Diretoria de Engenharia
Medição de Energia
PADRÃO CONSTRUTIVO PARA A
FRONTEIRA
COPEL
VERSÃO: AGOSTO/2002
Distribuição
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
SUMÁRIO
1- DESCRIÇÃO
2- NORMAS APLICÁVEIS
3- REQUISITOS GERAIS
4- REQUISITOS ESPECÍFICOS
5- ANEXOS
1- DESCRIÇÃO:
Este documento estabelece os requisitos mínimos exigíveis de sistemas de medição para faturamento, aplicável ao fornecimento de energia em pontos de fronteira entre a Copel Distribuição e a
Copel Transmissão. Define também os componentes do sistema, as características elétricas, operacionais, a exatidão dos equipamentos e demais exigências para o registro de energia elétrica ativa,
reativa e demanda de potência em corrente alternada.
2- NORMAS APLICÁVEIS
Os equipamentos devem atender as características constantes nesta especificação e as condições
mínimas exigíveis nas Normas Brasileiras relacionadas a seguir:
ETC 4.04 - Especificação Técnica para Medidores de Energia;
ETC 2.02 - Especificação Técnica para chave de Aferição;
NBR 14519 - Medidores eletrônicos de energia elétrica (estáticos) - Especificação;
NBR 14520 - Medidores eletrônicos de energia elétrica (estáticos) - Método de Ensaio;
NBR 14521 - Aceitação de lotes de medidores eletrônicos de energia elétrica - Procedimento;
NBR 14522 - Intercâmbio de Informações para Sistemas de Medição de Energia Elétrica - Padronização;
NBR 6146 - Invólucros de equipamentos elétricos - Proteção - Especificação;
TB 19 - Eletricidade geral - Terminologia;
TB 19-3 - Instrumentos elétricos e eletrônicos de medição - Terminologia;
NBR 5419 - Proteção contra descargas atmosféricas - Procedimento;
NBR 6856 - Transformadores de Corrente – Especificação;
NBR 6821 - Transformadores de Corrente - Método de Ensaio;
NBR 10022 - Transformadores de Potencial com Tensão Máxima Igual ou Superior a 72,5kV - Características Específicas – Padronização;
NBR 10023 - Transformadores de Corrente com Tensão Máxima Igual ou Superior a 72,5kV - Características Especificas – Padronização;
NBR 8125 - Transformadores para Instrumentos - Descargas Parciais – Especificação;
NBR 5458 - Eletrotécnica e Eletrônica - Transformadores - Terminologia;
NBR 6546 - Eletrotécnica e Eletrônica - Transformadores para Instrumentos – Terminologia;
NBR 6855 - Transformadores de Potencial - Especificação;
NBR 6820 - Transformadores de Potencial - Método de Ensaio;
Projeto de Norma da ABNT 3:013.01-028 - Medidores em quatro quadrantes,
NTC 9-03100 - Fornecimento em Tensão Primária de Distribuição.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
1-19
Obs.: NTC – Norma Técnica Copel
ETC – Especificação Técnica de Compra Copel
3- REQUISITOS GERAIS
3.1- Condições de Serviço
Os equipamentos abrangidos por este documento deverão ser adequados para operar com temperatura ambiente de –10°C até 60°C e umidade relativa de 0% até 95% sem condensação. Os medidores devem estar protegidos contra a penetração de poeira e água segundo a classificação IPW52M
da NBR 6146.
3.2- Placa de Identificação
Os equipamentos deverão conter placa de identificação com no mínimo as informações:
a) Nome do fabricante;
b) Modelo;
c) Ano de fabricação;
d) Faixa de tensão de alimentação;
e)
f)
g)
h)
i)
Faixa de tensão de medição;
Corrente nominal e máxima;
Freqüência nominal;
Diagrama de ligação;
Classe de exatidão;
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
2-19
4- REQUISITOS ESPECÍFICOS
4.1- Arquitetura
O sistema será composto por transformadores de corrente, transformadores de potencial (ver anexo
I e II), de um centro de medição com caixa EN, dois (2) medidores eletrônicos ( 1 medidor para faturamento e um medidor reserva) , chave de aferição, sistema para comunicação remota e linha telefônica (ver anexo III, IV e V).
Nota 1: Os transformadores de potencial e de corrente terão os secundários para medição e proteção
separados conforme mostrado no anexo IX.
Nota 2: Será dispensada a linha telefônica caso seja possível disponibilizar um ponto de rede de micro-computador.
4.2- Transformadores de Corrente
TRANSFORMADOR DE CORRENTE - kV
CARACTERÍSTICAS
13,8
34,5
69
138
230
Tensão máxima (kV)
15
38
72,5
145
242
Freqüência nominal (Hz)
60
60
60
60
60
Nível de isolamento (kV)
34/95/-
70/200/-
140/350
275/650
395/950
Uso
Int/Ext
Ext
Ext
Ext
Ext
Meio dielétrico
resina
óleo resina
óleo resina
óleo resina
óleo resina
Enrolamento primário
1
1
1
série/
paralelo
1
série/
paralelo
1
série/
paralelo
Enrolamento secundário
1
1
1(nota 1) 1(nota 1) 1(nota 1)
Exatidão
0,3-C12,5
0,3-C12,5
0,3-C25
0,3-C50
0,3-C50
Fator térmico nominal
1,5 x In
1,5 x In
1,5 x In
1,5 x In
1,5 x In
Corrente térmica nominal (Ith)
60 x In
75 x In
75 x In
-
-
Corrente dinâmica nominal
2,5 x Ith
2,5 x Ith
2,5 x Ith
-
-
Corrente primária nominal
(para os diversos tipos)
-
-
-
-
-
Corrente secund. nominal (A)
5
5
5
5
Corrente suportável nominal
de curta duração (IE/E) (kA/s)
-
-
20
31,5
Valor de crista nominal da corrente suportável ((Id) (kA)
-
-
50
80
Subtrativa
Subtrativa
Subtrativa
Subtrativa
Polaridade
Subtrativa
Nota 1: O enrolamento secundário é exclusivo para a medição de faturamento, caso faça-se necessário o sinal de corrente para outras finalidades, o transformador deverá possuir outros enrolamentos.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
3-19
Nota 2: As características dos TCs deverão ser readequadas para os casos em que a tensão de fornecimento seja diferente daquela prevista nesta relação.
4.2.1- Características básicas
O transformadores abrangidos por esta especificação devem ser adequados para operar numa altitude de até 1.000 metros, em clima tropical, com temperatura ambiente de -10ºC até 40ºC, média diária não superior a 30ºC, umidade de até 100%, precipitação pluviométrica média anual de 1500 a
3000 milímetros, sendo que os equipamentos ficarão expostos ao sol, à chuva e a poeira.
O fabricante deverá providenciar galvanização, tropicalização e tudo o que se fizer necessário de
modo que o equipamento resista aos efeitos corrosivos provocados por estas condições.
Os transformadores deverão possuir como meio dielétrico, resina ou óleo isolante mineral de base
naftênica. Nos casos de transformadores com isolamento em óleo, estes deverão ser remetidos com
óleo e serão garantidos para funcionamento contínuo.
4.3- Transformadores de Potencial
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL - kV
CARACTERÍSTICAS
13,8
34,5
69
138
230
Tensão máxima (kV)
15
38
72,5
145
242
Freqüência nominal (Hz)
60
60
60
60
60
Nível de isolamento (kV)
34/95/-
70/200/-
140/350
275/650/-
395/950/-
Uso
Int/Ext
Ext
Ext
Ext
Ext
Meio dielétrico
resina
óleo resina
óleo resina
óleo resina
óleo resina
Enrolamento primário
1
1
1
1
1
Enrolamento secundário
1
1
1
2
2
Exatidão
0,3-P75
0,3-P75
0,3-P75
0,3-P200
0,3-P200
Potência térmica nominal
(mínima) (VA)
400
400
400
1000
1000
Tensão primária nominal
(kV)
13,8
34,5
69/v3
138/v3
230/v3
Relação nominal
120:1
175:1
350:1
700:1
700/1200:1
1200:1
1200/2000:1
Grupo de ligação
1
2
2
2
2
Fator de sobretensão contínua
(Fst cont.)
-
-
-
1,15
1,15
Polaridade
Subtrativa
Subtrativa
Subtrativa
Subtrativa
Subtrativa
Nota: As características dos TPs deverão ser readequadas para os casos em que a tensão de fornecimento seja diferente daquela prevista nesta relação.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
4-19
4.3.1- Características básicas
O transformadores abrangidos por esta especificação devem ser adequados para operar numa altitude de até 1.000 metros, em clima tropical, com temperatura ambiente de -10ºC até 40ºC, média diária não superior a 30ºC, umidade de até 100%, precipitação pluviométrica média anual de 1500 a
3000 milímetros, sendo que os equipamentos ficarão expostos ao sol, à chuva e a poeira.
O fabricante deverá providenciar galvanização, tropicalização e tudo o que se fizer necessário de
modo que o equipamento resista aos efeitos corrosivos provocados por estas condições.
Os transformadores deverão possuir como meio dielétrico, resina ou óleo isolante mineral de base
naftênica. Nos casos de transformadores com isolamento em óleo, estes deverão ser remetidos com
óleo e serão garantidos para funcionamento contínuo.
Obs.: O fornecedor deverá enviar para análise as informações sobre as características do óleo isolante.
4.4- Medidor Eletrônico para Quatro Quadrantes
4.4.1- Arquitetura
O equipamento deve englobar em um mesmo invólucro o medidor de energia ativa e reativa e o registrador digital, sendo o medidor integrado na tecnologia do estado sólido (eletrônico).
4.4.2- Características Elétricas
a) Tensão nominal de medição: 120 a 240VCA;
b) Tensão de calibração: 120 VCA;
c) Corrente nominal 2,5 A e corrente máxima de 10 A;
d) Freqüência nominal de 60Hz;
e) A tensão de alimentação do circuito eletrônico deve ser de 90 VCA a 280 VCA;
f) Classe de exatidão mínima de 0,2 %.
4.4.3- Características Funcionais
a) O equipamento deve medir e registrar em memória de massa a energia do seguinte modo:
Registro
Grandeza
Canal 01
Energia ativa direta (kWh-d)
Canal 02
Energia ativa reversa (kWh-r)
Canal 03
Energia Reativa Direta com Energia Ativa Direta ou
Energia Reativa no Primeiro Quadrante (kVArh-Q1)
Canal 04
Energia Reativa Direta com Energia Ativa Reversa ou
Energia Reativa no Segundo Quadrante (kVArh-Q2)
Canal 05
Energia Reativa Reversa com Energia Ativa Reversa ou
Energia Reativa no Terceiro Quadrante (kVArh-3)
Canal 06
Energia Reativa Reversa com Energia Ativa Direta ou
Energia Reativa no Quarto quadrante (kVArh-Q4)
b) O mesmo equipamento deve possibilitar a ligação (carga-linha ou linha-carga) em circuitos a 2
ou 3 elementos, 3 ou 4 fios, em delta ou estrela;
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
5-19
c) O registro em memória de massa das energias ativa e reativa direta e reversa, deve ser em intervalos de integração de 5 minutos por um período superior a 35 dias;
d) O equipamento deve processar e armazenar em memória os valores em pulsos equivalentes a
energia ativa direta e reversa, as energias reativas dos quatro quadrantes além das demandas direta e reversa, separados em postos horários programáveis (mínimo 3), denominados hora de
ponta, fora de ponta e reservado;
e) Deve possuir relógio interno em tempo real com precisão melhor que 30 p.p.m para operar em
períodos de falta de energia;
f) Deve possuir um dispositivo de alimentação auxiliar para, no caso de falta de energia, preservar
o conteúdo das memórias e manter o relógio interno por um período superior a 100 horas;
g) Deve permitir a programação de intervalos de integração de 15, 30 e 60 minutos para o faturamento de demanda de potência;
h) O software de comunicação deve ser compatível com o protocolo nacional padronizado, possibilitando a programação e leitura local e remota dos equipamentos, através de coletores de dados;
i) Apresentar de forma cíclica as grandezas de medição em mostrador alfanumérico de acordo
com as tabelas abaixo:
Grandezas Gerais
Data atual
Hora atual
Estado da alimentação auxiliar
Número do equipamento
Número de reposições de demanda
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
6-19
Grandezas no sentido LINHA-CARGA
Grandezas no sentido CARGA-LINHA
Total geral do canal 1
Total geral do canal 4
Total do horário de ponta do canal 1
Total do horário de ponta do canal 4
Total do horário reservado canal 1
Total do horário reservado canal 4
Total do horário fora ponta do canal 1
Total do horário fora ponta do canal 4
Dem máx horário de ponta canal 1
Dem máx horário de ponta canal 4
Dem máx horário reservado canal 1
Dem máx horário reservado canal 4
Dem máx horário fora ponta canal 1
Dem máx horário fora ponta canal 4
Dem último intervalo canal 1
Dem último intervalo canal 4
Dem acum horário de ponta canal 1
Dem acum horário de ponta canal 4
Dem acum horário reservado canal 1
Dem acum horário reservado canal 4
Dem acum horário fora ponta canal 1
Dem acum horário fora ponta canal 4
Total geral do canal 2
Total geral do canal 5
Total do horário de ponta do canal 2
Total do horário de ponta do canal 5
Total do horário reservado canal 2
Total do horário reservado canal 5
Total do horário fora ponta do canal 2
Total do horário fora ponta do canal 5
Total geral do canal 3
Total geral do canal 6
Total do horário de ponta do canal 3
Total do horário de ponta do canal 6
Total do horário reservado canal 3
Total do horário reservado canal 6
Total do horário fora ponta do canal 3
Total do horário fora ponta do canal 6
4.4.4- Características Especiais
a) Deve emitir pulsos para calibração através do conector ótico;
b) Indicar no mostrador em tempo real, a emissão de pulsos das energias ativas, reativa indutiva e
reativa capacitiva, para fins de verificação do funcionamento em campo;
c) Deve possuir uma saída de sinais seriais conforme padrão nacional (NBR 14522 - Intercâmbio
de informações para sistemas de medição de energia elétrica – Padronização);
d) Quando houver necessidade de sincronismo (horário) entre diferentes pontos de medição os
medidores deverão possibilitar o sincronismo via GPS.
4.4.5- Segurança
a) Os equipamentos devem possuir dispositivos que permitam a selagem pela empresa vendedora
de energia e pela empresa compradora de energia;
b) O acesso ao botões de controle e programação do relógio devem estar protegidos por lacres distintos dos lacres da tampa do medidor;
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
7-19
4.4.6- Confiabilidade
a) Os terminais dos equipamentos devem apresentar ligação segura e permanente dos condutores de
entrada e saída;
b) Os equipamentos de tecnologia eletrônica devem apresentar um MTBF superior a 30.000 horas;
4.4.7- Conectividade
a) Deve possuir um dispositivo de saída do tipo emissor de pulsos (simulador de manchas do disco
ou emissor de luz vermelha) para fins de calibração. Esta saída deve estar permanentemente ativa.
4.4.8- Exatidão
a) Os medidores devem ter uma classe de exatidão de 0,2%.
b) A base de tempo do relógio quando este existir, deve apresentar um desvio inferior a 30 ppm em
toda faixa de temperatura
4.4.9- Suportabilidade
a) Os medidores deverão ser construídos com rigidez mecânica suficiente para evitar riscos de danos no seu manuseio normal e dispor de proteção contra penetração de água, poeira e objetos
sólidos. As partes sujeitas a corrosão devem ser protegidas, e, caso haja revestimento protetor, o
mesmo deve apresentar boa resistência a abrasivos, não permitindo danos por manuseios normais de operação;
b) O material utilizado na construção dos medidores deve oferecer blindagem suficiente a campos
eletromagnéticos externos, de modo a assegurar a estabilidade de desempenho e confiabilidade
nas condições normais de operação;
c) O bloco de terminais deve ser construído com material isolante não higroscópico, capaz de suportar temperaturas elevadas sem apresentar deformações ao longo da vida útil do medidor. A
isolação elétrica deve ser compatível com o previsto nas normas aplicadas e com o valor da
tensão nominal do medidor; terminais para alimentação de tensão e corrente dos medidores e
dispositivos de comunicação devem ser galvanicamente isolados entre si e a base, oferecendo
isolação elétrica mínima de 2,0 KV.
4.4.10- Condições de Funcionamento
a) Os equipamentos devem funcionar corretamente na presença de campos magnéticos de até 0,5
mili-Tesla a 60 Hz, e de até 0,5 Tesla em campos contínuos;
b) Os equipamentos devem funcionar corretamente na presença de perturbações transitórias de
baixa freqüência (50Hz a 100kHz) e de alta freqüência (100kHz até a faixa de microondas);
c) Os equipamentos abrangidos por esta especificação deverão ser adequados para operar com
temperatura ambiente de –10°C até 60°C e umidade relativa de 0% até 95% sem condensação.
Os medidores devem estar protegidos contra a penetração de poeira e água segundo a classificação IPW52M da NBR 6146.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
8-19
4.5- Interface de Comunicação Remota
4.5.1- Descrição
Interface para tele-leitura de medidores eletrônicos utilizando rede de dados (redes de computadores), ou usando conexão dial-up (linha telefônica).
4.5.2- Características técnicas
A interface de comunicação deverá garantir a comunicação entre medidores eletrônicos e o Centro
de Controle da Copel Distribuição.
A interface deverá possibilitar a comunicação com todos os medidores eletrônicos de energia elétrica no protocolo ABNT, atendendo a NBR 14522 - Intercâmbio de Informações para Sistemas de
Medição de Energia Elétrica – Padronização.
Deve possibilitar a comunicação remota com no mínimo 4 medidores eletrônicos e devem ser fornecidos os cabos magnéticos de ligação entre a interface e os medidores.
O tipo de interface de comunicação deverá ser escolhida em função do meio de comunicação empregado conforme a seguir:
1- Interface para rede de dados (endereço IP visível para acesso via internet).
2- Interface serial para comunicação de dados via dial-up com provedor de acesso de Internet utilizando um modem assíncrono usrobtics ou compatível e protocolo TC/IP.
As Interfaces de rede ou serial deverão ser compatíveis com o padrão Ethernet, protocolo TCP/IP, e
possuir as seguintes características:
- Conectar-se periodicamente a um Servidor HTML (“web server”) remoto identificado apenas por
um endereço IP, usando protocolo HTTP. O intervalo de tempo entre as conexões deve ser programável a partir de um minuto;
- Transferir as leituras do medidor para o Servidor HTML, os dados devem ser codificados no aparelho e decodificados no Servidor, de modo que não possam ser compreendidos ao trafegar pela
rede;
- Os comandos solicitados pelo Servidor devem incluir alterações de parâmetros no medidor e no
próprio equipamento principalmente a programação do endereçamento IP remotamente;
- Deverão permitir que as leituras dos medidores sejam feitas sem que seja instalado nenhum
software nos micro-computadores onde se deseja fazer a consulta. Para tanto, será utilizado apenas
um browser de mercado, equivalente ao Internet Explorer 5.0.
4.5.3- Características Gerais
Deverá possibilitar do centro de controle os seguintes comandos aos medidores eletrônicos instalados na medição para o faturamento:
- Reposição Automática com confirmação para a execução do comando;
- Recuperação Automática;
- Verificação Automática;
- Reposição Automática Resumida com confirmação para a execução do comando;
- Recuperação Automática Resumida;
- Verificação Automática Resumida;
- Alteração de parâmetros e gerenciamento.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
9-19
4.6- Esquema de ligação para Sistemas de Medição
O esquema de ligação para sistemas de medição nas tensões de fornecimento de 34,5kV, 69kV,
138kV e 230kV encontra-se no ANEXO I.
O esquema de ligação para sistemas de medição na tensão de fornecimento de 13,8kV encontra-se
no ANEXO II.
4.7- Abrigo para Sistema de Medição
O abrigo para o Sistema de Medição das PCEs deverá seguir o padrão construtivo para Sistema de
Medição Horo-sazonal descrito na NTC 9-03100 (Ver Anexos III, IV).
4.8- Chave de Aferição
4.8.1- Características Construtivas
a) Os elementos da chave de aferição estão identificados na Figura A do ANEXO VIII;
b) Deverão possuir as dimensões indicadas na Figura C do ANEXO VIII;
c) A chapa terminal para neutro deve ser uma única lâmina contínua que não permita o seccionamento do neutro;
d) A chapa de aterramento deve ser uma única lâmina contínua, facilmente extraível, conectada de
acordo com a Figura A do ANEXO VIII;
e) Os punhos de acionamento devem ser de material isolante resistente e projetados de forma que o
operador, ao acioná-los, não entre em contato com as partes condutores da chave;
f) A base de fixação deve ser de boa resistência mecânica e possuir furação, conforme Figura C do
ANEXO VIII;
g) As partes condutoras devem ser de cobre eletrolítico ou liga de cobre com condutividade mínima de 30% IACS e dimensionadas para conduzir em regime permanente a corrente nominal;
h) As partes ativas da chave de aferição devem ser protegidas por tampa de material isolante,
transparente, com dispositivo para colocação de lacres que impeçam o acesso a qualquer parte
da chave sem o rompimento dos selos. Esta tampa deve ser projetada de forma que não possa
ser colocada sem que todas as chaves facas estejam integralmente fechadas e de modo a permitir
a livre passagem dos condutores de ligação;
i) Os terminais de ligação devem permitir uma firme conexão de, no mínimo, três condutores de
cobre, seção 2,5 mm2;
j) Os terminais de ligação de entrada do circuito de potencial e do neutro (em número de 4), devem dispor de dispositivo para inserção de terminais tipo "plug", para conexão de equipamentos
de teste;
k) Os terminais do circuito de corrente e os de saída do circuito de potencial poderão ser providos
de parafusos de aperto simples;
l) Todos os terminais deverão ser de latão, possuir arruelas tipo unha de latão e ser construídos de
modo a permitir aperto por meio de chave de fenda convencional;
m) Os parafusos do circuito de potencial e do neutro (lado da entrada) deverão ter dimensões mínimas conforme Figura B do ANEXO VIII ;
n) Deve ter três chaves do tipo Faca Unipolar;
o) Deve ter três chaves do tipo Faca Bipolar;
p) Cada chave bipolar deve ser provida de dispositivo que permita curto-circuitar o secundário do
transformador de corrente, sem que haja abertura do secundário do TC, durante o ciclo de
abertura da chave.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
10-19
4.8.2- Características Elétricas
a) Corrente nominal de 20A;
b) Tensão máxima de operação de 600 V.
4.8.3- Características Não Funcionais
Os equipamentos devem ter dispositivos que permitam a selagem;
4.8.4- Confiabilidade
a) Os terminais dos equipamentos devem apresentar ligação segura e permanente dos condutores de
entrada e saída;
4.8.5- Suportabilidade
a) O bloco de terminais deve ser construído com material isolante capaz de suportar temperaturas
elevadas e não apresentar deformações ao longo da vida útil do medidor. A isolação elétrica deve
ser compatível com o previsto nas normas aplicadas e com o valor de tensão utilizado;
b) Os terminais para alimentação de tensão e corrente das chaves de aferição e dispositivos de comunicação, devem ser galvanicamente isolados entre si e a base, oferecendo isolação elétrica
mínima de 2,0 KV.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
11-19
5- ANEXOS
5.1- ANEXO I
Esquema de ligação para sistemas de medição nas tensões de fornecimento de 34,5kV, 69kV,
138kV e 230kV
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
12-19
5.2- ANEXO II
Esquema de ligação para sistemas de medição na tensão de fornecimento de 13,8kV
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
13-19
5.3- ANEXO III
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
14-19
5.4- ANEXO IV
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
15-19
5.5- ANEXO V
Detalhes das instalações dos equipamentos nas caixas de medição
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
16-19
5.6- ANEXO VI
Lista de material para medição em 13,8kV
-
Abrigo para sistema de medição (Ver anexo III e IV);
-
2 Caixa de Medição EN;
-
2 Transformadores de Potencial;
-
2 Transformadores de Corrente;
-
2 Medidores Eletrônicos 4 Quadrantes ( sendo 1 medidor reserva);
-
1 Sistema para Comunicação Remota;
-
1 Linha ou Ramal Telefônico ou ponto de rede de micro computadores.
5.7- ANEXO VII
Lista de material para medição em 34,5kV
-
Abrigo para sistema de medição (Ver anexo III e IV);
-
2 Caixa de Medição EN;
-
3 Transformadores de Potencial;
-
3 Transformadores de Corrente;
-
2 Medidores Eletrônicos 4 Quadrantes (sendo1 medidor reserva);
-
1 Sistema para Comunicação Remota;
-
1 Linha ou Ramal Telefônico ou ponto de rede de micro computadores.
Notas:
1- A fiação para ligação dos TCs devem ser cabo flexível de 2,5mm² na cor vermelha;
2- A fiação para ligação dos TPs devem ser cabo flexível de 2,5mm² na cor preta.
3- A instalação do sistema de medição deve ser de fácil acesso, preferencialmente próximo ao
portão de entrada da SE.
4- O projeto de instalação e equipamentos de medição devem ser aprovados pela Copel.
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
17-19
5.8- ANEXO VIII
Detalhes da chave de aferição
FIGURA A - ELEMENTOS DA CHAVE DE AFERIÇÃO
8
2
1
7
3
4
5
6
1 CHAVE FACA UNIPOLAR
2 CHAPA TERMINAL PARA NEUTRO
3 TERMINAIS DE LIGAÇÃO (ENTRADA) - CIRCUITO DE POTENCIAL
4 TERMINAL DE LIGAÇÃO (ENTRADA) - NEUTRO
5 TERMINAIS DE LIGAÇÃO (ENTRADA) - CIRCUITO DE CORRENTE
6 CHAPA DE ATERRAMENTO
7 CHAVE FACA BIPOLAR
8 TERMINAIS DE LIGAÇÃO (SAÍDA)
4
FIGURA B - DETALHE DO TERMINAL DE LIGAÇÃO
13
12
28
0,6
120 (máximo)
64
FIGURA C - DIMENSÕES DA CHAVE DE AFERIÇÃO
200 a 220
245 (máximo)
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
COTAS EM MILÍMETROS
18-19
5.8- ANEXO IX
Caixas de Derivação para Medição e Proteção Aplicáveis a TCs e TPs
T1
T2
T3
DETALHE DAS CAIXAS PARA
MEDIÇÃO / PROTEÇÃO
T2
MEDIÇÃO
PROTEÇÃO
T1
T3
SAÍDAS
T1/T2/T3
CÓPIA NÃO CONTROLADA – Verificar versão atual na Intranet
19-19
Download

PADRÃO CONSTRUTIVO PARA A FRONTEIRA