DANIELA ALEXANDRE DA SILVA MEMÓRIA TÉCNICA DAS UNIDADES DE PESQUISA DA EMBRAPA LONDRINA 2010 DANIELA ALEXANDRE DA SILVA MEMÓRIA TÉCNICA DAS UNIDADES DE PESQUISA DA EMBRAPA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Disciplina 2TCC604 do curso de Biblioteconomia do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Orientador: Profª. Nelma Camêlo de Araujo LONDRINA 2010 S586m Silva, Daniela Alexandre da. Memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa / Daniela Alexandre da Silva. – Londrina, 2010. 73 f. : il. Orientador: Nelma Camêlo de Araujo. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Universidade Estadual de Londrina – UEL, 2010. 1. Memória técnica. 2. EMBRAPA. 3. Formação de memória técnica. 4. Produção técnico-científica – memória técnica. 5. Bibliotecário. I. Araujo, Nelma Camêlo de. II. Universidade Estadual de Londrina. III. Título. DANIELA ALEXANDRE DA SILVA MEMÓRIA TÉCNICA DAS UNIDADES DE PESQUISA DA EMBRAPA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Disciplina 2TCC604 do curso de Biblioteconomia do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Orientador: Profª. Nelma Camêlo de Araújo COMISSÃO EXAMINADORA ____________________________________ Profª. Ms. Nelma Camêlo de Araújo. Universidade Estadual de Londrina ____________________________________ Prof. Dr.ª Rosane Suely A. Lunardelli Universidade Estadual de Londrina ____________________________________ Profª. Ms. Leticia Gorri Molina Universidade Estadual de Londrina Londrina, _____de ___________de _____. Dedico este trabalho, que representa a realização de mais uma etapa de minha vida: Aos meus pais Luis Jose da Silva (in memorian) e Ilda Alexandre da Silva, pelo exemplo de amor e luta. Aos meus irmãos José Luis e Isabelle, por todos os momentos partilhados nesta difícil caminhada e ao meu pai de coração Ed Aparecido Leite, que nas horas de aperto sempre me estendia a mão. E principalmente a DEUS por ter me dado sabedoria e paciência durante esses quatro anos de batalha. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço a DEUS que sempre esteve comigo em todos os momentos, guiando-me, transformando o desânimo em força e a falta de fé, em esperança. A minha família, especialmente meus pais e irmãos, pelo carinho e apoio que recebi, em todos os momentos difíceis. Em especial meu pai, Luis que aonde ele está, tenho certeza que sempre esteve e sempre estará do meu lado (Te amo pai, você faz muita falta). As minhas primas Graziela e Franciele e aos meus tios Gilza e José que sempre me acolheram em sua casa nas horas em que precisei ficar reclusa em alguns momentos. À minha orientadora Profª. Nelma, pelos ensinamentos e pela atenção dada ao desenvolvimento deste trabalho, que DEUS abençõe você e toda a sua família. A todos os professores que compartilharam sua sabedoria e seu conhecimento, contribuindo para minha formação em especial a Profª. Silvana pela grande ajuda durante esse ano e ao Maurício que sempre estava disposto a nos ajudar a resolver os “pepinos” do departamento. As grandes amigas que conquistei na UEL, em especial a Cristiane, Clotilde, Greicy, Karina Tchê tchê, Karina Pinho, Letícia, Lorena, Noele, Poliana, Rafaela e Rosana, pelos momentos em que demos muitas risadas, aos dias de festa (altas cervejadas), pelos momentos de crise em que uma dava apoio a outra e por outros vários motivos, vocês ficarão sempre em meu coração, obrigada pelo carinho e amizade que prometo vai durar pela vida toda. Aos meus colegas de turma, pelos momentos alegres e de descontração que tivemos em sala de aula e também fora dela. Também aos amigos de festas que sempre tinhamos algum motivo pra comemorar qualquer coisa e em qualquer lugar e em qualquer momento. Aos meus amigos de Marília, em especial a Cristiane e o mala do irmão dela o Rafael, pela mega ajuda que vocês me deram durante esse ano e que agora vocês vão ter que me aturar por mais um bom tempo. Aos amigos da Embrapa Soja, em especial a Bruna, com os quais convivi boa parte enquanto acadêmica, como estágiária, com certeza cresci muito, trabalhando com profissionais altamente capacitados, agradeço ao Ademir e a Izilda que sempre me ajudaram contribuindo para minha formação e a Maria José, que me ajudou muito durante o desenvolvimento desse trabalho, “Mazé, valeu”. Enfim, a todas, as pessoas que colaboraram direta ou indiretamente para que esse trabalho pudesse ser concluído com êxito. Ah, não posso deixar de agradecer as melhores festas e bares que já tive a oportunidade de ir: Agrozoo, Bohemios, Tatucada, F.I.K.A., Becos e Mustangs da vida...Essas festas e lugares marcaram a minha vida de universitária e certamente ficaram na minha memória por toda a minha vida... Sinceramente, muito obrigada a todos. WtÇ|xÄt TÄxåtÇwÜx wt f|Äät “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”. (Albert Einstein) SILVA, Daniela Alexandre da. Memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa. 2010. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2010. RESUMO Com o crescimento da produção científica e de documentos técnicos produzidos pelas instituições de pesquisa e pelas empresas em geral, torna-se necessária a criação de um acervo especial, onde esse acervo seja disponível em formato físico, e digital. Tal iniciativa possibilita a preservação da produção intelectual e a troca de informação entre as Unidades da Embrapa. A presente pesquisa teve como propósito analisar a formação do acervo de memória técnica das unidades de pesquisa da Embrapa. Para tanto buscou mapear as unidades de pesquisa da Embrapa, verificar os tipos de documentos que compõe a memória técnica dessas unidades e identificar o tratamento aplicado a esse acervo. Trata-se de uma pesquisa descritiva, que utilizou como instrumento de coleta de dados um questionário, composto por 26 questões, aplicado com os 42 bibliotecários que atuam nas 42 Unidades da Embrapa. Com base nas informações coletadas pelo estudo, pôde-se constatar que as Unidades e seus bibliotecários conhecem o termo memória técnica e que na maioria delas, já existe memória técnica. Verificou-se, também, que os documentos que compõe o acervo são as publicações editadas e seriadas, produzidas pelas unidades e relatórios técnicos produzido pelos pesquisadores nas Unidades e o tratamento aplicado a este acervo é o mesmo aplicado ao acervo das bibliotecas existentes nas Unidades. O levantamento permitiu identificar as Unidades de pesquisa da Embrapa que possuem memória técnica, sendo que a própria Embrapa tem a consciência da importância desse acervo, possibilitando a adesão e implantação de memória técnica. Palavras-chave: Memória técnica. EMBRAPA. Formação de memória técnica. Produção técnico-cientifica – Memória. Bibliotecário. SILVA, Daniela Alexandre da. Memory research units of Embrapa. 2010. 72 f. Work of Conclusion of Course (University Degree) – State University of Londrina., Londrina, 2010. ABSTRACT With the growth of the scientific production and documents technician produced by the institutions of research and the companies in general, the creation of a special quantity becomes necessary, where this quantity is available in physical format, and digital. Such initiative makes possible the preservation of the intellectual production and the information exchange enters the Units of the Embrapa. The present research had as intention to analyze the formation of the quantity of memory technique of the units of research of the Embrapa. For in such a way it searched to mapear the units of research of the Embrapa, to verify the types of documents that the memory composes technique of these units and to identify the applied treatment to this quantity. One is about a descriptive research, that it used as instrument of collection of data a questionnaire, composition for 26 questions, applied with the 42 librarians who act in the 42 Units of the Embrapa. On the basis of the information collected for the study, could be evidenced that the Units and its librarians know the term memory technique and that in the majority of them, already exist memory technique. It was verified, also, that the documents that the quantity composes are the edited publications and seriadas, produced for the units and reports technician produced for the researchers in the Units and the treatment applied to this quantity the same is applied to the quantity of the existing libraries in the Units. The survey allowed to identify the Units of research of the Embrapa that possess memory technique, being that the proper Embrapa has the conscience of the importance of this quantity, making possible the adhesion and implantation of memory technique. Key words: Memory technique. EMBRAPA. Memory formation technique. Technicalscientific – Memory. Librarian. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – A instituição considera importante que o público interno saiba onde estão os documentos produzidas por ela.................................................................41 Gráfico 2 – A importância que a instituição atribui à formação gerada ...................42 Gráfico 3 – Conhecimento sobre memória técnica..................................................42 Gráfico 4 – Unidades que possuem memória técnica .............................................43 Gráfico 5 – Documentos do acervo .........................................................................44 Gráfico 6 – Vantagens da memória técnica.............................................................44 Gráfico 7 – Procedimentos de organização da memória técnica ............................47 Gráfico 8 – Formato digital – Disponível em repositório..........................................48 Gráfico 9 – Titulação acadêmica .............................................................................49 LISTAS DE QUADROS Quadro 1 – Caracterização das Unidades...............................................................39 Quadro 2 – Unidades por região .............................................................................40 Quadro 3 – Documentos que compõe a Memória Técnica das Unidades...............46 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS BDPA – Biblioteca Digital de Pesquisa Agropecuária CDD – Classificação do Decimal de Dewey CRB – Conselho Regional de Biblioteconomia EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária INFOTECA – Informação Tecnológica em Agricultura MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento OEPAS – Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária PAC – Plano de Fortalecimento e Crescimento P&D – Pesquisa e Desenvolvimento PDE – Plano Diretor da Embrapa SEBE – Sistema Embrapa de Bibliotecas SNPA – Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO ......................................................................................... 15 2 PROBLEMA. ........................................................................................... 17 3 JUSTIFICATIVA ...................................................................................... 19 4 OBJETIVOS............................................................................................ 21 4.1 O BJETIVO G ERAL .................................................................................. 21 4.2 O BJETIVOS E SPECÍFICOS ........................................................................ 21 5 REFERENCIAL TEÓRICO ....................................................................... 22 5.1 M EMÓRIA T ÉCNICA O RGANIZACIONAL ........................................................ 22 5.2 O B IBLIOTECÁRIO C OMO G ESTOR 5.3 E MPRESA B RASILEIRA DE DA I NFORMAÇÃO ...................................... 26 P ESQUISA A GROPECUÁRIA .................................. 30 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ................................................... 34 6.1 C ARACTERIZAÇÃO 6.2 D ESCRIÇÃO DA P ESQUISA ............................................................... 34 DO UNIVERSO DA P ESQUISA .................................................... 36 6.3 P OPULAÇÃO A LVO .................................................................................. 36 6.4 L IMITAÇÕES DA P ESQUISA ....................................................................... 37 6.5 P ROCEDIMENTOS DE C OLETA 6.6 P ROCEDIMENTOS PARA A ANÁLISE DOS DADOS DE D ADOS .................................................... 37 ............................................ 38 7 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS ...................... 39 8 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ........................................................... 51 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................... 54 REFERÊNCIAS.......................................................................................... 57 APÊNDICES .............................................................................................. 61 A PÊNDICE A: M ENSAGEM ENCAMINHADA ÀS EMPRESAS ...................................... 62 A PÊNDICE B: Q UESTIONÁRIO . ........................................................................ 63 A PÊNDICE C: T RANSCRIÇÃO A PÊNDICE D: E NDEREÇOS DOS DAS R ESULTADOS . ............................................... 68 U NIDADES DA E MBRAPA . .................................... 71 15 1INTRODUÇÃO O sentido da memória para a vida e as emoções humanas tem sido constatado nas diversas áreas do conhecimento. O conceito de memória disseminou-se, chegando a ser incorporado na dimensão empresarial. Neste contexto a preservação dos trabalhos de uma empresa agrega-lhe valor ou consolidada a sua reputação, seja ela boa ou má. Preservar a memória passa a ser um ponto decisivo de credibilidade e instrumento estratégico de competitividade no mundo globalizado. Além disso, a memória técnica de uma instituição pode ser uma grande ferramenta de comunicação, que pode gerar diversos subprodutos direcionados aos seus diversos tipos de público. (TOLEDO, 2004, p. 19) Anteriormente, as empresas apenas se preocupavam com suas ações de missão ou com a posição em que queriam estar no futuro (visão), mas não se interessavam como preservar seus materiais técnicos. Assim a documentação gerada na empresa não importava, pois havia muitos desafios a serem enfrentados, para que pudessem vencer a concorrência e sobreviverem no mercado. Mas com o passar do tempo na maioria das empresas, surgi a necessidade de recuperar informações e documentos administrativos, técnicos ou científicos. Esse conjunto de informações e documentos gerados transformam-se em “bens patrimoniais” da empresa constituindo acervo próprio. Diante da amplitude do conceito de memória se faz necessário dizer que, no contexto deste trabalho, memória é sinônimo de memória técnica; é organização da informação, como prática de gestão do conhecimento, pelo compartilhamento das informações e de conhecimentos técnicos, que auxiliam seus gestores no planejamento de produção e na resolução de seus problemas, buscando preservar e proteger as informações produzidas por ela. Um projeto de memória técnica pode proporcionar um excelente momento para construir a identidade coletiva de uma instituição ou de uma empresa, pois com as informações técnicas geradas por elas, podem observar a sua constante mudança. Com os resultados obtidos pode-se: resgatar, organizar e preservar as informações que registrem o seu desenvolvimento evolutivo dentro do sistema, compartilhando suas informações e conhecimentos técnicos, que auxiliam seus 16 gestores no planejamento de produção, considerando a sua importância. Por isso a preocupação em cuidar dessas fontes de informação para que não sejam perdidas com o passar do tempo, como fontes textuais (jornais, documentos, livros etc.); as fontes materiais (objetos, fotos, pinturas, etc.) e as fontes orais (discursos, depoimentos, debates, entrevistas, etc.). No Brasil, segundo Nassar (2003, p. 53): Inúmeras empresas descobriram que máquinas e móveis antigos, fotos amareladas, documentos quase esfarelados, relatos orais, fitas de áudio, filme e vídeo, aparentemente sem nenhuma utilidade, são um verdadeiro acervo de vantagens competitivas sobre aquelas organizações que jogaram a sua memória no lixo. Ao trabalhar com memória, temos que ter consciência de processos importantes como a conservação e preservação dos documentos e sua disponibilização, pois são eles que nos remetem às informações técnicas de uma instituição. Sobre o profissional qualificado para esse tipo de atividade, destacamos o bibliotecário, pois através de documentos do CRB (Conselho Regional de Biblioteconomia) que apresenta as ocupações em que o bibliotecário exerce, percebe-se ele é capaz de construir, organizar e preservar esse tipo de acervo. E, portanto traz consigo a necessidade de conhecer os tipos de documentos que os bibliotecários e a organização consideram memória técnica; quais os procedimentos de classificação usados na formação desses acervos; como são tratados esses materiais e como são armazenados. O universo da pesquisa é formado pelas unidades de pesquisa da EMBRAPA. O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário, com questões abertas e fechadas, para analisar a formação de memória técnica dessas Unidades. 17 2 PROBLEMA Um projeto de “Memória técnica”, além de resgatar o histórico da instituição, mantém um acervo especial com todos os resultados de trabalhos da instituição como normas técnicas, manuais, documentos científicos, resultados de pesquisa e todo o conteúdo produzido, procurando dar identidade à organização. Esse tipo de proposta procura envolver o público interno e externo com o conceito da instituição, transmitindo informação e conhecimento sobre a importância da memória e seus pertences ao passar dos anos. Nessa proposta de resgatar seus resultados ao passar dos anos, algumas instituições desenvolveram ou desenvolvem projetos de memória empresarial (técnica/organizacional), ressaltando que a memória técnica não se limita em estudar o passado da instituição, mas sim renová-lo continuamente, com a inclusão de fatos e fases recentes da história e resultados de trabalhos da instituição. Afinal, o momento de agora, em breve se tornará passado, e precisará ser registrado e preservado, para que outros pesquisadores tenham acesso às informações geradas pela instituição. A preservação dessas informações dentro da instituição tem muito valor, principalmente para aquelas instituições de pesquisa que procuram divulgar e compartilhar as informações geradas por elas. Portanto podemos dizer que a memória de uma instituição é, talvez, o seu maior patrimônio, pois contribui para a preservação dos valores e das suas tradições. Ao pensar em memória, considerando os documentos como registros da atividade humana, a documentação serve como instrumento de comunicação e preservação da informação no âmbito da memória social e da pesquisa científica. (Yassuda, 2009, p. 23). Algumas discussões focalizam o papel da biblioteca e do bibliotecário na preservação da memória institucional com ênfase na memória do conhecimento. Milanesi (1985, p.15) apresenta a biblioteca com a função de preservar a memória, de modo a organizar a informação para que todos possam usufruí-la plenamente (memória organizada pela sociedade). Ou seja, a biblioteca é o espaço no qual a cultura e os saberes registrados são acumulados para não serem esquecidos. Em 18 outras palavras, para serem reapropriados infinitamente na criação do conhecimento. Neste sentido, Castro (2006, p. 1) defende a biblioteca como espaço de guarda e conservação das materialidades documentais produzidas no passado, como fontes de informação para uma compreensão aprofundada do presente e o bibliotecário por sua vez, como guardião e disseminador do conhecimento. De acordo com Pizarro; Davok (2008, p. 37): O bibliotecário enquanto gestor da informação empresarial é responsável por, coletar, tratar, organizar, recuperar e disseminar seletivamente informações de todos os tipos e de todos os formatos, com vistas a atender as necessidades informacionais dos tomadores de decisão da empresa. Destaca que cabe ao bibliotecário viabilizar e agregar valor a informação, tornando-a útil, exata e oportuna, visto ela ser insumo essencial para garantir vantagem competitiva às empresas. Portanto, temos que destacar que o bibliotecário é o profissional qualificado em construir, organizar e preservar esse tipo de acervo, pois ele possui conhecimentos sobre os assuntos relevantes na constituição de um acervo, ou mesmo na criação de uma memória técnica. E pensando nesse conceito de memória, para a preservação de informações sobre a instituição, surgiram os seguintes questionamentos. Se as Unidades de pesquisa da EMBRAPA têm essa concepção se possuem esse acervo de memória técnica e, conseqüentemente, como esse acervo é tratado? Considerando esses dados, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, percebeu a necessidade de criar esse acervo especial, onde seus colaboradores tenham acesso a toda informação gerada pelas suas unidades. Portanto, surgiu o seguinte questionamento: Qual acervo que constitui a memória técnica das Unidades de pesquisa da EMBRAPA? 19 3 JUSTIFICATIVA A necessidade ao acesso à informação é evidente. Todos os dias buscamos a informação, seja por escrito ou por imagens. É a informação que incentiva o conhecimento científico. A ciência por sua vez, é constituída a partir do aumento do desenvolvimento científico e tecnológico, beneficiando a sociedade. Gonçalves (2009, p. 1) destaca que memória técnica é voltada para o registro, a sistematização, a preservação e a divulgação da memória das organizações públicas e privadas. É uma área que acredita na história das organizações como parte da memória do país, e, portanto, deve ser disseminada. A Memória técnica tem um peso muito grande no que tange a aceitabilidade da empresa, em relação não somente ao público direto, como a toda uma comunidade. A memória técnica pode ser considerada como uma atividade de organização da informação, para a disseminação das informações técnicas e preservação a identidade da instituição. Portanto neste processo estão envolvidas tarefas direcionadas à coleta, armazenamento, tratamento, organização, disseminação e recuperação da informação. O resgate dos conhecimentos técnicos da empresa, ligada aos seus públicos estratégicos, consolida sua imagem perante a sociedade. Nassar (2004, p.16) destaca a importância de elementos como cultura, comportamentos, símbolos, entre outros, para a gestão da memória empresarial. A memória, além da herança do passado, pode e deve ser compreendida como passos para o futuro. Conforme Castro (2006, p. 1) conclui-se que, entre as instituições envolvidas com a preservação da memória, a biblioteca tem papel preponderante na preservação e disseminação do passado – e, portanto, da identidade – de um povo. O Bibliotecário, como profissional da informação, tende a aprimorar o seu perfil profissional, de forma a atender as necessidades de organizações de todos os tipos, que têm e necessitam da informação como insumo para seus processos. Nessa linha, Arruda (2000, p. 42) destaca que o mundo do trabalho vem redefinindo as qualificações do profissional da informação, requerendo dele capacidade gerencial e administrativa voltada aos acervos informacionais, assim como educação continuada. 20 O conhecimento organizacional, segundo Spiller (2007, p. 98), deve ser organizado para facilitar o acesso e a recuperação do conteúdo. Isso justifica que nos dias de hoje é necessário ter um acervo de memória técnica, tanto nas instituições quanto nas empresas, pois com o passado aprende-se para o futuro, e assim proporcionar à sociedade mais informações coerentes e confiantes. Dentre as instituições de pesquisa existentes no Brasil que possui esse tipo de acervo, destaca-se a EMBRAPA, que dentro de suas metas está a de promover a gestão e produção do conhecimento e resgatar a memória técnica e institucional da empresa (EMBRAPA, 2008, p. 40). Por intermédio desse estudo, foi pretendida a análise da formação de memória técnica das Unidades de pesquisa da EMBRAPA. 21 4 OBJETIVOS A seguir são apresentados os objetivos da pesquisa. 4.1 OBJETIVO GERAL Analisar a formação do acervo de Memória Técnica das Unidades de pesquisa da EMBRAPA. 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Mapear as Unidades de pesquisa da EMBRAPA; b) Verificar os tipos de documentos que compõe a memória técnica das Unidades de pesquisa da EMBRAPA; c) Identificar o tratamento aplicado a esse acervo; 22 5 REFERENCIAL TEÓRICO A seguir são apresentados os autores, conceitos e referenciais teóricos que orientam o tema deste trabalho, sobre a discussão do funcionalismo da memória técnica, para a preservação do conhecimento técnico das Unidades de pesquisa da EMBRAPA. 5.1 MEMÓRIA TÉCNICA ORGANIZACIONAL A memória e seu funcionalismo passaram a ser estudados de forma sistemática por várias áreas do conhecimento, a partir do século XIX. No entanto, desde a antiguidade a memória aparece nas teorizações de vários pensadores. Por muito tempo, a memória foi considerada algo sublime, religioso, que elevava os mortais ao mundo das divindades, os grego, por exemplo, consideravam a memória uma entidade divina. A memória tinha, portanto, um sentido místico, supraindividual (BARRENECHEA, 2005, p. 56). Segundo Oliveira; Rodrigues (2007, p. 2), por mais de dois milênios a memória foi criada com o propósito de ser como uma capacidade individual: a de arquivar e lembrar episódios passados. Somente no final do século XIX a memória passou a ser vista e estudada como uma construção social. Neste contexto, pode constatar-se que durante séculos, a história vivida era transmitida de geração a geração por meio da oralidade, sendo alterado com o surgimento da escrita, pois o que era transmitido por meio oral passou a ser registrado por meio da escrita. Dessa maneira percebe-se que a Memória Técnica é uma questão que vem sendo abordada em diferentes áreas do conhecimento, por ter como objetivo a preservação da informação. De acordo com Yassuda (2009, p. 27) entendemos que a partir do momento em que a informação passa a ser comunicada, ela também passa a ser preservada, o conhecimento disseminado é uma forma de preservação da memória. 23 A palavra ‘memória’ refere-se a um processo inerentemente humano, e esta ligada à história do homem e do mundo onde vive, sendo que ao longo do tempo foi incorporada a ciência da informação o mesmo autor define memória organizacional como meio pelo qual o conhecimento é armazenado para uso futuro. (HUBER apud SPILLER, 2007, p. 100). Memória organizacional ou técnica é a capacidade de a organização se beneficiar das experiências passadas pata reagir de forma mais eficaz no presente, caracterizada pela incorporação do conhecimento individual pela organização. (SPILLER, PONTES 2007, p. 99). Além de fenômeno individual e psicológico, a memória é também fenômeno social, construção decorrente das relações sociais estabelecidas pelo homem, o que transcende o aspecto individual da memória. Apesar da existência de uma memória dita individual, segundo Halbwachs (apud OLIVEIRA; RODRIGUES, 2007, p. 3), a memória deve ser entendida, sobretudo como um fenômeno coletivo ou social, uma vez que a memória individual contém também aspectos da memória do grupo social ao qual o individuo pertence, e está em constante interação com a sociedade. Dentro deste contexto, consideramos o conceito/noção de memória que norteia diversas práticas de constituição do patrimônio documental por parte do resgate documental. Este processo é configurado na Biblioteconomia pelo conjunto de técnicas identificadas como avaliação e seleção de documentos. Diversos termos tendem a ser associados à memória: resgate, preservação, conservação, registro, seleção etc. Neste sentido, a memória parece visualizada, sobretudo como dados a serem organizados e preparados. Alguns autores destacam funções da memória, Le Goff (1996, p. 105) sugere algumas questões a respeito da memória: sua decisiva idade expressa em noções que se remetem reciprocamente: tempo e espaço, suporte e sentido, memória individual e coletiva, tradição e projeto, acaso e intenção, esquecimento e lembrança etc. as diferenças de natureza entre sociedades com escrita ou não, influindo na construção social da memória, as diferentes memórias ao longo da história, a memória como fonte de identidade individual e de uma dada sociedade, a memória como objeto de luta das forças sociais pelo poder. De acordo com Lowenthal (apud JARDIM, 1995, p. 2), memória, história e relíquias constituem metáforas mútuas, “rotas cruzadas em direção ao passado”, fontes de conhecimento. A memória, ao contrário da história, não seria um 24 conhecimento intencionalmente produzido. É subjetiva e, como tal, um guia para o passado, transmissor de experiência, simultaneamente seguro e dúbio. Segundo o mesmo autor a primeira função “não é preservar o passado, mas adaptá-lo, enriquecendo e manejando o presente”, A memória é, portanto, processo, projeto de futuro e leitura do passado no presente. A associação entre arquivos e memória é recorrente no pensamento e nas práticas de armazenamento das informações. Lodolini (apud OLIVEIRA, 2007 p. 5) explicita esta relação: “desde a mais alta Antigüidade, o homem demonstrou a necessidade de conservar sua própria ‘memória’ inicialmente sob a forma oral, depois sob a forma de desenhos e, enfim, a um sistema codificado, a escrita”. A memória assim registrada e conservada produziu e produz ainda o alicerce de toda atividade humana: a existência de um grupo social seria impossível sem o registro da memória. Ao menos sob a forma que nós conhecemos. Os documentos constituem da memória de uma organização, qualquer que seja a sociedade, uma coletividade, uma empresa ou uma instituição, com vistas a harmonizar seu funcionamento e gerar seu futuro. Eles existem porque há necessidade de uma memória registrada [...]. (JARDIM apud ROBERT, 1995, p.4). Como tal, os profissionais da informação devem contar com o apoio de historiadores para trabalharem a definição mesma de arquivos como lugar de elaboração e de conservação da memória coletiva. (MONTEIRO, 2008, p. 1). Segundo Castro (2006, p. 10) Os documentos manuscritos e impressos armazenados em bibliotecas, arquivos e museus contribuem para o resgate e a produção de memórias perdidas em papéis nem sempre conservados, trazendo ao conhecimento público fragmentos de informações corroídas pelo tempo. A própria memória “resgatada” é vista como técnica, procurando trabalhar com os documentos de empresas ou instituições guardadas ao longo do tempo, pois além de serem elementos vitais no processo de tomada de decisão nas organizações, desempenham um significativo papel de preservação da memória social e na construção da identidade de seus colaboradores. Para isso é necessário 25 coletar, tratar, organizar, disseminar as informações contidas nos documentos produzidos por elas. O resgate e a conservação da memória técnica – empresarial (conjunto de normas, manuais, documentos científicos, resultados finais de pesquisa, entre outros), é hoje um dos maiores patrimônios das organizações. No contexto atual, memória é reputação (quando bem utilizada, traz inúmeros benefícios à organização e contribui para aproximar relacionamentos e públicos de interesse). A comunicação empresarial moderna está profundamente envolvida nesse processo e, por conseqüência, na legitimação organizacional. O registro e a utilização da memória técnica das empresas, de seus empregados e gestores resgatam os valores e princípios das organizações. Além disso, a memória ainda fortalece o sentimento de “pertencer”, o que traz efeitos positivos à produtividade da organização. O recado da sociedade está cada vez mais claro: só sobrevivem as empresas que tiverem responsabilidade histórica. Ao lado dos líderes e gestores, os comunicadores estão na linha de frente deste novo momento. (NASSAR, 2004, p. 30). A reconstrução da memória é uma forma de repensar a história e tê-la como um instrumento de transformação, pois se procura preservar e organizar as raízes históricas e informacionais tornando-se cada dia mais importante estrategicamente. Para isso temos que criar mecanismos de difusão da memória, de maneira a criar valor para a marca e para aqueles que integram a organização. Segundo Nassar, (2007, p. 25) “as empresas e gestores que têm as suas trajetórias, realizações, contribuições e atitudes bem posicionadas na sociedade podem contar com o apoio dos públicos sociais”. Isso porque um bom trabalho de organização e de divulgação da memória destaca a relação da empresa e de sua marca com a história do país e das regiões em que se opera. Para recuperar, organizar e divulgar a memória é preciso disposição e determinação. Além de resgatar dados e informações, é preciso contextualizar e explicar as soluções utilizadas para superar obstáculos surgidos ao longo dos anos; ressaltar valores e experiências e identificar as características particulares da organização. A história de uma Empresa ou Instituição deve ser pensada não apenas como resgate do passado, mas também como uns momentos em que as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros. A sistematização da memória de uma 26 empresa/instituição é um dos melhores instrumentos à disposição da comunicação empresarial e corporativa. (Museu da pessoa; Karen Worcman). A construção de uma memória técnica em uma instituição permite ter uma seqüência na produção de conhecimento técnico e a produção do saber, organizando essas informações de maneira que todos tenham acesso a ela e procurando manter um cronograma do tempo da instituição ou empresa. E para tornar esse acervo acessível para seus usuários, precisa de um profissional qualificado que possa organizar essa informação. Confirma Silva; Murguia (2008, p. 1069). No trabalho de preservar a memória, a biblioteca assume o papel de tornarse um espaço, o qual possibilite o entendimento dos fatos retratados nos registros, suas causas e conseqüências para a comunidade, resultando na tentativa de explicar as transformações ocorridas em um determinado grupo social e o processo de entendimento do passado, através de seus registros, constituem-se na possibilidade de refletir sobre o passado e o presente, de forma a efetivar-se plenamente em um lugar da memória da humanidade. 5.2 O BIBLIOTECÁRIO COMO GESTOR DA INFORMAÇÃO O bibliotecário é responsável pela circulação das informações produzidas pela sociedade (no caso as instituições). Segundo Cautela e Polioni (1982, p.4), "A informação é considerada como o ingrediente básico do qual dependem os processos de decisão". Entretanto, se por um lado, uma empresa não funciona sem informação, por outro, é importante saber usar a informação e aprender novos modos de ver o recurso informação para que a empresa funcione melhor, isto é, para que se torne mais eficiente. Assim, quanto mais importante for determinada informação para as necessidades da empresa, e quanto mais rápido for o acesso a ela, tanto mais essa empresa poderá atingir os seus objetivos. Segundo Pizarro e Davok (2008, p. 38) o bibliotecário como gestor da informação não deixa de realizar as atividades tradicionais da profissão, como 27 serviços de processamento técnico de acervo, porém, precisa fazer muito mais que isso. Nesse aspecto, o bibliotecário deve estar preparado para buscar, organizar, gerar e transmitir informações estratégicas, conforme o seu usuário, surgindo então um dos mais novos papéis do bibliotecário, o de poupar etapas e indicar caminhos para os meios mais ricos de dados. O perfil do bibliotecário mudou sua principal função agora é de trabalhar com o pesquisador na busca da informação, transformando-a em ferramenta estratégica acessível, útil e exata. (FAPESP, 2001, p. 5). Segundo Arruda, Marteleto e Souza (2000, p. 40), os bibliotecários enquanto profissionais da informação estão sendo instigados a reafirmar sua importância e seu valor no mundo do trabalho em meio à transição para um novo modelo de qualificação profissional. O mercado precisa de profissionais versáteis, que dominem o universo tecnológico e que sejam capazes, não só de organizar, mas principalmente gerenciar seu acervo informacional. O gerenciamento inteligente da informação e do conhecimento gerado e incorporado pelas organizações é diferencial estratégico, que requer especialistas - agentes do conhecimento – que saibam trabalhar a informação de maneira criativa. (REZENDE 2002, p. 123). Nesse contexto, conforme Rezende (2002, p. 125), Os agentes intermediários são de categoria quase que exclusivamente formada por bibliotecários. Esses profissionais têm papel intermediário entre as demandas de informação da empresa e o universo das informações acessíveis e acessáveis. Segundo Rosaly Favero Krzyzanowski em reportagem à revista FAESP Pesquisa (2001, p.6), destaca que o “um bom bibliotecário tem que ser também um pesquisador”. Sendo assim, os bibliotecários que organizam os documentos da biblioteca convencional, devem se preparar para também exercer o papel gerencial, organizando e disseminando. Em outras palavras, o bibliotecário deverá transformar dados em informações com valor agregado, visando gerar conhecimento para a instituição garantir inteligência e vantagem competitiva. 28 Nessa perspectiva, o bibliotecário deve assumir o papel de um ativista do bem estar social, com profunda vocação e convicção sociopolítica. Deve tornar-se um defensor da preservação e da conservação do patrimônio histórico da humanidade. Tem o dever de considerar livros, manuscritos, imagens e sons produzidos no passado como instrumentos para a construção de uma compreensão ampla do tempo presente, garantindo a cada povo e nação uma identidade cultural integrada e legítima, diversa e unitária. (CASTRO, p. 16, 2006). A memória assume um papel importante seja na Biblioteca ou Instituição. Conforme Castro (2005, p. 100), a biblioteca pode ser colocada como lugar de memória e espaço de produção e circulação do conhecimento, onde se evidenciam as diferentes formas de criação de memórias em diferentes sociedades, bem como espaço de guarda e conservação das materialidades documentais produzidas no passado, como fonte de informação para uma compreensão aprofundada do presente. Conclui-se que entre as instituições envolvidas com a preservação da memória, a biblioteca tem papel preponderante na preservação e disseminação do passado e, portanto, da identidade – de um povo. Desde a sua concepção, as bibliotecas foram considerados como lugares da memória da humanidade, pelo quais as perspectivas da memória são vista como preservação. Ao preservar documentos, os lugares da memória guardam materialmente a memória de um povo, de uma cidade, de um país e, com isso, a Ciência da informação desconsiderou um importante aspecto da memória: o esquecimento. (MONTEIRO, 2008, p. 1). Segundo Lucas (1998, p.12), os lugares da memória podem ser classificados em lugares topográficos, como as bibliotecas, arquivos e museus, em lugares funcionais, a que pertencem os manuais, as autobiografias ou associações e os lugares monumentais, que são os cemitérios ou as arquiteturas. Como afirma Halbwachs (1990, p.20), é necessário criar e conservar os documentos produzidos pelas pessoas, assim como comemorar aniversários, preservar monumentos, santuários e demais lugares onde se ancora e se exprime a memória coletiva. Com isso, possibilita-se o rompimento com as determinações de tempo e do espaço. 29 A biblioteca é um lugar de memória e espaço de armazenamento das materialidades textuais produzidas em tempos e localidades diversos e que desempenha, mesmo com todo o avanço tecnológico, o papel de guardiã do conhecimento. Não no sentido de guardar para si o patrimônio material e imaterial produzido por homens e mulheres do passado, mas de, através dele, possibilitar o acesso a um passado deforma que pode ganhar nas mãos de pesquisadores, bibliotecários e leitores. (CASTRO, 2006, p.103). Mas para que o bibliotecário consiga organizar essas idéias e informações sobre o passado é preciso que tenha uma gestão adequada para organizar e disseminar essa informação, por isso usa-se várias formas de gestão da informação. Assim podemos considerar que a quantidade de informação e de dados gerada pelos seus colaboradores é, para a organização, um importante recurso que necessita e merece ser administrado. E isto é o objetivo da gestão da informação. Segundo Reis (1993, p.23), Para que esta gestão da informação seja dinâmica, é necessário que se estabeleça um conjunto de políticas lógicas que possibilitem o fornecimento de informação relevante, com qualidade satisfatória, precisa, transmitida para o local certo, no tempo correto, com um custo adequado e com facilidades de acesso por parte dos utilizadores autorizados. A gestão da informação tem como objetivo apoiar a política global da empresa, na medida em que torna mais competente o conhecimento e a articulação entre os vários subsistemas que a constituem; apóia os gestores na tomada de decisões; torna mais eficaz o conhecimento do meio envolvente; apóia de forma interativa o desenvolvimento da estrutura organizacional, e ajuda a formar uma imagem da organização, do seu projeto e dos seus produtos, através da implantação de uma estratégia de comunicação interna e externa. Quanto mais global e estruturado for o sistema de informação, mais flexível poderá ser essa organização. Por isso a necessidade de utilização de alta tecnologia para permitir uma relação mais estreita e permanente entre empresa e fornecedores, criando Tecnologias de Informação ou meios onde possam utilizar essa informação com mais precisão e rapidez. O acesso à informação e a capacidade de extrair e aplicar conhecimentos são vitais para o aumento do desenvolvimento. 30 As Tecnologias de Informação são ferramentas essenciais na criação de sistemas de informação integrados e coordenados. Como refere Zorrinho (1995, p.20), "a gestão da informação é uma função que conjuga a gestão do sistema de informação e do sistema informático de suporte com a concepção dinâmica da organização num determinado contexto envolvente". Por isso é cada vez maior número de organizações que desejam armazenar e disseminar informação institucional e manter essa mesma informação acessível a todo o momento aos seus clientes e colaboradores. O serviço de implementação, alojamento e suporte de repositórios digitais permite a qualquer organização ter o seu repositório institucional dotado de uma capacidade de armazenamento infinita, disponibilidade 365 dias/24h e serviços de indexação e pesquisa que lhe garantem um maior conforto e rapidez no acesso aos seus dados. Os repositórios estão se tornando ferramenta eficaz de preservação e disseminação da produção intelectual, aumentando a visibilidade e acessibilidade ao longo do tempo. A opção pelo repositório, encontra respaldo em um fomentador de Repositórios Institucionais (Rls), que é o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), seguidor de iniciativas nacionais e internacionais em prol dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative). (BETETTO, 2008, p. 36). O repositório servirá, assim, de instrumento para consulta de usuários diversos, dentre eles aqueles que tenham um olhar reflexivo, interpretativo e prospectivo e queiram colaborar na construção da identidade institucional e reconhecimento do papel social da instituição. Esse tipo de sistema é muito presente em empresas e instituições. É também muito comum no desenvolvimento de software livre. É útil, em diversos aspectos, tanto para projetos pessoais pequenos e simples como também para grandes projetos comerciais. 5.3 EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA – é uma das instituições que compõe o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Esse sistema é constituído pela Embrapa e suas Unidades de Pesquisa e de Serviços, 31 pelas Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária - Oepas, por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual, bem como por outras organizações, públicas e privadas, direta ou indiretamente vinculadas à atividade de pesquisa agropecuária. Em 26 de abril de 1973, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é vinculada ao MAPA, sendo instalada provisoriamente no Edifício Palácio do Desenvolvimento, em Brasília, DF, tendo como objetivo de ajustar a pesquisa agropecuária no Brasil. Em 1974 foram criados os primeiros centros nacionais por produto: Trigo, Arroz e Feijão, Gado de Corte e Seringueira. E dentro desses centros foram criados os departamentos: Diretrizes e Métodos, Técnico-científico, de Difusão de Tecnologia, Recursos Humanos, Financeiro e de Informação e Documentação. A Embrapa atua por intermédio de Unidades de Pesquisa e de Serviço e de Unidades Administrativas, estando presentes em quase todos os Estados da Federação, nos mais diferentes biomas brasileiros, hoje divididos em 42 unidades de pesquisas nas regiões: Norte: Embrapa Acre; Embrapa Amapá; Embrapa Amazônia Ocidental; Embrapa Amazônia Oriental; Embrapa Rondônia e Embrapa Roraima. Nordeste: Embrapa Agroindústria Tropical; Embrapa Algodão; Embrapa Caprinos; Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical; Embrapa Meio-Norte; Embrapa Semi-Árido e Embrapa Tabuleiros Costeiros. Sul: Embrapa Clima Temperado; Embrapa Florestas; Embrapa Pecuária Sul; Embrapa Soja; Embrapa Suínos e Aves; Embrapa Trigo e Embrapa Uva e Vinho. Sudeste: Embrapa Agrobiologia; Embrapa Agroindústria de Alimentos; Embrapa Gado de Leite; Embrapa Informática Agropecuária; Embrapa Instrumentação Agropecuária; Embrapa Meio Ambiente; Embrapa Milho e Sorgo; Embrapa Monitoramento por Satélite; Embrapa Pecuária Sudeste; Embrapa Solos. Centro-Oeste: Embrapa Agropecuária Oeste; Embrapa Agroenergia; Embrapa Arroz e Feijão; Embrapa Café; Embrapa Cerrados; Embrapa Gado de Corte; Embrapa Hortaliças; Embrapa Informação Tecnológica; Embrapa Pantanal; Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia; Embrapa Sede e Embrapa Transferência de Tecnologia. 32 As Unidades de Pesquisa e Serviços, também chamadas Unidades Descentralizadas, estão divididas em 40 Unidades nas diversas regiões do Brasil, sendo subdivididas em quatro tipos de segmentos: Unidades de Serviço, Unidade de Pesquisa de Produto, Unidades de Pesquisa de Temas Básicos e Unidades de Pesquisa Agroflorestal ou Agropecuária nas Ecorregiões Brasileiras. As Unidades Administrativas (duas Unidades), também chamadas de Unidades Centrais, ficam localizadas no edifício-sede da Embrapa, em Brasília, DF, são ao lado da Diretoria Executiva, órgãos integrantes da administração superior da Empresa, às quais compete planejar, supervisionar, coordenar e controlar as atividades relacionadas à execução de pesquisa agropecuária e à formulação de políticas agrícolas, sendo subdividas em: Gabinete do Diretor-Presidente; Assessoria de Auditoria Interna; Assessoria de Comunicação Social; Assessoria de Inovação Tecnológica; Assessoria Jurídica; Assessoria Parlamentar; Secretaria de Gestão Estratégica; Secretaria de Relações Internacionais; Secretaria-Executiva do PAC Embrapa; Departamento de Pesquisa & Desenvolvimento; Departamento de Tecnologia da Informação; Departamento de Transferência de Tecnologia; Departamento de Gestão de Pessoas; Departamento de Administração de Materiais e Serviços e Departamento de Administração Financeira. Para auxiliar a construir a liderança do Brasil em agricultura tropical, a Empresa investiu no treinamento de recursos humanos, sendo que hoje possui 8.944 empregados, dos quais 2.024 são pesquisadores (21% com mestrado, 71% com doutorado e 7% com pós-doutorado), e o seu orçamento para 2010 é de R$ 1 bilhão e 863 mil. Consolidou o Sistema Embrapa de Bibliotecas – SEB que é composto por 40 bibliotecas, sendo uma na sede em Brasília e 39 localizadas nos diferentes pontos do Brasil, nas unidades de pesquisa da empresa. A missão da Embrapa, com base da identidade institucional é: viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em beneficio da sociedade brasileira. Sobre a visão, existem as doutrinas essenciais da empresa que são: Excelência em pesquisa e gestão; Responsabilidade socioambiental; Ética; Respeito à diversidade e à pluralidade; Comprometimento e Cooperação. 33 Sendo que a Visão de futuro da Embrapa é: Ser um dos líderes mundiais na geração de conhecimento, tecnologia e inovação para a produção sustentável de alimentos, fibras e agroenergia. Dentro da missão e da visão da Embrapa, existe os desafios organizacionais e institucionais e um desses desafios esta em promover a gestão e proteção do conhecimento, onde a meta é de aprimorar o processo de mapeamento, organização e gestão da informação e do conhecimento gerado pela Embrapa e resgatar a memória técnica e institucional da Empresa, por meio da disponibilização, de maneira organizada e de fácil acesso, das informações geradas pela Embrapa. (EMBRAPA, 2008, p. 40 e 41). 34 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A seguir serão relatados os procedimentos metodológicos que foram utilizados para a realização da pesquisa. 6.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Para o desenvolvimento deste trabalho foi utilizado como método, a pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa associada ao qualitativo, uma vez que além das quantificações estatísticas a pesquisa apresentou as opiniões e informações coletadas que foram analisadas buscando responder ao problema de pesquisa. A pesquisa caracteriza-se como descritiva, pois esse tipo de pesquisa possibilita a descrição das características de uma determinada população. Para melhor entender esse conceito Gil (2002, p. 42) defende que: As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como questionários e a observação sistemática. A pesquisa descritiva tem por finalidade, estudar as características de um grupo, bem como levantar as opiniões e atitudes de uma população. Procura descobrir com precisão a freqüência com que um fenômeno ocorre. Em suas diversas formas, a pesquisa descritiva trabalha com dados colhidos da própria realidade. A coleta de dados é uma das características da pesquisa descritiva, sendo que para esta operação, são utilizados a estratégia de observação, entrevista, formulário e questionário, sendo este último o instrumento que será utilizado nesta pesquisa. 35 A abordagem quantitativa “caracteriza-se pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento dessas por meio de técnicas estatísticas” (TEIXEIRA; PACHECO, 2005, p. 60). Segundo ainda os mesmos autores a abordagem quantitativa: Tem como objetivo básico garantir o máximo de precisão nos resultados obtidos e evitar distorções de análise e interpretação. Proporcionando uma maior margem de confiança na pesquisa (p.60). A abordagem qualitativa pode ser diferenciada como a: [...]Tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos. (RICHARDSON, 2007, p.90). Segundo Baptista e Cunha (2007, p. 4, apud WESTBROOK, 1994): [...] a ação de coletar dados para um estudo qualitativo envolve mais do que a obtenção de informações sobre as unidades de informação. O pesquisador deve começar um processo que envolve movimentos reiterados e cíclicos entre a coleta de dados e a sua análise. Na verdade, essa coleta de dados é vista como um processo do que um procedimento, requerendo constantes julgamentos analíticos. Para a coleta de dados, foi utilizado o questionário de questões abertas e fechadas. Segundo Carvenalli e Miguel (2001, p. 4) “o questionário é um conjunto de perguntas, que a pessoa lê e responde sem a presença de um entrevistador. Ele pode ser enviado via correio, fax, Internet, etc.” Marconi e Lakatos (2003, p. 201) definem o questionário como “um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador”. Ou seja, o questionário pode ser enviado pelo correio ou distribuído e depois o pesquisado devolve do mesmo modo. 36 6.2 DESCRIÇÃO DO UNIVERSO DA PESQUISA A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa está vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, possui 40 Unidades espalhadas por todo país. A Embrapa é uma empresa reconhecida no Brasil e no exterior pela sua contribuição em P&D e por primar pela ocupação de espaços nos fóruns nacionais e internacionais, atuando na busca constante de inovações para o setor agropecuário. A pesquisa foi desenvolvida em todas as Unidades da Embrapa, sendo que a sua sede foi criada em 26 de abril de 1973 e localizada em Brasília, DF. A empresa tem como principal função soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em beneficio da sociedade brasileira. A escolha das Unidades de pesquisa da EMBRAPA se deu pelo fato de serem Unidades que produzem grande quantidade de informação técnico-científica e da autora atuar na instituição como estagiária, o que permite identificar quais dessas unidades tem memória técnica ou que possui interesse de criar. 6.3 POPULAÇÃO ALVO Tendo como objetivo principal desse trabalho, a realização de uma análise da formação do acervo de memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa. Desta forma, definiu-se, como população alvo da pesquisa, as Unidades atuantes nas várias linhas de pesquisa agropecuária, o que correspondem a um total de 42 Unidades de pesquisa. Para a definição da amostra da pesquisa optou-se por selecionar somente aquelas que têm bibliotecário, que compõe as Unidades de pesquisa da Embrapa. Desta forma, foram desconsiderados os auxiliares de biblioteca, que embora tenham atuação conjunta com o bibliotecário, não atuam diretamente nas tomadas de decisões da biblioteca. 37 A amostra da pesquisa foi composta por um total de 40 bibliotecários efetivos na instituição, com cargo de bibliotecários, que atendem aos requisitos estipulados. 6.4 LIMITAÇÕES DA PESQUISA Esta pesquisa sofreu algumas limitações, no que se refere à aplicação do questionário. Inicialmente, o foco deste trabalho foi de analisar a formação de memória técnica das Instituições de pesquisa do Paraná. Foi feito o levantamento dessas instituições pela internet e foi levantado que no Estado do Paraná possui 30 instituições de pesquisa. O questionário foi enviado no começo do mês de agosto, destinado ao responsável pela biblioteca, sendo que a pesquisadora não obteve nenhuma resposta para a elaboração deste trabalho até o início do mês de outubro. Para não perder o foco do estudo, foi escolhido no mês de outubro, mudar o universo da pesquisa, sendo escolhidas as Unidades de pesquisa da Embrapa, pois como a autora deste trabalho ainda estagia na Unidade Embrapa Soja – Londrina ficaria mais fácil entrar em contato os responsáveis pela biblioteca de cada unidade. 6.5 PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS Para a coleta das informações, adotou-se o questionário (anexo A) constituído por 26 questões abertas e fechadas. O questionário utilizado pela pesquisa compõe-se basicamente de perguntas fechadas e algumas abertas, subdivididas em dois módulos: 1) Caracterização da instituição; 2) Profissional que atua na organização e preservação da memória técnica. O questionário consiste em um elenco de questões, que são submetidas a 42 pessoas e que possibilita analisar com maior exatidão o que se deseja. O questionário possui a vantagem dos participantes sentirem-se mais confiantes, por 38 assegurar o anonimato, possibilitar a coleta de informações mais reais, além de ser o meio mais rápido e barato de obter informações. Na coleta das informações, primeiramente foi aplicado um pré-teste com duas instituições de pesquisa alocadas no estado do Paraná (IAPAR e TECPAR), portanto, não participaram diretamente da amostra da pesquisa. Os questionários foram enviados por e-mail, acompanhados por uma correspondência explicando os objetivos da pesquisa. O pré-teste teve como intuito identificar possíveis erros como, verificar se as questões estavam suficientemente claras. Após análise do pré-teste, adequou-se o instrumento de forma que houvesse melhor compreensão por parte dos respondentes efetivos da pesquisa (amostra). O período de aplicação dos questionários compreendeu os meses de setembro e outubro de 2010, sendo que a partir da terceira semana do mês de outubro foram recolhidos os questionários para o prosseguimento do trabalho. 6.6 PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DOS DADOS Para a análise e discussão das informações obtidas com o questionário, foram adotadas duas abordagens de análise: primeira para as perguntas fechadas, segunda, para a interpretação das respostas abertas concedidas pelos bibliotecários participantes. A tabulação dos dados obtidos nas questões objetivas foi organizada e apresentada em forma de gráficos e tabelas, a partir do programa Excel do Pacote Office da Microsoft, objetivando-se uma melhor exposição dos resultados de pesquisa. 39 7 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS Os resultados apresentados a seguir foram coletados por meio da aplicação do questionário, com o propósito de atender aos objetivos desta pesquisa. O universo da pesquisa era composto por 42 Unidades de pesquisa da Embrapa, entretanto, apenas 15 responderam e devolveram o questionário. Assim, as respostas foram organizadas, tabuladas, e são apresentadas em forma de gráficos para melhor análise, interpretação e visualização das informações obtidas. No entanto, vale ressaltar que algumas questões ultrapassam 100%, uma vez que possibilitavam múltipla escolha. O primeiro módulo do questionário aplicado às Unidades de pesquisa da Embrapa procurou levantar informações relacionadas à caracterização das Unidades, a partir de dados referentes a nome, ramo de atuação, localização e ano de inauguração, descrito no quadro 1. Quadro 1 – Caracterização das Unidades. Unidades Unidades de Pesquisa e Ramo de atuação Localização Ano Serviço Embrapa Acre Embrapa Pesquisa Agroflorestal Recursos Florestais Pesquisa de Temas Básicos Agroenergia do Brasil Agroenergia Embrapa Pesquisa de Temas Básicos Agroindustrial Tropical Embrapa Gado de Pesquisa de Produto Leite Embrapa Hortaliças Embrapa Pesquisa de Produto Pesquisa de Temas básicos Informática Agropecuária Embrapa Ambiente Meio Pesquisa de Temas básicos Rio Branco AC Brasília – DF Agroindústria, Agricultura, Floricultura, Tecnologia de alimentos, Plantas medicinais, Fruticultura Tropical Fortaleza - CE Bovinocultura Leiteira Juiz de Fora – MG Olericultura Brasília – DF Informática, Bioinformática, Agroinformática, Clima, Sensoriamento Campinas – SP remoto Qualidade Ambiental Jaguariúna – SP 1980 1991 1993 1976 1978 1996 1982 40 Embrapa Meio- Pesquisa Agroflorestal Embrapa Soja Pesquisa de Produto Pesquisa da agricultura da região Meio-Norte do Brasil Pesquisa da agricultura na Amazônia, com ênfase em Rondônia Soja, Girassol e Trigo Embrapa Rondônia Pesquisa Agroflorestal Embrapa Solos Pesquisa de Temas básicos Ciência do solo Norte 1993 Teresina - PI 1975 Porto Velho – RO Londrina – PR 1975 1975 Rio de Janeiro – RJ Embrapa Semi- Pesquisa Agroflorestal Pesquisa no Ambiente Semárido do Brasil Pesquisa de Produto Suínos e Aves árido 1975 Petrolina – PE Embrapa Suínos e 1982 Aves Concórdia SC Embrapa Trigo Pesquisa de Produto Cereais de inverno 1974 Passo Fundo – RS Embrapa Uva e Pesquisa de Produto Vinho Vitivinicultura e fruticultura de clima temperado 1975 Bento Gonçalves – RS As Unidades envolvidas têm entre 16 e 36 anos de existência, tempo esse que propícia o acúmulo de acervo, seja de documentos administrativos ou técnico-científicos. Importante, também, constatar o número de Unidades participantes do projeto de implantação da Memória Técnica nas diferentes regiões do país, destacado no quadro 2. Quadro 2 – Unidades por região. Região Centro-oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Nº de Unidades/região 2 3 2 4 4 41 Dentro do primeiro módulo, foi questionado aos entrevistados se a Unidade acha interessante que seus colaboradores saibam onde estão guardados os documentos técnicos produzidos por eles, pelos colaboradores antigos e aposentados ou alocados em outras Unidades da Embrapa que não sejam a sua. As respostas obtidas demonstraram, conforme o gráfico 1, que 73% (n=11) dos participantes responderam que considera importante e 27% (n=4) colocam como pouco importante, sobre a importância que a Unidade dá ao público interno aos identificar aonde os documentos técnico-científicos produzidas por elas estão armazenadas. 12 11 10 8 Importante 6 Pouco Importante 4 Não Importante 4 2 0 0 1 Gráfico 1 – A instituição considera importante que o público interno saiba onde estão os documentos produzidos por ela. Cada Unidade é responsável em gerar estratégias de pesquisa agropecuária criando políticas de desenvolvimento para a sua região em particular, favorecendo o desenvolvimento de um sistema nacional de planejamento para a pesquisa e disseminando a informação agrícola, com a formação de banco de dados para a pesquisa e desenvolvimento agropecuário, para facilitar o acesso aos usuários e clientes da pesquisa agropecuária. Essas Unidades trabalham com a pesquisa para atender às demandas da sua região, estado e municípios, para um melhor suporte ao desenvolvimento da agropecuária e promovendo o intercâmbio de informações e documentação técnicocientífica, nas áreas de interesse comum e o intercâmbio de pessoal para a capacitação e assessoramento interinstitucional. 42 Na análise dos dados representados no gráfico 2, pode-se visualizar o grau de importância que as Unidades atribuem à informação gerada por ela para o desenvolvimento de suas atividades e preservação da mesma. Ressaltando que quem responde pela Unidade é o profissional responsável pelo acervo de memória técnica, ou seja, o bibliotecário, sendo que 67% (n=10) consideram importante e 33% (n=5) pouco importante a informação gerada pela Unidade. 10 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Importante 5 Pouco Importante Não Importante 0 1 Gráfico 2 – A importância que a Instituição atribui à informação gerada. As informações demonstradas no gráfico 3 indicam que quase a totalidade das Unidades 93% (n=14) tivera conhecimento sobre memória técnica e 7% (n=1) confirmou que não tinha conhecimento e disseram que já tinham escutado sobre o assunto e os mesmos destacaram algumas concepções descritas logo em seguida. “Essencial para a história da instituição”; “preservação do que foi publicado pela Empresa”; “Mecanismo que serve para controle da produção técnicocientífica da instituição”; “Produção editorial e intelectual da organização”; “refere-se à organização de toda informação técnico-científica (tangível) que foi gerada pela organização” e “É um instrumento de organização do conhecimento de uma organização que possibilita sua armazenagem e contribui para a tomada de decisão e planejamento estratégico”, 43 1 Sim Não 14 Gráfico 3 – Conhecimento sobre memória técnica. No que se refere quais Unidades que possuem o acervo de memória técnica, dos 98% (n= 15) respondentes da questão, 93% (n=14) possuem memória técnica tendo início entre 1978 a 2009, dependendo da Unidade. Apenas 7% (n=1) comentaram não haver memória técnica, mas que há interesse de futuramente construir a memória técnica da sua Unidade, conforme demonstrado no gráfico 4. 1 Sim Não 14 Gráfico 4 – Unidades que possuem memória técnica. O gráfico 5 apresenta os tipos de documentos que as Unidades possuem e que consideram como memória técnica da Unidade. Verificou-se, que dos 63% (n=15) dos respondentes desta questão, 10,4% (n=14) relatórios informatizados; 10,4% (n= 14) jornais, revistas e livros; 8,1% (n=11) trabalhos não publicados (literatura cinzenta, relatórios de projetos); 7,4% (n=10) fotografias, objetivos e pinturas; 6,7% (n=9) são os relatórios preparados 44 manualmente; 6,7% (n=9) atas de encontros; 5,1% (n=7) outros (CD-ROM, DVD, plantas: terrenos, construções, publicações seriadas, folders e mapas); 4,5 % (n= 6) anotações/arquivos pessoais; 3,7% (n=5) discursos, depoimentos, debates e entrevistas; Relatórios manuais 14 14 14 Relatórios infor. 12 10 8 11 Anotações 10 9 9 Atas de encontros 7 7 6 5 4 Trabalhos nãopublicados Jornais, livros e revistas Fotografias 2 Entrevistas, discursos 0 1 Outros. Quais? Gráfico 5 – Documentos do acervo. No gráfico 6, pode-se visualizar as vantagens percebidas pelos bibliotecários com relação à memória técnica, dos 73,4% (n=15) dos participantes desta questão, indicam que 16% (n=15) o resgate da história da instituição; 15,6 % (n=14) preservação da informação; 14,5 % (n=13) organização da produção técnicocientífica da instituição; 14,5 % (n=13) construção da identidade coletiva da instituição; 7,8 % (n=7) cronograma do tempo a empresa; e 4,5% (n=4) outros. 45 16 15 14 13 14 Resgate histórico 13 12 Preservação da informação 10 Organização da produção científica 7 8 6 Cronograma do tempo da empresa 4 Construção da identidade coletiva 2 0 1 Gráfico 6 – Vantagens da Memória Técnica. Na opção entre outros, alguns bibliotecários destacaram: “Estatística de produção/produtividade”; “Disseminação (transferência de tecnologia) e fonte de informação para a gerência”; “Memória dos eventos sociais e encontros dos empregados, tipo fotos e gravação de momentos descontraídos”; “Organização e preservação do conhecimento técnico, administrativo e cientifico institucional. Quando perguntado por quais meios de comunicação que os bibliotecários obtiveram conhecimentos relativos à memória técnica, a grande maioria destacou os grupos de discussões, eventos/palestras ou congressos e conversas com colegas, e alguns destacaram outros tipos como estudos pessoais sobre o assunto, literatura científica, algumas publicações e literatura cinzenta (teses). Quanto às vantagens de concentrar todas as informações técnicas da instituição na memória a grande maioria destacou a dinamização do acesso à informação, o conhecimento aprofundado ao histórico da instituição, concentração de todos os documentos que falam sobre a mesma, organização e preservação do conhecimento gerado e disponibilidade e possibilidade de disseminação desse conhecimento. Após esses questionamentos, foram perguntados em quais formatos os materiais são disponíveis na memória técnica de cada Unidade. Todos sem exceção colocam que o principal formato é o impresso/papel, logo em seguida destaca o CDROM e o DVD, logo depois aparecem os disquetes, videodiscos, fita cassete, e fita magnética. Algumas Unidades colocam também as fotografias, slides, plantas 46 (terrenos e construções), filmes e documentos eletrônicos como formato de seus acervos de memória técnica. No quadro 3, foi apresentados os materiais que compõe o acervo de memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa. Vale ressaltar que na grande maioria, as Unidades possuem os mesmos materiais em destaque no acervo de memória. Quadro3 – Documentos que compõe a Memória Técnica das Unidades. Anais e resumos de congresso Artigos de periódicos Bases de dados/Softwares e Sites Cartilhas Cursos e palestras gravadas Documentos técnicos Eventos científicos Entrevistas/Matérias jornalísticas Jornais Plantas (terrenos e construções) Folders Leitura cinzenta Processos tramitados no Comitê de publicações Produção técnica científica Registro escrito deixado por pesquisadores que aposentaram Projetos Publicações Separatas Séries editadas pela Unidade: Boletim de Pesquisa; Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento; Circular Técnica; Comunicado Técnico; Documentos e Sistema de Produção Teses Zoneamentos Fotografias Mapas Backup dos arquivos informatizados dos pesquisadores que aposentaram Documentos de criação da instituição e administrativos Folhetos Livros Produção editorial da Unidade Relatórios Slides Os tipos de classificação utilizados pelos bibliotecários no processamento técnico da memória técnica são a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e a Tabela Cutter, por ser mais fácil utilização e por ter uma padronização entre as Unidades de pesquisa, pois os materiais classificados vão para o acervo on-line (BDPA)1. 1 http://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/ 47 Quanto aos procedimentos de organização utilizados para a guarda do acervo de memória técnica, são utilizados os seguintes critérios de organização, 8,9% (n=8) organizada por assunto; 8,9% (n=8) organizada por título; 7,8% (n=7) outros; 6,7% (n=6) séries de documentos; 5,6% (n=5) organização por sequência numérica por dígitos (livro tombo); 5,6% (n= 5) organizada por autor apresentadas no gráfico 7. 8 8 8 7 7 6 6 5 Assunto 5 Autor 5 Título 4 Livro tombo 3 Séries 2 Outros. Quais? 1 0 1 Gráfico 7 – Procedimentos de organização da Memória Técnica. Sobre os procedimentos de conservação e preservação do acervo de memória técnica, percebe-se que os bibliotecários sentem um pouco de dificuldade em tratar esse acervo, pois as Unidades não investem para esse tipo de procedimento. Alguns profissionais destacam que no momento, não existe procedimentos técnicos para a conservação, sendo que o máximo que a Unidade providenciou foi um climatizador ou que no momento não tem nenhum processo institucionalizado. Por outro lado, os mesmos procuram se adequar a realidade de sua Unidade e procuram trabalhar na conservação do acervo, procurando manter o acervo em condições mínimas de temperatura adequada, fazendo a limpeza/higienização esperodicamente mantendo o acervo seco e sem pó, proteção contra os raios solares, uso constante do desumificador e fazendo encardenação e restauração dos materiais quando necessário. Quando perguntado se o acervo de memória técnica está além do formato impresso/papel ou se encontra também no formato digital (Repositório da Embrapa – 48 INFOTECA)2, 53% (n=8) responderam que sim, que já estão disponíveis no repositório, mas 40% (n=6) responderam que ainda não tem esse acervo no formato digital, e que pretendem gradativamente participar do repositório e 7% (n=1) não responderam a questão. Os bibliotecários destacam a necessidade de ter esse material na internet, pois assim, se tem uma maneira de preservação, divulgação, agilidade na recuperação da informação, podendo ser observado no gráfico 8. 1 6 Não respondido Sim Não 8 Gráfico 8 – Formato digital – Disponível em repositório . Sobre o profissional que cuida desse acervo das Unidades de pesquisa que responderam ao questionário, 14 Unidades confirmaram que quem cuida do acervo de memória técnica são os bibliotecários, sendo que dessas 12 Unidades, duas Unidades contam com ajuda de estagiários do curso de biblioteconomia e apenas uma Unidade não possui profissional responsável pelo acervo de memória técnica, porque existia um grupo de trabalho indicado para esse serviço, entretanto, as funções não são exercidas. O segundo módulo do questionário aplicado procurou levantar informações relacionadas ao profissional que atua na organização e preservação da Memória Técnica. Dentre as Unidades estudadas, percebe-se uma pequena participação do sexo masculino na função de bibliotecário, sendo que dos 15 profissionais que responderam 14 são mulheres e apenas 1 é homem. Verificou também que dos 15 respondentes, 11 estão na faixa de idade entre 41 e 51 anos, 3 acima dos 50 anos e apenas 1 entre 20 e 30 anos. 2 http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/ 49 Quanto à formação, verificou-se que a grande parte, 12 são formados em Biblioteconomia, 1 em Ciências da Informação e 1 não respondeu, e 1 além do curso de biblioteconomia possui também o curso de pedagogia. No que se refere à titulação acadêmica, o estudo revelou que o grupo pesquisado, está constituído por, 35% (n=5) apenas a graduação completa; 29% (n=4) tem especialização, 29% (n=4) mestrado e 7% (n=1) doutorado sendo destacado no gráfico 9. 1 5 4 Graduação Completa Especialização Mestrado Doutorado 4 Gráfico 9 – Titulação Acadêmica. Todos atuam na sua área de formação dentro das Unidades como bibliotecário sendo que 9 atuam como Analista B, 4 como Analista A, e 2 não revelaram. Sobre o tempo de atuação na Embrapa, a maioria esta na Embrapa acima de 15 anos (8), 3 pessoas estão na Empresa de 5 a 10 anos, 2 de 1 a 5 anos e 2 de 11 a 15 anos. E para finalizar perguntou-se sobre as atividades desenvolvidas pelo bibliotecário dentro do acervo de memória técnica, sendo descritos abaixo. 9 Avaliação; 9 Armazenamento; 9 Catalogação; 9 Classificação; 9 Conservação; 9 Disponibilidade/digitalização; Disponibilização no BDPA; 9 Divulgação; 50 9 Indexação; 9 Organização; 9 Organização do documento impresso em caixas arquivo de papelão; 9 Tratamento; 9 Recuperação; 9 Registro; 9 Seleção; Com relação ao acervo de memória técnica, podemos destacar que a maioria das Unidades entende como memória técnica, os documentos editados pelas unidades e as publicações seriadas, mas também acontece uma pequena confusão, com o que seja material técnico com material institucional ou histórico da Unidade, sendo que as respostas abertas sobre os documentos armazenados no acervo de Memória Técnica esta fixado no Apêndice C, no final deste trabalho. 51 8 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A Embrapa, aos 37 anos de existência, vivencia o acúmulo de produção de documentos administrativos e geração de publicações técnico-científicas. Surge daí a necessidade de estabelecer diretrizes, não só de desenvolvimento de coleções, mas de preservação deste patrimônio bibliográfico impregnado de conhecimentos que hoje lhe permitem ser referência mundial para o desenvolvimento de culturas em regiões tropicais. Através do levantamento efetuado constatou-se que quatorze das quinze Unidades de pesquisa, que responderam ao questionário, já desenvolve sua memória técnica. A única respondente, que ainda não tem esse acervo especial, pretende, futuramente, constituir o acervo de Memória técnica da Instituição. As diferentes regiões do país já têm Unidades que desenvolvem o projeto de desenvolvimento da Memória Técnica, ou seja, a importância de realização deste projeto está internalizada na empresa. Sendo que de acordo com EMBRAPA (2008, p. 27) dentre os desafios institucionais e organizacionais está o de fortalecer a comunicação institucional e mercadológica para atuar estrategicamente diante dos desafios da sociedade da informação. A partir do momento que o valor do projeto é incorporado pela organização, paulatinamente, os meios para a implementação em todas as Unidades, serão viabilizados. As Unidades das regiões Sul e Sudeste estão à frente quanto à implantação, sendo que nas demais regiões pelo menos duas Unidades participam desse esforço da empresa para garantir às novas gerações o acesso à produção bibliográfica gerada ao longo de sua história. De acordo com Simião (2009, p. 1) a principal função da memória técnica ou organizacional é aumentar a competitividade da organização, pelo aperfeiçoamento da forma como ela gerencia seu conhecimento. Nesse sentido, a Memória técnica não é apenas um acervo de informações. Ela é também uma "ferramenta" da organização para o gerenciamento de seus ativos intelectuais. Segundo Matos (2009, p.1) 52 Memória técnica é a representação explicita persistente dos conhecimentos e informações de uma organização, com a finalidade de facilitar o acesso, o compartilhamento e a reutilização pelos membros da organização no desenvolvimento de suas tarefas. Para algumas empresas, como o Boticário, memória técnica é promover o resgate, tratamento, preservação e divulgação da historia da empresa como subsidio a futuras pesquisas. Os tipos de documentos que os profissionais responsáveis pelo acervo de memória técnica entendem como documentos necessários para compor esse acervo são os Documentos técnicos, Produção editorial da Unidade, Produção técnicocientífica (produzida pelos pesquisadores locados na Unidade), Relatórios e as Séries publicadas pelas Unidades (Boletim de Pesquisa; Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento; Circular Técnica; Comunicado Técnico; Documentos e Sistema de Produção). Esses materiais estão disponíveis em diferentes formatos, sendo que a grande maioria está no formato impresso/papel e mídias como o CD-ROM e o DVD. Um dos desafios de médio prazo que a Embrapa destaca em seu plano diretor é de contribuir para o avanço da fronteira do conhecimento e incorporar novas tecnologias, inclusive às emergentes (EMBRAPA, 2008, p. 31). Destacamos também que o acervo de memória técnica, além de estar disponível em formato físico, também esta no formato digital, sendo disponibilizado no repositório digital da EMBRAPA o INFOTECA.3 Para tanto, a Embrapa desenvolve vários meios de comunicação, para que a comunidade em geral tenha acesso à informação. Um exemplo é a Agência da Informação4 que possibilita a organização, tratamento e armazenamento, divulgação e o acesso à informação tecnológica e ao conhecimento gerado pela Embrapa, e como essas Unidades vêm gerando e acumulando uma grande quantidade de produção científica (livros, folhetos, teses, artigos de periódicos, trabalhos apresentados em eventos, documentos eletrônicos e sistemas de produção), sendo que os saberes registrados e acumulados podem ser reaproveitados na criação do conhecimento. O tratamento usado para classificação do material é a Classificação Decimal de Dewey e a Tabela Cutter. Os procedimentos de preservação e conservação dos acervos são as condições mínimas utilizadas para o mesmo: o 3 4 http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/ http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/ 53 cuidado com a iluminação, temperatura e higienização; e quando necessário encadernação e restauração dos materiais. A constatação que na Embrapa o profissional responsável pela organização e preservação da memória técnica, é o bibliotecário, demonstra que a empresa reconhece que esses são os profissionais qualificados para selecionar, processar e disseminar as informações geradas. A porcentagem de profissionais (60%) com mestrado e/ou doutorado demonstram, também, o comprometimento da empresa para com o aprimoramento da formação desses técnicos de nível superior. Com os levantamentos feitos, foi possível atingir o objetivo de analisar a formação do acervo de memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa. A Embrapa gera conhecimento e reconhece, nesse estágio de sua história, que é necessário ter a guarda e a proteção desse conhecimento e seus bibliotecários, cientes dessa responsabilidade, gerenciaram este processo. A única ressalva detectada diz respeito ao entendimento do que seja memória técnica. Alguns bibliotecários confundem memória técnica com memória institucional. Isso fica evidente pela política de desenvolvimento desta coleção. Os materiais selecionados para a memória técnica são, em grande número, documentos administrativos e de caráter histórico (história da Unidade). As Unidades da empresa têm gerado documentos de caráter administrativo: normas, relatórios e correspondências. Para tratá-los está prevista a contratação de arquivistas. Os documentos técnicos, produzidos a partir do desenvolvimento de atividades técnico-científicas, estão compondo a memória técnica das Unidades, sob a responsabilidade dos bibliotecários que trabalham constantemente na melhoria deste processo. 54 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve como objetivo principal analisar a formação de acervo de memória técnica das Unidades de pesquisa da Embrapa, sendo destacada a sua importância perante os bibliotecários e as empresas e instituições que possuem esse acervo especial. Neste trabalho, foi feito o levantamento bibliográfico sobre o assunto em especial nas unidades da Embrapa, foi destacado que o bibliotecário é o responsável por este acervo, sendo que ele atende todos os requisitos para a organização e estruturação dessa memória. Com o crescimento de informações técnicas produzidas pelas instituições de pesquisa ou de empresas em geral, percebe-se a necessidade de armazenar esse tipo de conhecimento para o desenvolvimento técnico A Embrapa é uma organização com sede em Brasília, composta de 42 Unidades descentralizadas de pesquisa agropecuária espalhadas pelas regiões do Brasil. A partir da análise das informações coletadas neste estudo, verificou-se que as Unidades de pesquisa da Embrapa e seus bibliotecários possuem conhecimento sobre memória técnica, só que alguns bibliotecários confundem a memória técnica com a memória institucional ou história da unidade, sendo que alguns estão armazenando documentos históricos com documentos técnicos, como por exemplo, relatórios técnicos ou de projetos de pesquisa. Segundo o regulamento da Secretaria do Tribunal Federal, memória institucional desenvolve atividades de preservação do patrimônio histórico institucional, material e imaterial, bem como a divulgação do acervo mediante visitação pública, exposições temporárias e outros meios. Constatou-se que das 15 Unidades participantes da pesquisa 14 possuem memória técnica em suas bibliotecas. No que se referem aos documentos que compõe a memória técnicas, as Unidades, possuem diversos trabalhos de pesquisadores armazenados em seu acervo. Estes trabalhos encontram-se em livros, revistas, relatórios, etc. Baseado no PD&E da Embrapa, a Memória técnica pretende armazenar, e disseminar a produção cientifica de todos os seus pesquisadores, relacionando o seu desenvolvimento com o passar do tempo, construindo desta forma uma 55 biblioteca digital (repositório – INFOTECA) que será o núcleo principal da preservação da memória técnica. Com base nos resultados apresentados, foi possível constatar que os tipos de tratamentos de preservação e conservação aplicados no acervo físico (papel/impresso) de memória são os básicos como iluminação, temperatura e higienização. Pôde-se constatar também que o responsável por esse acervo é o bibliotecário responsável pela biblioteca da Unidade. Sendo o bibliotecário também que cuida da disponibilização online desses documentos, alguns contanto com a ajuda de estagiários de biblioteconomia. Com base nos resultados da pesquisa, sugere-se que as Unidades de pesquisa da Embrapa continuem com esse projeto de memória técnica, pois demosntra que a Empresa tem consciência da sua importância e da necessidade de preservação e divulgação desse conhecimento técnico até para os novos pesquisadores que irão engressar nas Unidades. Diante dessa importância, seria interessante um trabalho de divulgação nas Unidades de pesquisa da Embrapa por meio de palestras especificas sobre o tema, abordando as vantagens da implantação da memória ténica em uma instituição de pesquisa e explicando a diferença entre ela e a memória institucional e/ou histórica. No entanto, seria interessante estender este estudo dentro das listas de discussões existentes, visando à ampliação da discussão, de maneira que possa haver comparações de dados desta com outras pesquisas que venham a ser realizadas nas outras Unidades de pesquisa da Embrapa que não participaram da pesquisa. É claro que a construção de um acervo de memória técnica é uma tarefa contínua e que por esse motivo faz necessário a disponibilidade de recursos e de pessoal para a sua realização de forma rotineira. Da mesma forma é necessário que a Embrapa, reconhecendo a importância da preservação do seu conhecimento, viabilize uma atualização constante no seu repositório. Acredita-se ter atingido os objetivos propostos e espera-se que esta pesquisa sirva de subsídio para que as Unidades de pesquisa da Embrapa realize outros estudos de maneira a contribuir para melhorar cada vez mais o entendimento sobre a importância da preservação técnico-científica das Unidades. 56 Em 19 de outubro de 2010, durante a análise dos dados e a finalização da redação este estudo, teve-se a notícia que no dia 20 de outubro de 2010 a Embrapa reformulou a sua base da dados (AINFO) onde o depósito de documentos eletrônicos/digitais será feito por meio do próprio Ainfo, sem a necessidade de entrar num sistema à parte (INFOTECA), sendo que os documentos digitais ficarão armazenados dentro da base de dados e automáticamente enviados ao repositório da Embrapa. Mediante o que foi exposto no trabalho, podemos afirmar que a melhor maneira de preservar a informação e disseminá-la para a comunidade científica e futuras gerações é resgatar esses documentos e tratá-los de maneira especial, criando um acervo exclusivo. A memória técnica contribui para consolidar a boa reputação de uma empresa, mas vai além: o poder de uma nação migrou do acervo bélico para o acervo bibliográfico. Só poderá deter o poder econômico quem dominar conhecimentos e melhor aplicá-los para o desenvolvimento de tecnologias que promovam melhorias efetivas à qualidade de vida da população. O conhecimento gerado pelas Instituições de pesquisa é o seu grande patrimônio, protegê-los é um ato de cidadania. 57 REFERÊNCIAS ARRUDA, M. C. C.; MARTELETO, R. M.; SOUZA, D. B. de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, DF. v. 29, n. 3, 2000. Disponível em: <http:www.ibict.br/cionline/>. 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Para viabilizar a elaboração do meu TCC, solicito a colaboração das (os) bibliotecárias (os) no sentido de responder o questionário em anexo, cujas questões objetivas demandarão pouco tempo para as respostas. Informo, ainda, que as respostas fornecidas pelos participantes da pesquisa serão tratadas de forma confidencial, sem identificação dos respondentes. Visando cumprir o cronograma estipulado, solicito a compreensão das (os) bibliotecárias (os) para o encaminhamento dos dados até 21 de outubro de 2010, via e-mail ([email protected]). Certa de seu apoio e compreensão agradeço desde já a atenção e coloco-me a disposição para demais esclarecimentos. Atenciosamente, Daniela Alexandre da Silva Telefone: 3328-87-14 Celular: 8417-14-66 e-mail: [email protected] 63 Apêndice B: Questionário aplicado ao responsável pela Memória Técnica. Questionário Módulo 1: Caracterização da Instituição 1) Qual é o nome da Instituição? _________________________________________________________________ 2) Qual a idade da Instituição? A Inferior a 1 ano B De 1 a 5 anos C De 6 a 10 anos D De 11 a 15 anos E Acima de 15 anos 3) Qual o ramo de atuação da Instituição? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4) A instituição considera importante que todo o seu público interno saiba onde os documentos produzidos por ela estão armazenados? A Importante B Pouco Importante C Não é importante 5) Qual a importância que sua instituição atribui à informação gerada por ela para o desenvolvimento de suas atividades e para a preservação da história? A Importante B Pouco Importante C Não é importante 64 6) Quais os tipos de documentos a Instituição possui. A Relatórios preparados manualmente B Relatórios informatizados C Anotações/Arquivos pessoais D Atas de encontros E Trabalhos não-publicados (literatura cinzenta, relatórios técnicos) F Jornais, revistas e livros G Fotografias, objetos, pinturas H Discursos, depoimentos, debates, entrevistas I Outros. Especificar:_________________________ 7) Se você já ouviu falar Memória Técnica Organizacional? [ ] Não [ ] Sim. Qual sua concepção?_________________________________________________ 8) A Instituição possui Memória Técnica? [ ] Não [ ] Sim. Quando iniciou?________________________________________________ 9) Caso a resposta anterior seja não, a Instituição teria interesse futuramente em construir sua Memória? [ ] Não [ ] Sim 10) Caso já tenha ouvido falar, assinale a(s) vantagem(s) por você percebida(s). Com relação à construção da Memória Técnica Organizacional em uma instituição (A questão permite mais de uma resposta). [ [ [ [ [ [ ] Resgate da História da instituição ] Preservação da informação ] Organização da produção técnico - cientifica da instituição ] Cronograma do tempo da empresa ] Construção da identidade coletiva da instituição ] Outro (s) Qual (is)?__________________________________________________ 65 11) Por qual (is) meio(s) de comunicação você obteve conhecimentos relativos à memória técnica organizacional? (A pergunta permite mais de uma resposta) [ [ [ [ [ [ ] Não obtive ] Sites da Internet ] Grupos de discussão ] Conversas com Colegas ] Eventos/palestras/congressos ] Outro(s) Qual(is)?___________________________________________________ 12) Qual(is) a(s) vantagem(ns) por você percebida(s), em ter concentrada em uma memória técnica toda as informações técnicas da instituição (a pergunta permite mais de uma resposta). [ ] Dinamização do acesso à informação [ ] Conhecer de forma aprofundada a história da instituição [ ] Maior visibilidade da participação dos funcionários [ ] Possibilidade de revisão pelos pares [ ] Concentrar em um mesmo acervo todos os documentos que falem sobre a instituição [ ] Não percebo nenhuma vantagem [ ] Outro(s) Qual(s)?_________________________________________________ 13) Qual(is) o(s) documento(s) que compõe a memória técnica de sua instituição? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 14) Qual(is) o(s) formatos dos materiais disponíveis na memória?(a pergunta permite mais de uma resposta). [ [ [ [ [ [ [ [ [ ] CD-ROM ] Disquetes ] DVD ] Fita cassete ] Fita Magnéticas ] Microfichas ] Papel/formato impresso ] Videodiscos ] Outro(s) Qual(is)?___________________________________________________ 66 15)Qual(is) o(s) procedimento(s) de organização usados para armazenamento desse acervo?(a pergunta permite mais de uma resposta). [ [ [ [ [ [ o ] Organização por assunto ] Organização por autor ] Organização por título ] Organização por seqüência numérica por dígitos (livro tombo) ] Séries de documentos ] Outro(s) Qual(is)?___________________________________________________ 16) Qual(i)s o(s) tipo(s) de classificação é utilizada no processamento técnico do acervo?(a pergunta permite mais de uma resposta). [ [ [ [ [ ] Classificação do Decimal de Dewey (CDD) ] Classificação Decimal Universal (CDU) ] Tabela Cutter ] Tabela PHA ] Outro(s) Qual(is)?___________________________________________________ 17) Qual(is) o(s) procedimentos de conservação e preservação utilizadas? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 18) O acervo de memória técnica da instituição é apenas no formato físico (papel) ou também está no formato digital? [ ] Sim [ ] Não [ ] Se a resposta for negativa, a instituição teria interesse de disponibilizar esse material no formato digital e disponibilizar as informações nelas contidas?Por quê?_______________________________________________________________ 19) Existe um profissional responsável por esse acervo de memória técnica? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 67 Módulo 2: Questionário destinado ao profissional que atua na organização e preservação da Memória Técnica. 1) Gênero: [ ] Masculino [ ] Feminino 2) Faixa Etária: [ ] Entre 20 e 30 anos [ ] Entre 31 e 40 anos [ ] Entre 41 e 51 anos [ ] Acima de 50 anos 3) Qual o seu grau de instrução? A 1º Grau G Graduação Incompleta B 2º Grau H Especialização C Curso Técnico I Mestrado D Graduação Completa J Doutorado 4) Qual sua área de formação? _________________________________________________________________ 5) Cargo ocupado na empresa? _________________________________________________________________ 6) Tempo de atuação na Empresa / Instituição [ ] Inferior a 1 ano. [ ] De 1 a 5 anos. [ ] De 5 a 10 anos [ ] De 11 a 15 anos [ ] Acima de 15 anos. 7) Quais as atividades desenvolvidas pelo profissional dentro do acervo de Memória Técnica? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 68 Apêndice C: Transcrição dos Respondentes. MÓDULO 1 Pergunta 7 Se você já ouviu falar de Memória técnica organizacional? Se sim, qual sua concepção? R 1: Essencial para a historia da instituição. R 2: Mecanismo que serve para controle da produção técnico-científica da instituição, assim como resgate histórico. R 3: Seria uma parcela da história da organização. R 4: É um instrumento de organização do conhecimento de uma organização que possibilita sua armazenagem e contribui para a tomada de decisão e planejamento estratégico. R 5: Produção editorial e intelectual da organização. R 6: Constituir a história de uma instituição. R7: Refere-se à organização de toda informação técnico – científica (tangível) que foi gerada pela organização. R 8: Preservação do que foi publicado pela empresa. Pergunta 10 Caso já tenha ouvido falar, assinale a(s) vantagem(ns) por você percebida(s). Com relação à construção da memória técnica organizacional em uma instituição. (A questão permite mais de uma resposta). R 1: Estatística de produção/produtividade. R 2: Disseminação (transferência de tecnologia) e fonte de informação para a gerência. R 3: Memória dos eventos sociais e encontros dos empregados, tipo fotos e gravação de momentos descontraídos. R 4: Organização e preservação do conhecimento técnico, administrativo e cientifico institucional. 69 Pergunta 11 Por qual (is) meio(s) de comunicação você obteve conhecimentos relativos à memória técnica organizacional? (A pergunta permite mais de uma resposta). R 1: Supervisor e SEB. R 2: Projeto memória Embrapa. R 3: A própria empresa se interessou em organizar sua memória. R 4: O trabalho já era realizado, isto é, já se tinha consciência da sua importância. R 5: Estudos pessoais. R 6: Grupo de discussão da Embrapa. R 7: Literatura científica. R 8: Publicações. Pergunta 15 Qual (is) o(s) procedimento(s) de organização usado para o armazenamento desse acervo? (a pergunta permite mais de uma resposta). R 1: Origem do material – Memória técnica da unidade. R 2: Por tipo de material. R 3: Ano de publicação. R 4:Estão organizadas por tipo (publicações, CLP, slides, etc.) e dentro de cada tipo estão em ordem cronológica e alfanumérica. R 5: Somente as publicações estão organizadas e armazenadas por assunto, autor, título na biblioteca, os demais estão arquivados sem organização. R 6: Não existe organização. R 7: Cada setor tem sua forma de armazenar sua memória/arquivo, cada um em sua realidade especifica. Estou considerando a empresa num todo, não somente a biblioteca. O início foi considerada a instituição. Pergunta 18 O acervo de memória técnica da instituição é apenas no formato físico (papel) ou também está no formato digital? 70 R 1:Já esta sendo criado a Infoteca com o objetivo de digitalizar tudo. R 2: Esta no formato físico (papel), mas também esta gradativamente sendo disponibilizado no formato digital. O interesse é para maior divulgação porque esta sendo disponibilizado na internet e preservado em repositório. R 3: A instituição disponibiliza no seu site as publicações eletrônicas para download. R 4:Maior agilidade na recuperação da informação e preservação do documento em papel. R 5:Sim, para facilitar o acesso ao material e garantir sua preservação. R 6:Nossa proposta é disponibilizar de forma digital toda a memória técnica da unidade, já estamos executando esse trabalho. Entendemos que essa é a melhor forma de tornar nosso trabalho visível para a sociedade. Pergunta 19 Existe um profissional responsável por esse acervo de memória técnica? R 1: Sim, a bibliotecária, mas todos os empregados lotados na biblioteca têm essa consciência. R 2: O bibliotecário é o responsável pela memória técnica das publicações. Os demais documentos na há um profissional responsável. R 3: Não há um profissional específico para essa atividade. A iniciativa surgida até agora são da bibliotecária. R 4: Existe um grupo de trabalho indicado pela chefia, entretanto, as funções não são exercidas. 71 Apêndice D: Endereços das Unidades da Embrapa SEDE DA EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Parque Estação Biológica – PqEB Av. W3 Norte (Final), Edifício Sede Caixa Postal 40.315 CEP: 70770-901 – Brasília, DF www.embrapa.br UNIDADES DE PESQUISA Embrapa Acre Rod. BR-364, Km 14 (Rio Branco – PortoVelho Caixa postal: 321 CEP: 69900-970 – Rio Branco, AC www.cpafac.embrapa.br Embrapa Agrobiologia Rod. BR-465, Km 7 (antiga Rodovia Rio/São Paulo) Caixa postal 321 CEP: 23890-000 – Seropédica, RJ www.cnpab.embrapa.br Embrapa Amazônia Oriental Trav. Dr. Enéas Pinheiro s/nº Bairro Marcos Caixa postal 48 CEP: 66095-130 – Belém, PA www.cpatu.embrapa.br Embrapa Agroenergia Parque Estação Biológica – PqEB Av. W3 Norte (Final), Edifício Sede Caixa Postal 40.315 CEP: 70770-901 – Brasília, DF www.embrapa.br Embrapa Agroindústria de Alimentos Av. das Américas, 29.501 – Guaratiba, RJ CEP: 23020-470 www.ctaa.embrapa.br Embrapa Café Parque Estação Biológica – PqEB Av. W3 Norte (Final), Edifício Sede – 3º Andar CEP: 70770-901 – Brasília, DF www.embrapa.br/cafe Embrapa Arroz e Feijão Rod. GO-462, Km 12 – Fazenda Capivara – Zona Rural Caixa postal: 179 CEP: 75375000 – Santo Antonio de Goiás, GO www.cnpaf.embrapa.br Embrapa Caprinos Fazenda Três Lagoas Estrada Sobral – Groaíras, Km 4 Caixa postal 145 CEP: 62011-970 – Sobral, CE www.cnpc.embrapa.br Embrapa Cerrados Rod. BR-020, Km 18 (Brasília – Fortaleza) Caixa postal 8223 CEP: 73310-970 – Planaltina, DF www.cpac.embrapa.br Embrapa Clima Temperado Rod. BR-392, Km 78,9º Distrito, Monte Bonito Caixa postal 403 CEP: 96001-970 – Pelotas, RS www.cpact.embrapa.br Embrapa Florestas Estrada da Ribeira, Km 111 Caixa postal 319 CEP: 83411-000 – Colombo, PR www.cnpf.embrapa.br Embrapa Gado de Corte Rod. BR-262, Km 4 Caixa postal 154 CEP: 79002-970 – Campo Grande, MS www.cnpgc.embrapa.br 72 Embrapa Agroindústria Tropical Rua Dra. Sara Mesquita, 2.270 – Bairro Pici Caixa postal 3761 CEP: 60511-110 – Fortaleza, CE www.cnpat.embrapa.br Embrapa Hortaliças Rod. BR-060, Km 9 (Brasília – Anápolis) Caixa postal 218 – Fazenda Tamanduá CEP: 70359-970 – Ponte Alta-Gama, DF www.cnph.embrapa.br Embrapa Meio-Norte Av. duque de Caxias, 5.650 – Bairro Buenos Aires Caixa postal 001 CEP: 64006-220 – Teresina, PI www.cpamn.embrapa.br Embrapa Agropecuária Oeste Rod. BR-163, Km 253,6 (trecho Dourados/Caarapó) Caixa Postal 661 CEP: 79804-970 – Dourados, MS www.cpao.embrapa.br Embrapa Algodão Rua Oswaldo Cruz, 1143 – Bairro Centenário Caixa postal 174 CEP: 58107-720 – Campina Grande, PB www.cnpa.embrapa.br Embrapa Informação Tecnológica Parque Estação Biológica – PqEB Av. W3 Norte (Final) CEP: 70770-901 – Brasília, DF www.sct.embrapa.br/cafe Embrapa Milho e Sorgo Rod. MG-424, Km 65 Caixa postal 151 CEP: 35701-970 – Sete Lagoas, MG www.cnpms.embrapa.br Embrapa Informática Agropecuária Av. Dr. André Tosello, 209 – Barão Geraldo Caixa postal 6041 CEP: 13083-886 – Campinas, SP www.cnptia.embrapa.br Embrapa Amapá Rod. Juscelino Kubitschek, Km 5, s/n – Bairro Universidade Caixa postal 10 CEP: 68903000 – Macapá, AP www.cpafp.embrapa.br Embrapa Instrumentação Agropecuária rua XV de novembro, 1452 – Centro Caixa Postal 741 CEP: 13560-970 – São Carlos, SP www.cnpdia.embrapa.br Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical Rua Embrapa, s/nº Caixa Postal: 007 CEP: 44380-000 – Cruza das Almas, BA www.cnpmf.embrapa.br Embrapa Monitoramento por Satélite Av. Soldado Passarinho, 303 – Jardim Chapadão CEP: 13070-115 – Campinas, SP www.cnpm.embrapa.br Embrapa Pantanal Rua 21 de setembro, 1880 – Bairro Nossa Senhora de Fátima Caixa postal 109 CEP: 79320-900 – Corumbá, MS www.cpap.embrapa.br Embrapa Pecuária Sudeste Rod. Washington Luiz, Km 234 – Fazenda Canchim Caixa postal 339 CEP: 13560-970 – São Carlos, SP www.cppse.embrapa.br Embrapa Pecuária Sul Rod. BR-153, Km 603 – Bairro Industrial – Zona Rural Caixa postal 242 CEP: 96401-970 – Bagé, RS www.cppsul.embrapa.br Embrapa Amazônia Ocidental Rod. AM-010, Km 29 (Estrada Manaus/ Itacoatiara) Caixa postal 319 CEP: 69011-970 – Manaus, AM www.cpaa.embrapa.br Embrapa Gado de Leite Rua Eugênio do Nascmento, 610 – Bairro Dom Bosco CEP: 36038-330 – Juiz de Fora, MG www.cnpgl.embrapa.br Embrapa Meio Ambiente Rod. SP-340, Km 127,5 – Tanquinho Velho Caixa postal 69 CEP: 13820-000 – Jaguariúna, SP www.cnpma.embrapa.br 73 Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Parque Estação Biológica – PqEB – s/nº Av. W3 Norte (Final), Caixa postal 2.372 CEP: 70770-900 – Brasília, DF www.cenargen.embrapa.br Embrapa Rondônia Rod. BR 364, Km 5,5 s/nº Caixa postal 406 CEP: 78900970 Porto Velho, RO www.cpafro.embrapa.br Embrapa Semi-Árido Rod. BR-428, Km 152 – Zona Rural Caixa postal 23 CEP: 56302970 Petrolina, PE www.cpatsa.embrapra.br Embrapa Roraima Rod. BR-174, Km 8 s/nº Distrito Industrial Caixa postal 133 CEP: 69301970 Boa Vista, RR www.cpafrr.embrapa.br Embrapa Meio Ambiente Rod. SP-340, Km 127,5 – Tanquinho Velho Caixa postal 69 CEP: 13820-000 – Jaguariúna, SP www.cnpma.embrapa.br Embrapa Solos Rua Jardim Botânico, 1024 CEP: 22460-000 – Rio de Janeiro, RJ www.cnps.embrapa.br Embrapa Soja Rod. Carlos João Strass (Londrina-Warta) Acesso Orlando amaral, s/nº Caixa postal 231 CEP: 86001-970 Londrina, PR www.cnpso.embrapa.br Embrapa Suínos e Aves Rod. BR 153, Km 110 – Distrito de Tamanduá Caixa postal 21 CEP: 8970000 Concórdia, SC www.cnpsa.embrapa.br Embrapa Tabuleiros Costeiros Av. Beira Mar, 3.250, Bairro 13 de Julho Caixa postal 44 CEP: 49001-970 Aracaju, SE www.cpatc.embrapa.br Embrapa Transferência de Tecnologia Parque Estação Biológica – PqEB Av. W3 Norte (Final) – Edifício Sede - Térreo CEP: 70770-901 – Brasília, DF www.embrapa.br/snt Embrapa Trigo Rod. BR 285, Km 294 Caixa postal 451 CEP: 99001-970 Passo Fundo, RS www.cnpt.embrapa.br Embrapa Uva e Vinho Rua Livramento, 515 Caixa postal 130 CEP: 95700-000 Bento Gonçalves, RS www.cnpuv.embrapa.br