02 O Acadêmico
Editorial
Quando D
a culpa
é sempre
do
outro
Por Adriana Souza Campos*
ias atrás estava
refletindo sobre a
questão pública em
nosso País. Sempre que algo de
grave e que envolva as
administrações públicas no Brasil
acontece, por incrível que pareça,
sempre encontram um “outro”
culpado. Para surpresa de todos, o
culpado quase nunca é a
administração pública.
Alguém já reparou que logo
após o acontecido, a culpa
normalmente é atribuída a
determinada empresa que presta
serviço para o Governo (seja ele
municipal, estadual ou federal),
mais conhecida como “empresa
terceirizada”?
Foi assim com o escândalo
envolvendo o Enem,
recentemente, em que a culpa pelo
vazamento das provas do Exame
foi atribuído tão somente à
empresa terceirizada contratada
pelo Ministério da Educação para
elaboração e aplicação do Enem.
Foi assim também em São Paulo,
quando as barras de concreto da
obra do rodoanel na rodovia Régis
Bittencourt caíram em cima de três
carros, ferindo seus condutores. De
quem foi a culpa imediata nesse
caso?
De acordo com o Governo
de São Paulo, que “está
investigando”: ou do engenheiro
responsável pelos cálculos
(funcionário da construtora), ou da
empresa de pré-moldados que fez
as vigas, ou...
Em Janeiro de 2007, uma
cratera no canteiro de obras da
Linha 4 do Metrô de São Paulo
deixava 7 mortos e 230 moradores
sem casa. De quem foi a culpa? A
resposta nós já sabemos, afinal a
história se repete... Mas resolvi
falar desse assunto porque essas
desculpas repetidas cansam. Já não
aguentamos mais saber que a
“culpa é sempre do outro”.
Chega de ouvir dos
Governos que o asfalto não chegou
porque a “administração
anterior...”, que não vamos ter
iluminação de Natal porque a
“administração anterior...” Chega!
Vamos dar um basta nisso!
O mais triste é ter a certeza
que quando nós, cidadãos comuns,
as “pessoas físicas” do cadastro da
Receita Federal erramos, a culpa é
inteiramente nossa! É com esse
desabafo que conclamo os nossos
alunos e futuros jornalistas para
que, quando forem os autores de
reportagens que relatem erros
graves envolvendo administrações
públicas, se lembrem de questionar
a culpa atribuída buscando
encontrar a culpa verdadeira. De
acordo com a legislação, a
contratação de empresa
terceirizada não exime o Governo
de responsabilidade.
* Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em
Assessoria em Comunicação (UFG) e mestre em Comunicação pela Universidade de
Marília. Coordena os cursos de Comunicação Social do IESRIVER/Faculdade
Objetivo.
O Acadêmico
Jornal Laboratório do curso de Jornalismo
Ano I – Nº 2- Dezembro 2009
Instituto de Ensino Superior de Rio Verde
Faculdade Objetivo/IESRIVER - GO
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REDAÇÃO DO JORNAL
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Coordenação do Jornal
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Colaboração
Prof. Msc. Adriana Souza
Giulianna Conte - 4º PP
Paulo H. dos Reis - 6º PP
Ana Paula O. Souto - 2º JOR
Lidiane Guimarães - 3º JOR
Diagramação
Tonny M. Joferrci
Agradecimentos
Corpo Docente
Daniel Klein
Direção IESRIVER
Hugo Buarques
Projeto Gráfico
Camilla Paes Leme
S. Pedrosa
Tonny M. Joferrci
Reportagem/Fotografia
Dyego Querioz Vicente
Jéssica Bazzo
O Acadêmico
03
Aconteceu
5ª SECOM O
Fotos: Agência Escola
Semana da Comunicação
s cursos de Comunicação Social
realizaram, nos dias 12 e 13 de
novembro, a 5ª SECOM (Semana
de Comunicação). Foram coordenadas
quatro oficinas, no dia 12, apresentando
diversos temas atuais, relacionados à
comunicação. Os assuntos ministrados
tinham como foco, tanto o Jornalismo,
quanto a Publicidade e Propaganda. No dia
13, o palestrante convidado, Rosenwal
Ferreira, apresentou alguns Cases de
Comunicação, dividindo um pouco de sua
experiência com os estudantes. Com
atualidades, aprendizagem, exposições,
conscientização e participação de,
aproximadamente, 70 pessoas, a Semana da
Comunicação abordou um pouco das
práticas das profissões de Jornalismo e
Publicidade.
Dia Itinerante
A
nimação, trabalho, divulgação,
entrosamento, tirar fotos e fazer
entrevistas, esse é um breve resumo
do que foi “O Dia da Comunicação
Itinerante”. Realizado no Shopping Rio
Verde, no dia 14 de novembro, em
aproximadamente 15 horas de muito
trabalho em equipe, os alunos de
Comunicação Social, da Faculdade
Objetivo/IESRIVER, realizaram a
divulgação dos cursos de Jornalismo e
Publicidade e Propaganda, mostrando um
pouco do trabalho dos profissionais “por trás
das câmeras”, além do vestibular 2010 da
Instituição.
Segundo o aluno do 2º período do
curso de Publicidade e Propaganda e
idealizador do projeto, José Antônio Ferreira
(Tonny M. Jofferci) “A oportunidade de
mostrar seu trabalho à sociedade é uma
experiência única e de grande valia. Dali
surgirão várias oportunidades profissionais,
sem contar o próprio amadurecimento
acadêmico, de colocar a teoria em prática
externa aos muros de nossa instituição.”
Para o evento foram montados dois
estúdios no Shopping Rio Verde: um de TV e
outro de Fotografia. Neste último, o público
posou para fotos, recebendo como presente
um CD com o arquivo das fotos tiradas.
da Comunicação
Fotos: Agência Escola
04 O Acadêmico
Educação
Auxiliando jovens
na realização de sonhos
Por Jéssica Bazzo
O
s programas de bolsas de estudo vêm beneficiando jovens em todo país e contribuindo para realização de sonhos.
ProUni, OVG, Fies, Prefeitura Municipal e Bolsa Objetivo Solidário são os planos aceitos e oferecidos pela
Faculdade Objetivo/IESRIVER. Hoje já existem aproximadamente 330 alunos beneficiados com bolsas de estudo
na instituição. Abaixo conheça um pouco mais sobre cada bolsa universitária.
pessoas que têm o sonho de ter um
curso superior, mas não têm
condições de pagar a faculdade.
OVG (Organização das
Voluntárias de Goiás)
Para participar do
Programa, o universitário deverá
se inscrever no período
estabelecido pela Comissão
Executiva, através do
preenchimento de formulário
próprio e apresentação de
documentos que possibilitem o
cálculo de sua carência socioeconômica. Em Rio Verde os
alunos podem realizar suas
inscrições na Subsecretaria de
Educação do Estado.
Formado o processo, este
será analisado pela equipe de
seleção e triagem e, se atendidos
todos os requisitos estabelecidos,
será concedida a Bolsa
Universitária, de acordo com os
recursos existentes. Os
contemplados com a bolsa ganham
de R$100,00 a R$200,00 reais de
desconto.
O aluno beneficiário do
Programa prestará serviços em
entidades e instituições
governamentais ou não
governamentais definidos pela
coordenação, com carga horária de
8 a 20 horas semanais, compatíveis
com seus afazeres escolares, de
trabalho e de acordo com a
natureza de sua área de formação.
Bolsas pelo ProUni
Para concorrer a uma
bolsa, o estudante deve participar
do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), na edição
imediatamente anterior ao
Fies
Bolsas
universitárias
processo seletivo do ProUni, e
obter a nota mínima nesse exame,
estabelecida pelo MEC.
Deve, também, ter renda
familiar de até três salários
mínimos por pessoa, ter cursado o
ensino médio completo em escola
pública ou em escola privada com
bolsa integral da instituição, ter
cursado o ensino médio
parcialmente em escola pública e
parcialmente em escola privada
com bolsa integral da instituição
ou ser pessoa com deficiência.
Durante o curso, o bolsista do
ProUni deverá apresentar
aproveitamento acadêmico de, no
mínimo, 75% (setenta e cinco por
cento) nas disciplinas cursadas em
cada período letivo, sob pena de
encerramento da bolsa.
Danillo Resende,
acadêmico do 1º período de
jornalismo ganhou bolsa integral
pelo ProUni. “Prestei o Enem em
2008 e fiz minha inscrição no
ProUni, respondendo a um
questionário socioeconômico,
contudo não fui chamado no início
do ano, então em julho recebi um
e-mail
falando que eu tinha
conseguido a bolsa de estudos,
todo tempo mantemos a
comunicação por e-mail, em que
você escolhe o curso que quer
fazer e em qual das universidades
cadastradas ao ProUni você
Foto: Shutterstock
Criado em 1999, o
programa Bolsa Universitária
atende estudantes que não têm
condições de manter os estudos em
universidades particulares do
estado de Goiás.
cadastradas ao ProUni você
prefere estudar”.
Segundo Danillo, “os
programas de bolsas de estudo são
de grande importância para as
pessoas que querem estudar e não
têm condição, é um grande peso
para a realização do sonho do
diploma”.
Bolsa universitária da
prefeitura de Rio Verde
Qualquer aluno
matriculado na universidade pode
fazer sua inscrição na Secretaria de
Promoção Social de Rio Verde,
depois preenche um cadastro,
passa por entrevista e, se
necessário, recebe uma visita
domiciliar para a análise da
situação socioeconômica. Os
beneficiados podem conseguir até
R$140,00 reais de desconto nas
mensalidades.
As inscrições para os
beneficiados do primeiro semestre
de 2010 já aconteceram em
outubro e o próximo período de
inscrição está previsto para maio
de 2010.
Segundo a auxiliar
administrativa da Secretaria
Larissa Guimarães, esse é um
programa válido, pois ajuda as
pessoas que têm o sonho de ter um
O Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior –
FIES, é um programa do
Ministério da Educação,
operacionalizado pela Caixa
Econômica Federal, destinado a
financiar a graduação no Ensino
Superior de estudantes que não
têm condições de arcar
integralmente com os custos de sua
formação. Enquanto cursa a
faculdade, o estudante financiado
se compromete a pagar, a cada três
meses, o valor de R$ 50,00
(cinquenta reais), que vai sendo
abatido de seu saldo devedor.
E n c e r r a d o
o
financiamento, há um período de
carência de seis meses antes do
início do pagamento das
prestações. Podem se candidatar
ao FIES os alunos regularmente
matriculados em cursos superiores
de graduação não gratuitos,
oferecidos por Instituições que
tenham aderido ao Processo
Seletivo, e que tenham obtido
avaliação positiva nos processos
conduzidos pelo Ministério da
Educação, conforme a Portaria
Normativa MEC nº 02/2008.
Bolsa Objetivo Solidário
Oferecida pela Faculdade
Objetivo, os alunos no período
previsto realizam sua inscrição no
Núcleo de Responsabilidade
Social, passam por uma entrevista
com um assistente social e os
selecionados pagam sua bolsa de
estudos em horas de trabalho
voluntário, conseguindo um
desconto de até 40% nas
mensalidades. Os interessados em
informações sobre a Bolsa
Objetivo Solidário devem
procurar a professora Maria Isabel.
O Acadêmico
05
A força do 1º Dia Cultural
jornalismo se e 5ª Noite de
mantém
Talentos
Por Dyego Queiroz
Depois da decisão do STF de que o
diploma de jornalismo não é mais
obrigatório, muitos esperavam uma queda
na força da profissão, algo que não
aconteceu. Alunos têm se mostrado
motivados
com o curso. Um
“Não exemplo ée oanimados
aluno do 2° período de
contrato jornalismo, Fábio Trancolin. Ele afirma
estar nem um pouco desanimado com
sem onão
curso. “Eu vim pra faculdade pra buscar
diploma. conhecimento. A “queda” do diploma não
me desanimou em nada. O meu pique é o
Quem mesmo.
A bagagem de conhecimento é
passa dez, aprendi demais, até agora”. Fábio
ainda que quando fala para alguém
pela conta
que ele faz jornalismo todos ficam felizes,
faculdade por admirar a profissão, e até o
tem uma parabenizam.
Costa Filho, que atua no rádio há
bagagem 23 anos e agora faz jornalismo, diz que
trabalhar na área sem ter passado pela
muito faculdade
acarreta em preconceito. “O
grande.” que acontece, é que existe o preconceito,
Rimenes existe a discriminação. Um exemplo:
Prado minha patroa me disse, a hora em que a
sociedade tomar conhecimento que você
está fazendo faculdade, todos vão te ver
diferente, vão evitar fazer certos tipos de
comentários, e assim aconteceu”. Já o
supervisor de jornalismo da TV Riviera,
afiliada da Rede Globo, Rimenes Prado,
diz que não faz nenhuma contratação de
jornalista sem diploma. “Não contrato
sem diploma. Quem passa pela
faculdade tem uma bagagem muito
grande. Não é que sai pronto, mas tem
todo um conhecimento teórico
necessário para que, quando chega no
mercado de trabalho, basta só ser
moldado na parte prática”.
Rimenes diz ainda que antes de
contratar, a primeira exigência dele é o
diploma, depois ele faz os testes pra ver
a capacidade do candidato.
A coordenadora dos cursos de
Comunicação Social da Faculdade
Objetivo, Adriana Souza, ressalta que
sua formação foi de grande importância
para sua vida profissional. “Posso dizer
que em minha vida profissional, a
formação que tive fez total diferença e
ainda faz. Penso ainda que, hoje, com a
concorrência de mercado acirrada que
temos, o jornalista deve buscar mais do
que apenas a graduação em sua
formação superior”.
Adriana recomenda que se faça
faculdade do curso, especialmente se a
pessoa deseja ser um bom jornalista com
letra maiúscula na inicial.
Mídia Regional
Na mídia regional o que
imperava era o rádio; era ele a
opção de mercado. A TV
chegou, em caráter
experimental por volta de 1966,
e foi a partir de 1970 que ela se
firmou nas duas maiores cidade
sudoestinas. Ao contrário das
grandes emissoras a Difusora de
Jataí e sua similar de Rio Verde
muito raramente transmitiam
jogos ou apresentavam
programas esportivos. Segundo
o historiador Filadelfo Borges,
faltavam pessoas aptas e o
amadorismo imperava. O
avanço do caráter profissional
no setor e a montagem de
programas esportivos, inclusive
com transmissão, vieram
depois. “Ainda paira, quero crer,
um pouco de amadorismo nessa
área, com a presença de pessoas
que exercem outras atividades e
que têm na atividade radiofônica
um deleite”. Diz Filadelfo
Borges.
“A realidade que
enxergo hoje, em Rio Verde, é
um enorme mercado em
potencial, já que a cidade cresce
acima da média nacional, recebe
grandes empresas, mas ainda
tudo fica no potencial. Não
existe sequer um jornal
impresso diário. Os semanais,
quinzenais ou mensais não
conseguem vender publicidade
a ponto de não dependerem do
poder público”, diz Giovana
Dourado, jornalista do grupo
Jaime Câmara. A dependência
financeira não é nada sadia para
a "liberdade de imprensa". Até
mesmo a tv poderia crescer em
termos de tempo de
programação local, mas isso é
algo que depende de muito
Por Dyego Queiroz
investimento, interesse e
aprovação de todo o grupo,
acredita ela.
Ao contrário da
avaliação que Filadelfo fez
sobre a mídia no passado,
Giovana diz que a
profissionalização, hoje, é algo
real. “O que percebo hoje em
Rio Verde, felizmente, é a
profissionalização da
imprensa.”
Ela cita como exemplo
os profissionais que já
trabalhavam na área e hoje
cursam uma faculdade de
comunicação. Avaliando essa
atitude de muito boa. Ela diz não
saber o número exato, mas,
segundo ela, a quantidade de
jornalistas formados em Rio
Verde hoje é bem maior do que
há 9 anos, quando fez sua
graduação.
O
Instituto de Ensino Superior
de Rio Verde/Faculdade
Objetivo realizou no dia 28
de novembro, o 1º Dia Cultural produzido
pelos cursos de Comunicação Social, por
meio da Agência Escola de Comunicação.
Junto ao evento foi realizada a 5ª Noite de
Talentos, espaço em que os alunos
apresentaram seus talentos culturais e
artísticos.
As atividades tiveram inicio às 9h da
manhã e foram finalizadas às 22h30min. No
período da manhã, o Dia Cultural ocorreu no
auditório da Faculdade Objetivo. Já à tarde e
a noite, o evento teve continuidade no Clube
Hexa, que fica próximo à Faculdade.
A 5ª Noite de Talentos teve
apresentações dos acadêmicos de Jornalismo
e Publicidade e Propaganda, com bastante
música, dança, teatro e ainda produções
áudiovisuais.
Fotos: Agência Escola
06 O Acadêmico
Capa
Por Tonny M. Joferrci
Fotos por Y. Ribeiro
As outrasdo
faces
Natal
24 de dezembro de 2008. São exatamente 23h59min. Tudo pronto para a ceia: mesa posta;
sobremesa na geladeira; presentes do amigo secreto já na árvore; todos reunidos. Realmente é muito
lindo tudo isso. Posso até usar a palavra “magnífico”. Entretanto, algumas indagações vêm à tona:
Esse espírito natalino de solidariedade, não deveria ser promulgado no ano todo? E as inúmeras
famílias que não tem o que comer no dia-a-dia, quanto mais para cear? O consumismo exacerbado está
corroendo as raízes do verdadeiro Natal? Há salvação para o nosso “Feliz Natal”?
O bom e velho Natal
Natal capitalista
X O
Vamos lá, pense um
pouco. Você nem precisa ser tão
mais adulto assim, até mesmo
os adolescentes dessa geração
percebem nitidamente a
diferença dos Natais que
passamos hoje aos de uns anos
atrás. “O Natal é lindo, mas ao
mesmo tempo pode ser meio
que um sistema egoísta”, afirma
Luana Cris Melo, 17 anos.
A magia. Sim, acho que
é essa a palavra. A magia que
tinha em torno do Natal está se
perdendo. Montar o presépio, a
árvore, trocar presentes, foi
substituído abruptamente por
competições do presépio mais
completo, a árvore mais alta e
mais cara – se possível trazida
direto da Europa - e o presente
mais caro é o melhor.
Você que é um pouco
mais jovem, faça uma pesquisa,
converse com seus avós ou até
mesmo seus pais. Eles vão lhe
contar como eram seus natais. A
magia era tanta que chegava a
ser inocente. Irá rir de algumas
brincadeiras que faziam, pois
tornou-se uma realidade anosluz de nós. Com isso chegamos a mais uma
indagação: a perda da magia, da inocência,
faz parte da evolução humana?
Definição
Para continuarmos precisamos saber
o que é o Natal na verdade. Uma definição
nua e crua. E para tal, faço uso do dicionário:
sm 2. dia em que se comemora o nascimento
de Jesus Cristo (25 de dezembro). Pronto, aí
está. Comemorar um nascimento... E melhor
ainda, o nascimento d'Aquele que morreu
para salvar a todos nós.
Foto da criança entrevistada
Elair, com marcas que a vida lhe deixara no rosto
Por ele ser tão importante para nós,
devemos ser gratos a Ele todos os dias de nossa
vida, e não apenas um dia. Que, diga-se de
passagem, há estudos que afirmam que essa
data está equivocada. Vinte e cinco de
dezembro foi escolhido pela Igreja para
simbolizar esse acontecimento, mas esse não é
o foco da matéria.
Natal de alguns dias
Achava lindo o gesto de algumas
pessoas que se reuniam para ajudar os mais
necessitados no período do Natal. Dando
roupas, comida, e até gestos
simples como um abraço ou
palavras acolhedoras. E não me
atentava ao fato de que essas
pessoas ajudadas nessa época,
tinham mais outros 335 dias do ano
para viver.
Essas ajudas de fim de ano,
esse espírito solidário, seriam uma
forma de aliviar o peso da
consciência de em todo o ano não
ter feito nada para coisas que
estavam bem na nossa frente, e não
demos a menor importância?
O sociólogo Clóvis da
Rolt, citado em um artigo que tem
como tema Natal Des-graçado
prega: “As pessoas, apenas por um
período delimitado, se arrependem
dos seus atos, se comovem com as
desigualdades sociais, se
solidarizam com os desfiliados.
Mas é só passar o incidente, que
tudo volta a ser como era (...) O
Natal é precário, incidental e
simulado feito as atitudes
falsamente humanizadas que
ofuscam mais do que o excesso de
luzes que se pode presenciar nesta
época do ano”.
Por que a magia foi embora?
Por quê? Poderia
escrever um livro apenas com essa
pergunta. Por que a magia está indo a cada dia
embora, de nossas vidas, de nossos corações?
Por que estamos nos tornando pessoas frias?
Por que vemos as pessoas desabrigadas,
famintas, desnutridas, doentes, e isso parece
ser tão natural?
Um dos erros dessa geração é a forma
como estamos criando nossa juventude.
Algumas crianças aprendem a ser
preconceituosas desde os três anos de idade.
Antigamente as crianças eram mais “bobas”,
desculpando o termo. Não tinham olhar para a
maldade. Acreditavam em contos de fadas,
papai Noel e coelho da páscoa.
O Acadêmico
papai Noel e coelho da páscoa.
Talvez o erro esteja então na falta de
tempo dos pais darem uma boa educação aos
seus filhos, deixando que os veículos de
comunicação em massa o faça por eles.
Vanessa Lima, 26 anos, afirma que,
“antigamente nossos pais se preocupavam
em estar ensinando e demonstrando o espírito
natalino (...) os pais de hoje colocam seus
filhos na escola, a criança passa cerca de 6
horas lá, chega em casa mal vê os pais (...). A
mídia tem um papel negativo quando se fala
em Natal, porque o que ela faz é só cobrir as
crianças e até adultos de desejos supérfluos
de consumo.”
Essa é uma grande face do natal. Essa
data onde se costuma trocar presentes virou
A Data para se vender. O comércio lucra tanto
no fim do ano, que investe cada vez mais na
mídia, promulgando o desejo de consumo
que acaba por deturpar o sentido do Natal.
Então talvez, é melhor para alguns que o
Natal se resuma a isso?
O que as outras faces pensam
Chegamos ao ponto principal dessa
matéria. O que as pessoas que não podem
viver o glamour do consumismo acham do
Natal? Bom, só indo até eles para sabermos.
Ao chegar a um bairro de classe
baixa,
me deparo com uma criança
brincando com alguns carrinhos velhos, uma
boneca suja e sem os braços. Perguntei a ele o
que achava do Natal, fui prontamente
respondido: “eu adoro o Natal”. Continuei
perguntando o que ele iria ganhar de presente,
“vou ganhar um Skate do papai noel”. O
irmão mais velho dele interfere e completa:
“ele mandou uma carta para o papai noel, pra
ganhar o skate”. Fiquei intrigado, e continuei
a conversar com as pessoas que moravam por
ali.
Avistei um senhor, cabisbaixo, com
marcas que a vida lhe deixara. Ele me
convidou para dentro de seu lar, e lá
conversamos. “O povo acha que é só farra.
Entrar na loja e sair comprando, eu não faço
isso, até por que eu não tenho condições e
geralmente passo o Natal trabalhando.”
Perguntei como ele ensinava aos seus quatro
filhos sobre o que era o Natal e se ele ainda
acreditava nessa data como sendo algo
especial: “Eu não falei muita coisa pra eles
não, não tenho tempo, trabalho muito. Minha
esposa que passa mais tempo com eles. E a
gente fica feliz no Natal por saber que outro
ano vai começar, e peço a Deus que nos dê
saúde, e força para cuidar de meus filhos.” O
senhor Elair tem 52 anos e é natural de Minas
Gerais.
Conversei com várias outras crianças,
e elas tinham uma única voz: “O natal é muito
legal, é a melhor data.”
“E a gente
fica feliz no
Natal por
saber que
outro ano vai
começar, e
peço a Deus
que nos dê
saúde, e
força para
cuidar de
meus filhos.”
Elair, 52 anos.
07
A Conclusão
A Solução
Essa conclusão me deixou
surpreso. Surpreso, pois eu não
acreditava mais que o Natal tinha
algum motivo a não ser o de
aumentar as vendas. O natal tinha
perdido a graça para mim, mas
depois de conversar com inúmeras
pessoas, vi que as coisas são um
pouco diferentes. Embora haja
várias faces hipócritas do Natal,
tudo isso fica muito pequeno a se
comparar com os olhos brilhando
das crianças ao falarem disso.
Respondendo a indagação
feita sobre se há possibilidade de
termos feliz “Feliz Natal” com o
decorrer dos tempos, posso dizer
que sim. Acreditemos no Natal,
nos seus significados, e os
vivamos a cada dia de nossas
vidas. Não deixemos a magia
morrer. Já dizia o grande poeta
Fernando Pessoa: “Tudo vale a
pena, se a alma não é pequena.”
Agradeça a cada dia por
estar vivo. Por poder lutar por seus
objetivos. Ajude o próximo, e
ame-o como a ti mesmo. Viva o
“Natal do ano todo”. Essa é uma
data linda, que deve ser
promulgada aos quatro cantos do
mundo em todos os dias. Mesmo
que não possa fazer doações de
coisas materiais, doe um abraço,
uma palavra amiga.
Doe atenção. Algumas das
pessoas só querem isso para poder
continuar acreditando que há por
que crer.
E aproveite do dia 25 de
dezembro, dia oficial do Natal,
como sendo um feriado onde os
seus queridos familiares que
nunca param de trabalhar vão
poder estar juntos de você para
vivenciar esse espírito natalino
que foi cultivado durante todo o
ano.
Menino que alimenta a esperança de ganhar um skate de Natal
08
Cidade
O Acadêmico
Superintendência
de Turismo lança
Projeto Natal Luzes
A Superintendência de Turismo está
lançando o Projeto Luzes. Segundo a
Superintendente Lucia Michalczyk, o objetivo do
projeto é fazer de Rio Verde uma cidade mais
iluminada. Hoje o que predomina é o consumismo,
e as pessoas acabam se esquecendo qual o
verdadeiro significado do natal.
Os enfeites natalinos serão feitos com
materiais totalmente reciclados, principalmente
com material pet, e o projeto contribuirá para a
geração de empregos temporários, com a
contratação de 20 pessoas que irão auxiliar na
construção dos enfeites. Depois as peças
confeccionadas serão guardadas para serem
reutilizadas no próximo Natal, somando para um
Natal ainda mais iluminado, afirmou a
superintendente.
Já está em votação projeto de lei para que
todos que coloquem em suas casas enfeites
natalinos tenham mais 5% de desconto no IPTU,
no caso dos condomínios, e mais 10% para as
residências. Se aprovado, o projeto prevê o
preenchimento de um cadastro pelo contribuinte
participante junto à Superintendência de Turismo,
devendo apresentar fotografias que comprovem a
decoração natalina.
Parte do projeto, que não necessita da
aprovação pelo Legislativo Municipal, já tem
parcerias (AABB, IFET, Clube Campestre, o
Centro de Prisão Provisória), e também está aberto
para participação de todos, que queiram enfeitar
suas casas ou que possam doar garrafas pet.
Maiores informações na Superintendência de
Turismo.
Investindo na juventude de hoje, construindo progresso amanhã
Uma nova superintendência para
maiores investimentos. É assim que pode ser
definida a Superintendência Municipal de
Juventude de Rio Verde, criada na atual gestão
da prefeitura, em apoio a jovens de 15 a 29 anos,
sob a direção de Ricardo Júnior. Segundo o
superintendente, os principais objetivos são a
qualificação do jovem e sua inserção no
mercado de trabalho, além de investimentos em
lazer, esporte e cultura, trabalhando em
conjunto com as demais secretarias e
superintendências de Rio Verde, com verba
prevista de até 700 mil reais para próximo ano a
fim de aumentar os investimentos voltados aos
jovens.
Entre os principais projetos da
Superintendência estão: Juventude em Ação
(com apresentações culturais), Juventude Sem
drogas, em favor da Vida (oferecendo apoio e
Buracos nas ruas de Rio Verde são uma dor
educação aos jovens), o Curso pré-vestibular
gratuito, em parceria com a secretaria de
educação, Projeto Jovem Profissional, que
tem planejamento para entrar em vigor em 2010
e aguarda verba de 3 milhões de reais do
governo federal destinada à capacitação do
jovem, além do projeto Pro Jovem Urbano,
que apoia hoje 125 jovens a voltar a estudar com
ajuda de custo de R$ 100,00 por mês, com
previsão de abertura de 800 vagas para o
próximo ano. E ainda Juventude profissional
que, a princípio, irá conhecer o perfil dos jovens
de Rio Verde e, através de parcerias entre
empresas da cidade, disponibilizar vagas de
estágio a universitários.
Com relação a investimentos em lazer
para o jovem, está programada a construção de
uma praça da juventude, que contará com uma
pista de skate, quadra, campo society, teatro
aberto, pista de patins, e que será localizada no
setor dos funcionários, na Vila Promissão.
De acordo com Ricardo Junior, já existe
um projeto de dança e basquete de rua em
parceria com a CUFA (Central Única das
Favelas), levando a dança, esporte e cultura às
escolas da cidade, principalmente àquelas com
alto índice de evasão e baixo rendimento
escolar.
Segundo o coordenador geral da CUFA
(Central Única das Favelas) de Rio Verde,
Wellington Barbosa, “hoje a cidade tem uma
administração voltada à juventude, com a
criação de um órgão que trabalha para os
jovens, a Superintendência Municipal de
Juventude, que inclusive realizou esse ano uma
conferência para os jovens. É importante para
os governantes saberem, da própria juventude,
do que ela necessita”.
casa próxima a buracos dizem que a poeira Sabino declara que um grande investimento
aumenta,
pois quando um carro passa no buraco vem sendo feito para acabar com os buracos.
de cabeça constante. Motoristas reclamam da
situação e cobram do órgão responsável mais faz uma “nuvem de terra” subir, e quem sofre Até agora foram gastos 6 milhões de reais na
agilidade na solução do problema.
busca de uma solução para o problema, e ainda
Um exemplo de desgosto com o descaso é o
pode ser gasta cerca de metade do orçamento da
da Funcionária Pública Estadual, Maria Queiroz,
secretaria com a operação tapa-buracos e o
que ao chegar à cidade, teve uma das rodas do seu
restante será investido em recapeamento e
carro amassada devido ao forte impacto com um
asfalto novo.
buraco. “É complicado isso, a cidade tem muitos
Quando perguntado acerca do motivo
buracos, entendo que pra arrumar tudo pode
pelo qual aumentou a quantidade de buracos, o
demorar um pouco, mas e como nós ficamos? O
secretário Luís afirma: “o problema se
meu prejuízo ninguém vai cobrir. Notei uma
acumulou porque assumimos a cidade dessa
melhora na última vez que fui a Rio Verde, e espero
forma, não sendo feita a manutenção devida, e
que continue a melhorar, porque fica feio pra uma problemas respiratórios acaba tendo a situação acreditamos que com o orçamento de 2010
cidade do porte de Rio Verde ter tantos buracos”, agravada, sem contar na sujeira que essa poeira poderemos desempenhar de forma incisiva as
causa nas casas.
conclui.
atividades necessárias para prevenir a
Por
outro
lado,
o
secretário
Luís
Carlos
Até moradores reclamam, pois os que têm
degradação da malha asfáltica de Rio Verde.”
O Acadêmico
Sindicato Rural:
proibido de realizar
Exposição
Por Lidiane Guimarães
09
6ª Promotoria de
Justiça de Rio Verde
atua na proteção do
Meio Ambiente
Ação civil Pública proposta pelo Ministério Público
propõe a interdição do Parque Garibaldi da Silveira Leão
para realização de eventos com poluição sonora, como a
Exposição Agropecuária de Rio Verde
O Ministério Público (MP),
através do Promotor Lúcio Cândido de
Oliveira Júnior, propôs uma ação civil
pública para coibir atividades
causadoras de poluição sonora no
recinto do parque de exposição. O
promotor baseou-se na Lei Ambiental,
que prevê sanções de poluição sonora.
Segundo Lúcio, o MP recebe várias
reclamações de vizinhos do parque. E
depois de uma tentativa frustrada de
acordo, entre o MP e o Sindicato, essa
foi a alternativa que restou. ”Não
houve acordo, por isso buscamos o
Judiciário para resolver esses
problemas”, desabafa o promotor.
A justificativa da defesa para a
não realização do acordo é que o
presidente do Sindicato, Bairon
Araújo, não poderia se comprometer a
mudar instantaneamente o local do
Parque de Exposição, por tratar-se de
uma área de 46.637m², repleta de
benfeitorias. ”A proposta consistia em
conceder ao Sindicato dois anos para a
diretoria procurar outro local, montar
sua estrutura e depois do prazo, mudar
de lugar. A exposição seria realizada no
parque até 2011”, afirma Cândido.
O juiz Wagner Gomes Pereira
concedeu a liminar proibindo qualquer
atividade no local até que seja julgada
a ação. O Sindicato Rural, assim que
foi notificado da decisão, impetrou
recurso no Tribunal de Justiça de
Goiás, por intermédio de agravo de
instrumento contra a decisão liminar
que interditou o parque. ”Eles
recorreram, mas o desembargador
manteve os efeitos da liminar e pediu
para que eu respondesse ao recurso.
Agora estamos esperando a decisão”,
disse Lúcio.
Alguns dos argumentos de
defesa do Sindicato Rural de Rio Verde
é a pesquisa encomendada pela
Superintendência Municipal de Meio
Ambiente de Rio Verde. Dados
mostram que 66,66% dos vizinhos do
parque de exposição, no Bairro
Popular, são favoráveis à manutenção
da festa agropecuária no local. A
pesquisa está documentada e anexada
aos autos.
Outro documento anexado ao
processo é o Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) assinado pelo
Sindicato Rural e a Superintendência
de Meio Ambiente, no dia 28 de
setembro.
No documento, o Sindicato se
comprometeu a fazer o licenciamento
ambiental do parque até o dia 30 de
março de 2010 e a não lançar dejetos e
efluentes da lavagem de animais na
rede pluvial.
Foto da 51ª Expo Rio Verde/Terra Brasilis
Lúcio Cândido
de Oliveira
Júnior,
coordenador da
6ª Promotoria
Foto: Assessoria de Imprensa/6ª Promotoria
Várias entidades atuam
fiscalizando, defendendo e
legalizando o meio ambiente
em Rio Verde: o IBAMA, a
Superintendência de Meio
Ambiente, a Secretaria
Estadual de Meio Ambiente e
Recursos Hídricos
(SEMARH), que apesar de ser
um órgão de âmbito estadual
também atua no município, e a
6ª Promotoria de Justiça de Rio
Verde que possui atribuição na
defesa do Meio Ambiente.
Os órgãos têm
principalmente função
fiscalizadora, sendo que o
Ministério Público se incumbe
da proteção do meio ambiente
no âmbito judicial. Na 6ª
Promotoria de Justiça está o
promotor de justiça Lúcio
Cândido de Oliveira Júnior.
Atualmente chegam ao
Ministério Público
aproximadamente 50
reclamações por mês, a
maioria trata da perturbação do
sossego pelo uso de
equipamento de som em
volume acima do permitido
pela legislação. Todas as ações
movidas pela 6ª Promotoria de
Justiça de Rio Verde, que tem o
intuito de defender o meio
ambiente, são de natureza
cível.
A defesa do meio
ambiente está dentro do que se
chama defesa dos interesses
difusos e coletivos, todos de
interesse público. Segundo o
promotor de justiça da 6ª
Promotoria de Justiça de Rio
Verde, Lúcio de Oliveira, falta
na cidade consciência
ambiental da população e
respeito ao semelhante,
ressaltando que para o cidadão
mover uma ação ambiental
basta que seja eleitor e busque
auxílio de um advogado.
Serviço:
6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Verde
End.: Avenida Presidente Vargas, 2.450, Jd. Goiás
Tel.: (64) 3621.1670/3620.2079
10
O Acadêmico
Flashes
01- Geraldo Leão “ cantando” trilha do filme Tropa de Elite no Dia Cultural
02 - Professoras Virgínia Mota e Rosângela Cabrera na IV SEJUD
03 - Alunos que integraram a Agência Raízes para o desenvolvimento do PREX,
com a coordenadora Adriana Souza na foto
04 - O publicitário (ou seria “instrumentista”?!) Daniel Klein tocando violão no
Dia Cultural
05- Professor Tizzo Neto, durante apresentação da Agência Fonte, se deliciando
com um picolé Maranata e pensando: “Que sabor é esse? Será que é cagaita?”
06 - Os alunos Mayko Vinícius e João Fábio com os picolés Maranata
distribuídos a todos no dia da apresentação do PREX
07 - Lázaro Ferreira Arantes (o “Lázaro Goiaba”) demonstrando seus
dons futebolísticos aos jurados na 5ª Noite de Talentos
08 - Michele Bagestão e Thaize Campideli se abraçando após a
apresentação do PREX da Agência Propaganderia
09 - “Lady Gaga”... ou melhor, professora Camilla Paes de peruca rosa
pink, com professor Gustavo Martins, na abertura da Noite de Talentos
03
02
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07
08
09
O Acadêmico
11
DeFlashes
um outro ângulo
Adriana
Souza
a toda poderosa da Comunicação
Por Tonny M. Joferrci
Lembro-me de quando a conheci. Tinha ido apresentar um projeto para o IESRIVER. Foi objetiva, simpática,
imparcial e possuía um domínio esplêndido sobre o que discutia. A coluna “De um outro ângulo” dessa edição traz uma
entrevista exclusiva com Adriana Souza, a toda poderosa da Comunicação. Ela falou sobre as dificuldades para
engravidar novamente, os passos profissionais, sonhos, amor e sexo. Chegou a hora de conhecer os sonhos e a
trajetória dessa “jornalista-mãe”.
Você já atuou em alguma outra
área antes de enveredar pelos
caminhos jornalísticos?
Trabalhei na área de vendas e
marketing no Address West Side
Hotel em Goiânia, quando a
administração do empreendimento
ainda ficava nas mãos de uma
empresa vinculada à Encol, que
construiu o hotel e que faliu.
É mais difícil ser jornalista agora
ou na época de sua mãe?
Na época da minha mãe, quando os
recursos tecnológicos eram escassos
e os “coronéis”, que ainda existem
hoje, mandavam mais nas redações
dos jornais e em todos os veículos da
mídia. Ao passo que talvez fosse mais
difícil, acredito que era também mais
prazeroso, os desafios maiores, o
engajamento ideológico maior...
Quando foi que lecionar entrou nos
seus planos?
Quando saí da televisão, atendendo a
um desejo e uma necessidade antigos,
quis estudar mais. Fiz uma
especialização com um grupo de
professores da UFG e assim que
terminei este curso e me mudei para
Rio Verde surgiu o convite para
lecionar nos cursos de Administração
da Faculdade Objetivo. O convite
surgiu por indicação de um professor
aqui de Rio Verde ao coordenador dos
cursos, à época.
“Na verdade existe
uma única Adriana,
com condutas e
posturas diferentes
que visam se
adequar às várias
situações
cotidianas. A
essência é sempre a
mesma.” Adriana Souza
Existe alguma frustração e/ou algo
que ainda não conseguiu realizar?
Frustração não, mas ainda não
consegui ganhar na mega-sena...
O Jornal O Acadêmico está
funcionando a todo vapor. Quais
são os próximos passos?
Fortalecer nossos canais de
comunicação na internet, com um
hotsite específico para o curso e que
permita explorar a comunicação
textual aliada às produções
audiovisuais. Aumentar
significativamente a quantidade de
produções acadêmicas no campo do
jornalismo e da publicidade e nossa
produção científica são as metas da
coordenação de curso para 2010.
Você é natural de onde? Por que
Rio Verde? Arrependeu-se em
algum momento de ter escolhido
esta cidade para viver?
Natural de Goiânia, Goiás, com
troncos familiares maternos (avós) de
origem familiar tradicional das
cidades de Morrinhos e Cidade de
Goiás. Rio Verde surgiu como opção
profissional diante das excelentes
propostas de trabalho que recebi para
me mudar para cá. Não me arrependi
em nenhum momento de me mudar
para Rio Verde. Foi aqui que constituí
a minha família.
Existe uma Adriana para cada
situação ou sempre encontraremos
a mesma com a família, com
amigos, com colegas de profissão?
Na verdade existe uma única Adriana,
com condutas e posturas diferentes
que visam se adequar às várias
situações cotidianas. A essência é
sempre a mesma.
Os acadêmicos e funcionários do
IESRIVER acompanharam as suas
tentativas de gravidez, um
momento “tenso” em sua vida.
Como você passou por isso e o que a
motivou a não desistir e chegar a ter
mais um belo filho?
O que me motivou a não desistir foi a
vontade extrema de ser mãe mais uma
vez e a fé em Deus. Para Ele nada, mas
nada mesmo, é impossível. É claro
que nem sempre recebemos tudo o
que desejamos, no tempo que
queremos e como queremos. Muitas
vezes o tempo de Deus é diferente do
nosso e o que Ele quer para nós pode
não ser o que tanto desejamos. Passei
pelos problemas, como qualquer ser
humano, com bastante dor e
sofrimento pela sensação de
impotência com a situação vivida.
Mas quem tem a capacidade de se
resignar com os fatos da vida, como
eu, é capaz de superar TUDO.
Qual será sua reação se um de seus
filhos dizer “Quero ser jornalista!”
A de apoiar o que escolher como
profissão e a de dizer: “Seja
jornalista, procurando ser o melhor
naquilo que faz”. E, é claro, que daria
alguns conselhos: leia bastante,
estude muito, aja sempre com caráter,
ética, honestidade e busque a verdade
incondicionalmente.
Um ídolo
Meu avô, Sales Jesuíno de Sousa
Um livro
O Pequeno Príncipe
O maior sonho
Viajar o Mundo
A maior decepção
Com nossos políticos – goianos e
brasileiros
Mãe ou Jornalista
Uma “mãe-jornalista” ou uma
“jornalista-mãe”, se preferir
A primeira coisa que costuma
pensar ao acordar
Quase como Garfield: “Eu odeio
Segunda-feira”, mas depois passa!
Amar é...
Se doar por inteiro
Sexo é...
Amor e paixão
Paixão é...
Enlouquecer-se
Viver é...
Amar, sonhar... simplesmente, viver!
Você por você mesma em poucas
palavras
Perfeccionista, principalmente
comigo mesma e sempre preocupada
em ajudar o próximo.
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Dezembro de 2009 - Faculdade Objetivo