UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO São Paulo 2013 [07/11/2013] UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Prof. Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto Reitor Prof. Dr. Marcel Mendes Vice Reitor Profa. Dra. Esmeralda Rizzo Decano Acadêmico Prof. Dr. Moisés Ari Zilber Decano de Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Dr. Cleverson Pereira de Almeida Decano de Extensão Prof. Dr. Valter Luís Caldana Júnior Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Prof. Dr. Paulo Roberto Corrêa Coordenador do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo Assessoria e apoio pedagógico: Profa. Dra. Esmeralda Rizzo Profa. Dra. Marili Moreira da Silva Vieira Equipe de elaboração do Projeto Pedagógico: Membros do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Arquitetura e Urbanismo: Prof. Dr. Antônio Cláudio Pinto da Fonseca Profa. Ms. Ivana Aparecida Bedendo Prof. Dr. Lucas Fehr Prof. Dr. Luiz Guilherme Rivera de Castro Prof. Dr. Paulo Roberto Corrêa Prof. Dr. Ricardo Hernan Medrano Prof. Dr. Sílvio Stefanini Sant‟Anna Membros do Colegiado de Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo: Prof. Dr. Alessandro José Castroviejo Ribeiro Prof. Dr. Carlos Leite de Souza Prof. Dr. Celso Lomonte Minozzi Prof. Dr. Eduardo Sampaio Nardelli Prof. Ms. Juan Villà Martinez Profa. Dra. Mônica Machado Stuermer Prof. Dr. Paulo Giaquinto Profa. Dra. Pérola Felipette Brocaneli Profa. Ms. Roseli Maria Martins D‟Elboux Acadêmico Victor de Melo Lago Professores convidados: Profa. Dra. Maria Teresa de Stockler e Breia Prof. Dr. Valter Luiz Caldana Júnior 1 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo SUMÁRIO 1. HISTÓRICO INSTITUCIONAL, 5 1.1. Histórico da Mantenedora, 6 1.2. Histórico da Universidade, 8 2. MISSÃO E VISÃO INSTITUCIONAL, 11 3. CONTEXTUALIZAÇÃO DA ÁREA DE CONHECIMENTO, 13 4. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO, 19 4.1. Identificação do Curso, 20 4.2. Breve Histórico do Curso de Arquitetura e Urbanismo, 20 5. FINALIDADES, OBJETIVOS E JUSTIFICATIVAS DO CURSO, 30 5.1. Finalidades, 31 5.2. Objetivos, 32 5.3. Justificativas, 32 6. CONCEPÇÃO ACADÊMICA DO CURSO, 40 6.1. Articulação do curso com o Plano de Desenvolvimento Institucional, 42 6.2. Perfil do egresso, 43 6.3. Competências e habilidades, 44 6.4. Coerência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, 48 6.5. Requisitos de ingresso ao curso, 51 6.6. Aspectos metodológicos do processo de ensino-aprendizagem, 51 6.7. Estratégias de flexibilização curricular, 55 6.7.1. Estratégias de internacionalização, 56 6.7.2. Estratégias de interdisciplinaridade, 58 6.7.3. Estratégias de integração com a pós-graduação, 60 6.7.4. Possibilidades de integralização de disciplinas fora da grade curricular como eletivas, 61 6.8. Políticas Institucionais de Apoio Discente, 62 6.9. Políticas de egressos, 63 6.10. Políticas de ética em pesquisa, 64 2 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6.11. Políticas Institucionais de Apoio Docente, 66 6.12. Políticas de Comunicação Institucional, 67 6.13. Políticas em EAD no Ensino Presencial, 69 6.14. Políticas institucionais de Educação Ambiental, sócio - educacional e de respeito à diversidade no contexto do ensino, da pesquisa e da extensão, 72 7. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO, 74 7.1. Estrutura curricular, 79 7.2. Atividades complementares, 84 7.3. Estágio supervisionado, 87 7.4. Atividades de integração e síntese de conhecimento, 87 7.4.1. Trabalho de curso, 87 7.4.2. Mecanismos e programas de iniciação científica e tecnológica, 89 7.4.3. Projetos de extensão, 90 7.4.4. Das atividades de ensaio e de experimentação, 92 7.4.5. Do ateliê vertical, 93 7.5. Disciplinas optativas e eletivas, 94 7.6. Articulação da auto - avaliação do curso com a autoavaliação institucional, 95 7.7. Articulação entre o ensino de graduação e de pós-graduação, 95 7.8. Comitê de ética em pesquisa, 97 8. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA, 98 8.1. Coordenação do curso, 99 8.2. Colegiado de curso, 99 8.3. Núcleo Docente Estruturante, 99 9. CORPO DOCENTE, 101 9.1. Perfil docente, 102 9.2. Experiência acadêmica e profissional, 103 9.3. Publicações, 103 9.4. Implementação das políticas de capacitação no âmbito do curso, 104 10. INFRAESTRUTURA, 105 10.1. Biblioteca, 106 10.2. Laboratórios de formação geral, 107 10.3. Laboratórios de formação específica,107 10.3.1. Laboratórios de informática, 107 3 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 10.3.2. Demais laboratórios, 108 10.4. Laboratórios para prática profissional e prestação de serviços à comunidade, 110 10.5. Salas de aula, 111 BIBLIOGRAFIA DE APOIO, 113 APÊNDICE 1 – EMENTAS, 120 APÊNDICE 2 – TABELA DA ESTRUTURA CURRICULAR, 195 APÊNDICE 3 – NÚCLEOS DE CONTEÚDOS, 202 APÊNDICE 4 – TABELA DE DISCIPLINAS OPTATIVAS, 206 APÊNDICE 5 – TABELA DE EQUIVALÊNCIAS DE DISCIPLINAS, 208 4 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 1. HISTÓRICO INSTITUCIONAL 5 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 1. Histórico Institucional 1.1. Histórico da Mantenedora Na época da fundação do Mackenzie (1870), a cidade de São Paulo contava com cerca de 25.000 habitantes que viviam concentrados onde hoje chamamos de Centro Velho. Ainda havia escravidão, portanto na época do Brasil Imperial, e o ensino básico e secundário eram controlados pela Igreja Oficial. No âmbito da tradição calvinista, o projeto educacional que deu início ao Instituto Presbiteriano Mackenzie tem origem no ano de 1870, a partir da obra de um casal de missionários norte-americanos, George e Mary Annesley Chamberlain, os quais, em sua residência em São Paulo, abriram uma escola que, em ponto central da cidade, propunha-se a formar e a instruir as jovens gerações da comunidade paulistana. A escola começou com apenas uma professora, a própria Sra. Chamberlain, e três alunos. Se numericamente a escola era inexpressiva, a proposta pedagógica apresentava-se ambiciosa e pioneira, para não dizer francamente revolucionária para os padrões da época. O modelo dessa escola baseava-se no sistema escolar norte-americano: as classes eram mistas, praticava-se ginástica, aboliram-se as repetições cantadas e os castigos físicos (a famosa palmatória) e introduziu-se a experimentação. Esses missionários norte-americanos chegaram ao Brasil para atuar no âmbito do que hoje poderíamos caracterizar como pluralismo cultural, que propunha e aplicava liberdade religiosa, racial e política, contrapondo-se a uma realidade de escolas reservadas à elite monarquista e escravagista. A “Escola Americana” foi pioneira ao receber filhos de abolicionistas, republicanos, protestantes e judeus, que não eram aceitos em outras escolas, incluindo-se as públicas. Os preceitos de solidariedade sempre ancoraram o projeto do Mackenzie, cuja proposta educativa regeu-se, desde as origens, na mais plena tradição calvinista, sob o signo da tolerância em termos religiosos, da democracia, em seus aspectos políticos, e do pioneirismo, em sua dimensão pedagógica. 6 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo O norte-americano John Theron Mackenzie, em seu testamento, legou 30 mil dólares, posteriormente acrescidos de mais 20 mil oferecidos por suas irmãs, destinados à construção, no Brasil, junto à Escola Americana, de um prédio para a Escola Superior de Engenharia, que iniciou suas atividades em 1896, então o primeiro curso superior da instituição. Iniciavam-se, portanto, os trabalhos da Escola de Engenharia Mackenzie, que se consolidaria como uma das iniciativas pioneiras, no que diz respeito ao ensino superior brasileiro. Nessa época, a instituição foi denominada “Mackenzie College”, em homenagem a seu benfeitor, e, em razão da conjuntura política e da legislação de ensino da época, foi vinculada à Universidade do Estado de Nova York, situação na qual permaneceu até 1927. O Mackenzie, no campo da educação, acompanhava o desenvolvimento do país republicano, tendo se voltado para ele o olhar de inúmeros educadores "escolanovistas" que, à época, levantavam a bandeira do ensino técnicoprofissionalizante como um imperativo necessário à reconstrução educacional do país. O catálogo do “Mackenzie College e da Escola Americana”, de 1916-1917, anunciava o curso de Arquitetura em combinação com o Curso de Engenharia Civil, que, após consolidado, deu origem à “Faculdade de Arquitetura do Instituto Mackenzie”, em 1947. Em abril de 1952, foi criada a Universidade Mackenzie, sendo seu mantenedor o Instituto Presbiteriano Mackenzie. Em 1979, a “Faculdade de Arquitetura do Instituto Mackenzie” passou a se chamar “Faculdade de Arquitetura e Urbanismo”, traduzindo a ampliação do campo profissional e acadêmico. Hoje o Campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie é uma comunidade fortemente integrada, apresenta identidade de propósitos entre a comunidade docente e discente e compartilha de uma tradição cultural afetiva batizada de “Espírito Mackenzista”. 7 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Com suas construções antigas de tijolos aparentes, localizadas no centro da cidade de São Paulo, o Campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie representa um marco na vida cultural da cidade e simboliza a excelência em educação. (PDI 2013 – 2018) 1.2. Histórico da Universidade A história da Universidade Presbiteriana Mackenzie começa com a chegada dos missionários presbiterianos, o Rev. George Whitehill Chamberlain e sua esposa Mary Annesley Chamberlain, em São Paulo, SP, em 1870. Desde o início, a pequena escola criada por ambos já se caracterizava pelo princípio que nos orienta até os dias de hoje, o de não fazer distinção de sexo, credo ou etnia. A Universidade Mackenzie, em 1952, foi reconhecida pelo Decreto nº 30.511, assinado pelo Presidente Getúlio Vargas e pelo Ministro da Educação Ernesto Simões da Silva Filho, sendo solenemente instalada em 16 de abril daquele ano. Na sua origem, a nova universidade (terceira no estado de São Paulo) era composta pelas seguintes unidades acadêmicas: Escola de Engenharia, Faculdade de Arquitetura, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e Faculdade de Ciências Econômicas. No ano de 1965, a Universidade Mackenzie tornou-se mais uma vez pioneira nas suas iniciativas ao escolher como Reitora a Professora Esther de Figueiredo Ferraz, primeira mulher no hemisfério sul a ocupar esse cargo. Foi ela, também, anos mais tarde, a primeira mulher no Brasil a se tornar Ministra de Estado da Educação. Em 1999 a Universidade Mackenzie passou a ser denominada Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), reafirmando, assim, sua identidade confessional. Em 2002 a Universidade Presbiteriana Mackenzie comemorou o seu cinquentenário e contava, então, com dois campi (São Paulo e Tamboré), 29 cursos de graduação, sete programas de pós-graduação Stricto Sensu, 29 cursos de pósgraduação Lato Sensu, 27.712 alunos, 1.114 professores e 11 unidades universitárias: (1) Escola de Engenharia; (2) Faculdade de Ciências Biológicas, Exatas e Experimentais; (3) Faculdade de Filosofia, Letras e Educação; (4) 8 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; (5) Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas; (6) Faculdade de Direito; (7) Faculdade de Computação e Informática; (8) Faculdade de Comunicação e Artes; (9) Faculdade de Psicologia; (10) Faculdade de Educação Física; e (11) Faculdade de Teologia. Em 2006 foi realizada nova reestruturação da organização acadêmicoadministrativa da UPM, a partir da fusão e de mudanças da nomenclatura de algumas Faculdades para Centros, a saber: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS); Centro de Ciências e Humanidades (CCH); Centro de Comunicação e Letras (CCL); e Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA). Permaneceram com as mesmas nomenclaturas: a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; a Faculdade de Computação e Informática; a Faculdade de Direito; a Escola de Engenharia; e a Faculdade de Teologia. A Universidade Presbiteriana Mackenzie foi recredenciada por 10 anos, com conceito referencial máximo, em 30 de dezembro de 2011, por meio da Portaria nº. 1.824 (D.O.U. 02/01/2012 – seção I – p. 8). Mais recentemente, em 2012, houve ainda uma nova estruturação acadêmicoadministrativa, na qual o Centro de Ciências e Humanidades (CCH) fundiu-se com a Escola de Teologia, dando origem ao Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT). Nesta última reestruturação, os cursos até então incluídos na composição do CCH, Licenciatura e Bacharelado em Química e em Física, passaram a integrar a Escola de Engenharia. Na mesma linha, o curso de Licenciatura em Matemática passou a integrar a Faculdade de Computação e Informática. A Universidade Presbiteriana Mackenzie dos dias atuais caracteriza-se por uma comunidade acadêmica que reafirma a continuidade dos princípios éticos e de sua tradição cultural denominada “Espírito Mackenzista”, fortalecida pelo aspecto centrípeto e aconchegante do Campus Higienópolis, em que se ressaltam a excelência da infraestrutura e a proximidade física das unidades universitárias. Atualmente, a instituição “Mackenzie” é um dos maiores complexos educacionais, no contexto da América Latina, atuando nas mais diversas áreas do conhecimento humano, que vão da Educação Básica ao Ensino Superior, compreendendo, neste 9 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo segmento, três dezenas de cursos de Graduação, quase 20 cursos de Pósgraduação Stricto Sensu, além de seis dezenas de cursos Lato Sensu e amplo portfólio de atividades de Extensão. A Reitoria atual, preocupada com a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, adota políticas institucionais que constam da “Visão 150”, plano este que estabelece uma série de diretrizes que nortearão a atuação de todos os segmentos e instâncias da Universidade Presbiteriana Mackenzie nos próximos anos. As ações devem atender a um perfil de formação holística de concepção dos fenômenos naturais, do meio ambiente e da sociedade, contudo, sem abandonar demandas mais específicas da sociedade, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. (PDI 2013 – 2018) As diretrizes que estruturam a “Visão 150” (documento promulgado pela Reitoria da Universidade Presbiteriana Mackenzie em 25 de março de 2013) harmonizam-se inteiramente com os eixos norteadores do PDI, evidenciando uma mobilização sinérgica de toda a Instituição, em busca da consolidação dos padrões de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. 10 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 2. MISSÃO E VISÃO INSTITUCIONAL 11 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 2. Missão e Visão Institucional Em sintonia com a missão da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Projeto Pedagógico do curso de Arquitetura e Urbanismo, por intermédio de metodologias conteúdos e recursos próprios, aliados à busca incessante pela aplicação dos valores da ética, segue o direcionamento da Instituição, em relação ao atendimento à sociedade na qual se insere, no cumprimento da missão institucional: “Educar o ser humano, criado à imagem de Deus, para o exercício pleno da cidadania, em ambiente de fé cristã reformada”(INSTITUTO PRESBITERIANO MACKENZIE, 2013). A Visão da Universidade Presbiteriana Mackenzie permeia todos os planos de ação e o desenvolvimento de sua prática cotidiana, e organiza a composição e o desenvolvimento do currículo, de maneira que essa Visão se reflita em todos os aspectos, a fim de “ser reconhecida pela sociedade como instituição confessional presbiteriana e filantrópica, que se dedica às ciências divinas e humanas, comprometida com a responsabilidade socioambiental, em busca de contínua excelência acadêmica e de gestão”(INSTITUTO PRESBITERIANO MACKENZIE, 2013). O currículo e as políticas e estratégias de ação, dirigidos por essa Visão, têm como fim maior favorecer o reconhecimento efetivo, por parte dos alunos e da comunidade, de uma instituição que prima pela excelência, considerando-se o seu papel na sociedade, sua relação com os outros e com Deus. A Missão e a Visão materializam-se na prática de princípios e valores que se refletem nas relações pedagógicas dentro da sala de aula, nas relações de trabalho entre funcionários e equipes de apoio administrativo, e se consolidam na ação futura de nossos alunos, imprimindo nestes o “Espírito Mackenzista”. (PDI 2013 – 2018) 12 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 3. CONTEXTUALIZAÇÃO DA ÁREA DE CONHECIMENTO 13 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 3. Contextualização da área de conhecimento A área de conhecimento da Arquitetura e Urbanismo deve ser pensada não como existência isolada, fechada em si mesma, mas com a amplitude necessária ao entendimento do desenvolvimento humano. Estão nessa área de conhecimento as proposituras que vão desde o modo como o homem se protege da intempérie até a maneira como estabelece a ordenação do território onde cria e desenvolve suas relações de sociedade, comunidade e produção econômica e cultural. Neste Projeto Pedagógico parte-se do princípio que a área de conhecimento em Arquitetura e Urbanismo está inserida em um campo de conhecimento amplo e é parte integrante da cultura brasileira e mundial, entendendo o espaço arquitetônico e urbanístico como resultante direto de uma série de determinantes culturais. No Brasil pode-se afirmar que se coloca claramente na agenda de discussões da sociedade, sobretudo nos grandes centros, a construção da cidade e a qualidade do espaço público, matérias caras aos arquitetos, como elementos definidores de ações públicas e privadas, e a decorrente criação de empregos, do consumo de energia, do trânsito ou da violência urbana, entre outros. Este movimento de aproximação da Arquitetura e Urbanismo e seu fazer às necessidades coletivas, numa condição que supera a resposta singular a questões singulares, se dá há mais de cem anos, introduzido pelo movimento moderno, e tem significado sua possibilidade de transformação. Servindo-se das facilidades de comunicação e troca de informações disponíveis, a discussão sobre o estado atual da Arquitetura e Urbanismo, da profissão e da inserção do arquiteto no contexto da produção cultural e econômica se aprofunda. Esta compreensão se coloca diretamente ligada à hipótese de que se esteja vivenciando um momento de inflexão que, mais do que rever procedimentos projetuais, é necessária uma reconfiguração da metodologia de abordagem do fazer e pensar a Arquitetura e Urbanismo. O espírito do tempo acompanha a Arquitetura e Urbanismo, desta fazendo seu testemunho e materialização. 14 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo É proposta e missão do Projeto Pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo viabilizar e efetivar uma articulação entre ensino, pesquisa e extensão, formando um profissional intelectualmente autônomo, capaz de atuar no sentido de transformar a sociedade em que vive, capacitado em arquitetura e urbanismo, com sólida formação técnica e humanística, capaz de pesquisar, desenvolver e difundir os conhecimentos sobre a arquitetura e o urbanismo. No estágio atual da sociedade contemporânea, o campo de estudos da arquitetura e urbanismo se aprofunda e simultaneamente se espraia em novas ordens conceituais complexas como o paisagismo, o projeto urbano e o planejamento da cidade, que ampliam, por si só, o conceito original de urbanismo. Faz-se também, cada vez mais necessário, o domínio das questões tecnológicas relacionadas aos sistemas e processos construtivos individualizados, até se atingir a complexa cadeia produtiva relacionada à construção industrializada, seja de préfabricados ou das construções secas. Ao mesmo tempo, o design do objeto, a composição gráfica, a organização e o projeto dos espaços interiores aprofundam a ideia de arquitetura, entendida como o desenho que conduz o desígnio de atender às demandas e necessidades do homem contemporâneo. Vale lembrar que, no plano das cidades, novas demandas trazem novos conteúdos de importância capital, como a mobilidade urbana, expressão relevante da atribuição de qualidade da vivência cidadã nas grandes metrópoles da atualidade. Ressalvamos ainda que o compromisso da garantia da integridade do meio ambiente natural e do meio ambiente construído é condição sine qua non para a elevação da qualidade de vida das gerações futuras. No contexto nacional e regional, a atuação do profissional arquiteto é cada vez mais necessária e se reveste de um alto grau de complexidade em decorrência direta dos paradoxos sociais, econômicos e tecnológicos existentes em um País de dimensões continentais. A história de 96 anos de existência do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie permitiu sua participação na formulação e aprofundamento da discussão dos grandes temas nacionais, como as políticas habitacionais em âmbito federal e local, as diversas fases de adoção das 15 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo políticas de mobilidade urbana, trânsito, engenharia de tráfego e acessibilidade, bem como o amadurecimento de uma linguagem e expressão arquitetônica identificada com o estado e a cidade de São Paulo. As principais ideias do universo da arquitetura e urbanismo foram ampla e profundamente discutidas dentro dos muros desta escola, tendo seus professores e egressos continuadamente exercido o papel de protagonistas na construção de saídas para os grandes desafios urbanos do país. Esta dupla vocação, na qual uma forte inserção local e regional permite extrapolar com segurança para os grandes temas do país, sempre foi e sempre será a característica desta escola, que ao longo das últimas décadas tem se destacado sobremaneira como propositora das soluções urbanas necessárias para a elevação da qualidade de vida na cidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que tem participado ativamente da formulação das políticas urbanas em escala regional e nacional. Vale lembrar que, como escola pioneira no estado de São Paulo, exerce forte liderança no agenciamento e organização das doutrinas de ensino de arquitetura e urbanismo em diversas escolas do estado, tendo sempre exercido profícua influência nas escolhas pedagógicas que marcaram a montagem e desenvolvimento das dezenas de escolas de arquitetura existentes no estado de São Paulo hoje. Seus egressos hoje atuam fortemente, também, no campo da pesquisa e do ensino. A proposta do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de educar o ser humano para o exercício consciente e crítico da cidadania, preparando-o para a liderança e contribuindo para o desenvolvimento da sociedade por meio do ensino, da pesquisa e da extensão de serviços à comunidade, vem ao encontro da necessidade de contribuir para que tais paradoxos sejam, se não totalmente solucionados, no mínimo atenuados por meio de proposições urbanístico-arquitetônicas conscientes e comprometidas com os valores de uma sociedade mais justa e fraterna. A título de exemplificar esse desafio complexo que se coloca ao profissional arquiteto e urbanista contemporaneamente, podemos destacar a necessidade da 16 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo consolidação dos 5570 municípios existentes no Brasil, dos quais apenas 1394 realizaram Planos Diretores, que não só são os ordenadores da expansão e da ocupação do território destas cidades, como são, também, reguladores e orientadores de captação e aplicação dos recursos financeiros necessários para o desenvolvimento econômico destes assentamentos humanos. Arquitetos e urbanistas compuseram e, na maioria dos casos, lideraram tais Planos Diretores, organizando as equipes multidisciplinares e produzindo as peças técnicas de grande qualidade e valor conceitual. Outro exemplo é o de se debruçar sobre um cenário nacional e regional constrangedor, divulgado pelo Censo Demográfico 2010, o qual aponta que 6% da população brasileira vivem em aglomerados subnormais no País, conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos ou palafitas. Sobre esse contexto, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, investida de seu papel de formação de profissionais arquitetos e urbanistas, de forma específica, e de formuladora de pensamento crítico e científico para a área da Arquitetura e do Urbanismo, de forma geral, colabora, sobremaneira, com a expansão das atribuições profissionais desses arquiteto e urbanistas. No campo da legislação profissional, o curso, através de seus “profissionaisprofessores”, teve papel primordial na promulgação da Lei n° 12.378, de 31 de dezembro de 2010, que criou e regulamentou o exercício da Arquitetura e do Urbanismo; criou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e também os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal. Esta Lei representa a vitória de uma longa batalha travada por inúmeras gerações de profissionais arquitetos e urbanistas. Resta claro que os conceitos básicos que norteiam o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie devem estar sempre atualizados em relação às grandes questões profissionais e coletivas, para prover uma formação completa, no sentido de continuar a formar profissionais competentes 17 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo e atuantes, tanto nos aspectos profissionais, quanto em sua inserção social e política. 18 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 4. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO 19 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 4. Contextualização do Curso 4.1. Identificação do Curso Nome Curso de Arquitetura e Urbanismo Endereço Rua da Consolação, nº 896 – CEP 01302-000 Campus São Paulo São Paulo - SP Ato autorizativo Decreto 23275 de 07/07/1947 Habilitação Não Há Modalidade de semestral Ensino Turno de matutino e vespertino Funcionamento Nº de vagas anuais 200 matutino autorizadas 200 vespertino Nº de vagas 200 matutino preenchidas 200 vespertino Tempo de 15 semestres Integralização Máxima Tempo de 10 semestres Integralização Mínima Dimensão das turmas Formas de ingresso 1/50* disciplinas teóricas 1/25* disciplinas teórico-práticas 1/15* disciplinas práticas Exame Vestibular (* Considerando-se variação de 20% para mais ou para menos) 4.2. Breve histórico do Curso de Arquitetura e Urbanismo Podem-se distinguir, na história da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, os seguintes períodos: de 1917 a 1947, de 1947 a 1960, de 1960 a 2010 e, finalmente, de 2010 a 2013. 20 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo De 1917 a 1947 Em 1896 foi aberto o Curso de Engenharia na cidade de São Paulo, cujos diplomas, expedidos pelo “Mackenzie College”, eram reconhecidos pela Universidade do Estado de Nova York. Colaborou, para que isso fosse possível, o jurista Ruy Barbosa. Por sua sugestão, o Conselho de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos deu permissão para que o Mackenzie College, em São Paulo, fosse incorporado pelo Conselho Deliberativo da Universidade do Estado de Nova York. Dessa maneira, a Escola de Engenharia Mackenzie, passando a ser jurisdicionada à Universidade de Nova York, foi equiparada às prestigiosas “Columbia University” e “Cornell University”. Em 1917 foi criado, nessa Escola, o curso de Arquitetura, por Christiano Stockler das Neves, arquiteto formado pela Universidade da Pennsylvania, em 1911, que assim recordava o fato: [...] verificando que a arquitetura em nosso país tinha um grande futuro, praticada, então, por um número limitado de arquitetos, tivemos a idéia de fundar um curso de arquitetura, nos moldes inigualáveis das universidades norte-americanas. Era este um meio eficiente de se aumentar o número de arquitetos em nossa terra e de obter melhores edificações. O gosto em nossas construções deixava muito a desejar, porque eram elas projetadas, em sua maioria, por profissionais estranhos à mais nobre das artes. Seria aquele um meio também de estarmos mais em contato com a nossa arte e de não pensarmos exclusivamente no “primo vivere...”. Ensinando, acompanhando os trabalhos de nossos alunos, estaríamos, novamente, integrados com ela, embora sabendo que iríamos preparar concorrentes para o futuro. Não nos importava isto. Desejamos o progresso da arquitetura em nossa Pátria e que a nossa gente e os nossos dirigentes melhor compreendessem a missão altamente civilizadora dos arquitetos. (apud Szolnoky, 1995, p. 199) O curso seguia o modelo da escola na qual havia se graduado e da École des Beaux-Arts de Paris, comenta Christiano Stockler das Neves: [...] o programma de estudos deste curso é organizado sob o princípio de que a architectura é antes de tudo uma bela arte. Por isso, o estudo de desenho é a parte fundamental do curso, motivo por que só aconselhamos a matrícula neste curso aos estudantes dotados de temperamento artístico e dispostos a um trabalho intenso através de todos os anos do curso (apud Szolnoky, 1995, p. 214). 21 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Apesar de estruturado como uma especialidade da Engenharia, o curso sempre funcionou regularmente, tendo formado profissionais “engenheiros-arquitetos” de alto gabarito, como Oswaldo Bratke, Eduardo Kneese de Melo, Miguel Forte, Henrique Mindlin, dentre tantos outros. Assim recordava Christiano Stockler das Neves: [...] naqueles ditosos tempos, sem qualquer experiência de ensino, começamos o curso apenas com dois alunos, lutando com grandes dificuldades pela falta de livros didáticos em português, e em outros idiomas, para as aulas de magna arte. Felizmente, possuíamos ótimo material para o ensino adquirido em nossa viagem ao Velho Mundo e que, até hoje, está servindo ao curso (apud Fundação da Faculdade de Arquitetura Mackenzie, 1951, p. 32).” No âmbito da Escola de Engenharia, a opção por arquitetura era feita a partir do término do primeiro ano, e o curso completo estendia-se por seis anos. Os estudos estavam divididos em artísticos, técnicos e práticos. O desenho era uma forte exigência para a formação do aluno. Eram famosas as solicitações feitas nessa área: perspectivas aquareladas, desenhos a bico de pena etc. Defensor convicto da Arquitetura Clássica, Christiano Stockler das Neves combateu a Arquitetura Moderna e nunca permitiu a seus alunos qualquer proposta que não seguisse os rigores da linha historicista: [...] responsável pelo destino desta novel faculdade, continuaremos a manter as mesmas diretrizes que, durante trinta anos presidiram o extinto curso que fundamos, cuja orientação de ensino foi moldada nas da Universidade de Pennsylvania e Escola de Belas Artes de Paris. Nesses longos anos de intensa labuta, temos resistido ao surto da mecanização da nobre arte arquitetônica, ocorrido após a primeira guerra mundial (1918) que tantos malefícios tem causado à estética das cidades e à educação artística da mocidade. Assim o fizemos, e continuaremos a fazer, afim de que a brutalidade e o mau gôsto não triunfe sobre a beleza e a graça. Em arte, como em política, devemos evitar os extremismos. Aceitamos a evolução da arte, sempre que não colhida com os princípios imutáveis da beleza, que é eterna. Não somos intransigentes, mas não coadjuvaremos para que se transforme a maior das artes numa indústria, em que a excentricidade e o utilitarismo são finalidades. Desejamos a evolução da arquitetura dentro dos princípios fundamentais e imutáveis da beleza, que regulam os estilos do passado e que haverá de presidir 22 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo os do presente e futuro. Só assim faremos boa arquitetura (apud Fundação da Faculdade de Arquitetura Mackenzie, 1951, p. 18). Em 2 de outubro de 1923, criou-se o Conselho do Mackenzie College como pessoa jurídica. Com isso se atendeu à Lei nº 4659-A/23 que equiparou os diplomas da Escola de Engenharia do Mackenzie College aos dos estabelecimentos congêneres existentes no Brasil, com fiscalização exigida pelo Conselho Superior de Ensino. Até 1927 a Faculdade esteve subordinada à fiscalização da Universidade de New York. A partir de então, foi-lhe outorgada autonomia acadêmica, sendo reconhecida pelo Governo Federal em 1938. Em 1940 foi substituída a denominação Mackenzie College por Instituto Mackenzie. Com a criação da Faculdade Nacional de Arquitetura em 1945, no Rio de Janeiro, que veio substituir a seção de Arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes, o regime de ensino foi alterado, reduzindo-se de 6 para 5 anos a duração do curso. O Mackenzie seguiu a nova tendência, o que fez aumentar a procura pelo curso, justificando a independência do mesmo. De 1917 a 1946 o Mackenzie formou 89 engenheiros-arquitetos, não atingindo a média de 3 profissionais por ano. De 1947 a 1960 Em 11 de abril de 1946, ocorreu o desmembramento do curso de arquitetura da Escola de Engenharia, tendo sido o Prof. Christiano Stockler das Neves o seu primeiro diretor. O reconhecimento da Faculdade de Arquitetura ocorreu em 7 de julho de 1947, pelo decreto nº 23.275 (Diário Oficial da União, ano LXXXVI nº 162 de 16 de julho de 1947, Seção I), e foi oficialmente instalada em 12 de agosto daquele ano, transformando-se na primeira Faculdade de Arquitetura do Estado de São Paulo. Sobre este fato comenta o arquiteto Carlos Lemos: [Christiano Stockler das Neves foi] o criador da Faculdade de Arquitetura Mackenzie em 1947, onde forjou um sistema de ensino baseado principalmente em trabalhos práticos, sempre dizendo que o jovem estudante necessariamente haveria de dominar o modo de expressar do arquiteto, isto é, o desenho [...] (LEMOS, 1989, p. 125). 23 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Com sua criação, abriram-se 25 vagas por ano e, a partir de 1950, o curso passou a oferecer 60 vagas em tempo integral. Nessa época a Arquitetura Moderna já era aceita por significativa parcela da população em todo o país. O edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, encontrava-se em funcionamento, e o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, havia sido inaugurado. Na cidade de São Paulo, proliferaram casas modernistas e o Edifício Esther, na Praça da República, estava totalmente ocupado. Apesar da intransigência de Christiano Stockler das Neves, ao adotar o Clássico como parâmetro de beleza na estrutura curricular e no ensino específico de projeto, os alunos de então, em sintonia com diversas manifestações arquitetônicas locais e internacionais, ansiavam por renovações. Sob o impacto do Movimento Moderno e do desenvolvimento econômico, cultural, tecnológico e estético, caracterizado pela implantação do parque industrial paulista, a atuação profissional passou por mudanças significativas e, como consequência, os currículos, em suas disciplinas, também sofreram mudanças profundas. Em 1959 instalou-se a disciplina de Sociologia e, em 1965, as disciplinas de Projeto e de Planejamento, em substituição à de Pequenas e Grandes Composições. Professores como Adolf Franz Heep e Carlos Millan vieram impulsionar essas transformações. Valorizou-se o ensino e a atuação profissional no campo do Planejamento Regional e Urbano; valorizou-se a atuação no “industrial design”, no campo da Programação Visual, e, como consequência houve a tomada de consciência de maior aprofundamento nas áreas da Estética, da História da Arquitetura brasileira e mundial e dos movimentos teóricos emergentes. Nas décadas de 1950 e 1960, ocorreu um período muito rico para o desenvolvimento do pensamento arquitetônico, favorecido pela expansão do mercado imobiliário que atraiu tanto profissionais do Rio de Janeiro quanto arquitetos estrangeiros, que para cá emigraram em consequência da Segunda Guerra Mundial. A criação da segunda faculdade de arquitetura, a da USP, instalada a uma quadra da Universidade Mackenzie, e a instalação do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em região próxima às faculdades, vieram alimentar as discussões 24 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo implementadas, também, pela saída, como diretor, do prof. Christiano Stockler das Neves, que se aposentou em 1956. De 1960 a 2010 Em 1961 foi inaugurado o Edifício Christiano Stockler das Neves, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, que passava a contar com espaço próprio. A efervescência gerada pela concentração de estudantes e profissionais foi refreada, em parte pela mudança da FAU-USP para o campus da Cidade Universitária, localizado no bairro do Butantã, e, em parte, pela situação política do país, que inibiu o desenvolvimento das ideias, e também pela proliferação das escolas de arquitetura criadas no decorrer dos anos 70. As pressões políticas e sociais eram intensas, causadas principalmente pelo alto déficit habitacional e pela falta de acesso às melhorias urbanas, por parte da população que migrava de forma significativa das áreas rurais, levando à metropolização das cidades. A atuação do arquiteto era cada vez mais requerida, levando a profissão a ser finalmente reconhecida pela sociedade, passando estes a serem tidos como profissionais independentes em relação aos engenheiros. Na década de 1970, o número de ingressantes na Faculdade de Arquitetura Mackenzie aumentou para 100. Em 1979 a faculdade passou a ser denominada “Faculdade de Arquitetura e Urbanismo”, traduzindo a ampliação do campo profissional e acadêmico. Em 1980, formam-se 79 alunos integrantes da 1ª turma do curso noturno que, a partir de 1989, transformou-se em curso vespertino. Em 1990 o curso foi reestruturado, passando a ser organizado de forma semestral. Desde a década de 1970 até nossos dias, a tomada de consciência das questões ambientais e da saúde pública, por parte dos profissionais e da população, tem se refletido no surgimento de novas disciplinas no currículo da faculdade, no sentido da readaptação e melhoria das infraestruturas dos serviços urbanos. Os impactos ambientais causados em grandes áreas de intervenção das construções geraram a necessidade de estudos interdisciplinares, o nascimento de organismos estatais controladores dessas atividades profissionais, normatizadas por métodos e procedimentos, visando a melhor qualidade de vida. A intervenção dos profissionais 25 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo arquitetos e urbanistas nos conteúdos disciplinares tem sido cada vez mais solicitada pelas Universidades, abandonando-se a ideia do professor exclusivamente acadêmico, de atuação dedicada apenas ao ensino universitário, por aquela que também contempla o professor que, atuando no ensino de graduação, interfere, nesse sentido, a partir dos conhecimentos adquiridos em sua atuação profissional como arquiteto e urbanista. Dos departamentos 1969 - 2005 À luz da Reforma Universitária de 1969, empreendida pelo Governo Federal, foram organizados os departamentos do Curso de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. As disciplinas do Curso de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, entre 1969 e 1998, foram distribuídas em três departamentos, a saber: 1. Departamento de Projetos Arquitetônicos; 2. Departamento de Planejamento Urbano; 3. Departamento de Teoria e História da Arquitetura. As disciplinas das áreas técnicas continuaram lotadas na Escola de Engenharia. Em 1998 foi criado o Departamento de Técnicas Arquitetônicas, incorporando estas disciplinas e possibilitando um redirecionamento de suas características sempre importantes na formação do arquiteto e urbanista mackenzista. A partir da criação deste quarto departamento, este conjunto de disciplinas passou a incorporar preocupações projetuais e experimentais em sua formulação. Em 2005 a Universidade passou por uma grande reestruturação, ocasião na qual a estrutura departamental vigente foi suprimida e o Ensino, Pesquisa e a Extensão passaram a se organizar por cursos e, nestes, eixos temáticos e coordenações pedagógicas. Buscava-se assim atualizar a estrutura da Universidade. Foram ali dados os primeiros passos para que uma nova estrutura onde a fragmentação do ensino e a compartimentalização do conhecimento fossem superadas. 26 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo O Projeto Pedagógico de 2003 Cabe registrar que este movimento de superação da compartimentação do conhecimento e da fragmentação do processo de ensino – aprendizagem se iniciou, no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, alguns anos antes das transformações havidas na Universidade, com o Projeto Político – Pedagógico de 2003. Este projeto, cuja elaboração se deu ao longo do ano de 2002, já trazia em seu bojo, estimulado também pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de Arquitetura e Urbanismo, diversos instrumentos que preconizavam e iniciavam a viabilização da estruturação do processo de ensino – aprendizagem de modo integrado, tanto horizontal quanto vertical e transversalmente. Ali já se colocavam os princípios de utilização de pedagogias ativas e a valorização de atividades integradoras, como se vê no Trabalho Final de Graduação e nas Atividades Para-Curriculares das atribuições profissionais. Este Projeto Pedagógico passou por atualizações em 2006, 2008 e 2010. Da reorganização do Curso Após a dissolução dos departamentos, o curso passou pela reformulação necessária para atender aos seguintes requisitos legais: Diretrizes Curriculares Nacionais conforme Resolução CNE/CES 06/2006; Resolução CNE/CES 02/2010, de 17/06/2010 e a Ordem Interna 10/2008 da Reitoria da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no que tange à adequação da grade horária; à duração das aulas e dos semestres letivos do Curso; à Lei nº 11.788/2008, que dispõe sobre a necessidade de adequação do estágio supervisionado; às novas disposições estatutárias e regimentais da Universidade; e, para tanto, à adequação da organização interna do Curso de Arquitetura e Urbanismo. Além de toda adequação legal exposta acima, no âmbito intramuros, implantaram-se o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e os novos Estatuto e Regimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, bem como as novas 27 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo estruturas organizacionais que culminaram com a extinção dos departamentos e com a institucionalização dos Decanatos e das Coordenadorias de Curso. Todos esses fatores, somados à criação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em nível de Mestrado em 1992, seu reconhecimento pela CAPES em 2002, a implantação do Doutorado em 2006, a criação do Programa de Pós – Graduação Lato Sensu em 2004 e a transferência do curso de graduação em Design para a FAUMACK em 2005, levaram à nova constituição da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, que passou a apresentar a seguinte estrutura: os Cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Graduação em Design e os Programas de Pósgraduação Lato Sensu e Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo. Conforme o exposto nas periodizações anteriores, pode-se constatar que o Curso de Arquitetura e Urbanismo sempre esteve atento às determinações emanadas do MEC por meio da Lei de Diretrizes e Bases, das Resoluções e Diretrizes Curriculares Nacionais, como também às transformações sociais, culturais, econômicas e tecnológicas do País, incorporando-as em sua organização e fundamentação. Isto se pode notar pelas principais alterações na distribuição e atualização de conteúdos das disciplinas do curso que, a partir de sua criação como curso vinculado à Escola de Engenharia (em 1917), passando pelo processo de desvinculação de sua escola de origem, obtendo autonomia com a criação da Faculdade de Arquitetura Mackenzie (em 1947), delineando sua trajetória na vigência da estrutura departamental até 2005 e na implantação da estrutura do Curso atualmente em vigor. De 2010 a 2014 A partir de 2010 o curso de Arquitetura e Urbanismo passou a viver uma nova fase, de consolidação das mudanças ocorridas internamente e na Universidade nos últimos cinco anos, e também de acompanhamento de novas estruturações por que vem passando a instituição como um todo. 28 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo O fortalecimento dos programas de Pesquisa e Pós – Graduação, iniciados anteriormente, passou a ser protagonista e aumentou a busca de sua participação no ensino de Graduação. Também uma série de iniciativas da Reitoria da Universidade geraram efeito sobre o ensino. Além da Visão 150, documento norteador das ações da Instituição rumo a seu sesquicentenário em 2020 e de seu Plano de Desenvolvimento Institucional, ambos documentos balizadores deste Projeto, como os novos regulamentos de Extensão, Pós e, sobretudo de Graduação, que tratam de questões importantes, como sistema de avaliação, notas, frequência. Assim sendo, este Projeto Político – Pedagógico aqui apresentado já atende e incorpora as determinações do CEPE – Conselho de Ensino e Pesquisa da Universidade quanto à disciplina de Ética e Cidadania (2010), LIBRAS e Empreendedorismo e Inovação (2013). Incorpora também os conteúdos exigidos pelo Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do MEC, no tocante às abordagens relacionadas à sustentabilidade e ao meio ambiente e aos aspectos das diversidades culturais de indígenas e de afrodescendentes que, somados aos demais componentes curriculares, expostos detalhadamente no capítulo dedicado à concepção acadêmica do curso, embasam este Projeto Pedagógico. Tais fundamentos complementam-se, no que diz respeito ao processo de ensino e aprendizagem, pela valorização do aluno como agente protagonista desse processo, pela abordagem de conteúdos programáticos que priorizem o agrupamento de competências e habilidades, em oposição à fragmentação de conteúdos em disciplinas estanques, e pela flexibilidade curricular como elemento de complementaridade fundamental da formação profissional do arquiteto e urbanista, como se verá adiante. 29 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 5. FINALIDADES, OBJETIVOS E JUSTIFICATIVAS DO CURSO 30 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 5. Finalidades, Justificativas e Objetivos do Curso 5.1. Finalidades Desde a sua fundação, o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie apresentou um perfil próprio e diferenciado dos demais cursos de arquitetura brasileiros. Enquanto esses cursos trazem em suas raízes os valores humanistas, artísticos e ambientais, adquiridos em sua concepção original baseada no ensino das Belas Artes, o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie traz, além destes, o contributo do pragmatismo tecnológico, adquirido nos primeiros anos, quando era abrigado na Escola de Engenharia. Com foco nos diversos campos de atuação, o curso prima por valorizar as competências e habilidades do exercício profissional, exaltando as questões práticas e experimentais, valorizando as atividades projetuais prospectivas e incentivando o empreendedorismo nas atitudes e nos procedimentos de seus alunos. Assim sendo, a finalidade do curso de Arquitetura e Urbanismo no contexto regional é, em um primeiro momento, a capacitação de profissionais com visão plural das questões emergentes, tanto para aquelas voltadas à construtibilidade e materialidade do fazer projetual quanto para aquelas que assegurem intervenções urbanístico- arquitetônicas de qualidade, de maneira a aliar o conhecimento técnico às necessidades econômicas, ambientais e sociais do contexto regional em que o Curso se insere, habilitando os seus egressos a transpor com competências as dificuldades reais; e, em um segundo momento, motivar, sempre, a efetiva prática profissional nos diversos campos de atuação do arquiteto e urbanista. Na dimensão nacional, a finalidade do curso é propiciar a inserção qualitativa e diferenciada do profissional no debate político, econômico e social, dotado de visão holística e capacitado para participar e interferir na construção das transformações estruturais necessárias para se atingir, com crescimento sustentável, um projeto de nação que se modifica e se aperfeiçoa ao longo do tempo. Importante salientar que as finalidades regional e nacional, aqui expressas, orientam-se pela concepção da educação mackenzista, descritas tanto no PDI 20132018 quanto nas Diretrizes Curriculares Nacionais. 31 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 5.2. Objetivos Gerais O Curso de Arquitetura e Urbanismo tem por objetivo a preparação de um profissional dinâmico e competente, que saiba equilibrar as questões ligadas à ciência e à expressão plástica e formal, preparado para exercer suas atividades no mercado de trabalho, com ênfase na prática projetual, com domínio tecnológico e com visão crítica, tanto da produção arquitetônica como da sociedade brasileira, preparado para o exercício pleno da cidadania. Específicos Como objetivos específicos, o Curso de Arquitetura e Urbanismo busca a formação de arquitetos e urbanistas aptos a atuar nas mais diferentes áreas da atividade profissional, previstas na Lei Federal n° 12.378, de 31/12/2010, que tanto regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo quanto cria os conselhos profissionais de Arquitetura e Urbanismo, como também se orienta, efetivamente, pela Resolução CNE/CES n° 2, de 17/06/2010, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo. Objetiva, também, incentivar a pesquisa acadêmica, oferecer serviços à comunidade, sempre com uma visão ética, respeitando o equilíbrio ecológico, enfocando a questão da sustentabilidade, valorizando a arquitetura como instrumento de atuação e de transformação social e cultural. 5.3. Justificativas A essência do Curso de Arquitetura e Urbanismo está expressa nas palavras do pedagogo e filósofo americano John Dewey: [...] só se aprende o que se pratica: seja uma habilidade, seja uma idéia, seja um controle emocional, seja uma atitude ou uma apreciação, só as apreenderemos se as praticarmos (1980, p.129). 32 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo A partir da citação exposta acima e complementada pela expressão do “pensar fazendo e fazer pensando”, justifica-se a formatação didático-pedagógica adotada para o Curso (a ser apresentada detalhadamente no capítulo destinado à concepção acadêmica do curso), como também por fatores conjunturais diretamente relacionados ao campo de atuação do profissional arquiteto e urbanista, além daqueles originados pelas pressões políticas e sociais inerentes aos aglomerados humanos complexos, causados principalmente pelo alto déficit habitacional e pela demanda por melhorias urbanas relacionadas aos equipamentos das áreas da saúde, da educação, da cultura, do transporte, do abastecimento, do lazer, e de tantos outros relacionados às escalas mais pontuais, e do cotidiano inerente ao cidadão que habita a cidade. A atuação do arquiteto e urbanista é cada vez mais requerida, seja para apresentar propostas a quase 8% da população da cidade de São Paulo que vive em favelas, ou para aqueles que residem em cortiços ou são moradores de rua; seja para responder às solicitações do mercado imobiliário que objetiva, cada vez mais, requalificar a sua atuação, com a busca de edifícios que incorporem sistemas construtivos e tecnológicos que resultem em processos produtivos mais racionalizados e que atendam às novas demandas do morar e do trabalhar contemporâneo; ou ainda na atuação em órgãos públicos, nos quais questões complexas, relacionadas às novas formas de parcerias entre agentes públicos e privados que constroem os espaços das cidades, se impõem como uma realidade incontestável, que deve ser enfrentada na busca de um equilíbrio ambientalmente sustentável, e cujos resultados concretizem-se, de fato, em espaços com qualidade urbana. Não obstante as justificativas expostas no parágrafo anterior, o Curso se justifica também pela sua importante colaboração com as preocupações preservacionistas com o meio ambiente, principalmente nas soluções sustentáveis aplicadas aos projetos e na aplicação de tecnologias que buscam aperfeiçoamentos de eficiências energéticas, reciclagens de materiais, reuso de insumos, transformação de resíduos etc. O trabalho aplicado no desenvolvimento de tecnologias construtivas verdes não 33 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo poluidoras e de sistemas integrados de produção está qualificando e certificando produtos, justificando ainda mais a presença do profissional arquiteto e urbanista. . O Projeto Pedagógico O Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie tem grande tradição, goza de amplo reconhecimento social, regional e nacional, tem boa inserção internacional, baixíssima taxa de evasão e excelente procura no vestibular, com uma média próxima de 10 candidatos-vaga nos últimos anos. Mas, como qualquer Curso vivo, dinâmico, também apresenta problemas e anseios de evolução e desenvolvimento. Foi neste contexto, então, que se deu, a partir de meados de 2012, também em resposta à demanda da Reitoria da Universidade, o desenvolvimento deste trabalho aqui apresentado, essencial na vida de um Curso de Nível Superior: a atualização de seu Projeto Político-Pedagógico. Se há demanda, se há envolvimento da comunidade e os principais problemas são conhecidos e têm sido enfrentados, por que então iniciar este trabalho? Para que mexer? Mudar o quê? Esta é uma tarefa que se faz para melhorar, para avançar. E o que é melhorar? O que é avançar? As respostas são múltiplas e diversas. Porém, alguns fatores internos e externos à comunidade, norteadores do avanço pretendido, são plenamente conhecidos. Internamente se encontra, em primeiro lugar, o passado do Curso. É nele, em sua trajetória, em suas características fundamentais, em suas competências e em seu reconhecimento social que se encontram bases sólidas para avançar. Afinal, como já se viu, trata-se de um curso que completará em 2014, ano da implantação deste novo PPC, 97 anos de existência e 67 de autonomia, em uma Universidade que completará 62 anos, numa instituição de ensino de 144 anos, quase um século e meio. 34 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Portanto, suas características não são fugazes nem tampouco temporárias, efêmeras. Foram construídas por muitos, durante muito tempo e são casos de sucesso. Também influencia esta tarefa o futuro. Para tanto, destaque-se como elemento norteador a Visão 150, documento da Universidade que lança desafios a serem alcançados até 2020 e define objetivos, prioridades e percursos a trilhar. Fatores externos à comunidade, são preponderantes a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo, que são claras no que tange à organização, abordagens, instrumentos e metodologias referentes ao processo de ensino-aprendizagem. Além de passado e futuro, há o presente. Os atuais projetos pedagógicos, as experiências em andamento, os desejos e posições diante do curso, o envolvimento e a participação da comunidade acadêmica em seu dia a dia e em seu desenvolvimento. Assim, retorna-se ao ponto inicial, que é o enfrentamento do desafio da mudança em um contexto de estabilidade. Torna-se aqui importante, então, a superação de uma possível falsa dicotomia: a diferença entre o tradicional e o conservador, entre tradição e conservadorismo. É preciso respeitar a tradição mackenzista, sua visão e missão, sem receios e sem conservadorismos imobilistas. É preciso ousar, reconhecendo as profundas alterações havidas na Arquitetura e Urbanismo enquanto campo do conhecimento – criação, fundamentação, crítica, processo, projeto e prática - nos últimos tempos. De conhecimento geral, são alterações que se deram tanto do ponto de vista teórico-conceitual quanto do ponto de vista prático-instrumental, modificando sobremaneira a atuação profissional e a necessária e correspondente produção do conhecimento na área. Portanto, exigindo evolução significativa do pensamento e da prática no campo da formação profissional e dos processos de ensinoaprendizagem. 35 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Neste desafio, além de todas as contribuições havidas, seis pontos são importantes de serem destacados: i. O reconhecimento de que se trata de um Curso de diferentes e diferenças, não de iguais. E que são estas diferenças, esta diversidade de pensamentos e posições diante da Arquitetura e Urbanismo que o fortalecem e enriquecem. ii. A valorização e a preocupação com a inserção social do Curso e sua aderência às grandes questões locais, regionais, nacionais e internacionais. iii. A estruturação de um curso baseado em pedagogias ativas, onde o estudante é o protagonista, que possibilite a formação de um profissional-cidadão que seja crítico, criativo, engajado e empreendedor, capaz de uma atuação profissional ágil, local e internacional, capaz de interagir e trocar com o mundo, mas também capaz de valorizar sua história e sua cultura. iv. A utilização de instrumentos no processo de ensino-aprendizagem em que a experimentação seja protagonista, tais como: o amplo e intenso uso dos laboratórios nas disciplinas regulares, e não apenas nas laboratoriais; a iniciação científica; o ensino à distância; a mobilidade internacional e as atividades complementares e de extensão e; as disciplinas optativas e eletivas. v. A superação da excessiva fragmentação do conhecimento e da especialização precoce através da diminuição do número de disciplinas, e da valorização da formação continuada, integrando de fato a extensão e a pesquisa / pós-graduação ao cotidiano da graduação. vi. O destaque aos valores éticos e deontológicos ligados à solidariedade e à justiça no desenvolvimento das habilidades, competências e atitudes dos estudantes, para que sejam capazes de se tornar profissionais criativos e lideranças legítimas e transformadoras em suas áreas de atuação. Uma comissão composta por professores do Curso foi designada para iniciar este trabalho, retomando a sistematização do Projeto Pedagógico do Curso de 2003 e suas atualizações de 2006, 2009, 2010 e 2011 e discutindo os aspectos gerais que 36 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo deverão estar contemplados neste novo Projeto de 2013, no sentido de subsidiar e auxiliar o Núcleo Docente Estruturante e o Conselho de Curso em suas tarefas. Notas sobre a organização do ensino de arquitetura e urbanismo hoje Enquanto por campo do conhecimento entende-se o conjunto da produção humana acumulada e atemporal relativa a uma determinada área ou domínio do pensar ou do fazer, aí incluídas suas técnicas, de outro modo, por profissão, ou ainda profissão liberal, entende-se a ocupação baseada em conhecimento e treinamento teórico e prático em um dado campo. Entende-se aqui campo como o conjunto de conhecimentos específicos, sistematizados, organizados e aplicados a partir de metodologias dadas que permitem a uma pessoa ou a um grupo de pessoas refletir, realizar e operar dentro de um determinado domínio ou campo do conhecimento.1 Vive-se hoje num mundo em rápida transformação, onde a contradição é a tônica da própria existência. Globalização, tecnologia da informação, novos processos produtivos, imagens, fatos, a velocidade de trocas de informações e conhecimentos, os fatores de expansão de mercados, enfim, o painel de condicionantes, sobretudo variáveis, é extenso. Fica simples a compreensão de que nos últimos anos do século passado e nos primeiros anos deste século XXI, a Arquitetura e Urbanismo encontra-se em transformação, e sua apropriação por seus profissionais e pela própria sociedade se ressente de novas e mais completas definições. Mais uma vez, como em diversas ocasiões ao longo da História, discussões como a função social do arquiteto e seu papel na divisão social do trabalho, entendida como a organização do conjunto de tarefas que são realizadas em um sistema social, voltam a merecer aprofundamento em especial no Brasil, não apenas 1 Sobre o tema campo do conhecimento, ver ORTIZ, R. Pierre Bourdieu. São Paulo: Ática, 1983. 37 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo em função de seu alto índice de urbanização, o papel da Arquitetura e Urbanismo e do arquiteto merece atenção especial.2 A própria UIA, na Carta de Pequim, destaca: “[...] no decorrer do último século o mundo mudou consideravelmente. É preciso nos repetirmos mais uma vez: enquanto arquitetos, nos encontramos em um ponto crucial de nossa profissão”.3 Uma outra alteração significativa ocorrida na organização da profissão no Brasil é sua interiorização, que está diretamente relacionada ao aumento do número de escolas. Esta expansão dos cursos de graduação em arquitetura e urbanismo no Brasil provocou o recrudescimento do debate sobre o ensino e a formação do arquiteto, sobretudo quando observada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB.4 Em seu Capítulo IV – Da Educação Superior, no inciso II do artigo 43, a LDB estabelece que uma das finalidades da educação superior é "formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua" [...] e "suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração". Complementando as disposições da LDB, em 2001 foi promulgado o Plano Nacional de Educação – PNE, com os objetivos, entre outros, de promover "a elevação global do nível de escolaridade da população; a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis; a redução das desigualdades sociais e regionais no 2 Ver Johnson, Allan G. Guia prático da linguagem sociológica. 3 UIA. Carta do Congresso Internacional de Arquitetos de Pequim. 4 Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 38 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo tocante ao acesso e à permanência, com sucesso, na educação pública, e democratização da gestão do ensino público [...]".5 Para a educação superior, entre outros vinte e três objetivos se destaca: “Estabelecer, em nível nacional, diretrizes curriculares que assegurem a necessária flexibilidade e diversidade nos programas de estudos oferecidos pelas diferentes instituições de educação superior, de forma a melhor atender às necessidades diferenciais de suas clientelas e às peculiaridades das regiões nas quais se inserem".6 O que se vive é um movimento de transição na realidade ainda mais complexo do que mostram seus dados quantitativos. Entende-se aqui que o foco da questão não esteja no número de profissionais, mas sim em como e para quem este profissional irá prestar serviço, o que tem ligação direta e inequívoca com o ensino, sua estrutura, seus paradigmas conceituais e seu posicionamento ideológico. Ou seja, sua qualidade. Neste sentido, o debate sobre o ensino da Arquitetura e Urbanismo ganha, como se disse, contornos mais complexos. Não se trata de uma questão quantitativa senão antes uma questão absolutamente qualitativa, de mérito. São estas, enfim, algumas das questões gerais que justificam e definem as finalidades e os objetivos maiores dos Cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo no Brasil, com as quais o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como se verá adiante neste Projeto Pedagógico, se pretende alinhar e contribuir. 5 Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001, que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE). 6 Contribuiu para a este levantamento o parecer CNE/CES Nº:329/2004, sobre a carga horária mínima dos cursos profissionalizantes no Brasil, aprovado em 11/11/2004, dos Relatores Edson de Oliveira Nunes e Antônio Carlos Caruso Ronca 39 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6. CONCEPÇÃO ACADÊMICA DO CURSO 40 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6. Concepção Acadêmica A profissão de arquiteto e urbanista e seu lugar na sociedade passam por contínuas transformações, que acompanham as mudanças sociais ao longo da História. Tais mudanças, necessariamente, encontram expressão na formação deste profissional. Embora o núcleo essencial desta formação compreenda as técnicas e as artes de projetar e construir edificações, estruturas e ambientes, os conhecimentos necessários para tal e as solicitações a esse profissional variam de acordo com as demandas sociais em cada momento histórico. As modificações curriculares ocorridas no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ao longo de sua história, refletem essa situação, tendo como característica distintiva a estreita relação com as práticas produtivas da construção civil e o atendimento às necessidades de formação de profissionais altamente qualificados e capacitados para atuar nas mais diferentes áreas do projeto, do planejamento, da organização e da construção do ambiente em diferentes escalas. Portanto, a concepção acadêmica deste Projeto Pedagógico se orienta por um processo de ensino e aprendizagem que tem, no conjunto de suas disciplinas, a prática como intenção de convergência de conteúdos conceituais, críticos, analíticos e propositivos que resultam no agrupamento de competências e habilidades, elegendo, para tanto, o aluno como agente protagonista deste processo. Tal concepção, que será mais bem detalhada a seguir, apoia-se, para seu pleno desenvolvimento, em atividades de experimentação como espaço privilegiado para se complementar e aprofundar as questões postas pelas temáticas abordadas por essas disciplinas. Propõe-se aqui um processo de ensino – aprendizagem com bases conceituais amplas e consistentes, que se serve de pedagogias ativas, problematizações, ensino baseado em problemas e soluções, entre outras. 41 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Outro fator diferenciado dessa concepção, e que complementa este processo de ensino e aprendizagem, se dá ao nível da flexibilização curricular. Tal flexibilização é materializada pelo elenco das disciplinas optativas, pela presença dos tópicos especiais, pela possibilidade das disciplinas eletivas, pela integração da graduação com a pós-graduação, pelo intercâmbio com IES estrangeiras, pelas atividades complementares e pela realização do estágio supervisionado. 6.1. Articulação do Curso com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) Em busca de um alinhamento com o PDI da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que salienta a integração e a coesão das diversas instâncias da vida institucional direcionadas para a qualidade e para o desenvolvimento competente de suas tarefas de ensino, pesquisa e extensão, em coerência com seus alicerces confessionais, o Curso de Arquitetura e Urbanismo objetiva promover a educação integral do educando, a difusão cultural e tecnológica, o intercâmbio e a cooperação com outras instituições científicas e culturais, formar recursos humanos nas diferentes áreas do saber relacionadas ao campo de atuação do profissional arquiteto, capacitando os alunos a realizar investigações técnico-científicas. Busca exercer o magistério, desenvolver pesquisas de maneira autônoma e competente, inserir-se em setores profissionais de ponta, participar do desenvolvimento da sociedade de maneira crítica, solidária e cidadã, participar do desenvolvimento socioeconômico da sociedade como organismo de consulta, mediante assessoria e prestação de serviços relativos aos campos do saber da arquitetura e do urbanismo, e concorrer para o desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e estender à comunidade, sob a forma de cursos e serviços especiais, as atividades de ensino e os resultados das pesquisas realizadas. Ainda no sentido de uma plena articulação entre a concepção e organização didático-pedagógica do Curso aqui proposta e os instrumentos de organização e de gestão da Universidade e da Instituição Mantenedora, compõem este Projeto Pedagógico de Curso os instrumentos legais, estatutários e regimentais, da 42 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Universidade e do Instituto Presbiteriano Mackenzie e sua implantação fica condicionada aos critérios de sustentabilidade econômico-financeira do Curso. 6.2. Perfil do egresso O Art. 4º da Resolução nº 2, de 17 de Junho de 2010 do MEC, que Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, explicita que o egresso deverá ter como perfil sólida formação de profissional generalista, aptidão de compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação à concepção, organização e construção do espaço interior e exterior, abrangendo o urbanismo, a edificação e o paisagismo, a conservação e a valorização do patrimônio construído, a proteção do equilíbrio do ambiente natural e a utilização racional dos recursos disponíveis. A produção arquitetônica dos profissionais formados por esta Escola, traço marcante do perfil do egresso do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, se deu no passado e continua acontecendo no presente. As obras dos arquitetos graduados pela FAU Mackenzie constituem uma mostra da produção arquitetônica brasileira do século XX e XXI concentrada, principalmente, na cidade de São Paulo. As obras desses arquitetos expressam parte significativa do desenvolvimento arquitetônico brasileiro, por meio das composições arquitetônicas baseadas nas tradições clássicas das primeiras décadas do século XX, das primeiras tentativas de ruptura com o passado, da conquista da Arquitetura Moderna a partir da década de 1940, da busca de novas alternativas dos últimos anos. Deve-se ressaltar, porém, que há uma considerável produção aqui não citada, mas não menos importante, que muitas vezes se dilui no anonimato das grandes empresas de projetos e do serviço público. Complementa a caracterização deste perfil, a sólida formação em práticas projetuais em diferentes escalas, sendo o egresso apto a integrar conhecimentos técnicos, teóricos, históricos e estéticos em propostas projetuais, utilizando as diversas expressões contemporâneas do desenho, profissional capacitado não apenas a propor soluções projetuais para problemas já conhecidos, mas também 43 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo capazes de identificar novas questões, investigá-las e elaborar propostas projetuais que as resolvam, ou contribuam para resolvê-las, tanto no âmbito das edificações e construções, para as mais diversas finalidades, quanto no âmbito da paisagem e do território compreendidos de modo amplo. 6.3. Competências e habilidades As competências e habilidades necessárias à formação do arquiteto e urbanista que estão expressas, tanto no Artigo 5° das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo quanto na Lei Federal nº 12.378, de 31/12/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e do Urbanismo e que cria os conselhos profissionais de Arquitetura e Urbanismo nos Estados e no Distrito Federal, estão contempladas, neste Projeto Pedagógico, pelos componentes curriculares que as constituem. Tais componentes são explicitados pelas sequências de disciplinas; pelos eixos-temáticos; pelo programa de disciplinas optativas e eletivas; pelos laboratórios; pelas atividades para-curriculares de atribuições profissionais; pelas atividades de experimentação; pelo ateliê vertical; pela semana “viver metrópole”; pelo escritório modelo; pelo canteiro experimental; pelo núcleo de arquitetura e urbanismo; pelos grupos de pesquisa; pelo programa de disciplinas de extensão e pelo trabalho de curso. Os componentes curriculares objetivam formar profissionais voltados para a efetiva prática profissional, por meio do desenvolvimento de trabalhos práticos, principalmente no tocante aos ateliês de projeto e urbanismo, e, para tanto, o aluno deve ter o domínio da linguagem do desenho nas suas diferentes facetas, ter uma conceituação e leitura crítica do projeto em desenvolvimento, e de sua inserção urbana, levando em consideração as necessidades sociais e culturais, além de ter uma sólida formação técnica para a adequada materialização da obra. É importante destacar, tendo em vista a procura das conceituações relativas às competências e habilidades do futuro arquiteto e urbanista, as considerações oriundas da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, 44 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo incorporadas nas determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96: a) a educação deve cumprir um triplo papel: econômico, científico e cultural; b) a educação deve ser estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser. Estas considerações orientam as concepções pedagógicas específicas que deverão contemplar: a) o prazer de compreender, de conhecer e de descobrir, estimulando o senso crítico e permitindo a compreensão do real mediante a autonomia de ação e a capacidade de discernimento, constituindo o passaporte para a educação permanente, na medida em que favorece as bases para o estudo contínuo; b) o desenvolvimento de habilidades e o estímulo de novas aptidões como processos essenciais para enfrentar novas situações; c) o trabalho em equipe, aprendendo a tirar proveito de diferentes pontos de vista e permitindo a realização de projetos comuns; d) a percepção da interdependência dos conhecimentos, potencializando os recursos da interdisciplinaridade; e) a educação comprometida com o desenvolvimento total do indivíduo, preparando-o para elaborar pensamentos autônomos e críticos para formular os seus próprios juízos de valor e exercitar a liberdade de pensamento, discernimento, sentimento e imaginação. Entende-se, portanto, como competências e habilidades necessárias a serem desenvolvidas para a efetiva formação do aluno, a capacidade de abstração, de desenvolvimento do pensamento sistêmico e crítico, de criar e pensar múltiplas alternativas para a formulação e solução de um problema, ou seja, do desenvolvimento do pensamento dialético, a disposição para o risco, a capacidade de trabalhar em equipe, de saber comunicar-se e a capacidade de buscar 45 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo conhecimento. Portanto, isso significa dizer que o aluno, assessorado pelo professor, torna-se o agente protagonista de sua própria formação. Para tanto, o Curso é unitário e seus conteúdos curriculares organizam-se em dois Núcleos de Conhecimentos (Profissionais e de Fundamentação) e no Trabalho de Curso, compostos por disciplinas e atividades de caráter profissionalizante e/ou de fundamentação. Ainda sob o ponto de vista específico da formação profissional do arquiteto, o Estatuto da UNESCO/União Internacional de Arquitetos (UIA) para a educação dos arquitetos e urbanistas, de 1996, reafirma: A arquitetura, a qualidade das edificações, o modo como elas se relacionam com seu entorno, o respeito ao ambiente natural e construído, bem como a herança cultural coletiva e individual são matérias de interesse público. [...] há consequentemente interesse público em assegurar que os arquitetos e urbanistas sejam profissionais aptos a compreender e dar resposta às necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidades, com relação ao planejamento do espaço, ao urbanismo, à construção de edifícios, bem como conservação e valorização do patrimônio construído, proteção do equilíbrio natural e à utilização racional dos recursos disponíveis. Esse perfil de formação também é complementado pela Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA) que inclui: a) qualidade de vida decente para todos os habitantes de assentamentos humanos; b) uso tecnológico que respeite as necessidades sociais, culturais e estéticas dos povos; c) equilíbrio ecológico e desenvolvimento sustentável do ambiente construído; d) arquitetura valorizada como patrimônio e responsabilidade de todos. Assim sendo, o Curso contempla o conteúdo pedagógico necessário à formação profissional do arquiteto e urbanista, no que tange a desenvolver, incentivar e revelar as competências e habilidades dispostas no Art. 5º da Resolução nº 2, de 17 de junho de 2010, do MEC, que Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, reproduzidos a seguir: 46 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo [...] I - o conhecimento dos aspectos antropológicos, sociológicos e econômicos relevantes e de todo o espectro de necessidades, aspirações e expectativas individuais e coletivas quanto ao ambiente construído; II - a compreensão das questões que informam as ações de preservação da paisagem e de avaliação dos impactos no meio ambiente, com vistas ao equilíbrio ecológico e ao desenvolvimento sustentável; III - as habilidades necessárias para conceber projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo e para realizar construções, considerando os fatores de custo, de durabilidade, de manutenção e de especificações, bem como os regulamentos legais, de modo a satisfazer as exigências culturais, econômicas, estéticas, técnicas, ambientais e de acessibilidade dos usuários; IV - o conhecimento da história das artes e da estética, suscetível de influenciar a qualidade da concepção e da prática de arquitetura, urbanismo e paisagismo; V - os conhecimentos de teoria e de história da arquitetura, do urbanismo e do paisagismo, considerando sua produção no contexto social, cultural, político e econômico e tendo como objetivo a reflexão crítica e a pesquisa; VI - o domínio de técnicas e metodologias de pesquisa em planejamento urbano e regional, urbanismo e desenho urbano, bem como a compreensão dos sistemas de infraestrutura e de trânsito necessários para a concepção de estudos, análises e planos de intervenção no espaço urbano, metropolitano e regional; VII - os conhecimentos especializados para o emprego adequado e econômico dos materiais de construção e das técnicas e sistemas construtivos para a definição de instalações e equipamentos prediais, para a organização de obras e canteiros e para a implantação de infraestrutura urbana; VIII - a compreensão dos sistemas estruturais e o domínio da concepção e do projeto estrutural, tendo por fundamento os estudos de resistência dos materiais, estabilidade das construções e fundações; IX - o entendimento das condições climáticas, acústicas, lumínicas e energéticas e o domínio das técnicas apropriadas a elas associadas; X - as práticas projetuais e as soluções tecnológicas para a preservação, conservação, restauração, reconstrução, reabilitação e reutilização de edificações, conjuntos e cidades; XI - as habilidades de desenho e o domínio da geometria, de suas aplicações e de outros meios de expressão e representação, tais como perspectiva, modelagem, maquetes, modelos e imagens virtuais; 47 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo XII - o conhecimento dos instrumentais de informática para tratamento de informações e representação aplicada à arquitetura, ao urbanismo, ao paisagismo e ao planejamento urbano e regional; XIII - a habilidade na elaboração e instrumental na feitura e interpretação de levantamentos topográficos, com a utilização de aerofotogrametria, fotointerpretação e sensoriamento remoto, necessários na realização de projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo e no planejamento urbano e regional. 6.4. Coerência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) As Diretrizes Curriculares Nacionais apresentadas pelo MEC na Resolução nº 2, de 17 de junho de 2010, dispõem que o conteúdo mínimo do Curso de Arquitetura e Urbanismo divide-se em três partes interdependentes: a) Matérias de Fundamentação, constituindo-se em conhecimentos fundamentais e integrativos de áreas correlatas; b) Matérias Profissionais, constituindo-se em conhecimentos que caracterizam as atribuições e responsabilidades profissionais; c) Trabalho de Curso. Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais temos: O Núcleo de Conhecimentos de Fundamentação será composto por saberes que forneçam o embasamento teórico necessário para que o futuro profissional possa desenvolver seu aprendizado e será integrado por: Estética e História das Artes; Estudos Sociais e Econômicos; Estudos Ambientais; Desenho e Meios de Representação e Expressão. O Núcleo de Conhecimentos Profissionais será composto por saberes destinados à caracterização da identidade profissional do egresso e visa a contribuir para o aperfeiçoamento da qualificação profissional do formando, sendo constituído por: Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e do Paisagismo; Projeto de Arquitetura, de Urbanismo e de Paisagismo; Planejamento Urbano e Regional; Tecnologia da Construção; Sistemas Estruturais; Conforto Ambiental; Técnicas Retrospectivas; Informática Aplicada à Arquitetura e Urbanismo; e Topografia. Para atender aos saberes desses dois Núcleos de Conhecimentos, o conteúdo curricular do Curso de Arquitetura e Urbanismo organiza-se pela sequência de 48 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo disciplinas projetuais, que corresponde a 60% da carga horária, pela sequência de disciplinas de teoria e história e pelo elenco de disciplinas optativas que são responsáveis pelo restante da integralização da carga horária do Curso. Desse modo, além de atender às características do perfil do egresso e das competências e habilidades já expostos anteriormente, reafirma-se a ênfase no caráter prático e profissionalizante da formação dos nossos alunos, mas sem, contudo, abdicar da necessária formação teórica e conceitual, que está subjacente a toda atividade que exige, no seu fazer, criticidade, criatividade e domínio técnico. Assim sendo, a sequência de disciplinas projetuais guarda uma especificidade própria, no tocante às suas características didático-pedagógicas e de carga horária. No tocante à sua característica didático-pedagógica, as disciplinas que compõem esta sequência (Projeto, Urbanismo, Paisagismo e outras) apresentam como característica fundamental, e que as distinguem das demais disciplinas do Curso de Arquitetura e Urbanismo, o fato de sintetizarem em seu produto final, isto é, no projeto (seja ele na escala do objeto, do edifício, da paisagem ou da cidade), a síntese de conhecimentos originados em diversas outras áreas de conhecimento ou disciplinas, tais como: Expressão e Representação, Teoria da Arquitetura, História da Arquitetura, Estética e História da Arte, Estabilidade das Construções (Física, Geometria e Resistência dos Materiais), Materiais e Técnicas de Construção, Conforto Ambiental, Sistemas Prediais, Sistemas Construtivos (Concreto, Madeira e Metálica), Estudos Socioeconômicos, Informática etc. Decorrente da complexidade deste fazer projetual, essas disciplinas, para desenvolverem os seus conteúdos, contam com uma carga horária de 8 horas-aula semanais e uma relação professor/aluno na proporção de 1/15 (considerando-se uma variação de 20% a mais ou a menos), o que faz com que essas disciplinas não sejam confundidas com as tradicionais disciplinas laboratoriais ou de características teórico-práticas, cuja relação professor/aluno é de 1/25 (considerando-se uma variação de 20% para mais ou para menos). Importante salientar que essa relação professor/aluno, para as disciplinas de caráter projetual do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana 49 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, funciona como uma marca relevante que o distingue quando comparado com outros cursos de IES congêneres. A matriz curricular do Curso é organizada de forma a propiciar a interdisciplinaridade de conteúdos por meio de uma organização didáticopedagógica que privilegia o agrupamento de saberes por competências e habilidades e que se estrutura por meio de atividades, procurando, assim, contraporse à excessiva fragmentação e compartimentação dos conhecimentos decorrentes do excessivo número de disciplinas. Com isso, as práticas didáticas de ensino e aprendizagem contemplam os mais diferentes modos e atendem, em sua plenitude, o preceituado no parágrafo 5° do artigo 6° das DCN, tais como: aulas expositivas, exercícios práticos, seminários, discussões em grupos, palestras, filmes, confecção de modelos em escala reduzida e em escala natural, atividades desenvolvidas em grupos de alunos e individualmente, atividades de experimentação, utilização de softwares de modelagem e de prototipagem rápida, apoio da biblioteca e de banco de dados, viagens de estudo para conhecimento do acervo urbanístico-arquitetônico de obras históricas e contemporâneas, visitas in loco de canteiro de obras e fragmentos urbanos, glebas e terrenos de locais de implantação dos exercícios projetuais propostos, desenvolvimento de pesquisas fundamentadas em arcabouços técnicos e científicos, prestação de serviços à comunidade intermediados pelo escritóriomodelo Mosaico, exposições e concursos. Complementam essas práticas didáticas de ensino e aprendizagem, o canteiro experimental, o estágio supervisionado, as atividades complementares, o ateliê vertical e a possibilidade de complementação curricular oferecida pelas disciplinas eletivas. O Trabalho de Curso, neste Projeto denominado TFG – Trabalho Final de Graduação, no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, organiza-se em duas disciplinas semestrais, denominadas TFG I e TFG II, oferecidas na 9ª e 10ª etapas, e que são constituídas por 4 atividades: Orientação Acadêmica (TFG – atividade 1), Exercício Projetual (TFG – atividade 2), Fundamentação e Crítica (TFG – atividade 3) e Experimentação (TFG – atividade 4). 50 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo O Trabalho de Curso conta com regulamento aprovado pelas instâncias colegiadas do Curso, da Faculdade e da Universidade (Resolução CONSU 18/2001). A partir da implantação deste Projeto Pedagógico este regulamento será atualizado. 6.5. Requisitos de ingresso ao Curso O processo seletivo de ingresso ao Curso de Arquitetura e Urbanismo segue o estabelecido no artigo 2°, do capítulo I, da Resolução da UPM n° 01/2012, de 03 de Janeiro de 2012, a qual define que a seleção e a classificação de candidatos à matrícula inicial, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, será regida por edital próprio que contemple os procedimentos, critérios, requisitos e prazos sobre o vestibular. No caso específico do Curso de Arquitetura e Urbanismo, as provas de conhecimentos gerais são precedidas pela prova de habilidade específica que objetiva avaliar, em linhas gerais, o grau de aptidão do candidato sobre o domínio da linguagem do desenho, no tocante à sua representação e expressão. Esta prova tem caráter classificatório e não eliminatório. Conforme determinações da Reitoria da Universidade, há a possibilidade de destinação de vagas do Curso de Arquitetura e Urbanismo a alunos que realizaram o ENEM e ingressam na Universidade através do PROUNI. 6.6. Aspectos metodológicos do processo de ensino-aprendizagem O Projeto Pedagógico Institucional, contido no PDI da UPM, estabelece que a abordagem pedagógica da UPM é uma abordagem interacionista, pois tem como ênfase um trabalho pedagógico de docentes e discentes com os conhecimentos específicos das diversas áreas de formação, que considera os processos que levam os alunos a alcançarem os resultados de desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal, favorecendo a progressão de novos conhecimentos dentro de cada área. A abordagem exige que o professor parta de conhecimentos cotidianos dos alunos, aprofunde os conceitos teóricos e científicos com eles e busque como 51 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo resultado o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes no aluno ao longo do curso. Buscar o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes não pode ser concebido como um esvaziamento do conteúdo, em favor de um trabalho centrado nas experiências e nos desejos dos alunos. Por sua vez, o conteúdo também não pode ser concebido como um instrumento de motivação da aprendizagem do aluno. Pelo contrário, o conteúdo a ser trabalhado deve ser considerado como um conjunto de conceitos teóricos, sistematicamente relacionados, concebidos com base no conhecimento acumulado pelos pesquisadores da área ao longo da história. Assim considerado, o conteúdo disciplinar é fortalecedor da capacidade de organização hierárquica dos conceitos e do pensamento dos alunos, bem como de suas habilidades de lidar com ele nas situações cotidianas, tanto técnicas, acadêmicas, como éticas. A partir dessa abordagem de caráter interacionista, o curso incentiva o protagonismo estudantil no processo de ensino-aprendizagem. O que se propõe ao aluno, inclusive no âmbito das DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais) é que seja ativo no desenvolvimento das habilidades, competências e atitudes que o conteúdo demanda. As metodologias de ensino devem favorecer esse protagonismo, utilizando-se de técnicas consideradas ativas, como pesquisa, resolução de problemas, estudos de caso, entre outras que poderão ser desenvolvidas. Essa abordagem pedagógica cria condições para o desenvolvimento da capacidade do aluno de “aprender a aprender”, incentivando-o à busca de informação e da formação continuada exigida para a sua atuação na sociedade. Diante do exposto, entende que o modo como o professor desenvolve o processo de ensino e aprendizagem permitirá o desenvolvimento do aluno. Professor, conteúdo e aluno desempenham papeis fundamentais e complementares. O papel do aluno no processo de aprendizagem é um papel ativo. Os professores são orientados a desenvolverem um trabalho que confirma os valores de formação integral do homem, confirmando os valores bíblicos e cristãos de que o homem é uma criatura que deve se responsabilizar pelos seus atos que deve agir com 52 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo responsabilidade e com princípios de sustentabilidade no uso de recursos da natureza e que deve agir em direção ao outro, com respeito e valorização pelo outro como criatura semelhante a si. Nessa direção e em consonância com os princípios filosóficos da UPM, trabalhase a partir dos quatro pilares da educação desenvolvidos por Jacque Delors e sua equipe e divulgados pelo relatório da Comissão Internacional para a Educação no Século XXI para a UNESCO (1996): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Assim, as práticas de ensino desenvolvidas pelos docentes devem considerar as metodologias de ensino ativas que promovam o desenvolvimento de competências e habilidades requeridas na formação integral do educando e na sua formação para o trabalho, nas diversas carreiras de nível superior. Outro aspecto importante no desenvolvimento do ensino é a integração, simultânea, entre teoria e prática. Isso deve ser revelado pelo professor e pelas estratégias que ele utilizar desde a proposição dos objetivos de aprendizagem expressos nos Planos de Ensino, de maneira a declararem a inter-relação de competências e habilidades, até o desenvolvimento das atividades de aprendizagem na aula, que utilizem estratégias que promovam a articulação entre o saber fazer e o saber conhecer do aluno além de desenvolverem atitudes específicas na direção do saber ser. Assim, o processo de ensino e aprendizagem ganha relevância. O ensino não será centrado no professor, apesar de sabermos que é ele que articula inicialmente os saberes e a prática ao planejar sua aula; mas não é também centrado no ativismo do aluno. Há uma articulação entre os saberes da área, os saberes do professor e as ações do aluno com estes saberes no processo de se apropriar e conhecer e de desenvolver suas competências. A gestão da sala de aula é de extrema importância para uma instituição de ensino que promove a pesquisa e a extensão e que o faz a partir de valores e princípios fundamentados na fé cristã. Nossa prática de gestão prioriza o respeito ao 53 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo ser humano e a responsabilidade pelo uso responsável e sustentável dos recursos naturais. Os procedimentos metodológicos que caracterizam o processo de ensinoaprendizagem, no Curso de Arquitetura e Urbanismo, guardam particularidades decorrentes das três características do desenvolvimento e da forma de abordagem dos conteúdos programáticos, que se configuram em disciplinas de caráter prático, teórico-prático e teórico correspondentes a uma relação professor/aluno de 1/15, 1/25 e 1/50, respectivamente (considerando-se, sempre, uma variação de 20% para mais ou para menos). Tais características sugerem procedimentos que transitam desde a tradicional aula expositiva, conduzida quase que exclusivamente pelo professor (disciplinas teóricas), até aquela que parte de temáticas previamente definidas e cujos resultados se dão por meio de processos reflexivos que utilizam preferencialmente a linguagem do desenho e que buscam, por meio de aproximações sucessivas, a solução mais adequada possível à temática que deu origem a esse processo (como é o caso das disciplinas práticas). A gestão da sala de aula implica, também, na gestão do conteúdo e da forma de desenvolvimento do mesmo, na gestão das condutas e de relações interpessoais e na gestão da aprendizagem. O alvo maior é o desenvolvimento do aluno e o atendimento às necessidades dele para a aquisição das competências necessárias à sua área. Temos que ter clareza de que o objetivo da docência é a aprendizagem e o aperfeiçoamento do aluno e dos conhecimentos que este tem, é a formação do aluno para melhor atuação ética e profissional. Para se atingir este objetivo, o professor deve imprimir esforços didáticos para organizar e desenvolver os programas com diversos métodos de ensino utilizados para alcançar diferentes modos e estilos de aprendizado dos alunos. Ao assim proceder, o professor terá uma interação com seus alunos e provocará uma interação entre eles, além de se relacionar com todos os aspectos administrativos da escola, a fim de que a sala de aula tenha um funcionamento adequado. 54 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Avaliação da aprendizagem O processo de avaliação deverá fornecer dados para os professores sobre o processo de desenvolvimento das competências propostas para cada componente curricular. A avaliação será diagnóstica e formativa na medida em que puder auxiliar professor e aluno a fazerem ajustes durante o período de aprendizagem. Haverá, a cada semestre, um momento de avaliação acumulativa, em que os resultados serão aferidos e registrados para fins de aprovação. A avaliação será realizada por meio de instrumentos diversificados, como relatórios, apresentação de trabalhos, trabalhos de equipes, portfólios, provas escritas ou orais entre outros instrumentos que se fizerem necessários para a verificação do alcance das habilidades e competências, bem como atitudes elencadas no Plano de Ensino. A avaliação do processo de aprendizagem está disciplinada no Regimento da Universidade e no Regulamento de Graduação (Ato da Reitoria 07/2012 e 08/2012 e Resolução CONSU 01 /2012). A avaliação da aprendizagem é um processo que realimenta tanto o desenvolvimento do aluno como os processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos pelos docentes, portanto a UPM tem como meta desenvolver estudos permanentes para o aperfeiçoamento desse processo, aprimorando as práticas avaliativas dos professores e estimulando o uso excelente de recursos tecnológicos voltados para esse fim. Não obstante as estratégias metodológicas adotadas por cada disciplina, um fator que, obrigatoriamente, tem que ser intrínseco a todas elas, é o entendimento de que todo o processo de avaliação é parte integrante do processo de ensinoaprendizagem. 6.7. Estratégias de flexibilização curricular Como estratégias de flexibilização curricular, o Curso opera na esfera das atividades complementares, com a implementação e modernização da gestão das Atividades Para-curriculares de Atribuições Profissionais (APAP), detalhadas no item 7.2; com o elenco das disciplinas optativas, ofertadas às 6ª, 7ª e 8ª etapas do Curso; 55 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo com as disciplinas eletivas, entendidas aqui como o conjunto de disciplinas oferecidas pela totalidade dos cursos da Universidade Presbiteriana Mackenzie; com os tópicos especiais, instrumentos estes totalmente desvinculados de qualquer programação e conteúdos definidos a priori e, portanto, abertos para serem preenchidos por qualquer evento acadêmico que vá ao encontro da complementação de saberes ligados diretamente à formação profissional ou de natureza simplesmente cultural; com a implantação, à semelhança da APAP, de sistema de pontuação para as atividades de experimentação; e com a implementação das relações com o programa de pós-graduação, por meio do estágio docente, dos grupos de pesquisa, das orientações em programas de iniciação científica e da docência junto às disciplinas da graduação. Com base no princípio da formação continuada, preferencialmente de seus egressos, e de acordo com as efetivas demandas da atividade profissional, o Curso conta com um Programa de Cursos de Extensão, presenciais e a distância, cursos esses que terão o papel de manter e aprofundar o relacionamento entre a graduação e o programa de pós-graduação stricto e lato sensu da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Os cursos de extensão são oferecidos por professores, grupos de professores ou por grupos de pesquisa oriundos do Curso de Arquitetura e Urbanismo. 6.7.1. Estratégias de internacionalização Dentre todos os instrumentos do processo de ensino e aprendizagem e os diversos componentes curriculares aqui propostos, a mobilidade é, certamente, um dos mais importantes. Associada à pretendida flexibilidade na composição da trajetória do estudante em seu período de graduação, a mobilidade se dá pelo estímulo à participação e envolvimento com instituições de ensino, pesquisa ou de extensão, no Brasil e no exterior. Neste contexto a internacionalização tem papel de destaque. 56 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo A participação do Curso de Arquitetura e Urbanismo em redes internacionais de ensino, pesquisa e extensão, que já tem sido uma prática, deve ser fortemente ampliada e incentivada. Políticas existentes na Universidade, como a de gratuidade para alunos que participem dos programas de mobilidade e de concessão de bolsas para professores fazerem pesquisas e participarem de programas de Pós – Doutorado no exterior, serão complementados pela regulamentação de acolhimento de professores visitantes. São elementos primordiais na estratégia de internacionalização do Curso de Arquitetura e Urbanismo, os contatos promovidos por seus docentes quando da oportunidade de participação em eventos acadêmicos internacionais abrigados em instituições de ensino superior estrangeiras de renome e de credibilidade acadêmica reconhecidas. Tais contatos procuram firmar convênios com a finalidade precípua de garantir não só a mobilidade, especificamente, como também intensificar o intercâmbio acadêmico proveniente de parcerias relacionadas a projetos de pesquisa e de organizações conjuntas de eventos científicos. No que concerne à estratégia de internacionalização, de forma geral, e à de mobilidade acadêmica, de forma particular, definida pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e, particularmente, o Curso de Arquitetura e Urbanismo, não só se inserem nessa estratégia como, a partir dela, complementam a flexibilização curricular disponibilizada aos nossos alunos com o programa de intercâmbio acadêmico, consubstanciado em convênios firmados com Instituições de Ensino Superior na América Latina, América do Norte, Europa e África. Como já dito, esta política de convênios deverá ser fortalecida e ampliada para a Ásia e Oceania. Neste sentido, o Curso conta com o apoio da COI – Coordenadoria de Assuntos Internacionais do Gabinete do Reitor e com um representante internacional, RINT – ligado ao Gabinete do Diretor da unidade. 57 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6.7.2. Estratégias de interdisciplinaridade Norteada pelos conceitos expostos no PDI, a interdisciplinaridade para o Curso de Arquitetura e Urbanismo se dá, de forma geral, pela consolidação dos eixos temáticos como elementos estruturadores do Curso. Tais eixos não se caracterizam tão somente pela verticalidade e/ou horizontalidade de conhecimentos, mas, sim, pela transversalidade destes, permeando, portanto, os diversos saberes que os caracterizam. Esta organização deve possibilitar, inclusive, ações conjuntas com outras unidades universitárias internas ou externas à Universidade Presbiteriana Mackenzie e o estabelecimento de programas de extensão e/ou dupla titulação. De forma específica, podemos afirmar sem sombra de dúvida que, pela própria característica do desenvolvimento dos conteúdos nas disciplinas projetuais (cuja contribuição na carga horária total do curso é superior a 60%), o mesmo ocorre segundo o modo de pensar e refletir que são dados pela interdisciplinaridade e pela transversalidade de saberes e, portanto, estão intrinsecamente ligados ao fazer dessas disciplinas, conferindo, a esse modo de pensar e refletir, o status de que, sem ele, não se produz arquitetura, pela própria condição de interfaces que a mesma guarda com outras áreas de conhecimento. Em outras palavras, para o fazer projetual é condição sine qua non o pensamento interdisciplinar. A título de complementaridade desse processo interdisciplinar, será dada prioridade aos sistemas de avaliação do processo de ensino e aprendizagem e à proposição de exercícios e projetos acadêmicos baseados nas habilidades e competências do estudante, indicando a superação da visão disciplinar fragmentada. Será priorizada a interdisciplinaridade horizontal de conteúdos entre as disciplinas, por meio da seleção de temáticas afins e complementares e da proposição de exercícios práticos comuns às disciplinas localizadas em cada etapa do curso. A interdisciplinaridade também está presente nos seguintes componentes curriculares do Curso de Arquitetura e Urbanismo: na organização da grade curricular; na organização das disciplinas por atividades e que organizam seus conteúdos por agrupamentos de competências e habilidades; na disciplina do TFG; 58 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo nas Atividades Para - Curriculares de Atribuições Profissionais – APAP; no ateliê vertical; nas atividades de experimentação; na semana “viver metrópole”; nas disciplinas eletivas e na organização dos tópicos especiais. É no contexto da já mencionada transformação por que passou o Curso nos últimos dez anos que se coloca a implantação plena dos eixos temáticos, espaço didático – pedagógico privilegiado para o estabelecimento do diálogo, das trocas, do realinhamento e da organicidade entre os vários instrumentos e os vários institutos em que se organiza o ensino em nossa Faculdade. De disciplinas a atividades, de programas a projetos especiais, da graduação à pós – graduação. A implantação plena dos eixos temáticos depende, necessariamente, da compreensão de que esta ação significa uma alteração estrutural na organização do ensino (e da pesquisa e da extensão). Basta perceber que enquanto no extinto sistema departamental se privilegiava a apropriação do conhecimento de forma fragmentada, especializada e cumulativa através de disciplinas autóctones, num modelo que prevê desmontar para entender, no atual sistema se privilegiam a apropriação e a produção do conhecimento, o que se dá através da aproximação sucessiva às totalidades inerentes aos objetos de estudo da Arquitetura e Urbanismo. Neste caso prática e teoria, experimentação, fundamentação e crítica se realinham constantemente, de forma articulada e orgânica. Enfim, trata-se de uma organização que está ligada a uma compreensão do ensino, da pesquisa e da extensão baseada na amplitude, na horizontalidade e na complementaridade dos conhecimentos e das ações, em contraposição à organização departamental que estava baseada numa visão especializada, compartimentalizada (departamentalizada), fragmentada e hierarquizada deste conhecimento. 59 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6.7.3. Estratégias de integração com a pós-graduação A pós-graduação é um sistema de formação intelectual integrado às Unidades Universitárias, que privilegia a pesquisa e o ensino, objetivando o aprofundamento dos conhecimentos acadêmicos e técnico-profissionais, em campos específicos do saber. Na UPM, a pós-graduação estrutura-se por meio dos cursos de pósgraduação stricto sensu - mestrado e doutorado - e lato sensu – cursos de aperfeiçoamento e especialização – que são oferecidos pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A integração entre graduação e pós-graduação ocorre no âmbito das duas linhas de pesquisa nas quais são desenvolvidas as atividades dos grupos de pesquisa da escola, a saber: “Arquitetura moderna e contemporânea: representação e intervenção” e “Urbanismo moderno e contemporâneo: representação e intervenção”. Tais linhas de pesquisa envolvem a reflexão sobre o projeto arquitetônico e urbanístico moderno e contemporâneo em suas diferentes dimensões, limites e potencialidades. Nesse contexto, as estratégias de integração entre graduação e pós-graduação podem ser assim colocadas: - integração de alunos e professores da graduação e da pós-graduação nos grupos de pesquisa, no desenvolvimento de projetos de pesquisa e na organização de eventos acadêmicos; - rebatimento e incorporação de resultados de pesquisas nos conteúdos didáticopedagógicos das disciplinas regulares do curso de graduação e nas disciplinas da pós-graduação, tanto nos cursos de lato sensu quanto nos de stricto sensu; - oferta de disciplinas optativas vinculadas às problemáticas abordadas pelos grupos de pesquisa; - palestras, aulas especiais e incentivos à participação dos estudantes de graduação nas atividades de pesquisa por meio de eventos programados pela Coordenadoria de Pesquisa e pela Coordenadoria de Pós Graduação da unidade; 60 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo - desenvolvimento de projetos de iniciação científica pelos alunos da graduação vinculados aos temas e objetivos de investigação dos grupos de pesquisa, com a publicação dos trabalhos em eventos de caráter acadêmico e científico, tais como as Jornadas de Iniciação Científica da UPM; - participação de alunos da pós-graduação – mestrado e doutorado – no programa de Estágio Docente junto a disciplinas da graduação cujos conteúdos estejam relacionados com seus temas de pesquisa, colaborando na preparação de materiais e em atividades didático-pedagógicas sob a supervisão do professor responsável pela disciplina. 6.7.4. Possibilidades de integralização de disciplinas fora da grade curricular como eletivas Dentre as características de interface que o Curso de Arquitetura e Urbanismo guarda com diversas áreas do conhecimento, é plenamente normal que o mesmo estimule os seus alunos a cursarem disciplinas de caráter eletivo. Essas disciplinas são entendidas, aqui, como o conjunto de disciplinas oferecidas pela totalidade dos cursos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, não incluídas no currículo pleno do Curso de Arquitetura e Urbanismo que, em assim sendo, confere-lhe o caráter de uma disciplina extracurricular. Desse modo, o aluno interessado em cursar disciplinas eletivas deve atentar para as exigências de pré-requisito, compatibilidade de horário e solicitar sua matrícula. Importante salientar que as disciplinas eletivas cursadas terão suas cargas horárias computadas para efeito de integralização curricular do Curso de Arquitetura e Urbanismo como atividade complementar, não substituindo nenhuma disciplina ou atividade obrigatória. As disciplinas eletivas cursadas pelo aluno deverão ser grafadas diretamente em seu histórico escolar, não sendo conferido diploma ao interessado. A carga horária destas deverá ser utilizada para fins de pontuação nas atividades culturais da APAP – Atividades Para - Curriculares de Atribuições Profissionais. 61 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6.8. Políticas institucionais de apoio discente A Universidade Presbiteriana Mackenzie, em cumprimento à sua visão e missão e em consonância com seus valores, preocupa-se com o desenvolvimento integral de seus alunos. Uma formação integral deve considerar o aluno em seus aspectos cognitivos, afetivos, físicos e espirituais. Essa preocupação se traduz na criação de setores específicos para atendimento e em programas especiais de apoio aos alunos. Assim, institucionalizou-se a Coordenadoria de Apoio Discente, órgão do Decanato Acadêmico subordinado à Reitoria. Tal coordenadoria é responsável pela orientação e pelo acompanhamento das atividades acadêmicas do estudante na Instituição e na Sociedade. Ela atua no incentivo e divulgação de eventos acadêmicos, tais como congressos, encontros e seminários, além de incentivar o intercâmbio acadêmico nacional e internacional, como também acompanha a execução, nas Unidades Universitárias, das políticas de monitoria, estágios, trabalho de graduação interdisciplinar e atividades complementares e, por final, divulga os trabalhos e a produção científica e tecnológica dos discentes. Outra atividade dessa coordenadoria, em parceria com as Unidades Universitárias, é o apoio psicopedagógico aos alunos que apresentam alguma dificuldade no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, conta com o apoio dos cursos de Psicologia e Pedagogia. Os discentes contam também com o acompanhamento espiritual, desenvolvido pela Capelania, e com o programa de bolsas de estudos, sob a responsabilidade da gerência de Responsabilidade Social do Instituto Presbiteriano Mackenzie. Na esfera da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, especificamente por meio da Coordenação do Colegiado do Curso de Arquitetura e Urbanismo, procura-se manter um canal aberto de diálogo com os alunos de forma geral, disponibilizando a eles seis horários semanais para agendamento de reuniões (três horários para cada período de funcionamento do Curso) e, de forma específica e institucional, com os representantes de classe, como também com os representantes estudantis nos Colegiados e Comissões, convidando-os para reuniões que têm como objetivo 62 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo principal torná-los agentes participativos do processo de gestão acadêmica e didático-pedagógica do Curso. A partir da constatação de lacunas de formação, identificadas nos alunos ingressantes, particularmente em conhecimentos das áreas de geometria, matemática, português e de desenho, conhecimentos estes de fundamental importância e basilares para a assimilação mais eficaz dos conteúdos programáticos com os quais irão se defrontar, o Curso oferece um programa de atividades, intitulado “Projeto de Apoio Pedagógico”, a ser oferecido a esses alunos na 1ª e 2ª etapas do Curso a serem realizadas aos sábados, com a finalidade específica de sanar as deficiências de formação mencionadas, oriundas do ensino médio. 6.9. Políticas de egressos A Comissão Própria de Avaliação (CPA), atendendo à legislação vigente, por meio de instrumento adequado, colhe informações junto aos egressos, buscando estabelecer seu grau de empregabilidade e a satisfação do aluno frente ao mercado de trabalho. Com essas informações, é redigido um relatório que fica à disposição da comunidade acadêmica. A Universidade Presbiteriana Mackenzie e o Instituto Presbiteriano Mackenzie instituíram o Programa “Para Sempre Mackenzista”, para acompanhamento dos egressos, destinado a oferecer ao ex‐aluno oportunidades de educação continuada nos cursos e programas de extensão e de pós-graduação (atualização, aperfeiçoamento, especialização, mestrado ou doutorado) e, ainda, oferecer informações sobre oportunidades profissionais para a inserção no mercado de trabalho, bem como levantar informações sobre a vida profissional desse ex‐aluno, para verificar a parcela de contribuição relevante que o Mackenzie desempenhou nesse processo. O Programa objetiva, também, realizar ações de captação de recursos junto aos antigos alunos, os quais serão destinados ao “Fundo de Bolsistas”, que ajudará na formação de inúmeros adolescentes e jovens que não teriam oportunidade de 63 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo ingressar no Ensino Superior e também em uma eventual revitalização do Centro Histórico Mackenzie. O programa é composto, também, de um pacote de benefícios para os antigos alunos, tais como: Acesso às Bibliotecas, central e setoriais, para empréstimo de livros; Descontos em livrarias conveniadas com a UPM e também na Livraria do Mackenzie; Recebimento do periódico “Maria Antônia” e da própria “Revista do Mackenzie”; Notícias de oportunidades de emprego; Parcerias com fornecedores do Mackenzie, para a oferta de benefícios para os alunos, tais como: participação em shows, exposições, jogos etc. No tocante ao Curso de Arquitetura e Urbanismo, a relação com seus egressos se dá mediante a oferta de cursos de pós-graduação, tanto ao nível do stricto sensu (mestrado e doutorado) quanto do lato sensu (especializações), configurando a tão necessária formação continuada pela divulgação e participação em suas atividades acadêmicas (congressos, seminários, workshops, exposições etc.); pela participação pontual em atividades programadas pelas disciplinas (palestras e apresentações de trabalhos e de experiências profissionais relevantes); e pela participação, como membros convidados, nas bancas finais do Trabalho Final de Graduação. 6.10. Políticas de ética em pesquisa Os Comitês de Ética em Pesquisa (CE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie são colegiados interdisciplinares, de caráter consultivo, deliberativo e educativo, criados para defender os interesses dos sujeitos de pesquisa (humanos e animais) em sua integridade e dignidade e para contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos. O CE tem a função de divulgar, no âmbito da Instituição, normas relativas à ética em pesquisa envolvendo seres humanos e 64 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo procedimentos deste Comitê; receber dos sujeitos da pesquisa ou de qualquer outra parte denúncias de abusos ou notificação sobre fatos adversos que possam contribuir para a alteração do curso normal do estudo apreendido; requerer instauração de sindicância à Reitoria desta Universidade em caso de denúncias éticas nas pesquisas; analisar e emitir pareceres sobre o aspecto ético em pesquisas realizadas com seres humanos. Devem ser submetidos ao CE: Projetos que, em sua metodologia, se utilizem de possíveis técnicas invasivas ao ser humano; Projetos de pesquisa desenvolvidos paralelamente (não curriculares) às atividades docentes e discentes; Quando há exigência do número de Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) pelas agências de fomento e/ou publicações científicas. A política de ética em pesquisa na área da Arquitetura e do Urbanismo segue as normas que regem os Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie. As relações entre Ética e Arquitetura e Urbanismo se fortalecem quando os aspectos socioambientais se tornam progressivamente decisivos, decorrentes da rápida expansão do processo de urbanização e do consagrar-se da vida eminentemente urbana no planeta. Portanto, é cada vez mais premente o desenvolvimento de estudos envolvendo a produção do espaço urbano e metropolitano e a vida em sociedade, no que diz respeito às suas correlações amplas, de natureza econômica e de gestão. Assim sendo, a prática da Arquitetura e do Urbanismo não pode prescindir da ética, definida como o conjunto de valores e princípios orientadores da conduta humana face à sociedade. Profundas desigualdades marcam o estabelecimento humano no meio urbano de hoje, valores éticos fundamentam a aspiração de equilíbrio e o atendimento às várias necessidades, incidindo de forma direta na prática e no pensamento arquitetônicos. 65 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 6.11. Políticas institucionais de apoio docente O cuidado com a seleção, o apoio, o reconhecimento e a formação continuada dos docentes da UPM é uma das grandes políticas para que se efetive e cumpra a Visão e Missão da Instituição, garantindo, dessa maneira, a excelência almejada. Assim, a UPM tem adotado algumas práticas tanto institucionais como no âmbito dos cursos. A Universidade conta com a Coordenadoria de Apoio Docente do Decanato Acadêmico. Esta Coordenadoria coloca em ação as estratégias da Reitoria, no que se refere à formação continuada dos docentes da UPM. As ações englobam desde a Semana de Preparação Pedagógica, que ocorre todo início de semestre, em parceria com as Unidades Acadêmicas, a promoção e apoio a eventos e congressos que tratam de questões relacionadas aos processos de ensino e aprendizagem, até os programas de formação em forma de Diálogos sobre a Prática Docente e de cursos de Didática do Ensino Superior, este mantido pelo Curso de Pedagogia. As Unidades Acadêmicas também podem contar com a coordenadoria para o apoio no processo de planejamento de ensino e avaliação. Cabe ainda mencionar o incentivo às atividades que vão ao encontro de ampliar a formação continuada dos docentes com a implementação da realização de projetos de pesquisa sobre o ensino que objetivem o desenvolvimento de novas metodologias e reflexões a respeito de estruturas curriculares, práticas pedagógicas e de aprendizagem, avaliação e outros aspectos relacionados à docência. Além dos programas de formação continuada, a Universidade oferece apoio aos docentes que irão estudar fora da Universidade, ou docentes visitantes em outras instituições, e para o desenvolvimento de pesquisas. A Orientação Normativa 01/2012, da Reitoria, de 23 de fevereiro de 2012 estabeleceu as normas que dão curso aos incentivos para a participação dos docentes da Pós-Graduação como professores visitantes em outras instituições e para outras atividades de docência e de pesquisa em instituições no Brasil ou no exterior. A Ordem Interna 32/2012, de 12 de novembro de 2012 criou o Programa de Apoio aos docentes da UPM em Estágios de Pós-Doutoramento em instituições de ensino nacionais e no exterior, 66 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo com o objetivo de promover a pesquisa, a interinstitucionalização e a internacionalização da UPM na esfera da graduação e da pós-graduação, com uma linha de fomento específica do Fundo MackPesquisa para essa finalidade. Parte importante do Apoio Docente é representada pelo suporte institucional à participação dos professores da graduação e da pós-graduação em eventos científicos nacionais e internacionais, incentivando a publicação e divulgação de resultados das pesquisas desenvolvidas por esses professores, no sentido de fortalecer os vínculos com a comunidade científica nacional e internacional. Também é disponibilizada aos nossos docentes a possibilidade de se engajarem, por seis meses, e mediante carta-convite de Instituição Superior estrangeira, no programa de Mobilidade Acadêmica Internacional, com vistas ao enriquecimento acadêmico, científico e cultural. Tais incentivos e diretrizes encontram-se consolidados na Ordem Interna da Reitoria N° 25/2011, de 6 de outubro de 2011 e regulamentações da Unidade. O corpo docente do Curso de Arquitetura e Urbanismo participa ativamente e se beneficia dessas políticas institucionais protagonizadas pela UPM. Apesar da exigência de titulação mínima de mestre para a contratação de novos docentes, que perdura desde 2001, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e particularmente o Curso de Arquitetura e Urbanismo, procuram incentivar e apoiar seus professores para que busquem o aprimoramento acadêmico por meio dos cursos de doutorado e estágios de pós-doutoramento ofertados, tanto pelo programa de pós-graduação stricto sensu, da própria Unidade Universitária, quanto pelos outros programas de pós-graduação ofertados pela Universidade. Ressalte-se que o os professores inscritos nos cursos de mestrado e doutorado da Universidade, em Arquitetura e Urbanismo ou em outras áreas, têm bolsa integral. 6.12. Políticas de comunicação institucional A Visão e Missão regem o espírito que permeia as práticas de comunicação interna e externa na UPM. Nesse sentido, a comunicação deve apresentar um fluxo claro e ágil, tanto com os órgãos internos quanto externos. Para tanto, há um órgão e setores exclusivos, tais como a ouvidoria e as secretarias de curso. Além disso, a 67 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) preza pelo diálogo nas várias esferas de atuação. Na UPM, priorizando uma comunicação direta com a comunidade acadêmica e a comunidade externa, implantou-se, em agosto de 2000, a Ouvidoria. Este setor é órgão de assessoria da Reitoria e busca facilitar e agilizar os processos de comunicação na Universidade. Além do mais, a Ouvidoria assume uma posição mais ampla, diagnosticando problemas e percebendo aspectos positivos em um contexto de supervisão mais abrangente. Essa atuação é desenvolvida com o objetivo de levar a Instituição a: • identificar aspectos dos serviços que os alunos valorizam mais; • identificar possíveis problemas de várias áreas; • identificar as ansiedades mais frequentes dos alunos iniciantes; • ajudar na identificação do perfil dos alunos; • receber todo tipo de manifestação; • prestar informação à comunidade externa e interna; • agilizar processos; • buscar soluções para as manifestações dos alunos. Para a atuação eficiente da Ouvidoria, o Ouvidor exerce suas funções com independência e autonomia, devendo ter, também, livre acesso a todos os setores acadêmicos, além de: • representar a comunidade interna e externa junto à Universidade; • encaminhar manifestações apresentadas aos setores competentes; • acompanhar o andamento dos processos e seus prazos, até a solução; • atuar na prevenção e solução de conflitos; • identificar e sugerir correções de erros e soluções de problemas ao responsável do órgão em que ocorre. 68 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo A despeito de toda a estrutura de comunicação na qual a UPM se apoia, para a divulgação de informações de caráter institucional e mercadológica e firmar relações de proximidade com a comunidade acadêmica (alunos, professores e colaboradores), de forma particular, e com a sociedade, de forma geral, destacamos, no âmbito acadêmico, além da Coordenadoria de Ouvidoria e Comunicação Acadêmica, já exposta anteriormente, o website da Instituição (IPM e UPM) e o site da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; as publicações acadêmicas a cargo da Editora Mackenzie; o Centro de Rádio e Televisão; a TV Mackenzie; a plataforma Moodle como veículo privilegiado para a efetivação do ensino a distância (EaD); a publicação do Guia do Aluno de Graduação que explicita, de forma comentada e exemplificada, o Regulamento Acadêmico dos Cursos de Graduação. Enfim, é sobre todas essas estruturas que o Curso de Arquitetura e Urbanismo também se apoia, direta ou indiretamente, para estreitar com maior eficiência a comunicação com a sua comunidade acadêmica interna. No entanto, em que pesem todos os esforços e investimentos da Universidade e da Mantenedora, como os relatados acima, no universo particularizado do Curso de Arquitetura e Urbanismo, cria-se a Comissão Mista constituída de professores, alunos e funcionários, com o objetivo de definir ações que viabilizem a divulgação e a elaboração de boletins eletrônicos informativos a serem transmitidos na mídia in door do edifício Christiano Stockler das Neves, onde se localiza o Curso de Arquitetura e Urbanismo, e nas redes sociais. 6.13. Políticas em Ensino a Distância (EaD) no ensino presencial A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) estabeleceu objetivos e metas a serem cumpridos em relação ao Ensino a Distância (EaD): Ampliar a abrangência e a profundidade da ação da Universidade pela utilização de ferramentas e sistemas de ensino a distância; Oferecer um ensino a distância avançado, do ponto de vista tecnológico, via Internet e em rede local, dando suporte à educação presencial. 69 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Além desses objetivos, propõem-se metas que direcionem as ações futuras relativas à EaD: Incrementar a utilização dos sistemas de educação a distância em todos os níveis de ensino da Universidade; Ampliar a ação da Universidade em sua relação com a sociedade e suas ações de ensino, pesquisa e extensão pela utilização dos instrumentos de educação a distância. Para o cumprimento dessas metas, a UPM conta com a Coordenadoria de Ensino a Distância (CE@D), uma unidade acadêmico-administrativa de natureza consultiva, deliberativa e executiva vinculada ao Decanato Acadêmico, para o desenvolvimento e gestão do Programa Institucional de Ensino a Distância com vistas ao atendimento das metas institucionais relacionadas no Planejamento Estratégico da UPM e do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM). Suas principais metas são: Incentivar a utilização de tecnologias nas diversas situações de ensino e aprendizagem, de forma transformadora e inovadora; Coordenar e dar suporte às ações e experiências em EaD, no âmbito da UPM. Essa coordenadoria monitora o desempenho da infraestrutura e dos meios tecnológicos disponíveis na IES, bem como planeja e executa um plano de ação em EaD de abrangência multi campi. Entre suas principais atribuições está a capacitação dos profissionais ligados ao ensino e que utilizam os recursos tecnológicos a distância em sua prática pedagógica. Para isso, cria e mantém um núcleo de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão na área de EaD, sugerindo políticas tecnológicas institucionais para o bom desempenho do EaD na Universidade, e articula esforços junto à Coordenadoria de Avaliação Institucional para encontrar mecanismos adequados de avaliação do EaD. Os alunos e professores são estimulados a utilizar ao máximo os recursos tecnológicos oferecidos pela Universidade. 70 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo O projeto da Universidade é continuar expandindo sua atuação em EaD e, para isso, tem investido em salas de vídeo conferência e recursos tecnológicos, bem como na intensificação do incentivo e formação do professor para uso desses recursos. O Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade Presbiteriana Mackenzie discorre de forma muito criteriosa sobre vários princípios que fundamentam a política de ensino a distância (EaD), a ser implementada pelas suas várias instâncias acadêmicas, nos níveis de graduação e pós-graduação. Dentre esses inúmeros princípios, destacamos: o da inovação que o EaD representa no contexto educacional; a possibilidade da expansão, interiorização e regionalização dos conhecimentos produzidos pela academia; a superação de obstáculos representados pelas grandes distâncias e pela disponibilidade de tempo propiciada pela existência das novas tecnologias; o significado que tem para a autonomia do indivíduo interessado em um constante aprimoramento; e, por fim, o da superação das desigualdades socioeconômicas e, principalmente, por sobrepujar o sentimento do individualismo em prol do sentimento de solidariedade. Em acordo com esses princípios, o curso de Arquitetura e Urbanismo tem implementado ferramentas de EaD como apoio às aulas presenciais nas disciplinas regulares, com a disponibilização dos planos de ensino, do cronograma das atividades e de materiais didático-pedagógicos, com a criação de fóruns de discussão e debates e a criação de páginas para os grupos de pesquisa, além da implantação do regime de dependência on line para as disciplinas, de acordo com a pertinência e regulamentação específica. Além dessas aplicações, coloca-se como objetivo a criação de disciplinas regulares e optativas on line e semipresenciais, em que os materiais básicos estejam disponíveis na plataforma de EaD, possibilitando aos estudantes a sua apreensão segundo seus próprios ritmos de estudo, acompanhados de experiências presenciais na sala de aula e sob orientação do professor, planejadas e dimensionadas de modo que os conhecimentos adquiridos transformem-se efetivamente em competências. 71 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Nessa mesma perspectiva, coloca-se a oferta de cursos complementares de educação continuada, com o objetivo de atualização profissional e de divulgação de resultados de pesquisas realizadas pelos respectivos grupos institucionalizados na esfera de ação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. 6.14. Políticas institucionais de educação ambiental, socioeducacional e de respeito à diversidade cultural no contexto do ensino, da pesquisa e da extensão A Universidade Presbiteriana Mackenzie, desde seus primórdios, teve a preocupação com a inclusão dos menos favorecidos no sistema educacional. Em 1872, quando ainda era chamada de Escola Americana, já criou bolsas de estudos para aqueles alunos que não podiam custear suas despesas. É política da Universidade, em consonância com sua Visão e Missão, garantir o atendimento às leis governamentais. Assim, em cumprimento à Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, referente à Educação das Relações étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, o Curso de Arquitetura e Urbanismo contempla esses conteúdos em disciplinas como Arquitetura do Brasil, Estudos Socioeconômicos e Sistemas Construtivos, tendo em vista a influência dessas culturas miscigenadas com os colonizadores portugueses, na constituição do nosso arcabouço étnico e na produção de técnicas vernaculares de construção e de formas de ocupação do território nos assentamentos humanos que se constituíram à época. Do mesmo modo, a Educação Ambiental é também uma preocupação da Universidade e, portanto, em cumprimento à Lei nº 9795, de 27 de abril de 1999, o Decreto nº 4281, de junho de 2002 e a Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012, e pelo fato de o Curso de Arquitetura e Urbanismo manter em sua concepção laços estreitos com a cultura humanista expressa ao longo deste Projeto Pedagógico, o Curso não poderia deixar de reafirmar o seu alinhamento com as questões intrínsecas à educação ambiental e sócio - educacional, já que essas corroboram com a construção conceitual dos conteúdos programáticos de quase a totalidade das disciplinas constituintes deste Curso. 72 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Podemos afirmar que sem esse conhecimento basilar não formaríamos o profissional crítico expresso na definição do perfil do egresso e apto a colaborar com os processos de transformações sociais e da construção da cidadania. 73 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 7. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO 74 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 7. Organização curricular Entendendo por currículo a composição das experiências que a escola provê a seus alunos para que possam alcançar os fins desejados (Saylor apud Vianna, p. 1), o currículo do Curso deve ser visto e vivenciado, por alunos e professores, no seu todo e de maneira que os seus componentes curriculares atuem em conjunto para a concretização dos objetivos estabelecidos. A organização curricular do Curso, a partir dos núcleos de conhecimentos de fundamentação e de conhecimentos profissionais definidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais, se dá por meio de uma estrutura organizacional matricial, com particular atenção às relações de afinidade e complementaridade existentes entre os seus conteúdos gerais e específicos no âmbito de cada etapa (horizontalidades), de seu desenvolvimento seriado (verticalidades) e de seu conjunto (transversalidades). Nesse sentido, o Curso fundamenta-se em disciplinas e atividades e organiza-se em: grupos de disciplinas por etapa, sequências de disciplinas e por eixos temáticos. Os grupos de disciplinas por etapa visam propiciar a aproximação do estudante às matérias previstas para aquela etapa específica do seu desenvolvimento no curso, por meio de um conjunto de disciplinas e atividades organizado de forma concisa, complementar e interdependente, de modo a conduzir o aluno à formulação de nexos e sínteses baseados no aprimoramento de sua capacidade crítica. Da mesma forma que os grupos de disciplinas por etapas, as sequências de disciplinas são definidas por critérios de complementaridade seriada (portanto, presente em várias etapas curriculares), que se responsabilizam pela abordagem de conteúdos programáticos que são estruturadores e indispensáveis à formação do arquiteto e urbanista por conferirem um caráter diferenciador a esta formação, fazendo com que o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie se distinga dos seus congêneres. No que concerne aos eixos-temáticos, é importante salientar que os mesmos não se caracterizam tão somente pela verticalidade e/ou horizontalidade de conhecimentos, mas, sim, pela transversalidade desses, permeando, portanto, os 75 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo diversos saberes que os constituem. Tais eixos são definidos por critérios de afinidade, especificidade, objeto, enfoque, metodologia de ensino e pela fusão de conteúdos das disciplinas e atividades que dão forma à grade curricular do Curso. Os eixos temáticos passam também a constituir critério de organização do Curso, pois se pretende que cada eixo seja dinâmico, aberto a contribuições e visões de outras especialidades, e que tenha a função de aglutinar conhecimentos e propiciar ações no sentido da constante atualização das temáticas abordadas no Curso e também nas ações diretamente ligadas às atividades de pesquisa e produção de conhecimento. As disciplinas de cada eixo temático abrigam origens diversas e distintas, sobretudo se considerada apenas a especificidade de cada uma. Portanto, é possível que um eixo temático abrigue simultaneamente, na sua estrutura, disciplinas que podem ter origem nas áreas de técnicas, teoria, história e projeto. Essas disciplinas e atividades distribuem-se em cinco eixos-temáticos, a saber: Projeto; Urbanismo; Fundamentação e Crítica; Experimentação e Tecnologia; e Meio Ambiente e Sustentabilidade. Cada disciplina vincula-se, em ordem decrescente de aderência, a todos os eixos-temáticos, de modo a garantir a transdisciplinaridade de sua natureza profissionalizante, ou de fundamentação, e de seus conteúdos. Por sua vez, o detalhamento dessa organização curricular irá se materializar em disciplinas de caráter teórico, que guardam uma proporção de 1 professor para cada 50 alunos (considerando-se uma variação de 20% para mais ou para menos); em disciplinas de caráter teórico-prático e laboratoriais, que guardam uma proporção de 1 professor para cada 25 alunos (considerando-se uma variação de 20% para mais ou para menos), e nas disciplinas projetuais, que guardam uma proporção de 1 professor para cada 15 alunos (considerando-se uma variação de 20% para mais ou para menos). As disciplinas de caráter teórico são eminentemente expositivas, aprofundando o conhecimento dos alunos e incentivando a reflexão e o desenvolvimento da sua visão crítica e da sua capacidade transformadora; as disciplinas de caráter teóricoprático caracterizam-se pelo fato de propiciar ao aluno, no seu processo didático76 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo pedagógico, a possibilidade da conjugação de saberes oriundos da simultaneidade de conteúdos teóricos e sua aplicação em exercícios práticos na sua área de formação específica, propiciando, assim, a complementação do ensino teórico e da aprendizagem. Assim sendo, essas disciplinas guardam um alto grau de similaridade com as disciplinas laboratoriais, no entanto, distinguem-se destas, pelo fato de que as disciplinas laboratoriais fazem uso predominante, no processo de ensino e aprendizagem, de equipamentos que propiciam a verificação, a experimentação e a simulação de soluções e resultados. As disciplinas projetuais, nas quais também se aglutina o caráter profissionalizante da atividade projetual do arquiteto e urbanista, são ministradas por docentes em número compatível ao de alunos nelas matriculados, de forma que cada professor trabalhe com turmas de 15 alunos em média, conforme o que foi descrito acima, criando-se as condições necessárias ao efetivo acompanhamento individualizado do desenvolvimento dos exercícios projetuais, de cada aluno, em sala de aula. Vale destacar que as disciplinas projetuais diferem das disciplinas práticas e/ou teórico-práticas e laboratoriais, por suas características de simultaneidade de formação e de treinamento de modo a atender as DCN, no tocante ao Artigo 5° e seus incisos. É importante salientar que essa especificidade se dá pela característica do processo de ensino-aprendizagem que se desenvolve no interior das mesmas. As disciplinas e atividades que compõem essa sequência apresentam, como característica fundamental e que as distinguem das demais disciplinas do Curso, o fato de explicitarem, em seu produto final, isto é, no projeto (seja ele na escala do objeto, do edifício, da paisagem ou da cidade), a síntese de conhecimentos originados em diversas outras áreas do conhecimento. Articulação entre teoria e prática Prevista nas Diretrizes Curriculares Nacionais e no PDI da Universidade, a articulação entre teoria e prática é diretriz fundamental deste Projeto Pedagógico de Curso. No Curso de Arquitetura e Urbanismo essa preocupação está presente em todos os componentes curriculares e se dá, especialmente, na didática das disciplinas, 77 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo conferindo diálogo entre as disciplinas teóricas, teórico-práticas, laboratoriais e projetuais, sendo estas últimas de maior incidência na estrutura curricular. Os programas de atividades complementares, atividades experimentais, extensão e estágio supervisionado também se ocupam dessa articulação. A articulação entre teoria e prática é formalizada em estratégias didáticopedagógicas, na esfera das disciplinas teórico-práticas, pelo uso intenso de leituras programadas, exercícios práticos de fixação e verificação dos conhecimentos transmitidos, análise e estabelecimento de nexos entre diversos meios e suportes de representação artística e cultural e visitas de campo; nas disciplinas projetuais adota-se uma estratégia pela qual o conhecimento arquitetônico é confrontado e dimensionado pelo conhecimento do real. O trabalho projetual é entendido por ações mútuas e sucessivas, sendo o aluno agente e organizador desse conhecimento. Estratégias didático-pedagógicas estão presentes também nas atividades laboratoriais, por meio do uso de equipamentos específicos que permitam a produção de experimentos e de simulações virtuais e físicas; nos programas de atividades complementares e de experimentação, que exigem que todas as atividades relacionadas a esses programas sejam fruto de planos de trabalho com embasamento teórico e cujos resultados sejam acompanhados de análises críticas e conceituais; de forma semelhante, o estágio supervisionado também determina a necessidade de um plano de ações, a ser desenvolvido no período correspondente ao estágio, e que sejam estabelecidas as relações entre a atividade a ser desenvolvida e o conhecimento a ser adquirido por meio dessa experiência de vivência profissional. Processos de avaliação da aprendizagem As disciplinas do Curso de Arquitetura e Urbanismo orientam seus processos de avaliação por três aspectos distintos, porém complementares. O primeiro aspecto orienta-se pelo princípio de que o sistema de avaliação adotado é parte integrante e complementar do processo de ensino e aprendizagem, fazendo com que, em cada etapa concluída desse sistema, os resultados obtidos 78 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo pelo aluno sejam apresentados e esclarecidos aos mesmos, pelo professor, de modo detalhado e contextualizado. O segundo aspecto está norteado pelo cumprimento integral do capítulo IX da avaliação do rendimento escolar, da Resolução da Reitoria nº 01/2012, de 03 de janeiro de 2012, que estabelece normas e procedimentos que constituem o Regulamento Acadêmico dos Cursos de Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Por último, o terceiro aspecto relaciona-se às especificidades de cada disciplina que, com liberdade, definem os instrumentos de avaliação específicos e concernentes às suas práticas didático-pedagógicas e de seus conteúdos, de modo a esclarecer objetivamente o resultado da avaliação auferida sobre o desempenho do aluno. 7.1. Estrutura curricular As disciplinas que dão objetividade aos conceitos apresentados neste Projeto Pedagógico estão organizadas em dez etapas que se desenvolvem em quatro veios principais. O primeiro e mais profundo, que ao longo do curso tem o viés de fio indutor, é o estabelecido pela sequência das disciplinas projetuais. A sequência de urbanismo é também de grande importância na estruturação do curso, que contempla os grandes temas da cidade. Integram esse universo os conteúdos ligados a teoria da arquitetura e história da arquitetura, que oferecem uma visão crítica e contextualizada da experiência projetual, e o conjunto de disciplinas com conteúdo técnico, essenciais para viabilizar a materialidade da arquitetura. Desse modo, nas 1ª e 2ª etapas do Curso, sob a denominação de “Projeto e Cultura”, apresenta-se ao estudante o conceito essencial que reside na própria arquitetura, que é conduzir a construção a uma compreensão fundamental. A experiência em projeto, sempre com a maior carga horária, será integrada pelos conteúdos das demais disciplinas alocadas nessas etapas, com destaque para a 79 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo disciplina “Expressão e Representação”, que oferece ao estudante os meios e habilidades necessárias ao exercício projetual. As 3ª e 4ª etapas do Curso enfatizam o aspecto construtivo da arquitetura, conhecimento essencial à formação do estudante, que se desenvolve a partir da experiência projetual sob a denominação de “Projeto e construção”. A disciplina de urbanismo ocorre de modo consistente e em paralelo com os conteúdos de teoria da arquitetura, completando estas etapas com a introdução das questões ligadas ao conforto do ambiente e à estabilidade das edificações. Vale ressaltar que nessas duas etapas o enfoque também se dá pelos conteúdos de história da arquitetura e estética, essenciais para a formulação intelectual do projeto de arquitetura. Nas 5ª e 6ª etapas do Curso, aprofundam-se as questões vinculadas à área de tecnologia, de modo a colocar nosso estudante diante da complexidade do momento atual da sociedade em que vivemos. A disciplina projetual sob a denominação de “Projeto e Tecnologia” engloba os conteúdos de materiais e técnicas construtivas, de sistemas construtivos e aproxima-se definitivamente dos conteúdos ligados a sistemas prediais e conforto ambiental. Vale ressaltar que na 6ª etapa enfatizam-se ainda mais esses conteúdos, com a introdução da disciplina Sistemas Tecnológicos, que visa consolidar o caráter próprio do Curso de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Nas 7ª e 8ª etapas o enfoque é a cidade, e o estudante desenvolve o exercício projetual organizado sob a denominação de “Projeto e Cidade”. Nestas etapas as disciplinas optativas ajudarão a balizar o conjunto de princípios que caracterizam estas duas etapas, nas quais também se integram os conteúdos de Paisagismo e Estudos Sociais. Finalizando o curso, as 9ª e 10ª etapas são constituídas pelo Trabalho Final de Graduação, que se organiza em quatro atividades complementares entre si. A atividade I contém a orientação metodológica necessária para que o estudante desenvolva a pesquisa que irá auxiliá-lo a formular com clareza o tema geral e a conceituação de seu trabalho final. A atividade II tem por meta orientar o estudante na realização da experiência projetual relativa ao tema de estudo escolhido pelo 80 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo estudante. A atividade III ampara o estudante no ponto de vista do aprofundamento das questões relativas à fundamentação e à crítica de aspectos específicos concernentes ao edifício e à cidade. Finalmente, a atividade IV que se caracteriza pela experimentação, em laboratório ou não, de elementos essenciais do projeto do estudante. Todas estas atividades consubstanciam-se em uma monografia que será submetida à banca de avaliação final. Esta é, portanto, a fundamentação sucinta da matriz curricular que se apresenta organizada em 10 etapas, constituída por 61 disciplinas que totalizam uma carga horária semestral de 5472 horas-aula, correspondentes a 3648 horas (relógio), a qual é apresentada no apêndice 01. No quadro 01, abaixo, é apresentada a distribuição das disciplinas por semestre com suas respectivas cargas horárias semanais. 81 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 82 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Ver apêndices: Apêndice 1 – Ementas Apêndice 2 – Tabela da Estrutura Curricular Apêndice 3 – Núcleo de Conteúdos (DCN) Apêndice 4 – Tabela de Disciplinas Optativas Apêndice 5 – Tabela de Equivalências das Matrizes Curriculares 83 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 7.2. Atividades complementares Para o sucesso do processo de ensino – aprendizagem preconizado neste Projeto Pedagógico, as Atividades Complementares são elemento fundamental. Conforme o Art. 1º, da resolução 03/2013 do Conselho Universitário da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de 20 de março de 2013, “o objetivo das Atividades Complementares é fomentar complementação da formação acadêmica do corpo discente, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de competências e de habilidades imprescindíveis à formação profissional”. Ainda em seu Art. 7º, a mesma resolução estabelece que: [...] as Atividades Complementares têm a finalidade de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem destinando-se a: I - Ampliar os horizontes do conhecimento, bem como de sua prática, para além da sala de aula, em atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, viabilizando sua integração complementar à formação profissional e social; II - Encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que se referirem às experiências profissionalizantes, julgadas relevantes para a área de formação considerada; III - Estimular práticas de estudo independentes, visando à progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno; IV - Propiciar a inter e a transdisciplinaridade no currículo, dentro e entre os semestres; V - Fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando tanto a pesquisa individual e coletiva quanto a participação em atividades de extensão; VI - Favorecer o relacionamento entre grupos e a convivência com as diferenças sociais no contexto regional em que se insere a instituição. Em relação às competências, seguindo o artigo 9º, as Atividades Complementares devem ser coordenadas, controladas e documentadas pela Coordenadoria de Atividades Complementares do Curso de Arquitetura e Urbanismo. 84 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Com a finalidade de desenvolver a educação integral por meio do estreitamento da relação entre a formação profissional, a cultura e a cidadania, o programa de atividades complementares procura conscientizar e despertar no aluno o interesse pelo desenvolvimento técnico e cultural, de forma continuada e diversificada. Por isso, neste Projeto Pedagógico de Curso, as atividades complementares, denominadas de APAP – Atividades Para - Curriculares de Atribuições Profissionais são consideradas componentes curriculares primordiais. O programa objetiva complementar a educação integral do aluno e incentivar a participação em eventos relacionados ao ensino, à pesquisa e à extensão que corroboram sua formação de arquiteto e urbanista. Tais eventos guardam uma relação indireta com as disciplinas ministradas no currículo da graduação. A APAP orienta-se pelo princípio geral de que a formação do profissional arquiteto e urbanista não se restringe, única e exclusivamente, aos conteúdos acadêmicos desenvolvidos em sala de aula. Isto significa dizer que essa formação ultrapassa os muros da academia e busca promover, por meio do contato direto do aluno com a realidade das vivências profissionais e culturais, essa ideia de continuidade e complementaridade da formação profissional, tão necessária no mundo contemporâneo. O programa promove a participação dos estudantes em atividades de ensino, pesquisa e extensão e, para tanto, o aluno é obrigado a integralizar o mínimo de 180 horas para essas atividades, distribuídas da seguinte forma: ENSINO: “são consideradas Atividades de Ensino todas aquelas que propiciem a complementação da aprendizagem técnico-teórica do aluno, visando ao aperfeiçoamento do conhecimento em áreas específicas, de acordo com a especialidade de cada curso das Unidades Universitárias” (Art.4º), estando aqui incluídas palestras, workshops, oficinas temáticas, cursos de curta duração, disciplinas eletivas, optativas para além do mínimo exigido, laboratórios de pesquisa e de prática de projeto, ateliê vertical, concursos internos etc. PESQUISA: “consideram-se Atividades Complementares de Pesquisa as ações sistematizadas, voltadas para a investigação científica de tema relevante para 85 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo a sociedade e para o conhecimento” (Art. 5º), estando aqui incluídas monitorias, iniciação científica, publicações de artigos científicos, atividade de experimentação, participação em grupos de pesquisa etc. EXTENSÃO: “são consideradas Atividades de Extensão todas aquelas de natureza educativa, cultural e científica que visem à articulação do ensino e da pesquisa, buscando a capacitação continuada e a produção de novos conhecimentos que envolvam a comunidade” (Art.6º), estando aqui incluída a participação em ações de voluntariado, feiras técnicas, MackDay, Semana Viver Metrópole, Escritório Modelo – Mosaico, laboratórios de pesquisa e de prática de projeto, organização de eventos acadêmicos etc. Seguindo o art. 13, § 1º, da resolução 03/2013, “a carga horária, correspondente a cada uma das atividades complementares, passíveis de realização, será determinada pela Coordenadoria de Atividades Complementares em conjunto com a Coordenadoria do Curso de Graduação de Arquitetura e Urbanismo”. As atividades complementares podem ser realizadas em qualquer etapa do Curso, no entanto, o prazo máximo de validação dos comprovantes a serem submetidos à avaliação da Coordenação da APAP não poderão exceder a 30 dias da data da realização da atividade. Demais procedimentos relacionados à forma de encaminhamento dos comprovantes, da divulgação das pontuações obtidas e as definições de atividades relacionadas às três grandes áreas (ensino, pesquisa e extensão) serão estabelecidos em regulamento próprio. Conforme o Art. 26º da citada resolução, [...] as dúvidas, suscitadas em relação ao amparo regimental, serão deliberadas pelo Coordenador de Atividades Complementares, ouvido o Diretor da Unidade Acadêmica, apresentando decisão conjunta e fundamentada de acordo com os princípios e finalidades que norteiam a Universidade, providenciando a inclusão da atividade em normativo da respectiva Unidade Acadêmica correspondente, quando específico, ou apresentando proposta de inclusão de regramento para toda Universidade, quando de caráter geral. 86 a UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Desta forma, estabelece-se que o regulamento da APAP deva ser atualizado conforme as determinações aqui contidas e que o estudante deverá cumprir um mínimo de 180 horas de Atividades Complementares. As atividades que compõem as Atividades Complementares exigidas, seguindo determinação do art. 28 da Resolução 03/2013, quando possível, poderão ser realizadas na modalidade à distância, desde que não superem a quantidade máxima de 20% (vinte por cento) da carga horária total das horas-atividade exigidas. 7.3. Estágio supervisionado O programa de estágio curricular supervisionado (que se submete ao Regulamento Geral de Estágios da UPM e à Lei Federal que rege a questão) é obrigatório aos alunos do Curso, que devem cumprir, entre o início da 6ª etapa e o término da 8ª etapa, o mínimo de 272 horas de estágio. O programa é gerido por setorial administrativo, na esfera da Universidade, denominado de Área Administrativa de Estágio (AAE), que define procedimentos e documentos necessários para a consolidação do registro dos três agentes envolvidos neste processo: Universidade/Faculdade, aluno e empresa/profissional autônomo. A atividade de supervisor de estágio da empresa/profissional autônomo só poderá ser exercida, e, portanto, aceita para fins de registro do contrato de estágio junto a AEE, por profissional arquiteto e urbanista com registro profissional junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) ou profissional engenheiro civil com registro junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). O programa objetiva levar o aluno a vivenciar, e confrontar, os conhecimentos adquiridos na academia com as práticas profissionalizantes desenvolvidas em empresas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e de Construção, com a finalidade específica de aprimorar a sua formação de arquiteto e urbanista. O programa conta também com o “Relatório de Acompanhamento do Estagiário” como fonte privilegiada para verificação do grau de aderência dos conhecimentos transmitidos ao aluno e da relação desses conhecimentos com o exercício da prática 87 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo profissional, tanto do ponto de vista da concedente quanto do estagiário, retroalimentando a reflexão sobre a eficácia do ensino e da aprendizagem, a partir do olhar do mercado de trabalho. 7.4. Atividades de integração e síntese de conhecimento 7.4.1. Trabalho de conclusão de curso Conforme o Art. 2º da resolução 04/2003 do Conselho Universitário da Universidade Presbiteriana Mackenzie, “o TCC, com suas diversas denominações, é componente curricular obrigatório de todos os Cursos de Graduação da UPM, como condição básica para conclusão do curso, sendo organizado curricularmente como disciplina.” No que concerne ao Trabalho de Curso, aqui denominado TFG – Trabalho Final de Graduação no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, este possui Regulamento próprio, e se organiza em duas disciplinas denominadas TFG I e TFG II, cujos conteúdos e objetivos são estabelecidos pelo referido regulamento, e são oferecidas na 9ª e 10ª etapas, sendo constituídas por 4 atividades: Orientação Acadêmica (TFG – atividade 1), Exercício Projetual (TFG – atividade 2), Fundamentação e Crítica (TFG – atividade 3) e Experimentação (TFG – atividade 4). Nessas 4 atividades que constituem as disciplinas TFG I e II, os alunos são acompanhados por professores oriundos das áreas de Projeto de Edificações, Urbanismo, Paisagismo, História, Teoria e Tecnologia e por meio dos conteúdos de aulas, palestras sobre temas específicos ou de interesse contemporâneo, visitas programadas, levantamentos de campo e experimentações, portanto, cumpre-se, assim, o caráter de formação que deve ter o TFG. Cabe destacar que o Regulamento do TFG, em virtude da implantação deste projeto, deverá sofrer as atualizações pertinentes. Essas atividades objetivam levar o aluno a realizar uma reflexão crítica sobre arquitetura, que contemple um exercício projetual. Nesse sentido, o Trabalho de Curso contém os resultados dos estudos sobre a temática escolhida livremente pelo aluno para o seu desenvolvimento, sob os mais variados ângulos pertinentes à Arquitetura como área de conhecimento, 88 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo particularmente aqueles ligados às questões teóricas, históricas, urbanísticas, tecnológicas, experimentais, construtivas e práticas. O resultado esperado é, portanto, o que chamamos de um “trabalho completo”, ou seja, um trabalho no qual o aluno, para além do exercício prático, condição mínima de seu exercício profissional futuro, consiga revelar todos os caminhos de seu pensamento sobre Arquitetura, aplicados à temática escolhida, demonstrando suas aptidões na variada e ampla gama de atividades sob a responsabilidade do Arquiteto e Urbanista na sociedade atual. O resultado esperado é, portanto, o que chamamos de um “trabalho completo”, ou seja, um trabalho no qual o aluo, para além do exercício prático, condição mínima de seu exercício profissional futuro, consiga revelar todos os caminhos de seu pensamento sobre Arquitetura, aplicados à temática escolhida, demonstrando suas aptidões na variada e ampla gama de atividades sob a responsabilidade do Arquiteto e Urbanista na sociedade atual. Vale dizer que se espera do graduando que, ao apresentar seu Trabalho Final de Graduação, este possa demonstrar, além dos conhecimentos adquiridos ao longo de seus anos de formação, os caminhos percorridos por seu trabalho e, acima de tudo, explicitar, de maneira organizada, a construção dos critérios adotados na sua tomada de posição diante do desafio da Arquitetura. 7.4.2. Mecanismos e programas de iniciação científica e tecnológica Para viabilizar a participação discente em atividades de pesquisa, o Curso oferece, em sua 3ª etapa, a disciplina “Teoria de Conhecimento: iniciação científica”, que tem como objetivo principal “introduzir o aluno no universo da pesquisa científica destacando suas características como um campo específico de produção de conhecimento e propiciando a compreensão teórica e prática de conceitos e metodologias inerentes à investigação acadêmica” (cf. Ementa da disciplina) e cujo conteúdo transmitido espera-se ver refletido nas sistematizações de trabalhos acadêmicos solicitados pelas demais disciplinas do Curso, como também na 89 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo elaboração de projetos de iniciação científica a serem submetidos aos processos seletivos dos editais de bolsas PIBIC e PIVIC, lançados anualmente pela Universidade em parceria com o CNPq. Além de contar com recursos financeiros destinados às bolsas dessa agência de fomento, também com fomento da própria Universidade através do Mackpesquisa. Outro fator importante de incentivo à participação discente em pesquisa se dá pela própria existência dos grupos de pesquisa cadastrados na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, cujos líderes, a todo o momento, procuram despertar o interesse dos alunos para que se engajem nas pesquisas a serem desenvolvidas ou em desenvolvimento. Procura-se de forma sistemática, materializada em reuniões de esclarecimentos e de divulgação das atividades de pesquisa, sensibilizar o aluno para esta atividade que também faz parte das atribuições profissionais do arquiteto e urbanista. 7.4.3. Projetos de extensão Consciente da importância didática, acadêmica e social, o Curso de Arquitetura e Urbanismo há longo tempo reflete sobre a exata formulação de uma política de extensão, que contemple os seguintes aspectos, considerados fundamentais: a) que naturalmente se harmonize com o pensamento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, sua Missão, Visão e Princípios Institucionais, em seus aspectos gerais, e com o Decanato de Extensão, de forma particular;7 b) que possa envolver alunos de graduação e de pós-graduação; c) que traga contribuições importantes para o contexto cultural, científico e tecnológico; d) que assuma o compromisso com o desenvolvimento do ser humano na sua integralidade, respeitando o meio ambiente; e) que permita a socialização do conhecimento; f) que esteja comprometida com a ética, e a construção e o exercício de cidadania, quando da relação universidadesociedade-ambiente; g) que contemple a interdisciplinaridade nas ações; h) que se paute pela indissociabilidade constitucional entre ensino, pesquisa e extensão; i) 7 De acordo com o Regulamento de Extensão da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Resolução 05/2012, de 13 de fevereiro de 2012. 90 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo finalmente, que possa contribuir para o desenvolvimento qualitativo do corpo docente, solidificando e amadurecendo as atividades de pesquisa, como também dos próprios alunos envolvidos em projetos extensionistas específicos, possibilitando a esses, tanto a vivência profissional quanto a articulação desta com os conhecimentos teóricos e práticos apreendidos no Curso, supervisionados por professor responsável pelo desenvolvimento de projetos desta natureza. Entende-se que as atividades de extensão são parte integrante e essencial da formação do aluno de arquitetura e urbanismo. As atividades de extensão devem ser de duas modalidades. Uma mais atrelada ao cotidiano da prática docente e profissional, portanto passível de ser colocada em prática de forma imediata, que se caracteriza pelas seguintes atividades: a) consultoria ou participação consultiva em instituições privadas ou da administração pública; b) cursos de difusão cultural ou de extensão universitária, visando a propagar conhecimentos para o tecido social, conscientizando-o de aspectos sociais ou culturais relevantes; c) palestras, conferências e simpósios, tendo como alvo a difusão de conhecimentos especializados e o intercâmbio com profissionais e especialistas. A outra modalidade, também relacionada às práticas da docência e profissional, como também à pesquisa, mas que se diferencia da primeira em virtude de sua abrangência, responsabilidade ou custos operacionais envolvidos, necessitando, portanto, do estabelecimento de convênios ou da elaboração de documentos bilaterais, caracterizando-se por: a) elaboração de planos diretores, urbanísticos e paisagísticos para municípios carentes de corpo técnico adequado ou sem possibilidades orçamentárias para a utilização dos serviços de escritórios profissionais especializados; b) planejamento e orientação de projetos arquitetônicos que representem efetivamente propostas inovadoras ou modelos didáticos para a comunidade; c) serviços técnicos especializados nas condições ambientais, que envolvam aspectos ergonômicos ou sanitários; d) cursos de extensão ou especialização, presenciais ou a distância, que necessitam formalização, por envolverem outras entidades (públicas ou privadas) e responsabilidades financeiras de maior vulto. 91 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo A Coordenadoria de Extensão, exercida pelo Coordenador de Extensão, nomeado pelo Reitor, é o órgão responsável por zelar pela excelência das atividades de extensão na unidade. Para atender à execução das atividades aqui expostas, o Curso de Arquitetura e Urbanismo conta com a infraestrutura instalada do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Arquitetura e Urbanismo (NAU), o escritório modelo Mosaico e o Laboratório de Projetos e de Políticas Públicas e, em vias de ser implantado, temos a Empresa Jr. de Arquitetura e Urbanismo e o Laboratório de Geotecnologias. 7.4.4. Das atividades de ensaio e de experimentação As atividades complementares de experimentação são fundamentais para a didática pedagógica aplicada dentro dos contextos atuais de ensino e aprendizagem. O aprendizado com base na experimentação amplia o conhecimento, em especial nas questões tecnológicas como conforto, materiais e estrutura, informática e computação, modelos e ensaios etc. O canteiro experimental, por exemplo, é um dos elementos de grande relevância para o aprendizado do aluno de Arquitetura e Urbanismo. Ele permite criar e desenvolver modelos, o que facilita o processo de ensino e aprendizagem e a fixação de conteúdos como forma de integração entre disciplinas que têm como características principais o fazer e o pensar como elementos indissociáveis, como é o caso das disciplinas projetuais. O processo cognitivo do conhecimento técnico está associado às realizações que muitas vezes acontecem na vivência do canteiro experimental. O mesmo ocorre nas atividades da experimentação computadorizada envolvendo as realidades virtuais criadas por cavernas digitais, onde novos paradigmas arquitetônicos são discutidos. A caverna digital, o canteiro experimental, as prototipagens, o túnel de vento e outros mecanismos de ensaio e experimentação, físicos ou virtuais, têm como objetivos: dar apoio às disciplinas da graduação como uma parcela do conhecimento adquirido no processo de formação; complementar o conhecimento através de 92 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo disciplinas optativas; integrar a pós-graduação e a graduação por meio dos projetos de pesquisa, ampliando a base temática e a captação de recursos em agências de fomento; dar suporte às atividades de extensão. O espaço do canteiro, mais especificamente, deve incorporar as duas frentes de grande relevância, as atividades experimentais e as atividades da prática construtiva, a partir da definição de metas e estratégias de uso do espaço. A diretriz do canteiro deve explorar as hipóteses temáticas e as possibilidades de construção, a partir dos materiais e processos que permitam a montagem e a desmontagem, que incentivem o pensamento crítico pela experimentação. 7.4.5. Do ateliê vertical O Ateliê Vertical consiste em um evento de imersão acadêmica e de pesquisa integrada. Participam dele docentes de várias disciplinas e discentes de todos os semestres, incorporados em equipes „verticais‟, para debater temas emergentes e contemporâneos da arquitetura e do urbanismo, em uma estrutura que favorece a troca de experiências e de vivências acadêmicas. O objetivo do ateliê é proporcionar aos participantes, em diferentes estágios acadêmicos, o debate dos problemas urbanos e arquitetônicos, em seus contextos, e das estratégias conceituais possíveis para sua superação. O método empregado consiste no trabalho em ateliê, enriquecido com palestras, seminários, estudos de casos, visitas etc. A participação de outras disciplinas e instituições universitárias, nacionais e internacionais, é desejável e estimulada. Os trabalhos proporcionam a oportunidade aos participantes de compartilhar métodos e desenvolvimento de ideias em diferentes contextos. Sessões e estudos exploram estratégias, com o objetivo de desenvolver abordagens sobre o tema debatido, dentro de uma visão multidisciplinar conjunta. 93 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 7.5. Disciplinas optativas e eletivas O Curso contempla, na sua grade curricular, o oferecimento de disciplinas optativas que objetivam possibilitar ao aluno, a partir da 6ª etapa, uma complementaridade de conhecimentos específicos de acordo com o seu interesse. Para tanto, o aluno deverá cursar, obrigatoriamente, 3 disciplinas optativas entre as 15 distribuídas nas 6ª, 7ª e 8ª etapas do Curso, sem necessariamente estar matriculado na etapa correspondente na qual a disciplina optativa estiver localizada. Isto é, o aluno matriculado na 6ª etapa poderá optar por cursar na 6ª ou na 7ª ou na 8ª etapa e, assim, definir de forma independente, uma especificidade prévia na sua própria formação. Essas 15 disciplinas optativas, com carga horária de 2 e 3 horas/aula, estão distribuídas de forma equânime entre os 5 eixos temáticos (Projeto; Urbanismo; Fundamentação e Crítica; Experimentação e Tecnologia; Meio Ambiente e Sustentabilidade), componente curricular primordial na concepção deste Projeto Pedagógico, e asseguram, portanto, uma relação máxima de 20 alunos por disciplina. Aspectos relacionados à forma de escolha por parte do aluno, bem como a definição de qual aluno, ou etapa terá prioridade de escolha das disciplinas optativas será definida em regulamento próprio. A respeito das disciplinas eletivas, ministradas em língua portuguesa ou em outras línguas, conforme a Orientação Normativa 04/2013 da Reitoria da Universidade, de 4 de julho de 2013, serão contadas como Atividades Complementares de Ensino e os estudantes serão incentivados a cursá-las, nesta e em outras unidades. As disciplinas dos demais cursos da UPM são factíveis de serem escolhidas como eletivas pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, no entanto parte-se do entendimento de que cursá-las está condicionado a atenderem os pré – requisitos, a disponibilidade de vagas e a concessão de autorização do coordenador do curso a que a disciplina escolhida estiver vinculada. O Curso atualmente oferece uma delas em língua inglesa, intitulada São Paulo Magacity: Culture, Architecture and Urbanism na perspectiva 94 de UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo internacionalização da Universidade e passará a oferecer um elenco maior de disciplinas a partir de 2014. 7.6. Articulação da autoavaliação do curso com a autoavaliação institucional A Comissão Própria de Avaliação (CPA), institucionalizada no âmbito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tem como objetivo principal levantar dados e informações que permitam obter uma radiografia do nível de satisfação dos serviços e das condições de infraestrutura ofertados pelas unidades acadêmicas da UPM, ouvindo os vários agentes que constituem a comunidade mackenzista. Nesse escopo geral, a CPA, de forma sistemática e específica, produz informações que abrangem: instalações, serviços, docentes, funcionários, egressos e a gestão em seus vários níveis. A partir das informações apuradas, torna-se necessário que o Colegiado de Curso, o Núcleo Docente Estruturante e a direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo analisem as mesmas para definição de políticas didático-pedagógicas e acadêmico-administrativas. Além da adoção dos procedimentos expostos no parágrafo anterior, será, na esfera do Curso, criada a Comissão Interna de Avaliação, tendo em vista a busca de informações mais específicas da área de Arquitetura e Urbanismo e a institucionalização da Comissão ENADE, responsável pela definição de estratégias de acompanhamento e de atuação frente aos processos de avaliações oficiais e de outras iniciativas. 7.7.Articulação entre o ensino de graduação e de pós-graduação No âmbito da pós-graduação lato sensu, a integração com a graduação também se dá pelo compartilhamento de saberes e de professores que se vinculam aos cursos ofertados de forma permanente ou temporária. Tais cursos contam com participações pontuais de colaboradores especializados, para que colaborem, a partir de suas experiências, com o desenvolvimento e o aprofundamento de 95 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo conhecimentos técnico-profissionais a serem destinados preferencialmente aos graduados em arquitetura e urbanismo e áreas correlatas. Deve-se ressaltar, ainda, como estratégia de integração, a realização de eventos, palestras e atividades, como meio de difusão de conhecimento e de resultados de pesquisas que reúnem docentes e discentes de pós-graduação e graduação, que podem ser alocados inclusive nos tópicos especiais, em conformidade com a grade horária do curso de graduação. A articulação entre o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e o Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo dá-se de modo geral pela integração entre as disciplinas desenvolvidas em ambos os cursos e as linhas de pesquisa Arquitetura Moderna e Contemporânea: representação e intervenção e Urbanismo Moderno e Contemporâneo: representação e intervenção. As pesquisas desenvolvidas por meio de projetos de pesquisa e grupos de pesquisa envolvendo estudantes e professores de graduação e pós-graduação contribuem para a atualização e reformulação dos conteúdos ministrados nas disciplinas, tanto da graduação quanto da pós-graduação. De modo mais específico, essa integração acontece também pela participação dos professores alocados na pós-graduação em disciplinas regulares e optativas do curso de graduação, e pela participação de professores da graduação em aulas e atividades desenvolvidas no programa de pós-graduação. A integração ocorre ainda pelas contribuições mútuas entre graduação e pós-graduação, representadas pela participação de estudantes da pós-graduação, de mestrado e doutorado, no Programa de Estágio Docente – PED, em disciplinas da graduação relacionadas a seus temas de pesquisa. Essa participação, por um lado, incrementa o processo de aprendizagem na graduação, pelo exemplo atuante de pesquisadores que se dedicam a desenvolver temas muitas vezes diretamente relacionados à matéria abordada pelas disciplinas. Por outro lado, o estudante de pós-graduação tem contato com a prática didático-pedagógica efetiva em sala de aula, em disciplinas que tratam de assuntos próximos de seu tema de pesquisa. 96 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Outro aspecto dessa integração está relacionado à participação mista de estudantes e professores de graduação e pós-graduação em atividades desenvolvidas pelos grupos de pesquisa, o que contribui, não apenas para a pesquisa, mas também para a constituição de ambientes colaborativos de aprendizagem envolvendo níveis diversos de formação. 7.8. Comitê de ética em pesquisa A Comissão Interna de Ética em Pesquisa, instituída por ato da diretoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, é um colegiado de caráter consultivo, deliberativo e orientativo, criado para defender os interesses dos sujeitos de pesquisa em sua integridade e dignidade e contribuir para o desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos. 97 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 8. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA 98 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 8. Administração acadêmica 8.1. Coordenação do curso A Coordenação do Curso de Arquitetura e Urbanismo, bem como a Coordenação Adjunta, devem ser exercidas por professores contratados em regime de 40 horas, graduados em Arquitetura e Urbanismo e com titulação mínima de doutor. 8.2. Colegiado de Curso Institucionalizado no âmbito da Universidade Presbiteriana Mackenzie pela Resolução n° 21, de 24/08/2012, que cria e regulamenta as atividades do Colegiado de Curso de Graduação. No tocante à composição deste colegiado, seus membros devem ser oriundos de disciplinas que contemplem de forma equilibrada os 5 eixos temáticos (Projeto; Urbanismo; Fundamentação e Crítica; Experimentação e Tecnologia; Meio Ambiente e Sustentabilidade), como também as cinco séries do Curso, de acordo com a regulamentação da Universidade. Devem ser contratados professores em regime PPI (professor em período integral – 40 horas) ou PPP (professor em período parcial – 30 horas) e com capacidade de analisar os nexos entre as diversas especificidades que caracterizam os conteúdos das disciplinas, o que lhes permite propor e deliberar sobre as questões relacionadas aos aspectos didáticopedagógicos intrínsecos ao cotidiano do Curso de Arquitetura e Urbanismo, subsidiando, assim, as deliberações da Coordenação do Curso. 8.3. Núcleo Docente Estruturante (NDE) Regulamentado no âmbito da Universidade Presbiteriana Mackenzie pelo Ato da Reitoria n° 3, de 23/03/2010, que cria e implanta o Núcleo Docente Estruturante, e o Ato da Reitoria n° 32, de 21/07/2011, que altera alguns dispositivos do Ato n° 3. Para este Núcleo, o perfil dos seus membros deve ser calcado pela larga experiência na vivência do ensino e da pesquisa no âmbito da Arquitetura e do Urbanismo, e devem ser detentores de titulação mínima de doutor, contratados em 99 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo regime PPI ou PPP e serem representantes dos 5 eixos temáticos. Essas características fundamentais são necessárias para que este Núcleo, de caráter eminentemente propositivo, possa acompanhar e elaborar diretrizes que conduzam a um contínuo aperfeiçoamento do Projeto Pedagógico, e que assuma um caráter permanente de dar condições de manter o Curso coadunado com as questões da contemporaneidade afetas à metodologia de ensino e de conteúdos na esfera da Arquitetura e do Urbanismo. 100 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 9. CORPO DOCENTE 101 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 9. Corpo docente 9.1. Perfil docente A característica marcante do corpo docente do Curso de Arquitetura e Urbanismo, para o atendimento às disposições deste Projeto Pedagógico de Curso, é sua alta qualificação acadêmica e larga experiência no campo das práticas profissionais, o que o aproxima ainda mais da sociedade e da realidade do mercado de trabalho de maneira privilegiada. Desse modo, consegue cumprir um requisito fundamental para o ensino da arquitetura e do urbanismo, que é o de não prescindir de uma visão acadêmica e científica e nem da experiência da prática profissional. Vale lembrar que, mesmo entre os professores que dividem sua atividade docente com a prática profissional, a formação acadêmica, seja de lato sensu seja de stricto sensu, é sempre necessária. Quanto à titulação do corpo docente, obtida em programas de pós-graduação stricto sensu e lato sensu, temos a seguinte qualificação acadêmica (base março de 2013): Número total de docentes [base: março de 2013] = 142 titulação n° de docentes Doutores 75 Mestres 61 Especialistas 06 Total 142 porcentagem 53% 43% 4% 100% Quanto ao regime de trabalho em tempo integral (PPI, 40 hs), parcial (PPP, 30 hs) e aulistas (PPA) desses docentes, temos os seguintes enquadramentos: Número total de docentes [base: março de 2013] = 142 enquadramento n° de docentes PPI 46 PPP 9 PPA 87 Total 142 porcentagem 32,4% 6,3% 61,3% 100% 102 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 9.2. Experiência acadêmica e profissional O professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo deve apresentar experiência acadêmica comprovada por titulações (especialização, mestrado, doutorado e pósdoutorado) e possuir atividade de pesquisa reconhecida pelos instrumentos oficiais. Sua trajetória acadêmica deve definir sua inserção nas atividades de ensino e sua aderência às matérias, disciplinas e atividades em que se envolva. Estes deverão, preferencialmente, possuir dedicação integral e/ou parcial ao ensino, pesquisa e extensão. Os professores que compõem o quadro docente e que desempenham atividades práticas profissionais de mercado devem apresentar comprovada experiência profissional nos campos de atuação do arquiteto e urbanista, em suas várias escalas e temáticas. Devem também estar ligados regularmente às práticas de formação continuada e possuir qualificação acadêmica e, como no caso dos demais, sua inserção nas atividades de ensino devem guardar relação estreita às matérias, disciplinas e atividades em que estiver envolvido. 9.3. Publicações O Curso conta com um terço de seu quadro docente em regime de contratação PPI (Professor em Período Integral), o que exige que tais professores realizem atividades nas modalidades de ensino, pesquisa e extensão. A realização de pesquisas, envolvendo diretamente o trabalho dos docentes integrados nos grupos de pesquisa existentes, visa à disseminação de resultados à comunidade científica. Dessa forma, é uma exigência a apresentação de trabalhos, publicação de artigos em anais de eventos e periódicos qualificados, seguindo critérios estabelecidos para a área de conhecimento. Deve-se lembrar que a produção de conhecimento e sua publicação envolvem também discentes de pós-graduação e graduação, articulados pelos Grupos e Projetos de Pesquisa. Importante ressaltar que, no âmbito da graduação, estimula-se de forma direta a produção científica por meio da iniciação científica, que conta com disciplina própria, 103 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo “Teoria do Conhecimento: Iniciação Científica”, disseminando a cultura da pesquisa e publicações desde o ensino, a partir do terceiro semestre do Curso. 9.4. Implementação das políticas de capacitação no âmbito do curso Como política principal de capacitação disponibilizada aos docentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo, estão são oferecidos cursos relacionados às práticas docentes no ensino superior, organizados pelo Fórum Permanente de Educação, Pesquisa e Extensão (FOPEPE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como também cursos específicos demandados pelo NDE e pelo Colegiado de Curso, que objetivam a melhoria da qualidade de ensino de aspectos relacionados ao cotidiano de sala de aula. Não obstante a essas iniciativas, desenvolvem-se também workshops, com a presença de professores especialistas externos à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e a formação de grupos de professores que se relacionam com os eixos temáticos definidos neste PPC, com a finalidade específica de refletir sobre temáticas que venham a corroborar com a consolidação desses eixos. Incentiva-se, fortemente, para todo o corpo docente, as práticas de formação continuada, a participação em eventos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, o desenvolvimento de pesquisas pela participação em grupos reconhecidos pela Instituição e a sua titulação (doutorado e pós-doutorado). 104 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 10. INFRAESTRUTURA 105 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 10. Infraestrutura 10.1. Biblioteca Para o Curso a Biblioteca é entendida como um instrumento dinâmico do processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, deve ser um espaço acolhedor, acessível e incentivador das práticas de pesquisa. Assim sendo, entende-se que seu acervo deve ser aberto e estar ao alcance dos estudantes e professores, e deve ser composto, além de livros, por periódicos, mapas, portais acadêmicos como o da CAPES, por espaços de consulta, de leitura e apropriados para trabalhos individuais e em equipe. No tocante à biblioteca setorial, que atende preferencialmente ao Curso de Arquitetura e Urbanismo, localizado no Edifício “Christiano Stockler das Neves” (prédio n° 9), esta apresenta, em seu acervo de obras específicas de Arquitetura e Urbanismo, aproximadamente 11 mil títulos que correspondem a mais de 27 mil exemplares. Além disso, os alunos podem acessar as demais bibliotecas localizadas no campus Higienópolis, o que eleva o montante de obras de áreas correlatas à Arquitetura e Urbanismo para mais de 23 mil títulos disponíveis. A biblioteca localizada no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo faz parte de um conjunto de 9 bibliotecas setoriais localizadas no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Alguns pontos são destacados a seguir, com o intuito de apresentar algumas ações que caracterizam, de forma geral, os procedimentos de nossa biblioteca. Política de seleção e atualização do acervo: a) Compra – O acervo é adquirido a partir de indicações, por parte dos docentes de graduação e de pós-graduação, das bibliografias básica e complementar, de acordo com as necessidades de cada disciplina, adequadas ao currículo acadêmico, ocorrendo atualização permanente do acervo durante todo o ano; b) Doação – A biblioteca mantém contato constante com instituições governamentais e privadas, entidades científicas e culturais, nacionais e internacionais, para o recebimento de obras não comercializadas; c) Reposição de obras – Obras danificadas, sem condições de conserto, ou extraviadas, só serão repostas após verificação de: demanda do título, número de exemplares existentes, 106 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo cobertura do assunto por outro título, possibilidade de adquirir uma obra mais atualizada; d) Informatização – Utiliza-se o software “Sistema Pergamum” para a composição do banco de dados do catálogo bibliográfico; e) Biblioteca digital de teses e dissertações do Mackenzie – Disponibiliza na internet acesso às teses e dissertações defendidas na Instituição, a partir do ano de 2006. Esses documentos também são visualizados na BDTD – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações Nacional. Incentiva-se também o acesso ao portal de periódicos da CAPES. 10.2. Laboratórios de formação geral O Curso de Arquitetura e Urbanismo conta com os seguintes espaços laboratoriais de formação geral, que dão suporte às atividades propostas pelas disciplinas e pelas atividades de experimentação (informações sobre quantidade de equipamentos encontram-se tabuladas e disponíveis para serem submetidas aos avaliadores): 10.2.1. Fotografia (290 m2), localizado no prédio 28. 10.2.2. Serigrafia (50 m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). 10.2.3. Cerâmica (154 m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). 10.2.4. Metal, Vidro e Plástico (50 m2), localizado no edifício da Enfermaria (prédio 23). 10.2.5. Gravura (100 m2), localizado no edifício Antônio Bandeira Trajano (prédio 40). 10.3. Laboratórios de formação específica 10.3.1. Laboratórios de Informática São utilizados os seguintes laboratórios localizados no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM): 107 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Laboratório 1 (62 m2), localizado no edifício Mary Annesley Chamberlain (prédio 29), dispondo de 1 computador para o professor e de 40 computadores para os alunos. Laboratório 5 (44 m2), localizado no edifício Rev. George Whitehill Chamberlain (prédio 10), dispondo de 1 computador para o professor e de 29 computadores para os alunos. Laboratório 7 (48 m2), localizado no edifício Rev. George Whitehill Chamberlain (prédio 10), dispondo de 1 computador para o professor e de 28 computadores para os alunos. Laboratório 8 (47 m2), localizado no edifício Rev. George Whitehill Chamberlain (prédio 10), dispondo de 1 computador para o professor e de 28 computadores para os alunos. Softwares utilizados no âmbito do Curso: Windows 7 Enterprise 64 Bits, 7-Zip, Adobe Photoshop CS6 (64 Bit), Adobe Reader (IE), Autodesk, AutoCAD 2013 English - Win64bit, AutoCAD Architecture 2013, Autodesk 3ds Max Design 2013 64bit – English, Revit 2013 - English - Win64bit, Google Earth, Google SketchUp 8, Gravador CD – DVD, JetBee, Kaspersky Anti-Virus 6.0 para Windows Workstations MP4, Microsoft Office 2010, PDF CuteWriter (PDF Creator), Adobe Acrobat Distiller X, Adobe Acrobat X Pro, Adobe Reader X, sempre atualizados conforme política institucional para a área. 10.3.2. Demais laboratórios 10.3.2.1. Conforto Ambiental (50 m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). Laboratório dedicado ao ensino e pesquisas acadêmicas na área de conforto ambiental (térmica, ventilação, insolação e iluminação natural e acústica). 10.3.2.2. Modelos e Maquetes (50 m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). Laboratório dedicado ao ensino e pesquisas acadêmicas na área da experimentação, mediante o uso de modelos e maquetes. 108 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 10.3.2.3. Marcenaria (190 m2), localizado na Rua Maria Antônia n° 139. 10.3.2.4. Prototipagem Rápida (50 m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). 10.3.2.5. Mecânica dos Solos (90 m2), localizado no edifício Henrique Pegado (prédio 6). Laboratório dedicado ao ensino e pesquisas acadêmicas na área de solos. 10.3.2.6. Materiais de Construção Civil (130 m2), localizado no edifício Henrique Pegado (prédio 6). Laboratório dedicado ao ensino e pesquisas acadêmicas na área de materiais de construção, aplicados à construção civil. 10.3.2.7. Estruturas (198 m2), localizado no edifício Mattathias Gomes dos Santos (prédio 14). Laboratório dedicado ao ensino e pesquisas acadêmicas na área de estruturas e materiais de construção estruturais, aplicados à construção civil. 10.3.2.8. Topografia (20 m2), localizado no edifício Alfred Cownley Slater (prédio 4). Consta de local onde os equipamentos didáticos para auxílio às aulas práticas das disciplinas de topografia ficam alojados. 10.4. Laboratórios para prática profissional e prestação de serviços à comunidade 10.4.1. Escritório Modelo – Mosaico (60m2), localizado no edifício Christiano Stockler das Neves (prédio 9). Destinado a apoiar atividades relacionadas ao cotidiano da prática profissional, por meio de desenvolvimento de projetos arquitetônicos. 10.4.2. Laboratório de Georeferenciamento – Este laboratório está em funcionamento desde o início do ano de 2012 e conta com a colaboração de professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Escola de Engenharia e da Faculdade de Computação e Informática. Em paralelo às atividades de pesquisa do Laboratório de Geotecnologias, o mesmo tem oferecido a atividade de extensão denominada Fórum Técnico sobre 109 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Geoprocessamento, que busca capacitar os participantes para trabalhos e pesquisas com geotecnologias. 10.4.3. Canteiro experimental – O Projeto Pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo destaca o Programa do Canteiro Experimental, em decorrência do reconhecimento da íntima relação entre a prática e a teoria. Essa dualidade tem se expressado no processo de ensino e aprendizagem da atividade projetual, pelo entendimento de que a ideia ou o conjunto de conceitos irão adquirindo configurações físicas e formais que as aproximam de um saber técnico, por meio da predominância de operações de simulações vindas, exclusivamente, do desenho e de modelos cada vez mais digitais. A separação entre o universo da construção e o do projeto acaba por caracterizar uma produção arquitetônica carente da ideia da construção e de sua poética, com prejuízo não só de sua expressão como linguagem, como da sua apropriação pela sociedade. O canteiro experimental tem como objetivo a aproximação desses dois universos – o da concepção e o da realização – valendo-se de duas escolhas estratégicas: Criar com os materiais – desenvolvimento de projetos de pesquisa e experimentação procurando explorar hipóteses temáticas a partir dos materiais, do reconhecimento de sua especificidade, de suas propriedades, capacidades e possibilidades de aplicação. Tanto dos materiais tradicionais – pedra, madeira, cerâmica, concreto, aço e vidro –, e de toda a cultura construtiva a eles incorporada, quanto dos novos materiais e das novas possibilidades aportadas pela indústria. Neste sentido, irá servir de apoio, também, às atividades práticas das disciplinas de materiais e técnicas de construção vinculadas ao Curso. Criar dentro de um processo coletivo e participativo – por entender que todo projeto de pesquisa e experimentação deve possuir a capacidade de agregar um entorno social de interlocução e apoio, ao procurar responder a interesses, necessidades e demandas, setoriais e específicas, de promotores, produtores e usuários. 110 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo A aplicação simultânea dessas duas escolhas estratégicas visa a estabelecer novas pontes entre a universidade e a sociedade. No tocante aos aspectos laboratoriais, o Curso de Arquitetura e Urbanismo pretende ver concretizado, a curto e médio prazos, além da ampliação do laboratório de prototipagem rápida, a constituição dos laboratórios de: modelagem, parametrização e de realidade virtual; projetos e de políticas públicas, e a empresa júnior. A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo deve buscar, permanentemente, a atualização de laboratórios e instrumental, que a mantenham em consonância com a contemporaneidade das atuações da arquitetura e do urbanismo, com plena acessibilidade ao corpo docente e discente para atividades acadêmicas, com apoio técnico de laboratorista. 10.4.4 Laboratório de Projetos e Políticas Públicas Laboratório destinado ao desenvolvimento de projetos, consultorias, assessorias e prestação de serviços a empresas e órgãos públicos das três esferas de governo e da administração pública direta e indireta. 10.5. Salas de aula Todas as 27 salas de aula localizadas no Edifício Christiano Stockler das Neves, que atendem ao Curso de Arquitetura e Urbanismo, são equipadas com data show, computadores com conexão à internet, rede Wi Fi, sistema de som, ventiladores de teto e pranchetas. Possuímos ainda uma sala de aula interativa, equipada com lousa digital, e um ateliê multiuso localizado no térreo, com sala para palestras e exposições, equipada com dois televisores de 50”/LED e ar condicionado. A acessibilidade a todas as instalações do Curso está assegurada pela presença de rampas, instalação de elevador e sanitários equipados para atender aos portadores de necessidades especiais. 111 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Todos os serviços relacionados à limpeza são executados por empresa terceirizada que realiza seus procedimentos diariamente, distribuídos em três turnos (manhã, tarde e noite). Os serviços relacionados à manutenção predial e de equipamentos são realizados por equipes especializadas da própria Universidade. 112 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo BIBLIOGRAFIA DE APOIO 113 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo Bibliografia de Apoio ARGAN, Giulio Carlo. Projeto e destino. São Paulo: Editora Ática. 2000. ARTIGAS, J. B. Vilanova. A função social do arquiteto. São Paulo: Nobel, 1989. BARDI, L. B.. Contribuição propedêutica ao ensino da teoria da arquitetura. São Paulo: Instituto Lina Bo Bardi, 2002. BERBEL, N. N.: Problematization and problem based learning: different words or different ways? Botucatu, SP: Unesp, v.2, n.2, 1998. BICCA, P.. Arquiteto, a máscara e a face. São Paulo: Projeto Editores Associados, 1984. CHUPIN, J.P.. A questão doutoral ou a globalização da epistemologia e da pesquisa em arquitetura e urbanismo. 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Orienta o procedimento com vistas ao aproveitamento de disciplinas eletivas como atividades complementares de ensino, e dá e dá outras providências. Não publicado. _____. Ordem Interna da Reitoria nº 25, de 2011. Regulamenta e consolida normas para a participação de docentes em eventos acadêmico-científicos, de capacitação docente e de representação institucional, nacionais ou internacionais, e critérios de concessão de apoio institucional, e dá e dá outras providências. Não publicado. _____. Ordem Interna da Reitoria nº 32, de 2012. Cria Programa de Apoio aos docentes da UPM em Estágios de Pós Doutoramento, em IES nacionais e internacionais, e dá e dá outras providências. Não publicado. 119 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Curso de Arquitetura e Urbanismo 0