30 DE MARÇO Parte I Competências básicas 3:30H 9:30H -10:10H • Apresentação dos participantes • Avaliação das necessidades • Importância da melhoria das aptidões de Comunicação em Oncologia Vídeo 10:10H -10:40H • Definição de metas e objectivos do módulo 10:40H -11:10H • Demonstração de vídeo e comentários 11:10H -11:30H Coffee Break 11:30H -12:00H • Revisão das técnicas básicas Exposição + Demonstração Comentários Parte III Avaliar a perturbação psicológica 2H 17:20H -18:00H • Introdução • Definição de metas e objectivos • Experiência anterior com perturbação psicológica Slide Show 18:00H -18:30H • Demonstração de vídeo + Comentários 18:30H -19:20H • Como despistar a perturbação psicológica Comentários, distribuição de material 19:20H -19:30H • Conclusões Memo do Módulo 2 + textos 12:00H -13:00H • Exercício: Grupos de 3 (casos preparados) 13:00H Almoço 31 DE MARÇO Parte II Técnicas Avançadas – Lidar com emoções 2:30H 14:30H -15:00H • Definição de objectivos • Demonstração e comentários 15:00H -15:30H • Exercício com todo o grupo 15:30H -16:30H • Exercícios de role-playing ou ensaio comportamental 16:30H -17:00H • Conclusão do módulo 1 • Memo sobre técnicas básicas e avançadas 17:00H -17:20H Coffee Break Parte IV Introdução à comunicação das más notícias 4H 9:00H - 9:30H • Definição de metas e objectivos 9:30H -10:00H • Introdução ao protocolo das más notícias Vídeo 10:00H -10:30H • As 6 etapas 10:30H -13:00H • Exercícios e role-playing 13:00H -13:10H • Avaliação da satisfação dos participantes ACÇÃO DE FORMAÇÃO melhorar as competências de comunicação com os doentes oncológicos e família Acção de formação Melhorar as competências de comunicação com os doentes oncológicos e família Coimbra, Hotel Meliá, 30 e 31de Março de 2007 Contexto e Objectivos Atenta à importância de uma adequada comunicação médico-paciente, a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), inicia em 2007 o projecto “MELHORAR AS COMPETÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO COM OS DOENTES ONCOLÓGICOS E FAMÍLIA”. Trata-se de uma série de acções de formação destinada aos associados da SPO, com a qual se pretende: 1) Aprender e treinar técnicas básicas e avançadas de comunicação para usar na relação com pacientes oncológicos e família; 2) Aprender a identificar problemas de adaptação ou psicológicos; 3) Saber utilizar o protocolo SPIKES como modo privilegiado de como comunicar as Más Notícias. Transmitir “más notícias” provoca na outra pessoa reacções emocionais negativas que podem ser reduzidas se essa informação for transmitida de uma forma adequada, sensível ao outro e humanizada, o que requer um conjunto de passos/etapas que importa conhecer e utilizar na prática diária com os utentes. O protocolo S-P-I-K-E-S, constituído por seis passos, da autoria dos professores Walter Baile e Robert Buckmann (1998, 2000), é utilizado por vários Centros Oncológicos internacionais como forma de melhor assistir o doente numa fase difícil das suas vidas. Esta área “Aptidões de Comunicação e de Relação com Doente e Família” é considerada uma das cinco competências-chave do médico pela agência internacional americana responsável pelos programas de formação médica (ACGME). Enquanto factor fundamental para a boa adaptação e qualidade de vida dos pacientes, a comunicação médico-paciente deve ser abordada tendo por base vários pressupostos, nomeadamente: (a) providenciar informação apropriada e avaliar as preocupações dos pacientes acerca da sua doença e tratamento influenciando positivamente a adaptação dos pacientes; (b) uma adequada comunicação centrada-no-paciente está associada a importantes parâmetros de saúde, tais como, adesão aos tratamentos, controle da dor, resolução de sintomas físicos e funcionais, bom funcionamento psicológico e aumento da satisfação; (c) na prevenção, detecção e manejo das perturbações psicológicas; (d) na valorização dos aspectos psicossociais como uma dimensão significativa da saúde1. Metodologia Informação didáctica, expositiva Exercícios em grupo Demonstração Exercícios em grupo com dramatização Role-playing ou ensaio de papéis e atitudes Destinatários Dirigidas aos associados da SPO, cada edição desta acção de formação terá um máximo de nove participantes e uma carga horária de 12 horas (um dia e meio, aproximadamente). No final de cada edição, cada participante receberá um certificado de participação. Critérios de selecção As vagas são ocupadas por ordem de inscrição. O lugar deixado vago por eventuais desistências ficará disponível para outros interessados. Coordenação pedagógica Luzia Travado, psicóloga clínica, mestre em Psicologia da Saúde, especializada em Psico-Oncologia, coordenadora da Unidade de Psicologia Clínica do C.H.Lisboa (zc). Investigadora portuguesa do Southern European Psycho-Oncology Study (SEPOS)1 financiado pela CE, com várias publicações em revistas internacionais. Membro da Comissão Científica e do Conselho de Directores da International Psycho-Oncology Society. Colaboração da Dra. Cidália Ventura e/ou Dra. Cristina Martins (psicólogas que colaboraram no projecto SEPOS). Consultoria do Prof. Walter Baile2. Bibliografia Baile W, Buckman R. et al, (2000) SPIKES-A Six-Step Protocol for Delivering Bad News: Application to the Patient with Cancer, The Oncologist,5(4):302-311 http://theoncologist.alphamedpress.org/cgi/content/full/5/4/302 Grassi L., Travado L., Gil F., Campos R., Lluch P., Baile W. (2005) A Communication Intervention For Training Southern European Oncologists To Recognize Psychosocial Morbidity In Cancer Patients. IDevelopment Of The Model And Preliminary Results On Physicians’ Satisfaction. Journal of Cancer Education, 20 (2):79-84. Maguire P. (2000) Improving Communication with Cancer Patients. European J Cancer, 35 (10): 1415-1422. Travado L, Grassi L, Gil F, Ventura C, Martins C, and the SEPOS Group (2005). Physician-Patient Communication Among Southern European Cancer Physicians: The Influence of Psychosocial Orientation and Burnout. Psycho-Oncology, 14: 661-670. Notas 1 Projecto multicêntrico realizado em Portugal, Espanha e Itália, patrocinado pela Comissão Europeia, intitulado “Melhoria das aptidões de comunicação e de avaliação da morbilidade psicossocial e qualidade de vida dos pacientes oncológicos, para profissionais de saúde”. Este projecto desenvolveu um programa de treino para corresponder às necessidades específicas dos médicos destes países do sul da Europa, avaliadas num estudo piloto já apresentado (Grassi et al., 2005) 2 Walter Baile, professor e chefe de Psiquiatria da Universidade do Texas, M.D. Anderson Cancer Center. Especialista mundial do Treino de Aptidões de Comunicação em Oncologia, com diversos cursos para médicos, para a American Society of Clinical Oncology (ASCO), European School of Oncology (ESO) em vários países. Presidente da Comissão de Comunicação Médico-Paciente da National Cancer Center Network (NCCN) e autor do Protocolo de Más Notícias. Consultor do Projecto SEPOS1 (Grassi, Travado, Gil et al, 2001-2005).