www.brasileconomico.com.br mobile.brasileconomico.com.br Na crista da onda Personagem da Semana Sérgio Machado, da Transpetro, diz que o maior desafio do país é se tornar mais competitivo no exterior. ➥ P12 Patrick Mendes, diretor de operações da Pullman para AL, foi escolhido no site do BRASIL ECONÔMICO. ➥ P34 Rodrigo Capote PUBLISHER RAMIRO ALVES EDITOR-CHEFE (RJ) OCTÁVIO COSTA EDITORA-CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA SEGUNDA-FEIRA, 29 DE ABRIL, 2013 O ANO 5 | N 919 | R$ 3,00 Estados ameaçam multar indústria que não emitir nota fiscal detalhada Empresários correm para se adaptar à Resolução que tenta inibir a guerra dos portos e reduziu para 4% o ICMS de produtos com menos de 60% de conteúdo nacional. Eles temem ser multados por ainda não terem regularizados seus sistemas. ➥ P8 Congressistas desfiguram a MP dos portos Alan Marques/Folhapress Bancos veem novas funções para agências Uma das emendas aprovadas prejudica plano do Executivo para tornar mais eficiente o embarque e desembarque de cargas em portos organizados. ➥ P9 Espaço passa a ser usado para alavancar negócios, de crédito imobiliário a investimentos, com conveniências que incluem até o horário estendido. ➥ P38 Negócios de R$ 100 mi na Casa Cor SP Zona do Euro já vê a luz no fim do túnel Previsão é de Ângelo Derenzi, presidente da mostra, que vai de 28 de maio a 21 de julho no Jockey Club, reunindo grandes nomes da arquitetura nacional. ➥ P30 Na avaliação de autoridades do bloco, a austeridade continua, mas já é possível atenuar o ritmo da consolidação fiscal e implantar as reformas de longo prazo. ➥ P50 STEngineering quertudocom maissegurança Reciclagem é tema central nas empresas Grupo asiático vê nos grandes eventos deste e dos próximos anos a chance de oferecer seu sistema que tem o cidadão como fonte de informação . ➥ P18 Caderno especial mostra a evolução da indústria no reaproveitamento de embalagens e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. ➥ Suplemento O “portunhol” pode atrapalhar um bom negócio O idioma é considerado o ponto principal nos contatos com profissionais latino-americanos. Escorregar no espanhol pode por tudo a perder. ➥ P44 “Burocracia deixa a pesquisa muito lenta” Apesar das duras críticas às limitações burocráticas, ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, está otimista com os R$ 32 bilhões que serão aplicados através do Inova Empresa. ➥ P4 2 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Avanço CARTAS Na minha cidade a gasolina é a mais cara do Brasil. Em Ubatuba (SP) o litro sai por R$ 2,99, tanto na comum como na aditivada. Temos de “importar”. Eu pago R$ 3,79 por litro aqui na minha cidade, temos que ver isso, o governo deixa correr como se não soubesse o que está acontecendo, em Itaquai o preço é menor do que em Angra e assim vai. Eu procuro trazer um pouco de Ubatuba, quando vou viajar não encho o tanque, só vou completar em Ubatuba. Os donos de posto de gasolina, principalmente de Angra, têm de baixar o preço senão vão ficar a ver navios, ninguém vai querer comprar. (“Aumento de combustível deve impulsionar Petrobras”) Wilson da Silva Santos Filho Angra dos Reis (RJ) Para manter o padrão necessário a sobrevivência da Petrobras, o governo inepto de Dilma/Lula/PT age como se essa empresa fosse de porte médio ou pequena. Uma empresa que mantém altos custos com pessoal e com gerenciamento dúbio, encontra respaldo monetário em aumentos dos combustíveis, quando sabemos que já praticamos, no Brasil, preços abusivos, desleais mediante o poder aquisitivo de um povo com renda média de US$ 500/mês. Vivemos momentos difíceis e desgastantes. José Maria São Paulo (SP) JULIO GOMES DE ALMEIDA Carlos Magno Professor do Instituto de Economia da Unicamp e ex-Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Oscar Niemeyer Arquiteto Uma exposição em Paris , intitulada “Brasília, meio século da capital do Brasil”, conta a história da construção da cidade, que comemorou 53 anos, e homenageia o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, responsável pelo projeto. Retrocesso Chris Ratcliffe/Bloomberg Quanto à matéria “Aumento de combustível deve impulsionar Petrobras” — publicada em 25/4/2013, a política desastrada e populista do governo causou sérios danos ao país. Ao reduzir o IPI dos automóveis e flexibilizar os financiamentos, provocou o aumento do consumo do etanol e da gasolina, produtos nos quais o Brasil não é autossuficiente, ao mesmo tempo restringiu os preços provocando o fechamento de dezenas de usina de álcool, forçando o país a aumentar a importação do produto. A Petrobras viu seu valor de mercado retrair em mais de 30% e a quebradeira de empresas particulares, que investiram no ramos dos combustíveis. Não existe uma política de crescimento econômico sustentável, sem bases de sustentação. Marcio Menezes Inhaúma (MG) OPINIÃO Eric Schmidt Presidente do Google A Microsoft foi beneficiada em julgamento de patente da Motorola Mobility, o que representou um golpe para o Google, que comprou a empresa por US$ 12,5 bilhões, em parte por seu estoque de propriedades intelectuais. CONECTADO [email protected] Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia iMuscle Popup Widget - AD AutomateIt Para quem gosta de se manter em forma este aplicativo ajuda a montar um programa de exercícios personalizado, com orientações para que o praticante obtenha maior aproveitamento da atividade e proteção contra lesões. É possível trabalhar músculos específicos. Os exercícios podem ser apresentados com animação em 3D e pode ser usado para identificar os músculos por zoom. Este aplicativo vai ajudar você a organizar a tela de seu smartphone. Com ele, é possível criar botões de atalho para os widgets e, dessa forma, liberar espaço na tela de abertura deixando-a com um visual mais clean. O widget aparece como uma animação na tela. Dessa forma, é possível reduzir o uso de memória e também proteger o widget de perdas por um toque indevido. O programa oferece uma série de recursos para deixar seu smartphone mais inteligente, automatizando diversas tarefas do Android. Permite criar alerta para bateria fraca, ativar o modo silencioso à noite, e reduzir o volume quando o fone de ouvido está conectado, e até ligar o alto-falante durante uma chamada utilizando o sensor de proximidade. US$ 1,99 iPad Grátis Android R$ 3,31 Android Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, 11.633, 8º andar, CEP 04578-901, Brooklin, São Paulo (SP). E-mail: [email protected] As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em www.brasileconomico.com.br A perda de dinamismo na oferta de emprego A pesquisa de emprego e renda realizada pelo IBGE nas grandes regiões metropolitanas do país mostra um quadro inequivocadamente favorável para a população neste início de 2013. Por exemplo, a taxa de desocupação no primeiro trimestre, de 5,5%, é muito baixa para padrões históricos e corresponde a quase metade da taxa do primeiro trimestre de 2005, de 10,5%. Mais: esta condição de baixo desemprego parece não ter sido ameaçada pelo crescimento decepcionante do PIB em 2011 e 2012. Pode ser lembrado também que, embora em ritmo menor, o rendimento real das pessoas ocupadas se mantém em alta e a massa de rendimentos da população segue crescendo, o que vai renovando um dinamismo do consumo e das vendas do varejo que poucos países vêm conseguindo ostentar em suas economias no após crise mundial de 2008. Mas, algumas nuvens se apresentam no horizonte devido ao baixo desempenho da economia e diminuição do impulso conferido ao emprego pelo boom que os setores de construção, comércio e serviços experimentaram nos últimos anos como decorrência do reforço do mercado interno consumidor obtido com a redistribuição da renda. Na média de todos os setores, o emprego que no último trimestre de 2012 crescia 3% com relação ao mesmo período do ano anterior, passa a evoluir 1,9% nos três primeiros meses do corrente ano. Na construção e no comércio a desaceleração foi muito significativa: no primeiro caso, a expansão de 6,3% nos três meses finais de 2012 cede lugar a um declínio de 1,8% no primeiro trimestre de 2013; no segundo, o ritmo de criação de empregos retrocede de 4,4% para 1,7%. Na indústria, os dois primeiros meses do ano pareciam mostrar uma melhora do setor beneficiado por programas de incentivo do governo e pela desoneração da folha de salários, o que não foi confirmado pelos dados de março. O setor, que teve variação zero do emprego em 2012, ampliou seu efetivo em 2,2% e 3,5%, respectivamente em janeiro e fevereiro últimos com relação aos mesmos meses do ano passado, mas o processo foi interrompido pela queda de 1,7% em março. A evolução do rendimento real também não apresenta o mesmo ritmo de outros tempos O setor de serviços como um todo preserva um maior dinamismo, com aumento de 2,6% no primeiro trimestre, praticamente o mesmo padrão com que encerou o ano (2,7% no 4º. trimestre de 2012). Em uma parcela significativa isto se deveu ao emprego na administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais (+5,6% no primeiro trimestre 2013, praticamente repetindo o índice de 5,3% no último trimestre de 2012) e porque melhorou o emprego em intermediação financeira, atividades imobiliárias e serviços prestados à empresa (2% e 0,8%). Também não apresenta o mesmo ritmo de outros tempos a evolução do rendimento real dos ocupados, certamente em função da maior inflação deste início de ano. O acréscimo de 1,8% no primeiro trimestre foi muito abaixo dos 4,4% do último trimestre do ano passado. Com isso, a massa de rendimentos avançou 3,8% nos três primeiros meses do ano, uma taxa que ainda pode ser considerada boa para amparar o consumo popular, porém equivalente à metade da expansão dos últimos três meses de 2012. ■ NESTA EDIÇÃO Triplicam os pedidos de refúgio no país Entre 2010 e 2012 houve um salto de 254%, passando de 566 solicitações para um total de 2 mil pedidos, de acordo com dados da Polícia Federal. Angolanos e colombianos lideram o ranking. ➥ P10 Batatas e refresco no portfólio da Piraquê A tradicional fabricante de biscoitos e massas amplia a linha de produtos aproveitando a força da marca, particularmente no mercado carioca, que responde por 70% das vendas da empresa. ➥ P12 Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO JOSÉ ANIBAL Economista e secretário estadual de Energia de São Paulo PEDRO VENCESLAU [email protected] Ernesto Carriço/Ag. O Dia Melhor do que nada, mas ainda assim pífio No Brasil parece que temos vivido sob a égide do “melhor isso do que nada”. Essa foi a sensação que tive, e que certamente é compartilhada por muitos, ao examinar o pacote de incentivos destinado, principalmente, a promover o aumento da oferta de etanol durante a entressafra. Aliás, esse foi o tom do discurso do ministro da Fazenda. Quase modesto, Mantega foi assertivo ao dizer que a finalidade do pacote era essa mesmo, garantir a continuidade no abastecimento do combustível, o que não significaria, necessariamente, uma redução de preços aos consumidores. Bingo. Mesmo para quem não está à frente de uma equipe de economistas, é fácil perceber que entre dois produtos, um subsidiado e outro não, via de regra, o subsidiado levará vantagens. No embate gasolina versus etanol é isso que acontece. Bastante óbvio mas, ainda assim, o governo federal insiste em comprar petróleo pelo preço de mercado e vender seus derivados por preços compostos segundo interesses domésticos. A conta não fecha e nem teria como. Com isso, nos três primeiros meses deste ano a Petrobras — que é diretamente impactada pela prática intervencionista — já apresenta um déficit comercial acumulado de US$ 7,4 bilhões. Essas condições artificiais na política de precificação dos combustíveis confundem investidores e geram desconfiança por parte do mercado, que parece entender bem a mensagem: pé no freio. Para um país em desenvolvimento, que precisa crescer, não é exatamente a melhor mensagem a se passar. O resultado é que o etanol vai deixando de ser um produto comercialmente competitivo. O baixo valor de mercado, comparado à gasolina, fez com que muitas usinas desistissem da produção do combustível, não sem antes sofrerem graves perdas. Estimativas indicam que as dívidas do setor em 2012 chegavam a US$ 42 bilhões. Também é interessante notar que o anúncio do pacote foi feito na presença do ministro de Minas e Energia, o que nos faz pensar, ainda mais, que um dos principais equívocos do pacote é não fazer menção ao uso da cana-de-açúcar para geração de energia. Nada de medidas destinadas a estimular a cogeração com matériaprima disponível (bagaço e palha de cana), no centro de carga. Investimentos expressivos em pesquisa, atrelados ao desenvolvimento de novas tecnologias, têm mostrado que a cana-deaçúcar é um dos energéticos mais versáteis e eficientes do mundo. São Paulo já tem 4.500 MWs gerados por esta fonte. Nos demais estados, mais 3.500 MWs. O pessoal do ministério de Minas e Energia devia saber disso. Ainda que signifiquem uma renúncia fiscal de R$ 2,7 bilhões neste ano, ainda que linhas de crédito especiais tenham sido abertas, ainda que o governo tenha mostrado alguma disposição ao lançar um olhar para o setor, nada tira da medida seu caráter paliativo. Em estudo desde 2011, não se pode sequer alegar que o pacote foi lançado às pressas. Na ausência de uma desculpa que explique o porquê de medidas tão minguadas diante de um setor fundamental para a economia brasileira, incomoda ler, nas entrelinhas de uma série de discursos, que é “melhor isso do que nada”. ■ Existe futuro sem Marina Silva no PV? Embora o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira venha negando sistematicamente que será candidato à Presidência da República em 2014, o Partido Verde já dá como certo que ele estará na disputa. A avaliação da cúpula da legenda ambientalista é que as negativas fazem parte de uma estratégia para evitar a antecipação do processo. Não por acaso, Gabeira tem mantido uma agenda intensa de atividades em todo o país. “O PV terá candidato e o Gabeira é o primeiro em nosso personograma. Nunca vi ele fazer tanta militância”, diz o deputado José Pena, presidente nacional da sigla. Os verdes também planejam lançar candidatos próprios ao governo na maioria dos estados, mas, segundo o dirigente, “sem levar ninguém ao suicídio político”. Mesmo sem Marina Silva, o PV espera aumentar significativamente sua bancada no Congresso Nacional no ano que vem. Hoje, o partido conta com 9 deputados federais e nenhum senador. ■ Verdes descartam apoiar reeleição de Dilma Rousseff Senadores vão até o Acre acompanhar refugiados O Partido Verde baterá o martelo sobre a eleição presidencial só em maio de 2014. Caso Gabeira desista mesmo da disputa, a legenda começará um diálogo com Eduardo Campos e Aécio Neves. A única coisa certa é que o apoio à presidente Dilma está 100% descartado. Senadores da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional vão essa semana a Brasileia, no Acre, para acompanhar de perto a força-tarefa dos governos federal e estadual que atua para regularizar a situação dos haitianos e de outras nacionalidades em situação irregular no Brasil. CURTAS ➤ ● A coluna apurou que o PSDB já espera uma recusa do treinador Bernardinho ao convite para que ele dispute o governo do Rio de Janeiro em 2014. Como não existe um plano B, os tucanos se aproximam de Miro Teixeira, do PDT, no estado. ➤ ● A massa de produtos plásticos que se acumula no mar levada pelas correntes marítimas, chamada de “7º continente”, representa um desafio para os cientistas. ➥ P30 A MSC Cruzeiros decidiu desafiar a crise no setor e ampliou a oferta de leitos para a temporada desse ano, que começa em novembro. Em 2013, 250 mil vagas serão oferecidas, contra 200 mil em 2012. “Com a Europa em crise, podemos tirar proveito e trazer mais navios para cá”, diz Adrian Ursili, diretor de vendas da empresa. A força da criatividade brasileira ➤ ● Expedição vai pesquisar lixão no Pacífico O presidente do Conselho de Criatividade e Inovação da FecomercioSP, Adolfo Melito, defende uma imersão na cultura local para que o país não saia copiando modelos externos . ➥ P31 Pela primeira vez o recém-inaugurado MSC Preziosa, um dos maiores navios europeus, virá para costa brasileira. A empresa também “roubou” da concorrência o cruzeiro com Roberto Carlos. ➤ ● O senador Eduardo Suplicy vive dias tensos. O PT não diz sim nem não sobre sua candidatura ao Senado em 2014. PRONTO, FALEI “Nós estamos já com quatro palanques da Dilma no Rio de Janeiro e isso ajuda. Ruim é quem não tem palanque” ➤ ● A presidente Dilma Rousseff vai ter que montar outro núcleo duro para seu governo ano que vem. Além de perder a bela Gleisi Hofmann, da Casa Civil, que disputará o governo do Paraná, ela não poderá contar com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. Ela pretende disputar o Senado em Santa Catarina. Lindberg Farias Senador e candidato ao governo do Rio ➤ ● Alessandro Costa/Ag. O Dia Condições artificiais na política de precificação confundem investidores Depois de ter assumido a linha de frente da batalha contra o novo Código Florestal, o PCdoB tenta se livrar da marca de aliado incondicional do agronegócio. A sigla realizará, entre os dias 18 e 19 de maio, a sua primeira conferência nacional de meio ambiente. Aldo Rebelo será a grande estrela. 4 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 IDEIAS EM DESTAQUE Editado por: Ivone Portes [email protected] ENTREVISTA MARCO ANTONIO RAUPP Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação “Marco legal é uma grande deficiência no país. Temos que melhorar isso” O cientista que criou o programa de satélites sino-brasileiro falou ao Brasil Econômico sobre o plano de inovação tecnológica. Sobre a pesquisa no Brasil, queixou-se da morosidade na aprovação de projetos Marco Antonio Raupp chegou a cogitar o retorno para a Agência Espacial Brasileira, de onde saiu para substituir o Aloizio Mercante no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em janeiro de 2012. Mas, depois de ver o seu prestígio crescer junto à presidente Dilma Rousseff, o matemático resolveu encarar o desafio de tocar aquele que é considerado o maior plano de incentivo à pesquisa e inovação tecnológica do país. Lançado há pouco mais de um mês, o Inova Empresa conclui em maio a fase de lançamento de editais para investimento em sete áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país. “Nunca tivemos investimentos tão fortes assim”, afirma o ministro nesta entrevista exclusiva ao BRASIL ECONÔMICO. Ao todo são R$ 32 bilhões distribuídos entre as áreas de Agropecuária, Energia, Petróleo e Gás, complexo da Saúde, complexo Aeroespacial e Defesa, Tecnologia da Informação e Comunicação e Sustentabilidade Ambiental. Trazendo no currículo uma carreira obstinada pela Edla Lula, de Brasília [email protected] O Brasil tem vários institutos de pesquisa reconhecidos internacionalmente e o país até exporta cérebros. O que falta para a pesquisa e a riqueza se encontrarem no Brasil? Por que aqui é difícil encontrar esta intercessão? Esta intercessão é difícil de encontrar de forma disseminada e ampla. Mas nós temos alguns bons exemplos de sucesso, com impacto na economia. Temos pelo menos três. Um deles é a Embrapa. A Ciência brasileira tem uma boa tradição na área de ciências agrárias e ciências animais. O Brasil já tinha uma boa tradição de ciências agrárias e ciências animais. A Embrapa foi criada com a visão de que a gente teria uma organização capaz de criar serviços tecnológicos, desenvolver novos produtos e repassar isso para o setor produtivo. A Embrapa capitaneou isso muito bem. Criou-se um esquema especial para transferir conhecimento para o campo e pa- integração entre instituições de pesquisa e o setor produtivo, Raupp acredita que este é o caminho certo para que a ciência seja convertida em riqueza para a nação. “A Embrapa capitaneou isso muito bem”, afirma o ministro ao citar a empresa de pesquisa agropecuária como modelo de que a parceria entre pesquisa e empresa dá certo. “A Embrapa foi criada com a visão de que a gente teria uma organização capaz de criar serviços tecnológicos, desenvolver novos produtos e repassar isso para o setor produtivo.” Segundo Raupp, este é o objetivo central do Plano Inova Empresa, a ser capitaneado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com fundação marcada para maio. “O que estamos fazendo é dando apoio à inovação de forma generalizada, considerando todos os setores estratégicos para o desenvolvimento econômico do país”, afirma o ministro. No entanto, o ministro não arrisca e prevê em quanto o seu plano deve incrementar a taxa de inovação do país, hoje em 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), é considera- trocinou descobertas importantíssimas. Johanna Döbereiner, pesquisadora da Embrapa, revolucionou as ciências agrícolas com as bactérias fixadoras de nitrogênio no solo. Graças à Embrapa o cerrado foi ocupado. Em 30 anos se criou tecnologia de agricultura tropical, que colocou o Brasil no mais alto nível da ciência. A Embraer é o outro exemplo. A indústria aeronáutica brasileira surgiu dentro de uma instituição de pesquisa, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o DCTA. E tem a Petrobras, com a pesquisa de petróleo em águas profundas. Esses exemplos mostram que se você toma medidas adequadas para estruturar essa transmissão de conhecimento de um lado para o outro, você tem sucesso. Estes três modelos mostram que fazer isso é possível. O Inova Empresa será capaz de ampliar esses exemplos de sucesso para o setor privado? O Inova Empresa cria mecanismos e coloca recursos vultosos à disposição das empresas para “ O Inova Empresa cria mecanismos e coloca recursos vultosos à disposição das empresas para que elas desenvolvam projetos próprios de inovação. São R$ 32 bilhões que o plano disponibiliza que elas desenvolvam projetos próprios de inovação. São R$ 32 bilhões que o plano disponibiliza. Nunca tivemos investimentos tão fortes assim. O Inova Empresa tem duas vertentes: as ações estratégicas, que vão financiar programas de inovação tecnológica, e as ações transversais, que se preocupam em influenciar setores empresariais importantes, criar novas estruturas, incrementar as já existentes e formar recursos humanos para as empresas. Criamos bol- da baixa quando comparada a de países como Coreia do Sul, que investe perto de 4% do PIB em inovação. O ministro diz ainda que os programas de transferência de tecnologia e a capacitação de pequenas empresas brasileiras por grandes multinacionais que operam no país são a chave para o Brasil adquirir know-how e se transformar em provedor de conhecimento. Nesta entrevista, Raupp faz duras críticas às estruturas burocráticas e legislações desencontradas, que fazem com que os processos de pesquisa no Brasil sejam lentos. “Marco legal é uma grande deficiência no país e, se queremos crescer, temos que melhorar isso”, reconhece. Dois projetos tramitam no Congresso Nacional para criar o Código de Ciência e Tecnologia no país. Atualmente, a pesquisa é regida por diversas leis. Os projetos precisam passar por diversas agencias que, em muitos casos, se sobrepõem. “Não pode ser de qualquer jeito, mas tem que ter competência para entrar no conteúdo dos projetos e tomar decisões competentes e de acordo com o interesse da sociedade brasileira”, acredita Raupp. sas de estudos para que as empresas tragam pesquisadores para dentro dos seus laboratórios. Há projetos especiais para micro e pequenas empresas. O governo vai investir na melhoria do nível de segurança dos laboratórios? Cada vez estamos aumentando mais a nossa capacidade. Quando entramos em terrenos perigosos, como os reatores nucleares, é preciso desenvolver, em paralelo aos projetos, as condições de segurança. Acreditamos que a energia nuclear tem que ter um lugar na matriz energética brasileira. Um programa de energia nuclear pacífico é mandatório para o país. Mas ele tem que vir acompanhado de total segurança no que se refere aos possíveis acidentes e efeitos de radiação na população brasileira. E tem a Embrapii, que está entre as ações transversais. Quando ela vai começar a funcionar? A Embrapii será fundada em maio. A Embrapii será um bra- ço muito importante. A partir da demanda das empresas, vai estimular a parceria entre instituições e as empresas. Vai administrar e financiar a parceria, assumindo um terço do projeto de pesquisa. Os outros dois terços serão distribuídos entre a empresa e a instituição de pesquisa. Significa que o governo está assumindo o risco tecnológico junto com as empresas. Então, eu respondo que sim. O que estamos fazendo é dando apoio à inovação de forma generalizada. Estamos considerando todos os setores estratégicos para o desenvolvimento econômico do país e com valores substantivos. Este apoio será capaz de elevar a taxa de inovação brasileira, considerada bem baixa quando comparada, por exemplo, à da Coreia do Sul, perto de 4% do PIB? É difícil fazer este cálculo. Hoje a nossa taxa é de 1,3% do PIB. O governo entra com 0,8% e o setor privado com 0,5%. A nossa previsão é que esta relação mu- Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 5 Tércio Teixeira/Folhapress gociando com as empresas que atuam aqui para que elas tragam para cá centros de P&D, para desenvolverem produtos adequados à nossa realidade, e que elas possam exportar a partir daqui. Além disso, elas vão capacitar mão de obra. Várias delas já estão fazendo isto. Por exemplo, a IBM, a General Electric, Intel, Microsoft, todas estão desenvolvendo tecnologias com muito sucesso. Financiamos hoje cem startups. Colocamos o empreendedor dentro de uma grande empresa e ele é estimulado para desenvolver o negócio dele dentro das perspectivas daquela grande empresa com a qual ele tem similaridade. Na Microsoft há um excelente programa de startup. Essas empresas internacionais podem dar uma grande contribuição para a inovação no Brasil. “Temos que ter mecanismos de licenciamentos para pesquisas mais eficientes, senão a pesquisa perde o tempo dela” de, ficando em meio a meio nos próximos dois anos. Meio a meio aumentando o percentual do PIB? Eu não posso demonstrar que vai acontecer isso. Desejamos que esse programa, quando estiver plenamente implementado, impacte não só no crescimento na taxa de participação no PIB, mas também que incremente a participação do setor privado, por causa do crédito que está sendo colocado em condições bem favoráveis ao setor privado. O que já foi colocado de crédito até agora? Lançamos quase todos os editais. Em maio lançaremos os dois últimos, o Inova-aerodefesa e o Inova-agro. Neste momento, estamos em plena chamada de apresentação de propostas. O governo tem colocado, como condição para as compras públicas, que os fornecedores transfiram tecnologia. Em que medida isso colabora com a pesquisa e desenvolvimento do país? A transferência de tecnologia, que vem sendo imposta desde o governo Lula, contribui muito para a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil. De várias formas. Existe o projeto para compra de um satélite de telecomunicações, a ser utilizado em segurança e no programa de Banda Larga. É uma parceria entre os ministérios das Comunicações e da Defesa. O governo vai gastar cerca de R$ 1 bilhão. Não “ Um programa de energia nuclear pacífico é mandatório para o país. Mas ele tem que vir acompanhado de total segurança no que se refere aos possíveis acidentes e efeitos de radiação é possível se fazer este investimento sem o benefício de transferência de tecnologia. Então, o que será feito? O programa prevê a construção de três satélites. A empresa Visiona, fruto da parceria entre a Telebrás e Embraer, vai fazer o projeto industrial do satélite e contratar os fornecedores estrangeiros que possam fornecer todas as partes do primeiro satélite com a mais alta tecnologia. Em paralelo a isso, nós vamos instituir um programa de transferência de tecnologia, conduzido pela Agencia Espacial Brasileira. Vamos capacitar empresas brasileiras para serem fornecedoras do segundo e do terceiro satélite. Os mesmos fornecedores do primeiro satélite terão que capacitar empresas nacionais para se tornarem produtoras e fornecedores dos equipamentos de alta tecnologia. Com esta parceria, o Brasil será capaz de construir satélites de telecomunicações, que é algo muito complexo. Que tipo de colaboração as multinacionais que atuam aqui podem dar para a inovação no Brasil? É um esforço que estamos fazendo. Se o Brasil quer inovar, tem que ser com todas as empresas localizadas no país, sejam elas governamentais, privadas nacionais, ou multinacionais que operam aqui. Todo mundo tem que participar desse esforço. Quem possui mais tradição em Inovação são as grandes multinacionais. Nos últimos dois anos nós estamos ne- “ A Embrapii será fundada em maio. Será um braço muito importante. A partir da demanda das empresas, vai estimular a parceria entre elas e as instituições Existe uma queixa dos institutos de pesquisas, especialmente na área de biotecnologia, na área de medicamentos, de que os processos são muito demorados, por causa dos marcos regulatórios, por causa da burocracia. Há dificuldades no acesso à biodiversidade, nos licenciamentos de produtos.... Eles têm razão. Este é um ponto que tem de melhorar muito. Marco legal é uma grande deficiência no país e, se queremos crescer, temos que melhorar isso. Está em andamento no Congresso Nacional, um projeto que vai criar novos marcos legais para a Ciência e Tecnologia. E tem a questão da burocracia. Nós não podemos ser tão burocráticos. Temos que ter mecanismos de licenciamentos para pesquisas mais eficientes, senão a pesquisa perde o tempo dela. Estas queixas são procedentes e um dos objetivos do Inova Empresa é suprimir essa burocracia nos agentes públicos de licenciamento. Como? Porque os processos não podem ser atropelados, não é? Claro. Não pode ser de qualquer jeito, mas tem que ter competência para entrar no conteúdo dos projetos e tomar decisões competentes e de acordo com o interesse da sociedade brasileira. A legislação tem que criar essas condições e a administração pública tem que se organizar para ter esta atitude. É preciso criar todo o ambiente de desenvolvimento para a atuação de Ciência e tecnologia. Estamos instrumentalizando a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) 6 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 IDEIAS EM DESTAQUE ENTREVISTA MARCO ANTONIO RAUPP Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Conselho Nacional de Experimentação Animal (Concea), que são ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia para que eles deem celeridade à sua atuação, sem comprometer a qualidade técnica e cientifica de seus trabalhos. A questão é que as pesquisas têm que se submeter a muitos órgãos. Quais órgãos, pode citar alguns? Tem a Anvisa, tem a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). São muitas instituições e é preciso racionalizar, para acabar com a burocracia. Elas têm que ser eficientes e competentes para fazerem laudos efetivos e não qualquer maluquice. Este é um grande desafio para nós. Outro desafio é que com este incentivo que o governo está dando, o número de pedidos vai aumentar muito. Isso não pode afogar essas agências? Este é um problema bom, porque vai mostrar que há uma urgência em resolver os problemas da burocracia. A experiência mostra que esses problemas só são resolvidos quando o calo está apertando. Não se pode deixar para estimular as empresas depois que estes problemas sejam resolvidos, porque se não tiver pressão, não resolve nunca. Uma coisa é salutar para outra. Quanto mais tiver demanda, mais pressão vai-se ter e mais rápido vamos ter de resolver este problema. E o problema da carga tributária sobre a pesquisa, que também é alta, como resolver? Divulgação “ Johanna Döbereiner, pesquisadora da Embrapa, revolucionou as ciências agrícolas com as bactérias fixadoras de nitrogênio no solo. Graças à Embrapa o cerrado foi ocupado. Em 30 anos se criou tecnologia de agricultura tropical Existe uma proposta de desoneração na folha de pesquisadores trabalhando dentro das empresas. Mas isso ainda está em estudo. Concordo que a carga tributária no país é elevada para todos os setores. Mas é preciso que os empresários prestem atenção numa coisa: a presidente Dilma Rousseff está fazendo uma redução de carga tributária sem precedentes na história deste país. Mostra o empenho do governo em incentivar o crescimento do país. Estas desonerações estão em pleno desenvolvimento. Mas, saindo da tributação, tem uma questão grave hoje, que é a importação de insumos para experiências científicos. Muitos desses insumos são seres vivos. Não se pode deixar na alfândega porque ele vai deteriorar. O governo tem que trabalhar isso. Por falar em seres vivos, o Brasil é caracterizado por uma cultura muito religiosa que muitas vezes barra o desenvolvimento de pesquisas. O senhor acredita que este é um impeditivo para a ciência crescer no país? Sou francamente favorável à liberdade de pensamento, de opinião e do entendimento sobre a realidade natural e humana das coisas. Mas a grande contribuição que a ciência poAndres Stapff/Reuters de dar a uma sociedade é trazer sempre para os grandes debates das questões da sociedade, a racionalidade científica, este estilo especial de analisar os problemas. Não é o único parâmetro, claro que tem os outros, como os religiosos. Mas este parâmetro tem de estar presente na discussão e na formulação de soluções para a sociedade. Os países que mais se desenvolveram são aqueles em que a racionalidade científica se expressou de forma mais cabal e de forma mais completa. E o Brasil, onde se enquadra? O Brasil está se desenvolvendo. Isso depende da competência “ A transferência de tecnologia, que vem sendo imposta desde o governo Lula, contribui muito para a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil. De várias formas. Existe o projeto para compra de um satélite de telecomunicações, a ser utilizado em segurança na Banda Larga cientifica do país. Nós temos uma evolução crescente das atividades científicas no Brasil. Significa que crescentemente este tipo de raciocínio e abordagem vai aparecer no concerto da discussão. Não quero impor, mas todos têm que apresentar os seus argumentos e dentro da sua metodologia de trabalho. Quanto mais ciência para um país, melhor. Veja a China, ela tem tradições culturais fortes. Mas desenvolve também uma tradição científica forte. Os países que se desenvolveram têm a racionalidade científica presente em suas grandes decisões. O programa Ciência sem Fronteiras, criado em 2011 para levar ao exterior estudantes das áreas de engenharia e exatas tem tido dificuldades para recrutar interessados. O senhor acha que isso se deve a uma vocação do brasileiro para as humanas? Não há dúvida de que ao longo da história houve pouco estímulo para as ciências exatas no Brasil. Nossa tendência é ir para o lado das ciências sociais, das humanas. Mas, este ano, pela primeira vez na história do país, o número de inscritos nos cursos de Engenharia ultrapassou o número de inscritos em Direito. Este estímulo que está se dando às carreiras de engenharia está fazendo efeito. O crescimento do país demanda engenheiro. Houve época em que o país não crescia e os nossos engenheiros iam trabalhar para bancos. A questão do Ciência sem Fronteiras está relacionada à dificuldade com a língua estrangeira. Mas isto já está se resolvendo. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 7 8 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 BRASIL Editora: Ivone Portes [email protected] Indústrias correm para se adequar à resolução 13 Estados afirmam que irão multar companhias que não detalharem o conteúdo importado em nota fiscal Divulgação Gustavo Machado [email protected] Perto de acabar o prazo para que os industriais se adequem às novas regras estabelecidas pela Resolução 13/2012 do Senado Federal — que tenta desestimular a guerra dos portos —, empresários ainda não conseguiram regularizar seus sistemas e temem a fiscalização. Os estados, como os do Ceará e de Pernambuco, já afirmaram que não deixarão passar incólumes erros na declaração do conteúdo importado nas notas fiscais. As novas regras entram em vigor no próximo dia 1º. A norma é uma obrigação acessória estabelecida pelo Ajuste Sinief nº 19, criado pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz) para regulamentar a Resolução. O ajuste determina que produtos que contenham conteúdo nacional inferior a 60% serão considerados importados e terão uma redução da alíquota interestadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 4%. Antes, a depender da região do país, esta alíquota era de 7% ou 12%. Além disso, o ajuste também definiu que os industriais devem entregar às Fazendas estaduais a Ficha de Conteúdo Importado (FCI) e discriminar o valor da importação e seu percentual sobre o valor da nota fiscal. Esperava-se até a última semana que o Confaz, órgão que reúne todos os secretários de Fazenda, além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, prorrogasse o prazo em que a nova obrigação passaria a vigorar. No entanto, na reunião realizada na semana anterior, ficou definido que não haverá esta postergação. Inclusive, alguns secretários exigiram que a fiscalização comece a partir do primeiro dia de vigência. minares a fim de suspender a ação deste ajuste. Seus argumentos são baseados no conceito do sigilo empresarial, presente inclusive na Constituição, e que estaria sendo violado com esta obrigação acessória. Segundo Carlos Eduardo Navarro, do escritório Machado Associados, nem 10% das companhias industriais estão preparadas para cumprir a determinação. “Todos estavam esperando uma prorrogação de prazo, visto a dificuldade em adequar os sistemas contábeis das empresas”, afirma o advogado. Pelos ajuste, itens com conteúdo nacional inferior a 60% serão considerados importados O coordenador do Confaz, Cláudio José Trinchão, afirma que não há acordo em nenhuma das negociações devido à complexidade do tema. Ele explica que há um levante de estados que querem o adiamento do ajuste, mas perderam na votação. “Tudo indica que o ajuste deve entrar em vigor no dia 1º. Vamos tentar forçar a barra, mas é tudo muito complexo e alguns temas precisam de unanimidade”, explica Trinchão. Advogados agora correm contra o tempo para conseguirem li- Esperava-se que o prazo de adequação das empresas fosse prorrogado. Mas ele foi mantido Cláudio Trinchão: “Tudo indica que o ajuste entrará em vigor dia 1º” Em Santa Catarina, um dos pivôs da chamada guerra dos portos, dezenas de liminares já foram emitidas em favor dos empresários. Maiara Renata da Silva, tributarista do escritório Bornholdt Advogados, diz que há uma “chuva de liminares” no estado. “O judiciário está se pronunciando a favor dos contribuintes”, afirma. “Ainda esperamos uma prorrogação do prazo. Se começarem a fiscalização agora, será um ‘Deus nos acuda’ as empresas”, conclui. ■ Mexicano vê sinalização de mudança na OMC Para Blanco, a escolha de um diretor latino-americano representa a transformação A próxima nomeação de um latino-americano para a direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) simboliza a transformação e abertura da região, disse na sexta-feira à AFP o mexicano Herminio Blanco, o candidato que disputará o cargo com o brasileiro Roberto Azevêdo. Na sexta-feira foi confirmado oficialmente que Blanco e Azevêdo estão na terceira e última rodada do pro- cesso de seleção do novo chefe da Organização Mundial de Comércio (OMC). A organização que regula o comércio mundial passará a ser dirigida pela primeira vez por um latino-americano e um representante de um país em desenvolvimento para um mandato completo de quatro anos. “Esta eleição é um símbolo de mudança na América Latina, da mudança de um continente que era fechado, que olhava para trás e que agora tem muito interesse no futuro”, disse Blanco. A América Latina “vê com in- teresse uma organização como a OMC, que deve ser, no futuro, de todo o mundo, mas, sobretudo, para os países em desenvolvimento, um elemento essencial para dar acesso aos mercados dos grandes países desenvolvidos”, afirmou o exministro mexicano de Comércio (1994-2000). Blanco ou Azevêdo será nomeado diretor antes de 31 de maio, por consenso dos 159 Estados membros da organização, mas, segundo, informou um porta-voz do organismo nesta sexta-feira em Genebra — sede da OMC — a nomeação deve ocorrer no dia 7 ou 8 de maio. Blanco se mostrou orgulhoso por ter passado pela segunda rodada diante dos três candidatos que tiveram que se retirar por falta de apoio: Tim Groser (Nova Zelândia), Mari Pangestu (Indonésia) e Taeho Bark (Coreia do Sul). Ele considera seu último rival no processo de seleção, o representante do Brasil na OMC, Roberto Azevêdo, como um “diplomata muito capaz, conhecedor do comércio e da organização”, apesar de apontar que as políticas comer- ciais dos países competidores podem pesar na eleição final. Blanco considera ainda que a mudança de um diretor da OMC proveniente de um país desenvolvido (França) para um emergente, pode ajudar a desbloquear as negociações da Rodada Doha, que busca uma maior liberalização do comércio mundial. “O instrumento mais importante do diretor para isso deve ser a confiança dos embaixadores dos países em Genebra. Deve-se construir um sentimento de equipe”, explicou o mexicando. ■ AFP Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 9 Ricardo Moraes/Reuters INAUGURAÇÃO DO MARACANà Ronaldo: “Brasil vai dar resposta a críticos” Com o Maracanã finalmente inaugurado, apesar das obras ainda inacabadas, o ex-atacante e atual membro do Comitê Organizador Local Ronaldo afirmou que o Brasil vai dar uma lição aos críticos que duvidavam da capacidade do país de se preparar para a Copa de 2014. A presidente Dilma Rousseff esteve na reinauguração do estádio, ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas saiu antes do final do primeiro tempo da partida e não fez declaração pública. Reuters Divulgação Brasília inicia instalação de sinalização para Copas Placas especiais para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo custou R$ 930 mil e têm por finalidade ajudar os turistas durante as competições Porto de Suape, localizado na região metropolitana de Recife (PE), é integrado com a indústria a exemplo de países como França e Japão Congresso mina plano do governo para os portos inferior ao prazo consignado no referido contrato”. Na prática, isso significa que se um arrendatário tiver contrato de gestão por mais de 10 anos, assinado antes de 1993, ele poderá permanecer com a outorga ao lonRuy Barata Neto, de Brasília go de mais uma década. [email protected] A regra solapa os planos do As modificações na Medida Progoverno de aproveitar o térmivisória 595 (a MP dos Portos) no destes contratos — muitos deles já venceram — para proaprovadas na Comissão Mista mover um processo de racionado Congresso Nacional irão deslização e otimização dos termiconfigurar os planos do governo para modernização do sistema nais dentro dos portos organiportuário do país. Uma das bazados do país. Estes portos já ses do projeto pretendido pelos estão inclusive sendo avaliatécnicos do Execudos pela Estrututivo é promover radora Brasileira Especialistas otimização de de Projetos não querem a áreas dos portos (EBP) que, ao manutenção das apresentar seus organizados para dar mais eficiên- outorgas por mais estudos, indicaà União as cia no embarque dez anos, como rá melhores solue desembarque prevê a MP ções para unir de cargas. Mas áreas e aumendiante de uma notar a eficiência operacional va regra aprovada pelo parladestes terminais. mento, o plano fica ameaçado. Uma das emendas aprovadas Segundo o diretor-geral da na Comissão Mista do CongresEBP, Hélcio Tokeshi, o primeiso Nacional, que analisa o texto ro conjunto de estudos para lida lei, permite que arrendatácitações destes terminais, com rios de terminais portuários, indicações para a sua readecom contratos assinados antes quação, está previsto para sair da lei dos portos de 1993, teem junho. Conforme determinham direito a renovação das nação da Secretaria Especial outorgas por um período “não dos Portos (SEP), Santos e PaModificações aprovadas na Medida Provisória 595 na semana passada pela Comissão Mista desconfiguram programa de modernização do Executivo rá são as prioridades dentre os as licitações de terminais por159 terminais em avaliação. tuários, seguindo as diretrizes do Executivo Federal. A preocuTokeshi explica que a raciopação é manter autonomia dos nalização das áreas dos portos portos nas mãos dos governos organizados do país é uma proestaduais, como no caso de Suavidência urgente para a moderpe, em Pernambuco. Na ótica nização do setor. Sem planejade Tokeshi, a centralização das mento há décadas, os portos licitações é essencial para a reorganizados brasileiros vivetomada de um processo de plaram uma verdadeira “colcha nejamento de longo prazo do de retalhos” nas palavras do sistema portuário do país. Setécnico. Terminais de diferengundo ele, não há como cumtes naturezas e instalados em áreas não adequadas têm causaprir essa missão se as decisões do interrupções nos processos estiverem descentralizadas. “é de desembaraço das cargas. “O necessário um olhar do sistema acumulo de tantos contratos como um todo. E assim saber em aberto pode onde precisa ter ser uma oportuEmenda evitaria mais ampliação nidade para racapacidade. centralização das de cionalizar a colA MP sai do jeito licitações na cha de retalhos que ela sai por do sistema por- Antaq e deixaria a absoluta necessituário”, afirma. dade de planejaO novo marco cargo do governo mento”, afirma. estadual Após passar regulatório dos pela Comissão portos pode ser Mista, a MP 595 segue agora ainda mais prejudicado, na ótipara apreciação no plenário ca do Executivo, diante da da Câmara e depois no Senaaprovação de outra emenda dedo. O Congresso deve votar fendida pelo deputado federal a matéria até o dia 16 de Mendonça Filho (DEM-PE) maio, data em que ela perde que ainda deverá ser apresentaseu prazo de validade. Caso da no plenário da Câmara dos as modificações permaneDeputados. A ideia é tirar do esçam, a presidente Dilma copo da Agência Nacional de Rousseff deverá vetar parTransportes Aquaviários (Antes do projeto. ■ taq) a competência de realizar A sinalização complementar para a Copa das Confederações, que acontece entre os dias 15 e 30 de junho deste ano, e para a Copa do Mundo de 2014 já começou a ser instalada em Brasília com a colocação de placas de localização nos arredores da nova arena esportiva da cidade, o Estádio Nacional de Brasília, escritas em português e em inglês. O custo total da sinalização especial é R$ 930 mil, entre material e mão de obra. Também foram colocadas duas placas bilíngues na Torre de TV, indicando os caminhos para o estádio e para o aeroporto de Brasília. As placas são protótipos da nova sinalização da capital para reforçar as indicações já existentes e para auxiliar os turistas que vierem assistir aos eventos esportivos internacionais na cidade. Segundo o governo do Distrito Federal, 500 placas semelhantes serão distribuídas na área central de Brasília, com informações sobre áreas de estacionamento e de uso específico no período dos jogos. Entre os locais a serem sinalizados estão o Eixo Monumental, os setores hoteleiros, as avenidas W3 e L2 Sul e Norte e o Parque da Cidade. A Esplanada dos Ministérios também receberá sinalização especial, pois ali será realizada a festa na abertura da Copa das Confederações, no dia 15 de junho, e uma festa popular durante a Copa do Mundo de 2014. Os eventos incluem a exibição pública dos jogos e apresentações de artistas. O padrão da sinalização complementar foi definido pela Resolução 407, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em 12 de junho de 2012. As placas bilíngues vão ficar nas ruas de Brasília até o final da Copa do Mundo de 2014. Palco da abertura da Copa das Confederações, Brasília ainda não inaugurou seu estádio, por conta de atrasos nas obras, descumprindo o acordo firmado com a Fifa. Os dirigentes da entidade estão monitorando de perto o restante da obra. A liberação do estádio deve acontecer na final do Campeonato Brasiliense, dia 18 de maio. ■ ABr 10 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Divulgação BRASIL INFLAÇÃO IPP tem primeira alta do ano em março O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve alta de 0,03% em março sobre fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro para fevereiro, o IBGE havia registrado queda de 0,35%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,64% e, no ano, queda de 0,42%. O IPP engloba 23 setores da indústria de transformação e mede os preços dos produtos sem os custos de frete e impostos. No ano, destacam-se alimentos (-5,26%) e têxtil (3,14%). ABr José Cruz/ABr CAE vota emendas da reforma do ICMS amanhã Flexa Ribeiro pede alíquota de 12% para relação comercial entre estados do Norte A Comissão de Assuntos Econôsetores beneficiados com a alímicos (CAE) do Senado voquota maior as agropecuárias ta amanhã as emendas da ree as empresas de montagem informa do Imposdustrial, além dos to Imposto sobre Para senador, produtos industriaCirculação de lizados. O prazo de medida Mercadorias e transição permaneintensifica Serviços (ICMS). ce em 12 anos. A O relatório do sedesigualdade Zona Franca de Manador Delcídio permaneceentre o Pará e naus, Amaral (PT-MS) sorá com alíquota dibre a unificação o resto do país ferenciada de 12% das alíquotas do Entre as 14 ICMS foi aprovado na última emendas que deverão ser aprequarta-feira na Comissão. O ciadas, está a do senador senarelator manteve as duas alíquodor Inácio Arruda (PCdoBtas, de 7% e 4%, para os estaCE), que propõe que sejam dos do Norte, Nordeste, Cenconsiderados produtos resultro-Oeste e mais o Espírito tantes de industrialização Santo, incorporando entre os aqueles que tenham passado Flexa Ribeiro: “Não há mais como o estado do Pará ser tratado como o patinho feio da região amazônica” por “qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo”. Segundo ele, isso é necessário em razão da insegurança jurídica e fragilidade nas finanças que os estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste ficariam sujeitos, à espera de definição por parte da União do conceito de Processo Produtivo Básico”. Já emenda proposta pelo senador Flexa Ribeiro (PSDBPA) sugere ampliar a manuten- ção da alíquota de ICMS em 12% também para as relações comerciais entre os estados da região Norte. O ICMS seria de 4%, como prevê o projeto, nas relações entre o Norte e os demais estados da Federação. Flexa Ribeiro explicou que, ao manter a alíquota de 12% apenas para a Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio, o governo deixa o Pará de fora, já que o estado não se enquadra em nenhum dos dois casos. Assim, a medida estaria intensificando a desigualdade existente entre o Pará e o restante do país. Compensações O senador Walter Pinheiro (PTBA) deve apresentar também amanhã seu relatório sobre a medida provisória que compensa os estados pela redução das alíquotas ICMS. Além de disciplinar a compensação pela perda de receitas, a MP cria um Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que visa combater as desvantagens de alguns estados na atração de investimentos privados. ■ Redação com Agência Senado Presidentes da Câmara e do Senado se reúnem hoje com ministro Gilmar Mendes, do STF Pedro Venceslau, de Comandatuba* [email protected] O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que a solução para a crise institucional entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, que foi deflagrada na semana passada, precisa ser construída “por dentro” das instituições. Em conversa com jornalistas durante o 12˚ Fórum de Comandatuba, na Bahia, o parlamentar disse que a única saída externa para o impasse seria “a população rebelada ou uma intervenção dos militares”. Ele e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDBRN), se reunirão hoje com o ministro Gilmar Mendes, do STF. Mendes assinou a liminar que suspendeu a tramitação, no Senado, do projeto que limita o aces- so de novos partidos aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral no rádio. A Câmara, por sua vez, aprovou na última segunda-feira, a emenda constitucional número 33, chamada PEC 33, que impõe limites ao poder do Supremo Tribunal Federal. Com isso, o STF deixaria de ter a última palavra sobre mudanças na Constituição. Essas duas ações colocaram em rota de colisão o legislativo e o judiciário. “Uma solução externa não seria compatível com a democracia. Temos que chegar em um entendimento dentro das instituições”, disse Calheiros. Para amenizar o tensionamento, o presidente da Câmara anunciou que apresentará um projeto que muda o rito das votações de emendas constitucionais nas Comissões e plenários. Elas passarão a ser nominais em todas as suas fases e não poderão mais ser simbólicas, como aconteceu com a PEC33. “Não podemos deixar que es- Pedro Ladeira/AFP Para Renan, solução externa para crise seria ‘golpe’ RENAN CALHEIROS Presidente do Senado Para o senador, a única saída externa para o impasse criado na semana passada entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional seria “a população rebelada ou uma intervenção dos militares”. sas coisas se transformem em crise", disse Renan Calheiros. “Houve nos últimos dias um ruído desagradável e constrangedor, mas o momento mais árduo já passou”, completou Henrique Eduardo Alves BRASIL ECONÔMICO. As declarações marcam uma mudança de tom. Na semana passada, Renan e Henrique classificaram como “invasão” do STF no Congresso a decisão de Gilmar Mendes de suspender a tramitação do projeto que dificulta a criação de partidos. Eles entraram com um agravo regimental no Supremo contra a liminar do ministro. O agravo considera a decisão “gravíssima violação da ordem constitucional, porque abala o funcionamento da democracia em sua mais precípua função”. “O Senado tinha caminhos mais radicais para resolver o problema, mas o agravo regimental é uma oportunidade do STF rever sua própria decisão”, afirmou Renan Calheiros. *O repórter viajou à Bahia convidado pelo Lide — grupo. ■ Supremo articula reação O encontro entre os presidentes da Câmara e do Senado hoje com Gilmar Mendes acontece no momento que o STF prepara uma ofensiva coletiva contra a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, da proposta de emenda constitucional que limita os poderes do Tribunal. A informação foi divulgada ontem pelo jornal Estado de S.Paulo. A ideia é que a PEC seja engavetada e a corte fique blindada contra novas iniciativas como essa. “A PEC 33 é uma aberração e não vai prosperar. Não há partido ou liderança empenhado nisso no Congresso”", disse ontem, no Fórum de Comandatuba, na Bahia, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira. P.V. Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 11 AVISO AOS DEBENTURISTAS, INVESTIDORES DE CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS E CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS DE AGRONEGÓCIO Comunicamos que os Relatórios Anuais do Agente Fiduciário das emissões abaixo relacionadas, referentes ao Exercício Social de 2012, estarão disponíveis a partir de 30 de abril de 2013, em nossa sede e nos locais indicados pelo artigo 12, inciso XVII da Instrução CVM nº 28/83. DEBÊNTURES EMISSOR EMISSÃO BV LEASING Arrendamento Mercantil S.A. CASA ANGLO Brasileira S.A. Cia. de Saneamento do Paraná - SANEPAR Companhia Brasileira de Latas - CBL Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia - COELBA Companhia de Locação das Américas - LOCAMÉRICA Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA-MG Companhia LORENZ Companhia Têxtil FERREIRA GUIMARÃES 5ª 5ª 1ª 1ª 3ª 1ª 2ª 2ª 2ª EMISSOR EMISSÃO Construtora SULTEPA S.A. Construtora TENDA S.A. CREFISUL Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ECO HILLS S.A. INEPAR - Equipamentos e Montagens S.A. SAFRA Leasing S.A. Arrendamento Mercantil SANESALTO Saneamento S.A. Sta Catarina Particip. e Investimentos S.A. - INVESC 3ª 1ª 2ª 1ª 1ª 12ª 2ª 1ª EMISSOR EMISSÃO TEC TOY Indústria de Brinquedos S.A. Televisão CIDADE S.A. Têxtil RENAUX S.A. TPI TRIUNFO Participações e Investimentos S.A. ULBRA Recebíveis S.A. VOTORANTIM Cimentos S.A. VRG Linhas Aéreas S.A. WTC AMAZONAS Suíte Hotel S.A. 2ª 4ª 1ª 1ª 2ª 1ª 4ª 1ª DEBÊNTURES EMISSOR EMISSÃO ABRIL Comunicações S.A. ABRIL Comunicações S.A. Agroz Agrícola Zurita S.A. ALL América Latina Logística S.A. AMPLA Energia e Serviços S.A. AQUAPOLO Ambiental S.A. ATENTO Brasil S.A. ATIVOS S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros AUTOVIAS S.A. AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S.A. AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S.A. BATTISTELLA Administração e Participações S.A. BIC Arrendamento Mercantil S.A. BR TOWERS SPE1 S.A. BRASILFACTORS S.A. BRASMETAL Waelzholz S.A. - Indústria e Comércio BROOKFIELD Incorporações S.A. CCRR Participações S.A. Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (“CEMAT”) Centrais Elétricas de Pernambuco S.A. - EPESA CIBE Energia Participações S.A. CIBE Participações e Empreendimentos S.A. CIPASA Desenvolvimento Urbano S.A. CIPLA S.A. Companhia Agrícola Usina JACAREZINHO Companhia Agrícola Usina JACAREZINHO Companhia Brasileira de Distribuição - CBD Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA-MG Companhia Estadual de Água e Esgoto - CEDAE Companhia Paulista de FERRO-LIGAS Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL Conc. das Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto S.A. - ECOPISTAS Concessionária de Rodovias do Oeste de SP - VIAOESTE S.A. COTIA Vitória Serviços e Comércio S.A. CPQ Brasil S.A. CYRELA Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participações Diagnóstico da América S.A. - DASA DELGA Indústria e Comércio S.A. DESENVIX Energias Renováveis S.A. Drogaria SÃO PAULO S.A. 4ª 6ª 1ª 6ª 5ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 1ª 1ª 4ª 1ª 4ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 2ª 9ª 5ª 2ª 2ª 3ª 1ª 3ª 1ª 2ª 4ª 2ª 1ª 1ª 1ª EMISSOR EMISSÃO DUKE ENERGY International, Geração Paranapanema S.A. ELEKTRO Eletricidade e Serviços S.A. Eletricidade do Brasil S.A. - EBRASIL ELETROPAULO Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S.A. - ECONORTE ENCOL S.A. Engenharia, Comércio e Indústria ENERGISA Minas Gerais S.A. Espírito Santo Property (Brasil) S.A EVEN Construtora e Incorporadora S.A. FOZ DE JAGUARIBE S.A. GALILEO Gestora de Recebíveis SPE S.A. GMR Energia S.A. HYPERMARCAS S.A. IDEROL S.A. Equipamentos Rodoviários IESA Óleo & Gás S.A. IGUAÇU Celulose, Papel S.A. IGUATEMI Empresa de Shopping Centers S.A. IMAX Bank Comercial SPE-I S.A. INTERCEMENT Brasil S.A. IRACEMA Transmissora de Energia S.A. JHSF Participações S.A. JHSF Participações S.A. JSL S.A. LBR - Lácteos Brasil S.A. LLX AÇU Operações Portuárias S.A. LOCALIZA Rent a Car Lojas AMERICANAS S.A. MAESTRA Navegação e Logística S.A. MARFRIG Alimentos S.A. LUPATECH S.A. MINERVA S.A. MOINHO Paulista S.A. MPX Energia S.A. MS Participações Societárias S.A. MUDAR SPE Master Empreendimentos Imobiliários S.A. OAS Empreendimentos S.A. ODEBRECHT TransPort Participações S.A. OGX Maranhão Petróleo e Gás S.A. OGX Petróleo e Gás S.A. OI S.A. (anterior BRASIL TELECOM S.A.) 1ª 5ª 1ª 10ª 2ª 3ª 7ª 1ª 4ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 2ª 2ª 2ª 1ª 3ª 4ª 4ª 1ª 1ª 4ª 4ª 1ª 4ª 2ª 2ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 9ª EMISSOR EMISSÃO OI S.A. (anterior TELEMAR Norte Leste S.A.) OURO VERDE Transporte e Locação S.A. PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações PETRA Energia S.A. PETRA Energia S.A. PORTO NAVE S.A. - Terminais Portuários de Navegantes QUALICORP Adm. de Benefícios S.A. QUALICORP Corretora de Seguros S.A. REB Empreendimentos e Administradora de Bens S.A. RESTOQUE Comércio e Confecções de Roupas S.A. RESTOQUE Comércio e Confecções de Roupas S.A. RIO CANOAS Energia S.A. RIO CANOAS Energia S.A. RIO IACO Participações S.A. RODOBENS Negócios Imobiliários S.A. ROSSI Residencial S.A. S.A. O Estado de São Paulo - OESP SAMAR - Soluções Ambientais de Araçatuba S.A SANTANDER BRASIL Arrendamento Mercantil S.A SANTOS BRASIL Participações S.A. SB BONSUCESSO Administradora de Shoppings S.A. SASCAR Tecnologia e Segurança Automotiva S.A. SIFCO S.A. SIFCO S.A. Sistema de Ensino ABRIL EDUCAÇÃO S.A. SOARES PENIDO Concessões S.A. SUSTENTARE Serviços Ambientais S.A. TAM Linhas Aéreas S.A. TAS Participações S.A. TECNISA S.A. TESC - Terminal Santa Catarina S.A. TF TÊXTIL Participações S.A. TELE NORTE LESTE Participações S.A. TRORION S.A. UNIDAS S.A. VESSEL-LOG Companhia Brasileira de Navegação e Logística S.A. VIVO Participações S.A. VIX Logística S.A. WTC RIO Empreendimentos Participações S.A. YOKI Alimentos S.A. 1ª 1ª 5ª 1ª 2ª 1ª 2ª 2ª 1ª 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 1ª 3ª 3ª 1ª 3ª 1ª 1ª 1ª 4ª 5ª 2ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 3ª 1ª 2ª 1ª 2ª 1ª 1ª 1ª CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS SECURITIZADORA EMISSÃO SÉRIE SECURITIZADORA EMISSÃO SÉRIE SECURITIZADORA EMISSÃO 1ª 4ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 1ª 27ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª e 11ª 12ª GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 5ª 13ª 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 19ª e 20ª 21ª 22ª e 23ª 24ª 25ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 26ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 27ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 28ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 29ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 30ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 33ª GAIA Securitizadora S.A. 5ª 34ª INFRASEC Securitizadora S.A. 1ª única INFRASEC Securitizadora S.A. 2ª única ÁQUILLA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. GAIA Securitizadora S.A. SÉRIE CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO SECURITIZADORA EMISSÃO SÉRIE BRASIL AGROSEC Companhia Securitizadora 1ª 1ª BRASIL AGROSEC Companhia Securitizadora 1ª 2ª SECURITIZADORA OCTANTE Securitizadora S.A. OCTANTE Securitizadora S.A. São Paulo - SP Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 3900 - 10º andar - Cep: 04538-132 Fone: (11) 2172-2628 / 2613 EMISSÃO 1ª 1ª SÉRIE 1ª e 2ª 3ª e 4ª SECURITIZADORA OCTANTE Securitizadora S.A. Site: E-mail: EMISSÃO 1ª www.fiduciario.com.br www.planner.com.br fi[email protected] SÉRIE 5ª e 6ª 12 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Divulgação BRASIL DEFESA CIVIL Situação de emergência em 30 municípios A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu situação de emergência em 30 municípios, em nove estados, afetados pela seca e pelas chuvas. A partir do reconhecimento da situação pelo governo federal, os municípios podem solicitar ajuda financeira ao governo federal. As situações de emergência estabelecem uma situação jurídica especial que permite o atendimento às necessidades temporárias de interesse público. ABr Presidente da Transpetro prevê indústria naval competitiva internacionalmente em 15 anos Rodrigo Capote Evolução do setor depende da produtividade dos estaleiros e qualificação da mão de obra André Pires [email protected] Desde que assumiu a presidência da Transpetro em 2003, Sergio Machado promoveu uma grande transformação na indústria naval brasileira. Os investimentos eram de R$ 80 milhões e alcançaram R$ 1,4 bilhão no ano passado. Após criar um ritmo de produção local e alcançar o índice de 65% da nacionalização da fabricação, a grande missão do setor é adquirir competitividade internacional. “A Coreia do Sul (potência mundial na área) levou trinta anos para chegar onde está. Nós estamos no rumo certo. Nós vamos chegar ao nível internacional em 15 anos”, enfatizou o presidente da Transpetro após participar de uma entrevista sobre os desafios da logística no Brasil, promovido pelo BRASIL ECONÔMICO e pelo portal iG. Para alcançar o nível de produção internacional e brigar de igual para igual no mercado, o principal ponto a melhorar no Brasil é a produtividade dos estaleiros. Ainda em pequeno número, muitos estavam na ‘zona de conforto’, termo adotado por Machado para definir a atividade dos estabelecimentos. Com um processo de modernização e aporte de capital estrangeiro, a tendência é que os prazos pas- Sergio Machado participa de entrevista com o Brasil Econômico e iG e debate o setor de logística sem a ser respeitados e a produção adquira uma dinâmica. Em um ano e meio foram produzidos cinco navios, estando previstos mais dois em 2013, seis em 2014 e oito no ano seguinte. “Criamos recentemente o SAP, Sistema de Acompanhamento de Produção. Trouxemos 10 coreanos com mais de 25 anos de experiência e brasilei- ros com muita experiência para ir aos estaleiros e ver quais são os problemas de produtividade”, destacou Machado. Em busca da maior produtividade, o setor precisa enfrentar dois pontos de dificuldade complicados, o aço e a mão de obra. Para ter preços competitivos e justificar a produção nacional, a Transpetro precisa tra- var uma queda de braço constante com a indústria de aço para baratear a matéria-prima, que corresponde a cerca de 30% do custo de um navio. “Fiz um estudo da indústria naval do mundo e verifiquei que o preço do aço vendido no Brasil era 40% a 50% mais caro que o preço do aço para os estaleiros asiáticos. Avisei que se não reduzissem o valor, eu seria obrigado a importar. No início não teve muita compreensão e tivemos que importar. Hoje já compramos a maioria no Brasil”, afirmou. Se a batalha com a indústria do aço teve resultado positivo, o outro ponto de fragilidade continua como uma incógnita. Como ter mão de obra qualificada para atender um setor que ficou estagnado durante anos. “Nosso problema hoje não é chão de fábrica. É intermediário para cima. Um bom maestro pode transformar um tocador em um músico. O que temos que investir é na gestão e mão de obra intermediária”, ressaltou o presidente. Apesar dos investimentos do governo e do aumento do acesso da população aos cursos universitários, a ampliação da quantidade de mão de obra levará um tempo. Para suprir a demanda atual e dos próximos anos, Machado acredita que a importação de trabalhadores estrangeiros é uma opção viável. “Pela crise na Europa, que tem muita mão de obra disponível, podemos trazer para cá. Os Estados Unidos fizeram a ampliação da sua indústria com imigrantes. Podemos fazer isso e somar com os brasileiros.” A entrevista realizada por Octávio Costa, editor-chefe do Brasil Econômico (RJ), e por Rodrigo Almeida, diretor de jornalismo do iG, faz parte do ciclo de debate “Caminhos para o Desenvolvimento — os desafios do país para garantir um crescimento econômico sustentável”. Serão realizados mais três encontros para discutir as áreas de energia, mineração e agroindústria. ■ ‘O Brasil não tem opção de ter ou não ter navio’ Sergio Machado enfatiza que transporte aquaviário é solução para agregar valor logístico O investimento na indústria naval nos últimos anos se deve à necessidade do Brasil de melhorar os custos de logística para distribuição de sua produção. Como o transporte nacional está baseado no modal rodoviário, que representa 60% da movimentação de cargas, e que é o mais caro, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, vê na mudança da matriz dos transportes a real possibilidade de agregar valor aos produtos. “O que agrega valor não é fabricar e nem produzir, é movimentar. O tamanho do mercado de um país é tão longe quanto ele pode levar seu produto de forma competitiva”, afirmou. Além de atender a demanda interna, a evolução da indústria naval melhora as condições de exportação. “O Brasil não tem opção de ter ou não ter navio, precisamos para comércio internacional e para exploração da Amazônia azul. Ou produzimos ou compramos fora”, disse. Ao privilegiar o transporte Brasil Econômico e o portal iG promovem ciclo de debates sobre setores fundamentais por caminhões, o Brasil perde espaço nesta disputa de valores internacionais. Os projetos de modernização dos portos e a recuperação e construção de ferrovias é o caminho para mudar o cenário na visão de Machado. “Houve uma mudança nos espaços econômicos do Brasil. O aquaviário custa metade do ferroviário, que custa metade do rodoviário. O caminhão é o ideal para 300 km. Até 500 km pode ser aceitável, mas acima disso é antieconômico”, disse. Para explorar mais o uso de embarcações, o governo trabalha junto com a Transpetro a possibilidade de explorar a capacidade hidrográfica do país. “Temos quase 50 quilômetros de rios navegáveis. É a terceira maior hidrografia do mundo, perdendo apenas para Rússia e China”, destacou Machado. O problema é que poucas partes dos rios brasileiros são aproveitados para o transporte de cargas. “O rio Tietê é usado menos de 15% e é o rio que corta o coração do maior estado do Brasil.” A empresa investiu R$ 472 milhões na construção de 20 empurradores e 80 barcaças. Nos cálculos do presidente da Transpetro, ao colocar estas embarcações em funcionamento serão economizadas 80 mil viagens de caminhões, contribuindo para diminuir a poluição e o trânsito de grandes capitais. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 13 NEW A-PORT CONGONHAS S.A. CNPJ nº 15.327.949/0001-78 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 12 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Nota Explicativa Ativo Circulante Dividendos e juros sobre capital próprio a receber Total do ativo circulante Não Circulante Investimentos Total do ativo não circulante Total do Ativo Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Dividendos propostos Total do passivo circulante Não Circulante – 685 Partes relacionadas – 685 Total do passivo não circulante Patrimônio Líquido 3 33.009 28.388 Capital social Reserva de lucros 33.009 28.388 Total do patrimônio líquido 33.009 29.073 Total do Passivo e Patrimônio Líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 2012 2011 Nota Explicativa 4 2012 2011 319 319 319 319 3.250 3.250 3.250 3.250 5 24.481 24.481 4.959 1.023 29.440 25.504 33.009 29.073 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Saldos em 31 de Outubro de 2011 Lucro do período Destinação: Reserva legal Reserva de investimentos Dividendos propostos Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Lucro do exercício Dividendos antecipados Destinação: Reserva legal Reserva de investimentos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 24.481 – Reserva de Lucros Legal Investimentos – – – – Lucros Acumulados – 1.342 Total 24.481 1.342 – 956 – 956 – – (67) (956) (319) – 7.936 (4.000) – – (319) 25.504 7.936 (4.000) – 397 – – – 3.539 24.481 464 4.495 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras (397) (3.539) – – – 29.440 – – – 24.481 – – 67 – – 67 – – DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Nota Explicativa 2012 2011 Receitas operacionais Resultado da equivalência patrimonial 3 7.936 1.342 Lucro líquido do exercício 7.936 1.342 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 7.936 1.342 Ajustes para reconciliar o déficit do exercício Equivalência patrimonial (7.936) (1.342) Redução (aumento) nos ativos operacionais: 4.000 – Recebimento de dividendos Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 4.000 – Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento – Pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos (4.000) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (4.000) – Aumento (Diminuição) de Caixa e Equivalentes de Caixa no Exercício – – – – Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício – – Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício – – As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$, a não ser quando mencionado de outra forma) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A New A-Port Congonhas S.A. (“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital fechado, domiciliada na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, Brasil, na Rua Funchal, nº 160. Foi constituída em 31 de outubro de 2011 através da cisão parcial da empresa A-PORT S.A. e tem como objeto social: (a) a gestão, planejamento, desenvolvimento, operação comercial, investimento e operação de aeroportos públicos e privados, sejam novos ou já existentes, e serviços aeroportuários correlatos, tais como, mas não limitados a, estacionamentos para carros, terminais de carga, hangares, bases de operações fixas (“FBO”) e instalações de manutenção, reparo e vistoria (“MRO”), no Brasil e/ou no exterior; (b) o investimento na aquisição de propriedades, terrenos, edificações e imóveis em áreas rurais e/ou urbanas destinados à consecução dos itens anteriores; e (c) a participação como acionista, sócia ou quotista em outras sociedades, simples ou empresárias, e em empreendimentos de qualquer natureza, no Brasil e/ou no exterior, relacionados direta ou indiretamente aos objetivos aqui descritos. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2.1. Declaração de Conformidade As demonstrações financeiras foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com observância às disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e incorporam as alterações promovidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, abrangendo os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. 2.2. Base de Elaboração As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. O resumo das principais políticas contábeis adotadas pela Companhia é como segue: 2.3. Outros ativos - circulante e não circulante Demonstrados ao valor de custo, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos até as datas de encerramento dos exercícios, deduzidos de provisões para ajuste ao valor de realização, quando aplicável. 2.4. Investimentos São representados por investimentos em controladas, e avaliados pelo método de equivalência patrimonial. A consolidação total ou parcial ocorre na controladora da Companhia. As demonstrações financeiras da controlada são elaboradas para o mesmo período, e as práticas contábeis são uniformes às adotadas pela Companhia. Demais investimentos sem influência significativa são registrados pelo seu valor de aquisição. 2.5. Passivos - circulante e não circulante Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes juros e encargos até as datas de encerramento dos exercícios. 2.6. Instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando a Companhia e suas controladas forem parte das disposições contratuais do instrumento. Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo valor justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são reconhecidos imediatamente no resultado. 2.7. Uso de estimativa As estimativas contábeis são baseadas em fatores objetivos e subjetivos, de acordo com o julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a provisão para créditos de liquidação duvidosa e a provisão para contingências. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes daqueles registrados nas demonstrações devido a imprecisões inerentes ao processo de cálculo. A Companhia revisa as estimativas e premissas, no mínimo, anualmente. 2.8. IFRS novas e revisadas adotadas sem efeitos relevantes nas demonstrações financeiras Calculado as IFRSs novas e revisadas a seguir foram também adotadas nestas demonstrações financeiras. A adoção dessas IFRSs novas e revisadas não teve nenhum efeito relevante sobre os valores reportados para o exercício corrente e anterior, no entanto, poderá afetar a contabilização de transações ou acordos futuros. Modificações à As alterações tratam da classificação de certos IAS 32 - Classificação direitos denominados em uma moeda de Direitos estrangeira como instrumentos patrimoniais ou passivos financeiros. Modificações à As modificações determinam quando as IFRIC 14 restituições ou reduções de contribuições futuras devem ser consideradas como disponíveis de acordo com a IAS 19.58. IFRIC 19 - Extinção de A interpretação fornece orientação sobre como Passivos Financeiros contabilizar a extinção de um passivo financeiro por meio da emissão de instrumentos com Instrumentos Patrimoniais patrimoniais. Melhorias às IFRSs emitidas em 2010 Exceto pelas modificações à IFRS 3 e à IAS 1 a adoção das melhorias às IFRSs emitidas em 2010 não teve um efeito relevante sobre os valores reportados nas demonstrações financeiras. 2.9. Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir: IFRS 9 Instrumentos Financeiros (d) IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas (b) IFRS 11 Negócios em Conjunto (b) IFRS 12 Divulgações de Participações em Outras Entidades (b) IFRS 13 Mensuração do Valor Justo (b) Modificações Apresentação dos Itens de Outro à IAS 1 Resultado Abrangente (a) Modificações Divulgação - Compensação de Ativos à IFRS 7 Financeiros e Passivos Financeiros (b) Modificações Data de Aplicação Mandatória às IFRS 9 e IFRS 7 da IFRS 9 e Divulgação de Transição (d) Modificações Demonstrações Financeiras Consolidadas, às IFRS 10, 11 e 12 Negócios em Conjunto e Divulgações de Participações em Outras Entidades: Guia de Transição (b) IAS 19 (revisada em 2011) Benefícios a Empregados (b) IAS 27 (revisada em 2011) Demonstrações Financeiras Separadas (b) IAS 28 (revisada em 2011) Investimentos em Coligadas e “Joint Ventures” (b) Modificações à IAS 32 Compensação de Ativos e Passivos Financeiros (c) Modificações às IFRSs Ciclo de Melhorias anuais aos 2009-2011 IFRIC 20 Custos de Remoção na Fase de Produção de uma Mina de Superfície (b) (a) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2011. (b) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. (c) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2012. (d) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2012. 3. INVESTIMENTOS Controladas: Participação no Capital da Investida (%) 2012 2011 Dados da Investida Patrimônio Líquido Lucro Líquido do Exercício 2012 2011 2012 2011 (a) Equivalência Patrimonial 2012 2011 Concessionária do Estacionamento de Congonhas S.A. 80% 80% 41.261 35.485 9.920 8.637 7.936 1.342 (a) Resultado do período de 01/01/2011 a 31/12/2011. A equivalência patrimonial até 31/10/2011 está registrado na A-Port S.A. Concessionária do Estacionamento de Congonhas S.A. Em 31 de outubro de 2011, com a cisão da A-Port S.A., o investimento passou a ser controlado pela New A-Port Congonhas S.A. que assumiu a participação de 80% da controlada. A controlada Concessionária do Estacionamento de Congonhas S.A. foi constituída em 6 de setembro de 1996 com o objetivo de explorar comercialmente, sob o regime de concessão de uso até 31 de janeiro de 2019, os estacionamentos descobertos de veículos e o projeto, a construção e a implantação de edifícios-garagem situados no aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, nos termos do Contrato de Concessão de Uso de Área com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO, e atividades correlatas a essa exploração. 4. PARTES RELACIONADAS 2012 2011 Passivo não circulante: Camargo Corrêa Investimento em Infra-Estrutura S.A. (a) 3.250 3.250 (a) Refere-se a contrato de mútuo não sujeito a encargos financeiros. 5. PATRIMÔNIO LÍQUIDO O capital social em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 é de R$24.481, representado por 24.481.167 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. A DIRETORIA w w w. c a m a r g o c o r r e a . c o m . b r Saldos de Investimentos 2012 2011 33.009 28.388 Reserva legal Representa 5% do lucro líquido do exercício, observado o limite estabelecido em lei. Dividendos O Estatuto prevê a distribuição de dividendo mínimo anual obrigatório de 25% sobre o lucro líquido ajustado nos termos da legislação societária. Lucro líquido do exercício (base para destinação) Constituição da reserva legal - 5% 2012 7.936 (397) 7.539 1.885 Dividendos mínimos obrigatórios - 25% Proposta da Administração: Dividendos antecipados 4.000 Reserva de lucros 3.539 Em 20 de março de 2012, a Companhia efetuou uma antecipação de dividendos no valor de R$4.000, que será ratificada na Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em abril de 2013. 6. EVENTO SUBSEQUENTE Em 19 de fevereiro de 2013, a Companhia alterou o endereço de sua sede para a Avenida Faria Lima, nº 3.600. NELSON NÓBREGA DA COSTA - Contador - CRC 1SP 202165/O-9 14 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 RIO DE NEGÓCIOS >>> Esta coluna também é publicada no jornal ÉRICA RIBEIRO, do Rio de Janeiro [email protected] Marcelo Martins Piraquê inova e investe em fábrica Obras ficam prontas em 2015, com recursos de R$ 100 milhões via financiamento do BNDES ■ A Piraquê, tradicional fabricante de alimentos que tem como carro-chefe os biscoitos e massas, quer ir além e inicia este mês o lançamento de novos produtos, em mercados onde ainda não atua. Em maio, é a vez de colocar nas gôndolas as batatas onduladas da marca, que ganharam o nome de “Carioca”. Em seguida, ainda neste semestre, será a vez dos refrescos em pó. Alexandre Colombo, diretor de Marketing da Piraquê, diz que o objetivo é competir com os players do mercado e a principal aposta para o sucesso é a relação emocional que o consumidor fluminense tem com a marca. Hoje, 70% das vendas dos produtos Piraquê são concentradas no Rio e o restante se divide nas cidades de São Paulo, Espírito Santo (com 12% cada ) e Bahia. “O morador carioca, o fluminense em geral, tem essa relação PONTE AÉREA A R1 Soluções Audiovisuais, empresa que atua em eventos corporativos, com locação de equipamentos em geral, quer ampliar sua área de atuação. Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre estão na mira da empresa, que tem sede em São Paulo. No caso do Rio, o pontapé já foi dado e a empresa já inaugurou uma base na cidade, com equipe própria. Raffaele Cecere, sócio-diretor da R1, diz que, para 2013, a perspectiva é de crescer 48% e conquistar mais 15 postos de atendimento. “Demos o início ao planejamento de abrir filiais em outros estados brasileiros, onde a demanda por eventos corporativos passa a crescer com os megaeventos que teremos no país nos próximos anos”, comenta. Ainda para este ano, a R1 planeja abrir filiais no Sul do Brasil, nas cidades de Porto Alegre e Curitiba. emocional com a marca. São 63 anos de existência. Buscamos a qualidade dos nossos produtos e o consumidor responde a isso no ponto de venda, ainda que nossos produtos sejam até 20% mais caros. A questão é que mantivemos o mesmo volume nos pacotes e não seguimos a tendência de monodoses ou de embalagens com porções menores”, explica ele. A Piraquê terá, em 2015, uma nova unidade de produção, no município de Queimados. A atual fábrica fica em Madureira. A empresa conseguiu um financiamento de R$ 100 milhões no BNDES para as obras e compra de maquinário. Para 2013, a meta é crescer em torno de 15% o faturamento, na comparação com o ano passado, quando a Piraquê fechou o ano com R$ 615 milhões no caixa. “Estamos no limite da capacidade com produção de nove mil toneladas de biscoitos e massas por mês. Para crescer mais, precisamos de mais espaço”, diz. Divulgação destinados apenas a rótulos para provas exclusivas. INTERNACIONALIZAÇÃO DA FDC COMEÇA POR UNIDADE CARIOCA NEGÓCIOS EVENTO PROMOVE VINHOS PORTUGUESES O evento "Essência do Vinho", que desde 2004 é realizado em Portugal, terá sua primeira edição brasileira - no Rio - nos dias 2 e 3 de maio, no Centro de Convenções Sul América. O Essência do Vinho - Rio de Janeiro será dirigida por Nuno Pires e Nuno Botelho, que também respondem pelos eventos do lado de lá do oceano. Por aqui, serão expostos mais de 500 rótulos de vinhos de diferentes procedências, europeus, chilenos, brasileiros e argentinos, de 100 vinícolas. A ideia é ir além da divulgação de marcas e estimular o hábito da bebida no país. Cada brasileiro consome, em média, dois litros de vinho por ano. O investimento no evento foi de R$ 500 mil, fora R$ 100 mil A Fundação Dom Cabral (FDC), considerada a 8ª melhor escola de negócios do mundo, acaba de inaugurar a sua unidade carioca no Leblon. Foram investidos R$ 3,5 milhões e o endereço carioca será o cartão de visitas para a internacionalização da FDC. Em outubro, o Rio vai sediar a Conferência Internacional, o maior evento anual da escola e receberá 250 executivos brasileiros e estrangeiros. A escola já tem unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Nova Lima (MG). APAIXONADOS POR PETS GANHAM E-COMMERCE O mercado de assinatura online já tem um e-commerce voltado exclusivamente para os apaixonados por pets no Rio. A Dogbox vende brinquedos, produtos de higiene e alimentos para cães e gatos e prevê crescimento de sua base de assinantes para cinco mil usuários até o final do ano. A projeção de faturamento com a venda virtual é ultrapassar a R$ 1 milhão até dezembro.O mercado de animais domésticos e de produtos e serviços destinados aos bichos de estimação faturou no ano passado R$ 14,2 bilhões, segundo dados recentes da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O volume corresponde a 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB). RODADA DE NEGÓCIOS DEVERÁ MOVIMENTAR R$ 100 MILHÕES Será no dia 7 de maio a 1ª Rodada de Negócios para o setor de cosméticos no Rio. Empresas como Beleza Natural, Dermage e Granado estão entre as que vão participar. Entre as demandas das companhias, máquinas e equipamentos industriais, além de serviços de lavanderia industrial, reciclagem, design, medicina do trabalho e dedetização. A expectativa é que as negociações movimentem R$ 100 milhões ao longo do ano. evento idealizado pelo programa Compra Rio, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, para promover e alavancar a economia do Estado, por meio da realização de negócios, colocando em contato direto empresas fornecedoras, com o departamento de compras de grandes corporações. EMPREENDEDORISMO BRASIL EMPREENDEDOR SÓ PERDE PARA A TURQUIA Levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) apontou que o crédito para micro, pequenas e médias empresas cresceu 50% este ano, o que aumenta as chances de quem planeja ser dono do próprio negócio. Segundo estudo da Endeavor, o Brasil é o país com maior número de potenciais empreendedores, perdendo apenas para a Turquia. 76% dos brasileiros pretendem ter empresa própria. CRESCEM FRANQUIAS COM BAIXO CUSTO DE INVESTIMENTO Todo mundo conhece alguém que já manifestou interesse em ter o seu próprio negócio. Para começar com segurança, as franquias podem ser uma opção. E se antes ser franqueado significava investimento alto, agora cada vez mais surgem opções de franquias de baixo custo. Duas delas foram criadas de olho em segmentos que ganham cada vez mais clientes. A Seguralta, especializada no mercado de seguros, tem franquias a partir de R$ 15 mil. Outra rede que também oferece baixo valor de investimento, é a Sr. Computador, de reparos manutenção e suporte em computadores, que requer investimentos de R$ 10 mil para cidades com até cem mil habitantes. Também é possível optar pelo modelo home based, em que a pessoa gerencia de casa uma equipe de funcionários para prestarem serviços de manutenção e instalação em computadores, ou pela loja de rua. Neste segundo caso, o negócio também inclui venda de produtos de informática. IMOBILIÁRIO Jacarepaguá e Porto são destaques imobiliários Levantamento da Patrimóvel no primeiro trimestre de 2013, aponta Jacarepaguá com a maior concentração de lançamentos, com 895 unidades, sendo 200 empreendimentos comercias. Em seguida vem o a região do Porto Maravilha, com 800 unidades, divididas entre suítes hoteleiras e salas comerciais . Divulgação Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 15 16 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck [email protected] Subeditora: Rachel Cardoso [email protected] Petroleiras do exterior disputam o Brasil Novas empresas americanas, canadenses e colombianas entregaram garantias para participar da Rodada da ANP em Maio Redação [email protected] Empresas petroleiras estrangeiras que ainda não operam no Brasil confirmaram interesse em participar da 11ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás que será realizada nos próximos dias 14 e 15 de maio pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), depois de um jejum de cinco anos sem ofertas. Reunidas em consórcios, companhias americanas, canadenses e colombianas entregaram ao órgão regulador, na sexta-feira passada, prazo final estabelecido pela Agência, garantias em dinheiro exigidas para disputar as 289 áreas que serão ofertadas em 11 bacias sedimentares. "A expectativa é de participação de muitas empresas estrangeiras de médio porte mas as grandes também estarão presentes", previu Sonia Agel, sócia do escritório de advocacia L.O. Baptista, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira e Agel, especializado no mercado petrolífero, que assessorou clientes na entrega de garantias à ANP. Segundo Agel, as áreas localizadas nas bacias sedimentares da Margem Equatorial, compreendida entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, e das bacias de Tucano Sul e Parnaíba estão despertando grande interesse das empresas em função de recentes descobertas de óleo e gás ocorridas em algumas destas regiões. Uma das estreantes da 11ª Rodada de Licitações da ANP será a Ouro Preto Óleo e Gás, petroleira criada pelo executivo Rodolfo Landim, ex-diretor da Petrobras e da OGX, do empresário Eike Batista, com quem travou disputa litigiosa sobre sua participação na empresa. Em palestra para clientes do banco Safra, Landim sinalizou interesse em participar da disputa por áreas marítimas (offshore) em bacias sedimentares de fonteiras exploratórias como as da Margem Equatorial, provavelmente associado a parceiros, em função do maio risco operatório na região. Segundo relatório do banco, o executivo observou que os dados sísmicos nas bacias da Margem Equatorial não são de tão boa qualidade como os dados das bacias do Sudeste, ao mesmo tempo que ressaltou as boas perspectivas da região, prevendo que pode ter formação semelhante ao visto A previsão é que muitas empresas de médio porte participem, mas grandes também estarão na disputa na Guiana Francesa e costa Sudeste da África, onde grandes petroleiras já encontraram uma quantidade significativa de óleo de boa qualidade. Além da estréia de novas empresas nas licitações de exploração de petróleo, a expectativa do setor é com a participação da Petrobras na disputa. Segundo um analista especializada no mercado de petróleo, se a dificuldade de caixa da estatal, que teve queda de 17% no lucro do primeiro trimestre do ano, fizer com que a empresa não dispute áreas terrestres (onshore) nesta disputa, isso abrirá boas oportunidades para as empresas privadas de médio porte. Na próxima Rodada da ANP, 172 das 289 áreas ofertadas estão em terra. ■ Petrobras recupera liderança perdida para Ambev em valor de mercado A Ambev reinou como líder durante seis meses no ranking das maiores companhias em valor de mercado do Brasil. Mas o posto foi retomado pela Petrobras na última sexta-feira, quando a estatal divulgou seu balanço do primeiro trimestre. Com a alta dos seus papéis no último pregão da semana, a petrolífera possui R$ 242,32 bilhões em valor de mercado. Enquanto isso, a baixa das ações da companhia de cerveja derrubaram seu valor de mercado para R$ 242,05 bilhões. A justificativa para tal mudança está na conjuntura econômica. As perspectivas para a Petrobras, que sofre com problemas de caixa e com a defasagem de preços dos combustíveis em relação aos mercados internacionais, se tornaram mais positivas em 2013, com o aumento dos preços de diesel e da gasolina. Isso deve recuperar as margens de rentabilidade. Espera-se também que a eficiência seja melhorada por conta dos diversos programas implementados este ano. Em contrapartida, após registrar fortes altas em 2012, a ação da companhia de cervejas vêm enfrentando perdas em meio à retração de participação de mercado para as concorrentes. Resultados O lucro líquido da Petrobras totalizou R$ 7,639 bilhões no primeiro trimestre de 2013, o que corresponde a uma queda de 17% na comparação com igual época do ano passado, e de 1% frente ao período imediatamente anterior. A receita de vendas chegou a R$ 72,535 bilhões de janeiro a março, evolução de 10% na relação anual, e baixa de 1% na margem. A companhia destacou que o reajuste de 5,4% no diesel, e de 6,6% na gasolina, em 30 de janeiro, e de 5% no diesel em 6 de março, contribuiu para a redução da defasagem dos derivados vendidos no Brasil, na comparação com a paridade internacional. “Tenho dito que a melhora do nosso fluxo de caixa não deve ocorrer somente em função de aumentos de preços, mas também de nossa eficiência operacional e da busca pela excelência em custos”, afirmou Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, no comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 17 Divulgação ENERGIA 3GW em eólicas devem participar de leilão Cerca de 3 gigawatts (GW) de novos projetos de energia eólica teriam condições de se habilitar para o leilão de reserva anunciado na última sexta-feira, segundo a Abeeólica. O leilão, marcado para 23 de agosto, traz novas exigências em relação às rodadas anteriores — aumenta o índice de produtividade das usinas para 90% (P90) da garantia física, e permite a participação apenas dos projetos que não dependam de construção de novas linhas. Reuters Financiamento com cartãoBNDES a pequenas deverá crescer 10% Fred Thornhill/Reuters Com novos parceiros, instituição espera chegar a todos os municípios brasileiros até o final do ano. Desembolsos em 2012 alcançaram R$ 9,5 bi Erica Ribeiro [email protected] A participação das micro, pequenas e médias empresas nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)crescem ano após ano, de acordo com levantamento da própria instituição. No início da década de 2000, a participação das empresas de menor porte ficava no patamar de 20%.Em 2012, este percentual subiu para 32%. No primeiro trimestre de 2013, No primeiro trimestre de 2013, o salto foi ainda maior e a contribuição das MPMEs nos desembolsos totais atingiu 40%, com um total de R$ 15,2 bilhões. Ou seja, os desembolsos neste segmento cresceram 50% no primeiro trimestre de 3013, na comparação com igual trimestre de 2012. As fontes de financiamento para quem é micro e pequeno empresário são o Cartão BNDES e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). No caso específico do cartão, considerado o principal veículo de financiamento para empresas deste porte, os desembolsos em 2012 chegaram a R$ 9,5 bilhões, explica Ricardo Albano Rodrigues, chefe do Departa- Empresas de confecções estão entre as que mais usam o cartão mento responsável pelas operações com o Cartão BNDES. “Para esse ano, a nossa expectativa é de um crescimento em torno de 10% nos desembolsos por meio do cartão. Isso deverá acontecer principalmente por conta da entrada de novos parceiros e fornecedores, além de mudanças que serão promovidas ao longo do ano para facilitar o acesso dos micro, pequenos e médios empresários ao produto”, adianta o executivo. Um dos novos parceiros para a liberação do cartão aos empresários de pequeno porte é o Sistema de Cooperativas de Crédito(Sicoob). A meta do cartão BNDES Sicoob é chegar a cinco mil unidades até o final do ano. Os demais parceiros para emissão dos cartões, segundo Rodrigues serão a bandeira Elo, o Banco do Nordeste e o Santander. Hoje, os bancos que já são insumos e veículos. Mas a desemissores do cartão além do Sitinação de recursos para a coob são o Banco do Brasil, Bracompra de material de consdesco, Caixa, Itaú e Banrisul. Outra meta a ser cumprida trução tem crescido. Entre os pelo BNDES para garantir segmentos que mais recorrem maior acesso a essa modalidaao crédito via cartão são o têxde de financiamento para as mitil e o de comércio, com mais cro e pequenas empresas é esdestaque para bares e restautar presente com a oferta do rantes. O valor médio por opeCartão BNDES ração no cartão em todos os munié de R$ 13 mil. O Valor médio por cípios brasileiros. limite máximo operação é de “Ainda faltam do cartão é de R$ 13 mil. Banco R$ 1 milhão. 190 municípios e Rodrigues a região Nordes- tem mais de 50 mil adiantou que o te do país é uma fornecedores e BNDES começou das que preci200 mil produtos recentemente a sam ainda ter permitir a ammais cobertura. pliação do cartão também para Nossa previsão é encerrar o financiamento de serviços. Enano cumprindo essa meta”, tre eles, o Diagnóstico de Efidiz Rodrigues. O uso do Cartão BNDES é ciência Energética, que ajuda voltado para o financiamento no uso racional de energia nas de equipamentos, máquinas, empresas. ■ Fundo de investimento suíço disputa o segmento de franquias de agências de turismo no Brasil Fasco Group International se torna sócio-majoritário do espanhol Almeida Viagens com o intuito de abocanhar fatia do mercado brasileiro A marca é da Espanha e o investimento vem da Suíça. O alvo é o Brasil. À frente dessa mistura está Andréia Guisordi, a nova diretora do Grupo Almeida Viagens. Sua missão é expandir e consolidar a marca, em território brasileiro, de uma companhia com 400 franquias, a terceira no ranking espanhol de agências de turismo. “A meta é subir de oito para 30 unidades no país em 2013”, conta. “A escolha do mercado foi exigência do fundo de investimentos, que tradicionalmente aposta nos emergentes”. A executiva se refere ao suíço Fasco Group International, que recentemente passou a ser sócio-majoritário do Grupo Almeida, atento ao processo de internacionalização da rede que começou pelo México e Portugal. A expectativa é que as franquias brasileiras sejam responsáveis por 12% do faturamento total da rede, que foi de R$ 700 milhões em 2012. Inicialmente, se- Entrada da CVC no sistema puxou alta de 97,8% do faturamento no ano passado, segundo ABF rão aplicados R$ 25 milhões por aqui. As duas mais recentes unidades foram abertas nas cidades de Fortaleza, no Ceará, e Indaiatuba, interior de São Paulo. “Trabalhamos com foco no público C+ e B, que busca a mesma exclusividade de atendimento oferecida ao consumidor de classe A e triple A”, explica Andréia. O investimento para se tornar franqueado é de cerca de R$ 120 mil. E o retorno deve ocorrer em até 18 meses. No ano passado, o mercado de franquias cresceu 16%, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O desempenho superou as expectativas, puxado pelo segmento de hotelaria e turismo. O faturamento aumentou de R$ 2,7 bi para R$ 5,4 bi, alta de 97,8%. O número de unidades saltou de 864 para 1.848, alta de mais de 12%. Esse cenário se de- senhou, principalmente, pela entrada da CVC no sistema de franquias e de grandes redes de hotéis. O modelo de franquia substituiu o de cooperação comercial. Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Antonio Azevedo, os dois modelos devem ganhar corpo neste e nos próximos anos. “O Brasil caminha devagar na criação de redes de agências de turismo, o que dá poder de negociação em qualquer indústria”, diz. “E as franquias são boa alternativa para avançar nesse sentido”. ■ 18 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 SeongJoon Cho/Bloomberg EMPRESAS SAMSUNG Sul-coreana cresce pelo sexto trimestre A Samsung divulgou, na última sexta-feira, lucro operacional de US$ 7,9 bilhões, no primeiro trimestre. Este é o sexto trimestre consecutivo de crescimento. O resultado foi divulgado antes do lançamento da nova versão do celular inteligente Galaxy nos EUA, a maior ofensiva até agora da gigante sul-coreana contra a Apple. A Samsung, que não divulga números de vendas de smartphones, provavelmente vendeu entre 68 milhões e 70 milhões de aparelhos. Reuters Grupo de Cingapura na segurança do Metrô O grupo asiático vai entregar projeto para governo do Rio Gabriela Murno [email protected] Singapore Technologies Engineering (ST Engineering), um dos grupos líderes de engenharia da Ásia, vai entregar até 2014 um projeto para fornecimento de Sistema de Informação de Passageiros (PIS) para 30 carros do metrô do Rio. “O Sistema irá melhorar a experiência de viagem dos usuários, por meio do fornecimento de informações de áudio e multimídia em tempo real”, explica Patick Choy, vice-presidente executivo de marketing. A empresa, que atua no Brasil desde 2010, venceu ainda concorrência para fornecer à Marinha Brasileira cinco unidades de armas navais da categoria 40mm L70. Segundo o executivo, a companhia está ainda de olho em outras oportunidades no Brasil, principalmente nas áreas de defesa, segurança interna, infraestrutura e sustentabilidade urbana, tanto para o governo, como para a indústria. “Com mais de 40 anos de experiência, somos um fornecedor global de soluções integradas de defesa e sabemos que o Brasil é um mercado muito promissor”, destaca. A empresa está ainda trazendo para o país um sistema de segurança urbana que usa o cidadão como fonte de informação. “O sistema cruza informações dos cidadãos com os dados de segurança do município para fazer uma análise prévia do ambiente, identificando os pontos de críticos da cidade e prevendo onde podem ter ocorrências”, explica Choy. Grandes eventos Os grandes eventos, que serão realizados no país já a partir deste ano, também são considerados grandes oportunidades para a empresa. “O conceito de ‘Cidade Segura’ abrange uma grande variedade de tecnologias que são aplicáveis em Empresa utiliza sistema de segurança urbana que usa cidadão como fonte de informação cenários de defesa do país e segurança civil. Ele pode ajudar no estabelecimento de redes de seguranças nos eventos que o Brasil vai sediar, como a Jornada Mundial da Juventude este ano, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 ”, diz, Choy. Ele ressalta que em eventos deste porte, a companhia fornece soluções capazes de ligar a polícia a outros serviços de segurança disponíveis, de forma a permitir que a resposta aos acontecimentos e seja muito mais rápida e eficaz. A empresa e o mundo Com sede em Cingapura, a ST Engineering fechou o ano com receita de US$ 6,38 bilhões e está entre as maiores listadas no Singapore Exchange, holding de investimentos do país. Atualmente, a empresa conta com mais de 22 mil funcionários em todo o mundo. São mais de cem subsidiárias e empresas associadas em 41 cidades de 23 países. A companhia oferece soluções e serviços integrados de engenharia nos setores marítimo, aeroespacial, eletrônico e sistemas de terra. “Nosso braço aeroespacial é classificado como o maior provedor de manutenção, reparo e operações do mundo”, conta o executivo. Segundo ele, a empresa é capaz de aliar tecnologia e ideias, de forma a oferecer soluções personalizadas ao perfil de cada cliente. Além dos serviços de segurança e defesa, a empresa possui soluções voltadas aos transportes público e privado, que auxiliam a manutenção do trânsito nas grandes cidades. O controle é feito por meio do monitoramento integrado em tempo real do fluxo de carros nas vias e passageiros nos trens. As soluções verificam a necessidade de modificar o tempo dos semáforos e de enviar agentes para pontos críticos, ou ainda diminuir a velocidade dos trens e controlar o número de passageiros em plataformas de trem e metrô. ■ Gartner prevê crescimento do faturamento de softwares de BI Segundo projeções, serão US$ 13,8 bi para o mercado de Business Intelligence este ano O faturamento mundial de softwares de Business Intelligence (BI) deve alcançar US$ 13,8 bilhões em 2013, apontou levantamento feito pelo Gartner Group, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia. O resultado marca aumento de 7% em relação a 2012. Segundo as projeções, a mercado deve chegar aos US$ 17,1 bilhões, em 2016. BI é o processo de coleta, or- ganização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. Segundo o Gartner, a inclinação dos executivos por BI é complementada por aquisições mais táticas em unidades de negócios para análises de departamentos e grupos de trabalho, bem como para o BI pessoal, possibilitado pela nuvem, pela mobilidade e também pelas redes sociais. Apesar destes fatores determinantes, a curto prazo, o crescimento será prejudicado por macroindicadores len- tos e pela desaceleração dos ciclos de venda multimilionários de negócios na área. Comparando-se ao crescimento de 16% em 2011, 2013 e os próximos anos devem ser mais lentos. O Gartner ressalta que a tendência emergente de dados como serviço poderia ampliar significativamente o mercado para plataformas de BI e analíticos. Atenta ao crescimento dos sofwares para empresas, o Gartner vai promover, em 4 e 5 de junho, a Conferência Gartner BI e Gestão da Informação, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. ■ Fábrica da Ericsson deve atingir limite até fim do ano Empresa sueca espera equilíbrio da produção para o mercado doméstico e para exportações A forte demanda por 3G e 4G na América Latina devem fazer com que a fábrica da Ericsson no Brasil feche o ano perto do limite de sua capacidade, afirmou um executivo da empresa. A unidade da Ericsson em São José dos Campos (SP) tem capacidade de produção de 40 mil estações rádio base - um dos principais equipamentos para telefonia móvel - por ano. Em 2012, este nível de produção foi atingido, graças à forte demanda por 3G, afirmou o diretor de inteligência de mercado da Ericsson para América Latina, André Gildin. Apesar de o Brasil ser o maior mercado individual para a companhia na região, Gildin explicou que outros países têm conseguido acompanhar a demanda do setor de telecomunicações brasileiro. A Ericsson espera, desta forma, um equilíbrio da produção para o mercado doméstico e para exportações em 2013, como em 2012. Gildin citou como fortes mercados regionais o México, Chile, Argentina e Peru. ■ Reuters Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 19 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 23 de abril de 2013 A Administração BALANÇOS PATRIMONIAIS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Nota Explicativa 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Ativos Circulantes Caixa e equivalentes de caixa 4 405.692 14.953 449.682 50.539 Títulos e valores mobiliários 5 57.851 18.717 232.016 77.498 Clientes e outras contas a receber 6 140.886 225.070 1.292.537 1.037.731 Adiantamentos a fornecedores – 3.185 4.132 74.785 12.215 Imóveis a comercializar 7 38.764 88.912 294.834 359.721 Impostos a recuperar – 926 4.519 13.538 13.045 14.170 7.030 62.289 16.702 Outros créditos – 661.474 363.333 2.419.681 1.567.451 Total dos ativos circulantes 8.463 – 8.469 – Ativos classificados como mantidos para venda 28 Total dos ativos circulantes e mantidos para venda 669.937 363.333 2.428.150 1.567.451 Não Circulantes Clientes e outras contas a receber 6 824 29.420 129.046 294.326 Imóveis a comercializar 7 137.750 137.595 707.457 971.230 Partes relacionadas 19 17.872 2.699 2.491 1.984 Imposto de renda e contribuição social diferidos 17 1.807 10.024 4.727 11.224 Outros créditos – 514 397 2.010 1.281 Investimentos 8 1.047.066 888.010 – – Imobilizado 9 2.357 1.912 10.527 10.909 4.304 1.585 39.247 36.713 Intangível 10 1.212.494 1.071.642 895.505 1.327.667 Total dos ativos não circulantes Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Nota Explicativa 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Passivos e Patrimônio Líquido Circulantes Empréstimos e financiamentos 11 62.574 110.408 410.492 396.586 Debêntures 12 834 236 834 236 Obrigações pela compra de terrenos em espécie 14 – – 1.556 7.349 Obrigações pela compra de terrenos em permuta financeira 14 32.306 43.083 266.730 199.065 Fornecedores – 6.965 12.130 42.323 53.747 Adiantamentos de clientes 15 – – 18.816 43.016 Impostos e contribuições a recolher – 1.047 845 30.699 15.592 Partes relacionadas 19 135.310 40.150 1.213 1.407 Imposto de renda e contribuição social diferidos 17 256 – 37.997 16.153 PIS e COFINS diferidos – 5.384 5.321 45.799 25.075 Salários e encargos a pagar – 9.714 12.635 22.532 23.535 Dividendos propostos 16 11.784 4 11.784 4 5.071 19.310 26.844 45.125 Outras contas a pagar – Total dos passivos circulantes 271.245 244.122 917.619 826.890 Passivos classificados como mantidos para venda 28 – – 6 – 271.245 244.122 917.625 826.890 Total dos passivos circulantes e mantidos para venda Não Circulantes Empréstimos e financiamentos 11 25.817 58.036 405.272 220.890 Debêntures 12 797.993 398.182 917.956 410.796 Obrigações pela compra de terrenos em espécie 14 – – – 5.421 Obrigações pela compra de terrenos em permuta financeira 14 120.616 138.190 166.341 509.330 Adiantamentos de clientes 15 – – 242.305 292.116 Imposto de renda e contribuição social diferidos 17 23 1.957 4.263 20.283 PIS e COFINS diferidos – 31 1.086 4.965 20.879 Outras contas a pagar 8 5.685 8.187 31 1.005 6.117 434 9.993 2.727 Provisões para demandas administrativas e judiciais 13 956.282 606.072 1.751.126 1.483.447 Total dos passivos não circulantes Patrimônio Líquido Capital social 16 540.189 540.189 540.189 540.189 Reserva de capital 16 24.074 44.883 24.074 44.883 Reserva de lucro 16 70.886 – 70.886 – (265) (291) (265) (291) Ações em tesouraria 16 634.884 584.781 634.884 584.781 Total do patrimônio líquido 20.020 – 20.020 – Adiantamento para futuro aumento de capital 654.904 584.781 654.904 584.781 Total do patrimônio líquido e dos recursos capitalizáveis 1.882.431 1.434.975 3.323.655 2.895.118 Total dos Passivos e Patrimônio Líquido 1.882.431 1.434.975 3.323.655 2.895.118 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Total dos Ativos DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro (prejuízo) por ação) Nota Explicativa Receita Líquida DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 20 181.000 175.475 1.286.387 946.933 – (154.621) (171.865) (996.761) (906.873) 26.379 3.610 289.626 40.060 21 (1.263) (2.562) (20.397) (33.782) Custo das Vendas, da Prestação de Serviços e da Locação Lucro Bruto Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Remuneração da administração Equivalência patrimonial Outras receitas (despesas), líquidas 21 (47.487) (59.884) (84.992) (90.914) 21 e 24 (5.185) (7.490) (7.543) (10.018) 8 154.111 (70.589) 146 – 21 (2.713) (8.729) (13.172) (28.728) (123.382) Lucro (Prejuízo) Operacional antes do Resultado Financeiros 123.842 (145.644) 163.668 Receitas financeiras 23 16.582 11.882 40.000 27.214 Despesas financeiras 23 (51.218) (57.887) (73.722) (69.653) Lucro (Prejuízo) Operacional antes do 89.206 (191.649) 129.946 (165.821) Imposto de renda e contribuição social - correntes Imposto de Renda e da Contribuição Social 17 – – (31.648) (24.395) Imposto de renda e contribuição social - diferidos 17 (6.540) (1.153) (15.632) (2.586) 82.666 (192.802) 82.666 (192.802) 0,76 (1,69) 0,76 (1,69) 0,73 (1,71) Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Lucro (Prejuízo) por Ação Básico (centavos por ação) 26 Lucro (Prejuízo) por Ação Diluído 0,73 (1,71) (centavos por ação) 26 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 82.666 (192.802) – – 82.666 (192.802) Lucro (prejuízo) do exercício Outros resultados abrangentes Total com resultados abrangentes do exercício, líquidos de impostos Atribuível a: Acionistas controladores 82.666 Acionistas não controladores – As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras – – Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social 89.206 (191.649) 129.946 (165.821) Ajustes para conciliar o lucro (prejuízo) com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações 1.600 1.075 3.272 2.380 Resultado de equivalência patrimonial (154.111) 70.589 – – Perda com projetos descontinuados (988) – (6.211) – Ganho na venda de participação acionária 27 – – – PIS e COFINS diferidos - líquidos (992) (1.003) 11.507 7.875 Constituição (reversão) de provisões 347 10.200 2.746 29.440 Despesas (Receitas) Financeiras 53.847 61.037 111.862 99.813 Baixa de ativo permanente 815 171 – 572 Variação nos ativos operacionais: Clientes e outras contas a receber 112.780 (28.758) (89.526) (233.210) Imóveis a comercializar 50.981 9.627 110.967 45.842 Adiantamentos a fornecedores – 1.741 (62.570) (1.559) Despesas antecipadas – – (525) (56) Impostos e contribições a recuperar 5.208 497 1.429 (329) Dividendos recebidos 16.443 166.364 – – Outros créditos (7.257) 19 (54.916) (3.723) Variação nos passivos operacionais: Fornecedores e contas a pagar e obrigações pela compra de terrenos (33.516) (18.479) (73.040) (3.549) Salários e encargos a pagar (2.921) 2.868 (1.003) 5.278 Adiantamentos de clientes – – (74.011) (7.545) Impostos e contribuições a recolher 202 (384) 15.107 (4.265) Outras contas a pagar (11.406) (165) (14.933) 6.074 Juros pagos (9.815) (64.446) (57.991) (96.579) – – (40.999) (17.023) Imposto de renda e contribuição social pagos 110.450 19.304 (88.889) (336.385) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Títulos e valores mobiliários (36.695) 94.251 (147.023) 137.070 Aquisição de ações em tesouraria – (231) – (231) Aportes em controladas (117.111) (145.987) – – Redução de investimentos 87.233 – – – Partes relacionadas - líquidas 79.987 16.177 (701) (2.022) Aquisição de participações em SPE – (7.032) – (7.032) Venda de participação acionária, menos caixa líquido – – – – Complemento de pagamento na aquisição de ágio – (231) – – Aquisição de bens para o ativo imobilizado e intangível (5.580) (208) (6.239) (2.034) Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) 7.834 (43.261) (153.963) 125.751 atividades de investimento Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Pagamento de dividendos – (31.739) – (31.739) Captação de financiamentos 96.666 121.357 654.434 494.820 Captação de debêntures 400.000 – 500.586 12.500 Amortização de financiamentos (224.211) (57.032) (513.025) (249.736) 272.455 32.586 641.995 225.845 Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento 390.739 8.629 399.143 15.211 Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Exercício 14.953 6.324 50.539 35.328 405.692 14.953 449.682 50.539 Caixa e Equivalentes de Caixa no Fim do Exercício 390.739 8.629 399.143 15.211 Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota Explicativa Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Opções de ações Aquisição de ações em tesouraria Prejuízo líquido Destinações do lucro líquido: Constituição da reserva para investimento Reversão da reserva legal Reversão da reserva de capital Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Opções de ações Aquisição de ações em tesouraria Adiantamento para futuro aumento de capital Lucro líquido Destinações do lucro líquido: Constituição da reserva para investimento Reversão da reserva legal Dividendos propostos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 16.6 16.3 – 16.1 16.1 – 16.6 16.3 16.4 – 16.1 16.1 – Capital Social 540.189 – – – Reservas de Capital Ágio na Emissão Opções Ações em de Ações de Ações Tesouraria 84.461 810 (60) – (26) – – – (231) – – – Reservas de Lucros Total do Patrimônio Líquido 777.840 (26) (231) (192.802) Adiantamento para Futuro Aumento de Capital – – – – Total 777.840 (26) (231) (192.802) Legal 9.993 – – – Investimentos 142.447 – – – Lucros/Prejuízos Acumulados – – – (192.802) – (9.993) – – – – – – (142.447) – – – – – – – 142.447 9.993 40.362 – – – – 82.666 – – – 584.781 (784) (19.999) – 82.666 – – – – – – 20.020 – – – – 584.781 (784) (19.999) 20.020 82.666 – – – – – 66.753 – – – – 4.133 – – – – – – – 540.189 24.074 – (265) 4.133 66.753 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras (66.753) (4.133) (11.780) – – – (11.780) 634.884 – – – 20.020 – – (11.780) 654.904 – – – 540.189 – – – – – – (40.362) 44.099 – (20.025) – – – – – 784 (784) – – – – – – (291) – 26 – – w w w. c c d i . c o m . b r 20 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) 1. Contexto Operacional A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. (“Companhia” ou “CCDI”) é uma sociedade anônima de capital fechado, domiciliada na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo. As informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, abrangem a Companhia e suas controladas. A Companhia tem como objetivo o desenvolvimento, a incorporação, a prestação de serviços de assessoria, a locação e a construção de imóveis residenciais ou comerciais, diretamente ou por meio de participações em Sociedades de Propósito Específico - SPEs, consórcios e outras sociedades. A Companhia também possui controladas em conjunto, as quais estão descritas na nota nº 8. Atualmente, a Companhia desenvolve empreendimentos residenciais e comerciais com atuação na região metropolitana da cidade de São Paulo, no litoral e no interior do Estado de São Paulo e nos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Paraná. Desde outubro de 2008, é controladora integral da HM Engenharia e Construções S.A. (“HM”), empresa especializada no desenvolvimento e na construção de unidades habitacionais destinadas ao segmento de baixa renda. A HM tem operações concentradas no interior do Estado de São Paulo. 2. Principais Políticas Contábeis 2.1. Declaração de Conformidade As Demonstrações financeiras da Companhia compreendem: • As demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (“IFRSs”), emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”, que coincidem com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, identificadas como Consolidado - IFRS e BR GAAP. • As demonstrações financeiras individuais da controladora, preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, estão identificadas como controladora - BR GAAP. As práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP) compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo CPC. As demonstrações financeiras individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controladas, em empreendimentos controlados em conjunto e coligadas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente. Dessa forma, essas demonstrações financeiras individuais não são consideradas como estando conforme as IFRSs, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRSs e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e o resultado da controladora, constantes nas demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. Determinados assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos, benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias estão sendo analisados pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC), em função de pedidos de alguns países, incluindo o Brasil. Entretanto, em função do projeto para edição de uma norma revisada para reconhecimento de receitas, o IFRIC está discutindo esse tópico em sua agenda, por entender que o conceito para reconhecimento de receita está contido na norma presentemente em discussão. Assim, espera-se que o assunto seja concluído somente após a edição da norma revisada para reconhecimento de receitas. As informações contábeis individuais e consolidadas foram elaboradas com base no custo histórico, exceto se indicado de outra forma, conforme descrito no resumo de políticas contábeis. O custo histórico geralmente é baseado no valor das contraprestações pagas em troca de ativos. O Conselho de Administração da Companhia tem o poder de alterar as informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia, até a sua publicação. Em 23 de Abril de 2013, o Conselho de Administração da Companhia aprovou as informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e autorizou sua divulgação. 2.1.1 Informações contábeis individuais e consolidadas As informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia incluem as informações contábeis de suas controladas diretas e indiretas e de suas controladas em conjunto. O controle sobre essas entidades é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar suas políticas financeiras e operacionais e tem a capacidade para auferir benefícios e estar exposta aos riscos de suas atividades. As controladas e controladas em conjunto são consolidadas integral e proporcionalmente, respectivamente, a partir da data que o controle integral ou controle compartilhado se inicia, até a data em que deixa de existir. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as informações contábeis individuais e consolidadas incluem a consolidação integral das seguintes empresas: Participação % 31/12/2012 31/12/2011 HM Engenharia e Construções S.A. 100 100 JSL Participações Ltda. 100 100 Lote 27 RJ Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Reserva São Lourenço Empreendimentos Imobiliários Ltda. 100 100 Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Aldeia da Serra Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Participação % 31/12/2012 31/12/2011 Empresarial Jardim Sul Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 100 100 Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Guaratuba Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Litoral Enseada Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 SV Jacob Emerich Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Vila Olímpia Participações S.A. 100 100 BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Itaguaré Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Rio de Janeiro - Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Caieiras Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 129 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Recife Boa Viagem Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliáro SPE Ltda. 100 100 Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Rigveda Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 39 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 190 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Pereskia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Ixora Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Gladiolo Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Clivia Miniata Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 100 100 CCDI 04 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 09 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 10 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 11 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 Viveiro Jardim Sul Camargo Corrêa Desenv. Imobiliário Ltda. 100 100 CCDI Vendas Imobiliárias Ltda. 100 100 CCDI 13 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 14 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 15 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 16 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 17 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 18 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 19 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 20 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 21 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 22 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 100 CCDI 23 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 24 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 25 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 26 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 27 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 28 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 29 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 30 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 31 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – CCDI 32 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 100 – As práticas contábeis foram aplicadas de maneira uniforme em todas as empresas e o exercício social dessas empresas coincide com o da Companhia. Vide maiores detalhes sobre essas controladas na nota nº 8. A Companhia efetuou a consolidação proporcional das informações contábeis das controladas em conjunto listadas a seguir, cujas principais informações são as seguintes: Lucro (Prejuízo) % Participação Total do Ativo Total do Passivo Patrimônio Líquido Receita Líquida do Período 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 30/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Camargo Corrêa - Cyrela Empreendimento Imobiliário Ltda. - SPE 50 50 17.015 16.517 11.283 10.555 5.732 5.961 – – (120) 22 Camargo Corrêa - Cyrela Paulista 1230 Empreendimento Imobiliário Ltda. 50 50 243.954 249.993 39.384 137.299 204.571 112.693 322.997 132 64.861 (160) Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda. 55 55 2.270 2.332 64 116 2.206 2.216 116 1 (10) 314 Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda. 55 55 120 17.110 – 1.981 120 15.129 2.130 7.893 540 7.192 Camargo Corrêa Rodobens Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 50 50 77.566 154.906 35.168 120.462 42.398 34.444 27.904 24.945 7.714 (10.890) Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. (c) 90,71 90,71 – 33.120 – 2.665 – 30.455 2.317 4.012 646 424 CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 70 70 63.248 90.481 17.651 52.708 45.596 37.773 26.396 25.016 7.824 (3.138) Quadra 142 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 50 50 13.727 31.252 2.847 25.225 10.880 6.027 5.605 6.460 3.798 (7.082) Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 70 70 36.418 16.569 25.855 10.771 10.563 5.798 21.319 7.665 4.765 1.952 CCDI Jaw Holding Participações Ltda. 50 50 115.669 82.194 92.061 68.398 23.608 13.796 63.328 30.401 12.492 9.212 Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 74 74 54.451 21.709 38.956 12.983 15.495 8.726 29.703 16.383 6.769 2.115 CCDI Itapoã Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 50 50 72.529 72.536 72.468 72.468 61 68 – – (7) (1.414) Rudbeckia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 70 70 25.738 12.927 8.704 2.114 17.034 10.813 7.945 4.431 1.323 (1.276) Curitiba Cabral Empr. Imobiliário SPE Ltda. 74 74 22.619 7.167 15.325 5.600 7.294 1.567 12.209 4.834 1.876 (219) Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 70 70 37.405 18.564 26.315 12.355 11.089 6.209 21.369 8.499 3.415 2.356 CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 70 70 291 1.375 1 2 289 1.372 – – (765) 12 Saldanha Marinho Emprrendimento Imobiliário SPE Ltda. 71,97 71,97 25.390 9.159 16.708 5.523 8.681 3.637 14.658 3.864 3.594 402 Washington Luis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. (a) 65 65 – 6 – 21 – (15) – (2) (57) (963) Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 60 60 65.395 33.871 28.331 12.019 37.064 21.852 24.173 12.364 10.026 7.242 Puebla Incorporadora Ltda. 70 70 7.196 5.503 683 72 6.513 5.430 – – (81) (209) Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda. (b) 50 50 – 12.527 – 3 – 12.524 – – (15) (26) VIOL SPE S.A. 60 60 288.971 168.709 6.305 1.494 282.666 167.215 – – (763) 8 (a) Empresa extinta em 24/09/2012. (b) Empresa vendida em 01/08/2012. (c) Empresa vendida em 04/09/2012. Investidas 2.1.2. Moeda funcional e de apresentação As informações contábeis individuais (controladora) e consolidadas estão apresentadas em Reais (moeda de apresentação), que também é a moeda funcional da Companhia e de suas controladas. (i) Julgamentos A preparação das informações contábeis individuais e consolidadas da Companhia requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como a divulgação de passivos contingentes, na data-base das informações contábeis. Ativos e passivos sujeitos a estimativas e premissas incluem vida útil do ativo imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa e distratos, provisão para multa de atrasos de obras, provisão para redução ao valor recuperável de ativos, impostos diferidos ativos, provisão para garantia, provisão para riscos tributários, trabalhistas e cíveis e mensuração do custo orçado de empreendimentos e de instrumentos financeiros. (ii) Estimativas e premissas As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, que podem resultar em valores diferentes quando da liquidação são discutidas a seguir: a) Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstancias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas, e o valor contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas são lançadas ao resultado do exercício quando identificadas. O teste de perda por redução ao valor recuperável de ativos intangíveis de vida útil indefinida e ágio por expectativa de rentabilidade futura é efetuado pelo menos anualmente ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil. O valor contábil de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor presente utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado de capital em que opera a unidade geradora de caixa. Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco anos e não incluem atividades de reorganização com as quais a Companhia ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada no método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuro esperados e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas atribuíveis a venda do ativo, ou, quando não há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes. b) Provisões para demandas judiciais A Companhia reconhece provisão para causas tributárias, trabalhistas e cíveis (nota nº 13). A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em razão de imprecisões inerentes ao processo da sua determinação. A Companhia revisa as estimativas e as premissas pelo menos anualmente. c) Valor justo de instrumentos financeiros Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido em mercado de ativos, o mesmo é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método do fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for viável, o julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, taxa de juros, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros. d) Custos orçados dos empreendimentos Os custos orçados, compostos, principalmente, pelos custos incorridos e custos previstos a incorrer para o encerramento das obras, foram revisados na preparação dessas informações contábeis, e pode ocasionar w w w. c c d i . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 21 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) alterações nas estimativas iniciais. O efeito de tais revisões nas estimativas afeta o resultado de acordo com o pronunciamento técnico CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativas e Retificações de Erros. e) Impostos Existem incertezas em relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. A Companhia e suas controladas estão sujeitas no curso normal dos nossos negócios a investigações, auditorias, processos judiciais e procedimentos administrativos em matéria tributária e trabalhista. Dependendo do objeto das investigações, processos judiciais ou procedimentos administrativos que seja movido contra a Companhia e controladas, podendo ser adversamente afetados, independentemente do respectivo resultado final. A Companhia e suas controladas são periodicamente fiscalizadas por diferentes autoridades, incluindo fiscais, trabalhistas, previdenciárias, ambientais e de vigilância sanitária. Não é possível garantir que essas autoridades não autuarão a Companhia e suas controladas, nem que essas infrações não se converterão em processos administrativos e, posteriormente, em processos judiciais, tampouco o resultado final tanto dos eventuais processos administrativos ou judiciais. f) Realização do imposto de renda diferido O reconhecimento inicial e as posteriores avaliações do imposto de renda diferido ocorre quando seja provável que o lucro tributável dos próximos anos esteja disponível para ser usado na compensação do ativo fiscal diferido, com base em projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que possibilitam a sua utilização total, ou parcial se for constituído o crédito integral. 2.1.3. Reconhecimento de receitas e despesas (i) Apuração do resultado de incorporação e venda de imóveis A receita, e os custos relativos às unidades vendidas e não concluídas de incorporação imobiliária, são apropriados ao resultado ao longo do período de construção dos empreendimentos, e os seguintes procedimentos são adotados: (a) Nas vendas a prazo de unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada com a transferência significativa dos riscos e direitos, independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. (b) Nas vendas de unidades não concluídas, são observados os seguintes procedimentos: • O custo incorrido (incluindo o custo do terreno e demais gastos relacionados diretamente com a formação do custo da unidade imobiliária) correspondente às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado; • É apurado o percentual do custo incorrido (incluindo o terreno), em relação ao seu custo total orçado, sendo esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas, ajustado segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado o montante das receitas a serem reconhecidas de forma diretamente proporcional ao custo; • Os montantes das receitas de vendas, incluindo a atualização monetária e o ajuste a valor presente, reconhecidos que sejam superiores aos valores efetivamente recebidos de clientes, são registrados no ativo circulante ou ativo não circulante, na rubrica “Contas a receber de incorporação”. Caso os montantes recebidos sejam superiores aos valores reconhecidos de receitas, são contabilizados na rubrica “Adiantamentos de clientes”; • Os juros e a atualização monetária, incidentes sobre o saldo de contas a receber a partir da entrega das chaves são apropriados ao resultado financeiro quando incorridos, obedecendo ao regime de competência dos exercícios - “pro-rata temporis”. Os encargos financeiros de contas a pagar por aquisição de terrenos e os diretamente associados ao financiamento da construção, são capitalizados e registrados aos estoques de imóveis a comercializar, e apropriados ao custo incorrido das unidades em construção até a sua conclusão e observando-se os mesmos critérios de apropriação do custo de incorporação imobiliária para as unidades vendidas em construção, através de tributos diferidos, ativos e passivos. Conforme permitido pela legislação fiscal, a receita relacionada às vendas de unidades imobiliárias é tributada com base no regime de caixa e não com base no critério descrito acima, para reconhecimento dessa receita. Para as empresas em que a prática contábil difere da prática fiscal, é calculado um passivo ou ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos para refletir quaisquer diferenças temporárias, conforme comentado na nota nº 17. As demais despesas, incluindo, de propaganda e publicidade são apropriadas ao resultado quando incorridas. (ii) Prestação de serviços de construção Receitas decorrentes da prestação de serviços imobiliários são reconhecidas na medida em que os serviços são prestados, e estão vinculadas com a atividade de administração de construção para terceiros e consultoria técnica. (iii) Operações de permuta física A permuta física de terrenos tem por objeto o recebimento de terrenos de terceiros para liquidação através da entrega de apartamentos. O valor do terreno adquirido pela Companhia e por suas controladas é apurado com base no valor justo das unidades imobiliárias a serem entregues. O valor justo do terreno é registrado como um componente de imóveis a comercializar, em contrapartida a adiantamento de clientes no passivo, no momento do início do reconhecimento de resultado do respectivo empreendimento. As receitas e os custos decorrentes de operações de permutas são apropriados ao resultado ao longo do período de construção dos empreendimentos, conforme descrito no item (i) acima. 2.1.4. Instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros e incluem, principalmente, caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários, contas a receber, empréstimos e financiamentos, fornecedores e outras dívidas. Os instrumentos financeiros que não sejam reconhecidos pelo valor justo através do resultado, são acrescidos dos custos de transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros são mensurados conforme descrito abaixo: (i) Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado Um instrumento é classificado pelo valor justo através do resultado se for mantido para negociação, ou seja, designado como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são designados pelo valor justo através do resultado se a Companhia gerencia esses investimentos e toma decisões de compra e venda com base em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco. Após reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são reconhecidas no resultado. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, a Companhia não manteve operações com instrumentos financeiros derivativos. (ii) Instrumentos financeiros disponíveis para venda Para instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda, a Companhia avalia se há alguma evidencia objetiva de que o investimento é recuperável a cada data do balanço. Após mensuração inicial, os ativos financeiros disponíveis para venda são mensurados a valor justo, com ganhos e perdas não realizados reconhecidos diretamente dentro dos outros resultados abrangentes, quando aplicável; com exceção das perdas por redução ao valor recuperável dos juros calculados utilizando o método de juros efetivos e dos ganhos ou perdas com variação cambial sobre ativos monetários que são reconhecidos diretamente no resultado do período. (iii) Empréstimos e recebíveis Após reconhecimento inicial, empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados subseqüentemente pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetivos, reduzidos por eventuais reduções no valor recuperável. 2.1.5. Caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários, aplicações caucionadas e créditos restritos Caixa e equivalentes de caixa incluem substancialmente depósitos a vista e certificados de depósitos bancários compromissados, denominados em reais, com alto índice de liquidez de mercado e vencimentos não superiores a 90 dias, ou para os quais inexistem multas ou quaisquer outras restrições para seu resgate imediato, junto ao emissor do instrumento. Os equivalentes de caixa são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado e estão registrados pelo valor original acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento das informações contábeis intermediárias, apurados pelo critério “pro-rata temporis”, que equivalem aos seus valores de mercado, não havendo impacto a ser contabilizado no patrimônio líquido da Companhia. Os títulos e valores mobiliários e aplicações caucionadas incluem títulos disponíveis para venda, certificados de depósitos bancários, títulos do governo, fundos de investimentos exclusivos que são integralmente consolidados, e cauções, cujos valores de mercado são aproximados aos valores contábeis. 2.1.6. Clientes e outras contas a receber São demonstrados ao custo, acrescidos de variação monetária, líquidos de ajuste a valor presente. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída por valor considerado suficiente pela Administração para cobrir as perdas estimadas na realização dos créditos que não possuem garantia real. As parcelas em aberto são atualizadas com base no Índice Nacional da Construção Civil - INCC para a fase de construção do projeto, e pelo Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M e juros, após a data de entrega das chaves das unidades concluídas. 2.1.7. Imóveis a comercializar Os terrenos são inicialmente registrados ao seu valor de aquisição quando da lavratura da escritura do imóvel. O registro do terreno é efetuado na rubrica de “Adiantamento a fornecedores” quando não há escritura, não sendo reconhecido nas informações contábeis enquanto em fase de negociação, independentemente da probabilidade de sucesso ou estágio de andamento das mesmas. A Companhia e suas controladas adquirem parte dos terrenos por intermédio de operações de permuta, nas quais, em troca dos terrenos adquiridos, compromete-se a (a) entregar unidades imobiliárias de empreendimentos em construção ou (b) parcela das receitas provenientes das vendas das unidades imobiliárias dos empreendimentos. Os terrenos adquiridos por intermédio de operações de permuta física são demonstrados ao seu valor justo na data de aquisição e a receita e o custo são reconhecidos seguindo os critérios descritos na nota nº 2.1.3 (iii). Os imóveis são demonstrados ao custo de construção, que não excede ao seu valor líquido realizável. No caso de imóveis em construção, a parcela do ativo corresponde ao custo incorrido das unidades ainda não comercializadas. O custo incorrido compreende construção (materiais, mão-de-obra própria ou contratada de terceiros e outros relacionados), despesas de legalização do terreno e empreendimento, terrenos e encargos financeiros aplicados no empreendimento incorridos durante a fase de construção. A Companhia capitaliza juros sobre os empreendimentos durante a fase de construção, e aos terrenos, enquanto atividades ao preparo do ativo para venda estão sendo realizadas, desde que existam empréstimos em aberto, os quais são reconhecidos ao resultado na proporção das unidades vendidas, mesmo critério dos demais custos. Quando o custo de construção dos imóveis a comercializar exceder o fluxo de caixa esperado das suas vendas, concluídas ou em construção, uma perda de redução ao valor recuperável é reconhecida no período em que foi determinada que o valor contábil não será recuperável. Os imóveis a comercializar são revisados anualmente para avaliar a recuperação do valor contábil de cada empreendimento imobiliário, independente de ter ocorrido eventos ou mudanças nos cenários macroeconômicos que indiquem que o valor contábil não será recuperável. Se o valor contábil de um empreendimento imobiliário não for recuperável, comparado com o seu valor realizável por meio dos fluxos de caixa esperados, uma provisão para perdas é contabilizada. 2.1.8. Terrenos destinados à venda Os terrenos destinados à venda são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo, deduzido dos custos de venda e são classificados como mantidos para venda se seus valores contábeis forem recuperados por meio de uma transação de venda da propriedade e não do empreendimento preliminarmente destinado. Essa condição é considerada cumprida apenas quando a venda for altamente provável e o grupo de ativo ou de alienação estiver disponível para venda imediata na sua condição atual. A Administração deve comprometer-se com a venda dentro de um ano a partir da data de classificação. 2.1.9. Investimentos em controladas e controladas em conjunto Quando a Companhia detém mais da metade do capital social votante e/ou possui o poder de governança das políticas financeiras e operacionais de uma entidade, esta é considerada uma controlada. Em situações em que existam acordos que garantem à Companhia direito de veto em decisões que afetem significativamente os negócios da sociedade, caracterizando o controle compartilhado; estas são consideradas como controladas em conjunto. Os investimentos nas controladas e nas controladas em conjunto são registrados na controladora pelo método de equivalência patrimonial. As controladas em conjunto são consolidadas proporcionalmente pelo percentual de participação da controladora. Quando a participação da Companhia nas perdas das controladas iguala ou ultrapassa o valor do investimento, a Companhia reconhece a parcela residual no passivo a descoberto, uma vez que assume obrigações, efetua pagamentos em nome dessas sociedades ou efetua adiantamentos para futuro aumento de capital. Para isso, a Companhia constitui provisão no montante considerado adequado para suprir as obrigações da controlada (nota nº 8). 2.1.10. Imobilizado O imobilizado é registrado ao custo de aquisição, líquido de depreciação acumulada e/ou perdas acumuladas por redução ao valor recuperável, se aplicável. Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda eventual. Ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do resultado, no exercício em que o ativo for baixado. A depreciação é calculada com base no método linear, tomando-se por base a vida útil estimada dos bens (nota nº 9). O valor residual, vida útil e métodos de depreciação são revisados anualmente, não tendo ocorrido modificações, em relação às informações do exercício social anterior. Os ativos imobilizados estão sujeitos a análises periódicas sobre a deterioração de ativos (“impairment”). Em 31 de Dezembro de 2012, não existem indicadores de (“impairment”) sobre o imobilizado. 2.1.11. Intangível (i) Os gastos relacionados com a aquisição e implantação de sistemas de informação e licenças para utilização de software são registrados ao custo de aquisição, sendo amortizados linearmente em até cinco anos, e estão sujeitos a análises periódicas sobre a deterioração de ativos (“impairment”). (ii) Os investimentos da Companhia nas controladas incluem ágio quando o custo de aquisição ultrapassa o valor de mercado dos ativos líquidos da controlada adquirida. Os ágios registrados em 31 de dezembro de 2012 e 2011, aplicáveis às entidades de incorporação imobiliária no Brasil, referem-se às aquisições antes da data de transição para o CPC/IFRS (01 de janeiro de 2009) e a Companhia optou por não retroagir as aquisições antes da data de transição, para ajustar os respectivos ágios. Os testes de perda por redução ao valor recuperável de ágio (“impairment”) são feitos anualmente ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil. 2.1.12. Obrigações por compra de imóveis As obrigações na aquisição de imóveis são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações contratuais assumidas. Em seguida, são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos, quando aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro-rata temporis”), líquido do ajuste a valor presente. 2.1.13. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido (i) Imposto de renda e contribuição social correntes Conforme permitido pela legislação fiscal, a receita relacionada às vendas de unidades imobiliárias é tributada com base no regime de caixa e não com base no critério descrito na nota nº 2.1.3, para reconhecimento dessa receita. O imposto de renda e a contribuição social são calculados, observando os critérios estabelecidos pela legislação fiscal vigente, pelas alíquotas regulares de 15% acrescida de adicional de 10% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Conforme facultado pela legislação tributária, certas subsidiárias optaram pelo regime de lucro presumido. Para essas sociedades, a base de cálculo do imposto de renda é calculada sobre a receita de imóveis à razão de 8% (incorporação imobiliária), e a da contribuição social à razão de 12% (incorporação imobiliária) e 100% sobre as receitas financeiras, sobre as quais aplicam-se as alíquotas regulares do respectivo imposto e contribuição. (ii) Imposto de renda e contribuição social diferidos Para as empresas em que a prática contábil difere da prática fiscal, é calculado um passivo ou ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos para refletir quaisquer diferenças temporárias, como demonstrada na nota nº 17. A Companhia avalia e reduz os tributos diferidos ativos à medida que identifica que não é provável a existência de lucro tributável futuro suficiente para utilização total ou parcial desses créditos. 2.1.14. Demais ativos e passivos Um ativo é reconhecido no balanço quando se trata de recurso controlado pela Companhia decorrente de eventos passados e do qual se espera que resultem benefícios econômicos-futuros. Um passivo é reconhecido no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. 2.1.15. Outros benefícios a empregados Os benefícios concedidos a empregados e Administradores da Companhia incluem, como remuneração fixa (salários e contribuições para a seguridade social (INSS/FGTS)), férias e 13º salário, remunerações variáveis como participações nos lucros, bônus e remuneração com base em ações. Esses benefícios são registrados no resultado do exercício, na rubrica “Despesas gerais e administrativas”, à medida que são incorridos. O sistema de bônus opera com metas corporativas individuais, estruturados na eficiência dos objetivos corporativos, seguidos por objetivos de negócios e finalmente por objetivos individuais. A Companhia e suas controladas mantêm planos de previdência privada. 2.1.16. Ajuste a valor presente - de ativos e passivos Os saldos de contas a receber de unidades não concluídas e de fornecedores (terrenos a pagar por permuta financeira) foram calculados considerando o prazo estimado até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, utilizando-se da taxa de desconto de 3,66% em 31 de dezembro de 2012 (5,49% em 2011). 2.1.17. Custos de empréstimos Os custos de empréstimos diretamente relacionados aos empreendimentos durante a fase de construção e terrenos enquanto atividades no preparo do ativo para venda estão sendo realizadas, são capitalizados como parte do custo do ativo correspondente e reconhecidos ao resultado na proporção das unidades vendidas, mesmo critério dos demais custos. Todos os demais custos de empréstimos são registrados em despesa no período em que são incorridos. Custos de empréstimos compreendem juros e outros custos incorridos relativos a empréstimos, incluindo os de captação. 2.1.18. Provisões Provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente em conseqüência de um evento passado, e é provável que benefícios econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. (i) Provisão para demandas judiciais A Companhia é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as demandas referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a demanda e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidencias disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. Os passivos contingentes avaliados como de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como de perdas remotas não são provisionados e nem divulgados. Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa. (ii) Provisão para pagamento de encargos contratuais por atraso de obra Conforme disposto em contrato, a Companhia adota como prática efetuar provisão para encargos a pagar aos clientes de empreendimentos com atraso de entrega superior a 180 dias, conforme respectiva cláusula contratual. Essa provisão está classificada na rubrica “Outras contas a pagar”. (iii) Provisão para garantia As empresas subcontratadas pela Companhia para executarem as obras têm a responsabilidade primária de garantir a qualidade estrutural dos empreendimentos vendidos. A Companhia e suas controladas fornecem garantias solidárias limitadas pelo período de cinco anos, cobrindo os mesmos riscos. A controlada HM registra provisão para garantias mensuradas de acordo com as premissas descritas na orientação OCPC 01 (R1), pois efetua trabalhos de construção e, portanto, possui a responsabilidade primária de garantir a qualidade estrutural. w w w. c c d i . c o m . b r 22 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) (iv) Provisão para redução ao valor recuperável de ativos não financeiros A Administração, revisa no mínimo anualmente, o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas e operacionais, que possam indicar perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. O ágio e os ativos intangíveis com vida útil indefinida têm a recuperação do seu valor testada anualmente, independentemente de haver indicadores de perda de valor, através da comparação com o valor de realização mensurado por meio de fluxos de caixa descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto que reflita o custo médio ponderado do capital da Companhia. 2.1.19. Demonstrações dos fluxos de caixa As demonstrações dos fluxos de caixa são preparadas e apresentadas de acordo com a Deliberação CVM nº 641, de 07 de outubro de 2010 que aprovou o pronunciamento contábil CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.1.20. Ações em tesouraria Instrumentos patrimoniais próprios que são readquiridos (ações de tesouraria) são reconhecidos ao custo e registrados em conta redutora do patrimônio líquido. Nenhum ganho ou perda é reconhecido na demonstração do resultado na compra, venda, emissão ou cancelamento dos instrumentos patrimoniais próprios da Companhia. Em virtude do fechamento de capital ocorrido em 19 de outubro de 2012, a Companhia realizará o cancelamento dessas ações. 2.1.21. Lucro (prejuízo) básico e diluído O resultado por ação básico e diluído é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas da Companhia e a média ponderada das ações ordinárias em circulação no respectivo período. A Companhia não possui operações que influenciam no cálculo do lucro diluído, portanto o lucro diluído por ação corresponde ao valor do lucro básico por ação. 2.1.22. Resultados abrangentes Exceto quanto ao resultado do exercício, a Companhia não possui outros resultados abrangentes. 2.1.23. Reclassificações Foram reclassificados no exercício de 2011 para melhor apresentação e comparabilidade das demonstrações financeiras: (i) Despesas Antecipadas R$406, para a rubrica de Outros créditos; (ii) Dívidas com pessoas ligadas R$418, para partes relacionadas ; (iii) Em observância ao critério de segregação de clientes e maior adequação das práticas de divulgação, a Companhia adotou o critério de segregar os tributos diferidos entre Passivo Circulante e Não Circulante. 3. Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2012 Algumas normas e alterações das normas existentes foram publicadas e são obrigatórias para períodos contábeis subseqüentes. Não houve adoção antecipada dessas normas e alterações de normas por parte da Companhia. Listamos as normas e alterações emitidas que ainda não haviam entrado em vigor até a data de emissão das demonstrações financeiras da Companhia. CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Financeiras - Apresentação de Itens de Outros Resultados Abrangentes As revisões do IAS 1 alteraram o agrupamento dos itens apresentados em outros resultados abrangentes. Itens que poderiam ser reclassificados (ou “reciclados”) ao resultado em certo período no futuro (por exemplo, ganhos líquidos em operações de hedge de investimentos líquidos, diferenças de variação cambial na tradução de operações no exterior, movimentos líquidos de hedge de fluxos de caixa ou ganhos na venda de ativos classificados como disponíveis para venda) deveriam ser apresentados separadamente dos itens que nunca serão reclassificados (por exemplo, ganhos ou perdas atuariais em planos de benefício definido). As revisões afetam somente a apresentação e não há impactos na posição financeira ou de desempenho da Companhia. Estas revisões passam a vigorar para exercícios fiscais iniciados em ou a partir de 1º de janeiro de 2012, e serão aplicadas nas demonstrações financeiras do Grupo quando se tornarem efetivas. CPC 40 - Instrumentos financeiros - Divulgação - Exigências Maiores para Divulgação de desreconhecimentos. A revisão exige divulgação adicional sobre ativos financeiros que foram transferidos, mas não desreconhecidos para permitir que o usuário das demonstrações financeiras da Companhia entenda a relação entre os ativos que não foram desreconhecidos e os passivos correspondentes. Adicionalmente, a revisão exige a divulgação sobre o envolvimento contínuo da entidade com os ativos desreconhecidos, para permitir que os usuários avaliem a natureza do envolvimento e os riscos relacionados. A norma revisada terá vigência para períodos anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2011. O Grupo não possui ativos com essas características, portanto não houve impacto sobre suas demonstrações financeiras. CPC 40 - Instrumentos Financeiros: Classificação e Mensuração - A norma IFRS 9, conforme emitida, reflete a primeira fase dos trabalhos do IASB referentes à substituição da norma IAS 39 e aplica-se à classificação e mensuração de ativos financeiros e passivos financeiros, tal como definido na IAS 39. A norma inicialmente vigorou para períodos anuais iniciados a partir de 1º de Janeiro de 2013, contudo, a norma Alterações à IFRS9 - Data Efetiva da IFRS 9 e Divulgações para Transição, emitida em dezembro de 2011, alterou a data efetiva obrigatória para 1º de Janeiro de 2015. Em fases posteriores, o IASB abordará a contabilidade de instrumentos de hedge e a redução ao valor recuperável de ativos financeiros. CPC 36 - Demonstrações Financeiras Consolidadas - IAS 27 Demonstrações Financeiras Separadas - A norma IFRS 10 substitui a parte do IAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas, que trata da contabilização das demonstrações financeiras consolidadas. Também aborda as questões suscitadas na SIC-12 Consolidação - Entidades de Propósito Específico. O IFRS 10 estabelece um modelo único de controle que se aplica a todas as entidades, inclusive entidades de propósito específico. As mudanças introduzidas pelo IFRS 10 exigirão que a Administração exerça julgamento significativo para determinar quais entidades são controladas e, portanto, obrigadas a serem consolidadas por uma controladora, comparativamente aos requisitos que estavam na IAS 27. Esta norma entra em vigor para períodos anuais iniciados a partir de 1º de Janeiro de 2013. CPC 19 Empreendimentos Conjuntos - O IFRS 11 substitui o IAS 31, Interesses em Empreendimentos Conjuntos e a SIC-13, Entidades Controladas em Conjunto - Contribuições Não Monetárias por Empreendedores. O IFRS 11 elimina a opção de contabilização de entidades controladas em conjunto (ECC) com base na consolidação proporcional. Em vez disso, as ECC que se enquadrarem na definição de empreendimento conjunto (joint venture) deverão ser contabilizadas com base no método da equivalência patrimonial. A aplicação desta nova norma terá impacto sobre a posição patrimonial e financeira da Companhia, eliminando a consolidação proporcional da joint venture. Esta norma entra em vigor para períodos anuais com início a partir 1º de janeiro de 2013, e deverá ser aplicada retrospectivamente a empreendimentos conjuntos mantidos na data da aplicação inicial. Com base em análises preliminares realizadas até o presente momento, demonstramos abaixo a estimativa dos possíveis impactos nos saldos apresentados de 2012: Saldos Impacto da Saldos 2012, Apresentados Adoção do após Adoção do em 2012 CPC 19 e CPC 36 CPC 19 e CPC 36 Balanço Patrimonial Ativo circulante 2.428.150 (274.395) 2.153.755 Ativo não circulante 845.731 (272.132) 573.599 Investimentos – 392.582 392.582 Imobilizado e intangível 49.774 (275) 49.499 Total dos Ativos 3.323.655 (154.220) 3.169.435 Passivo circulante 917.625 (105.266) 812.359 Passivo não circulante 1.751.126 (48.954) 1.702.172 Total dos Passivos 2.668.751 (154.220) 2.514.531 654.904 – 654.904 Patrimônio líquido dos controladores Total dos Passivos e Patrimônio Líquido 3.323.655 (154.220) 3.169.435 Demonstração do Resultado Receita operacional líquida 1.286.387 (253.102) 1.033.285 Custos operacionais (996.761) 180.849 (815.912) (Despesas)/receitas operacionais (126.104) 7.775 (118.329) Resultado de equivalência patrimonial 146 57.946 58.092 Resultado financeiro (33.722) (5.167) (38.889) (47.280) 11.699 (35.581) Imposto de renda e contribuição social Lucro líquido do exercício - Controladores 82.666 – 82.666 Lucro Líquido do Exercício 82.666 – 82.666 CPC 45 Divulgação de Participações em Outras Entidades - A IFRS 12 inclui todas as divulgações anteriormente incluídas na IAS 27 relacionadas às demonstrações financeiras consolidadas, bem como todas as divulgações que foram previamente incluídas na IAS 31 e IAS 28. Estas divulgações são relacionadas às participações de uma entidade em controladas, empreendimentos conjuntos, associadas e entidades estruturadas. Uma série de novas divulgações também são necessárias. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. CPC 18 Contabilização de Investimentos em Associadas e Joint Ventures (revisado em 2011) - Como conseqüência dos recentes IFRS 11 e IFRS 12, o IAS 28 passa a ser IAS 28 Investimentos em Associadas e Joint Ventures, e descreve a aplicação do método patrimonial para investimentos em joint ventures, além do investimento em associadas. Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013. CPC 46 Mensuração do Valor Justo - A IFRS 13 estabelece uma única fonte de orientação nas IFRS para todas as mensurações do valor justo. A IFRS 13 não muda a determinação de quando uma entidade é obrigada a utilizar o valor justo, mas fornece orientação sobre como mensurar o valor justo de acordo com as IFRS, quando o valor justo é exigido ou permitido. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. Não existem outras normas e interpretações emitidas até a emissão dessas demonstrações financeiras que possam convergir impactos na Companhia. A Companhia não espera impactos significativos sobre as demonstrações financeiras consolidadas na adoção inicial dos novos pronunciamentos e interpretações, exceto pelo IFRS 11, uma vez que a Companhia consolida proporcionalmente investimentos de controle compartilhado, o que não será mais permitido. 4. Caixa e Equivalentes de Caixa Os saldos de fundo fixo e conta-corrente bancária em instituições financeiras estão representados por: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Caixa 19 19 54 110 405.673 14.934 449.628 50.429 Bancos - conta movimento 405.692 14.953 449.682 50.539 Caixa e equivalentes de caixa 5. Títulos e Valores Mobiliários Representados por aplicações em fundos de investimento, com carteira composta por títulos com alta liquidez, sendo o vencimento superior a 90 dias da data da aquisição, cuja composição é a seguinte: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Fundo de aplicação financeira (a) 57.851 18.096 101.462 72.756 Operações compromissadas (b) – – 14.828 – – 621 115.726 4.742 Certificados de Depósito Bancário - CDBs (Renda Fixa) (c) 57.851 18.717 232.016 77.498 Total (a) Fundo constituído na forma de condomínio aberto que tem como objetivo buscar a valorização das cotas através da aplicação dos recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros, com alta liquidez não caracterizando uma operação de longo prazo, por meio de mercado ativo, e demais modalidades operacionais disponíveis no âmbito do mercado financeiro. A rentabilidade aproxima-se dos juros apurados pelo Certificado de Depósito Interbancário - CDI. De acordo com o regulamento do fundo, o patrimônio líquido está representado por: (i) No mínimo 80% de títulos públicos federais de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil - BACEN. (ii) No máximo 20% de títulos e valores mobiliários de renda fixa de empresas financeiras cujo emissor (ou emissão, se for o caso) esteja classificado, na data da aquisição, na categoria de baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação por agência de classificação de risco localizada no Brasil. Caso o título ou valor mobiliário receba classificações diferentes, prevalecerá aquela mais conservadora. O fundo não pode realizar operações especulativas nem operações que exponham o fundo a obrigações superiores ao valor de seu patrimônio líquido. Além disso, o fundo não pode estar exposto a determinados ativos, tais como ações, índice de ações e derivativos referenciados, com exceção de operações que se utilizem de tais instrumentos para produzir rendimentos predeterminados. (b) Refere-se à operação na qual o Banco vende títulos públicos ao cliente, com compromisso de recompra, e o cliente compra com compromisso de revendê-los ao Banco, com prazo definido e rendimento prefixado. A taxa de rendimento é de 100% do CDI. (c) CDB é um título nominativo emitido por bancos e vendido a investidores como captação de recursos, cuja rentabilidade pode ser definida como prefixada indexadas ao CDI. Podem ser resgatadas junto à instituição emissora, antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo não são auferidos rendimentos. A carteira do fundo de títulos e valores mobiliários mencionada no item (a) acima, está composta conforme descrito a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Certificados de Depósito Bancário - CDBs 6.121 1.332 10.735 5.355 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 11.136 8.147 19.531 32.755 Letras Financeiras do Tesouro Nacional - LTN 39.217 8.617 68.781 34.646 NTN (Nota do tesouro Nacional com características 1.377 – 2.415 – do CDB pós) Total 57.851 18.096 101.462 72.756 6. Clientes e Outras Contas a Receber Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Contas a receber por incorporação de imóveis (a) 141.711 260.439 1.430.659 1.371.274 Ajuste a valor presente (b) (1) (5.949) (12.742) (43.178) Prestação de serviços de construção – – 4.954 5.249 – – (1.288) (1.288) Provisão para perdas com recebíveis Total 141.710 254.490 1.421.583 1.332.057 Circulante 140.886 225.070 1.292.537 1.037.731 Não circulante 824 29.420 129.046 294.326 (a) Os valores relativos a contas a receber de imóveis são garantidos pelos próprios imóveis negociados e estão atualizados conforme cláusulas contratuais, como seguem: • Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de Construção Civil INCC. • Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados para as unidades que tiveram a opção por financiamento direto com a Companhia, a condição de amortização é pelo prazo de até 72 meses, corrigidos monetariamente pelo Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M, mais juros de 12% ao ano. (b) Saldo referente ao cálculo do ajuste a valor presente de contas a receber financeiro para unidades não concluídas apropriados proporcionalmente pelo critério descrito na nota nº 2.1.16 utilizando uma taxa de desconto de 3,66% a.a. em 31 de dezembro de 2012 e 5,49% a.a. em 31 de dezembro de 2011. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 a controlada HM registrou a título de provisão para perdas com recebíveis um montante de R$1.288, cuja parte substancial do saldo se refere a processo judicial relativo a valores devidos desde 2007. Esse conceito é considerado extraordinário diante do conceito de provisão para perdas. A constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa é considerada desnecessária pela Administração (salvo se extraordinário), considerando que é insignificante o percentual de perdas históricas sobre o saldo de contas a receber da Companhia e de suas controladas, em conjunto com a avaliação dos créditos vencidos (“aging”), tendo em vista que esses créditos se referem substancialmente a incorporações em construção, cuja concessão das correspondentes escrituras ocorre apenas após a liquidação e/ou negociação dos créditos dos clientes. Além disso, os recebíveis possuem como garantia o próprio imóvel. Anualmente, os vencimentos dos saldos do ativo não circulante são os seguintes: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2012 2014 479 115.236 2015 220 12.491 2016 125 301 2017 – 120 – 898 2018 em diante 824 129.046 Total 7. Imóveis a Comercializar Referem-se aos custos de aquisição dos terrenos para incorporação, terrenos disponíveis para venda, imóveis concluídos e construção dos empreendimentos a serem comercializados, incorridos até as datas dos balanços, como demonstrado a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Imóveis concluídos 9.641 4.003 34.914 26.355 Imóveis em construção 6.481 56.599 506.266 165.968 Terrenos para incorporação 159.805 159.341 415.729 1.107.270 Terrenos disponíveis para venda – 4.000 43.017 27.396 Outros 587 2.564 3.765 5.362 (–) Provisão para ajuste a valor recuperável (a) – – __(1.400) (1.400) 176.514 226.507 1.002.291 1.330.951 Total Circulante 38.764 88.912 294.834 359.721 Não circulante 137.750 137.595 707.457 971.230 (a) Refere-se a projeto descontinuado. A parcela do ativo não circulante da rubrica “Imóveis a comercializar” está representada substancialmente por terrenos para futuras incorporações e terrenos disponíveis para venda com o seguinte cronograma anual: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2012 2014 4.225 572.113 2015 133.525 135.344 Total 137.750 707.457 Juros capitalizados No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o valor de juros capitalizados é de R$587 (R$1.647 em 31 de dezembro de 2011) na controladora e R$9.084 (R$3.988 em 31 de dezembro de 2011) no consolidado. Destacamos os seguintes aspectos envolvendo os imóveis a comercializar: a) Em novembro de 2007, a Companhia, por meio de sua controlada em conjunto Camargo Corrêa - Cyrela Empreendimento Imobiliário Ltda. possuía um terreno adquirido por contrato definitivo de compra e venda. O contrato está sendo questionado judicialmente pela parte vendedora. O contrato de compra e venda de terreno entre as partes é irretratável; portanto, a Administração da Companhia, em conjunto com seus assessores jurídicos externos, considera tal questionamento impróprio e entende que não acarretará custos adicionais à Companhia. A Ação de Obrigação de Fazer, que tramita perante a 37º Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital/SP, onde Camargo Corrêa - Cyrela Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. figura como autora, tem como objeto a outorga da escritura definitiva de venda e compra, bem como a desocupação do imóvel e o recebimento das demais parcelas, que de forma injustificada os réus não querem cumprir os termos descritos no Instrumento Particular de Promessa de Venda e Compra com Condição Suspensiva e Resolutiva. A Ação foi julgada parcialmente procedente em primeira instância, e encontra-se em fase recursal diante da pendência de julgamento de recurso interposto por um dos réus. b) 31 de dezembro de 2012 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o Conselho de Administração da w w w. c c d i . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 23 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) Companhia ratificou a recomendação feita pela Administração da Companhia sobre a descontinuidade do • Parque Bacacheri. desenvolvimento dos seguintes projetos: • Anglo Aclimação. • Duque de Caxias. • Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário. • Itapoã. Não ocorreu o lançamento dos projetos citados anteriormente. Os efeitos contábeis decorrentes dos projetos • Jardim Sul I (Quadras 93 e 200). descontinuados foram reconhecidos nas demonstrações consolidadas do resultado no exercício findo em 31 de • Jardim Sul II (Quadras 153, 185, 188 e 189). dezembro de 2012, na rubrica de “Outras receitas (despesas) líquidas”, no total de R$988 na controladora e • Jardim Sul III (Quadras 105, 108, 109, 119, 124, 125, 127, 129, 130, 131 e 134). R$7.446 no consolidado. Adicionalmente, esses empreendimentos ainda apresentam saldos nas rubricas de • Santos. terrenos e contas a pagar no montante de R$1.143 na controladora e R$24.286 no consolidado. Tais saldos • Guarujá. permanecerão em aberto até a formalização dos distratos com os proprietários dos terrenos. A companhia não • Reserva da Mata. • Tobias Macedo. espera que hajam desembolsos superiores aos valores contabilizados. 8. Investimentos Dados das Investidas Participação Patrimônio Líquido 31/12/2012 31/12/2012 Controladas em conjunto: Camargo Corrêa-Cyrela Empreendimento Imobiliário Ltda. - SPE Camargo Corrêa-Cyrela Paulista 1230 Empreendimento Imobiliário Ltda. Camargo Corrêa - Rodobens Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI Itapoã Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI Jaw Holding Participações Ltda. CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda. Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 142 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda. Curitiba Cabral Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Rudbeckia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Saldanha Marinho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Washington Luis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Puebla Incorporadora Ltda. Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda. Controladas integrais: Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Aldeia da Serra Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Caieiras Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Rigveda Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Vila Olímpia Participações S.A. Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Empresarial Jardim Sul Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Guaratuba Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. HM Engenharia e Construções S.A. Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Itaguare Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Ixora Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Reserva São Lourenço Empreendimentos Imobiliários Ltda. Litoral Enseada Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Lote 27 RJ Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Pereskia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 39 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 129 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 190 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Recife Boa Viagem Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Rio de Janeiro - Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. SV Jacob Emerich Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Clivia Miniata Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 04 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 09 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 10 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 11 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI Vendas Imobiliárias Ltda. CCDI 13 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 14 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 15 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 16 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 17 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 18 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 19 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 20 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 21 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 22 Empreendimento Imobiliário Ltda. Gladiolo Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 23 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 24 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 25 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 26 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 27 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 28 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 29 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 30 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 31 Empreendimento Imobiliário Ltda. CCDI 32 Empreendimento Imobiliário Ltda. Subtotal Ágio em controladas - rentabilidade futura Total (1) (3)(13) (3)(13) – – (13) – – (3)(12)(13) – – (10) (13) (14) (13) – – (3)(13) (13) (17) (13) (3)(6)(16) (2) (3) (3) – – (5) (3) (7) (3) (11) (3) – (3) (4) (3) (8) – (3) (3) – – (3) – (9) (3) (15) (3) – (3) – – – – – (3) (3) – – – – (3) (3) (3) – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Resultado do Exercício 31/12/2012 Resultado de Equivalência Patrimonial 31/12/2012 50 50 50 50 50 70 70 70 55 74 90,71 50 55 74 60 70 70 71,97 65 70 50 5.732 204.571 42.398 61 23.608 45.596 11.089 289 2.206 15.495 – 10.880 120 7.294 37.064 10.563 17.034 8.681 – 6.513 – (292) 64.883 7.714 (7) 12.492 7.824 4.880 (1.093) (10) 6.769 646 3.798 540 2.534 16.712 4.765 1.889 4.995 – (115) – (121) 32.431 3.857 (4) 6.246 5.477 3.416 (765) (5) 5.009 585 1.898 296 1.875 10.027 3.336 1.322 3.595 (51) (81) (14) 2.835 102.321 21.195 30 12.304 31.918 7.763 207 1.213 11.466 – 9.000 66 5.389 22.239 7.394 12.279 6.432 – 4.572 – 2.981 58.572 17.222 34 6.898 26.441 4.347 961 1.219 6.457 27.626 6.046 8.321 1.131 13.111 4.059 7.843 2.836 77 3.801 6.262 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 81 4.985 60.020 10.954 8.463 29.835 252.551 16 84.883 2.720 13.426 4.818 (5.686) 13 268.530 32.868 4 2.399 3.878 8.390 5.004 5.914 865 18.291 12.011 3.465 17.264 383 28.216 27.823 9.926 6.902 12.698 1.288 20.683 20 7.714 5.724 7.008 5.213 313 479 4 8 9.555 2.646 1.163 15 20 13 11 8 8 9.616 3 5 3 6 3 – 29 9 7 8 8 7 7 5 6 5 5 5 (183) 274 26.212 (17.455) (3.752) (1) 37.493 11 (493) 629 6.067 (10) (887) (64) 46.289 6.884 (96) (39) 532 2.108 (189) (2) 9 (1.007) (1.830) (8) 4.506 (38) (3.972) 7.365 1.509 1.807 3.155 (13) 5.424 (2) (6.186) (329) (1.128) 775 (2) (3) (2) (536) 2.008 – 76 (2) (22) (1) (2) (485) (6) (26) (3) (376) (13) (9) (3) (632) (3) (10) (3) (2) (2) (3) (3) (5) (4) (5) (5) (5) (183) 274 26.212 (17.455) (3.752) (1) 37.493 11 (494) 629 6.067 (10) (887) (64) 8.796 6.884 (96) (39) 532 2.108 (189) (2) 9 (1.007) (1.830) (8) 4.506 (38) (3.972) 7.365 1.509 1.807 3.155 (13) 5.424 (2) (6.186) (329) (1.128) 775 (2) (3) (2) (536) 2.008 – 76 (2) (22) (1) (2) (485) (6) (26) (3) (376) (13) (9) (3) (632) (3) (10) (3) (2) (2) (3) (3) (5) (4) (5) (5) (5) 154.111 81 4.985 60.020 10.954 – 29.835 252.551 16 84.883 2.720 13.426 4.818 – 13 51.579 32.868 4 2.399 3.878 8.390 5.004 5.914 865 18.291 12.011 3.465 17.264 383 28.216 27.823 9.926 6.902 12.698 1.288 20.683 20 7.714 5.724 7.008 5.213 313 479 4 8 9.555 2.646 1.163 15 20 13 11 8 8 9.616 3 5 3 6 3 – 29 9 7 8 8 7 7 5 6 5 5 5 1.042.435 4.631 1.047.066 8.398 4.320 40.304 – 11.100 29.837 215.058 465 82.552 2.091 15.959 3.593 – 12 43.792 14.543 37 1.978 5.545 5.712 5.003 5.900 1.657 14.413 15.711 3.348 15.158 391 23.831 18.088 8.507 6.594 10.843 1.205 11.489 22 11.160 5.043 8.626 4.028 315 482 6 393 5.802 2.617 1.038 16 13 14 13 218 4 8.922 6 232 6 6 6 471 3 8 – – – – – – – – – – 883.149 4.861 888.010 (7) 154.111 (1) Controladas consolidadas proporcionalmente à participação. (2) Controladas consolidadas integralmente. (3) Sociedades que têm como objetivos específicos a construção, a incorporação e a venda de unidades imobiliárias localizadas nos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. A previsão de lançamento dos empreendimentos é entre os exercícios de 2013 e 2015. (4) Investimentos reclassificados para a rubrica “Outras contas a pagar”, no passivo não circulante, de R$5.685 em 31 de dezembro de 2012 e de R$8.187 em 2011. (5) Em 05 de abril de 2012, a Companhia firmou o contrato de venda da sociedade BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., a Canopus Holding S.A., entretanto, devido as cláusulas suspensivas previstas em contrato, a operação será concretizada em janeiro de 2013. Informamos que todo investimento desse empreendimento está considerado como Ativo classificado como mantido para venda. (6) Em 2011 a Companhia registrou um ágio na aquisição da Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda. no montante de R$228, que tem como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura. Em 2012 a Companhia vendeu a sua participação na sociedade (vide item nº 16 da nota nº 8). (7) Em 27 de agosto de 2007, a Companhia adquiriu 99,99% de participação na empresa subsequentemente Saldo dos Investimentos 31/12/2012 31/12/2011 denominada CCDI Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda. (“Hummock”). A Hummock tem por objetivo a participação em outras sociedades na qualidade de cotista ou acionista e foi utilizada na aquisição de 51%, ao preço de R$50.600, da HM, construtora e incorporadora, no interior do Estado de São Paulo. Em 7 de março de 2008, a Hummock adquiriu mais 25,72% do capital social da HM, ao preço de R$72.167. Adicionalmente, a Hummock adquiriu uma opção de compra de outros 4,28% do capital social da HM. Em 30 de maio de 2008, a Hummock exerceu a referida opção por um preço preliminar de R$5.877. Em 10 de agosto de 2009 e 17 de fevereiro de 2010, ocorreram pagamentos nos valores de R$4.885 e R$2.250, respectivamente, de acordo com o desempenho da HM quanto à geração de Valor Geral de Vendas - VGV, bem como da margem líquida decorrente da comercialização de lotes e/ou unidades autônomas condominiais integrantes de empreendimentos imobiliários lançados pela HM no exercício de 2008. Com base no desempenho dos anos 2009 e 2010, foram pagos R$2.000 em 1º de fevereiro de 2011. Estima-se que a Hummock deverá desembolsar o adicional de R$418 durante o exercício de 2013. Em virtude dessa operação foi gerado um ágio na Companhia, no montante de R$4.631, mantido em investimento em função do mesmo pertencer à controladora. O ágio da companhia para fim de consolidação está representado no item do intangível. O ágio tem como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura. w w w. c c d i . c o m . b r 24 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) (8) Em 7 de outubro de 2008, a Companhia adquiriu os 19% restantes do capital social da HM mediante o pagamento de R$12.400, mais 3.900 mil ações representativas do capital social da Companhia que estavam em tesouraria, alienadas sem ônus aos antigos sócios da HM. (9) Em 15 de março de 2011 e 02 de fevereiro de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada Morumbi Empreendimentos no valor total de R$44.411 e R$300, respectivamente. (10) Em 16 de junho de 2011, a Companhia aumentou o capital da controlada Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. em R$3.714, subscrevendo 3.714 novas cotas, alterando sua participação de 90,02% para 90,71%. Em 04 de setembro de 2012, a Companhia vendeu os 90,71% do capital social da sociedade a Perplan Empreendimentos e Urbanização Ltda. (11) Em 30 de maio de 2011, a Companhia, através de sua subsidiária Vila Olímpia Participações S.A., adquiriu de sua controladora indireta Participações Morro Vermelho S.A., participação de 100% das ações ordinárias na Viol SPE S.A. Os acionistas da entidade que irá empreender o projeto VIOL aprovaram o aumento de capital da referida controlada no valor total de R$792.000, a ser integralizado da seguinte forma: (i) R$726.433 em moeda nacional corrente de acordo com um cronograma previamente estipulado; e (ii) R$65.567 em direitos detidos pela controlada Vila Olímpia Participações S.A., relativos às despesas incorridas com “outorga onerosa do direito de construir”. Nessa data também foi assinado um acordo de investimento, o qual determina os ingressos de recursos na entidade, bem como as participações em receitas e o rateio das despesas. Os ingressos de recursos podem ser desproporcionais à participação da Companhia, dependendo da natureza dos custos a serem incorridos. Adicionalmente, a controladora da Companhia detém 100% das ações preferenciais da Viol SPE S.A., e tais ações transferem ao titular o direito de obter 40% das unidades a serem constituídas. (12) Em 30 de agosto de 2011, a Companhia alienou 30% das cotas representativas do capital social da controlada CCDI 03 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. para a Kallas Incorporações e Construções S.A. A perda contábil apurada na venda foi de R$1. (13) Os montantes na coluna “Investimento” não correspondem à aplicação do percentual sobre o patrimônio líquido da controlada devido aos aportes de capitais não proporcionais integralizados pela Companhia. (14) Em 01 de fevereiro de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada Ralien Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. no valor total de R$6.600. (15) Em 01 de março de 2012, a Companhia reduziu o capital, em espécie, da controlada Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. no valor total de R$5.500. (16) Em 18 de junho de 2012, a Companhia retirou-se da sociedade Massachusetts Empreendimentos Imobiliários Ltda., transferindo para Kallas Incorporações e Construções S.A. a totalidade das 18.301.500 quotas do capital de que é proprietária, todas devidamente subscritas e parcialmente integralizadas, no valor nominal de R$18.301.500, bem como os respectivos direitos e obrigações a ela inerentes. (17) Em 13 de Junho de 2012 a Companhia e a sócia Inter Rio Incorporadora S.A. na sociedade Washington Luis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., optaram pela dissolução da sociedade, considerada, portanto, extinta. A movimentação dos investimentos no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir: Saldos em 1º de janeiro de 2011 833.931 Aumento de capital 244.615 Adiantamento para futuro aumento de capital 38.181 Devolução de capital (73.542) Dividendos recebidos (92.822) Equivalência patrimonial (70. 589) Transferência para outras obrigações 8.196 40 Outros 888.010 Saldos em 31 de dezembro de 2011 Aumento de capital 53.814 Adiantamento para futuro aumento de capital 61.983 Devolução de capital (84.732) Dividendos recebidos (16.443) Equivalência patrimonial 154.111 Transferência para outras obrigações (2.501) Venda de participação (a) (7.148) (28) Outros 1.047.066 Saldos em 31 de dezembro de 2012 (a) Venda de participação mencionada na nota nº 8 (item 18). 9. Imobilizado A movimentação é como segue: Controladora Consolidado Custo 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 Edifícios e construções – – – – 6.346 46 – 6.392 Máquinas e equipamentos 1.374 160 – 1.534 2.994 489 (3) 3.480 Veículos – 62 – 62 3.542 143 (59) 3.626 Móveis, utensílios e instalações 1.180 101 (353) 928 1.177 116 (353) 940 Imobilizado em andamento – – – – 1.056 – – 1.056 Benfeitorias em imóveis de terceiros 1.372 1.813 (1.372) 1.813 2.124 1.820 (1.372) 2.572 – – – – 1.209 123 – 1.332 Outros Subtotal 3.926 2.136 (1.725) 4.337 18.448 2.737 (1.787) 19.398 Depreciação Edifícios e construções – – – – (1.022) (130) – (1.152) Máquinas e equipamentos (929) (219) – (1.148) (2.339) (616) 3 (2.952) Veículos – – – – (2.300) (602) 59 (2.843) Móveis, utensílios e instalações (477) (120) 177 (420) (701) (177) 177 (701) Benfeitorias em imóveis de terceiros (608) (537) 733 (412) (720) (549) 733 (536) – – – – (457) (230) – (687) Outros Subtotal (2.014) (876) 910 (1.980) (7.539) (2.304) 972 (8.871) 1.912 1.260 (815) 2.357 10.909 433 (815) 10.527 Total Controladora Consolidado Custo 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Edifícios e construções – – – – 6.605 27 (286) 6.346 Máquinas e equipamentos 1.311 151 (88) 1.374 2.519 570 (95) 2.994 Veículos – – – – 3.361 288 (107) 3.542 Móveis, utensílios e instalações 1.263 – (83) 1.180 1.223 36 (82) 1.177 Imobilizado em andamento – – – – 1.053 3 – 1.056 Benfeitorias em imóveis de terceiros 1.370 2 – 1.372 2.079 45 – 2.124 – – – – 968 241 – 1.209 Outros Subtotal 3.944 153 (171) 3.926 17.808 1.210 (570) 18.448 Depreciação Edifícios e construções – – – – (811) (212) 1 (1.022) Máquinas e equipamentos (789) (140) – (929) (1.872) (555) 88 (2.339) Veículos – – – – (1.823) (584) 107 (2.300) Móveis, utensílios e instalações (442) (35) – (477) (621) (162) 82 (701) Benfeitorias em imóveis de terceiros (471) (137) – (608) (551) (169) – (720) – – – – (251) (206) – (457) Outros Subtotal (1.702) (312) – (2.014) (5.929) (1.888) 278 (7.539) 2.242 (159) (171) 1.912 11.879 (678) (292) 10.909 Total As seguintes taxas percentuais são utilizadas para cálculo da depreciação: Taxa Anual de Depreciação - % Edifícios e construções 4 Móveis, utensílios e instalações 10 Benfeitorias em imóveis de terceiros 25 Equipamentos de informática 20 Máquinas e equipamentos 10 Veículos 20 10. Intangível A movimentação é como segue: Controladora Consolidado Custo 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 31/12/2011 Adições Baixas 31/12/2012 Direitos sobre sistemas e aplicativos 4.214 3.443 – 7.657 5.215 3.499 – 8.714 Ágio em controladas – – – – 41.008 – (228) 40.780 rentabilidade Subtotal 4.214 3.443 – 7.657 46.223 3.499 (228) 49.484 Amortização Direitos sobre sistemas e aplicativos (2.629) (724) – (3.344) (2.705) (737) – (3.442) Ágio em controladas – – – – (6.805) – – (6.805) rentabilidade Subtotal (2.629) (724) – (3.353) (9.510) (737) – (10.247) 1.585 2.719 – 4.304 36.713 2.762 (228) 39.247 Total Controladora Consolidado Custo 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Direitos sobre sistemas e aplicativos 4.159 55 – 4.214 4.624 593 (2) 5.215 Ágio em controladas – – – – 40.777 231 – 41.008 rentabilidade Subtotal 4.159 55 – 4.214 45.401 824 (2) 46.223 Amortização Direitos sobre sistemas e aplicativos (1.866) (763) – (2.629) (1.935) (770) – (2.705) Ágio em controladas – – – – (6.805) – – (6.805) rentabilidade Subtotal (1.866) (763) – (2.629) (8.740) (770) – (9.510) 2.293 (708) – 1.585 36.661 54 (2) 36.713 Total A Companhia e sua controlada Hummock adquiriram participação na HM com ágios nos montantes de R$4.631 e R$29.344 (líquidos de amortizações registradas até 2008), respectivamente. O ágio registrado em 31 de dezembro de 2012 foi alocado à controlada HM, que é considerada como uma unidade geradora de caixa, que corresponde ao segmento de baixa renda. A Administração efetua, anualmente, análise sobre a recuperação dos valores de ágio. As análises efetuadas pela Administração em 31 de dezembro de 2012 indicaram que não há necessidade de constituição de provisão para redução ao valor recuperável, pois o valor em uso é superior ao valor registrado. O valor em uso foi calculado através de fluxos de caixa descontados para os próximos cinco anos, apenas para os projetos em andamento na HM em 31 de dezembro de 2012. A taxa média de custo de capital utilizada nessas projeções, antes dos efeitos dos impostos, foi de 11%. A Administração acredita que qualquer tipo de mudança razoavelmente possível nas premissas-chave, nas quais o valor recuperável se baseia, não levaria o valor contábil total a exceder o valor recuperável total da unidade geradora de caixa. Em virtude da venda da empresa Massachusetts conforme nota nº 8 (itens 6 e 16) foi revertido o ágio registrado no montante de R$228. 11. Empréstimos e Financiamentos 11.1. Financiamentos para construção A composição dos financiamentos é como segue: Encargos Vencimento Controladora Créditos Imobiliários (b) Empreendimento Financeiros (a) Final 31/12/2012 31/12/2011 Banco Itaú S.A. Fotografia 10% a.a. + TR fev/14 24.353 5.806 Banco Itaú S.A. Fotografia 10,3% a.a. + TR jul/13 1.849 16.812 Banco Itaú S.A. Antigua 10% a.a. + TR mai/13 5.770 21.337 Banco Itaú S.A. Andorinha 10% a.a. + TR mar/14 30.601 24.848 Banco Itaú S.A. Oficina 10% a.a. + TR fev/13 – 25.021 Banco Itaú S.A. ID Jardim Sul 10,4% a.a. + TR fev/13 – 13.627 Banco Itaú S.A. Águas de Março 9,8% a.a. + TR mai/13 25.818 19.258 – 41.735 Banco Itaú S.A. Cond. Luiza 10,5% a.a. + TR jan/13 88.391 168.444 62.574 110.408 Parcela do circulante 25.817 58.036 Parcela do não circulante Encargos Vencimento Consolidado Créditos Imobiliários (b) Empreendimento Financeiros (a) Final 31/12/2012 31/12/2011 Banco Itaú S.A. In Berrini 10% a.a. + TR fev/14 24.353 5.806 Banco Itaú S.A. Fotografia 10,3% a.a. + TR jul/13 1.849 16.812 Banco Itaú S.A. Antigua 10% a.a. + TR mai/13 5.770 21.337 Banco Itaú S.A. Andorinha 10,% a.a. + TR mar/14 30.601 24.848 Banco Itaú S.A. Oficina 10% a.a. + TR fev/13 – 25.021 Banco Itaú S.A. ID Jardim Sul 10,4% a.a. + TR fev/13 – 13.627 Banco Itaú S.A. Águas de Março 9,8% a.a. + TR mai/13 25.817 19.257 Banco Itaú S.A. Cond. Luiza 10,5% a.a. + TR jan/13 – 41.736 Banco Itaú S.A. Marília Vogt 10,4% a.a. + TR ago/12 – 2.813 Banco Itaú S.A. Quadra 193 10% a.a. + TR mai/13 16.451 – Banco Itaú S.A. Rababe Holding 9,57% a.a. + TR abr/14 24.582 7.529 Banco Itaú S.A. The Park (Vivere) 9,57% a.a. + TR abr/14 55.548 – Banco Itaú S.A. Aqua Clube 10,4% a.a. + TR set/13 47.303 37.966 Banco Itaú S.A. Quadra 165 10% a.a. + TR ago/13 9.368 5.601 Banco Itaú S.A. Niterói 10,5% a.a. + TR nov/13 37.612 11.912 Banco Itaú S.A. Quadra 167 10% a.a. + TR ago/14 16.922 4.683 Banco Itaú S.A. Curitiba Capanema 10% a.a. jun/15 18.584 – Banco Itaú S.A. Curitiba Corujão 10,10% a.a. set/15 5.227 – Banco Itaú S.A. Curitiba Água Verde 10% a.a + TR out/13 59.424 13.809 Banco Itaú S.A. Quadra 41 Jardim Sul 10% a.a + TR mar/14 36.636 7.794 Banco Itaú S.A. Curitiba Cabral 10% a.a. jun/15 5.825 – Banco Itaú S.A. CCDI 06 9,8% a.a. jun/14 19.151 – Banco Itaú S.A. Connect Campos 10,5% a.a. nov/13 7.610 – Banco Bradesco S.A. Vila Marina 10% a.a. + TR jun/13 17.711 53.246 Banco Bradesco S.A. João Ramalho 10% a.a. + TR mar/12 – 4.985 Banco Bradesco S.A. Empresarial Jardim Sul 10,8% a.a. + TR jun/12 – 22.099 Banco Bradesco S.A. Vila Rica 10% a.a. + TR mai/12 – 13.064 Banco Bradesco S.A. Jacob Emerich 10% a.a. + TR mar/12 – 20.551 Banco Bradesco S.A. Eco’s Natureza 10% a.a. + TR fev/12 – 19.085 Banco Bradesco S.A. Interclube II - Lote 3 9,6% a.a. + TR fev/13 24.117 9.949 Banco Bradesco S.A. Interclube III - Lote 2 9,6% a.a. + TR jun/12 – 8.656 Banco Bradesco S.A. Interclube IV - Lote 1 9,6% a.a. + TR jun/12 – 8.634 Banco Bradesco S.A. Quadra 43 9,8% a.a. + TR jun/14 11.305 2.121 Banco Bradesco S.A. CCDI 02 9,8% a.a. + TR jun/14 11.418 2.765 Banco Bradesco S.A. Villa Allegra 9,8% a.a. + TR set/13 13.507 5.608 Banco Santander S.A. Innova I 9% a.a. + TR abr/12 – 3.042 Banco Santander S.A. Innova II 9% a.a. + TR abr/12 – 12.957 Banco Santander S.A. Innova III 9% a.a. + TR abr/12 306 11.536 Banco Santander S.A. Innova IV 9% a.a. + TR jul/13 5.087 11.600 Banco Santander S.A. Cores Jardim Sul 10,5% a.a. + TR ago/12 – 16.905 Banco Santander S.A. Jaw Holding 10,2% a.a. + TR jun/13 35.878 24.442 Banco Santander S.A. Quadra 150 10,2% a.a. + TR mai/13 31.200 6.997 Banco do Brasil Boa Vista 8,3% a.a + TR out/15 – 15.686 Caixa Econômica Federal Cores Vermelho 9,5% a.a. + TR mai/13 – 3.982 Caixa Econômica Federal Barrocão 8,3% a.a. + TR mar/15 41.909 6.649 Caixa Econômica Federal Brisas da Mata 9,5% a.a. + TR abr/13 321 2.079 Caixa Econômica Federal Boa Vista 8,3% a.a. + TR dez/15 1.044 – Caixa Econômica Federal Campinas 8,3% a.a. + TR jul/19 2.702 – Caixa Econômica Federal Campo Florido 8% a.a. + TR jul/13 3.097 8.575 Caixa Econômica Federal HM 01 8,3% a.a. + TR jun/14 1.123 2.007 Caixa Econômica Federal HM 06 8,3% a.a. + TR abr/14 7.213 8.886 Caixa Econômica Federal HM 11 8,3% a.a. + TR out/14 3.399 265 Caixa Econômica Federal HM 12 8,3% a.a. + TR out/14 1.960 216 Caixa Econômica Federal HM 15 8,3% a.a. + TR ago/16 9.929 – Caixa Econômica Federal HM 16 8,3% a.a. + TR set/14 5.160 5.215 Caixa Econômica Federal HM 17 8,3% a.a. + TR nov/14 10.477 1.911 Caixa Econômica Federal HM 18 8,3% a.a. + TR fev/16 9.141 1.413 Caixa Econômica Federal HM 25 8,3% a.a. + TR jan/17 20.961 2.230 Caixa Econômica Federal HM 30 8,3% a.a. + TR jan/17 18.336 – Caixa Econômica Federal Jaguariúna I 8% a.a. + TR abr/13 85 194 Caixa Econômica Federal Jaguariúna II 8% a.a. + TR fev/14 2.030 4.778 Caixa Econômica Federal Jaguariúna III 8,3% a.a. + TR ago/14 23.019 9.819 Caixa Econômica Federal Recanto dos Sonhos 8,3% a.a. + TR mar/14 19.821 9.064 Caixa Econômica Federal Recanto dos Sonhos 8,3% a.a. + TR jan/15 – 6.602 Caixa Econômica Federal Hortolândia 4A 8% a.a. + TR set/15 31.032 – 3.703 8.614 Caixa Econômica Federal Sumaré Matão 8,3% a.a. + TR jan/14 815.624 616.978 Finame-Caixa Econ. Federal Cosmópolis 6% a.a. + TR mai/12 – 318 140 180 Financ.Veículo - Bco. Toyota 16,90% a.a. jun/16 815.764 617.476 410.492 396.586 Parcela do circulante 405.272 220.890 Parcela do não circulante (a) TR - Taxa Referencial. (b) Os créditos imobiliários estão garantidos por hipotecas dos respectivos imóveis. Determinados contratos de financiamento regem sobre o vencimento antecipado dos créditos contratados pela Companhia em caso de descumprimento de certas obrigações, entre elas: • Aplicação integral dos recursos no empreendimento; • Alteração do projeto; • Apresentar o Habite-se dentro do prazo especificado no contrato; w w w. c c d i . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 25 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) • Retardamento ou paralisação da obra por prazo superior a 90 dias; • Falência, recuperação judicial e ou insolvência; • Mudança do controle societário; • Cessão ou transferência de direitos e obrigações; • Desapropriação do imóvel em garantia; • Alienação ou constituição de ônus ou gravames sobre o imóvel dado em garantia; • Reforço das garantias quando solicitado pelo banco; • Utilização de materiais em desacordo com a legislação ambiental e trabalhista; • Manter em dia o recolhimento de impostos, taxas e contribuições relacionados ao empreendimento objeto do financiamento; • Protesto ação judicial ou extrajudicial do devedor, fiador ou avalista que afetem os direitos creditórios do banco. Diante das condições citadas acima, a Companhia está adimplente com todas essas obrigações. Em 31 de dezembro de 2012, os saldos de financiamentos registrados no não circulante possuem o seguinte cronograma de vencimento anual: Controladora Consolidado 2014 25.817 316.876 2015 – 86.929 – 1.467 2016 25.817 405.272 Total A movimentação dos financiamentos no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Saldo inicial 168.444 100.889 617.476 363.236 Captações de empréstimos e financiamentos 96.666 121.357 654.434 494.820 Encargos provisionados 16.032 14.425 66.397 52.484 Amortização de juros (10.925) (11.195) (51.902) (43.328) (181.826) (57.032) (470.641) (249.736) Amortização do principal Saldo final 88.391 168.444 815.764 617.476 12. Debêntures Controladora Consolidado Descrição Encargos Vencimento 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Série única (a) 100% CDI + 1,9% a.a. dez/15 801.751 400.969 801.751 400.969 180 dias Após Série única (b) conclusão 10,45% a.a. + – – 119.963 12.614 da Obra TR Total das debêntures 801.751 400.969 921.714 413.583 Custos de transação (2.924) (2.551) (2.924) (2.551) a amortizar 798.827 398.418 918.790 411.032 Total das debêntures Debêntures 1.751 969 1.751 969 Custos de transação (917) (733) (917) (733) a amortizar Circulante 834 236 834 236 Debêntures 800.000 400.000 919.963 412.614 Custos de transação (2.007) (1.818) (2.007) (1.818) a amortizar Não Circulante 797.993 398.182 917.956 410.796 Em 31 de dezembro de 2012, os saldos de debêntures registrados no não circulante possuem o seguinte cronograma de vencimento anual: Controladora Consolidado 2014 200.000 200.000 2015 200.000 200.000 2016 – – 2017 80.000 199.963 2018 120.000 120.000 200.000 200.000 2019 800.000 919.963 A movimentação das debêntures no exercício findo em 31 de dezembro de 2012 está demonstrada a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Saldo inicial 398.418 397.865 411.032 397.865 Emissão de debêntures 400.000 – 500.586 12.500 Custo na emissão de debêntures – – Encargos provisionados 42.794 53.074 49.556 53.188 Amortização do principal (42.385) – (42.384) – Amortização de juros – (53.251) – (53.251) – 730 – 730 Reconhecimento dos custos de emissão 798.827 398.418 918.790 411.032 Saldo final (a) Saldo refere-se à 1ª emissão de 400 debêntures simples, em 23 de dezembro de 2009, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, com valor nominal unitário de R$1.000, objeto de distribuição pública, em regime de garantia firme, com esforços restritos de colocação nos termos da Instrução CVM nº 476, de 16 de janeiro de 2009, e dispensa de registro na CVM. Conforme 1º aditivo contratual denominado “Primeiro Aditamento ao Instrumento Particular de Escritura da primeira emissão de Debêntures Simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, para distribuição pública com esforços restritos, da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A.”, datado de 24 de dezembro de 2010, o vencimento foi alterado de 23 de dezembro de 2012 para 23 de dezembro de 2015, ressalvadas as hipóteses de vencimento antecipado previstas na escritura de emissão, entre as quais destacamos: (i) descumprimento, pela Companhia, de qualquer obrigação não pecuniária relacionada às debêntures; (ii) mudança ou transferência, a qualquer título, do controle societário da Companhia; (iii) transformação da Companhia em sociedade limitada; e (iv) caso haja decretação do vencimento antecipado de qualquer operação financeira (empréstimos locais, estrangeiros, instrumento derivativo e outras operações similares). As debêntures fazem jus ao pagamento de juros remuneratórios correspondentes a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI, “over extra grupo” (“Taxa DI”), calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, acrescida de 1,9%, expressa na forma percentual ao ano, base 252 dias úteis. O pagamento dos juros remuneratórios será realizado semestralmente, a partir da data de emissão, sendo o primeiro pagamento devido em 23 de junho de 2010 e o último em 23 de dezembro de 2015. (b) Em 30 de novembro de 2011, a controlada Vila Olímpia Participações S.A. emitiu 120.000.000 de debêntures, em série única, não conversível em ações, cujo valor nominal de cada debênture é de R$1,00 na data de emissão. A remuneração é de 100% da variação da TR do exercício, acrescida de juros de 10,45% ao ano. Os recursos captados pela emissora serão utilizados única e exclusivamente para integralização do capital social da Viol SPE S.A. (descrita na nota nº 8 no item 11), para construção e desenvolvimento do empreendimento imobiliário que constitui o objetivo social específico da Viol SPE S.A. O vencimento ocorrerá 180 dias a partir da data de expedição do auto de conclusão da obra, a ser expedido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, relativo à última das duas torres componentes do empreendimento. O valor nominal e de remuneração das debêntures deverão ser pagos em uma única parcela na data de vencimento. A Companhia é garantidora solidária das debêntures. Em 30 de novembro de 2011, a Participações Morro Vermelho S.A. (“PMV”), controladora indireta da Companhia, subscreveu as 120.000.000 de debêntures, pelo valor unitário de R$1,00. Até o período findo em 31 de dezembro de 2012 a PMV integralizou 113.086.000 debêntures, as quais perfazem o saldo de R$119.963. As 6.914.000 debêntures restantes serão integralizadas em etapas, de acordo com cronograma estipulado, até dezembro de 2012. Nos termos vinculantes do instrumento particular de “Escritura de Debêntures”, no caso de alienação pela Viol SPE S.A. da totalidade das unidades autônomas do empreendimento de propriedade indireta da Vila Olímpia Participações S.A., a Participações Morro Vermelho S.A. poderá declarar o vencimento antecipado das debêntures e exigir o valor do principal e da remuneração devido naquele momento. É facultado ao Agente Fiduciário, declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações relativas às Debêntures para os casos abaixo: • Não pagamento das obrigações pecuniárias previsto na escritura; • Decretação do vencimento antecipado de qualquer operação financeira da Emissora ou Controladas, cujo valor agregado supere R$10.000.000,00 (dez milhões de reais); • Mudança ou transferência de controle societário da emissora de forma que seus controladores passem a possuir menos de 50% mais uma ação do seu capital votante; • Protesto ou Ação Judicial transitada e julgada em valor superior a R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) e não liquidada dentro do prazo legal; • Falência, recuperação judicial e ou insolvência da emissora ou controlada; • Ato Governamental com objetivo de sequestrar, expropriar, nacionalizar ou desapropriar ativos, propriedades ou ações do capital da emissora; • Autuações de caráter fiscal, ambiental ou defesa da concorrência superior a R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) não justificadas dentro do prazo legal; • Transformação da emissora em sociedade limitada; • Atos que dependem da anuência dos Debenturistas; • Alteração substancial das atividades da emissora; • Redução do capital e/ou alteração do estatuto que afetem o cumprimento das obrigações da emissora; • Pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio caso a emissora esteja inadimplente com suas obrigações pecuniárias; • Transferência ou cessão de direitos e obrigações; 13. Provisões para Demandas Administrativas e Judiciais A Companhia e suas controladas são partes envolvidas em processos judiciais de natureza trabalhista, tributária e cível, que se encontra em fase de defesa administrativa ou em trâmite na esfera judicial. Em bases periódicas, a Administração revisa o quadro de riscos conhecidos, avalia as chances de perdas e ajusta a respectiva provisão considerando a opinião de seus assessores jurídicos internos e externos e demais dados disponíveis nas datas dos balanços, tais como a natureza dos processos e a experiência. A movimentação dos montantes provisionados, segundo a natureza dos respectivos processos, é como segue: Controladora 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Adições Trabalhistas 29 250 (88) 191 302 Fiscais 393 121 (272) 242 122 220 9 (228) 1 5.335 Cíveis 642 380 (588) 434 5.759 Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia e suas controladas estão envolvidas em processos no montante de R$36.193 (R$25.723 em 31 de dezembro de 2011), relacionados a riscos cuja probabilidade de perda é considerada como possível, sendo parte substancial desse montante relativa a processos cíveis. A HM está envolvida em processos de natureza cível, que totalizam R$20.257 (R$19.761 em 31 de dezembro de 2011). Conforme contrato celebrado com os antigos proprietários da HM, estes se comprometeram a reembolsar a Companhia no caso de eventual perda relativa a qualquer processo originado em data anterior à aquisição. 14. Obrigações pela Compra de Terrenos Controladora Consolidado Indexador 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Obrigações pela compra de terrenos – – 1.556 12.770 Espécie INCC/IGP-M – – 1.556 12.770 Total Passivo circulante – – 1.556 7.349 Passivo não circulante – – – 5.421 Em 31 de dezembro de 2012, as parcelas de obrigação pela compra de terrenos do não circulante possuem previsão para liquidação no ano de 2014. Controladora Consolidado Indexador 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Obrigações pela compra de terrenos 152.922 181.273 433.071 708.395 Permuta financeira INCC 152.922 181.273 433.071 708.395 Total Passivo circulante 32.306 43.083 266.730 199.065 Passivo não circulante 120.616 138.190 166.341 509.330 O ajuste a valor presente registrado sobre os referidos montantes é de R$18 (R$594 em 31 de dezembro de 2011) na controladora e R$1.221 em 31 de dezembro de 2012 (R$7.647 em 31 de dezembro de 2011) no consolidado. Em 31 de dezembro de 2012, as parcelas de obrigações pela compra de terrenos do não circulante são classificadas pela Administração com base na expectativa dos prazos de lançamento e entrega dos empreendimentos imobiliários e possuem o seguinte cronograma anual de vencimento: Controladora Consolidado 2013 133 9.624 2014 – 36.234 120.483 120.483 2015 120.616 166.341 Total 15. Adiantamento de Clientes Conforme orientação técnica OCPC 01 (R1), do montante total registrado na rubrica de “adiantamento de clientes” totalizados em R$261.121 (circulante e não circulante), R$261.023 são valores relativos de permutas físicas em 31 de dezembro de 2012 (R$335.132 em 31 de dezembro de 2011). Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Circulante – – 18.816 43.016 – – 242.305 292.116 Não circulante – – 261.121 335.132 16. Patrimônio Líquido O capital social em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 é de R$540.189 e está representado por 109.386.561 ações ordinárias sem valor nominal. 16.1. Destinações do resultado do exercício De acordo com o Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido do exercício tem a seguinte destinação: (i) 5% para reserva legal, até atingir 20% do capital social ou quando o saldo da reserva legal acrescido das reservas de capital exceder 30% do capital social; (ii) 15% do saldo remanescente para pagamento de dividendos obrigatórios. Baixas (76) – – (76) 31/12/2012 417 364 5.336 6.117 31/12/2010 161 393 952 1.506 Adições 612 271 1.518 2.401 Baixas (473) (272) (435) (1.180) Consolidado 31/12/2011 Adições 300 2.294 392 193 2.035 5.931 2.727 8.418 Baixas (371) – (781) (1.152) 31/12/2012 2.223 585 7.185 9.993 A Companhia destinou seu lucro conforme demonstração: Lucro líquido do exercício de 2012 82.666 (–) Constituição de reserva legal (5%) (4.133) Dividendos Propostos (R$0,10 por ação) (11.780) (–) Constituição de reserva de investimentos (66.753) 16.2. Reservas de lucros e distribuição de dividendos Reserva legal e retenção de lucros O estatuto social da Companhia prevê que o lucro líquido do exercício, após a destinação da reserva legal, na forma da lei, poderá ser destinado para a reserva de contingências, a retenção de lucros prevista em orçamento de capital a ser aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas ou a reserva de lucros a realizar, observado o artigo 198 da Lei nº 6.404/76. 16.3. Ações em tesouraria Em 29 de novembro de 2012, os acionistas aprovaram a retificação do número de ações em 3.613.439, provenientes do resgate de ações remanescentes da OPA, restando um saldo de 51.694 ações em tesouraria e que serão canceladas. 16.4. Adiantamento para futuro aumento de capital Em 30 de outubro de 2012 a Holding Camargo Corrêa S.A. aportou na companhia o montante de R$20.020 a título de adiantamento para futuro aumento de capital, utilizado para resgate de ações em decorrência do fechamento do capital da Companhia. 16.5. Programa de Incentivo de Longo Prazo Em 01 de novembro de 2012 deu-se o encerramento do Programa de Incentivo de Longo Prazo (ILP) e cancelamento das outorgas concedidas em virtude do fechamento de capital. 16.6. Opções de Ações Em 01 de novembro de 2012 em virtude do cancelamento das outorgas, foi revertido o montante total destinado ao stock-options no valor de R$784. 17. Imposto de Renda e Contribuição Social O imposto de renda e a contribuição social diferidos são constituídos sobre as diferenças temporárias entre a base fiscal e a base contábil de ativos e passivos, incluindo a diferença entre os critérios para reconhecimento das receitas, dos custos e das despesas pelo método do custo incorrido da obra comparados com os critérios utilizados para fins fiscais. Os saldos dos impostos diferidos são como segue: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 No ativo: Prejuízo fiscal e base negativa de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL – 4.494 – 4.494 Diferenças temporárias 1.807 5.530 4.727 6.730 1.807 10.024 4.727 11.224 No passivo: Diferença no reconhecimento do resultado da venda de unidades imobiliárias: Circulante 256 – 37.997 16.153 Não circulante 23 1.957 4.263 20.283 Total 279 1.957 42.260 36.436 O PIS e a COFINS diferidos, também são registrados para refletir os efeitos fiscais decorrentes de diferenças temporárias entre a base fiscal, que determina a tributação, conforme o recebimento (Instrução Normativa nº 84/79 SRF) e a efetiva apropriação do lucro imobiliário. w w w. c c d i . c o m . b r 26 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) A apuração dos impostos diferidos e correntes para os exercícios estão apresentadas a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social 89.206 (191.649) 129.941 (165.821) Alíquota vigente 34% 34% 34% 34% Expectativa de benefícios (despesa) de imposto de renda e contribuição social (30.330) 65.161 (44.180) 56.379 Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre as diferenças permanentes: Equivalência patrimonial 52.398 (24.000) – – Adições permanentes, líquidas das exclusões 1.437 (989) 1.484 (750) Compensação de prejuízo fiscal e base negativa durante o período, não reconhecidos em exercícios anteriores – – 6 15 Reversão do efeito da tributação do lucro real das sociedades optantes pelo lucro presumido – – 61.182 (13.370) Tributação pelo regime de lucro presumido, utilizando a receita bruta de vendas como base para cálculo – – (37.432) (28.712) Outros – (4.665) 2.254 (3.883) Imposto de renda e contribuição social diferidos não constituídos sobre prejuízos fiscais (*) (30.045) (36.660) (30.594) (36.660) Receita (despesa) contabilizada (6.540) (1.153) (47.280) (26.981) Imposto de renda e contribuição social - correntes – – (31.648) (24.395) Imposto de renda e contribuição social - diferidos (6.540) (1.153) (15.632) (2.586) (*) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia não constituiu créditos de imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os saldos de prejuízos fiscais, base negativa e diferenças temporárias no montante de R$30.045, em virtude de não atender a todos os requisitos das práticas contábeis adotadas no Brasil para esse reconhecimento. O montante acumulado de prejuízo fiscal e base negativa pela Companhia em 31 de dezembro de 2012 é de R$430.888. De acordo com a legislação fiscal vigente, prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social não estão sujeitos a prazo de prescrição, mas sua utilização está limitada a 30% dos lucros anuais tributáveis futuros. Em 31 de dezembro de 2012 a controladora da Companhia reverteu todo seu Ativo Diferido sobre Prejuízo Fiscal e Diferenças Temporárias no montante de R$10.024, por não existir expectativa de realização de lucros nos próximos anos. 18. Instrumentos Financeiros 18.1. Estrutura de capital A estrutura de capital da Companhia é representada por capitais próprios e de terceiros, sendo os capitais de terceiros substancialmente compostos por empréstimos, financiamentos e debêntures, detalhados nas notas explicativas nº 11 e nº 12, deduzidos pelo caixa e títulos e valores mobiliários. Essa estrutura é considerada adequada pela Administração. 18.2. Categorias de instrumentos financeiros Notas Controladora Consolidado Explicativas 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Ativos financeiros Avaliados pelo método do custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa (4) 405.692 14.953 449.682 50.539 Títulos e valores mobiliários (5) – 621 130.554 4.742 Valor justo ao resultado: Títulos e valores mobiliários (5) 57.851 18.096 101.462 72.756 Passivos financeiros Custo amortizado: Empréstimos e financiamentos (11) 88.391 168.444 815.764 617.476 Debêntures (12) 798.827 398.418 918.790 411.032 Obrigações por compra de terreno (14) 152.922 181.273 434.627 721.165 Fornecedores 6.965 12.130 42.323 53.747 Partes relacionadas (19) 135.310 40.150 1.213 1.407 18.3. Objetivos da administração dos riscos financeiros O Departamento de Tesouraria Corporativa do Grupo Camargo Corrêa presta serviços às empresas, coordena o acesso aos mercados financeiros domésticos e estrangeiros e monitora e administra os riscos financeiros relacionados às operações do Grupo Camargo Corrêa por meio de relatórios de riscos internos que analisam as exposições por grau e relevância dos riscos. Esses riscos incluem o risco de mercado (inclusive risco de moeda, risco de taxa de juros e outros riscos de preços), o risco de crédito e o risco de liquidez. 18.4. Gestão de risco de crédito O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. A Companhia adota a política de apenas negociar com clientes e instituições financeiras que possuam capacidade de crédito. Adicionalmente, as vendas são garantidas pelos próprios imóveis. 18.5. Gestão do risco de taxa de juros A Companhia está exposta ao risco de taxa de juros, uma vez que ela e suas controladas obtêm empréstimos com taxas de juros prefixadas e índices de correção de mercado. Esse risco é administrado pela Companhia através da negociação de taxas de juros em níveis compatíveis com o mercado. • Análise de sensibilidade da taxa de juros Em 31 de Dezembro de 2012, a análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros ativos e passivos, expostos às variações de taxas de juros, e os seus respectivos impactos no resultado do exercício estão demonstrados para o exercício de 360 dias, conforme segue: Controladora Operação Risco Cenário I Cenário II Cenário III Exposição a índices variáveis: Ativo: CDI Decréscimo do índice 4.078 3.059 2.039 Passivo: TR Acréscimo do índice 9 11 13 CDI Acréscimo do índice 56.317 70.397 84.476 IPCA Acréscimo do índice 8.029 10.036 12.043 Consolidado Operação Risco Cenário I Cenário II Cenário III Exposição a índices variáveis: Ativo: CDI Decréscimo do índice 16.357 12.268 8.179 Passivo: TR Acréscimo do índice 82 102 122 CDI Acréscimo do índice 64.775 80.968 97.162 IPCA Acréscimo do índice 72 90 108 O cenário I reflete as expectativas para 360 dias, a partir da data do balanço, disponibilizadas no mercado financeiro para cálculo dos valores futuros de tais operações, sendo 7,05% ao ano para o CDI, 5,93% ao ano para o IPCA e 0,01% ao ano para a TR. O cenário I representa as melhores estimativas da Companhia, considerando as informações disponíveis no momento de encerramento das demonstrações financeiras. O cenário II considera uma alta ou queda dos índices variáveis, dependendo da natureza do risco, de 25%, e o cenário III, de 50%. A Companhia e suas controladas estão expostas a taxas de juros flutuantes, principalmente relacionadas às variações da TR, do IPCA e do CDI, nos empréstimos, debêntures e partes relacionadas a pagar. As aplicações financeiras são, na sua maioria, vinculadas à variação do CDI. Durante o período findo em 31 de dezembro de 2012 e 2011, não há contratos vigentes relativos a operações com derivativos na Companhia. 18.6. Gestão do risco de liquidez A responsabilidade final pelo gerenciamento do risco de liquidez é do Conselho de Administração, que elaborou um modelo para o gerenciamento das necessidades de captação e gestão de liquidez no curto, médio e longo prazo. A Companhia e suas controladas gerenciam o risco de liquidez mantendo adequadas reservas, linhas de crédito bancárias e linhas de crédito para captação de empréstimos que julgue adequados, através do monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais, e pela combinação dos perfis de vencimento dos ativos e passivos financeiros. 18.7. Valor justo dos instrumentos financeiros Os valores contábeis dos instrumentos 31 de dezembro de 2012 e de 2011, que se encontram registrados pelo custo amortizado, de acordo com a nota nº 18.2, aproximam-se do valor justo, uma vez que a natureza e a característica das condições contratadas se assemelham àquelas disponíveis no mercado nas datas dos balanços. 18.8. Valor justo dos instrumentos financeiros: Mensurações ao valor justo reconhecidas no balanço patrimonial Os instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial são agrupados pelos níveis 1 a 3 com base no grau observável do valor justo: - Mensurações de valor justo de nível 1 são obtidas de preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. - Mensurações de valor justo de nível 2 são obtidas por meio de outras variáveis além dos preços cotados incluídos no nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, com base em preços). - Mensurações de valor justo de nível 3 são obtidas por meio de técnicas de avaliação que incluem variáveis para o ativo ou passivo, mas que não têm como base os dados observáveis de mercado (dados não observáveis). Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os únicos montantes classificados a valor justo, conforme a nota nº 18.2, referem-se aos títulos e valores mobiliários, cuja mensuração utilizou valores disponíveis de negociação em mercados ativos e, consequentemente, foi classificada no nível 1. 19. Partes Relacionadas Controladora 31/12/2012 31/12/2011 Ativo Não Passivo Ativo Não Passivo Circulante Circulante Circulante Circulante Classificados como partes relacionadas: Almeida Torres 119 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. BH Buritis Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Camargo Corrêa S.A. CCDI 07 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI 08 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI Empresarial Jardim Sul Empreendimentos CCDI Jaw Holding Participações Ltda. CCDI Rameu Holding Participações Ltda. Aclimação Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI Alpan Alphavile Empreendimento SPE Ltda. CCDI Santista Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. CCDI TPA Taboão da Serra I Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Central Park Alto de Pinheiros Empreendimento Imobiliário Ltda. Clube Aquático Pinheiros Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a) Curitiba Água Verde Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Curitiba Barigui Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Curitiba Cabral Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Curitiba Capanema Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Cyrela Commercial Properties S.A. Empreendimentos e Participações HM Engenharia e Construções S.A. Interlagos Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. João Ramalho Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. JSL Participações Ltda. Kallas Incorporações e Construções Ltda. Lote 27 RJ Empreendimentos Imobiliários Ltda. Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Morumbi Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Ponta da Praia Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 138 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 150 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 165 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 167-A Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 167-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 193 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 43 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 43-B Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Quadra 41 Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda. Rio de Janeiro Niterói Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. TPA Participações Ltda. Vila Allegra São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Vila Olímpia Participações S.A. VIOL Empreendimentos Imobiliários Ltda. Vila São Francisco Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Zolma Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Zunkie Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Outros Total 99 112 – 19 3 8.630 – 105 – – – 19.243 8.919 5 – 31 – 1.000 – – – 1.280 – – – – 43 – – – – 128 – – 8.919 – – – – – – 7.275 – – – – – 617 82 1 – – 29.383 604 1.690 516 17.000 – 1.727 2.740 – – – – – – – – – 203 – 336 – – – – – – – 187 56 – 46 – – 8.756 – – – 920 – 3.000 1 – – – 410 – 410 – 810 6.710 – 5.900 32 8.016 – – – 300 – – – 6.000 – 5.500 61 1.150 – – 98 – 31 – 128 2.000 – – 92 2.000 – – 105 2.000 26 – 39 2.000 – – 218 – 55 – 219 – 54 – 170 5.350 44 – – – – 8.030 91 – – – 184 – – – – 1.800 – – 251 – – – 3.497 – – – – 4.170 – – 1.056 – 1.056 – 686 – 685 – – – 121 800 17.872 135.310 2.699 40.150 Controladora 31/12/2012 31/12/2011 Resultado/ Despesas Resultado/ Despesas Custos Administrativas Custos Administrativas Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a) – 6.797 – 8.140 Malta Vigilância e Segurança Ltda. – 118 – 547 Condomínio Centro Empresarial Camargo Corrêa – 499 – 1.877 Camargo Corrêa S.A. – 38 – 86 Participações Morro Vermelho S.A. – 325 – 1.051 InterCement Brasil S.A. (b) 262 – 2.615 – HM Engenharia e Construções S.A. – 8 – – – 1 – – Ralien Empreendimentos Imobiliários 262 7.786 2.615 11.701 Total Controladora - Passivo 31/12/2012 31/12/2011 Não Não Circulante Circulante Circulante Circulante Classificados como outros créditos, fornecedores e contas a pagar: Fazenda Guariroba (c) 43 – 46 – Conquista Imobiliária Ltda. (c) 807 3.573 12.750 20 Regimar Comercial S.A. (c) – 555 5.051 13 22.022 647 9.681 17.323 Triunfo Imobiliária Ltda. (c) Total 22.872 4.775 27.528 17.356 Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Ativo Não Passivo Ativo Não Passivo Circulante Circulante Circulante Circulante Classificados como partes relacionadas: Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a) 617 538 – 388 Cyrela Commercial Properties S.A. Empreendimentos e Participações – – – 187 Antigos proprietários da HM – – 1.899 – HM (d) 1.866 – – – Hummock Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – 418 – 418 8 257 85 414 Outros 2.491 1.213 1.984 1.407 Total Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Resultado/ Despesas Resultado/ Despesas Custos Administrativas Custos Administrativas Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (a) – 7.219 4 8.657 Malta Vigilância e Segurança Ltda. – 1.087 – 640 Condomínio Centro Empresarial Camargo Corrêa – 1.621 – 2.077 Camargo Corrêa S.A. – 38 – 86 Participações Morro Vermelho S.A. – 6.025 34 1.050 HM Engenharia e Construções S.A. – 430 – 404 InterCement Brasil S.A (b) 10.549 – 17.764 – Ralien Empreendimentos Imobiliários Ltda. – 1 – – CBC - Companhia Brasileira de Concretos 4.424 – – – Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. – 2.523 – – – 1 – – Macaé Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. Total 14.973 18.945 17.802 12.914 Consolidado - Passivo 31/12/2012 31/12/2011 Não Não Circulante Circulante Circulante Circulante Classificados como fornecedores, adiantamento de clientes e contas a pagar: Fazenda Gariroba (c) 43 – 46 – Conquista Imobiliária Ltda. (c) 10.362 10.672 12.750 20 Regimar Comercial S.A. (c) 23.973 8.358 5.051 13 Triunfo Imobiliária Ltda. (c) 24.579 21.166 9.681 17.323 – 216.000 – 216.000 Participações Morro Vermelho S.A. (e) Total 58.957 256.196 27.528 233.356 (a) Refere-se à prestação de serviços administrativos, contábeis, financeiros e de tecnologia da informação. (b) Refere-se à compra de insumos relativos à realização dos empreendimentos. (c) Contratos de compra e venda de terreno, com partes relacionadas indiretas, valorizados entre 11% e 18% do VGV, liquidados em moeda corrente, de acordo com os recebíveis decorrentes das vendas das unidades imobiliárias autônomas de cada empreendimento constituído sobre o terreno objeto. Os cronogramas de vencimento são vinculados aos contratos de venda de unidades imobiliárias. (d) Refere-se à contingência dos antigos proprietários da HM, que serão responsáveis pelo reembolso de todas w w w. c c d i . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 27 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) as eventuais perdas relativas a qualquer processo originado em data anterior à aquisição da HM pela Companhia. (e) Conforme contrato de aquisição de participação na subsidiária Vila Olímpia Participações S.A. (nota nº 8), que determina a contribuição pela Companhia de 90% e 10% pelas Participações Morro Vermelho S.A. nos custo de construção, além de outras obrigações e contribuições, a Participações Morro Vermelho S.A. contribui com o terreno onde se instalará o futuro empreendimento imobiliário. O terreno foi registrado pelo valor justo de R$216.000 em contrapartida ao direito de obter 40% das unidades a serem construídas. Conforme descrito na nota nº 12, em 30 de novembro de 2011, a Participações Morro Vermelho S.A. subscreveu 120.000.000 de debêntures emitidas pela Viol SPE S.A., as quais serão integralizadas conforme cronograma estipulado entre as partes. Nos termos vinculantes da Escritura de Emissão e do Boletim de Subscrição, as partes declaram em caráter irrevogável e irretratável que conhecem e aderirão a todas as disposições constantes nesses documentos. 20. Receita Operacional Líquida A seguir está demonstrada a conciliação entre a receita bruta e a receita líquida apresentada nas demonstrações do resultado anual: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Receita bruta 190.315 188.582 1.330.795 990.875 Impostos sobre vendas (9.315) (13.107) (44.408) (43.942) Receita líquida 181.000 175.475 1.286.387 946.933 A receita bruta está representada por: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Vendas de imóveis 188.533 186.752 1.317.567 980.689 Prestação de serviços – – 2.443 4.641 Locação de imóveis – – 21 – Outras receitas operacionais: Receita de renegociação de negócios 955 1.518 6.413 3.870 Indenizações – 10 – 127 Multas contratuais 827 302 4.351 1.548 Total 190.315 188.582 1.330.795 990.875 21. Despesas por Natureza Estão representadas por: Controladora 31/12/2012 31/12/2011 Com vendas: Despesa com propaganda e publicidade 47 (1.080) Despesa com comissões e corretagens (12) (749) Despesa com estande decorado (390) (327) (908) (406) Outras (1.263) (2.562) Subtotal Gerais e administrativas e remuneração da administração: Despesa com salários e encargos (21.287) (37.242) Despesa com benefícios aos empregados (1.897) (2.503) Despesa de depreciação e amortização (1.500) (1.246) Despesa com serviços e consultorias (20.022) (12.136) Despesa com aluguéis e condomínios (3.273) (3.953) Despesa com impostos, taxas e contribuições (175) (548) Despesa com riscos e litígios (502) (4.984) (4.016) (4.762) Demais despesas (52.672) (67.374) Subtotal Controladora 31/12/2012 31/12/2011 Provisão para perdas em atraso de obras (*) 5.527 (7.444) Outras despesas (1.015) (1.420) (815) – Baixa do ativo imobilizado (6.410) 135 Outras receitas (2.713) (8.729) Subtotal - Outras receitas (despesas) líquidas (56.648) (78.665) Total de despesas operacionais, líquidas Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Com vendas: Despesa com propaganda e publicidade (2.983) (16.036) Despesa com comissões e corretagens (7.713) (5.407) Despesa com estande decorado (2.447) (8.564) (7.254) (3.775) Outras (20.397) (33.782) Subtotal Gerais e administrativas e remuneração da administração: Despesa com salários e encargos (34.612) (46.906) Despesa com benefícios aos empregados (4.859) (6.304) Despesa de depreciação e amortização (3.007) (2.658) Despesa com serviços e consultorias (27.648) (17.068) Despesa com aluguéis e condomínios (5.207) (5.159) Despesa com impostos, taxas e contribuições (1.249) (1.617) Despesa com riscos e litígios (735) (5.271) Despesas com telecomunicação (463) (475) Despesas com pós-obras (657) (798) Despesas com feiras, exposições e eventos (468) (227) Despesas com viagens e estadias - Nacionais (1.316) (1.640) Despesas legais (1.212) (1.451) Despesas com indenização crédito clientes (903) (1.800) Despesas com propaganda e publicidade (642) (1.013) Despesas com materiais diversos (590) (554) Despesas diversas (8.967) (7.991) (92.535) (100.932) Subtotal Outras receitas (despesas), líquidas: Provisão para perdas em atraso de obras (*) 2.522 (20.372) Perda na participação desproporcional do consórcio – (5.477) Baixa do ativo imobilizado (815) (294) Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Provisão para perdas nos estoques (7.115) (7.866) Outras despesas não operacionais (27) 34 (1.640) (682) Despesas diversas HM (7.075) (34.657) Subtotal - Outras receitas (despesas) líquidas Resultado na alienação de investimento (a) (6.422) – Receita sobre distrato de unidades – 725 Receita venda Imóvel Rua Oscar G. e Muniz de Souza – 5.150 325 54 Receitas diversas (6.097) 5.929 Subtotal - outras receitas (despesas) líquidas (126.104) (163.442) Total de despesas operacionais, líquidas (*) Refere-se à provisão para perda com indenização a clientes por atraso de obra já esperado, devido à revisão do cronograma de entrega dos empreendimentos. O montante de R$5.623 refere-se à reversão da provisão dos empreendimentos Antígua, Andorinha e Oficina, visto que todos foram entregues em 2012. (a) Perda na alienação do investimento na Jardim Sul Ribeirão Preto Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. 22. Margem do Resultado dos Exercícios Futuros Em decorrência do procedimento determinado pela Deliberação CVM 561/08 (OCPC 01 (R1)), alterada pela Deliberação 624/10, os saldos de receitas de vendas e correspondentes custos orçados, referentes às unidades vendidas e com os custos ainda não incorridos, não estão refletidos nas demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. Os principais saldos a serem refletidos à medida que os custos incorrem podem ser apresentados conforme abaixo: a) Operações imobiliárias contratadas a apropriar das obras em andamento acumulado: Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 (+) Receita bruta total de vendas 5.674.676 4.900.764 (–) Receita bruta total apropriada 4.639.004 3.167.751 (=) Saldo de receita apropriada 1.035.672 1.733.013 Custo total dos imóveis vendidos 4.093.013 3.445.210 Custo total apropriado 3.402.538 2.360.974 Saldo do custo apropriar 690.475 1.084.235 Margem do Resultados de Exercícios Futuros (REF) 345.197 648.778 b) Compromissos com custos orçados de unidades vendidasw: Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Circulante 606.606 983.149 Não Circulante 83.869 101.086 690.475 1.084.235 23. Resultado Financeiro Controladora 31/12/2012 31/12/2011 Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 Despesas financeiras: Juros e variação monetária (3.646) (1.251) (16.108) (8.502) Despesas bancárias (1.308) (978) (3.424) (1.894) Descontos concedidos (3.928) (2.291) (8.190) (4.910) Juros sobre debêntures (42.057) (53.074) (42.052) (53.188) Multa e juros sobre obrigações (112) (187) (1.780) (654) Imposto sobre Operações Financeiras - IOF (164) (105) (1.034) (462) Outras (3) (1) (1.134) (43) Total de despesas financeiras (51.218) (57.887) (73.722) (69.653) Receitas financeiras: Juros ativos 1.685 757 7.315 3.407 Descontos obtidos 13 29 115 211 Rendimento financeiro 3.376 8.308 10.090 17.296 Variação monetária 10.455 2.674 20.516 5.707 Outras 1.053 114 1.964 593 Total de receitas financeiras 16.582 11.882 40.000 27.214 Resultado financeiro (34.636) (46.005) (33.722) (42.439) 24. Benefícios a Empregados 24.1. Previdência privada A Companhia possui plano de previdência privada complementar onde oferece duas modalidades de planos de benefícios definidos, que substancialmente cobrem todos os seus empregados, sendo que ambos exigem que as contribuições sejam feitas a fundos separados dos fundos próprios da Companhia. Os planos são previsíveis e passíveis de controle e administração, apresentando nas modalidades de contribuição a serem definidas pelo empregado entre PGBL (1) e VGBL (2). Essas modalidades podem ser alteradas pelos funcionários anualmente. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2012, a Companhia contribuiu com o montante total de R$206 (R$198 em 31 de Dezembro de 2011) com previdência privada aos profissionais participantes deste benefício. (1) PGBL o participante poderá deduzir suas contribuições da base de cálculo do IR até o limite de 12% da sua renda bruta anual tributável e os benefícios ou resgates serão tributados em sua totalidade. (2) VGBL não é permitido efetuar deduções na base de cálculo do IR e a tributação, em caso de benefício ou resgate, incidirá somente sobre os rendimentos. 24.2. Outros benefícios a empregados São concedidos ainda outros benefícios aos empregados, tais como auxílio-médico, auxílio-alimentação, seguro de vida em grupo, auxílio-acidente de trabalho, auxílio-transporte, treinamentos e outros. 24.3. Remunerações dos administradores Em 11 de junho de 2012, o valor da remuneração de curto prazo do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e dos Diretores Estatutários para o exercício de 2012 foi fixado em até R$4.945, não incluídos encargos sociais, acrescido de provisão de férias e benefícios de qualquer natureza, conforme deliberação das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária. Os montantes referentes à despesa com remuneração do Conselho de Administração, dos Diretores Estatutários e não Estatutários e do Conselho Fiscal nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 estão demonstrados a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Curto prazo: Salários, remuneração variável e outros benefícios (*) 1.386 4.895 3.113 6.746 Salários, remuneração variável e outros benefícios Diretoria não estatutária e conselho fiscal 2.730 1.368 2.730 1.368 Encargos 1.004 1.136 1.635 1.813 Longo prazo (benefícios pós-emprego): Previdência privada 32 50 32 50 Previdência privada - Diretoria não estatutária 33 15 33 15 Opções de ações – 26 – 26 Total da remuneração 5.185 7.490 7.543 10.018 (*) Remuneração do Conselho de Administração e dos Diretores Estatutários. 25. Seguros A Companhia e suas controladas mantêm política de efetuar cobertura de seguros de forma global para os bens do imobilizado sujeitos a riscos, como incêndio, roubos, danos materiais e lucros cessantes. A cobertura contratada é considerada suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades. As premissas adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte por escopo de auditoria das demonstrações financeiras. Consequentemente, não foram auditadas pelos nossos auditores independentes. 26. Lucro por Ação Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Lucro básico/diluído por ação 0,76 (1,69) 0,76 (1,69) Lucro básico por ação das operações 0,73 (1,71) 0,73 (1,71) 26.1. Lucro básico/diluído por ação O lucro e a quantidade média ponderada de ações ordinárias usadas no cálculo do lucro básico/diluído por ação são os seguintes: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Lucro do exercício atribuível aos proprietários da Companhia e utilizado na apuração do lucro básico por ação 82.666 (192.802) 82.666 (192.802) Quantidade média ponderada de ações ordinárias para fins de cálculo do lucro básico/diluído por ação 109.387 112.985 109. 387 112.985 27. Informação por Segmento A Administração, para gerenciar seu negócio, está organizada em duas unidades de negócio, que são a base através da qual a Companhia reporta as suas informações primárias por segmentos. Os principais segmentos são: a) Médio e alto padrão Atua nos segmentos de médio e alto padrão do mercado, desenvolvendo empreendimentos residenciais e comerciais em várias regiões do Brasil. b) Baixa renda Com foco exclusivo para o segmento de baixa renda. As informações por segmento referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 estão apresentadas a seguir: a) Receitas e resultados dos segmentos A seguir, é apresentada uma análise das receitas e dos resultados das operações contínuas da Companhia: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Médio e Baixa Médio e Baixa Alto Padrão Renda Renda Total Alto Padrão Total Receita operacional líquida 929.226 357.161 1.286.387 648.466 298.467 946.933 Custo das vendas de imóveis e dos serviços prestados (730.929) (265.832) (996.761) (666.088) (240.785) (906.873) Lucro (prejuízo) bruto 198.297 91.329 289.626 (17.622) 57.682 40.060 Despesas, operacionais líquidas (92.932) (33.026) (125.958) (126.600) (36.842) (163.442) Lucro (prejuízo) operacional 105.365 58.303 163.668 (144.222) 20.840 (123.382) b) Ativos e passivos dos segmentos Ativo dos segmentos: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Médio Total do Médio Total do e alto Ativo dos e Alto Ativo do Baixa Baixa Padrão Segmentos Padrão Segmentos Renda Renda Circulante 1.887.918 540.232 2.428.150 1.198.566 368.885 1.567.451 Não circulante: Realizável a longo prazo 762.023 83.708 845.731 1.186.689 93.350 1.280.039 Imobilizado e intangível Total Passivo dos segmentos: Circulante Não circulante Total w w w. c c d i . c o m . b r 40.909 2.690.849 8.865 632.805 49.774 3.323.655 37.973 2.423.228 9.655 471.890 47.628 2.895.118 Médio e Alto Padrão 717.338 1.588.723 2.306.061 Baixa Renda 200.287 162.403 362.690 Total do Passivo dos Segmentos 917.625 1.751.126 2.668.751 Médio e Alto Padrão 684.216 1.392.245 2.076.461 Baixa Renda 142.674 91.202 233.876 Total do Passivo dos Segmentos 826.890 1.483.447 2.310.337 28 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A. CNPJ nº 67.203.208/0001-89 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) c) Outras informações dos segmentos 31/12/2012 31/12/2011 42 20 8.407 8.469 31/12/2012 14 – 11.114 11.128 31/12/2011 Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Médio e Baixa Médio e Baixa Total Alto Padrão Total Alto Padrão Renda Renda Imóveis a comercializar 846.410 155.881 1.002.291 1.182.123 148.828 1.330.951 Imobilizado líquido 2.588 7.939 10.527 2.128 8.781 10.909 Intangível líquido 38.321 926 39.247 2.510 34.203 36.713 Depreciações e amortizações 2.164 1.108 3.272 1.326 1.332 2.658 28. Ativos Classificados como mantidos para Venda Em 05 de abril de 2012, a Companhia Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. e HM Engenharia e Construções S.A., celebraram com a Canopus Holding S.A. inscrita no CNPJ nº 97.552.976/0001-09 um contrato contemplando a aquisição de 100% do capital social total da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., onde a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. detém 99,99% das quotas e HM Engenharia e Construções S.A. detém 0,01%. Contudo o contrato apresentava cláusulas de condições suspensivas da efetivação do mesmo, conforme nota nº 26 eventos subsequentes. Em janeiro de 2013, o comprador firmou o cumprimento das cláusulas onde foi efetivada a venda do empreendimento pelo montante de R$12.800. O resultado do exercício da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., é apresentado a seguir: 31/12/2012 31/12/2011 Resultado (Despesa) receitas líquidas (3.744) (657) (8) (5) Custos financeiros (3.752) (662) Prejuízo líquido As classes de ativos e passivos da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda. em 31 de dezembro são: Passivo Fornecedores e contas a pagar – 27 Impostos e contribuições a recolher 6 1 Capital social 12.564 12.164 Adiantamento para futuro aumento de capital 1.315 600 (5.416) (1.664) Prejuízo acumulado 8.469 11.128 Total do passivo e patrimônio líquido 29. Eventos Subsequentes Em 05 de abril de 2012, foi firmada a venda da BH Caiçara Empreendimento Imobiliário SPE Ltda., inscrita sob o CNPJ nº 08.729.583/0001-06, para Canopus Holding S.A. inscrita no CNPJ nº 97.552.976/0001-09, porém o contrato apresentava cláusulas de condições suspensivas da efetivação do mesmo, devido ao não cumprimento do item 3.1: “...(ii) regularização da base fundiária do Imóvel, tendo em vista o desmembramento, o Levantamento Cadastral e a Escritura de Doação, conforme Condição Suspensiva Retificação de Área.” O comprador firmou o cumprimento da cláusula citada acima em janeiro de 2013 onde foi auferido ganhos de capital na venda da mesma no montante de R$4.304. A DIRETORIA NELSON NÓBREGA DA COSTA - Contador CRC 1SP 202165/O-9 Ativo Caixa e equivalentes de caixa Adiantamentos a fornecedores Imóveis a comercializar Total do ativo RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e Acionistas da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), assim como pelos controles internos que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil Em nossa opinião, as demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis às entidades de incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa w w w. c c d i . c o m . b r consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Ênfase Conforme mencionado na Nota explicativa nº 2.1, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRS aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária consideram adicionalmente a Orientação OCPC 04 - Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de incorporação Imobiliária brasileiras, editada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essa orientação trata do reconhecimento da receita desse setor e envolve assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos, benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias, conforme descrito em maiores detalhes na Nota explicativa nº 2.1.3. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior As demonstrações financeiras individuais e consolidadas correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentadas para fins de comparação, foram anteriormente examinadas por outros auditores independentes, que emitiram relatório sem nenhuma modificação datado de 14 de fevereiro de 2012, contendo ênfase relativa ao mesmo assunto descrito no parágrafo específico deste relatório. São Paulo, 23 de abril de 2013 Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. CRC 2SP-015.199/O-6 Alexandre De Labetta Filho Contador CRC SP-182.396/O-2 Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 29 30 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Patrick Fallon/Bloomberg EMPRESAS PATROCÍNIO Herbalife amplia contrato com Botafogo A Herbalife anuncia a ampliação do contrato de patrocínio com o Botafogo Futebol e Regatas. A marca, que já está presente no número das camisas e na frente dos shorts oficiais dos jogadores, ganhará mais uma aplicação na parte de trás dos shorts dos uniformes de jogo. Os shorts de treino da equipe profissional também recebem aplicações na parte da frente e, além disso, a marca contará com exposição em backdrops de entrevista. Divulgação Casa Cor volta à sua essência de moradia em sua edição paulista Com a participação do designer italiano Alessandro Mendini e o retorno de grandes nomes da arquitetura nacional, evento espera atrair 200 mil pessoas Flavia Galembeck [email protected] Com uma edição mais enxuta e o retorno ao conceito de moradia, depois de ter diversificado nos últimos anos com a inclusão dos segmentos de arquitetura hoteleira e corporativa, a 27ª edição da Casa Cor de São Paulo promete. O local permanece o mesmo, o Jockey Club. Já as novidades são muitas. A estimativa de Ângelo Derenzi é gerar R$ 100 milhões em negócios para o setor A começar pela participação do icônico designer italiano Alessandro Mendini que assina um ambiente à convite do presidente da Casa Cor, Ângelo Derenzi, que o encontrou durante o Salão do Móvel de Milão, no começo de abril. “Nosso negócio é como novela, temos sempre que surpreender”, diz Derenzi, acrescentando que “os italianos estão loucos para vir para o Brasil. Eles ainda estão estudando como entrar no mercado, mas é uma questão de tempo para virem.” Afinal, o país já é o segundo maior mercado consumidor de porcelanato e também de cozinhas planejadas. A lista de arquitetos também traz novidades. Nomes consagrados como Sig Bergamin, Esther Giobbi, Ana Maria Vieira Santos e Dado Castello Branco e que estiveram ausentes nas últimas edições, alguns há sete anos, retornam à mostra, realizada de 28 e maio a 21 de julho. “Movimentamos toda a cadeia de construção, dos fornecedores, varejo, prestadores de serviços e arquitetos”. A estimativa do empresário é gerar R$ 100 milhões em negócios para o setor. “Somos a grande vitrine da decoração no Brasil”, afirma Derenzi, que não revela o investimento feito na mostra. O presidente da Casa Cor costuma visitar as obras à noite. “Gosto de ser surpreendido com tudo pronto na inauguração da mostra”, afirma.O empresário costuma acrescentar al- Seis casas, um apartamento, um loft e uma casa de campo poderão ser vistos a partir de 28 de maio gumas peças à decoração de suas casas em São Paulo e no campo, ao final de cada edição. Conhecida pela variedade de ambientes e também de estilos e materiais, a mostra conta com um loft, seis casas com metragens que variam de 600 m² a 300 m², um apartamento com 1.200 m², e uma casa de campo com 600 m². A Casa Cor ocupa a marquise do Jockey, e terá uma entrada exclusiva. “O paulistano adora o Jockey, que tem fácil acesso, e visitar à mostra já é um passeio familiar, uma vez que há estrutura de restaurante e bar” afirma Ângelo Derenzi. Fundo Garantidor de Créditos - FGC CNPJ 00.954.288/0001-33 O icônico designer italiano Alessando Mendini assina um ambiente à convite da mostra A campanha de divulgação, que tem o mote “Um olhar muda tudo”, aborda o impacto que a decoração causa na vida das pessoas e terá inserções em jornais, revistas, rádio e televisão. O empresário espera receber 200 mil visitantes, dos quais 60 mil vem de outros estados. Os segmentos corporativos e de hotelaria, que só existiam em São Paulo, saíram da Casa Cor e ganharam eventos próprios. A Casa Cor possui outras 18 franquias nacionais, nos estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de sete internacionais. Duas delas, a do Paraguai e a do Equador, acabaram se ser firmadas e somamse às do Chile, Panamá, Peru, Punta Del Este e Bolívia. ■ Enfance, de brinquedos de luxo,aposta na venda online COMUNICADO Na constante busca por melhorias, acompanhando a evolução e amadurecimento do mercado financeiro nacional e global, o Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, além da proposta de alteração de sua governança, entendeu apropriado submeter um aumento do atual limite de Garantia Ordinária à aprovação da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 30 de Abril de 2013, como segue: 1) Eleição dos novos membros do Conselho de Administração, do Conselho Consultivo, Fiscal e da Diretoria Executiva. Para os novos Conselhos de Administração e Fiscal estão sendo submetidas indicações de executivos independentes e com larga experiência sobre o setor financeiro. Com a conclusão desta etapa, o FGC, entidade privada, avança no seu processo de governança profissionalizada. 2) Submeter à aprovação um aumento da Garantia Ordinária do montante atual de 70 mil reais para 250 mil reais por Instituição Financeira e por CPF/CNPJ. Este aumento visa adequar o valor da Garantia adotado pelo FGC no Brasil, aos padrões praticados mundialmente nos principais mercados. Desta forma, o FGC estará contribuindo para fortalecer o sistema Financeiro Brasileiro, bem como, ampliando a segurança do pequeno investidor. 3) Submeter à aprovação, alteração da regra para apuração do valor a ser pago de garantia nos casos de contas conjuntas. No novo limite proposto, as regras para cobertura serão as mesmas existentes, com exceção às contas conjuntas tituladas por cônjuges e dependentes que passarão às mesmas regras das demais contas conjuntas, ou seja, o valor máximo de 250 mil reais por conta será dividido pelo número de titulares. O processo de apuração de valores será simplificado para que o prazo de pagamento das garantias aos investidores de Instituições que sofrerem Intervenção ou Liquidação Extrajudicial seja reduzido. DIRETORIA Com o crescimento dos pedidos online, empresa estuda oferecer também linha de enxovais Mamães que trabalham e consumidoras que costumam compram pela internet fizeram com que em apenas um ano o e-commerce da Enfance, empresa de inspiração francesa dedicada a produtos infantis, crescesse 20%, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Com foco no mercado de luxo, o carro-chefe da empresa é a linha composta por dez bonequinhos da marca Les Amies, confeccionados com materiais antialérgicos, e que podem ser encontrados também na Daslu, em São Paulo. Cada um deles vem com roupão de algodão egípcio, que pode ser personalizado com as iniciais da criança. Além disso, os personagens ganharam um guarda roupa completo, com diversos modelitos da linha Le Mode, inclusive com versões para Páscoa e Carnaval. Alavancada pelo aumento das vendas e pela demanda por produtos que não fazem parte do portfólio, a marca estuda a expansão para outras categorias, como a de enxovais. Blocos e livros de plush da linha Educatif, naninhas, chocalhos e ursinhos de tricô da marca Essentiles e brinquedos, como boliches, blocos e puzzles da Jouet completam os produtos da empresa. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 31 R.C.N.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.570/0001-21 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 1.250.857 1.250.857 2012 2011 747.566 13.246 490.045 1.250.857 1.250.857 747.566 (39.121) 492.419 1.200.864 1.200.864 2011 1.200.864 1.200.864 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Legal 17.105 – – – – 747.566 – – – 747.566 5.916 – 23.021 – – – 23.021 Receitas (Despesas) Operacionais de Participações Resultado da equivalência patrimonial 2012 2011 (2.374) 118.318 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Capital Social 747.566 – – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Estatutária 356.996 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (46.890) – 7.769 Lucros Acumulados – 118.318 – Total 1.074.777 118.318 7.769 – 112.402 469.398 – – (2.374) 467.024 – – (39.121) – 52.367 – 13.246 (5.916) (112.402) – (2.374) – 2.374 – – – 1.200.864 (2.374) 52.367 – 1.250.857 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 2012 2011 (2.374) 118.318 Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida Resultado abrangente total 52.367 7.769 49.993 126.087 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia R.C.A.B.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.448/0001-55 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida 1.250.857 1.200.864 1.250.857 1.200.864 Total do Ativo 2012 2011 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido 2011 747.566 747.566 13.246 (39.121) 490.045 492.419 1.250.857 1.200.864 1.250.857 1.200.864 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 747.566 – – Legal 17.105 – – Estatutária 356.996 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (46.890) – 7.769 – – 747.566 – – – 747.566 5.916 – 23.021 – – – 23.021 – 112.402 469.398 – – (2.374) 467.024 – – (39.121) – 52.367 – 13.246 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 2011 (2.374) 118.318 Receitas (Despesas) Operacionais de Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucros Acumulados – 118.318 – Total 1.074.777 118.318 7.769 (5.916) (112.402) – (2.374) – 2.374 – – – 1.200.864 (2.374) 52.367 – 1.250.857 2012 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 2011 (2.374) 118.318 Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida 52.367 Resultado abrangente total 7.769 49.993 126.087 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia R.C.P.O.D.O.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.541/0001-60 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 2012 2011 1.250.857 1.200.864 1.250.857 1.200.864 2012 2011 747.566 747.566 13.246 (39.121) 490.045 492.419 1.250.857 1.200.864 1.250.857 1.200.864 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 747.566 – – Legal 17.105 – – Estatutária 356.996 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (46.890) – 7.769 – – 747.566 – – – 747.566 5.916 – 23.021 – – – 23.021 – 112.402 469.398 – – (2.374) 467.024 – – (39.121) – 52.367 – 13.246 2011 Receitas (Despesas) Operacionais de (2.374) 118.318 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucros Acumulados – 118.318 – Total 1.074.777 118.318 7.769 (5.916) (112.402) – (2.374) – 2.374 – – – 1.200.864 (2.374) 52.367 – 1.250.857 2012 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 2011 (2.374) 118.318 Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida 52.367 Resultado abrangente total 7.769 49.993 126.087 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia 32 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Chris Ratcliffe/Bloomberg EMPRESAS TELECOMUNICAÇÕES Alcatel-Lucent tem prejuízo de ¤ 353 mi A fabricante de equipamentos de telecomunicações Alcatel-Lucent apresentou prejuízo líquido para o primeiro trimestre, apesar de seu negócio principal de venda de equipamentos para grandes operadoras ter crescido 4,2% sobre um ano antes, com destaque para América do Norte. A receita da empresa subiu 0,6%, a ¤ 3,23 bilhões, acima da previsão média de analistas, enquanto o prejuízo de ¤ 353 milhões foi pior que o esperado. Reuters Empresas de carga aérea apostam em 2013, diz Iata Estudo mostra confiança na retomada da economia mundial pelos próximos 12 meses Redação [email protected] Estudo feito pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) , revelou que a confiança do empresário do setor de transporte de cargas nos negócios e no desempenho da economia começa a melhorar. A pesquisa foi realizada com diretores financeiros e chefes do departamento de cargas das companhias aéreas. O resultado mostrou que, no mês de abril, estes executivos ficaram mais confiantes no setor: um total de 73% dos entrevistados, por exemplo, esperam uma melhora de rentabilidade nos próximos 12 meses graças a uma série de mudanças estruturais que vêm sendo realizadas. Em janeiro, o percentual era de 55%. Do total de entrevistados, 73% esperam uma melhora de rentabilidade após mudanças estruturais A perspectiva em relação à demanda de passageiros e de carga tinha se mantido estável até então. No mês de abril, entretanto, a expectativa melhorou, dada a situação atual do mercado, com processos de maior eficiência, gerando mais lucros para companhias aéreas em várias partes do mundo. A confiança melhorou apesar das dúvidas em relação à recuperação da economia global causadas pela crise financeira na União Europeia. Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados relatou ter visto um aumento nos volumes de carga ao longo dos últimos três meses em comparação com igual período do ano passado. Já com relação aos preços dos combustível de aviação, os empresários perceberam leve queda no ano, mais ainda consideram os níveis de preços ainda altos, acima de US$ 120 por barril. Em abril, mais da metade dos entrevistados indicaram que os rendimentos aumentaram. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 33 Ag. Vale IMPASSE NA ARGENTINA Vale pagará trabalhadores para deixar projeto A Vale pagará o salário de dois meses e meio aos trabalhadores do projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, como parte do acordo que permite que a mineradora saia do projeto. Os pagamentos serão feitos a cerca de 4,9 mil subcontratados, disse uma porta-voz da empresa. Pessoas familiarizadas com os planos da Vale disseram que a empresa planeja vender o projeto a fim de recuperar os US$ 2,2 bilhões já gastos na mina e na melhoria da ferrovia. Reuters S&P rebaixa a perspectiva da Usiminas para negativa Agência de avaliação de riscos reduz ainda expectativa de classificicação da CSN Redação [email protected] A Standard & Poor's, agência de classificação de riscos, rebaixou a perspectiva dos ratings da Usiminas de estável para negativa, por conta de risco financeiro "significativo". No entanto, os ratings de crédito corporativo ‘BB+' na escala global e ‘brAA+' na escala nacional Brasil da empresa foram mantidos. A perspectiva negativa reflete o risco de um rebaixamento nos próximos seis a 12 meses, se os lucros operacionais não melhorarem e se os índices de alavancagem forem mantidos. A indústria global de aço tem enfrentado capacidade excessiva e baixos preços, sem projeção de melhora, no curto prazo A indústria global de aço tem enfrentado capacidade excessiva e baixos preços, "e não esperamos uma recuperação significativa no curto prazo", aponta a agência em relatório. "Para 2013, há previsão de melhora moderada na demanda doméstica, entre 2% e 4%, que somada a uma moeda depreciada e a tarifas de importação mais altas, pode impulsionar a competitividade dos produtores de aço locais", completa. Entretanto, deve haver declínio nas importações de 15% para 10% sobre o consumo total de aço. CSN No mesmo sentido, a S&P rebaixou ainda a perspectiva dos ratings da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de estável para negativa e manteve os ratings de crédito corporativo ‘BBB-' na escala global e ‘brAAA' na escala nacional Brasil. A companhia apresenta índices de dívida acima do esperado, como resultado da fraca demanda global por aço e da redução em seu volume de minério de ferro. A perspectiva negativa reflete o risco de um rebaixamento, se os índices de alavancagem não forem reduzidos. ■ 34 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Divulgação EMPRESAS PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Cemig estuda utilização do carro elétrico A Cemig apresentou os primeiros resultados do estudo do impacto da inserção do veículo elétrico na rede de distribuição de energia, inter-relacionada com a implantação das redes inteligentes. Esse projeto de P&D vem sendo desenvolvido desde agosto do ano passado, com objetivo de implantar um sistema de conexão dos veículos à rede elétrica em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde a Companhia já realiza o programa Cidades do Futuro. Diretor da rede de hotéis Pullman é eleito o Personagem da Semana Divulgação Patrick Mendes disse que a marca terá mais três unidades no país até junho de 2014. Lucas Bombana [email protected] Revelar a estratégia para alavancar a presença da marca de hotéis Pullman no Brasil rendeu a Patrick Mendes, diretor de operações do grupo para a América Latina, a liderança da enquete realizada na semana passada pelo BRASIL ECONÔMICO. Dos 159 votos contabilizados através do portal da publicação, 133 deles, ou 83,7% do total, foram para Mendes. Para alcançar o objetivo de estar mais presente em território nacional, a Pullman contará com o importante auxílio de sua controladora, a rede francesa de hotéis Accor. Hoje com apenas um hotel da marca Pullman no país, próximo ao parque do Ibirapuera (antigo Mercure Gran Hotel São Paulo Ibirapuera, marca que também é detida pelos franceses), a previsão é que sejam inauguradas mais três unidades até junho do ano que vem, quando acontece a Copa do Mundo no Brasil. A iniciativa certamente tem como um motivador aquele que é considerado um dos maiores eventos esportivos do mundo. Ainda que tanto Mercure como Pullman sejam marcas voltadas para executivos em viagem, a segunda tem como principal clientela hóspedes com maior poder aquisitivo, tendo como concorrentes diretos os hotéis Hilton e Hyatt. Para readequar o Mercure ao Pullman, foram gastos cerca de R$ 20 milhões, montante esse que teve contribuição da Setin Empreendimentos, de Antonio Setin, com quem a Accor fechou parceria. As diárias giram entre R$ 350,00 e R$ 400,00. "O Pullman nos últimos dois anos era uma marca desconhecida no Brasil. Nossa intenção, com os últimos investimentos foi ter uma vitrine para novos negócios", pontuou Setin. O conglomerado francês, que reúne em seu portfólio diversas marcas de hotéis para os mais variados públicos, como o ibis e o Fórmula 1, de sua linha econômica, anunciou em julho do ano passado a compra de ativos na América do Sul do grupo me- xicano Posadas, por US$ 275 milhões, que incluiu 15 hotéis, e as marcas Caesar Park e Caesar Business, voltadas à alta renda. Na ocasião, a Accor já havia sinalizado a intenção de reforçar a presença das demais marcas na região. "A aquisição desta carteira permitirá reforçar no curto prazo as marcas Sofitel, Pullman, Novotel e Mercure na região", disse o grupo, na época da aquisição. Serão justamente duas unidades do Caesar Park, uma delas em Guarulhos, próximo ao Aeroporto Internacional da capital paulista (Cumbica), e outro na região da Avenida Faria Lima, ambos localizados no Estado de São Paulo, que serão transformados em hotéis Pullman. "O processo de mudança deve ser concluído em seis meses. O Caesar tem uma boa imagem, mas precisa de modernização", disse o diretor de operações ao BRASIL ECONÔMICO. A quarta unidade do Pullman, que ainda está em construção, será em Belo Horizonte, que está entre as capitais que receberão jogos da Copa do Mundo ao lado de São Paulo. Mendes falou também que, nos próximos anos, três outros hotéis Pullman poderão ser inaugurados em terras tupiniquins, no Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. ■ Patrick Mendes,diretor de operações do grupo para América Latina Conheça os candidatos desta votação Rodrigo Galindo, da Kroton, e Luiz Moan, da Anfavea, estão entre os concorrentes. Lucas Bombana [email protected] A escolha do personagem da semana começa hoje e vai até o dia 3. Para votar, os leitores podem acessar o site do BRASIL ECONÔMICO (www.brasileconomico.com.br). Nesta semana, participam da disputa Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, que, ao anunciar fusão com a Anhanguera, estabeleceu o maior conglomerado do segmento educacional em todo o mundo, avaliado em R$ 12 bilhões, valor duas vezes acima da segunda colocada entre as empresas do setor. Também na disputa, Luiz Moan, o novo presidente da Anfavea, estipulou a meta de exportar um milhão de carros até 2017. Para alcançar o objetivo, o executivo trabalha junto ao governo desonerações para as vendas internacionais. Murilo Ferreira, presidente da Vale, ganhou vaga na eleição após a mineradora reportar o segundo melhor resultado de sua história de janeiro a março de 2013. A redução de custos e despesas, principal responsável pelo resultado, é um trabalho consistente, e não será um evento esporádico, pontuou. Já Orlando Merluzzi, vicepresidente da montadora chinesa de caminhões Foton Aumark, está no páreo no momento em que sua empresa busca definir qual estado brasileiro irá receber sua unidade, - São Paulo e Rio Grande do Sul disputam. A única mulher na votação, Elizabeth Faria, presidente da União da Indústria da Cana de Açúcar, comemorou as medidas de desoneração ao setor, mas ressaltou que elas não serão suficientes para tirar os usineiros da atual crise. Neste ano 12 usinas devem fechar portas. O representante solitário dos políticos, o senador petista Delcídio Amaral falou que, se presidente, criaria o ministério do 'desenrolation', em referência à complexidade tributária brasileira, que trava as empresas e os investimentos. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 35 Arquivo AGRONEGÓCIO Milho mais barato pode ajudar exportação O milho mais barato no mercado brasileiro na comparação com as cotações da bolsa de Chicago pode estimular as exportações, atraindo compradores estrangeiros, mas há incertezas para os próximos meses, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As cotações em regiões brasileiras como Campinas (SP) e no porto de Paranaguá (PR) estão entre 18% e 21% inferiores aos valores do primeiro vencimento de Chicago. Reuters Novos contratos fazem receita bruta da JSL Logística ter salto de 21,9% O maior ganho foi no segmento de serviços para terceiros que chegou a R$ 848,5 milhões Ana Paula Machado [email protected] A conquista de novos contratos e o bom desempenho do mercado automobilístico, fez a receita bruta da JSL crescer 21,9% no primeiro trimestre deste ano no comparativo com o mesmo período de 2012. O faturamento bruto da companhia passou de R$ 968,2 milhões para R$ 1,18 bilhão e o Ebtida da JSL no período deve ser entre R$ 700 milhões a R$ 720 milhões. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Denys Marc Ferrez, o resultado foi puxado principalmente por novos contratos no segmento de logística, hoje o maior negócio da companhia. Para se ter uma ideia, no segmento, a empresa apurou uma receita bruta recorde para o período. De acordo com dados da companhia, no primeiro trimestre deste ano, o faturamento da área chegou a R$ 937 milhões, sendo que R$ 848,5 milhões foram obtidos justamente com operações logísticas em empresas terceiras. "A conquista de novos contratos está dentro da normalidade. Ou seja, tem um comportamento semelhante ao que obtivemos nos anos anteriores. No ano passado, o volume gerado com os novos acordos foi de R$ 1,8 bilhão. O mesmo apurado em 2011", disse Ferrez. A rádio que faz você mexer o esqueleto, até quando não tem música. Numerologia, feng shui, horóscopo. Mundial. Acreditando na vida. www.radiomundial.com.br No ano passado, empresa fechou o acordo com a Eldorado Papel e Celulose e com esse contrato a companhia aumentou em até 13% a movimentação de cargas para o setor. O contrato prevê o carregamento e o transporte de madeira de florestas localizadas no Estado de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul para o município de Três Lagoas (MS), a partir de setembro de 2012. O prazo total do contrato é de 60 meses e seu valor global é de R$ 240 milhões. Para se preparar para atender essa demanda de serviços, a JSL vai investir cerca de R$ 1 bilhão em equipamentos, sendo que entre 50% a 60% serão destinados à compra de ativos, principalmente caminhões e carretas, para novas operações. ■ Divulgação Denys Marc Ferrez: a receita bruta total chegou a R$ 1,18 bilhão 36 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 37 38 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 FINANÇAS Editora: Léa De Luca [email protected] Subeditora: Priscila Dadona [email protected] Bancos mudam estratégia para revalorizar as agências Locais perdem relevância para transações, mas ganham como ferramenta de marketing e relacionamento Divulgação Léa De Luca No exterior, tendência é fechar para cortar custos [email protected] Margens menores com operações de crédito, busca por eficiência e corte de custos. Aliados ao crescimento das transações feitas por meios eletrônicos (como internet e celulares), esses fatores vem forçando os bancos a reverem suas estratégias para as agências físicas, que perderam importância do ponto de vista transacional, sua função original. A palavra de ordem, agora, é aproveitá-las melhor para alavancar negócios, de crédito imobiliário a investimentos, oferecendo conveniências como horários estendidos; e para valorizar suas marcas. Levantamento divulgado recentemente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizado em conjunto com a consultoria Booz & Company, confirmou a tendência: tanto os contact centers quanto as agências estão migrando para um modelo de atuação focado no relacionamento com o cliente. O volume de transações com movimentação financeira nas agências caiu 6% desde 2007 (ver gráfico ao lado). “O banco virtual hoje já é maior do que o banco físico, algo inimaginável há 15 anos”, diz Gustavo Roxo, vice-presidente da Booz. Para ele, os bancos continuarão abrindo agências, porém de forma mais seletiva; investindo mais em pessoas e voltando o foco para os clientes. “Os bancos tem que se reinventar; onde antes tínhamos spread de 6% agora temos 1,5%. É preciso cortar custos, encontrar maneiras de rentabilizar agências físicas. O uso intensivo de tecnologia ajuda, mas já está chegando ao limite", diz José Luiz Acar, presidente do Banco PanAmericano. O banco tem atualmente cerca de 300 pontos de vendas, mas não são agências tradicionais no varejo — lá, os pontos de venda já são voltados a negócios, captura e fidelização de clientes. Nessa onda de reposicionamento, vale até recorrer a pequenos truques - para oferecer horário estendido em algumas agências, por exemplo, o Itaú (que adotou a estratégia em ju- Roxo, da Booz: ‘Banco virtual hoje no Brasil é maior do que o banco físico, algo inimaginável há 15 anos’ nho, abrindo lojas em shoppings), mantém agora agências vizinhas de rua abertas em períodos alternados. “Assim, cada uma funciona durante as mesmas seis horas diárias, mas o cliente tem a sua disposição serviços das 8hs as 19hs, sem aumento de custos para o banco”, diz André Sapoznik, responsável pelo Itaú Personnalité e pelos canais de atendimento eletrônico do banco. Para ele, as agências vão sobreviver — mas é preciso criar novos papéis para esses pontos de venda. As agências também ganham relevância como ferramenta de marketing. “Cerca de 50% do valor atribuído à marca Itaú vem da boa percepção que os clientes tem das agências físicas”, diz Sapoznik. Por isso, o banco segue abrindo novas: “O Brasil está crescendo, há espaços a ocupar ainda”, diz. No fi- nal do ano passado, o Itaú estava presente em mais de mil municípios com uma rede de 4.731 agências e Postos de Atendimento Bancário (PAB). Segmentação explícita para atender melhor o cliente também tem reflexos sobre a configuração e uso dos pontos de venda. O Santander Brasil, por exemplo, anunciou no começo do mês o Select, voltado a clientes com renda acima de R$ 10 mil e investimentos de R$ 30 mil, ou com aplicações superiores a R$ 200 mil. “Nossa expectativa é ocupar o espaço existente entre o Private Banking e o Personal Banking, criando uma nova referência em serviços bancários”, disse na ocasião Conrado Engel, vicepresidente executivo sênior do banco, em nota. Neste mês, estão sendo inauguradas 19 agências Select em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e mais cinco cidades. Até o fim do ano, serão 60 agências Select. Procurados, Bradesco e Caixa não atenderam aos pedidos de entrevistas. Já o Banco do Brasil alegou impedimento legal pelo período de silêncio pelo lançamento, hoje, das ações da sua controlada, BB Seguridade, na bolsa. ■ No Brasil, o ritmo de abertura de agências diminuiu no ano passado, mas continua. Segundo o Banco Central, em março último havia 22.392, 4,8% a mais do que um ano antes. De março de 2010 ao mesmo mês de 2011, a quantidade havia aumentado 7,8%. O crescimento está, porém, aquém do de abertura de novas contas-correntes (6% em 2012). Nos Estados Unidos, porém, a realidade é bem diferente. No ano passado, os bancos americanos fecharam 1.118 agências — o maior número desde 2005. De acordo com o Federal Depósitos Insurance Corp., somente o Bank of America fechou 193 agências em 2012 e o Wells Fargo, 43. “Foco na redução de custos por parte dos bancos dos EUA continuará a promover declínio no número de agências bancárias, bem como um repensar das operações das sucursais nos próximos anos” segundo relatório publicado no último dia 11 pela Fitch Ratings. “Diante de um ambiente desafiador, de receita em queda e exigências de capital mais rígidas, os bancos dos EUA provavelmente vão se concentrar na racionalização da rede como parte dos esforços de corte de custos”. Na Europa também não é muito diferente. Em 17 de dezembro, por exemplo, o Santander anunciou que aprovou a fusão com Banesto e fecharia, em consequência, 700 agências. Tanto nos EUA quanto na Europa, as agências tem em torno de 150 metros quadrados. No Brasil, chegam a ter 1.000. “Isso também vai mudar”, diz Gustavo Roxo, da Booz & Company. ■ L.D.L. Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 39 Divulgação ANÁLISE DE DESEMPENHO Itaú reclassifica balanços entre 2011 e 2012 O Itaú Unibanco informou na sexta-feira que decidiu fazer reclassificações em sua análise gerencial da operação referentes a todos os trimestres entre 2011 e 2012, para permitir melhor comparação em análises de desempenho. O banco, que divulga resultados de primeiro trimestre amanhã, afirmou que vai divulgar ao longo do dia planilha reclassificada com informações históricas. Segundo o banco, as mudanças envolvem seguros, participação na Redecard e parcerias. Crédito acelera em março e juros e inadimplência caem PanAmericano leva cartão consignado do Cruzeiro Hermênio Oliveira O estoque de financiamentos avançou 1,8% mês passado e somou R$ 2,43 trilhões, taxas caíram 0,2 ponto a 18,5% e calote recuou para 3,6% Lucas Bombana [email protected] O estoque total de crédito do sistema financeiro, consideradas operações com recursos livres e direcionados, totalizou R$ 2,43 trilhões em março, um avanço de 1,8% ante fevereiro, e de 16,7% em doze meses, de acordo com o Banco Central (BC). Este foi o maior aumento de 2013, já que no mês anterior a alta havia sido de 0,7%, e em janeiro permaneceu estável ante dezembro. Entre as pessoas físicas, o incremento no mês passado foi de 1,4%, para R$ 1,11 trilhão, enquanto entre as jurídicas o aumento chegou a 2,2%, para R$ 1,32 trilhão. A relação crédito/PIB alcançou 53,9%, ante 53,3% em fevereiro, e 49,3% em igual período do ano passado. As concessões com recursos livres e direcionados somaram R$ 280 bilhões em março, crescimento de 10,4% na margem, em função da sazonalidade do período, e também do maior número de dias úteis (dois a mais). No caso das concessões entre pessoas jurídicas o avanço foi de 13,7%, para R$ 144 bilhões, e entre as físicas, de 7%, para R$ 136 bilhões. O saldo dos empréstimos com recursos livres totalizou R$ 1,41 trilhão, alta de 1,5% no mês, de 12% em doze meses, e que representa 31,4% do PIB. Já o saldo das operações de crédito direcionado chegou a R$ 1,016 trilhão, evolução de 2,3% ante fevereiro, de 24,1% em 12 meses, e que corresponde a 22,5% do PIB. A fatia dos bancos públicos no total do crédito do sistema chegou a 48,7% em março, contra 44% em março de 2012, para R$ 1,181 trilhão. No caso das instituições privadas, houve queda de 3,2 pontos percentuais, para 35,4%, a R$ 860 bilhões. Os bancos estrangeiros, por sua vez, tiveram perda de 1,4 ponto, para R$ 386 bilhões. Os financiamentos imobiliários cresceram 2,6% na margem, 32,9% em 12 meses, para R$ 318 bilhões, ou 7,1% do PIB. A taxa média geral de juros Túlio Maciel, do BC: momento mais crítico do calote já passou nas operações de crédito caiu 0,2 ponto em março, a 18,5% ao ano, primeira queda do ano (em janeiro, havia tido a primeira alta após 10 meses, de 0,5 ponto, e de 0,1 ponto em fevereiro). O BC destaca que o movimento tem relação com as taxas dos empréstimos às famílias, que viu sua média recuar para 24,4%, contra 24,9% em fevereiro, puxada pela baixa de 0,6 ponto nos juros das modalidades com recursos livres, como crédito pessoal não consignado, veículos e cheque especial. O spread bancário caiu 0,3 ponto na margem, para 11,7 pontos, contra os 15,3 pontos doze meses atrás. A inadimplência, referente aos atrasos acima de 90 dias, ficou estável em 3,6% ante fevereiro, que representa queda de 0,2 ponto em doze meses. Para o chefe do Departamento Econômico do (BC), Tulio Maciel, o momento mais crítico da inadimplência ficou para trás e há espaço para redução. Segundo ele, houve aumento do calote no passado, principalmente, para as famílias. “De lá pra cá, há uma redução gradual”, disse. A maior taxa de inadimplência desse segmento registrada no passado foi 8,2%, em maio, agosto e setembro. Maciel diz que a alta da inadimplência em 2012 é explicada ainda pelos financiamentos de compra de carros com prazos muito longos e com menos exigências dos bancos para a concessão de crédito, em 2010, o que geraram efeitos em 2011 e no ano passado ■ Com ABr Base de clientes é composta por 237 convênios com órgãos públicos e sete com empresas privadas; banco informou que pagou R$ 351 milhões Por meio de leilão público realizadona sexta-feira, o Banco PanAmericano adquiriu os direitos creditórios sobre a carteira de cartão de crédito consignado do Banco Cruzeiro do Sul em todo o Brasil, assim como o sistema Consig Card, desenvolvido especialmente para a modalidade. Com a aquisição, o banco reforça a sua atuação na área de cartões consignados, a partir de uma base composta por 237 convênios com órgãos públicos e 7 com empresas privadas. O valor da operação foi de R$ 351 milhões. “É um momento importante para o PanAmericano, que reforça sua atuação em cartões consignados, segmento com grande potencial de expansão no país e capaz de atender, com taxas reduzidas, a um público de menor renda, que normalmente tem maior dificuldade de acesso aos cartões de crédito tradicionais”, afirma o presidente do banco, José Luiz Acar. Com uma base atual de 2,5 milhões de cartões o banco deve chegar a 3 milhões de clientes em cartões após a compra Com uma base atual de 2,5 milhões de cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard, o Banco PanAmericano deve chegar a 3 milhões de clientes atendidos em cartões com a nova aquisição. O PanAmericano enfrenta um processo de recuperação, capitaneado por Acar, que entre outras coisas tem na originação de créditos um dos pilares, disse Acar no mês passado, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO. O Cruzeiro do Sul sofreu intervençãoe foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fez um ajuste no balanço do Cruzeiro do Sul e encontrou um rombo contábil de R$ 3,1 bilhões em agosto, valor que inclui a carteira de crédito subsistencial (sem garantias) que havia sido descoberta na intervenção feita em junho. ■ Redação 40 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Divulgação/ARTESP FINANÇAS DEBÊNTURES Rodovias do Tietê quer emitir R$ 1,065 bilhão A Concessionária Rodovias do Tietê submeteu à Anbima pedido de análise prévia para realizar o registro da primeira emissão de debêntures sob a coordenação do BTG Pactual. A companhia oferecerá 1,065 milhão de papéis inicialmente. A colocação de debêntures adicionais não está descartada. A emissão, que está prevista para 15 de junho, ofertará as debêntures pelo valor unitário de R$ 1 mil, o que somaria até R$ 1,065 bilhão, caso não houvesse o lote extra. Cielo dobra capital social para R$ 1 bi Movimento em linha com concorrentes e receita consolidada foi aprovado na sexta Natália Flach [email protected] A uma semana de divulgar os resultados do primeiro trimestre, a Cielo reuniu investidores para votar o aumento do capital social da companhia. Representantes do BTG Pactual, Deloitte e de outras instituições ocuparam as cadeiras do auditório da credenciadora e aprovaram, por unanimidade, a elevação em R$ 500 milhões. Este total faz parte dos 30% do lucro líquido registrado em 2012 que foram retidos e acrescentados à reserva de orçamento, com o intuito de reforçar o capital de giro da companhia e fomentar a operação de antecipação de recebíveis de vendas. “A administração acredita que isso conferirá maior estabilidade e agilidade no financiamento das suas operações”, disse em relatório. Segundo Clovis Poggetti Junior, diretor de relações com investidores da Cielo, o aumento do capital social se deu pelo descasamento em relação à receita consolidada que somou R$ 6 bilhões. “Não que exista um valor mínimo ou um número mágico, mas, olhando os concorrentes e o novo tamanho da empresa, percebemos a necessidade de equiparar o capital social, que passa a ser de R$ 1 bilhão”, diz, em entrevista exclusiva ao Bra- sil Econômico. Essa operação permite que a credenciadora eleve o patrimônio líquido e possa pagar mais juros sobre capital próprio para os acionistas. “Isso é bom para a empresa porque economiza com impostos e o resultado final também melhora, porque reduz o risco sistêmico. Consequentemente, isso ajuda na expansão das atividades da companhia”, acrescenta o executivo. Este volume de capital social deve permanecer até a Assembleia Geral Ordinária, quando serão aprovadas as contas do exercício findo em31 de dezembro de 2013. O aumento do capital social da companhia será efetivado com a emissão de 131.019.245 novas ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. Os acionistas receberão uma nova ação para cada lote de cinco de que forem titulares, correspondendo a um percentual de 20%. O valor atribuído às ações bonificadas, para fins fiscais, será de R$ 3,82 por papel. As ações oriundas da bonificação serão incluídas na posição dos acionistas em 2 de maio, estando disponíveis para consulta a partir do dia 3 de maio. Terão direito de preferência na subscrição de ações e farão jus à percepção integral de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio declarados após referida data. ■ Marcela Beltrão Cielo: elevação em R$ 500 milhões do capital foi aprovado na sexta Resultado fiscal no Brasil e emprego nos EUA são foco Semana conta ainda com produção industrial doméstica e decisão de juros na Europa Embora curta, por conta do feriado na quarta-feira, a semana tem importantes indicadores no Brasil. Entre eles, os dados fiscais de março. Segundo a equipe da Rosenberg & Associados, com a ausência da divulgação dos dados da arrecadação federal (cuja estimativa é de R$ 82 bilhões), dificulta muito a estimativa do resultado primário do governo central. “Estimamos R$ 4 bilhões”, afirmam os economistas Thais Zara, Rafael Bistafa e Priscila Godoy, em rela- tório. “Arrecadação deverá mostrar queda real ante o mesmo mês do ano anterior, despesas de custeio e capital crescendo num ritmo forte e fraca contribuição dos governos regionais, tudo isso confirmando nossa expectativa de piora considerável do quadro fiscal”. Outro número relevante é a produção industrial de março,que será divulgada na sexta-feira. A estimativa da Rosenberg é de alta mensal na margem de 1,9%. “Encerrando de modo positivo um trimestre de várias emoções”. “Apesar dos altos e baixos, a direção geral ainda é ascendente, indicando que nossa perspectiva de indústria crescendo pouco mais de 2% neste ano é realista”, pontuam. No que diz respeito ao cenário internacional, a semana também está cheia de indicadores relevantes. Na Europa, os mercados devem ficar na expectativa da decisão do Banco Central Europeu (BCE) amanhã, pois há uma forte aposta em corte da taxa de juros. Nos Estados Unidos, algumas divulgações merecem destaque: dados de emprego de abril, gasto das famílias em março e indicadores do mercado imobiliário. ■ Ativa recomenda ações da Vale Segundo os analistas, a gestão vem conseguindo entregar uma boa performance operacional A equipe de analistas da Ativa Corretora, liderada por Ricardo Correa, não gostou dos resultados da Natura nem do Santander. Para Vale, porém, enxergam perspectivas positivas. Para Usiminas e Klabin, a recomendação é neutra. Para a Ativa, a Natura apresentou novamente uma performance fraca, em linha com as expectativas do mercado, com baixo crescimento nas operações domésticas e margens pressionadas pela baixa produtividade, além do acirra- mento da competição. Tais números devem ser um start para possíveis quedas em revisões e projeções feitas, além de botar em risco a sustentabilidade da atual estratégia da empresa no longo prazo. Por outro lado, as operações internacionais seguem se fortalecendo, e os recentes investimentos em tecnologia e a criação de categorias de produtos mais acessíveis deverão melhorar, pelo menos marginalmente, os resultados para o restante do ano. “Apesar de nossa visão para o segundo trimestre não ser tão pessimista, os números fracos divulgados caracterizam nossa visão nega- TWITTADAS PRÉVIA DE BALANÇO Banco Fator prevê queda de 4% no lucro da Alpargatas O primeiro trimestre para as empresas do setor de tecidos, vestuários e calçados não foi tão bom como foi para o varejo em geral.Esse desempenho deve refletir nos números da Alpargatas de janeiro a março, que deve reportar lucro líquido de R$ 75 milhões, baixa de 4% na comparação com igual período de 2012, segundo preveem Renata Prado e Rodrigo Faria, analistas do Banco Fator, em relatório. O balanço da empresa está previsto para o dia 10 de maio. Para a receita líquida, o incremento esperado é de 12,3%, em tiva quanto ao resultado”, acreditam. No caso da Vale, a equipe mostrou mais entusiasmo. Segundo os analistas, a gestão vem conseguindo entregar uma boa performance operacional, e esse trimestre deverá representar um ponto de inflexão na divisão de metais básicos, reduzindo seus custos operacionais e alavancando as receitas, desencadeando maiores valores a essas operações, subavaliadas pelo mercado. “Acreditamos que a fraca performance no segmento de minério de ferro foi fortemente impactada por fatores que deverão ser corrigidos logo.” ■ função do aumento de 2,7% no volume de sandálias no mercado interno, e do reajuste de 7,9% no preço médio de produtos vendidos. A alta esperada para o volume de sandálias, “conservadora”, ponderam os especialistas, se explica pelo forte avanço de 11,1% no primeiro trimestre de 2012.Eles reiteraram recomendação de manutenção para ações, com preçoalvo de R$ 15,34, com potencial de valorização de 19,3% ante o fechamento de quinta-feira. ■ Lucas Bombana “Faça planos concretos. Não sonhe apenas, ponha também no papel o que é preciso fazer para atingir as metas de seus planos” @gcerbasi, Gustavo Cerbasi, Consultor financeiro “Pode levar anos para que o ouro se recupere do crash de 15 de abril.” @ReutersJamie, Jamie McGeever, Editor e apresentador da TV Reuters “Somos o país do plano B. Falta o plano A. Não planejamos, nem temos um modelo de desenvolvimento. @Ricamconsult, Ricardo Amorim, Economista Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 41 R.R.R.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.608.284/0001-78 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Ativo 2012 2011 9.603 9.219 9.603 9.219 Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 2012 5.741 100 3.762 9.603 9.603 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido 2011 5.741 (302) 3.780 9.219 9.219 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 5.741 – – Legal 132 – – Estatutária 2.740 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (361) – 59 – – 5.741 – – – 5.741 45 – 177 – – – 177 – 863 3.603 – – (18) 3.585 – – (302) – 402 – 100 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 2011 (18) 908 Receitas (Despesas) Operacionais de Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucros Acumulados – 908 – Total 8.252 908 59 (45) (863) – (18) – 18 – – – 9.219 (18) 402 – 9.603 2012 2011 (18) 908 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida Resultado abrangente total 402 59 384 967 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia PARTICIPAÇÕES MORRO VERMELHO S.A. CNPJ nº 03.987.192/0001-60 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Ativo Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Contas a receber Juros sobre o capital próprio e dividendos a receber Impostos a recuperar Partes relacionadas Outros créditos Total do ativo circulante Ativo não Circulante Contas a receber Partes relacionadas Investimentos: Participação em controladas Outros investimentos Propriedades para investimentos Total do ativo não circulante Total do Ativo 2011 313 1.451.279 2.124 461 1.533.141 2.022 44.489 14.776 119.932 10.938 1.643.851 101.478 23.285 50.715 10.345 1.721.447 849 – 849 12.614 9.693.652 14 35.189 9.729.704 11.373.555 9.309.607 14 31.016 9.354.100 11.075.547 2012 Passivo e Patrimônio Líquido Passivo Circulante Fornecedores e contas a pagar Partes relacionadas Impostos e obrigações a recolher Juros sobre o capital próprio e dividendos a pagar Salários e encargos a pagar Total do passivo circulante Passivo não Circulante Partes relacionadas Provisão para riscos Total do passivo não circulante Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Passivo e Patrimônio Líquido 2011 2.058 – 1.107 2.410 1.459 4.290 100.505 10.958 114.628 246.308 11.244 265.711 1.200 – 1.200 1.200 849 2.049 6.728.097 119.882 4.409.748 11.257.727 11.373.555 6.728.097 (352.090) 4.431.780 10.807.787 11.075.547 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$, exceto o valor por ação) Reservas de lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido Variação cambial e equivalência patrimonial de controladas do exterior Prescrição de dividendos em controladas Apropriação: Reserva legal Distribuição de dividendos Juros sobre o capital próprio Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Lucro líquido Variação cambial e equivalência patrimonial de controladas do exterior Prescrição de dividendos em controladas Apropriação: Reserva legal Distribuição de dividendos Juros sobre o capital próprio Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Estatutária 3.185.776 – Ajustes de avaliação patrimonial (422.012) – Lucros acumulados – 1.159.844 Total 9.672.989 1.159.844 – – – – 69.922 – – 1.347 69.922 1.347 – – – – 6.728.097 – 57.992 – – – 239.120 – – – – 1.006.884 4.192.660 – – – – – (352.090) – (57.992) (7.515) (88.800) (1.006.884) – 178.910 – (7.515) (88.800) – 10.807.787 178.910 – – – – – – 471.972 – – 973 471.972 973 – – – 6.728.097 8.946 – – 248.066 – (30.978) – 4.161.682 – – – 119.882 (8.946) (59.337) (111.600) – – (90.315) (111.600) 11.257.727 Capital social 6.728.097 – Legal 181.128 – – – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Receitas Resultado da equivalência patrimonial Aluguéis e outras receitas Despesas tributárias Total das receitas Despesas Operacionais Gerais e administrativas Depreciações e amortizações Total das despesas operacionais Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro 2011 79.000 17.574 (1.411) 95.163 1.059.644 20.579 (1.693) 1.078.530 (65.768) (1.571) (67.339) (45.676) (1.544) (47.220) 27.824 1.031.310 A DIRETORIA Resultado Financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Resultado financeiro líquido Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social Imposto de Renda e Contribuição Social Lucro Líquido Lucro por Ação: Lucro básico por ação ON/PN - R$ 2012 2011 150.614 (40) 150.574 129.320 (274) 129.046 178.398 512 178.910 1.160.356 (512) 1.159.844 26,51 171,83 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro líquido 178.910 Ajustes para reconciliar o lucro líquido com o caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações 1.571 Resultado da equivalência patrimonial (79.000) Reversão da provisão para riscos (849) Receita financeira (148.242) Valor líquido de alienação das propriedades para investimento 1.190 Redução (aumento) nos ativos operacionais: Contas a receber (102) Impostos a recuperar 8.509 Outros créditos (593) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Fornecedores e contas a pagar (352) Salários e encargos a pagar (286) Partes relacionadas (1.459) Impostos e obrigações a recolher (3.183) Juros sobre o capital próprio e 332.619 dividendos recebidos 288.733 Caixa gerado pelas atividades operacionais Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Aplicações financeiras 223.372 Aquisição de propriedades de investimento (6.996) Aumento de investimento (107.730) Alienação das propriedades para investimento 62 Redução de investimentos 50.715 Adiantamentos concedidos para futuro aumento de capital – (100.586) Debêntures Caixa gerado pelas (aplicado nas) 58.837 atividades de investimento Fluxo de Caixa das (347.718) Atividades de Financiamento Redução do Saldo de Caixa e (148) Equivalentes de Caixa Caixa e Equivalentes de 461 Caixa no Início do Exercício Caixa e Equivalentes de 313 Caixa no Fim do Exercício 2011 1.159.844 1.544 (1.059.644) (12.316) (126.647) 484 (209) 43.264 (66) (5.453) 1.836 1.459 (95.226) 763.995 672.865 (437.478) (3.547) (4.341) 712 14.434 20 (12.500) (442.700) (231.008) (843) 1.304 461 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$, exceto o valor por ação) Lucro Líquido 2012 2011 178.910 1.159.844 Ajuste de Avaliação Patrimonial Ajustes de conversão 414.309 45.319 Ajustes de variação cambial de investimentos no exterior 32.705 24.603 Ganho de participação 24.958 – 650.882 1.229.766 Resultado Abrangente para o Exercício KARINA MALFI - Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia 42 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 43 FINANÇAS DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM SÃO PAULO Ministério da Justiça PREGÃO ELETRÔNICO Nº 2/2013 Processo nº 08500.022361/2012-20 OBJETO: Registro de Preços para eventual aquisição de carimbos, para atendimento das necessidades da SR/DPF/SP. DATA DA ABERTURA: 13 de maio de 2013, às 14h. EDITAL: Site: www.comprasnet.gov.br. BOLSAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO SERVIÇO DE LICITAÇÕES E CONTRATOS Ibovespa segue ânimo externo Decisão de juros na Europa e emprego nos EUA dita rumo; ação da Petro reage a balanço Marcelo Ribeiro [email protected] Otimismo deve ser a palavra chave para o mercado acionário brasileiro nesta semana. O ingrediente para o bom humor dos investidores deve vir do exterior, especialmente da Europa. Por aqui, o balanço da Petrobras, divulgado na sexta, deve mexer com os papéis da empresa hoje. A estatal lucrou R$ 7,63 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 17% na comparação com igual período do ano passado. No entanto, a empresa voltou a ser mais valiosa da bolsa, com R$ 242, 3 bilhões. Na Europa, a esperada reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, foi apontada como o principal acontecimento na agenda da semana. As expectativas em relação ao encontro já estiveram no radar dos investidores da semana passada, que acreditam que o panorama desfavorável da Zona do Euro e, principalmente, da Alemanha, devem acarretar em um ligeiro corte na taxa básica de juros. Para Adriano Moreno, estrategista-chefe da FuturaInvest, a decisão do BCE é a notícia que deve concentrar as atenções dos investidores durante a semana. “A expectativa é que ocorra um corte na taxa básica de juros. O trabalho já vem trabalhando com essa possibilidade, utilizando o corte como principal ingrediente para sustentar o otimismo”, avalia. “Alguns membros do mercado são mais cautelosos em relação à essa reunião. Como o corte já está precificado, os mercados devem encarar com pouco ânimo caso o BCE decida por manter os juros inalterados”, completa o economis- Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco, nº 255 - UFRJ - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro/RJ Tel.: 2562-6297 Pregão Eletrônico - SRP Nº 011/2013 Segue a expectativa de que a entrada de divisas estrangeiras no país deve derrubar a cotação do dólar. Na sexta-feira, a moeda ficou abaixo de R$ 2,00 pela primeira vez em 10 dias, na terceira sessão consecutiva de queda ante a moeda brasileira. O dólar recuou 0,13%, para R$ 1,9995 na venda. Na mínima da sessão, a divisa chegou a atingir R$ 1,9965 na venda. A queda só não foi maior porque a decepção com os dados de crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre reduziu o apetite dos investidores por divisas de países emergentes. “Houve um fluxo maior de entrada, além de o governo falar que talvez seja um pouco mais agressivo em termos de Copom”, diz o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca. Valor R$ 8.630,00 Data Hora 10/05/13 10:00 h ta-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Vale pesa O principal índice de ações da bolsa brasileira encerrou a sextafeira em baixa, pressionado pelas ações da Vale e do Itaú Unibanco, com Petrobras impedindo uma queda mais forte. O Ibovespa recuou 1,29%, a 54.252 pontos, mas teve ganho de 0,60% na semana. O volume financeiro foi de R$ 6,65 bilhões. Segundo Fábio Gonçalves, analista na Banrisul Corretora, o índice já anunciava inversão após cinco dias de alta, ao encerrar o pregão de quinta-feira praticamente estável. O maior peso no índice foi da queda de 2,67% na ação da Vale, que encerrou a R$ 31,68. Itaú caiu 3,3%. “A Vale subiu forte nos últimos dias e é provável que o investidor esteja aproveitando para realizar lucros”, diz. ■ Com Reuters Espera por fluxo mantém dólar abaixo de R$ 2,00 Ele referia-se a declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, que na quintafeira sugeriu que o Comitê de Política Monetária poderia “intensificar” o uso da Selic para combater a inflação. A alta da Selic amplia a diferença entre o juro local e o cobrado em países desenvolvidos, onde a taxa encontra-se próxima de zero. Soma-se a isso a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) reduza ainda mais sua taxa básica, hoje em 0,75% ao ano, movimento que levaria investidores a trazer recursos para o Brasil em busca de rendimentos melhores. Além disso, as bilionárias ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) do BB Seguridade e do Smiles aumentam ainda mais a expectativa de entrada de dólares no país, já que boa parte da demanda pelas ações veio de investidores estrangeiros. De acordo com dados do Banco Central, o fluxo cambial — BANDEJA DE LEITURA E MANUSEIO DE LÂMINAS Edital disponível a partir de 29/04/2013 no COMPRASNET ou junto ao HUCFF-SLC, trazendo um CD. Esclarecimentos através do tel. (21) 2562-6297 ou, no que couber, no Serviço de Anatomia Patológica. Marco Antonio de Souza - Pregoeiro MOEDAS Este deve ser o mote do câmbio doméstico nesta semana, na sexta moeda caiu a R$ 1,99 AVISO DE LICITAÇÃO Descrição balanço entre entrada e saída de divisas estrangeiras do país ficou positivo em US$ 4,112 bilhões entre os dias 15 e 22 de abril, puxado por forte entrada de capitais na conta comercial. O fortalecimento do real nesta sessão foi contido, no entanto, após dados sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano levantarem dúvidas sobre o ritmo da recuperação da maior economia do mundo. “A questão do real foi que os números nos EUA, de PIB, principalmente, tiraram um pouco o apetite pelo real e aí estamos fechando o dia praticamente estável por conta disso”, diz o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno. A economia dos Estados Unidos recuperou força no primeiro trimestre e cresceu 2,5% em base anualizada, mas o resultado ainda ficou aquém das expectativas de analistas, que previam expansão de 3%. ■ Reuters REDE ENERGIA S.A. Companhia Aberta CNPJ nº 61.584.140/0001-49 - NIRE 35.300.029.780 EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas convocados a participar de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária que se realizará no dia 20 de maio de 2013, às 11h00, na sede social da Companhia, localizada na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n.º 2.439, 12º andar, para examinar, discutir e votar as seguintes matérias: (a) Em Assembleia Geral Ordinária: (a.1) aprovação das Demonstrações Financeiras e Contas da Administração, referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2012; (a.2) destinação do resultado do exercício; (a.3) eleição dos membros do Conselho Fiscal; e (a.4) fixação da remuneração dos administradores e membros do Conselho Fiscal; e (b) Em Assembleia Geral Extraordinária: (b.1) alteração do estatuto social, para modificação das regras de representação da Companhia. Os documentos referentes à ordem do dia serão disponibilizados no site da Comissão de Valores Mobiliários - CVM (www.cvm.gov.br). São Paulo, 24 de abril de 2013. Jorge Queiroz de Moraes Junior (25, 26 e 29) Diretor de Relações com Investidores 44 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 ESTILO DE VIDA 5 países recebem a visita periódica de Cesar Lins de Medeiros, diretor-geral da CPP para a América Latina. Ele viaja à Argentina, Colômbia, Peru, Chile e México. TRABALHAR Rodrigo Capote ENTRE “HERMANOS” Dicas para evitar gafes nos negócios entre países vizinhos * Atenção ao idioma. O fato de entender o espanhol não significa que você está apto a conduzir longas reuniões; * Caso tenha dúvidas quanto ao entendimento de determinadas palavras ou expressões, confirme; * Procure acompanhar o ritmo de trabalho dos executivos estrangeiros, ao invés de tentar imprimir o ritmo brasileiro; * Evite falar de assuntos polêmicos, como política, religião e violência, bem como evite criticar o país visitado; * Troque experiências com colegas de trabalho. Isso o ajudará a evitar gafes; * Estabeleça uma relação de confiança com executivos latino-americanos; * Respeite a hierarquia. Alguns países valorizam isso; * Em virtude da globalização, muitos padrões de etiqueta estão desaparecendo. Ainda assim, observe a postura no executivo latino-americano. Cesar Lins de Medeiros: curiosidade dos estrangeiros latino-americanos sobre o Brasil não pode se transformar numa “saia justa” Fonte: Especialistas Negócios latino-americanos vão além do “portunhol” Profissionais dão dicas de como se portar com executivos de países vizinhos e não escorregar no espanhol Vanessa Correia [email protected] A familiaridade com a língua pode parecer o menor dos problemas quando o assunto é negócios entre países da América Latina. Mas é justamente nesse ponto que muitos executivos são pegos de surpresa. Isso porque acham que dominam o espanhol ou mesmo que os interlocutores entendem o português, quando na verdade não é o que acontece. “O idioma é o primeiro ponto de atenção para quem quer fazer negócios com profissionais latino-americanos. Muitas vezes executivos brasileiros acham que dominam o espa- nhol e estão prontos para conduzir longas reuniões, e, no momento, se enrolam e não são compreendidos”, afirma César Lins de Medeiros, diretor-geral da CPP para a América Latina, que frequentemente viaja à Argentina, Colômbia, Peru, Chile e México. Além disso, há diferenças de palavras e expressões entre os países. Por isso, caso haja dúvida quanto ao entendimento, confirme com o interlocutor. Medeiros lembra que isso já aconteceu com ele. E, durante um diálogo de negócios, perguntou se ele havia entendido o que o outro executivo falara. Já Marcelo Ramos, vice-presidente de vendas e gerente geral da GXS para a América Latina, chama a atenção para o momento em que se estabelece a relação comercial. “É importante para o executivo latino-americano estabelecer uma relação de confiança, de forma que tenha certeza que honrará com a palavra. Muitas vezes, essa questão está acima dos três elementos básicos da negociação: preço competitivo, prazo de entrega e qualidade”, diz. “Os latino-americanos prezam pela relação ganha-ganha. Eles não gostam de serem dependentes e se colocam em um nível de igualdade. Cedem sua confiança, mas querem saber quem é você e como garantirá que entregará o prometido”, completa o especialista. Também é importante que os profissionais brasileiros não tentem imprimir seu ritmo de trabalho em outros países. Nós, de acordo com Medeiros, somos imediatistas, enquanto o tempo de resposta do mexicano, por exemplo, é outro. “Entenda as diferenças culturais entre os países. Estamos falando de 10 países e não de uma única região”, destaca Carlos Eduardo Altona, sócio da consultoria em recursos humanos Exec. Os profissionais que usualmente fecham negócios nos países latino-americanos também recomendam aos interessados evitar falar de assuntos polêmicos, como política, religião e violência, bem como evitar criti- car o país visitado. “Os estrangeiros têm curiosidade sobre o Brasil. Por vezes comentam sobre a violência, mas evito alimentar o assunto”, destaca o diretor da CPP. O executivo também sugere trocar experiências com colegas de trabalho que também fazem negócios com executivos latino-americanos. “Isso o ajudará a trocar experiência e evitará que cometa gafes”, completa Medeiros. Por fim, em virtude da globalização, muitos padrões de etiqueta estão desaparecendo. Ainda assim, é importante observar a postura no executivo latino-americano a fim de não atropelar algum costume. ■ Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 45 CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A. CNPJ nº 11.050.205/0001-06 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores acionistas, Em cumprimento às normas legais estatutárias, a diretoria da CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. submete à apreciação de V.Sas o relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e as Notas Explicativas, bem como o Parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro 2012. É importante ressaltar que 2012 foi o ano em que a companhia praticamente dobrou de tamanho em número de funcionários, resultado da execução de grandes projetos conquistados. O crescimento foi acompanhado de maior capacitação de nossos colaboradores por meio de nossas plataformas globais de treinamento, além de maior utilização de ferramentas e software e de trabalhos desenvolvidos em workshare com outros escritórios do grupo espalhados pelo mundo. A análise por segmentos em que operamos mostra que consolidamos nossa atuação no mercado de Mineração, Metais e Produtos Químicos. Também ampliamos nossa presença no setor de Óleo & Gás com o início dos trabalhos na área de “off shore” e registramos crescimento de market share na área de Infraestrutura e Meio Ambiente, principalmente com a captação de grandes contratos de projetos ambientais na região amazônica. Destacamos também que procedimentos corporativos foram uniformizados de acordo com os padrões globais, bem como foi concluída com sucesso a implantação do software de gestão da companhia, o Oracle GBS, que garante maiores controles e acesso mais rápido a dados estratégicos para tomadas de decisões sobre o desempenho econômico-financeiro da companhia. Agradecimentos Aos clientes, instituições financeiras, fornecedores de bens e serviços e aos acionistas, agradecemos a confiança e o apoio manifestados ao longo do ano. Bem como aos nossos funcionários e colaboradores, agradecemos a valiosa dedicação na obtenção dos resultados. São Paulo, 26 de abril de 2013. A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Nota Explicativa Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Contas a receber de clientes Adiantamento a fornecedores Impostos a recuperar Partes relacionadas Estoques Despesas antecipadas Adiantamentos a funcionários Outros créditos Total do ativo circulante Não Circulante Partes relacionadas Despesas antecipadas Impostos a recuperar Imposto de renda e contribuição social diferidos Valores a recuperar Outros créditos Investimentos Em controlada Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do Ativo Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 3 4 5 6 7 8 31.930 16.105 80.226 6.511 1.726 2.225 1.547 1.405 741 5 142.421 8 7.938 651 4.977 7 19.a) 9 10 11 12 35.396 10.365 – 1.331 5.770 419 66.847 209.268 Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Fornecedores Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil Obrigações trabalhistas e encargos sociais Partes relacionadas Impostos e contribuições a recolher Adiantamentos de clientes Dividendos propostos Provisões e outras obrigações Total do passivo circulante Não Circulante Fornecedores 7.944 7.938 7.944 Empréstimos, financiamentos 2.328 651 2.328 e arrendamento mercantil – 4.977 – Adiantamentos de clientes Provisões e outras obrigações 34.778 35.396 34.778 Total do passivo não circulante 10.355 10.365 10.355 Patrimônio Líquido 248 – 248 Capital social Reserva de lucros - legal 1.469 – – Reserva de lucros - reserva de 4.241 5.770 4.241 retenção de dividendos 1.008 419 1.008 Ajustes de avaliação patrimonial 62.371 65.516 60.902 Total do patrimônio líquido 186.774 209.459 186.714 Total do Passivo e Patrimônio Líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 14.703 13.277 54.709 19.242 17.656 291 1.879 1.403 – 1.243 124.403 33.200 16.105 80.265 6.511 1.910 2.225 1.547 1.407 741 32 143.943 15.292 13.277 55.510 19.242 17.675 291 1.879 1.403 – 1.243 125.812 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro básico por ação) Nota Explicativa Receita de Serviços e Vendas Líquidas Custo dos Serviços Prestados e Produtos Vendidos Lucro Bruto Receitas (Despesas) Operacionais Gerais e administrativas Despesas com depreciação e amortização Resultado de equivalência patrimonial Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas Lucro Operacional antes do sultado Financeiro Resultado Resultado ultado Financeiro Receitas financeiras Despesas pesas financeiras Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditada) 428.450 208.048 425.551 206.205 22 (369.156) 56.395 (170.881) 35.324 (371.310) 57.140 (171.382) 36.666 (33.728) (1.801) (138) (29.350) (2.495) 951 (34.643) (1.801) – (29.726) (2.495) – 254 (35.459) (43) (30.937) 208 (36.236) (43) (32.264) 20.936 4.387 20.904 2.217 (1.936) 281 3.607 (3.738) (131) 2.360 (1.944) 416 23 23 11.536 725 4.309 Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditada) 11.536 425 Diferenças cambiais na conversão de (8) (8) 13.366 7.930 13.369 72 430 72 430 15 8 16 17 19.b) 18 30.281 1.546 4.777 25.207 3.429 9.044 82.195 10.913 – 8.266 34.270 172 2.082 69.499 30.294 1.546 4.864 25.207 3.429 9.044 82.386 10.922 – 8.459 34.270 172 2.084 69.706 13 2.228 6.504 2.228 6.504 14 17 18 – 5.770 11.425 19.423 83 11.309 – 17.896 – 5.770 11.425 19.423 83 11.309 – 17.896 20 20.a) 98.397 1.147 98.397 570 98.397 1.147 98.397 303 20.b) 8.219 (113) 107.650 209.268 517 (105) 99.379 186.774 8.219 (113) 107.650 209.459 517 (105) 99.112 186.714 (8) (8) Resultado Abrangente Total do Exercício 11.528 717 11.528 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 417 Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditada) 21.320 4.309 2.495 – 3.405 (1.779) – – – (37.078) (1.482) (15.397) (41) (3.290) 398 (524) – 15.482 1.295 – 5.083 22.433 (11.807) (3.672) (3.279) resources & energy (3.579) (305) 425 0,00 Outros resultados abrangentes operações no exterior 7.839 14 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 21.217 4.256 Ajustes para reconciliar o lucro antes do imposto de renda e da contribuição social com o caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais: Depreciações e amortizações 1.801 2.495 1.801 Resultado de equivalência patrimonial 138 (951) – Juros sobre empréstimos, mútuos e variações cambiais 678 3.405 678 Receita financeira (2.119) (1.779) (2.119) Constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.038 – 1.038 Baixa de ativo imobilizado 19 – 19 Imposto de renda e contribuição social correntes (10.307) – (10.401) Redução (aumento) nos ativos operacionais: Contas a receber de clientes (26.555) (36.277) (25.793) Estoques 332 (1.482) 332 Est Impostos a recuperar Imp 10.952 (15.378) 10.788 Adiantamento a fornecedores Ad 12.731 (41) 12.731 Despesas antecipadas 1.675 (3.290) 1.673 Partes relacionadas (1.928) 398 (1.928) Outros créditos e valores a recuperar 1.470 (722) 1.441 Adiantamento a funcionários (741) – (741) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Fornecedores For (9.803) 15.479 (9.714) Obrigações trabalhistas e encargos sociais Ob 19.368 1.286 19.372 Partes relacionadas Pa 1.545 – 1.545 Impostos e contribuições a recolher (3.489) 4.890 (3.596) Adiantamentos de clientes (14.603) 22.433 (14.603) Provisões e outras obrigações 18.396 (11.809) 18.653 Imposto de renda e contribuição social pagos – (3.672) – (678) (3.279) (678) Juros pagos Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) 21.137 (24.038) 21.818 atividades operacionais Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Redução (aumento) de títulos e valores mobiliários (709) 7.440 (709) (2.760) (2.779) (2.760) Aquisição de bens do ativo imobilizado e intangível Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) (3.469) 4.661 (3.469) atividades de investimento Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Captação de empréstimos 32.057 23.500 32.057 Pagamento de empréstimos (32.498) (24.259) (32.498) Partes relacionadas – (7.944) – Aumento de caixa proveniente de incorporações – 5.770 – – 24.092 – Aumento de capital Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) (441) 21.159 (441) atividades de financiamento 17.227 1.782 17.908 Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 14.703 12.921 15.292 31.930 14.703 33.200 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 17.227 1.782 17.908 Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucro Líquido do Exercício Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) 13 Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 3.645 (3.738) (93) Lucro Operacional e antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 21.217 4.256 21.320 Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes 19 (10.957) (3.579) (11.060) Diferidos 19 1.276 48 1.276 11.536 725 11.536 Lucro Líquido do Exercício Lucro Básico por Ação - R$ 0,13 0,01 0,13 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 21 22 22 10 Nota Explicativa (23.449) 7.440 (2.779) 4.661 23.500 (24.259) (7.944) 5.770 24.092 21.159 2.371 12.921 15.292 2.371 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Saldos em 31 de Dezembro de 2010 Efeitos decorrentes da incorporação reversa: Acervo líquido decorrente de incorporação reversa Reversão de reserva de dividendos decorrente de incorporação Acervo líquido de incorporação Aumento de capital Ajuste de avaliação patrimonialVariação cambial em investimento no exterior Lucro líquido do exercício Destinações: Reserva legal Dividendos propostos Constituição de reserva de lucros - dividendos Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Ajuste de avaliação patrimonialVariação cambial em investimento no exterior Lucro líquido do exercício Destinações: Reserva legal Dividendos propostos Constituição de reserva de lucros - dividendos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Nota Explicativa Capital Social 65.005 Reserva Legal 534 Reservas de Lucros Reserva de Retenção de Dividendos 7.613 Ajustes de Avaliação Patrimonial (97) Lucros Acumulados – Total 73.056 1.a) 1.a) 1.b) 20.c) 7.915 – 1.385 24.092 – – – – – (7.613) – – – – – – – – – – 7.915 (7.613) 1.385 24.092 10 – – – – – – (8) – – 725 (8) 725 20.a) 20.b) 20.b) – – – 98.397 36 – – 570 – – 517 517 – – – (105) (36) (172) (517) – – (172) – 99.379 10 – – – – – – (8) – – 11.536 (8) 11.536 – (517) 8.219 8.219 – – – (113) (577) (2.740) (8.219) – – (3.257) – 107.650 20.a) 20.b) 20.b) – 577 – – – – 98.397 1.147 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras w w w. c n e c . c o m . b r 46 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A. CNPJ nº 11.050.205/0001-06 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) 1. INFORMAÇÕES GERAIS A CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. (“Companhia”), anteriormente denominada CNEC Projetos de Engenharia S.A., foi constituída em 22 de abril de 2009 e tem por objetivo a execução de serviços de gerenciamento e elaboração de projetos de engenharia, nas áreas de desenvolvimento (energia, saneamento, óleo e gás, mineração e metais, obras na área ambiental e sistemas) e em outras obras vinculadas à infraestrutura, bem como atividades mercantis (aquisição e revenda de produtos e equipamentos) e atua, ainda, na elaboração de estudos de viabilidade técnica de hidroelétricas, conforme descrito na nota explicativa n° 9. A Companhia possui participações em consórcio constituído em conjunto com a Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., no qual detém 10% de participação. O objeto do consórcio, contratado pela Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, é a construção do projeto denominado Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - Rnest. Eventos societários ocorridos em 2011 a) Em 30 de junho de 2011, a controladora CNEC WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda. foi incorporada pela Companhia, ocasionando aumento de capital de R$7.915, sem emissão de novas ações. Essa reestruturação teve como objetivo otimizar os custos operacionais e as despesas administrativas e agilizar ações comerciais, além de padronizar os procedimentos administrativos e operacionais. O acervo líquido da incorporada CNEC WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda., levantado em 31 de maio de 2011, suportado por laudos de especialistas contratados pela Administração, está demonstrado a seguir: Ativo Circulante: Caixa e equivalentes de caixa 5.103 Dividendos a receber 10.151 Não circulante34.120 Imposto de renda e contribuição social diferidos 49.374 Total do ativo Passivo Circulante: Fornecedores 4 Contas a pagar - controladora 89 Outras contas a pagar 10.519 Obrigações fiscais 90 Não circulante30.757 Contas a pagar - controladora 41.459 Total do passivo 7.915 Acervo líquido Na data da incorporação, os valores de R$2.538 de dividendos propostos e R$7.613 de constituição de reserva de lucros, contabilizados no balanço em 31 de dezembro de 2010 da Companhia, foram compensados com o saldo de R$10.151, classificado como dividendos a receber no balanço da CNEC WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda. b) Em 30 de dezembro de 2011, a Companhia incorporou 100% do patrimônio líquido da parte relacionada Intecsea do Brasil Engenharia Ltda. através da emissão de 1.292.920 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal com preço unitário de R$1,071. O acervo líquido da incorporada, levantado em 30 de novembro de 2011, suportado por laudos de especialistas contratados pela Administração, está demonstrado a seguir: Ativo Circulante: Caixa e equivalentes de caixa 667 Contas a receber de clientes 545 Impostos a recuperar 1.348 Despesas antecipadas 23 Outros créditos 167 Não circulante99 Imobilizado 2.849 Total do ativo Passivo sivo Circulante: ulante: necedores Fornecedores 15 Obrigações rigações tributárias 115 Salários a pagar 4 Obrigações trabalhistas 811 519 Outras obrigações 1.464 Total do passivo 1.385 Acervo líquido Comparabilidade das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011 incluem os efeitos da incorporação reversa da Cnec WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda. referentes a sete meses, de 31 de maio a 31 de dezembro de 2011, e da incorporação da Intecsea do Brasil Engenharia Ltda. referentes a um mês, de 30 de novembro a 31 de dezembro de 2011. Portanto, a leitura das demonstrações financeiras deve considerar esses efeitos. 2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 2.1. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas de acordo com as normas e as práticas contábeis adotadas no Brasil e compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos técnicos e as orientações e interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos cotistas da controladora e o patrimônio líquido e o resultado da controladora, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. 2.2. Base de consolidação Controlada As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Companhia e da controlada. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades. As demonstrações financeiras da controlada são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle se inicia até a data em que o controle deixa de existir. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, o investimento em controlada é reconhecido através do método de equivalência patrimonial, conforme previsto pelas práticas contábeis adotadas no Brasil com relação às demonstrações financeiras individuais. 2.3. Moeda funcional e de apresentação As demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia e da controlada. 2.4. Instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados ao valor justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros, mensurados ao valor justo por meio do resultado, são reconhecidos imediatamente no resultado. Caixa e equivalentes de caixa Representados por saldos em caixa, recursos em contas bancárias de livre movimentação e Certificados de Depósito Bancário - CDB, valorizados de acordo com as taxas pactuadas, e não diferem significativamente dos valores de mercado, até as datas de encerramento dos exercícios. As operações registradas como caixa e equivalentes de caixa possuem liquidez imediata e vencimento em até 90 dias das datas de encerramento dos exercícios. Contas a receber de clientes - partes relacionadas Provenientes da prestação de serviços de consultoria e engenharia os quais são prestados a partes relacionadas, conforme descrito na nota explicativa nº 8. Instrumentos financeiros - passivos não derivativos Os passivos financeiros da Companhia são substancialmente representados por fornecedores, empréstimos e financiamentos e arrendamento mercantil. Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e atualização monetária ou cambial incorridos. 2.5. Títulos e valores mobiliários A Companhia classifica seus títulos e valores mobiliários como empréstimos e recebíveis. Os empréstimos e recebíveis estão mensurados pelo custo amortizado. 2.6. Contas a receber de clientes e provisão para créditos de liquidação duvidosa As contas a receber de clientes são registradas e mantidas no balanço patrimonial pelo valor nominal dos títulos, ajustado a valor presente, quando aplicável. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base em análise das perdas históricas, avaliação dos saldos com risco de realização e negociações em andamento com os clientes. 2.7. Demonstração do resultado abrangente Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa que não são reconhecidos na demonstração do resultado, como requerido ou permitido pelos pronunciamentos, interpretações e orientações técnicos emitidos pelo CPC. 2.8. Estoques Compostos por materiais destinados à aplicação nas obras em andamento e avaliados pelo custo médio de aquisição ou pelos valores de realização, o que for menor. 2.9. Investimentos Uma controlada é uma entidade sobre a qual a Companhia possui controle e que não se configura como uma coligada nem uma participação sob controle comum (“joint venture”). A participação da Companhia em entidade controlada está demonstrada na nota explicativa nº 10. Os resultados, ativos e passivos da controlada são incorporados às demonstrações financeiras com base no método de equivalência patrimonial. Conforme o método de equivalência patrimonial, os investimentos em controlada são inicialmente registrados pelo valor de custo e, em seguida, ajustados para fins de reconhecimento da participação da Companhia no lucro líquido ou prejuízo da controlada. 2.10. Imobilizado Os equipamentos de informática, os móveis e utensílios, os veículos e as benfeitorias em propriedade de terceiros estão demonstrados ao valor de custo, deduzido de depreciação acumulada, calculada pelo método linear às taxas mencionadas na nota explicativa nº 11, que considera a vida útil-econômica dos bens. A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo método linear, de modo que o valor do custo, menos o seu valor residual, após sua vida útil, seja integralmente baixado. A vida útil estimada, os valores residuais depreciação são revisados nas datas is e os métodos de depre de encerramento dos exercícios e o efeito efeit de quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. A Companhia revisou a vida útil dos seus ativos e concluiu que as taxas de depreciação utilizadas são condizentes com as suas operações em 31 de dezembro de 2012 e de 2011. 2.11. In Intangível Demonstrado ao custo de aquisição, representado basicamente pelos gastos com implementação de sistemas informatizados. A amortização está sendo calculada pelo método linear à taxa de 20% ao ano. 2.12. Variações cambiais ambiais Os ativos e passivos indexados estão atualizados de acordo com os respectivos indexadores até as datas de encerramento dos exercícios, em contrapartida às variações cambiais e monetárias no resultado, exceto para as variações cambiais de investimentos em controladas no exterior, com moeda funcional diferente da adotada pela Companhia, que são reconhecidas no patrimônio líquido. 2.13. Instrumentos financeiros A categoria depende da finalidade para a qual os ativos e passivos financeiros foram adquiridos ou contratados e é determinada no reconhecimento inicial dos instrumentos financeiros. Os ativos financeiros são classificados nas seguintes categorias: empréstimos e recebíveis, valor justo por meio do resultado, mantidos até o vencimento ou disponíveis para venda. A classificação depende da natureza e da finalidade dos ativos financeiros. 2.14. Arrendamento mercantil Os arrendamentos mercantis que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da Companhia, incluindo os que decorrem de operações e aqueles que transferem para a Companhia os benefícios, os riscos e o controle dos bens, são classificados como arrendamento mercantil financeiro. Os arrendamentos mercantis financeiros são registrados como compra financiada, reconhecendo, no momento da aquisição, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento (arrendamento). 2.15. Empréstimos e financiamentos Registrados pelo valor nominal, acrescidos de juros e variação cambial, quando aplicável, incorridos até as datas de encerramento dos exercícios. 2.16. Provisão para riscos trabalhistas e cíveis Constituída, quando aplicável, para fazer frente aos processos cujas probabilidades de perda são classificadas como prováveis pela Administração, com base na opinião de seus assessores jurídicos. No caso de exigências tributárias, cuja legalidade seja objeto de contestação judicial, as obrigações pertinentes estão registradas pelo valor integral em discussão. 2.17. Outros créditos e outras obrigações Os demais ativos estão demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos auferidos. Os demais passivos são demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, juros e atualizações monetárias. 2.18. Redução ao valor recuperável de ativos tangíveis e intangíveis Na elaboração das demonstrações financeiras, a Companhia analisa se existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperado. Caso sejam identificadas tais evidências, a Companhia estima o valor recuperável do ativo. A Companhia não identificou situações que exigissem o reconhecimento de provisão em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 para os itens constantes nos ativos imobilizado e intangível. 2.19. Imposto de renda e contribuição social A despesa com imposto de renda e contribuição social representa a soma dos impostos correntes e diferidos. Impostos correntes O imposto de renda e a contribuição social são calculados aplicando-se as alíquotas vigentes de 25% e 9%, respectivamente, sobre o lucro tributável do exercício. Impostos diferidos O imposto de renda e a contribuição social diferidos (“impostos diferidos”) são reconhecidos sobre as diferenças temporárias até as datas de encerramento dos exercícios entre os saldos de ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações financeiras e as bases fiscais correspondentes utilizadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos ativos ou passivos não são reconhecidos sobre diferenças temporárias resultantes de ágio ou de reconhecimento inicial (exceto para combinação de negócios) de outros ativos e passivos em uma transação que não afete o lucro tributável nem o lucro contábil. A composição dos impostos diferidos está demonstrada na nota explicativa nº 18. A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada até as datas de encerramento dos exercícios e, quando não for mais provável que lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante que se espera que seja recuperado. Impostos diferidos ativos são mensurados pelas alíquotas aplicáveis no exercício que se espera que o ativo seja realizado, previstas nas legislações tributárias vigentes. A mensuração dos impostos diferidos ativos reflete as consequências fiscais que resultariam da forma pela qual a Companhia espera, até as datas de encerramento dos exercícios, recuperar ou liquidar o valor contábil desses ativos. 2.20. Lucro básico por ação O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do resultado atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais emitidas durante o exercício. 2.21. Uso de estimativas e julgamento A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC determina que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de práticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício estão relacionadas, principalmente, aos seguintes aspectos: vida útil do ativo imobilizado, provisões para riscos fiscais, cíveis e trabalhistas, provisão para créditos de liquidação duvidosa e projeções para realização de imposto de renda e contribuição social diferidos ativos. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. O impacto de tais revisões é reconhecido no exercício em que são efetuadas. 2.22. Consórcios As participações em consórcios são reconhecidas linha a linha nas contas do balanço e da demonstração do resultado, na proporção do percentual de participação no consórcio. 2.23. Receitas, despesas e custos incorridos a faturar A receita de prestação de serviço é apurada e reconhecida em virtude da evolução de cada projeto. A receita compreende o valor inicial acordado no contrato acrescido de variações decorrentes de solicitações adicionais, na condição em que seja praticamente certo que resultem em receita e possam ser mensuradas de forma confiável. Tão logo o resultado de um contrato de prestação de serviço de engenharia possa ser estimado de maneira confiável, a receita do contrato é reconhecida no resultado na medida do estágio de conclusão do contrato de acordo com o percentual de conclusão de cada um dos projetos. Os custos de cada contrato são reconhecidos como resultado no período em que são incorridos, a menos que criem um ativo relacionado à atividade de contrato futuro. Quando o resultado de um contrato de prestação de serviço não pode ser estimado com confiabilidade, sua receita é reconhecida até o montante dos custos incorridos desde que sua recuperação seja provável. Se for provável que os custos totais excederão a receita total de um contrato, a perda referente ao excedente entre a receita contratada e o custo total estimado é reconhecida imediatamente no resultado do exercício na rubrica “custo dos serviços prestados” e um passivo registrado na rubrica de “Fornecedores”. Os valores recebidos antes da realização do correspondente trabalho são registrados no balanço patrimonial como um passivo, na rubrica “Adiantamentos de clientes”. Os montantes faturados ou a faturar registrados com base no trabalho executado por obra, mas ainda não pagos pelo cliente, são registrados no balanço patrimonial como um ativo, na rubrica “Contas a receber de clientes”. 2.24. Despesas financeiras Representam juros e variações monetárias decorrentes de empréstimos e arrendamento mercantil, conforme demonstrado na nota explicativa nº 22. 2.25. Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir: IFRS 9 Instrumentos Financeiros (d) IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas (b) IFRS 11 Negócios em Conjunto (b) IFRS 12 Divulgações de Participações em Outras Entidades (b) IFRS 13 Mensuração do Valor Justo (b) Modificações Apresentação dos Itens de Outro Resultado à IAS 1 Abrangente (a) Modificações Divulgação - Compensação de Ativos Financeiros à IFRS 7 e Passivos Financeiros (b) Modificações às Data de Aplicação Mandatória da IFRS 9 IFRSs 9 e 7 e Divulgação de Transição (d) Modificações Demonstrações Financeiras Consolidadas, Negócios às IFRSs em Conjunto e Divulgações de Participações em 10, 11 e 12 Outras Entidades: Guia de Transição (b) IAS 19 (revisada em 2011) Benefícios a Empregados (b) IAS 27 (revisada em 2011) Demonstrações Financeiras Separadas (b) IAS 28 (revisada em 2011) Investimentos em Coligadas e “Joint Ventures” (b) Modificações à IAS 32 Compensação de Ativos e Passivos Financeiros (c) Modificações às IFRSs Ciclo de Melhorias Anuais aos 2009-2011 Custos de Remoção na Fase de Produção de IFRIC 20 uma Mina de Superfície (b) (a) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2011. (b) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. (c) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2012. (d) Em vigor para exercícios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2012. A Companhia entende que não terá impactos relevantes em suas demonstrações financeiras individuais na aplicação desses pronunciamentos contábeis. resourcess & e resource energy e gy w w w. c n e c . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 47 CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A. CNPJ nº 11.050.205/0001-06 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) 10. INVESTIMENTOS 3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Caixa e bancos Aplicações financeiras (*) Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) 5.032 2.252 6.302 2.841 26.898 12.451 26.898 12.451 31.930 14.703 33.200 15.292 (*) A Companhia possui ainda aplicações financeiras no Banco Bradesco S.A., na qual os recursos disponíveis no final do mês são automaticamente aplicados e remunerados à taxa de 20,0% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI, sem o risco de mudança significativa do valor. A referida aplicação possui liquidez imediata. 4. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Os títulos e valores mobiliários são investimentos temporários de curto prazo, representados por títulos de alta liquidez, e estão classificados como “empréstimos e recebíveis”, demonstrados como segue: Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) 16.105 13.277 16.105 13.277 Aplicações financeiras Representam aplicações financeiras compromissadas, lastreadas em debêntures, remuneradas a taxas que variam entre 99,5% e 102% do CDI, sem o risco de mudança significativa do valor, com prazos de resgate que variam entre um e três meses, e possuem liquidez imediata. 5. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) A faturar (a) 18.559 25.453 18.559 25.453 Contas a receber - RNEST (b) 36.129 11.383 36.129 11.383 Prestação de serviços 27.276 18.989 27.315 19.790 (1.738) (1.116) (1.738) (1.116) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 80.226 54.709 80.265 55.510 (a) Refere-se a contas a receber por serviços prestados durante o exercício, cujo faturamento ocorreu no decorrer do primeiro trimestre de 2013. (b) Refere-se a saldo registrado pelo consórcio no qual a Companhia detém 10% de participação. O objeto do consórcio, contratado pela Petrobras, é a construção do projeto denominado Refinaria do Nordeste Abreu e Lima. O “aging list” das contas a receber por vencimento está assim representado: Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) A vencer 77.836 51.521 77.875 51.521 Vencidos: 1 a 30 dias 939 1.388 939 1.235 31 a 60 dias 275 667 275 1.585 61 a 90 dias 520 229 520 229 91 a 180 dias 472 735 472 735 181 a 360 dias 184 169 184 205 1.738 1.116 1.738 1.116 Há mais de 361 dias 81.964 55.825 82.003 56.626 Total As movimentações na provisão para perdas de contas a receber são as seguintes: Controladora e Consolidado (BR GAAP e IFRS) Saldo em 31 de dezembro de 2010 (1.116) Baixas – – Constituição Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado) (1.116) Baixa 416 (1.038) Constituição (1.738) Saldo em 31 de dezembro de 2012 P E IFRS) 6. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP Refere-se à antecipação de recursos a terceiros para serviços que serão prestados em projetos para construção de usinas sinas hidroelétricas. 7. IMPOSTOS A RECUPERAR Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 Imposto de Renda Retido na Fonte a Recuperar - IRRF – 2.424 – 2.424 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido a Recuperar - CSLL 408 1.057 408 1.057 Programa de Integração Social - PIS – 1.136 – 1.136 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS 1.024 5.221 1.024 5.221 Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS (*) 4.977 6.311 4.977 6.311 294 1.507 478 1.526 Outros impostos a recuperar 6.703 17.656 6.887 17.675 Total Circulante 1.726 17.656 1.910 17.675 Não circulante 4.977 – 4.977 – (*) Refere-se a créditos pela entrada de mercadorias para revenda nos projetos Jirau e Furnas. 8. PARTES RELACIONADAS - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP E IFRS) Ativo Ativo não Passivo Circulante Circulante Circulante WorleyParsons Serv PTY Ltd (a) 353 7.938 541 WorleyParsons Global Services Group (b) 1.313 – – WorleyParsons Europe Ltd (a) 530 – – Intec Engineering BV (a) 29 – – WorleyParsons Group Inc (a) – – 24 WorleyParsons Service Inc (a) – – 230 WorleyParsons Canada Ltd (a) – – 25 – – 726 Beijing Worley Parsons Engineering (a) 2.225 7.938 1.546 Saldos em 31 de dezembro de 2012 291 7.944 – Saldos em 31 de dezembro de 2011 Custo dos Serviços Prestados Receita Demonstração do resultado WorleyParsons Serv PTY (a) (2.309) – Beijing Worley Parsons Engineering (a) (610) – WorleyParsons Thailand Limited (a) (78) – WorleyParsons Group Inc (a) (64) – WorleyParsons Service Inc (a) (337) – WorleyParsons Canada Ltd (a) (9.390) – WorleyParsons Peru (a) (662) – WorleyParsons Westmar Corp (a) (66) – WorleyParsons Europe Ltd (a) – 1.739 – 2.965 WorleyParsons Global Services Group (a) (13.516) 4.704 (a) Refere-se a despesas administrativa e serviços de consultoria em engenharia prestados pela controladora direta com vencimento em até 30 dias. (b) Refere-se a serviços de consultoria em tecnologia da informação, licenças de software e treinamentos, com vencimento em até 30 dias. Remuneração dos administradores O montante pago até 31 de dezembro de 2012 é de R$2.387 (R$2.236 em 31 de dezembro de 2011) referentes a benefícios de curto prazo, tais como salários, encargos e outros. 9. VALORES A RECUPERAR Referem-se principalmente aos custos incorridos pela Companhia em estudos de viabilidade técnica de hidroelétricas, decorrentes de contratos firmados e aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL, em processos de licitação. Os estudos de viabilidade são incluídos nos leilões para concessão da exploração de serviços de energia elétrica. O vencedor do leilão tem a obrigação de pagar o preço estabelecido pela ANEEL para os estudos de viabilidade. Prejuízo Resultado de PatriLíquido Equivalência Participação - % Investimentos mônio do Patrimonial Líquido Exercício 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 CNEC Engenharia S.A. - Argentina 1.331 (138) 100 Movimentação de investimentos em controlada: Saldo em 31 de dezembro de 2010 Ajuste de avaliação patrimonial Resultado da equivalência patrimonial Saldo em 31 de dezembro de 2011 Ajuste de avaliação patrimonial Resultado da equivalência patrimonial Saldo em 31 de dezembro de 2012 11. IMOBILIZADO 100 1.331 1.469 (138) 951 526 (8) 951 1.469 (8) (130) 1.331 Controladora e Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 Taxa Média Anual Depreciação Valor Valor de Depreciação - % Custo Acumulada Líquido Líquido (*) Equipamentos de Informática 20 4.884 (4.503) 381 427 Móveis e utensílios 10 3.121 (1.416) 1.705 604 Benfeitorias em propriedades de terceiros 10 2.645 (1.272) 1.373 1.490 3.146 (835) 2.311 1.720 Imobilizado em andamento e outros – 13.796 (8.026) 5.770 4.241 (*) Os saldos consolidados de 2011 não foram auditados. A movimentação do imobilizado é demonstrada a seguir: Saldo em 31 de dezembro de 2010 3.944 Adições decorrentes de incorporações 99 Aquisições 1.762 Depreciações (1.564) Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado) 4.241 Aquisições 2.760 Baixas (19) Depreciações (1.212) Saldo em 31 de dezembro de 2012 5.770 12. INTANGÍVEL Controladora e Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 Taxa Anual de Amortização Valor Valor Amortização - % Custo Acumulada Líquido Líquido (*) Direitos de uso de software 20 9.242 (8.825) 417 1.006 Marcas, patentes e outros – 2 – 2 2 9.244 (8.825) 419 1.008 (*) Os saldos consolidados de 2011 não foram auditados. A movimentação do intangível é demonstrada a seguir: Saldo em 31 de dezembro de 2010 922 Aquisições 1.017 (931) Amortizações Saldo em 31 de dezembro de 2011 - Saldo consolidado (não auditado) 1.008 Amortizações (589) Saldo em 31 de dezembro de 2012 419 13. FORNECEDORES Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) Fornecedores - nacionais e exterior 10.067 19.870 10.158 19.873 Circ Circulante 7.839 13.366 7.930 13.369 Não circulante 2.228 6.504 2.228 6.504 Referem-se substancialmente a serviços de engenharia e compra de materiais voltados para a elaboração e o desenvolvimento de projetos. 14. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ARRENDAMENTO MERCANTIL Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) Natureza Vencimento Final Taxa de Juros 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) FINEP (a) 2013 TJLP (b) + juros de 6% a.a 72 513 72 513 Circulante 72 430 72 430 Não circulante – 83 – 83 (a) Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP (b) Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP Em garantia do cumprimento das obrigações principais e acessórias assumidas, a Companhia forneceu carta de fiança à FINEP. Com relação ao arrendamento mercantil, a garantia é o próprio bem e sobre ele não há exigência de manutenção de índices financeiros (“covenants”). A movimentação dos empréstimos, dos financiamentos e do arrendamento mercantil é como segue: Saldo em 31 de dezembro de 2010 1.146 Captações de empréstimos - conta garantida 23.500 Pagamento do principal (FINEP e conta garantida) (24.259) Juros provisionados 3.405 (3.279) Juros pagos Saldo em 31 de dezembro de 2011 513 Captações de empréstimos - conta garantida 32.057 Pagamento do principal (FINEP e conta garantida) (32.498) Juros provisionados 678 Juros pagos (678) Saldo em 31 de dezembro de 2012 72 15. OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E ENCARGOS SOCIAIS Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) Salários a pagar 7.660 2.964 7.663 2.967 Provisão de férias 10.946 4.502 10.949 4.506 Provisão de encargos sociais sobre férias 1.156 1.453 1.156 1.453 Instituto Nacional do Seguro Social - INSS 6.520 911 6.527 913 Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS 891 377 891 377 IRRF sobre salários 2.758 475 2.758 475 Outras obrigações 350 231 350 231 30.281 10.913 30.294 10.922 16. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER Controladora Consolidado (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) PIS 75 487 75 487 Cofins 528 2.235 528 2.235 ICMS 86 2.609 86 2.609 Imposto Sobre Serviços - ISS 3.859 2.526 3.859 2.526 Outros 229 409 316 602 4.777 8.266 4.864 8.459 17. ADIANTAMENTOS DE CLIENTES Referem-se a adiantamentos recebidos de clientes por conta de projetos em execução, substancialmente projetos para construção de usinas hidroelétricas e estudos de viabilidade econômica, substancialmente referentes aos projetos Energia Sustentável, CBA e Staatsolie. resources & energy w w w. c n e c . c o m . b r 48 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A. CNPJ nº 11.050.205/0001-06 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando mencionado de outra forma) 18. PROVISÕES E OUTRAS OBRIGAÇÕES - CONTROLADORA E CONSOLIDADO (BR GAAP E IFRS) 23. RESULTADO FINANCEIRO Controladora (BR GAAP) 31/12/2012 31/12/2011 Referem-se a provisões referentes a despesas incorridas cuja emissão de nota fiscal ainda não ocorreu, substancialmente referente aos projetos MMX, Skanka, Furnas e Petrobras. Consolidado (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) A Companhia possui um adiantamento de R$16.758 referentes à reembolso de gastos no Projeto RNEST recebido do Consórcio CNCC - Camargo Corrêa - CNEC, sendo R$6.000 classificados no passivo circulante e Receitas financeiras: R$10.758 no passivo não circulante, os valores serão compensados com serviços a serem prestados por Rendimento financeiro 2.119 1.779 2.119 1.779 empregados da Companhia. Juros sobre mútuo – 1.428 – 1.428 19. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Outras 98 400 241 438 2.217 3.607 2.360 3.645 a) Imposto de renda e contribuição social diferidos Despesas financeiras: O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros Juros sobre empréstimos (839) (3.405) (839) (3.405) atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e o seu valor contábil. Despesas bancárias – (22) – (22) A Companhia reconheceu no ativo os créditos tributários referentes à provisão para créditos de liquidação Multa sobre obrigações (477) (18) (477) (18) duvidosa e às provisões para riscos. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado ao menos anualmente. Variação cambial (113) (291) (113) (291) (507) (2) (515) (2) Outras Caso ocorram fatores relevantes que modifiquem essas projeções, elas serão revisadas durante o exercício pela (1.936) (3.738) (1.944) (3.738) Companhia. A Administração considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias serão 281 (131) 416 (93) realizados na proporção da resolução final das provisões para crédito de liquidação duvidosa e liquidação das Resultado financeiro provisões para riscos. O imposto de renda e a contribuição social diferidos foram constituídos considerando-se a 24. SEGUROS CONTRATADOS A Companhia mantém política de efetuar cobertura de seguros de forma global para os bens do imobilizado alíquota de 34% (imposto de renda e contribuição social) vigente e têm a seguinte composição: sujeitos a riscos de incêndio, roubos, danos materiais e lucros cessantes. (i) Imposto de renda e contribuição social diferidos 25. BENEFÍCIOS A EMPREGADOS Controladora e Consolidado A Companhia possui Plano de Previdência Privada, na modalidade de contribuição definida, cujos custos são (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 perfeitamente previsíveis e passíveis de controle e administração, e para o qual a Companhia e o colaborador contribuem na mesma paridade de valores, para os salários superiores a R$4, até o limite de 4% do salário (Não auditado) nominal. Para contribuições acima do limite estabelecido, não há contribuição por parte da Companhia. Durante Provisão para créditos de liquidação duvidosa – 1.116 os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, a Companhia contribuiu com R$678 e R$324, Outras provisões 3.753 820 respectivamente. 3.753 1.936 Ativo diferido - alíquota de 34% 1.276 658 26. PROVISÃO PARA RISCOS TRABALHISTAS E CÍVEIS Imposto de renda e contribuição social diferidos (*) 34.120 34.120 a) Processos cíveis Total 35.396 34.778 Constituída para as causas cujas probabilidades de perda são avaliadas como prováveis pelos assessores (*) Os valores incorporados referem-se ao ágio anteriormente gerado quando da aquisição das ações da jurídicos e pela Administração da Companhia, considerando a natureza dos processos e a experiência dos assessores jurídicos e da Administração em causas semelhantes. Cnec WorleyParsons do Brasil Engenharia Ltda. Adicionalmente, a Companhia é ré em ação civil pública movida pelo Ministério Público, para anulação de licenças b) Conciliação da despesa de imposto de renda e da contribuição social concedidas aos empreendimentos Cachoeira e Estreito e a invalidação de processos de licenciamento ambiental Controladora Consolidado desses empreendimentos e dos AHEs Ribeiro Gonçalves, Uruçui e Cachoeira, em virtude de suposta insuficiência (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) de estudos ambientais apresentados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA. A probabilidade de perda 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 estimada pelos assessores jurídicos da Companhia é possível. (Não auditado) Em 31 de dezembro de 2012, não há provisões reconhecidas. Lucro antes do imposto de renda e b) Processos trabalhistas da contribuição social 21.217 4.256 21.320 4.309 Correspondem, principalmente, a pleitos de indenização por acidentes do trabalho e reclamações de horas Alíquota 34% 34% 34% 34% extras, que totalizam R$10, os quais foram avaliados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos e pela Despesa de imposto de renda e Administração; portanto, sem constituição de provisão. contribuição social calculada às alíquotas nominais (7.214) (1.447) (7.249) (1.465) Em 31 de dezembro de 2012, não há provisões reconhecidas. Ajustes para apuração do imposto de renda 27. INSTRUMENTOS FINANCEIROS - CONSOLIDADO (BR GAAP e IFRS) e contribuição social efetivos: Equivalência patrimonial (47) 323 – – a) Gestão de risco de capital Adições permanentes, líquidas (2.420) (275) (2.535) (275) A Companhia contrata operações envolvendo instrumentos financeiros que se destinam a atender às suas Serviços de terceiros - pessoa jurídica – (2.132) – (2.144) necessidades operacionais, bem como a reduzir a exposição a riscos de crédito e taxa de câmbio. A administração desses riscos, bem como dos respectivos instrumentos, é realizada por meio de definição de estratégias, Despesa de imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos (9.681) (3.531) (9.784) (3.884) estabelecimento de sistemas de controle e determinação de limites de exposição cambial. Títulos e valores mobiliários 20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO O capital social integralizado em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 é de R$98.397, representado por 88.787.128 As aplicações financeiras têm taxas de remuneração variáveis e estão registradas pelo custo amortizado até as datas de encerramento dos exercícios. ações ordinárias, sem valor nominal. Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil a) Reserva legal São registrados com base nos juros contratuais de cada operação, conforme demonstrado na nota explicativa Constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder 20% do nº 14. capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada b) Categoria de instrumentos financeiros para compensar prejuízo ou aumentar o capital. A Companhia possui instrumentos financeiros cujos valores reconhecidos no balanço patrimonial aproximam-se b) Dividendos dos valores de mercado. Aos acionistas é assegurado, em cada exercício social, o dividendo mínimo de 25% do lucro líquido ajustado, Controladora Consolidado em conformidade com o Estatuto Social da Companhia. (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 (Não auditado) Lucro líquido do exercício 11.536 725 Constituição da reserva legal - 5% (577) (36) Ativos financeiros 31.930 14.703 33.200 15.292 Subtotal 10.959 689 Caixa e equivalente de caixa Dividendos mínimos obrigatórios - 25% (2.740) (172) Custo amortizado: Títulos e valores mobiliários Títu 16.105 13.277 16.105 13.277 Proposta da Ad Administraçãot d i i t ã Adiantamento a fornecedores Ad 6.511 19.242 6.511 19.242 Dividendos adicionais propostos - classificados como reserva de lucros 8.219 219 517 Contas a receber de clientes e partes relacionadas 90.389 62.944 90.428 63.745 Em 30 de abril de 2012, conforme Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, foi aprovado a distribuição de Passivos financeiros dividendos referentes aos saldos de R$517 à conta de Constituição de reserva de lucros - dividendos. Custo amortizado: c) Aumento de capital Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil - circulante e não circulante 72 513 72 513 Em 9 de dezembro de 2011, os acionistas da Companhia deliberaram o aumento de capital social no valor de Fornecedores 10.067 19.870 10.158 19.873 R$24.092, em moeda corrente, mediante a emissão de 22.488.608 ações ordinárias, nominativas e sem valor Adiantamento de clientes 30.976 45.579 30.976 45.579 nominal, ao preço de emissão de R$1,071 por ação. Risco de crédito 21. RECEITA DE SERVIÇOS E VENDAS LÍQUIDAS A Companhia mantém contas-correntes bancárias e aplicações financeiras com instituições financeiras aprovadas Controladora Consolidado pela Administração, de acordo com critérios objetivos para diversificação de riscos de crédito. (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) A Companhia possui clientes contratados em moeda estrangeira. O risco vinculado a esses ativos surge em 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 razão da possibilidade de existirem flutuações nas taxas de câmbio que possam aumentar os saldos desses (Não auditado) ativos. A fim de mitigar esse risco, a Companhia utilizou instrumentos financeiros de “forward” (venda futura de Receita bruta: dólar norte-americano - US$) com o Banco HSBC S.A. Prestação de serviços - nacional 388.867 157.862 388.867 157.862 Prestação de serviços - exterior – 5.328 2.899 7.171 A Companhia está sujeita a riscos de crédito relacionados ao contas a receber. O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em Venda de mercadorias 76.850 61.398 76.850 61.398 perdas financeiras. A Companhia adotou a política de apenas negociar com contrapartes que possuam 465.717 224.588 468.616 226.431 capacidade de crédito e obter garantias suficientes, quando apropriado, como meio de mitigar o risco de perda Deduções: financeira por motivo de inadimplência. PIS (4.928) (1.895) (4.928) (1.895) COFINS (21.529) (8.732) (21.529) (8.732) c) Análise de sensibilidade ISS (10.508) (5.271) (10.508) (5.271) A seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, descrevendo os riscos ICMS (3.201) (2.485) (3.201) (2.485) que podem gerar prejuízos materiais à Companhia, com cenário mais provável, segundo a avaliação efetuada (40.166) (18.383) (40.166) (18.383) pela Administração, considerando um horizonte de 12 meses. Adicionalmente, dois outros cenários são Receita líquida 425.551 206.205 428.450 208.048 demonstrados a fim de apresentar 25% e 50% de deterioração na variável de risco considerada, respectivamente. Para a análise de sensibilidade, foram utilizados como premissa os indicadores macroeconômicos vigentes no 22. CUSTOS DOS SERVIÇOS PRESTADOS E PRODUTOS VENDIDOS POR NATUREZA encerramento do exercício social, por ser entendido que, devido à volatilidade de mercado, o cenário provável A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando a classificação das despesas com base na sua para os próximos 12 meses seria equiparado ao de 31 de dezembro de 2012. função. As informações sobre a natureza dessas despesas, reconhecidas na demonstração do resultado, são Títulos e valores mobiliários apresentadas a seguir: Cenário Cenário Cenário Controladora Consolidado Indexador Valor Risco Provável Possível (25%) Remoto (50%) (BR GAAP) (BR GAAP e IFRS) CDI 16.105 Desvalorização do CDI 1.176 294 588 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 A taxa considerada foi a seguinte: (Não auditado) Indicadores Cenário I - provável Cenário II - 25% Cenário III - 50% Serviços de terceiros (52.957) (69.112) (53.031) (69.241) CDI projetada para 12 meses. 7,3% 9,13% 10,95% Salários e benefícios a empregados (131.561) (62.770) (131.643) (62.812) A referida taxa utilizada para a projeção de mercado foi extraída da seguintes fontes externas independentes: Matérias-primas e materiais de uso e consumo (165.324) (49.990) (167.478) (50.491) www.bcb.gov.br e www.fgv.br. Aluguéis (16.111) (9.158) (16.144) (9.177) Locomoção, viagens e refeições (10.505) (5.884) (10.546) (5.937) d) Contrato de “hedge” de taxa de juros Depreciação e amortização (1.801) (2.495) (1.801) (2.495) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia possui contas a receber em moeda estrangeira, no valor de US$3.600 Fretes (3.171) (1.171) (3.171) (1.171) mil, para as quais contratou instrumento financeiro correspondente a 80% dos fluxos de caixa decorrentes desses Despesas tributárias (3.782) (900) (4.081) (977) ativos. Os valores nominais de US$3.503 mil possuem vencimento entre janeiro de 2013 e março 2014 e as taxas Manutenção (1.618) (786) (1.618) (786) asseguradas são em média de R$2,085. Provisão para créditos de liquidação duvidosa (1.038) – (1.038) – O valor justo desse instrumento financeiro na data da contratação era de R$7.463. Em 31 de dezembro de 2012, Outras (16.817) (460) (17.203) (516) o valor justo é de R$7.288, impactando o resultado financeiro para o exercício findo naquela data no montante de (404.685) (202.726) (407.754) (203.603) R$174. Custo dos serviços prestados e produtos vendidos (369.156) (170.881) (371.310) (171.382) 28. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Despesas gerais e administrativas A emissão das demonstrações financeiras da Companhia foi autorizada para divulgação pela Diretoria em e depreciação e amortização (35.529) (31.845) (36.444) (32.221) 27 de abril de 2013. resources & energy res w w w. c n e c . c o m . b r Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 49 CNEC WORLEYPARSONS ENGENHARIA S.A. CNPJ nº 11.050.205/0001-06 A DIRETORIA MARIA DE LOURDES LIRA SOUSA - Contadora CRC 1SP 262457/O-5 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Acionistas e Administradores da CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da CNEC WorleyParsons Engenharia S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem os balanços patrimoniais levantados em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras.Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados às circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalvas. Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras 1) Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia, no curso normal de suas operações e com base na opinião de seus assessores jurídicos, adota práticas que, por tratar-se de matérias ainda não pacificadas no âmbito jurídico, ensejam riscos contingenciais. As práticas contábeis adotadas no Brasil requerem que tais riscos sejam provisionados quando a perda for considerada provável ou quando existir a possibilidade material de ser imputada à Companhia uma penalização pecuniária, mesmo sendo matéria discutível no âmbito jurídico. Consequentemente, a Companhia não reconheceu em suas demonstrações financeiras os riscos decorrentes dessa natureza, e não foi possível estimar os possíveis efeitos nas demonstrações financeiras. 2) A Companhia possui saldo de imposto de renda e contribuição social registrado no ativo não circulante, no montante de R$34.120 mil, decorrente da incorporação mencionada na nota explicativa n° 1.a), cuja recuperação dependerá da geração de resultados tributáveis futuros, os quais devem ser suportados por estudo aprovado pela Administração. Não nos foi fornecido estudo que demonstre a recuperação desses impostos diferidos; portanto, os saldos poderiam ser reduzidos ao provável valor de realização, conforme requerido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos nos parágrafos do item “Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras”, essas demonstrações financeiras apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos a) Os valores das demonstrações financeiras consolidadas correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, não foram auditados por nós nem por outros auditores independentes. Por isso, não emitimos opinião sobre eles. Entretanto, auditamos as demonstrações financeiras individuais para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, e, portanto, também auditamos os totais consolidados do patrimônio líquido e do resultado líquido do exercício findo naquela data. b) Os valores das demonstrações financeiras da controlada correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, foram por nós auditados, e nosso relatório datado de 27 de abril de 2012, contém ressalvas quanto: (i) a não apresentação de demonstrações financeiras consolidadas, as quais estão sendo apresentadas em 2012 para fins de comparação, (ii) ao não reconhecimento de equivalência patrimonial na controlada CNEC Engenharia S.A. - Argentina, (iii) ao não reconhecimento das receitas com base no percentual de evolução dos serviços prestados e (iv) quanto ao não reconhecimento de provisões diversas. (Esses assuntos foram ajustados e não produziram efeitos sobre as demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012), além das ressalvas semelhantes às descritas no parágrafo “Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras”. São Paulo, 27 de abril de 2013 Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes CRC nº 2 SP 011609/O-8 Tarcisio Luiz dos Santos Contador CRC nº 1 SP 207626/O-0 w w w. c n e c . c o m . b r 50 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 MUNDO Editor executivo: Gabriel de Sales [email protected] Zona do Euro “retirou todos os esqueletos do armário” Autoridades acreditam que o pior já passou e, agora, o bloco pode pensar nas reformas de longo prazo Simon Dawson/Bloomberg John O’Donnell Bruxelas, Reuters Analistas acreditam que europeus já veem a luz no fim do túnel Não há clima de festa nem de relaxamento nos corredores de Bruxelas, mas algumas autoridades acham que a Zona do Euro virou uma página e pode agora focar nas suas estruturas e reformas de longo prazo. Apesar do turbulento resgate de Chipre, os mercados estão calmos, o programa de resgate da Irlanda está no trilho, e Grécia e Portugal, embora ainda em recessão, preveem uma recuperação lenta no ano que vem. Os bancos da Eslovênia são uma preocupação, mas as autoridades monetárias estão confiantes em lidar com isso. E no caso de Malta, embora o sistema bancário tenha um tamanho desproporcional à sua economia, ele não está estruturado como o de Chipre. O mesmo vale para Luxemburgo. Na Espanha, a reestruturação bancária parece estar funcionando. “Todos os esqueletos estão fora do armário”, disse um funcionário graduado, que há três anos se dedica basicamente a debelar crises. “Não há mais Letta toma posse na Itália e põe fim a impasse político Primeiro-ministro italiano quer atuar com rapidez para por fim ao desemprego O governo de coligação do italiano Enrico Letta foi empossado ontem, pondo fim a um impasse pós-eleitoral que foi observado atentamente pelos parceiros europeus por dois meses. Aos 46 anos, Letta será um dos mais jovens primeiros-ministros da União Europeia. Encarregado de formar governo na última quarta-feira pelo presidente Giorgio Napolitano e após aceitar a função oficialmente no sábado, o cristão democrata de esquerda Enrico Let- ta tomou posse no palácio presida da zona do euro, promessa dencial do Quirinal, seguido que será acompanhada de perdos seus 21 ministros. to pelos investidores, preocuO impasse político complipados com a dívida italiana, cou os esforços para pôr fim à de € 2 bilhões. pior recessão da Itália em 20 A apenas um quilômetro de anos e Letta já disse que quer distância do local da posse, dois atuar com rapidez para contropoliciais e uma pessoa que passalar o desemprego, atualmente va pela rua foram baleados por em 11,6% e impulsionar o cresum homem que, segundo o procimento. O dirigenmotor Pierfilippo t e d e e s q u e r da Tiroteio a um Laviani, tinha “a inquer também se tenção de atingir poquilômetro afastar da austerilíticos”. O atirador, do local da dade imposta por identificado pela poseu antecessor, Maposse deixou lícia como Luigi rio Monti, de forde 49 anos, dois policiais Preiti, ma a proteger a Itáfoi preso imediataferidos lia da crise da dívimente. ■ Agências grandes questões na fila.” ponto mais baixo da crise”, disTrata-se de uma linha de se Jacob Kirkegaard, do Institupensamento partilhada por to Peterson de Economia InterYves Mersch, conselheiro do nacional, em Washington. Banco Central Europeu, que “Embora possamos permadisse na quarta-feira não espenecer um pouco mais de temrar que nenhum outro país po lá embaixo, devido aos ris“despenque mais”. cos de um agravamento no A calma relativa deu fôlego aperto de crédito na área do aos funcionários da União Eueuro, há uma luz no fim do túropeia (UE) em Bruxelas, e há nel. Chipre está agora focando sinais de que vários países, inas mentes no reparo estrutural cluindo França e Espanha, poda área do euro, como a união deriam receber bancária.” um ou dois anos a Embora a conA necessidade mais para alcançar fiança atual se dede reformas suas metas de défiva basicamente à estruturais cit público. promessa do BanA política de ausco Central Euroduras e teridade permane(BCE) de ampaimpopulares peu ce, mas o ritmo da rar a moeda única permanece consolidação fiscal custe o que custar, será atenuado. isso permitiu a BruMas nada disso significa que xelas atenuar a ortodoxia em as grandes questões por trás da torno da austeridade orçamencrise estejam resolvidas. Embotária - apesar da relutância ra a ameaça existencial tenha alemã. passado, a necessidade de im“O ritmo da consolidação fisplementar reformas estruturais cal está agora se desacelerando duras e impopulares permanena Europa”, disse Olli Rehn, ce, e planos para uma maior suComissário Europeu de Assunpervisão e controle dos bancos tos Econômicos, na quinta-feipor meio de uma união bancára ao Parlamento Europeu. “Teria não avançaram nem até a mos espaço para fazer política metade do caminho. fiscal com uma visão mais de “Com Chipre, atingimos o médio prazo”. ■ Espanha projeta retração de 1,3% do PIB este ano Para o próximo ano, a previsão do governo é de recuperação, com alta em torno de 0,5% A economia espanhola terá queda de 1,3% este ano antes de experimentar crescimento de 0,5% em 2014, enquanto que o desemprego começará a cair, situando-se em 26,7% em 2014 e 25% em 2015, anunciou o Governo na sexta-feira. Imersa em uma recessão desde o final 2011, a quarta economia da Zona Euro terminou 2012 com contração de 1,37% de seu Produto Interno Bruto (PIB), e no primeiro trimestre de 2013 superou os 6 milhões de desempregados, alcançando o recorde de 27,16%. Para reverter a situação, o governo de Mariano Rajoy apresentou na sexta-feira um programa de estabilidade e um plano de reformas que elabora “a estratégia que deve levar o país para uma saída da crise”, explicou a vice-presidente Soraya Sáenz de Santamaría. Nesse programa, o Executivo eleva seu objetivo de déficit a 6,3% para este ano, acima do 4,5% previsto, e não prevê diminui-lo abaixo do limite de 3% reclamados pela UE até 2016. Entre as reformas apresentadas, o governo não prevê o aumento de impostos principais, apesar de poder modificar algumas taxas como as ambientais. ■ AFP Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 51 Reprodução HERÓI BRITÂNICO Nota de £ 5 homenageia Winston Churchill A Grã-Bretanha vai homenagear Winston Churchill em uma nova nota de £ 5 a ser lançada em 2016, e que trará a efígie do político e sua frase mais famosa “Não tenho nada a lhes oferecer senão sangue, trabalho, suor e lágrimas”. Churchill, primeiro-ministro britânico na época da Segunda Guerra Mundial, se junta a personalidades como Isaac Newton, William Shakespeare e Charles Dickens, que também já tiveram seus rostos estampados em cédulas no país. Reuters Economia dos Estados Unidos recupera força e cresce 2,5% Jeff Kowalsky/Bloomberg Taxa revela uma mudança de tendência em relação ao 0,4% no quarto trimestre de 2012 Obama pede prudência sobre armas químicas Presidente norte-americano diz que uso desse material pela Síria vai ser um divisor de águas Lucia Mutikani Washington, Reuters O crescimento econômico dos Estados Unidos retomou força no primeiro trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) se expandindo a uma taxa anual de 2,5%, informou o Departamento de Comércio na sexta-feira, depois de o crescimento quase ter estagnado em 0,4% no quarto trimestre. “Não foi o início forte de ano que esperávamos, e os sinais de março sugerem que só vamos desacelerar a partir daqui até o trimestre da primavera”, disse o economista-chefe do CIBC World Markets Economics, Avery Shenfeld. Parte da aceleração na atividade refletiu o abastecimento dos silos pelos produtores agrícolas, depois que uma seca no último verão dizimou as safras. Excluindo os estoques, a taxa de crescimento foi de 1,5%. Ainda assim, a maioria das áreas da economia contribuiu para o crescimento, com a exceção do governo, comércio e investimento da empresas em escritórios e outros estabelecimentos comerciais. Embora o gasto do consumidor tenha aumentado de forma sólida, ele aconteceu às custas da poupan- Produção de veículos contribuiu para a recuperação da economia americana no primeiro trimestre ça, o que não é bom para o crescimento futuro. Separadamente, um relatório da pesquisa realizada pelo Thomson Reuters com a Universidade de Michigan mostrou que os temores com as finanças enfraqueceram a confiança do consumidor em abril. A leitura final do índice geral de confiança do consumidor caiu para 76,4, ante 78,6 em março. O relatório do PIB oferece mu- nição para o Federal Reserve, banco central do país, manter seu estímulo monetário. A expectativa é de que o Fed, que se reúne nesta semana, mantenha a compra de títulos a um ritmo de US$ 85 bilhões por mês. Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram a uma taxa de 3,2%. Os gastos cresceram 1,8% no quarto tri- mestre de 2012, apesar do retorno de um imposto sobre a folha de pagamento de 2 % e preços mais altos de gasolina. Entretanto, as famílias reduziram a poupança depois que a renda caiu a uma taxa de 5,3%, a mais forte queda desde o final de 2009. A taxa de poupança percentagem de renda disponível que as famílias guardam caiu para 2,6%, a menor desde o quarto trimestre de 2007. ■ O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira que o uso de armas químicas pelo governo sírio é um divisor de águas, mas ressaltou que as avaliações de inteligência que provam que essas armas foram utilizadas ainda são preliminares. “Horrível, como é quando morteiros são disparados contra civis e estão matando pessoas de forma indiscriminada, usar potenciais armas de destruição em massa em populações civis atravessa outra linha no que diz respeito às normas internacionais e ao direito internacional”, disse Obama a repórteres na Casa Branca. “Isso vai ser um divisor de águas. Temos que agir com prudência. Temos de fazer essas avaliações de forma deliberada. Mas eu acho que todos nós... reconhecemos como não podemos ficar parados e permitir o uso sistemático de armas, como armas químicas em populações civis”, afirmou o presidente norte-americano. Obama concedeu a breve entrevista durante um encontro com o rei Abdullah, da Jordânia, no Salão Oval da Casa Branca. ■ Jeff Mason, Reuters Guarda das reservas suíças em ouro gera polêmica Valentin Flauraud/Bloomberg Ação popular pede que metal sob custódia no exterior seja toda internalizada O Banco Nacional Suíço (BNS) guarda 70% de suas 1.040 toneladas de ouro em território suíço, declarou na sexta-feira seu presidente, Thomas Jordan, na assembleia geral de acionistas reunida em Berna. Em um exercício de transparência, o BNS, cotado na Bolsa de Valores suíça, revela pela primeira vez onde guarda seu ouro para responder a uma iniciativa popular que pede que 100% das reservas do metal do BNS sejam guardadas no país alpino e não no exterior. Os 30% restantes estão guar- dados no Banco da Inglaterra (20%) e no Banco Central do Canadá (10%). “Há mais de 10 anos, o Banco Nacional guarda quase todas as suas reservas de ouro exclusivamente no país”, disse Jordan durante a reunião com acionistas. O BNS também disse que se opõe à iniciativa popular sobre o ouro, apresentada pelo partido de direita populista União Democrática do Centro (UDC). Esta iniciativa exige, entre outras disposições, que 20% dos ativos totais do Banco Nacional estejam em ouro. Segundo Thomas Jordan, esta porcentagem limitaria a liberdade de ação do banco, cuja primeira missão é garantir a estabilidade de preços no país, com Jordan: principal missão do BNS é garantir a estabilidade de preços uma atuação à dos bancos centrais de outros países. “Estimamos que é nosso dever advertir com antecedência suficiente os grandes inconvenientes desta iniciativa”, declarou Jordan. O texto pede ao BNS que suspenda as vendas de ouro, que repatrie à Suíça o ouro guardado no exterior e que ao menos 20% de suas reservas estejam em ouro. Segundo a UDC, conservar as reservas de 1.040 toneladas de ouro é indispensável para garantir a estabilidade do franco suíço. A UDC recolheu 100.000 assinaturas necessárias para apresentar sua iniciativa, que será submetida à votação pelos suíços em dois anos. ■ AFP 52 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Mikhail Klimentyev/Reuters MUNDO INTOLERÂNCIA Rússia ameaça mudar acordo sobre adoção O presidente russo, Vladimir Putin, sinalizou que seu governo irá buscar mudanças no acordo que regulamenta as adoções de crianças russas por pais franceses, alegando que a lei francesa que permite o casamento homossexual vai contra os valores tradicionais russos. Putin expressou seu apoio à deputado regional Marina Orgeyeva que propôs rever o acordo de adoção com a França por causa da decisão francesa de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Reuters Jody Amiet/AFP Capriles apela para a Justiça contra Maduro Objetivo do candidato derrotado é impugnar resultado eleitoral Daniel Wallis e Diego Ore Caracas, Reuters O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, vai contestar na Justiça a vitória apertada do presidente Nicolás Maduro na eleição presidencial, e que a auditoria dos votos preparada pelas autoridades eleitorais pode ser “uma piada”. Maduro, o sucessor escolhido a dedo pelo líder socialista Hugo Chávez antes de sua morte, venceu a eleição de 14 de abril com menos de dois pontos percentuais de vantagem. A oposição diz que houve milhares de irregularidades na eleição, e que seus próprios números mostram uma vitória de Capriles. Ambos os lados concordaram com a realização de uma auditoria expandida dos votos a ser realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral. Desde então, Maduro foi empossado como presidente e a oposição tem ficado cada mais frustrada com o que vê como lentidão das autoridades eleitorais. Protestos póseleitorais resultaram na morte de ao menos nove pessoas. Capriles insistiu que o processo de auditoria precisa ser rigoroso e incluir toda a documentação relevante dos locais de votação. “Se não houver revisão dos cadernos (eleitorais), nós não vamos participar dessa auditoria. Seria uma piada na Venezuela e uma piada no mundo”, dis- se Capriles à Globovisión. “O passo seguinte é a impugnação nos próximos dias. Com todas as provas, com todos os elementos que já temos, vamos impugnar as eleições”, acrescentou o político, de 40 anos. O conselho eleitoral não respondeu a uma demanda de Capriles por detalhes concretos da auditoria. O órgão afirmou, no entanto, que o processo só vai verificar que o sistema funcionou corretamente e que os resultados são “irreversíveis”. Capriles admitiu que sua ação na Justiça, que em tese poderia resultar numa nova votação completa ou parcial, terá um caminho difícil através dos tribunais da Venezuela. ■ Luis Acosta/AFP Deixonne: em busca de explicações para o lixão flutuante no Pacífico Lixão no Pacífico desafia cientistas Expedição vai pesquisar a massa de plástico formada pelas correntes marítimas Vitória de Maduro por reduzida margem de voto criou impasse pós-eleição na Venezuela Um ano depois de uma tentativa fracassada, uma expedição partirá em maio rumo ao “sétimo continente”, um gigantesco lixão flutuante que acumula todo tipo de dejetos plásticos, maior em extensão do que a Índia, mas ainda desconhecido. Na origem da expedição “7º Continente” está o explorador francês Patrick Deixonne, de 48 anos, que descobriu o fenômeno em 2009 quando participava de uma competição de remo. “Via todos estes restos de plásticos que flutuavam ao meu redor. Fiquei surpreso e disse a mim mesmo: ‘Para onde vai tudo isto?’”, explicou à AFP o explorador. Quando voltou à terra firme, ele buscou informações e encontrou a resposta. Estes deje- tos confluem no ponto de encontro de correntes marítimas, se enroscam e acabam formando uma imensa massa giratória. O problema para os cientistas é que esta massa é essencialmente composta por partículas de plástico decomposto que se mantêm sob a água, às vezes a 30 cm de profundidade. Esse acúmulo de plástico só é visível a partir de barcos. Segundo o Centro Nacional de Estudos Espaciais francês (CNES), agência espacial que patrocina a missão “7º Continente”, a massa do Pacífico norte, entre a Califórnia e o Havaí, é uma das maiores do planeta. Mas a placa de sujeira “se encontra em águas pouco transitadas pela navegação mercantil e turística, razão pela qual o problema só interessa a ecologistas e cientistas”, lamenta Deixonne. ■ AFP AFP China pune agiotagem com pena de morte Sem acesso a bancos, pequenos empresários pagam taxas exorbitantes no paralelo Fila bancária em Zhejiang: ação governamental contra agiotagem A China condenou, desde 2011, 1.449 pessoas a penas que vão de cinco anos de prisão à pena de morte por “captação ilegal de recursos”, uma prática frequente em um país onde as pequenas empresas não têm acesso a créditos bancários. Os desvios ilegais de fundos englobam amplo leque de atividades fraudulentas, entre elas, venda de bens imobiliários e participação em empresas com o objetivo de arrecadar fundos que, em geral, servem para a agiotagem a taxas exorbitantes. O sistema bancário chinês, controlado pelo Estado, não tem permissão para cobrar altas taxas de empréstimos de risco, o que os torna pouco propensos a oferecer crédito às pequenas e empresas. Assim, os empresários ficam sujeitos aos agiotas. Em 2012, o governo implementou um programa para financiar as pequenas e médias empresas em Wenzhou e na cidade de Zhejiang, onde escritórios clandestinos fixavam taxas de juros de mais de 40% ao ano. Nessa cidade, atingida por grave crise financeira em 2011, vários empresários insolventes se suicidaram ou fugiram. ■ AFP Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 53 54 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 PONTO DE VISTA EUA restabelecem verbas para aeroportos O Congresso norte-americano restabeleceu na sexta-feira as verbas para os serviços de controle aéreo no país, que desde o dia 21 teve que reduzir seus efetivos, provocando atrasos em milhares de voos. Devido aos cortes federais, a Autoridade Federal de Aviação (FAA) foi obrigada a impor até onze dias de licença às equipes dos aeroportos, incluindo alguns controladores aéreos. Por isso, milhares de voos sofreram atrasos desde segunda-feira nos EUA devido a essa redução de pessoal. AFP IDEIAS/DEBATES [email protected] ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA ADOLFO MENEZES MELITO Deputado Federal (PMDB/SC), membro titular da Comissão Especial do Marco Civil da Internet Presidente do Conselho de Criatividade e Inovação da FecomercioSP Sem as amarras regulatórias A cultura e a criatividade A Câmara dos Deputados está discutindo o projeto de lei que cria um marco civil para a internet no Brasil. O assunto tem gerado grande polêmica, pois envolve empresas e consumidores da internet, que superam 70 milhões de usuários no país. Conceitos técnicos, como neutralidade de rede e acesso a dados de navegação, se confundiram nas discussões com outros temas importantes e sensíveis, como privacidade do usuário, liberdade de expressão, direitos autorais, responsabilidade civil e direitos humanos. A rigor, os assuntos de natureza técnica poderiam ser mais bem tratados com a atuação de órgãos como o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações. E por que tal projeto suscita tanto interesse? Simples: negócios e competição de mercado. Um mercado que somente em investimentos na rede demandará, no mínimo, R$ 250 bilhões até 2020. Esse é o valor previsto para ampliar a infraestrutura para suportar um volume de tráfego cuja quantidade de usuários deve dobrar no Brasil nos próximos cinco anos. Pelo menos, o triplo da capacidade atual destas redes deverá ser utilizada no mesmo período. Os provedores de rede (as teles) necessitam de novos modelos de negócios que lhes deem a perspectiva de retorno destes valores. Já os provedores de conteúdo (Google, YouTube, Netflix, etc) querem oferecer pacotes cada vez mais sofisticados, como vídeos e jogos on-line, e, ao mesmo tempo, se proteger da possibilidade de ter seus custos de distribuição aumentados. É neste ambiente que os debates mais acalorados estão se dando, embora de forma nebulosa para a opinião pública. O fato é que o texto, hoje em discussão na Câmara dos Deputados, fez uma clara (e discutível) opção por privilegiar os provedores de conteúdo. Discute-se neutralidade de rede como uma forma de evitar tratamentos desiguais entre usuários. Mas, na prática, a internet ficará mais cara para quem usa menos (a maioria), pois os maiores usuários (uma minoria) não querem correr o risco de pagar valores proporcionais ao volume de dados que utilizam. Segundo o emérito economista francês Jacques Attali, ex-consultor presidencial e hoje consultor de empresas internacionais em estratégia, “corporate finance” e capital de risco, “temos de aprender a julgar uma sociedade pela sua música, sua arte e suas festas, mais do que suas estatísticas.” Criatividade é a moeda da moderna economia. A inovação nasce de uma nova ideia, que vem alicerçada no conhecimento e na capacidade de julgamento, decisão e ação. Podemos dizer que o primeiro grande pensamento relacionado à era da economia criativa veio possivelmente 20 anos antes do assunto ter sido tema de políticas públicas na Austrália e depois na Inglaterra. O pensamento inspirador da economia criativa veio com Steve Jobs nos anos 70 e 80, que desafiou a criação de uma nova consciência para mudar o universo, como um artista ou um poeta, disse ele. No Brasil, começamos a dar os primeiros passos para entender os caminhos da moderna economia. Um conjunto importante de iniciativas visando o empreendedorismo, capital inicial para empresas nascentes, aceleradoras de startups, créditos, financiamentos e incentivos, entre outros, têm acontecido. É um bom caminho. Essas iniciativas oriundas de todas as áreas da sociedade formam um movimento relevante e transformador. Na prática, a internet ficará mais cara para quem usa menos, pois os maiores usuários não querem correr o risco de pagar valores proporcionais Discute-se privacidade dos dados de navegação, mas apenas para gerar uma reserva de mercado para aqueles que exploram estas informações para vender publicidade especializada em suas páginas na internet. Discutem-se direitos dos usuários sem alterar a prática de mercado dos grandes provedores, que só submetem seus contratos de prestação de serviços aos tribunais sediados fora do Brasil, onde estas grandes companhias têm suas sedes. Precisamos discutir e refletir mais, para que a nova lei possa servir não só para regular a internet que já temos, mas a internet que queremos ter no futuro. Temos que evitar que o projeto de lei do marco civil da internet contemple regras de inspiração anticoncorrencial. Do contrário, dificilmente teremos a rede que precisaremos para manter o Brasil em pé de igualdade com outros mercados. Nos países aonde a internet vai bem, optou-se por um modelo sem amarras regulatórias, onde todos são livres não só para se expressar, mas também para empreender, respeitando as leis gerais que regulam nossa vida na sociedade. ■ Por que não fazer uma forte imersão nos elementos da nossa cultura ao invés de sair por aí apenas copiando modelos já existentes O mesmo também pode ser dito em relação aos estímulos em políticas públicas para os segmentos artístico criativos, esses muito mais sob a liderança do governo, mas que já começam a interessar empresários e investidores. Vejo iniciativas privadas com enorme potencial de sucesso nas artes visuais, no cinema, nos games, na moda e no design, entre outros. Embora a inspiração em negócios que vêm de fora seja, em qualquer país do mundo, uma das maiores alavancas para desenvolver negócios e gerar inovação, também esses caminhos estão mudando. O próprio modelo do Silicon Valley busca, através da FWD.us, liderado pelas gigantes de tecnologia, uma profunda reforma das políticas de imigração dos EUA, para atrair trabalhadores internacionais. Segundo estudos elaborados pela Comissão Européia para Educação e Cultura, em 2009, sobre os impactos da cultura na criatividade, três fatores interagem para influenciar a criatividade alicerçada na cultura: a habilidade artística, que tem como contraponto a qualificação técnica; a competência de exercitar o pensamento lateral, o que se apreende e se desenvolve; e, por último, um ambiente acolhedor (ou condutor) para esses resultados. Essa dinâmica refez a lógica das empresas multinacionais onde o lema era “pense global e atue localmente”. O novo paradigma exige um contexto dentro da cultura local para ousar a expansão para o resto do mundo. Muitos “produtos brasileiros”conseguiram essa ousadia: talentos artísticos brasileiros ganharam o mundo enquanto que produtos brasileiros que levam o nosso jeito de ser, expansivo, alegre e irreverente também lograram o seu espaço internacional. Havaianas é o exemplo clássico nessa área. Dentro dessa nova filosofia de acrescentar diferenciais e valores através da criatividade, por que não fazer uma forte imersão nos elementos da nossa cultura ao invés de sair por aí apenas copiando modelos já existentes? ■ Presidente do Conselho de Administração Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos Diretor-Presidente José Mascarenhas BRASIL ECONÔMICO é uma publicação da Empresa Jornalística Econômico S.A. CONTATOS: Redação - Fone (11) 3320-2000 - Fax (11) 3320-2158 Administração - Fone RJ (21) 2222-8050 - SP (11) 3320-2128 Publicidade - Fone RJ (21) 2222-8151 - SP (11) 3320-2182 Condições especiais para pacotes e projetos corporativos [email protected] Fone (11) 3320-2017 (circulação de segunda a sexta, exceto nos feriados nacionais) Publisher Ramiro Alves Editor-Chefe (RJ) Octávio Costa Editora-Chefe (SP) Adriana Teixeira Redação - Avenida das Nações Unidas, 11.633 - 8º andar CEP 04578-901, Brooklin, São Paulo (SP) Central de Atendimento ao Jornaleiro Fone (11) 3320-2112 Editor Executivo Sede - Rua dos Inválidos, 198 Centro — CEP 20231-048 Rio de Janeiro (RJ) Fones (21) 2222-8701 e 2222-8707 Atendimento ao assinante/leitor Rio de Janeiro (Capital) - Fone (21) 3878-9100 São Paulo e demais localidades - Fone 0800 021-0118 De segunda a sexta-feira - das 6h30 às 18h30 Sábados, domingos e feriados - das 7h às 14h www.brasileconomico.com.br/assine [email protected] Gabriel de Sales [email protected] Impressão Editora O Dia S.A. (RJ) Diário Serv Gráfica & Logística (SP) Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico 55 R.C.P.O.D.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.468/0001-26 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 2012 2011 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 2.498.518 2.398.659 2.498.518 2.398.659 2011 1.493.219 1.493.219 26.460 (78.141) 978.839 983.581 2.498.518 2.398.659 2.498.518 2.398.659 Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 1.493.219 – – Legal 34.164 – – Estatutária 713.080 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (93.659) – 15.518 – – 1.493.219 – – – 1.493.219 11.817 – 45.981 – – – 45.981 – 224.520 937.600 – – (4.742) 932.858 – – (78.141) – 104.601 – 26.460 2012 2011 (4.742) 236.337 Receitas (Despesas) Operacionais de Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucros Acumulados – 236.337 – Total 2.146.804 236.337 15.518 (11.817) (224.520) – (4.742) – 4.742 – – – 2.398.659 (4.742) 104.601 – 2.498.518 2012 2011 (4.742) 236.337 104.601 15.518 99.859 251.855 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida Resultado Abrangente Total A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia R.C.A.B.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.459/0001-35 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 2012 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido 2011 2.498.518 2.398.659 2.498.518 2.398.659 2012 2011 1.493.219 1.493.219 26.460 (78.141) 978.839 983.581 2.498.518 2.398.659 2.498.518 2.398.659 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 1.493.219 – – Legal 34.164 – – – – 1.493.219 – – – 1.493.219 11.817 – 45.981 – – – 45.981 2011 Receitas (Despesas) Operacionais de (4.742) 236.337 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Estatutária 713.080 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (93.659) – 15.518 Lucros Acumulados – 236.337 – Total 2.146.804 236.337 15.518 – 224.520 937.600 – – (4.742) 932.858 – – (78.141) – 104.601 – 26.460 (11.817) (224.520) – (4.742) – 4.742 – – – 2.398.659 (4.742) 104.601 – 2.498.518 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida Resultado Abrangente Total 2012 2011 (4.742) 236.337 104.601 15.518 99.859 251.855 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia R.C.N.P.N. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 09.594.480/0001-30 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração submete à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras condensadas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 26 de abril de 2013 A Administração BALANÇO PATRIMONIAL Levantado em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) 2012 Ativo Não Circulante Investimentos: Participação em sociedade investida Total do Ativo 2.498.518 2.498.518 2011 2.398.659 2.398.659 Patrimônio Líquido Capital social Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do Patrimônio Líquido 2012 2011 1.493.219 26.460 978.839 2.498.518 2.498.518 1.493.219 (78.141) 983.581 2.398.659 2.398.659 Saldos em 1º de Janeiro de 2011 Lucro líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Apropriação: Reserva legal Constituição de reserva estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Equivalência patrimonial em investida Compensação de prejuízos Saldos em 31 de Dezembro de 2012 Capital Social 1.493.219 – – Legal 34.164 – – Estatutária 713.080 – – Ajustes de Avaliação Patrimonial (93.659) – 15.518 – – 1.493.219 – – – 1.493.219 11.817 – 45.981 – – – 45.981 – 224.520 937.600 – – (4.742) 932.858 – – (78.141) – 104.601 – 26.460 2012 2011 Receitas (Despesas) Operacionais de Participações Resultado da equivalência patrimonial DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Reservas de Lucros DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) (4.742) 236.337 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 (Em milhares de reais - R$) Lucros Acumulados – 236.337 – Total 2.146.804 236.337 15.518 (11.817) (224.520) – (4.742) – (4.742) – – – 2.398.659 (4.742) 104.601 – 2.498.518 2012 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 2011 (4.742) 236.337 Ajuste ao lucro para apuração do resultado abrangente Efeito reflexo de investida 104.601 15.518 Resultado Abrangente Total 99.859 251.855 A DIRETORIA KARINA MALFI Contadora CRC 1SP 249842/O-9 As Demonstrações Financeiras completas, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes, sem ressalvas, estão à disposição dos Acionistas na sede da Companhia 56 Brasil Econômico Segunda-feira, 29 de abril, 2013 Brasil Econômico é uma publicação da Empresa Jornalística Econômico S.A., com sede à Rua dos Inválidos, 198, Centro - CEP 20231-048 Rio de Janeiro (RJ) - Fones (21) 2222-8701 e 2222-8707 Central de atendimento e venda de assinaturas: São Paulo e demais localidades: 0800 021 0118 Rio de Janeiro (Capital) - Fone (21) 3878-9100 - [email protected] É proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização da Empresa Jornalística Econômico S.A. Divulgação PONTO FINAL HERÓI TECNOLÓGICO E MILIONÁRIO OCTÁVIO COSTA — Editor-chefe (RJ) [email protected] Afonso Arinos, a ditadura e a autonomia do Judiciário O fim de semana marcou a estreia do filme “Homem de Ferro 3”, a continuação da saga do herói da Marvel, no Brasil e no mundo. Por aqui, ele já bateu recorde ao ser exibido no maior número de salas no circuito brasileiro. Foram 1.223 cinemas pelo Brasil mostrando o super-herói. Este recorde pertencia ao filme “Amanhecer - Parte 2”, lançado em 1.213 salas. Nos Estados Unidos, o lançamento do filme está previsto para 3 de maio. A produção tem conseguido obter sucesso no mercado asiático. No primeiro dia de exibição, o filme faturou US$ 1,5 milhão nas Filipinas e US$ 1,4 milhão em Taiwan. Na Itália a história se repetiu, lucrando US$ 2,1 milhões. Filmes com super-heróis que mais lucraram Na estreia, Homem de Ferro 3 almeja alcançar uma posição de destaque na história dos filmes com super-heróis dos quadrinhos. Nos últimos 10 anos, a indústria cinematográfica apostou pesado e obteve bons resultados com roteiros deste segmento. Após ressurgir com a produção de Homem-Aranha, em 2002, que faturou US$ 403 milhões só nos Estados Unidos, os personagens brilharam. O líder do ranking em arrecadação de bilheteria foi o filme ‘Os Vingadores’, lançado em 2012, e que lucrou US$ 623 milhões. Na lista dos 10 principais aparece um clássico, o filme Batman, de 1989, que faturou US$ 252 milhões. ■ Eram tempos de sangue, dor e nete parlamentar de Brochado autoritarismo. O Brasil vivia dias da Rocha em 1963. Após a introterríveis, sob o pesado coturno dução, Afonso Arinos anunciou da ditadura militar. E o clima de aos 70 estudantes que todos pomedo também tomou conta do deriam se considerar aprovados. meio acadêmico. Agentes da reTodos com nota dez. pressão se infiltravam nas salas Diante da surpresa dos futude aulas atrás de estudantes enros bacharéis, Afonso Arinos exvolvidos com a luta armada ou plicou seu gesto. O Brasil, segunsimpatizantes dela e muitas vedo ele, era uma dos poucos paízes efetuavam prisões nos correses que retirara de sua Constituidores das faculdades. A tradicioção as garantias individuais prenal Faculdade Nacional de Direivistas na Declaração Universal to, que abrigava o Centro Acadêdos Direitos Humanos, da qual mico Candido de Oliveira (Caera signatário. “Isso é uma verco), era uma das mais visadas pegonha”, afirmou. Além disso, lo regime e suas garras policiais, explicou, o arremedo de Constio Dops, o Cinemeira e o DOI-Cotuição imposto pela ditadura di. Por ironia, exatamente em atropelava a independência dos frente ao prédio histórico, na magistrados e do Poder Judiciárua Moncrieff Filho, no Centro rio. Conclusão de Arinos: “Nosdo Rio, funcioso país, infeliznava o Auditomente, vive O Brasil vivia dias ria do Exército, num Estado de terríveis, sob órgão que julgaFat o e , n ã o , va os militantes num Estado de o pesado coturno de esquerda que Direito. Assim da ditadura conseguiam sosendo, não faz militar. E o clima breviver às sessentido exigir sões de tortura. que o senhores de medo também Nesse amaprendam o Ditomou conta do biente fascista, reito Constitumeio acadêmico em que não hacional. Acho via liberdade de mais importanimprensa nem garantias indivite falar sobre minha experiênduais, havia exemplos de coracia e sobre fatos da história regem. Verdadeiras lições de vida. cente do Brasil. Será mais útil No primeiro dia de aula na Naciopara sua formação acadêmica”. nal de Direito, em 1970, o exAltivo e tranquilo, o grande juchanceler Afonso Arinos de Merista despediu-se da turma, reslo Franco, filho de uma família saltando que ninguém estava aristocrática de Minas Gerais, obrigado a assistir suas aulas. apresentou-se como catedrático Anos mais tarde, com a volta de Direito Constitucional. Eleda democracia, Afonso Arinos gante, de terno e gravata, entrou de Melo Franco foi convocado calmamente na sala, sentou-se para participar da Comissão que na ponta da mesa e dirigiu-se elaborou as bases da Constituiaos alunos da manhã. Falou de ção de 1988. Uma das cláusulas sua origem, de seu pai Afranio pétreas da Carta em vigor é exade Melo Franco (também chantamente a separação dos Podeceler) e do irmão Virgílio, de sua res da República, símbolo carreira política e das duas vezes maior do Estado de Direito. O em que assumiu o ministério das Brasil lutou muito para restabeRelações Exteriores, no governo lecer o regime democrático. EsJânio Quadros em 1961 e no gabitado de Fato nunca mais. ■ DESTAQUES DO PORTAL ➤ ● Há três meses, o cantor Supla é garoto propaganda da S.O.S. Educação Profissional. O vínculo contratual entre o artista e a escola ainda deve durar nove meses. Apenas no primeiro trimestre de veiculação da campanha com Supla, a rede já obteve 15% de crescimento de matrículas. ➤ ● A Kimberly-Clark anunciou que Ricardo Yoshino assumirá o posto de diretor da Categoria de Cuidados com a Família da empresa. Em sua nova função, o executivo será responsável por marcas como Neve, Kleenex e Scott. Antes, Yoshino ocupava cargo na gestão de Trade Marketing da categoria de Cuidados Pessoais. ➤ ● O primeiro trimestre das empresas do setor de calçados não foi tão bom como foi para o varejo em geral, já que o nicho cresceu 5% em janeiro e caiu 1% em fevereiro, enquanto o consolidado avançou 5,9% e caiu 0,2%. Esse desempenho irá impactar os números da Alpargatas, que deve ter queda de 4% no lucro, prevê o Fator. ➤ ● O cenário instável na economia internacional e na demanda interna deverão prejudicar o desempenho da Usiminas no ano. Apesar da maioria dos analistas afirmar que o pior já passou, o calvário da siderúrgica não promete ser muito menor do que em períodos anteriores. De janeiro a março, teve prejuízo de R$ 123 milhões. www.brasileconomico.com.br Um mercado em ebulição Fabricantes avançam na reciclagem e no desenvolvimento de resinas Embalagens Sustentáveis Suplemento – 29 de abril, 2013 Novas tecnologias mudam cenário no Brasil e destacam país no exterior Plásticos inteligentes alteram cor de acordo com estímulos internos e externos Ilustração: Nei Lima Crescimento nos processos de reciclagem fomenta negócios A2 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013 D E S E NVOL V I M E N T O Sinal verde para a sustentabilidade Produção de embalagens “ecologicamente corretas” ganha corpo no Brasil, com alta na demanda Henrique Manreza TEXTOS DARIO PALHARES “onda verde” chegou definitivamente aos lares brasileiros acondicionada em garrafas, caixas, frascos, potes, bisnagas, tubos etc. Embalagens sustentáveis de produtos alimentícios, de higiene e beleza ganham espaço no mercado com a crescente utilização de pet reciclado e de bioplásticos. A tendência surgiu no fim da década passada, com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aos materiais reprocessados, e ganhou força em 2010 a partir da inauguração da fábrica de polietilenos “verdes” da Braskem, a maior do mundo, no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul. “Acreditávamos que iríamos exportar toda a produção, mas nos surpreendemos. A demanda interna mostrou a sua força e responde hoje por 15% dos pedidos”, conta Antônio Morschbacker, diretor de tecnologias renováveis da empresa. As inesperadas encomendas à controlada do grupo Odebrecht traduzem uma mudança de atitude dos consumidores, cada vez mais preocupados com o destino final daquilo que colocam, todo santo dia, na lata de lixo. De acordo com pesquisas realizadas pela Tetra Pak, fabricante de caixas longa vida, cerca de 90% da população entende que as empresas devem “tomar medidas ambientalmente responsáveis”, como, por exemplo, utilizar insumos e matériasprimas “ecológicos” em toda a cadeia produtiva. “O consumidor está muito atento às questões ambientais”, constata Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da subsidiária da multinacional sueca. “Esse amadurecimento impõe um desafio para as empresas: investir em ações efetivas voltadas ao meio ambiente e deixar de lado ‘boas ações’. Coleta seletiva e reciclagem podem até não alavancar vendas, mas, com certeza, evitam perdas de faturamento.” O Brasil já é, há algum tempo, referência internacional em reciclagem, com A destaque especial para o reprocessamento de latinhas de alumínio, que se aproxima da perfeição (ver tabela). A boa notícia é que o País terá condições, a partir do próximo ano, de elevar seus índices de reaproveitamento de diversos outros materiais com o fechamento de lixões e a implantação da coleta seletiva nos municípios, por determinação da Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “Temos capacidade instalada e tecnologia para reciclar muito mais, especialmente plásticos, vidro e papel”, afirma André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), que destaca a contribuição da indústria no processo. “Há pouco, surgiram várias inovações em embalagens de plástico. Um exemplo: sacos de salgadinho ganharam revestimentos finíssimos de alumínio que não interferem na reciclagem do plástico.” Além de investir em novas tecnologias, os fabricantes de invólucros também estão empenhados em uma campanha educativa junto à população. No fim de 2011, o setor firmou um pacto com o governo federal que prevê a inclusão do símbolo do descarte seletivo em embalagens - mil por ano - e a inserção de uma simbologia técnica padronizada e informações nos rótulos para facilitar a triagem de materiais nas cooperativas de catadores. Trato feito, trato cumprido: em 2012, 1.022 caixinhas e frascos exibiam o ícone e outros 992 sinalizavam o caminho a ser seguido para a sua reciclagem. “O conceito de sustentabili- “ Temos capacidade instalada e tecnologia para reciclar muito mais, especialmente plásticos, vidro e papel André Vilhena Diretor executivo do Cempre PET reciclado conquista novas aplicações no mercado brasileiro e no exterior dade está se enraizando definitivamente em nosso segmento. O engajamento das empresas na campanha de esclarecimento sobre a reciclagem e a boa acolhida a novos insumos, como o pet reciclado e o bioplástico da Braskem, mostram isso”, observa Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE). Até meados da década, outra resina de origem vegetal estará à disposição dos interessados no mercado doméstico. É o monoetileno glicol de origem renovável, o BioMEG, que será produzido em Piracicaba (SP), graças a uma parceria da Coca-Cola com o grupo indiano JBF Industries (ver matéria na página 7). Com capacidade instalada de 500 miltoneladas ao ano, a unidade, a exemplo da linha de produção da Braskem em Triunfo, usará como matéria-prima o eteno extraído da cana-de-açúcar. “É natural que o etanol tenha conquistado a preferência da indústria para a produção de plásticos, pois sua escala é muito maior, no Brasil, do que as demais opções”, assinala Eloísa Garcia, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Es- tado de São Paulo. “Tem gente desenvolvendo insumos a partir de açúcar e bagaço de cana, mandioca e até mesmo casca de camarão. Só que ainda levará algum tempo para que tenham condições de atender à demanda do mercado." Na seara da cana, dois grandes projetos de bioplásticos à base de etanol entraram em compasso de espera no Brasil, por conta da recente descoberta de gigantescas jazidas de gás de xisto nos Estados Unidos. Como o baixo preço do combustível reduz consideravelmente os custos de produção de embalagens na América do Norte, a Dow Chemical resolveu analisar com calma a viabilidade da construção de uma fábrica de polietileno "verde" em Santa Vitória (MG) em parceria com a trading japonesa Mitsui, anunciada há seis anos. Pela mesma razão, especulase, o grupo Odebrecht teria adiado o cronograma de implantação de uma unidade de polipropileno em Triunfo. "O Brasil também tem grandes reservas de xisto. O problema é que ainda não deu início à extração, o que pode comprometer a execução desses dois planos", analisa o engenheiro químico Maurício Jaroski, gestor da área de química sustentável da consultoria Maxiquim. Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A3 A4 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013 RE C IC L AGE M ENTREVISTA AURI MARÇON Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pet (Abipet) “Vouusar,masnãocontepraninguém!” Divulgação O presidente da Abipet explica por que a reciclagem cresce e aparece no Brasil e relembra episódios hilários na luta contra o preconceito om pouco mais de 20 anos de história, a reciclagem de pet no Brasil exibe números de gente grande, bem encaminhada na vida. Em 2011, as 562 empresas do setor cravaram um novo recorde no processamento de embalagens plásticas — 57,1%, o equivalente a 294 mil toneladas. O faturamento também impõe respeito: R$ 1,2 bilhão, o que corresponde a mais de um terço das receitas da indústria nacional de pet. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pet (Abipet), Auri Marçon é só otimismo. Ele prevê, a partir de 2014, um forte ciclo de crescimento dos negócios por conta da expansão da coleta seletiva de lixo em todo o País, ditada pela Lei 12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Bem-humorado, o executivo relembra desafios enfrentados para convencer outros setores da indústria a utilizar pet reciclado em suas linhas de fabricação. “Poucos empresários cediam aos nossos argumentos, mas, mesmo assim, pediam sigilo absoluto. Tinham medo de que os consumidores, ao saberem da novidade, rejeitassem seus produtos”, conta. C A reciclagem de pet no mercado doméstico atingiu novo recorde em 2011, 57,1%. Que posição o Brasil ocupa hoje no ranking de reprocessamento do material? Estamos muito bem na foto. O Brasil é referência mundial em termos de diversidade na aplicação do pet reciclado, lidera com folga o bloco dos países em desenvolvimento e também está à frente da Europa (pouco mais de 40%) e dos Estados Unidos (26%). Em números absolutos, o Japão é o número 1, com quase 80%, mas não recicla tudo em seu território. Cerca de 70% do material lá coletado segue de navio para ser reciclado em países em desenvolvimento. Não é à toa que containers com toneladas de pet chegam, com frequência, aos nossos portos. conta desse “enquadramento” e de outros fatores estou muito otimista em relação à PNRS. De que a forma a Abipet está engajada nessa ‘cruzada’ contra os lixões? O setor de embalagens criou uma coalizão e negociou com o governo metas de implantação de um sistema de coleta seletiva para dar maior escala à reciclagem. Optamos por um modelo que será implantado, inicialmente, nas cidades onde serão realizados jogos da Copa de 2014, que concentram 37% da população brasileira. Seguimos todos os protocolos e apresentamos a proposta ao governo. Mas resolvemos não esperar por respostas oficiais, já estamos com a mão na massa. A indústria têxtil segue como a Os baixos índices de coleta seletiva principal compradora de pet reciclado, no Brasil são um entrave à reciclagem. mas o setor demonstra otimismo em Acredita que a Política Nacional relação aos fabricantes de embalagens, de Resíduos Sólidos (PNRS) que já respondem por 18% das vendas. poderá mudar esse quadro? Essa fatia de mercado tende a crescer? Nosso setor amarga hoje uma ociosidaNão tenho a menor dúvida. Isso porque de de mais de 30% em sua capacidade o setor teve competência para desenvolinstalada. Tudo em consequência da prever outras aplicações para o pet - o qual, cariedade da coleta seletiva no País, prevale lembrar, não foi criado para a produsente em apenas 12% dos municípios. ção de garrafas, e sim de tecidos. Além Mas esse quadro tende, sim, a mudar das embalagens, exploramos outros segcom a nova legislação sobre resíduos sómentos e nichos de mercado com suceslidos. As cidades terão de apresentar e so. O Brasil é pioneiro, por exemplo, na desenvolver projetos a respeito. Claro produção, à base de pet reciclado, de que haverá alguma remármore sintético, pissistência, pois a coleta cinas, assentos sanitáseletiva representa rios, caixas d’água, enmais despesas para as tre outros produtos. prefeituras e tem, acre- O Brasil é pioneiro dito, um potencial muiA Abipet está na produção, to baixo de geração de chegando à votos. Só que a Lei à base de pet maioridade. Quais 12.305/10 estabelece reciclado, de foram suas principais cortes de repasses fedeiniciativas ao longo mármore sintético, rais a municípios que desses 18 anos? não fecharem todos os piscinas, assentos A maior contribuição seus lixões até o próxi- sanitários, caixas foi na organização da mo ano. Ou seja, os cadeia produtiva do sed’água, entre prefeitos não terão tor. Nós a dividimos muitas opções. Por outros produtos em quatro elos: descar- “ Marçon: reciclagem cresce e já atinge quase 60% do total produzido pelo setor te e separação; logística reversa; parque industrial reciclador; e geração de demanda. Outra etapa crucial foi a montagem de fábricas-piloto, pois precisávamos apresentar ao mercado aplicações para o pet reciclado. Ainda há empresas ou setores da indústria que torcem o nariz para o pet reciclado? Eu diria que o preconceito praticamente desapareceu. Hoje, somos procurados por grandes empresas — tudo em consequência, como disse, do trabalho de desenvolvimento de novas aplicações para o pet reciclado, que gerou demanda. No passado, entretanto, a ideia de transformar o lixo em luxo era considerada uma heresia por quase todos os empresários. Uns diziam: “Nem pensar! A imagem do meu produto será arrasada”. Ou- tros, mais “bonzinhos”, topavam fazer negócio, só que impunham uma condição: “Vou usar, mas você não pode contar pra ninguém!” Quais as perspectivas do setor a médio prazo? Muito boas. A indústria de embalagens, nossa grande “fornecedora”, passou por uma forte remodelagem nos últimos anos, com investimentos pesados em novas resinas, mais sofisticadas. Os recicladores não ficaram atrás: duas associadas da Abipet, por exemplo, investiam mais de R$ 100 milhões em novas fábricas. Com a melhoria na coleta seletiva de lixo, por força da Lei 12.305/10, e a exploração de novos nichos, como o de forrações automotivas, temos um bom horizonte pela frente. Poderemos até dobrar de tamanho em alguns anos. Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A5 Divulgação A incrível fábrica de neurônios O Centro de Tecnologia e Inovação da empresa desenvolve plásticos ‘inteligentes’ que mudam de cor de acordo com estímulos permitindo detectar, por exemplo, problemas no envase A Morschbacker: estudos para investir US$ 100 milhões em fábrica para produzir uma versão green de polipropileno Braskem na dianteira do bioplástico Controlada da Odebrecht detém 25% do mercado mundial de polietileno “verde”, insumo cada vez mais utilizado na produção de embalagens Braskem, olhem só, guarda alguma semelhança com o antigo Império Britânico. Se o sol nunca se punha sobre os domínios da família real da terra de Shakespeare, até o início do século passado, o mesmo ocorre agora em relação a uma criação da controlada do grupo Odebrecht, o polietileno ‘verde’, extraído do etanol. O insumo é utilizado em diversos tipos de embalagens por empresas espalhadas pelos quatro cantos do planeta: Coca-Cola, nos Estados Unidos; Danone, L’Occitane e Plastic Omnium, na França; Petropack, na Argentina; Natura, Tetra Pak e Tigre, no Brasil; Ecover, na Bélgica; Papier-Mettler, na Alemanha; Shiseido, no Japão etc. etc. A conquista do mundo começou a sair do papel em 2006, no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa, situado no Polo Petroquímico de Triunfo. Um ano depois, entrou em operação uma plantapiloto com capacidade instalada de 1 tonelada por mês. Pequenos lotes do bioplástico passaram, então, a ser despachados para alguns poucos e bons clientes potenciais, casos de Danone e Toyota. A novidade despertou tanto interesse que a empresa anunciou, em 2008, o investimento de cerca de R$ 500 milhões na A Unidade iniciou operações em 2010, com potencial para produzir 200 mil toneladas da resina, equivalente a 25% do consumo mundial construção de uma fábrica em Triunfo (RS), em parceria com a Toyota Tsusho, trading company do grupo encabeçado pela montadora japonesa. Com potencial de produção de 200 mil toneladas por ano, o equivalente a 25% do mercado mundial do insumo, a unidade deu a partida em 2010. Logo de início, uma surpresa em relação à demanda.“Acreditávamos que iríamos vender quase tudo para a Europa, mas surgiram pedidos expressivos de outros pontos do mapa-múndi, inclusive do Brasil, que responde por 15% das encomendas”, conta Antônio Morschbacker, diretor de tecnologias renováveis. “A Coca-Cola, por exemplo, emprega a nossa matéria-prima nas caixas dos sucos Odwalla, à venda nos Estados Unidos. No mercado doméstico, além de indústrias, fechamos negócio com a rede de supermercados Zaffari, do Rio Grande do Sul, que usa o polietileno ‘verde’ em saquinhos.” O surgimento inesperado de compradores do bioplástico de latitudes e longitudes as mais diversas demonstra que a preocupação com a sustentabilidade não tem bandeira, é global. Só que, nessa seara, o Brasil, com o etanol, e a Braskem, com a sua resina, estão bons corpos à frente da concorrência internacional. “A cana-de-açúcar, marco zero da produção no polietileno ‘verde’, tem uma capacidade de absorção de carbono 100% maior, no mínimo, do que outros vegetais utilizados em plásticos. É uma vantagem considerável”, observa o executivo. Não é à toa, portanto, que a Braskem já planeja explorar outros filões do segmento. O próximo desafio será uma versão green de polipropileno. A ideia é investir US$ 100 milhões em uma fábrica com capacidade mínima de 30 mil toneladas ao ano. “O polipropileno é um plástico mais resistente, muito comum em eletrodomésticos e pára-choques”, explica Morschbacker. “Os estudos estão bem avançados, mas ainda não há previsão para a implantação do projeto.” Braskem quer dar ‘ideias’ aos plásticos. Seu Centro de Tecnologia e Inovação — com unidades em Triunfo (RS) e Pittsburgh, nos EUA — já descobriu o caminho das pedras para conferir a esses materiais “quocientes de inteligência” (QIs) equivalentes aos de um galo. Não de uma ave qualquer, e sim de um legítimo Galo de Barcelos, tradicional adorno português que, na versão “high tech”, muda de cor a qualquer variação na umidade do ar, graças ao cloreto de cobalto presente em seu revestimento. No caso da empresa petroquímica, uma das apostas são rótulos que reagem a variações de temperatura.“O segredo é um plástico ‘inteligente’. Se a temperatura cai abaixo de 5 graus, os rótulos se tornam azuis. Com aquecimento, voltam a ficar brancos”, explica o gerente de polímeros Fábio Sofri, que trata, em seguida, de definir a principal característica dos “sabichões” que desenvolve. “São polímeros com capacidade de interação. Respondem a estímulos internos e externos mudando de cor ou liberando aditivos e outras substâncias.” As pesquisas tiveram início em 2007 e deixaram os executivos da controlada da Odebrecht pra lá de animados. Afinal, foram desenvolvidas aplicações para material hospitalar descartável, não tecidos antimicrobianos, curativos, têxteis voltados à hotelaria, como fronhas, toalhas e lençóis, e embalagens. Os “neurônios” contidos nestas últimas, sabe-se, têm condições de prestar serviços valiosos a públicos distintos. Fabricantes de alimentos, por exemplo, serão alertados sobre problemas no envasamento por uma simples mudança de cor. E o consumidor final verá um sinal vermelho se ‘acender’ em sua casa se, por hipótese, não armazenar o produto da maneira adequada. Sim, é isso mesmo o que você pensou: a Unilever e os fãs do suco Ades poderiam ter se livrado de sérios problemas se tal tecnologia estivesse incorporada à unidade da multinacional em Pouso Alegre (MG), que recentemente despachou para o varejo caixinhas do produto contendo água e soda cáustica. Ainda vai levar algum tempo, contudo, para que o público e os empresários possam contar com os sofisticados “seguros” da Braskem. Antes de mais nada, órgãos reguladores - como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Food and Drug Administration (FDA), dos EUA - terão de aprovar a novidade. Depois, a demanda terá de dar as caras. “Os plásticos ‘inteligentes’ despertam interesse em vários segmentos da indústria. Só que as empresas não sabem ao certo quando e onde pretendem empregá-los”, diz Sofri. “É natural que seja assim, pois se trata de uma tecnologia inovadora. Acreditamos que ela chegará às linhas de produção no final da década, por volta de 2017 ou 2018.” A6 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013 TEC NOL OG I A A volta por cima da Tetra Pak De inimiga número 1 do movimento ambientalista, a multinacional sueca se tornou, a partir de iniciativas no Brasil, referência mundial na reciclagem de embalagens Divulgação ouve um tempo em que os ambientalistas brasileiros tinham crises de urticária só de ouvir falar na Tetra Pak. A multinacional sueca era espinafrada pelos “verdes” por não mexer nem um dedo mindinho em prol da reciclagem de suas embalagens, formadas por “sanduíches” de plástico, alumínio e papelão. Na Europa, as caixinhas da “família” longa vida ainda tinham alguma serventia pósuso: eram queimadas, para a geração de energia elétrica. Por aqui, contudo, causavam apenas problemas ao serem descartadas pelos consumidores. O mal-estar só começou a perder força em meados da década de 1990, quando um engenheiro químico que pertencia aos quadros da empresa conseguiu vender a seus superiores a ideia de que era possível, sim, reciclar os polêmicos invólucros. “Primeiro ponto a nosso favor: o antigo presidente da operação local empunhou a bandeira, e o atual também. Começamos, então, a conversar com o pessoal das fábricas, das áreas de marketing, comunicação e vendas. A turma percebeu que todos tinham a ganhar com a proposta e entrou no barco sem pestanejar”, conta o diretor de meio ambiente, Fernando von Zuben. Ele mesmo, o deflagrador da “revolução” interna. Logo no início do desafio, uma dúvida de percurso: o que fazer primeiro, organizar a estrutura de coleta ou a de reciclagem? A opção foi atacar em ambas as frentes. Em 1995, a Tetra Pak colocou seu bloco ambiental na rua. “Começamos com coletas-piloto em Campinas e Porto Alegre, onde também desenvolvemos recicladores - H VonZubendeflagrouumarevolução emproldareciclagem das embalagens em alguns casos, com subsídios”, recorda o executivo. “Mostramos que a iniciativa seria positiva para as cidades, pois as prefeituras não teriam mais que enviar todo aquele material para os lixões, e os cidadãos, por sua vez, poderiam ganhar dinheiro com novos negócios.” O projeto deu tão certo que cruzou as fronteiras. Das 65 unidades de processamento hoje instaladas nas Américas Central e do Sul, 35 estão por aqui e outras 30 se espalham por diversos países, casos de Guatemala, Costa Rica, Venezuela, Peru, Equador etc. Detalhe: além de ter “exportado” o modelo, a Tetra Pak do Brasil deu uma forcinha a mais para esses empreendedores, cedendo equipamentos em regime de comodato. “Nossas previsões se concretizaram: a reciclagem de caixinhas longa vida dá retorno. Prova disso é que as recicladoras pagam hoje R$ 0,35 por quilo de embalagens descartadas, 600% a mais do que costumavam desembolsar há cerca de 15 anos”, destaca von Zuben. Não é difícil, portanto, entender o interesse despertado por esse material antes tão rejeitado. Entre 2002 e o ano retrasado, seu índice de reciclagem praticamente dobrou — de 15% para 29% — e, tudo indica, deve continuar na mesma toada. O salto, em boa parte, deveu-se ao início das operações, em 2005, de uma fábrica bancada em conjunto por Tetra Pak, Klabin, Alcoa e TSL Ambiental. Instalada em Piracicaba (SP), a unidade tem capacidade de processamento de 8 mil toneladas de plástico e alumínio — o equivalente a 32 mil embalagens longa vida por ano — e utiliza uma nova tecnologia desenvolvida com o auxílio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Trata-se de um jato de plasma a 15 mil graus centígrados que aquece a mistura de plástico e alumínio, permitindo a perfeita separação dos materiais. “É a primeira aplicação prática desse processo no mundo”, orgulha-se o diretor de meio ambiente da Tetra Pak. Mudança dá força ao empreendedorismo Divulgação Programa de reciclagem da fabricante de embalagens viabilizou a abertura de vários negócios esde a inauguração de sua primeira fábrica no país, em 1978, a Tetra Pak desperta o interesse de uma legião de pequenos artesãos locais, que dão asas à imaginação na busca por novos usos e formatos para as embalagens longa vida pós-descarte. Basta uma simples consulta ao Google para identificar ‘n’ dicas para a produção de cestos, carteiras, bolsas, pulseiras, brinquedos, objetos de decoração, luminárias e outras miudezas. No fim do século passado, o fenômeno se repetiu, com a formação de uma nova corrente de “discípulos”. A diferença é que essa “jovem guarda” não estava interessada em atividades manuais ou recreação, como seus antecessores, e sim em ganhar dinheiro, muito dinheiro, a partir das oportunidades de negócio oferecidas pelo pro- D grama de reciclagem da multinacional sueca, que teve seu start mundial no Brasil. “Desenvolvemos tecnologias para a reutilização dos materiais empregados em nossas embalagens e, dessa forma, viabilizamos a criação de várias empresas e centenas de empregos. São negócios ‘verdes’, sustentáveis, que surgiram do nada há pouco mais de dez anos”, orgulha-se Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da companhia. A indústria de embalagens, quem diria, mostrou forte vocação para incubadora de empresas. Só no segmento de placas e telhas “ecológicas”, 19 empreendimentos abriram as portas de norte a sul do País, gerando algo entre 300 e 400 postos de trabalho. Única gaúcha do grupo, a GLZ, de Santa Cruz do Sul, exibe competência ao vender seu peixe na web. “O processo de reciclagem das embalagens longa vida [...], além de ecologicamente correto, tem vantagens, (pois as nossas telhas) são mais baratas, mais leves, não quebram e permitem maior conforto térmi- Telhas da GLZ : promessa de preço menor e leveza co aos ambientes, reduzindo as altas temperaturas”, informa aos internautas, assinalando que seus produtos têm certificação do Inmetro e foram aprovados em testes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Após ganharem vidas novas nas recicladoras, o alumínio e o plástico das embalagens longa vida se prestam a inúmeras aplicações. Em Piracicaba (SP), são transformados em utensílios de limpeza, carro-chefe da Polares Industrial. No leste do Estado de São Paulo, tornam-se matérias-primas dos decks instalados pela Mogi Mirim Barcos de Duralumínio, do município homônimo, nos pisos de seus botes e lanchas. Também no interior paulista, em Americana, marcam presença em toda a linha da Regiplac — de bancas de jornal a minhocários, passando por placas de trânsito, forros, cumeeiras, tapumes e casinhas de cachorro, que, de acordo com o “fornecedor” dos principais insumos utilizados em sua fabricação, oferecem mais conforto a seus moradores. Segunda-feira, 29 de abril, 2013 | EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS - Brasil Econômico A7 Fotos: divulgação Investimentos de US$ 1 bilhão vão abastecer as fábricas da companhia com garrafas de pet sustentáveis A Coca-Cola mergulha no álcool Em parceria com grupo indiano, companhia prepara a produção no Brasil de garrafas pet à base de etanol A curiosa saga do “Samba em Berlim” já tem um segundo capítulo a caminho. Quase 70 anos depois do surgimento do drinque à base de Coca-Cola e cachaça - criação dos pracinhas da FEB em plena II Guerra Mundial, quando combatiam o exército alemão na Itália -, a mais famosa marca de refrigerantes mergulha de cabeça no etanol da cana-deaçúcar em terras brasileiras. O projeto em questão consiste na construção, em Piracica- ba (SP), de uma fábrica de monoetileno glicol (MEG) de origem vegetal, o BioMEG, insumo utilizado na produção de garrafas pet sustentáveis. Com inauguração prevista para 2015, a unidade será a maior do planeta, com capacidade para 500 mil toneladas ao ano. O investimento é estimado em R$ 1 bilhão, mas não será bancado integralmente pela Coca-Cola. A gigante norte-americana convenceu o grupo indiano JBF industries, do qual importa o BioMEG usado atualmente no Brasil, a embarcar na mesma canoa. Assim, em pouco tempo, poderá cortar despesas com fretes internacionais e expandir, a perder de vista, a linha de embalagens PlantBottle, que chegou ao merca- Com menos plástico, garrafa pode ser amassada e perde até 37% do volume do doméstico em 2010, poucos meses após seu lançamento mundial. Tais vasilhames, que contabilizam 30% de resina vegetal em sua composição, atendem hoje a apenas duas linhas no País: o carro-chefe da empresa, na versão com 600 ml, e a água mineral Crystal (500 ml). “A produção local do BioMEG propiciará uma série de vantagens. Teremos acesso a garrafas com menor índice de matérias-primas não renováveis, com a mesma qualidade dos modelos convencionais, e ainda poderemos reduzir em 20% as emissões de CO2”, destaca Paulo Villas, gerente de embalagens da fabricante de bebidas. “Os benefícios, aliás, não serão exclusividade nossa, pois a fábrica de Piracicaba terá capacidade instalada muito superior à demanda nacional. Isso abrirá as portas para a exportação de um insumo de alto valor agregado, uma ótima notícia para a balança comercial.” Além do uso de bioplásticos, outros dois itens chamam a atenção na lista de prioridades sustentáveis da empresa: a redução de peso das embalagens e o uso mais intensivo de material reciclado. A primeira meta vem sendo cumprida com louvor. Só nos últimos quatro anos, por exemplo, o frasco da água Crystal de 500ml “emagreceu” 8 gramas de 20 para 12, um corte de 40%. “Como passou a ser produzida com menos plástico, essa garrafa pode ser amassada facilmente, perdendo até 37% do seu volume. Isso facilita, e muito, o trabalho de coleta e o transporte para as recicladoras”, assinala Villas. Com relação aos insumos que retornam ao processo produtivo, o primeiro passo foi dado em 2011, quando teve início, no Rio de Janeiro e em Curitiba, a venda de vasilhames de 2,5 litros com 20% de pet reciclado. O desafio, agora, é alargar esse leque para toda a “família” Coca-Cola até 2020, de acordo com determinação da matriz, e elevar o percentual de plástico de “segunda mão” nas embalagens, medida que só poderá ser tomada com a autorização, caso a caso, da Anvisa. “Temos uma planta-piloto no México que opera com 100% de reciclados, mas é difícil alcançar bons resultados em larga escala nesse patamar, pois o plástico tende a escurecer a qualquer descuido. Até 50% entretanto, não haveria qualquer problema”, destaca o gerente da embalagens. Divulgação Um ícone da “pop art” Conhecida em todo o mundo, a célebre garrafa Contour saiu da prancheta em 1916 nquanto o planeta se preparava para mergulhar em um banho de sangue nunca antes visto, a The Coca Cola Company buscava mais visibilidade. A empresa sonhava, em 1913, com uma embalagem “que pudesse ser reconhecida mesmo de olhos fechados”, segundo a definição de seu big boss, Asa Griggs Candler, que assumira o controle do negócio em 1891. O desejo só se concretizaria em 1916, às vésperas da entrada dos Estados Unidos na I Guerra Mundial. Em eleição realizada durante a reunião anual dos engarrafadores da bebida, o projeto apresentado pelo sueco Alexander Samuelson, da Root Glass Company, levou a melhor sobre as propostas de 11 concorrentes. Surgia a célebre garrafa Contour, que cumpriria à perfeição o papel estabelecido por Candler. Com curvas e relevo inspirados no fruto do cacau, a embalagem cruzaria de vez todas as E fronteiras após o fim da II Guerra Mundial, em 1945. Entre 1940 e 1960, a Coca-Cola praticamente dobrou sua presença internacional. No Brasil, foi engarrafada pela primeira vez em 1941, na sede da Água Mineral Santa Clara, em Recife, e não tardou a cair no gosto dos nativos. Tanto é que, no fim daquela década, 11 fábricas abasteciam o mercado doméstico com o refrigerante criado pelo farmacêutico John Pemberton, em 1886. Hoje presente em cerca de 200 países, a sensual Contour fez a glória de Samuelson, que patenteou sua obra prima em novembro de 1915. O francês Raymond Loewy, um dos designers de maior destaque no século 20, afirmou que a garrafa apresentava “a forma perfeita”. Opinião compartilhada, diga-se, por vários artistas plásticos de renome internacional - casos de Andy Warhol, Norman Rockwell e Guy Peellaert -, que a transportaram para telas e gravu- O formato que virou a assinatura da Coca-Cola conquistou artistas plásticos como Guy Peellaert ras. Ícone da “pop art”, o vasilhame que não envelhece tornou-se uma “assinatura” de seu fabricante, de fato e direito, em 1960, quando o governo dos EUA concedeu-lhe o privilegiado status de trademark (marca registrada). A8 Brasil Econômico - EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS | Segunda-feira, 29 de abril, 2013 PIONE IRIS M O Opção preferencial pelo “verde” Leonardo Rodrigues Há 30 anos, com a troca das embalagens convencionais por refis, a Natura iniciava a construção de sua reputação ambiental m 1983, a conscientização am- midores e seus “consultores”, como são chabiental dos brasileiros — e, mados os vendedores autônomos da grife. também, de boa parte dos de“Adotamos o refil, em 1983, em uma linha de mais habitantes do planeta — xampus. Dois anos depois, a novidade foi esainda se encontrava nas fral- tendida aos desodorantes e não parou mais das. Cubatão, na Baixada San- de se expandir”, informa Alessandro Mentista, era apontada pela ONU des, diretor de Inovação. como a cidade mais poluída do mundo. A SeNão parou mesmo. Por abraçar a causa da cretaria de Meio Ambiente do governo fede- sustentabilidade, a companhia deixou de encoral só ganharia o status de ministério dois mendar, ao longo dos últimos 30 anos, cerca anos à frente. Comentários ouvidos aqui ou de 2.200 toneladas de potes, tubos e bisnagas, acolá sobre um tal de Green Peace poderiam entre outros itens. Tais cortes, aliás, seguem rapidamente dar origem a boatos sobre o sur- na ordem do dia. Os executivos, de facão em gimento de uma nova torcida organizada do punho, zelam pelo cumprimento da meta estaPalmeiras. Pois foi justamente nesse período belecida, em 2007, pelo Programa Carbono de treva ecológica e política — afinal, a ditaNeutro — redução de 33% nas emissões de dura militar já balançava, mas teimava em CO2 até este ano, tendo como base 2006. Por não cair — que teve início uma rara trajetóconta dessas “páginas sagradas”, alguns forneria de comprometimento com a sustentabili- cedores de embalagens sofreram um duro dade no meio empresarial. “golpe” há três anos, quando foi anunciada a O pioneirismo coube à Natura, fabricante troca de frascos rígidos por saquinhos reforçade cosméticos e produtos de higiene, que dos, os “stand-up pouchs” — mais uma prova nem sonhava à época em ter seus papéis neda opção preferencial da Natura por refis. “A gociados na Bolsa de Valores de São Paulo e, maior vantagem do pouch é a grande economuito menos, em tornar-se uma multinacio- mia de plástico em sua produção — de 83% nal. Fundada em 1969, a empresa buscava, em relação aos frascos”, explica Mendes. então, formas de alavancar as vendas em Embalagens recicláveis também vêm gameio à recessão que assolava nhando espaço no cardápio o País. Optou por uma soluda marca. Em meados da déção que iria marcar seu DNA Refil foi opção para cada passada, os óleos da ligarantir maior para sempre: para tornar as nha Ekos estrearam embalamarcas próprias mais acessíacesso ao produto gens produzidas com 30% de veis ao público, passou a ofepet reciclado. Há três anos, em período de recer alguns itens com opchegou a vez do bioplástico crise e resultou da Braskem (ver matéria na ções de refil. Superada a crise, constatou que, além de em benefícios para pagina 5), utilizado inicialeconomizar com embalagens mente nos refis dos saboneconvencionais, havia propi- a empresa e para o tes Erva Doce. De lá para cá, meio ambiente. ciado um ganho à sociedade a dupla cresceu e apareceu. ao livrá-la de alguns milhares Alternativa virou “Hoje, a linha Ekos utiliza de frascos que iriam parar no de pet verde ou 50% marca registrada 100% lixo. Comprou a ideia e pasde pet reciclado”, destaca o da Natura sou a difundi-la entre consudiretor de Inovação, assina- E Obrilhodo “ecodesign” ” “s muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” O recado de Vinicius de Moraes em “Receita de mulher” também se aplica às embalagens — em particular àquelas que acondicionam produtos destinados a valorizar (ou remediar, em certos casos) os atributos físicos das musas nossas de cada dia. Para conquistálas, frascos, potes, estojos, caixas e bisnagas, entre outros, cumprem papéis tão importantes quanto cosméticos de alta qualidade. A regra vale para todo o A setor, mas poucos conseguem fazer sombra no Brasil à vocação da Natura para arrancar suspiros, elogios e aplausos. Habitué nas cerimônias de entrega dos prêmios da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), a empresa já é reconhecida internacionalmente pelo “Ecodesign” de seus invólucros. Desde 2006, conquistou sete World Star Awards, concedidos pela World Packaging Organization (WPO). O mais recente — que será recebido no início de maio, em Sidney — foi por conta da linha Humor, a qual, fiel ao nome, traz estampadas em suas caixas charges dos cartunistas Angeli, Caco Galhardo e Adão Iturrasgarai. Há dois meses, a “sala de troféus” da Natura ganhou outros reforços de peso. Da Alemanha, vieram dois iF Design Awards, o “Oscar” do desenho industrial, pelas coleções Vôvó e SOU. Colorida e com toques lúdicos, a última mereceu rasgados elogios. Os jurados destacaram o design “divertido” dos saqui- Fotos: divulgação Mendes, economia de 83% de plástico com adoção das embalagens stand-up pouchs lando que os demais produtos devem embarcar na mesma canoa, a médio prazo. A dúvida é em relação à conveniência do uso de invólucros com pet 100% reciclado. “É preciso reduzir o grau de contaminação dessa matéria-prima, pois as impurezas frequentemente presentes no material coletado provocam o escurecimento dos frascos. Não falta pet reciclado no mercado brasileiro, mas a qualidade, por vezes, deixa a desejar.” nhos utilizados como recipientes e a economia de plástico em sua produção — da ordem de 75% em relação às versões usuais. “(O projeto) priorizou o essencial — o que está dentro — e ainda propiciou reduções no desperdício do produto, permitindo que seja usado até a última gota, e também de emissões de CO2 — cerca de 50% menos do que embalagens tradicionais", emendaram. Além da preocupação com a estética e a sustentabilidade, a marca também queima neurônios para aprimorar a ergonomia de seus produtos. No ano passado, por exemplo, os frascos de uma linha de sabonetes líquidos para bebês foram submetidos a uma reengenharia. Motivo: os designers constataram que era impossível para os adultos lidarem com a tampinha flip-top enquanto seguravam as crianças. “Trocamos a tampa por uma válvula. Agora, as mães podem liberar o sabonete com uma mão só, enquanto seguram seus pequenos com a outra”, explica Alessandro Mendes, diretor de Inovação.