FACULDADE PITÁGORAS DE UBERLÂNDIA
GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
DIVINO JOSÉ DE MIRANDA
EVOLUÇÃO DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM
UBERLÂNDIA MG, 07/2011
DIVINO JOSÉ DE MIRANDA
EVOLUÇÃO DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM
Trabalho de Conclusão do Curso, apresentado
para habilitação no curso de gestão de
tecnologia da informação.
Faculdade Pitágoras de Uberlândia
Uberlândia, PITÁGORAS.
Orientador: Prof. Esp. Márcio Moreira
UBERLÂNDIA MG, 07/2011
RESUMO:
O trabalho tem o objetivo de entender a computação em nuvem e avaliar
os benefícios dela para as empresas e a sociedade. O artigo apresenta a
evolução da computação em nuvem, avalia os impactos e os custos dela para as
empresas e para a sociedade, além de como ela pode ser oferecida como
serviços. O artigo encerra-se concluindo que a computação em nuvem é uma
oportunidade de negócios para as empresas prestadoras de serviços e para os
possíveis clientes dela, pois o custo de fornecimento da computação em nuvem
tende a ser menor que o custo de terceirização ou aquisição de infraestrutura
própria.
Palavras-chave: Computação em nuvem, datacenter, serviços.
ABSTRACT:
This paper aims to understand the cloud computing and evaluate the
benefits of it for business and society. The article presents the evolution of cloud
computing, evaluates the impacts and costs for business and society, and how it
can be offered as services. The text ends up concluding that the cloud computing
is a business opportunity for service providers and potential customers, it because
the cost of delivery of cloud computing tends to be less than the cost of
outsourcing or acquisition of infrastructure itself.
Keywords: Cloud computing, datacenter, services.
1. Introdução
Na era atual, os sistemas integrados de informação são o fio condutor para
a criação de modelos cada vez mais eficientes em informação e ao mesmo tempo
em que possam interagir entre si, ligando grandes e pequenas empresas aos
centros comerciais mais importantes e às suas próprias informações em menor
tempo, minorando problemas, custos e agilizando o serviço de colaboradores
ligados aos sistemas das empresas que necessitam das informações para realizar
suas atividades.
Assim ao falar em computação em nuvem, é preciso lembrar que os
datacenters vieram sanar algumas dificuldades da computação em nuvem, ao
guardar informações descarregadas dos vários dispositivos existentes, e são eles
que permitiram que ela ocorresse sem grandes dificuldades, facilitaram sua
recuperação, bastando para isso apenas um clique. De forma integrada aos
diversos setores sociais, os Datacenters são centros destinados exclusivamente
para operações complexas responsáveis em manter tudo funcionando como
softwares que são executados em hosts principalmente utilizando tecnologia em
nuvem e favoreceram em muito os conceitos que temos atualmente sobre a
utilização da computação em nuvem.
A tecnologia dos datacenters evoluiu muito e continua evoluindo à medida
que esse segmento de tecnologia é absorvido pela grande massa populacional.
Nesse sentido, o que torna o meio da informação funcionando, principalmente no
caso da computação em nuvem é a moderna tecnologia que vem mudando a
cada ano, trazendo o compartilhamento de informações cada vez mais comum
(VAQUERO et al., 2009).
Baseado em Dikaiakos et al. 2009, podemos dizer que, com a dinâmica
dos mercados, e a questão das grandes corporações necessitarem cada vez mais
de mecanismos de armazenamento e gerenciamento que protejam, e até
permitam um acesso mais rápido e preciso às suas informações, mas que
garantam também que haja segurança e viabilidade em todo o processo, isto
torna a computação em nuvem o meio mais seguro de processar as informações.
Pensar em hosts (servidores) como sustentação de dados na atualidade torna-se
um desafio ainda maior quando percebemos a quantidade de informação
envolvida em todo o trabalho das empresas e que necessitam cada vez mais de
espaço em seu sistema organizacional, empreendendo ao datacenter a função
mais importante para o sucesso do sistema.
O propósito deste trabalho é esclarecer o que é a computação em nuvem,
mostrar a evolução dela e avaliar os possíveis benefícios que ela pode
proporcionar
às
empresas,
especialmente
na
questão
de
custo
de
processamento. O trabalho começa apresentando a história da computação em
nuvem, depois apresenta os impactos dela para a sociedade atual, descreve
como ela pode racionalizar os espaços em datacenters, as alternativas de
serviços que ela oferece, avalia as alternativas de custos entre a computação
própria versus a computação em nuvem. Para Moram (2009) o propósito da
computação é amplo:
[...] “A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer
informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a
multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos libertam
dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados. O mundo físico se reproduz em
plataformas digitais e todos os serviços começam a poder ser realizados física ou virtualmente.
Podemos pagar contas numa agência de banco ou na Internet, fazer compras numa loja ou através
de lojas virtuais.”
2. O surgimento da computação em nuvem
A computação em nuvem surgiu da necessidade de trazer às empresas
uma solução mais viável e possível, com menores custos, acesso rápido, e menor
tempo para a realização de suas tarefas. Como meio de acesso às informações,
pode-se dizer através de pesquisas realizadas por diversos profissionais da área
que, além de ser seguro, é o meio que permite um maior rendimento em
qualidade de acessos, em informações guardadas e usabilidade em todos os
seguimentos sociais (MOHAMED, 2009).
Com a velocidade da tecnologia no campo da eletrônica e a utilização da
descoberta do silício como meio de solucionar problemas de ordem básica na
construção dos componentes, bem como a diminuição destes possibilitaram um
aumento da capacidade de processamento dos circuitos integrados. Hoje
dispomos dos mais variados hosts que utilizam essa tecnologia com acesso a
Internet, e como meio de inteligência para alimentar suas memorias, nesse caso
esses hosts ganham notoriedade por baixar custos de manutenção e operação no
mundo corporativo e home office (escritório em casa) (MOHAMED, 2009).
Programas usados na computação em nuvem não precisam estar
instalados em máquinas locais, podem ser acessados via Internet em qualquer
parte da rede mundial. Esses aplicativos permitem que se possa executar tanto
on-line
(conectado
diretamente
ao
equipamento
central)
como
off-line
(armazenados em máquinas locais quando a Internet estiver indisponível, e
sincronizado com host quando essa comunicação se restabelecer).
Pode-se pensar nas facilidades que computação em nuvem fornece em
matéria de mobilidade e acesso, podendo o usuário em qualquer lugar do mundo
editar seus documentos, apresentações e planilhas ganhando tempo, rapidez,
isso sem ter que instalar nenhum aplicativo na máquina em uso, tendo seus
dados armazenados em um host que pode estar a quilômetros do local que está
consumindo o serviço, viabilizando processos que até então eram tidos como
impossíveis.
A velocidade
do
link
com a
Internet
nos propicia
esse
armazenamento como o resgate da informação a qualquer momento (VAQUERO,
2009).
Com o avanço da computação em nuvem o uso de datacenters espalhados
no mundo e com poderosos hardwares tornou-se necessário, essa comunicação
então se torna imperceptível ao usuário da rede, que não percebe quando faz uso
do serviço. O usuário final dessa tecnologia, não percebe a importância do local
que guarda os seus dados gerados, neste caso, o usuário final não precisa se
preocupar com manutenção, pois backups são executados pelos datacenters e
são fornecidos através dos serviços contratados (DIKAIAKOS et al., 2009).
Assim tem-se um sistema que evoluiu graças ao desenvolvimento de novas
tecnologias e da necessidade cada vez mais frequente dos usuários que exigiam
cada vez mais mobilidade e flexibilidade em seu meio de trabalho.
Abaixo temos um esquema de uma rede de computação em nuvem que
mostra hosts interligados e suas diversas aplicações.
Figura 1: Representação esquemática de computação em nuvem
Por meio das novas tecnologias alcançamos a evolução em comunicação,
as redes sociais tornaram o trabalho das empresas mais eficiente e envolvido em
alcançar esse consumidor diferenciado (MORAM, 2008), o qual deseja antes de
tudo, qualidade nos produtos, facilidade nos processos que envolvem seu
trabalho, e nesse sentido a informação compartilhada e armazenada em
datacenters é um produto de uso coletivo que veio minorar custos, melhorar a
integração entre as redes de informação, encurtar distâncias entre empresa e
consumidor, e minimizar o tempo gasto com atividades promocionais voltadas
principalmente para captar esse consumidor.
3. A evolução da computação em nuvem até a sociedade atual
Muitas empresas construíram seu patrimônio utilizando-se da computação
em nuvem como fator determinante em seu negócio (VAQUERO, 2009).
Assim, é relevante entender, que o mercado atual exige qualidade total.
Nesse campo muitas empresas exigem além da redução no tempo gasto para
execução do trabalho, que este gere também menos custos, o que viabiliza vários
tipos de serviços ampliando o seu alcance a diferentes tipos de clientes, assim ao
ampliar conceitos que colaboram para que o trabalho executado realmente seja
eficiente, podemos dizer que na recuperação de dados todos ganham: a
organização que necessita do trabalho e as empresas ligadas aos datacenters
que mobilizam uma cadeia produtiva. Ao viabilizar processos mais eficientes em
matéria de informação, várias empresas foram criadas e investiram pesado para
poder garantir de fato sua qualificação nesta nova modalidade da informática. A
primeira empresa a lançar uma plataforma, seguindo a tendência da computação
em nuvem foi a Amazon, seguida pelas populares: IBM, INTEL, GOOGLE, o APP
ENGINE e MICROSOFT, que em 2009, disponibilizou o Windows Azure (NETO &
FREITAS, 2010).
Estas empresas ao viabilizar sistemas que concedem maior usabilidade e
compartilhamento de informações, permitiram e consagraram uma rápida
expansão dos processos de negócios, visto que estes oferecem ao usuário
facilidade ao acessar de maneira rápida e efetiva todos os dados que necessita
para realizar seu trabalho, mesmo a quilômetros de distância.
Perceber que a sociedade atual desenvolveu-se em torno da utilização das
redes de informação, fez com que as empresas do setor evoluíssem em conceitos
técnicos de eficiência, tanto que hoje se pode dizer que cresceram e geraram
seus recursos financeiros através da criação de novos mercados consumidores e
a aposta em meios rápidos de informação para suprir a demanda (MORAM,
2008).
A evolução do sistema de computação ocorreu pela grande demanda por
redes de informação que contemplassem às necessidades estruturais da
sociedade envolvida em sistemas operacionais cada vez mais complexos,
exigindo que as informações fossem armazenadas em espaços cada vez mais
extensos, onde houvesse uma estrutura possível de recuperá-los, e no momento
em que se necessitasse de sua utilização (MOHAMED, 2009). Pode-se dizer
também que a evolução no sistema de computação em nuvem, veio também da
necessidade cada vez mais frequente da sociedade de um sistema que
integrasse de maneira eficiente, tanto o armazenamento, como a recuperação de
dados, visto que para realizar diversos tipos de serviços atualmente, é preciso
uma gama cada vez maior de informação.
Neto e Freitas, 2010, fazem referência à evolução da computação nos
últimos 40 anos como um recurso necessário que veio desencadeado
principalmente pelo uso de mainframes, os quais distribuíam suas informações
através de redes internas de processamento, passando para aplicações desktops,
em que são compartilhadas a mesma base de dados. Com a evolução e segundo
os mesmos autores as aplicações passaram a ser acessadas via browser,
disponibilizadas localmente pelas empresas e assim chegarmos ao cenário atual
que nos permitiu armazenar informações em servidores públicos, viabilizando os
processos com o menor custo possível.
Nesse sentido é essencial pensarmos que na atual situação da
computação em nuvem como se desenvolveu da evolução das redes de
informação para realizar com eficiência todos os processos criou sistemas
interligados cada vez mais desenvolvidos, estes sistemas vieram funcionar de
maneira a propiciar ao usuário garantia de que suas informações estarão
acessíveis conforme sua necessidade, além de que, grandes e pequenas
empresas tenham liberdade conforme o desenvolvimento do trabalho necessite
recuperar ou armazenar suas informações.
Pode-se dizer que no passado os sistemas de informação e recuperação
de dados não possuíam recursos significativos que permitissem uma ampliação e
desenvolvimento de um trabalho mais qualitativo, o que onerava o serviço,
tornava-o menos qualitativo e mais arriscado no sentido de ter informações
essenciais sem uma proteção eficiente que garantissem de fato sua segurança
(MOHAMED, 2009).
A informação no sentido mais amplo é o meio pelo qual o mundo está
interligado, gerando serviços coligados em diversas áreas, conforme a demanda
de mercado exige, e para tanto a computação em nuvem permite essa ampliação
sem que haja prejuízo para nenhuma das partes. É grande o interesse por esse
sistema integrado que faz da sociedade geral sua grande consumidora, gerando e
armazenando a informação de forma tão eficiente, tão qualitativa, que mesmo
utilizando de fontes tão diversas de recuperação de dados, essa sociedade não
percebe o seu uso, por este não comprometer de maneira alguma o uso dessas
informações e permitir liberdade ao usuário conforme sua necessidade. Nesse
sentido percebemos que o futuro da recuperação de dados nos remete ao uso de
instalações que tornem cada vez mais eficientes o armazenamento das
informações e sua recuperação, portanto estar atento ao que o mercado espera
no uso das informações, ampliando sua utilização, e ainda permitir que o usuário
tenha liberdade no uso é a grande novidade da computação em nuvem
(ARMBRUST et al., 2009).
A grande cartada da computação em nuvem foi à evolução e a utilização
do datacenter como meio de concentrar a maior parte da informação e permitir,
tanto a flexibilização, como o uso em larga escala pelas empresas interessadas
em seus benefícios, este analisado no sentido que a informação fica disponível
para recuperação, conforme o trabalho executado necessite dessa informação
para concretizar o que foi iniciado, favorece a empresa, aumentado o ganho de
tempo e melhora também no aspecto financeiro (MOHAMED, 2009).
4. A importância dos datacenters na computação em nuvem
Conforme a evolução dos datacenters foi necessária a adequação de
hardwares para melhor aproveitamento dos espaços físicos (MOHAMED, 2009).
A partir das convenções estabelecidas através dos órgãos certificadores voltados
para conexão e a segurança da informação são necessários filtros de segurança
contra invasões de terceiros. Com racionalização de hardwares é possível
economizar espaços no ambiente físico, essa é sem dúvida uma das vantagens
da computação em nuvem, a empresa diminui a preocupação com hardwares
instalados enxugando o número de cabos, causando boa impressão no ambiente.
Com tantos hosts facilitando a vida das pessoas, em casa, no trabalho e
lazer, podemos dizer que estamos rodeados de tecnologia para nos auxiliar,
elevando nossa satisfação em criar, produzir e atualizar nossas informações,
criando novos conceitos. Termos antes desconhecidos como computação em
nuvem, hosts, datacenters, os quais eram até bem pouco tempo utilizados apenas
por profissionais da área de informática, e hoje disponíveis em redes sociais e
empresariais, nos mostram que estamos rodeados de informação que se bem
administrada pode trazer benefícios importantes para as diversas áreas do
conhecimento. Isto mostra como os datacenters se tornaram uma parte essencial
de todo o processo de computação em nuvem, pois nesse caso são eles que
favorecem a funcionalidade e acessibilidade de todo o serviço de informação.
Segundo Sun (2008) mostra a consolidação e racionalização das mídias
usadas no DATACENTERS para melhor aproveitamento no seu desempenho.
Conforme os volumes de dados crescem, as organizações de TI adicionam
sistemas de armazenamento e novos tipos de mídia para suportar as altas cargas
de informação e melhorar o desempenho, resultando em uma enorme e complexa
rede de sistemas que consomem valioso espaço do datacenter que geram uma
demanda excessiva de energia e refrigeração, e são caros e difíceis de gerenciar.
Para maximizar a eficiência, as empresas devem associar o armazenamento
entre os de alto custo e utilização ineficiente de energia e os de menor custo,
eficiência energética e sistemas de arquivo de mídia para melhor gerenciar essa
demanda. Além disso, muitos sistemas de fita são incapazes de fornecer suporte
para mídia mista, particionamento, ou compartilhamento de biblioteca, tornando
difícil para os datacenters medir e compartilhar hardware e software em um
esforço para alavancar os recursos existentes e reduzir os custos operacionais.
Com a correta tecnologia de mídia de armazenamento, as empresas podem
consolidar vários sistemas menores em soluções maiores - ou sistemas grandes
em poucos com soluções de alta densidade - e armazenar mais dados em menos
custo.
5. Influência da computação em nuvem nos serviços
Uma publicação da Sun (2009) sobre Cloud Computing mostra uma lista
dos serviços mais importantes da computação em nuvem e as funções exercidas
por eles em empresas de grande repercussão mundial. Abaixo a lista da Sun
Cloud Computing sobre esses serviços, suas definições e as empresas que mais
empregam a utilização desses serviços.
1. Software como um serviço (SaaS):
O SaaS está na mais alta camada da prestação de serviços de TI
(Tecnologia da Informação). Uma aplicação completa é oferecida como um
serviço, sob demanda, via de locação, para vários clientes mantendo o
isolamento das informações de cada cliente. O provedor do serviço tem um
software na sua infraestrutura e oferece multiplas instancias dele, uma para
cada cliente. O exemplo mais conhecido de SaaS é a Salesforce.com, mas
existem agora muitas outras, incluindo a Google Apps, oferecendo os
serviços básicos de negócios tais como o e-mail. Certamente, muitos
investidores da Salesforce.com entenderam as definições da computação
em nuvem há alguns anos. Por outro lado, como muitos outros
desenvolvedores em computação em nuvem, a Salesforce.com agora
opera em mais uma camada de nuvem, com o lançamento do Force.com,
um aplicativo auxiliador no ambiente de desenvolvimento, ou seja, uma
plataforma como um serviço.
2. Plataforma como serviço (PaaS):
A PaaS é camada intermediária dos serviços de TI, que oferece um
encapsulamento de uma abstração de um ambiente de desenvolvimento e
das embalagens de uma carga de serviços. A carga arquetípica é uma
imagem Xen (parte da Amazon Web Services), contendo uma grande
quantidade de infra Web básica (por exemplo, uma distribuição de Linux,
um servidor da Web, e um ambiente de programação, como Pearl ou
Ruby).
A PaaS oferece e pode proporcionar para todas as fases de
desenvolvimento e teste de software, ou eles podem ser especializados em
torno de uma determinada área, tais como o gerenciamento de conteúdos.
Exemplos comerciais de PaaS incluem a Gloogle App Engine, que serve
como infraestrutura de aplicações do Google. Os serviços PaaS como
estes podem fornecer uma grande flexibilidade, mas podem ser limitados
pelas capacidades oferecidas pelo provedor.
3. Infraestrutura como serviço (IaaS):
A IaaS está na camada mais baixa dos serviços de TI e é um meio do
fornecimento de armazenagem e computação básica como serviços
normalizados pela rede. Servidores, sistema de armazenagem, switches,
roteadores e outros sistemas são reunidos (através da tecnologia de
virtualização, por exemplo) para lidar com tipos específicos de cargas de
trabalho,
a
partir
do
processamento
em
lote
para
servidor
ou
armazenamento com aumento durante as cargas de pico.
O exemplo comercial mais conhecido é a Amazon Web Services, que
oferece serviços como EC2 (computação básica) e S3 (serviços de
armazenamento). Outro exemplo é a Joyent, cujo principal produto é uma
linha de servidores virtualizados que fornecem uma grande escala de
infraestrutura por demanda para a execução de sites, incluindo ricas
aplicações na Web escritas em Ruby, Rails, PHP, Python e Java.
Outra publicação mostra os atributos para definir um trabalho em nuvem, e
quais são os mais adequados a cada necessidade seja empresarial ou não. A
Redação CIO (2009), uma publicação da Computerword, referente a um trabalho
de consultoria da Gartner Group, indica em seu artigo cinco atributos que definem
os serviços de computação em nuvem que irão colaborar na decisão das
empresas, são modelos que podem se adequar melhor às necessidades dos
clientes:
1. Baseado em serviço:
Na computação em nuvem os serviços podem ser considerados sob
medida, uma vez que são designados para atender a necessidades
específicas de um cliente ou de um grupo de clientes. As tecnologias, por
sua vez, são escolhidas para suprir a solução ou o serviço em vez do
contrário (o serviço ser desenvolvido de acordo com a infraestrutura
tecnológica disponível).
2. Escalável e elástico:
O serviço pode ter capacidade escalar de acordo com as demandas do
cliente. Já a elasticidade é um pressuposto para o caso dos ambientes em
que existem recursos compartilhados de TI. No caso da escala, ela é um
requisito ligado à infraestrutura e ao software. Enquanto a elasticidade está
associada não só à escala, mas também com modelos econômicos.
3. Compartilhado:
A criação de grupos que compartilham serviços facilita a economia de
escala. E os recursos de TI são usados com o máximo de eficiência. A
infraestrutura, software ou plataformas passam a ser divididos entre os
vários usuários dos serviços. Isso permite fornecer um número infinito de
recursos para atender as necessidades de múltiplos clientes, ao mesmo
tempo.
4. Medido por uso:
Esse modelo de serviços possibilita criar métricas que permitam diferentes
modelos de pagamento. O provedor pode cobrar pelo uso, por número de
usuários, criar planos limitados, entre outros. Mas, em todos os casos, o
pagamento vai ser feito pelo uso do serviço e não de acordo com o custo
do equipamento.
5. Baseado no uso da Internet:
Os serviços são oferecidos por meio de protocolos e formatos web (como
URLs, HTTP e IP).
Observa-se que há características importantes que devem ser levadas em
conta quando se indica um serviço em nuvem, principalmente em relação aos
investimentos que tragam retorno rápido e proporcionem comodidade ao cliente.
6. Custos de Investimentos
Os custos com implantação de datacenters pode ficar inconcebível para
algumas empresas, pois os equipamentos sofrem depreciação muito rápida
conforme a evolução da tecnologia, os serviços em nuvem podem ajudar tanto as
empresas de pequeno e grande porte.
Reese (2008) fundador das empresas enStratus Networks LLC e Valtira
LLC, revela que, normalmente, quando uma empresa quer fazer crescer sua infraestrutura de TI ( tecnololia da informação), tem duas opções:
•
Construí-lo em casa e possuir ou arrendar o equipamento.
•
Terceirizar a infraestrutura para um provedor de serviços gerenciados.
Em ambos os cenários, a empresa deve adquirir a infraestrutura para
suportar picos de utilização, independentemente do uso do sistema normal.
Para Reese (2008) a TI interna de uma empresa tem que manter o serviço
operante o ano todo, sendo que para o serviço terceirizado a empresa
necessitaria apenas de 1 hora ao longo desse mesmo ano para realizar o serviço,
o que economizaria o investimento para o resto do ano.
As opções de investimento podem parecer como mostrado na Figura 2
abaixo:
Informações
TI Interna Serviço Terceirizado Nuvem
(U$)
(U$)
(U$)
Investimento de capital $40,000
$0
$0
Custos de Implantação $10,000
$5,000
$1,000
Serviços Mensais
$0
$4,000
$2,400
Trabalhos Mensais
$3,200
$0
$1,000
Custos após três anos
$149,000
$129,000
$106,000
Figura 2: Investimentos na TI interna, Terceirizados e Em Nuvem. Fonte Reese 2008.
Pelo estudo apresentado acima, conclui-se que os recursos investidos na
TI interna tém um custo acima dos serviços terceirizados, sendo que o retorno do
investimento do serviço terceirizado ao longo das operações se tornam viáveis,
pois a empresa utiliza toda infraestrutura oferecida pelo serviço terceirizado.
Reese (2008) em sua pesquisa, conclui que o investimento para serviços
gerenciados é um bom argumento para solução encontrada.
Para este cálculo, Reese descreve como exemplo, um servidor de sistemas
com uma boa quantidade de memória RAM e outro servidor bom balanceador de
carga. O custo de 3 anos, assume um custo de 10% do capital investido. É uma
boa relação custo-benefício que o fornecedor de serviços sugere. A maioria dos
grandes fornecedores de TI serão pelo menos três vezes mais caros do que os
números aqui fornecidos.
Sob este cenário, os serviços gerenciados poupam 13,5% do serviço total
aplicado pela TI interna.
O que torna viável os serviços gerenciados, no entanto, a computação em
nuvem obtém uma grande vantagem nos investimentos comparados com os
serviços terceirizados conforme mostrado na Figura 2.
7. Conclusão
O trabalho apresentou o que é a computação em nuvem, inclusive discute
as alternativas de oferecimento dela como serviços, através do entendimento dos
conceitos por trás do termo, da evolução histórica e da avaliação comparativa de
custos dela versus a computação própria.
Com os estudos feitos pode-se concluir que a computação em nuvem
tende a ser mais econômica do que a aquisição de toda a infraestrutura
necessária para prover a computação própria e até mesmo mais barata do que a
terceirização desta infraestrutura. Também se pode concluir que a computação
em nuvem é uma oportunidade de negócio não só para os possíveis clientes dela,
mas como também para as empresas que resolverem prover este tipo de serviço.
No futuro da computação em nuvem baseado nas pesquisas realizadas a
tendência mundial é a ampliação dos recursos tecnológicos, tornando-a cada vez
mais eficiente nos serviços oferecidos.
8. Referências
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DIKAIAKOS, M. D.; PALLIS, G.; KATSAROS, D.; MEHRA, P.; VAKALI, A. Cloud
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MORAN, José Manuel.
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in the Clouds: Towards a Cloud Definition. ACM SIGCOMM Computer
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