RELATÓRIO FINAL A apresentação do relatório é obrigatória ( Resolução 029/2009 CONSUNI Ocupação Docente) caso o Professor/coordenador do projeto tenha alocado carga horária no PTI. SOBRE DUAS NOTAÇOES PARA PENSAR A SINGULARIDADE DO GESTO ARTISTICO DE FERNANDO LINDOTE: desenho no espaço e cosmologia. Rosangela Miranda Cherem1, Iam Campigotto2, Sandra Makowiecky3, Lucia Helena Fidelis Bahia, Ana Carla de Brito4 Palavras-chave: Fernando Lindote, exposições, arte contemporânea. Resumo: Fernando Lindote (Sant’Ana do Livramento - RS, 1960) é um artista radicado em Florianópolis, cuja produção se desenvolve a partir de diferentes linguagens visuais, tais como performance, vídeo, fotografia, pintura, desenho, gravura, cerâmica, instalação e escultura. Partindo tanto de conversas mais informais, como análise de entrevistas já existentes, além de catálogos e textos críticos, neste estudo são abordados trabalhos feitos entre 1980 e 2011 que consideram o corpo como procedimento e matéria, bem como destacam uma investigação acerca dos conceitos relativos ao espaço. Tal entendimento pode ser reconhecido no caso da pintura com barbotina, resíduo pastoso feito com argila e água em que o artista substitui a água por saliva, utilizando-o como pigmento pictórico no próprio ambiente expositivo. Articulando concepções de arquitetura e pintura, verifica-se que, questões relacionadas à espacialidade estão incorporadas no desenvolvimento de seu processo e fatura. Ao retornar ao uso de tinta sobre tela, aborda o espaço sideral como um tema de seu interesse desde a infância, permitindo-se chegar à compreensão de um espaço menos físico e mais subjetivo. É neste sentido que corpo e espaço, matéria orgânica e formas geométricas, memória individual e temas caros à história da arte do século XX confluem em suas pesquisas, fazendo com que o suporte se apresente como base para a materialização de seu pensamento poético. Sobre duas notações para pensar a singularidade do gesto artístico de Fernando Lindote O século XX viu emergir uma linhagem de artistas inquietos e proliferantes que não podem ser reconhecidos por uma unidade temática nem estilística. A esta linhagem pertencem nomes que vão, por exemplo de Duchamp. Joseph Beuys, Bruce Nauman, Anselm Kiefer e Francis Alÿs, até artistas brasileiros como Flávio de Carvalho, Lygia Pape e Hélio Oiticica. Em comum, têm o fato de utilizar diversos materiais e procedimentos, através de gestos onde as implicações sobre a linguagem e sua materialidade se encontram em incessante experimentação, embora cada um a sua maneira, apresente diferentes processos, cujas sutilezas remetem ao problema da produção e articulação de sentidos. Assim, é um modus operandi que os aproxima, como é também um fio invisível que permite lê-los, reconhecendo uma espécie de poder da obra enquanto portadora do movimento de protensão e retenção, espaçamento e desejo de esperança, clausura e exterioridade do tempo-espaço. Fernando Lindote (Sant’Ana do Livramento - RS 1960) é um artista radicado em Florianópolis que tem sua produção desenvolvida a partir de diferentes linguagens visuais, tais como performance, vídeo, fotografia, pintura, desenho, gravura, cerâmica, instalação e escultura. Começou como pintor de paredes. Essa experiência, aliada à pesquisa realizada sobre o espaço, ajudou-o a criar concepções de arquitetura, pintura e espacialidades que foram incorporadas no seu trajeto como artista e no 1 Orientadora, Professora do Departamento de Artes Visuais do Centro de Artes – [email protected]. Acadêmico do Curso de Licenciatura em Artes Visuais – Centro de Artes CEART/UDESC, bolsista de iniciação científica , PROBIC/UDESC 3 Professora Participante do Departamento de Artes Visuais, DAV-CEART/UDESC 4 Acadêmicas participantes do projeto Imagem-Acontecimento. Uma história das persistências e consistências da arte moderna na atualidade, sob a coordenação de Rosângela Miranda Cherem. 2 RELATÓRIO FINAL desenvolvimento de uma poética onde o trabalho surge através do corpo, tomado como procedimento e matéria. Reconhecido pela crítica brasileira como um dos artistas que despontaram a partir dos anos de 1980, já apresentou seus trabalhos na 29ª Bienal de São Paulo (2010), na V Bienal de Mercosul (2005), no Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP (1997 e 2005). Individualmente, expôs em renomadas instituições culturais tais como Galeria Nara Roesler (2004), Instituto Tomie Ohtake (2002), MAM-RJ (1999) e Torreão (1996); além de orientar artistas, fazer curadorias e textos para exposições. Partindo tanto de conversas mais informais, como análise de entrevistas já existentes, visitas à exposições coletivas e individuais, um arquivo de imagens particulares, usadas nesse texto, dos trabalhos abordados nele, numa seleção que foi doada pelo artista, além de catálogos e textos críticos, neste estudo são abordados trabalhos feitos entre 1980 e 2011. A experimentação e desestabilização dos meios é uma constante em seus trabalhos; bem como a pesquisa de novas bases de expressão para a materialização da imagem e o questionamento conceitual sobre o suporte. Uma experimentação que, em diálogo com o pensamento artístico contemporâneo, suscita abordagens híbridas que vão da utilização geométrica espacial, da questão dos materiais ao rompimento da bidimensionalidade e questionamento da matéria, do meio, da ferramenta, da forma e da arte. A partir da identificação desses pontos de importância propomos uma leitura particularizada na constituição da poética de Fernando Lindote. Desenho no espaço Em meados de 1980 Fernando Lindote compôs os primeiros trabalhos que procederam ao arranque de um raciocínio estético e visual, quando começou a interferir no espaço com a criação de desenhos em fita isolante que saíam do suporte convencional. Utilizou a matéria tosca e de curta duração para trabalhar a relação espacial e arquitetônica em um diálogo com o meio circundante. Para essas intervenções artísticas que se aproximavam do site specific, nas quais o processo de criação do desenho estava em íntima interação com o espaço expositivo, ele articulou uma mescla de linguagens através de uma concepção visual que bebia do imaginário pop para a composição temática. Como um pesquisador do espaço, o artista explorava e selecionava locais para então começar a execução manual dos trabalhos. Os desenhos em fita isolante eram construídos literalmente da ação de ir desenrolando a fita e desenhando sobre a superfície do chão, parede, vidros da janela ou painéis de exposição. Estava em jogo discutir certa urgência e inquietude que, não sendo apenas peculiares ao meio do desenho, faziam parte também de uma atitude bastante própria da geração de jovens artistas em meados da década de 80. (Marta Martins, in FARIAS, 2008) Lindote continuou a utilizar o traçado em fita isolante para intervir diretamente no espaço expositivo e questionar o suporte até trabalhos mais recentes, tal como na exposição 3D3M, realizada no Centro Universitário MariAntonia em São Paulo, 2008. Na figura 1, o artista repete a forma dos desenhos com fita isolante realizados entre 1986 até 2008, novamente reproduziu o modelo sem desgastá-lo, recriando novas possibilidades. Forma que remete a um mapa, planta ou labirinto, o traço da fita isolante está informe, assim como toda a composição do desenho em que a intenção poderia ser o de uma pessoa que desenha a caneta numa folha uma indicação à outra pessoa, como exemplo daquilo que pretende orientar ou construir. A fita é extensão do corpo do artista e substitui o instrumento caneta. O desenho é o objeto que dialoga diretamente com a parede e, para além, com o ambiente, seja ele espaço expositivo, planta de casa ou o mapa de uma cidade. O gesto do artista está diretamente interligado ao âmbito de pôr-se a desenrolar a fita sobre a parede. As possibilidades de desenhos tornam-se infinitas no espaço delimitado, a parede do espaço usado separa ou une, no entorno, a arquitetura da sala de exposições. Um enredo é criado a partir da história de cada desenho feito com a fita, como numa história em quadrinhos que narra a demarcação de Fernando Lindote. RELATÓRIO FINAL A partir de um traço inicial derivam-se outros e esses outros devem sempre estar em sintonia com o primeiro para que formem um todo orgânico, integrado. Basta um toque errado para ver todo o projeto ruir (Thais Riviti, in Projeto de Risco, 2008) Figura 1 - Sem titulo, fita isolante sobre parede, 1986-2008. Entre 1986 e 2008, vários desenhos foram produzidos diretamente na parede, no chão, nos vidros das janelas e no teto (Figura 2). Nesse sentido, o artista trabalhou com o precário, o efêmero e o transitório a partir de formas que se repetem em toda a sua poética, que possuem um movimento que junta a curva e a reta, num jogo entre o informe e o racional, o orgânico e o geométrico, o perecível e o perene, o instável e o equilíbrio, o perturbador e o simétrico, o imprevisível. São desenhos que não possuem uma durabilidade. A fita isolante é um material que perde sua cola com o tempo. Estão lá apenas para aquele momento, pois a duração dos mesmos decorre do período da mostra. Ao desmontar a exposição os trabalhos são destruídos, restando apenas os registros fotográficos. Figura 2 - Sem titulo, fita isolante sobre parede, 2008. Se nos trabalhos citados a estrutura do desenho delimita o espaço em relação ao entorno, a composição visual da linha preta no espaço branco é muito similar a desenhos a nanquim e ao mesmo tempo remete ao universo dos HQs. São trabalhos que dialogam simultaneamente com a arte concreta, pela sua qualidade maquínica e geométrica, e com a arte neoconcreta, pela forma e conceito, linguagem autônoma e não-representativa e pelas qualidades de intervenção e exploração do espaço. Para a exposição “Desenhos/Escultura” no Museu de Arte Contemporânea - MAC, de Curitiba, em 2004, Lindote fez intervenções diretamente no espaço expositivo, aonde novamente a estrutura do museu serviu como suporte para obra. Mas em relação à pesquisa sobre materiais, Lindote utilizou a barbotina para pintar. A massa, que normalmente é utilizada como agarramento de rebocos sobre a RELATÓRIO FINAL por sua própria saliva. Na Figura 5 redes, tubos de conexão, pinturas com lama, desenhos que derretem, tudo invadindo o espaço expositivo. Figigura 5 - Sem titulo, fita isolante e barbotina sobre parede, 2007. O título da exposição alude à construção maquínica do conceito construtivista. Porém ao preferir novas significações da matéria, a produção de Fernando Lindote relaciona-se mais com o neoconcretismo em que o trabalho não é um mero objeto e, sim, possui uma expressividade subjetiva que vai além do mero geometrismo. Parafraseando Ferreira Gullar, pode-se dizer que também Lindote prefere descobrir novas significações pela experiência direta2. Na mesma exposição, a terra é o elemento comum entre Sem titulo (Figura 3) , Sem titulo (Figura 4) e Dito isso (Figura 5). Trabalhos realizados entre 2004 e 2007 e que são espécies de contra-relevos situados numa zona intermediária entre desenho, pintura e escultura. São pinturas esquisitas que não tem muito de pintura e tem algo de desenho, são hibridismos toscos, eu não consigo fazer um trabalho pleno, na sua linguagem, eu nunca consegui, quando eu consigo eu acho que o trabalho não está pronto, quando funciona como escultura, eu fico incomodado, quando eu consigo atrapalhar e ele fica menos escultura ou tão aberta que parece instalação eu gosto, gosto desse lugar que o trabalho fica em aberto. (Fernando Lindote, 2009) 3 Sobre a exposição Maquina Seca Sérgio Medeiros comentou no catálogo da exposição: “Se o poeta pode morder a terra, a terra, por sua vez pode morder o mundo.” Lindote escolheu para si apenas uma determinada cor de barro... Ele é, assim, um pintor que só trabalha com um pote de cor, a cor de seu barro. Não tem, como os outros pintores, vários potes de cores a seu dispor. Sua arte exige apenas um pode (sujo, imundo, pois cheio de barro) e nada mais do que isso. Nesse aspecto, uma arte minimalista e primitiva. Ou melhor, primordial. (MEDEIROS, 2007) Figura 6 - Sem titulo, barro e saliva sobre parede, 2007. RELATÓRIO FINAL orgânico inédito, um ser-coisa, com forma e consistência que se aproxima de hidrozoários transparentes. A espacialidade quase cibernética, próxima ao desenho digital, se mescla ao orgânico, numa atmosfera próxima à hiperrealista que se aproxima da representação marinha ou do espaço sideral. A obra é uma máquina mole que revisita fórmulas de trabalhos anteriores. Na concepção dessa nova fase o artista passa a explorar a tinta acrílica como matéria pictórica. Figura 9 - Sem titulo, acrílica sobre tela, 2009. A relação cosmogônica e a união do orgânico junto da geometria tomam relevo se atentarmos aos trabalhos posteriores, como na exposição Cosmorelief. Na Figura 10 é possível identificar algumas das relações da espacialidade suspendida, a levitação das estruturas e a mistura do ser que poderia ser aquático, se fosse terrestre, mas que habita a atmosfera de aparência celeste. Nessa figura, assim como outras presentes nesse texto, temos a imagem geométrica que transita nas camadas da imagem, ora na frente ora atrás, sem ter uma precisão se ela tampa a imagem principal ou se ela é principal, sendo ela autônoma anulando perspectiva e dimensão. Essa estrutura, já citada aqui como maquínica, é a construção da reta criada pelo homem, que participa da estrutura de retícula conceituada por Rosalind Krauss nas artes visuais, em que a retícula é a grade que projeta-se em uma superfície. Ela é antinatural, antimimética, antireal. A retícula possui duas maneiras; a espacial que é aplanar, geometrizada e ordenada e a temporal, que se situa em toda história da arte. Está nos padrões rupestres, nos vitrais renascentistas, no piso das igrejas barrocas, nas pinturas de Mondrian, nas estruturas construtivistas de Malevich e nas fitas e pinturas de Fernando Lindote. RELATÓRIO FINAL Da criação do universo, Cosmorelief, é “a relief in the cosmo” – um alívio no cosmo. O artista agora aponta para cima (Figura 11), para o céu e o mistério que nele existe. Assunto de grande atenção por parte do artista, o universo e a relação com o outro, o desconhecido é tema na cronologia desse novo trabalho. O novo se mistura com o velho na formação do indivíduo que Lindote comenta “É uma imagem que me interessa. Aquela história das imagens que formam a gente” 5. O universo, por sua vez, é interesse desde o tempo de infância para o artista, ele diz “Lembro de ter visto aquela cena do homem pisando na lua na TV, em preto e branco, eu tinha nove anos” 6, cena que ficou marcada e que integrou no raciocínio da sua produção. Figura 11 - Sem titulo, grafite sobre papel, 2010. Para o artista, pintar é como se fosse uma oração. A frase de abertura do catálogo da mostra é “O ato sagrado de realizar eternamente”. No processo de concepção Lindote voltou aos suportes tradicionais da pintura e do desenho, com a tela e o papel, pintando com tinta acrílica e desenhando à grafite para explorar uma representatividade subjetiva de uma imanência traçada entre o planeta Terra e seu além, o espaço, em um jogo conceitual entre cosmologia e cosmogonia. Atlas Hermético é o título da exposição que apresentou a obra Sem título (Figura12), o tema pop das naves espaciais é apresentado aqui novamente num formato que poderia ser apresentado numa história em quadrinhos. Figura 12 - Sem titulo, acrílica sobre tela, 2011. RELATÓRIO FINAL A partir da espacialidade, do local e da matéria descobertas e reutilizadas pelo homem, Fernando Lindote cria um novo mundo em sua obra. Pode-se dizer que o artista faz assim uma cosmologia, brincando com paradoxos da linguagem: cima e baixo, o orgânico e o geométrico, o verdadeiro e o falso, o científico e o ficcional, o racional e irracional e então a mescla de todos os seus elementos, de forma sagital, muito orgânica, pois pensamento e obra aparecem juntos, e cíclico. Articulando concepções de arquitetura e pintura, verifica-se que, questões relacionadas à espacialidade estão incorporadas no desenvolvimento de seu processo e fatura. Ao retornar ao uso de tinta sobre tela, aborda o espaço sideral como um tema de seu interesse desde a infância, permitindo-se chegar à compreensão de um espaço menos físico e mais subjetivo. É neste sentido que corpo e espaço, matéria orgânica e formas geométricas, memória individual e temas caros à história da arte do século XX confluem em suas pesquisas, fazendo com que o suporte se apresente como base para a materialização de seu pensamento poético. No cotejamento das idéias suscitadas por esse texto, que se abrem a outras constelações e religares, percebemos no processo de Fernando Lindote o desenvolvimento de uma poética inquieta, onde o trabalho surge através do corpo, tomado como procedimento e matéria – seja em desenhos, pinturas, na integração e desdobramentos entre o espaço da obra e o espaço físico, seja nas intervenções nos espaços expositivos, quando transforma a própria montagem da exposição simultaneamente em trabalho corporal, performance, experimento e experiência, dentro da dimensão do tempo vivido, subjetivo e sensorial; e que ultrapassa o sentido visual ou formal para a explosão de sentidos. Método: o texto partiu tanto de conversas mais informais, como análise de entrevistas já existentes, visitas à exposições coletivas e individuais sobre os temas abordados. O arquivo de imagens usadas nesse arquivo foram adquiridas a partir de uma seleção doada pelo próprio artista pesquisado, além dos catálogos e textos críticos em websites e publicações em geral. Resultados: A partir da espacialidade, do local e da matéria descobertas e reutilizadas pelo homem, Fernando Lindote cria um novo mundo em sua obra. Pode-se dizer que o artista faz assim uma cosmologia, brincando com paradoxos da linguagem: cima e baixo, o orgânico e o geométrico, o verdadeiro e o falso, o científico e o ficcional, o racional e irracional e então a mescla de todos os seus elementos, de forma sagital, muito orgânica, pois pensamento e obra aparecem juntos, e cíclico. Articulando concepções de arquitetura e pintura, verifica-se que, questões relacionadas à espacialidade estão incorporadas no desenvolvimento de seu processo e fatura. Ao retornar ao uso de tinta sobre tela, aborda o espaço sideral como um tema de seu interesse desde a infância, permitindo-se chegar à compreensão de um espaço menos físico e mais subjetivo. É neste sentido que corpo e espaço, matéria orgânica e formas geométricas, memória individual e temas caros à história da arte do século XX confluem em suas pesquisas, fazendo com que o suporte se apresente como base para a materialização de seu pensamento poético. Conclusão: No cotejamento das idéias suscitadas por esse texto, que se abrem a outras constelações e religares, percebemos no processo de Fernando Lindote o desenvolvimento de uma poética inquieta, onde o trabalho surge através do corpo, tomado como procedimento e matéria – seja em desenhos, pinturas, na integração e desdobramentos entre o espaço da obra e o espaço físico, seja nas intervenções nos espaços expositivos, quando transforma a própria montagem da exposição simultaneamente em trabalho corporal, performance, experimento e experiência, dentro da dimensão do tempo vivido, subjetivo e sensorial; e que ultrapassa o sentido visual ou formal para a explosão de sentidos. 1 BOPPRÉ, Fernando. FERNANDO LINDOTE: Artes Visuais, Circuito Artístico.Entrevista disponível em http://www.fernandoboppre.net/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/FERNANDO-LINDOTE-ARTESVISUAIS-CIRCUITO-ART%C3%8DSTICO.pdf. Acesso: 23 de fevereiro de 2013. 2 Ferreira Gullar no texto sobre o neoconcretismo disse que “os artistas neoconcretos preferem mergulhar na natural ambigüidade do mundo para descobrir, nele, pela experiência direta, novas significações. GULLAR, Ferreira. P. 243, 1985 RELATÓRIO FINAL 3 BOPPRÉ, Fernando. FERNANDO LINDOTE: Artes Visuais, Circuito Artístico.Entrevista disponível em http://www.fernandoboppre.net/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/FERNANDO-LINDOTE-ARTESVISUAIS-CIRCUITO-ART%C3%8DSTICO.pdf. Acesso: 23 de fevereiro de 2013. 4 “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.” (Gênesis 2:7) 5 Em entrevista para Carol Macário no jornal “Notícias do Dia”, 27 de fev. De 2013. 6 Idem. Referências bibliográficas Catálogo das exposições: Espelho feio; Experiências com o corpo; A Ninfa e o palácio; Cosmorelief; 3D3M; Maquina Seca; Olho de mosca; Mangue Real; Desenhos Antelo. BOPPRÉ, Fernando. FERNANDO LINDOTE: Artes Visuais, Circuito Artístico. Entrevista disponível em http://www.fernandoboppre.net/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/FERNANDO-LINDOTEARTES-VISUAIS-CIRCUITO-ART%C3%8DSTICO.pdf. Acesso: 23 de fevereiro de 2013. BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo: Vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro, São Paulo, Cosac & Naify, 1999 COHEN, Renato. Performance como linguagem: criação de um tempo-espaço de experimentação. São Paulo, Perspectiva: Editora da Universidade de São Paulo, 1989 FARIAS, Agnaldo et al. Fernando Lindote, Florianópolis, Editora Nova Letra, 2008 FERREIRA, Glória e COTRIM, Cecilia. Escritos de artistas: 60/70. Rio de Janeiro, E. Zahar, 2006 GULLAR, Ferreira. Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo ao Neoconcretismo, São Paulo, Editora Nobel, 1985 KRAUSS, Rosalind E. La originidad de la vanguardia y otros mitos, Editora Alianza Editorial, 2006 LIPPARD, Lucy R. A arte pop, São Paulo, Verbo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1976 MESQUITA, Ivo. Desenhos Antelo, Florianópolis, Editora Nova Letra, 2008 OSWALD, Andrade. Obras completas: Do Pau-Brasil à Antropofagia e às Utopias. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1970