Pró-Reitoria de Graduação
Curso de Comunicação Social (Jornalismo)
Trabalho de Conclusão de Curso
NAS TRILHAS DO PARQUE: COMUNICAÇÃO
AMBIENTAL NA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA
Autor: Rosália Almeida Pereira
Orientadora: Profa. Dra. Sheila da Costa Oliveira
Brasília-DF
2013
2
ROSÁLIA ALMEIDA
NAS TRILHAS DO PARQUE: COMUNICAÇÃO AMBIENTAL NA UNIDADE DE
CONSERVAÇÃO PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA
Projeto apresentado ao curso de
graduação de Comunicação Social
Jornalismo da Universidade Católica de
Brasília, como requisito parcial para a
obtenção do título de bacharel em
Jornalismo.
Orientadora: Profa. Dra. Sheila da Costa Oliveira
Brasília-DF
2013
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Projeto de autoria de Rosália Almeida Pereira intitulado “Nas trilhas do Parque:
Comunicação Ambiental na Unidade de Conservação Parque Nacional de Brasília”,
apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em
Comunicação Social (Jornalismo) da Universidade Católica de Brasília, defendida e
aprovada pela banca abaixo assinada:
_________________________
Orientadora: Profa. Dra. Sheila da Costa Oliveira
Universidade Católica de Brasília – UCB
__________________________
Profa. Ms. Fernanda Vasques Ferreira
Universidade Católica de Brasília- UCB
__________________________
Profa. Ms. Cynthia da Silva Rosa
Universidade Católica de Brasília- UCB
4
Dedico esse projeto aos meus familiares,
que foram pacientes e me ajudaram nos
momentos difíceis e de estresse, também
aos meus amigos, que me ajudaram com
dicas, e aos professores, no auxilio de
materiais e dicas de livros.
Em memória da minha avó materna, Ana
Maria Rodrigues de Almeida, que foi um
exemplo de perseverança e dedicação na
minha vida.
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AGRADECIMENTOS
Agradeço em primeiro lugar a Deus pela força espiritual e pelas habilidades
que me concedeu para a execução do trabalho.
Aos meus familiares e amigos que apoiaram meus estudos.
Ao corpo docente da Universidade Católica Brasília, em especial, e à
orientadora Sheila da Costa Oliveira que contribuiu com seus conhecimentos e
orientações para o sucesso do tema desenvolvido.
Aos profissionais do Parque Nacional de Brasília, fontes, personagens e
colaboradores em geral que participaram direta ou indiretamente da produção do
conteúdo.
E a todas as pessoas que me ajudaram direta ou indiretamente para que esse
projeto tivesse êxito.
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RESUMO
Referência: PEREIRA, Rosália Almeida. Nas trilhas do parque: comunicação
ambiental na unidade de conservação Parque Nacional de Brasília. Projeto
apresentado ao curso de graduação de Comunicação Social - Jornalismo,
Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2013.
O boletim informativo terá como finalidade divulgar a importância do Parque
Nacional de Brasília (PNB) para a sociedade brasiliense e sua relevância para o
Brasil e para as políticas de educação e preservação ambiental. O boletim visa
ampliar a comunicação no PNB por meio de seções que abordem diversos assuntos
sobre o parque.
Palavras-chave: Comunicação Ambiental. Parque Nacional de Brasília. Boletim
Informativo. Educação Ambiental.
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LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 - Boletim Informativo do Vereador Waldir Canal ............................. 32
FIGURA 2 - Boletim Informativo Periódico (BIP), do ano de 2012. .................. 33
FIGURA 3 - Boletim Informativo do instituto Federal de Santa Catarina .......... 34
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 9
2 CONCEITO DE BOLETIM ............................................................................ 11
3 JORNALISMO AMBIENTAL ........................................................................ 14
4 A IMPORTÂNCIA DO JORNALISMO AMBIENTAL .................................... 17
4.1 Educação ambiental ................................................................................. 19
5 PRINCIPAIS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO
BRASIL ATÉ O ANO DE 2003 ........................................................................ 22
6 RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE ....... 24
7 CONTEXTUALIZAÇÃO SOBRE A UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: Parque
Nacional de Brasília ....................................................................................... 27
7.1 House Organ ............................................................................................. 28
8 COMO SERÁ O BOLETIM DO PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA ......... 29
8.1 Caracterização do boletim ....................................................................... 29
8.2 Seções do Boletim .................................................................................. 29
8.3 Projeto Gráfico de “Nas trilhas do Parque” ........................................... 30
8.3.1 Editoração ............................................................................................... 31
8.3.2 Periodicidade e tiragem ........................................................................... 31
8.3.3 Público alvo ............................................................................................. 31
8.4 Exemplos de layouts possíveis para boletins informativos ................ 32
8.5 Seções e pautas para cada publicação .................................................. 34
8.6 Ideias de pautas para as futuras publicações do Boletim .................... 37
8.7 Estudos sobre criação de logomarca ..................................................... 38
8.8 Como se chegou à logomarca de “Nas trilhas do Parque” .................. 40
8.9 Trajetória do layout do boletim Nas trilhas do Parque ......................... 43
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 53
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 54
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1 INTRODUÇÃO
Segundo a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o boletim informativo é
uma publicação periódica, curta, composta por informações variadas referentes a um
determinado contexto institucional e considerada um ótimo meio de manter contato
regular entre gestores, funcionários e público cliente ou usuários de bens, produtos e
serviços de uma organização.
Por isso, ao observar o Parque Nacional de Brasília e verificar a falta de um
veículo de comunicação dos administradores com centenas e até milhares de
frequentadores diários, decidi criar um boletim informativo para esse importante local
de lazer da capital federal, utilizando meus conhecimentos da área de jornalismo.
Partindo dessa premissa, este projeto tem como objetivos:
a)
Apresentar o Parque Nacional de Brasília à comunidade brasiliense e seus
frequentadores de forma mais completa;
b)
Divulgar informações sobre o Parque Nacional de Brasília, por meio de um
boletim informativo;
c)
Melhorar a comunicação entre os usuários e gestores do parque, de modo
que ambas as instâncias colaborem para seu bom uso;
d)
Alertar a sociedade da Capital Federal sobre a importância do parque e sua
relevância para o Brasil.
O boletim será útil para manter os usuários, funcionários e administração do
parque
informados
e
conectados,
colaborando
também
para
ampliar
os
conhecimentos dos leitores sobre o parque, tornando-se, assim, um produto de
comunicação e educação ambiental.
Tenho a pretensão de dizer que, caso se consolide como publicação
periódica, o boletim servirá para promover até mesmo um debate ecológico sobre o
Parque, pois ele contará com curiosidades, novidades, entrevistas e depoimentos de
usuários e empregados, distribuídos em várias seções, para informar o usuário e
funcionários de tudo o que acontece no parque.
O tema tem sua justificativa por ser atual, pois há pouca divulgação sobre o
assunto, reforçando a falta de conhecimento dos moradores de Brasília sobre o
Parque Nacional e as unidades de conservação de um modo geral.
É uma oportunidade de apresentar o Parque Nacional de Brasília à
comunidade e seus frequentadores de forma mais completa e não somente a parte
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conhecida como “Água Mineral”, bem como demonstrar a importância do Parque
para a sociedade brasiliense e sua relevância para o Brasil e para as políticas de
educação e preservação ambiental.
Como jornalista, esse estudo visa a ampliar meus conhecimentos com relação
à Comunicação Ambiental, área em que pretendo seguir carreira profissional, pois
tenho grande interesse pela área ambiental e quero despertar na comunidade
brasiliense o questionamento a respeito do motivo pelo qual as unidades de
conservação não são amplamente discutidas na sociedade.
A justificativa para a escolha do produto está baseada fundamentalmente no
fato de que o boletim será útil para manter os usuários, funcionários e administração
do parque informados. Permite informar e despertar para diversos temas com
enfoques variados. O meio de comunicação escolhido facilita a participação
daqueles que desejam colaborar e pode oferecer informações importantes sobre o
parque de modo objetivo, claro e direto.
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2 CONCEITO DE BOLETIM
Boletim informativo é um meio de comunicação de distribuição regular a
assinantes ligados a um contexto organizacional ou temático específico. É composto
de textos, ilustrações e links para as páginas eletrônicas de organização, empresa
ou pessoa física. É composto também por informações variadas, considerado um
ótimo meio de manter contato regular com os clientes.
Quando publicado em modo digital, aumenta os cliques ao site corporativo e
deixa o cliente bem informado de todas as novidades da organização ou empresa e
ainda da pessoa física que o assine.
Por meio do boletim, as pessoas mantêm um contato com o produto, empresa
ou pessoa.
Um boletim tem várias estruturas. Entre elas, deve conter títulos e subtítulos
informativos, textos breves, ilustrações agradáveis com links para o site no caso de o
destinatário necessitar de mais informações.
Pode ser destinado a diferentes públicos da organização (interno ou externo),
com periodicidade regular, veiculado em forma impressa e em ambientes digitais,
cujo conteúdo tenha temática definida e constante.
O Boletim informativo tem sido considerado o mais eficiente meio de
comunicação para distribuição de informações sobre uma empresa ou instituição.
Sua criação tornou possível a rápida divulgação de uma série de informações
relacionadas aos diversos temas de pesquisa.
O boletim informativo é publicado regularmente, distribuído a interessados e
assinantes e aborda geralmente um determinado assunto.
Cada vez mais os boletins informativos são distribuídos, por meio de
mensagem eletrônica que o usuário pode receber via e-mail, após seu
cadastramento em algum site ou lista de e-mails.
O Boletim é um meio de comunicação que deve conversar com seu público.
Segundo Scalzo (2009), o leitor deve ser chamado de você. O Boletim deve dialogar
com proximidade e diretamente com o público. Para isso, é necessário usar métodos
que ajudam a trazer ao redator de que forma a pessoa deseja receber a notícia ou
informação:
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São várias as maneiras de escutar o que o leitor quer e tem a nos dizer.
Seja por intermédio de pesquisas, qualitativas e quantitativas, ou mesmo
por meio de telefonemas, cartas e e-mails enviados à redação (SCALZO,
2009, p.37).
Outro recurso comum são as pesquisas de opinião devem ser definidas,
primeiro, pelo assunto ou informação sobre o que se quer saber. O resultado do
estudo serve para definir o que precisa ser alterado, o que pode ser inserido ou o
que deve ser retirado.
Pesquisas não fabricam sucesso, não constroem modelos, mas podem
confirmá-los. O jornalista e grande editor de revistas, Thomaz Souto Corrêa,
costuma dizer que pesquisas, por si só, não fazem uma revista. Se o editor
não tiver uma ideia prévia na cabeça, nada acontece (SCALZO, 2009, p.38).
Para a Scalzo (2009), outra maneira de ganhar a confiança e intimidade com
o seu público é por meio do serviço de atendimento ao leitor, considerado uma
conexão exclusiva de conversa entre os leitores e seu periódico. O espaço funciona
para acolher críticas, sugestões, reclamações, pedir ajuda elogiar ou mesmo “brigar”
por alguma coisa. Para isso, são criados linha telefônica, e-mail reservado e perfis
em redes sociais.
As pautas também devem ser bem elaboradas e seguirem o estilo e o assunto
aos quais elas se dedicam. Uma boa pauta precisa compensar sua periodicidade
elástica com o seu conteúdo. “Ou seja, exige que o jornalista encontre novos
enfoques para os assuntos de que vai tratar, buscando sempre uma maneira original
de abordá-lo”. (SCALZO, 2009, p.65).
Além disso, as notícias devem ser “bem apuradas, por meios lícitos, com
boas fontes, checadas, confrontadas, analisadas, bem escritas, enfim, de qualidade,
têm de ser fruto de um processo que respeitou parâmetros éticos” (SCALZO, 2009,
p.66).
A autora explica ainda que o repórter deve se preocupar majoritariamente em
oferecer matérias de serviço e não furos. O importante é redigir um texto completo,
bem apurado, com informações que, normalmente, não são destacadas em outros
veículos de comunicação para que o leitor tenha conhecimento. “A receita para
escrever bem é escrever muito e ler mais ainda. Conhecer muito bem a língua é
indispensável ao jornalista. A palavra é, em essência, a sua ferramenta básica de
trabalho”. (SCALZO, 2009, p.57).
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Segundo Scalzo, (2009) não existe boletim sem trabalho em equipe. O único
jornalista que, nesse caso, pode trabalhar individualmente é o colunista, que muitas
vezes nem trabalha na redação:
A integração entre jornalistas, designers e fotógrafos é obrigatória para que
uma revista ofereça a seus leitores páginas ao mesmo tempo informativas e
sedutoras. Outra qualidade muito valorizada nas redações de revistas é
entender um pouco de administração (de recursos e processos). (SCALZO,
2009, p.59).
A equipe de produção do “Nas trilhas do Parque” foi pequena, composta por
três pessoas: Rosália Almeida, que foi responsável pela redação, editoria e
fotografia, Henrique Carmo, diagramador e ilustrador, e Vanessa Salles que
contribuiu para a diagramação do boletim.
Para as publicações futuras pretendo contar com mais colaboradores para
assim melhorar a qualidade das matérias e fotos divulgadas no produto.
Quanto ao design de boletim, Scalzo (2009) define que os jornalistas devem
ter em mente que este elemento não se trata de arte, como bem ensina o design e
editor Jan White, embora utilize elementos de estética para criar uma publicação
visualmente agradável , funcional e informativa.
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3 JORNALISMO AMBIENTAL
O conceito de jornalismo ambiental está em disputa, ou seja, o conceito ainda
não está definido. No Brasil o debate sobre Jornalismo Ambiental teve inicio nos
anos 70.
Alguns autores dizem que o Jornalismo Ambiental é a especialização no
contexto acadêmico e/ou de experiência da profissão jornalística, nos fatos
relacionados ao meio ambiente.
Outros chamam de Jornalismo Ambiental a especialização no contexto
acadêmico e/ ou de experiência da profissão jornalística, nos fatos relacionados ao
meio ambiente, à ecologia, à fauna, à flora e a natureza, principalmente quando se
trata em relatar sobre a sustentabilidade e da biodiversidade.
Para o jornalista e professor da PUC/Rio, André Trigueiro (2005), o jornalismo
ambiental não é um jornalismo como os outros. Ele segue princípios que
frequentemente divergem do ponto de vista dominante.
Não é só um modo de apurar e escrever, mas também um modo de vida, de
olhar o mundo e de ver a si mesmo. Parte de um conceito de serviço social, que dá
voz a lutas sufocadas e, por isso, exige doses extras de credibilidade e propósito.
Já Lianna John diz que cabe ao jornalista ambiental explicar novos conceitos,
técnicas, tecnologias e descobrir que relação elas têm.
O Jornalismo Ambiental faz muitas vezes o papel de educador, pois tenta
conscientizar as pessoas sobre o desperdício na lavagem diária de calçadas e de
carros, os maus tratos com os animais, entupimento de bueiros, entre outras coisas.
Temos diversos exemplos de bons jornalistas que tratam de temas
ambientais. Eles estão à frente de ótimos projetos editoriais, programas de TV e
rádio. Podemos citar aqui alguns exemplos desses excelentes profissionais que
defendem o meio ambiente, no veículo de comunicação em que trabalham. São
eles: Randau Marques, Washington Novaes, Vilmar Berna, Roberto Villar, Carlos
Tautz, Tereza Urban, Eduardo Geraque, Alberto Marcondes, André Trigueiro, Juarez
Tosi, Maria Zulmira de Souza, José Alberto Gonçalves Pereira, Regina Scharf, Liana
John, André Muggiat, Hiran Firmino, entre outros grandes nomes.
Segundo Wilson Bueno (2013), é importante que os futuros jornalistas que
cobrirão o meio ambiente estejam conscientes de que esta é uma atividade que
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requer militância, compromisso, capacitação, ética e profissionalismo.
O jornalismo ambiental não deve, especialmente, ser visto apenas como o
exercício de uma atividade produtiva e remunerada, como a maioria dos que estão
disponíveis para os profissionais liberais, em todo o mundo, inclusive para a maioria
dos jornalistas.
Para Bueno (2007), o jornalismo ambiental passa por um processo de
amadurecimento. A primeira entidade de jornalismo ambiental surgiu durante a
Conferência sobre a Biosfera que aconteceu em Paris (França) em 1968.
A partir daí surgiram diversas instituições e grupos com a intenção de
defender o meio ambiente. Países europeus como França, Alemanha, Dinamarca,
Noruega, entre outros, estabeleceram novas regras nas legislações ambientais.
Graças à luta dessas instituições foram criados dois importantes documentos:
Carta da Terra e a Agenda 21.
A Carta da Terra é um documento sobre questões éticas perante a sociedade
como integridade ecológica, justiça social e econômica e democracia; não violência
e paz para obter uma sustentabilidade.
A Agenda 21 possui 40 capítulos e trata de dimensões econômicas e sociais.
Também apresenta os diferentes enfoques para a proteção da atmosfera e para a
viabilização de transição energética.
O primeiro jornalista brasileiro especializado em meio ambiente foi Randau
Marques que ficou conhecido como repórter da Operação Bandeirante centro de
informações, investigações e de torturas de combate ás organizações armadas da
esquerda.
O Jornalismo Ambiental no Brasil começou a ter importância em 1980, devido
à descoberta do buraco na camada de ozônio que levaram às primeiras
preocupações sobre o impacto das atividades humanas no aumento do aquecimento
global.
Dados do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (Villar, 1997) relata
que a partir do Seminário A Imprensa e o Planeta, realizado em agosto de 1989,
formaram-se núcleos regionais de jornalismo ambiental em São Paulo, minas
Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, com o objetivo de criar uma entidade nacional
de jornalismo ambiental. No entanto, somente o grupo gaúcho desenvolveu o
núcleo.
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Vilar (1997), nos anos 90, diz que o jornalismo ambiental sofreu ao divulgar o
assunto ambiental em profundidade devido forte pressão no Congresso de Brasília
para afrouxar a legislação ambiental, e são “forçados” a omitir certos fatos devido à
pressão velada dos empresários.
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4 A IMPORTÂNCIA DO JORNALISMO AMBIENTAL
Todos os dias os veículos de comunicação divulgam assuntos sobre o meio
ambiente, mas, muitas vezes, essas matérias não são bem apuradas, ou não têm o
enfoque correto. Por isso, há a importância de se conhecer sobre o Jornalismo
Ambiental e sua importância para os meios de comunicação.
A sociedade precisa compreender mais sobre o Jornalismo Ambiental para
que possa fazer parte da divulgação de assuntos ambientais.
De acordo com Melo (2004), o jornalismo tem a função de atuar na divulgação
de fatos, de forma clara e honesta, colaborando assim para que os cidadãos
entendam as novidades do mundo. Esses desafios exigem que a sociedade tenha
cidadãos conscientes, daí a importância do Jornalismo Ambiental, que vem
crescendo bastante nas últimas décadas.
Michael Kunczik (2002) afirma que a inclusão da Ecologia como pauta diária
nos veículos de informação ajudou o Jornalismo Ambiental trabalhar na divulgação
de fatos, processos, estudos e pesquisas associadas à preservação do meio
ambiente e da diversidade.
A cobertura de assuntos ambientais ainda necessita de profissionais
especializados em Jornalismo Ambiental. Segundo Azevedo (2007), o jornalismo
ambiental ou o Eco jornalismo e o jornalismo científico são tendências irreversíveis
na imprensa mundial, têm características diversas em cada região, considerando-se
como sendo uma especialização do jornalismo, em que os "produtos" de destaque
se constituem em ciência, tecnologia e meio ambiente.
Segundo ele, a principal dificuldade na cobertura dessas três áreas é
encontrar, na maioria dos veículos, profissionais especializados ou preparados para
cobrir tais temáticas.
Já para Macri Elaine Colombo (2009), o jornalismo ambiental é considerado
como um assunto secundário, ou seja, só é visto pela mídia quando se trata em
divulgar meio ambiente de maneira meramente informativa, quando ocorre algum
tipo de catástrofe ambiental, situação na qual a população se preocupa com a
preservação e a educação ambiental.
Com a Conferência sobre a Biosfera que aconteceu em Paris (França),
organizada pela UNESCO, tentou-se reconciliar a conservação e o uso dos recursos
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naturais, o que chamamos hoje de sustentabilidade. Na mesma ocasião e no mesmo
país surgiu a primeira entidade de jornalismo ambiental.
Assim, aconteceu em 1972 a chamada Conferência das Nações Unidas sobre
o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo de 5 a 16 de junho, de onde saiu a
Declaração de Estocolmo Sobre o Meio Ambiente Humano, que defendia a
“necessidade de um critério e princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo
inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano” (ANTONIO,
2008). Da Conferência de Estocolmo resultou um documento que continha 26
princípios sobre a preservação do meio ambiente, entre os quais destacamos:
O princípio 14 da legislação o planejamento racional constitui um
instrumento indispensável para conciliar as diferenças que possam surgir
entre as exigências do desenvolvimento e a necessidade de proteger e
melhorar o meio ambiente. (ANTONIO, 2008).
Em junho de 1992, foi realizada a Conferência Geral das Nações Unidas
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como ECO-92 ou Cúpula ou
Cimeira da Terra, na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 13 a 14 de junho. Esta
marcou história no âmbito das questões ambientais.
Na mesma ocasião da Conferência da Biosfera na França, surgiu a primeira
entidade de jornalismo ambiental. No Brasil surge também o primeiro jornalista
brasileiro especialista em meio ambiente, Randau Marques, que ficou conhecido
como repórter da Operação Bandeirante - centro de informações, investigações e de
torturas de combate às organizações armadas da esquerda.
VILAR (1997) relata que a partir deste seminário, em 1989, formaram-se
núcleos regionais de jornalismo ambiental em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e
Rio Grande do Sul, com o objetivo de criar uma entidade nacional de jornalismo
ambiental.
O Jornalismo Ambiental no Brasil ainda necessita de certo amadurecimento
no processo de apuração e divulgação das informações. De acordo com Bueno
(2005), o jornalismo ambiental passa por um processo de amadurecimento e o
conceito tem que ter seu próprio significado, nem que para isso necessite integrar-se
com outros tipos de jornalismos especializados.
O jornalismo especializado é aquele que transmite para a sociedade
informações fragmentadas ou selecionada de diversos assuntos como: economia,
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política, meio ambiente, esportes entre outros assuntos. O jornalismo Ambiental
busca aprofundar e especificar temas e, por isso, é realizado por jornalistas com
bagagem e experiência no assunto.
O Jornalismo especializado tem de ser integra em todas as linguagens, para
que o leitor possa entender a notícia de um modo geral.
Para entender o conceito de jornalismo que lida com a temática ambiental,
fala-se do espaço para este tipo de divulgação. A maioria dos assuntos ambientais
fica restrita às pautas sobre tragédias ambientais conhecidas como “ecotragédias”,
como por exemplo, a morte da missionária americana da Pastoral da Terra, Dorothy
Stang no Pará, além de assuntos exóticos, como animais que nascem com
alterações genéticas, como no caso do nascimento do gato com duas cabeças no
estado americano do Texas.
Um boletim informativo para uma Unidade de Preservação Ambiental pode ser
caracterizado como produto de jornalismo ambiental, ainda que em pequenas
proporções, e traz consigo um grande desafio: comunicar notícias e informações
referentes ao meio ambiente de maneira agradável e eficiente, de modo a querer ser
lido pelo público e efetivar-se como uma ação concreta de educação ambiental.
4.1 Educação Ambiental
O termo educação ambiental ainda é uma novidade nas escolas brasileiras. O
estudo de educação ambiental surgiu no Brasil em 1999 e tem como objetivo
conscientizar a população brasileira sobre a preservação do meio ambiente e sua
utilização sustentável.
A Educação Ambiental, no Brasil não se restringe a proteção e uso
sustentável de recursos naturais, mas constitui sim uma proposta de construção de
sociedades sustentáveis, ou seja, uma geração mais preocupada com o meio
ambiente e também atenta para o uso desses recursos sem prejudicar ou destruir a
natureza.
Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva
para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem
adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica
e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais.
Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não
apenas a mudança cultural, mas também a transformação social,
assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política. (BRASIL,
Lei 9.795, 1999, Artigo 1).
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Essa década, que também contou com a expansão dos meios de
comunicação de massa e com a constituição de uma classe média urbana e de
segmentos formadores de opinião, criou as condições para a expansão e a
consolidação das entidades ambientalistas no decênio seguinte.
O movimento ecológico brasileiro nasce em uma sociedade que, por um lado,
está inserida em um contexto internacional e tenta responder ás políticas
desenvolvimentistas definidas, mas, por outro, internamente vive sob os traumas da
censura e da repressão política do período.
De acordo com as pesquisas realizadas por Landim (1988) e Crespo (1992), a
maioria das entidades ONGs ambientalistas surgiu no Brasil nesse período. Das 72
entidades pesquisadas por Crespo, 75% foram constituídas nos anos 80 e um pouco
mais do que a metade (51,4%) foi fundada entre 1985 e 1991.
No Brasil, por exemplo, não se poderia pensar a questão ambiental sem
também levar em conta as formas pelas quais foi sendo marcada por outros
movimentos sociais, ao mesmo tempo em que os marcou.
Nas décadas de 1980 e 1990 houve progressivo diálogo e aproximação, com
mútua influência, entre as lutas ecológicas e os movimentos sociais urbanos. O
famoso lema ecológico “Agir local, pensar global” já expressa a compreensão de que
as realidades locais são profundamente afetadas por ações, decisões e políticas
definidas internacionalmente.
Isabel Cristina de Moura Carvalho (2004, p.65), no seu livro Educação
ambiental: a formação do sujeito ecológico, diz que a Educação Ambiental é parte do
movimento ecológico:
Surge da preocupação da sociedade com o futuro da vida e com a
qualidade da existência das presentes e futuras gerações. Nesse sentido,
podemos dizer que a Educação Ambiental é herdeira direta do debate
ecológico e está entre as alternativas que visa com destruir novas maneiras
de os grupos sociais se relacionarem com o meio ambiente.
Assim, a Educação Ambiental é concebida inicialmente como preocupação
dos movimentos ecológicos com uma prática de conscientização capaz de chamar a
atenção para a finitude e a má distribuição no acesso aos recursos naturais e
envolver os cidadãos em ações sociais ambientalmente apropriadas.
21
Em um segundo momento, a Educação Ambiental vai-se transformando em
uma proposta educativa no sentido forte, isto é, que dialoga com o campo
educacional, com suas tradições, teorias e saberes.
No plano internacional, a Educação Ambiental começa a ser objeto da
discussão de políticas públicas na I Conferência Internacional sobre Meio Ambiente,
realizada em 1972, em Estolcomo, Suécia. Depois disso, em 1977, foi tema da I
Conferência sobre Educação Ambiental em Tbilisi (na ex-URSS), e, 20 anos depois,
da II Conferência, em Tessalônica, Grécia. Tais encontros foram promovidos pela
Organização das Nações Unidas.
Essa
mobilização
internacional
estimulou
conferências
e
seminários
nacionais, bem como a adoção, por parte de diversos países, de políticas e
programas mediante os quais a Educação Ambiental passa a integrar as ações de
governo.
Segundo a TV Brasil (2013), no Brasil a Educação Ambiental aparece na
legislação desde 1973, como atribuição da primeira Secretaria Especial do Meio
Ambiente (Sema). Mas é principalmente nas décadas de 1980 e 1990, com o avanço
da consciência ambiental, que a Educação Ambiental cresce e se torna mais
conhecida.
22
5 PRINCIPAIS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO
BRASIL ATÉ O ANO DE 2003
Na década de 1980 começaram no Brasil as principais políticas públicas para
Educação Ambiental. Nessa ocasião, as ONGs e os movimentos sociais de todo o
mundo reunidos no Fórum Global formularam o Tratado de Educação Ambiental para
Sociedades Sustentáveis, cuja importância foi definir o marco político para o projeto
pedagógico da Educação Ambiental.
Listamos abaixo as principais políticas públicas para Educação Ambiental
realizadas no Brasil a partir de 1984 ao ano de 2003.
1984 - Criação do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea).
1988 - Inclusão da Educação Ambiental como direito de todos e dever do Estado no
capítulo de meio ambiente da Constituição.
1992 - Criação dos Núcleos de Educação Ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e dos Centros de Educação
Ambiental pelo Ministério da Educação (MEC).
1994 - Criação do Programa Nacional de Educação Ambiental (Proena) pelo MEC e
pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
1997 - Elaboração dos Parâmetros Curriculares definidos pela Secretaria de Ensino
Fundamental do MEC, em que “meio ambiente” é incluído como um dos temas
transversais.
1999 - Aprovação da Política Nacional de Educação Ambiental pela Lei 9.795.
2001 - Implementação do Programa Parâmetros em Ação: meio ambiente na escola
pelo MEC.
2002 - Regulamentação da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795) pelo
Decreto 4.281.
2003 - Criação do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
reunindo MEC e MMA.
Na sociedade brasileira, o evento não governamental da última década mais
significativo para o avanço da Educação Ambiental foi o Fórum Global, que ocorreu
paralelamente à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, no
Rio de Janeiro, em 1992, conhecido como Rio-92. Esse tratado está na base da
formação da Rede Brasileira de Educação Ambiental, bem como das diversas redes
23
estaduais, que formam grande articulação de entidades não governamentais,
escolas, universidades e pessoas que querem fortalecer as diferentes ações,
atividades, programas e políticas em Educação Ambiental.
Essa aposta na formação de novas atitudes e posturas ambientais como algo
que deveria integrar a educação de todos os cidadãos passou a fazer parte do
campo educacional propriamente dito e das preocupações das políticas públicas.
Essa compreensão também é ratificada pela Política Nacional de Educação
Ambiental, que entende por esse tipo de educação:
Os processos por meio dos quais os indivíduos e a coletividade constroem
valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do
povo, essencial á sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (BRASIL,
Lei 9.975, 1999).
No Brasil, a Educação Ambiental que se orienta pelo Tratado de Educação
Ambiental para sociedades sustentáveis tem buscado construir uma perspectiva
interdisciplinar para compreender as questões que afetam as relações entre os
grupos humanos e seu ambiente e intervir nelas.
O Parque Nacional de Brasília oferece o Programa de Educação Ambiental,
por meio deste programa, professores e demais interessados, são capacitados para
o desenvolvimento de atividades relacionadas á educação ambiental em suas bases
de trabalho, culminado normalmente com uma visita ao Parque.
24
6 RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE
O debate sobre desenvolvimento sustentável e sobre sustentabilidade não é
recente, e remonta à década de 1960. Nesse período, começaram a ser constatados
fenômenos naturais inéditos, como chuvas ácidas e alta mortalidade de animais em
áreas de lavoura.
Isso fez com que surgissem grupos de pessoas com o entendimento de que
as capacidades de produção da natureza eram limitadas. Esses grupos cresceram
com o passar dos anos e passaram a defender com intensidade a preservação
ambiental.
Da pressão desses grupos e de ações no âmbito da Organização das Nações
Unidas, em 1987, o termo Desenvolvimento Sustentável aparece pela primeira vez
na forma de conceito.
Isso foi registrado no relatório “Nosso Futuro Comum”, resultado da Comissão
Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida por Comissão
Brundtland. Neste documento, o conceito de desenvolvimento sustentável é
entendido como sendo “aquele que atende ás necessidades do presente sem
comprometer a possibilidades de as gerações futuras atenderem a suas
necessidades.”
(COMISSÃO
MUNDIAL
SOBRE
MEIO
AMBIENTE
E
DESENVOLVIMENTO,1991, p.46).
O desenvolvimento sustentável tem sido visto, pela maioria dos estudiosos do
tema, como uma forma de desenvolvimento capaz de prover as necessidades das
gerações atuais, mas de maneira a garantir o abastecimento das necessidades das
futuras gerações, ou seja, sem esgotar as fontes de recursos naturais. Por isso,
propõe-se a busca pelo desenvolvimento por meio do crescimento econômico, social
e ambiental de maneira conjunta.
O grande destaque mundial para a discussão do conceito de sustentabilidade
foi a Conferencia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada na cidade do
Rio de Janeiro - Rio 92, em junho de 1992. Nessa ocasião foram aprovados diversos
documentos importantes sobre o assunto, principalmente a Agenda 21, um plano de
ação mundial que visava orientar a transformação desenvolvimentista.
Esse documento trouxe como principal fundamento a sustentabilidade, bem
como o fortalecimento da democracia e da cidadania, valorizando a participação dos
25
indivíduos no processo de desenvolvimento, que deve ser conduzido com ética,
justiça, participação democrática e satisfação das necessidades (CATALISA, 2009).
Ainda de acordo com os princípios da Catalisa (2009), é importante salientar
que a Agenda 21 reformulou o conceito mundial de sustentabilidade, questionando o
estilo desenvolvimentista adotado pelas organizações capitalista, percebendo esse
modelo como:
[...] ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais,
socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade
social, politicamente injusto com concentração e abuso de poder
culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente
censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies.
Desse modo, requerem que a comunidade mundial passe, a partir desse
momento, a adotar novos valores para esse importante conceito. Afinal, uma
organização inteligente é aquela que protege e cuida do mundo em que habita, do
espaço
em
que
opera
e
das pessoas envolvidas,
sejam
trabalhadores,
consumidores, ou simplesmente membros da sociedade.
O movimento do desenvolvimento sustentável baseia-se na percepção de que
a capacidade de carga da Terra não poderá ser ultrapassada sem que ocorram
grandes catástrofes sociais e ambientais.
Já há sinais evidentes de que em muitos casos os limites aceitáveis foram
ultrapassados, como atestam diversos problemas ambientais gravíssimos, como o
aquecimento global, a destruição da camada de ozônio estratosférico, a poluição
dos rios e oceanos, a extinção acelerada de espécies vivas, entre outras fatalidades.
Esses problemas globais só podem ser resolvidos com a participação de
todas as nações, governos em todas as instâncias e sociedade civil, cada um em
sua área de abrangência.
As mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais exigem novas
formas de organização da sociedade civil e política. Segundo a Câmara Brasileira da
Indústria da Construção (CBIC), a sociedade brasileira vive uma grande
transformação.
O reflexo mais claro disso é a expansão do consumo. Até 2014, serão mais de
30 milhões de brasileiros em famílias com renda mensal acima de R$ 4,8 mil, isso
leva praticamente a escassez dos recursos naturais.
26
É preciso pensar em espaço para a inovação a criatividade e atuar a fim de
incorporar de forma sustentável esses novos consumidores. Dados do IBGE
demonstram que mais de 80% da população brasileira vivem atualmente em
cidades. Á medida que esta urbanização avança e deve avançar em, pelo menos,
30% em todo mundo até 2050, segundo o Conselho Mundial Empresarial para o
Desenvolvimento Sustentável, mudanças substanciais em relação ao enorme
conjunto de ações sobre os espaços urbanos e que permitam melhorar as condições
de infraestrutura de comunidades, mobilidade, entre outros itens, serão necessários
para a elevação da qualidade de vida.
27
7 CONTEXTUALIZAÇÃO SOBRE A UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: PARQUE
NACIONAL DE BRASÍLIA
O Parque Nacional de Brasília foi criado por Decreto Federal, nº 241 de 29 de
novembro de 1961e teve seus limites redefinidos em 8 de março de 2006, possuindo
atualmente uma área de 42389,01 hectares, o que equivale a 43 campos de futebol.
O Parque Nacional de Brasília é uma das unidades de proteção integral do Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza- SNUC.
Os Parques Nacionais têm como objetivo básico a preservação de
ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, além de
possibilitar a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de
educação e interpretação ambiental: a recreação e contato com a natureza e o
turismo ecológico.
O Parque protege uma grande área de Cerrado, que é um dos biomas mais
ricos e ameaçado do Brasil, abriga populações de flora e da fauna regionais, protege
mananciais hídricos que abastecem a cidade e oferece condições de pesquisas
cientificas, lazer e educação ambiental.
Apesar de estar cercado por núcleos urbanos e sofrer grandes pressões em
termos ambientais, o Parque Nacional de Brasília vem cumprindo seu papel de
proteção dos recursos naturais e históricos que são importantes para qualidade de
vida na cidade.
O Parque contribui, de forma significativa, com abastecimento de água para
Brasília, pois preserva a Bacia de Santa Maria, responsável por 25% de água que
abastece a Capital Federal e garante a qualidade de parte que forma o lago
Paranoá.
Dados da Agência Nacional de águas (ANA) apontam que, dos 5.565
municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água até 2015.
Para evitar esse problema, o país precisa investir, até lá, segundo o mesmo
levantamento, R$ 70 bilhões, com prioridade para obras nos mananciais e na coleta
e tratamento de esgotos, a fim de proteger as fontes de abastecimento (rios e lagos).
Somadas, essas localidades vão concentrar, em 2025, 139 milhões de
habitantes ou 72% da população. A partir desses dados é claro a importância de se
preservar as nascentes que abastecem a Bacia de Santa Maria, responsável por
28
25% do abastecimento de água em Brasília.
Sancionada em 1997, a Política Nacional de Recursos Hídricos foi consistente
e suficiente para fazer avançar as relações produtivas que se valem da água como
insumo básico, garantindo o respeito á integridade das bacias hidrográficas
brasileiras.
No entanto, é fundamental que haja comprometimento dos governos e
esforços da sociedade para fazer essa legislação e seus instrumentos avançarem e
servirem de fato ao disciplinamento do acesso a esse recurso essencial.
O Parque Nacional de Brasília também é responsável por manter a qualidade
e a umidade do ar, pois preserva diversos tipos de vegetação e abriga espécies de
mamíferos.
O Parque é uma das principais opções do Distrito Federal para se conhecer
os valores naturais do cerrado e práticas recreativas. Está aberto diariamente à
visitação pública, das 8h às 16h.
7.1 House organ
House Organ é um jornal interno de uma organização, que é elaborado pelos
próprios funcionários, com o intuito de divulgar sua instituição e/ou organização.
O “Nas trilhas do Parque” quebrou essa regra, pois foi criado por uma
estudante de Jornalismo, com o objetivo de divulgar o Parque Nacional de Brasília,
para que as pessoas saibam da sua importância, como Unidade de Conservação e
Preservação Ambiental, e também como abastecedor de água potável, para diversas
cidades de Brasília.
Grande parte dos house organs tem como interesse principal divulgar a
organização internamente (comunicação interna), mas o boletim produzido tem a
intenção de ampliar a divulgação do Parque, para todos os estados brasileiros e,
quem sabe futuramente, para outros países. Isso pode ser realizado graças às
tecnologias modernas que permitem novas possibilidades de divulgação do produto,
como é o caso da inclusão dos boletins eletrônicos e interativos, disponíveis na
internet.
29
8 COMO SERÁ O BOLETIM DO PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA
8.1 Caracterização do Boletim
O boletim será composto por 8 páginas com informações diferenciadas. Os
usuários e pessoas que tenham curiosidade sobre o parque poderão sanar algumas
delas por meio do boletim.
O boletim será entregue na entrada do parque e enviado por mailing para
aqueles que desejarem. O boletim será enviado na ultima de cada mês, com as
notícias mais importantes sobre o Parque Nacional de Brasília, e contará com
curiosidades, novidades, entrevistas e depoimentos de usuários e empregados. O
boletim terá sete seções para informar o usuário e o funcionário de tudo o que
acontece no parque. O boletim terá logomarca, que está em desenvolvimento.
8.2 Seções do Boletim
Quem ama cuida! (Os cuidados com o Parque). Abordará temas sobre os
cuidados com o parque, como se comportar nas trilhas e no parque, os cuidados
para não poluir, prevenção de acidentes e incêndios, entre outros assuntos.
Aprendendo com o parque... (Educação Ambiental). Fala sobre Educação
Ambiental e abordará os cursos ministrados pelo parque, a biodiversidade existente
no parque, falando sobre a diversidade da flora e da fauna.
Além das piscinas... (Lazer). Já a seção (Além das piscinas), mostrará as
opções de lazer do parque, as piscinas, trilhas, opções de piquenique, jogos e áreas
para meditação.
Os segredos do parque... (Conhecendo o Parque). Tentará mostrar tudo que
existe no parque, principalmente as áreas que não conhecidas pelo usuário, por
exemplo, a bacia de Santa Maria.
Amigos do Parque (Campanhas e parceiros do parque). Estudos e
pesquisas realizadas no parque, além de projetos feitos para melhorar o
atendimento e infraestrutura do local e as pessoas que divulgam o parque de alguma
forma.
Fala verde (Depoimentos e Entrevistas). Trará depoimentos e entrevistas de
30
diversas pessoas e assuntos relacionados com o parque e também com
Comunicação Ambiental.
Fale Mais, Saiba Mais (Interatividade, as publicações sobre o parque). Um
espaço para que os visitantes e os funcionários possam expor suas ideias.
8.3 Projeto Gráfico de “Nas trilhas do Parque”
Segundo Fátima Ali (1992), em seu livro a “A arte de editar revista”, o projeto
gráfico de um boletim deve ser desenvolvido em formato A5, formato adotado para o
“Nas trilhas do Parque”. Porém esse formato pode ser alterado dependo do
interesse do órgão ou do público a quem o boletim será destinado.
O boletim informativo terá 8 páginas, em vez das quatro ou duas mais
comuns, o que permitirá a exploração das seções previstas de forma mais
consistente.
As fontes utilizadas para a diagramação foram as seguintes: Capa: Titulo:
Impact 41 Logo: Century Gothic Chamadas: Arial – 10. Para os textos foram usados
: Títulos: Century Gothic – 20 Sutiãs: Century Gothic – 11 e Corpo do texto: Tw Cen
MT – 9. Já para a última página. Pág 08: Fonte: Calibri. Essas fontes foram
escolhidas por dar mais visibilidade e legibilidade ao texto. Além disso, as três fontes
se harmonizam entre si.
As legendas estão em Arial (negrito)12. O boletim contará com 23 colunas
para cada matéria. As fotos utilizadas no informativo terão tamanhos e formatos
diferentes, para criar uma dinâmica na disposição dos elementos visuais.
A diagramação do boletim será modular, por que distribui os textos e imagens
tanto no formato vertical quanto pelo horizontal. Essa disposição provocará a
dinâmica necessária para atrair atenção do leitor. A diagramação modular também
faz uso das colunas.
O texto estará justificado alinhado à direita ou à esquerda, dependendo da
posição das fotos. Os títulos serão centralizados, para melhor visualização do leitor.
Serão utilizados de 1000 a 1.500 caracteres em cada matéria.
31
8.3.1 Editoração
O boletim será diagramado no programa INDESIGN. O modelo de publicação
será o tabloide, pois seu formato é reduzido e facilita o manuseio feito pelo leitor. A
impressão será feita em papel A4 com gramatura de 120g/m2, impresso frente e
verso na folha A4 dobrada ao meio
8.3.2 Periodicidade e tiragem
A periodicidade do boletim será mensal, e a data de publicação é prevista
para o dia 20 a 25 de cada mês, tempo necessário para que a jornalista possa
apurar e redigir todas as matérias, além de mandar para revisão e diagramação.
Pretendemos uma tiragem de 500 exemplares na primeira edição e
aumentaremos ou diminuiremos a tiragem conforme levantamento de pesquisa.
8.3.3 Público alvo
O público-alvo do boletim são os usuários, empregados e interessados em
saber sobre o Parque Nacional de Brasília. O boletim será distribuído na entrada do
Parque Nacional de Brasília e posteriormente também poderá ser distribuído em
escolas do Distrito Federal, com preferência para a rede pública.
De acordo, com Roger C. Parker, autor de Looking Good in Print e Design to
Sell, os boletins informativos devem fornecer informações suficientes para motivar os
clientes a contatá-lo ou visitar sua empresa ou instituição para saber mais.
Essa é uma das propostas do “Nas trilhas do Parque”: fazer com que a
população brasiliense conheça mais sobre o Parque Nacional de Brasília e tenha a
curiosidade de visita-lo e a consciência de preserva-lo, e o projeto gráfico precisa,
pela sua identidade visual, provocar o desejo da leitura.
32
8.4 Exemplos de layouts possíveis para boletins informativos
Figura 1
Boletim Informativo do Vereador Waldir Canal.
Esse é um mau exemplo de layout usado para um boletim informativo, pois
verificamos a falta de distância entre as colunas, e as fontes utilizadas para o texto
são pequenas, o que dificulta a leitura. Também verificamos excesso de texto e
pouca imagem, o que cansa o leitor.
33
Figura 2
Boletim Informativo Periódico (BIP), do ano de 2012.
Nesse segundo exemplo também verificamos o excesso de texto e a fonte
pequena.
O uso de linhas tem a função de separar ou destacar alguns assuntos em relação a
outros. No entanto, logo acima do nome do jornal, existe uma linha que nada acrescenta à
diagramação.
Outro equívoco presente na capa é em relação às fotos. Além de não possuir crédito
(autoria próxima a imagem), as pessoas presentes nas fotos estão “olhando” para fora do jornal.
Isso tira a atenção do leitor do centro da capa, que é o espaço de destaque.
A ausência de cuidado em relação às colunas nas páginas internas, que indicam o formato do
jornal, também é notável. O “Nova Pauta” trabalha com quatro colunas por páginas. Mas algumas
fotos invadem espaço de colunas e, dessa forma, elas possuem tamanhos variados, não
fornecendo um aspecto linear. E as fotos nas páginas internas também não têm crédito. Não fica
claro para o leitor se quem as produz são os próprios alunos, que assinam os textos.
34
Figura 3
Boletim Informativo do Instituto Federal de Santa Catarina,
Folha da Fruta do ano de 2012.
Já nesse exemplo de boletim as fontes utilizadas para o texto são maiores, o
que facilita a leitura. As imagens conversam com o texto, tornando a leitura mais
agradável. O jornal faz uso de uma editoria e as reportagens vêm em páginas casadas. Vale
destacar o sucesso da diagramação ao conseguir uni-las e mostrar ao leitor que tratam do mesmo
tema e possuem o mesmo título, o que por vezes, é uma dificuldade. Com o título em fundo
colorido e grande, e com uma foto no centro das páginas, a idéia de continuidade é inquestionável.
8.5 Seções e pautas para cada publicação
1ª Publicação (Dezembro)
(Quem ama cuida) – Cuidado com o lixo
(Quem ama cuida) – Como evitar os incêndios no PNB
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(Aprendendo com o parque) - A rica fauna e flora do PNB
(Um pouco mais sobre o PNB) - Além das piscinas
(Os segredos do parque) - O macaco-prego é o símbolo do PNB
(Os segredos do parque) - A “Água Mineral”, na verdade, é uma Unidade de
Conservação Ambiental.
(Amigos do parque) - Educação Ambiental é tema de curso no PNB
(Fala Verde) - André Trigueiro participa do V Congresso de Jornalismo
Ambiental em Brasília
(Fale Mais/Saiba Mais) - Parque Nacional fornece água potável para cidades
de Brasília
2ª Publicação (Janeiro)
(Quem ama cuida) - Quais são os principais focos de incêndio que ameaçam
o PNB?
(Aprendendo com o parque) - Depoimentos de pessoas que já fizeram os
cursos?
(Aprendendo com o parque) - Quais os projetos sobre Educação Ambiental
são realizados no PNB?
(Os segredos do parque) - A história da bacia de Santa Maria
(Os segredos do parque) - Projetos de reflorestamento realizados no PNB
(Amigos do parque) - Entrevista com a Associação Amigos do Parque,
depoimentos dos participantes.
(Fala Verde) - Bate-papo com o presidente da Associação Amigos do Parque
Gustavo Souto
(Fale Mais/Saiba Mais) - Histórias de pessoas que visitam as trilhas
(Fale Mais/ Saiba Mais) - Cadê a lanchonete?
36
(Um pouco mais sobre o PNB) - Os pioneiros do Parque Nacional de
Brasília
(Um pouco mais sobre o PNB) - A história da criação do parque
3ª Publicação (Fevereiro)
(Quem ama cuida) - Que cuidados os visitantes deve ter com relação ao
PNB?
(Aprendendo com o parque) - Que espécies de fauna e flora encontramos
no PNB
(Os segredos do parque) - Projetos de preservação da fauna e flora do
parque
(Amigos do parque) - Comemoração dos 52 anos do PNB
(Amigos do parque) - Ações realizadas por estudantes no PNB
(Fala Verde) - Entrevistas com crianças e jovens que tenham noção de
responsabilidade ambiental
(Fale Mais/ Saiba Mais) - Enquete para saber quem realmente conhece o
PNB
(Um pouco mais sobre o PNB) - O surgimento das piscinas
(Um pouco mais sobre o PNB) - Quando e como foram criadas as trilhas
4ª Publicação (Março)
(Quem ama cuida) - Como é realizada a prevenção de acidentes no PNB?
(Aprendendo com o parque) - Conhecendo o Cemave
(Aprendendo com o parque) - Que espécies de aves encontraram no
Cemave?
(Os segredos do parque) - Quais espécies animais e vegetais são
encontradas no parque
(Os segredos do parque) - Meditar é possível
37
(Amigos do parque) - Um pouco sobre o projeto manejo de espécies
exóticas
(Fala Verde) - Entrevista com o diretor do parque sobre os novos projetos
(Fale Mais/Saiba Mais) - Os fieis do PNB
(Um pouco mais sobre o PNB) - As histórias dos primeiros visitantes
8.6 Ideias de pautas para as futuras publicações do Boletim
Quem ama cuida
 Conhecendo as trilhas e suas particularidades.
 Quais são os principais focos de incêndio que ameaçam o PNB?
 Que cuidados os visitantes deve ter com relação ao PNB?
 Como é realizada a prevenção de acidentes no PNB?
Aprendendo com o parque
 Quais cursos são oferecidos pelo PNB?
 Depoimentos de pessoas que já fizeram o curso
 Quais os projetos sobre Educação Ambiental são realizados no PNB?
 Que espécies de fauna e flora encontramos no PNB?
 Para que serve o Cemave?
 Que espécies de aves encontramos no Cemave?
Os segredos do parque
 A história da bacia de Santa Maria
 Projetos de reflorestamento realizados no PNB
 Pesquisas realizadas no PNB
 Projetos de preservação da fauna e da flora do parque
 Comemoração dos 52 anos do PNB (29 de outubro de 2013)
 Exposições fotográficas sobre o parque
 Quais espécies animais e vegetais são encontradas no parque
 O que ver e fazer no PNB
 Meditar é possível no PNB
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Amigos do parque
 Entrevista com a brigada de incêndio do parque
 Entrevista com a Associação Amigos do Parque, depoimentos dos
participantes.
 Ações realizadas por estudantes no PNB;
 Um pouco sobre o projeto manejo de espécies exóticas.
Fala verde
 Entrevista com o analista ambiental Gilson, trabalha no parque há mais de 15
anos.
 Bate-papo com o presidente da Associação Amigos do Parque (Gustavo
Souto)
 Entrevistas com crianças e jovens que tenham noção de responsabilidade
ambiental
 Entrevista com o diretor do parque sobre os novos projetos
Fale mais/Saiba mais
 Depoimentos de visitantes sobre o parque
 Histórias de pessoas que visitam as trilhas
 Enquete para saber quem realmente conhece o PNB
 Os eventos realizados no parque mês a mês
 Os fieis do PNB
 Cadê a lanchonete?
Um pouco mais sobre o PNB
 Como surgiu o “Nas trilhas no Parque”
 Os pioneiros do Parque Nacional de Brasília
 A história de criação do parque
 O surgimento das piscinas
 Quando e como foram criadas as trilhas
 As histórias dos primeiros visitantes
39
8.7 Estudos sobre criação de logomarca
Como o boletim precisa de uma logomarca, fiz uma pesquisa conceitual para
ajudar na construção desse elemento.
O
termo
logomarca
surgiu
em
1970
nas
empresas
ALLTYPE
E
PHOTOHOUSE, duas empresas de foto letras da época. Logomarca é um termo
normalmente conhecido pela comunicação como a junção de um símbolo com o
nome da empresa. Muitas vezes a logomarca é confundida com o logotipo, que é o
nome da empresa escrito por extenso de forma estilizada ou com algum tipo de
design nas letras.
Essa confusão nos termos gera uma discussão entre acadêmicos e
designers, pois alguns acreditam que a palavra logomarca é utilizada de forma
incorreta. Para muitos acadêmicos a logomarca é um marca gráfica usada para
divulgar e promover reconhecimento público. Já para os designers o termo
logomarca é considerado um neologismo impreciso e incorreto.
Em seu artigo “Logomarca? Porque sim e porque não”, Guilherme Sebastiany
(2009), explica que durante onze anos de atuação em design de marcas participou
de várias discussões sobre o uso correto da palavra logomarca. Em seu artigo
Guilherme discute sobre os argumentos mais comuns na defesa e na acusação do
uso do termo.
No decorrer do seu artigo, Guilherme utiliza cinco argumentos para definir
logomarca, primeiro: “Logomarca não existe, é coisa de publicitário”, nessa parte ele
explica que muitas pessoas acreditam que o termo logomarca é utilizado somente
pelos publicitários.
O segundo argumento é: “Logomarca não existe, é coisa de brasileiro”. Nesse
argumento o autor explica que o termo logomarca é uma manifestação tipicamente
brasileira, como os pais fazem ao juntar partes de seus nomes para dar nome ao
filho. Mas Guilherme explica que ao realizar pesquisas para a Design Total, ele teve
acesso a imagens de manuais americanos e europeus das décadas de 70 e 80. Em
alguns deles aparecem os termos “logomark” e “logomarca”. Segundo ele, isso
mostra que a imprecisão usada para logomarca não é uma questão restrita ao Brasil.
No terceiro argumento, Guilherme Sebastiany (2009), aborda sobre:
”Logomarca existe porque eu li num livro”. Nesse argumento, Guilherme explica que
40
muitos acreditam que o termo logomarca é correto, pois é publicado em livros, mas
isso pode gerar um problema, pois cada autor define o termo com significados
diferentes.
No quarto argumento, Guilherme aborda sobre “Logomarca existe e está no
dicionário”, explicando que muitos defendem o uso da palavra logomarca, por ela
estar presente em diferentes dicionários, mas com diferentes significados o que
confunde muitas pessoas.
No
último argumento,
Guilherme discute
sobre: “Termos leigos ou
profissionais?”. Segundo Guilherme Sebastiany (2009), a profissão de designers
ainda é muito jovem e levará um tempo para que os termos se consolidem e ganhem
significado correto.
Para o que o termo logomarca seja usado corretamente, ainda é necessário
muito estudo, para que o termo tenha um significado único para todos.
8.8 Como se chegou à logomarca de “Nas trilhas do Parque”
Tentativa 1
Ilustração: Divina Almeida Pereira
41
Tentativa 2
Ilustração: Divina Almeida Pereira
Tentativa 3
Ilustração: Robson Almeida Pereira
42
Tentativa 4
Ilustração: Robson Almeida Pereira
Tentativa 5
Ilustração: Henrique Carmo
43
8.9 Trajetória do layout do boletim Nas trilhas do Parque
Tentativa 1
44
Tentativa 2
45
46
Tentativa 3
47
48
Tentativa 4
49
50
Tentativa 5
51
52
Tentativa 6
53
Tentativa 7
54
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A oportunidade de criar o boletim “Nas trilhas do Parque” me possibilitou uma
vivência maior em um processo produtivo de criação de um produto de comunicação
e também conhecer sobre o desenvolvimento de um projeto gráfico. Foi possível
aprender sobre seu planejamento, o que inclui na elaboração de pautas; conhecer o
público-alvo; apurar informações; buscar fontes e personagens, além de desenvolver
um senso crítico para analisar o conteúdo produzido.
A execução mostra, ainda, os problemas que um veículo de comunicação
pode ter antes de ser finalizado, tais como na diagramação, na apuração, na escrita
e na escolha dos elementos que precisam se integrar à produção. O produto
impresso depende de um bom trabalho e só é concluído com muito esforço e
motivação.
É importante aprender a importância de se dialogar com quem lerá o boletim
para que os conteúdos sejam elaborados de acordo com o que o público deseja ler.
Dessa forma, “Nas trilhas do Parque” se torna para mim um grande
aprendizado para o aumento do crescimento pessoal, profissional, físico e emocional
que todo profissional de comunicação precisa ter.
Os resultados obtidos na pesquisa demonstram o quanto são importantes
políticas públicas voltadas para o meio ambiente. Podemos constatar que o homem
vem esquecendo que o meio ambiente é constituído de ecossistema, e este está
unido por cadeias ecológicas, que estão sendo desestruturadas mediante a ação
desse próprio homem.
55
REFERÊNCIAS
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Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias. 5 ed. Manaus: Legislação
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iniciados e leigos. São Paulo: Sammus, 2004.
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sujeito ecológico. Editora Cortez 4ª edição,2004.
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Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <
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Rosália Almeida Pereira - Universidade Católica de Brasília