UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE POS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MESTRADO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO ADRIANE ARAÚJO DE OLIVEIRA APLICAÇÃO DO MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA NA TOMADA DE DECISÃO PARA ADOÇÃO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM. UM ESTUDO DE CASO NA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RN. NATAL/RN 2011 ADRIANE ARAÚJO DE OLIVEIRA APLICAÇÃO DO MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA NA TOMADA DE DECISÃO PARA ADOÇÃO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM. UM ESTUDO DE CASO NA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RN. Dissertação submetida ao Programa de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Mestre em Engenharia de Produção. Orientador: Prof. Dr. José Alfredo F. Costa NATAL/RN 2011 ADRIANE ARAÚJO DE OLIVEIRA APLICAÇÃO DO MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA NA TOMADA DE DECISÃO PARA ADOÇÃO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM. UM ESTUDO DE CASO NA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RN. Dissertação submetida ao Programa de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Mestre em Engenharia de Produção. Aprovado em : ____/____/____. BANCA EXAMINADORA _____________________________________________ Prof. Dr. José Alfredo Ferreira Costa Orientador - UFRN _____________________________________________ Prof. Dr. Manoel Veras de Souza Neto Co-orientador – UFRN _____________________________________________ Prof. Dr. Daniel Aloise Examinador Interno– UFRN _____________________________________________ Prof Dr. Aarão Lyra Examinador Externo – UNP / UFRN Dedico esse trabalho aos meus amores: Weber, Mariane e Juliane. AGRADECIMENTOS A Deus que durante toda a minha vida, iluminou meus caminhos para que eu pudesse ter saúde, inteligência e determinação para atingir meus objetivos. Aos meus pais, porque investiram na minha educação e agora se orgulham pela minha continuidade nos estudos. Às minhas filhas Mariane e Juliane pela compreensão e paciência nas noites e finais de semana as quais não pude dar atenção. Ao meu esposo Weber pelo amor e incentivo a buscar novos conhecimentos e desafios profissionais. Ao Sistema FIERN, por ser uma entidade na qual venho me dedicando durante vinte e quatro anos como profissional da área de Tecnologias da Informação e por isso me dediquei a desenvolver esse tema de dissertação. Aos colegas e técnicos de TI, que confiaram no meu trabalho e tão prontamente responderam os questionários, e em especial, à Adriana e à Claudinha, que acompanharam minha árdua batalha dos desafios encontrados no ambiente de trabalho e na dedicação ao mestrado. Aos colegas e companheiros de estudos no mestrado de Engenharia de Produção da UFRN, Jakeline, Joannes e Rafaela, sempre presentes em busca dos ideais. Ao meu orientador Prof. Dr. José Alfredo Ferreira Costa que confiou na minha dedicação, mesmo sabendo o quanto é difícil conciliar, trabalho, estudos e família. Ao meu Co-orientador Prof. Dr. Manoel Veras de Souza Neto, pelo constante incentivo aos estudos e à valorosa orientação. À minha grande amiga Maria do Carmo Ramalho Dantas, que sempre esteve ao meu lado em todos os momentos da minha vida . Ao amigo Valmir Ferreira, exemplo de vida e amizade. A todos que direta ou indiretamente contribuíram durante toda a jornada, o meu muito obrigada. "...e assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... Agora simplesmente durmo para sonhar". Walt Disney RESUMO Os avanços da Internet e das telecomunicações vem mudando os conceitos da Tecnologia da Informação - TI, principalmente no que diz respeito à terceirização dos serviços, onde as organizações buscam redução de custos e um melhor foco no negócio. Com o amadurecimento dessa terceirização, desenvolveu-se um novo modelo denominado “Cloud Computing” (Computação em Nuvem, CN), que propõe migrar para a Internet tanto o processamento de dados, quanto o armazenamento de informações. Dentre os pontos chaves da Computação em Nuvem, se incluem redução de custos, benefícios, riscos e as mudanças de paradigmas da TI. Entretanto, a adoção desse modelo gera algumas dificuldades na tomada de decisão, por parte dos gestores de TI, sobretudo, nos que se refere à quais soluções poderão ir para a nuvem, e quais prestadores de serviços mais se adéquam à realidade da Organização. A pesquisa tem como objetivo geral, aplicar o Método AHP – (Analytic Hierarchic Process), conhecido como “Método de Análise Hierárquica”, para tomada de decisão em Computação em Nuvem na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte – FIERN. Para tanto, a metodologia utilizada foi do tipo exploratória e um estudo de caso aplicado em uma organização de âmbito nacional. A coleta de dados foi realizada por meio de dois questionários estruturados aplicados eletronicamente junto aos técnicos de TI, e diretoria da empresa. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa e comparativa, e utilizou-se o software para o método AHP denominado “Web-Hipre”. Os resultados obtidos constataram a importância da aplicação do método AHP na tomada de decisão para adoção da Computação em Nuvem, principalmente, porque na ocasião em que se aplicava a pesquisa, a organização estudada já apontava o interesse e a necessidade em adotar a CN, tendo em vista os problemas internos com a infraestrutura e a disponibilidade das informações que a mesma enfrenta nos dias atuais. A organização buscava adotar a CN, no entanto, tinha dúvidas quanto ao modelo de nuvem e qual o provedor de serviços melhor atenderia às suas reais necessidades. A aplicação do AHP então serviu como ferramenta direcionadora para a escolha da melhor alternativa, na qual, aponta a Nuvem Híbrida como sendo o modelo ideal para se iniciar na Computação em Nuvem, considerando-se os seguintes aspectos: A camada de Infraestrutura como Serviços-IaaS (Processamento e Armazenamento), deve ficar parte da Nuvem Pública e parte na Nuvem Privada; a camada de Plataforma como Serviços-PaaS (Desenvolvimento e Teste de Softwares) teve preferência para a Nuvem Privada, e a camada de Software como Serviços-SaaS (E-mails/Aplicativos) dividiu-se em e-mails para a Nuvem Publica e os Aplicativos para a Nuvem Privada. A pesquisa identificou ainda os fatores importantes para contratação de um provedor de Computação em Nuvem Palavras Chave: Computação em Nuvem. Tomada de Decisão. Modelo AHP. ABSTRACT The progresses of the Internet and telecommunications have been changing the concepts of Information Technology – IT, especially with regard to outsourcing services, where organizations seek cost-cutting and a better focus on the business. Along with the development of that outsourcing, a new model named Cloud Computing (CC) evolved. It proposes to migrate to the Internet both data processing and information storing. Among the key points of Cloud Computing are included cost-cutting, benefits, risks and the IT paradigms changes. Nonetheless, the adoption of that model brings forth some difficulties to decision-making, by IT managers, mainly with regard to which solutions may go to the cloud, and which service providers are more appropriate to the Organization’s reality. The research has as its overall aim to apply the AHP Method (Analytic Hierarchic Process) to decision-making in Cloud Computing. There to, the utilized methodology was the exploratory kind and a study of case applied to a nationwide organization (Federation of Industries of RN). The data collection was performed through two structured questionnaires answered electronically by IT technicians, and the company’s Board of Directors. The analysis of the data was carried out in a qualitative and comparative way, and we utilized the software to AHP method called Web-Hipre. The results we obtained found the importance of applying the AHP method in decision-making towards the adoption of Cloud Computing, mainly because on the occasion the research was carried out the studied company already showed interest and necessity in adopting CC, considering the internal problems with infrastructure and availability of information that the company faces nowadays. The organization sought to adopt CC, however, it had doubt regarding the cloud model and which service provider would better meet their real necessities. The application of the AHP, then, worked as a guiding tool to the choice of the best alternative, which points out the Hybrid Cloud as the ideal choice to start off in Cloud Computing. Considering the following aspects: the layer of Infrastructure as a Service – IaaS (Processing and Storage) must stay partly on the Public Cloud and partly in the Private Cloud; the layer of Platform as a Service – PaaS (Software Developing and Testing) had preference for the Private Cloud, and the layer of Software as a Service - SaaS (Emails/Applications) divided into emails to the Public Cloud and applications to the Private Cloud. The research also identified the important factors to hiring a Cloud Computing provider. Keywords: Cloud Computing. Decision-making. AHP Model. LISTA DE FIGURAS Figura 1 Organização dos temas de estudos da dissertação 22 Figura 2 As três camadas de Computação em Nuvem: Saas, PaaS, Iaas. 28 Figura 3 Relacionamento entre os três principais elementos da 34 arquitetura da computação em nuvem Figura 4 Diagrama do Processo de Análise de Decisão 46 Figura 5 Estrutura do modelo AHP 55 Figura 6 Modelagem da Hierarquia 56 Figura 7 Comparações de Critérios no Modelo Hierárquico 58 Figura 8 Tela de Abertura do Software Web-Hipre 61 Figura 9 Modelo metodológico de Estudo de Caso 66 Figura 10 Árvore Hierárquica do Modelo AHP 71 Figura 11 Árvore de Decisão para a Questão Problema 2 74 Figura 12 Organograma do Sistema FIERN – Superintendência Corporativa 80 Figura 13 Organograma Funcional do SESI 82 Figura 14 Estrutura Organizacional do SENAI-RN 83 Figura 15 Organograma Funcional do IEL 86 Figura 16 Organograma da UNITEC 88 Figura 17 Diagrama da Rede Corporativa do Sistema FIERN 89 Figura 18 Árvore Hierárquica com resultados apresentados pelo Software Web-Hipre 102 Figura 19 Gráfico do AHP para a Questão Problema 1 – Nível 1 105 103 Figura 20 Gráfico do AHP para a “Questão Problema 1 – Nível 2 105 104 Figura 21 Gráfico do AHP para a “Questão Problema 1” sobre os três atributos106 Figura 22 Árvore Hierárquica com seus respectivos resultados aplicados para “Questão Problema 2”. 109 Figura 23 104 Gráfico das alternativas de Provedor de CN - Questão Problema 107 2.110 108 Figura 24 Atributos – Nível 1 Questão 109 Figura 25 Gráfico das alternativas de Provedor de CN em relação aos atributos no nível 1- Questão Problema 2. Figura 26 109 Gráfico das alternativas de Provedor de CN em relação aos subatributos - no nível 2 - Questão Problema 2.112 110 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Definições de Cloud Computing baseadas nos conceitos de algumas empresas 25 Tabela 2 Descrições do Contrato SLA 39 Tabela 3 Cláusulas que devem conter no contrato Sla 41 Tabela 4 Licações que devem ou não migrar para a nuvem 43 Tabela 5 Fatores para as comparações paritárias 57 Tabela 6 Definição dos Atributos e Sub atributos da Questão Problema 1 69 Tabela 7 Matriz de atributos e subatributos para a tomada de decisão na 71 escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem. Tabela 8 Resumo das Propostas Apresentadas pelos Provedores de CN Tabela 9 Resultados Coletados do Google Docs, para os níveis 1, 2, 3 da árvore hierárquica (Questão Problema 1) Tabela 10 76 101 Resultados das pontuações geradas pelo Web-Hipre para a Questão Problema 1 102 Tabela 11 Resultados do Google Docs para a Questão Problema 2 105 Tabela 12 Resultados das pontuações geradas pelo Web-Hipre para a Questão Problema 2 106 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CLOUD COMPUTING – Computação em Nuvem AHP – Analytic Hierarchy Process TI – Tecnologia da Informação TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação DATACENTERS – Provedores de Serviços de Internet ITIL – Information Technology Infraesttructure Library IaaS – Infraestrutura como Serviços PaaS – Plataforma como Serviços SaaS – Software como Serviços SLA – Service Level Agreement Pay-Per-Use – Pague por uso CRM – Consumer Relation Mannagement MSN – Microsoft Messenger Network CaaS – Comunicação com Serviços MaaS – Monitoramento como Serviços IP – Provedor de Infraestrutura PAY-AS-YOU-GO – Pague onde for NETBOOKS – Pequenos Notebooks para acesso à Internet WI-FI – Rede sem fio PO – Pesquisa Operacional MAH – Método de Análise Hierárquica WEB-HIPRE – Hierarquical Preference Ananylis on the World Wide AHP – Analytic Hierarquic Process HUT – Helsinki University of Technology FIERN – Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte SESI – Serviço Social da Indústria SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial IEL – Instituto Euvaldo Lodi CNI – Confederação Nacional da Indústria CTGÁS – Centro de Tecnologias do Gás CTI – Centro de Tecnologia em Informática Aluízio Alves UNITEC – Unidade Integrada de Tecnologia da Informação SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 15 1.1 QUESTÃO PROBLEMA ................................................................................... 17 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA ............................................................................ 18 1.3 JUSTIFICATIVA E CONTRIBUIÇÕES DO ESTUDO ....................................... 19 1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ................................................................... 20 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 23 2.1 COMPUTAÇÃO EM NUVEM............................................................................ 23 2.1.1 Conceitos ........................................................................................................ 23 2.1.2 Arquitetura da Computação em Nuvem ....................................................... 27 2.1.3 Classificação de Computação em Nuvem .................................................... 35 2.1.4 Segurança da Informação e Aspectos Legais da Computação em Nuvem36 2.1.5 Estratégia para adoção da Computação em Nuvem ................................... 41 2.2 TEORIA DA DECISÃO E DECISÃO EM TI ...................................................... 44 2.2.1 Conceitos Gerais da Teoria de Decisão ....................................................... 44 2.2.2 Tomada de Decisões com Múltiplos Critérios ............................................. 47 2.2.3 Decisão em TI.................................................................................................. 48 2.3 MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA (MÉTODO AHP)............................... 49 2.3.1 Conceitos Básicos e Histórico do modelo AHP........................................... 50 2.3.2 Estrutura do AHP............................................................................................ 54 2.3.3 Modelagem da Hierarquia .............................................................................. 56 2.3.4 Comparação .................................................................................................... 57 2.3.5 Análise dos Dados.......................................................................................... 59 2.3.6 O software Web-Hipre .................................................................................... 60 3 METODOLOGIA............................................................................................... 63 3.1 CARÁTER CIENTÍFICO DA PESQUISA .......................................................... 63 3.2 MÉTODO DA PESQUISA................................................................................. 67 3.2.1 Método de Análise Hierárquica – MAH (Método AHP)................................. 67 3.2.2 Estruturação hierárquica ............................................................................... 69 3.3 TIPO DE PESQUISA ........................................................................................ 77 3.4 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO DE CASO ................................................. 78 3.4.1 Estrutura Organizacional da FIERN .............................................................. 79 3.4.2 Estrutura Organizacional do Serviço Social da Indústria (SESI)................ 81 3.4.3 Estrutura Organizacional do SENAI-DR/RN ................................................. 82 3.4.4 Estrutura Organizacional do IEL- RN............................................................ 84 3.4.5 Estrutura Organizacional da Unidade de Tecnologia da Informação ........ 86 3.4.5.1 Infraestrutura de Hardware............................................................................... 88 3.4.5.2 Infraestrutura de Software ................................................................................ 90 3.5 UNIVERSO E SUJEITOS DA PESQUISA........................................................ 91 3.6 INSTRUMENTO E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS................... 91 3.6.1 Instrumentos de Pesquisa ............................................................................. 91 3.6.1.1 Questionário 1 .................................................................................................. 91 3.6.1.2 Questionário 2 .................................................................................................. 93 3.6.2 Procedimentos de Coleta de Dados.............................................................. 94 4 ANÁLISES DOS RESULTADOS ..................................................................... 97 4.1 ANÁLISE DESCRITIVA DO ESTUDO DE CASO............................................. 97 4.1.1 Modelo Aplicado com base na Análise Quantitativa e Qualitativa............. 97 4.1.2 Análise Paritária.............................................................................................. 99 4.1.2.1 Análise dos Resultados referente à Questão Problema 1 .............................. 100 4.1.2.2 Análise dos Resultados Referente à Questão Problema 2............................. 105 4.2 CONSIDERAÇÕES DO ESTUDO DE CASO ................................................. 110 5 CONCLUSÕES .............................................................................................. 114 5.1 LIMITAÇÕES DO ESTUDO............................................................................ 117 5.2 SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS .................................................. 118 REFERÊNCIAS ...............................................................................................135 15 1 INTRODUÇÃO A sociedade atual, caracterizada como sendo a sociedade da informação e do conhecimento tem feito as organizações repensarem o uso apropriado da tecnologia da informação - TI. Essa utilização se insere cada vez mais nas atividades estratégicas e de negócios, proporcionando maior integração, flexibilidade a menores custos. Os avanços da Internet e das telecomunicações vem mudando os conceitos da Tecnologia da Informação, principalmente no que diz respeito à terceirização dos serviços, onde as organizações buscam redução de custos e um melhor foco no negócio. Com o amadurecimento dessa terceirização, desenvolveu-se um novo modelo chamado Computação em Nuvem - CN ou em inglês “Cloud Computing”, que propõe migrar para a Internet, processamento, armazenamento de informações e tudo o que acontece dentro do computador. O tema tem sido alvo de discussões tanto na área comercial, quanto no meio científico, onde se abordam os benefícios, riscos e as mudanças de paradigmas da TI. Segundo Nielsen (2010), falar sobre o tema não se refere apenas a tecnologias específicas, mas, também, a uma maneira diferente de se usar a tecnologia. Para ele, idéia central da “Computação em Nuvem” é o fornecimento de serviços de computação por meio da internet. Os usuários não mais necessitam acessar e-mails, documentos e até mesmo rodar alguns aplicativos do disco rígido instalado em seu microcomputador. As informações estão disponíveis na Web, tornando o PC apenas o meio de acesso. Dessa forma, as empresas passam a enxergar que os investimentos em infraestrutura própria de TI, poderão ser consideravelmente reduzidos, quando se adota essa nova concepção. Além de tudo, a Computação em Nuvem pode oferecer os mais variados recursos tecnológicos para acesso à informação, dos mais diversos dispositivos de computação, como por exemplo, os smartphones. Sem contar que, o usuário pode compartilhar dados com várias outras pessoas de qualquer lugar do mundo sem se preocupar com instalação de uma diversidade de aplicativos necessários para realização de tarefas no dia-a-dia de trabalho e realização de backups. 16 Para Baptista (2009 apud KIMBAL, 2008), a CN pode ser definida sob duas perspectivas: a visão da engenharia, que a define como o fornecimento de serviços em computadores virtuais alocadas no topo de uma grande pilha de computadores e a visão de negócio que caracteriza a CN com um método para atingir a escalabilidade e a disponibilidade em aplicações de larga escala. Essa mudança de paradigma tem gerado uma série de discussões entre os gestores de TI, principalmente, no que diz respeito a decidir se, irá migrar para a nuvem todos os sistemas de informações, aplicativos e ferramentas de comunicação, migrar apenas o essencial, ou simplesmente não aderir a esse novo modelo de computação. Tais decisões implicam ainda, em escolher a melhor alternativa de provedor de serviços na área de computação em nuvem, considerando principalmente, os aspectos de segurança, disponibilidade, acessibilidade e integridade da informação, além de menores custos. Fatores como os descritos acima, levam à tomada de decisões mais criteriosas e complexas, porque a natureza das informações envolvidas nos processos decisórios é em geral, de caráter diverso, tornando difícil a comparação e análise. Trata-se então, de um cenário onde se encontra múltiplos critérios, e baseia-se pelo princípio de que para se decidir, a experiência e o conhecimento dos tomadores de decisão são tão valiosos quantos os dados utilizados, permitindo assim, avaliar em conjunto, critérios tangíveis como os financeiros, e critérios intangíveis como preferências do tomador de decisão. Os processos com múltiplos critérios de tomada de decisão surgiram a partir do reconhecimento de necessidades geradas por problemas complexos, onde é preciso analisar vários critérios. A utilização desses critérios é necessária para a compreensão da realidade do problema analisado e escolha da alternativa que permitirá tomar a decisão mais adequada. Dentre os métodos existentes para aplicação de múltiplos critérios, estuda-se e aplica-se nesse trabalho o método “AHP – Analytic Hierarchy Process”, conhecido como Método de Análise Hierárquica. Essa ferramenta é utilizada para facilitar a análise, compreensão e avaliação do problema de decisão, dividindo-se em níveis hierárquicos. 17 O método AHP foi desenvolvido por Thomas L. Saaty em 1977, que se baseia no princípio de que “para se tomar decisões, a experiência e o conhecimento dos tomadores de decisão, são tão valiosos quanto os dados utilizados”. (NUNES JÚNIOR, 2006, p.15). É nesse cenário em que o presente trabalho se posiciona, levantando uma fundamentação teórica sobre a Computação em Nuvem, e do Método AHP, para auxílio à tomada de decisão na Federação das Indústrias do RN - FIERN que almeja migrar seus sistemas de informações, sistemas de comunicações e aplicativos, para o novo modelo em nuvem. 1.1 QUESTÃO PROBLEMA O significante avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC na última metade do século, fez com que se percebesse cada vez mais uma visão de que a computação um dia, se tornará a quinta utilidade (depois da água, eletricidade, gás e telefonia) (BUYA et al, 2009). Essa computação utilitária proverá um nível básico de serviços que é considerado essencial ao dia a dia das necessidades da comunidade em geral, assim como as outras quatro. Essa nova visão de entrega de serviços gera uma série de paradigmas da computação dentre elas o nome Cloud Computing (Computação em Nuvem). Para Carr (2009, p. 43) “As empresas simplesmente vão se conectar à infraestrutura por meio de um cabo ou antena e todas as funções necessárias aos seus funcionários exigentes serão fornecidas automaticamente”. E esse na verdade, é exatamente o objetivo atual de muitas empresas de TI na “malha computacional”. E ainda complementa: “[...] a computação torna-se um puro serviço de utilidade pública”. Dentre as premissas acima apresentadas, percebe-se, que ainda existem certas dificuldades na tomada de decisão sobre a adoção da Computação em Nuvem por parte das organizações. Tais dúvidas são conseqüências referentes às rápidas 18 mudanças tecnológicas e dos altos investimentos que as organizações precisam fazer para acompanhar as novas tecnologias e mostrarem-se competitivas no mercado atual. Frente a este cenário, o presente estudo analisa as seguintes questões problemas: Questão Problema 1: Que características de Computação em Nuvem devem ser escolhidas para adoção na organização estudada? Questão Problema 2: Como proceder na escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem ? As hipóteses relacionadas às questões problemas ajudarão a responder a problemática e dar subsídios ao instrumento de pesquisa. H1: A organização estudada não tem nenhum conhecimento sobre o significado de computação em nuvem, portanto, não manifesta nenhum interesse na adoção desse novo modelo. H2: Os técnicos de TI e os gestores da organização estudada, apresentam resistência quanto à mudanças de paradigmas da Computação em Nuvem. 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA Fundamentado pelo embasamento teórico/científico, o referido trabalho tem como objetivo principal, avaliar o Método de Análise de Multicritérios, utilizando-se a Técnica AHP – Analytic Hierarchic Process para a tomada de decisões na adoção da Computação em Nuvem. Para corroborar com o objetivo geral, esse trabalho contempla ainda os seguintes objetivos específicos: Levantar o modelo de Computação em Nuvem e seus tipos de arquiteturas/serviços; Analisar a metodologia da técnica AHP – Analytic Hierarchic Process; 19 Identificar as características/ tipos de serviços de CN e os procedimentos necessários para contratação de um provedor de serviços nessa área. Aplicar a técnica AHP para tomada de decisão sobre quais serviços de TI poderão adotar o modelo de nuvem e qual o provedor de serviços de CN mais se adéqua a organização estudada. 1.3 JUSTIFICATIVA E CONTRIBUIÇÕES DO ESTUDO A utilização da Tecnologia da Informação - TI nas organizações, se expandiu de uma forma que os executivos passaram a considerá-la como um recurso cada vez mais indispensável e decisivo para o sucesso do negócio. Isso se deve ao fato do avanço das telecomunicações associado ao advento da Internet que certamente, foram pontos determinantes para uma grande mudança no uso dessas tecnologias. À medida que a tecnologia amadurece, surge então, a necessidade de padronização de recursos, de forma a reduzir custos e agir mais rapidamente na competitividade. A padronização passa a tornar a tecnologia mais comum, mais disseminada em todas as partes e conforme afirmação de Carr (2004, p.11), a TI está destinada a se tornar um insumo, assim como é feito com o transporte ferroviário, a energia elétrica, o gás e a telefonia. Nesse novo cenário onde se insere a TI numa função mais estratégica do que operacional, as organizações começam a entregar seus serviços e recursos de TI para terceiros, passando a focar seus objetivos mais nos negócios. Percebe-se ainda, que os investimentos em infraestruturas próprias estão se reduzindo em função dos atuais recursos disponíveis na Internet e no novo modelo de computação baseado em nuvem. Entretanto, é importante ressaltar, que tendo em vista a grande diversidade de informações, e as ferramentas existentes e utilizadas de diferentes maneiras, torna a tomada de decisão para a adoção da Computação em Nuvem mais complexa que os demais tipos de terceirização. “A necessidade de monitorar, conhecer os fornecedores 20 e identificar as suas habilidades, torna-se um desafio constante para quem pretende terceirizar qualquer atividade de TI”. (CAMPELO, 2009, p. 45). Um estudo sobre Tomada de Decisão baseada em Métodos de Análise de Multicritérios utilizando a Técnica AHP e Computação em Nuvem pode ser de grande utilidade prática e social, uma vez que, a terceirização dos recursos tecnológicos para esse novo modelo de computação tende a se expandir cada vez mais em todas as áreas organizacionais. Como relevância acadêmica, por ser um conceito ainda incipiente, bem como ser um tema de grande abrangência e expectativa de evolução para as duas próximas décadas tenha sido primordial na escolha do tema. Este estudo tem vínculo acadêmico com área de “Gestão da Tecnologia”, haja vista que são explorados os aspectos relacionados às Tecnologias da Informação, com ênfase à um novo modelo computacional denominado Cloud Computing - Computação em Nuvem. 1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO Este trabalho divide-se em cinco capítulos. O primeiro capítulo consiste na Introdução onde se explana a contextualização do objeto de estudo, acompanhado dos objetivos gerais e específicos e estrutura de organização do trabalho. O capítulo dois apresenta toda a revisão bibliográfica, dividindo-se da seguinte forma: Computação em Nuvem: conceitos; arquitetura de computação em nuvem; classificação da computação em nuvem; segurança da informação em computação em nuvem; questões legais sobre computação em nuvem. Decisão em TI: conceitos gerais da Teoria de Decisão e Decisão na área de Tecnologia da Informação. Método de Análise Hierárquica: conceitos, estrutura do AHP, Modelagem da Hierarquia, Comparação e Análise dos dados para o modelo AHP. 21 O capítulo três descreve a metodologia com suas aplicações, objetivos, tipos de pesquisa, métodos de pesquisa, universo e amostragem, procedimentos e Instrumento de coleta de dados, fontes gerais de informação e limitações do método de pesquisa. O capítulo quatro refere-se às análises dos resultados, baseadas no estudo de caso levantado por meio da pesquisa, acompanhada da contextualização da organização pesquisada. O quinto e último capítulo compreende nas conclusões realizadas pela pesquisadora com um resumo das contribuições da dissertação. Por fim, encerra-se o trabalho com os referenciais teóricos utilizados. A figura 1 representa graficamente a organização dos temas de estudos dessa dissertação. 22 INTRODUÇÃO REF.TEÓRICO Computação em Nuvem Conceitos Arquitetura de Computação em Nuvem Classificação de Computação em Nuvem Segurança da Informação e aspectos legais de Computação em Nuvem. Estratégia p/ adoção de CN Introdução Questão Problema Objetivos Justificativa e Contribuições do Estudo Estrutura da Dissertação Decisão em TI Teoria da Decisão Tomada de Decisão com Múltiplos Critérios Decisão em TI METODOLOGIA E ANÁLISE DOS RESULTADOS Metodologia Caráter Científico da Pesquisa Método da Pesquisa Tipo de Pesquisa Caracterização do Estudo de Caso. Universo e Sujeitos da Pesquisa Instrumento e Proced. de Coleta de Dados. Análise dos Resultados Método de Análise Hierárquica Conceitos básicos e históricos do modelo AHP Estrutura do AHP Modelagem da Hierarquia Comparação Análise dos Dados. O software CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Análise descritiva do Estudo de Caso Conclusão do estudo de caso Figura 1 – Organização dos Temas de Estudo da Dissertação Fonte: Elaborado pela autora. Conclusão Limitações do Estudo Sugestões para estudos futuros 23 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 COMPUTAÇÃO EM NUVEM A essência do trabalho encontra-se nessa seção, onde se procura conceituar e discutir todos os aspectos relacionados à Computação em Nuvem. 2.1.1 Conceitos Computação em Nuvem (CN) tem sido um termo bastante comentado nos tempos recentes. Os especialistas e formadores de opiniões tem avaliado as oportunidades que o termo vem oferecendo. “Existem várias definições concebidas a respeito do tema “Computação nas Nuvens” ou “Computação em Nuvem” ou em inglês “Cloud Computing”. Com o significante avanço da Tecnologia da Informação e da Comunicação na última metade do século, percebe-se cada vez mais a visão de que um dia, a computação será a quinta utilidade (depois da água, eletricidade, gás e telefonia). É o que afirma Buya et al (2009). Segundo ele, essa computação utilitária, como as outras quatro utilidades, proverá um nível básico de serviços computacionais que são considerados essenciais que a vida cotidiana necessita. Essa visão tem sugerido uma série de paradigmas computacionais, que vão desde a “Cluster Computing” (computação em grupo), “Grid Computing” (computação em grade) e a mais recente “Cloud Computing” (computação em nuvem). Esse último termo indica que a infraestrutura em forma de nuvem, possuem seus negócios e usuários que estão habilitados a acessar aplicações de qualquer lugar do mundo. Portanto, a computação mundial rapidamente se transforma rumo ao desenvolvimento de software como 24 serviços para milhões de consumidores que anteriormente utilizavam esses serviços por meio de computadores individuais. Segundo Rittinghouse e Randsome (2010), o tempo “Cloud” ou “Nuvem”, tem sido utilizado historicamente como uma metáfora para a internet. O uso dessa palavra foi originalmente derivado de sua representação comum em diagramas de rede como um contorno de uma nuvem, que era utilizado para representar o transporte de dados através de “backbones” (espinhas dorsais) do ponto de uma extremidade para outro. Em outras palavras, de uma nuvem para outra. Este conceito surgiu desde 1961, quando o professor John McCarthy sugeriu que a tecnologia de computação compartilhada pudesse levar a um futuro onde a computação se transformasse num modelo de negócio do tipo utilitário. Esta concepção se tornou bastante popular no final dos anos 1960, mas em meados dos anos 1970 a idéia desapareceu quando se tornou claro que as tecnologias de Informação relacionadas no dia a dia não foram capazes de sustentar esse modelo de computação futurista. No entanto, desde a virada do milênio, o conceito foi revitalizado. Foi durante este período de revitalização que o conceito de Computação em Nuvem começou a surgir nos círculos de tecnologia. Ainda para Rittinghouse e Randsome (2010), computação utilitária pode ser definida com uma provisão de computação e armazenamento como um serviço medido, similar ao modelo tradicional de serviços comunitários (água, energia, gás, telefonia). Essa forma de computação vem se desenvolvendo e se popularizando, mas, as organizações têm começado a estender o modelo para a CN provendo serviços virtuais onde os departamentos de TI e usuários podem acessar a informação por demanda. Inicialmente, as empresas adotavam a computação utilitária principalmente para missões não críticas, mas, essas questões estão sendo rapidamente mudadas. Slabeva et al, (2010, p.48), mostram na Tabela 1, definições baseadas nos conceitos de algumas empresas. Os conceitos definidos na Tabela 1 são baseados em empresas de pesquisas de mercado. Segundo Slabeva et al (2010), todas essas definições têm uma característica comum: eles tentam descrever baseando-se na perspectiva dos usuários finais e de suas experiências, que “Computação em Nuvem” é uma forma escalável de prover infraestrutura de TI, Software como serviços, e aplicativos. 25 Tabela 1 – Definições de Cloud Computing baseadas nos conceitos de algumas empresas ORIGEM Gartner Group IDC THE 451 GROUP MERRILL LYNCH DEFINIÇÃO Um estilo de computação em massa, provido na forma de serviços, usando-se as tecnologias da Internet para múltiplos consumidores (GARTNER GROUP, 2008). Um desenvolvimento de tecnologias da informação emergente, baseado num modelo de disponibilização de serviços, soluções e produtos em tempo real por meio da Internet. (GENS, 2008) Um modelo de Internet que combina os princípios de Tecnologia da Informação, componentes de infraestrutura, uma arquitetura, modelo econômico, basicamente em computação em grade, virtualização, computação utilitária, hospedagem e software como serviço. (FELLOW, 2008). A idéia de entrega de serviços pessoais (e-mail, processadores de texto, apresentações e aplicações de negócios centralizados em servidores. (MERRILL LYNCH, 2008). Fonte: Slabeva et al., (2010, p.48) Estudos mostram que na comunidade científica a definição de “Computação em Nuvem”, não só se baseia na perspectiva do usuário final, mas também, nos aspectos da arquitetura de TI. Brynjolfsson et al (2010), complementam que, sob a perspectiva acadêmica, “Computação em Nuvem” se refere tanto a softwares como hardware entregues como serviços pela Internet. O Datacenter de Hardware e Software é o que se chama de Nuvem. Para Armbrust et al (2009) Computação em nuvem são aplicações de serviços entregues pela Internet onde Hardware e Softwares são providos pelos Datacenters. Vaquero et al (2008) definem “nuvem” como são uma vasta gama de fácil acessibilidade a informações virtualizadas de recursos (como hardware, plataformas e/ou serviços). Esses recursos podem ser dinamicamente reconfigurados e ajustados para uma escala variável conforme sua otimização. Essa gama de recursos é tipicamente explorada pelo modelo “pague pelo que usar”, em inglês “pay-per-use” com garantia de infraestrutura e disponibilidade do serviço. Pode-se ainda dizer que não há como fechar uma descrição mais arrisca. “Computação em Nuvem” é a habilidade do provedor ou do departamento de TI em 26 entregar em tempo real as aplicações como serviço em diferentes ambientes por meio da internet. Há ainda quem defina “Computação em Nuvem” como a combinação entre “Grid Computing” (Computação em Grade) e softwares como serviço, ou simplesmente virtualização de rede. Mas “Computação em Nuvem” pode ser conceituado como um conjunto que abriga outros conceitos conhecidos, como virtualização, “Grid Computing” “Utility Computing”, Software como Serviço (Saas), Application Service Provider (ASP), Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) e Business Process Management (BPM). Assuntos, esses que serão abordados nos itens que se seguem. Tomando-se como base nos conceitos acima definidos, pode-se ainda definir a CN como sendo um tipo de computação onde os usuários podem ter acesso aos seus aplicativos de qualquer lugar e de qualquer dispositivo conectado. Uma interface central faz a infraestrutura da nuvem suportar aplicações transparentes para os usuários. As aplicações residem em massa em “datacenters” escaláveis onde os recursos computacionais podem ser dinamicamente provisionados e compartilhados para alcançar grande economia de escala. Dois aspectos importantes acrescentam-se às definições de Cloud Computing, segundo defendem Foster et al (2008). São eles: virtualização e escalabilidade. Cloud Comnputin” resume o Hardware e Software em virtualização. Segundo Veras (2009, p.67): O conceito de computação em nuvem vem se aprimorando ao longo do tempo, mas essencialmente trata da idéia básica de processar as aplicações e armazenar os dados fora do ambiente corporativo. A virtualização é o elemento chave desta nova forma de computação. A idéia é que as máquinas virtuais possam rodar em qualquer parte da nuvem, buscando a otimização do ambiente com respeito ao uso dos recursos. A Computação em Nuvem também está relacionada a um modelo de terceirização de serviços de TI, tendo em vista que tem como objetivo entregar a aplicação e a infraestrutura para terceiros para que possam processar e armazenar as informações dos usuários e/ou organizações. Frente ao exposto, as informações e aplicações serão armazenadas executadas em grandes “DATACENTERS” onde muitas vezes não se saberá onde os dados e as aplicações estão sendo armazenados e 27 executados. O processamento será distribuído por servidores espalhados dentro da nuvem e o ganho de escala, tanto no processamento quanto no armazenamento, possibilita a redução de custos quando comparado a soluções convencionais. (VERAS, 2009, p. 68). Ainda para concluir os conceitos Armbrust et al (2009), destacam três principais aspectos da Computação em Nuvem: A ilusão da disponibilidade de recursos infinitos, ilimitados: o conceito da nuvem sugere que o usuário tem em suas mãos toda a Internet e os seus serviços; A eliminação de um comprometimento anterior aos recursos utilizados pelos usuários: uma empresa pode usar os recursos de hardware e à medida que for crescendo, ou seja, na medida em que for necessário, pode se aumentar a quantidade de recursos usados, sem que haja um comprometimento anterior em relação a essa quantidade, a escalabilidade é a principal característica responsável por esse aspecto; A habilidade de pagar pelo uso dos recursos à medida que eles são utilizados: esse modelo de pagar pelo uso Pay-per-use utiliza uma métrica de uso de processadores por hora, ou de armazenamento por dia, para cobrar pelos serviços; isso permite que os recursos sejam liberados caso não sejam utilizados, evitando um consumo desnecessário. 2.1.2 Arquitetura da Computação em Nuvem É possível encontrar uma variedade de conceitos sobre infraestrutura e componentes da CN. Menken (2008) define um conceito de arquitetura baseado em sete níveis: aplicação, cliente, infraestrutura, plataforma, serviço, armazenamento e processamento. Em outra vertente, Miller (2008) entende a infraestrutura da CN como: Software as a 28 Service-Saas (Software como Serviço), Plataform as a Service – Paas (Plataforma como Serviço), Web Services (Serviços Web) e On Demand Computing (Computação sob demanda). Youseff et al (2008) distinguem cinco níveis de infraestrutura da “Computação em Nuvem”: Cloud Application (Aplicação em Nuvem), Cloud Software Enviroment (Software para Nuvem), Cloud Software Infraestructure (Infraestrutura para Software de Nuvem), Software Kernel and Firmware/hardware (Software para Sistema Operacional em Nuvem). Todos os conceitos acima são muito detalhados e são influenciados por uma perspectiva de nuvem. Entretanto, Slabeva et al (2009) citam as três camadas mais genéricas de arquitetura da CN apresentados na figura 3. Software como serviço Saas Google Apps Salesforce.com Plataforma como serviço Paas Google App Engine Force.com Iaas Infraestrutura como serviço Joyent Sun Cloud Storage Service Amazon EC2 Sun Cloud Compute Service Integração Horizontal Figura 2 – As três camadas de Computação em Nuvem: Saas, Paas, Laas. Fonte: Slabeva et al (2009, p. 52). (Grid and Cloud Computing) Com base na Figura 2 “As três camadas de Computação em Nuvem” se conceituam. 29 Infraestrutura como Serviços - Infraestructure as a Service (IaaS) : tem como objetivo oferecer recursos como processamento ou armazenamento de forma a se tornarem um serviço. Ex.: serviços web com computação elástica da Amazon, a SUN Cloud Storage, O IaaS oferece basicamente computação virtualizada como serviço. A infraestrutura computacional se localiza na rede, e os aplicativos e os dados dos computadores e portáteis são movidos para grandes centros de processamento de dados, mais conhecidos como DataCenters (CHIRIGATI, 2009). De acordo com referências on-line do Wikipédia, infraestrutura como serviços é a entrega da infraestrutura da computação (tipicamente uma plataforma virtualizada como serviços). Nesse caso, os Datacenters possuem todos os recursos necessários para entregar infrestrutura aos seus clientes. A infraestrutura como serviços está centrada num modelo de entrega de serviços que provisiona e predefine os padrões de infraestrutura especialmente otimizada para as aplicações dos clientes. Os Provedores de Infraestrutura, também chamado de DATACENTERS, gerenciam a transação e hospedagem da aplicação selecionada em suas insfraestruturas, enquanto os clientes mantêm as propriedades de gerenciamento de suas aplicações. A implementação de infraestrutura para provedores de Computação em Nuvem baseia-se tipicamente em seis componentes, segundo Rittinghouse e Ransome (2009): Computadores/servidores (tipicamente configurados para ter escalabilidade). Rede de Computadores (incluindo roteadores, firewalls, balanceamento de cargas etc. Conectividade de Internet (Banda larga e Redundância de Internet). Plataforma virtualizada; Nível de Acordo de Serviços (SLA – Service Level Agreement). Computação. Rittinghouse e Ransome (2009) entendem que ao comprar um espaço em um DATACENTER com servidores, software, rede, equipamentos etc. os clientes estão 30 locando os serviços. A conta normalmente é paga de forma mensal e os principais benefícios de usar esse tipo de terceirização de serviços são: O DATACENTER está pronto para ser preconfigurado, no qual geralmente baseia-se nos padrões ITIL – Information Technology Infrastructure Library (em português “Biblioteca de Melhores Práticas em Infraestrutura de serviços em TI). Utiliza a tecnologia mais recente de infraestrutura; A infraestrutura utiliza segurança monitorizada contra violações; Baixo risco de manter os sistemas fora do ar; Habilidade de gerenciar os serviços sob demanda; Baixos custos de investimento; Redução de tempo, custo e complexidade na inclusão de novos recursos ou capacidades. Plataforma como Serviços - Platform as a Service (Paas): É a abstração da camada (Iaas) com a camada (Paas). Essa camada oferece uma série de softwares para desenvolvedores que podem escrever suas aplicações de acordo com suas necessidades, sem se preocupar com o (Iaas). Exemplo de (Paas) são as ferramentas “Google App Engine, onde toda aplicação pode ser rodada na Infraestrutura do Google, e “Salesforce´s Force.com Plataform”. O (Paas) possui uma interface com a camada (IaaS) que virtualiza o acesso para os recursos disponíveis. Para Babcock (2009), Plataforma como serviço é uma camada de computação em nuvem que tem como objetivo ajudar desenvolvedores corporativos na criação e teste rápidos, desafiando aplicativos web. Esses ambientes de desenvolivmento on-line vêm de diversos desenvolvedores como Salesforce.com (Force.com), Microsoft Azure e startups como WaveMaker. Para ele, pode-se desenvolver utilizando os mesmos padrões e tecnologias como a aplicação rodará em produção. Com isso, vem a promessa de desenvolvimento mais rápido. Abaixo algumas plataformas que os vendedores de Computação em Nuvem oferecem: 31 I) Force.com: desenvolvida na estrutura da SalesForce.com, essa ferramenta possui todos os aplicativos, como CRM das Salesforce.com. Nesse caso os desenvolvedores aprendem a utilizar a linguagem de programação APEX. A plataforma também inclui AppExchange, uma base com oitocentas aplicações que poder ser compradas e usadas pelo desenvolvedor, além de conectores para ERPs Oracle e SAP. II) Azure: plataforma desenvolvida pela Microsoft que fornece vários aplicativos para desenvolvedores. Essa ferramenta além de suportar a linguagem .NET, também suporta linguagens como C# e Visual Basic, PHP e Microsft Ruby. III) WaveMaker Studio: Plataforma de código aberto permite aos desenvolvedores a utilizarem aplicativos web interativos como o Ajax que roda em navegadores sem modificações e não depende de fornecedor de banco de dados ou outros serviços. IV) APP Engine: é um serviço que roda aplicações Python ou Java na infraestrutura Google. Software como Serviços - Software as a Service (Saas): é o software que é disponibilizado remotamente por um ou mais provedores e é oferecido como “Payper-use” (Pago pelo uso). É a camada mais visível da Computação em Nuvem para usuários finais. Como exemplo, o Google Mail, Google Docs entre outros. O Google Docs, roda em servidores em algum lugar que não se sabe onde, mas você pode acessar seus arquivos e usar os aplicativos de qualquer conexão de Internet (DEE, 2009). Em pesquisas recentes, observa-se que o (SaaS) definida em “Software como Serviço”, tem evoluído consideravelmente, tanto pela adoção dos usuários quanto pelo disponibilização de novos aplicativos por parte dos provedores de “Computação em Nuvem”. Têm-se como exemplo de uso de Software como Serviço, a empresa “Panasonic” que selou com IBM um contrato para executar, na Web, um sistemas de email para os seus 380 mil usuários. O contrato foi considerado por analistas uma importante vitória da IBM, que atualmente disputa mercado com a Amazon.Com, 32 Google, Microsoft e Salesforce.com na área de produtos de computação em nuvem (REVISTA TI INSIDE, 2010). O Gartner Group (2008) estima que as vendas de aplicativos em nuvem, incluindo programas de e-mail como o contratado pela Panasonic, crescerão 46% este ano, chegando a US$ 9,6 bilhões. Outro fato a ser considerado é que o (SaaS) favorece as empresas de menor porte, porque não precisam investir em ambientes tecnológicos complexos como ocorre em outros modelos. Outro exemplo do uso de (SaaS) foi o da Mitsubish que adotou o software de “Costummer Relation Mannagement – CRM” (Gerenciamento do Relacionamento com o Consumidor), da empresa fornecedora “Salesforce.com”, a fim de fortalecer o relacionamento com a base de 15 mil clientes ativos. (REVISTA TI INSIDE, 2009). O CRM da Salesforce não é um pacote de software, mas um serviço de entrega de software rodado nos servidores da nuvem e acessado por qualquer navegador de Internet. Esse software foi criado numa plataforma que entrega o software como serviço aos seus consumidores (CUSUMANO, 2010). A Microsoft considerada a maior produtora de software do mundo, há anos vem se preparando relutantemente para desenvolver Software sob serviços (SaaS). Ela criou o “Windows Live” e o “Office Live” e já com dez anos de experiência no MSN – “Microsoft Messenger Network”. Agora a empresa criou o Microsoft Azure que compete com o a Amazon e Google. O Microsoft Azure é uma plataforma para desenvolvedores de software como serviços. E possibilitará que os programadores utilizem qualquer linguagem de programação. Rittinghouse (2009) acrescenta mais duas camadas para a Computação em Nuvem. São elas: Comunication as a Service (CaaS) – é uma solução terceirizada de comunicação. Provedores desse tipo de nuvem baseada nessa solução são responsáveis por gerenciar requisição de hardware e software para entrega de serviços como VOIP – (voz sobre IP), videoconferência entre consumidores. Mensagens instantâneas e capacidade de 33 Monitoring as a Service (MaaS) – é o provisionamento de segurancça terceirizado. O monitoramento da segurança envolve proteção de empresas, governos e clientes contra as ameaças cibernéticas. Uma equipe de segurança pratica regras cruciais de segurança, mantendo a confidencialidade, integridade e disponibilidades dos ativos de TI. Para Varia (2007), a arquitetura da nuvem baseia-se em aplicativos de softwares que utiliza acesso à Internet sob demanda de serviços. E ainda descreve os seguintes benefícios sobre aplicativos construídos na arquitetura de nuvem: a) Investimento de Infra-estrutura quase zero: se você precisa implantar um sistema de larga escala, isso poderá custar uma fortuna em Hardware, Racks, Roteadores, Rotinas de Backups, gerenciamento de hardware e técnicos especializados. Tendo em vista que toda a infraestrutura acima citada necessita estar pronta antes da instalação do software, o custo relação ao tempo de implantação também é alto. Atualmente com o modelo de computação em nuvem, não há custo de investimento de infraestrura nem de tempo de implantação. b) Infraestrutura em tempo real: no modelo tradicional, se a infraestrutura não for escalável, é muito provável que a implantação de um novo sistema seja fracassado. A infraestrutura de computação em nuvem não requer maiores preocupações em saber se o sistema a ser desenvolvido ou implantado irá rodar ou não na arquitetura existente, pois tudo se adapta de forma escalável. c) Utilização de recursos mais eficientes: com a arquitetura da nuvem os desenvolvedores podem gerenciar os recursos mais efetivamente e eficientemente usando as aplicações requeridas somente quando realmente necessitarem. d) Pagar pelo que utiliza: uma aplicação de Desktop ou um software de arquitetura Cliente-Servidor roda numa infraestrutura local (no computador pessoal ou nos servidores locais), acarretando normalmente em investimentos de hardware e na maioria das vezes acabam sendo subutilizados. No modelo em nuvem, os consumidores utilizam a infraestrutura da nuvem e só pagam somente a fração do que é usado. e) Potencial para diminuir o tempo de processamento: Se o processamento intensivo de um computador pode, por exemplo, levar 500 horas para rodar em uma máquina, no modelo de nuvem esse mesmo processamento poderá reduzir esse tempo para uma hora. Concluindo os conceitos e definições acima, a arquitetura da Computação em Nuvem, baseia-se em três elementos principais, segundo (VAQUERO et al, 2009 apud CHIRIGATI, 2009). 34 Prestadores de Serviços mais conhecidos como SPs (do inglês Service Providers). Os SPs são aqueles que desenvolvem e deixam os serviços acessíveis aos usuários através de interfaces baseadas na Internet. Os usuários dos serviços: são aqueles que utilizam os serviços oferecidos pela infraestrutura. Os prestadores de infraestrutura, mais conhecidos como IPs (em inglês, Infrastructure Providers). Os IPs são aqueles que fornecem a infraestrutura sobre a qual os sistemas estarão instalados. A figura 3 mostra a relação entre os três elementos da arquitetura de computação em nuvem. Figura 3 - Relacionamento entre os três principais elementos da arquitetura da computação em nuvem. Fonte: VAQUERO et al (2009), adaptado por CHITIGATTII (2009, 264). 35 2.1.3 Classificação de Computação em Nuvem Nuvens podem ser classificadas conforme os proprietários de Datacenters que oferecem o modelo de CN. O ambiente da nuvem pode abranger desde nuvens únicas até múltiplas nuvens. Mas ela pode ser distinguida entre ambientes de nuvens únicas e ambientes de nuvens múltiplas, de acordo com a propriedade do Datacenter. (SLABEVA et al, 2009). No entender de Slabeva (2009), as nuvens se classificam em: Nuvens Públicas: é um Datacenter de Hardware e Software, como o Google e Amazon, que expõe seus serviços para companhias e consumidores via Internet. Esse tipo de nuvem não é restrito para um número limitado de usuários. È feita para disponibilizar na maneira de “payas-you-go” (Pague onde for). A IBM considera nuvens públicas como serviços de nuvem prestados por um terceiro (fornecedor). Eles existem além do firewall da empresa, e são totalmente hospedados e gerenciados pelo provedor da nuvem. Essas nuvens oferecem aos clientes software, infraestrutura de aplicação ou infraestrutura física. O provedor da nuvem assume as responsabilidades de instalação, gerenciamento, provisionamento e manutenção. Os serviços são cobrados aos clientes apenas pelos recursos que usarem. Dessa forma, a subutilização é eliminada. Nuvens Privadas: refere-se à datacenters internos de uma organização. É um tipo de nuvem totalmente proprietária de uma empresa que tem controle total das aplicações rodadas na sua infraestrutura. Esse tipo de nuvem pode oferecer vantagens sobre a nuvem pública, tendo em vista que se tem um controle mais detalhado sobre os vários recursos que constituem a nuvem dá a uma empresa todas as configurações disponíveis. Baseados nisso, as nuvens privadas são ideais quando o tipo de trabalho que está 36 sendo feito não é prático para uma nuvem pública por motivo de segurança ou preocupações regulamentares. Nuvens Híbridas: é a combinação de nuvem pública com nuvem privada que permite que uma organização rode alguns aplicativos numa nuvem interna e outros numa nuvem pública. 2.1.4 Segurança da Informação e Aspectos Legais da Computação em Nuvem A dependência dos Sistemas de Informação ao negócio, e o surgimento de novas tecnologias e forma de trabalho, como o comércio eletrônico, as redes virtuais privadas e os funcionários móveis, as organizações despertaram para a necessidade de segurança, uma vez que se tornaram vulneráveis a um número maior de ameaças. A segurança da informação é a proteção dos sistemas de informação contra a negação de serviço a usuários autorizados, assim como contra a intrusão, e a modificação não-autorizada de dados ou informações, armazenados, em processamento ou em trânsito, abrangendo a segurança dos recursos humanos, da documentação e do material, das áreas e instalações das comunicações e computacional, assim como as destinadas a prevenir, detectar, deter e documentar eventuais ameaça a seu desenvolvimento (NBR 17999, 2003). É evidente que os negócios estão cada vez mais dependentes das tecnologias e estas precisam estar de tal forma a proporcionar os três princípios básicos da segurança da informação conforme descrito na NBR 17999 (2003) a seguir: CONFIDENCIALIDADE: a informação somente pode ser acessada por pessoas explicitamente autorizadas; é a proteção de sistemas de informação para impedir que pessoas não autorizadas tenham acesso ao mesmo. O aspecto mais importante deste item é garantir a identificação e autenticação das partes envolvidas. 37 DISPONIBILIDADE: a informação ou sistema de computador deve estar disponível no momento em que a mesma for necessária. INTEGRIDADE: a informação dever ser retornada em sua forma original no momento em que foi armazenada; é a proteção dos dados ou informações contra modificações intencionais ou acidentais não-autorizadas. No que se refere ao modelo de nuvem, muitas organizações questionam como fazer para que as aplicações nas nuvens possam garantir os três princípios de segurança da informação descritos acima. Field (2010), afirma que muitas organizações naturalmente querem reduzir custos e devem considerar o que usar no modelo de computação utilitária. Questões chaves como segurança de dados, confidencialidade e perda de controle, deve ser pensado cuidadosamente. Segundo a revista IDC (2009), a questão segurança na nuvem já evoluiu bastante. O mesmo cuidado que é reservado para a proteção de dados em ambientes tradicionais, também são aplicados nas estruturas em nuvem. Portanto, não há motivos para alarde nesse quesito, desde que as regras de segurança tradicionais sejam seguidas. No entendimento de Veras (2009), existem aspectos chaves a ser avaliado na opção de entregar os serviços de TI para a nuvem. Segundo ele, o risco da perda do controle dos dados internos de fato existe. O Gartner Group (2008) sugeriu alguns cuidados para migrar o risco referente à aquisição de serviços de provedor Computação em Nuvem. 1) Como é feito o acesso dos usuários? 2) Como o provedor obedece às normas de regulação; 3) Onde os dados são hospedados (localização geográfica)? 4) Como os dados são segregados? 5) Como os dados são recuperados? 6) Como é feito o suporte? 7) Qual a viabilidade do provedor no longo prazo? 38 É importante ressaltar, que além das questões acima citadas, mais três aspectos devem ser considerados antes de contratar os serviços de nuvem, segundo o pensar de (DURKEE, 2010; DAMOULAKIS, 2010). 8) Qual o Nível de Acordo de Serviços (SLA)? 9) Qual a conectividade do provedor (Banda Larga de Internet)? 10) O conhecimento efetivo dos responsáveis pela política de segurança da informação está de acordo com a segurança do provedor de serviços de computação em nuvem? Segundo Slabeva et al (2010), o cenário de negócios baseados nas tecnologias para adoção e implementação de computação em nuvem apresenta uma série de questões legais que devem ser tomadas pelas organizações ao contratar esses serviços. Ainda afirma que o principal assunto a ser tratado no contrato é o item SLA (Service Level Agreement), em português “Acordo de níveis de serviços”. Os SLAs servem para definir pontos acordados sobre a qualidade dos serviços prestados pelo fornecedor, definidos no contrato. Eles especificam os níveis de serviços que o cliente pode esperar do fornecedor, incluindo metas de desempenho (BLOMBERG, 2008). Para Campelo (2009), é importante determinar os SLA´s antes da execução dos serviços. Dessa forma, se mantém um bom relacionamento entre a organização contratante e seu fornecedor. O desenvolvimento da confiança nas relações de terceirização de TI resulta da manutenção de troca de informações e de expectativas de futuras trocas seguras criadas por SLAs bem definidos e consistentes. (GOO; NAM, 2007). Para Slabeva et al (2010), o provedor de serviços de computação em nuvem deve gerenciar todos os recursos computacionais, armazenamento, e desempenho de rede. E isso, é o mínimo que um contrato SLA deve conter, conforme descrito na tabela 2: 39 Tabela 2 - Descrições do Contrato SLA DISPONIBILIDADE DESEMPENHO SEGURANÇA TAXAS Essa cláusula indica o percentual de tempo, normalmente num período mensal que os serviços de computação em nuvem ficarão disponíveis. Usualmente o índice de uma boa disponibilidade deve chegar próximo à 100%. O desempenho dos serviços de CN deve está de acordo com a capacidade de hardware e da banda de rede instalada. O conteúdo dessa cláusula depende da infraestrutura adotada pelo provedor e conseqüentemente da margem de negociação, principalmente se o usuário for pessoa física, onde normalmente os recursos são mais limitados. O provedor deverá garantir o nível de segurança de proteção dos dados e das informações, fornecidas pelo cliente. As informações fornecidas aos clientes deverão ter total integridade. Esta cláusula deverá regular os preços que o consumidor irá pagar ao provedor de acordo com o tipo de serviço oferecido. Fonte: Slabeva et al (2010, p. 51). As empresas fornecedoras de serviços de Computação em Nuvem terão de garantir que os dados dos clientes estejam protegidos, e especialmente 100% disponíveis. Essa existência ainda se torna mais crítica quando se trata de informações empresariais altamente sensíveis como dados financeiros. Ainda se tratando de segurança no que diz respeito aos aspectos legais de um contrato de prestação de serviços em computação em nuvem, é pertinente afirmar que existem dúvidas por parte dos executivos quanto à tomada de decisão no que se refere a que provedor de serviços mais se adéqua as necessidades de sua empresa. Muitos questionam o aspecto de contratar um provedor onde parte dos servidores está localizada em outros países, nos quais a legislação é diferente do nosso país? Para Jimene (2010), a grande preocupação jurídica sobre a computação em nuvem é qual a legislação, de qual país, vai incidir sobre o local onde estão os servidores e onde os dados estão armazenados. Afirma ainda, que hoje os registros eletrônicos podem estar em servidores espalhados pelo mundo. Então, qual seria a legislação aplicável em uma situação em que um ato de concorrência desleal é praticado aqui no Brasil, com os dados alocados num servidor nos Estados Unidos e 40 com acesso gerado de um computador na China? Qual a legislação e o país competente para processar e julgar aquele crime? Não há discrepância no pensar de Cervone (2010), quando afirma que o maior problema que as nuvens têm em hospedar aplicativos e dados internacionalmente, são as políticas e leis de cada nação. Afirma ainda, que desde que a nuvem foi considerada como uma variação de computação terceirizada, uma organização precisará exigir um alto grau de confidencialidade e segurança e protocolos de procedimentos por parte do provedor de computação em nuvem. A segurança da informação desses dados também é a grande preocupação, pois muitos deles envolvem questões de privacidade. Como o provedor pode garantir que os dados e informações serão acessados somente por pessoas autorizadas? Quais são as regras de segurança que o provedor contratado utilizada para manter os dados dos clientes em qualquer lugar do mundo? Que garantia o cliente tem que os dados hospedados estão seguros, sob o ponto de vista de confidencialidade e da integridade e que as informações não serão manipuladas ou alteradas? Segundo Jimene (2010), muitas dessas questões já estão sendo resolvidas no Brasil, pois os grandes provedores de serviços de computação em nuvem já possui escritório no país. Então, se uma empresa arca com os benefícios da atividade no Brasil, entende-se que ela tem que arcar com o ônus dessa atividade também aqui no Brasil. Levando-se em consideração às premissas acima comentadas, é importante que a organização que pretende contratar os serviços de computação em nuvem, observe ainda algumas cláusulas importantes que devem conter no contrato SLA ou em outro contrato dependendo do caso, segundo Slabeva et al (2010) conforme apresentado na tabela 3: 41 Tabela 3 - Cláusulas que devem conter no contrato Sla É muito importante que os serviços estejam bastante claros na sua descrição. E que os DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS serviços extras, devem apresentar minuciosamente suas taxas de pagamento. Essa cláusula deve descrever as modificações do MODIFICAÇÃO DO CONTRATO DE contrato SLA podem ser feitas de forma unilateral (pelo provedor) ou se pode ser alterado pelas duas ACORDO DE SERVIÇOS partes. É importante que fique claro para o cliente a data de encerramento do contrato, e se ele pode ser CANCELAMENTO DO CONTRATO renovado automaticamente ou após negociação e assinatura de novo contrato. É aconselhável que o provedor de Computação em Nuvem descreva claramente no contrato quais as cláusulas permitidas para uso da informação. Exemplo: o provedor não deve permitir que SERVIÇOS PROIBIDOS violações do tipo pornografia infantil, pedofilia, distribuição de vírus, spyware ou quaisquer outras aplicações maliciosas, violações de direitos autorais etc. É importante que o contrato descreva LICENÇAS detalhadamente quais licenças de softwares o cliente tem que fornecer. Qualquer informação confidencial armazenadas nos provedores jamais poderão ser divulgadas ou CONFIDENCIALIDADE abertas para pessoas não autorizadas. PROPRIEDADE INTELECTUAL Essa cláusula deverá declarar para cada parte os direitos de propriedade intelectual. Qualquer tecnologia ou software fornecido e qualquer conteúdo ou dados vendidos ou compartilhados. Fonte: Slabeva et al (2010, p.95). 2.1.5 Estratégia para adoção da Computação em Nuvem Nos dias atuais, é cada vez mais comum os executivos dizerem que já ouviram falar em CN e ainda questionam se realmente compensa adquirir novos servidores, já que existe a nuvem pública para armazenamento e processamento de informações. A resposta para essa questão depende muito da realidade de cada empresa. A nuvem já é reconhecida como uma grande alternativa para Sites, hospedagem de e-mails, armazenamento escalável e computação sob demanda. Para àqueles que abraçaram a idéia da nuvem para esse propósito, dizem que a nuvem oferece o tipo de computação que eles precisam, principalmente em relação aos custos. Os projetos são 42 implementados rapidamente e a TI se torna melhor e mais bem preparada para padrões imprevisíveis de tráfego e situações emergenciais. Entretanto, Engates (2010) afirma que enquanto os benefícios da computação baseada em hospedagem torna-se cada vez mais convincente, ainda há resistência. A resistência da maioria dos executivos quanto à adoção de computação em nuvem vem de duas frentes: a primeira diz respeito de como e quem irá gerenciar o hardware, e a segunda vem dos aspectos segurança, já que os dados de todas as organizações estão armazenados e entrelaçados num datacenter sem limites de armazenamento. Para Engates (2010), mesmo havendo algumas resistências, os custos para utilização de computação em nuvem estão ficando cada dia mais convincente. Como a economia cava seu caminho para fora da recessão, deixando os orçamentos mais apertados e menos recursos para TI, os executivos buscam sua primeira experiência com nuvem e/ou a mais tradicional hospedagem gerenciada. Miller (2010) entende que os seguintes requisitos devem ser contemplados para o sucesso da adoção da computação em nuvem: a) Um bom entendimento entre o consumidor e o fornecedor; b) padrões abertos e de fácil utilização; c) um claro entendimento do modelo de serviços que a organização necessita para contratar um fornecedor de computação em nuvem; d) uma clara governança acima de tudo. Baseando-se nas premissas descritas acima, qual a estratégia para adoção em nuvem? Esse novo modelo de terceirização está realmente pronto para tudo? A resposta provável é “não”, mas está pronto para qualquer pessoa ou tipo de organização. Há respostas de computação em nuvem para cada aplicação e infraestrutura que a tecnologia da informação necessita nos dias atuais. Um fator importante a ser lembrado é que a nuvem não é um propósito de tudo ou nada. Ela pode ser um 43 componente estratégico de larga infraestrutura de TI que pode incluir um Datacenter interno (privado) e/ou um Datacenter externo. O fato, é que uma combinação da nuvem com a infraestrutura tradicional pode ser a melhor alternativa para muitas organizações. Uma abordagem híbrida pode proporcionar uma economia de custos, uma infra-estrutura escalável sob demanda, e segurança que se precisa com muito poucos recursos. O segredo então para iniciar os primeiros passos é utilizar nuvens híbridas, que permite que uma organização rode alguns aplicativos numa nuvem interna (privada) e outros, numa nuvem pública (ENGATES, 2010). No planejamento de uma estratégia híbrida é aconselhável colocar as aplicações em três pacotes: aqueles com infraestrutura dedicada, aqueles que podem ir complemente para a nuvem, e aqueles que funcionam idealmente com a combinação da nuvem com a infraestrutura interna. Para os serviços que requerem um alto grau de segurança ou tenha um alto processamento de banco de dados, provavelmente devem ficar na infraestrutura interna por enquanto. Para as aplicações de interface pública ou por demanda escalável são boas alternativas para a nuvem. A tabela 4 apresenta as aplicações que devem ou não migrar para a nuvem. Tabela 4 - Ligações que devem ou não migrar para a nuvem APLICAÇÕES QUE PODEM SE HOSPEDAR NA NUVEM BLOGS e WIKI de uma empresa. Serviços de E-mail Sites e Hot-Sites de vendas e marketing Portais Corporativos Arquivos de dados, arquivos de e-mails, backups, retenção de logs. Aplicações Web e novos sistemas de informações que ainda estão em desenvolvimento ou prontas para uso. Fonte: ENGATES (2010, p.198). APLICAÇÕES QUE PROVAVELMENTE PRECISAM DE UMA INFRAESTRUTURA DEDICADA ERP Data warehouse Serviços de Processamento de Cartão de Crédito. Códigos altamente sigilosos de áreas militares, armamentos etc. Para Field (2010), os funcionários de uma organização cada vez mais utilizam por conta própria os recursos de aplicações móveis como calendários, agendas, anotações e ferramentas de gerenciamento de projetos. São recursos facilmente 44 usados nos mais variados tipos de nuvem, seja ela pública ou privada. benefícios forem suficientemente independentemente da política. bons, o pessoal utilizará esses Se os recursos Para as organizações que possuem uma grande burocracia deverá encontrar dificuldades para adoção da Computação em Nuvem. No entender de Field (2010), dispositivos como tablets, netbooks e qualquer categoria de smartbooks (netbooks com 3G, Wi-Fi e outros), utilizará essa tendência. Os dados uma vez na nuvem podem ser sincronizados para qualquer desses dispositivos 2.2 TEORIA DA DECISÃO E DECISÃO EM TI 2.2.1 Conceitos Gerais da Teoria de Decisão O termo “decisão” pode ser conceituado como sendo “toda a situação onde você tem que escolher entre duas ou mais alternativas, e mesmo quando você resolve não escolher nenhuma delas, você também tomou uma decisão”. (NUNES JÚNIOR, 2006, p. 28). Segundo Clemen (1995, p. 2), as decisões são difíceis de serem tomadas por envolver na maioria das vezes dificuldades diferentes, e freqüentemente, dificuldades especiais. Para Clemen (1995), existem quatro origens de dificuldade para tomada de decisão que podem ajudar o tomador de decisão: a) Complexidade de decisão; b) Incertezas inerentes à situação de decisão; c) Os objetivos do tomador de decisão podem ser múltiplos; d) Diferentes perspectivas de um problema de decisão. Já Costa (2002, p.3) destaca os seguintes elementos na tomada de decisão: 45 a) Decisor: unidade responsável pela tomada de decisão. Pode ser composta por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos. b) Alternativa viável: estratégia ou curso de ação que pode ser adotado pelo decisor. c) Cenário: “estado da natureza” projetado para o futuro. Exemplo: estimativa de taxa de câmbio para o próximo ano; estimativa da incidência de chuvas para a próxima safra; demanda estimada para o próximo período. Em geral, os cenários são classificados em: Critério: propriedade ou variável à luz da qual a alternativa é avaliada Atributo: valor do desempenho da alternativa à luz do critério Tabela de pagamento: tabela com os valores a serem retornados pelas alternativas. Clemen (1995, p.6) apresenta um fluxograma que resume todo o processo de análise que envolve uma tomada de decisão, conforme demonstrada na Figura 4. 46 Identificar a situação de decisão e entender os objetivos Identificar alternativas Decompor e modelar o problema: 1) Modelagem da estrutura do problema; 2) Modelagem das incertezas, 3) Modelagem de preferências Escolha da melhor alternativa. Sim Preciso de mais Análise? Não Implementação da alternativa escolhida Figura 4 - Diagrama do Processo de Análise de Decisão Fonte: CLEMEN (1995, p.6). Levando-se em consideração as afirmações acima, entendemos que decisão é uma necessidade de avaliar um conjunto de alternativas, para a realização de uma escolha. Dentre as situações de um problema de escolha, podem-se descrever as seguintes situações, segundo Costa (2002, p.5): Escolha: Escolher uma alternativa dentre um conjunto de alternativas viáveis. 47 Classificação: classificar um conjunto de alternativas em sub-conjuntos. Por exemplo: os elementos do conjunto Animais podem ser classificados como pertencentes à classe dos mamíferos, dos vertebrados, dos invertebrados... Ordenação: dados os elementos de um conjunto de alternativas, ordená-las segundo algum critério. Classificação ordenada: classificar um conjunto de alternativas em subconjuntos ordenados, ou em classes de referência ordenadas. Exemplo: classificar os hotéis de uma cidade em classes de atendimento (classe A; classe B; classe C; classe D e, classe E). Priorização: dados os elementos de um conjunto de alternativas, estabelecer uma ordem de prioridades para os elementos do mesmo. 2.2.2 Tomada de Decisões com Múltiplos Critérios Os processos tradicionais para apoio à decisão utilizam métodos de análise de decisão com um único critério segundo, Nunes Júnior (2006, p.36). Esses processos são fundamentalmente quantificáveis que não reconhecem a necessidade de inclusão de fatores subjetivos em sua análise. No período compreendido pela segunda guerra mundial surgiu um campo de conhecimento chamado Pesquisa Operacional (PO) aplicada na estruturação e análise de processos de tomadas de decisão, por meio de modelos matemáticos para apoiálas. Com o passar dos anos, os pesquisadores perceberam que algumas decisões não poderiam ser tomadas baseadas apenas em um critério de decisão. Devido a essa necessidade, surgiram as metodologias de múltiplos critérios, desenvolvidos no modelo da Escola Francesa e da Escola Americana. 48 2.2.3 Decisão em TI O volume de investimentos em TI afeta a organização como um todo. A tecnologia da Informação nos dias atuais permeia todas suas unidades administrativas e de negócios, afetando o processo, o relacionamento com os clientes, o relacionamento dos funcionários com a administração, o desenvolvimento de novos produtos, o processo de inovação e acima de tudo, a estratégia empresarial. Todo esse leque de influências provocado pela evolução da TI pode trazer resultados operacionais esperados de ocorrer o alinhamento estratégico da organização. A eficácia dos resultados está atrelada à qualidade nas decisões tomadas, sobretudo, pelos executivos da área de TI em razão da sua dimensão na dinâmica organizacional. Segundo Murakami (2003, p.32), o processo de tomada de decisão nas organizações está se transformando rapidamente nos últimos anos, sobretudo pela velocidade do avanço da tecnologia da informação e de comunicações. Isso se deve ao fato de que as fronteiras das empresas e países ampliaram muito rapidamente os meios de comunicações, facilitando o intercâmbio e agilizando a gestão da informação. Contudo, as sociedades exigem respostas mais rápidas, pressionando para que as decisões sejam cada vez mais eficientes. Tomar decisões é o trabalho mais importante de qualquer executivo. Também é o mais duro e o mais arriscado, pois consiste não apenas tomar decisões próprias, mas também providenciar que toda a organização que dirige, ou parte dela, tome-as também de maneira efetiva, como afirma (MURAKAMI, 2003, p.33). Segundo Weill & Ross (2006, p.8), a Governança de TI está ligada aos processos decisórios, pois ela que determina quem toma decisões. A administração é o processo de tomar e implementar decisões. Exemplo: a governança determina quem tem o direito de decidir sobre quanto a empresa investirá em TI. A administração determina a quantia efetivamente a ser investida num dado ano e as áreas em que ocorrerá o investimento. A alta gerência estabelece os direitos decisórios e a responsabilidade pela TI para estimular os comportamentos desejáveis na empresa. Se 49 esse comportamento envolver as unidades de negócio independentes e empreendedoras, as decisões de investimento em TI caberão primariamente aos líderes dessas unidades. Weill & Ross (2006, p.9) ainda afirma que se o comportamento desejável envolve uma visão unificada da empresa por pare do cliente, com um único ponto de contato com o cliente, um modelo mais centralizado de governança de investimento de TI funcionará melhor. Uma governança de TI eficaz deve tratar de três questões, segundo Weill e Ross (2006). 1) Quais decisões devem ser tomadas para garantir a gestão e o uso eficazes de TI? 2) Quem deve tomar essas decisões? 3) Como essas decisões serão tomadas e monitoradas? E ainda, lista cinco decisões de TI inter-relacionadas: Princípios de TI – esclarecendo o papel de negócio da TI. Arquitetura de TI – definindo os requisitos de integração e padronização. Infraestrutura de TI – determinando serviços compartilhados e de suporte. Necessidade de aplicações de negócio – especificando a necessidade comercial de aplicações de TI, comprada ou desenvolvida internamente. Investimentos e priorização de TI – escolhendo quais iniciativas financiar e quanto gastar. 2.3 MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA (MÉTODO AHP) O mundo competitivo dos dias atuais exige que nossa sociedade utilize instrumentos cada vez mais eficientes para a tomada de decisão. Esses instrumentos precisam ser hábeis para que problemas complexos sejam tratados de uma maneira 50 mais simples, sem que necessite alto investimento financeiro e de tempo para utilizálos. O homem é levado a tomar decisões no decorrer de sua vida, sempre se confrontando com situações onde é necessário escolher. A tomada de decisão passa a ser comum e, na maioria das vezes, baseia-se na intuição, experiência, sentimento ou outro parâmetro subjetivo (JORDÃO; PEREIRA, 2006). Conclui-se, portanto, que os métodos de apoio à decisão com múltiplos critérios caracterizam-se pela capacidade de analisar situações de decisão contendo critérios quantitativos e qualitativos, sejam eles conflitantes ou não. 2.3.1 Conceitos Básicos e Histórico do modelo AHP O método AHP é uma ferramenta utilizada para facilitar a análise, compreensão e avaliação do problema de decisão, dividindo-o em níveis hierárquicos (GOMES; ARAYA; CARIGANANO, 2004, p.41). Esse método foi desenvolvido para utilização no planejamento de contingência militar e empresarial, para tomada de decisão, alocação de recursos escassos, resolução de conflitos etc. Para Foman e Selly (2005, p.13), essa metodologia é chamada de AHP levandose em consideração a seguinte lógica: ANALYTIC (Analítico) HIERARCHY (Hierárquico) PROCESS (Processo) O método AHP, também conhecido pela sigla MAH – Método de Análise Hierárquica foi desenvolvido pelo matemático Thomas Lorie Saaty (1980), para auxílio à tomada de decisão, cujas principais características são: 1) Aplicável aos problemas orientados por múltiplos atributos ou objetivos estruturados hierarquicamente; 51 2) Capaz de considerar simultaneamente atributos quantitativos e qualitativos em sua análise, ao mesmo tempo em que incorpora a experiência e a preferência dos tomadores de decisão; 3) O resultado final permite definir uma seqüência cardinal da importância dos atributos e das alternativas; 4) Aplicável a questões complexas, que envolvam julgamentos subjetivos. Ainda no entender de Jordão e Pereira (2006, p.3), o método AHP tem aplicações em diferenças áreas, tais como: Economia/Problemas administrativos: Design, Arquitetura, Finanças, Marketing Benchmarking, Planejamento Estratégico, Seleção de Portfólio, Previsão, Alocação de Recursos, Análise de Benefícios, Análise de Investimentos, Avaliação de Aquisições etc. Problemas Políticos: Resolução de Conflitos e Negociações; Jogos de Guerra, dentre outros. Problemas Sociais: Medicina, Educação, Direito, Setor Público, Comportamento, Contratação e Avaliação de Desempenho de Profissionais. Problemas Tecnológicos: Seleção de Mercado, Tecnologia de Transferência, Seleção de Fornecedores, Satisfação do Cliente, Qualidade Total, Engenharia da computação e Tecnologia da Informação em Geral. Segundo Iañez e Cunha (2006), a característica principal que distingue o método AHP diz respeito à forma com que a técnica define o problema a ser analisado. A premissa básica do AHP é que o sistema decisório complexo deve ser definido segundo uma estrutura hierárquica composta de vários níveis, que compreendem os elementos cujas características podem ser consideradas similares. Esse tipo de estruturação do problema sejam facilmente identificadas, especialmente nos casos em que o objetivo do sistema decisório consiste na seleção de alternativas segundo múltiplos atributos. 52 Para Saaty (1980), a grande vantagem do método AHP é permitir aos seus usuários atribuir pesos relativos para múltiplos atributos, ou múltiplas alternativas para um dado atributo ao mesmo tempo em que e realiza uma comparação par a par entre os mesmos. Isso permite que mesmo quando dois atributos são incompatíveis, a mente humana possa, ainda assim, reconhecer qual dos atributos é mais importante para o processo decisório. Uma das principais e das mais atraentes características das metodologias do método AHP, é que as mesmas reconhecem as subjetividades como inerente aos problemas de decisão e utiliza julgamento de valor como forma de tratá-la cientificamente. Esta propriedade é extremamente útil quando se tem dificuldade na obtenção de informações oriundas de dados probabilísticos (COSTA, 2002, p.13). Baseado nos fatos acima se pode afirmar que o método AHP objetiva a seleção/escolha de alternativas, em um processo que considere diferentes critérios de avaliação. Segundo Costa (2002, p.16), este método se baseia em três princípios do pensamento analítico. São eles: Construção de hierarquias: No AHP o problema é estruturado em níveis hierárquicos, como forma de buscar uma melhor compreensão e avaliação do mesmo. A construção de hierarquias é uma etapa fundamental do processo de raciocínio humano. No exercício desta atividade identificam-se os elementos chave para a tomada de decisão, agrupando-os em conjuntos afins, os quais são alocados em camadas específicas. Definição de prioridades: O ajuste das prioridades no AHP fundamenta-se na habilidade do ser humano de perceber o relacionamento entre objetos e situações observadas, comparando pares à luz de um determinado foco ou critério (julgamentos paritários). Consistência lógica: No AHP, é possível avaliar o modelo de priorização construído quanto a sua consistência lógica. Dessa forma, o ser humano tem a habilidade de estabelecer relações entre objetivos ou idéias, de forma a buscar uma coerência entre eles, ou seja, de relacioná-los entre si e avaliar se La possui 53 consistência. Nesse caso, o modelo AHP utiliza tanto aspectos qualitativos quanto quantitativos do pensamento de ser humano (IAÑEZ; CUNHA, 2006). Complementando o pensamento de Iañez e Cunha (2006), podemos afirmar que o modelo AHP trabalha com elementos chaves de hierarquia para o tratamento de problemas de decisão. Dentre eles, pode-se citar: foco principal, conjunto de alternativas viáveis e conjunto de critérios também chamado de “atributos”. Costa (2002) define “Foco Principal” como sendo o objetivo global. Por exemplo, compra de uma aeronave, um automóvel, escolha de uma moradia, ou escolha de uma estratégica de investimento. O “Conjunto de Alternativas Viáveis” são as possibilidades de escolha. E por último, “Conjunto de Critérios”, é o conjunto de propriedades, atributos, quesitos a serem avaliados para a tomada de decisão. Para Chankong e Himes (1983 apud COSTA, 2002), o conjunto de critérios deve ser: Completo: onde todas as alternativas relevantes à solução do problema devem estar “cobertas” pelo mesmo; Mínimo: nesse caso, não devem ocorrer redundâncias ou superposições. Operacional: para ser compreendido e utilizado pelo decisor e pelos avaliadores. Iañez e Cunha (2006), afirmam que ao utilizar os três princípios, o Método AHP incorpora tanto aspectos qualitativos quanto quantitativos do pensamento humano: e a qualidade para se definir o problema, a sua hierarquia e os aspectos quantitativos para expressar julgamentos e preferências de forma concisa. Portanto, ao se estabelecer a comparação paritária para relacionar n atividades, de modo que cada uma seja representada nos dados pelo menos uma vez, é necessário ter n-1 comparações paritárias. Pode-se exemplificar com as seguintes comparações: se a atividade X1, é 3 vezes mais dominante do que a atividade X2, e a atividade X2 é duas vezes mais dominante do que a atividade X3, então X1 = 6 X3. Nesse caso, o julgamento é consistente. O julgamento considerado inconsistente é uma violação da proporcionalidade que pode ou não significar violação da transitividade (IAÑEZ; CUNHA, 2006). 54 Para Saaty (1980), os julgamentos raramente possuem uma relação simples e objetiva o que requer um grau de consistência mais complexo. O autor ainda afirma que isso não é um grande problema. 2.3.2 Estrutura do AHP O método AHP auxilia ao tomador de decisão a ver melhor seu problema estudado. Contudo, não elimina a necessidade do apoio de especialistas fornecendo informações para complementar o cenário a ser analisado pelo tomador de decisão, O conceito de definição correta do problema segundo Hammond, Keeney e Raiffa (2004, apud Nunes Júnior, 2006), sugerem que seja seguido um roteiro para a tomada de decisão: Definição dos valores do tomador de decisão e definição do problema da decisão: para identificar o problema da decisão, é preciso conhecer os valores do tomador de decisão, ou seja, o que é importante para ele, sem o qual podemos identificar o problema errado, chegando a uma solução errada para o problema de decisão estudado; Decomposição do Problema: os problemas deverão ser pesquisados, divididos e estruturados formando uma hierarquia. Essa hierarquia forma uma estrutura que permite visualizar o problema em termos de objetivos e critérios ou atributos, conforme Figura 5. 55 Objetivo Objetivo Principal Atributo Subatributo Alternativas Atributo 1 Atributo 2 Sub Atributo 1 1 Atributo 3 Sub Atributo 2 2 3 Sub Atributo 3 4 5 Figura 5 - estrutura do modelo AHP Fonte: NUNES JÚNIOR (2006, p.43). Estabelecer prioridades: as prioridades dos critérios/atributos são dadas por comparação dois a dois em relação a sua contribuição ao critério imediatamente acima, levando-se em consideração sempre o contexto do objetivo estabelecido para a tomada de decisão. O referido processo se realiza através de entrevista sobre o problema de decisão, e os julgamentos são extraídos do tomador de decisão. Síntese: se obtém através de um processo de avaliação e combinação de prioridades aplicadas ao problema. Essa prioridade total é obtida através das ligações do modelo. Análise de sensibilidade: é executada para avaliar a consistência do resultado nas alternativas, de acordo com cada um dos critérios que os compõe. Iteração: nesse processo as etapas acima são repetidas várias vezes, para que cada etapa seja revista proporcionando um melhor entendimento do problema através do modelo desenvolvido. De acordo com o pensar de Vargas (1990, apud NUNES JÚNIOR, 2006, p.48), os elementos devem ser agrupados na hierarquia de forma homogênea para permitir a 56 comparação. Portanto, se o tomador de decisão não for capaz de responder uma pergunta (de comparação), então a pergunta ode não ser significativa ou os critérios ou alternativas podem não ser comparáveis. Existe também um limite de critérios que segundo Saaty e Ozdemir (2003, p. 233) “esse limite de capacidade humana de processar informações simultaneamente com precisão variam de 5 até no máximo 9”. Portanto, sugere-se que os critérios/atributos não passem de 9. 2.3.3 Modelagem da Hierarquia O método AHP envolve três processos relacionados e não seqüenciais (VARGAS 1990 apud NUNES JÚNIOR, 2006, p.50) conforme apresentado na Figura 6. Identificação dos níveis e critérios Definição dos critérios Formulação da questão Avaliação da Hierarquia. Identificação dos níveis e critérios Definição dos Conceitos Formulação das Perguntas Avaliação da Hierarquia Figura 6 - Modelagem da Hierarquia Fonte: (VARGAS, 1990 apud NUNES JÚNIOR, 2006, p. 50). 57 Após a estruturação da tabela que representa o problema de decisão ou da hierarquia gráfica, faz-se necessário selecionar pessoas que irão analisar os critérios e as alternativas. Essas pessoas devem ter conhecimento e até mesmo domínio do problema abordado no foco principal (MALHOTRA et al, 2007). 2.3.4 Comparação O método AHP utiliza uma escala onde os valores são atribuídos por pesos através de comparações dois a dois. Esse método não utiliza uma escala absoluta devido à natureza dos componentes de uma decisão com múltiplos critérios ser muitas vezes abstrato, dificultando que isoladamente os componentes sejam mensurados, principalmente usando a mesma escala (NUNES JÚNIOR, 2006). Na comparação dois a dois, quando o tomador de decisão exprimir sua preferência por um atributo “X” por exemplo, como sendo muito mais importante do que o atributo “Y” por exemplo, estará atribuindo para o atributo “X” peso “5” Caso o tomador de decisão considere que os dois critérios possuem a mesma importância, estará atribuindo o peso “1”. A Tabela 5 define e explica o conceito dos pesos utilizados no método AHP. Tabela 5 - Fatores para as comparações paritárias Intensidade de Importância (Peso) Peso Explicação 1 Mesma importância 3 Importância pequena de um sobre o outro Os dois atributos contribuem igualmente para o objetivo A experiência e o julgamento favorecem levemente um atributo em relação ao outro 5 Importância Grande ou essencial A experiência e o julgamento favorecem fortemente um atributo em relação ao outro 7 Importância muito grande 9 Importância absoluta 2,4,6,8 Valores intermediários entre os valores adjacentes. Um atributo é fortemente favorecido em relação ao outro; sua dominação de importância é demonstrada na prática A evidência favorece um atributo em relação ao outro com o mais alto grau de certeza. Quando se procura uma condição de compromisso entre duas definições Fonte: Saaty (1980 apud IAÑEZ; CUNHA, 2006, p. 400). 58 É pertinente mencionar que os termos “CRITÉRIOS” e “ATRIBUTOS” possuem o mesmo significado. A adoção da nomenclatura vária de acordo com a definição de cada autor. A Figura 7 mostra as comparações entre os critérios baseado no modelo hierárquico AHP. PROBLEMA DECISÓRIO (Objetivo) CRITÉRIO A CRITÉRIO B ALTERNATIVA X CRITÉRIO C CRITERIO D CRITERIO E ALTERNATIVA Y Comparações dois a dois são feitas, quanto ao atendimento do objetivo CRITÉRIO A CRITÉRIO B CRITÉRIO C CRITERIO D CRITERIO E Figura 7 - Comparações de Critérios no Modelo Hierárquico. Fonte: NUNES JÚNIOR (2006, p.52). A estrutura hierárquica pode ter maior complexidade que o exemplo apresentado na Figura “7”. Nesse caso, os critérios são comparados entre si, dentro de suas ramificações. As avaliações dos critérios de primeiro nível são realizadas, e após, as ramificações dos critérios são desenvolvidas separadas, só ocorrendo avaliações conjuntas nas alternativas. 59 Segundo Saaty (1990 apud NUNES JÚNIOR, 2006), um hierarquia não é uma árvore de decisão tradicional. problema. Cada nível pode representar um corte diferente no Um nível pode representar fatores sociais e outro político, para serem avaliados em termos de fatores sociais e vice versa, mas o critério de nível acima terá como componente o critério do nível imediatamente abaixo, que é definido devido à necessidade de um detalhamento do critério para melhor avaliação ou pela importância dada ao critério para a solução do problema decisório. 2.3.5 Análise dos Dados Para uma análise coerente do problema, é importante deixar bem definido os critérios utilizados para a avaliação e tomada de decisão. As informações são extraídas do tomador de decisão com perguntas do tipo: “O que é mais importante para alcançar o objetivo X, o critério A ou o critério B? As definições devem ser registradas para evitar que o tomador de decisão não tenha dúvidas na hora de pontuar os pesos de cada critério. Os julgamentos dois a dois são lançados em uma matriz quadrada, que é a base do cálculo dos vetores das preferências, que são os valores que nos indicam as prioridades. (NUNES JÚNIOR, 2006). Os vetores são obtidos por meio de cálculo matricial conforme equação abaixo e definido por Saaty (1991). Primeiro, soma-se cada coluna e então divide cada coluna pela respectiva soma da coluna. O resultado da matriz é chamado de matriz normalizada, que é definida por: A' = [ a'ij ] onde a'ij = aij / _ = n k aik 1 para 1 < i < n, e 1 < j < n. 60 Segundo, calcula-se o valor médio em cada linha da matriz normalizada para obter o peso relativo que é determinado pelo: W = [ wk ] onde wk = _ = n i a ij 1' / n para 1 < j < n, e 1 < k < n. O cálculo manual da matriz não é objeto desta pesquisa, visto que existem vários softwares que calculam rapidamente as matrizes, nos retornando o resultado no formato numérico e gráfico. O caso estudado nesse trabalho utiliza o software Web-Hipre, que trabalha a hierarquia de forma igual à aplicação manual. Portanto, a análise dos dados será melhor entendida nos capítulos a seguir nos quais referem-se a aplicação do modelo na organização estudada. 2.3.6 O software Web-Hipre Existem no mercado muitos softwares de apoio à decisão os quais utilizam o método AHP. Pode-se citar “Expert Choice, Criterium Decision Plus, Logical Decisions e o Web-Hipre. A ferramenta escolhida para o estudo de caso foi o Web-Hipre, por tratar de um software que é acessado pela Internet via provedor e apresenta os conceitos de Computação em Nuvem, contendo características de “Software as a Service” – Software como Serviços, explorado nesse trabalho no item “2.1.2 Arquitetura da Computação em Nuvem”. O Web-Hipre pode ser acessado de qualquer lugar desde que haja um computador com acesso à Internet. As bases de dados ficam armazenadas na Universidade de Helsinki – Finlândia. (Helsinki University of Technology). O software é gratuito as bases são publicadas para acesso livre. Entretanto, há também uma forma de cadastramento por meio de senhas que permite acesso restrito ao arquivo criado. 61 No que se refere à base pública, existem no servidor da Universidade acima citada, centenas de arquivos exemplos de aplicações do método AHP, inclusive os arquivos que foram criados para esse estudo de caso. Segundo Nunes Júnior (2006), o software Web-Hipre (HIerarchical PREference analysis on the World Wide) é um dos softwares de auxílio à tomada de decisão que é o sucessor do software HIPRE 3+ da HUT (Helsinki University of Technology) e está na sua versão 1.22. A primeira versão foi On-line foi disponibilizada em fevereiro de 1998. É possível utilizar os métodos combinados, disponibilizando os resultados processados na tela, através de gráficos de barra, permitindo análise de sensibilidade dos dados atribuídos aos processos de análise de decisão. Existe também um material explicativo do software disponibilizado na HUT para seus usuários. Ele é utilizado para uso acadêmico on-line, mas segundo Nunes Júnior (2006), Ele empresas podem adquiri-los. O link para acesso ao Web-Hipre é: http://www.hipre.hut.fi/ . A figura 8 apresenta a tela de abertura do software. Figura 8 - Tela de Abertura do Software Web-Hipre Fonte: Disponível em: <http://www.hipre.hut.fi/>. 62 Ao clicar no link “Bring Web_HIPRE to front”, abrirá automaticamente uma tela de acesso ao software. O Web-HIPRE pode ser acessado por qualquer navegador de Internet e por qualquer tipo de conexão de rede da banda larga. As orientações para utilização do Software Web-Hipre serão apresentadas nos capítulos seguintes onde se descreve a metodologia e o estudo de caso. Os gráficos e tabelas do Web-Hipre referente aos resultados da pesquisa, também serão mais detalhados nos capítulos a seguir. 63 3 METODOLOGIA A pesquisa tem como proposta aplicar uma metodologia baseada no Método de Análise Hierárquica (MAH), que permite tratar aspectos quantitativos e qualitativos, denominados de atributos e sub atributos, para a tomada de decisões na adoção de Computação em Nuvem. Este capítulo apresenta no primeiro momento o caráter científico e abordagens da pesquisa de forma a dar suporte na investigação empírica da questão problema desta dissertação, no segundo momento descreve-se o método aplicado de análise hierárquica e por fim, as informações provenientes do instrumento e procedimentos da coleta de dados referente à pesquisa deste trabalho. 3.1 CARÁTER CIENTÍFICO DA PESQUISA A pesquisa científica tem como pressuposto tratar e descrever questões sociais, apresentadas de forma empírica e que na ciência, são abordadas metodologicamente, na medida em que surge um problema para o qual se busca uma solução adequada de natureza científica. Na pesquisa cientifica podem ser ressaltados três tipos de problemas relevantes para a ciência, a saber: humano, contemporâneo e operacional. A relevância humana carece de solução para a humanidade, já a contemporânea, está relacionada à atualização e a novidade e por fim a operacional, que ocorre quando a solução do problema implica na geração de novos conhecimentos. Adotou-se nesta dissertação a Pesquisa Exploratória e o Estudo de Caso. A escolha desta combinação de dois métodos visa oportunizar um cotejo entre dados coletados através da literatura da área com dados coletados na realidade da organização estudada. Visto que o estudo em foco busca identificar na realidade em foco estudar soluções assertivas para a tomada de decisão. 64 Para a aplicação da resolução do problema em estudo aplicam-se a pesquisa científica de caráter exploratório que está relacionado ao objetivo de querer descrever o comportamento ou definir e classificar fatos e variáveis e o estudo de caso. De acordo com Gil (2002), a pesquisa exploratória aplica-se a estudiosos que têm familiaridade com o problema e querem aprimorar suas idéias por meio da construção de hipóteses, o que também é reforçado por Mattar (1996), defendendo que este tipo de pesquisa visa prover o investigador de maior conhecimento sobre o tema ou o problema. A pesquisa exploratória visa ajudar o pesquisador a compreender o problema enfrentado, principalmente, pela oportunidade de se analisar, de forma aprofundada, um fenômeno contemporâneo, como é o caso da Computação em Nuvem (Cloud Computing) dentro das organizações. Malhotra (2006, p. 99) afirma que “a pesquisa exploratória é usada em casos nos quais é necessário definir o problema com maior precisão, identificar cursos relevantes de ação ou obter dados adicionais antes de poder desenvolver uma abordagem”. Esta tem por objetivo descrever idéias e percepções, podendo utilizar dados secundários, entrevistas com especialistas e a pesquisa qualitativa. Como complementação da Pesquisa Exploratória, complementa-se com o estudo de caso, que segundo Bryman (1989), tem características como testar teorias para ganhar insight e a confirmação dos resultados de outros estudos. Para complementar adotou-se para atender aos objetivos o estudo de caso. Yin (1989) descreve que “o estudo de caso é fundamental para examinar eventos contemporâneos e é uma forma de integrar uma ampla variedade de evidências, como documentos, entrevistas e observações”. Ainda pode ser complementado pelo mesmo autor que o estudo de caso é uma estratégia comum, utilizada com frequência em ambientes organizacionais, o que contribui para o estudo de diversos tipos de fenômenos (YIN, 2001). Segundo Chizotti (1991, p.64) caracteriza o estudo de caso como: Uma modalidade de estudo nas Ciências Sociais, que se volta à coleta e ao registro de informações sobre um ou vários casos particularizados, elaborando relatórios críticos organizados e avaliados, dando margem às decisões e 65 intervenções sobre o objeto escolhido para a investigação (uma comunidade, uma organização, uma empresa etc. Para Yin (2005, p.78) as aplicações de um estudo de caso podem ser: Explicar os vínculos causais em intervenção na vida real que são complexos para serem explicados com estratégias experimentais ou por levantamentos; Descrever uma intervenção e um contexto em que ela ocorre; Ilustrar alguns tópicos dentro de uma intervenção; Explorar situações em que a intervenção em que está sendo avaliada não apresenta um conjunto simples e claro de resultados; Ser uma “meta-avaliação”, ou seja, ser um estudo de um estudo de uma avaliação. Segundo Laville (1999) a metodologia de pesquisa baseada em estudo de caso é uma “estratégia de pesquisa com dados existentes, por meio da qual o pesquisador se concentra sobre o caso (ou poucos casos), geralmente escolhido por um caráter considerado típico, a fim de investigá-lo com profundidade”. Ainda segundo Yin (2003, p.124), se utiliza o estudo de casos como estratégia de pesquisa em muitas situações, nas quais se incluem: Política, ciência política e pesquisa em administração pública; Sociologia e psicologia comunitária; Estudos organizacionais e gerenciais; Pesquisa de levantamento regional e municipal, como estudos de plantas, bairros ou instituições públicas; Supervisão de dissertação e teses de ciências sociais – disciplinas acadêmicas e áreas profissionais, como administração empresarial, ciência administrativa e trabalho social; Em eventos contemporâneos. Por sua vez, Tachizawa (2002, p.97), caracteriza o estudo de caso da seguinte forma: Focalizado em ambientes definidos por uma ou poucas organizações; Permite o estudo de fenômenos em profundidade dentre de seu contexto; É apropriado ao estudo de fenômenos contemporâneos; É, especialmente, adequado ao estudo de processos sociais à medida que eles se desenrolam nas organizações; e 66 Explora fenômenos com base em vários ângulos. Tachizawa (2002) apresenta um modelo metodológico para estudo de caso: Escolha do Assunto/Delimitação do Tema Bibliografia pertinente Ao tema Levantamento de dados da Organização Fundamentação Teórica Caracterização da Organização Análise e Interpretação de Informações Conclusões e Resultados Figura 9 – Modelo Metodológico de Estudo de Caso Fonte: Tachizawa (2002). Considerando os pontos descritos rapidamente quanto ao escopo da pesquisa e tomado pela necessidade de coletar dados sobre o processo de tomada de decisão em uma organização, o método de pesquisa mais adequado é a investigação exploratória de caráter descritivo, por meio de estudo de caso. Em virtude da contemporaneidade e da inovação acerca do assunto abordado, bem como a necessidade de se avaliar alternativas e estratégicas que corroborem com a tomada de decisão apropriada à organização em estudo. Por fim, o caráter científico do problema é contemporâneo e o tipo de pesquisa científica aplicada a este trabalho é a exploratória descritiva. 67 3.2 MÉTODO DA PESQUISA Para corroborar com o caráter científico e dar ao trabalho o aspecto prático e objetivo adotou-se um método inovador aplicado a estudos que buscam sistematizar a pesquisa e atender o objetivo específico deste estudo. Para efeito desta pesquisa aplicou-se o Método de Análise Hierárquica – MAH também denominado na literatura internacional como AHP o qual vem sendo aplicado a inúmeros problemas que envolvem a tomada de decisão em segmentos distintos e de grande complexidade, a exemplo em estudos na alocação de energia, investimentos em tecnologias de retorno incerto, priorização na alocação de recursos escassos e até na resolução de conflitos políticos. 3.2.1 Método de Análise Hierárquica – MAH (Método AHP) Para aplicação neste estudo foram revisadas e avaliadas as principais metodologias para análise de dois problemas: o problema de tomada de decisão para a escolha do tipo de Computação em Nuvem a ser adotada, baseando-se nos conceitos e categorias de serviços apontados por (SLABEVA et al, 2009, p. 52) e o problema de seleção de um provedor de serviços de Computação em Nuvem, à luz dos principais conceitos apresentados na revisão literária desse trabalho, sendo identificados os chamados métodos multicritérios, ou seja, que permitem considerar concomitantemente a análise de múltiplos objetivos, como os mais adequados para auxílio à resolução do problema de pesquisa. Este método também proporciona avaliar atributos e alternativas que possuem caráter objetivo e subjetivo para a escolha de um provedor de serviços na área de tecnologia da informação, foco deste estudo. Contudo, segundo Vincke (1992 apud IAÑEZ; CUNHA, 2002, p. 307), “o que deve ser notado quando se está lidando com este tipo de problema é que não existe, 68 em geral, nenhuma decisão que é simultaneamente ótima sob todos os pontos de vista e atributos”. Na verdade este método proporciona a hierarquização em questões decisórias, especialmente nos casos que envolvem conflitos de interesse. A principal característica dessa metodologia é a modelagem dos problemas decisórios segundo uma estrutura hierárquica. Esta característica que o distingue refere-se à maneira como a técnica define o problema proposto, pois a premissa básica é que o sistema decisório complexo seja definido através dessa estrutura hierárquica composta de vários níveis, que compreendem os elementos de análise, cujas características podem ser consideradas similares. Esse tipo de estruturação do problema é bastante adequado ao estudo de tomada de decisão, uma vez que permite uma visão bastante ampla de todo o processo e possibilita que as influências entre os diversos elementos do problema sejam facilmente identificadas, especialmente nos casos em que o objetivo do processo decisório consiste na seleção de alternativas segundo múltiplos atributos (IAÑEZ; CUNHA, 2002). Iañez e Cunha (2002, p. 398) afirmam que, “entre os métodos avaliados identificou-se o Método de Análise Hierárquica (MAH) em Inglês Analitic Hierarquic Process (AHP), como o mais adequado para o estudo de tomada de decisão”. O AHP é um método multiobjetivo, desenvolvido pelo matemático Thomas Lorie Saaty, e como já ressaltado é bastante aplicado ao auxílio à tomada de decisão. Algumas principais características são apresentadas por Saaty (1980 apud IAÑEZ; CUNHA, 2002, p. 399): aplicável aos problemas orientados por múltiplos atributos ou objetivos estruturados hierarquicamente; capaz de considerar simultaneamente atributos quantitativos e qualitativos em sua análise, ao mesmo tempo em que incorpora a experiência e a preferência dos tomadores de decisão; o resultado final permite definir uma seqüência cardinal da importância dos atributos e das alternativas; aplicável a questões complexas, que envolvam julgamentos subjetivos. Quanto à análise dos resultados obtidos, o Método AHP, segundo Saaty (1980 apud IAÑEZ; CUNHA, 2002), possui uma grande vantagem, que é a de permitir aos 69 seus usuários atribuir pesos relativos para múltiplos atributos, ou múltiplas alternativas para um dado atributo, ao mesmo tempo em que realiza uma comparação par a par entre os mesmos, ou seja, análise paritária. Isso permite que, mesmo quando dois atributos são incompatíveis, possa ainda assim, reconhecer qual dos atributos é mais importante para o processo decisório. Para efeito dessa pesquisa definiu-se atributos e subatributos, em dois níveis, conforme pode ser visto na estrutura hierárquica a seguir. 3.2.2 Estruturação hierárquica Para aplicar o Método AHP, deve-se ter um objetivo global e selecionar os atributos e subatributos para atingir o foco da pesquisa. Todos os elementos dos atributos e subatributos foram estruturados em duas árvores hierárquicas, sendo uma para cada tipo de questão apresentada conforme descrito abaixo, bem como, apresentado anteriormente na fundamentação teórica desse trabalho: Questão Problema 1: Que características de Computação em Nuvem devem ser escolhidas para adoção na organização estudada? Os atributos e subatributos para a construção da árvore hierárquica do Modelo AHP, para a Questão Problema 1, foram definidos conforme tipos de serviços (camadas da computação em nuvem) e tipos de nuvem conceituados por Slabeva et al (2009) revisados na literatura do presente trabalho. A tabela 6 apresenta a descrição dos atributos e subatributos. Tabela 6 - “Definição dos Atributos e Sub atributos da Questão Problema 1. ATRIBUTOS SUBATRIBUTOS Infraestrutura como Serviços – IaaS Processamento de Dados e Sistemas (PROCESSAMENT). Armazenamento de Dados e Sistemas (ARMAZENAMENT) Plataforma como Serviços – PaaS Desenvolvimento Sistemas/Softwares (DESENVOLVIMENT) Teste de Sistemas/Softwares TESTSOFTWARE 70 Software como Serviços E-mails (E-MAILS) Aplicativos (APLICATIVOS) Fonte: Elaborado pela autora. Foram criados os seguintes níveis hierárquicos para os atributos e subatributos definidos e apresentados na Tabela 6. Nível 1: Infraestrutura como Serviços (IaaS) Plataforma como Serviços (PaaS) Software como Serviços (SaaS) Nível 2: Processamento de Dados e Sistemas Armazenamento de Dados e Sistemas Desenvolvimento de Sistemas/oftwares Testes de Sistemas/Softwares E-mails Aplicativos Após as definições dos atributos e dos níveis hierárquicos, definiram-se as seguintes alternativas: Alternativa 1 – Nuvem Pública Alternativa 2 – Nuvem Privada Alternativa 3 – Nuvem Híbrida A figura 10 apresenta a árvore de decisão construída no Software Web-Hipre para a Questão Problema 1. 71 Figura 10 - Árvore Hierárquica do Modelo AHP Fonte: Software Web-Hipre. Questão Problema 2: Como proceder na escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem? Os atributos e subatributos para a construção da árvore hierárquica do Modelo AHP, para a Questão 2 foram definidos, baseado na revisão bibliográfica, capítulo 2, sub-itens 2.1.4. Segurança da Informação em CN, 2.1.5. Estratégias para adoção de CN (VERAS, 2009; FIELD, 2010; DURKEE, 2010; SLABEVA et al, 2009. Tabela 7 “Matriz de Atributos e Subatributos para a tomada de decisão na escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem. Tabela 7 – Matriz de atributos e subatributos para a tomada de decisão na escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem. ATRIBUTOS SUBATRIBUTOS Área de Atuação/Cobertura Geográfica (ATU) Infraestrutura (INFRA) Ambiente de Alta Disponibilidade (SLA) Sistema de Segurança Física e Lógica (SEG) Flexibilidade na prestação de serviços (FLEX) Conectividade (CONEC) Recursos Humanos (RH) Acessibilidade para gerenciamento através de painel de controle (ACESS) Facilidade de mudanças e aditivos do contrato; (FAMUD) Banda Larga de Internet (BL) Redundância de Internet (RED) Qualificação dos Funcionários (equipe própria e qualificada) (QUALIF) 72 Suporte Técnico (SUPTEC) Custos (R$) Credibilidade no Mercado (CRED) Gestão da Qualidade (QUALI) Fonte: Elaborado pela autora Custo de instalação dos aplicativos/serviços (R$INST) Custo mensal dos serviços (R$MÊS) Carteira de Clientes (CLI) Tempo de atuação no mercado de provedores de serviços DATACENTER (TATU) Certificados de Qualidade (CERTQ) Certificado de Segurança SSL (multiusuário) (SSL) Os níveis hierárquicos apresentados a seguir, foram elaborados com base na tabela 7. Nível 1 - Atributos Infraestrutura (INFRA) Flexibilidade na Prestação de Serviços (FLEX) Conectividade (CONEC) Recursos Humanos (RH) Custos (R$) Credibilidade no Mercado (CRED) Gestão da Qualidade (QUALI) Nível 2 - Subatributos Área de Atuação/Cobertura Geográfica (ATU) Ambiente de Alta Disponibilidade (SLA) Sistema de Segurança Física e Lógica Acessibilidade para gerenciamento através de painel de controle (ACESS) Facilidade de mudanças e aditivos do contrato (FAMUD) Banda Larga de Internet (BL) Redundância de Internet (RED) Qualificação dos Funcionários (equipe própria e qualificada) (QUALIF) Suporte Técnico (SUPTEC) Custo de instalação dos aplicativos/serviços (R$INST) 73 Custo mensal dos serviços (R$MES) Carteira de Clientes (CLI) Tempo de atuação no mercado de provedores de serviços DATACENTER (TATU) Certificados de Qualidade (CERTQ) Certificado de Segurança (SSL) Após as definições dos atributos e dos níveis hierárquicos, definiu-se as seguintes alternativas: Alternativa 1 – Provedor X Alternativa 2 – Provedor Y Alternativa 3 – Provedor Z A figura 11 apresenta a árvore de decisão construída no Software Web-Hipre, para a Questão Problema 2. No caso dessa questão, verifica-se que a árvore hierárquica apresenta uma maior quantidade de atributos e subatributos, tendo em vista ser uma questão que necessita mais detalhes para a tomada de decisão. 74 Figura 11 – Árvore de Decisão para a Questão Problema 2. Fonte: Software Web-Hipre (adaptado) A decomposição da estrutura do problema ajudou a lidar com a complexidade. Assim, quanto mais genéricos forem os atributos, mais altos eles deverão estar na hierarquia. As alternativas ficam na base da árvore, abaixo do último nível de subatributos. No caso do uso do Software Web-Hipre as alternativas que ficam à direita do último nível, conforme apresentado nas figuras 10 e 11 para as questões problema 1 e 2. Esse arranjo ou agrupamento de atributos permite fazer com que seja possível para o tomador de decisão focalizar cada parte e todo o complexo problema, e com isso obter prioridades através de uma simples comparação par a par baseada nos dados obtidos, no referencial teórico e na própria experiência do pesquisador acerca do assunto. 75 Apesar da ótica subjetiva de definir os atributos e subatributos, o AHP é um método de análise que considera e julga múltiplos atributos baseando-se na ótica subjetiva e naturalmente inconsistente. Contudo, a aplicabilidade deste método está simplificada, através da ponderação de pares de elementos. Mas ao julgar dois elementos, através de uma escala limitada de 0 (zero) a 9 (nove) graus de conceitos subjetivos de importância ou preferência, conforme a Tabela 5 é possível estreitar a visão da realidade e concentrar o foco em uma fração do problema, desconsiderando a influência do conjunto. A forma de avaliação das alternativas para a Questão Problema 2 foi diferente em relação as alternativas da Questão Problema 1, haja vista que para pontuar as alternativas da Questão técnicas/orçamentárias de Problema três Datacenter/Computação em Nuvem 2 foi provedores necessário de levantar serviços propostas denominados nas quais foram feitas através da análise dos atributos quantitativos e qualitativos mais importantes para este processo decisório. Entretanto, foi necessário desenvolver um documento “Termo de Referências”, contendo os atributos e subatributos conforme definidos na Tabela 7- Matriz de Atributos e Subatributos para a tomada de decisão na escolha de um provedor de serviços de CN. Esse documento foi encaminhado através de e-mail para os Gerentes de Vendas das empresas escolhidas e os resultados das propostas foram inseridos na Tabela 8 - Resumo das Propostas apresentadas pelos provedores X, Y, Z e em seguida, pontuados nas (Alternativas de CN) conforme árvore hierárquica do software Web-Hipre. 76 Tabela 8 - Resumo das Propostas Apresentadas pelos Provedores de CN ATRIBUTOS SUBATRIBUTOS PROVEDOR X PROVEDOR Y Área de São Paulo, Porto Alegre e Infraestrutura São Paulo Atuação/Cobertura Houston (EUA) (INFRA) Geográfica; (ATU) Ambiente de Alta 99,8% - Banda Internet Servidor: Disponibilidade 94,5% - Backup compart. 99,8% (SLA); 99,8% firewall compart. Site: 99,5% 99,5% serv. dedicados Seg.armada Climatização 24x7x365 24x7x365 Prev. Controle de Incêndio No-breaks 24x7x365 monitorado. Sistema de redundantes, Energia: no-breaks Segurança Física e geradores de 90min.Geradores c/ Lógica (SEG) autonomia para gerar energia 440Kvas, redundantes. por uma semana. 24x7x365 Water-FREE monitorado Acessibilidade para Flexib.presta gerenciamento ção de Possui painel através de painel Possui painel de controle serviços de controle de controle; (FLEX) (ACESS) Facilidade de mudanças e Contrato Contrato Padronizado aditivos do padronizado contrato; (FAMUD) Conectividad Banda Larga de 40Gb/s 20Gbp/s e (CONEC) Internet; (BL) Redundância de Internet; (RED) Recursos Humanos (RH) Custos (R$) Credibilidade no Mercado (CRED) Qualificação dos Func.equipe própria e qualificada); (QUALIF) Suporte Técnico (SUPTEC). Custo de instalação dos aplicativos/serviços ; (R$INST) Custo mensal (R$MÊS) Carteira de Clientes (CLI) Não consta na proposta 10Gbp/s 300 Profissionais Equipe própria e capacitada. Gerente de contas 24x7x365 24x7x365 PROVEDOR Z São Paulo e Rio de Janeiro Firewall: 99,95 Energia: 99,99% Servs.:: 99,45 Email: 99,8 Energia c/red. monitorado 24x7x365.Nobreaks 90min 10 geradores de 480Kva. Seg.física monit.24x7x365 Possui Painel de Controle Contrato padronizado Não mencionou Não mencionou Não apresentou R$ 1.500,00 24x7x365 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 3.827,00 R$ 2.399,00 R$ 1.300,00 700 clientes (Blue Tree Hotels, Atlas Chindler, Caloi, TAM, Springer, NET, FIAT, PETROBRÁS 196.000 clientes 422 mil domínios hospedados. (Unibanco, Volkswagen,Sí rio Libanês, Microsoft, TAM, FEBRABAN... Não apresentou número de clientes. Bridgestone, Spoleto, Petrobrás, Adrià, LG, Bob´s Medial Saúde 77 ATRIBUTOS SUBATRIBUTOS Tempo de atuação no mercado de provedores de serviços DATACENTER; (TATU) PROVEDOR X 14 anos PROVEDOR Y 12 anos ITIL,COBIT, Cisco, Microsoft, Linux Certificado de Não consta na Não consta na proposta Segurança SSL proposta Fonte: Propostas de Provedores de Serviços de CN – Adaptado pela autora. Gestão da Qualidade (QUALI) Certificados de Qualidade(CERTQ) PROVEDOR Z ITIL, RedHat, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle, Dell. INFO 200-2009, top200, Anuário Telecom.2007, ISO 9001 Não consta na proposta 3.3 TIPO DE PESQUISA De acordo com Bryman (1989), na pesquisa organizacional há dois tipos de abordagens mais utilizados que é a pesquisa qualitativa e a quantitativa. Este trabalho se utilizará da pesquisa de caráter quantitativo, pela necessidade de perceber os acontecimentos em diferentes níveis do processo. A primeira razão para se conduzir uma Pesquisa Quantitativa é descobrir quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma característica ou um grupo de característica, bastante adotada para medir um mercado, estimar o potencial ou volume de um negócio e para medir o tamanho e a importância de segmentos de mercado e medir um produto ou serviço ou têm interesse em um novo conceito de produto. São também chamadas de pesquisas fechadas e quantificáveis. Na pesquisa utilizou-se a estruturação da pesquisa quantitativa, que adotou os princípios do método de análise hierárquica, com a mensuração através de valores atribuídos aos atributos e subatributos constituídos no instrumento de pesquisa. Ressalta-se que esta pesquisa possui o caráter quantitativo e os dados foram coletados por meio da ferramenta Google Docs, que posteriormente foram inseridos no Software Web-Hipre para aplicação ao Método AHP. O Google Docs é um pacote de aplicativos do Google que funciona totalmente on-line diretamente do navegador (Browser). Ele compõe-se de um processador de 78 texto, um editor de apresentações, um editor de planilhas e um editor de formulários. Esse último foi utilizado para a elaboração do instrumento de pesquisa (Questionário I e Questionário II). Por se tratar de um conjunto de aplicativos on-line e armazenado nos Datacenters do Google, possui as características de Computação em Nuvem. 3.4 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO DE CASO A organização pesquisada para o objeto de estudo foi a FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RIO GRANDE DO NORTE (FIERN), entidade pertencendo ao Sistema “S” caracterizado por um conjunto formado por órgãos que cuidam da formação de mão de obra (SESI, SENAI, SENAC, SENAR, SENAT e SESCOOP) do apoio à micro empresa (SEBRAE) e dos serviços sociais (SESC, SESI E SET) no Brasil. Por se tratar de uma organização do âmbito Industrial, a FIERN está ligada à CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI) na qual possui vinte e sete federações das indústrias, nos estados e no Distrito Federal. A CNI hoje possui mais de 1000 (mil) sindicatos patronais associados. Quase 100 (cem) mil empresas1. A CNI e as suas Federações das Indústrias atuam para garantir a participação ativa da comunidade industrial na formulação de políticas públicas que garantam um ambiente saudável para o desenvolvimento dos negócios. Todas as entidades pertencentes ao Sistema “S” possuem receita básica advinda de uma contribuição de fins sociais compulsoriamente estabelecidos e estão enquadrados em um regime jurídico denominado “para-fiscal”, não sendo instituições de direito público, mas sim de direito privado nos termo da lei civil. 1 Fonte: Disponível em: http//:<www.cni.org.br>. 79 3.4.1 Estrutura Organizacional da FIERN O Sistema FIERN é composto por 4 (quatro) instituições que atuam em conjunto pelo desenvolvimento da indústria norte-rio-grandense: a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e pelos 25 (vinte e cinco) sindicatos patronais filiados. Ao longo de sua história o Sistema FIERN vem representando com destaque os interesses da indústria potiguar e contribuindo para o crescimento econômico do Estado. Fundada em 27 de fevereiro de 1953 a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) é uma entidade sindical de grau superior com base territorial em todo o Estado do RN que possui os seguintes objetivos: Proteger e representar os direitos e interesses das categorias nela compreendidas; Eleger ou designar pessoas para cargos de representação nos diversos órgãos de que participa; Estudar e debater os problemas relacionados à indústria em geral, e em particular, com as categorias econômicas sob sua égide, propondo soluções; Manter serviços de assistência e consultoria aos sindicatos filiados; Firmar convenções coletivas de trabalho na representação das categorias não organizadas em sindicato; Promover e estimular a adoção de regras e normas que visem beneficiar e aperfeiçoar os sistemas e métodos de fabricação e comercialização e os processos tecnológicos de melhoria da produtividade e qualidade e de soluções para a indústria. Impor contribuições aos sindicatos filiados e às empresas nas hipóteses autorizadas pelo Estatuto e; 80 Supervisionar e dirigir nos termos dos atos normativos o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e outros vinculados à entidade. A seguir, na figura 12, apresenta-se o organograma do Sistema FIERN. Figura 12 – Organograma do Sistema FIERN – Superintendência Corporativa Fonte: FIERN 81 3.4.2 Estrutura Organizacional do Serviço Social da Indústria (SESI) O Serviço Social da Indústria (SESI), Departamento Regional do Rio Grande do Norte, órgão ligado ao Sistema FIERN, tem como missão, contribuir para o fortalecimento social, prestando serviços integrados de educação, saúde, lazer e responsabilidade social, com vistas à melhoria da qualidade de vida para o trabalho e ao desenvolvimento sustentável. O Departamento Regional do Rio Grande do Norte desenvolve políticas de qualidade para as ações nas áreas de Saúde, Educação, Lazer e Responsabilidade Social. Além disso, oferece serviços para a melhoria de qualidade de vida para o trabalhador, a produtividade industrial e o desenvolvimento sustentado, com ênfase na Educação do Trabalhador, a Saúde e Segurança no Trabalho e o Lazer na Empresa. Seu desempenho focado na sua missão e objetivos, se desenvolve nas seguintes unidades operacionais: ADMINISTRAÇÃO CENTRAL – CASA DA INDÚSTRIA CENTRO DE ATIVIDADES INTEGRADAS - CAT NATAL SESI-CLUBE CENTRO DE ATIVIDADES EXPEDITO AMORIM CENTRO DE ATIVIDADES DE MACAU CENTRO INTEGRADO DE ASSU CENTRO DE LAZER E CULTURA DO SESI – SOLAR BELA VISTA SESICLÍNICA DA ZONA NORTE A figura 13 mostra o Organograma Funcional do SESI-RN. 82 Figura 13 – Organograma Funcional do SESI Fonte: SESI-RN 3.4.3 Estrutura Organizacional do SENAI-DR/RN O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no âmbito do Departamento Regional do Rio Grande do Norte tem como missão, contribuir para o fortalecimento da indústria e o desenvolvimento pleno e sustentável do País, promovendo a educação para o trabalho e a cidadania, a assessoria técnica e tecnológica, a produção e disseminação de informação e a adequação, geração e difusão de tecnologia. Atualmente o SENAI trabalha com as seguintes áreas tecnológicas: Alimentos, Automação Industrial e Predial, Artesanato, Carcinicultura, Construção Civil, Confecções e Moda, Eletro-Eletrônica, Gás-Natural, Gestão e Comportamento, Tecnologia da Informação, Instrumentação Industrial, Mecânica Industrial, Mecânica de 83 Manutenção Industrial, Mecânica Veicular, Meio Ambiente, Mobiliário, Gestão Organizacional, Refrigeração, Sal, Petróleo, Segurança Industrial, Transporte. O SENAI-DR/RN em todo estado, possuir os seguintes Centros Tecnológicos, também chamados de Unidades Operacionais: ADMINISTRAÇÃO CENTRAL – CASA DA INDÚSTRIA CENTRO DE TECNOLOGIAS DO GÁS – CTGÁS CENTRO DE TECNOLOGIAS EM INFORMÁTICA ALUIZIO ALVES CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS CLÓVIS MOTTA CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS – ÍTALO BOLOGNA CENTRO DE UNIDADES MÓVEIS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL MANOEL TORRES DE ARAÚJO CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS ALUIZIO BEZERRA CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS EM CONSTRUÇÃO CIVIL – ROSÁRIA CARRIÇO. A figura 14 apresenta-se o Organograma do SESI. Figura 14 - Estrutura Organizacional do SENAI-RN. Fonte: SENAI-RN 84 3.4.4 Estrutura Organizacional do IEL- RN O Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional do Rio Grande do Norte, é uma associação sem fins lucrativos, integrante do Sistema FIERN, que tem como missão, “contribuir para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, realizando a interação entre o universo do conhecimento e o setor produtivo, prestando serviços de Educação Empresarial e de Desenvolvimento de Tecnologias”. Para cumprir sua missão IEL/RN elegeu como Objetivos: - Contribuir para a melhoria da eficácia, produtividade e competitividade do Setor Industrial; - Proporcionar conhecimentos aos empresários, para que detenham modernas competências de gestão e inovação tecnológica; - Intermediar estágio de acordo com as demandas do mercado de trabalho; - Melhorar continuamente a qualidade dos seus serviços, pelo desenvolvimento de seus colaboradores; - Prestar serviços que promovam a sua auto - sustentabilidade; - Ampliar a visibilidade institucional. O IEL/RN tem como clientes: Indústrias; Empresas de comércio e serviços; Organizações públicas e privadas; Instituições de ensino e pesquisa; Estudantes. O IEL/RN definiu como áreas prioritárias de atuação: Interação empresas e centros de conhecimento: prestar serviços de recrutamento, seleção, orientação, acompanhamento e colocação de estagiários e bolsistas, a fim de desenvolver novos talentos empreendedores. Desenvolvimento empresarial: Desenvolver e prestar serviços de capacitação empresarial e aperfeiçoamento da gestão, com o objetivo de melhor capacitar dirigentes e empresários do setor produtivo, na condução de seus negócios. 85 Desenvolvimento tecnológico: prestar serviços de consultoria e assessoria em gestão empresarial, voltados a formulação de estratégias alternativas para o desenvolvimento tecnológico e a inovação. A estrutura do IEL/RN é integrada ainda pelas seguintes unidades: Gerência de Estágio e Bolsas – responsável pela oferta dos serviços: Programa de Estágio; Bolsas Educacionais (BITEC, APEX, Gestão); Capacitação de Estudantes; Visitas Técnicas; Seminários e Sessões de Orientação ao Estágio; Fórum de Estágio do Rio Grande do Norte – FERN. Gerência de Desenvolvimento Empresarial que oferece os serviços: Cursos de Pós Graduação Lato Sensu, Cursos de longa, média e curta duração; Cursos in-company; Seminários, Fóruns e Workshops; Ciclo de Palestras Nossos Talentos; Gerência de Desenvolvimento Tecnológico que é responsável pelo desenvolvimento de: Arranjos Produtivos Locais e Núcleos Setoriais; Núcleo de Beachmarking e Benchstar; Eventos relacionados à Tecnologia e Inovação; Projetos Especiais; Internacionalização de Arranjos Produtivos Locais. Escritório da Qualidade que é responsável pela Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade. O IEL/RN dispõe ainda de uma Unidade em Mossoró – que desenvolve as seguintes atividades: Programa de Estágio; Bolsas Educacionais (BITEC, APEX e Gestão); Capacitação de Estudantes; Visitas Técnicas; Seminários e Sessões de orientação ao estágio; Fórum de Estágio do RN – FERN; Cursos de Capacitação Empresarial; Ciclo de Palestras. A figura 15 mostra o organograma funcional do IEL. 86 Figura 15 – Organograma Funcional do IEL. Fonte: IEL-RN 3.4.5 Estrutura Organizacional da Unidade de Tecnologia da Informação O Sistema FIERN possui uma única unidade de Tecnologias da Informação e Comunicação na qual está inserida na estrutura organização da FIERN. A Unidade de Tecnologias da Informação (UNITEC), assim denominada, tem como objetivo principal, fornecer soluções de padronização, desenvolvimento, implementação de tecnologias da 87 informação para todas as entidades que compõem o Sistema FIERN (FIERN,SESI, SENAI, IEL). Como se trata de uma unidade de serviços integrados, a UNITEC como apresentada na Estrutura Organizacional do Sistema FIERN atualmente está inserida na Superintendência Corporativa e tem os seguintes objetivos: Garantir um modelo integrado de Gestão da Tecnologia da Informação; Fornecer Sistemas de Informações transacionais; Prover e Garantir o funcionamento do ambiente computacional de todo Sistema FIERN; Fornecer atendimento e transferência de conhecimento em tecnologias da informação aos usuários do Sistema FIERN; Desenvolver e prospectar novas tecnologias; Garantir a segurança da informação; Reduzir custos com o uso da Tecnologia da Informação; Otimizar os recursos de TI instalados, de forma a manter-se atualizados e padronizados. Com uma equipe técnica composta por dez funcionários, a UNITEC possui o seguinte organograma funcional, conforme apresentado na figura 16 88 Figura16 – Organograma da UNITEC. Fonte: FIERN 3.4.5.1 Infraestrutura de Hardware O Sistema FIERN possui atualmente um parque tecnológico de aproximadamente 900 (novecentos) microcomputadores distribuídos em sua sede regional situado no Edifício Casa da Indústria, e em todas as suas unidades operacionais do SESI, SENAI e IEL instaladas em Natal e no interior do estado do Rio Grande do Norte. Possui ainda uma estrutura de telecomunicações na qual interliga todas as unidades operacionais à Sede principal. 89 A Unidade de Tecnologia da Informação instalada na Sede da Casa da Indústria possui um Datacenter com 13 (treze) servidores, o que se pode chamar de Nuvem Privada. A Sede possui uma rede cabeada estruturada para atender todo o prédio com banda de rede de 1Gbps. Todas as demais unidades possuem uma rede local com um ou dois servidores para gerenciamento dos recursos e armazenamento de alguns aplicativos locais. A figura 17 representa a Rede Corporativa do Sistema FIERN. INTERNET REDE CORPORATIVA DO SISTEMA FIERN SITUAÇÃO ATUAL Link de Rádio (6Mb) CTGÁS Link OI – 2Mb 2mB CAT-NATAL Link FrameRelay Link Velox 1Mb. Fibra Ótica SENAI - CTI SENAI-R.CARRIÇO SESI-MACAU SESI - SOLAR SESI - ASSU SENAI-CAICÓ SESI - ZONA NORTE Figura 17 - Diagrama da Rede Corporativa do Sistema FIERN. Fonte: Elaborado pela autora. SENAI-STA. CRUZ SESI-MOSSORO SENAI-MOSSORO SENAI-C. MOTTA 90 3.4.5.2 Infraestrutura de Software Atualmente, 70% dos servidores de rede utilizam Linux como plataforma operacional e uma boa fatia dos sistemas de informações instalados na rede, foram desenvolvidos em Software Livre e ambiente Web como exemplo: Sistema Integrado de Materiais (Compras, Almoxarifado, Licitação, Contratos,) e todos os Sistemas de Informações da área de Saúde, Lazer e Educação do SESI foram migrados para esses tecnologias. Todos os sistemas de informações, e-mails e aplicativos, no momento, estão instalados numa infraestrutura dedicada localizada no prédio da Casa da Indústria e em algumas unidades operacionais do SESI/SENAI. Entretanto, há uma decisão por parte dos gestores em adotar a Computação em Nuvem, visando otimizar a qualidade dos serviços de TI, bem como, reduzir custos, principalmente no que se refere a investimentos com infraestrutura. O Sistema FIERN apesar de ter um grande volume de transações de informações, ainda não possui uma infraestrutura adequada para armazenamento, processamento e gerenciamento de TI. A equipe de Sistemas e Projetos do Sistema FIERN, é responsável por toda a manutenção dos Sistemas de Informações existentes, bem como, dos aplicativos em geral como, por exemplo, o Microsoft Office. No que se refere a “E-mails”, essa plataforma está instalada em um dos servidores da Casa da Indústria, e armazena todas as caixas de e-mails localmente. Como se trata de uma ferramenta bastante disseminada entre os quase mil usuários da organização, o servidor de e-mail já não possui a configuração adequada para processamento e armazenamento das mensagens, ocasionando certa insatisfação por parte dos usuários, uma vez que, as caixas postais são limitadas em apenas 10Mb, 30Mb e 60Mb, que variam de tamanho de acordo com o cargo do funcionário. 91 3.5 UNIVERSO E SUJEITOS DA PESQUISA A pesquisa foi aplicada junto aos técnicos e gestores de TI lotados na UNITEC, nas unidades do SESI-NATAL, SENAI-CTGás, SENAI-CTI, junto à empresa terceirizada responsável pelo desenvolvimento da grande maioria dos Sistemas de Informações do SESI, bem como, junto aos Diretores e Superintendentes das Entidades que compõem o Sistema FIERN, totalizando 18 (dezoito) entrevistados. A pesquisa teve como objetivo principal obter informações significativas a respeito do objeto de estudo deste trabalho. 3.6 INSTRUMENTO E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS 3.6.1 Instrumentos de Pesquisa Com base na concepção do referido trabalho que aborda o tema da Computação em Nuvem, um dos recursos adotados para aplicação da pesquisa foi a ferramenta “Google Docs”, na qual possibilita a criação dos formulários via Web e a aplicação eletrônica do referido instrumento. Para efeito desta pesquisa foram elaborados 2 (dois) questionários estruturados com perguntas fechadas, dicotômicas e de múltipla escolha. 3.6.1.1 Questionário 1 O Questionário 1 foi desenvolvido contendo 24 (vinte e quatro questões) e aplicado apenas aos técnicos e gestores de TI da organização estudada, totalizando 10 92 (dez) funcionários. Esse questionário teve com o objetivo principal, levantar o grau de importância dos requisitos necessários para adoção de computação em nuvem, baseado na revisão bibliográfica referente à arquitetura e classificação da CN definidos por (SLABEVA et al, 2010, p. 52). Para melhor entendimento, exemplifica-se algumas perguntas contidas no Questionário 1: Entre os atributos “Infraestrutura como Serviços” x “Plataforma como Serviços” qual deles tem maior grau de importância? Selecione o grau de importância baseado nos itens abaixo. Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. No critério de “Infraestrutura como Serviços” que subatributo você considera mais importante: Processamento ou Armazenamento? Selecione o grau de importância baseado nos itens abaixo. Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. Levando-se em consideração o atributo “Software como Serviços” O que você acha mais importante? deixar os aplicativos de sua empresa na “Nuvem Pública” ou na “Nuvem Privada? Selecione o grau de importância: Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. 93 3.6.1.2 Questionário 2 O questionário 2 foi desenvolvido com 30 (trinta) questões. Aplicou-se com 10 (dez) técnicos participantes do questionário 1 e ainda os 8 (oito) gestores e superintendentes lotados, nas unidades do Sistema FIERN, totalizando 18 (dezoito) entrevistados. Esse questionário teve como foco principal identificar o grau de importância quanto a escolha de um Provedor de Serviços de CN, baseado na revisão bibliográfica, de acordo com os sub-itens 2.1.4. Segurança da Informação em CN, 2.1.5. Estratégias para adoção de CN (VERAS, 2009; FIELD, 2010; DURKEE, 2010; SLABEVA et al, 2009). Para um melhor entendimento, exemplifica-se algumas perguntas contidas no questionário 2. Entre os atributos “Infraestrutura e Conectividade”, qual deles tem maior importância? Selecione o grau de importância: Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. Entre os atributos “Conectividade” x “Credibilidade”, qual deles tem maior importância? Selecione o grau de importância: Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. Entre os atributos “Custos” x “Credibilidade”, qual deles tem maior importância? Selecione o grau de importância: 94 Respostas: Mesma Importância, Importância pequena de um sobre ou outro, Importância grande ou essencial, Importância muito grande, Importância absoluta. 3.6.2 Procedimentos de Coleta de Dados Para haver concordância nas respostas, os questionários foram estruturados de forma padronizada para que todos os entrevistados respondessem as perguntas de maneira homogênea. Após a elaboração dos Questionários foram submetidos a um pré-teste para avaliar as respostas e se os mesmos estavam adequados aos objetivos do estudo, bem como, no que se refere à clareza de entendimento pelo entrevistado. O pré-teste foi aplicado com 1 (um) respondente. Para tanto, por decisão da pesquisadora, a pessoa escolhida foi o técnico da empresa terceirizada responsável pelo desenvolvimento e manutenção de grande parte dos Sistemas de Informações atualmente em uso pelo Sistema FIERN. O entrevistado escolhido para o pré-teste se encontrava virtualmente presente, utilizando a ferramenta de mensagens instantâneas “Microsoft Windows Live Messenger – MSN”. A pesquisadora encaminhou o link da Internet que direciona para o acesso aos questionários de pesquisa elaborados no “Google Docs”. Conjuntamente foi enviada uma tabela explicativa (Figura 18) que contem as descrições das variáveis contidas no instrumento de pesquisa. O entrevistado iniciou os procedimentos de respostas aos questionários e as dúvidas eram esclarecidas pela autora por meio do MSN. Segundo Mattar (1997, p. 234), “o pré-teste é tão importante para o aprimoramento de um instrumento de coleta de dados que nenhuma pesquisa deveria iniciar sem que o instrumento utilizado tivesse sido convenientemente testado”. Após a experiência do pré-teste, as questões que apresentavam certas dificuldades para o entrevistado, foram reformuladas e aprimoradas. Constatou-se 95 ainda, que ao responder o “Questionário 1” o entrevistado levou aproximadamente 10 (dez) minutos, e para o “Questionário 2” aproximadamente 18 (dezoito) minutos, tempo considerado normal para a complexidade das perguntas. Dando continuidade à coleta de dados, os questionários foram apresentados aos demais entrevistados, os procedimentos para responder, através de reuniões junto às equipes de TI. Foram realizadas então, duas reuniões, sendo a primeira, com a equipe de Infraestrutura e a segunda, com a equipe de Sistemas e Projetos da UNITEC. Durante a reunião, apresentou-se o objetivo principal da pesquisa, as instruções de uso do questionário, juntamente com uma tabela de pontuação para as respostas das questões. Em seguida, os entrevistados acessaram pela Internet o link do questionário e responderam eletronicamente as questões. Os mesmos procedimentos foram executados junto aos gestores/superintendentes. A única diferença foi que as reuniões para esclarecimentos foram feitas individualmente e no ambiente de trabalho de cada um deles. Para os que não estavam pessoalmente presentes, os procedimentos de aplicação da pesquisa, foram feitos utilizando-se a tecnologia de “Windows Live Messenger - MSN”, da mesma forma que foi usado no pré-teste. Seguindo os conceitos literários de Malhotra (2006), o uso de métodos eletrônicos, especialmente dos levantamentos pela Internet, vem ganhando terreno cada vez mais rápido. Isso se deve ao fato que ao preencher um formulário eletrônico, os dados coletados permitem uma maior agilidade na tabulação e na análise das informações. A coleta de dados propriamente dita ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2010 e todas as pessoas escolhidas, responderam sem nenhuma dificuldade as questões contidas no instrumento de pesquisa. A escolha da empresa participante do estudo teve como critério o acesso ao desenvolvimento do processo. A pesquisadora deste trabalho é colaboradora da organização em estudo, o qual identificou a necessidade da organização quanto à adoção da Computação em Nuvem como forma de reduzir custos e garantir um melhor serviço de Tecnologia da Informação e, sobretudo, como forma de estudar, avaliar e 96 contribuir com os resultados deste trabalho, como subsídio para a empresa e outras semelhantes que desejam adotar esse novo conceito. 97 4 ANÁLISES DOS RESULTADOS 4.1 ANÁLISE DESCRITIVA DO ESTUDO DE CASO 4.1.1 Modelo Aplicado com base na Análise Quantitativa e Qualitativa A coleta foi feita por meio da ferramenta Google Docs conforme descrito no item 3.6.1 Instrumentos de Pesquisa. Os dados colhidos foram inseridos no Software Web-Hipre e os resultados estão descritos no item 4.1.2. No entanto, o último item dos questionários aplicados, referia-se a uma questão subjetiva na qual o entrevistado descrevia sua opinião a respeito da adoção da computação em nuvem. Essa questão não foi um item obrigatório. Dos 10 (dez) entrevistados para o Questionário 1, 3 (três) responderam a questão subjetiva e por unanimidade, consideraram a nuvem híbrida como a melhor opção para se adotar a Computação em Nuvem na organização (Apêndice A – Questionário). Dessa forma, pode-se afirmar que as respostas analisadas, estão em conformidade com os conceitos adotados por Engates (2010), quando afirma que o segredo para iniciar os primeiros passos em Computação em Nuvem é utilizar nuvens híbridas que permite que uma organização rode alguns aplicativos numa nuvem interna (privada) e outros, numa nuvem pública. No que se refere ao Questionário 2 dos 18 (dezoito) entrevistados, 13 (treze) responderam a questão subjetiva como sendo favorável a adoção da CN. Entretanto alguns aspectos foram observados: Um dos entrevistados acredita que a CN resolve alguns problemas de acesso, porém, se preocupa com a segurança. 98 Outro entrevistado considera favorável para alguns tipos de serviços que não fazem parte do “negócio” da empresa, como E-mail, desenvolvimento de grandes sistemas e Portais. Preocupação quanto aos custos de instalação e manutenção e se esses custos são adequados e compensatórios nas atuais condições de trabalho. Referindo-se ainda ao Questionário 2, a adoção da CN é de suma importância para a organização, entretanto, deve se tomar os cuidados necessários quanto à contratação da empresa fornecedora desse tipo de serviço, conforme opinião de um dos participantes entrevistados.: Em minha empresa a adoção da computação em nuvem é importante, pois nossos sistemas são alocados em nossos servidores que não dispõem de infraestrutura adequada para sua manutenção, a disponibilidade dos sistemas é outro problema que atua em minha organização, pois esta eventualmente, necessita parar alguns servidores para manutenção tanto dos próprios servidores como da parte elétrica do prédio da organização. Sendo assim, acredito que a computação em nuvem pode resolver muitos destes problemas citados, porém, deve-se tomar cuidados quando for contratar uma empresa, devendo-se levar em conta os questionamentos contidos nesta pesquisa. Conclui-se, portanto, que as observações externadas pelos entrevistados, são coerentes aos conceitos abordados no referencial teórico e definidos por Veras (2009); Durkee (2010); Damoulakis (2010), nos quais afirma que existem aspectos chaves a serem avaliados na opção de entregar os serviços de TI para a nuvem. É importante ainda ressaltar, que com base nas premissas acima descritas pelos entrevistados nos 2 (dois) questionários, pode-se concluir que as informações coletadas, respondem também às hipóteses relacionadas às questões problemas. Portanto, conclui-se que a organização estudada já possui conhecimento sobre o significado de CN, manifesta interesse na adoção desse novo modelo, e a equipe técnica não apresentou resistência quanto ao assunto abordado. 99 4.1.2 Análise Paritária Para um melhor entendimento das análises e conforme disposto nos aspectos metodológicos e no referencial teórico sobre o método AHP, os dados da pesquisa foram analisados baseando-se no conteúdo dos gráficos emitidos pelo software WebHipre. Os dados coletados serviram para aplicar o método AHP na tomada de decisão para atender as duas questões problema. As comparações paritárias foram feitas entre os atributos e subatributos conforme árvores hierárquicas criadas para as duas questões. Os resultados visam apoiar o tomador de decisão nos seguintes aspectos: Primeiro aspecto: a) Primeiro aspecto, inicialmente, no sentido de escolher o que é melhor para a organização. Adotando totalmente a “Nuvem Pública” migrando todos os serviços/aplicações; b) se adotará o modelo de “Nuvem Híbrida”, deixando parte dos serviços/aplicações no Datacenter interno (Nuvem Privada) e parte no Datacenter terceirizado (Nuvem Pública); c) ou, se simplesmente deixará todos os serviços/aplicativos na nuvem da própria organização, o que se chama de “Nuvem Privada”. Segundo aspecto: a) segundo, no sentido de escolher qual o melhor Provedor de Serviços de CN se adéqua à necessidade da organização. Os resultados apresentados a seguir, serão divididos em subitens referentes a cada “Questão Problema”. 100 Serão mostrados, portanto, os dados coletados nos questionários aplicados no Google Docs, a tabulação dos pesos inseridos no Software Web-Hipre, bem como os gráficos emitidos também pelo Web-Hipre os quais ajudarão ao tomador de decisão escolher a melhor alternativa. 4.1.2.1 Análise dos Resultados referente à Questão Problema 1 A elaboração da “Questão Problema 1” levou-se em consideração as camadas de computação em nuvem e tipos de nuvem conceituados por SLABEVA et al (2009), revisados na literatura do presente trabalho. As camadas da CN constituem em “Infraestrutura como Serviços – IaaS” , “Plataforma como Serviços – PaaS” e “Software como Serviços – SaaS”. Os tipos de Computação em Nuvem se constituem em “Nuvem Pública”, “Nuvem Privada” e “Nuvem Híbrida”. Essas características da CN se tornaram subsídios para responder a questão abordada: Questão Problema 1: Que características de Computação em Nuvem devem ser escolhidas para adoção na organização estudada? A Tabela 9 apresenta os resultados apontados no “Questionário 1” do Google Docs, referentes aos níveis 1, 2 e 3 da árvore hierárquica. 101 Tabela 9 - Resultados Coletados do Google Docs, para os níveis 1, 2, 3 da árvore hierárquica (Questão Problema 1) NÍVEL DE ATRIBUTOS Nível 1 – Adoção CN Nível 2 – Iaas Nível 2 – Paas Nível 2 – SaaS COMPARAÇÃO PARITÁRIA IaaS x PaaS IaaS x SaaS PaaS x SaaS Processament x Armazenament Desenvolviment x Test. Software E-mails x Aplicativos RESPOSTA PREDOMINANTE IaaS Mesma Importância SaaS Mesma Importância GRAU DE IMPORTÂNCIA 5 1 5 1 Desenvolviment 3 E-mails 3 Nuvem Publica x Privada Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Nuvem Publica x Privada Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Nuvem Publica x Privada Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Nuvem Mesma Importância 1 Nuvem Nuvem Hibrida 3 Nuvem Nuvem Hibrida 3 Nuvem Nuvem Privada Nuvem Hibrida 5 3 Nuvem Nuvem Hibrida 5 Nuvem Mesma Importância Nuvem Hibrida 1 3 Nuvem Nuvem Privada 3 Nuvem Publica x Privada Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Nuvem Publica x Nível 3 – SaaS (EPrivada mails) Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Nuvem Publica x Nível 3 – SaaS Privada (Aplicativos) Nuvem Publica x Híbrida Nuvem Privada x Hibrida Fonte: Google Docs – Adaptado pela autora Nuvem Nuvem Privada 3 Nuvem Nuvem Hibrida 5 Nuvem Mesma Importância 1 Nuvem Nuvem Pública 5 Nuvem Nuvem Pública 5 Nuvem Nuvem Privada 3 Nuvem Nuvem Privada 5 Nuvem Nuvem Hibrida 5 Nuvem Nuvem Hibrida 5 Nível 3 – IaaS (Processamento) Nível 3 – Iaas (Armazenamento) Nível 3 - PaaS (Desenvolvimento) Nível 3 – Paas (Teste de Software) Nuvem Nuvem 102 Os resultados apresentados acima descrevem a análise paritária de cada nível, com os respectivos atributos e subatributos relacionados. Apresenta-se a partir de agora, as pontuações geradas pelo Web-Hipre e seus respectivos gráficos: Tabela 10 - Resultados das pontuações geradas pelo Web-Hipre para a Questão Problema 1 Questões Nuvem Publica Nuvem Privada Nuvem Hibrida Iaas Processament 0.185 0.156 0.659 Armazenament 0.177 0.304 0.519 PaaS Desenvolviment 0.333 0.333 0.333 TestSoftware 0.223 0.127 0.651 SaaS E-mails 0.747 0.119 0.134 Aplicativos 0.202 0.097 0.701 Composição de Prioridades Nuvem Publica Iaas PaaS SaaS 0.082 0.028 0.278 0.388 Total Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora Nuvem Privada Nuvem Hibrida 0.104 0.026 0.052 0.182 0.268 0.038 0.125 0.430 Na árvore hierárquica definida para a “Questão Problema 1” podem também ser apresentados conforme figura 18 a seguir: Figura 18 - Árvore Hierárquica com resultados. Fonte: Software Web-Hipre - Adaptado pela autora. os resultados 103 Como pode se observar nos resultados dispostos nas figuras 19, 20 e 21 representadas a seguir, apontam a alternativa “Nuvem Híbrida” como sendo a mais importante para adoção de CN. Em seguida os resultados apontam para a opção de “Nuvem Pública”, ficando a “Nuvem Privada” como terceira e última alternativa. Tais resultados confrontam também com as opiniões registradas pelos entrevistados conforme coleta dos dados emitidos pelos questionários aplicados no Google Docs. Além disso, se enquadra também na doutrina referenciada por Engates (2010) ao afirmar que o segredo para iniciar os primeiros passos é utilizar nuvens híbridas. Outra observação a ser considerada, é que, o atributo “IaaS” (Infraestrutura como Serviços), apresenta-se também como um item preferencial para a Nuvem Híbrida, ficando o atributo SaaS” (Software como Serviços) como preferencial para a Nuvem Pública e o atributo “PaaS” (Plataforma como Serviços) mostrou ter o mesmo grau de importância para as alternativas definidas. Figura 19 - Gráfico do AHP para a Questão Problema 1 – Nível 1 Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora. 104 Figura 20 - Gráfico do AHP para a “Questão Problema 1 – Nível 2 Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora. A preferência ao atributo “SaaS” para a Nuvem Publica, se deve principalmente ao fato de que os entrevistados consideraram a migração dos e-mails para a Nuvem Pública como fator de grande importância para o Sistema FIERN, haja vista, que atualmente, o software de e-mail instalado nos servidores internos (Nuvem Privada), não atendem mais as necessidades da organização, em relação à limitação da ferramenta instalada. Figura 21 - Gráfico do AHP para a “Questão Problema 1” sobre os três atributos Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora 105 É pertinente ainda ressaltar, que mesmo que o atributo “IaaS” tenha sido considerado como preferencial para a “Nuvem Híbrida”, os resultados mostraram que o “IaaS” teve o mesmo grau de importância comparando-se com o atributo “SaaS”, conforme mostra a figura. 4.1.2.2 Análise dos Resultados Referente à Questão Problema 2 A tabela 11, apresenta os resultados apontados no “Questionário 2” do Google Docs, referentes aos níveis 1, 2 e 3 da árvore hierárquica. Tabela 11: Resultados do “Questionário 2” do Google Docs Comparação Paritária Resposta Predominante Grau de Importância INFRA x CONEC MESMA IMPORTÂNCIA 1 INFRA x R$ INFRA 5 INFRA x CRED CRED 5 FLEX x INFRA INFRA 5 FLEX x R$ R$ 3 FLEX x QUALI QUALI 5 CONEC x FLEX CONEC 6 CONEC x RH MESMA IMPORTÂNCIA 1 CONEC x CRED MESMA IMPORTÂNCIA 1 RH x INFRA MESMA IMPORTÂNCIA 1 RH x QUALI MESMA IMPORTÂNCIA 1 RH x FLEX RH 5 R$ x QUALI QUALI 5 R$ x CRED CRED 3 R$ x RH MESMA IMPORTÂNCIA 1 CRED x FLEX CRED 3 CRED x QUALI MESMA IMPORTÂNCIA 1 CRED x RH CRED 3 QUALI x CONEC MESMA IMPORTÂNCIA 1 QUALI x R$ MESMA IMPORTÂNCIA 1 QUALID x CRED MESMA IMPORTÂNCIA 1 106 ATU x SEG ATU x SLA SLA x SEG ACESS x FAMUD BL x RED QUALIF x SUPTEC R$INST x R$MES CLI x TATU CERTQ x SSL Fonte: Elaborado pela autora SEG SLA MESMA IMPORTÂNCIA MESMA IMPORTÂNCIA BL MESMA IMPORTÂNCIA MESMA IMPORTÂNCIA CLI MESMA IMPORTÂNCIA 7 5 1 1 3 1 1 3 1 Tabela 12 - Resultados das pontuações geradas pelo Web-Hipre para a Questão Problema 2 Provedor X Provedor Y Provedor Z INFRA SLA 0.333 0.333 0.333 ATU 0.747 0.119 0.134 SEG 0.333 0.333 0.333 FLEX ACESS 0.333 0.333 0.333 FAUMD 0.333 0.333 0.333 CONEC BL 0.633 0.304 0.063 RED 0.111 0.778 0.111 RH QUALIF 0.659 0.185 0.156 SUPTEC 0.333 0.333 0.333 CUSTOS R$INST 0.067 0.468 0.465 R$MES 0.062 0.230 0.708 CRED CLI 0.192 0.744 0.064 TATU 0.566 0.369 0.065 QUALI SSL 0.333 0.333 0.333 CERTQ 0.333 0.333 0.333 Composição de Provedor X Prioridades INFRA 0.078 FLEX 0.016 CONEC 0.062 RH 0.055 CUSTOS 0.009 CRED 0.075 QUALI 0.036 TOTAL 0.330 Fonte: Elaborado pela autora Provedor Y Provedor Z 0.067 0.016 0.052 0.029 0.047 0.170 0.036 0.418 0.068 0.016 0.009 0.027 0.078 0.017 0.036 0.252 107 As tabelas 11 e 12 mostraram os dados referentes às respostas apresentadas pelo Google Docs e as pontuações (pesos) atribuídas pelo software Web-Hipre. As figuras, 22, 23, 24, 25 e 26 a seguir, mostram os resultados em gráficos emitidos pelo Web-Hipre. E a árvore hierárquica com seus respectivos resultados. Figura 22 – Árvore Hierárquica com seus respectivos resultados aplicados para “Questão Problema 2”. Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora Analisando-se a figura 23 observa-se, portanto, que o cálculo dos pesos adquiridos para os atributos e subatributos definidos na árvore hierárquica, indicou o “Provedor Y” como a alternativa de melhor preferência, ficando o “Provedor X” como segunda opção e o “Provedor Z” em último lugar. A figura 24 mostra as preferências em relação aos atributos definidos para contratação de um provedor de CN. Observa-se que os atributos “Credibilidade” obteve um maior grau de importância em relação aos demais. O atributo “Infraestrutura” 108 apresenta-se como o segundo maior grau de preferência, ficando “Conectividade” e “Custos” em terceiro lugar, como o mesmo grau de importância. Resultados apontados na figura 25 indicam que o subatributo “Credibilidade” teve um alto grau de prioridade, mostrando que o “Provedor Y” melhor atende a esse subatributo. Esse apontamento mostra que a credibilidade da empresa é mais importante em relação ao subatributo custos. A figura 26 apresenta o gráfico detalhado das prioridades em relação aos subatributos – Nível 2. Observa-se, portanto, que para o atributo “Credibilidade” o subatributo de maior importância foi o “Famud – Facilidade de Mudança de Aditivo de Contrato”. Contudo, a alternativa “Provedor Y” apresentou maior importância para esse subatributo. Figura 23 - Gráfico das alternativas de Provedor de CN - Questão Problema 2. Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora. 109 Figura 24 - Atributos – Nível 1 Questão Problema 2 Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora. Figura 25 - Gráfico das alternativas de Provedor de CN em relação aos atributos no nível 1Questão Problema 2. Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora 110 Figura 26 - Gráfico das alternativas de Provedor de CN em relação aos subatributos- no nível 2Questão Problema 2. Fonte: Software Web-Hipre – Adaptado pela autora 4.2 CONSIDERAÇÕES DO ESTUDO DE CASO Procurou-se na presente pesquisa aplicar o Método de Análise Hierárquica (AHP) para auxiliar na tomada de decisão quanto à adoção da Computação em Nuvem. Para tanto, foi realizada uma pesquisa quantitativa e exploratória, aplicando-se o estudo de caso em uma organização de abrangência nacional. A organização pesquisada para o objeto de estudo foi o Sistema FIERN composto pela Federação das Indústrias do Estado do RN – FIERN, Serviço Social da Indústria-SESI/RN, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial- SENAI/RN e Instituto Euvaldo Lodi-IEL/RN. O Sistema FIERN possui uma Unidade Integrada de Tecnologia da Informação – UNITEC, que tem como missão, garantir um modelo integrado de Gestão da TI, 111 garantindo o provimento e funcionamento de toda a infraestrutura de hardware e software Os dados coletados mostraram que a organização estudada já pretendia adotar a Computação em Nuvem, tendo em vista algumas evidências encontradas na sua atual infraestrutura, bem como, nos seus sistemas de informações e aplicativos. No entanto, não se conhecia os procedimentos ideais para adoção desse novo modelo. Segundo Engates (2010), há respostas de computação em nuvem para cada aplicação e infraestrutura que a tecnologia da informação necessita nos dias atuais. Ainda afirma que a nuvem não é um propósito de tudo ou nada. Ela pode ser um componente estratégico de larga infraestrutura de TI que pode incluir um datacenter interno (Privado) e/ou um datacenter externo. Baseando-se nessas premissas, e após a aplicação do Método AHP, identificou-se que a melhor alternativa para a organização estudada é a adoção da Computação em Nuvem norteada por um modelo onde alguns recursos de TI possam ficar no Datacenter interno, e os demais em Datacenter externo. Slabeva et al (2010) as nuvens se classificam em Pública, Privada e Híbrida. Os resultados encontrados e recomendáveis para aplicação na prática ao estudo de caso em tela será a “Nuvem Híbrida”, tomando-se como premissa que parte dos recursos de TI continuarão instalados internamente (Nuvem Privada) e parte serão migrados para uma Nuvem Pública. Dessa forma, considerando também o pensar de Engates (2010) uma combinação da nuvem com a infraestrutura tradicional pode ser a melhor alternativa para muitas organizações. Visto que uma abordagem híbrida pode proporcionar uma economia de custos, uma infraestrutura escalável sob demanda, e segurança que se precisa com baixo investimento de recursos. A aplicação do Método AHP, portanto, foi aplicado em duas questões problemas: A primeira questão era identificar que características de Computação em Nuvem deveriam ser escolhidas para adoção na organização estudada; a segunda questão foi como proceder na escolha de um provedor de serviços de Computação em Nuvem. 112 Para a questão problema 1, as respostas apontaram a adoção da CN no modelo de Nuvem Híbrida, conforme acima explicitado. Para tanto, esse modelo híbrido se ramifica atribuindo-se parte da adoção para a Nuvem Pública que aponta a camada de SaaS, no subatributo e-mails para a Nuvem Pública, os aplicativos para a Nuvem de forma híbrida e para a camada de PaaS com preferência para a Nuvem Privada. Para a questão problema 2, as respostas apontaram a adoção da CN para a contratação do Provedor Y, no qual apresentou a proposta mais adequada em relação às preferências atribuídas pelos entrevistados. Como forma de avaliar a veracidade e consistência da aplicação do método AHP para o referido estudo de caso, foram realizadas pesquisas em sites de bases científicas/tecnológicas a respeito da aplicação desse método para adoção de CN. Apesar de não ter encontrado nenhum registro específico para o assunto em questão, comparou-se então, com alguns artigos sobre o método AHP relacionados à área de Tecnologia da Informação. Dentre os textos avaliados, pode-se citar: 1) (IAÑEZ; CUNHA, 2006) Uma metodologia para a seleção de um provedor de serviços logísticos: Este artigo serviu como apoio tanto para o desenvolvimento do referencial teórico, como também, na concepção e definição dos atributos e subatributos para a “Questão Problema 2”, haja vista que possuem algumas características semelhantes, por se tratar de assuntos relacionados a contratação de um provedor de serviços. Iañez e Cunha (2006), conclui o documento, evidenciando as vantagens da aplicação do método AHP para a estruturação do problema, proporcionando um embasamento mais consistente quanto aos aspectos quantitativos e uma maior credibilidade e documentação de todo o processo decisório. 2) (COSTA et al, 2008) Avaliação da escolha de unidade de resposta audível (URA) através do Método de Análise Hierárquica (AHP): Este 113 estudo teve como objetivo principal, avaliar as características das interfaces telefônicas utilizadas por uma das empresas de telefonia móvel no serviço de atendimento ao cliente. Os autores, concluem que o Método AHP se mostrou bastante eficaz para a escolha da interface telefônica que melhor atende o foco principal ou objetivo global, por ser principalmente, uma metodologia que possibilita o emprego de termos de fácil entendimento tanto para os especialistas em telecomunicações como para os demais. 3) (COSTA et al, 2008) Auxílio à decisão utilizando o método AHP – Análise Competitiva dos Softwares Estatísticos: Este estudo apresenta a utilização do AHP com objetivo de auxiliar a tomada de decisão na escolha do software estatístico mais adequado a demanda de uma universidade pública. Os autores concluem que o método aplicado mostrou resultados satisfatórios quanto aos julgamentos dos dados atendendo à todas as exigências do modelo. 4) (PEREIRA; COSTA, 2008), ANALYTIC HIERARCHY PROCESSO FOR SELECTION OF ERP SOFTWARES FOR MANUFACTURING COMPANIES: Este estudo aplica o método AHP para tomada de decisão na escolha de um Software de Gestão Empresarial (ERP) e os autores apontaram como resultados, que a decisão de aquisição de um software de ERP torna-se bastante complexa, por se tratar de um sistema de alto custo e de implantação demorada. A aplicação do AHP auxilia no entendimento dos critérios e das alternativas mostrando o melhor caminho. 114 5 CONCLUSÕES A presente dissertação por intermédio da realização de uma Pesquisa Exploratória e do Estudo de Caso teve como objetivo principal aplicar o Método de Análise Hierárquica (Técnica AHP) para a tomada de decisões na adoção da Computação em Nuvem. Os objetivos foram atingidos por meio da realização do Estudo de Caso na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), organização de abrangência nacional. Todo o processo de aplicação do estudo foi realizado pela pesquisadora in-loco por um período de 60 dias. Por conseguinte, a organização estudada, encontrava-se em processo de análise para adoção de um novo modelo de computação, chamado “Computação em Nuvem”. Consequentemente, os objetivos específicos também foram atingidos conforme se descreve abaixo: O primeiro objetivo específico foi levantar o modelo de Computação em Nuvem e seus tipos de arquitetura/serviços. Para tanto, foram estudadas as camadas da CN, os tipos de nuvem, a segurança e aspectos legais sobre o tema conceituados por vários autores, porém dando ênfase aos definidos por Slabeva et al (2009). Pode-se afirmar que esse objetivo foi totalmente atingido, visto que os assuntos teóricos abordados serviram de subsídios para todo o processo de desenvolvimento dos critérios estabelecidos para a aplicação do Método AHP explorado em todo o restante do trabalho. O segundo objetivo específico foi analisar a metodologia da técnica Analytic Hierarchic Process (AHP). Estudou-se, portanto, esse modelo baseado no pensar do seu criador (SAATY, 1980), bem como, no entender de vários doutrinadores como Nunes Júnior (2006); Costa (2002); Roterdan (2008). Pode-se concluir que esse objetivo foi totalmente atingido, pois os assuntos teóricos abordados serviram como base de entendimento para aplicação do modelo na organização estudada. 115 O terceiro objetivo específico foi identificar as características/ tipos de serviços de CN e os procedimentos necessários para contratação de um provedor de serviços nessa área. Para tanto, foram definidos os critérios/atributos e os subcritérios ou subatributos, necessários para a construção das duas árvores hierárquicas para atender as duas questões problema abordadas nesse trabalho. Através da pesquisa, foram levantados também, propostas de preços baseadas em três provedores de serviços de computação em nuvem, nas quais deram subsídios para a tomada de decisão na aplicação do método AHP. O último dos objetivos específicos foi o de aplicar a técnica AHP para a tomada de decisão sobre quais serviços de TI poderão adotar o modelo de nuvem e qual o provedor de CN mais se adequa à organização estudada. Após a aplicação do método, os resultados apontam que houve certa facilidade na coleta e na análise dos dados, visto que a grande maioria dos entrevistados é especialista em Tecnologia da Informação, bem como, já detém conhecimentos básicos sobre o tema Computação em Nuvem, o que acarretou uma melhor consistência das respostas aos objetivos propostos. Conforme Nunes Júnior (2006 apud VARGAS, 1990, p.2): o método AHP é baseado no princípio de que, na tomada de decisão, a experiência e o conhecimento do tomador de decisão são tão valiosos quanto às informações utilizadas e que a fase de modelagem da hierarquia requer conhecimento e experiência na área do problema decisório. Conclui-se também, que o método AHP mostrou-se ter vantagens em sua aplicação na tomada de decisão para adoção da CN, levando-se em consideração os seguintes aspectos: A CN é um modelo ainda incipiente nas organizações, porém, de acelerado crescimento para as duas próximas décadas. Em conseqüência disso, tomar decisões em adotar ou não o modelo de nuvem ficará bem mais fácil utilizando-se o método AHP. O maior benefício do AHP é a divisão do problema em partes menores. Isso permite conhecer e dominar o problema como um todo, juntando-se à 116 experiência do tomador de decisão no qual irá pontuar suas preferências durante as comparações paritárias. Os dois modelos aplicados para atender as duas questões problemas apresentados nesse trabalho foram cuidadosamente estruturados tomando-se como base os conceitos literários e na experiência/conhecimento da pesquisadora sobre o tema abordado, o que facilitou a encontrar uma solução de melhor qualidade para as questões abordadas. Na ocasião do levantamento das informações a respeito da caracterização do estudo de caso, identificou-se que a organização estudada já apontava o interesse e a necessidade em adotar a CN, tendo em vista que existem problemas internos, principalmente no que se refere infraestrutura de TI, as ferramentas de e-mails e a disponibilidade das informações. Os dados coletados pelos questionários aplicados por meio do Google Docs e a aplicação do Método AHP, serviram para auxiliar na tomada de decisão quanto ao modelo de CN e seus tipos de arquitetura/serviços, mais atendem a realidade do Sistema FIERN. Os resultados desse estudo mostram a Nuvem Hibrida, como preferência para adoção do modelo de CN, principalmente, no que se refere à camada de Infraestrutura como Serviços – IaaS (Processamento e Armazenamento). Em se tratando da camada de Software como Serviços – SaaS, os emails predominaram em alto grau para adoção da Nuvem Pública, e os aplicativos, dando preferência para a Nuvem Híbrida. Já no caso da camada Plataforma como Serviços-SaaS a preferência é para a Nuvem Privada. Observa-se ainda, que na Questão Problema 2, todas as preferências apontaram para o Provedor Y, principalmente porque o mesmo apresentou maior credibilidade em relação aos demais provedores e esse foi um subatributo de alto grau de importância conforme respostas dos entrevistados. Conclui-se, portanto, que os objetivos foram totalmente alcançados. 117 5.1 LIMITAÇÕES DO ESTUDO A pesquisa foi realizada visando aplicar o Método de Análise Hierárquica para auxílio na tomada de decisão quanto à adoção de Computação em Nuvem. Os sujeitos da pesquisa foram os técnicos e Gestores de TI e Diretores/Superintendentes do Sistema FIERN, no qual mostraram interesse no assunto, bem como, em responder os questionários. Oportuno ressaltar, que apesar de não ter encontrado resistências por parte dos entrevistados em relação ao assunto abordado no trabalho, algumas limitações foram percebidas, quais sejam: O tema Computação em Nuvem é bastante abrangente quanto aos modelos de serviços de nuvem atualmente existentes. Essas diversidades de características abordadas pelas camadas da CN absorvem ferramentas, softwares e plataformas de diversos fornecedores e provedores de soluções nos quais não foram explorados no referido trabalho. A pesquisa, portanto, limitou-se a estudar o assunto de uma forma mais genérica com vistas a facilitar o entendimento e a aplicação do Método sugerido. Como forma de atingir seus objetivos, o método AHP compara os atributos e subatributos de forma paritária, dando-se um grau de preferência ou importância entre um e outro. Essas comparações são feitas por meio de perguntas do tipo “Qual é mais importante? isso ou aquilo? Os elementos para a concepção das árvores hierárquicas para os dois questionários foram bem definidos e identificados. Contudo, observou-se certo grau de dificuldade em relação ao desenvolvimento dos questionários, tendo em vistas que devido a quantidade de atributos e subatributos estabelecidos tornaram as questões aparentemente repetitivas, causando um tempo maior e dificuldade no momento de atribuir o devido grau de importância aos atributos comparados. 118 Segundo Saaty (1980 apud OZDEMIR, 2003), a capacidade humana possui um limite de processar informações simultaneamente com precisão. Para tanto, existe um limite de critérios que variam de 5 (cinco) até no máximo 9 (nove). Na fase de elaboração dos atributos e subatributos para a Questão Problema 2, descobriu-se que o número de elementos (atributos/subatributos) definidos para a criação da árvore hierárquica ultrapassaram o total de 9 (nove). No entanto, para atender esse limite, a pesquisadora teve que reduzir o número dos elementos para no máximo 7 (sete), o que de uma certa forma ocasionou limitação ao objeto de estudo. 5.2 SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS Diante dos resultados obtidos através do caso estudado, seguem abaixo recomendações para estudos futuros: Uma maior investigação na camada de “Infraestrutura como ServiçosSaas”, pode ser de grande valia para a organização estudada, haja vista que os resultados apontaram uma maior preferência para essa camada na tomada de decisão para adoção da Computação em Nuvem. Nesse caso, sugere-se que após aderir os serviços do IaaS, realize-se pesquisas de satisfação dos usuários/técnicos quanto às melhorias alcançadas. Sugerem-se também estudos mais abrangentes quanto aos aplicativos de Computação em Nuvem atualmente existentes. Nesse caso, sugere-se avaliar as ferramentas de SaaS como Google, Amazon e Microsoft e aplicar o método AHP para se decidir qual das alternativas acima melhor atende as necessidades da organização estudada, bem como de outras organizações que por ventura desejarem adotar o referido modelo. Os resultados apontaram que a camada de “Plataforma como ServiçosPaas” apresentou-se como sendo o item de menor importância quanto aos 119 demais acima citados. Recomenda-se, portanto, um maior aprofundamento no assunto, com objetivo de conhecer melhor as ferramentas atualmente existentes para desenvolvimento e teste de softwares voltados para a CN. Dessa forma, a aplicação do método AHP pode ajudar a decidir qual a melhor alternativa de PaaS atende as necessidades da organização, bem como, ser considerado com um grau maior de importância para adoção de CN. 120 REFERÊNCIAS ARMBRUST, Michael et al. Above the Clouds: A Berkeley View of Cloud Computing, Berkeley, 2010. ARMBRUST, Michael et al. 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