CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO G O V E R N O D O E S TA D O D O R I O D E J A N E I R O ACOMPANHAMENTO DO PL ANO ESTRATÉGICO CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO G O V E R N O D O E S TA D O D O R I O D E J A N E I R O ACOMPANHAMENTO DO PL ANO ESTRATÉGICO S E C R E TA R I A D E E S TA D O D E P L A N E J A M E N T O E G E S T Ã O - S E P L A G R J Rio de Janeiro • 2014 Tiragem 1.000 exemplares Impressão Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro Fotos da capa André Gomes de Melo, Shana Reis, Sérgio Siciliano e ASCOM SEPLAG Coordenação Fábio da Silva Siqueira Luciana Ferreira de Almeida Capa e editoração Leandro de Almeida Silva Leonardo Barbosa Corrêa Março / 2014 SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO – SEPLAG RJ SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO Rua Erasmo Braga, 118 – 5º Andar – CEP 20020-000 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Fones: 55 (21) 2333-1914 / 55 (21) 2333-1846 – Fax: 55 (21) 2332-6092 Site: www.rj.gov.br/web/seplag ISBN: 978-85-66570-07-6 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Governador Sérgio Cabral Secretaria de Estado de Educação Wilson Risolia Rodrigues Vice-Governador Luiz Fernando de Souza Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Gustavo Reis Ferreira Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro Procurador-Geral de Justiça Marfan Martins Vieira Secretaria de Estado de Habitação Rafael Carneiro Monteiro Picciani PODER LEGISLATIVO Assembleia Legislativa Presidente Deputado Estadual Paulo Melo Tribunal de Contas Presidente Jonas Lopes de Carvalho Júnior PODER JUDICIÁRIO Secretaria de Estado de Transportes Julio Luiz Baptista Lopes Secretaria de Estado do Ambiente Antonio Pedro Indio da Costa Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária Christino Áureo da Silva Tribunal de Justiça Presidente Desembargadora Leila Maria Carrilo Cavalcante Ribeiro Mariano Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca Felipe dos Santos Peixoto PODER EXECUTIVO Secretaria de Estado de Trabalho e Renda Sérgio Tavares Romay Secretaria de Estado da Casa Civil Regis Fichtner Secretaria de Estado de Governo Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão Sérgio Ruy Barbosa Guerra Martins Secretaria de Estado de Fazenda Renato Augusto Zagallo Villela dos Santos Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços Júlio César Carmo Bueno Secretaria de Estado de Obras Hudson Braga Secretaria de Estado de Cultura Adriana Scorzelli Rattes Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos Pedro Henrique Fernandes da Silva Secretaria de Estado de Esporte e Lazer André Luiz Lazaroni de Moraes Secretaria de Estado de Turismo Ronald Abrahão Ázaro Secretaria de Estado de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida Marcus Vinícius de Vasconcelos Ferreira Secretaria de Estado de Segurança José Mariano Beltrame Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor Cidinha Campos Secretaria de Estado de Administração Penitenciária Cesar Rubens Monteiro de Carvalho Secretaria de Estado de Prevenção à Dependência Química Filipe de Almeida Pereira Secretaria de Estado de Saúde Marcos Esner Musafir Procuradoria Geral do Estado Lucia Lea Guimarães Tavares Secretaria de Estado de Defesa Civil Sérgio Simões Defensoria Pública Geral do Estado Nilson Bruno Filho SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO Subsecretaria de Planejamento - SUBPL Cláudia Uchôa Cavalcanti Superintendência de Planejamento Institucional - SUPLI Haidine da Silva Barros Duarte Superintendência de Gestão Estratégica – SUGES Enrico Moreira Martignoni Assessores Álvaro da Silva e Abrantes Wagner Ricardo dos Santos Rita de Cassia Machado de Brito Coordenadores Ana Fernanda Batista Coelho Alves Elizabeth da Costa Mendes O. de Menezes Fábio da Silva Siqueira Rachel Enete Lannes Rosali Souza Mayrink SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SEPLAG Secretário de Estado de Planejamento e Gestão – SEPLAG Sérgio Ruy Barbosa Guerra Martins Subsecretaria Geral de Planejamento e Gestão – SUBGEP Francisco Antônio Caldas Andrade Pinto Subsecretaria Adjunta de Modernização da Gestão – SUMOG Paulo Roberto Lopes Monção Chefia de Gabinete – GAPLA Marcio C. Colmerauer dos Santos Subsecretaria de Planejamento – SUBPL Cláudia Uchôa Cavalcanti Subsecretaria de Orçamento – SUBOR Júlio César Mantovani Subsecretaria Adjunta de Estudos Fiscais – SUFIS Fernando Graça Klautau de Araujo Subsecretaria de Recursos Logísticos – SUBLO Fábio Aurélio da Silveira Nunes Subsecretaria de Patrimônio Imobiliário – SUBPA Cristina Lúcia de Barros Vianna Subsecretaria de Administração de Pessoal – SUBAP Edson Kazushigue Teramatsu Subsecretaria de Carreiras, Remuneração e Desenvolvimento de Pessoas – SUBDP Paulo César Medeiros de Oliveira Júnior Equipe Técnica Anabela Fernandes de Sousa André Neuschwang Regato Bruno Luís Lacerda dos Santos Fabiano Araujo Fernandes Felipe Andrade Vilela e Silva Fernando Costa Rodrigues Flávio Vinicius Braga Felix Soares Gismália Luiza Passos Trabuco Glenda Neves Lino Isabel Aracoeli Alves Petrucci Conceição Isabela de Jesus da Silva Janiely da Silva Bezerra Julius Cesar Celin Karinne Magalhães Meneses Katiana dos Santos Teléfora Leandro de Almeida Silva Leandro Morais Bruno Leonardo Barbosa Corrêa Lindomar Oliveira Lima Luciana Ferreira de Almeida Marcos Vinicius Ferreira Godoy Maria Teresa Soares de Oliveira Pinto Michel dos Santos Cozendey Neves Monique Carla Duarte Rieiro Natália Peçanha Caninas Natasha Freitas Assaife Teixeira de Souza Paulo Cesar Pestana Rafael Ventura Abreu Rakel de Oliveira Pinheiro Sebastião Antonio Quinaud Delaretti Suzana Magalhães Campos Taís Miranda Damasceno Vinicius Boechat Tinoco Wellington Vasconcelos de Sousa Apoio Administrativo Claudia Marcia dos Santos Oliveira Tomaz Leila Freitas de Oliveira Mônica Nassif Bayeh Suyá Georgia Ezequiel Santos APRESENTAÇÃO O presente trabalho elaborado pela equipe da Subsecretaria de Planejamento desta SEPLAG/RJ é um convite à reflexão sobre iniciativas governamentais que convergentes conduzem a um repensar sobre reais possibilidades de se atingir no futuro uma situação promissora para os cidadãos que vivem neste estado. Destina-se a disponibilizar à população um panorama das significativas realizações do Executivo Estadual na trilha para o alcance das dez situações previstas para o estado em 2031, constantes do Plano Estratégico do Estado de Rio de Janeiro – 2012-2031. A construção de uma agenda estratégica pautada no modelo de gestão por resultado foi determinante para mudança de paradigma das políticas públicas estaduais. Avanços na direção das reformas estruturais e modernização da gestão fazem parte do conjunto de medidas destinadas ao aperfeiçoamento dos processos, mecanismos e ferramentas de formulação, execução e monitoramento das políticas públicas. À luz dessas medidas destaca-se o enfrentamento das carências identificadas, ainda em 2007, nas áreas de recursos financeiros, materiais, patrimoniais e humanos o que redundou na prioridade dada à modernização da gestão. O saneamento das finanças públicas, a adoção de critérios apropriados na implementação das atividades e na priorização dos investimentos, constituíram-se nos princípios que permitiram a implantação das ações que compõem o presente documento e dão visibilidade ao desempenho da administração pública estadual para alcance da reestruturação do estado no sentido de torná-lo ágil e competente em suas atribuições. A perspectiva é de que os desafios futuros sejam enfrentados de modo a permitir a continuidade de iniciativas governamentais pautadas no modelo de gestão para resultado, uma exigência precípua da sociedade contemporânea. Sérgio Ruy Barbosa Guerra Martins Secretário de Estado de Planejamento e Gestão – SEPLAG 8 9 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO 12 EQUITATIVO 18 PLURAL 26 EDUCADO 56 62 SOLIDÁRIO INOVADOR SUMÁRIO 34 EFICIENTE 68 SUSTENTÁVEL 44 SAUDÁVEL 74 PRÓSPERO 80 SEGURO 10 11 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO INTRODUÇÃO O presente documento apresenta os principais resultados do modelo de gestão pública para resultados que, implantado a partir de 2007, objetiva a implementação do processo de reestruturação do Estado do Rio de Janeiro. De fato, o registro do legado construído pelo esforço coletivo da administração pública estadual, confere visibilidade de seu desempenho e cria perspectivas de continuidade dos caminhos delineados para construção do desenvolvimento sustentável. Não se trata de um relatório formal e exaustivo, mas sim de um conjunto de informações estruturadas em torno de eixos temáticos que conduzem a uma compreensão da trajetória de políticas públicas traduzidas em agendas de compromisso assumidas desde 2007. O compromisso com resultados só é possível com planejamento e gestão num horizonte de curto, médio e longo prazo, e a conscientização de que incertezas fazem parte do processo. Oferecer à sociedade elementos de reflexão sobre os princípios e estratégias que conduzem a ação pública para o crescimento econômico, social e ambiental é obrigação precípua do gestor responsável pela condução do processo. O trabalho está fundamentado no Plano Estratégico do Governo do Estado do Rio de Janeiro 2012-2031, atualização da versão publicada em 2007, desenvolvido na Subsecretaria de Planejamento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Em verdade, a administração pública do Estado do Rio de Janeiro tem buscado retomar a prática do planejamento de longo prazo, introduzindo inovações na administração pública. Romper a visão imediatista explicada por um conjunto de fatores, dentre os quais o longo período de inflação alta de décadas anteriores, levou ao descrédito do planejamento, com graves consequências para o agravamento das disparidades econômicas, sociais e regionais. Baseada no modelo de formulação de cenários, a referida atualização apresenta a visão do conjunto de forças e fraquezas, ameaças e oportunidades e seus impactos na formação do futuro. Considerando um cenário otimista para 2031 o futuro projetado avista um quadro contemplado por dez situações que se alcançadas espelharão a consolidação de progresso almejado para a sociedade fluminense. São elas: Equitativo, Plural, Educado, Eficiente, Saudável, Solidário, Inovador, Sustentável, Próspero e Seguro. Desde 2007, vislumbrou-se para o Estado do Rio de Janeiro um espaço de oportunidades para a implantação de sua agenda de desenvolvimento. A identificação de potencialidades para o desenvolvimento de iniciativas em diferentes setores da administração pública e a implantação de instrumentos de gestão adequados à estrutura institucional tem permitido percorrer o caminho para alcance das situações previstas em seu planejamento de longo prazo, com identificação clara de resultados tangíveis no curto e médio prazo. O exercício de antecipar, em 2013, o grau de alcance das dez situações propostas revela-se como importante marco para registrar o trabalho realizado pela administração pública estadual. Nenhum cenário é preciso dada a complexidade de fatores que regem as sociedades. Os governos por seu lado sofrem pressões, internas e externas, de interesses conflitantes que mudam a cada gestão. No entanto, planejar o futuro aponta eixos de atuação para o Poder Executivo que podem ser ajustados em consonância com agendas que viabilizem intervenções de caráter estruturante em favor do crescimento estadual. É com essa visão que o trabalho foi concebido e estruturado. Buscou-se registrar as principais iniciativas desenvolvidas no período de 2007 a 2013. A pesquisa contou com informações de planos, programas e projetos setoriais, informações dos relatórios quadrimestrais das ações realizadas, matérias divulgadas pela mídia e textos de conteúdo específicos, informações estas ilustradas com imagens que comprovam os feitos destacados. Para cada iniciativa destacada procurou-se identificar seu enquadramento a uma das situações acima mencionadas. Os resultados preliminares foram submetidos aos secretários ou aos responsáveis pelas políticas setoriais, que retificados ou ratificados correspondem ao produto ora apresentado. O documento comprova que vencidos os desafios iniciais na busca do equilíbrio fiscal pode o governo criar condições efetivas para o exercício de políticas indutoras do desenvolvimento elegendo como prioritárias as áreas de sua indelegável competência com foco na melhoria da qualidade dos serviços prestados e na oferta de infraestrutura. Paralelamente, no campo econômico o território estadual tem sido objeto de investimentos no setor produtivo que estimulam cadeias produtivas de diferentes segmentos de atividades. Sem dúvida o Estado do Rio de Janeiro ao se tornar mais competitivo mudou sua imagem no cenário nacional e internacional. EQUITATIVO Foto: Carlos Magno Buscamos um Rio mais equitativo, onde impere a justiça social e os agentes públicos e privados estejam comprometidos com o bem comum. Políticas públicas que promovam o tratamento igualitário da população, garantido pela participação da sociedade civil organizada na formulação das políticas e no controle social das ações de governo. Também contribui para tornar o Rio mais equitativo a ampliação do acesso a direitos básicos, como alimentação, habitação, transporte e informação. 14 15 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EQUITATIVO Nova Friburgo - Foto: Marcelo Horn Políticas de habitação Oferecer o acesso democratizado à terra e garantir o direito social à moradia digna aos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro é fundamental para promover a cidadania e melhorar a qualidade de vida. Em parceria com os municípios e a União, o estado cumpre seu papel de articulador de ações, recursos, programas e cooperação técnica, além de contribuir para reduzir o déficit habitacional com programas de construção de moradias, recuperação de conjuntos habitacionais, obras de infraestrutura, como pavimentação e implantação de rede coletora de esgoto, assim como regularização fundiária. O Estado do Rio de Janeiro apoia o programa Minha Casa Minha Vida, sendo responsável pela contratação de mais de 3,2 mil unidades em andamento na Região Metropolitana e em municípios como Nova Friburgo e Petrópolis. Com recursos próprios, constrói mais 1,8 mil moradias no interior do estado, em Teresópolis, Pinheiral, Areal, Carmo, Sapucaia e Itatiaia, entre outros, tendo entregado também unidades em Conceição de Macabu, Comendador Levy Gasparian, Aperibé e Piraí. Como parte do programa De Cara Nova, a administração pública estadual revitalizou cerca de 100 conjuntos habitacionais. Muitas dessas edificações não recebiam manutenção desde que foram inauguradas, há 40 anos, e estavam em estado precário, pondo em risco seus habitantes. Regularização O programa estadual de regularização fundiária concedeu, desde 2009, mais de 40 mil títulos de posse e propriedade para a população de baixa renda, e milhares de outros processos estão em fase de conclusão. Em todo o estado, mais de 900 comunidades urbanas e rurais já contam com o programa e os moradores que tiveram as casas legalizadas não precisam mais se preocupar: o patrimônio construído ao longo da vida está garantido e será uma segurança para seus herdeiros. A regularização inclui 27 assentamentos rurais consolidados em terras do estado, áreas quilombolas e comunidades pesqueiras instaladas no interior. A formalização permite aos moradores, obter crédito para reforma dos imóveis e reivindicar melhores serviços públicos, garantindo o exercício pleno da cidadania. Foto: Paulo Botelho CUSTOS MENORES COM TRANSPORTE E MAIS EMPREGOS PARA MORADORES DO GRANDE RIO Disponível para os habitantes dos 20 municípios da Região Metropolitana, o Bilhete Único, lançado em fevereiro de 2010, se destaca entre os programas de integração social do Estado do Rio. O sistema permite o embarque em até dois meios de transportes, sendo um deles intermunicipal, por menos de cinco reais. Além de oferecer ao usuário do transporte coletivo (ônibus, metrô, trens, barcas ou vans) uma significativa redução de custo no transporte diário, o Bilhete Único propicia maior acesso a empregos formais dentro de qualquer localidade da Região Metropolitana – já que os empregadores deixam de selecionar seus funcionários a partir do local onde vivem, gerando um equilíbrio na distribuição de empregos entre moradores de diferentes regiões. Ao fim de 2013, já haviam sido realizadas mais de 1,3 bilhão de viagens e 2,4 milhões de usuários eram beneficiados pelo programa, que já ganhou vários prêmios internacionais e se tornou uma referência na área social. Mais de 1,3 bilhão de viagens e 2,4 milhões Foto: Rogério Santana de usuários beneficiados de 2009 a 2013 16 17 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EQUITATIVO Foto: Marcelo Horn Se a redução de custos com transporte beneficia o cidadão, em casos especiais esta economia é ainda mais importante para garantir o direito de ir e vir. O programa Vale Social dá a adultos e crianças portadores de deficiência física, visual, auditiva e mental, bem como de doenças crônicas que estejam em tratamento, o direito à gratuidade em barcas, metrô, ônibus, vans intermunicipais e trens. Menores de idade e adultos incapazes de se locomoverem sozinhos, sejam eles deficientes ou doentes crônicos, têm direito à gratuidade também para um acompanhante. O número de usuários foi ampliado de cerca de 25 mil, em 2007, para quase 120 mil passageiros em 2013. ALIMENTAÇÃO SUBSIDIADA Partindo do princípio de que todo cidadão tem direito a uma alimentação saudável, o Estado do Rio de Janeiro mantém 16 Restaurantes Cidadão que oferecem uma comida balanceada a um pequeno custo: café da manhã a R$ 0,35 e almoço por R$ 1. Juntos, os restaurantes, espalhados por diversas regiões do estado, fornecem diariamente cerca de 20 mil cafés da manhã e mais de 50 mil almoços, atendendo em torno de um milhão de pessoas por mês. O público beneficiário dos restaurantes é formado, em sua maioria, por trabalhadores de baixa renda, desempregados, estudantes, aposentados, moradores de rua e famílias em situação de risco de insegurança alimentar e nutricional, cuja principal refeição do dia é realizada nestes estabelecimentos. 16 Restaurantes Cidadão Diariamente: Mais de 50 mil almoços Cerca de Restaurante Cidadão - Foto: Amanda Révész 20 mil cafés da manhã O Banco de Alimentos da Ceasa, inaugurado em 2011, também contribui para oferecer gratuitamente à população alimentos doados por produtores e comerciantes. Mesmo não estando em condições ideais de comercialização, os produtos estão em Banco de Alimentos - Foto: Luiz Barros perfeitas condições para consumo e passam por um processo de seleção e processamento, quando necessário. Em todo o estado, o programa atende a quase 200 instituições cadastradas e nove comunidades pacificadas, beneficiando mais de 20 mil pessoas só na Região Metropolitana. Ao fim de 2013 o projeto começou a ser expandido para o interior e passou a atender também instituições no entorno dos municípios de Nova Friburgo, Itaocara, São José de Ubá e Paty do Alferes. TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL Foto: Manu Mohan Promover o controle social e criar uma cultura de prestação de contas são os principais objetivos do Portal da Transparência Fiscal. No portal, o cidadão tem acesso a leis orçamentárias, receitas arrecadadas, despesas realizadas pelo estado, repasses aos municípios, transferências recebidas da União, gastos do governo por programas e informações sobre a aplicação dos royalties do petróleo, entre outros dados. Assim, a sociedade tem como saber onde e como os recursos públicos estão sendo aplicados e pode cobrar do estado sua melhor utilização. Além do controle dos gastos do governo, a sociedade também pode participar da elaboração de políticas públicas através da atuação em conselhos e conferências, que são espaços de participação para a sociedade fiscalizar ações governamentais, debater iniciativas e propor soluções dentro de suas áreas de atuação. Conferências Estaduais de Desenvolvimento Regional, de Cultura, das Cidades, de Segurança Pública e de Juventude e Meio Ambiente estão entre as promovidas no Rio de Janeiro, que também conta com conselhos mais tradicionais, em setores como os de Saúde e Educação, e outros mais recentes, como é o caso do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, criado em 2009. Além de conselhos e conferências, estruturas como comitês com participação da sociedade contribuem para aumentar a gestão participativa. Na área de recursos hídricos, por exemplo, os nove Comitês de Bacias Hidrográficas têm poder consultivo, normativo e também deliberativo, atuando de forma integrada, com a participação da sociedade para um efetivo controle social. PLURAL 18ª Parada do Orgulho LGBT, em Copacabana, no Rio - Foto: Clarice Castro Caminhamos em direção a um Rio mais plural, em que sejam valorizadas as múltiplas identidades, valores e expressões dos cidadãos fluminenses. A pluralidade de um povo é essencial para que o convívio em sociedade agregue valores como respeito, harmonia e enriquecimento histórico e cultural. O estado avança no combate a todas as formas de discriminação e na garantia da liberdade de expressão e do exercício de manifestações culturais e regionais, preservando orientações e direitos pessoais, coletivos e difusos. 20 21 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO PLURAL Diversidade e cidadania Um governo para a cidadania só é possível se for um governo para todos. Por isso, um dos grandes compromissos do Estado do Rio de Janeiro é o de combate à discriminação e de promoção da cidadania, em grupos populacionais específicos, por todo o território fluminense. Direcionado para a população LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – o programa Rio sem Homofobia, criado em 2007, atua na produção, implementação e monitoramento de políticas públicas transversais em todas as áreas de governo. É responsável também pela implementação dos Centros de Cidadania LGBT e do Disque Cidadania, um serviço telefônico que visa tanto à divulgação de direitos e serviços sociais quanto ao atendimento das vítimas de discriminação ou violência homofóbica. O estado tem quatro Centros de Cidadania que contam com advogados, psicólogos, assistentes sociais e estagiários nos municípios do Rio de Janeiro, em Niterói, Duque de Caxias e Nova Friburgo. Este é um serviço pioneiro na América Latina voltado para a comunidade LGBT e já foi procurado por mais de 18 mil pessoas. Outra vertente importante do projeto é a de segurança pública, que, até o fim de 2013, capacitou 1.200 inspetores e delegados e 3.000 policiais civis e militares do Rio de Janeiro com foco na abordagem policial, garantia do respeito e promoção do direito LGBT, liberdade religiosa e direitos humanos. A promoção de seminários sobre temas como a saúde integral LGBT e os direitos das famílias homoafetivas, prevenção da violência doméstica e adoção também faz parte das estratégias de comunicação, visibilidade e articulação com a comunidade civil e organizada LGBT. Mais de 18mil atendimentos a LGBT até o fim de 2013. O Disque Cidadania é o primeiro serviço telefônico gratuito da América Latina, 24h, voltado para a população LGBT Centro de Cidadania LGBT - Foto: Aline Macedo Foto: Clarice Castro AÇÕES AFIRMATIVAS Em 2007, a Assembleia Legislativa aprovou a lei que estendeu a parceiros de servidores homossexuais do Estado do Rio de Janeiro o direito à pensão. Além de leis, existem decretos, atos administrativos e portarias do Executivo que asseguram vários direitos dos LGBTs no estado, e a atuação do Conselho dos Direitos da População LGBT do Estado do Rio de Janeiro colabora para sugerir ações de governo e acompanhar iniciativas dos demais Poderes. O estado também apoia e estimula iniciativas de outras instituições, como a decisão do Superior Tribunal Federal, em 2011, de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, e do Conselho Nacional de Justiça que proíbe as autoridades competentes de recusarem-se a celebrar o casamento civil entre pessoas de mesmo sexo. A administração pública estadual já organizou três cerimônias coletivas de união estável homoafetivas, em que participaram mais de 200 casais homossexuais, e a 1ª cerimônia coletiva de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, com a presença de 130 casais. 130 casais participaram da primeira cerimônia coletiva de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, em dezembro de 2013 Claudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos - Foto: Marcelo Horn 22 23 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO PLURAL MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DO INTERIOR DO ESTADO... A diversidade e a riqueza da cultura popular do interior fluminense agora podem ser conhecidas com mais facilidade. Os espaços culturais, a agenda de festas, feiras e festivais, projetos de cursos e cineclubes comunitários, destaques de artesanato e culinária, o patrimônio material dos municípios e também o imaterial, como grupos tradicionais de dança folclórica e sociedades musicais, estão entre as principais manifestações culturais dos 92 municípios do Rio presentes no Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Caravanas integradas por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas foram a campo e rodaram 10 mil quilômetros, em um esforço inédito de catalogação para registrar as mais importantes atividades culturais em diversas áreas. São mais de 2 mil laudas de texto, um arquivo de 7 mil fotos e 92 vídeos, além das contribuições enviadas pela população para divulgar manifestações culturais de seus municípios. Da igreja matriz de São Pedro da Aldeia ao Boi Carinhoso de São Fidélis, do bordado de Paraíba do Sul à roda de caxambu de Porciúncula, da trupe de contadores de história de Rio Claro ao Cine Bom Jardim, todos os equipamentos e manifestações têm descrição, fotografia, endereço, contato e mapa indicando como chegar. 1 2 Mapa de Cultura: Divulgação do patrimônio material e imaterial de todos os municípios do estado 3 92 7mil vídeos fotos Mapa de Cultura / Diadorim Ideias: 1) Associação Cultural Boi Bumbá, Resende - Foto: Isabela Kassow / 2) Projeto Batucadas BF, Nova Iguaçú Foto: Isabela Kassow / 3) Ponto de Cultura Fio Mágico, Paraíba do Sul - Foto: Isabela Kassow / 4) Cirandeiros, Paraty - Foto: Isabela Kassow 4 5 6 7 8 9 Mapa de Cultura / Diadorim Ideias: 5) Circo Social Baixada, Queimados - Foto: Isabela Kassow / 6) Grupo Teatral Nós na Rua, São João da Barra - Foto: Cris Isidoro / 7) Adega Pellegrini (vinho de jabuticaba), Varre Sai - Foto: Cris Isidoro / 8) Centro Cultural Musical, Campos de Goytacazes - Foto: Cris Isidoro / 9) Baile Charm, Rio de Janeiro - Foto: Isabela Kassow ...E DA CAPITAL Com uma programação diversificada e ingressos a preços populares, o Circuito Estadual das Artes é um projeto que busca promover o acesso do público fluminense a espetáculos de música popular, música erudita, teatro adulto, teatro infantil, teatro de rua, dança e circo. Por meio dele, grupos artísticos da capital fazem apresentações em pelo menos três municípios do interior, situados em regiões diferentes do estado. Desta forma, o Circuito garante aos espectadores uma programação variada e proporciona maior acessibilidade ao consumo cultural de espetáculos de qualidade. Desde sua criação, em 2008, o Circuito Estadual das Artes contabiliza 220 espetáculos em cinco edições, com 22 companhias em intercâmbio, mais de 70 municípios atendidos, 523 apresentações para um público estimado em 120 mil pessoas. 24 25 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO PLURAL 10 12 14 11 13 16 15 Mapa de Cultura / Diadorim Ideias: 10) Palácio de Cristal, Petrópolis - Foto: Isabela Kassow / 11) Forte São Matheus, Cabo Frio - Foto: Cris Isidoro / 12) Praça da Autonomia, Três Rios - Foto: Isabela Kassow / 13) Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro - Foto: Isabela Kassow / 14) Stª Maria Madalena Foto: Cris Isidoro / 15) Fazenda Ponte Alta, Barra do Piraí - Foto: Isabela Kassow / 16) Solar do Jambeiro, Niterói - Foto: Cris Isidoro IGUALDADE RACIAL Em 2013 foi lançado o Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que organiza e norteia as políticas públicas do Estado do Rio de Janeiro voltadas para grupos étnicos-raciais historicamente discriminados. O objetivo do plano é institucionalizar um compromisso e dar continuidade a ações, como a criação da Superintendência de Igualdade Racial, a regularização fundiária de terras quilombolas, a promoção de campanhas por um atendimento mais igualitário na rede pública de saúde e a instituição de cotas para negros, pardos e índios de 20% das vagas em universidades estaduais, em concursos públicos, no Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAP-Uerj) e nas unidades da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Através de ações de promoção da igualdade racial, as populações hoje subrepresentadas ocupam um lugar cada vez maior em espaços como escolas e universidades de boa qualidade e no quadro de servidores do estado. Foto: Daniel Azevedo Os estudantes carentes oriundos da rede pública de ensino também têm acesso a cotas. Em universidades estaduais, no CAP-Uerj e na Faetec há uma reserva de 20% das vagas para eles. Para incentivar a permanência do cotista, na Uerj ele tem direito a uma bolsa de R$ 400, a cursos de reforço e a material gratuito, além de desconto no bandejão CAMPANHA ESTADUAL DE COMBATE AO RACISMO E PRECONCEITO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Uma das iniciativas para combater o preconceito na área da saúde é a campanha de combate ao racismo no SUS, que inclui a capacitação de profissionais de saúde, a afixação de cartazes em unidades de saúde com o objetivo de sensibilizar médicos e enfermeiros para a temática racial e o lançamento de uma cartilha voltada para gestores municipais que auxilia na elaboração de propostas de políticas públicas para garantir maior acesso da população negra na atenção à saúde. Foto: ASCOM SEPLAG Biblioteca Parque - Foto: Claudia Elias EDUCADO Um Rio de Janeiro mais educado pressupõe a melhoria constante em processos de ensino e estratégias de aprendizado, a fim de garantir o acesso e a permanência de crianças, jovens e adultos em sala de aula. Nesse sentido, o estado objetiva assegurar qualidade em serviços educacionais, valorização dos profissionais da área e modernização de instituições de ensino. Como resultado, há o aumento da escolaridade e sua melhor distribuição entre a população fluminense. Em complementação a este processo, o estado também investe na educação fora da escola, criando condições para um desenvolvimento integral na sociedade. 28 29 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EDUCADO Ampliando e melhorando a educação fluminense Foto: Natasha Montier A sociedade fluminense tem se beneficiado de inovadoras estratégias de ensino e aprendizado na política estadual de educação do Rio de Janeiro, ao longo dos últimos anos. Iniciativas públicas orientadas à qualidade dos serviços educacionais e à efetividade do ensino promoveram uma virada na história da educação do estado, agregando mais conhecimento e profissionalização à vida dos alunos da rede pública estadual de 92 municípios. Uma iniciativa a destacar é o Currículo Mínimo para as 12 disciplinas da base nacional comum (Arte, Ciências/Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira, Língua Portuguesa/Literatura, Matemática, Química e Sociologia), fixando competências, habilidades e conteúdos básicos que devem integrar os planos de curso e as aulas. O programa Dupla Escola, de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, é outra iniciativa importante, que tem como objetivo transformar a unidade escolar convencional em um espaço de oportunidade para o aluno. O Dupla Escola promove um ensino integral, iniciando o desenvolvimento de competências profissionais do estudante, com o oferecimento de cursos de programação de jogos digitais, panificação, administração, idiomas, técnico em biotecnologia, em metrologia, em roteiro para mídias digitais e outros. A extensão da carga horária de estudos preenchida com cursos de interesse do aluno reduzem as taxas de evasão e, sobretudo, aumentam o desempenho escolar que, nessas unidades, apresentam um resultado superior à média da rede. Avaliação de desempenho dos alunos da rede pública estadual Medir o desempenho dos alunos é iniciativa primordial para validar e aprimorar a estratégia aplicada ao sistema de ensino estadual. Mediante uma avaliação de desempenho, é possível acompanhar o aprendizado dos alunos e identificar as questões em que eles possuem dificuldades, agindo a tempo de sanar dúvidas e de aperfeiçoar ferramentas pedagógicas. IDEB O Rio pulou da 26ª posição em 2009 para a 15ª posição em 2012 Mais de 40 mil professores ingressaram no estado por meio de concursos públicos, desde 2007 Foto: Salvador Scofano Sob essa ótica, foi implantado em 2008 o Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), que analisa o desempenho dos alunos nas disciplinas Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação envolve as turmas do 5º e do 9º ano do Ensino Fundamental, da 3ª série do Ensino Médio, das fases equivalentes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do 4º ano do Ensino Normal. Em 2013, mais de 208 mil alunos foram avaliados. Também nesse sentido foi implantado um Sistema de Avaliação bimestral, o Saerjinho, aplicando provas nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências (para 5º e 9º anos do Ensino Fundamental) e Química, Física e Biologia (para o Ensino Médio, Ensino Médio Integrado e Curso Normal). Os investimentos em educação subiram de R$ 20 milhões por ano em 2006 para R$100 milhões em 2013 CONSOLIDANDO UM AMBIENTE FAVORÁVEL AO APRENDIZADO Não há como abordar a melhoria na educação sem que se pense no ambiente onde estão inseridos alunos, professores e outros profissionais da área. Com foco no espaço físico, várias iniciativas relacionadas à melhoria da infraestrutura têm permitido uma atmosfera propícia ao ensino e aprendizado satisfatórios, como a reestruturação da rede física escolar e o Projeto Climatizar, que promoveu a instalação de aparelhos de ar-condicionado em escolas estaduais. Taxa de abandono escolar caiu 4,1% entre 2009 e 2011 Posição ao final de 2013 Mais de 900 escolas climatizadas e 750 mil alunos beneficiados em 89 municípios 243 escolas com instalações físicas reestruturadas 30 31 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EDUCADO REDUÇÃO DA DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE O programa Autonomia está entre as principais ações que contribuem para a redução das taxas de distorção idade-série. O projeto, lançado em 2009, atende estudantes entre 13 e 17 anos, que queiram concluir o Ensino Fundamental; e entre 17 e 20 anos, que queiram fazer o Ensino Médio em menos tempo. O objetivo do programa é proporcionar a conclusão dos estudos, aliando recursos tecnológicos a uma metodologia de excelência. O programa Autonomia atendeu mais de 35 mil jovens em 2013. Entre 2007 e 2012, o Rio apresentou uma maior redução da distorção que a do Brasil como um todo, e de 2011 para 2012, foi o estado que mais reduziu a distorção no Ensino Médio. Um outro programa, voltado para alunos com elevada defasagem idade-série, agora também contribui para diminuir a distorção. Lançado em 2013, a Nova EJA busca atender estes alunos – muitas vezes matriculados no turno da noite do ensino regular – com um modelo de educação para jovens e adultos diferenciado, com matriz de ensino, currículo e material didático próprios. A Nova EJA busca atender alunos com elevada defasagem idade-série Foto: Rogério Santana Programa Autonomia no Colégio Estadual Monteiro de Carvalho, no Rio de Janeiro - Foto: Salvador Scofano EDUCAÇÃO SUPERIOR A educação de nível superior é uma questão essencial no desenvolvimento integral do aluno, preparando-o para um mercado de trabalho que exige cada vez mais uma formação específica e continuada. Assim, têm sido realizados investimentos em educação de ensino superior, considerando a necessidade de potencializar instâncias locais e regionais, diminuindo a concentração dos cursos superiores na região metropolitana e considerando a importância do oferecimento dos mesmos no interior do estado. Iniciativas como a criação e a expansão de polos universitários, bem como o oferecimento de cursos à distância tem possibilitado um desenvolvimento educacional e profissional mais abrangente no Estado do Rio de Janeiro. NOROESTE CECIERJ FAETEC SERRANA NORTE CECIERJ FAETEC UERJ CECIERJ FAETEC UENF CENTRO-SUL CECIERJ FAETEC MÉDIO VALE DO PARAÍBA METROPOLITANA COSTA VERDE CECIERJ UERJ CECIERJ FAETEC UERJ UEZO BAIXADAS LITORÂNEAS CECIERJ UERJ Campus UENF - Foto: Marcelo Horn CECIERJ UERJ 32 33 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EDUCADO EDUCAÇÃO ALÉM DA ESCOLA A integralidade na educação deve contemplar os espaços e as iniciativas além da escola, promovendo Projeto Rio Mais Leitura - Foto: Marcelo Horn ensino, cultura e aprendizado sob diferentes dimensões e perspectivas sociais. Com foco na leitura, destaca-se o Projeto Rio Mais Leitura, também com uma versão itinerante, que conta com uma carreta-livraria dedicada a percorrer todos os municípios e áreas pacificadas, democratizando a cultura com a venda de livros a preços populares, que variam de R$ 2 a R$ 4. Desde sua criação, em 2011, cerca de 2 milhões de livros foram vendidos. As bibliotecas parque também são exemplos de sucesso, constituindo espaços públicos multifuncionais, com acesso imediato e fácil à leitura em múltiplos formatos, promovendo um acesso maior e mais dinâmico à informação e ao conhecimento. 1 2 3 Cineteatro, estúdio de gravação e edição audiovisual, internet comunitária, cozinha-escola DVDs, músicas digitalizadas, computadores, e-readers, TVs de LCD 4 5 6 Biblioteca Parque de Manguinhos: 1, 2, 3, 4 e 5) Fotos: Claudia Elias / 6) Foto: André Gomes de Melo A Biblioteca Parque de Manguinhos foi a primeira desse modelo, inaugurada em 2010, contando com ludoteca, filmoteca, sala de leitura para portadores de deficiências visuais, cineteatro, cafeteria e uma sala, denominada “Meu Bairro”, para reuniões da comunidade. Seu acervo tem cerca de 25 mil exemplares de livros, 1 mil DVDs e 3 milhões de músicas digitalizadas, além de 40 computadores com acesso à internet, rede wi-fi, 3 e-readers e 5 TVs de LCD. Biblioteca Parque da Rocinha - Foto: Rogério Santana Com 1,6 mil metros quadrados, a Biblioteca Parque da Rocinha possui cinco andares, nos quais foram instalados uma DVDteca, um cineteatro, uma sala multiuso para cursos, estúdio de gravação e edição audiovisual, setor de internet comunitária, com 60 computadores, cozinha-escola e café-literário. A capacidade inicial para de obras é de 15 mil livros e 2 mil DVDs. Nessa perspectiva de oferecer espaços diversificados de educação além da escola, foram instituídos os Centros de Democratização Digital (CDDs), oferecendo internet com banda larga gratuita, o que amplia e potencializa o acesso à informação e, como consequência, o aumento do conhecimento. Cada um dos 90 núcleos distribuídos pelo estado tem, em média, dez computadores nos quais os cidadãos são incluídos digitalmente através de serviços públicos, de empregabilidade ou cursos de Educação a Distância. Mais de 1,7 milhão de acessos foram proporcionados desde o início do projeto. Mais de 1,7 milhão de acessos desde o início do projeto CDD - Foto: MarceloHorn EFICIENTE Foto: Vanor Correia Temos como objetivo construir um Rio mais eficiente, onde se invista intensamente em planejamento e na profissionalização da gestão, aplicando os recursos disponíveis da melhor forma possível, combatendo o desperdício e potencializando a entrega de bens e serviços à população. O desenvolvimento e integração de sistemas informatizados, o aprimoramento de processos, o foco no aperfeiçoamento de políticas públicas, a oferta de capacitações e a criação de novas carreiras fazem parte do esforço de reconstrução da gestão pública estadual. 36 37 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EFICIENTE Profissionalização da gestão O estado investe, inicialmente, na eficiência dos serviços públicos oferecidos aos cidadãos mediante a valorização do capital humano, ou seja, das pessoas responsáveis pela execução da atividade pública. Nesse sentido, merece destaque a realização de concursos públicos e de programas contínuos de capacitação dos servidores que já ocupam o quadro funcional da administração pública estadual, promovendo maior profissionalização da gestão pública. Foto: Divulgação Desde 2008 o estado iniciou um intenso processo de criação de novas carreiras, todas com foco na gestão por resultado Novos cargos e carreiras no estado Desde 2008 o estado iniciou um intenso processo de criação de novas carreiras para compor o quadro da administração pública estadual, todas com foco na gestão por resultado. Dentre as carreiras criadas, destacam-se as de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Analista de Planejamento e Orçamento, Especialista em Previdência Social, Especialista em Gestão de Saúde, Especialista em Finanças Públicas e Executivos Públicos. A estruturação e a reestruturação de planos de cargos, carreiras e vencimentos em diversos órgãos do estado também marcam a profissionalização da gestão, valorizando o servidor público, grande responsável pela eficiência dos serviços prestados à sociedade. 8 novas carreiras diretamente ligadas à melhoria de políticas públicas para a sociedade O servidor público é o grande responsável pela eficiência dos serviços prestados à sociedade Posse do 3° concurso de Gestor Público, em 2012 - Foto: Claudia Elias CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES O investimento no desenvolvimento de competências e habilidades visa promover a melhor realização das atividades públicas. Nesse sentido, com foco nas atividades-meio, que perpassam todos os órgãos do estado, iniciou-se um novo modelo de trabalho com a Rede Integrada de Gestão. O trabalho em rede capacita e integra servidores de diferentes órgãos nas áreas de Planejamento, Orçamento, Logística e Recursos Humanos. Em 2013 já foram capacitados mais de 1,2 mil servidores estaduais. Vale destacar que as secretarias de estado também investem na capacitação de seu quadro efetivo em atividades finalísticas, vinculadas às missões de cada órgão. Mais de 1,2 mil servidores estaduais já foram capacitados em 2013 na Rede Integrada de Gestão Treinamento do curso de formação de pregoeiros - Foto: ASCOM SEPLAG 38 39 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EFICIENTE MODERNIZAÇÃO DO ESTADO Na busca pela eficiência, o estado investe em Foto: Jakub Krechowicz modernização tecnológica. Em 2009, foi implantado o Sistema de Gestão de Serviços Públicos por Indicadores (Gespi), cuja finalidade é avaliar a qualidade dos serviços prestados pelos órgãos públicos diretamente ligados à população do Estado do Rio de Janeiro. O sistema tem seus esforços concentrados na avaliação das escolas públicas estaduais, hospitais e delegacias de polícia. Ainda em 2009, foi implantado o Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados na área da segurança. Trata-se de um modelo de gestão por desempenho, com o principal objetivo de integrar ações de prevenção e controle qualificado do crime, estabelecendo as metas para a redução da incidência dos Indicadores Estratégicos de Criminalidade. Mensalmente, são apurados os resultados e, conforme o alcance da meta, podem gerar premiação para os profissionais de segurança. Na área de convênios, o Sistema para Gestão de Convênios (Converj) complementa as ações realizadas para a melhoria da gestão estadual, já que, através do Converj, é possível ter maior controle e transparência sobre as verbas repassadas, tanto a instituições e entidades sem fins lucrativos, quanto a municípios. No fim de 2013, a administração pública estadual possuía 431 convênios vigentes, no valor de mais de R$ 1,7 bilhão. Além dos convênios, o estado tem adotado diferenciadas estratégias voltadas para a eficiência, como gerir equipamentos culturais e algumas unidades de saúde por Organizações Sociais. Também foram implantados quatro grandes sistemas para modernizar e aperfeiçoar atividades-meio do estado: o Sistema Integrado de Gestão de Aquisições (Siga), o Sistema de Inteligência em Planejamento e Gestão (Siplag), o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SigRH) e o Sistema de Gestão do Patrimônio Imobiliário do Estado (Sispat). Siplag Promove um melhor desempenho dos processos de planejamento, orçamento e gestão do estado. Siga Visa atender toda a cadeia de suprimentos de bens e serviços do governo do Rio de Janeiro. Sispat SigRH Sistema de gestão de pessoal descentralizado e participativo, capaz de gerar uma folha de pagamento automaticamente. Sistema de controle de patrimônio, com o objetivo de aumentar a eficiência da gestão dos bens imóveis do estado. CONEXÃO EDUCAÇÃO: QUALIDADE E TECNOLOGIA A modernização do estado também gerou benefícios na área da Educação, mediante a utilização de novas tecnologias. O projeto Conexão Educação, com ênfase para dois portais (Conexão Professor e Conexão Aluno), possibilita a prestação de vários serviços on-line, o compartilhamento de informações e a promoção da interação entre professores, diretores e alunos da rede pública estadual. Total de pregões eletrônicos no Siga Eficiência nas compras públicas As compras públicas do Estado do Rio de Janeiro tornaram-se mais eficientes como resultado, principalmente, do uso do pregão eletrônico e de iniciativas voltadas para o aperfeiçoamento dos processos de gestão. A modalidade licitatória pregão eletrônico garante maior agilidade e economia às compras de bens e serviços comuns na Administração Pública Direta e Indireta. 2.500 2.046 2.000 1.805 1.500 1.137 1.000 500 255 0 2010 2011 2012 Fonte: Subsecretaria de Recursos Logísticos / SEPLAG-RJ 6 5,2 mil Mais de compras realizadas por pregão eletrônico desde 2010 Foto: Claudia Elias prêmios ganhos no Congresso Brasileiro de Pregoeiros em 2012 e 2013 2013 40 41 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EFICIENTE INVESTIMENTO EM GESTÃO FAZENDÁRIA A modernização do estado também se deu na área fazendária, com atuação na modernização da gestão fiscal e financeira (uso do recurso), recuperação da capacidade de alavancar recursos (aumentar a arrecadação) e modernização da política tributária. Como resultado, o estado passou a ter maior controle sobre as receitas, qualidade dos gastos, aumento dos investimentos e da capacidade de pagamento, além de combate à sonegação fiscal. Operação Barreira Fiscal garante a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) 12,5 milhões de veículos abordados desde 2010 nos 5 postos fixos e nas operações volantes Foto: Marcelo Horn MODERNIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES 1 2 3 1) Nova SEFAZ - Foto: Vanor Correia / 2) Nova Imprensa Oficial - Foto: Mariana Florito / 3) Nova Procuradoria Geral Foto: Salvador Scofano / 4) Novo Rio Previdência - Foto: Vanor Correia 4 EFICIÊNCIA NO ATENDIMENTO DIRETO AO CIDADÃO Os serviços públicos que são prestados mediante atendimento direto aos cidadãos também tiveram sua eficiência elevada com a melhoria de processos e investimento em infraestrutura e tecnologia. Na área de saúde, o Rio de Janeiro ganhou um novo serviço público para atender demandas da população e solucionar conflitos. Em funcionamento desde setembro de 2013, a Câmara de Resolução de Litígios de Saúde (CRLS) foi criada para atender aos cidadãos que buscam acesso a medicamentos ou outros tratamentos da rede pública (transferências, internações), evitando ações judiciais com essa finalidade. Foram cerca de 60 atendimentos por dia em 2013 e a expectativa é chegar a 100. O órgão de proteção e defesa do consumidor do estado também passou por um grande processo de modernização em 2013. Mediante a mudança e o aperfeiçoamento de instalações, houve um significativo aumento na capacidade de defender de forma mais célere e integral o consumidor do Estado do Rio de Janeiro. Facilitando a abertura de empresas Presente em 64 municípios do estado até 2013, o Registro Mercantil Integrado (Regin) é um sistema informatizado que integra os órgãos públicos envolvidos no registro de empresas, visando à desburocratização dos processos de abertura, alteração e baixa. Foto: Mauricio Bazilio/SES 60 atendimentos por dia para resolução de conflitos em saúde 38% de redução de ações judiciais no primeiro mês de funcionamento 5 dias em média, para abrir ou legalizar uma empresa Aproximadamente 70% de implementação estadual do Regin 42 43 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO EFICIENTE Rio Poupa Tempo O Rio Poupa Tempo é um programa de atendimento ao cidadão e ao empresário, com o propósito de reunir, em um mesmo local, entidades públicas (municipais, estaduais e federais) e privadas, fornecendo serviços de utilidade pública com qualidade, eficiência e rapidez. Unidade Central do Brasil, primeira a ser inaugurada Foto: Divulgação São oferecidos aproximadamente 400 serviços aos cidadãos. Entre eles estão: emissão das carteiras de trabalho, identidade, habilitação, além de isenção de pagamento de taxas para documentos, requisição de segurodesemprego, requisição de RioCard gratuidade estudante e idoso, abertura de processos para o servidor público, solicitação e renovação de vale social, religação de água, transferência de titularidade de conta de gás, serviços comerciais do Sebrae, FGTS e isenção de taxa para reconhecimento de paternidade. Foto: André Gomes de Melo Foto: Marcelo Horn Foto: Marcelo Horn Inaugurada em março de 2013, a unidade Cantagalo atende aproximadamente a 2,5 mil pessoas por dia No total são 5 unidades do Rio Poupa Tempo: Central do Brasil (subsolo do edifício da Central do Brasil), Zona Oeste (Bangu Shopping), Baixada Fluminense (Shopping Grande Rio, São João de Meriti), São Gonçalo (São Gonçalo Shopping) e Cantagalo (Estação Metrô Ipanema). Futuramente, serão instaladas unidades na Rocinha e em Madureira. Aline e Alice Alves - Foto: André Gomes de Melo Aproximadamente, 400 serviços oferecidos aos cidadãos em todas as unidades Mais de 27 milhões de atendimentos desde 2009 Hospital da Criança - Foto: Salvador Scofano SAUDÁVEL Buscamos um Rio mais saudável, onde a qualidade de vida seja valorizada em todos os seus aspectos. Um estado limpo, com rios e lagoas preservados, resíduos tratados de modo adequado e bairros saneados e urbanizados. Também faz parte da estratégia de investir em políticas tanto de prevenção quanto de assistência, abrangendo desde a educação e a atenção primária à saúde até a implantação de equipamentos de alta complexidade e unidades especializadas. Para tornar o Rio um estado mais saudável, a promoção da qualidade de vida do cidadão deve ser encarada como uma questão de cidadania. 46 47 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SAUDÁVEL Saúde em todo o estado Programa Mães da Baixada - Foto: Fernanda Almeida O programa Mães da Baixada qualifica leitos de baixo risco e fornece ambulâncias para unidades municipais de saúde Levar a atenção à saúde o mais próximo possível do local onde as pessoas vivem ou trabalham é a chave para tornar o Rio um estado mais saudável. Por isso, além de investir em unidades próprias, o estado investe na articulação com os municípios para qualificar o atendimento à população através da construção de Clínicas da Família e de programas como o Apoio aos Hospitais do Interior e Apoio às UTIs da Comparativo entre 2007 e 2013 32% em internações 60% em partos 500% em cirurgias 2.000% em exames Região Metropolitana. Além do incentivo financeiro, os programas oferecem apoio técnico e incluem o monitoramento de metas que os municípios têm que cumprir, contribuindo com a melhoria da atenção básica e ajudando a reduzir o fluxo de pacientes nos grandes hospitais. O programa Mães da Baixada, que qualifica leitos de baixo risco e fornece ambulâncias para unidades municipais de saúde, é um dos exemplos do sucesso da articulação do estado com os municípios do Rio de Janeiro. Só em 2013, mais de 70 municípios do Rio de Janeiro contaram com investimentos do estado nas unidades de saúde. 2007 2013 Diagnóstico por imagem 25.000 547.855 Internações 83 mil 115 mil Leitos de internação 2.934 3.190 267 1.058 Leitos de UTI Aumento de 2.000% devido à criação do Rio Imagem e de serviços móveis de imagem, além de novos equipamentos. Foto: Divulgação UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são unidades hospitalares que funcionam 24 horas por dia, nos 7 dias semana, e que foram implantadas para fazer a intermediação entre as unidades básicas de saúde e os hospitais de grande porte. Desta forma, é possível reorganizar os fluxos de urgência e emergência, evitando que os casos de menor complexidade sejam encaminhados para unidades hospitalares. A primeira UPA foi inaugurada em 2007, e, desde então, o estado construiu e equipou 54 unidades, sendo que 25 foram entregues a administrações municipais. Com média de 100 médicos por unidade, entre socorristas e pediatras, e uma taxa de resolutividade de 99,5% dos casos atendidos, as UPAs já realizaram, desde sua criação, mais de 21 milhões de atendimentos médicos, cinco milhões de atendimentos odontológicos e 18 milhões de exames, além de ter distribuído 150 milhões de medicamentos. Vanessa e Sophia - Foto: André Gomes de Melo As UPAs foram implantadas para fazer a intermediação entre as unidades básicas de saúde e os hospitais de grande porte INVESTINDO NA SAÚDE No período de 2007 a 2013 houve uma ampliação significativa do acesso da população aos serviços públicos da Saúde. As internações nas unidades estaduais subiram de 83 mil para 115 mil. Os pacientes, que antes contavam com 2.934 leitos de internação e 267 leitos de UTI, hoje têm 3.190 leitos de internação e 1.058 de UTI à sua disposição. As internações aumentaram 32% desde 2007, o número de partos, 60% e o de cirurgias cresceu 500%. A qualidade dos hospitais e serviços especializados também mudou muito. Hoje, a administração pública estadual disponibiliza a toda população serviços antes existentes apenas na rede privada. Para que isso acontecesse, aumentou também o número de profissionais que atendem a população. Entre janeiro de 2007 e junho de 2013 a quantidade de enfermeiros da rede estadual subiu 160%, passando de 2.279 para 5.977, e o total de médicos subiu 35%. Hoje a rede conta com 10.231 médicos remunerados com os mesmos valores praticados pelo mercado. 48 49 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SAUDÁVEL Foto: Maurício Bazílio Foto: Alessandra Coelho GUIA RÁPIDO DE HOSPITAIS E SERVIÇOS DE EXCELÊNCIA NA REDE PÚBLICA ESTADUAL ATENÇÃO À CRIANÇA 93,8% O Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, é a primeira unidade do Rio de Janeiro voltada exclusivamente para atendimento pediátrico referenciado, cirurde sobrevida para gias de média e alta complexidade, além do tratamento bebês que passam por do câncer. A unidade também oferece tratamento cirurgias cardíacas quimioterápico para crianças, que na rede pública de saúde do Rio era realizado somente pelo Instituto Nacional de Câncer. A unidade conta com 84 leitos, quatro salas cirúrgicas, cinco consultórios e uma oficina de próteses. Inaugurado no início de 2013, o hospital realizou em um ano de funcionamento mais de 4 mil cirurgias nas áreas de ortopedia, geral, oncologia e transplantes, além de mais de 6 mil exames e quase 10 mil atendimentos ambulatoriais. Por meio de um convênio com o estado, a Clínica Perinatal, especializada no atendimento de recém-nascidos, também está à disposição da população fluminense. Desde 2009, o hospital já realizou mais de 900 cirurgias cardíacas em bebês que nascem na rede pública. Se antes do convênio eram operados quatro bebês por mês na rede estadual, hoje a média é de 30 procedimentos, e a sobrevida destas crianças chega a 93,8%, muito superior aos padrões internacionais, de 75%. Foto: Divulgação HOSPITAL DA MULHER HELONEIDA STUDART 24 mil Foto: Divulgação partos ao ano em toda a rede estadual HOSPITAL ESTADUAL DA MÃE Foto: Divulgação O hospital, em São João de Meriti, é referência no atendimento de gestantes e bebês de alto risco. O acolhimento humanizado é o diferencial do hospital de 13 mil m², que tem 127 leitos, distribuídos em UTIs neonatais e pediátricas e enfermarias. Desde a sua inauguração, em março de 2010, foram realizados 14.135 partos. O hospital registra, em média, 8 mil atendimentos, 400 partos e 3,2 mil consultas por mês. Mais de 90% dos pacientes avaliam o atendimento prestado como sendo bom ou ótimo. Situado em Mesquita, o hospital funciona com ambulatório de atendimento pré-natal e maternidade para partos de baixa e média complexidade. São 70 leitos de internação, oito leitos de UTI neonatal, 12 salas de pré-parto e parto, além de leitos de recuperação pós-anestesia, assistência a recém-nascidos e centros cirúrgicos. Inaugurado em junho de 2012, o hospital já realizou mais de 13 mil partos, além de atendimentos médicos e consultas. A unidade contribui para o aumento do número de partos realizados na rede estadual, que hoje chega a 24 mil procedimentos por ano. 51 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SAUDÁVEL Foto: Mauricio Bazilio 50 TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA Criado para suprir a demanda do Estado do Rio de Janeiro na realização de cirurgias de trauma e ortopedia de média e alta complexidade, o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu, em Paraíba do Sul, conta com equipamentos de alta tecnologia, como um tomógrafo de 16 canais, e uma estrutura composta por 72 leitos – sendo sete de UTI –, quatro salas cirúrgicas, consultórios ambulatoriais e centro de imagens. Referência na realização de mutirões de operações ortopédicas, o hospital já realizou mais de 9,5 mil cirurgias desde sua inauguração, em junho de 2010, e mantém alto índice de aprovação: 97% dos pacientes se declaram muito satisfeitos com o atendimento recebido. Em 2013, foram realizadas no estado 19.465 cirurgias ortopédicas – quantidade oito vezes maior que em 2006, quando foram feitos apenas 2.520 procedimentos – e deste número, somente o Dona Lindu realizou 3.780 cirurgias, o que fez da unidade a líder estadual em número de procedimentos cirúrgicos. Quase 20 mil cirurgias ortopédicas realizadas só em 2013, oito vezes mais que em 2006 O Hospital Dona Lindu é líder estadual em número de procedimentos cirúrgicos. 97% dos pacientes se declaram muito satisfeitos com o atendimento Foto: Bruno Itan INSTITUTO ESTADUAL DO CÉREBRO PAULO NIEMEYER Inaugurado em julho de 2013, é o primeiro instituto do país dedicado exclusivamente a tratamentos de doenças do cérebro, onde pacientes têm acesso a tratamentos de ponta na área de neurocirurgia. Com 44 leitos de UTI e 56 de enfermaria, o hospital já realizou, até o fim de 2013, com 5 meses de funcionamento: 2.632 atendimentos e 357 cirurgias, garantindo uma das maiores produções do país neste tipo de procedimento. Dr. Paulo Niemeyer Filho - Foto: Maurício Bazílio Pacientes têm acesso a tratamentos de ponta na área de neurocirurgia Foto: Maurício Bazílio CENTROS DE TRAUMA Com mil metros quadrados, o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres, localizado em São Gonçalo, tem três salas de cirurgia, uma sala de tomografia exclusiva em tempo real, cinco leitos de recuperação pós-anestésica, 35 leitos de CTI, quatro leitos de observação e heliponto para receber casos urgentes de todo Estado do Rio. Atualmente o centro realiza mais de 100 atendimentos por mês e seu índice de sucesso de menos de 5% de mortalidade corresponde a padrões internacionais. O Centro de Trauma do Idoso, na Tijuca, também realiza cerca de 100 cirurgias por mês. Desde sua inauguração, em outubro de 2012, já foram mais de 1,2 mil cirurgias ortopédicas e cerca de 2,5 mil atendimentos. SAUDÁVEL Foto: Rogério Santana 53 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO AMPLIAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSPLANTES O Programa Estadual de Transplantes atua na captação de órgãos, distribuição aos hospitais transplantadores respeitando a fila, aprimoramento da gestão técnica, subsídio às unidades de saúde e capacitação de profissionais. Ocupando a lanterna no país na área de doação de órgãos até 2010, o Rio de Janeiro registrou nos últimos dois anos o maior avanço nacional, pulando para a atual 2ª posição no ranking. Em um ano de funcionamento, o Centro Estadual de Transplantes, na Tijuca, Rio de Janeiro, realizou 249 procedimentos, com índice de sucesso de 87%, e já é o segundo maior transplantador de fígado do país, também realizando transplantes de rim. Até a inauguração do serviço, apenas hospitais federais, universitários e conveniados eram credenciados como unidades transplantadoras. Agora pretende-se ampliar ainda mais o serviço público de transplantes. Até a inauguração do serviço, apenas hospitais federais, universitários e conveniados eram credenciados como unidades transplantadoras 300 x 592 doações de órgãos entre 2006 e 2009 entre 2010 e 2013, quase o dobro do período anterior Em apenas um ano de funcionamento, o Centro Estadual de Transplantes, no Hospital São Francisco de Assis, já é o 2° maior transplantador hepático do país Foto: Alessandra Coelho 52 Foto: Vanor Correia RIOFARMES Programa que, desde 2010, fornece gratuitamente para a população medicamentos muito caros, que raramente são encontrados em farmácias comuns. Em apenas três anos de funcionamento, já conta com 28 mil pacientes com doenças crônicas cadastrados e 63 milhões de medicamentos distribuídos. 63 milhões de medicamentos distribuídos até 2013 CENTRO ESTADUAL DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Inaugurado em dezembro de 2011, o Centro Estadual de Diagnóstico por Imagem atende aos usuários do SUS de todo o Rio de Janeiro, tornando-se, em menos de 2 anos, referência tanto para médicos como para a população. Com um sistema de marcação descentralizado, as secretarias de saúde municipais podem agendar os exames on-line. Desde sua inauguração já realizou mais de 400 mil exames, sendo mais de 270 mil só em 2013. São mais de 25 mil exames de diagnóstico por mês, entre tomografias, ressonâncias, ultrassonografias, mamografias, ecocardiogramas e raios-x. A eficiência é uma marca do Rio Imagem: 80% dos pacientes recebem seus exames em menos de 20 minutos. Rio Imagem - Foto: Rogério Santana 54 55 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SAUDÁVEL Esporte RJ - Foto: Marcelo Horn PREVENÇÃO A melhoria da qualidade de vida da população do estado também depende da participação do cidadão. A prática de esportes é um hábito importante na prevenção de doenças e é estimulada através de ações espalhadas por todos os municípios. A construção e reforma de quadras de esporte, a implantação de núcleos do projeto Esporte RJ, a promoção de olimpíadas escolares e a construção de academias gratuitas para a terceira idade em municípios do interior, com quase de 5 mil alunos matriculados – estimulam crianças, jovens, adultos e idosos a ter uma vida mais saudável. O investimento no combate à dependência química, com a ampliação do número de vagas em unidades terapêuticas, a realização de campanhas de prevenção ao uso de drogas e o programa Rio sem Fumo, criado para resguardar o cidadão dos malefícios do fumo passivo, são exemplos de ações de prevenção, assim como o Rio contra a Dengue, que apoia o profissional de saúde com informações relevantes, mede o índice da infestação nos municípios e informa a população sobre como se precaver contra a doença. URBANIZAÇÃO Obras de drenagem e pavimentação de vias urbanas também contribuem para melhorar a saúde da população ao livrar o cidadão da poeira e da lama. Dois projetos importantes, o Bairro Novo e o Asfalto na Porta, mapearam mais de 3,4 mil ruas de todo o estado, com foco na Região Metropolitana, e já estão em andamento. As melhorias na infraestrutura urbana incluem, somando os dois projetos, a aplicação de mais de 1.300 km de asfalto, o que daria para cobrir mais de três vezes o percurso entre Rio e São Paulo. Antes Bairro Novo - Fotos: Érica Ramalho Depois DESPOLUIÇÃO Para construir um Rio mais saudável não basta investir em unidades e programas de saúde. É necessário elevar a qualidade de vida do cidadão, trabalhando para despoluir o ambiente e livrar a população de focos de contaminação. Desde 2007, a administração pública estadual vem pondo em prática uma série de ações de despoluição, como a ampliação da rede coletora e aumento da capacidade de tratamento de esgoto, implantação de unidades de tratamento de rios, instalação de ecobarreiras, dragagem de canais e despoluição de praias e lagoas, além de iniciativas de educação ambiental, aumento da fiscalização e assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta com grandes poluidores. O programa Lixão Zero é um bom exemplo dos avanços nessa temática: em 2007, dos 92 municípios do estado, somente 12 destinavam os resíduos sólidos a locais remediados e controlados. Ao final de 2013, 62 municípios já enviavam o lixo para aterros sanitários. Se antes apenas 9% do lixo produzido ia para aterros, hoje mais de 90% dos resíduos têm este destino. A ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, parte do programa Rio + Limpo, também contribuiu significativamente para o combate à poluição. Até 2006, as estações de tratamento de Alegria, Sarapuí, Pavuna e de São Gonçalo, juntas, processavam somente 350 litros de esgoto por segundo – e apenas em nível primário, que remove 35% de carga orgânica. Desde 2007, foram instalados 697 quilômetros de redes coletoras, e hoje as estações fazem o tratamento secundário – que remove 98% de carga orgânica – passando de 2 mil para 6 mil litros de esgoto por segundo. Com instalações de 697 km de redes coletoras, o tratamento de esgoto chega a 6 mil litros de esgoto por segundo ETE Pavuna - Marcelo Horn Em 2007, 9% do lixo ia para aterros sanitários. Em 2013 já eram mais de 90% Foto: Salvador Scofano SOLIDÁRIO Queremos ter um Rio mais solidário que busque erradicar a pobreza e que promova a inclusão produtiva dos seus cidadãos. Políticas de transferência de renda, qualificação profissional, intermediação da oferta de empregos, estímulo ao empreendedorismo e orientação para a formalização de atividades integram o conjunto de ações que buscam ampliar a oferta de oportunidades econômicas e sociais para a população. 58 59 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SOLIDÁRIO Erradicação da pobreza extrema Aumentar a renda das famílias extremamente pobres, contribuindo para ampliar suas oportunidades de inclusão social e econômica: esse é o principal objetivo do Plano de Superação da Pobreza Extrema do Estado do Rio de Janeiro, o Rio Sem Miséria. Implantado em 2011, hoje o projeto atende a mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o estado através de quatro programas: Renda Melhor, de transferência de renda; Renda Melhor Jovem, uma poupançaescola; Acompanhamento Familiar, de assistência social; e Gestão de Oportunidades Econômicas e Sociais, com cursos profissionalizantes oferecidos por parceiros do setor privado. Foto: Salvador Scofano Programas O programa Renda Melhor utiliza uma metodologia inovadora, que considera fatores como a configuração física da moradia, acesso aos diversos serviços públicos (água, esgoto, luz), o nível de escolaridade das pessoas na família, a inserção no mercado de trabalho e a presença de grupos vulneráveis – pessoas com deficiência, idosos e crianças – para definir o valor do benefício. Atualmente, cerca de 260 mil famílias são atendidas pelo programa em todo o estado. Já o Renda Melhor Jovem deposita em uma poupança em nome do estudante menor de 18 anos um valor que aumenta a cada ano concluído, e ainda um bônus em caso de bom desempenho na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jovem pode sacar até 30% do benefício anualmente, mas o saldo total, corrigido ao longo dos anos, só pode ser sacado após a conclusão do Ensino Médio. Mais do que incentivar a permanência do jovem na escola, o programa busca contribuir para a redução da repetência e da defasagem idade-série, melhorando os índices de qualidade do aprendizado e estimulando a conclusão do Ensino Médio. Em 2013, mais de 14 mil estudantes foram beneficiados pelo Renda Melhor Jovem. O Rio Sem Miséria faz o acompanhamento sistemático das famílias através dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), que formam o Sistema Único da Assistência Social, uma parceria dos três níveis de governo. O Rio de Janeiro cofinancia hoje mais de 400 Cras, sendo que cerca de 100 deles são sustentados exclusivamente pelo estado. O programa ainda promove o acesso a novas oportunidades de formação e encaminhamento para o mercado de trabalho com a colaboração de parceiros privados e do governo federal, com as ofertas de cursos profissionalizantes do Sistema S. O Rio Sem Miséria fecha 2013 com 260 mil famílias e 14 mil estudantes beneficiados 1,2 milhão de pessoas atendidas Foto: Clarice Castro EMPREENDEDORISMO E GERAÇÃO DE RENDA Em conjunto com programas de transferência de renda, há ações que buscam ampliar a oferta de oportunidades econômicas para a população de baixa renda, seja urbana ou rural, através de programas de microcrédito para empreendedores formais ou informais, trabalhadores rurais, associações e cooperativas. O Microcrédito Produtivo é uma iniciativa que visa apoiar o pequeno empreendedor, em parceria com instituições financeiras e organizações da sociedade civil. Os principais objetivos do programa são conceder crédito rápido e sem muita burocracia para as pessoas que não tem acesso às linhas de créditos dos bancos tradicionais e fornecer assistência técnica e gerencial para o fortalecimento e sustentabilidade do negócio. João Henrique Vargas, dono de mini mercado - Foto: Natasha Montier Os principais objetivos do microcrédito são conceder crédito rápido e sem muita burocracia Sandra Satique, dona de um salão de beleza - Foto: Salvador Scofano Foto: Paulo Figueiras 60 61 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SOLIDÁRIO Em outra ponta, o crédito rural financia a agricultura familiar, horticultura e apicultura, a produção de frutas, plantas ornamentais e medicinais, flores e a agroindústria familiar, entre outros segmentos. Um dos grandes programas de desenvolvimento rural sustentável promovido no estado é o Rio Rural, que busca conciliar o aumento da renda do produtor com a conservação dos recursos naturais. São beneficiários diretos do programa 300 mil habitantes de 470 microbacias identificadas no estado. O programa une núcleos de pesquisa que trabalham em parceria com pequenos produtores fornecendo acesso a tecnologias sustentáveis e metodologias agrícolas diversificadas, assistência técnica, orientação para uma melhor inserção no mercado e, em vários casos, crédito para financiar a produção. Em 2013, se iniciou a compra direta de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, ampliando as possibilidades de renda das famílias. Programas de assistência a pescadores e aquicultores, com foco em mobilidade, serviços e equipamentos em colônias pesqueiras, também contribuem para a geração de renda do pequeno produtor. Foto: Divulgação O Rio Rural busca conciliar o aumento da renda do produtor com a conservação dos recursos naturais QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA O MERCADO DE TRABALHO Cursos, balcão de empregos, emissão de carteira profissional, orientação jurídica e oficinas estão entre as mais de 30 oportunidades oferecidas para a população de baixa renda na Casa do Trabalhador, em Manguinhos, inaugurada em julho de 2013. Com 10 salas de aula e capacidade de atender 800 pessoas por dia, o objetivo da instituição é capacitar o cidadão e intermediar a entrada dele no mercado. Em quatro meses, a unidade realizou cerca de 8 mil atendimentos e cadastrou mais de 2,7 mil trabalhadores para vagas de emprego. A Casa também é palco do Feirão Emprega Rio, onde grandes empresas oferecem oportunidades de trabalho e estágio. As comunidades do Alemão e da Rocinha vão receber as próximas Casas, ainda em 2014. Dos 66 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do estado, a Caravana do Trabalho é o único itinerante e, só em 2013, percorreu mais de 200 localidades. O programa oferece serviços gratuitos para a população como a emissão da 1ª e 2ª vias da carteira de trabalho, emissão da carteira de trabalho digital, que fica pronta em 15 dias, busca de oportunidades e cadastro no balcão de empregos, acesso ao serviço de microcrédito com empréstimos a juros reduzidos e consultas à Ouvidoria do Trabalho sobre questões trabalhistas e previdenciárias como seguro-desemprego, piso salarial, INSS, Fundo de Garantia, PIS e rescisão contratual. Em 2013, mais de 140 mil trabalhadores foram encaminhados para oportunidades de emprego. Balcão de Empregos - Foto: Rogério Santana 8 mil atendimentos, aproximadamente, em 4 meses de funcionamento da Casa do Trabalhador e cerca de 800 pessoas atendidas por dia O programa Caminho Melhor Jovem tem como objetivo escutar as demandas dos jovens de 15 a 29 anos que vivem em áreas pacificadas em relação ao mercado de trabalho e orientá-los quanto às oportunidades existentes, contribuindo para sua inclusão social e produtiva. Cerca de 700 jovens já foram atendidos desde o lançamento do programa, em agosto de 2013. A ação realiza atendimentos individualizados nos quais profissionais qualificados identificam as demandas específicas de cada jovem e criam estratégias personalizadas de acolhimento e promoção de serviços. A ideia é que os próprios indivíduos estabeleçam objetivos profissionais e educacionais, cabendo aos conselheiros e tutores do programa a função de fornecer orientações e de encaminhar os jovens para oportunidades que os ajudem a atingir suas metas. Foto: Rogério Santana OPORTUNIDADES PARA A JUVENTUDE Museu da Ciência - Foto: André Gomes de Melo INOVADOR Vislumbramos um Rio mais inovador, que ponha em prática novas ideias e busque encontrar soluções criativas e cada vez mais eficazes para os problemas do estado. Com o aumento expressivo do investimento em pesquisa científica, o incentivo ao desenvolvimento e à aquisição de novas tecnologias, a disseminação de conhecimento e o estímulo à formação de profissionais com a cultura da inovação, busca-se construir bases sólidas para um estado mais desenvolvido, produtivo e capaz. 64 65 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO INOVADOR Foto: André Gomes de Melo Investimento em ciência e tecnologia O estímulo à pesquisa acadêmica e ao desenvolvimento tecnológico no Estado do Rio de Janeiro teve um aumento expressivo nos últimos anos. Desde 2007, foram investidos mais de 2 bilhões de reais em pesquisa e inovação. Foram concedidas cerca de 4.500 bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) somente em mestrado e doutorado, sem contar os auxílios diretos a projetos de inovação tecnológica e de inserção de novas tecnologias no mercado. A Fundação também financia projetos de aquisição e de desenvolvimento de tecnologia voltada para pesquisa científica, propostos por universidades e grupos de pesquisa sediados no estado, assim como apoia pesquisadores – através do programa Cientista do Nosso Estado – que desenvolvem atividades científicas ou tecnológicas para alunos de escolas públicas sediadas no Estado do Rio de Janeiro. Os programas Pensa Rio, de apoio ao estudo de temas relevantes e estratégicos para o Estado do Rio de Janeiro, e Prioridade Rio, com tópicos elencados a partir de consultas realizadas em todas as Secretarias de Estado, também são exemplo do incentivo à pesquisa como modo de inovar e encontrar soluções eficazes para os problemas do estado. Apoio à inovação no setor produtivo O programa de Apoio à Inovação Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro, lançado pela Faperj em 2007, já subsidiou cerca de 200 projetos do setor produtivo em áreas de interesse para o desenvolvimento socioeconômico fluminense, como aeroespacial, agropecuária, aquicultura, biocombustíveis, biodiversidade, biotecnologia, design, energias alternativas, energia nuclear, medicina regenerativa, meio ambiente, nanotecnologia, naval, petróleo e gás, robótica, rochas ornamentais, saúde, segurança pública e defesa, siderurgia, tecnologias da informação, tecnologias de comunicação, transporte e TV digital. Além de bolsas e outros tipos de recursos não reembolsáveis, o estado também oferece crédito a condições favoráveis para projetos de inovação em produtos, processos, modelos de negócio e marketing, através da Agência Estadual de Fomento (AgeRio), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal. Mais de 2 bilhões investidos em pesquisa e inovação A Faperj financia projetos de aquisição e de desenvolvimento de tecnologia voltada para pesquisa científica Foto: André Gomes de Melo A formação de pesquisadores e desenvolvedores de tecnologia se inicia com o apoio a programas de divulgação científica e de incentivo à participação de estudantes em projetos científicos. A Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, aberta a alunos das redes pública e privada, premia com medalhas, troféus e bolsas de estudo os estudantes autores dos melhores projetos de cada categoria, incentivando o desenvolvimento de projetos de pesquisa nas escolas. Inaugurado em 2010, o Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, na região Metropolitana, também tem como desafio despertar o gosto pela ciência e conta com projetos como uma oficina de robótica e visitas educativas, além de sediar exposições temporárias e dispor de um planetário aberto ao público. O projeto Jovens Talentos, voltado para estudantes dos níveis médio ou profissional da rede pública estadual, concede bolsas de estágio em instituições de pesquisa e já conta com bolsistas espalhados por 50 municípios do Rio, contribuindo para a disseminação do conhecimento e para a formação de futuros pesquisadores. DISSEMINAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS Projeto Florescer Foto: Divulgação SEAPEC JOVENS CIENTISTAS De nada adiantam a pesquisa e o desenvolvimento de práticas inovadoras se o conhecimento ficar restrito a círculos acadêmicos e não contribuir para a melhoria da vida da população do estado. Instituições como a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), uma empresa pública que desenvolve tecnologia para o segmento agropecuário, tem centros de pesquisa em Agricultura Orgânica, Horticultura, Pecuária Leiteira, Agroenergia, Aproveitamento de Resíduos e Economia Rural, localizados em municípios como Seropédica, Nova Friburgo, Itaocara e Silva Jardim. A instituição envolve produtores locais em pesquisas participativas, que têm como objetivo ajustar tecnologias sustentáveis às condições sociais, econômicas e ambientais específicas de cada território, como parte do programa Rio Rural. A Pesagro ainda promove, em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), demonstrações de métodos e resultados, campanhas e capacitações destinadas a pequenos produtores, além de editar manuais técnicos distribuídos gratuitamente. A inovação também está presente no programa Rio Genética, criado em 2007, que promove o melhoramento genético dos rebanhos pecuários do estado. Já foram comercializados, com financiamento do Estado do Rio de Janeiro e do Banco do Brasil, mais de 10 mil animais selecionados geneticamente, que produzem em média 20 litros de leite por dia, quando a média no estado é de 6,3 litros. Deste total de aquisições, 85% foram feitas por agricultores familiares. 66 67 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO INOVADOR Não é qualquer tipo de transporte que se adequa às ruas estreitas e ao terreno cheio de aclives de algumas comunidades da cidade do Rio de Janeiro. Duas soluções eficazes, o teleférico e o plano inclinado, foram implantadas recentemente, com sucesso. Primeiro sistema de transporte de massa por cabos no Brasil, o teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital, foi inaugurado em julho de 2011 e já alcançou a marca de mais de 7 milhões de passageiros transportados em suas 152 gôndolas. Diariamente, cerca de 12 mil moradores e turistas utilizam o transporte, que é integrado ao sistema ferroviário. O teleférico gera 250 empregos e 60% do quadro de funcionários é composto por moradores da comunidade. Desde 2008 o plano inclinado da comunidade Dona Marta, localizada na Zona Sul da cidade, é utilizado não só para conduzir os moradores pelos 340 metros de subida íngreme como também para transportar os cerca de 10 mil turistas que visitam o local a cada mês, além de facilitar a execução de serviços como a coleta de lixo da parte mais alta do morro. Na construção da linha 4 do metrô, está sendo utlizado pela primeira vez no Rio o "Tatuzão" (Tunnel Boring Machine), que permite uma escavação sem explosivos e sem abertura de valas na superfície, o que reduz o impacto das obras para a população. Tatuzão Foto: Marcelo Horn Menos impacto para a população SOLUÇÕES NA SAÚDE Dois exemplos de inovação na área da saúde ilustram a busca por soluções diferentes para atender melhor a população do estado. O Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer trouxe técnicas de alta complexidade, inéditas na rede pública, com a construção da sala híbrida, que possibilita a realização de exame de ressonância magnética durante a cirurgia do cérebro, com o paciente ainda na mesa de operação. Já o Hospital da Mulher Heloneida Studart, especializado no atendimento a gestantes de médio e alto risco e bebês prematuros, investiu em soluções de humanização do atendimento. A unidade é a primeira rede pública a contar com a Casa da Mãe. Com instalações acolhedoras, o espaço hospeda mães que moram longe ou em locais de difícil acesso enquanto seus recém-nascidos estão sob cuidados na Unidade de Tratamento Intensiva Neonatal, garantindo que a mãe possa ficar em contato permanente com seu bebê nesta fase tão difícil. Sala Híbrida no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer - Foto: Shana Reis Teleférico Foto: André Gomes de Melo ALTERNATIVAS DE TRANSPORTE Ressonância Móvel - Foto: Divulgação Outra solução inovadora na saúde do Rio foi a criação do primeiro serviço de diagnóstico por imagem do país a percorrer municípios. A ressonância magnética móvel e dois tomógrafos móveis já percorreram 70 municípios desde 2009, tendo realizado mais de 100 mil exames em 87 mil pacientes de todo o estado. Em dezembro de 2013 os serviços ganharam a companhia de um mamógrafo móvel, que já realizou mais de mil mamografias. A instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento dentro do sistema penitenciário do estado, no Complexo de Gericinó, é uma solução que tem como principais objetivos evitar que criminosos feridos em ações policiais sejam medicados em hospitais junto com a população e diminuir a necessidade de deslocamento de detentos para hospitais da rede pública. A inovação melhora a vida do preso, que pode ser atendido com mais rapidez, dos pacientes de hospitais da região, que não precisam mais conviver com alterações na rotina, e do estado, que não tem mais que mobilizar um grande efetivo para a transferência e vigilância do preso. INOVAÇÃO NO FINANCIAMENTO As obras de restauração e modernização do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que incluíram a restauração do telhado, da arquitetura externa e interna e da modernização das instalações prediais, aconteceram graças a uma nova solução de financiamento: patronos frequentes das atrações do teatro adiantaram o pagamento de cotas de patrocínio com a promessa de ter suas marcas divulgadas quando a casa reabrisse. Desta forma o Theatro Municipal, que tinha passado por sua última reforma na década de 80, foi totalmente restaurado e hoje faz jus à fama de ser uma das mais belas construções da capital do estado. Theatro Municipal - Foto: Caru Ribeiro Praia do Leste e do Sul, Ilha Grande - Foto: ASCOM SEA SUSTENTÁVEL Queremos um Rio mais sustentável, onde o uso eficiente de recursos e a adoção de tecnologias inteligentes de produção sejam a regra. Ao incentivar a economia verde, apoiar a eficiência energética e o uso racional de recursos naturais, bem como investir na expansão e consolidação de um sistema de transporte público com redução de combustíveis fósseis, adota-se um modelo de desenvolvimento a fim de promover a sustentabilidade econômica e ambiental, com reflexos positivos na qualidade de vida do cidadão. 70 71 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SUSTENTÁVEL Teresópolis - Foto: João Calandrini Um estado sustentável Desde 2007 os municípios do Estado do Rio de Janeiro têm um incentivo a mais para criar e manter unidades de conservação ambiental, investir na preservação de mananciais, garantindo a qualidade da água, e gerir adequadamente seus resíduos sólidos. Quanto melhores os indicadores dessas ações de conservação ambiental, mais recursos do ICMS Verde as prefeituras recebem. Como os índices são recalculados anualmente, os municípios são incentivados a investir em conservação ambiental para aumentar sua participação no benefício. A criação do ICMS Verde faz parte de uma série de projetos que têm como objetivo promover a cultura da sustentabilidade no estado, por parte dos municípios, das empresas e da sociedade em geral. O Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipal reforça o estímulo aos municípios e já resultou na criação do primeiro parque marinho do estado, o Parque Municipal dos Corais de Búzios, e o Parque Natural das Montanhas de Teresópolis, com 4.397 hectares de preservação integral. Ao todo, o programa apoiou a criação e adequação de mais de 110 mil hectares de unidades de conservação municipais. Em cinco anos, 10% do território do estado foi transformado em área ambiental, com mais de 4 milhões de hectares protegidos. Além da redução drástica do desmatamento, o investimento na recuperação da cobertura florestal do estado também contribuiu para reduzir processos erosivos, assoreamento de rios, efeitos de enchentes e riscos de deslizamento de encostas. Em todo o estado, são mais de 600 nascentes protegidas. Os municípios fluminenses também recebem apoio na elaboração, planejamento e implantação de programas de coleta seletiva solidária. A iniciativa atendeu a 73 municípios – dos quais 21 já implantaram a coleta seletiva – e resulta na comercialização mensal de cerca de 670 toneladas de materiais recicláveis. Desenvolvimento com respeito ao ambiente As empresas instaladas no estado também são estimuladas a contribuir. Lançado em 2008, o Parque do Carbono implica na adoção, por companhias interessadas em abater suas emissões de carbono, de uma área básica de nove hectares para ações de reflorestamento e de manutenção das árvores em crescimento. A Bolsa Verde do Rio de Janeiro, que começou a operar em 2012, é um ambiente de negociação de ativos ambientais – como créditos de sequestro de carbono, créditos de logística reversa e reciclagem ou cotas de emissão de gases de efeito estufa – e facilita o cumprimento de obrigações ambientais por parte de empresas. Para estimular a adequação ambiental dos mais diversos empreendimentos, foi lançado um sistema simplificado Há projetos que têm como objetivo promover a cultura da sustentabilidade no Estado do Rio de janeiro Táxi elétrico - Foto: Marcelo Horn de licenciamento, que mantém o rigor das avaliações, mas torna mais rápida e eficiente a emissão de documentos. Desde 2009, foram emitidos mais de 13 mil licenciamentos, autorizações, certificados e outorgas. O programa Rio Capital da Energia, iniciado em 2011, tem como foco o desenvolvimento sustentável na área energética e conta com uma carteira com mais de 30 projetos como a frota de táxis elétricos que já começa a circular pela capital e os pontos de microgeração solar e eólica para possibilitar que o consumidor produza e venda energia para as concessionárias. Projetos de educação ambiental para a população também compõem o quadro de ações governamentais em direção a um Rio de Janeiro mais sustentável, construído com a participação de toda a sociedade. CAMINHOS SUSTENTÁVEIS Em 2012, o estado ganhou um prêmio da Federação Internacional de Rodovias pela utilização do asfaltoborracha na pavimentação da rodovia estadual que liga Guapimirim a Cachoeiras de Macacu, na região das Baixadas Litorâneas. O asfalto, composto principalmente por granulados de borracha provenientes de pneus descartados, é de alta viscosidade. O material apresenta mais de 50% de aderência, o que contribui para a redução de acidentes, proporciona diminuição de 40% do ruído dos veículos sobre a pista e tem uma durabilidade 60% maior que o asfalto tradicional, podendo durar cerca de 20 anos. Já há uma segunda experiência de aplicação do asfalto-borracha na estrada-parque que liga Visconde de Mauá à Maringá, na região do Médio Paraíba, e o Departamento de Estradas de Rodagem estuda o aperfeiçoamento do material com novo sistema que utiliza água em vez de produtos químicos na composição dos agregados. Estrada Mauá-Maringá ganha asfalto-borracha - Foto: Shana Reis 73 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SUSTENTÁVEL Foto: João Calandrini Estrada-Parque O asfalto-borracha é um dos materiais que podem ser aplicados em estradas-parque, que devem ser construídas do modo menos impactante possível, reduzindo, ao máximo, interferências negativas no meio ambiente. Um projeto de estrada-parque deve prever a preservação do curso de rios e córregos, a implantação de redutores de velocidade, ciclovias e vias para pedestres, mirantes naturais, pontos de parada – como estacionamentos ou áreas de lazer –, guaritas, sinalização, centro de visitantes e zoopassagens, que são túneis subterrâneos para a travessia de animais. Já existem duas estradas-parque prontas e uma terceira em fase de finalização, que liga Paraty, no litoral Sul fluminense, à divisa do Estado de São Paulo em direção ao município de Cunha, por dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Transporte público com redução da utilização de combustíveis fósseis A renovação de trens e metrô – com a compra de 139 composições novas, revitalização de estações de trem, a inauguração, em 2009, da estação de metrô General Osório e as obras da Linha 4, que levarão o sistema até o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca – e a expansão do transporte hidroviário, que atendia cerca de 20 mil passageiros por dia em 2007 e alcançou a média diária de 100 mil usuários em 2013, são algumas das ações para promover um modelo de transporte público que utilize menos combustíveis fósseis. O projeto Rio Transporte Sustentável, que investe, em parceria com a iniciativa privada, no desenvolvimento e testes de ônibus movidos a Gás Natural Veicular, biodiesel, hidrogênio e eletricidade, e o programa Rio - Estado da Bicicleta, que estimula o uso do transporte não motorizado com ações como campanhas educacionais, demarcação de ciclofaixas e fixação de bicicletários em estações de trem, metrô e barcas, completam o cenário futuro de um Rio mais sustentável, com uma sensível redução de poluentes na atmosfera. Aumento de 87% na utilização dos transportes sobre trilhos nos últimos oito anos 30 novos trens chineses já atendem à população. Outras 70 composições foram compradas Desde 2012, entraram em funcionamento 19 novas composições no metrô, elevando a capacidade de transporte para 1,2 milhão de passageiros por dia Foto: Henrique Freire 72 Foto: Marcelo Horn Novo terminal de barcas com capacidade para 4 mil passageiros, o dobro do anterior Instalação de mais de 4,5 mil vagas de bicicleta em estações de trem, metrô e barcas Sustentabilidade no setor de obras públicas O estado vem se empenhando em tornar o Rio mais sustentável sob o ponto de vista de suas compras e obras públicas, com a incorporação de critérios verdes como a economia de água e energia e o aproveitamento de resíduos. A construção do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, e a modernização do Maracanã seguem uma série de diretrizes para que as edificações sejam referência em sustentabilidade. O estádio, depois das reformas, passou a economizar mais de 8% de energia com a instalação de painéis voltaicos que transformam energia solar em elétrica e ganhou automação e controle de elevadores, escadas rolantes, ventilação e iluminação dos ambientes, que contam com 23 mil luminárias LED. Os 230 banheiros existentes reutilizam água da chuva através de um sistema que usa os 50 mil metros quadrados de cobertura para coletar a água e direcioná-la para uma cisterna específica para este fim. A modernização da parte hidráulica gerou 30% na redução do consumo de água e mais de 50% no consumo de água potável para irrigação no campo. Obras no Maracanã - Foto: Divulgação PRÓSPERO Foto: Erica Ramalho Trabalhamos por um Rio mais próspero, com crescimento econômico diversificado e geograficamente equilibrado, onde a infraestrutura adequada, a disponibilidade de mão de obra qualificada e os incentivos tributários e financeiros contribuam para adensar as cadeias produtivas e atrair novos investimentos. Neste cenário, os grandes eventos já conquistados irão reforçar a projeção do Rio e possibilitar o surgimento de mais empresas de todos os portes. Através do aprimoramento do ambiente de negócios, também se pretende apoiar o fortalecimento dos municípios, estimular a geração de mais empregos para a população e dar condições ao pequeno empreendedor de crescer e realizar seus sonhos. 76 77 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO PRÓSPERO Estímulo ao setor produtivo O Estado do Rio de Janeiro é um dos maiores concentradores mundiais de investimentos públicos e privados. Desde 2010, as contas e práticas fiscais fluminenses são submetidas à análise das duas maiores agências internacionais de classificação de risco. O Rio foi o primeiro estado a receber no país o grau de investimento, conferindo credibilidade junto a instituições financeiras privadas e facilitando a obtenção de crédito para investir em melhorias para a população. Infraestrutura logística, setores de petróleo e gás, energia, siderurgia, a indústria de transformação em geral são exemplos de áreas que receberam recursos na ordem de R$ 150 bilhões nos últimos três anos, e a previsão é de crescer ainda mais. Nos últimos anos, o desenvolvimento de uma política de atração de investimentos se traduziu na criação de um ambiente de negócios Construção do Comperj - Foto: Divulgação propício ao crescimento das empresas instaladas no estado, atraindo novos negócios e gerando emprego. Incentivos financeiros, tributários e o uso do poder de compra do estado para privilegiar empresas locais são apenas alguns dos instrumentos utilizados para apoiar quem investe no Rio. E esta política já trouxe excelentes resultados. Crescimento econômico distribuído por todo o estado Apenas no interior fluminense carteira de negócios soma mais de R$ 35 bilhões, e as empresas instaladas dinamizam ainda mais a economia local. Três Rios, onde o setor ferroviário se destaca, recebeu mais de 900 empresas nos últimos anos e vem atraindo diferentes segmentos. Para facilitar o transporte de equipamentos e de outros produtos de apoio ao setor petrolífero, inclusive do setor de turbinas, também está sendo implantado um centro Foto: Antonio Pinheiro logístico próximo ao aeroporto de Cabo Frio. A construção do Comperj atrai empresas para seu entorno, incentiva os fornecedores locais a se enquadrar nos padrões da Petrobras e deve gerar mais de 200 mil empregos diretos e indiretos. Empresas automobilísticas do Médio Paraíba estão expandindo sua capacidade de produção e trazendo seus fornecedores para o estado: fábricas de peças como chapas de aço, ferramentas e pneus, além de parceiros de logística e comercialização. Para abrigar executivos estrangeiros, redes hoteleiras estão se estabelecendo e companhias aéreas realizando voos diários para aeroportos locais. E não são somente as grandes empresas que saem ganhando. O aumento de demanda por serviços de transportes e alimentação também contribui de forma significativa para a geração de empregos indiretos. O incentivo à produção agrícola familiar através de programas estruturantes e setoriais, desenvolvem cadeias produtivas e aumentam a competitividade do pequeno agricultor. Rodadas de negócios promovidas pelo programa Compra Rio colocam em contato direto departamentos de compras de grandes corporações e pequenas empresas fornecedoras em todo o território fluminense, contribuindo ainda mais para distribuir o desenvolvimento econômico e gerar emprego e renda para a população. Foto: Marcelo Horn Foto: Antonio Pinheiro O Estado do Rio é um dos maiores concentradores mundiais de investimentos públicos e privados 78 79 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO PRÓSPERO Construção do Arco Metropolitano - Fotos: Divulgação INFRAESTRUTURA COMO BASE PARA O DESENVOLVIMENTO Oferecer uma infraestrutura adequada é o primeiro passo para garantir a atração de empresas. A construção, expansão e recuperação de rodovias, portos e aeroportos fazem parte de um esforço para permitir o desenvolvimento econômico pleno do estado. Além de obras importantes para o interior, como a Estrada da Integração, na Região dos Lagos, e a Rodovia do Contorno, em Volta Redonda, no Médio Paraíba, a Baixada Fluminense também está passando por grandes mudanças com a construção do Arco Metropolitano, que vai interligar rodovias federais e transformar a Região Metropolitana em um corredor logístico. O Arco vai ligar o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, atravessando os municípios de Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí, totalizando 145 quilômetros de extensão. O trecho a ser construído pelo estado, com mais de 70 quilômetros, está com cerca de 80% de execução completa e, mesmo antes de ficar pronto, já é indutor de grandes investimentos e gerador de mais de 3 mil empregos. Por causa do Arco, Queimados foi escolhido para receber um terminal logístico ferroviário, que deve transformar o município em um centro logístico para transporte de cargas e impulsionar a economia da cidade e das áreas vizinhas. Nos últimos quatro anos o município recebeu R$ 1 bilhão em investimentos privados, e hoje há mais cerca de 30 empresas com pedido de licenciamento ambiental que devem se instalar no entorno do Arco Metropolitano. Foto: Paulo Figueiras Recuperação de Estradas Vicinais Obras de infraestrutura não atendem somente a população urbana. O programa Estradas da Produção está recuperando vias vicinais, permitindo o escoamento da produção rural e garantindo um bom acesso ao empreendedor que queira se instalar no interior. Lançado no início de 2010, o programa conta com 21 patrulhas mecanizadas e já recuperou 15 mil quilômetros de estradas vicinais em todos os municípios com área rural no Estado do Rio. Desde 2010, já foram recuperados 15 mil quilômetros de estradas vicinais Praia dos Anjos, Arraial do Cabo - Foto: Divulgação DESENVOLVIMENTO DO TURISMO Grandes eventos, como a visita do papa, a Copa do Mundo e a conquista dos jogos olímpicos de 2016, ajudam a reforçar a imagem positiva do Rio de Janeiro e a atrair cada vez mais investimentos e empregos. Para além dos eventos, no entanto, é necessário promover a sustentabilidade da atividade turística no estado. Para isso, duas iniciativas ainda estão em curso: a formalização da atividade turística, com o cadastramento de empresas e profissionais, além de uma maior fiscalização, e a requalificação de polos turísticos do interior, principalmente no litoral e na serra. Em articulação com o governo federal e com as prefeituras, o programa Prodetur, de desenvolvimento do turismo, financia ações de recuperação do patrimônio histórico, reurbanização de praças, reforma de mirantes, estações ferroviárias e outros pontos turísticos, além da instalação de Centros de Atendimento ao Turista e da implantação de centros de memória, museus, centros culturais, de eventos e de exposições. Fortalecendo o turismo no estado, incentiva-se a criação de novos postos de emprego e contribui para aumentar as alternativas de geração de renda da população. QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Um Rio mais próspero precisa de mão de obra qualificada, e por isso o estado investe em formação profissional. A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) garante à população fluminense cerca de 200 mil vagas anuais voltadas para a qualificação profissional. Responsável por implementar 154 cursos dessa natureza em mais de 100 unidades, a rede trabalha para atender as demandas econômicas de todas as regiões, inclusive através da criação de novos cursos ou de sua adaptação às demandas de mercado. Os 31 Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), unidades da Faetec distribuídas em 16 municípios, têm como meta a qualificação de pessoas das comunidades locais, impedindo que haja apagões de mão de obra e evitando que as empresas tenham que recorrer a profissionais de outros municípios ou estados. Com capacidade atual de receber quase 40 mil alunos, os Centros formaram até hoje mais de 53 mil profissionais. 200 mil vagas anuais CVT Petrópolis - Foto: Shana Reis INCENTIVOS PARA O INTERIOR De março de 2010 a agosto de 2013, cerca de 100 indústrias foram enquadradas na Lei 5.636/10, que prevê um regime especial de tributação a estabelecimentos industriais que se instalem em 51 municípios do interior e distritos industriais. As indústrias já aprovadas pela Comissão Permanente de Políticas para o Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro têm previsão de investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão e devem gerar mais de 9 mil empregos diretos, distribuídos por 24 municípios, principalmente no interior do estado, como São Francisco de Itabapoana, Carmo, Sapucaia e Laje do Muriaé. Foto: Clarice Castro SEGURO Caminhamos em direção a um Rio mais seguro, no qual todo cidadão tenha direito à vida e à liberdade – em sua casa, no trânsito, no local de trabalho ou de lazer – não importando onde more ou qual sua condição social. Seja através de ações de combate à criminalidade e retomada de territórios, modernização de sistemas, equipamentos e instalações, capacitação e articulação das forças de segurança, combate à intolerância ou prevenção de desastres e acidentes, o objetivo maior das ações é caminhar em direção a um estado pacífico e comprometido com o bem-estar social. 82 83 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SEGURO Pacificação: segurança, cidadania e inclusão social Desde 2008, as comunidades onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora passaram por um processo de transformação que não diz respeito apenas à segurança. A maior mudança na vida dos moradores de áreas pacificadas foi, a partir da retomada do território pelo estado, poder ter acesso a serviços públicos, programas sociais e uma série de oportunidades que antes eram barradas pelo poder paralelo do tráfico. A integração de políticas públicas federais, estaduais e municipais, além das parcerias realizadas com a iniciativa privada e o terceiro setor permitem que agora a população tenha acesso a uma série de direitos e benefícios que não tinha antes. A implantação de uma nova logística de coleta de lixo, a formalização do fornecimento de água e de eletricidade com tarifas sociais, a valorização dos imóveis e a garantia de acesso a creches, escolas e postos de saúde fazem parte dessa nova configuração. A UPP Social, da Prefeitura do Rio, se destaca por promover a inclusão social em comunidades pacificadas. A cobertura do programa de Saúde da Família da prefeitura, que na cidade como um todo é de 41%, nas comunidades pacificadas ultrapassa os 75%. O número de Espaços de Desenvolvimento Infantil também impressiona: são 40, dos 118 espalhados pela cidade. Em relação à educação, o rendimento escolar já apresentou melhora de 42,9 % no desempenho dos alunos de comunidades pacificadas, além de queda de 30% na evasão escolar desde 2008. E as parcerias não se dão somente com a administração pública. Em 2013, mais de 33 mil pessoas foram beneficiadas pelo Programa Senac de Gratuidade, que oferece capacitação em áreas como administração, tecnologia da informação, beleza, turismo e gastronomia. Empresas de varejo e hotelaria, além da própria Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, oferecem cursos de formação gratuitos e encaminhamento para o mercado de trabalho. Também compõem este novo cenário projetos de esporte e lazer, festas literárias, festivais de música, teatro, cinema e dança, acesso Primeira unidade na Baixada, a UPP Mangueirinha, em Duque de Caxias - Foto: Marcelo Horn Colônia de férias das UPPs - Foto: Clarice Castro tanto a cursos gratuitos de idiomas, entre outros, quanto à formação profissional e oferta de oportunidades de emprego. A nova geração cresce em comunidades que se valorizam, que contam a própria história em exposições, que têm voz própria em rádios, jornais comunitários e na internet, que finalmente podem ver os territórios onde moram representados em mapas oficiais. O ambiente seguro também faz com que esta população possa ter acesso a facilidades cotidianas que não eram oferecidas antes, como uma agencia bancária na própria comunidade, pacotes de internet e TV a cabo, e mesmo o serviço de entrega de restaurantes, farmácias e supermercados. Os empreendedores locais contam com um programa de microcrédito específico para áreas pacificadas e já estão abrindo seus salões de beleza, restaurantes, hostels, minimercados e outros negócios, recebendo turistas e atendendo clientes de dentro e de fora das comunidades. A administração pública estadual trabalha para expandir e consolidar a pacificação em busca de um Rio de Janeiro mais seguro, fortalecendo a base para que as comunidades se desenvolvam e para que as novas gerações tenham acesso a mais oportunidades. 37 UPPs 257 Mais de Instaladas até 2013 1,5 milhão de moradores beneficiados territórios retomados desde 2008 Melhora de 42,9% no rendimento escolar de alunos de comunidades pacificadas Indicadores 2008 2012 % Homicídio Doloso 84 29 -65,4% Homicídios decorrentes de intervenção policial 81 8 -90% Roubo de Veículo 264 29 -89% Fonte: Instituto de Segurança Pública - ISP 84 85 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SEGURO Cidade da Polícia - Fotos: Clarice Castro ESTRUTURA PARA INTEGRAR DELEGACIAS ESPECIALIZADAS A Cidade da Polícia é um complexo com 10 prédios e 41 mil metros quadrados, ocupado por 14 delegacias especializadas e outros sete órgãos da Polícia Civil, uma sala-cofre – base para o funcionamento do sistema de informática – central de armamentos, canil e heliponto, além do mais moderno centro de treinamento da América Latina, com estande de tiros e um ambiente cenográfico para treinamento e simulação de confrontos, usado pela Academia de Polícia Civil na capacitação e formação de policiais. Inaugurada em 2013, a Cidade da Polícia proporciona a estrutura necessária para um trabalho qualificado e uma maior interação entre os três mil agentes que abriga, contribuindo para aumentar a capacidade de investigação das delegacias e diminuir ainda mais os índices de criminalidade do estado. A sede do Comando de Operações Especiais, que reunirá unidades de elite da Polícia Militar nos moldes da Cidade da Polícia, está em construção e deve abrigar cerca de 2,6 mil agentes. A convivência, neste caso entre agentes das polícias Civil e Militar, também está em pauta no interior com a construção de sete unidades da Região Integrada de Segurança Pública (Risp), criadas para proporcionar uma maior integração regional no planejamento, inteligência e distribuição de recursos das operações. RISP em Volta Redonda - Foto: Salvador Scofano Foto: Marcelo Horn Foto: Rogério Santana O centro funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e reúne cerca de mil profissionais diariamente CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE O Centro Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro, inaugurado em 2013, abriga os serviços de atendimento a emergências das Polícias Militar e Rodoviária Federal, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que recebem chamadas e monitoram as câmeras das principais áreas da Região Metropolitana por meio de um grande telão de cinco metros de altura. Em ocasiões de grandes eventos o centro está preparado para abrigar também a Polícia Federal, as Forças Armadas e a Polícia Civil, além de serviços da prefeitura, como a Defesa Civil, CET-Rio e Guarda Municipal. O centro funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e reúne cerca de mil profissionais diariamente, promovendo a integração operacional e técnica das instituições para atender a população com mais rapidez e eficiência. 87 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SEGURO DELEGACIA LEGAL NOROESTE Programa Concluído 10 entregues Fonte: Programa Delegacia Legal SERRANA NORTE 14 entregues 1 prevista 7 entregues 1 prevista CENTRO-SUL MÉDIO VALE DO PARAÍBA 7 entregues 12 entregues METROPOLITANA 87 entregues 10 previstas COSTA VERDE 2 entregues 2 previstas BAIXADAS LITORÂNEAS 11 entregues 1 prevista Desde 2007, o estado reformou ou construiu novos prédios de 46 Delegacias Legais Foto: Marino Azevedo 86 CAPACITAÇÕES Além de investir na estrutura física, o estado implantou uma ampla política de formação de policiais, composta por cursos de capacitação, seminários, especializações e programas de longo prazo, como o Curso Superior de Segurança Pública, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Fluminense, com 500 vagas exclusivas para profissionais de segurança. Outras ações de qualificação são a criação das Companhias de Práticas Pedagógicas – que intensificam o processo de formação de novos policiais, levando as turmas de batalhões do interior para um estágio nas UPPs – e do Banco de Talentos, que mapeia profissionais da área de segurança com formação técnica, acadêmica e experiência para serem professores em cursos de aperfeiçoamento. As capacitações, além de explorarem técnicas, apresentam novos conceitos, como o de polícia de proximidade, que se baseia na parceria entre a população e as instituições da área de segurança pública. A Escola de Gestão Penitenciária segue a mesma linha, capacitando agentes para contribuírem na ressocialização do preso e em sua reinserção na sociedade. Cerca de Foto: Rogério Santana 9,3 mil policiais com treinamento específico de polícia de proximidade e diretamente empregados nas UPPs O conceito de polícia de proximidade se baseia na parceria entre a população e as instituições da área de segurança pública Foto: Claudia Elias 89 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SEGURO Sistema de alerta em Nova Friburgo - Foto: Rogério Santana PREVENÇÃO A CATÁSTROFES E DESASTRES NATURAIS A segurança não se restringe apenas às ações de combate à criminalidade, mas também abrange prevenção a riscos de enchentes e deslizamentos, entre outros. O Programa de Mapeamento de Risco Iminente do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, o Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente e o mapa de 460 ameaças naturais nos 92 municípios fluminenses produzido pela Escola de Defesa Civil do estado são exemplos de programas focados na prevenção. O estado também conta com três Centros de Monitoramento e Alerta para Desastres Naturais, com técnicos em meteorologia, meteorologistas, hidrólogos e geotécnicos em plantão 24h. Além da produção e disseminação de informações, os órgãos mantêm a articulação com prefeituras, fornecendo subsídios primários, capacitações e apoio para que os municípios possam elaborar seus planos de contingência, desenvolver sistemas de alerta e realizar exercícios simulados, promovendo a redução do risco. Reflorestamento, contenção de encostas e realocação de moradores de áreas de risco contribuem para a prevenção de catástrofes Foto: Divulgação 88 O estado também interage diretamente com a população, através da orientação a alunos de escolas estaduais e municipais no entorno das comunidades de risco mapeado e da contratação de mais de mil agentes comunitários escolares, moradores de áreas de risco, responsáveis por desencadear alertas. As 42 Unidades de Proteção Comunitária instaladas na região serrana – além de 81 estações de alerta de cheias e a compra de dois radares meteorológicos – também fazem parte desse sistema, monitorando o recebimento de alertas de risco, realizando treinamentos com moradores e, em caso de enchentes ou desmoronamentos, ajudando a evacuar a área. Contribuem ainda para a prevenção de catástrofes ações como reflorestamento, contenção de encostas e realocação de moradores de áreas de risco. Recuperação ambiental Projeto Iguaçu Foto: Luiz Morier/ ASCOM SEA A recuperação ambiental de bacias de rios é um dos projetos que atua diretamente no controle de inundações. O Projeto Iguaçu, na Baixada Fluminense, com as obras iniciadas em 2007, já resultou em mais de 56 km de rios dragados, 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados de rios, uma estação de bombeamento e duas estruturas de comportas instaladas em áreas frequentemente atingidas por enchentes. Também entregou mais de 340 apartamentos e proporcionou o reassentamento de mais de 2,5 mil famílias com compra assistida. O projeto ainda está em andamento e prevê beneficiar cerca de 2,5 milhões de moradores, que não terão mais que conviver com inundações constantes. Em São Gonçalo, o Projeto Imboaçu também abrange a prevenção de cheias, com dragagem e urbanização do entorno dos rios e a realocação de moradores que vivem em áreas com risco de alagamento. O programa Limpa Rio, de desassoreamento de rios e limpeza de leitos e margens também atua na prevenção de inundações e, desde 2008, já beneficiou 587 corpos hídricos de 73 municípios fluminenses. O trabalho de prevenção, embora nem sempre seja percebido, é fundamental para tornar o Rio de Janeiro um estado mais seguro para se viver. Projeto Iguaçu - Foto: Luiz Morier/ASCOM SEA Aluguel social O objetivo primordial é prevenir desastres. No entanto, quando deslizamentos e inundações acontecem, além de providenciar a assistência emergencial às vítimas, os cidadãos recebem o Aluguel Social – um benefício assistencial temporário destinado a atender famílias que moram em áreas de risco ou que estão desabrigadas em razão de vulnerabilidade temporária e calamidade pública. O aluguel social atende atualmente mais de 14 mil famílias em 12 municípios, com foco em locais atingidos pelas chuvas na Região Serrana. 91 CONSTRUÇÃO DE UMA GESTÃO SEGURO AÇÕES DE FISCALIZAÇÃO As ações contribuem para aumentar a segurança e confiabilidade de bens e serviços oferecidos à população Ação de fiscalização Foto: Divulgação Estruturas de vigilância sanitária e de defesa sanitária agropecuária são essenciais para atuar na prevenção, controle e erradicação de doenças e para garantir ao cidadão condições seguras no estado. As operações de fiscalização para a proteção e defesa do consumidor, que são responsabilidade do estado, também são sistemáticas e vêm ganhando cada vez mais espaço. Ações em supermercados, estabelecimentos comerciais e de lazer, aeroportos e empresas de transporte, entre outros, contribuem para aumentar a segurança e confiabilidade de bens e serviços do setor privado oferecidos à população. Operação Roleta Russa Foto: Procon-RJ 90 Foto: Divulgação A defesa sanitária agropecuária atua na prevenção, controle e erradicação de doenças Foto: MarceloHorn LEI SECA Funcionando desde 2009, a Operação Lei Seca é uma política pública que visa à redução dos índices de mortes e acidentes de trânsito através da conscientização sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool. Ações como a promoção de palestras e ações educativas, além da fiscalização e aplicação de multas, levaram à queda de 27% de vítimas de acidentes no Grande Rio. Enquanto a média nacional de redução de mortes no trânsito foi de pouco de mais de 6%, no Rio de Janeiro a queda foi de 32%. Operação Lei Seca em números 2012 2013 % Abordados 351.370 357.123 1,6% Casos de alcoolemia 33.262 22.608 -32% Recusas 31.557 18.733 -40% Palestras em escolas 96 132 37,5% Palestras em universidades 13 24 85% Palestras em empresas 111 273 146% Certificados entregues 19.785 35.464 79% Fonte: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro - 27/12/2013 Média de 47 ações de fiscalização por semana em todo o estado Mais de 2,6 mil operações realizadas em 2013, em 40 municípios Foto: Marino Azevedo CONSIDERAÇÕES FINAIS As iniciativas apresentadas resultam do esforço em concentrar, num único documento, o exercício de uma administração pública que, no período de 2007 a 2013, buscou no modelo de gestão pública para resultados a orientação necessária para condução das políticas públicas concebidas, em 2007, quando da elaboração do Plano Estratégico 2007/2027. Alicerçado nos três eixos de desenvolvimento propostos – reconstrução da gestão pública, reconquista da segurança pública e cidadania e articulação e atração de investimentos – iniciou-se uma trajetória para a construção de um futuro promissor para o Estado do Rio de Janeiro. A reconstrução da gestão pública foi sem dúvida o pilar que, perpassando toda a administração estadual, possibilitou a concretização de ações com entregas de bens e serviços à sociedade fluminense, o que seria impossível sem planejamento e gestão. Com a preocupação de que o legado de longo prazo previsto não tivesse rebatimento no instrumento constitucional de curto prazo – o Plano Plurianual –, o Plano Estratégico foi atualizado em 2012, apresentando perspectivas até 2031. Sem perder a visão de futuro, o trabalho contemplou os macro-objetivos como expressão da vontade política das secretarias que compõem o Executivo Estadual na execução de suas respectivas ações. Considerando o cenário mais otimista o trabalho vislumbrou um estado evoluído na perspectiva de torná-lo equitativo, plural, educado, eficiente, saudável, solidário, inovador, sustentável, próspero e seguro, situações estas que, delineadas, induzem ao compromisso com resultados. No entanto, o curto prazo se impõe ao gestor maior como marco temporal de uma agenda que necessita dar respostas sobre as intervenções realizadas. Foto: Carlos Magno Neste sentido é que o presente trabalho apresenta iniciativas que revelam que o caminho para alcance das dez situações propostas foi traçado. Que os resultados elencados demonstram que as escolhas foram positivas e que as principais entregas saldam uma antiga dívida com a população fluminense. Muito se avançou, mas muito se tem a fazer. É apenas parte de uma longa trajetória. A continuidade é hoje uma exigência da sociedade. Novos desafios surgirão, mas as sementes foram plantadas para enfrentá-los e permitir que o Rio de Janeiro se torne um estado cada vez melhor para se viver. SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO Parque Estadual dos Três Picos, Teresópolis - Foto: ASCOM SEA