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Na crista da onda
Personagem da Semana
Sérgio Machado, da Transpetro, diz
que o maior desafio do país é se tornar
mais competitivo no exterior. ➥ P12
Patrick Mendes, diretor de operações
da Pullman para AL, foi escolhido
no site do BRASIL ECONÔMICO. ➥ P34
Rodrigo Capote
PUBLISHER RAMIRO ALVES
EDITOR-CHEFE (RJ) OCTÁVIO COSTA
EDITORA-CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE ABRIL, 2013
O
ANO 5 | N 919 | R$ 3,00
Estados ameaçam multar indústria
que não emitir nota fiscal detalhada
Empresários correm para se adaptar à Resolução que tenta inibir a guerra dos portos e reduziu para 4% o ICMS de produtos
com menos de 60% de conteúdo nacional. Eles temem ser multados por ainda não terem regularizados seus sistemas. ➥ P8
Congressistas
desfiguram a
MP dos portos
Alan Marques/Folhapress
Bancos veem
novas funções
para agências
Uma das emendas aprovadas
prejudica plano do Executivo para
tornar mais eficiente o embarque
e desembarque de cargas
em portos organizados. ➥ P9
Espaço passa a ser usado para
alavancar negócios, de crédito
imobiliário a investimentos,
com conveniências que incluem
até o horário estendido. ➥ P38
Negócios de
R$ 100 mi na
Casa Cor SP
Zona do Euro
já vê a luz no
fim do túnel
Previsão é de Ângelo Derenzi,
presidente da mostra, que vai de
28 de maio a 21 de julho no Jockey
Club, reunindo grandes nomes
da arquitetura nacional. ➥ P30
Na avaliação de autoridades
do bloco, a austeridade continua,
mas já é possível atenuar o ritmo
da consolidação fiscal e implantar
as reformas de longo prazo. ➥ P50
STEngineering
quertudocom
maissegurança
Reciclagem
é tema central
nas empresas
Grupo asiático vê nos grandes
eventos deste e dos próximos
anos a chance de oferecer
seu sistema que tem o cidadão
como fonte de informação . ➥ P18
Caderno especial mostra
a evolução da indústria no
reaproveitamento de embalagens e
o desenvolvimento de tecnologias
sustentáveis. ➥ Suplemento
O “portunhol”
pode atrapalhar
um bom negócio
O idioma é considerado o ponto
principal nos contatos com
profissionais latino-americanos.
Escorregar no espanhol pode
por tudo a perder. ➥ P44
“Burocracia deixa a
pesquisa muito lenta”
Apesar das duras críticas às limitações burocráticas, ministro da
Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, está otimista com os
R$ 32 bilhões que serão aplicados através do Inova Empresa. ➥ P4
2 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Avanço
CARTAS
Na minha cidade a gasolina é a mais cara do
Brasil. Em Ubatuba (SP) o litro sai por R$ 2,99,
tanto na comum como na aditivada. Temos de
“importar”. Eu pago R$ 3,79 por litro aqui na
minha cidade, temos que ver isso, o governo
deixa correr como se não soubesse o que está
acontecendo, em Itaquai o preço é menor do que
em Angra e assim vai. Eu procuro trazer um
pouco de Ubatuba, quando vou viajar não encho o
tanque, só vou completar em Ubatuba. Os donos
de posto de gasolina, principalmente de Angra,
têm de baixar o preço senão vão ficar a ver
navios, ninguém vai querer comprar. (“Aumento
de combustível deve impulsionar Petrobras”)
Wilson da Silva Santos Filho
Angra dos Reis (RJ)
Para manter o padrão necessário a sobrevivência
da Petrobras, o governo inepto de Dilma/Lula/PT
age como se essa empresa fosse de porte médio
ou pequena. Uma empresa que mantém altos
custos com pessoal e com gerenciamento dúbio,
encontra respaldo monetário em aumentos
dos combustíveis, quando sabemos que já
praticamos, no Brasil, preços abusivos, desleais
mediante o poder aquisitivo de um povo com
renda média de US$ 500/mês. Vivemos
momentos difíceis e desgastantes.
José Maria
São Paulo (SP)
JULIO GOMES DE ALMEIDA
Carlos Magno
Professor do Instituto de Economia
da Unicamp e ex-Secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda
Oscar Niemeyer
Arquiteto
Uma exposição em Paris , intitulada “Brasília,
meio século da capital do Brasil”, conta a história
da construção da cidade, que comemorou 53
anos, e homenageia o arquiteto brasileiro
Oscar Niemeyer, responsável pelo projeto.
Retrocesso
Chris Ratcliffe/Bloomberg
Quanto à matéria “Aumento de combustível
deve impulsionar Petrobras” — publicada em
25/4/2013, a política desastrada e populista
do governo causou sérios danos ao país.
Ao reduzir o IPI dos automóveis e flexibilizar
os financiamentos, provocou o aumento
do consumo do etanol e da gasolina, produtos
nos quais o Brasil não é autossuficiente, ao
mesmo tempo restringiu os preços provocando
o fechamento de dezenas de usina de álcool,
forçando o país a aumentar a importação
do produto. A Petrobras viu seu valor
de mercado retrair em mais de 30% e
a quebradeira de empresas particulares, que
investiram no ramos dos combustíveis. Não
existe uma política de crescimento econômico
sustentável, sem bases de sustentação.
Marcio Menezes
Inhaúma (MG)
OPINIÃO
Eric Schmidt
Presidente do Google
A Microsoft foi beneficiada em julgamento de
patente da Motorola Mobility, o que representou
um golpe para o Google, que comprou
a empresa por US$ 12,5 bilhões, em parte por
seu estoque de propriedades intelectuais.
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A perda de dinamismo
na oferta de emprego
A pesquisa de emprego e renda realizada pelo IBGE nas grandes
regiões metropolitanas do país mostra um quadro inequivocadamente favorável para a população neste início de 2013. Por exemplo, a taxa de desocupação no primeiro trimestre, de 5,5%, é
muito baixa para padrões históricos e corresponde a quase metade da taxa do primeiro trimestre de 2005, de 10,5%. Mais: esta
condição de baixo desemprego parece não ter sido ameaçada pelo crescimento decepcionante do PIB em 2011 e 2012. Pode ser
lembrado também que, embora em ritmo menor, o rendimento
real das pessoas ocupadas se mantém em alta e a massa de rendimentos da população segue crescendo, o que vai renovando um
dinamismo do consumo e das vendas do varejo que poucos países vêm conseguindo ostentar em suas economias no após crise
mundial de 2008. Mas, algumas nuvens se apresentam no horizonte devido ao baixo desempenho da economia e diminuição
do impulso conferido ao emprego pelo boom que os setores de
construção, comércio e serviços experimentaram nos últimos
anos como decorrência do reforço do mercado interno consumidor obtido com a redistribuição da renda. Na média de todos os
setores, o emprego que no último trimestre de 2012 crescia 3%
com relação ao mesmo período do ano anterior, passa a evoluir
1,9% nos três primeiros meses do corrente ano.
Na construção e no comércio a desaceleração foi muito significativa: no primeiro caso, a expansão de 6,3% nos três meses finais de 2012 cede lugar a um declínio de 1,8% no primeiro trimestre de 2013; no segundo, o ritmo de criação de empregos retrocede de 4,4% para 1,7%. Na indústria, os dois primeiros meses do
ano pareciam mostrar uma melhora do setor beneficiado por programas de incentivo do governo e pela desoneração da folha de
salários, o que não foi confirmado pelos dados de março. O setor, que teve variação zero do emprego em 2012, ampliou seu efetivo em 2,2% e 3,5%, respectivamente em janeiro e fevereiro últimos com relação aos mesmos meses do ano passado, mas o processo foi interrompido pela queda de 1,7% em março.
A evolução do rendimento real também não
apresenta o mesmo ritmo de outros tempos
O setor de serviços como um todo preserva um maior dinamismo, com aumento de 2,6% no primeiro trimestre, praticamente o mesmo padrão com que encerou o ano (2,7% no 4º. trimestre de 2012). Em uma parcela significativa isto se deveu ao
emprego na administração pública, defesa, educação, saúde e
serviços sociais (+5,6% no primeiro trimestre 2013, praticamente repetindo o índice de 5,3% no último trimestre de 2012) e porque melhorou o emprego em intermediação financeira, atividades imobiliárias e serviços prestados à empresa (2% e 0,8%).
Também não apresenta o mesmo ritmo de outros tempos a evolução do rendimento real dos ocupados, certamente em função
da maior inflação deste início de ano. O acréscimo de 1,8% no primeiro trimestre foi muito abaixo dos 4,4% do último trimestre do
ano passado. Com isso, a massa de rendimentos avançou 3,8%
nos três primeiros meses do ano, uma taxa que ainda pode ser
considerada boa para amparar o consumo popular, porém equivalente à metade da expansão dos últimos três meses de 2012. ■
NESTA EDIÇÃO
Triplicam os pedidos de refúgio no país
Entre 2010 e 2012 houve um salto de 254%, passando de 566
solicitações para um total de 2 mil pedidos, de acordo com dados da
Polícia Federal. Angolanos e colombianos lideram o ranking. ➥ P10
Batatas e refresco no portfólio da Piraquê
A tradicional fabricante de biscoitos e massas amplia a linha de
produtos aproveitando a força da marca, particularmente no mercado
carioca, que responde por 70% das vendas da empresa. ➥ P12
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 3
MOSAICO POLÍTICO
JOSÉ ANIBAL
Economista e secretário
estadual de Energia de São Paulo
PEDRO VENCESLAU
[email protected]
Ernesto Carriço/Ag. O Dia
Melhor do que nada,
mas ainda assim pífio
No Brasil parece que temos vivido sob a égide do “melhor isso
do que nada”. Essa foi a sensação que tive, e que certamente é
compartilhada por muitos, ao examinar o pacote de incentivos
destinado, principalmente, a promover o aumento da oferta de
etanol durante a entressafra. Aliás, esse foi o tom do discurso do
ministro da Fazenda. Quase modesto, Mantega foi assertivo ao
dizer que a finalidade do pacote era essa mesmo, garantir a continuidade no abastecimento do combustível, o que não significaria, necessariamente, uma redução de preços aos consumidores. Bingo. Mesmo para quem não está à frente de uma equipe
de economistas, é fácil perceber que entre dois produtos, um
subsidiado e outro não, via de regra, o subsidiado levará vantagens. No embate gasolina versus etanol é isso que acontece. Bastante óbvio mas, ainda assim, o governo federal insiste em comprar petróleo pelo preço de mercado e vender seus derivados
por preços compostos segundo interesses domésticos.
A conta não fecha e nem teria como. Com isso, nos três primeiros meses deste ano a Petrobras — que é diretamente impactada pela prática intervencionista — já apresenta um déficit comercial acumulado de US$ 7,4 bilhões. Essas condições artificiais na política de precificação dos combustíveis confundem investidores e geram desconfiança por parte do mercado, que parece entender bem a mensagem: pé no freio. Para um país em
desenvolvimento, que precisa crescer, não é exatamente a melhor mensagem a se passar. O resultado é que o etanol vai deixando de ser um produto comercialmente competitivo. O baixo
valor de mercado, comparado à gasolina, fez com que muitas
usinas desistissem da produção do combustível, não sem antes
sofrerem graves perdas. Estimativas indicam que as dívidas do
setor em 2012 chegavam a US$ 42 bilhões.
Também é interessante notar que o anúncio do pacote foi feito
na presença do ministro de Minas e Energia, o que nos faz pensar,
ainda mais, que um dos principais equívocos do pacote é não fazer menção ao uso da cana-de-açúcar para geração de energia.
Nada de medidas destinadas a estimular a cogeração com matériaprima disponível (bagaço e palha de cana), no centro de carga.
Investimentos expressivos em pesquisa, atrelados ao desenvolvimento de novas tecnologias, têm mostrado que a cana-deaçúcar é um dos energéticos mais versáteis e eficientes do mundo. São Paulo já tem 4.500 MWs gerados por esta fonte. Nos demais estados, mais 3.500 MWs. O pessoal do ministério de Minas e Energia devia saber disso. Ainda que signifiquem uma renúncia fiscal de R$ 2,7 bilhões neste ano, ainda que linhas de
crédito especiais tenham sido abertas, ainda que o governo tenha mostrado alguma disposição ao lançar um olhar para o setor, nada tira da medida seu caráter paliativo. Em estudo desde
2011, não se pode sequer alegar que o pacote foi lançado às pressas. Na ausência de uma desculpa que explique o porquê de medidas tão minguadas diante de um setor fundamental para a economia brasileira, incomoda ler, nas entrelinhas de uma série de
discursos, que é “melhor isso do que nada”. ■
Existe futuro sem Marina Silva no PV?
Embora o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira venha negando sistematicamente que será
candidato à Presidência da República em 2014, o Partido Verde já dá como certo que ele estará na
disputa. A avaliação da cúpula da legenda ambientalista é que as negativas fazem parte de uma
estratégia para evitar a antecipação do processo. Não por acaso, Gabeira tem mantido uma agenda
intensa de atividades em todo o país. “O PV terá candidato e o Gabeira é o primeiro em nosso personograma. Nunca vi ele fazer tanta militância”, diz o deputado José Pena, presidente nacional da
sigla. Os verdes também planejam lançar candidatos próprios ao governo na maioria dos estados,
mas, segundo o dirigente, “sem levar ninguém ao suicídio político”. Mesmo sem Marina Silva, o
PV espera aumentar significativamente sua bancada no Congresso Nacional no ano que vem. Hoje, o partido conta com 9 deputados federais e nenhum senador. ■
Verdes descartam apoiar
reeleição de Dilma Rousseff
Senadores vão até o Acre
acompanhar refugiados
O Partido Verde baterá o martelo sobre a eleição
presidencial só em maio de 2014. Caso Gabeira
desista mesmo da disputa, a legenda começará
um diálogo com Eduardo Campos e Aécio Neves.
A única coisa certa é que o apoio à presidente
Dilma está 100% descartado.
Senadores da Comissão de Relações Exteriores
e Defesa Nacional vão essa semana a Brasileia,
no Acre, para acompanhar de perto a força-tarefa
dos governos federal e estadual que atua para
regularizar a situação dos haitianos e de outras
nacionalidades em situação irregular no Brasil.
CURTAS
➤
●
A coluna apurou que o
PSDB já espera uma recusa
do treinador Bernardinho ao
convite para que ele dispute o
governo do Rio de Janeiro em
2014. Como não existe um plano
B, os tucanos se aproximam de
Miro Teixeira, do PDT, no estado.
➤
●
A massa de produtos plásticos que se acumula no mar
levada pelas correntes marítimas, chamada de “7º continente”,
representa um desafio para os cientistas. ➥ P30
A MSC Cruzeiros decidiu
desafiar a crise no setor
e ampliou a oferta de leitos para
a temporada desse ano, que
começa em novembro. Em 2013,
250 mil vagas serão oferecidas,
contra 200 mil em 2012. “Com a
Europa em crise, podemos tirar
proveito e trazer mais navios
para cá”, diz Adrian Ursili,
diretor de vendas da empresa.
A força da criatividade brasileira
➤
●
Expedição vai pesquisar lixão no Pacífico
O presidente do Conselho de Criatividade e Inovação da
FecomercioSP, Adolfo Melito, defende uma imersão na cultura local
para que o país não saia copiando modelos externos . ➥ P31
Pela primeira vez o
recém-inaugurado MSC
Preziosa, um dos maiores navios
europeus, virá para costa
brasileira. A empresa também
“roubou” da concorrência o
cruzeiro com Roberto Carlos.
➤
●
O senador Eduardo Suplicy
vive dias tensos. O PT
não diz sim nem não sobre sua
candidatura ao Senado em 2014.
PRONTO, FALEI
“Nós estamos
já com quatro
palanques da
Dilma no Rio
de Janeiro e isso
ajuda. Ruim
é quem não
tem palanque”
➤
●
A presidente Dilma
Rousseff vai ter que
montar outro núcleo duro para
seu governo ano que vem.
Além de perder a bela Gleisi
Hofmann, da Casa Civil, que
disputará o governo do Paraná,
ela não poderá contar com
a ministra Ideli Salvatti,
das Relações Institucionais.
Ela pretende disputar
o Senado em Santa Catarina.
Lindberg Farias
Senador e candidato
ao governo do Rio
➤
●
Alessandro Costa/Ag. O Dia
Condições artificiais na política de
precificação confundem investidores
Depois de ter assumido
a linha de frente da batalha
contra o novo Código Florestal,
o PCdoB tenta se livrar da marca
de aliado incondicional do
agronegócio. A sigla realizará,
entre os dias 18 e 19 de maio,
a sua primeira conferência
nacional de meio ambiente. Aldo
Rebelo será a grande estrela.
4 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
IDEIAS EM DESTAQUE
Editado por: Ivone Portes [email protected]
ENTREVISTA MARCO ANTONIO RAUPP Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação
“Marco legal é uma
grande deficiência no país.
Temos que melhorar isso”
O cientista que criou o programa de satélites sino-brasileiro falou ao Brasil Econômico sobre o plano de
inovação tecnológica. Sobre a pesquisa no Brasil, queixou-se da morosidade na aprovação de projetos
Marco Antonio Raupp chegou a cogitar o retorno para
a Agência Espacial Brasileira, de onde saiu para substituir o Aloizio Mercante no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em janeiro de 2012. Mas, depois de
ver o seu prestígio crescer junto à presidente Dilma
Rousseff, o matemático resolveu encarar o desafio de
tocar aquele que é considerado o maior plano de incentivo à pesquisa e inovação tecnológica do país. Lançado há pouco mais de um mês, o Inova Empresa conclui
em maio a fase de lançamento de editais para investimento em sete áreas consideradas estratégicas para o
desenvolvimento do país.
“Nunca tivemos investimentos tão fortes assim”,
afirma o ministro nesta entrevista exclusiva ao BRASIL
ECONÔMICO. Ao todo são R$ 32 bilhões distribuídos entre as áreas de Agropecuária, Energia, Petróleo e Gás,
complexo da Saúde, complexo Aeroespacial e Defesa,
Tecnologia da Informação e Comunicação e Sustentabilidade Ambiental.
Trazendo no currículo uma carreira obstinada pela
Edla Lula, de Brasília
[email protected]
O Brasil tem vários institutos
de pesquisa reconhecidos
internacionalmente e o país
até exporta cérebros. O que
falta para a pesquisa e a
riqueza se encontrarem no
Brasil? Por que aqui é difícil
encontrar esta intercessão?
Esta intercessão é difícil de encontrar de forma disseminada e
ampla. Mas nós temos alguns
bons exemplos de sucesso, com
impacto na economia. Temos pelo menos três. Um deles é a Embrapa. A Ciência brasileira tem
uma boa tradição na área de ciências agrárias e ciências animais.
O Brasil já tinha uma boa tradição de ciências agrárias e ciências animais. A Embrapa foi criada com a visão de que a gente teria uma organização capaz de
criar serviços tecnológicos, desenvolver novos produtos e repassar isso para o setor produtivo. A Embrapa capitaneou isso
muito bem. Criou-se um esquema especial para transferir conhecimento para o campo e pa-
integração entre instituições de pesquisa e o setor produtivo, Raupp acredita que este é o caminho certo para
que a ciência seja convertida em riqueza para a nação.
“A Embrapa capitaneou isso muito bem”, afirma o ministro ao citar a empresa de pesquisa agropecuária como modelo de que a parceria entre pesquisa e empresa
dá certo. “A Embrapa foi criada com a visão de que a
gente teria uma organização capaz de criar serviços
tecnológicos, desenvolver novos produtos e repassar
isso para o setor produtivo.”
Segundo Raupp, este é o objetivo central do Plano Inova Empresa, a ser capitaneado pela Empresa Brasileira
de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com fundação marcada para maio. “O que estamos fazendo é dando apoio à inovação de forma generalizada, considerando todos os setores estratégicos para o desenvolvimento econômico do país”, afirma o ministro.
No entanto, o ministro não arrisca e prevê em quanto
o seu plano deve incrementar a taxa de inovação do país,
hoje em 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), é considera-
trocinou descobertas importantíssimas. Johanna Döbereiner,
pesquisadora da Embrapa, revolucionou as ciências agrícolas
com as bactérias fixadoras de nitrogênio no solo. Graças à Embrapa o cerrado foi ocupado. Em
30 anos se criou tecnologia de
agricultura tropical, que colocou o Brasil no mais alto nível da
ciência. A Embraer é o outro
exemplo. A indústria aeronáutica brasileira surgiu dentro de
uma instituição de pesquisa, o
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o DCTA. E
tem a Petrobras, com a pesquisa
de petróleo em águas profundas.
Esses exemplos mostram que se
você toma medidas adequadas
para estruturar essa transmissão
de conhecimento de um lado para o outro, você tem sucesso. Estes três modelos mostram que fazer isso é possível.
O Inova Empresa será capaz
de ampliar esses exemplos de
sucesso para o setor privado?
O Inova Empresa cria mecanismos e coloca recursos vultosos
à disposição das empresas para
“
O Inova Empresa cria
mecanismos e coloca
recursos vultosos
à disposição das
empresas para que elas
desenvolvam projetos
próprios de inovação.
São R$ 32 bilhões que
o plano disponibiliza
que elas desenvolvam projetos
próprios de inovação. São R$ 32
bilhões que o plano disponibiliza. Nunca tivemos investimentos tão fortes assim. O Inova Empresa tem duas vertentes: as
ações estratégicas, que vão financiar programas de inovação
tecnológica, e as ações transversais, que se preocupam em influenciar setores empresariais
importantes, criar novas estruturas, incrementar as já existentes e formar recursos humanos
para as empresas. Criamos bol-
da baixa quando comparada a de países como Coreia do
Sul, que investe perto de 4% do PIB em inovação. O ministro diz ainda que os programas de transferência de
tecnologia e a capacitação de pequenas empresas brasileiras por grandes multinacionais que operam no país
são a chave para o Brasil adquirir know-how e se transformar em provedor de conhecimento.
Nesta entrevista, Raupp faz duras críticas às estruturas burocráticas e legislações desencontradas, que fazem
com que os processos de pesquisa no Brasil sejam lentos.
“Marco legal é uma grande deficiência no país e, se queremos crescer, temos que melhorar isso”, reconhece. Dois
projetos tramitam no Congresso Nacional para criar o Código de Ciência e Tecnologia no país. Atualmente, a pesquisa é regida por diversas leis. Os projetos precisam passar
por diversas agencias que, em muitos casos, se sobrepõem. “Não pode ser de qualquer jeito, mas tem que ter
competência para entrar no conteúdo dos projetos e tomar decisões competentes e de acordo com o interesse
da sociedade brasileira”, acredita Raupp.
sas de estudos para que as empresas tragam pesquisadores para dentro dos seus laboratórios.
Há projetos especiais para micro e pequenas empresas.
O governo vai investir na
melhoria do nível de
segurança dos laboratórios?
Cada vez estamos aumentando
mais a nossa capacidade. Quando entramos em terrenos perigosos, como os reatores nucleares,
é preciso desenvolver, em paralelo aos projetos, as condições
de segurança. Acreditamos que
a energia nuclear tem que ter
um lugar na matriz energética
brasileira. Um programa de energia nuclear pacífico é mandatório para o país. Mas ele tem que
vir acompanhado de total segurança no que se refere aos possíveis acidentes e efeitos de radiação na população brasileira.
E tem a Embrapii, que está
entre as ações transversais.
Quando ela vai começar
a funcionar?
A Embrapii será fundada em
maio. A Embrapii será um bra-
ço muito importante. A partir
da demanda das empresas, vai
estimular a parceria entre instituições e as empresas. Vai administrar e financiar a parceria,
assumindo um terço do projeto
de pesquisa. Os outros dois terços serão distribuídos entre a
empresa e a instituição de pesquisa. Significa que o governo
está assumindo o risco tecnológico junto com as empresas. Então, eu respondo que sim. O
que estamos fazendo é dando
apoio à inovação de forma generalizada. Estamos considerando todos os setores estratégicos para o desenvolvimento
econômico do país e com valores substantivos.
Este apoio será capaz de
elevar a taxa de inovação
brasileira, considerada bem
baixa quando comparada,
por exemplo, à da Coreia
do Sul, perto de 4% do PIB?
É difícil fazer este cálculo. Hoje
a nossa taxa é de 1,3% do PIB. O
governo entra com 0,8% e o setor privado com 0,5%. A nossa
previsão é que esta relação mu-
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 5
Tércio Teixeira/Folhapress
gociando com as empresas que
atuam aqui para que elas tragam para cá centros de P&D,
para desenvolverem produtos
adequados à nossa realidade, e
que elas possam exportar a partir daqui. Além disso, elas vão
capacitar mão de obra. Várias
delas já estão fazendo isto. Por
exemplo, a IBM, a General Electric, Intel, Microsoft, todas estão desenvolvendo tecnologias
com muito sucesso. Financiamos hoje cem startups. Colocamos o empreendedor dentro
de uma grande empresa e ele é
estimulado para desenvolver o
negócio dele dentro das perspectivas daquela grande empresa com a qual ele tem similaridade. Na Microsoft há um excelente programa de startup. Essas empresas internacionais podem dar uma grande contribuição para a inovação no Brasil.
“Temos que ter mecanismos de licenciamentos para pesquisas mais eficientes, senão a pesquisa perde o tempo dela”
de, ficando em meio a meio nos
próximos dois anos.
Meio a meio aumentando
o percentual do PIB?
Eu não posso demonstrar que
vai acontecer isso. Desejamos
que esse programa, quando estiver plenamente implementado,
impacte não só no crescimento
na taxa de participação no PIB,
mas também que incremente a
participação do setor privado,
por causa do crédito que está
sendo colocado em condições
bem favoráveis ao setor privado.
O que já foi colocado
de crédito até agora?
Lançamos quase todos os editais. Em maio lançaremos os
dois últimos, o Inova-aerodefesa e o Inova-agro. Neste momento, estamos em plena chamada
de apresentação de propostas.
O governo tem colocado,
como condição para as
compras públicas, que os
fornecedores transfiram
tecnologia. Em que medida
isso colabora com a pesquisa
e desenvolvimento do país?
A transferência de tecnologia,
que vem sendo imposta desde o
governo Lula, contribui muito
para a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil. De várias formas. Existe o projeto para compra de um satélite de telecomunicações, a ser utilizado em segurança e no programa de Banda Larga. É uma parceria entre
os ministérios das Comunicações e da Defesa. O governo vai
gastar cerca de R$ 1 bilhão. Não
“
Um programa de
energia nuclear
pacífico é mandatório
para o país. Mas
ele tem que vir
acompanhado de
total segurança no
que se refere aos
possíveis acidentes
e efeitos de radiação
é possível se fazer este investimento sem o benefício de transferência de tecnologia. Então, o
que será feito? O programa prevê a construção de três satélites. A empresa Visiona, fruto da
parceria entre a Telebrás e Embraer, vai fazer o projeto industrial do satélite e contratar os
fornecedores estrangeiros que
possam fornecer todas as partes
do primeiro satélite com a mais
alta tecnologia. Em paralelo a isso, nós vamos instituir um programa de transferência de tecnologia, conduzido pela Agencia Espacial Brasileira. Vamos capacitar empresas brasileiras para serem fornecedoras do segundo e do terceiro satélite. Os mesmos fornecedores do primeiro
satélite terão que capacitar empresas nacionais para se tornarem produtoras e fornecedores
dos equipamentos de alta tecnologia. Com esta parceria, o Brasil será capaz de construir satélites de telecomunicações, que é
algo muito complexo.
Que tipo de colaboração
as multinacionais que
atuam aqui podem dar para
a inovação no Brasil?
É um esforço que estamos fazendo. Se o Brasil quer inovar,
tem que ser com todas as empresas localizadas no país, sejam elas governamentais, privadas nacionais, ou multinacionais que operam aqui. Todo
mundo tem que participar desse esforço. Quem possui mais
tradição em Inovação são as
grandes multinacionais. Nos últimos dois anos nós estamos ne-
“
A Embrapii
será fundada
em maio.
Será um braço
muito importante.
A partir da demanda
das empresas,
vai estimular a
parceria entre elas
e as instituições
Existe uma queixa dos
institutos de pesquisas,
especialmente na área
de biotecnologia, na área
de medicamentos, de que
os processos são muito
demorados, por causa
dos marcos regulatórios,
por causa da burocracia.
Há dificuldades no acesso
à biodiversidade, nos
licenciamentos de produtos....
Eles têm razão. Este é um ponto
que tem de melhorar muito.
Marco legal é uma grande deficiência no país e, se queremos
crescer, temos que melhorar isso. Está em andamento no Congresso Nacional, um projeto
que vai criar novos marcos legais para a Ciência e Tecnologia. E tem a questão da burocracia. Nós não podemos ser tão
burocráticos. Temos que ter
mecanismos de licenciamentos
para pesquisas mais eficientes,
senão a pesquisa perde o tempo
dela. Estas queixas são procedentes e um dos objetivos do
Inova Empresa é suprimir essa
burocracia nos agentes públicos de licenciamento.
Como? Porque os
processos não podem ser
atropelados, não é?
Claro. Não pode ser de qualquer jeito, mas tem que ter competência para entrar no conteúdo dos projetos e tomar decisões competentes e de acordo
com o interesse da sociedade
brasileira. A legislação tem que
criar essas condições e a administração pública tem que se organizar para ter esta atitude. É
preciso criar todo o ambiente
de desenvolvimento para a
atuação de Ciência e tecnologia. Estamos instrumentalizando a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)
6 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
IDEIAS EM DESTAQUE
ENTREVISTA MARCO ANTONIO RAUPP Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação
e o Conselho Nacional de Experimentação Animal (Concea),
que são ligados ao Ministério da
Ciência e Tecnologia para que
eles deem celeridade à sua atuação, sem comprometer a qualidade técnica e cientifica de
seus trabalhos. A questão é que
as pesquisas têm que se submeter a muitos órgãos.
Quais órgãos, pode citar alguns?
Tem a Anvisa, tem a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). São muitas instituições e é preciso racionalizar, para acabar com a burocracia. Elas têm que ser eficientes e competentes para fazerem laudos efetivos e não
qualquer maluquice. Este é
um grande desafio para nós.
Outro desafio é que com este
incentivo que o governo está
dando, o número de pedidos
vai aumentar muito. Isso não
pode afogar essas agências?
Este é um problema bom, porque vai mostrar que há uma
urgência em resolver os problemas da burocracia. A experiência mostra que esses problemas só são resolvidos
quando o calo está apertando. Não se pode deixar para
estimular as empresas depois
que estes problemas sejam resolvidos, porque se não tiver
pressão, não resolve nunca.
Uma coisa é salutar para outra. Quanto mais tiver demanda, mais pressão vai-se ter e
mais rápido vamos ter de resolver este problema.
E o problema da carga
tributária sobre a pesquisa, que
também é alta, como resolver?
Divulgação
“
Johanna Döbereiner,
pesquisadora
da Embrapa,
revolucionou as
ciências agrícolas
com as bactérias
fixadoras de
nitrogênio no solo.
Graças à Embrapa o
cerrado foi ocupado.
Em 30 anos se
criou tecnologia de
agricultura tropical
Existe uma proposta de desoneração na folha de pesquisadores trabalhando dentro das empresas. Mas isso ainda está em
estudo. Concordo que a carga
tributária no país é elevada para todos os setores. Mas é preciso que os empresários prestem
atenção numa coisa: a presidente Dilma Rousseff está fazendo
uma redução de carga tributária sem precedentes na história
deste país. Mostra o empenho
do governo em incentivar o
crescimento do país. Estas desonerações estão em pleno desenvolvimento. Mas, saindo da
tributação, tem uma questão
grave hoje, que é a importação
de insumos para experiências
científicos. Muitos desses insumos são seres vivos. Não se pode deixar na alfândega porque
ele vai deteriorar. O governo
tem que trabalhar isso.
Por falar em seres vivos,
o Brasil é caracterizado por
uma cultura muito religiosa
que muitas vezes barra o
desenvolvimento de pesquisas.
O senhor acredita que este
é um impeditivo para
a ciência crescer no país?
Sou francamente favorável à liberdade de pensamento, de
opinião e do entendimento sobre a realidade natural e humana das coisas. Mas a grande
contribuição que a ciência poAndres Stapff/Reuters
de dar a uma sociedade é trazer sempre para os grandes debates das questões da sociedade, a racionalidade científica,
este estilo especial de analisar
os problemas. Não é o único parâmetro, claro que tem os outros, como os religiosos. Mas
este parâmetro tem de estar
presente na discussão e na formulação de soluções para a sociedade. Os países que mais se
desenvolveram são aqueles em
que a racionalidade científica
se expressou de forma mais cabal e de forma mais completa.
E o Brasil, onde se enquadra?
O Brasil está se desenvolvendo.
Isso depende da competência
“
A transferência de
tecnologia, que
vem sendo imposta
desde o governo
Lula, contribui muito
para a pesquisa e
o desenvolvimento
no Brasil. De várias
formas. Existe o
projeto para compra
de um satélite de
telecomunicações,
a ser utilizado em
segurança na
Banda Larga
cientifica do país. Nós temos
uma evolução crescente das atividades científicas no Brasil. Significa que crescentemente este
tipo de raciocínio e abordagem
vai aparecer no concerto da discussão. Não quero impor, mas
todos têm que apresentar os
seus argumentos e dentro da
sua metodologia de trabalho.
Quanto mais ciência para um
país, melhor. Veja a China, ela
tem tradições culturais fortes.
Mas desenvolve também uma
tradição científica forte. Os países que se desenvolveram têm a
racionalidade científica presente em suas grandes decisões.
O programa Ciência sem
Fronteiras, criado em 2011
para levar ao exterior
estudantes das áreas de
engenharia e exatas tem tido
dificuldades para recrutar
interessados. O senhor acha
que isso se deve a uma vocação
do brasileiro para as humanas?
Não há dúvida de que ao longo
da história houve pouco estímulo para as ciências exatas no Brasil. Nossa tendência é ir para o
lado das ciências sociais, das humanas. Mas, este ano, pela primeira vez na história do país, o
número de inscritos nos cursos
de Engenharia ultrapassou o número de inscritos em Direito. Este estímulo que está se dando às
carreiras de engenharia está fazendo efeito. O crescimento do
país demanda engenheiro. Houve época em que o país não crescia e os nossos engenheiros iam
trabalhar para bancos. A questão do Ciência sem Fronteiras está relacionada à dificuldade
com a língua estrangeira. Mas isto já está se resolvendo. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 7
8 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
BRASIL
Editora: Ivone Portes [email protected]
Indústrias correm para
se adequar à resolução 13
Estados afirmam que irão multar companhias que não detalharem o conteúdo importado em nota fiscal
Divulgação
Gustavo Machado
[email protected]
Perto de acabar o prazo para
que os industriais se adequem
às novas regras estabelecidas pela Resolução 13/2012 do Senado
Federal — que tenta desestimular a guerra dos portos —, empresários ainda não conseguiram regularizar seus sistemas e
temem a fiscalização. Os estados, como os do Ceará e de Pernambuco, já afirmaram que não
deixarão passar incólumes erros na declaração do conteúdo
importado nas notas fiscais. As
novas regras entram em vigor
no próximo dia 1º.
A norma é uma obrigação
acessória estabelecida pelo Ajuste Sinief nº 19, criado pelo Conselho de Política Fazendária
(Confaz) para regulamentar a
Resolução. O ajuste determina
que produtos que contenham
conteúdo nacional inferior a
60% serão considerados importados e terão uma redução da
alíquota interestadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para
4%. Antes, a depender da região do país, esta alíquota era
de 7% ou 12%.
Além disso, o ajuste também
definiu que os industriais devem entregar às Fazendas estaduais a Ficha de Conteúdo Importado (FCI) e discriminar o valor da importação e seu percentual sobre o valor da nota fiscal.
Esperava-se até a última
semana que o Confaz, órgão
que reúne todos os secretários de Fazenda, além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, prorrogasse o prazo
em que a nova obrigação passaria a vigorar.
No entanto, na reunião realizada na semana anterior, ficou
definido que não haverá esta
postergação. Inclusive, alguns
secretários exigiram que a fiscalização comece a partir do primeiro dia de vigência.
minares a fim de suspender a
ação deste ajuste. Seus argumentos são baseados no conceito do
sigilo empresarial, presente inclusive na Constituição, e que
estaria sendo violado com esta
obrigação acessória.
Segundo Carlos Eduardo Navarro, do escritório Machado
Associados, nem 10% das companhias industriais estão preparadas para cumprir a determinação. “Todos estavam esperando
uma prorrogação de prazo, visto a dificuldade em adequar os
sistemas contábeis das empresas”, afirma o advogado.
Pelos ajuste, itens
com conteúdo
nacional inferior
a 60% serão
considerados
importados
O coordenador do Confaz,
Cláudio José Trinchão, afirma
que não há acordo em nenhuma
das negociações devido à complexidade do tema. Ele explica
que há um levante de estados
que querem o adiamento do
ajuste, mas perderam na votação. “Tudo indica que o ajuste
deve entrar em vigor no dia 1º.
Vamos tentar forçar a barra,
mas é tudo muito complexo e alguns temas precisam de unanimidade”, explica Trinchão.
Advogados agora correm contra o tempo para conseguirem li-
Esperava-se
que o prazo de
adequação das
empresas fosse
prorrogado. Mas
ele foi mantido
Cláudio Trinchão: “Tudo indica que o ajuste entrará em vigor dia 1º”
Em Santa Catarina, um dos pivôs da chamada guerra dos portos,
dezenas de liminares já foram emitidas em favor dos empresários.
Maiara Renata da Silva, tributarista do escritório Bornholdt
Advogados, diz que há uma
“chuva de liminares” no estado. “O judiciário está se pronunciando a favor dos contribuintes”, afirma. “Ainda esperamos
uma prorrogação do prazo. Se
começarem a fiscalização agora, será um ‘Deus nos acuda’ as
empresas”, conclui. ■
Mexicano vê sinalização de mudança na OMC
Para Blanco, a escolha de um
diretor latino-americano
representa a transformação
A próxima nomeação de um latino-americano para a direção
geral da Organização Mundial
do Comércio (OMC) simboliza
a transformação e abertura da
região, disse na sexta-feira à
AFP o mexicano Herminio
Blanco, o candidato que disputará o cargo com o brasileiro
Roberto Azevêdo. Na sexta-feira foi confirmado oficialmente
que Blanco e Azevêdo estão na
terceira e última rodada do pro-
cesso de seleção do novo chefe
da Organização Mundial de Comércio (OMC).
A organização que regula o
comércio mundial passará a ser
dirigida pela primeira vez por
um latino-americano e um representante de um país em desenvolvimento para um mandato completo de quatro anos. “Esta eleição é um símbolo de mudança na América Latina, da
mudança de um continente que
era fechado, que olhava para
trás e que agora tem muito interesse no futuro”, disse Blanco.
A América Latina “vê com in-
teresse uma organização como
a OMC, que deve ser, no futuro, de todo o mundo, mas, sobretudo, para os países em desenvolvimento, um elemento
essencial para dar acesso aos
mercados dos grandes países
desenvolvidos”, afirmou o exministro mexicano de Comércio (1994-2000).
Blanco ou Azevêdo será nomeado diretor antes de 31 de
maio, por consenso dos 159 Estados membros da organização,
mas, segundo, informou um
porta-voz do organismo nesta
sexta-feira em Genebra — sede
da OMC — a nomeação deve
ocorrer no dia 7 ou 8 de maio.
Blanco se mostrou orgulhoso
por ter passado pela segunda rodada diante dos três candidatos
que tiveram que se retirar por
falta de apoio: Tim Groser (Nova Zelândia), Mari Pangestu (Indonésia) e Taeho Bark (Coreia
do Sul). Ele considera seu último rival no processo de seleção, o representante do Brasil
na OMC, Roberto Azevêdo, como um “diplomata muito capaz, conhecedor do comércio e
da organização”, apesar de
apontar que as políticas comer-
ciais dos países competidores
podem pesar na eleição final.
Blanco considera ainda que a
mudança de um diretor da OMC
proveniente de um país desenvolvido (França) para um emergente, pode ajudar a desbloquear as negociações da Rodada
Doha, que busca uma maior liberalização do comércio mundial.
“O instrumento mais importante do diretor para isso deve
ser a confiança dos embaixadores dos países em Genebra. Deve-se construir um sentimento de equipe”, explicou o mexicando. ■ AFP
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 9
Ricardo Moraes/Reuters
INAUGURAÇÃO DO MARACANÃ
Ronaldo: “Brasil vai dar resposta a críticos”
Com o Maracanã finalmente inaugurado, apesar das obras ainda
inacabadas, o ex-atacante e atual membro do Comitê Organizador
Local Ronaldo afirmou que o Brasil vai dar uma lição aos críticos que
duvidavam da capacidade do país de se preparar para a Copa de 2014.
A presidente Dilma Rousseff esteve na reinauguração do estádio,
ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas saiu antes do final
do primeiro tempo da partida e não fez declaração pública. Reuters
Divulgação
Brasília inicia
instalação de
sinalização
para Copas
Placas especiais para a Copa
das Confederações e a Copa do
Mundo custou R$ 930 mil e têm
por finalidade ajudar os turistas
durante as competições
Porto de Suape, localizado na região metropolitana de Recife (PE), é integrado com a indústria a exemplo de países como França e Japão
Congresso mina plano
do governo para os portos
inferior ao prazo consignado no
referido contrato”. Na prática,
isso significa que se um arrendatário tiver contrato de gestão
por mais de 10 anos, assinado
antes de 1993, ele poderá permanecer com a outorga ao lonRuy Barata Neto, de Brasília
go de mais uma década.
[email protected]
A regra solapa os planos do
As modificações na Medida Progoverno de aproveitar o térmivisória 595 (a MP dos Portos)
no destes contratos — muitos
deles já venceram — para proaprovadas na Comissão Mista
mover um processo de racionado Congresso Nacional irão deslização e otimização dos termiconfigurar os planos do governo
para modernização do sistema
nais dentro dos portos organiportuário do país. Uma das bazados do país. Estes portos já
ses do projeto pretendido pelos
estão inclusive sendo avaliatécnicos do Execudos pela Estrututivo é promover
radora Brasileira
Especialistas
otimização de
de
Projetos
não querem a
áreas dos portos
(EBP) que, ao
manutenção das apresentar seus
organizados para
dar mais eficiên- outorgas por mais estudos, indicaà União as
cia no embarque
dez anos, como rá
melhores solue desembarque
prevê a MP
ções para unir
de cargas. Mas
áreas e aumendiante de uma notar a eficiência operacional
va regra aprovada pelo parladestes terminais.
mento, o plano fica ameaçado.
Uma das emendas aprovadas
Segundo o diretor-geral da
na Comissão Mista do CongresEBP, Hélcio Tokeshi, o primeiso Nacional, que analisa o texto
ro conjunto de estudos para lida lei, permite que arrendatácitações destes terminais, com
rios de terminais portuários,
indicações para a sua readecom contratos assinados antes
quação, está previsto para sair
da lei dos portos de 1993, teem junho. Conforme determinham direito a renovação das
nação da Secretaria Especial
outorgas por um período “não
dos Portos (SEP), Santos e PaModificações aprovadas na
Medida Provisória 595 na
semana passada pela Comissão
Mista desconfiguram programa
de modernização do Executivo
rá são as prioridades dentre os
as licitações de terminais por159 terminais em avaliação.
tuários, seguindo as diretrizes
do Executivo Federal. A preocuTokeshi explica que a raciopação é manter autonomia dos
nalização das áreas dos portos
portos nas mãos dos governos
organizados do país é uma proestaduais, como no caso de Suavidência urgente para a moderpe, em Pernambuco. Na ótica
nização do setor. Sem planejade Tokeshi, a centralização das
mento há décadas, os portos
licitações é essencial para a reorganizados brasileiros vivetomada de um processo de plaram uma verdadeira “colcha
nejamento de longo prazo do
de retalhos” nas palavras do
sistema portuário do país. Setécnico. Terminais de diferengundo ele, não há como cumtes naturezas e instalados em
áreas não adequadas têm causaprir essa missão se as decisões
do interrupções nos processos
estiverem descentralizadas. “é
de desembaraço das cargas. “O
necessário um olhar do sistema
acumulo de tantos contratos
como um todo. E assim saber
em aberto pode
onde precisa ter
ser uma oportuEmenda evitaria mais ampliação
nidade para racapacidade.
centralização das de
cionalizar a colA MP sai do jeito
licitações na
cha de retalhos
que ela sai por
do sistema por- Antaq e deixaria a absoluta necessituário”, afirma.
dade de planejaO novo marco cargo do governo mento”, afirma.
estadual
Após passar
regulatório dos
pela Comissão
portos pode ser
Mista, a MP 595 segue agora
ainda mais prejudicado, na ótipara apreciação no plenário
ca do Executivo, diante da
da Câmara e depois no Senaaprovação de outra emenda dedo. O Congresso deve votar
fendida pelo deputado federal
a matéria até o dia 16 de
Mendonça Filho (DEM-PE)
maio, data em que ela perde
que ainda deverá ser apresentaseu prazo de validade. Caso
da no plenário da Câmara dos
as modificações permaneDeputados. A ideia é tirar do esçam, a presidente Dilma
copo da Agência Nacional de
Rousseff deverá vetar parTransportes Aquaviários (Antes do projeto. ■
taq) a competência de realizar
A sinalização complementar para a Copa das Confederações,
que acontece entre os dias 15 e
30 de junho deste ano, e para a
Copa do Mundo de 2014 já começou a ser instalada em Brasília
com a colocação de placas de localização nos arredores da nova
arena esportiva da cidade, o Estádio Nacional de Brasília, escritas em português e em inglês. O
custo total da sinalização especial é R$ 930 mil, entre material
e mão de obra.
Também foram colocadas
duas placas bilíngues na Torre
de TV, indicando os caminhos
para o estádio e para o aeroporto de Brasília. As placas são protótipos da nova sinalização da
capital para reforçar as indicações já existentes e para auxiliar
os turistas que vierem assistir
aos eventos esportivos internacionais na cidade.
Segundo o governo do Distrito Federal, 500 placas semelhantes serão distribuídas na área
central de Brasília, com informações sobre áreas de estacionamento e de uso específico no período dos jogos. Entre os locais
a serem sinalizados estão o Eixo
Monumental, os setores hoteleiros, as avenidas W3 e L2 Sul e
Norte e o Parque da Cidade.
A Esplanada dos Ministérios
também receberá sinalização especial, pois ali será realizada a
festa na abertura da Copa das
Confederações, no dia 15 de junho, e uma festa popular durante a Copa do Mundo de 2014. Os
eventos incluem a exibição pública dos jogos e apresentações
de artistas.
O padrão da sinalização complementar foi definido pela Resolução 407, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em 12 de junho de 2012. As
placas bilíngues vão ficar nas
ruas de Brasília até o final da Copa do Mundo de 2014.
Palco da abertura da Copa
das Confederações, Brasília ainda não inaugurou seu estádio,
por conta de atrasos nas obras,
descumprindo o acordo firmado com a Fifa. Os dirigentes da
entidade estão monitorando de
perto o restante da obra. A liberação do estádio deve acontecer
na final do Campeonato Brasiliense, dia 18 de maio. ■ ABr
10 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Divulgação
BRASIL
INFLAÇÃO
IPP tem primeira alta do ano em março
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve alta de 0,03% em março
sobre fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). De janeiro para fevereiro, o IBGE havia registrado
queda de 0,35%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,64% e,
no ano, queda de 0,42%. O IPP engloba 23 setores da indústria de
transformação e mede os preços dos produtos sem os custos de frete e
impostos. No ano, destacam-se alimentos (-5,26%) e têxtil (3,14%). ABr
José Cruz/ABr
CAE vota
emendas da
reforma do
ICMS amanhã
Flexa Ribeiro pede alíquota de 12% para
relação comercial entre estados do Norte
A Comissão de Assuntos Econôsetores beneficiados com a alímicos (CAE) do Senado voquota maior as agropecuárias
ta amanhã as emendas da ree as empresas de montagem informa do Imposdustrial, além dos
to Imposto sobre
Para senador, produtos industriaCirculação de
lizados. O prazo de
medida
Mercadorias e
transição permaneintensifica
Serviços (ICMS).
ce em 12 anos. A
O relatório do sedesigualdade Zona Franca de Manador Delcídio
permaneceentre o Pará e naus,
Amaral (PT-MS) sorá com alíquota dibre a unificação o resto do país ferenciada de 12%
das alíquotas do
Entre as 14
ICMS foi aprovado na última
emendas que deverão ser aprequarta-feira na Comissão. O
ciadas, está a do senador senarelator manteve as duas alíquodor Inácio Arruda (PCdoBtas, de 7% e 4%, para os estaCE), que propõe que sejam
dos do Norte, Nordeste, Cenconsiderados produtos resultro-Oeste e mais o Espírito
tantes de industrialização
Santo, incorporando entre os
aqueles que tenham passado
Flexa Ribeiro: “Não há mais como o estado do Pará ser tratado como o patinho feio da região amazônica”
por “qualquer operação que
modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a
apresentação ou a finalidade
do produto, ou o aperfeiçoe para consumo”. Segundo ele, isso é necessário em razão da insegurança jurídica e fragilidade nas finanças que os estados
das Regiões Norte, Nordeste e
Centro Oeste ficariam sujeitos, à espera de definição por
parte da União do conceito de
Processo Produtivo Básico”.
Já emenda proposta pelo senador Flexa Ribeiro (PSDBPA) sugere ampliar a manuten-
ção da alíquota de ICMS em
12% também para as relações
comerciais entre os estados da
região Norte. O ICMS seria de
4%, como prevê o projeto, nas
relações entre o Norte e os demais estados da Federação.
Flexa Ribeiro explicou
que, ao manter a alíquota de
12% apenas para a Zona
Franca de Manaus e áreas de
livre comércio, o governo
deixa o Pará de fora, já que o
estado não se enquadra em
nenhum dos dois casos. Assim, a medida estaria intensificando a desigualdade
existente entre o Pará e o restante do país.
Compensações
O senador Walter Pinheiro (PTBA) deve apresentar também
amanhã seu relatório sobre a medida provisória que compensa os
estados pela redução das alíquotas ICMS. Além de disciplinar a
compensação pela perda de receitas, a MP cria um Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que
visa combater as desvantagens
de alguns estados na atração de
investimentos privados. ■ Redação com Agência Senado
Presidentes da Câmara e do
Senado se reúnem hoje com
ministro Gilmar Mendes, do STF
Pedro Venceslau,
de Comandatuba*
[email protected]
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que a solução para a
crise institucional entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e
o Congresso Nacional, que foi
deflagrada na semana passada,
precisa ser construída “por
dentro” das instituições. Em
conversa com jornalistas durante o 12˚ Fórum de Comandatuba, na Bahia, o parlamentar
disse que a única saída externa
para o impasse seria “a população rebelada ou uma intervenção dos militares”.
Ele e o presidente da Câmara,
Henrique Eduardo Alves (PMDBRN), se reunirão hoje com o ministro Gilmar Mendes, do STF.
Mendes assinou a liminar que
suspendeu a tramitação, no Senado, do projeto que limita o aces-
so de novos partidos aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral no rádio.
A Câmara, por sua vez, aprovou na última segunda-feira, a
emenda constitucional número
33, chamada PEC 33, que impõe
limites ao poder do Supremo Tribunal Federal. Com isso, o STF
deixaria de ter a última palavra
sobre mudanças na Constituição. Essas duas ações colocaram
em rota de colisão o legislativo e
o judiciário.
“Uma solução externa não seria compatível com a democracia. Temos que chegar em um
entendimento dentro das instituições”, disse Calheiros. Para
amenizar o tensionamento, o
presidente da Câmara anunciou
que apresentará um projeto que
muda o rito das votações de
emendas constitucionais nas Comissões e plenários. Elas passarão a ser nominais em todas as
suas fases e não poderão mais
ser simbólicas, como aconteceu
com a PEC33.
“Não podemos deixar que es-
Pedro Ladeira/AFP
Para Renan, solução externa para crise seria ‘golpe’
RENAN
CALHEIROS
Presidente do Senado
Para o senador, a única saída
externa para o impasse criado
na semana passada entre o
Supremo Tribunal Federal (STF)
e o Congresso Nacional seria
“a população rebelada ou uma
intervenção dos militares”.
sas coisas se transformem em crise", disse Renan Calheiros.
“Houve nos últimos dias um
ruído desagradável e constrangedor, mas o momento mais árduo
já passou”, completou Henrique
Eduardo Alves BRASIL ECONÔMICO.
As declarações marcam uma
mudança de tom. Na semana passada, Renan e Henrique classificaram como “invasão” do STF
no Congresso a decisão de Gilmar Mendes de suspender a tramitação do projeto que dificulta
a criação de partidos.
Eles entraram com um agravo
regimental no Supremo contra a
liminar do ministro. O agravo
considera a decisão “gravíssima
violação da ordem constitucional, porque abala o funcionamento da democracia em sua mais
precípua função”.
“O Senado tinha caminhos
mais radicais para resolver o problema, mas o agravo regimental
é uma oportunidade do STF rever sua própria decisão”, afirmou Renan Calheiros.
*O repórter viajou à Bahia convidado pelo Lide — grupo. ■
Supremo
articula
reação
O encontro entre os presidentes
da Câmara e do Senado hoje
com Gilmar Mendes acontece
no momento que o STF prepara
uma ofensiva coletiva contra
a aprovação, na Comissão
de Constituição e Justiça
da Câmara, da proposta de
emenda constitucional que
limita os poderes do Tribunal.
A informação foi divulgada ontem
pelo jornal Estado de S.Paulo. A
ideia é que a PEC seja engavetada
e a corte fique blindada contra
novas iniciativas como essa.
“A PEC 33 é uma aberração e
não vai prosperar. Não há partido
ou liderança empenhado nisso
no Congresso”", disse ontem,
no Fórum de Comandatuba,
na Bahia, o senador tucano
Aloysio Nunes Ferreira. P.V.
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 11
AVISO AOS DEBENTURISTAS, INVESTIDORES DE CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS
IMOBILIÁRIOS E CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS DE AGRONEGÓCIO
Comunicamos que os Relatórios Anuais do Agente Fiduciário das emissões abaixo relacionadas, referentes ao Exercício Social de 2012, estarão
disponíveis a partir de 30 de abril de 2013, em nossa sede e nos locais indicados pelo artigo 12, inciso XVII da Instrução CVM nº 28/83.
DEBÊNTURES
EMISSOR
EMISSÃO
BV LEASING Arrendamento Mercantil S.A.
CASA ANGLO Brasileira S.A.
Cia. de Saneamento do Paraná - SANEPAR
Companhia Brasileira de Latas - CBL
Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia - COELBA
Companhia de Locação das Américas - LOCAMÉRICA
Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA-MG
Companhia LORENZ
Companhia Têxtil FERREIRA GUIMARÃES
5ª
5ª
1ª
1ª
3ª
1ª
2ª
2ª
2ª
EMISSOR
EMISSÃO
Construtora SULTEPA S.A.
Construtora TENDA S.A.
CREFISUL Leasing S.A. Arrendamento Mercantil
ECO HILLS S.A.
INEPAR - Equipamentos e Montagens S.A.
SAFRA Leasing S.A. Arrendamento Mercantil
SANESALTO Saneamento S.A.
Sta Catarina Particip. e Investimentos S.A. - INVESC
3ª
1ª
2ª
1ª
1ª
12ª
2ª
1ª
EMISSOR
EMISSÃO
TEC TOY Indústria de Brinquedos S.A.
Televisão CIDADE S.A.
Têxtil RENAUX S.A.
TPI TRIUNFO Participações e Investimentos S.A.
ULBRA Recebíveis S.A.
VOTORANTIM Cimentos S.A.
VRG Linhas Aéreas S.A.
WTC AMAZONAS Suíte Hotel S.A.
2ª
4ª
1ª
1ª
2ª
1ª
4ª
1ª
DEBÊNTURES
EMISSOR
EMISSÃO
ABRIL Comunicações S.A.
ABRIL Comunicações S.A.
Agroz Agrícola Zurita S.A.
ALL América Latina Logística S.A.
AMPLA Energia e Serviços S.A.
AQUAPOLO Ambiental S.A.
ATENTO Brasil S.A.
ATIVOS S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros
AUTOVIAS S.A.
AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S.A.
AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S.A.
BATTISTELLA Administração e Participações S.A.
BIC Arrendamento Mercantil S.A.
BR TOWERS SPE1 S.A.
BRASILFACTORS S.A.
BRASMETAL Waelzholz S.A. - Indústria e Comércio
BROOKFIELD Incorporações S.A.
CCRR Participações S.A.
Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (“CEMAT”)
Centrais Elétricas de Pernambuco S.A. - EPESA
CIBE Energia Participações S.A.
CIBE Participações e Empreendimentos S.A.
CIPASA Desenvolvimento Urbano S.A.
CIPLA S.A.
Companhia Agrícola Usina JACAREZINHO
Companhia Agrícola Usina JACAREZINHO
Companhia Brasileira de Distribuição - CBD
Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA-MG
Companhia Estadual de Água e Esgoto - CEDAE
Companhia Paulista de FERRO-LIGAS
Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL
Conc. das Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto S.A. - ECOPISTAS
Concessionária de Rodovias do Oeste de SP - VIAOESTE S.A.
COTIA Vitória Serviços e Comércio S.A.
CPQ Brasil S.A.
CYRELA Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participações
Diagnóstico da América S.A. - DASA
DELGA Indústria e Comércio S.A.
DESENVIX Energias Renováveis S.A.
Drogaria SÃO PAULO S.A.
4ª
6ª
1ª
6ª
5ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
2ª
3ª
4ª
1ª
1ª
1ª
4ª
1ª
4ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
2ª
9ª
5ª
2ª
2ª
3ª
1ª
3ª
1ª
2ª
4ª
2ª
1ª
1ª
1ª
EMISSOR
EMISSÃO
DUKE ENERGY International, Geração Paranapanema S.A.
ELEKTRO Eletricidade e Serviços S.A.
Eletricidade do Brasil S.A. - EBRASIL
ELETROPAULO Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.
Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S.A. - ECONORTE
ENCOL S.A. Engenharia, Comércio e Indústria
ENERGISA Minas Gerais S.A.
Espírito Santo Property (Brasil) S.A
EVEN Construtora e Incorporadora S.A.
FOZ DE JAGUARIBE S.A.
GALILEO Gestora de Recebíveis SPE S.A.
GMR Energia S.A.
HYPERMARCAS S.A.
IDEROL S.A. Equipamentos Rodoviários
IESA Óleo & Gás S.A.
IGUAÇU Celulose, Papel S.A.
IGUATEMI Empresa de Shopping Centers S.A.
IMAX Bank Comercial SPE-I S.A.
INTERCEMENT Brasil S.A.
IRACEMA Transmissora de Energia S.A.
JHSF Participações S.A.
JHSF Participações S.A.
JSL S.A.
LBR - Lácteos Brasil S.A.
LLX AÇU Operações Portuárias S.A.
LOCALIZA Rent a Car
Lojas AMERICANAS S.A.
MAESTRA Navegação e Logística S.A.
MARFRIG Alimentos S.A.
LUPATECH S.A.
MINERVA S.A.
MOINHO Paulista S.A.
MPX Energia S.A.
MS Participações Societárias S.A.
MUDAR SPE Master Empreendimentos Imobiliários S.A.
OAS Empreendimentos S.A.
ODEBRECHT TransPort Participações S.A.
OGX Maranhão Petróleo e Gás S.A.
OGX Petróleo e Gás S.A.
OI S.A. (anterior BRASIL TELECOM S.A.)
1ª
5ª
1ª
10ª
2ª
3ª
7ª
1ª
4ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
2ª
2ª
2ª
1ª
3ª
4ª
4ª
1ª
1ª
4ª
4ª
1ª
4ª
2ª
2ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
9ª
EMISSOR
EMISSÃO
OI S.A. (anterior TELEMAR Norte Leste S.A.)
OURO VERDE Transporte e Locação S.A.
PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações
PETRA Energia S.A.
PETRA Energia S.A.
PORTO NAVE S.A. - Terminais Portuários de Navegantes
QUALICORP Adm. de Benefícios S.A.
QUALICORP Corretora de Seguros S.A.
REB Empreendimentos e Administradora de Bens S.A.
RESTOQUE Comércio e Confecções de Roupas S.A.
RESTOQUE Comércio e Confecções de Roupas S.A.
RIO CANOAS Energia S.A.
RIO CANOAS Energia S.A.
RIO IACO Participações S.A.
RODOBENS Negócios Imobiliários S.A.
ROSSI Residencial S.A.
S.A. O Estado de São Paulo - OESP
SAMAR - Soluções Ambientais de Araçatuba S.A
SANTANDER BRASIL Arrendamento Mercantil S.A
SANTOS BRASIL Participações S.A.
SB BONSUCESSO Administradora de Shoppings S.A.
SASCAR Tecnologia e Segurança Automotiva S.A.
SIFCO S.A.
SIFCO S.A.
Sistema de Ensino ABRIL EDUCAÇÃO S.A.
SOARES PENIDO Concessões S.A.
SUSTENTARE Serviços Ambientais S.A.
TAM Linhas Aéreas S.A.
TAS Participações S.A.
TECNISA S.A.
TESC - Terminal Santa Catarina S.A.
TF TÊXTIL Participações S.A.
TELE NORTE LESTE Participações S.A.
TRORION S.A.
UNIDAS S.A.
VESSEL-LOG Companhia Brasileira de Navegação e Logística S.A.
VIVO Participações S.A.
VIX Logística S.A.
WTC RIO Empreendimentos Participações S.A.
YOKI Alimentos S.A.
1ª
1ª
5ª
1ª
2ª
1ª
2ª
2ª
1ª
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
1ª
3ª
3ª
1ª
3ª
1ª
1ª
1ª
4ª
5ª
2ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
1ª
3ª
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
1ª
1ª
CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS
SECURITIZADORA
EMISSÃO
SÉRIE
SECURITIZADORA
EMISSÃO
SÉRIE
SECURITIZADORA
EMISSÃO
1ª
4ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
1ª
27ª
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª
8ª
9ª
10ª e 11ª
12ª
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
5ª
13ª
14ª
15ª
16ª
17ª
18ª
19ª e 20ª
21ª
22ª e 23ª
24ª
25ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
26ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
27ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
28ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
29ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
30ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
33ª
GAIA Securitizadora S.A.
5ª
34ª
INFRASEC Securitizadora S.A.
1ª
única
INFRASEC Securitizadora S.A.
2ª
única
ÁQUILLA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
GAIA Securitizadora S.A.
SÉRIE
CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO
SECURITIZADORA
EMISSÃO
SÉRIE
BRASIL AGROSEC Companhia Securitizadora
1ª
1ª
BRASIL AGROSEC Companhia Securitizadora
1ª
2ª
SECURITIZADORA
OCTANTE Securitizadora S.A.
OCTANTE Securitizadora S.A.
São Paulo - SP
Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 3900 - 10º andar - Cep: 04538-132
Fone: (11) 2172-2628 / 2613
EMISSÃO
1ª
1ª
SÉRIE
1ª e 2ª
3ª e 4ª
SECURITIZADORA
OCTANTE Securitizadora S.A.
Site:
E-mail:
EMISSÃO
1ª
www.fiduciario.com.br
www.planner.com.br
fi[email protected]
SÉRIE
5ª e 6ª
12 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Divulgação
BRASIL
DEFESA CIVIL
Situação de emergência em 30 municípios
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu situação
de emergência em 30 municípios, em nove estados, afetados
pela seca e pelas chuvas. A partir do reconhecimento da situação
pelo governo federal, os municípios podem solicitar ajuda
financeira ao governo federal. As situações de emergência
estabelecem uma situação jurídica especial que permite o
atendimento às necessidades temporárias de interesse público. ABr
Presidente da Transpetro prevê indústria naval
competitiva internacionalmente em 15 anos
Rodrigo Capote
Evolução do setor depende da
produtividade dos estaleiros e
qualificação da mão de obra
André Pires
[email protected]
Desde que assumiu a presidência da Transpetro em 2003, Sergio Machado promoveu uma
grande transformação na indústria naval brasileira. Os investimentos eram de R$ 80 milhões
e alcançaram R$ 1,4 bilhão no
ano passado. Após criar um ritmo de produção local e alcançar o índice de 65% da nacionalização da fabricação, a grande
missão do setor é adquirir competitividade internacional.
“A Coreia do Sul (potência
mundial na área) levou trinta
anos para chegar onde está. Nós
estamos no rumo certo. Nós vamos chegar ao nível internacional em 15 anos”, enfatizou o presidente da Transpetro após participar de uma entrevista sobre
os desafios da logística no Brasil, promovido pelo BRASIL ECONÔMICO e pelo portal iG.
Para alcançar o nível de produção internacional e brigar de
igual para igual no mercado, o
principal ponto a melhorar no
Brasil é a produtividade dos estaleiros. Ainda em pequeno número, muitos estavam na ‘zona de
conforto’, termo adotado por
Machado para definir a atividade dos estabelecimentos. Com
um processo de modernização e
aporte de capital estrangeiro, a
tendência é que os prazos pas-
Sergio Machado participa de entrevista com o Brasil Econômico e iG e debate o setor de logística
sem a ser respeitados e a produção adquira uma dinâmica. Em
um ano e meio foram produzidos cinco navios, estando previstos mais dois em 2013, seis
em 2014 e oito no ano seguinte.
“Criamos recentemente o
SAP, Sistema de Acompanhamento de Produção. Trouxemos 10 coreanos com mais de
25 anos de experiência e brasilei-
ros com muita experiência para
ir aos estaleiros e ver quais são
os problemas de produtividade”, destacou Machado.
Em busca da maior produtividade, o setor precisa enfrentar dois pontos de dificuldade
complicados, o aço e a mão de
obra. Para ter preços competitivos e justificar a produção nacional, a Transpetro precisa tra-
var uma queda de braço constante com a indústria de aço para baratear a matéria-prima,
que corresponde a cerca de
30% do custo de um navio.
“Fiz um estudo da indústria
naval do mundo e verifiquei
que o preço do aço vendido no
Brasil era 40% a 50% mais caro que o preço do aço para os
estaleiros asiáticos. Avisei que
se não reduzissem o valor, eu
seria obrigado a importar. No
início não teve muita compreensão e tivemos que importar. Hoje já compramos a maioria no Brasil”, afirmou.
Se a batalha com a indústria
do aço teve resultado positivo, o
outro ponto de fragilidade continua como uma incógnita. Como
ter mão de obra qualificada para
atender um setor que ficou estagnado durante anos. “Nosso problema hoje não é chão de fábrica. É intermediário para cima.
Um bom maestro pode transformar um tocador em um músico.
O que temos que investir é na
gestão e mão de obra intermediária”, ressaltou o presidente.
Apesar dos investimentos do
governo e do aumento do acesso da população aos cursos universitários, a ampliação da
quantidade de mão de obra levará um tempo. Para suprir a demanda atual e dos próximos
anos, Machado acredita que a
importação de trabalhadores estrangeiros é uma opção viável.
“Pela crise na Europa, que tem
muita mão de obra disponível,
podemos trazer para cá. Os Estados Unidos fizeram a ampliação
da sua indústria com imigrantes. Podemos fazer isso e somar
com os brasileiros.”
A entrevista realizada por Octávio Costa, editor-chefe do Brasil Econômico (RJ), e por Rodrigo Almeida, diretor de jornalismo do iG, faz parte do ciclo de debate “Caminhos para o Desenvolvimento — os desafios do país para garantir um crescimento econômico sustentável”. Serão realizados mais três encontros para
discutir as áreas de energia, mineração e agroindústria. ■
‘O Brasil não tem opção de ter ou não ter navio’
Sergio Machado enfatiza que
transporte aquaviário é solução
para agregar valor logístico
O investimento na indústria naval nos últimos anos se deve à
necessidade do Brasil de melhorar os custos de logística para
distribuição de sua produção.
Como o transporte nacional está baseado no modal rodoviário, que representa 60% da movimentação de cargas, e que é o
mais caro, o presidente da
Transpetro, Sergio Machado, vê
na mudança da matriz dos transportes a real possibilidade de
agregar valor aos produtos.
“O que agrega valor não é fabricar e nem produzir, é movimentar. O tamanho do mercado de um país é tão longe quanto ele pode levar seu produto de
forma competitiva”, afirmou.
Além de atender a demanda
interna, a evolução da indústria
naval melhora as condições de
exportação. “O Brasil não tem
opção de ter ou não ter navio,
precisamos para comércio internacional e para exploração da
Amazônia azul. Ou produzimos
ou compramos fora”, disse.
Ao privilegiar o transporte
Brasil Econômico
e o portal iG
promovem ciclo
de debates
sobre setores
fundamentais
por caminhões, o Brasil perde
espaço nesta disputa de valores
internacionais. Os projetos de
modernização dos portos e a recuperação e construção de ferrovias é o caminho para mudar o
cenário na visão de Machado.
“Houve uma mudança nos espaços econômicos do Brasil. O
aquaviário custa metade do ferroviário, que custa metade do
rodoviário. O caminhão é o
ideal para 300 km. Até 500 km
pode ser aceitável, mas acima
disso é antieconômico”, disse.
Para explorar mais o uso de
embarcações, o governo trabalha junto com a Transpetro a
possibilidade de explorar a capacidade hidrográfica do país. “Temos quase 50 quilômetros de
rios navegáveis. É a terceira
maior hidrografia do mundo,
perdendo apenas para Rússia e
China”, destacou Machado. O
problema é que poucas partes
dos rios brasileiros são aproveitados para o transporte de cargas. “O rio Tietê é usado menos
de 15% e é o rio que corta o coração do maior estado do Brasil.”
A empresa investiu R$ 472 milhões na construção de 20 empurradores e 80 barcaças. Nos
cálculos do presidente da Transpetro, ao colocar estas embarcações em funcionamento serão
economizadas 80 mil viagens
de caminhões, contribuindo para diminuir a poluição e o trânsito de grandes capitais. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 13
NEW A-PORT CONGONHAS S.A.
CNPJ nº 15.327.949/0001-78
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à
disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 12 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Nota
Explicativa
Ativo
Circulante
Dividendos e juros sobre capital
próprio a receber
Total do ativo circulante
Não Circulante
Investimentos
Total do ativo não circulante
Total do Ativo
Passivo e Patrimônio Líquido
Circulante
Dividendos propostos
Total do passivo circulante
Não Circulante
–
685
Partes relacionadas
–
685
Total do passivo não circulante
Patrimônio Líquido
3 33.009 28.388 Capital social
Reserva de lucros
33.009 28.388
Total do patrimônio líquido
33.009 29.073 Total do Passivo e Patrimônio Líquido
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
2012
2011
Nota
Explicativa
4
2012
2011
319
319
319
319
3.250
3.250
3.250
3.250
5 24.481 24.481
4.959 1.023
29.440 25.504
33.009 29.073
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Saldos em 31 de Outubro de 2011
Lucro do período
Destinação:
Reserva legal
Reserva de investimentos
Dividendos propostos
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Lucro do exercício
Dividendos antecipados
Destinação:
Reserva legal
Reserva de investimentos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital Social
24.481
–
Reserva de Lucros
Legal Investimentos
–
–
–
–
Lucros Acumulados
–
1.342
Total
24.481
1.342
–
956
–
956
–
–
(67)
(956)
(319)
–
7.936
(4.000)
–
–
(319)
25.504
7.936
(4.000)
–
397
–
–
–
3.539
24.481
464
4.495
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
(397)
(3.539)
–
–
–
29.440
–
–
–
24.481
–
–
67
–
–
67
–
–
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Nota Explicativa
2012
2011
Receitas operacionais
Resultado da equivalência patrimonial
3
7.936 1.342
Lucro líquido do exercício
7.936 1.342
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
2011
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 7.936 1.342
Ajustes para reconciliar o déficit do exercício
Equivalência patrimonial
(7.936) (1.342)
Redução (aumento) nos ativos operacionais:
4.000
–
Recebimento de dividendos
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais
4.000
–
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento
–
Pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos (4.000)
Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento
(4.000)
–
Aumento (Diminuição) de Caixa
e Equivalentes de Caixa no Exercício
–
–
–
–
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
–
–
Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício
–
–
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$, a não ser quando mencionado de outra forma)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A New A-Port Congonhas S.A. (“Companhia”) é uma sociedade anônima
de capital fechado, domiciliada na cidade de São Paulo, no estado de São
Paulo, Brasil, na Rua Funchal, nº 160. Foi constituída em 31 de outubro de
2011 através da cisão parcial da empresa A-PORT S.A. e tem como objeto
social:
(a) a gestão, planejamento, desenvolvimento, operação comercial, investimento e operação de aeroportos públicos e privados, sejam novos ou já
existentes, e serviços aeroportuários correlatos, tais como, mas não limitados a, estacionamentos para carros, terminais de carga, hangares, bases
de operações fixas (“FBO”) e instalações de manutenção, reparo e vistoria
(“MRO”), no Brasil e/ou no exterior;
(b) o investimento na aquisição de propriedades, terrenos, edificações e
imóveis em áreas rurais e/ou urbanas destinados à consecução dos itens
anteriores; e
(c) a participação como acionista, sócia ou quotista em outras sociedades,
simples ou empresárias, e em empreendimentos de qualquer natureza, no
Brasil e/ou no exterior, relacionados direta ou indiretamente aos objetivos
aqui descritos.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. Declaração de Conformidade
As demonstrações financeiras foram elaboradas em conformidade com as
práticas contábeis adotadas no Brasil e com observância às disposições
contidas na Lei das Sociedades por Ações e incorporam as alterações promovidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, abrangendo os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de
Contabilidade - CFC.
2.2. Base de Elaboração
As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos.
O resumo das principais políticas contábeis adotadas pela Companhia é
como segue:
2.3. Outros ativos - circulante e não circulante
Demonstrados ao valor de custo, incluindo, quando aplicável, os
rendimentos e as variações monetárias auferidos até as datas de encerramento dos exercícios, deduzidos de provisões para ajuste ao valor de
realização, quando aplicável.
2.4. Investimentos
São representados por investimentos em controladas, e avaliados pelo método de equivalência patrimonial. A consolidação total ou parcial ocorre na
controladora da Companhia. As demonstrações financeiras da controlada
são elaboradas para o mesmo período, e as práticas contábeis são uniformes às adotadas pela Companhia. Demais investimentos sem influência
significativa são registrados pelo seu valor de aquisição.
2.5. Passivos - circulante e não circulante
Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes juros e encargos até as datas de encerramento dos exercícios.
2.6. Instrumentos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando a Companhia e
suas controladas forem parte das disposições contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo valor
justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou deduzidos
do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado
são reconhecidos imediatamente no resultado.
2.7. Uso de estimativa
As estimativas contábeis são baseadas em fatores objetivos e subjetivos,
de acordo com o julgamento da Administração para determinação do valor
adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a provisão para créditos de liquidação duvidosa e a provisão para contingências. A liquidação
das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
divergentes daqueles registrados nas demonstrações devido a imprecisões
inerentes ao processo de cálculo. A Companhia revisa as estimativas e
premissas, no mínimo, anualmente.
2.8. IFRS novas e revisadas adotadas sem efeitos relevantes nas
demonstrações financeiras
Calculado as IFRSs novas e revisadas a seguir foram também adotadas
nestas demonstrações financeiras. A adoção dessas IFRSs novas e revisadas não teve nenhum efeito relevante sobre os valores reportados para o
exercício corrente e anterior, no entanto, poderá afetar a contabilização de
transações ou acordos futuros.
Modificações à
As alterações tratam da classificação de certos
IAS 32 - Classificação
direitos
denominados
em
uma
moeda
de Direitos
estrangeira como instrumentos patrimoniais ou
passivos financeiros.
Modificações à
As modificações determinam quando as
IFRIC 14
restituições ou reduções de contribuições
futuras
devem
ser
consideradas
como
disponíveis de acordo com a IAS 19.58.
IFRIC 19 - Extinção de
A interpretação fornece orientação sobre como
Passivos Financeiros
contabilizar a extinção de um passivo financeiro
por meio da emissão de instrumentos
com Instrumentos
Patrimoniais
patrimoniais.
Melhorias às IFRSs
emitidas em 2010
Exceto pelas modificações à IFRS 3 e à IAS 1 a
adoção das melhorias às IFRSs emitidas em
2010 não teve um efeito relevante sobre os
valores
reportados
nas
demonstrações
financeiras.
2.9. Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda
não adotadas
A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir:
IFRS 9
Instrumentos Financeiros (d)
IFRS 10
Demonstrações Financeiras Consolidadas (b)
IFRS 11
Negócios em Conjunto (b)
IFRS 12
Divulgações de Participações
em Outras Entidades (b)
IFRS 13
Mensuração do Valor Justo (b)
Modificações
Apresentação dos Itens de Outro
à IAS 1
Resultado Abrangente (a)
Modificações
Divulgação - Compensação de Ativos
à IFRS 7
Financeiros e Passivos Financeiros (b)
Modificações
Data de Aplicação Mandatória
às IFRS 9 e IFRS 7
da IFRS 9 e Divulgação de Transição (d)
Modificações
Demonstrações Financeiras Consolidadas,
às IFRS 10, 11 e 12
Negócios em Conjunto e Divulgações de
Participações em Outras Entidades:
Guia de Transição (b)
IAS 19 (revisada em 2011) Benefícios a Empregados (b)
IAS 27 (revisada em 2011) Demonstrações Financeiras Separadas (b)
IAS 28 (revisada em 2011) Investimentos em Coligadas
e “Joint Ventures” (b)
Modificações à IAS 32
Compensação de Ativos
e Passivos Financeiros (c)
Modificações às IFRSs
Ciclo de Melhorias anuais aos 2009-2011
IFRIC 20
Custos de Remoção na Fase de Produção
de uma Mina de Superfície (b)
(a) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho
de 2011.
(b) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro
de 2013.
(c) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho
de 2012.
(d) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro
de 2012.
3. INVESTIMENTOS
Controladas:
Participação no
Capital da Investida (%)
2012
2011
Dados da Investida
Patrimônio Líquido Lucro Líquido do Exercício
2012
2011
2012
2011
(a)
Equivalência
Patrimonial
2012 2011
Concessionária do Estacionamento
de Congonhas S.A.
80%
80%
41.261
35.485
9.920
8.637
7.936 1.342
(a) Resultado do período de 01/01/2011 a 31/12/2011. A equivalência patrimonial até 31/10/2011 está registrado na A-Port S.A.
Concessionária do Estacionamento de Congonhas S.A.
Em 31 de outubro de 2011, com a cisão da A-Port S.A., o investimento
passou a ser controlado pela New A-Port Congonhas S.A. que assumiu a
participação de 80% da controlada.
A controlada Concessionária do Estacionamento de Congonhas S.A.
foi constituída em 6 de setembro de 1996 com o objetivo de explorar
comercialmente, sob o regime de concessão de uso até 31 de janeiro
de 2019, os estacionamentos descobertos de veículos e o projeto, a construção e a implantação de edifícios-garagem situados no aeroporto de
Congonhas, na cidade de São Paulo, nos termos do Contrato de Concessão de Uso de Área com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO, e atividades correlatas a essa exploração.
4. PARTES RELACIONADAS
2012 2011
Passivo não circulante:
Camargo Corrêa Investimento em Infra-Estrutura S.A. (a) 3.250 3.250
(a) Refere-se a contrato de mútuo não sujeito a encargos financeiros.
5. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O capital social em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 é de R$24.481,
representado por 24.481.167 ações ordinárias nominativas, sem valor
nominal.
A DIRETORIA
w w w. c a m a r g o c o r r e a . c o m . b r
Saldos de
Investimentos
2012
2011
33.009 28.388
Reserva legal
Representa 5% do lucro líquido do exercício, observado o limite
estabelecido em lei.
Dividendos
O Estatuto prevê a distribuição de dividendo mínimo anual obrigatório de
25% sobre o lucro líquido ajustado nos termos da legislação societária.
Lucro líquido do exercício (base para destinação)
Constituição da reserva legal - 5%
2012
7.936
(397)
7.539
1.885
Dividendos mínimos obrigatórios - 25%
Proposta da Administração:
Dividendos antecipados
4.000
Reserva de lucros
3.539
Em 20 de março de 2012, a Companhia efetuou uma antecipação de dividendos no valor de R$4.000, que será ratificada na Assembleia Geral
Ordinária a ser realizada em abril de 2013.
6. EVENTO SUBSEQUENTE
Em 19 de fevereiro de 2013, a Companhia alterou o endereço de sua sede
para a Avenida Faria Lima, nº 3.600.
NELSON NÓBREGA DA COSTA - Contador - CRC 1SP 202165/O-9
14 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
RIO DE NEGÓCIOS
>>> Esta coluna também é publicada no jornal
ÉRICA RIBEIRO, do Rio de Janeiro
[email protected]
Marcelo Martins
Piraquê inova e
investe em fábrica
Obras ficam prontas em 2015,
com recursos de R$ 100 milhões
via financiamento do BNDES
■ A Piraquê, tradicional fabricante de alimentos que tem como carro-chefe os biscoitos e
massas, quer ir além e inicia este mês o lançamento de novos
produtos, em mercados onde ainda não atua. Em maio, é a vez de
colocar nas gôndolas as batatas
onduladas da marca, que ganharam o nome de “Carioca”. Em seguida, ainda neste semestre, será a vez dos refrescos em pó.
Alexandre Colombo, diretor de
Marketing da Piraquê, diz que o
objetivo é competir com os
players do mercado e a principal
aposta para o sucesso é a relação emocional que o consumidor
fluminense tem com a marca.
Hoje, 70% das vendas dos produtos Piraquê são concentradas
no Rio e o restante se divide nas
cidades de São Paulo, Espírito
Santo (com 12% cada ) e Bahia.
“O morador carioca, o fluminense em geral, tem essa relação
PONTE AÉREA
A R1 Soluções Audiovisuais,
empresa que atua em
eventos corporativos, com
locação de equipamentos
em geral, quer ampliar sua
área de atuação. Cidades
como Rio de Janeiro,
Salvador e Porto Alegre
estão na mira da empresa,
que tem sede em São Paulo.
No caso do Rio, o pontapé já
foi dado e a empresa já
inaugurou uma base na
cidade, com equipe própria.
Raffaele Cecere,
sócio-diretor da R1, diz que,
para 2013, a perspectiva é
de crescer 48% e
conquistar mais 15 postos
de atendimento. “Demos o
início ao planejamento de
abrir filiais em outros
estados brasileiros, onde a
demanda por eventos
corporativos passa a
crescer com os
megaeventos que teremos
no país nos próximos anos”,
comenta.
Ainda para este ano, a R1
planeja abrir filiais no Sul
do Brasil, nas cidades de
Porto Alegre e Curitiba.
emocional com a marca. São 63
anos de existência. Buscamos a
qualidade dos nossos produtos e
o consumidor responde a isso no
ponto de venda, ainda que nossos produtos sejam até 20%
mais caros. A questão é que
mantivemos o mesmo volume
nos pacotes e não seguimos a
tendência de monodoses ou de
embalagens com porções menores”, explica ele.
A Piraquê terá, em 2015, uma
nova unidade de produção, no
município de Queimados. A
atual fábrica fica em Madureira.
A empresa conseguiu um financiamento de R$ 100 milhões no
BNDES para as obras e compra
de maquinário. Para 2013, a meta é crescer em torno de 15% o
faturamento, na comparação
com o ano passado, quando a Piraquê fechou o ano com R$ 615
milhões no caixa.
“Estamos no limite da capacidade com produção de nove mil toneladas de biscoitos e massas
por mês. Para crescer mais, precisamos de mais espaço”, diz.
Divulgação
destinados apenas a rótulos
para provas exclusivas.
INTERNACIONALIZAÇÃO DA FDC
COMEÇA POR UNIDADE CARIOCA
NEGÓCIOS
EVENTO PROMOVE
VINHOS PORTUGUESES
O evento "Essência do Vinho",
que desde 2004 é realizado em
Portugal, terá sua primeira
edição brasileira - no Rio - nos
dias 2 e 3 de maio, no Centro de
Convenções Sul América. O
Essência do Vinho - Rio de
Janeiro será dirigida por Nuno
Pires e Nuno Botelho, que
também respondem pelos
eventos do lado de lá do oceano.
Por aqui, serão expostos mais
de 500 rótulos de vinhos de
diferentes procedências,
europeus, chilenos, brasileiros e
argentinos, de 100 vinícolas. A
ideia é ir além da divulgação de
marcas e estimular o hábito da
bebida no país. Cada brasileiro
consome, em média, dois litros
de vinho por ano. O
investimento no evento foi de
R$ 500 mil, fora R$ 100 mil
A Fundação Dom Cabral (FDC),
considerada a 8ª melhor escola
de negócios do mundo, acaba de
inaugurar a sua unidade carioca
no Leblon. Foram investidos R$
3,5 milhões e o endereço
carioca será o cartão de visitas
para a internacionalização da
FDC. Em outubro, o Rio vai
sediar a Conferência
Internacional, o maior evento
anual da escola e receberá 250
executivos brasileiros e
estrangeiros. A escola já tem
unidades em São Paulo, Belo
Horizonte e Nova Lima (MG).
APAIXONADOS POR PETS
GANHAM E-COMMERCE
O mercado de assinatura online já
tem um e-commerce voltado
exclusivamente para os
apaixonados por pets no Rio. A
Dogbox vende brinquedos,
produtos de higiene e alimentos
para cães e gatos e prevê
crescimento de sua base de
assinantes para cinco mil usuários
até o final do ano. A projeção de
faturamento com a venda virtual
é ultrapassar a R$ 1 milhão até
dezembro.O mercado de animais
domésticos e de produtos e
serviços destinados aos bichos de
estimação faturou no ano
passado R$ 14,2 bilhões, segundo
dados recentes da Associação
Brasileira da Indústria de
Produtos para Animais de
Estimação (Abinpet). O volume
corresponde a 0,32% do Produto
Interno Bruto (PIB).
RODADA DE NEGÓCIOS DEVERÁ
MOVIMENTAR R$ 100 MILHÕES
Será no dia 7 de maio a 1ª Rodada
de Negócios para o setor de
cosméticos no Rio. Empresas
como Beleza Natural, Dermage e
Granado estão entre as que vão
participar. Entre as demandas das
companhias, máquinas e
equipamentos industriais, além de
serviços de lavanderia industrial,
reciclagem, design, medicina do
trabalho e dedetização. A
expectativa é que as negociações
movimentem R$ 100 milhões ao
longo do ano. evento idealizado
pelo programa Compra Rio, da
Secretaria de Desenvolvimento
Econômico, Energia, Indústria e
Serviços, para promover e
alavancar a economia do Estado,
por meio da realização de
negócios, colocando em contato
direto empresas fornecedoras,
com o departamento de compras
de grandes corporações.
EMPREENDEDORISMO
BRASIL EMPREENDEDOR
SÓ PERDE PARA A TURQUIA
Levantamento do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico
(BNDES) apontou que o crédito
para micro, pequenas e médias
empresas cresceu 50% este ano, o
que aumenta as chances de quem
planeja ser dono do próprio
negócio. Segundo estudo da
Endeavor, o Brasil é o país com
maior número de potenciais
empreendedores, perdendo apenas
para a Turquia. 76% dos brasileiros
pretendem ter empresa própria.
CRESCEM FRANQUIAS COM
BAIXO CUSTO DE INVESTIMENTO
Todo mundo conhece alguém
que já manifestou interesse em
ter o seu próprio negócio. Para
começar com segurança, as
franquias podem ser uma opção.
E se antes ser franqueado
significava investimento alto,
agora cada vez mais surgem
opções de franquias de baixo
custo. Duas delas foram criadas
de olho em segmentos que
ganham cada vez mais clientes.
A Seguralta, especializada no
mercado de seguros, tem
franquias a partir de R$ 15 mil.
Outra rede que também oferece
baixo valor de investimento, é a
Sr. Computador, de reparos
manutenção e suporte em
computadores, que requer
investimentos de R$ 10 mil para
cidades com até cem mil
habitantes. Também é possível
optar pelo modelo home based,
em que a pessoa gerencia de
casa uma equipe de funcionários
para prestarem serviços de
manutenção e instalação em
computadores, ou pela loja de
rua. Neste segundo caso, o
negócio também inclui venda de
produtos de informática.
IMOBILIÁRIO
Jacarepaguá e Porto
são destaques imobiliários
Levantamento da Patrimóvel no
primeiro trimestre de 2013,
aponta Jacarepaguá com a maior
concentração de lançamentos,
com 895 unidades, sendo 200
empreendimentos comercias. Em
seguida vem o a região do Porto
Maravilha, com 800 unidades,
divididas entre suítes hoteleiras e
salas comerciais .
Divulgação
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 15
16 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
EMPRESAS
Editora: Flavia Galembeck [email protected]
Subeditora: Rachel Cardoso [email protected]
Petroleiras
do exterior
disputam
o Brasil
Novas empresas americanas, canadenses
e colombianas entregaram garantias para
participar da Rodada da ANP em Maio
Redação
[email protected]
Empresas petroleiras estrangeiras que ainda não operam no
Brasil confirmaram interesse
em participar da 11ª Rodada de
Licitações de Petróleo e Gás que
será realizada nos próximos
dias 14 e 15 de maio pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),
depois de um jejum de cinco
anos sem ofertas. Reunidas em
consórcios, companhias americanas, canadenses e colombianas entregaram ao órgão regulador, na sexta-feira passada, prazo final estabelecido pela Agência, garantias em dinheiro exigidas para disputar as 289 áreas
que serão ofertadas em 11 bacias
sedimentares.
"A expectativa é de participação de muitas empresas estrangeiras de médio porte mas as
grandes também estarão presentes", previu Sonia Agel, sócia do
escritório de advocacia L.O.
Baptista, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira e Agel, especializado no mercado petrolífero, que assessorou clientes na
entrega de garantias à ANP. Segundo Agel, as áreas localizadas
nas bacias sedimentares da Margem Equatorial, compreendida
entre o Amapá e o Rio Grande
do Norte, e das bacias de Tucano Sul e Parnaíba estão despertando grande interesse das empresas em função de recentes
descobertas de óleo e gás ocorridas em algumas destas regiões.
Uma das estreantes da 11ª Rodada de Licitações da ANP será
a Ouro Preto Óleo e Gás, petroleira criada pelo executivo Rodolfo Landim, ex-diretor da Petrobras e da OGX, do empresário Eike Batista, com quem travou disputa litigiosa sobre sua
participação na empresa. Em palestra para clientes do banco Safra, Landim sinalizou interesse
em participar da disputa por
áreas marítimas (offshore) em
bacias sedimentares de fonteiras exploratórias como as da
Margem Equatorial, provavelmente associado a parceiros,
em função do maio risco operatório na região. Segundo relatório do banco, o executivo observou que os dados sísmicos nas
bacias da Margem Equatorial
não são de tão boa qualidade como os dados das bacias do Sudeste, ao mesmo tempo que ressaltou as boas perspectivas da
região, prevendo que pode ter
formação semelhante ao visto
A previsão é que
muitas empresas
de médio porte
participem, mas
grandes também
estarão na disputa
na Guiana Francesa e costa Sudeste da África, onde grandes
petroleiras já encontraram uma
quantidade significativa de óleo
de boa qualidade.
Além da estréia de novas empresas nas licitações de exploração de petróleo, a expectativa do
setor é com a participação da Petrobras na disputa. Segundo um
analista especializada no mercado de petróleo, se a dificuldade
de caixa da estatal, que teve queda de 17% no lucro do primeiro
trimestre do ano, fizer com que
a empresa não dispute áreas terrestres (onshore) nesta disputa,
isso abrirá boas oportunidades
para as empresas privadas de médio porte. Na próxima Rodada
da ANP, 172 das 289 áreas ofertadas estão em terra. ■
Petrobras recupera liderança perdida
para Ambev em valor de mercado
A Ambev reinou como líder
durante seis meses no ranking
das maiores companhias em valor
de mercado do Brasil. Mas o posto
foi retomado pela Petrobras na
última sexta-feira, quando a
estatal divulgou seu balanço do
primeiro trimestre.
Com a alta dos seus papéis no
último pregão da semana, a
petrolífera possui R$ 242,32
bilhões em valor de mercado.
Enquanto isso, a baixa das ações
da companhia de cerveja
derrubaram seu valor de mercado
para R$ 242,05 bilhões.
A justificativa para tal mudança
está na conjuntura econômica.
As perspectivas para a Petrobras,
que sofre com problemas de caixa
e com a defasagem de preços dos
combustíveis em relação aos
mercados internacionais, se
tornaram mais positivas em 2013,
com o aumento dos preços de
diesel e da gasolina. Isso deve
recuperar as margens de
rentabilidade. Espera-se também
que a eficiência seja melhorada
por conta dos diversos programas
implementados este ano.
Em contrapartida, após registrar
fortes altas em 2012, a ação da
companhia de cervejas vêm
enfrentando perdas em meio à
retração de participação de
mercado para as concorrentes.
Resultados
O lucro líquido da Petrobras
totalizou R$ 7,639 bilhões no
primeiro trimestre de 2013, o que
corresponde a uma queda de 17%
na comparação com igual época
do ano passado, e de 1% frente ao
período imediatamente anterior.
A receita de vendas chegou a R$
72,535 bilhões de janeiro a março,
evolução de 10% na relação anual,
e baixa de 1% na margem. A
companhia destacou que o
reajuste de 5,4% no diesel, e de
6,6% na gasolina, em 30 de
janeiro, e de 5% no diesel em 6 de
março, contribuiu para a redução
da defasagem dos derivados
vendidos no Brasil, na comparação
com a paridade internacional.
“Tenho dito que a melhora do
nosso fluxo de caixa não deve
ocorrer somente em função de
aumentos de preços, mas
também de nossa eficiência
operacional e da busca pela
excelência em custos”, afirmou
Maria das Graças Silva Foster,
presidente da Petrobras, no
comunicado enviado à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM). ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 17
Divulgação
ENERGIA
3GW em eólicas devem participar de leilão
Cerca de 3 gigawatts (GW) de novos projetos de energia eólica teriam
condições de se habilitar para o leilão de reserva anunciado na última
sexta-feira, segundo a Abeeólica. O leilão, marcado para 23 de agosto,
traz novas exigências em relação às rodadas anteriores — aumenta o
índice de produtividade das usinas para 90% (P90) da garantia física, e
permite a participação apenas dos projetos que não dependam de
construção de novas linhas. Reuters
Financiamento com cartãoBNDES
a pequenas deverá crescer 10%
Fred Thornhill/Reuters
Com novos parceiros,
instituição espera chegar a
todos os municípios brasileiros
até o final do ano. Desembolsos
em 2012 alcançaram R$ 9,5 bi
Erica Ribeiro
[email protected]
A participação das micro, pequenas e médias empresas nos
desembolsos do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)crescem
ano após ano, de acordo com levantamento da própria instituição. No início da década de
2000, a participação das empresas de menor porte ficava no patamar de 20%.Em 2012, este
percentual subiu para 32%. No
primeiro trimestre de 2013,
No primeiro trimestre de
2013, o salto foi ainda maior e a
contribuição das MPMEs nos
desembolsos totais atingiu
40%, com um total de R$ 15,2
bilhões. Ou seja, os desembolsos neste segmento cresceram
50% no primeiro trimestre de
3013, na comparação com igual
trimestre de 2012. As fontes de
financiamento para quem é micro e pequeno empresário são o
Cartão BNDES e o Programa de
Sustentação do Investimento
(PSI). No caso específico do cartão, considerado o principal veículo de financiamento para empresas deste porte, os desembolsos em 2012 chegaram a R$ 9,5
bilhões, explica Ricardo Albano
Rodrigues, chefe do Departa-
Empresas de confecções estão entre as que mais usam o cartão
mento responsável pelas operações com o Cartão BNDES.
“Para esse ano, a nossa expectativa é de um crescimento em
torno de 10% nos desembolsos
por meio do cartão. Isso deverá
acontecer principalmente por
conta da entrada de novos parceiros e fornecedores, além de
mudanças que serão promovidas ao longo do ano para facilitar o acesso dos micro, pequenos e médios empresários ao
produto”, adianta o executivo.
Um dos novos parceiros para a
liberação do cartão aos empresários de pequeno porte é o Sistema de Cooperativas de Crédito(Sicoob). A meta do cartão
BNDES Sicoob é chegar a cinco
mil unidades até o final do ano.
Os demais parceiros para emissão dos cartões, segundo Rodrigues serão a bandeira Elo, o
Banco do Nordeste e o Santander. Hoje, os bancos que já são
insumos e veículos. Mas a desemissores do cartão além do Sitinação de recursos para a
coob são o Banco do Brasil, Bracompra de material de consdesco, Caixa, Itaú e Banrisul.
Outra meta a ser cumprida
trução tem crescido. Entre os
pelo BNDES para garantir
segmentos que mais recorrem
maior acesso a essa modalidaao crédito via cartão são o têxde de financiamento para as mitil e o de comércio, com mais
cro e pequenas empresas é esdestaque para bares e restautar presente com a oferta do
rantes. O valor médio por opeCartão BNDES
ração no cartão
em todos os munié de R$ 13 mil. O
Valor médio por
cípios brasileiros.
limite máximo
operação é de
“Ainda faltam
do cartão é de
R$ 13 mil. Banco R$ 1 milhão.
190 municípios e
Rodrigues
a região Nordes- tem mais de 50 mil
adiantou que o
te do país é uma
fornecedores e
BNDES começou
das que preci200 mil produtos recentemente a
sam ainda ter
permitir a ammais cobertura.
pliação do cartão também para
Nossa previsão é encerrar o
financiamento de serviços. Enano cumprindo essa meta”,
tre eles, o Diagnóstico de Efidiz Rodrigues.
O uso do Cartão BNDES é
ciência Energética, que ajuda
voltado para o financiamento
no uso racional de energia nas
de equipamentos, máquinas,
empresas. ■
Fundo de investimento suíço disputa o segmento
de franquias de agências de turismo no Brasil
Fasco Group International se
torna sócio-majoritário do
espanhol Almeida Viagens com
o intuito de abocanhar fatia do
mercado brasileiro
A marca é da Espanha e o investimento vem da Suíça. O alvo é o
Brasil. À frente dessa mistura está Andréia Guisordi, a nova diretora do Grupo Almeida Viagens.
Sua missão é expandir e consolidar a marca, em território brasileiro, de uma companhia com
400 franquias, a terceira no ranking espanhol de agências de turismo. “A meta é subir de oito
para 30 unidades no país em
2013”, conta. “A escolha do mercado foi exigência do fundo de
investimentos, que tradicionalmente aposta nos emergentes”.
A executiva se refere ao suíço
Fasco Group International, que
recentemente passou a ser sócio-majoritário do Grupo Almeida, atento ao processo de internacionalização da rede que começou pelo México e Portugal.
A expectativa é que as franquias brasileiras sejam responsáveis por 12% do faturamento total da rede, que foi de R$ 700 milhões em 2012. Inicialmente, se-
Entrada da CVC
no sistema puxou
alta de 97,8%
do faturamento
no ano passado,
segundo ABF
rão aplicados R$ 25 milhões por
aqui. As duas mais recentes unidades foram abertas nas cidades de Fortaleza, no Ceará, e Indaiatuba, interior de São Paulo.
“Trabalhamos com foco no público C+ e B, que busca a mesma
exclusividade de atendimento
oferecida ao consumidor de
classe A e triple A”, explica Andréia. O investimento para se
tornar franqueado é de cerca de
R$ 120 mil. E o retorno deve
ocorrer em até 18 meses.
No ano passado, o mercado de
franquias cresceu 16%, segundo
a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O desempenho superou as expectativas, puxado pelo segmento de hotelaria e turismo. O faturamento aumentou de
R$ 2,7 bi para R$ 5,4 bi, alta de
97,8%. O número de unidades
saltou de 864 para 1.848, alta de
mais de 12%. Esse cenário se de-
senhou, principalmente, pela entrada da CVC no sistema de franquias e de grandes redes de hotéis. O modelo de franquia substituiu o de cooperação comercial.
Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de
Viagens (Abav), Antonio Azevedo, os dois modelos devem ganhar corpo neste e nos próximos anos. “O Brasil caminha devagar na criação de redes de
agências de turismo, o que dá
poder de negociação em qualquer indústria”, diz. “E as franquias são boa alternativa para
avançar nesse sentido”. ■
18 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
SeongJoon Cho/Bloomberg
EMPRESAS
SAMSUNG
Sul-coreana cresce pelo sexto trimestre
A Samsung divulgou, na última sexta-feira, lucro operacional de US$ 7,9
bilhões, no primeiro trimestre. Este é o sexto trimestre consecutivo de
crescimento. O resultado foi divulgado antes do lançamento da nova
versão do celular inteligente Galaxy nos EUA, a maior ofensiva até
agora da gigante sul-coreana contra a Apple. A Samsung, que não
divulga números de vendas de smartphones, provavelmente vendeu
entre 68 milhões e 70 milhões de aparelhos. Reuters
Grupo de Cingapura
na segurança do Metrô
O grupo asiático vai entregar projeto para governo do Rio
Gabriela Murno
[email protected]
Singapore Technologies Engineering (ST Engineering), um
dos grupos líderes de engenharia da Ásia, vai entregar até
2014 um projeto para fornecimento de Sistema de Informação de Passageiros (PIS) para 30
carros do metrô do Rio.
“O Sistema irá melhorar a experiência de viagem dos usuários, por meio do fornecimento
de informações de áudio e multimídia em tempo real”, explica
Patick Choy, vice-presidente
executivo de marketing. A empresa, que atua no Brasil desde
2010, venceu ainda concorrência para fornecer à Marinha Brasileira cinco unidades de armas
navais da categoria 40mm L70.
Segundo o executivo, a companhia está ainda de olho em outras oportunidades no Brasil,
principalmente nas áreas de defesa, segurança interna, infraestrutura e sustentabilidade urbana, tanto para o governo, como
para a indústria. “Com mais de
40 anos de experiência, somos
um fornecedor global de soluções integradas de defesa e sabemos que o Brasil é um mercado
muito promissor”, destaca.
A empresa está ainda trazendo para o país um sistema de segurança urbana que usa o cidadão como fonte de informação.
“O sistema cruza informações
dos cidadãos com os dados de
segurança do município para fazer uma análise prévia do ambiente, identificando os pontos
de críticos da cidade e prevendo onde podem ter ocorrências”, explica Choy.
Grandes eventos
Os grandes eventos, que serão realizados no país já a partir deste ano, também são considerados grandes oportunidades para a empresa. “O conceito de ‘Cidade Segura’ abrange
uma grande variedade de tecnologias que são aplicáveis em
Empresa utiliza
sistema de
segurança urbana
que usa cidadão
como fonte de
informação
cenários de defesa do país e segurança civil. Ele pode ajudar
no estabelecimento de redes
de seguranças nos eventos que
o Brasil vai sediar, como a Jornada Mundial da Juventude este ano, a Copa do Mundo de
2014 e os Jogos Olímpicos de
2016 ”, diz, Choy. Ele ressalta
que em eventos deste porte, a
companhia fornece soluções capazes de ligar a polícia a outros
serviços de segurança disponíveis, de forma a permitir que a
resposta aos acontecimentos e
seja muito mais rápida e eficaz.
A empresa e o mundo
Com sede em Cingapura, a ST
Engineering fechou o ano com
receita de US$ 6,38 bilhões e está entre as maiores listadas no
Singapore Exchange, holding
de investimentos do país. Atualmente, a empresa conta com
mais de 22 mil funcionários em
todo o mundo. São mais de cem
subsidiárias e empresas associadas em 41 cidades de 23 países.
A companhia oferece soluções e serviços integrados de engenharia nos setores marítimo,
aeroespacial, eletrônico e sistemas de terra. “Nosso braço aeroespacial é classificado como o
maior provedor de manutenção, reparo e operações do mundo”, conta o executivo. Segundo ele, a empresa é capaz de
aliar tecnologia e ideias, de forma a oferecer soluções personalizadas ao perfil de cada cliente.
Além dos serviços de segurança e defesa, a empresa possui soluções voltadas aos transportes
público e privado, que auxiliam
a manutenção do trânsito nas
grandes cidades. O controle é
feito por meio do monitoramento integrado em tempo real do
fluxo de carros nas vias e passageiros nos trens. As soluções verificam a necessidade de modificar o tempo dos semáforos e de
enviar agentes para pontos críticos, ou ainda diminuir a velocidade dos trens e controlar o número de passageiros em plataformas de trem e metrô. ■
Gartner prevê crescimento do
faturamento de softwares de BI
Segundo projeções, serão US$
13,8 bi para o mercado de
Business Intelligence este ano
O faturamento mundial de softwares de Business Intelligence
(BI) deve alcançar US$ 13,8 bilhões em 2013, apontou levantamento feito pelo Gartner
Group, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre
tecnologia. O resultado marca
aumento de 7% em relação a
2012. Segundo as projeções, a
mercado deve chegar aos US$
17,1 bilhões, em 2016.
BI é o processo de coleta, or-
ganização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios.
Segundo o Gartner, a inclinação dos executivos por BI é complementada por aquisições mais
táticas em unidades de negócios para análises de departamentos e grupos de trabalho,
bem como para o BI pessoal,
possibilitado pela nuvem, pela
mobilidade e também pelas redes sociais. Apesar destes fatores determinantes, a curto prazo, o crescimento será prejudicado por macroindicadores len-
tos e pela desaceleração dos ciclos de venda multimilionários
de negócios na área. Comparando-se ao crescimento de 16%
em 2011, 2013 e os próximos
anos devem ser mais lentos.
O Gartner ressalta que a tendência emergente de dados como serviço poderia ampliar significativamente o mercado para
plataformas de BI e analíticos.
Atenta ao crescimento dos sofwares para empresas, o Gartner vai promover, em 4 e 5 de junho, a Conferência Gartner BI e
Gestão da Informação, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. ■
Fábrica da Ericsson deve
atingir limite até fim do ano
Empresa sueca espera equilíbrio
da produção para o mercado
doméstico e para exportações
A forte demanda por 3G e 4G na
América Latina devem fazer
com que a fábrica da Ericsson
no Brasil feche o ano perto do limite de sua capacidade, afirmou um executivo da empresa.
A unidade da Ericsson em
São José dos Campos (SP) tem
capacidade de produção de 40
mil estações rádio base - um
dos principais equipamentos para telefonia móvel - por ano.
Em 2012, este nível de produção foi atingido, graças à forte
demanda por 3G, afirmou o diretor de inteligência de mercado
da Ericsson para América Latina, André Gildin.
Apesar de o Brasil ser o maior
mercado individual para a companhia na região, Gildin explicou que outros países têm conseguido acompanhar a demanda
do setor de telecomunicações
brasileiro. A Ericsson espera,
desta forma, um equilíbrio da
produção para o mercado doméstico e para exportações em
2013, como em 2012. Gildin citou como fortes mercados regionais o México, Chile, Argentina
e Peru. ■ Reuters
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 19
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à
disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 23 de abril de 2013
A Administração
BALANÇOS PATRIMONIAIS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$)
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(IFRS e BR GAAP)
Nota
Explicativa 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Ativos
Circulantes
Caixa e equivalentes de caixa
4
405.692
14.953
449.682
50.539
Títulos e valores mobiliários
5
57.851
18.717
232.016
77.498
Clientes e outras contas a receber
6
140.886
225.070 1.292.537 1.037.731
Adiantamentos a fornecedores
–
3.185
4.132
74.785
12.215
Imóveis a comercializar
7
38.764
88.912
294.834
359.721
Impostos a recuperar
–
926
4.519
13.538
13.045
14.170
7.030
62.289
16.702
Outros créditos
–
661.474
363.333 2.419.681 1.567.451
Total dos ativos circulantes
8.463
–
8.469
–
Ativos classificados como mantidos para venda
28
Total dos ativos circulantes e mantidos para venda
669.937
363.333 2.428.150 1.567.451
Não Circulantes
Clientes e outras contas a receber
6
824
29.420
129.046
294.326
Imóveis a comercializar
7
137.750
137.595
707.457
971.230
Partes relacionadas
19
17.872
2.699
2.491
1.984
Imposto de renda e contribuição social diferidos
17
1.807
10.024
4.727
11.224
Outros créditos
–
514
397
2.010
1.281
Investimentos
8 1.047.066
888.010
–
–
Imobilizado
9
2.357
1.912
10.527
10.909
4.304
1.585
39.247
36.713
Intangível
10
1.212.494 1.071.642
895.505 1.327.667
Total dos ativos não circulantes
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(IFRS e BR GAAP)
Nota
Explicativa 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Passivos e Patrimônio Líquido
Circulantes
Empréstimos e financiamentos
11
62.574
110.408
410.492
396.586
Debêntures
12
834
236
834
236
Obrigações pela compra de terrenos em espécie
14
–
–
1.556
7.349
Obrigações pela compra de terrenos em
permuta financeira
14
32.306
43.083
266.730
199.065
Fornecedores
–
6.965
12.130
42.323
53.747
Adiantamentos de clientes
15
–
–
18.816
43.016
Impostos e contribuições a recolher
–
1.047
845
30.699
15.592
Partes relacionadas
19
135.310
40.150
1.213
1.407
Imposto de renda e contribuição social diferidos
17
256
–
37.997
16.153
PIS e COFINS diferidos
–
5.384
5.321
45.799
25.075
Salários e encargos a pagar
–
9.714
12.635
22.532
23.535
Dividendos propostos
16
11.784
4
11.784
4
5.071
19.310
26.844
45.125
Outras contas a pagar
–
Total dos passivos circulantes
271.245
244.122
917.619
826.890
Passivos classificados como mantidos para venda
28
–
–
6
–
271.245
244.122
917.625
826.890
Total dos passivos circulantes e mantidos para venda
Não Circulantes
Empréstimos e financiamentos
11
25.817
58.036
405.272
220.890
Debêntures
12
797.993
398.182
917.956
410.796
Obrigações pela compra de terrenos em espécie
14
–
–
–
5.421
Obrigações pela compra de terrenos em
permuta financeira
14
120.616
138.190
166.341
509.330
Adiantamentos de clientes
15
–
–
242.305
292.116
Imposto de renda e contribuição social diferidos
17
23
1.957
4.263
20.283
PIS e COFINS diferidos
–
31
1.086
4.965
20.879
Outras contas a pagar
8
5.685
8.187
31
1.005
6.117
434
9.993
2.727
Provisões para demandas administrativas e judiciais
13
956.282
606.072 1.751.126 1.483.447
Total dos passivos não circulantes
Patrimônio Líquido
Capital social
16
540.189
540.189
540.189
540.189
Reserva de capital
16
24.074
44.883
24.074
44.883
Reserva de lucro
16
70.886
–
70.886
–
(265)
(291)
(265)
(291)
Ações em tesouraria
16
634.884
584.781
634.884
584.781
Total do patrimônio líquido
20.020
–
20.020
–
Adiantamento para futuro aumento de capital
654.904
584.781
654.904
584.781
Total do patrimônio líquido e dos recursos capitalizáveis
1.882.431 1.434.975 3.323.655 2.895.118 Total dos Passivos e Patrimônio Líquido
1.882.431 1.434.975 3.323.655 2.895.118
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Total dos Ativos
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro (prejuízo) por ação)
Nota
Explicativa
Receita Líquida
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$)
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(IFRS e BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
20
181.000
175.475
1.286.387
946.933
–
(154.621)
(171.865)
(996.761)
(906.873)
26.379
3.610
289.626
40.060
21
(1.263)
(2.562)
(20.397)
(33.782)
Custo das Vendas, da Prestação
de Serviços e da Locação
Lucro Bruto
Despesas com vendas
Despesas gerais e administrativas
Remuneração da administração
Equivalência patrimonial
Outras receitas (despesas), líquidas
21
(47.487)
(59.884)
(84.992)
(90.914)
21 e 24
(5.185)
(7.490)
(7.543)
(10.018)
8
154.111
(70.589)
146
–
21
(2.713)
(8.729)
(13.172)
(28.728)
(123.382)
Lucro (Prejuízo) Operacional
antes do Resultado Financeiros
123.842
(145.644)
163.668
Receitas financeiras
23
16.582
11.882
40.000
27.214
Despesas financeiras
23
(51.218)
(57.887)
(73.722)
(69.653)
Lucro (Prejuízo) Operacional antes do
89.206
(191.649)
129.946
(165.821)
Imposto de renda e contribuição social - correntes
Imposto de Renda e da Contribuição Social
17
–
–
(31.648)
(24.395)
Imposto de renda e contribuição social - diferidos
17
(6.540)
(1.153)
(15.632)
(2.586)
82.666
(192.802)
82.666
(192.802)
0,76
(1,69)
0,76
(1,69)
0,73
(1,71)
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
Lucro (Prejuízo) por Ação Básico
(centavos por ação)
26
Lucro (Prejuízo) por Ação Diluído
0,73
(1,71)
(centavos por ação)
26
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE
31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$)
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
82.666
(192.802)
–
–
82.666
(192.802)
Lucro (prejuízo) do exercício
Outros resultados abrangentes
Total com resultados abrangentes do exercício,
líquidos de impostos
Atribuível a:
Acionistas controladores
82.666
Acionistas não controladores
–
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
–
–
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(IFRS e BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e
da contribuição social
89.206
(191.649)
129.946
(165.821)
Ajustes para conciliar o lucro (prejuízo) com o caixa líquido
gerado pelas atividades operacionais:
Depreciações e amortizações
1.600
1.075
3.272
2.380
Resultado de equivalência patrimonial
(154.111)
70.589
–
–
Perda com projetos descontinuados
(988)
–
(6.211)
–
Ganho na venda de participação acionária
27
–
–
–
PIS e COFINS diferidos - líquidos
(992)
(1.003)
11.507
7.875
Constituição (reversão) de provisões
347
10.200
2.746
29.440
Despesas (Receitas) Financeiras
53.847
61.037
111.862
99.813
Baixa de ativo permanente
815
171
–
572
Variação nos ativos operacionais:
Clientes e outras contas a receber
112.780
(28.758)
(89.526)
(233.210)
Imóveis a comercializar
50.981
9.627
110.967
45.842
Adiantamentos a fornecedores
–
1.741
(62.570)
(1.559)
Despesas antecipadas
–
–
(525)
(56)
Impostos e contribições a recuperar
5.208
497
1.429
(329)
Dividendos recebidos
16.443
166.364
–
–
Outros créditos
(7.257)
19
(54.916)
(3.723)
Variação nos passivos operacionais:
Fornecedores e contas a pagar e obrigações
pela compra de terrenos
(33.516)
(18.479)
(73.040)
(3.549)
Salários e encargos a pagar
(2.921)
2.868
(1.003)
5.278
Adiantamentos de clientes
–
–
(74.011)
(7.545)
Impostos e contribuições a recolher
202
(384)
15.107
(4.265)
Outras contas a pagar
(11.406)
(165)
(14.933)
6.074
Juros pagos
(9.815)
(64.446)
(57.991)
(96.579)
–
–
(40.999)
(17.023)
Imposto de renda e contribuição social pagos
110.450
19.304
(88.889)
(336.385)
Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Títulos e valores mobiliários
(36.695)
94.251
(147.023)
137.070
Aquisição de ações em tesouraria
–
(231)
–
(231)
Aportes em controladas
(117.111)
(145.987)
–
–
Redução de investimentos
87.233
–
–
–
Partes relacionadas - líquidas
79.987
16.177
(701)
(2.022)
Aquisição de participações em SPE
–
(7.032)
–
(7.032)
Venda de participação acionária, menos caixa líquido
–
–
–
–
Complemento de pagamento na aquisição de ágio
–
(231)
–
–
Aquisição de bens para o ativo imobilizado e intangível
(5.580)
(208)
(6.239)
(2.034)
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas)
7.834
(43.261)
(153.963)
125.751
atividades de investimento
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento
Pagamento de dividendos
–
(31.739)
–
(31.739)
Captação de financiamentos
96.666
121.357
654.434
494.820
Captação de debêntures
400.000
–
500.586
12.500
Amortização de financiamentos
(224.211)
(57.032)
(513.025)
(249.736)
272.455
32.586
641.995
225.845
Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento
390.739
8.629
399.143
15.211
Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Exercício
14.953
6.324
50.539
35.328
405.692
14.953
449.682
50.539
Caixa e Equivalentes de Caixa no Fim do Exercício
390.739
8.629
399.143
15.211
Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$)
Nota
Explicativa
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Opções de ações
Aquisição de ações em tesouraria
Prejuízo líquido
Destinações do lucro líquido:
Constituição da reserva para investimento
Reversão da reserva legal
Reversão da reserva de capital
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Opções de ações
Aquisição de ações em tesouraria
Adiantamento para futuro aumento de capital
Lucro líquido
Destinações do lucro líquido:
Constituição da reserva para investimento
Reversão da reserva legal
Dividendos propostos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
16.6
16.3
–
16.1
16.1
–
16.6
16.3
16.4
–
16.1
16.1
–
Capital
Social
540.189
–
–
–
Reservas de Capital
Ágio na Emissão
Opções
Ações em
de Ações de Ações Tesouraria
84.461
810
(60)
–
(26)
–
–
–
(231)
–
–
–
Reservas de Lucros
Total do
Patrimônio
Líquido
777.840
(26)
(231)
(192.802)
Adiantamento para
Futuro Aumento
de Capital
–
–
–
–
Total
777.840
(26)
(231)
(192.802)
Legal
9.993
–
–
–
Investimentos
142.447
–
–
–
Lucros/Prejuízos
Acumulados
–
–
–
(192.802)
–
(9.993)
–
–
–
–
–
–
(142.447)
–
–
–
–
–
–
–
142.447
9.993
40.362
–
–
–
–
82.666
–
–
–
584.781
(784)
(19.999)
–
82.666
–
–
–
–
–
–
20.020
–
–
–
–
584.781
(784)
(19.999)
20.020
82.666
–
–
–
–
–
66.753
–
–
–
–
4.133
–
–
–
–
–
–
–
540.189
24.074
–
(265)
4.133
66.753
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
(66.753)
(4.133)
(11.780)
–
–
–
(11.780)
634.884
–
–
–
20.020
–
–
(11.780)
654.904
–
–
–
540.189
–
–
–
–
–
–
(40.362)
44.099
–
(20.025)
–
–
–
–
–
784
(784)
–
–
–
–
–
–
(291)
–
26
–
–
w w w. c c d i . c o m . b r
20 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
1. Contexto Operacional
A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. (“Companhia” ou “CCDI”) é uma sociedade anônima de
capital fechado, domiciliada na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo. As informações contábeis
individuais e consolidadas da Companhia, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, abrangem a
Companhia e suas controladas. A Companhia tem como objetivo o desenvolvimento, a incorporação, a prestação
de serviços de assessoria, a locação e a construção de imóveis residenciais ou comerciais, diretamente ou por
meio de participações em Sociedades de Propósito Específico - SPEs, consórcios e outras sociedades.
A Companhia também possui controladas em conjunto, as quais estão descritas na nota nº 8.
Atualmente, a Companhia desenvolve empreendimentos residenciais e comerciais com atuação na região
metropolitana da cidade de São Paulo, no litoral e no interior do Estado de São Paulo e nos Estados do Rio de
Janeiro, de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Paraná. Desde outubro de 2008, é controladora integral da
HM Engenharia e Construções S.A. (“HM”), empresa especializada no desenvolvimento e na construção de
unidades habitacionais destinadas ao segmento de baixa renda. A HM tem operações concentradas no interior
do Estado de São Paulo.
2. Principais Políticas Contábeis
2.1. Declaração de Conformidade
As Demonstrações financeiras da Companhia compreendem:
• As demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (“IFRSs”), emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”, que coincidem com as
práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e
os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis - CPC, identificadas como Consolidado - IFRS e BR GAAP.
• As demonstrações financeiras individuais da controladora, preparadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, estão identificadas como controladora - BR GAAP. As práticas contábeis adotadas no Brasil
(BR GAAP) compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, orientações
e interpretações emitidos pelo CPC.
As demonstrações financeiras individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controladas, em
empreendimentos controlados em conjunto e coligadas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com
a legislação brasileira vigente. Dessa forma, essas demonstrações financeiras individuais não são consideradas
como estando conforme as IFRSs, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas
da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo.
Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos
acionistas da controladora, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com
as IFRSs e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e o resultado da controladora,
constantes nas demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um
único conjunto, lado a lado.
Determinados assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos,
benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias estão sendo analisados pelo International Financial
Reporting Interpretation Committee (IFRIC), em função de pedidos de alguns países, incluindo o Brasil.
Entretanto, em função do projeto para edição de uma norma revisada para reconhecimento de receitas, o IFRIC
está discutindo esse tópico em sua agenda, por entender que o conceito para reconhecimento de receita está
contido na norma presentemente em discussão. Assim, espera-se que o assunto seja concluído somente após a
edição da norma revisada para reconhecimento de receitas.
As informações contábeis individuais e consolidadas foram elaboradas com base no custo histórico, exceto se
indicado de outra forma, conforme descrito no resumo de políticas contábeis. O custo histórico geralmente é
baseado no valor das contraprestações pagas em troca de ativos.
O Conselho de Administração da Companhia tem o poder de alterar as informações contábeis individuais e
consolidadas da Companhia, até a sua publicação. Em 23 de Abril de 2013, o Conselho de Administração da
Companhia aprovou as informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e autorizou sua
divulgação.
2.1.1 Informações contábeis individuais e consolidadas
As informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia incluem as informações contábeis de suas
controladas diretas e indiretas e de suas controladas em conjunto. O controle sobre essas entidades é obtido
quando a Companhia tem o poder de controlar suas políticas financeiras e operacionais e tem a capacidade para
auferir benefícios e estar exposta aos riscos de suas atividades. As controladas e controladas em conjunto são
consolidadas integral e proporcionalmente, respectivamente, a partir da data que o controle integral ou controle
compartilhado se inicia, até a data em que deixa de existir. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as informações
contábeis individuais e consolidadas incluem a consolidação integral das seguintes empresas:
Participação %
31/12/2012 31/12/2011
HM Engenharia e Construções S.A.
100
100
JSL Participações Ltda.
100
100
Lote 27 RJ Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Reserva São Lourenço Empreendimentos Imobiliários Ltda.
100
100
Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Aldeia da Serra Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Participação %
31/12/2012 31/12/2011
Empresarial Jardim Sul Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
100
100
Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Guaratuba Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Litoral Enseada Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
SV Jacob Emerich Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Vila Olímpia Participações S.A.
100
100
BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Itaguaré Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Rio de Janeiro - Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Caieiras Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 129 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Recife Boa Viagem Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliáro SPE Ltda.
100
100
Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Rigveda Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 39 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 190 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Pereskia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Ixora Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Gladiolo Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Clivia Miniata Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
100
100
CCDI 04 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 09 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 10 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 11 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
Viveiro Jardim Sul Camargo Corrêa Desenv. Imobiliário Ltda.
100
100
CCDI Vendas Imobiliárias Ltda.
100
100
CCDI 13 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 14 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 15 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 16 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 17 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 18 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 19 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 20 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 21 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 22 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
100
CCDI 23 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 24 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 25 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 26 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 27 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 28 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 29 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 30 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 31 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
CCDI 32 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
100
–
As práticas contábeis foram aplicadas de maneira uniforme em todas as empresas e o exercício social dessas
empresas coincide com o da Companhia. Vide maiores detalhes sobre essas controladas na nota nº 8.
A Companhia efetuou a consolidação proporcional das informações contábeis das controladas em conjunto listadas a seguir, cujas principais informações são as seguintes:
Lucro (Prejuízo)
% Participação
Total do Ativo
Total do Passivo
Patrimônio Líquido
Receita Líquida
do Período
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 30/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Camargo Corrêa - Cyrela Empreendimento Imobiliário Ltda. - SPE
50
50
17.015
16.517
11.283
10.555
5.732
5.961
–
–
(120)
22
Camargo Corrêa - Cyrela Paulista 1230 Empreendimento Imobiliário Ltda.
50
50
243.954
249.993
39.384
137.299
204.571
112.693
322.997
132
64.861
(160)
Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda.
55
55
2.270
2.332
64
116
2.206
2.216
116
1
(10)
314
Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda.
55
55
120
17.110
–
1.981
120
15.129
2.130
7.893
540
7.192
Camargo Corrêa Rodobens Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
50
50
77.566
154.906
35.168
120.462
42.398
34.444
27.904
24.945
7.714
(10.890)
Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. (c)
90,71
90,71
–
33.120
–
2.665
–
30.455
2.317
4.012
646
424
CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
70
70
63.248
90.481
17.651
52.708
45.596
37.773
26.396
25.016
7.824
(3.138)
Quadra 142 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
50
50
13.727
31.252
2.847
25.225
10.880
6.027
5.605
6.460
3.798
(7.082)
Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
70
70
36.418
16.569
25.855
10.771
10.563
5.798
21.319
7.665
4.765
1.952
CCDI Jaw Holding Participações Ltda.
50
50
115.669
82.194
92.061
68.398
23.608
13.796
63.328
30.401
12.492
9.212
Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
74
74
54.451
21.709
38.956
12.983
15.495
8.726
29.703
16.383
6.769
2.115
CCDI Itapoã Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
50
50
72.529
72.536
72.468
72.468
61
68
–
–
(7)
(1.414)
Rudbeckia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
70
70
25.738
12.927
8.704
2.114
17.034
10.813
7.945
4.431
1.323
(1.276)
Curitiba Cabral Empr. Imobiliário SPE Ltda.
74
74
22.619
7.167
15.325
5.600
7.294
1.567
12.209
4.834
1.876
(219)
Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
70
70
37.405
18.564
26.315
12.355
11.089
6.209
21.369
8.499
3.415
2.356
CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
70
70
291
1.375
1
2
289
1.372
–
–
(765)
12
Saldanha Marinho Emprrendimento Imobiliário SPE Ltda.
71,97
71,97
25.390
9.159
16.708
5.523
8.681
3.637
14.658
3.864
3.594
402
Washington Luis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. (a)
65
65
–
6
–
21
–
(15)
–
(2)
(57)
(963)
Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
60
60
65.395
33.871
28.331
12.019
37.064
21.852
24.173
12.364
10.026
7.242
Puebla Incorporadora Ltda.
70
70
7.196
5.503
683
72
6.513
5.430
–
–
(81)
(209)
Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda. (b)
50
50
–
12.527
–
3
–
12.524
–
–
(15)
(26)
VIOL SPE S.A.
60
60
288.971
168.709
6.305
1.494
282.666
167.215
–
–
(763)
8
(a) Empresa extinta em 24/09/2012.
(b) Empresa vendida em 01/08/2012.
(c) Empresa vendida em 04/09/2012.
Investidas
2.1.2. Moeda funcional e de apresentação
As informações contábeis individuais (controladora) e consolidadas estão apresentadas em Reais (moeda de
apresentação), que também é a moeda funcional da Companhia e de suas controladas.
(i) Julgamentos
A preparação das informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia requer que a Administração
faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas,
ativos e passivos, bem como a divulgação de passivos contingentes, na data-base das informações contábeis.
Ativos e passivos sujeitos a estimativas e premissas incluem vida útil do ativo imobilizado, provisão para créditos
de liquidação duvidosa e distratos, provisão para multa de atrasos de obras, provisão para redução ao valor
recuperável de ativos, impostos diferidos ativos, provisão para garantia, provisão para riscos tributários,
trabalhistas e cíveis e mensuração do custo orçado de empreendimentos e de instrumentos financeiros.
(ii) Estimativas e premissas
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de
incerteza em estimativas na data do balanço, que podem resultar em valores diferentes quando da liquidação são
discutidas a seguir:
a) Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou
mudanças nas circunstancias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou
perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas, e o valor contábil líquido exceder o valor
recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.
Essas perdas são lançadas ao resultado do exercício quando identificadas. O teste de perda por redução ao valor
recuperável de ativos intangíveis de vida útil indefinida e ágio por expectativa de rentabilidade futura é efetuado
pelo menos anualmente ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil.
O valor contábil de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre
o valor em uso e o valor líquido de venda.
Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor
presente utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado de capital em
que opera a unidade geradora de caixa.
Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco anos e não incluem atividades de reorganização
com as quais a Companhia ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que
melhorarão a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa
de desconto utilizada no método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuro
esperados e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação.
O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda firme em uma
transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas atribuíveis a
venda do ativo, ou, quando não há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado ativo,
ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes.
b) Provisões para demandas judiciais
A Companhia reconhece provisão para causas tributárias, trabalhistas e cíveis (nota nº 13). A avaliação da
probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências
disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a
avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas
circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais
identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. A liquidação das transações envolvendo
essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em razão de imprecisões inerentes ao
processo da sua determinação. A Companhia revisa as estimativas e as premissas pelo menos anualmente.
c) Valor justo de instrumentos financeiros
Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido
em mercado de ativos, o mesmo é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método do fluxo de
caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível,
contudo, quando isso não for viável, o julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui
considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, taxa de juros, risco de liquidez, risco de crédito e
volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos
instrumentos financeiros.
d) Custos orçados dos empreendimentos
Os custos orçados, compostos, principalmente, pelos custos incorridos e custos previstos a incorrer para o
encerramento das obras, foram revisados na preparação dessas informações contábeis, e pode ocasionar
w w w. c c d i . c o m . b r
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 21
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
alterações nas estimativas iniciais. O efeito de tais revisões nas estimativas afeta o resultado de acordo com o
pronunciamento técnico CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativas e Retificações de Erros.
e) Impostos
Existem incertezas em relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de
resultados tributáveis futuros. A Companhia e suas controladas estão sujeitas no curso normal dos nossos
negócios a investigações, auditorias, processos judiciais e procedimentos administrativos em matéria tributária e
trabalhista. Dependendo do objeto das investigações, processos judiciais ou procedimentos administrativos que
seja movido contra a Companhia e controladas, podendo ser adversamente afetados, independentemente do
respectivo resultado final.
A Companhia e suas controladas são periodicamente fiscalizadas por diferentes autoridades, incluindo fiscais,
trabalhistas, previdenciárias, ambientais e de vigilância sanitária. Não é possível garantir que essas autoridades
não autuarão a Companhia e suas controladas, nem que essas infrações não se converterão em processos
administrativos e, posteriormente, em processos judiciais, tampouco o resultado final tanto dos eventuais
processos administrativos ou judiciais.
f) Realização do imposto de renda diferido
O reconhecimento inicial e as posteriores avaliações do imposto de renda diferido ocorre quando seja provável
que o lucro tributável dos próximos anos esteja disponível para ser usado na compensação do ativo fiscal diferido,
com base em projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários
econômicos futuros que possibilitam a sua utilização total, ou parcial se for constituído o crédito integral.
2.1.3. Reconhecimento de receitas e despesas
(i) Apuração do resultado de incorporação e venda de imóveis
A receita, e os custos relativos às unidades vendidas e não concluídas de incorporação imobiliária, são
apropriados ao resultado ao longo do período de construção dos empreendimentos, e os seguintes procedimentos
são adotados:
(a) Nas vendas a prazo de unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada
com a transferência significativa dos riscos e direitos, independentemente do prazo de recebimento do
valor contratual.
(b) Nas vendas de unidades não concluídas, são observados os seguintes procedimentos:
• O custo incorrido (incluindo o custo do terreno e demais gastos relacionados diretamente com a formação do
custo da unidade imobiliária) correspondente às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado;
• É apurado o percentual do custo incorrido (incluindo o terreno), em relação ao seu custo total orçado, sendo
esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas, ajustado segundo as condições dos contratos
de venda, sendo assim determinado o montante das receitas a serem reconhecidas de forma diretamente
proporcional ao custo;
• Os montantes das receitas de vendas, incluindo a atualização monetária e o ajuste a valor presente, reconhecidos
que sejam superiores aos valores efetivamente recebidos de clientes, são registrados no ativo circulante ou ativo
não circulante, na rubrica “Contas a receber de incorporação”. Caso os montantes recebidos sejam superiores
aos valores reconhecidos de receitas, são contabilizados na rubrica “Adiantamentos de clientes”;
• Os juros e a atualização monetária, incidentes sobre o saldo de contas a receber a partir da entrega das chaves
são apropriados ao resultado financeiro quando incorridos, obedecendo ao regime de competência dos exercícios
- “pro-rata temporis”.
Os encargos financeiros de contas a pagar por aquisição de terrenos e os diretamente associados ao
financiamento da construção, são capitalizados e registrados aos estoques de imóveis a comercializar, e
apropriados ao custo incorrido das unidades em construção até a sua conclusão e observando-se os mesmos
critérios de apropriação do custo de incorporação imobiliária para as unidades vendidas em construção, através
de tributos diferidos, ativos e passivos.
Conforme permitido pela legislação fiscal, a receita relacionada às vendas de unidades imobiliárias é tributada
com base no regime de caixa e não com base no critério descrito acima, para reconhecimento dessa receita. Para
as empresas em que a prática contábil difere da prática fiscal, é calculado um passivo ou ativo de imposto de
renda e contribuição social diferidos para refletir quaisquer diferenças temporárias, conforme comentado na nota
nº 17.
As demais despesas, incluindo, de propaganda e publicidade são apropriadas ao resultado quando incorridas.
(ii) Prestação de serviços de construção
Receitas decorrentes da prestação de serviços imobiliários são reconhecidas na medida em que os serviços são
prestados, e estão vinculadas com a atividade de administração de construção para terceiros e consultoria
técnica.
(iii) Operações de permuta física
A permuta física de terrenos tem por objeto o recebimento de terrenos de terceiros para liquidação através da
entrega de apartamentos. O valor do terreno adquirido pela Companhia e por suas controladas é apurado com
base no valor justo das unidades imobiliárias a serem entregues. O valor justo do terreno é registrado como um
componente de imóveis a comercializar, em contrapartida a adiantamento de clientes no passivo, no momento do
início do reconhecimento de resultado do respectivo empreendimento. As receitas e os custos decorrentes de
operações de permutas são apropriados ao resultado ao longo do período de construção dos empreendimentos,
conforme descrito no item (i) acima.
2.1.4. Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das
disposições contratuais dos instrumentos financeiros e incluem, principalmente, caixa e equivalentes de caixa,
títulos e valores mobiliários, contas a receber, empréstimos e financiamentos, fornecedores e outras dívidas.
Os instrumentos financeiros que não sejam reconhecidos pelo valor justo através do resultado, são acrescidos
dos custos de transação diretamente atribuíveis.
Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros são mensurados conforme descrito
abaixo:
(i) Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado
Um instrumento é classificado pelo valor justo através do resultado se for mantido para negociação, ou seja,
designado como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são designados pelo valor
justo através do resultado se a Companhia gerencia esses investimentos e toma decisões de compra e venda
com base em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco.
Após reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos resultados quando incorridos.
Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são
reconhecidas no resultado.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, a Companhia não manteve operações com
instrumentos financeiros derivativos.
(ii) Instrumentos financeiros disponíveis para venda
Para instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda, a Companhia avalia se há alguma
evidencia objetiva de que o investimento é recuperável a cada data do balanço. Após mensuração inicial, os ativos
financeiros disponíveis para venda são mensurados a valor justo, com ganhos e perdas não realizados
reconhecidos diretamente dentro dos outros resultados abrangentes, quando aplicável; com exceção das perdas
por redução ao valor recuperável dos juros calculados utilizando o método de juros efetivos e dos ganhos ou
perdas com variação cambial sobre ativos monetários que são reconhecidos diretamente no resultado do período.
(iii) Empréstimos e recebíveis
Após reconhecimento inicial, empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados subseqüentemente
pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetivos, reduzidos por eventuais reduções no valor
recuperável.
2.1.5. Caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários, aplicações caucionadas e créditos
restritos
Caixa e equivalentes de caixa incluem substancialmente depósitos a vista e certificados de depósitos bancários
compromissados, denominados em reais, com alto índice de liquidez de mercado e vencimentos não superiores
a 90 dias, ou para os quais inexistem multas ou quaisquer outras restrições para seu resgate imediato, junto ao
emissor do instrumento.
Os equivalentes de caixa são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado e estão
registrados pelo valor original acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento das informações
contábeis intermediárias, apurados pelo critério “pro-rata temporis”, que equivalem aos seus valores de mercado,
não havendo impacto a ser contabilizado no patrimônio líquido da Companhia.
Os títulos e valores mobiliários e aplicações caucionadas incluem títulos disponíveis para venda, certificados de
depósitos bancários, títulos do governo, fundos de investimentos exclusivos que são integralmente consolidados,
e cauções, cujos valores de mercado são aproximados aos valores contábeis.
2.1.6. Clientes e outras contas a receber
São demonstrados ao custo, acrescidos de variação monetária, líquidos de ajuste a valor presente. A provisão
para créditos de liquidação duvidosa é constituída por valor considerado suficiente pela Administração para cobrir
as perdas estimadas na realização dos créditos que não possuem garantia real.
As parcelas em aberto são atualizadas com base no Índice Nacional da Construção Civil - INCC para a fase de
construção do projeto, e pelo Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M e juros, após a data de entrega das
chaves das unidades concluídas.
2.1.7. Imóveis a comercializar
Os terrenos são inicialmente registrados ao seu valor de aquisição quando da lavratura da escritura do imóvel.
O registro do terreno é efetuado na rubrica de “Adiantamento a fornecedores” quando não há escritura, não sendo
reconhecido nas informações contábeis enquanto em fase de negociação, independentemente da probabilidade
de sucesso ou estágio de andamento das mesmas. A Companhia e suas controladas adquirem parte dos terrenos
por intermédio de operações de permuta, nas quais, em troca dos terrenos adquiridos, compromete-se a
(a) entregar unidades imobiliárias de empreendimentos em construção ou (b) parcela das receitas provenientes
das vendas das unidades imobiliárias dos empreendimentos. Os terrenos adquiridos por intermédio de operações
de permuta física são demonstrados ao seu valor justo na data de aquisição e a receita e o custo são reconhecidos
seguindo os critérios descritos na nota nº 2.1.3 (iii).
Os imóveis são demonstrados ao custo de construção, que não excede ao seu valor líquido realizável. No caso
de imóveis em construção, a parcela do ativo corresponde ao custo incorrido das unidades ainda não
comercializadas. O custo incorrido compreende construção (materiais, mão-de-obra própria ou contratada de
terceiros e outros relacionados), despesas de legalização do terreno e empreendimento, terrenos e encargos
financeiros aplicados no empreendimento incorridos durante a fase de construção.
A Companhia capitaliza juros sobre os empreendimentos durante a fase de construção, e aos terrenos, enquanto
atividades ao preparo do ativo para venda estão sendo realizadas, desde que existam empréstimos em aberto,
os quais são reconhecidos ao resultado na proporção das unidades vendidas, mesmo critério dos demais custos.
Quando o custo de construção dos imóveis a comercializar exceder o fluxo de caixa esperado das suas vendas,
concluídas ou em construção, uma perda de redução ao valor recuperável é reconhecida no período em que foi
determinada que o valor contábil não será recuperável.
Os imóveis a comercializar são revisados anualmente para avaliar a recuperação do valor contábil de cada
empreendimento imobiliário, independente de ter ocorrido eventos ou mudanças nos cenários macroeconômicos
que indiquem que o valor contábil não será recuperável. Se o valor contábil de um empreendimento imobiliário
não for recuperável, comparado com o seu valor realizável por meio dos fluxos de caixa esperados, uma provisão
para perdas é contabilizada.
2.1.8. Terrenos destinados à venda
Os terrenos destinados à venda são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo,
deduzido dos custos de venda e são classificados como mantidos para venda se seus valores contábeis forem
recuperados por meio de uma transação de venda da propriedade e não do empreendimento preliminarmente
destinado. Essa condição é considerada cumprida apenas quando a venda for altamente provável e o grupo de
ativo ou de alienação estiver disponível para venda imediata na sua condição atual. A Administração deve
comprometer-se com a venda dentro de um ano a partir da data de classificação.
2.1.9. Investimentos em controladas e controladas em conjunto
Quando a Companhia detém mais da metade do capital social votante e/ou possui o poder de governança das
políticas financeiras e operacionais de uma entidade, esta é considerada uma controlada. Em situações em que
existam acordos que garantem à Companhia direito de veto em decisões que afetem significativamente os
negócios da sociedade, caracterizando o controle compartilhado; estas são consideradas como controladas em
conjunto. Os investimentos nas controladas e nas controladas em conjunto são registrados na controladora
pelo método de equivalência patrimonial. As controladas em conjunto são consolidadas proporcionalmente
pelo percentual de participação da controladora.
Quando a participação da Companhia nas perdas das controladas iguala ou ultrapassa o valor do investimento,
a Companhia reconhece a parcela residual no passivo a descoberto, uma vez que assume obrigações, efetua
pagamentos em nome dessas sociedades ou efetua adiantamentos para futuro aumento de capital. Para isso, a
Companhia constitui provisão no montante considerado adequado para suprir as obrigações da controlada
(nota nº 8).
2.1.10. Imobilizado
O imobilizado é registrado ao custo de aquisição, líquido de depreciação acumulada e/ou perdas acumuladas por
redução ao valor recuperável, se aplicável.
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado
do seu uso ou venda eventual. Ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença
entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do resultado, no exercício
em que o ativo for baixado.
A depreciação é calculada com base no método linear, tomando-se por base a vida útil estimada dos bens
(nota nº 9).
O valor residual, vida útil e métodos de depreciação são revisados anualmente, não tendo ocorrido modificações,
em relação às informações do exercício social anterior.
Os ativos imobilizados estão sujeitos a análises periódicas sobre a deterioração de ativos (“impairment”).
Em 31 de Dezembro de 2012, não existem indicadores de (“impairment”) sobre o imobilizado.
2.1.11. Intangível
(i) Os gastos relacionados com a aquisição e implantação de sistemas de informação e licenças para utilização
de software são registrados ao custo de aquisição, sendo amortizados linearmente em até cinco anos, e estão
sujeitos a análises periódicas sobre a deterioração de ativos (“impairment”).
(ii) Os investimentos da Companhia nas controladas incluem ágio quando o custo de aquisição ultrapassa o valor
de mercado dos ativos líquidos da controlada adquirida.
Os ágios registrados em 31 de dezembro de 2012 e 2011, aplicáveis às entidades de incorporação imobiliária no
Brasil, referem-se às aquisições antes da data de transição para o CPC/IFRS (01 de janeiro de 2009) e a
Companhia optou por não retroagir as aquisições antes da data de transição, para ajustar os respectivos ágios.
Os testes de perda por redução ao valor recuperável de ágio (“impairment”) são feitos anualmente ou quando as
circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil.
2.1.12. Obrigações por compra de imóveis
As obrigações na aquisição de imóveis são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações
contratuais assumidas. Em seguida, são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos, quando
aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro-rata temporis”), líquido do ajuste a valor
presente.
2.1.13. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido
(i) Imposto de renda e contribuição social correntes
Conforme permitido pela legislação fiscal, a receita relacionada às vendas de unidades imobiliárias é tributada
com base no regime de caixa e não com base no critério descrito na nota nº 2.1.3, para reconhecimento dessa
receita.
O imposto de renda e a contribuição social são calculados, observando os critérios estabelecidos pela legislação
fiscal vigente, pelas alíquotas regulares de 15% acrescida de adicional de 10% para o imposto de renda e de 9%
para a contribuição social. Conforme facultado pela legislação tributária, certas subsidiárias optaram pelo regime
de lucro presumido. Para essas sociedades, a base de cálculo do imposto de renda é calculada sobre a receita
de imóveis à razão de 8% (incorporação imobiliária), e a da contribuição social à razão de 12% (incorporação
imobiliária) e 100% sobre as receitas financeiras, sobre as quais aplicam-se as alíquotas regulares do respectivo
imposto e contribuição.
(ii) Imposto de renda e contribuição social diferidos
Para as empresas em que a prática contábil difere da prática fiscal, é calculado um passivo ou ativo de imposto
de renda e contribuição social diferidos para refletir quaisquer diferenças temporárias, como demonstrada na nota
nº 17. A Companhia avalia e reduz os tributos diferidos ativos à medida que identifica que não é provável a
existência de lucro tributável futuro suficiente para utilização total ou parcial desses créditos.
2.1.14. Demais ativos e passivos
Um ativo é reconhecido no balanço quando se trata de recurso controlado pela Companhia decorrente de eventos
passados e do qual se espera que resultem benefícios econômicos-futuros.
Um passivo é reconhecido no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal ou constituída como
resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo.
2.1.15. Outros benefícios a empregados
Os benefícios concedidos a empregados e Administradores da Companhia incluem, como remuneração fixa
(salários e contribuições para a seguridade social (INSS/FGTS)), férias e 13º salário, remunerações variáveis
como participações nos lucros, bônus e remuneração com base em ações. Esses benefícios são registrados no
resultado do exercício, na rubrica “Despesas gerais e administrativas”, à medida que são incorridos.
O sistema de bônus opera com metas corporativas individuais, estruturados na eficiência dos objetivos
corporativos, seguidos por objetivos de negócios e finalmente por objetivos individuais.
A Companhia e suas controladas mantêm planos de previdência privada.
2.1.16. Ajuste a valor presente - de ativos e passivos
Os saldos de contas a receber de unidades não concluídas e de fornecedores (terrenos a pagar por permuta
financeira) foram calculados considerando o prazo estimado até a entrega das chaves dos imóveis comercializados,
utilizando-se da taxa de desconto de 3,66% em 31 de dezembro de 2012 (5,49% em 2011).
2.1.17. Custos de empréstimos
Os custos de empréstimos diretamente relacionados aos empreendimentos durante a fase de construção e
terrenos enquanto atividades no preparo do ativo para venda estão sendo realizadas, são capitalizados como
parte do custo do ativo correspondente e reconhecidos ao resultado na proporção das unidades vendidas,
mesmo critério dos demais custos. Todos os demais custos de empréstimos são registrados em despesa no
período em que são incorridos. Custos de empréstimos compreendem juros e outros custos incorridos relativos
a empréstimos, incluindo os de captação.
2.1.18. Provisões
Provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente em conseqüência de um evento
passado, e é provável que benefícios econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação e uma estimativa
confiável do valor possa ser feita.
(i) Provisão para demandas judiciais
A Companhia é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as
demandas referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para
liquidar a demanda e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a
avaliação das evidencias disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais
recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos.
As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de
prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos
assuntos ou decisões de tribunais.
Os passivos contingentes avaliados como de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os
passivos contingentes avaliados como de perdas remotas não são provisionados e nem divulgados.
Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis,
transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa.
(ii) Provisão para pagamento de encargos contratuais por atraso de obra
Conforme disposto em contrato, a Companhia adota como prática efetuar provisão para encargos a pagar aos
clientes de empreendimentos com atraso de entrega superior a 180 dias, conforme respectiva cláusula contratual.
Essa provisão está classificada na rubrica “Outras contas a pagar”.
(iii) Provisão para garantia
As empresas subcontratadas pela Companhia para executarem as obras têm a responsabilidade primária de
garantir a qualidade estrutural dos empreendimentos vendidos. A Companhia e suas controladas fornecem
garantias solidárias limitadas pelo período de cinco anos, cobrindo os mesmos riscos.
A controlada HM registra provisão para garantias mensuradas de acordo com as premissas descritas na
orientação OCPC 01 (R1), pois efetua trabalhos de construção e, portanto, possui a responsabilidade primária de
garantir a qualidade estrutural.
w w w. c c d i . c o m . b r
22 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
(iv) Provisão para redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A Administração, revisa no mínimo anualmente, o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar
eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas e operacionais, que possam indicar perda de seu valor
recuperável. Quando tais evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é
constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. O ágio e os ativos
intangíveis com vida útil indefinida têm a recuperação do seu valor testada anualmente, independentemente de
haver indicadores de perda de valor, através da comparação com o valor de realização mensurado por meio de
fluxos de caixa descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto que reflita o custo médio
ponderado do capital da Companhia.
2.1.19. Demonstrações dos fluxos de caixa
As demonstrações dos fluxos de caixa são preparadas e apresentadas de acordo com a Deliberação CVM
nº 641, de 07 de outubro de 2010 que aprovou o pronunciamento contábil CPC 03 (R2) - Demonstração dos
Fluxos de Caixa, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
2.1.20. Ações em tesouraria
Instrumentos patrimoniais próprios que são readquiridos (ações de tesouraria) são reconhecidos ao custo e
registrados em conta redutora do patrimônio líquido. Nenhum ganho ou perda é reconhecido na demonstração do
resultado na compra, venda, emissão ou cancelamento dos instrumentos patrimoniais próprios da Companhia.
Em virtude do fechamento de capital ocorrido em 19 de outubro de 2012, a Companhia realizará o cancelamento
dessas ações.
2.1.21. Lucro (prejuízo) básico e diluído
O resultado por ação básico e diluído é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas da
Companhia e a média ponderada das ações ordinárias em circulação no respectivo período.
A Companhia não possui operações que influenciam no cálculo do lucro diluído, portanto o lucro diluído por ação
corresponde ao valor do lucro básico por ação.
2.1.22. Resultados abrangentes
Exceto quanto ao resultado do exercício, a Companhia não possui outros resultados abrangentes.
2.1.23. Reclassificações
Foram reclassificados no exercício de 2011 para melhor apresentação e comparabilidade das demonstrações
financeiras: (i) Despesas Antecipadas R$406, para a rubrica de Outros créditos; (ii) Dívidas com pessoas ligadas
R$418, para partes relacionadas ; (iii) Em observância ao critério de segregação de clientes e maior
adequação das práticas de divulgação, a Companhia adotou o critério de segregar os tributos diferidos entre
Passivo Circulante e Não Circulante.
3. Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2012
Algumas normas e alterações das normas existentes foram publicadas e são obrigatórias para períodos contábeis
subseqüentes. Não houve adoção antecipada dessas normas e alterações de normas por parte da Companhia.
Listamos as normas e alterações emitidas que ainda não haviam entrado em vigor até a data de emissão das
demonstrações financeiras da Companhia.
CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Financeiras - Apresentação de Itens de Outros Resultados
Abrangentes
As revisões do IAS 1 alteraram o agrupamento dos itens apresentados em outros resultados abrangentes. Itens
que poderiam ser reclassificados (ou “reciclados”) ao resultado em certo período no futuro (por exemplo, ganhos
líquidos em operações de hedge de investimentos líquidos, diferenças de variação cambial na tradução de
operações no exterior, movimentos líquidos de hedge de fluxos de caixa ou ganhos na venda de ativos
classificados como disponíveis para venda) deveriam ser apresentados separadamente dos itens que nunca
serão reclassificados (por exemplo, ganhos ou perdas atuariais em planos de benefício definido). As revisões
afetam somente a apresentação e não há impactos na posição financeira ou de desempenho da Companhia.
Estas revisões passam a vigorar para exercícios fiscais iniciados em ou a partir de 1º de janeiro de 2012, e serão
aplicadas nas demonstrações financeiras do Grupo quando se tornarem efetivas.
CPC 40 - Instrumentos financeiros - Divulgação - Exigências Maiores para Divulgação de desreconhecimentos.
A revisão exige divulgação adicional sobre ativos financeiros que foram transferidos, mas não desreconhecidos
para permitir que o usuário das demonstrações financeiras da Companhia entenda a relação entre os ativos que
não foram desreconhecidos e os passivos correspondentes. Adicionalmente, a revisão exige a divulgação sobre
o envolvimento contínuo da entidade com os ativos desreconhecidos, para permitir que os usuários avaliem a
natureza do envolvimento e os riscos relacionados. A norma revisada terá vigência para períodos anuais iniciados
em ou após 1º de julho de 2011. O Grupo não possui ativos com essas características, portanto não houve
impacto sobre suas demonstrações financeiras.
CPC 40 - Instrumentos Financeiros: Classificação e Mensuração - A norma IFRS 9, conforme emitida, reflete a
primeira fase dos trabalhos do IASB referentes à substituição da norma IAS 39 e aplica-se à classificação e
mensuração de ativos financeiros e passivos financeiros, tal como definido na IAS 39. A norma inicialmente
vigorou para períodos anuais iniciados a partir de 1º de Janeiro de 2013, contudo, a norma Alterações à IFRS9
- Data Efetiva da IFRS 9 e Divulgações para Transição, emitida em dezembro de 2011, alterou a data efetiva
obrigatória para 1º de Janeiro de 2015. Em fases posteriores, o IASB abordará a contabilidade de instrumentos
de hedge e a redução ao valor recuperável de ativos financeiros.
CPC 36 - Demonstrações Financeiras Consolidadas - IAS 27 Demonstrações Financeiras Separadas - A norma
IFRS 10 substitui a parte do IAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas, que trata da
contabilização das demonstrações financeiras consolidadas. Também aborda as questões suscitadas na SIC-12
Consolidação - Entidades de Propósito Específico. O IFRS 10 estabelece um modelo único de controle que se
aplica a todas as entidades, inclusive entidades de propósito específico. As mudanças introduzidas pelo IFRS 10
exigirão que a Administração exerça julgamento significativo para determinar quais entidades são controladas e,
portanto, obrigadas a serem consolidadas por uma controladora, comparativamente aos requisitos que estavam
na IAS 27. Esta norma entra em vigor para períodos anuais iniciados a partir de 1º de Janeiro de 2013.
CPC 19 Empreendimentos Conjuntos - O IFRS 11 substitui o IAS 31, Interesses em Empreendimentos Conjuntos
e a SIC-13, Entidades Controladas em Conjunto - Contribuições Não Monetárias por Empreendedores. O IFRS
11 elimina a opção de contabilização de entidades controladas em conjunto (ECC) com base na consolidação
proporcional. Em vez disso, as ECC que se enquadrarem na definição de empreendimento conjunto (joint venture)
deverão ser contabilizadas com base no método da equivalência patrimonial. A aplicação desta nova norma terá
impacto sobre a posição patrimonial e financeira da Companhia, eliminando a consolidação proporcional da joint
venture. Esta norma entra em vigor para períodos anuais com início a partir 1º de janeiro de 2013, e deverá ser
aplicada retrospectivamente a empreendimentos conjuntos mantidos na data da aplicação inicial. Com base em
análises preliminares realizadas até o presente momento, demonstramos abaixo a estimativa dos possíveis
impactos nos saldos apresentados de 2012:
Saldos
Impacto da
Saldos 2012,
Apresentados
Adoção do
após Adoção do
em 2012 CPC 19 e CPC 36 CPC 19 e CPC 36
Balanço Patrimonial
Ativo circulante
2.428.150
(274.395)
2.153.755
Ativo não circulante
845.731
(272.132)
573.599
Investimentos
–
392.582
392.582
Imobilizado e intangível
49.774
(275)
49.499
Total dos Ativos
3.323.655
(154.220)
3.169.435
Passivo circulante
917.625
(105.266)
812.359
Passivo não circulante
1.751.126
(48.954)
1.702.172
Total dos Passivos
2.668.751
(154.220)
2.514.531
654.904
–
654.904
Patrimônio líquido dos controladores
Total dos Passivos e Patrimônio Líquido
3.323.655
(154.220)
3.169.435
Demonstração do Resultado
Receita operacional líquida
1.286.387
(253.102)
1.033.285
Custos operacionais
(996.761)
180.849
(815.912)
(Despesas)/receitas operacionais
(126.104)
7.775
(118.329)
Resultado de equivalência patrimonial
146
57.946
58.092
Resultado financeiro
(33.722)
(5.167)
(38.889)
(47.280)
11.699
(35.581)
Imposto de renda e contribuição social
Lucro líquido do exercício - Controladores
82.666
–
82.666
Lucro Líquido do Exercício
82.666
–
82.666
CPC 45 Divulgação de Participações em Outras Entidades - A IFRS 12 inclui todas as divulgações anteriormente
incluídas na IAS 27 relacionadas às demonstrações financeiras consolidadas, bem como todas as divulgações
que foram previamente incluídas na IAS 31 e IAS 28. Estas divulgações são relacionadas às participações de
uma entidade em controladas, empreendimentos conjuntos, associadas e entidades estruturadas. Uma série de
novas divulgações também são necessárias. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou
após 1º de janeiro de 2013.
CPC 18 Contabilização de Investimentos em Associadas e Joint Ventures (revisado em 2011) - Como
conseqüência dos recentes IFRS 11 e IFRS 12, o IAS 28 passa a ser IAS 28 Investimentos em Associadas e
Joint Ventures, e descreve a aplicação do método patrimonial para investimentos em joint ventures, além do
investimento em associadas. Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir
de 1º de janeiro de 2013.
CPC 46 Mensuração do Valor Justo - A IFRS 13 estabelece uma única fonte de orientação nas IFRS para todas
as mensurações do valor justo. A IFRS 13 não muda a determinação de quando uma entidade é obrigada a
utilizar o valor justo, mas fornece orientação sobre como mensurar o valor justo de acordo com as IFRS, quando
o valor justo é exigido ou permitido. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou após
1º de janeiro de 2013.
Não existem outras normas e interpretações emitidas até a emissão dessas demonstrações financeiras que
possam convergir impactos na Companhia.
A Companhia não espera impactos significativos sobre as demonstrações financeiras consolidadas na adoção
inicial dos novos pronunciamentos e interpretações, exceto pelo IFRS 11, uma vez que a Companhia consolida
proporcionalmente investimentos de controle compartilhado, o que não será mais permitido.
4. Caixa e Equivalentes de Caixa
Os saldos de fundo fixo e conta-corrente bancária em instituições financeiras estão representados por:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Caixa
19
19
54
110
405.673
14.934
449.628
50.429
Bancos - conta movimento
405.692
14.953
449.682
50.539
Caixa e equivalentes de caixa
5. Títulos e Valores Mobiliários
Representados por aplicações em fundos de investimento, com carteira composta por títulos com alta liquidez,
sendo o vencimento superior a 90 dias da data da aquisição, cuja composição é a seguinte:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Fundo de aplicação financeira (a)
57.851
18.096
101.462
72.756
Operações compromissadas (b)
–
–
14.828
–
–
621
115.726
4.742
Certificados de Depósito Bancário - CDBs (Renda Fixa) (c)
57.851
18.717
232.016
77.498
Total
(a) Fundo constituído na forma de condomínio aberto que tem como objetivo buscar a valorização das cotas
através da aplicação dos recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros, com alta liquidez não
caracterizando uma operação de longo prazo, por meio de mercado ativo, e demais modalidades operacionais
disponíveis no âmbito do mercado financeiro. A rentabilidade aproxima-se dos juros apurados pelo Certificado de
Depósito Interbancário - CDI.
De acordo com o regulamento do fundo, o patrimônio líquido está representado por:
(i) No mínimo 80% de títulos públicos federais de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil
- BACEN.
(ii) No máximo 20% de títulos e valores mobiliários de renda fixa de empresas financeiras cujo emissor
(ou emissão, se for o caso) esteja classificado, na data da aquisição, na categoria de baixo risco de crédito ou
equivalente, com certificação por agência de classificação de risco localizada no Brasil.
Caso o título ou valor mobiliário receba classificações diferentes, prevalecerá aquela mais conservadora.
O fundo não pode realizar operações especulativas nem operações que exponham o fundo a obrigações
superiores ao valor de seu patrimônio líquido.
Além disso, o fundo não pode estar exposto a determinados ativos, tais como ações, índice de ações e derivativos
referenciados, com exceção de operações que se utilizem de tais instrumentos para produzir rendimentos
predeterminados.
(b) Refere-se à operação na qual o Banco vende títulos públicos ao cliente, com compromisso de recompra, e o
cliente compra com compromisso de revendê-los ao Banco, com prazo definido e rendimento prefixado. A taxa de
rendimento é de 100% do CDI.
(c) CDB é um título nominativo emitido por bancos e vendido a investidores como captação de recursos, cuja
rentabilidade pode ser definida como prefixada indexadas ao CDI. Podem ser resgatadas junto à instituição
emissora, antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo
não são auferidos rendimentos.
A carteira do fundo de títulos e valores mobiliários mencionada no item (a) acima, está composta conforme
descrito a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Certificados de Depósito Bancário - CDBs
6.121
1.332
10.735
5.355
Letras Financeiras do Tesouro - LFT
11.136
8.147
19.531
32.755
Letras Financeiras do Tesouro Nacional - LTN
39.217
8.617
68.781
34.646
NTN (Nota do tesouro Nacional com características
1.377
–
2.415
–
do CDB pós)
Total
57.851
18.096
101.462
72.756
6. Clientes e Outras Contas a Receber
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Contas a receber por incorporação de imóveis (a)
141.711
260.439
1.430.659
1.371.274
Ajuste a valor presente (b)
(1)
(5.949)
(12.742)
(43.178)
Prestação de serviços de construção
–
–
4.954
5.249
–
–
(1.288)
(1.288)
Provisão para perdas com recebíveis
Total
141.710
254.490
1.421.583
1.332.057
Circulante
140.886
225.070
1.292.537
1.037.731
Não circulante
824
29.420
129.046
294.326
(a) Os valores relativos a contas a receber de imóveis são garantidos pelos próprios imóveis negociados e estão
atualizados conforme cláusulas contratuais, como seguem:
• Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de Construção Civil INCC.
• Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados para as unidades que tiveram a opção por financiamento
direto com a Companhia, a condição de amortização é pelo prazo de até 72 meses, corrigidos monetariamente
pelo Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M, mais juros de 12% ao ano.
(b) Saldo referente ao cálculo do ajuste a valor presente de contas a receber financeiro para unidades não
concluídas apropriados proporcionalmente pelo critério descrito na nota nº 2.1.16 utilizando uma taxa de desconto
de 3,66% a.a. em 31 de dezembro de 2012 e 5,49% a.a. em 31 de dezembro de 2011.
Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 a controlada HM registrou a título de provisão para perdas com recebíveis
um montante de R$1.288, cuja parte substancial do saldo se refere a processo judicial relativo a valores devidos
desde 2007. Esse conceito é considerado extraordinário diante do conceito de provisão para perdas.
A constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa é considerada desnecessária pela Administração
(salvo se extraordinário), considerando que é insignificante o percentual de perdas históricas sobre o saldo de
contas a receber da Companhia e de suas controladas, em conjunto com a avaliação dos créditos vencidos
(“aging”), tendo em vista que esses créditos se referem substancialmente a incorporações em construção, cuja
concessão das correspondentes escrituras ocorre apenas após a liquidação e/ou negociação dos créditos dos
clientes. Além disso, os recebíveis possuem como garantia o próprio imóvel.
Anualmente, os vencimentos dos saldos do ativo não circulante são os seguintes:
Controladora Consolidado
31/12/2012
31/12/2012
2014
479
115.236
2015
220
12.491
2016
125
301
2017
–
120
–
898
2018 em diante
824
129.046
Total
7. Imóveis a Comercializar
Referem-se aos custos de aquisição dos terrenos para incorporação, terrenos disponíveis para venda, imóveis
concluídos e construção dos empreendimentos a serem comercializados, incorridos até as datas dos balanços,
como demonstrado a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Imóveis concluídos
9.641
4.003
34.914
26.355
Imóveis em construção
6.481
56.599
506.266
165.968
Terrenos para incorporação
159.805
159.341
415.729
1.107.270
Terrenos disponíveis para venda
–
4.000
43.017
27.396
Outros
587
2.564
3.765
5.362
(–) Provisão para ajuste a valor recuperável (a)
–
–
__(1.400)
(1.400)
176.514
226.507
1.002.291
1.330.951
Total
Circulante
38.764
88.912
294.834
359.721
Não circulante
137.750
137.595
707.457
971.230
(a) Refere-se a projeto descontinuado.
A parcela do ativo não circulante da rubrica “Imóveis a comercializar” está representada substancialmente por
terrenos para futuras incorporações e terrenos disponíveis para venda com o seguinte cronograma anual:
Controladora Consolidado
31/12/2012
31/12/2012
2014
4.225
572.113
2015
133.525
135.344
Total
137.750
707.457
Juros capitalizados
No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o valor de juros capitalizados é de R$587 (R$1.647 em
31 de dezembro de 2011) na controladora e R$9.084 (R$3.988 em 31 de dezembro de 2011) no consolidado.
Destacamos os seguintes aspectos envolvendo os imóveis a comercializar:
a) Em novembro de 2007, a Companhia, por meio de sua controlada em conjunto Camargo Corrêa - Cyrela
Empreendimento Imobiliário Ltda. possuía um terreno adquirido por contrato definitivo de compra e venda.
O contrato está sendo questionado judicialmente pela parte vendedora. O contrato de compra e venda de terreno
entre as partes é irretratável; portanto, a Administração da Companhia, em conjunto com seus assessores
jurídicos externos, considera tal questionamento impróprio e entende que não acarretará custos adicionais à
Companhia.
A Ação de Obrigação de Fazer, que tramita perante a 37º Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital/SP,
onde Camargo Corrêa - Cyrela Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. figura como autora, tem como objeto a
outorga da escritura definitiva de venda e compra, bem como a desocupação do imóvel e o recebimento das
demais parcelas, que de forma injustificada os réus não querem cumprir os termos descritos no Instrumento
Particular de Promessa de Venda e Compra com Condição Suspensiva e Resolutiva. A Ação foi julgada
parcialmente procedente em primeira instância, e encontra-se em fase recursal diante da pendência de
julgamento de recurso interposto por um dos réus.
b) 31 de dezembro de 2012 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o Conselho de Administração da
w w w. c c d i . c o m . b r
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 23
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
Companhia ratificou a recomendação feita pela Administração da Companhia sobre a descontinuidade do • Parque Bacacheri.
desenvolvimento dos seguintes projetos:
• Anglo Aclimação.
• Duque de Caxias.
• Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário.
• Itapoã.
Não ocorreu o lançamento dos projetos citados anteriormente. Os efeitos contábeis decorrentes dos projetos
• Jardim Sul I (Quadras 93 e 200).
descontinuados foram reconhecidos nas demonstrações consolidadas do resultado no exercício findo em 31 de
• Jardim Sul II (Quadras 153, 185, 188 e 189).
dezembro de 2012, na rubrica de “Outras receitas (despesas) líquidas”, no total de R$988 na controladora e
• Jardim Sul III (Quadras 105, 108, 109, 119, 124, 125, 127, 129, 130, 131 e 134).
R$7.446 no consolidado. Adicionalmente, esses empreendimentos ainda apresentam saldos nas rubricas de
• Santos.
terrenos e contas a pagar no montante de R$1.143 na controladora e R$24.286 no consolidado. Tais saldos
• Guarujá.
permanecerão em aberto até a formalização dos distratos com os proprietários dos terrenos. A companhia não
• Reserva da Mata.
• Tobias Macedo.
espera que hajam desembolsos superiores aos valores contabilizados.
8. Investimentos
Dados das Investidas
Participação Patrimônio Líquido
31/12/2012
31/12/2012
Controladas em conjunto:
Camargo Corrêa-Cyrela Empreendimento Imobiliário Ltda. - SPE
Camargo Corrêa-Cyrela Paulista 1230 Empreendimento Imobiliário Ltda.
Camargo Corrêa - Rodobens Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI Itapoã Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI Jaw Holding Participações Ltda.
CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda.
Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 142 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Curitiba Cabral Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Rudbeckia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Saldanha Marinho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Washington Luis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Puebla Incorporadora Ltda.
Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Controladas integrais:
Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Aldeia da Serra Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Caieiras Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
Rigveda Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Vila Olímpia Participações S.A.
Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Empresarial Jardim Sul Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Guaratuba Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
HM Engenharia e Construções S.A.
Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Itaguare Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Ixora Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Reserva São Lourenço Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Litoral Enseada Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Lote 27 RJ Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
Pereskia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 39 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 129 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 190 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Recife Boa Viagem Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Rio de Janeiro - Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
SV Jacob Emerich Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Clivia Miniata Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 04 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 09 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 10 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 11 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI Vendas Imobiliárias Ltda.
CCDI 13 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 14 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 15 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 16 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 17 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 18 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 19 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 20 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 21 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 22 Empreendimento Imobiliário Ltda.
Gladiolo Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 23 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 24 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 25 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 26 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 27 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 28 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 29 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 30 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 31 Empreendimento Imobiliário Ltda.
CCDI 32 Empreendimento Imobiliário Ltda.
Subtotal
Ágio em controladas - rentabilidade futura
Total
(1)
(3)(13)
(3)(13)
–
–
(13)
–
–
(3)(12)(13)
–
–
(10)
(13)
(14)
(13)
–
–
(3)(13)
(13)
(17)
(13)
(3)(6)(16)
(2)
(3)
(3)
–
–
(5)
(3)
(7)
(3)
(11)
(3)
–
(3)
(4)
(3)
(8)
–
(3)
(3)
–
–
(3)
–
(9)
(3)
(15)
(3)
–
(3)
–
–
–
–
–
(3)
(3)
–
–
–
–
(3)
(3)
(3)
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Resultado do Exercício
31/12/2012
Resultado de
Equivalência Patrimonial
31/12/2012
50
50
50
50
50
70
70
70
55
74
90,71
50
55
74
60
70
70
71,97
65
70
50
5.732
204.571
42.398
61
23.608
45.596
11.089
289
2.206
15.495
–
10.880
120
7.294
37.064
10.563
17.034
8.681
–
6.513
–
(292)
64.883
7.714
(7)
12.492
7.824
4.880
(1.093)
(10)
6.769
646
3.798
540
2.534
16.712
4.765
1.889
4.995
–
(115)
–
(121)
32.431
3.857
(4)
6.246
5.477
3.416
(765)
(5)
5.009
585
1.898
296
1.875
10.027
3.336
1.322
3.595
(51)
(81)
(14)
2.835
102.321
21.195
30
12.304
31.918
7.763
207
1.213
11.466
–
9.000
66
5.389
22.239
7.394
12.279
6.432
–
4.572
–
2.981
58.572
17.222
34
6.898
26.441
4.347
961
1.219
6.457
27.626
6.046
8.321
1.131
13.111
4.059
7.843
2.836
77
3.801
6.262
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
81
4.985
60.020
10.954
8.463
29.835
252.551
16
84.883
2.720
13.426
4.818
(5.686)
13
268.530
32.868
4
2.399
3.878
8.390
5.004
5.914
865
18.291
12.011
3.465
17.264
383
28.216
27.823
9.926
6.902
12.698
1.288
20.683
20
7.714
5.724
7.008
5.213
313
479
4
8
9.555
2.646
1.163
15
20
13
11
8
8
9.616
3
5
3
6
3
–
29
9
7
8
8
7
7
5
6
5
5
5
(183)
274
26.212
(17.455)
(3.752)
(1)
37.493
11
(493)
629
6.067
(10)
(887)
(64)
46.289
6.884
(96)
(39)
532
2.108
(189)
(2)
9
(1.007)
(1.830)
(8)
4.506
(38)
(3.972)
7.365
1.509
1.807
3.155
(13)
5.424
(2)
(6.186)
(329)
(1.128)
775
(2)
(3)
(2)
(536)
2.008
–
76
(2)
(22)
(1)
(2)
(485)
(6)
(26)
(3)
(376)
(13)
(9)
(3)
(632)
(3)
(10)
(3)
(2)
(2)
(3)
(3)
(5)
(4)
(5)
(5)
(5)
(183)
274
26.212
(17.455)
(3.752)
(1)
37.493
11
(494)
629
6.067
(10)
(887)
(64)
8.796
6.884
(96)
(39)
532
2.108
(189)
(2)
9
(1.007)
(1.830)
(8)
4.506
(38)
(3.972)
7.365
1.509
1.807
3.155
(13)
5.424
(2)
(6.186)
(329)
(1.128)
775
(2)
(3)
(2)
(536)
2.008
–
76
(2)
(22)
(1)
(2)
(485)
(6)
(26)
(3)
(376)
(13)
(9)
(3)
(632)
(3)
(10)
(3)
(2)
(2)
(3)
(3)
(5)
(4)
(5)
(5)
(5)
154.111
81
4.985
60.020
10.954
–
29.835
252.551
16
84.883
2.720
13.426
4.818
–
13
51.579
32.868
4
2.399
3.878
8.390
5.004
5.914
865
18.291
12.011
3.465
17.264
383
28.216
27.823
9.926
6.902
12.698
1.288
20.683
20
7.714
5.724
7.008
5.213
313
479
4
8
9.555
2.646
1.163
15
20
13
11
8
8
9.616
3
5
3
6
3
–
29
9
7
8
8
7
7
5
6
5
5
5
1.042.435
4.631
1.047.066
8.398
4.320
40.304
–
11.100
29.837
215.058
465
82.552
2.091
15.959
3.593
–
12
43.792
14.543
37
1.978
5.545
5.712
5.003
5.900
1.657
14.413
15.711
3.348
15.158
391
23.831
18.088
8.507
6.594
10.843
1.205
11.489
22
11.160
5.043
8.626
4.028
315
482
6
393
5.802
2.617
1.038
16
13
14
13
218
4
8.922
6
232
6
6
6
471
3
8
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
883.149
4.861
888.010
(7)
154.111
(1) Controladas consolidadas proporcionalmente à participação.
(2) Controladas consolidadas integralmente.
(3) Sociedades que têm como objetivos específicos a construção, a incorporação e a venda de unidades
imobiliárias localizadas nos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo.
A previsão de lançamento dos empreendimentos é entre os exercícios de 2013 e 2015.
(4) Investimentos reclassificados para a rubrica “Outras contas a pagar”, no passivo não circulante, de R$5.685
em 31 de dezembro de 2012 e de R$8.187 em 2011.
(5) Em 05 de abril de 2012, a Companhia firmou o contrato de venda da sociedade BH Caiçara Empreendimento
Imobiliário SPE Ltda., a Canopus Holding S.A., entretanto, devido as cláusulas suspensivas previstas em contrato,
a operação será concretizada em janeiro de 2013. Informamos que todo investimento desse empreendimento
está considerado como Ativo classificado como mantido para venda.
(6) Em 2011 a Companhia registrou um ágio na aquisição da Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda.
no montante de R$228, que tem como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura. Em 2012 a
Companhia vendeu a sua participação na sociedade (vide item nº 16 da nota nº 8).
(7) Em 27 de agosto de 2007, a Companhia adquiriu 99,99% de participação na empresa subsequentemente
Saldo dos Investimentos
31/12/2012
31/12/2011
denominada CCDI Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda. (“Hummock”). A Hummock tem por objetivo a
participação em outras sociedades na qualidade de cotista ou acionista e foi utilizada na aquisição de 51%, ao
preço de R$50.600, da HM, construtora e incorporadora, no interior do Estado de São Paulo. Em 7 de março de
2008, a Hummock adquiriu mais 25,72% do capital social da HM, ao preço de R$72.167. Adicionalmente, a
Hummock adquiriu uma opção de compra de outros 4,28% do capital social da HM. Em 30 de maio de 2008, a
Hummock exerceu a referida opção por um preço preliminar de R$5.877. Em 10 de agosto de 2009 e 17 de
fevereiro de 2010, ocorreram pagamentos nos valores de R$4.885 e R$2.250, respectivamente, de acordo com
o desempenho da HM quanto à geração de Valor Geral de Vendas - VGV, bem como da margem líquida decorrente
da comercialização de lotes e/ou unidades autônomas condominiais integrantes de empreendimentos imobiliários
lançados pela HM no exercício de 2008. Com base no desempenho dos anos 2009 e 2010, foram pagos R$2.000
em 1º de fevereiro de 2011. Estima-se que a Hummock deverá desembolsar o adicional de R$418 durante o
exercício de 2013. Em virtude dessa operação foi gerado um ágio na Companhia, no montante de R$4.631,
mantido em investimento em função do mesmo pertencer à controladora. O ágio da companhia para fim de
consolidação está representado no item do intangível. O ágio tem como fundamento econômico a expectativa de
rentabilidade futura.
w w w. c c d i . c o m . b r
24 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
(8) Em 7 de outubro de 2008, a Companhia adquiriu os 19% restantes do capital social da HM mediante o
pagamento de R$12.400, mais 3.900 mil ações representativas do capital social da Companhia que estavam em
tesouraria, alienadas sem ônus aos antigos sócios da HM.
(9) Em 15 de março de 2011 e 02 de fevereiro de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada
Morumbi Empreendimentos no valor total de R$44.411 e R$300, respectivamente.
(10) Em 16 de junho de 2011, a Companhia aumentou o capital da controlada Jardim Sul Ribeirão Preto
Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. em R$3.714, subscrevendo 3.714 novas cotas, alterando sua participação
de 90,02% para 90,71%. Em 04 de setembro de 2012, a Companhia vendeu os 90,71% do capital social da
sociedade a Perplan Empreendimentos e Urbanização Ltda.
(11) Em 30 de maio de 2011, a Companhia, através de sua subsidiária Vila Olímpia Participações S.A., adquiriu
de sua controladora indireta Participações Morro Vermelho S.A., participação de 100% das ações ordinárias na
Viol SPE S.A. Os acionistas da entidade que irá empreender o projeto VIOL aprovaram o aumento de capital da
referida controlada no valor total de R$792.000, a ser integralizado da seguinte forma: (i) R$726.433 em moeda
nacional corrente de acordo com um cronograma previamente estipulado; e (ii) R$65.567 em direitos detidos pela
controlada Vila Olímpia Participações S.A., relativos às despesas incorridas com “outorga onerosa do direito de
construir”. Nessa data também foi assinado um acordo de investimento, o qual determina os ingressos de
recursos na entidade, bem como as participações em receitas e o rateio das despesas. Os ingressos de recursos
podem ser desproporcionais à participação da Companhia, dependendo da natureza dos custos a serem
incorridos. Adicionalmente, a controladora da Companhia detém 100% das ações preferenciais da Viol SPE S.A.,
e tais ações transferem ao titular o direito de obter 40% das unidades a serem constituídas.
(12) Em 30 de agosto de 2011, a Companhia alienou 30% das cotas representativas do capital social da
controlada CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. para a Kallas Incorporações e Construções S.A.
A perda contábil apurada na venda foi de R$1.
(13) Os montantes na coluna “Investimento” não correspondem à aplicação do percentual sobre o patrimônio
líquido da controlada devido aos aportes de capitais não proporcionais integralizados pela Companhia.
(14) Em 01 de fevereiro de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada Ralien Empreendimento
Imobiliário SPE Ltda. no valor total de R$6.600.
(15) Em 01 de março de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada Ponta da Praia
Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. no valor total de R$5.500.
(16) Em 18 de junho de 2012, a Companhia retirou-se da sociedade Massachusetts Empreendimentos Imobiliários
Ltda., transferindo para Kallas Incorporações e Construções S.A. a totalidade das 18.301.500 quotas do capital
de que é proprietária, todas devidamente subscritas e parcialmente integralizadas, no valor nominal de
R$18.301.500, bem como os respectivos direitos e obrigações a ela inerentes.
(17) Em 13 de Junho de 2012 a Companhia e a sócia Inter Rio Incorporadora S.A. na sociedade Washington Luis
Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., optaram pela dissolução da sociedade, considerada, portanto, extinta.
A movimentação dos investimentos no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir:
Saldos em 1º de janeiro de 2011
833.931
Aumento de capital
244.615
Adiantamento para futuro aumento de capital
38.181
Devolução de capital
(73.542)
Dividendos recebidos
(92.822)
Equivalência patrimonial
(70. 589)
Transferência para outras obrigações
8.196
40
Outros
888.010
Saldos em 31 de dezembro de 2011
Aumento de capital
53.814
Adiantamento para futuro aumento de capital
61.983
Devolução de capital
(84.732)
Dividendos recebidos
(16.443)
Equivalência patrimonial
154.111
Transferência para outras obrigações
(2.501)
Venda de participação (a)
(7.148)
(28)
Outros
1.047.066
Saldos em 31 de dezembro de 2012
(a) Venda de participação mencionada na nota nº 8 (item 18).
9. Imobilizado
A movimentação é como segue:
Controladora
Consolidado
Custo
31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012
Edifícios e construções
–
–
–
–
6.346
46
–
6.392
Máquinas e equipamentos
1.374
160
–
1.534
2.994
489
(3)
3.480
Veículos
–
62
–
62
3.542
143
(59)
3.626
Móveis, utensílios
e instalações
1.180
101
(353)
928
1.177
116
(353)
940
Imobilizado em andamento
–
–
–
–
1.056
–
–
1.056
Benfeitorias em
imóveis de terceiros
1.372
1.813 (1.372)
1.813
2.124
1.820 (1.372)
2.572
–
–
–
–
1.209
123
–
1.332
Outros
Subtotal
3.926
2.136 (1.725)
4.337
18.448
2.737 (1.787)
19.398
Depreciação
Edifícios e construções
–
–
–
–
(1.022)
(130)
–
(1.152)
Máquinas e equipamentos
(929)
(219)
–
(1.148)
(2.339)
(616)
3
(2.952)
Veículos
–
–
–
–
(2.300)
(602)
59
(2.843)
Móveis, utensílios
e instalações
(477)
(120)
177
(420)
(701)
(177)
177
(701)
Benfeitorias em
imóveis de terceiros
(608)
(537)
733
(412)
(720)
(549)
733
(536)
–
–
–
–
(457)
(230)
–
(687)
Outros
Subtotal
(2.014)
(876)
910
(1.980)
(7.539) (2.304)
972
(8.871)
1.912
1.260
(815)
2.357
10.909
433
(815)
10.527
Total
Controladora
Consolidado
Custo
31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011
Edifícios e construções
–
–
–
–
6.605
27
(286)
6.346
Máquinas e equipamentos
1.311
151
(88)
1.374
2.519
570
(95)
2.994
Veículos
–
–
–
–
3.361
288
(107)
3.542
Móveis, utensílios
e instalações
1.263
–
(83)
1.180
1.223
36
(82)
1.177
Imobilizado em andamento
–
–
–
–
1.053
3
–
1.056
Benfeitorias em
imóveis de terceiros
1.370
2
–
1.372
2.079
45
–
2.124
–
–
–
–
968
241
–
1.209
Outros
Subtotal
3.944
153
(171)
3.926
17.808
1.210
(570)
18.448
Depreciação
Edifícios e construções
–
–
–
–
(811)
(212)
1
(1.022)
Máquinas e equipamentos
(789)
(140)
–
(929)
(1.872)
(555)
88
(2.339)
Veículos
–
–
–
–
(1.823)
(584)
107
(2.300)
Móveis, utensílios
e instalações
(442)
(35)
–
(477)
(621)
(162)
82
(701)
Benfeitorias em
imóveis de terceiros
(471)
(137)
–
(608)
(551)
(169)
–
(720)
–
–
–
–
(251)
(206)
–
(457)
Outros
Subtotal
(1.702)
(312)
–
(2.014)
(5.929) (1.888)
278
(7.539)
2.242
(159)
(171)
1.912
11.879
(678)
(292)
10.909
Total
As seguintes taxas percentuais são utilizadas para cálculo da depreciação:
Taxa Anual de
Depreciação - %
Edifícios e construções
4
Móveis, utensílios e instalações
10
Benfeitorias em imóveis de terceiros
25
Equipamentos de informática
20
Máquinas e equipamentos
10
Veículos
20
10. Intangível
A movimentação é como segue:
Controladora
Consolidado
Custo
31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012
Direitos sobre sistemas
e aplicativos
4.214
3.443
–
7.657
5.215
3.499
–
8.714
Ágio em controladas –
–
–
–
41.008
–
(228)
40.780
rentabilidade
Subtotal
4.214
3.443
–
7.657
46.223
3.499
(228)
49.484
Amortização
Direitos sobre
sistemas e aplicativos
(2.629)
(724)
–
(3.344)
(2.705)
(737)
–
(3.442)
Ágio em controladas –
–
–
–
(6.805)
–
–
(6.805)
rentabilidade
Subtotal
(2.629)
(724)
–
(3.353)
(9.510)
(737)
–
(10.247)
1.585
2.719
–
4.304
36.713
2.762
(228)
39.247
Total
Controladora
Consolidado
Custo
31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011
Direitos sobre sistemas
e aplicativos
4.159
55
–
4.214
4.624
593
(2)
5.215
Ágio em controladas –
–
–
–
40.777
231
–
41.008
rentabilidade
Subtotal
4.159
55
–
4.214
45.401
824
(2)
46.223
Amortização
Direitos sobre
sistemas e aplicativos
(1.866)
(763)
–
(2.629)
(1.935)
(770)
–
(2.705)
Ágio em controladas –
–
–
–
(6.805)
–
–
(6.805)
rentabilidade
Subtotal
(1.866)
(763)
–
(2.629)
(8.740)
(770)
–
(9.510)
2.293
(708)
–
1.585
36.661
54
(2)
36.713
Total
A Companhia e sua controlada Hummock adquiriram participação na HM com ágios nos montantes de R$4.631
e R$29.344 (líquidos de amortizações registradas até 2008), respectivamente.
O ágio registrado em 31 de dezembro de 2012 foi alocado à controlada HM, que é considerada como uma
unidade geradora de caixa, que corresponde ao segmento de baixa renda. A Administração efetua, anualmente,
análise sobre a recuperação dos valores de ágio. As análises efetuadas pela Administração em 31 de dezembro
de 2012 indicaram que não há necessidade de constituição de provisão para redução ao valor recuperável, pois
o valor em uso é superior ao valor registrado. O valor em uso foi calculado através de fluxos de caixa descontados
para os próximos cinco anos, apenas para os projetos em andamento na HM em 31 de dezembro de 2012. A taxa
média de custo de capital utilizada nessas projeções, antes dos efeitos dos impostos, foi de 11%. A Administração
acredita que qualquer tipo de mudança razoavelmente possível nas premissas-chave, nas quais o valor
recuperável se baseia, não levaria o valor contábil total a exceder o valor recuperável total da unidade geradora
de caixa.
Em virtude da venda da empresa Massachusetts conforme nota nº 8 (itens 6 e 16) foi revertido o ágio registrado
no montante de R$228.
11. Empréstimos e Financiamentos
11.1. Financiamentos para construção
A composição dos financiamentos é como segue:
Encargos Vencimento
Controladora
Créditos Imobiliários (b)
Empreendimento Financeiros (a)
Final 31/12/2012 31/12/2011
Banco Itaú S.A.
Fotografia
10% a.a. + TR
fev/14
24.353
5.806
Banco Itaú S.A.
Fotografia 10,3% a.a. + TR
jul/13
1.849
16.812
Banco Itaú S.A.
Antigua
10% a.a. + TR
mai/13
5.770
21.337
Banco Itaú S.A.
Andorinha
10% a.a. + TR
mar/14
30.601
24.848
Banco Itaú S.A.
Oficina
10% a.a. + TR
fev/13
–
25.021
Banco Itaú S.A.
ID Jardim Sul 10,4% a.a. + TR
fev/13
–
13.627
Banco Itaú S.A.
Águas de Março 9,8% a.a. + TR
mai/13
25.818
19.258
–
41.735
Banco Itaú S.A.
Cond. Luiza 10,5% a.a. + TR
jan/13
88.391
168.444
62.574
110.408
Parcela do circulante
25.817
58.036
Parcela do não circulante
Encargos Vencimento
Consolidado
Créditos Imobiliários (b)
Empreendimento Financeiros (a)
Final 31/12/2012 31/12/2011
Banco Itaú S.A.
In Berrini
10% a.a. + TR
fev/14
24.353
5.806
Banco Itaú S.A.
Fotografia 10,3% a.a. + TR
jul/13
1.849
16.812
Banco Itaú S.A.
Antigua
10% a.a. + TR
mai/13
5.770
21.337
Banco Itaú S.A.
Andorinha 10,% a.a. + TR
mar/14
30.601
24.848
Banco Itaú S.A.
Oficina
10% a.a. + TR
fev/13
–
25.021
Banco Itaú S.A.
ID Jardim Sul 10,4% a.a. + TR
fev/13
–
13.627
Banco Itaú S.A.
Águas de Março 9,8% a.a. + TR
mai/13
25.817
19.257
Banco Itaú S.A.
Cond. Luiza 10,5% a.a. + TR
jan/13
–
41.736
Banco Itaú S.A.
Marília Vogt 10,4% a.a. + TR
ago/12
–
2.813
Banco Itaú S.A.
Quadra 193
10% a.a. + TR
mai/13
16.451
–
Banco Itaú S.A.
Rababe Holding 9,57% a.a. + TR
abr/14
24.582
7.529
Banco Itaú S.A.
The Park (Vivere) 9,57% a.a. + TR
abr/14
55.548
–
Banco Itaú S.A.
Aqua Clube 10,4% a.a. + TR
set/13
47.303
37.966
Banco Itaú S.A.
Quadra 165
10% a.a. + TR
ago/13
9.368
5.601
Banco Itaú S.A.
Niterói 10,5% a.a. + TR
nov/13
37.612
11.912
Banco Itaú S.A.
Quadra 167
10% a.a. + TR
ago/14
16.922
4.683
Banco Itaú S.A.
Curitiba Capanema
10% a.a.
jun/15
18.584
–
Banco Itaú S.A.
Curitiba Corujão
10,10% a.a.
set/15
5.227
–
Banco Itaú S.A.
Curitiba Água Verde
10% a.a + TR
out/13
59.424
13.809
Banco Itaú S.A.
Quadra 41 Jardim Sul
10% a.a + TR
mar/14
36.636
7.794
Banco Itaú S.A.
Curitiba Cabral
10% a.a.
jun/15
5.825
–
Banco Itaú S.A.
CCDI 06
9,8% a.a.
jun/14
19.151
–
Banco Itaú S.A.
Connect Campos
10,5% a.a.
nov/13
7.610
–
Banco Bradesco S.A.
Vila Marina
10% a.a. + TR
jun/13
17.711
53.246
Banco Bradesco S.A.
João Ramalho
10% a.a. + TR
mar/12
–
4.985
Banco Bradesco S.A.
Empresarial Jardim Sul 10,8% a.a. + TR
jun/12
–
22.099
Banco Bradesco S.A.
Vila Rica
10% a.a. + TR
mai/12
–
13.064
Banco Bradesco S.A.
Jacob Emerich
10% a.a. + TR
mar/12
–
20.551
Banco Bradesco S.A.
Eco’s Natureza
10% a.a. + TR
fev/12
–
19.085
Banco Bradesco S.A.
Interclube II - Lote 3 9,6% a.a. + TR
fev/13
24.117
9.949
Banco Bradesco S.A.
Interclube III - Lote 2 9,6% a.a. + TR
jun/12
–
8.656
Banco Bradesco S.A.
Interclube IV - Lote 1 9,6% a.a. + TR
jun/12
–
8.634
Banco Bradesco S.A.
Quadra 43 9,8% a.a. + TR
jun/14
11.305
2.121
Banco Bradesco S.A.
CCDI 02 9,8% a.a. + TR
jun/14
11.418
2.765
Banco Bradesco S.A.
Villa Allegra 9,8% a.a. + TR
set/13
13.507
5.608
Banco Santander S.A.
Innova I
9% a.a. + TR
abr/12
–
3.042
Banco Santander S.A.
Innova II
9% a.a. + TR
abr/12
–
12.957
Banco Santander S.A.
Innova III
9% a.a. + TR
abr/12
306
11.536
Banco Santander S.A.
Innova IV
9% a.a. + TR
jul/13
5.087
11.600
Banco Santander S.A.
Cores Jardim Sul 10,5% a.a. + TR
ago/12
–
16.905
Banco Santander S.A.
Jaw Holding 10,2% a.a. + TR
jun/13
35.878
24.442
Banco Santander S.A.
Quadra 150 10,2% a.a. + TR
mai/13
31.200
6.997
Banco do Brasil
Boa Vista 8,3% a.a + TR
out/15
–
15.686
Caixa Econômica Federal
Cores Vermelho 9,5% a.a. + TR
mai/13
–
3.982
Caixa Econômica Federal
Barrocão 8,3% a.a. + TR
mar/15
41.909
6.649
Caixa Econômica Federal
Brisas da Mata 9,5% a.a. + TR
abr/13
321
2.079
Caixa Econômica Federal
Boa Vista 8,3% a.a. + TR
dez/15
1.044
–
Caixa Econômica Federal
Campinas 8,3% a.a. + TR
jul/19
2.702
–
Caixa Econômica Federal
Campo Florido
8% a.a. + TR
jul/13
3.097
8.575
Caixa Econômica Federal
HM 01 8,3% a.a. + TR
jun/14
1.123
2.007
Caixa Econômica Federal
HM 06 8,3% a.a. + TR
abr/14
7.213
8.886
Caixa Econômica Federal
HM 11 8,3% a.a. + TR
out/14
3.399
265
Caixa Econômica Federal
HM 12 8,3% a.a. + TR
out/14
1.960
216
Caixa Econômica Federal
HM 15 8,3% a.a. + TR
ago/16
9.929
–
Caixa Econômica Federal
HM 16 8,3% a.a. + TR
set/14
5.160
5.215
Caixa Econômica Federal
HM 17 8,3% a.a. + TR
nov/14
10.477
1.911
Caixa Econômica Federal
HM 18 8,3% a.a. + TR
fev/16
9.141
1.413
Caixa Econômica Federal
HM 25 8,3% a.a. + TR
jan/17
20.961
2.230
Caixa Econômica Federal
HM 30 8,3% a.a. + TR
jan/17
18.336
–
Caixa Econômica Federal
Jaguariúna I
8% a.a. + TR
abr/13
85
194
Caixa Econômica Federal
Jaguariúna II
8% a.a. + TR
fev/14
2.030
4.778
Caixa Econômica Federal
Jaguariúna III 8,3% a.a. + TR
ago/14
23.019
9.819
Caixa Econômica Federal
Recanto dos Sonhos 8,3% a.a. + TR
mar/14
19.821
9.064
Caixa Econômica Federal
Recanto dos Sonhos 8,3% a.a. + TR
jan/15
–
6.602
Caixa Econômica Federal
Hortolândia 4A
8% a.a. + TR
set/15
31.032
–
3.703
8.614
Caixa Econômica Federal
Sumaré Matão 8,3% a.a. + TR
jan/14
815.624
616.978
Finame-Caixa Econ. Federal
Cosmópolis
6% a.a. + TR
mai/12
–
318
140
180
Financ.Veículo - Bco. Toyota
16,90% a.a.
jun/16
815.764
617.476
410.492
396.586
Parcela do circulante
405.272
220.890
Parcela do não circulante
(a) TR - Taxa Referencial.
(b) Os créditos imobiliários estão garantidos por hipotecas dos respectivos imóveis.
Determinados contratos de financiamento regem sobre o vencimento antecipado dos créditos contratados pela
Companhia em caso de descumprimento de certas obrigações, entre elas:
• Aplicação integral dos recursos no empreendimento;
• Alteração do projeto;
• Apresentar o Habite-se dentro do prazo especificado no contrato;
w w w. c c d i . c o m . b r
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 25
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
• Retardamento ou paralisação da obra por prazo superior a 90 dias;
• Falência, recuperação judicial e ou insolvência;
• Mudança do controle societário;
• Cessão ou transferência de direitos e obrigações;
• Desapropriação do imóvel em garantia;
• Alienação ou constituição de ônus ou gravames sobre o imóvel dado em garantia;
• Reforço das garantias quando solicitado pelo banco;
• Utilização de materiais em desacordo com a legislação ambiental e trabalhista;
• Manter em dia o recolhimento de impostos, taxas e contribuições relacionados ao empreendimento objeto do
financiamento;
• Protesto ação judicial ou extrajudicial do devedor, fiador ou avalista que afetem os direitos creditórios do banco.
Diante das condições citadas acima, a Companhia está adimplente com todas essas obrigações.
Em 31 de dezembro de 2012, os saldos de financiamentos registrados no não circulante possuem o seguinte
cronograma de vencimento anual:
Controladora Consolidado
2014
25.817
316.876
2015
–
86.929
–
1.467
2016
25.817
405.272
Total
A movimentação dos financiamentos no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Saldo inicial
168.444
100.889
617.476
363.236
Captações de empréstimos e financiamentos
96.666
121.357
654.434
494.820
Encargos provisionados
16.032
14.425
66.397
52.484
Amortização de juros
(10.925)
(11.195)
(51.902)
(43.328)
(181.826)
(57.032)
(470.641)
(249.736)
Amortização do principal
Saldo final
88.391
168.444
815.764
617.476
12. Debêntures
Controladora
Consolidado
Descrição
Encargos
Vencimento 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Série única (a)
100% CDI +
1,9% a.a.
dez/15
801.751
400.969
801.751
400.969
180 dias Após
Série única (b)
conclusão
10,45% a.a. +
–
–
119.963
12.614
da Obra
TR
Total das debêntures
801.751
400.969
921.714
413.583
Custos de transação
(2.924)
(2.551)
(2.924)
(2.551)
a amortizar
798.827
398.418
918.790
411.032
Total das debêntures
Debêntures
1.751
969
1.751
969
Custos de transação
(917)
(733)
(917)
(733)
a amortizar
Circulante
834
236
834
236
Debêntures
800.000
400.000
919.963
412.614
Custos de transação
(2.007)
(1.818)
(2.007)
(1.818)
a amortizar
Não Circulante
797.993
398.182
917.956
410.796
Em 31 de dezembro de 2012, os saldos de debêntures registrados no não circulante possuem o seguinte
cronograma de vencimento anual:
Controladora Consolidado
2014
200.000
200.000
2015
200.000
200.000
2016
–
–
2017
80.000
199.963
2018
120.000
120.000
200.000
200.000
2019
800.000
919.963
A movimentação das debêntures no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Saldo inicial
398.418
397.865
411.032
397.865
Emissão de debêntures
400.000
–
500.586
12.500
Custo na emissão de debêntures
–
–
Encargos provisionados
42.794
53.074
49.556
53.188
Amortização do principal
(42.385)
–
(42.384)
–
Amortização de juros
–
(53.251)
–
(53.251)
–
730
–
730
Reconhecimento dos custos de emissão
798.827
398.418
918.790
411.032
Saldo final
(a) Saldo refere-se à 1ª emissão de 400 debêntures simples, em 23 de dezembro de 2009, não conversíveis em
ações, da espécie quirografária, em série única, com valor nominal unitário de R$1.000, objeto de distribuição
pública, em regime de garantia firme, com esforços restritos de colocação nos termos da Instrução CVM nº 476,
de 16 de janeiro de 2009, e dispensa de registro na CVM. Conforme 1º aditivo contratual denominado “Primeiro
Aditamento ao Instrumento Particular de Escritura da primeira emissão de Debêntures Simples, não conversíveis
em ações, da espécie quirografária, em série única, para distribuição pública com esforços restritos, da Camargo
Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A.”, datado de 24 de dezembro de 2010, o vencimento foi alterado de
23 de dezembro de 2012 para 23 de dezembro de 2015, ressalvadas as hipóteses de vencimento antecipado
previstas na escritura de emissão, entre as quais destacamos: (i) descumprimento, pela Companhia, de qualquer
obrigação não pecuniária relacionada às debêntures; (ii) mudança ou transferência, a qualquer título, do controle
societário da Companhia; (iii) transformação da Companhia em sociedade limitada; e (iv) caso haja decretação
do vencimento antecipado de qualquer operação financeira (empréstimos locais, estrangeiros, instrumento
derivativo e outras operações similares).
As debêntures fazem jus ao pagamento de juros remuneratórios correspondentes a 100% da variação acumulada
das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI, “over extra grupo” (“Taxa DI”), calculadas e
divulgadas pela CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, acrescida de 1,9%, expressa na forma
percentual ao ano, base 252 dias úteis. O pagamento dos juros remuneratórios será realizado semestralmente,
a partir da data de emissão, sendo o primeiro pagamento devido em 23 de junho de 2010 e o último em
23 de dezembro de 2015.
(b) Em 30 de novembro de 2011, a controlada Vila Olímpia Participações S.A. emitiu 120.000.000 de debêntures,
em série única, não conversível em ações, cujo valor nominal de cada debênture é de R$1,00 na data de emissão.
A remuneração é de 100% da variação da TR do exercício, acrescida de juros de 10,45% ao ano.
Os recursos captados pela emissora serão utilizados única e exclusivamente para integralização do capital social
da Viol SPE S.A. (descrita na nota nº 8 no item 11), para construção e desenvolvimento do empreendimento
imobiliário que constitui o objetivo social específico da Viol SPE S.A. O vencimento ocorrerá 180 dias a partir da
data de expedição do auto de conclusão da obra, a ser expedido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, relativo
à última das duas torres componentes do empreendimento. O valor nominal e de remuneração das
debêntures deverão ser pagos em uma única parcela na data de vencimento. A Companhia é garantidora solidária
das debêntures.
Em 30 de novembro de 2011, a Participações Morro Vermelho S.A. (“PMV”), controladora indireta da Companhia,
subscreveu as 120.000.000 de debêntures, pelo valor unitário de R$1,00. Até o período findo em 31 de dezembro
de 2012 a PMV integralizou 113.086.000 debêntures, as quais perfazem o saldo de R$119.963. As 6.914.000
debêntures restantes serão integralizadas em etapas, de acordo com cronograma estipulado, até dezembro de
2012. Nos termos vinculantes do instrumento particular de “Escritura de Debêntures”, no caso de alienação pela
Viol SPE S.A. da totalidade das unidades autônomas do empreendimento de propriedade indireta da Vila Olímpia
Participações S.A., a Participações Morro Vermelho S.A. poderá declarar o vencimento antecipado das debêntures
e exigir o valor do principal e da remuneração devido naquele momento.
É facultado ao Agente Fiduciário, declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações relativas às Debêntures
para os casos abaixo:
• Não pagamento das obrigações pecuniárias previsto na escritura;
• Decretação do vencimento antecipado de qualquer operação financeira da Emissora ou Controladas, cujo valor
agregado supere R$10.000.000,00 (dez milhões de reais);
• Mudança ou transferência de controle societário da emissora de forma que seus controladores passem a
possuir menos de 50% mais uma ação do seu capital votante;
• Protesto ou Ação Judicial transitada e julgada em valor superior a R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) e não
liquidada dentro do prazo legal;
• Falência, recuperação judicial e ou insolvência da emissora ou controlada;
• Ato Governamental com objetivo de sequestrar, expropriar, nacionalizar ou desapropriar ativos, propriedades ou
ações do capital da emissora;
• Autuações de caráter fiscal, ambiental ou defesa da concorrência superior a R$10.000.000,00 (dez milhões de
reais) não justificadas dentro do prazo legal;
• Transformação da emissora em sociedade limitada;
• Atos que dependem da anuência dos Debenturistas;
• Alteração substancial das atividades da emissora;
• Redução do capital e/ou alteração do estatuto que afetem o cumprimento das obrigações da emissora;
• Pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio caso a emissora esteja inadimplente com suas
obrigações pecuniárias;
• Transferência ou cessão de direitos e obrigações;
13. Provisões para Demandas Administrativas e Judiciais
A Companhia e suas controladas são partes envolvidas em processos judiciais de natureza trabalhista, tributária
e cível, que se encontra em fase de defesa administrativa ou em trâmite na esfera judicial.
Em bases periódicas, a Administração revisa o quadro de riscos conhecidos, avalia as chances de perdas e
ajusta a respectiva provisão considerando a opinião de seus assessores jurídicos internos e externos e demais
dados disponíveis nas datas dos balanços, tais como a natureza dos processos e a experiência.
A movimentação dos montantes provisionados, segundo a natureza dos respectivos processos, é como segue:
Controladora
31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Adições
Trabalhistas
29
250
(88)
191
302
Fiscais
393
121
(272)
242
122
220
9
(228)
1
5.335
Cíveis
642
380
(588)
434
5.759
Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia e suas controladas estão envolvidas em processos no montante de
R$36.193 (R$25.723 em 31 de dezembro de 2011), relacionados a riscos cuja probabilidade de perda é
considerada como possível, sendo parte substancial desse montante relativa a processos cíveis. A HM está
envolvida em processos de natureza cível, que totalizam R$20.257 (R$19.761 em 31 de dezembro de 2011).
Conforme contrato celebrado com os antigos proprietários da HM, estes se comprometeram a reembolsar a
Companhia no caso de eventual perda relativa a qualquer processo originado em data anterior à aquisição.
14. Obrigações pela Compra de Terrenos
Controladora
Consolidado
Indexador 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Obrigações pela compra de terrenos –
–
1.556
12.770
Espécie
INCC/IGP-M
–
–
1.556
12.770
Total
Passivo circulante
–
–
1.556
7.349
Passivo não circulante
–
–
–
5.421
Em 31 de dezembro de 2012, as parcelas de obrigação pela compra de terrenos do não circulante possuem
previsão para liquidação no ano de 2014.
Controladora
Consolidado
Indexador 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Obrigações pela compra de terrenos 152.922
181.273
433.071
708.395
Permuta financeira
INCC
152.922
181.273
433.071
708.395
Total
Passivo circulante
32.306
43.083
266.730
199.065
Passivo não circulante
120.616
138.190
166.341
509.330
O ajuste a valor presente registrado sobre os referidos montantes é de R$18 (R$594 em 31 de dezembro de
2011) na controladora e R$1.221 em 31 de dezembro de 2012 (R$7.647 em 31 de dezembro de 2011) no
consolidado.
Em 31 de dezembro de 2012, as parcelas de obrigações pela compra de terrenos do não circulante são
classificadas pela Administração com base na expectativa dos prazos de lançamento e entrega dos
empreendimentos imobiliários e possuem o seguinte cronograma anual de vencimento:
Controladora Consolidado
2013
133
9.624
2014
–
36.234
120.483
120.483
2015
120.616
166.341
Total
15. Adiantamento de Clientes
Conforme orientação técnica OCPC 01 (R1), do montante total registrado na rubrica de “adiantamento de
clientes” totalizados em R$261.121 (circulante e não circulante), R$261.023 são valores relativos de permutas
físicas em 31 de dezembro de 2012 (R$335.132 em 31 de dezembro de 2011).
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Circulante
–
–
18.816
43.016
–
–
242.305
292.116
Não circulante
–
–
261.121
335.132
16. Patrimônio Líquido
O capital social em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 é de R$540.189 e está representado por 109.386.561 ações
ordinárias sem valor nominal.
16.1. Destinações do resultado do exercício
De acordo com o Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido do exercício tem a seguinte destinação:
(i) 5% para reserva legal, até atingir 20% do capital social ou quando o saldo da reserva legal acrescido das
reservas de capital exceder 30% do capital social; (ii) 15% do saldo remanescente para pagamento de dividendos
obrigatórios.
Baixas
(76)
–
–
(76)
31/12/2012
417
364
5.336
6.117
31/12/2010
161
393
952
1.506
Adições
612
271
1.518
2.401
Baixas
(473)
(272)
(435)
(1.180)
Consolidado
31/12/2011 Adições
300
2.294
392
193
2.035
5.931
2.727
8.418
Baixas
(371)
–
(781)
(1.152)
31/12/2012
2.223
585
7.185
9.993
A Companhia destinou seu lucro conforme demonstração:
Lucro líquido do exercício de 2012
82.666
(–) Constituição de reserva legal (5%)
(4.133)
Dividendos Propostos (R$0,10 por ação)
(11.780)
(–) Constituição de reserva de investimentos
(66.753)
16.2. Reservas de lucros e distribuição de dividendos
Reserva legal e retenção de lucros
O estatuto social da Companhia prevê que o lucro líquido do exercício, após a destinação da reserva legal, na
forma da lei, poderá ser destinado para a reserva de contingências, a retenção de lucros prevista em orçamento
de capital a ser aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas ou a reserva de lucros a realizar, observado o
artigo 198 da Lei nº 6.404/76.
16.3. Ações em tesouraria
Em 29 de novembro de 2012, os acionistas aprovaram a retificação do número de ações em 3.613.439,
provenientes do resgate de ações remanescentes da OPA, restando um saldo de 51.694 ações em tesouraria e
que serão canceladas.
16.4. Adiantamento para futuro aumento de capital
Em 30 de outubro de 2012 a Holding Camargo Corrêa S.A. aportou na companhia o montante de R$20.020 a
título de adiantamento para futuro aumento de capital, utilizado para resgate de ações em decorrência do
fechamento do capital da Companhia.
16.5. Programa de Incentivo de Longo Prazo
Em 01 de novembro de 2012 deu-se o encerramento do Programa de Incentivo de Longo Prazo (ILP) e
cancelamento das outorgas concedidas em virtude do fechamento de capital.
16.6. Opções de Ações
Em 01 de novembro de 2012 em virtude do cancelamento das outorgas, foi revertido o montante total destinado
ao stock-options no valor de R$784.
17. Imposto de Renda e Contribuição Social
O imposto de renda e a contribuição social diferidos são constituídos sobre as diferenças temporárias entre a
base fiscal e a base contábil de ativos e passivos, incluindo a diferença entre os critérios para reconhecimento
das receitas, dos custos e das despesas pelo método do custo incorrido da obra comparados com os critérios
utilizados para fins fiscais.
Os saldos dos impostos diferidos são como segue:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
No ativo:
Prejuízo fiscal e base negativa de
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
–
4.494
–
4.494
Diferenças temporárias
1.807
5.530
4.727
6.730
1.807
10.024
4.727
11.224
No passivo:
Diferença no reconhecimento do resultado
da venda de unidades imobiliárias:
Circulante
256
–
37.997
16.153
Não circulante
23
1.957
4.263
20.283
Total
279
1.957
42.260
36.436
O PIS e a COFINS diferidos, também são registrados para refletir os efeitos fiscais decorrentes de diferenças
temporárias entre a base fiscal, que determina a tributação, conforme o recebimento (Instrução Normativa
nº 84/79 SRF) e a efetiva apropriação do lucro imobiliário.
w w w. c c d i . c o m . b r
26 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
A apuração dos impostos diferidos e correntes para os exercícios estão apresentadas a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda
e da contribuição social
89.206
(191.649)
129.941
(165.821)
Alíquota vigente
34%
34%
34%
34%
Expectativa de benefícios (despesa)
de imposto de renda e contribuição social
(30.330)
65.161
(44.180)
56.379
Efeito do imposto de renda e da contribuição
social sobre as diferenças permanentes:
Equivalência patrimonial
52.398
(24.000)
–
–
Adições permanentes, líquidas das exclusões
1.437
(989)
1.484
(750)
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa durante
o período, não reconhecidos em exercícios anteriores
–
–
6
15
Reversão do efeito da tributação do lucro real
das sociedades optantes pelo lucro presumido
–
–
61.182
(13.370)
Tributação pelo regime de lucro presumido, utilizando
a receita bruta de vendas como base para cálculo
–
–
(37.432)
(28.712)
Outros
–
(4.665)
2.254
(3.883)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
não constituídos sobre prejuízos fiscais (*)
(30.045)
(36.660)
(30.594)
(36.660)
Receita (despesa) contabilizada
(6.540)
(1.153)
(47.280)
(26.981)
Imposto de renda e contribuição social - correntes
–
–
(31.648)
(24.395)
Imposto de renda e contribuição social - diferidos
(6.540)
(1.153)
(15.632)
(2.586)
(*) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia não constituiu créditos de imposto de renda e contribuição social
diferidos sobre os saldos de prejuízos fiscais, base negativa e diferenças temporárias no montante de R$30.045,
em virtude de não atender a todos os requisitos das práticas contábeis adotadas no Brasil para esse
reconhecimento.
O montante acumulado de prejuízo fiscal e base negativa pela Companhia em 31 de dezembro de 2012 é de
R$430.888. De acordo com a legislação fiscal vigente, prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social não
estão sujeitos a prazo de prescrição, mas sua utilização está limitada a 30% dos lucros anuais tributáveis futuros.
Em 31 de dezembro de 2012 a controladora da Companhia reverteu todo seu Ativo Diferido sobre Prejuízo Fiscal
e Diferenças Temporárias no montante de R$10.024, por não existir expectativa de realização de lucros nos
próximos anos.
18. Instrumentos Financeiros
18.1. Estrutura de capital
A estrutura de capital da Companhia é representada por capitais próprios e de terceiros, sendo os capitais de
terceiros substancialmente compostos por empréstimos, financiamentos e debêntures, detalhados nas
notas explicativas nº 11 e nº 12, deduzidos pelo caixa e títulos e valores mobiliários. Essa estrutura é considerada
adequada pela Administração.
18.2. Categorias de instrumentos financeiros
Notas
Controladora
Consolidado
Explicativas 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Ativos financeiros
Avaliados pelo método do custo amortizado:
Caixa e equivalentes de caixa
(4)
405.692
14.953
449.682
50.539
Títulos e valores mobiliários
(5)
–
621
130.554
4.742
Valor justo ao resultado:
Títulos e valores mobiliários
(5)
57.851
18.096
101.462
72.756
Passivos financeiros
Custo amortizado:
Empréstimos e financiamentos
(11)
88.391
168.444
815.764
617.476
Debêntures
(12)
798.827
398.418
918.790
411.032
Obrigações por compra de terreno
(14)
152.922
181.273
434.627
721.165
Fornecedores
6.965
12.130
42.323
53.747
Partes relacionadas
(19)
135.310
40.150
1.213
1.407
18.3. Objetivos da administração dos riscos financeiros
O Departamento de Tesouraria Corporativa do Grupo Camargo Corrêa presta serviços às empresas, coordena o
acesso aos mercados financeiros domésticos e estrangeiros e monitora e administra os riscos financeiros
relacionados às operações do Grupo Camargo Corrêa por meio de relatórios de riscos internos que analisam as
exposições por grau e relevância dos riscos. Esses riscos incluem o risco de mercado (inclusive risco de moeda,
risco de taxa de juros e outros riscos de preços), o risco de crédito e o risco de liquidez.
18.4. Gestão de risco de crédito
O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando
a Companhia a incorrer em perdas financeiras. A Companhia adota a política de apenas negociar com clientes e
instituições financeiras que possuam capacidade de crédito. Adicionalmente, as vendas são garantidas pelos
próprios imóveis.
18.5. Gestão do risco de taxa de juros
A Companhia está exposta ao risco de taxa de juros, uma vez que ela e suas controladas obtêm empréstimos
com taxas de juros prefixadas e índices de correção de mercado. Esse risco é administrado pela Companhia
através da negociação de taxas de juros em níveis compatíveis com o mercado.
• Análise de sensibilidade da taxa de juros
Em 31 de Dezembro de 2012, a análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros ativos e passivos, expostos
às variações de taxas de juros, e os seus respectivos impactos no resultado do exercício estão demonstrados
para o exercício de 360 dias, conforme segue:
Controladora
Operação
Risco
Cenário I Cenário II Cenário III
Exposição a índices variáveis:
Ativo:
CDI
Decréscimo do índice
4.078
3.059
2.039
Passivo:
TR
Acréscimo do índice
9
11
13
CDI
Acréscimo do índice
56.317
70.397
84.476
IPCA
Acréscimo do índice
8.029
10.036
12.043
Consolidado
Operação
Risco
Cenário I Cenário II Cenário III
Exposição a índices variáveis:
Ativo:
CDI
Decréscimo do índice
16.357
12.268
8.179
Passivo:
TR
Acréscimo do índice
82
102
122
CDI
Acréscimo do índice
64.775
80.968
97.162
IPCA
Acréscimo do índice
72
90
108
O cenário I reflete as expectativas para 360 dias, a partir da data do balanço, disponibilizadas no mercado
financeiro para cálculo dos valores futuros de tais operações, sendo 7,05% ao ano para o CDI, 5,93% ao ano para
o IPCA e 0,01% ao ano para a TR. O cenário I representa as melhores estimativas da Companhia, considerando
as informações disponíveis no momento de encerramento das demonstrações financeiras. O cenário II considera
uma alta ou queda dos índices variáveis, dependendo da natureza do risco, de 25%, e o cenário III, de 50%.
A Companhia e suas controladas estão expostas a taxas de juros flutuantes, principalmente relacionadas às
variações da TR, do IPCA e do CDI, nos empréstimos, debêntures e partes relacionadas a pagar. As aplicações
financeiras são, na sua maioria, vinculadas à variação do CDI.
Durante o período findo em 31 de dezembro de 2012 e 2011, não há contratos vigentes relativos a operações
com derivativos na Companhia.
18.6. Gestão do risco de liquidez
A responsabilidade final pelo gerenciamento do risco de liquidez é do Conselho de Administração, que elaborou
um modelo para o gerenciamento das necessidades de captação e gestão de liquidez no curto, médio e longo
prazo. A Companhia e suas controladas gerenciam o risco de liquidez mantendo adequadas reservas, linhas de
crédito bancárias e linhas de crédito para captação de empréstimos que julgue adequados, através do
monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais, e pela combinação dos perfis de vencimento dos
ativos e passivos financeiros.
18.7. Valor justo dos instrumentos financeiros
Os valores contábeis dos instrumentos 31 de dezembro de 2012 e de 2011, que se encontram registrados pelo
custo amortizado, de acordo com a nota nº 18.2, aproximam-se do valor justo, uma vez que a natureza e a
característica das condições contratadas se assemelham àquelas disponíveis no mercado nas datas dos
balanços.
18.8. Valor justo dos instrumentos financeiros: Mensurações ao valor justo reconhecidas no balanço
patrimonial
Os instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial são agrupados pelos
níveis 1 a 3 com base no grau observável do valor justo:
- Mensurações de valor justo de nível 1 são obtidas de preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para
ativos ou passivos idênticos.
- Mensurações de valor justo de nível 2 são obtidas por meio de outras variáveis além dos preços cotados
incluídos no nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo diretamente (ou seja, como preços) ou
indiretamente (ou seja, com base em preços).
- Mensurações de valor justo de nível 3 são obtidas por meio de técnicas de avaliação que incluem variáveis para
o ativo ou passivo, mas que não têm como base os dados observáveis de mercado (dados não observáveis).
Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os únicos montantes classificados a valor justo, conforme a nota nº 18.2,
referem-se aos títulos e valores mobiliários, cuja mensuração utilizou valores disponíveis de negociação em
mercados ativos e, consequentemente, foi classificada no nível 1.
19. Partes Relacionadas
Controladora
31/12/2012
31/12/2011
Ativo Não
Passivo Ativo Não
Passivo
Circulante Circulante Circulante Circulante
Classificados como partes relacionadas:
Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Camargo Corrêa S.A.
CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI Empresarial Jardim Sul Empreendimentos
CCDI Jaw Holding Participações Ltda.
CCDI Rameu Holding Participações Ltda.
Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI Alpan Alphavile Empreendimento SPE Ltda.
CCDI Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento
Imobiliário SPE Ltda.
Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda.
Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a)
Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Curitiba Cabral Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Cyrela Commercial Properties S.A.
Empreendimentos e Participações
HM Engenharia e Construções S.A.
Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
JSL Participações Ltda.
Kallas Incorporações e Construções Ltda.
Lote 27 RJ Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Rio de Janeiro Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
TPA Participações Ltda.
Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Vila Olímpia Participações S.A.
VIOL Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Outros
Total
99
112
–
19
3
8.630
–
105
–
–
–
19.243
8.919
5
–
31
–
1.000
–
–
–
1.280
–
–
–
–
43
–
–
–
–
128
–
–
8.919
–
–
–
–
–
–
7.275
–
–
–
–
–
617
82
1
–
–
29.383
604
1.690
516
17.000
–
1.727
2.740
–
–
–
–
–
–
–
–
–
203
–
336
–
–
–
–
–
–
–
187
56
–
46
–
–
8.756
–
–
–
920
–
3.000
1
–
–
–
410
–
410
–
810
6.710
–
5.900
32
8.016
–
–
–
300
–
–
–
6.000
–
5.500
61
1.150
–
–
98
–
31
–
128
2.000
–
–
92
2.000
–
–
105
2.000
26
–
39
2.000
–
–
218
–
55
–
219
–
54
–
170
5.350
44
–
–
–
–
8.030
91
–
–
–
184
–
–
–
–
1.800
–
–
251
–
–
–
3.497
–
–
–
–
4.170
–
–
1.056
–
1.056
–
686
–
685
–
–
–
121
800
17.872
135.310
2.699
40.150
Controladora
31/12/2012
31/12/2011
Resultado/
Despesas Resultado/
Despesas
Custos Administrativas
Custos Administrativas
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a)
–
6.797
–
8.140
Malta Vigilância e Segurança Ltda.
–
118
–
547
Condomínio Centro Empresarial Camargo Corrêa
–
499
–
1.877
Camargo Corrêa S.A.
–
38
–
86
Participações Morro Vermelho S.A.
–
325
–
1.051
InterCement Brasil S.A. (b)
262
–
2.615
–
HM Engenharia e Construções S.A.
–
8
–
–
–
1
–
–
Ralien Empreendimentos Imobiliários
262
7.786
2.615
11.701
Total
Controladora - Passivo
31/12/2012
31/12/2011
Não
Não
Circulante
Circulante Circulante
Circulante
Classificados como outros créditos,
fornecedores e contas a pagar:
Fazenda Guariroba (c)
43
–
46
–
Conquista Imobiliária Ltda. (c)
807
3.573
12.750
20
Regimar Comercial S.A. (c)
–
555
5.051
13
22.022
647
9.681
17.323
Triunfo Imobiliária Ltda. (c)
Total
22.872
4.775
27.528
17.356
Consolidado
31/12/2012
31/12/2011
Ativo Não
Passivo Ativo Não
Passivo
Circulante
Circulante Circulante
Circulante
Classificados como partes relacionadas:
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a)
617
538
–
388
Cyrela Commercial Properties S.A.
Empreendimentos e Participações
–
–
–
187
Antigos proprietários da HM
–
–
1.899
–
HM (d)
1.866
–
–
–
Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
–
418
–
418
8
257
85
414
Outros
2.491
1.213
1.984
1.407
Total
Consolidado
31/12/2012
31/12/2011
Resultado/
Despesas Resultado/
Despesas
Custos Administrativas
Custos Administrativas
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a)
–
7.219
4
8.657
Malta Vigilância e Segurança Ltda.
–
1.087
–
640
Condomínio Centro Empresarial Camargo Corrêa
–
1.621
–
2.077
Camargo Corrêa S.A.
–
38
–
86
Participações Morro Vermelho S.A.
–
6.025
34
1.050
HM Engenharia e Construções S.A.
–
430
–
404
InterCement Brasil S.A (b)
10.549
–
17.764
–
Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda.
–
1
–
–
CBC - Companhia Brasileira de Concretos
4.424
–
–
–
Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A.
–
2.523
–
–
–
1
–
–
Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
Total
14.973
18.945
17.802
12.914
Consolidado - Passivo
31/12/2012
31/12/2011
Não
Não
Circulante Circulante
Circulante
Circulante
Classificados como fornecedores,
adiantamento de clientes e contas a pagar:
Fazenda Gariroba (c)
43
–
46
–
Conquista Imobiliária Ltda. (c)
10.362
10.672
12.750
20
Regimar Comercial S.A. (c)
23.973
8.358
5.051
13
Triunfo Imobiliária Ltda. (c)
24.579
21.166
9.681
17.323
–
216.000
–
216.000
Participações Morro Vermelho S.A. (e)
Total
58.957
256.196
27.528
233.356
(a) Refere-se à prestação de serviços administrativos, contábeis, financeiros e de tecnologia da informação.
(b) Refere-se à compra de insumos relativos à realização dos empreendimentos.
(c) Contratos de compra e venda de terreno, com partes relacionadas indiretas, valorizados entre 11% e 18% do
VGV, liquidados em moeda corrente, de acordo com os recebíveis decorrentes das vendas das unidades
imobiliárias autônomas de cada empreendimento constituído sobre o terreno objeto. Os cronogramas de
vencimento são vinculados aos contratos de venda de unidades imobiliárias.
(d) Refere-se à contingência dos antigos proprietários da HM, que serão responsáveis pelo reembolso de todas
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Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 27
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
as eventuais perdas relativas a qualquer processo originado em data anterior à aquisição da HM pela Companhia.
(e) Conforme contrato de aquisição de participação na subsidiária Vila Olímpia Participações S.A. (nota nº 8), que
determina a contribuição pela Companhia de 90% e 10% pelas Participações Morro Vermelho S.A. nos custo de
construção, além de outras obrigações e contribuições, a Participações Morro Vermelho S.A. contribui com o
terreno onde se instalará o futuro empreendimento imobiliário. O terreno foi registrado pelo valor justo de
R$216.000 em contrapartida ao direito de obter 40% das unidades a serem construídas.
Conforme descrito na nota nº 12, em 30 de novembro de 2011, a Participações Morro Vermelho S.A. subscreveu
120.000.000 de debêntures emitidas pela Viol SPE S.A., as quais serão integralizadas conforme cronograma
estipulado entre as partes. Nos termos vinculantes da Escritura de Emissão e do Boletim de Subscrição, as
partes declaram em caráter irrevogável e irretratável que conhecem e aderirão a todas as disposições constantes
nesses documentos.
20. Receita Operacional Líquida
A seguir está demonstrada a conciliação entre a receita bruta e a receita líquida apresentada nas demonstrações
do resultado anual:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Receita bruta
190.315
188.582
1.330.795
990.875
Impostos sobre vendas
(9.315)
(13.107)
(44.408)
(43.942)
Receita líquida
181.000
175.475
1.286.387
946.933
A receita bruta está representada por:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Vendas de imóveis
188.533
186.752
1.317.567
980.689
Prestação de serviços
–
–
2.443
4.641
Locação de imóveis
–
–
21
–
Outras receitas operacionais:
Receita de renegociação de negócios
955
1.518
6.413
3.870
Indenizações
–
10
–
127
Multas contratuais
827
302
4.351
1.548
Total
190.315
188.582
1.330.795
990.875
21. Despesas por Natureza
Estão representadas por:
Controladora
31/12/2012 31/12/2011
Com vendas:
Despesa com propaganda e publicidade
47
(1.080)
Despesa com comissões e corretagens
(12)
(749)
Despesa com estande decorado
(390)
(327)
(908)
(406)
Outras
(1.263)
(2.562)
Subtotal
Gerais e administrativas e remuneração da administração:
Despesa com salários e encargos
(21.287)
(37.242)
Despesa com benefícios aos empregados
(1.897)
(2.503)
Despesa de depreciação e amortização
(1.500)
(1.246)
Despesa com serviços e consultorias
(20.022)
(12.136)
Despesa com aluguéis e condomínios
(3.273)
(3.953)
Despesa com impostos, taxas e contribuições
(175)
(548)
Despesa com riscos e litígios
(502)
(4.984)
(4.016)
(4.762)
Demais despesas
(52.672)
(67.374)
Subtotal
Controladora
31/12/2012 31/12/2011
Provisão para perdas em atraso de obras (*)
5.527
(7.444)
Outras despesas
(1.015)
(1.420)
(815)
–
Baixa do ativo imobilizado
(6.410)
135
Outras receitas
(2.713)
(8.729)
Subtotal - Outras receitas (despesas) líquidas
(56.648)
(78.665)
Total de despesas operacionais, líquidas
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
Com vendas:
Despesa com propaganda e publicidade
(2.983)
(16.036)
Despesa com comissões e corretagens
(7.713)
(5.407)
Despesa com estande decorado
(2.447)
(8.564)
(7.254)
(3.775)
Outras
(20.397)
(33.782)
Subtotal
Gerais e administrativas e remuneração da administração:
Despesa com salários e encargos
(34.612)
(46.906)
Despesa com benefícios aos empregados
(4.859)
(6.304)
Despesa de depreciação e amortização
(3.007)
(2.658)
Despesa com serviços e consultorias
(27.648)
(17.068)
Despesa com aluguéis e condomínios
(5.207)
(5.159)
Despesa com impostos, taxas e contribuições
(1.249)
(1.617)
Despesa com riscos e litígios
(735)
(5.271)
Despesas com telecomunicação
(463)
(475)
Despesas com pós-obras
(657)
(798)
Despesas com feiras, exposições e eventos
(468)
(227)
Despesas com viagens e estadias - Nacionais
(1.316)
(1.640)
Despesas legais
(1.212)
(1.451)
Despesas com indenização crédito clientes
(903)
(1.800)
Despesas com propaganda e publicidade
(642)
(1.013)
Despesas com materiais diversos
(590)
(554)
Despesas diversas
(8.967)
(7.991)
(92.535)
(100.932)
Subtotal
Outras receitas (despesas), líquidas:
Provisão para perdas em atraso de obras (*)
2.522
(20.372)
Perda na participação desproporcional do consórcio
–
(5.477)
Baixa do ativo imobilizado
(815)
(294)
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
Provisão para perdas nos estoques
(7.115)
(7.866)
Outras despesas não operacionais
(27)
34
(1.640)
(682)
Despesas diversas HM
(7.075)
(34.657)
Subtotal - Outras receitas (despesas) líquidas
Resultado na alienação de investimento (a)
(6.422)
–
Receita sobre distrato de unidades
–
725
Receita venda Imóvel Rua Oscar G. e Muniz de Souza
–
5.150
325
54
Receitas diversas
(6.097)
5.929
Subtotal - outras receitas (despesas) líquidas
(126.104)
(163.442)
Total de despesas operacionais, líquidas
(*) Refere-se à provisão para perda com indenização a clientes por atraso de obra já esperado, devido à revisão
do cronograma de entrega dos empreendimentos.
O montante de R$5.623 refere-se à reversão da provisão dos empreendimentos Antígua, Andorinha e Oficina,
visto que todos foram entregues em 2012.
(a) Perda na alienação do investimento na Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.
22. Margem do Resultado dos Exercícios Futuros
Em decorrência do procedimento determinado pela Deliberação CVM 561/08 (OCPC 01 (R1)), alterada pela
Deliberação 624/10, os saldos de receitas de vendas e correspondentes custos orçados, referentes às unidades
vendidas e com os custos ainda não incorridos, não estão refletidos nas demonstrações financeiras da Companhia
e de suas controladas. Os principais saldos a serem refletidos à medida que os custos incorrem podem ser
apresentados conforme abaixo:
a) Operações imobiliárias contratadas a apropriar das obras em andamento acumulado:
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
(+) Receita bruta total de vendas
5.674.676
4.900.764
(–) Receita bruta total apropriada
4.639.004
3.167.751
(=) Saldo de receita apropriada
1.035.672
1.733.013
Custo total dos imóveis vendidos
4.093.013
3.445.210
Custo total apropriado
3.402.538
2.360.974
Saldo do custo apropriar
690.475
1.084.235
Margem do Resultados de Exercícios Futuros (REF)
345.197
648.778
b) Compromissos com custos orçados de unidades vendidasw:
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
Circulante
606.606
983.149
Não Circulante
83.869
101.086
690.475
1.084.235
23. Resultado Financeiro
Controladora
31/12/2012 31/12/2011
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
Despesas financeiras:
Juros e variação monetária
(3.646)
(1.251)
(16.108)
(8.502)
Despesas bancárias
(1.308)
(978)
(3.424)
(1.894)
Descontos concedidos
(3.928)
(2.291)
(8.190)
(4.910)
Juros sobre debêntures
(42.057)
(53.074)
(42.052)
(53.188)
Multa e juros sobre obrigações
(112)
(187)
(1.780)
(654)
Imposto sobre Operações Financeiras - IOF
(164)
(105)
(1.034)
(462)
Outras
(3)
(1)
(1.134)
(43)
Total de despesas financeiras
(51.218)
(57.887)
(73.722)
(69.653)
Receitas financeiras:
Juros ativos
1.685
757
7.315
3.407
Descontos obtidos
13
29
115
211
Rendimento financeiro
3.376
8.308
10.090
17.296
Variação monetária
10.455
2.674
20.516
5.707
Outras
1.053
114
1.964
593
Total de receitas financeiras
16.582
11.882
40.000
27.214
Resultado financeiro
(34.636)
(46.005)
(33.722)
(42.439)
24. Benefícios a Empregados
24.1. Previdência privada
A Companhia possui plano de previdência privada complementar onde oferece duas modalidades de planos de
benefícios definidos, que substancialmente cobrem todos os seus empregados, sendo que ambos exigem que as
contribuições sejam feitas a fundos separados dos fundos próprios da Companhia.
Os planos são previsíveis e passíveis de controle e administração, apresentando nas modalidades de contribuição
a serem definidas pelo empregado entre PGBL (1) e VGBL (2). Essas modalidades podem ser alteradas pelos
funcionários anualmente.
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2012, a Companhia contribuiu com o montante total de R$206
(R$198 em 31 de Dezembro de 2011) com previdência privada aos profissionais participantes deste benefício.
(1) PGBL o participante poderá deduzir suas contribuições da base de cálculo do IR até o limite de 12% da sua
renda bruta anual tributável e os benefícios ou resgates serão tributados em sua totalidade.
(2) VGBL não é permitido efetuar deduções na base de cálculo do IR e a tributação, em caso de benefício ou
resgate, incidirá somente sobre os rendimentos.
24.2. Outros benefícios a empregados
São concedidos ainda outros benefícios aos empregados, tais como auxílio-médico, auxílio-alimentação, seguro
de vida em grupo, auxílio-acidente de trabalho, auxílio-transporte, treinamentos e outros.
24.3. Remunerações dos administradores
Em 11 de junho de 2012, o valor da remuneração de curto prazo do Conselho de Administração, do Conselho
Fiscal e dos Diretores Estatutários para o exercício de 2012 foi fixado em até R$4.945, não incluídos encargos
sociais, acrescido de provisão de férias e benefícios de qualquer natureza, conforme deliberação das Assembleias
Gerais Ordinária e Extraordinária.
Os montantes referentes à despesa com remuneração do Conselho de Administração, dos Diretores Estatutários
e não Estatutários e do Conselho Fiscal nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 estão
demonstrados a seguir:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Curto prazo:
Salários, remuneração variável e outros benefícios (*)
1.386
4.895
3.113
6.746
Salários, remuneração variável e outros benefícios Diretoria não estatutária e conselho fiscal
2.730
1.368
2.730
1.368
Encargos
1.004
1.136
1.635
1.813
Longo prazo (benefícios pós-emprego):
Previdência privada
32
50
32
50
Previdência privada - Diretoria não estatutária
33
15
33
15
Opções de ações
–
26
–
26
Total da remuneração
5.185
7.490
7.543
10.018
(*) Remuneração do Conselho de Administração e dos Diretores Estatutários.
25. Seguros
A Companhia e suas controladas mantêm política de efetuar cobertura de seguros de forma global para os bens
do imobilizado sujeitos a riscos, como incêndio, roubos, danos materiais e lucros cessantes.
A cobertura contratada é considerada suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seus
ativos e/ou responsabilidades.
As premissas adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte por escopo de auditoria das demonstrações
financeiras. Consequentemente, não foram auditadas pelos nossos auditores independentes.
26. Lucro por Ação
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Lucro básico/diluído por ação
0,76
(1,69)
0,76
(1,69)
Lucro básico por ação das operações
0,73
(1,71)
0,73
(1,71)
26.1. Lucro básico/diluído por ação
O lucro e a quantidade média ponderada de ações ordinárias usadas no cálculo do lucro básico/diluído por ação
são os seguintes:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
Lucro do exercício atribuível aos proprietários da Companhia
e utilizado na apuração do lucro básico por ação
82.666
(192.802)
82.666
(192.802)
Quantidade média ponderada de ações ordinárias para
fins de cálculo do lucro básico/diluído por ação
109.387
112.985
109. 387
112.985
27. Informação por Segmento
A Administração, para gerenciar seu negócio, está organizada em duas unidades de negócio, que são a base
através da qual a Companhia reporta as suas informações primárias por segmentos. Os principais segmentos
são:
a) Médio e alto padrão
Atua nos segmentos de médio e alto padrão do mercado, desenvolvendo empreendimentos residenciais e
comerciais em várias regiões do Brasil.
b) Baixa renda
Com foco exclusivo para o segmento de baixa renda.
As informações por segmento referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 estão
apresentadas a seguir:
a) Receitas e resultados dos segmentos
A seguir, é apresentada uma análise das receitas e dos resultados das operações contínuas da Companhia:
Consolidado (IFRS e BR GAAP)
31/12/2012
31/12/2011
Médio e
Baixa
Médio e
Baixa
Alto Padrão
Renda
Renda
Total Alto Padrão
Total
Receita operacional líquida
929.226
357.161 1.286.387
648.466
298.467
946.933
Custo das vendas de imóveis
e dos serviços prestados
(730.929) (265.832) (996.761)
(666.088) (240.785) (906.873)
Lucro (prejuízo) bruto
198.297
91.329
289.626
(17.622)
57.682
40.060
Despesas, operacionais líquidas
(92.932)
(33.026) (125.958)
(126.600)
(36.842) (163.442)
Lucro (prejuízo) operacional
105.365
58.303
163.668
(144.222)
20.840 (123.382)
b) Ativos e passivos dos segmentos
Ativo dos segmentos:
Consolidado (IFRS e BR GAAP)
31/12/2012
31/12/2011
Médio
Total do
Médio
Total do
e alto
Ativo dos
e Alto
Ativo do
Baixa
Baixa
Padrão
Segmentos
Padrão
Segmentos
Renda
Renda
Circulante
1.887.918
540.232
2.428.150
1.198.566 368.885
1.567.451
Não circulante:
Realizável a longo prazo
762.023
83.708
845.731
1.186.689
93.350
1.280.039
Imobilizado e intangível
Total
Passivo dos segmentos:
Circulante
Não circulante
Total
w w w. c c d i . c o m . b r
40.909
2.690.849
8.865
632.805
49.774
3.323.655
37.973
2.423.228
9.655
471.890
47.628
2.895.118
Médio
e Alto
Padrão
717.338
1.588.723
2.306.061
Baixa
Renda
200.287
162.403
362.690
Total do
Passivo dos
Segmentos
917.625
1.751.126
2.668.751
Médio
e Alto
Padrão
684.216
1.392.245
2.076.461
Baixa
Renda
142.674
91.202
233.876
Total do
Passivo dos
Segmentos
826.890
1.483.447
2.310.337
28 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
CNPJ nº 67.203.208/0001-89
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
c) Outras informações dos segmentos
31/12/2012
31/12/2011
42
20
8.407
8.469
31/12/2012
14
–
11.114
11.128
31/12/2011
Consolidado (IFRS e BR GAAP)
31/12/2012
31/12/2011
Médio e
Baixa
Médio e
Baixa
Total Alto Padrão
Total
Alto Padrão
Renda
Renda
Imóveis a comercializar
846.410 155.881 1.002.291
1.182.123 148.828 1.330.951
Imobilizado líquido
2.588
7.939
10.527
2.128
8.781
10.909
Intangível líquido
38.321
926
39.247
2.510
34.203
36.713
Depreciações e amortizações
2.164
1.108
3.272
1.326
1.332
2.658
28. Ativos Classificados como mantidos para Venda
Em 05 de abril de 2012, a Companhia Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. e HM Engenharia e
Construções S.A., celebraram com a Canopus Holding S.A. inscrita no CNPJ nº 97.552.976/0001-09 um contrato
contemplando a aquisição de 100% do capital social total da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda.,
onde a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. detém 99,99% das quotas e HM Engenharia e
Construções S.A. detém 0,01%. Contudo o contrato apresentava cláusulas de condições suspensivas da
efetivação do mesmo, conforme nota nº 26 eventos subsequentes. Em janeiro de 2013, o comprador firmou o
cumprimento das cláusulas onde foi efetivada a venda do empreendimento pelo montante de R$12.800.
O resultado do exercício da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., é apresentado a seguir:
31/12/2012 31/12/2011
Resultado
(Despesa) receitas líquidas
(3.744)
(657)
(8)
(5)
Custos financeiros
(3.752)
(662)
Prejuízo líquido
As classes de ativos e passivos da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. em 31 de dezembro são:
Passivo
Fornecedores e contas a pagar
–
27
Impostos e contribuições a recolher
6
1
Capital social
12.564
12.164
Adiantamento para futuro aumento de capital
1.315
600
(5.416)
(1.664)
Prejuízo acumulado
8.469
11.128
Total do passivo e patrimônio líquido
29. Eventos Subsequentes
Em 05 de abril de 2012, foi firmada a venda da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., inscrita sob
o CNPJ nº 08.729.583/0001-06, para Canopus Holding S.A. inscrita no CNPJ nº 97.552.976/0001-09, porém o
contrato apresentava cláusulas de condições suspensivas da efetivação do mesmo, devido ao não cumprimento
do item 3.1:
“...(ii) regularização da base fundiária do Imóvel, tendo em vista o desmembramento, o Levantamento Cadastral
e a Escritura de Doação, conforme Condição Suspensiva Retificação de Área.”
O comprador firmou o cumprimento da cláusula citada acima em janeiro de 2013 onde foi auferido ganhos de
capital na venda da mesma no montante de R$4.304.
A DIRETORIA
NELSON NÓBREGA DA COSTA - Contador CRC 1SP 202165/O-9
Ativo
Caixa e equivalentes de caixa
Adiantamentos a fornecedores
Imóveis a comercializar
Total do ativo
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Administradores e Acionistas da
Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A.
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da
Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. (“Companhia”),
identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as
respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício
findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis
e demais notas explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações
financeiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada
apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das
demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas
internacionais de relatório financeiro (IFRS), aplicáveis a entidades de
incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC), e pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC), assim como pelos controles internos que a
Administração determinou como necessários para permitir a elaboração
dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante,
independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas
demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de
acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas
normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e
que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de
distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para
obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados
nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados
dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de
distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente
se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor
considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada
apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar
os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias,
mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses
controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a
avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade
das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação
da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada
para fundamentar nossa opinião.
Opinião sobre as demonstrações financeiras preparadas de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras, individuais e
consolidadas, acima referidas apresentam adequadamente, em todos os
aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Camargo
Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. em 31 de dezembro de 2012,
o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus
fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo naquela
data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas
preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS) aplicáveis às entidades de incorporação imobiliária
no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima
referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira consolidada da Camargo Corrêa
Desenvolvimento Imobiliário S.A. em 31 de dezembro de 2012, o
desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa
w w w. c c d i . c o m . b r
consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com
as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a
entidades de incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC).
Ênfase
Conforme mencionado na Nota explicativa nº 2.1, as demonstrações
financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil. As demonstrações financeiras
consolidadas preparadas de acordo com as IFRS aplicáveis a
entidades de incorporação imobiliária consideram adicionalmente a
Orientação OCPC 04 - Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02
às Entidades de incorporação Imobiliária brasileiras, editada pelo Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essa orientação trata do
reconhecimento da receita desse setor e envolve assuntos relacionados ao
significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos,
benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias, conforme
descrito em maiores detalhes na Nota explicativa nº 2.1.3. Nossa opinião
não está ressalvada em função desse assunto.
Outros assuntos
Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas correspondentes
ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentadas para fins de
comparação, foram anteriormente examinadas por outros auditores
independentes, que emitiram relatório sem nenhuma modificação datado
de 14 de fevereiro de 2012, contendo ênfase relativa ao mesmo assunto
descrito no parágrafo específico deste relatório.
São Paulo, 23 de abril de 2013
Ernst & Young Terco
Auditores Independentes S.S.
CRC 2SP-015.199/O-6
Alexandre De Labetta Filho
Contador CRC SP-182.396/O-2
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 29
30 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Patrick Fallon/Bloomberg
EMPRESAS
PATROCÍNIO
Herbalife amplia contrato com Botafogo
A Herbalife anuncia a ampliação do contrato de patrocínio
com o Botafogo Futebol e Regatas. A marca, que já está
presente no número das camisas e na frente dos shorts oficiais
dos jogadores, ganhará mais uma aplicação na parte de trás
dos shorts dos uniformes de jogo. Os shorts de treino da equipe
profissional também recebem aplicações na parte da frente e, além
disso, a marca contará com exposição em backdrops de entrevista.
Divulgação
Casa Cor volta à
sua essência de
moradia em sua
edição paulista
Com a participação do designer
italiano Alessandro Mendini e o
retorno de grandes nomes da
arquitetura nacional, evento
espera atrair 200 mil pessoas
Flavia Galembeck
[email protected]
Com uma edição mais enxuta e
o retorno ao conceito de moradia, depois de ter diversificado
nos últimos anos com a inclusão dos segmentos de arquitetura hoteleira e corporativa, a 27ª
edição da Casa Cor de São Paulo
promete. O local permanece o
mesmo, o Jockey Club. Já as novidades são muitas.
A estimativa de
Ângelo Derenzi
é gerar
R$ 100 milhões
em negócios
para o setor
A começar pela participação
do icônico designer italiano
Alessandro Mendini que assina
um ambiente à convite do presidente da Casa Cor, Ângelo Derenzi, que o encontrou durante
o Salão do Móvel de Milão, no
começo de abril.
“Nosso negócio é como novela, temos sempre que surpreender”, diz Derenzi, acrescentando que “os italianos estão loucos para vir para o Brasil. Eles
ainda estão estudando como entrar no mercado, mas é uma
questão de tempo para virem.”
Afinal, o país já é o segundo
maior mercado consumidor de
porcelanato e também de cozinhas planejadas.
A lista de arquitetos também
traz novidades. Nomes consagrados como Sig Bergamin, Esther Giobbi, Ana Maria Vieira
Santos e Dado Castello Branco
e que estiveram ausentes nas últimas edições, alguns há sete
anos, retornam à mostra, realizada de 28 e maio a 21 de julho.
“Movimentamos toda a cadeia de construção, dos fornecedores, varejo, prestadores de
serviços e arquitetos”. A estimativa do empresário é gerar R$
100 milhões em negócios para o
setor. “Somos a grande vitrine
da decoração no Brasil”, afirma
Derenzi, que não revela o investimento feito na mostra.
O presidente da Casa Cor costuma visitar as obras à noite.
“Gosto de ser surpreendido
com tudo pronto na inauguração da mostra”, afirma.O empresário costuma acrescentar al-
Seis casas, um apartamento, um loft e uma casa de campo poderão ser vistos a partir de 28 de maio
gumas peças à decoração de
suas casas em São Paulo e no
campo, ao final de cada edição.
Conhecida pela variedade de
ambientes e também de estilos
e materiais, a mostra conta com
um loft, seis casas com metragens que variam de 600 m² a
300 m², um apartamento com
1.200 m², e uma casa de campo
com 600 m².
A Casa Cor ocupa a marquise
do Jockey, e terá uma entrada
exclusiva. “O paulistano adora
o Jockey, que tem fácil acesso, e
visitar à mostra já é um passeio
familiar, uma vez que há estrutura de restaurante e bar” afirma Ângelo Derenzi.
Fundo Garantidor de Créditos - FGC
CNPJ 00.954.288/0001-33
O icônico
designer italiano
Alessando
Mendini assina
um ambiente à
convite da mostra
A campanha de divulgação,
que tem o mote “Um olhar muda tudo”, aborda o impacto que
a decoração causa na vida das
pessoas e terá inserções em jornais, revistas, rádio e televisão.
O empresário espera receber
200 mil visitantes, dos quais 60
mil vem de outros estados.
Os segmentos corporativos e
de hotelaria, que só existiam
em São Paulo, saíram da Casa
Cor e ganharam eventos próprios.
A Casa Cor possui outras 18
franquias nacionais, nos estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito
Santo, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do
Sul e Santa Catarina, além de sete internacionais. Duas delas, a
do Paraguai e a do Equador, acabaram se ser firmadas e somamse às do Chile, Panamá, Peru,
Punta Del Este e Bolívia. ■
Enfance, de brinquedos de
luxo,aposta na venda online
COMUNICADO
Na constante busca por melhorias, acompanhando a evolução e amadurecimento do mercado financeiro nacional
e global, o Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, além da proposta de alteração
de sua governança, entendeu apropriado submeter um aumento do atual limite de Garantia Ordinária à aprovação
da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 30 de Abril de 2013, como segue:
1)
Eleição dos novos membros do Conselho de Administração, do Conselho Consultivo, Fiscal e da Diretoria
Executiva. Para os novos Conselhos de Administração e Fiscal estão sendo submetidas indicações de
executivos independentes e com larga experiência sobre o setor financeiro. Com a conclusão desta etapa,
o FGC, entidade privada, avança no seu processo de governança profissionalizada.
2)
Submeter à aprovação um aumento da Garantia Ordinária do montante atual de 70 mil reais para 250 mil
reais por Instituição Financeira e por CPF/CNPJ. Este aumento visa adequar o valor da Garantia adotado
pelo FGC no Brasil, aos padrões praticados mundialmente nos principais mercados. Desta forma, o FGC
estará contribuindo para fortalecer o sistema Financeiro Brasileiro, bem como, ampliando a segurança do
pequeno investidor.
3)
Submeter à aprovação, alteração da regra para apuração do valor a ser pago de garantia nos casos de
contas conjuntas. No novo limite proposto, as regras para cobertura serão as mesmas existentes, com
exceção às contas conjuntas tituladas por cônjuges e dependentes que passarão às mesmas regras das
demais contas conjuntas, ou seja, o valor máximo de 250 mil reais por conta será dividido pelo número de
titulares. O processo de apuração de valores será simplificado para que o prazo de pagamento das garantias
aos investidores de Instituições que sofrerem Intervenção ou Liquidação Extrajudicial seja reduzido.
DIRETORIA
Com o crescimento dos pedidos
online, empresa estuda oferecer
também linha de enxovais
Mamães que trabalham e consumidoras que costumam compram pela internet fizeram com
que em apenas um ano o
e-commerce da Enfance, empresa de inspiração francesa dedicada a produtos infantis, crescesse 20%, especialmente em
São Paulo, Rio de Janeiro e Belo
Horizonte. Com foco no mercado de luxo, o carro-chefe da empresa é a linha composta por
dez bonequinhos da marca Les
Amies, confeccionados com materiais antialérgicos, e que podem ser encontrados também
na Daslu, em São Paulo. Cada
um deles vem com roupão de algodão egípcio, que pode ser personalizado com as iniciais da
criança. Além disso, os personagens ganharam um guarda roupa completo, com diversos modelitos da linha Le Mode, inclusive com versões para Páscoa e
Carnaval. Alavancada pelo aumento das vendas e pela demanda por produtos que não fazem
parte do portfólio, a marca estuda a expansão para outras categorias, como a de enxovais.
Blocos e livros de plush da linha Educatif, naninhas, chocalhos e ursinhos de tricô da marca Essentiles e brinquedos, como boliches, blocos e puzzles
da Jouet completam os produtos da empresa. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 31
R.C.N.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.570/0001-21
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
2012
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em
sociedade investida
Total do Ativo
1.250.857
1.250.857
2012
2011
747.566
13.246
490.045
1.250.857
1.250.857
747.566
(39.121)
492.419
1.200.864
1.200.864
2011
1.200.864
1.200.864
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
Reservas de Lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Legal
17.105
–
–
–
–
747.566
–
–
–
747.566
5.916
–
23.021
–
–
–
23.021
Receitas (Despesas) Operacionais
de Participações
Resultado da equivalência patrimonial
2012
2011
(2.374)
118.318
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Capital
Social
747.566
–
–
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Estatutária
356.996
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(46.890)
–
7.769
Lucros
Acumulados
–
118.318
–
Total
1.074.777
118.318
7.769
–
112.402
469.398
–
–
(2.374)
467.024
–
–
(39.121)
–
52.367
–
13.246
(5.916)
(112.402)
–
(2.374)
–
2.374
–
–
–
1.200.864
(2.374)
52.367
–
1.250.857
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
2012
2011
(2.374)
118.318
Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
Resultado abrangente total
52.367
7.769
49.993
126.087
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
R.C.A.B.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.448/0001-55
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
2012
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em sociedade investida
1.250.857 1.200.864
1.250.857 1.200.864
Total do Ativo
2012
2011
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
2011
747.566 747.566
13.246 (39.121)
490.045 492.419
1.250.857 1.200.864
1.250.857 1.200.864
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
747.566
–
–
Legal
17.105
–
–
Estatutária
356.996
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(46.890)
–
7.769
–
–
747.566
–
–
–
747.566
5.916
–
23.021
–
–
–
23.021
–
112.402
469.398
–
–
(2.374)
467.024
–
–
(39.121)
–
52.367
–
13.246
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
2011
(2.374)
118.318
Receitas (Despesas) Operacionais
de Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucros
Acumulados
–
118.318
–
Total
1.074.777
118.318
7.769
(5.916)
(112.402)
–
(2.374)
–
2.374
–
–
–
1.200.864
(2.374)
52.367
–
1.250.857
2012
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
2011
(2.374) 118.318
Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
52.367
Resultado abrangente total
7.769
49.993 126.087
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
R.C.P.O.D.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.541/0001-60
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em sociedade investida
Total do Ativo
2012
2011
1.250.857 1.200.864
1.250.857 1.200.864
2012
2011
747.566
747.566
13.246
(39.121)
490.045
492.419
1.250.857 1.200.864
1.250.857 1.200.864
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
747.566
–
–
Legal
17.105
–
–
Estatutária
356.996
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(46.890)
–
7.769
–
–
747.566
–
–
–
747.566
5.916
–
23.021
–
–
–
23.021
–
112.402
469.398
–
–
(2.374)
467.024
–
–
(39.121)
–
52.367
–
13.246
2011
Receitas (Despesas) Operacionais de
(2.374) 118.318
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucros
Acumulados
–
118.318
–
Total
1.074.777
118.318
7.769
(5.916)
(112.402)
–
(2.374)
–
2.374
–
–
–
1.200.864
(2.374)
52.367
–
1.250.857
2012
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
2011
(2.374) 118.318
Ajuste ao lucro para apuração
do resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
52.367
Resultado abrangente total
7.769
49.993 126.087
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
32 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Chris Ratcliffe/Bloomberg
EMPRESAS
TELECOMUNICAÇÕES
Alcatel-Lucent tem prejuízo de ¤ 353 mi
A fabricante de equipamentos de telecomunicações
Alcatel-Lucent apresentou prejuízo líquido para o primeiro trimestre,
apesar de seu negócio principal de venda de equipamentos para
grandes operadoras ter crescido 4,2% sobre um ano antes, com
destaque para América do Norte. A receita da empresa subiu 0,6%,
a ¤ 3,23 bilhões, acima da previsão média de analistas, enquanto
o prejuízo de ¤ 353 milhões foi pior que o esperado. Reuters
Empresas de
carga aérea
apostam em
2013, diz Iata
Estudo mostra confiança na
retomada da economia mundial
pelos próximos 12 meses
Redação
[email protected]
Estudo feito pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) , revelou que a confiança do empresário do setor
de transporte de cargas nos negócios e no desempenho da economia começa a melhorar. A
pesquisa foi realizada com diretores financeiros e chefes do departamento de cargas das companhias aéreas. O resultado
mostrou que, no mês de abril,
estes executivos ficaram mais
confiantes no setor: um total de
73% dos entrevistados, por
exemplo, esperam uma melhora de rentabilidade nos próximos 12 meses graças a uma série
de mudanças estruturais que
vêm sendo realizadas. Em janeiro, o percentual era de 55%.
Do total de
entrevistados, 73%
esperam uma
melhora de
rentabilidade após
mudanças estruturais
A perspectiva em relação à
demanda de passageiros e de
carga tinha se mantido estável
até então. No mês de abril, entretanto, a expectativa melhorou, dada a situação atual do
mercado, com processos de
maior eficiência, gerando mais
lucros para companhias aéreas
em várias partes do mundo. A
confiança melhorou apesar das
dúvidas em relação à recuperação da economia global causadas pela crise financeira na
União Europeia.
Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados relatou ter visto um aumento nos volumes de carga ao longo dos últimos três meses em
comparação com igual período
do ano passado. Já com relação
aos preços dos combustível de
aviação, os empresários perceberam leve queda no ano, mais
ainda consideram os níveis de
preços ainda altos, acima de
US$ 120 por barril. Em abril,
mais da metade dos entrevistados indicaram que os rendimentos aumentaram. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 33
Ag. Vale
IMPASSE NA ARGENTINA
Vale pagará trabalhadores para deixar projeto
A Vale pagará o salário de dois meses e meio aos trabalhadores
do projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, como parte do
acordo que permite que a mineradora saia do projeto. Os pagamentos
serão feitos a cerca de 4,9 mil subcontratados, disse uma porta-voz
da empresa. Pessoas familiarizadas com os planos da Vale disseram
que a empresa planeja vender o projeto a fim de recuperar os
US$ 2,2 bilhões já gastos na mina e na melhoria da ferrovia. Reuters
S&P rebaixa
a perspectiva
da Usiminas
para negativa
Agência de avaliação de riscos
reduz ainda expectativa de
classificicação da CSN
Redação
[email protected]
A Standard & Poor's, agência de
classificação de riscos, rebaixou
a perspectiva dos ratings da Usiminas de estável para negativa,
por conta de risco financeiro
"significativo". No entanto, os
ratings de crédito corporativo
‘BB+' na escala global e ‘brAA+'
na escala nacional Brasil da empresa foram mantidos.
A perspectiva negativa reflete o risco de um rebaixamento
nos próximos seis a 12 meses, se
os lucros operacionais não melhorarem e se os índices de alavancagem forem mantidos.
A indústria global de
aço tem enfrentado
capacidade excessiva
e baixos preços, sem
projeção de melhora,
no curto prazo
A indústria global de aço tem
enfrentado capacidade excessiva e baixos preços, "e não esperamos uma recuperação significativa no curto prazo", aponta a
agência em relatório.
"Para 2013, há previsão de melhora moderada na demanda doméstica, entre 2% e 4%, que somada a uma moeda depreciada
e a tarifas de importação mais altas, pode impulsionar a competitividade dos produtores de
aço locais", completa. Entretanto, deve haver declínio nas importações de 15% para 10% sobre o consumo total de aço.
CSN
No mesmo sentido, a S&P rebaixou ainda a perspectiva dos ratings da Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN) de estável para
negativa e manteve os ratings
de crédito corporativo ‘BBB-'
na escala global e ‘brAAA' na escala nacional Brasil.
A companhia apresenta índices de dívida acima do esperado, como resultado da fraca demanda global por aço e da redução em seu volume de minério
de ferro. A perspectiva negativa
reflete o risco de um rebaixamento, se os índices de alavancagem não forem reduzidos. ■
34 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Divulgação
EMPRESAS
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Cemig estuda utilização do carro elétrico
A Cemig apresentou os primeiros resultados do estudo do impacto da
inserção do veículo elétrico na rede de distribuição de energia,
inter-relacionada com a implantação das redes inteligentes. Esse
projeto de P&D vem sendo desenvolvido desde agosto do ano passado,
com objetivo de implantar um sistema de conexão dos veículos à rede
elétrica em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,
onde a Companhia já realiza o programa Cidades do Futuro.
Diretor da rede de hotéis Pullman é
eleito o Personagem da Semana
Divulgação
Patrick Mendes disse que a
marca terá mais três unidades
no país até junho de 2014.
Lucas Bombana
[email protected]
Revelar a estratégia para alavancar a presença da marca de hotéis Pullman no Brasil rendeu a
Patrick Mendes, diretor de operações do grupo para a América
Latina, a liderança da enquete
realizada na semana passada pelo BRASIL ECONÔMICO.
Dos 159 votos contabilizados
através do portal da publicação, 133 deles, ou 83,7% do total, foram para Mendes.
Para alcançar o objetivo de
estar mais presente em território nacional, a Pullman contará com o importante auxílio de
sua controladora, a rede francesa de hotéis Accor.
Hoje com apenas um hotel
da marca Pullman no país,
próximo ao parque do Ibirapuera (antigo Mercure Gran
Hotel São Paulo Ibirapuera,
marca que também é detida
pelos franceses), a previsão é
que sejam inauguradas mais
três unidades até junho do
ano que vem, quando acontece a Copa do Mundo no Brasil. A iniciativa certamente
tem como um motivador
aquele que é considerado um
dos maiores eventos esportivos do mundo.
Ainda que tanto Mercure como Pullman sejam marcas voltadas para executivos em viagem, a segunda tem como principal clientela hóspedes com
maior poder aquisitivo, tendo
como concorrentes diretos os
hotéis Hilton e Hyatt.
Para readequar o Mercure
ao Pullman, foram gastos cerca de R$ 20 milhões, montante
esse que teve contribuição da
Setin Empreendimentos, de
Antonio Setin, com quem a Accor fechou parceria. As diárias
giram entre R$ 350,00 e R$
400,00.
"O Pullman nos últimos dois
anos era uma marca desconhecida no Brasil. Nossa intenção,
com os últimos investimentos
foi ter uma vitrine para novos
negócios", pontuou Setin.
O conglomerado francês, que
reúne em seu portfólio diversas
marcas de hotéis para os mais
variados públicos, como o ibis e
o Fórmula 1, de sua linha econômica, anunciou em julho do
ano passado a compra de ativos
na América do Sul do grupo me-
xicano Posadas, por US$ 275 milhões, que incluiu 15 hotéis, e as
marcas Caesar Park e Caesar Business, voltadas à alta renda.
Na ocasião, a Accor já havia
sinalizado a intenção de reforçar a presença das demais marcas na região. "A aquisição desta carteira permitirá reforçar
no curto prazo as marcas Sofitel, Pullman, Novotel e Mercure na região", disse o grupo,
na época da aquisição.
Serão justamente duas unidades do Caesar Park, uma delas
em Guarulhos, próximo ao Aeroporto Internacional da capital
paulista (Cumbica), e outro na
região da Avenida Faria Lima,
ambos localizados no Estado de
São Paulo, que serão transformados em hotéis Pullman.
"O processo de mudança deve ser concluído em seis meses.
O Caesar tem uma boa imagem,
mas precisa de modernização",
disse o diretor de operações ao
BRASIL ECONÔMICO.
A quarta unidade do Pullman, que ainda está em construção, será em Belo Horizonte,
que está entre as capitais que receberão jogos da Copa do Mundo ao lado de São Paulo.
Mendes falou também que,
nos próximos anos, três outros hotéis Pullman poderão
ser inaugurados em terras tupiniquins, no Rio de Janeiro,
Curitiba e Porto Alegre. ■
Patrick Mendes,diretor de operações do grupo para América Latina
Conheça os candidatos desta votação
Rodrigo Galindo, da Kroton, e
Luiz Moan, da Anfavea, estão
entre os concorrentes.
Lucas Bombana
[email protected]
A escolha do personagem da
semana começa hoje e vai até
o dia 3. Para votar, os leitores
podem acessar o site do BRASIL ECONÔMICO (www.brasileconomico.com.br).
Nesta semana, participam da
disputa Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, que, ao anunciar fusão com a Anhanguera,
estabeleceu o maior conglomerado do segmento educacional
em todo o mundo, avaliado em
R$ 12 bilhões, valor duas vezes
acima da segunda colocada entre as empresas do setor.
Também na disputa, Luiz
Moan, o novo presidente da Anfavea, estipulou a meta de exportar um milhão de carros até
2017. Para alcançar o objetivo,
o executivo trabalha junto ao
governo desonerações para as
vendas internacionais.
Murilo Ferreira, presidente
da Vale, ganhou vaga na eleição
após a mineradora reportar o segundo melhor resultado de sua
história de janeiro a março de
2013. A redução de custos e despesas, principal responsável pelo resultado, é um trabalho consistente, e não será um evento
esporádico, pontuou.
Já Orlando Merluzzi, vicepresidente da montadora chinesa de caminhões Foton Aumark, está no páreo no momento
em que sua empresa busca definir qual estado brasileiro irá receber sua unidade, - São Paulo
e Rio Grande do Sul disputam.
A única mulher na votação,
Elizabeth Faria, presidente da
União da Indústria da Cana de
Açúcar, comemorou as medidas de desoneração ao setor,
mas ressaltou que elas não serão suficientes para tirar os usineiros da atual crise. Neste ano
12 usinas devem fechar portas.
O representante solitário
dos políticos, o senador petista
Delcídio Amaral falou que, se
presidente, criaria o ministério do 'desenrolation', em referência à complexidade tributária brasileira, que trava as empresas e os investimentos. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 35
Arquivo
AGRONEGÓCIO
Milho mais barato pode ajudar exportação
O milho mais barato no mercado brasileiro na comparação com as
cotações da bolsa de Chicago pode estimular as exportações, atraindo
compradores estrangeiros, mas há incertezas para os próximos meses,
segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea). As cotações em regiões brasileiras como Campinas (SP) e no
porto de Paranaguá (PR) estão entre 18% e 21% inferiores aos valores
do primeiro vencimento de Chicago. Reuters
Novos contratos fazem receita bruta
da JSL Logística ter salto de 21,9%
O maior ganho foi no segmento
de serviços para terceiros que
chegou a R$ 848,5 milhões
Ana Paula Machado
[email protected]
A conquista de novos contratos
e o bom desempenho do mercado automobilístico, fez a receita bruta da JSL crescer 21,9%
no primeiro trimestre deste
ano no comparativo com o mesmo período de 2012. O faturamento bruto da companhia passou de R$ 968,2 milhões para
R$ 1,18 bilhão e o Ebtida da JSL
no período deve ser entre R$
700 milhões a R$ 720 milhões.
Segundo o diretor financeiro e
de relações com investidores,
Denys Marc Ferrez, o resultado
foi puxado principalmente por
novos contratos no segmento
de logística, hoje o maior negócio da companhia.
Para se ter uma ideia, no segmento, a empresa apurou uma
receita bruta recorde para o período. De acordo com dados da
companhia, no primeiro trimestre deste ano, o faturamento da área chegou a R$ 937 milhões, sendo que R$ 848,5 milhões foram obtidos justamente com operações logísticas em
empresas terceiras.
"A conquista de novos contratos está dentro da normalidade. Ou seja, tem um comportamento semelhante ao que obtivemos nos anos anteriores. No
ano passado, o volume gerado
com os novos acordos foi de R$
1,8 bilhão. O mesmo apurado
em 2011", disse Ferrez.
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No ano passado, empresa fechou o acordo com a Eldorado
Papel e Celulose e com esse contrato a companhia aumentou
em até 13% a movimentação de
cargas para o setor. O contrato
prevê o carregamento e o transporte de madeira de florestas localizadas no Estado de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso
do Sul para o município de Três
Lagoas (MS), a partir de setembro de 2012. O prazo total do
contrato é de 60 meses e seu valor global é de R$ 240 milhões.
Para se preparar para atender
essa demanda de serviços, a JSL
vai investir cerca de R$ 1 bilhão
em equipamentos, sendo que
entre 50% a 60% serão destinados à compra de ativos, principalmente caminhões e carretas,
para novas operações. ■
Divulgação
Denys Marc Ferrez: a receita bruta total chegou a R$ 1,18 bilhão
36 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 37
38 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
FINANÇAS
Editora: Léa De Luca [email protected]
Subeditora: Priscila Dadona [email protected]
Bancos mudam estratégia
para revalorizar as agências
Locais perdem relevância para transações, mas ganham como ferramenta de marketing e relacionamento
Divulgação
Léa De Luca
No exterior,
tendência é
fechar para
cortar custos
[email protected]
Margens menores com operações de crédito, busca por eficiência e corte de custos. Aliados ao crescimento das transações feitas por meios eletrônicos (como internet e celulares),
esses fatores vem forçando os
bancos a reverem suas estratégias para as agências físicas, que
perderam importância do ponto de vista transacional, sua função original. A palavra de ordem, agora, é aproveitá-las melhor para alavancar negócios,
de crédito imobiliário a investimentos, oferecendo conveniências como horários estendidos;
e para valorizar suas marcas.
Levantamento divulgado recentemente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban),
realizado em conjunto com a
consultoria Booz & Company,
confirmou a tendência: tanto
os contact centers quanto as
agências estão migrando para
um modelo de atuação focado
no relacionamento com o cliente. O volume de transações
com movimentação financeira
nas agências caiu 6% desde
2007 (ver gráfico ao lado). “O
banco virtual hoje já é maior
do que o banco físico, algo inimaginável há 15 anos”, diz Gustavo Roxo, vice-presidente da
Booz. Para ele, os bancos continuarão abrindo agências, porém de forma mais seletiva; investindo mais em pessoas e voltando o foco para os clientes.
“Os bancos tem que se reinventar; onde antes tínhamos
spread de 6% agora temos
1,5%. É preciso cortar custos,
encontrar maneiras de rentabilizar agências físicas. O uso intensivo de tecnologia ajuda, mas já
está chegando ao limite", diz José Luiz Acar, presidente do Banco PanAmericano. O banco tem
atualmente cerca de 300 pontos de vendas, mas não são
agências tradicionais no varejo
— lá, os pontos de venda já são
voltados a negócios, captura e
fidelização de clientes.
Nessa onda de reposicionamento, vale até recorrer a pequenos truques - para oferecer
horário estendido em algumas
agências, por exemplo, o Itaú
(que adotou a estratégia em ju-
Roxo, da Booz: ‘Banco virtual hoje no Brasil é maior do que o banco físico, algo inimaginável há 15 anos’
nho, abrindo lojas em shoppings), mantém agora agências vizinhas de rua abertas em períodos alternados. “Assim, cada
uma funciona durante as mesmas seis horas diárias, mas o
cliente tem a sua disposição serviços das 8hs as 19hs, sem aumento de custos para o banco”,
diz André Sapoznik, responsável pelo Itaú Personnalité e pelos canais de atendimento eletrônico do banco. Para ele, as
agências vão sobreviver — mas
é preciso criar novos papéis para esses pontos de venda.
As agências também ganham
relevância como ferramenta de
marketing. “Cerca de 50% do
valor atribuído à marca Itaú
vem da boa percepção que os
clientes tem das agências físicas”, diz Sapoznik. Por isso, o
banco segue abrindo novas: “O
Brasil está crescendo, há espaços a ocupar ainda”, diz. No fi-
nal do ano passado, o Itaú estava presente em mais de mil municípios com uma rede de 4.731
agências e Postos de Atendimento Bancário (PAB).
Segmentação explícita para
atender melhor o cliente também tem reflexos sobre a configuração e uso dos pontos de
venda. O Santander Brasil, por
exemplo, anunciou no começo
do mês o Select, voltado a
clientes com renda acima de
R$ 10 mil e investimentos de
R$ 30 mil, ou com aplicações
superiores a R$ 200 mil. “Nossa expectativa é ocupar o espaço existente entre o Private
Banking e o Personal Banking,
criando uma nova referência
em serviços bancários”, disse
na ocasião Conrado Engel, vicepresidente executivo sênior do
banco, em nota. Neste mês, estão sendo inauguradas 19 agências Select em São Paulo, Rio
de Janeiro, Brasília e mais cinco cidades. Até o fim do ano,
serão 60 agências Select.
Procurados, Bradesco e Caixa não atenderam aos pedidos
de entrevistas. Já o Banco do
Brasil alegou impedimento legal pelo período de silêncio pelo lançamento, hoje, das ações
da sua controlada, BB Seguridade, na bolsa. ■
No Brasil, o ritmo de abertura
de agências diminuiu no ano
passado, mas continua.
Segundo o Banco Central, em
março último havia 22.392,
4,8% a mais do que um ano
antes. De março de 2010 ao
mesmo mês de 2011, a
quantidade havia aumentado
7,8%. O crescimento está,
porém, aquém do de abertura
de novas contas-correntes
(6% em 2012).
Nos Estados Unidos, porém, a
realidade é bem diferente. No
ano passado, os bancos
americanos fecharam 1.118
agências — o maior número
desde 2005. De acordo com o
Federal Depósitos Insurance
Corp., somente o Bank of
America fechou 193 agências
em 2012 e o Wells Fargo, 43.
“Foco na redução de custos
por parte dos bancos dos EUA
continuará a promover
declínio no número de
agências bancárias, bem como
um repensar das operações
das sucursais nos próximos
anos” segundo relatório
publicado no último dia 11 pela
Fitch Ratings. “Diante de um
ambiente desafiador, de
receita em queda e exigências
de capital mais rígidas, os
bancos dos EUA
provavelmente vão se
concentrar na racionalização
da rede como parte dos
esforços de corte de custos”.
Na Europa também não é
muito diferente. Em 17 de
dezembro, por exemplo, o
Santander anunciou que
aprovou a fusão com
Banesto e fecharia, em
consequência, 700 agências.
Tanto nos EUA quanto na
Europa, as agências tem em
torno de 150 metros
quadrados. No Brasil, chegam
a ter 1.000. “Isso também vai
mudar”, diz Gustavo Roxo, da
Booz & Company. ■ L.D.L.
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 39
Divulgação
ANÁLISE DE DESEMPENHO
Itaú reclassifica balanços entre 2011 e 2012
O Itaú Unibanco informou na sexta-feira que decidiu fazer
reclassificações em sua análise gerencial da operação referentes a
todos os trimestres entre 2011 e 2012, para permitir melhor comparação
em análises de desempenho. O banco, que divulga resultados de
primeiro trimestre amanhã, afirmou que vai divulgar ao longo do dia
planilha reclassificada com informações históricas. Segundo o banco, as
mudanças envolvem seguros, participação na Redecard e parcerias.
Crédito acelera em março e
juros e inadimplência caem
PanAmericano
leva cartão
consignado
do Cruzeiro
Hermênio Oliveira
O estoque de financiamentos
avançou 1,8% mês passado e
somou R$ 2,43 trilhões, taxas
caíram 0,2 ponto a 18,5% e
calote recuou para 3,6%
Lucas Bombana
[email protected]
O estoque total de crédito do
sistema financeiro, consideradas operações com recursos livres e direcionados, totalizou
R$ 2,43 trilhões em março,
um avanço de 1,8% ante fevereiro, e de 16,7% em doze meses, de acordo com o Banco
Central (BC). Este foi o maior
aumento de 2013, já que no
mês anterior a alta havia sido
de 0,7%, e em janeiro permaneceu estável ante dezembro.
Entre as pessoas físicas, o
incremento no mês passado
foi de 1,4%, para R$ 1,11 trilhão, enquanto entre as jurídicas o aumento chegou a
2,2%, para R$ 1,32 trilhão.
A relação crédito/PIB alcançou 53,9%, ante 53,3% em fevereiro, e 49,3% em igual período do ano passado.
As concessões com recursos
livres e direcionados somaram
R$ 280 bilhões em março, crescimento de 10,4% na margem,
em função da sazonalidade do
período, e também do maior número de dias úteis (dois a mais).
No caso das concessões entre pessoas jurídicas o avanço
foi de 13,7%, para R$ 144 bilhões, e entre as físicas, de 7%,
para R$ 136 bilhões.
O saldo dos empréstimos
com recursos livres totalizou
R$ 1,41 trilhão, alta de 1,5% no
mês, de 12% em doze meses, e
que representa 31,4% do PIB.
Já o saldo das operações de
crédito direcionado chegou a
R$ 1,016 trilhão, evolução de
2,3% ante fevereiro, de 24,1%
em 12 meses, e que corresponde a 22,5% do PIB.
A fatia dos bancos públicos
no total do crédito do sistema
chegou a 48,7% em março, contra 44% em março de 2012, para
R$ 1,181 trilhão. No caso das instituições privadas, houve queda
de 3,2 pontos percentuais, para
35,4%, a R$ 860 bilhões. Os
bancos estrangeiros, por sua
vez, tiveram perda de 1,4 ponto, para R$ 386 bilhões.
Os financiamentos imobiliários cresceram 2,6% na margem, 32,9% em 12 meses, para
R$ 318 bilhões, ou 7,1% do PIB.
A taxa média geral de juros
Túlio Maciel, do BC: momento mais crítico do calote já passou
nas operações de crédito caiu
0,2 ponto em março, a 18,5% ao
ano, primeira queda do ano (em
janeiro, havia tido a primeira alta após 10 meses, de 0,5 ponto,
e de 0,1 ponto em fevereiro).
O BC destaca que o movimento tem relação com as taxas dos
empréstimos às famílias, que
viu sua média recuar para
24,4%, contra 24,9% em fevereiro, puxada pela baixa de 0,6
ponto nos juros das modalidades com recursos livres, como
crédito pessoal não consignado, veículos e cheque especial.
O spread bancário caiu 0,3
ponto na margem, para 11,7
pontos, contra os 15,3 pontos
doze meses atrás.
A inadimplência, referente
aos atrasos acima de 90 dias, ficou estável em 3,6% ante fevereiro, que representa queda de
0,2 ponto em doze meses.
Para o chefe do Departamento Econômico do (BC), Tulio
Maciel, o momento mais crítico da inadimplência ficou para
trás e há espaço para redução.
Segundo ele, houve aumento
do calote no passado, principalmente, para as famílias. “De lá
pra cá, há uma redução gradual”, disse. A maior taxa de
inadimplência desse segmento
registrada no passado foi 8,2%,
em maio, agosto e setembro.
Maciel diz que a alta da
inadimplência em 2012 é explicada ainda pelos financiamentos
de compra de carros com prazos
muito longos e com menos exigências dos bancos para a concessão de crédito, em 2010, o
que geraram efeitos em 2011 e
no ano passado ■ Com ABr
Base de clientes é composta por
237 convênios com órgãos
públicos e sete com empresas
privadas; banco informou que
pagou R$ 351 milhões
Por meio de leilão público realizadona sexta-feira, o Banco PanAmericano adquiriu os direitos creditórios sobre a carteira
de cartão de crédito consignado do Banco Cruzeiro do Sul
em todo o Brasil, assim como o
sistema Consig Card, desenvolvido especialmente para a modalidade. Com a aquisição, o
banco reforça a sua atuação na
área de cartões consignados, a
partir de uma base composta
por 237 convênios com órgãos
públicos e 7 com empresas privadas. O valor da operação foi
de R$ 351 milhões.
“É um momento importante
para o PanAmericano, que reforça sua atuação em cartões consignados, segmento com grande potencial de expansão no
país e capaz de atender, com taxas reduzidas, a um público de
menor renda, que normalmente tem maior dificuldade de
acesso aos cartões de crédito tradicionais”, afirma o presidente
do banco, José Luiz Acar.
Com uma base atual
de 2,5 milhões de
cartões o banco deve
chegar a 3 milhões de
clientes em cartões
após a compra
Com uma base atual de 2,5
milhões de cartões de crédito
das bandeiras Visa e Mastercard, o Banco PanAmericano
deve chegar a 3 milhões de
clientes atendidos em cartões
com a nova aquisição.
O PanAmericano enfrenta
um processo de recuperação, capitaneado por Acar, que entre
outras coisas tem na originação
de créditos um dos pilares, disse Acar no mês passado, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO.
O Cruzeiro do Sul sofreu intervençãoe foi liquidado pelo
Banco Central no ano passado.
O Fundo Garantidor de Crédito
(FGC) fez um ajuste no balanço
do Cruzeiro do Sul e encontrou
um rombo contábil de R$ 3,1 bilhões em agosto, valor que inclui a carteira de crédito subsistencial (sem garantias) que havia sido descoberta na intervenção feita em junho. ■ Redação
40 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Divulgação/ARTESP
FINANÇAS
DEBÊNTURES
Rodovias do Tietê quer emitir R$ 1,065 bilhão
A Concessionária Rodovias do Tietê submeteu à Anbima pedido
de análise prévia para realizar o registro da primeira emissão de
debêntures sob a coordenação do BTG Pactual. A companhia oferecerá
1,065 milhão de papéis inicialmente. A colocação de debêntures
adicionais não está descartada. A emissão, que está prevista para
15 de junho, ofertará as debêntures pelo valor unitário de R$ 1 mil,
o que somaria até R$ 1,065 bilhão, caso não houvesse o lote extra.
Cielo dobra
capital social
para R$ 1 bi
Movimento em linha com concorrentes e
receita consolidada foi aprovado na sexta
Natália Flach
[email protected]
A uma semana de divulgar os resultados do primeiro trimestre,
a Cielo reuniu investidores para
votar o aumento do capital social da companhia. Representantes do BTG Pactual, Deloitte
e de outras instituições ocuparam as cadeiras do auditório da
credenciadora e aprovaram,
por unanimidade, a elevação
em R$ 500 milhões. Este total
faz parte dos 30% do lucro líquido registrado em 2012 que foram retidos e acrescentados à reserva de orçamento, com o intuito de reforçar o capital de giro da companhia e fomentar a
operação de antecipação de recebíveis de vendas. “A administração acredita que isso conferirá maior estabilidade e agilidade no financiamento das suas
operações”, disse em relatório.
Segundo Clovis Poggetti Junior, diretor de relações com investidores da Cielo, o aumento
do capital social se deu pelo descasamento em relação à receita
consolidada que somou R$ 6 bilhões. “Não que exista um valor
mínimo ou um número mágico,
mas, olhando os concorrentes e
o novo tamanho da empresa,
percebemos a necessidade de
equiparar o capital social, que
passa a ser de R$ 1 bilhão”, diz,
em entrevista exclusiva ao Bra-
sil Econômico. Essa operação
permite que a credenciadora eleve o patrimônio líquido e possa
pagar mais juros sobre capital
próprio para os acionistas. “Isso
é bom para a empresa porque
economiza com impostos e o resultado final também melhora,
porque reduz o risco sistêmico.
Consequentemente, isso ajuda
na expansão das atividades da
companhia”, acrescenta o executivo. Este volume de capital
social deve permanecer até a
Assembleia Geral Ordinária,
quando serão aprovadas as
contas do exercício findo
em31 de dezembro de 2013.
O aumento do capital social
da companhia será efetivado
com a emissão de 131.019.245
novas ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. Os
acionistas receberão uma nova
ação para cada lote de cinco de
que forem titulares, correspondendo a um percentual de 20%.
O valor atribuído às ações bonificadas, para fins fiscais, será de
R$ 3,82 por papel. As ações
oriundas da bonificação serão
incluídas na posição dos acionistas em 2 de maio, estando disponíveis para consulta a partir do
dia 3 de maio. Terão direito de
preferência na subscrição de
ações e farão jus à percepção integral de dividendos e/ou juros
sobre o capital próprio declarados após referida data. ■
Marcela Beltrão
Cielo: elevação em R$ 500 milhões do capital foi aprovado na sexta
Resultado fiscal no Brasil e
emprego nos EUA são foco
Semana conta ainda com
produção industrial doméstica e
decisão de juros na Europa
Embora curta, por conta do feriado na quarta-feira, a semana
tem importantes indicadores
no Brasil. Entre eles, os dados
fiscais de março. Segundo a
equipe da Rosenberg & Associados, com a ausência da divulgação dos dados da arrecadação federal (cuja estimativa é de R$ 82
bilhões), dificulta muito a estimativa do resultado primário
do governo central. “Estimamos R$ 4 bilhões”, afirmam os
economistas Thais Zara, Rafael
Bistafa e Priscila Godoy, em rela-
tório. “Arrecadação deverá mostrar queda real ante o mesmo
mês do ano anterior, despesas
de custeio e capital crescendo
num ritmo forte e fraca contribuição dos governos regionais,
tudo isso confirmando nossa expectativa de piora considerável
do quadro fiscal”.
Outro número relevante é
a produção industrial de
março,que será divulgada
na sexta-feira.
A estimativa da Rosenberg é
de alta mensal na margem de
1,9%. “Encerrando de modo positivo um trimestre de várias
emoções”. “Apesar dos altos e
baixos, a direção geral ainda é
ascendente, indicando que nossa perspectiva de indústria crescendo pouco mais de 2% neste
ano é realista”, pontuam.
No que diz respeito ao cenário internacional, a semana
também está cheia de indicadores relevantes. Na Europa, os
mercados devem ficar na expectativa da decisão do Banco
Central Europeu (BCE) amanhã, pois há uma forte aposta
em corte da taxa de juros.
Nos Estados Unidos, algumas divulgações merecem
destaque: dados de emprego
de abril, gasto das famílias
em março e indicadores do
mercado imobiliário. ■
Ativa recomenda ações da Vale
Segundo os analistas, a gestão
vem conseguindo entregar uma
boa performance operacional
A equipe de analistas da Ativa
Corretora, liderada por Ricardo Correa, não gostou dos resultados da Natura nem do Santander. Para Vale, porém, enxergam perspectivas positivas. Para Usiminas e Klabin, a
recomendação é neutra.
Para a Ativa, a Natura apresentou novamente uma performance fraca, em linha com
as expectativas do mercado,
com baixo crescimento nas
operações domésticas e margens pressionadas pela baixa
produtividade, além do acirra-
mento da competição. Tais números devem ser um start para possíveis quedas em revisões e projeções feitas, além
de botar em risco a sustentabilidade da atual estratégia da
empresa no longo prazo. Por
outro lado, as operações internacionais seguem se fortalecendo, e os recentes investimentos em tecnologia e a criação de categorias de produtos
mais acessíveis deverão melhorar, pelo menos marginalmente, os resultados para o
restante do ano. “Apesar de
nossa visão para o segundo trimestre não ser tão pessimista,
os números fracos divulgados
caracterizam nossa visão nega-
TWITTADAS
PRÉVIA DE BALANÇO
Banco Fator prevê queda de
4% no lucro da Alpargatas
O primeiro trimestre para as empresas do setor de tecidos, vestuários e calçados não foi tão bom como foi para o varejo em geral.Esse
desempenho deve refletir nos números da Alpargatas de janeiro a
março, que deve reportar lucro líquido de R$ 75 milhões, baixa de
4% na comparação com igual período de 2012, segundo preveem
Renata Prado e Rodrigo Faria, analistas do Banco Fator, em relatório. O balanço da empresa está
previsto para o dia 10 de maio.
Para a receita líquida, o incremento esperado é de 12,3%, em
tiva quanto ao resultado”,
acreditam.
No caso da Vale, a equipe
mostrou mais entusiasmo. Segundo os analistas, a gestão
vem conseguindo entregar
uma boa performance operacional, e esse trimestre deverá
representar um ponto de inflexão na divisão de metais básicos, reduzindo seus custos operacionais e alavancando as receitas, desencadeando maiores valores a essas operações,
subavaliadas pelo mercado.
“Acreditamos que a fraca performance no segmento de minério de ferro foi fortemente
impactada por fatores que deverão ser corrigidos logo.” ■
função do aumento de 2,7% no
volume de sandálias no mercado interno, e do reajuste de
7,9% no preço médio de produtos vendidos. A alta esperada
para o volume de sandálias,
“conservadora”, ponderam os
especialistas, se explica pelo forte avanço de 11,1% no primeiro
trimestre de 2012.Eles reiteraram recomendação de manutenção para ações, com preçoalvo de R$ 15,34, com potencial
de valorização de 19,3% ante o
fechamento de quinta-feira. ■ Lucas Bombana
“Faça planos concretos.
Não sonhe apenas, ponha
também no papel o que é
preciso fazer para atingir as
metas de seus planos”
@gcerbasi, Gustavo Cerbasi,
Consultor financeiro
“Pode levar anos para
que o ouro se recupere
do crash de 15 de abril.”
@ReutersJamie, Jamie McGeever,
Editor e apresentador
da TV Reuters
“Somos o país do plano B.
Falta o plano A.
Não planejamos,
nem temos um modelo
de desenvolvimento.
@Ricamconsult, Ricardo Amorim,
Economista
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 41
R.R.R.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.608.284/0001-78
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Ativo
2012
2011
9.603
9.219
9.603
9.219
Não Circulante
Investimentos:
Participação em sociedade investida
Total do Ativo
2012
5.741
100
3.762
9.603
9.603
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
2011
5.741
(302)
3.780
9.219
9.219
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
5.741
–
–
Legal
132
–
–
Estatutária
2.740
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(361)
–
59
–
–
5.741
–
–
–
5.741
45
–
177
–
–
–
177
–
863
3.603
–
–
(18)
3.585
–
–
(302)
–
402
–
100
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
2011
(18)
908
Receitas (Despesas) Operacionais
de Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucros
Acumulados
–
908
–
Total
8.252
908
59
(45)
(863)
–
(18)
–
18
–
–
–
9.219
(18)
402
–
9.603
2012
2011
(18)
908
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
Resultado abrangente total
402
59
384
967
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
PARTICIPAÇÕES MORRO VERMELHO S.A.
CNPJ nº 03.987.192/0001-60
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
2012
Ativo
Ativo Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Juros sobre o capital próprio
e dividendos a receber
Impostos a recuperar
Partes relacionadas
Outros créditos
Total do ativo circulante
Ativo não Circulante
Contas a receber
Partes relacionadas
Investimentos:
Participação em controladas
Outros investimentos
Propriedades para investimentos
Total do ativo não circulante
Total do Ativo
2011
313
1.451.279
2.124
461
1.533.141
2.022
44.489
14.776
119.932
10.938
1.643.851
101.478
23.285
50.715
10.345
1.721.447
849
–
849
12.614
9.693.652
14
35.189
9.729.704
11.373.555
9.309.607
14
31.016
9.354.100
11.075.547
2012
Passivo e Patrimônio Líquido
Passivo Circulante
Fornecedores e contas a pagar
Partes relacionadas
Impostos e obrigações a recolher
Juros sobre o capital próprio e dividendos
a pagar
Salários e encargos a pagar
Total do passivo circulante
Passivo não Circulante
Partes relacionadas
Provisão para riscos
Total do passivo não circulante
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Passivo e Patrimônio Líquido
2011
2.058
–
1.107
2.410
1.459
4.290
100.505
10.958
114.628
246.308
11.244
265.711
1.200
–
1.200
1.200
849
2.049
6.728.097
119.882
4.409.748
11.257.727
11.373.555
6.728.097
(352.090)
4.431.780
10.807.787
11.075.547
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$, exceto o valor por ação)
Reservas de lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido
Variação cambial e equivalência patrimonial
de controladas do exterior
Prescrição de dividendos em controladas
Apropriação:
Reserva legal
Distribuição de dividendos
Juros sobre o capital próprio
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Lucro líquido
Variação cambial e equivalência patrimonial
de controladas do exterior
Prescrição de dividendos em controladas
Apropriação:
Reserva legal
Distribuição de dividendos
Juros sobre o capital próprio
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Estatutária
3.185.776
–
Ajustes de
avaliação
patrimonial
(422.012)
–
Lucros
acumulados
–
1.159.844
Total
9.672.989
1.159.844
–
–
–
–
69.922
–
–
1.347
69.922
1.347
–
–
–
–
6.728.097
–
57.992
–
–
–
239.120
–
–
–
–
1.006.884
4.192.660
–
–
–
–
–
(352.090)
–
(57.992)
(7.515)
(88.800)
(1.006.884)
–
178.910
–
(7.515)
(88.800)
–
10.807.787
178.910
–
–
–
–
–
–
471.972
–
–
973
471.972
973
–
–
–
6.728.097
8.946
–
–
248.066
–
(30.978)
–
4.161.682
–
–
–
119.882
(8.946)
(59.337)
(111.600)
–
–
(90.315)
(111.600)
11.257.727
Capital
social
6.728.097
–
Legal
181.128
–
–
–
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
Receitas
Resultado da equivalência patrimonial
Aluguéis e outras receitas
Despesas tributárias
Total das receitas
Despesas Operacionais
Gerais e administrativas
Depreciações e amortizações
Total das despesas operacionais
Lucro Operacional antes do Resultado
Financeiro
2011
79.000
17.574
(1.411)
95.163
1.059.644
20.579
(1.693)
1.078.530
(65.768)
(1.571)
(67.339)
(45.676)
(1.544)
(47.220)
27.824
1.031.310
A DIRETORIA
Resultado Financeiro
Receitas financeiras
Despesas financeiras
Resultado financeiro líquido
Lucro antes do Imposto de Renda e da
Contribuição Social
Imposto de Renda e Contribuição Social
Lucro Líquido
Lucro por Ação:
Lucro básico por ação ON/PN - R$
2012
2011
150.614
(40)
150.574
129.320
(274)
129.046
178.398
512
178.910
1.160.356
(512)
1.159.844
26,51
171,83
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Lucro líquido
178.910
Ajustes para reconciliar o lucro líquido com o
caixa gerado pelas atividades operacionais:
Depreciações e amortizações
1.571
Resultado da equivalência patrimonial
(79.000)
Reversão da provisão para riscos
(849)
Receita financeira
(148.242)
Valor líquido de alienação das
propriedades para investimento
1.190
Redução (aumento) nos ativos operacionais:
Contas a receber
(102)
Impostos a recuperar
8.509
Outros créditos
(593)
Aumento (redução) nos passivos operacionais:
Fornecedores e contas a pagar
(352)
Salários e encargos a pagar
(286)
Partes relacionadas
(1.459)
Impostos e obrigações a recolher
(3.183)
Juros sobre o capital próprio e
332.619
dividendos recebidos
288.733
Caixa gerado pelas atividades operacionais
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Aplicações financeiras
223.372
Aquisição de propriedades de investimento
(6.996)
Aumento de investimento
(107.730)
Alienação das propriedades para investimento
62
Redução de investimentos
50.715
Adiantamentos concedidos para
futuro aumento de capital
–
(100.586)
Debêntures
Caixa gerado pelas (aplicado nas)
58.837
atividades de investimento
Fluxo de Caixa das
(347.718)
Atividades de Financiamento
Redução do Saldo de Caixa e
(148)
Equivalentes de Caixa
Caixa e Equivalentes de
461
Caixa no Início do Exercício
Caixa e Equivalentes de
313
Caixa no Fim do Exercício
2011
1.159.844
1.544
(1.059.644)
(12.316)
(126.647)
484
(209)
43.264
(66)
(5.453)
1.836
1.459
(95.226)
763.995
672.865
(437.478)
(3.547)
(4.341)
712
14.434
20
(12.500)
(442.700)
(231.008)
(843)
1.304
461
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$, exceto o valor por ação)
Lucro Líquido
2012
2011
178.910
1.159.844
Ajuste de Avaliação Patrimonial Ajustes de conversão
414.309
45.319
Ajustes de variação cambial de
investimentos no exterior
32.705
24.603
Ganho de participação
24.958
–
650.882
1.229.766
Resultado Abrangente para o Exercício
KARINA MALFI - Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
42 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 43
FINANÇAS
DEPARTAMENTO DE
POLÍCIA FEDERAL
SUPERINTENDÊNCIA
REGIONAL EM
SÃO PAULO
Ministério da
Justiça
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 2/2013
Processo nº 08500.022361/2012-20 OBJETO: Registro de Preços para eventual
aquisição de carimbos, para atendimento das necessidades da SR/DPF/SP. DATA DA
ABERTURA: 13 de maio de 2013, às 14h. EDITAL: Site: www.comprasnet.gov.br.
BOLSAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO
SERVIÇO DE LICITAÇÕES E CONTRATOS
Ibovespa segue
ânimo externo
Decisão de juros na Europa e
emprego nos EUA dita rumo;
ação da Petro reage a balanço
Marcelo Ribeiro
[email protected]
Otimismo deve ser a palavra
chave para o mercado acionário
brasileiro nesta semana. O ingrediente para o bom humor
dos investidores deve vir do exterior, especialmente da Europa. Por aqui, o balanço da Petrobras, divulgado na sexta, deve
mexer com os papéis da empresa hoje. A estatal lucrou R$ 7,63
bilhões no primeiro trimestre
do ano, queda de 17% na comparação com igual período do ano
passado. No entanto, a empresa
voltou a ser mais valiosa da bolsa, com R$ 242, 3 bilhões.
Na Europa, a esperada reunião de política monetária do
Banco Central Europeu (BCE)
na quinta-feira, foi apontada como o principal acontecimento
na agenda da semana. As expectativas em relação ao encontro
já estiveram no radar dos investidores da semana passada, que
acreditam que o panorama desfavorável da Zona do Euro e,
principalmente, da Alemanha,
devem acarretar em um ligeiro
corte na taxa básica de juros.
Para Adriano Moreno, estrategista-chefe da FuturaInvest, a decisão do BCE é a notícia que deve
concentrar as atenções dos investidores durante a semana. “A expectativa é que ocorra um corte
na taxa básica de juros. O trabalho já vem trabalhando com essa
possibilidade, utilizando o corte
como principal ingrediente para
sustentar o otimismo”, avalia.
“Alguns membros do mercado são mais cautelosos em
relação à essa reunião. Como
o corte já está precificado, os
mercados devem encarar com
pouco ânimo caso o BCE decida por manter os juros inalterados”, completa o economis-
Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco, nº 255 - UFRJ - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: 2562-6297
Pregão Eletrônico - SRP
Nº 011/2013
Segue a expectativa de que a entrada de divisas estrangeiras
no país deve derrubar a cotação
do dólar. Na sexta-feira, a moeda ficou abaixo de R$ 2,00 pela
primeira vez em 10 dias, na terceira sessão consecutiva de queda ante a moeda brasileira.
O dólar recuou 0,13%, para
R$ 1,9995 na venda. Na mínima
da sessão, a divisa chegou a
atingir R$ 1,9965 na venda.
A queda só não foi maior
porque a decepção com os dados de crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre reduziu o apetite dos investidores por divisas de países emergentes.
“Houve um fluxo maior de
entrada, além de o governo falar que talvez seja um pouco
mais agressivo em termos de
Copom”, diz o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.
Valor
R$ 8.630,00
Data
Hora
10/05/13 10:00 h
ta-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
Vale pesa
O principal índice de ações da
bolsa brasileira encerrou a sextafeira em baixa, pressionado pelas ações da Vale e do Itaú Unibanco, com Petrobras impedindo uma queda mais forte. O Ibovespa recuou 1,29%, a 54.252
pontos, mas teve ganho de
0,60% na semana. O volume financeiro foi de R$ 6,65 bilhões.
Segundo Fábio Gonçalves,
analista na Banrisul Corretora,
o índice já anunciava inversão
após cinco dias de alta, ao encerrar o pregão de quinta-feira praticamente estável. O
maior peso no índice foi da
queda de 2,67% na ação da Vale, que encerrou a R$ 31,68.
Itaú caiu 3,3%. “A Vale subiu
forte nos últimos dias e é provável que o investidor esteja
aproveitando para realizar lucros”, diz. ■ Com Reuters
Espera por fluxo mantém
dólar abaixo de R$ 2,00
Ele referia-se a declarações
do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, que na quintafeira sugeriu que o Comitê de
Política Monetária poderia “intensificar” o uso da Selic para
combater a inflação.
A alta da Selic amplia a diferença entre o juro local e o cobrado em países desenvolvidos,
onde a taxa encontra-se próxima de zero. Soma-se a isso a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) reduza ainda mais sua taxa básica, hoje
em 0,75% ao ano, movimento
que levaria investidores a trazer
recursos para o Brasil em busca
de rendimentos melhores.
Além disso, as bilionárias ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) do BB Seguridade
e do Smiles aumentam ainda
mais a expectativa de entrada de
dólares no país, já que boa parte
da demanda pelas ações veio de
investidores estrangeiros.
De acordo com dados do Banco Central, o fluxo cambial —
BANDEJA DE LEITURA E
MANUSEIO DE LÂMINAS
Edital disponível a partir de 29/04/2013 no COMPRASNET ou junto ao HUCFF-SLC, trazendo um CD.
Esclarecimentos através do tel. (21) 2562-6297 ou, no que couber, no Serviço de Anatomia
Patológica.
Marco Antonio de Souza - Pregoeiro
MOEDAS
Este deve ser o mote do câmbio
doméstico nesta semana, na
sexta moeda caiu a R$ 1,99
AVISO DE LICITAÇÃO
Descrição
balanço entre entrada e saída
de divisas estrangeiras do país ficou positivo em US$ 4,112 bilhões entre os dias 15 e 22 de
abril, puxado por forte entrada
de capitais na conta comercial.
O fortalecimento do real
nesta sessão foi contido, no entanto, após dados sobre o crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) norte-americano
levantarem dúvidas sobre o ritmo da recuperação da maior
economia do mundo.
“A questão do real foi que os
números nos EUA, de PIB, principalmente, tiraram um pouco
o apetite pelo real e aí estamos
fechando o dia praticamente estável por conta disso”, diz o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno.
A economia dos Estados
Unidos recuperou força no
primeiro trimestre e cresceu
2,5% em base anualizada,
mas o resultado ainda ficou
aquém das expectativas de
analistas, que previam expansão de 3%. ■ Reuters
REDE ENERGIA S.A.
Companhia Aberta
CNPJ nº 61.584.140/0001-49 - NIRE 35.300.029.780
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA
Ficam os senhores acionistas convocados a participar de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária que se realizará no dia 20 de maio de 2013, às 11h00, na sede social da Companhia, localizada na
Capital do Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n.º 2.439, 12º andar, para examinar, discutir e
votar as seguintes matérias: (a) Em Assembleia Geral Ordinária: (a.1) aprovação das Demonstrações
Financeiras e Contas da Administração, referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2012;
(a.2) destinação do resultado do exercício; (a.3) eleição dos membros do Conselho Fiscal; e (a.4)
fixação da remuneração dos administradores e membros do Conselho Fiscal; e (b) Em Assembleia
Geral Extraordinária: (b.1) alteração do estatuto social, para modificação das regras de representação da Companhia. Os documentos referentes à ordem do dia serão disponibilizados no site da
Comissão de Valores Mobiliários - CVM (www.cvm.gov.br).
São Paulo, 24 de abril de 2013.
Jorge Queiroz de Moraes Junior
(25, 26 e 29)
Diretor de Relações com Investidores
44 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
ESTILO DE VIDA
5 países
recebem a visita periódica de
Cesar Lins de Medeiros,
diretor-geral da CPP para a
América Latina. Ele viaja à
Argentina, Colômbia, Peru,
Chile e México.
TRABALHAR
Rodrigo Capote
ENTRE “HERMANOS”
Dicas para evitar
gafes nos negócios
entre países vizinhos
* Atenção ao idioma. O fato de
entender o espanhol não significa
que você está apto a conduzir
longas reuniões;
* Caso tenha dúvidas quanto ao
entendimento de determinadas
palavras ou expressões, confirme;
* Procure acompanhar o ritmo de
trabalho dos executivos
estrangeiros, ao invés de tentar
imprimir o ritmo brasileiro;
* Evite falar de assuntos
polêmicos, como política, religião
e violência, bem como evite
criticar o país visitado;
* Troque experiências com
colegas de trabalho. Isso o
ajudará a evitar gafes;
* Estabeleça uma relação de
confiança com executivos
latino-americanos;
* Respeite a hierarquia. Alguns
países valorizam isso;
* Em virtude da globalização,
muitos padrões de etiqueta estão
desaparecendo. Ainda assim,
observe a postura no executivo
latino-americano.
Cesar Lins de Medeiros: curiosidade dos estrangeiros latino-americanos sobre o Brasil não pode se transformar numa “saia justa”
Fonte: Especialistas
Negócios latino-americanos
vão além do “portunhol”
Profissionais dão dicas de como se portar com executivos de países vizinhos e não escorregar no espanhol
Vanessa Correia
[email protected]
A familiaridade com a língua
pode parecer o menor dos problemas quando o assunto é negócios entre países da América
Latina. Mas é justamente nesse
ponto que muitos executivos
são pegos de surpresa. Isso porque acham que dominam o espanhol ou mesmo que os interlocutores entendem o português, quando na verdade não é
o que acontece.
“O idioma é o primeiro ponto
de atenção para quem quer fazer negócios com profissionais
latino-americanos. Muitas vezes executivos brasileiros
acham que dominam o espa-
nhol e estão prontos para conduzir longas reuniões, e, no momento, se enrolam e não são compreendidos”, afirma César Lins de
Medeiros, diretor-geral da CPP
para a América Latina, que frequentemente viaja à Argentina,
Colômbia, Peru, Chile e México.
Além disso, há diferenças de
palavras e expressões entre os
países. Por isso, caso haja dúvida quanto ao entendimento,
confirme com o interlocutor.
Medeiros lembra que isso já
aconteceu com ele. E, durante
um diálogo de negócios, perguntou se ele havia entendido o que
o outro executivo falara.
Já Marcelo Ramos, vice-presidente de vendas e gerente geral
da GXS para a América Latina,
chama a atenção para o momento em que se estabelece a relação comercial. “É importante
para o executivo latino-americano estabelecer uma relação
de confiança, de forma que tenha certeza que honrará com a
palavra. Muitas vezes, essa questão está acima dos três elementos básicos da negociação: preço competitivo, prazo de entrega e qualidade”, diz.
“Os latino-americanos prezam pela relação ganha-ganha.
Eles não gostam de serem dependentes e se colocam em um
nível de igualdade. Cedem sua
confiança, mas querem saber
quem é você e como garantirá
que entregará o prometido”,
completa o especialista.
Também é importante que os
profissionais brasileiros não tentem imprimir seu ritmo de trabalho em outros países. Nós, de
acordo com Medeiros, somos
imediatistas, enquanto o tempo
de resposta do mexicano, por
exemplo, é outro. “Entenda as
diferenças culturais entre os países. Estamos falando de 10 países e não de uma única região”,
destaca Carlos Eduardo Altona,
sócio da consultoria em recursos humanos Exec.
Os profissionais que usualmente fecham negócios nos países latino-americanos também
recomendam aos interessados
evitar falar de assuntos polêmicos, como política, religião e
violência, bem como evitar criti-
car o país visitado. “Os estrangeiros têm curiosidade sobre o
Brasil. Por vezes comentam sobre a violência, mas evito alimentar o assunto”, destaca o diretor da CPP.
O executivo também sugere
trocar experiências com colegas de trabalho que também fazem negócios com executivos
latino-americanos. “Isso o ajudará a trocar experiência e evitará que cometa gafes”, completa Medeiros.
Por fim, em virtude da globalização, muitos padrões de etiqueta estão desaparecendo. Ainda assim, é importante observar a postura no executivo latino-americano a fim de não atropelar algum costume. ■
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 45
CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 11.050.205/0001-06
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores acionistas,
Em cumprimento às normas legais estatutárias, a diretoria da CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. submete à
apreciação de V.Sas o relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e as Notas Explicativas, bem
como o Parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro 2012.
É importante ressaltar que 2012 foi o ano em que a companhia praticamente dobrou de tamanho em número de
funcionários, resultado da execução de grandes projetos conquistados.
O crescimento foi acompanhado de maior capacitação de nossos colaboradores por meio de nossas plataformas
globais de treinamento, além de maior utilização de ferramentas e software e de trabalhos desenvolvidos em
workshare com outros escritórios do grupo espalhados pelo mundo.
A análise por segmentos em que operamos mostra que consolidamos nossa atuação no mercado de Mineração,
Metais e Produtos Químicos. Também ampliamos nossa presença no setor de Óleo & Gás com o início dos
trabalhos na área de “off shore” e registramos crescimento de market share na área de Infraestrutura e Meio
Ambiente, principalmente com a captação de grandes contratos de projetos ambientais na região amazônica.
Destacamos também que procedimentos corporativos foram uniformizados de acordo com os padrões globais,
bem como foi concluída com sucesso a implantação do software de gestão da companhia, o Oracle GBS, que
garante maiores controles e acesso mais rápido a dados estratégicos para tomadas de decisões sobre o
desempenho econômico-financeiro da companhia.
Agradecimentos
Aos clientes, instituições financeiras, fornecedores de bens e serviços e aos acionistas, agradecemos a confiança
e o apoio manifestados ao longo do ano. Bem como aos nossos funcionários e colaboradores, agradecemos a
valiosa dedicação na obtenção dos resultados.
São Paulo, 26 de abril de 2013.
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Nota
Explicativa
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber de clientes
Adiantamento a fornecedores
Impostos a recuperar
Partes relacionadas
Estoques
Despesas antecipadas
Adiantamentos a funcionários
Outros créditos
Total do ativo circulante
Não Circulante
Partes relacionadas
Despesas antecipadas
Impostos a recuperar
Imposto de renda e
contribuição social diferidos
Valores a recuperar
Outros créditos
Investimentos
Em controlada
Imobilizado
Intangível
Total do ativo não circulante
Total do Ativo
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
3
4
5
6
7
8
31.930
16.105
80.226
6.511
1.726
2.225
1.547
1.405
741
5
142.421
8
7.938
651
4.977
7
19.a)
9
10
11
12
35.396
10.365
–
1.331
5.770
419
66.847
209.268
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
Passivo e Patrimônio Líquido
Circulante
Fornecedores
Empréstimos, financiamentos
e arrendamento mercantil
Obrigações trabalhistas
e encargos sociais
Partes relacionadas
Impostos e contribuições a recolher
Adiantamentos de clientes
Dividendos propostos
Provisões e outras obrigações
Total do passivo circulante
Não Circulante
Fornecedores
7.944
7.938
7.944
Empréstimos, financiamentos
2.328
651
2.328
e arrendamento mercantil
–
4.977
– Adiantamentos de clientes
Provisões e outras obrigações
34.778
35.396
34.778 Total do passivo não circulante
10.355
10.365
10.355 Patrimônio Líquido
248
–
248 Capital social
Reserva de lucros - legal
1.469
–
– Reserva de lucros - reserva de
4.241
5.770
4.241
retenção de dividendos
1.008
419
1.008 Ajustes de avaliação patrimonial
62.371
65.516
60.902 Total do patrimônio líquido
186.774
209.459
186.714 Total do Passivo e Patrimônio Líquido
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
14.703
13.277
54.709
19.242
17.656
291
1.879
1.403
–
1.243
124.403
33.200
16.105
80.265
6.511
1.910
2.225
1.547
1.407
741
32
143.943
15.292
13.277
55.510
19.242
17.675
291
1.879
1.403
–
1.243
125.812
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$, exceto o lucro básico por ação)
Nota
Explicativa
Receita de Serviços e Vendas Líquidas
Custo dos Serviços Prestados
e Produtos Vendidos
Lucro Bruto
Receitas (Despesas) Operacionais
Gerais e administrativas
Despesas com depreciação e amortização
Resultado de equivalência patrimonial
Outras receitas (despesas)
operacionais, líquidas
Lucro Operacional antes do
sultado Financeiro
Resultado
Resultado
ultado Financeiro
Receitas financeiras
Despesas
pesas financeiras
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditada)
428.450
208.048
425.551
206.205
22
(369.156)
56.395
(170.881)
35.324
(371.310)
57.140
(171.382)
36.666
(33.728)
(1.801)
(138)
(29.350)
(2.495)
951
(34.643)
(1.801)
–
(29.726)
(2.495)
–
254
(35.459)
(43)
(30.937)
208
(36.236)
(43)
(32.264)
20.936
4.387
20.904
2.217
(1.936)
281
3.607
(3.738)
(131)
2.360
(1.944)
416
23
23
11.536
725
4.309
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditada)
11.536
425
Diferenças cambiais na conversão de
(8)
(8)
13.366
7.930
13.369
72
430
72
430
15
8
16
17
19.b)
18
30.281
1.546
4.777
25.207
3.429
9.044
82.195
10.913
–
8.266
34.270
172
2.082
69.499
30.294
1.546
4.864
25.207
3.429
9.044
82.386
10.922
–
8.459
34.270
172
2.084
69.706
13
2.228
6.504
2.228
6.504
14
17
18
–
5.770
11.425
19.423
83
11.309
–
17.896
–
5.770
11.425
19.423
83
11.309
–
17.896
20
20.a)
98.397
1.147
98.397
570
98.397
1.147
98.397
303
20.b)
8.219
(113)
107.650
209.268
517
(105)
99.379
186.774
8.219
(113)
107.650
209.459
517
(105)
99.112
186.714
(8)
(8)
Resultado Abrangente Total do Exercício
11.528
717
11.528
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
417
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditada)
21.320
4.309
2.495
–
3.405
(1.779)
–
–
–
(37.078)
(1.482)
(15.397)
(41)
(3.290)
398
(524)
–
15.482
1.295
–
5.083
22.433
(11.807)
(3.672)
(3.279)
resources & energy
(3.579)
(305)
425
0,00
Outros resultados abrangentes
operações no exterior
7.839
14
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social
21.217
4.256
Ajustes para reconciliar o lucro antes do imposto de
renda e da contribuição social com o caixa líquido
gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais:
Depreciações e amortizações
1.801
2.495
1.801
Resultado de equivalência patrimonial
138
(951)
–
Juros sobre empréstimos, mútuos e variações cambiais
678
3.405
678
Receita financeira
(2.119)
(1.779)
(2.119)
Constituição de provisão para créditos
de liquidação duvidosa
1.038
–
1.038
Baixa de ativo imobilizado
19
–
19
Imposto de renda e contribuição social correntes
(10.307)
–
(10.401)
Redução (aumento) nos ativos operacionais:
Contas a receber de clientes
(26.555)
(36.277)
(25.793)
Estoques
332
(1.482)
332
Est
Impostos a recuperar
Imp
10.952
(15.378)
10.788
Adiantamento a fornecedores
Ad
12.731
(41)
12.731
Despesas antecipadas
1.675
(3.290)
1.673
Partes relacionadas
(1.928)
398
(1.928)
Outros créditos e valores a recuperar
1.470
(722)
1.441
Adiantamento a funcionários
(741)
–
(741)
Aumento (redução) nos passivos operacionais:
Fornecedores
For
(9.803)
15.479
(9.714)
Obrigações trabalhistas e encargos sociais
Ob
19.368
1.286
19.372
Partes relacionadas
Pa
1.545
–
1.545
Impostos e contribuições a recolher
(3.489)
4.890
(3.596)
Adiantamentos de clientes
(14.603)
22.433
(14.603)
Provisões e outras obrigações
18.396
(11.809)
18.653
Imposto de renda e contribuição social pagos
–
(3.672)
–
(678)
(3.279)
(678)
Juros pagos
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas)
21.137
(24.038)
21.818
atividades operacionais
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Redução (aumento) de títulos e valores mobiliários
(709)
7.440
(709)
(2.760)
(2.779)
(2.760)
Aquisição de bens do ativo imobilizado e intangível
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas)
(3.469)
4.661
(3.469)
atividades de investimento
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento
Captação de empréstimos
32.057
23.500
32.057
Pagamento de empréstimos
(32.498)
(24.259)
(32.498)
Partes relacionadas
–
(7.944)
–
Aumento de caixa proveniente de incorporações
–
5.770
–
–
24.092
–
Aumento de capital
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas)
(441)
21.159
(441)
atividades de financiamento
17.227
1.782
17.908
Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
14.703
12.921
15.292
31.930
14.703
33.200
Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício
17.227
1.782
17.908
Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucro Líquido do Exercício
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
13
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
3.645
(3.738)
(93)
Lucro Operacional e antes do Imposto
de Renda e da Contribuição Social
21.217
4.256
21.320
Imposto de Renda e
Contribuição Social
Correntes
19
(10.957)
(3.579)
(11.060)
Diferidos
19
1.276
48
1.276
11.536
725
11.536
Lucro Líquido do Exercício
Lucro Básico por Ação - R$
0,13
0,01
0,13
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
21
22
22
10
Nota
Explicativa
(23.449)
7.440
(2.779)
4.661
23.500
(24.259)
(7.944)
5.770
24.092
21.159
2.371
12.921
15.292
2.371
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Saldos em 31 de Dezembro de 2010
Efeitos decorrentes da incorporação reversa:
Acervo líquido decorrente de incorporação reversa
Reversão de reserva de dividendos decorrente de incorporação
Acervo líquido de incorporação
Aumento de capital
Ajuste de avaliação patrimonialVariação cambial em investimento no exterior
Lucro líquido do exercício
Destinações:
Reserva legal
Dividendos propostos
Constituição de reserva de lucros - dividendos
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Ajuste de avaliação patrimonialVariação cambial em investimento no exterior
Lucro líquido do exercício
Destinações:
Reserva legal
Dividendos propostos
Constituição de reserva de lucros - dividendos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Nota
Explicativa
Capital
Social
65.005
Reserva
Legal
534
Reservas de Lucros
Reserva de Retenção
de Dividendos
7.613
Ajustes de Avaliação
Patrimonial
(97)
Lucros
Acumulados
–
Total
73.056
1.a)
1.a)
1.b)
20.c)
7.915
–
1.385
24.092
–
–
–
–
–
(7.613)
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
7.915
(7.613)
1.385
24.092
10
–
–
–
–
–
–
(8)
–
–
725
(8)
725
20.a)
20.b)
20.b)
–
–
–
98.397
36
–
–
570
–
–
517
517
–
–
–
(105)
(36)
(172)
(517)
–
–
(172)
–
99.379
10
–
–
–
–
–
–
(8)
–
–
11.536
(8)
11.536
–
(517)
8.219
8.219
–
–
–
(113)
(577)
(2.740)
(8.219)
–
–
(3.257)
–
107.650
20.a)
20.b)
20.b)
–
577
–
–
–
–
98.397
1.147
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
w w w. c n e c . c o m . b r
46 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 11.050.205/0001-06
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
1. INFORMAÇÕES GERAIS
A CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. (“Companhia”), anteriormente
denominada CNEC Projetos de Engenharia S.A., foi constituída em
22 de abril de 2009 e tem por objetivo a execução de serviços de
gerenciamento e elaboração de projetos de engenharia, nas áreas de desenvolvimento (energia, saneamento, óleo e gás, mineração e metais,
obras na área ambiental e sistemas) e em outras obras vinculadas à infraestrutura, bem como atividades mercantis (aquisição e revenda de produtos e equipamentos) e atua, ainda, na elaboração de estudos de viabilidade técnica de hidroelétricas, conforme descrito na nota explicativa n° 9.
A Companhia possui participações em consórcio constituído em conjunto
com a Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., no qual detém 10%
de participação. O objeto do consórcio, contratado pela Petróleo Brasileiro
S.A. - Petrobras, é a construção do projeto denominado Refinaria do
Nordeste Abreu e Lima - Rnest.
Eventos societários ocorridos em 2011
a) Em 30 de junho de 2011, a controladora CNEC WorleyParsons do Brasil
Engenharia Ltda. foi incorporada pela Companhia, ocasionando aumento
de capital de R$7.915, sem emissão de novas ações.
Essa reestruturação teve como objetivo otimizar os custos operacionais e
as despesas administrativas e agilizar ações comerciais, além de
padronizar os procedimentos administrativos e operacionais.
O acervo líquido da incorporada CNEC WorleyParsons do Brasil
Engenharia Ltda., levantado em 31 de maio de 2011, suportado por laudos
de especialistas contratados pela Administração, está demonstrado a
seguir:
Ativo
Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa
5.103
Dividendos a receber
10.151
Não circulante34.120
Imposto de renda e contribuição social diferidos
49.374
Total do ativo
Passivo
Circulante:
Fornecedores
4
Contas a pagar - controladora
89
Outras contas a pagar
10.519
Obrigações fiscais
90
Não circulante30.757
Contas a pagar - controladora
41.459
Total do passivo
7.915
Acervo líquido
Na data da incorporação, os valores de R$2.538 de dividendos propostos
e R$7.613 de constituição de reserva de lucros, contabilizados no balanço
em 31 de dezembro de 2010 da Companhia, foram compensados com o
saldo de R$10.151, classificado como dividendos a receber no balanço da
CNEC WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda.
b) Em 30 de dezembro de 2011, a Companhia incorporou 100% do
patrimônio líquido da parte relacionada Intecsea do Brasil Engenharia
Ltda. através da emissão de 1.292.920 novas ações ordinárias, nominativas
e sem valor nominal com preço unitário de R$1,071.
O acervo líquido da incorporada, levantado em 30 de novembro de 2011,
suportado por laudos de especialistas contratados pela Administração,
está demonstrado a seguir:
Ativo
Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa
667
Contas a receber de clientes
545
Impostos a recuperar
1.348
Despesas antecipadas
23
Outros créditos
167
Não circulante99
Imobilizado
2.849
Total do ativo
Passivo
sivo
Circulante:
ulante:
necedores
Fornecedores
15
Obrigações
rigações tributárias
115
Salários a pagar
4
Obrigações trabalhistas
811
519
Outras obrigações
1.464
Total do passivo
1.385
Acervo líquido
Comparabilidade das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em
31 de dezembro de 2011 incluem os efeitos da incorporação reversa da
Cnec WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda. referentes a sete meses,
de 31 de maio a 31 de dezembro de 2011, e da incorporação da Intecsea
do Brasil Engenharia Ltda. referentes a um mês, de 30 de novembro a
31 de dezembro de 2011. Portanto, a leitura das demonstrações financeiras
deve considerar esses efeitos.
2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
2.1. Declaração de conformidade
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas
de acordo com as normas e as práticas contábeis adotadas no Brasil e
compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os
pronunciamentos técnicos e as orientações e interpretações técnicas
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas
pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC.
Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o
resultado consolidado atribuíveis aos cotistas da controladora e o
patrimônio líquido e o resultado da controladora, a Companhia optou por
apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas
em um único conjunto, lado a lado.
2.2. Base de consolidação
Controlada
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações
financeiras da Companhia e da controlada. O controle é obtido quando a
Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais
de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades.
As demonstrações financeiras da controlada são incluídas nas
demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle
se inicia até a data em que o controle deixa de existir.
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, o investimento
em controlada é reconhecido através do método de equivalência
patrimonial, conforme previsto pelas práticas contábeis adotadas no Brasil
com relação às demonstrações financeiras individuais.
2.3. Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas
em reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia e da controlada.
2.4. Instrumentos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados ao valor
justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou
emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos
financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou
deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável,
após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente
atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros, mensurados ao
valor justo por meio do resultado, são reconhecidos imediatamente no
resultado.
Caixa e equivalentes de caixa
Representados por saldos em caixa, recursos em contas bancárias de livre
movimentação e Certificados de Depósito Bancário - CDB, valorizados de
acordo com as taxas pactuadas, e não diferem significativamente dos
valores de mercado, até as datas de encerramento dos exercícios.
As operações registradas como caixa e equivalentes de caixa possuem
liquidez imediata e vencimento em até 90 dias das datas de encerramento
dos exercícios.
Contas a receber de clientes - partes relacionadas
Provenientes da prestação de serviços de consultoria e engenharia os
quais são prestados a partes relacionadas, conforme descrito na
nota explicativa nº 8.
Instrumentos financeiros - passivos não derivativos
Os passivos financeiros da Companhia são substancialmente
representados por fornecedores, empréstimos e financiamentos e
arrendamento mercantil. Estão demonstrados pelos valores de contratação,
acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e atualização
monetária ou cambial incorridos.
2.5. Títulos e valores mobiliários
A Companhia classifica seus títulos e valores mobiliários como empréstimos
e recebíveis. Os empréstimos e recebíveis estão mensurados pelo custo
amortizado.
2.6. Contas a receber de clientes e provisão para créditos de
liquidação duvidosa
As contas a receber de clientes são registradas e mantidas no balanço
patrimonial pelo valor nominal dos títulos, ajustado a valor presente,
quando aplicável. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é
constituída com base em análise das perdas históricas, avaliação dos
saldos com risco de realização e negociações em andamento com os
clientes.
2.7. Demonstração do resultado abrangente
Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa
que não são reconhecidos na demonstração do resultado, como requerido
ou permitido pelos pronunciamentos, interpretações e orientações técnicos
emitidos pelo CPC.
2.8. Estoques
Compostos por materiais destinados à aplicação nas obras em andamento
e avaliados pelo custo médio de aquisição ou pelos valores de realização,
o que for menor.
2.9. Investimentos
Uma controlada é uma entidade sobre a qual a Companhia possui controle
e que não se configura como uma coligada nem uma participação sob
controle comum (“joint venture”). A participação da Companhia em
entidade controlada está demonstrada na nota explicativa nº 10.
Os resultados, ativos e passivos da controlada são incorporados às
demonstrações financeiras com base no método de equivalência
patrimonial.
Conforme o método de equivalência patrimonial, os investimentos em
controlada são inicialmente registrados pelo valor de custo e, em seguida,
ajustados para fins de reconhecimento da participação da Companhia no
lucro líquido ou prejuízo da controlada.
2.10. Imobilizado
Os equipamentos de informática, os móveis e utensílios, os veículos e as
benfeitorias em propriedade de terceiros estão demonstrados ao valor de
custo, deduzido de depreciação acumulada, calculada pelo método linear
às taxas mencionadas na nota explicativa nº 11, que considera a vida
útil-econômica dos bens.
A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo
pelo método linear, de modo que o valor do custo, menos o seu valor
residual, após sua vida útil, seja integralmente baixado. A vida útil estimada,
os valores residuais
depreciação são revisados nas datas
is e os métodos de depre
de encerramento dos exercícios e o efeito
efeit de quaisquer mudanças nas
estimativas é contabilizado prospectivamente.
A Companhia revisou a vida útil dos seus ativos e concluiu que as taxas de
depreciação utilizadas são condizentes com as suas operações em
31 de dezembro de 2012 e de 2011.
2.11. In
Intangível
Demonstrado ao custo de aquisição, representado basicamente pelos
gastos com implementação de sistemas informatizados. A amortização
está sendo calculada pelo método linear à taxa de 20% ao ano.
2.12. Variações cambiais
ambiais
Os ativos e passivos indexados estão atualizados de acordo com os
respectivos indexadores até as datas de encerramento dos exercícios, em
contrapartida às variações cambiais e monetárias no resultado, exceto
para as variações cambiais de investimentos em controladas no exterior,
com moeda funcional diferente da adotada pela Companhia, que são
reconhecidas no patrimônio líquido.
2.13. Instrumentos financeiros
A categoria depende da finalidade para a qual os ativos e passivos
financeiros foram adquiridos ou contratados e é determinada no
reconhecimento inicial dos instrumentos financeiros.
Os ativos financeiros são classificados nas seguintes categorias:
empréstimos e recebíveis, valor justo por meio do resultado, mantidos até
o vencimento ou disponíveis para venda. A classificação depende da
natureza e da finalidade dos ativos financeiros.
2.14. Arrendamento mercantil
Os arrendamentos mercantis que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da Companhia, incluindo os que
decorrem de operações e aqueles que transferem para a Companhia os
benefícios, os riscos e o controle dos bens, são classificados como
arrendamento mercantil financeiro. Os arrendamentos mercantis
financeiros são registrados como compra financiada, reconhecendo, no
momento da aquisição, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento
(arrendamento).
2.15. Empréstimos e financiamentos
Registrados pelo valor nominal, acrescidos de juros e variação cambial,
quando aplicável, incorridos até as datas de encerramento dos exercícios.
2.16. Provisão para riscos trabalhistas e cíveis
Constituída, quando aplicável, para fazer frente aos processos cujas
probabilidades de perda são classificadas como prováveis pela
Administração, com base na opinião de seus assessores jurídicos. No caso
de exigências tributárias, cuja legalidade seja objeto de contestação
judicial, as obrigações pertinentes estão registradas pelo valor integral em
discussão.
2.17. Outros créditos e outras obrigações
Os demais ativos estão demonstrados ao valor de custo ou realização,
incluindo, quando aplicável, os rendimentos auferidos.
Os demais passivos são demonstrados por valores conhecidos ou
calculáveis, incluindo, quando aplicável, juros e atualizações monetárias.
2.18. Redução ao valor recuperável de ativos tangíveis e intangíveis
Na elaboração das demonstrações financeiras, a Companhia analisa se
existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperado.
Caso sejam identificadas tais evidências, a Companhia estima o valor
recuperável do ativo. A Companhia não identificou situações que exigissem
o reconhecimento de provisão em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 para
os itens constantes nos ativos imobilizado e intangível.
2.19. Imposto de renda e contribuição social
A despesa com imposto de renda e contribuição social representa a soma
dos impostos correntes e diferidos.
Impostos correntes
O imposto de renda e a contribuição social são calculados aplicando-se as
alíquotas vigentes de 25% e 9%, respectivamente, sobre o lucro tributável
do exercício.
Impostos diferidos
O imposto de renda e a contribuição social diferidos (“impostos diferidos”)
são reconhecidos sobre as diferenças temporárias até as datas de
encerramento dos exercícios entre os saldos de ativos e passivos
reconhecidos nas demonstrações financeiras e as bases fiscais
correspondentes utilizadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo
de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos ativos ou
passivos não são reconhecidos sobre diferenças temporárias resultantes
de ágio ou de reconhecimento inicial (exceto para combinação de
negócios) de outros ativos e passivos em uma transação que não afete o
lucro tributável nem o lucro contábil. A composição dos impostos diferidos
está demonstrada na nota explicativa nº 18.
A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada até as
datas de encerramento dos exercícios e, quando não for mais provável que
lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação
de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante
que se espera que seja recuperado.
Impostos diferidos ativos são mensurados pelas alíquotas aplicáveis no
exercício que se espera que o ativo seja realizado, previstas nas legislações
tributárias vigentes. A mensuração dos impostos diferidos ativos reflete as
consequências fiscais que resultariam da forma pela qual a Companhia
espera, até as datas de encerramento dos exercícios, recuperar ou liquidar
o valor contábil desses ativos.
2.20. Lucro básico por ação
O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do resultado
atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada
de ações ordinárias e preferenciais emitidas durante o exercício.
2.21. Uso de estimativas e julgamento
A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do
CPC determina que a Administração faça julgamentos, estimativas e
premissas que afetam a aplicação de práticas contábeis e os valores
reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais
podem divergir dessas estimativas.
As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam
um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo
exercício estão relacionadas, principalmente, aos seguintes aspectos: vida
útil do ativo imobilizado, provisões para riscos fiscais, cíveis e trabalhistas,
provisão para créditos de liquidação duvidosa e projeções para realização
de imposto de renda e contribuição social diferidos ativos.
Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. O impacto de
tais revisões é reconhecido no exercício em que são efetuadas.
2.22. Consórcios
As participações em consórcios são reconhecidas linha a linha nas contas
do balanço e da demonstração do resultado, na proporção do percentual
de participação no consórcio.
2.23. Receitas, despesas e custos incorridos a faturar
A receita de prestação de serviço é apurada e reconhecida em virtude da
evolução de cada projeto. A receita compreende o valor inicial acordado no
contrato acrescido de variações decorrentes de solicitações adicionais, na
condição em que seja praticamente certo que resultem em receita e
possam ser mensuradas de forma confiável. Tão logo o resultado de um
contrato de prestação de serviço de engenharia possa ser estimado de
maneira confiável, a receita do contrato é reconhecida no resultado na
medida do estágio de conclusão do contrato de acordo com o percentual
de conclusão de cada um dos projetos.
Os custos de cada contrato são reconhecidos como resultado no período
em que são incorridos, a menos que criem um ativo relacionado à atividade
de contrato futuro.
Quando o resultado de um contrato de prestação de serviço não pode ser
estimado com confiabilidade, sua receita é reconhecida até o montante
dos custos incorridos desde que sua recuperação seja provável.
Se for provável que os custos totais excederão a receita total de um
contrato, a perda referente ao excedente entre a receita contratada e o
custo total estimado é reconhecida imediatamente no resultado do
exercício na rubrica “custo dos serviços prestados” e um passivo registrado
na rubrica de “Fornecedores”.
Os valores recebidos antes da realização do correspondente trabalho são
registrados no balanço patrimonial como um passivo, na rubrica
“Adiantamentos de clientes”.
Os montantes faturados ou a faturar registrados com base no trabalho
executado por obra, mas ainda não pagos pelo cliente, são registrados no
balanço patrimonial como um ativo, na rubrica “Contas a receber de
clientes”.
2.24. Despesas financeiras
Representam juros e variações monetárias decorrentes de empréstimos e
arrendamento mercantil, conforme demonstrado na nota explicativa nº 22.
2.25. Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda
não adotadas
A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir:
IFRS 9
Instrumentos Financeiros (d)
IFRS 10
Demonstrações Financeiras Consolidadas (b)
IFRS 11
Negócios em Conjunto (b)
IFRS 12
Divulgações de Participações em Outras Entidades (b)
IFRS 13
Mensuração do Valor Justo (b)
Modificações
Apresentação dos Itens de Outro Resultado
à IAS 1
Abrangente (a)
Modificações
Divulgação - Compensação de Ativos Financeiros
à IFRS 7
e Passivos Financeiros (b)
Modificações às Data de Aplicação Mandatória da IFRS 9
IFRSs 9 e 7
e Divulgação de Transição (d)
Modificações
Demonstrações Financeiras Consolidadas, Negócios
às IFRSs
em Conjunto e Divulgações de Participações em
10, 11 e 12
Outras Entidades: Guia de Transição (b)
IAS 19 (revisada
em 2011)
Benefícios a Empregados (b)
IAS 27 (revisada
em 2011)
Demonstrações Financeiras Separadas (b)
IAS 28 (revisada
em 2011)
Investimentos em Coligadas e “Joint Ventures” (b)
Modificações
à IAS 32
Compensação de Ativos e Passivos Financeiros (c)
Modificações
às IFRSs
Ciclo de Melhorias Anuais aos 2009-2011
Custos de Remoção na Fase de Produção de
IFRIC 20
uma Mina de Superfície (b)
(a) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho
de 2011.
(b) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro
de 2013.
(c) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho
de 2012.
(d) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro
de 2012.
A Companhia entende que não terá impactos relevantes em suas
demonstrações financeiras individuais na aplicação desses
pronunciamentos contábeis.
resourcess & e
resource
energy
e gy
w w w. c n e c . c o m . b r
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 47
CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 11.050.205/0001-06
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
10. INVESTIMENTOS
3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Caixa e bancos
Aplicações
financeiras (*)
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
5.032
2.252
6.302
2.841
26.898
12.451
26.898
12.451
31.930
14.703
33.200
15.292
(*) A Companhia possui ainda aplicações financeiras no Banco Bradesco S.A., na qual os recursos disponíveis
no final do mês são automaticamente aplicados e remunerados à taxa de 20,0% do Certificado de Depósito
Interbancário - CDI, sem o risco de mudança significativa do valor. A referida aplicação possui liquidez imediata.
4. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
Os títulos e valores mobiliários são investimentos temporários de curto prazo, representados por títulos de alta
liquidez, e estão classificados como “empréstimos e recebíveis”, demonstrados como segue:
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
16.105
13.277
16.105
13.277
Aplicações financeiras
Representam aplicações financeiras compromissadas, lastreadas em debêntures, remuneradas a taxas que
variam entre 99,5% e 102% do CDI, sem o risco de mudança significativa do valor, com prazos de resgate que
variam entre um e três meses, e possuem liquidez imediata.
5. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
A faturar (a)
18.559
25.453
18.559
25.453
Contas a receber - RNEST (b)
36.129
11.383
36.129
11.383
Prestação de serviços
27.276
18.989
27.315
19.790
(1.738)
(1.116)
(1.738)
(1.116)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
80.226
54.709
80.265
55.510
(a) Refere-se a contas a receber por serviços prestados durante o exercício, cujo faturamento ocorreu no decorrer
do primeiro trimestre de 2013.
(b) Refere-se a saldo registrado pelo consórcio no qual a Companhia detém 10% de participação. O objeto do
consórcio, contratado pela Petrobras, é a construção do projeto denominado Refinaria do Nordeste Abreu e Lima.
O “aging list” das contas a receber por vencimento está assim representado:
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
A vencer
77.836
51.521
77.875
51.521
Vencidos:
1 a 30 dias
939
1.388
939
1.235
31 a 60 dias
275
667
275
1.585
61 a 90 dias
520
229
520
229
91 a 180 dias
472
735
472
735
181 a 360 dias
184
169
184
205
1.738
1.116
1.738
1.116
Há mais de 361 dias
81.964
55.825
82.003
56.626
Total
As movimentações na provisão para perdas de contas a receber são as seguintes:
Controladora e Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(1.116)
Baixas
–
–
Constituição
Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado)
(1.116)
Baixa
416
(1.038)
Constituição
(1.738)
Saldo em 31 de dezembro de 2012
P E IFRS)
6. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP
Refere-se à antecipação de recursos a terceiros para serviços que serão prestados em projetos para construção
de usinas
sinas hidroelétricas.
7. IMPOSTOS A RECUPERAR
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
Imposto de Renda Retido na Fonte a Recuperar - IRRF
–
2.424
–
2.424
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
a Recuperar - CSLL
408
1.057
408
1.057
Programa de Integração Social - PIS
–
1.136
–
1.136
Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social - COFINS
1.024
5.221
1.024
5.221
Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços - ICMS (*)
4.977
6.311
4.977
6.311
294
1.507
478
1.526
Outros impostos a recuperar
6.703
17.656
6.887
17.675
Total
Circulante
1.726
17.656
1.910
17.675
Não circulante
4.977
–
4.977
–
(*) Refere-se a créditos pela entrada de mercadorias para revenda nos projetos Jirau e Furnas.
8. PARTES RELACIONADAS - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP E IFRS)
Ativo
Ativo não
Passivo
Circulante Circulante Circulante
WorleyParsons Serv PTY Ltd (a)
353
7.938
541
WorleyParsons Global Services Group (b)
1.313
–
–
WorleyParsons Europe Ltd (a)
530
–
–
Intec Engineering BV (a)
29
–
–
WorleyParsons Group Inc (a)
–
–
24
WorleyParsons Service Inc (a)
–
–
230
WorleyParsons Canada Ltd (a)
–
–
25
–
–
726
Beijing Worley Parsons Engineering (a)
2.225
7.938
1.546
Saldos em 31 de dezembro de 2012
291
7.944
–
Saldos em 31 de dezembro de 2011
Custo dos Serviços Prestados Receita
Demonstração do resultado
WorleyParsons Serv PTY (a)
(2.309)
–
Beijing Worley Parsons Engineering (a)
(610)
–
WorleyParsons Thailand Limited (a)
(78)
–
WorleyParsons Group Inc (a)
(64)
–
WorleyParsons Service Inc (a)
(337)
–
WorleyParsons Canada Ltd (a)
(9.390)
–
WorleyParsons Peru (a)
(662)
–
WorleyParsons Westmar Corp (a)
(66)
–
WorleyParsons Europe Ltd (a)
–
1.739
–
2.965
WorleyParsons Global Services Group (a)
(13.516)
4.704
(a) Refere-se a despesas administrativa e serviços de consultoria em engenharia prestados pela controladora
direta com vencimento em até 30 dias.
(b) Refere-se a serviços de consultoria em tecnologia da informação, licenças de software e treinamentos, com
vencimento em até 30 dias.
Remuneração dos administradores
O montante pago até 31 de dezembro de 2012 é de R$2.387 (R$2.236 em 31 de dezembro de 2011) referentes
a benefícios de curto prazo, tais como salários, encargos e outros.
9. VALORES A RECUPERAR
Referem-se principalmente aos custos incorridos pela Companhia em estudos de viabilidade técnica de
hidroelétricas, decorrentes de contratos firmados e aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL, em processos de licitação. Os estudos de viabilidade são incluídos nos leilões para concessão da
exploração de serviços de energia elétrica. O vencedor do leilão tem a obrigação de pagar o preço estabelecido
pela ANEEL para os estudos de viabilidade.
Prejuízo
Resultado de
PatriLíquido
Equivalência
Participação - %
Investimentos
mônio
do
Patrimonial
Líquido Exercício 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011
CNEC Engenharia
S.A. - Argentina
1.331
(138)
100
Movimentação de investimentos em controlada:
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Ajuste de avaliação patrimonial
Resultado da equivalência patrimonial
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Ajuste de avaliação patrimonial
Resultado da equivalência patrimonial
Saldo em 31 de dezembro de 2012
11. IMOBILIZADO
100
1.331
1.469
(138)
951
526
(8)
951
1.469
(8)
(130)
1.331
Controladora e Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
Taxa Média Anual
Depreciação
Valor
Valor
de Depreciação - % Custo
Acumulada Líquido Líquido (*)
Equipamentos de Informática
20
4.884
(4.503)
381
427
Móveis e utensílios
10
3.121
(1.416)
1.705
604
Benfeitorias em propriedades de terceiros
10
2.645
(1.272)
1.373
1.490
3.146
(835)
2.311
1.720
Imobilizado em andamento e outros
–
13.796
(8.026)
5.770
4.241
(*) Os saldos consolidados de 2011 não foram auditados.
A movimentação do imobilizado é demonstrada a seguir:
Saldo em 31 de dezembro de 2010
3.944
Adições decorrentes de incorporações
99
Aquisições
1.762
Depreciações
(1.564)
Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado)
4.241
Aquisições
2.760
Baixas
(19)
Depreciações
(1.212)
Saldo em 31 de dezembro de 2012
5.770
12. INTANGÍVEL
Controladora e Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
Taxa Anual de
Amortização
Valor
Valor
Amortização - % Custo
Acumulada Líquido Líquido (*)
Direitos de uso de software
20 9.242
(8.825)
417
1.006
Marcas, patentes e outros
–
2
–
2
2
9.244
(8.825)
419
1.008
(*) Os saldos consolidados de 2011 não foram auditados.
A movimentação do intangível é demonstrada a seguir:
Saldo em 31 de dezembro de 2010
922
Aquisições
1.017
(931)
Amortizações
Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado)
1.008
Amortizações
(589)
Saldo em 31 de dezembro de 2012
419
13. FORNECEDORES
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
Fornecedores - nacionais e exterior
10.067
19.870
10.158
19.873
Circ
Circulante
7.839
13.366
7.930
13.369
Não circulante
2.228
6.504
2.228
6.504
Referem-se substancialmente a serviços de engenharia e compra de materiais voltados para a elaboração e o
desenvolvimento de projetos.
14. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ARRENDAMENTO MERCANTIL
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
Natureza Vencimento Final
Taxa de Juros 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
FINEP (a)
2013 TJLP (b) + juros de 6% a.a
72
513
72
513
Circulante
72
430
72
430
Não circulante
–
83
–
83
(a) Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP
(b) Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP
Em garantia do cumprimento das obrigações principais e acessórias assumidas, a Companhia forneceu carta de
fiança à FINEP.
Com relação ao arrendamento mercantil, a garantia é o próprio bem e sobre ele não há exigência de manutenção
de índices financeiros (“covenants”).
A movimentação dos empréstimos, dos financiamentos e do arrendamento mercantil é como segue:
Saldo em 31 de dezembro de 2010
1.146
Captações de empréstimos - conta garantida
23.500
Pagamento do principal (FINEP e conta garantida)
(24.259)
Juros provisionados
3.405
(3.279)
Juros pagos
Saldo em 31 de dezembro de 2011
513
Captações de empréstimos - conta garantida
32.057
Pagamento do principal (FINEP e conta garantida)
(32.498)
Juros provisionados
678
Juros pagos
(678)
Saldo em 31 de dezembro de 2012
72
15. OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E ENCARGOS SOCIAIS
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
Salários a pagar
7.660
2.964
7.663
2.967
Provisão de férias
10.946
4.502
10.949
4.506
Provisão de encargos sociais sobre férias
1.156
1.453
1.156
1.453
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
6.520
911
6.527
913
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS
891
377
891
377
IRRF sobre salários
2.758
475
2.758
475
Outras obrigações
350
231
350
231
30.281
10.913
30.294
10.922
16. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER
Controladora
Consolidado
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
PIS
75
487
75
487
Cofins
528
2.235
528
2.235
ICMS
86
2.609
86
2.609
Imposto Sobre Serviços - ISS
3.859
2.526
3.859
2.526
Outros
229
409
316
602
4.777
8.266
4.864
8.459
17. ADIANTAMENTOS DE CLIENTES
Referem-se a adiantamentos recebidos de clientes por conta de projetos em execução, substancialmente projetos
para construção de usinas hidroelétricas e estudos de viabilidade econômica, substancialmente referentes aos
projetos Energia Sustentável, CBA e Staatsolie.
resources & energy
w w w. c n e c . c o m . b r
48 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 11.050.205/0001-06
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma)
18. PROVISÕES E OUTRAS OBRIGAÇÕES - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP E IFRS)
23. RESULTADO FINANCEIRO
Controladora
(BR GAAP)
31/12/2012 31/12/2011
Referem-se a provisões referentes a despesas incorridas cuja emissão de nota fiscal ainda não ocorreu,
substancialmente referente aos projetos MMX, Skanka, Furnas e Petrobras.
Consolidado
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
A Companhia possui um adiantamento de R$16.758 referentes à reembolso de gastos no Projeto RNEST
recebido do Consórcio CNCC - Camargo Corrêa - CNEC, sendo R$6.000 classificados no passivo circulante e
Receitas financeiras:
R$10.758 no passivo não circulante, os valores serão compensados com serviços a serem prestados por
Rendimento financeiro
2.119
1.779
2.119
1.779
empregados da Companhia.
Juros sobre mútuo
–
1.428
–
1.428
19. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Outras
98
400
241
438
2.217
3.607
2.360
3.645
a) Imposto de renda e contribuição social diferidos
Despesas financeiras:
O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros
Juros sobre empréstimos
(839)
(3.405)
(839)
(3.405)
atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e o seu valor contábil.
Despesas bancárias
–
(22)
–
(22)
A Companhia reconheceu no ativo os créditos tributários referentes à provisão para créditos de liquidação
Multa sobre obrigações
(477)
(18)
(477)
(18)
duvidosa e às provisões para riscos. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado ao menos anualmente.
Variação cambial
(113)
(291)
(113)
(291)
(507)
(2)
(515)
(2)
Outras
Caso ocorram fatores relevantes que modifiquem essas projeções, elas serão revisadas durante o exercício pela
(1.936)
(3.738)
(1.944)
(3.738)
Companhia. A Administração considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias serão
281
(131)
416
(93)
realizados na proporção da resolução final das provisões para crédito de liquidação duvidosa e liquidação das Resultado financeiro
provisões para riscos. O imposto de renda e a contribuição social diferidos foram constituídos considerando-se a 24. SEGUROS CONTRATADOS
A Companhia mantém política de efetuar cobertura de seguros de forma global para os bens do imobilizado
alíquota de 34% (imposto de renda e contribuição social) vigente e têm a seguinte composição:
sujeitos a riscos de incêndio, roubos, danos materiais e lucros cessantes.
(i) Imposto de renda e contribuição social diferidos
25. BENEFÍCIOS A EMPREGADOS
Controladora e Consolidado
A Companhia possui Plano de Previdência Privada, na modalidade de contribuição definida, cujos custos são
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012
31/12/2011 perfeitamente previsíveis e passíveis de controle e administração, e para o qual a Companhia e o colaborador
contribuem na mesma paridade de valores, para os salários superiores a R$4, até o limite de 4% do salário
(Não auditado)
nominal. Para contribuições acima do limite estabelecido, não há contribuição por parte da Companhia. Durante
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
–
1.116
os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, a Companhia contribuiu com R$678 e R$324,
Outras provisões
3.753
820
respectivamente.
3.753
1.936
Ativo diferido - alíquota de 34%
1.276
658 26. PROVISÃO PARA RISCOS TRABALHISTAS E CÍVEIS
Imposto de renda e contribuição social diferidos (*)
34.120
34.120 a) Processos cíveis
Total
35.396
34.778 Constituída para as causas cujas probabilidades de perda são avaliadas como prováveis pelos assessores
(*) Os valores incorporados referem-se ao ágio anteriormente gerado quando da aquisição das ações da jurídicos e pela Administração da Companhia, considerando a natureza dos processos e a experiência dos
assessores jurídicos e da Administração em causas semelhantes.
Cnec WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda.
Adicionalmente, a Companhia é ré em ação civil pública movida pelo Ministério Público, para anulação de licenças
b) Conciliação da despesa de imposto de renda e da contribuição social
concedidas aos empreendimentos Cachoeira e Estreito e a invalidação de processos de licenciamento ambiental
Controladora
Consolidado
desses empreendimentos e dos AHEs Ribeiro Gonçalves, Uruçui e Cachoeira, em virtude de suposta insuficiência
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
de estudos ambientais apresentados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA. A probabilidade de perda
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011 estimada pelos assessores jurídicos da Companhia é possível.
(Não auditado) Em 31 de dezembro de 2012, não há provisões reconhecidas.
Lucro antes do imposto de renda e
b) Processos trabalhistas
da contribuição social
21.217
4.256
21.320
4.309
Correspondem, principalmente, a pleitos de indenização por acidentes do trabalho e reclamações de horas
Alíquota
34%
34%
34%
34%
extras, que totalizam R$10, os quais foram avaliados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos e pela
Despesa de imposto de renda e
Administração; portanto, sem constituição de provisão.
contribuição social calculada às alíquotas nominais
(7.214)
(1.447)
(7.249)
(1.465)
Em 31 de dezembro de 2012, não há provisões reconhecidas.
Ajustes para apuração do imposto de renda
27. INSTRUMENTOS FINANCEIROS - CONSOLIDADO (BR GAAP e IFRS)
e contribuição social efetivos:
Equivalência patrimonial
(47)
323
–
– a) Gestão de risco de capital
Adições permanentes, líquidas
(2.420)
(275)
(2.535)
(275) A Companhia contrata operações envolvendo instrumentos financeiros que se destinam a atender às suas
Serviços de terceiros - pessoa jurídica
–
(2.132)
–
(2.144) necessidades operacionais, bem como a reduzir a exposição a riscos de crédito e taxa de câmbio. A administração
desses riscos, bem como dos respectivos instrumentos, é realizada por meio de definição de estratégias,
Despesa de imposto de renda e contribuição
social - correntes e diferidos
(9.681)
(3.531)
(9.784)
(3.884) estabelecimento de sistemas de controle e determinação de limites de exposição cambial.
Títulos e valores mobiliários
20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O capital social integralizado em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 é de R$98.397, representado por 88.787.128 As aplicações financeiras têm taxas de remuneração variáveis e estão registradas pelo custo amortizado até as
datas de encerramento dos exercícios.
ações ordinárias, sem valor nominal.
Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil
a) Reserva legal
São registrados com base nos juros contratuais de cada operação, conforme demonstrado na nota explicativa
Constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder 20% do
nº 14.
capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada
b) Categoria de instrumentos financeiros
para compensar prejuízo ou aumentar o capital.
A Companhia possui instrumentos financeiros cujos valores reconhecidos no balanço patrimonial aproximam-se
b) Dividendos
dos valores de mercado.
Aos acionistas é assegurado, em cada exercício social, o dividendo mínimo de 25% do lucro líquido ajustado,
Controladora
Consolidado
em conformidade com o Estatuto Social da Companhia.
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
31/12/2012 31/12/2011
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
(Não auditado)
Lucro líquido do exercício
11.536
725
Constituição da reserva legal - 5%
(577)
(36) Ativos financeiros
31.930
14.703
33.200
15.292
Subtotal
10.959
689 Caixa e equivalente de caixa
Dividendos mínimos obrigatórios - 25%
(2.740)
(172) Custo amortizado:
Títulos e valores mobiliários
Títu
16.105
13.277
16.105
13.277
Proposta
da Ad
Administraçãot d
i i t
ã
Adiantamento a fornecedores
Ad
6.511
19.242
6.511
19.242
Dividendos adicionais propostos - classificados como reserva de lucros
8.219
219
517
Contas a receber de clientes e partes relacionadas
90.389
62.944
90.428
63.745
Em 30 de abril de 2012, conforme Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, foi aprovado a distribuição de
Passivos financeiros
dividendos referentes aos saldos de R$517 à conta de Constituição de reserva de lucros - dividendos.
Custo amortizado:
c) Aumento de capital
Empréstimos, financiamentos e arrendamento
mercantil - circulante e não circulante
72
513
72
513
Em 9 de dezembro de 2011, os acionistas da Companhia deliberaram o aumento de capital social no valor de
Fornecedores
10.067
19.870
10.158
19.873
R$24.092, em moeda corrente, mediante a emissão de 22.488.608 ações ordinárias, nominativas e sem valor
Adiantamento de clientes
30.976
45.579
30.976
45.579
nominal, ao preço de emissão de R$1,071 por ação.
Risco de crédito
21. RECEITA DE SERVIÇOS E VENDAS LÍQUIDAS
A Companhia mantém contas-correntes bancárias e aplicações financeiras com instituições financeiras aprovadas
Controladora
Consolidado
pela Administração, de acordo com critérios objetivos para diversificação de riscos de crédito.
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
A Companhia possui clientes contratados em moeda estrangeira. O risco vinculado a esses ativos surge em
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
razão da possibilidade de existirem flutuações nas taxas de câmbio que possam aumentar os saldos desses
(Não auditado)
ativos. A fim de mitigar esse risco, a Companhia utilizou instrumentos financeiros de “forward” (venda futura de
Receita bruta:
dólar norte-americano - US$) com o Banco HSBC S.A.
Prestação de serviços - nacional
388.867
157.862
388.867
157.862
Prestação de serviços - exterior
–
5.328
2.899
7.171 A Companhia está sujeita a riscos de crédito relacionados ao contas a receber. O risco de crédito refere-se ao
risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em
Venda de mercadorias
76.850
61.398
76.850
61.398
perdas financeiras. A Companhia adotou a política de apenas negociar com contrapartes que possuam
465.717
224.588
468.616
226.431
capacidade de crédito e obter garantias suficientes, quando apropriado, como meio de mitigar o risco de perda
Deduções:
financeira por motivo de inadimplência.
PIS
(4.928)
(1.895)
(4.928)
(1.895)
COFINS
(21.529)
(8.732)
(21.529)
(8.732) c) Análise de sensibilidade
ISS
(10.508)
(5.271)
(10.508)
(5.271) A seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, descrevendo os riscos
ICMS
(3.201)
(2.485)
(3.201)
(2.485) que podem gerar prejuízos materiais à Companhia, com cenário mais provável, segundo a avaliação efetuada
(40.166)
(18.383)
(40.166)
(18.383) pela Administração, considerando um horizonte de 12 meses. Adicionalmente, dois outros cenários são
Receita líquida
425.551
206.205
428.450
208.048 demonstrados a fim de apresentar 25% e 50% de deterioração na variável de risco considerada, respectivamente.
Para a análise de sensibilidade, foram utilizados como premissa os indicadores macroeconômicos vigentes no
22. CUSTOS DOS SERVIÇOS PRESTADOS E PRODUTOS VENDIDOS POR NATUREZA
encerramento do exercício social, por ser entendido que, devido à volatilidade de mercado, o cenário provável
A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando a classificação das despesas com base na sua para os próximos 12 meses seria equiparado ao de 31 de dezembro de 2012.
função. As informações sobre a natureza dessas despesas, reconhecidas na demonstração do resultado, são Títulos e valores mobiliários
apresentadas a seguir:
Cenário
Cenário
Cenário
Controladora
Consolidado
Indexador
Valor
Risco Provável Possível (25%) Remoto (50%)
(BR GAAP)
(BR GAAP e IFRS)
CDI
16.105 Desvalorização do CDI
1.176
294
588
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011 A taxa considerada foi a seguinte:
(Não auditado)
Indicadores
Cenário I - provável Cenário II - 25% Cenário III - 50%
Serviços de terceiros
(52.957)
(69.112)
(53.031)
(69.241)
CDI projetada para 12 meses.
7,3%
9,13%
10,95%
Salários e benefícios a empregados
(131.561)
(62.770)
(131.643)
(62.812)
A referida taxa utilizada para a projeção de mercado foi extraída da seguintes fontes externas independentes:
Matérias-primas e materiais de uso e consumo
(165.324)
(49.990)
(167.478)
(50.491)
www.bcb.gov.br e www.fgv.br.
Aluguéis
(16.111)
(9.158)
(16.144)
(9.177)
Locomoção, viagens e refeições
(10.505)
(5.884)
(10.546)
(5.937) d) Contrato de “hedge” de taxa de juros
Depreciação e amortização
(1.801)
(2.495)
(1.801)
(2.495) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia possui contas a receber em moeda estrangeira, no valor de US$3.600
Fretes
(3.171)
(1.171)
(3.171)
(1.171) mil, para as quais contratou instrumento financeiro correspondente a 80% dos fluxos de caixa decorrentes desses
Despesas tributárias
(3.782)
(900)
(4.081)
(977) ativos. Os valores nominais de US$3.503 mil possuem vencimento entre janeiro de 2013 e março 2014 e as taxas
Manutenção
(1.618)
(786)
(1.618)
(786) asseguradas são em média de R$2,085.
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
(1.038)
–
(1.038)
– O valor justo desse instrumento financeiro na data da contratação era de R$7.463. Em 31 de dezembro de 2012,
Outras
(16.817)
(460)
(17.203)
(516) o valor justo é de R$7.288, impactando o resultado financeiro para o exercício findo naquela data no montante de
(404.685)
(202.726)
(407.754)
(203.603) R$174.
Custo dos serviços prestados e produtos vendidos
(369.156)
(170.881)
(371.310)
(171.382) 28. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Despesas gerais e administrativas
A emissão das demonstrações financeiras da Companhia foi autorizada para divulgação pela Diretoria em
e depreciação e amortização
(35.529)
(31.845)
(36.444)
(32.221) 27 de abril de 2013.
resources & energy
res
w w w. c n e c . c o m . b r
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 49
CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 11.050.205/0001-06
A DIRETORIA
MARIA DE LOURDES LIRA SOUSA - Contadora CRC 1SP 262457/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Acionistas e Administradores da
CNEC WorleyParsons Engenharia S.A.
São Paulo - SP
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da CNEC WorleyParsons Engenharia
S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem os
balanços patrimoniais levantados em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, do
resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela
data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações
financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles
internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras
livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em
nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas
requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com
o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos
valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras.Os procedimentos selecionados dependem
do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras,
independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles
internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia
para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados às circunstâncias, mas não para fins de expressar
uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação
da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela
Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião
com ressalvas.
Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras
1) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia, no curso normal de suas operações e com base na opinião de
seus assessores jurídicos, adota práticas que, por tratar-se de matérias ainda não pacificadas no âmbito jurídico,
ensejam riscos contingenciais. As práticas contábeis adotadas no Brasil requerem que tais riscos sejam
provisionados quando a perda for considerada provável ou quando existir a possibilidade material de ser imputada
à Companhia uma penalização pecuniária, mesmo sendo matéria discutível no âmbito jurídico. Consequentemente,
a Companhia não reconheceu em suas demonstrações financeiras os riscos decorrentes dessa natureza, e não
foi possível estimar os possíveis efeitos nas demonstrações financeiras.
2) A Companhia possui saldo de imposto de renda e contribuição social registrado no ativo não circulante, no
montante de R$34.120 mil, decorrente da incorporação mencionada na nota explicativa n° 1.a), cuja recuperação
dependerá da geração de resultados tributáveis futuros, os quais devem ser suportados por estudo aprovado pela
Administração. Não nos foi fornecido estudo que demonstre a recuperação desses impostos diferidos; portanto,
os saldos poderiam ser reduzidos ao provável valor de realização, conforme requerido pelas práticas contábeis
adotadas no Brasil.
Opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos nos parágrafos do item “Base para
opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras”, essas demonstrações financeiras apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de
dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela
data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Outros assuntos
a) Os valores das demonstrações financeiras consolidadas correspondentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, não foram auditados por nós nem por outros auditores
independentes. Por isso, não emitimos opinião sobre eles. Entretanto, auditamos as demonstrações financeiras
individuais para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, e, portanto, também auditamos os totais
consolidados do patrimônio líquido e do resultado líquido do exercício findo naquela data.
b) Os valores das demonstrações financeiras da controlada correspondentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, foram por nós auditados, e nosso relatório datado de
27 de abril de 2012, contém ressalvas quanto: (i) a não apresentação de demonstrações financeiras consolidadas,
as quais estão sendo apresentadas em 2012 para fins de comparação, (ii) ao não reconhecimento de equivalência
patrimonial na controlada CNEC Engenharia S.A. - Argentina, (iii) ao não reconhecimento das receitas com base
no percentual de evolução dos serviços prestados e (iv) quanto ao não reconhecimento de provisões diversas.
(Esses assuntos foram ajustados e não produziram efeitos sobre as demonstrações financeiras referentes ao
exercício findo em 31 de dezembro de 2012), além das ressalvas semelhantes às descritas no parágrafo “Base
para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras”.
São Paulo, 27 de abril de 2013
Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes
CRC nº 2 SP 011609/O-8
Tarcisio Luiz dos Santos
Contador
CRC nº 1 SP 207626/O-0
w w w. c n e c . c o m . b r
50 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
MUNDO
Editor executivo: Gabriel de Sales [email protected]
Zona do Euro “retirou todos
os esqueletos do armário”
Autoridades acreditam que o pior já passou e, agora, o bloco pode pensar nas reformas de longo prazo
Simon Dawson/Bloomberg
John O’Donnell
Bruxelas, Reuters
Analistas acreditam que europeus já veem a luz no fim do túnel
Não há clima de festa nem de
relaxamento nos corredores
de Bruxelas, mas algumas autoridades acham que a Zona do
Euro virou uma página e pode
agora focar nas suas estruturas
e reformas de longo prazo.
Apesar do turbulento resgate de Chipre, os mercados estão calmos, o programa de resgate da Irlanda está no trilho,
e Grécia e Portugal, embora
ainda em recessão, preveem
uma recuperação lenta no ano
que vem.
Os bancos da Eslovênia são
uma preocupação, mas as autoridades monetárias estão confiantes em lidar com isso. E no
caso de Malta, embora o sistema bancário tenha um tamanho desproporcional à sua economia, ele não está estruturado como o de Chipre. O mesmo vale para Luxemburgo.
Na Espanha, a reestruturação bancária parece estar funcionando.
“Todos os esqueletos estão
fora do armário”, disse um funcionário graduado, que há três
anos se dedica basicamente a
debelar crises. “Não há mais
Letta toma posse na Itália e
põe fim a impasse político
Primeiro-ministro italiano
quer atuar com rapidez para
por fim ao desemprego
O governo de coligação do italiano Enrico Letta foi empossado
ontem, pondo fim a um impasse pós-eleitoral que foi observado atentamente pelos parceiros
europeus por dois meses.
Aos 46 anos, Letta será um
dos mais jovens primeiros-ministros da União Europeia. Encarregado de formar governo
na última quarta-feira pelo presidente Giorgio Napolitano e
após aceitar a função oficialmente no sábado, o cristão democrata de esquerda Enrico Let-
ta tomou posse no palácio presida da zona do euro, promessa
dencial do Quirinal, seguido
que será acompanhada de perdos seus 21 ministros.
to pelos investidores, preocuO impasse político complipados com a dívida italiana,
cou os esforços para pôr fim à
de € 2 bilhões.
pior recessão da Itália em 20
A apenas um quilômetro de
anos e Letta já disse que quer
distância do local da posse, dois
atuar com rapidez para contropoliciais e uma pessoa que passalar o desemprego, atualmente
va pela rua foram baleados por
em 11,6% e impulsionar o cresum homem que, segundo o procimento. O dirigenmotor Pierfilippo
t e d e e s q u e r da
Tiroteio a um Laviani, tinha “a inquer também se
tenção de atingir poquilômetro
afastar da austerilíticos”. O atirador,
do local da
dade imposta por
identificado pela poseu antecessor, Maposse deixou lícia como Luigi
rio Monti, de forde 49 anos,
dois policiais Preiti,
ma a proteger a Itáfoi preso imediataferidos
lia da crise da dívimente. ■ Agências
grandes questões na fila.”
ponto mais baixo da crise”, disTrata-se de uma linha de
se Jacob Kirkegaard, do Institupensamento partilhada por
to Peterson de Economia InterYves Mersch, conselheiro do
nacional, em Washington.
Banco Central Europeu, que
“Embora possamos permadisse na quarta-feira não espenecer um pouco mais de temrar que nenhum outro país
po lá embaixo, devido aos ris“despenque mais”.
cos de um agravamento no
A calma relativa deu fôlego
aperto de crédito na área do
aos funcionários da União Eueuro, há uma luz no fim do túropeia (UE) em Bruxelas, e há
nel. Chipre está agora focando
sinais de que vários países, inas mentes no reparo estrutural
cluindo França e Espanha, poda área do euro, como a união
deriam receber
bancária.”
um ou dois anos a
Embora a conA necessidade
mais para alcançar
fiança atual se dede reformas
suas metas de défiva basicamente à
estruturais
cit público.
promessa do BanA política de ausco Central Euroduras e
teridade permane(BCE) de ampaimpopulares peu
ce, mas o ritmo da
rar a moeda única
permanece
consolidação fiscal
custe o que custar,
será atenuado.
isso permitiu a BruMas nada disso significa que
xelas atenuar a ortodoxia em
as grandes questões por trás da
torno da austeridade orçamencrise estejam resolvidas. Embotária - apesar da relutância
ra a ameaça existencial tenha
alemã.
passado, a necessidade de im“O ritmo da consolidação fisplementar reformas estruturais
cal está agora se desacelerando
duras e impopulares permanena Europa”, disse Olli Rehn,
ce, e planos para uma maior suComissário Europeu de Assunpervisão e controle dos bancos
tos Econômicos, na quinta-feipor meio de uma união bancára ao Parlamento Europeu. “Teria não avançaram nem até a
mos espaço para fazer política
metade do caminho.
fiscal com uma visão mais de
“Com Chipre, atingimos o
médio prazo”. ■
Espanha projeta retração
de 1,3% do PIB este ano
Para o próximo ano, a previsão
do governo é de recuperação,
com alta em torno de 0,5%
A economia espanhola terá queda de 1,3% este ano antes de experimentar crescimento de
0,5% em 2014, enquanto que o
desemprego começará a cair, situando-se em 26,7% em 2014 e
25% em 2015, anunciou o Governo na sexta-feira.
Imersa em uma recessão desde o final 2011, a quarta economia da Zona Euro terminou
2012 com contração de 1,37%
de seu Produto Interno Bruto
(PIB), e no primeiro trimestre
de 2013 superou os 6 milhões de
desempregados, alcançando o
recorde de 27,16%.
Para reverter a situação, o governo de Mariano Rajoy apresentou na sexta-feira um programa de estabilidade e um plano de reformas que elabora “a
estratégia que deve levar o país
para uma saída da crise”, explicou a vice-presidente Soraya
Sáenz de Santamaría.
Nesse programa, o Executivo
eleva seu objetivo de déficit a
6,3% para este ano, acima do
4,5% previsto, e não prevê diminui-lo abaixo do limite de 3%
reclamados pela UE até 2016.
Entre as reformas apresentadas, o governo não prevê o aumento de impostos principais,
apesar de poder modificar algumas taxas como as ambientais. ■ AFP
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 51
Reprodução
HERÓI BRITÂNICO
Nota de £ 5 homenageia Winston Churchill
A Grã-Bretanha vai homenagear Winston Churchill em uma nova
nota de £ 5 a ser lançada em 2016, e que trará a efígie do político e
sua frase mais famosa “Não tenho nada a lhes oferecer senão sangue,
trabalho, suor e lágrimas”. Churchill, primeiro-ministro britânico na
época da Segunda Guerra Mundial, se junta a personalidades como
Isaac Newton, William Shakespeare e Charles Dickens, que também
já tiveram seus rostos estampados em cédulas no país. Reuters
Economia dos Estados Unidos
recupera força e cresce 2,5%
Jeff Kowalsky/Bloomberg
Taxa revela uma mudança de
tendência em relação ao 0,4%
no quarto trimestre de 2012
Obama pede
prudência
sobre armas
químicas
Presidente norte-americano
diz que uso desse
material pela Síria vai
ser um divisor de águas
Lucia Mutikani
Washington, Reuters
O crescimento econômico dos
Estados Unidos retomou força
no primeiro trimestre, com o
Produto Interno Bruto (PIB) se
expandindo a uma taxa anual
de 2,5%, informou o Departamento de Comércio na sexta-feira, depois de o crescimento quase ter estagnado em 0,4% no
quarto trimestre.
“Não foi o início forte de ano
que esperávamos, e os sinais de
março sugerem que só vamos
desacelerar a partir daqui até o
trimestre da primavera”, disse
o economista-chefe do CIBC
World Markets Economics,
Avery Shenfeld.
Parte da aceleração na atividade refletiu o abastecimento
dos silos pelos produtores agrícolas, depois que uma seca no
último verão dizimou as safras.
Excluindo os estoques, a taxa de
crescimento foi de 1,5%.
Ainda assim, a maioria das
áreas da economia contribuiu
para o crescimento, com a exceção do governo, comércio e
investimento da empresas em
escritórios e outros estabelecimentos comerciais. Embora o
gasto do consumidor tenha aumentado de forma sólida, ele
aconteceu às custas da poupan-
Produção de veículos contribuiu para a recuperação da economia americana no primeiro trimestre
ça, o que não é bom para o crescimento futuro.
Separadamente, um relatório
da pesquisa realizada pelo
Thomson Reuters com a Universidade de Michigan mostrou
que os temores com as finanças
enfraqueceram a confiança do
consumidor em abril. A leitura
final do índice geral de confiança do consumidor caiu para
76,4, ante 78,6 em março.
O relatório do PIB oferece mu-
nição para o Federal Reserve,
banco central do país, manter
seu estímulo monetário. A expectativa é de que o Fed, que se
reúne nesta semana, mantenha
a compra de títulos a um ritmo
de US$ 85 bilhões por mês.
Os gastos do consumidor,
que respondem por mais de
dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram a
uma taxa de 3,2%. Os gastos
cresceram 1,8% no quarto tri-
mestre de 2012, apesar do retorno de um imposto sobre a folha
de pagamento de 2 % e preços
mais altos de gasolina.
Entretanto, as famílias reduziram a poupança depois que a
renda caiu a uma taxa de 5,3%,
a mais forte queda desde o final
de 2009. A taxa de poupança percentagem de renda disponível que as famílias guardam caiu para 2,6%, a menor desde
o quarto trimestre de 2007. ■
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na
sexta-feira que o uso de armas
químicas pelo governo sírio é
um divisor de águas, mas ressaltou que as avaliações de inteligência que provam que essas
armas foram utilizadas ainda
são preliminares.
“Horrível, como é quando
morteiros são disparados contra civis e estão matando pessoas de forma indiscriminada,
usar potenciais armas de destruição em massa em populações civis atravessa outra linha
no que diz respeito às normas
internacionais e ao direito internacional”, disse Obama a repórteres na Casa Branca.
“Isso vai ser um divisor de
águas. Temos que agir com prudência. Temos de fazer essas
avaliações de forma deliberada. Mas eu acho que todos
nós... reconhecemos como não
podemos ficar parados e permitir o uso sistemático de armas,
como armas químicas em populações civis”, afirmou o presidente norte-americano.
Obama concedeu a breve entrevista durante um encontro
com o rei Abdullah, da Jordânia, no Salão Oval da Casa Branca. ■ Jeff Mason, Reuters
Guarda das reservas suíças em ouro gera polêmica
Valentin Flauraud/Bloomberg
Ação popular pede
que metal sob custódia
no exterior seja toda
internalizada
O Banco Nacional Suíço (BNS)
guarda 70% de suas 1.040 toneladas de ouro em território suíço, declarou na sexta-feira seu
presidente, Thomas Jordan, na
assembleia geral de acionistas
reunida em Berna.
Em um exercício de transparência, o BNS, cotado na Bolsa
de Valores suíça, revela pela primeira vez onde guarda seu ouro para responder a uma iniciativa popular que pede que
100% das reservas do metal do
BNS sejam guardadas no país alpino e não no exterior.
Os 30% restantes estão guar-
dados no Banco da Inglaterra
(20%) e no Banco Central do Canadá (10%). “Há mais de 10
anos, o Banco Nacional guarda
quase todas as suas reservas de
ouro exclusivamente no país”,
disse Jordan durante a reunião
com acionistas.
O BNS também disse que se
opõe à iniciativa popular sobre
o ouro, apresentada pelo partido de direita populista União
Democrática do Centro (UDC).
Esta iniciativa exige, entre outras disposições, que 20% dos
ativos totais do Banco Nacional
estejam em ouro.
Segundo Thomas Jordan, esta porcentagem limitaria a liberdade de ação do banco, cuja primeira missão é garantir a estabilidade de preços no país, com
Jordan: principal missão do BNS é garantir a estabilidade de preços
uma atuação à dos bancos centrais de outros países.
“Estimamos que é nosso dever advertir com antecedência
suficiente os grandes inconvenientes desta iniciativa”, declarou Jordan.
O texto pede ao BNS que suspenda as vendas de ouro, que
repatrie à Suíça o ouro guardado no exterior e que ao menos
20% de suas reservas estejam
em ouro. Segundo a UDC, conservar as reservas de 1.040 toneladas de ouro é indispensável para garantir a estabilidade
do franco suíço.
A UDC recolheu 100.000 assinaturas necessárias para apresentar sua iniciativa, que será
submetida à votação pelos suíços em dois anos. ■ AFP
52 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Mikhail Klimentyev/Reuters
MUNDO
INTOLERÂNCIA
Rússia ameaça mudar acordo sobre adoção
O presidente russo, Vladimir Putin, sinalizou que seu governo irá
buscar mudanças no acordo que regulamenta as adoções de crianças
russas por pais franceses, alegando que a lei francesa que permite o
casamento homossexual vai contra os valores tradicionais russos. Putin
expressou seu apoio à deputado regional Marina Orgeyeva que propôs
rever o acordo de adoção com a França por causa da decisão francesa
de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Reuters
Jody Amiet/AFP
Capriles apela para a
Justiça contra Maduro
Objetivo do candidato derrotado é impugnar resultado eleitoral
Daniel Wallis e Diego Ore
Caracas, Reuters
O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, vai contestar na Justiça a vitória apertada do presidente Nicolás Maduro na eleição presidencial, e que
a auditoria dos votos preparada
pelas autoridades eleitorais pode ser “uma piada”.
Maduro, o sucessor escolhido
a dedo pelo líder socialista Hugo Chávez antes de sua morte,
venceu a eleição de 14 de abril
com menos de dois pontos percentuais de vantagem. A oposição diz que houve milhares de
irregularidades na eleição, e
que seus próprios números mostram uma vitória de Capriles.
Ambos os lados concordaram
com a realização de uma auditoria expandida dos votos a ser
realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral. Desde então, Maduro foi empossado como presidente e a oposição tem ficado
cada mais frustrada com o que
vê como lentidão das autoridades eleitorais. Protestos póseleitorais resultaram na morte
de ao menos nove pessoas.
Capriles insistiu que o processo de auditoria precisa ser rigoroso e incluir toda a documentação relevante dos locais de votação. “Se não houver revisão dos
cadernos (eleitorais), nós não
vamos participar dessa auditoria. Seria uma piada na Venezuela e uma piada no mundo”, dis-
se Capriles à Globovisión.
“O passo seguinte é a impugnação nos próximos dias. Com
todas as provas, com todos os
elementos que já temos, vamos
impugnar as eleições”, acrescentou o político, de 40 anos.
O conselho eleitoral não respondeu a uma demanda de Capriles por detalhes concretos da
auditoria. O órgão afirmou, no
entanto, que o processo só vai
verificar que o sistema funcionou corretamente e que os resultados são “irreversíveis”.
Capriles admitiu que sua
ação na Justiça, que em tese poderia resultar numa nova votação completa ou parcial, terá
um caminho difícil através dos
tribunais da Venezuela. ■
Luis Acosta/AFP
Deixonne: em busca de explicações para o lixão flutuante no Pacífico
Lixão no Pacífico
desafia cientistas
Expedição vai pesquisar
a massa de plástico formada
pelas correntes marítimas
Vitória de Maduro por reduzida margem de voto criou impasse pós-eleição na Venezuela
Um ano depois de uma tentativa fracassada, uma expedição
partirá em maio rumo ao “sétimo continente”, um gigantesco
lixão flutuante que acumula todo tipo de dejetos plásticos,
maior em extensão do que a Índia, mas ainda desconhecido.
Na origem da expedição “7º
Continente” está o explorador
francês Patrick Deixonne, de 48
anos, que descobriu o fenômeno em 2009 quando participava
de uma competição de remo.
“Via todos estes restos de
plásticos que flutuavam ao meu
redor. Fiquei surpreso e disse a
mim mesmo: ‘Para onde vai tudo isto?’”, explicou à AFP o explorador. Quando voltou à terra
firme, ele buscou informações e
encontrou a resposta. Estes deje-
tos confluem no ponto de encontro de correntes marítimas,
se enroscam e acabam formando uma imensa massa giratória.
O problema para os cientistas
é que esta massa é essencialmente composta por partículas de
plástico decomposto que se
mantêm sob a água, às vezes a
30 cm de profundidade. Esse
acúmulo de plástico só é visível
a partir de barcos.
Segundo o Centro Nacional
de Estudos Espaciais francês
(CNES), agência espacial que patrocina a missão “7º Continente”, a massa do Pacífico norte,
entre a Califórnia e o Havaí, é
uma das maiores do planeta.
Mas a placa de sujeira “se encontra em águas pouco transitadas pela navegação mercantil e
turística, razão pela qual o problema só interessa a ecologistas e cientistas”, lamenta Deixonne. ■ AFP
AFP
China pune agiotagem com pena de morte
Sem acesso a bancos,
pequenos empresários pagam
taxas exorbitantes no paralelo
Fila bancária em Zhejiang: ação governamental contra agiotagem
A China condenou, desde 2011,
1.449 pessoas a penas que vão
de cinco anos de prisão à pena
de morte por “captação ilegal
de recursos”, uma prática frequente em um país onde as pequenas empresas não têm acesso a créditos bancários.
Os desvios ilegais de fundos
englobam amplo leque de atividades fraudulentas, entre elas,
venda de bens imobiliários e
participação em empresas com
o objetivo de arrecadar fundos
que, em geral, servem para a
agiotagem a taxas exorbitantes.
O sistema bancário chinês,
controlado pelo Estado, não
tem permissão para cobrar altas
taxas de empréstimos de risco,
o que os torna pouco propensos
a oferecer crédito às pequenas e
empresas. Assim, os empresários ficam sujeitos aos agiotas.
Em 2012, o governo implementou um programa para financiar as pequenas e médias
empresas em Wenzhou e na cidade de Zhejiang, onde escritórios clandestinos fixavam taxas
de juros de mais de 40% ao ano.
Nessa cidade, atingida por grave crise financeira em 2011, vários empresários insolventes se
suicidaram ou fugiram. ■ AFP
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 53
54 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
PONTO DE VISTA
EUA restabelecem verbas para aeroportos
O Congresso norte-americano restabeleceu na sexta-feira as verbas
para os serviços de controle aéreo no país, que desde o dia 21 teve que
reduzir seus efetivos, provocando atrasos em milhares de voos. Devido
aos cortes federais, a Autoridade Federal de Aviação (FAA) foi obrigada
a impor até onze dias de licença às equipes dos aeroportos, incluindo
alguns controladores aéreos. Por isso, milhares de voos sofreram atrasos
desde segunda-feira nos EUA devido a essa redução de pessoal. AFP
IDEIAS/DEBATES
[email protected]
ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA
ADOLFO MENEZES MELITO
Deputado Federal (PMDB/SC), membro titular
da Comissão Especial do Marco Civil da Internet
Presidente do Conselho de Criatividade
e Inovação da FecomercioSP
Sem as amarras
regulatórias
A cultura e
a criatividade
A Câmara dos Deputados está discutindo o projeto de lei que cria um marco civil para a internet no Brasil. O assunto tem gerado grande polêmica,
pois envolve empresas e consumidores da internet, que superam 70 milhões de usuários no país. Conceitos técnicos, como neutralidade de rede
e acesso a dados de navegação, se confundiram nas discussões com outros
temas importantes e sensíveis, como privacidade do usuário, liberdade de
expressão, direitos autorais, responsabilidade civil e direitos humanos. A
rigor, os assuntos de natureza técnica poderiam ser mais bem tratados
com a atuação de órgãos como o Ministério das Comunicações e a Agência
Nacional de Telecomunicações.
E por que tal projeto suscita tanto interesse? Simples: negócios e competição de mercado. Um mercado que somente em investimentos na rede demandará, no mínimo, R$ 250 bilhões até 2020. Esse é o valor previsto para
ampliar a infraestrutura para suportar um volume de tráfego cuja quantidade de usuários deve dobrar no Brasil nos próximos cinco anos. Pelo menos, o
triplo da capacidade atual destas redes deverá ser utilizada no mesmo período. Os provedores de rede (as teles) necessitam de novos modelos de negócios que lhes deem a perspectiva de retorno destes valores. Já os provedores
de conteúdo (Google, YouTube, Netflix, etc) querem oferecer pacotes cada
vez mais sofisticados, como vídeos e jogos on-line, e, ao mesmo tempo, se
proteger da possibilidade de ter seus custos de distribuição aumentados.
É neste ambiente que os debates mais acalorados estão se dando, embora
de forma nebulosa para a opinião pública. O fato é que o texto, hoje em discussão na Câmara dos Deputados, fez uma clara (e discutível) opção por privilegiar os provedores de conteúdo. Discute-se neutralidade de rede como
uma forma de evitar tratamentos desiguais entre usuários. Mas, na prática, a
internet ficará mais cara para quem usa menos (a maioria), pois os maiores
usuários (uma minoria) não querem correr o risco de pagar valores proporcionais ao volume de dados que utilizam.
Segundo o emérito economista francês Jacques Attali, ex-consultor presidencial e hoje consultor de empresas internacionais em estratégia, “corporate finance” e capital de risco, “temos de aprender a julgar uma sociedade
pela sua música, sua arte e suas festas, mais do que suas estatísticas.” Criatividade é a moeda da moderna economia. A inovação nasce de uma nova
ideia, que vem alicerçada no conhecimento e na capacidade de julgamento, decisão e ação. Podemos dizer que o primeiro grande pensamento relacionado à era da economia criativa veio possivelmente 20 anos antes do assunto ter sido tema de políticas públicas na Austrália e depois na Inglaterra. O pensamento inspirador da economia criativa veio com Steve Jobs nos
anos 70 e 80, que desafiou a criação de uma nova consciência para mudar o
universo, como um artista ou um poeta, disse ele.
No Brasil, começamos a dar os primeiros passos para entender os caminhos da moderna economia. Um conjunto importante de iniciativas visando
o empreendedorismo, capital inicial para empresas nascentes, aceleradoras
de startups, créditos, financiamentos e incentivos, entre outros, têm acontecido. É um bom caminho. Essas iniciativas oriundas de todas as áreas da sociedade formam um movimento relevante e transformador.
Na prática, a internet ficará mais cara para quem
usa menos, pois os maiores usuários não querem
correr o risco de pagar valores proporcionais
Discute-se privacidade dos dados de navegação, mas apenas para gerar
uma reserva de mercado para aqueles que exploram estas informações para
vender publicidade especializada em suas páginas na internet. Discutem-se
direitos dos usuários sem alterar a prática de mercado dos grandes provedores, que só submetem seus contratos de prestação de serviços aos tribunais
sediados fora do Brasil, onde estas grandes companhias têm suas sedes.
Precisamos discutir e refletir mais, para que a nova lei possa servir não
só para regular a internet que já temos, mas a internet que queremos ter no
futuro. Temos que evitar que o projeto de lei do marco civil da internet contemple regras de inspiração anticoncorrencial. Do contrário, dificilmente
teremos a rede que precisaremos para manter o Brasil em pé de igualdade
com outros mercados.
Nos países aonde a internet vai bem, optou-se por um modelo sem
amarras regulatórias, onde todos são livres não só para se expressar, mas
também para empreender, respeitando as leis gerais que regulam nossa vida na sociedade. ■
Por que não fazer uma forte imersão nos
elementos da nossa cultura ao invés de sair por
aí apenas copiando modelos já existentes
O mesmo também pode ser dito em relação aos estímulos em políticas públicas para os segmentos artístico criativos, esses muito mais sob a liderança
do governo, mas que já começam a interessar empresários e investidores.
Vejo iniciativas privadas com enorme potencial de sucesso nas artes visuais,
no cinema, nos games, na moda e no design, entre outros.
Embora a inspiração em negócios que vêm de fora seja, em qualquer país
do mundo, uma das maiores alavancas para desenvolver negócios e gerar
inovação, também esses caminhos estão mudando. O próprio modelo do Silicon Valley busca, através da FWD.us, liderado pelas gigantes de tecnologia,
uma profunda reforma das políticas de imigração dos EUA, para atrair trabalhadores internacionais.
Segundo estudos elaborados pela Comissão Européia para Educação e Cultura, em 2009, sobre os impactos da cultura na criatividade, três fatores interagem para influenciar a criatividade alicerçada na cultura: a habilidade
artística, que tem como contraponto a qualificação técnica; a competência
de exercitar o pensamento lateral, o que se apreende e se desenvolve; e, por
último, um ambiente acolhedor (ou condutor) para esses resultados.
Essa dinâmica refez a lógica das empresas multinacionais onde o lema era
“pense global e atue localmente”. O novo paradigma exige um contexto dentro da cultura local para ousar a expansão para o resto do mundo. Muitos
“produtos brasileiros”conseguiram essa ousadia: talentos artísticos brasileiros ganharam o mundo enquanto que produtos brasileiros que levam o nosso jeito de ser, expansivo, alegre e irreverente também lograram o seu espaço internacional. Havaianas é o exemplo clássico nessa área. Dentro dessa
nova filosofia de acrescentar diferenciais e valores através da criatividade,
por que não fazer uma forte imersão nos elementos da nossa cultura ao invés
de sair por aí apenas copiando modelos já existentes? ■
Presidente do Conselho de Administração Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos
Diretor-Presidente José Mascarenhas
BRASIL ECONÔMICO
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Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 55
R.C.P.O.D.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.468/0001-26
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
2012
2012
2011
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em sociedade investida
Total do Ativo
2.498.518 2.398.659
2.498.518 2.398.659
2011
1.493.219 1.493.219
26.460 (78.141)
978.839 983.581
2.498.518 2.398.659
2.498.518 2.398.659
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
1.493.219
–
–
Legal
34.164
–
–
Estatutária
713.080
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(93.659)
–
15.518
–
–
1.493.219
–
–
–
1.493.219
11.817
–
45.981
–
–
–
45.981
–
224.520
937.600
–
–
(4.742)
932.858
–
–
(78.141)
–
104.601
–
26.460
2012
2011
(4.742)
236.337
Receitas (Despesas) Operacionais
de Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucros
Acumulados
–
236.337
–
Total
2.146.804
236.337
15.518
(11.817)
(224.520)
–
(4.742)
–
4.742
–
–
–
2.398.659
(4.742)
104.601
–
2.498.518
2012
2011
(4.742)
236.337
104.601
15.518
99.859
251.855
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
Resultado Abrangente Total
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
R.C.A.B.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.459/0001-35
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em
sociedade investida
Total do Ativo
2012
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
2011
2.498.518 2.398.659
2.498.518 2.398.659
2012
2011
1.493.219 1.493.219
26.460
(78.141)
978.839
983.581
2.498.518 2.398.659
2.498.518 2.398.659
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
2012
Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
1.493.219
–
–
Legal
34.164
–
–
–
–
1.493.219
–
–
–
1.493.219
11.817
–
45.981
–
–
–
45.981
2011
Receitas (Despesas) Operacionais de
(4.742) 236.337
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Estatutária
713.080
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(93.659)
–
15.518
Lucros
Acumulados
–
236.337
–
Total
2.146.804
236.337
15.518
–
224.520
937.600
–
–
(4.742)
932.858
–
–
(78.141)
–
104.601
–
26.460
(11.817)
(224.520)
–
(4.742)
–
4.742
–
–
–
2.398.659
(4.742)
104.601
–
2.498.518
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
Ajuste ao lucro para apuração do
resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
Resultado Abrangente Total
2012
2011
(4.742) 236.337
104.601
15.518
99.859 251.855
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
R.C.N.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ nº 09.594.480/0001-30
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012,
colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 26 de abril de 2013
A Administração
BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$)
2012
Ativo
Não Circulante
Investimentos:
Participação em
sociedade investida
Total do Ativo
2.498.518
2.498.518
2011
2.398.659
2.398.659
Patrimônio Líquido
Capital social
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
Total do patrimônio líquido
Total do Patrimônio Líquido
2012
2011
1.493.219
26.460
978.839
2.498.518
2.498.518
1.493.219
(78.141)
983.581
2.398.659
2.398.659
Saldos em 1º de Janeiro de 2011
Lucro líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Apropriação:
Reserva legal
Constituição de reserva estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2011
Prejuízo líquido do exercício
Equivalência patrimonial em investida
Compensação de prejuízos
Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Capital
Social
1.493.219
–
–
Legal
34.164
–
–
Estatutária
713.080
–
–
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
(93.659)
–
15.518
–
–
1.493.219
–
–
–
1.493.219
11.817
–
45.981
–
–
–
45.981
–
224.520
937.600
–
–
(4.742)
932.858
–
–
(78.141)
–
104.601
–
26.460
2012
2011
Receitas (Despesas) Operacionais
de Participações
Resultado da equivalência patrimonial
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Reservas de Lucros
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
(4.742) 236.337
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012
(Em milhares de reais - R$)
Lucros
Acumulados
–
236.337
–
Total
2.146.804
236.337
15.518
(11.817)
(224.520)
–
(4.742)
–
(4.742)
–
–
–
2.398.659
(4.742)
104.601
–
2.498.518
2012
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
2011
(4.742) 236.337
Ajuste ao lucro para apuração do
resultado abrangente
Efeito reflexo de investida
104.601 15.518
Resultado Abrangente Total
99.859 251.855
A DIRETORIA
KARINA MALFI
Contadora CRC 1SP 249842/O-9
As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia
56 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013
Brasil Econômico é uma publicação da Empresa Jornalística Econômico S.A.,
com sede à Rua dos Inválidos, 198, Centro - CEP 20231-048
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Divulgação
PONTO FINAL
HERÓI TECNOLÓGICO E MILIONÁRIO
OCTÁVIO COSTA — Editor-chefe (RJ)
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Afonso Arinos, a ditadura e
a autonomia do Judiciário
O fim de semana marcou a estreia do filme “Homem de Ferro 3”, a continuação da
saga do herói da Marvel, no Brasil e no mundo. Por aqui, ele já bateu recorde ao ser
exibido no maior número de salas no circuito brasileiro. Foram 1.223 cinemas pelo
Brasil mostrando o super-herói. Este recorde pertencia ao filme “Amanhecer - Parte
2”, lançado em 1.213 salas. Nos Estados Unidos, o lançamento do filme está previsto
para 3 de maio. A produção tem conseguido obter sucesso no mercado asiático. No
primeiro dia de exibição, o filme faturou US$ 1,5 milhão nas Filipinas e US$ 1,4 milhão
em Taiwan. Na Itália a história se repetiu, lucrando US$ 2,1 milhões.
Filmes com super-heróis que mais lucraram
Na estreia, Homem de Ferro 3 almeja alcançar uma posição de
destaque na história dos filmes
com super-heróis dos quadrinhos. Nos últimos 10 anos, a indústria cinematográfica apostou
pesado e obteve bons resultados
com roteiros deste segmento.
Após ressurgir com a produção
de Homem-Aranha, em 2002,
que faturou US$ 403 milhões só
nos Estados Unidos, os personagens brilharam. O líder do ranking em arrecadação de bilheteria foi o filme ‘Os Vingadores’,
lançado em 2012, e que lucrou
US$ 623 milhões. Na lista dos 10
principais aparece um clássico,
o filme Batman, de 1989, que faturou US$ 252 milhões. ■
Eram tempos de sangue, dor e
nete parlamentar de Brochado
autoritarismo. O Brasil vivia dias
da Rocha em 1963. Após a introterríveis, sob o pesado coturno
dução, Afonso Arinos anunciou
da ditadura militar. E o clima de
aos 70 estudantes que todos pomedo também tomou conta do
deriam se considerar aprovados.
meio acadêmico. Agentes da reTodos com nota dez.
pressão se infiltravam nas salas
Diante da surpresa dos futude aulas atrás de estudantes enros bacharéis, Afonso Arinos exvolvidos com a luta armada ou
plicou seu gesto. O Brasil, segunsimpatizantes dela e muitas vedo ele, era uma dos poucos paízes efetuavam prisões nos correses que retirara de sua Constituidores das faculdades. A tradicioção as garantias individuais prenal Faculdade Nacional de Direivistas na Declaração Universal
to, que abrigava o Centro Acadêdos Direitos Humanos, da qual
mico Candido de Oliveira (Caera signatário. “Isso é uma verco), era uma das mais visadas pegonha”, afirmou. Além disso,
lo regime e suas garras policiais,
explicou, o arremedo de Constio Dops, o Cinemeira e o DOI-Cotuição imposto pela ditadura
di. Por ironia, exatamente em
atropelava a independência dos
frente ao prédio histórico, na
magistrados e do Poder Judiciárua Moncrieff Filho, no Centro
rio. Conclusão de Arinos: “Nosdo Rio, funcioso país, infeliznava o Auditomente, vive
O
Brasil
vivia
dias
ria do Exército,
num Estado de
terríveis, sob
órgão que julgaFat o e , n ã o ,
va os militantes
num Estado de
o pesado coturno
de esquerda que
Direito. Assim
da ditadura
conseguiam sosendo, não faz
militar. E o clima
breviver às sessentido exigir
sões de tortura.
que o senhores
de medo também
Nesse amaprendam o Ditomou
conta
do
biente fascista,
reito Constitumeio acadêmico
em que não hacional. Acho
via liberdade de
mais importanimprensa nem garantias indivite falar sobre minha experiênduais, havia exemplos de coracia e sobre fatos da história regem. Verdadeiras lições de vida.
cente do Brasil. Será mais útil
No primeiro dia de aula na Naciopara sua formação acadêmica”.
nal de Direito, em 1970, o exAltivo e tranquilo, o grande juchanceler Afonso Arinos de Merista despediu-se da turma, reslo Franco, filho de uma família
saltando que ninguém estava
aristocrática de Minas Gerais,
obrigado a assistir suas aulas.
apresentou-se como catedrático
Anos mais tarde, com a volta
de Direito Constitucional. Eleda democracia, Afonso Arinos
gante, de terno e gravata, entrou
de Melo Franco foi convocado
calmamente na sala, sentou-se
para participar da Comissão que
na ponta da mesa e dirigiu-se
elaborou as bases da Constituiaos alunos da manhã. Falou de
ção de 1988. Uma das cláusulas
sua origem, de seu pai Afranio
pétreas da Carta em vigor é exade Melo Franco (também chantamente a separação dos Podeceler) e do irmão Virgílio, de sua
res da República, símbolo
carreira política e das duas vezes
maior do Estado de Direito. O
em que assumiu o ministério das
Brasil lutou muito para restabeRelações Exteriores, no governo
lecer o regime democrático. EsJânio Quadros em 1961 e no gabitado de Fato nunca mais. ■
DESTAQUES DO PORTAL
➤
●
Há três meses, o cantor
Supla é garoto propaganda
da S.O.S. Educação Profissional.
O vínculo contratual entre
o artista e a escola ainda
deve durar nove meses.
Apenas no primeiro trimestre
de veiculação da campanha
com Supla, a rede já
obteve 15% de crescimento
de matrículas.
➤
●
A Kimberly-Clark anunciou
que Ricardo Yoshino
assumirá o posto de diretor da
Categoria de Cuidados com a
Família da empresa. Em sua
nova função, o executivo será
responsável por marcas como
Neve, Kleenex e Scott. Antes,
Yoshino ocupava cargo na
gestão de Trade Marketing da
categoria de Cuidados Pessoais.
➤
●
O primeiro trimestre das
empresas do setor de
calçados não foi tão bom como
foi para o varejo em geral, já que
o nicho cresceu 5% em janeiro
e caiu 1% em fevereiro, enquanto
o consolidado avançou 5,9% e
caiu 0,2%. Esse desempenho
irá impactar os números da
Alpargatas, que deve ter queda
de 4% no lucro, prevê o Fator.
➤
●
O cenário instável na
economia internacional e
na demanda interna deverão
prejudicar o desempenho da
Usiminas no ano. Apesar da
maioria dos analistas afirmar
que o pior já passou, o calvário
da siderúrgica não promete ser
muito menor do que em períodos
anteriores. De janeiro a março,
teve prejuízo de R$ 123 milhões.
www.brasileconomico.com.br
Um mercado
em ebulição
Fabricantes avançam na reciclagem
e no desenvolvimento de resinas
Embalagens
Sustentáveis
Suplemento – 29 de abril, 2013
Novas tecnologias
mudam cenário no
Brasil e destacam
país no exterior
Plásticos inteligentes
alteram cor de
acordo com estímulos
internos e externos
Ilustração: Nei Lima
Crescimento
nos processos
de reciclagem
fomenta negócios
A2 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013
D E S E NVOL V I M E N T O
Sinal verde para a sustentabilidade
Produção de embalagens “ecologicamente corretas” ganha corpo no Brasil, com alta na demanda
Henrique Manreza
TEXTOS DARIO PALHARES
“onda verde” chegou
definitivamente aos lares brasileiros acondicionada em garrafas, caixas, frascos, potes, bisnagas, tubos etc. Embalagens sustentáveis de
produtos alimentícios, de higiene e beleza ganham espaço no mercado com a
crescente utilização de pet reciclado e
de bioplásticos. A tendência surgiu no
fim da década passada, com o aval da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aos materiais reprocessados, e ganhou força em 2010 a partir da
inauguração da fábrica de polietilenos
“verdes” da Braskem, a maior do mundo, no Polo Petroquímico de Triunfo,
no Rio Grande do Sul. “Acreditávamos
que iríamos exportar toda a produção,
mas nos surpreendemos. A demanda interna mostrou a sua força e responde hoje por 15% dos pedidos”, conta Antônio
Morschbacker, diretor de tecnologias
renováveis da empresa.
As inesperadas encomendas à controlada do grupo Odebrecht traduzem uma
mudança de atitude dos consumidores,
cada vez mais preocupados com o destino final daquilo que colocam, todo santo dia, na lata de lixo. De acordo com
pesquisas realizadas pela Tetra Pak, fabricante de caixas longa vida, cerca de
90% da população entende que as empresas devem “tomar medidas ambientalmente responsáveis”, como, por
exemplo, utilizar insumos e matériasprimas “ecológicos” em toda a cadeia
produtiva. “O consumidor está muito
atento às questões ambientais”, constata Fernando von Zuben, diretor de meio
ambiente da subsidiária da multinacional sueca. “Esse amadurecimento impõe um desafio para as empresas: investir em ações efetivas voltadas ao meio
ambiente e deixar de lado ‘boas ações’.
Coleta seletiva e reciclagem podem até
não alavancar vendas, mas, com certeza, evitam perdas de faturamento.”
O Brasil já é, há algum tempo, referência internacional em reciclagem, com
A
destaque especial para o reprocessamento de latinhas de alumínio, que se aproxima da perfeição (ver tabela). A boa notícia é que o País terá condições, a partir do
próximo ano, de elevar seus índices de
reaproveitamento de diversos outros materiais com o fechamento de lixões e a implantação da coleta seletiva nos municípios, por determinação da Lei 12.305/10,
que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “Temos capacidade
instalada e tecnologia para reciclar muito
mais, especialmente plásticos, vidro e papel”, afirma André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), que destaca a
contribuição da indústria no processo.
“Há pouco, surgiram várias inovações
em embalagens de plástico. Um exemplo: sacos de salgadinho ganharam revestimentos finíssimos de alumínio que não
interferem na reciclagem do plástico.”
Além de investir em novas tecnologias, os fabricantes de invólucros também estão empenhados em uma campanha educativa junto à população. No
fim de 2011, o setor firmou um pacto
com o governo federal que prevê a inclusão do símbolo do descarte seletivo em
embalagens - mil por ano - e a inserção
de uma simbologia técnica padronizada
e informações nos rótulos para facilitar
a triagem de materiais nas cooperativas
de catadores. Trato feito, trato cumprido: em 2012, 1.022 caixinhas e frascos
exibiam o ícone e outros 992 sinalizavam o caminho a ser seguido para a sua
reciclagem. “O conceito de sustentabili-
“
Temos capacidade
instalada e tecnologia
para reciclar muito
mais, especialmente
plásticos, vidro e papel
André Vilhena
Diretor executivo do Cempre
PET reciclado conquista novas aplicações no mercado brasileiro e no exterior
dade está se enraizando definitivamente em nosso segmento. O engajamento
das empresas na campanha de esclarecimento sobre a reciclagem e a boa acolhida a novos insumos, como o pet reciclado e o bioplástico da Braskem, mostram
isso”, observa Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira
de Embalagem (ABRE).
Até meados da década, outra resina
de origem vegetal estará à disposição
dos interessados no mercado doméstico. É o monoetileno glicol de origem renovável, o BioMEG, que será produzido
em Piracicaba (SP), graças a uma parceria da Coca-Cola com o grupo indiano
JBF Industries (ver matéria na página
7). Com capacidade instalada de 500 miltoneladas ao ano, a unidade, a exemplo
da linha de produção da Braskem em
Triunfo, usará como matéria-prima o
eteno extraído da cana-de-açúcar. “É
natural que o etanol tenha conquistado
a preferência da indústria para a produção de plásticos, pois sua escala é muito
maior, no Brasil, do que as demais opções”, assinala Eloísa Garcia, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), ligado à Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Es-
tado de São Paulo. “Tem gente desenvolvendo insumos a partir de açúcar e bagaço de cana, mandioca e até mesmo casca de camarão. Só que ainda levará algum tempo para que tenham condições
de atender à demanda do mercado."
Na seara da cana, dois grandes projetos de bioplásticos à base de etanol entraram em compasso de espera no Brasil,
por conta da recente descoberta de gigantescas jazidas de gás de xisto nos Estados
Unidos. Como o baixo preço do combustível reduz consideravelmente os custos
de produção de embalagens na América
do Norte, a Dow Chemical resolveu analisar com calma a viabilidade da construção de uma fábrica de polietileno "verde"
em Santa Vitória (MG) em parceria com a
trading japonesa Mitsui, anunciada há
seis anos. Pela mesma razão, especulase, o grupo Odebrecht teria adiado o cronograma de implantação de uma unidade de polipropileno em Triunfo. "O Brasil
também tem grandes reservas de xisto.
O problema é que ainda não deu início à
extração, o que pode comprometer a execução desses dois planos", analisa o engenheiro químico Maurício Jaroski, gestor
da área de química sustentável da
consultoria Maxiquim.
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A3
A4 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013
RE C IC L AGE M
ENTREVISTA AURI MARÇON Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pet (Abipet)
“Vouusar,masnãocontepraninguém!”
Divulgação
O presidente da Abipet explica por que a
reciclagem cresce e aparece no Brasil e relembra
episódios hilários na luta contra o preconceito
om pouco mais de 20 anos de história, a reciclagem de pet no Brasil
exibe números de gente grande, bem encaminhada na vida. Em
2011, as 562 empresas do setor cravaram um novo recorde no processamento de embalagens plásticas — 57,1%, o equivalente a 294
mil toneladas. O faturamento também impõe respeito: R$ 1,2 bilhão, o que corresponde a mais de um terço das receitas da indústria nacional de pet. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pet (Abipet), Auri Marçon é só otimismo. Ele prevê, a partir de 2014, um
forte ciclo de crescimento dos negócios por conta da expansão da coleta seletiva
de lixo em todo o País, ditada pela Lei 12.305/10, a Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS). Bem-humorado, o executivo relembra desafios enfrentados para
convencer outros setores da indústria a utilizar pet reciclado em suas linhas de
fabricação. “Poucos empresários cediam aos nossos argumentos, mas, mesmo assim, pediam sigilo absoluto. Tinham medo de que os consumidores, ao saberem
da novidade, rejeitassem seus produtos”, conta.
C
A reciclagem de pet no mercado
doméstico atingiu novo recorde
em 2011, 57,1%. Que posição
o Brasil ocupa hoje no ranking de
reprocessamento do material?
Estamos muito bem na foto. O Brasil é
referência mundial em termos de diversidade na aplicação do pet reciclado, lidera com folga o bloco dos países em
desenvolvimento e também está à frente da Europa (pouco mais de 40%) e
dos Estados Unidos (26%). Em números absolutos, o Japão é o número 1,
com quase 80%, mas não recicla tudo
em seu território. Cerca de 70% do material lá coletado segue de navio para
ser reciclado em países em desenvolvimento. Não é à toa que containers com
toneladas de pet chegam, com frequência, aos nossos portos.
conta desse “enquadramento” e de outros fatores estou muito otimista em relação à PNRS.
De que a forma a Abipet está engajada
nessa ‘cruzada’ contra os lixões?
O setor de embalagens criou uma coalizão e negociou com o governo metas
de implantação de um sistema de coleta seletiva para dar maior escala à reciclagem. Optamos por um modelo que
será implantado, inicialmente, nas cidades onde serão realizados jogos da
Copa de 2014, que concentram 37% da
população brasileira. Seguimos todos
os protocolos e apresentamos a proposta ao governo. Mas resolvemos não esperar por respostas oficiais, já estamos
com a mão na massa.
A indústria têxtil segue como a
Os baixos índices de coleta seletiva
principal compradora de pet reciclado,
no Brasil são um entrave à reciclagem.
mas o setor demonstra otimismo em
Acredita que a Política Nacional
relação aos fabricantes de embalagens,
de Resíduos Sólidos (PNRS)
que já respondem por 18% das vendas.
poderá mudar esse quadro?
Essa fatia de mercado tende a crescer?
Nosso setor amarga hoje uma ociosidaNão tenho a menor dúvida. Isso porque
de de mais de 30% em sua capacidade
o setor teve competência para desenvolinstalada. Tudo em consequência da prever outras aplicações para o pet - o qual,
cariedade da coleta seletiva no País, prevale lembrar, não foi criado para a produsente em apenas 12% dos municípios.
ção de garrafas, e sim de tecidos. Além
Mas esse quadro tende, sim, a mudar
das embalagens, exploramos outros segcom a nova legislação sobre resíduos sómentos e nichos de mercado com suceslidos. As cidades terão de apresentar e
so. O Brasil é pioneiro, por exemplo, na
desenvolver projetos a respeito. Claro
produção, à base de pet reciclado, de
que haverá alguma remármore sintético, pissistência, pois a coleta
cinas, assentos sanitáseletiva representa
rios, caixas d’água, enmais despesas para as
tre outros produtos.
prefeituras e tem, acre- O Brasil é pioneiro
dito, um potencial muiA Abipet está
na produção,
to baixo de geração de
chegando à
votos. Só que a Lei à base de pet
maioridade. Quais
12.305/10 estabelece reciclado, de
foram suas principais
cortes de repasses fedeiniciativas ao longo
mármore sintético,
rais a municípios que
desses 18 anos?
não fecharem todos os piscinas, assentos
A maior contribuição
seus lixões até o próxi- sanitários, caixas
foi na organização da
mo ano. Ou seja, os
cadeia produtiva do sed’água, entre
prefeitos não terão
tor. Nós a dividimos
muitas opções. Por outros produtos
em quatro elos: descar-
“
Marçon: reciclagem cresce e já atinge quase 60% do total produzido pelo setor
te e separação; logística reversa; parque
industrial reciclador; e geração de demanda. Outra etapa crucial foi a montagem de fábricas-piloto, pois precisávamos apresentar ao mercado aplicações
para o pet reciclado.
Ainda há empresas ou setores
da indústria que torcem o nariz
para o pet reciclado?
Eu diria que o preconceito praticamente
desapareceu. Hoje, somos procurados
por grandes empresas — tudo em consequência, como disse, do trabalho de desenvolvimento de novas aplicações para o pet reciclado, que gerou demanda.
No passado, entretanto, a ideia de transformar o lixo em luxo era considerada
uma heresia por quase todos os empresários. Uns diziam: “Nem pensar! A imagem do meu produto será arrasada”. Ou-
tros, mais “bonzinhos”, topavam fazer
negócio, só que impunham uma condição: “Vou usar, mas você não pode contar pra ninguém!”
Quais as perspectivas do setor
a médio prazo?
Muito boas. A indústria de embalagens,
nossa grande “fornecedora”, passou
por uma forte remodelagem nos últimos anos, com investimentos pesados
em novas resinas, mais sofisticadas. Os
recicladores não ficaram atrás: duas associadas da Abipet, por exemplo, investiam mais de R$ 100 milhões em novas
fábricas. Com a melhoria na coleta seletiva de lixo, por força da Lei 12.305/10,
e a exploração de novos nichos, como o
de forrações automotivas, temos um
bom horizonte pela frente. Poderemos
até dobrar de tamanho em alguns anos.
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A5
Divulgação
A incrível
fábrica de
neurônios
O Centro de Tecnologia e Inovação
da empresa desenvolve plásticos
‘inteligentes’ que mudam de cor de acordo
com estímulos permitindo detectar,
por exemplo, problemas no envase
A
Morschbacker: estudos para investir US$ 100 milhões em fábrica para produzir uma versão green de polipropileno
Braskem na dianteira do bioplástico
Controlada da Odebrecht detém 25% do mercado mundial de polietileno
“verde”, insumo cada vez mais utilizado na produção de embalagens
Braskem, olhem só, guarda
alguma semelhança com o
antigo Império Britânico. Se
o sol nunca se punha sobre os
domínios da família real da terra de Shakespeare, até o início do século passado, o mesmo ocorre agora em relação a
uma criação da controlada do grupo
Odebrecht, o polietileno ‘verde’, extraído do etanol. O insumo é utilizado em
diversos tipos de embalagens por empresas espalhadas pelos quatro cantos
do planeta: Coca-Cola, nos Estados Unidos; Danone, L’Occitane e Plastic Omnium, na França; Petropack, na Argentina; Natura, Tetra Pak e Tigre, no Brasil;
Ecover, na Bélgica; Papier-Mettler, na
Alemanha; Shiseido, no Japão etc. etc.
A conquista do mundo começou a sair
do papel em 2006, no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa, situado no
Polo Petroquímico de Triunfo. Um ano
depois, entrou em operação uma plantapiloto com capacidade instalada de 1 tonelada por mês. Pequenos lotes do bioplástico passaram, então, a ser despachados para alguns poucos e bons clientes
potenciais, casos de Danone e Toyota. A
novidade despertou tanto interesse que
a empresa anunciou, em 2008, o investimento de cerca de R$ 500 milhões na
A
Unidade iniciou operações
em 2010, com potencial
para produzir 200 mil
toneladas da resina,
equivalente a 25% do
consumo mundial
construção de uma fábrica em Triunfo
(RS), em parceria com a Toyota Tsusho,
trading company do grupo encabeçado
pela montadora japonesa.
Com potencial de produção de 200
mil toneladas por ano, o equivalente a
25% do mercado mundial do insumo, a
unidade deu a partida em 2010. Logo
de início, uma surpresa em relação à demanda.“Acreditávamos que iríamos
vender quase tudo para a Europa, mas
surgiram pedidos expressivos de outros pontos do mapa-múndi, inclusive
do Brasil, que responde por 15% das encomendas”, conta Antônio Morschbacker, diretor de tecnologias renováveis. “A Coca-Cola, por exemplo, emprega a nossa matéria-prima nas caixas dos sucos Odwalla, à venda nos Estados Unidos. No mercado doméstico,
além de indústrias, fechamos negócio
com a rede de supermercados Zaffari,
do Rio Grande do Sul, que usa o polietileno ‘verde’ em saquinhos.”
O surgimento inesperado de compradores do bioplástico de latitudes e longitudes as mais diversas demonstra
que a preocupação com a sustentabilidade não tem bandeira, é global. Só
que, nessa seara, o Brasil, com o etanol, e a Braskem, com a sua resina, estão bons corpos à frente da concorrência internacional. “A cana-de-açúcar,
marco zero da produção no polietileno
‘verde’, tem uma capacidade de absorção de carbono 100% maior, no mínimo, do que outros vegetais utilizados
em plásticos. É uma vantagem considerável”, observa o executivo.
Não é à toa, portanto, que a
Braskem já planeja explorar outros filões do segmento. O próximo desafio
será uma versão green de polipropileno. A ideia é investir US$ 100 milhões
em uma fábrica com capacidade mínima de 30 mil toneladas ao ano. “O polipropileno é um plástico mais resistente, muito comum em eletrodomésticos
e pára-choques”, explica Morschbacker. “Os estudos estão bem avançados, mas ainda não há previsão para a
implantação do projeto.”
Braskem quer dar ‘ideias’ aos
plásticos. Seu Centro de Tecnologia e Inovação — com unidades em Triunfo (RS) e Pittsburgh, nos EUA — já descobriu o caminho das pedras para conferir a esses materiais “quocientes de inteligência” (QIs)
equivalentes aos de um galo. Não de uma
ave qualquer, e sim de um legítimo Galo
de Barcelos, tradicional adorno português que, na versão “high tech”, muda
de cor a qualquer variação na umidade
do ar, graças ao cloreto de cobalto presente em seu revestimento. No caso da empresa petroquímica, uma das apostas são
rótulos que reagem a variações de temperatura.“O segredo é um plástico ‘inteligente’. Se a temperatura cai abaixo de 5
graus, os rótulos se tornam azuis. Com
aquecimento, voltam a ficar brancos”, explica o gerente de polímeros Fábio Sofri,
que trata, em seguida, de definir a principal característica dos “sabichões” que desenvolve. “São polímeros com capacidade de interação. Respondem a estímulos
internos e externos mudando de cor ou liberando aditivos e outras substâncias.”
As pesquisas tiveram início em 2007 e
deixaram os executivos da controlada da
Odebrecht pra lá de animados. Afinal, foram desenvolvidas aplicações para material hospitalar descartável, não tecidos
antimicrobianos, curativos, têxteis voltados à hotelaria, como fronhas, toalhas e
lençóis, e embalagens. Os “neurônios”
contidos nestas últimas, sabe-se, têm
condições de prestar serviços valiosos a
públicos distintos. Fabricantes de alimentos, por exemplo, serão alertados sobre
problemas no envasamento por uma simples mudança de cor. E o consumidor final verá um sinal vermelho se ‘acender’
em sua casa se, por hipótese, não armazenar o produto da maneira adequada.
Sim, é isso mesmo o que você pensou:
a Unilever e os fãs do suco Ades poderiam ter se livrado de sérios problemas se
tal tecnologia estivesse incorporada à unidade da multinacional em Pouso Alegre
(MG), que recentemente despachou para
o varejo caixinhas do produto contendo
água e soda cáustica. Ainda vai levar algum tempo, contudo, para que o público
e os empresários possam contar com os
sofisticados “seguros” da Braskem. Antes de mais nada, órgãos reguladores - como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Food and Drug Administration (FDA), dos EUA - terão de aprovar
a novidade. Depois, a demanda terá de
dar as caras. “Os plásticos ‘inteligentes’
despertam interesse em vários segmentos da indústria. Só que as empresas não
sabem ao certo quando e onde pretendem empregá-los”, diz Sofri. “É natural
que seja assim, pois se trata de uma tecnologia inovadora. Acreditamos que ela chegará às linhas de produção no final da década, por volta de 2017 ou 2018.”
A6 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013
TEC NOL OG I A
A volta por cima da Tetra Pak
De inimiga número 1 do movimento ambientalista,
a multinacional sueca se tornou, a partir de iniciativas no
Brasil, referência mundial na reciclagem de embalagens
Divulgação
ouve um tempo em que os
ambientalistas brasileiros tinham crises de urticária só
de ouvir falar na Tetra Pak.
A multinacional sueca era espinafrada pelos “verdes”
por não mexer nem um dedo mindinho em prol da reciclagem de
suas embalagens, formadas por “sanduíches” de plástico, alumínio e papelão. Na
Europa, as caixinhas da “família” longa vida ainda tinham alguma serventia pósuso: eram queimadas, para a geração de
energia elétrica. Por aqui, contudo, causavam apenas problemas ao serem descartadas pelos consumidores. O mal-estar só
começou a perder força em meados da década de 1990, quando um engenheiro químico que pertencia aos quadros da empresa conseguiu vender a seus superiores a
ideia de que era possível, sim, reciclar os
polêmicos invólucros.
“Primeiro ponto a nosso favor: o antigo
presidente da operação local empunhou a
bandeira, e o atual também. Começamos, então, a conversar com o pessoal das fábricas,
das áreas de marketing, comunicação e vendas. A turma percebeu que todos tinham a
ganhar com a proposta e entrou no barco
sem pestanejar”, conta o diretor de meio ambiente, Fernando von Zuben. Ele mesmo, o
deflagrador da “revolução” interna.
Logo no início do desafio, uma dúvida
de percurso: o que fazer primeiro, organizar a estrutura de coleta ou a de reciclagem? A opção foi atacar em ambas as frentes. Em 1995, a Tetra Pak colocou seu bloco
ambiental na rua. “Começamos com coletas-piloto em Campinas e Porto Alegre, onde também desenvolvemos recicladores -
H
VonZubendeflagrouumarevolução emproldareciclagem das embalagens
em alguns casos, com subsídios”, recorda
o executivo. “Mostramos que a iniciativa
seria positiva para as cidades, pois as prefeituras não teriam mais que enviar todo aquele material para os lixões, e os cidadãos,
por sua vez, poderiam ganhar dinheiro
com novos negócios.”
O projeto deu tão certo que cruzou as
fronteiras. Das 65 unidades de processamento hoje instaladas nas Américas Central e do Sul, 35 estão por aqui e outras 30
se espalham por diversos países, casos de
Guatemala, Costa Rica, Venezuela, Peru,
Equador etc. Detalhe: além de ter “exportado” o modelo, a Tetra Pak do Brasil deu
uma forcinha a mais para esses empreendedores, cedendo equipamentos em regime
de comodato. “Nossas previsões se concretizaram: a reciclagem de caixinhas longa vida dá retorno. Prova disso é que as recicladoras pagam hoje R$ 0,35 por quilo de embalagens descartadas, 600% a mais do que
costumavam desembolsar há cerca de 15
anos”, destaca von Zuben.
Não é difícil, portanto, entender o interesse despertado por esse material antes
tão rejeitado. Entre 2002 e o ano retrasado, seu índice de reciclagem praticamente
dobrou — de 15% para 29% — e, tudo indica, deve continuar na mesma toada. O salto, em boa parte, deveu-se ao início das
operações, em 2005, de uma fábrica bancada em conjunto por Tetra Pak, Klabin, Alcoa e TSL Ambiental. Instalada em Piracicaba (SP), a unidade tem capacidade de
processamento de 8 mil toneladas de plástico e alumínio — o equivalente a 32 mil
embalagens longa vida por ano — e utiliza
uma nova tecnologia desenvolvida com o
auxílio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Trata-se de um jato de plasma
a 15 mil graus centígrados que aquece a
mistura de plástico e alumínio, permitindo a perfeita separação dos materiais. “É a
primeira aplicação prática desse processo
no mundo”, orgulha-se o diretor de meio
ambiente da Tetra Pak.
Mudança dá força ao empreendedorismo
Divulgação
Programa de reciclagem da
fabricante de embalagens viabilizou
a abertura de vários negócios
esde a inauguração de sua primeira
fábrica no país, em 1978, a Tetra Pak
desperta o interesse de uma legião
de pequenos artesãos locais, que
dão asas à imaginação na busca por novos
usos e formatos para as embalagens longa vida pós-descarte. Basta uma simples consulta
ao Google para identificar ‘n’ dicas para a produção de cestos, carteiras, bolsas, pulseiras,
brinquedos, objetos de decoração, luminárias e outras miudezas. No fim do século passado, o fenômeno se repetiu, com a formação
de uma nova corrente de “discípulos”. A diferença é que essa “jovem guarda” não estava
interessada em atividades manuais ou recreação, como seus antecessores, e sim em ganhar dinheiro, muito dinheiro, a partir das
oportunidades de negócio oferecidas pelo pro-
D
grama de reciclagem da multinacional sueca,
que teve seu start mundial no Brasil.
“Desenvolvemos tecnologias para a reutilização dos materiais empregados em nossas
embalagens e, dessa forma, viabilizamos a
criação de várias empresas e centenas de empregos. São negócios ‘verdes’, sustentáveis,
que surgiram do nada há pouco mais de dez
anos”, orgulha-se Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da companhia.
A indústria de embalagens, quem diria,
mostrou forte vocação para incubadora de
empresas. Só no segmento de placas e telhas
“ecológicas”, 19 empreendimentos abriram
as portas de norte a sul do País, gerando algo
entre 300 e 400 postos de trabalho. Única
gaúcha do grupo, a GLZ, de Santa Cruz do
Sul, exibe competência ao vender seu peixe
na web. “O processo de reciclagem das embalagens longa vida [...], além de ecologicamente correto, tem vantagens, (pois as nossas telhas) são mais baratas, mais leves, não
quebram e permitem maior conforto térmi-
Telhas da GLZ : promessa
de preço menor e leveza
co aos ambientes, reduzindo as altas temperaturas”, informa aos internautas, assinalando que seus produtos têm certificação do Inmetro e foram aprovados em testes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Após ganharem vidas novas nas recicladoras, o alumínio e o plástico das embalagens
longa vida se prestam a inúmeras aplicações. Em Piracicaba (SP), são transformados
em utensílios de limpeza, carro-chefe da Polares Industrial. No leste do Estado de São
Paulo, tornam-se matérias-primas dos decks instalados pela Mogi Mirim Barcos de
Duralumínio, do município homônimo, nos
pisos de seus botes e lanchas. Também no interior paulista, em Americana, marcam presença em toda a linha da Regiplac — de bancas de jornal a minhocários, passando por
placas de trânsito, forros, cumeeiras, tapumes e casinhas de cachorro, que, de acordo
com o “fornecedor” dos principais insumos
utilizados em sua fabricação, oferecem mais
conforto a seus moradores.
Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A7
Fotos: divulgação
Investimentos de US$ 1 bilhão vão abastecer as fábricas da companhia com garrafas de pet sustentáveis
A Coca-Cola mergulha no álcool
Em parceria com grupo indiano,
companhia prepara a produção no
Brasil de garrafas pet à base de etanol
A
curiosa saga do “Samba em Berlim” já tem um segundo capítulo a
caminho. Quase 70 anos depois
do surgimento do drinque à base
de Coca-Cola e cachaça - criação dos pracinhas da FEB em plena II Guerra Mundial,
quando combatiam o exército alemão na Itália -, a mais famosa marca de refrigerantes
mergulha de cabeça no etanol da cana-deaçúcar em terras brasileiras. O projeto em
questão consiste na construção, em Piracica-
ba (SP), de uma fábrica de monoetileno glicol (MEG) de origem vegetal, o BioMEG, insumo utilizado na produção de garrafas pet sustentáveis. Com inauguração prevista para
2015, a unidade será a maior do planeta, com
capacidade para 500 mil toneladas ao ano.
O investimento é estimado em R$ 1 bilhão, mas não será bancado integralmente
pela Coca-Cola. A gigante norte-americana convenceu o grupo indiano JBF industries, do qual importa o BioMEG usado
atualmente no Brasil, a embarcar na mesma canoa. Assim, em pouco tempo, poderá
cortar despesas com fretes internacionais e
expandir, a perder de vista, a linha de embalagens PlantBottle, que chegou ao merca-
Com menos plástico,
garrafa pode ser amassada
e perde até 37% do volume
do doméstico em 2010, poucos meses após
seu lançamento mundial. Tais vasilhames,
que contabilizam 30% de resina vegetal
em sua composição, atendem hoje a apenas duas linhas no País: o carro-chefe da
empresa, na versão com 600 ml, e a água
mineral Crystal (500 ml).
“A produção local do BioMEG propiciará
uma série de vantagens. Teremos acesso a
garrafas com menor índice de matérias-primas não renováveis, com a mesma qualidade dos modelos convencionais, e ainda poderemos reduzir em 20% as emissões de
CO2”, destaca Paulo Villas, gerente de embalagens da fabricante de bebidas. “Os benefícios, aliás, não serão exclusividade nossa,
pois a fábrica de Piracicaba terá capacidade
instalada muito superior à demanda nacional. Isso abrirá as portas para a exportação
de um insumo de alto valor agregado, uma
ótima notícia para a balança comercial.”
Além do uso de bioplásticos, outros dois
itens chamam a atenção na lista de prioridades sustentáveis da empresa: a redução de
peso das embalagens e o uso mais intensivo
de material reciclado. A primeira meta vem
sendo cumprida com louvor. Só nos últimos
quatro anos, por exemplo, o frasco da água
Crystal de 500ml “emagreceu” 8 gramas de 20 para 12, um corte de 40%. “Como passou a ser produzida com menos plástico, essa garrafa pode ser amassada facilmente,
perdendo até 37% do seu volume. Isso facilita, e muito, o trabalho de coleta e o transporte para as recicladoras”, assinala Villas.
Com relação aos insumos que retornam
ao processo produtivo, o primeiro passo foi
dado em 2011, quando teve início, no Rio de
Janeiro e em Curitiba, a venda de vasilhames de 2,5 litros com 20% de pet reciclado.
O desafio, agora, é alargar esse leque para toda a “família” Coca-Cola até 2020, de acordo com determinação da matriz, e elevar o
percentual de plástico de “segunda mão”
nas embalagens, medida que só poderá ser
tomada com a autorização, caso a caso, da
Anvisa. “Temos uma planta-piloto no México que opera com 100% de reciclados, mas é
difícil alcançar bons resultados em larga escala nesse patamar, pois o plástico tende a
escurecer a qualquer descuido. Até 50% entretanto, não haveria qualquer problema”,
destaca o gerente da embalagens.
Divulgação
Um ícone da “pop art”
Conhecida em todo o mundo, a célebre garrafa Contour saiu da prancheta em 1916
nquanto o planeta se preparava para
mergulhar em um banho de sangue
nunca antes visto, a The Coca Cola
Company buscava mais visibilidade.
A empresa sonhava, em 1913, com uma embalagem “que pudesse ser reconhecida mesmo
de olhos fechados”, segundo a definição de
seu big boss, Asa Griggs Candler, que assumira
o controle do negócio em 1891. O desejo só se
concretizaria em 1916, às vésperas da entrada
dos Estados Unidos na I Guerra Mundial. Em
eleição realizada durante a reunião anual dos
engarrafadores da bebida, o projeto apresentado pelo sueco Alexander Samuelson, da Root
Glass Company, levou a melhor sobre as propostas de 11 concorrentes. Surgia a célebre garrafa Contour, que cumpriria à perfeição o papel estabelecido por Candler.
Com curvas e relevo inspirados no fruto do
cacau, a embalagem cruzaria de vez todas as
E
fronteiras após o fim da II Guerra Mundial,
em 1945. Entre 1940 e 1960, a Coca-Cola praticamente dobrou sua presença internacional.
No Brasil, foi engarrafada pela primeira vez
em 1941, na sede da Água Mineral Santa Clara, em Recife, e não tardou a cair no gosto dos
nativos. Tanto é que, no fim daquela década,
11 fábricas abasteciam o mercado doméstico
com o refrigerante criado pelo farmacêutico
John Pemberton, em 1886.
Hoje presente em cerca de 200 países, a sensual Contour fez a glória de Samuelson, que patenteou sua obra prima em novembro de 1915.
O francês Raymond Loewy, um dos designers
de maior destaque no século 20, afirmou que a
garrafa apresentava “a forma perfeita”. Opinião compartilhada, diga-se, por vários artistas plásticos de renome internacional - casos
de Andy Warhol, Norman Rockwell e Guy Peellaert -, que a transportaram para telas e gravu-
O formato que virou a
assinatura da Coca-Cola
conquistou artistas
plásticos como
Guy Peellaert
ras. Ícone da “pop art”, o vasilhame que não
envelhece tornou-se uma “assinatura” de seu
fabricante, de fato e direito, em 1960, quando
o governo dos EUA concedeu-lhe o privilegiado status de trademark (marca registrada).
A8 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013
PIONE IRIS M O
Opção preferencial pelo “verde”
Leonardo Rodrigues
Há 30 anos, com a troca das embalagens
convencionais por refis, a Natura iniciava
a construção de sua reputação ambiental
m 1983, a conscientização am- midores e seus “consultores”, como são chabiental dos brasileiros — e,
mados os vendedores autônomos da grife.
também, de boa parte dos de“Adotamos o refil, em 1983, em uma linha de
mais habitantes do planeta — xampus. Dois anos depois, a novidade foi esainda se encontrava nas fral- tendida aos desodorantes e não parou mais
das. Cubatão, na Baixada San- de se expandir”, informa Alessandro Mentista, era apontada pela ONU
des, diretor de Inovação.
como a cidade mais poluída do mundo. A SeNão parou mesmo. Por abraçar a causa da
cretaria de Meio Ambiente do governo fede- sustentabilidade, a companhia deixou de encoral só ganharia o status de ministério dois
mendar, ao longo dos últimos 30 anos, cerca
anos à frente. Comentários ouvidos aqui ou
de 2.200 toneladas de potes, tubos e bisnagas,
acolá sobre um tal de Green Peace poderiam
entre outros itens. Tais cortes, aliás, seguem
rapidamente dar origem a boatos sobre o sur- na ordem do dia. Os executivos, de facão em
gimento de uma nova torcida organizada do punho, zelam pelo cumprimento da meta estaPalmeiras. Pois foi justamente nesse período
belecida, em 2007, pelo Programa Carbono
de treva ecológica e política — afinal, a ditaNeutro — redução de 33% nas emissões de
dura militar já balançava, mas teimava em CO2 até este ano, tendo como base 2006. Por
não cair — que teve início uma rara trajetóconta dessas “páginas sagradas”, alguns forneria de comprometimento com a sustentabili- cedores de embalagens sofreram um duro
dade no meio empresarial.
“golpe” há três anos, quando foi anunciada a
O pioneirismo coube à Natura, fabricante troca de frascos rígidos por saquinhos reforçade cosméticos e produtos de higiene, que dos, os “stand-up pouchs” — mais uma prova
nem sonhava à época em ter seus papéis neda opção preferencial da Natura por refis. “A
gociados na Bolsa de Valores de São Paulo e, maior vantagem do pouch é a grande economuito menos, em tornar-se uma multinacio- mia de plástico em sua produção — de 83%
nal. Fundada em 1969, a empresa buscava,
em relação aos frascos”, explica Mendes.
então, formas de alavancar as vendas em
Embalagens recicláveis também vêm gameio à recessão que assolava
nhando espaço no cardápio
o País. Optou por uma soluda marca. Em meados da déção que iria marcar seu DNA Refil foi opção para cada passada, os óleos da ligarantir maior
para sempre: para tornar as
nha Ekos estrearam embalamarcas próprias mais acessíacesso ao produto gens produzidas com 30% de
veis ao público, passou a ofepet reciclado. Há três anos,
em período de
recer alguns itens com opchegou a vez do bioplástico
crise e resultou da Braskem (ver matéria na
ções de refil. Superada a crise, constatou que, além de em benefícios para pagina 5), utilizado inicialeconomizar com embalagens
mente nos refis dos saboneconvencionais, havia propi- a empresa e para o tes Erva Doce. De lá para cá,
meio ambiente.
ciado um ganho à sociedade
a dupla cresceu e apareceu.
ao livrá-la de alguns milhares
Alternativa virou “Hoje, a linha Ekos utiliza
de frascos que iriam parar no
de pet verde ou 50%
marca registrada 100%
lixo. Comprou a ideia e pasde pet reciclado”, destaca o
da Natura
sou a difundi-la entre consudiretor de Inovação, assina-
E
Obrilhodo
“ecodesign”
”
“s muito feias que
me perdoem,
mas beleza é
fundamental.” O recado de Vinicius de Moraes em “Receita de mulher” também se
aplica às embalagens — em particular àquelas que acondicionam produtos destinados a valorizar (ou remediar, em certos casos) os atributos físicos das musas
nossas de cada dia. Para conquistálas, frascos, potes, estojos, caixas e
bisnagas, entre outros, cumprem papéis tão importantes quanto cosméticos
de alta qualidade. A regra vale para todo o
A
setor, mas poucos conseguem fazer sombra
no Brasil à vocação da Natura para arrancar
suspiros, elogios e aplausos.
Habitué nas cerimônias de entrega dos
prêmios da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), a empresa já é reconhecida
internacionalmente pelo “Ecodesign” de
seus invólucros. Desde 2006, conquistou
sete World Star Awards, concedidos pela
World Packaging Organization (WPO). O
mais recente — que será recebido no início de maio, em Sidney — foi por conta da linha Humor, a qual, fiel ao nome, traz estampadas em suas caixas charges
dos cartunistas Angeli, Caco Galhardo e Adão Iturrasgarai.
Há dois meses, a “sala de troféus”
da Natura ganhou outros reforços de
peso. Da Alemanha, vieram dois iF Design Awards, o “Oscar” do desenho industrial, pelas coleções Vôvó e SOU. Colorida e com toques lúdicos, a última mereceu rasgados elogios. Os jurados destacaram o design “divertido” dos saqui-
Fotos: divulgação
Mendes, economia de 83%
de plástico com adoção das
embalagens stand-up pouchs
lando que os demais produtos devem embarcar na mesma canoa, a médio prazo. A dúvida é em relação à conveniência do uso de invólucros com pet 100% reciclado. “É preciso reduzir o grau de contaminação dessa matéria-prima, pois as impurezas frequentemente presentes no material coletado provocam o escurecimento dos frascos. Não falta
pet reciclado no mercado brasileiro, mas a
qualidade, por vezes, deixa a desejar.”
nhos utilizados como recipientes e a economia de plástico em sua produção — da
ordem de 75% em relação às versões
usuais. “(O projeto) priorizou o essencial
— o que está dentro — e ainda propiciou
reduções no desperdício do produto, permitindo que seja usado até a última gota,
e também de emissões de CO2 — cerca de
50% menos do que embalagens tradicionais", emendaram.
Além da preocupação com a estética e a
sustentabilidade, a marca também queima neurônios para aprimorar a ergonomia de seus produtos. No ano passado,
por exemplo, os frascos de uma linha de
sabonetes líquidos para bebês foram submetidos a uma reengenharia. Motivo: os
designers constataram que era impossível
para os adultos lidarem com a tampinha
flip-top enquanto seguravam as crianças.
“Trocamos a tampa por uma válvula. Agora, as mães podem liberar o sabonete com
uma mão só, enquanto seguram seus pequenos com a outra”, explica Alessandro
Mendes, diretor de Inovação.
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