ISBN 978-85-8015-054-4 Cadernos PDE VOLUME I Versão Online 2009 O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE _________________________________________________________________ TANIA CRISTINA VICENTE O USO DE MATERIAL AUDIOVISUAL NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA ___________________________________________________________________ LONDRINA 2011 O USO DE MATERIAIS AUDIOVISUAIS EM SALA DE AULA: uma experiência Tânia Cristina Vicente1 Alcione Gonçalves Campos 2 Resumo A aprendizagem de uma língua estrangeira proporciona o aumento das possibilidades de comunicação e insere o aprendiz num mundo complexo de informações. Há tempos escuta-se que no processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira moderna se faz necessário propiciar aos alunos a possibilidade de utilizar as habilidades de leitura, escrita, fala e audição para o maior entendimento da mesma. Desta forma, buscou-se elaborar material apresentando uma possibilidade de utilização de recursos audiovisuais enfocando maior utilização destas habilidades. O caderno pedagógico, que originou o presente artigo, consta de aulas preparadas e contextualizadas com material motivador, que visa suprir a falta de recursos didáticos para os alunos, utilizando a TV Multimídia e outros recursos audiovisuais. Apresentam-se também no presente artigo os resultados alcançados com a aplicação deste caderno pedagógico em sala de aula. Palavras-chave: Audiovisual; Recursos; TV Multimídia; Informação; Motivação. 1 Introdução Fazer com que o educando consiga atingir o mais elevado nível intelectual possível faz parte do perfil profissional do educador. Assim, viabilizar um ambiente agradável e propício à aprendizagem é algo necessário, pois, conforme observação durante a realização dos trabalhos por uma das autoras, o educando consegue perceber quando há um planejamento prévio para a realização das atividades. Também o professor tende a sentir-se mais seguro quando elabora previamente um bom planejamento. 1 2 Professora da SEED do Estado do Paraná. Professora da Universidade Estadual de Londrina. Partindo do pressuposto de que os alunos precisam utilizar todos os seus sentidos para desenvolver plenamente suas habilidades para o entendimento dos conceitos que envolvem o estudo da língua estrangeira moderna, buscaram-se nos recursos áudio visuais a possibilidade de elaboração de material para auxiliar na prática didática do educador. No Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, na cidade de Rolândia, muitas dificuldades são encontradas para se trabalhar com material didático motivador, pois, os alunos são de periferia e os professores desta escola optam em não adotar livro didático, já que, a maioria dos pais não tem condições financeiras em adquiri-lo. Então, faz-se por meio de pesquisas algo que possa apoiar e motivar os alunos para o aprendizado da língua inglesa. Percebe-se que, toda vez que se trabalha com material audiovisual, inclusive utilizando a TV-Multimídia (PARANÁ, 2008b) na sala de aula, os alunos correspondem de tal forma que pedem para rever e apresentar outros vídeos. Isto gera a reflexão sobre a necessidade de oferecer aos alunos uma aula diferenciada, mas que possa contribuir para melhor aquisição do conhecimento. Uma das grandes dificuldades nas escolas públicas é justamente a carência de material didático e de apoio, tanto para o professor quanto para os educandos. As aulas basicamente são conduzidas por meio da linguagem verbal, oral ou escritas e em alguns casos com o auxílio de livros, textos de revistas, jornais, panfletos, etc. Como base para justificar a utilização de materiais audiovisuais encontrou-se nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Língua Estrangeira Moderna do Estado do Paraná que, na versão 2008, o seguinte: “[...] ao rastrear as relações entre língua, texto e sociedade, as novas tecnologias e as estruturas de poder que lhes subjazem”. Giroux (2004 apud PARANÁ, 2008a, p. 52). O mesmo documento nos apresenta indicações de que se espera que o aluno possa “vivenci[ar] na aula de Língua Estrangeira, formas de participação que lhe possibilitem estabelecer relações entre ações individuais e coletivas, e seja capaz de us [ar] a língua em situações de comunicação oral e escrita” (PARANÁ, 2008a, p. 56). No caso específico da Língua Inglesa, devemos atentar para o fato de que “deve também contribuir para formar alunos críticos e transformadores através do estudo de textos que permitam explorar as práticas da leitura, da escrita e da oralidade, além de incentivar a pesquisa e a reflexão." (PARANÁ, 2008a, p. 56). Nesta perspectiva ele deixa de ser mero receptor de conteúdos e passa a ter uma atitude crítica, através da interação ativa do sujeito com o discurso, no qual ele se posiciona diante do mundo e reconstrói suas atitudes, cabendo ao professor criar condições para que isto ocorra de forma que contemple os objetivos propostos. Ainda neste documento é apresentado o papel do professor. Ao mesmo cabe envolver-se trabalhando temas sociais contemporâneos, evoluindo para uma cidadania consciente e buscando despertar nos alunos seus conhecimentos, por meio de novas metodologias: [...] Neste sentido, a escola deve incentivar a prática pedagógica fundamentada em diferentes metodologias, valorizando concepções de ensino, de aprendizagem (internalização) e de avaliação que permitam aos professores e estudantes conscientizarem-se da necessidade de “[...] uma transformação emancipadora. É desse modo que uma contra consciência, estrategicamente concebida como alternativa necessária à internalização dominada colonialmente, poderia realizar sua grandiosa missão educativa” (apud MÈSZÁROS, 2007, p. 212). E, novamente de acordo com as DCE, [...] Um projeto educativo, nessa direção, precisa atender igualmente aos sujeitos, seja qual for sua condição social e econômica, seu pertencimento étnico e cultural e às possíveis necessidades especiais para aprendizagem (PARANÁ, 2008a, p.15). Além dos documentos oficiais, autores como Almeida e Fonseca Junior (2000, p. 20), corroboram para a utilização destes recursos: Ser inovador, criativo, é saber e conseguir romper com o óbvio. É ser capaz de formular a pergunta que ninguém ousa propor o que ninguém proporia. Para ser criativo é preciso ter desapego pela acomodação, ter coragem de enfrentar resistências e, principalmente, não ter medo de errar. Porém muitas vezes a falta de habilidade e familiaridade com estes recursos faz com que o professor apresente dificuldades e muitas vezes rejeitem adaptar-se ao uso dos recursos tecnológicos. Vale ressaltar que é o professor com sua criatividade, bom senso, habilidade e experiência que continuará no comando e cabe ao mesmo ser capaz de perceber ocasiões adequadas ao uso de recursos audiovisuais, no entanto criatividade, bom senso, experiência não surgem do nada e por isso se buscou o entendimento para aplicação destes recursos audiovisuais no processo de ensino-aprendizagem. Assim, em Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 27) começaram a surgir possíveis respostas para os anseios inicialmente apresentados: O vídeo está umbilicalmente ligado à televisão e a um contexto de lazer, e entretenimento, que passa imperceptivelmente para a sala de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não "aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o aluno para os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao mesmo tempo, saber que necessitamos prestar atenção para estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da aula. Os trabalhos com o material audiovisual e o seu valor motivacional o tornam um bom recurso para a compreensão linguística e do desenvolvimento da fala, leitura e escrita, além das habilidades que favorecem a inserção dos alunos da rede pública na sociedade da comunicação e informação. No entanto ao optarmos em utilizarmos esses recursos tecnológicos em sala de aula tivemos como objetivo principal responder aos anseios pessoais na relação ensino-aprendizagem numa integração professor – alunos e tecnologias buscando motivação, introdução de aulas inovadoras no ensino de língua inglesa nas séries iniciais do Ensino Fundamental, aproveitando a oportunidade oferecida pelo Programa de Desenvolvimento Educacional PDE da Secretaria de Estado da Educação do Paraná-SEED. Entretanto, ele deve estar atento para não fazer mau uso deste recurso, que se usado inadequadamente, pode trazer efeito contrário ao esperado, tornando-se inaceitável pelo alunado. 2 Fundamentação Teórica O aluno de hoje, seja ele de escola pública ou particular, vem para a escola motivado e curioso em aprender a disciplina de língua inglesa, pois, para ele é uma novidade, apesar de ter maior contato com a língua, como por exemplo, através do acesso à Internet e outros. Vale ressaltar, segundo Berger (2005), que a maior quantidade de informações que circula hoje pela Internet encontra-se em inglês, prevalecendo como a língua mais usada para a comunicação global e também como a mais presente no mundo da tecnologia. Apesar disso, o aluno ainda não consegue visualizar a sua aplicabilidade e sua importância na construção de seu conhecimento. Então buscou-se nas aulas de Inglês um espaço para ampliar o contato com outras formas de conhecer, outros procedimentos interpretativos de construção da realidade, configurando-se como oportunidade de interações entre professores e alunos assimilando representações e visões de mundo que se revelam no dia-a-dia, analisando e observando as questões sociais, históricas e culturais e suas implicações desenvolvendo uma consciência crítica a respeito do papel da língua inglesa na nossa sociedade. Os recursos didáticos desempenham um papel importante no processo de ensino-aprendizagem segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998, p. 96). Nele consta a presente afirmação: “Atualmente, a tecnologia coloca à disposição da escola uma série de recursos potentes como o computador, a televisão, o videocassete, as filmadoras [...]“ e devido a isso a aplicação desses recursos tecnológicos em sala de aula foi fundamental para contribuir no processo ensino-aprendizagem. Com o avanço tecnológico houve necessidade de criar novas maneiras de ensinar, aprender e desenvolver o currículo, não só como organização de conteúdos, mas também envolvendo o pedagógico, órgãos políticos e a comunidade. Desta forma, segundo Almeida e Fonseca Junior (2000, p. 20): Ser inovador, criativo, é saber e conseguir romper com o óbvio. É ser capaz de formular a pergunta que ninguém ousa propor o que ninguém proporia. Para ser criativo é preciso ter desapego pela acomodação, ter coragem de enfrentar resistências e, principalmente, não ter medo de errar. A aplicação deste projeto-PDE proporcionou um trabalho mais atrativo, inovador e sem o comodismo tradicionalista, apoiando-se também em novas metodologias, criatividade, habilidade e experiência para o enriquecimento dos conteúdos. O aproveitamento dos próprios equipamentos já existentes na escola, por exemplo, a “TV Multimídia” consolidou o desenvolvimento deste trabalho. Vale ressaltar que só o uso do recurso audiovisual não garante uma aprendizagem significativa. É fundamental que as aulas sejam bem elaboradas planejadas passo a passo, buscando criatividade, bom senso, habilidade e experiência do professor que pode ser capaz de perceber momentos adequados ao uso dos recursos audiovisuais. No entanto, criatividade, bom senso, experiência, não surgem do nada. De acordo com Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32): O vídeo está umbilicalmente ligado à televisão e a um contexto de lazer, e entretenimento, que passa imperceptivelmente para a sala de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não "aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o aluno para os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao mesmo tempo, saber que necessitamos prestar atenção para estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da aula. Os trabalhos planejados com o material audiovisual e o seu valor motivacional tornam um ótimo recurso para a compreensão linguística e do desenvolvimento da audição, fala leitura e escrita, além das habilidades que favorecem a inserção dos alunos da rede pública na sociedade da comunicação e informação. Entretanto, para a aplicação efetiva desses recursos tecnológicos e a garantia do bom uso e preparo dos materiais e das aulas, recorreu-se às orientações de Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32-35) que alerta para não fazer mau uso deste recurso, pois se usado inadequadamente, pode trazer efeito contrário ao esperado, tornando-se insatisfatório para o aprendizado do aluno. O material audiovisual deve ser usado como apoio e não como substituto do professor. De acordo com Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32-35) há usos inadequados do material audiovisual em sala de aula. Os mais comuns serão apresentados e seguir e não devem ocorrer em qualquer hipótese: a) Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema inesperado, como ausência do professor. Usar este expediente eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência, desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a não ter aula. b) Vídeo-enrolação: exibir um recurso audiovisual sem muita relação com a matéria. O aluno percebe que ele é usado como forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu mau uso; c) Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o uso do vídeo costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas. d) Vídeo-perfeição: Existem professores que questionam todos os recursos audiovisuais possíveis porque possuem defeitos de informação ou estéticos. Entende-se que estes recursos que apresentam conceitos problemáticos podem ser usados para descobri-los, junto com os alunos, e questioná-los. e) Só vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir qualquer recurso audiovisual sem discuti-lo, planejá-lo, analisá-lo, muito menos sem buscar integração com o assunto de aula, sem retomar os temas apresentados mais importantes. Entendeu-se que o material audiovisual só deve ser utilizado como estratégia quando for adequado, quando puder contribuir significativamente para o desenvolvimento do trabalho. Segundo as DCEs (PARANÁ, 2008a) “a aula de LEM deve ser um espaço em que se desenvolvam atividades significativas, as quais explorem diferentes recursos e fontes, a fim de que o aluno vincule o que é estudado com o que o cerca”. E, complementando, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) confirmam que “saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos” garante a construção de conhecimentos. A possibilidade de inovação da prática pedagógica não deve considerar o aluno somente como receptor dos conteúdos, porque nem todos os temas e conteúdos escolares podem e devem ser explorados a partir da linguagem audiovisual, pois a cada conteúdo corresponde um meio de expressão mais adequado. Celani (2006, p. 30) considera que, acima de tudo, é necessário levar em conta a realidade imediata da sala de aula e ao falar do papel do professor de LEM, declara que “[e]stamos atuando na área do desenvolvimento de valores, de posicionamento na sociedade, no mundo. Estamos atuando na área da preparação para a vida”. Percebe-se hoje, que uma das principais preocupações de professores de língua estrangeira, segundo Gregolin, (2009), é conseguir não somente que os alunos produzam enunciados gramaticais, mas, sobretudo que tais enunciados correspondam a enunciados corretos no contexto comunicativo em que sejam produzidos. Deste modo, o uso do material audiovisual em sala de aula pode se constituir em um espaço propício tanto para a criação de oportunidades de uso da língua estrangeira, como para interatividade do aluno com o material, rompendo com a linearidade dos textos impressos. Também Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 49) alerta sobre as limitações dos recursos audiovisuais, pois: [...] o vídeo ajuda a um bom professor, atrai alunos, mas não modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas também introduz novas questões no processo educacional. Pode-se ainda observar na matéria veiculada na Revista Nova Escola, no mês de maio de 2005, onde o professor Gerson Egas Severo afirma que: ”as imagens não podem ser utilizadas como ilustração de uma aula e muito menos substituir o discurso do professor. Quando isso acontece a informação cai no vazio, os alunos não aprendem nada e se perde uma oportunidade maravilhosa de ensinar (BENCINI, 2005, p. 47). Desta forma, o professor de LEM não deve esquecer que é antes de tudo, um educador, alguém comprometido com o aluno, com a sociedade e com seus próprios valores. Ao analisar um material audiovisual o professor precisa verificar todas as suas potencialidades para o processo de ensino e aprendizagem. Somente a partir desta análise é que se tornam possíveis a construção dos planos de aula e o bom aproveitamento do aluno. Assim, para viabilizar o projeto, optou-se por utilizar como metodologia de ensino a abordagem comunicativa, pois além de estar intimamente ligada às Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, considera-se a mais adequada para a aplicação dos recursos audiovisuais em sala de aula. Esta abordagem é caracterizada por ter o foco no sentido, no significado e na interação propositada entre os sujeitos que estão aprendendo uma nova língua. Conforme esclarece Almeida Filho (2009, p. 81-82): O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo para realizar ações autênticas na interação com outros falantesusuários dessa língua. [...] este ensino não toma as formas da língua descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra língua, embora não descarte a possibilidade de criar na sala momentos de explicitação de regras e de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais. Desta forma, o aluno não precisa decorar regras gramaticais, mas sim focalizar a forma, ou seja, distanciar-se do significado e analisar como a expressão utilizada veicula esse significado. Sobre esta plena compreensão, encontramos em Widdowson (1991, p. 47) argumentos suficientes para justificar o uso dos recursos audiovisuais: [...] para dominar uma LE é preciso saber mais que compreender, falar, ler e escrever orações. É necessário conhecer também como as orações são utilizadas para conseguir um efeito comunicativo. E, estabeleceu a distinção entre regras gramaticais e o uso da língua, as quais devem estar em constante associação para que se desenvolva a interpretação. Para o mesmo autor essa abordagem também parece ter a vantagem a mais de proporcionar aos estudantes “um meio de desenvolver a linguagem de forma mais funcionalizada”. 3- METODOLOGIA O presente projeto foi aplicado aos alunos da quinta série do Ensino Fundamental de uma Escola Pública de Rolândia, o Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, no período vespertino, tendo como objetivo levá-los a reconhecer que são integrantes dependentes e agentes transformadores da sociedade em que vivem. Assim, valorizou-se a aplicação e a utilização de materiais audiovisuais pertinentes a cada conteúdo estudado, sempre com a análise, reflexão e contextualização da situação real vivenciada por eles. É de fundamental importância aproveitar os meios visuais para dar sentido aos conteúdos, porém no entender de Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 49), o cuidado com este recurso é importante, pois: O vídeo ajuda a um bom professor, atrai alunos, mas não modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas também introduz novas questões no processo educacional. Desta forma, o professor de LEM é antes de tudo, um educador, alguém comprometido com o aluno, com a sociedade e com seus próprios valores. Ao fazer analise de um material audiovisual o professor precisou verificar todas as suas potencialidades para o processo de ensino e aprendizagem e a partir desta análise é que se se tornou viável a aplicação das aulas com recursos tecnológicos com resultados favoráveis. E, de acordo com Moran, Masetto e Behrens (1995, p.27) O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele, toca-nos e “tocamos” os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos. 3.1 Métodos de ensino: abordagem comunicativa Para entendermos a metodologia “abordagem comunicativa” ou qualquer outra, se faz necessário entender, primeiro, o significado de abordagem que é um termo abrangente e engloba os pressupostos teóricos acerca da língua e da aprendizagem. De acordo com Almeida Filho (2009), entende-se que “[a]bordagem de ensino de línguas é um conjunto de crenças, pressupostos e princípios sobre um conceito de ensinar e aprender uma língua”. É uma espécie de filosofia, uma força potencial que orienta as ações e decisões do professor nas fases do processo de ensino/aprendizagem”. Com esse entendimento sobre o significado de abordagem pode-se pensar sobre qual adotar para o ensino de língua estrangeira. Para tanto se faz necessário conhecer as diversas abordagens que existem para desenvolver a prática pedagógica e perceber que rumos e ações podem ser adotados a partir delas, como por exemplo, a confecção metodológicos a seguir. de materiais didáticos ou encaminhamentos Alguns teóricos defendem a abordagem comunicativa como sendo uma das melhores para o ensino de línguas. Também as Diretrizes Curriculares para Língua Estrangeira Moderna indicam a abordagem comunicativa como referencial no trabalho de sala de aula “[e]m tal abordagem, a língua é concebida como instrumento de comunicação ou de interação social, concentrada nos aspectos semânticos, e não mais no código lingüístico”. (PARANÁ, 2008a, p. 46). [...] “[n]a abordagem Comunicativa, o professor deixa de ser o centro do ensino e passa à condição de mediador do processo pedagógico. Do aluno é esperado que desempenhe o papel de sujeito de sua aprendizagem. De acordo com essa concepção, as atividades pedagógicas devem priorizar a comunicação, por meio de jogos, dramatizações, etc.” DCE-LEM (PARANÁ, 2008a, p. 46-47). Gimenez (1999, p. 50) assinala que a abordagem comunicativa foi apropriada como referencial teórico no ensino de LEM do currículo básico, pois a progressão dos conteúdos de 5ª a 8ª séries está voltada para o ensino comunicativo, centrado nas funções da linguagem do cotidiano, o que esvazia as práticas sociais mais amplas de uso da língua. Sabe-se que, muitas vezes na nossa prática, o ensino de língua estrangeira limita-se a atividades em que a tarefa do aluno é reproduzir, mecanicamente, as formas da língua descritas nas gramáticas. Diante disso, é interessante conhecer um pouco sobre esta abordagem. No ensino de línguas estrangeiras, o termo comunicativo, de acordo com Almeida Filho, (2009), surgiu como uma reação à abordagem anterior de fornecimento gradual e rotinizante de estruturas formais ao nível da frase, depois da crítica radical de Hymes (1966) ao conceito Chomsky ano de competência lingüística que vigorava no modelo audiolingual cuja repetição mecânica de textos gramaticalmente corretos levaria a um domínio da Língua Estrangeira”. Segundo Chomsky (1965, p. 44), “a língua é concebida como parte do sujeito, que nasce com um sistema lingüístico internalizado”. Widdowson (1991, p. 47) argumenta que: Para dominar uma LE é preciso saber mais que compreender, falar, ler e escrever orações. É necessário conhecer também como as orações são utilizadas para conseguir um efeito comunicativo. E, estabeleceu a distinção entre regras gramaticais e o uso da língua, as quais devem estar em constante associação para que se desenvolva a interpretação. Neste sentido, a abordagem comunicativa se caracteriza por ter o foco no sentido, no significado e na interação propositada entre os sujeitos que estão aprendendo uma nova língua. Conforme esclarece Almeida Filho, (2009, p. 81-82): O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo para realizar ações autênticas na interação com outros falantesusuários dessa língua. [...] este ensino não toma as formas da língua descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra língua, embora não descarte a possibilidade de criar na sala momentos de explicitação de regras e de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais. Isso não significa que o aluno precisa decorar regras gramaticais, mas sim focalizar a forma, ou seja, distanciar-se do significado e analisar como a expressão utilizada veicula esse significado. Desta forma, no ensino de línguas é preciso reunir atividades comunicativas e de ensino da gramática. Para Widdowson (1991, p. 49), essa abordagem também parece ter a vantagem a mais de proporcionar aos estudantes um meio de desenvolver a linguagem de forma mais funcionalizada, o que também ocorre no uso natural, sem desperdiçar suas energias na preocupação de aprender regras pelas regras e realizar tarefas que não condizem com o uso natural da linguagem. Percebemos que “[a] Abordagem Comunicativa apresenta aspectos positivos na medida em que incorpora seu modelo o uso da gramática exigida para a interpretação, expressão e negociação de sentidos, no contexto imediato da situação da fala, colocando-se a serviço dos objetos de comunicação”. (PARANÁ, 2008a, p. 50). Contudo nas Diretrizes: O ensino de Língua Estrangeira Moderna será norteado para um propósito maior de educação, considerando as contribuições de Giroux (2004) “ao rastrear as relações entre língua, texto e sociedade, as novas tecnologias e as estruturas de poder que lhes subjazem”. (PARANÁ, 2008a, p. 52). É fundamental que os educadores reconheçam a relação entre língua, pedagogia crítica no atual contexto global educativo, para tanto se sugere ao professor que “constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, de modo que se envolva discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. Espera-se que o aluno possa compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social”. (PARANÁ, 2008a, p. 53). Contudo, é necessário que o professor conheça as orientações curriculares dentro da perspectiva da “abordagem comunicativa” para que ele possa desenvolver um ensino de línguas que seja motivador aos seus alunos, sempre contextualizando e atendendo suas necessidades e anseios. Assim, com a abordagem comunicativa passou-se à elaboração das tarefas e posteriormente às aplicações. Foram realizadas quatro tarefas a serem aplicadas em oito aulas de 50 minutos, sendo duas aulas para cada uma das tarefas. A aplicação foi realizada em uma turma de 5ª série do Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, onde uma das autoras leciona como professora de Língua Inglesa. Os tempos dos vídeos variam entre dois e doze minutos e o objetivo era a promoção do aprendizado sobre moradias, casas felizes, animais e família. Além dos vídeos foram elaboradas sequências didáticas que proporcionaram discussões sobre os conteúdos estudados. Os vídeos utilizados podem ser analisados por meio de acesso ao site you tube, conforme relação apresentada nos apêndices no final do presente artigo. A seguir, passamos à descrição e apresentação dos resultados de cada uma das tarefas. Tarefa 1 Primeiramente houve uma discussão sobre os tipos de moradia existentes na cidade. Em seguida, foi apresentado o Vídeo “Houses” mostrando as imagens individuais sobre as moradias dando oportunidade para o estudo do vocabulário referente ao vídeo. Em seguida houve uma explanação sobre os adjetivos e suas funções no contexto. Após, foram trabalhados exercícios no caderno para completar com adjetivos relacionados ao vídeo assistido. Dando continuidade às atividades, um novo vídeo foi apresentado “Vocabulary related housing” para que os alunos tivessem a oportunidade de pronunciar e fixar o vocabulário referente às imagens relacionadas à moradia, do vídeo anterior. Foram sugeridos aos alunos para desenharem as suas casas e produzirem sentenças utilizando adjetivos relacionados aos vídeos apresentados com o auxílio da professora a fim de fixar o conteúdo estudado.. Foram apresentados outros vídeos explicativos sobre a função dos adjetivos e a diferença de seu uso na língua inglesa. Em seguida reapresentou-se o vídeo “Vocabulary related housing” usando a tecla “pause” e para cada vocábulo apresentado o aluno deveria classificar se o mesmo tratava-se de um adjetivo ou substantivo e anotá-los em seu caderno. Exploraram-se atividades diversificadas como também um Bingo de palavras no caderno deles sobre adjetivos opostos relacionados ao vídeo “Vocabulary related housing” com entrega de prêmios aos primeiros colocados. Posteriormente, elaboraram frases no caderno referente à casa deles utilizando os adjetivos propostos no vídeo. Nesta primeira tarefa os alunos demonstraram interesse e ansiedade pelas aulas, pois observavam o planejamento da educadora e, consequentemente havia menor dispersão e indisciplina. Os alunos apresentaram “compromisso” com as atividades propostas na tarefa. Segundo uma das autoras, posteriormente, quando as aulas voltaram à rotina (sem a aplicação do projeto) os educandos passaram a pedir a apresentação de novos materiais. Tarefa 2 Apresentou-se na seqüência e, repetidas vezes, o vídeo “Happy Houses” em que se oportunizou a discussão sobre o tipo de moradia escolhida pelos personagens apresentados “Três Porquinhos” e do “Lobo Mau”. Dando continuidade ao tema foram reapresentados os vídeos “House” e “Happy Houses” onde os educandos puderam fazer associação aos temas propostos com ampla discussão sobre o tipo de material utilizado nas construções, etc. Em seguida foram anotados no quadro os vocábulos lembrados por eles sobre o vídeo “Happy House” fazendo um “feed back” e na seqüência, retomados os vídeos com estudo do vocabulário, principalmente sobre adjetivos/cores. Após esta tarefa foram sugeridas diversas atividades no caderno como desenhar, pintar, completar, etc.. Depois, foram apresentadas no quadro de giz as partes da casa com o desenho feito por eles completando-os com as partes da casa e colorindo com as cores já determinadas. Todas as tarefas propostas foram corrigidas com atendimento individual. Em seguida foi apresentado o vídeo com a música “Who’s afraid of the Big Bad Wolf”? Eles ouviram, cantaram seguindo a letra apresentada no próprio vídeo por várias vezes com a ajuda da professora. Após, aplicou-se exercícios diversificados no caderno sobre a letra desta música sempre retomando o vídeo durante as correções das tarefas propostas. Finalmente foram verificadas as atividades sobre as principais características das personagens do vídeo “Happy Houses” e respondido o questionário sobre o Vídeo “Happy Houses”. Nesta segunda tarefa foi possível retomar o assunto dado anteriormente com vídeos inovadores que ofereceram subsídios na compreensão dos assuntos abordados com a participação dos alunos em sala de aula. Tarefa 3 Dando continuidade às atividades programadas foi apresentado o Vídeo “I Love Animals”, com a discussão sobre a importância em proteger os animais oferecendo-lhes um abrigo. Foi discutido sobre as imagens deste vídeo comparando-as com as já estudadas por eles. Foi oportunizado um debate sobre animais domésticos e selvagens com a exploração do vídeo “Pet and Wild animals” Em seguida realizou-se um estudo do vocabulário, propiciando aos alunos as anotações em seus cadernos de palavras que apareceram neste vídeo com seu significado em Português. Também os alunos puderam acompanhar a letra da música do vídeo e realizar diversas atividades como ouvir, falar, cantar e repetir. Todas as atividades escritas foram realizadas nos cadernos e com as devidas correções. Pôde-se observar a motivação e participação dos alunos devido ao contexto onde estavam inseridos e por meio das atividades que eles resolviam durante a aplicação do projeto. Tarefa 4 Apresentou-se o vídeo “Family” repetidas vezes com a discussão sobre o relacionamento de animais domésticos de uma família. Reapresentou-se o vídeo “Pet and Wild Animals” onde eles pronunciaram os vocábulos com o estudo do vocabulário anotando-os no caderno. Na sequência foram retomados os vídeos com resolução e correção dos exercícios propostos como retirar informações apresentadas, com a revisão dos numerais por meio de vídeos e atividades relacionadas nos cadernos. Finalmente todos os vídeos já estudados foram reapresentados com amplo debate retomando aspectos importantes do Projeto com a verificação por meio de questionários individuais sobre as atividades desenvolvidas. 4 AVALIAÇÃO Com a aplicação deste Projeto percebi que a utilização dos vídeos por meio da TV Multimídia disponibilizada nas escolas da rede pública de ensino do Paraná, despertou em meus alunos a curiosidade, entusiasmo, tornando-os abertos ao diálogo e motivados a aprender. A avaliação foi concretizada de acordo com o estabelecido nos documentos escolares, como o Projeto Político Pedagógico e, mais especificamente, a Proposta Pedagógica Curricular e o Plano de Trabalho Docente de Língua Inglesa do Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, documentos fundamentados nas Diretrizes Curriculares do Paraná (PARANÁ, 2008a). No decorrer do encaminhamento do projeto, foram apresentadas aos alunos atividades motivadoras de Língua Inglesa numa turma de 5ª série, como forma facilitadora do processo de ensino e aprendizagem, conduzindo-os a buscar novos conhecimentos com a inserção e integração de tecnologia de ensino. Foi possível perceber relevância neste processo, pois antes de aplicar as atividades deste Projeto trabalhei com os alunos somente com textos, não utilizei recursos tecnológicos e percebi que as aulas estavam enfadonhas. Porém, com as atividades do meu Projeto as aulas tiveram outro rumo. Apresentaram-se com dinamismo, sempre com jogos, vídeos, slides, músicas, abordando o mesmo tema de diversas formas houve participação significativa dos alunos durante as aulas e com isto comprova-se a necessidade em se trabalhar com tecnologias em sala de aula. Durante o desenvolvimento do projeto, passo a passo, os alunos foram avaliados continuamente, em seu trabalho orientado, pesquisado e planejado; valorizando o seu conhecimento dentro de uma aprendizagem contínua. Quanto aos alunos que apresentaram dificuldades de aprendizagem foi-lhes oportunizada a recuperação dos conteúdos trabalhados. Porém, a forma como foi planejada esta Unidade Didática propiciou a revisão dos temas trabalhados anteriormente justamente para evitar algum conflito ou que algum aluno fosse prejudicado. Percebeu-se no contexto a interação dos alunos no decorrer do trabalho colaborativo; com troca de opiniões, respeito pela opinião do outro e quanto ao tema proposto. As atividades foram resolvidas muitas vezes em grupos facilitando a comunicação entre eles e em relação aos temas propostos em língua estrangeira. Em termos de resultados práticos os educandos mostraram boa evolução no domínio do vocabulário, compreendendo a dicção do vocábulo e visualizando a sua aplicação nos contextos cotidianos. Paralelamente ao trabalho realizado a pesquisadora aplicou os mesmos conceitos em outras turmas sem, no entanto, utilizar os recursos audiovisuais e o resultado em prova escrita individual foi notoriamente mais satisfatório no grupo que contou com o recurso. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O que mais evidenciou a atenção durante todo esse processo foi o interesse e comprometimento que os alunos demonstraram no desenvolvimento do projeto. Tentar motivar os jovens alunos de quinta série que tiveram pela primeira vez contato com a língua inglesa em sala de aula, utilizando os recursos metodológicos engajados às novas práticas com o uso das tecnologias, entende-se ser possível adequar os conteúdos com a aplicabilidade dos mesmos favorecendo-os de forma motivadora os conhecimentos necessários de uma LEM, com certeza foi muito inovador. “Segundo Moran, Masetto e Behrens (2001, p. 159), “[...] incentiva aprendiz a assumir a responsabilidade por seu processo de aprendizagem, o que certamente o motivará para o trabalho necessário a essa finalidade”. Ainda, Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 28), “a comunicação sensorial-cinestésica, com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão”, m trata-se de uma condição imprescindível para o sucesso de atividades didáticas com vídeo por meio do contexto sociocultural. Temos algumas considerações quanto às vantagens do uso do vídeo mencionadas por Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 27): Possibilita a inclusão, nas aulas, de formas comportamentais e gêneros textuais conhecidos; diversifica os materiais de apoio e torna as aulas mais dinâmicas e motivadoras; evidencia elementos de contextos da vida real – verbais e não-verbais – atitudes, comportamentos, gestos, distância ou aproximação entre os interlocutores, etc., apresenta situações comunicativas: localização espacial e temporal, atitudes e padrões interativos dos falantes e sensibilização dos alunos para as formas de organização do discurso; possibilita assistir cenas várias vezes, examinar, rever, fazer pausas e reconstruir as sequencias dos fatos, mostrar a imagem com ou sem som, trabalhar o som com ou sem imagens, etc.” Segundo Fernandez (2009, p. 60-66): Não resta dúvida que uma aula bem preparada, incorporando o uso de vídeo, independentemente da função que o professor lhe atribua, pode contribuir muito para o êxito do trabalho e para alcançar os objetivos desejados. O vídeo pode assim, proporcionar uma aproximação do aluno à escola. Pode fazer com que ele não sinta um distanciamento tão grande entre a sua realidade cotidiana e o ambiente acadêmico. Pode ser uma estratégia de aproximação tanto do aluno aos conteúdos propostos pelo professor como uma forma também de o discente encontrar sentido no que aprende e ter satisfação em mostrar a seus amigos e familiares aspectos e temas abordados em sala de aula. A partir do momento em que se estabelecem vínculos entre aquilo que o aluno aprende na escola e o que ele vivencia fora dela, contribui-se para o desenvolvimento de sua consciência reflexiva e crítica, o que, por sua vez, vincula-se à sua formação como cidadão, conforme postulam os documentos oficiais em especial os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino fundamental. REFERÊNCIAS ALMEIDA FILHO, J. C. P. Linguística aplicada: ensino de línguas e comunicação. 3. ed. Campinas, SP: Pontes Editoras, 2009. ALMEIDA, F. J.; FONSECA JUNIOR, F. M. 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Acesso em: 20 maio 2010, às 21h20min; b- Casa de palha: Link de acesso: < http://www.azf.com.br/img/200601.jpg>. Acesso em: 20 maio 2010, às 21h24min; c- Casas no morro: Link de acesso: <http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,13532454,00.jpg>. Acesso em: 21 maio 2010, às 13h30min; d- Casas no morro: Link de acesso: <http://www.math.ethz.ch/~hjfurrer/holidays/RioDeJaneiro/large/Favela.JPG>. Acesso em: 22 maio 2010, às 15h21min; e- Casa de alvenaria: Link de acesso: < http://www.fredmullerimoveis.com.br/venda/019.jpg>. Acesso em 22 maio 2010, às 14h04min; f- Casa de madeira: Link de acesso: <http://imoveis.bicodocorvo.com.br/blog/wpcontent/gallery/casas-de-madeira/casas-de-madeira-1.jpg>. Acesso em 21 maio 2010, às 22h15min; g- Sobrado: Link de acesso: <http://www.paraty.com.br/trindade/fotos/pousadas/casadamayner/mayner-gd.jpg>. Acesso em 22 maio 2010, às 16h20min; h- Casas destruídas por causas naturais: Link de acesso: < http://img.terra.com.br/i/2009/04/17/1170338-9221-atm17.jpg>. Acesso em 22 maio 2010, às 15h33min; i- Casa destruída: Link de acesso: <http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/4223119.jpg>. Acesso em 20 maio 2010, às 14h27min. j- Casa de praia: Link de acesso: <http://farm2.static.flickr.com/1036/869632014_e2d9761bc1_o.jpg>. Acesso em 22 maio 2010, às 21h30min; 1) Link de acesso:< http://www.youtube.com/watch?v=JWO8LVvwCjw>. Acesso em 23 maio 2010, as 00h35min. (Houses); 2) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=TUxGaYBs2ck>. Acesso em 20 julho 2010, às 22h10min. (Vocabulary related Housing). 3) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=5iFK6nlFcl8>. Acesso em 02 julho 2010. (English Vocabulary-Descriptions Adjectives); 4) Link de acesso: <http://www.youtube.com/watch?v=V4PMyy9qIA&feature=related>. Acesso em 30 junho 2010, às 20h03min. (Adjetivo); 5) Link de acesso: <http://www.youtube.com/watch?v=ALy-1_uXZ6w>. Acesso em 02 julho 2010, às 20h59min. (Video Happy Houses); 6) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=WVI2D9VQKAg>. Acesso em 02 julho 2010, às 21h26min. (Colores); 7) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=-6cV_a_18AI>. Acesso em 02 julho 2010, às 21h31min. (Colors); 8) Link de acesso: Link de acesso: <http://www.allmusicals.com/lyrics/disney/whosafraidofthebigbadwolf.htm>. Acesso em 02 julho 2020, às 21h41min. ( Song “Who’s afraid of the Big Bad Wolf?”); 9) Link de acesso: http://www.youtube.com/watch?v=_QkTEUjg1Iw&feature=related>. Acesso em 02 julho 2010, às 22h21min. (I Love animals): 10) Link de acesso: http://www.youtube.com/watch?v=YSoEUctcDiM&feature=related>. Acesso em 23 junho 2010, às 21h40min; (Vídeo Family); APÊNDICE B Questionário Colégio______________________________________________________ Date:_____/______/_______ Teacher:______________________________ Name:.......................................................................................Grade:______ Questionário 1) Vamos revisar o assunto abordado nos audiovisuais: a. Qual das personagens do vídeo “Happy Houses” demonstrou sabedoria em relação à construção da moradia? Explique: b. Por que cada porquinho construiu sua casa com um tipo de material: palha, madeira e alvenaria? Qual seria a intenção de cada um deles? Explique: c. Na realidade vocês conhecem alguma situação parecida com a deles? ___________________________________________________________ d. Aquele porquinho que construiu a casa de alvenaria procurou acolher os outros porquinhos? Qual a sua opinião quanto à atitude dele? Explique: e. Questionar sobre o tipo de material utilizado na construção das casas dos porquinhos. E qual delas apresenta mais segurança? Explique: f. Identificar quais cuidados devemos ter para garantirmos uma moradia segura? Por quê? g. Questionar sobre o tipo de tratamento dado aos animais no vídeo “I Love animals” comentar se isso acontece na realidade? Explique: h. A figura do “Lobo Mau” aparece novamente neste vídeo por quê? i. Qual a relação dele com os animais de estimação? j. Que cuidados devemos ter com os animais domésticos? k. Como era o relacionamento das personagens com os animais? l. Você percebeu a relação entre os animais e as personagens neste vídeo? Em sua opinião como devemos tratar os animais? Explique: m. Na primeira cena do vídeo percebe-se o tratamento especial aos Gatinhos (Marie, Toulouse e Berlioz). Havia harmonia entre eles? É possível identificar o tipo de moradia deles? Explique: _______________________________________________________ _______________________________________________________ n. Na próxima cena aparece uma família de “patinhos”. O que você achou da atitude da mãe pata? Você acha que é possível acontecer isso na vida real? Por quê? _______________________________________________________ _______________________________________________________ o. Baseado nas cenas do vídeo “Happy Houses”, que atitudes nos levam a ser um cidadão responsável e feliz? _______________________________________________________ _______________________________________________________ p. Quais os cuidados que devemos ter com os animais de estimação? Explique: _______________________________________________________ _______________________________________________________ q. É possível encontrarmos notícias pelo Rádio, TV, etc. que mães abandonaram seus filhos. Qual a sua opinião com relação à atitude delas? O que você faria? Dê sua opinião. _______________________________________________________ _______________________________________________________ r. Qual a sua opinião sobre a utilização desses recursos “audiovisuais” trabalhados nas aulas de inglês? Você conseguiu aprender algo interessante para sua vida? Explique e cite exemplos: s. As aulas de língua inglesa são mais interessantes com o apoio dos recursos audiovisuais? Explique: