UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
A TECNOLOGIA RFID E OS BENFÍCIOS DA ETIQUETA
INTELIGENTE PARA OS NEGÓCIOS
Por: Márcio Garcia Batista
Orientador
Prof. Jorge Tadeu
Rio de Janeiro
2010
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
A TECNOLOGIA RFID E OS BENFÍCIOS DA ETIQUETA
INTELIGENTE PARA OS NEGÓCIOS
Apresentação
Candido
de
Mendes
monografia
como
à
requisito
Universidade
parcial
para
obtenção do grau de especialista em Logística
Empresarial
Por: Márcio Garcia Batista.
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AGRADECIMENTOS
Aos meus mestres que propuseram em
aceitar o dom divino de ensinar e aos
meus familiares diretos que também se
tornam partícipes do êxito ora logrados.
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho à minha Esposa,
Filhos, Pai, Mãe, Irmão e a Deus por me
dar forças para seguir em frente.
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RESUMO
Conexões sem fio estão presentes em nosso cotidiano já há algum tempo, os
exemplos mais comuns são os controles remotos para televisores, aparelhos
de som, DVD, entre outros que utilizam raios infravermelhos. As RFID´s (Radio
Frequency Identification) abordas aqui são uma ramificação dessa tecnologia.
Uma tecnologia de mais de oitenta anos de idade ganha nos dias de hoje uma
nova forma de ser usada, alastrando-se em praticamente todas as camadas da
cadeia produtiva na sociedade de hoje, e também na vida das pessoas.
Esta tecnologia prevê uma mudança radical na operação do varejo mundial. A
indústria varejista será beneficiada, com o uso desta tecnologia de diversas
maneiras, dentre elas, a redução dos custos, devido ao aumento da eficiência
dos processos e a satisfação do consumidor que encontrará sempre os
produtos desejados. Conseqüentemente, pode-se prever um aumento no
volume das vendas e a transformação do processo de compra em uma
experiência mais agradável e confortável, o que vai de encontro ao novo perfil
dos consumidores.
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METODOLOGIA
A metodologia a ser utilizada para apresentação deste trabalho, será
basicamente voltada para o estudo de fontes teóricas bibliográficas e sites na
internet especializados na matéria, por apresentarem um acervo de material
completo, visto apresentarem condições necessárias para um perfeito estudo e
exposição do tema, haja vista possuírem dados, pesquisas, artigos, desta
foram assegurando um aperfeiçoamento estudo do tema.
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SUMÁRIO
Introdução ----------------------------------------------- 10
Formulação do Objetivo
Importância
Delimitação do Estudo
Definição de Termos
Capítulo I ------------------------------------------------ 17
HISTÓRIA DA RFID
A Primeira Patente do RFID
A Tecnologia de Identificação por Rádio freqüência – RFID
O Funcionamento da Tecnologia por Rádio freqüência – RFID
A Antena de RFID
O Transceiver e Leitor
Transponder ou RF Tag
Etiquetas Inteligentes ou Smart Labels
Características das RF Tags
Sistemas de Baixa Freqüência (30 a 500 KHZ)
Sistemas de Alta Freqüência (850 a 950 MHZ e 2.4 a 2.5 GHZ)
Sistemas de Freqüência Ultra-Elevadas (400 MHZ e 860-930 MHZ)
Capítulo II ------------------------------------------------ 25
METODOLOGIA
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Vantagens e Desvantagens de Utilização da Identificação por Rádio
Freqüência - RFID
Vantagens do Uso da Identificação por Rádio Freqüência
Desvantagens do Uso da Identificação por Rádio Freqüência
Quais as Vantagens e Desvantagens da RFID em Relação ao Código de
Barras
Aplicações da Tecnologia de Identificação por Radio Freqüência – RFID
Aplicações Automotivas
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Cápsula Unique
Smart Open
Aplicações na Identificação de Animais
Cápsula de Vidro
Pigeon Ring Tag
Aplicações em Controle de Acesso
Cartões de Proximidade Acu Prox ISO
Chaveiros de Proximidade Acu Prox Keyfob
Aplicações na Indústria e Logística
Word Tag
Volcano Tag
Aplicação na Saúde
Certificação de Encomendas e Documentos
Controle de Acesso de Veículos
Controle de Frotas e Pedágios
Programas de Fidelização
Segurança em Aeroportos
Sistema de Pagamento via Wireless
Tipos de Coletores de Dados e Leitores
Capítulo III------------------------------------------------- 30
RESULTADOS E CONCLUSÕES
Casos de Uso da Tecnologia RFID
Caso Cargill – Acesso e Pesagem Automática de Caminhões
Descrição Funcional do Sistema de Pesagem
Caso EMBRAPA – Uso em Bovinos
Caso Hospital Jacobi Medical Center – Identifica Pacientes por Chip
Caso UNISYS – UNISYS Realiza Projeto Com RFID no Porto de Santos
Caso de Uso de Chip em Aluno no Japão
Caso de Uso no Metro Group
Caso de Uso na Biblioteca da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do
10
Rio-Grande do Sul)
IV CONCLUSÃO e BIBLIOGRAFIA ---------------- 39
11
INTRODUÇÃO
Com o advento da globalização no mundo dos negócios e da tecnologia, o
mesmo tornou-se muito mais competitivo. Outro aspecto das mudanças
ocorridas na última década refere-se ao aumento da quantidade dos veículos
de comunicação, como por exemplo, o surgimento da TV ( Televisão ) a cabo,
a “invasão” dos PC´s (Personal Computers) nas residências e, principalmente,
a internet.
Este último revolucionou os hábitos de milhares de pessoas que passaram a
utilizá-lo, ora como fonte de pesquisa, ora como comodidade para efetuar
compras, entretenimento, etc.
A partir desta reflexão, entendemos que o bem mais valioso da atualidade
chama-se “informação”. Quem a detém, tem maiores chances de prosperar e
acompanhar as tendências do mercado.
Várias Tecnologias em termos de informação têm se desenvolvido nestas
últimas décadas, e algumas vêm em decorrência de outras, em suas
substituições ou como um complemento. Este poderia ser o caso do RFID
(Radio Frequency Identification) em relação ao código de barras, mas ao que
tudo indica, o RFID parece ser mais que uma simples evolução deste já tão
usado sistema de identificação.
Este trabalho dará ênfase à identificação por Radiofreqüência (Radio
Frequency Identification – RFID) ou comumente chamada de etiquetas
inteligentes e que está causando grandes evoluções tecnológicas no setor de
logística.
A utilização da tecnologia RFID é bastante ampla, especialmente na área de
logística . Onde as principais vantagens para este setor oferecidas pela adoção
da RFID são : maior capacidade para a prevenção de perdas , otimização dos
níveis de estoque de produtos e dos recursos humanos e melhor
disponibilidade e distribuição dos itens ao longo das operações na cadeia de
suprimentos .
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Hoje , podemos constatar que existe uma demanda pelo uso da etiqueta
inteligente neste primeiro momento , nos CD`s ( Centros de Distribuição ) . No
futuro , essa demanada será transferida para as próprias lojas .
No Brasil , a implantação da RFID disputa investimentos com outras
tecnologias e por aqui o maior motivador seria a redução de custos e melhoria
dos resultados em geral . Outra diferença fundamental, seria o preço das
etiquetas , que nos EUA ( Estados Unidos da América ) são descartáveis e , no
Brasil , reutilizáveis , o que traz um custo adicional de retorno .
Na logística a revolução da rádio-freqüência será gradativa e progressiva. As
empresas irão experimentar modelos , processos alternativos logísticos e
investir nos sucessos . Onde a grande prioridade – é construir uma ponte
segura entre a realidade atual e o cenário futurístico da cadeia de suprimentos
A RFID hoje pode ser traduzida como sendo o futuro de uma promessa.
Formulação do Objetivo
Visando enfatizar o que já foi destacado na introdução , o tema central deste
estudo foi chamar à atenção para a qualidade da informação a ser
disponibilizada , que com o passar do tempo e com o advento das tecnologias
revolucionárias , hoje disponíveis , torna-se “obsoleta” com maior rapidez . Por
isso , a informação deve ser cada vez mais precisa e rápida para que se tenha
um tempo entre análise e resposta o mais diminuto possível .
Importância
O estudo apresentado teve como motivação o interesse pelo assunto e as
possibilidades de utilização desta tecnologia ( a RFID ) , que naquele momento
( no ano de 2006 ) ainda mostrava-se embrionária visto , o manancial de
possibilidades que esta tecnologia desenvolvida e aplicada , poderá propiciar
num futuro agora mais próximo.
A certeza , de que uma vez adotada , dificilmente se abrirá mão de tão valiosa
ferramenta de controle e informação na gestão de toda cadeia de suprimentos
.
13
Delimitação do Estudo
Tendo-se em vista que trata-se de uma tecnologia que ganhou proporções
recentemente quanto à aplicação no país , devido aos seus altos custos de
implantação , são poucas as empresas ainda a adotarem esta tecnologia .
Desta forma , ainda temos poucos registros de sua aplicação prática no Brasil .
Definição de Termos
Relação de Siglas
CD`s – Centros de Distribuição
EPC – Eletronic Product Code
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
EAD – Eletronic Advertising Displays
ESL – Eletronic Shelf Labeling
EUA – Estados Unidos da América
GHz – Gigahertz
IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo
IFF – Identify Friend or Foe
KHz – Kilohertz
MHz – Megahertz
PSA – Personal Shopping Assistant
PDV – Ponto de Venda
PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
PC`s – Personal Computers
PDA – Personal Digital Assistant
RFID – Radio Frequency Identification
RF – Radio Frequency
TV - Televisão
UHF – Ultra High Frequency
US$ - Dólar
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Glossário
Backbone - Rede de alta velocidade formada por linhas de comunicação e
hardware de transmissão e recepção, as quais se conectam todos os
provedores de acesso à Internet. No Brasil esse serviço é vendido pela
Embratel, Global One e Rede Nacional de Pesquisa (RNP).
Bluetooth - O Bluetooth é um protocolo de comunicações que descreve como
os telefones móveis, computadores e os assistentes digitais pessoais (PDAs)
podem comunicar entre si através de uma rede sem fios com um alcance
máximo de 10 metros.
Utilizando este protocolo os dados podem ser transferidos a uma velocidade
de 1 Mbps por segundo (até 2 Mbps na segunda geração da tecnologia). Esta
tecnologia ganhou o seu nome em honra a Harald Bluetooth, antigo rei de
Dinamarca.
Cache - 1. Recurso que permite aos navegadores armazenarem no disco
rígido do computador, em arquivos temporários, as últimas páginas visitadas
para que seja visualizado mais rapidamente num posterior acesso. 2. Pequena
área da memória de um computador, que mantém armazenados os dados
mais recentes, carregados pela memória RAM, para que sejam acessados
mais rapidamente.
Cliente - Computador que acessa recursos de rede compartilhados fornecidos
por outro computador o servidor daí, relacionamento cliente/servidor).
Código Universal do Produto (universal product code - UPC) - Código de
barras para identificação dos consumidores, tipicamente escaneado para uso
em vendas a varejo. Comum nos Estados Unidos.
Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS): Gera um bit-code (também
chamado de chip ou chipping code) redundante para cada bit transmitido.
Quanto maior o chip maior será a probabilidade de recuperação da informação
original. Contudo, uma maior banda é requerida. Mesmo que um ou mais bits
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no chip sejam danificados durante a transmissão, técnicas estatísticas
embutidas no rádio são capazes de recuperar os dados originais sem a
necessidade de retransmissão.
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EPC - Código Eletrônico do Produto (Electronic Product Code).
Full-duplex – Modalidade de transmissão de dados, no padrão Ethernet, em
que a informação ocorre nos dois sentidos simultaneamente. Cf. Half-duplex.
GigaHertz ou GHz – Unidade de medida de freqüência.
GSM - [Sigla em inglês para Global System for Mobile Communications]
(Sistema Global para Comunicações Móveis). Padrão digital para telefonia
móvel adotado na Europa, baseado na tecnologia TDMA.
GPS – [Sigla em inglês Global Positioning System] 1. (satélite) sistema de
localização de coordenadas geográficas de uso civil e militar, de alta precisão,
baseado nos sinais recebidos por um receptor GPS da constelação de satélites
NAVSTAR, do D.o.D. (Department of Defense) dos Estados Unidos.
IEE 802.11b Wi-fi - Especificação técnica emitida pelo IEEE para WLANs com
taxas de transmissão de dados de até 11Mbps, operando em uma largura de
banda de 2,4 GHz. É incompatível com a especificação IEEE 802.11a.
Infrared - ou, simplesmente, infra-vermelho. Tecnologia mais comum de
comunicação entre aparelhos até o final da década passada. Presente em 99%
dos controles remotos, mouses sem fio e celulares mais antigos Internet Conjunto de redes de computadores, que se comunicam, por meio dos
protocolos TCP/IP. Entre outros serviços, oferece a cópia de arquivos, correio
eletrônico, participação em grupos de discussão e, o principal deles, o acesso
a World Wide Web (WWW). O mesmo que rede mundial de computadores.
Erroneamente, a Internet é usada como sinônimo de World Wide Web. Cf.
WWW.
KHz – Forma reduzida de KiloHertz.Unidade de medida de freqüência.
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LAN - (Local Area Network) Rede local ou LAN é a sigla que representa uma
rede física de computadores interligados. Por exemplo, uma rede de escritório
com alguns computadores e um servidor pode ser considerada uma LAN. O
principal aspecto que define uma LAN é o seu tamanho/cobertura limitado
(geralmente limitado a um prédio, residência ou empresa). Daí vem o nome
Lan House.
Mbps - [Forma reduzida para Megabits per second] (Mega bits por segundo).
Unidade de medida para a velocidade do fluxo de informação digital. Equivale
a um milhão de bytes.
Microchip - O mesmo que circuito integrado. Em eletrônica, é a montagem de
vários componentes eletrônicos, como transistor e resistores, numa única
pastilha de cristal de silício ou de outro material semicondutor.
MHz ou MegaHertz - Unidade de medida de freqüência.
Notebook - Tipo de computador pessoal leve e pequeno, dotado de telas de
cristal líquido e baterias recarregáveis. Atualmente, os notebooks trazem
praticamente os mesmos recursos dos computadores de mesa, com exceção
das telas que são pequenas e não têm a mesma qualidade dos monitores de
vídeo. Porém, custa quase o dobro dos desktops (computador de mesa)
equivalentes.
PDA – (Personal Digital Assistant) Basicamente, é um palmtop que não utiliza
teclado para entrada de dados, mas sim uma caneta especial, cuja escrita é
reconhecida pela tela. Seus recursos são variados.
Pocket PC – (Personal Computer) Computador de bolso.
Plug-and-play - Não há necessidade de software de instalação.
Spread Spectrum – Tipo de modulação de freqüência.
18
Tag – Etiquetas.
Transceiver - Dispositivo que funciona alternadamente (ou simultaneamente)
como transmissor
19
e receptor de rádio. Vem da junção das palavras inglesas transmitter +
receiver. Transmissor + receptor.
Transponder - Dispositivo sem fio que recebe e transmite informações via
ondas de rádio. Após receber um sinal, o transponder passa a transmitir ao
mesmo tempo outro sinal numa outra freqüência. O termo transponder é uma
combinação das palavras transmitter e responder, e, em geral, são usados em
comunicações de satélites e em sistemas de localização, identificação e
navegação. Identificadores de radiofreqüência.
VPN - (Virtual Private Network) Rede privada virtual que opera sobre uma rede
pública de telecomunicações.
WAN - (Rede de longa distância) Acrônimo de Wide Area Network, uma rede
que interliga computadores distribuídos em áreas geograficamente separadas.
WAP - (Wireless Application Protocol) É um ambiente Wireless caracterizado
por uma arquitetura de protocolos definida para acesso à Internet por
dispositivos móveis. Tais como celulares e PDAs.
Wi-Fi - [Sigla em inglês para Wireless Fidelity] (Fidelidade sem Fio)
popularmente usada para fazer referência aos protocolos 802.11a, 802.11b,
802.11g, 802.11i, entre outros do IEEE (Institute of Eletrical and Eletronics
Engineers). Hoje, a sigla Wi-Fi está diretamente associada à mobilidade e
comunicação sem fio, sendo considerada por muitos como a segunda onda da
Internet (Não só o Wi-Fi, assim como as demais tecnologias de comunicação
digital wireless; Bluetooth, WiMAX, UWB, ZigBee, entre outras).
WiMAX – [Sigla em Inglês para Worldwide Interoperability for Microwave
Access] (Interoperabilidade mundial para acesso de microondas). O nome é a
“máscara" da definição técnica da norma 802.16a, um novo padrão sem fio.
Wireless LAN ou WLAN - [Sigla em inglês para Wireless Local Network Area]
(Rede Local Sem Fio) Tecnologia que permite a implantação de uma rede local
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(LAN), sem uso de fios ou cabos, empregando ondas de rádio de alta
freqüência para comunicação e transmissão de dados.
Parte destes bens e serviços, ou o seu equivalente em valor
econômico. Se a empresa funciona bem, será capaz de gerar suficiente valor
econômico para satisfazer os que contribuem com seu trabalho para gerá-lo.
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CAPÍTULO I e CAPÍTULO II
A HISTÓRIA DO RFID E METODOLOGIA
A tecnologia de RFID tem suas raízes nos sistemas de radares utilizados na
Segunda Guerra Mundial. Os alemães, japoneses, americanos e ingleses
utilizavam radares – que foram descobertos em 1953 por Sir Robert Alexander
Watson-Watt, um físico escocês – para avisá-los com antecedência de aviões
enquanto eles ainda estavam bem distantes. O problema era identificar dentre
esses aviões qual era inimigo e qual era aliado. Os alemães então descobriram
que se os seus pilotos girassem seus aviões quando estivessem retornando à
base iriam modificar o sinal de rádio que seria refletido de volta ao radar. Esse
método simples alertava os técnicos responsáveis pelo radar que se tratava de
aviões alemães (esse foi, essencialmente, considerado o primeiro sistema
passivo de RFID).
Sob o comando de Watson-Watt, que liderou um projeto secreto, os ingleses
desenvolveram o primeiro identificador ativo de amigo ou inimigo (IFF – Identify
Friend or foe). Foi colocado um transmissor em cada avião britânico. Quando
esses transmissores recebiam sinais das estações de radar no solo,
começavam a transmitir um sinal de respostas, que identificava o aeroplano
como Friendly (amigo). Os RFID´s funcionam no mesmo princípio básico. Um
sinal é enviado a um transponder, o qual é ativado e reflete de volta o sinal
(sistema passivo) ou transmite seu próprio sinal (sistemas ativos).
Avanços na área de radares e de comunicação RF (Radio Frequency)
continuaram através das décadas de 50 e 60. Cientistas e acadêmicos dos
Estados Unidos, Europa e Japão realizaram pesquisas e apresentaram
estudos explicando como a energia RF poderia ser utilizada para identificar
objetos remotamente.
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Companhias começaram a comercializar sistemas antifurto que utilizavam
ondas de rádio para determinar se um item havia sido roubado ou pago
normalmente. Era o advento das tags (etiquetas) denominadas de “etiquetas
de vigilância eletrônica” as quais ainda são utilizadas até hoje. Cada etiqueta
utiliza um bit. Se a pessoa paga pela mercadoria, o bit é posto em off ou 0. E
os sensores não dispararão o alarme. Caso o contrário, o bit continua em on
ou 1, e caso a mercadoria sai através dos sensores, um alarme será
disparado.
1.1 A Primeira Patente Sobre o RFID
Mario W. Cardullo requereu a patente para uma etiqueta ativa de RFID com
uma memória regravável em 23 de Janeiro de 1973. Nesse mesmo ano,
Charles Walton, um empreendedor da Califórnia, recebeu a patente por um
transponder passivo usado para destravar uma porta sem a utilização de uma
chave. Um cartão com um transponder embutido comunicava com um
leitor/receptor localizado perto da porta. Quando o recptor detectava um
número de identificação válido armazenado na etiqueta RFID, a porta era
destravada através de um mecanismo.
O Governo dos Estados Unidos também tem voltado atenção para os sistemas
RFID, Na década de 1970, o laboratório nacional de Los Alamos teve um
pedido do departamento de energia para desenvolver um sistema para rastrear
materiais nucleares. Um grupo de cientistas idealizou um projeto onde seria
colocado
um
transponder em
cada
caminhão
transportador,
o
qual
corresponderia com uma identificação e potencialmente outro tipo de
informação, como, por exemplo, a identificação do motorista.
No começo da década de 90, engenheiros da IBM desenvolveram e
patentearam um sistema de RFID baseado na tecnologia UHF (Ultra High
Frequency).
O
UHF
oferece
um
alcance
de
leitura
muito
maior
(aproximadamente 6 metros sobre condições boas) e transferência de dados
mais velozes. Apesar de realizar testes com a rede de Supermercados WallMart, não chegou a comercializar essa tecnologia. Em meados de 1990, a IBM
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vendeu a patente para a Intermec, um provedor de sistemas de código de
barras. Após isso, o sistema de RFID da Intermec tem sido instalado em
inúmeras aplicações diferentes, desde armazéns até o cultivo. Mas a
tecnologia era muito custosa comparada ao pequeno volume de vendas, e a
falta de interesse internacional.
O RFID utilizando UHF teve uma melhora na sua visibilidade em 1999, quando
o Uniform Code Concil, o EAN internacional, a Procter & Gamble e a Gillette se
uniram e estabeleceram o
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Auto-ID Center,
no
Instituto
de
Tecnologia
de
Massachusetts. Dois
professores, David Brock e Sanjay Sarma, têm realizado pesquisas para
viabilizar a utilização de Etiquetas de RFID de baixo custo em todos os
produtos feitos, e rastreá-los. A idéia consiste em colocar apenas um número
serial em cada etiqueta para manter o preço baixo (utilizando apenas de um
microchip simples que armazenaria apenas pouca informação). A informação
associada ao número serial de cada etiqueta pode ser armazenada em
qualquer banco de dados externo acessível inclusive pela Internet.
1.2A Tecnologia de Identificação Por Radio Freqüência -RFID
RFID é abreviação de Radio Frequency Identification – Identificação por
Radiofreqüência. Diferentemente do feixe de luz utilizado no sistema de código
de barras para captura de dados, essa tecnologia utiliza a freqüência de rádio.
Como visto anteriormente na década de 80 quando o MIT (Massachusetts
Institute of Technology), juntamente com outros centros de pesquisa, iniciou o
estudo de uma arquitetura que utilizasse os recursos das tecnologias baseadas
em radiofreqüência para servir como modelo de referência ao desenvolvimento
de novas aplicações de rastreamento e localização de produtos. Desse estudo,
nasceu o Código Eletrônico de Produtos – EPC (Eletronic Product Code).
O EPC definiu uma arquitetura de identificação de produtos que utilizava os
recursos
proporcionados
pelos
sinais
de
radiofreqüência,
chamada
posteriormente de RFID (Radio Frequency Identification).
A necessidade de captura das informações de produtos que estivessem em
movimento incentivou a utilização da radiofreqüência em processos produtivos.
Juntou-se a isso a necessidade de utilização em ambientes insalubres e em
processos que impediam o uso de código de barras.
Essa tecnologia facilita o controle do fluxo de produtos por toda a cadeia de
suprimentos de uma empresa, permitindo o seu rastreamento desde a
fabricação até o ponto final de distribuição.
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Tal tecnologia utiliza as Etiquetas inteligentes que são etiquetas eletrônicas
com um microchip instalado e que são colocadas nos produtos.
Esse produto pode ser rastreado por ondas de radiofreqüência utilizando uma
resistência de metal ou carbono como antena. Esta tecnologia desencadeia
uma revolução que no futuro será a base para uma nova realidade na
identificação de produtos, compacto direto nos processos logísticos de toda a
cadeia de abastecimento, seja na fabricação, no controle de estoque ou na
compra e vendas destes.
Com esta tecnologia, a transmissão das informações de cada produto é feita
por antenas e etiquetas de radiofreqüência, e tudo isto baseado no EPC –
Código Eletrônico do Produto (Electronic Product Code) e na sua rede de
informações.
A identificação por radio freqüência ou RFID, é um termo genérico para as
tecnologias que usam ondas de rádio para identificar automaticamente
pessoas ou objetos.
Daí diversos métodos da identificação, mas o mais comum é armazenar um
número de série que identifique uma pessoa ou um objeto, ou outra
informação, em um microchip.
Tal tecnologia permite a captura automática de dados, para identificação de
objetos com dispositivos eletrônicos, conhecidos como tag ou transponder que
emitem sinais d radiofreqüência para leitores ou antenas, que captam estas
informações. Existe desde a década de 50 e veio para complementar a
tecnologia de código de barras, bastante difundida no mundo.
A RFID não é simplesmente uma substituta do código de barras, é uma
tecnologia de transformação que pode ajudar a reduzir desperdício, limitar
roubos, gerir inventários, simplificar a logística e até aumentar a produtividade.
Uma das maiores vantagens dos sistemas baseados em RFID é o fato de
permitir a codificação em ambientes hostis e em produtos onde o uso de
código de barras não é eficiente.
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1.3O Funcionamento da Tecnologia por Radio Freqüência – RFID
As etiquetas inteligentes são capazes de armazenar dados enviados por
transmissores. Elas respondem a sinais de rádio de um transmissor e enviam
de volta informações quanto a sua localização e identificação.
O microchip envia sinais para as antenas, que capturam os dados e os
retransmitem para leitoras especiais, passando em seguida por uma filtragem
de informações, comunicando-se com os diferentes sistemas da empresa, tais
como sistema de gestão, sistema de relacionamentos com clientes, sistemas
de suprimentos, sistema de identificação eletrônica de animais, entre outros.
Esses Sistemas conseguem localizar em tempo real os estoques e
mercadorias, as informações de preço, o prazo de validade, o lote, enfim, uma
gama de informações que diminuem o processo dos dados sobre os produtos
quando encontrados na linha de produção.
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1.4A Antena de RFID
A antena emite um sinal de rádio ativando o RF Tag, realizando a leitura ou
escrevendo algo. Na verdade a antena servirá como o meio capaz de fazer o
RF Tag trocar ou enviar as informações ao leitor.
As antenas são fabricadas em diversos tamanhos e formatos, possuindo
configurações e características distintas, cada uma para um tipo de aplicação.
Quando a antena, o transceiver e o decodificador estão no mesmo invólucro
recebem o nome de “leitor”.
1.5O Transceiver e Leitor
O leitor emite freqüências de rádio que são dispersa em diversos sentidos no
espaço, desde alguns centímetros até alguns metros, dependendo da saída e
da freqüência de rádio utilizada.
O leitor opera pela emissão de um campo eletromagnético (radiofreqüência), a
fonte que alimenta o transponder que por sua vez responde ao leitor com o
conteúdo de sua memória. Por apresentar essa característica, o equipamento
pode ler através de diversos materiais como papel, cimento, plástico, madeira,
vidro, etc.
Quando o Tag passa pela área de cobertura da antena, o campo magnético é
detectado pelo leitor, que decodifica os dados codificados no Tag, passandoos para um computador realizar o processamento.
1.6Transponder ou RF Tag
Os transponders (ou RF Tags) estão disponíveis em diversos formatos, tais
como cartões, pastilhas, argolas e podem ser encapsulados com matérias
como plástico, vidro, epóxi, etc. Os Tags podem ser ativos ou passivos.
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Os ativos são alimentados por uma bateria interna e permitem processos de
escrita e leitura. Os passivos são do tipo só de leitura (read-only), usados para
curtas distâncias. Nestes, as capacidades de armazenamento variam entre 64
bits e 8 kilobits.
1.7Etiquetas Inteligentes ou Smart Labels
A RF Tag é também chamada de etiqueta inteligente. Encontrada em material
de papel (ou similar) tipo etiqueta para imprimir, com um Tag de RFID
encaixado nela. Os exemplos são mostrados na figura 03 (detalhe da estrutura
da antena mostrada no canto esquerdo superior).
1.8Características das RF Tags
Podemos encontrar atualmente duas categorias de RF Tags as Ativas e as
Passivas.
1.9RF Tags Ativas:
São alimentadas por uma bateria interna e tipicamente são de escrita e leitura,
ou seja, podem ser atribuídas (re-escrita ou modificada) novas informações ao
Rf Tag. O custo das RF Tags Ativas é maior que o das RF Tags Passivas,
além de possuírem uma vida útil limitada de no máximo de 10 anos.
1.10RF Tags Passivas:
Opera sem bateria, sua alimentação é fornecida pelo próprio leitor através das
ondas eletromagnéticas. As RF Tags Passivas são mais baratas que as Ativas
e possuem teoricamente uma vida útil ilimitada. As RF Tags Passivas
geralmente são do tipo só leitura (read-only), usadas para curtas distâncias e
requerem um leitor mais completo (com maior potência).
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Os sistemas de RFID também são definidos pela faixa de freqüência que
operam, o que abordaremos no item seguinte.
1.11Sistemas de Baixa Freqüência (30 a 500 KHz)
Para curta distância de leitura e baixos custos, normalmente utilizado para
controle de acesso, rastreabilidade e identificação de animais. As freqüências
mais baixas trabalham muito melhor perto da água ou dos seres humanos do
que os tags de uma freqüência mais elevada. Comparando RF Tags Passivas,
as freqüências mais baixas têm geralmente menos escala, e têm uma taxa de
transferência mais lenta dos dados.
1.12Sistemas de Alta Freqüência (850 a 950 MHz e 2.4 a 2.5 GHz)
Para Leitura a médias e longas distâncias e leituras a alta velocidade,
normalmente utilizados para leitura de Tags em veículos e coleta automática
de dados.
1.13Sistemas de Freqüência Ultra-Elevadas (400 MHz e 860-930 MHz)
Na faixa de freqüência ultra-elevada, existem duas áreas de interesse. As
freqüências na faixa de 400 Megahertz e a faixa 860-930 Megahertz. Cada
uma das faixas de freqüência tem vantagens e desvantagens para a operação.
As escalas de freqüência mais elevadas têm controles mais reguladores e
diferem de país a país. A freqüência exata é controlada pelo Órgão Regulador
de Rádio em cada país.
30
31
2.1Vantagens e Desvantagens de Utilização da Identificação por
Radiofreqüência - RFID
A principal vantagem do uso de sistemas RFID é realizar a leitura sem o
contato e sem a necessidade de uma visualização direta do leitor com o Tag. É
possível, por exemplo, colocar a Rf Tag dentro de um produto e realizar a
leitura sem ter que desempacotá-lo, ou, por exemplo, aplicar o tag em uma
superfície que será posteriormente coberta de tinta ou graxa, O tempo de
resposta é baixíssimo menor que 100 ms, tornando-se uma boa solução para
processos produtivos onde se deseja capturar as informações com o Tag em
movimento. O custo da RF Tag apresentou uma queda significativa nos últimos
anos, tornando-a viável em alguns projetos onde o custo do produto a ser
identificado não é muito alto.
2.2. Vantagens do Uso da Identificação por Radiofreqüência
Como vantagens da tecnologia RFID podemos destacar:
Capacidade de armazenamento, leitura e envio dos dados para etiquetas
ativas;
Detecção sem necessidade da proximidade da leitora e envio dos dados
para etiquetas ativas;
Detecção
sem
necessidade
da
proximidade
da
leitora
para
o
reconhecimento dos dados;
Durabilidade das etiquetas com possibilidade de reutilização;
Contagens instantâneas de estoque, facilitando os sistemas empresariais de
inventário;
Precisão nas informações de armazenamento e velocidade na expedição;
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Localização dos itens ainda em processos de busca;
Melhoria no reabastecimento com eliminação de itens faltantes e aqueles
com validade vencida;
Prevenção de roubos e falsificação de mercadorias;
Coleta de dados de animais ainda no campo;
Processamento de informações nos abatedouros;
Percebemos que tais vantagens são significativas e que agregam informações
aos produtos que antes implicavam em mais tempo para serem obtidas.
2.3Desvantagens do Uso da Identificação por Radiofreqüência
Como desvantagens, podemos apresentar os seguintes itens:
33
O custo elevado da tecnologia RFID em relação aos sistemas de código de
barras é um dos principais obstáculos para o aumento de sua aplicação
comercial. Atualmente, uma etiqueta inteligente custa nos EUA cerca de 25
centavos de Dólar, na compra de um milhão de chips. No Brasil, segundo a
Associação Brasileira de Automação, esse custo sobe para 80 centavos até 1
Dólar a unidade;
O preço final dos produtos, pois a tecnologia não se limita apenas ao
microchip anexado ao produto. Por trás da estrutura estão antenas, leitoras,
ferramentas de filtragem das informações e sistemas de comunicação;
O uso em materiais metálicos e condutivos pode afetar o alcance de
transmissão das antenas. Como a operação é baseada em campos
magnéticos, o metal pode interferir negativamente no desempenho, entretanto,
encapsulamentos especiais podem contornar esse problema fazendo com que
automóveis, vagões de trens e contêineres possam ser identificados,
resguardadas as limitações com relação às distâncias de leitura. Nesse caso, o
Alcance das antenas depende da tecnologia e freqüência usadas, podendo
variar de poucos centímetros a alguns metros (cerca de 30 metros),
dependendo da existência ou não de barreiras;
A padronização das freqüências utilizadas para que os produtos possam ser
lidos por toda a indústria, de maneira uniforme;
A invasão da privacidade dos consumidores por causa da monitoração das
etiquetas coladas nos produtos. Para esses casos existem técnicas, de custo
ainda elevadas, que bloqueiam a funcionalidade do RFID automaticamente
quando o consumidor sai fisicamente de uma loja.
2.4Quais as Vantagens e Desvantagens da RFID em Relação ao Código de
Barras
34
Logo abaixo temos um artigo onde a ACURA Technologies, empresa de
tecnologia que faz seus comentários sobre os dois meios de identificação
automática.
A tecnologia de RFID não tem a pretensão de substituir o código de
barras em todas as suas aplicações. A RFID deve ser vista como um
método adicional de identificação, utilizado em aplicações onde o código
de barras e outras tecnologias de identificação não atendam a todas as
necessidades. Pode ainda ser usada sozinha ou em conjunto com algum
outro método de identificação. Cada tipo de identificação tem suas
vantagens, é preciso saber
35
aproveitar os melhores benefícios de cada tecnologia para montar uma
solução ideal.” Os benefícios primários de RFID são: a eliminação de
erros de escrita e leitura de dados, coleta de dados de forma mais rápida
e automática, redução de processamento de dados e maior segurança.
Quanto às vantagens da RFID em relação às outras tecnologias de
identificação e coleção de dados, temos: operação segura em ambiente
severo (lugares úmidos, molhados, sujos, corrosivos, altas temperaturas,
baixas temperaturas, vibração, choques), operação sem contato e sem
necessidade campo visual e grande variedade de formatos e tamanhos"
(ACURA Technologies Ltda – 2003).
36
CAPITULO III
RESULTADOS E CONCLUSÕES
3.1Casos de Uso da Tecnologia RFID
Neste capitulo serão exemplificados alguns casos onde foram aplicadas as
tecnologias de identificação por radiofreqüência (RFID) como a Empresa
Cargill onde será mostrada uma descrição funcional do caso da utilização da
tecnologia com aplicação em bovinos pela EMBRAPA, no projeto com RFID no
Porto de Santos pela Unisys, no Hospital Jacobi Medical Center da cidade de
Nova York, Estados Unidos, testando o chip de identificação em 200 pacientes
e outros.
3.2Caso Gargill – Acesso e Pesagem Automática de Caminhões
A Cargill comercializa, processa e distribui produtos agrícolas, alimentícios,
financeiros e industriais no mundo inteiro com 97 mil funcionários trabalhando
em 59 países. Com sede em Minneapolis (Minnesota – EUA), a Cargill foi
fundada há mais de 137 anos e é a maior empresa Norte-Americana de capital
fechado.
37
No Brasil a Cargill implantou em duas de suas plantas, Cubatão e Mairinque,
para maior comodidade e segurança, um sistema de identificação de
caminhões com cartões de proximidade de baixa freqüência AcuProx ISO e
leitores RFID de alta potência AcuProx GP60.
3.3 Descrição Funcional do Sistema de Pesagem
Na entrada, o caminhão sobe na balança e o motorista aproxima o cartão do
leitor para ser identificado. Após a pesagem e a identificação, o software de
controle vincula o peso do caminhão na entrada com o número do cartão de
proximidade e libera a cancela para que o caminhão possa entrar, caso este
número já esteja cadastrado no banco de dados.
Depois de identificado e pesado, o caminhão prossegue para carga ou
descarga de materiais.
Na saída, o caminhão para novamente sobre a balança e o motorista aproxima
o cartão da leitora. Imediatamente, o sistema com os dados da entrada e saída
mostra ao conferente quantos quilos foram carregados ou descarregados para
que o motorista confira com o conteúdo da nota fiscal.
3.4 Caso EMBRAPA – Uso em Bovinos
A Embrapa testou vários métodos e equipamentos para identificação de
bovinos e optou pelo chip eletrônico colocado no rúmen do bovino (animais
adultos) ou na cicatriz umbilical do bezerro recém-nascido, como base de uma
proposta de rastreamento do rebanho brasileiro.
O sistema exige antena de captação de ondas radiofônicas no mangueiro,
leitora e computador, ou notebook, com os quais o criador pode identificar os
animais e alimentar um programa (software) de manejo do rebanho. O chip,
revestido de porcelana ou resina de mamona, custa cerca de 8 reais. Ele
acompanha o animal até o abate e pode ser reaproveitado.
Os primeiros chips testados no país eram introduzidos no pescoço do animal,
porém, devido ao tamanho minúsculo, podiam migrar pelo corpo do animal.
38
A solução foi aumentar o tamanho (comparável ao de meia caneta
esferográfica),
assim,
não
se
movem,
a
cicatriz
umbilical
funciona
como bolsa para o aparelho, que não tem como quebrar. A Embrapa fechou
contrato com um fabricante norte-americano para produção de transponders
com especificações próprias, de forma a atender a sua demanda e,
eventualmente, garantir o abastecimento do mercado até o aparecimento de
similares nacionais, caso a tecnologia tenha aceitação. Todos os animais da
empresa (cerca de 12 mil cabeças, entre bovinos, ovinos, caprinos e suínos)
serão identificados com chips, dentro do Programa Embrapa Carne de
Qualidade, em fase de montagem. Implantado há três anos, o programa
propõe uma série de procedimentos, da fazenda ao supermercado, e a
certificação com um selo de qualidade através do qual o consumidor pode ter
informações gerais sobre as características do animal e do sistema de
produção pelo qual ele passou.
3.5 Caso Hospital Jacobi Medical Center – Identifica Pacientes por Chip
O hospital Jacobi Medical Center da cidade de Nova York, Estados Unidos,
está testando em 200 pacientes um novo sistema de chips de identificação por
radiofreqüência (RFID) acoplada a pulseiras. O projeto piloto utiliza tecnologia
da Siemens e tem o objetivo de reduzir o tempo gasto em tarefas
administrativas e aumentar a precisão dos registros médicos. Os testes estão
sendo realizados em duas unidades do hospital, cirurgia e oncologia
(tratamento de câncer), em que as pulseiras armazenam dados como o nome,
sexo, data de nascimento e número do registro médico dos pacientes. Médicos
e enfermeiras portando computadores de mão (PDA´s) integrados a leitores de
RFID podem acessar a uma curta distância as informações sobre as pessoas
internadas e também dados do computador central do hospital sobre registro
médico, laboratórios, farmácias e sistemas de pagamento referentes ao
paciente.O Jacobi Medical Center anunciou que pretende expandir o projeto
para duas outras unidades de tratamento e utilizar de forma operacional o
sistema ainda no segundo trimestre deste ano.Contudo, o diretor executivo de
clientes da Siemens Business Services, Jerry Moy, declara que o paciente não
39
pode escolher entre usar ou não as pulseiras com chips RFID, pois eles
precisam ser identificados rapidamente pelos médicos.
40
3.6 Caso UNISYS – UNISYS Realiza Projeto com RFID no Porto de Santos
Já está em operação o projeto piloto de controle de containeres por
radiofreqüência da importadora de café Sara Lee no porto de Santos (SP). A
medida é parte do programa norte-americano "Operação de Comércio Seguro",
cujo objetivo é aumentar a segurança no transporte de produtos por
containeres que chegam aos portos do país. O projeto foi desenvolvido no
Brasil em conjunto com as autoridades portuárias de New Jersey e New York,
e é considerado "piloto" por ser um teste das soluções que poderão ser
adotadas pelo governo norte-americano como padrão de importação de
mercadorias por containeres.
O controle das cargas de café é feito a partir da tecnologia RFID, que
possibilita a leitura e a monitoração das etiquetas que são colocadas nos
containeres da importadora no porto de Santos. A mercadoria é etiquetada e
monitorada desde o carregamento do container até o momento em que chega
aos Estados Unidos. Com a ajuda do sistema, é possível comunicar
rapidamente se houve alguma violação na carga durante o trajeto até New
Jersey.
O objetivo é evitar tentativas de violação dos containeres, garantindo a
segurança da mercadoria, e agilizar o processo de liberação da mercadoria
nos portos americanos, já que as autoridades locais são constantemente
avisadas das condições do transporte. O levantamento da cadeia de
suprimentos da Sara Lee foi feito em janeiro deste ano pela Unisys. Além da
rota Santos/New Jersey, o governo dos EUA selecionou outras 17 rotas, em
todo o mundo, para a realização dos projetos-piloto de Operação de Comércio.
Os projetos-piloto deverão ser oficializados em 2005, prazo estipulado pelo
governo norte-americano. A partir daí, o governo poderá definir as regras e os
padrões para o controle de importação de containeres pelos EUA. Atualmente,
mais de 21 mil containeres chegam aos portos dos Estados Unidos todos os
dias, e, segundo a agência norte-americana, os mecanismos de segurança
utilizados nos portos até hoje ainda são muito vulneráveis.
41
3.7 Caso Etiquetas de Bagagem em Aeroportos
Bagagens extraviadas é uma preocupação antiga das companhias aéreas, pois
além do custo financeiro, há um grande prejuízo à sua imagem. Os primeiros
testes em larga escala com smart labels, ou etiquetas inteligentes, ocorreram
em 1999 no setor de transporte civil, na identificação
42
de bagagens, em substituição aos códigos de barras. O código de barras
decididamente não é a melhor alternativa para esta aplicação, pois exige a
manipulação manual para ser lida. Em outras palavras, está sujeita ao erro
humano. As Etiquetas Inteligentes, ao contrário, permitem a triagem e
identificação automática. Neste sistema, ao chegarem ao aeroporto, às
bagagens são transferidas para um túnel de leitura, configurada para fazer a
triagem automaticamente para os vôos de conexão, de acordo com a leitura
realizada. O sistema detecta automaticamente erros e pára a esteira caso isso
ocorra para que um funcionário possa separar a bagagem que não deveria
estar neste local.
3.8 Caso de Uso de Chip em Alunos no Japão
Alunos selecionados da Escola de Ensino Fundamental de Rikkyo, no Japão,
já não precisam responder a chamadas em classe. Eles testam uma etiqueta
eletrônica que amarrada em suas mochilas, é detectada por um sensor na
porta do edifício. Assim que um aluno passa, micros identificam a criança e
mandam um e-mail para o celular dos pais, avisando que ela chegou com
segurança. As etiquetas usam a tecnologia Radio Frequency Identification
(RFID), foram confeccionadas pela Fujitsu. O teste envolve 40 estudantes da
quarta série, mas a meta é dotar todos os 718 alunos com o chip. O motivo é
segurança. Nos últimos meses, casos de seqüestros de crianças a caminho ou
de volta da escola têm preocupado pais e educadores.
Não é uma solução barata, cada chip custa US$ 30, mas deve se popularizar à
medida que mais empresas a adotem.
3.9 Caso de Uso Metro Group
Para alcançar este objetivo de atender os clientes mais informados, exigentes
e que esperam cada vez mais um atendimento individualizado a Metro Group
está com uma iniciativa, para melhor atender a este perfil do novo consumidor,
que espera produtos e serviços customizados e fez uma parceria com os
maiores fornecedores mundiais de tecnologia testando tudo o que há de mais
43
moderno para transformar o ato da compra em uma experiência prazerosa e
confortável.
Com o uso dessas tecnologias, está transformando a maneira de fazer
negócios dentro da cadeia de suprimentos, tornando o relacionamento de seus
componentes mais eficiente através
44
do desenvolvimento de novas maneiras de tornar o varejo e a indústria mais
próximos. Trata-se de uma aliança forte que irá revolucionar o futuro do varejo
e de toda a cadeia de distribuição.
A primeira loja foi criada na Alemanha (Reinhberg) e lá, todas as tecnologias
foram integradas, pela primeira vez, em um ambiente real de produção, pois
antes, existiam apenas projetos piloto. O objetivo é o de internacionalizar as
inovações no varejo e oferecer, aos clientes, os serviços e produtos
personalizados. O Metro Group está presente em mais de 28 países e em
cerca de 2.300 locais, com aproximadamente 240.000 empregados.
Algumas das novidades e das vantagens visíveis são:
1) Gôndolas inteligentes que estão sempre reabastecidas, pois o sistema
dispara pedidos de auto-ressuprimento e ainda permite informar, aos
estoquistas, que há produtos que estão fora do lugar, o que permite que a loja
esteja sempre organizada e abastecida.
2) Através do uso dos PSA (Personal Shopping Assistant), não será necessário
que os consumidores retirem suas mercadorias do carrinho uma vez que elas
já foram escaneadas ao serem colocadas nele. O PSA é um computador, de
fácil uso, que é acoplado ao carrinho e permite que o consumidor seja
identificado pelo nome, através de seu cartão de fidelidade, disponibilizando
informações da sua última lista de compras, de preços dos produtos, dirige o
consumidor para a gôndola desejada, demonstrando onde ele está em relação
à mercadoria e qual a melhor rota para chegar a ela. A qualquer momento, o
cliente poderá checar o subtotal de suas compras além, é claro, de agilizar o
fechamento da compra para os produtos já escaneados. Isto se dá no
momento em que o consumidor chega ao check-out e aciona a transferência
dos dados para o PDV (Ponto de venda). Assim que o PDV recebe as
informações, imprime o ticket e efetua o recebimento que pode ser de diversas
formas de pagamento: dinheiro, cheque, cartão, etc.
45
Esta comunicação é por Wireless (rede sem fio) e é utilizada rede Wlan. O
sistema operacional utilizado é o Windows XP Professional, com um software
especial. Os dados ficam armazenados em um banco de dados Oracle 9i.
3) Os displays eletrônicos promocionais (EAD - Eletronic Advertising Displays)
são utilizados para apresentar os produtos, as promoções, detalhar
informações através de vídeos e animações.
46
Uma das grandes vantagens é a facilidade de se alterar as informações, em
segundos. Estão conectados em um servidor Windows 2000 e rodam também
com SQL Server 2000.
4) Terminais informativos, disponibilizam informações sobre produtos e
detalhes do processo de fabricação, ingredientes, maneira de preparo, dicas,
receitas e preços de vendas. Podem ser utilizados também como terminais de
consulta de preços bem como localizador de produtos na loja. Eles são
computadores que informam sobre carnes, vinhos, frutas e vegetais, cuidados
com bebê, coloração de cabelo, entre outras. Oferecem, aos consumidores,
informações úteis e permitem a sua impressão sugerindo, inclusive, produtos
similares. Algumas das empresas que estão provendo conteúdo para estes
terminais são: Henkel Schwarzkopf, Procter & Gamble e Kraft Food.
5) As etiquetas de preços eletrônicas (ESL - Eletronic Shelf Labeling) permitem
que os preços estejam sempre atualizados nas gôndolas através da rede
Wireless, o que é excelente, pois evita discrepância de preços entre etiquetas
e check-outs. As etiquetas podem ser utilizadas para apresentar preços, código
EAN e outras informações dos produtos como, por exemplo, produtos em
promoção, quantidade de modelos nas gôndolas e/ou no estoque. É
alimentado por uma bateria compacta, que dura pelo menos 5 anos, e
equipado com receptor Wireless e com mini antena. A rede Wireless local é
usada para enviar as informações de preços para as etiquetas e estas se
comunicam por uma rede Wireless separada. Elas são todas equipadas com
transmissor e receptor para poder haver comunicação com os ESL's.
6)
Balanças
inteligentes
(Intelligent
Scales)
que
reconhecem,
automaticamente, que tipo de fruta ou verdura está sendo pesado. Para o
consumidor, é uma comodidade a não necessidade de se saber o código
específico de uma mercadoria, uma vez que o próprio equipamento reconhece
o produto através de uma câmera e um software especial e compara cada
produto por sua textura de superfície, cor, tamanho e peso, o item e o preço
são salvos na memória da balança. A etiqueta de preços é impressa por uma
47
impressora acoplada que imprime a descrição do produto, peso, código de
barras e o preço total. Quando a balança não reconhece o produto, ela
apresenta uma lista de opções para que o cliente possa selecionar entre as
opções limitadas. Isto ocorre apenas quando as características físicas são
muito parecidas, porém, geralmente a balança sugere um determinado produto
e solicita ao cliente para confirmar.
7) O auto check-out (Self check-out), permite a simplificação da venda uma vez
que basta o
48
usuário escanear os produtos e efetuar o pagamento, economizando tempo e
diminuindo as filas. Todos os processos são feitos sem a ajuda de um
operador e são auto-explicativos. Permitem o pagamento em dinheiro
(inclusive com moedas), com cartões de débito e crédito.
8) PDA (Personal Digital Assistant), trata-se de um computador de mão através
do qual os empregados podem se comunicar de maneira mais flexível é
eficiente. Podem acessar o sistema de merchandising , checar o nível de
estoque, de qualquer lugar da loja, sem precisar ir até as gôndolas ou até os
depósitos. Permite e envio e recepção de e-mails. No futuro próximo, poderão
ser utilizados como telefones e estarão aptos a ajudar a localizar produtos que
estejam em gôndolas erradas, além de permitir o controle do reabastecimento
das gôndolas e, através do disparo de mensagens, poderão requerer o
ressuprimento delas.
9) RFID e Wireless - todas essas tecnologias estão baseadas em uma rede
Wireless de alta capacidade, que permite o uso de equipamentos móveis sem
necessidade de acesso às redes públicas, sem fio, como GSM. A tecnologia
básica para a loja do futuro é a RFID. Através desta tecnologia, as gôndolas
nunca ficarão vazias, pois os inventários e a reposição são reais e, assim, os
fabricantes poderão programar suas áreas de produção, o que possibilitará a
redução dos custos e permitirá um aumento na segurança da qualidade dos
produtos e o monitoramento das datas de validade. Simplificará os processos
logísticos e a localização dos produtos na cadeia de abastecimento. As
etiquetas não poderão ser lidas fora da loja do futuro, pois se tornam
inoperantes. Segundo o METRO GROUP, o número de consumidores
aumentou consideravelmente, após a implantação destas tecnologias.
Pesquisas de satisfação constataram que grande parte dos consumidores
declarou-se satisfeita ou muito satisfeita com a nova loja. A privacidade dos
clientes também é um item a ser destacado, uma vez que, após o término das
compras, as etiquetas poderão ser apagadas através da inutilização dos
códigos.
49
3.10Caso de Uso na Biblioteca da PUCRS ( Pontifícia Universidade
Católica do Rio-Grande do Sul )
Sistema de auto-atendimento instalado e em fase de testes no Brasil é o
produzido pela ID Systems.
A Biblioteca é a da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul) e o software de circulação é o Aleph, comercializado pela empresa ExLibris.
50
Este sistema de auto-atendimento emprega uma exclusiva tecnologia que o
torna compatível para operação com qualquer sistema de segurança
eletromagnético, ou seja, que oferece desativação/reativação das etiquetas
protetoras de padrão internacional. Além disso, o equipamento possui design
ergométrico, o que facilita sua instalação na biblioteca. A utilização do sistema
é apresentada numa tela de monitor com instruções pormenorizadas, passo a
passo. Inicialmente, o usuário deve identificar-se através de um dos seguintes
tipos de leitores: magnético, código de barras, proximidade, smart card RFID
ou biométrico.
Nesta fase inicial a identificação será feita através do software já utilizado na
automação da biblioteca, sendo necessário para isso que o mesmo ofereça
uma interface apropriada para auto-atendimento.
Depois de identificado e autorizado o usuário, o item objeto de empréstimo
deverá ser posicionado no local designado e um scanner ótico (ou leitor de
RFID) lerá o código de barras (ou a etiqueta de RFID), que o identificará. Para
empréstimos de itens de mídia magnética (fitas de vídeo, áudio, disquetes, etc)
existem modelos específicos que permitem operar tais mídias sem nenhum
risco de danos às mesmas.
Uma vez identificado o item e autorizado o empréstimo, o item terá sua
proteção desativada e o empréstimo será efetuado.
O sistema é programável possibilitando à biblioteca definir parâmetros como:
limite para itens emprestados, prazo de devolução, critérios para empréstimo e
renovação, emissão de multas, dentre outros.
Estes parâmetros são os mesmos normalmente já oferecidos pela biblioteca.
Ao concluir o processo de empréstimo, o usuário retirará o item já emprestado
e o seu cartão de identificação.
A seguir receberá um comprovante impresso (extrato) com data e hora
da operação além de informações como data de devolução, mensagem da
própria biblioteca, avisos de quota de empréstimo ultrapassada, dados
bibliográficos sobre o item. Também é oferecida uma opção chamada Status
que possibilita ao próprio usuário conferir sua atual situação com a biblioteca.
51
Outra opção é Idioma, onde o usuário pode escolher em qual idioma deseja
que estejam as instruções.
52
CAPITULO IV
CONCLUSÃO
As redes locais sem fio já são uma realidade em vários segmentos,
principalmente nos que requerem mobilidade dos usuários. As aplicações são
as mais diversas e abrangem desde a área médica (visita a vários pacientes
com sistema portátil de monitoramento), até escritórios e fábricas.
O Brasil começa a se preparar para uma verdadeira revolução na maneira de
registrar, identificar, acompanhar e rastrear produtos em toda cadeia de
suprimentos.
A tecnologia de radiofreqüência, ou RFID (Radio Frequency Identification)
deverá num futuro próximo, atuar paralelamente ao código de barras ou até
mesmo substituí-lo, em situações que permitam e justifiquem sua aplicação.
Passa a ser analisada como solução de médio e longo prazo para indústria e
comércio, possibilitando a identificação de produtos à distância e a troca de
informações por meio de ondas de rádio, com ganhos inquestionáveis em
agilidade na transmissão e também na qualidade dos dados que trafegam pelo
sistema.
AS RFID´s serão capazes de reduzir o desperdício, manter os níveis
conservados em estoque ao mínimo, encurtar tempos de ligação e permitiram
que alguns varejistas obtenham preços mais baixos, eliminando custos em
todos os níveis. Em lavanderias, cartões de identificação para a segurança do
empregado, posição dentro dos escritórios, dados da equipe de funcionários
para programas da fidelidade do cliente, veículos guiados automaticamente em
linhas de montagem, sistemas automatizados de bagagem de linhas aéreas, o
uso será quase universal através de todas as indústrias. Por oferecer grau
elevado de controle de fiscalização, as etiquetas inteligentes devem ser
53
aplicadas em quase tudo, desde roupas, carros, eletrodomésticos até
embalagens de xampu. Esse monitoramento em tempo real é a febre na
indústria de segurança e uma arma contra seqüestros. E poderá ser usado
pelos fabricantes de armas para controlar o uso de seu arsenal, implantado
sob a pele da mão do policial um chip que emitirá ondas capazes de
desbloquear o gatilho da arma. Já nas mãos de bandidos e crianças, a mesma
não funcionaria.
Dentro em breve, ela ganhará as prateleiras, será o fim das filas no caixa do
supermercado. Quando atravessar um portal, tudo o que estiver no carrinho
será computado, sem que se remova
54
um único produto. Por fim, o valor será debitado na conta corrente do cliente.
Apesar da simplicidade aparente, há muitas questões essenciais que ainda
precisam ser solucionadas para que o sistema seja amplamente adotado. A
limitação do alcance do sinal emitido e capturado par assegurar a leitura
correta de acordo com cada situação. Se, por exemplo, utilizarmos os mesmo
parâmetros de identificação de conteúdo de um carrinho no ambiente de
check-out de uma loja, será impossível identificar o conteúdo do carrinho de
diferentes consumidores em uma fila, ou mesmo separar as informações dos
produtos num carrinho e nas gôndolas próximas.
Cada país utiliza diferentes freqüências de rádio e, cada um deles, tem normas
próprias de uso, algumas privativas da polícia, outras de emissoras de rádio,
etc. Ainda não existem normas globais para reger o uso do RFID na
identificação de produtos, para unificar sistemas de emissão e leitura dentro de
determinadas faixas.
A estrutura das informações codificadas necessita de padronização, pois é o
chip que terá capacidade definida para os registros delas, em bits. Se cada
empresa definir quais informações colocar em cada espaço do chip, ou mesmo
a ordem em que serão introduzidas, as utilizações da tecnologia estarão
limitadas a soluções individuais.
É este o momento, existem diversos fornecedores de soluções completas de
RFID, há oportunidades promissoras, desde a logística até a segurança do
consumidor, mas as vantagens serão maiores quando existirem normas
globais que regulem os diferentes aspectos dos equipamentos e de seu uso.
Essas normas já estão sendo desenvolvidas, sob coordenação da EAN.UCC
International, por meio do EPC Global Inc.
Em contrapartida, surgem discussões enormes sobre a privacidade pessoal e o
desvio de dados onde todo tipo de informações poderia ser transmitido sobre
um individuo, sem seu conhecimento ou consentimento, por tags em suas
camisas, sapatos, luvas, correias, assentos do carro, cartões de crédito e
assim por diante. A privacidade é o maior problema.
55
Pode-se vislumbrar uma nova indústria do crime construída em torno do roubo,
não apenas de pessoas, mas também da falsificação de sinais eletrônicos de
todo tipo de produto.
56
Há ainda um longo caminho par ser percorrido, pois a tecnologia de
identificação por Radiofreqüência não é somente uma questão tecnológica,
mas também uma questão de padronização mundial, o reconhecimento por
todos os mercados comuns.
As vantagens virão com certeza, mas para isso é necessário que todos utilizam
o mesmo padrão, que toda a cadeia produtiva e comercial esteja na mesma
freqüência.
57
58
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