GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ NO SÉCULO XXll: EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE COM VISTAS À EMANCIPAÇÃO HUMANA CURITIBA 2012 GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ APRESENTAÇÃO O Colégio Estadual do Paraná – CEP - tem sua história marcada por se diferenciar dos demais estabelecimentos de ensino do Estado. Sua criação como Liceu, em 1846, antecede a própria emancipação política do Estado do Paraná. Sua majestosa sede, inaugurada em 1950, torna-o o maior Colégio Estadual. Diariamente, transitam por suas dependências mais de 7 mil pessoas. O CEP vem sendo construído com as mãos e mentes de muitos de seus ex-alunos. A qualidade do ensino ofertado preparou governadores, prefeitos, magistrados, empresários e tantos outros cidadãos que fizeram e fazem a diferença positiva na nossa sociedade. O reconhecimento de sua importância cultural veio com seu tombamento em 10/03/1994, conforme Inscrição Tombo 118 – II, Processo Número 03/93, data da inscrição: 10 de março de 1994, Livro Tombo Histórico. Além do ensino nos níveis fundamental, médio e educação profissional, possui o Observatório Astronômico e Planetário, o Canteiro de Obras em Santa Felicidade, o Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM) e as atividades complementares de diversidade, Oficinas da Escolinha de Artes e o Treinamento Esportivo. O prédio principal é formado de quatro pavimentos, ocupando área de aproximadamente 43.140m2, consoante o projeto original, desenvolvido sobre planta em forma de U, dispondo, além de salas de aula, de laboratórios destinados ao ensino de disciplinas específicas, tais como Biologia, Física, Informática, Matemática e Química, e os laboratórios dos cursos do Ensino Profissional, Escolinha de Arte, salas/ambiente, salas destinadas às atividades administrativas, cinema/teatro, Auditório, Salão Nobre, biblioteca, almoxarifado, além de espaços outros relacionados a atividades docentes e discentes. De acordo com o Decreto n° 5.296, de 2 de dezembro de 2004, que regulamenta a Lei n° 10.098, de 19 de dezembro de 2000 - e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ especiais ou com mobilidade reduzida - o Colégio adequou sua infraestrutura com rampas e 04 banheiros, além de já contar com 2 elevadores antigos para facilitar o acesso. Apesar disso, a acessibilidade ainda é precária em alguns espaços da escola. Especificando-se, as instalações do CEP compreendem: a) Salas de aula: O Colégio Estadual do Paraná – Ensino Fundamental, Médio e Profissional – dispõe de 44 (quarenta e quatro) salas de aula, com 54 metros quadrados cada, atendendo às especificações da Resolução n° 0318/2002 – SESA, sendo utilizadas em três turnos. b) Complexo higiênico-sanitário: O Colégio Estadual do Paraná dispõe, no prédio central, de: − 07 (sete) complexos higiênico-sanitários femininos, com pia, 05 (cinco) torneiras e 05 (cinco) vasos sanitários em cada um; − 07 (sete) complexos higiênico-sanitários masculinos, com pia, 04 (quatro) torneiras, 05 (cinco) vasos sanitários e 01 (um) mictório com capacidade para 04 (quatro) pessoas, em cada um; No complexo poliesportivo, o Colégio dispõe de 02 (dois) complexos higiênicosanitários masculinos e 03 (três) femininos com as mesmas especificações citadas acima. c) Salas-ambiente: O Colégio Estadual do Paraná dispõe de: − 08 (oito) salas destinadas à guarda de materiais específicos das disciplinas, sendo: uma sala com 18,90m2 para Física, equipada com cadeiras, mesas, poltronas, armários, quadro; uma sala com 20,15m2 para Química, equipada com cadeiras, mesas, armários, quadro de recados, telefone e microcomputador; almoxarifado de Química, com 21,04m2, equipado com duas estantes, duas pias, cadeiras e banco; uma sala com 23,48m2 para Língua Portuguesa e LEM – Inglês, equipada com cadeiras, mesas, armários, quadro de recados, arquivo, mural e microcomputador; uma sala com 17,83m2 para Sociologia e Filosofia, Cursos Técnicos e Ensino Fundamental, equipada com armário embutido, cadeiras, mesas, armários, murais, quadro de recados, microcomputadores e impressora; uma sala com 20,15m2 para Geografia, equipada com cadeiras, mesas, armários, quadro branco, escaninho, e microcomputador; uma sala GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ com 18,90m2 para Biologia, equipada com cadeiras, mesas, poltronas, armários, quadro de recados, prateleiras, mural, pia de balcão, e microcomputadores. − 02 (duas) salas com capacidade para cem pessoas cada, equipadas com data show, amplificador de som, duas caixas de som, DVD player e microcomputador. − Salão Nobre, com 309,60m2, equipado com conjunto de mesa de honra com sete cadeiras, 150 cadeiras para plateia, duas mesas pequenas, sistema de som com caixas, bandeiras históricas do Brasil, do Paraná, do Colégio Estadual do Paraná, dezoito obras de arte (quadros) e um piano de cauda Essenfelder. − Biblioteca, com 390,72m2, equipada com doze armários, 14 cadeiras, seis fichários, quatro mesas com seis cadeiras, onze poltronas, um banco para quatro pessoas, dez mesas com dez lugares, oito mesas individuais, 119 estantes e um balcão. − Auditório, com 847,54m2 e 850 lugares, dois complexos higiênico-sanitários, masculino e feminino, dois púlpitos, um piano de cauda Essenfelder, mesa de iluminação, iluminação cênica com vinte canhões de luz, sistema de som com mesa de dez canais, caixas de som, cd player, quatro microfones, tela de projeção, quatro bandeiras (Brasil, Paraná, Curitiba e do Colégio), dois camarins e depósito de materiais. − Sala de convivência, com 17,27m2, com nove cadeiras, duas mesas e um quadro de giz. − 02 (duas) salas de aula, com vinte conjuntos de cadeiras e carteiras, e 02 (duas) salas de aula, com quarenta conjuntos de cadeiras e carteiras destinadas às aulas do CELEM, que oferta, em 2012, cursos de Inglês, Espanhol, Alemão, Francês, Japonês, Mandarim e Polonês, num total de 48 turmas, distribuídas nos 03 turnos e nos sábados. − Rádio intervalo. − Escolinha de Artes, com materiais e equipamentos para desenvolver o trabalho pedagógico nas quatro áreas: Artes Visuais, Teatro, Música e Dança. − Complexo poliesportivo, com ginásio de esportes, pista de atletismo oficial, piscina olímpica com plataforma de saltos e piscina de aprendizagem, campo de futebol, quadras de voleibol, basquetebol, futsal, handebol, salas de musculação, de ginástica rítmica e xadrez. − Almoxarifado geral, contendo materiais de expediente, limpeza e manutenção do Colégio, devidamente organizados e acondicionados. GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ − Refeitório, onde é servida a merenda escolar. O Colégio Estadual do Paraná, além da merenda nos períodos da manhã, tarde e noite, oferece almoço e jantar, na condição de reforço de merenda, para os estudantes que participam de atividades escolares em turnos diferentes dos quais estão matriculados. Atualmente, a merenda escolar serve um total de 1.200 refeições por dia. Temos estudantes atletas, que participam das atividades desportivas e que também utilizam esse tipo de serviço. − Cantina comercial, administrada pela APMF do Colégio. − Centro de Memória, contendo o acervo histórico do Colégio, responsável pela catalogação e organização de documentos, mobiliário, fotos e as mais diversas formas de registro da história da instituição que, em 2012, completou 166 anos. d) Laboratórios: O Colégio Estadual do Paraná possui quatro Laboratórios de Informática, um Laboratório de Biologia, um de Física, um de Química, um de Matemática, um de Prótese Dentária e um de Saúde Bucal; e) Instalações e ambientes destinados às pessoas com necessidades especiais: O Colégio Estadual do Paraná dispõe de complexo higiênico-sanitário em todos os andares, rampas de acesso, elevadores e guias no calçamento. f) Canteiro de Obras, localizado no Bairro de Santa Felicidade, à Rua Angela Dall Ostro, 201, com 7.928m2, sendo 300m2 construídos. É utilizado nas aulas práticas do curso de Edificações. g) Observatório Astronômico, no Município de Campo Magro, área de 5.000 metros quadrados. h) Casa de máquinas, que abriga os motores de filtro das piscinas. i) Prédio que abriga os equipamentos de Educação Física, com 190,40m2, e onde existe garagem para os carros oficiais. j) Casa destinada ao Centro de Memória (em reforma), com 354m2. O Colégio Estadual do Paraná possui um patrimônio cultural adquirido e acumulado ao longo de toda a sua trajetória, destacando-se uma importante pinacoteca. Essa coleção é um patrimônio público de grande valor histórico e qualidade estética. Atualmente, é composta de vinte e oito obras de dezoito artistas, sendo muitos paranaenses, como os premiados Theodoro De Bona (1904-1983), Guido Viaro (18971971), Miguel Bakun (1905-1963), Poty Lazzarotto (1924-1998), entre outros. Grande GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ parte desse acervo é composto por trabalhos de ex-estudantes, ex-professores, e até de artistas que viveram as duas situações neste Colégio, como Luis Carlos Andrade Lima (1933-1998) e Jarbas Schünemann (1951-1992). A distribuição dessa pinacoteca se concentra em três ambientes específicos no Colégio Estadual do Paraná: no Salão Nobre, na Direção Geral e na Escolinha de Arte. Embora não se tenha o registro exato do início dessa coleção, a obra mais antiga data de 1887, “Nossa Senhora e o Menino Jesus”, do artista Joseph Weiss (1861-1952) e, por se tratar de uma coleção aberta, ainda recebe novas obras, como os recentes óleos sobre tela (2005), da artista Dulcirene Montanha Moletta (1941), doados em 2008. Atualmente, temos mais de 5000 (cinco mil) estudantes matriculados e frequentando regularmente, aproximadamente 63% deles residem em Curitiba e 37% e na área metropolitana, num total geral de 121 turmas. Além dos ensinos fundamental e médio, o CEP oferta, no Ensino Médio Integrado, os cursos de Técnico em Edificações, Técnico em Comunicações e Artes, Técnico em Prótese Dentária, Técnico em Arte Dramática e Artes Cênicas. No Ensino Subsequente, os cursos Técnico em Produção de Áudio e Vídeo, Técnico em Administração, Técnico em Arte Dramática e Artes Cênicas, Técnico em Informática, Técnico em Edificações, Técnico em Saúde Bucal, Técnico em Secretariado. Como são desenvolvidas várias atividades extracurriculares, há um grande número de pessoas circulando diariamente nas dependências do CEP, nos períodos matutino, vespertino e noturno, conforme gráficos e tabelas, elaboradas pela Secretaria da Escola, em 2011. Pode-se inferir, portanto, que o número de pessoas que circulam no CEP é bem maior que a população de muitos municípios do interior do Estado, conforme mostram os gráficos abaixo (Gráficos 1, 2 e 3). GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ Gráfico 1 CIRCULAÇÃO DIÁRIA DE PESSOAS - CEP MANHÃ 3000 2645 QUANTIDADEDEPESSOAS 2500 2096 2000 2010 1500 2011 1000 500 194 43 36 0 34 30 9 AGENTE I ALUNOS 15 98 4 PEDAGOGAS AGENTE II 4 ESTAGIÁRIOS PROFESSORES SEGMENTOS Gráfico 2 CIRCULAÇÃO DIÁRIA DE PESSOAS TARDE QUANTIDADEDEPESSOAS 3000 2410 2500 2181 2000 2010 2011 1500 1000 500 57 54 43 44 11 35 213 107 6 5 0 AGENTE I ALUNOS PEDAGOGAS AGENTE II ESTAGIÁRIOS PROFESSORES SEGMENTOS Gráfico 3 CIRCULAÇÃO DIÁRIA DE PESSOAS - CEP NOITE QUANTIDADEDEPESSOAS 2500 1969 2000 1687 1500 2010 2011 1000 500 156 20 18 0 14 14 AGENTE I ALUNOS 9 20 PEDAGOGAS AGENTE II SEGMENTOS 86 0 1 ESTAGIÁRIOS PROFESSORES GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ A partir da necessidade de adequar o CEP às demandas atuais e futuras é que este projeto propõe soluções alternativas, transformando-o no primeiro estabelecimento público estadual de ensino totalmente voltado para conceitos sustentáveis em suas dimensões: cultural, histórica, memorial, energética, ambiental, estrutural (garantindo condições de acessibilidade), preparando-o para o século XXll. O momento histórico atual coloca ao Colégio Estadual do Paraná e sua comunidade escolar um novo desafio: a restauração do seu patrimônio cultural, bem como sua conservação, com conceitos totalmente sustentáveis na perspectiva de um planejamento ambiental, cultural e pedagógico. . Conscientes desse grande desafio é que o Colégio Estadual do Paraná e o Governo do Paraná se unem a fim de transformar o CEP no primeiro Colégio Paranaense, reestruturado física e pedagogicamente com conceitos totalmente sustentáveis.. O projeto prevê ações (na planta do colégio) nas áreas de energia, saneamento, resíduos sólidos, patrimônio cultural, restauração dos edifícios, recuperação do espaço olímpico (piscina, cancha de atletismo, ginásio de esportes, quadras poliesportivas), merenda orgânica, entre outros. A questão pedagógica merecerá ação especial, a fim de adequar cursos e currículos a esse conceito de sustentabilidade. A implementação deste projeto, por sua ampla dimensão, exigirá estudos adequados no projeto original, bem como destino significativo de recursos. Assim, além de grande esforço do Colégio e da Secretaria do Estado da Educação do Paraná, há a necessidade de busca e envolvimento de parceiros e apoio de outras instâncias do próprio Governo do Estado, bem como da iniciativa privada, além de ex-alunos e toda a comunidade escolar. Em linhas gerais este projeto está pautado em trés grandes eixos, a saber, 1resgate e conservação da memória do CEP_e patrimônio cultural (memória) , 2 definição de uma concepção de sustentabilidade ou de conceito sustentável de CEP que fundamente as práticas e, em especial, a organização curricular (currículo), 3 – a reestruturação completa do prédio escolar e sua adequação a princípios e práticas sustentáveis.(estrutura física). GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ Estes trés grandes eixos guardam consigo um fundamento comum: o de conceber o contexto histórico, social, político, econômico e cultural como referencial para analisar os condicionantes sobre a realidade presente, tomando esta como uma construção histórica para vislumbrar e projetar o CEP para o século XXII. Assim sendo, e em função dos seus eixos, o projeto apresenta duas bases: (1) Educação e (2) Sustentabilidade. Na primeira, para além da necessidade de preservação do acervo documental e da estrutura física do Colégio, há necessidade de se implementar uma proposta político pedagógica que atenda às demandas futuras, com vistas à emancipação humana, a fim de garantir educação de qualidade à altura da história e da importância desta instituição. A segunda será a sustentabilidade, na qual buscar-se-á soluções para a produção de energias alternativas, captação e tratamento de água e esgoto, bem como gerenciamento de resíduos, proteção e preservação do patrimônio constituído atual e futuro. . A inauguração da sede atual, em 1950, torna necessária uma manutenção e atualização frequentes, que implicam constantes aplicações significativas de investimentos. Dentro deste contexto, o Colégio Estadual do Paraná, referência em Educação no estado desde 1846, propõe um projeto de sustentabilidade que possibilite conceber, em sua concretude, a realidade social, econômica, cultural política, portanto, global, de forma a encontrar alternativas frente ao uso indevido dos recursos naturais. O projeto apresentará diversas vertentes a partir de seus eixos de sustentação, tais como a reorganização curricular de forma que permita pensar numa escola que forme dirigentes, instrumentalizando nossos alunos para analisar, compreender, exigir, enfrentar, cobrar ações políticas, e então desenvolver, no âmbito da escola, uma outra postura a contenção frente aos recursos naturais e ao patrimônioo cultural. Assim sendo, o projeto pressupõe o resgate de toda a memória do CEP a partir de documentos históricos que permitam conceber e preservar o patrimônio cultural como premissa para um CEP sustentável. Prevê, neste sentido, a reestruturação completa do prédio escolar a partir da implantação de sistemas para a produção de energia alternativa, captação de águas pluviais, instalação de uma ETE - Estação de GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ tratamento de Efluentes, implementação de um PGRS - Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, , criação de um programa de redução de desperdícios. Nesta perspectiva, um projeto desta monta não pode se furtar em - ao mesmp tempo em que propõe mudar a postura, conscientizando seus jovens alunos frente ao esgotamento dos recursos naturais - desenvolver uma análise da totalidade, especialmente no que concerne às políticas públicas voltadas para este enfrentamento.. É necessário, no contexto da democracia representativa, entender os caminhos e os mecanismos de participação da sociedade civil organizada, de modo a permitir que as instituições públicas possibilitem uma maior participação pública, bem como transparência participativa como: fóruns, reuniões, seminários temáticos, sessões de discussão, oficinas, Agenda 21, palestras, leis de iniciativa popular, auditorias ambientais, planos diretores, sessões parlamentares de discussão da legislação, planejamento urbano em geral, auditorias públicas, entre outras. Em síntese, mais que um projeto, o que se está propondo é um conceito socioambiental. Está se propondo um novo caminhar; um jeito de ensinar digno da história e tradição do CEP; um jeito capaz de ensinar e preparar novas lideranças para enfrentar os desafios do século XXI, no sentido em oferecer oportunidades únicas de sociabilidade. 2. OBJETO Implantação de um projeto de educação e desenvolvimento de ações de sustentabilidade para o século XXII no Colégio Estadual do Paraná, que possibilite a recuperação e preservação da memória, bem como do patrimônio cultural do CEP, a reestruturação do prédio escolar, bem como a reorganização curricular totalmente voltado e fundamentado em conceitos sustentáveis. 3. OBJETIVOS/ ESTRATÉGIAS GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ Elevar o padrão de qualidade do ensino na instituição, com vistas à emancipação humana. Adequar os cursos profissionalizantes (integrado e pós-médio), já ofertados pelo CEP, à concepção de sustentabilidade. (aqui parece que o projeto está apenas voltado para o profissionalizante. Podemos rever redação sistematizando em forma de objetivos os eixos do projeto, que ao meu ver estão agora bem definidos Ofertar cursos profissionalizantes nas áreas ambientais, memória e patrimônio, segurança do trabalho, química, bem como formação continuada aos professores, pedagogos e funcionários do CEP. Implantar sistemas de produção de energia alternativa: eólica, pisos geradores de energia, células fotovoltaicas, bicicletas geradoras de energia; Instalar uma ETE: Estação de Tratamento de Efluentes, um PGRS: Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, um sistema de captação de águas pluviais; Incluir a Educação Ambiental e Patrimonial com vistas à manutenção de todos os outros projetos; Reduzir o desperdício com programas específicos que façam análises constantes da demanda e do uso dos recursos; Criar na grade curricular do curso de edificações áreas que estudem projetos de desenvolvimento sustentável; Criar um laboratório de projetos nas áreas de sustentabilidade com apoio e projetos de empresas; • Criar fóruns, reuniões, seminários temáticos, sessões de discussão, oficinas, Agenda 21, palestras, leis de iniciativa popular, auditorias ambientais, planos diretores, sessões parlamentares de discussão da legislação, planejamento urbano em geral, auditorias públicas, entre outras. GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ Reestruturar o currículo escolar vislumbrando a educação ambiental e a tomada de consciência dos alunos sobre a dimensão e o alcance do projeto. GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ 4. META A meta do projeto é chegar ao século XXII com um Colégio totalmente preservado e com conceito de sustentabilidade, cuja qualidade da educação esteja voltada para a emancipação humana, com consciência patrimonial e ambiental, tanto no que concerne a preservação do patrimônio cultural, como no acesso ao conhecimento sobre os impactos ambientais provocados pelos condicionantes sociais, culturais e econômicos sobre o ambiente e sobre as formas de uso racional dos recursos naturais. 5 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Pressupor o conceito de sustentabilidade necessariamente implica em conceber o contexto que engendra historicamente a tão propalada ideia de desenvolvimento sustentável e seu desdobramento na chamada educação sustentável. Este projeto tem a intenção de, ao passo em que apresenta os seus principais pilares ou eixos na concepção de um conceito sustentável para o CEP, também apresenta fundamentos que permeiam a prática a ser implantada. É preciso destacar que esta prática está fundamentada numa visão de mundo, de homem, de sociedade, para os quais se pretende uma educação de fato libertadora, emancipadora e, para tal, conscientizadora sobre a realidade. O contexto da globalização, ou seja, da reorganização do capitalismo trouxe o conceito de sustentabilidade. Isto significa dizer que este conceito guarda um importante paradoxo, o de ter suas bases na reorganização do capitalismo contemporâneo, ao mesmo tempo em que busca dar conta de dirimir o seu impacto. É neste contexto que surge, no âmbito epistemológico e curricular a ideia de mudança de paradigma. Ou seja, as contradições do capitalismo contemporâneo, na configuração da economia global, ao passo em que fomentam a produção industrial, elevando os riscos e o impacto global, criam conceitos, paradigmas e alternativas que GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ responsabilizam a sociedade como um todo para reparar os males sociais e ambientais, criando o próprio conceito de sustentabilidade. O modelo de sociedade atual fornece uma visão antropocêntrica e dicotômica entre o homem e a natureza. E esta forma de perceber o mundo - da qual nossa ciência é a herdeira - apresenta o que se chama e reflete uma profunda crise da sociedade moderna, devido à dificuldade de o homem e as ciências solucionarem problemas práticos e teóricos, principalmente os relativos às questões ambientais. Contudo, os desafios são inúmeros quanto as projeções de impacto ambiental nas atividades humanas. Na atual perspectiva, é necessário observar de que, se nada mudar, a degradação ambiental se tornará insustentável, quanto a ação humana sobre o meio ambiente. Sustentabilidade, em sua definição se caracteriza por um modelo de desenvolvimento basedo numa sociedade auto regulada. O que se pode conceber, na dinâmica da contraditória sociedade capitalista, é que uma sociedade que se pretenda sustentável, em suas dimensões básicas, ou seja institucionais, sociais, econômicas, culturais e ambientais, precisa rever as projeções de desenvolvimento para o futuro. O centro do debate é a necessidade de compreender a gênese da ideologia do progresso e do domínio da natureza, como também o comportamento das políticas locais sobre as estratégias das políticas públicas como um todo para proteção do meio ambiante. A crise ambiental reflete o modo de civilização da modernidade, ou seja, o mundo está mudando e, nas estratégias geopolíticas dominantes, blocos econômicos são formados e pertencem a mercados que buscam a acumulação e concentração de capital, o que agrava as desigualdades sociais. Isso reflete o modelo da sociedade urbano-industrial que prioriza valores individualistas e consumistas, causadores de dominação e exclusão sociais nas relações sociedade-natureza. Em virtude disso, o ser humano se sente como não pertencente à natureza, e percebe o meio de forma utilitarista, o que contribui para a desnaturalização da humanidade (GUIMARÃES, 2000). Além disso, o desenvolvimento técnico-industrial desta sociedade eliminou grande parte das diversidades humanas, étnicas e culturais, acarretando em mais problemas e crises de civilização (MORIN, 2007). GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ A história da relação entre sociedade e natureza, conforme observou Milton Santos (2002), aconteceu por meio de uma substituição do ambiente natural para um ambiente cada vez mais artificial. Situações criadas como insustentáveis em relação à degradação humana resultaram em problemas naturais. Diante desses fatores, a história do desenvolvimento global levou por diversas vezes a humanidade a sofrer retrocessos quanto as condições de vida da população, colocando em risco os fatores sociais. O sociólogo alemão Urlich Beck (2010), apresenta em suas teorias novos aspectos quanto à insustentabilidade e risco sociais formada pela própria sociedade. Conforme Beck, vivemos num periodo de risco global, que gera um cenário de incertezas principalmente quanto trata-se de ações de modernização, em qual não altera se altera a dinâmica das organizações sociais. No entanto, a sociedade passa por um processo de globalização muito rápido e desregulamentado nas suas proporções desencadeando a degradação ambiental. . A utilização dos recursos naturais de modo inconsequente, a degradação do meio ambiente, a pobreza persistente em grande parte da humanidade, a necessidade de desenvolvimento faz com que se pensem formas de tornar a ação do homem mais consciente criando espaços de participação, controle social, enfrentamentos e proposições sociais, políticas e econômicas em outros termos, que não a legitimação de uma modo de produção com conseqüências tão desastrosas. É crescente o número de pessoas, em todo o mundo, que passa a exigir uma postura mais ativa por parte das autoridades de seus países em relação às políticas relativas ao meio ambiente, à exploração de seus recursos naturais e à ocupação mais racional das áreas urbanas. Assim como cientistas, estudiosos e pessoas ligadas ao meio ambiente reúnem-se em fóruns, debates e conferências onde se procuram demarcar claramente técnicas, formas e diretrizes para que se assegure a descoberta e a implementação de políticas voltadas para a ecologia e a sustentabilidade, cada nação deve também definir - de acordo com o seu grau de desenvolvimento tecnológico, características populacionais e a forma como exploram seus recursos naturais - caminhos para um futuro sustentável e pleno para todos os habitantes de nosso planeta. . Algumas autoridades governamentais, vários organismos internacionais como a ONU, ONG’s e entidades particulares estão bastante empenhados em estabelecer e GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ definir metas e caminhos viáveis para que qualquer sociedade possa implementar as políticas que melhor se adaptem a cada país e a suas particularidades, aprofundando a troca de experiências e estabelecendo sempre um debate em todos os níveis do conhecimento humano. . É importante entender que a busca de caminhos para a sustentabilidade global, passa, antes de qualquer coisa, pela busca da sustentabilidade individual, da sustentabilidade das relações humanas, pois, cada um, como indivíduo, pode se aliar às forças que lutam com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida para o futuro da humanidade. Cidades que tratam seus efluentes e resíduos, empresas que evitam o desperdício de energia e de recursos, pessoas que vivem atentas ao modo como interferem na natureza e no meio ambiente que as cercam, são exemplos de como encontrar os caminhos da sustentabilidade e de como manter nosso planeta com capacidade de sustentar a vida por muitas e muitas gerações. Neste sentido, há de se analisar: que ações governamentais de fato estão sendo feitas? Que política existe para contenção dos efeitos globais sobre o impacto ambiental? Que ações nas empresas estão sendo desenvolvidas para este fim? De que forma o estado está ou não regulamentando estratégias de contenção de emissão de gases ou outras alternativas de produção energética? Qual o papel do estado e do privado? O que se pensa no âmbito das instituições de ensino, do CEP, do currículo, da sua memória histórica e estrutura física? Que ações podem ser movidas nas contradições da política representativa e no âmbito do estado contemporâneo? Esta análise pressupõe uma visão das contradições, da totalidade, do espetro dos condicionantes macros. Portanto a concepção que se impõe é de que, um projeto sustentável do ponto de vista pedagógico, vislumbra uma educação que se proponha a analisar o real a partir de suas contradições - público – privado, estado - mercado desigualdades sociais – concentração de renda, relações de poder - subsunção ao capitalismo. A via da reorganização curricular é fundamental para uma outra visão de mundo, mas que não pode pressupor uma visão idealista pela qual concebe que é a consciência que determina a vida. A mudança de consciência implica em fazer uma análise de complexidade sobre os condicionantes sociais e econômicos, para tal, GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ prover ações que possam, além de reestruturar o CEP, cobrar políticas efetivas no âmbito da democracia representativa. . O fôlego para tal se consubstancia na indignação em ver que o planeta para ser sustentável não prescinde de uma outra visão global. Como diz Milton Santos - por uma outra globalização - a da justiça social. Portanto, um projeto sustentável vislumbra sim que o currículo permita analisar por que é necessário, nas contradições do capitalismo contemporâneo, não prescindir da contrapartida de parcerias público – privado, a qual pressupõe a insuficiência de recursos públicos para prover políticas da envergadura de um projeto de contenção de esgotamento de recursos naturais, bem como de reestruturação do prédio escolar para estes fins e os da recuperação de sua memória histórica. Bem longe do que apregoaram os PCNs a educação sustentável não pode conceber a responsabilização por si da comunidade pelos problemas sociais, econômicos, históricos, culturais e políticos. Isto seria dirimir, suavizar ou negar o fato de que as quinhentas pessoas mais ricas do mundo concentram a renda de quatrocentos e oitenta milhões de cidadãos. Não podemos correr atrás de erros históricos tentando concertá-los, ou seja, dirimir os impactos do desenvolvimento econômico sem conceber também que, viver no contexto dos novos paradigmas, é estar na égide do mercado que - não somente cria as necessidades e a mercadoria, mas sobretudo o grupo que as consome. O humanismo no contexto do novo paradigma cede lugar ao consumismo. Portanto, a concepção de um projeto desta monta, pressupõe uma concepção de mundo - analise fundamental, sem a qual corremos o risco de perceber o real a partir do ideal. É aí que entram os estabelecimentos de ensino, pois, possuem uma responsabilidade de preparar as novas gerações para um futuro de boas práticas. Nesse sentido, os trabalhos desenvolvidos dentro das instituições de ensino têm efeito multiplicador, pois, cada estudante deve ser provocado para se envolver quanto ao pertencimento institucional. Nesse sentido, o jovem c que deve dispor do serviço público poderá exercer de forma plena suas atividades cidadãs, por meio de uma atmosfera escolar diante de uma dinâmica multidisciplinar. Nesta perspectiva,, acredita-se que o conceito de sustentabilidade pode levar a GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ uma diminuição da depredação ao patrimônio público. Pela complexidade da comunidade do Colégio Estadual do Paraná, com aproximadamente 5 mil alunos matriculados no ensino regular, 1 mil alunos na Escolinha de Artes, 1,5 mil no Centro de Línguas, 1 mil alunos no treinamento desportivo, 364 professores, 96 funcionários, possui uma considerável responsabilidade neste contexto, pois, além de ser uma instituição de ensino, é um ambiente onde cerca de 7 mil pessoas circulam diariamente com possibilidades de compreender a dimensão conceitual e estrutural de um projeto desta monta que não se esgota em ações internas, mas na participação pública e controle social. Alicerçando diante das teorias pré constituídas e previamente analisadas, esse é um projeto de constante preservação e recuperação do patrimônio de quase dois séculos, construído por diversas gerações de profissionais e estudantes. Para manutenção desta grande dimensão escolar, foi necessário repensar uma nova diretriz administrativa para a planta do Colégio Estadual do Paraná em relação às estratégicas a serem adotadas diante dos conceitos sobre o desenvolvimento sustentável. Neste momento, é de vital importância a sobrevivência desta instituição para continuar contribuindo para população do Estado do Paraná. ESTRATÉGIAS Tendo em vista suas finalidades, foram adotadas algumas premissas fundamentais, relativas à implementação do Projeto: § Envolvimento de toda a comunidade escolar na definição e na implementação deste novo paradigma educacional; § Adequação e definição das matrizes curriculares com vistas à emancipação humana; § Capacitação permanente de professores, pedagogos e funcionários; § Manutenção predial constante; § Cobertura das piscinas; GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ • Reforma do Ginásio para instalação de piso gerador de energia; • Instalação de células fotovoltaicas no ginásio, na cobertura da piscina e demais localidades possíveis; • Instalação imediata do PGRS; • Construção de sistema de captação da água pluvial e viabilidade da sua utilização; • Implantação de projeto de reutilização da água usada no CEP; • Implantação de projeto de acessibilidade; • Instalação de bicicletas geradoras de energia no pátio--- a manutenção desse processo não compensa, desperdício de dinheiro público; • Construção de uma nova torre para a oferta de novos cursos; • Construção da ETE; • Implantação de projetos educacionais de Memória e Preservação Patrimonial e de Educação Ambiental. • Uso da energia eólica – não cabe em nosso colégio devido aos fracos vento. Não tem sentido, a tecnologia não permite a custo baixo energia eólica para pequenas plantas. • Captação de energia solar por meio do conceito de telhados de Vidro OBS: lei que institui no Paraná a Política Estadual de Geração Distribuída com Energias Renováveis (GDER) já foi sancionada pelo governador Beto Richa . A partir de agora épossível comercializar com a Copel a energia elétrica produzida com geradores de pequeno porte por meio de fontes como a hidráulica, eólica e solar. “A GDER quebra o paradigma da produção de energia apenas através de megaprojetos. Além disso, gera renda para a escola. E necessário pensar com o governo o GDER, no qual a escola poderá credenciar junto aos órgãos GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ públicos estaduais. Nesse sentido para constituir isso é obrigatória a apresentação da autorização ou do licenciamento ambiental para a produção energética. A venda da energia deverá ser feita por meio de nota ou documento equivalente. A lei também prevê incentivos aos organismos de pesquisa e extensão rural, públicos e privados, e às concessionárias de distribuição de energia para prestarem serviços ao desenvolvimento e à inovação na produção e uso da GDER, além de capacitação e assistência técnica. 7. PARCERIAS Uma parceria com órgãos estaduais como COPEL(Economia mista), SANEPAR, IAP, SEAP, SEAB, SEEC, EMATER, ITAIPU, SEMA, TECPAR dentre outros, poderá propiciar formação aos professores, pedagogas e funcionários do Colégio Estadual do Paraná e demais colégios, a fim de capacitar para a manutenção e implementação de todos os projetos de Sustentabilidade e de proteção ao patrimônio escolar. Empresas de economia mista como a PETROBRAS e outras poderão contribuir também com parcerias em seus projetos de sustentabilidade, como o projeto AGROFLORESTAR, no Vale da Ribeira e no Litoral Paranaense, onde alunos do Colégio Estadual do Paraná já tiveram a oportunidade de obter formação em Educação Ambiental. 8. DEMANDA ESPERADA Considerando seu porte, o Colégio Estadual do Paraná poderá oferecer estágio para xx cursos, com a possibilidade de auxiliar xx alunos na sua formação com benefício direto aos seus alunos e comunidade. 9. OFERTA EDUCACIONAL O presente trabalho apresenta como sugestão de implantação de cursos técnicos, com adequada infraestrutura: Técnico em processos ambientais GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ (indústria), Técnico em Memória e Patrimônio, Técnico em Meio Ambiente (gestão); Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em química. 10. IMPLEMENTAÇÃO O projeto prevê a implementação em todos os espaços do Colégio Estadual do Paraná, a saber: Sede Central que contempla o Colégio, a Escolinha de Arte, o Centro Esportivo; Observatório em Campo Magro e o Canteiro de obras em Santa Felicidade. 1. Custos do Projeto Os custos de implantação do projeto estão estimados em R$ XXX milhões. 2. Fonte de recursos Para a implementação do Programa serão utilizadas XXX fontes de recursos: do Governo Federal, .... 3. Definição dos terrenos e área mínima Requer estudo técnico... área de construção da ETE, sistemas de energia e água, novo prédio, etc... 4. Etapas de implementação D. Cronograma