Universidade Camilo Castelo Branco Programa de Mestrado Profissional em Produção Animal ZÊNI LEHRBARCH MARTINS CUSTOS DA PRODUÇÃO LEITEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR EM COLORADO DO OESTE – RO PRODUCTION COST OF MILK FAMILY FARMING IN COLORADO DO OESTE RO Descalvado, SP 2014 Zêni Lehrbarch Martins CUSTOS DA PRODUÇÃO LEITEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR EM COLORADO DO OESTE – RO Orientador: Prof Dr. Gabriel Mauricio Peruca de Melo Coorientadora: Profª Dra. Liandra Maria Abaker Bertipaglia Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Produção Animal da Universidade Camilo Castelo Branco, UNICASTELO, Campus de Descalvado, como avaliação necessária para obtenção do título de Mestre em Produção Animal. Descalvado, SP 2014 iii iv v A Deus, minha filha Maria Clara, meu esposo Sildiglei Ferreira, meus pais José Moro e Jucely Lehrbach e meus Lehrbarch. Dedico! irmãos Bruno e Rodrigo vi AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, por me permitir a chance de aperfeiçoar meus conhecimentos. A minha filha, Maria Clara, que por sinal fez parte incondicional no transcorrer das aulas, ora em meu ventre fazendo com que todos se encantassem com suas mexidas, ora no colo das madrinhas (Juliana, Jaqueline) trazendo-nos muita alegria. A meu esposo Sildiglei Ferreira, meu ponto de apoio em todas as horas que precisei. A família, especialmente meus pais José Moro e Jucely Lehrbach, por fazerem questão de me apoiar e, deixar claro que, eles sempre estarão por perto para o que eu precisar. Obrigada a todos os meus colegas de turma, pela convivência sadia e pela troca de conhecimento, mas obrigada, mais que especial, a Jaqueline, Juliana (não é mestranda, mas fez parte da turma, com sua presença a cada encontro e nos deliciando com suas prendas culinárias), Edson, Cíntia e Carlinhos, obrigada por me apoiarem, por estarem comigo nas horas de dor, por ajudarem com os cuidados com a minha pequena Maria Clara, obrigada de verdade, pois é nas horas de maiores necessidades que conhecemos os nossos verdadeiros amigos. Por fim obrigada, a instituição, Unicastelo, e todo o corpo docente, professores, Gabriel, Liandra, Käthery, Marco Belo, Paulo Henrique, Vando, Márcia Izumi e Márcia Sampaio, obrigada por nos passar um pouco do conhecimento adquirido ao longo de anos de estudo, obrigada por deixarem suas famílias e a comodidade dos seus lares para nos fazer profissionais mais capacitados, por doarem um pouco de vocês para nós. Meu orientador, professor Gabriel e professora Liandra, obrigada pela assistência ao meu trabalho e pelo carinho com que me trataram. vii “Não quero que meus pensamentos morram comigo... Eu quero ter feito alguma coisa... Quero deixar algo para prosperidade”. (Temple Grandin) viii CUSTOS DA PRODUÇÃO LEITEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR EM COLORADO DO OESTE – RO RESUMO Este trabalho teve como objetivo determinar a viabilidade econômica da pecuária leiteira em Colorado do Oeste-RO, tendo em vista que a maioria dos pequenos produtores não fazem a inscrição do que investem ou levantamento do que ganham com a atividade. O trabalho foi conduzido em 7 propriedades rurais no período de março a agosto de 2013, selecionadas de acordo com a participação no projeto Inseminar e o desenvolvimento da atividade em relação as demais propriedades. Fazendo a analise produtiva com relação a área da atividade leiteira, área de pastagem para fêmeas bovinas, fêmeas em lactação, produção de leite (l/dia), produção de leite/vacas em lactação (l/vaca/dia) e percentual de vacas em lactação; avaliando os custos com a alimentação, sanidade, genética, administração e manutenção da propriedade, fazendo levantamento das despesas realizadas pelo produtor,as receitas geradas pela atividade leiteira, através da produção de leite e venda de animais (descarte) e o desempenho dos animais em produção. Foram levantadas informações a respeito da atividade leiteira, por meio de aplicação de questionários e visita nas propriedades com coleta de dados pertinente as despesas, receitas e produção no período. As propriedades analisadas fazem parte da chamada agricultura familiar, considerados todos pequenos produtores e na maioria sem instrução escolar. Ao realizar a analise dos dados destes pequenos produtores, concluiu-se que os mesmos atualmente contam com uma renda líquida positiva, pois o resultado obtido R$ 2.087,00, paga as despesas (R$ 1.810,40), restando ainda R$276,60 de lucro liquido para o produtor. Em decorrência deste trabalho, de acordo com os resultados obtidos, será possível estabelecer um modo de avaliação dos principais custos da atividade leiteira e, assim, tornar a atividade mais planejada e rentável. Palavras-chave: administração, atividade econômica, leite ix COST OF PRODUCTION OF MILK FAMILY FARMING IN COLORADO DO OESTE - RO ABSTRACT This study aimed to determine the economic viability of dairy farming in Colorado do Oeste-RO, given that most farmers do not make registration of investing or earning posing with the activity. The study was conducted in 7 rural properties in the period March-August 2013, selected according to participation in inseminating program and activity developmented in relation to other properties. Making productive analysis with respect to the area of dairy farming, grazing area for cow, cows in lactation, milk yield (L/ day), dairy cows/cows in lactation (L/ cow/ day) and percentage of lactating cows; evaluating the costs of feeding, health, genetics, management and maintenance of the farm, making survey of expenditure incurred by the producer, the revenue generated by the dairy industry, through the production of milk and livestock sales (disposal) and performance of animals in production. Information regarding the dairy business were raised through questionnaires and visit the properties with data collection relevant expenditure, revenue and production in the period. These properties are part of the family farm call; all voted small holders and most without schooling. To make the analysis of data from this small producer, it was concluded that it currently has a positive net income, because the result obtained R$ 2,087.00, paid expenses, R$ 1,810.4, remaining R$ 276.60 of net profit for the producer. According to the results obtained, it will be possible to establish a way to review the main costs of dairy farming; the farmer can apply in everyday life and thus make it more planned and profitable. Keywords: economic activity, management, milk x LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS IBGE........................................................Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDARON .........Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia INCRA.........................................Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária PIB...............................................................................................Produto Interno Bruto SRD ............................................................................................ Sem Racha Definida UA ....................................................................................................... Unidade Animal ha.................................................................................................................... Hectares P2O5 .... ..................................................................................... Pentóxido de Fósforo M.C.R.................................................................Manutenção, Conservação e Reparos xi LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Estimativas da capacidade média de suporte (UA/ha)¹ das principais gramíneas forrageiras tropicais, nas condições edafoclimáticas de Rondônia................................................................................................................. 15 Tabela 2 - Principais causas de degradação de pastagens cultivadas em Rondônia................................................................................................................ 18 Tabela 3 - Valores médios de receitas e desempenho animal, das propriedades avaliadas no município de Colorado do Oeste – RO.............................................. 31 Tabela 4 - Custos fixos e variáveis mensais das propriedades avaliadas no município de Colorado do Oeste – RO.................................................................. 32 xii SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 13 1.1 Objetivo Geral .................................................................................................. 14 1.2 Objetivos Específicos....................................................................................... 14 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................. 15 2.1. Fatores que influenciam a pecuária de leite em Rondônia ............................. 15 2.1.1. Condições edafoclimáticas....................................................................... 15 2.1.2. Sazonalidade forrageira ........................................................................... 16 2.2. Caracterização da pecuária de leite no município de Colorado do Oeste ..... 17 2.2.1. Melhoramento genético do rebanho ......................................................... 17 2.2.2. Sistemas de produção e degradação de pastagens ................................ 18 2.2.3. Aberturas de áreas/Desmatamento.......................................................... 20 2.2. Dimensões socioeconômicas e agricultura familiar ........................................ 20 2.4. Planejamento e uso de tecnologias em propriedades rurais .......................... 21 2.5. Gestão de propriedades rurais ....................................................................... 23 2.6. Levantamento das informações de propriedades rurais ................................. 27 3. MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 30 3.1. Local ............................................................................................................... 30 3.2. Seleção das propriedades .............................................................................. 30 3.3. Coleta de dados .............................................................................................. 30 3.4. Análise Estatística do dados ........................................................................... 31 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................. 32 4.1. Análise dos custos de produção e desempenho animal ................................. 32 5. CONCLUSÕES ..................................................................................................... 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 35 13 1. INTRODUÇÃO De acordo com o IBGE (2013), a produção de leite no Brasil deve aumentar 5% em 2014. Se confirmado o aumento, a produção deve chegar a 36,75 bilhões de litros em um ano. Esse crescimento trás ao cenário rural um aumento da tecnificação e o melhoramento genético do rebanho com o intuito básico de aumentar a rentabilidade. A produção leiteira é uma atividade comum em quase 80% dos estabelecimentos agrícolas familiares brasileiros. A inserção dos agricultores familiares na cadeia produtiva do leite permite a ocupação da mão-de-obra familiar, a diversificação da atividade agrícola e a geração de renda (CASTELÕES, 2012). De acordo com Brito (2011), o estado de Rondônia tem como principal característica na pecuária leiteira a agricultura familiar que está presente em aproximadamente 1/3 das propriedades, mesmo sendo pequenas propriedades juntas somam 14% do PIB do estado. Municípios como Colorado do Oeste, localizado ao sul do estado de Rondônia, tem sua economia baseada na atividade leiteira, porém existem poucos estudos sobre o custo de produção do município, poucos produtores conhecem sua real condição ou ainda poucos sabem se estão obtendo lucros reais em sua produção. Costa et al. (1996) já destacavam o potencial leiteiro do município pois o mesmo contribuía com a maior parte do rebanho estadual juntamente com o município de Ji- Paraná e, também, possuía os solos mais férteis do estado. Mas, mesmo com esse destaque que se segue até os tempos de hoje, falta aos agricultores familiares de nosso município ponderar opiniões mais técnicas sobre o manejo leiteiro, isto se deve ao baixo grau de escolaridade destes pecuaristas e a grande tradição cultural que segue entre as gerações. Rosanova e Ribeiro (2010), citam que, em geral, são produtores com baixo nível de escolaridade e renda que diversificam suas atividades para aproveitar as potencialidades da propriedade, melhor ocupar a mão de obra disponível, e aumentar a renda. Todavia, muitos produtores veem a atividade leiteira apenas como uma renda extra, onde somente retiram o produto, mas não investem em melhorias na produção. Estes são considerados produtores sem aptidão leiteira. Mas, Lopes 14 Júnior (2010), atribui a existência destes produtores “extrativistas” à baixa produtividade do rebanho, aliada a altos custos de produção. Segundo RESENDE (2010), a lucratividade da produção é associada ao uso de uma alimentação balanceada e a animais com maior potencial genético. Um meio importante para o aumento da lucratividade é o controle dos custos e, a diminuição dos mesmos pode ser feita através de estudos, levando em conta os custos do sistema de produção (alimentação, sanidade, genética, e outros fatores), manutenção da qualidade do produto e, assim, fazendo com que o mesmo possa ser valorizado e consequentemente aumentar a lucratividade. Desta forma buscou-se analisar e compreender a produção e a relação custo benefício da produção leiteira do município de Colorado do Oeste, avaliando a viabilidade da atividade leiteira neste local. 1.1 Objetivo Geral Avaliar os impactos econômicos de pequenas propriedades leiteiras, de cunho familiar, do município de Colorado do Oeste, no estado de Rondônia e, em posse dos resultados sistematizar orientações para os produtores rurais profissionalizarem a sua atividade rural. 1.2 Objetivos Específicos a) Fazer a analise produtiva do município com relação a área da atividade leiteira, área de pastagem para fêmeas bovinas, fêmeas em lactação, produção de leite (l/dia), produção de leite/vacas em lactação (l/vaca/dia) e percentual de vacas em lactação; b) Avaliar os custos com a alimentação, sanidade, genética, administração e manutenção da propriedade, fazendo levantamento das despesas realizadas pelo produtor; c) Avaliar as receitas geradas pela atividade leiteira, através da produção de leite e venda de animais (descarte). d) Avaliar o desempenho dos animais em produção. 15 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Fatores que influenciam a pecuária de leite em Rondônia A bovinocultura de leite representa uma das atividades rurais mais importantes no Brasil, segundo o IBGE, no país existem aproximadamente 5,2 milhões de estabelecimentos rurais e destes, 1.350.809 (25%) trabalham com leite (ZOCCAL, 2012). Estes dados provam a força da atividade leiteira no Brasil, pois dentre todas as atividades rurais exploradas nas pequenas, médias e grandes propriedades de nosso país, o leite ainda está presente em uma grande parte delas. Rondônia tem um papel de destaque na pecuária com um rebanho bovino em torno de 11,5 milhões de animais sendo que 30% destes voltados à pecuária leiteira, a qual tem fortalecido o agronegócio no estado nos últimos anos (BRITO, 2011). 2.1.1. Condições edafoclimáticas O leite é um produto importante em todo o mundo, tem alto valor nutritivo, é um alimento usado por pessoas de todas as faixas etárias e contribui para a geração de renda de muitos municípios (ARRUDA, 2012). O Brasil, por se tratar de um país com uma vasta extensão de terras, o clima, a vegetação, o solo e a cultura de seu povo variam muito de região para região. Deste modo, recomenda-se o estudo regionalizado de sistemas de produção de leite, pois cada povo traz consigo conhecimentos pecuários diferentes e levam isso a suas futuras gerações (VILELA; BRESSAN; CUNHA, 2001). Em Rondônia não é muito diferente, mas mesmo encontrando algumas variações de relevo, vegetação e solo, pode-se estudar o clima do estado de modo geral. Aragão (2010) classificou-o como sendo Tropical chuvoso, com temperatura média entre 18ºC a 33ºC e umidade do ar oscilando de 75% a 83%. Rondônia conta ainda com altitudes de 100 a 600 m em 94% de seu território, se caracterizando como um relevo suavemente ondulado (SCHLINDWEIN, 2012), em consequência, 16 Rondônia possui predominantemente grupos de latossolos, mas também, possui uma gama de outros grupos de solos, entre eles terra roxa, sendo assim, 8.626 km² são aptos para pastagem cultivada em Rondônia (CURI, 1999). 2.1.2. Sazonalidade forrageira As pastagens representam a principal e mais barata fonte de alimentos para os ruminantes, portanto, se tornam de suma importância o conhecimento e a manutenção das espécies utilizadas (COSTA et al. 2004). O equilíbrio entre oferta e demanda de forragem é dificultado em pastagens tropicais, em razão da produção estacional de forragem durante o ano (SANTOS, 2007), Sendo assim, é determinante o estudo do clima de cada região, salientado os períodos de chuva e de seca. Aragão (2010) menciona que o período chuvoso em Rondônia encontra-se entre os meses de setembro a maio com maior ocorrência entre dezembro e março, já o período mais escasso de chuvas se condiciona entre junho a agosto. Costa et al. (2004) asseguram que as forragens mais importantes para a formação de pastagens nestas condições climáticas de Rondônia são as gramíneas dos gêneros Brachiaria, Panicum, Hyparrhenia, Setaria, Cynodon e Pennisetum e, dentre as leguminosas, Leucaena, Cajanus, Centrosema, Stylosanthes e Pueraria. Entretanto, Melo Filho, et al (2005) e Townsend, et al (2001) afirmam que quase a totalidade das pastagens do Estado são formadas por Brachiaria brizantha cv. Marandu (braquiarão). Na Tabela 1, tem-se as principais gramíneas do estado e seu suporte animal nos períodos chuvosos e secos em pastejo contínuo e rotativo. Destaca-se então a B. brizantha cv. Marandu em pastejo contínuo, variando de 1,5 UA no período chuvoso a 1,0 UA na seca, que são consideradas baixas comparadas as demais gramíneas. Esses dados retratam a realidade das pastagens de Rondônia, pois além da baixa capacidade suporte da pastagem, o que se encontra nas propriedades são taxas de lotação muito maiores do que as ideais para cada época do ano e, consequentemente, ocorre o superpastejo diminuindo a oferta de forragem (COSTA et al. 2004). 17 Tabela 1: Estimativas da capacidade média de suporte (UA/ha)¹ das principais gramíneas forrageiras tropicais, nas condições edafoclimáticas de Rondônia. Patejo contínuo Chuva Seca A. gayanus cv. Planaltina 1,5 1,0 B. brizantha cvs. Marandu, Xaraés 1,5 1,0 B. decumbens, B. ruziziensis 1,5 1,0 B. dictyoneura, B. humidicola 1,8 1,0 H. rufa 1,0 0,5 P. maximum cvs. Tobiatã, Mombaça 2,0 0,6 P. maximum cvs. Tanzânia, Centenário, Vencedor 1,6 0,6 P. maximum cv. Massai 1,5 0,8 P. atratum cv. Pojuca 2,0 1,0 S. sphacelata 1,5 0,8 Gramíneas Pastejo rotativo Chuva Seca 2,2 1,2 2,5 1,2 2,0 1,2 2,5 1,4 1,2 0,6 2,8 1,0 2,5 1,0 2,2 1,0 2,5 1,2 2,0 1,0 ¹UA: unidade animal equivalente a 450 kg de peso vivo. - Dados obtidos com base em resultados de pesquisas, literatura disponível para a Região Amazônica, utilizando-se práticas de manejo compatíveis com as características agronômicas de cada espécie: pastejo contínuo com ajuste estacional da carga animal; pastejo rotativo (um a sete dias de ocupação e 21 a 35 dias de descanso); moderados níveis de adubação (50 kg de P2O5/ha); sem suplementação alimentar e com adequada mineralização do rebanho. Fonte: Costa, et al. (2004). A seleção de plantas forrageiras adaptadas às diversas condições edafoclimáticas da região representa a alternativa mais viável para a melhoria da alimentação dos rebanhos (COSTA, 2004). 2.2. Caracterização da pecuária de leite no município de Colorado do Oeste O leite no cenário municipal tem grande destaque assim como no Estado, dados do IDARON (2013) colocam o município de Colorado do Oeste como sendo o 7º (sétimo) maior produtor de leite do estado de Rondônia, com uma média de produção de 4,96 litros por animal. Com todo esse destaque, muitos trabalhos vêm sendo realizados para a melhoria desta atividade, dentre esses, o fortalecimento das políticas públicas que assegurem à pecuária leiteira, a qualificação dos produtores e profissionais da área com projetos que visam melhorar o manejo e desempenho animal. 2.2.1. Melhoramento genético do rebanho O melhoramento genético na bovinocultura de leite é uma das principais ferramentas para melhorar a produtividade. Aragão; Paes (2010) ao pesquisara influência da 18 Inseminação Artificial como instrumentos do melhoramento genético no sudeste do estado de Rondônia, verificaram que o melhoramento genético e a produtividade do rebanho leiteiro são os principais motivadores para a implantação de novas tecnologias nas propriedades da agricultura familiar. Deste modo, a qualificação do pequeno produtor tem ganhado espaço em todo o Estado, abrangendo de forma promissora o município de Colorado do Oeste. O Projeto Inseminar é fruto de políticas públicas voltadas para melhoria do rebanho leiteiro no Estado, e tem como finalidade a inseminação artificial em vacas de leite SRD em propriedades rurais da agricultura familiar. Primeiramente, Rondônia foi divido em nove polos e, em seguida, foram feitos seminários para a divulgação e orientação sobre melhoramento genético. Sendo assim, os produtores interessados escolhiam um representante dentre eles para ser o inseminador da comunidade. Este receberia treinamento e uma botija contendo 200 doses de sêmen de touros das raças Gir e Holandês puro sangue, e ainda abastecimento de nitrogênio durante um ano, para prestação de serviço aos demais produtores de sua associação que pertenciam ao projeto. De 2004 a 2008 foram distribuídas em todo o Estado 336 botijas de nitrogênio contendo doses de sêmen de bovinos leiteiros (ARAGÃO, 2010). Em Colorado do Oeste o projeto foi implantado em 2007 onde foram distribuídas 52 botijas, atualmente o projeto conta com 48 propriedades participantes deste projeto. Podendo assim dizer que 6,23% das propriedades leiteiras do município de Colorado do Oeste trabalham com Inseminação artificial, pois das 770 propriedades que comercializam leite no município, apenas 48 fazem parte do projeto (IDARON, 2013). Isso confere à bovinocultura leiteira do município grande destaque tanto no âmbito estadual quanto no regional, visto que o estado de Rondônia é o mais produtivo da região norte do país (ZOCCAL et al., 2010). 2.2.2. Sistemas de produção e degradação de pastagens O Brasil conta com grandes extensões de terras aptas para pastagens, portanto esse recurso deve ser explorado para a produção de carne e leite no país. Britto (2011) cita a viabilidade do sistema de produção em Rondônia ser a pasto, pois conta com abundância de chuvas e baixo custo de produção com mão de obra familiar. Em contrapartida Paciullo et. al. (2005) afirmam que um dos fatores 19 negativos de rebanhos leiteiros criado em pastagem é o baixo rendimentos de forragem no período seco. Geron e Brancher (2007), entretanto, ao revisarem a produção de leite em pastagem concluíram que, esse fator pode ser contornado com o uso de concentrados e suplementação de volumoso durante as estações mais secas do ano ou a adubação de nitrogênio nas pastagens. Nascimento Júnior et al. (1994) mencionam o estresse que as forrageiras são submetidas quando pastejadas e os fatores que diminuem sua recuperação. Segundo Andrade (2010), fatores como baixa fertilidade natural do solo, uso frequente de fogo, superlotação das pastagens, ausência de leguminosas e falta de manutenção de adubação contribuem para acelerar esse fenômeno. Observa-se na Tabela 2 as principais causas da degradação das pastagens do estado de Rondônia. Colocando em ordem de importância, de acordo com os dados da tabela, é nítida a necessidade de se devolver ao solo os nutrientes retirados pelas gramíneas e a necessidade de controle de suporte de animais, evitando assim o superpastejo e a degradação das pastagens (ANDRADE, 2006). Tabela 2: Principais Causas de degradação de pastagens cultivadas em Rondônia. Causas de degradação Declínio da fertilidade do solo devido à ausência de adubação Manejo do pastejo incorreto (superlotação) RO Ordem de importância¹ 1ª 2ª Manejo da pastagem incorreto (combinação de espécies cespitosa + lotação contínua + piquetes excessivamente 3ª grandes) Cigarrinhas-das- pastagens 4ª Má Formação 5ª Uso excessivo de fogo 6ª Síndrome da morte do capim-braquiarão 7ª ¹Baseada no conhecimento da realidade por pesquisadores que atuam em cada estado. Fonte: Adaptada de Dias-Filho; Andrade (2006). 20 2.2.3. Aberturas de áreas/Desmatamento Na década de 80, Rondônia começou a ser colonizada com a distribuição de lotes de terra pelo INCRA, ocorrendo primeiramente às margens da BR-364 e, posteriormente, se estendendo ao interior do Estado, ao modo que, os produtores eram incentivados a desmatarem seus lotes, ou seja, aqueles que abrissem 50% de suas terras ganhavam o título e se tornavam donos (SCHLINDWEIN, 2012). Essa realidade ainda não é muito diferente, Andrade (2010) cita que ainda predomina nos Estados pertencentes à Amazônia ocidental, aos quais Rondônia faz parte, a derrubada e a queimada da vegetação original para a formação de novas pastagens. Dias Filho e Andrade (2006) explicam o amplo crescimento do rebanho bovino na Amazônia ocidental como sendo consequência da grande migração de produtores de outros lugares do país a procura de menores custos de produção, tendo como o principal motivo dessa mudança a expansão da agricultura. 2.2. Dimensões socioeconômicas e agricultura familiar Lamarche (1993) descreve que a exploração familiar corresponde a uma unidade de produção agrícola onde propriedade e trabalho estão intimamente ligados à família. A interdependência desses três fatores no funcionamento da exploração engendra necessariamente noções mais abstratas e complexas, tais como a transmissão do patrimônio e a reprodução da exploração. Dessa forma entende-se como agricultura familiar, um imóvel rural, que diretamente e pessoalmente é explorado pelo agricultor e sua família, em que absorve toda a sua força de trabalho, garantindo a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região, e que, quando é necessário conta com ajuda de terceiros (BLUM, 2001). A produção leiteira é uma atividade comum em quase 80% dos estabelecimentos agrícolas familiares brasileiros. A inserção dos agricultores familiares na cadeia produtiva do leite permite a ocupação da mão de obra familiar, a diversificação da atividade agrícola e a geração de renda (CASTELÕES, 2012). De acordo com Brito (2011), o estado de Rondônia tem como principal característica na pecuária leiteira a agricultura familiar que está presente em 21 aproximadamente 1/3 das propriedades, mesmo sendo pequenas propriedades juntas somam 14% do PIB do Estado. Como a atividade leiteira é, na grande maioria, desenvolvida por pequenos produtores, e dentre estes, o nível de escolaridade e poder aquisitivo é baixo, a introdução de novas tecnologias e manejos adequados a estes indivíduos é mais dificultosa. Rosanova e Ribero (2010) ao avaliarem a produtividade dos rebanhos do município de Palmas - TO e a produção leiteira em propriedades de economia familiar, consideram baixo o nível de conhecimento e informação sobre as características dos sistemas produtivos e sobre as perspectivas da atividade leiteira na região. Em contrapartida, no estado do Paraná, o IPARDES (2009) dimensionou o sistema leiteiro como sendo um dos mais evoluídos do país, sendo o progresso genético e índices de produtividades das vacas de algumas regiões do Estado comparados a de países superdesenvolvidos na pecuária leiteira. Percebe-se então, a disparidade entre regiões brasileiras, onde vê-se a pecuária leiteira do sul do país muito mais à frente do restante. 2.4. Planejamento e uso de tecnologias em propriedades rurais Mesmo sendo uma atividade importante, o sistema de produção de leite no Brasil é de baixa rentabilidade. Segundo dados do Banco do Brasil (2010), estima-se que 2,3% das propriedades leiteiras são especializadas e atuam como empresa rural eficiente. Entretanto, 90% dos produtores são considerados pequenos, com baixo volume de produção diária, baixa produtividade por animal e pouco uso de tecnologias. A utilização de tecnologias no sistema de produção do leite foi abordada por Silva et al. (2012), que ao estudarem o sistema de produção de leite da microrregião de Imperatriz, no estado do Maranhão, detectaram um baixo nível de utilização tecnológica e baixa produtividade da terra, dos animais e das pastagens. Seguindo esse mesmo conceito, Lopes (2007) caracterizou a produtividade leiteira na região de Jaboticabal – SP e constatou que as tecnologias na pecuária leiteira não estão sendo adotadas de forma eficiente. 22 Segundo Miranda et. al. (2006), para a manutenção de uma empresa no mercado, independente do seu ramo de atividade, ela precisa ter conhecimento e gerenciamento sobre suas necessidades e exigências do meio em que está inserida. Daí a necessidade de analisar economicamente a atividade leiteira, para que o produtor possa conhecer e utilizar os fatores econômicos para detectar pontos de estrangulamento e assim concentrar seus esforços para ter sucesso na sua atividade (LOPES, 2000). A produtividade em uma atividade rural necessita de gerenciamento adequado, para que se tenha um ganho na pecuária leiteira. Deste modo, são necessários dados que caracterizem a propriedade, os produtores, o rebanho e o manejo utilizado. Basso (2007) analisou energeticamente a produção de leite em Botucatu-SP e, utilizou questionários especificamente elaborados e relatos orais como coleta de dados, a fim de atingir seus objetivos. Do mesmo modo, Luiz Sá, et. al. (2010) e Lopes (2007) em suas pesquisas caracterizaram as bacias leiteiras estudadas por meio de questionários e coleta de dados. Segundo Reis (1999) apud Lopes et al. (2004) estudar o custo de produção é muito importante para a economia da atividade leiteira, pois serve de indicativo para que o produtor possa adotar medidas que aumentem seus resultados econômicos. Mas em geral é necessário um ano de análises de dados para se obter um custo de produção de leite (CARVALHO et al, 2002). De acordo com Lopes (2000), esses dados da apuração dos custos de produção têm sido usados para diferentes finalidades como: estudo da rentabilidade da atividade leiteira; redução dos custos controláveis; planejamento e controle das operações do sistema de produção do leite; identificação e determinação da rentabilidade do produto; identificação do ponto de equilíbrio do sistema de produção de leite; e instrumento de apoio ao produtor no processo de tomada de decisões seguras e corretas. O planejamento é essencial para o gerenciamento de decisões operacionais, táticas e estratégicas, métodos de planejamento, identificação e a análise de pontos de referência destacam-se pela segurança e exatidão, os valores são obtidos diretamente de unidades de produção presentes em mesmo ambiente econômico (GOMES, 2005). 23 Estudos têm sido realizados visando identificar os principais indicadores zootécnicos e econômicos que influenciam a rentabilidade dos sistemas de produção de leite no Brasil (KRUG, 2001). 2.5. Gestão de propriedades rurais Reichert (1998) afirma que o gerenciamento da propriedade rural é uma das ferramentas importantes e indispensáveis para se buscar um desenvolvimento sustentável da propriedade como um todo, independentemente do seu tamanho. A função do gestor é analisar riscos e tomar decisões, o que é um processo complexo, requer o raciocínio, compromisso, e o uso de informações, além de lidar com pessoas, princípios, conceitos, e metodologias (algumas delas abstratas). Entretanto, o uso correto das informações e conhecimentos, pode reduzir o risco (FRANK, 2001). A qualidade gerencial está relacionada a dois fatores importantes, responsáveis pela prática gerencial: o produtor e o profissional de ciências agrárias que o assiste. Do lado do produtor, segundo Camargo (1998), pouco importa o tamanho da propriedade, do rebanho ou do volume de produção. Ser grande ou pequeno produtor depende de conhecimentos e da disposição para mudar; são fatores que selecionam e viabilizam a atividade. O tratamento de fazendas produtoras de leite como empresas ainda não começou no Brasil. Existem alguns casos aqui e ali, mas a grande maioria das propriedades ainda não experimentou os prazeres de uma gestão empresarial (MACHADO; CASSOLI, 2007). Segundo estes autores, as razões são muitas, mas destacam-se o fato de que a atividade ainda não despertou o interesse de grupos econômicos para o seu potencial de fazer dinheiro. Não sendo uma atividade economicamente sólida porque carece de ajustes básicos e fundamentais como, por exemplo, a aplicação total dos padrões de qualidade impostos para o leite pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (IN-51), maior controle das importações predatórias, o uso ilegal do soro em substituição ao leite entre outros. Com a correção destes fatores, a atividade poderá se tornar atraente financeiramente e os conceitos de gestão de negócios passarão a ser prática comum nas fazendas produtoras de leite. 24 Segundo o Diagnóstico da Pecuária Leiteira em Minas Gerais, realizado em 2005, 67% das administrações de empresas rurais produtoras de leite são realizadas pelos proprietários, e 29,60% pelo proprietário e sua família. Neste sentido, a administração é tipicamente familiar e poucos são os casos em que a administração é realizada por um administrador contratado. O pequeno volume de produção da maioria dos produtores é a principal justificativa para estes não contratarem administrador. As empresas rurais não possuem escala de produção que comporte o pagamento de um administrador, pois o custo fixo médio é muito alto (GOMES, 2006). Analisando como os produtores rurais administram os seus negócios, Canziani (2001) identificou um conjunto de razões que limita o uso de técnicas de gestão nas empresas agropecuárias, apresentando as seguintes conclusões gerais: a) A natureza familiar predominante na empresa agropecuária lhe confere uma forma própria de gestão, que muitas vezes contraria o objetivo da maximização de lucros estabelecido pela teoria neoclássica; b) Há importantes e significativas diferenças na opinião e percepção de técnicos e produtores sobre as melhores formas de gerenciamento das empresas agropecuárias; c) A baixa participação dos técnicos no processo administrativo da empresa agropecuária se deve muito mais a atitudes negativas dos produtores rurais, do que a atitudes negativas dos técnicos, sobre os diversos problemas. Os produtores, ao contrário dos técnicos, entendem que esses profissionais devem priorizar as questões tecnológicas, em sua prestação de serviços às propriedades rurais; d) Atualmente, tanto os produtores, como os técnicos reconhecem a necessidade da empresa agropecuária de adotar um critério mais formal de planejamento, uma organização mais eficiente das áreas administrativas, uma direção mais abrangente da empresa e um controle mais pormenorizado das atividades desenvolvidas. Isso sugere que, no futuro, seja ampliada a demanda por serviços de assessoria administrativa às empresas agropecuárias no Brasil, em complemento as atuais formas tradicionais de atuação da assistência técnica; e) As recomendações para as formas de gerenciamento da organização agropecuária devem considerar as características da empresa e do empresário rural, 25 e não serem estabelecidas a prioridade sem o conhecimento da situação particular de cada caso. Estas conclusões corroboram para o desafio que é a prática da gestão, a qual é uma atividade sofisticada em seu pragmatismo: pois busca resultados satisfatórios. O que interessa, prioritariamente, é a transformação de intenções em resultados (no ambiente organizacional), ao longo dos ciclos de vida das organizações, dos processos, dos produtos e das equipes. Segundo Carvalhal e Ferreira (2000), a gestão empresarial é essencialmente composta por dois conjuntos mais importantes de habilidades expressas no cotidiano organizacional: as administrativas e as de liderança. Avaliando a adoção das funções administrativas nas propriedades rurais, Canziani (2001) concluiu que as limitações/dificuldades na adoção das mesmas nas empresas rurais são: Planejamento: a) Os produtores rurais não alteram, contínua e sistematicamente, seu planejamento estratégico de produção, em função das incertezas de mercado e dos custos associados à alteração do processo produtivo. b) No planejamento financeiro, os produtores rurais normalmente direcionam seus recursos para serem aplicados em estoques ou ativos fixos, pois preferem trabalhar suas atividades com maior estoque de capital do que com maior liquidez em caixa. Organização: a) Na organização agropecuária, há uma da infraestrutura e tendência dos produtores do pessoal na em empresa superdimensionar a disponibilidade desses fatores de produção, visando uma redução dos riscos operacionais inerentes à produção. b) Na organização das finanças na empresa agropecuária, normalmente há um descompasso entre o detalhamento dos registros idealizados por técnicos ou empresas de informática e a real capacidade dos produtores rurais de implementálos com eficiência na empresa. Direção: a) A estrutura funcional dos recursos humanos é centralizada, com acúmulo de responsabilidades no produtor rural, gerando ineficiências decorrentes da baixa delegação de atribuições ao restante da mão-de-obra; 26 b) A direção operacional da produção ocupa o maior tempo de trabalho do produtor rural e normalmente direciona-se à busca por maiores produtividades. Controle: a) As principais dificuldades no controle da empresa agropecuária são a coleta de dados a campo, proporcionada pelo baixo nível de conhecimento, habilidades e atitudes dos funcionários em relação às tarefas de controle; b) Há, por um lado, uma atitude favorável de produtores e técnicos em aperfeiçoar o sistema de controle da empresa agropecuária, mas, por outro lado, um reconhecimento dos produtores sobre as dificuldades de implantá-los e utilizá-los gerencialmente. Segundo Brizola (2002) a aplicação da administração estratégica em fazendas é algo ainda pouco experimentado. Muito se tem falado, mas poucas são as propriedades onde se pode perceber realmente, sua aplicação. Os benefícios da administração, as consequências da não administração ou a necessidade dela, são fatores importantes apontados por vários autores. Lopes et al (2004), em um trabalho de análise de dados provenientes de 16 sistemas de produção localizados na região de Lavras, coletados mensalmente durante o período de janeiro de 2002 a junho de 2003, concluíram que na análise econômica, por apresentar margem líquida positiva e o resultado negativo, a atividade leiteira tem condições de produzir em médio prazo, e, em longo prazo, os pecuaristas estão se descapitalizando. Esta conclusão evidencia a necessidade e importância da coleta e análise de dados nas propriedades como suporte para o processo de tomada de decisões, seja para reestruturação técnica e administrativa, ou ao caso extremo de interrupção das atividades. Fassio et al (2006), avaliando os dados de 574 produtores comerciais de leite, provenientes de todas as regiões do Estado de Minas Gerais, tendo o período de estudo compreendido os anos agrícolas de 1995/96 a 2001/02, concluíram que a baixa produtividade da pecuária leiteira em Minas Gerais e os elevados custos de produção evidenciam a necessidade de se modernizar e profissionalizar a administração do empreendimento, com vistas à melhor alocação e combinação dos recursos produtivos. Segundo os mesmos autores, é preciso, pois, que os produtores de leite adotem práticas de gestão fundamentadas no planejamento da produção, organização rural e controle de atividades e processos, notadamente controles 27 zootécnicos e administrativos. Além disso, é necessário que a tecnologia disponível seja plenamente compreendida e utilizada de forma eficiente, garantindo a alimentação e o manejo adequado do rebanho, assim como o uso da capacidade máxima instalada e obtenção de uma melhor rentabilidade na atividade leiteira. Segundo estes autores, estas questões relacionam-se intimamente à gestão de recursos humanos e requerem, portanto, a capacitação dos produtores e da mãode-obra por eles empregada, bem como a capacitação dos técnicos que os orientam. Dessa forma, os programas de qualificação da mão-de-obra rural devem priorizar a disseminação de informações técnicas, gerenciais e organizacionais que possam auxiliar na superação das deficiências demonstradas, as quais restringem o desenvolvimento da atividade leiteira em Minas Gerais. Análises de viabilidade produtiva de sistemas de produção devem necessariamente compor análises de custos e receitas (MANCIO et al, 1999). Segundo estes autores, com maior produtividade e maior eficiência técnica, os lucros tornaram-se maiores nas propriedades analisadas e concluíram ainda que a produção de leite em escala tem influência decisiva no custo total do litro de leite. 2.6. Levantamento das informações de propriedades rurais De acordo com Ruas et. al. (2006), a aplicação de questionários estruturados, com questões fechadas, a fim de transformar uma série de fatos qualitativos (denominados atributos) numa série de valores quantitativos (denominados variáveis) e, assim, permitir a análise estatística dos resultados, compreende o que se chama de entrevista estruturada. O mesmo autor descreve que esta técnica é caracterizada como pesquisa social que utiliza como recurso principal um questionário previamente elaborado e impresso para registrar informações de uma entrevista dirigida. É empregada com o objetivo de obtenção de dados primários e secundários sobre determinados aspectos da realidade de uma comunidade, município, território visando complementar informações de outras fontes. Permite a utilização de dados quantitativos sobre situações, fatos, problemas e potencialidades, os quais subsidiam a construção de um diagnóstico. O questionário deve seguir alguns critérios com relação à forma e conteúdo: ser resumido e simples para facilitar as 28 entrevistas e a sistematização dos dados; garantir a qualidade e a quantidade das informações; deve conter perguntas objetivas e que não sejam tendenciosas ou indutivas. O painel de visualização é outra ferramenta usada no levantamento da informação. É estruturado a partir de fichas de cores e tamanhos variados, que permite a visualização dos temas tratados. É aplicado com o objetivo de facilitar a participação das pessoas na formulação de suas ideias, propiciando um trabalho participativo, criativo e que permite rapidez no processo de sistematização dos resultados. Esta técnica pode ser utilizada em processos participativos de planejamento e gestão, capacitação e formação (RUAS et. al. 2006). Para Marconi e Lakatos (2006), a entrevista é um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou tratamento de um problema social mediante uma conversação de natureza profissional. Trata-se de um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto. A entrevista tem como objetivo principal a obtenção de informações do entrevistado, sobre determinado assunto ou problema e os diferentes tipos de entrevistas, variam de acordo com o propósito do entrevistador (MARCONI; LAKATOS, 2006). Ruas et al. (2006), descreveram que esta técnica é caracterizada como pesquisa social que utiliza como recurso principal um formulário previamente elaborado e impresso para registrar informações de uma entrevista dirigida, sendo empregada com o objetivo de obtenção de dados primários e secundários sobre determinados aspectos da realidade de uma comunidade, município, território visando complementar informações de outras fontes, permitindo a utilização de dados quantitativos sobre situações, fatos, problemas e potencialidades, os quais subsidiam a construção de um diagnóstico. O formulário deve seguir alguns critérios com relação à forma e conteúdo: ser resumido e simples para facilitar as entrevistas e a sistematização dos dados; garantir a qualidade e a quantidade das informações; deve conter perguntas objetivas e que não sejam tendenciosas ou indutivas. 29 2.7 Analise dos custos De acordo com Antunes e Ries (2001) o processamento dos dados coletados poderá ser efetuado de várias formas distintas, ou seja, cada dado poderá gerar diferentes informações gerenciais, de acordo com a forma como o mesmo for trabalhado: Custo fixo: é composto pela soma de todos os custos que permanecem inalterados a curto prazo, são as despesas que deverão ser custeadas, independentemente de alternativas de produção. Ex.: depreciação de ativos imobilizados (maquinas, equipamentos, galpões, cercas); mão de obra; custos de manutenção de estrutura administrativa da empresa rural. É necessário ter muito cuidado em relação ao custo fixo, para mexer neste custo é preciso grande planejamento e antecedência nas decisões. Para Göcksl (1991) o custo fixo, é aquele que existe mesmo que não haja produção. Custo variável: são todos os custos com insumos, ou serviços utilizados, é representado pela soma de todos os custos que variam em proporção direta com o volume de produção ou área de plantio utilizada nas atividades produtivas. Estes custos podem ser facilmente manipulados pelo administrador uma vez que, tendo recursos financeiros disponíveis, pode fácil e rapidamente (no curto prazo) conseguir o que precisa junto ao mercado. Ex.: compra de sementes; alimentação para animais; mão de obra especifica (ANTUNES; RIES, 2001). Göcksl (1991), concorda e afirma que o custo variável é aquele incorrido pela utilização de qualquer insumo, recurso ou fator de produção, dependendo do nível de produção ou quantidade produzida. 30 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Local O trabalho foi realizado no Município de Colorado do Oeste, localizado a uma latitude 13º 07' 00" sul e a uma longitude 60º32'30" oeste, com altitude de 460 metros, que possui aproximadamente 18.338 habitantes no cone sul do estado de Rondônia. As propriedades usadas no estudo estão localizadas nas linhas 01 km 8 rumo Colorado, linha 2ª eixo km 16 rumo Escondido, linha 2, km 6,5 sentido Colorado, linha 01, km 11, sentido Colorado. 3.2. Seleção das propriedades O estudo foi conduzido em pequenas propriedades da agricultura familiar produtoras de leite, assistidas pela EMATER da cidade de Colorado do Oeste. Selecionaram-se os agricultores participantes do projeto Inseminar que na sua totalidade são 48 (quarenta e oito) produtores participantes de 8 (oito) comunidades rurais e 7 (sete) propriedades referenciais, usando-as, de maneira representativa, para analise dos dados coletados. As propriedades foram selecionadas por serem as propriedades referenciais do programa. 3.3.Coleta de dados As informações foram obtidas por meio de visitas às propriedades, onde foram analisados os dados de cada uma durante o período de Março de 2013 a Agosto de 2013. Sendo levados em consideração aspecto relacionados ao rebanho leiteiro, a infraestrutura, os implementos comercialização e o manejo. da propriedade, a produção de leite, a 31 3.4. Análise Estatística do dados Os resultados obtidos foram armazenados e tabulados em planilhas e analisados por meio de estatística indutiva. Após a coleta dos dados nas propriedades os mesmos foram alocados em planilhas do programa Excel (Microsoft, Versão 2007), de maneira que os resultados foram encontrados através do cálculo da média simples das 07 propriedades avaliadas. 32 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. Análise dos custos de produção e desempenho animal Os resultados observados para análise dos custos de produção das propriedades em estudo, encontram-se apresentados na Tabela 3. Podemos perceber que a médias de produção diária, por vaca/dia, e por mês, 77,32l/dia; 4,85l/vaca/dia e 2.278,53l/mês, respectivamente, estão baixos em relação as despesas descritas na tabela 5, de modo que se multiplicar a produção mensal, 2.278,53l/mês, pelo preço do leite, R$ 0,75/l, obtendo o resultado de R$ 1.708.90, somados ao valor mensal adquirido com a venda dos animais descartados (R$379,00/mês), tem-se o valor real mensal de R$ 2.087,00 para pagar as despesas. De acordo com a Tabela 4, as despesas totais mensais somam o valor de R$ 1.810,40 e ao pagá-las, o produtor fica mensalmente com um lucro liquido de R$276,00 para investir no aumento da produtividade do rebanho. Tabela 3. Valores médios da receita e desempenho animal das propriedades avaliadas no município de Colorado do Oeste – RO. Média Receitas e desempenho animal Área destinada a produção de leite (%) 44 Descarte de matrizes (%/ano) 10 Matrizes em lactação (cab.) 15,66 Média de produção (l/vaca/dia) 4,85 Média de produção diária (l) 77,32 Periodo de serviço (dias) Preço do leite (R$/l) Produçao de leite (L/mês) 90 0,75 2278,53 Vacas em lactação (%) 37,84 Valor adquirido com a venda dos descartes (R$/mês) 379,00 Receita bruta mensal média 2.087,90 Conforme observado na Tabela 4, as despesas com pro- labore e sal mineral, foram os que mais oneraram as despesas de custeio, seguida de gastos com hora/máquina, que teve grande relevância e mão de obra. Já, Gonçalves e Araripe (2002) afirmam que o fator que mais onera a produção leiteira é a alimentação e Matos (2002) cita a mão de obra e os equipamentos como sendo os responsáveis pelos altos custos na produção. 33 Tabela 4. Custos fixos e variáveis mensais das propriedades avaliadas no município de Colorado do Oeste – RO Custos fixos Combustível para veículos 11,67 % 0,64 Conta de energia elétrica 89,19 4,93 *Depreciação – instalações e afins 100,00 5,52 1,48 0,08 *M.C.R instalações e afins 120,00 6,63 *M.C.R pastagens 40,00 2,21 Pró-labore do proprietário 672,50 37,15 Mão de obra 106,50 5,88 Administração da propriedade 27,13 1,50 1.168,47 R$ Ferramentas/outros Subtotal fixo Custos variáveis R$ Herbicida/inseticida - pastagem 20,33 64,54 % 1,12 Mastite, medicamentos 42,47 2,81 Ração (kg) 75,75 4,18 Rateio - hora/trator 152,50 8,42 Reprodução 33,17 1,83 Sal mineral (kg) 156,22 8,63 Sementes de pastagem 44,17 2,44 Ureia e adubos - piqueteamento 0,00 0,00 Vermífugos 25,00 1,38 Volumoso - silagem capim elefante 84,33 4,66 Subtotal variável 641,93 35,49 Total 1.810,4 100% Valores extraídos do Relatório de Informações Semestrais Sobre Atividades Agropecuárias – RIS de Colorado do Oeste/2º semestre - 2013. Tais produtores estão, de maneira geral, complementando suas rendas com vendas de bezerros ou vacas descartes, e, até mesmo com outras atividades complementares, como o gado de corte. É necessário salientar que fala-se de pequenos produtores rurais, de propriedades com área de no máximo 100 ha e que estão começando a implantar o melhoramento genético através de programas do governo assistidos pela EMATER. 34 5. CONCLUSÕES Analisando os aspectos econômicos da atividade leiteira no município de Colorado do Oeste-RO, encontramos uma atividade pouco satisfatória. Quanto à renda, o produtor rural não obtém lucro significativo com a atividade. Avaliando os custos com a alimentação, sanidade, genética, administração e manutenção da propriedade e, com base no levantamento das despesas realizadas pelo produtor, percebeu-se que o pró-labore onera as despesas mensais. As receitas geradas pela atividade leiteira, através da produção de leite e venda de animais (descarte), está apenas pagando as despesas geradas. Os índices de desempenho dos animais em produção, quando comparados a média nacional, estão baixos. 35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, C.M.S. Degradação e recuperação de pastagens na Amazônia Ocidental. In: ZOOCAL et al. Ed(s). 2º Rondônia leite: Políticas e tecnologias para o leite em Rondônia. Juiz de Fora. Embrapa gado de leite, 2010. p. 11-44. ANTUNES, L. M.; RIES, L. R. Gerência Agropecuária – 2 Ed. Guaiba Agropecuária - RS. 2001. 272 p. ARAGÃO, J. L. et al. A agricultura familiar e as biotecnologias no processo de modernidade e pós-modernidade: uma visão contemporânea da inseminação artificial como instrumento de melhoramento genético do gado leiteiro na agricultura familiar de Rondônia. Revista de Estudos Sociais. [S. I.], v. 2, n. 24, p. 21 – 29, 2010. Disponível em: <http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/res>. 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