1 UNIVESIDADE CANDIDO MENDES PÓS GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE ENERGIA EÓLICA INDIVIDUAL OU COLETIVA NA REGIÃO DOS LAGOS POR : VICTOR AYRES ALMEIDA ORIENTADOR PROF: DR. ALEKSANDRA SLIWOWSKA BARTSCH RIO DE JANEIRO 2010 UNIVESIDADE CANDIDO MENDES PÓS GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE 2 ENERGIA EÓLICA INDIVIDUAL OU COLETIVA NA REGIÃO DOS LAGOS Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau para especialista em engenharia de produção Por: Victor Ayres Almeida 3 AGRADECIMNETOS Agradecer primeiramente à Deus por ter alcançado este nível de conhecimento para tal, e aos meus pais por ter me apoiado em tudo que faço, aos meus amigos que estão presentes em todos os momentos, aos professores pela atenção e a instrução dada quando me faltava. 4 DEDICATÓRIA À minha noiva e minha mãe que sempre esteve presente em minhas conquistas. 5 RESUMO Com base em informações fundamentadas esta monografia aborda a estruturação, funcionamento, adequação do sistema de energia eólica na Região dos Lagos – Rio de Janeiro, servindo como forma de concientização e orientação para os moradores da região. Fazendo com que o Brasil futuramente possa se tornar uma grande potência de energia alternativa no mundo. O detalhamento deste sistema é simples e de fácil operação. A energia eólica tem como seu principal objetivo transformar energia cinética em energia elétrica, A fim de amenizar a sobrecarga nas usinas hidrelétrica e a queima de combustíveis fósseis no planeta. 6 METODOLOGIA A realização deste trabalho uma série de pesquisas tais como: revistas, sites e livros da área e estrutura baseada na “ como produzir uma monografia passo a passo”. 7 SUMÁRIO PÁGINAS I. INTRODUÇÃO 8 II. FUNCIONAMENTO 9 1. Formação III. 11 a. Rotor Eólico 11 b. Alternador 12 c. Sistema de direcionamento 13 d. Sistema de segurança 14 e. Controlador de carga 14 f. Pequeno Porte 15 g. Regras Gerais de Energia Eólica 17 LOCALIZAÇÃO 18 1. Utilização Mundial 19 2. Potencial Eólico no Brasil 22 3. Adequação na Região dos Lagos – RJ 24 4. Impactos Socioambientais 25 IV. CONCLUSÃO 26 V. BIBLIOGRAFIA 27 8 I. INTRODUÇÃO No início da década de 70, com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir a dependência do petróleo e carvão. Teve início o surgimento da Energia Eólica com intuito de amenizar a sobrecarga das usinas hidrelétricas e a queima de combustíveis fosseis de tal forma que não afetasse a camada de ozônio e nem os sistemas híbridos do planeta.Com ajuda dos conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. A energia eólica hoje em alguns países é fonte principal de energia, enquanto aqui no Brasil existe as chamadas fazendas eólicas nas regiões do Ceara, no Parque do Mucuripe que tem potência nominal de 1200KW - 3,8 milhões de KWh por ano, onde é totalmente favorável o clima e os ventos. Está um pouco distante do Brasil se tornar uma grande potência de energia eólica no mundo. A técnica se basea em um aerogerador, que através das captações dos ventos propulsiona um giro entorno de si mesmo, fazendo com que a rotação das pás (energia cinética) se torne energia elétrica seja ela de 12V ou 110V. Para uma boa captação dos ventos basta estar numa altura adequada para que não haja quebra dos ventos. 9 II. FUNCIONAMENTO Existem principalmente duas topologias gerais de construção dos captadores eólicos os de EIXO VERTICAL (savonios) e de EIXO HORIZONTAL. Há uma grande discussão entre os defensores dos dois tipos onde são apresentadas vantagens e desvantagens técnicas, mas comercialmente falando os de eixo horizontal tem apresentado grande superioridade aos de eixo vertical, pois apesar de exigirem maior complexidade mecânica, são equipamentos que trabalham com uma rotação mais elevada reduzindo enormemente os custos dos alternadores. Aerogerador é um equipamento que tem a capacidade de captar a energia cinética contida nos ventos e transformar em energia elétrica. Com a evolução da tecnologia empregada já existem aerogeradores de grande variedade de tamanhos como exemplo pode-se observar a figura 1.1 e seu funcionamento. Figura.1.1 10 Figura 1.2 A Figura 2 apresenta as diversas partes constituintes de um sistema eólico. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. Cubo do rotor Pás do rotor Sistema hidráulico Sistema de posicionamento da nacele Engrenagem de posicionamento Caixa multiplicadora de rotação Disco de freio Acoplamento do gerador elétrico Gerador elétrico Sensor de vibração Anemômetro Sensor de direção Nacele, parte inferior Nacele, parte superior Rolamento do posicionamento Disco de freio do posicionamento Pastilhas de freio Suporte do cabo de força Torre 11 1. FORMAÇÃO Um aerogerador é formado por cinco elementos distintos e colocado em conjunto sequêncial para o funcionamento adequado e detalhado melhor na figura1.2. a. Rotor Eólico (PÁS) O rotor é responsável por transmitir a energia cinética dos ventos para um eixo. Cada fabricante possui um tipo de construção diferenciada e estas diferenças determinam a potência do equipamento, nível de rotação, nível de ruído e segurança. Área x Potência A potência da máquina está diretamente relacionada ao diâmetro do rotor, pois existe um limite físico para geração de energia em função da área. Se um fabricante anuncia uma potência muito grande com uma máquina muito pequena desconfie. Nível de Ruído No mercado existem máquinas ruidosas e máquinas silenciosas e o fator determinante para esta característica, além do próprio perfil aerodinâmico utilizado é a rotação em que as pás trabalham. Procure saber o nível de rotação do aerogerador e comparar com os demais. Segurança Os materiais empregados devem ser de boa qualidade para que não só sejam seguros como também tenham uma vida longa de operação. Os materiais largamente utilizados são a fibra de vidro e fibra de carbono. 12 Porque 3 pás? O que tem determinado para que a grande maioria das máquinas seja de 3 pás é a relação custo x benefício, com um maior número de pás seria possível obter melhores rendimentos mas com um custo mais elevado, já com um menor número de pás (2) a máquina ficaria mais barata, mas em compensação a sua operação seria menos suave principalmente nas mudanças de direção do vento, onde apresentam uma vibração indesejada. b. Alternador Recebe a esta energia eletromotriz e converte em energia elétrica. É fundamental lembrar que este componente irá operar em velocidade variável, em baixa rotação, ao tempo e sujeito a todo tipo de intempéries e deve ser capaz de resistir a estas condições durante anos. Isto requer o desenvolvimento de um alternador específico para geração eólica uma vez que os disponíveis no mercado não requerem este grau de exigência. Um dos fatores de maior relevância no avanço tecnológico dos pequenos aerogeradores é a utilização dos Magnetos Permanentes, normalmente o Neodímio que devido ao seu alto grau de magnetização viabilizou a geração em baixa rotação. Acoplamento direto X Multiplicador de Velocidade As pás por diversas razões devem trabalhar em baixa rotação e isto força a alguns fabricantes a utilizarem multiplicadores de velocidade para compatibilizar a rotação da pá com a rotação exigida pelo alternador. O grande inconveniente desta solução é a perda de rendimento pela transmissão mecânica, e os inevitáveis desgastes com o tempo Quase que a totalidade dos pequenos aerogeradores utilizam o acoplamento direto uma vez que este sistema possui maior confiabilidade mecânica e longevidade em comparação com a utilização de multiplicador de velocidade. É bom lembrar também que os bons sistemas de multiplicação de velocidade são extremamente caros. Resistência às condições de operação Poucos equipamentos trabalham em condições tão severas e extremas, mesmo que por alguns minutos quando ocorrem grandes ventanias e também nas 13 condições diárias de chuva, sol, maresia... Sendo assim o alternador deve possuir uma construção simplificada, robusta e ser fabricado com materiais antioxidantes. Mais uma vez o nível de rotação é importante pois irá determinar a longevidade dos rolamentos e quanto mais rápido for o equipamento maior será o desgaste e a necessidade de manutenção. Uma outra característica única dos alternadores empregados em aerogeradores é a resistência inicial de rotação, os alternadores de fluxo radial (os mais comuns no mercado) têm uma grande resistência de partida o que muitas vezes faz com que o equipamento inicie a rotação e conseqüentemente a geração de energia com um vento muito elevado, tendo conseqüências diretas na geração de energia. c. Sistema de direcionamento Responsável pelo alinhamento do rotor em direção ao vento. Existem 2 tipos de sistema de direcionamento descritos a seguir: UP WIND – Possui um leme direcionador que posiciona o roto a frente da torre. DOWN WIND – Não há leme e pela própria ação do vento equilibra o rotor em direção ao vento, mas se posicionando atrás da torre, o que pode ter influência negativa na captação de energia. Outro item a se observar é o sistema de transmissão de energia entre o aerogerador, que gira 360º em busca do vento e a torre fixa é necessário um sistema de escovas para que o cabo elétrico não se rompa com o tempo. 14 d. Sistema de segurança Os aerogeradores devem ser capazes de suportar todo tipo de vento sem que a rotação das pás saiam de controle, isto ocorrendo, o resultado será um barulho extremamente desagradável ou até mesmo um acidente como a quebra das pás. O sistema mais eficiente e seguro de controle de velocidade é o chamado controle de passo, este sistema consiste no giro das hélices sincronizadamente de acordo com a velocidade do vento e é utilizado por todas as máquinas de grande porte existentes. As máquinas de pequeno porte em sua absoluta maioria não possuem este tipo de controle e contornam o problema com sistemas duvidosos de controle de velocidade e o fazem a uma velocidade de vento mais baixa, 12,5 m/s ou 45 Km/h, A escolha por estes sistemas ocorre em geral por questões econômicas e em alguns casos por complexidade técnica ocasionando manutenções freqüentes. Os sistemas mais utilizados em máquinas de pequeno porte são: Curto circuito: Algumas máquinas de pequeno porte para que não permitam este disparo de velocidade possuem um sistema eletrônico que literalmente dá um curto circuito no alternador. O que realmente reduz sua velocidade, mas também reduz drasticamente a produção de energia e causa, em longo prazo, um grande desgaste dos magnetos, o que comprometerá a produção de energia ao longo da vida útil da máquina. AutoFurling: Este sistema faz com que todo o conjunto do aerogerador fique de lado para o vento quando este atinge as velocidades de controle. Este sistema além de reduzir a energia produzida, uma vez que as hélices não estarão na direção do vento é muito suscetível a falhas, pois sofre influências de ventos ascendentes, e. Controlador de Carga O controlador de carga tem como principais objetivos adequar a geração de energia e o seu armazenamento, a interação com o usuário e a proteção das baterias. Dependendo das características da energia gerada por cada alternador é necessário maior ou menor complexidade no acoplamento do aerogerador com as baterias, uma vez que se gera em Corrente Alternada (AC) e armazenase em Corrente Contínua (DC). Interação A interação com o usuário se dá através de sinais luminosos que indicam o estado de carga das baterias e componentes que indicam 15 a geração do equipamento. Em alguns casos é disponibilizado uma chave de freio magnético para em caso de manutenção ou em uma emergência. Proteção das Baterias A proteção das baterias é o ponto mais importante pois o controle da quantidade de energia disponível nas baterias pode aumentar ou diminuir o seu tempo de operação. Ele normalmente atua protegendo tanto contra o excesso de carga quanto o excesso de consumo, caso haja uma diminuição do nível de energia. Durabilidade por se tratar de um equipamento que muitas vezes não terá assistência permanente devese ter em mente sempre a durabilidade do controlador. Importante saber sobre a torre – A torre é um componente que pode ter grande variabilidade em função das condições locais, de terreno, obstáculos ao vento e disponibilidade de área para instalação. A Altura pode variar de 9 m até 32 m. Nossa experiência é que normalmente 12 metros tem uma boa relação custo benefício. Existem basicamente dois tipos mais usados: · Estaiada – Possui uma haste central de sustentação onde se lançam cabos de aço que são ancorados por bases que suportam toda a carga de força lateral. Normalmente são as torres economicamente mais viáveis para pequenos aerogeradores, mas necessitam de espaço para sua instalação. · Autoportante – Pode ser trelaçada ou tubular e não há necessidade de estais. Requerem estruturas mais robustas e caras. f. PEQUENO PORTE Foco na solução de problema energético Viabilidade em médias mais moderadas de vento, Sistemas Híbridos: EÓLICO X SOLAR GRANDE PORTE, Grandes Investimentos Foco no Lucro Viabilidade em altíssimas médias de vento * Fonte: Atlas Eólico Brasileiro Este tipo de torre necessita de equipamentos especiais para realização de qualquer eventual manutenção. 16 BATERIAS – As baterias são importantes para o armazenamento da energia quando a geração de energia for maior que o consumo. Esta energia armazenada será utilizada quando não houver vento apropriado, o que possibilitará um maior aproveitamento do sistema. É aconselhável a utilização de baterias específicas para este tipo de energia, que são baterias estacionárias ou de descarga profunda, pois como a produção deste tipo de energia é irregular é necessária uma bateria que agüente uma descarga maior sem afetar sua durabilidade Estas baterias possuem uma durabilidade superior às baterias automotivas. O INVERSOR – O inversor funciona como um filtro que compatibilizará a energia disponibilizada nas baterias (DC) com a energia de sua residência (AC). Existem basicamente dois tipos de inversor: Onda Senoidal modificada – São em geral mais baratos e possuem certas restrições em aparelhos eletrônicos mais sensíveis. Onda Senoidal Perfeita – Tem qualidade muitas vezes superior a energia disponibilizada pela rede pública e não tem restrições de uso. São utilizados em sistemas disponibilizados por programas governamentais. UTILIZAÇÃO • Utilização náutica em pequenos veleiro. • Antenas de telecomunicações. • Programas universalização de energia. • Bombeamento de água. • Residências s/ energia ou com rede deficiente. VENTO Como não poderia deixar de ser, se não há vento, não há geração de energia. Devido ao alto custo para a realização de um estudo do potencial eólico de cada local onde se pretenda instalar um aerogerador, em todo o mundo a decisão de aquisição dos aerogeradores de pequeno porte, são tomadas baseadas em informações macro, como a verificação do potencial eólico da região como um todo, através da consulta de um mapa eólico e a análise visual do local identificando locais onde não haja grandes barreiras para o vento. O Brasil já possui um Atlas 17 eólico que dá uma visão geral dos locais com bons potenciais de vento, que poderá ser visto a seguir. g. REGRAS GERAIS DE ENERGIA EÓLICA Existe uma regra que dá a potência gerada pelos cata-ventos e turbinas de vento. É importante ressaltar que esta regra é teórica e na prática, não conseguimos converter toda essa potência (teórica) em potência útil. A taxa de conversão é de aproximadamente de 59% , quando o sistema funciona de maneira otimizada.Tentaremos apresentar de uma forma sucinta a demonstração desta fórmula: Potência é igual ao trabalho (Energia) dividido pelo tempo: , mas o trabalho realizado pelo vento - que neste caso é igual a sua energia cinética - é: , então: , mas como , temos: onde é a densidade do ar, V é a velocidade do vento e A é a área varrida pelas hélices do rotor. Talvez seja esta a fórmula mais importante para se conhecer o aproveitamento da energia eólica. Como exemplo gostaria de ilustrar que se um vento passa de 10km/hora para 11 km/hora (aumento de 10% ) a potência se eleva em 33%, o que mostra como é importante a escolha de um lugar com vento mais velozes para o melhor aproveitamento da energia eólica. Outro exemplo é sobre a área varrida pelo 18 rotor. Com um hélice de 3 m de diâmetro e um vento de 32 km/hora teríamos uma potência de 1000 W; se dobrarmos o diâmetro da hélice para 6 m e mantivermos o vento em 32 km/hora a potência irá para 4000 W. Isto ocorre pois a área varia com o quadrado do raio, ou seja, dobrando-se a área do rotor aumentamos a potência em quatro vezes. Fonte: portal São Francisco, www.portalsaofrancisco.com.br III. LOCALIZAÇÃO A escolha do local para instalação é um fator determinante para o resultado que será obtido com a sua operação. Em primeiro lugar uma questão óbvia mas que o entusiasmo do processo pode fazer esquecer. É preciso ter vento. Não basta ventar. O regime de ventos precisa ter qualidade apropriada para a geração eólica. Ventar muito pode não ser propriamente uma qualidade. O importante é a constância do vento. O ideal seria uma velocidade média elevada (mais de 5 m/s) com uma distribuição estatística de pouca dispersão. Outra questão importante é comportamento das turbulências locais. Ao contrário das maiores altitudes onde o vento segue um padrão de intensidade e direção mais ou menos constantes em baixas altitudes os obstáculos provocam movimentos desordenados que se agravam a medida que aumenta a velocidade. Esse efeito é tão intenso que 19 não raro a direção do vento muda radicalmente de direção em apenas poucos metros. Em ventos de elevada turbulência o aerogerador tem prejudicada a sua geração de energia, sendo comum recomendarse a instalação do captador eólico no mínimo 7 metros acima de qualquer obstáculo situado em um raio de 100 metros. Exceção feita a propriedades rurais essa é uma condição desejável é difícil de ser atendida. Na prática as condições locais devem ser examinadas levando em consideração ventos dominantes e a economicidade da construção de torres de grande altura. A localização deve levar em consideração, também, a distância entre a torre, o controlador de carga e os consumidores. Em sistemas de baixa tensão o omprimento de condutores deve ser reduzido ao mínimo. Isso é crítico, em particular, entre a torre e o controlador de carga. 1. UTILIZAÇÃO MUNDIAL No final de 1994 a capacidade instalada global de turbinas ligadas à rede era de 3700 MW dos quais 1700 MW nos EUA e 1650 MW na Europa. A capacidade mundial de produção eólica cresceu rapidamente: passando de um crescimento anual de 541 MW em 1993 para 742 MW em 1994, dos quais aproximadamente 450 MW correspondem ao crescimento anual Europeu. Prevê-se que o crescimento de potência instalada de origem eólica em 1995 atinja 1200 MW. Com um custo aproximado de 192 mil milhares de escudos por MW instalado. O mercado mundial para 1995 é de 230 000 milhões de milhares de escudos. Programas activos de instalação suportados pelos governos de longa data na Europa e nos EUA estendendo-se actualmente a outros países tais como China, Índia, Canadá, etc. 20 Organizações, indústria e empresas de serviços assumem, cada vez mais, o seu interesse na energia eólica como um bom investimento e como solução para os problemas energéticos do futuro. No entanto a viabilidade económica dos investimentos é muito diferente de país para país e de região para região dependendo essencialmente da distribuição geográfica do potencial eólico. A produção mundial de pequenos sistemas eólicos, com sistema de armazenamento de energia em baterias, é aproximadamente de 30 a 50 mil unidades por ano das quais 90% têm um limite máximo de potência inferior a 100 W. Os principais mercados são o Reino Unido (marinha e caravanas) e China (populações semi-nómadas na região da Mongólia). Esse crescimento de mercado fez com que a Associação Européia de Energia Eólica estabelecesse novas metas, indicando que, até 2020, a energia eólica poderá suprir 10% de toda a energia elétrica requerida no mundo. De fato, em alguns países e regiões, a energia eólica já representa uma parcela considerável da eletricidade produzida. Na Dinamarca, por exemplo, a energia eólica representa 18% de toda a eletricidade gerada e a meta é aumentar essa parcela para 50% até 2030. Na região de Schleswig- Holstein, na Alemanha, cerca de 25% do parque de energia elétrica instalado é de origem eólica. Na região de Navarra, na Espanha, essa parcela é de 23%. Em termos de capacidade instalada, estima-se que, até 2020, a Europa já terá 100.000 MW (WIND FORCE, 2003). A principal aplicação para sistemas de bombagem mecânicos é o abastecimento de água potável às populações. Os mercados principais são os EUA, Argentina, África e Nova Zelândia. O actual mercado para sistemas eólicos de bombagem é aproximadamente de 5 a 10 mil unidades por ano originárias de 50 fabricantes diferentes.A seguinte tabela dá uma estimativa da potência eólica instalada nos anos de 1994 e 2000 dando também uma ideia do acréscimo de potência instalada para 1994 e 1995. 21 Fonte: WINDPOWER MONTHLY NEWS MAGAZINE.[Knebel], v. 19, 2003. Energia eólica – capacidade instalada no mundo (MW) País/região 1997 1998 1999 Alemanha 2080 2874 4445 Estados Unidos 1590 1927 2492 Dinamarca 1116 1450 1742 Espanha 512 834 1530 Brasil 3 7 20 Europa (exceto Alemanha, Dinamarca e Espanha) 1058 1411 1590 Ásia 1116 1194 1287 Continente americano (exceto EUA e Brasil) 52 128 194 Austrália e Pacífico 33 63 116 África e Oriente Médio 24 26 39 Total 7584 9914 13455 Fonte: WINDPOWER MONTHLY NEWS MAGAZINE.[Knebel], v. 19, 2003. 2000 6113 2555 2297 2402 20 2610 1574 223 221 141 18156 2001 8734 4245 2456 3550 20 2760 1920 302 410 147 24544 2002 12001 4645 2889 4830 22 3637 2184 353 524 149 31234 22 2. POTENCIAL EÓLICO DO BRASIL A avaliação precisa do potencial de vento em uma região é o primeiro e fundamental passo para o aproveitamento do recurso eólico como fonte de energia. Para a avaliação do potencial eólico de uma região faz-se necessária a coleta de dados de vento com precisão e qualidade. Em geral, os dados de vento coletados para outros usos (aeroportos, estações meteorológicas, agricultura) são pouco representativos da energia contida no vento e não podem ser utilizados para a determinação da energia gerada por uma turbina eólica - que é o objetivo principal do mapeamento eólico de uma região. No Brasil, assim como em várias partes do mundo, quase não existem dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha/Pernambuco apenas no início dos anos 90. Os bons resultados obtidos com aquelas medições favoreceram a determinação precisa do potencial eólico daqueles locais e a instalação de turbinas eólicas. Vários estados brasileiros seguiram os passos de Ceará e Pernambuco e iniciaram programas de levantamento de dados de vento. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros. A análise dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmaram as características dos ventos comerciais (trade-winds) existentes na região: velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções do vento e pouca turbulência durante todo o ano. Além disso foram observados fatores de forma de Weibull (da distribuição estatística de Weibull), k, maiores que 3 - valores considerados muito altos quando comparados com os ventos registrados na Europa e Estados Unidos. 23 Dada a importância da caracterização dos recursos eólicos da região Nordeste, o Centro Brasileiro de Energia Eólica - CBEE, com o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e do Ministério de Ciência e Tecnologia - MCT lançou, em 1998, a primeira versão do Atlas Eólico do Nordeste do Brasil (WANEB Wind Atlas for the Northeast of Brazil) com o objetivo principal de desenvolver modelos atmosféricos, analisar dados de ventos e elaborar mapas eólicos confiáveis para a região. Um mapa de ventos preliminar do Brasil gerado a partir de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura abaixo. >8,5m/s 7,0 – 8,5m/s 6,0 – 7,0 m/s 5,0 – 6,0m/s <5,0m/s Centro Brasileiro de Energia Eólica (Resultados preliminares - 1998) Mapa de ventos do Brasil. Resultados preliminares do CBEE. 24 Em 1999, a companhia paranaense de energia, COPEL, publicou o mapa do potencial eólico do estado do Paraná. Foram utilizados dados de vento de cerca de vinte estações anemométricas para simulações em modelo atmosférico de microescala com apresentação gráfica em ferramenta GIS. Também em 1999, o CBEE passou a utilizar o modelo atmosférico de mesoescala MM5 para elaborar a segunda versão do Atlas Eólico do Nordeste (WANEB 2) e realizar o Atlas Eólico Nacional. Este novo projeto envolve a coleta e processamento de dados de vento de boa qualidade medidos em estações terrenas e na atmosfera (sondas, satélites), a simulação da climatologia com o modelo MM5 em resoluções de 30km e a elaboração do atlas eólico a partir da combinação dos mapas de vento (obtidos da simulação) com informações de topografia, uso do solo, influências locais e outras restrições (ferramenta GIS). Um modelo atmosférico de microescala será usado em áreas de interesse para aumentar a resolução do Atlas para espaçamentos de 1km2. Baseado no WANEB 2 (ainda não publicado) o CBEE estima que o potencial eólico existente no Nordeste é de 6.000MW. 3. ADEQUAÇÃO NA REGIÃO DOS LAGOS Baseado nos estudos acima e na posição geográfica e a forma de relevo da Região dos Lagos – Rio de Janeiro, é importante ressaltar o potencial eólico que a região possa desfrutar futuramente. Tanto para geração de energia individual ou coletiva abordado anteriormente. Especialmente no muniicípio de Araruama levando em consideração o espaço físico não construído e o relevo de Planície que favorece os ventos uniformes a todo o momento com velocidade de 6m/s. Podendo assim também exercer não só geração de energia, mas também bombeamento de água para as salinas. 25 4. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS A geração de energia elétrica por meio de turbinas eólicas constitui uma alternativa para diversos níveis de demanda. As pequenas centrais podem suprir pequenas localidades distantes da rede, contribuindo para o processo de universalização do atendimento. Quanto às centrais de grande porte, estas têm potencial para tender uma significativa parcela do Sistema Interligado Nacional (SIN) com importantes ganhos: contribuindo para a redução da emissão, pelas usinas térmicas, de poluentes atmosféricos; diminuindo a ecessidade da construção de grandes reservatórios; e reduzindo o risco gerado pela sazonalidade idrológica,à luz da complementaridade citada anteriormente. Impacto negativo das centrais eólicas é a possibilidade de interferências eletromagnéticas, que podem Causar perturbações nos sistemas de comunicação e transmissão de dados (rádio, televisão etc.) (TAYLOR, 1996). De acordo com este autor, essas interferências variam muito, segundo o local de instalação da usina e suas especificações técnicas, particularmente o material utilizado na fabricação das pás. Também a possível interferência nas rotas de aves deve ser devidamente considerada nos estudos e relatórios de impactos ambientais (EIA/RIMA). 26 IV. Conclusão A implantação do uso de energia eólica depende unicamente do crescimento tecnológico da humanidade com o objetivo de diminuir os custos relativos à manutenção, diminuir o efeito sonoro e aumentar o rendimento das turbinas eólicas. O rendimento, a manutenção e o efeito sonoro de uma turbina são dependentes do avanço tecnológico de outros setores da indústria. Como no caso da fabricação de materiais mais leves, baratos e resistentes e na produção de máquinas com maiores taxas de rendimento e aproveitamento de energia. Os custos relativos à implantação de fontes de energia eólica estão em um declínio gradativo, visto que um em curto espaço de tempo podem ser implantadas em todas populações de pequeno porte, suprindo as necessidades de condomínios e pequenos lugarejos onde a demanda de energia não seja muito acessível. O aproveitamento da energia eólica será de vital importância em um futuro próximo pois suprirá as necessidades de populações de pequeno porte, deixando a demanda maior de energia recair sobre as fontes convencionais de energia, pois como se sabe uma indústria necessita de uma demanda muito maior de energia que uma população, entretanto espera-se que com o avanço da tecnologia a implantação de fontes de energia. A energia eólica ainda é pauta para muitas discurssões positivas e negativas que vai desde a instalação em uma localidade povoada à poluição visual dos ambientes naturais encontrados no Brasil. É um assunto que gera muita polêmica, mas quando tratado com seriedade e competência pode ser um ponto positivo para o Brasil tanto enegético quanto turístico. 27 V. Bibliografia • Wind Energy, Comes of Age - Gipe, Paul; • Bureau of Noval Personal - Washington, DC. April, 1965; • Fundamentals of Eletronics, vol. 1a - Basic Eletricity; • Wind Power Monthly News Magazine. [Knebel], v. 19, 2003. • Wind Power, for the homeowner - Marier, Donald; • The Wind Power Book - Park, Jack; • Departamento de Energia dos EUA - http\\www.eren.doe.gov/wind/; • www.eólica.com.br; • www.ambientebrasil.com.br • www.fem.unicamp.br; • www.aneel.gov.br; • www.cresesb.cepel.br; • www.copel.com; • www.demec.ufpe.br;