Cobrança de dívidas vai passar
a ser mais célere e transparente
Págs. 4 e 5
DIRETOR
João Peixoto de Sousa
Nº 1502 / 19 de julho 2013 / Semanal / Portugal Continental J 2,20
www.vidaeconomica.pt
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PRESIDENTE DA CESPU CONSIDERA
No ensino e na saúde
o financiamento
deve ser feito
diretamente ao cidadão
QREN
Governo quer QREN
a dar resposta
ao desafio
do desemprego
Pág. 31
ENERGIA
Ameaça de conflito
envolve Portugal
Taxas
anti-dumping
colocam
em risco 242 mil
empregos na UE
Págs. 6 e 7
Pág. 32
PUB
Indústria da cortiça exporta
mais de 95% do que produz
As exportações de cortiça, que em 2012 ascenderam a 850 milhões
de euros, aproximam-se dos valores alcançados em 2000 (917
milhões de euros). “O rumo é positivo”, numa
indústria em que predomina o subsetor
das rolhas (cerca de 70% do peso
relativo no volume total de negócios)
e onde aumenta a performance dos
outros subsetores, nomeadamente
materiais de construção e “novas
aplicações” —refere João Rui
Ferreira, presidente da APCOR.
Págs. 22 e 24
MERCADOS
Bancos oferecem
produtos
de gestão
de pagamentos
para empresas
Págs. 42 e 43
SUPLEMENTOS NESTA EDIÇÃO
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2
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ABERTURA
Top da semana
ANTÓNIO VILAR ADVOGADO
Causas do dia-a-dia
[email protected]
Construir um novo Portugal também pela “exportação”
da educação
O financiamento do sistema de educação em Portugal atravessa dificuldades dramáticas, mas é inegável que nele se integram
profissionais da excecional qualidade intelectual e não faltam instituições de ensino competitivas ao nível do que de melhor há no
mundo.
Aproveitei o solstício de verão para olhar
designadamente os aspetos “microeconómicos”
Ora para isso iam para os EUA ou para o
de outro sítio para a crise que nos atormenta
do sistema educativo.
Reino Unido!
– de um ponto de vista menos pessimista e
O financiamento do sistema de educação em
Defendo, pois, que se valorize a língua
interpelando, sobretudo, as oportunidades de
Portugal atravessa dificuldades dramáticas, mas
portuguesa nesse ensino, deixando de lado o
construirmos um novo Portugal. Na última
é inegável que nele se integram profissionais da
provincianismo tradicional. Aulas em português,
crónica referi-me, por isso, ao turismo de saúde e excecional qualidade intelectual e não faltam
por professores portugueses e, eventualmente,
bem-estar. Agora deixo umas breves linhas sobre
instituições de ensino competitivas ao nível do
em outras línguas (repito, outras) por professores
educação.
que de melhor há no mundo.
eméritos de outras nacionalidades, se for
Assomou-me à memória, nessa reflexão,
Porquê, então, a presente crise?
oportuno.
recorrentemente, Agostinho da Silva e a sua fé
Creio que se tem olhado excessivamente para
Não ignorem o potencial económico de
numa missão especial de Portugal no mundo:
o dia a dia ou, então, para as grandes filosofias,
língua portuguesa – atual e futuro. Pensem e
a de construir um Quinto Império cultural (já
deixando, porém, de lado coisas simples, em
informem-se, senhores do poder. Leiam, por
oiço vozes a clamar: loucura!, mas deixem-me
busca de respostas complexas que nada têm
exemplo, esse livrinho fundamental de Luís Reto
ir até ao fim). Recordo, em particular, uma
resolvido.
(“Potencial Económico da Língua Portuguesa”,
frase “A Europa esgotou-se no Poder e temos,
Anda na boca de muitos a ideia de exportação
Texto, 2012), além dos já escritos de Agostinho
agora, de partir para outra fórmula que é cada
do Ensino Superior – atrair alunos estrangeiros
da Silva!
homem ser aquilo que é” (in Agostinho da
para as instituições de ensino supeior portuguesas.
E para concluir, que o espaço é curto,
Silva, “Dispersos”, p. 128). Loucuras vulgares,
O objetivo é meritório e, mais do que isso,
haverá alguém disponível para apoiar a
decerto…
estratégico também para a economia nacional.
institucionalização de um projeto de mobilidade
Face a todos os problemas que surgem
Outros países já descobriram essa mina há muito
de estudantes de todos os países de língua
ao evocar esse termo, polissémico e de largo
tempo. Acontece, porém, que, deixando nós tudo
portuguesa, algo tipo “Erasmus”?
espectro, é na perspetiva de sistema que vão
ao “desenrascanço” e ao voluntarismo de alguns,
A Fundação Afro-Lusitana (que a
ancorar estas breves linhas. E com os olhos,
o mundo ignora Portugal também como destino
irresponsabilidade que nos governa quer
tanto quanto possível, virados para o amanhã.
para estudar. E os poucos que não ignoram
extinguir sem contraditório) vai tentar fazê-lo. E,
Convoco, para tanto, alguns conceitos e
chegam cá e têm aulas em “globish” – o inglês da
também, organizar uma Universidade de Verão
ideiais da chamada “economia de educação”,
praia e das discotecas.
para esses estudantes.
Nesta edição
Imprensa
EM REVISTA
EXPANSIÓN
JP Morgan prevê
saída da crise no
segundo semestre
20
Negócios e Empresas
Atividade portuária gera
riqueza e deve ser prioridade
nacional
22
Negócios e Empresas
Inovação e campanhas
de promoção dinamizam
exportações de cortiça
31
QREN
Poiares Maduro quer
QREN a dar resposta ao
desafio do desemprego
Internacional ...........Pág. 11
Negócios e EmpresasPág. 18
Fiscalidade.............. Pág. 35
Crise impulsiona consumo de
energias renováveis
Real Indiana inaugura
restaurante na baixa do Porto
Estados-Membros têm de melhorar
eficácia dos serviços fiscais
Negócios e Empresas Pág. 14
PME ........................ Pág. 21
Mercados ............... Pág. 42
TrofaSenior Residências
faz balanço positivo da
implementação do onAll
Mercado das TI ainda
apresenta oportunidades
Bancos oferecem produtos de gestão
de pagamentos para empresas
Empresas Familiares Pág. 33
Mercados ................ Pág. 43
Negócios e EmpresasPág. 16
O que mais evoluiu na
comunicação da empresa
familiar
Empresas portuguesas
demoram a pagar o dobro da
média europeia
Adega de Favaios lança o novo
Sparkling Moscatel
Humor económico
A Europa sairá da
recessão na segunda
metade deste ano e
voltará ao crescimento
em 2014, de acordo com
as últimas previsões
da JP Morgan. Existem
indicadores que apontam
nesse sentido, afirma a
casa de investimento.
A JP Morgan valoriza
os bons dados macro e
mostra-se convencida de
que a descida da inflação,
que qualifica de bastante
agressiva, permitirá
que os consumidores
europeus tenham um
maior poder aquisitivo,
com a consequente
contribuição para o
crescimento. Considera
ainda que a situação na
Europa está a melhorar e a
estabilizar. Defende ainda
a necessidade de o Velho
Continente avançar com o
sistema de união bancária.
INVESTIR
Produção industrial
desce na Zona Euro
A produção industrial
registou uma quebra de
0,3%, na Zona Euro, em
maio, um ritmo mais
elevado do que esperavam
os analistas. Em abril,
verificou-se um aumento
de 0,5%, sendo que, num
ano, houve uma diminuição
de 1,3%, de acordo com a
maioria das previsões.
EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRETOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo
REDAÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redação), Adérito Bandeira, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fernanda Teixeira, Guilherme Osswald, Marta
Araújo, Patrícia Flores, Rute Barreira, Susana Marvão e Teresa Silveira; E-mail [email protected]; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão,
José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO2UA'ONÎALO#RISTØVÍOŽ0ORTO4ELs&AX
s%MAILCOMERCIAL VIDAECONOMICAPTPUBLICIDADE LISBOA #AMPO0EQUENOŽ%SQ,ISBOAs4ELs%MAIL
[email protected]; ASSINATURAS4ELs%MAILASSINATURAS VIDAECONOMICAPTIMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto
DISTRIBUIÇÃO6!303!#ACÏM%MAILGERAL VASPPTs4EL&AX
MEMBRO DA EUROPEAN
BUSINESS PRESS
Os preços na produção
desceram 0,3%, no mês
em análise, de acordo
com o Eurostat. Num
ano, os referidos preços
registaram uma baixa
de 0,1%, sendo que a
descida terá ficado a
dever-se ao recuo nos
custos da energia. Por sua
vez, a taxa de desemprego
progrediu ligeiramente,
para se fixar em 12,1%,
contra os 12% verificados
em abril. Este continua
a ser o problema mais
grave de algumas das
economias da Zona Euro,
com Espanha à cabeça.
THE WALL STREET
JOURNAL
Bruxelas endurece
regras sobre o
tabaco
O Parlamento Europeu
votou favoravelmente
a abolição dos cigarros
de mentol e de outros
sabores na União
Europeia. Esta medida faz
parte de uma legislação
mais ampla que vai
restringir a forma como
produtos de tabaco são
vendidos na Europa.
A legislação também
prevê que a maioria dos
cigarros eletrónicos seja
regulamentada como
medicamento. Entretanto,
o combate ao fumo está
a tornar-se cada vez mais
agressivo, por exemplo,
com a obrigatoriedade
de colocar nos maços
de tabaco imagens de
doenças relacionados com
o vício, como já sucede
na Austrália. Os Estados
Unidos, de onde provêm os
gigantes do setor, também
estão a preparar legislação
bastante mais rígida.
TIRAGEM CONTROLADA
0%,!
TIRAGEM DESTA EDIÇÃO
14.100
4000 Município (Porto)
TAXA PAGA
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NŽ
LOBO XAVIER
Já são conhecidas
algumas das propostas
contidas do grupo de
trabalho para a reforma
do IRC, liderado pelo advogado
Lobo Xavier. A acontecerem as
alterações previstas, as perspetivas
são animadoras para as empresas,
desde logo com uma redução
substancial da taxa do imposto,
o que fará com que aumente a
competitividade empresarial. Por
outro lado, a comissão pretende
que os prejuízos fiscais possam ser
deduzidos num período de 15 anos,
contra os atuais cinco. O diploma
só não foi apresentado na data
marcada, devido à crise política. Lobo
Xavier está a prestar um serviço
importante ao país, sem qualquer
tipo de remuneração, o que é sempre
louvável.
ALBERTO JOÃO JARDIM
Igual a si próprio, Alberto
João Jardim não poupa
críticas ao Presidente da
República. Algo inédito no
líder madeireirense, normalmente de
acordo com Cavaco Silva. Tem razão
ao afirmar que a proposta avançada
pelo Presidente só vai prolongar
a confusão. Como lhe é habitual,
lamenta que os políticos portugueses
se caraterizem pela sua falta de
autoridade e tomem as decisões de
acordo com os calendários políticos.
Entretanto, Alberto João Jardim
sacode a água do capote no que
toca às culpas que tem no cartório
relativamente à atual crise.
MARIANO RAJOY
A vida política está ao rubro
no país vizinho. O chefe do
Governo está cada vez mais
sob pressão, num caso que aparenta
o pagamento de favores. Para já, só
se conhece a ponta do icebergue,
mas tudo aponta para que as coisas
se compliquem para o Partido
Popular. A crise política espanhola
terá efeitos devastadores não só em
Espanha, mas em toda a Europa, e
muito particularmente em Portugal.
A gestão da coisa pública continua a
ser um assunto de pouca importância
para muitos políticos europeus, pelo
que a recessão que se faz sentir não
é uma mera consequência da crise
financeira. A crise de valores tem
levado a problemas muito sérios
sobre os cidadãos cumpridores e
ainda indefesos.
IVA ENCAIXA
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para lhe oferecer. O IVA EnCaixa é um produto diferenciador que lhe permite adiantar o reembolso do IVA. Como sabe, é algo
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4
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Inaugurada primeira fábrica de biodiesel em Sines
Foi inaugurada a primeira fábrica nacional de produção de biocombustível, situada na
Zona Industrial e Logística de Sines. A Enerfuel prevê uma capacidade anual de produção
de 27 mil toneladas de biocombustível. . O combustível destina-se a ser integrado no gasóleo rodoviário, permitindo a redução de CO2 em mais de 80%, face à alternativa fóssil.
A nova instalação prevê a criação de 65 postos de trabalho e as exportações terão início já
no ano que vem.
ATUALIDADE
REMUNERAÇÃO ADICIONAL VARIÁVEL VISA PREMIAR EFICÁCIA DOS AGENTES DE EXECUÇÃO
Cobrança de dívidas vai passar a ser
A partir de 1 de
setembro, a cobrança
coerciva de dívidas em
Portugal promete ficar
mais célere e eficaz.
Aos valores em cobrança
é adicionada uma
remuneração adicional
criada com o objetivo
de premiar a eficácia e a
eficiência na recuperação
das dívidas.
Essa remuneração
adicional, calculada
a partir do montante
recuperado, varia entre
2% e 10% do valor
em dívida, em função
do momento em que a
cobrança é conseguida.
Com a nova tabela
de honorários, fixos e
variáveis, a pagar aos
agentes de execução, “o
sistema passa a ser mais
transparente”, afirma
José Carlos Resende,
presidente da Câmara
dos Solicitadores. O
advogado Raposo Subtil
discorda, no entanto,
com a imposição da
“contratualização de um
tipo de justiça privada”.
“Ao adotar um regime de tarifas fixas, procura-se estimular a sã concorrência entre agentes de execução”, lê-se na Portaria n.º 225/2013, de 10 de julho, assinada pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.
TERESA SILVEIRA
[email protected]
A remuneração adicional entre
2% e 10% dos montantes em dívida (ver tabela nestas páginas) a
receber pelos agentes de execução
– hoje cerca de 1100 profissionais
acreditados em Portugal —, prevista na Portaria n.º 225/2013,
de 10 de Julho, que passará a
aplicar-se aos processos executivos iniciados após 1 de setembro
de 2013, está longe de ser consensual.
Em declarações à “Vida Económica”, o presidente da Câmara
dos Solicitadores, José Carlos Resende, prefere salientar a ideia da
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“celeridade” nas execuções daqui
para a frente, dizendo que, acima
de tudo, “o sistema passa a ser
muito mais transparente”, uma
vez que o agente de execução
deve informar o exequente, no
início do processo, e o executado,
no ato da citação, do montante
provável dos seus honorários e
despesas. Além de que todas as diligências só podem ser efetuadas
“com autorização do exequente”,
frisa José Carlos Resende.
O presidente da Câmara dos
Solicitadores reconhece, porém,
que, “do ponto de vista dos executados [os devedores], há um
aumento dos valores a pagar”,
pese embora tal só deva começar a acontecer “lá para janeiro
ou fevereiro de 2014”, uma vez
que este regime só se aplica aos
processos de cobrança de dívidas
entrados após 1 de setembro.
Ainda assim, ouvidos pela
“Vida Económica”, Paulo Pimenta, professor universitário de
Direito e membro da Comissão
nomeada pelo Ministério da Justiça para integrar a reforma do
Código do Processo Civil (Lei n.º
Os tribunais passaram
a pente fino nos
últimos 18 meses
mais de um milhão de
processos de cobranças
coercivas de dívidas,
tendo conseguido
extinguir “mais de 300
mil ações”, revelou a
ministra da Justiça,
Paula Teixeira da Cruz,
na última sexta-feira.
Ainda estão pendentes
mais de um milhão de
processos.
41/2013, de 26 de junho), assim
como o advogado e candidato a
bastonário da Ordem dos Advogados António Raposo Subtil,
lamentam a opção pela medida.
Se, por um lado, Paulo Pimenta diz que “são sempre bem-vindas as tentativas de simplificar
um sistema que é confuso e gerador de desinteligências entre os
agentes de execução e as partes e
seus mandatários”, aplaudindo a
“alguma simplificação” e a “preocupação de assegurar o acesso ao
registo dos atos praticados pelo
agente de execução de modo a
que haja um efetivo controlo
sobre o desempenho deste”, por
outro lado, este jurista mostra
“dúvidas” quanto à referida remuneração adicional.
“Não me parece próprio
que o agente de execução
tenha prémios de
desempenho”
“A existência de tarifas fixas
[agora introduzida] é indispensável para haver objetividade e
igualdade no tratamento dispen-
5
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE
BNI Platina promove debate sobre novo regime de IVA de caixa
BdP espera bom desempenho das exportações
O BNI Platina, com o apoio da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do
Distrito de Setúbla, promove no dia 30 de julho uma sessão de trabalho sobre a gestão das
cobranças e as novas regras do contencioso e o novo regime de IVA de caixa. A iniciativa
conta ainda com o apoio do jornal Vida Económica. No dia 1 de setembro entram em vigor
as alterações legais com reflexos na cobrança de dívidas e, um mês depois, entra em vigor o
novo regime de IVA de caixa.
O Banco de Portugal espera que as exportações apresentem um comportamento positivo este
ano e no próximo. O que resultará de ganhos de quota de mercado. Os aumentos são de 5,7%
e 5,5%, respetivamente, com o reforço da presença nacional fora da União Europeia. Por outro lado, os produtos relacionados com a energia estarão em destaque. Este ano, o excedente
externo será de 4,5% do PIB e 2014 representará o terceiro ano consecutivo de saldo externo
positivo, de acordo com o banco central.
mais célere e transparente
Remuneração adicional ao agente de execução
O valor da remuneração adicional do agente de execução destinado a premiar a eficácia e eficiência da recuperação
ou garantia de créditos na execução nos termos do artigo 18.º é calculado com base nas taxas marginais constantes
da tabela abaixo, as quais variam em função do momento processual em que o valor foi recuperado ou garantido e
da existência, ou não, de garantia real sobre os bens penhorados ou a penhorar.
Momento em que o valor é recuperado ou garantido
Processos executivos
para pagamento de
quantia certa
Valor recuperado ou
garantido
Antes da primeira
penhora
Após a penhora e
antes da venda
Após a venda
Taxa aplicável (em percentagem)
Até 160 UC (A) i
10 %
7,5%
5%
Superior a 160 UC (B) ii
4%
3%
2%
i - Se o valor recuperado ou garantido por acordo de pagamento for inferior ou igual a 160 UC, aplica-se a taxa prevista
em (A).
ii - Se o valor recuperado ou garantido for superior a 160 UC, aplica-se a taxa prevista em (A) às primeiras 160 UC e ao
valor remanescente a taxa prevista em (B).
NOTA 1 - O valor da Unidade de Conta (UC) que vigora em 2013 é de 102,00 J, por força da alª. a) do artº. 114º da Lei
66-B/2012, 31.12 (Lei do Orçamento do Estado).
NOTA 2 - Valores sujeitos a IVA à taxa legal em vigor.
FONTE: Portaria n.º 225/2013, de 10 de Julho, do Ministério da Justiça.
sado aos exequentes pelo agente
de execução”, explica este membro da Comissão de reforma do
Código do Processo Civil. Expõe,
contudo, à “Vida Económica”,
outros argumentos desta forma:
“Bem sei que vivemos uma fase
em que o brio no exercício das
funções (públicas ou privadas)
parece não ser algo inerente à natureza das coisas, a ponto de ser
preciso premiar o mero cumprimento dos deveres, mas não me
parece próprio que o agente de
execução, que até exerce funções
por delegação do Estado, tenha
prémios de desempenho, mais a
mais quando isso é invocado para
justificar maior eficiência e celeridade”. Pergunta até Paulo Pimenta: “É possível desligar eficiência
e celeridade desta atividade?”.
Para além disso, e aquilo que
mais o “impressiona” na portaria
agora publicada é “a persistência da Câmara dos Solicitadores
em todo o sistema de execução”.
Para mais, diz, “quando é certo
que urge pôr fim a esta situação,
tornando a carreira de agente de
execução autónoma da advocacia
e da solicitadoria, com as inerentes incompatibilidades, e submetendo os agentes de execução ao
controlo de uma entidade terceira, sem qualquer ligação à Câmara dos Solicitadores ou à Ordem
dos Advogados”. Daí “lamentar
e não compreender” como é que
“uma ideia que sempre foi sustentada junto do Ministério da Justiça pela Comissão de Revisão do
Código de Processo Civil pareça
agora estar a tomar outro rumo”.
Na mesma linha, o advogado e
candidato a bastonário da Ordem
dos Advogados António Raposo
Subtil critica a continuação da
preferência do Estado pela privatização da Justiça.
“O Governo aprovou uma nova
tabela de honorários, fixos e variáveis (Portaria nº 225/2013) que os
credores (exequentes ou reclamantes de créditos em processos judiciais) devem pagar aos agentes de
execução”, mas, diz Raposo Subtil
à “Vida Económica”, “no fundo,
mais uma vez, o Estado fomentou
e impôs a contratualização de um
tipo de justiça privada”, uma vez
que “indica os clientes e fixa previamente os honorários em benefício de profissionais liberais – os
agentes de execução –, que desenvolvem a sua atividade dentro da
‘casa da justiça’ – os tribunais”,
explica o advogado.
“Soluções mais onerosas
e lesivas do direito
de acesso aos tribunais”
Apesar de concordar que “num
mundo em austeridade crescente sejam redefinidas as funções
do Estado e procuradas soluções
para atingir, a um custo mais reduzido, resultados equivalentes”,
o jurista discorda das soluções encontradas pelo Ministério da Justiça para a solução dos problemas
da cobrança coerciva de dívidas.
Assim como discorda das soluções para outros problemas da
Justiça, referindo até o procedimento de despejo e o novo regime do inventário, que visam a
“eficiência processual e a redução
de encargos para os cidadãos”,
mas que se traduzem, “na prática, em soluções mais onerosas e
lesivas do direito fundamental de
acesso aos tribunais e a uma deci-
são judicial, que, a médio prazo,
degradará a ideia de uma justiça
pública para todos”.
António Raposo Subtil pergunta até: “Serão estas as bases
para uma desjudicialização de
relações jurídicas vitais para uma
“Previsibilidade
e segurança num
domínio como o dos
custos associados à
cobrança coerciva
de dívidas são,
reconhecidamente,
fatores determinantes
para o investimento
externo na economia
nacional e para a
confiança dos cidadãos
e das empresas”
sociedade equilibrada e justa,
subtraindo-as, sem qualquer critério, aos tribunais, à intervenção
dos juízes e ao patrocínio dos advogados?”, questionando logo a
seguir se não se pretenderá, “de
forma dissimulada, refundar o
Estado social (organização judi-
ciária), sobrecarregando os cidadãos e as empresas com encargos
que aquele deveria assumir”.
Questionado pela “Vida Económica” sobre as vantagens das
novidades acabadas de publicar
e se a referida remuneração adicional entre 2% e 10% dos montantes em dívida são um incentivo financeiro para os agentes de
execução e uma forma de conseguirem mais celeridade e eficácia
nas cobranças, o presidente da
Câmara dos Solicitadores não se
compromete. Prefere dizer que se
“têm dado passos positivos” nesse sentido, admitindo, contudo,
que não acredita em “soluções
milagrosas”, dado o “momento
de profunda crise económica”
que se vive em Portugal.
Contrapõe, ainda assim, com
os efeitos da entrada em vigor de
outra medida que, essa sim, pode
“fazer a diferença”: a desburocratização da penhora dos depósitos
bancários” dos executados. Ao
entrar em vigor em 1 de setembro, diz José Carlos Resende, esta
medida “pode implicar muita eficácia”.
As grandes alterações ao processo executivo
a partir de 1 de setembro de 2013
Dever de informação e de registo:
1. O exequente, o executado, a Câmara dos
Solicitadores, o tribunal e qualquer terceiro que
tenha um interesse legítimo no processo executivo
têm direito a ser informados, preferencialmente
por via eletrónica, sobre a respetiva conta corrente
discriminada, nomeadamente sobre as diligências
efetuadas.
2. Também é disponibilizado, pela Câmara dos
Solicitadores, um simulador de honorários e
despesas dos agentes de execução, com valor
meramente informativo, em página informática de
acesso público.
Remuneração do agente de execução:
1. Passam a existir tarifas fixas, quer para efeitos de
adiantamento de honorários e despesas, quer para
honorários devidos pela tramitação dos processos,
quer ainda pela prática de atos concretos que lhes
caiba praticar.
2. Também se clarificam as fases do processo
executivo, para efeitos de adiantamento de
honorários e despesas.
3. Podem ser cobradas despesas de deslocação se
o agente de execução designado pelo exequente
praticar atos a mais de 50 km do tribunal da sua
comarca.
4. A remuneração do agente de execução passa
a ser fixa (nos termos do anexo II da Portaria n.º
225/2013, de 10 de julho) e é calculada nos
seguintes termos:
- J 188,19 quando haja recuperação ou garantia
do crédito;
- J 313,65 pagos em quatro fases quando haja
recuperação ou garantia do total ou parcial crédito;
5. Pode ainda ser cobrado:
- J 25,50 em caso de citação ou notificação postal
extra;
- J 51,00 em caso de um ato externo (penhora,
citação, afixação de edital, apreensão de bem,
assistência a abertura de propostas no tribunal;
- J 25,50 por cada ato externo frustrado.
Pagamento de honorários e reembolso de despesas:
1. O agente de execução deve informar o exequente,
no início do processo, e o executado, no ato da
citação, do montante provável dos seus honorários e
despesas, devendo tal informação ser registada no
sistema informático.
2. O agente de execução que, por sua iniciativa,
pratique atos desnecessários, inúteis ou dilatórios, é
responsável pelos mesmos, não podendo reclamar a
qualquer das partes o pagamento de honorários ou
despesas incorridas em virtude da sua prática.
3. Por outro lado, todas as importâncias devidas
ao agente de execução são pagas com base em
identificador único de pagamento emitido através
do sistema informático de suporte à atividade dos
agentes de execução, sendo as mesmas depositadas
na conta-cliente do exequente e a operação de
depósito obrigatoriamente registada no sistema
informático.
Penhoras dos saldos bancários:
1. As penhoras dos saldos dos depósitos bancários
são totalmente desburocratizadas, dispensando-se a
existência de um despacho judicial.
2. A comunicação é feita pelo agente de execução
à entidade bancária, preferencialmente por via
eletrónica, havendo ganhos em termos de tempo
e burocracia e minimizando-se os riscos de
esvaziamento das contas para fugir à execução.
6
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE
PRESIDENTE DA CESPU CONSIDERA
No ensino e na saúde o financiamento
“O setor público do ensino
superior é uma das áreas onde
existe mais despesismo em
Portugal” – afirma António
Almeida Dias. Em entrevista à
“Vida Económica”, o presidente
da CESPU defende uma
mudança do atual modelo
de financiamento do ensino
superior. Em alternativa ao
sistema quase gratuito no
ensino público e integralmente
pago pelos estudantes nas
escolas privadas, António
Almeida Dias propõe um
sistema de financiamento aos
alunos, através de incentivos
fiscais ou de ação social do
Estado para os cidadãos com
menos recursos, dando a
liberdade de opção pelo ensino
público ou privado.
Apesar de dispor das condições
necessárias, a CESPU continua
a não obter autorização para
lecionar uma licenciatura em
Medicina. Ao contrário do que
acontece na maioria dos países
europeus, em Portugal o ensino
da Medicina continua vedado
aos privados.
Para os jovens que não
conseguem obter vaga para
Medicina no sistema público,
a CESPU disponibiliza a
licenciatura em Ciências
Biomédicas, que pode ser a base
para a formação em Medicina,
através de um acordo de
cooperação com a Universidade
Alfonso X, em Madrid.
JOÃO LUÍS DE SOUSA
[email protected]
Vida Económica - A CESPU pretende
continuar a expandir a sua atividade de
formação na área da saúde?
António Almeida Dias - A CESPU é
das instituições privadas mais antigas do
país. Basta percebermos que estamos no
32º ano e se virmos a idade das outras instituições privadas, à exceção das escolas de
enfermagem que, tradicionalmente eram
ligadas a ordens religiosas, diria que é das
instituições mais antigas a ensinar esta área.
A CESPU foi constituída em 1982 para
criar pela primeira vez em Portugal um curso de Medicina Dentária não público.
Obviamente que a seguir à medicina
dentária, a tendência foi criar cursos que de
alguma forma se relacionassem com aquelas disciplinas que são transversais na área
da saúde.
Além da medicina dentária, seguimos
com ciências farmacêuticas, depois a psicologia clínica, a educação física, saúde e
desporto, no âmbito do Instituto Superior
de Ciências da Saúde Norte, que é o nosso
instituto de cariz universitário. Surgiram
depois os chamados cursos politécnicos da
saúde, desde enfermagem, fisioterapia, radiologia, terapia ocupacional, entre outros.
Ao fim de alguns anos, a CESPU passou
a ser a instituição portuguesa com o maior
número de cursos na área da saúde e com
uma dimensão significativa, mesmo a nível
europeu, daí o seu reconhecimento internacional.
VE - O próximo passo será o curso de
Medicina?
AAD - O Estado tem vedado ao setor
privado o ensino da Medicina, evocando
mil e uma razões. É uma decisão claramente política. O Estado não abre mão de ser
a única instituição a produzir médicos ou
licenciados em Medicina, portanto é um
curso que ainda não podemos criar.
Temos o curso de ciências biomédicas
que neste momento corresponde essencialmente à primeira fase de formação médica
e depois os alunos podem terminar essa
formação, no âmbito do acordo que existe
entre a CESPU e a Universidade Alfonso
X, El Sabio.
Se não houvesse esse obstáculo, a CESPU avançaria porque é a instituição portuguesa com mais experiência no ensino
nas diferentes áreas da saúde. Tem muito
mais experiência que a maior parte das
instituições públicas do ensino da saúde.
À exceção das universidades clássicas e à
exceção de algumas instituições, como escolas de tecnologias de saúde, e Alcoitão
por exemplo, em Lisboa, que também é
uma instituição histórica nesta área. Além
de ter começado mais cedo que a maioria
das escolas, a CESPU tem neste momento
a colaborar, nesta área específica da saúde,
quase 190 doutorados, para além de muitos especialistas e mestres. Do ponto de
vista de técnica instalada, hoje temos publicações em revistas indexadas em todas
as áreas da saúde.
VE - A Ordem dos Médicos também é
restritiva em relação aos cursos de Medicina?
AAD - Os médicos não ajudam, mas
existe alguma confusão. As pessoas acham
que tirar um curso é igual ao exercício da
profissão e isso não é verdade. Uma pessoa
pode ter o curso de Medicina e não exercer a profissão. A Ordem dos Médicos tem
possibilidade de determinar quem tem capacidade para exercer medicina criando um
exame de acesso ao exercício da profissão.
Aí terminava essa discussão.
Espanha tem mais de 10 cursos
privados de Medicina a funcionar
VE - E nos outros países da União Europeia há escolas privadas com cursos
de Medicina?
AAD - Nos outros países existem escolas
privadas sem qualquer tipo de constrangimento, basta olhar para Espanha, isto é,
tem que demonstrar que tem qualidade
para o fazer, mas sem haver este tipo de
preconceito. Espanha tem mais de 10 cursos privados de Medicina a funcionar, apesar de o ensino superior privado ser menos
expressivo. Em Portugal, o ensino privado
tem vindo a ser desmantelado nos últimos
anos de uma forma absolutamente inacreditável.
“Há uma coisa que os portugueses devem ter consciência: o país não sobrevive mantendo um setor públi
Dias.
Alunos do Curso de Ciências
Biomédicas podem terminar
formação em Medicina em
universidade espanhola
VE - A estratégia seguida pela CESPU
é de agregar o ensino à prática hospitalar, à semelhança do que acontece
com outras instituições nesta área?
Geralmente, as universidades na área
da saúde são agregadas a hospitais.
AAD - Se tiver duas atividades na mesma estrutura, pode haver partilha de recursos e reduzir ao máximo aquilo que são
os desperdícios. É muito mais fácil rentabilizar um hospital que tem estas duas atividades do que rentabilizar um hospital que
só tem uma atividade. A CESPU tem neste
momento uma unidade hospitalar que já
está a funcionar muitíssimo bem, o hospital da misericórdia de Paredes, para além de
contar com várias unidades de saúde mais
pequenas.
É a única instituição portuguesa que tem
neste momento serviços a funcionar em
hospitais públicos. Temos oito hospitais
públicos onde prestamos vários serviços,
nomeadamente de medicina dentária, a
funcionar com protocolos em que a população beneficia muito com a nossa atividade, e nós obviamente também. Podemos
contar com esses hospitais para a formação
dos nossos alunos. Para nós, a Medicina
seria relativamente simples de pôr a funcionar. Diria que, se fosse aprovado agora,
no próximo ano letivo estaríamos aptos.
Temos a funcionar as matérias correspon-
dentes aos primeiros três anos, já na nossa
instituição por via da existência dos vários
cursos. E depois porque temos já garantido
o funcionamento em hospitais de grande
dimensão. Estamos a falar de três dos dez
maiores hospitais da zona Norte do país
que estão disponíveis para fazer esta formação connosco. Teríamos todas as condições
para fazer bem.
VE - Um curso de Medicina na sua
cooperativa seria mais barato e mais
eficiente do que os cursos do sistema
público?
AAD - Sabemos que Medicina é um curso extremamente caro e por isso fizemos
um estudo de viabilidade económica. É um
curso que gostaríamos de colocar no mercado e que fosse relativamente aceite, sem
ser considerado um curso de preços exagerados. Temos essa opção porque na CESPU
há outras vantagens, a notoriedade, produção científica e conseguimos pôr o curso
no mercado a um valor dentro daquilo que
se pratica em Portugal e bastante abaixo
daquilo que se pratica no resto da Europa. Isso seria uma grande vantagem para a
população. O Estado não devia insistir em
manter numerus clausus acima daquilo que
está inicialmente aprovado para os cursos.
Quase todos os diretores do curso de Medicina a funcionar em Portugal se queixam
do esforço que as instituições estão a fazer
para dar aulas a mais alunos do que os previstos, levando a um aumento da despesa
pública. Se o Estado percebesse que devia
manter as suas instituições que têm qualidade a funcionar e a dar Medicina dentro
dos números previstos e deixasse ao setor
privado, de facto, aquela margem que há
de liberdade para as pessoas poderem optar
conforme a maior ou menor procura por
parte do mercado, seria um excelente ato
de gestão. Neste momento, o que o Estado
está a fazer é aumentar a despesa pública,
7
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE
deve ser feito diretamente ao cidadão
Financiamento direto de
utentes permitiria poupança
superior a 30% da despesa
com universidades
do paga muito dinheiro a muita gente para
não fazer mais nada e é por aí que se devem
fazer os ajustamentos.
VE - Em vez de o Estado financiar diretamente as instituições públicas de
ensino, seria preferível fazer o financiamento aos estudantes, dando-lhes a
liberdade de opção pelo público ou pelo
privado?
co com a dimensão que tem”, afirma António Almeida
quando haveria sempre uma proposta privada de uma ou duas instituições que resolveriam o problema.
“O Estado paga muito dinheiro
a muita gente para não fazer mais
nada”
VE - A despesa pública nesta área
continua a aumentar?
AAD - Mesmo que não aumente, também não diminui. O setor público do ensino superior é uma das áreas onde existe
mais despesismo em Portugal. Basta falar
de algum modelo de contratação pessoal
e o Estado tem de perceber que não pode
continuar a investir nesse tipo de soluções.
O regime de exclusividade de contratação
de professores devia ser uma exceção para
aqueles que, por interesse institucional,
devem estar mais tempo na instituição e
devem eventualmente dedicar-se de outra
forma à instituição. Num setor público é
a maneira normal de se estar, isto é, qualquer pessoa pode optar pela exclusividade.
Invertemos o sentido naquilo que é exclusividade. Não deve ser um interesse pessoal,
deve ser um interesse institucional. O Esta-
AAD - Há dois setores onde o financiamento deve ser feito ao utilizador e não às
instituições. Ao financiarmos as instituições
estamos a introduzir múltiplos fatores de despesa. No ensino e na saúde, o financiamento
devia ser feito diretamente ao cidadão.
Há muitas maneiras de o fazer. Através
de benefícios fiscais e através de bolsas para
os carenciados de facto. Através destes dois
modelos o Estado resolvia 99% dos problemas. Lamentavelmente, a uma dada altura,
utilizou-se o termo, o cheque ensino ou o
cheque aluno, para desvalorizar a ideia.
A perspetiva é correta no sentido de financiar os utilizadores. Não tem de ser
através do cheque, como é óbvio, mas é
através de ação social. O Estado apoia os
alunos que são carenciados e paga-lhes, ou
paga diretamente às instituições que têm
esses alunos. Depois tem a redução do benefício fiscal de quem pode pagar, proporcionalmente aos seus benefícios fiscais, e
obtém assim uma contrapartida. A maior
parte dos portugueses – lamentavelmente,
não estamos a falar de ricos, estamos a falar
da classe média que tradicionalmente acaba por pagar as faturas todas – que têm o
filho a estudar no ensino superior privado,
através dos seus impostos, está a sustentar
um setor público que não vai utilizar e não
tem nenhum benefício por estar a pagar os
estudos dos seus familiares.
VE - Nem benefício fiscal…
AAD - Nenhum. Não há benefícios por
estar a pagar os meus estudos, e ainda por
cima sou obrigado a sustentar um sistema
que não utilizo e com desperdícios que
toda a gente conhece. As instituições públicas do ensino superior continuam a contratar docentes.
O financiamento tem de ser claramente
alterado.
Há uma coisa de que os portugueses
devem ter consciência: o país não sobrevive mantendo um setor público com a
dimensão que tem. E onde é que o setor
público tem maior dimensão? Na saúde, na
educação e depois obviamente nos serviços públicos e da administração pública. É
preciso mudar e estou convencido que esta
seria uma forma correta. Cada um paga as
suas propinas e de acordo com os rendimentos que tem acaba por obter benefícios
fiscais. Para quem não é capaz de pagar ou
não pode pagar, existe a ação social e o Estado ou paga dando bolsas aos alunos ou
faz contratos programa com as instituições
e paga às instituições por prestarem esses
serviços. Garanto que reduzia significativamente os encargos com o setor público.
VE - Tem uma estimativa sobre a redução de custos que seria possível obter
por essa via?
AAD - Pelas nossas contas, e já fizemos
um estudo muito por alto porque é difícil
saber com rigor quanto se gasta no setor
público, admito que pudéssemos fazer uma
poupança superior a 30 por cento, se, em
vez de estarmos a atribuir orçamentos às
universidades, financiássemos os utentes.
Esta medida à partida não ia causar desemprego. Se as instituições estão bem ajustadas às necessidades, continuariam a ter os
seus clientes, só invertíamos a forma do
financiamento, o que tornaria mais competitiva a relação das instituições no mercado,
sendo que todas estariam em igualdade de
circunstância.
Ao fim de 20 anos, garanto que só as boas
instituições estariam a funcionar porque as
outras, naturalmente, por falta de clientes,
acabariam por se extinguir. É inadmissível
que, num país como o nosso, todos os distritos tenham um ensino superior público.
Quando as pessoas acham que o setor
público é melhor que o privado, as pessoas não têm que ter receio. Há instituições
privadas tão boas ou melhores que muitas
públicas e vice-versa, há bom e mau dos
dois lados. Mas, de facto, as pessoas que defendem tanto a qualidade do setor público
não tinham de ficar preocupadas com esta
abertura que um aluno pudesse escolher
a instituição para onde poderia ir estudar.
Seguramente que iam escolher sempre as
melhores e essa é que é a grande vantagem.
É lançar a competição direta da qualidade
perante um mercado que hoje não existe
porque hoje o privado está a concorrer com
um setor que é praticamente gratuito.
Obstáculo à criação do ensino da Medicina
privada “não se remove”
O obstáculo que existe à criação do
ensino da Medicina privada em Portugal
“não se remove porque ainda vivemos,
lamentavelmente, do estatuto das
instituições, das pessoas e provavelmente
por isso também estamos na situação
em que estamos”, afirma o presidente da
CESPU.
“As universidades que têm Medicina têm
uma grande vantagem sobre as outras,
por uma questão de notoriedade. Aquelas
que têm Medicina também não querem
que as outras tenham. Costuma-se dizer
que a Medicina é a cereja em cima do
bolo das universidades. É aquilo que as
universidades acabam por querer ter para
dizerem que atingiram determinado estatuto
numa determinada dimensão.”
“Quando universidades, como Aveiro e o
Algarve, quiseram ter Medicina, a de Aveiro
acabou por não abrir e no Algarve está
sob avaliação. Todas as outras que têm
Medicina reagiram, porque não faz sentido,
de acordo com os seus responsáveis,
existirem mais estabelecimentos de ensino
com essa atividade. Penso que é por isto,
pelo estatuto”, acrescenta.
António Almeida Dias recorda ainda que
“a UBI foi mais falada por ter Medicina
nos últimos anos do que desde a sua
constituição. Poderíamos dizer que a UBI
é falada nos meios de comunicação social
e 90 por cento é sobre Medicina. A própria
Universidade do Minho, na maior parte das
vezes em que é referenciada, é-o por causa
do curso de Medicina. Aveiro foi badalada
em todo lado porque disse que queria ter
um curso de Medicina. O Algarve andou em
todos os jornais quando abriu o curso de
Medicina. Portanto, de facto, a Medicina
é um curso que acaba por dar muita
notoriedade às instituições.”
“Quando esprememos os motivos/objetivos
que levariam as pessoas a não querer que
o curso de medicina existisse noutras
instituições, teríamos de pensar muito mal
dessas pessoas. Teríamos de pensar que
elas preferem que os portugueses vão para
a República Checa e para outros sítios
pagarem imenso dinheiro para terem os
jovens a estudar Medicina. Motivos objetivos
não encontramos nenhum, porque, se temos
corpo docente, se temos investigação, se
temos hospitais, se temos tudo, devíamos
ter autorização! Depois ainda dizem – “não
autorizamos”, porque não têm qualidade
- quando vemos aprovar cursos no setor
público, absolutamente sem qualidade
nenhuma feitos em instituições sem
experiência na área da saúde.
PUB
8
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE
Bruxelas quer criar Procuradoria Europeia
Portugal com terceira maior quebra na construção da UE
A Comissão tem a intenção de criar a Procuradoria Europeia para reforçar o combate à fraude e à evasão fiscais. A nova entidade terá como competências exclusivas a investigação, a ação
penal e, se se justificar, a submissão a julgamento, nos tribunais dos Estados-Membros, de crimes que afetem o orçamento da UE. A Procuradoria Europeia será uma instituição independente, sujeita ao normal controlo democrático, garante Bruxelas. A entidade terá uma estrutura descentralizada e economicamente eficiente.
A produção na construção nacional registou uma quebra de 12,9%, em maio, face a igual mês
do ano passado. Foi a terceira maior descida neste setor de atividade da União Europeia, de
acordo com o Eurostat. Apenas a Polónia e a República Checa tiveram descidas ainda mais
acentuadas. Ainda assim, Portugal apresentou uma queda homóloga menos acentuada desde o
início do ano passado. Em contrapartida, relativamente a abril, a queda foi de 2,1%, quando
em março se tinha registado um aumento de quase sete pontos percentuais.
PME PORTUGUESAS RECETIVAS À PARTICIPAÇÃO
Batimat abre portas
à internacionalização na construção
Um dos maiores salões
europeus do setor da
construção vai acolher, em
novembro, expositores de
todo o mundo para dar a
conhecer os seus produtos e
soluções. Uma oportunidade
que poderá ser aproveitada
pelos profissionais
portugueses para fazer frente
à crise do setor no mercado
doméstico
ANA SANTOS GOMES
[email protected]
Todas as profissões, fileiras, técnicas e soluções relacionadas com o setor da construção e atividades-satélite
estarão concentradas em Paris, de 4 a
8 de novembro, no Batimat, um salão
inteiramente dedicado à construção. O
certame realizou-se pela última vez em
2011 e espera este ano receber mais de
três mil expositores e 400 mil visitantes
profissionais. Entre eles, estarão alguns
empresários portugueses, tendo a “Vida
Económica” confirmado junto da organização que a afluência de inscrições
Certame espera este ano
receber mais de três mil
expositores e 400 mil
visitantes profissionais
“O Batimat é uma excelente ocasião para as empresas portuguesas apresentarem as suas soluções a tantos visitantes, proveniente de todo o mundo”,
alega Cécile Caruana.
“Mercados externos têm mais riscos”
portuguesas segue a bom ritmo, repetindo a procura de 2011. “Aguardamos
ainda mais inscrições de empresas portuguesas, pois estamos certos que esta é
uma boa oportunidade para ficar a par
daquilo que vai acontecer de inovador
neste setor nos próximos dois anos e é
também uma excelente ocasião para as
empresas portuguesas apresentarem as
suas soluções a tantos visitantes, proveniente de todo o mundo”, alega Cécile
Caruana, diretora de Comunicação e
Marketing do Batimat.
Além do salão dedicado à construção,
o certame acolhe ainda dois salões realizados em paralelo – o Interclima+Elec,
dedicado à eficiência energética dos edifícios, e o Ideo Bain, inteiramente focado nas casas de banho. “Na verdade,
este é o encontro mundial de todas as
profissões ligadas à construção e é também o salão de grandes dimensões que
África é o continente que reúne o maior número de destinos de internacionalização
de empresas portuguesas no setor da construção, mas o fenómeno tem já uma escala
mundial, confirma António Manzoni, diretor de serviços da AECOPS. Na sessão de
apresentação do Batimat, Manzoni revelou que a internacionalização de empresas
portuguesas ocorre já em 40 países e que, “apesar da instabilidade dos mercados
africanos, há muito potencial de crescimento para explorar e Portugal está bem
posicionado”. No entanto, o responsável da AECOPS fez questão de salientar que esta
não é a solução para todos os problemas das empresas portuguesas que operam no setor
da construção. “Convém ter noção que a internacionalização não é futuro para todos. Os
mercados externos têm mais riscos e nenhum setor pode crescer de forma sustentada sem
um mercado interno”, alega António Manzoni.
Ainda assim, Manzoni reconhece que Portugal “não voltará a ter um grande ciclo de
investimentos em obras públicas” e por isso alega que “o grande desfio do setor está nas
cidades”, referindo-se concretamente à reabilitação urbana, à eficiência energética e à
mobilidade.
se realiza geograficamente mais próximo
de Portugal”, explica Cécile Caruana,
acreditando que o contexto de crise que
o mercado doméstico atravessa atualmente poderá motivar os empresários
portugueses a apostar nesta componente de visibilidade internacional. “É im-
portante que os expositores apareçam
com inovações e com capacidade para
apresentar aplicações diretas dos seus
produtos. Devem apostar no concreto,
na apresentação concreta das suas soluções”, aconselha a porta-voz do Batimat.
Cécile Caruana revela também à “Vida
Económica”, que tem encontrado nos
empresários portugueses grande motivação para apostarem na internacionalização das suas empresas. “A crise é um
fator adicional de motivação, é certo.
Mas em Espanha o setor da construção
também está em crise e encontrámos em
Portugal maior vontade de internacionalizar do que em Espanha”, compara.
Cécile Caruana confirma que os mercados da Europa Ocidental são aqueles
que, atualmente, apresentam contextos
internos mais difíceis neste setor da
construção, “ao contrário da Europa de
Leste, que está bem melhor, ou de países
onde o setor está em expansão, como o
Brasil ou a China”.
Além das visitas aos expositores, os visitantes do Batimat poderão ainda participar nas conferências paralelas. Este
ano, o destaque no ciclo de conferência
vai para o Encontro de Arquitetos, que
irá compilar mais de três dezenas de
projetos e obras exemplares de arquitetura de renome internacional.
9
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE/Opinião
FRANCISCO JAIME QUESADO
Especialista em Estratégia, Inovação e
Competitividade
AS REDES INTERNACIONAIS TERÃO QUE ESTAR CADA VEZ MAIS AO SERVIÇO DAS EMPRESAS
Diplomacia económica e crescimento
O novo ciclo de gestão governativa,
centrado numa agenda de crescimento, deverá
reforçar o papel da diplomacia económica. A
diplomacia económica é fundamental na nova
agenda económica para Portugal e deverão ser
as empresas a liderar o processo de afirmação
da competência portuguesa no mundo global.
Impõem-se neste processo empresas capazes de
projetar no mundo uma dinâmica de procura
permanente da criação de valor e aposta
na criatividade. Têm que se assumir como
atores “perturbadores” do sistema, induzindo
na sociedade e na economia um capital de
exigência e de inovação que façam da marca
Portugal uma clara referência internacional.
Por isso, a diplomacia económica não se faz
por decrero!
A diplomacia económica tem que se
assumir como o ponto de partida e de chegada
de uma nova dimensão da competitividade em
Portugal. Assumido o compromisso estratégico
da aposta na inovação e conhecimento,
estabilizada a “ideia coletiva” de fazer do valor
e criatividade a chave da inserção das empresas,
produtos e serviços portugueses no mercado
global, compete às empresas a tarefa maior
de saber protagonizar o papel simultâneo
de ator indutor da mudança e agregador
de tendências. As empresas terão que saber
utilizar as redes diplomáticas existentes, sempre
numa base de partilha colaborativa estratégica
e tendo por base a concretização de objetivos
claros e adequados á carteira de competências
do país.
As empresas têm que se assumir como
atores globais, capazes de transportar para a
nossa matriz social a dinâmica imparável do
conhecimento e de o transformar em ativo
ÁLVARO BUESA
Director Regional de Marketing & Vendas da Transcom
para a Península Ibérica e América Latina.
Outsourcing: o desafio que permite
responder à crise
Começo por colocar uma questão:
e se eu, gestor de uma empresa,
conseguisse profissionais especializados
que melhorassem o meu serviço ao
cliente, permitindo uma melhor gestão
de tempo e recursos e um controlo de
custos em simultâneo? É uma excelente
perspetiva e, por isso, muitos dirão
que é utópica. Porém, na realidade,
trata-se exatamente do que o modelo
de outsourcing permite a qualquer
empresa, independentemente da sua
dimensão.
Avancemos por partes, começando
pela atual conjuntura de negócio:
dominada pela contração económica
e pela necessidade de fazer mais
com menos. A palavra de ordem em
qualquer empresa, seja ela uma grande
empresa ou uma PME, é contenção.
Qualquer gestor sabe que contratar
novos serviços vai implicar mais
dinheiro e por isso a grande questão é:
onde é que o serviço de outsourcing
marca a diferença? Com um só plano
de prestação de serviço, a empresa
beneficia de apoio especializado
(realizado por pessoas habilitadas para
tal), melhor controlo de desempenho,
flexibilidade na adaptação aos fluxos de
trabalho e também a novos processos.
Isto, por sua vez, permite que a
estrutura diretiva esteja mais liberta e
se mantenha totalmente focada no core
business, sem outras preocupações.
Voltando ainda à contenção de custos,
é necessário ter em conta que o recurso
ao outsourcing permite transformar
boa parte dos custos fixos em custos
variáveis, partilhando-se o risco com
o outsourcer o que, naturalmente,
também se converte em ganho.
Falemos agora de boas práticas. São
indispensáveis para que um negócio
tenha sucesso e culmine na satisfação
final dos clientes. No caso da área de
atenção ao cliente, por exemplo, a
contratação de empresas especializadas
tem-se tornado uma mais-valia
interessante para as empresas. O
mesmo vai acontecendo noutros
setores, como mostram as últimas
reações do mercado, que apontam
para um aumento de confiança na
qualidade deste serviço. Isto só foi
conseguido graças a uma vasta gama de
profissionais especializados e altamente
motivados, que se empenham no
trabalho desenvolvido e na criação
de um modelo assente na estreita
ligação e parceria com o cliente. A
isto junta-se o acesso às diferentes
ferramentas tecnológicas e um know
how, determinantes para se conseguir
excelentes resultados.
Porém, investir num serviço de
outsourcing é em simultâneo um
desafio, já que implica entregar setores
do negócio a outras empresas, o que
nem sempre é fácil para quem gere.
A boa notícia, sabe-se agora, é a
satisfação final. Estudos mostram que
quem optou por contratar serviços
de outsourcing está cada vez mais
satisfeito. Por outro lado, o governo
português está empenhado em manter
o país como um dos principais destinos
de outsourcing, tendo já definido um
plano estratégico para tal. A perspetivas
são, por isso, muito positivas.
Os gestores estão cansados da crise
e da constante chamada de atenção
quanto à necessidade de contenção
de custos. São provavelmente
as duas expressões que mais os
atemorizam. Estas preocupações
reais só podem ser combatidas com
duas coisas: criatividade e know how.
São estes elementos que se tornam
diferenciadores, transformando-se em
alternativas necessárias. Felizmente,
as empresas fornecedoras de serviços
de outsourcing têm sabido mostrar
estes argumentos, tornando-se apostas
seguras, com retorno de negócio e
determinantes na resposta à crise.
Para muitos que decidiram aceitar
este desafio, o recurso ao outsourcing
tem sido a razão para dizer “eu tenho
sobrevivido à crise”.
transacionável indutor da criação de riqueza.
Para isso, a chave da diplomacia económica
deverá assentar em três grandes instrumentos
estratégicos – a captação de investimento de
inovação, o reforço da carteira de valor das
exportações e a projeção superior da marca
Portugal. Diplomacia económica é, assim,
um compromisso entre ambição e excelência,
um verdadeiro apelo à mobilização dos nossos
melhores talentos e competências.
A questão do papel dos talentos na
diplomacia económica é decisiva. É
inequívoco o sucesso que nos últimos anos se
tem consolidado na acumulação de capital de
talentos de Norte a Sul, nos diferentes centros
de competência que proliferam pelo país.
Chegou agora o tempo de dar a estes talentos
dimensão global, no aproveitamento das suas
competências e na geração de criatividade e
valor que eles podem induzir. Duma forma
sistemática, arrojada mas também percebida
e participada. A sua participação em projetos
integrados e colaborativa de base global é um
desafio que tem que ser incentivado.
As empresas têm um grande desafio no
grande projeto da diplomacia económica.
Porque as empresas são um percurso possível
decisivo na nossa matriz social, o sucesso com
que conseguirem assumir este novo desafio
que têm pela frente será também em grande
medida o sucesso com que o país será capaz
de enfrentar os exigentes compromissos da
globalização e do conhecimento. As empresas
têm que assumir dimensão global ao nível da
geração de conhecimento, valor, mas também
de imposição de padrões sociais e culturais.
As empresas têm que ser o grande ator da
mudança que se quer para Portugal.
LUÍS M. S. OLIVEIRA / ANA RAQUEL COSTA
Sócio / Advogada
Miranda Correia Amendoeira & Associados
IVA de caixa para as PME
— os setores que perdem
com a mudança
Muito se tem dito sobre o novo
regime de IVA de caixa, aprovado pelo
Decreto-Lei 71/2013, de 30 de maio,
para vigorar a partir de 1 de outubro.
Este regime permite às empresas com
um volume de negócios anual não
superior a 500.000 euros, tipicamente
as PME, a opção de atrasarem a
exigibilidade do IVA devido para o
momento do recebimento dos valores
faturados, com o limite temporal de
doze meses. Em paralelo, a dedução do
imposto pelos clientes fica condicionada
à posse do recibo comprovativo do
pagamento.
Sem entrarmos na questão da eficácia
prática do novo regime, o objeto desta
nota é o de sublinhar que o regime
especial de exigibilidade do IVA é uma
realidade com vários anos de existência
para certos setores, onde o novo diploma
vai provocar efeitos muito negativos.
É o caso das empreiteiras e
subempreiteiras de obras públicas
(Decreto-Lei 204/97, de 9 de agosto),
dos lavradores, nas entregas de bens
às cooperativas agrícolas (DecretoLei 418/99 de 21 de outubro), e
das transportadoras rodoviárias de
mercadorias (Lei 15/2009, de 1
de abril). Estes regimes setoriais,
equiparáveis ao novo no que se refere
à entrega e dedução do imposto,
abrangem a generalidade das operações
desses operadores, sem lhes exigirem
condições relativas à dimensão do
volume de negócios.
Ora, ao revogar os regimes especiais
existentes, o Decreto-Lei 71/2013
vem expulsar do regime de IVA de
caixa várias empresas que dele têm
beneficiado, i.e., as que têm um volume
de negócios anual superior a 500.000
euros. Se este efeito já decorre da
autorização legislativa constante do
Orçamento do Estado para 2013, isso
apenas parece significar que a falta de
maturação das soluções vem de muito
antes da aprovação do Decreto-Lei
71/2013.
Na verdade, o Governo não está
‘amarrado’ ao limite dos 500.000 euros
por força do direito comunitário. A
Diretiva 2006/112 permite que o limite
seja aumentado até 2.000.000 euros,
mediante consulta ao ‘Comité do IVA’,
ou mesmo sem consulta a este órgão
quanto a Estados-Membros que já
aplicassem um limite superior a 500.000
euros a 31 de dezembro de 2012.
Já que os regimes setoriais de IVA
de caixa especiais não têm limitação de
acesso em razão do volume de negócios,
o Governo tinha a opção de fixar
unilateralmente para os mesmos o limite
de 2.000.000 euros. Isso não resolveria o
problema da expulsão das não PME do
regime de IVA de caixa, mas permitiria
ao Governo aproveitar toda a margem de
manobra que a Diretiva lhe concede.
Mesmo para os demais setores, o
Governo poderia ter procurado fixar o
limite nos 2.000.000 euros, embora,
neste caso, já necessitasse de acordo do
‘Comité do IVA’. Quanto a estes, é,
porém, razoável considerar que razões
de prudência na gestão da receita fiscal
tenham sido ponderadas. O preâmbulo
do Decreto-Lei 71/2013 aponta o
carácter inovador como justificação
para a introdução da medida de forma
gradual, deixando aberta a porta a
ulteriores elevações do limite.
Para aqueles setores negativamente
afetados é que não cabe pensar em razões
de prudência, pois que, após todos estes
anos de histórico de IVA de caixa, não
há o apontado ‘caráter inovador’. Se
sempre sofreriam um efeito de exclusão
do regime do IVA de caixa por força da
Diretiva 2010/45, tal efeito podia ter
sido limitado às empresas com volume
de negócios superior a 2.000.000 euros,
certamente um universo muito menor
do que o daquelas que serão excluídas
por força da opção do Governo.
10
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE/Opinião
Auto Sueco entre as maiores empresas do Brasil
Dachser transporta material de construção para Angola
Com duas operações em território brasileiro – Auto Sueco São Paulo e Auto Sueco Centro
Oeste (Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre), o grupo Auto Sueco acaba de ver a Auto
Sueco S. Paulo posicionar-se entre as maiores do ranking nacional das 1000 maiores empresas brasileiras, de acordo com a recente publicação da edição 2012 das “Maiores e Melhores
Empresas da Revista Exame”. A Auto Sueco Centro Oeste colocou-se entre as 100 maiores do
ranking regional do Centro Oeste.
A Dachser Portugal Air & Sea Logistics é a empresa responsável pelo transporte de 70 toneladas de material de construção para Angola. O transporte é efetuado de avião, a partir do
aeroporto de Lisboa, tendo como destino Luanda. A carga transportada destina-se a obras de
iluminação na cidade de Cabinda. Angola assume-se como o principal mercado de exportação
da Dachser Portugal, com duas saídas semanais por avião para Luanda. Naquele país, o setor
logístico tem uma relevância superior à do setor industrial.
ANDREIA JÚNIOR
[email protected]
Advogada Associada do Departamento Fiscal
da Gali Macedo e Associados, RL
O “novo” regime de bens em circulação
O regime dos bens em circulação
previsto no Decreto-Lei n.º 147/2003
foi objeto de algumas alterações com
o Decreto-Lei n.º 198/2012 e com a
Lei do OE para 2013, originando a
republicação do diploma.
As alterações, apesar de não
serem numerosas, introduziram um
conjunto de novas obrigações para os
sujeitos passivos que sejam detentores/
remetentes de bens, quer no que
à emissão de guias de transporte
diz respeito, quer no que concerne
à comunicação à Administração
Tributária das mesmas.
O sistema que agora se pretende
implementar visa permitir à
Autoridade Tributária um maior
controlo das operações realizadas e
tornar mais simples e mais rápido
o cumprimento das obrigações de
emissão de documentos de transporte
pelas empresas.
Concordamos que as alterações
previstas cumprirão de facto os
objetivos a que se propõem, se
estivermos perante um cenário
idealista de perfeição.
Ou seja, nos casos em que o
remetente de bens, por exemplo,
com um programa de faturação
certificado, emite a fatura com os
elementos exigíveis para que esta
possa também servir de documento
de transporte. Neste caso, não
necessita de código e a comunicação
prévia às autoridades é automática,
com a emissão do documento.
A mercadoria chega ao seu local
de destino, todas as quantidades
indicadas no documento foram
entregues, cumprindo-se todas as
fases com enorme sucesso.
O problema é que, frequentemente,
ocorrem situações imprevisíveis
na entrega da mercadoria que
irão certamente complicar os
procedimentos que se pretendiam
simplificados.
Por exemplo, uma empresa que
transporta determinados materiais,
tendo emitido uma faturadocumento de transporte, mas chega
ao local de entrega e o mesmo está
encerrado, ou, apesar de estar aberto,
não quer ficar com a totalidade da
encomenda, tem de regressar, o que
faz ao documento de transporte?
Ora, nestes casos, tem de existir
um documento adicional que irá
ser sempre emitido em papel e que
deve referenciar o documento de
transporte que se pretende alterar. O
adquirente dos bens tem 5 dias para
comunicar estes elementos ao Fisco
pelas vias informáticas.
Ou seja, no exemplo dado parece
que não se conseguiu facilitar em
nada a burocracia.
As alterações introduzidas poderão
causar alguns transtornos e custos
adicionais no seio das empresas,
questiona-se, por isso, se este será
o melhor momento para a sua
introdução.
É que estas alterações ao regime
de circulação de bens não só irão
envolver os serviços administrativos
de uma empresa como também
poderão alterar os hábitos do setor
logístico de armazenagem, etc.
Acresce que, na nossa opinião, o
legislador não soube aproveitar esta
oportunidade, continuando a não
regular situações similares que podem
levar a situações de incerteza.
Por outro lado, este novo
regime não teve em consideração
determinadas especificidades de alguns
setores de actividade que poderão pôr
em risco este processo, nomeadamente
o setor das indústrias farmacêuticas,
que vão ter de emitir e comunicar
milhões de documentos.
Assim, e face aos sucessivos
adiamentos da vigência do diploma,
o “novo” regime entrou em vigor em
01.07.2013, tendo sido instituído
por despacho do Senhor Secretário
de Estado dos Assuntos Fiscais,
que a não comunicação prévia
dos documentos de transporte
não importará qualquer contraordenação, devendo as mesmas ser
comunicadas até 15 de Outubro.
NOVOS ARTIGOS DISPONÍVEIS
NO SITE VIDA ECONÓMICA
www.vidaeconomica.pt
GONÇALO BRÁS
Economista e Doutorando na Faculdade de
Economia da Universidade de Coimbra.
O AR CONDICIONADO DE GASPAR
Pós-memorando, se analisarmos cerca de uma dezena de
indicadores macroeconómicos e de finanças públicas do nosso
país, existe apenas um único indicador com comportamento
positivo. De forma análoga, podemos dizer que o teto da casa
já caiu, as paredes ruíram, o chão desabou, mas, felizmente,
o ar condicionado está a trabalhar! Gaspar sai do governo mas
deixa-o a trabalhar. O ar condicionado deu um jeitão, não
foi Gaspar? Com unhas e dentes, enquanto se aguentou no
executivo, Gaspar sempre argumentou que o ar condicionado
funcionava em perfeitas condições e ainda melhor do que tinha
previsto aquando da sua aquisição. Consequências que dele
advêm, a preservar o ar condicionado de Gaspar?
FRANCISCO LOPES DA FONSECA
CEO da Mind Source
ACESSIBILIDADE EM TI, UMA OPORTUNIDADE
DE FUTURO
A abordagem de novos serviços em Tecnologias de Informação
(TI) está, mais do que nunca, orientada para melhorar a
performance das pessoas e a sua ligação à tecnologia. Uma
ligação que envolve novos componentes, os quais juntam o
poder da criatividade aliado à exequibilidade das soluções.
Hoje, na dinâmica do mundo das TI assistimos a uma nova
tendência que marca o compasso da inovação, falamos da
orientação do negócio ao design thinking e da acessibilidade à
informação.
Os estudos mais recentes afirmam que as organizações
estão mais conscientes e que os profissionais e criativos que
desenvolvem novas soluções interiorizaram dois conceitos:
design e usabilidade acessível para todos.
MANUEL JOAQUIM MONTEIRO
DE BARROS
Counselor of real estate (CRE)
AZUIL BARROS
A CRISE - EXEMPLOS DE INICIATIVAS PARA CRIAR
INGRESSOS E INVESTIMENTOS
Especialista no Crescimento de Negócios
Partner&Diretor Geral
www.QuantumCrescimentoNegocios.com
O que deve fazer logo após fechar uma venda?
Logo após a venda, não vá festejar!
Festeje a vitória apenas durante uns
breves minutos. E, enquanto ainda
tem presente na sua memória, reflita
e registe toda a informação crítica que
considere pertinente para a realização
do negócio que acabou de fechar.
Avaliar de forma ativa e consistente
como fez a venda e porque é que
o cliente lhe comprou é uma etapa
essencial para realizar as vendas que se
seguem.
Um dos aspetos críticos das razões
pelas quais os clientes lhe compraram
reside na confiança em si.
Quando os seus clientes confiam em
si apenas algumas vezes, significa que
vão continuar a pressioná-lo no preço.
Presumo que não quer que isto ocorra
na sua empresa.
Para conquistar a confiança do
seu cliente tem primeiro que fazer
com que este goste de si, acredite
em si e que mantenha essa confiança
consistentemente ao longo do tempo.
A confiança é uma questão de
perceção e de concretização. Baseia-se
em sensações únicas percecionadas
pelo seu potencial cliente. Quando o
seu potencial cliente perceciona valor
na relação que começa a estabelecer,
começa a acreditar e a ganhar
confiança que talvez seja uma boa
opção fazer negócio consigo e, talvez,
o faça!
A confiança não é algo oferecido.
Tem de ser conquistada. Não é
conquistada num dia, mas sim dia
após dia. Depende das interações ao
longo do tempo, das suas palavras
e realizações, da sua performance
histórica e da sua empresa.
Pode demorar algum tempo e
despender imensos recursos para
inspirar e fomentar a confiança dos
seus clientes. MAS só precisa de um
minuto para que o seu cliente deixe de
confiar em si e na sua empresa.
A confiança não existe a meio
termo: ou o cliente confia ou não
confia.
Aqui vão alguns conselhos que o
podem ajudar a melhorar a relação de
confiança que instiga…
Faça aquilo que diz! Diga sempre
a verdade e entregue aquilo que
promete. É exatamente isso que o seu
cliente espera.
Acrescente valor ao seu cliente!
Aquilo que faz ajuda o seu cliente a
beneficiar ainda mais do seu produto
ou serviço.
Seja consistente! A confiança
não surge uma vez num todo. É
uma realidade constante. Não pode
entregar bem num dia e no outro dia
mal. Ser pontual num dia e no outro
não. A confiança e a permanência no
tempo não podem ser dissociados.
Nos negócios a confiança é um
elemento crítico que une e dá
consistência a uma realidade mais
complexa.
O que é que está a fazer para tornar
a sua empresa mais confiável?
Comece já e coloque a Sua Empresa
um passo à frente da sua concorrência!
Para reforçar os argumentos antes expostos quanto à
possibilidade e interesse financeiro global dessa venda de
imobiliário a estrangeiros, ocorre-me imaginar, como simples
exemplo, um certo tipo de atividade económica e nela um
hipotético “projeto”, no qual até o próprio mercado interno
pode facultar à iniciativa a dimensão de procura suficiente para
satisfazer essa necessidade financeira de “grandes números”.
Há pouco, o “The Economist” noticiava que, na China e na
Índia, foram desenvolvidos estudos e experiências relativamente
à exploração de instalações assistenciais e seus equipamentos,
estudos que reduziram o custo permanente dessa assistência a
¼ a 1/5 do valor a que ela normalmente ascendia.
J.BRANDAO
[email protected]
INTERNACIONALIZAÇÃO E CUSTOS DE CONTEXTO
Com frequência ouvimos falar em custos de custos referindo-se,
sobretudo, aos existentes no mercado português. Contudo, os
custos de contexto são características específicas de qualquer
mercado. Assim, quando se fala de internacionalização, tratase de algo a que se deve dar especial atenção. Até porque,
muitas vezes, a sua consideração é facilmente descurada na
fase inicial de um processo deste tipo. E, no entanto, os custos
de contexto podem acabar por ter impactos devastadores no
sucesso das operações.
É comumente aceite que “custos de contexto” (ambiente
competitivo ou fatores de competitividade estrutural) se referem
a quaisquer eventos, situações ou condições de natureza
estrutural que se revelem contrários a um ambiente propício ao
investimento.
11
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
ATUALIDADE/Internacional
Espanha vai continuar em recessão no próximo ano
FMI revê em baixa crescimento mundial
O Governo espanhol continua a lançar mensagens de otimismo, assegurando que a recuperação económica do país terá lugar no ano
que vem. No entanto, são cada vez mais os analistas que afirmam
que a crise se manterá no próximo exercício. O FMI reduziu em sete
décimas o crescimento, o que significa uma estagnação. As empresas de análise não compartilham o otimismo dos políticos no poder.
O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as estimativas de
crescimento mundial. Os problemas na Zona Euro e a estimativas
menos otimistas para a economia norte-americana contribuem para
a descida de 0,2%, para 3,1%, crescendo 3,8% no próximo ano. Entretanto, as economias emergentes também tendem a abrandar, pelo
que ainda há muitos riscos a recaírem sobre o crescimento global.
Crise impulsiona consumo
de energias renováveis
Os Estados Unidos e a Europa têm reduzido consideravelmente
os investimentos em energia verde.
A produção mundial de energia
verde continuou a crescer e atingiu
novos máximos históricos. O consumo de renováveis aumentou 15%,
no ano passado. Em contrapartida,
a crise faz-se sentir no investimento
mundial em renováveis, com uma
quebra de 12%, para 244 mil milhões de dólares.
As energias verdes duplicaram a
sua produção global durante a crise.
Em apenas cinco anos, o seu consumo mais do que duplicou. No
entanto, o peso das renováveis continua a ser modesto em relação às
fontes de energia tradicionais. Concentram apenas 2,4% do consumo
energético global e são responsáveis
Petróleo norte-americano
compensa aumento da procura
O “boom” do petróleo de xisto nos
Estados Unidos vai provocar uma erosão
no peso da OPEP no mercado global e
contribuir para sustentar os preços, apesar do crescimento previsto na procura
durante o próximo ano. A oferta vai
acompanhar sem dificuldades as necessidades de procura.
As perspetivas não são otimistas para
aqueles que apostam na valorização do
preço do petróleo, no ano que vem, tendo em conta as mudanças esperadas no
mercado. Desde logo, o crescimento da
oferta fora da OPEP está perto de atingir um valor recorde em duas décadas,
superior a 1,3 milhões de barris diários.
A Organização dos Países Exportadores
de Petróleo arrisca uma mudança de cenário radical em mais de duas décadas. A
produção deverá aumentar a um ritmo
extremamente rápido em países como os
Estados Unidos, a Rússia ou o Canadá,
prevê a Agência Internacional de Energia
(AIE) no seu estudo mais recente. Por sua
vez, a China manter-se-á o principal motor da procura, com mais 385 mil barris
por 4,7% da geração de eletricidade. As grandes potências renováveis
continuaram a aumentar o seu consumo no ano passado, como foram
os casos dos Estados Unidos ou da
China. Também a Alemanha tem
reforçado o consumo das energias
verdes. A energia eólica é aquela que
tem merecido maior atenção por
parte dos grandes consumidores.
O investimento nestas energias
tem-se ressentido da crise. A queda ficou a dever-se sobretudo ao
abrandamento dos projetos futuros
nos Estados Unidos e na União Europeia. O que acabou por dar um
maior protagonismo às potências
emergentes e aos países em desen-
volvimento. A Europa continua a ser
a região que concentra os maiores
investimentos no que toca às energias renováveis, mas sofreu uma forte quebra de 29%, no ano passado.
Os países asiáticos, em contrapartida, têm assistido a uma aceleração
nos respetivos investimentos.
O objetivo central, por parte dos
grandes consumidores, passa por
reduzir a dependência relativamente ao petróleo. Pelo que este é um
mercado com uma ampla margem
de crescimento, nos próximos anos.
Os analistas acreditam que com o
abrandar da crise sejam retomados
os investimentos nesta área energética.
Reserve o espaço da sua empresa
no TecCaminha
Espaços disponíveis a partir de € 70.800* ou € 468*/mês
A sua atividade precisa de um módulo de expansão no TecCaminha.
Para criar uma delegação, iniciar uma atividade, ou dispor de um espaço próprio de
por dia. O mapa energético continua a
mudar a nível global, com novos agentes
de mercados, quer do lado da produção,
quer da procura.
armazenagem o TecCaminha é a melhor solução para a sua empresa.
A localização privilegiada próximo da A28, a proximidade de Viana e dos pólos empresariais de Viana, Vila Nova de Cerveira e de Porrinho, fazem do TecCaminha o local
ideal para a expansão da sua empresa.
&RPXPDYLVWDPDJQt¿FDVREUHRULR0LQKRH(VSDQKDR7HF&DPLQKDpRORFDOHVWUD-
Vendas de PC tornam a sofrer
forte quebra
tégico para a sua actividade.
Os computadores pessoais (PC) sofreram
mais uma forte quebra nas vendas durante o
segundo trimestre, na ordem de quase 11%.
Foi o quinto trimestre consecutivo de descida, num total de 85 milhões de unidades
vendidas. Os tablets ganham terreno, com
um aumento de 70%, no segundo trimestre.
O PC converteu-se no concorrente mais
fraco relativamente aos aparelhos móveis,
smartphones e tablets, que continuam a
sua escalada no mercado global das tecnológicas. A dimensão, a comodidade e a pos-
$RRSWDUSHOR7HF&DPLQKDEHQH¿FLDGHXPOHTXHDODUJDGRGHVHUYLoRVTXHLQFOXHP
sibilidade de se estar ligado sem cabos em
qualquer sítio são os fatores principais que
marcam a diferença na batalha tecnológica.
As marcas que mais têm sido penalizadas
são a Acer, que perde 35% das vendas, e a
ASUS, com uma quebra de 21%, no período em análise e face a igual trimestre do
ano passado. Ainda nos PC tradicionais, a
marca menos afetada foi a Lenovo, que garante a maior quota de mercado (16,7%) e
a menor quebra (0,6%), seguindo-se a HP
e a Dell.
27HF&DPLQKDSURS}HOKHHVSDoRVIXQFLRQDLVHÀH[tYHLVDSDUWLUGHPFRPFDSDFLGDGHGHPGHDUPD]HQDJHPHPSURSULHGDGHRXHPDUUHQGDPHQWRFRPRSomRGH
compra, proporcionando-lhe a melhor solução de instalação e de investimento.
HVFULWyULRVVDODVGHIRUPDomRDORMDPHQWRSDUDDWLYLGDGHVSUR¿VVLRQDLVHSDUDWXULVPR
‡(QWLGDGHSURPRWRUDCompril, Lda
‡3DUFHULD
‡0HGLD3DUWQHU
22 33 99 448
[email protected]
12
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS
E EMPRESAS
Exportações da ITV consolidam crescimento
As exportações da indústria têxtil e vestuário (ITV) cresceram 7,1%, em maio, face a igual
mês do ano passado, um valor que consolidou os resultados agregados, com um acréscimo
de 2,4% nos cinco primeiros meses, o correspondente a mais 41 milhões de euros exportados. A balança comercial da ITV, no período de janeiro a maio, foi de 463 milhões de euros
ou mais 1,6%, em termos homólogos. Destaque para o bom desempenho das exportações
de artigos têxteis-lar e outros artigos confecionados, bem como para o vestuário e acessórios
de malha.
ALFREDO GOMES, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, INDICA
TrofaSenior Residências faz balanço posi
FERRAMENTA DE ACOMPANHAMENTO PERMANENTE A RESIDENTES DESENVOLVIDA PELA ONCARING
A TrofaSenior Residências
faz um balanço positivo
da implementação
da ferramenta onAll
no Clube Residencial
Sénior de Alfena (uma
parceria quadripartida
entre o Sindicato dos
Bancários do Norte,
a Família Carriço, o
Grupo Trofa Saúde
e Vila Nova Saúde).
Desenvolvido pela
onCaring, do grupo
da Critical Software,
o onAll monitoriza a
localização e detecta
e previne quedas de
cidadãos seniores. “Nos
primeiros três meses
após estarmos a usar o
sistema, conseguimos
reestruturar a equipa de
cuidadores, reduzindo
o respetivo número
no turno da noite
sem comprometer a
qualidade do serviço.
Só com esta medida
recuperámos o
investimento na
solução. Mesmo assim,
temos conseguido
não só controlar, de
forma sistemática, as
incidências derivadas
de localizações
inapropriadas de
residentes com demência
como também sido
capazes de reagir e
responder a situações de
quedas em menos de três
minutos, minimizando
lesões e traumas para
os nossos residentes”,
explica, em entrevista, o
presidente do conselho
de administração da
TrofaSenior Residências,
Alfredo Gomes.
Vida Económica – Pode descrever como é que o cuidado
com os idosos tem evoluído e
os novos problemas com que
se tem deparado?
Alfredo Gomes – O decréscimo do número de pessoas por
habitação a que se assiste no nosso país – particularmente com
o efeito do envelhecimento da
população e fenómenos como a
emigração – está a reduzir o suporte facultado pelos cuidadores
informais e a aumentar a necessidade de cuidados em residências e cuidados domiciliários.
Tem-se verificado um acréscimo
da necessidade de cuidadores formados para lidar com residentes
com diferentes tipos de demência. Devido ao decréscimo generalizado de poder de compra (que
se irá manter nos próximos anos),
as residências veem-se obrigadas
a otimizar custos, mantendo ou,
se possível, aumentando a qualidade de serviço.
Os alarmes de
localização e deteção/
prevenção de quedas
são de tal forma
assertivos que
raramente perdemos
tempo a olhar para
situações de falsos
alarmes
dade do serviço prestado. Naturalmente, procuramos também
diferenciadores na nossa oferta
que nos permitam estar à frente
da concorrência. Visitámos diversos eventos e congressos, onde
observámos várias soluções e
ofertas… Mas, na nossa opinião,
eram todas muito caras e complexas, na perspetiva dos cuidadores
e dos utilizadores finais (os nossos
clientes, os seniores).
VE – Porque é que escolheu
a onCaring?
AG – Em primeiro lugar, porque a solução deles, o onAll, é
totalmente automatizada e não
obriga a nenhuma interação entre
o sénior e os equipamentos. Na
realidade, os seniores apenas têm
de utilizar os dispositivos e tudo o
resto é com a nossa equipa de cuidadores. Em segundo lugar, porque se tornou desde logo evidente
que a solução onAll é completa e
intuitiva para os cuidadores. Para
este ponto contribuiu o facto de
ter sido desenvolvido com o suporte de pessoas que estão envolvidas no domínio das operações
de residências assistidas. Depois,
e não menos importante, porque
a solução deles realmente funciona! Os alarmes de localização e
deteção/prevenção de quedas são
VE – Como tem sido a procura por soluções para endereçar
esses problemas?
AG – Na TrofaSenior, estamos
constantemente à procura de soluções que nos possam ajudar a
otimizar as operações da nossa
equipa sem prejudicar a quali-
onCaring / onALL
A crescente procura por
instituiçõesde cuidados à
população sénior incrementa
o recurso a tecnologias que
permitem poupar tempo
aos cuidadores e aumentar
a qualidade de serviço
oferecido. A onCaring, empresa
portuguesa do grupo da Critical
Software, concebe, desenvolve
e comercializa sistemas de
acompanhamento e gestão de
cuidados para a população sénior.
Com o sistema onAll da onCaring
reduz o tempo que o idoso
espera atéreceber auxilio de um
cuidador mediante a utilização
de sensores portáteis e fáceis de
usar, que fornecem informação
sobre a localização do sénior, a
sua condição geral e eventos de
risco melhoram a suan eficiência.
Desta forma, atenua-se o impacto
dos episódios de urgência
e economiza-se tempo aos
cuidadores. O sistema permite
ainda a documentação do evento
e a partilha de informação.
Entre as várias funcionalidades
“Na TrofaSenior, estamos constantemente à
de tal forma assertivos que raramente perdemos tempo a olhar
para situações de falsos alarmes.
Finalmente, porque, olhando
para todas as outras soluções no
mercado e considerando todas
as suas funcionalidades, o onAll
é uma situação muito em conta.
VE – Como é que as soluções
da onCaring, em particular
o onAll, ajudam a resolver os
problemas?
que o onAlldisponibiliza,
destacam-se:
s"OTÍODECHAMADAPARAPEDIDO
voluntário de ajuda.
s$ETEÎÍOAUTOMÈTICADEQUEDAS
s$ETEÎÍOAUTOMÈTICADE
movimentos que poderão
anteceder quedas, podendo
preveni-las.
s-ONITORIZAÎÍODALOCALIZAÎÍODO
sénior, e geração de alarme nas
situações de localização indevida.
AG – Temos conseguido controlar, sistematicamente, as incidências derivadas de localizações
inapropriadas de residentes com
demência e temos sido capazes de
reagir e responder a situações de
quedas em menos de três minutos, minimizando lesões e traumas para os nossos residentes.
onCaring
Parque Industrial de Taveiro, Lote 49
3045-504 Coimbra, PORTUGAL
+351 239 989 100
[email protected]
VE – Que efeitos positivos
salienta da utilização do onAll
e como é que estes se refletem
no negócio?
13
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Internacionalização leva Lena a resultados recorde
Zona Euro com excedente comercial de mais de 15 mil milhões
O grupo Lena garantiu resultados recorde, no ano passado, sobretudo devido à internacionalização. Os bons resultados ficaram a dever-se principalmente às atividades de construção na Venezuela, em Angola, no Brasil e na Argélia. A construtora obteve um resultado líquido de quase 30
milhões de euros, com um EBITDA de 47,2 milhões de euros. A faturação fixou-se em cerca de
200 milhões de euros. A nível nacional, o destaque, pela positiva, foi para as áreas do ambiente e
da energia. Em termos consolidados, a faturação cifrou-se em 495,4 milhões de euros.
A Zona Euro registou um excedente comercial de bens de 15,2 mil milhões de euro, em maio,
mais 6,6 mil milhões do que em igual período do ano passado, de acordo com o Eurostat. A Alemanha, a Holanda e a Irlanda foram os países que apresentaram os maiores excedentes comerciais
de janeiro a abril, enquanto o Reino Unido, a França e a Grécia tiveram os défices mais acentuados.
Portugal apresentou um défice de 2,7 mil milhões, contra os 3,8 mil milhões do exercício anterior.
A União Europeia, em maio, teve um excedente comercial de 15,8 mil milhões de euros.
tivo da implementação do onAll
procura de soluções que nos possam ajudar a otimizar as operações da nossa equipa sem prejudicar a qualidade do serviço prestado”, refere Alfredo Gomes.
AG – Conseguimos reduzir
muito rapidamente o nosso custo
operacional. Nos primeiros três
meses após estarmos a usar o sistema, conseguimos reestruturar a
equipa de cuidadores, reduzindo
o seu número no turno da noite
sem comprometer a qualidade do
serviço. O investimento efetuado
foi por isso recuperado em muitos menos de um ano.
Por outro lado, temos evidências factuais que nos permitem
demonstrar o nível de qualidade
de serviço fornecido pela TrofaSenior aos seus residentes, um
fator que é naturalmente chave
para as famílias que procuram
os nossos serviços.Em termos de
marketing, temos também dados
que nos permitem demonstrar
que fornecemos melhores serviços que quaisquer outros, fazendo uso da informação estatística
fornecida pelo onAll.
VE – Qual é o nível de acei-
tação do produto pelos cuidadores?
AG – A maioria dos cuidadores recebeu o onAll de braços
abertos. Era evidente para eles
que existia a necessidade de uma
solução de fácil utilização e que
se traduzisse num impacto signi-
TrofaSenior Residências
ficativo em termos da qualidade
do serviço que fornecem aos nossos residentes. Curiosamente, os
poucos cuidadores que não ficaram convencidos logo de início
são talvez agora os mais entusiastas da utilização da solução.
VE – Como descreve que esteja a decorrer a experiência
de implementação do produto
onAll na instituição?
AG – A implementação técnica da solução foi extremamente
rápida. O grande desafio foi a
adoção apropriada por parte da
equipa de cuidadores. Levou-nos
cerca de seis semanas para que
toda a equipa de cuidadores estivesse a usar a solução de forma
natural. Tivemos o suporte da
equipa de acompanhamento da
onCaring que trabalhou continuamente para identificar melhorias
e atualizar um manual de boas
práticas de cuidadores que usam
o onAll.
Empresas
apoiam
colaboradores
na marcação
de férias
Com a chegada do verão,
existem empresas no nosso país
que também se preocupam com
os seus trabalhadores no campo puramente lúdico e de lazer,
ajudando-os a procurar viagens e
alojamento, assim como assessorando noutras questões, como o
cuidado de crianças, idosos e até
animais de estimação.
A maioria dos trabalhadores
não dispõe do tempo necessário
para organizar as suas viagens
com as devidas garantias. É com
intenção de resolver este e outros
problemas relacionados com o
descanso estival que cada vez são
mais as empresas, como a Procter & Gamble, Novartis, Sandoz, Alcatel Lucent, Cushamn &
Wakefield, Rexel ou a Thompson
Reuters, que optam por contratar
serviços externos que ajudam a
conciliar a vida laboral e pessoal
dos seus funcionários.
A Albentrure é uma das entidades em Portugal a oferecer aos
trabalhadores das suas empresas-cliente serviços destas características, como: planeamento de
atividades lúdico-terapêuticas em
spas e termas; procura de hotéis
com a melhor relação qualidade-preço; assessoria, informação e
recomendação de destinos turísticos; cuidado de crianças e idosos;
cuidado de animais de estimação;
preparação e limpeza de residências secundárias; apoio contínuo
24 horas em caso de urgências
(assistência de saúde, procura de
especialistas em reparações em
caso de avarias, etc.); assessoria
e ajuda em reclamações a hotéis,
agências de viagens e outras entidades em casos de cobranças
indevidas ou incumprimentos do
contrato
14
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Parceiros sociais querem acordo rápido
Função pública com “futuro adiado”
Os parceiros sociais, através da respetiva confederação, estão a pressionar o poder político no
sentido de se chegar rapidamente a um entendimento. Apelam para que “os partidos que se
encontram a negociar o compromisso de médio prazo envidem todos os esforços, pondo de
lado interesses partidários de conjuntura”. As confederações consideram que o país atravessa
um período muito complicado e que o crescimento económico e a melhoria de vida depende
do entendimento de todos os agentes com responsabilidades políticas.
A legislação relativa ao agravamento da carga horária na função pública, bem como à
requalificação dos trabalhadores só deverá subir à votação na próxima legislatura, ou
seja, no próximo mês de Setembro. Dificilmente a votação poderá ocorrer no dia 24
de julho, até porque os dois diplomas estão a ser debatidos com um pacote de medidas
pelo PSD, o PS e o CDS. Como tal, os diplomas não deverão avançar antes das férias
parlamentares.
Companhia Própria selecionada
para dar formação aos quadros
da Sonangol
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
A Companhia Própria, empresa especializada em formação profissional e consultoria
de recursos humanos, foi escolhida pela Sonangol para dar
formação aos seus quadros superiores, em áreas como a consultoria e imagem empresarial,
protocolo internacional e organização de viagens.
Em declarações à ‘Vida Económica’, Luís Ferreira, Executive Partner da consultora, afirma que esta escolha traduz “um
reconhecimento” do trabalho
desenvolvido pela Companhia
Própria e aponta a “possibilidade de desenhar conteúdos
‘customizados’ ao cliente” e a
“proximidade e disponibilidade” que procuram ter com os
seus clientes, como atributos
diferenciadores que fizeram a
diferença nesta escolha.
“Sentimos que o trabalho da
Companhia Própria está a ser
reconhecido por empresas de
referência, com fortes exigências ao nível dos resultados da
formação”. Por isso, “saber que
preferem as nossas ações de formação e o trabalho dos nossos
técnicos é muito gratificante,
significa que estamos no caminho certo”, assegura o responsável.
Para Luís Ferreira, a escolha
da petrolífera angolana “mostra” também que a estratégia
de internacionalização, “assenta numa base de crescimento
que incorpora a diferenciação
e adaptação do produto face
aos diferentes mercados”, “está
a produzir os seus resultados”.
Prova disso mesmo, a empresa
promove já ações de formação
em seis países, a saber, Portugal, Cabo Verde, S. Tomé e
Príncipe, Angola, Moçambique
e Brasil.
Questionado se a aposta nos
países lusófonos era inevitável
face à atual situação económica
nacional, o Executive Partner
da Companhia Própria admite
que este “é o caminho correto
e a altura certa para implementarmos a nossa estratégia” e garante estar consciente de que
“este é um caminho com alguns
riscos, uma vez que implica a
apresentação de novos produtos em novos mercados”.
Consciente que um dos fatores críticos de sucesso numa
operação de internacionalização é o conhecimento profundo dos mercados de destino
e que grande parte dos insucessos empresariais nesta área
surge de deficientes estudos do
mercado, a consultora definiu,
como estratégia de abordagem,
a criação de parcerias com em-
Rui Moreira
deixa presidência
da ACP
por “questões
éticas”
O candidato independente à
Câmara Municipal do Porto, Rui
Moreira, que anunciou recente-
“Sentimos que o trabalho da Companhia Própria está a ser reconhecido por
empresas de referência”, salienta Luís Ferreira.
presas locais, com um amplo
conhecimento do mercado
onde atuam. “Deste modo, minimizamos o risco de insucesso
e, simultaneamente, criamos
mais valor acrescentado para
o cliente final, dado que tem
um parceiro local na cadeia de
valor do serviço”, remata o responsável.
Vasconcellos e Sá vai dar conferência sobre
liderança no British Museum
Jorge Vasconcellos e Sá vai dar uma conferência
sobre liderança no British Museum, em Londres.
Organizada pelo London Business Forum, está
marcada para 12 de novembro. “Na atual crise económica, há muito a dizer sobre a importância de
haver liderança e sobre o sentimento de insatisfação com os nossos líderes económicos e políticos.
Essa insatisfação decorre de um equívoco do que a
liderança realmente é. O professor Jorge Vasconcellos vai explorar esse tema recorrendo a eventos
da história como a criação do Império Persa e a
Batalha de Chancellorsville em conjunto com as
práticas dos melhores gestores mundiais, como Peter Drucker, Steve Jobs, Bill Gates ou Jack Welch”,
pode ler-se no comunicado do London Business
Forum. No mesmo documento, a entidade descreve Jorge Vasconcellos e Sá como uma “autoridade
nas ideias de Peter Drucker”.
CANDIDATO À CÂMARA DO
,GRESSO
Jorge Vasconcellos e Sá.
mente a suspensão do seu mandato de presidente da Associação
Comercial do Porto (ACP), justifica que a decisão foi tomada,
“exclusivamente, por uma questão ética”.
“Com o intensificar da campanha eleitoral autárquica, não
podia exercer da mesma forma
o cargo, pois se, enquanto presidente da ACP, tivesse de tomar
uma posição sobre determinado
assunto, isso confundir-se-ia com
a posição do candidato”, explicou.
“Faltam cerca de três meses
para as eleições autárquicas e,
numa altura em que a campanha
vai intensificar-se, entendo que
não devo manter-me na presidência desta associação, até por
respeito aos interesses dela e dos
seus associados”, afirmou Rui
Moreira, durante a conferência
de imprensa realizada no Palácio
da Bolsa, sede da ACP.
O até agora presidente da ACP
será substituído no cargo pelo vice-presidente da associação, Rui
Ferreira Marques, como previsto
nos estatutos, sendo que, após
as eleições, será convocada uma
assembleia geral, eletiva. Rui
Moreira não revela contudo, se
pretende regressar à liderança da
associação, caso os munícipes não
o elejam presidente da Câmara
Municipal do Porto.
Os associados da ACP já foram informados desta decisão
e tiveram também acesso ao relatório e contas da Associação
Comercial do Porto, que obteve
190 mil euros de lucro no último exercício.
FST
15
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Universidade de Lisboa e Universia
criam novo Portal de Emprego
Carglass fornece a Fundação do Gil
A Universidade de Lisboa lançou um novo Portal de Emprego para toda a Universidade, passando a estar integrada na rede internacional “Trabalhando”, uma rede presente em 11 países
ibero-americanos e que oferece cerca de 200 mil oportunidades mensais de emprego. No portal de emprego poderão registar-se alunos e ex-alunos e colocar o seu currículo.
A Carglass Portugal, empresa de reparação e substituição de vidro automóvel, acaba de assinar
um protocolo com a Fundação do Gil, instituição reconhecida pelo trabalho de âmbito clínico, social e emocional, que desenvolve com crianças e jovens em situação de risco. Neste âmbito, a marca compromete-se a reparar ou substituir os vidros de toda a frota da instituição,
tendo em conta todas as suas necessidades a este nível.
Desmaterialização na Justiça atrasa
recuperação de empresas
MARC BARROS
[email protected]
As dificuldades levantadas pela
desmaterialização de procedimentos na justiça podem pôr em causa
o sucesso de processos de revitalização de empresas. Em causa está o
envio de documentos por via eletrónica aos tribunais, sendo que,
segundo o artigo 10º da Portaria
114/2008, de 6 de Fevereiro, sobre
desmaterialização de procedimentos na justiça, estes não podem
exceder a capacidade de três megabytes (3 mb) por cada envio.
A VE tomou conhecimento de
um caso que pode pôr em causa
centenas de postos de trabalho.
Com efeito, está em curso, a pedido
dos trabalhadores da empresa Ambar, um processo de insolvência especial da empresa, que deu entrada
no tribunal do Comércio de Gaia
em Fevereiro último, ao qual a Administração interpôs, cerca de um
mês e meio depois, uma oposição
junto do mesmo tribunal.
Para dar seguimento à mesma, e
ainda segundo nota de imprensa da
Comissão de Trabalhadores da Ambar, o tribunal solicitou, em 11 de
abril último, ou seja, quinze dias após
o fim do prazo em que se deveria ter
pronunciado quanto à mesma oposição, a junção de um conjunto de
documentos em falta, que deveriam
ser entregues por via eletrónica.
Porém, atendendo ao facto de o
tamanho dos documentos a juntar
exceder o limite de 3 mb previstos,
os mesmos tiveram que ser entregues por via postal. Desta forma,
a empresa fez chegar ao tribunal
os documentos pedidos em 22 de
Abril, ou seja, mais de um mês após
a entrega da oposição – em desrespeito até “dos prazos previstos na
lei”, aponta a CT.
Assim, segundo o documento da
Comissão de Trabalhadores, “foi
perdido mais de um mês neste processo”, numa altura em que “a empresa enfrentou uma paragem de
laboração” numa altura crucial para
a sua faturação, em concreto “o período de preparação da campanha
escolar”, conduzindo “a perdas de
vários milhões de euros”.
Limitação a 3mb bloqueia
processo
Segundo declarou Reinaldo Costa, consultor sénior da turnwin,
empresa especialista em recuperação de empresas, à VE, “não se
compreende a limitação a 3 mb”,
sendo que “os senhores advogados
ou quem quer que seja devem repartir as peças pelos ficheiros necessários inferior a 3 mb”.
Frisando não ser jurista, aquele
especialista explicou que “no que
respeita à questão em concreto, a
portaria no artigo que menciona
estabelece na alínea d) que o meio
de remessa aos autos é o correio
eletrónico; mas diz na alínea e)
que por impossibilidade pode ser
utilizado outro meio”. E, acrescenta, “nos termos do artigo 150º do
CPC sempre teriam de apresentar
a juízo os atos processuais nos cinco
dias seguintes”.
Algo que, na prática, contraria
o disposto da referida portaria,
pois esta estabelece no seu enunciado que a desmaterialização tem
como objetivo que “o trabalho nos
tribunais seja mais simples com o
auxílio das novas tecnologias, evitando desperdícios de tempo e de
esforço em tarefas inúteis e repetitivas, designadamente através da
prática de atos pelos magistrados
e secretarias através de aplicações
informáticas”.
Ainda no mesmo enunciado
pode ler-se que “a apresentação de
peças processuais, requerimentos
e documentos por via eletrónica
dispensa as partes de os remeter ao
tribunal em suporte de papel”.
16
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Adega de Favaios
lança o novo Sparkling
Moscatel
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
A Adega de Favaios acaba de
lançar o novo Sparkling Moscatel Bruto e Meio Seco, um vinho
jovem, alegre, fresco, irreverente e
inovador.
“Mais uma vez a adega de Favaios com a casta moscatel galego
branco consegue criar uma nova
aposta no mercado, para um público apreciador de espumantes, descontraído e gastronómico”, afirma
à “Vida Económica” Gina Francisco, diretora comercial da Adega de
Favaios.
A Adega de Favaios, além de ter excelentes e
medalhados moscatéis, tem um riquíssimo
portefólio de vinhos, espumantes e colheitas
tardias
O Sparkling Moscatel tem um
grau alcoólico de 12,5% e apresenta-se com uma bolha fina, mousse
delicada e persistente, aromas primários marcados pela casta moscatel, com notas florais e bastante
refrescante. Na boca tem um toque
leve, com uma acidez viva e prolongada, terminando equilibrado.
Este produto evidencia também a aposta contínua da Adega
de Favaios na inovação. Tal como
nos explica Gina Francisco, “é pela
qualidade e pela inovação que conseguimos distinguir-nos e sermos
líderes de mercado, apresentar produtos de excelente qualidade, aliados a design inovadores e aliciantes
“Nestes últimos anos a adega tem crescido pela sua enorme aposta na qualidade, nos produtos inovadores, na diversificação do seu portfolio e no marketing”, afirma Gina Francisco.
PUB
Como analisar
as demonstrações
¿QDQFHLUDV
da sua empresa
LISBOA
22 julho
Horário: (7 horas)
9h30 às 18h
Público
Geral: G140
Assinantes VE/
Associados AEA:
G110
(+ IVA)
DESTINATÁRIOS:
s%MPRESÈRIOSE'ESTORESDE0-%
s1UADROSRESPONSÈVEISDASDIVERSASÈREASOPERACIONAISDAEMPRESA
s#OLABORADORESDAÈREAADMINISTRATIVAElNANCEIRA
ENQUADRAMENTO:
s!AÎÍOASERREALIZADAÏAANÈLISEDOBALANÎOEDADEMONSTRAÎÍODERESULTADOS/
desempenho económico e financeiro da empresa estarão refletidos nos principais
indicadores de gestão.
s²ESSENCIALCONHECEREMDETALHEASAÞDEDEUMAEMPRESAPELALEITURADAINFORMAÎÍO
simples destes dois importantes documentos (o Balanço e a Demonstração de
Resultados) e a interpretação dos principais indicadores económicos e financeiros da
SUAORGANIZAÎÍO
s$ESTAFORMAOSPRINCIPAISRESPONSÈVEISDAEMPRESAPODERÍOIDENTIlCARCLARAMENTE
as principais causas dos problemas da empresa e a melhor forma de ultrapassá-las,
ENVOLVENDOTODAAEQUIPANUMAAÎÍOBASTANTEMAISElCAZ
OBJETIVOS:
s!NALISAROSDOCUMENTOSlNANCEIROSECONTABILÓSTICOSDASUAEMPRESA
s#ALCULAREANALISAROSPRINCIPAISINDICADORESDEGESTÍOUTILIZADOS
s#OMPREENDERASITUAÎÍOECONØMICAElNANCEIRADAEMPRESAATRAVÏSDALEITURADEUM
balanço, da demonstração de resultados e da interpretação dos principais indicadores
de gestão
s#OMPREENDERQUALACLASSIlCAÎÍODERISCOQUEASUAEMPRESAAPRESENTA
s4ERUMACOMPREENSÍODAIMAGEMEXTERNAQUEAEMPRESAPROPORCIONAATRAVÏSDA
informação do seu balanço e da demonstração de resultados
Participação sem custos para empresas com
resultados negativos e desempregados.
No âmbito da sua política de responsabilidade
social, nas ações de formação a Vida
Económica criou uma quota de inscrições
gratuitas para os assinantes empresas com
resultados negativos ou individuais em situação
de desemprego. Para beneficiar desta oferta até
ao limite dos lugares disponíveis, deverá enviar
uma cópia da última Declaração mod. 22, ou
uma cópia do comprovativo da situação de
desemprego, emitida pelo IEFP.
PROGRAMA:
s#OMPREENDERDEFORMASIMPLESAINFORMAÎÍODEUM"ALANÎO
s#OMPREENDERDEFORMASIMPLESAINFORMAÎÍODEUMA$EMONSTRAÎÍODE2ESULTADOS
s#OMOAVALIARARENTABILIDADEDAEMPRESAATRAVÏSDOCÈLCULODO0ONTO#RÓTICODE6ENDAS
s#OMPREENDERA!NÈLISEDO2ISCODA%MPRESA
s#OMOEFETUARUMDIAGNØSTICORÈPIDODASAÞDEDA%MPRESA
s!NÈLISEECOMENTÈRIODECASOSREAIS
com excelentes relações qualidade/
preço, de forma a atingir todas as
expectativas dos consumidores nacionais e internacionais”.
Segundo a mesma responsável,
o balanço da atividade, produção,
vendas e exportação, da Adega de
Favaios é “muito positivo. Nestes
últimos anos a adega tem crescido
quer no mercado nacional, quer na
exportação, muito pela sua enorme
aposta na qualidade, nos produtos
inovadores, na diversificação do
seu portfolio e no marketing”.
Viborel é parceira de
distribuição
Saliente-se que a rede de distribuição da Adega de Favaios é formada por uma “excelente e longa”
parceria com a distribuidora Viborel para o mercado nacional, “lojas Adega” distribuídas por vários
pontos do país (Favaios, Mirandela
e Braga), loja online e distribuição
direta para exportação.
Dirigindo-se
especificamente
aos consumidores, Gina Francisco
acrescenta “que tivessem cada vez
mais consciência dos excelentes
vinhos que temos em Portugal. A
Adega de Favaios, além de ter excelentes e medalhados moscatéis,
tem um riquíssimo portefólio de
vinhos tintos, brancos, do Porto,
espumantes e colheitas tardias que
demonstram toda a grandiosidade de uma adega com 60 anos de
existência, fruto de um trabalho
conjunto. ‘Favaios’ é uma das mais
conceituadas marcas portuguesas
e representa a grande importância
do cooperativismo do trabalho em
equipa, do esforço comum”.
“Quero realçar algo que muitas
vezes é esquecido pelo consumidor quando bebe os vinhos, tudo
começa com o trabalho das vinhas
e com quem as trabalha, um trabalho difícil mas que tem conseguido
cada vez mais levar a marca de Favaios além-fronteiras”, conclui. A
Adega de Favaios marcou presença
na primeira grande apresentação
dos melhores produtos agro-alimentares portugueses em Bruxelas,
o evento “O Melhor de Portugal”,
que se realizou a 29 e 30 de junho
no Parque Cinquentenário.
Será possível o fim do Facebook estar para breve?
THE END OF
facebook
as we know it
www.theendoffacebook.com
18
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Real Indiana inaugura restaurante
na baixa do Porto
VIRGILIO FERREIRA
virgilio@vidaeconomica
No ano em que comemora o
seu 10º aniversário, a Real Indiana acaba de inaugurar um
restaurante no Porto.
Situado na baixa portuense,
junto aos Clérigos, mais precisamente na Rua de Conde
Vizela, nº 127, o espaço foi
decorado pelo arquiteto Paulo
Lobo.
A Real Indiana é um projeto cultural e gastronómico que
recria o ambiente e cultura da
Índia em Portugal. Mais que
uma refeição, o Real Indiana transporta-nos até à Índia
numa atmosfera de sabores,
aromas e sonoridades genuinamente indianas.
Para o Porto, é esperado o
mesmo sucesso alcançado por
outras unidades da marca: Edifício Transparente (Porto), Cais
de Gaia, Parque das Nações
(Lisboa).
Na inauguração do restaurante Real Indiana no Porto,
estiveram presentes várias celebridades e figuras públicas de
destaque nacional como: Cláudia Jacques e Max Oliveira;
António Pereira Coutinho (Rockfeller) e filho; Bebe Moreira;
Bi Rua; Elsa Barreto (estilista);
Miguel Medina; Mix e Bruce
(Momentum Crew / Portugal
tem Talento); Patrícia Pereira
da Silva e Rui; Paulo Lobo e
Paula Lobo (decorador); Pedro
Tabuada (DJ); Rui Terra; Rute
Miranda e Ricardo Amorim;
Sara Brandão; Susana Camelo,
entre muitos outros.
O Real Indiana tem dois horários de funcionamento: das
12 h às 15 h e das 19 h às 23
h (de domingo a quinta-feira);
das 12 h as 15 h e das 19 h à 00
h (à sexta-feira e ao sábado). O
preço médio é de 18 euros (sem
bebidas) e de 22 euros (com bebidas).
Interiores juntam os ambientes orientais à modernidade.
PUB
Rádio Comercial
é a rádio oficial
dos principais
festivais de verão
PORTO
16 setembro
9h30 às 13h00
OBJETIVOS:
A formação tem como principal objetivo que os participantes, após
a sua frequência, dominem e apliquem, de acordo com a atual
legislação em vigor, as:
Novas regras de circulação de bens;
Novas regras de faturação;
PROGRAMA:
Público
Geral: G90
Assinantes
VE: G45
(+ IVA)
Organização:
Media Partner:
1.
1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
1.5.
1.6.
1.7.
1.8.
1.9.
Novo Regime de Bens em Circulação
Definições
Exclusões
Documentos de transporte
Processamento dos documentos de transporte
Circuito e validade dos documentos de transporte
Transportador
Impressão dos documentos de transporte
Subcontratação
Aquisição de documentos de transporte
2.
2.1.
2.2.
2.3.
Novas Regras de Faturação
Obrigatoriedade de emissão de fatura
Comunicação da faturação à Autoridade Tributária (AT)
Benefício fiscal pela exigência de fatura
FORMADORES:
Informações e inscrições:
Vida Económica – Patrícia Flores
/i°\ÊÓÓÎÊΙ™Ê{ÈÈÊUÊ>Ý\ÊÓÓÓÊäxnÊä™nÊ
patriciafl[email protected]
Jorge Pires - Diretor geral da Moneris Risa S.A., Co-autor dos
livros SNC - Teoria e Prática , Normalização Contabilística para
Microentidades e com artigos publicados em revistas da especialidade.
João Gomes - Manager da Moneris Santarém e Supervisor da Moneris
Risa, Co-autor dos livros SNC - Teoria e Prática , Normalização
Contabilística para Microentidades e com artigos publicados em
revistas da especialidade.
A Rádio Comercial é, mais uma
vez, a rádio oficial de quatro dos
grandes festivais de verão: edpcooljazz, Optimus Alive, MEO Marés
Vivas e MEO Sudoeste, apoiando
mais de 100 bandas e artistas de
todo o mundo. O início da temporada 2013 é já esta semana com os
primeiros concertos da 10ª edição
do edpcooljazz.
Nos vários eventos, a Rádio Comercial irá desenvolver ações de ativação da marca e outros conteúdos:
emissões em direto com estúdios
montados nos locais, entrevistas
aos artistas e ao público presente.
Transmissão de concertos numa lógica multiplataforma.
“Como rádio oficial destes grandes festivais de verão, continuamos
a ser um dos maiores parceiros e
divulgadores de grandes eventos
musicais, permitindo trazer ao nosso país bandas e artistas de todo o
mundo e que se identificam com
a nossa identidade musical e a dos
nossos ouvintes. A promoção de
novas bandas e jovens talentos é
também para nós uma prioridade
e por isso mantemos o apoio aos
eventos que fomentam esta filosofia”, afirma Pedro Ribeiro, diretor
da Rádio Comercial.
CALENDÁRIO 2013
edpcooljazz
4, 5, 21, 24, 25, 26 e 27 de
Julho
Local: Jardins Marquês de
Pombal e Parque dos Poetas Estádio Municipal, em Oeiras
Optimus Alive’13
12, 13 e 14 de Julho
Local: Passeio Marítimo de Algés
MEO Marés Vivas 2013
18, 19 e 20 Julho |
Local: Praia do Cabedelo, em Vila
Nova de Gaia
MEO Sudoeste 2013
7 a 11 Agosto
Local: Zambujeira Mar
19
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Sunset Wine Party no The Yeatman
A melhor vista sobre a cidade do Porto e as melhores provas
estarão reunidas na Sunset Wine Party do The Yeatman que
acontece já no próximo dia 25 de julho e que conta até ao
momento com a presença de 40 produtores vínicos nacionais
e com mais de 80 vinhos em prova.
Nersant incentiva desempregados
a criarem negócios
A NERSANT esteve em Abrantes para dar a conhecer os seus mecanismos de apoio ao empreendedorismo e à criação de empresas. Esta sessão foi direcionada para os desempregados
desta região e teve como parceiro o Serviço de Emprego de Abrantes. No total das três sessões, estiveram presentes mais de 350 desempregados oriundos desta região.
Colégio Vieira de Castro cria AEPSA tem novo diretor-geral
João Gomes da Costa é, desde dia 1 de ju- entre os seus associados e as autoridades poratividades para as férias
lho, o novo diretor-geral da maior associação tuguesas com influência no domínio do amdo setor do Ambiente em Portugal, a Asso- biente”, sublinha o presidente da Associação.
Com a chegada das férias de verão, muitos
pais começam a preparar um programa com
atividades culturais, educativas e recreativas
para manter os filhos ocupados durante as
férias escolares. Para dar resposta a esta necessidade, o Colégio Viera de Castro (CVC)
lançou uma iniciativa gratuita de ocupação
de tempos livres – Jovens Verão - permitindo
aos mais novos experiências e atividades pedagógicas, ao mesmo tempo que promovem
a criatividade e o espírito de equipa, contribuindo para a sua formação durante as férias.
Dirigido a jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 16 anos, a iniciativa Jovens Verão realiza-se, nos próximos meses de
julho e agosto, no Colégio Viera de Castro,
no Porto, e prevê diversas ações de formação
escolhidas pela atualidade das matérias abordadas e pelo interesse que as mesmas despertam nos jovens.
Os cursos previstos incluem as seguintes
temáticas: Microsoft Office, Fotografia Digital, Internet Segura e Redes Sociais, Design, Cinema Digital, Desenvolvimento de
Videojogos, Apresentação Criativa, Animação 3D. Estas formações têm como objetivo
desenvolver as capacidades dos mais novos,
permitindo a partilha de experiências, a
formação, o conhecimento e o desenvolvimento.
De acordo com Carlos Viana, da Direção
do Colégio Vieira de Castro, “a iniciativa
Jovens Verão é uma ação gratuita, aberta ao
público em geral, que tem como principal
objetivo incentivar a ocupação dos mais jovens durante o período das férias escolares,
em áreas que lhes proporcionem não só divertimento e novas amizades, como conhecimentos de grande importância e atualidade”,
explica.
Novo Samsung Galaxy S4
ajuda a cuidar da saúde
Novo Samsung Galaxy S4 informa sobre a queima de calorias, monitoriza o sono e regista a alimentação diária de forma a poder cuidar melhor do seu bem-estar
A Samsung Electronics (vendas anuais
de mais de 143 milhões de euros) apresenta o novo Samsung Galaxy S4 com elementos inovadores no sensor e tecnologias
de reconhecimento.
Este smartphone apresenta inovações a
nível do hardware, mas também combina
diversos sensores e um alargado espetro de
tecnologias de reconhecimento que compreendem o comportamento do utilizador.
Promover a saúde dos utilizadores, compreendendo-os e identificando as caraterísticas do ambiente é uma preocupação
assumida pela marca Samsung.
Logo, o Galaxy S4 possui a funcionalidade S Health que permite utilizá-lo como
um “companheiro” que melhora a qualidade de vida e a saúde do utilizador. O sensor
de temperatura e humidade é uma nova
adição ao Galaxy S4 e identifica os níveis
de temperatura e humidade do ambiente
através de um pequeno orifício localizado
na base do equipamento. Depois, mostra
quais são os níveis ótimos de conforto para
o utilizador no ecrã do S Health.
O Galaxy S4 permite manter-se a par de
toda a informação referente à saúde e ao
bem-estar pessoal através do novo software
“S Health”.
Através da combinação de sensores integrados no equipamento, a saúde do utilizador é monitorizada de forma automática,
natural e permanente ao longo do dia. Esta
informação pode ser complementada com
registos diários de alimentação e de exercício físico, para além da monitorização do
sono, para o utilizador se manter saudável
e em forma.
ciação das Empresas Portuguesas para o Setor
do Ambiente (AEPSA).
A Associação nomeou o ex-quadro da Efacec e ex-administrador da Águas de Cascais
e da Águas do Sado, com o intuito de contribuir para a consolidação de um setor ambiental sustentável em Portugal. O presidente
da AEPSA, Diogo Faria de Oliveira, entende
que este é o momento para fortalecer o setor,
para contribuir ainda mais para a economia
nacional e bem estar dos portugueses.
“João Gomes da Costa reforça-nos neste esforço para clarificar o papel dos vários
intervenientes, designadamente do papel
atribuível ao Estado e ao setor privado,
apoia-nos na consolidação de um setor empresarial forte, que contribua positivamente
para a economia e para o ambiente em Portugal e vai, ainda, ajudar-nos na afirmação da
AEPSA enquanto interlocutor privilegiado
João Gomes da Costa tem já definidas as
suas orientações, centradas na clarificação do
enquadramento legal, designadamente no
apoio às alterações da Lei de Delimitação de
Setores e na cooperação com o Governo na
definição das políticas para o setor. Por outro
lado, e não menos importante, o responsável
destaca a procura da igualdade de acesso aos
fundos comunitários entre as empresas associadas e o setor empresarial do Estado.
“Iremos unir esforços para, a médio prazo,
fortalecer o papel do setor privado nas estratégias do Governo, quer para o abastecimento de água e saneamento de águas residuais,
quer para os resíduos e materiais reutilizáveis,
e, ainda, desburocratizar o setor, de modo a
que o cidadão comum possa ter uma perceção do valor das políticas ambientais e não
que estas continuem um empecilho à sua atividade normal”, afirma.
20
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
“FRENTES RIBEIRINHAS EM ARTICULAÇÃO COM AS CIDADES”
Atividade portuária gera riqueza
e deve ser prioridade nacional
eram mais fáceis até agora. As câmaras
têm de encontrar receitas para a própria
atividade e são cada vez mais responsáveis
pela criação de emprego. Também devem
incrementar, com parceiros públicos ou
privados, a criação de riqueza, porque sem
isso os seus municípios estagnam”.
DORA TRONCÃO
[email protected]
A cada dia que passa, a população está
mais virada para o mar/rio, para as frentes
ribeirinhas, tanto ao nível do lazer como
das atividades portuárias, ambas possíveis
geradoras de riqueza essencial a Portugal.
José Luís Cacho, presidente da Associação
de Portos de Portugal, começa por apontar
uma realidade histórica nacional e internacional: o crescimento das cidades portuárias como consequência da proximidade
aos portos. “A nível global, as zonas mais
industriais e mais desenvolvidas estão junto aos portos porque os portos eram um
ponto de desenvolvimento do comércio
mundial, da industrialização. Os grandes
investimentos industriais nos últimos 10
anos em Portugal foram feitos em projetos junto a áreas portuárias – Sines (projeto químico); Setúbal (projeto Portucel);
Aveiro (polo químico Estarreja e aquacultura); Leixões (refinaria) e Viana (projetos
ligados às energias renováveis) – salvo poucas exceções, como Ikea e Embraer, grosso
modo representam 70% ou 80% dos grandes investimentos feitos em Portugal e nos
outros países é a mesma coisa”.
Luís Rodrigues, especialista em Planeamento e Ordenamento do Território, segue a mesma linha de pensamento e acentua quão “importante é ver como os portos
se integram e articulam com as cidades e
a importância que têm para a economia
nacional e para o nosso presente e futuro,
considerando que esta atividade portuária
deve ser uma prioridade nas nossas cidades. Não sei quem apareceu primeiro, se as
cidades se os portos? No caso do porto de
Sines, era um porto projetado na altura do
Estado Novo para uma vila piscatória que
era Sines. Nos restantes casos, as cidades
apareceram ao mesmo tempo dos portos.
Nos últimos 20 anos, começou, e bem,
uma nova vertente ao nível das cidades
portuárias, como, por exemplo, Lisboa:
as pessoas adotaram uma atitude diferente para aproveitar melhor a ligação entre
cidade e rio, seja ela qual for. Há portos
em que isso é menos visível, como é o caso
de Aveiro, que envolve uma grande área,
e a cidade de Ílhavo, em que a zona urbana não está propriamente “em conflito”
no mesmo espaço, enquanto em cidades
como Lisboa e Setúbal, por exemplo, pode
haver alguma fricção com aquilo que aparentemente a nova sociedade: querer usufruir mais do rio. Isso é verdade e é bom
porque requalifica as zonas portuárias de
rio. Tem a sua importância para a atividade económica ao nível do turismo (não só
para estrangeiros), e dos serviços. A grande
dificuldade é não podermos escolher só esses objetivos e dizer não à atividade de carga ou contentorização ou granel. Há uns
anos, houve um conflito relativamente ao
terminal de contentores de Alcântara, em
que estive muito envolvido, um tema que
não está terminado. Não seria a minha intenção acabar com a carga contentorizada
em Alcântara porque, se olharmos pela Europa fora, existem cidades de grande qualidade urbana que convivem perfeitamente com os seus portos, como Barcelona,
Amesterdão, Roterdão. Temos de conseguir conciliar o uso puro e duro da atividade portuária e industrial com a vivência
Mar é investimento a longo prazo
Imagem aérea do Porto de Sines, um dos poucos portos projetados de raiz para servir uma vila
piscatória, sendo o crescimento simultâneo de cidades e portos a realidade mais usual em Portugal
e a nível internacional
das cidades e requalificação urbana. Não
podemos querer só requalificação urbana
e imagem e acabar com uma das grandes
vantagens competitivas de Portugal que é
sua frente marítima. Não podemos hipotecar, no caso do porto de Setúbal, a ampliação e utilização de áreas de futuro para
o uso portuário.
José Luís Cacho salienta a importância
de envolver todas as partes interessadas,
uma estratégia que, enquanto administrador do Porto de Aveiro, adotou desde
o início do projeto em 1999/2000. “Toda
a estratégia de desenvolvimento do porto
de Aveiro teve uma grande articulação com
os municípios desde a primeira hora e isso
define o futuro do que se quer fazer com
o porto. O que se quer do porto é uma
questão muito importante, porque, se as
cidades perceberem a importância que tem
na economia, naturalmente que o enquadram numa perspetiva diferente e numa
abordagem integrada do caminho a seguir.
Tenho excelentes relações com os municípios porque a grande ameaça aos portos é
a evolução urbana. Os portos nasceram e
as cidades cresceram. Isso foi criando uma
pressão maior sobre os portos mais antigos, os portos urbanos, e levou a que haja
uma articulação permanente que muitas
vezes não foi conseguida. No caso concreto
de Lisboa, nunca foi conseguida comunicação e articulação entre municípios.
Luís Rodrigues faz a ressalva que, “no
caso concreto de Lisboa, cada vez mais este
conflito entre autoridades portuárias e câmaras se vem atenuando, porque estes tempos de conjuntura difícil ajudam a alterarmos o nosso comportamento. As receitas
camarárias serviam e sobravam no que diz
respeito ao urbanismo e construção civil e
como tinham grandes receitas não precisavam de se preocupar com outro tipo de
desenvolvimento económico do concelho,
porque tudo girava à volta dessa atividade.
As cidades portuárias não se preocupavam
com o facto de haver mais porto ou menos
porto. Para alguns dirigentes municipais,
era uma questão não muito importante.
Era fácil vender a ideia de utilizar a frente
urbana para o lazer e com bons exemplos.
Os municípios perceberam que o desenvolvimento e crescimento económico tem
de estar noutras áreas que não aquelas que
INTERVENIENTES
Luís Rodrigues, especialista em
Planeamento e Ordenamento do Território,
ex-parlamentar
“Temos de conseguir conciliar o uso
puro e duro da atividade portuária e
industrial com a vivência das cidades
e requalificação urbana. Não podemos
querer só requalificação urbana e
imagem e acabar com uma das grandes
vantagens competitivas de Portugal que
é sua frente marítima.”
José Luís Cacho, presidente da Associação
dos Portos de Língua Portuguesa, presidente
da Associação dos Portos de Portugal e
presidente da Administração do Porto de
Aveiro e Região
“Toda a estratégia de desenvolvimento
do porto de Aveiro teve uma grande
articulação com os municípios desde a
primeira hora e isso define o futuro do
que se quer fazer com o porto.”
José Luís Cacho lembra que “há consultores que identificaram num conjunto
de estudos juntamente com o Governo
algumas orientações estratégicas para incrementarmos e captarmos investimento
estrangeiro. Portugal disputa este investimento com um conjunto de países que
oferecem condições muito melhores do
que as nossas. Tem de haver uma orientação estratégica para conseguirmos atingir
os nossos objetivos. Fala-se muito na estratégia para o mar e percebe-se que o mar é
uma oportunidade, mas não deve ser encarada no curto prazo. Não podemos pensar
que agora estamos virados para a Europa e
viramo-nos para o mar. Temos de apostar
no desenvolvimento de tecnologia e conhecimento para podermos ter reconhecimento”.
Há fundos disponíveis, mas, falando
para além das pescas e do turismo, existem
os fundos marinhos e offshores que são explorados com tecnologias de ponta em que
muitos países investem, como a Noruega e
o Canadá, e países que estão na UE também. José Luís Cacho diz que “devemos
alinhar nesse sentido, mas o retorno será
“à la longue” e o investimento tem de ser
captado a curto prazo”.
A aquacultura é também uma área com
expressão nos espaços portuários, segundo
Luís Rodrigues. “Uma produção de ostras
Setúbal exporta 100% do que produz para
França, país que tem a “bandeira” da ostra. Nos últimos 10-15 anos reiniciou-se
esta atividade com investigação, e bem. A
Universidade do Algarve tem desenvolvido
novos conhecimentos nestas áreas e esta é
uma atividade onde os portos se integram
e que devem ter”.
O mesmo acontece em relação à náutica
de recreio, “mas teríamos de mudar algumas preferências de lazer, porque o cidadão comum ainda não a procura muito.
No caso do estuário do Tejo, na margem
sul, apesar de braços de rio excelentes, estes
projetos não estão muito concretizados. O
estuário do Tejo, com poucos custos e investimento, pode ser mais utilizado”. É na
atividade marítimo-turística, em Lisboa,
que Luís Rodrigues aponta uma possibilidade forte, existindo no Douro um maior
desenvolvimento desta área. “Esta é uma
das áreas com mais potencial e investimento público muito menor. Pode ser desenvolvida nas infraestruturas existentes, mas,
claro, tem de haver procura de empresários
interessados. Temos condições brutais em
todo o país: Lisboa, Setúbal, Aveiro, Algarve. Somos um país seguro, com ótimo clima, e o turista com mais algum dinheiro, o
turista sénior, prefere Portugal por isso. As
autarquias podem ajudar nesta promoção,
como o que se fez no Douro em termos de
imagem. São ações fundamentais. É preciso pensar em acupuntura na mudança de
imagem das cidades. Com uma alfinetada
resolvemos problemas”.
21
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME
Lusitania reforça venda de Seguro de Viagem Online
Concurso premeia um design inovador
A partir de agora e sem grandes burocracias, o Seguro de Viagem da Lusitania pode ser contratado online, de forma imediata e autónoma. Através de um sistema de venda eletrónica, simples,
disponível 24 h/dia, os clientes podem simular e contratar este seguro, recebendo de seguida
toda a documentação no seu e-mail.
As inscrições para o Swedish Steel Prize de 2013 já abriram e vão decorrer até ao dia 15 de
agosto. O vencedor será anunciado no mês de novembro, por ocasião de uma cerimónia que
terá lugar em Estocolmo, Suécia. O montante do prémio é de 100 mil coroas suecas. Para
mais informações: www.steelprize.com.
Mercado das TI ainda
apresenta oportunidades
co de programação e dispostas a
investir na sua formação para aumentar as oportunidades de emprego em Portugal. O programa
não tem qualquer restrição etária,
geográfica ou outras”.
Estágio remunerado
no final desta formação
Catarina Fonseca, diretora-geral da iTGrow, assegura que “o mercado das
tecnologias de informação apresenta, ainda, oportunidades de carreira para
quem decidir apostar nele.
PATRÍCIA FLORES
patriciafl[email protected]
A iTGrow, em parceria com
a Universidade de Coimbra,
irá lançar o programa Acertar o
Rumo, com o objetivo de aumentar o nível de qualificação
dos profissionais na área das Tecnologias de Informação.
“Estamos convencidos que os
que tiverem sucesso neste curso conseguirão emprego sem
grande dificuldade e o número
de empresas que já se associaram ao programa comprova isso
mesmo”, começa por referir a
diretora-geral da iTGrow. Aliás,
Catarina Fonseca assegura que “o
mercado das tecnologias de informação apresenta, ainda, opor-
tunidades de carreira para quem
decidir apostar nele. Acreditamos
que esta tendência irá manter-se
nos próximos anos”.
O Programa terá a duração
total de 22 meses, repartidos
por um período de 10 meses de
formação académica, e por um
segundo período de 12 meses de
um estágio profissional remunerado numa das empresas aderentes ao programa.
Embora a organização queira
receber pelo menos 500 candidaturas, apenas 25 profissionais poderão frequentar este programa
intensivo a partir de setembro.
De acordo com a empresária, o
programa procura “pessoas motivadas para as tarefas de um técni-
Catarina Fonseca recorda que
o nosso país tem profissionais de
TI com uma boa formação académica, todavia considera que
“Portugal tem necessidades de
mais recursos técnicos de programação do que aqueles que tem
conseguido formar. A dificuldade
em recrutar nesta área, com qualidade e em número suficiente,
para fazer face às necessidades é,
aliás, sentida pelas empresas que
aderiram ao Programa e que viram no Acertar o Rumo uma forma de recrutarem eficazmente ao
mesmo tempo que se envolvem
numa solução para a diminuição
do desemprego em Portugal”.
Sendo muitas vezes problemática a entrada na vida ativa,
a responsável salienta que é uma
mais-valia o estágio profissional
remunerado no final desta formação. “Este fator representa
uma segurança acrescida para os
formandos, uma vez que começam imediatamente a ter retorno
do investimento efetuado (pagamento do curso). A possibilidade
de exercitarem, em contexto real,
os conhecimentos adquiridos no
Acertar o Rumo permite uma
entrada controlada na vida ativa,
com aquisição de níveis de experiência profissional e autonomia
que serão valorizados pelo mercado das TI”.
De recordar que as inscrições
decorrem até 22 de julho através
do site www.acertarorumo.pt.
RETIFICAÇÕES
“Documento de Estratégia Orçamental 2013-2017”
No texto com o título “Documento de Estratégia Orçamental 2013-2017”, constante do Suplemento da Ordem
dos Economistas, publicado na edição VE nº 1501, de 12 de julho, na nota que acompanha a legenda, em vez
de 5 de julho, deverá ser mencionada a data de “12 de junho”.
“Cultura inovadora deve ser uma prioridade em todas as PME”
O texto com o título em epígrafe, publicado na edição VE nº 1500, saiu com um erro no nome atribuído ao
designer da ColorADD, onde se lê Carlos Neiva, deve ler-se “Miguel Neiva”.
“AEP avalia seguro de responsabilidade para gestores”
A notícia com o título acima referido, publicada na edição de 5 de julho, saiu com uma incorreção relativamente
ao ano de referência, que deve ser 2012 e não 2013.
Pelos situações acima apontadas, pedimos desculpas aos nossos leitores.
CONSULTÓRIO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS
Engarrafamento de vinho no PRODER
Possuímos uma quinta
produtora de vinho localizada em Paredes e pretendemos alavancar o crescimento da nossa marca através
da expansão da nossa linha
de engarrafamento. Para tal,
necessitamos de adquirir
nova maquinaria e executar obras de alargamento do
nosso armazém de engarrafamento. Estima-se que este
investimento ronde os 125
000 J. Existe algum fundo
nacional ou comunitário que
nos possa apoiar?
RESPOSTA
A atividade de produção e
engarrafamento de vinho
encontra-se abrangida pelo grupo
de atividades de transformação
e comercialização de produtos
agrícolas elegíveis no âmbito da
Componente 2 da Acção 1.1.1 –
Modernização e Capacitação das
Empresas do PRODER.
Contudo, para se poderem
candidatar, deverão tratar-se de
um PME ou ter menos de 750
empregados ou um volume de
negócios inferior a 200 milhões
de euros.
As despesas elegíveis são:
s Construção ou aquisição
de edifícios, instalações
e outras construções (por
exemplo, vias de acesso);
s Investimentos destinados à
valorização de subprodutos e
resíduos;
s Compra de máquinas
e equipamentos novos,
incluindo equipamentos
informáticos,
telecomunicações, de
laboratório, de controlo
de qualidade, salas de
conferência e show room;
s Equipamentos de transporte
interno e movimentação de
cargas, caixas isotérmicas,
grupos de frio e cisternas de
transporte;
s Automatização de
equipamentos já existentes
e utilizados há mais de 2
anos;
s Estudos técnico-económicos,
de arquitetura, consultoria,
processos de certificação e
aquisição de patentes até
5% do montante elegível
das restantes despesas.
O investimento mínimo elegível é
de 25.000 J, pelo que cumprem
esta condição.
O apoio tem a natureza de
subsídio não reembolsável (a
fundo perdido), sendo a taxa
de apoio de 25% para PME e
12,5% para Não PME. Pode,
ainda, usufruir das seguintes
majorações:
s Região de convergência
– caso o investimento se
localize nas regiões Norte,
Centro ou Alentejo: 10 p.p.
para PME e 5 p.p. para Não
PME;
s Organização de Produtores –
caso o beneficiário seja uma
OP: 5 p.p. para PME e 2,5
p.p. para Não PME.
O apoio a receber não pode
ultrapassar os 5.200.000 J.
Por outro lado, este programa
também apoia a modernização
do sistema de produção agrícola,
que serve de base à produção
de uva para transformação em
vinho. Neste caso, são, ainda,
elegíveis as seguintes despesas:
s A aquisição de prédios
rústicos (terrenos) até ao
montante de 10% das
restantes despesas elegíveis;
s Construção ou aquisição de
edifícios;
s Plantações plurianuais;
s Instalação de pastagens
biodiversas;
s Aquisição de máquinas e
equipamentos novos;
s Investimentos associados
ao cumprimento de normas
ambientais, de higiene e e
bem-estar animal;
s Contribuições em espécie;
s Programas informáticos;
s Processos de certificação
reconhecidos;
s Estudos técnicoeconómicos, aquisição
de patentes, licenças e
seguros de construção e
de incêndios até 5% das
restantes despesas elegíveis
(exceto a aquisição de
prédios rústicos).
Relativamente a estas despesas,
a taxa base de apoio é de
30%, podendo usufruir de 3
majorações, acumuláveis entre
si:
s
Localização em zona
desfavorecida: 10 p.p.;
s Jovem agricultor: 10 p.p.;
s Associado de Organizações
de Produtores reconhecidas:
5 p.p.
O apoio a receber relativamente
a estas despesas não pode
ultrapassar os 975.000 J.
O período de candidaturas
encontra-se aberto em regime de
continuidade.
WWW.SIBEC.PT
[email protected]
228 348 500
22
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Montepio compra participação no moçambicano Banco Terra
Sonae Sierra apresenta Argélia a lojistas europeus
A Caixa Económica Montepio Geral está a ponderar a compra de uma participação financeira
do Banco Terra, um banco moçambicano com sede em Maputo. Em comunicado enviado à
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Montepio informa que caberá à
assembleia geral extraordinária, marcada para 30 de julho, tomar uma decisão definitiva sobre a
eventual aquisição. O banco terra tem entre os acionistas de referência o Rabobank e o Norfund,
um fundo de investimento norueguês.
A Sierra Cevital, subsidiária argelina da Sonae Sierra, apresentou novas marcas ao mercado local,
numa missão empresarial àquele país do Norte de África. A missão contou com o apoio da Embaixada de Portugal e teve como objetivo demonstrar o mercado de retalho argelino. As entidades visitantes tiveram ainda a oportunidade de apresentar as suas empresas, marcas e produtos a
empreendedores locais. A Argélia revela-se cada vez mais um mercado repleto de oportunidades
para novos produtos, serviços e marcas.
NUM DEBATE PROMOVIDO PELA APCOR, EMPRESÁRIOS REFEREM
Inovação e campanhas de promoção ex
Portugal é líder mundial da cortiça,
com uma quota de 62%, e exporta mais
de 95% da produção nacional desta indústria, revelando sustentabilidade no respetivo ritmo de crescimento. A inovação, o
desenvolvimento tecnológico, o design, as
campanhas agressivas de divulgação e promoção externa da cortiça e a permanente
atenção à problemática da floresta a montante têm constituído alavancas para vencer adversidades e enfrentar com sucesso
o futuro.
Estas foram as conclusões dum debate
promovido pela APCOR, moderado pela
Vida Económica, que juntou empresários
dos diversos subsetores da indústria da
cortiça.
ALBANO DE MELO
[email protected]
“Os primeiros meses de 2013 confirmam a linha de crescimento das exportações, encetada desde 2010”, afirma João
Rui Ferreira, presidente da APCOR e empresário da Waldemar Fernandes da Silva.
Em 2012, as exportações já ascenderam a 850 milhões de euros, embora não
atingindo ainda os valores alcançados em
2000 (917 milhões de euros). De qualquer
modo, “o rumo é positivo” numa indústria onde predomina o subsetor das rolhas
(cerca de 70% do peso relativo no volume
total de negócios) mas onde se deve salientar a performance dos outros subsetores,
nomeadamente materiais de construção e
“novas aplicações”.
Conforme refere João Rui Ferreira, a
indústria da cortiça nacional exporta mais
de 95% do que produz e por essa via tem
conseguido uma certa estabilidade quer
no número de empresas ativas quer no
número de trabalhadores. Contudo, “isto
não significa que no setor não existam
empresas que se deparam com fortes dificuldades, sendo que algumas vivem uma
situação limite de insolvência e fecho”,
adverte.
A nível global, o presidente da APCOR
Empresários do setor da cortiça consideram vital a constituição de parcerias quer com as universidades quer com outros centros de saber.
refere que, “depois dos ataques fortíssimos
por parte dos vedantes alternativos, a cortiça conseguiu, nos últimos anos, manter
a sua posição de liderança nos mercados
vinícolas mais tradicionais, como é o caso
da França, Itália e Espanha. E conseguiu
É vital dispor duma floresta que alimente
a indústria
Com todos estes bons indícios de crescimento
assente na permanente inovação e desenvolvimento
tecnológico, o Presidente da APCOR considera que
é vital para a indústria da cortiça dispor de uma
floresta que alimente o crescimento do setor, até
porque o país não é autossuficiente nesta matériaprima natural. Daí a APCOR integrar proativamente
o Pólo de Competitividade da Fileira Florestal onde
se têm realizado estudos e debates sobre a questão
de saber de que floresta precisaremos daqui a 30 a
60 anos.
João Rui Ferreira salienta que o processo em curso
e a plantação de 150 mil hectares de novo montado
de sobro constituem de per si sinais positivos para
o desenvolvimento futuro do setor. João Rui Ferreira
termina com uma máxima que considera basilar
da estratégia setorial em curso: “apostar em novas
aplicações que acrescentem valor ao setor”.
João Rui Ferreira, presidente da
APCOR.
solidificar e manter a sua posição liderante
no mercado dos EUA. Este sim, chave e
decisivo para o futuro, pois é o mercado
onde o consumo mais cresce e claramente
de maior valor acrescentado”.
Aliado a tudo isto, “conseguimos ter na
China uma posição dominante e de grande preferência do consumidor e estamos
pouco a pouco a recuperar para a cortiça
marcas emblemáticas em mercados de vinho do ‘novo mundo’, como são o caso da
Austrália, Nova Zelândia e África do Sul”.
“Não menos importante tem sido também a presença da cortiça em alguns mercados na área dos materiais de construção,
com particular relevo para a Alemanha e
os EUA/Canadá, onde claramente o fator
da sustentabilidade, aliado a uma cada vez
melhor performance técnica dos produtos,
tem feito crescer a quota de mercado da
cortiça nas mais diversas aplicações, com
destaque, claro, para os pavimentos e os
isolamentos.”
Por fim, “as novas aplicações da cortiça,
Design moda, etc. têm também crescido
e sobretudo servem como bandeira para
o setor, pois levam a cortiça a um grupo
muito mais vasto de pessoas, potenciando
O subsetor das rolhas tem
um peso relativo de cerca
de 70% no volume total de
negócios
23
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Associação do Ambiente tem novo diretor-geral
Vicaima presente em mais um projeto Vila Galé
João Gomes da Costa é o novo diretor-geral da Associação das Empresas Portuguesas para o Setor
do Ambiente (AEPSA). O novo responsável tem definidas as suas orientações, centradas na clarificação do enquadramento legal, designadamente no apoio às alterações da Lei de Delimitações
de Setores e na cooperação com o Governo na definição das políticas para o setor. João Gomes da
Costa terá um papel importante na afirmação da associação enquanto interlocutor privilegiado
entre os associados e as autoridades nacionais com influência no domínio do ambiente.
As portas da Vicaima foram selecionadas para equipar o remodelado Palácio dos Arcos, o
projeto mais recente do grupo turístico Vila Galé. O desafio passou pelo desenvolvimento
de opções que recaem em portas que assumem diversas configurações. Houve a necessidade
de colocar soluções técnicas e de design adequadas ao desafio lançado pelo referido grupo
hoteleiro. Em causa estão portas de uma a duas folhas, portas de correr, portas com bandeira
e painéis.
terna dinamizam exportações de cortiça
Em 2012, as exportações já
ascenderam a 850 milhões de
euros
Ora, reconhece Carlos Manuel, a indústria da cortiça, em termos de materiais de
construção estava e está confrontada com a
concorrência de materiais de proveniência
diversa, mas agora e de forma mais sustentada e em segmentos específicos, os materiais de cortiça são já uma mais-valia para
soluções técnicas e incomparáveis no conceito de sustentabilidade e durabilidade.
Utilizadores informados
dessa forma todas as aplicações mais tradicionais”, acrescenta.
Considera o presidente da APCOR que
a forte afirmação exportadora saiu sem dúvida reforçada com o desenvolvimento da
campanha internacional Intercork (que já
vai na sua 2ª edição), a qual vem constituindo um excelente veículo de promoção
sustentável do “produto da cortiça” e cujo
êxito só foi possível graças à participação
muito empenhada dos associados da APCOR.
João Rui Ferreira dá grande ênfase às formas de comunicar a realidade da indústria
da cortiça, que não deve privilegiar apenas
os aspectos técnicos mas também questões
como a natureza, a biodiversidade, os ecossistemas, vetores estes que foram tidos em
conta na dinamização da Intercork.
O presidente da APCOR faz, ainda,
questão de salientar e reconhecer os apoios
dados pelos diversos governos, designadamente no âmbito da Intercork, facto que
também pode ser devido à credibilidade
que a APCOR ganhou em matéria de boa
gestão dos fundos comunitários.
A cortiça nos materiais
de construção
O empresário da Amorim Isolamentos,
Carlos Manuel, começou por expressar
a notável evolução de subsetores – para
além do das rolhas – como aquele em que
a sua empresa opera, ligada aos materiais
de construção com cortiça (pavimentos,
isolamentos e outras soluções técnicas na
aérea da acústica, bem como design).
E referiu que, hoje em dia, os produtos
da cortiça começam a ter uma imagem
muito interessante no domínio dos materiais de construção (e do design). Este
empresário refere que neste subsetor foram
acompanhadas as exigências do mercado,
o qual, aliás, é muito competitivo face à
diversidade do tipo dos materiais de construção e ao facto de se tratar duma área de
negócio bem estruturada à volta de grandes empresas multinacionais que têm ditado os normativos e a legislação aplicável.
Segundo este administrador da Amorim
Isolamentos, os utilizadores potenciais começaram a ficar informados sobre as características intrínsecas da cortiça, apesar
de reconhecer que em termos de custos os
produtos específicos são mais elevados mas
que podem ser compensados pelas vantagens concretas da utilização da cortiça nos
pavimentos e isolamentos.
Na opinião de Carlos Manuel, para promover a cortiça como efetivo material de
construção, é necessário trazer a Portugal
especialistas, jornalistas, arquitetos e designers, pois eles ficam com uma ideia melhor
e mais clara quando observam localmente
os processos de extração e de produção. E
faz questão de salientar o papel decisivo
dos grandes arquitetos mundiais, donde
destaca os portugueses Álvaro Siza Vieira e
Souto Moura e outros de renome internacional que, ao utilizarem a matéria-prima
cortiça nos seus projetos, dão um enorme
contributo para a notoriedade desta indústria, em particular, na área de soluções técnicas – isolamento e pavimentos.
Em suma, para Carlos Manuel, o subsetor corticeiro dos materiais de construção tem vindo a registar um aumento do
volume de negócios – com forte peso das
exportações, mas reconhece que a consolidação dos mercados é um processo que
leva o seu tempo e exige fortes investimentos para se poder ter êxito.
Para este empresário, é vital a constituição de parcerias quer com as universidades e
centros de saber quer com empresas ligadas
a outros tipos de materiais de construção
que possam vir a incorporar a matéria cortiça, na medida em que esta reforça a sustentabilidade e durabilidade das próprias obras.
Design e funcionalidade
Sara Nunes, empresária da 3DC – Intelligent Nature, resumidamente intitulada 3DCORK, detentora da marca
3DCORK, nome pelo qual é mais conhecida no mercado, salientou que esta empresa opera num setor polivalente, pois
trata-se da área das chamadas “novas aplicações” da cortiça, procurando privilegiar
o design e a funcionalidade dos produtos
que comercializa.
Sara Nunes refere que se deve estar
permanentemente atento aos interesses e
necessidades dos nichos de mercado a satisfazer e, por isso, a grande importância
duma campanha global de sensibilização às
Custos da energia, dos transportes e do crédito
condicionam dinâmica empresarial
Questionados os empresários presentes
sobre quais os principais fatores
exógenos que podem bloquear a
dinâmica empresarial desta indústria,
os mais citados foram: elevado custo
da energia e as dificuldades de acesso
ao crédito, tão mais grave quanto a
sazonalidade do setor exige fortes e
concentradas necessidades de fundo de
maneio. Também foram considerados
como fatores condicionadores o estigma que subsiste quanto à imagem do “made in
Portugal” que exige esforços redobrados para se atingir os resultados já obtidos, bem
como em termos logísticos, os elevados custos de transporte que afetam a competitividade
quando se pretende consolidar mercados de exportação para os quais já se disponibiliza
uma oferta com valor acrescentado.
vantagens da matéria-prima cortiça.
Como exemplo, um dos aspetos que potenciam a adesão do consumidor é ser-lhe
proporcionada uma espécie de “história da
cortiça” relevando as vantagens da sua utilização, e refere mesmo que ficar a saber que
a extracção de cortiça não danifica a árvore
acaba por constituir, complementarmente,
um fator de adesão. Claro, acrescenta, que
Portugal ainda não valoriza esta temática,
ao contrário dos países do Norte e Centro
da Europa, bem como dos EUA.
Os produtos desenvolvidos pela
3DCORK, nesta fase, estão focados no setor do calçado de alta-média gama através
das palmilhas de conforto (sobressaindo
uma grande interação com o Centro Tec-
nológico do Calçado) e na produção de
utilitários e produtos de decoração, por
vezes de uma forma integrada com outros
produtos como os cerâmicos.
Sara Nunes referiu que, no fundo, a sua
empresa está num negócio cujo horizonte
é delimitado pela criatividade, o que em si
revela boa potencialidade de crescimento.
E conclui que, sendo o preço do produto
um travão à respetiva massificação, a empresa vem adoptando uma estratégia de
não estar presente no artesanato (nas pequenas lojas e nas estações de serviço), mas
sim na grande distribuição, ao lado dos
produtos de gama alta-média. E conclui
que a estratégia da empresa é privilegiar a
qualidade em detrimento do preço.
Indústria da cortiça deve cada vez mais
interagir com outras atividades
Finalmente, a
intervenção do diretorgeral da APCOR,
Joaquim Lima, salienta
o facto de cada vez mais
a indústria da cortiça
interagir em domínios
como a joalharia e o
vestuário de luxo e até
com agentes da cultura
em sentido mais estrito.
E a propósito citou o
caso recente do trabalho
do artista plástico
Alexandre Farto, mais
A cortiça conseguiu solidificar e manter a sua posição liderante conhecido como Vhils,
para dar corpo a uma
no mercado dos EUA.
peça sobre a indústria
da cortiça e os seus
trabalhadores e que esteve em exposição na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira,
por altura do Festival Internacional de Teatro de Rua, Imaginarius. Ainda na cultura, dá o
exemplo do contributo dado por Joana Vasconcelos ao utilizar a matéria cortiça nos seus
trabalhos mais recentes.
Por último, lembra que o setor foi reconhecido recentemente de uma forma muito
particular. A empresária do setor da cortiça, Sandra Correia, administradora da empresa
algarvia Pelcor, venceu o Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, atribuído pelo
Parlamento Europeu e Conselho Europeu das Mulheres Empresárias.
Joaquim Lima conclui pois que deve ser prosseguida a via duma crescente interação
com agentes da cultura, arquitetos, designers ,etc , como verdadeiros prescritores que na
realidade são.
24
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS/ANJE
Colômbia: seminário de financiamento ao investimento
Prospeção no mercado da América Latina
As oportunidades de negócio e as soluções de financiamento disponíveis para apoiar investimentos na quarta potência económica da América Latina são o tema principal do seminário
“Financiamento e Investimento na Colômbia”. A iniciativa organizada pela ANJE acontece
no dia 24 de julho, na sede nacional da associação, no Porto. Inscrições online.
A ANJE, no âmbito do GET OUT - Projeto Conjunto de Internacionalização de PME, cofinanciado pelo QREN, promove uma missão de prospeção à Colômbia, entre os dias 9 e 14 de setembro,
com passagem pelas cidades de Bogotá e Medellín. Contactos institucionais, reuniões com empresas
locais e encontros com empresas portuguesas a operar no mercado compõem o programa da viagem.
ANJE promove Master
em Gestão Inovadora
da Equipa de Vendas
A ANJE – Associação Nacional
de Jovens Empresários promove,
a partir do próximo dia 16 de
setembro, no seu Centro de Formação Empresarial do Porto, o
Master em Gestão Inovadora de
Equipa de Vendas. A formação
de cariz avançado integra uma
tríade de Masters em Gestão da
Força de Vendas, que teve início
em fevereiro com o Master em
Marketing e Vendas e prosseguiu
depois com um outro dedicado
à Direção Estratégica de Vendas.
Dada a acumulação de unidades
de crédito devidamente certificadas (30 ECTS - European Credit
Transfer System), a frequência
dos três cursos confere aos participantes o diploma de pós-graduação.
Os masters são independentes
e foram cuidadosamente arquitetados, de modo a primarem pela
complementaridade entre si, sem
descurar uma abordagem coesa
e completa de cada uma das três
temáticas focadas. Por isso, este
último master dirige-se a todos
os empresários, gestores e outros
quadros de empresas interessados
em reforçar competências ao nível da coordenação de equipas
comerciais. “Gestão de Equipa
de Vendas e Liderança”, “Avaliação de Desempenho da Força
de Vendas”, “Gestão Estratégica
da Força de Vendas” e “Venda
Consultiva e Adaptativa” são os
Um foco
comercial
A tríade de Masters em Gestão
da Força de Vendas promovida
pela ANJE aborda a gestão
empresarial desde a sua
dimensão mais estratégica
até à operacionalização das
coordenadas comerciais. A
frequência e aproveitamento
positivo em todos os masters
confere aos participantes o
diploma de Pós-Graduação em
Gestão da Força de Vendas
(30 ECTS - European Credit
Transfer System), bem como
um plano de equivalências
no Mestrado de Marketing do
ISMAI, instituição de ensino
superior parceira da ANJE
neste projeto.
Curso
de Gestão
Financeira
para não
financeiros
Depois do sucesso da primeira
edição, iniciada a 15 de julho, a
ANJE – Associação Nacional de
Jovens Empresários avança com
o segundo curso de “Gestão Financeira para não financeiros” já
no próximo dia 18 do corrente
mês. A decorrer no Centro de
Formação Empresarial da associação, no Porto, esta oferta formativa de 20 horas visa preparar
empresários e gestores, cuja formação e experiência profissional
não implicou a aquisição de conhecimentos técnicos nesta área,
para o complexo processo de gestão financeira de uma empresa.
Curso prepara
empreendedores para
o processo de gestão
financeira de uma
empresa
quatro módulos que compõem o
programa de conteúdos.
O objetivo passa por veicular conhecimentos e estimular o
desenvolvimento de competências que permitam aos gestores
a maximização do desempenho
das respetivas equipas comerciais, assim como a construção
de relações de fidelidade com os
clientes. A chamada “Pipeline
Analysis”, útil ao acompanhamento global da força de vendas,
ou a dicotomia entre as vendas
consultivas e as técnicas “hard
selling” são alguns dos conceitos
que estarão em destaque.
Um dos elementos mais diferenciadores da unidade formativa é o corpo docente, que se
distingue pela reconhecida ex-
periência profissional, não apenas no campo académico mas
também empresarial. No caso
concreto do Master em Gestão
Inovadora de Equipa de Vendas,
os conteúdos ficam a cargo dos
seguintes formadores: Carlos
Rouco, diretor do Mestrado de
Liderança da Academia Militar;
José Manuel Carvalho Vieira,
coordenador da Licenciatura e
Mestrado em Gestão de Marketing do Instituto Superior da
Maia (ISMAI) e do Projeto Europeu EMIC – European Marketing & Innovation; António
Nogueira da Costa, diretor de
programas da Escuela de Negócios Caixanova e sócio da EF –
Consulting; e ainda Elisabeth de
Magalhães Serra, CEO da Gap
Consulting, coordenadora e autora do livro “Direção e Gestão
da Força de Vendas” (Edições
Vida Económica, 2012).
Recorde-se que, de a formação
avançada de dirigentes e altos
quadros ao reforço da qualificação de colaboradores, a ANJE
tem uma resposta formativa
completa, perfeitamente adaptável às características do tecido
empresarial português. A ambição de integrar no seu plano de
formação todos os públicos do
universo das empresas justifica
uma oferta que culmina com o
ensino pós-graduado e que inclui
também uma pós-graduação em
Gestão. Informações adicionais
e inscrições no site www.anje.pt/
portal/mastervendas.
No programa de conteúdos
destaca-se a abordagem de conceitos como os custos fixos e variáveis, os rácios financeiros, a autonomia financeira, as economias
de escala, os ciclos económicos e
o reconhecimento dos fatores
críticos de sucesso. Na perspetiva prática, os formandos poderão
calcular o “break-even” de uma
empresa e aprender a ler balanços
e demonstrações de resultados.
Através do recurso a situações
do quotidiano empresarial, bem
como através da resolução de
simulações e outros exercícios,
o curso aposta na familiarização
dos empresários com os conceitos essenciais da área financeira,
preparando-os para o cálculo dos
diversos indicadores e para o domínio das competências e conhecimentos necessários à respetiva
interpretação.
Jorge Soares Pinto é o responsável pelos trabalhos. Licenciado
em Engenharia Eletrotécnica
pela Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto, o formador leciona em cursos de pós-graduação e MBA no ensino universitário e conta com 12 anos de
experiência como consultor de
gestão de empresas, tanto a nível nacional como internacional.
Informações e inscrições no site
www.anje.pt/formacao.
25
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Artista de R&B Ne-Yo estreia-se
em Albufeira
ÓCIO E NEGÓCIOS
A 17ª edição da conceituada gala de verão do Sheraton Algarve Hotel
& Pine Cliffs Resort decorrerá no próximo dia 4 de agosto, nos relvados
da Pine Cliffs Golf Academy, ao som de Ne-Yo, estrela internacional de
R&B e vencedor de vários Grammy’s.
DIA NACIONAL COMEMORADO NO PORTO
França ascende à primeira posição
do investimento estrangeiro em Portugal
“França é desde o ano passado o principal mercado emissor de receitas de turismo para
Portugal” – afirmou Aude de
Amorim, durante a celebração
do Dia Nacional que assinala a
Tomada da Bastilha. A cônsul-geral de França no Porto destacou a presença bem integrada na economia portuguesa.
quatro vezes mais.
Como prioridades para a ação
na região Norte, Aude de Amorim referiu a diplomacia económica para apoiar e promover as
empresas francesas que se instalam em número crescente em
Portugal e reforçar a atratividade de França.
Destacou também a diploma-
junto de conferências.
A cônsul-geral referiu ainda
a ampliação das instalações do
Liceu Francês do Porto, com a
celebração do 50.º aniversário,
e o dinamismo das delegações
da Alliance Française em Braga, Coimbra, Guimarães, Porto
e Viseu.
Como exemplo de cidada-
França vai atingir este ano a primeira posição no ranking do investimento
estrangeiro em Portugal – prevê Aude de Amorim.
Luís Valente Oliveira foi um dos convidados presentes no Dia Nacional da França.
Sendo o terceiro maior parceiro comercial para Portugal, a
França subiu ao segundo lugar
no ranking do investimento
estrangeiro e deve atingir em
2013 a primeira posição, com
a compra da ANA pela Vinci.
Em termos da circulação de
pessoas, Aude de Amorim considera haver uma ligação única
entre Portugal e França. “No
ano passado mais de 40 mil
portugueses estabeleceram-se
em França, tendo-se observado
em sentido inverso a chegada
de cidadãos franceses, incluindo luso-descendentes”.
Sobre o Consulado-Geral de
França no Porto, Aude de Amorim salientou um crescimento
de 6% na comunidade inscrita,
ultrapassando 5500 pessoas.
Mas, de acordo com o Censos
2011, há mais de 20 mil franceses e franco-portugueses que residem na região Norte, ou seja,
cia migratória, enquanto novo
conceito que valoriza as vertentes da mobilidade, bem como a
diplomacia linguística e cultural
em torno dos valores da diversidade cultural e do multilinguismo, reforçando o interesse e o
espaço da língua francesa.
“Nestes períodos difíceis, reivindicar laços fortes com o país
de acolhimento é uma força.
Reforçar a ideia da ligação entre os nossos dois países é uma
riqueza” – acrescentou.
Aude de Amorim salientou
também a qualidade da relação
com os parceiros portugueses,
ao nível das autarquias, fundações, instituições culturais,
universidades, escolas e representantes das empresas, dos
media e da Administração Pública portuguesa.
A mais emblemática das parcerias foi o ciclo de França na
Casa da Música com um con-
nia europeia, Aude de Amorim
recordou que os franceses residentes em Portugal há mais de
três anos podem inscrever-se
nas listas para as eleições municipais portuguesas e exercer
o direito de voto no dia 29 de
setembro.
A comunidade francesa no Norte de Portugal continua a crescer. Em paralelo está a aumentar o número de portugueses que optam por trabalhar e residir em França.
26
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
LUXO & NÚMEROS
3 RESTAURANTES TOP
ONDE DEGUSTAR NO SOTAVENTO
NA
RUA
SÃO GABRIEL,
NO
HOTEL
VISTAS, O
O ESPECIAL
HARMONIOSO
Degustação G 92,5
Degustação G 69
e suplemento
de vinhos G 31
O
Chef Jaime Perez, catalão,
antigo subchefe de Ferran
Adriá (três estrelas Michelin), responsável pelo catering do
emblemático El Bulli, mudou-se de armas e bagagens para Vila
Nova de Cacela e com ele levou
a mulher, sommelier de profissão
que trata dos vinhos do Monte Rei Country & Golf Club. O
restaurante Vistas dá um contributo decisivo para a atratividade
do resort tanto na cozinha como
no serviço de vinhos competente
do Chefe de Sala Rui Pinto. Em
O
cinco anos, o restaurante Vistas já
tem numerosos clássicos, pratos
que não consegue tirar da carta
devido ao sucesso que obtiveram
junto dos clientes. Deixa-se um
exemplo de degustação e respetivos vinhos: snack de miniprego e
minissanduíche de foie gras com
decomposição de pina colada;
amuse bouche – bochecha de porco preto com trufa e ervas; miolo
de sapateira com manga maracujá
e rebentos; creme de batata roxa,
polenta, gema de ovo com espuma de trufa; dourada selvagem
em leito de espinafres frescos, sultanas, pinhão e beterraba; leitão
desossado e caramelizado com
mel, mousse de maçã e rúcula e,
para sobremesa, Royal de Maracujá, granizado de hortelã e gelado
de coco. Os vinhos que podem
acompanhar a degustação foram
espumante Filipa Pato, Blanc de
Blancs, Quinta da Chocapalha
branco Arinto, 2011; Palestra,
Douro tinto, 2009, e Madeira Blandy 5 anos. Para além do
menu, é possível escolher dois
pratos por J 43, por exemplo,
entre outras possibilidades de degustação. O Restaurante Vistas registou um crescimento gradual do
número de clientes entre 2008 e
2010 (cerca de 30% ao ano), tendo triplicado o número de clientes
entre 2010 e 2011, coincidindo
com o início da exploração turística das moradias do Monte Rei.
No ano de 2012, o número de
clientes do restaurante estabilizou
e para o ano de 2013 contam com
um crescimento a acompanhar o
crescimento da ocupação hoteleira
(cerca de 30%).
Restaurante S. Gabriel
(Vale do Lobo, Quinta do
Lago, Almancil) é brindado há 15 anos com uma estrela
Michelin. Acolheu recentemente
um filho da terra, o Chef Leonel
Pereira, de origem algarvia, após
dois anos no restaurante Panorama no Sheraton Lisboa, para comandar a cozinha. Faz-se acompanhar pelo escanção Victor d’Avo e
pelo Chefe de sala Delfim João.
Apresenta uma cozinha muito
específica, muito rebuscada e que
se pode dizer para veteranos dos
NA
PRAIA
ÚNICO CAMPO DE GOLFE DESENHADO POR JACK NICKLAUS EM PORTUGAL
O campo de Golfe do Monte
Rei Country & Golf Club é o
único desenhado em Portugal
pela empresa líder mundial em
projetos de campos de golfe,
fundada pelo golfista de renome
Jack Nicklaus, e o arquiteto
Pete Dye. Até hoje construíram
380 campos em 36 países no
mundo. Os prémios do campo de
Monte Rei falam por si, citando
apenas alguns: em 2008 foi
considerado Nº1 em Portugal
pela revista Inglesa Golf Monthly;
em 2011 e 2012, a mesma
distinção foi obtida junto do
sítio “top100golfcourses.uk” e
nos mesmos anos foi também
Nº1 em Portugal, segundo a
revista Americana Golf Digest.
Atualmente está na 12ª posição
no ranking da Europa Continental
e foi classificado o 3º melhor
campo na Europa pela revista
Alemã Golf Journal. Jack Nicklaus
apresenta este campo como “uma
joia rara”.
Segundo o General Manager do
Monte Rei, Salvador Lucena,
“dado o nível de serviço oferecido
e o intervalo entre saídas, o
campo de golfe de Monte Rei
não é um campo desenhado para
acolher um tráfego elevado de
golfistas, mas antes um campo
de elevada qualidade onde se
espera que cada golfista tenha
uma experiência verdadeiramente
única dentro e fora do campo. O
campo abriu no verão de 2007
e em 2008 recebeu cerca de
10.000 golfistas. Devido à
crise que se instalou, os dois
anos seguintes registaram
uma quebra no número
de golfistas. No entanto, o
empreendimento continuou
a apostar na qualidade e não
desceu os preços, e os anos de
2011 e 2012 registaram uma
recuperação significativa, neste
último devido à contribuição
da oferta de alojamento e
consequentemente ao número
de golfistas que ficam alojados
no empreendimento, sendo
que esperamos terminar o
ano de 2013 com números
semelhantes a 2008. O campo
tem sido reconhecido como o
melhor campo de Portugal e entre
os melhores da Europa pelos
‘rankings’ mais reconhecidos e
conceituados no mundo do golfe”.
LA CIGALE,
O PRAZENTEIRO
Lavagante G 69/kg
L
a Cigale é um restaurante
situado na praia dos Olhos
d’Água (Albufeira, Algarve).
Se a esplanada é tentadora, dada a
posição suspensa sobre o areal, na
realidade o charme da sala interior
conquista devido ao mobiliário azul
marroquino é muito mais confortável pela temperatura, pelo silêncio e em nada diminui a vista. O
cardápio é maioritariamente constituído por peixe fresco e marisco.
O ex-líbris são os camarões flambés
27
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Peugeot 508 Business Line oferece muito por pouco
Pensado para o empresário, assim se
apresenta o 508 Business Line (Carro do
ano 2012 em Portugal) e com 259 unidades
vendidas só no primeiro trimestre de
2013. “Luxo & Números” experimentou e
comprovou os consumos otimizados com a
motorização 2.0 HDi 140 cv (J32.115 no
caso da versão SW), consumindo apenas
4,6l /100 km. O preço do 508 Business
Line começa nos J29.140 para o 1.6 HDi
de 115 cv, sendo esta versão a que apresenta
o consumo misto mais baixo, 4 l/100 km,
e que pode ser adquirida por 275J/mês.
É ainda de referir o equipamento de série
muito generoso que inclui, por exemplo,
airbags frontais, laterais e de cortina; ajuda
ao estacionamento traseiro, ESP + ASR Perfo
+ Hill Assist; Rádio CD MP3 WIP Sound,
6 altifalantes, comandos no volante, tomada
USB/Jack; retrovisores elétricos e aquecidos e
sensor de chuva e luz e volante em couro.
RETRO P - ÓPTICAS CONDE REDONDO (OCR)
ALGARVIO
Óculos portugueses com “nível
superior a marcas internacionais”
Esta é uma história que remonta aos anos 60 quando
um avô, João Penedo, começou por fazer lentes cortadas à mão, resultando naquilo que é hoje o Grupo
Optivisão. “Um tio galego Manolo tinha uma empresa e o meu avô cortava os óculos que dos vendedores
levavam para a província para vender. Posteriormente,
abriu uma ótica na Parede e as coisas correram bem até
determinado ponto em que ele saiu da sociedade e se
estabeleceu sozinho. Durante dois anos o meu tio foi
sócio do meu avô numa ótica que ainda temos hoje
na Graça: o Oculista Central da Graça. Abriu-se uma
outra loja em 1972, no Conde Redondo, seguiram-se
a Praça do Chile e a rua Castilho, já em 1990”, recorda
menus degustação. Os suportes
em que serve as criações são altamente estudados, surpreendendo
com uma pedra de sal a ferver,
extraída das minhas de sal de
Loulé para um preparar um bife
de atum na pedra ou um tubo cor
de cobre brilhante cheio de creme
de algas, preparado e selado pelo
Chef e que acompanha uma hóstia de camarões secos de Alcácer.
Estas duas sugestões foram para
a Luxo & Números momentos
altos da degustação. É notória a
ligação à Herdade da Malhadinha
(Albernoa, Beja) em vários aspetos da mesa: a escolha dos vinhos
e do azeite e vinagre. É preciso ter
presente quando se escolhe o São
Gabriel que Leonel Pereira fez escola com gigantes como Bocus e
Ducasse, além de ter passado pela
Escola Le Nôtre, e que, sobretudo, prima por uma atitude de “rebeldia” na cozinha. O restaurante
tem capacidade para 70 pessoas,
está aberto para jantar de terça-teira a domingo e também ao
almoço de domingo. Encerra às
segundas-feiras, todo o dia.
HAVAIANAS
Edições especiais são as preferidas
em Portugal
DORA TRONCÃO
(J25,5), receita ultrassecreta deste
restaurante aberto todo o ano, ao
jantar e ao almoço e com pessoal
atencioso. Das entradas destacam-se ainda a salada de polvo fresquíssimo (J7,5) e as amêijoas (J15,5).
Mas atenção que este restaurante tem preços ligeiramente mais
elevados ao jantar. A sugestão de
vinho vai para o branco algarvio,
cada vez mais bem feito – produzido tanto nas regiões de Albufeira
como Lagos, Portimão, Lagoa e
Tavira – e para o Barranco Longo
Grande Escolha, da Herdade com
o mesmo nome situada em Algoz,
por 19,95 euros. É um investimento que vale a pena e que casa bem
com as propostas de cozinha do La
Cigale. À mesa encontrará sempre
a flor de sal do Algarve e o azeite e
vinagre da Herdade da Malhadinha
(Alentejo). O “trio algarvio”, bolo
feito de alfarroba, amêndoa e figo
(3,5 euros) é o doce ideal para fechar a refeição em terras algarvias.
Hugo Frederique, porta-voz do Grupo. Hoje são sete
lojas com mais de 30 pessoas a trabalhar. Pertencem às
Ópticas Conde Redondo (OCR), Grupo Optivisão,
que, apesar de ter no avô, João Penedo, o fundador, tem
na tia Maria Adelaide Penedo, presidente do Conselho
de Administração da Optivisão, a líder do projeto. “O
meu avô era a cabeça de cartaz. Ele estava sempre na loja
a trabalhar, era contatologista, e a minha tia encabeçou
o projeto da Optivisão.” Hoje é tempo de lançar uma
marca própria e de parceria com Nuno Baltazar. Retro
P., nome escolhido pelo estilo retro e “p” de Penedo e de
Portugal, foi uma ideia de Hugo Frederique que surgiu
no ano passado (2012). “Começámos a trabalhar com o
Nuno Baltazar em dezembro de 2011 – desenvolvemos
uma coleção que está a um nível superior a muitas marcas internacionais. Os preços são de J160, J190 e J220.
As edições não são limitadas, mas existem duas cores
que o são porque são feitas de um acetato dos anos 60
que já não existe mais. “Era um acetato do Sr. Zé Maria
[José Maria Santos Rodrigues da fábrica portuguesa de
óculos Sociel] e que foi utilizado para os óculos Retro
P de Nuno Baltazar.” Quanto aos restantes modelos, a
Sociel fabrica-os a partir de amostras de acetato italiano
porque “infelizmente não temos ninguém a produzir
acetatos e preferíamos fazer tudo português”, lamenta
Hugo Frederique.
Havaianas continua a política de
expansão de abertura de lojas próprias e conta agora com duas lojas
em Portugal (a recém-inaugurada
em Lisboa e outra em Portimão),
para além de numerosas presenças em espaços multimarcas, entre
os quais os dois Corte Inglés, em
Lisboa e de Gaia. Havaianas é uma marca
de moda altamente enraizada nos
hábitos de
consumo
portugueses,
conforme revela
a
Country
Manager para
Portugal, Marta
Lima. Desenganem-se aqueles que
pensam que é no preHavaianas Leaves (J160), um
dos modelos da Special Collection,
disponíveis na nova loja própria da
marca no Chiado, em Lisboa.
ço base, os 15 euros, que estão os
modelos preferidos dos adeptos
da marca em Portugal. A Special
Collection, que integra as edições
especiais da marca, entre as quais
as Havaianas com cristais Swarovski (cerca de J160), é a preferida
dos portugueses neste momento.
As Havaianas com plataforma são
outra das preferências das mulheres portuguesas. Marta
Lima desvenda ainda que
os apreciadores portugueses nunca dizem não
“a uma nova estampa,
mais colorida e arrojada, e são aqueles que
estão mais próximos
do perfil do comprador no Brasil, o país
de origem da marca”.
A marca comemora
50 anos de vida, produzindo apenas no
Brasil por uma questão de manter secreta a fórmula
da borracha que faz o sucesso de
Havaianas. “A produção de Havaianas é de sete pares por segundo, quando falamos do modelo
Marta Lima, Country Manager
Havaianas, revela que o apreciador
da marca português é o mais próximo do brasileiro, sendo ambos adeptos de escolhas arrojadas.
básico, enquanto um chinelo da
Special Collection pode demorar
até 40 minutos como é o caso das
edições com cristais Swarovski cosidos à mão. O target da marca é
dos 18 aos 30 anos, mas felizmente
a marca agrada a muitas pessoas de
todas as cidades e classes sociais”.
Em 2012, Havaianas cresceu 10%
a nível europeu e pretende crescer
20% em 2013.
28
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Siemens fornece maior parque eólico do mundo
sobre o mar
EMPRESAS
No dia 4 de Julho foi inaugurado o maior parque eólico do mundo construído no mar, o
London Array. A Siemens forneceu 175 turbinas eólicas e a respetiva ligação à rede elétrica do
London Array. Juntamente com a Dong Energy, e ao abrigo de um acordo de longo prazo, a
Siemens também será responsável pela assistência técnica das turbinas.
Docapesca promove
campanhas de pescado
nacional
Campanha da Cavala gerou
receita adicional de dois
milhões de euros
opção na mesa dos portugueses, que, sendo
abundante na nossa costa, é também um
dos mais ricos do ponto de vista nutricional. “Em fresco ou em conserva a cavala é
rica em Ómega 3” e, por isso, “o seu consumo é bom para a saúde”, explica José Apolinário.
Capturada pela frota do cerco, sem restrições de contingente e de baixo valor comercial, esta espécie é abundante na costa
nacional, pelo que, defende este responsável, “pode e deve ser valorizada”, contribuindo para o aumento da rentabilidade da
frota, a retribuição justa do pescador e um
consumo económico e responsável.
Procurando justificar a crescente valorização desta espécie, o presidente da Docapesca lembra que os dados mais recentes revelam que “a abundância da cavala e
da sardinha estão exatamente em direção
oposta. Ou seja, a redução das capturas de
sardinha – redução abrupta, diga-se – tem
sido acompanhada pelo aumento da captura da cavala”, sendo que esta ultrapassou
mesmo em 2012 a captura de sardinha.
Campanha do polvo é a próxima
ação promovida pela Docapesca
José Apolinário (esquerda), acompanhado do Chef João Sá (direita) na Caravela Vera Cruz.
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
A campanha para levar mais portugueses
a consumir cavala resultou num aumento
de 22,8% do volume deste peixe vendidos
nas lotas, o que permitiu que os pescadores
nacionais obtivessem no ano passado uma
receita adicional de cerca de dois milhões
de euros.
Em declarações à “Vida Económica”,
José Apolinário garantiu que a ação de valorização da cavala promovida pela Docapesca teve, como primeiro resultado, “uma
maior atenção dos consumidores para esta
espécie”, o que resultou num “aumento de
vendas em lota de, aproximadamente, dois
milhões de euros”.
Ainda assim, para o presidente do Con-
selho de Administração da Docapesca o
rendimento dos pescadores que se dedicam
à captura desta espécie “pode ainda aumentar” pois “há ainda muitas toneladas de cavala que se destinam a alimento de outras
espécies ou isco”. Por outro lado, verifica-se, “em alguns portos, um recurso algo
significativo a contratos de pesca que, embora garantindo um preço médio quando
não têm cavala vendida em leilão, deixam a
mais-valia noutros intervenientes que não
os pescadores”, denuncia.
Desvalorizada por muitos portugueses, a
cavala era, até há bem pouco tempo, procurada apenas pelas classes mais baixas,
devido ao seu baixo preço. Todavia, este
é um cenário em mudança. Na verdade,
atualmente, este peixe é cada vez mais uma
Terminada a campanha que procurou
aproximar a cavala da mesa dos portugueses,
a Docapesca avança agora com um novo projeto, desta feita, a campanha do polvo, que
visa também valorizar esta espécie ao longo
de toda a fileira comercial e no consumo.
Questionado acerca desta nova campanha, José Apolinário explica que o objetivo
passa por “promover o polvo ao longo de
toda a sua cadeia de valor”. Para tal, adianta, está previsto um conjunto de iniciativas
que passam pela sensibilização dos pescadores “para melhores práticas na captura
e conservação”, pelo estímulo à indústria
para o “desenvolvimento de novos produtos que permitam utilizações mais adequadas ao novo estilo de consumo dentro
e fora de casa” e pela realização de ações
de divulgação e informação ao consumidor
“sobre dicas úteis ou sobre a versatilidade
gastronómica da espécie”.
JOSÉ MARTINO
engenheiro agrónomo
josemartino.blogspot.com
Faz de conta!
Os partidos políticos que
por estes dias tentam chegar
a um acordo de “salvação
nacional”, como foi imposto
pelo Presidente da República,
apostam em continuar a dar
um espetáculo algo deprimente
ao País.
Merecem-me todo o respeito
as personalidades que esses
partidos indicaram para as
reuniões que têm decorrido.
Parecem-me, aliás, pessoas
dignas do maior crédito, mas
a culpa não é deles, é de um
sistema que acha que o País
pode ficar paralisado durante
semanas enquanto que saia
fumo branco ou … negro.
Ao longo da última década,
tenho tido a feliz oportunidade
de escrever em jornais. Tenho,
assim, publicado a minha
opinião sobre os mais diversos
assuntos da nossa atualidade
política e económica, com
particular realce para as
questões agrícolas.
No entanto, esta faceta
de “opinion maker”, por
assim dizer, não me afastou
do terreno, da economia e
do país real, das pessoas que
quotidianamente tentam dar
o seu contributo para levar a
nossa economia para a frente.
O conhecimento desta
realidade faz-me dizer que os
nossos políticos e os nossos
governantes nem imaginam
o mal que têm feito à nossa
economia e à economia das
pessoas. Quantos negócios
ficaram por realizar? Quantos
empregos ficaram por criar?
Quantos projetos ficaram por
desenvolver?
Muitos e muitos. Sei do que
falo porque estou na economia
real e vejo todos os dias o
que esta incerteza política
e esta paralisia governativa
provoca em quem quer fazer
investimentos. É o país que está
todos os dias a perder.
Se os nossos políticos e
governantes conhecessem a
economia real, estou certo que
em poucas horas resolveriam
o problema e não deixariam
arrastar este triste espetáculo.
Aliás, em pouco tempo, com
coragem política, rigor e
determinação, podia-se alterar
muitas das regras burocráticas
que emperram a atividade
agrícola e prejudicam a
economia. Querem a reforma
do Estado? Podiam começar por
aqui…
29
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Porto de Sines cresce em mercadorias e nos contentores
O Porto de Sines registou um crescimento de 22% no total de carga movimentada no primeiro
semestre de 2013, em comparação com o período homólogo do ano anterior. Foram movimentados 17,4 milhões de toneladas. Nos contentores esta evolução foi ainda mais significativa, com
um impressionante aumento homólogo de 62% no semestre, ultrapassando os 422 mil TEU
acumulados.
Filipe Albuquerque regressa
ao Autódromo Algarve
para o Superstars GT Sprint
Nomes do automobilismo português e mundial vão estar no Algarve este fim de semana.
O Autódromo Internacional do Algarve
recebe, entre hoje (19 de julho) e domingo
(21 de julho), o Superstars International
Series e Filipe Albuquerque, que venceu
uma destas corridas em 2010, em Portimão, está de regresso, desta feita na categoria GT Sprint, fazendo equipa com Thomas Schoffler num Audi R8 LMS. Não
será, no entanto, o único português em
pista, uma vez que já estão confirmados,
para as mesmas provas, a participação de
José Pedro Fontes/Miguel Barbosa, num
Mercedes AMG SLS, Filipe Barreiros/Rui
Águas, com um Ferrari 458 GT3, e António Coimbra/Luís Silva, também com um
Mercedes AMG SLS.
Os pilotos portugueses vão assim enriquecer um vasto leque de pilotos que brilham nestes campeonatos, tais como Vitantonio Liuzzi, Domenico Schiattarella,
Gianni Morbidelli ou Nicola Larini, ex-pi-
lotos de F1 e que competem nos Superstars
International Series. Filipe Albuquerque,
que não tem, nos últimos anos, corrido
em solo nacional, mostra-se agradado por
regressar ao Autódromo do Algarve, pista
que conhece bem e onde já foi, por diversas vezes, bem sucedido. “É um privilégio
poder correr no AIA e na frente do público
português. O Algarve é um dos meus circuitos preferidos e tenho a certeza que este
fim de semana será uma grande festa. Estou
confiante que darei razões aos portugueses
para festejar”, disse Albuquerque.
Para além dos Superstars International
Series, International GT Sprint, vai estar
também em pista o Ferrari Challenge, que
terá igualmente a participação de Filipe
Barreiros, o único português em competição neste campeonato. Os bilhetes podem
ser adquiridos a partir de 10 euros no site e
loja do Autódromo ou nos postos dos CTT.
Orquestra do Norte
em concerto de verão
Os jardins da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos recebem hoje
a Orquestra do Norte para um concerto de verão dedicado a Wagner e Verdi,
compositores de referência do século
XIX e que têm a particularidade de cumprirem, em 2013, 200 anos sobre o seu
aniversário.
Com a direção de José Ferreira Lobo, a
Orquestra do Norte vai explorar, além do
repertório dos dois compositores, as influências que geraram na sua época em autores como Otto Nicolai, Franz von Suppé e
Johann Strauss.
A SRNOM recebe assim mais uma noi-
te dedicada à música clássica que combina
natureza e musicalidade.
Com entrada gratuita, o concerto tem
início marcado para as 21h30.
30
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
EMPRESAS
Carga contentorizada aumenta mais de 13%
no Porto de Lisboa
PLMJ assessora negócio de 2,5 mil milhões
em Moçambique
O Porto de Lisboa teve, no primeiro semestre, um bom desempenho no que tocou à carga
contentorizada. O aumento foi de 13,4%, face a igual período do ano passado. Foram 705 os
navios que acostaram ao Porto de Lisboa. O tráfego de contentores é considerado um mercado estratégico para este porto, que possui serviços regulares operados pelos maiores armadores
mundiais. A carga contentorizada tem um peso de 44% do total da carga movimentada. No
total, 1 434 navios passaram pelo Porto de Lisboa durante o primeiro semestre.
A PLMJ – Sociedade de Advogados e o GLM – Gabinete Legal Moçambique assessoraram
as empresas Oil and Natural Gas Corporation (ONGC) na aquisição de 10% do interesse
participativo detido pelo grupo indiano Videocon Industries no bloco Área 1 do offshore da
Bacia do Rovuma. Tratou-se de uma das maiores operações na área das energias levada a cabo
na África Ocidental, num valor de cerca de 2,5 mil milhões de dólares. O processo foi acompanhado pelos dois gabinetes, parceiros no âmbito da PLMJ International Legal Network.
Prémio D. Antónia destaca excelência
da investigação portuguesa
MARC BARROS
[email protected]
Na 25ª edição do Prémio D. Antónia,
instituído pela Sogrape e pelos descendentes de D. Antónia Adelaide Ferreira,
conhecida como a “Ferreirinha” do Douro, o júri atribuiu o galardão a Maria do
Carmo Fonseca, diretora do Instituto de
Medicina Molecular.
O prémio, que todos os anos distingue
uma personalidade empreendedora do
sexo feminino, pretendeu ainda “destacar
a excelência da investigação portuguesa”,
como afirmou Artur Santos Silva, presidente do júri, durante a cerimónia de entrega do prémio, que decorreu nas caves
Ferreira.
Segundo Santos Silva, Maria do Carmo
Fonseca é “uma figura notável do Portu-
gal contemporâneo”. Relevando o seu
percurso académico e perfil de investigadora, enquanto licenciada em Medicina
e doutorada em Biologia Celular pela
Universidade de Lisboa, Maria do Carmo
Fonseca é ainda pós-doutorada pelo Laboratório Europeu de Biologia Molecular, na Alemanha, e dirige o programa de
cooperação internacional Harvard Medical School - Portugal, tendo já recebido o
prémio Gulbenkian de Ciência, o prémio
ibérico Dupont da Ciência e a Comenda
da Ordem de Santiago da Espada.
O Instituto de Medicina Molecular,
frisou, “estuda doenças causadas pelas
alterações genéticas, nomeadamente o
cancro, contribuindo para apresentar soluções terapêuticas”, disse. Santos Silva
destacou o facto de que Maria do Carmo
Fonseca é responsável por 500 investiga-
Procura que “o sucesso de
uns seja mobilizador de
recursos financeiros para
todos”
dores de mais de 30 diferentes nacionalidades, e “tem conseguido enfrentar o
desafio de não perder para o estrangeiro
os melhores cérebros”. Ao mesmo tempo,
ao permitir que “as diferentes nacionalidades se articulem”, procura que “o sucesso de uns seja mobilizador de recursos
financeiros para todos”.
Porém, este prémio visou ainda distin-
guir “o salto extraordinário que o país
deu nos últimos anos” em matéria de
ciência. O também presidente da Gulbenkian recordou que, em 2000, Portugal tinha um rácio de três investigadores
por cada mil habitantes, passando para
oito em mil em 2012. “Na UE a 15 esse
valor é de sete para mil e na UE a 27 é de
seis para mil”.
Para além de Santos Silva, o júri do
prémio Dona Antónia integra dois representantes dos descendentes de D. Antónia (Maria João Spratley Ferreira, pelo
ramo Ferreira, e Francisco Javier Olazabal, pelo ramo dos Condes de Azambuja), bem como o ex-presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira,
o presidente da Associação Empresarial
de Portugal, José António Barros, e Luís
Valente de Oliveira e Rui Guimarães.
PUB
MARIA DOS ANJOS GUERRA ADVOGADA
[email protected]
DIVISÃO DE COISA COMUM
Imóvel habitado por um dos comproprietários
Em meados de 2010, transitou em julgado uma partilha de herança da qual resultou que o imóvel onde vivo ficou adjudicado a mim e aos restantes herdeiros.
O imóvel em causa é uma moradia unifamiliar, não existindo condições para ser
dividido pelos restantes herdeiros.
No início deste ano (2013), fui notificado pelo Tribunal que os herdeiros moveram ação judicial para Divisão de Coisa
Comum, com o fundamento de que o
imóvel é indivisível e que não pretendem
manter-se comproprietários. Contudo,
sou portador de grau de deficiência superior a 60% e encontro-me desempregado, sendo esta a minha única morada.
Sendo portador de deficiência, não estou salvaguardado no regime de exceção
no meu direito a permanecer na habitação da qual sou comproprietário?
Se a venda do imóvel se realizar, quanto
tempo poderei permanecer na habitação?
Existe propriedade em comum ou
compropriedade quando duas ou mais
pessoas são, simultaneamente, titulares do
direito de propriedade, pelo que, se, como
o leitor refere, o imóvel foi adjudicado em
conjunto aos vários herdeiros, os mesmos são
comproprietários da moradia em questão e
cada um tem direito sobre a correspondente
parte ideal do imóvel e não sobre uma parte
especificada do mesmo.
De acordo com o regime da
compropriedade, na falta de acordo sobre
o uso da coisa comum a qualquer dos
comproprietários é licito servir-se dela,
conquanto não a empregue para fim diferente
daquele a que a coisa de destina e não prive os
outros consortes do uso a que igualmente têm
direito.
Por este motivo e ainda porque o uso da
coisa comum por um só dos proprietários
não constitui posse exclusiva ou posse de
quota superior à dele, no que excedesse a
sua quota-parte na compropriedade, o leitor
só teria direito a utilizar a totalidade do
imóvel se tivesse celebrado com os demais
comproprietários um contrato que lhe
conferisse legitimidade para o efeito, fosse um
contrato de arrendamento, ou a constituição
de um direito de uso e habitação, usufruto ou
outro.
Muito embora tal contrato não fosse
suscetível de impedir a divisão de coisa
comum, na medida em que, salvo convenção
em contrário, nenhum dos proprietários é
obrigado a permanecer na indivisão, poderia
ser oponível ao adquirente do imóvel, de
modo a permitir que o leitor continuasse a
utilizá-lo.
Acresce que, dependendo do tipo de
contrato que o leitor poderia ter celebrado
para acautelar a continuidade do uso da
moradia, poderia auferir de alguma proteção
jurídica em função da deficiência de que é
portador, quer quanto à duração do contrato
quer quanto à entrega do imóvel.
Se nenhum contrato chegou a ser celebrado
entre o leitor e os demais comproprietários,
e caso não chegue a adquirir a moradia,
por acordo ou através de licitações em sede
de conferência de interessados a realizar no
processo em questão, o leitor deverá proceder
á entrega do imóvel, logo que a decisão
que homologue a adjudicação transite em
julgado ou noutro prazo que, para o efeito,
lhe seja deferido no processo, recebendo,
nesse caso, a parte do preço obtido pelo
imóvel correspondente à sua quota-parte na
compropriedade.
31
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
QREN
Poiares Maduro quer QREN
a dar resposta ao desafio
do desemprego
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse esta semana que o próximo
quadro de apoio comunitário, a vigorar no período entre 2014 e 2020, terá
como foco o reforço da competitividade
externa da economia portuguesa.
“Há um défice de competitividade na
economia portuguesa. É para aí que devemos dirigir boa parte dos fundos do
próximo quadro de programação”, declarou Poiares Maduro no Parlamento,
sobre as estratégias para a parte final do
Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Para o ministro, os fundos do próximo quadro devem ainda ser
utilizados junto de empresas que “promovam competitividade, criem emprego” e tenham “capacidade exportadora”.
As verbas do QREN já serviram
para apoiar quase 10 mil
empresas portuguesas
Os projetos de eficiência energética receberam 346 milhões de euros do
Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), 2% do total de fundos
disponibilizados, avança o Observatório
do QREN.
De acordo com as principais conclusões do estudo do Observatório, estes
investimentos em “rubricas de despesa
associadas à eficiência energética” vão
permitir “uma redução do consumo
energético, para o período de 20132016, na ordem dos 352 534 tep (toneladas equivalentes de petróleo), a que
correspondem 858 391 toneladas de
emissões de CO2 evitadas”.
Para o Observatório do QREN, os
dados revelam ainda que a eficiência
energética “pode vir a ser uma área a ganhar um maior protagonismo no próximo ciclo de fundos comunitários, numa
maior articulação entre a alocação dos
recursos comunitários e os instrumentos
de política setorial neste domínio”.
Apesar disso, o volume de financiamento comunitário mobilizado em Portugal para o aumento da eficiência energética não ultrapassou os 2% do total
dos recursos do QREN até setembro de
2012, segundo a mesma fonte.
Assembleia
da República
reclama medidas
de combate
ao desemprego
juvenil
O taxa de compromisso dos
fundos é de 96,5% e a taxa de
execução de 62,9%
Já no que refere ao atual QREN, lembrou que as verbas do QREN já serviram para apoiar quase 10 mil empresas
portuguesas e adiantou que existe, nesta
fase, um valor de compromisso dos fundos de 96,5% e uma taxa de execução
de 62,9%, sendo de esperar que até final
de 2015 se atinjam os 100% de fundos
comprometidos.
Criação de uma entidade financeira
Miguel Poiares Maduro destacou ainda a necessidade de envolver “partidos,
parceiros sociais e todos os portugueses”
no novo quadro comunitário, já que
o mesmo envolve fundos e apoios que
“ultrapassam uma legislatura” e onde é
fundamental uma determinada posição
negocial de Portugal junto de Bruxelas
e Estados-membros da União Europeia.
A criação de uma entidade financeira
para o desenvolvimento e financiamento por via de fundos comunitários foi
QREN destinou
346 milhões
a projetos
de eficiência
energética
“Há um défice de competitividade na economia portuguesa. É para aí que devemos dirigir boa
parte dos fundos do próximo quadro de programação”, declarou Poiares Maduro.
também abordada por Poiares Maduro,
para quem esta instituição se complementará com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), ligada à “banca comercial”,
no financiamento à economia. “No longo prazo é importante que a CGD seja
complementada com uma instituição financeira de desenvolvimento”, declarou
o ministro.
O ministro disse ainda que, a partir de
agora, estas verbas europeias vão servir
sobretudo para apoiar empresas exportadoras, e promete que em quatro meses
será criada a instituição financeira de
desenvolvimento. Não se trata de um
banco, pois não compete com os bancos
comerciais, mas vai colmatar a dificuldade de acesso das empresas ao crédito.
Na resolução publicada em Diário
da República a 8 de julho de 2013, a
Assembleia da República recomenda ao
Governo a tomada de medidas tendo
em vista combater o desemprego juvenil.
Entre estas medidas está a “reclamação de um fundo europeu para implementação de programas de emergência
nacionais de combate ao desemprego
jovem, que privilegie, nos montantes de
apoio e incentivo atribuídos, os Estados
Membros da União Europeia com taxa
de desemprego juvenil acima da média
europeia.
Outra medida é a “definição de uma
rubrica de financiamento às micro, pequenas e médias empresas, para investimento no emprego de jovens”.
Por fim, propõe a AR ao Governo o
“aumento dos níveis de educação e de
formação dos jovens com vista à garantia de maior empregabilidade e produtividade”.
32
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Taylor’s Vargellas Vinha Velha Vintage 2011
com nota máxima
A Revista de Vinhos deu nota máxima – 20 pontos – ao Taylor’s Vargellas Vinha
Velha Vintage 2011, um dos mais raros e colecionáveis vinhos do Porto Vintage.
Produzido em pequeníssimas quantidades — 3720 garrafas — a partir das parcelas
de vinha velha da quinta, este vinho está disponível nas melhores garrafeira com PVP
recomendado de 260 euros.
EM FOCO
Empresas do setor fotovoltaico
estão contra o protecionismo europeu
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
Cerca de 30 empresas europeias do sector fotovoltaico, entre
as quais a EDP e a Efacec, viajaram esta semana até Bruxelas
para participar numa audição na
Comissão Europeia (CE), numa
tentativa de evitar a concretização de um conflito comercial de
grandes proporções entre a União
Europeia e a República Popular
da China.
Na sessão, os responsáveis das
empresas procuraram sensibilizar
a CE para a possibilidade de uma
“guerra” comercial China-UE
poder alargar-se a outros setores e
atingir proporções incalculáveis.
A ocorrer esse conflito, Portugal
estará entre os países-alvo da retaliação chinesa, dado que foram já
reportadas notícias, não desmentidas, sobre a hipótese de penalização dos vinhos, cortiça e azeite
portugueses.
Na base do diferendo está a
Ameaça de conflito
comercial China-UE
envolve Portugal
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Como atrair
e manter clientes
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ENQUADRAMENTO:
A relação entre empresas industriais e clientes é um aspeto fulcral nos dias de hoje.
As empresas têm de estar cada vez mais preparadas para acompanhar as exigências
dos seus clientes, prestando-lhes um serviço de mais qualidade. É essencial que o
foco da empresa esteja “verdadeiramente” nos seus clientes. Assim, é crucial que
as empresas utilizem uma abordagem de marketing focada num equílibrio entre
atrair novos clientes e manter os já existentes!
PROGRAMA:
- Como criar relações de longo prazo entre empresas e clientes
- Utilizar diferentes estratégias de Marketing Relacional
- Como atrair novos clientes
- Como manter a lealdade dos clientes
- A importância da comunicação interna vs. comunicação externa
- Database Marketing e CRM – Customer Relationship Management
- Como usar o Marketing Relacional numa perspetiva de vendas
FORMADOR: Dr. Pedro Aguiar
Presidente do Conselho de Administração da CMN, SA (atual); CEO – Esferasaúde
(atual); CEO – Ahptus (atual); Administrador executivo da Onestone, SGPS, SA; Administrador Executivo da AH Business, SGPS, SA (atual); Presidente da Comissão
Executiva da QnS SGPS, SA; Regional Manager – Abbott Laboratórios, Divisão de
Diagnóstico; Membro no Conselho Europeu da Empresa; Membro do Corpo Especial
de Negociação para a criação do Conselho Europeu.
Formador: em várias Empresas e Instituições (Vendas, Marketing, Gestão)
Doutorando em Ciências Empresariais pela Universidade Rey Juan Carlos; MBA em
Marketing – Escola de Gestão do Porto; Marketing Management – Instituto Português de Marketing; Lic. Biologia – Universidade do Minho; Formação em Portugal,
Alemanha, Estados Unidos, Espanha, nas áreas de Vendas, Liderança, Marketing,
Estratégia, Negociação.
imposição por Bruxelas de direitos aduaneiros designados “anti-dumping”, para travar a importação de painéis solares e outros
componentes “made in China”.
A medida entrou em vigor, a título preliminar, no passado dia
6 de junho, isto apesar de 17
estados-membros da UE terem
votado contra esta decisão. Portugal, todavia foi um dos países
que votaram a favor da medida.
Apesar do diferendo, a CE começou já aplicar direitos aduaneiros
de 11,8 %, mas já a 6 de agosto,
a taxa irá subir para níveis que
podem atingir os 70%, um valor
que constituirá um aumento de
500%.
Em risco 242 empregos na
Europa
Para a Alliance for Affordable Solar Energy (AFASE), que
promoveu a iniciativa, as medidas impostas serão “devastadores
para a generalidade da indústria
europeia” e colocarão “em sério
risco” cerca de “242 mil empregos na UE”, afirmou Thorsten
Preugschas.
Fazendo uma antevisão da audiência, o presidente da Soventix
GmbH e da AFASE assegurou
que a deslocação a Bruxelas visou
manifestar a oposição das empresas “à continuação da aplicação
destes direitos lesivos e prejudiciais”, na medida em que estes
“apenas estão a levar à contração
do mercado e a custar muitos empregos verdes em toda a Europa”.
A terminar, Thorsten Preugschas afirma ainda esperar que
o exemplo da Gehrlicher Solar,
uma das empresas mais antigas
na indústria solar e que anunciou há cerca de quinze dias ter
pedido a insolvência como consequência direta “da implementação em toda a UE das tarifas
‘anti-dumping’, sobre os painéis
solares chineses e como resultado
da deterioração das condições de
mercado na Europa”, tenha sido
suficiente para convencer a CE “a
agir, ao invés de se colocar à margem”, isto “enquanto a indústria
colapsa”.
33
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
EMPRESAS/Empresas Familiares
Especialistas na consultoria a Empresas Familiares
e elaboração de Protocolos Familiares
Santiago – Porto www.efconsulting.es
REFLEXÕES SOBRE
EMPRESAS FAMILIARES
ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA
Consultor Empresas
Familiares
[email protected]
O que mais evoluiu na comunicação da empresa familiar
Os últimos artigos focaram-se nos distintos fatores que têm
contribuído para a evolução da
comunicação na empresa familiar e, como caraterística dos
mesmos, casos ilustrativos de negócios portugueses.
O estudo da Edelman, ao ter
solicitado aos inquiridos que
referissem quais os principais
itens de comunicação que mais
se destacaram, permite uma
análise mais profunda desta
contínua abertura dos negócios
familiares.
O primeiro grande ponto a relevar é que a envolvente atual está
favorável e reconhece valor a este
tipo de companhias. Esta particularidade permite uma grande
convergência dos interesses dos
“media” – ávidos por falar com
e de negócios tradicionalmente
pouco dialogantes e mais desconhecidos, com o dos empresários
o que mais evoluiu na comunicação
Um
EXCELENTE
EXEMPLO
sobressai
DOS
anúncios
DE
PUBLICIDADETELEVISIVADAhWCPATOvONDETERMINAMCOMAREFERÐNCIAhA
FAMILYCOMPANYvnEÏESTAMESMAAASSINATURAQUESOBRESSAIDOLOGOTIPO
DESTENEGØCIOFAMILIARFUNDADOEM
– ao sentirem que existe impacto
e valor acrescido da sua abertura
e maior comunicação.
O segundo aspeto a considerar
é que esta tendência não parece
tratar-se de uma moda, mas sim
de uma estratégia deliberada e
proativa: existe uma visibilidade
premeditada e preparada com estruturas de comunicação efetivas.
Para concluir esta síntese, e
porque iremos detalhar futuramente cada um dos pontos
focados no gráfico, o reconhecimento da importância para
a empresa e família de uma comunicação efetiva com os seus
principais grupos de interesse
(stakeholders).
Temas
para reflexão:
s1UALANOSSAESTRATÏGIADE
comunicação?
s²AMAISAJUSTADAAOCONTEXTO
atual?
s1UEELEMENTOSDECOMUNICAÎÍO
PODEMOSAJUSTAROUPOTENCIAR
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34
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
EM FOCO
Unidade de ensaios clínicos
em seres humanos inaugurada no Porto
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
Foi inaugurada na passada semana no Hospital da Prelada,
no Porto, a Blueclinical Phase I,
a primeira unidade certificada
em Portugal para a condução de
ensaios clínicos em voluntários
saudáveis ou em populações selecionadas de doentes, um tipo
de ensaios essencial para a investigação de novos medicamentos,
sejam eles originais ou genéricos.
Apesar de não ter sido divulgado o investimento realizado,
o projeto prevê a criação de 26
postos de trabalho diretos e a
disponibilização de 29 camas, na
expectativa de desenvolver várias
dezenas de ensaios clínicos por
Criação de 26 postos
de trabalho diretos e
disponibilização de 29
camas
ano para clientes nacionais e internacionais.
Em declarações à “Vida Económica”, Luís Almeida, administrador da Blueclinical, salienta
que, “apesar de muitas empresas
estarem a investigar novos medicamentos, não existia nenhuma
entidade habilitada a proceder às
respetivas experiências”. Por isso,
“era imperioso haver uma unidade de ensaios fase I em voluntários
O novo centro visa satisfazer as necessidades das empresas portuguesas, em grande parte PME, que desenvolvem
projetos de I&DT.
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Potencial de exportação
de serviços
Surgindo num momento em
que a investigação clinica é declarada como do máximo interesse
estratégico para o país, “porque
está na génese da inovação na
área da saúde e tem um elevadíssimo valor acrescentado e potencial económico”, o projeto
apresenta “um enorme potencial
de exportação de serviços”, pois
visa “satisfazer as necessidades
das empresas portuguesas, em
grande parte Pequenas e Médias
Empresas (PME), que desenvolvem projetos de Investigação e
Desenvolvimento Tecnológico
(I&DT) e que necessitam deste
tipo de ensaios para prosseguir
com o desenvolvimento dos seus
produtos e para a entrada destes
no mercado”.
Discursando na sessão de
apresentação do projeto, o sócio
fundador assegurou ainda que
existem “várias oportunidades
no setor da saúde”, dado que o
“I&DT internacional está a crescer e em grande mudança”, e que
o nosso país pode beneficiar disso
mesmo se souber tirar proveito de
um “ambiente político favorável”,
das “excelentes infraestruturas de
saúde” existentes e de uma “preparação clínica ao mais alto nível”. Prova disso mesmo tem sido
a crescente “procura dos especialistas nacionais por parte dos mercados internacionais”, reforçou.
A terminar, Luís Almeida lembrou ainda que existem cerca de
5800 medicamentos em ensaios
clínicos a nível mundial, sobretudo em classes terapêuticas como o
cancro, vacinas, infeções cutâneas
e outras, e sublinhou que, apesar
de os “ensaios clínicos terem vindo a registar um decréscimo nos
últimos anos em Portugal”, os 99
ensaios aprovados em 2012 representaram um investimento que
ascendeu a 36 milhões de euros.
35
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Ordem rejeita alterações ao regime simplificado de tributação
A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas disponibilizou uma minuta para os membros efetuarem uma
reclamação relacionada com o regime simplificado de tributação. Acontece que muitos profissionais se
confrontaram com o enquadramento dos seus clientes no regime simplificado de tributação de IRS, sem
que, atempadamente, tivessem conhecimento da necessidade de procederem à entrega de qualquer declaração de alterações. Considera a Ordem que se trata de uma situação que não possui a necessária cobertura legal, pelo que passou a disponibilizar um formulário que servirá de base a uma reclamação graciosa.
FISCALIDADE
NA PERSPETIVA DO CESE
AGENDA FISCAL
Estados-membros têm de melhorar
eficácia dos serviços
auxílios estatais. Quanto ao planeamento
fiscal agressivo, o CESE assume que as propostas da Comissão devem ser suficientemente claras no que respeita à cláusula geral
antiabuso e à definição de acordos bilaterais
artificiais, de modo a serem facilmente aplicáveis por todos os Estados-Membros.
Simplificar e harmonizar processos
A fraude e a evasão fiscais, associadas ao planeamento fiscal agressivo, representam uma perda de
receita anual de um trilião de euros na União Europeia.
O Comité Económico e Social Europeu
(CESE) vê com bons olhos o plano de ação
apresentado pela Comissão Europeia, no
âmbito do reforço do combate à fraude e
à evasão fiscais. No entanto, avisa que um
progresso real só será possível se os Estados-Membros desenvolverem esforços para
melhorar a eficácia dos serviços fiscais. O
que implica a disponibilização de recursos
financeiros e humanos, bem como uma coordenação mais eficaz entre as várias administrações fiscais.
O CESE recomenda a Bruxelas que a
fraude e evasão fiscais, a par do planeamento fiscal agressivo, façam parte da Análise
Anual do Crescimento e do Semestre Europeu e que sejam adotadas medidas específicas contra aqueles fenómenos. Considera
o comité que só assim será possível realizar
progressos no que respeita ao pagamento e
cobrança de impostos, promover uma maior
equidade, assegurar uma melhor redistribuição e combater a pobreza. Ainda que a
entidade esteja de acordo com a proposta de
colocar em lista negra os Estados-Membros
que operam como paraísos fiscais, defende
que os critérios comuns para a identificação
desses estados e territórios sejam definidos a
nível europeu, de modo a evitar uma aplicação desequilibrada em termos nacionais.
Na lista negra devem entrar não só países
terceiros, mas também os territórios e as jurisdições pertencentes a Estados-Membros e
as empresas que aí operam.
O comité considera que a Comissão pode
completar as suas propostas de criação de
uma lista negra dos países não cumpridores com sanções a impor às empresas, como
a sua exclusão de contratos públicos, de
financiamento da União Europeia ou de
Mas o CESE vai mais longe e recomenda à Comissão e aos Estados-Membros que
prossigam os seus esforços no sentido de
simplificar e harmonizar o quadro jurídico
vigente, aos níveis europeu e nacional. Um
quadro jurídico mais simples e harmonizado, no domínio fiscal, reduziria substancialmente a possibilidade de fraude e evasão
fiscais. Também defende que os Estados-Membros sejam desencorajados de manter
entre si diferenças profundas no que respeita aos níveis de tributação direta ou indireta
que favorecem a concorrência fiscal.
A organização, na sua avaliação das propostas apresentadas pela Comissão Europeia, reitera o seu pedido em que insta
os Estados-Membros a harmonizarem o
sistema de tributação indireta. Encoraja a
Comissão a apresentar propostas neste domínio. Esta harmonização, e a introdução
de um número de identificação fiscal europeu, permitiriam diminuir drasticamente a
fraude do tipo “carrocel”. É um facto que
a fraude e a evasão fiscais, associadas a planeamentos fiscais agressivos, representam
perdas de receita num valor anual na ordem
de um trilião de euros. Como tal, é fundamental avançar com medidas eficazes e imediatas, na ótica do CESE.
PRÁTICA FISCAL
Comunicação dos dados das faturas à AT
No âmbito das novas regras
de faturação e comunicação
dos elementos das faturas
à A.T., solícito os seguintes
esclarecimentos:
1. Num trespasse de um
estabelecimento comercial,
abrangido pelo º 4 do art. 3º
do CIVA, em que o documento
que suporta a operação é o
próprio contrato ou a escritura
do trespasse, uma vez que, pelo
facto de não ser considerado
uma transmissão de bens ou
prestação de serviços, esta
operação fica afastada do âmbito
da incidência em IVA, não existe,
por isso, a obrigação de emitir
fatura prevista no art. 29º do
CIVA. Nesta situação existem
alguns elementos que devam
ser comunicados no âmbito
da obrigação da comunicação
dos elementos das faturas à
AT previstas no Decreto-Lei nº
198/2012?
2. Um sujeito passivo que adote
o ficheiro SAFT como a via para
comunicação dos elementos das
faturas pode, em simultâneo,
enviar a informação por inserção
direta no Portal das Finanças,
relativa a uma autofatura em que
é emitente, elaborada por um seu
cliente?
Resposta do Assessor Fiscal:
1. O trespasse de
estabelecimento comercial não
é considerado transmissão de
bens, de acordo com o nº 4 do
artigo 3º do CIVA. Tal operação
está, por conseguinte, fora das
regras de incidência do IVA,
designadamente, do regime de
facturação. Apenas as pessoas,
singulares ou coletivas, que
tenham sede, estabelecimento
estável ou domicílio fiscal em
território português e aqui
pratiquem operações sujeitas a
IVA são obrigadas a comunicar à
Autoridade Tributária e Aduaneira
(AT), por transmissão electrónica
de dados, os elementos das
faturas emitidas nos termos do
Código do IVA, de acordo com o
nº 1 do artigo 3º do DL 198/12,
de 24.08.
2. Nestas condições, nada há
para comunicar à AT.
3. Nos termos do nº 3 do
artigo 3º do DL 198/12, de
24.08, os sujeitos passivos que
sejam obrigados a produzir o
ficheiro SAF-T (PT), criado pela
Portaria nº 321-A/2007, de
26.03, alterada pela Portaria
nº 1192/2009, de 08.10,
devem optar, para fazer a
comunicação dos dados das
facturas que emitem, por uma
das modalidades constantes das
alíneas a) e b) do nº 1 daquele
normativo. Neste sentido estálhes proibido o uso da via prevista
na alínea c), ou seja, não podem
usar, para esse efeito, a via de
INFORMAÇÃO ELABORADA PELA APOTEC - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE TÉCNICOS DE CONTABILIDADE
inserção direta no Portal das
Finanças.
4. Da interpretação conjunta
da alínea b) do nº 1 e do nº 14
do artigo 29º e ainda do nº 11
do artigo 36º, todos do CIVA,
conclue-se que não obstante as
faturas possam ser elaboradas
pelo próprio adquirente dos bens
ou serviços (autofaturação),
elas são emitidas em nome e
por conta do sujeito passivo,
pelo que são os fornecedores
ou prestadores do serviço, os
responsáveis pela sua emissão
enquanto sujeitos passivos
do imposto, a eles cabendo
dar cumprimento às demais
obrigações decorrentes do Código,
nomeadamente, a de relevar o
imposto liquidado na respectiva
declaração periódica e proceder à
sua entrega nos cofres do Estado,
sempre que o mesmo se mostre
devido, bem como, comunicar à
AT os elementos dela constantes.
[email protected]
JULHO
Até ao dia 20
s)23)MPOSTOSOBREORENDIMENTODASPESSOAS
SINGULARES
- º pagamento por conta do Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) de
titulares de rendimentos da categoria B.
- Entrega das importâncias retidas, no mês
anterior, para efeitos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares.
s)2#)MPOSTOSOBREORENDIMENTODASPESSOAS
COLETIVAS
- Entrega das importâncias retidas, no mês
anterior, para efeitos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
s)3)MPOSTODE3ELO
- Entrega das importâncias retidas, no mês
anterior, para efeitos de Imposto do Selo.
s)6!)MPOSTOSOBREOVALORACRESCENTADO
- Declaração Recapitulativa - Entrega da Declaração Recapitulativa pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham
efectuado transmissões intracomunitárias
de bens e/ou prestações de serviços noutros
Estados Membros, no mês anterior, e para os
sujeitos passivos do regime normal trimestral
quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha
no trimestre em curso excedido o montante
de 50.000 euros.
Até ao dia 25
s)6!)MPOSTOSOBREOVALORACRESCENTADO
Comunicação por transmissão eletrónica de
dados dos elementos das faturas emitidas
no mês anterior pelas pessoas singulares ou
coletivas que tenham sede, estabelecimento,
estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui pratiquem operações sujeitas
a IVA.
Até ao dia 31
s)-)n)MPOSTO-UNICIPALSOBRE)MØVEIS
- Pagamento da 2º prestação do Imposto
Municipal sobre Imóveis (IMI), referente a
2012, quando o seu montante seja superior
a J 500,00.
s)2#)MPOSTOSOBREORENDIMENTODASPESSOAS
COLECTIVAS
- Entregada Declaração Modelo 30, por transmissão electrónica de dados, pelos devedores
de rendimentos a não residentes.
s)23)MPOSTOSOBREORENDIMENTODASPESSOAS
SINGULARES
- Entrega da Declaração Modelo 31 pelas entidades devedoras dos rendimentos sujeitos
a retenção na fonte a taxas liberatórias cujos
titulares beneficiem de isenção, dispensa de
retenção ou redução de taxa e sejam residentes em território português.
s)5#n)MPOSTOÁNICODE#IRCULAÎÍO
- Liquidação e pagamento do Imposto Único de Circulação, relativo aos veículos cujo
aniversário da matricula ocorra no presente
mês.
Dupla Tributação
Convenção Portugal-Singapura
Foi publicado no dia 11 de Julho a Resolução
da Assembleia da República n.º 96/2013,
diploma que aprova o Protocolo que altera a
Convenção entre Portugal e a República de
Singapura para evitar a dupla tributação e
prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento, assinado em Singapura em 28 de maio de 2012.
Este Protocolo, que altera o texto do artº 27
da Convenção, passa parte integrante da Convenção e permanecerá em vigor enquanto a
Convenção estiver em vigor.
O Protocolo entrará em vigor no 30.º dia após
a data em que forem trocadas as notas diplomáticas indicando
a conclusão das formalidades legais internas
de Portugal e Singapura, necessárias à sua
entrada em vigor.
36
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
FISCALIDADE
GEOTOC e IDEFF debatem relação do fisco
com o contribuinte
Técnicos de contas lamentam lentidão do site
das Finanças
O Gabinete de Estudos da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (GEOTOC) e o Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal (IDEFF) organizam, nos próximos dias 27 e 28
de setembro, em Lisboa e no Porto, respetivamente, duas conferências subordinadas ao tema
da relação entre o fisco e o contribuinte e o papel desempenhado pelo TOC. O objetivo é debater várias temáticas associadas que estão diretamente associadas com o exercício do TOC.
Trata-se de um problema recorrente e que a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas quer ver
resolvido o mais rapidamente possível. Acontece que existe uma desatualização dos meios informáticos por parte da Autoridade Tributária, que se agrava com o facto de o Governo ter
lançado novas obrigações que levam os contribuintes para o portal online do Ministério das
Finanças.
JOÃO ANTUNES
CONSULTOR DA ORDEM DOS TÉCNICOS
OFICIAIS DE CONTAS
Subsídios e regime simplificado
O regime simplificado de IRS foi criado em
2001 com o objetivo de criar uma coleta
mínima para os empresários em nome
individual e profissionais liberais, face à
constatação da evasão fiscal elevada existente em
certas atividades económicas e também como
uma forma simples de gerir estes contribuintes.
Trata-se de um regime fiscal forfetário que
consiste em aplicar um coeficiente de 0,75 aos
rendimentos de prestações de serviços e outros
rendimentos da categoria B e 0,2 para vendas
de bens e serviços de restauração para volumes
de negócios inferiores a150 mil euros.
e, por outro lado, de acordo com os
considerandos da Autoridade Tributária (AT),
visa auxiliar a criação das condições (prévias)
constitutivas e de arranque da atividade e não
propriamente o desenvolvimento efetivo da
atividade ou a realização de investimentos
materiais.
Trata-se de uma ajuda financeira que visa
fazer face as despesas anteriores ao início da
exploração agrícola e daí a grande dificuldade
em enquadrar como subsídio à exploração
ou não, não tendo subjacente, conclui a
AT, qualquer compensação por perda de
CONSULTÓRIO TÉCNICO
Cooperativas também
estão obrigadas a aplicar
o Sistema de Normalização
Contabilística
Para efeitos de IRC, as cooperativas serão
consideradas como entidades que exercem,
a título principal, uma atividade de natureza
comercial, industrial ou agrícola, efetuando-se a tributação pelo lucro contabilístico (de
resultados e capital próprio).
Uma cooperativa de ação social exerce a título principal uma
atividade comercial, industrial ou agrícola e usufrui do benefício
fiscal relativo a cooperativa de ação social, obtendo rendimentos não
isentos relativos a não cooperantes. Esta entidade não se encontra
sujeita a prestação de contas, pelo facto de ser uma cooperativa.
Neste sentido, em termos de anexos da IES, existe a obrigação de
entrega do anexo A, visto que esta é a base da prestação de contas
em relação ao registo comercial?
Os sistemas fiscais forfetários ignoram as
regras da contabilidade organizada e os gastos
reais incorridos e presumem um determina
percentagem de custos, tributando o “lucro”
presumido.
Neste regime, os subsídios relacionados com
a atividade são classificados como subsídios
à exploração ou subsídios não destinados à
exploração.
Incentivo aos jovens agricultores
Por vezes, contudo, dada a especificidade de
determinados subsídios é difícil determinar
se estamos, ou não, perante subsídios à
exploração. É o caso do “prémio à instalação
de jovens agricultores” que, pela sua natureza,
levou a Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP) a solicitar esclarecimento
sobre o enquadramento fiscal deste subsídio
que, há muito se impunha.
De facto, existiu sempre a dúvida se este
“prémio à instalação de jovens agricultores”
revestia a natureza de uma subvenção
meramente pessoal ou se estas ajudas teriam
conexão com a atividade empresarial exercida.
Este incentivo obriga a manter a atividade
durante o período mínimo de cinco anos
rendimentos ou de cobertura de défices de
exploração, sendo, portanto, considerado um
“subsídio não destinado à produção”.
Subsídios não tributados em IRS
Ainda neste programa de desenvolvimento
rural do Continente, existe também o
“apoio ao investimento”, com tratamento
fiscal idêntico ao do “prémio à instalação”,
considerado “subsídio não destinado à
exploração”.
Efetuado este enquadramento pela AT, estes
subsídios não destinados à exploração são
tributados em IRS, no âmbito do regime
simplificado, sendo considerados como
proveito em frações iguais, durante cinco
anos, sendo o primeiro o do recebimento do
subsídio. Finalmente, o esclarecimento que se
aguardava.
Este é o caso típico em que a realidade
económica não se confina aos rígidos
conceitos tributários que, redutores da
realidade, tentam enquadrá-la em conceitos
estanques, obrigando frequentemente os
contribuintes em desespero a solicitar
entendimentos e informações vinculativas à
Administração Tributária.
As cooperativas, exceto aquelas equiparadas a instituições
particulares de solidariedade social (IPSS), estarão obrigadas a
aplicar o SNC, nos termos previstos na alínea e) do n.º 1 do artigo 3.º
do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho (redação dada pela Lei
n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro – OE/2013).
Para efeitos de IRC, as cooperativas serão consideradas como
entidades que exercem, a título principal, uma atividade de natureza
comercial, industrial ou agrícola, efetuando-se a tributação pelo
lucro contabilístico (de resultados e capital próprio), corrigido pelas
disposições do código deste imposto, conforme previsto na alínea
a) do n.º 1 do artigo 3.º e n.º 1 do artigo 17.º ambos do Código do
referido imposto.
Em termos de obrigações declarativas, as cooperativas deverão
cumprir com o estabelecido para todos os sujeitos passivos de IRC
que exercem, a título principal, uma atividade de natureza comercial,
industrial ou agrícola, nomeadamente no que se refere à entrega da
declaração periódica de rendimentos modelo 22, prevista no artigo
112.º do CIRC, e a declaração anual de informação contabilística
e fiscal, atualmente integrada na declaração IES, prevista no artigo
113.º do mesmo Código.
As cooperativas têm que entregar o anexo A da IES, que corresponde
à declaração anual de informação contabilística e fiscal prevista
no Código do IRC, para as referidas entidades que exercem, a
título principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou
agrícola.
Independentemente de as cooperativas não estarem sujeitas ao
depósito das contas na conservatória do registo comercial, têm a
obrigação da entrega do anexo A da IES. Apenas não efetuando o
pagamento dos emolumentos de 80 euros, que correspondem ao
referido registo do depósito das contas.
(INFORMAÇÃO ELABORADA PELA ORDEM DOS TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS,
SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO)
37
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
Funmácia abre loja no Centro Comercial
Vasco da Gama
MARKETING
A Funmácia, doces para crescidos comercializados em embalagens farmacêuticas rotuladas com mensagens humorísticas, acaba de abrir a nova loja, situada no Centro Comercial Vasco da Gama, situado no 1º piso da extremidade
Sul do Centro.
“SAÚDE MAIS PRÓXIMA” FAZ RASTREIOS DE ALCOOLEMIA E SENSIBILIZA
PARA O CANCRO DA PELE
Santa Casa dá palco à música
portuguesa no Meo Marés Vivas
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
A Santa Casa da Misericórdia
de Lisboa associa-se ao Festival
Meo Marés Vivas, pelo segundo
ano consecutivo, dando nome
ao palco de música portuguesa.
É pelo Palco Santa Casa que vão
passar alguns dos protagonistas mais promissores da música
nacional, de 18 a 20 de julho,
na praia do Cabedelo, em Vila
Nova de Gaia.
“A Santa Casa está apostada
em abrir portas à cultura e apoiar
a música e os músicos portugueses, para aproximar os valores da
instituição dos mais jovens e dar
a conhecer as Boas Causas que
promove a cada dia”, afirma uma
fonte de comunicação da Santa
Casa.
“É sobretudo junto dos mais
jovens que a Santa Casa quer
chegar com a presença nos festivais de verão, no Norte e Sul do
país. A pensar neles, equipas do
programa ‘Saúde Mais Próxima’,
promovido pela instituição, vão
fazer rastreios de alcoolemia, no
recinto do festival, para alertar
para perigos decorrentes do consumo excessivo de álcool, sensibilizando também para os perigos
da exposição solar e do cancro da
pele, cuja incidência continua a
aumentar”, acrescenta.
Entre outros, pelo Palco Santa Casa vão passar a banda rock
de Barcelos The Glockenwise,
os Throes + The Shine, Márcia,
The Happy Mess e os Ultraleve,
que, depois dos concertos, darão
autógrafos no stand da Santa
Casa. Neste espaço, serão registados os melhores momentos fotográficos para atualização diária
numa aplicação própria, sempre
disponível no Facebook e no site
da Santa Casa. Via Facebook
está também assegurada a cobertura em “livestream” deste palco.
Boas Causas que são o
desígnio da instituição
A Santa Casa leva assim ao
maior festival do Norte do país a
bandeira da Música Portuguesa
e as Boas Causas que são o desígnio da instituição, há 515 anos.
Neste mesmo sentido, no âmbito da celebração dos seus 515
anos, a Santa Casa organizou um
conjunto de concertos gratuitos,
este mês, no Largo Trindade Coelho, em Lisboa, onde se localiza
a sua sede. Estabeleceu também
uma parceria com a Fundação
Calouste Gulbenkian para a promoção de iniciativas que levem a
novos públicos uma programação musical de excelência.
No contexto difícil que o país
hoje atravessa, a Santa Casa está
apostada em apoiar as artes e
as letras nacionais, colocando a
cultura ao serviço da coesão da
sociedade e do desenvolvimento
da pessoa humana.
A Santa Casa está apostada em abrir portas à cultura e apoiar a música e os
músicos portugueses.
38
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MARKETING
Altis Avenida Hotel com certificação
em gestão ambiental
Quinta da Lixa investe 500 mil euros
em marketing
O Altis Avenida Hotel obteve a certificação em gestão ambiental (ISO
14001), norma reconhecida a nível nacional e internacional atribuída
pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER). Este Boutique
Hotel de 5 estrelas do Grupo Altis Hotels está localizado no centro histórico de Lisboa, em plena Praça dos Restauradores.
A produtora de vinhos verdes “Quinta da Lixa” duplicou o investimento em marketing em 2013 face ao ano anterior, para meio milhão de
euros. O aumento do portefólio de produtos, a entrada em novos mercados e o apoio a modalidades desportivas, como o ciclismo e o atletismo, representam parte dos investimentos da empresa em 2013.
ISABEL CAEIRO, RESPONSÁVEL DE COMUNICAÇÃO DA MAKRO PORTUGAL, AFIRMA
“As pessoas que trabalham na Makro
são o ativo mais importante”
“As pessoas que
trabalham na Makro são
o ativo mais importante.
São as pessoas que fazem
as empresas e os nossos
êxitos foram possíveis
pela coragem, esforço
e determinação de
1190 pessoas”, afirma
à “Vida Económica”
Isabel Caeiro, Corporate
Communication, PR &
CSR da Makro Portugal.
“Apostamos na formação
contínua que potencie
o desenvolvimento das
nossas equipas e que
tenham impacto positivo
na relação com os nossos
clientes, proporcionando-lhes um atendimento
de excelência e que
acrescente valor ao
negócio.
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
Vida Económica - A Makro
juntou-se este ano, pela primeira vez, ao Circuito da Boavista,
no Porto, tendo sido responsável
por todo o serviço de “catering”.
Que balanço pode ser feito?
Isabel Caeiro - A Makro, nomeadamente a loja de Matosinhos e
V.N.Gaia juntou-se este ano, pela
primeira vez, ao Circuito da Boavista, no Porto, associando-se a
alguns Chefs enquanto fornecedor
de produtos alimentares.
As oito mil refeições, com uma
média de 1300 por dia, foram preparadas com produtos das nossas
marcas próprias – Horeca Select,
Aro, Rioba – um sortido orientado
às necessidades das cozinhas profissionais, confecionadas pelos chefs
Manuel Almeida, António Vieira,
Sara Oliveira, Manuel Teixeira,
Nuno Inverneiro e de alunos de várias escolas e da Escola Profissional
de Esposende.
A presença da Makro no maior
evento do desporto motorizado foi
muito positiva e reforçada pela sinalética na pista e num stand que
contou com a presença da força de
vendas das lojas Makro de Matosinhos e Vila Nova de Gaia, e com
um sommelier, responsáveis pelo
contacto direto com os clientes,
parceiros e visitantes que podiam
provar os vinhos Monte Baixo, um
exclusivo Makro.
O balanço da participação da
Makro foi muito positivo, pela
divulgação das nossas marcas próprias e na visibilidade da marca
Makro.
VE – A Makro apoiou ainda as
Festas Populares Lisboa 2013.
Que balanço pode ser também
feito?
IC - O apoio da Makro de Alfragide às festas de Lisboa prende-se
com o suporte que a Makro presta
aos profissionais de hotelaria e retalho e na integração da imagem da
Makro nos materiais promocionais
e em todas as iniciativas promovidas pelas festas de Lisboa 2013. É
uma forma de estar perto dos clientes em termos de serviço e armazenagem, para que os nossos clientes
prestem também um melhor serviço aos seus clientes.
Paralelamente, houve um envolvimento muito grande com os colaboradores da loja e dos escritórios
criando as festividades no local de
trabalho. Estas iniciativas permitem uma maior interligação entre
todos os colaboradores, clientes e
fornecedores.
VE - Podemos considerar o patrocínio um custo ou um investimento e em que aspetos?
IC - A Makro Portugal sempre
pretendeu ser muito mais que um
simples fornecedor no mercado e
patrocinar o Circuito da Boavista
e as Festas de Lisboa, ou outros,
como o Chefe Cozinheiro do ano,
Jovem Talento da Gastronomia, ou
as Equipas Olímpicas de Culinária,
profissionais ou futuros profissionais
do canal horeca, é permitir conhecer
e dar visibilidade aos nossos produtos de marca própria, mostrando as
potencialidades e rentabilidade dos
mesmos, de forma a tornar os seus
negócios mais rentáveis.
Um investimento que fazemos
nas nossas marcas próprias, aliados
com os nossos clientes ou futuros
clientes, permite-nos dar-lhes visibilidade e como marca Makro potenciar a notoriedade.
Promover a motivação
das equipas
VE – Este tipo de eventos requer a afetação de grande número de trabalhadores Makro ou
recorrem também à subcontratação?
IC - No caso do Circuito da
Boavista, foi um grande desafio e
contámos com o grande apoio, envolvimento e dedicação das nossas
equipas das lojas de Vila Nova de
Gaia e Matosinhos, bem como alguns reforços de Leiria, Coimbra
e Braga, pela sua proximidade, e
também de extrema importância
,com alunos, chefs, escolas e a Escola profissional de Esposende, na
concretização deste evento.
Todos os outros apoios a eventos ou patrocínios são sempre assegurados pelos colaboradores da
Makro Portugal.
VE – Relativamente aos colaboradores que participam nestes
eventos, são equipas motivadas?
Que trabalho é feito a este nível?
IC - Internamente, é missão da
empresa promover a motivação
das nossas equipas, assegurando a
sua participação e envolvimento
em eventos desta natureza. Para
o efeito apostamos numa política
de recursos humanos consistente
que aposta no desenvolvimento
de competências, chave através de
programas de formação direcionados para áreas específicas mas também a projetos de natureza corporativa que permitam criar uma
cultura de “empowerment” das
nossas pessoas. Em 2012 iniciámos
a implementação de um projeto,
de desenvolvimento de competências à escala mundial, que se estende a todos os colaboradores do grupo Metro e aos 1190 colaboradores
da Makro Portugal na valorização
do colaborador como indivíduo.
Trata-se de um projeto estratégico que o grupo está a implementar e que pretende gerar um
sentimento de verdadeira pertença
à comunidade Makro/Metro, através de um programa de 10 passos
que estão ajustados à realidade das
lojas, com o propósito de apresentar conceitos que proporcionem às
nossas pessoas momentos de forte
emoção e partiha de experiências.
O objetivo é levar as nossas pessoas a fazer parte deste projeto, sentirem-se inspiradas, sentirem que
possuem um espaço para crescer e
contribuir, sentirem-se interligadas
e trabalharem em cooperação para
alcançar metas comuns.
VE – Podemos considerar
o fator humano como um dos
trunfos estratégicos da Makro
em Portugal?
“Acreditamos acima de tudo na construção de relações de confiança”, afirma
Isabel Caeiro.
IC - Absolutamente. As pessoas
que trabalham na Makro são o ativo mais importante. São as pessoas
que fazem as empresas e os nossos
êxitos foram possíveis pela coragem, esforço e determinação de
1190 pessoas.
O nosso maior investimento em
termos de recursos humanos é o
enfoque na preocupação com a sua
satisfação. Apostamos na formação
contínua que potencie o desenvolvimento das nossas equipas e que
tenham impacto positivo na relação com os nossos clientes, proporcionando-lhe um atendimento de
excelência e que acrescente valor
ao negócio. Acreditamos, acima de
tudo, na construção de relações de
confiança, pelo que são os nossos
colaboradores o nosso principal
elemento de diferenciação.
Makro recupera clientes
e aumenta a sua quota
de mercado
petências, investimento de cinco
milhões de euros na descida de
preço em quatro mil produtos e
num novo “layout” das lojas apresentando soluções diferenciadoras
aos nossos clientes permitindo a
Makro recuperar clientes e aumentar a sua quota de mercado. Em
janeiro começámos uma tendência
de crescimento homólogo que se
tem mantido de mês para mês.
VE – Quais são as áreas de investimento prioritárias?
IC - No desenvolvimento e crescimento profissional e pessoal dos
colaboradores. Como mencionado
acima, a descida de preços permanente em 4000 produtos e por último a remodelação das nossas lojas
com o novo modelo de negócio
cuja principal mudança está em facilitar a compra dos nossos clientes
nas lojas.
Com o novo modelo de negócio,
os clientes poupam tempo, dinheiro e trabalho.
VE – Qual é o balanço das
vendas da Makro em Portugal?
VE – Que mensagem gostaria
de transmitir?
IC - Desde a implementação
da nova estratégia sustentada por
um novo modelo de negócio, há
cerca de um ano, com maior enfoque no cliente, com reestruturação
das equipas, reforço das suas com-
IC - Estar ao lado dos profissionais no seu dia-a-dia ajudando os
nossos clientes a ter negócios mais
rentáveis oferecendo-lhes novas
soluções, sendo o melhor parceiro
para a hotelaria e restauração.
39
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
PSI-20 (17.07)
5442,70
-1,66% Var. Semana
5450
MERCADOS
5400
5350
5300
04 Jul
05 Jul
08 Jul
09 Jul
10 Jul
-3,76% Var. 2013
Dow Jones 17/Jul .......15448,15
DAX 17/Jul ....................8254,72
Var Sem ................................1,02%
Var 2013 ...............................17,89%
Var Sem ................................2,33%
Var 2013 ................................8,44%
Nasdaq 17/Jul .............3605,298
CAC40 17/Jul.................3872,02
Var Sem ................................2,40%
Var 2013 ..............................19,40%
Var Sem ................................0,82%
Var 2013 ................................6,34%
IBEX 35 17/Jul ...............7812,70
Var Sem ...............................-2,28%
Var 2013 ...............................-4,34%
COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR
CARLA BAMBULO EXPLICA CONCEITO
Allianz promove mobilidade internacional
dos seus colaboradores
O grupo financeiro e segurador Allianz
está a promover em larga escala a mobilidade
internacional dos seus quadros. Trata-se de
um projeto que consiste na crescente rotatividade dos colaboradores, através da oferta
de oportunidades de carreira nos diferentes
países do grupo, explicou à “Vida Económica” Carla Bambulo, consultora sénior da
divisão de negócio para a região ibérica e da
América Latina do grupo alemão.
A mobilidade processa-se de diversas formas, por via de “assignments” (até cinco
anos), projetos específicos ou até mudanças
definitivas. Para além de enriquecer as carreiras dos profissionais, pretende-se potenciar o negócio de algumas entidades, através
dos conhecimentos aportados por alguns
dos envolvidos nestas situações. “Os chamados assignments são transferências de colaboradores de um país para outro – dentro
do grupo – com um determinado objetivo,
que pode ir desde a colaboração na criação
de uma nova empresa até à partilha de conhecimentos ou competências com outros
colaboradores, passando pela participação
em projetos específicos”, de acordo com
Carla Bambulo.
A finalidade deste projeto passa sempre
por aumentar o conhecimento sobre o
negócio na Allianz e potenciar a sua transversalidade a todos os quadros da empresa.
“O grupo procura criar um conjunto de
colaboradores que, obtendo experiência em
vários países e realidades, estão prontos a assumir as mais variadas funções onde o gru-
po mais necessitar, desenvolvendo carreiras
internacionais e projetos de vida. A média
anual de colaboradores envolvida neste projeto ascende a cerca de 450 colaboradores,
a nível global. Muitas vezes, estas experiências acabam por ser uma grande mais-valia para o colaborador e para a empresa,
pois ao regressar ao país de origem podem
ser proporcionadas excelentes e desafiantes
oportunidades de carreira e a empresa beneficia sempre com a melhor preparação do
colaborador.”
Alemanha ainda tem capacidade
para absorver profissionais
qualificados
Carla Bambulo está a viver e a trabalhar
em Munique, no âmbito do projeto de
mobilidade da Allianz. Neste momento, é
a única colaboradora da Allianz Portugal a
desempenhar uma missão internacional.
Revela quais as razões que levaram à sua
escolha e que explicam o conceito adotado
pelo grupo. “A ideia era reforçar, ao nível da
holding em Munique, a equipa da divisão
de negócio onde Portugal está integrado.
Pretendia-se alguém com background financeiro e que estivesse familiarizado com
o modelo de negócio regional. O facto de,
nos últimos anos, ter estado ligada a projetos
regionais e ter um contacto muito próximo
com o grupo em Munique, devido às funções que desempenhava em Portugal, terá
sido levado em conta aquando do convite.”
Através deste modelo, é possível alargar os horizontes dos funcionários e criar novas oportunidades de negócio para a empresa, segundo Carla Bambulo.
Carla Bambulo está satisfeita com o cargo
que desempenha e garante que a adaptação
não foi difícil, já que a Allianz possui uma
estrutura de suporte que auxilia muito os
colaboradores e as respetivas famílias durante o processo de mudança. A responsável da
Allianz acredita que as universidades portuguesas formam profissionais que podem ter
sucesso na Alemanha, como em qualquer
parte do mundo. “É um país que continua
a ter capacidade de absorver mão-de-obra
qualificada. O domínio da língua alemã,
por exemplo, é importante numa PME ou
num setor ligado à indústria, mas nas áreas
financeira ou de TI a questão pode ser ultrapassada muito mais facilmente.”
JOSÉ DIAS
Trader Golden Broker
http://bgoldenbroker.blogspot.com/
www.goldenbroker.com
ON FIRE!
Políticas e discursos dos principais bancos centrais mundiais
Começaram a surgir fendas nas
defesas criadas pelos bancos centrais e
dúvidas quanto à invencibilidade destas
instituições. O discurso dos responsáveis
dessas instituições é cada vez mais
confuso. Bernanke avança e recua com
a promessa de um abrandamento do
QuantitativeEasing (QE) - os índices
acionistas americanos continuaram a dançar
ao som das suas declarações. Esta classe de
ativos tem sido a mais beneficiada pelas
medidas ultraexpansionistas adotadas pela
Reserva Federal americana (FED). Como
se pode confirmar pelos máximos históricos
atingidos recentemente.
Na Europa também já se fez história!
O presidente do Banco Central Europeu
(BCE), MarioDraghi, comprometeu-se a
manter os juros nos níveis atuais ou mais
baixos por um longo período de tempo.
Estas declarações não foram bem recebidas
por todos. O Bundesbank (banco central
alemão) não está plenamente de acordo e
refere que não é um bom caminho manter
as taxas de juro por demasiado tempo
(temendo uma repetição da hiperinflação
da república Weimar).
O BCE e a FED querem um exemplo? O
Banco Central do Japão (BoJ) é o campeão
da política monetária ultraexpansionista.
As injeções de liquidez nos últimos anos
levaram a uma acumulação de dívida sem
precedentes que condenou a recuperação
da economia – o marasmo económico
caracteriza o período pós-1989.
Desaceleração do crescimento
económico chinês
De cada vez que saem dados relativos à
China (Produto Interno Bruto – PIB – ou
atividade industrial), os mercados tremem.
Pois os “players” de mercado precisam de
uma tábua de salvação. No entanto, não
nos podemos esquecer que tudo aponta
para que a contração do PIB da Zona
Euro seja mais prolongada e ainda existem
muitas indefinições da recuperação da
economia americana. O desempenho destas
duas zonas do globo afeta obviamente
os cálculos do PIB chinês (sem falar nos
problemas internos da China – como por
exemplo crédito malparado e investimentos
de racionalidade económica bastante
duvidosa).
As perspetivas de uma desaceleração no
crescimento económico mundial para este
ano estão cada vez mais alinhadas – Fundo
Monetário Internacional (FMI), Banco
Mundial e Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Económico (OCDE)
têm o mesmo discurso!
Instabilidade política na periferia da
Zona Euro
Olha para o que eu digo e não para o que
eu faço (é muito capital político que está
investido e os políticos, pela sua natureza,
não admitem o erro).
Espanha e Portugal são o exemplo de que
ainda falta muito para que a Zona Euro
consiga inverter o caminho (a periferia não
consegue desencalhar). A Grécia continua
a ser a protegida, pois este caso tem de
dar certo a todo o custo – as eleições na
Alemanha estão à porta e a Dra. Merkel
não quer essa pedra no sapato.
O abrandamento das economias do
“core” põe a nu uma Europa condenada
pelas taxas, pelos impostos e pelos
regulamentos. As tentativas de planeamento
central levadas a cabo pela União Europeia
e pelo BCE continuam a falhar.
NOTA: Olhando para a exuberância
dos mercados financeiros, esquecemonos facilmente das dificuldades da
economia real. Mas as divergências não são
sustentáveis a prazo.
Alerta! Alerta! É melhor prevenir do que
remediar.
40
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
EURODÓLAR (17.07) 1,3094
1,89% Var. Semana
1,32
1,315
1,31
1,305
1,3
1,295
Euro/Libra 17/Jul ......0,8624
Var Sem ........................-0,24%
Var 2013 ........................-5,79%
Euro/Iene 17/Jul ...130,6100
Var Sem ........................-1,39%
Var 2013 ...................... -12,48%
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
EURIBOR 6M (17.07) 0,3310
Euribor 3M 17/Jul .... 0,2200
Var Abs Sem ................... 0,002
Var 2013 ......................... -0,781
-0,001% Var. Semana
0,333
0,332
0,331
0,33
0,329
Euribor 1Y 17/Jul ......0,5210
Var Abs Sem ................... 0,004
Var 2013 ......................... -0,983
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
-078% Var. 2013
PETRÓLEO BRENT (17.07)108,45
Ouro 17/Jul .......... 1273,36
Var Sem .......................1,42%
Var 2013 ....................-24,04%
-0,05% Var. Semana
110
109
108
107
106
Prata 17/Jul .............. 19,34
Var Sem .......................0,36%
Var 2013 ....................-36,04%
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
-0,893% Var. 2013
-2,39% Var. 2013
COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR
SEGUNDO A REVISTA EUROMONEY
Santander Totta é o “Melhor Banco em Portugal”
guesa”. A publicação evidencia
ainda “o crescimento dos depósitos, que dá ao Santander
Totta uma quota de mercado
superior a 10%, e a redução dos
custos operacionais em 9,5%, o
que contribuiu para que o banco tenha o melhor rácio de eficiência do país”.
Os premiados são selecionados por editores, jornalistas
e analistas da “Euromoney”,
tendo em conta critérios objetivos como a rentabilidade,
crescimento e eficiência, combinados com critérios subjetivos. Desta forma, são eleitos os
melhores bancos em cada país,
ou seja, aqueles que apresentam
uma elevada rentabilidade e demonstram crescimento e uma
melhor performance do que a
concorrência, adaptando-se às
condições de mercado e/ou às
necessidades dos clientes.
Este ano, o Banco Santander
Totta já tinha sido eleito pela
revista “Euromoney” como o
“Melhor Banco em Portugal na
área de Private Banking. Além
disso, o Santander Totta foi
distinguido em 2012 como o
“Melhor Banco em Portugal”
pelas revistas “Euromoney”,
“The Banker” e “Global Finance” e, ainda, pela revista “Exame”, como o “Grande Banco
Mais Sólido” do país.
Horta Osório considerado o melhor
banqueiro do mundo
A revista destaca os resultados alcançados pelo banco, que “em 2012 teve um resultado líquido de 250,2 milhões de
euros, o mais alto da banca portuguesa”.
O banco Santander Totta foi
distinguido pela revista “Euromoney” como o “Melhor Banco
a atuar em Portugal”, no âmbito dos “Euromoney Awards
Excellence”, que se realizaram
em Londres. Para aferir estes
resultados, a “Euromoney” baseou-se em indicadores como a
rentabilidade, a solidez, o crescimento e a eficiência, que têm
caracterizado a performance do
banco.
A revista destaca os resultados alcançados pelo banco, que
“em 2012 teve um resultado líquido de 250,2 milhões de euros, o mais alto da banca portu-
O português Horta Osório, CEO do banco
Lloyds, foi, no âmbito dos mesmos prémios
desenvolvidos pela revista “Euromoney”,
distinguido como o melhor banqueiro do
mundo. A “Euromoney” justifica a distinção
do executivo “pelos seus esforços, nos últimos
dois anos, em fazer com que o banco britânico
regressasse aos lucros”.
Horta Osório, que lidera os destinos do banco
inglês de março de 2011, tem 49 anos é já passou
pelo Citibank, Goldman Sachs, Santander e
Banco de Inglaterra, onde se mantém como
administrador não-executivo. Quanto a outros
prémios atribuídos pela “Euromoney”, o Wells
Fargo foi eleito o melhor banco a nível
global e o Goldman Sachs o melhor
banco de investimento.
PEDRO ARROJA
Especulação
Pedro Arroja Gestão de Patrimónios, SA
Partidos políticos
Passadas duas semanas, existem agora
alguns indicadores que dão a medida
do custo que a decisão de demissão do
ministro Paulo Portas infligiu à economia
portuguesa e aos cidadãos e contribuintes
do país.
A Bolsa de Lisboa foi severamente
afetada, com os bancos particularmente
atingidos. O BCP voltou a cotar-se a oito
cêntimos por acção, uma cotação que já
conhecera, e o Banif vale agora cerca de
quatro cêntimos por acção. As taxas de juro
implícitas na dívida pública voltaram a
subir, especialmente nos prazos mais curtos,
e registaram novos máximos de curto prazo.
A decisão do ministro lançou o país numa
crise política por cima de uma gravíssima
crise económica. Em resultado de tudo isto,
existe a possibilidade – embora ainda não
se saiba ao certo – de o ministro vir a ser
promovido a vice-primeiro-ministro.
Um segundo resgate parece agora
inevitável, e deverá ocorrer lá para o final do
ano, pondo Portugal no caminho da Grécia.
Os partidos políticos foram criados nos
países do Norte da Europa e representam
a evolução laica das seitas religiosas do
protestantismo. Trata-se de instituições que,
como o seu nome indica, são próprias de
sociedades “partidas” por divisões religiosas
que, mais tarde, se tornaram também
divisões políticas. Em termos religiosos, o
protestantismo nunca entrou em Portugal
nem nos outros países do Sul da Europa.
Porém, Portugal é um país de cultura
católica ou universal e, portanto, um país
que tem de ter tudo aquilo que há no
mundo – um país cuja cultura faz dele
um imitador por excelência. E se Portugal
resistiu inicialmente, e por cerca de três
séculos, aos efeitos da Reforma religiosa,
haveria de chegar o momento em que
Portugal também iria ter partidos.
Os partidos entraram em Portugal
com a Revolução Liberal de 1820, que
foi o equivalente português da Revolução
Francesa de 1789.. Os partidos vinham de
sociedades divididas e chegaram a Portugal
que era, então, uma sociedade coesa, uma
verdadeira comunidade. Naturalmente, a
primeira coisa que fizeram foi dividir, partir
a comunidade, pôr os portugueses uns
contra os outros. Em breve, Portugal estava
lançado numa guerra civil entre absolutistas
e liberais.
Aquilo que se seguiu, ao longo de todo
o século XIX e até 1926, é uma história
devastadora de instabilidade política,
conflitualidade social, não raro violência,
e ruína financeira. O período de 1910 a
1926 foi particularmente negro, em termos
económicos, o pior período da nossa
história desde que há registos do PIB e de
outros indicadores económicos modernos.
Passaram agora cerca de duzentos anos
desde que os partidos políticos chegaram
pela primeira vez a Portugal com a
Revolução de 1820. Desde então, pode
dizer-se com toda a segurança que o único
período em que Portugal cresceu de forma
duradoura e sustentada, num clima de paz
social e estabilidade política, e se manteve
solvente, foi o período em que os partidos
políticos estiveram proibidos.
POR INDICAÇÃO DO AUTOR, ESTE ARTIGO NÃO
SEGUE AINDA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
41
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
EDP Renováveis aumenta produção em 8%
BCE pressiona governos a reforçarem a banca
A EDP Renováveis produziu 10,7 TWh de energia limpa, no primeiro trimestre, o que se
traduziu num aumento de 8%, face a igual período do ano passado. “O crescimento anual
da produção reflete o aumento da capacidade instalada nos últimos 12 meses e o forte recurso eólico na Europa”, refere a empresa em comunicado. A EDPR atingiu um fator de utilização de 33%, “reforçando o seu posicionamento líder na indústria, em resultado de uma
carteira de ativos sólida e bem diversificada, evidenciando a elevada qualidade dos seus parques eólicos”.
O Banco Central Europeu (BCE) está a pressionar os governos da Zona Euro a assegurarem
que os bancos estão adequadamente capitalizados e que os seus balanços foram limpos. Sem
que sejam feitos progressos ao nível do sistema bancário e em termos de reformas estruturais,
a Zona Euro corre o risco de apresentar um crescimento pouco consistente de forma permanente. Mesmo que os estados garantam financiamento, os bancos continuam a ser essenciais,
especialmente no que toca às PME. É fundamental a banca apresentar ativos saudáveis e estar
em condições de garantir o necessário financiamento.
Orey Antunes
compra participação
no Banco Inversis
Montepio renova plataforma
Netmóvel24
O Montepio renovou o seu serviço Netmóvel24. Esta plataforma mobile, integrada no serviço Montepio24 Particulares e
Empresas, permite a realização das principais consultas e operações bancárias através de equipamentos móveis. Se até aqui
todos os clientes já podiam aceder aos seus
dados através dos respetivos smartphones,
“agora tornou-se ainda mais fácil realizar
essa tarefa”, segundo o banco. O acesso a
esta plataforma pode ser realizado através
do endereço m.montepio.pt, acedendo
desde logo a uma área pública com diversas funcionalidades disponíveis para qualquer utilizador e uma área reservada para
Clientes Particulares ou Empresas aderentes ao Serviço Montepio24.
“Como uma das principais instituições do país, o Montepio tem de estar na
vanguarda de tudo o que são ofertas de
serviços aos seus clientes e o processo de
modernização da nossa plataforma mobile
surge nesta lógica. O objetivo desta reformulação passa por assegurar a atuais e a
novos clientes maior comodidade e acesso
‘anytime, anywhere’ às suas operações bancárias através de qualquer equipamento
móvel, desde os mais antigos até às plataformas mais recentes no mercado, como
o iOS, Android, BlackBerry ou Windows
Phone”, explicou Fernando Amaro, diretor de marketing do Montepio.
Uma das principais novidades desta
renovação prende-se com a inclusão nas
opções de acesso público de um sistema
baseado em georreferenciação que permite a localização do balcão Montepio mais
próximo. Para além da vertente operacional, o Netmóvel24 faculta também um
serviço de informação integrado de bolsa e mercados, com notícias financeiras e
market reports. “Com a atualização e reformulação do Netmóvel24 pretendeu-se
não somente incrementar a usabilidade
para o utilizador, respondendo às melhores práticas de utilização de aplicações
mobile banking em smartphone como
também atribuir um layout mais apelativo e próximo do utilizador”, concluiu
Fernando Amaro.
O acesso a esta plataforma pode ser realizado
através do endereço m.montepio.pt.
A Sociedade Comercial Orey Antunes
(SCOA) chegou a acordo com o banco espanhol Banca March (BM) para a aquisição
de uma participação de 50% no Banco Inversis. “O objetivo é desenvolver a plataforma tecnológica do Banco Inversis e promover a sua comercialização, à escala mundial,
junto de clientes institucionais”, refere o
grupo nacional em comunicado à CMVM.
Previamente à aquisição da participação
pela SCOA, a BM vai proceder ao exercício do direito de preferência, na qualidade
de atual acionista do Banco Inversis, pelo
valor de 217,4 milhões de euros e vender
o negócio de retalho deste banco ao Andorra Bank Agricol Reig, num montante
de 179,8 milhões de euros. Para a SCOA,
“este negócio está integrado na sua estratégia de desenvolver um grupo bancário
com operações maioritariamente na área
de online financial services, à semelhança
do que vem sendo feito pela sua participada Orey Financial”. As transações estão
ainda sujeitas às autorizações das autoridades competentes.
JOSÉ SARMENTO
analista de mercados da Fincor
Irlanda e Portugal – dois resgates com diferentes finais?
Durante alguns meses foi falado do caso
de sucesso que representava o ajuste da
economia portuguesa. Foi referido que
os elevados custos de financiamento em
mercado de Portugal não eram apropriados.
Tal como a economia irlandesa, merecíamos
recuperar o acesso aos mercados, e que
era inclusivamente justificada uma revisão
positiva da notação de rating (que continua
abaixo de investment grade). Ambos os
países conseguiram entretanto realizar
operações de colocação de dívida em
mercado primário. No entanto, os dois
países encontram-se em situações bem
diferentes, como aliás é visível a partir
da análise do comportamento das yields
soberanas em mercado secundário.
A crise na Irlanda foi essencialmente
uma crise do setor financeiro e do setor
imobiliário. Em Portugal, a crise é, contudo,
de natureza estrutural. Ajustes nos dois
países têm sido feitos, com diferentes
resultados. Na Irlanda, o setor bancário
foi reestruturado, embora os elevados
montantes de crédito em incumprimento
permaneçam uma importante preocupação.
A produtividade continua elevada e a
balança comercial equilibrada. Os custos
de trabalho têm vindo a corrigir e o
desemprego já começou a cair, numa
economia altamente especializada e
industrializada. Em Portugal a situação é
bem diferente. O peso do setor industrial é
bem mais reduzido e focado em indústrias
de menor valor acrescentado, enquanto
o crescimento potencial da economia
é mais fraco. A população tem menor
formação. O mercado laboral é muito
rígido, e os custos de trabalho têm vindo
a ajustar-se lentamente. Particularmente
revelantes foram as dúvidas apresentadas
no último relatório do FMI quanto aos
ganhos de competitividade já alcançados
pela economia portuguesa, assim como a
referência à elevada dívida externa líquida
do país por parte da Standard & Poor’s
(uma das mais elevadas entre os soberanos
acompanhados por esta agência de rating).
A implementação do programa de
assistência na Irlanda tem sido elogiado
pelas autoridades internacionais (tendo o
mesmo ocorrido relativamente a Portugal,
pelo menos até à 7ª revisão do programa e
recente crise política), tendo recentemente
a Standard & Poor’s aumentado “o
outlook” do país para positivo (e mantido
o estatuto de “investment grade”). Pelo
contrário, em Portugal, a recente crise
política veio inclusivamente colocar em
causa a implementação do programa de
assistência do país, algo necessário para que
Portugal consiga pelo menos reequilibrar
o seu saldo primário governamental.
Refletindo esta crise política, a Standard
& Poor’s cortou o “outlook” de Portugal
de estável para negativo, devido aos riscos
de implementação do programa, numa
altura em que ainda terão de ser discutidos
os cortes de despesas a implementar no
Orçamento de Estado de 2014. Com a
provável realização de eleições antecipadas já
no próximo ano, os investidores consideram
agora ser mais provável um segundo
programa, ainda que com contornos bem
diferentes do primeiro, e provavelmente
com uma presença bem mais significativa
por parte do Banco Central Europeu. Mais
tempo para realizar os ajustes necessários
pela economia portuguesa continua a
ser reivindicado. Contudo, convém não
esquecer o que terá sido um dos mais
importantes comentários contidos pelo
relatório do FMI: no atual contexto de
fraco crescimento económico, será difícil
conceder mais tempo para realizar a
necessária consolidação fiscal, sem que isso
coloque em causa a sustentabilidade da
dívida portuguesa.
PUB
42
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
CMVM disponibiliza simulador de custos e rentabilidades
Governo alemão volta a privatizar o Commerzbank
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disponibiliza no seu site um simulador de custos e rentabilidade das emissões de obrigações colocadas em mercado primário, bem
como as tabelas comparativas dos preços praticados pelos intermediários financeiros. Refere a
entidade reguladora que com este novo simulador pretende “contribuir para o aumento do nível de informação e proteção conferida aos investidores não qualificados, disponibilizando uma
ferramenta através da qual podem efetuar uma análise mais completa dos custos envolvidos”.
O Governo alemão tem sondado o banco suíço UBS com o objetivo de privatizar novamente
o Commerzbank, parcialmente nacionalizado em consequência da crise financeira. O que significa que o Executivo está disposto a recorrer a investidores estrangeiros no sentido de o banco,
o segundo maior depois do Deutsche Bank, voltar a mãos privadas. O Estado alemão detém
uma participação de 17%, tendo sido injetados desde a sua nacionalização cerca de 18,2 mil
milhões de euros. Foi feita uma reestruturação, contando atualmente com 56 mil funcionários.
NOVA LEI, QUE IMPÕE UM PRAZO MÁXIMO PARA 60 DIAS NOS PAGAMENTOS ENTRE EMPRESAS, SUBLINHA IMPORTÂNCIA DESTAS FER
Bancos oferecem produtos de gestão de paga
AQUILES PINTO
[email protected]
A lei que impõe um prazo
máximo para 60 dias nos pagamentos entre empresas entrou em vigor no início deste
mês. O objetivo é diminuir a
demora das empresas portuguesas para regularizarem as
dívidas. Segundo um estudo da
Intrum Justitia, 53% das empresas nacionais espera quase
quatro meses (116 dias) antes
de entregar os seus créditos. De
acordo com um barómetro empresarial da consultora Informa
D&B, as empresas portuguesas
demoram o dobro a efetuar pagamentos do que as suas congéneres europeias (ver caixa).
O Decreto-Lei n.º 62/2013
resulta, aliás, da transposição,
por parte de Portugal, de uma
diretiva comunitária sobre este
tema. Tendo em conta que
muitas empresas estão, devido
à conjuntura económica, com
graves dificuldades de tesouraria, importa às empresas saberem que ferramentas têm ao
dispor para fazer frente a esta
nova realidade legal. A “Vida
Económica” questionou os
maiores bancos a operar em
Portugal que soluções de gestão
de pagamentos para empresas
têm. BES, BPI, Millennium
bcp, Montepio e Santander
Totta responderam em tempo
útil (tal como o Crédito Agrí-
A “Vida Económica”
questionou os maiores
bancos a operar
em Portugal que
soluções de gestão
de pagamentos para
empresas têm.
cola, mas neste caso não há um
produto específico).
Três grandes regras
com a nova lei
O Decreto-Lei n.º 62/2013
pretende ser um instrumento
legal de proteção do credor e
vem definir três grandes regras
relativamente ao pagamento
das transações comerciais. Primeiro, os prazos de pagamento
não podem exceder em regra
os 60 dias, exceto acordo expresso entre as partes, e desde
que não configure abuso manifesto face ao credor. Segundo,
na ocorrência de atrasos no pagamento, a definição de uma
taxa de juro mínima de 8,5%
(BCE + 8%) a título de juros
legais de mora comerciais, sem
necessidade de interpelação. E,
terceiro, a definição de custos
com a cobrança da dívida, que
Millennium bcp disponibiliza-se para centralizar
pagamentos das empresas
O BCP tem como solução de gestão de pagamentos
o Confirming ON-Time Millenniumbcp/Serviço de
Pagamento a Fornecedores, com a qual o banco se
torna na entidade centralizadora dos pagamentos das
empresas, assegurando a gestão total dos pagamentos
aos fornecedores, nacionais e internacionais, e
garantindo o cumprimento dos prazos de pagamento
entre empresas. “Esta solução, para além do serviço
que presta aos nossos clientes, possibilita aos
fornecedores dos nossos clientes a obtenção de
liquidez imediata sobre a faturação emitida, através
do adiantamento desde logo daqueles valores, ou
em momento por estes escolhido”, indicou à “Vida
Económica” fonte do BCP.
O Confirming ON-Time do Millenniumbcp tem uma
comissão de abertura de 150 euros, sendo igualmente
este o valor da comissão de gestão a cobrar
anualmente. Pela gestão das ordens de pagamento
enviadas pelos clientes, comunicação de toda a
informação relativa às mesmas aos fornecedores e
respetivo pagamento, é cobrada uma comissão de
serviço que varia entre 0,15% e 0,25%. “Contudo,
ao suportar estes custos, as empresas delegam no
banco todo o processo administrativo associado a
pagamentos, obtendo reduções significativas ao nível
dos custos de estrutura e das despesas associadas
aos meios habituais para pagamento. Por outro lado,
acrescem aos juros de mora comerciais, e também sem necessidade de interpelação, que são
fixados num mínimo de 40 euros a título de despesas internas
de cobrança, aos quais poderão
ser acrescidos encargos com o
serviço de advogados, solicitadores ou agentes de cobrança.
Soluções de factoring do BPI com “adesão crescente”
A oferta do BPI em termos de gestão de pagamentos
entre empresas empresas é o factoring. As soluções
de factoring e pagamento a fornecedores incluem
gestão de pagamentos e soluções integradas, que
permitem a gestão de pagamentos e a garantia de
recebimento. “A adesão a este tipo de produtos
tem sido crescente, até por parte dos fornecedores,
que encontram neste tipo de produtos formas de
contornarem não só as necessidades de tesouraria,
mas também a redução de plafonds de limites de
crédito dos seus clientes pelas seguradoras de risco
de crédito”, disse à “Vida Económica” fonte do banco
presidido por Fernando Ulrich.
Os preços variam de acordo com o risco do cliente e
a complexidade da solução. “A título exemplificativo,
um cliente que recorra ao crédito (enquadrado na
Linha BPI Empresas 1000 milhões de euros) para
efetuar os referidos pagamentos poderá usufruir
de um spread entre 4% e 5%. Os custos de gestão
do contrato dependem do tipo de produto ou das
combinações possíveis de acordo com preçário
público do banco BPI”, indica.
Uma postecipação de 10 mil euros, a 30 dias, teria,
de acordo com a mesma fonte, um custo de perto
de 300 euros. “Estes pagamentos enquadramse na aprovação de um limite de periodicidade
renovável. Um pagamento de 10 mil euros, ao abrigo
de um limite para pagamento a fornecedores, com
o financiamento do montante, teria um custo de
285,08 euros (ao qual acresceriam 11,4 euros de
imposto de selo), a que corresponde um custo de 3%
sobre o pagamento. Neste exemplo consideraram-se as condições aplicáveis na linha BPI Empresas
1000 milhões de euros, aplicando-se um spread de
4% sobre a taxa de referência de Euribor 3 Meses
(0,210%) e, adicionalmente, assumiu-se a comissão
de pagamento a fornecedores máxima comunicada ao
Banco de Portugal”, explica a nossa fonte. O número
de empresas que utilizam estes serviços ascende a
cerca de 7500, segundo o BPI.
ao apresentar aos fornecedores uma solução que lhes
permite antecipar receitas e garantir o pagamento
atempado das faturas, as empresas dispõem de
condições que lhes permitem aumentar a margem
negocial junto dos fornecedores e beneficiar de
melhores condições de compra”, recorda a mesma
fonte.
Em relação à postecipação por 30 dias do pagamento
de 10 mil euros – a simulação pedida pela “Vida
Económica” –, tem um custo máximo de 25 euros,
de acordo com o BCP. O Confirming ON-Time
Millenniumbcp/Serviço de Pagamento a Fornecedores
efetua atualmente pagamentos a mais de 27 mil
fornecedores. Até maio último, foram, segundo o
Millennium bcp, cerca de 739,3 milhões de euros de
assegurados ordens de pagamento.
Fatura OK é o produto do Montepio
O Montepio comercializa, para
esta área, o Fatura OK, produto
de pagamento a fornecedores
que permite às empresas a
centralização de pagamentos,
a prestação de informação aos
seus fornecedores sobre as datas
de pagamento dos créditos e
a garantia do recebimento dos
valores faturados e confirmados.
Os créditos confirmados poderão
ainda ser pagos na data de
vencimento convencionada, ou
antecipadamente, a pedido do
fornecedor ou por iniciativa do
devedor.
“O Fatura OK permite reduzir
custos administrativos com o
processamento dos pagamentos,
que passa a ser efetuado
pelo Montepio, assegura uma
gestão eficaz de tesouraria,
elimina o risco de crédito e gera
disponibilidades adicionais de
tesouraria, sem acréscimo de
endividamento bancário para
os fornecedores”, disse à “Vida
Económica” fonte da entidade.
O preço varia de acordo com o
serviço e com o risco associado
à operação, sendo a sua análise
casuística e enquadrada
no preçário do Montepio.
Para além da comissão de
contratação, de renovação e de
alteração contratual, é cobrada
uma comissão de gestão de
pagamentos e que consiste na
comissão principal pelo serviço
prestado pelo Montepio.
O banco avisa que “nem todas
as empresas possuem um perfil
funcional ideal para contratarem
este tipo de serviço”. É, por isso,
efetuada, por parte do Montepio,
uma análise prévia à entidade
por forma a identificar as suas
reais necessidades de tesouraria
no que concerne aos pagamentos
a fornecedores. “Trata-se de um
serviço muito específico para
empresas que apresentem um
elevado volume de pagamentos
a fornecedores, geralmente
habituais e diversificados, e cujo
prazo médio de pagamentos
seja superior a 30 dias”, indica
a nossa fonte. Quer o número
de clientes quer o volume de
negócios têm evidenciado
alguma estagnação, em
resultado, fundamentalmente, do
agravamento dos riscos associados
a este tipo de operações.
43
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
Popular vende seguros do Pastor
Aquisições de tecnológicas europeias disparam
O banco Popular continua com a sua estratégia de desinvestimento de ativos não estratégicos. Agora concluiu a venda dos seguros do ramo vida do Pastor por 50 milhões de euros, a
que correspondem mais-valias de 21 milhões. A entidade financeira espanhola passou para o
Allianz Popular todo o negócio do Pastor Vida, que inclui as carteiras do ramo vida, risco e
pensões que pertenciam à instituição galega. Os ativos totais ascendem a mais de 620 milhões
de euros.
O setor das tecnológicas está num processo acelerado de concentração na Europa. As operações de
fusões e aquisições das empresas europeias tecnológicas atingiram um montante de cerca de 46,7
mil milhões de euros, no primeiro semestre, um valor que quase duplicou o de igual período do
ano passado. A consultora Dealogic admite que esta tendência vai manter-se nos próximos meses.
“O mercado europeu das telecomunicações é cada vez mais competitivo e crescer é mais difícil,
pelo que o setor necessita de se especializar e reposicionar os seus produtos e serviços.”
RAMENTAS
INDICA BARÓMETRO DA INFORMA D&B
mentos para empresas
Empresas portuguesas
demoram a pagar o dobro
da média europeia
BES Express Bill traz “certezas para os negócios”
A solução de garantia de pagamento do BES é o
BES Express Bill. Lançado há três anos, assenta
numa garantia de pagamento do BES e na faculdade
de antecipação automática de recebimentos. “É
um regresso às origens do financiamento das
necessidades de fundo de maneio das empresas,
garantindo o pagamento a fornecedores e antecipando
o recebimento de clientes. Um sistema de crédito
‘saudável’ e virtuoso. Na mesma operação financiamos
duas entidades e trazemos certezas para o mundo dos
negócios. Asseguramos o melhor dos dois mundos ao
permitir, a quem paga, pagar mais tarde, ao mesmo
tempo que asseguramos, a quem recebe, receber
mais cedo”, disse à “Vida Económica” o diretor
coordenador marketing de empresas e institucionais
do BES, Luis Guimarães de Carvalho. O sistema
é totalmente eletrónico e online, funcionando na
plataforma de e-banking BESnetwork, e está acessível
a empresas de todas as dimensões e setores de
atividade.
“A nossa avaliação de risco cinge-se exclusivamente
ao devedor, pelo que qualquer empresa,
independentemente da sua situação económicofinanceira, pode negociar com os seus clientes
receber por esta via e antecipar imediatamente os
seus créditos”, indica Luís Guimarães de Carvalho.
Os custos dependem do risco do cliente e das
contrapartidas comerciais para o banco. “Em todo
o caso, e face a um financiamento tradicional, os
custos são modulares, o que permite poupanças
significativas. O custo base é o da garantia bancária
de bom pagamento, que está indexado ao rating do
cliente. O fornecedor, para beneficiar desta garantia,
não tem qualquer custo, existindo apenas um custo
de liquidez, caso pretenda antecipar o recebimento”,
explica a nossa fonte. “A garantia de um pagamento
de 10 mil euros pelo prazo de 30 dias, num cliente
com uma comissão de garantia anual de 2% ao ano,
representa um custo de 16,67 euros mais imposto
selo”, exemplifica o diretor coordenador marketing de
empresas e institucionais do BES.
Empresas nacionais demorar cinco vezes mais tempo do que as alemãs.
Atualmente, o BES Express Bill tem, de acordo
com a nossa fonte, mais de 2250 milhões de euros
de limites de crédito contratados, o que permite
garantir e antecipar mais de 11 mil milhões de
euros de pagamentos por ano. “Até abril deste ano,
o fluxo de pagamentos BES Express Bill cresce em
termos homólogos 61%, enquanto o mercado de
factoring regista uma quebra de 14%, os pagamentos
eletrónicos a fornecedores uma quebra de 24% e
os cheques de 21%. Ou seja, em plena recessão
económica, esta é cada vez mais a solução de
pagamentos e recebimentos entre empresas. São já
mais de 11 mil empresas que, ao longo destes três
anos, aderiram a esta solução financeira inovadora
e exclusiva do BES”, remata Luis Guimarães de
Santander Totta propõe confirming
O confirming é a solução proposta pelo Santander
Totta. O banco tem várias soluções: Confirming
Standard (pagamentos a fornecedores a prazo, com
a possibilidade de estes solicitarem o recebimento
antecipado dos fundos), SelfConfirming
(pagamentos a fornecedores a pronto pagamento,
permitindo aos clientes diferirem o débito na
sua conta); Confirming Garantia (pagamento aos
fornecedores a prazo, com a garantia de que na
data de vencimento a fatura é sempre paga) e
Confirming Internacional (embora o banco já
disponibilize as outras modalidades também para
pagamentos Internacionais, nomeadamente união
europeia e outros países sob consulta).
Quanto a preços, depende da modalidade
contratada. No Confirming Standard o produto é
gratuito para o cliente (desde que as instruções
de pagamento sejam enviadas no mínimo com
30 dias de antecedência relativamente à data
de vencimento das mesmas, no SelfConfirming o
custo é idêntico ao de uma linha de financiamento
à tesouraria da empresa e no Confirming garantia
tem o custo de uma comissão de garantia que varia
entre 1,5% e 2%. No que se refere ao Confirming
Internacional, tem de forma resumida os encargos
acima descritos (não tem encargos adicionais).
Pelo facto de poder ser gratuito, o Santander Totta
não nos enviou simulação para a postecipação por
30 dias do pagamento de 10 mil euros. Quanto
ao número de empresas que recorrem ao serviço,
utilizam, segundo o banco, “esta solução cerca de
mil empresas nacionais e são beneficiários cerca
de 20 mil fornecedores”.
As empresas portuguesas demoram o dobro a efetuar pagamentos
do que as suas congéneres europeias, de acordo com um barómetro empresarial da consultora
Informa D&B sobre o primeiro
trimestre do ano. Aquele estudo
apontava naquela data uma média
de 31,29 dias em Portugal, contra
14,01 da média europeia (ver gráfico).
Portugal é, de longe, o país em
que as empresas pagam mais tarde.
Para se ter uma ideia, o segundo
país em que esse processo é mais
demorado é a Espanha e apresenta uma média de 19,3 dias, bem
mais próximo da média europeia.
De notar, contudo, que a tendência, em todo o continente, é de os
prazos de pagamento crescerem.
Com efeito, no primeiro trimestre
de 2013, a média de dias de atraso
de pagamento na Europa (14,01)
foi superior à registada no quarto
trimestre de 2012 (13,22). Também em Portugal se registou esta
subida (de 30,2 para os já referidos
31,29 dias).
Os países europeus que apresentam um número médio de dias de
atraso de pagamento inferior ao da
média europeia são a Alemanha,
Países Baixos, Bélgica e França.
Entre os países que apresentam
atraso de pagamento superior ao
da média europeia, encontramos:
Reino Unido, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal.
A Informa D&B recorda que,
“de forma a melhorar o cenário
de pagamentos, no passado dia 10
de Maio, Portugal transpôs para
o ordenamento interno a diretiva
comunitária a implementar nos
vários países”. A consultora defende que, com o Decreto-Lei nº
62/2013, “Portugal passa assim a
estar incluído nesta nova estrutura
legal desenhada para reduzir e har-
monizar os períodos de pagamento na União Europeia”.
Heterogeneidade à escala
europeia
O estudo mostra uma certa heterogeneidade, à escala europeia,
de comportamentos de pagamento ao longo do período analisado.
39,1% das empresas respeitam os
prazos de pagamento acordados,
embora a categoria de pagamentos com um atraso moderado (até
30 dias) seja aquela que apresenta
maior concentração de empresas
(51,3%). Por outro lado, ocorreram pagamentos com um atraso
superior a 90 dias em 3,3% das
empresas, tendo 1,8 % ultrapassado os 120 dias.
Em 2012, a percentagem de empresas portuguesas que realizaram
pagamentos dentro do prazo foi
de 17,6%, valor que tem vindo a
reduzir desde 2008 e que se encontra abaixo da média europeia. No
entanto, à semelhança da Europa,
mais de metade das empresas portuguesas (58,5%) encontra-se na
categoria de pagamento com um
atraso inferior a 30 dias
O estudo “Payment Study
2013”, elaborado pela CRIBIS
D&B, apresenta a evolução dos
comportamentos de pagamento
das empresas nos principais países
do mundo, com base na informação produzida pelo programa
Duntrade, onde a Informa D&B
participa com informação sobre
Portugal. Este estudo apresenta a
evolução do comportamento de
pagamento das empresas nos principais países do mundo incluindo
países europeus e não-europeus
(Estados Unidos da América, Canadá, México, China, Hong Kong
e Taiwan).
AP
44
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
Banco de Portugal avisa para produtos de alto risco
G20 quer políticas monetárias claras
É um facto que ainda há falta de uma legislação que regulamente de forma efetiva a comercialização de produtos financeiros de elevado risco. É o que dá a entender o recente aviso do
Banco de Portugal. Chama a atenção que os produtos de elevado retorno não estão isentos de
riscos acrescidos, pelo que os investidores devem estar bem preparados e aconselhados quando
adquirem produtos financeiros mais complexos. De notar que muitos dos ativos tóxicos que
ainda estão nos mercados derivam precisamente da compra de produtos de alto risco.
O G20 defende políticas monetárias claras. O apelo surge numa altura em que os países emergentes estão a ser penalizados pelas medidas tomadas pela Reserva Federal dos Estados Unidos. Estas estarão a desestabilizar os mercados e a levar à fuga de capitais. A Rússia e outros
países emergentes foram afetados pelo anúncio do presidente da Fed sobre o resgate de ativos.
O rublo e os principais índices da bolsa de Moscovo caíram para os níveis mais baixos num
ano, enquanto o real e a bolsa de São Paulo tocaram os valores mais reduzidos em quatro anos.
Microempreendedores
portugueses na primeira
Innovation Race
Os seis microempreendedores portugueses do Millennium bcp viajaram até Estocolmo.
Seis microempreendedores portugueses do Millennium bcp viajaram até Estocolmo, para participarem na primeira Innovation Race,
organizada pela Rede Europeia de
Microfinança (EMN, em inglês),
com o intuito de darem o seu contributo para o desenvolvimento
futuro da microfinança.
Integrada na 10ª Conferência Anual da EMN, estes microempreendedores, apoiados por
consultores e especialistas, idealizaram produtos e serviços inovadores. Para o efeito foram constituídos qautro grupos, “Youth”,
“Woman”, “Senior” e “Migrant”,
representativos dos principais destinatários da Microfinança.
Joana Gameiro (“BodyConcept” em Carcavelos) e Tiago
Costa (“Cool Hostel” em Setúbal)
integraram o grupo “Youth”, Pau-
la Barreiros (“Adding Talent, consultoria” Sónia Rodrigues (“Maria
Chá, Pastelaria Gourmet” em Torres Novas) e Mónica Fernandes
(“BeAtelier Coaching”) o grupo
“Woman” e Priscila Beck (“Verniz de Luxo” em Lisboa) o grupo
“Migrant”.
Todos deram o seu contributo,
o seu testemunho, partilharam
a sua experiência e as suas ideias
para construir uma nova microfinança, ainda mais próxima das
pessoas sem acesso a crédito e que
pretendam criar o seu próprio
posto de trabalho. Para todos foi
uma experiência inesquecível e
enriquecedora.
“Apesar de todos terem uma
história de vida e um percurso diferentes, em dado momento todos
se depararam com desafios semelhantes e recorreram ao micro-
crédito por sentirem que este respondia às suas necessidades. Têm
esse elo em comum, o que lhes
permite, mais facilmente, identificar a forma como este modelo de
financiamento poderá evoluir no
futuro, para melhor responder às
necessidades dos microempreendedores”, refere João Fezas Vital,
responsável pelo Microcrédito
Millennium bcp. “É muito gratificante ver o sucesso dos nossos
microempreendedores. Foi com
grande satisfação que recebemos a
notícia de que seis microempreendedores do Millennium bcp, iriam
representar Portugal nesta iniciativa. É para nós um enorme orgulho
e uma motivação acrescida para
continuarmos a desenvolver o nosso trabalho. Até hoje já ajudámos a
criar cerca de quatro mil postos de
trabalho”, acrescenta.
CTT e Fidelidade assinam parceria
Os CTT Correios de Portugal
e a Fidelidade Companhia de
Seguros assinam um novo acordo de distribuição. Há mais de
15 anos que os CTT têm vindo
a distribuir produtos da Fidelidade, com especial relevo para
os seguros de Vida Capitalização, cuja evolução das vendas
tem sido assinalável, estimando-se encerrar o ano em curso com
um crescimento significativo
do volume de vendas. O acordo agora assinado, que vigorará
até 2018, prevê a distribuição
nas mais de 600 lojas CTT de
uma gama alargada de seguros
de Vida e de Saúde em regime
de exclusividade, regime que poderá ser extensivo a outros ramos
e produtos se e quando as partes
o considerarem desejável.
“Pretendemos assim dar início
a uma nova fase na relação entre
duas instituições que são das mais
presentes na vida dos portugueses. Esperamos também reforçar
a diversificação das áreas de negócio dos CTT Correios de Portugal, apostando num parceiro que
partilha connosco competências
distintivas de confiança e solidez
financeira”, de acordo com Francisco de Lacerda, presidente do
conselho de administração dos
CTT. Jorge Magalhães Correia,
presidente da Fidelidade, afirma
que “a parceria entre a Fidelidade e os CTT tem sido geradora
de valor para ambas as empresas,
pelo que o alargamento desta relação de longo prazo vai contribuir para uma valorização conjunta dos seus negócios e para um
reforço da oferta e fidelização dos
clientes”.
Os CTT Correios de Portugal
são uma das três principais redes na colocação de seguros em
Portugal. “Esta parceria de longo
prazo assenta no objetivo claro de
oferecer seguros de capitalização
muito competitivos e diversificados, para que os CTT reforcem a
sua posição como uma das redes
em que os portugueses apostem
para aplicar as suas poupanças”,
refere o comunicado conjunto.
A Fidelidade tem uma quota de
mercado de cerca de 30%.
Leilão de dívida portuguesa
com juros mais altos
A ida ao mercado da última
quarta-feira (17 de junho) traduziu-se numa subida dos juros a
pagar, sobretudo no caso do leilão
a 12 meses. Nos Bilhetes do Tesouro (BT) a cinco meses, a taxa
conseguida foi de 1,045% (compara com a taxa de há um mês
para BT a seis meses de 1,04%).
O montante colocado foi de 300
milhões de euros e a procura 4,4
vezes a oferta. No que se refere
aos BT a 12 meses, a taxa foi de
1,72% (compara com a taxa de 15
de maio passado, de 1,23%) e o
montante colocado de 1,2 mil milhões de euros, com uma procura
1,8 vezes a oferta (quase o dobro).
“Os leilões correram com normalidade, com as taxas a saírem
dentro daquilo que tem estado a
ser praticado no mercado. A taxa
do muito curto prazo, a cinco meses, quase se manteve igual à praticada há um mês. Neste leilão a
procura foi elevada, mas só 20%
do montante colocado foi dirigido
para esta maturidade”, disse Filipe
Silva, diretor da gestão de ativos
do Banco Carregosa.
“No leilão a 12 meses, se tivermos em conta a taxa praticada em
maio, subiu bastante. Tivemos
um agravamento de 0,41% no
espaço de dois meses. O impasse
político interno pode ter pesado
um pouco nesta taxa a 12 meses.
Mas os leilões foram um não-acontecimento. A Alemanha, a
cinco anos, financia-se a um custo de 0,8%. Portugal, a um ano,
financia-se a 1,72%. Isto espelha
bem a dimensão dos nossos problemas”, explica.
Montepio entrega Frota Solidária
2013 em Setúbal
O Montepio entrega hoje (19
de julho) a Frota Solidária 2013.
A edição deste ano está marcada
para Setúbal, depois de as cinco
anteriores edições terem passado
por outras tantas cidades nacionais.
Todos os anos, a Fundação
Montepio recebe do Ministério
das Finanças um montante relativo à consignação fiscal, um valor que atingiu 459 mil euros em
2012, montante que a entidade
emprega na aquisição de viaturas
para 21 instituições particulares
de solidariedade social (IPSS).
“Pelo facto de este montante
ter sido entregue, pelos contribuintes, ao cuidado e gestão da
Fundação Montepio, decidiu
esta instituição de utilidade pública devolvê-lo à sociedade civil
através da aplicação do referido
montante na aquisição de veículos automóveis especiais e adaptados, que, constituindo o que
designámos por Frota Solidária,
apoiarão a atividade de mais 21
IPSS”, refere a Fundação Montepio, em comunicado.
Banco Popular lança produto
dedicado exclusivamente aos avós
O Banco Popular lançou um
produto dedicado aos avós: o
Depósito eu Poupo!. “Todos os
avós se preocupam com os seus
netos e querem apoiá-los no seu
crescimento. Por isso se torna tão
importante garantir-lhes desde os
primeiros anos de vida o cresci-
mento das suas poupanças”, refere o banco em comunicado.
O depósito Super Avós apresenta uma taxa de 3,15% (TANB) a
12 meses para depósitos de 2500
a 250 mil euros e um bónus de
25 euros na constituição do Depósito eu Poupo! para os netos.
OPEP vai perder partes de mercado
A OPEP vai perder partes de
mercado no ano que vem – quando a procura mundial atingir o
nível mais elevado em quatro
anos – devido à oferta crescente
de petróleo de xisto, proveniente
dos Estados Unidos.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo prevê,
num relatório mensal, que a
procura de petróleos brutos será,
em média, de 29,61 milhões de
barris por dia, no próximo ano,
ou seja, menos 250 mil barris diários do que no presente exercício. A oferta será excedentária se
a OPEP continuar com a extração ao ritmo atual. O cartel tem
um objetivo de produção de 30
milhões de barris por dia e, em
junho, esse valor foi ultrapassado
em 380 mil barris diários. Este
facto implicaria um aumento dos
stocks de crude a nível mundial,
os quais estão já a níveis elevados.
No entanto, o mercado começa a
procurar cada vez mais outro tipo
de petróleo, como é o caso daquele resultante do xisto e que está a
ser explorado de forma crescente
nos Estados Unidos. Por outro
lado, a OPEP terá de contar com
a concorrência de crude proveniente de profundidades cada vez
maiores, em resultado de novas
técnicas de perfuração.
45
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
“Moat” ou fosso: a importância
das vantagens competitivas
Investimento
em valor
O nosso objetivo na gestão de
patrimónios financeiros é encontrar
negócios com caraterísticas excecionais a
preços sensatos. Uma empresa que consiga
gerar retornos elevados no capital investido
durante muitos anos irá capitalizar a riqueza
dos seus acionistas a taxas de rentabilidade
mais elevadas. Os negócios medíocres,
mesmo em saldo, não interessam ao
investidor em valor.
Na procura de valor para uma carteira de
investimentos, a ênfase deve ser colocada,
primeiro, na procura de bons negócios,
aqueles com grandes vantagens competitivas
e capacidade para as manter por muitos
e bons anos; segundo, na margem de
segurança que conseguimos quando
compramos a ação, isto é, o desconto que
conseguimos no preço a que compramos
face ao valor justo que determinamos para
a empresa.
É claro que uma excelente empresa
pode não ser um bom investimento se
comprarmos as suas ações sem margem de
segurança. A Microsoft, em 2000, já era
uma empresa excecional e, no entanto,
quem a comprou nessa altura ainda está
a perder dinheiro. Contudo, quem a
comprou em novembro passado, quando
aqui escrevi o artigo “Microsoft – quando
uma boa empresa é um bom investimento”,
está a ganhar cerca de 36% e continua a
ter na sua carteira de investimento um ativo
cujo preço ainda é inferior ao seu valor
intrínseco.
O que é a Moat ou fosso
de uma empresa?
Warren Buffett apelidou este conjunto
de vantagens competitivas de Moat, ou
seja, o fosso, como os que existiam à volta
dos castelos medievais para os proteger
dos inimigos e que, no caso das empresas
com fundamentos económicos excelentes,
contribuem para manter a concorrência
afastada do seu negócio e permitem que a
empresa ganhe rentabilidades excecionais.
As empresas que conseguem fazer isto
não são comuns, uma vez que a obtenção
de retornos elevados atrai concorrentes
para o setor, o que reduz as rentabilidades
do negócio. No entanto, algumas empresas
resistem aos ataques da concorrência
promovendo o seu crescimento por
períodos bastante alargados de tempo.
Empresas deste género podem fazer parte de
qualquer carteira de investimento em ações
com horizonte de investimento adequado
e que tenha como objetivo obter um bom
retorno com risco muito reduzido.
Alguns negócios excecionais
Alguns exemplos de empresas com
grandes vantagens competitivas e que
desde 1980 conseguiram rentabilidades
excepcionais: Johnson & Johnson (retorno
total: 10.563% i.e, 15,23% anuais),
Exxon Mobil (retorno total: 8.006% i.e,
14,28% anuais), Coca-Cola (retorno total:
EMÍLIA O. VIEIRA
Presidente do Conselho de Administração
Casa de Investimentos – Gestão de Patrimónios, SA
www.casadeinvestimentos.pt
12.316% i.e, 15,77% anuais), Wells Fargo
(retorno total: 5.928% i.e, 16,22% anuais),
Microsoft (retorno total: 48.430% i.e,
25,46% anuais), Wal-Mart (retorno total:
3890% i.e, 14,48% anuais) ou Procter &
Gamble (retorno total: 7470% i.e, 14,04%
anuais). Estas empresas continuam a gerar
excelentes retornos do capital apesar da
competição intensa. As suas vantagens
competitivas e a capacidade de as manter
por muitos anos permitem-lhes ganhar
retornos excepcionais.
De 07/31/1980 a 06/28/2013
Security
Moeda
e serviços a preços mais baixos que os
concorrentes, de que é exemplo a Posco,
5. patentes ou licenças regulatórias, de
que são exemplo empresas farmacêuticas
no primeiro caso e empresas de rating no
segundo, de que são exemplo a Pfizer ou
a Moodys.
Com a mesma naturalidade com que o dia
segue a noite, os retornos excecionais atraem
concorrentes. Quanto maiores os lucros,
mais forte será a concorrência. Este é, aliás,
o princípio básico de um mercado livre: o
capital procura as áreas em que os retornos
são mais elevados. Por isso, com o decorrer
do tempo, empresas muito lucrativas tendem
a ganhar retornos mais baixos.
Até quando consegue a empresa
manter as vantagens competitivas?
É muito difícil determinar até quando
consegue uma empresa manter as suas
Periodo Mensal
Variação de preço
395 meses
Rentabilidade
acumulada
Rentabilidade
anual
JNJ US Equity
USD
4988,00%
10563,4%
15,23%
XOM US Equity
USD
1976,27%
8006,33%
14,28%
competitiva da indústria: como
competem entre si as empresas nesta
indústria? É uma indústria atrativa, com
muitas empresas lucrativas, ou uma
indústria altamente competitiva, onde as
empresas lutam para sobreviver?
Em todo este processo de análise, o mais
importante é olhar para uma variedade de
empresas ao longo de um período de tempo
razoável – preferencialmente ao longo de
10 anos – e procurar consistência nesta
informação.
Depois de analisar todas estas medidas,
devemos identificar a fonte de vantagens
competitivas da empresa, conforme
enumeradas acima, do ponto 1 ao 5. O
fosso económico deve ser analisado em
duas dimensões: quanto dinheiro consegue
a empresa ganhar e durante quanto
tempo consegue manter os seus lucros
acima da média. Regra geral, qualquer
fosso económico baseado na inovação
tecnológica terá muito provavelmente vida
curta.
Não devemos esquecer que, apesar
de a indústria específica não nos contar
toda a história, é importante conhecer a
competitividade da empresa no seu setor.
Há setores em que é mais fácil ganhar
dinheiro do que noutros.
KO US Equity
USD
5103,46%
12315,7%
15,77%
WFC US Equity
USD
2586,05%
5927,59%
16,22%
Quanto vale uma empresa?
MSFT US Equity
USD
36078,0%
48430,8%
25,46%
WMT US Equity
USD
2926,90%
3890,00%
14,48%
PG US Equity
USD
2960,74%
7470,15%
14,04%
Uma empresa vale o valor presente
de todo o dinheiro que vai ganhar no
futuro. As empresas criam riqueza ao
investir capital e ao gerar um retorno
para esse investimento. Algum do
dinheiro que a empresa gera paga
as despesas operacionais, algum é
reinvestido no negócio e o restante
é o denominado Free-Cash-Flow, a
quantidade de dinheiro que pode ser
retirada todos os anos pelos donos
da empresa sem prejudicar o normal
funcionamento da mesma.
Quando nos focamos na procura de
empresas com fossos económicos, estamos a
maximizar o nosso retorno do investimento,
estamos a procurar empresas capazes de
criar valor económico e de aumentar os
seus recursos ao longo de largos períodos de
tempo.
O investimento em valor pressupõe
a seleção de um conjunto limitado de
boas empresas cujos negócios subjacentes
tenham fundamentos económicos soberbos,
que sejam geridas por gestores capazes e
honestos e que estejam a transacionar a
preços sensatos.
Ao prestar grande atenção à avaliação
das empresas, estamos a maximizar o
impacto de algo que conseguimos prever (a
performance financeira de uma empresa)
nos nossos retornos de investimento e a
minimizar aquilo que não conseguimos
adivinhar (o entusiasmo ou pessimismo de
grande parte dos participantes do mercado).
Quando compramos uma ação, tudo o que
precisamos de saber é que o preço a que
compramos é bastante mais baixo que o
valor provável do negócio.
O quadro acima apresenta sete negócios
excecionais, que em pouco mais de 30 anos
conseguiram ganhos extraordinários para
os seus acionistas. Provam que, ao longo
de qualquer período de tempo alargado,
estes investimentos serão os vencedores
destacados face a outros ativos. Melhor
ainda, se os comprarmos a desconto do seu
valor, serão os mais seguros.
Dados Bloomberg
Como se constroem as vantagens
competitivas?
Por que razão consegue uma empresa criar
e manter as suas vantagens competitivas?
Embora o setor em que a empresa opera
possa ajudar, o mais importante é a
estratégia seguida pela empresa. Um estudo
de Anita McGahan e Michael E. Porter,
“How much does industry matter, really”,
concluiu que a estratégia seguida pela
empresa é duas vezes mais importante que o
setor em que se insere.
De uma forma geral, há cinco maneiras
através das quais uma empresa pode
construir as suas vantagens competitivas
sustentáveis: Os atributos mais comuns que
conferem vantagens a um negócio são:
1. ativos intangíveis, como marcas
fortes criadas quer pela confiança na
marca ou reputação. Criadas através de
tecnologia ou características superiores,
permitem à empresa vender produtos
e serviços que os seus concorrentes não
conseguem replicar, de que é exemplo a
Johnson & Johnson;
2. produtos e serviços muito difíceis de
abdicar pelos clientes, criando custos de
mudança que conferem à empresa poder
de fixação de preços, de que é exemplo a
Microsoft;
3. efeitos de rede – uma força poderosa
de vantagem competitiva que pode
permitir manter os concorrentes à margem
por longos períodos de tempo, de que é
exemplo a Western Union ou o ebay,
4. vantagens na estrutura de custos,
que podem ter origem nos processos
operacionais, na localização, escala ou no
acesso privilegiado a determinado ativo
(uma matéria-prima, por exemplo), que
permite à empresa disponibilizar bens
vantagens competitivas e seus concorrentes
à distância. Em todo o caso, a resposta não
precisa de ser exata.
As vantagens competitivas devem ser
avaliadas considerando quanto consegue
a empresa ganhar e quanto tempo
consegue ganhar lucros acima da média.
Para se encontrar boas empresas com
grande potencial a prazo, é necessário
concentrar os esforços na análise dos
negócios que lhes estão subjacentes
e determinar se essas empresas têm o
seu futuro protegido por atributos que
lhes conferem vantagens competitivas
duráveis que permitirão rentabilidades
acima da média.
Para detetar se a empresa tem vantagens
competitivas duráveis, devemos fazer
uma análise profunda dos seus balanços e
demonstrações financeiras e avaliar a sua
rentabilidade:
Primeiro, avalie a rentabilidade
histórica da empresa: a empresa tem sido
capaz de gerar retornos sólidos nos seus
ativos e capitais próprios? Que Free-CashFlows liberta ano após ano? Quais as suas
margens líquidas? Este é o verdadeiro teste
que nos diz que uma empresa conseguiu
construir um fosso económico à sua volta.
Segundo, se a empresa consegue
retornos sólidos no capital e é
consistentemente lucrativa, avaliam-se as
fontes de lucros da empresa. Por que razão
a empresa consegue manter os concorrentes
afastados? O que impede os concorrentes de
“roubarem” os seus lucros?
Terceiro, tentar estimar quanto tempo a
empresa consegue afastar a concorrência:
algumas empresas conseguem evitar a
concorrência apenas por alguns anos, outras
são capazes de o fazer durante décadas.
Quarto, analise a estrutura
46
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
DAX 30 - ANÁLISE DE LONGO PRAZO
PSI-20 - ANÁLISE DE LONGO PRAZO
Daily Q.PSI20
Pri c e
EUR
6.300
6.200
6.100
6.000
5.900
5.900
5.800
5.700
5.630
5.600
5.500
5.400
5.300
5.200
5.120
5.100
.1 2
09
10
11
12
15
16
17
18
19
22
23
24
25
26
29
30
02
03
06
07
08
Abril 2013
09
10
13
14
15
16
17
20
21
22
23
Maio 2013
24
27
28
29
30
31
03
04
05
06
07
10
11
12
13
14
17
18
19
20
21
24
Junho 2013
25
26
27
28
01
02
03
04
05
08
09
10
11
12
15
16
17
18
Julho 2013
19
22
23
O PSI-20 manteve esta semana a tendência negativa, iniciada em
início de maio, altura em que cotou nos máximos do ano (perto dos
6400 pontos). A partir daí registou-se uma elevada força descendente,
que levou a bolsa de Lisboa, no início de julho, até perto dos 5120
pontos, correspondentes a mínimos de 9 meses. Nestas últimas duas
semanas o PSI-20 recuperou algum terreno, mas a barreira dos 5630
pontos mantém-se como uma zona de resistência importante, tendo já
sido efetuados dois testes à sua quebra, ambos mal sucedidos.
Daily Q.GDAXI
Pri c e
EUR
8.550
8.500
8.400
8.400
8.300
8.200
8.100
8.100
8.000
7.900
7.800
7.700
7.660
7.600
7.500
7.400
. 123
22
29
Abr 13
06
13
20
27
03
Maio 2013
10
17
24
Junho 2013
01
08
15
22
Julho 2013
O índice alemão voltou esta semana a ter uma evolução positiva,
ultrapassando uma zona de resistência importante. Mais importante
ainda foi o facto de ter conseguido inverter a tendência descendente
que se verificava desde meados de maio e que resultou numa perda
de quase 1000 pontos em apenas um mês. O DAX evolui agora
numa tendência de alta que terá como suporte os 8100 pontos, e
que poderá levar o índice de volta aos máximos históricos, na zona
entre os 8400 e os 8550 pontos.
CARLOS BALULA [email protected]
Eur/Usd continua em queda
FILIPE GARCIA
MERCADO MONETÁRIO
INTERBANCÁRIO
fi[email protected]
EUR/USD
Liquidez impede subida das Euribor
Daily QEUR=
Pric e
O excesso de liquidez na Zona Euro
encontra-se nos 262 mil milhões
de euros, ainda em níveis elevados
o suficiente para impedir que as
Euribor se aproximem da taxa
central de referência. Mario Draghi,
no seu boletim mensal, revelou
que, caso o excesso de liquidez se
mantenha acima de um determinado
nível, estimado entre 100 e 200
mil milhões de euros, as taxas do
mercado de capitais de curto prazo
deverão ser ligeiramente superiores
às taxas de depósito do BCE.
Joerg Asmussen, uma das principais
figuras do BCE, afirmou na
segunda-feira que a permanência de
reduzidas taxas de juro durante um
longo período de tempo acarreta o
risco de uma ineficiente alocação de
capitais entre os membros da Zona
Euro.
O Eurostat avançou com a
confirmação de que a inflação
anual de junho encontrava-se nos
1,6%, acima dos 1,4% em maio,
impulsionada pelos voláteis preços
dos bens energéticos e alimentares.
Este centro de estatística também
adiantou que a balança comercial
da Zona Euro apresentou um
excedente mais reduzido, em maio,
comparativamente ao mesmo mês
de 2012. Esta situação resulta
principalmente de uma quebra
nas importações maior do que
o crescimento das exportações,
com um nível de exportações
praticamente estável e com
as importações a caírem 6%.
Mas, apesar da diminuição das
exportações, ainda se verificou um
superávite comercial de 15,2 mil
milhões de euros, em maio, acima
de um valor revisto de 14,1 mil
milhões de euros, em abril. Esta
situação relativamente à quebra nas
importações sublinha a dificuldade
em que a Zona Euro se encontra
para revitalizar a procura doméstica,
que tem vindo a esmorecer
devido a uma taxa de desemprego
recorde, relutância por parte dos
consumidores em efetuar gastos e
às empresas que se encontram a
debater com dificuldades de acesso
ao crédito.
A crise da dívida da Zona Euro,
reacesa por receios relativos à crise
política em Portugal e dúvidas
quanto aos progressos da reforma
da economia grega, foi a principal
responsável pela queda inesperada
do sentimento dos analistas
alemães, em julho. O índice ZEW
caiu dos 38,5 para os 36,3,
contrariando a expetativa de subida
para os 39,6. No entanto, além das
negativas notícias na Zona Euro,
os EUA e a China, os principais
mercados das exportações alemãs,
não mostram sinais de recuperação
económica.
Os países do bloco europeu
deparam-se constantemente com
a sua realidade económica e as
consequências da crise de dívida
europeia. Na Grécia, continua a
assistir-se à pressão das uniões
sindicais que reagem aos cortes
no setor público. Também esta
semana assistiu-se a um corte de
rating por parte da Fitch ao EFSF,
depois de a França ter perdido na
sexta-feira o seu nível de AAA. Em
Espanha, foram emitidas obrigações
do tesouro a 6 meses e 12 meses,
tendo-se registado uma subida nas
taxas de juro média de 0,821% para
0,958% e de 1,395% para 1,503%,
respetivamente.
ANÁLISE PRODUZIDA A 17 DE
JULHO DE 2013
EVOLUÇÃO EURIBOR (EM BASIS POINTS)
17,julho13
31,outubro12
10,outubro12
1M
0,122%
0,123%
-0,001
0,123%
-0,001
3M
0,220%
0,217%
0,003
0,212%
0,008
1Y
0,521%
0,512%
0,009
0,506%
0,015
FUTUROS EURIBOR
TAXAS EURIBOR E REFI BCE
Data
September 13
October 13
November 13
March 14
June 15
December 16
3 Meses Implícita
0,250%
0,260%
0,275%
0,335%
0,600%
1,320%
CONDIÇÕES DOS BANCOS CENTRAIS
Minium Bid*
0,50%
BCE
Lending Facility*
1,00%
Deposity Facility*
0,00%
*desde 2 de maio 2013
EUA
R.Unido
Brasil
Japão
YIELD 10 ANOS PORTUGAL
J
<L HO G
FED Funds
Repo BoE
Taxa Selic
Repo BoJ
EURO FRA’S
Forward Rate Agreements
Tipo*
Bid
Ask
0,220
0,240
1X4
0,239
0,289
3X6
0,320
0,370
1X7
0,371
0,386
3X9
0,434
0,449
6X12
0,764
0,784
12X24
*1x4 - Período termina a 4 Meses, com início a 1M
EURO IRS
InterestSwapsvs Euribor 6M
Prazo
Bid
Ask
0,502
0,522
2Y
0,660
0,690
3Y
1,114
1,134
5Y
1,668
1,688
8Y
1,945
1,975
10Y
Obrigações
4
4
4
4
4
0,25%
0,50%
8,50%
0,10%
Fontes: Reuters e IMF
5Y
6,91
3,49
1,01
0,52
3,37
1,22
1,31
0,30
10Y
7,20
4,74
2,20
1,54
4,49
2,30
2,49
0,83
USD
1,34
1,34
1,33
1,32
1,32
1,31
1,3
1,3
1,29
1,28
1,275
1,27
.123 4
04 11
18 25 01
Mar 13
08 15 22
29 06 13
Abr 13
20 27 03
Mai 13
Eur/Usd
Esta semana, o Eur/Usd conseguiu, por fim, quebrar a tendência negativa que registava desde
meados de junho. Mais uma
vez, o suporte dos 1,275 dólares
revelou-se difícil de quebrar, e
o câmbio voltou a evoluir positivamente até aos 1,32 dólares,
nível que constituiu, uma vez
mais, uma resistência a maiores
subidas que poderão levar o Eur/
Usd a aproximar-se novamente
dos 1,34 dólares. Os 1,30 dólares
continuam a ser um valor para o
qual a cotação tem tendido sempre, permanecendo assim um pivot point neste câmbio.
Eur/Jpy
O Eur/Jpy evoluiu positivamente esta semana, anulando as
perdas registadas nos primeiros
dias de julho. Desde meados de
abril que este câmbio tem oscilado
pouco e registado um movimento
de lateralização, mas pode agora
estar a formar-se uma tendência
10 17 24
Jun 13
01 08
15 22
Jul 13
ascendente. Os máximos e mínimos relativos cada vez mais altos
indiciam isso mesmo, mas para
que tal se confirme será necessário
quebrar em alta a zona dos 133
ienes, máximos de 3 anos e meio
registados em Maio de 2013.
Eur/Gbp
O Eur/Gbp continuou o seu
movimento ascendente verificado desde o início de julho. Na
semana passada, havia quebrado
a resistência das 0,86 libras, sendo que nos últimos dias chegou a
cotar acima das 0,87 libras, não
tendo, no entanto, conseguido
quebrar em alta a barreira das
0,871 libras. Caso o consiga fazer, poderá ser impulsionado até
à zona das 0,88 libras, valores em
que chegou a cotar no início deste ano. Por outro lado, caso volte
a valores a baixo das 0,86 libras,
poderá voltar a testar o limite inferior da banda de variação em
que permaneceu durante os últimos meses.
Fixing
17.jul.13
Variação
semanal (%)
Variação
no mês (%)
Desde
1 jan. (%)
EUR/USD
1,3136
0,71%
-1,51%
-0,44%
EUR/JPY
131,15
1,17%
3,79%
15,44%
EUR/GBP
0,8632
0,03%
1,84%
5,77%
EUR/CHF
1,2340
-0,60%
0,26%
2,22%
EUR/NOK
7,8775
-0,65%
3,18%
7,20%
EUR/SEK
8,6295
-0,87%
0,20%
0,55%
EUR/DKK
7,4573
-0,01%
-0,02%
-0,05%
EUR/PLN
4,2610
-1,70%
0,74%
4,59%
EUR/AUD
1,4273
0,78%
2,86%
12,28%
EUR/NZD
1,6725
0,83%
1,25%
4,24%
EUR/CAD
1,3656
0,62%
0,80%
3,95%
EUR/ZAR
13,0168
0,26%
-1,17%
16,51%
EUR/BRL
2,9669
0,74%
3,54%
9,74%
47
SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2013
MERCADOS
Governo pode obrigar a recapitalização forçada
Goldman Sachs duplica lucros no segundo trimestre
Os bancos que coloquem em causa a estabilidade do sistema financeira podem ser obrigados
a receber apoio do Estado e terão uma administração provisória nomeada pelo Governo. Segundo um diploma publicado esta semana, compete ao ministro das Finanças tomar a decisão sobre uma eventual capitalização obrigatória, por via de proposta do Banco de Portugal.
Os acionistas têm a possibilidade de adquirir as ações de que o Estado seja titular, tendo em
conta a operação de capitalização obrigatória.
É um bom sinal para o setor financeiro a nível global. O gigante norte-americano Goldman
Sachs duplicou os seus lucros, no segundo trimestre, face a igual período do ano passado, para
cerca de 1,9 mil milhões de dólares. As receitas cresceram 30%, para mais de 8,6 mil milhões
de dólares. A banca de investimento registou um acréscimo de 29% nas receitas, para 1,55
mil milhões de dólares. Verificou-se um forte aumento das comissões de subscrição de dívida, em particular.
TÍTULOS EURONEXT LISBOA
Título
Última
Cotação
Variação Máximo 52 Mínimo 52
Semanal
Sem
Sem
BRUNO CARNEIRO
PAINEL BANCO POPULAR
EPS Est EPS Est
PER Est ActPER Est Fut
Act
Fut
Div. Yield
Div. Yield Est
Ind
Data Atl
CEO da ServDebt
Hora Atl
ALTRI SGPS
1,770
1,20%
2,066
1,081
0,270
0,223
6,556
7,937
1,41%
1,13%
17-07-2013
16:35:12
B. COM. PORT.
0,089
-4,30%
0,120
0,048
-0,016
0,006
--
14,833
--
1,12%
17-07-2013
16:35:00
B.ESP. SANTO
0,607
-3,19%
1,190
0,456
-0,002
0,069
--
8,797
--
0,00%
17-07-2013
16:36:39
BANIF-SGPS
0,056
-6,67%
0,170
0,035
--
--
--
--
--
--
17-07-2013
16:38:25
B. POP. ESP.
2,600
4,84%
5,244
2,350
0,020
0,221
130,000
11,765
--
0,00%
17-07-2013
15:51:58
BANCO BPI
0,914
-0,33%
1,380
0,475
0,074
0,089
12,351
10,270
--
0,00%
17-07-2013
16:35:00
COFINA,SGPS
0,420
-2,33%
0,730
0,300
0,040
0,030
10,500
14,000
2,38%
2,38%
17-07-2013
16:36:02
CORT. AMORIM
2,020
3,06%
2,100
1,250
0,240
0,240
8,417
8,417
4,95%
4,46%
17-07-2013
16:16:31
CIMPOR,SGPS
3,140
-1,26%
3,920
3,000
0,390
0,445
8,051
7,056
0,52%
5,57%
17-07-2013
16:35:00
16:35:00
EDP
2,419
-2,50%
2,670
1,752
0,262
0,270
9,233
8,959
7,65%
7,81%
17-07-2013
EDPR
3,787
-5,33%
4,434
2,252
0,168
0,218
22,542
17,372
--
1,22%
17-07-2013
16:35:00
MOTA ENGIL
2,551
1,63%
2,581
0,993
0,230
0,295
11,091
8,647
4,31%
4,31%
17-07-2013
16:35:00
ESF GROUP
5,200
0,74%
5,732
5,010
--
--
--
--
--
--
17-07-2013
16:35:00
GALP ENERGIA
11,610
-0,51%
13,285
9,991
0,444
0,513
26,149
22,632
2,07%
2,41%
17-07-2013
16:35:00
IMPRESA,SGPS
0,650
3,18%
0,680
0,280
0,040
0,040
16,250
16,250
--
--
17-07-2013
16:18:41
J. MARTINS
15,660
-0,95%
18,560
11,071
0,693
0,816
22,597
19,191
1,88%
2,19%
17-07-2013
16:35:00
MARTIFER
0,500
-7,41%
0,820
0,480
-0,010
0,020
--
25,000
--
--
17-07-2013
16:35:00
NOVABASE
2,400
-0,83%
3,080
1,660
0,217
0,240
11,060
10,000
4,17%
3,54%
17-07-2013
16:35:00
GLINTT
0,140
0,00%
0,210
0,090
--
--
--
--
--
--
17-07-2013
11:03:07
P. TELECOM
2,785
-1,80%
4,462
2,573
0,286
0,299
9,738
9,314
11,67%
11,85%
17-07-2013
16:35:00
PORTUCEL
2,635
3,21%
2,915
1,896
0,260
0,262
10,135
10,057
6,07%
7,29%
17-07-2013
16:35:00
REDES E. NAC.
2,170
-0,55%
2,390
1,800
0,228
0,244
9,518
8,893
7,83%
7,74%
17-07-2013
16:35:00
S. COSTA
0,200
-4,76%
0,330
0,120
--
--
--
--
--
--
17-07-2013
15:30:10
SEMAPA
6,588
-0,96%
7,410
4,749
0,767
0,790
8,589
8,339
3,87%
3,84%
17-07-2013
16:35:00
SONAECOM
1,650
2,74%
1,818
1,131
0,158
0,152
10,443
10,855
7,27%
5,03%
17-07-2013
16:35:00
SONAE,SGPS
0,712
-3,65%
0,800
0,400
0,040
0,060
17,800
11,867
4,65%
4,64%
17-07-2013
16:37:08
SONAE IND.
0,475
-3,06%
0,683
0,408
-0,227
-0,133
--
--
--
29,47%
17-07-2013
16:35:00
SAG GEST
0,180
5,88%
0,400
0,160
-0,040
-0,010
--
--
--
0,00%
17-07-2013
08:00:00
TEIX. DUARTE
0,520
-7,14%
0,680
0,200
--
0,050
--
10,400
2,88%
--
17-07-2013
15:28:53
Z. MULTIMEDIA
3,840
2,16%
3,941
1,980
0,143
0,191
26,853
20,105
3,13%
3,70%
17-07-2013
16:36:21
TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS PAINEL BANCO POPULAR
Última
Cotação
Título
Variação
Semanal
Máximo
52 Sem
Mínimo 52
Sem
EPS Est
Act
EPS Est
Fut
PER Est
Act
PER Est
Fut
Div. Yield
Ind
Div. Yield
Est
Data Atl
Hora Atl
B.POPULAR
2,582
0,43%
5,271
2,320
0,020
0,221
129,100
11,683
--
0,31%
17-07-2013
16:38:00
INDITEX
98,02
-0,59%
111,800
77,493
4,204
4,698
23,316
20,864
1,94%
2,51%
17-07-2013
16:38:00
16:38:00
REPSOL YPF
16,44
-2,20%
18,550
10,900
1,696
1,698
9,693
9,682
2,95%
5,96%
17-07-2013
TELEFONICA
9,765
-3,17%
11,780
7,900
1,063
1,105
9,186
8,837
3,58%
7,61%
17-07-2013
16:38:00
FRA. TELECOM
#N/A N.A.
-
--
--
1,048
1,025
--
--
--
--
#N/A N Ap
#N/A N Ap
LVMH
133,1
0,53%
143,400
117,000
7,401
8,357
17,984
15,927
2,18%
2,39%
17-07-2013
16:36:00
BAYER AG O.N.
84,15
1,00%
87,210
56,000
5,780
6,486
14,538
12,956
2,26%
2,46%
17-07-2013
16:35:23
DEUTSCHE BK
33,65
1,68%
38,730
22,110
3,957
4,694
8,504
7,169
2,23%
2,42%
17-07-2013
16:35:24
DT. TELEKOM
8,88
0,26%
10,110
7,976
0,705
0,750
12,516
11,765
7,90%
5,88%
17-07-2013
16:35:27
VOLKSWAGEN
163,25
4,48%
175,650
120,950
21,058
24,384
7,743
6,687
2,15%
2,60%
17-07-2013
16:35:22
ING GROEP
7,264
-2,88%
7,905
4,640
0,976
1,073
7,443
6,770
--
0,00%
17-07-2013
16:35:00
Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular, telf 210071800, email: centro.corretagem@
bancopopular.pt, com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna, no entanto, a sua exatidão não
é totalmente garantida. Este relatório é apenas para informação, não constituindo qualquer proposta de compra ou venda
em qualquer dos títulos mencionados.
O futuro do mercado de NPL
Pensei no tema deste artigo no dia em que, por motivos profissionais,
viajava do Porto para Lisboa. Durante a viajem comecei a pensar no
mercado português de non performingloans (NPLs) e no já longo
caminho percorrido desde a primeira transação da ServDebt, há já
quase 10 anos. O que tinha mudado, a evolução que o mercado teve,
os servicers que existiam e os que existem hoje. Até dos bancos que
existiam e que hoje mais não são do que meras lembranças cada vez mais
esbatidas na memória coletiva.
Mas, aquilo que mais ocupava o meu pensamento era o futuro. O
passado por mais importante que tenha sido, não passa disso mesmo,
passado. E, na minha opinião, o passado apenas serve para evitarmos
cometer os mesmos erros que nós ou outros tenhamos cometido. Assim
e focando o meu pensamento no futuro, comecei a pensar no dia de
hoje.
Hoje, como nunca, no Portugal dos últimos 30 anos, temos mais
crédito em incumprimento do que alguma vez tivemos. Hoje, como
nunca, temos mais processos em tribunal e mais custos para recuperar
créditos em incumprimento. Hoje, mais do que nunca, o Governo,
tentando resolver um problema estatístico, resolve acabar com execuções
e outras pendências judiciais para evitar números que não agradam, sem
ter em consideração os legítimos interesses de quem tem dívidas para
cobrar. Hoje, mais, que nunca, os problemas relacionados com o crédito
em incumprimento são enormes, mas todos parecem ignorá-lo.
E qual a solução?
Não há nunca soluções fáceis para estes problemas, porque, se
houvesse, já se tinham resolvido, mas podemos sempre olhar para o
que fazem os nossos congéneres europeus, sobretudo os que têm altos
níveis de incumprimento, como Portugal, ou como se comportam os
mercados mais desenvolvidos. E como? Resolvendo os problemas um a
um.
Comecemos pelos elevados rácios de incumprimento existentes.
Na Europa, sobretudo Espanha, Itália, Irlanda, países com níveis
de incumprimento igualmente elevados, os bancos têm vendido
cada vez mais carteiras de crédito a investidores internacionais de
reputação inquestionável. Essas vendas permitem encaixes financeiros
significativos, maior liquidez que pode ser reintroduzida na economia e
menores custos. Permite ainda uma “limpeza” dos balanços e uma maior
focalizacão dos bancos no seu negócio tradicional. E os reguladores
deviam incentivar estas vendas, sobretudo em momentos como os
atuais. A Itália fê-lo, na década de 90.
Nos últimos dois anos, várias operações de venda de carteiras foram
efetuadas com vantagens para quem vendeu e para o sistema financeiro.
Mais se adivinham num futuro próximo. Não há como fugir a esta
realidade. O problema será que se venderão em piores condições
financeiras para os bancos, atendendo a que a situação económica do país
continua a deteriorar-se em virtude dos últimos acontecimentos políticos.
Quanto aos processos judiciais para recuperar créditos, parece-me que
a estratégia para a resolução dos processos pendentes não passará pela sua
eliminação artificial e pelo cada vez maior ónus dos credores, mas sim,
sobretudo, pela racionalização dos meios que o sistema tem ao seu dispor
e de uma maior eficiência do processo, algo que não existe atualmente.
Quanto à penalização dos maiores litigantes, é contraproducente e levará
a uma maior restrição do crédito. Confesso que nunca compreendi
o critério para a definição de grande litigante e muito menos como
foi estabelecido o número a partir do qual se é grande litigante (200
processos).
Espero que a razão impere e se tomem decisões conscientes e
racionais, ao invés de decisões fictícias que a nada levam.
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Uma edição
Nº 1502 / 19 de julho 2013 Semanal J 2,20 Portugal Continental
NOTA DE FECHO
A TENDÊNCIA(?)
Taxas de juro para empréstimos a um ano, Abril 2013
PMEs
Novo resgate
a Portugal
continua
a ser uma
possibilidade
O Mecanismo Europeu
de Estabilidade (ESM) não
coloca de parte a possibilidade de um novo resgate
a Portugal. A opinião é do
diretor executivo do ESM,
Klaus Regling, que considera que até à crise política
o desempenho de Portugal
foi muito positivo. A Grécia também poderá ser alvo
de um novo resgate, na ótica daquele responsável.
Para Klaus Regling, os
mercados compreenderam
que Portugal fez progressos
consideráveis. As taxas de
juros desceram para cerca de
6,8%, metade do que se verificou quando se atingiu o
pico da crise. Quanto à possibilidade de a dívida passar
por um processo de reestruturação, Regling considera
não haver necessidade, apesar de existirem algumas especulações. Seja como for,
caso haja necessidade, Portugal poderá sempre recorrer a um novo resgate, pois
existe dinheiro disponível
para o efeito. Para já, ainda
é muito cedo para se ter certezas, até porque ainda falta
um ano para terminar o programa em curso.
[email protected]
Grandes empresas
7
Sucesso individual
e fracasso coletivo
6
5
4
3
2
Chipre
Portugal
Grécia
Malta
Eslovénia
Espanha
Irlanda
Eslováquia
Alemanha
U. Europeia
Estonia
Holanda
Finlândia
Áustria
Bélgica
0
França
1
Luxemburgo
A economia portuguesa
deverá destruir mais 4,8%
do emprego este ano, depois
de uma descida de 4,2%, no
ano passado. No próximo
exercício, a quebra deverá
cifrar-se em cerca de 1,3%
do emprego, de acordo com
o Banco de Portugal.
Adianta o relatório do
banco central: “Esta situação poderá colocar desafios adicionais ao mercado
de trabalho e a reafetação
setorial do emprego – que
é potenciada por uma evolução da atividade particularmente desfavorável nos
setores relativamente mais
intensivos em mão-de-obra,
como é o caso da construção
– pode gerar fenómenos de
persistência de desemprego.” Estas previsões são mais
negativas do que as apresentadas pelo BdP em março.
Quanto ao crescimento, os
indicadores apontam para
uma recessão (mais ligeira)
de dois pontos percentuais,
mas, no próximo exercício,
em vez de se registar um aumento de 1,1%, a subida
deverá ser mais ligeira, de
apenas três décimas.
JOÃO LUÍS DE SOUSA DIRETOR ADJUNTO
8
Itália
Economia
vai eliminar
mais 4,8%
do emprego
Fonte: Comissão Europeia (in Artigo “The mystery of why Portugal is so doomed”, The Atlantic, 5/6/2013)
COMENTÁRIO:
Portugal não só tem das taxas de juro mais altas (afectando
a competitividade da economia) como das maiores diferenças entre PMEs (± 7%) e
grandes empresas (± 5%): ou seja, o motor da economia paga 40% mais.
JORGE A. VASCONCELLOS E SÁ
Mestre Drucker School
PhD Columbia University
Professor Catedrático
Instituto de Liberdade Económica
http://www.linkedin.com/in/vasconcellosesa
Vide artigos e gráficos:
http://economiadasemana.blogspot.pt
https://twitter.com/VasconcelloseSa
LIBERTAS
[email protected]
www.institutoliberdadeeconomica.blogspot.com
O endividamento
e a negociação
com a banca
Vivemos num país a duas velocidades. Há um país ativo,
dinâmico, empreendedor, exportador, com os melhores
exemplos de iniciativa, que se aproxima das nações mais
prósperas, e há um país improdutivo, amorfo, acomodado,
funcionalizado, insustentável, que nos aproxima da Grécia
e de outros Estados com falta de disciplina.
Há factos que nos surpreendem pela positiva. Na
semana passada, António Horta Osório foi considerado
pela “Euromoney” como o melhor banqueiro do mundo,
tendo em conta o trabalho desenvolvido como presidente
do Lloyds. No final de Junho, José Fernando Figueiredo,
presidente da SPGM, foi eleito pela quarta vez presidente
da AECM – Associação Europeia de Garantias, organização
que representa as 40 instituições financeiras de 21 países da
UE, Rússia, Turquia e Montenegro.
Contrariando o que deveria ser a imagem negativa pelo
facto de Portugal estar sob resgate, em situação de quase
bancarrota, com degradação do rating, alguns gestores
portugueses veem o seu mérito reconhecido em áreas
exigentes e difíceis como a atividade financeira.
O facto de serem considerados como os melhores não
resulta apenas da sua iniciativa individual. É o fruto de
um trabalho de equipa, envolvendo milhares de pessoas
das suas organizações, onde revelam a sua capacidade de
liderança através do exemplo, conseguindo um resultado
coletivo muito superior à soma dos contributos individuais.
Estes dois bons exemplos na área financeira não
devem ser dissociados do mérito de bastantes empresas
O rumo que existia com o plano de
assistência externa e a estabilidade
governativa dá lugar a uma
contestação a todo e qualquer tipo
medidas ou mudanças
Objetivos: Preparar os participantes a tirarem partido dos benefícios de
uma boa negociação com a banca e outros organismos financeiros.
Público-alvo: Empresários, Diretores Financeiros e outros quadros que
sejam responsáveis nas empresas, pela negociação com a banca e
com outros organismos financeiros.
Formador: Dr. Agostinho Costa
LISBOA
25 julho
PROGRAMA:
Horário: (7 horas)
9h30 às 18h
2. A análise de risco da empresa por parte da banca
1. As dificuldades das empresas: sinais e ameaças
3. A prestação de informação às instituições bancárias
4. O diálogo empresa - banco
5. Como uma PME deve negociar com a banca
6. O relançamento de empresas em dificuldades
Público
Geral: G140
Assinantes VE:
G110
+IVA
Participação sem custos para empresas com resultados negativos e desempregados.
No âmbito da sua política de responsabilidade social, nas ações de formação a Vida Económica criou uma quota de
inscrições gratuitas para os assinantes empresas com resultados negativos ou individuais em situação de desemprego.
Para beneficiar desta oferta até ao limite dos lugares disponíveis, deverá enviar uma cópia da última Declaração mod. 22,
ou uma cópia do comprovativo da situação de desemprego, emitida pelo IEFP.
portuguesas que, apesar de suportarem custos elevados
de contexto e de serem penalizadas pelo peso excessivo
do Estado, conseguem ser competitivas e ver reconhecido
a nível interno e externo a qualidade e o valor dos seus
produtos e serviços.
O que temos de bom a nível individual contrasta com o
que vamos tendo de mau e muito mau no plano coletivo.
O rumo que existia com o plano de assistência externa e a
estabilidade governativa dá lugar a uma contestação a todo
e qualquer tipo medidas ou mudanças, com um governo de
gestão ao qual se retira autoridade para tomar as decisões
difíceis mas necessárias.
Somos seguramente o único país do mundo civilizado
onde a queda do Governo através da dissolução do
Parlamento é anunciada com um ano de antecedência.
Perante o agravar das dificuldades, a maioria dos políticos
revelam uma atitude comum, quer estejam no Governo ou
na Oposição, sendo quase irrelevante o facto pertencerem
à maioria ou minoria parlamentar: afastam sempre a
responsabilidade individual dos políticos e dos cidadãos,
preferindo debates superficiais e inconclusivos. Acreditam que
dessa forma não têm que dizer a verdade e podem evitar fazer
o que deve ser feito, mantendo assim a quota de popularidade.
É uma forma estranha de querer o poder através do não
fazer.
A decisão bem intencionada do Presidente da República
ao impor um consenso alargado tem o inconveniente
de diluir a responsabilidade individual dos políticos e
acentuar a coletivização dos problemas. Provavelmente o
acordo de salvação nacional não irá passar de um acordo de
indefinição nacional.
Entretanto, o desequilíbrio acentua-se neste país a duas
velocidades. Em Portugal o espaço torna-se cada vez mais
exíguo para o sucesso individual e cada vez mais amplo
para o fracasso coletivo.
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