MAROWIJNE oq Oi ap Rio é Ó AR AJ M DE A a Ba í Ba í ú di Ap o ou Rio A CH AP AD 1 -1 0 BR 11 6 BR - IN H A EM RB BO 04 ESP Jeq uit F o nh in h C A P SALVADOR P O R. S . FLORESTA OMBRÓFILA MISTA (Floresta de Araucária) F FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL (Floresta Tropical Subcaducifólia) C FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL (Floresta Tropical Caducifólia) S SAVANA (Cerrado) T SAVANA-ESTÉPICA (Caatinga do Sertão Árido) E ESTEPE (Campos do Sul do Brasil) P ÁREAS DAS FORMAÇÕES PIONEIRAS (Sistema Edáfico de Primeira Ocupacão) ÁREAS DE TENSÃO ECOLÓGICA (Contatos entre Tipos de Vegetação) SO - Savana/Floresta Ombrófila; OM - Floresta Ombrófila Densa/Floresta Ombrófila Mista; SM -Savana/Floresta Ombrófila Mista; SN - Savana/Floresta Estacional; TN - Savana Estépica/Floresta Estacional; EN - Estepe/Floresta Estacional; STN - Savana/Savana Estépica/Floresta Estacional; EM Estepe/Floresta Ombrófila Mista; NM - Floresta Estacional/ Floresta Ombrófila Mista N m Ponta da Baleia Ilha Caçumba Mate us 1 -1 0 REFÚGIOS VEGETACIONAIS (Comuniades Relíquias) r O Rio u A SE R R A BR-2 62 CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM VITÓRIA VILA VELHA D na BR ap o a Rio ra Pa í ba do Sul R MA Arquipélago de Trindade e Martim Vaz P CAMPOS DOS GOYTACAZES -2 0 ° Lagoa Feia F P Cabo de São Tomé NITERÓI de Guanabara nde DO Ig ua ç BR-1 01 A SER R B R -2 -1 5 ° C SÃO MATEUS P BR SA RI TO Ó Pico da Bandeira (2890m) Itab M P Arquipélago dos Abrolhos NT ce e RA PA CA FLORESTA OMBRÓFILA ABERTA (Faciações da Floresta Ombrófila Densa) -1 0 ° A Itanhé P Do c A D O T A D Rio F 6 C SO FLORESTA OMBRÓFILA DENSA (Floresta Tropical Pluvial) E BR-1 16 Ri o Do -11 I P ILHÉUS SO a A Ri o T Â P D O A ÇO ARACAJU L NA M AN TI DI A Grande Ve rde Rio DO SERRA O DI Aç u Rio 0 -0 2 BR e Sal itr O IS C C AN FR SÃ O RIO o nci sc Fra Sã o nd e Gra 38 1 N ia gué Gu r Rio Rio tu ac a Pa r co Fra nc is Sã o Ri o BR - P P SO A 50 B R -0 11 6 BR - CH AP BR AD - 1 1 6 A DO Po ti Uruçuí-preto a a íb Pa rn Rio BR-0 2 0 an ã Pa r Rio eu rto lo m S. B a Rio Po nte Meia Rio 53 B R -1 RA L GE P -7 0 ° -6 0 ° -5 0 ° Biomas do Brasil 1ª aproximação, 2004 -7 0 ° -4 0 ° -6 0 ° -5 0 ° DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA VEGETAÇÃO NATURAL 82 0° 0° -4 0 ° 0° 0° Ilha de Santa Catarina -2 5 ° 6 -11 BR 01 -1 BR PAT OS AP O im Me ar Ri o A AD R O U D RA SE R AD A DO UR RA SE R RI O Ri o ad R.Ja n g 116 BR- F Ilha Boipeba PÍ ia ua Ara g Rio 5 -4 2 SP 53 -1 BR CONVENÇÕES Capital de País BRASÍLIA Rodovia pavimentada Capital de Estado MANAUS Rodovia sem pavimentação Cidade CAMPINAS Limite internacional 12 milhas náuticas Limite interestadual 24 milhas náuticas Limite do Bioma Mata Atlântica 50 -1 0 ° -1 0 ° ESCALA 1: 5 000 000 0 100 200 F lo re s ta O m b ró fila A b e rta 300 F lo re s ta O m b ró fila M is ta 400 km P F lo re s ta E sta c io n a l S e m id e c id u a l S PROJEÇÃO POLICÔNICA DO Meridiano de Referência: 54° W. Gr. A LA G 2008 © IBGE -4 Direitos de Reprodução Reservados -3 0 ° 1ª edição - 2008 Ch -4 5 ° E ste p e M a ta A tlâ n tic a Á re a s d a s F o rm a ç õ e s P io n e ira s Pam pa Á re a s d e Te n sã o E co ló g ica P a n ta n a l 0 -4 0 ° 10 0 20 0 30 0 40 0 km -6 0 ° -3 5 ° -5 0 ° R e fú g io s V e g e ta cio n a is -3 0 ° PROJEÇÃO POLICÔNICA -7 0 ° Ar r. -5 0 ° S a va n a -E s té p ica C e rr a d o O IBGE agradece a gentileza da comunicação de eventuais falhas verificadas nesse mapa, através do tel.: 0800-7218181, ou por e-mail: [email protected]. -2 0 ° C a m p in a ra n a S a va n a C a a tin g a Acordo de Cooperação Técnica: Ministério do Meio Ambiente / Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Lagoa Mangueira -2 0 ° A m a zô n ia Base cartográfica elaborada pela Coordenação de Cartografia, versão 2004 e Mapa temático elaborado pela Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, da Diretoria de Geociências. Informações sobre mar territorial segundo Comando da Marinha. IM F lo re s ta E sta c io n a l D e cid u a l -2 0 ° -2 0 ° Paralelo de Referência: 0° P -1 0 ° -1 0 ° F lo re s ta O m b ró fila D e n s a O 6 -11 BR S COBERTURA VEGETAL NA ÁREA DE APLICAÇÃO DA LEI Ilha Cairu F SN FLORIANÓPOLIS uí BR B F Baía de Todos os Santos P Ilha de Tinharé ITABUNA Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 71 A O LA G MACEIÓ ARAPIRACA 01 R -1 ES Cri sta 5 -3 9 MS 3 69 BR- Pe pe ri-gu açu R. OR ú aja Gr io R s da Rio GERAL DE Rio li no s da Ri o Rio SERRA Teres a ta Sa n s DO Mor te RIO Rio URUG B R -1 22 -2 TINS TOCA N RI O s Tocan tin Rio AR A RIO 58 B R -1 u ai a Ara g Rio ri ua Ta q RÍ O 2 -4 7 BR RIO UAY -5 5 ° DA é ar Pi nd Rio BR Cu ru Gu rup i Rio RIO AIA B R -1 GU 58 No vo BR-1 63 BR- 1 58 Cu iab á Ri o Ri o Rio çu Tur ia RIO PA -1 50 Ri o BR-1 5 3 Irir i Ri o Ri o i ua ag Rio Pa rag ua iz in ho Ri o UA I AG PA R AY GU PA RA RÍ O RÍO R. A c ar a Ba í a a Gu ru pi BR-0 10 Moju S TO C u as Rio 3 -1 6 BR A á Anu in ou Juruena SERR Juruena Rio Rio RONCADOR Arip uanã Pa r MS -1 41 Jam ari Ri o NA UE JUR Rio Rio BEN I RÍO Ana p Rio uá ur C é c or Ma ni Ri o ou a un s deia C an Rio io R Rio Ac re Rio an R. Ra pi rr an u Xi pa m R. Parau ap eb 0 -2 3 BR anã Rio Ma i ci Paranapixuna Arip u Tap Ri o Rio ini Pa u Ri o i ra En v s Pu ru Al t o AN T IN Rio Curuá-Una io R RI O ua Pa ra Rio CAN Jari Rio auá Rio Rio Ipix RIO Itaq Mutum uaí Itu Ri o gó r io Gre Ri o Ca BA Í çu au Ja r TA PA J R. MAU ÉS-A ÇU ri UM Ã i ar Co Aba cax is Te fé Ri o Rio Ri o RIO Rio ÓS UÁ JUR Jutaí RIO ru Cu io í -6 0 ° BR -1 01 Ri o 4 Lago Artificial de Rincón Del Bonete ALAGOAS Ilha de São Francisco D 100 P IR M -3 0 o Rí R eal o a rã gu Ja UR UG UA Y Ri o D Cabo de Santo Agostinho Baía de Paranaguá P BA 2 o gr Ne CARUARU O F BR-110 PORTO ALEGRE AÍ -3 9 ia ar PELOTAS ru P P BR M V – No Bioma Pampa as seguintes formações florestais nativas (disjunções): Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual e Áreas das Formações Pioneiras (Restingas e áreas aluviais). OLINDA A ISC Rio P 200 milhas náuticas (Zona Econômica Exclusiva) U Santa Rio P RECIFE F cu pi R. G o Ri aí ar Qu F Camaquã Ita 92 P PP BR-290 BR-11 6 o Ri B R -3 BR -2 90 Ri o í aca Vac E F Jac uí SANTOS SÃ O 16 C BR B R -1 CAXIAS DO SUL SANTA MARIA 07 uí URUGUAIANA Os Campos de Altitude referidos no Art. 2º da Lei 11.428 de 22.12.2006 correspondem à vegetação com estrutura herbácea ou herbácea/arbustiva, caracterizada por comunidades florísticas próprias, que ocorre sob clima tropical, subtropical ou temperado, geralmente nas serras de altitudes elevadas, nos planaltos e nos Refúgios Vegetacionais, bem como a outras pequenas ocorrências de vegetação campestre não representadas no mapa. Os Campos de Altitude estão situados nos ambientes montano e alto-montano. O montano corresponde às faixas de altitude: de 600 a 2.000m nas latitudes entre 5º N e 16º S; de 500 a 1.500m nas latitudes entre 16º S e 24º S; e de 400 a 1.000m nas latitudes acima de 24º S. O altomontano ocorre nas altitudes acima dos limites máximos considerados para o ambiente montano. B R -4 Rio M RIO GRANDE DO SUL Rio Ib ic IV - No Bioma Pantanal as seguintes formações florestais nativas (disjunções): Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual. E E SN D CRICIÚMA An tas das D Ba Gr a A D BR -1 01 RIO DE ía JANEIRO D Ilha de São Sebastião E BR-2 85 M uí Jac Rio BR -1 01 Ilh a TO AL ib e Ponta do Seixas (Cabo Branco) SN Ilha de Itaparica P ce Do 8 6 -1 5 E -3 1 BR Pirati ni PASSO FUNDO Rep. Passo Real Río A localização dos remanescentes de cada tipologia de vegetação e a definição de vegetação primária e dos estágios sucessionais da vegetação secundária observará o disposto no Art. 4º da Lei 11.428, de 22 de Dezembro de 2006. A identificação da vegetação primária e dos estágios sucessionais da vegetação secundária no âmbito de licenciamentos ambientais ou solicitações de autorizações para corte, supressão e exploração da vegetação, deverão ser submetidas aos órgãos ambientais competentes do Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA, observadas as normas ambientais vigentes. BR E S.BERNARDO DO CAMPO da Capibar F A JOÃO PESSOA D NOVA IGUAÇU D BR -2 30 SN DIRETORIA DE GEOCIÊNCIAS Rio LAGES S a F AR D Ri o Ba í GUARULHOS o Ri M EN Ri o BR-285 Assim sendo, as tipologias de vegetação às quais se aplica a Lei 11.428, de 2006, são aquelas que ocorrem integralmente no Bioma Mata Atlântica, bem como as disjunções vegetais existentes no Nordeste brasileiro ou em outras regiões, quando abrangidas em resoluções do CONAMA específicas para cada estado. M DO S DA RA SE R A INA BOC Rio ó ot NC A Barra do Ribeira D Ilha Comprida BLUMENAU E 07 UG M ai as UR Uru g u M o 16 Ri B R - 1 Su l o Ri ú ata C 1 r rim Cu CAMPINA GRANDE B R -4 SANTA CATAR INAE EN I UA EM JOINVILLE t lo Pe ARGENT INA Negro Pa S do a raíb F as nt E Rio C Rio as no Ca NOTA EXPLICATIVA 6 SO ê M M N SN STN S S JEQUIÉ Co A -4 7 de R PA EM M Tie t A RR E S a a em o Rí BR M CURITIBA CAMPINAS S. PAULO SO a pe Ig u OM ab a ú SN S 2 Rio n pa E do c ic S je Pa é na A RR E S OM SM PONTA GROSSA 7 E Represa Salto Santiago Ig ua çu Cataratas do Iguaçu NÁ é -2 7 Rio E B R -3 73 ar SP -2 70 ar Á ji N a Tib A ira Rib e da Rio Pir a Rio r Ita 6 R c Ja F o Ri Rio -3 7 2 77 A Piqu iri BR BR- ASUNCIÓN BR Iv aí P FOZ DO IGUAÇU Rio Ri o dé Rio ra Pa mi Represa de Itaipu ma yo SM o Ri F Represa SN Xavantes Río nin MARINGÁ D F o Rio RI O DE J AN EI R O VOLTA REDONDA as SN F D SN o Ri F LONDRINA F HA ÇO Rio SE 0 270 M A RR nh ri s F SN I RA -0 4 ê E IQU NT Preto ra Pi Ponta do Corumbaú -3 8 JUIZ DE FORA Rio -b a r C C TEÓFILO OTONI BR BR Ilha Grande Iv a í d Par TN F F Rio S DA OM ox M FR A FEIRA DE SANTANA VITÓRIA DA CONQUISTA BR -0 40 Rio eba Pa raop P o Ri SP- Tie t NM C F apiva ri F C Rio BAURU SP-3 3 0 Á P F S S Vaz a C r en o GOVERNADOR VALADARES MA R. PAULO AFONSO F r S a çu gu AN Pardo PRES. PRUDENTE ema Pa ran ap an Rio Represa Furnas A PL RIO 3 24 B R -2 4 NATAL Pote ngi F C S S Rio F D Cabo de São Roque B R -3 04 BR -4 23 SN BELO HORIZONTE 81 -3 S Ri o SÃO PAULO F BR F RIBEIRÃO PRETO g iMo SN SN F NAVIRAÍ PAR SN Pe ix e Grande ai S a te R. Ig u TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO S 1 63 do SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SN Rio Pe qu F S C c pu Sa F 0 ST RA FRANCA Rio 3 Rio 0 S as SE RR A DA Ri o CANA 5 P -4 2 0 -4 6 -2 7 Ve lh Ri o -3 0 BR -3 0 B R -2 62 s da SP F UBERABA Represa Três Irmãos Ve rde r i SP F e ma Iv in h S F ARAÇATUBA SP P o Ri A F E SP-310 Tietê P uar Represa Água Vermelha SN Rio de 7 Ara g Tij uc o D AN C MONTES CLAROS Rep. Três Marias ou -2 6 UBERLÂNDIA 11 0 Rio C C F T o Ri EN o Ri QU BR Brilhante B R -3 65 F Represa Jupiá Anhandui GR an aíb a 0 RIO Pa r Rep. Emborcação B R -0 5 iú Ve r B R -1 63 Ri o ia io A ÍBA F ur BR -2 62 C MINAS GERAIS F Rio Pe i xe F r N ESPI do C as Ve lh ou c Su CAMPO GRANDE cu F o Ri R. F Represa Ilha Solteira o Ri da ui ua PA RA N DO ré Represa Itumbiara ITUMBIARA Represa S. Simão F Carinhanha das Ap o de C C C RIO GRANDE DO NORTE o Ri SERGIPE BR- -5 ° P SN r r F nte orre P F Rio A Cl ar o F P MOSSORÓ PARAÍBA PETROLINA B A H I A F Rio Rio 0 06 F F F 35 RIO VERDE an Arquipélago de Fernando de Noronha or F CHAPADA DO ARARIPE Rep. Itaparica F de B R -1 BR Gr BR-2 42 Rio o Ri Ve r Jau ru na F Apa GOIÂNIA Açude Orós BR - F to Rio Ur u R buiú PER NAM BUC O 3 4 o Ri -3 6 io nd a Negro III - No Bioma Cerrado as seguintes formações florestais nativas (disjunções): Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual. Pr e Rio BRASÍLIA Ve rde BR Negro S do C GOIÁS es nt Rio BR- ejo ad BR-2 32 REPRESA SOBRADINHO de Rio DF a Ban CEARÁ C AP AD A DAS BEIRAS MANGA to rre R Taq uari PAR AGU AY m lh R. í B R -1 5 Co Ri o Pi au Atol das Rocas JUAZEIRO DO NORTE Í C e Pr Rio Rio PONTA PORÃ Be r C DE o BR-0 70 s U C GERAL Alm a A R SER á Cl ar I F C SERRA an ira DO BO Rio do Tr ab a o Ri Ca AS EIR s Itiqu DA C Pe O mapa mostra a cobertura vegetal conforme sua configuração original, não estando representados os antropismos atuais de cada tipologia de vegetação. A escala adotada para elaboração do mapa (1:5.000.000) apresenta um nível de agregação onde pequenas manchas de uma determinada tipologia foram incorporadas em outras tipologias, o que não caracteriza sua inexistência. P s 35 BR-1 r Pa n tin Rep.Serra da Mesa o Ri iri ou Aq o id rd Ca . Açude Arrojado Lisboa Ri o BR-230 C s da R. o Ri R -0 7 0 GOIÁS MATO GROSSO DO SUL C A F Jaguarib e Rio u BARRA DO GARÇAS s Rio C R -0 20 F uru Rio a Toc CHAPADA DOS VEADEIROS l ira B Poti 30 n Gr a PORANGATU ue Rio M Ponta de Mucuripe o Ri Rio Grande AB NG MA AS ADA D CHAP Rio Rio ANÁPOLIS A Floresta Estacional Decidual – C É também condicionada por dupla estacionalidade climática, porém mais rigorosa, determinada por um período chuvoso seguido de um longo período seco, condicionado na região tropical por mais de sete meses de estiagem e na região subtropical por frio prolongado por mais de cinco meses com temperaturas médias inferiores a 15o C. Ocorre também como disjunções em climas variados sobre litologia calcária ou solos pedregosos. Tais condições determinam um estrato predominantemente caducifólio, com mais de 50% das árvores do conjunto florestal perdendo as folhas na estação desfavorável. Sa la Alves Manuel Rio aç Crixá s- n Ma u Pi q R SER R. O presente mapa foi elaborado com base no Mapa de Vegetação do Brasil (IBGE, 2004) e no Mapa de Biomas do Brasil, primeira aproximação (IBGE, 2004), escala 1:5.000.000, de acordo com o disposto na Lei 11.428, de 22 de dezembro de 2006, e nas seguintes Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA: nº 10/1993, nº 1/1994, nº 2/1994, nº 4/1994, nº 5/1994, nº 6/1994, nº 25/1994, nº 26/1994, nº 28/1994, nº 29/1994, nº 30/1994, nº 31/1994, nº 32/1994, nº 33/1994, nº 34/1994, nº 7/1996, nº 261/1999, nº 391/2007, nº 392/2007 e nº 388/2007. l S IÁ GO BR-1 53 S. rç a B o Ri Rio Rio Áreas de Tensão Ecológica Constituem os contatos entre tipos de vegetação que podem ocorrer na forma de Ecótono, quando a transição se dá por uma mistura florística, envolvendo tipologias com estruturas fisionômicas semelhantes ou claramente distintas; ou na forma de Encrave quando a distinção das tipologias vegetacionais, ou mosaicos entre distintas regiões ecológicas, reflete uma transição edáfica e resguarda sua identidade ecológica. No caso dos encraves é um artifício cartográfico usado quando a escala de mapeamento não permite separar os tipos de vegetação presentes na área, indicando, porém sua ocorrência. O mapa inclui apenas os seguintes contatos vegetacionais, que ocorrem no Bioma Mata Atlântica: Floresta Ombrófila/Floresta Ombrófila Mista (OM); Floresta Estacional/Floresta Ombrófila Mista (NM); Savana/Floresta Ombrófila (SO); Savana/Floresta Ombrófila Mista (SM); Savana/Floresta Estacional (SN); Savana Estépica/Floresta Estacional (TN); Estepe/Floresta Ombrófila Mista (EM); Estepe/Floresta Estacional (EN); Savana/Savana Estépica/Floresta Estacional (STN). oe CH Rio o Setembro de ou R DO BA e nd ra Floresta Estacional Semidecidual – F É condicionada por dupla estacionalidade climática. Na região tropical é definida por dois períodos pluviométricos bem marcados, um chuvoso e outro seco, com temperaturas médias anuais em torno de 21o C; e na região subtropical, por um curto período de seca acompanhado de acentuada queda da temperatura, com as médias mensais abaixo de 15o C. Esta estacionalidade atinge os elementos arbóreos dominantes, induzindo-os ao repouso fisiológico, determinando uma porcentagem de árvores caducifólias entre 20 e 50% do conjunto florestal. Sua dispersão irregular, entre as formações ombrófilas, a leste, e as formações campestres, acompanha a diagonal seca direcionada de nordeste a sudoeste e caracteriza-se por clima estacional menos chuvoso, ou seja, marcado por alternância de períodos frio/seco e quente/úmido. Refúgio Vegetacional – r Comunidade vegetal que difere e se destaca do contexto da vegetação clímax regional, apresentando particularidades florísticas, fisionômicas e ecológicas. Em geral constitui uma comunidade relictual que persiste em situações muito especiais, como é o caso daquelas situadas em altitudes acima de 1.800 metros. Rio ou e s M Ga das CORUMBÁ Formações Pioneiras – P Constituem os complexos vegetacionais edáficos de primeira ocupação (pioneiras), que colonizam terrenos pedologicamente instáveis, relacionados aos processos de acumulação fluvial, lacustre, marinha, fluviomarinha e eólica. Englobam a vegetação da restinga, dos manguezais, dos campos salinos e das comunidades ribeirinhas aluviais e lacustres. l sa Ba PORTO NACIONAL tali n Cri s t Se re Pi TO BR-0 70 ço ren Lou Sã o F Açude Pentecoste Ri o FLORIANO -2 BR so ra gu s s DO das F Pi lc o Itapec Rio M an RONDONÓPOLIS G Floresta Ombrófila Mista – M Caracterizada por uma rica mistura florística que comporta gêneros Australásicos (Drymis, Araucaria) e Afro-Asiáticos (Podocarpus), com fisionomia fortemente marcada pela predominância da Araucaria angustifolia (pinheiro) no estrato superior. Sua área de ocorrência coincide com o clima úmido sem período seco, com temperaturas médias anuais em torno de 18o C, mas com três a seis meses em que as temperaturas se mantêm abaixo dos 15o C. Seus ambientes predominam no Planalto Meridional Brasileiro, em terrenos acima de 500-600 metros de altitude, apresentando disjunções em pontos mais elevados das serras do Mar e da Mantiqueira. Estepe – E Ocorre na área subtropical brasileira onde as plantas são submetidas a uma dupla condição de estacionalidade, cujas causas são o frio e a seca. A adoção do termo estepe para os campos do Brasil meridional baseia-se na fisionomia da vegetação, homóloga à estepe da Zona Holártica, embora com florística diversa daquela. Sua área nuclear é a Campanha Gaúcha, caracterizada por uma vegetação essencialmente campestre em que predominam as gramíneas (Poaceae), com a presença de espécies lenhosas deciduais espinhosas. Ocorre também no Planalto Meridional (Campos Gerais), onde a Araucaria angustifolia nas florestas de galeria oferece a diferenciação fisionômica mais marcante, já que a composição florística é bastante semelhante. O mapa inclui apenas áreas de Estepe inseridas no Bioma Mata Atlântica. BR -2 2 6 Maranhão o Ri o Co rix C FORTALEZA C 26 B R -2 MARANHÃO Alves s Morte 88 Rio Rio A F TERESINA Rio M T- 3 e Río La. Mandioré Río A AI o Form u nto Fo n Xi le Te o Arin RA Rio La. Gaiba Savana-Estépica – T Constitui uma tipologia vegetal estacional decidual, tipicamente campestre, em geral com espécies lenhosas espinhosas, entremeadas de plantas suculentas, sobretudo cactáceas, que crescem sobre solos geralmente rasos e quase sempre pedregosos. As árvores são baixas, raquíticas, com troncos finos e esgalhamento profuso. Muitas espécies são microfoliadas e outras são providas de acúleos ou espinhos; em sua maioria, são espécies providas de adaptações fisiológicas à escassez de água. No Bioma Mata Atlântica ocorrem duas disjunções de Savana Estépica: a mapeável no Nordeste de Minas Gerais e a não mapeável, devido a escala de trabalho usada, em Cabo Frio, litoral norte do estado do Rio de Janeiro. GU o Ri . ro IL H A D O BANANAL o Ri Rio R SE Cuiabá La. Uberaba Floresta Ombrófila Aberta – A Composta por árvores mais espaçadas e com estrato arbustivo pouco denso. Ocupa áreas com gradientes climáticos variando entre dois a quatro meses secos, identificados por meio da curva ombrotérmica, e temperaturas médias entre 24 e 25o C. Suas formações apresentam quatro faciações florísticas, resultantes do agrupamento de espécies de palmeiras, cipós, bambus ou sororocas, que alteram a fisionomia da floresta de densa para aberta. Savana – S A vegetação de Savana (Cerrado) ocorre em variados climas, tanto os estacionais tropicais com período seco entre três a sete meses, como os ombrófilos sem período seco. Sua distribuição está relacionada a determinados tipos de solos, na maioria profundos, com alto teor de alumínio e de baixa fertilidade natural, arenosos lixiviados e mesmo pedregosos. Em geral apresenta dois estratos distintos: um arbóreo lenhoso, formado por árvores de pequeno a médio portes, troncos e galhos tortuosos, raízes profundas e folhas coriáceas brilhantes ou revestidas por densa camada de pelos; o outro estrato é gramíneo-lenhoso, composto predominantemente por plantas herbáceas e lenhosas de pequeno porte. Apresenta assim uma variabilidade estrutural alta, com grandes diferenças em porte e densidade, influenciadas inclusive pela intensidade da ação antrópica. Mesmo que a Região Centro-Oeste seja considerada como a área nuclear da Savana, esse tipo vegetacional ocorre também em todas as demais regiões do país, ocupando desde áreas extensas até pequenas disjunções. O mapa inclui apenas áreas de Savana inseridas no Bioma Mata Atlântica. A AR GU m Co io nu CÁCERES 70 BR-2 22 SOBRAL Açude Araras 0 TOCANTINS o Ri OR AD e Ve rd Jau ru -0 BR BOLIVIA 6 ru C PALMAS Ri o CUIABÁ Floresta Ombrófila Densa – D Caracterizada pela presença de árvores de grande e médio portes, além de lianas e epífitas em abundância. Estende-se pela costa litorânea desde o nordeste até o extremo sul. Sua ocorrência está ligada ao clima tropical quente e úmido, sem período seco, com chuvas bem distribuídas durante o ano (excepcionalmente com até 60 dias de umidade escassa) e temperaturas médias variando entre 22 e 25o C. -2 3 ARAGUAÍNA ou R s GROSSO BR-3 64 A Rio RRA BR Cach. Sta. Isabel DO S Liberdade BO Sui á-m içu e DOS R. -3 1 cu B R -3 43 Rio co JÁS o Ri HI M MB gu F 0 SE CARAJÁS RA N XI CA C ev Az TO A74 ADB R -1 AP CH d Ver Guaporé BR pe IMPERATRIZ RIO á o ed do velt Ri o Ita P A io B R -0 1 DO S i Irir ru O DO de Ro C IS RE PA Caracterização Geral dos Tipos de Vegetação II – No Bioma Caatinga as seguintes formações florestais nativas (disjunções): Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual, referidas na Lei como brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste, Refúgios Vegetacionais e Áreas das Formações Pioneiras (Manguezais e Restingas), referidos na Lei como ecossistemas associados, assim como as áreas constituídas por estas tipologias, presentes nos Contatos entre Tipos de Vegetação. RA Rio Cu B IM A SINOP MATO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Guido Mantega Marina Silva Álvaro Augusto Ribeiro Costa I – No Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, Savana (Cerrado), Savana Estépica (Caatinga), Estepe, Áreas das Formações Pioneiras (Manguezais, Restingas e Áreas Aluviais), Refúgios Vegetacionais, assim como as áreas constituídas por estas tipologias, presentes nos Contatos entre Tipos de Vegetação. Seb a stião i M T- 22 0 DO os e Rio Brasília, 22 de dezembro de 2006; 185o da Independência e 118o da República. CA Rio CH CA S DO o Arin RA JUÍNA as Art. 48. O art. 10 da Lei no 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 10. .............................................................. § 1o ..................................................................... II - .................................................................... d) sob regime de servidão florestal ou ambiental; e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; ................................................................................... IV - ................................................................................ b) de que tratam as alíneas do inciso II deste parágrafo; .............................................................................. ” (NR) Art. 49. O § 6o do art. 44 da Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965, alterada pela Medida Provisória no 2.166-7, de 24 de agosto de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 44. ................................................................................... § 6o O proprietário rural poderá ser desonerado das obrigações previstas neste artigo, mediante a doação ao órgão ambiental competente de área localizada no interior de unidade de conservação de domínio público, pendente de regularização fundiária, respeitados os critérios previstos no inciso III do caput deste artigo.” (NR) Art. 50. (VETADO) Art. 51. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. o Ri nxim RA SER 31 9 Sa n VILHENA Corumbiara R r Iri APIACÁS Pe i xe Bue n o S Pe ixoto PEIXOTO DE AZEVEDO Ri o Rio M T- São SE R do es rq u Ma Ro Rio Rio R. Ten . Rio É 4 36 s ré AP OR EC I BR PA R nta Pime u Ba Parágrafo único. Ressalvadas as hipóteses previstas em lei, as áreas de preservação permanente não integrarão a reserva legal. CAPÍTULO I DO FUNDO DE RESTAURAÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 36. Fica instituído o Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica destinado ao financiamento de projetos de restauração ambiental e de pesquisa científica. § 1o (VETADO) § 2o (VETADO) § 3o (VETADO) Art. 37. Constituirão recursos do Fundo de que trata o art. 36 desta Lei: I - dotações orçamentárias da União; II - recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis, que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou internacionais; III - rendimentos de qualquer natureza, que venha a auferir como remuneração decorrente de aplicações do seu patrimônio; IV - outros, destinados em lei. Art. 38. Serão beneficiados com recursos do Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica os projetos que envolvam conservação de remanescentes de vegetação nativa, pesquisa científica ou áreas a serem restauradas, implementados em Municípios que possuam plano municipal de conservação e recuperação da Mata Atlântica, devidamente aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente. § 1o Terão prioridade de apoio os projetos destinados à conservação e recuperação das áreas de preservação permanente, reservas legais, reservas particulares do patrimônio natural e áreas do entorno de unidades de conservação. § 2o Os projetos poderão beneficiar áreas públicas e privadas e serão executados por órgãos públicos, instituições acadêmicas públicas e organizações da sociedade civil de interesse público que atuem na conservação, restauração ou pesquisa científica no Bioma Mata Atlântica. CAPÍTULO II DA SERVIDÃO AMBIENTAL Art. 39. (VETADO) Art. 40. (VETADO) CAPÍTULO III DOS INCENTIVOS CREDITÍCIOS Art. 41. O proprietário ou posseiro que tenha vegetação primária ou secundária em estágios avançado e médio de regeneração do Bioma Mata Atlântica receberá das instituições financeiras benefícios creditícios, entre os quais: I - prioridade na concessão de crédito agrícola, para os pequenos produtores rurais e populações tradicionais; II - (VETADO) III - (VETADO) Parágrafo único. Os critérios, condições e mecanismos de controle dos benefícios referidos neste artigo serão definidos, anualmente, sob pena de responsabilidade, pelo órgão competente do Poder Executivo, após anuência do órgão competente do Ministério da Fazenda. TÍTULO V DAS PENALIDADES Art. 42. A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância aos preceitos desta Lei e a seus regulamentos ou resultem em dano à flora, à fauna e aos demais atributos naturais sujeitam os infratores às sanções previstas em lei, em especial as dispostas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e seus decretos regulamentadores. Art. 43. A Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 38-A: “Art. 38-A. Destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado ou médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade.” Art. 44. (VETADO) TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 45. (VETADO) Art. 46. Os órgãos competentes adotarão as providências necessárias para o rigoroso e fiel cumprimento desta Lei, e estimularão estudos técnicos e científicos visando à conservação e ao manejo racional do Bioma Mata Atlântica e de sua biodiversidade. Art. 47. Para os efeitos do inciso I do caput do art. 3o desta Lei, somente serão consideradas as propriedades rurais com área de até 50 (cinqüenta) hectares, registradas em cartório até a data de início de vigência desta Lei, ressalvados os casos de fracionamento por transmissão causa mortis. PIMENTA BUENO DO S GU Ca p. ha do o Ri Rí o n ma Ito P A C Í F I C O I - nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração dependerá de prévia autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei e atendido o disposto no Plano Diretor do Município e demais normas urbanísticas e ambientais aplicáveis; II - nos perímetros urbanos aprovados após a data de início de vigência desta Lei, é vedada a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica para fins de loteamento ou edificação. Art. 31. Nas regiões metropolitanas e áreas urbanas, assim consideradas em lei, o parcelamento do solo para fins de loteamento ou qualquer edificação em área de vegetação secundária, em estágio médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, devem obedecer ao disposto no Plano Diretor do Município e demais normas aplicáveis, e dependerão de prévia autorização do órgão estadual competente, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei. § 1o Nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio médio de regeneração em no mínimo 30% (trinta por cento) da área total coberta por esta vegetação. § 2o Nos perímetros urbanos delimitados após a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração fica condicionada à manutenção de vegetação em estágio médio de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação. CAPÍTULO VII DAS ATIVIDADES MINERÁRIAS EM ÁREAS DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO E MÉDIO DE REGENERAÇÃO Art. 32. A supressão de vegetação secundária em estágio avançado e médio de regeneração para fins de atividades minerárias somente será admitida mediante: I - licenciamento ambiental, condicionado à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, pelo empreendedor, e desde que demonstrada a inexistência de alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto; II - adoção de medida compensatória que inclua a recuperação de área equivalente à área do empreendimento, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica e sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, independentemente do disposto no art. 36 da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000. TÍTULO IV DOS INCENTIVOS ECONÔMICOS Art. 33. O poder público, sem prejuízo das obrigações dos proprietários e posseiros estabelecidas na legislação ambiental, estimulará, com incentivos econômicos, a proteção e o uso sustentável do Bioma Mata Atlântica. § 1o Na regulamentação dos incentivos econômicos ambientais, serão observadas as seguintes características da área beneficiada: I - a importância e representatividade ambientais do ecossistema e da gleba; II - a existência de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção; III - a relevância dos recursos hídricos; IV - o valor paisagístico, estético e turístico; V - o respeito às obrigações impostas pela legislação ambiental; VI - a capacidade de uso real e sua produtividade atual. § 2o Os incentivos de que trata este Título não excluem ou restringem outros benefícios, abatimentos e deduções em vigor, em especial as doações a entidades de utilidade pública efetuadas por pessoas físicas ou jurídicas. Art. 34. As infrações dos dispositivos que regem os benefícios econômicos ambientais, sem prejuízo das sanções penais e administrativas cabíveis, sujeitarão os responsáveis a multa civil de 3 (três) vezes o valor atualizado recebido, ou do imposto devido em relação a cada exercício financeiro, além das penalidades e demais acréscimos previstos na legislação fiscal. § 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se solidariamente responsável por inadimplência ou irregularidade a pessoa física ou jurídica doadora ou propositora de projeto ou proposta de benefício. § 2o A existência de pendências ou irregularidades na execução de projetos de proponentes no órgão competente do Sisnama suspenderá a análise ou concessão de novos incentivos, até a efetiva regularização. Art. 35. A conservação, em imóvel rural ou urbano, da vegetação primária ou da vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica cumpre função social e é de interesse público, podendo, a critério do proprietário, as áreas sujeitas à restrição de que trata esta Lei ser computadas para efeito da Reserva Legal e seu excedente utilizado para fins de compensação ambiental ou instituição de cota de que trata a Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965. R. RIO Río MAM ORÉ Parágrafo único. Verificada a ocorrência do previsto na alínea a do inciso I deste artigo, os órgãos competentes do Poder Executivo adotarão as medidas necessárias para proteger as espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção caso existam fatores que o exijam, ou fomentarão e apoiarão as ações e os proprietários de áreas que estejam mantendo ou sustentando a sobrevivência dessas espécies. Art. 12. Os novos empreendimentos que impliquem o corte ou a supressão de vegetação do Bioma Mata Atlântica deverão ser implantados preferencialmente em áreas já substancialmente alteradas ou degradadas. Art. 13. Os órgãos competentes do Poder Executivo adotarão normas e procedimentos especiais para assegurar ao pequeno produtor e às populações tradicionais, nos pedidos de autorização de que trata esta Lei: I - acesso fácil à autoridade administrativa, em local próximo ao seu lugar de moradia; II - procedimentos gratuitos, céleres e simplificados, compatíveis com o seu nível de instrução; III - análise e julgamento prioritários dos pedidos. Art. 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1o e 2o do art. 31 desta Lei. § 1o A supressão de que trata o caput deste artigo dependerá de autorização do órgão ambiental estadual competente, com anuência prévia, quando couber, do órgão federal ou municipal de meio ambiente, ressalvado o disposto no § 2o deste artigo. § 2o A supressão de vegetação no estágio médio de regeneração situada em área urbana dependerá de autorização do órgão ambiental municipal competente, desde que o município possua conselho de meio ambiente, com caráter deliberativo e plano diretor, mediante anuência prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico. § 3o Na proposta de declaração de utilidade pública disposta na alínea b do inciso VII do art. 3o desta Lei, caberá ao proponente indicar de forma detalhada a alta relevância e o interesse nacional. Art. 15. Na hipótese de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, o órgão competente exigirá a elaboração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, ao qual se dará publicidade, assegurada a participação pública. Art. 16. Na regulamentação desta Lei, deverão ser adotadas normas e procedimentos especiais, simplificados e céleres, para os casos de reutilização das áreas agrícolas submetidas ao pousio. Art. 17. O corte ou a supressão de vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, autorizados por esta Lei, ficam condicionados à compensação ambiental, na forma da destinação de área equivalente à extensão da área desmatada, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, e, nos casos previstos nos arts. 30 e 31, ambos desta Lei, em áreas localizadas no mesmo Município ou região metropolitana. § 1o Verificada pelo órgão ambiental a impossibilidade da compensação ambiental prevista no caput deste artigo, será exigida a reposição florestal, com espécies nativas, em área equivalente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica. § 2o A compensação ambiental a que se refere este artigo não se aplica aos casos previstos no inciso III do art. 23 desta Lei ou de corte ou supressão ilegais. Art. 18. No Bioma Mata Atlântica, é livre a coleta de subprodutos florestais tais como frutos, folhas ou sementes, bem como as atividades de uso indireto, desde que não coloquem em risco as espécies da fauna e flora, observando-se as limitações legais específicas e em particular as relativas ao acesso ao patrimônio genético, à proteção e ao acesso ao conhecimento tradicional associado e de biossegurança. Art. 19. O corte eventual de vegetação primária ou secundária nos estágios médio e avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, para fins de práticas preservacionistas e de pesquisa científica, será devidamente regulamentado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente e autorizado pelo órgão competente do Sisnama. TÍTULO III DO REGIME JURÍDICO ESPECIAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA CAPÍTULO I DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO PRIMÁRIA Art. 20. O corte e a supressão da vegetação primária do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados em caráter excepcional, quando necessários à realização de obras, projetos ou atividades de utilidade pública, pesquisas científicas e práticas preservacionistas. CAPÍTULO IV DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO INICIAL DE REGENERAÇÃO Art. 25. O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica serão autorizados pelo órgão estadual competente. Parágrafo único. O corte, a supressão e a exploração de que trata este artigo, nos Estados em que a vegetação primária e secundária remanescente do Bioma Mata Atlântica for inferior a 5% (cinco por cento) da área original, submeter-se-ão ao regime jurídico aplicável à vegetação secundária em estágio médio de regeneração, ressalvadas as áreas urbanas e regiões metropolitanas. Art. 26. Será admitida a prática agrícola do pousio nos Estados da Federação onde tal procedimento é utilizado tradicionalmente. CAPÍTULO V DA EXPLORAÇÃO SELETIVA DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIOS AVANÇADO, MÉDIO E INICIAL DE REGENERAÇÃO Art. 27. (VETADO) Art. 28. O corte, a supressão e o manejo de espécies arbóreas pioneiras nativas em fragmentos florestais em estágio médio de regeneração, em que sua presença for superior a 60% (sessenta por cento) em relação às demais espécies, poderão ser autorizados pelo órgão estadual competente, observado o disposto na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965. Art. 29. (VETADO) CAPÍTULO VI DA PROTEÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA NAS ÁREAS URBANAS E REGIÕES METROPOLITANAS Art. 30. É vedada a supressão de vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de loteamento ou edificação, nas regiões metropolitanas e áreas urbanas consideradas como tal em lei específica, aplicando-se à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração as seguintes restrições: JI-PARANÁ Mac CHAPADA RÍO III - distribuição diamétrica e altura; IV - existência, diversidade e quantidade de epífitas; V - existência, diversidade e quantidade de trepadeiras; VI - presença, ausência e características da serapilheira; VII - sub-bosque; VIII - diversidade e dominância de espécies; IX - espécies vegetais indicadoras. Art. 5o A vegetação primária ou a vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica não perderão esta classificação nos casos de incêndio, desmatamento ou qualquer outro tipo de intervenção não autorizada ou não licenciada. CAPÍTULO II DOS OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 6o A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm por objetivo geral o desenvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime hídrico e da estabilidade social. Parágrafo único. Na proteção e na utilização do Bioma Mata Atlântica, serão observados os princípios da função socioambiental da propriedade, da eqüidade intergeracional, da prevenção, da precaução, do usuáriopagador, da transparência das informações e atos, da gestão democrática, da celeridade procedimental, da gratuidade dos serviços administrativos prestados ao pequeno produtor rural e às populações tradicionais e do respeito ao direito de propriedade. Art. 7o A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica far-se-ão dentro de condições que assegurem: I - a manutenção e a recuperação da biodiversidade, vegetação, fauna e regime hídrico do Bioma Mata Atlântica para as presentes e futuras gerações; II - o estímulo à pesquisa, à difusão de tecnologias de manejo sustentável da vegetação e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de recuperação e manutenção dos ecossistemas; III - o fomento de atividades públicas e privadas compatíveis com a manutenção do equilíbrio ecológico; IV - o disciplinamento da ocupação rural e urbana, de forma a harmonizar o crescimento econômico com a manutenção do equilíbrio ecológico. TÍTULO II DO REGIME JURÍDICO GERAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA o Art. 8 O corte, a supressão e a exploração da vegetação do Bioma Mata Atlântica far-se-ão de maneira diferenciada, conforme se trate de vegetação primária ou secundária, nesta última levando-se em conta o estágio de regeneração. Art. 9o A exploração eventual, sem propósito comercial direto ou indireto, de espécies da flora nativa, para consumo nas propriedades ou posses das populações tradicionais ou de pequenos produtores rurais, independe de autorização dos órgãos competentes, conforme regulamento. Parágrafo único. Os órgãos competentes, sem prejuízo do disposto no caput deste artigo, deverão assistir as populações tradicionais e os pequenos produtores no manejo e exploração sustentáveis das espécies da flora nativa. Art. 10. O poder público fomentará o enriquecimento ecológico da vegetação do Bioma Mata Atlântica, bem como o plantio e o reflorestamento com espécies nativas, em especial as iniciativas voluntárias de proprietários rurais. § 1o Nos casos em que o enriquecimento ecológico exigir a supressão de espécies nativas que gerem produtos ou subprodutos comercializáveis, será exigida a autorização do órgão estadual ou federal competente, mediante procedimento simplificado. § 2o Visando a controlar o efeito de borda nas áreas de entorno de fragmentos de vegetação nativa, o poder público fomentará o plantio de espécies florestais, nativas ou exóticas. Art. 11. O corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração do Bioma Mata Atlântica ficam vedados quando: I - a vegetação: a) abrigar espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção, em território nacional ou em âmbito estadual, assim declaradas pela União ou pelos Estados, e a intervenção ou o parcelamento puserem em risco a sobrevivência dessas espécies; b) exercer a função de proteção de mananciais ou de prevenção e controle de erosão; c) formar corredores entre remanescentes de vegetação primária ou secundária em estágio avançado de regeneração; d) proteger o entorno das unidades de conservação; ou e) possuir excepcional valor paisagístico, reconhecido pelos órgãos executivos competentes do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA; II - o proprietário ou posseiro não cumprir os dispositivos da legislação ambiental, em especial as exigências da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, no que respeita às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal. CAPÍTULO III DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO MÉDIO DE REGENERAÇÃO Art. 23. O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio médio de regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados: I - em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública ou de interesse social, pesquisa científica e práticas preservacionistas; II - (VETADO) III - quando necessários ao pequeno produtor rural e populações tradicionais para o exercício de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais imprescindíveis à sua subsistência e de sua família, ressalvadas as áreas de preservação permanente e, quando for o caso, após averbação da reserva legal, nos termos da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965; IV - nos casos previstos nos §§ 1o e 2o do art. 31 desta Lei. Art. 24. O corte e a supressão da vegetação em estágio médio de regeneração, de que trata o inciso I do art. 23 desta Lei, nos casos de utilidade pública ou interesse social, obedecerão ao disposto no art. 14 desta Lei. Parágrafo único. Na hipótese do inciso III do art. 23 desta Lei, a autorização é de competência do órgão estadual competente, informando-se ao Ibama, na forma da regulamentação desta Lei. 4 RONDÔNIA É TÍTULO I DAS DEFINIÇÕES, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 1o A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, patrimônio nacional, observarão o que estabelece esta Lei, bem como a legislação ambiental vigente, em especial a Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965. CAPÍTULO I DAS DEFINIÇÕES Art. 2o Para os efeitos desta Lei, consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas delimitações estabelecidas em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, conforme regulamento: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais, as vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste. Parágrafo único. Somente os remanescentes de vegetação nativa no estágio primário e nos estágios secundário inicial, médio e avançado de regeneração na área de abrangência definida no caput deste artigo terão seu uso e conservação regulados por esta Lei. Art. 3o Consideram-se para os efeitos desta Lei: I - pequeno produtor rural: aquele que, residindo na zona rural, detenha a posse de gleba rural não superior a 50 (cinqüenta) hectares, explorando-a mediante o trabalho pessoal e de sua família, admitida a ajuda eventual de terceiros, bem como as posses coletivas de terra considerando-se a fração individual não superior a 50 (cinqüenta) hectares, cuja renda bruta seja proveniente de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais ou do extrativismo rural em 80% (oitenta por cento) no mínimo; II - população tradicional: população vivendo em estreita relação com o ambiente natural, dependendo de seus recursos naturais para a sua reprodução sociocultural, por meio de atividades de baixo impacto ambiental; III - pousio: prática que prevê a interrupção de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais do solo por até 10 (dez) anos para possibilitar a recuperação de sua fertilidade; IV - prática preservacionista: atividade técnica e cientificamente fundamentada, imprescindível à proteção da integridade da vegetação nativa, tal como controle de fogo, erosão, espécies exóticas e invasoras; V - exploração sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável; VI - enriquecimento ecológico: atividade técnica e cientificamente fundamentada que vise à recuperação da diversidade biológica em áreas de vegetação nativa, por meio da reintrodução de espécies nativas; VII - utilidade pública: a) atividades de segurança nacional e proteção sanitária; b) as obras essenciais de infra-estrutura de interesse nacional destinadas aos serviços públicos de transporte, saneamento e energia, declaradas pelo poder público federal ou dos Estados; VIII - interesse social: a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como: prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA; b) as atividades de manejo agroflorestal sustentável praticadas na pequena propriedade ou posse rural familiar que não descaracterizem a cobertura vegetal e não prejudiquem a função ambiental da área; c) demais obras, planos, atividades ou projetos definidos em resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Art. 4o A definição de vegetação primária e de vegetação secundária nos estágios avançado, médio e inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica, nas hipóteses de vegetação nativa localizada, será de iniciativa do Conselho Nacional do Meio Ambiente. § 1o O Conselho Nacional do Meio Ambiente terá prazo de 180 (cento e oitenta) dias para estabelecer o que dispõe o caput deste artigo, sendo que qualquer intervenção na vegetação primária ou secundária nos estágios avançado e médio de regeneração somente poderá ocorrer após atendido o disposto neste artigo. § 2o Na definição referida no caput deste artigo, serão observados os seguintes parâmetros básicos: I - fisionomia; II - estratos predominantes; -3 6 apé a Jam S. BR so N JARU OR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO II DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO DE REGENERAÇÃO Art. 21. O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados: I - em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas; II - (VETADO) III - nos casos previstos no inciso I do art. 30 desta Lei. Art. 22. O corte e a supressão previstos no inciso I do art. 21 desta Lei no caso de utilidade pública serão realizados na forma do art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, bem como na forma do art. 19 desta Lei para os casos de práticas preservacionistas e pesquisas científicas. i u- r OU an á ov os Rio o Ca rd Pacaás M MA Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências. Parágrafo único. O corte e a supressão de vegetação, no caso de utilidade pública, obedecerão ao disposto no art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA. SE R ARIQUEMES ou GUAJARÁ-MIRIM R. LEI No 11.428, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2006 r ur S I RÍO L SER Pa r o Ri Acre riba N BE UE Gu a u Ab velt Rio Río B R -3 64 nã RA DO M AN a a íb SANTA INÊS R CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA ALTA FLORESTA Ji-paraná Ia co A SE R Rio RIO BRANCO os e o Ri 4 ad o Ro -3 6 M RIO ou BR i ri R Mac h rn Pa Ponta dos Patos P 43 Á Cu E PIR nã Rio Ilhas das Canárias Ilha Grande de Santa Isabel PARNAÍBA MARABÁ Rio por i ES ua B R -1 63 Cre ou L TE Ari p Ilha do Caju B R -3 R Igar u á Sa u Iq EI AD Jac i- Rio a nt sa Rio O C E A N O r ur an Rio us Pu r Rio PERU O RI ar A C R E 5 BR-4 2 I YAL UCA -1 0 ° Cu o Ri -p Ji OU Bre u ã o Ri Ilha de Santana Ponta dos Mangues Secos Longá A Fre s o Ri Itu xi IC A José o Ri im -2 3 0 I RI im Ri o num Purus Ca i Rio BR-2 30 ZÔ N C ap Represa Tucuruí an x ri Pau in AM A o São de Rio Ja m S NS TR A Ri s SÃO LUÍS B R -1 35 IR RIO a Ac Cuniuá de co Rio BR ITAITUBA io Rio C am a çã r Ma o Sã TUCURUÍ R o Ri u a rim Me R Rio Rio Rio iaç Rio A r Tu 16 BR-3 N IO á Guam Rio já O R BELÉM a Pac Z 9 de Á PA R RIO ALTAMIRA P PORTO VELHO Ro Rio Qu Ri o Curuá R. do Par u Rio er i ap Ja u Ri o ZO Bacajá A -3 1 BRAGANÇA Rio O RI io R RÍO Rio cip or i utu erin mi ná Cu te Oe s io R Rio Rio Rio ié M ar ue RA CO Rio A AM NA S GU XIN M á A IL H A D E M A R A JÓ 3 O RI B R -1 6 S BR o Ri A Ilha Tupinambarana RA EI 0° EQUADOR Rio á Bi ITACOATIARA AS Urupadi U PUR R ISO Juruá DIV AN Ilha Mexiana RIO AM AZ O N Rio çá dá 0 í AD u uc Ur Rio BR-3 64 Rio DO TA M RI -0 1 SO ES LIMÕ Rio A N Ilha Janaucu Ilha Grande de Gurupá PARINTINS MANAUS RIO M Mucuim R SER CRUZEIRO DO SUL O Ilha do Curuá IO un AM Arquipélago das Anavilhanas ru pu ca na Ma Arquipélago de São Pedro e São Paulo Ilha Bailique R Rio am Lago Badajós Lago Piorini Rio Moa C i Cabo Maguari Pa ru RIO O uaí a Jut Rio c ua u ar Rio SANTARÉM RIO Rio ra Ta g Ara ga JA Jaú Rio TEFÉ o Ri JURUÁ RIO Rio i MACAPÁ u ru Maic as u io REPRESA BALBINA aú ar Ilha Caviana bet ap Rio Curiu ap Rio m Tro Mapuera t Ja pé Rio Un ini IÇÁ q R. 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Pico da Neblina (2993m) RIO íra CA QU A RR SE ni BR- Pico 31 de Março (2972m) Ri o a Tr PU T GUY ANA Rio De m Cabo Caciporé Rio at é Uaupés RÍ O RIVER C ub Rio RÍ O BO ri 0° ima Rio u Pap UI io Içana Rio EQ R o Ri COLOMB IA GUY ANE -4 0 ° Mapa da Área de Aplicação da Lei n° 11.428 de 2006 Cabo Orange 1 tu Rio Aiari s Ca tr ro Rio a Xi é Vau pé -4 0 BOA VISTA Rio Río Içan Neg Rio BR -4 5 ° Baía do Oiapoque Rio Mucajaí o Ri u u Tac ri Río Cuia CAYENNE SURINAME ng ri s Río Ilha de Maracá Uraricoera ut Tac RORAIMA Rio oco ic a á B R -1 74 a Au Ur ar Rio Orin ou -5 0 ° Ri o Rio Río R. M aú Ire A RR SE . S ES o Rí ORINOCO IM A ARA PAC VENEZUELA R RIVER on i Ca r NT IJN TA ME RÍO -5 5 ° RI VI ER -6 0 ° RIO BOGOTÁ -6 5 ° RÍO -7 0 ° 5° 0 -3 0 ° -4 0 ° -7 0 ° -3 0 ° 10 0 20 0 30 0 40 0 km -3 0 ° PROJEÇÃO POLICÔNICA -6 0 ° -5 0 ° -2 5 ° -4 0 ° -3 0 °