de Inglês à cidade de
Nova Iorque, durante as férias
da Páscoa.
Este projecto inclui um curso intensivo de inglês, durante a
manhã e visitas guiadas, à tarde,
aos principais os pontos de interesse de Nova Iorque: o Times
Square, o Empire State Building,
a Statue of Liberty & Ellis Island,
Wall Street, o Metropolitan Museum, o Central Park, a Brooklyn
Bridge Tour, o Ground Zero, entre outros.
Todos estão expectantes
em relação a este ambicioso
projecto e, também, convictos
de que tudo correrá na perfeição, à imagem do que aconteceu em Julho passado.
visitas de estudo
Depois de um check-in ordeiro e eficiente, os
alunos e professores do Colégio mereceram um
elogio rasgado por parte dos representantes da
Companhia Aérea Ryanair pela excelente organização e pelo civismo e colaboração dos alunos.
Chegados a Inglaterra e posteriormente à escola de Peterborough, os alunos tiveram um primeiro contacto com a cidade e conheceram as
suas famílias de acolhimento.
Os seus olhares, gestos e conversas transbordavam de animação e alegria.
E esta animação e alegria contagiante acompanhou-os constantemente durante os cinco dias
que permaneceram em Inglaterra tendo aulas, visitando locais históricos, absorvendo muita cultura e participando em diversas actividades lúdicodidácticas.
Durante a estadia, os alunos tiveram oportunidade de interagir com os habitantes, participando num divertido “Pedipaper” cultural sobre a
cidade de Peterborough e usufruíram de uma tarde divertida nas piscinas municipais, contactando
a população local, desfrutando em simultâneo do
sol e de uns bons mergulhos, recheados de boa
disposição.
Realizaram, ainda, uma visita guiada à famosa e histórica Catedral local onde se encontram
Decorrente da iniciativa
pioneira, levada a cabo já no
final do ano lectivo transacto,
e da qual damos notícia neste
espaço, no âmbito da disciplina de Inglês - um curso para
os nossos alunos em Inglaterra e visitas a vários locais/
cidades de interesse cultural
durante uma semana - as professoras Fátima Amorim e Berenice Marques consideraram
oportuno dar continuidade
ao projecto.
10
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
MUSEU DE LAMAS
Álbum de Memórias do Museu
cantinho do museu
Novo ano lectivo, novas actividades educativas no Museu de Santa Maria de Lamas.
Com o início do novo ano lectivo, o Serviço Educativo do Museu de Santa Maria de Lamas
(MSML) lançou novas actividades dirigidas aos mais diversos públicos.
Muitas são as propostas educativas do Museu, dirigidas a alunos desde o ensino pré-escolar ao universitário e também aos seniores.
Através das colecções do MSML, são promovidos percursos temáticos que proporcionam
novas abordagens ao mundo da arte (Turistas
de palmo e meio; Descobre os animais do Museu!; Em torno da cortiça; Uma viagem pelo
Barroco; Oficina de Artes Plásticas – As Estações do Na;, A colecção de Imaginária Mariana
no Museu – Maleta pedagógica “Calendário
dos Santos”; Desenho no Museu e o peddypaper À descoberta do Museu). Todas as visitas
poderão ser complementadas por actividades
lúdicas ou oficinas. Além destas, ao longo de
todo o ano, o MSML promove igualmente diversas oficinas alusivas a determinadas épocas
do ano ou quadras festivas.
Neste âmbito, em Outubro festejou-se o
Dia da Música e do Idoso com a obra “Pedro
e o lobo”, de Prokofiev, explorada através de
um teatro de sombras e oficina de instrumentos musicais e, em Novembro, foi celebrado o
dia de S. Martinho.
Apelo à colaboração
Neste novo ano lectivo, o Museu lançou
igualmente um projecto educativo que visa
a criação de um Álbum de Memórias, da fundação ao presente, sem esquecer os objectivos futuros para este espaço museológico,
sobretudo no que concerne a um dos locais
mais
emblemáticos
do Museu – a sala da
cortiça. Ao longo do
ano, vamos explorar
diversas temáticas associadas ao fundador,
história e colecções do
Museu utilizando para
tal diferentes abordagens artísticas, da
pintura, ao desenho, passando pela escrita e
teatro, até à fotografia, o vídeo, entre outras.
No âmbito deste projecto pretende-se reunir
o maior número de imagens e outra informação (nomeadamente testemunhos orais)
relacionadas com o Museu. Todos terão um
papel preponderante na construção deste
álbum de memórias. Como tal, solicitamos a
colaboração de todos nesta recolha. As imagens devem ser entregues no próprio Museu
ou enviadas por e-mail ([email protected]) ou via CTT para o seguinte endereço:
Museu de Santa Maria de Lamas, Apartado
22, 4536-906 Santa Maria de Lamas.
Agradecemos a colaboração e convidamos toda a comunidade escolar a visitar o
Museu e a participar nas actividades que propomos!
Terceira edição do Concurso de Artes
Plásticas “Figuras Recriadas”
No âmbito do reconhecimento e reorganização do espólio do Museu, em curso desde 2004, foram identificados e removidos diversos elementos acrescentados sem critério
ou qualidade à colecção original.
Entre estes elementos, destacaram-se um
número considerável de figuras angelicais em
gesso. Procurando aproveitar estas peças e,
simultaneamente, apostando na divulgação,
o MSML promove desde 2006 o Concurso de
Artes Plásticas “Figuras Recriadas”. No presente ano (2009/2010), o Museu lançou a terceira
edição do Concurso dirigido à população sénior. A iniciativa consistirá na livre decoração
artística das referidas imagens, fomentando
desta forma a criação artística, o potencial
imaginativo e a saudável ocupação dos tempos livres dos seniores participantes. As inscrições estão abertas até ao final de Dezembro
e os trabalhos serão apresentados a público
no próximo Dia Internacional dos Museus (18
de Maio) no Museu.
Em paralelo, o
MSML alarga as suas
ofertas educativas e
promove a Oficina Figuras Recriadas. Aqui,
os mais pequenos
(crianças dos 4 aos 12
anos) vão ter oportunidade de recriar uma
figura em gesso à sua
medida, isto é, com
uma dimensão inferior
às figuras cedidas para
o mencionado Concurso “Figuras Recriadas”.
Entretanto, há
outras actividades que marcarão a dinâmica
do museu, como as Oficinas de Natal.
Feliz Natal e esperamos recebê-los em
breve no Museu! Conservadora do Museu de
S. Maria de Lamas, Drª Susana Ferreira
Sarau de fim de ano 2008.2009
espectáculos
Como acontece no final de cada ano lectivo, também no termo de 2008/2009 se realizou,
no nosso Colégio, o Sarau de Fim de Ano. Desta vez, aconteceu num domingo à tarde, tendo
sido o ponto alto do extenso programa a entrega dos Prémios de Mérito aos melhores alunos
de 2008-2009.
A festa foi animadíssima, com assistência numerosa e entusiasta, e o programa variado e
de grande qualidade. Destacou-se também o momento final em que o novo Hino do Colégio
foi cantado por alunos, professores, pais e funcionários. Parabéns a todos quantos tornaram
possível este momento tão especial, fechando o ano lectivo com alegria e optimismo!
11
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
Olimpíadas Portuguesas de Matemática 2009
Os alunos do Colégio estiveram em mais uma jornada das OPM
“as OPM são um desafio para testar os conhecimentos
sobre Matemática”
Flávio Henrique Couto (9.º G) participou nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática e
aceitou responder a umas breves perguntas.
ou não o interesse dos alunos.
P: Esta é a tua segunda participação
nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM). Qual é o interesse que
este evento tem para os alunos e para
ti, em particular?
R: Tanto eu como outros alunos consideramos que as OPM são um desafio para testar os conhecimentos sobre Matemática.
P: A Matemática é, para muitos alunos,
pouco atractiva. Qual é a tua posição?
R: Eu considero que a Matemática permite desenvolver capacidades de raciocínio, compreensão e resolução de problemas de várias áreas, podendo despertar
P: Na tua opinião, quais os motivos
para os alunos gostarem pouco da Matemática?
R: Não creio que os alunos “não gostem
de Matemática”, apenas não conseguem
adquirir alguns conhecimentos essenciais para a sua compreensão e acabam
por menosprezar a Matemática.
P: Achas que eventos como as OPM
podem contribuir para melhorar a
aceitação da Matemática por parte dos
alunos?
R: Creio que sim. Porém, as OPM destinam-se a um reduzido número de alunos da comunidade escolar, não contemplando aqueles alunos que possuem um
menor gosto pela Matemática. Professores Mário César e Orlando Sá Couto
Eis os cinco primeiros classificados de cada categoria
Pré-Olimpíadas (7º ano)
Sara Ribeiro
7º I
Categoria A (8º, 9º anos)
30
Flávio Couto
9º G
Categoria B (10º,11º,12º anos)
27
Inês Lopo
10º A5
29
Fernando Pinho
7º D
29
Daniel Magalhães
8º C
10
Tânia Ferreira
11º A
29
João Ramos
7º G
26
João Pinto
8º E
10
Jorge Sousa
10º A3
28
Pedro Correia
7º L
23
João Alves
8º B
9
Pedro Tavares
12º A
26
Joel Peixoto
7º A
21
Ana Sousa
8º F
8
Ana Rodrigues
12º A2
23
Semana Aberta da Ciência e Tecnologia na Universidade de Aveiro
Alunos do Colégio visitam
Universidade e despertam para a ciência
Como já vem sendo hábito, algumas turmas do nosso Colégio tiveram oportunidade de
participar em várias actividades científicas que se desenrolaram na semana de 23 a 27 de
Novembro, na universidade de Aveiro.
Neste evento, as actividades são sempre
muito diversificadas e abrangentes, permitindo aliar a abordagem dos conteúdos, feita nas aulas, a demonstrações, que resultam
em verdadeiros shows e espectáculos de
Ciência!
Nesta Semana Aberta da Ciência e Tecnologia, a UA proporciona aos alunos um
contacto directo com professores/investigadores e, paralelamente, leva a efeito uma
forte campanha, divulgando não só a sua
oferta educativa, mas também o seu fantástico campus universitário.
Uma experiência para repetir no futuro,
certamente! Texto e fotografias, Professor
Fernando Vicente
É provável que Kalinegrado (nome actual da cidade e situada na Rússia) não tenha, hoje, o encanto que tinha Königsberg com a imponência das suas 7 pontes lançadas sobre o caprichoso rio Preguel (hoje Pregolya).
Até porque, das sete pontes originais, uma foi demolida e reconstruída em 1935; duas foram destruídas
durante a segunda Guerra Mundial;
outras duas foram demolidas para
dar lugar a uma única via.
Actualmente, apenas 2 pontes
são da época em que a cidade era,
como capital da Prússia Central, um
centro de grande importância para
a cultura europeia moderna, tendo
sido berço do filósofo Immanuel
Kant e do Matemático David Hilbert.
O curso fluvial do rio Preguel dividia a cidade em quatro sectores que
se ligavam entre si pelas sete pontes.
Dessa época reza a lenda que
os cidadãos de Königsberg entretinham os seus passeios pela cidade
com o seguinte jogo:
- Fazer um percurso que, saindo de
qualquer um dos quatro sectores
da cidade, consiga visitar os outros
três, passando, apenas uma vez, por
cada uma das pontes regressando
no final ao ponto de partida.
Para os mais distraídos talvez tenha sido necessário enfatizar bem
as regras:
• Devem percorrer-se todas e cada
uma das pontes;
• Apenas se pode passar uma e uma
só vez por cada uma das pontes;
• Os quatro sectores da cidade devem ser visitados pelo menos uma
vez (pode-se entrar e sair de um
sector várias vezes);
Veio-se a saber que os cidadãos que conheciam e praticavam
o jogo voltavam sempre para as
suas casas com a frustração de não
terem conseguido fazer o percurso. Ou deixavam um dos sectores
por visitar ou recorriam duas vezes
à mesma ponte ou deixavam uma
das sete pontes por atravessar.
Será que é possível realizar o pas-
seio em tais condições?
Deixa-se ao leitor o desafio de
tentar resolver este quebra-cabeças.
Para tal fica a sugestão: tente percorrer o trajecto da figura sem levantar
o lápis e sem repetir uma linha.
A solução será apresentada
num dos próximos números do
Entrelinhas, onde se destacará a
genialidade do matemático suíço
Leonhard Euler (1707-1783) na forma
como, em 1736, abordou e solucionou o problema. Prof. Mário César
Correia
ciência e tecnologia
O ENIGMA DAS 7 PONTES DE KÖNIGSBERG
12
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
Visita ao PNPG
Parque Nacional da Peneda-Gerês
visitas de estudo
A caminho do Parque Nacional da Peneda-Gerês (dia 6 de Novembro, à tarde) pudemos
desde logo começar a percepcionar aspectos bem diferentes daqueles que estamos habituados a presenciar no nosso modo de vida urbano.
ruínas. Estava estabelecido o nosso primeiro
contacto com o espaço rural: com os cami
nhos lamacentos, a vegetação densa e o clima
frio e húmido. A partir da barragem, seguimos
em direcção à Pousada da Juventude de Vi
larinho das Furnas, onde nos acomodámos,
jantámos, convivemos e preparámo-nos para
passar a fronteira para Espanha, em direcção à
piscina natural da localidade de Lovios.
Começámos pelas mudanças a nível topográfico: à medida que nos aproximávamos
do Parque, o relevo começou a acentuar-se,
aumentando a altitude, alterando-se a vegetação (mais densa) e diminuindo a temperatura, dado o gradiente térmico (menos 6 graus
a cada quilómetro que se sobe). Chegámos à
barragem de Vilarinho das Furnas, que armazena água do rio Homem. Durante o caminho,
que percorremos a pé, pudemos descobrir
algumas ruinas daquela que havia sido em
tempos a aldeia de Vilarinho da Furna, situada
entre a serra Amarela e a serra do Gerês, zona
de cruzamento entre o Ribeiro das Furnas e o
rio Homem. Devido à construção da barragem
(1971/72), que acabou por inundar toda a área
em seu redor, a aldeia de Vilarinho subsiste em
No sábado levantámo-nos às 8:00h, preparámo-nos e fomos todos juntos tomar o
pequeno-almoço, armazenando energia para
a longa caminhada que se seguiu pelo Trilho
das Geiras (uma antiga via Romana que liga o
Campo do Gerês à mata da Albergaria). Percorremos cerca de 13 km a pé, tomando contacto
com o meio natural: vimos deslumbrantes paisagens (montanha, cascatas, ribeiros...) conhecemos várias espécies de flora e fauna tipicamente locais, como o feto-do-Gerês ou o sapo
parteiro, e observámos, da outra margem, as
ruinas de Vilarinho da Furna. Depois de termi-
narmos o percurso, recolhemos ao autocarro e
seguimos para as termas do Gerês, onde nos
foi proporcionada uma visita guiada pelas várias salas do edifício com respectiva explicação
acerca dos tratamentos aí efectuados. No fim
da visita fizemos uma abordagem geral, concluindo que os serviços mais utilizados eram
os programas românticos (particularmente a
massagem Cupido). Daí seguimos para o “Cantinho do Antigamente”, um espaço dedicado
à gastronomia típica e vocacionado para um
conjunto de outras actividades: preservação
dos produtos locais como o pão, o azeite, o vinho, as compotas, etc. Este espaço insere-se na
Fundação Calcedónia, apoiada pelo programa
LEADER+ responsável pela revalorização desta
área. Seguimos directamente para o Centro Hípico do Garrano, onde fomos acompanhados
por um guia que nos esclareceu acerca desta
raça autóctone.
No Domingo, último dia da nossa aventura, começámos logo pela manhã com uma visita ao Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna (uma das cinco portas de entrada do PNPG),
onde abordámos aspectos como a morfologia
do terreno, fauna e flora, geologia, etc. Em relação à parte etnográfica, que diz respeito ao
modo de vida, costumes e tradições da população, aprendemos também várias coisas relacionadas com as gentes da extinta aldeia de Vilarinho da Furna. No que diz respeito à primeira
temática, discutimos a formação das Serras do
Gerês (Gerês, Soajo, Amarela e Peneda), nomeadamente o período de glaciação (Wurm)
que influenciou as características do relevo e
a formação de glaciares de vale, que no Gerês
são de caracter rectilíneo. Em relação à geolo-
gia, tendo em conta que nos encontrávamos
no Maciço Hespérico ou Antigo, predominava
o granito, que resulta de um arrefecimento
muito lento dos seus vários constituientes,
processo que ocorre, geralmente, antes do
afloramento (chegada à superfície). Quando
à segunda temática, a etnografia, o aspecto
principal sobre o qual incidimos foi o comunitarismo e a forma de vida das gentes rurais.
O comunitarismo tratava-se de uma forma de
cooperação entre os habitantes locais, que dividiam o trabalho, principalmente em relação
às práticas agrícola e silvopastoril. Contudo, os
habitantes de Vilarinho dedicavam-se também
a outras actividades: os homens construíam
estábulos, casas, carros de bois, arados e outros utensílios agrícolas, enquanto as mulheres
se dedicavam à cozinha, à confecção do pão,
à tecelagem, e ainda ao pastoreio e à agricultura. Após termos almoçado na pousada e recolhido a nossa bagagem, fomos de autocarro
até Brufe, localidade situada no concelho de
Terras de Bouro. Nesta aldeia podemos, mais
uma vez, verificar a acção do programa LEADER (vocacionado para o desenvolvimento
rural) que já tinha possibilitado a reabilitação
de várias casas. Contudo, pudemos também
constatar que poucas delas tinham sido reabitadas e dada a falta de acessibilidades, serviços,
indústria é pouco provável que esta situação
se altere. A única âncora (pólo de atracção)
que pude observar na zona foi um restaurante
(O Abocanhado), excepcionalmente apoiado
pelo programa LEADER e que constitui a única
actividade económica dinamizadora desta aldeia perdida no meio da serra.
13
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
Com o Visionarium aqui ao pé…
No passado dia 16 de Outubro de 2009, teve lugar uma visita de estudo ao Visionarium, em Santa
Maria da Feira, no âmbito da disciplina de Biologia.
Professores Fernando Vicente e Alexandra Salomé
Olá amigos! Estamos de volta! Queremos
continuar a contribuir para o desenvolvimento do gosto científico: tal como diria Sir Isaac
Newton «o que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano».
Nesse sentido, daremos a conhecer melhor
essa grande personalidade que foi Isaac Newton.
Falaremos ainda de um processo físico-químico,
o efeito fotoeléctrico, explicado pelo nosso bem
conhecido Albert Einstein, que tem inúmeras
aplicações. Daremos importância também às
questões relacionadas com a nossa alimentação,
fundamentais sempre e principalmente nesta
fase do calendário. A terminar, não esquecemos
mais uma Semana Aberta da Ciência e Tecnologia na Universidade de Aveiro, com a participação de várias turmas dos 11º e 12º anos. No nosso
Colégio, esta data não passou incólume: o Clube
de Física e Química desenvolveu actividades de
divulgação no dia 24 de Novembro.
Sir Isaac Newton
É dia 4 de Janeiro de 1643. Estamos em Inglaterra, mais precisamente no condado de Lincolnshire. Nesse condado, numa aldeia chamada
Woolsthorpe-by-Colsterworth, existe uma casa
designada Woolsthorpe Manor. Hoje, nesta casa,
nasce Isaac Newton. Quem é Newton? Ninguém.
Vamos regressar ao século XXI… E agora?
Quem é Newton? No dia do seu nascimento,
ele era apenas um entre tantos outros, mas
hoje, quatro séculos mais tarde, é considerado
um dos cientistas que maior impacto causou
na História da Ciência. A principal razão para tal
reconhecimento é a formulação das célebres
Leis de Newton: Lei da Inércia, Lei Fundamental
da Dinâmica e Lei do Par Acção-Reacção. Estas
leis foram publicadas num trabalho de três volumes intitulado Philosophiae Naturalis Principia
Mathematica em 1687 e explicam vários comportamentos do movimento dos corpos. Por
exemplo, a Primeira Lei de Newton, a Lei da
Inércia, diz que um corpo que está a mover-se
tem tendência para se continuar a mover, assim
como um corpo em repouso tem tendência
para continuar em repouso. Para além da enunciação destas três Leis, Newton foi a primeira
pessoa a entender que a força exercida pela Terra sobre a Lua é do mesmo tipo que a força que
a Terra exerce sobre, por exemplo, uma maçã.
São ambas forças gravíticas e apontam ambas
para o centro da Terra, sendo a massa dos corpos que está na origem destas forças. Esta é a
Lei da Gravitação Universal, uma das Leis mais
importantes da Física e uma das maiores descobertas da mente humana.
Isaac Newton foi respeitado como nenhum
outro cientista, a sua obra marcou, sem dúvida,
uma revolução científica e os seus estudos foram chave para as portas de diversas áreas…
No entanto, Newton era uma pessoa bastante
modesta. Segundo ele, «se vi mais longe foi por
estar de pé sobre ombros de gigantes» e «o que
sabemos é uma gota, o que ignoramos é um
oceano». Como seria formidável se todos conservássemos uma mentalidade assim... Mariana Leal, 11ºA
Efeito fotoeléctrico
Vamos recuar no tempo…
O efeito fotoeléctrico consiste na emissão
de electrões por um material, geralmente
metálico, quando exposto a uma radiação
electromagnética (como a luz) de frequência
suficientemente alta, que depende do material. Pode ser observado quando a luz incide
numa placa de metal, literalmente arrancando electrões da placa.
Os Electrões que giram à volta do núcleo
são aí mantidos por forças de atracção. Se a
estes for fornecida energia suficiente, eles
abandonarão as suas órbitas. O efeito fotoeléctrico implica que, normalmente sobre
metais, se faça incidir um feixe de radiação
com energia superior à energia de remoção
dos electrões do metal, provocando a sua
saída das órbitas: sem energia cinética (se a
energia da radiação for igual à energia de remoção) ou com energia cinética, se a energia
da radiação exceder a energia de remoção do
electrões. A explicação satisfatória para este
efeito foi dada em 1905, por Albert Einstein e
em 1921 este cientista recebeu o prémio Nobel de Física.
São muitas as aplicações do efeito fotoeléctrico, sendo a mais conhecida a célula fotoeléctrica, utilizada nas portas automáticas, painéis
solares, regulação da iluminação de vários
sistemas... Artem, 10ºA6
Alimentação
A alimentação é um ponto de partida
para a construção de um pleno bem-estar.
Todavia, com frequência, esquecemo-nos
de seguir regras básicas que desde cedo
nos vão transmitindo,
quer em casa, quer na
escola. Factos científicos são, muitas vezes,
corroborados pela sabedoria popular, transmitida sobre a forma de provérbios. És capaz
de fazer a relação entre uns e outros?
PROVÉRBIOS
1-Apressado come cru!
2-Homem em jejum não ouve nenhum!
3-Nem sempre galinha, nem sempre sardinha!
4-Fartas ceias estão as sepulturas cheias!
5-Muito come o tolo, mas mais tolo é quem
lho dá!
FACTOS CIENTÍFICOS
• O pequeno-almoço é a primeira e de muita importância refeição. De manhã, precisamos de fornecer energia ao nosso corpo para
visitas de estudo
logias e métodos, possivelmente associados às
suas ambições futuras.
Por último e para terminar em beleza, os
alunos foram presenteados com um pequeno
“workshop” relacionado com a criação e gestão
de um “blog”, onde estão presentes alguns momentos da visita, e que pode ser acedido através
do seguinte sítio: http://labbiotec_clsml.blogs.
sapo.pt/605.html.
Em conclusão, foi uma tarde agradável, onde
foi possível conciliar conhecimento e diversão.
Daniel Santos, Miguel Relvas, 12º A1
que funcione bem!
• A obesidade infantil é um problema da sociedade actual. As crianças devem ter regras
alimentares dadas pelos adultos…isso não
acontecendo, “ mais tolo é quem o dá…”
• Actualmente, na sociedade ocidental os
erros alimentares são por excesso de alguns
nutrientes; esse excesso causa doenças que
podem matar: a diabetes, a obesidade, problemas no coração, tudo questões relacionadas com maus hábitos alimentares….logo
possível de corrigir e assim prevenir!
• Alimentação variada é o princípio de alimentação equilibrada. Como em tudo na
vida, gostamos e precisamos de variar! Alimentos de cor, sabor, textura, proveniência
diferente é uma forma de garantir que fornecemos ao organismo nutrientes variados!
Viva a variedade! :)
• Comer com calma! A comer, nada de pressas! Olhar, cheirar, saborear, mastigar…tudo
com calma …também assim estamos
a contribuir para a nossa saúde!
Agora que as férias espreitam,
aproveita o tempo livre para estar com
a família, por exemplo, os teus avós e
faz uma recolha de outros provérbios
e saberes populares sobre este e outros temas do teu interesse! Boas férias, bom
Natal e bons hábitos alimentares :) Professora
Alexandra Salomé
Semana Aberta da Ciência e Tecnologia
Tal como em
anos anteriores, este ano
decorreu, na Universidade de Aveiro, mais uma
Semana Aberta da Ciência e Tecnologia. Foram
várias as turmas do 11º
e 12º anos que tiveram
oportunidade de participar em algumas das
actividades programadas para esta semana:
“Show de Física”, “Química por tabela”, “Química
em espectáculo”, “Esparguete à estrutuguesa”, “Efeito de estufa e
alterações climáticas”…
um leque de actividades
muito variado, que permitiu organizar uma
visita de estudo interessante e diversificada. A
receptividade dos alunos foi muito boa! A experiência é para repetir! Professor Fernando
Vicente
cantinho da ciência
Os alunos do 12º A1, sob a coordenação da
Drª. Elisa Ferreira, concretizaram uma saída de
campo com o intuito de realizar uma actividade
relacionada com “DNA recombinante”.
Durante a experiência laboratorial procedeuse ao estudo da molécula de DNA, utilizando, para
isso, técnicas do ramo da Genética Molecular, aplicadas em Biologia Forense, tais como a extracção,
purificação e ampliação de DNA.
Apesar de a actividade se ter realizado com
base num assunto não leccionado até ao momento, revelou-se muito interessante, tendo permitido
um maior contacto dos alunos com novas tecno-
14
| 40 | ENTRElinhas | SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009
A Adolescência em reflexão
Já tentaram explicar tanta coisa sobre como é ser um adolescente, mas fica sempre algo por completar.
A adolescência é provavelmente uma das fases mais difíceis
na vida de um ser humano. Engloba
Joana Reis da Silva,
todos os aspectos, visões e responsabi10ºA5
lidades que se possa imaginar.
Para além das várias discussões
com os pais, a pressão que sobre nós exercem para termos
boas notas, temos que escolher bem cedo a primeira etapa do
nosso futuro escolar.
A nossa única fuga são os amigos, são aqueles a quem confiamos tudo, até os pormenores de uma conquista... Não pensem que estou a exagerar, pois nada disto é mentira, porque
os adolescentes têm muita mania de confiar tudo aos ami-
Rumo ao futuro…
Quando penso em tudo o que mudou em tão pouco
tempo, fico pasmada. Pertenço ao grupo de alunos
que teve de mudar de escola.
Prepararam-nos bem para
Catarina Sousa,
a mudança e ajudaram-nos na
10ºA5
escolha do curso e da escola.
Ouvimos imensos conselhos
de pessoas que nos querem
bem e que se preocupam e acho que fizemos bem em
aproveitar muitos desses conselhos, mas a força para
tudo vem de nós próprios. É claro que sentimos alguma diferença - pelo menos falo por mim -, já que estávamos habituados a outra escola, a outro ambiente e,
num instante, tudo mudou e tivemos de nos adaptar,
Recomeçar
Acabado o 9ºano, está na altura de tomar duas
grandes decisões: escolher a área a seguir e a escola a
frequentar.
A escolha da área foi fácil, pois sempre tive uma
ligação mais forte com a Matemática e Físico-Química do
Inês Lopo,
que com as letras e, também,
10ºA5
por ser a mais abrangente, visto que ainda não tenho uma profissão em mente.
A escola… a escolha da escola foi mais complicada,
pois no dia da matrícula inscrevi-me naquela onde
tinham andado os meus dois irmãos, onde um deles
ainda completa o 12ºano. Mas, por amizades, pressões
e outras razões que eu própria não assumia, mas sentia, razões estas que nunca deveriam estar presentes
na hora de uma decisão, acabei por andar num “correcorre” durante as minhas férias e, de um dia para o outro, a transferência foi feita. Se me arrependo? Não. Às
vezes penso numa vida que não vivi, algo imaginário,
“como seria em Espinho”, mas porquê pensar em algo
que não alcancei? Então, muda para as coisas boas que
gos, até que se apercebem de que nem todos são verdadeiros,
como pensavam. Alguns influenciam-nos a experimentar
algo que nunca pensámos vir a fazer, humilham-nos e, até
mesmo, obrigam-nos a provar que pertencemos ao grupo.
Umas das maiores angústias dos adolescentes são as relações amorosas. Qualquer adolescente fica devastado com
uma “tampa”, mas será que ela marca? Não, não marca profundamente, porque até a curam depressa, pois sabem que
como esta, muitas virão e que são essas pequenas coisas que
nos fazem querer crescer.
A vontade de ser rebelde, nesta fase em que tudo parece
estar ao nosso alcance, quando na realidade não está, levanos sempre a cometer erros, com os quais iremos sempre
aprender, mesmo sendo eles maus. Daí a expectativa que paira sobre a nossa mente como adolescentes, isto é, a vontade
de sermos livres, de descobrirmos novos horizontes, de fumar, de beber e de sair à noite, tudo exemplos de descobertas
e não quero dizer com isto que não gosto de onde estou agora. Adoro a escola, os professores e tudo o resto! E encarei todas estas mudanças como um benefício
para a minha vida escolar.
Mas é nestas alturas que nos apercebemos de
que, mesmo sendo ainda jovens, já percorremos um
longo caminho: primária, 2º ciclo, 3º ciclo e agora o
secundário… percebemos também que ainda temos
muito que batalhar para conseguirmos o que queremos. Vemos, então, que o nosso passado está repleto
de memórias boas e más e que o nosso futuro é uma
incógnita em que tudo pode acontecer, mas para a
qual temos planos e ambições que não devemos largar. Chegamos à conclusão, por fim, de que o presente é a nossa rampa de lançamento e de que devemos
aproveitá-lo e valorizá-lo para assim irmos rumo ao
nosso futuro.
já aconteceram; amizades que já existiam e que engrandeceram, e novos laços que se criaram. Se todos os
motivos que entraram nesta decisão se tornaram em
aspectos positivos? Alguns sim, outros, se calhar, com
o tempo irão tornar-se, não sei.
Em relação às diferenças que se fizeram sentir eu
realço, em termos de Ciclo, um aumento do grau de
dificuldade, o que é normal – disciplinas novas, mais
exigentes. Relacionadas com a escola, notei um ambiente mais distante, já que, sendo a minha anterior
escola mais pequena, o ambiente era mais familiar. O
mais negativo é o facto de me afastar de alguns amigos que me marcaram realmente. Mas, no fundo, encarei bem a mudança, já estava na altura de a fazer!
Passaram já meses e vejo que há tanto para contar;
já são experiências, aventuras, alegrias, algumas desilusões. Mas tudo devido aos meus amigos, aos quais
se deve toda a minha boa disposição e que me fazem
crescer; a eles e a mais que, de uma forma mais discreta, me fazem lutar até ao fim.
Faço então um balanço positivo da minha, para já
curta, passagem no colégio e, agora, resta-me esperar
e lutar para poder alcançar todos os meus objectivos
com o apoio de todos aqueles que me fazem feliz!
Do 3.º Ciclo para o Ensino Secundário e a mudança de escola
Os alunos que transitam do Terceiro Ciclo para o
Ensino Secundário sentem grandes mudanças. Estas
mudanças podem ser ainda
mais acentuadas quando os
Tiago Oliveira,
alunos mudam de escola.
10º A5
No Ensino Secundário, o
nível de exigência é bastante mais elevado do que no
Ensino Básico. Regra geral, os programas das disciplinas são mais extensos, o que exige aos alunos um maior
ritmo de trabalho. De facto, no Ensino Básico, a matéria
é dada mais calmamente e os professores dedicam mais
tempo à resolução de exercícios e fichas de trabalho. No
Ensino Secundário, os professores não têm essa possibilidade. Resolvem dois ou três exercícios e depois esperam que os alunos pratiquem em casa e apresentem
dúvidas, caso as tenham.
Por outro lado, os alunos que têm perspectivas de
ingressar no Ensino Superior sentem a necessidade
de tirar melhores notas, pelo facto de estas contarem
para a média final, o que faz com que estejam sujeitos
a uma maior pressão.
A mudança de escola pode ainda agravar mais as
dificuldades sentidas pelos alunos, pois estes têm de
se integrar numa escola que não conhecem e numa
turma onde já não estão os seus amigos/colegas. Tudo
é novo para eles. Os alunos têm de se adaptar às regras
da nova escola, que por vezes são bastante mais rígidas, e criar novas amizades.
Em suma, a mudança de escola e de nível de ensino, que eu estou a enfrentar, constitui um desafio
para os alunos e é importante que os professores (n)os
ajudem a vencer as dificuldades que sentem/sentimos.
que tanto queremos fazer e que estão ao alcance da nossa
imaginação.
A adolescência provoca também problemas a nível da saúde. A maior parte das raparigas não gosta do seu corpo, o que
origina a necessidade de fazer algo para o mudar, até mesmo
provocar o vómito e deixar de comer.
Isto afecta mais as raparigas, pois os rapazes têm o seu
próprio estilo e não se importam com o que as outras pessoas
pensam. Ao contrário dos rapazes, as raparigas querem estar
sempre conforme a moda e detestam concorrência.
Apesar destas confusões todas, todos temos o nosso próprio estilo, a nossa personalidade, que vamos construindo a
longo prazo, e é na adolescência que vamos abrir os olhos
para o nosso ciclo, para uma fase em que só nos queremos
integrar, ter amigos e um pouco de liberdade.
Vivam-na bem, pois quando olharem para o passado, vão
querer regressar e voltar a errar e a fazer tudo o que fizeram.
Quadras alusivas a S. Martinho, feitas por alunos do 7º C,
numa actividade inserida no
âmbito da unidade didáctica
“Património Oral”, da disciplina de Língua Portuguesa.
S. Martinho deu a capa
Com muito amor
Mas não sabia
Que a dava ao Senhor
O Nosso Mundo
Que mundo é este onde vivemos?
Todos já nos confrontámos com esta pergunta e provavelmente já a colocámos a muita gente.
As respostas andam sempre à volta do básico e do mais óbvio: “guerras, cobardia, egoísmo, barbaridade,
arrogância, insolênFabiana Teixeira.
cia, desumanidade ”.
10ºA5
Palavras que, na verdade, vão dar ao mesmo, mas não nos levam
a uma resolução. Para muita gente, é difícil
ser confrontado com questões deste género e
saber que por mais difícil que seja dar uma
resposta, nada do que poderá ser dito irá tirar o sentimento de revolta.
Não basta dizer “vamos mudar o mundo”
para que tudo se transforme. As palavras não
chegam para alterar o mundo onde vivemos.
A solução é apenas uma: AGIR!
Sim, isto poderá ser a minha mente infantil e sem qualquer noção da realidade a falar
mais alto. Mas eu acredito que, por mais que
seja impossível fazer os impossíveis, é sempre possível fazer uma parte dos impossíveis.
O objectivo disto não é, apenas, deixar uma
pessoa perturbada e com a “queda” para o
realismo… não! É apenas uma maneira de impressionar e, se possível, tentar transformar
esses defeitos que poderiam trazer um sorriso a muita gente.
Pensemos: quantas e quantas crianças desejam um Natal como o nosso? Quantas e quantas crianças aceitariam um brinquedo que nós,
à partida, desprezámos por ser de fraca qualidade? Ou quantas crianças não aceitariam um
bocado de pão que nós, muitas vezes, deitámos
fora, só porque a mãezinha não o “besuntou”
com o doce de morango preferido?
Se negarmos estas evidências, estaremos
a ser muito cobardes. Temos de admitir que
no mundo onde vivemos estes problemas são
demasiadamente ignorados.
Mas sabem o que é mais indecente no meio
disto tudo? É enchermo-nos de razão e de superioridade quando sabemos que estamos a
agir da pior maneira. Quando é que as pessoas
vão perceber que a vida não depende apenas
de nós próprios? Temos que começar a pôrnos no lugar destas crianças que não têm um
quarto daquilo que nós temos.
Será possível pararmos um minuto, em
vinte e quatro horas que temos em cada dia,
para pensar nesta realidade? Se durante o ano
de 2009 não fizemos nada por aqueles que necessitam, tentemos fazer algo neste novo ano,
que está prestes a chegar. Pensemos só que a
vida teria outra cor se todos contribuíssemos
para o bem-estar de quem precisa.
João Pedro Guedes
Nesse dia especial
Dedicado à castanha
Faz-se uma festa tamanha,
É o dia ideal!
Raquel Santos
Castanhas quentinhas
No lume a estalar
Pelo S. Martinho
Vou comer até me fartar.
Maria André
O nosso S. Martinho,
Santo muito Bondoso,
Mudou o tempo chuvoso
Para um Verão quentinho.
Fabiana Relvas
Eu vou comer castanhas
No dia de S. Martinho.
Ó Sol, não faças manhas,
Continua quentinho!
Sara Belinha
Um mendigo cheio de frio
S. Martinho acolheu.
De repente o frio
Foi embora, desapareceu.
Tiago Teixeira
Pelo S. Martinho
O Verão aparece, de repente
Para Deus mostrar a todos
Como ficou contente.
Estephany Adelaide
S. Martinho a chegar,
As castanhas a assar.
As pessoas a festejar,
Para depois as mastigar.
João Barros Baptista
15
SETEMBRO . OUTUBRO . NOVEMBRO . DEZEMBRO 2009 | ENTRElinhas | 40 |
COM LICENÇA,
“Não se tem uma biblioteca para
SOU O JC!
arrumar os livros, mas para guardar
LEITURAS
aqueles que é preciso ler”.
Umberto Eco
Agenda Cultural
Sugestões de eventos artísticos relacionados com as áreas de intervenção dos projectos a decorrer na
turma do 12.º artes.
O Relatório de Brodeck
Contos de Vampiros
de Philippe Claudel
de vários autores
Asa, 256 páginas
Porto Editora, 144 páginas
“O Relatório de Brodeck”, de Philippe Claudel, conta a
história de Brodeck, que, quando regressa à sua aldeia depois
de ter sido prisioneiro de guerra num campo de concentração, onde viu e sofreu as maiores atrocidades, retoma o seu
antigo trabalho de escrivão.
Quando um estrangeiro vai
viver para a aldeia, o seu comportamento diferente levanta
suspeitas nos rudes aldeões. Faz longas e solitárias
caminhadas e, apesar de ser extremamente cordial
e educado, nada diz sobre si mesmo. A desconfiança
dá lugar à fúria assassina quando retrata a aldeia e os
seus habitantes em pinturas perturbadoras. As autoridades da aldeia, que nada fizeram para impedir o linchamento, ordenam a Brodeck que escreva um relatório que branqueie o assassinato. O que lemos não é
exactamente esse relatório, mas uma história paralela,
que revelará quem é Brodeck, como regressou de um
campo de concentração e como foi lá parar. O livro
de Philippe Claudel é uma magnífica reflexão sobre
o medo e a culpa que não deixa o leitor indiferente.
Professor João Sousa
As histórias de vampiros estão de novo na moda,
quer na literatura quer no cinema, sobretudo devido ao
estrondoso sucesso da saga
“Crepúsculo”, que tem apaixonado os mais jovens em
todo o mundo.
A Porto Editora lançou, recentemente, uma colectânea com nove originais
contos de vampiros de nove
escritores portugueses contemporâneos, entre os quais podemos destacar
Miguel Esteves Cardoso e José Eduardo Agualusa.
Estas histórias têm os habituais ingredientes: dentes afiados, pescoços mordidos, sustos e, sobretudo, sangue, muito sangue. Um conto para ler por
dia e a emoção está garantida. Professor João Sousa
Grupo VIV’Arte
Arte para todos
Até 07 MAR PORTO
Serralves 2009 – “A Colecção”
Museu de Serralves
Até 30 DEZ S. J. DA MADEIRA
Isa Santos – “Contornos de Mulher”
Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo
Até 31 DEZ S. M. DA FEIRA
Vício das Letras - “Colectiva de Pintura”
Vício das Letras
Até 31 JAN SANTO TIRSO
Fotografias de Pedro Leite – THAI
Espaço Pedra e as Artes em Santo Tirso
Até 16 FEV PORTO
Fotográfias de João Margalha – Ínsulas
Centro Português de Fotografia
De 4 a 7 JAN Tomar
Curso Livre de Fotografia Aplicada à
Arqueologia
Grupo VIV’Arte
Direitos Reservados
EnCineArte
Até 31 DEZ Maia
IMAGENS E LETRAS – Cumunidade de
Leitores
Biblioteca Municipal Vieira de Carvalho
De 22 FEV até 07 MAR PORTO
FANTASPORTO
Rivoli-Teatro Municipal
Milagre em Santa Ana
Filme em exibição já nos Cinemas
Grupo VIV’Arte
Perform’Arte
Teatro
19 Nov e 20 Dez Porto
Otelo - de William Shakespeare
ACE/ Teatro do Bolhão - Auditório
15 a 31 Dez Porto
Eu Sou a Minha Própria Mulher - de
Dough Wright
Teatro do Campo Alegre
17 Dez Nogueira da Regedoura
A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform’Arte
JI do Souto | 15.30h
A estratificação nas escolas portuguesas
As escolas portuguesas estão cada vez
mais estratificadas. Há cada vez mais os famosos “grupinhos”, desde os “Cromos” aos
“Famosos”, passando pelos “Góticos”, “Skaters”, etc. Há de todos os tipos!
Em geral, os seus membros têm as mesmas características e são estas que os distinguem dos outros.
Todos estes gruGustavo Monteiro,
pos têm o mesmo ob10º A5
jectivo, o de pertencerem ao grupo dos “Famosos”. Este grupo é
composto essencialmente pelos mais bonitos
e pelos que têm mais poder económico em
cada escola, sendo estes os respectivos “manda-chuva” - os mais admirados, os “alta sociedade”!
Nalguns grupos, para entrar, é necessário
fazer testes (uma espécie de praxes, como na
universidade), alguns deles humilhantes,
maus para a saúde e mesmo pouco higiénicos.
Vendo a paisagem do recreio de uma escola, podemos observar pequenos aglomerados
de alunos distribuídos pelo espaço, sendo a
interacção entre estes quase nula.
Esta estratificação não é nada positiva,
pois, na generalidade, estes grupos são rivais,
fomentando o mal-estar na escola e o aumento do bullying.
Um dos principais motivos da existência
destes grupos é o tamanho da instituição,
pois, se uma escola for pequena – o que não é
o caso da nossa -, há uma maior familiaridade entre os alunos, não havendo tanto estas
diferenças.
Cada escola deveria incentivar mais convívio entre os alunos dos diversos grupos, organizando palestras sobre este aspecto negativo e promovendo mais actividades em que
haja a interacção entre todos, tudo isto com o
objectivo de uma melhor relação entre todos
os alunos.
18 Dez Sta. Maria de Lamas
A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform’Arte
EB1 das Agras | 9.00h
19 Dez S. Paio de Oleiros
A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform’Arte
MASSPO | 21h
22 Dez Paços de Brandão
A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform’Arte
Centro Social de Paços de Brandão, 15.30
Música
18 e 19 Dez Porto
Gotta Dance - Concertos de Natal
Casa da Música - Sala Suggia | 18.00h
22 Dez Porto
Remix Ensamble | Ulisses em Copacabana - Concerto de Natal
Casa da Música - Sala Suggia | 19.30h
Dança
30 Nov a 30 Dez | Porto
O Quebra-Nozes - de Tchaikovski - Moscow Classical Ballet
Coliseu do Porto | 21.30h
Olá a todos!
O meu nome é Cristo. Jesus Cristo. JC para os amigos!
Nasci no dia 25 de Dezembro. Por isso, a celebração do meu aniversário está próxima. Há dois mil e nove anos, na cidade de Belém, a
minha mãe deu-me à luz. Foi um acontecimento tão especial para a
Humanidade que toda a história ficou dividida em duas partes: antes
de mim e depois de mim.
Durante muitos séculos, muita gente esperou e pediu a Deus que
eu viesse. O projecto inicial do Altíssimo foi manchado e o que era
uma bela história de amor entre o céu e a terra e entre a divindade e a
humanidade corrompeu-se. Os homens e as mulheres quiseram viver
sem o seu Criador e Senhor. Mas Deus respeitou-os. É que Ele não
vos fez como se fôsseis robôs ou computadores programados para
fazerdes apenas o que Ele quisesse. Deu-vos o dom da liberdade por
amor. Quem ama não pode obrigar. A vossa história podia ter sido de
outra maneira, mas foi esta a que aconteceu.
Deus não desistiu de vós, apesar do pecado e foi enviando profetas
que falaram em seu nome e fez de vós o seu povo querido e fez convosco uma aliança.
A determinada altura, Deus decidiu adoptar outra estratégia e Ele
próprio quis vir ter convosco. Chegada a plenitude dos tempos, foi,
então, que eu apareci em cena, de uma forma única e radical. Podia
ter aparecido de uma forma espectacular. Talvez num avião, num helicóptero, numa nave espacial ou até tipo super-homem. Mas não. Eu,
a segunda pessoa da Santíssima Trindade surgi no vosso planeta da
forma mais bela e singela: sob a forma de um bebé. Uma criança frágil
e indefesa.
Encarnei no seio de uma jovem mulher, chamada Maria. Já deveis
ter ouvido falar dela, muitas vezes. Ela foi escolhida e convidada pelo
meu Pai para ser a minha mãe humana. Através dela, chegaria o Messias prometido. Ela não compreendeu muito bem como seria aquilo
possível, mas, na sua humildade, acreditou naquele desígnio divino e
aceitou tão especial projecto de vida.
A minha mãe estava noiva de um carpinteiro chamado José. Ele
também teve dificuldade em compreender tudo aquilo que estava a
acontecer. A minha mãe estava grávida e ele não era o pai. Aos poucos,
foi entendendo o tamanho milagre que ocorria ali. Percebeu a origem
sobrenatural da gravidez da minha mãe, pois a minha encarnação era
obra do Espírito Santo. Ele tornou-se o meu querido pai adoptivo.
Quando os meus papás humanos já tinham casado e viviam na
sua simples casinha de Nazaré, saiu um édito de César Augusto, obrigando todas as pessoas sob domínio do império romano a recensearse. O meu pai tinha que deslocar-se a Belém e como a minha mãe
estava grávida, para não ficar sozinha, acompanhou-o. Mas o seu estado não era muito favorável a viagens e aqueles dias foram muito
complicados.
Ao chegarem a Belém, a minha mãe já estava com dores de parto.
O meu pai procurou uma hospedaria para ficarem por uns dias e para
a minha mãe me gerar. Mas não havia lugar algum porque a cidade e
as redondezas estavam cheias de gente naquela ocasião.
Não dava para esperar mais. Tinha que ser num sítio qualquer. Um
pobre homem, vendo o desespero do meu pai e a aflição da minha
mãe, disponibilizou tudo quanto tinha: uma grutinha, onde guardava
os seus animais.
E foi ali, não num palácio ou numa maternidade, mas num humilde curral, que eu nasci para a minha vida terrena. Naquela noite fria eu
nasci e fui colocado entre panos numa manjedoura com palhinhas.
Não havia médicos, riqueza ou comodidade. Apenas o muito carinho
e alegria dos meus pais e o calor de uma vaca e de um burro.
Alguns anjos cantavam e davam glória a Deus. Havia uma magia
especial em tudo quanto estava a acontecer.
Pouco tempo depois, os meus pais foram surpreendidos com a
visita de vários pastores que tinham recebido a notícia do meu nascimento e muito felizes se prostraram e ofereceram coisas dos seus
trabalhos de pastorícia. Posteriormente, chegaram, também, guiados
por uma estrela e fugindo de Herodes, três magos do Oriente. Também se curvaram em solene veneração e ofereceram ouro, incenso e
mirra. Todos me adoravam, desde as pessoas mais simples do povo
até às mais sábias e poderosas.
Tudo aquilo era misterioso e intrigante. A minha mãe escutava
tudo quanto se dizia de mim e guardava todas aquelas coisas no seu
coração.
Este foi o início dos meus 33 anos de vida no vosso planeta. Vim
como caminho, verdade e vida, fazer-vos um convite de salvação e
realização em que tudo se resume no mandamento do Amor. Deus é
amor e o amor é a chave da autêntica felicidade.
A poucos dias da minha festa de anos, queria dizer-vos que gostava de voltar a nascer na vossa vida e no vosso coração. Nasci criança
para que não tenhais medo de mim. Que mal poderia fazer um Deus
Menino? Não tenho força para abrir a porta da vossa casa. Volto a bater e se quiserdes, abri-a.
Gostava de festejar o meu aniversário convosco. Ao fim e ao cabo,
a razão de ser do Natal sou eu. E há tanta gente que celebra a minha
festa sem mim, que sou o aniversariante… Quero desejar-vos também eu, um feliz Natal! Afinal de contas, sabeis bem quem eu sou.
Com licença, sou o JC!
Professor Paulo Costa
Campanha para as eleições da AE
Entusiasmo e animação marcaram os dias da campanha eleitoral para a nova associação de estudantes.
associação de estudantes
auditório acolheu alunos e os candidatos à presidência da Associação de Estudantes num debate moderado
pelo Professor Gautier de Oliveira.
Download

Novo ano lectivo... novos espaços para usufruir