02 O Acadêmico Editorial Quando D a culpa é sempre do outro Por Adriana Souza Campos* ias atrás estava refletindo sobre a questão pública em nosso País. Sempre que algo de grave e que envolva as administrações públicas no Brasil acontece, por incrível que pareça, sempre encontram um “outro” culpado. Para surpresa de todos, o culpado quase nunca é a administração pública. Alguém já reparou que logo após o acontecido, a culpa normalmente é atribuída a determinada empresa que presta serviço para o Governo (seja ele municipal, estadual ou federal), mais conhecida como “empresa terceirizada”? Foi assim com o escândalo envolvendo o Enem, recentemente, em que a culpa pelo vazamento das provas do Exame foi atribuído tão somente à empresa terceirizada contratada pelo Ministério da Educação para elaboração e aplicação do Enem. Foi assim também em São Paulo, quando as barras de concreto da obra do rodoanel na rodovia Régis Bittencourt caíram em cima de três carros, ferindo seus condutores. De quem foi a culpa imediata nesse caso? De acordo com o Governo de São Paulo, que “está investigando”: ou do engenheiro responsável pelos cálculos (funcionário da construtora), ou da empresa de pré-moldados que fez as vigas, ou... Em Janeiro de 2007, uma cratera no canteiro de obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo deixava 7 mortos e 230 moradores sem casa. De quem foi a culpa? A resposta nós já sabemos, afinal a história se repete... Mas resolvi falar desse assunto porque essas desculpas repetidas cansam. Já não aguentamos mais saber que a “culpa é sempre do outro”. Chega de ouvir dos Governos que o asfalto não chegou porque a “administração anterior...”, que não vamos ter iluminação de Natal porque a “administração anterior...” Chega! Vamos dar um basta nisso! O mais triste é ter a certeza que quando nós, cidadãos comuns, as “pessoas físicas” do cadastro da Receita Federal erramos, a culpa é inteiramente nossa! É com esse desabafo que conclamo os nossos alunos e futuros jornalistas para que, quando forem os autores de reportagens que relatem erros graves envolvendo administrações públicas, se lembrem de questionar a culpa atribuída buscando encontrar a culpa verdadeira. De acordo com a legislação, a contratação de empresa terceirizada não exime o Governo de responsabilidade. * Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em Assessoria em Comunicação (UFG) e mestre em Comunicação pela Universidade de Marília. Coordena os cursos de Comunicação Social do IESRIVER/Faculdade Objetivo. O Acadêmico Jornal Laboratório do curso de Jornalismo Ano I – Nº 2- Dezembro 2009 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde Faculdade Objetivo/IESRIVER - GO Diretor Administrativo Fábio Buzzi Ferraz Diretora Acadêmica Stefane Barbosa REDAÇÃO DO JORNAL Agência Escola de Jornalismo Rio Verde – Goiás CEP: 75906-577 Tel.: (64) 3621-3539 Site: www.faculdadeobjetivo.com.br [email protected] Contato Comercial Samuel Pedrosa Agência 51 [email protected] Editoração Camilla Paes Leme Tonny M. Joferrci Revisão Gisela Campos Coordenação Geral Adriana Souza Campos (1136 JP) Coordenação do Jornal Camilla Paes Leme Colaboração Prof. Msc. Adriana Souza Giulianna Conte - 4º PP Paulo H. dos Reis - 6º PP Ana Paula O. Souto - 2º JOR Lidiane Guimarães - 3º JOR Diagramação Tonny M. Joferrci Agradecimentos Corpo Docente Daniel Klein Direção IESRIVER Hugo Buarques Projeto Gráfico Camilla Paes Leme S. Pedrosa Tonny M. Joferrci Reportagem/Fotografia Dyego Querioz Vicente Jéssica Bazzo O Acadêmico 03 Aconteceu 5ª SECOM O Fotos: Agência Escola Semana da Comunicação s cursos de Comunicação Social realizaram, nos dias 12 e 13 de novembro, a 5ª SECOM (Semana de Comunicação). Foram coordenadas quatro oficinas, no dia 12, apresentando diversos temas atuais, relacionados à comunicação. Os assuntos ministrados tinham como foco, tanto o Jornalismo, quanto a Publicidade e Propaganda. No dia 13, o palestrante convidado, Rosenwal Ferreira, apresentou alguns Cases de Comunicação, dividindo um pouco de sua experiência com os estudantes. Com atualidades, aprendizagem, exposições, conscientização e participação de, aproximadamente, 70 pessoas, a Semana da Comunicação abordou um pouco das práticas das profissões de Jornalismo e Publicidade. Dia Itinerante A nimação, trabalho, divulgação, entrosamento, tirar fotos e fazer entrevistas, esse é um breve resumo do que foi “O Dia da Comunicação Itinerante”. Realizado no Shopping Rio Verde, no dia 14 de novembro, em aproximadamente 15 horas de muito trabalho em equipe, os alunos de Comunicação Social, da Faculdade Objetivo/IESRIVER, realizaram a divulgação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, mostrando um pouco do trabalho dos profissionais “por trás das câmeras”, além do vestibular 2010 da Instituição. Segundo o aluno do 2º período do curso de Publicidade e Propaganda e idealizador do projeto, José Antônio Ferreira (Tonny M. Jofferci) “A oportunidade de mostrar seu trabalho à sociedade é uma experiência única e de grande valia. Dali surgirão várias oportunidades profissionais, sem contar o próprio amadurecimento acadêmico, de colocar a teoria em prática externa aos muros de nossa instituição.” Para o evento foram montados dois estúdios no Shopping Rio Verde: um de TV e outro de Fotografia. Neste último, o público posou para fotos, recebendo como presente um CD com o arquivo das fotos tiradas. da Comunicação Fotos: Agência Escola 04 O Acadêmico Educação Auxiliando jovens na realização de sonhos Por Jéssica Bazzo O s programas de bolsas de estudo vêm beneficiando jovens em todo país e contribuindo para realização de sonhos. ProUni, OVG, Fies, Prefeitura Municipal e Bolsa Objetivo Solidário são os planos aceitos e oferecidos pela Faculdade Objetivo/IESRIVER. Hoje já existem aproximadamente 330 alunos beneficiados com bolsas de estudo na instituição. Abaixo conheça um pouco mais sobre cada bolsa universitária. pessoas que têm o sonho de ter um curso superior, mas não têm condições de pagar a faculdade. OVG (Organização das Voluntárias de Goiás) Para participar do Programa, o universitário deverá se inscrever no período estabelecido pela Comissão Executiva, através do preenchimento de formulário próprio e apresentação de documentos que possibilitem o cálculo de sua carência socioeconômica. Em Rio Verde os alunos podem realizar suas inscrições na Subsecretaria de Educação do Estado. Formado o processo, este será analisado pela equipe de seleção e triagem e, se atendidos todos os requisitos estabelecidos, será concedida a Bolsa Universitária, de acordo com os recursos existentes. Os contemplados com a bolsa ganham de R$100,00 a R$200,00 reais de desconto. O aluno beneficiário do Programa prestará serviços em entidades e instituições governamentais ou não governamentais definidos pela coordenação, com carga horária de 8 a 20 horas semanais, compatíveis com seus afazeres escolares, de trabalho e de acordo com a natureza de sua área de formação. Bolsas pelo ProUni Para concorrer a uma bolsa, o estudante deve participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na edição imediatamente anterior ao Fies Bolsas universitárias processo seletivo do ProUni, e obter a nota mínima nesse exame, estabelecida pelo MEC. Deve, também, ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa, ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em escola privada com bolsa integral da instituição, ter cursado o ensino médio parcialmente em escola pública e parcialmente em escola privada com bolsa integral da instituição ou ser pessoa com deficiência. Durante o curso, o bolsista do ProUni deverá apresentar aproveitamento acadêmico de, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) nas disciplinas cursadas em cada período letivo, sob pena de encerramento da bolsa. Danillo Resende, acadêmico do 1º período de jornalismo ganhou bolsa integral pelo ProUni. “Prestei o Enem em 2008 e fiz minha inscrição no ProUni, respondendo a um questionário socioeconômico, contudo não fui chamado no início do ano, então em julho recebi um e-mail falando que eu tinha conseguido a bolsa de estudos, todo tempo mantemos a comunicação por e-mail, em que você escolhe o curso que quer fazer e em qual das universidades cadastradas ao ProUni você Foto: Shutterstock Criado em 1999, o programa Bolsa Universitária atende estudantes que não têm condições de manter os estudos em universidades particulares do estado de Goiás. cadastradas ao ProUni você prefere estudar”. Segundo Danillo, “os programas de bolsas de estudo são de grande importância para as pessoas que querem estudar e não têm condição, é um grande peso para a realização do sonho do diploma”. Bolsa universitária da prefeitura de Rio Verde Qualquer aluno matriculado na universidade pode fazer sua inscrição na Secretaria de Promoção Social de Rio Verde, depois preenche um cadastro, passa por entrevista e, se necessário, recebe uma visita domiciliar para a análise da situação socioeconômica. Os beneficiados podem conseguir até R$140,00 reais de desconto nas mensalidades. As inscrições para os beneficiados do primeiro semestre de 2010 já aconteceram em outubro e o próximo período de inscrição está previsto para maio de 2010. Segundo a auxiliar administrativa da Secretaria Larissa Guimarães, esse é um programa válido, pois ajuda as pessoas que têm o sonho de ter um O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior – FIES, é um programa do Ministério da Educação, operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação. Enquanto cursa a faculdade, o estudante financiado se compromete a pagar, a cada três meses, o valor de R$ 50,00 (cinquenta reais), que vai sendo abatido de seu saldo devedor. E n c e r r a d o o financiamento, há um período de carência de seis meses antes do início do pagamento das prestações. Podem se candidatar ao FIES os alunos regularmente matriculados em cursos superiores de graduação não gratuitos, oferecidos por Instituições que tenham aderido ao Processo Seletivo, e que tenham obtido avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação, conforme a Portaria Normativa MEC nº 02/2008. Bolsa Objetivo Solidário Oferecida pela Faculdade Objetivo, os alunos no período previsto realizam sua inscrição no Núcleo de Responsabilidade Social, passam por uma entrevista com um assistente social e os selecionados pagam sua bolsa de estudos em horas de trabalho voluntário, conseguindo um desconto de até 40% nas mensalidades. Os interessados em informações sobre a Bolsa Objetivo Solidário devem procurar a professora Maria Isabel. O Acadêmico 05 A força do 1º Dia Cultural jornalismo se e 5ª Noite de mantém Talentos Por Dyego Queiroz Depois da decisão do STF de que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório, muitos esperavam uma queda na força da profissão, algo que não aconteceu. Alunos têm se mostrado motivados com o curso. Um “Não exemplo ée oanimados aluno do 2° período de contrato jornalismo, Fábio Trancolin. Ele afirma estar nem um pouco desanimado com sem onão curso. “Eu vim pra faculdade pra buscar diploma. conhecimento. A “queda” do diploma não me desanimou em nada. O meu pique é o Quem mesmo. A bagagem de conhecimento é passa dez, aprendi demais, até agora”. Fábio ainda que quando fala para alguém pela conta que ele faz jornalismo todos ficam felizes, faculdade por admirar a profissão, e até o tem uma parabenizam. Costa Filho, que atua no rádio há bagagem 23 anos e agora faz jornalismo, diz que trabalhar na área sem ter passado pela muito faculdade acarreta em preconceito. “O grande.” que acontece, é que existe o preconceito, Rimenes existe a discriminação. Um exemplo: Prado minha patroa me disse, a hora em que a sociedade tomar conhecimento que você está fazendo faculdade, todos vão te ver diferente, vão evitar fazer certos tipos de comentários, e assim aconteceu”. Já o supervisor de jornalismo da TV Riviera, afiliada da Rede Globo, Rimenes Prado, diz que não faz nenhuma contratação de jornalista sem diploma. “Não contrato sem diploma. Quem passa pela faculdade tem uma bagagem muito grande. Não é que sai pronto, mas tem todo um conhecimento teórico necessário para que, quando chega no mercado de trabalho, basta só ser moldado na parte prática”. Rimenes diz ainda que antes de contratar, a primeira exigência dele é o diploma, depois ele faz os testes pra ver a capacidade do candidato. A coordenadora dos cursos de Comunicação Social da Faculdade Objetivo, Adriana Souza, ressalta que sua formação foi de grande importância para sua vida profissional. “Posso dizer que em minha vida profissional, a formação que tive fez total diferença e ainda faz. Penso ainda que, hoje, com a concorrência de mercado acirrada que temos, o jornalista deve buscar mais do que apenas a graduação em sua formação superior”. Adriana recomenda que se faça faculdade do curso, especialmente se a pessoa deseja ser um bom jornalista com letra maiúscula na inicial. Mídia Regional Na mídia regional o que imperava era o rádio; era ele a opção de mercado. A TV chegou, em caráter experimental por volta de 1966, e foi a partir de 1970 que ela se firmou nas duas maiores cidade sudoestinas. Ao contrário das grandes emissoras a Difusora de Jataí e sua similar de Rio Verde muito raramente transmitiam jogos ou apresentavam programas esportivos. Segundo o historiador Filadelfo Borges, faltavam pessoas aptas e o amadorismo imperava. O avanço do caráter profissional no setor e a montagem de programas esportivos, inclusive com transmissão, vieram depois. “Ainda paira, quero crer, um pouco de amadorismo nessa área, com a presença de pessoas que exercem outras atividades e que têm na atividade radiofônica um deleite”. Diz Filadelfo Borges. “A realidade que enxergo hoje, em Rio Verde, é um enorme mercado em potencial, já que a cidade cresce acima da média nacional, recebe grandes empresas, mas ainda tudo fica no potencial. Não existe sequer um jornal impresso diário. Os semanais, quinzenais ou mensais não conseguem vender publicidade a ponto de não dependerem do poder público”, diz Giovana Dourado, jornalista do grupo Jaime Câmara. A dependência financeira não é nada sadia para a "liberdade de imprensa". Até mesmo a tv poderia crescer em termos de tempo de programação local, mas isso é algo que depende de muito Por Dyego Queiroz investimento, interesse e aprovação de todo o grupo, acredita ela. Ao contrário da avaliação que Filadelfo fez sobre a mídia no passado, Giovana diz que a profissionalização, hoje, é algo real. “O que percebo hoje em Rio Verde, felizmente, é a profissionalização da imprensa.” Ela cita como exemplo os profissionais que já trabalhavam na área e hoje cursam uma faculdade de comunicação. Avaliando essa atitude de muito boa. Ela diz não saber o número exato, mas, segundo ela, a quantidade de jornalistas formados em Rio Verde hoje é bem maior do que há 9 anos, quando fez sua graduação. O Instituto de Ensino Superior de Rio Verde/Faculdade Objetivo realizou no dia 28 de novembro, o 1º Dia Cultural produzido pelos cursos de Comunicação Social, por meio da Agência Escola de Comunicação. Junto ao evento foi realizada a 5ª Noite de Talentos, espaço em que os alunos apresentaram seus talentos culturais e artísticos. As atividades tiveram inicio às 9h da manhã e foram finalizadas às 22h30min. No período da manhã, o Dia Cultural ocorreu no auditório da Faculdade Objetivo. Já à tarde e a noite, o evento teve continuidade no Clube Hexa, que fica próximo à Faculdade. A 5ª Noite de Talentos teve apresentações dos acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, com bastante música, dança, teatro e ainda produções áudiovisuais. Fotos: Agência Escola 06 O Acadêmico Capa Por Tonny M. Joferrci Fotos por Y. Ribeiro As outrasdo faces Natal 24 de dezembro de 2008. São exatamente 23h59min. Tudo pronto para a ceia: mesa posta; sobremesa na geladeira; presentes do amigo secreto já na árvore; todos reunidos. Realmente é muito lindo tudo isso. Posso até usar a palavra “magnífico”. Entretanto, algumas indagações vêm à tona: Esse espírito natalino de solidariedade, não deveria ser promulgado no ano todo? E as inúmeras famílias que não tem o que comer no dia-a-dia, quanto mais para cear? O consumismo exacerbado está corroendo as raízes do verdadeiro Natal? Há salvação para o nosso “Feliz Natal”? O bom e velho Natal Natal capitalista X O Vamos lá, pense um pouco. Você nem precisa ser tão mais adulto assim, até mesmo os adolescentes dessa geração percebem nitidamente a diferença dos Natais que passamos hoje aos de uns anos atrás. “O Natal é lindo, mas ao mesmo tempo pode ser meio que um sistema egoísta”, afirma Luana Cris Melo, 17 anos. A magia. Sim, acho que é essa a palavra. A magia que tinha em torno do Natal está se perdendo. Montar o presépio, a árvore, trocar presentes, foi substituído abruptamente por competições do presépio mais completo, a árvore mais alta e mais cara – se possível trazida direto da Europa - e o presente mais caro é o melhor. Você que é um pouco mais jovem, faça uma pesquisa, converse com seus avós ou até mesmo seus pais. Eles vão lhe contar como eram seus natais. A magia era tanta que chegava a ser inocente. Irá rir de algumas brincadeiras que faziam, pois tornou-se uma realidade anosluz de nós. Com isso chegamos a mais uma indagação: a perda da magia, da inocência, faz parte da evolução humana? Definição Para continuarmos precisamos saber o que é o Natal na verdade. Uma definição nua e crua. E para tal, faço uso do dicionário: sm 2. dia em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo (25 de dezembro). Pronto, aí está. Comemorar um nascimento... E melhor ainda, o nascimento d'Aquele que morreu para salvar a todos nós. Foto da criança entrevistada Elair, com marcas que a vida lhe deixara no rosto Por ele ser tão importante para nós, devemos ser gratos a Ele todos os dias de nossa vida, e não apenas um dia. Que, diga-se de passagem, há estudos que afirmam que essa data está equivocada. Vinte e cinco de dezembro foi escolhido pela Igreja para simbolizar esse acontecimento, mas esse não é o foco da matéria. Natal de alguns dias Achava lindo o gesto de algumas pessoas que se reuniam para ajudar os mais necessitados no período do Natal. Dando roupas, comida, e até gestos simples como um abraço ou palavras acolhedoras. E não me atentava ao fato de que essas pessoas ajudadas nessa época, tinham mais outros 335 dias do ano para viver. Essas ajudas de fim de ano, esse espírito solidário, seriam uma forma de aliviar o peso da consciência de em todo o ano não ter feito nada para coisas que estavam bem na nossa frente, e não demos a menor importância? O sociólogo Clóvis da Rolt, citado em um artigo que tem como tema Natal Des-graçado prega: “As pessoas, apenas por um período delimitado, se arrependem dos seus atos, se comovem com as desigualdades sociais, se solidarizam com os desfiliados. Mas é só passar o incidente, que tudo volta a ser como era (...) O Natal é precário, incidental e simulado feito as atitudes falsamente humanizadas que ofuscam mais do que o excesso de luzes que se pode presenciar nesta época do ano”. Por que a magia foi embora? Por quê? Poderia escrever um livro apenas com essa pergunta. Por que a magia está indo a cada dia embora, de nossas vidas, de nossos corações? Por que estamos nos tornando pessoas frias? Por que vemos as pessoas desabrigadas, famintas, desnutridas, doentes, e isso parece ser tão natural? Um dos erros dessa geração é a forma como estamos criando nossa juventude. Algumas crianças aprendem a ser preconceituosas desde os três anos de idade. Antigamente as crianças eram mais “bobas”, desculpando o termo. Não tinham olhar para a maldade. Acreditavam em contos de fadas, papai Noel e coelho da páscoa. O Acadêmico papai Noel e coelho da páscoa. Talvez o erro esteja então na falta de tempo dos pais darem uma boa educação aos seus filhos, deixando que os veículos de comunicação em massa o faça por eles. Vanessa Lima, 26 anos, afirma que, “antigamente nossos pais se preocupavam em estar ensinando e demonstrando o espírito natalino (...) os pais de hoje colocam seus filhos na escola, a criança passa cerca de 6 horas lá, chega em casa mal vê os pais (...). A mídia tem um papel negativo quando se fala em Natal, porque o que ela faz é só cobrir as crianças e até adultos de desejos supérfluos de consumo.” Essa é uma grande face do natal. Essa data onde se costuma trocar presentes virou A Data para se vender. O comércio lucra tanto no fim do ano, que investe cada vez mais na mídia, promulgando o desejo de consumo que acaba por deturpar o sentido do Natal. Então talvez, é melhor para alguns que o Natal se resuma a isso? O que as outras faces pensam Chegamos ao ponto principal dessa matéria. O que as pessoas que não podem viver o glamour do consumismo acham do Natal? Bom, só indo até eles para sabermos. Ao chegar a um bairro de classe baixa, me deparo com uma criança brincando com alguns carrinhos velhos, uma boneca suja e sem os braços. Perguntei a ele o que achava do Natal, fui prontamente respondido: “eu adoro o Natal”. Continuei perguntando o que ele iria ganhar de presente, “vou ganhar um Skate do papai noel”. O irmão mais velho dele interfere e completa: “ele mandou uma carta para o papai noel, pra ganhar o skate”. Fiquei intrigado, e continuei a conversar com as pessoas que moravam por ali. Avistei um senhor, cabisbaixo, com marcas que a vida lhe deixara. Ele me convidou para dentro de seu lar, e lá conversamos. “O povo acha que é só farra. Entrar na loja e sair comprando, eu não faço isso, até por que eu não tenho condições e geralmente passo o Natal trabalhando.” Perguntei como ele ensinava aos seus quatro filhos sobre o que era o Natal e se ele ainda acreditava nessa data como sendo algo especial: “Eu não falei muita coisa pra eles não, não tenho tempo, trabalho muito. Minha esposa que passa mais tempo com eles. E a gente fica feliz no Natal por saber que outro ano vai começar, e peço a Deus que nos dê saúde, e força para cuidar de meus filhos.” O senhor Elair tem 52 anos e é natural de Minas Gerais. Conversei com várias outras crianças, e elas tinham uma única voz: “O natal é muito legal, é a melhor data.” “E a gente fica feliz no Natal por saber que outro ano vai começar, e peço a Deus que nos dê saúde, e força para cuidar de meus filhos.” Elair, 52 anos. 07 A Conclusão A Solução Essa conclusão me deixou surpreso. Surpreso, pois eu não acreditava mais que o Natal tinha algum motivo a não ser o de aumentar as vendas. O natal tinha perdido a graça para mim, mas depois de conversar com inúmeras pessoas, vi que as coisas são um pouco diferentes. Embora haja várias faces hipócritas do Natal, tudo isso fica muito pequeno a se comparar com os olhos brilhando das crianças ao falarem disso. Respondendo a indagação feita sobre se há possibilidade de termos feliz “Feliz Natal” com o decorrer dos tempos, posso dizer que sim. Acreditemos no Natal, nos seus significados, e os vivamos a cada dia de nossas vidas. Não deixemos a magia morrer. Já dizia o grande poeta Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.” Agradeça a cada dia por estar vivo. Por poder lutar por seus objetivos. Ajude o próximo, e ame-o como a ti mesmo. Viva o “Natal do ano todo”. Essa é uma data linda, que deve ser promulgada aos quatro cantos do mundo em todos os dias. Mesmo que não possa fazer doações de coisas materiais, doe um abraço, uma palavra amiga. Doe atenção. Algumas das pessoas só querem isso para poder continuar acreditando que há por que crer. E aproveite do dia 25 de dezembro, dia oficial do Natal, como sendo um feriado onde os seus queridos familiares que nunca param de trabalhar vão poder estar juntos de você para vivenciar esse espírito natalino que foi cultivado durante todo o ano. Menino que alimenta a esperança de ganhar um skate de Natal 08 Cidade O Acadêmico Superintendência de Turismo lança Projeto Natal Luzes A Superintendência de Turismo está lançando o Projeto Luzes. Segundo a Superintendente Lucia Michalczyk, o objetivo do projeto é fazer de Rio Verde uma cidade mais iluminada. Hoje o que predomina é o consumismo, e as pessoas acabam se esquecendo qual o verdadeiro significado do natal. Os enfeites natalinos serão feitos com materiais totalmente reciclados, principalmente com material pet, e o projeto contribuirá para a geração de empregos temporários, com a contratação de 20 pessoas que irão auxiliar na construção dos enfeites. Depois as peças confeccionadas serão guardadas para serem reutilizadas no próximo Natal, somando para um Natal ainda mais iluminado, afirmou a superintendente. Já está em votação projeto de lei para que todos que coloquem em suas casas enfeites natalinos tenham mais 5% de desconto no IPTU, no caso dos condomínios, e mais 10% para as residências. Se aprovado, o projeto prevê o preenchimento de um cadastro pelo contribuinte participante junto à Superintendência de Turismo, devendo apresentar fotografias que comprovem a decoração natalina. Parte do projeto, que não necessita da aprovação pelo Legislativo Municipal, já tem parcerias (AABB, IFET, Clube Campestre, o Centro de Prisão Provisória), e também está aberto para participação de todos, que queiram enfeitar suas casas ou que possam doar garrafas pet. Maiores informações na Superintendência de Turismo. Investindo na juventude de hoje, construindo progresso amanhã Uma nova superintendência para maiores investimentos. É assim que pode ser definida a Superintendência Municipal de Juventude de Rio Verde, criada na atual gestão da prefeitura, em apoio a jovens de 15 a 29 anos, sob a direção de Ricardo Júnior. Segundo o superintendente, os principais objetivos são a qualificação do jovem e sua inserção no mercado de trabalho, além de investimentos em lazer, esporte e cultura, trabalhando em conjunto com as demais secretarias e superintendências de Rio Verde, com verba prevista de até 700 mil reais para próximo ano a fim de aumentar os investimentos voltados aos jovens. Entre os principais projetos da Superintendência estão: Juventude em Ação (com apresentações culturais), Juventude Sem drogas, em favor da Vida (oferecendo apoio e Buracos nas ruas de Rio Verde são uma dor educação aos jovens), o Curso pré-vestibular gratuito, em parceria com a secretaria de educação, Projeto Jovem Profissional, que tem planejamento para entrar em vigor em 2010 e aguarda verba de 3 milhões de reais do governo federal destinada à capacitação do jovem, além do projeto Pro Jovem Urbano, que apoia hoje 125 jovens a voltar a estudar com ajuda de custo de R$ 100,00 por mês, com previsão de abertura de 800 vagas para o próximo ano. E ainda Juventude profissional que, a princípio, irá conhecer o perfil dos jovens de Rio Verde e, através de parcerias entre empresas da cidade, disponibilizar vagas de estágio a universitários. Com relação a investimentos em lazer para o jovem, está programada a construção de uma praça da juventude, que contará com uma pista de skate, quadra, campo society, teatro aberto, pista de patins, e que será localizada no setor dos funcionários, na Vila Promissão. De acordo com Ricardo Junior, já existe um projeto de dança e basquete de rua em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), levando a dança, esporte e cultura às escolas da cidade, principalmente àquelas com alto índice de evasão e baixo rendimento escolar. Segundo o coordenador geral da CUFA (Central Única das Favelas) de Rio Verde, Wellington Barbosa, “hoje a cidade tem uma administração voltada à juventude, com a criação de um órgão que trabalha para os jovens, a Superintendência Municipal de Juventude, que inclusive realizou esse ano uma conferência para os jovens. É importante para os governantes saberem, da própria juventude, do que ela necessita”. casa próxima a buracos dizem que a poeira Sabino declara que um grande investimento aumenta, pois quando um carro passa no buraco vem sendo feito para acabar com os buracos. de cabeça constante. Motoristas reclamam da situação e cobram do órgão responsável mais faz uma “nuvem de terra” subir, e quem sofre Até agora foram gastos 6 milhões de reais na agilidade na solução do problema. busca de uma solução para o problema, e ainda Um exemplo de desgosto com o descaso é o pode ser gasta cerca de metade do orçamento da da Funcionária Pública Estadual, Maria Queiroz, secretaria com a operação tapa-buracos e o que ao chegar à cidade, teve uma das rodas do seu restante será investido em recapeamento e carro amassada devido ao forte impacto com um asfalto novo. buraco. “É complicado isso, a cidade tem muitos Quando perguntado acerca do motivo buracos, entendo que pra arrumar tudo pode pelo qual aumentou a quantidade de buracos, o demorar um pouco, mas e como nós ficamos? O secretário Luís afirma: “o problema se meu prejuízo ninguém vai cobrir. Notei uma acumulou porque assumimos a cidade dessa melhora na última vez que fui a Rio Verde, e espero forma, não sendo feita a manutenção devida, e que continue a melhorar, porque fica feio pra uma problemas respiratórios acaba tendo a situação acreditamos que com o orçamento de 2010 cidade do porte de Rio Verde ter tantos buracos”, agravada, sem contar na sujeira que essa poeira poderemos desempenhar de forma incisiva as causa nas casas. conclui. atividades necessárias para prevenir a Por outro lado, o secretário Luís Carlos Até moradores reclamam, pois os que têm degradação da malha asfáltica de Rio Verde.” O Acadêmico Sindicato Rural: proibido de realizar Exposição Por Lidiane Guimarães 09 6ª Promotoria de Justiça de Rio Verde atua na proteção do Meio Ambiente Ação civil Pública proposta pelo Ministério Público propõe a interdição do Parque Garibaldi da Silveira Leão para realização de eventos com poluição sonora, como a Exposição Agropecuária de Rio Verde O Ministério Público (MP), através do Promotor Lúcio Cândido de Oliveira Júnior, propôs uma ação civil pública para coibir atividades causadoras de poluição sonora no recinto do parque de exposição. O promotor baseou-se na Lei Ambiental, que prevê sanções de poluição sonora. Segundo Lúcio, o MP recebe várias reclamações de vizinhos do parque. E depois de uma tentativa frustrada de acordo, entre o MP e o Sindicato, essa foi a alternativa que restou. ”Não houve acordo, por isso buscamos o Judiciário para resolver esses problemas”, desabafa o promotor. A justificativa da defesa para a não realização do acordo é que o presidente do Sindicato, Bairon Araújo, não poderia se comprometer a mudar instantaneamente o local do Parque de Exposição, por tratar-se de uma área de 46.637m², repleta de benfeitorias. ”A proposta consistia em conceder ao Sindicato dois anos para a diretoria procurar outro local, montar sua estrutura e depois do prazo, mudar de lugar. A exposição seria realizada no parque até 2011”, afirma Cândido. O juiz Wagner Gomes Pereira concedeu a liminar proibindo qualquer atividade no local até que seja julgada a ação. O Sindicato Rural, assim que foi notificado da decisão, impetrou recurso no Tribunal de Justiça de Goiás, por intermédio de agravo de instrumento contra a decisão liminar que interditou o parque. ”Eles recorreram, mas o desembargador manteve os efeitos da liminar e pediu para que eu respondesse ao recurso. Agora estamos esperando a decisão”, disse Lúcio. Alguns dos argumentos de defesa do Sindicato Rural de Rio Verde é a pesquisa encomendada pela Superintendência Municipal de Meio Ambiente de Rio Verde. Dados mostram que 66,66% dos vizinhos do parque de exposição, no Bairro Popular, são favoráveis à manutenção da festa agropecuária no local. A pesquisa está documentada e anexada aos autos. Outro documento anexado ao processo é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Sindicato Rural e a Superintendência de Meio Ambiente, no dia 28 de setembro. No documento, o Sindicato se comprometeu a fazer o licenciamento ambiental do parque até o dia 30 de março de 2010 e a não lançar dejetos e efluentes da lavagem de animais na rede pluvial. Foto da 51ª Expo Rio Verde/Terra Brasilis Lúcio Cândido de Oliveira Júnior, coordenador da 6ª Promotoria Foto: Assessoria de Imprensa/6ª Promotoria Várias entidades atuam fiscalizando, defendendo e legalizando o meio ambiente em Rio Verde: o IBAMA, a Superintendência de Meio Ambiente, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), que apesar de ser um órgão de âmbito estadual também atua no município, e a 6ª Promotoria de Justiça de Rio Verde que possui atribuição na defesa do Meio Ambiente. Os órgãos têm principalmente função fiscalizadora, sendo que o Ministério Público se incumbe da proteção do meio ambiente no âmbito judicial. Na 6ª Promotoria de Justiça está o promotor de justiça Lúcio Cândido de Oliveira Júnior. Atualmente chegam ao Ministério Público aproximadamente 50 reclamações por mês, a maioria trata da perturbação do sossego pelo uso de equipamento de som em volume acima do permitido pela legislação. Todas as ações movidas pela 6ª Promotoria de Justiça de Rio Verde, que tem o intuito de defender o meio ambiente, são de natureza cível. A defesa do meio ambiente está dentro do que se chama defesa dos interesses difusos e coletivos, todos de interesse público. Segundo o promotor de justiça da 6ª Promotoria de Justiça de Rio Verde, Lúcio de Oliveira, falta na cidade consciência ambiental da população e respeito ao semelhante, ressaltando que para o cidadão mover uma ação ambiental basta que seja eleitor e busque auxílio de um advogado. Serviço: 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Verde End.: Avenida Presidente Vargas, 2.450, Jd. Goiás Tel.: (64) 3621.1670/3620.2079 10 O Acadêmico Flashes 01- Geraldo Leão “ cantando” trilha do filme Tropa de Elite no Dia Cultural 02 - Professoras Virgínia Mota e Rosângela Cabrera na IV SEJUD 03 - Alunos que integraram a Agência Raízes para o desenvolvimento do PREX, com a coordenadora Adriana Souza na foto 04 - O publicitário (ou seria “instrumentista”?!) Daniel Klein tocando violão no Dia Cultural 05- Professor Tizzo Neto, durante apresentação da Agência Fonte, se deliciando com um picolé Maranata e pensando: “Que sabor é esse? Será que é cagaita?” 06 - Os alunos Mayko Vinícius e João Fábio com os picolés Maranata distribuídos a todos no dia da apresentação do PREX 07 - Lázaro Ferreira Arantes (o “Lázaro Goiaba”) demonstrando seus dons futebolísticos aos jurados na 5ª Noite de Talentos 08 - Michele Bagestão e Thaize Campideli se abraçando após a apresentação do PREX da Agência Propaganderia 09 - “Lady Gaga”... ou melhor, professora Camilla Paes de peruca rosa pink, com professor Gustavo Martins, na abertura da Noite de Talentos 03 02 01 06 04 05 07 08 09 O Acadêmico 11 DeFlashes um outro ângulo Adriana Souza a toda poderosa da Comunicação Por Tonny M. Joferrci Lembro-me de quando a conheci. Tinha ido apresentar um projeto para o IESRIVER. Foi objetiva, simpática, imparcial e possuía um domínio esplêndido sobre o que discutia. A coluna “De um outro ângulo” dessa edição traz uma entrevista exclusiva com Adriana Souza, a toda poderosa da Comunicação. Ela falou sobre as dificuldades para engravidar novamente, os passos profissionais, sonhos, amor e sexo. Chegou a hora de conhecer os sonhos e a trajetória dessa “jornalista-mãe”. Você já atuou em alguma outra área antes de enveredar pelos caminhos jornalísticos? Trabalhei na área de vendas e marketing no Address West Side Hotel em Goiânia, quando a administração do empreendimento ainda ficava nas mãos de uma empresa vinculada à Encol, que construiu o hotel e que faliu. É mais difícil ser jornalista agora ou na época de sua mãe? Na época da minha mãe, quando os recursos tecnológicos eram escassos e os “coronéis”, que ainda existem hoje, mandavam mais nas redações dos jornais e em todos os veículos da mídia. Ao passo que talvez fosse mais difícil, acredito que era também mais prazeroso, os desafios maiores, o engajamento ideológico maior... Quando foi que lecionar entrou nos seus planos? Quando saí da televisão, atendendo a um desejo e uma necessidade antigos, quis estudar mais. Fiz uma especialização com um grupo de professores da UFG e assim que terminei este curso e me mudei para Rio Verde surgiu o convite para lecionar nos cursos de Administração da Faculdade Objetivo. O convite surgiu por indicação de um professor aqui de Rio Verde ao coordenador dos cursos, à época. “Na verdade existe uma única Adriana, com condutas e posturas diferentes que visam se adequar às várias situações cotidianas. A essência é sempre a mesma.” Adriana Souza Existe alguma frustração e/ou algo que ainda não conseguiu realizar? Frustração não, mas ainda não consegui ganhar na mega-sena... O Jornal O Acadêmico está funcionando a todo vapor. Quais são os próximos passos? Fortalecer nossos canais de comunicação na internet, com um hotsite específico para o curso e que permita explorar a comunicação textual aliada às produções audiovisuais. Aumentar significativamente a quantidade de produções acadêmicas no campo do jornalismo e da publicidade e nossa produção científica são as metas da coordenação de curso para 2010. Você é natural de onde? Por que Rio Verde? Arrependeu-se em algum momento de ter escolhido esta cidade para viver? Natural de Goiânia, Goiás, com troncos familiares maternos (avós) de origem familiar tradicional das cidades de Morrinhos e Cidade de Goiás. Rio Verde surgiu como opção profissional diante das excelentes propostas de trabalho que recebi para me mudar para cá. Não me arrependi em nenhum momento de me mudar para Rio Verde. Foi aqui que constituí a minha família. Existe uma Adriana para cada situação ou sempre encontraremos a mesma com a família, com amigos, com colegas de profissão? Na verdade existe uma única Adriana, com condutas e posturas diferentes que visam se adequar às várias situações cotidianas. A essência é sempre a mesma. Os acadêmicos e funcionários do IESRIVER acompanharam as suas tentativas de gravidez, um momento “tenso” em sua vida. Como você passou por isso e o que a motivou a não desistir e chegar a ter mais um belo filho? O que me motivou a não desistir foi a vontade extrema de ser mãe mais uma vez e a fé em Deus. Para Ele nada, mas nada mesmo, é impossível. É claro que nem sempre recebemos tudo o que desejamos, no tempo que queremos e como queremos. Muitas vezes o tempo de Deus é diferente do nosso e o que Ele quer para nós pode não ser o que tanto desejamos. Passei pelos problemas, como qualquer ser humano, com bastante dor e sofrimento pela sensação de impotência com a situação vivida. Mas quem tem a capacidade de se resignar com os fatos da vida, como eu, é capaz de superar TUDO. Qual será sua reação se um de seus filhos dizer “Quero ser jornalista!” A de apoiar o que escolher como profissão e a de dizer: “Seja jornalista, procurando ser o melhor naquilo que faz”. E, é claro, que daria alguns conselhos: leia bastante, estude muito, aja sempre com caráter, ética, honestidade e busque a verdade incondicionalmente. Um ídolo Meu avô, Sales Jesuíno de Sousa Um livro O Pequeno Príncipe O maior sonho Viajar o Mundo A maior decepção Com nossos políticos – goianos e brasileiros Mãe ou Jornalista Uma “mãe-jornalista” ou uma “jornalista-mãe”, se preferir A primeira coisa que costuma pensar ao acordar Quase como Garfield: “Eu odeio Segunda-feira”, mas depois passa! Amar é... Se doar por inteiro Sexo é... Amor e paixão Paixão é... Enlouquecer-se Viver é... Amar, sonhar... simplesmente, viver! Você por você mesma em poucas palavras Perfeccionista, principalmente comigo mesma e sempre preocupada em ajudar o próximo.