Revista da SBEnBio - Número 7 - Outubro de 2014
V Enebio e II Erebio Regional 1
BOTÂNICA: O QUE PENSAM NOSSOS ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL
Karine Grazielle Silva dos Santos. CECIMIG/ENCI/UFMG
Lúcia Maria Pôrto de Paula. CECIMIG/COLTEC/UFMG
RESUMO:
Com o objetivo de averiguar os conhecimentos prévios sobre fotossíntese e respiração foi
aplicado um questionário quali-quantitativo em 30 estudantes do 6º ano do Ensino
Fundamental de uma escola pública de classe média baixa de Belo Horizonte/MG. O
resultado apontou que mais de 50% dos estudantes não sabem como as plantas se alimentam.
Mais de 70% dos estudantes não conseguem distinguir respiração de fotossíntese. Apenas
16% identificaram os reagentes da fotossíntese. A maioria dos estudantes restringe a
importância das plantas à sua própria vida. A utilização de atividades investigativas associada
a uma perspectiva histórica pode ser uma boa ferramenta para aprimorar a compreensão dos
estudantes sobre o tema e estudos neste sentido devem ser desenvolvidos.
PALAVRAS-CHAVE: Conhecimento prévio, fotossíntese, respiração, ensino de botânica.
1 INTRODUÇÃO:
O estudo de Botânica gera muita polêmica entre alunos do ensino fundamental e
médio. A fotossíntese, por exemplo, é um conteúdo bioquimicamente, muito complexo, e, de
modo geral, os livros didáticos contribuem para essa complexidade, uma vez que dão mais
ênfase a detalhes das reações bioquímicas ao invés de enfatizar a real importância desse
processo para a vida no planeta. Essa ideia também pode ser estendida para a respiração
vegetal, que é ensinada do mesmo modo, com detalhes de reações bioquímicas, e ainda, como
se fosse um processo inverso ao da fotossíntese.
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O ensino da fotossíntese e da respiração vegetal exige do professor conhecimentos em
diferentes áreas. Cabe ao docente exercitar a criatividade para integrar os diferentes conteúdos
das diversas disciplinas, levando em consideração o conhecimento prévio dos estudantes.
Nem sempre os alunos conseguem compreender que as plantas realizam a nutrição autotrófica
(SANTOS; TASCHETTO, 2008) e que respiram, como qualquer ser vivo, utilizando o
oxigênio do ar.
Este trabalho tem por objetivo mostrar os conhecimentos prévios dos estudantes do 6º
ano de uma escola pública do município de Belo Horizonte sobre fisiologia dos vegetais. É
importante salientar que os conhecimentos prévios mudam de acordo com a realidade dos
estudantes, mas, acreditamos que ao conhecer alguns erros mais comuns, podemos pensar em
estratégias de ensino que possam contribuir efetivamente para a construção de conhecimentos.
2 METODOLOGIA:
Este estudo constitui uma investigação exploratória, descritiva, de base qualiquantitativo.
A pesquisa foi realizada em uma escola pública da rede municipal de Belo Horizonte.
Os sujeitos da pesquisa foram 30 alunos de uma turma do 6º ano do ensino fundamental, com
faixa etária entre 11 e 12 anos, de classe média baixa, em sua maioria bastante agitados, mas
interessados. A turma foi escolhida de forma aleatória.
A coleta de dados foi realizada nos meses de setembro e outubro de 2012. O
questionário pré-teste teve por objetivo identificar os conceitos prévios sobre respiração
vegetal e fotossíntese, verificar o interesse pela Botânica e analisar a contextualização do
conteúdo. É importante salientar que foi garantido aos estudantes o anonimato e que a
professora da turma já havia trabalhado o conteúdo de fotossíntese anteriormente à aplicação
do questionário pré-teste.
As questões do pré-teste foram recortadas e fornecidas aos estudantes, uma a uma,
separadamente, para evitar que algumas delas pudessem induzir fortemente as respostas das
outras perguntas. Abaixo, seguem as questões do pré-teste.
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Questionário pré-teste
1. Como as plantas se alimentam?
2. Quem realiza a fotossíntese?
a( ) plantas e algas
b( ) o ser humano
c( ) todos os seres vivos
3. Como é a respiração das plantas?
a( ) Diferente da nossa, pois, nos vegetais, acontece a fotossíntese.
b( ) Como a nossa, inspirando oxigênio e expirando gás carbônico.
c( ) os vegetais não respiram.
4- As plantas respiram:
a( ) sempre
b ( ) nunca
c ( ) durante a noite
d ( ) durante o dia
5. Em torno de sua escola e de seu bairro existem muitas árvores e plantas?
a( ) sim
b( )não
c( ) nunca observei
6. Para você, árvores e plantas são importantes para sua vida?
a( ) sim
b( ) não
Por quê?
7. Dentre os conteúdos abaixo, de qual você mais gosta?
a( ) Sistema Solar
b( ) plantas
c( ) animais
d( ) água
e(
) solo
8. Quais são os elementos necessários para a realização da fotossíntese?
a( ) água, sais minerais, oxigênio e luz
b( ) glicose, água, oxigênio e clorofila
c( ) água, gás carbônico, luz e clorofila
d( ) oxigênio, gás carbônico, água e terra
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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Os dados obtidos por meio do pré-teste foram categorizados e apresentados em tabelas
de acordo com as respostas fornecidas pelos estudantes, para deixar transparecer suas ideias o
máximo possível.
3.1 Dados do pré-teste
Questão 1 – Como as plantas se alimentam?
Para a análise dos resultados obtidos nesta questão, foram estabelecidos alguns
critérios para categorização das narrativas:
Corretas – para as narrativas que apresentaram ideias condizentes com o conhecimento
científico.
Incompletas – para as narrativas que apresentaram ideias aproximadas do conhecimento
científico.
Incorretas – para as narrativas que apresentaram ideias não condizentes com o conhecimento
científico.
Em branco – para os alunos que não responderam a questão.
Corretas
Incompletas
Incorretas
Em branco
16,7%
13,3%
63,3%
6,7%
Fig. 1 – Tabela que representa a frequência das respostas dos alunos à questão 1 do pré-teste.
Seguem abaixo algumas das narrativas:
Corretas:
“As plantas são seres que produzem seu próprio alimento através da fotossíntese.”
“Pela fotossíntese.”
Incompletas:
“As plantas se alimentam pelas suas folhas.”
“As plantas se alimentam pela luz solar.”
Incorretas:
“As plantas se alimentam de pequenos insetos como as moscas.”
“Elas se alimentam pela raiz, sugando os sais minerais da terra.”
“Elas retiram do solo os alimentos e a água que precisa.”
“As plantas comem terra.”
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Analisando o resultado acima, nota-se que os estudantes não compreendem bem o
processo de nutrição autotrófica realizado pelas plantas. Pouquíssimos alunos reconheceram a
fotossíntese como forma de nutrição das plantas e a maioria apresentou concepções
alternativas para a questão. Provavelmente, esse fato pode estar relacionado a uma visão
antropocentrista, indicando que todas as explicações que se distanciam das características
humanas não são bem compreendidas.
Segundo Bizzo (2007), estudos apontam que as crianças, principalmente, possuem
uma relação antropomórfica com a alimentação das plantas que é diretamente influenciada
pelas publicações infantis. Respostas do pré-teste que podem denunciar esse ponto de vista
são “As plantas se alimentam de pequenos insetos como as moscas” e “As plantas comem
terra”. Para o autor, essa visão está explícita nas atitudes das crianças, jovens e adultos,
quando relacionam o solo, no qual a planta se encontra, como seu alimento, o que também
pode ser evidenciado pelas seguintes respostas: “Elas retiram do solo os alimentos e a água
que precisa” e “Elas se alimentam pela raiz, sugando os sais minerais da terra”.
Questão 2 – Quem realiza a fotossíntese?
QUEM REALIZA FOTOSSINTESE?
Percentual de marcação dos estudantes
Plantas e algas
83,3%
Ser humano
3,3%
Todos os seres vivos
13,3%
Fig. 2 – Tabela que representa a frequência das respostas dos alunos à questão 2 do pré-teste.
Nota-se que os estudantes possuem conhecimento sobre quem realiza a fotossíntese,
pois a alternativa esperada (plantas e algas) foi a que obteve maior percentual de marcações.
No entanto, embora possuam a noção de que o processo fotossintético esteja relacionado às
plantas, eles não conseguem compreender de fato esse fenômeno, o que pode estar
correlacionado com a memorização de conteúdos, que prepara os alunos apenas para
reproduzirem o conhecimento, não para compreendê-lo.
Segundo Carraher (1986), o modelo tradicional de ensino é ainda amplamente
utilizado por muitos educadores nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Tal modelo
trata o conhecimento como um conjunto de informações que são simplesmente transmitidas
dos professores para os alunos, o que nem sempre resulta em aprendizado efetivo. Os alunos
fazem papel de ouvintes e, na maioria das vezes, os conhecimentos passados pelos professores
não são realmente absorvidos por eles; são apenas memorizados por um curto período de
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tempo e, geralmente, esquecidos em poucas semanas ou poucos meses, comprovando a não
ocorrência de um verdadeiro aprendizado.
Mais grave ainda é quando o professor reforça o enfoque dado pelos livros didáticos,
levando os alunos, por exemplo, a memorizar os conceitos e a equação da fotossíntese sem o
entendimento necessário do processo em si e do que ele representa para a natureza e para sua
própria vida (NOGUEIRA, 2007).
Questão 3 – Como é a respiração das plantas?
COMO É A RESPIRAÇÃO DAS PLANTAS?
Percentual de marcação
dos estudantes
Diferente da nossa, pois nas plantas acontece a fotossíntese.
76,7 %
Como a nossa: inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico.
13,3 %
As plantas não respiram.
10,0%
Fig. 3 – Tabela que representa a frequência das respostas dos alunos à questão 3 do pré-teste.
Percebe-se que a maioria dos estudantes confunde a fotossíntese com a respiração
vegetal. Os alunos acreditam que a respiração das plantas é um processo diferente do da
respiração humana, acontecendo nas plantas pelo processo da fotossíntese. Segundo Souza e
Almeida (2002), a tendência em apresentar a respiração vegetal como sinônimo de
fotossíntese é um dos obstáculos mais frequentemente encontrados, pois, como nos dois
processos há troca gasosa, os alunos concluem que ambos os processos são a mesma coisa.
A frequente oposição entre fotossíntese e respiração tem conduzido à ideia
de que os animais respiram e plantas não, uma vez que elas realizam
fotossíntese e os animais não, quando na verdade ambos respiram – de dia e
à noite – mas apenas as plantas realizam fotossíntese, que depende da luz do
dia.” (KAWASAKI; BIZZO, 2000, p. 26).
Questão 4 – As plantas respiram?
AS PLANTAS RESPIRAM?
Percentual de marcação dos estudantes
Sempre
73,3
Nunca
10,0
Durante a noite
3,3
Durante o dia
13,3
Fig. 4 Tabela representando as respostas dos alunos à pergunta 4 do pré-teste.
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Apesar de os alunos acreditarem que a respiração das plantas é sinônimo da fotossíntese,
como demonstrado na tabela anterior (fig.3), a maioria dos alunos reconhece que a respiração
nas plantas é um processo constante.
Questão 5 – Em torno de sua escola e de seu bairro existem muitas árvores e plantas?
EM TORNO DE SUA ESCOLA E DE SEU BAIRRO Percentual de marcação
EXISTEM MUITAS ÁRVORES E PLANTAS?
dos estudantes (%)
Sim
83,4
Não
6,6
Nunca observei
10,0
Fig. 5 – Tabela que representa as respostas dos alunos à questão 5 do pré-teste.
A grande maioria dos alunos percebe as plantas em torno da escola, mas existe uma
pequena porcentagem de alunos que não as observa.
Questão 6 – Para você, árvores e plantas são importantes para sua vida? Por quê?
PARA
VOCÊ,
ÁRVORES
E
PLANTAS
SÃO Percentual de marcação
IMPORTANTES PARA SUA VIDA? POR QUÊ?
dos estudantes (%)
Sim
100
Não
0
Fig. 6 – Tabela que representa as repostas dos alunos à questão 6 do pré-teste.
De acordo com a fig. 6, todos os alunos têm noção da importância das plantas para sua
própria vida, porém, ao analisar a questão discursiva que pedia para eles justificarem o
“porque” dessa importância, verificou-se que os alunos não souberam explicá-la de forma
completa.
Na análise dos resultados obtidos na questão discursiva, foram estabelecidos alguns
critérios para categorização das narrativas:
Completas – para narrativas que apresentaram uma visão holística1 sobre a importância das
plantas.
Incompletas – para narrativas que apresentaram uma visão limitada sobre a importância das
plantas.
Em branco – para os alunos que não responderam a questão.
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Completas
Incompletas
Em branco
-
86,7%
13,3%
Fig. 7 – Tabela que representa a frequência das respostas dos alunos à questão 6 do pré-teste.
Seguem abaixo algumas narrativas:
Incompletas:
“Porque as plantas liberam o oxigênio para nossa respiração e nos dão frutos.”
“Porque precisamos delas para sobreviver.”
“Porque as plantas purificam nosso ar para respirarmos melhor.”
“Porque nos ajudam a respirar”
“Porque elas nos fornecem alguns alimentos.”
A análise das respostas mostra que os alunos não reconhecem de fato a importância
das plantas para sua própria vida. A maioria das narrativas foi classificada como incompleta,
não havendo narrativas na categoria completa, ou seja, a importância das plantas foi limitada
ao fato de ajudarem na respiração ou na alimentação.
Segundo Figueiredo (2009), o ensino de Botânica não leva em consideração as
necessidades pessoais, sociais e o contexto no qual estão inseridos os atores do ensinoaprendizado, sendo realizado, muitas vezes, sem referências à vida do aluno. O que se
aprende na escola, normalmente, é útil apenas para fazer provas; a vida fora da escola é outra
coisa. Segundo Chassot (2004), quando os conteúdos são meramente conjuntos de símbolos e
conceitos distantes da realidade, o ensino não cumpre sua função de compreensão e
transformação da realidade, nem educa para a cidadania.
_______________
1. Visão holística, no sentido de não se limitar a importância das plantas apenas à respiração e à alimentação,
abrangendo também outros aspectos, como os sensitivos, visuais, de uso no cotidiano, entre outros.
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Questão 7 – Dentre os conteúdos abaixo, de qual você mais gosta?
DENTRE OS CONTEÚDOS ABAIXO, DE Percentual de marcação dos estudantes (%)
QUAL VOCÊ MAIS GOSTA?
Sistema Solar
50,0
Plantas
6,7
Animais
30,0
Água
10,0
Solo
3,3
Fig. 8 – Tabela que representa as respostas dos alunos à questão 7 do pré-teste.
Nota-se que a maioria dos alunos não tem preferência pelo estudo das plantas, o que,
provavelmente pode ser consequência da grande quantidade de terminologias utilizadas no
estudo da Botânica, dificultando, dessa maneira, a compreensão do conteúdo como um todo.
Na sala de aula, os estudantes, em geral, reclamam do excesso de nomes no programa de
Botânica e pesquisadores como Krasilchik (2004) também apontam tal fato.
Outros autores afirmam que os conteúdos de Botânica são trabalhados de maneira
fragmentada e desvinculados de outros conteúdos, privilegiando uma abordagem
excessivamente morfológica e sistemática (FIGUEIREDO, 2009).
Segundo Arruda e Laburú (1996) e Ceccantini (2006), as dificuldades de se ensinar e,
consequentemente, de se aprender Botânica tornam o desconhecimento da botânica mais
evidente tanto entre os estudantes quanto entre os professores.
Questão 8 – Quais são os elementos necessários para a realização da fotossíntese?
QUAIS SÃO OS ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA
REALIZAÇÃO DA FOTOSSÍNTESE?
Percentual de
Água, sais minerais, oxigênio, e luz.
43,3%
Glicose, água, oxigênio e clorofila.
16,7%
Água, gás carbônico, luz e clorofila.
16,7%
Oxigênio, gás carbônico, água e terra.
23,3%
marcação
Tab. 8 – Tabela que representa as respostas dos alunos à questão 8 do pré-teste
Percebe-se que os alunos apresentaram grande dificuldade nessa questão. Eles não
reconheceram os elementos que são essenciais para a realização da fotossíntese, muito menos
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conseguiram diferenciar os reagentes dos produtos. Por outro lado, o resultado também aponta
os elementos que os alunos acreditam ser importantes para o crescimento das plantas.
Provavelmente esse fato deve estar relacionado à complexidade do conteúdo, que
requer o conhecimento integrado de diferentes disciplinas além das áreas da Física e Química,
dada as diversas conversões de energia envolvida no processo fotossintético, o que favorece a
memorização de conteúdos, ou seja, a não ocorrência de um verdadeiro aprendizado.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É imprescindível que os professores de Ciências procurem equilibrar o ensino teórico
com o prático, uma vez que grande parte do que está nos livros e na internet foi um dia
pesquisado na própria Natureza. Perceber as adaptações, as curiosidades e a interação entre
homem e planta é uma recomendação importante aos docentes, para que possam oferecer a
seus alunos atividades pedagógicas mais atraentes, prazerosas e significativas.
Visando romper com as visões errôneas sobre o tema, sugerimos fornecer aos
estudantes uma perspectiva histórica. Chauí (1981) chama atenção para o fato de que ao
silenciar a história, estamos propagando um discurso ideológico.
A ideologia não tem história porque a operação ideológica por
excelência consiste em permanecer na região daquilo que é idêntico,
e nessa medida, fixando conteúdos, procura exorcizar aquilo que
tornaria impossível o surgimento da história e o surgimento da
própria ideologia: a história real, isto é, a compreensão de que o
social e o político não cessam de instituir-se a cada passo.
Nessa óptica, a utilização de atividades investigativas no ensino-aprendizagem da
Botânica aliada a uma perspectiva histórica, pode constituir uma boa ferramenta para
aprimorar a compreensão dos alunos sobre o tema e sobre o mundo em que vivem.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BIZZO, N. Ensinar ciências na escola. In: BIZZO, N. Ciências: Fácil ou Difícil? São Paulo:
Editora Ática. 2007. p. 29-46.
CARRAHER, D. W. et al. Caminhos e descaminhos no ensino de Ciências. Ciência e
Cultura. São Paulo, jun. 1986.
CECCANTINI, G. Os tecidos vegetais têm três dimensões. Revista Brasileira de Botânica,
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CHAUÍ, M. Cultura e Democracia o discurso competente e outras falas. Cortez, 1981.
CHASSOT, A. I. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 3ª ed. Ijuí:
Unijuí, 2004. 436p.
FIGUEIREDO, J. A. O ensino de botânica em uma abordagem ciência, tecnologia e
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KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2004 .v. 1.
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NOGUEIRA, S. S. O ensino de fotossíntese e suas implicações na amenização do
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SANTOS, C. F. S; TASCHETTO, O. M. A importância da instrumentalização metodológica
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