REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE S. JOÃO DA MADEIRA ATA Nº 18/2013 - SETEMBRO --- DATA DA REUNIÃO: Dez de setembro de dois mil e treze. ------------------------------- LOCAL DA REUNIÃO: Sala das Reuniões, sita no primeiro piso do edifício da Câmara Municipal. ------------------------------------------------------------------------------------- PRESIDIU: Senhor Presidente da Câmara Municipal. --------------------------------------- PRESIDENTE: Ricardo Nicolau S. T. Oliveira Figueiredo, presente. -------------------- VEREADOR: Teresa Maria de Melo Tavares Correia, presente. ------------------------- VEREADOR: Dilma Cardoso da Costa Nantes, presente. ---------------------------------- VEREADOR: Rui Manuel Oliveira Costa, presente. ------------------------------------------ VEREADOR: Luís Miguel dos Santos Ferreira, presente. ---------------------------------- VEREADOR: João Gomes de Oliveira, ausente. -------------------------------------------- VEREADOR: Paulo César Lima Cavaleiro, presente. --------------------------------------- HORA DE INÍCIO DA REUNIÃO: Nove horas e trinta minutos. --------------------------- SECRETARIOU: Maria Antónia da Silva Ribeiro. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 1 PONTO 1 – PERÍODO DESTINADO À INTERVENÇÃO DO PÚBLICO --- O senhor Presidente declarou aberta a reunião e, em virtude de não haver munícipes presentes nesta reunião pública, passou-se ao ponto seguinte. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 2 – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA --- Interveio o senhor vereador Luis Ferreira que perguntou se o senhor Presidente já teria informação acerca da construção de um muro, por parte da Câmara, em terreno privado na Avª da Liberdade, conforme questionado na última reunião. --------- Questionou também acerca de uma ação em Tribunal que envolve a Sanjotec, intentado pelo Banif, relativo a um factoring da empresa de construção Patrícios no valor de 423.000€ acrescido de 33.500€ a título de juros e impostos. ---------------------- O senhor Presidente afirmou que mesmo quando tem informação sobre os assuntos gosta de confirmar a sua exatidão pelo que no que respeita à questão do muro poderia agora informar que, por uma questão de melhorar a arquitetura urbanística daquela importante entrada da cidade, para criar um passeio seguro e condigno, onde antes existia apenas um lancil e não um passeio completo, o que constituía um fator de insegurança numa artéria com acentuado tráfego, bem como para atender ao pedido de moradores da zona de um segundo passeio a uma cota mais elevada, da parte de cima do talude, se tinha colhido a anuência do proprietário do terreno que graciosamente cedeu terreno para domínio público, pelo que teve a Câmara de reconstruir o muro existente num alinhamento mais recuado, de modo a reposicionar a vedação do terreno e garantir a contenção do terreno. ------ O senhor vereador Luis Ferreira solicitou cópia do acordo e perguntou qual o custo da obra.----------------------------------------------------------------------------------------------- O senhor Presidente afirmou que não possuía, no momento, valores exatos do 2 custo da obra – esclarecimento que prestou em momento posterior da reunião assim que a informação lhe chegou. ----------------------------------------------------------------- Perante reiterada pergunta do senhor vereador Luís Ferreira, questionando porque motivo a Câmara estava a construir um muro em terreno privado, o senhor presidente voltou a dar as explicações acima transcritas. Perante nova interpelação do senhor vereador Luís Ferreira, pedindo explicações do motivo da Câmara estar a construir um muro em terreno privado, o senhor presidente não deu mais explicações, apenas comentando que a ignorância é um terreno fértil para todo tipo de fantasmas, e perguntando ao senhor vereador se pretendia colocar alguma questão diferente sobre o assunto, para que se avançasse, pois a repetida mesma pergunta estava a causar evidente perda de produtividade na reunião. -------------------- O Senhor Vereador Luís Ferreira lamentou a forma como acabou de ser tratado pelo senhor Presidente, por lhe ter chamado ignorante e improdutivo no seguimento de ter feito uma pergunta sobre o valor da intervenção no muro, o que revela pouco sentido democrático. -------------------------------------------------------------------------------------- O senhor vereador Paulo Cavaleiro afirmou que o senhor vereador Luis Ferreira, ao afirmar repetidamente que a Câmara estava a construir um muro em terreno alheio, não estava a proceder corretamente após tomar conhecimento que tal se verificou para permitir a construção de dois passeios, ou seja, passando parte do terreno para espaço público. -------------------------------------------------------------------------- O senhor Presidente, no que respeita à Sanjotec, informou que a segunda fase da obra sofreu uma alteração arquitetónica de modo a aumentar a área locável e a melhor adaptação às necessidades da procura. Por outro lado, o empreiteiro teve dificuldades de ordem financeira. Quanto à relação do Município com o empreiteiro este não manifestou qualquer inquietude. Quanto ao processo em concreto intentado pelo Banif, o senhor Presidente disse que teria de colher informação 3 sobre o mesmo. -------------------------------------------------------------------------------------------- O senhor vereador Luis Ferreira manifestou a sua surpresa pelo Banif ter intentado, uma ação no valor de 423.000€ contra a Sanjotec e o Presidente da Câmara não saber do assunto. ------------------------------------------------------------------------ O senhor Presidente referiu-se a uma questão suscitada pelos senhores vereadores Teresa Correia e Luis Ferreira relativamente aos pagamentos efetuados pela Sanjotec ao apresentador Paulo Guimarães, após informação de que por parte do Município nada tinha recebido. Assim, o valor total pago pela Sanjotec pelo serviço de apresentador durante dois dias no TEC NET incluindo o jantar que decorreu num dos dias foi de 190€. ------------------------------------------------------------------ O senhor Presidente acrescentou que a pessoa em questão tem prestado a sua colaboração a diversas entidades e associações da cidade, designadamente, Associação Desportiva Sanjoanense, Dínamo Sanjoanense, Academia de Música, Bombeiros Voluntários. ---------------------------------------------------------------------------------- O senhor Presidente referiu-se a questões colocadas na reunião anterior pelo senhor vereador Luis Ferreira acerca do contrato de prestação de serviços com a empresa Recolte tendo sido, na altura, informado que nessa mesma manhã lhe tinham sido enviados elementos sobre o assunto pelo que seria adequada uma análise à referida documentação antes de voltar a falar do assunto. ------------------------ Nesse sentido, o senhor Presidente demonstrou a sua surpresa pelo facto de ter tido conhecimento de que o senhor vereador Luis Ferreira tinha promovido um processo junto de instâncias nacionais. ------------------------------------------------------------- O senhor vereador Luis Ferreira reiterou as suas dúvidas relativamente aos procedimentos legais seguidos, nomeadamente quanto à opção pela não abertura de novo concurso público que levou a que os vereadores do PS tivessem votado contra à prorrogação do contrato proposta pela Câmara, pelo que foi enviado ao 4 Tribunal de Contas e à Inspeção Geral de Finanças o pedido de apreciação do assunto de modo a se certificar que o processo foi desenvolvido seguindo todos os pressupostos legais e se os interesse dos sanjoanenses foram acautelados. ------------ O senhor Presidente reiterou estranhar que a decisão de recorrerem a instituições alheias antes de debaterem o assunto conforme se havia previsto na reunião anterior. ------------------------------------------------------------------------------------------- O senhor Presidente referiu que se pautou pela defesa dos interesses dos sanjoanenses num quadro de legalidade formal. Demonstrou, ainda, surpresa por terem dado conhecimento público sobre um esclarecimento pedido a instâncias inspetivas antes de, como o senhor vereador Luis Ferreira afirmou, concretizarem tal pedido de esclarecimento junto de tais instâncias bem como do executivo camarário, após a receção dos elementos solicitados, onde o assunto fora suscitado. ---------------------------------------------------------------------------------------------------- O senhor vereador Luis Ferreira invocou as abordagens anteriores que os vereadores do Partido Socialista fizeram ao assunto, pelo que a questão que motivou o envio do processo para o Tribunal de Contas e Inspeção-Geral de Finanças continuaria a persistir independentemente dos elementos solicitados. Afirmou ainda que os vereadores do PS são responsáveis pela sua própria agenda, bem como pelas suas decisões. ----------------------------------------------------------------------- O senhor Presidente informou registar que tinham uma agenda. ------------------------ O senhor Presidente que, entretanto obteve elementos durante a reunião, informou que o valor da obra do muro na Avª da Liberdade foi de 25.008€. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 5 PONTO 3 – APROVAÇÃO DAS ATAS NºS 12, 13,14, 15 e 16/2013 --- Previamente distribuída por todos os elementos da Câmara Municipal, foi aprovada, por unanimidade, a acta da reunião ordinária de 25 de junho de 2013 – Ata nº 14/2013. --------------------------------------------------------------------------------------------- Previamente distribuída por todos os elementos da Câmara Municipal, foi aprovada, por unanimidade, a acta da reunião ordinária de 9 de julho de 2013 – Ata nº 15/2013. -------------------------------------------------------------------------------------------------- Adiadas para próxima reunião a aprovação das atas nºs 16, e 17/2013 a pedido dos senhores vereadores Teresa Correia e Luis Ferreira.. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 4 – INFORMAÇÕES --- O senhor Presidente informou acerca da celebração do Dia dos Campeões no dia 20 de Setembro bem como que no dia 12 de Outubro se inaugurará o Núcleo de Arte da Oliva com a exposição Norlinda e José Lima. ------------------------------------------- Mais informou ainda da apresentação na véspera, 09.09.13 de um estudo da PortusPark acerca da Sanjotec. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 5 – AÇÃO SOCIAL ESCOLAR EB1/JI – 1ª FASE --- Relativamente ao assunto em epígrafe foi presente à reunião uma informação da Divisão de Educação, do seguinte teor: ------------------------------------------------------------- “Dando cumprimento ao solicitado superiormente, serve o presente para pôr a consideração de V. Exa. a análise efetuada pela Divisão de Educação aos processos de comparticipação financeira, no âmbito do programa de Ação Social Escolar da educação pré-escolar e 1.º Ciclo do ensino básico de competência municipal: -------------------------------------------------------------------------------------------------1) Objetivos do programa: -------------------------------------------------------------------------- 6 ▪ Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à Educação; ----------------▪ Promover a inclusão social e o sucesso educativo;------------------------------------------▪ Uniformizar os apoios das crianças que frequentam a educação pré-escolar (JI) e 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) aos alunos do 2.º, 3.º Ciclos e Secundário. ---------2) Critérios de atribuição: --------------------------------------------------------------------------- Para atribuição dos apoios socioeducativos utilizaram-se os mesmos critérios do abono de família, no cumprimento da legislação em vigor. Assim, têm direito a beneficiar dos apoios previstos os alunos pertencentes aos agregados familiares integrados nos 1.º e 2.º escalões de rendimentos determinados para efeitos de atribuição do abono de família nos termos dos artigos 9.º e 14.º do Decreto -Lei n.º 176/2003, de 2 de agosto. ----------------------------------------------------------------------------Os encarregados de educação fizeram prova do seu posicionamento nos escalões de atribuição de abono de família, mediante entrega de documento emitido pelo serviço competente da Segurança Social ou, quando se trate de trabalhador da Administração Pública, pelo serviço processador. Cada encarregado de educação preencheu, de igual modo, um requerimento. Os documentos encontram-se arquivados em processo próprio na Divisão de Educação. ---------------------------------3) Modalidades de apoio: --------------------------------------------------------------------------- Propõe-se o apoio para aquisição de manuais escolares para os alunos do 1.º CEB, e fornecimento de refeição para os alunos do 1.º CEB e JI. ------------------------4) Educação Pré-Escolar: --------------------------------------------------------------------------- No cômputo concelhio, foram presentes 123 candidatos com processos abrangidos pelo programa de Ação Social Escolar, assim distribuídos:------------------Estabelecimento de Ensino JI Parrinho Escalão Escalão TOTAL A B 13 2 15 7 JI Ribeiros 8 4 12 JI Travessas 4 6 10 JI Carquejido 4 9 13 JI Conde Dias Garcia 3 1 4 JI Fontainhas 7 10 17 JI Parque 3 18 21 JI Casaldelo 3 1 4 JI Devesa Velha 0 5 5 JI Fundo de Vila 9 13 22 TOTAL 54 69 123 5) 1.º Ciclo do Ensino Básico ---------------------------------------------------------------5.1) Proposta de valores de comparticipação: ------------------------------------------ Para o ano letivo 2013/2014, propõem-se os seguintes valores de comparticipação para a aquisição de manuais escolares: ---------------------------------------------------------- Escalão 1 / Escalão A 75.00 Euros Escalão 2 / Escalão B 37.50 Euros 5.2) Candidaturas e processos aprovados: ---------------------------------------------- No cômputo concelhio, foram presentes candidaturas, assim distribuídas: -----Estabelecimento de Ensino Escalão Escalão TOTAL A B EB1 Parrinho 19 15 34 EB1 Ribeiros 8 22 30 EB1 Espadanal 25 39 64 EB1 Carquejido 3 7 10 EB1 Conde Dias Garcia 5 17 22 EB1 Fontainhas 18 33 51 8 EB1 Parque 17 52 69 EB1 Casaldelo 14 6 20 EB1 Fundo de Vila 44 27 71 TOTAL 153 218 371 6)Proposta de subsídio: ----------------------------------------------------------------------6.1) Agrupamento de Escolas de Serafim Leite: ----------------------------------------Escalão A Escola / JI N.º de Subsidiados Valor Unitário € 17 EB1 Fundo de Vila 44 Total 61 EB1 Parque Escalão B Total € N.º de Subsidiados Valor Unitário € Total € 75.00 1275.00 52 37.50 1950.00 75.00 3300.00 27 37.50 1012.50 4575.00 79 2962.50 6.2) Agrupamento de Escolas de Oliveira Júnior: -----------------------------------------Escalão A N.º de Subsidiados Valor Unitário € EB1 Espadanal 25 EB1 Ribeiros 8 Total 33 Escola / JI Escalão B Total € N.º de Subsidiados Valor Unitário € Total € 75.00 1875.00 39 37.50 1462.50 75.00 600.00 22 37.50 825.00 2475.00 61 2287.50 6.3) Agrupamento de Escolas de João da Silva Correia: --------------------------------Escola / Escalão A Escalão B 9 JI N.º de Subsidiad os Valor Unitário € N.º de Subsidiado s Valor Unitário € EB1 Carquejid o 3 75.00 225.00 7 37.50 262.50 EB1 Conde Dias Garcia 5 75.00 375.00 17 37.50 637.50 EB1 Fontaính as 18 75.00 1350.00 33 37.50 1237.50 EB1 Parrinho 19 75.00 1425.00 15 37.50 562.50 EB1 Casaldel o 14 75.00 1050.00 6 37.50 225.00 Total 59 4425.00 78 Total € Total € 2925.00 Em conclusão: ------------------------------------------------------------------------------------------ A 1.ª fase do programa de Ação Social Escolar da Educação Pré-Escolar e 1.º CEB representa um investimento do Município, na aquisição de manuais escolares, de 19.650,50 Euros. ------------------------------------------------------------------------------------ Assim, propõe-se à Exma. Câmara a concessão dos seguintes subsídios: ----------▪ Agrupamento de Escolas de Serafim Leite: 7.537,50 Euros; -----------------------------▪ Agrupamento de Escolas de Oliveira Júnior: 4.762,50 Euros. ----------------------------▪ Agrupamento de Escolas de João da Silva Correia: 7.350,50 Euros. --------------------- Mais se propõe a abertura de uma 2.ª fase, até 30 de setembro/2013, para os alunos que entretanto se matricularem ou forem transferidos para uma escola do Municipio de S. João da Madeira, bem como para os encarregados de educação 10 que, apesar de não terem os seus educandos posicionados nos Escalões 1 ou 2 do Abono de Família, pretendam que os técnicos do Municipio procedam a uma reavaliação da situação económica. ---------------------------------------------------------------- Propõe-se, de igual modo, que os agrupamentos de escolas enviem, posteriormente para a Câmara Municipal, comprovativos de pagamento aos respetivos encarregados de educação. “. ----------------------------------------------------------- A Câmara deliberou aprovar por unanimidade. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 6 – PLANO DE APOIO AO FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS EB1 E JARDINS DE INFÂNCIA – ANO LETIVO 2013/2014 --- Depois do senhor Presidente ter apresentado o assunto supra, o senhor vereador Luis Ferreira propôs que a comparticipação dos porteiros assegurados pelas Associações de Pais passasse de 50% para 100% face às dificuldades que os familiares atravessam neste momento tão particular. ---------------------------------------- O senhor Presidente afirmou que teria de se avaliar o impacto financeiro e orçamental em questão. --------------------------------------------------------------------------------- A senhora vereadora Dilma Nantes afirmou que, no limite, se poderia reduzir o horário do porteiro suportado pelas associações de pais compensando com as auxiliares das escolas, para além de que, referiu, as caraterísticas dos edifícios escolares, hoje em dia conferem mais segurança. Acrescentou que não está em causa reduzir ou terminar com o serviço de porteiro mas apenas avaliar as prioridades no âmbito da educação. ------------------------------------------------------------------ O senhor vereador Rui Costa afirmou que se deveria ter presente que, se há pais que têm dificuldades em pagar o valor em questão, outros podem fazê-lo correndose o risco de se perder esse contibuto. -------------------------------------------------------------- O senhor vereador Paulo Cavaleiro sugeriu que se pagasse apenas o valor 11 relativo às famílias carenciadas. ----------------------------------------------------------------------- O assunto foi adiado de forma a ser apreciado à luz desta última proposta. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 7 – PROGRAMA DE APOIO À FAMÍLIA DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR – VALORES PARA A COMPARTICIPAÇÃO FAMILIAR --- Quanto ao assunto supra foi presente à reunião uma proposta da Divisão de Educação, do seguinte teor: ---------------------------------------------------------------------------- “Considerando o artigo 6.º do Regulamento do Programa de Apoio à Família da Educação Pré-Escolar de S. João da Madeira, aprovado por deliberação da Assembleia Municipal de 5 de julho de 2012 (2ª reunião da sessão iniciada em 28 de junho de 2012), “o valor da comparticipação familiar dos pais e encarregados de educação para o acolhimento e prolongamento de horário será definido anualmente pela Câmara Municipal, garantindo que será sempre inferior ao que resultaria da aplicação da tabela nacional”. ------------------------------------------------------------------------ Assim, propõe-se a V. Ex.a a manutenção dos valores mensais de comparticipação familiar do ano letivo 2012/2013, concretamente: ------------------------ De acordo com o Em S. João da despacho conjunto Madeira: 300/97 de 7 agosto Alunos com € 6.28 € 5.00 De €12.60 a 20.61 € 10.00 De € 26.00 a € 110.00 € 15.00 Escalão A Alunos com Escalão B Restantes 12 - A definição dos escalões insere-se no programa de Ação Social Escolar.”. ------------ A Câmara deliberou aprovar por unanimidade. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 8 – COMEMORAÇÕES DO 11 DE OUTUBRO – SUBSÍDIOS --- Adiado para próxima reunião .----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 9 – DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIO DEGRADADO NA RUA COMENDADOR RAINHO --- Quanto ao assunto referido em título foi presente à reunião o relatório e conclusões da vistoria a edifício degradado, executado pelo senhor Director do Departamento de Obras Particulares, do seguinte teor: ---------------------------------------- “ AUTO DE VISTORIA ----------------------------------------------------------------------------Na sequência de análise prévia e de determinação da Câmara Municipal em reunião de câmara de 23 de Junho de 2013, os edifícios sitos à Rua Comendador Rainho e devidamente referenciados na respectiva planta e ficha de identificação, foram objecto de vistoria no dia 21 de Agosto de 2013, por parte da Comissão nomeada para o efeito, não tendo o proprietário designado perito nem apresentado quesitos, mas tendo estado presente, representante de um dos proprietários, designadamente o marido da Srª. D. Rosa Maria de Lima Neto Pinho, Sr. José Gentil Silva Pinho Pinto, ambos residentes na Rua Professor Costa Nunes, nº 153 em Oliveira de Azeméis. ------------------------------------------------------------------------------- REGISTO FOTOGRÁFICO E ANÀLISE --------------------------------------------------------O estado dos edifícios será, pela simples observação das fotografias anexas, elucidativo do seu estado de abandono e de degradação extremamente avançado, a que acresce a permanência de grande quantidade de resíduos provenientes da anterior actividade fabril, verificando-se ainda a utilização destes espaços por toxicodependentes.A segurança do edifício em termos estruturais é assim 13 preocupante, observando-se fissuras consideráveis distribuídas por várias partes do edifício e principalmente uma instabilidade muito acentuada, ao nível das coberturas, o que por si só coloca em perigo de ruína esses mesmos edifícios. A sua proximidade ao arruamento e a facilidade de acesso a partir de terreno contíguo, com entrada pela Rua S. Francisco Xavier, por ausência de vedações, originarão mesmo situações de extremo perigo para qualquer pessoa, adulta ou criança, que acedam ao mesmo edifício, ou até que circulem pelo passeio próximo. Refira-se que ainda recentemente e por inacção por parte dos proprietários, a própria Câmara Municipal teve que proceder, como medida cautelar, à fixação, mesmo que provisória, de um portão metálico que ameaçava poder tombar, com perigo para os utentes, sobre o passeio da Rua Comendador Rainho. ------------------- Existem ainda vários elementos construtivos soltos, como partes de reboco de paredes, junto às fissuras e denotam-se já deformações acentuadas nas coberturas, que igualmente indiciam e contribuem para a situação de grave instabilidade no edifício, constituindo por isso perigo para os próprios utentes do espaço envolvente. ------------------------------------------------------------------------------------- O estado de “conservação” e manutenção deste espaço é deplorável, fruto do seu total abandono, constituindo, para além da falta de segurança, foco de potencial perigo para a saúde pública, como é comum aos edifícios neste estado de degradação, comprovadamente, na forma presencial, a serem frequentados por marginais, toxicodependentes e traficantes. ----------------------------------------------------- CONCLUSÕES ---------------------------------------------------------------------------------------- Tomando por referência o que foi possível observar e documentar e nas vertentes de segurança estrutural e salubridade, poderemos apresentar as seguintes conclusões : ----------------------------------------------------------------------------------------------- Os edifícios, fruto do seu prolongado abandono e da falta de realização de obras 14 de conservação ao longo de muitos anos, apresentam sinais evidentes preocupantes, em relação à sua capacidade resistente, estando assim sujeitos a um processo de rotura e ruína iminente, para além de, pela sua devassa, constituirem um perigo iminente também quanto à salubridade e saúde pública, quer para os intrusos, como para os próprios utentes do espaço público envolvente. ----------------- Tomando em consideração o estado de degradação extrema dos edifícios e ainda porque se considera enquadrável o seu estado de ruína económica, pela justificada inviabilidade da sua recuperação, deverão os proprietários ser notificados, que, atendendo aos antecedentes desta situação, sobre a qual os proprietários têm já conhecimento da sua gravidade e precisamente pelo facto de se tratar de uma situação de cada vez mais extrema gravidade, quer pelo estado de ruína iminente dos edifícios, com especial relevo para as coberturas, quer pelo estado de gravidade que constituem para a saúde pública, justifica-se, pelo carácter de urgência, uma intervenção imediata por iniciativa da Câmara Municipal a expensas dos proprietários, no sentido de se proceder à demolição integral dos edifícios, incluindo a antiga chaminé em tijolo, que igualmente apresenta já sinais de rotura e ainda à limpeza e remoção de entulhos resultantes. De referir que préviamente aos trabalhos de demolição terão de ser recolhidos e transportados a vazadouro específico, todos os resíduos da anterior actividade fabril, que permanecem naqueles espaços e bem assim os resultantes da frequência de toxicodependentes. - Para esta intervenção, por iniciativa da Câmara Municipal, torna-se necessário desde já, nos termos do nº 3 do artº 89º e em resultado das conclusões do relatório da vistoria já efectuada, nos termos do artº. 90º e por sua vez, conjugando o nº 7 do artº 90º, todos estes artigos correspondentes ao Decreto/Lei 555/99 de 16 de Dezembro, com a redacção dada pelo pelo Decreto-Lei nº. 26/2010, de 30 de Março, com o nº 1 do artº 3º do Código de Procedimento Administrativo – CPA -, 15 que seja determinada a correspondente tomada de posse administrativa dos prédios, a qual será efectivada no próximo dia 17 de Setembro de 2013, às 11 horas, estimando-se um período de quinze dias úteis para a completa realização dos trabalhos. O valor para os trabalhos encontra-se estimado em 15.314,32 € + IVA e 725,50 € + IVA, respectivamente para a demolição dos edifícios e chaminé e o transporte para vazadouro de entulhos e ainda para a prévia operação de limpeza e remoção de resíduos da anterior actividade fabril, por empresa especializada, conforme orçamentos anexos, totalizando assim um valor global estimado em 16.039,82 € + IVA. ------------------------------------------------------------------- Tendo em atenção a justificada urgência na intervenção, pelos perigos atrás enunciados, em termos de segurança e saúde pública, deverão de imediato ser notificados os proprietários, quer do teor do Relatório de Vistoria, como da consequente determinação da Câmara Municipal, mas, referindo que, ao abrigo do nº 1 do artº. 103º do Código de Procedimento Administrativo ( CPA ), conjugado com o nº 7 do artº. 90º do Decreto/Lei 555/99 de 16 de Dezembro, com a redacção dada pelo pelo Decreto-Lei nº. 26/2010, de 30 de Março, precisamente pela urgência justificada da intervenção, a tomada de posse administrativa dos terrenos e edifícios e a imediata execução dos trabalhos, ambas a partir do próprio dia 17 de Setembro de 2013, poderão eventualmente ocorrer, ainda no decurso da recepção das notificações. ----------------------------------------------------------------------------------------- Assim deverá a Câmara Municipal, com base no presente Relatório de Vistoria, deliberar pela demolição imediata dos edifícios em situação de ruína iminente e com grave perigo para a saúde pública, nos termos conjugados do Artº 64º - nº 5 – alínea c) da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro, com as alterações constantes da Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro e ainda com os artigos 89º - nº 3 e artº. 90º - nº 7 do Decreto/Lei 555/99 de 16 de Dezembro, com a redacção dada pelo pelo Decreto-Lei 16 nº. 26/2010, de 30 de Março e com o artº 103º - nº 1 do Código de Procedimento Administrativo ( CPA ). Para o efeito deverá também tomar a posse administrativa dos referidos prédios, nos termos já referidos, executando de imediato as obras de demolição em referência, substituindo-se aos proprietários e fazendo-lhes repercutir, mediante a apresentação prévia dos orçamentos estimativos igualmente já constantes no presente Relatório, os custos de todos os trabalhos.”. ------------------- Depois de apreciado a Câmara deliberou aprovar por unanimidade. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 10 – CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS --- Considerando o artigo 75º da Lei do Orçamento de Estado para 2013, foram presentes, para ratificação, os despachos do Senhor Presidente da Câmara sobre autorização de despesas com aquisição de serviços, constantes dos respectivos processos de que se anexam fotocópias à presente acta. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- No final da reunião, a Câmara deliberou, por unanimidade, aprovar a ata em minuta. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- E NADA MAIS HAVENDO A TRATAR, FOI PELO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA ENCERRADA A REUNIÃO. ------------------------------------------------------------- PARA CONSTAR E DEVIDOS EFEITOS SE LAVROU A PRESENTE ACTA, QUE POR TODOS VAI SER ASSINADA, E EU, MARIA ANTÓNIA DA SILVA RIBEIRO, SERVINDO DE SECRETÁRIA, A REDIGI E SUBSCREVO. ------------------ 17