Calagem e adubação para a cultura de soja Eng. Agrônomo Me. José Mateus Santini 1 Calagem e adubação para a cultura de soja • Introdução • Correção do solo • Calagem • Gessagem • Adubação • Macronutrientes • Micronutrientes 2 Introdução • Glycine max (L.) Merrill • • • • • • • • • • • Anual: herbácea à sub-lenhosa Porte: 0,30 m a 1,80 m Folhas: unifólios e trifólios Haste principal: ramificada ou não Nós: inflorescências e infrutescências Hábitos de crescimento: determinado / indeterminado 30 a 80 vagens/pl 60 a 240 sementes/pl Óleo: 17 % a 22 % Proteína: 38 % a 45 % Carboidratos: 30 % a 35 % ESALQ/USP-LPV: Gil Câmara (2013) 3 Introdução • Glycine max (L.) Merrill • Sistema radicular pivotante • Profundidade: até 1,80 m • 60 a 70% à 0,15 m de profundidade • • • • Nodulação: início = v1 a v2 Nódulos: visíveis v2 a v3 Nodulação máxima: r2 a r5.3 Produtividade: 3.500 kg ha-1 ESALQ/USP-LPV: Gil Câmara (2013) 4 Introdução Comparativo de área, produtividade e produção da cultura da cultura de soja Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil Área 1000 ha 1.124 2.560 13.878 1.996 10.474 30.033 Var. (%) 24,7 6,1 8,6 13,5 6,0 8,3 Produtividade Var. (%) kg ha-1 3061 3,7 2753 25,5 3016 1,2 2565 -16,9 2778 -8,5 2.882 -1,9 Produção 1000 Mg 3.440,8 7.049,5 41.859,9 5.120,1 29.098,9 86.569,2 Var. (%) 29,3 33,1 9,9 -5,6 -3,1 6,2 (Conab, 2014) 5 Introdução Estatística do Complexo Soja 1. Soja 2010 Produção Sementes/Outros Exportação Processamento Estoque Final 2. Farelo 68.919 2.800 29.073 35.506 3.670 2010 Produção Consumo Doméstico Exportação Estoque Final 3. Óleo 26.998 12.944 13.849 1.116 2010 Produção Consumo Doméstico Exportação Estoque Final 6.928 5.404 1.490 361 2011 75.248 2.850 32.986 37.270 5.852 2011 28.322 13.758 14.451 1.254 2011 7.340 5.528 1.782 391 2012 67.920 2.900 32.916 36.434 1.790 2012 27.767 14.051 13.885 1.089 2012 7.013 5.328 1.764 314 2013 2014 (P) 81.593 2.950 42.796 36.238 1.682 2013 86.500 2.950 43.000 37.000 5.332 2014 (P) 27.621 14.350 13.376 988 2013 28.200 14.500 13.700 988 2014 (P) 7.075 5.723 1.383 288 Fonte/Elaboração: ABIOVE - Coordenadoria de Economia e Estatística 7.100 5.800 1.300 288 6 Nutrientes Exportação de macronutrientes pela cultura da soja Nutrientes N g kg-1 média 48,74 IC (5%) 0,83 Máx. 49,57 Mín 47,91 P g kg-1 5,12 0,11 5,23 5,01 K g kg-1 14,33 0,34 14,68 13,99 Ca g kg-1 Mg g kg-1 3,22 2,78 0,07 0,05 3,29 2,83 3,15 2,73 S g kg-1 3,19 0,15 3,34 3,04 N>K>P>Ca=S>Mg Fonte: Santini Dados não publicados 7 Nutrientes Exportação de micronutrientes pela cultura da soja Nutrientes média IC (5%) Máx. Mín B mg kg-1 32,68 1,28 33,95 31,40 Cu mg kg-1 13,83 0,41 14,25 13,42 Fe mg kg-1 377,22 71,22 448,44 306,00 Mn mg kg-1 32,89 1,15 34,04 31,74 Zn mg kg-1 43,67 0,96 44,63 42,71 Fe>Zn>Mn=B>Cu Fonte: Santini Dados não publicados 8 Correção do solo 9 Correção do solo - Calagem • Os solos brasileiros, em geral, apresentam limitações ao estabelecimento e desenvolvimento de sistemas de produção, em decorrência, a acidez do solo. • Necessidade de atenuar ou eliminar os efeitos negativos da acidez, pelo uso da calagem. • Objetivos da Calagem 10 Correção do solo - Calagem • Uso do cerrado para a agricultura • Boas propriedades físicas e topografia favorável à mecanização. • Propriedades químicas limitantes • Elevada acidez • Altos teores de Al trocável • Deficiência generalizada de nutrientes • P, Ca, Mg 11 Correção do solo - Calagem • Correção da acidez do solo • Método da neutralização da acidez trocável e elevação dos teores de Ca e Mg trocáveis. *NC = ( 2 x Al ) + [ 2 - (Ca + Mg)] x f *Para solos com CTC maior que 4 cmolc dm-3, teor de argila maior que 15% e teor de Ca e Mg maior que 2 cmolc dm-3. 12 Correção do solo - Calagem • Correção da acidez do solo • Método da saturação por bases (𝑽𝟐 − 𝑽𝟏) 𝑵𝑪 = ×𝑻 ×𝒇 𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎 𝒇= 𝑷𝑹𝑵𝑻 (𝑽𝟐 − 𝑽𝟏) 𝑵𝑪 = ×𝑻 𝑷𝑹𝑵𝑻 13 Correção do solo - Calagem • A resposta à saturação por base varia de cultura • A tolerância a acidez foi na ordem de arroz > feijão > milho > soja. • O pH adequado para a arroz foi de 5,6, para o feijão de 6,2, para o milho de 6,4 e, para a soja, foi de 6,8. (FAGERIA, 2001) 14 Correção do solo - Calagem Relação entre produtividade de grãos de algumas culturas anuais e saturação por bases na camada arável dos solos de cerrado 15 Correção do solo - Calagem 16 Correção do solo - Calagem • Aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 50% em sistemas de sequeiro e 60% para sistemas irrigados. • utilizar calcário que complete o teor de Mg no solo para valores entre 0,5 e 1,0 cmolc dm-3, pelo menos. 17 Correção do solo - Gessagem • Utilizado para melhoria do ambiente radicular, abaixo da camada corrigida pela calagem usual. • O gesso promove a correção do Al tóxico em profundidade e melhora o ambiente radicular 2CaSO4.2H2O Ca2+ + SO42- + CaSO40 + 4H2O 18 Correção do solo - Gessagem • Objetivos • Fonte de Ca e S • Melhoria do ambiente radicular • Redução do Al3+ tóxico (AlSO4+). 19 Correção do solo - Gessagem Distribuição relativa de raízes de milho no perfil de um Latossolo argiloso, sem aplicação e com aplicação de gesso. (SOUSA et al., 1995) 20 Correção do solo - Gessagem - Recomendação de Gessagem - Profundidade que se desenvolve o sistema radicular ativo. - Amostragem nas profundidade de 20-40 e 40-60 cm. - Se a saturação por Al do solo for maior que 20% e o teor de Ca menor que 0,5 cmolc dm-3, há probabilidade à resposta à aplicação de gesso. 21 Correção do solo - Gessagem - Recomendação de Gessagem NG (t ha-1) = f x teor de argila f = 0,050 (culturas anuais) f = 0,075 (culturas perenes) 22 Correção do solo - Gessagem - Não houve resposta, em termos de rendimento de grãos de soja, às doses de gesso aplicadas (NEIS, 2010); - Não houve respostas de produtividade da cultura da soja em relação às diferentes doses de gesso aplicadas (CASTAÑON, 2011); - O uso de gesso agrícola e enxofre elementar não afetaram parâmetros avaliados (MARCHESAN, 2013); e - A dosagem de 1.095 kg ha-1 de gesso proporciona acréscimo de 21% no rendimento de grãos de soja (SÁVIO, 2011). 23 Adubação 24 Adubação • A recomendação de adubação para as culturas, deve fundamentar-se basicamente em: • Conhecimento do potencial de extração pela planta ou pelo sistema. • Conhecimento da fertilidade do solo. • Potencial econômico de resposta à aplicação dos fertilizantes (OLIVEIRA Jr et al., 2013) 25 Adubação - Nitrogênio • Adubação nitrogenada? • Origem do N ao sistema • • • • Fertilizantes; Mineralização da MO; Relâmpagos; e FBN 26 Adubação - Nitrogênio Rendimento de grãos de soja em resposta à aplicação suplementar, tardia, de nitrogênio. (MENDES et al., 2007) 27 Adubação - Nitrogênio Massa de nódulos secos (MNS) e N total acumulado na parte aérea (NTPA) e rendimento de grãos de soja (RG), cv. EMBRAPA 48, em um latossolo vermelho escuro de Ponta Grossa, PR, sob plantio convencional (PC) ou plantio direto (PD), na safra 2000/2001 (CRISPINO et al., 2005) 28 Adubação - Nitrogênio FBN • Microrganismos procariotos. • 65% do N introduzido nos sistemas agrícolas. • Maior eficiência em plantas leguminosas • Fatores de Interferência • • • • Temperatura e umidade; Salinidade e acidez do solo; Fertilizantes Nitrogenados; e Uso de pesticidas. 29 Adubação - Nitrogênio Quantificação de contribuição da FBN em leguminosas. Espécie Amendoim Estilosantes Feijão Guandu Sesbania rostrata Soja Trevo-Branco FBN kg ha-1 ano-1 33-297 110-184 30-50 7-235 324 17-450 128-291 Fonte: Adaptado de Freire (1992) e Moreira e Siqueira (2002) apud Reis et al. (2006) 30 Adubação - Nitrogênio Recomendação • Inoculante turfoso • Umedecer a semente com solução açucarada a 10%, utilizando 300 ml em 50 kg de semente. • Adicionar 500 a 600g de inoculante turfoso 50 kg de semente. • Inoculante líquido • Aplicar o inoculante nas sementes, homogeneizar e deixar secar à sombra. 31 Adubação - Nitrogênio Recomendação • Inoculação no sulco de semeadura • A dose de inoculante deve ser, no mínimo, seis vezes superior à dose indicada para as sementes. • Inoculação em áreas com cultivo anterior de soja • Ganhos médios de 4,5% no rendimento de grãos • Inoculação em áreas de primeiro cultivo com soja 32 Adubação - Nitrogênio Cuidados na inoculação • Fazer a inoculação à sombra e efetuar a semeadura no mesmo dia; • Evitar o aquecimento do depósito da semente; • Uniformidade da inoculação; e • Cuidado com aplicação de pesticidas e/ou micronutrientes. • Maiores danos em áreas de primeiro cultivo • Evitar tratamento de semente • Micronutrientes via foliar 33 Adubação - Fósforo • O teor de P nos solos esta entre 0,2 e 5,0 g kg-1, porem, grande parte encontra-se de forma indisponível para a planta. • P no solo • • • • Solução Adsorvido Minerais Componentes de MO 34 Adubação - Fósforo Formação do P não-Lábil • Mecanismos em fases (não em paralelo) • 1º fase (rápida): • 90% do P aplicado, por uma fonte solúvel, pode ser adsorvido na primeira hora de contato com o solo. • Inicialmente há uma atração eletrostática (física), ocorrendo a troca de ligantes, com posterior formação de ligações coordenadas. 35 Adubação - Fósforo Formação do P não-Lábil • 2º fase (lenta): • Caracterizada pela penetração dos fosfato nas imperfeições dos cristais ou entre os microcristais. • Há a ocorrência de duas ligações coordenadas com a superfície adsorvente. • Torna-se cada vez menor seu equilíbrio como psolução 36 Adubação - Fósforo Fósforo recuperado pelos extratores Mehlich – 1 e Resina, e produção de matéria seca da parte aérea de plantas de sorgo, com diferentes tempos de incubação de doses de fósforo aplicadas em um dos solos utilizados 1,8 % 1,93 % 7,33 % 37 Fonte: Gonçalvez et al (1989) apud Novais et al. (2007) Adubação - Potássio • K é um dos nutrientes mais abundantes nos solos • 0,3 a 30 g kg-1 (SPARKS, 2000) • 0,9 a 19 g kg-1 para região tropical (FASSBENDER, 1984) • 98% encontra-se na estrutura dos minerais primários e secundários • Liberados após os minerais serem intemperizados porem, de forma lenta, e insuficiente para plantas de ciclo curtos. • Cerrado (VILLA et al., 2004) • K total: 144 a 2.037 mg kg-1 • K trocável 27 a 78 mg kg-1 38 Adubação - Potássio Produtividade de cultivares de soja em resposta aos teores disponíveis de K no solo. Embrapa Soja. 39 Recomendação da adubação • Interpretação da análise de solo • Teores de P e K no solo • Adubação de correção ou manutenção • Recomendação de adubação • Utilização de manuais • • • • 5ª aproximação Boletim 100 Cerrado – Correção do solo e adubação Manual de calagem e adubação do estado do Rio de Janeiro • Recomendação de boletins particulares • Artigos científicos 40 Recomendação da adubação Interpretação da análise da camada de 0 a 20 cm, para o P extraído pelo extrator Mehlich 1, de acordo com o teor de argila, para sistemas de sequeiro e irrigado em solo do cerrado. Sequeiro Irrigado Teor de Argila (%) ≤ 15 16 a 35 36 a 60 > 60 Teor de Argila (%) ≤ 15 16 a 35 36 a 60 > 60 Muito baixo 0a6 0a5 0a3 0a2 Muito baixo 0 a 12 0 a 10 0a5 0a3 Teor de P no solo (mg dm-3) Baixo Médio Adequado 6,1 a 12 12,1 a 18 18,1 a 25 5,1 a 10 10,1 a 15 15,1 a 20 3,1 a 5 5,1 a 8 8,1 a 12 2,1 a 3 3,1 a 4 4,1 a 6 Teor de P no solo Baixo Médio Adequado 12,1 a 18 18,1 a 25 25,1 a 40 10,1 a 15 15,1 a 20 20,1 a 30 5,1 a 8 8,1 a 12 12,1 a 18 3,1 a 4 4,1 a 6 6,1 a 9 Alto >25 >20 > 12 >6 Alto >40 >30 >18 >9 (SOUSA e LOBATO, 2004) 41 Recomendação da adubação Interpretação da análise de solo do Cerrado, da camada de 0 a 20 cm, para K extraído pelo extrator de Mehlich 1. Interpretação Teor de K no solo (mg dm-3) Solos com CTC a pH 7 menor que 4 cmolc dm-3 Baixo ≤ 15 Médio 16 a 30 Adequado 31 a 40 Alto >40 Solos com CTC a pH 7 igual ou maior que 4 cmolc dm-3 Baixo ≤ 25 Médio 26 a 50 Adequado 51 a 80 Alto > 80 mg dm-3 cmolc dm-3 mmolcdm-3 K 10 391 1 (SOUSA e LOBATO, 2004) 42 Recomendação da adubação Adubação de manutenção na semeadura da cultura da soja, em função da expectativa de rendimento e da interpretação da análise de solo. P extraível Expectativa de rendimento Adequado Alto Mg ha-1 kg ha-1 de P2O5 3 (50 sc) 60 30 4 (67 sc) 80 40 5 (83 sc) 100 50 K extraível Adequado Alto kg ha-1 de K2O 60 40 80 50 100 70 (SOUSA e LOBATO, 2004) 43 Recomendação da adubação Baixo teor de P no solo Rendimento de grãos de soja em função das doses de adubação fosfatada. ** significativo a 1% de probabilidade, pelo teste “t” de Student. Gilbués-PI, UFPI, 2009 (Alcântara Neto et al., 2010) 44 Recomendação da adubação Produtividade de grãos (PROD.) submetidos à diferentes doses de fertilizantes fosfatados. Doses (kg ha-1) PROD. (Mg ha-1) 40 3.926,3 ns 80 3.776,5 120 3.829,5 240 3.880,5 DMS 0,4217 ns Fonte: Santini Dados não publicados Não significativo.. 45 Recomendação da adubação Resultados analíticos de fósforo (P) (Mehlich – 1) após o ciclo da cultura da soja comparando fontes fosfatadas (superfosfato triplo revestido (ST R) e superfosfato triplo Convencional (ST C)) e doses. Fontes ST R ST C Doses (kg ha-1) 40 80 120 240 CV (%) Fonte: Santini Dados não publicados P (mg dm-3) 45,9 ns 51,3 P mel 40,11* 40,8 54 59,5 29,26 Linear 46 Recomendação da adubação Fósforo fixado (kg ha-1) 70.00 Fixação de fósforo 60.00 50.00 40.00 30.00 y = 0.5401x + 1.0574 R² = 0.906 20.00 10.00 0.00 0 20 40 60 80 Dose P2O5 (kg ha-1) 100 120 Fixação de fósforo (não lábil) sob diferentes doses de aplicação de P2O5 Fonte: Santini Dados não publicados 47 Recomendação da adubação Correlação entre métodos de extração de fósforo Mehlich - 1 (mg dm-3) 120 100 80 60 40 20 30 50 70 90 Resina trocadora de íons (mg dm-3) Correlação entre métodos de extração de fósforo Fonte: Santini Dados não publicados 48 Recomendação da adubação Médio teor de K no solo Produtividade de grãos para cultivares de soja, em função de doses de K2O aplicados no plantio. Monte Alegre de minas-MG (LANA, 2002) 49 Recomendação da adubação Alto teor de K no solo Médias de produção em função das doses de potássio utilizadas na cultura da soja em cobertura. Chapadão do Sul – MS, 2007/08. (MARCANDALL et al., 2008) 50 Adubação antecipada • O sistema convencional tem sido muito utilizado desde a invenção da semeadora-adubadora. • Outra forma, consiste em antecipar a aplicação total ou parcial da quantidade de fertilizante requerida, numa cultura de verão, permitindo que o processo de semeadura ocorra de forma mais rápida (CHUEIRI, 2005). • Os atrasos durante a operação de semeadura resultam em decréscimos na produtividade • Principalmente quando necessárias maiores doses de fertilizantes, implicando em maior tempo e número de abastecimentos da semeadora 51 Adubação antecipada Produtividade da cultura da soja cultivada sob distintas formas de aplicação da adubação fosfatada e potássica. Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste Tukey (5%). CV=7,7% (GUARESCHI et al., 2008) 52 Adubação antecipada Produção de massa fresca (MF), massa seca (MS), número de vagens por planta (NVP) e produtividade (PROD) da cultura da soja em função da aplicação dos tratamentos. (GUARESCHI et al., 2011) 53 Adubação antecipada Média das variáveis massa de 1000 grãos (g) e produtividade kg ha-1 conforme os tratamentos na cultivar de soja V-Max RR, seguidas pelo resultado de comparação de médias pelo teste de Tukey (HEINZMANN et al., 2009) 54 Adubação antecipada • Possíveis futuras perdas • Crescimento radicular prejudicado • Efeito análogo ao de compactação ou de Al tóxico • Menor ciclagem de nutrientes • Redução de poros do solo • Maior fixação de P • Déficit hídrico • Redução de produção • Opções • Uso não frequente dessa técnica • Uso de GPS 55 Adubação - Micronutrientes • Os problemas com micronutrientes variam com os diferentes tipos de solos e regiões produtoras • Dados são escassos na literatura brasileira com relatos de ocorrência de deficiência de B e Zn. • Respostas ao uso de Mo tem sido generalizadas, em solos com pH baixo, em todas as regiões brasileiras. 56 Adubação - Micronutrientes 57 Adubação – Boro • Para 1 Mg de grãos a soja absorve aproximadamente 150 g de B. • 20% nas raízes; 44% na parte aérea; e 36% nos grãos. • Teor de B inferior a 10 mg kg-1, em sementes, influencia negativamente a germinação. • Faixa de teores adequados em folhas: • 21 a 55 mg kg-1 • Buzetti et al. (1990) relataram que, quando o solo tinha menos do que 0,24 e mais que 0,6 mg dm-3 de B, havia prejuízos a produtividade. 58 Adubação – Cobre • Para 1 Mg de grãos a soja absorve aproximadamente 70 g de Cu. • 65% nas raízes; 15% na parte aérea; e 20% nos grãos • Faixa de teores adequados em folhas: • 10 a 30 mg kg-1 • Dados escassos, na literatura, com efeito significativo 59 Adubação – Manganês • Para 1 Mg de grãos a soja absorve aproximadamente 300 g de Mn. • 56% nas raízes; 29% na parte aérea; e 15% nos grãos • Faixa de teores adequados em folhas: • 14 a 22 mg kg-1 • Teores acima de 200 mg kg-1 não tem afetado a produção. 60 Adubação – Molibdênio • Para 1 Mg de grãos a soja absorve aproximadamente 0,8 g de Mo. • Faixa de teores adequados em folhas: • 1 a 5 mg kg-1 • Maiores quantidades de Mo para a FBN, do que propriamente para o metabolismo da planta. • Normalmente a deficiência de Mo aparece como deficiência de N. • Sementes com altas concentrações de Mo, pode substituir parcialmente a aplicação do nutriente. 61 Adubação – Zinco • Para 1 Mg de grãos a soja absorve aproximadamente 215 g de Zn. • 26% nas raízes; 34% na parte aérea; e 40% nos grãos • Faixa de teores adequados em folhas: • 21 a 50 mg kg-1 • Menos sensível que milho e o trigo, porem, no cerrado tem encontrado resposta ao nutriente. 62 Adubação – Cobalto • Elemento essencial ao processo de fixação de N2 • Na literatura brasileira dados com exemplo de resposta da soja são raros. Por outro lado, o uso de doses excessivas aplicadas às sementes pode causar problemas na germinação. • Small Jr. et al (1967) observaram que a aplicação de mais do que 36,8 mg kg-1 de Co às sementes de soja, provocou clorose nas folhas e atrofiamento das plântulas 63 Recomendação da adubação Interpretação da análise de solo do cerrado, da camada de 0 a 20 cm, a pH 6 para B, Cu, Mn e Zn Interpretação Baixo Médio Alto B Cu Mn (mg dm-3) < 0,2 < 0,4 <1,9 0,3 a 0,5 0,5 a 0,8 2a5 > 0,5 > 0,8 >5 Zn <1 1,1 a 1,6 > 1,6 (SOUSA e LOBATO, 2004) 64 Recomendação da adubação • Boro • 1 kg ha-1 de B via solo • Residual de pelo menos 3 anos • 0,9 a 1,1 kg ha-1 via foliar • Cobre • 2 kg ha-1 de Cu via solo • Residual de pelo menos 4 anos • Manganês • 14 a 17 kg ha-1 de Mn a lanço • 3 a 4 kg ha-1 no sulco de semeadura 65 Recomendação da adubação • Molibdênio • 12 a 25 g ha-1 de Mo via sementes • 1 a 2 kg ha-1 de Mo via foliar • Zinco • 4 kg ha-1 de Zn via solo • Residual de pelo menos 4 anos • Cobalto • 2 a 3 g ha-1 de Co via sementes 66 Obrigado!!! Um país se faz com homens, mulheres, meninos, políticos, escândalos e feriados. (FALCÃO) Eng. Agrônomo Me. José Mateus Santini [email protected] 67