1 José Nunes de Abreu Neto ANÁLISE DO APRENDIZADO DOS ALUNOS DA 8ª SÉRIE E 4ª ETAPA DA MODALIDADE EJA QUANTO AO ENSINO DE TRATAMENTO DE DADOS/ESTATÍSTICA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção de grau de Licenciatura em Matemática, na Universidade do Estado do Pará orientado pela Profª. Esp. Michelle de Oliveira Borges Mesquita. Belém – PA 2014 2 José Nunes de Abreu Neto ANÁLISE DO APRENDIZADO DOS ALUNOS DA 8ª SÉRIE E 4ª ETAPA DA MODALIDADE EJA QUANTO AO ENSINO DE TRATAMENTO DE DADOS/ESTATÍSTICA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção de grau de Licenciatura em Matemática, na Universidade do Estado do Pará orientado pela Profª. Esp. Michelle de Oliveira Borges Mesquita. Data de aprovação: 23/01/2014 Banca Examinadora ______________________________________________ - Orientadora Profª. Esp. Michelle de Oliveira Borges Mesquita Universidade do Estado do Pará ______________________________________________ Prof. Msc. Admilson Alcântara Universidade do Estado do Pará ______________________________________________ Prof. Msc. Fabrício Martins Universidade do Estado do Pará 3 A Deus pela força e pela oportunidade de estudar e pela força contínua, incentivando-me sempre a seguir em frente. A toda minha família (Abreu e Raiol) que direta ou indiretamente me ajudaram nesse momento tão importante da minha vida. Aos meus amigos verdadeiros que sempre me incentivaram, me acolhendo nos momentos de fraqueza. José Nunes de Abreu Neto 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por estar sempre em meu caminho me guiando e fornecendo energias para que eu encarasse todos os dias a rotina que levei nesses cinco anos de curso. À meus pais, Jane e Natan, que me deram suporte e força nesta caminhada e nunca deixaram de acreditar em mim; Ao meu irmão Juan que sempre brincando comigo, fazia eu esquecer um pouco das preocupações. À minha família querida que, alem de meus pais e meu irmão, agradeço as minhas avós Nilza e Maria. À toda família Raiol e Abreu. À minha orientadora Michelle Mesquita que conheci no Centro de Ciências e Planetário do Pará, e desde esse acontecimento me ensinou muitas coisas, e hoje posso dizer que a considero uma amiga e é uma honra ter sido orientado por ela. Aos meus grandes amigos que sempre me apoiaram, em especial, Kacau Gomes e Taissa Damasceno que sempre estiveram ao meu lado; Aos meus parceiros de turma Eder e Manoel; A todos os meus colegas da turma da noite de 2010, que embora não seja minha turma de origem me acolheram como se fosse. José Nunes de Abreu Neto 5 RESUMO NETO, José Nunes de Abreu. Análise do Aprendizado dos Alunos da 8ª Série e 4ª Etapa da Modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Quanto ao Ensino de Tratamento de Dados/Estatística. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Universidade do Estado do Pará, Belém, 2014. O presente trabalho tem como objetivo central analisar o aprendizado do assunto Tratamento de Dados/ Estatística na 8ª série do Ensino Fundamental e 4ª etapa da modalidade EJA. Para isso foi desenvolvida uma Pesquisa Quali-quantitativa, através de um estudo de caso realizado em duas escolas da região metropolitana de Belém, sendo uma escola na capital e outra localizada no município de Ananindeua. A pesquisa se deu através da aplicação de um formulário, com dados pessoais e perguntas categóricas sobre a auto-avaliação do aluno quanto ao assunto e um teste avaliativo com ênfase na análise de gráfico, tabela, probabilidade e análise textual. Para analisar os dados utilizou-se a estatística descritiva e os Testes de QuiQuadrado e Teste G, com o intuito de verificar se existe dependência entre as variáveis. Palavras-chave: EJA.Tratamento de dados.Teste Qui-Quadrado. Teste G. 6 ABSTRACT NETO, José Nunes de Abreu. Analysis the Learning of Students in 8th Series and 4th Stage of Mode EJA in the teaching DataTreatment/ Statistics. Thesis (Mathematics Full Degree). Universidade do Estado do Pará, Belém, 2014. The present work is mainly aimed to analyze the learning of Data Treatment / Statistics in 8th grade of elementary school and 4th stage EJA mode. For this, was developed a Quali-Quantitative research, through a case study conducted in two schools in the metropolitan region of Belém, with a school in the capital and another in the municipality of Ananindeua. The research was carried out through the application of a form with personal data and categorical questions on self-evaluation of the student on the subject and an evaluation test with emphasis on the analysis chart, table, probability and textual analysis. To analyze the data was used descriptive statistics and Chi-Square Tests and Test G, in order to check whether there is dependence between the variables. Key-words:EJA. DataTreatment. Chi-Square Test. Test G. 7 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Distribuição do gênero dos alunos de 8ª série e 4ª etapa das Escolas participantes.................................................................................................................. Tabela 2: Distribuição do turno por aluno nas escolas participantes................................................................................................................ Tabela 3: Distribuição do conceito dos alunos 23 24 quanto classificação do seu conhecimento sobre o assunto................................................................................... 25 Tabela 4: Distribuição do conceito de alunos quanto ao nível de dificuldade sobre o assunto.......................................................................................................................... 26 Tabela 5: Distribuição do conceito de alunos quanto a facilidade de analisar gráficos e tabelas........................................................................................................... 27 Tabela 6: Distribuição do conceito dos alunos que quanto ao grau de dificuldade do teste................................................................................................................................ 27 Tabela 7: Distribuição do quantitativo de idade dos alunos participantes .................... 28 Tabela 8: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................................... 30 Tabela 9: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 2ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................................... 30 Tabela 10: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 3ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 31 Tabela 11: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 4ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 32 Tabela 12: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 5ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 33 8 Tabela 13: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.a questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 34 Tabela 14: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.b questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 34 Tabela 15: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.c questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 35 Tabela 16: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 7ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 36 Tabela 17: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 8ª questão do teste aplicados aos alunos...................................................................................................... 37 Tabela 18: Teste de Qui-Quadrado dos acertos, erros e “não sei” de todas as questões do teste aplicado aos alunos.......................................................................... 38 Tabela 19: Teste de Qui-Quadrado entre a variável Gênero e todas as questões do teste................................................................................................................................ 39 Tabela 20: Teste de Qui-Quadrado entre a variável Turno e todas as questões do teste................................................................................................................................ 39 Tabela 21: Teste de Qui-Quadrado entre as variáveis “consegue analisar gráficos e tabelas” e as questões 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 8ª do teste.................................................... 40 Tabela 22: Distribuição de erros e acertos nas questões em relação ao turno............. 41 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Percentual de gênero dos alunos que participaram da pesquisa........ 24 Figura 2. Percentual da quantidade de alunos por turno ..................................... 24 Figura 3. Percentual do conceito dos alunos quanto a classificação do seu conhecimento sobre o assunto............................................................................ 25 Figura 4. Percentual do conceito dos alunos quanto ao nível de dificuldade sobre o assunto.................................................................................................... 26 Figura 5. Percentual do conceito dos alunos de quanto a facilidade de analisar gráficos e tabelas.................................................................................. 27 Figura 6. Percentual do conceito dos alunos que classificaram o nível de dificuldade do teste.............................................................................................. 28 Figura 7. Percentual de idade dos alunos participantes..................................... 29 Figura 8. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 30 Figura 9. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 2ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 31 Figura 10. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 3ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 32 Figura 11. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 4ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 33 Figura 12. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 5ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 33 Figura 13. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 6.a questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 34 Figura 14. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 6.b questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 35 Figura 15. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 6.c questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 36 Figura 16. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 7ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 36 Figura 17. Percentual de acertos, erros e “não sei” da 3ª questão do teste aplicados aos alunos............................................................................................ 37 10 SUMÁRIO CAPÍTULO I 1.1. INTRODUÇÃO.......................................................................................... 11 1.2. OBJETIVO................................................................................................ 12 1.2.1- Geral.......................................................................................................... 12 1.2.2- Específicos............................................................................................... 12 1.3. 12 METODOLOGIA....................................................................................... CAPÍTULO II 2.1- HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS........................ 14 2.2- A EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL................ 18 CAPÍTULO III 3.1- TÉCNICAS ESTATÍSTICAS ........................................................................ 21 3.2- ESTATÍSTICA DESCRITIVA................................................................................. 21 3.3- TESTE DE QUI-QUADRADO....................................................................... 21 3.4- P-VALOR...................................................................................................... 22 CAPÍTULO IV 4.1- RESULTADOS E ANÁLISE......................................................................... 23 4.1.1- ANÁLISE DE DADOS DO FORMULÁRIO............................................... 23 4.1.2- ANÁLISE DE RESULTADOS DAS QUESTÕES DO TESTE APLICADO AOS ALUNOS.................................................................................. 29 4.2- ANÁLISE DE RESULTADOS ATRAVÉS DOS TESTES DE QUIQUADRADO E TESTE G.................................................................................... 38 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 43 REFERÊNCIAS................................................................................................... 45 ANEXOS.............................................................................................................. 47 11 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO Atualmente, nota-se que as escolas estão encontrando altos índices de evasão em suas turmas regulares e outras modalidades. Em alguns casos, a matemática pode ser encarada pelos alunos como uma “vilã” que apenas serve para atrapalhá-los. Baseado nisso, mostrar a esses alunos que a matemática pode ser muito importante em suas vidas através da educação estatística pode ser uma aliada para que futuramente a evasão decresça e esses alunos possam se motivar a estudar mais. Segundo Morin (2000) deve-se ter cuidado ao lidar com as informações no processo de transformação que produzirá o conhecimento pertinente a ela, visto que, o conhecimento é capaz de situar qualquer informação em seu contexto e se possível, no conjunto em que está inserida tal informação. Segundo Paixão e Nunes (2011), considerando que a Estatística funciona como uma das “pernas” da matemática e das demais ciências em vista aos aspectos apresentados buscou-se desenvolver um estudo de caso com enfoque no conhecimento estatístico necessário para que um indivíduo seja capaz de inferir suas próprias interpretações coerentes a cerca de dados e ferramentas estatísticas, atendendo uma das propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que aborda o tratamento da informação como ferramenta didática de ensino, desde o ensino fundamental até o ensino superior, propondo uma verificação qualitativa a cerca do nível de conhecimento estatístico na série final do Ensino Fundamental. Baseando-se nisso, os testes aplicados levarão em consideração alguns conteúdos já “conhecidos” pelos alunos como porcentagem, análise de gráficos, análise de tabelas e interpretação de texto no contexto matemático. Nessa perspectiva o presente trabalho mostra um estudo de caso a cerca do nível de conhecimentos básicos em Tratamento de Dados/ Estatística na 8ª série/ 12 9º ano do ensino fundamental de uma escola e com alunos da quarta etapa da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). É nesse contexto que situa-se o objetivo central do trabalho que é Investigar o aprendizado desses alunos. 1.2- OBJETIVOS 1.2.1- Geral Analisar o aprendizado dos alunos da 8ª série/ 9° ano e 4ª etapa da modalidade EJA quanto ao ensino de Tratamento de dados/ Estatística. 1.2.2- Específicos Identificar os acertos e erros quanto às questões envolvendo somente tabelas, somente gráficos e tabelas e gráficos juntamente. Realizar comparações dos testes em relação ao gênero, ao turno e a 3ª pergunta do teste auto-avaliativo, através do teste de Qui-Quadrado ou Teste G. Comparar as médias de acertos da modalidade regular e EJA. 1.3- METODOLOGIA O presente trabalho terá como base uma pesquisa quali-quantitativa, a qual foi desenvolvida através de um estudo de caso, feito em duas escolas. Sendo uma localizada no bairro da Cremação em Belém-PA, com a pesquisa sendo aplicada em uma turma da 4ª etapa da modalidade EJA. A outra escola de aplicação localiza-se no bairro do coqueiro em Ananindeua-PA, com a pesquisa sendo aplicada nas turmas de 9° ano do ensino regular. Primeiramente, foi feito um conhecimento das escolas onde seriam aplicados os testes. Nas turmas de quarta etapa (EJA), 24 alunos participaram da pesquisa e nas de 8ª série/ 9º ano, 16 alunos. Os alunos preencheram um pequeno formulário com três perguntas de dados pessoais e quatro perguntas a respeito do seu conhecimento sobre o assunto “Tratamento de Dados/Estatística”. Em seguida, os alunos realizaram um teste com oito questões envolvendo análise de tabela, 13 gráficos, gráficos e tabelas juntamente, porcentagem, análise textual. A análise deste teste se deu na correção das questões e avaliadas como “certo”, “errado” e os alunos teriam a opção de marcar “não sei” para as questões as quais não saberiam responder. Além disso, serão analisadas as questões de tabelas e gráficos quanto à resposta autoavaliativa sobre a facilidade de analisar tabelas e gráficos. Para isso, será utilizado o teste Qui-Quadrado. Após a coleta de dados extraída dos testes, foi feita a tabulação desses dados originando um banco de dados. A partir disso, foram feitas as tabelas e gráficos e também foram feitos os cruzamentos das variáveis para a análise de independência entre as mesmas, através do testes Qui-Quadrado ( ²) e Teste G. De acordo com Bisquerra et al (2004), o teste de Qui-Quadrado para independência é utilizado para comprovar se existem diferenças estatísticas significativas entre duas categorias. A hipótese nula sustenta que não existem diferenças significativas entre as distribuições que se comparam, podendo inferir que as variáveis são dependentes ou não. Por outro lado, o teste G também pode inferir a dependência ou não das variáveis selecionadas, entretanto o mesmo se utiliza de uma correção que em certos casos o próprio software (BioEstat), sugere o seu uso. Após a realização de cruzamentos, as tabelas e gráficos serão construídos mostrando assim, as variáveis dependentes e independentes em relação aos testes. As variáveis mais usadas são o gênero, o turno e as questões do teste aplicado aos alunos. 14 CAPÍTULO II 2.1- HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A educação de jovens e adultos (EJA) é uma modalidade diferenciada de ensino. Segundo Strelhow (2010), A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino complexa porque envolve dimensões que transcendem a questão educacional. Até uns anos atrás, essa educação resumia-se à alfabetização como um processo compreendido em aprender a ler e escrever. Ou seja, entendiase a essa modalidade, um trabalho voltado para a escrita e para a leitura. O professor que se propõe a trabalhar com adultos deve refletir criticamente sobre sua prática, tendo também uma visão ampla sobre a sala de aula, sobre a escola em que vai trabalhar. Tem que ampliar suas reflexões sobre o ensinar, pensando sobre sua prática como um todo. Ele precisa resgatar junto aos alunos suas histórias de vida, tendo conhecimento de que há uma espécie de saber desses alunos que é o saber cotidiano, uma espécie de saber das ruas, pouco valorizado no mundo letrado e escolar. Freqüentemente o próprio aluno busca na escola um lugar para satisfazer suas necessidades particulares, para integrar-se à sociedade letrada, da qual não pode participar plenamente quando não domina a leitura e a escrita (STRELHOW, 2010). Percebe-se que o trabalho com a EJA, inicialmente, aparenta-se simples, limitando-se a “apenas” dois aspectos, a escrita e a leitura, no entanto é ainda mais complexa do que se imagina, pois como já foi dito anteriormente, transcende o plano escolar, logo o profissional que trabalha com a modalidade deve estar sempre buscando aprimoramento em sua prática pedagógica, com o intuito de melhorá-la ou modificá-la frente a uma situação de conflito. O histórico da EJA no Brasil perpassa a trajetória do próprio desenvolvimento da educação e vem institucionalizando-se desde a catequização dos indígenas, a alfabetização e a transmissão da língua portuguesa servindo como elemento de aculturação dos nativos (PAIVA, 1973). 15 Percebe-se que, com a vinda da família real para o Brasil existiu uma demanda de trabalhadores muito grande, a qual pode ser apontada como fator importante no processo educacional e catequização dos índios. Em 1854 surgiu a primeira escola noturna no Brasil cujo intuito era de alfabetizar os trabalhadores analfabetos, expandindo-se muito rapidamente. Até 1874 já existiam 117 escolas, sendo que as mesmas possuíam fins específicos, como por exemplo: no Pará para a alfabetização de indígenas e no Maranhão para esclarecer colonos de seus direitos e deveres (PAIVA, 1973). A partir disso, iniciaram-se muitos debates e entraves, como o direito de votar, que não era concebido aos analfabetos, ou seja, houveram muitos entraves relacionados a educação nesse período entre Império e República. Estas discussões se intensificaram nas décadas de 20 e 30, com a Revolução de 30 com as mudanças políticas e econômicas e o processo de industrialização no Brasil, a EJA começa a marcar seu espaço na história da educação brasileira: As reformas da década de 20 tratam da educação dos adultos ao mesmo tempo em que cuidam da renovação dos sistemas de um modo geral. Somente na reforma de 28 do Distrito Federal ela recebe mais ênfase, renovando-se o ensino dos adultos na primeira metade dos anos 30 (PAIVA, 1973, p. 168). Nota-se que com o passar da história, a educação de adultos, começa a ser desenhada sempre com um papel secundário. Como frisa Beisiegel (1974), com a plataforma política de governo de Getúlio Vargas (pensada por Lourenço Filho) a educação de adultos foi entendida como peça fundamental na elevação dos níveis de escolarização da população em seu conjunto, compreendendo este processo como fundamental para a elevação do nível cultural. Dessa forma, a educação de adultos foi elevada a outro patamar, não sendo apenas um fator secundário como antes. Em 1958, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, então presidente da república, convoca grupos de vários estados para relatarem suas experiências no “Congresso de Educação de Adultos”. Nesse congresso ganha destaque a experiência do grupo de Pernambuco liderado por Paulo Freire (GADOTTI, 2000). 16 Este grupo se constituía em um movimento de educação voltado para o desenvolvimento da educação de adultos, com críticas muito fortes à precariedade dos prédios escolares, a inadequação do material didático e à qualificação do professor. O momento também se caracterizou por inovações pedagógicas enfatizando uma educação com o homem e não para o homem. Propunha uma renovação dos métodos e processos educativos,abandonando os processos estritamente auditivos em que o discurso seria substituído pela discussão e participação do grupo (PAIVA, 1973). Confirmando o que foi dito anteriormente, a educação de adultos, gradativamente, vai ganhando espaço na sociedade, assim os anos de 1958 a 1964 foram marcados por ações em que “a educação de adultos era entendida a partir de uma visão das causas do analfabetismo, como uma educação de base, articulada com as “reformas de base” defendida pelo governo popular/populista de João Goulart” (GADOTTI; ROMÃO, 2006, p. 36). Nesse momento, a educação começa a ser vista como um fator principal e precisa-se de medidas que auxiliem a sua melhora. Em 1971 a Lei nº. 5.692 (BRASIL, 1971) regulamenta o Ensino Supletivo (esse grau de ensino visa a contemplar os jovens adultos) como proposta de reposição de escolaridade, o suprimento como aperfeiçoamento, a aprendizagem e qualificação sinalizando para a profissionalização, foram contemplados com um capítulo específico na legislação oficial. Na sequência, o Parecer do Conselho Federal de Educação nº. 699, publicado em28 de julho de 1972 e o documento “Política para o Ensino Supletivo” que tiveram como relator Valnir Chagas, explicitaram as características desta Modalidade de Ensino. [...] o Ensino Supletivo visou se constituir em “uma nova concepção de escola”, em uma “nova linha de escolarização não-formal, pela primeira vez assim entendida no Brasil e sistematizada em capítulo especial de uma lei de diretrizes nacionais”, e, segundo Valnir Chagas, poderia modernizar o Ensino Regular por seu exemplo demonstrativo e pela interpenetração esperada entre os dois sistemas (Haddad; Di Pierro, 2000, p. 116). A década de 90 foi marcada pela relativização nos planos cultural, jurídico e político – dos direitos educativos das pessoas jovens e adultas conquistadas em momentos anteriores, e a descentralização da problemática, bem como a situação marginal da EJA nas políticas públicas do país (Haddad; Di Pierro, 2000). Nesta 17 década, a articulação em torno da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(BRASIL, 1996), reafirmou a institucionalização da modalidade EJA substituindo a denominação Ensino Supletivo por EJA (Friedrich, 2010 p. 399). Esta mudança de denominação é fato controverso para alguns autores: A mudança de ensino supletivo para educação de jovens e adultos não é uma mera atualização vocabular. Houve um alargamento do conceito ao mudar a expressão de ensino para educação. Enquanto o termo “ensino” se restringe à mera instrução, o termo “educação” é muito mais amplo compreendendo os diversos processos de formação (SOARES, 2002, p. 12). Dessa forma, a Educação de Jovens e Adultos é nomeada como é conhecida atualmente, com um compromisso ainda maior, que de passagem podese dizer que a educação nessa modalidade começa a se tornar “formal”. Entretanto, a Lei nº. 9.394 (BRASIL, 1996) em seu artigo 38 faz referência aos cursos e exames supletivos e, assim, continua a ideia da suplência, de compensação e de correção de escolaridade. A redução das idades mínimas de 18 para 15 anos para o ensino fundamental e de 21 para 18 anos para o ensino médio vem novamente com a desqualificação desta modalidade de ensino, privilegiando certificação em detrimento dos processos pedagógicos. De certa forma a Legislação de Diretrizes e Bases da Educação, acaba prejudicando a modalidade, pois a mudança de nomes não veio apenas com um intuito nominal, mas com o intuito simbólico também, de promover mudanças na estrutura do ensino da modalidade. Em 1997, contrapondo-se a este discurso, a Declaração de Hamburgo sobre a Educação de Adultos, resultado da V Conferência Internacional para a Educação de Adultos (CONFINTEA) enfatiza que: A educação de adultos torna-se mais que um direito: é a chave para o século XXI; é tanto conseqüência do exercício da cidadania como uma plena participação na sociedade. Além do mais, é um poderoso argumento em favor do desenvolvimento ecológico sustentável, da democracia, da justiça, da igualdade entre os sexos, do desenvolvimento socioeconômico e científico, além de um requisito fundamental para a construção de um mundo onde a violência cede lugar ao diálogo e à cultura de paz baseada na justiça (UNESCO, 1997, p.1. apud Friedrich(2010)). 18 E assim, pode-se dizer, que a Educação de Jovens e Adultos alcança um novo patamar na sociedade, não mais sendo observada como uma remediação da escolaridade, e sim como um agente promotor de cidadania e desenvolvimento. A concepção legal da EJA não tem interferido nas políticas públicas para essa modalidade de ensino da qual continua sendo excluída. Um exemplo desse argumento é a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e valorização do Magistério (FUNDEF) que contava os alunos do ensino fundamental para o retorno dos recursos (verbas de investimento em educação), mas não considerava os alunos da EJA. O afastamento da União nas políticas públicas de EJA, transferindo a responsabilidade para Estados e Municípios, proporcionou iniciativas de cunho popular caracterizando uma pulverização de programas na tentativa de minimizar a problemática de EJA no Brasil (HADDAD; DI PIERRO, 2000). Atualmente, esse quadro ainda é visto, o público da EJA continua sendo excluído, de certa forma até marginalizado, então o processo de inclusão da EJA na sociedade ainda está caminhando, assim como suas metodologias de ensino e processos curriculares. 2.2- A EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL O ensino de estatística, por meio da matemática, é vivenciado desde o ensino fundamental, ao contrário dos que pensam, que a mesma é vista apenas no ensino médio. Na verdade, o ensino de estatística, é visto até mesmo nas séries iniciais, através do tratamento ou análise de tabelas e gráficos. Segundo Pamplona e Carvalho (2006,p.7) Na Matemática são ocultados os problemas primeiros, os propósitos, as escolhas, restando um modelo que é reduzido e distante realidade ou distante das práticas sociais a partir do qual ele foi gerado ou ressignificado. A Estatística, apesar de utilizar-se de uma linguagem matemática, não abandona o contexto a partir do qual foi criada. Desse modo, Matemática e Estatística tornam-se saberes complementares, auxiliando o educando a lidar com a abstração e a contextualizar os fenômenos originários das questões em estudos. 19 É nesse contexto que a educação estatística pode estar inserida, não sendo tratada de maneira direta, mas através de problemas que necessita-se de seu uso. A estatística de modo geral, pode ser vista como um “agente” presente no cotidiano de todo o cidadão. “As habilidades de descrever e analisar um grande número de dados, realizar inferências e fazer predições com base numa amostra de população, aplicar as idéias de probabilidade e combinatória a fenômenos naturais e do cotidiano são aplicações da Matemática em questões do mundo real que tiveram um crescimento muito grande e se tornaram bastante complexas. Técnicas e raciocínios estatísticos e probabilísticos são, sem dúvida, instrumentos tanto das Ciências da Natureza quanto das Ciências Humanas. Isto mostra como será importante uma cuidadosa abordagem dos conteúdos de contagem, estatística e probabilidade no Ensino Médio, ampliando a interface entre o aprendizado da Matemática e das demais ciências e áreas.” (MEC, 1997:45) De acordo com as idéias abordadas no PCN, nota-se que essa habilidade de analisar dados, vem da estatística, impulsionando assim, a projeção do presente trabalho. A Matemática comporta um amplo campo de relações, regularidades e coerências que despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar, projetar, prever e abstrair, favorecendo a estruturação do pensamento e o desenvolvimento do raciocínio lógico. Faz parte da vida de todas as pessoas nas experiências mais simples como contar, comparar e operar sobre quantidades. Nos cálculos relativos a salários, pagamentos e consumo, na organização de atividades como agricultura e pesca, a Matemática se apresenta como um conhecimento de muita aplicabilidade. Também é um instrumental importante para diferentes áreas do conhecimento, por ser utilizada em estudos tanto ligado às ciências da natureza como às ciências sociais e por estar presente na composição musical, na coreografia, na arte e nos esportes. (MEC, 1997) As idéias expostas são parte do papel da matemática no ensino fundamental, as suas aplicabilidades diárias, e a estatística devem estar inseridas 20 neste contexto, no qual a matemática também pode ser vista como instrumento auxiliar na construção da cidadania do educando. Quando se expõe a seleção de conteúdos do ensino fundamental, tem-se ainda de acordo com o PCN: Atualmente, há consenso a fim de que os currículos de Matemática para o ensino fundamental devam contemplar o estudo dos números e das operações (no campo da Aritmética e da Álgebra), o estudo do espaço e das formas (no campo da Geometria) e o estudo das grandezas e das medidas (que permite interligações entre os campos da Aritmética, da Álgebra, e da Geometria e de outros campos do conhecimento). Um olhar mais atento para nossa sociedade mostra a necessidade de acrescentar a esses conteúdos aqueles que permitam ao cidadão tratar as informações que recebe cotidianamente, aprendendo a lidar com dados estatísticos, tabelas e gráficos, a raciocinar utilizando idéias relativas à probabilidade e à combinatória. Percebe-se que a estatística, está presente na seleção de conteúdos feita pelo Ministério da Educação, sendo tratada através de tabelas e gráficos que devem ser abordados e analisados na comunidade escolar desde os estágios iniciais de ensino, mostrando a importância, habilidades e as aplicabilidades dessa linguagem que deve ser interpretada da estatística que é apresentada através do tratamento de dados, para a problemática em si, que será feita através dos algoritmos. 21 CAPÍTULO III 3.1- TÉCNICAS ESTATÍSTICAS Neste capítulo será abordado as técnicas usadas no trabalho desde a organização dos dados coletados até a análise de resultados dos mesmos, ou seja, o caminho usado na construção do trabalho como um todo. Para isso, será usada a estatística descritiva com suas ferramentas, tais como tabelas, gráficos, porcentagens, médias, desvio padrão e o teste estatístico de hipótese aplicado durante a análise dos resultados. 3.2- ESTATÍSTICA DESCRITIVA A estatística descritiva é geralmente utilizada no momento inicial da análise, quando temos o primeiro contato com os dados. A estatística descritiva segundo Bisquerra et al (2004) Refere-se apenas aos dados observados e compreende sua coleta, tabulação, apresentação, análise, interpretação, representação gráfica e descrição, a fim de torná-los mais manejáveis, podendo, assim, compreendê-los e interpretá-los melhor. Dessa forma, a estatística descritiva é importante no agrupamento de dados auxiliando a pesquisa e seus dados coletados promovendo-os de maneira mais clara e simples possível. 3.3. TESTE DE QUI-QUADRADO Além do uso de gráficos e tabelas, será usado o teste de Qui-Quadrado, que é um teste que pode ser usado em diversas situações. Como descreve Bisquerra et al (2004): A prova de Qui-Quadrado tem múltiplas aplicações na pesquisa educativa. As principais são: a) comparar uma distribuição observada com uma teórica; b) comparar distribuições observadas com dados independentes; c) prova de independência; d) prova de qualidade de ajuste. No trabalho o teste de Qui-Quadrado será usado como prova de independência, inferindo ou não a dependência/ independência entre duas variáveis. 22 Como foi descrito anteriormente o teste de Qui-Quadrado é utilizado para comprovar se existem estatisticamente significativas entre duas distribuições. A fórmula de cálculo é: Se < Se (δ,α) , nada se opõe a aceitar a hipótese nula. (δ,α) , rejeita-se a hipótese nula no nível α. Para os graus de liberdade: δ = sendo o número de colunas e o número de linhas. Além do valor de gerado pelo software computacional, no caso o BioEstat que é um programa de livre acesso, são gerados também o grau de liberdade e um outro valor constante denominado p-valor, que será melhor descrito a seguir. 3.4- P-VALOR As descrições acerca do p-valor estão baseadas no trabalho de Nunes e Paixão (2011). Quando se colhe uma amostra populacional, não se tem a certeza de que a média dessa amostra corresponde verdadeiramente à população. Pois a amostra cobre apenas uma fração do todo, então não se espera, em geral, que a média da amostra corresponda precisamente à da população. Por este motivo, utilizam-se os testes de hipótese para constatar se os valores da amostra e da população são uma casualidade. Para isso deve-se elaborar uma hipótese sobre a população da qual se retirou a amostra. Esta é chamada de hipótese nula, H0, pois propõe que não exista diferença entre a amostra e a população, no aspecto que está sendo avaliado. Em contrapartida, deve-se formular uma hipótese alternativa, H1, com a finalidade de testar a hipótese que contraria a hipótese nula, a qual pode ser tanto para mais quanto para menos. 23 CAPÍTULO IV 4.1- RESULTADOS E ANÁLISE Neste capítulo será abordado a análise dos resultados do trabalho, que constam a contagem do formulário auto-avaliativo, contagem dos resultados de acertos e erros do teste realizado pelos alunos, os resultados do Testes de QuiQuadrado e Teste G. 4.1.1- ÁNALISE DE DADOS DO FORMULÁRIO Neste tópico serão analisados os dados do formulário preenchido pelos educandos, o mesmo conta com quatro questões conceituais em torno do assunto e dados dos alunos como idade, gênero e o turno. As tabelas 1, 2 e 7 abordará os dados pessoais dos educandos participantes da pesquisa, enquanto que as tabelas 3, 4, 5 e 6 descreverá as perguntas presentes no formulário. Tabela 1: Distribuição do gênero dos alunos de 8ª série e 4ª etapa das Escolas participantes. Gênero Feminino Masculino Total Quantidade 22 18 40 % 55,0 45,0 100% 24 45,0% 55,0% FEMININO MASCULINO Figura1. Percentual de gênero dos alunos que participaram da pesquisa. De acordo com a Tabela 1 e Figura 1, nota-se que 55% dos alunos são do gênero feminino e 45%, masculino. Tabela 2: Distribuição do turno por aluno nas escolas participantes. Turno Manhã Tarde Noite (EJA) Total Quantidade 9 7 24 40 % 22,5 17,5 60,0 100,0 22,5% 60,0% 17,5% MANHÃ TARDE NOITE (EJA) Figura 2. Percentual da quantidade de alunos por turno. 25 De acordo com a Tabela 2 e Figura 2, percebe-se que 60% dos alunos pertencem a modalidade EJA, os alunos do turno da tarde compoem 17,5% do total de alunos, enquanto que os alunos que estudam pela parte da manhã são 22,5%. Logo a quantidade de alunos não está distribuída de forma igualitária. Tabela 3: Distribuição do conceito dos alunos quanto classificação do seu conhecimento sobre o assunto. Conceito Bom Excelente Regular Ruim Total Quantidade 9 3 21 7 40 60,0% % 22,5 7,5 52,5 17,5 100,0 52,5% 50,0% 40,0% 30,0% 22,5% 17,5% 20,0% 7,5% 10,0% 0,0% BOM EXCELENTE REGULAR RUIM Figura 3. Percentual do conceito dos alunos quanto classificação do seu conhecimento sobre o assunto. De acordo com a tabela 3 e figura 3, observa-se que 22,5% dos alunos julgam seus conhecimentos sobre o assunto como bom, 7,5% colocam seus conhecimentos como excelente, enquanto que 52,5% julgam como regular e 17,5% acreditam ser ruins. 26 Tabela 4: Distribuição do conceito de alunos quanto ao nível de dificuldade sobre o assunto. Conceito Bom Excelente Regular Ruim Total Quantidade 3 6 20 11 40 % 7,5 15,0 50,0 27,5 100,0 60,0% 50,0% 50,0% 40,0% 27,5% 30,0% 20,0% 10,0% 15,0% 7,5% 0,0% BOM EXCELENTE REGULAR RUIM Figura 4: Percentual do conceito de alunos quanto ao nível de dificuldade sobre o assunto. De acordo com a tabela 4 e figura 4, nota-se que 7,5% dos alunos julgam seu nível de dificuldade como bom, enquanto que 15% optou por excelente, 50% acreditam em regular e 27,5% ruim. 27 Tabela 5: Distribuição do conceito de alunos quanto a facilidade de analisar gráficos e tabelas. Conceito Às vezes Não Sim Total Quantidade 16 16 8 40 % 40,0 40,0 20,0 100,0 20,0% 40,0% 40,0% AS VEZES NÃO SIM Figura 5: Percentual do conceito de alunos quanto a facilidade de analisar gráficos e tabelas. Nota-se através da Tabela 5 e Figura 5, que 40% dos alunos dizem que não conseguem analisar gráficos e tabelas, enquanto que 40% optou por “as vezes” e 20% julgou analisar com facilidade. Tabela 6: Distribuição do conceito dos alunos que quanto ao grau de dificuldade do teste. Conceito Muito fácil Fácil Nem difícil nem fácil Difícil Dificílimo Total Quantidade 3 4 19 12 2 40 % 7,5 10,0 47,5 30,0 5,0 100,0 28 50,0% 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% 47,5% 30,0% 7,5% 10,0% MUITO FÁCIL FÁCIL 5,0% NEM DIFÍCIL NEM FÁCIL DIFÍCIL DIFICILIMO Figura 6: Percentual do conceito dos alunos que quanto ao grau de dificuldade do teste. De acordo com a Tabela 6 e Figura 6, percebe-se que 7,5% dos alunos julgaram que os teste estava muito fácil, enquanto 10% julgaram fácil, 47,5% como nem difícil nem fácil, 30% como difícil e 5% como dificilimo. Tabela 7: Distribuição da idade dos alunos participantes Idade 13 I - 20 20 I - 27 27 I - 34 34 I - 41 41 I - 48 Acima de 48 Total Quantidade 22 6 1 4 2 5 40 % 55,0 15,0 2,5 10,0 5,0 12,5 100,0 29 60,0% 55,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 15,0% 12,5% 10,0% 10,0% 5,0% 2,5% 0,0% 13 I - 20 20 I - 27 27 I - 34 34 I - 41 41 I - 48 acima de 48 Figura 7: Percentual de idade dos alunos participantes Percebe-se através da Tabela 7 e Figura 7, que maior parte dos alunos encontran-se em uma faixa etária entre treze e vinte anos, devido aos alunos das turmas regulares e também devido alguns alunos da Educação de Jovens e Adultos mais novos. A média de idade é de, aproximadamente, 25 anos, com desvio padrão igual a 14,8 anos. O alto desvio padrão pode ser explicado devido a turma da EJA apresentar maiores idades. 4.1.2- ANÁLISE DE RESULTADOS DAS QUESTÕES DO TESTE APLICADO AOS ALUNOS O teste respondido pelos alunos foi composto por oito questões, sendo que a sexta questão foi subdividida em três itens, intitulados “6.a”, “6.b” e “6.c”. As questões eram de múltipla escolha, incluindo a opção “não sei”, ou seja, existem três resultados possíveis para cada questão: Certo, caso a questão esteja correta. Errado, caso a questão esteja incorreta. Não sei, caso o aluno não saiba responder a questão. 30 Tabela 8: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise gráfica de área) 1ª Questão Quantidade 10 26 4 40 Certo Errado Não sei Total % 25,0 65,0 10,0 100,0 10,0% 25,0% 65,0% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 8: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos. A primeira questão trata-se de uma análise de gráfico. De acordo com a Tabela 8 e Figura 8, verifica-se que 65%, ou seja, grande maioria dos educandos erraram a questão, enquanto que apenas 25% acertaram e 10% escolheram a opção “não sei” Tabela 9: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 2ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise gráfica de setores) 2 ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 29 7 4 40 % 72,5 17,5 10,0 100,0 31 10,0% 17,5% 72,5% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 9: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 2ª questão do teste aplicados aos alunos. A 2ª questão trata-se de análise de gráfico (setores). De acordo com a Tabela 9 e Figura 9, nota-se que 72,5% dos alunos acertaram a questão, enquanto que 17,5% erraram e 10% optaram por “não sei”. Tabela 10: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 3ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise gráfica de colunas) 3ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 23 14 3 40 % 57,5 35,0 7,5 100,0 32 7,5% 35,0% 57,5% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 10: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 3ª questão do teste aplicados aos alunos. A 3ª questão aborda análise de gráfico (coluna).De acordo com a Tabela 10 e Figura 10, nota-se que 57,5% dos educandos acertaram a questão, enquanto 35% erraram e 7,5% optaram pela opção “não sei”. Tabela 11: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 4ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise tabular e gráfica de linhas) 4ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 11 10 19 40 % 27,5 25,0 47,5 100,0 33 27,5% 47,5% 25,0% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 11: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 4ª questão do teste aplicados aos alunos. A 4ª questão trata-se de análise de gráfico e tabela juntamente. De acordo com a Tabela 11 e Figura 11, percebe-se que 47,5% dos alunos marcaram a opção “não sei”, enquanto que 27,5% acertaram e 25% erraram. Tabela 12: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 5ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise gráfica de colunas) 5ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 19 10 11 40 % 47,5 25,0 27,5 100,0 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 47,5% 10,0% 25,0% 27,5% ERRADO NÃO SEI 0,0% CERTO Figura 12: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos. 34 A quinta questão trata-se de análise de gráfico. De acordo com a Tabela 12 e Figura 12, percebe-se que 47,5% dos alunos acertaram a questão, enquanto 25% erraram 27,5% marcaram a opção “não sei”. Tabela 13: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.a questão do teste aplicados aos alunos. (Análise textual) 6.a Questão Certo Errado Não sei Total 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% Quantidade 26 8 6 40 % 65,0 20,0 15,0 100,0 65,0% CERTO 20,0% 15,0% ERRADO NÃO SEI Figura 13: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos. A questão 6.a trata-se análise textual. De acordo com a Tabela 13 e Figura 13, nota-se que 65% dos alunos acertaram a questão, 20% erraram e 15% marcaram a opção “não sei”. Tabela 14: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.b questão do teste aplicados aos alunos. (Análise textual) 6.b Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 17 15 8 40 % 42,5 37,5 20,0 100,0 35 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 42,5% 37,5% 15,0% 10,0% 20,0% 5,0% 0,0% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 14: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 6.b questão do teste aplicados aos alunos. A questão 6.b trata-se de análise textual. Segundo a Tabela 14 e Figura 14, nota-se que 42,5% dos alunos acertaram, 37,5% erraram e 20% marcaram a opção “não sei”. Tabela 15: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 6.c questão do teste aplicados aos alunos. (Análise textual) 6.c Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 18 15 7 40 % 45,0 37,5 17,5 100,0 36 50,0% 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% 45,0% 37,5% 17,5% CERTO ERRADO NÃO SEI Figura 15: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 6.c questão do teste aplicados aos alunos. A questão 6.c trata-se de análise percentual. De acordo com a Tabela 15 e Figura 15, se percebe que 45% dos alunos acertaram a questão, 37,5% erraram e 17,5% marcaram “não sei”. Tabela 16: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 7ª questão do teste aplicados aos alunos. (Cálculo da média) 7ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 22 9 9 40 NÃO SEI 22,5% ERRADO 22,5% % 55,0 22,5 22,5 100,0 CERTO 0,0% 55,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% Figura 16: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 7ª questão do teste aplicados aos alunos. 37 A 7ª questão trata-se de análise de média aritmpetica. De acordo com a Tabela 16 e Figura 16, percebe-se que 55% dos alunos acertaram a questão, enquanto que 22,5% erraram e os outros 22,5% marcaram a opção “não sei”. Tabela 17: Distribuição de acertos, erros e “não sei” da 8ª questão do teste aplicados aos alunos. (Análise gráfica de setores) 8ª Questão Certo Errado Não sei Total Quantidade 6 20 14 40 NÃO SEI % 15,0 50,0 35,0 100,0 35,0% ERRADO 50,0% CERTO 15,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% Figura 17: Percentual de acertos, erros e “não sei” da 1ª questão do teste aplicados aos alunos. A 8ª questão trata-se análise probabilística. De acordo com a Tabela 17 e Figura 17, percebe-se que 15% dos alunos acertaram a questão, 50% erraram e 35% marcaram a opção “não sei”. 38 4.2- ANÁLISE DE RESULTADOS ATRAVÉS DO TESTE DE QUI-QUADRADO E TESTE G O nível de significância (α) usado neste trabalho para o teste de QuiQuadrado e Teste G é de 0,05. Deste modo, se o p-valor do teste for menor que 0,05, então a hipótese nula H0 será rejeitada. Porém se o p-valor for maior que 0,05 não rejeitamos a hipótese nula. Quanto menor for o p-valor, mais afastado estamos da hipótese nula H0, ou seja, quanto menor o p-valor, a probabilidade de se ter uma diferença significativa é maior. P-VALOR < 0,05 = REJEITA H0 P-VALOR > 0,05 = NÃO REJEITA H0 Assim, o p-valor é a estatística que quando usada resume o resultado de um teste de hipótese. Tabela 18: Teste de Qui-Quadrado dos acertos, erros e “não sei” de todas as questões do teste aplicado aos alunos. Variável Todas as questões Qui-Quadrado Grau de liberdade p-valor 77,35 18 <0,0001 Supondo α = 0,05, temos p-valor < 0,0001. Assim, há evidências de que o número de acertos, erros e respostas “não sei” nos testes resolvidos pelos alunos não seja o mesmo, rejeitando a hipótese de igualdade de acertos, erros e respostas “não sei”. 39 Tabela 19: Teste de Qui-Quadrado entre a variável Gênero e todas as questões do teste. Gênero 1ª Questão 2ª Questão 3ª Questão 4ª Questão 5ª Questão 6.a Questão 6.b Questão 6.c Questão 7ª Questão 8ª Questão Qui-Quadrado 3,689 0,054 0,269 0,883 0,481 0,259 0,768 0,347 2,369 4,625 Grau de liberdade 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 P-valor 0,158 0,974 0,874 0,643 0,786 0,879 0,681 0,841 0,306 0,099 Supondo α = 0,05, temos todos os p-valor > 0,05. Assim, temos evidência de que o número de acertos, erros e não sei nos testes resolvidos pelos alunos aceita a hipótese H0, considerando significante para não rejeitar, ao nível de 5% de significância, a hipótese de igualdade de acertos, erros e não sei entre os testes com o gênero dos alunos, como variáveis independentes. Ou seja, o número de acertos, erros e não sei não depende do gênero. Tabela 20: Teste de Qui-Quadrado entre a variável Turno e todas as questões do teste. Turno Qui-Quadrado Teste G Grau de liberdade P-valor 1ª Questão 2ª Questão 3ª Questão 4ª Questão 5ª Questão 6.a Questão 6.b Questão 6.c Questão 7ª Questão 8ª Questão 2,45 9,519 5,099 19,054 14,25 2,531 11,246 21,62 5,10 2,65 - 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 0,001 0,2767 0,617 0,654 0,049 0,277 0,001 0,007 0,639 0,024 Supondo α = 0,05, as 2ª, 3ª, 4ª, 6ªa e 7ª questões apresentam p-valor > 0,05. Logo, não rejeita-se a hipótese H0, considerando significante para não rejeitar, 40 ao nível de 5% de significância, a hipótese de igualdade de acertos, erros e “não sei” entre os testes com os turnos. Ou seja o número de acertos, erros e não sei das referidas questões não dependem do turno. Supondo α = 0,05, as questões 1ª, 5ª, 6.B, 6.C e 8ª, apresentam P-valor < 0,05. Logo rejeita a hipótese H0, considerando significante para rejeitar, ao nível de 5% de significância, a hipótese de igualdade de acertos, erros e não sei entre os testes com os turnos. Ou seja, o número de acertos, erros e não sei das referidas questões dependem do turno. Tabela 21: Teste de Qui-Quadrado entre as variáveis “consegue analisar gráficos e tabelas” e as questões 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 8ª do teste. 3ª Pergunta 1ª Questão 2ª Questão 3ª Questão 4ª Questão 5ª Questão 8ª Questão Qui-Quadrado 16,75 6,09 11,91 Teste G 13,68 6,06 5,87 - Grau de liberdade 4 4 4 4 4 4 P-valor 0,0084 0,1946 0,2089 0,0020 0,1920 0,0180 A terceira pergunta do formulário refere-se a facilidade do aluno em analisar gráficos e tabelas. O teste de Qui-quadrado foi realizado a partir de específicas questões, no caso foram selecionadas as que envolvem gráficos e tabelas. Supondo α = 0,05, as questões segunda, terceira e quinta, apresentam Pvalor > 0,05. Logo aceita a hipótese H0, considerando significante para não rejeitar, ao nível de 5% de significância, a hipótese de igualdade de acertos, erros e não sei entre as questões com o a terceira questão do formulário. Ou seja, o número de acertos, erros e não sei das referidas questões não dependem do julgamento dos alunos em relação a facilidade em analisar gráficos e tabelas. Supondo α = 0,05, as questões primeira, quarta e oitava, apresentam Pvalor < 0,05. Logo aceita a hipótese H0, considerando significante para rejeitar, ao nível de 5% de significância, a hipótese de igualdade de acertos, erros e não sei entre as referidas questões com a terceira questão do formulário. Ou seja, o número 41 de acertos, erros e não sei das referidas questões dependem do julgamento dos alunos em relação a facilidade em analisar gráficos e tabelas. Tabela 22: Distribuição de acertos e erros nas questões em relação ao turno. Turno Manhã Tarde Noite (EJA) 1ª Questão %Acertos %Erros 66,7 33,3 42,9 57,1 4,2 95,8 2ª Questão 3ª Questão %Acertos %Erros %Acertos %Erros 44,4 55,6 66,7 33,3 71,4 28,6 71,4 28,6 83,3 16,7 50 50 (Continua) Turno Manhã Tarde Noite (EJA) 4ª Questão % Acertos %Erros 33,3 66,7 28,6 71,4 25 75 5ª Questão 6.a Questão %Acertos %Erros %Acertos %Erros 44,4 55,6 55,6 44,4 57,1 42,9 85,7 14,3 45,8 54,2 62,5 37,5 (Conclusão) 6.b Questão 6.c Questão 7ª Questão 8ª Questão Acertos Erros Acertos Erros Acertos Erros Acertos Erros Manhã 33,3 66,7 33,3 66,7 66,7 33,3 22,2 77,8 Tarde 85,7 14,3 100 0 71,4 28,6 28,6 71,4 Noite (EJA) 33,3 66,7 33,3 66,7 45,8 54,2 8,3 91,7 Turno A tabela 22 é base de explicações para a tabela 20. Usando as respostas “não sei” como erradas. Nota-se que de acordo com a Tabela 20, a 1ª questão em relação ao turno obteve P-valor muito abaixo de 0,05, sendo rejeitada. Tal valor também pode ser explicado observando os valores da Tabela 22. Os alunos do turno da noite, aproximadamente 4,2% apenas acertaram a questão, enquanto que os alunos da tarde tiveram 43,8% de acertos e os alunos da manhã acertaram 66,7% das respostas. Tais valores mostram que os alunos de ensino regular tiveram uma percepção melhor em relação ao gráfico exposto que não é tão usual, enquanto que os alunos da EJA tiveram dificuldades em analisar o mesmo. 42 A 5ª questão também apresentou P-valor um pouco abaixo de 0,05. Notase que na referida questão 44,4% dos alunos do turno matutino responderam corretamente, enquanto que os 57,1% dos alunos do turno vespertino acertaram e os alunos da EJA tiveram 45,8% de acertos. Ou seja, a diferença embora seja significativa não é tão grande em termos percentuais. A 6.b questão, apresentou um p-valor abaixo de 0,05. Analisando os percentuais observa-se que os alunos do turno da manhã tiveram 33,3% dos acertos, o turno da tarde com 85,7% de acertos e os alunos da EJA acertaram em 33,3%. Observa-se que tanto os alunos da manhã quanto os da EJA encontram-se com o mesmo percentual de acertos, logo o P-valor está abaixo de 5%, devido o turno vespertino ter obtido percentuais muito acima dos outros turnos em relação a questão. A 6.c apresentou p-valor igual a 0,007 rejeitando a hipótese H0. Analisando, observa-se o turno da manhã com 33,3% de acertos, o turno da noite também com 33,3% de acertos, enquanto que o turno da tarde apresenta 100% de acertos. Como a questão trata-se de porcentagem, é notório que os alunos da tarde possuem mais habilidades para resolver problemas do referido assunto, enquanto que os alunos da manhã e EJA apresentaram dificuldades. A 8ª questão apresenta P-valor igual a 0,024, ou seja rejeitando a hipótese H0. Analisando os percentuais tem-se o turno da manhã com 22,2% de acertos, os alunos da tarde apresentaram 28,6% de acertos e os alunos da EJA apresentaram 8,3% das respostas corretas. Os alunos da Educação de Jovens e Adultos, como a questão trata de estatística de probabilidades apresentaram dificuldades em análise probabilística, apresentando percentual muito abaixo dos alunos de ensino regular. 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS A estatística com certa freqüência é vista em nosso cotidiano através de gráficos e representações tabulares, através dos livros didáticos, televisão, jornais, revistas, entre outros meios comunicativos. A estatística também é bastante visionada em outras áreas do ramo científico, pois a partir do momento em que se utilizam dados para se obter resultados, recorremos a ela para fazer testes de hipóteses, correlações e validações. O presente trabalho foi detalhado de forma que possa ajudar de alguma maneira futuras pesquisas em torno da Educação de Jovens e Adultos, e também como uma forma de motivar as pesquisas em torno desse alunado que de certa forma apresenta algumas limitações, que precisam ser revistas com certo imediatismo. De acordo com os resultados apresentados em algumas questões dos testes, notou-se que os alunos da EJA apresentaram maiores dificuldades na resolução de questões que envolviam análise probabilística, porcentagens, interpretação gráfica e trabalhar com tabelas. Entretanto, o fator mais relevante que se deve frisar é que muitas questões em relação ao turno se deram com diferenças significativas não devido a turma de EJA ter obtido percentuais de acertos menores que as turmas regulares e sim devido o turno da tarde ter obtido percentuais muito superiores em relação ao turno da manhã e a turma de EJA. Pode-se observar também que, quando trabalha-se com gráficos já conhecidos como “ de barras, colunas, setores, etc...”, os alunos de EJA demonstraram bom desempenho. No entanto, quando trabalhou-se com um gráfico “desconhecido” como “ de área”, os mesmos apontaram problemas em analisá-lo. Sabe-se que a estatística apresenta um alto grau de relevância, não apenas no ensino fundamental, como no ensino médio também e principalmente no ensino superior. 44 Dessa forma, mesmo sabendo que ainda há muitas coisas para pesquisar em torno da presente temática, espera-se que o trabalho desenvolvido possa despertar um olhar diferenciado em alguns pesquisadores e professores para que os mesmos continuem empenhados em suas pesquisas, para que se tenham mais alternativas metodológicas para lecionar esse conteúdo que é uma parte muito importante da matemática. 45 REFERÊNCIAS BEISIEGEL, C. R. Mudança social e mudança educacional. In: ______. Estado e educação popular: um estudo sobre educação de adultos. São Paulo: Pioneira, 1974. BISQUERRA, R; SARRIERA, J C; MARTÍNEZ, F. Introdução à estatística: enfoque informático com o pacote estatístico SPSS. Porto Alegre: Artmed, 2004. BRASIL. Lei nº. 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 ago. 1971. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais : introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. FRIEDRICH, M. Trajetória da escolarização de jovens e adultos no Brasil: de plataformas de governo a propostas pedagógicas esvaziadas, 2010. Artigo disponível em < http://www.scielo.br>. Consultado em 19/10/2013. GADOTTI, M. Saber aprender: um olhar sobre Paulo Freire e as perspectivas atuais da educação. In: CONGRESSO INTERNACIONAL, 2000, Évora. Um olhar sobre Paulo Freire: trabalhos apresentados... Évora, PT: Universidade de Évora, 2000. GADOTTI, M.; ROMÃO, J. E. Educação de jovens e adultos: teoria prática e proposta. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2006. HADDAD, S.; DI PIERRO, M. C. Escolarização de jovens e adultos. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 14, p. 108-130, 2000. MORIN, E. Complexidade e Transdisciplinaridade: a reforma da universidade e do ensino fundamental. Natal, Ed. Da UFRN, 2000. 46 NUNES, R. A. da C.; PAIXÃO, R. T. D. da. Pesquisa Estatística envolvendo o Nível de Conhecimento Estatístico na Série Final do Ensino Fundamental na Escola Ezequiel Lisboa no Município de Maracanã em 2011. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Universidade do Estado do Pará, Igarapé-Açu, 2011. PAIVA, V. Educação Popular e Educação de Adultos. São Paulo: Loyola 1973. v. 1. (Temas Brasileiros, 2). PAMPLONA, A. S.; CARVALHO, D. L. de. Ensino de Estatística e práticas pedagógicas. In: Anais ...SIPEMAT - Simpósio Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, Recife, 10 a 14 de julho de 2006, CD-ROM. SOARES, L. J. G. Educação de Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. STRELHOW, T. B. Breve História Sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil, 2010. Artigo disponível em < http://www.histedbr.fae.unicamp.br>. Consultado em 03/09/2013. 47 ANEXOS 48 Formulário Avaliação do aprendizado dos alunos do 9º ano do ensino fundamental quanto ao tema tratamento de informação (Estatística e Probabilidade) Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino Idade: ______________ Turno: ( ) manhã ( ) Tarde 1. Como classifica seu conhecimento sobre o assunto? ( ) Ruim ( ) Regular ( ) Bom ( ) Excelente 2. Qual seu nível de dificuldade sobre o assunto? ( ) Ruim ( ) Regular ( ) Bom ( ) Excelente 3. Você consegue analisar gráficos e tabelas com facilidade? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes 4. Qual sua avaliação quanto ao grau de dificuldade deste teste? ( ) Dificílimo ( ) Difícil ( ) Nem difícil nem fácil ( ) Fácil ( ) Muito fácil 49 Teste 1. Observe o gráfico. Ao marcar no gráfico o ponto de interseção entre as medidas de altura e peso, saberemos localizar a situação de uma pessoa em uma das três zonas. Para aqueles que têm 1,65 m e querem permanecer na zona de segurança, o peso deve manter-se, aproximadamente, entre A) 48 e 65 quilos. B) 50 e 65 quilos. C) 55 e 68 quilos. D) 60 e 75 quilos. E) Não sei. 2. Em uma pesquisa onde 2.673 pessoas foram entrevistadas com o seguinte questionamento: O que leva as pessoas a se mudarem para os condomínios fechados fora das grandes cidades? As respostas foram organizadas no gráfico a seguir, após análise do gráfico, pode-se afirmar que, aproximadamente: a) 321 pessoas mudam devido ao conforto. b) 588 pessoas mudam devido à tranqüilidade. Tranquilidade 28% Segurança 38% c) 749 pessoas mudam devido ao espaço. d) 1 016 pessoas mudam devido à segurança. e) Não sei. Conforto 22% Espaço 12% 50 3. O gráfico a seguir apresenta as vendas de equipamentos agrícolas de uma indústria: 50 Pode-se afirmar que: a) Foram vendidos 90 equipamentos até abril. 40 b) As vendas aumentaram mês a mês. 30 c) Foram vendidos 100 equipamentos até junho. 20 d) O faturamento da indústria aumentou de março para abril. e) Não sei. 10 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun 4 3 3 2 2 1 0 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª Sáb Dom -1 Temperatura °C Temperatura °C 4. A tabela ao lado mostra as temperaturas mínimas registradas durante uma semana do mês de julho numa cidade do Rio Grande do Sul. Qual é o gráfico que representa a variação da temperatura mínima nessa cidade, nessa semana? Dia 0 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª Sáb -2 -3 -3 Dia 3 2 1 0 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª Sáb -1 Dom Temperatura °C 2 1 0 -1 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª Sáb Dom ( ) Não sei. -2 Dia Dia -3 -2 -4 5. O gráfico a seguir mostra os resultados de jogos na Copa de 2006. De acordo com o gráfico é correto afirmar que: 3 a) O Brasil marcou 7 gols. c) 2% dos gols foram marcados contra a Holanda (HOL). Gols do Brasil b) A média de gols marcados pelo Brasil foi de 2 gols por jogo. 2 1 d) O Brasil marcou mais gols contra a Camarões (CAM) do que contra a Itália (ITA). e) Não sei Dom -1 -2 3 Temperatura °C 1 0 Rus Cam Sue EUA Hol Adversários Sue Ita 51 6. Leia o texto a baixo e responda a questões de 6-a a 6-c. 6.a) A soma do número de mortes por insuficiência cardíaca é: a) ( ) 21,4 mil b) ( ) 379 mil c) ( ) 165 mil d) ( ) 36,9 mil ( ) Não sei 6.b) Qual o total de mortes provocadas pelo fumo passivo, considerando os números apresentados por insuficiência cardíaca, doenças respiratórias, asma e câncer de pulmão. a) ( ) 622,3 mil b) ( ) 612,3 mil c) ( ) 602,3 mil d) ( ) 632,3 mil ( ) Não sei ( ) Não sei 6.c) Quanto é 40% de um grupo de 412.500 crianças? a) ( ) 175 mil b) ( ) 170 mil c) ( ) 180 mil d) ( ) 165 mil 7. As idades dos jogadores de uma equipe de futebol são: 22, 24, 27, 27, 25, 25, 25, 23, 24, 32, 28. Marque a opção que indica a média de idade dos jogadores. a) 23,0 b) 24,5 c) 25,6 d) 26,3 e) Não sei 52 8. Na primeira quinzena de julho, hospedaram-se no Hotel Paraíso 100 turistas: 40 brasileiros e 60 estrangeiros. O gráfico apresenta a distribuição dos turistas estrangeiros, por nacionalidade. Escolhe-se ao acaso, um dos 100 turistas hospedados no Hotel Paraíso na primeira quinzena de março. Qual a probabilidade de o turista escolhido ser francês? a) b) c) d) e) Ingleses; 20% Franceses; 30% Espanhóis; 50% 16% 18% 22% 24% Não sei.