ISBN 978-85-8015-054-4
Cadernos PDE
VOLUME I
Versão Online
2009
O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS
DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
_________________________________________________________________
TANIA CRISTINA VICENTE
O USO DE MATERIAL AUDIOVISUAL NAS AULAS DE
LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA
___________________________________________________________________
LONDRINA
2011
O USO DE MATERIAIS AUDIOVISUAIS EM SALA DE AULA: uma experiência
Tânia Cristina Vicente1
Alcione Gonçalves Campos 2
Resumo
A aprendizagem de uma língua estrangeira proporciona o aumento das
possibilidades de comunicação e insere o aprendiz num mundo complexo de
informações. Há tempos escuta-se que no processo de ensino-aprendizagem de
língua estrangeira moderna se faz necessário propiciar aos alunos a possibilidade
de utilizar as habilidades de leitura, escrita, fala e audição para o maior
entendimento da mesma. Desta forma, buscou-se elaborar material apresentando
uma possibilidade de utilização de recursos audiovisuais enfocando maior utilização
destas habilidades. O caderno pedagógico, que originou o presente artigo, consta de
aulas preparadas e contextualizadas com material motivador, que visa suprir a falta
de recursos didáticos para os alunos, utilizando a TV Multimídia e outros recursos
audiovisuais. Apresentam-se também no presente artigo os resultados alcançados
com a aplicação deste caderno pedagógico em sala de aula.
Palavras-chave: Audiovisual; Recursos; TV Multimídia; Informação; Motivação.
1 Introdução
Fazer com que o educando consiga atingir o mais elevado nível intelectual
possível faz parte do perfil profissional do educador. Assim, viabilizar um ambiente
agradável e propício à aprendizagem é algo necessário, pois, conforme observação
durante a realização dos trabalhos por uma das autoras, o educando consegue
perceber quando há um planejamento prévio para a realização das atividades.
Também o professor tende a sentir-se mais seguro quando elabora previamente um
bom planejamento.
1
2
Professora da SEED do Estado do Paraná.
Professora da Universidade Estadual de Londrina.
Partindo do pressuposto de que os alunos precisam utilizar todos os seus
sentidos para desenvolver plenamente suas habilidades para o entendimento dos
conceitos que envolvem o estudo da língua estrangeira moderna, buscaram-se nos
recursos áudio visuais a possibilidade de elaboração de material para auxiliar na
prática didática do educador.
No Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, na cidade de Rolândia,
muitas dificuldades são encontradas para se trabalhar com material didático
motivador, pois, os alunos são de periferia e os professores desta escola optam em
não adotar livro didático, já que, a maioria dos pais não tem condições financeiras
em adquiri-lo. Então, faz-se por meio de pesquisas algo que possa apoiar e motivar
os alunos para o aprendizado da língua inglesa. Percebe-se que, toda vez que se
trabalha com material audiovisual, inclusive utilizando a TV-Multimídia (PARANÁ,
2008b) na sala de aula, os alunos correspondem de tal forma que pedem para rever
e apresentar outros vídeos. Isto gera a reflexão sobre a necessidade de oferecer aos
alunos uma aula diferenciada, mas que possa contribuir para melhor aquisição do
conhecimento.
Uma das grandes dificuldades nas escolas públicas é justamente a carência
de material didático e de apoio, tanto para o professor quanto para os educandos.
As aulas basicamente são conduzidas por meio da linguagem verbal, oral ou
escritas e em alguns casos com o auxílio de livros, textos de revistas, jornais,
panfletos, etc.
Como base para justificar a utilização de materiais audiovisuais encontrou-se
nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Língua Estrangeira Moderna do
Estado do Paraná que, na versão 2008, o seguinte: “[...] ao rastrear as relações
entre língua, texto e sociedade, as novas tecnologias e as estruturas de poder que
lhes subjazem”. Giroux (2004 apud PARANÁ, 2008a, p. 52).
O mesmo documento nos apresenta indicações de que se espera que o
aluno possa “vivenci[ar] na aula de Língua Estrangeira, formas de participação que
lhe possibilitem estabelecer relações entre ações individuais e coletivas, e seja
capaz de us [ar] a língua em situações de comunicação oral e escrita” (PARANÁ,
2008a, p. 56).
No caso específico da Língua Inglesa, devemos atentar para o fato de que
“deve também contribuir para formar alunos críticos e transformadores através do
estudo de textos que permitam explorar as práticas da leitura, da escrita e da
oralidade, além de incentivar a pesquisa e a reflexão." (PARANÁ, 2008a, p. 56).
Nesta perspectiva ele deixa de ser mero receptor de conteúdos e passa a ter uma
atitude crítica, através da interação ativa do sujeito com o discurso, no qual ele se
posiciona diante do mundo e reconstrói suas atitudes, cabendo ao professor criar
condições para que isto ocorra de forma que contemple os objetivos propostos.
Ainda neste documento é apresentado o papel do professor. Ao mesmo
cabe envolver-se trabalhando temas sociais contemporâneos, evoluindo para uma
cidadania consciente e buscando despertar nos alunos seus conhecimentos, por
meio de novas metodologias:
[...] Neste sentido, a escola deve incentivar a prática pedagógica
fundamentada em diferentes metodologias, valorizando concepções
de ensino, de aprendizagem (internalização) e de avaliação que
permitam aos professores e estudantes conscientizarem-se da
necessidade de “[...] uma transformação emancipadora. É desse
modo que uma contra consciência, estrategicamente concebida
como
alternativa
necessária
à
internalização
dominada
colonialmente, poderia realizar sua grandiosa missão educativa”
(apud MÈSZÁROS, 2007, p. 212). E, novamente de acordo com as
DCE, [...] Um projeto educativo, nessa direção, precisa atender
igualmente aos sujeitos, seja qual for sua condição social e
econômica, seu pertencimento étnico e cultural e às possíveis
necessidades especiais para aprendizagem (PARANÁ, 2008a, p.15).
Além dos documentos oficiais, autores como Almeida e Fonseca Junior
(2000, p. 20), corroboram para a utilização destes recursos:
Ser inovador, criativo, é saber e conseguir romper com o óbvio. É ser
capaz de formular a pergunta que ninguém ousa propor o que
ninguém proporia. Para ser criativo é preciso ter desapego pela
acomodação, ter coragem de enfrentar resistências e,
principalmente, não ter medo de errar.
Porém muitas vezes a falta de habilidade e familiaridade com estes recursos
faz com que o professor apresente dificuldades e muitas vezes rejeitem adaptar-se
ao uso dos recursos tecnológicos.
Vale ressaltar que é o professor com sua criatividade, bom senso, habilidade
e experiência que continuará no comando e cabe ao mesmo ser capaz de perceber
ocasiões adequadas ao uso de recursos audiovisuais, no entanto criatividade, bom
senso, experiência não surgem do nada e por isso se buscou o entendimento para
aplicação destes recursos audiovisuais no processo de ensino-aprendizagem.
Assim, em Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 27) começaram a surgir possíveis
respostas para os anseios inicialmente apresentados:
O vídeo está umbilicalmente ligado à televisão e a um contexto de
lazer, e entretenimento, que passa imperceptivelmente para a sala
de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não
"aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu
uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o
aluno para os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao
mesmo tempo, saber que necessitamos prestar atenção para
estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da
aula.
Os trabalhos com o material audiovisual e o seu valor motivacional o tornam
um bom recurso para a compreensão linguística e do desenvolvimento da fala,
leitura e escrita, além das habilidades que favorecem a inserção dos alunos da rede
pública na sociedade da comunicação e informação. No entanto ao optarmos em
utilizarmos esses recursos tecnológicos em sala de aula tivemos como objetivo
principal responder aos anseios pessoais na relação ensino-aprendizagem numa
integração professor – alunos e tecnologias buscando motivação, introdução de
aulas inovadoras no ensino de língua inglesa nas séries iniciais do Ensino
Fundamental,
aproveitando
a
oportunidade
oferecida
pelo
Programa
de
Desenvolvimento Educacional PDE da Secretaria de Estado da Educação do
Paraná-SEED. Entretanto, ele deve estar atento para não fazer mau uso deste
recurso, que se usado inadequadamente, pode trazer efeito contrário ao esperado,
tornando-se inaceitável pelo alunado.
2 Fundamentação Teórica
O aluno de hoje, seja ele de escola pública ou particular, vem para a escola
motivado e curioso em aprender a disciplina de língua inglesa, pois, para ele é uma
novidade, apesar de ter maior contato com a língua, como por exemplo, através do
acesso à Internet e outros. Vale ressaltar, segundo Berger (2005), que a maior
quantidade de informações que circula hoje pela Internet encontra-se em inglês,
prevalecendo como a língua mais usada para a comunicação global e também como
a mais presente no mundo da tecnologia. Apesar disso, o aluno ainda não consegue
visualizar a sua aplicabilidade e sua importância na construção de seu
conhecimento.
Então buscou-se nas aulas de Inglês um espaço para ampliar o contato com
outras formas de conhecer, outros procedimentos interpretativos de construção da
realidade, configurando-se como oportunidade de interações entre professores e
alunos assimilando representações e visões de mundo que se revelam no dia-a-dia,
analisando e observando as questões sociais, históricas e culturais e suas
implicações desenvolvendo uma consciência crítica a respeito do papel da língua
inglesa na nossa sociedade.
Os recursos didáticos desempenham um papel importante no processo de
ensino-aprendizagem segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL,
1998, p. 96). Nele consta a presente afirmação: “Atualmente, a tecnologia coloca à
disposição da escola uma série de recursos potentes como o computador, a
televisão, o videocassete, as filmadoras [...]“ e devido a isso a aplicação desses
recursos tecnológicos em sala de aula foi fundamental para contribuir no processo
ensino-aprendizagem.
Com o avanço tecnológico houve necessidade de criar novas maneiras de
ensinar, aprender e desenvolver o currículo, não só como organização de
conteúdos, mas também envolvendo o pedagógico, órgãos políticos e a
comunidade. Desta forma, segundo Almeida e Fonseca Junior (2000, p. 20):
Ser inovador, criativo, é saber e conseguir romper com o óbvio. É ser
capaz de formular a pergunta que ninguém ousa propor o que
ninguém proporia. Para ser criativo é preciso ter desapego pela
acomodação, ter coragem de enfrentar resistências e,
principalmente, não ter medo de errar.
A aplicação deste projeto-PDE proporcionou um trabalho mais atrativo,
inovador e sem o comodismo tradicionalista, apoiando-se também em novas
metodologias, criatividade, habilidade e experiência para o enriquecimento dos
conteúdos. O aproveitamento dos próprios equipamentos já existentes na escola,
por exemplo, a “TV Multimídia” consolidou o desenvolvimento deste trabalho.
Vale ressaltar que só o uso do recurso audiovisual não garante uma
aprendizagem significativa. É fundamental que as aulas sejam bem elaboradas
planejadas passo a passo, buscando criatividade, bom senso, habilidade e
experiência do professor que pode ser capaz de perceber momentos adequados ao
uso dos recursos audiovisuais. No entanto, criatividade, bom senso, experiência,
não surgem do nada. De acordo com Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32):
O vídeo está umbilicalmente ligado à televisão e a um contexto de
lazer, e entretenimento, que passa imperceptivelmente para a sala
de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não
"aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu
uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o
aluno para os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao
mesmo tempo, saber que necessitamos prestar atenção para
estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da
aula.
Os trabalhos planejados com o material audiovisual e o seu valor
motivacional tornam um ótimo recurso para a compreensão linguística e do
desenvolvimento da audição, fala leitura e escrita, além das habilidades que
favorecem a inserção dos alunos da rede pública na sociedade da comunicação e
informação. Entretanto, para a aplicação efetiva desses recursos tecnológicos e a
garantia do bom uso e preparo dos materiais e das aulas, recorreu-se às orientações
de Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32-35) que alerta para não fazer mau uso
deste recurso, pois se usado inadequadamente, pode trazer efeito contrário ao
esperado, tornando-se insatisfatório para o aprendizado do aluno.
O material audiovisual deve ser usado como apoio e não como substituto do
professor. De acordo com Moran, Masetto e Behrens (2003, p. 32-35) há usos
inadequados do material audiovisual em sala de aula. Os mais comuns serão
apresentados e seguir e não devem ocorrer em qualquer hipótese:
a) Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema
inesperado, como ausência do professor. Usar este expediente
eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência,
desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a
não ter aula.
b) Vídeo-enrolação: exibir um recurso audiovisual sem muita
relação com a matéria. O aluno percebe que ele é usado como
forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda
do seu mau uso;
c) Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o
uso do vídeo costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as
aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso
exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas.
d) Vídeo-perfeição: Existem professores que questionam todos os
recursos audiovisuais possíveis porque possuem defeitos de
informação ou estéticos. Entende-se que estes recursos que
apresentam conceitos problemáticos podem ser usados para
descobri-los, junto com os alunos, e questioná-los.
e) Só vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir qualquer
recurso audiovisual sem discuti-lo, planejá-lo, analisá-lo, muito
menos sem buscar integração com o assunto de aula, sem
retomar os temas apresentados mais importantes.
Entendeu-se que o material audiovisual só deve ser utilizado como
estratégia quando for adequado, quando puder contribuir significativamente para o
desenvolvimento do trabalho. Segundo as DCEs (PARANÁ, 2008a) “a aula de LEM
deve ser um espaço em que se desenvolvam atividades significativas, as quais
explorem diferentes recursos e fontes, a fim de que o aluno vincule o que é estudado
com o que o cerca”. E, complementando, os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs) confirmam que “saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos
tecnológicos” garante a construção de conhecimentos. A possibilidade de inovação
da prática pedagógica não deve considerar o aluno somente como receptor dos
conteúdos, porque nem todos os temas e conteúdos escolares podem e devem ser
explorados a partir da linguagem audiovisual, pois a cada conteúdo corresponde um
meio de expressão mais adequado.
Celani (2006, p. 30) considera que, acima de tudo, é necessário levar em
conta a realidade imediata da sala de aula e ao falar do papel do professor de LEM,
declara que “[e]stamos atuando na área do desenvolvimento de valores, de
posicionamento na sociedade, no mundo. Estamos atuando na área da preparação
para a vida”.
Percebe-se hoje, que uma das principais preocupações de professores de
língua estrangeira, segundo Gregolin, (2009), é conseguir não somente que os
alunos produzam enunciados gramaticais, mas, sobretudo que tais enunciados
correspondam a enunciados corretos no contexto comunicativo em que sejam
produzidos. Deste modo, o uso do material audiovisual em sala de aula pode se
constituir em um espaço propício tanto para a criação de oportunidades de uso da
língua estrangeira, como para interatividade do aluno com o material, rompendo com
a linearidade dos textos impressos.
Também Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 49) alerta sobre as limitações
dos recursos audiovisuais, pois:
[...] o vídeo ajuda a um bom professor, atrai alunos, mas não
modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de
aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação
da sociedade urbana, mas também introduz novas questões no
processo educacional.
Pode-se ainda observar na matéria veiculada na Revista Nova Escola, no
mês de maio de 2005, onde o professor Gerson Egas Severo afirma que: ”as
imagens não podem ser utilizadas como ilustração de uma aula e muito menos
substituir o discurso do professor. Quando isso acontece a informação cai no vazio,
os alunos não aprendem nada e se perde uma oportunidade maravilhosa de ensinar
(BENCINI, 2005, p. 47).
Desta forma, o professor de LEM não deve esquecer que é antes de tudo,
um educador, alguém comprometido com o aluno, com a sociedade e com seus
próprios valores. Ao analisar um material audiovisual o professor precisa verificar
todas as suas potencialidades para o processo de ensino e aprendizagem. Somente
a partir desta análise é que se tornam possíveis a construção dos planos de aula e o
bom aproveitamento do aluno.
Assim, para viabilizar o projeto, optou-se por utilizar como metodologia de
ensino a abordagem comunicativa, pois além de estar intimamente ligada às
Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, considera-se a mais adequada para a
aplicação dos recursos audiovisuais em sala de aula.
Esta abordagem é caracterizada por ter o foco no sentido, no significado e
na interação propositada entre os sujeitos que estão aprendendo uma nova língua.
Conforme esclarece Almeida Filho (2009, p. 81-82):
O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de
aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou
necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo
para realizar ações autênticas na interação com outros falantesusuários dessa língua. [...] este ensino não toma as formas da língua
descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as
experiências de aprender outra língua, embora não descarte a
possibilidade de criar na sala momentos de explicitação de regras e
de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais.
Desta forma, o aluno não precisa decorar regras gramaticais, mas sim
focalizar a forma, ou seja, distanciar-se do significado e analisar como a expressão
utilizada veicula esse significado. Sobre esta plena compreensão, encontramos em
Widdowson (1991, p. 47) argumentos suficientes para justificar o uso dos recursos
audiovisuais:
[...] para dominar uma LE é preciso saber mais que compreender,
falar, ler e escrever orações. É necessário conhecer também como
as orações são utilizadas para conseguir um efeito comunicativo. E,
estabeleceu a distinção entre regras gramaticais e o uso da língua,
as quais devem estar em constante associação para que se
desenvolva a interpretação.
Para o mesmo autor essa abordagem também parece ter a vantagem a mais
de proporcionar aos estudantes “um meio de desenvolver a linguagem de forma
mais funcionalizada”.
3- METODOLOGIA
O presente projeto foi aplicado aos alunos da quinta série do Ensino
Fundamental de uma Escola Pública de Rolândia, o Colégio Estadual Professor
Francisco Villanueva, no período vespertino, tendo como objetivo levá-los a
reconhecer que são integrantes dependentes e agentes transformadores da
sociedade em que vivem. Assim, valorizou-se a aplicação e a utilização de materiais
audiovisuais pertinentes a cada conteúdo estudado, sempre com a análise, reflexão
e contextualização da situação real vivenciada por eles.
É de fundamental importância aproveitar os meios visuais para dar sentido
aos conteúdos, porém no entender de Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 49), o
cuidado com este recurso é importante, pois:
O vídeo ajuda a um bom professor, atrai alunos, mas não modifica
substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do
cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da
sociedade urbana, mas também introduz novas questões no
processo educacional.
Desta forma, o professor de LEM é antes de tudo, um educador, alguém
comprometido com o aluno, com a sociedade e com seus próprios valores. Ao fazer
analise de um material audiovisual o professor precisou verificar todas as suas
potencialidades para o processo de ensino e aprendizagem e a partir desta análise é
que se se tornou viável a aplicação das aulas com recursos tecnológicos com
resultados favoráveis. E, de acordo com Moran, Masetto e Behrens (1995, p.27)
O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo que toca
todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele, toca-nos e
“tocamos” os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes
visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos
experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos.
3.1 Métodos de ensino: abordagem comunicativa
Para entendermos a metodologia “abordagem comunicativa” ou qualquer
outra, se faz necessário entender, primeiro, o significado de abordagem que é um
termo abrangente e engloba os pressupostos teóricos acerca da língua e da
aprendizagem.
De acordo com Almeida Filho (2009), entende-se que “[a]bordagem de
ensino de línguas é um conjunto de crenças, pressupostos e princípios sobre um
conceito de ensinar e aprender uma língua”. É uma espécie de filosofia, uma força
potencial que orienta as ações e decisões do professor nas fases do processo de
ensino/aprendizagem”.
Com esse entendimento sobre o significado de abordagem pode-se pensar
sobre qual adotar para o ensino de língua estrangeira. Para tanto se faz necessário
conhecer as diversas abordagens que existem para desenvolver a prática
pedagógica e perceber que rumos e ações podem ser adotados a partir delas, como
por
exemplo,
a
confecção
metodológicos a seguir.
de
materiais
didáticos
ou
encaminhamentos
Alguns teóricos defendem a abordagem comunicativa como sendo uma das
melhores para o ensino de línguas. Também as Diretrizes Curriculares para Língua
Estrangeira Moderna indicam a abordagem comunicativa como referencial no
trabalho de sala de aula “[e]m tal abordagem, a língua é concebida como
instrumento de comunicação ou de interação social, concentrada nos aspectos
semânticos, e não mais no código lingüístico”. (PARANÁ, 2008a, p. 46). [...] “[n]a
abordagem Comunicativa, o professor deixa de ser o centro do ensino e passa à
condição de mediador do processo pedagógico. Do aluno é esperado que
desempenhe o papel de sujeito de sua aprendizagem. De acordo com essa
concepção, as atividades pedagógicas devem priorizar a comunicação, por meio de
jogos, dramatizações, etc.” DCE-LEM (PARANÁ, 2008a, p. 46-47).
Gimenez (1999, p. 50) assinala que a abordagem comunicativa foi
apropriada como referencial teórico no ensino de LEM do currículo básico, pois a
progressão dos conteúdos de 5ª a 8ª séries está voltada para o ensino comunicativo,
centrado nas funções da linguagem do cotidiano, o que esvazia as práticas sociais
mais amplas de uso da língua. Sabe-se que, muitas vezes na nossa prática, o
ensino de língua estrangeira limita-se a atividades em que a tarefa do aluno é
reproduzir, mecanicamente, as formas da língua descritas nas gramáticas.
Diante disso, é interessante conhecer um pouco sobre esta abordagem. No
ensino de línguas estrangeiras, o termo comunicativo, de acordo com Almeida Filho,
(2009), surgiu como uma reação à abordagem anterior de fornecimento gradual e
rotinizante de estruturas formais ao nível da frase, depois da crítica radical de
Hymes (1966) ao conceito Chomsky ano de competência lingüística que vigorava no
modelo audiolingual cuja repetição mecânica de textos gramaticalmente corretos
levaria a um domínio da Língua Estrangeira”. Segundo Chomsky (1965, p. 44), “a
língua é concebida como parte do sujeito, que nasce com um sistema lingüístico
internalizado”. Widdowson (1991, p. 47) argumenta que:
Para dominar uma LE é preciso saber mais que compreender, falar,
ler e escrever orações. É necessário conhecer também como as
orações são utilizadas para conseguir um efeito comunicativo. E,
estabeleceu a distinção entre regras gramaticais e o uso da língua,
as quais devem estar em constante associação para que se
desenvolva a interpretação.
Neste sentido, a abordagem comunicativa se caracteriza por ter o foco no
sentido, no significado e na interação propositada entre os sujeitos que estão
aprendendo uma nova língua. Conforme esclarece Almeida Filho, (2009, p. 81-82):
O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de
aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou
necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo
para realizar ações autênticas na interação com outros falantesusuários dessa língua. [...] este ensino não toma as formas da língua
descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as
experiências de aprender outra língua, embora não descarte a
possibilidade de criar na sala momentos de explicitação de regras e
de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais.
Isso não significa que o aluno precisa decorar regras gramaticais, mas sim
focalizar a forma, ou seja, distanciar-se do significado e analisar como a expressão
utilizada veicula esse significado. Desta forma, no ensino de línguas é preciso reunir
atividades comunicativas e de ensino da gramática.
Para Widdowson (1991, p. 49), essa abordagem também parece ter a
vantagem a mais de proporcionar aos estudantes um meio de desenvolver a
linguagem de forma mais funcionalizada, o que também ocorre no uso natural, sem
desperdiçar suas energias na preocupação de aprender regras pelas regras e
realizar tarefas que não condizem com o uso natural da linguagem.
Percebemos que “[a] Abordagem Comunicativa apresenta aspectos positivos
na medida em que incorpora seu modelo o uso da gramática exigida para a
interpretação, expressão e negociação de sentidos, no contexto imediato da
situação da fala, colocando-se a serviço dos objetos de comunicação”. (PARANÁ,
2008a, p. 50).
Contudo nas Diretrizes:
O ensino de Língua Estrangeira Moderna será norteado para um
propósito maior de educação, considerando as contribuições de
Giroux (2004) “ao rastrear as relações entre língua, texto e
sociedade, as novas tecnologias e as estruturas de poder que lhes
subjazem”. (PARANÁ, 2008a, p. 52).
É fundamental que os educadores reconheçam a relação entre língua,
pedagogia crítica no atual contexto global educativo, para tanto se sugere ao
professor que “constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a
diversidade lingüística e cultural, de modo que se envolva discursivamente e
perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que
vive. Espera-se que o aluno possa compreender que os significados são sociais e
historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática
social”. (PARANÁ, 2008a, p. 53).
Contudo, é necessário que o professor conheça as orientações curriculares
dentro da perspectiva da “abordagem comunicativa” para que ele possa desenvolver
um ensino de línguas que seja motivador aos seus alunos, sempre contextualizando
e atendendo suas necessidades e anseios.
Assim, com a abordagem comunicativa passou-se à elaboração das tarefas
e posteriormente às aplicações.
Foram realizadas quatro tarefas a serem aplicadas em oito aulas de 50
minutos, sendo duas aulas para cada uma das tarefas.
A aplicação foi realizada em uma turma de 5ª série do Colégio Estadual
Professor Francisco Villanueva, onde uma das autoras leciona como professora de
Língua Inglesa.
Os tempos dos vídeos variam entre dois e doze minutos e o objetivo era a
promoção do aprendizado sobre moradias, casas felizes, animais e família. Além
dos vídeos foram elaboradas sequências didáticas que proporcionaram discussões
sobre os conteúdos estudados.
Os vídeos utilizados podem ser analisados por meio de acesso ao site you
tube, conforme relação apresentada nos apêndices no final do presente artigo.
A seguir, passamos à descrição e apresentação dos resultados de cada uma
das tarefas.
Tarefa 1
Primeiramente houve uma discussão sobre os tipos de moradia existentes
na cidade. Em seguida, foi apresentado o Vídeo “Houses” mostrando as imagens
individuais sobre as moradias dando oportunidade para o estudo do vocabulário
referente ao vídeo.
Em seguida houve uma explanação sobre os adjetivos e suas funções no
contexto. Após, foram trabalhados exercícios no caderno para completar com
adjetivos relacionados ao vídeo assistido. Dando continuidade às atividades, um
novo vídeo foi apresentado “Vocabulary related housing” para que os alunos
tivessem a oportunidade de pronunciar e fixar o vocabulário referente às imagens
relacionadas à moradia, do vídeo anterior.
Foram sugeridos aos alunos para desenharem as suas casas e produzirem
sentenças utilizando adjetivos relacionados aos vídeos apresentados com o auxílio
da professora a fim de fixar o conteúdo estudado..
Foram apresentados outros vídeos explicativos sobre a função dos adjetivos
e a diferença de seu uso na língua inglesa. Em seguida reapresentou-se o vídeo
“Vocabulary related housing” usando a tecla “pause” e para cada vocábulo
apresentado o aluno deveria classificar se o mesmo tratava-se de um adjetivo ou
substantivo e anotá-los em seu caderno. Exploraram-se atividades diversificadas
como também um Bingo de palavras no caderno deles sobre adjetivos opostos
relacionados ao vídeo “Vocabulary related housing” com entrega de prêmios aos
primeiros colocados. Posteriormente, elaboraram frases no caderno referente à casa
deles utilizando os adjetivos propostos no vídeo.
Nesta primeira tarefa os alunos demonstraram interesse e ansiedade pelas
aulas, pois observavam o planejamento da educadora e, consequentemente havia
menor dispersão e indisciplina. Os alunos apresentaram “compromisso” com as
atividades propostas na tarefa. Segundo uma das autoras, posteriormente, quando
as aulas voltaram à rotina (sem a aplicação do projeto) os educandos passaram a
pedir a apresentação de novos materiais.
Tarefa 2
Apresentou-se na seqüência e, repetidas vezes, o vídeo “Happy Houses” em
que se oportunizou a discussão sobre o tipo de moradia escolhida pelos
personagens apresentados “Três Porquinhos” e do “Lobo Mau”. Dando continuidade
ao tema foram reapresentados os vídeos “House” e “Happy Houses” onde os
educandos puderam fazer associação aos temas propostos com ampla discussão
sobre o tipo de material utilizado nas construções, etc. Em seguida foram anotados
no quadro os vocábulos lembrados por eles sobre o vídeo “Happy House” fazendo
um “feed back” e na seqüência, retomados os vídeos com estudo do vocabulário,
principalmente sobre adjetivos/cores. Após esta tarefa foram sugeridas diversas
atividades no caderno como desenhar, pintar, completar, etc.. Depois, foram
apresentadas no quadro de giz as partes da casa com o desenho feito por eles
completando-os com as partes da casa e colorindo com as cores já determinadas.
Todas as tarefas propostas foram corrigidas com atendimento individual. Em
seguida foi apresentado o vídeo com a música “Who’s afraid of the Big Bad Wolf”?
Eles ouviram, cantaram seguindo a letra apresentada no próprio vídeo por várias
vezes com a ajuda da professora. Após, aplicou-se exercícios diversificados no
caderno sobre a letra desta música sempre retomando o vídeo durante as correções
das tarefas propostas. Finalmente foram verificadas as atividades sobre as principais
características das personagens do vídeo “Happy Houses” e respondido o
questionário sobre o Vídeo “Happy Houses”.
Nesta segunda tarefa foi possível retomar o assunto dado anteriormente
com vídeos inovadores que ofereceram subsídios na compreensão dos assuntos
abordados com a participação dos alunos em sala de aula.
Tarefa 3
Dando continuidade às atividades programadas foi apresentado o Vídeo “I
Love Animals”, com a discussão sobre a importância em proteger os animais
oferecendo-lhes um abrigo. Foi discutido sobre as imagens deste vídeo
comparando-as com as já estudadas por eles. Foi oportunizado um debate sobre
animais domésticos e selvagens com a exploração do vídeo “Pet and Wild animals”
Em seguida realizou-se um estudo do vocabulário, propiciando aos alunos as
anotações em seus cadernos de palavras que apareceram neste vídeo com seu
significado em Português. Também os alunos puderam acompanhar a letra da
música do vídeo e realizar diversas atividades como ouvir, falar, cantar e repetir.
Todas as atividades escritas foram realizadas nos cadernos e com as devidas
correções.
Pôde-se observar a motivação e participação dos alunos devido ao contexto
onde estavam inseridos e por meio das atividades que eles resolviam durante a
aplicação do projeto.
Tarefa 4
Apresentou-se o vídeo “Family” repetidas vezes com a discussão sobre o
relacionamento de animais domésticos de uma família. Reapresentou-se o vídeo
“Pet and Wild Animals” onde eles pronunciaram os vocábulos com o estudo do
vocabulário anotando-os no caderno.
Na sequência foram retomados os vídeos com resolução e correção dos
exercícios propostos como retirar informações apresentadas, com a revisão dos
numerais por meio de vídeos e atividades relacionadas nos cadernos.
Finalmente todos os vídeos já estudados foram reapresentados com amplo
debate retomando aspectos importantes do Projeto com a verificação por meio de
questionários individuais sobre as atividades desenvolvidas.
4 AVALIAÇÃO
Com a aplicação deste Projeto percebi que a utilização dos vídeos por meio
da TV Multimídia disponibilizada nas escolas da rede pública de ensino do Paraná,
despertou em meus alunos a curiosidade, entusiasmo, tornando-os abertos ao
diálogo e motivados a aprender.
A avaliação foi concretizada de acordo com o estabelecido nos documentos
escolares, como o Projeto Político Pedagógico e, mais especificamente, a Proposta
Pedagógica Curricular e o Plano de Trabalho Docente de Língua Inglesa do Colégio
Estadual Professor Francisco Villanueva, documentos fundamentados nas Diretrizes
Curriculares do Paraná (PARANÁ, 2008a).
No decorrer do encaminhamento do projeto, foram apresentadas aos alunos
atividades motivadoras de Língua Inglesa numa turma de 5ª série, como forma
facilitadora do processo de ensino e aprendizagem, conduzindo-os a buscar novos
conhecimentos com a inserção e integração de tecnologia de ensino. Foi possível
perceber relevância neste processo, pois antes de aplicar as atividades deste
Projeto trabalhei com os alunos somente com textos, não utilizei recursos
tecnológicos e percebi que as aulas estavam enfadonhas. Porém, com as atividades
do meu Projeto as aulas tiveram outro rumo. Apresentaram-se com dinamismo,
sempre com jogos, vídeos, slides, músicas, abordando o mesmo tema de diversas
formas houve participação significativa dos alunos durante as aulas e com isto
comprova-se a necessidade em se trabalhar com tecnologias em sala de aula.
Durante o desenvolvimento do projeto, passo a passo, os alunos foram
avaliados continuamente, em seu trabalho orientado, pesquisado e planejado;
valorizando o seu conhecimento dentro de uma aprendizagem contínua. Quanto aos
alunos que apresentaram dificuldades de aprendizagem foi-lhes oportunizada a
recuperação dos conteúdos trabalhados. Porém, a forma como foi planejada esta
Unidade Didática propiciou a revisão dos temas trabalhados anteriormente
justamente para evitar algum conflito ou que algum aluno fosse prejudicado.
Percebeu-se no contexto a interação dos alunos no decorrer do trabalho
colaborativo; com troca de opiniões, respeito pela opinião do outro e quanto ao tema
proposto. As atividades foram resolvidas muitas vezes em grupos facilitando a
comunicação entre eles e em relação aos temas propostos em língua estrangeira.
Em termos de resultados práticos os educandos mostraram boa evolução no
domínio do vocabulário, compreendendo a dicção do vocábulo e visualizando a sua
aplicação nos contextos cotidianos.
Paralelamente ao trabalho realizado a pesquisadora aplicou os mesmos
conceitos em outras turmas sem, no entanto, utilizar os recursos audiovisuais e o
resultado em prova escrita individual foi notoriamente mais satisfatório no grupo que
contou com o recurso.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que mais evidenciou a atenção durante todo esse processo foi o interesse e
comprometimento que os alunos demonstraram no desenvolvimento do projeto.
Tentar motivar os jovens alunos de quinta série que tiveram pela primeira vez
contato com a língua inglesa em sala de aula, utilizando os recursos metodológicos
engajados às novas práticas com o uso das tecnologias, entende-se ser possível
adequar os conteúdos com a aplicabilidade dos mesmos favorecendo-os de forma
motivadora os conhecimentos necessários de uma LEM, com certeza foi muito
inovador. “Segundo Moran, Masetto e Behrens (2001, p. 159), “[...] incentiva
aprendiz a assumir a responsabilidade por seu processo de aprendizagem, o que
certamente o motivará para o trabalho necessário a essa finalidade”. Ainda, Moran,
Masetto e Behrens (1995, p. 28), “a comunicação sensorial-cinestésica, com a
audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão”, m trata-se de uma
condição imprescindível para o sucesso de atividades didáticas com vídeo por meio
do contexto sociocultural.
Temos algumas considerações quanto às vantagens do uso do vídeo
mencionadas por Moran, Masetto e Behrens (1995, p. 27):
Possibilita a inclusão, nas aulas, de formas comportamentais e
gêneros textuais conhecidos; diversifica os materiais de apoio e torna
as aulas mais dinâmicas e motivadoras; evidencia elementos de
contextos da vida real – verbais e não-verbais – atitudes,
comportamentos, gestos, distância ou aproximação entre os
interlocutores, etc., apresenta situações comunicativas: localização
espacial e temporal, atitudes e padrões interativos dos falantes e
sensibilização dos alunos para as formas de organização do
discurso; possibilita assistir cenas várias vezes, examinar, rever,
fazer pausas e reconstruir as sequencias dos fatos, mostrar a
imagem com ou sem som, trabalhar o som com ou sem imagens,
etc.”
Segundo Fernandez (2009, p. 60-66):
Não resta dúvida que uma aula bem preparada, incorporando o uso
de vídeo, independentemente da função que o professor lhe atribua,
pode contribuir muito para o êxito do trabalho e para alcançar os
objetivos desejados. O vídeo pode assim, proporcionar uma
aproximação do aluno à escola. Pode fazer com que ele não sinta
um distanciamento tão grande entre a sua realidade cotidiana e o
ambiente acadêmico. Pode ser uma estratégia de aproximação tanto
do aluno aos conteúdos propostos pelo professor como uma forma
também de o discente encontrar sentido no que aprende e ter
satisfação em mostrar a seus amigos e familiares aspectos e temas
abordados em sala de aula. A partir do momento em que se
estabelecem vínculos entre aquilo que o aluno aprende na escola e o
que ele vivencia fora dela, contribui-se para o desenvolvimento de
sua consciência reflexiva e crítica, o que, por sua vez, vincula-se à
sua formação como cidadão, conforme postulam os documentos
oficiais em especial os Parâmetros Curriculares Nacionais para o
ensino fundamental.
REFERÊNCIAS
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3. ed. Campinas, SP: Pontes Editoras, 2009.
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Brasília: Secretaria de Estudos a Distância/MEC, 2000.
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economia e as implicações do uso de NTICs no processo de ensino
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Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 1998.
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Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens e Códigos e suas Tecnologias.
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MÉSZÀROS, I. O desafio e o fardo do tempo histórico. São Paulo: Boitempo,
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WIDDOWSON, H. G. O ensino de línguas para a comunicação. Campinas, SP:
Pontes, 1991.
APÊNDICES
APÊNDICE A
Pesquisas
1. Pesquisas na Internet:
Link de acesso: Para abrir o Link aperte o Ctrl + clique:
Sugestão de imagens: Para abrir o Link aperte o Ctrl + clique:
a- Casa alagada:
Link de acesso:
<http://alessandrosimoes.files.wordpress.com/2009/07/casa_alagada_em_anama1.j
pg>. Acesso em: 20 maio 2010, às 21h20min;
b- Casa de palha:
Link de acesso: < http://www.azf.com.br/img/200601.jpg>. Acesso em:
20 maio 2010, às 21h24min;
c- Casas no morro:
Link de acesso: <http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,13532454,00.jpg>.
Acesso em: 21 maio 2010, às 13h30min;
d- Casas no morro:
Link de acesso:
<http://www.math.ethz.ch/~hjfurrer/holidays/RioDeJaneiro/large/Favela.JPG>.
Acesso em: 22 maio 2010, às 15h21min;
e- Casa de alvenaria:
Link de acesso: < http://www.fredmullerimoveis.com.br/venda/019.jpg>.
Acesso em 22 maio 2010, às 14h04min;
f- Casa de madeira:
Link de acesso: <http://imoveis.bicodocorvo.com.br/blog/wpcontent/gallery/casas-de-madeira/casas-de-madeira-1.jpg>. Acesso em 21 maio
2010, às 22h15min;
g- Sobrado: Link de acesso:
<http://www.paraty.com.br/trindade/fotos/pousadas/casadamayner/mayner-gd.jpg>.
Acesso em 22 maio 2010, às 16h20min;
h- Casas destruídas por causas naturais:
Link de acesso: < http://img.terra.com.br/i/2009/04/17/1170338-9221-atm17.jpg>.
Acesso em 22 maio 2010, às 15h33min;
i- Casa destruída:
Link de acesso: <http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/4223119.jpg>.
Acesso em 20 maio 2010, às 14h27min.
j- Casa de praia:
Link de acesso:
<http://farm2.static.flickr.com/1036/869632014_e2d9761bc1_o.jpg>.
Acesso em 22 maio 2010, às 21h30min;
1) Link de acesso:< http://www.youtube.com/watch?v=JWO8LVvwCjw>.
Acesso em 23 maio 2010, as 00h35min. (Houses);
2) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=TUxGaYBs2ck>.
Acesso em 20 julho 2010, às 22h10min. (Vocabulary related Housing).
3) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=5iFK6nlFcl8>.
Acesso em 02 julho 2010. (English Vocabulary-Descriptions Adjectives);
4) Link de acesso: <http://www.youtube.com/watch?v=V4PMyy9qIA&feature=related>. Acesso em 30 junho 2010, às 20h03min. (Adjetivo);
5) Link de acesso: <http://www.youtube.com/watch?v=ALy-1_uXZ6w>. Acesso em
02 julho 2010, às 20h59min. (Video Happy Houses);
6) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=WVI2D9VQKAg>. Acesso
em 02 julho 2010, às 21h26min. (Colores);
7) Link de acesso: < http://www.youtube.com/watch?v=-6cV_a_18AI>.
Acesso em 02 julho 2010, às 21h31min. (Colors);
8) Link de acesso: Link de acesso:
<http://www.allmusicals.com/lyrics/disney/whosafraidofthebigbadwolf.htm>.
Acesso em 02 julho 2020, às 21h41min. ( Song “Who’s afraid of the Big Bad Wolf?”);
9) Link de acesso:
http://www.youtube.com/watch?v=_QkTEUjg1Iw&feature=related>.
Acesso em 02 julho 2010, às 22h21min. (I Love animals):
10) Link de acesso:
http://www.youtube.com/watch?v=YSoEUctcDiM&feature=related>. Acesso em 23
junho 2010, às 21h40min; (Vídeo Family);
APÊNDICE B
Questionário
Colégio______________________________________________________
Date:_____/______/_______ Teacher:______________________________
Name:.......................................................................................Grade:______
Questionário
1) Vamos revisar o assunto abordado nos audiovisuais:
a. Qual das personagens do vídeo “Happy Houses” demonstrou
sabedoria em relação à construção da moradia? Explique:
b. Por que cada porquinho construiu sua casa com um tipo de material:
palha, madeira e alvenaria? Qual seria a intenção de cada um deles?
Explique:
c. Na realidade vocês conhecem alguma situação parecida com a deles?
___________________________________________________________
d. Aquele porquinho que construiu a casa de alvenaria procurou acolher
os outros porquinhos? Qual a sua opinião quanto à atitude dele?
Explique:
e. Questionar sobre o tipo de material utilizado na construção das casas
dos porquinhos. E qual delas apresenta mais segurança? Explique:
f. Identificar quais cuidados devemos ter para garantirmos uma moradia
segura? Por quê?
g. Questionar sobre o tipo de tratamento dado aos animais no vídeo “I
Love animals” comentar se isso acontece na realidade? Explique:
h. A figura do “Lobo Mau” aparece novamente neste vídeo por quê?
i. Qual a relação dele com os animais de estimação?
j. Que cuidados devemos ter com os animais domésticos?
k. Como era o relacionamento das personagens com os animais?
l. Você percebeu a relação entre os animais e as personagens
neste vídeo? Em sua opinião como devemos tratar os animais?
Explique:
m. Na primeira cena do vídeo percebe-se o tratamento especial aos
Gatinhos (Marie, Toulouse e Berlioz). Havia harmonia entre eles?
É possível identificar o tipo de moradia deles? Explique:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
n. Na próxima cena aparece uma família de “patinhos”. O que você
achou da atitude da mãe pata? Você acha que é possível acontecer
isso na vida real? Por quê?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
o. Baseado nas cenas do vídeo “Happy Houses”, que atitudes nos
levam a ser um cidadão responsável e feliz?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
p. Quais os cuidados que devemos ter com os animais de
estimação? Explique:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
q. É possível encontrarmos notícias pelo Rádio, TV, etc. que mães
abandonaram seus filhos. Qual a sua opinião com relação à atitude
delas? O que você faria? Dê sua opinião.
_______________________________________________________
_______________________________________________________
r. Qual a sua opinião sobre a utilização desses recursos
“audiovisuais” trabalhados nas aulas de inglês? Você conseguiu
aprender algo interessante para sua vida? Explique e cite exemplos:
s. As aulas de língua inglesa são mais interessantes com o apoio dos
recursos audiovisuais? Explique:
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VOLUME I - Secretaria de Estado da Educação do Paraná